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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Expresso Aeroporto terá alteração na programação durante o feriado de Finados</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/expresso-aeroporto-tera-alteracao-na-programacao-durante-o-feriado-de-finados/</link>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 23:30:40 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviço terá partidas a cada hora nos dias 30 de outubro e 02 de novembro; no domingo, dia 1º, o intervalo será de 1 hora entre 5h e 8h da manhã VINÍCIUS DE OLIVEIRA Para quem vai viajar no feriado prologado, o Serviço Expresso Aeroporto é uma alternativa de acesso ao Aeroporto Internacional de São [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="449" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/06/linha-13-jade_foto.jpg?fit=800%2C449&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/06/linha-13-jade_foto.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/06/linha-13-jade_foto.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/06/linha-13-jade_foto.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/06/linha-13-jade_foto.jpg?resize=768%2C431&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/06/linha-13-jade_foto.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><em>Serviço terá partidas a cada hora nos dias 30 de outubro e 02 de novembro; no domingo, dia 1º, o intervalo será de 1 hora entre 5h e 8h da manhã</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Para quem vai viajar no feriado prologado, o Serviço Expresso Aeroporto é uma alternativa de acesso ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O serviço conecta a Estação Palmeiras-Barra Funda à Estação Aeroporto-Guarulhos, com paradas na Luz e em Guarulhos-Cecap, no sentido do aeroporto.</p>
<p><strong>Confira a programação dos trens durante o feriado</strong></p>
<p>O Serviço Expresso Aeroporto terá alterações de horários neste feriado. No sábado e na segunda-feira (31/10 e 02/11), os trens terão partidas a cada 1 hora. Já no domingo (01/11), as saídas serão a cada 1 hora das 05h às 08h da manhã. Após esse horário, o Expresso volta a operar normalmente, com viagens a cada 30 minutos.</p>
<p>Já a Linha 13-Jade funcionará com sua programação habitual de domingo na segunda-feira (02/11), feriado de Finados, mantendo intervalos de 12 minutos entre os trens durante todo o dia. Vale lembrar que no sábado (31/10) a operação de todas as linhas segue o cronograma normal do fim de semana. A Linha 13-Jade atende diariamente das 04h às 00h.</p>
<p>A Trivia Trens orienta que os passageiros planejem seus trajetos com antecedência, em especial aqueles que utilizam a Linha 13-Jade e o Serviço Expresso Aeroporto para acessar o terminal aéreo. Em caso de dúvidas, consulte os canais oficiais da concessionária e fiquem atentos aos avisos sonoros nos trens e plataformas.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>CNT destaca 15 deputados ligados ao transporte no novo Congresso; Marco Legal dos ônibus, tarifa zero, subsídios, jornada dos motoristas e financiamento da mobilidade estarão entre os grandes desafios</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/cnt-destaca-15-deputados-ligados-ao-transporte-no-novo-congresso-marco-legal-dos-onibus-tarifa-zero-subsidios-jornada-dos-motoristas-e-financiamento-da-mobilidade-estarao-entre-os-grandes-desafios/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 23:03:31 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Levantamento da Confederação Nacional do Transporte identifica parlamentares com histórico de atuação em transporte público, infraestrutura, segurança jurídica e questões trabalhistas. Câmara terá 173 estreantes e Senado registrará renovação de 74,1% das vagas disputadas. Nova Lei nº 15.432/2026 muda regras de contratos e custeio de ônibus, trens e metrôs, mas debate sobre gratuidade nacional, vetos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="980" height="634" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?fit=980%2C634&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?w=980&amp;ssl=1 980w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=300%2C194&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=768%2C497&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=400%2C259&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /> <div><em>Levantamento da Confederação Nacional do Transporte identifica parlamentares com histórico de atuação em transporte público, infraestrutura, segurança jurídica e questões trabalhistas. Câmara terá 173 estreantes e Senado registrará renovação de 74,1% das vagas disputadas. Nova Lei nº 15.432/2026 muda regras de contratos e custeio de ônibus, trens e metrôs, mas debate sobre gratuidade nacional, vetos presidenciais e recursos permanentes continuará em 2027</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
<p>A Confederação Nacional do Transporte (CNT) identificou 15 deputados federais eleitos ou reeleitos para a legislatura de 2027 a 2031 com histórico de atuação ou proximidade com pautas estratégicas para o setor de transportes, incluindo mobilidade urbana, transporte de passageiros, infraestrutura, segurança jurídica e relações trabalhistas. Entre os nomes destacados estão Diego Andrade (PSD-MG), Guilherme Uchoa (PSD-PE), Icaro de Valmir (Republicanos-SE), João Cury (MDB-SP), Neto Carletto (Avante-BA), Rodrigo de Castro (União-MG) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). A relação consta de um levantamento especial da entidade sobre a composição do novo Congresso Nacional, que terá pela frente decisões capazes de afetar diretamente as tarifas dos ônibus, o financiamento de metrôs e trens, as concessões, os custos das empresas e as condições de trabalho dos profissionais do transporte.</p>
<p>Um dos principais temas que atravessará a próxima legislatura será a implementação do novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, transformado na Lei Federal nº 15.432, de 13 de junho de 2026, depois de quase cinco anos de discussões no Congresso. A legislação estabelece novas diretrizes para contratos, remuneração dos operadores, subsídios, integração dos sistemas e qualidade dos serviços, mas não determina tarifa zero universal nem assegura, por si só, recursos suficientes para custear as operações. A discussão ganhou outra dimensão depois da campanha eleitoral de 2026, com propostas de gratuidade e de ampliação do financiamento federal. Como o Diário do Transporte mostrou em reportagens, entrevistas e análises desde 2021, o desafio será conciliar o direito de acesso ao transporte, a modicidade ou eliminação das tarifas, a responsabilidade fiscal e a sustentabilidade econômica de sistemas que precisam funcionar diariamente, independentemente do número de passageiros pagantes.</p>
<h2>Quem são os 15 deputados destacados pela CNT</h2>
<p>O estudo da CNT, intitulado “Novo Congresso Nacional — 58ª Legislatura, 2027–2031”, dedica uma seção específica à relação entre deputados federais e transporte.</p>
<p>A entidade observa que parte dos eleitos já demonstrou afinidade, em suas trajetórias políticas e parlamentares, com prioridades consideradas estratégicas para o setor transportador.</p>
<p>A relação não representa uma classificação dos deputados mais produtivos, nem significa que todos tenham defendido as mesmas soluções para os problemas da mobilidade.</p>
<p>Trata-se de uma seleção institucional de parlamentares cujas atividades se relacionam com diferentes segmentos dos transportes.</p>
<p>Dos 15 nomes, 11 foram reeleitos, dois retornam à Câmara depois de um período fora da Casa e dois foram eleitos para o primeiro mandato federal.</p>
<h3>Parlamentares reeleitos</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Deputado</th>
<th>Partido/UF</th>
<th>Temas destacados pela CNT</th>
</tr>
<tr>
<td>Capitão Alden</td>
<td>PL-BA</td>
<td>Segurança pública, questões trabalhistas e segurança privada</td>
</tr>
<tr>
<td>Diego Andrade</td>
<td>PSD-MG</td>
<td>Transporte, infraestrutura e capacitação profissional</td>
</tr>
<tr>
<td>Felipe Francischini</td>
<td>Podemos-PR</td>
<td>Portos, mobilidade e segurança jurídica</td>
</tr>
<tr>
<td>Flávio Nogueira</td>
<td>PT-PI</td>
<td>Transporte, infraestrutura, saúde e capacitação</td>
</tr>
<tr>
<td>Gilberto Abramo</td>
<td>Republicanos-MG</td>
<td>Transporte, infraestrutura, tributação e segurança jurídica</td>
</tr>
<tr>
<td>Guilherme Uchoa</td>
<td>PSD-PE</td>
<td>Transporte de passageiros, mobilidade e infraestrutura</td>
</tr>
<tr>
<td>Icaro de Valmir</td>
<td>Republicanos-SE</td>
<td>Transporte público, desenvolvimento urbano e mobilidade</td>
</tr>
<tr>
<td>João Cury</td>
<td>MDB-SP</td>
<td>Transporte público, navegação interior, hidrovias e meio ambiente</td>
</tr>
<tr>
<td>Neto Carletto</td>
<td>Avante-BA</td>
<td>Transporte público e infraestrutura</td>
</tr>
<tr>
<td>Rodrigo de Castro</td>
<td>União-MG</td>
<td>Transporte, regulação e segurança jurídica</td>
</tr>
<tr>
<td>Silvio Costa Filho</td>
<td>Republicanos-PE</td>
<td>Portos, aeroportos, transporte aéreo, infraestrutura e capacitação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h3>Deputados que retornam à Câmara</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Deputado</th>
<th>Partido/UF</th>
<th>Temas destacados</th>
</tr>
<tr>
<td>Fabinho Ramalho</td>
<td>PL-MG</td>
<td>Infraestrutura e transporte</td>
</tr>
<tr>
<td>Subtenente Gonzaga</td>
<td>PL-MG</td>
<td>Segurança pública e privada e transporte</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h3>Novos deputados</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Deputada ou deputado</th>
<th>Partido/UF</th>
</tr>
<tr>
<td>Gleide Andrade</td>
<td>PT-MG</td>
</tr>
<tr>
<td>Iratã Abreu</td>
<td>PSDB-TO</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A seleção demonstra a presença de parlamentares de diferentes partidos, estados e campos políticos.</p>
<p>Minas Gerais concentra seis dos 15 nomes, seguida pela Bahia, com dois. Pernambuco também possui dois representantes, enquanto São Paulo, Paraná, Piauí, Sergipe e Tocantins aparecem com um cada.</p>
<p>A presença de deputados ligados à segurança pública, tributação, infraestrutura e relações trabalhistas mostra que a agenda dos transportes vai além da discussão sobre preços das passagens e construção de corredores.</p>
<p>Questões como violência contra motoristas, condições de descanso, impostos sobre combustíveis, segurança dos passageiros, equilíbrio econômico dos contratos e investimentos ferroviários também dependem de decisões legislativas.</p>
<h2>Por que esses parlamentares importam para passageiros e empresas</h2>
<p>A CNT chama atenção para a capacidade do Congresso de interferir diretamente nas condições de funcionamento dos diferentes segmentos dos transportes.</p>
<p>Segundo a confederação, são acompanhadas mais de 6 mil proposições legislativas com potencial de afetar empresas, trabalhadores e atividades de transporte e logística.</p>
<p>Esse universo inclui projetos relacionados à mobilidade urbana, transporte rodoviário de passageiros, movimentação de cargas, ferrovias, portos, aeroportos, tributação, relações trabalhistas e segurança.</p>
<p>A atuação dos parlamentares ocorrerá em um momento de mudanças estruturais.</p>
<p>A reforma tributária estará em fase de implementação, as discussões sobre jornada de trabalho e fim da escala 6&#215;1 continuarão relevantes e o setor de transporte coletivo enfrentará a necessidade de renovar frotas, modernizar contratos e encontrar fontes permanentes de financiamento.</p>
<p>Entre as atribuições dos deputados estão a apresentação de projetos, a análise de propostas nas comissões, a votação em plenário e a fiscalização de políticas públicas.</p>
<p>A presença na seleção da CNT, entretanto, não representa compromisso antecipado com propostas específicas. O posicionamento de cada parlamentar dependerá das matérias submetidas à análise e de sua atuação efetiva durante o mandato.</p>
<h2>O que é o Marco Legal do Transporte Público e por que ele mudou uma discussão de décadas</h2>
<p>O Marco Legal do Transporte Público Coletivo é um conjunto de regras nacionais destinado a reorganizar a maneira como ônibus urbanos e serviços coletivos de caráter urbano são planejados, contratados, financiados e fiscalizados.</p>
<p>A proposta nasceu do Projeto de Lei nº 3.278/2021, apresentado pelo então senador Antonio Anastasia, que posteriormente assumiu uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU).</p>
<p>Depois de passar pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, a proposta foi sancionada com vetos em junho de 2026.</p>
<p>A Lei nº 15.432 reconhece expressamente o transporte público coletivo como serviço essencial e reafirma sua condição de direito social previsto na Constituição Federal.</p>
<p>Um dos pontos centrais é a distinção entre o custo real da operação e o valor cobrado do passageiro.</p>
<p>Durante décadas, muitos sistemas brasileiros tiveram sua estrutura econômica baseada principalmente na arrecadação das catracas.</p>
<p>Isso produziu uma dificuldade: quando a quantidade de passageiros diminui, a receita também cai, mesmo que os ônibus precisem continuar circulando para atender a população.</p>
<p>Em determinadas situações, essa perda de arrecadação acaba provocando aumento das tarifas, redução da oferta, necessidade de subsídios adicionais ou desequilíbrio dos contratos.</p>
<p>O novo marco procura estabelecer condições para que a remuneração pelo serviço seja tratada de maneira distinta da tarifa efetivamente paga pelo usuário.</p>
<p>Por exemplo: uma operação pode ter um custo contratual de R$ 8 por passageiro equivalente, enquanto a tarifa cobrada do usuário é de R$ 5.</p>
<p>Nesse caso hipotético, a diferença precisa ser financiada por receitas complementares, subsídios ou outros mecanismos previstos no sistema.</p>
<p>O princípio também vale quando a tarifa é zero.</p>
<p>O passageiro deixa de pagar diretamente, mas os custos com motoristas, manutenção, energia, combustível, veículos, garagens, fiscalização e administração continuam existindo.</p>
<p>Portanto, a discussão deixa de ser simplesmente quanto cobrar na catraca e passa a incluir quem financia o transporte, como se calcula o custo e quais resultados devem ser exigidos em troca dos recursos.</p>
<h2>Marco Legal e tarifa zero: onde estão as convergências e as contradições</h2>
<p>O Marco Legal e as propostas de tarifa zero não são necessariamente incompatíveis.</p>
<p>Pelo contrário: a separação entre a tarifa paga pelo passageiro e a remuneração do operador cria condições jurídicas e contratuais que podem facilitar políticas de gratuidade.</p>
<p>Entretanto, existem diferenças importantes entre os dois conceitos.</p>
<p>O Marco Legal estabelece regras para organizar, financiar e fiscalizar os serviços, incluindo a possibilidade de utilização de recursos não tarifários.</p>
<p>A tarifa zero é uma decisão de política pública que elimina a cobrança direta de passagens dos usuários abrangidos, exigindo fontes alternativas para cobrir os custos.</p>
<p>A principal divergência está na definição de quanto o poder público deve financiar, de onde virão os recursos e como será garantida a manutenção dos serviços.</p>
<p>Os movimentos favoráveis à tarifa zero nacional defendem que o acesso ao transporte coletivo deve ser universalizado, com financiamento socialmente distribuído e menor dependência da cobrança individual.</p>
<p>Já representantes das empresas e gestores públicos destacam que a universalização precisa ser acompanhada por regras contratuais, financiamento permanente, capacidade de fiscalização e garantias de continuidade operacional.</p>
<p>Essas preocupações não precisam ser excludentes, mas podem entrar em conflito quando as fontes de recursos são insuficientes ou quando os modelos de remuneração produzem incentivos contrários à qualidade.</p>
<p>Uma das discussões mais importantes é justamente o risco de remunerar operadores apenas pelo número de passageiros transportados.</p>
<p>O incentivo exclusivamente vinculado ao volume de embarques pode estimular a busca por maior quantidade de passageiros sem necessariamente assegurar conforto, frequência e cumprimento dos horários.</p>
<p>Por outro lado, a remuneração desvinculada de qualquer indicador de demanda também exige cuidados para que o poder público não pague por uma oferta inadequada ou pouco utilizada.</p>
<p>O modelo precisa combinar custos eficientes, disponibilidade, cumprimento das viagens, qualidade, demanda e fiscalização.</p>
<p>A Lei nº 15.432 prevê a vinculação da remuneração contratual a metas e padrões de desempenho, qualidade e disponibilidade do serviço.</p>
<p>Essa distinção será importante para os próximos debates sobre tarifa zero, subsídios, novas concessões e integração metropolitana.</p>
<h2>Lula vetou 20 dispositivos do Marco Legal e o Congresso terá de resolver a disputa</h2>
<p>Uma das principais questões que permanecerão na agenda parlamentar envolve os vetos presidenciais à nova legislação.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Marco Legal em 13 de junho de 2026, com publicação no Diário Oficial da União em 14 de junho.</p>
<p>A lei estabelece um período de um ano entre a publicação e sua entrada em vigor, prevista, portanto, para junho de 2027.</p>
<p>Entretanto, 20 dispositivos foram vetados pelo Governo Federal, abrindo divergências sobre o alcance das novas regras.</p>
<p>Entre os temas atingidos estão a participação financeira da União, as condições para concessão de benefícios tarifários, fontes de financiamento, responsabilidades entre os entes federativos e medidas relacionadas à transição energética.</p>
<p>O Congresso Nacional pode manter os vetos ou rejeitá-los.</p>
<p>Para derrubar um veto presidencial, são necessários pelo menos 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, contabilizados separadamente.</p>
<p>Os vetos estão reunidos no Veto nº 30/2026.</p>
<p>Até 30 de outubro de 2026, a tramitação oficial consultada não registra deliberação definitiva sobre a matéria.</p>
<h3>O impasse envolvendo os subsídios</h3>
<p>Um dos principais pontos da discussão envolve a previsão de recursos para custear gratuidades e descontos tarifários.</p>
<p>Representantes empresariais argumentam que o financiamento precisa ser previamente definido para evitar que os benefícios ampliem o desequilíbrio econômico dos sistemas.</p>
<p>Organizações favoráveis à tarifa zero, por outro lado, questionaram dispositivos que poderiam dificultar a ampliação das gratuidades ou perpetuar mecanismos de remuneração vinculados ao número de passageiros.</p>
<p>O Governo Federal justificou parte dos vetos alegando riscos fiscais, restrições constitucionais e a possibilidade de comprometer benefícios sociais existentes.</p>
<p>A divergência envolve diferentes interpretações sobre a melhor maneira de garantir o direito ao transporte.</p>
<p>Um benefício gratuito sem financiamento suficiente pode comprometer a oferta do serviço. Por outro lado, exigências excessivamente rígidas para estabelecer novas gratuidades também podem limitar políticas de inclusão social.</p>
<p>O desafio é construir regras que assegurem simultaneamente financiamento, qualidade, transparência e acesso.</p>
<h2>Tarifa zero e responsabilidade fiscal: promessa eleitoral coloca novo desafio para deputados e senadores</h2>
<p>A discussão ganhou força em outubro de 2026, quando o Governo Federal apresentou uma proposta de ampliação da tarifa zero, principalmente aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>O Diário do Transporte mostrou que a iniciativa envolve uma estimativa de aproximadamente R$ 11,2 bilhões, com utilização de recursos de emendas parlamentares obrigatórias.</p>
<p>A proposta levanta uma questão importante: como financiar uma política nacional de gratuidade sem prejudicar os investimentos necessários para ampliar e melhorar o transporte coletivo?</p>
<p>A preocupação é especialmente relevante porque os recursos de custeio e investimento possuem finalidades diferentes.</p>
<p>O custeio garante o funcionamento diário dos ônibus, trens e metrôs. Inclui salários, manutenção, combustível, energia, seguros e demais despesas operacionais.</p>
<p>Já os investimentos permitem comprar veículos, construir corredores exclusivos, ampliar linhas ferroviárias, modernizar estações e adquirir equipamentos.</p>
<p>Uma cidade pode oferecer tarifa zero e, ao mesmo tempo, apresentar ônibus lotados, intervalos excessivos e infraestrutura precária caso não disponha de recursos suficientes para manter e ampliar a operação.</p>
<p>Da mesma forma, uma cidade pode investir em veículos modernos e corredores exclusivos, mas continuar oferecendo um serviço economicamente inacessível para parte da população.</p>
<p>Portanto, a gratuidade e os investimentos estruturantes precisam ser tratados como elementos complementares.</p>
<p>Essa discussão também envolve a responsabilidade fiscal.</p>
<p>O financiamento de políticas sociais depende da capacidade de os governos arrecadarem recursos, administrarem despesas e manterem compromissos de longo prazo.</p>
<p>A tarifa zero pode reduzir barreiras econômicas e ampliar o acesso da população ao trabalho, à educação, à saúde e ao lazer.</p>
<p>Mas seus custos precisam ser conhecidos, fiscalizados e acompanhados por mecanismos de financiamento previsíveis.</p>
<p>O debate não se resume a defender ou rejeitar a gratuidade. Envolve definir como ela funcionará, quanto custará, quem pagará e quais resultados serão exigidos.</p>
<h2>O que diz a Lei nº 15.432 sobre financiamento e qualidade</h2>
<p>A nova legislação estabelece princípios e instrumentos que poderão alterar a organização econômica do transporte coletivo.</p>
<p>Entre as principais determinações estão:</p>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>Separação entre a tarifa cobrada do passageiro e a remuneração contratual do operador.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Possibilidade de financiamento por receitas tarifárias, extratarifárias e subsídios públicos.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Adoção de indicadores de qualidade, eficiência, produtividade e disponibilidade dos serviços.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Ampliação da integração física, tarifária e operacional entre diferentes modalidades.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Modernização dos contratos e mecanismos de gestão.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Incentivo à utilização de dados de bilhetagem e monitoramento da frota.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Diretrizes para transição energética e redução das emissões.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Maior transparência na gestão e fiscalização dos serviços.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>A lei também reconhece a possibilidade de serviços acessórios de transporte coletivo sob demanda, com características distintas das linhas regulares.</p>
<p>Essa previsão abre espaço para novas formas de atendimento, desde que estruturadas e reguladas pelo poder público.</p>
<p>Outro aspecto importante é a responsabilidade pela gestão de dados.</p>
<p>As informações de bilhetagem eletrônica, movimentação de passageiros e monitoramento operacional podem contribuir para identificar demandas, reorganizar linhas, dimensionar frotas e aprimorar a utilização dos recursos disponíveis.</p>
<p>A tecnologia, entretanto, precisa estar acompanhada por fiscalização, proteção de dados e capacidade técnica dos gestores públicos.</p>
<h2>Diário do Transporte acompanha o Marco Legal desde 2021: atrasos, promessas, especialistas, sanção e vetos</h2>
<p>A discussão sobre a reorganização do financiamento do transporte público tem sido acompanhada pelo Diário do Transporte desde a apresentação do Projeto de Lei nº 3.278, em setembro de 2021.</p>
<p>A cobertura reuniu informações sobre a tramitação parlamentar, posicionamentos do Governo Federal, manifestações de entidades empresariais, críticas de movimentos sociais e análises jurídicas.</p>
<p>Entre os episódios acompanhados estão:</p>
<p>Setembro de 2021 — Apresentação do projeto</p>
<p>O jornal noticiou a apresentação da proposta pelo então senador Antonio Anastasia, no contexto das discussões sobre a crise econômica dos sistemas de transporte coletivo agravada pela pandemia.</p>
<p>Dezembro de 2024 — Aprovação no Senado</p>
<p>O projeto foi aprovado pelo Senado Federal e encaminhado para análise dos deputados, com propostas de reorganização dos contratos, financiamento e gestão.</p>
<p>Outubro de 2025 — Debate sobre tarifa zero e qualidade</p>
<p>Em audiência pública na Câmara, autoridades e representantes de entidades divergiram sobre a viabilidade financeira da gratuidade universal.</p>
<p>O Diário do Transporte destacou os alertas sobre o risco de prometer benefícios sem assegurar recursos suficientes para manter a qualidade.</p>
<p>A diretora-presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Ana Patrizia Gonçalves Lira, chamou atenção para a necessidade de compatibilizar as novas regras contratuais com políticas de gratuidade.</p>
<p>Fevereiro de 2026 — Governo promete aprovação</p>
<p>O secretário nacional de Mobilidade Urbana, Denis Andia, afirmou que o Marco Legal deveria se tornar realidade em 2026.</p>
<p>Na ocasião, o Governo também anunciou investimentos em renovação de frotas, corredores, terminais e sistemas de transporte.</p>
<p>Março e abril de 2026 — Sucessivos adiamentos</p>
<p>O Diário do Transporte noticiou as expectativas de votação e os adiamentos na Câmara dos Deputados.</p>
<p>O presidente da Casa, Hugo Motta, havia sinalizado a possibilidade de votação após ajustes no projeto, mas a aprovação não ocorreu no prazo inicialmente previsto.</p>
<p>Abril de 2026 — Campanha nacional pela tarifa zero</p>
<p>Movimentos sociais lançaram a campanha “Busão 0800”, defendendo a implantação gradual da tarifa zero e o avanço da PEC nº 25/2023, relacionada à criação de mecanismos de financiamento nacional do transporte coletivo, frequentemente associados à proposta de um “SUS do Transporte”.</p>
<p>Maio de 2026 — Diferenças entre o Marco Legal e o SUS da Mobilidade</p>
<p>O jornal explicou que o Marco Legal e a PEC não possuem a mesma finalidade.</p>
<p>Enquanto o primeiro estabelece regras de organização, contratação e financiamento, a proposta defendida pelos movimentos sociais busca mecanismos mais abrangentes para financiar o acesso universal e a gratuidade.</p>
<p>13 de maio de 2026 — Câmara aprova o Marco Legal</p>
<p>Após anos de tramitação, os deputados aprovaram o projeto, encaminhando o texto para sanção presidencial.</p>
<p>29 de maio de 2026 — Movimentos pedem vetos</p>
<p>O Diário do Transporte mostrou que organizações sociais solicitaram vetos a dispositivos que, segundo sua avaliação, poderiam prejudicar gratuidades ou criar incentivos inadequados na remuneração das empresas.</p>
<p>14 de junho de 2026 — Sanção com vetos</p>
<p>Em reportagem publicada em primeira mão, o jornal informou a sanção presidencial com vetos e detalhou os principais pontos excluídos da legislação.</p>
<p>15 de junho de 2026 — Divergência entre Governo e empresas</p>
<p>Representantes das operadoras, incluindo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), criticaram a retirada de mecanismos considerados importantes para o financiamento.</p>
<p>O Governo Federal argumentou que determinadas previsões poderiam gerar obrigações incompatíveis com as regras fiscais ou constitucionais.</p>
<p>10 de setembro de 2026 — Articulação para derrubar vetos</p>
<p>A cobertura mostrou a mobilização de prefeitos e entidades do setor para tentar reverter dispositivos vetados.</p>
<p>15 e 25 de outubro de 2026 — Contradições entre vetos e promessa de tarifa zero</p>
<p>O jornal aprofundou a discussão sobre a necessidade de conciliar a ampliação das gratuidades com a responsabilidade fiscal e as decisões anteriores do próprio Governo Federal.</p>
<p>A cobertura também abordou o desafio de transformar compromissos eleitorais em políticas públicas sustentáveis a partir de 2027.</p>
<h2>Motoristas, jornada de trabalho e fim da escala 6&#215;1: outro desafio para o Congresso</h2>
<p>Além do financiamento, os parlamentares terão de enfrentar questões diretamente relacionadas às condições de trabalho dos profissionais do transporte.</p>
<p>A CNT destaca a redução da jornada e o fim da escala 6&#215;1 entre os debates de maior repercussão.</p>
<p>No transporte coletivo, essas discussões possuem características específicas.</p>
<p>Linhas de ônibus precisam funcionar durante a semana, aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>Muitas operações começam de madrugada e terminam depois da meia-noite, exigindo escalas capazes de garantir o atendimento à população.</p>
<p>Uma eventual redução da jornada semanal poderá exigir novas contratações, reorganização de escalas e revisão dos custos contratuais, dependendo da forma como a mudança for implementada.</p>
<p>Por outro lado, jornadas mais equilibradas podem contribuir para reduzir o desgaste físico e mental dos profissionais, melhorar a qualidade de vida e tornar a profissão mais atraente.</p>
<p>O Diário do Transporte também acompanha a PEC nº 22/2025, que trata de políticas de apoio à atividade de transporte rodoviário profissional, incluindo questões relacionadas ao descanso dos motoristas.</p>
<p>Em maio de 2026, dirigentes da CNT discutiram o tema com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.</p>
<p>A regulamentação das jornadas precisa considerar os direitos trabalhistas, a segurança dos passageiros e a continuidade da prestação dos serviços.</p>
<h2>Reforma tributária e o custo de transportar passageiros</h2>
<p>A implementação da reforma tributária também estará entre os desafios da nova legislatura.</p>
<p>Para o transporte coletivo, a tributação influencia diretamente os custos operacionais e os investimentos.</p>
<p>A aquisição de ônibus, pneus, peças, combustíveis, energia elétrica e serviços de manutenção integra uma cadeia econômica que poderá ser afetada pelas novas regras.</p>
<p>A discussão envolve a preservação de tratamentos diferenciados previstos na legislação, a incidência de novos tributos e os mecanismos de aproveitamento de créditos.</p>
<p>Eventuais aumentos de custos podem repercutir sobre contratos de concessão e subsídios públicos.</p>
<p>A avaliação deve considerar não apenas o valor das passagens, mas os custos totais do sistema e a possibilidade de os governos compensarem alterações tributárias sem comprometer a qualidade dos serviços.</p>
<h2>Ônibus elétricos, biometano e financiamento também dependerão de decisões do Legislativo</h2>
<p>Outro tema relevante para o novo Congresso será a transição energética do transporte coletivo.</p>
<p>A eletrificação exige investimentos em veículos, baterias, carregadores, instalações elétricas, formação profissional e manutenção especializada.</p>
<p>A utilização de biometano e outras fontes energéticas também demanda infraestrutura e políticas específicas.</p>
<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) exerce papel importante na oferta de financiamentos, mas a continuidade dos programas depende de recursos, condições de crédito e decisões de política pública.</p>
<p>No dia 30 de outubro de 2026, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, apresentou a previsão de que os ônibus elétricos alcancem 28% dos novos licenciamentos de urbanos no Brasil até 2035.</p>
<p>O banco também anunciou financiamento de R$ 879,4 milhões para a aquisição de 400 ônibus elétricos com tecnologia nacional da Eletra, destinados a São José dos Campos (SP).</p>
<p>O caso mostra como o financiamento pode viabilizar projetos de grande porte, incluindo modelos de contratação por locação.</p>
<p>Entretanto, a ampliação desses investimentos para outras cidades dependerá da disponibilidade de crédito, da capacidade fiscal dos municípios e da sustentabilidade dos contratos.</p>
<p>A discussão inclui ainda incentivos à produção nacional, desenvolvimento tecnológico e geração de empregos qualificados.</p>
<h2>Novo Congresso terá renovação de 33,7% na Câmara e 74,1% das vagas disputadas no Senado</h2>
<p>O levantamento da CNT também apresenta um panorama da composição política e do perfil dos parlamentares que assumirão os mandatos em fevereiro de 2027.</p>
<p>Na Câmara dos Deputados, serão 513 integrantes, distribuídos da seguinte maneira:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Situação</th>
<th>Deputados</th>
<th>Participação</th>
</tr>
<tr>
<td>Reeleitos</td>
<td>311</td>
<td>60,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>Eleitos para o primeiro mandato federal</td>
<td>173</td>
<td>33,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>Ex-deputados que retornam à Câmara</td>
<td>29</td>
<td>5,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>513</td>
<td>100%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A renovação de 33,7%, considerada pela CNT a partir dos estreantes, é inferior à registrada em 2022, de 39,4%, e em 2018, de 47,4%.</p>
<p>O resultado indica a permanência de parte expressiva dos atuais integrantes da Câmara, embora a presença de novos parlamentares e o rearranjo partidário possam modificar o funcionamento das comissões e a formação de maiorias.</p>
<h3>Composição das bancadas na Câmara</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Partido ou federação</th>
<th>Cadeiras</th>
</tr>
<tr>
<td>PL</td>
<td>121</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PT/PCdoB/PV</td>
<td>88</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação União/PP</td>
<td>87</td>
</tr>
<tr>
<td>PSD</td>
<td>43</td>
</tr>
<tr>
<td>Republicanos</td>
<td>41</td>
</tr>
<tr>
<td>MDB</td>
<td>36</td>
</tr>
<tr>
<td>Podemos</td>
<td>27</td>
</tr>
<tr>
<td>PSB</td>
<td>15</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PSOL/Rede</td>
<td>15</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PSDB/Cidadania</td>
<td>11</td>
</tr>
<tr>
<td>Novo</td>
<td>10</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PRD/Solidariedade</td>
<td>7</td>
</tr>
<tr>
<td>PDT</td>
<td>6</td>
</tr>
<tr>
<td>Avante</td>
<td>5</td>
</tr>
<tr>
<td>Missão</td>
<td>1</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>513</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O PL terá a maior bancada individual, com 121 deputados.</p>
<p>A configuração é relevante porque o tamanho das bancadas influencia a distribuição de vagas e presidências nas comissões permanentes.</p>
<p>Para o setor de transporte, colegiados como as comissões de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano, Finanças e Tributação, Constituição e Justiça e Trabalho deverão continuar desempenhando papel importante na análise das propostas.</p>
<p>A escolha das presidências e dos integrantes dessas comissões ocorrerá depois da eleição da Mesa Diretora da Câmara, prevista para fevereiro de 2027.</p>
<h2>Participação feminina chega ao maior número histórico na Câmara</h2>
<p>A próxima legislatura contará com 109 deputadas federais, correspondentes a 21,2% das 513 cadeiras.</p>
<p>Segundo a CNT, será a maior bancada feminina da história da Câmara.</p>
<p>O PT terá 25 deputadas, seguido pelo PL, com 22, e pelo PSOL, com oito.</p>
<p>Juntas, essas três legendas concentrarão 55 das 109 mulheres eleitas.</p>
<p>O levantamento também mostra que 61 deputadas foram reeleitas, 45 exercerão o primeiro mandato federal e três retornarão à Câmara.</p>
<p>Apesar do crescimento, as mulheres continuarão representando pouco mais de um quinto da composição da Casa.</p>
<p>Na agenda de mobilidade, a participação parlamentar feminina também se relaciona a discussões sobre segurança das passageiras, assédio no transporte coletivo, acessibilidade e organização dos deslocamentos ligados ao trabalho e aos cuidados familiares.</p>
<h2>Senado terá 54 eleitos e forte renovação nas vagas disputadas</h2>
<p>O Senado Federal também apresentará mudanças importantes.</p>
<p>Nas eleições de 4 de outubro de 2026, foram escolhidos 54 senadores, correspondentes a dois terços das 81 cadeiras.</p>
<p>Segundo o estudo, houve renovação de 74,1% das vagas em disputa, equivalente a 40 cadeiras.</p>
<p>Os 54 eleitos passarão a integrar o Senado ao lado dos 27 parlamentares escolhidos em 2022, cujos mandatos prosseguirão.</p>
<p>Entre os partidos, o PL conquistou 19 das 54 vagas disputadas.</p>
<p>O MDB elegeu sete senadores, enquanto o PT conquistou seis.</p>
<p>A composição do Senado é relevante não apenas pela análise de projetos de lei, mas pela competência da Casa para aprovar indicações de dirigentes de agências reguladoras, entre outras autoridades.</p>
<p>No setor de transportes, essas decisões podem afetar instituições responsáveis pela regulação e fiscalização de serviços federais.</p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por exemplo, desempenha papel estratégico na autorização e fiscalização do transporte rodoviário interestadual de passageiros, na regulação de ferrovias e em outras atividades de sua competência.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanha regularmente decisões da ANTT, inclusive as relacionadas à chamada Janela Extraordinária, aos pedidos de autorização de mercados interestaduais e às disputas judiciais envolvendo empresas de ônibus.</p>
<p>O fortalecimento da segurança jurídica, a previsibilidade regulatória e a qualidade dos serviços serão temas relevantes para as relações entre o Congresso, as agências e o setor transportador.</p>
<h2>Senado também terá participação feminina recorde</h2>
<p>A CNT aponta que a composição do Senado a partir de 2027 contará com 18 mulheres, equivalentes a 22,2% das 81 cadeiras.</p>
<p>Será o maior número de senadoras registrado pela Casa.</p>
<p>O Distrito Federal terá três representantes mulheres: Damares Alves, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.</p>
<p>O levantamento também apresenta o perfil profissional dos senadores eleitos.</p>
<p>Entre as ocupações declaradas, 31,5% possuem origem no serviço público, 20,4% na advocacia e 16,7% em atividades relacionadas à saúde.</p>
<p>Outros grupos incluem empresários, profissionais da agropecuária, professores, profissionais de segurança, comunicação, engenharia e tecnologia.</p>
<p>Como alguns parlamentares declararam mais de uma ocupação, os percentuais não representam categorias excludentes.</p>
<h2>Mais de 6 mil projetos monitorados: decisões de Brasília chegam ao ponto de ônibus</h2>
<p>A CNT chama atenção para o alcance das decisões tomadas pelo Congresso Nacional.</p>
<p>O transporte está presente em praticamente todas as atividades econômicas e sociais do país.</p>
<p>No caso do transporte coletivo de passageiros, as consequências das decisões legislativas chegam diretamente à rotina da população.</p>
<p>Uma alteração nas regras de financiamento pode influenciar o preço das passagens.</p>
<p>Uma mudança na jornada de trabalho pode afetar as escalas dos motoristas e os custos operacionais.</p>
<p>Uma norma sobre contratos pode modificar a forma de remuneração das concessionárias.</p>
<p>Uma decisão tributária pode alterar o custo de aquisição de veículos, peças e combustíveis.</p>
<p>Uma política de financiamento pode permitir a construção de corredores exclusivos, ampliar redes ferroviárias ou acelerar a substituição dos ônibus a diesel por tecnologias de menor impacto ambiental.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a existência de normas nacionais não elimina a responsabilidade de governos estaduais e municipais pela organização dos serviços sob suas competências.</p>
<p>A implementação do Marco Legal, por exemplo, dependerá da adaptação de contratos, regulamentos e políticas públicas às novas diretrizes.</p>
<p>O desafio será transformar princípios jurídicos em melhorias efetivas para os passageiros.</p>
<h2>De 2027 a 2031: o desafio não será apenas aprovar leis, mas fazer o transporte melhorar</h2>
<p>A composição do novo Congresso, apresentada pela CNT, ajuda a identificar os parlamentares e as forças políticas que participarão das discussões sobre o futuro do transporte brasileiro.</p>
<p>Entretanto, a principal questão não se resume à quantidade de deputados com afinidade pelo setor.</p>
<p>Será necessário acompanhar como esses parlamentares se posicionarão diante dos projetos e quais resultados suas decisões produzirão.</p>
<p>A implantação do Marco Legal do Transporte Público Coletivo, a análise dos vetos presidenciais, o debate sobre tarifa zero, a definição de subsídios e a ampliação dos investimentos em infraestrutura estarão entre os temas de maior impacto para a mobilidade urbana.</p>
<p>Também será necessário conciliar melhorias nas condições de trabalho, redução dos impactos ambientais e sustentabilidade econômica dos serviços.</p>
<p>O histórico recente demonstra que mesmo propostas com amplo reconhecimento de sua importância podem enfrentar anos de tramitação.</p>
<p>O Marco Legal, apresentado em 2021, levou quase cinco anos para ser aprovado e sancionado. Ainda assim, parte importante de seus mecanismos permanece sujeita às decisões do Congresso sobre os vetos.</p>
<p>A próxima legislatura terá, portanto, a responsabilidade de enfrentar questões que já estão presentes no cotidiano de milhões de brasileiros.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado desejado é um transporte coletivo mais frequente, confortável, seguro, integrado e economicamente acessível.</p>
<p>Para os trabalhadores, melhores condições de exercício profissional e segurança.</p>
<p>Para as empresas, regras claras, contratos equilibrados e previsibilidade para investir.</p>
<p>E para os governos, a possibilidade de financiar políticas de mobilidade sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas.</p>
<p>O levantamento da CNT mostra quem são alguns dos parlamentares com trajetória próxima aos transportes. A atuação legislativa de cada um, a partir de fevereiro de 2027, permitirá avaliar sua contribuição concreta para responder a esses desafios.</p>
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<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Ônibus elétricos devem representar 28% das novas vendas de urbanos no Brasil até 2035, prevê Mercadante; Eletra destaca papel do BNDES para ampliar eletromobilidade</title>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 22:11:22 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Meio ambiente]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Presidente do banco de desenvolvimento projeta crescimento da eletrificação do transporte coletivo e anuncia R$ 879,4 milhões para financiar 400 ônibus com tecnologia nacional da Eletra em São José dos Campos (SP). Fabricante ressalta que acesso ao crédito também significa empregos qualificados, fortalecimento da indústria brasileira e maior atratividade dos ônibus ADAMO BAZANI Os ônibus [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1000" height="750" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?fit=1000%2C750&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /> <div><em>Presidente do banco de desenvolvimento projeta crescimento da eletrificação do transporte coletivo e anuncia R$ 879,4 milhões para financiar 400 ônibus com tecnologia nacional da Eletra em São José dos Campos (SP). Fabricante ressalta que acesso ao crédito também significa empregos qualificados, fortalecimento da indústria brasileira e maior atratividade dos ônibus</em></div>
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<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Os ônibus elétricos deverão representar aproximadamente 28% de todos os novos licenciamentos de ônibus urbanos no Brasil até 2035, segundo projeção apresentada nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. A estimativa acompanha o crescimento da eletromobilidade no transporte coletivo brasileiro e reforça a importância do financiamento de longo prazo para que as cidades consigam substituir veículos movidos a diesel por modelos de emissão zero no escapamento. A fabricante nacional Eletra, líder do segmento de ônibus elétricos no primeiro semestre de 2026, destaca que a atuação do BNDES é fundamental para democratizar o acesso à tecnologia, fortalecer a produção brasileira e tornar o transporte público mais atraente.</p>
<p>A previsão foi apresentada no anúncio da aprovação de R$ 879,4 milhões em financiamento para a aquisição de 400 ônibus elétricos com tecnologia Eletra destinados a São José dos Campos, no interior paulista. Os veículos serão adquiridos pela Green Energy e disponibilizados à Urbanizadora Municipal (Urbam), por meio de um contrato de locação. O investimento total no projeto chega a R$ 1,139 bilhão e permitirá a renovação de 100% da frota municipal até 2027. Para a diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, o financiamento representa uma oportunidade de levar a eletromobilidade a diferentes municípios brasileiros, com benefícios ambientais, industriais, econômicos e sociais.</p>
<h2>Mercadante prevê participação de 28% dos elétricos até 2035</h2>
<p>Ao apresentar o financiamento para São José dos Campos, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a expansão dos ônibus elétricos no país e a perspectiva de crescimento para os próximos anos.</p>
<p>Segundo os dados apresentados pelo banco, o Brasil registrou 86 emplacamentos de ônibus elétricos em 2023, enquanto em 2025 foram 849 veículos.</p>
<p>Em outubro de 2026, a frota nacional de ônibus elétricos a bateria já supera 2,2 mil unidades.</p>
<p>A previsão para 2035 é que aproximadamente 28% dos ônibus urbanos licenciados naquele ano sejam elétricos.</p>
<p>A estimativa se refere à participação nos novos licenciamentos, e não à proporção de veículos elétricos em toda a frota brasileira em circulação, que inclui ônibus adquiridos ao longo de muitos anos.</p>
<p>O percentual também não significa que 28% dos veículos urbanos em circulação já serão elétricos em 2035. A renovação do conjunto da frota depende do ritmo de substituição dos modelos existentes.</p>
<p>“Esse é o primeiro projeto aprovado pelo BNDES para renovação de 100% da frota de uma cidade com ônibus elétricos produzidos no país”, afirmou Mercadante, referindo-se à iniciativa de São José dos Campos.</p>
<p>Para o presidente do banco, a substituição dos veículos convencionais por modelos elétricos representa ganhos ambientais e de qualidade de vida, especialmente pela redução do ruído e das emissões de poluentes durante a operação.</p>
<p>A projeção de crescimento também indica um desafio para a indústria brasileira: ampliar a capacidade de fabricação e assegurar que o aumento da demanda seja acompanhado por investimentos em engenharia, baterias, motores, componentes e infraestrutura de recarga.</p>
<h2>Eletra destaca papel do BNDES para democratizar a eletromobilidade</h2>
<p>Para a Eletra, fabricante brasileira sediada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, a participação de instituições públicas de financiamento é estratégica para que a eletrificação não fique restrita aos municípios com maior disponibilidade imediata de recursos.</p>
<p>A empresa considera que o acesso ao crédito de longo prazo pode transformar projetos de renovação de frota em investimentos viáveis, permitindo que cidades com diferentes características econômicas e operacionais adotem ônibus elétricos.</p>
<p>“O papel do BNDES é fundamental para a democratização do acesso à eletromobilidade nas mais diversas cidades brasileiras. Muito mais que ônibus elétricos, trata-se de um conjunto de esforços para cidades mais sustentáveis, para a geração de emprego qualificado no Brasil e para a retomada da atratividade do transporte coletivo”, afirma a diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano.</p>
<p>A avaliação da fabricante considera que o investimento em eletromobilidade produz efeitos que ultrapassam a substituição da fonte de energia dos veículos.</p>
<p>A produção nacional movimenta fornecedores de motores, baterias, sistemas eletrônicos, cabos, estruturas, componentes de potência, equipamentos de recarga e serviços de engenharia.</p>
<p>Também exige trabalhadores qualificados em diferentes etapas, desde o desenvolvimento dos veículos até a fabricação, assistência técnica e manutenção.</p>
<p>O fortalecimento dessa cadeia produtiva é considerado um dos elementos importantes para que o crescimento do mercado brasileiro de ônibus elétricos seja acompanhado pela geração de empregos e pelo desenvolvimento tecnológico no próprio país.</p>
<h2>Eletra liderou emplacamentos no primeiro semestre e prepara expansão industrial</h2>
<p>De acordo com levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a Eletra liderou os emplacamentos nacionais de ônibus elétricos no primeiro semestre de 2026.</p>
<p>A fabricante registrou 224 unidades, correspondentes a aproximadamente 38% do total de ônibus elétricos emplacados no período.</p>
<p>Para acompanhar o crescimento das encomendas, a empresa anunciou investimentos superiores a R$ 270 milhões em desenvolvimento tecnológico e ampliação industrial.</p>
<p>O planejamento contempla investimentos de mais de R$ 70 milhões no desenvolvimento de uma nova geração de chassis elétricos e recursos superiores a R$ 200 milhões para uma futura unidade industrial.</p>
<p>A expectativa é ampliar a capacidade de produção da fábrica atual para aproximadamente 1.700 ônibus por ano em 2027.</p>
<p>Com uma segunda unidade, a capacidade combinada projetada é de aproximadamente 3 mil veículos anuais.</p>
<p>A expansão industrial também poderá resultar na criação de cerca de mil novos empregos, segundo a empresa.</p>
<p>A Eletra trabalha com programação superior a mil entregas para 2027 e participa de projetos de eletrificação em diferentes municípios brasileiros, incluindo São Paulo, São José dos Campos, Belo Horizonte e Montes Claros.</p>
<h2>São José dos Campos terá 400 ônibus elétricos com tecnologia Eletra</h2>
<p>O financiamento anunciado pelo BNDES nesta sexta-feira contempla a aquisição de 400 ônibus elétricos para São José dos Campos, município com mais de 720 mil habitantes.</p>
<p>O projeto representa a primeira operação aprovada pelo banco para a substituição integral da frota municipal de transporte coletivo por ônibus elétricos produzidos no Brasil.</p>
<p>A Eletra será responsável pela tecnologia dos veículos, incluindo os sistemas de tração elétrica, gerenciamento eletrônico e distribuição de energia.</p>
<p>Nos primeiros ônibus entregues ao município, a tecnologia da fabricante está integrada a carrocerias Caio, chassis Mercedes-Benz e sistemas de baterias e motores WEG.</p>
<p>Os veículos possuem recursos como piso baixo, rampas de acessibilidade, ar-condicionado e entradas USB para os passageiros.</p>
<p>Além da ausência de emissões de poluentes pelo escapamento, a operação elétrica proporciona menor nível de ruído e vibração, contribuindo para o conforto dos passageiros e para as condições de trabalho dos motoristas.</p>
<p>Segundo a Prefeitura de São José dos Campos, 20 ônibus do contrato já estão em operação.</p>
<p>A previsão é que a entrega dos 400 veículos seja concluída até junho de 2027.</p>
<p>O financiamento de R$ 879,4 milhões utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio do Programa BNDES Pró-Transporte, no âmbito do Refrota e do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).</p>
<h2>Locação permite separar fornecimento dos veículos e operação das linhas</h2>
<p>Uma das características do projeto de São José dos Campos é o modelo de contratação da frota.</p>
<p>Em vez de a Prefeitura adquirir diretamente todos os ônibus ou exigir que as concessionárias responsáveis pelas linhas realizem essa compra, o município estruturou um contrato específico de locação.</p>
<p>A Green Energy venceu a licitação e ficou responsável por adquirir os veículos e disponibilizá-los ao sistema municipal.</p>
<p>O contrato com a Urbam foi assinado em março de 2025, com prazo de 15 anos e valor aproximado de R$ 2,718 bilhões ao longo de sua vigência.</p>
<p>A empresa também responde pela manutenção preventiva dos ônibus, conforme as obrigações contratuais.</p>
<p>As operadoras permanecem responsáveis pela circulação nas linhas e pelo atendimento aos passageiros.</p>
<p>Dessa forma, a disponibilização dos veículos e a prestação do serviço de transporte passam a ser atividades contratadas separadamente.</p>
<p>O modelo pode representar uma alternativa para municípios que pretendem eletrificar suas frotas sem concentrar toda a aquisição dos veículos em um desembolso imediato.</p>
<p>Entretanto, a locação também exige planejamento financeiro de longo prazo.</p>
<p>Os pagamentos permanecem ao longo da vigência contratual, sendo necessário avaliar os custos totais, os mecanismos de reajuste, as responsabilidades pela manutenção, a substituição de baterias e as garantias de disponibilidade dos ônibus.</p>
<p>Para a administração pública, a escolha entre compra direta, aquisição pelas concessionárias e locação depende das características de cada sistema e da comparação dos custos e riscos envolvidos.</p>
<p>O financiamento do BNDES à Green Energy é o instrumento que viabiliza a compra dos veículos que serão posteriormente disponibilizados à Urbam.</p>
<h2>Infraestrutura de recarga também receberá investimentos</h2>
<p>A eletrificação integral de São José dos Campos depende não apenas da entrega dos veículos, mas da implantação de infraestrutura capaz de garantir a recarga e a disponibilidade operacional da frota.</p>
<p>A estrutura física será de responsabilidade do município.</p>
<p>O planejamento prevê 156 carregadores distribuídos em nove pátios de recarga.</p>
<p>O Pátio Linha Verde já conta com seis carregadores instalados e em funcionamento.</p>
<p>O Pátio Sul dispõe de infraestrutura elétrica composta por 34 carregadores.</p>
<p>Outro empreendimento, o Pátio Paraíso do Sol, está em implantação, com previsão de conclusão até o final de 2026.</p>
<p>Os demais pátios serão implantados gradualmente, com conclusão geral prevista para 2028.</p>
<p>Segundo o BNDES, a substituição da frota convencional pelos veículos elétricos poderá reduzir as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 31 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.</p>
<p>A estimativa considera os benefícios ambientais associados ao projeto, que também incluem a eliminação das emissões de poluentes pelo escapamento durante a circulação dos ônibus.</p>
<h2>Eletrificação depende de financiamento, produção nacional e planejamento das cidades</h2>
<p>A projeção apresentada por Aloizio Mercadante para 2035 mostra que a eletrificação tende a ocupar uma parcela crescente do mercado brasileiro de ônibus urbanos.</p>
<p>Entretanto, a velocidade dessa transformação dependerá da capacidade de municípios, empresas operadoras, fabricantes e instituições financeiras de estruturar projetos economicamente sustentáveis.</p>
<p>O investimento inicial em ônibus elétricos costuma ser superior ao necessário para a aquisição de veículos convencionais a diesel.</p>
<p>Em contrapartida, dependendo das condições de operação, tarifas de energia, manutenção e disponibilidade da frota, os veículos elétricos podem apresentar custos operacionais inferiores ao longo de sua vida útil.</p>
<p>A avaliação, portanto, não deve considerar apenas o preço de compra, mas o custo total de propriedade e operação.</p>
<p>Também é necessário assegurar infraestrutura elétrica, recarga, manutenção especializada, peças de reposição e capacidade técnica para administrar a nova tecnologia.</p>
<p>Para a Eletra, a existência de instrumentos de financiamento de longo prazo, como os oferecidos pelo BNDES, contribui para aproximar as necessidades dos municípios da capacidade tecnológica e produtiva da indústria brasileira.</p>
<p>A empresa considera que o fortalecimento da cadeia nacional permite que os investimentos em transporte público também produzam benefícios para a economia, a engenharia e a geração de empregos no Brasil.</p>
<p>A experiência de São José dos Campos reúne essas diferentes dimensões: financiamento, tecnologia nacional, renovação integral da frota e um modelo de locação que separa a disponibilização dos veículos da operação das linhas.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado esperado é um transporte coletivo mais silencioso, confortável e com menor impacto ambiental.</p>
<p>Para o setor, o desafio dos próximos anos será transformar a projeção de participação de 28% dos novos licenciamentos de ônibus urbanos em 2035 em uma expansão efetiva e sustentável da eletromobilidade brasileira.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Circular da Saúde de Santo André completa um ano com mais de 1 milhão de passageiros e se torna exemplo nacional de mobilidade; Diário do Transporte participou da luta dos moradores pela linha</title>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 21:42:13 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Com 91% de aprovação em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, serviço mostra como reivindicações populares, dados da bilhetagem eletrônica e informações de aplicativos podem transformar o planejamento do transporte coletivo. B45 conecta periferia, hospitais, empregos e serviços; história de trabalhadora que organizou abaixo-assinado mostra importância da participação popular. Ainda há possibilidades de ampliar o [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="476" height="424" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sudure.jpg?fit=476%2C424&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sudure.jpg?w=476&amp;ssl=1 476w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sudure.jpg?resize=300%2C267&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sudure.jpg?resize=150%2C134&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sudure.jpg?resize=400%2C356&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 476px) 100vw, 476px" /> <div><em>Com 91% de aprovação em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, serviço mostra como reivindicações populares, dados da bilhetagem eletrônica e informações de aplicativos podem transformar o planejamento do transporte coletivo. B45 conecta periferia, hospitais, empregos e serviços; história de trabalhadora que organizou abaixo-assinado mostra importância da participação popular. Ainda há possibilidades de ampliar o atendimento</em></div>
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<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Uma linha de ônibus planejada a partir das necessidades reais dos passageiros, que conecta bairros periféricos a hospitais, empregos, escolas, comércio e serviços, tornou-se um exemplo de como o transporte coletivo pode incorporar conceitos do transporte sob demanda sem deixar de ser um serviço regular, com itinerários e horários definidos. É o Circular da Saúde de Santo André, no ABC Paulista, que completou um ano de funcionamento em 25 de outubro de 2026 e ultrapassou a marca de 1 milhão de passageiros transportados, segundo balanço divulgado pela Prefeitura nesta sexta-feira (30). O serviço reúne as linhas B45 e B31 e alcançou 91% de aprovação em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas em dezembro de 2025.</p>
<p>O resultado tem uma história que começou muito antes de os primeiros ônibus circularem. Entre os protagonistas estão moradores que reivindicavam ligações diretas entre regiões populosas de Santo André e importantes destinos da cidade, como a trabalhadora Maria José da Silva Francisco, que chegou a organizar um abaixo-assinado. O Diário do Transporte acompanhou e deu espaço a essas reivindicações ao longo dos anos, contribuindo, dentro de seu papel jornalístico, para que as demandas dos passageiros chegassem ao debate público. A experiência ganhou relevância nacional não apenas pela quantidade de pessoas transportadas, mas por demonstrar que ouvir a população e utilizar dados de deslocamento pode produzir soluções concretas de mobilidade urbana.</p>
<h2>Um milhão de passageiros e uma aprovação de 91%</h2>
<p>De acordo com a Prefeitura de Santo André, o Circular da Saúde transportou mais de 1 milhão de passageiros em seu primeiro ano, com média mensal de 88.066 embarques e aproximadamente 2,8 mil por dia.</p>
<p>O serviço começou a operar em 25 de outubro de 2025, com a criação da B45 e a incorporação da B31 à proposta de conexão dos equipamentos de saúde.</p>
<p>A B45 faz a ligação da região do Jardim Represa, Jardim Riviera e Vila Luzita até o Bairro Paraíso, nas imediações do Hospital Estadual Mário Covas. Já a B31 conecta o Jardim Santo André ao Atrium Shopping, onde funciona o Poupatempo da Saúde.</p>
<p>O balanço representa um marco na evolução do atendimento.</p>
<p>Em março de 2026, o Diário do Transporte noticiou que o serviço havia alcançado aproximadamente 200 mil passageiros em seus quatro primeiros meses de funcionamento. Agora, o resultado acumulado supera 1 milhão.</p>
<p>Outro indicador importante é a avaliação dos usuários e moradores.</p>
<p>Entre 14 e 17 de dezembro de 2025, o Instituto Paraná Pesquisas ouviu 700 pessoas com idade a partir de 16 anos, em levantamento encomendado pelo Diário do Grande ABC.</p>
<p>Os resultados foram:</p>
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<p>91% de aprovação;</p>
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<p>4,3% de desaprovação;</p>
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<p>4,7% de entrevistados que não souberam ou preferiram não responder;</p>
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<p>margem de erro de aproximadamente 3,8 pontos percentuais;</p>
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<p>nível de confiança de 95%.</p>
</div>
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<p>A aprovação chegou a 92,9% entre pessoas de 45 a 59 anos.</p>
<p>Na comparação com levantamentos de satisfação de serviços de mobilidade já divulgados no Brasil, o Circular da Saúde apresentou um dos índices mais elevados, sendo destacado pelo Diário do Transporte como a experiência mais bem avaliada entre as pesquisas analisadas. As diferenças metodológicas entre os levantamentos precisam ser consideradas.</p>
<p>Mais que um número favorável, a pesquisa é um indicativo da importância de oferecer conexões que correspondam aos deslocamentos efetivamente realizados pela população.</p>
<h2>O que Santo André pode ensinar ao Brasil: o conceito de transporte sob demanda aplicado a uma linha regular</h2>
<p>Uma das principais características do Circular da Saúde é a forma como seu itinerário foi concebido.</p>
<p>Tradicionalmente, linhas de ônibus são estruturadas a partir de eixos viários, bairros, terminais e centros comerciais. Esses elementos continuam relevantes, mas nem sempre conseguem representar adequadamente as necessidades específicas de quem utiliza o transporte coletivo.</p>
<p>No Circular da Saúde, a SATrans, responsável pela gestão do sistema municipal, considerou informações sobre origem e destino dos passageiros, movimentação da bilhetagem eletrônica, reivindicações dos moradores e dados associados às solicitações feitas em aplicativos de transporte.</p>
<p>O princípio é identificar onde as pessoas estão, para onde precisam ir e quais deslocamentos poderiam ser atendidos de maneira mais eficiente por uma linha regular.</p>
<p>É justamente nesse aspecto que a experiência se aproxima do conceito de transporte sob demanda.</p>
<p>Entretanto, existe uma diferença técnica importante.</p>
<p>O Circular da Saúde não funciona como um automóvel de aplicativo, nem como um sistema de transporte que altera continuamente seu percurso em resposta a solicitações individuais.</p>
<p>A B45 possui trajeto, pontos de parada e horários previamente estabelecidos.</p>
<p>A inovação está na utilização das informações geradas pela demanda para orientar o desenho do serviço.</p>
<p>Em outras palavras, em vez de exigir que o passageiro faça várias conexões para se adaptar a uma rede que não atende diretamente suas necessidades, o planejamento busca aproximar a oferta de ônibus dos deslocamentos desejados pela população.</p>
<p>Essa abordagem pode ser reproduzida por outras cidades, respeitando suas características urbanas, a demanda existente, os custos operacionais e a necessidade de integração com outras linhas.</p>
<p>Além de melhorar a acessibilidade, uma ligação mais direta pode reduzir o tempo total de viagem e a dependência de transferências, especialmente para idosos, pessoas com mobilidade reduzida, pacientes em tratamento e trabalhadores que precisam cumprir horários.</p>
<p>Também pode contribuir para atrair passageiros que, diante da dificuldade de utilizar ônibus, passaram a recorrer a automóveis, motocicletas ou serviços individuais por aplicativo.</p>
<p>Isso não significa que toda reivindicação deva resultar automaticamente na criação de uma nova linha. O diferencial está em combinar a experiência cotidiana dos moradores com informações técnicas capazes de demonstrar a viabilidade e a utilidade do atendimento.</p>
<h2>A história de Maria José: a trabalhadora que ajudou a transformar uma necessidade individual em reivindicação coletiva</h2>
<p>Por trás dos números do Circular da Saúde está a rotina de pessoas que precisam atravessar Santo André para trabalhar, estudar ou procurar atendimento médico.</p>
<p>Uma delas é Maria José da Silva Francisco, moradora da região da Vila Luzita e responsável por serviços de limpeza na academia Ethos, localizada no Bairro Paraíso.</p>
<p>Durante anos, o deslocamento entre sua residência e o trabalho exigia um percurso demorado, com necessidade de conexões entre ônibus.</p>
<p>Embora o Bairro Paraíso e a Vila Assunção concentrem hospitais, clínicas, empresas, estabelecimentos comerciais e oportunidades de emprego, a ligação direta com determinadas áreas da periferia não correspondia às necessidades de muitos passageiros.</p>
<p>Maria passou a reivindicar uma solução e chegou a organizar um abaixo-assinado para demonstrar que a dificuldade não era exclusivamente dela.</p>
<p>Outras pessoas compartilhavam a mesma necessidade de acesso a esses destinos.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanhou a mobilização e abriu espaço para que a reivindicação dos moradores chegasse ao conhecimento dos responsáveis pelo transporte municipal.</p>
<p>A entrada em operação da B45 mudou o deslocamento cotidiano de Maria.</p>
<p>Com a nova ligação, ela passou a conseguir chegar ao trabalho utilizando apenas um ônibus.</p>
<p>A experiência ajuda a explicar por que a relevância do Circular da Saúde vai além do atendimento hospitalar.</p>
<p>Para uma trabalhadora, deixar de depender de uma conexão pode significar menos tempo de espera, redução da incerteza sobre o horário de chegada e maior facilidade para conciliar o trabalho com as responsabilidades pessoais e familiares.</p>
<p>A história também demonstra a importância da participação popular na formulação das políticas de mobilidade.</p>
<p>Ao relatar as dificuldades dos passageiros, a imprensa cumpre sua função de dar visibilidade a problemas que nem sempre aparecem com a mesma clareza nos relatórios administrativos.</p>
<p>Ao reunir essas reivindicações com dados técnicos, o poder público tem condições de transformar necessidades identificadas em soluções operacionais.</p>
<p>O Diário do Transporte considera significativo ter contribuído com essa trajetória, ao lado dos moradores que reivindicaram a ligação e dos profissionais responsáveis por planejar e colocar o serviço em funcionamento.</p>
<p>O resultado pertence principalmente à população que utiliza o transporte todos os dias.</p>
<h2>Da periferia às oportunidades: uma linha de saúde que também é de trabalho, educação e lazer</h2>
<p>A B45 apresenta uma característica urbana especialmente importante para outras cidades brasileiras.</p>
<p>Ela conecta regiões com diferentes perfis socioeconômicos e distintas concentrações de empregos e equipamentos urbanos.</p>
<p>De um lado estão bairros populosos da região de Vila Luzita, Jardim Represa e Jardim Riviera.</p>
<p>Do outro estão o Bairro Paraíso e áreas próximas à Vila Assunção, onde se encontram importantes hospitais, centros médicos, empresas, estabelecimentos comerciais e serviços.</p>
<p>Ao longo do percurso, a linha também alcança a região central de Santo André e outros polos de atividades.</p>
<p>Entre os destinos atendidos diretamente ou localizados nas proximidades estão o Shopping ABC, o Parque Central, o Parque do Conhecimento Sabina, universidades, escolas, academias, supermercados, consultórios e estabelecimentos comerciais.</p>
<p>A existência desses destinos no mesmo corredor de deslocamento amplia a utilidade da linha ao longo do dia.</p>
<p>Um ônibus que atende exclusivamente a um equipamento pode apresentar concentração de demanda em horários específicos. Quando seu itinerário combina hospitais, empregos, comércio, educação e lazer, surgem diferentes motivos para viajar, tanto no sentido bairro–centro quanto no sentido contrário.</p>
<p>Essa diversidade de deslocamentos é importante para o aproveitamento da frota e para a sustentabilidade operacional.</p>
<p>Também revela uma dimensão social do transporte coletivo: não basta que uma cidade concentre hospitais, empregos e serviços. É necessário que os moradores consigam chegar a essas oportunidades com segurança, regularidade e custo acessível.</p>
<h2>De duas horas para 40 minutos: o impacto na rotina de Maria</h2>
<p>Em reportagem especial publicada pelo Diário do Transporte em 31 de março de 2026, Maria José da Silva Francisco relatou que sua viagem, anteriormente realizada com duas ou três conduções, podia levar duas horas em cada sentido.</p>
<p>Com a B45, o tempo caiu para aproximadamente 40 minutos, segundo a própria trabalhadora.</p>
<p>A economia chegou, portanto, a cerca de uma hora e vinte minutos por sentido, ou duas horas e quarenta minutos por dia considerando ida e volta.</p>
<p>Na entrevista, Maria contou que o benefício ultrapassou a questão do transporte: passou a dormir e descansar mais e percebeu melhorias até mesmo no humor.</p>
<p>A reivindicação havia ganhado um capítulo importante em 25 de fevereiro de 2025, quando o abaixo-assinado encabeçado pela passageira chegou à Câmara Municipal, acompanhado de uma indicação do vereador Ricardo Alvarez.</p>
<p>A ligação era reivindicada havia mais de duas décadas por moradores que precisavam chegar à região do Hospital Mário Covas e do Bairro Paraíso.</p>
<p>O caso de Maria ilustra um indicador que nem sempre aparece nas estatísticas de passageiros transportados: o tempo que o cidadão recupera para sua própria vida.</p>
<h2>Hospitais, maternidades e unidades de atendimento: quais são os estabelecimentos alcançados pela B45</h2>
<p>O itinerário da B45 atende diretamente ou por meio de pontos próximos uma ampla rede de estabelecimentos de saúde, públicos, filantrópicos e privados.</p>
<p>Entre eles estão:</p>
<p>1. Hospital Estadual Mário Covas — importante referência pública para atendimento especializado, localizado no Bairro Paraíso.</p>
<p>2. Centro Hospitalar Municipal de Santo André Dr. Newton da Costa Brandão — unidade pública municipal que atende diferentes especialidades e serviços hospitalares.</p>
<p>3. UPA Perimetral — unidade de pronto atendimento que integra a rede pública de urgência e emergência.</p>
<p>4. Hospital e Maternidade Brasil — estabelecimento hospitalar privado localizado na região da Vila Assunção.</p>
<p>5. Hospital e Maternidade Christóvão da Gama — unidade hospitalar privada da região central de Santo André.</p>
<p>6. Hospital e Maternidade São José do ABC — unidade localizada na região atendida pelo corredor de transporte.</p>
<p>7. Hospital Beneficência Portuguesa — estabelecimento tradicional da rede hospitalar de Santo André.</p>
<p>8. Hospital Santa Helena — unidade da rede privada localizada na região do Ipiranguinha.</p>
<p>9. Hospital Santo André — estabelecimento incluído na relação de unidades alcançadas pelo Circular da Saúde.</p>
<p>10. Casa da Esperança — instituição que oferece serviços de assistência e reabilitação.</p>
<p>11. Região dos hospitais Siloé e Coração de Jesus — área hospitalar da região da Perimetral contemplada pelo corredor de deslocamento.</p>
<p>12. Região do futuro Hospital da Vila Luzita — área prevista para receber novo equipamento público de saúde.</p>
<p>A linha também facilita deslocamentos de profissionais que trabalham nos hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos desses bairros.</p>
<p>Isso significa que a utilidade do serviço não está restrita aos pacientes.</p>
<p>Médicos, enfermeiros, técnicos, equipes administrativas, trabalhadores de limpeza, manutenção, segurança e alimentação também são beneficiados pelas conexões.</p>
<p>Outra característica importante é a oferta de acesso a serviços tanto do SUS quanto da rede privada. O ônibus não faz distinção entre o motivo da viagem, permitindo que os passageiros utilizem a mesma ligação para diferentes necessidades.</p>
<p>Já a B31 integra o Circular da Saúde ao fazer a conexão do Jardim Santo André com o Atrium Shopping, onde funciona o Poupatempo da Saúde.</p>
<p>O equipamento concentra serviços que também geram demanda por transporte público, especialmente para usuários que precisam comparecer a consultas, exames e outros atendimentos.</p>
<h2>Experiência chamou atenção de Curitiba e pode inspirar outros municípios</h2>
<p>A experiência de Santo André também despertou interesse fora do ABC Paulista.</p>
<p>Em 11 de março de 2026, o município recebeu Renan Carreira, gestor de comunicação da CWBUS, braço de inovação do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp), para conhecer o funcionamento do Circular da Saúde e trocar experiências sobre planejamento de mobilidade.</p>
<p>A visita é especialmente representativa porque Curitiba, no Paraná, possui uma trajetória nacional e internacionalmente reconhecida no desenvolvimento de sistemas estruturados de transporte coletivo.</p>
<p>O interesse demonstra que a discussão sobre mobilidade não se limita a grandes obras, corredores exclusivos, terminais ou aquisição de veículos.</p>
<p>A definição dos percursos também pode determinar se um sistema de ônibus será útil, eficiente e atraente para a população.</p>
<p>Para municípios de diferentes portes, a experiência aponta algumas possibilidades: utilizar informações de bilhetagem eletrônica para identificar padrões de deslocamento, integrar dados de outras modalidades, ouvir os passageiros e adequar itinerários aos principais polos de saúde, educação, trabalho e serviços.</p>
<p>O potencial de reprodução, entretanto, depende de estudos de demanda, dimensionamento da frota, frequência adequada e avaliação dos custos.</p>
<p>Um itinerário que tenta atender muitos destinos, por exemplo, também pode produzir viagens excessivamente demoradas. Por isso, o desafio é conciliar abrangência e rapidez.</p>
<p>O diretor de Transportes Públicos da SATrans, Ageu Padoveze, já havia destacado, em manifestações anteriores sobre o Circular da Saúde, a importância do planejamento voltado às necessidades efetivas dos usuários.</p>
<p>A Viação Guaianazes, líder do Consórcio União Santo André, é responsável pela operação das duas linhas do serviço.</p>
<h2>Serviço pode melhorar ainda mais com prolongamento até antigo ponto final da B11 e I07 e atendimento à estação no sentido Vila Luzita</h2>
<p>Apesar do elevado índice de aprovação, o Circular da Saúde ainda possui possibilidades de aperfeiçoamento, especialmente na B45.</p>
<p>Uma delas é o prolongamento do atendimento na região do Bairro Paraíso até o antigo ponto final das linhas B11 e I07, nas proximidades do Semasa.</p>
<p>A mudança poderia ampliar a área de captação de passageiros, aproximando a B45 de outros estabelecimentos comerciais, residências, serviços e da Policlínica Paraíso.</p>
<p>Outro benefício seria aumentar a abrangência na região da Rua Jabaquara, contemplando deslocamentos de trabalhadores e frequentadores de estabelecimentos comerciais, escritórios e serviços públicos, incluindo a área da Justiça Federal.</p>
<p>A segunda possibilidade é melhorar a ligação com a região da Estação Prefeito Celso Daniel–Santo André no sentido Vila Luzita.</p>
<p>Atualmente, quando segue da periferia para o Hospital Mário Covas, a B45 passa pela região central, utilizando vias como a Rua General Glicério, Rua Bernardino de Campos e Avenida Portugal.</p>
<p>No retorno para Vila Luzita, entretanto, o itinerário deixa a região da Vila Assunção e segue pela Perimetral, sem reproduzir o atendimento à área central e à estação.</p>
<p>Essa diferença pode limitar a utilização da linha por passageiros que embarcam na região ferroviária e precisam seguir para bairros atendidos pela B45.</p>
<p>Uma extensão nesse sentido poderia ampliar as possibilidades de integração com a CPTM e outras linhas municipais, além de criar novas oportunidades de embarque.</p>
<p>Há, naturalmente, uma questão operacional a ser considerada: percursos mais longos podem exigir ajustes na programação, aumentar o tempo de ciclo e demandar mais veículos para manter os intervalos.</p>
<p>O desafio é avaliar se a demanda adicional compensaria esses impactos.</p>
<p>A sugestão de prolongamento não representa uma desqualificação do Circular da Saúde. Ao contrário, parte do princípio que orientou sua própria criação: continuar ouvindo os usuários e ajustar a oferta às necessidades identificadas.</p>
<p>A aprovação de 91% mostra uma avaliação amplamente favorável, mas o aperfeiçoamento permanente é uma das condições para que o serviço continue relevante.</p>
<h2>Prefeito destaca facilidade para pacientes e famílias</h2>
<p>Ao divulgar o balanço de um ano, o prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, afirmou que o serviço alcançou resultados expressivos e passou a facilitar o cotidiano dos moradores que dependem do transporte público para acessar a rede de saúde.</p>
<p>“Em um ano, o Circular da Saúde mostrou resultados expressivos. São milhares de pessoas que utilizam o transporte público para cuidar da própria saúde e da saúde de suas famílias. Nosso objetivo é facilitar esse caminho, aproximando os moradores dos hospitais e dos serviços de atendimento, com mais comodidade e facilidade no deslocamento pela cidade”, afirmou o prefeito.</p>
<p>O Circular da Saúde integra o Promobi, programa municipal de mobilidade que prevê investimentos de R$ 240 milhões até 2028.</p>
<p>Desse montante, R$ 200 milhões são destinados à aquisição de novos ônibus e à renovação da frota.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, 51 ônibus zero-quilômetro já foram entregues no âmbito das ações do programa.</p>
<p>A modernização dos veículos é importante, mas o resultado do Circular da Saúde também evidencia que a qualidade do transporte depende de outros fatores, como o desenho das linhas, a localização dos pontos, a integração, a regularidade e a frequência das viagens.</p>
<h2>Uma lição de mobilidade: o passageiro precisa ser ouvido antes de a linha ser desenhada</h2>
<p>O primeiro aniversário do Circular da Saúde traz uma discussão que vai além de Santo André.</p>
<p>Em todo o Brasil, gestores públicos enfrentam o desafio de recuperar passageiros, tornar as viagens mais eficientes, ampliar a acessibilidade e manter o equilíbrio financeiro dos sistemas de transporte coletivo.</p>
<p>A experiência andreense sugere um caminho: utilizar a tecnologia não apenas para controlar a operação, mas também para compreender os deslocamentos que a população precisa realizar.</p>
<p>A bilhetagem eletrônica deixa de ser exclusivamente um instrumento de cobrança de tarifas e passa a fornecer informações relevantes para o planejamento.</p>
<p>Os dados de aplicativos também ajudam a identificar origens e destinos que podem estar sendo insuficientemente atendidos pelo transporte coletivo.</p>
<p>Mas nenhum desses recursos substitui a experiência das pessoas que utilizam ônibus todos os dias.</p>
<p>Foi a combinação de informações técnicas e reivindicações populares que ajudou a tornar possível uma ligação esperada havia anos.</p>
<p>A história de Maria José da Silva Francisco, que saiu de uma rotina de viagens demoradas e múltiplas conexões para um deslocamento direto de aproximadamente 40 minutos, sintetiza o significado desse processo.</p>
<p>Para o Diário do Transporte, que acompanhou a reivindicação desde antes da implantação e deu voz aos moradores, é motivo de satisfação ter contribuído para tornar essa necessidade conhecida.</p>
<p>Não se trata de reivindicar para a imprensa o mérito pela implantação de uma política pública, mas de reconhecer que o jornalismo também cumpre sua função quando acompanha problemas concretos e ajuda a aproximar cidadãos e responsáveis pelas soluções.</p>
<p>O Circular da Saúde nasceu da necessidade dos passageiros, foi estruturado por profissionais do setor e colocado em operação por meio da atuação do poder público e da empresa operadora.</p>
<p>Um ano e mais de 1 milhão de embarques depois, a experiência reforça que uma boa política de mobilidade não começa necessariamente com um grande investimento ou uma tecnologia inédita.</p>
<p>Muitas vezes, começa com uma pergunta simples: para onde as pessoas realmente precisam ir?</p>
<h2>SERVIÇO — VEJA OS ITINERÁRIOS COMPLETOS DA B45 CIRCULAR DA SAÚDE</h2>
<p>A linha B45 opera entre a região da Represa, na Estrada do Pedroso, e o Hospital Estadual Mário Covas, no Bairro Paraíso.</p>
<p>Os itinerários abaixo seguem a relação oficial da SATrans, atualizada em 5 de maio de 2026, com a nomenclatura das vias padronizada.</p>
<h3>Sentido Represa → Hospital Mário Covas</h3>
<p>Estrada do Pedroso → Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo → Rua do Amaro → Avenida Dom Pedro I → Largo Três de Maio → Avenida Dom Pedro I → Avenida Santos Dumont → Rua Artur de Queirós → Rua General Glicério → Rua Bernardino de Campos → Avenida Portugal → Avenida José Caballero → Retorno → Avenida José Caballero → Rua Prefeito Justino Paixão → Viaduto Ângelo Gaiarsa → Rua Prefeito Justino Paixão → Rua Coronel Alfredo Fláquer → Rua Coronel Abílio Soares → Avenida João Ramalho → Rua Guilherme Marconi → Avenida Doutor Alberto Benedetti → Rua Coronel Fernando Prestes → Rua Caminho do Pilar → Avenida Ramiro Colleoni → Avenida Pereira Barreto → Retorno → Avenida Pereira Barreto → Praça Yves Ota → Rua Doutor Henrique Calderazzo → Rua Juazeiro → Rua Jabaquara → Rua Igarapé → Rua Macaúba → Rua Juazeiro → Avenida Doutor Henrique Calderazzo → Rua Professor Valdemar Mattei → Retorno → Rua Professor Valdemar Mattei.</p>
<h3>Sentido Hospital Mário Covas → Represa/Vila Luzita</h3>
<p>Rua Professor Valdemar Mattei → Praça Yves Ota → Rua Doutor Henrique Calderazzo → Rua Juazeiro → Rua Macaúba → Rua Igarapé → Rua Jabaquara → Rua Juazeiro → Rua Doutor Henrique Calderazzo → Rua Professor Valdemar Mattei → Avenida Pereira Barreto → Rua Coronel Fernando Prestes → Avenida Doutor Alberto Benedetti → Rua Coronel Ortiz → Avenida João Ramalho → Rua Coronel Francisco Amaro → Rua Coronel Alfredo Fláquer → Avenida Santos Dumont → Avenida Dom Pedro I → Largo Três de Maio → Avenida Dom Pedro I → Rua Eduardo Ramos → Estrada do Pedroso.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Ecovias prevê circulação de 557 mil veículos durante feriado de Finados</title>
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	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 21:00:28 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Pórticos de pedágio eletrônico começam a funcionar em Pirangi e Monte Alto em 1º de novembro; concessionária também programou restrições para obras nas rodovias YURI SENA A Ecovias Noroeste Paulista estima que 557.694 veículos circulem pelas rodovias sob sua administração entre sexta-feira (30) e terça-feira (3), durante a Operação Finados. A principal novidade neste ano [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/c0b3cb36-fcd6-427f-bf05-b1c603d0ac89-e1793210717266.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><span style="font-weight: 400"><i>Pórticos de pedágio eletrônico começam a funcionar em Pirangi e Monte Alto em 1º de novembro; concessionária também programou restrições para obras nas rodovias</i></span></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Ecovias Noroeste Paulista estima que 557.694 veículos circulem pelas rodovias sob sua administração entre sexta-feira (30) e terça-feira (3), durante a Operação Finados. A principal novidade neste ano será o início da cobrança por pedágio eletrônico em Pirangi e Monte Alto, a partir da 0h de domingo (1º).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a implantação do sistema Siga Fácil, os motoristas poderão atravessar os pórticos sem parar para efetuar o pagamento. Segundo a concessionária, as estruturas substituirão as praças convencionais de cobrança, sem alteração nas tarifas ou criação de novos pontos de pedágio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os equipamentos estão instalados na Rodovia Comendador Pedro Monteleone (SP-351), no km 184, em Pirangi, e na Rodovia José Della Vechia (SP-323), no km 19, em Monte Alto. A identificação dos veículos será feita por meio de TAG eletrônica ou leitura da placa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A Rodovia Washington Luís (SP-310) deve concentrar mais de 208 mil veículos nos trechos entre São Carlos, Araraquara, Matão e Taquaritinga. Na região de Catanduva, São José do Rio Preto e Mirassol, a previsão é de aproximadamente 88 mil veículos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326), entre Matão e Bebedouro, são esperados cerca de 160 mil veículos. Já nas rodovias SP-333, entre Borborema e Jaboticabal, a estimativa é de 60 mil veículos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A concessionária prevê ainda 16 mil veículos na SP-323, na região do pedágio de Monte Alto, e aproximadamente 15 mil na SP-351, em Catanduva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A sexta-feira (30) deve ser o dia de maior movimento, com previsão de 141.618 veículos. Para a segunda-feira (2), feriado de Finados, a estimativa é de 116.087 veículos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A orientação da concessionária é que os motoristas planejem os deslocamentos e mantenham a atenção durante a viagem, principalmente em situações de chuva, neblina ou baixa visibilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A realização de obras e intervenções que possam afetar o tráfego terá horários restritos nas rodovias SP-310, SP-326, SP-333, SP-323 e SP-351.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na sexta-feira (30), os trabalhos poderão ocorrer até as 13h. No sábado (31) e na terça-feira (3), as atividades serão retomadas após as 14h. No domingo (1º), as obras poderão ocorrer normalmente. Na segunda-feira (2), as intervenções serão suspensas durante todo o dia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><i>Pagamento pelo Siga Fácil</i></span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Com a entrada em operação dos novos pórticos, a Ecovias Noroeste Paulista passará a contar com seis equipamentos em funcionamento. Um novo dispositivo, previsto para Colina, na SP-326, deve começar a operar em 1º de dezembro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para os motoristas que utilizam TAG, a cobrança será feita automaticamente pela operadora contratada. Veículos de passeio com o dispositivo terão desconto de 5% na tarifa desde a primeira passagem, além de possíveis reduções adicionais pelo programa Desconto de Usuário Frequente (DUF), conforme as regras de utilização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Quem não possui TAG poderá consultar as passagens e pagar a tarifa em até 30 dias após a utilização, por meio do site Pedágio Digital, do aplicativo Ecovias Noroeste Paulista, do WhatsApp 0800 326 3663 ou dos totens de autoatendimento nas bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Também será possível consultar os registros de passagem e eventuais débitos pelo aplicativo CNH do Brasil. O pagamento, no entanto, deverá ser realizado pelos canais oficiais disponibilizados pela concessionária.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>FUVEST 2027: SPTrans aumenta em 39 o número de viagens de ônibus entre Metrô Butantã e USP neste domingo (1º); transporte será gratuito</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/fuvest-2027-sptrans-aumenta-em-39-o-numero-de-viagens-de-onibus-entre-metro-butanta-e-usp-neste-domingo-1o-transporte-sera-gratuito/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 20:31:12 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Linhas 8012/10 e 8022/10 terão reforço entre 10h e 14h para atender candidatos; portões fecham às 13h. Veja os itinerários dentro da Cidade Universitária e como funcionará o Domingão Tarifa Zero ADAMO BAZANI Os candidatos que farão a primeira fase da FUVEST 2027 neste domingo, 1º de novembro de 2026, contarão com 39 partidas adicionais [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="500" height="331" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20220429_estacao_butanta_metro2.jpg?fit=500%2C331&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20220429_estacao_butanta_metro2.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20220429_estacao_butanta_metro2.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20220429_estacao_butanta_metro2.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20220429_estacao_butanta_metro2.jpg?resize=400%2C265&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /> <div><em>Linhas 8012/10 e 8022/10 terão reforço entre 10h e 14h para atender candidatos; portões fecham às 13h. Veja os itinerários dentro da Cidade Universitária e como funcionará o Domingão Tarifa Zero</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Os candidatos que farão a primeira fase da FUVEST 2027 neste domingo, 1º de novembro de 2026, contarão com 39 partidas adicionais de ônibus municipais entre a Estação Butantã, da Linha 4-Amarela do metrô, e a Cidade Universitária, na zona Oeste de São Paulo. A SPTrans anunciou reforço nas linhas 8012/10 e 8022/10, que terão, juntas, 194 viagens programadas ao longo do dia, contra 155 normalmente previstas. O aumento da oferta será concentrado entre 10h e 14h, período que compreende a chegada dos estudantes aos locais de prova, a abertura dos portões às 12h e o fechamento às 13h.</p>
<p>Os ônibus das duas linhas serão gratuitos tanto na ida quanto na volta, por causa do programa Domingão Tarifa Zero, que permite utilizar as linhas municipais sem pagamento de passagem aos domingos, das 0h às 23h59. A medida beneficia candidatos que precisam chegar às unidades de ensino localizadas dentro do campus da Universidade de São Paulo (USP), mas é importante conferir antecipadamente o endereço exato da prova, já que a Cidade Universitária é extensa e as linhas 8012/10 e 8022/10 possuem trajetos diferentes em seu interior.</p>
<p>A primeira fase da FUVEST 2027 terá 106.165 inscritos, entre candidatos que disputam vagas e participantes na modalidade de treinamento. São 8.147 vagas oferecidas pela Universidade de São Paulo.</p>
<p>As provas serão aplicadas em diferentes locais da capital, da Região Metropolitana de São Paulo, do interior e do litoral paulista, além de Fortaleza (CE).</p>
<h3>Veja quantas viagens haverá em cada linha</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Linha e sentido</th>
<th>Programação normal</th>
<th>Domingo (1º)</th>
<th>Reforço</th>
</tr>
<tr>
<td>8012/10 — Metrô Butantã para USP</td>
<td>39</td>
<td>48</td>
<td>+9</td>
</tr>
<tr>
<td>8012/10 — USP para Metrô Butantã</td>
<td>39</td>
<td>45</td>
<td>+6</td>
</tr>
<tr>
<td>8022/10 — Metrô Butantã para USP</td>
<td>38</td>
<td>51</td>
<td>+13</td>
</tr>
<tr>
<td>8022/10 — USP para Metrô Butantã</td>
<td>39</td>
<td>50</td>
<td>+11</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>155</td>
<td>194</td>
<td>+39</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A linha 8012/10 terá 15 partidas adicionais, enquanto a 8022/10 contará com outras 24.</p>
<p>Somadas, serão 99 viagens no sentido Cidade Universitária e 95 no sentido Metrô Butantã.</p>
<p>O reforço anunciado pela SPTrans é na quantidade de partidas e não representa alteração permanente dos itinerários das duas linhas.</p>
<h3>Linha 8012/10: atendimento à Reitoria, Faculdade de Educação e região central da USP</h3>
<p>A linha 8012/10 Metrô Butantã – Cidade Universitária faz a ligação entre o terminal de ônibus junto à Estação Butantã e diferentes setores do campus.</p>
<p>O percurso de ida começa no Terminal Metrô Butantã, passando pela Rua Camargo, Praça Monte Castelo, Praça Vicente Rodrigues e Avenida Afrânio Peixoto.</p>
<p>Após a entrada na Cidade Universitária, os ônibus percorrem a Avenida da Universidade e passam pela região da Faculdade de Educação, Praça do Relógio Solar e Reitoria.</p>
<p>O atendimento também compreende trechos da Avenida Professor Luciano Gualberto, Praça Ramos de Azevedo, Avenida Professor Almeida Prado e Avenida Professor Lineu Prestes.</p>
<p>Entre as regiões de referência do percurso estão a Biblioteca Brasiliana, a Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA), a Escola Politécnica, a Prefeitura do Campus e a área do Hospital Universitário.</p>
<p>A linha segue até a região da Portaria 3, onde está localizado o terminal interno.</p>
<p>Esse trajeto pode ser útil especialmente para candidatos que precisam chegar às unidades situadas nas áreas central e oeste do campus.</p>
<p>No retorno, os ônibus fazem o percurso em direção à Estação Butantã, permitindo a conexão com a Linha 4-Amarela do metrô e outras linhas municipais.</p>
<h3>Linha 8022/10: trajeto pela Mello Moraes e atendimento a outras áreas da Cidade Universitária</h3>
<p>A linha 8022/10 também parte do Terminal Metrô Butantã, mas possui percurso interno diferente do realizado pela 8012/10.</p>
<p>Na ida, os ônibus seguem pela Rua Camargo, Praça Monte Castelo, Praça Vicente Rodrigues e Avenida Afrânio Peixoto.</p>
<p>Depois, acessam a Praça Professor Reinaldo Porchat e a Rua Professor Mello Moraes, importante via de circulação da Cidade Universitária.</p>
<p>O trajeto continua pela Avenida Professor Almeida Prado, Praça Ramos de Azevedo, Avenida Professor Luciano Gualberto, Praça Professor Jorge Americano e Avenida Professor Lineu Prestes.</p>
<p>O atendimento inclui a região da Praça Professor Alípio Corrêa Neto e segue até o Terminal USP, na área da Portaria 3.</p>
<p>No sentido de retorno ao Metrô Butantã, o percurso passa por vias como a Avenida Professor Lineu Prestes, Avenida Professor Ernesto de Moraes Leme, Avenida Professor Almeida Prado, Rua do Matão e Avenida da Universidade.</p>
<p>A linha também passa pelas proximidades de diferentes unidades acadêmicas, equipamentos universitários e áreas de circulação de estudantes.</p>
<p>Como as duas linhas possuem percursos parcialmente distintos dentro da USP, o candidato deve escolher o ônibus considerando a localização da unidade em que fará a prova.</p>
<h3>Como chegar à USP pelo metrô</h3>
<p>Uma das opções para quem vem de outras regiões da capital paulista é utilizar a Linha 4-Amarela do metrô e desembarcar na Estação Butantã.</p>
<p>A partir da estação, os passageiros podem acessar o terminal de ônibus e utilizar as linhas 8012/10 ou 8022/10 para chegar à Cidade Universitária.</p>
<p>A Linha 4-Amarela permite conexões com outros sistemas de transporte em estações como Luz, República, Paulista e Pinheiros.</p>
<p>Essas integrações facilitam o acesso de candidatos vindos das zonas Norte, Leste, Sul e Oeste, além de municípios da Região Metropolitana de São Paulo.</p>
<p>A gratuidade do Domingão Tarifa Zero vale para os ônibus municipais da cidade de São Paulo. As viagens de metrô e trens metropolitanos seguem suas regras tarifárias próprias.</p>
<p>O candidato também deve considerar que o deslocamento dentro do campus pode exigir caminhada entre o ponto de ônibus e o prédio de aplicação da prova.</p>
<h3>Portões fecham às 13h: veja os horários da FUVEST</h3>
<p>A Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST) estabeleceu os seguintes horários para a primeira fase:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Horário</th>
</tr>
<tr>
<td>Abertura dos portões</td>
<td>12h</td>
</tr>
<tr>
<td>Fechamento dos portões</td>
<td>13h</td>
</tr>
<tr>
<td>Início da prova</td>
<td>13h</td>
</tr>
<tr>
<td>Duração da prova</td>
<td>5 horas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A prova terá 80 questões de múltipla escolha, em vez das 90 utilizadas em edições anteriores, mantendo a duração de cinco horas.</p>
<p>A orientação é chegar com antecedência, evitando deixar o deslocamento para os minutos anteriores ao fechamento dos portões.</p>
<p>A USP possui diferentes edifícios e unidades de ensino dentro da Cidade Universitária, e o tempo de caminhada pode variar conforme o local de desembarque.</p>
<h3>Gratuidade também vale para outros ônibus municipais</h3>
<p>O Domingão Tarifa Zero permite embarcar gratuitamente nos ônibus municipais de São Paulo durante todo o domingo.</p>
<p>O benefício vale para todos os passageiros, não apenas para os estudantes inscritos na FUVEST.</p>
<p>Portanto, quem precisar utilizar outras linhas municipais para chegar ao Metrô Butantã ou realizar o trajeto de volta para casa também poderá aproveitar a gratuidade dos ônibus.</p>
<p>A passagem gratuita está disponível das 0h às 23h59 de domingo.</p>
<p>Para consultar os horários e acompanhar a circulação dos veículos, os usuários podem utilizar o sistema Olho Vivo, da SPTrans, e as ferramentas de planejamento de viagens.</p>
<h3>Serviço — Primeira fase da FUVEST 2027</h3>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>Data da prova: domingo, 1º de novembro de 2026.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Linhas reforçadas: 8012/10 e 8022/10 — Metrô Butantã/Cidade Universitária.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Período de reforço: das 10h às 14h.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Total de partidas: 194, sendo 39 adicionais.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Tarifa nos ônibus municipais: gratuita, pelo Domingão Tarifa Zero.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Abertura dos portões: 12h.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Fechamento dos portões: 13h.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Início da prova: 13h.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Consulta de itinerários: sistema Olho Vivo e canais oficiais da SPTrans.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>O candidato deve verificar previamente em qual prédio realizará a prova, identificar a linha que atende a região correspondente e programar o trajeto com antecedência.</p>
<p>A recomendação é especialmente importante para quem utilizará mais de um meio de transporte ou precisará caminhar dentro da Cidade Universitária.</p>
<p>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>
</div>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>EXCLUSIVO: Como votaram os ministros do STF sobre aplicativos e ônibus e o que esses julgamentos ajudam a entender no caso Buser</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/exclusivo-como-votaram-os-ministros-do-stf-sobre-aplicativos-e-onibus-e-o-que-esses-julgamentos-ajudam-a-entender-no-caso-buser/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 20:16:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões sobre Uber, 99, transporte rodoviário e entregas revelam entendimentos sobre concorrência, regulação e competências dos governos; advogada Liana Variani destaca importância da segurança jurídica para investimentos e passageiros ADAMO BAZANI O julgamento da chamada “Lei da Buser” de Minas Gerais reúne ministros que já decidiram sobre a atuação de aplicativos como Uber e 99, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=2048%2C1366&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Decisões sobre Uber, 99, transporte rodoviário e entregas revelam entendimentos sobre concorrência, regulação e competências dos governos; advogada Liana Variani destaca importância da segurança jurídica para investimentos e passageiros</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O julgamento da chamada “Lei da Buser” de Minas Gerais reúne ministros que já decidiram sobre a atuação de aplicativos como Uber e 99, a abertura do mercado de ônibus rodoviários e relações de trabalho envolvendo entregas. Esses antecedentes ajudam a compreender como os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) interpretam a livre iniciativa, a concorrência e os limites da regulação. Mas não permitem transformar votos anteriores em previsão automática do resultado sobre as regras mineiras de fretamento.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, o pedido de vista do ministro Dias Toffoli interrompeu a análise nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, com três votos pela manutenção das restrições e dois pela derrubada de dispositivos questionados. A discussão central é se Minas Gerais pode estabelecer essas condições para o transporte intermunicipal e metropolitano ou se invadiu uma competência legislativa da União. Por trás dessa questão estão os limites entre fretamento e transporte regular, a contratação por plataformas digitais e os efeitos da concorrência para passageiros e empresas.</p>
<p>Um dado mostra por que é preciso cuidado com as comparações: Cármen Lúcia e Edson Fachin votaram contra proibições municipais ao transporte individual por aplicativos em 2019, mas agora defendem a legislação mineira de fretamento. São resultados diferentes em processos que tratam de atividades, leis e responsabilidades públicas distintas.</p>
<p>Da mesma forma, um voto favorável à entrada de empresas no mercado não significa apoio à dispensa de fiscalização, nem resolve como devem ser as relações de trabalho dos profissionais que prestam os serviços.</p>
<p>Essa discussão também envolve a previsibilidade necessária para investir e prestar serviços. Em entrevistas anteriores ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a advogada especializada em direito empresarial e segurança jurídica, Liana Variani, destacou que regras confiáveis são essenciais para o planejamento das empresas, a atuação dos gestores públicos e a proteção de quem depende do transporte.</p>
<h3>O que já foi votado no caso de Minas Gerais</h3>
<p>O processo discute a Lei Estadual nº 23.941/2021, que estabelece condições para o fretamento intermunicipal e metropolitano. Entre as exigências está o circuito fechado: o grupo transportado na ida deve ser o mesmo no retorno.</p>
<p>Essa obrigação interfere no modelo em que passageiros contratam lugares para determinado deslocamento e não precisam realizar juntos a viagem de volta. A controvérsia também envolve restrições à comercialização individual e à intermediação das viagens.</p>
<p>O recurso foi apresentado pelo diretório mineiro do Partido Novo. A Buser participa como interessada.</p>
<p>Até a interrupção de 28 de outubro, as posições eram as seguintes:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ministro</th>
<th>Posição no julgamento mineiro</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Cármen Lúcia</td>
<td>Relatora, defende a manutenção das regras questionadas</td>
</tr>
<tr>
<td>Edson Fachin</td>
<td>Acompanha a relatora</td>
</tr>
<tr>
<td>Cristiano Zanin</td>
<td>Acompanha a relatora</td>
</tr>
<tr>
<td>Flávio Dino</td>
<td>Vota contra as restrições, com fundamento na competência da União</td>
</tr>
<tr>
<td>André Mendonça</td>
<td>Vota contra dispositivos questionados, enfatizando também livre iniciativa e proporcionalidade</td>
</tr>
<tr>
<td>Dias Toffoli</td>
<td>Pediu vista; pedido de mais tempo para análise não equivale a voto</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Alexandre de Moraes participou do debate e fez manifestações favoráveis à distinção entre o fretamento e o transporte regular, mas, conforme a cobertura da sessão pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, não havia formalizado voto naquele momento. Sua manifestação não deve ser somada ao placar.</p>
<p>Para Cármen Lúcia, os estados podem disciplinar o transporte intermunicipal e metropolitano. A relatora também considera que a exigência de circuito fechado já encontra correspondência na regulação federal e que a livre iniciativa deve ser compatibilizada com outros interesses protegidos pela Constituição.</p>
<p>Flávio Dino concentra a divergência na competência legislativa. A questão, nessa leitura, é se o estado pode definir os contornos de uma modalidade de transporte, para além de organizar e fiscalizar os serviços sob sua responsabilidade.</p>
<p>André Mendonça, além de aderir ao fundamento sobre competência apresentado por Dino, questiona os efeitos das restrições sobre a concorrência.</p>
<h3>Uber e 99: STF derrubou proibições municipais em 2019</h3>
<p>O precedente mais conhecido sobre aplicativos de transporte foi construído no julgamento da ADPF 449 e do Recurso Extraordinário nº 1.054.110, o Tema 967.</p>
<p>Em maio de 2019, o Supremo afastou leis de Fortaleza (CE) e São Paulo (SP) que proibiam o transporte individual remunerado por motoristas particulares. A discussão atingia o mercado de aplicativos como Uber, Cabify e 99.</p>
<p>O resultado de mérito foi unânime. Entre os ministros que votaram contra as proibições estavam Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Luiz Fux.</p>
<p>Também participaram daquela formação Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Marco Aurélio. André Mendonça, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Flávio Dino ainda não integravam o Tribunal.</p>
<p>A decisão protegeu a entrada de prestadores no mercado e o direito de escolha dos usuários. O STF também estabeleceu que municípios e Distrito Federal, ao regulamentar e fiscalizar o transporte privado individual, devem respeitar os parâmetros definidos pela legislação federal.</p>
<p>Isso não eliminou a possibilidade de regulação. A distinção é entre organizar e fiscalizar o serviço e utilizar exigências locais para proibir ou inviabilizar uma atividade admitida pela legislação federal.</p>
<p>Há ainda uma precisão sobre o placar: a unanimidade no resultado de mérito não se confunde com a aprovação de cada palavra da tese. Na formulação da tese de repercussão geral, houve divergência de Marco Aurélio.</p>
<p>Para o caso mineiro, o precedente fornece argumentos sobre livre iniciativa e limites das normas locais. Entretanto, o transporte individual em automóvel e o fretamento coletivo intermunicipal possuem enquadramentos diferentes. A aplicação da mesma conclusão depende de demonstrar que os fundamentos jurídicos também se ajustam ao novo processo.</p>
<h3>Ônibus interestaduais: ministros se dividiram sobre autorização sem licitação</h3>
<p>Outro julgamento relevante ocorreu em março de 2023, nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 5.549 e nº 6.270.</p>
<p>O STF examinou normas federais que permitem a prestação de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros mediante autorização, sem licitação prévia.</p>
<p>A maioria validou o modelo. O entendimento vencedor foi conduzido pelo ministro Luiz Fux, que considerou constitucional a autorização para esse serviço, desvinculado da exploração de infraestrutura, com cumprimento das exigências legais.</p>
<p>A divisão foi esta:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Pela validade do regime de autorização</th>
<th>Pela exigência de licitação prévia</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Luiz Fux</td>
<td>Edson Fachin</td>
</tr>
<tr>
<td>Alexandre de Moraes</td>
<td>Cármen Lúcia</td>
</tr>
<tr>
<td>André Mendonça</td>
<td>Ricardo Lewandowski</td>
</tr>
<tr>
<td>Nunes Marques</td>
<td>Rosa Weber</td>
</tr>
<tr>
<td>Dias Toffoli</td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td>Gilmar Mendes</td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td>Luís Roberto Barroso</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Cristiano Zanin e Flávio Dino ainda não integravam o STF naquele julgamento.</p>
<p>Esse caso aproxima a discussão do setor de ônibus, mas seu objeto era outro: a validade de um regime criado por legislação federal para serviços entre estados e internacionais.</p>
<p>O Supremo não decidiu ali que qualquer empresa poderia operar qualquer ligação sem autorização ou sem atender a requisitos. A decisão preservou condições relacionadas a segurança, acessibilidade e capacidade técnica, operacional e financeira.</p>
<p>A comparação permite identificar entendimentos sobre abertura do mercado e formas de delegação do serviço. Não resolve, por si, se uma lei estadual pode exigir circuito fechado no fretamento.</p>
<h3>Motocicletas: competência da União voltou ao centro da discussão</h3>
<p>Em novembro de 2025, o Supremo invalidou, por unanimidade, uma lei paulista que condicionava o transporte individual remunerado de passageiros por motocicleta à autorização e à regulamentação municipais.</p>
<p>A decisão ocorreu na ADI 7.852, sob relatoria de Alexandre de Moraes. O fundamento foi que o estado criou exigências além das previstas na legislação federal, invadindo a competência da União para legislar sobre trânsito e transportes.</p>
<p>Esse precedente é especialmente relevante para compreender o argumento apresentado por Flávio Dino no caso mineiro: a distinção entre organizar um serviço local ou regional e legislar sobre as condições de existência de uma modalidade de transporte.</p>
<p>Em janeiro de 2026, Moraes voltou ao tema ao conceder liminar na ADPF 1.296, suspendendo trechos de lei e decreto do Município de São Paulo sobre transporte privado de passageiros por motocicletas via aplicativo.</p>
<p>A decisão individual afastou exigências consideradas desproporcionais, entre elas a vinculação do serviço privado por aplicativo a regras próprias do mototáxi.</p>
<p>É necessário distinguir os dois acontecimentos: a ADI 7.852 teve decisão colegiada; a medida de janeiro na ADPF 1.296 foi concedida individualmente pelo relator, sujeita a referendo.</p>
<p>A semelhança com Minas Gerais está na discussão sobre quem pode legislar. A diferença está no serviço examinado e no conjunto de normas federais utilizado como parâmetro.</p>
<h3>Caso ligado ao iFood mostra por que os fatos de cada processo importam</h3>
<p>Em agosto de 2024, a Primeira Turma do STF manteve o reconhecimento de vínculo de emprego entre um entregador e a RSCH Entregas, empresa que prestava serviços para o iFood.</p>
<p>A precisão é importante: o vínculo mantido era com a empresa de entregas terceirizada, não diretamente com a plataforma.</p>
<p>O ministro Cristiano Zanin, relator, destacou características concretas da prestação: horário e salário fixos, descanso semanal, comandos da empresa e proibição de cadastro em outras plataformas.</p>
<p>A decisão foi por maioria, com Luiz Fux vencido.</p>
<p>O caso evidencia que o reconhecimento de formatos de contratação diferentes do emprego tradicional não dispensa a análise da realidade. Também mostra por que uma decisão sobre entregas não pode ser apresentada como autorização ou proibição geral do funcionamento das plataformas.</p>
<p>No transporte, a diferença é semelhante: admitir uma atividade econômica e definir as obrigações das empresas e dos trabalhadores são questões relacionadas, mas juridicamente distintas.</p>
<p>A discussão mais abrangente sobre vínculo entre motoristas e plataformas está no Recurso Extraordinário nº 1.446.336, Tema 1.291, sob relatoria de Edson Fachin. O reconhecimento de repercussão geral nesse processo não equivale à fixação de uma tese de mérito.</p>
<h3>Segurança jurídica deve alcançar empresas, gestores e passageiros</h3>
<p>As discussões sobre aplicativos e ônibus têm um ponto comum: as decisões influenciam o ambiente em que empresas planejam investimentos, gestores organizam serviços e passageiros escolhem como viajar.</p>
<p>Em reportagem publicada pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em 11 de julho de 2026, a advogada Liana Variani relacionou a instabilidade das regras aos riscos de investir no transporte rodoviário. A análise tratava de controvérsias envolvendo procedimentos da ANTT, contexto diferente do julgamento da lei mineira.</p>
<p>“As empresas de ônibus cada vez mais precisam investir em equipes de proteção e riscos jurídicos”, afirmou a advogada especializada em segurança jurídica, Liana Variani. <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/11/especial-decisoes-revelam-quadro-de-inseguranca-juridica-no-setor-de-transportes-por-onibus-rodoviarios-interestaduais-no-brasil-apontam-especialistas/?utm_source=chatgpt.com">diariodotransporte.com.br</a></p>
<p>Na avaliação apresentada naquela entrevista, decisões administrativas contraditórias e mudanças nas condições inicialmente estabelecidas comprometem o planejamento operacional. Empresas organizam investimentos com base nas regras do poder público, mas podem enfrentar interrupções decorrentes de disputas sobre a validade dos procedimentos.</p>
<p>A advogada também associou a segurança jurídica à recuperação da demanda e à concorrência entre operadores submetidos a condições regulatórias confiáveis.</p>
<p>“É o passageiro que deve ser o foco de tudo”, destacou a advogada Liana Variani. <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/11/especial-decisoes-revelam-quadro-de-inseguranca-juridica-no-setor-de-transportes-por-onibus-rodoviarios-interestaduais-no-brasil-apontam-especialistas/?utm_source=chatgpt.com">diariodotransporte.com.br</a></p>
<p>Essa preocupação ajuda a compreender a dimensão prática do debate. A definição das responsabilidades de cada ente público e das condições de funcionamento dos serviços interfere tanto na decisão de investir quanto na continuidade da oferta à população.</p>
<p>Para o gestor público, regras claras delimitam sua atuação. Para a empresa, permitem dimensionar frota, pessoal e compromissos financeiros. Para o passageiro, a previsibilidade se traduz na possibilidade de contar com o transporte para trabalhar, estudar, buscar atendimento de saúde ou visitar familiares.</p>
<p>As declarações anteriores da especialista ajudam a contextualizar a necessidade de estabilidade no setor, sem representar uma manifestação específica sobre como os ministros devem votar no processo mineiro.</p>
<h3>O que o histórico permite observar em cada ministro</h3>
<p>O cruzamento dos principais julgamentos oferece um retrato dos votos efetivamente registrados, sem transformar esse histórico em previsão.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ministro</th>
<th>Antecedentes relevantes e posição já registrada no caso mineiro</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Alexandre de Moraes</td>
<td>Votou contra proibições ao transporte individual por aplicativo em 2019 e a favor da autorização para ônibus interestaduais em 2023. Relatou decisões sobre transporte por motocicletas. No caso mineiro, participou do debate, sem voto formal registrado no recorte de 28 de outubro</td>
</tr>
<tr>
<td>André Mendonça</td>
<td>Votou pela validade da autorização para ônibus interestaduais em 2023. No caso mineiro, diverge das restrições questionadas</td>
</tr>
<tr>
<td>Cármen Lúcia</td>
<td>Votou contra proibições municipais aos aplicativos em 2019 e pela exigência de licitação para ônibus interestaduais em 2023. Relata o caso mineiro e defende as regras estaduais</td>
</tr>
<tr>
<td>Cristiano Zanin</td>
<td>Relatou o caso que manteve o vínculo do entregador com a RSCH. No processo mineiro, acompanha Cármen Lúcia</td>
</tr>
<tr>
<td>Dias Toffoli</td>
<td>Votou contra proibições municipais aos aplicativos em 2019 e pela validade da autorização rodoviária em 2023. Pediu vista no caso mineiro</td>
</tr>
<tr>
<td>Edson Fachin</td>
<td>Votou contra proibições municipais aos aplicativos em 2019 e pela exigência de licitação para ônibus interestaduais em 2023. Acompanha a relatora no caso mineiro</td>
</tr>
<tr>
<td>Flávio Dino</td>
<td>No caso mineiro, sustenta que as restrições invadem competência legislativa da União. Não integrava o STF nos julgamentos de 2019 e 2023 citados</td>
</tr>
<tr>
<td>Gilmar Mendes</td>
<td>Votou contra proibições municipais aos aplicativos em 2019 e pela validade da autorização para ônibus interestaduais em 2023</td>
</tr>
<tr>
<td>Luiz Fux</td>
<td>Relatou a ADPF contra a proibição de aplicativos e as ações que validaram a autorização rodoviária. Ficou vencido no caso do entregador da RSCH</td>
</tr>
<tr>
<td>Nunes Marques</td>
<td>Votou pela validade da autorização para ônibus interestaduais em 2023. Ainda não integrava o STF no julgamento de aplicativos de 2019</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A tabela reúne os antecedentes selecionados e as posições identificadas na sessão mineira. Ausência de indicação de voto no processo de Minas Gerais não deve ser interpretada como apoio a qualquer corrente.</p>
<h3>O que esperar da retomada do julgamento</h3>
<p>A discussão deve continuar em torno de três questões: qual é o espaço legislativo dos estados; se as exigências preservam uma distinção legítima entre fretamento e transporte regular; e se as restrições são proporcionais aos objetivos de organização e fiscalização.</p>
<p>Para quem usa ônibus, o efeito concreto está nas condições para contratar viagens, na oferta de alternativas e nas obrigações exigidas de quem transporta. Para as empresas, envolve acesso ao mercado, custos regulatórios e regras de concorrência.</p>
<p>A expressão “plataforma de tecnologia” também não encerra a discussão. É necessário examinar a atividade intermediada, quem executa o transporte e quais responsabilidades são atribuídas a cada participante.</p>
<p>O histórico do Supremo mostra proteção à livre iniciativa, mas também aceitação de exigências regulatórias e divergências sobre a forma de organizar os serviços públicos. Um ministro pode rejeitar a proibição de um aplicativo de automóveis e considerar válida uma regra para fretamento coletivo, desde que identifique diferenças constitucionais relevantes.</p>
<p>Por isso, os precedentes ajudam a entender as perguntas que os ministros fazem e os fundamentos que utilizam. O resultado da “Lei da Buser” dependerá dos votos e da decisão produzidos naquele processo, e não da soma de posições tomadas em disputas diferentes.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>CPTM e Metrô de São Paulo terão mudanças no transporte sobre trilhos na segunda-feira (02), feriado de Finados</title>
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	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 20:00:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[CPTM]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Metropolitano SP]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[No início da próxima semana, os trens metropolitanos seguirão a mesma programação praticada aos domingos VINÍCIUS DE OLIVEIRA Durante o feriado de Finados, que ocorre na próxima segunda-feira (02/11), as empresas vinculadas à Secretaria dos Transportes Metropolitanos &#8211; CPTM e Metrô &#8211; terão mudanças na operação. Na CPTM, no sábado (31/10) e no domingo (01/11), [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="814" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?fit=1024%2C814&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?w=1123&amp;ssl=1 1123w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?resize=300%2C239&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?resize=1024%2C814&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?resize=150%2C119&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?resize=768%2C611&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?resize=400%2C318&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>No início da próxima semana, os trens metropolitanos seguirão a mesma programação praticada aos domingos</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Durante o feriado de Finados, que ocorre na próxima segunda-feira (02/11), as empresas vinculadas à Secretaria dos Transportes Metropolitanos &#8211; CPTM e Metrô &#8211; terão mudanças na operação.</p>
<p>Na <strong>CPTM</strong>, no sábado (31/10) e no domingo (01/11), as linhas 10‑Turquesa, 11‑Coral e 12‑Safira operarão com intervalos equivalentes aos dos seus respectivos dias. Na segunda-feira (02/11), a circulação seguirá a programação praticada aos domingos. No feriado, entre 9h e 16h, a circulação dos trens da Linha 11‑Coral ficará interrompida no trecho entre as estações Tatuapé e Corinthians‑Itaquera, em razão de obras programadas. Como alternativa, os passageiros deverão utilizar a Linha 3‑Vermelha do Metrô para o deslocamento.</p>
<p>Já no <strong>Metrô</strong>, no sábado (31/10) e no domingo (01/11), a circulação dos trens seguirá a programação habitual de cada dia, com oferta de viagens adequada à demanda. Durante a madrugada de sábado para domingo, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata funcionarão ininterruptamente, com todas as estações abertas para embarque e desembarque de passageiros.Lembrando que o funcionamento ininterrupto vai até meia-noite de segunda-feira (entre domingo e segunda), retomando a operação às 4h40 da segunda. Na segunda-feira (02/11), feriado de Finados, as linhas 1-Azul, 2-Verde e 15-Prata terão operação equivalente à de um domingo. Na Linha 3-Vermelha, haverá reforço na oferta de trens, em razão da interdição programada na Linha 11-Coral. No sábado (31/10) e na segunda (02/11), a Linha 17-Ouro, que está em operação transitória, funcionará das 06h às 22h.</p>
<p>Todas as linhas serão monitoradas e contarão com trens reserva, que poderão ser acionados para reforço da frota, se necessário.</p>
<p><strong>Bikes &#8211; </strong>Aos sábados, domingos e feriados, os passageiros podem embarcar com suas bicicletas no Metrô e na CPTM em qualquer horário. As bicicletas devem ser de tamanho convencional e, caso sejam elétricas, de dimensões semelhantes às das convencionais. Nos dias úteis, de segunda a sexta, o embarque é permitido entre 10h e 16h e das 21h até o encerramento da operação. O embarque da bike no trem é permitido apenas no último carro, no limite de quatro bicicletas por viagem. O embarque da bike no trem é permitido apenas no último carro, no limite de quatro bicicletas por viagem.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Marechal retoma circulação de 90 ônibus no Distrito Federal após acordo com a Volvo</title>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 19:27:23 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Coletivos estavam fora de operação desde quarta-feira (28), quando foram alvo de uma ação judicial relacionada a pendências financeiras da empresa YURI SENA Os 90 ônibus da Auto Viação Marechal que haviam sido retirados de circulação no Distrito Federal voltaram a atender os passageiros nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026. A normalização ocorreu depois [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1d7050a9-3ae1-4d3f-85ec-c9adeefc4939-e1793389529707.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Coletivos estavam fora de operação desde quarta-feira (28), quando foram alvo de uma ação judicial relacionada a pendências financeiras da empresa</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><div style="width: 576px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-542533-2" width="576" height="1040" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-30-at-16.44.31.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-30-at-16.44.31.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-30-at-16.44.31.mp4</a></video></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 90 ônibus da Auto Viação Marechal que haviam sido retirados de circulação no Distrito Federal voltaram a atender os passageiros nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026. A normalização ocorreu depois que a operadora e a Volvo Financial Services chegaram a um entendimento sobre a pendência financeira que motivou a medida judicial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A paralisação dos veículos começou na quarta-feira (28), após uma ação de retomada movida pela Volvo. A empresa financeira atribuiu a medida ao atraso prolongado no cumprimento de um contrato e informou que buscava uma solução negociada havia cerca de seis meses</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O impasse foi encerrado nesta sexta, quando a Volvo recebeu e aceitou uma proposta de acordo apresentada pela Marechal. Com a composição entre as partes, a medida que atingia os 90 coletivos foi revertida, e os veículos ficaram novamente disponíveis para a operadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em comunicado, a Marechal informou que os ônibus foram reintegrados à operação e que a empresa buscou resolver a situação desde o início, com o objetivo de limitar os reflexos para os usuários. Durante os dois dias de restrição, os demais veículos da companhia continuaram circulando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal acompanhou o caso. Segundo a pasta, enquanto os 90 ônibus estavam fora de serviço, a empresa contou com 33 veículos da frota reserva para reforçar o atendimento, especialmente nas linhas com maior procura.</span></p>
<p>Confira nota da <span style="font-weight: 400;">Auto Viação Marechal: </span></p>
<p><strong><em>&#8220;Os 90 ônibus da Auto Viação Marechal que estavam parados desde a última quarta-feira (28) já estão de volta à operação. A situação foi resolvida e os veículos retornam às ruas imediatamente.</em></strong></p>
<p><strong><em>Desde o primeiro momento, a empresa trabalhou para solucionar a questão com rapidez e reduzir ao máximo os impactos para quem depende do transporte público no dia a dia. Mesmo durante esse período, o restante da frota seguiu operando normalmente.</em></strong></p>
<p><strong><em>Agora, com todos os ônibus em circulação, a Marechal retoma sua operação completa e os passageiros voltam a contar com o atendimento regular em todas as linhas.</em></strong></p>
<p><strong><em>A empresa agradece a paciência e a compreensão da população do Distrito Federal nos últimos dias.&#8221;</em></strong></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Governadora de Pernambuco negocia financiamento francês para modernizar e descarbonizar frota de ônibus</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/governadora-de-pernambuco-negocia-financiamento-frances-para-modernizar-e-descarbonizar-frota-de-onibus/</link>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 19:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Internacional]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Chefe do poder executivo se reuniu com representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento, em Paris, para discutir investimentos na mobilidade urbana da Região Metropolitana do Recife VINÍCIUS DE OLIVEIRA A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, se reuniu nesta sexta-feira (30), em Paris, na França, com representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para discutir possibilidades [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="627" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1232.jpg?fit=1024%2C627&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1232.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1232.jpg?resize=300%2C184&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1232.jpg?resize=1024%2C627&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1232.jpg?resize=150%2C92&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1232.jpg?resize=768%2C470&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1232.jpg?resize=400%2C245&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Chefe do poder executivo se reuniu com representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento, em Paris, para discutir investimentos na mobilidade urbana da Região Metropolitana do Recife</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="p4 wp-block-paragraph">A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, se reuniu nesta sexta-feira (30), em Paris, na França, com representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para discutir possibilidades de financiamento destinadas à modernização e à descarbonização da frota de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR). O encontro também abordou iniciativas para ampliar o abastecimento de água no estado.</p>



<p class="p4 wp-block-paragraph">Durante a reunião com Alain Humen, diretor adjunto do Departamento da América Latina da AFD, o governo estadual apresentou propostas relacionadas à transição energética e à mobilidade urbana sustentável.</p>



<p class="p4 wp-block-paragraph">Segundo o Governo de Pernambuco, foi solicitada à agência francesa uma proposta de financiamento para viabilizar projetos de modernização e descarbonização do transporte público. As ações previstas incluem investimentos em infraestrutura, aquisição de equipamentos e suprimentos, contratação de serviços técnicos, consultorias e realização de estudos especializados.</p>



<p class="p4 wp-block-paragraph">“Estamos na Agência Francesa de Desenvolvimento discutindo mobilidade e água pra Região Metropolitana do Recife e para Pernambuco. Quero agradecer muito pela recepção para tratar de temas tão relevantes, que irão assegurar maior desenvolvimento para nossa região. Vamos ter encontro em Recife também para continuar avançando e garantir um Pernambuco cada vez mais forte”, afirmou a governadora.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estado prevê modernização da frota até 2030</strong></h2>



<p class="p4 wp-block-paragraph">O Governo de Pernambuco estabeleceu como meta tornar a frota de transporte público mais eficiente até 2030. Entre as medidas já adotadas está a aquisição de 100 ônibus elétricos climatizados e 50 carregadores, por meio de uma parceria com o Governo Federal.</p>



<p class="p4 wp-block-paragraph">Atualmente, o estado possui aproximadamente 2.500 ônibus, responsáveis pelo transporte diário de cerca de 1,4 milhão de passageiros.</p>



<p class="p5 wp-block-paragraph">A eventual obtenção de financiamento internacional poderá contribuir para ampliar os investimentos na modernização da frota e na transição para tecnologias de menor impacto ambiental. No entanto, os valores e os prazos para a contratação do financiamento não foram informados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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