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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Governo prevê 4% menos investimentos em transportes para 2027 enquanto propõe R$ 12 bilhões para tarifa zero; E os vetos ao Marco Legal do Transporte, ninguém fala?</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/governo-preve-4-menos-investimentos-em-transportes-para-2027-enquanto-propoe-r-12-bilhoes-para-tarifa-zero-e-os-vetos-ao-marco-legal-do-transporte-ninguem-fala/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 22:07:31 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Levantamento da CNT aponta redução de R$ 661 milhões em investimentos federais para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos; recursos são diferentes dos previstos na PEC de Lula, mas estudo do BNDES mostra que melhoria da infraestrutura pode reduzir custos das viagens em 11%. Diário do Transporte já havia questionado vetos do próprio governo a mecanismos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="944" height="636" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?fit=944%2C636&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?w=944&amp;ssl=1 944w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=768%2C517&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=400%2C269&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 944px) 100vw, 944px" /> <div>
<p><em>Levantamento da CNT aponta redução de R$ 661 milhões em investimentos federais para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos; recursos são diferentes dos previstos na PEC de Lula, mas estudo do BNDES mostra que melhoria da infraestrutura pode reduzir custos das viagens em 11%. Diário do Transporte já havia questionado vetos do próprio governo a mecanismos de financiamento das gratuidades, sob justificativas de responsabilidade fiscal</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo Federal prevê uma redução de 4% nos investimentos em infraestrutura de transportes para 2027, de R$ 16,73 bilhões para R$ 16,07 bilhões, segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgado nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026. No mesmo dia, a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para destinar aproximadamente R$ 12 bilhões por ano ao financiamento do transporte público gratuito nos fins de semana. Os recursos têm origens e finalidades diferentes, e a redução identificada pela CNT não se refere exclusivamente à mobilidade urbana. A coincidência entre os anúncios, entretanto, amplia uma discussão importante: além de custear gratuidades, quanto o Brasil precisa investir em corredores de ônibus, metrôs, trens e tecnologias mais eficientes para diminuir os custos dos deslocamentos, melhorar os serviços e reduzir a pressão sobre tarifas e subsídios?</p>
<p>A discussão também envolve uma decisão anterior do próprio governo. Em 15 de outubro, o Diário do Transporte mostrou que Lula havia prometido a tarifa zero após vetar, em junho, dispositivos do Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano que procuravam estabelecer fontes de financiamento das gratuidades, responsabilidades do poder público e mecanismos para evitar a transferência desses custos aos demais passageiros. Os vetos tiveram justificativas que incluíram responsabilidade fiscal, ausência de estimativas de impacto financeiro e questões constitucionais. Agora, a PEC apresenta uma fonte específica de custeio, baseada na destinação de 26,8% das emendas parlamentares individuais e de bancada de execução obrigatória. O novo modelo pode responder a parte das preocupações fiscais anteriores, mas ainda depende de aprovação e regulamentação. Ao mesmo tempo, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), desenvolvido pelo BNDES e pelo Ministério das Cidades, identifica R$ 430 bilhões em projetos estruturantes que poderiam reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio dos deslocamentos nas maiores regiões metropolitanas brasileiras.</p>
<p>A comparação desses dados não significa que o dinheiro previsto para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos poderia ser simplesmente utilizado para pagar passagens de ônibus.</p>
<p>Também não demonstra que a gratuidade esteja provocando a redução dos investimentos.</p>
<p>As duas propostas tratam de despesas de naturezas diferentes.</p>
<p>Os R$ 16,07 bilhões analisados pela CNT são investimentos em infraestrutura, que incluem principalmente rodovias federais, ferrovias, instalações portuárias e aeroportuárias. A cifra não corresponde ao orçamento nacional de mobilidade urbana e não contempla todos os recursos federais que podem financiar corredores de ônibus, BRTs, metrôs e trens metropolitanos por meio de outras estruturas governamentais.</p>
<p>Já os aproximadamente R$ 12 bilhões da PEC seriam utilizados para custear serviços de transporte coletivo, substituindo a receita que deixaria de ser paga pelos passageiros beneficiados.</p>
<p>A diferença é fundamental. Construir uma linha de metrô, implantar um corredor de ônibus ou eletrificar uma frota exige investimentos em infraestrutura e equipamentos. Manter os veículos circulando, pagar trabalhadores, fornecer energia, realizar manutenção e garantir horários exige recursos permanentes de operação.</p>
<p>Mas as duas frentes estão relacionadas.</p>
<p>Um sistema com corredores eficientes pode precisar de menos ônibus para oferecer a mesma frequência. Um transporte sobre trilhos adequadamente dimensionado pode movimentar grandes quantidades de passageiros com regularidade. Ônibus elétricos podem reduzir despesas com energia e manutenção, dependendo das condições de utilização.</p>
<p>Essas melhorias não eliminam os custos do transporte, mas podem contribuir para reduzir determinadas despesas por viagem ou por passageiro transportado.</p>
<p>É nesse ponto que a discussão sobre tarifa zero, infraestrutura e financiamento público se encontra.</p>
<h3>CNT mostra que investimento federal total aumenta, mas transportes perdem recursos</h3>
<p>O levantamento divulgado pela CNT integra a Série de Economia – Investimentos em Transporte e examina o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em 31 de agosto de 2026.</p>
<p>O documento técnico, finalizado em 18 de setembro, analisa a proposta que tramita como PLN nº 24/2026.</p>
<p>O orçamento federal previsto para 2027 soma R$ 7,45 trilhões, incluindo o orçamento fiscal, da seguridade social e das empresas estatais.</p>
<p>Desse total, a CNT identifica R$ 297,60 bilhões em investimentos da União e das estatais, crescimento de 12,8% em relação ao valor previsto na proposta orçamentária de 2026.</p>
<p>Portanto, o levantamento não mostra uma redução generalizada de todos os investimentos federais.</p>
<p>O recuo ocorre especificamente no conjunto de investimentos em infraestrutura de transportes considerado pela confederação.</p>
<p>Para 2027, são previstos R$ 16,07 bilhões, contra R$ 16,73 bilhões na proposta de 2026, em valores corrigidos pela inflação até agosto deste ano.</p>
<p>A diferença é de R$ 661,28 milhões, correspondente à queda de 4%.</p>
<p>O transporte representa 5,4% dos investimentos federais totais previstos, considerando a União e as estatais.</p>
<p>A redução, entretanto, não ocorre de maneira uniforme.</p>
<p>Os investimentos diretamente previstos nos orçamentos dos ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos aumentam de R$ 14,42 bilhões para R$ 14,61 bilhões.</p>
<p>Já os investimentos das empresas estatais do setor diminuem de R$ 2,31 bilhões para R$ 1,45 bilhão.</p>
<p>Essa queda nas estatais, principalmente nas Companhias Docas e na Infraero, explica a retração do valor agregado.</p>
<p>O Ministério dos Transportes terá orçamento total previsto de R$ 19,36 bilhões em 2027, pouco acima dos R$ 19,20 bilhões apresentados na proposta de 2026.</p>
<p>Desse montante, R$ 13,67 bilhões são classificados como investimentos, equivalentes a 70,6% do orçamento ministerial.</p>
<p>No Ministério de Portos e Aeroportos, a proposta orçamentária total recua de R$ 4,12 bilhões para R$ 3,18 bilhões.</p>
<p>Apesar da redução do orçamento global dessa pasta, os investimentos propriamente classificados nessa categoria aumentam de R$ 768,24 milhões para R$ 941,53 milhões.</p>
<p>O quadro mostra por que a análise das contas públicas exige distinguir orçamento total, investimentos, despesas correntes, inversões financeiras e recursos de empresas estatais.</p>
<p>Somar essas categorias sem considerar suas diferenças poderia produzir conclusões equivocadas.</p>
<h3>Rodovias ficam com R$ 12,46 bilhões; ferrovias, com R$ 808 milhões</h3>
<p>A maior parcela dos investimentos federais em infraestrutura de transportes para 2027 está concentrada no setor rodoviário.</p>
<p>A CNT identifica R$ 12,46 bilhões para essa modalidade, o equivalente a 85,2% dos recursos classificados por subfunção nos dois ministérios analisados.</p>
<p>O transporte ferroviário aparece com R$ 808,61 milhões, seguido do aquaviário, com R$ 640,73 milhões, e do aéreo, com R$ 212,61 milhões.</p>
<p>Outras subfunções reúnem R$ 495,87 milhões.</p>
<p>No orçamento das estatais, estão previstos R$ 1,04 bilhão para as Companhias Docas e R$ 412,95 milhões para a Infraero.</p>
<p>O setor rodoviário concentra recursos principalmente por causa da extensão da malha federal e da necessidade de manutenção, conservação, restauração e ampliação das estradas.</p>
<p>O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) tem previsão de R$ 12,42 bilhões em investimentos.</p>
<p>Embora represente aumento de 1,4% em relação à proposta de 2026, o valor fica 3,7% abaixo do autorizado na Lei Orçamentária Anual deste ano.</p>
<p>A CNT lembra que sua Pesquisa de Rodovias 2025 estimou em R$ 49,93 bilhões as necessidades de manutenção, restauração e reconstrução das rodovias federais sob gestão pública.</p>
<p>O valor é aproximadamente quatro vezes superior aos recursos previstos para investimentos rodoviários em 2027.</p>
<p>A qualidade dessas vias também afeta os custos do transporte de passageiros, especialmente em viagens intermunicipais e interestaduais.</p>
<p>Rodovias deterioradas podem aumentar o desgaste de pneus, componentes mecânicos e suspensões, ampliar o consumo de combustível e comprometer a regularidade das viagens.</p>
<p>Já os investimentos ferroviários apresentam queda em relação à proposta anterior, de R$ 929,22 milhões para R$ 808,61 milhões.</p>
<p>O resultado não deve ser confundido com uma redução equivalente no financiamento federal de metrôs e trens metropolitanos, porque o levantamento inclui ferrovias de outras finalidades e não reúne todos os programas de mobilidade urbana.</p>
<p>No setor aquaviário, os investimentos diretamente previstos nos ministérios aumentam 35,6%, enquanto a parcela destinada às estatais portuárias diminui.</p>
<p>Na aviação, há redução tanto na subfunção orçamentária correspondente quanto nos investimentos previstos para a Infraero.</p>
<p>A CNT também chama a atenção para o histórico recente.</p>
<p>Segundo o estudo, os investimentos federais previstos em infraestrutura de transportes já haviam recuado 9,2% na proposta de 2025 e 16,5% na de 2026, nas respectivas comparações com os projetos orçamentários anteriores.</p>
<p>São três ciclos consecutivos de retração nas propostas iniciais examinadas pela entidade.</p>
<p>Mesmo assim, o montante efetivamente aplicado em 2027 ainda dependerá da aprovação da Lei Orçamentária Anual e de sua execução.</p>
<p>A previsão incluída no projeto de orçamento não equivale a uma despesa já realizada.</p>
<h3>PEC da tarifa zero prevê utilizar R$ 12 bilhões das emendas parlamentares</h3>
<p>A proposta apresentada por Lula nesta quarta-feira (21) altera o artigo 166 da Constituição Federal para estabelecer uma destinação obrigatória de recursos ao transporte público coletivo urbano ou de caráter urbano.</p>
<p>O texto prevê que o Executivo federal destine, no mínimo, 26,8% das programações de execução obrigatória provenientes das emendas parlamentares individuais e de bancada ao custeio da gratuidade.</p>
<p>A medida deverá preservar o percentual constitucional reservado às ações e aos serviços públicos de saúde.</p>
<p>Os recursos serão incluídos em uma programação específica da Lei Orçamentária Anual e transferidos obrigatoriamente aos estados, municípios e demais entes federativos titulares dos serviços, conforme regras que deverão ser estabelecidas em lei.</p>
<p>A PEC prevê que o mecanismo produza efeitos a partir do orçamento de 2027.</p>
<p>O percentual foi calculado sobre um conjunto de emendas estimado em aproximadamente R$ 44,76 bilhões no projeto orçamentário.</p>
<p>A aplicação de 26,8% desse valor corresponde a cerca de R$ 12 bilhões.</p>
<p>Ao apresentar a proposta, o Governo Federal argumentou que a utilização de recursos já previstos para emendas parlamentares permitiria financiar a gratuidade sem ampliar o volume global de despesas.</p>
<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, defendeu a neutralidade fiscal da medida.</p>
<p>Isso significa que, no desenho apresentado, a proposta não depende da criação de R$ 12 bilhões adicionais no orçamento, mas da alteração da destinação de parte dos recursos existentes.</p>
<p>Essa interpretação, porém, não resolve automaticamente a discussão sobre prioridades.</p>
<p>As emendas parlamentares também financiam investimentos e ações em municípios e estados, incluindo saúde, infraestrutura e outros serviços públicos.</p>
<p>Reservar constitucionalmente uma parcela para o transporte coletivo exigirá reorganizar a distribuição dessas verbas.</p>
<p>O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou simpatia pela proposta de transporte gratuito, mas defendeu a preservação das emendas e a busca de fontes alternativas de financiamento.</p>
<p>O Governo Federal admite a possibilidade de negociações durante a tramitação.</p>
<p>Para entrar em vigor, a PEC precisará ser aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado, com pelo menos três quintos dos votos em cada Casa.</p>
<p>Portanto, a gratuidade nacional nos fins de semana ainda não é uma medida aprovada.</p>
<p>Também é necessário observar que o texto constitucional encaminhado não detalha toda a operação do benefício.</p>
<p>A proposta estabelece a destinação de recursos ao custeio da gratuidade, mas deixa para legislação posterior a definição dos mecanismos de distribuição, execução e fiscalização.</p>
<p>O anúncio político contempla fins de semana e feriados. A abrangência operacional precisará estar adequadamente estabelecida nas regras de implementação.</p>
<p>Além disso, o custeio anunciado pelo governo, de aproximadamente R$ 12 bilhões, difere da estimativa de R$ 20,8 bilhões anuais apresentada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).</p>
<p>A diferença entre as estimativas é de R$ 8,8 bilhões, mas exige comparar as premissas de demanda, os dias contemplados, a abrangência das redes e os critérios de remuneração.</p>
<p>Não é possível concluir que a PEC esteja necessariamente subfinanciada apenas pela diferença entre os dois estudos.</p>
<h3>Marco Legal: governo havia vetado fontes e regras para financiar gratuidades</h3>
<p>A apresentação da PEC acrescenta um novo elemento à discussão que o Diário do Transporte levantou em 15 de outubro.</p>
<p>Na reportagem publicada naquela data, o jornal examinou as diferenças entre a promessa de tarifa zero e os vetos presidenciais à Lei nº 15.432, de 13 de junho de 2026, que instituiu o Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano.</p>
<p>A análise não questionou a legitimidade da gratuidade como política pública nem estabeleceu oposição à proposta.</p>
<p>O ponto central foi a necessidade de explicar por que mecanismos de financiamento previstos no Marco Legal foram rejeitados sob justificativas que incluíam responsabilidade fiscal e, quatro meses depois, o Executivo decidiu propor outra estrutura nacional de custeio.</p>
<p>Relembre a reportagem de 15 de outubro de 2026:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/contradicao-o-mesmo-presidente-que-prometeu-tarifa-zero-na-reta-final-das-eleicoes-e-o-que-veta-trechos-do-marco-legal-alegando-responsabilidade-fiscal/?utm_source=chatgpt.com">CONTRADIÇÃO? O mesmo presidente que prometeu tarifa zero na reta final das eleições é o que veta trechos do Marco Legal alegando responsabilidade fiscal</a></p>
<p>Entre os dispositivos vetados estava o artigo 27, parágrafos 3º e 4º, que procurava estabelecer fontes específicas para o custeio das gratuidades, evitar a transferência desses custos aos usuários pagantes e exigir previsão orçamentária anterior à implementação dos benefícios.</p>
<p>Esse ponto afeta diretamente o passageiro.</p>
<p>Quando uma gratuidade não tem financiamento próprio, existe o risco de que seu custo seja incorporado à estrutura tarifária e distribuído entre os usuários que continuam pagando passagem.</p>
<p>Assim, trabalhadores de baixa renda podem acabar participando do financiamento de benefícios concedidos a outros grupos.</p>
<p>O governo justificou o veto, entre outros argumentos, pelo risco de comprometer gratuidades já existentes caso a proibição fosse aplicada sem a garantia de fontes alternativas de recursos.</p>
<p>Também foram vetados dispositivos do artigo 23, que tratavam de aportes orçamentários como receitas operacionais e da compensação dos efeitos das gratuidades sobre os custos e a arrecadação.</p>
<p>O artigo 33, parágrafo 1º, que previa a cobertura da remuneração dos operadores por tarifas, receitas extratarifárias e subsídios, também foi atingido.</p>
<p>Outro veto ocorreu no artigo 38, que incluía expressamente a atribuição federal de subsidiar tarifas locais nos casos previstos em legislação federal.</p>
<p>O artigo 40 previa destinar pelo menos 60% da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) às áreas urbanas.</p>
<p>A relação de vetos ainda incluiu dispositivos sobre responsabilidades compartilhadas entre os entes federativos e o prazo para adequação das regras de financiamento das gratuidades.</p>
<p>Os fundamentos presidenciais variaram conforme cada dispositivo, incluindo aspectos fiscais, constitucionais e administrativos.</p>
<p>A análise, portanto, não pode tratar todos os vetos como se tivessem uma única justificativa.</p>
<p>A questão é que o texto original do Marco Legal procurava organizar de maneira mais ampla o financiamento do transporte público, abrangendo gratuidades existentes, subsídios, responsabilidades públicas e receitas alternativas.</p>
<p>A nova PEC tem alcance mais específico.</p>
<p>Ela apresenta uma fonte constitucional de recursos para financiar um programa de gratuidade, sem restabelecer automaticamente os dispositivos vetados do Marco Legal.</p>
<p>Essa distinção também abre espaço para uma ponderação favorável à posição do Executivo.</p>
<p>Ao direcionar uma parcela de recursos já previstos nas emendas parlamentares para o transporte coletivo, a PEC pode oferecer uma solução diferente daquela rejeitada em junho, com maior identificação da fonte de financiamento.</p>
<p>Não existe incompatibilidade jurídica automática entre vetar determinado mecanismo de custeio em uma lei ordinária e apresentar posteriormente uma proposta constitucional com outra estrutura.</p>
<p>Mas a existência de uma fonte de recursos não encerra a discussão sobre sustentabilidade financeira.</p>
<p>Ainda será necessário explicar se os aproximadamente R$ 12 bilhões serão suficientes, como os repasses serão distribuídos e de que maneira os municípios e estados comprovarão os custos das viagens.</p>
<p>Também será preciso definir como a medida conviverá com os subsídios e gratuidades já existentes.</p>
<p>O questionamento levantado pelo Diário do Transporte permanece pertinente: o que mudou, do ponto de vista fiscal e técnico, entre os vetos de junho e a proposta apresentada em outubro?</p>
<p>O novo desenho orçamentário oferece parte de uma possível resposta.</p>
<p>A demonstração de sua suficiência e continuidade dependerá das regras que ainda serão discutidas pelo Congresso.</p>
<h3>ENMU mostra que infraestrutura pode reduzir custos das viagens em 11%</h3>
<p>Outro elemento dessa análise vem de um estudo desenvolvido pelo próprio Governo Federal.</p>
<p>O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades entre 2024 e 2026, identifica 187 projetos estruturantes para ampliar o transporte coletivo de média e alta capacidade nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do país.</p>
<p>Os projetos abrangem aproximadamente 3 mil quilômetros de redes de metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos, BRTs e corredores de ônibus.</p>
<p>A carteira prevê investimentos estimados em R$ 430 bilhões, distribuídos ao longo de aproximadamente três décadas.</p>
<p>A previsão contempla até R$ 230 bilhões em sistemas metroviários, R$ 31 bilhões em trens metropolitanos, R$ 105 bilhões em VLTs, R$ 80 bilhões em BRTs e R$ 3,4 bilhões em corredores exclusivos de ônibus, conforme as alternativas tecnológicas examinadas.</p>
<p>Essas cifras representam possibilidades de investimento e não devem ser simplesmente somadas como se todos os projetos e alternativas fossem necessariamente executados ao mesmo tempo.</p>
<p>O estudo identifica benefícios potenciais relevantes.</p>
<p>A implantação da carteira pode proporcionar redução de 11% no custo das viagens e de 16% no tempo médio de deslocamento da população.</p>
<p>Também são estimados benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões, redução de aproximadamente 3 milhões de toneladas anuais de dióxido de carbono e prevenção de até 27 mil vítimas de sinistros de trânsito por ano.</p>
<p>A expansão planejada poderia mobilizar mais de um milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.</p>
<p>Essas estimativas estão associadas a cenários de implantação dos projetos e não significam que todas as regiões metropolitanas terão os mesmos resultados.</p>
<p>Há outra ressalva indispensável.</p>
<p>A redução de 11% no custo das viagens, apresentada pelo ENMU, não equivale automaticamente a uma queda de 11% nas despesas operacionais dos operadores, nas passagens ou nos subsídios públicos.</p>
<p>Os custos considerados no planejamento de mobilidade abrangem dimensões econômicas dos deslocamentos que não se confundem inteiramente com a contabilidade contratual dos serviços.</p>
<p>Ainda assim, o estudo demonstra que a qualidade da infraestrutura afeta o custo econômico da mobilidade.</p>
<p>O impacto pode aparecer no tempo perdido pelos passageiros, no consumo de energia, na necessidade de veículos, na regularidade dos serviços e na capacidade de transportar pessoas.</p>
<p>Parte desses ganhos pode contribuir para reduzir despesas operacionais, desde que os investimentos sejam adequadamente dimensionados e os contratos permitam capturar os benefícios.</p>
<p>Essa relação torna relevante discutir investimentos estruturais paralelamente às políticas tarifárias.</p>
<h3>Por que corredores de ônibus podem diminuir custos de operação?</h3>
<p>Uma das maneiras mais diretas de aumentar a eficiência do transporte coletivo é reduzir o tempo em que os ônibus permanecem parados ou circulam lentamente no congestionamento.</p>
<p>Quando um veículo demora mais para completar o percurso, a empresa pode precisar utilizar mais ônibus e motoristas para manter a mesma frequência.</p>
<p>Isso aumenta a necessidade de frota e pode elevar determinadas despesas de operação.</p>
<p>Em um corredor segregado, com prioridade semafórica e fiscalização adequada, os ônibus conseguem realizar viagens com maior regularidade.</p>
<p>O ganho de velocidade comercial permite utilizar melhor os veículos disponíveis.</p>
<p>Um exemplo hipotético demonstra o efeito.</p>
<p>Uma linha que necessita de 120 minutos para completar um ciclo operacional, incluindo ida e volta, precisa de 12 ônibus para oferecer partidas a cada dez minutos, em um cálculo simplificado.</p>
<p>Se a melhoria da circulação reduzir o ciclo para 90 minutos, a mesma frequência poderá ser mantida, teoricamente, com nove veículos.</p>
<p>Na operação real, o dimensionamento também considera reservas, descansos, tempos de parada, demanda e horários de pico.</p>
<p>Portanto, a redução do ciclo não significa necessariamente retirar ônibus ou funcionários.</p>
<p>O ganho pode ser utilizado para aumentar a frequência, melhorar a confiabilidade ou ampliar o atendimento em outras linhas.</p>
<p>Também pode permitir reduzir componentes do custo por quilômetro ou passageiro transportado, conforme as características do contrato.</p>
<p>Corredores bem planejados ainda podem melhorar o consumo de combustível e o aproveitamento da frota, reduzindo a exposição dos passageiros aos congestionamentos.</p>
<p>Mas o investimento inicial precisa ser considerado.</p>
<p>A implantação de estações, terminais, faixas segregadas, sistemas de controle e infraestrutura viária pode exigir recursos elevados, além de manutenção permanente.</p>
<p>O benefício econômico depende da quantidade de passageiros transportados e das condições de funcionamento.</p>
<p>Um corredor sem prioridade efetiva ou com baixa utilização pode não apresentar os resultados esperados.</p>
<p>Por isso, estudos de viabilidade precisam considerar não apenas a obra, mas o custo total de implantação e operação ao longo dos anos.</p>
<h3>Eletrificação reduz gastos com energia, mas ônibus elétrico custa mais para comprar</h3>
<p>A eletrificação também pode contribuir para aumentar a eficiência dos sistemas, embora não represente uma redução automática dos custos totais.</p>
<p>Ônibus elétricos geralmente apresentam despesas menores com energia e manutenção mecânica em comparação com veículos a diesel, dependendo da operação.</p>
<p>A experiência de Santiago, no Chile, documentada em estudos internacionais, mostra que frotas elétricas podem oferecer reduções expressivas nas despesas energéticas, além de benefícios ambientais e de conforto.</p>
<p>A economia depende, entretanto, da tarifa de eletricidade, da quilometragem percorrida, do aproveitamento dos carregadores e das condições de contratação.</p>
<p>No Brasil, a comparação também precisa incluir os investimentos em infraestrutura elétrica, baterias, manutenção especializada e adaptação das garagens.</p>
<p>O ônibus elétrico costuma apresentar preço de aquisição superior ao de um modelo convencional equivalente.</p>
<p>Isso significa que a economia ao longo dos anos precisa ser suficiente para compensar parte do investimento adicional.</p>
<p>O cálculo mais adequado é o custo total de propriedade, considerando toda a vida útil do veículo.</p>
<p>São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Goiânia estão entre as cidades e regiões metropolitanas com projetos de eletrificação em diferentes estágios.</p>
<p>Em algumas operações, a redução de despesas com energia pode gerar ganhos relevantes.</p>
<p>Em outras, a necessidade de financiamento ou a infraestrutura insuficiente pode aumentar os custos iniciais.</p>
<p>A tecnologia, portanto, deve ser examinada dentro do planejamento geral da rede, e não apenas pelo preço do ônibus.</p>
<p>A integração da eletrificação com corredores exclusivos também pode ser importante.</p>
<p>Um ônibus elétrico que enfrenta os mesmos congestionamentos de um veículo a diesel continua sujeito à perda de produtividade provocada pela circulação lenta.</p>
<p>A eficiência depende tanto da tecnologia quanto das condições de operação.</p>
<h3>Trilhos podem transportar mais passageiros, mas exigem demanda suficiente</h3>
<p>Os sistemas sobre trilhos representam outra alternativa para melhorar a capacidade de transporte nas regiões metropolitanas.</p>
<p>Metrôs e trens conseguem movimentar grandes volumes de passageiros em corredores de alta demanda, com menor interferência do tráfego rodoviário.</p>
<p>Em determinadas condições, essa capacidade permite diluir custos operacionais entre um número elevado de usuários.</p>
<p>Também possibilita reduzir o tempo de viagem e aumentar a previsibilidade dos deslocamentos.</p>
<p>Por outro lado, a implantação exige investimentos expressivos em obras civis, estações, sistemas de energia, sinalização e material rodante.</p>
<p>A manutenção dessas estruturas também é custosa.</p>
<p>Por isso, não é correto afirmar que metrôs e trens são necessariamente mais baratos que ônibus.</p>
<p>A comparação depende da demanda, da tecnologia, do traçado, da capacidade utilizada e dos custos de implantação.</p>
<p>Em corredores de demanda intermediária, sistemas BRT podem oferecer soluções economicamente mais adequadas.</p>
<p>Em eixos metropolitanos muito carregados, sistemas ferroviários de alta capacidade podem apresentar vantagens que dificilmente seriam alcançadas por uma operação exclusivamente rodoviária.</p>
<p>A integração entre ônibus, BRTs, metrôs e trens pode permitir melhor aproveitamento das redes.</p>
<p>Linhas alimentadoras, terminais de conexão e bilhetagem integrada facilitam os deslocamentos e podem reduzir sobreposições desnecessárias.</p>
<p>Os ganhos dependem, contudo, de planejamento e contratos que evitem a fragmentação operacional.</p>
<p>A implantação de infraestrutura sem integração adequada pode limitar os benefícios.</p>
<h3>Tarifa zero pode ampliar o acesso, mas não elimina o custo do transporte</h3>
<p>A proposta de transporte gratuito nos fins de semana possui uma dimensão social que não deve ser desconsiderada.</p>
<p>Para famílias de baixa renda, o custo das passagens pode dificultar atividades de lazer, visitas familiares, acesso à cultura e participação em eventos.</p>
<p>A gratuidade pode permitir deslocamentos que, sem o benefício, não seriam realizados.</p>
<p>Também pode estimular o uso do transporte coletivo em substituição a veículos individuais em determinadas circunstâncias.</p>
<p>Esses efeitos, entretanto, não são automáticos.</p>
<p>A procura por ônibus, metrôs e trens depende também dos itinerários disponíveis, da frequência, da segurança e da confiabilidade.</p>
<p>Nos fins de semana, algumas redes operam com frota reduzida em relação aos dias úteis.</p>
<p>Se a tarifa zero ampliar a demanda, será necessário avaliar se a oferta existente consegue atender os passageiros.</p>
<p>Em determinados corredores, poderá ser necessário aumentar a quantidade de veículos ou ampliar horários.</p>
<p>Isso pode elevar despesas operacionais mesmo quando a arrecadação tarifária direta deixa de existir.</p>
<p>A gratuidade transfere o custo da passagem do usuário para outra fonte de financiamento.</p>
<p>Não elimina salários, manutenção, combustível, energia, peças, pneus, seguros, infraestrutura ou despesas administrativas.</p>
<p>Por outro lado, a maior utilização dos serviços pode melhorar determinados indicadores de produtividade, especialmente quando existe capacidade ociosa.</p>
<p>A relação entre aumento da demanda e custo adicional depende das condições de cada sistema.</p>
<p>Por isso, uma política nacional de tarifa zero precisa considerar as diferenças entre cidades.</p>
<p>Uma rede metropolitana de grande porte não possui a mesma estrutura de custos de um município de pequeno ou médio porte.</p>
<p>Também existem diferenças entre operações municipais, intermunicipais e metropolitanas, incluindo modelos de remuneração por passageiro, por quilômetro, por disponibilidade de frota ou por combinações desses critérios.</p>
<p>A distribuição dos recursos federais precisará considerar essas particularidades.</p>
<h3>CNT também identifica baixa participação dos transportes nas emendas parlamentares</h3>
<p>O estudo da CNT traz outro dado relevante para a discussão sobre a fonte escolhida pelo governo.</p>
<p>O projeto orçamentário de 2027 prevê uma reserva de R$ 44,76 bilhões para emendas parlamentares.</p>
<p>Em 2026, a reserva prevista na proposta orçamentária havia sido de R$ 42,53 bilhões.</p>
<p>Segundo a entidade, os ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos receberam, na Lei Orçamentária Anual de 2026, R$ 245,37 milhões em emendas individuais e de bancada.</p>
<p>Desse total, R$ 237,81 milhões foram destinados ao Ministério dos Transportes e R$ 7,55 milhões ao Ministério de Portos e Aeroportos.</p>
<p>O valor representa aproximadamente 0,6% da reserva para emendas considerada na proposta de 2026.</p>
<p>A CNT observa que a participação dos investimentos em transportes nessa distribuição ainda é pequena, especialmente nas emendas individuais.</p>
<p>A análise, porém, está concentrada nos dois ministérios estudados e não permite concluir quanto todas as emendas destinadas à mobilidade urbana representam no orçamento federal.</p>
<p>Os recursos para sistemas urbanos também podem ser alocados em outras pastas.</p>
<p>A PEC modifica esse cenário ao propor uma destinação constitucional obrigatória de aproximadamente R$ 12 bilhões das emendas para o transporte coletivo urbano.</p>
<p>Essa mudança pode aumentar a previsibilidade do custeio da gratuidade.</p>
<p>Mas também significa que recursos anteriormente disponíveis para diferentes tipos de investimentos e políticas públicas passarão a ter destinação específica.</p>
<p>Nesse sentido, existe uma discussão legítima sobre prioridades orçamentárias.</p>
<p>Os recursos previstos para gratuidade representam uma política de custeio recorrente.</p>
<p>Já investimentos em infraestrutura podem produzir benefícios durante décadas, mas exigem capital inicial e despesas futuras de manutenção.</p>
<p>Nenhum dos dois tipos de gasto é necessariamente superior ao outro.</p>
<p>O desafio está em encontrar uma combinação que permita ampliar o acesso ao transporte sem comprometer a modernização dos sistemas.</p>
<h3>Investimento e subsídio precisam ser analisados em conjunto</h3>
<p>A relação entre infraestrutura e financiamento tarifário exige uma visão de longo prazo.</p>
<p>Um sistema que opera com ônibus presos em congestionamentos pode necessitar de subsídios elevados para manter a oferta.</p>
<p>Se houver investimentos capazes de aumentar a velocidade comercial, melhorar a regularidade e reduzir determinadas despesas, parte da pressão sobre os custos poderá diminuir.</p>
<p>Mas isso não significa que todos os investimentos produzirão economia orçamentária.</p>
<p>Uma nova linha de metrô pode aumentar o custo total de operação do sistema ao ampliar a oferta, mesmo reduzindo o custo por passageiro transportado.</p>
<p>A expansão de corredores pode exigir novos serviços e manutenção.</p>
<p>A eletrificação pode reduzir gastos com diesel, mas ampliar despesas de capital e financiamento.</p>
<p>As gratuidades também podem aumentar a quantidade de usuários e exigir reforço da operação.</p>
<p>Por isso, a avaliação precisa ser feita com base no custo total, na demanda, nos benefícios sociais e na capacidade de financiamento ao longo do tempo.</p>
<p>Outra questão importante está nos contratos.</p>
<p>Se as empresas forem remuneradas de maneira que não estimule ganhos de produtividade ou se não houver transparência sobre custos e receitas, a melhoria da infraestrutura poderá não se traduzir integralmente em benefícios para o passageiro ou para o orçamento público.</p>
<p>Os contratos precisam definir como os ganhos de eficiência serão identificados, fiscalizados e compartilhados.</p>
<p>A expansão da tarifa zero exige cuidados semelhantes.</p>
<p>Quanto maior a participação do poder público no financiamento, maior a necessidade de transparência sobre a quantidade de passageiros, a oferta realizada, os quilômetros efetivamente percorridos e a qualidade do atendimento.</p>
<p>O uso de recursos públicos deve estar associado a serviços verificáveis.</p>
<p>Essa preocupação vale tanto para as gratuidades quanto para os investimentos.</p>
<p>O Marco Legal do Transporte Público, mesmo com os dispositivos vetados, estabelece princípios relacionados à organização, ao financiamento, à regulação e à qualidade dos serviços.</p>
<p>O ENMU apresenta uma carteira de investimentos estruturantes.</p>
<p>A PEC procura criar uma fonte específica para custear a gratuidade.</p>
<p>As três iniciativas tratam de aspectos diferentes de um mesmo problema: como oferecer transporte coletivo acessível, eficiente e financeiramente sustentável.</p>
<h3>A quatro dias das eleições, discussão vai além da disputa presidencial</h3>
<p>O anúncio da PEC ocorre na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 25 de outubro.</p>
<p>A proximidade do pleito torna inevitável o debate político sobre o momento da apresentação da proposta.</p>
<p>O governo defende a iniciativa como uma forma de ampliar o direito ao transporte e facilitar o acesso da população às atividades de lazer, cultura e convivência nos períodos de descanso.</p>
<p>A oposição questiona a viabilidade fiscal e o calendário do anúncio.</p>
<p>A avaliação técnica, entretanto, não pode depender apenas dessas posições.</p>
<p>A gratuidade pode oferecer benefícios sociais concretos, especialmente às populações de menor renda.</p>
<p>Também é legítimo exigir que o governo demonstre como pretende custear os serviços e garantir a continuidade dos repasses.</p>
<p>Da mesma maneira, os dados da CNT não devem ser utilizados como prova de que o governo esteja retirando recursos de infraestrutura para bancar a proposta de tarifa zero.</p>
<p>O recuo de 4% resulta principalmente da redução dos investimentos previstos para estatais portuárias e aeroportuárias, enquanto o orçamento de investimentos dos dois ministérios apresenta pequeno crescimento.</p>
<p>O levantamento também não reúne a totalidade dos recursos federais destinados à mobilidade urbana.</p>
<p>Essas diferenças não anulam o debate sobre prioridades.</p>
<p>A expansão de corredores de ônibus, metrôs e trens pode produzir benefícios duradouros e reduzir custos econômicos dos deslocamentos.</p>
<p>O financiamento das gratuidades pode ampliar o acesso imediato da população aos serviços.</p>
<p>As duas políticas podem ser complementares, desde que os recursos sejam suficientes e o planejamento considere seus efeitos sobre a operação.</p>
<p>O questionamento levantado pelo Diário do Transporte sobre os vetos ao Marco Legal ganha, portanto, uma nova dimensão com a apresentação da PEC.</p>
<p>O Executivo agora identifica uma fonte específica para financiar a gratuidade, mas ainda precisa detalhar as condições de distribuição, execução e continuidade.</p>
<p>O Congresso, por sua vez, terá de avaliar a proposta sem perder de vista as necessidades de investimento em infraestrutura, inclusive aquelas identificadas pelo ENMU e por outros estudos técnicos.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado não se limita à possibilidade de deixar de pagar passagem em determinados dias.</p>
<p>Também importa a existência de ônibus suficientes, intervalos adequados, integração entre linhas, acessibilidade, segurança, previsibilidade e menor tempo de deslocamento.</p>
<p>Uma passagem gratuita em um sistema insuficiente pode não garantir o acesso desejado à cidade.</p>
<p>Da mesma forma, uma infraestrutura moderna, mas com tarifas incompatíveis com a renda dos usuários, pode deixar parte da população sem condições de utilizar os serviços.</p>
<p>A política de transporte precisa lidar com as duas situações.</p>
<p>A questão central para 2027 não é simplesmente escolher entre financiar gratuidades ou construir infraestrutura.</p>
<p>É demonstrar como o país pretende garantir recursos para ambas as necessidades e transformar os investimentos em serviços de melhor qualidade, com custos controlados e benefícios verificáveis para a população.</p>
<p>serviços.</p></div>
<div>
<p><strong>VEJA O ESTUDO DA CNT:</strong></p>
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<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Fórum UITP América Latina debate financiamento e transição energética em Buenos Aires</title>
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	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 21:00:50 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Evento será realizado de 16 a 19 de novembro, com participação de autoridades, operadores e especialistas; conferência internacional aberta ao público ocorrerá no dia 18, na Usina del Arte. YURI SENA O financiamento do transporte público, a eletrificação das frotas de ônibus e a modernização dos sistemas de mobilidade estarão em pauta no Fórum UITP [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="720" height="461" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/11a919a0-d736-4cb3-bc61-cbd13ebf4a91.jpg?fit=720%2C461&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/11a919a0-d736-4cb3-bc61-cbd13ebf4a91.jpg?w=720&amp;ssl=1 720w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/11a919a0-d736-4cb3-bc61-cbd13ebf4a91.jpg?resize=300%2C192&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/11a919a0-d736-4cb3-bc61-cbd13ebf4a91.jpg?resize=150%2C96&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/11a919a0-d736-4cb3-bc61-cbd13ebf4a91.jpg?resize=400%2C256&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Evento será realizado de 16 a 19 de novembro, com participação de autoridades, operadores e especialistas; conferência internacional aberta ao público ocorrerá no dia 18, na Usina del Arte.</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O financiamento do transporte público, a eletrificação das frotas de ônibus e a modernização dos sistemas de mobilidade estarão em pauta no Fórum UITP América Latina 2026, de 16 a 19 de novembro, em Buenos Aires, na Argentina. O encontro reunirá representantes do poder público, operadores, indústria e especialistas para discutir investimentos, infraestrutura e soluções para melhorar os serviços oferecidos aos passageiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conferência internacional, aberta ao público, será realizada no dia 18, na Usina del Arte. A programação terá cinco sessões, com temas que incluem a relação entre transporte público e qualidade de vida urbana, políticas de financiamento, tecnologias para ônibus elétricos, modernização dos metrôs e integração entre diferentes modalidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também serão abordados o uso da bilhetagem, da inteligência artificial e de dados para aprimorar o atendimento e a experiência de viagem. No debate sobre eletrificação, estarão em pauta o dimensionamento das frotas, a localização dos pontos de recarga e a adequação dos veículos às características das linhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Eleonora Pazos, responsável pela Divisão América Latina da União Internacional de Transporte Público (UITP), a adoção de ônibus elétricos exige planejamento integrado entre operação, infraestrutura, contratos e financiamento. Segundo ela, o intercâmbio entre cidades pode ajudar a orientar decisões e compartilhar resultados e dificuldades enfrentadas na implantação de novas tecnologias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A programação terá início em 16 de novembro, com reuniões bilaterais e atividades do projeto e-BRT 2030. No dia seguinte, estão previstas reuniões da Divisão América Latina e do Comitê Global de Ônibus da UITP, além de encontros das plataformas regionais de Marketing e Comunicação, Tecnologia e Ônibus e do Comitê de Desenvolvimento Sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também será realizada uma reunião da Plataforma CAF-UITP de Secretários de Mobilidade da América Latina, destinada a autoridades convidadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os grupos técnicos discutirão assuntos como comunicação com passageiros, receitas extratarifárias, inteligência artificial e GTFS, padrão utilizado para organizar e compartilhar informações sobre serviços de transporte público. A agenda de sustentabilidade incluirá padrões, relatórios ESG e certificações relacionados ao acesso a financiamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Fórum prevê a formalização de três acordos de cooperação, incluindo iniciativas com entidades brasileiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um deles será firmado com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) para a criação do Centro Regional de Treinamento NTU-UITP no Brasil. A iniciativa dá continuidade à carta de intenção assinada em agosto, durante a Lat.Bus 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O centro deverá capacitar técnicos e colaboradores de empresas associadas, com uma programação inicial de três cursos ao longo de 12 meses. O início das atividades é esperado até o começo de 2027, prioritariamente em formato on-line, com possibilidade de visitas técnicas em eventos das duas instituições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Matteus Freitas, diretor de Mobilidade Urbana da NTU, a parceria permitirá ampliar a formação dos profissionais e o acesso a experiências internacionais do setor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo acordo será firmado, no dia 17, com o ELAS no Transporte, movimento criado em 2025 por Luciana Herszkowicz para ampliar a participação feminina no setor. A parceria prevê intercâmbio técnico, capacitação e aproximação entre executivas de diferentes países da região, além de marcar o lançamento institucional internacional do movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro compromisso envolverá o Brazil on Rails, iniciativa idealizada por Rodrigo Vilaça há mais de 16 anos, que reúne empresas, instituições e especialistas para fortalecer a presença brasileira em fóruns internacionais e estimular oportunidades de negócios no setor de transportes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 19, os associados da UITP poderão conhecer instalações de operação, manutenção e capacitação dos sistemas de transporte de Buenos Aires.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro metroviário inclui o Posto Central de Operações, viagens pelas linhas A e H, o Museu do Subte e a oficina Parque Patricios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os ônibus, haverá duas opções: uma visita ao sistema TramBus, ao Centro de Gestão e Monitoramento da Mobilidade e ao centro de capacitação de condutores ACCATTAP; e outra às instalações da operadora Metropol, incluindo seu centro de monitoramento, uma estação de recarga e veículos elétricos em operação na capital argentina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As visitas permitirão aos participantes conhecer estruturas e práticas locais relacionadas à operação dos sistemas, complementando a programação técnica e institucional do Fórum.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Prefeitura do Rio de Janeiro reabre licitação para reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho e implantação de rota acessível até o Largo do Boticário</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 20:30:29 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Nova sessão está marcada para sexta-feira (23), às 14h; projeto prevê melhorias no espaço de transporte e na circulação de pedestres em uma região de importância turística da capital fluminense ADAMO BAZANI A Prefeitura do Rio de Janeiro reabriu a licitação para a reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho e a implantação de uma [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="516" height="387" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-24.jpg?fit=516%2C387&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-24.jpg?w=516&amp;ssl=1 516w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-24.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-24.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-24.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 516px) 100vw, 516px" /> <p><em>Nova sessão está marcada para sexta-feira (23), às 14h; projeto prevê melhorias no espaço de transporte e na circulação de pedestres em uma região de importância turística da capital fluminense</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura do Rio de Janeiro reabriu a licitação para a reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho e a implantação de uma rota acessível entre o terminal e o Largo do Boticário, na zona Sul da capital fluminense. O aviso foi publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos. A nova sessão do pregão eletrônico está marcada para sexta-feira (23), às 14h, e envolve intervenções de engenharia destinadas à melhoria da estrutura urbana e das condições de deslocamento na região.</p>
<p>A concorrência havia sido aberta anteriormente e terá seu procedimento retomado após a publicação do aviso de reabertura. A iniciativa reúne duas frentes de intervenção: a requalificação do terminal rodoviário e a construção de um percurso acessível até o Largo do Boticário, área histórica do Cosme Velho. As melhorias têm potencial para beneficiar passageiros do transporte coletivo, moradores, trabalhadores e visitantes, especialmente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A reabertura da licitação, entretanto, representa uma nova etapa da seleção da empresa responsável pelos serviços e não significa que as obras já tenham sido contratadas ou iniciadas.</p>
<p>A licitação será realizada por meio do Pregão Eletrônico nº 1274/2026, sob responsabilidade da Subsecretaria de Gestão da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos.</p>
<p>O objeto divulgado pela prefeitura compreende serviços comuns de engenharia para a reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho e a implantação de uma rota acessível no caminho entre o terminal e o Largo do Boticário, na área da IV Região Administrativa.</p>
<p>A contratação interessa diretamente à mobilidade local porque envolve a conexão entre um equipamento de transporte coletivo e o espaço público utilizado por pedestres.</p>
<h2>Acessibilidade entre terminal e área histórica é parte central da intervenção</h2>
<p>O Cosme Velho reúne características de bairro residencial, corredor de deslocamentos urbanos e ponto de interesse turístico.</p>
<p>A região recebe moradores, trabalhadores e visitantes que utilizam ônibus, táxis, veículos particulares e outros meios de transporte.</p>
<p>Também é conhecida pelo acesso ao Trem do Corcovado, uma das principais atrações turísticas da cidade.</p>
<p>O Largo do Boticário, por sua vez, é um conjunto arquitetônico histórico que atrai visitantes e integra o patrimônio urbano e paisagístico da região.</p>
<p>A implantação de uma rota acessível entre o terminal e o largo pode contribuir para melhorar as condições de circulação, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades em trajetos com desníveis, obstáculos ou pavimentação inadequada.</p>
<p>Em projetos dessa natureza, a acessibilidade envolve fatores como continuidade dos percursos, circulação segura, adequação de superfícies e eliminação de barreiras físicas.</p>
<p>As soluções específicas, entretanto, dependerão do projeto técnico que integra o procedimento licitatório.</p>
<p>O aviso publicado nesta quarta-feira identifica o objeto geral da contratação, mas não discrimina as dimensões da intervenção, os materiais previstos ou as soluções construtivas.</p>
<p>Também não apresenta, no trecho divulgado, o orçamento estimado ou o prazo de execução das obras.</p>
<h2>Obras precisam conciliar circulação de ônibus, pedestres e preservação urbana</h2>
<p>A localização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho exige atenção à compatibilidade entre o funcionamento do transporte coletivo e os deslocamentos de pedestres.</p>
<p>A reurbanização de terminais pode envolver melhorias nos acessos, áreas de espera e espaços de circulação, mas as intervenções efetivamente previstas deverão seguir o projeto aprovado pela prefeitura.</p>
<p>Em uma área com interesse histórico e turístico, também é necessário considerar a integração das obras com as características urbanas existentes.</p>
<p>Para os passageiros, o principal benefício esperado é a melhoria das condições de acesso ao transporte e de deslocamento entre os espaços atendidos pelo projeto.</p>
<p>Durante a execução, a organização das obras também deverá considerar a segurança de pedestres, a circulação de veículos e a continuidade dos serviços públicos.</p>
<p>A eventual necessidade de mudanças temporárias nos pontos de ônibus ou na circulação dependerá do planejamento da futura execução.</p>
<h2>Nova disputa será realizada na sexta-feira (23)</h2>
<p>A sessão de reabertura está marcada para 23 de outubro de 2026, às 14h.</p>
<p>O procedimento é conduzido pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos e está identificado pelo processo administrativo nº 002600.007602/2026-00.</p>
<p>Após a etapa de disputa, a contratação dependerá dos procedimentos legais de julgamento, habilitação, homologação e formalização contratual.</p>
<p>A publicação representa, portanto, a retomada da seleção para execução das melhorias no terminal e no trajeto acessível.</p>
<p>A iniciativa integra uma demanda importante para a mobilidade urbana: melhorar não apenas o deslocamento dentro dos veículos, mas também as condições para que passageiros e pedestres consigam chegar aos equipamentos de transporte com segurança e acessibilidade.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Mobi-Rio abre novas licitações para manutenção de ônibus Mercedes-Benz e Volkswagen e contrata peças para BRT</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 20:00:46 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Compras incluem lubrificantes, materiais de funilaria, filtros de transmissões Voith, módulos eletrônicos e equipamentos para estações; companhia também formaliza registros de preços e contratos para manutenção da frota ADAMO BAZANI A Companhia Municipal de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro (Mobi-Rio), responsável pela operação do sistema BRT, publicou  novas licitações e contratações para manutenção dos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="784" height="548" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?fit=784%2C548&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?w=784&amp;ssl=1 784w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?resize=768%2C537&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 784px) 100vw, 784px" /> <p><em>Compras incluem lubrificantes, materiais de funilaria, filtros de transmissões Voith, módulos eletrônicos e equipamentos para estações; companhia também formaliza registros de preços e contratos para manutenção da frota</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Companhia Municipal de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro (Mobi-Rio), responsável pela operação do sistema BRT, publicou  novas licitações e contratações para manutenção dos ônibus, incluindo modelos Mercedes-Benz e Volkswagen. Entre os materiais estão óleos, graxas, produtos de arrefecimento, peças para funilaria e soldagem, filtros para caixas de transmissão e módulos eletrônicos dos veículos.</p>
<p>As publicações também incluem a prorrogação de contratos de fornecimento, aquisição de equipamentos para estações e decisões relacionadas a licitações anteriores. As medidas atendem às necessidades de manutenção preventiva e corretiva da frota, especialmente dos ônibus articulados que circulam nos corredores BRT da cidade. A disponibilidade desses componentes influencia o tempo de permanência dos veículos nas oficinas e a capacidade de atendimento aos passageiros.</p>
<p>Entre os novos procedimentos, a Mobi-Rio marcou duas sessões públicas para novembro.</p>
<p>A primeira, prevista para 3 de novembro de 2026, às 10h, corresponde ao Pregão Eletrônico 1850/2026, destinado ao registro de preços para aquisição de óleos e graxas lubrificantes.</p>
<p>A compra abrange produtos homologados pelos fabricantes Mercedes-Benz e Volkswagen para utilização nos chassis dos ônibus operados pela empresa.</p>
<p>Entre os modelos mencionados estão Mercedes-Benz O500 e Volkswagen 17.260 OD, 22.280 OD e 22.260 S, incluindo configurações Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>A segunda licitação, marcada para 5 de novembro, também às 10h, é o Pregão Eletrônico 1853/2026, destinado ao registro de preços para aquisição de materiais de funilaria e soldagem.</p>
<p>Esses produtos são utilizados nos reparos de peças e estruturas dos veículos, em serviços de manutenção e recuperação de componentes.</p>
<p>Nos dois procedimentos, o critério de julgamento é o menor preço por item, e os valores estimados das contratações são sigilosos.</p>
<p><strong>Nova licitação e registro de preços de lubrificantes</strong></p>
<p>Além dos dois pregões, a presidente da Mobi-Rio autorizou a abertura de uma nova licitação relacionada à aquisição de lubrificantes.</p>
<p>A decisão permite aproveitar a fase interna do Pregão Eletrônico 1606/2026, incluindo os estudos e documentos preparatórios, com utilização de preço estimado constante de processo sigiloso.</p>
<p>Na mesma edição, a companhia publicou informações sobre o registro de preços decorrente do procedimento 1606/2026.</p>
<p>O registro contempla fornecimento de produtos para manutenção da frota, incluindo aditivos de arrefecimento, com participação da Extreme ADT Comércio e Representações Ltda.</p>
<p>A vigência informada é de 20 de outubro de 2026 a 19 de outubro de 2027.</p>
<p>O registro de preços é um instrumento que permite à administração realizar aquisições conforme a demanda e as condições estabelecidas, sem representar, necessariamente, a compra imediata de todos os quantitativos previstos.</p>
<p>A autorização de uma nova disputa e a existência de registros relacionados ao procedimento anterior devem ser consideradas separadamente.</p>
<p><strong>Filtros de transmissões Voith e equipamentos eletrônicos</strong></p>
<p>Outro contrato publicado pela Mobi-Rio envolve a aquisição de filtros lubrificantes novos e genuínos para caixas de transmissão Voith Turbo utilizadas nos ônibus da companhia.</p>
<p>A fornecedora é a Driventic Ltda., em contrato assinado em 5 de outubro de 2026, com vigência até 4 de janeiro de 2027.</p>
<p>O fornecimento foi contratado por meio do Pregão Eletrônico 1590/2026.</p>
<p>O extrato apresenta divergência no valor: o montante numérico é de R$ 809.400,00, enquanto o valor por extenso corresponde a R$ 268.714,00.</p>
<p>Por esse motivo, os valores precisam ser esclarecidos antes de uma definição sobre o custo efetivo do fornecimento.</p>
<p>O objeto do contrato é diferente da contratação de serviços de assistência técnica e recondicionamento das transmissões Voith, também autorizada pela Mobi-Rio nesta edição.</p>
<p>Em outra decisão, a companhia prorrogou por 12 meses a ata de registro de preços firmada com a Guanabara Diesel S/A Comércio e Representações.</p>
<p>O fornecimento envolve módulos de comando parametrizados, novos e genuínos, destinados à manutenção de ônibus Mercedes-Benz O500 equipados com motores OM457, nas versões Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>A prorrogação começa em 22 de outubro de 2026 e termina em 21 de outubro de 2027.</p>
<p>Segundo a empresa, a medida permite utilizar o saldo remanescente do registro, após análise da vantagem econômica da continuidade do fornecimento.</p>
<p>Os módulos eletrônicos são componentes dos sistemas de gerenciamento dos veículos e participam do funcionamento e do controle de diferentes equipamentos embarcados.</p>
<p><strong>Equipamentos para acessibilidade nas estações</strong></p>
<p>A Mobi-Rio também formalizou contrato de R$ 125 mil com a Santos &amp; Lima Soluções Ltda. para aquisição de cadeiras de espera do tipo longarina.</p>
<p>O fornecimento tem como objetivo adequar permanentemente as estações administradas pela companhia às normas de acessibilidade para pessoas com deficiência.</p>
<p>O contrato foi assinado em outubro e possui vigência de 14 de outubro a 13 de novembro de 2026.</p>
<p>A medida abrange equipamentos utilizados pelos passageiros enquanto aguardam os serviços, particularmente importantes para pessoas com mobilidade reduzida.</p>
<p>O extrato não apresenta a relação das estações contempladas nem a quantidade de assentos contratados.</p>
<p><strong>Compras para garagem de Deodoro</strong></p>
<p>A empresa também autorizou R$ 36.188 em equipamentos de escritório para utilização no auditório da garagem Unidade 05, em Deodoro.</p>
<p>Do valor total, R$ 2.168 correspondem à contratação da Faemed Comércio em Geral Ltda., enquanto R$ 34.020 são destinados à Innovizze Soluções Ltda.</p>
<p>O prazo informado para a contratação é de 30 dias.</p>
<p>A despesa está relacionada à infraestrutura administrativa e de apoio da companhia.</p>
<p><strong>Tribunal de Contas analisa licitações de peças e lubrificantes</strong></p>
<p>As compras da Mobi-Rio também foram objeto de decisões do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro.</p>
<p>Na sessão de 14 de outubro de 2026, o tribunal determinou o arquivamento com resolução de mérito de procedimentos relacionados aos pregões 1624/2026 e 1606/2026.</p>
<p>O primeiro trata do registro de preços para aquisição de peças destinadas à manutenção dos ônibus.</p>
<p>O segundo envolve lubrificantes homologados pelos fabricantes Mercedes-Benz e Volkswagen.</p>
<p>O arquivamento foi determinado conforme os votos dos relatores, e a extensão das conclusões depende dos fundamentos de cada decisão.</p>
<p>As contratações e os procedimentos de registro de preços integram as atividades de manutenção necessárias à operação do sistema BRT, que exige veículos disponíveis para atender à programação de viagens.</p>
<p>A manutenção da frota envolve não apenas o fornecimento de peças, mas também a execução dos serviços, o funcionamento das instalações de oficina e a disponibilidade de profissionais especializados.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>VÍDEO: Grupo protocola aviso de nova greve nas linhas que eram da Transwolff para o dia 26 de outubro de 2026</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 19:36:25 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Denominada “União dos Motoristas – 2026”, organização diz representar parte dos cooperados da Cooper Pam, cooperativa que deu origem às operações na zona Sul, e pede revogação de demissão de grevistas, de decreto de desapropriação de garagens e diz que imóveis são atribuídos ao ex-vereador Milton Leite, preso em operação contra o PCC ADAMO BAZANI [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="776" height="506" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?fit=776%2C506&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?w=776&amp;ssl=1 776w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?resize=768%2C501&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 776px) 100vw, 776px" /> <div><em>Denominada “União dos Motoristas – 2026”, organização diz representar parte dos cooperados da Cooper Pam, cooperativa que deu origem às operações na zona Sul, e pede revogação de demissão de grevistas, de decreto de desapropriação de garagens e diz que imóveis são atribuídos ao ex-vereador Milton Leite, preso em operação contra o PCC</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
<p>Um grupo de motoristas e cooperados que integraram as operações da Transwolff, empresa de ônibus que não presta mais serviços à cidade de São Paulo, protocolou nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, um comunicado à Prefeitura de São Paulo anunciando uma nova paralisação do transporte coletivo a partir da 0h de segunda-feira, 26 de outubro. Denominado “União dos Motoristas – 2026”, o movimento reivindica pagamentos de direitos trabalhistas, a readmissão de três funcionários dispensados por justa causa após a greve da última segunda-feira (19) e a revogação de um decreto municipal que declarou de utilidade pública imóveis utilizados para garagem de ônibus. O grupo também pede tratamento igualitário para três garagens vinculadas à antiga Transwolff, entre elas duas cuja titularidade é atribuída pelos manifestantes ao ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite, preso em uma operação que investiga suspeitas de infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no transporte público.</p>
<p>O Sindmotoristas, sindicato oficial de representação dos funcionários do transporte público municipal da capital paulista, diz não ter envolvimento com o grupo.</p>
<p>O comunicado, ao qual o Diário do Transporte teve acesso, foi encaminhado ao prefeito Ricardo Nunes, com cópias à SPTrans (São Paulo Transporte) e à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte. O documento tem registro de recebimento nesta quarta-feira (21) e prevê que a paralisação alcance os lotes D10, dos ônibus azul-claros, e D11, dos coletivos na cor vinho. É importante esclarecer que a União dos Motoristas – 2026 representa um grupo de trabalhadores e de antigos integrantes da Cooper Pam, não significando necessariamente a adesão de todos os funcionários, proprietários de veículos ou cooperados que fazem parte da estrutura operacional. Atualmente, os serviços são administrados diretamente pela Prefeitura, por meio da SPTrans, após a retirada da Transwolff da operação e a desistência da Sancetur de assumir os contratos.</p>
<p>A comunicação não significa que a greve já esteja confirmada em toda a rede. Trata-se de um aviso formal de paralisação apresentado por representantes de uma parcela dos trabalhadores e cooperados. A eventual abrangência do movimento dependerá da adesão dos profissionais e das negociações realizadas até segunda-feira.</p>
<p>A rede anteriormente concedida à Transwolff tem frota de referência de 1.206 ônibus, distribuídos pelos lotes D10 e D11, que atendem a zona Sul da capital paulista.</p>
<p>Uma das particularidades dessas operações é a participação de antigos cooperados da Cooper Pam, entidade da qual se originou a Transwolff. Eles atuam como prestadores de serviços e proprietários de veículos que integram a frota. Estimativas relacionadas à estrutura operacional apontam que quase 900 ônibus estão sob responsabilidade desses cooperados, número que pode variar conforme o critério utilizado para identificar os veículos e seus vínculos contratuais.</p>
<p>Isso não significa, entretanto, que todos esses proprietários participem do movimento ou concordem com as reivindicações agora apresentadas.</p>
<p>O Diário do Transporte já mostrou que a antiga Transwolff reúne diferentes núcleos, com interesses e posições que nem sempre são coincidentes. Essa característica ajuda a explicar as dificuldades para substituir a empresa e esteve entre os fatores que contribuíram para a desistência da Sancetur, em janeiro deste ano.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-540510" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-7.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-7.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-7.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-7.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-7.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-7.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-7.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-7.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-7.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w" sizes="auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px" /><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-540511" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2-7.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2-7.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2-7.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2-7.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2-7.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2-7.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2-7.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2-7.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2-7.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w" sizes="auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px" /><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-540512" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/3-6.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/3-6.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/3-6.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/3-6.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/3-6.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/3-6.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/3-6.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/3-6.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/3-6.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w" sizes="auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px" /><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-540513" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4-5.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4-5.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4-5.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4-5.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4-5.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4-5.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4-5.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4-5.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4-5.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w" sizes="auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px" /></p>
<h3>Nova greve é anunciada dois dias depois de paralisação que prejudicou passageiros</h3>
<p><div style="width: 576px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-540517-2" width="576" height="1040" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-21-at-16.04.02.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-21-at-16.04.02.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-21-at-16.04.02.mp4</a></video></div></p>
<p>O anúncio ocorre após a paralisação realizada na segunda-feira, 19 de outubro, quando motoristas que atuam nas linhas anteriormente concedidas à Transwolff cruzaram os braços na madrugada.</p>
<p>O protesto afetou principalmente o lote D10, identificado pelos ônibus azul-claros. O D11, dos coletivos na cor vinho, continuou operando normalmente naquele dia.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, aproximadamente 267 mil passageiros foram prejudicados pela interrupção dos serviços.</p>
<p>Para reduzir os impactos, a SPTrans acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), por meio do qual ônibus de outras operadoras são deslocados para auxiliar nas linhas afetadas.</p>
<p>O atendimento emergencial chegou a abranger 37 linhas.</p>
<p>A administração municipal também solicitou reforço policial nas garagens.</p>
<p>Na ocasião, a Prefeitura classificou a paralisação como ilegal, argumentando que não havia sido observado o prazo mínimo de comunicação de 72 horas previsto para serviços essenciais.</p>
<p>A SPTrans afirmou ainda que os pagamentos de salários e benefícios estavam em dia e contestou as alegações de atrasos, informando que vinha cumprindo suas obrigações trabalhistas e realizando depósitos relacionados a encargos por meio judicial.</p>
<p>Já os trabalhadores apontaram pendências envolvendo FGTS, direitos trabalhistas e outras obrigações.</p>
<p>Após reunião com representantes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e da SPTrans, a paralisação foi encerrada na tarde de segunda-feira.</p>
<p>A retomada gradual dos serviços começou por volta das 13h50, embora o Paese tenha permanecido em funcionamento para auxiliar no atendimento.</p>
<p>A normalização da circulação, entretanto, não encerrou as divergências entre representantes dos trabalhadores e a administração municipal.</p>
<p>Na terça-feira (20), novas manifestações e ameaças de paralisação passaram a circular entre funcionários. A SPTrans adotou medidas preventivas de segurança, inclusive com presença da Guarda Civil Metropolitana em instalações utilizadas pelo transporte.</p>
<p>Nesta quarta-feira (21), os ônibus dos dois lotes continuaram operando, sem a confirmação da nova paralisação que havia sido mencionada para esse dia.</p>
<p>Agora, o grupo que se apresenta como União dos Motoristas – 2026 formalizou uma nova data, 26 de outubro.</p>
<h3>Grupo pede readmissão de três trabalhadores dispensados por justa causa</h3>
<p>Um dos principais pontos do ofício é a situação de três funcionários que, segundo os representantes do movimento, foram desligados após a manifestação de segunda-feira.</p>
<p>O documento identifica os trabalhadores como:</p>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>Valdemar de Jesus Araújo Junior;</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Leonardo Pires Cerqueira;</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Manoel C. Figueiredo Murta.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>De acordo com o ofício, os três receberam comunicações de dispensa por justa causa.</p>
<p>O documento menciona especificamente que o telegrama recebido por Valdemar de Jesus Araújo Junior registra os efeitos da dispensa a partir de 19 de outubro de 2026, com fundamento nas alíneas “b” e “h” do artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).</p>
<p>Esses dispositivos tratam, respectivamente, de incontinência de conduta ou mau procedimento e de indisciplina ou insubordinação.</p>
<p>A utilização desses fundamentos na comunicação de desligamento não comprova, por si só, que as condutas tenham ocorrido.</p>
<p>Os representantes do movimento alegam que as dispensas estariam relacionadas à participação dos funcionários na paralisação.</p>
<p>No ofício, o grupo contesta a medida, solicita a imediata readmissão dos três trabalhadores, a revisão dos atos rescisórios e a apuração da alegada retaliação.</p>
<p>É necessário distinguir a alegação dos representantes da conclusão sobre a legalidade das dispensas. O documento apresenta a versão dos trabalhadores, mas não estabelece que houve efetivamente perseguição ou que as justas causas sejam juridicamente inválidas.</p>
<p>A legislação trabalhista prevê hipóteses específicas para a dispensa motivada, enquanto a Constituição assegura o direito de greve, observados os requisitos legais.</p>
<p>A eventual relação entre a participação no movimento e os desligamentos poderá ser discutida administrativamente ou na Justiça do Trabalho, considerando as circunstâncias de cada caso.</p>
<h3>PPR de 2025, verbas rescisórias e acordos judiciais também são cobrados</h3>
<p>Além da readmissão dos três trabalhadores, o grupo apresenta reivindicações financeiras.</p>
<p>Uma delas se refere ao Programa de Participação nos Resultados (PPR), relativo ao exercício de 2025.</p>
<p>Os representantes alegam descumprimento das obrigações relacionadas ao pagamento do benefício e pedem a apresentação de informações e providências concretas para regularizar a situação.</p>
<p>Também são cobrados pagamentos de verbas rescisórias e o cumprimento de acordos judiciais envolvendo trabalhadores da operação.</p>
<p>Esses pontos são relevantes porque a estrutura de funcionários e prestadores de serviços vinculada à antiga Transwolff atravessou diferentes etapas administrativas nos últimos dois anos.</p>
<p>A operação passou por intervenção municipal, procedimentos de avaliação da concessionária, rompimento contratual, tentativa de transferência a outra empresa e manutenção dos serviços sob administração da SPTrans.</p>
<p>Nesse contexto, há situações distintas envolvendo empregados contratados pelo regime da CLT, proprietários de ônibus prestadores de serviços, antigos cooperados e fornecedores.</p>
<p>As obrigações de cada parte dependem dos contratos, dos vínculos trabalhistas e das decisões administrativas e judiciais aplicáveis.</p>
<p>O movimento solicita que a Prefeitura e a SPTrans apresentem respostas concretas sobre essas pendências, sem se limitar a informações genéricas sobre a regularidade dos pagamentos.</p>
<h3>Decreto de desapropriação da garagem Olívia Guedes é contestado</h3>
<p>Outra reivindicação apresentada no ofício envolve o Decreto Municipal nº 65.433, de 19 de agosto de 2026, editado pelo prefeito Ricardo Nunes.</p>
<p>O ato declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação, imóveis particulares situados no distrito de Socorro, na área da Subprefeitura da Capela do Socorro, necessários à implantação de garagem de transporte coletivo público sobre pneus.</p>
<p>O decreto abrange uma área de 43.348 metros quadrados.</p>
<p>A legislação permite que os imóveis sejam desapropriados judicialmente ou adquiridos mediante acordo, para atender à finalidade pública indicada.</p>
<p>O ato estabelece também que as despesas decorrentes de sua execução sejam custeadas por dotações orçamentárias municipais.</p>
<p>A declaração de utilidade pública é uma etapa jurídica que possibilita a desapropriação, mas não deve ser confundida com a comprovação de que todos os imóveis já tenham sido efetivamente desapropriados, indenizados ou transferidos ao patrimônio público.</p>
<p>No documento encaminhado nesta quarta-feira, os representantes da União dos Motoristas – 2026 associam o decreto à garagem Olívia Guedes e pedem que a Prefeitura reavalie a medida.</p>
<p>A reivindicação inclui a possibilidade de revogação do ato, caso a administração reconheça, conforme argumenta o grupo, que não existem mais razões de interesse público que justifiquem a manutenção da declaração de utilidade pública.</p>
<p>A avaliação da necessidade da desapropriação, entretanto, cabe ao poder público, observadas as exigências legais e a possibilidade de controle judicial.</p>
<p>A declaração de utilidade pública não constitui, por si só, irregularidade administrativa, e o ofício não apresenta decisão judicial que determine a revogação do decreto.</p>
<h3>Grupo cita garagens Varginha e Baronesa e atribui imóveis a Milton Leite</h3>
<p>O ponto mais delicado das reivindicações está relacionado ao tratamento dado às diferentes garagens utilizadas nas operações anteriormente vinculadas à Transwolff.</p>
<p>No documento, os representantes pedem que a Prefeitura considere não apenas a garagem Olívia Guedes, mas também as unidades Varginha e Baronesa.</p>
<p>Segundo os signatários, a titularidade das garagens Varginha e Baronesa é atribuída pelos cooperados ao ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite.</p>
<p>Essa afirmação consta expressamente do ofício, mas deve ser tratada como uma atribuição feita pelos representantes do movimento, e não como comprovação definitiva da propriedade registral dos imóveis.</p>
<p>A identificação jurídica dos proprietários exige a análise das matrículas imobiliárias e dos documentos societários correspondentes.</p>
<p>Os manifestantes alegam que a condução administrativa relacionada às garagens não estaria observando tratamento igualitário entre os proprietários e cooperados atingidos.</p>
<p>Como alternativa à revogação do decreto, defendem a abertura de negociações para uma solução administrativa que contemple, de forma isonômica e transparente, as três garagens vinculadas à antiga operação.</p>
<p>A discussão envolve interesses patrimoniais e operacionais distintos.</p>
<p>De um lado, a Prefeitura tem a responsabilidade de assegurar instalações adequadas para manter a circulação dos ônibus.</p>
<p>De outro, proprietários de imóveis, veículos e prestadores de serviços podem ter direitos e obrigações contratuais específicos, que precisam ser examinados individualmente.</p>
<p>Também é necessário diferenciar a propriedade de uma garagem da titularidade dos ônibus, da gestão operacional e do controle societário de uma empresa concessionária.</p>
<p>São situações jurídicas diferentes, mesmo quando existem vínculos comerciais entre os envolvidos.</p>
<h3>Milton Leite está preso e é investigado como possível controlador oculto da Transwolff</h3>
<p>A referência feita pelos cooperados a Milton Leite ocorre em meio às investigações policiais e judiciais que envolvem o ex-vereador e a antiga concessionária.</p>
<p>Milton Leite, que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo, é investigado na Operação Vectura Corrupta, deflagrada em 17 de setembro de 2026, sobre suspeitas de infiltração do PCC no setor de transportes e em estruturas políticas e administrativas.</p>
<p>Entre as hipóteses investigadas está a de que o ex-parlamentar exerceria controle de fato sobre a Transwolff, apesar de não figurar formalmente como proprietário da companhia.</p>
<p>Em documentos judiciais examinados pelo Diário do Transporte, ele é apontado como suspeito de ser o proprietário de fato da empresa.</p>
<p>A suspeita de participação societária oculta é uma das linhas de investigação e não deve ser confundida com uma conclusão definitiva da Justiça.</p>
<p>Milton Leite se apresentou à Polícia Civil em 18 de setembro de 2026, após a decretação de sua prisão temporária.</p>
<p>Em 15 de outubro, a Justiça prorrogou a prisão por mais 30 dias.</p>
<p>A defesa do ex-presidente da Câmara nega as acusações, contesta a existência de vínculos com o PCC e rejeita a alegação de que ele seria sócio oculto ou controlador da Transwolff.</p>
<p>O caso teve outros desdobramentos recentes.</p>
<p>Em 16 de outubro, o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Civil realizaram a Operação Custódia (In)Fiel, voltada à apuração de possíveis privilégios concedidos ao ex-vereador na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.</p>
<p>No sábado (17), a Secretaria da Segurança Pública confirmou o afastamento de três delegados, um investigador e um carcereiro durante as apurações.</p>
<p>Esses procedimentos tratam de suspeitas que dependem de investigação e julgamento, sem representar condenação definitiva dos envolvidos.</p>
<p>No caso das garagens, há ainda uma distinção importante: o ofício dos cooperados atribui a Milton Leite a titularidade de duas instalações, enquanto as investigações sobre seu possível controle da Transwolff dizem respeito à atuação societária e empresarial.</p>
<p>Uma circunstância não comprova automaticamente a outra.</p>
<p>O pedido apresentado pelos cooperados também não demonstra, por si só, favorecimento administrativo a qualquer proprietário.</p>
<h3>História da Cooper Pam ajuda a entender a divisão da Transwolff em diferentes grupos</h3>
<p>A complexidade da atual situação tem origem no próprio processo de formação da Transwolff.</p>
<p>A companhia surgiu a partir das operações da Cooper Pam, a Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo, integrada por permissionários e proprietários de veículos que participaram da reorganização do transporte coletivo municipal.</p>
<p>Esses profissionais tiveram origem, em grande parte, no modelo de transporte alternativo realizado por peruas e micro-ônibus na capital paulista.</p>
<p>Com a reorganização do sistema municipal, antigas cooperativas passaram a operar dentro de regras mais estruturadas, com exigências de frota, padronização, fiscalização, remuneração e contratos.</p>
<p>A transformação desse modelo cooperativo em operação empresarial não eliminou completamente os vínculos anteriores.</p>
<p>Na Transwolff, uma parcela expressiva dos veículos continuou ligada a proprietários que prestavam serviços à companhia.</p>
<p>A concessionária, assim, passou a reunir diferentes interesses dentro de uma mesma estrutura operacional.</p>
<p>Em reportagens anteriores, o Diário do Transporte mostrou a existência de pelo menos três grandes núcleos: a administração central e os sócios da empresa; os antigos cooperados, proprietários de veículos e prestadores de serviços; e os trabalhadores contratados pelo regime da CLT.</p>
<p>Mesmo entre os antigos cooperados existem divisões.</p>
<p>Alguns grupos defendem a continuidade da prestação de serviços por meio de contratos próprios, enquanto outros apresentam posições diferentes sobre a substituição da concessionária, a administração das garagens e o futuro da frota.</p>
<p>A existência desses núcleos ajuda a explicar por que uma manifestação de antigos integrantes da Cooper Pam não pode ser atribuída automaticamente à totalidade dos cooperados ou trabalhadores.</p>
<p>Em janeiro de 2026, quando a Sancetur desistiu de assumir a operação, o Diário do Transporte mostrou que grupos de proprietários de veículos vinculados à antiga cooperativa defendiam a possibilidade de contratação direta pelo município.</p>
<p>A reivindicação também não era consensual entre todos os integrantes da estrutura.</p>
<p>A situação atual acrescenta uma dimensão trabalhista à disputa empresarial e patrimonial.</p>
<h3>Sancetur desistiu de assumir os contratos em janeiro; Prefeitura mantém operação</h3>
<p>A crise da Transwolff teve um ponto decisivo em 9 de abril de 2024, quando o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Fim da Linha.</p>
<p>A investigação apurou suspeitas de utilização de empresas de ônibus para atividades relacionadas ao PCC, incluindo possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro.</p>
<p>A Transwolff e a UPBus foram alvos da operação.</p>
<p>Na sequência, a Prefeitura determinou intervenções e realizou avaliações sobre a capacidade das empresas de continuar prestando serviços.</p>
<p>No caso da Transwolff, a administração municipal passou a trabalhar com a transferência das operações para a Sancetur, empresa ligada à família Chedid, que atua em diferentes municípios.</p>
<p>A transição, entretanto, encontrou resistências e dificuldades operacionais.</p>
<p>Além dos trabalhadores contratados pela concessionária, havia centenas de proprietários de veículos com relações comerciais anteriores, provenientes da Cooper Pam.</p>
<p>A situação se agravou em 2025, quando uma onda de ataques atingiu mais de 1,5 mil ônibus no Estado de São Paulo, principalmente na capital e na região metropolitana.</p>
<p>Uma das linhas de investigação da Polícia Civil relacionou parte desses episódios às disputas envolvendo a substituição de empresas de transporte.</p>
<p>Isso não significa que todos os trabalhadores, proprietários ou cooperados ligados às companhias investigadas tenham participado dos ataques.</p>
<p>Em dezembro de 2025, a Prefeitura decretou a caducidade dos contratos da Transwolff, após o processo administrativo de avaliação da concessionária. O rompimento também passou a ser discutido judicialmente.</p>
<p>Em 26 de janeiro de 2026, a Prefeitura assinou contrato emergencial para que a Sancetur assumisse os lotes D10 e D11.</p>
<p>O planejamento abrangia, naquele momento, 133 linhas, aproximadamente 1.100 ônibus e uma operação estimada em 555 mil passageiros por dia.</p>
<p>Dois dias depois, em 28 de janeiro, o Diário do Transporte revelou, em primeira mão, que a Sancetur havia desistido de assumir integralmente os serviços.</p>
<p>A empresa informou à administração municipal que não tinha condições de executar plenamente o contrato emergencial.</p>
<p>A estrutura heterogênea da antiga Transwolff, com diferentes relações de trabalho, prestação de serviços e propriedade de veículos, esteve entre os obstáculos à transferência.</p>
<p>Com a desistência, a Prefeitura permaneceu diretamente responsável pela administração das operações, por meio da SPTrans.</p>
<p>Isso não significa que a Transwolff tenha retomado seus contratos. As linhas são identificadas como pertencentes à antiga concessionária por sua origem histórica, mas a empresa não presta mais os serviços.</p>
<p>Desde então, a Prefeitura precisa assegurar o funcionamento das garagens, a manutenção dos veículos, a compra de componentes, o fornecimento de pneus, a segurança patrimonial e outras atividades necessárias à circulação dos ônibus.</p>
<h3>Nova licitação ainda depende de definição</h3>
<p>Em 15 de junho de 2026, o Diário do Transporte revelou que a Prefeitura havia encaminhado ao Tribunal de Contas do Município (TCM) uma proposta de edital para a nova concessão dos lotes D10 e D11.</p>
<p>Naquele mês, em entrevista ao jornal, o prefeito Ricardo Nunes explicou que o planejamento não previa simplesmente substituir a Transwolff por outra companhia com a mesma estrutura.</p>
<p>A administração pretendia reorganizar a rede, transferindo parte das linhas para empresas que já atendem a região e reduzindo a quantidade de serviços vinculados aos dois futuros lotes.</p>
<p>A proposta apresentada pelo prefeito contemplava redução estimada de aproximadamente 20% no número de linhas e diminuição da frota vinculada aos lotes, de cerca de 1.200 para aproximadamente 800 ônibus.</p>
<p>Segundo Nunes, essa reorganização não deveria significar redução da oferta de transporte, uma vez que parte dos serviços seria redistribuída entre outras operadoras.</p>
<p>A licitação, entretanto, ainda não tem uma data pública definida.</p>
<p>Enquanto isso, permanece a necessidade de administrar uma operação de grande porte, que envolve milhares de trabalhadores, centenas de proprietários de veículos e passageiros que dependem diariamente dos ônibus da zona Sul.</p>
<p>A nova ameaça de paralisação acrescenta outra dificuldade a esse processo.</p>
<h3>Ofício pede reunião urgente com Prefeitura, SPTrans e representantes da operação</h3>
<p>O documento apresentado nesta quarta-feira solicita uma reunião urgente com representantes dos motoristas, cooperados da Cooper Pam, SPTrans e demais responsáveis pela operação dos lotes D10 e D11.</p>
<p>Além da reunião, o grupo pede uma resposta formal da administração municipal, com indicação das medidas que serão adotadas e um cronograma de negociação.</p>
<p>Os representantes também defendem providências concretas sobre o PPR de 2025, verbas rescisórias, acordos judiciais, situação dos três trabalhadores dispensados e tratamento administrativo das garagens.</p>
<p>O ofício ressalta que o transporte coletivo é considerado serviço essencial, conforme a Lei Federal nº 7.783/1989.</p>
<p>Os signatários afirmam que pretendem respeitar as exigências legais relacionadas à manutenção dos serviços indispensáveis à população e à preservação da segurança de veículos, instalações e pessoas.</p>
<p>A lei estabelece que a decisão de paralisação em atividades essenciais deve ser comunicada aos empregadores e usuários com antecedência mínima de 72 horas.</p>
<p>O aviso protocolado em 21 de outubro para uma paralisação prevista em 26 de outubro supera esse intervalo temporal. No entanto, o cumprimento do prazo, isoladamente, não determina a legalidade de uma eventual greve, que também depende dos demais requisitos aplicáveis e da manutenção dos serviços indispensáveis.</p>
<p>O grupo afirma que permanece aberto ao diálogo imediato para buscar uma solução antes da data anunciada.</p>
<p>O ofício é assinado por Valdemar de Jesus Araújo Junior, Leonardo Pires Cerqueira e Manoel C. Figueiredo Murta, além de Walter Martins de Lana e do advogado Rogério A. Dias Avelar, da Avelar Advogados Associados.</p>
<p>A possibilidade de paralisação em 26 de outubro atinge um serviço essencial para a mobilidade da zona Sul da capital paulista.</p>
<p>O impasse reúne reivindicações trabalhistas, disputas relacionadas à propriedade e utilização de garagens, a situação dos antigos cooperados da Cooper Pam e a necessidade de definição dos futuros operadores.</p>
<p>Para os passageiros, a principal preocupação é a continuidade do atendimento.</p>
<p>Para o poder público, além da necessidade de negociar as reivindicações e examinar as questões administrativas e trabalhistas, permanece a responsabilidade de assegurar que as linhas continuem funcionando, independentemente das disputas envolvendo a antiga concessionária e os diferentes grupos que integraram sua estrutura.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Bahia recebe 101 novos ônibus escolares rurais de chassis IVECO BUS e carrocerias Mascarelllo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/bahia-recebe-101-novos-onibus-escolares-rurais-de-chassis-iveco-bus-e-carrocerias-mascarelllo/</link>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 19:00:15 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Coletivos custaram R$ 43,8 milhões e atenderão mais de 195 mil estudantes das redes municipais e estadual em áreas rurais VINÍCIUS DE OLIVEIRA Nesta quarta-feira, 21 de outubro, o estado da Bahia recebeu 101 novos ônibus escolares rurais, que atenderão mais de 195 mil estudantes das redes municipais e estadual em áreas rurais. Os coletivos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="575" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?fit=1024%2C575&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?resize=1024%2C575&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?resize=768%2C431&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Coletivos custaram R$ 43,8 milhões e atenderão mais de 195 mil estudantes das redes municipais e estadual em áreas rurais</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Nesta quarta-feira, 21 de outubro, o estado da Bahia recebeu 101 novos ônibus escolares rurais, que atenderão mais de 195 mil estudantes das redes municipais e estadual em áreas rurais.</p>
<p>Os coletivos de chassis IVECO BUS e carrocerias Mascarelllo são equipados com equipamentos de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, além de tração adequada para trafegar em estradas vicinais; os veículos representam um investimento de R$ 43,8 milhões, oriundos de recursos próprios e de emendas parlamentares.</p>
<p>A ação reforça as diretrizes do Programa Estadual de Transporte Escolar (PETE) e do Programa Caminhos da Escola, do governo federal.</p>
<p>A apresentação dos novos ônibus foi realizada no Farol da Barra, em Salvador, com o secretário da Educação do Estado, Marcius Gomes, e o governador Jerônimo Rodrigues.</p>
<p>De acordo com o poder executivo, a renovação da frota tem como objetivo assegurar pontualidade, frequência escolar e segurança no deslocamento dos estudantes.</p>
<p>​Em 2025, o Governo da Bahia investiu R$ 173 milhões na aquisição de 417 ônibus escolares rurais, além de ter realizado repasses para a manutenção da frota e a contratação direta de serviços, consolidando o compromisso com a mobilidade estudantil em toda o estado, por meio do Programa Estadual de Transporte Escolar.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Pagamento de salários normaliza circulação de ônibus em Taubaté (SP)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/pagamento-de-salarios-normaliza-circulacao-de-onibus-em-taubate-sp/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 18:26:32 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[ABC Transportes efetuou o repasse do adiantamento salarial na tarde desta quarta-feira (21), após motoristas interromperem as atividades por atraso no pagamento YURI SENA A circulação dos ônibus municipais de Taubaté, no interior paulista, foi normalizada por volta das 14h desta quarta-feira (21), depois que a ABC Transportes regularizou o pagamento do adiantamento salarial dos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="648" height="468" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/604a53bd-916e-44b7-93d3-638b09751680.jpg?fit=648%2C468&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/604a53bd-916e-44b7-93d3-638b09751680.jpg?w=648&amp;ssl=1 648w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/604a53bd-916e-44b7-93d3-638b09751680.jpg?resize=300%2C217&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/604a53bd-916e-44b7-93d3-638b09751680.jpg?resize=150%2C108&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/604a53bd-916e-44b7-93d3-638b09751680.jpg?resize=400%2C289&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 648px) 100vw, 648px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">ABC Transportes efetuou o repasse do adiantamento salarial na tarde desta quarta-feira (21), após motoristas interromperem as atividades por atraso no pagamento</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A circulação dos ônibus municipais de Taubaté, no interior paulista, foi normalizada por volta das 14h desta quarta-feira (21), depois que a ABC Transportes regularizou o pagamento do adiantamento salarial dos motoristas. A informação foi confirmada por Ronaldo Costa, presidente do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como noticiou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, a paralisação teve início durante a madrugada, após os trabalhadores não receberem o valor previsto para terça-feira (20). De acordo com o representante sindical, os funcionários foram informados de que o depósito não seria feito por falta de recursos repassados pela Prefeitura à concessionária.</span></p>
<p><em>Relembre: </em></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="yygCp8EMst"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/greve-de-onibus-em-taubate-sp-prejudica-passageiros-nesta-quarta-feira-21/">Greve de ônibus em Taubaté (SP) prejudica passageiros nesta quarta-feira (21)</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Greve de ônibus em Taubaté (SP) prejudica passageiros nesta quarta-feira (21)” — Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/greve-de-onibus-em-taubate-sp-prejudica-passageiros-nesta-quarta-feira-21/embed/#?secret=CpMsuunyfO#?secret=yygCp8EMst" data-secret="yygCp8EMst" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em comunicado, a Busvale (Associação das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros do Vale do Paraíba) afirmou que a ABC Transportes comunicou previamente aos funcionários sobre dificuldades financeiras momentâneas e a impossibilidade de cumprir o prazo inicialmente estabelecido. A entidade informou que a empresa esperava regularizar a situação com a entrada de recursos nos dias seguintes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A administração municipal informou que realizou às 8h desta quarta-feira (21) a transferência dos valores destinados ao adiantamento salarial dos motoristas. Segundo a Prefeitura, o pagamento anterior havia ocorrido em 5 de outubro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da retomada integral dos serviços, o município declarou que aguardava a confirmação dos depósitos nas contas dos funcionários. A administração também afirmou que não foi avisada previamente sobre a paralisação e que os serviços indispensáveis à população não foram mantidos, como previsto no contrato de concessão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante da ocorrência, a Secretaria de Mobilidade Urbana deverá encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para análise de eventuais medidas. A Prefeitura ressaltou que o transporte coletivo é considerado serviço essencial pela Lei Federal nº 7.783/1989.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em posicionamento sobre o contrato, a administração municipal afirmou que os gastos com o transporte público cresceram em 2026 após alterações estabelecidas em um aditivo assinado em 2023. O documento prorrogou a concessão até 2034 e modificou a forma de remuneração da ABC Transportes, que passou a ser calculada com base nos quilômetros percorridos, e não na quantidade de passageiros transportados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a Prefeitura, a mudança elevou os custos do serviço para os cofres municipais. O município informou ainda que mantém negociações com a concessionária sobre questões contratuais para assegurar a continuidade e a regularidade da operação.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Governo Federal libera crédito suplementar de R$ 40 milhões para ferrovias na Bahia, em Mato Grosso e Pernambuco</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/governo-federal-libera-credito-suplementar-de-r-40-milhoes-para-ferrovias-na-bahia-em-mato-grosso-e-pernambuco/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 18:00:04 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Maior parcela, de R$ 38 milhões, é destinada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste; FICO e Transnordestina recebem R$ 1 milhão cada, conforme publicação desta terça-feira (20) ADAMO BAZANI O Governo Federal abriu crédito suplementar de R$ 40 milhões no orçamento do Ministério dos Transportes para três projetos ferroviários: a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), na [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="735" height="417" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-20.jpg?fit=735%2C417&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-20.jpg?w=735&amp;ssl=1 735w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-20.jpg?resize=300%2C170&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-20.jpg?resize=150%2C85&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-20.jpg?resize=400%2C227&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 735px) 100vw, 735px" /> <p><em>Maior parcela, de R$ 38 milhões, é destinada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste; FICO e Transnordestina recebem R$ 1 milhão cada, conforme publicação desta terça-feira (20)</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo Federal abriu crédito suplementar de R$ 40 milhões no orçamento do Ministério dos Transportes para três projetos ferroviários: a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), na Bahia; a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), com recursos destinados ao trecho localizado em Mato Grosso; e a Ferrovia Transnordestina, em Pernambuco. A maior parte, R$ 38 milhões, foi reservada à FIOL, enquanto os outros dois empreendimentos receberam R$ 1 milhão cada.</p>
<p>A medida consta de portaria do Ministério do Planejamento e Orçamento publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 20 de outubro de 2026. Os recursos foram incluídos no orçamento da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, e fazem parte de uma suplementação mais ampla, de R$ 124,31 milhões, que contempla também outras áreas do Governo Federal. O dinheiro para reforçar essas despesas será obtido por meio de anulação de outras dotações orçamentárias.</p>
<h2>FIOL fica com R$ 38 milhões</h2>
<p>A Ferrovia de Integração Oeste-Leste concentra 95% dos recursos destinados ao setor ferroviário nesta suplementação.</p>
<p>Os R$ 38 milhões estão vinculados à construção do trecho entre Caetité e Barreiras, na Bahia, identificado como parte da EF-334.</p>
<p>Do total reservado à FIOL, R$ 11.633.458 estão classificados na fonte de recursos 1000 e R$ 26.366.542 na fonte 1050.</p>
<p>A FIOL foi projetada para estabelecer uma ligação ferroviária entre áreas produtoras do interior brasileiro e a infraestrutura portuária da Bahia. O empreendimento tem importância especialmente para o transporte de grãos, minérios e outras cargas, com possibilidade de integração a diferentes corredores logísticos.</p>
<p>A ferrovia está dividida em trechos com características e estágios de implantação distintos. O segmento contemplado pela suplementação é o de Caetité a Barreiras, que integra o projeto de expansão da ligação ferroviária em direção ao oeste baiano.</p>
<p>O valor incluído no orçamento não deve ser confundido com o custo total do empreendimento nem significa que uma nova etapa de construção tenha sido contratada.</p>
<h2>FICO e Transnordestina recebem R$ 1 milhão cada</h2>
<p>A Ferrovia de Integração Centro-Oeste recebeu reforço orçamentário de R$ 1 milhão para o projeto identificado como Mara Rosa, em Goiás, a Porto Velho, em Rondônia, na EF-354. A localização orçamentária da despesa é Mato Grosso.</p>
<p>A FICO faz parte do planejamento de ampliação da malha ferroviária na região Centro-Oeste, buscando criar alternativas ao transporte rodoviário de cargas e permitir conexões entre regiões produtoras e outros corredores ferroviários.</p>
<p>O outro R$ 1 milhão foi destinado à Ferrovia Transnordestina, especificamente ao trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape, em Pernambuco, identificado como EF-232.</p>
<p>A ligação ferroviária com Suape é importante no planejamento logístico do Nordeste por permitir que cargas transportadas pelo interior sejam encaminhadas ao complexo portuário pernambucano.</p>
<p>A suplementação, entretanto, não representa a conclusão da ligação até Suape nem informa a contratação de novas obras.</p>
<p>Os valores definidos pelo Governo Federal foram os seguintes:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Ferrovia e trecho</th>
<th>Crédito suplementar</th>
</tr>
<tr>
<td>FIOL — Caetité (BA) a Barreiras (BA)</td>
<td>R$ 38.000.000</td>
</tr>
<tr>
<td>FICO — Mara Rosa (GO) a Porto Velho (RO), com aplicação orçamentária em MT</td>
<td>R$ 1.000.000</td>
</tr>
<tr>
<td>Transnordestina — Salgueiro (PE) a Suape (PE)</td>
<td>R$ 1.000.000</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Total</strong></td>
<td><strong>R$ 40.000.000</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Recursos vêm de remanejamento do orçamento</h2>
<p>A suplementação foi autorizada pela Portaria GM/MPO nº 458, de 19 de outubro de 2026, assinada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.</p>
<p>O documento abre crédito de R$ 124.316.169 para reforçar dotações dos ministérios da Educação, dos Transportes e do Esporte, além de Encargos Financeiros da União.</p>
<p>A portaria estabelece que os recursos necessários serão provenientes da anulação de outras dotações previstas no orçamento federal de 2026.</p>
<p>Na prática, trata-se de uma redistribuição de recursos orçamentários, com reforço das verbas disponíveis para os projetos contemplados.</p>
<p>A abertura do crédito permite a utilização dos valores nas finalidades indicadas, respeitadas as demais etapas de execução orçamentária e financeira.</p>
<p>Não significa, necessariamente, que os R$ 40 milhões já tenham sido pagos, empenhados integralmente ou transferidos às empresas responsáveis pelas obras.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Tarifa do transporte público de Presidente Prudente (SP) sofre reajuste a partir de 1º de novembro</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/tarifa-do-transporte-publico-de-presidente-prudente-sp-sofre-reajuste-a-partir-de-1o-de-novembro/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/tarifa-do-transporte-publico-de-presidente-prudente-sp-sofre-reajuste-a-partir-de-1o-de-novembro/#comments</comments>
    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 17:30:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Usuários do sistema urbano passam a pagar R$ 6,00 na passagem de ônibus VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir de 1º de novembro de 2026, a tarifa do transporte público de Presidente Prudente (SP) sofre reajuste de R$ 5,00 para R$ 6,00, conforme o Decreto nº 38.327, publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira, 21 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="950" height="713" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/92a91a4bd1e160e061a2beff65f12fdd-scaled-e1753466184520.jpg?fit=950%2C713&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/92a91a4bd1e160e061a2beff65f12fdd-scaled-e1753466184520.jpg?w=950&amp;ssl=1 950w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/92a91a4bd1e160e061a2beff65f12fdd-scaled-e1753466184520.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/92a91a4bd1e160e061a2beff65f12fdd-scaled-e1753466184520.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/92a91a4bd1e160e061a2beff65f12fdd-scaled-e1753466184520.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/92a91a4bd1e160e061a2beff65f12fdd-scaled-e1753466184520.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px" /> <p><em>Usuários do sistema urbano passam a pagar R$ 6,00 na passagem de ônibus</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A partir de 1º de novembro de 2026, a tarifa do transporte público de Presidente Prudente (SP) sofre reajuste de R$ 5,00 para R$ 6,00, conforme o Decreto nº 38.327, publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira, 21 de outubro.</p>
<p>Desde janeiro de 2023, o sistema urbano de mobilidade não tinha os valores recalculados. Neste período, a prefeitura repassou cerca de R$ 54 milhões em subsídios para custear as operações.</p>
<p>O documento oficializado no DOM estabelece que, com a tarifa fixada em R$ 6,00, o passageiro pagará aproximadamente 39% do custo do transporte.</p>
<p>Vale a ressalva de que a tarifa técnica corresponde a cerca de R$ 15,23 por passageiro. A prefeitura reforça que a diferença superior a R$ 9,00 por passageiro ainda será custeada pelo município com recursos públicos e outras fontes de renda.</p>
<p>O reajuste da tarifa leva em conta aumento de custos operacionais, como combustíveis, salários, encargos trabalhistas, pneus, peças, manutenção e seguros, além da inflação acumulada de 18,3%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre janeiro de 2023 e julho de 2026.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Lula envia PEC da tarifa zero aos fins de semana e propõe R$ 11,2 bilhões de emendas; NTU estima custo de R$ 20,8 bilhões</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 16:53:23 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Proposta anunciada nesta quarta-feira (21) reserva ao menos 26,8% das emendas impositivas para financiar o transporte gratuito; medida depende de aprovação do Congresso e das regras de implantação ADAMO BAZANI O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, no Palácio do Planalto, a mensagem de envio ao [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="735" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1310542-1.jpg?fit=1024%2C735&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1310542-1.jpg?w=4049&amp;ssl=1 4049w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1310542-1.jpg?resize=300%2C215&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1310542-1.jpg?resize=1024%2C735&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1310542-1.jpg?resize=150%2C108&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1310542-1.jpg?resize=768%2C551&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1310542-1.jpg?resize=1536%2C1102&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1310542-1.jpg?resize=2048%2C1470&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1310542-1.jpg?resize=400%2C287&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1310542-1.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Proposta anunciada nesta quarta-feira (21) reserva ao menos 26,8% das emendas impositivas para financiar o transporte gratuito; medida depende de aprovação do Congresso e das regras de implantação</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, no Palácio do Planalto, a mensagem de envio ao Congresso Nacional da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) destinada a financiar a tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados. Segundo o anúncio do governo, a iniciativa prevê reservar pelo menos 26,8% do montante global das emendas parlamentares impositivas para o custeio da gratuidade, com recursos estimados em cerca de R$ 11,2 bilhões em 2027.</p>
<p>O envio da proposta, quatro dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, não altera imediatamente as tarifas dos sistemas brasileiros. A implantação depende da aprovação do Congresso e da definição das regras de financiamento e funcionamento. O valor anunciado pelo governo também é inferior à estimativa da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), que calcula em aproximadamente R$ 20,8 bilhões anuais o custo da operação gratuita de ônibus urbanos, trens e metrôs aos sábados, domingos e feriados, considerando aumento da demanda.</p>
<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou durante a apresentação que a medida será fiscalmente neutra. A justificativa é utilizar parte dos recursos já destinados às emendas parlamentares obrigatórias, reorganizando sua aplicação para financiar o transporte coletivo.</p>
<p>Essa é a fonte de recursos apresentada pelo Executivo para viabilizar a proposta. A negociação envolve, portanto, a destinação de uma parcela do orçamento sobre a qual deputados e senadores têm participação direta na indicação dos gastos.</p>
<p>Lula manifestou a intenção de que a proposta seja votada ainda em 2026. O calendário pretendido pelo presidente, entretanto, depende das decisões das duas Casas do Congresso e da construção de apoio ao modelo de financiamento.</p>
<h2>Estimativa da NTU inclui a operação e o crescimento de passageiros</h2>
<p>A NTU calcula que a operação de ônibus urbanos, trens e metrôs nos fins de semana e feriados representa atualmente despesas de aproximadamente R$ 17,3 bilhões por ano. Desse total, R$ 14,5 bilhões correspondem aos ônibus urbanos.</p>
<p>A entidade acrescenta a esse cenário uma expectativa de crescimento médio de 20% na demanda com a retirada da cobrança, chegando à estimativa de aproximadamente R$ 20,8 bilhões anuais.</p>
<p>A diferença entre esse valor e os cerca de R$ 12 bilhões anunciados pelo governo é de R$ 8,8 bilhões por ano. A comparação, porém, exige distinguir a previsão de aporte federal da estimativa de custo operacional apresentada pelos empresários.</p>
<p>O valor anunciado pelo Executivo corresponde aos recursos que pretende direcionar ao programa. Já a conta da NTU considera a operação de diferentes modalidades e uma hipótese de expansão da procura. A diferença aritmética, isoladamente, não permite concluir quanto cada governo precisará complementar ou qual será a necessidade final de financiamento em cada sistema.</p>
<p>A definição desses pontos depende da abrangência da política, dos critérios de repasse e do tratamento dos recursos que já sustentam os serviços.</p>
<p>A expectativa de mais passageiros também tem efeito sobre a operação. A gratuidade pode ampliar os deslocamentos, mas o atendimento dessa procura depende de oferta de viagens, capacidade dos veículos e organização das redes. A projeção de crescimento de 20% é uma estimativa da NTU, e não um resultado já verificado para uma política nacional.</p>
<h2>Empresários defendem financiamento também para os dias úteis</h2>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> nas reportagens de 16 e 19 de outubro, a NTU considera positiva a proposta de gratuidade nos fins de semana, mas defende uma política permanente para reduzir o peso das passagens também de segunda a sexta-feira.</p>
<p>A posição da entidade é que o financiamento precisa contemplar os deslocamentos cotidianos para trabalho, estudo e acesso a serviços, além das viagens de lazer e convivência familiar.</p>
<p>Esse debate integra o programa Transporte para Todos, apresentado pela associação em agosto de 2026. A proposta dos empresários reúne a modernização e ampliação do Vale-Transporte do Trabalhador, a criação de um Vale-Transporte Social para famílias em situação de vulnerabilidade inscritas no Bolsa Família e o financiamento das gratuidades pelos orçamentos das políticas públicas responsáveis pelos benefícios.</p>
<p>A discussão antecede o anúncio presidencial e trata de uma mudança mais ampla na sustentação dos sistemas, com redução da dependência da arrecadação obtida diretamente dos passageiros.</p>
<h2>Uso das emendas enfrenta resistência no Congresso</h2>
<p>A fonte de financiamento já é um dos pontos de discussão política. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem sinalizado apoio à proposta de gratuidade, mas resistência à utilização das emendas parlamentares para custeá-la.</p>
<p>Isso distingue o apoio ao benefício da concordância com a forma de financiá-lo. A aprovação da PEC exige que o governo obtenha votos também para a reorganização dos recursos orçamentários.</p>
<p>Lula anunciou a intenção de enviar a proposta em 15 de outubro e confirmou o encaminhamento na terça-feira (20), durante agenda em São Luís, no Maranhão. Nesta quarta-feira, formalizou a iniciativa no Palácio do Planalto.</p>
<p>O presidente vinculou a gratuidade à ampliação das possibilidades de descanso e lazer dos trabalhadores. Também declarou que, caso a experiência tenha resultado positivo, pretende buscar uma expansão do benefício para outros dias.</p>
<p>Essa eventual ampliação é uma intenção manifestada pelo presidente e não deve ser confundida com gratuidade nacional já aprovada ou em funcionamento.</p>
<h2>O que precisa acontecer para a proposta valer</h2>
<p>Uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e em dois turnos no Senado Federal, com apoio de pelo menos três quintos dos integrantes de cada Casa em cada votação. Isso corresponde a 308 deputados e 49 senadores.</p>
<p>Depois da aprovação do mesmo texto pelas duas Casas, a emenda constitucional é promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado. Não há sanção presidencial nessa etapa.</p>
<p>Para a operação do benefício, também será necessário observar as regras de implantação e financiamento que resultarem da tramitação. O objetivo anunciado é utilizar recursos de 2027, mas a data de início dependerá da conclusão das etapas exigidas.</p>
<p>Até que haja mudança efetivamente aprovada e implantada, os passageiros devem seguir as tarifas e gratuidades vigentes em cada cidade ou sistema. A assinatura da mensagem presidencial não autoriza, por si só, o embarque gratuito em todo o país.</p>
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<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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