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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Criminosos sequestram ônibus para utilizar como barricadas durante operação policial na Zona Norte do Rio de Janeiro</title>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 15:11:44 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Veículos foram usados para bloquear duas vias; 12 linhas tiveram impactos nos itinerários ARTHUR FERRARI Quatro ônibus foram sequestrados por criminosos e utilizados como barricadas durante uma operação do 41º BPM (Irajá) no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), nesta quarta-feira (09). Os veículos foram posicionados para bloquear a Estrada [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="888" height="585" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-12.09.16.jpeg?fit=888%2C585&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-12.09.16.jpeg?w=888&amp;ssl=1 888w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-12.09.16.jpeg?resize=300%2C198&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-12.09.16.jpeg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-12.09.16.jpeg?resize=768%2C506&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-12.09.16.jpeg?resize=400%2C264&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 888px) 100vw, 888px" /> <p><em>Veículos foram usados para bloquear duas vias; 12 linhas tiveram impactos nos itinerários</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Quatro ônibus foram sequestrados por criminosos e utilizados como barricadas durante uma operação do 41º BPM (Irajá) no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), nesta quarta-feira (09).</p>
<p>Os veículos foram posicionados para bloquear a Estrada Rio do Pau e a Rua Alcobaça. Segundo o Rio Ônibus, as duas vias foram liberadas por volta das 10h20, mas a operação ainda provocava impactos no transporte coletivo, com 12 linhas circulando por itinerários diferentes dos habituais.</p>
<p>Os ônibus usados nas barricadas pertenciam às linhas 399, 793 e SP795. Confira os veículos envolvidos:</p>
<ul>
<li>B32741 — linha 399, Pavuna x Passeio;</li>
<li>B32761 — linha 793, Pavuna x Sulacap;</li>
<li>B32780 — linha SP795, Pavuna x Terminal Deodoro;</li>
<li>B32753 — linha SP795, Pavuna x Terminal Deodoro.</li>
</ul>
<p>Mesmo após a liberação das vias, 12 serviços permaneciam desviados por causa da operação policial e das condições de circulação na região.</p>
<p>Foram afetadas as linhas 384, SR384, 385, 399, SR399, 669, SV669, 779, 780, 793, SP795 e 799.</p>
<p>Os itinerários atendem diferentes ligações a partir da Pavuna, com destinos como Passeio, Méier, Madureira, BRT Sulacap, BRT Deodoro e Bangu.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Pelo Move 2, Princesa dos Campos e Cantelle compram 22 ônibus Volvo; lote tem chassis 4&#215;2, 6&#215;2 e 8&#215;2 e veículos double-decker</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/pelo-move-2-princesa-dos-campos-e-cantelle-compram-22-onibus-volvo-lote-tem-chassis-4x2-6x2-e-8x2-e-veiculos-double-decker/</link>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 14:54:48 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[São 16 unidades para a Princesa dos Campos e seis para a Cantelle; empresas passam a reunir mais de 200 ônibus ADAMO BAZANI A Expresso Princesa dos Campos e a Cantelle, empresas do mesmo grupo, estão incorporando 22 ônibus rodoviários Volvo às operações. A maior parte, 16 veículos, será destinada à Princesa dos Campos: 14 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-2.jpeg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-2.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-2.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-2.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-2.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-2.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-2.jpeg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-2.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot">
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<p data-start="118" data-end="280"><em data-start="118" data-end="280">São 16 unidades para a Princesa dos Campos e seis para a Cantelle; empresas passam a reunir mais de 200 ônibus</em></p>
<p data-start="282" data-end="300"><strong data-start="282" data-end="300"><em data-start="284" data-end="298">ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p data-start="302" data-end="745">A Expresso Princesa dos Campos e a Cantelle, empresas do mesmo grupo, estão incorporando 22 ônibus rodoviários Volvo às operações. A maior parte, 16 veículos, será destinada à Princesa dos Campos: 14 chassis B380 4&#215;2 com carrocerias da configuração 1200 e dois B510R 8&#215;2 com carrocerias 1800 double-decker. A Cantelle receberá seis B460R 6&#215;2 com carrocerias 1600 low-driver. Com a aquisição, as duas empresas passam a somar mais de 200 ônibus.</p>
<p data-start="747" data-end="1355">Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, os modelos 6&#215;2 e 8&#215;2 do novo lote contam com sistemas de assistência à condução, entre eles alerta de colisão frontal com frenagem automática de emergência, monitoramento de mudança de faixa, controle eletrônico de estabilidade, piloto automático adaptativo, sensores de ponto cego e monitoramento da pressão dos pneus. A compra foi financiada pelo Banco Volvo com recursos do programa federal Move Brasil 2 e a negociação comercial foi realizada pela concessionária Nórdica Veículos, no Paraná.</p>
<p data-start="1357" data-end="1596">A Volvo passa a representar mais de 80% da frota da Princesa dos Campos e 100% dos ônibus da Cantelle, de acordo com os dados fornecidos pelas empresas. A idade média da frota do grupo é de cinco anos.</p>
<h3 data-section-id="1cmrxlp" data-start="1598" data-end="1639">LOTE TEM TRÊS CONFIGURAÇÕES DE CHASSI</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-532833" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-3.jpeg?resize=1024%2C682&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="682" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-3.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-3.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-3.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-3.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-3.jpeg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-3.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-11.50.16-3.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p data-start="1641" data-end="1708">A encomenda foi dividida entre três modelos de chassis rodoviários.</p>
<p data-start="1710" data-end="1882">Para a Princesa dos Campos são 14 unidades Volvo B380 na configuração 4&#215;2. Neste arranjo, o ônibus possui dois eixos, sendo um direcional dianteiro e um traseiro de tração.</p>
<p data-start="1884" data-end="2118">Os outros dois veículos destinados à empresa utilizam o Volvo B510R 8&#215;2, configuração de quatro eixos empregada em ônibus de maior porte. As carrocerias serão do tipo 1800 double-decker, ou seja, ônibus rodoviários de dois pavimentos.</p>
<p data-start="2120" data-end="2295">Já a Cantelle receberá seis chassis Volvo B460R 6&#215;2. Neste caso, são três eixos, configuração comum em ônibus rodoviários de maior capacidade e porte que os convencionais 4&#215;2.</p>
<p data-start="2297" data-end="2585">As seis unidades receberão carrocerias da configuração 1600 low-driver. O conceito low-driver posiciona a cabine do motorista em nível mais baixo em relação ao salão principal de passageiros, solução que permite utilizar de maneira diferente a área interna e os compartimentos do veículo.</p>
<p data-start="2587" data-end="2825">O release não informa fabricante das carrocerias, capacidade de passageiros, configuração das poltronas, comprimento total, quantidade de leitos ou semileitos nem aplicação específica de cada unidade.</p>
<h3 data-section-id="16jcsq7" data-start="2827" data-end="2869">COMO FICA A DISTRIBUIÇÃO DOS 22 ÔNIBUS</h3>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="2871" data-end="3149">
<thead data-start="2871" data-end="2917">
<tr data-start="2871" data-end="2917">
<th class="last:pe-10" data-start="2871" data-end="2881" data-col-size="sm">Empresa</th>
<th class="last:pe-10" data-start="2881" data-end="2890" data-col-size="sm">Chassi</th>
<th class="last:pe-10" data-start="2890" data-end="2905" data-col-size="sm">Configuração</th>
<th class="last:pe-10" data-start="2905" data-end="2917" data-col-size="sm">Unidades</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="2937" data-end="3149">
<tr data-start="2937" data-end="3002">
<td data-start="2937" data-end="2959" data-col-size="sm">Princesa dos Campos</td>
<td data-start="2959" data-end="2972" data-col-size="sm">Volvo B380</td>
<td data-start="2972" data-end="2996" data-col-size="sm">4&#215;2 / carroceria 1200</td>
<td data-start="2996" data-end="3002" data-col-size="sm">14</td>
</tr>
<tr data-start="3003" data-end="3071">
<td data-start="3003" data-end="3025" data-col-size="sm">Princesa dos Campos</td>
<td data-start="3025" data-end="3039" data-col-size="sm">Volvo B510R</td>
<td data-start="3039" data-end="3066" data-col-size="sm">8&#215;2 / double-decker 1800</td>
<td data-start="3066" data-end="3071" data-col-size="sm">2</td>
</tr>
<tr data-start="3072" data-end="3126">
<td data-start="3072" data-end="3083" data-col-size="sm">Cantelle</td>
<td data-start="3083" data-end="3097" data-col-size="sm">Volvo B460R</td>
<td data-start="3097" data-end="3121" data-col-size="sm">6&#215;2 / low-driver 1600</td>
<td data-start="3121" data-end="3126" data-col-size="sm">6</td>
</tr>
<tr data-start="3127" data-end="3149">
<td data-start="3127" data-end="3135" data-col-size="sm">Total</td>
<td data-start="3135" data-end="3139" data-col-size="sm">—</td>
<td data-start="3139" data-end="3143" data-col-size="sm">—</td>
<td data-start="3143" data-end="3149" data-col-size="sm">22</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="3151" data-end="3362">Com as 16 unidades do novo lote, a participação da Volvo na frota da Princesa dos Campos supera 80%, segundo a companhia. Na Cantelle, todos os ônibus passam a ser da marca.</p>
<h3 data-section-id="1rjn2ct" data-start="3364" data-end="3397">MODELOS ATENDEM À FASE EURO 6</h3>
<p data-start="3399" data-end="3525">Os novos ônibus possuem motorização enquadrada na legislação de emissões Euro 6 adotada no Brasil para veículos pesados novos.</p>
<p data-start="3527" data-end="3696">A norma estabelece limites mais rígidos para emissões de poluentes locais, entre eles óxidos de nitrogênio e material particulado, em comparação com gerações anteriores.</p>
<p data-start="3698" data-end="3880">O diretor comercial de passagens da Princesa dos Campos, Alexandre Gulin, afirma que a escolha também levou em conta características operacionais dos veículos e a motorização Euro 6.</p>
<p data-start="3882" data-end="4079">“A preferência pela Volvo vem de vários fatores: confiança, durabilidade, economia e, o mais importante, segurança, critério fundamental na decisão de compra para transporte de passageiros”, disse.</p>
<p data-start="4081" data-end="4215">O executivo também destacou o desempenho da geração Euro 6 dos veículos utilizados pela empresa.</p>
<h3 data-section-id="jm0env" data-start="4217" data-end="4275">CHASSIS 6&#215;2 E 8&#215;2 TÊM PACOTE DE ASSISTÊNCIA À CONDUÇÃO</h3>
<p data-start="4277" data-end="4423">Nos veículos 6&#215;2 e 8&#215;2 do lote, o pacote de segurança ativa inclui sistemas eletrônicos destinados a reduzir riscos durante a operação rodoviária.</p>
<p data-start="4425" data-end="4636">Entre os equipamentos informados estão o aviso de colisão frontal com frenagem de emergência. O sistema utiliza radar para identificar obstáculos à frente e pode atuar nos freios quando detecta risco de impacto.</p>
<p data-start="4638" data-end="4763">Também há aviso de mudança de faixa, que alerta quando o ônibus ultrapassa a demarcação da pista sem o acionamento das setas.</p>
<p data-start="4765" data-end="4850">Outro recurso é o sinal de alerta projetado no para-brisa diante de risco de colisão.</p>
<p data-start="4852" data-end="5098">O piloto automático adaptativo ajusta a velocidade para manter distância do veículo à frente, enquanto o ESP, Programa Eletrônico de Estabilidade, atua para auxiliar no controle do ônibus em situações que possam resultar em perda de estabilidade.</p>
<p data-start="5100" data-end="5258">A configuração inclui ainda sensores de ponto cego nas regiões lateral e frontal e alerta de perda de pressão dos pneus.</p>
<p data-start="5260" data-end="5477">O gerente regional de vendas de ônibus da Volvo, Humberto Costa, informou que a Princesa dos Campos participa também de um programa de treinamento relacionado à segurança operacional denominado Desafio Zero Acidentes.</p>
<h3 data-section-id="st0jud" data-start="5479" data-end="5520">COMPRA TEVE RECURSOS DO MOVE BRASIL 2</h3>
<p data-start="5522" data-end="5618">A aquisição foi realizada com financiamento do Banco Volvo utilizando recursos do Move Brasil 2.</p>
<p data-start="5620" data-end="5807">O programa federal oferece linhas destinadas à aquisição de veículos comerciais novos, incluindo ônibus, com condições de financiamento vinculadas às regras estabelecidas para o programa.</p>
<p data-start="5809" data-end="6083">A venda foi intermediada pela Nórdica Veículos, concessionária Volvo que atua em parte do Paraná. O comunicado não informa o valor total da operação, preço unitário dos ônibus, prazo do financiamento, entrada ou taxa efetiva contratada.</p>
<h3 data-section-id="td88cp" data-start="6085" data-end="6150">GRUPO TRANSPORTA CERCA DE TRÊS MILHÕES DE PASSAGEIROS POR ANO</h3>
<p data-start="6152" data-end="6256">A Expresso Princesa dos Campos completou 90 anos em 2024 e atua no transporte rodoviário de passageiros.</p>
<p data-start="6258" data-end="6492">Segundo os dados divulgados pela companhia, a empresa transporta aproximadamente três milhões de passageiros por ano, emprega mais de mil pessoas e possui operações nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.</p>
<p data-start="6494" data-end="6664">A Cantelle faz parte do mesmo grupo e possui ligações rodoviárias que partem do Rio Grande do Sul e chegam até a Bahia, passando por sete Estados e pelo Distrito Federal.</p>
<p data-start="6666" data-end="6809">Com a entrada dos 22 veículos, as duas empresas informam que a frota conjunta passa a superar 200 ônibus.</p>
<p data-start="6811" data-end="6962">O diretor comercial de Ônibus da Volvo, Ricardo Seixas, afirmou que a encomenda dá continuidade ao fornecimento de veículos da fabricante para o grupo.</p>
<p data-start="6964" data-end="7173">“A relação entre a Princesa dos Campos e a Volvo é construída sobre anos de parceria e confiança. Mais uma vez, a empresa escolhe veículos de última geração, com alta qualidade, tecnologia e segurança”, disse.</p>
<p data-start="7175" data-end="7234" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong data-start="7175" data-end="7234" data-is-last-node=""><em data-start="7177" data-end="7232">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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    <slash:comments>0</slash:comments>
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  <item>
    <title>ANTT abre chamamento para substituir Rápido Luxo Campinas e decide sobre Emtram, Penha, Nobre, Gontijo, União, Conecta Via Sul, UTB, Rota do Sol, Novo Horizonte, São Luiz</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/antt-abre-chamamento-para-substituir-rapido-luxo-campinas-e-decide-sobre-emtram-penha-nobre-gontijo-uniao-conecta-via-sul-utb-rota-do-sol-novo-horizonte-sao-luiz/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 14:30:21 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Também há decisões a respeito da Expresso Central, BUS, KSS. e Atos trazem novos TARs, renúncias, transferências de linhas, cinco negativas e chamamento público é para serviço semiurbano ADAMO BAZANI A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) publicou nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, uma ampla sequência de decisões que muda autorizações do transporte [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="866" height="510" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?fit=866%2C510&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?w=866&amp;ssl=1 866w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?resize=300%2C177&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?resize=150%2C88&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?resize=768%2C452&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?resize=400%2C236&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 866px) 100vw, 866px" /> <p><em>Também há decisões a respeito da Expresso Central, BUS, KSS. e Atos trazem novos TARs, renúncias, transferências de linhas, cinco negativas e chamamento público é para serviço semiurbano</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) publicou nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, uma ampla sequência de decisões que muda autorizações do transporte rodoviário de passageiros em diferentes regiões do País. Emtram e Nobre receberam novos TARs (Termos de Autorização), respectivamente para as linhas Irecê (BA) – Osasco (SP) e Goiânia (GO) – Três Lagoas (MS), enquanto a Expresso Nossa Senhora da Penha recebeu autorização para São Paulo (SP) – Curitiba (PR). A agência também aceitou as renúncias da Gontijo à linha São Paulo (SP) – Palmas (TO) e da Expresso União à ligação Araguari (MG) – Goiânia (GO).</p>
<p>No transporte semiurbano interestadual, a Diretoria Colegiada deu anuência prévia para que três ligações de Luziânia (GO) com o Distrito Federal passem da Central Expresso para a Conecta Via Sul e para que a ligação Novo Gama (GO) – Brasília (DF) seja transferida da Rota do Sol para a UTB – União Transporte Brasília. Em outra decisão, a ANTT extinguiu, a pedido da Rápido Luxo Campinas, a autorização de Andradas (MG) – São João da Boa Vista (SP) e determinou um chamamento público para encontrar uma empresa que mantenha o atendimento provisoriamente até uma futura licitação. Ao mesmo tempo, Viação Novo Horizonte, Expresso Central Transporte, BUS Transportes, KSS Transportes e Expresso São Luiz tiveram pedidos negados.</p>
<p>A Penha, do Grupo Comporte, ganha destaque porque a nova autorização reforça uma posição que já havia sido identificada em levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>. Na apuração publicada em 08 de setembro de 2026, com atos auditados entre 1º de janeiro e 04 de setembro, a empresa liderava entre as companhias mais atendidas, com pelo menos 24 decisões favoráveis. Somadas, Penha, Itamarati, Expresso União e Princesa do Norte, todas do Grupo Comporte, tinham 45 decisões favoráveis identificadas. Somente a Penha concentrou 17 deferimentos nos dias 20 e 23 de março. O levantamento mostrou ainda que 130 das 151 negativas auditadas, ou 86,1%, eram pedidos de emissão de TAR. A autorização agora publicada para São Paulo (SP) – Curitiba (PR) é posterior ao fechamento daquele levantamento e reforça a liderança da companhia no recorte acompanhado pelo site. <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/09/08/exclusivo-emissao-de-tar-concentra-861-das-negativas-auditadas-a-antt-e-grupo-comporte-foi-o-mais-atendido-ate-agora-em-2026/?utm_source=chatgpt.com">Leia o levantamento exclusivo do Diário do Transporte sobre as autorizações e negativas da ANTT em 2026</a></p>
<p><strong>EMTRAM – NOVO TAR ENTRE IRECÊ (BA) E OSASCO (SP) TEM 28 SEÇÕES</strong></p>
<p>A Diretoria Colegiada da ANTT emitiu para a Emtram – Empresa de Transporte Macaubense Ltda., CNPJ 16.041.592/0001-20, o TAR BASP0023063 para a linha Irecê (BA) – Osasco (SP). A decisão foi tomada em 04 de setembro e publicada nesta quarta-feira (09).</p>
<p>Segundo a agência, os mercados incluídos no pedido já são autorizados à empresa e, por isso, cumprem as exigências da regulamentação atualmente aplicada ao transporte rodoviário interestadual regular.</p>
<p>A autorização é extensa. São 28 seções, permitindo diferentes combinações de embarque e desembarque entre cidades da Bahia, Minas Gerais e São Paulo.</p>
<p>Partindo de Irecê (BA), foram autorizadas as seções para São Paulo (SP), Betim (MG), Perdões (MG), Pouso Alegre (MG), Atibaia (SP) e Osasco (SP).</p>
<p>A partir de Central (BA), constam Central (BA) – São Paulo (SP) e Central (BA) – Osasco (SP).</p>
<p>Para Xique-Xique (BA), aparecem as ligações com São Paulo (SP) e Osasco (SP).</p>
<p>Barra (BA) passa a constar nas seções para Betim (MG), Perdões (MG), Pouso Alegre (MG), Atibaia (SP) e São Paulo (SP).</p>
<p>Ibotirama (BA) aparece com seis seções: Betim (MG), Perdões (MG), Pouso Alegre (MG), Atibaia (SP), São Paulo (SP) e Osasco (SP).</p>
<p>Paratinga (BA) está relacionada com Betim (MG), Perdões (MG), Pouso Alegre (MG), Atibaia (SP) e São Paulo (SP).</p>
<p>Finalmente, Caetité (BA) aparece nas seções para Betim (MG) e Perdões (MG).</p>
<p>A Emtram deve iniciar os serviços em até 30 dias contados do início da vigência do TAR. A empresa poderá pedir uma única prorrogação, por outros 30 dias, desde que apresente justificativa. Se não cumprir o prazo e as condições estabelecidas, a autorização pode ser revogada.</p>
<p>A ANTT também deixa expresso que a empresa não pode operar seções envolvendo municípios diferentes daqueles constantes nos TARs que lhe foram delegados. O termo ainda pode perder eficácia caso mudanças legais ou regulamentares criem novas condições e a operadora não se adeque no prazo estabelecido.</p>
<p>A Emtram pode renunciar ao TAR no futuro. O ato pode ainda ser declarado nulo se for constatada ilegalidade ou cassado caso a empresa perca condições indispensáveis à manutenção da autorização ou seja responsabilizada por infração grave em processo administrativo.</p>
<p><strong>GONTIJO – EMPRESA RENUNCIA À LINHA SÃO PAULO (SP) – PALMAS (TO)</strong></p>
<p>A Supas (Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros) aceitou o pedido da Empresa Gontijo de Transportes S.A., CNPJ 16.624.611/0098-73, para renunciar ao TAR SPTO0015189, correspondente à linha São Paulo (SP) – Palmas (TO) e às respectivas seções.</p>
<p>Diferentemente de uma cassação ou punição, trata-se de uma saída solicitada pela própria autorizatária e posteriormente homologada pela ANTT.</p>
<p>A renúncia produzirá efeitos em 19 de setembro de 2026. A partir do encerramento, todas as operações vinculadas especificamente a esse TAR são canceladas.</p>
<p>Há uma proteção expressa aos passageiros. Caso existam bilhetes vendidos para viagens marcadas depois do encerramento das atividades, a Gontijo terá de cumprir as garantias previstas nas regras da ANTT para cancelamento dessas viagens.</p>
<p>A agência também revogou o ato da Supas de outubro de 2024 que estava associado a essa autorização.</p>
<p>No levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> fechado em 04 de setembro, a Gontijo aparecia com cinco decisões favoráveis identificadas em 2026. A decisão publicada agora também atende a um pedido da empresa, mas tem natureza completamente diferente de uma expansão de mercado: neste caso, o deferimento permite que a companhia deixe a linha.</p>
<p><strong>EXPRESSO UNIÃO – RENÚNCIA À LIGAÇÃO ARAGUARI (MG) – GOIÂNIA (GO)</strong></p>
<p>Outra renúncia aceita pela Supas envolve a Expresso União Ltda., CNPJ 19.350.180/0001-60, e o TAR MGGO0013004 da linha Araguari (MG) – Goiânia (GO), incluindo as respectivas seções.</p>
<p>A decisão produzirá efeitos antes da renúncia da Gontijo: a partir de 16 de setembro de 2026.</p>
<p>Assim como no caso da linha São Paulo (SP) – Palmas (TO), a homologação cancela todas as operações vinculadas ao TAR e mantém a obrigação de proteção aos passageiros que eventualmente já tenham adquirido passagens para datas posteriores ao fim da operação.</p>
<p>A ANTT revogou ainda o ato de outubro de 2024 relacionado à autorização.</p>
<p>A Expresso União faz parte do Grupo Comporte e também estava entre as dez empresas mais atendidas no levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, com sete decisões favoráveis identificadas até o fechamento da apuração. A nova decisão é mais um pedido atendido, mas, novamente, não representa criação de serviço: significa a saída da empresa de uma autorização específica.</p>
<p><strong>PENHA – NOVA AUTORIZAÇÃO ENTRE SÃO PAULO (SP) E CURITIBA (PR)</strong></p>
<p>A Expresso Nossa Senhora da Penha Ltda., CNPJ 79.111.779/0001-72, recebeu da Supas o TAR SPPR0188079 para a linha São Paulo (SP) – Curitiba (PR).</p>
<p>O ato diz expressamente que os mercados pedidos já são autorizados à requerente e atendem à regulamentação da ANTT.</p>
<p>O anexo relaciona a seção Embu das Artes (SP) – Curitiba (PR), além da própria ligação São Paulo (SP) – Curitiba (PR).</p>
<p>A Penha terá até 30 dias, contados do início da vigência do TAR, para começar a prestação do serviço. A ANTT permite uma única prorrogação, também de até 30 dias, desde que exista motivo justificado. O descumprimento do prazo pode levar à revogação.</p>
<p>Também se aplicam as regras que impedem a operação de seções em municípios diferentes dos previstos nos TARs, permitem futura renúncia pela própria empresa e estabelecem as hipóteses de nulidade ou cassação.</p>
<p>O novo ato é especialmente relevante diante do comportamento da empresa em 2026. O levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> identificou pelo menos 24 decisões favoráveis à Penha até 04 de setembro, mais que qualquer outra empresa analisada. Houve 11 deferimentos apenas em 20 de março e outros seis em 23 de março. A empresa também recebeu decisões favoráveis em abril, maio, junho e agosto, envolvendo TARs, regularizações e inclusão de seções.</p>
<p>O levantamento mostrou ainda que as empresas do Grupo Comporte reuniam 45 deferimentos auditados: 24 da Penha, oito da Itamarati, sete da Expresso União e seis da Princesa do Norte. A decisão publicada nesta quarta-feira (09), portanto, ocorre depois do corte estatístico daquela reportagem e reforça a posição da Penha como a empresa mais atendida no levantamento de autorizações e demais pedidos favoráveis da ANTT em 2026.</p>
<p><strong>VIAÇÃO NOVO HORIZONTE – DIRETORIA COLEGIADA NEGA PEDIDO DE MERCADOS</strong></p>
<p>A Viação Novo Horizonte Ltda., CNPJ 60.829.264/0001-84, também aparece na sequência de atos, mas com resultado desfavorável.</p>
<p>A Diretoria Colegiada indeferiu o pedido da empresa para operar os mercados solicitados. Neste caso, a fundamentação publicada é diferente da frase empregada pela Supas nas negativas posteriores a Expresso Central, BUS, KSS e São Luiz.</p>
<p>A decisão contra a Novo Horizonte cita especificamente a inobservância dos artigos 230 e 231 da Resolução ANTT nº 6.033, de 21 de dezembro de 2023. O ato não relaciona, no trecho publicado, os mercados individualmente pedidos pela empresa.</p>
<p><strong>EXPRESSO CENTRAL – NOVA NEGATIVA SE SOMA A 29 JÁ IDENTIFICADAS NO LEVANTAMENTO</strong></p>
<p>A Expresso Central Transporte Ltda., CNPJ 25.299.930/0001-19, teve negado um novo pedido de emissão de TAR.</p>
<p>A Supas informou que os mercados pretendidos não estão autorizados à requerente e que, por isso, o pedido não atende à Resolução nº 6.033/2023. A publicação não traz, nessa decisão, uma relação dos mercados solicitados.</p>
<p>O caso chama particularmente a atenção porque a Expresso Central já aparecia no topo das negativas identificadas no levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>. Até o corte de 04 de setembro, haviam sido auditados 29 pedidos negados à companhia, a maior quantidade entre todas as empresas analisadas.</p>
<p>Como este novo ato somente foi publicado no DOU em 09 de setembro, depois do fechamento daquela apuração, ele acrescenta uma nova negativa à série então conhecida. Mantida a mesma metodologia de contagem por decisão/pedido, o universo auditável conhecido da Expresso Central passa de 29 para pelo menos 30 indeferimentos.</p>
<p>É importante não confundir Expresso Central Transporte com Central Expresso Transportes. São empresas diferentes. A primeira aparece neste pacote com um TAR negado; a segunda é a empresa que recebeu anuência para transferir três serviços semiurbanos do Entorno do Distrito Federal para a Conecta Via Sul.</p>
<p><strong>BUS TRANSPORTES – OUTRO TAR NEGADO</strong></p>
<p>A BUS Transportes Ltda., CNPJ 36.484.231/0001-65, também recebeu indeferimento da Supas.</p>
<p>Novamente, a justificativa é que os mercados pretendidos no pedido de TAR não estavam autorizados à empresa, em desacordo com a regulamentação vigente.</p>
<p>A BUS já ocupava a segunda posição no levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> sobre negativas em 2026. Até 04 de setembro haviam sido identificados 27 pedidos negados, atrás apenas da Expresso Central.</p>
<p>Como a nova decisão só veio a público nesta quarta-feira (09), depois do corte da apuração anterior, ela acrescenta mais um indeferimento ao histórico auditado. Aplicando-se a mesma metodologia, são agora pelo menos 28 negativas conhecidas à BUS no conjunto acompanhado.</p>
<p>Antes desse novo pacote, Expresso Central e BUS já concentravam juntas 56 das 151 negativas auditadas pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, o equivalente a 37,1% do recorte analisado.</p>
<p><strong>KSS TRANSPORTES – MERCADOS PEDIDOS NÃO ESTAVAM AUTORIZADOS</strong></p>
<p>A KSS Transportes Ltda., CNPJ 22.774.140/0001-50, teve outro pedido de emissão de TAR indeferido pela Supas.</p>
<p>A formulação da ANTT é a mesma adotada no caso da BUS e da Expresso Central: os mercados que motivaram a solicitação não são autorizados à requerente e, dessa forma, o pleito não observa as regras da Resolução nº 6.033/2023.</p>
<p>A decisão entra em vigor na data de sua publicação e não apresenta uma listagem dos mercados pedidos.</p>
<p><strong>EXPRESSO SÃO LUIZ – PEDIDO DE TAR TAMBÉM É NEGADO</strong></p>
<p>A Expresso São Luiz Ltda., CNPJ 01.543.354/0001-45, aparece na sequência com mais uma negativa de emissão de Termo de Autorização.</p>
<p>Segundo a Supas, os mercados solicitados não estão autorizados à empresa. Por esse motivo, o pedido foi considerado incompatível com a Resolução nº 6.033/2023.</p>
<p>Assim como nos atos relativos a Expresso Central, BUS e KSS, a decisão publicada não discrimina quais mercados estavam dentro do pedido recusado.</p>
<p><strong>NOBRE – TAR PARA GOIÂNIA (GO) – TRÊS LAGOAS (MS)</strong></p>
<p>A Nobre Transporte e Turismo Ltda., CNPJ 02.353.699/0001-07, recebeu da Diretoria Colegiada o TAR GOMS0187016 para operar a linha Goiânia (GO) – Três Lagoas (MS).</p>
<p>A ANTT afirma que os mercados solicitados são autorizados à empresa e cumprem a Resolução nº 6.033/2023.</p>
<p>O anexo contém seis seções:</p>
<p>Goiânia (GO) – Cassilândia (MS); Rio Verde (GO) – Cassilândia (MS); Caçu (GO) – Cassilândia (MS); Itarumã (GO) – Cassilândia (MS); Itajá (GO) – Cassilândia (MS); e Goiânia (GO) – Três Lagoas (MS).</p>
<p>A empresa também terá 30 dias a partir da vigência do TAR para iniciar o atendimento, com possibilidade de uma única prorrogação de igual período mediante justificativa.</p>
<p>Caso a operação não comece dentro das condições estabelecidas, o TAR pode ser revogado. A Nobre também não poderá criar, a partir deste ato, seções entre municípios que não estejam abrangidos pelas autorizações delegadas.</p>
<p>Assim como no TAR da Emtram, o ato estabelece ainda hipóteses de perda de eficácia diante de mudanças regulatórias, renúncia voluntária, nulidade por ilegalidade e cassação em caso de perda das condições indispensáveis ou infração grave.</p>
<p><strong>CENTRAL EXPRESSO – TRÊS SERVIÇOS DO ENTORNO DO DF PODEM SER TRANSFERIDOS</strong></p>
<p>A Central Expresso Transportes Ltda., CNPJ 13.838.047/0001-70, recebeu anuência prévia da Diretoria Colegiada para transferir três autorizações especiais de transporte semiurbano interestadual para a Conecta Via Sul Mobilidade.</p>
<p>São elas:</p>
<p>Luziânia (GO) – Brasília (DF), prefixo 12.5020-70; Luziânia (GO) – Taguatinga (DF), prefixo 12.5021-70; e Luziânia (GO) – Gama (DF), prefixo 12.5022-70.</p>
<p>A expressão “anuência prévia” é importante. A publicação, por si só, não determina uma troca instantânea entre as empresas.</p>
<p>A Central Expresso deve encerrar a operação no mesmo momento em que a Conecta Via Sul começar a prestar os serviços. Essa mudança deve ocorrer em até 30 dias contados da publicação do ato e depende da emissão da respectiva ordem de serviço pela ANTT.</p>
<p><strong>CONECTA VIA SUL – EMPRESA PODE ASSUMIR AS TRÊS LIGAÇÕES</strong></p>
<p>A Conecta Via Sul Mobilidade Ltda., CNPJ 35.661.367/0001-30, é a destinatária das três autorizações hoje vinculadas à Central Expresso.</p>
<p>Assim, se as etapas determinadas pela ANTT forem cumpridas, a companhia passará a operar as ligações de Luziânia (GO) com Brasília (DF), Taguatinga (DF) e Gama (DF).</p>
<p>O prazo máximo previsto para a transição é de 30 dias desde a publicação, mas o início efetivo depende de ordem de serviço da agência. Isso significa que a autorização de transferência não deve ser interpretada como informação de que a Conecta Via Sul já começou a transportar passageiros nessas linhas nesta quarta-feira (09).</p>
<p><strong>ROTA DO SOL – AUTORIZAÇÃO DE NOVO GAMA (GO) – BRASÍLIA (DF) SERÁ TRANSFERIDA</strong></p>
<p>A Rota do Sol Transportes e Turismo Ltda., CNPJ 03.103.551/0001-79, também aparece como atual operadora de uma autorização especial cuja transferência recebeu anuência prévia da Diretoria Colegiada.</p>
<p>Trata-se do serviço semiurbano Novo Gama (GO) – Brasília (DF), prefixo 12-5026-70.</p>
<p>A destinatária será a UTB – União Transporte Brasília Ltda.</p>
<p>A Rota do Sol somente deve paralisar o serviço quando a UTB iniciar a operação. A troca deve ocorrer no prazo máximo de 30 dias a partir da publicação e também está condicionada à emissão de ordem de serviço pela ANTT.</p>
<p><strong>UTB – UNIÃO TRANSPORTE BRASÍLIA PODE ASSUMIR NOVO GAMA (GO) – BRASÍLIA (DF)</strong></p>
<p>A UTB – União Transporte Brasília Ltda., CNPJ 37.098.480/0001-85, é a empresa que recebeu a anuência prévia para assumir a autorização hoje vinculada à Rota do Sol.</p>
<p>A ligação é Novo Gama (GO) – Brasília (DF).</p>
<p>Também aqui não existe início automático da operação no dia da publicação. A UTB tem de aguardar a ordem de serviço da agência, e a transição deve ocorrer em até 30 dias. Quando a UTB iniciar, a Rota do Sol deverá deixar o serviço.</p>
<p>A UTB – União Transporte Brasília não deve ser confundida com a Expresso União, citada anteriormente na reportagem. São empresas distintas e envolvidas em decisões diferentes neste mesmo conjunto de atos.</p>
<p><strong>RÁPIDO LUXO CAMPINAS – ANTT ACEITA RENÚNCIA E MANDA BUSCAR NOVA OPERADORA</strong></p>
<p>No serviço entre Andradas (MG) e São João da Boa Vista (SP), a situação é diferente das transferências do Distrito Federal.</p>
<p>A Diretoria Colegiada extinguiu, mediante renúncia da própria Rápido Luxo Campinas Ltda., CNPJ 45.992.724/0001-05, a autorização especial para o transporte rodoviário interestadual semiurbano de passageiros entre as duas cidades.</p>
<p>A Supas deverá notificar formalmente a empresa, e a Rápido Luxo Campinas será excluída da relação de autorizatárias desse serviço.</p>
<p>Mas a ANTT também determinou uma providência para evitar que a ligação simplesmente fique sem uma solução regulatória: deverá ser realizado um chamamento público para selecionar outra empresa interessada em operar Andradas (MG) – São João da Boa Vista (SP).</p>
<p>Essa futura empresa atuará em caráter precário, ou seja, provisoriamente, até que seja concluído um procedimento licitatório para a outorga definitiva mediante permissão.</p>
<p>O chamamento ainda precisará ser realizado pela agência. A decisão publicada nesta quarta-feira não informa qual empresa substituirá a Rápido Luxo Campinas nem estabelece, no próprio texto, o nome de uma operadora temporária.</p>
<p><strong>TAR, AUTORIZAÇÃO ESPECIAL E O QUE MUDA PARA O PASSAGEIRO</strong></p>
<p>O conjunto de atos publicado pela ANTT mostra diferentes movimentos ocorrendo ao mesmo tempo no transporte interestadual.</p>
<p>Nos casos de Emtram, Penha e Nobre, há emissão de novos TARs para serviços regulares. Para Expresso Central, BUS, KSS e São Luiz, houve tentativas de obter novos TARs que foram rejeitadas porque, segundo a Supas, os mercados pretendidos não estavam previamente autorizados às requerentes.</p>
<p>Gontijo e Expresso União estão fazendo o movimento inverso: possuem TARs e pediram para deixá-los. A agência homologou as renúncias e determinou a preservação dos direitos dos passageiros que já tenham bilhetes vendidos para depois da data de encerramento.</p>
<p>Central Expresso, Conecta Via Sul, Rota do Sol e UTB estão em outro regime. Os atos tratam de autorizações especiais de serviços semiurbanos interestaduais e de transferência entre empresas, condicionada à ordem de serviço da agência.</p>
<p>Já a Rápido Luxo Campinas deixa uma autorização especial, mas não existe no mesmo ato uma nova empresa definida. Por isso, a Diretoria Colegiada determinou a realização de chamamento público para uma operação precária até a futura licitação.</p>
<p>Esse cenário se insere na reorganização do mercado interestadual registrada ao longo de 2026. O levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou que, apenas nos grandes blocos de decisões negativas individualmente auditados até 04 de setembro, foram 151 indeferimentos, dos quais 130 — 86,1% — estavam relacionados à emissão de TAR. Ao mesmo tempo, centenas de atos favoráveis envolvendo novos termos, modificações, seções, renúncias e outras alterações vêm redesenhando a distribuição das autorizações entre as empresas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Plano CNT reúne R$ 2,03 trilhões em projetos e São Paulo tem a maior carteira; veja Estado por Estado corredores de ônibus, metrôs, trens e obras propostas</title>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 14:01:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Estado paulista concentra R$ 493,7 bilhões; levantamento nacional reúne 2.837 projetos e o Diário do Transporte detalha exemplos concretos das intervenções previstas para as 27 unidades da Federação ADAMO BAZANI O Plano CNT de Transporte e Logística 2026 reúne 2.837 projetos e estima em aproximadamente R$ 2,03 trilhões os investimentos necessários para enfrentar gargalos de [&#8230;]]]></description>
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<p data-start="161" data-end="361"><em data-start="161" data-end="361">Estado paulista concentra R$ 493,7 bilhões; levantamento nacional reúne 2.837 projetos e o Diário do Transporte detalha exemplos concretos das intervenções previstas para as 27 unidades da Federação</em></p>
<p data-start="363" data-end="381"><strong data-start="363" data-end="381"><em data-start="365" data-end="379">ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p data-start="383" data-end="1074">O Plano CNT de Transporte e Logística 2026 reúne 2.837 projetos e estima em aproximadamente R$ 2,03 trilhões os investimentos necessários para enfrentar gargalos de transporte no Brasil, mas as necessidades são muito diferentes de um Estado para outro. São Paulo lidera com folga a carteira, com R$ 493,7 bilhões, e o <strong data-start="701" data-end="727"><em data-start="703" data-end="725">Diário do Transporte</em></strong> detalha nesta reportagem, Estado por Estado, o que aparece para mobilidade e infraestrutura, com atenção especial aos corredores e sistemas de prioridade para ônibus, metrôs, trens, VLTs e monotrilhos e exemplos concretos das obras que ajudam a compor esse planejamento.</p>
<p data-start="1076" data-end="1966">No recorte urbano nacional, são 207 projetos de implantação ou adequação de sistemas de prioridade aos ônibus, que somam 2.726,83 quilômetros e cerca de R$ 87,35 bilhões, além de 83 projetos ferroviários urbanos, com 1.411,9 quilômetros e aproximadamente R$ 410,54 bilhões entre metrôs, trens, VLTs, monotrilhos, aeromóveis e recuperação de ferrovias. A carteira, entretanto, não significa que todas essas obras estejam contratadas ou tenham dinheiro garantido: há desde propostas e estudos até licitações, obras em andamento e intervenções paralisadas. E há uma diferença importante para o setor de ônibus: o Plano de 2026 não individualiza uma carteira de compra ou renovação de frota, nem permite dizer quantos ônibus elétricos, a gás ou a diesel estariam associados aos valores apresentados para os corredores.</p>
<p data-start="2020" data-end="2315">O relatório nacional de 2026 traz, nas páginas dedicadas aos Estados, principalmente os números consolidados por categoria.</p>
<p data-start="2317" data-end="2944">A CNT explica que a edição de 2026 partiu dos projetos não concluídos de seu Plano de 2018, que foram mantidos, atualizados ou complementados, e acrescentou empreendimentos oriundos de programas como o Novo PAC, planos nacionais e setoriais e, na mobilidade urbana, o ENMU (Estudo Nacional de Mobilidade Urbana). O levantamento foi fechado com informações disponíveis entre fevereiro e maio de 2026.</p>
<p data-start="2946" data-end="3258">O relatório não individualiza a obra, os nomes apresentados abaixo são identificados como exemplos da carteira nominal que serviu de base para a atualização. Isso é diferente de afirmar que o projeto preservou em 2026 exatamente o mesmo traçado, custo ou estágio que possuía anteriormente.</p>
<h3 data-section-id="1pn5dc8" data-start="3260" data-end="3336">ÔNIBUS: BRT, BRS, CORREDORES E FAIXAS EXCLUSIVAS ENTRAM NA MESMA FAMÍLIA</h3>
<p data-start="3338" data-end="3488">Para a CNT, “sistema de priorização” é uma classificação abrangente. Pode significar BRT, BRS, VLP, corredor exclusivo ou faixa exclusiva para ônibus.</p>
<p data-start="3490" data-end="3808">Também entram como adequação obras de recuperação ou modernização de BRTs existentes, sistemas operacionais, pavimento e sinalização. O objetivo é separar ou priorizar os ônibus em relação ao trânsito geral para elevar velocidade, regularidade e capacidade do transporte coletivo.</p>
<p data-start="3810" data-end="4074">A CNT identifica justamente a insuficiência de corredores e faixas destinadas ao transporte público como um dos problemas das cidades brasileiras, ao lado da dificuldade financeira e institucional para expandir metrôs e trens.</p>
<h2 data-section-id="xexko7" data-start="4076" data-end="4084">NORTE</h2>
<h3 data-section-id="1pu09em" data-start="4086" data-end="4137">RONDÔNIA: FAIXAS EXCLUSIVAS EM PORTO VELHO (RO)</h3>
<p data-start="4139" data-end="4635">Rondônia possui 15,6 quilômetros de implantação de sistemas de priorização ao transporte coletivo, estimados em R$ 241,5 milhões. A extensão é particularmente interessante porque a carteira nominal anterior da CNT já relacionava exatamente 15,6 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus em Porto Velho (RO), além de intervenções viárias na capital. Assim, é um dos casos em que a dimensão da proposta urbana reaparece integralmente no consolidado de 2026.</p>
<p data-start="4637" data-end="4800">O Estado não possui, na tabela atual, projeto urbano de metrô, trem ou VLT. A carteira maior é formada por rodovias, hidrovias, ferrovia de integração e terminais.</p>
<h3 data-section-id="1kir181" data-start="4802" data-end="4877">ACRE: FERROVIA TRANSCONTINENTAL, CONTORNO DE BRASILÉIA E POLO LOGÍSTICO</h3>
<p data-start="4879" data-end="5058">O Acre é uma exceção no enfoque desta reportagem porque o quadro de 2026 não relaciona corredor de ônibus ou sistema ferroviário urbano. Mas há projetos concretos de grande porte.</p>
<p data-start="5060" data-end="5446">A plataforma da CNT relaciona a construção da Ferrovia Transcontinental entre Acrelândia (AC) e Rodrigues Alves (AC), o Contorno de Brasiléia (AC) na BR-317, intervenções na BR-364 e BR-317, o Polo Logístico de Rio Branco (AC), melhorias nos aeroportos de Tarauacá (AC) e Marechal Thaumaturgo (AC) e terminais hidroviários em diferentes municípios.</p>
<p data-start="5448" data-end="5632">No quadro consolidado do relatório, a carteira acreana é predominantemente de integração nacional, sem projeto urbano de sistema de priorização.</p>
<h3 data-section-id="cqb8hg" data-start="5634" data-end="5709">AMAZONAS: PRIORIDADE PARA ÔNIBUS E PROJETO SOBRE TRILHOS EM MANAUS (AM)</h3>
<p data-start="5711" data-end="5979">O Amazonas possui 47,9 quilômetros de sistemas de priorização ao transporte coletivo, com necessidade estimada de R$ 2,89 bilhões, e 19,9 quilômetros classificados como monotrilho, VLT ou aeromóvel, avaliados em R$ 3,47 bilhões.</p>
<p data-start="5981" data-end="6435">O exemplo concreto sobre trilhos vem de longa data na carteira da CNT: o planejamento para Manaus (AM) já relacionava um monotrilho com aproximadamente 20 quilômetros. A dimensão praticamente coincide com os 19,9 quilômetros consolidados na edição de 2026. Também já apareceram na carteira sistemas de prioridade aos ônibus de Manaus (AM), que foram ampliados e reformulados nas sucessivas versões do planejamento.</p>
<h3 data-section-id="1p9keh0" data-start="6437" data-end="6499">RORAIMA: FAIXAS E PRIORIDADE PARA ÔNIBUS EM BOA VISTA (RR)</h3>
<p data-start="6501" data-end="6759">Roraima aparece com 39 quilômetros de sistemas de priorização e R$ 23,7 milhões em investimentos estimados. O principal exemplo urbano da linhagem de projetos da CNT são intervenções de prioridade e faixas destinadas ao transporte coletivo em Boa Vista (RR).</p>
<p data-start="6761" data-end="6878">Não há no quadro de 2026 metrô, trem urbano, VLT ou monotrilho para o Estado.</p>
<h3 data-section-id="2cnhd3" data-start="6880" data-end="6931">PARÁ: PRIORIDADE AOS ÔNIBUS E FERROVIA PARAENSE</h3>
<p data-start="6933" data-end="7090">O Pará tem 27,8 quilômetros de sistemas de priorização ao transporte coletivo, estimados em R$ 1,31 bilhão, além de dez terminais classificados como urbanos.</p>
<p data-start="7092" data-end="7429">O PDF não discrimina nessa tabela o nome de cada corredor. Entre os empreendimentos concretos destacados pela própria CNT na carteira atual está a construção da Ferrovia Paraense, apontada pela entidade como uma das intervenções de destaque da Região Norte.</p>
<p data-start="7431" data-end="7683">No caso dos ônibus, Belém (PA) e sua região metropolitana são o principal núcleo de projetos urbanos do Estado, mas não é tecnicamente correto transformar os 27,8 quilômetros agregados em um único corredor sem consultar cada ficha individual do painel.</p>
<h3 data-section-id="sq0lie" data-start="7685" data-end="7784">AMAPÁ: SEM CORREDOR URBANO NA TABELA, MAS COM INTERVENÇÕES NA BR-156 E INFRAESTRUTURA PORTUÁRIA</h3>
<p data-start="7786" data-end="7895">O Amapá não tem projeto urbano de prioridade para ônibus ou sistema sobre trilhos na tabela estadual de 2026.</p>
<p data-start="7897" data-end="8180">A carteira concentra-se em rodovias, porto, hidrovia, aeroporto e terminais. Entre os exemplos recorrentes da base de planejamento estão intervenções na BR-156, eixo que atende Macapá (AP), Calçoene (AP) e Oiapoque (AP), e melhorias na infraestrutura portuária ligada a Santana (AP).</p>
<p data-start="8182" data-end="8347">O quadro atual soma projetos de adequação e pavimentação rodoviária, acessos terrestres ao porto, área portuária e terminais.</p>
<h3 data-section-id="jxjxhk" data-start="8349" data-end="8426">TOCANTINS: BRT PALMAS NORTE E BRT PALMAS SUL AJUDAM A EXPLICAR OS 30,4 KM</h3>
<p data-start="8428" data-end="8547">O Tocantins possui 30,4 quilômetros de implantação de sistemas de prioridade aos ônibus, avaliados em R$ 911,3 milhões.</p>
<p data-start="8549" data-end="8840">Na base nominal da CNT aparecem dois projetos muito claros em Palmas (TO): o BRT Palmas Norte, com aproximadamente 14,9 quilômetros, e o BRT Palmas Sul, com cerca de 15,5 quilômetros. Somados, chegam justamente a aproximadamente 30,4 quilômetros, dimensão apresentada pelo relatório de 2026.</p>
<p data-start="8842" data-end="8992">Além disso, a nova carteira inclui 15 quilômetros de corredor urbano aquaviário, estimados em R$ 23,3 milhões.</p>
<h2 data-section-id="1ebm4np" data-start="8994" data-end="9005">NORDESTE</h2>
<h3 data-section-id="1t968kz" data-start="9007" data-end="9071">MARANHÃO: CORREDOR SÃO LUÍS–RAPOSA E BRT PARA PAÇO DO LUMIAR</h3>
<p data-start="9073" data-end="9165">O Maranhão soma 51,2 quilômetros em projetos de priorização dos ônibus, com R$ 2,03 bilhões.</p>
<p data-start="9167" data-end="9519">Entre os exemplos concretos da carteira que originou a atualização estão o corredor exclusivo pela Avenida Metropolitana entre São Luís (MA) e Raposa (MA), originalmente projetado com 26,5 quilômetros, e o BRT Metropolitano entre São Luís (MA) e Paço do Lumiar (MA), com 7,2 quilômetros na configuração anterior.</p>
<p data-start="9521" data-end="9728">A soma atual de 51,2 quilômetros mostra que a carteira de 2026 é maior que esses dois projetos originais, indicando inclusão, ampliação ou atualização de intervenções.</p>
<h3 data-section-id="6khqz7" data-start="9730" data-end="9801">PIAUÍ: CORREDORES EM TERESINA (PI) E RECUPERAÇÃO FERROVIÁRIA URBANA</h3>
<p data-start="9803" data-end="10037">O Piauí tem 51,6 quilômetros de sistemas de priorização, com R$ 1,36 bilhão, além de 2,5 quilômetros classificados como metrô ou trem urbano e 13,5 quilômetros de recuperação ferroviária urbana.</p>
<p data-start="10039" data-end="10392">Na trajetória da carteira de Teresina (PI) já aparecem corredores como Norte II, Sul I, Leste–Sudeste e ligações estruturais entre as zonas Norte e Leste, além de intervenções no sistema ferroviário urbano. Assim, os projetos sobre pneus e a recuperação dos trilhos da capital continuam sendo os dois grandes eixos de mobilidade contemplados pelo Plano.</p>
<h3 data-section-id="1xlicll" data-start="10394" data-end="10446">CEARÁ: CORREDORES DE FORTALEZA (CE), METRÔ E VLT</h3>
<p data-start="10448" data-end="10657">O Ceará apresenta uma das carteiras urbanas mais diversificadas: são 6,3 quilômetros de adequação de sistemas de prioridade, por R$ 319,8 milhões, e 36,8 quilômetros de novas implantações, por R$ 2,05 bilhões.</p>
<p data-start="10659" data-end="10927">Nos trilhos, aparecem 12,4 quilômetros de metrô ou trem urbano, com R$ 5,89 bilhões, 8,9 quilômetros de VLT, monotrilho ou aeromóvel, por R$ 1,25 bilhão, e 19,5 quilômetros de recuperação ferroviária urbana, com R$ 6,89 bilhões.</p>
<p data-start="10929" data-end="11339">Na carteira de projetos de Fortaleza (CE), os exemplos incluem corredores estruturais de ônibus em eixos como Perimetral/Juscelino Kubitschek e outras avenidas de grande fluxo, além da expansão e modernização das linhas do Metrofor e dos VLTs metropolitanos. O desenho individual mudou ao longo dos planejamentos, mas a versão 2026 mantém claramente tanto a prioridade ao ônibus quanto a ampliação dos trilhos.</p>
<h3 data-section-id="1x9jgf" data-start="11341" data-end="11398">RIO GRANDE DO NORTE: BRT E CORREDORES NA GRANDE NATAL</h3>
<p data-start="11400" data-end="11500">O Rio Grande do Norte tem 88,4 quilômetros de sistemas de priorização, estimados em R$ 2,63 bilhões.</p>
<p data-start="11502" data-end="11760">A carteira nominal anterior já previa implantação de BRT e corredores estruturantes na Região Metropolitana de Natal (RN). A dimensão consolidada de 2026 é significativamente maior do que algumas propostas iniciais, mostrando que o planejamento foi ampliado.</p>
<p data-start="11762" data-end="11904">Não há, no quadro estadual atual, uma nova linha de metrô ou trem urbano classificada como construção.</p>
<h3 data-section-id="zy1b10" data-start="11906" data-end="11980">PARAÍBA: BRT DE JOÃO PESSOA (PB) É EXEMPLO DE UMA CARTEIRA DE 116,1 KM</h3>
<p data-start="11982" data-end="12122">A Paraíba apresenta 116,1 quilômetros de implantação de sistemas de prioridade ao transporte coletivo, no valor estimado de R$ 2,19 bilhões.</p>
<p data-start="12124" data-end="12298">Um dos exemplos concretos que já compunham a carteira é o sistema de BRT de João Pessoa (PB), inicialmente estruturado em vários eixos da capital e de sua área de influência.</p>
<p data-start="12300" data-end="12490">A edição atual não registra construção de metrô ou trem urbano no Estado, concentrando o componente de mobilidade coletiva nos corredores sobre pneus.</p>
<h3 data-section-id="1796dyg" data-start="12492" data-end="12575">PERNAMBUCO: CORREDORES DO GRANDE RECIFE E MODERNIZAÇÃO DO SISTEMA SOBRE TRILHOS</h3>
<p data-start="12577" data-end="12813">Pernambuco soma 104,6 quilômetros de sistemas de prioridade para ônibus, com R$ 4,34 bilhões. Há ainda 87,8 quilômetros na categoria de VLT, monotrilho ou aeromóvel, estimados em R$ 11,37 bilhões.</p>
<p data-start="12815" data-end="13078">Entre os exemplos históricos da carteira aparecem o Corredor III Perimetral, o Corredor Radial Sul, o BRT da Avenida Norte/Miguel Arraes, o Corredor IV Perimetral entre Abreu e Lima (PE) e Jaboatão dos Guararapes (PE) e intervenções na Avenida Agamenon Magalhães.</p>
<p data-start="13080" data-end="13363">A própria apresentação do Plano CNT de 2026 voltou a citar a Região Metropolitana do Recife (PE) entre as áreas contempladas e relacionou os investimentos à modernização do sistema metroferroviário e a corredores com potencial para BRT ou VLT.</p>
<h3 data-section-id="1dtuww5" data-start="13365" data-end="13462">ALAGOAS: 23,8 KM SOBRE TRILHOS COINCIDEM COM EIXOS HISTÓRICOS DE MACEIÓ (AL) E RIO LARGO (AL)</h3>
<p data-start="13464" data-end="13573">Alagoas tem 2,6 quilômetros de adequação e 39,8 quilômetros de implantação de sistemas para priorizar ônibus.</p>
<p data-start="13575" data-end="13731">Nos trilhos, a carteira atual aponta 23,8 quilômetros de VLT, monotrilho ou aeromóvel, estimados em R$ 2,30 bilhões.</p>
<p data-start="13733" data-end="14036">A dimensão chama atenção porque a carteira ferroviária urbana alagoana historicamente contempla a ligação de Maceió (AL) com Rio Largo (AL), além de intervenções no próprio sistema urbano da capital. É um exemplo em que o transporte sobre trilhos permanece como uma das soluções estruturantes do Estado.</p>
<h3 data-section-id="tapxoz" data-start="14038" data-end="14118">SERGIPE: SEM NOVO CORREDOR URBANO NA TABELA, MAS COM RECUPERAÇÃO FERROVIÁRIA</h3>
<p data-start="14120" data-end="14269">Sergipe não possui sistema de priorização aos ônibus classificado como projeto urbano na tabela de 2026, nem construção de metrô, VLT ou trem urbano.</p>
<p data-start="14271" data-end="14496">Há, entretanto, 40 quilômetros de recuperação ferroviária. A dimensão coincide com um projeto que já aparecia nominalmente na carteira da CNT para recuperação do trecho ferroviário entre São Cristóvão (SE) e Laranjeiras (SE).</p>
<p data-start="14498" data-end="14616">O Estado também possui intervenções rodoviárias, aeroportuárias e de terminal.</p>
<h3 data-section-id="5x7ovj" data-start="14618" data-end="14692">BAHIA: CORREDORES DE SALVADOR (BA), METRÔ E UMA GRANDE CARTEIRA DE VLT</h3>
<p data-start="14694" data-end="14847">A Bahia tem 20,4 quilômetros de sistemas de priorização aos ônibus, estimados em R$ 671,7 milhões, além de 12,4 quilômetros de adequação de vias urbanas.</p>
<p data-start="14849" data-end="15051">Nos trilhos, são três quilômetros classificados como metrô ou trem urbano e nada menos que 100,9 quilômetros de VLT, monotrilho ou aeromóvel, com R$ 9,53 bilhões.</p>
<p data-start="15053" data-end="15507">Entre os exemplos concretos que ajudam a entender esta carteira estão os corredores estruturantes de Salvador (BA) e a transformação do antigo eixo ferroviário do Subúrbio em sistema de VLT, além de ampliações e integrações da rede sobre trilhos da Região Metropolitana de Salvador (BA). O projeto do Subúrbio passou por diferentes configurações ao longo dos anos e, por isso, o valor agregado atual não deve ser confundido com o custo de uma única obra.</p>
<h2 data-section-id="w71r0g" data-start="15509" data-end="15519">SUDESTE</h2>
<h3 data-section-id="8etmlz" data-start="15521" data-end="15621">MINAS GERAIS: BRTs EM BELO HORIZONTE (MG), EXPANSÃO DO METRÔ E 363,7 KM DE PRIORIDADE AOS ÔNIBUS</h3>
<p data-start="15623" data-end="15744">Minas Gerais possui 363,7 quilômetros de sistemas de priorização, com R$ 8,08 bilhões, uma das maiores extensões do país.</p>
<p data-start="15746" data-end="16058">Entre as referências concretas estão expansões dos corredores do Move e novos eixos de BRT na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), como intervenções no eixo da Avenida Amazonas, além de corredores e sistemas de transporte coletivo previstos em cidades do interior.</p>
<p data-start="16060" data-end="16396">Nos trilhos, a carteira é ainda mais expressiva: 93 quilômetros de metrô ou trem urbano, estimados em R$ 68,97 bilhões, e outros 69 quilômetros de VLT, monotrilho ou aeromóvel, por R$ 7,81 bilhões. Entre os projetos relacionados a esse conjunto estão expansões da rede metroviária de Belo Horizonte (MG) e novas ligações metropolitanas.</p>
<p data-start="16398" data-end="16480">O Estado também concentra 425,6 quilômetros de TAV, avaliados em R$ 42,69 bilhões.</p>
<h3 data-section-id="qtxshs" data-start="16482" data-end="16530">ESPÍRITO SANTO: CORREDORES NA GRANDE VITÓRIA</h3>
<p data-start="16532" data-end="16656">O Espírito Santo possui 86,2 quilômetros de sistemas de prioridade para o transporte coletivo, estimados em R$ 4,82 bilhões.</p>
<p data-start="16658" data-end="16950">A Região Metropolitana da Grande Vitória é o foco evidente dessa carteira. Entre os exemplos atuais de infraestrutura dedicada ao ônibus está o eixo ExpressoGV na Avenida Carlos Lindenberg, entre Vila Velha (ES) e Cariacica (ES), além de outros corredores estruturantes da rede metropolitana.</p>
<p data-start="16952" data-end="17072">O quadro da CNT não apresenta construção de metrô, trem urbano ou VLT no Estado.</p>
<h3 data-section-id="fqhv9j" data-start="17074" data-end="17130">RIO DE JANEIRO: BRTs, VLT, METRÔ E TAV RIO–SÃO PAULO</h3>
<p data-start="17132" data-end="17240">O Rio de Janeiro possui 175,5 quilômetros de sistemas de prioridade ao ônibus, estimados em R$ 6,91 bilhões.</p>
<p data-start="17242" data-end="17460">O Estado já tem uma rede importante de corredores BRT, e a carteira de planejamento historicamente reúne ampliações e adequações de eixos como TransBrasil, TransOeste e TransCarioca, além de novas ligações estruturais.</p>
<p data-start="17462" data-end="17742">Nos trilhos urbanos, o Plano de 2026 reserva 21,8 quilômetros para metrô ou trem, por R$ 14,77 bilhões, e 70,7 quilômetros para VLT, monotrilho ou aeromóvel, por R$ 17,39 bilhões. Há ainda 72,9 quilômetros de recuperação ferroviária urbana.</p>
<p data-start="17744" data-end="17999">Um projeto nominal confirmado entre os destaques da carteira atual é o Trem de Alta Velocidade Rio de Janeiro (RJ)–São Paulo (SP), que atravessa os dois Estados. A CNT atribui 189,7 quilômetros e R$ 27,63 bilhões ao trecho contabilizado no Rio de Janeiro.</p>
<h3 data-section-id="3whu32" data-start="18001" data-end="18079">SÃO PAULO: R$ 493,7 BILHÕES, BRT RADIAL LESTE, NOVAS LINHAS DE METRÔ E TAV</h3>
<p data-start="18081" data-end="18202">São Paulo possui a maior carteira estadual do Plano CNT de Transporte e Logística 2026: aproximadamente R$ 493,7 bilhões.</p>
<p data-start="18204" data-end="18684">Só para sistemas de prioridade aos ônibus são 430,93 quilômetros, estimados em R$ 9,62 bilhões. Entre os exemplos concretos desse tipo de intervenção está o BRT Radial Leste, na capital paulista, projeto que voltou a receber encaminhamentos de financiamento em 2026. Também fazem parte da trajetória de planejamento corredores como Aricanduva, Leste–Itaquera e ligações metropolitanas para Guarulhos (SP) e outras áreas da Grande São Paulo.</p>
<p data-start="18686" data-end="18923">Nos trilhos urbanos, o volume é ainda maior: 269 quilômetros de metrô ou trem, estimados em R$ 173,25 bilhões, 170,3 quilômetros de monotrilho, VLT ou aeromóvel, por R$ 20,76 bilhões, e 35,2 quilômetros de recuperação ferroviária urbana.</p>
<p data-start="18925" data-end="19331">Entre as obras e projetos que se encaixam nesta agenda estão a extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra (SP), a expansão da Linha 2-Verde, projetos de novas linhas como a 19-Celeste e a 20-Rosa e ampliações da malha de trens metropolitanos. A carteira histórica da CNT já relacionava várias dessas ligações ou eixos equivalentes, embora traçados e estágios tenham sido atualizados ao longo dos anos.</p>
<p data-start="19333" data-end="19682">Há ainda um empreendimento de escala nacional: o TAV entre São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Para São Paulo, o Plano contabiliza 849,6 quilômetros associados à categoria de Trem de Alta Velocidade e R$ 96,02 bilhões. A CNT destacou nominalmente o TAV Rio–São Paulo entre os principais projetos do Sudeste.</p>
<p data-start="19684" data-end="19850">A carteira paulista inclui ainda adequação de 37 estações, por R$ 1,04 bilhão, e quatro terminais urbanos, por R$ 1,16 bilhão.</p>
<h2 data-section-id="1hrywxb" data-start="19852" data-end="19858">SUL</h2>
<h3 data-section-id="eapd8" data-start="19860" data-end="19920">PARANÁ: BRTs DE CURITIBA (PR) E PROJETO METROFERROVIÁRIO</h3>
<p data-start="19922" data-end="20103">O Paraná possui 23,7 quilômetros de adequação de sistemas de prioridade existentes e 115,1 quilômetros de novas implantações, que juntos representam aproximadamente R$ 4,57 bilhões.</p>
<p data-start="20105" data-end="20319">A carteira nominal historicamente inclui intervenções na Rede Integrada de Transporte de Curitiba (PR), como modernizações dos corredores BRT, o eixo Leste–Oeste, Linha Verde, Inter 2 e outras ligações estruturais.</p>
<p data-start="20321" data-end="20516">Nos trilhos, a versão 2026 apresenta 20,4 quilômetros de metrô ou trem urbano, com R$ 17,08 bilhões. Há ainda 91,4 quilômetros de TAV, com R$ 9,08 bilhões.</p>
<h3 data-section-id="ovi4cw" data-start="20518" data-end="20606">SANTA CATARINA: CORREDORES DE BLUMENAU (SC), JOINVILLE (SC) E 139,2 KM DE PRIORIDADE</h3>
<p data-start="20608" data-end="20705">Santa Catarina possui 139,2 quilômetros de sistemas de priorização, estimados em R$ 4,17 bilhões.</p>
<p data-start="20707" data-end="20994">Entre os exemplos concretos que já integram a linhagem de planejamento estão os corredores estruturais Norte e Sul de Blumenau (SC). Outros projetos de prioridade vêm sendo desenvolvidos em Joinville (SC) e Florianópolis (SC), cidades que concentram boa parte da demanda urbana estadual.</p>
<p data-start="20996" data-end="21122">Não há construção de metrô, trem urbano, VLT ou monotrilho na tabela estadual de 2026.</p>
<h3 data-section-id="muapb9" data-start="21124" data-end="21209">RIO GRANDE DO SUL: CORREDORES DE PORTO ALEGRE (RS), METRÔ/TREM E AEROMÓVEL OU VLT</h3>
<p data-start="21211" data-end="21272">O Rio Grande do Sul reúne R$ 125,8 bilhões na carteira geral.</p>
<p data-start="21274" data-end="21658">São 271,3 quilômetros de sistemas de prioridade ao transporte coletivo, estimados em R$ 10,19 bilhões. A carteira nominal anterior já relacionava corredores em Porto Alegre (RS) em eixos como Protásio Alves, Bento Gonçalves, João Pessoa, Voluntários da Pátria e Padre Cacique/Edvaldo Pereira Paiva, além de sistemas estruturais em outras cidades, como Santa Maria (RS) e Pelotas (RS).</p>
<p data-start="21660" data-end="21912">Nos trilhos, são 21,4 quilômetros de metrô ou trem urbano, com R$ 14,38 bilhões, 18 quilômetros de VLT, monotrilho ou aeromóvel, estimados em R$ 3,31 bilhões, e 44,6 quilômetros de recuperação ferroviária urbana.</p>
<p data-start="21914" data-end="22105">A carteira, portanto, comporta tanto a ampliação e modernização do sistema metropolitano de Porto Alegre (RS) quanto alternativas de média capacidade sobre trilhos ou tecnologias semelhantes.</p>
<h2 data-section-id="14m35wh" data-start="22107" data-end="22122">CENTRO-OESTE</h2>
<h3 data-section-id="d9ofb9" data-start="22124" data-end="22179">MATO GROSSO DO SUL: CORREDORES EM CAMPO GRANDE (MS)</h3>
<p data-start="22181" data-end="22319">Mato Grosso do Sul possui 32,9 quilômetros de implantação de sistemas de prioridade ao transporte coletivo, avaliados em R$ 541,4 milhões.</p>
<p data-start="22321" data-end="22498">A principal referência urbana é Campo Grande (MS), que já teve diferentes corredores estruturantes incluídos na carteira de mobilidade, entre eles intervenções no eixo Sudoeste.</p>
<p data-start="22500" data-end="22659">O Plano não apresenta nova linha de metrô, VLT ou trem urbano, mas inclui dois terminais urbanos, com R$ 303,2 milhões.</p>
<h3 data-section-id="1e7c9yw" data-start="22661" data-end="22741">MATO GROSSO: 71,9 KM DE PRIORIDADE PARA ÔNIBUS E FERROGRÃO NA CARTEIRA MAIOR</h3>
<p data-start="22743" data-end="22859">Mato Grosso possui 71,9 quilômetros de sistemas de prioridade ao transporte coletivo, estimados em R$ 832,3 milhões.</p>
<p data-start="22861" data-end="23156">Na carteira nominal anterior de Cuiabá (MT), já apareceram propostas como BRT no eixo da Avenida Dante de Oliveira e sistemas BRS. O consolidado de 2026 é maior, com 71,9 quilômetros, mas não apresenta projeto urbano de metrô, VLT ou trem na tabela atual.</p>
<p data-start="23158" data-end="23321">Na infraestrutura de integração nacional, um exemplo concreto destacado pela própria CNT para o Centro-Oeste é a Ferrogrão.</p>
<h3 data-section-id="1tb9l2t" data-start="23323" data-end="23401">GOIÁS: 164,7 KM DE CORREDORES E RECUPERAÇÃO FERROVIÁRIA NO EIXO DO ENTORNO</h3>
<p data-start="23403" data-end="23496">Goiás aparece com 164,7 quilômetros de sistemas de priorização, estimados em R$ 5,93 bilhões.</p>
<p data-start="23498" data-end="23678">Entre os exemplos estão corredores estruturantes de Goiânia (GO) e da Região Metropolitana, além de ligações de ônibus de maior capacidade na região do Entorno do Distrito Federal.</p>
<p data-start="23680" data-end="24036">A tabela também chama atenção para 35,7 quilômetros de recuperação ferroviária urbana, com R$ 3,71 bilhões. A extensão está associada à trajetória de estudos para utilização de infraestrutura ferroviária no transporte de passageiros no eixo entre municípios do Entorno, como Valparaíso de Goiás (GO) e Luziânia (GO).</p>
<p data-start="24038" data-end="24217">Fora da mobilidade urbana, a CNT cita como exemplo concreto da carteira regional a construção de uma plataforma logística em Anápolis (GO).</p>
<h3 data-section-id="k01fnl" data-start="24219" data-end="24284">DISTRITO FEDERAL: BRT SUL, NOVOS EIXOS DE ÔNIBUS, METRÔ E VLT</h3>
<p data-start="24286" data-end="24381">O Distrito Federal apresenta uma das maiores concentrações de projetos urbanos do Centro-Oeste.</p>
<p data-start="24383" data-end="24656">São 173,2 quilômetros de sistemas de prioridade ao transporte coletivo, estimados em R$ 9,29 bilhões. A linhagem de planejamento inclui o BRT Sul e expansões dos sistemas de alta capacidade para os eixos Oeste, Norte e Sudoeste, além das conexões com as cidades do Entorno.</p>
<p data-start="24658" data-end="24948">Nos trilhos, a CNT contabiliza 14,2 quilômetros de metrô ou trem urbano, por R$ 6,93 bilhões; 123,2 quilômetros de VLT, monotrilho ou aeromóvel, por R$ 11,27 bilhões; e 40,3 quilômetros de recuperação ferroviária urbana, estimados em R$ 4,19 bilhões.</p>
<p data-start="24950" data-end="25169">Entre os projetos que ajudam a explicar essa carteira estão expansões do Metrô-DF, o VLT no eixo Aeroporto–Plano Piloto/W3 e estudos de utilização de linhas ferroviárias para passageiros entre Brasília (DF) e o Entorno.</p>
<h3 data-section-id="158cd8o" data-start="25171" data-end="25249">FROTAS: R$ 87 BILHÕES EM CORREDORES NÃO SIGNIFICAM R$ 87 BILHÕES EM ÔNIBUS</h3>
<p data-start="25251" data-end="25334">Há uma distinção essencial para o mercado fabricante e para as empresas operadoras.</p>
<p data-start="25336" data-end="25631">O Plano CNT de Transporte e Logística 2026 não separa, dentro dos R$ 87,35 bilhões relacionados à prioridade aos ônibus, quanto seria destinado à aquisição de veículos. O relatório não apresenta uma categoria nacional própria de “renovação de frota”, “aquisição de ônibus” ou “ônibus elétricos”.</p>
<p data-start="25633" data-end="25875">Assim, um BRT de R$ 1 bilhão pode exigir novos ônibus articulados, elétricos ou convencionais para funcionar, mas não é possível assumir que o valor dos veículos esteja incluído no número do Plano sem verificar a ficha de cada empreendimento.</p>
<p data-start="25877" data-end="26322">A discussão sobre frota aparece de maneira mais ampla na agenda do setor. Na apresentação do Plano durante a LAT.BUS, a CNT tratou da modernização do transporte coletivo e da necessidade de financiamento; paralelamente, programas públicos como Novo PAC e Refrota vêm financiando ônibus de baixa emissão. Mas essas compras não podem ser somadas automaticamente aos valores de infraestrutura desta carteira.</p>
<h3 data-section-id="g926zr" data-start="26324" data-end="26384">SÃO PAULO CONCENTRA QUASE UM QUARTO DO VALOR DA CARTEIRA</h3>
<p data-start="26386" data-end="26624">O peso de São Paulo no Plano fica evidente ao comparar os valores. Dos aproximadamente R$ 2,03 trilhões de todo o país, R$ 493,7 bilhões estão associados a projetos que alcançam o Estado paulista — cerca de um quarto do montante nacional.</p>
<p data-start="26626" data-end="26928">São 232 Projetos de Integração Nacional e 80 Projetos Urbanos. Nos trilhos, somando TAV, novas ferrovias, metrôs, trens metropolitanos, VLTs, monotrilhos e recuperação, a necessidade de recursos supera com folga a destinada às intervenções rodoviárias estaduais.</p>
<p data-start="26930" data-end="27137">Isso não significa, porém, que São Paulo receberá R$ 493,7 bilhões. Assim como no restante do país, o Plano é uma carteira de necessidades e oportunidades de investimento, e não uma autorização orçamentária.</p>
<p data-start="27139" data-end="27487">A CNT afirma que o objetivo é oferecer ao poder público e à iniciativa privada um planejamento de longo prazo. Segundo a diretora executiva Fernanda Rezende, a análise regional permite identificar onde estão as oportunidades de investimento e quais intervenções podem reduzir custos, aumentar a eficiência e melhorar a integração entre os mercados.</p>
<p data-start="27489" data-end="27830">No caso da mobilidade cotidiana, o diagnóstico deixa dois desafios particularmente evidentes: o Brasil ainda precisa multiplicar a infraestrutura que permita aos ônibus escapar dos congestionamentos e, simultaneamente, encontrar recursos de longo prazo para expandir redes de metrô e trens que custam dezenas ou centenas de bilhões de reais.</p>
<p data-start="27832" data-end="27891" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong data-start="27832" data-end="27891" data-is-last-node=""><em data-start="27834" data-end="27889">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Confaz autoriza benefício de ICMS para ônibus a GNV em Alagoas e prorroga isenção ligada ao BRT Cuiabá–Várzea Grande até 2028</title>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 13:00:11 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Em Mato Grosso, incentivo alcança bens do corredor que nasceu como BRT, virou VLT para a Copa e voltou ao sistema de ônibus após novos estudos ADAMO BAZANI O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) autorizou Alagoas a estender um benefício de ICMS para a compra interestadual de ônibus, micro-ônibus e vans novos movidos a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="730" height="480" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Onibus-100-GNV-MSGas-1-730x480-1.webp?fit=730%2C480&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Onibus-100-GNV-MSGas-1-730x480-1.webp?w=730&amp;ssl=1 730w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Onibus-100-GNV-MSGas-1-730x480-1.webp?resize=300%2C197&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Onibus-100-GNV-MSGas-1-730x480-1.webp?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Onibus-100-GNV-MSGas-1-730x480-1.webp?resize=400%2C263&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 730px) 100vw, 730px" /> <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot">
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<div class="markdown prose dark:prose-invert wrap-break-word w-full light markdown-new-styling">
<p data-start="131" data-end="275"><em data-start="131" data-end="275">Em Mato Grosso, incentivo alcança bens do corredor que nasceu como BRT, virou VLT para a Copa e voltou ao sistema de ônibus após novos estudos</em></p>
<p data-start="277" data-end="295"><strong data-start="277" data-end="295"><em data-start="279" data-end="293">ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p data-start="297" data-end="991">O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) autorizou Alagoas a estender um benefício de ICMS para a compra interestadual de ônibus, micro-ônibus e vans novos movidos a GNV (Gás Natural Veicular) destinados ao turismo e, em outro ato, prorrogou até 31 de dezembro de 2028 a possibilidade de Mato Grosso conceder isenção tributária a bens e mercadorias destinados ao sistema de mobilidade entre Cuiabá (MT) e Várzea Grande (MT). Os dois convênios foram aprovados na reunião do órgão realizada em Maceió (AL), em 04 de setembro de 2026, e publicados no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 09 de setembro.</p>
<p data-start="993" data-end="1826">No caso mato-grossense, embora o novo texto do Confaz utilize genericamente a expressão “modal de mobilidade urbana”, o empreendimento atualmente em implantação é o BRT (Bus Rapid Transit) de Cuiabá (MT) e Várzea Grande (MT). A história do corredor atravessa mais de 15 anos: começou como BRT na Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo de 2014, foi substituído pelo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), teve obras iniciadas e trens comprados, ficou inacabado e passou a ser investigado em meio a suspeitas de fraude e corrupção pela Operação Descarrilho. Anos depois, novos estudos do Governo de Mato Grosso apontaram novamente o BRT como alternativa considerada mais vantajosa, decisão que também enfrentou disputas administrativas, técnicas e judiciais antes do avanço das obras sobre pneus.</p>
<h3 data-section-id="re3i5n" data-start="1828" data-end="1895">ALAGOAS: BENEFÍCIO PARA ÔNIBUS, MICRO-ÔNIBUS E VANS NOVOS A GNV</h3>
<p data-start="1897" data-end="1999">O primeiro ato diretamente relacionado aos ônibus é o Convênio ICMS nº 101, de 04 de setembro de 2026.</p>
<p data-start="2001" data-end="2231">A medida altera o Convênio ICMS nº 194, de dezembro de 2023, que trata da isenção nas operações interestaduais com ônibus, micro-ônibus e vans novos, relativamente à diferença entre as alíquotas interna e interestadual do imposto.</p>
<p data-start="2233" data-end="2455">Na prática, portanto, não se trata de uma isenção genérica de todo o ICMS incidente sobre qualquer venda de ônibus. O benefício original está relacionado ao diferencial de alíquotas do imposto nas operações interestaduais.</p>
<p data-start="2457" data-end="2640">A partir da alteração, Alagoas fica autorizado a estender esse tratamento aos ônibus, vans e micro-ônibus novos movidos a GNV que sejam utilizados na prestação de serviços de turismo.</p>
<p data-start="2642" data-end="2853">Para ter direito, o veículo deve ser adquirido por pessoa jurídica inscrita no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos), mantido pelo Ministério do Turismo.</p>
<p data-start="2855" data-end="3065">A decisão cria, assim, um incentivo fiscal direcionado à renovação de veículos turísticos utilizando gás natural, tecnologia que pode substituir o diesel em determinadas aplicações de transporte de passageiros.</p>
<p data-start="3067" data-end="3306">O texto não inclui ônibus urbanos de transporte coletivo regular de maneira automática. O enquadramento previsto é específico para veículos empregados em serviços turísticos e adquiridos pelas empresas que atendam às condições do convênio.</p>
<h3 data-section-id="1yq1vqp" data-start="3308" data-end="3356">EMPRESA TERÁ DE COMPROVAR ATUAÇÃO NO TURISMO</h3>
<p data-start="3358" data-end="3492">O Confaz também detalhou procedimentos para evitar que o benefício seja utilizado por compradores que não atuem efetivamente no setor.</p>
<p data-start="3494" data-end="3644">A empresa deverá obter uma declaração do órgão estadual responsável pelo turismo comprovando que exerce atividade de prestação de serviços turísticos.</p>
<p data-start="3646" data-end="3693">O documento terá de ser fornecido em três vias.</p>
<p data-start="3695" data-end="3830">Fabricantes e revendedores autorizados deverão registrar na nota fiscal que a operação é beneficiada pela isenção prevista no convênio.</p>
<p data-start="3832" data-end="3923">Também deverá constar que o veículo não poderá ser alienado durante os primeiros dois anos.</p>
<p data-start="3925" data-end="4157">Uma das vias da declaração deverá permanecer com fabricante ou revendedor e outra deverá ser encaminhada ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito) para o procedimento de registro do veículo.</p>
<p data-start="4159" data-end="4321">O convênio estabelece que a mudança entra em vigor após a publicação de sua ratificação nacional no Diário Oficial da União.</p>
<h3 data-section-id="diw6me" data-start="4323" data-end="4409">MATO GROSSO: BENEFÍCIO PARA O BRT DE CUIABÁ (MT) E VÁRZEA GRANDE (MT) VAI ATÉ 2028</h3>
<p data-start="4411" data-end="4556">Em outro ato, o Confaz alterou o Convênio ICMS nº 73, de julho de 2011, que permite benefícios fiscais relacionados a obras de mobilidade urbana.</p>
<p data-start="4558" data-end="4818">O novo texto autoriza Mato Grosso a conceder isenção de ICMS nas operações internas e também em relação ao diferencial de alíquotas nas aquisições de bens e mercadorias destinados à implantação do modal de mobilidade urbana de Cuiabá (MT) e Várzea Grande (MT).</p>
<p data-start="4820" data-end="4910">A autorização fiscal passa a alcançar as aquisições realizadas até 31 de dezembro de 2028.</p>
<p data-start="4912" data-end="5061">O próprio Confaz associa expressamente o benefício às “obras inacabadas da Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014”.</p>
<p data-start="5063" data-end="5487">Apesar de a redação não escrever a sigla BRT, documentos atuais da Sinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso) confirmam que o projeto em implantação no corredor é o Bus Rapid Transit entre Cuiabá (MT) e Várzea Grande (MT). Em 2026, inclusive, a secretaria manteve contratações envolvendo estações, terminais e o Centro de Controle Operacional do sistema.</p>
<h3 data-section-id="ajyvd8" data-start="5489" data-end="5525">PROJETO ORIGINAL DA COPA ERA BRT</h3>
<p data-start="5527" data-end="5641">A história ajuda a explicar por que o novo convênio do Confaz ainda se refere às obras inacabadas da Copa de 2014.</p>
<p data-start="5643" data-end="5779">Em 13 de janeiro de 2010, União, Governo de Mato Grosso e Prefeitura de Cuiabá (MT) assinaram a Matriz de Responsabilidades para a Copa.</p>
<p data-start="5781" data-end="5827">O planejamento original previa corredores BRT.</p>
<p data-start="5829" data-end="5990">Segundo histórico detalhado pelo TCU (Tribunal de Contas da União), a primeira versão da matriz estabelecia investimento de R$ 481,2 milhões nos projetos de BRT.</p>
<p data-start="5992" data-end="6237">Desse total, R$ 454,7 milhões poderiam ser financiados pela Caixa Econômica Federal por meio do Pró-Transporte, utilizando recursos do FGTS, enquanto R$ 26,5 milhões corresponderiam à contrapartida estadual.</p>
<p data-start="6239" data-end="6319">Ou seja, o BRT não surgiu como uma alternativa criada depois do fracasso do VLT.</p>
<p data-start="6321" data-end="6371">Ele era o modal inicialmente previsto para a Copa.</p>
<h3 data-section-id="tiaqzb" data-start="6373" data-end="6405">BRT FOI SUBSTITUÍDO PELO VLT</h3>
<p data-start="6407" data-end="6451">Em 2011, porém, ocorreu uma mudança de rumo.</p>
<p data-start="6453" data-end="6500">O projeto sobre pneus foi substituído pelo VLT.</p>
<p data-start="6502" data-end="6756">Segundo o TCU, um termo aditivo à Matriz de Responsabilidades, assinado em 28 de setembro de 2011, oficializou a substituição do BRT pelo sistema ferroviário. A revisão foi posteriormente aprovada pelo Gecopa (Grupo Executivo da Copa do Mundo FIFA 2014).</p>
<p data-start="6758" data-end="6807">O custo previsto também mudou significativamente.</p>
<p data-start="6809" data-end="6987">O TCU registrou que o empreendimento passou para aproximadamente R$ 1,2 bilhão e que, na licitação, o valor alcançou cerca de R$ 1,4 bilhão.</p>
<p data-start="6989" data-end="7128">O projeto de VLT previa dois eixos principais, ligando o Aeroporto ao CPA e o Coxipó ao Porto, numa rede de aproximadamente 22 quilômetros.</p>
<p data-start="7130" data-end="7445">Houve inclusive aquisição do material rodante. Foram compradas 40 composições para o sistema, que, apesar do investimento realizado, não entrou em operação comercial. Parte das estruturas foi construída e os trens permaneceram armazenados enquanto o projeto ficou paralisado.</p>
<p data-start="7447" data-end="7499">As obras deveriam estar prontas para a Copa de 2014.</p>
<p data-start="7501" data-end="7520">Isso não aconteceu.</p>
<h3 data-section-id="651oob" data-start="7522" data-end="7583">OPERAÇÃO DESCARRILHO INVESTIGOU ESCOLHA E EXECUÇÃO DO VLT</h3>
<p data-start="7585" data-end="7692">A mudança do BRT para o VLT e a execução posterior das obras também passaram a ser objeto de investigações.</p>
<p data-start="7694" data-end="7764">Em agosto de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação Descarrilho.</p>
<p data-start="7766" data-end="8057">A investigação, desenvolvida a partir de elementos reunidos pela PF e pelo MPF (Ministério Público Federal), apurou suspeitas de fraude em procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro relacionadas à escolha e à implantação do VLT.</p>
<p data-start="8059" data-end="8273">Segundo informações divulgadas na ocasião, havia indícios de acertos para pagamento de vantagens indevidas envolvendo representantes de empresas integrantes do Consórcio VLT Cuiabá–Várzea Grande e agentes públicos.</p>
<p data-start="8275" data-end="8397">A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades do País.</p>
<p data-start="8399" data-end="8568">É importante distinguir investigação de condenação definitiva: a Operação Descarrilho apurou suspeitas e indícios envolvendo o processo de escolha e execução do projeto.</p>
<p data-start="8570" data-end="8939">O próprio histórico técnico elaborado posteriormente pela Sinfra registra que a Operação Descarrilho, deflagrada em agosto de 2017, investigou esquemas de cobrança de propina nas obras e que, após a operação, o Governo de Mato Grosso encerrou as negociações então existentes com o Consórcio VLT para a retomada do empreendimento.</p>
<p data-start="8941" data-end="9222">O <strong data-start="8943" data-end="8969"><em data-start="8945" data-end="8967">Diário do Transporte</em></strong> acompanhou diversos capítulos do caso, inclusive decisões judiciais e administrativas relacionadas às suspeitas de irregularidades, ao destino dos trens e à posterior retomada do BRT como solução para o corredor.</p>
<h3 data-section-id="1mwzbl0" data-start="9224" data-end="9262">NOVO ESTUDO VOLTOU A APONTAR O BRT</h3>
<p data-start="9264" data-end="9394">Depois de anos de paralisação e discussões sobre como concluir o sistema, o Governo de Mato Grosso voltou a comparar alternativas.</p>
<p data-start="9396" data-end="9513">Em dezembro de 2020, o Estado anunciou a decisão de abandonar a conclusão do VLT e retomar um sistema baseado em BRT.</p>
<p data-start="9515" data-end="9725">De acordo com o Governo de Mato Grosso, estudos técnicos indicaram vantagens do BRT em pontos como investimento necessário, prazo de implantação, impacto sobre o trânsito e tarifa projetada para os passageiros.</p>
<p data-start="9727" data-end="9975">A administração estadual estimava, naquele momento, pouco mais de R$ 430 milhões para o BRT, incluindo 54 ônibus articulados elétricos, e defendia que a solução permitiria concluir mais rapidamente o sistema.</p>
<p data-start="9977" data-end="10026">A escolha não encerrou imediatamente a discussão.</p>
<p data-start="10028" data-end="10186">A Prefeitura de Cuiabá (MT), especialistas e outros setores questionaram aspectos técnicos da substituição. O assunto chegou novamente aos órgãos de controle.</p>
<p data-start="10188" data-end="10523">Em 2021, o TCU chegou a impedir o uso de recursos originalmente ligados ao VLT na implantação do BRT, apontando naquele estágio que os projetos se encontravam em níveis diferentes de desenvolvimento técnico: o VLT já possuía projeto executivo, enquanto os estudos do BRT ainda eram preliminares.</p>
<p data-start="10525" data-end="10720">Em 2022, houve novas disputas e decisões, até que o projeto do BRT avançou e a retirada de partes da infraestrutura anteriormente destinada ao VLT começou.</p>
<h3 data-section-id="ois9e" data-start="10722" data-end="10762">EM 2026, PROJETO EM EXECUÇÃO É O BRT</h3>
<p data-start="10764" data-end="10918">Hoje, a definição administrativa utilizada pelo Governo de Mato Grosso é de implantação do corredor integrado por BRT em Cuiabá (MT) e Várzea Grande (MT).</p>
<p data-start="10920" data-end="11179">Documentos da Sinfra de 2025 e 2026 tratam expressamente da execução das estações, terminais e do CCO (Centro de Controle Operacional) do Bus Rapid Transit nos chamados Tramo 1 de Várzea Grande e Tramos 1 e 2 de Cuiabá.</p>
<p data-start="11181" data-end="11412">Em abril de 2026, por exemplo, o Estado homologou uma contratação no valor de R$ 128 milhões para serviços remanescentes relacionados aos terminais do BRT e ao Centro de Controle Operacional.</p>
<p data-start="11414" data-end="11520">É nesse contexto que deve ser entendido o Convênio ICMS nº 106 publicado agora no Diário Oficial da União.</p>
<p data-start="11522" data-end="11903">O texto fiscal não reabre a discussão BRT versus VLT e tampouco escolhe novamente o modal. Ele apenas atualiza a autorização para Mato Grosso conceder a isenção tributária sobre bens e mercadorias destinados à implantação do sistema de mobilidade decorrente das obras inacabadas da Copa, ampliando o horizonte do benefício até o fim de 2028.</p>
<h3 data-section-id="uwqtzi" data-start="11905" data-end="11949">DOIS INCENTIVOS COM OBJETIVOS DIFERENTES</h3>
<p data-start="11951" data-end="12049">Os dois atos publicados pelo Confaz tratam de ônibus e mobilidade, mas têm finalidades diferentes.</p>
<p data-start="12051" data-end="12209">Em Alagoas, o benefício está diretamente ligado à compra de ônibus, micro-ônibus e vans novos movidos a GNV para empresas de turismo cadastradas oficialmente.</p>
<p data-start="12211" data-end="12466">Em Mato Grosso, a isenção não é direcionada exclusivamente à compra dos ônibus do BRT. Ela alcança bens e mercadorias destinados à implantação do sistema de mobilidade de Cuiabá (MT) e Várzea Grande (MT), incluindo a infraestrutura necessária ao corredor.</p>
<p data-start="12468" data-end="12842">Em comum, os atos utilizam a política tributária como instrumento para reduzir custos de investimentos no transporte: de um lado, na renovação de veículos turísticos a gás; do outro, na conclusão de uma obra de mobilidade que atravessou sucessivas mudanças de projeto, investigações, disputas e mais de uma década sem cumprir a finalidade inicialmente prometida à população.</p>
<p data-start="12844" data-end="12903" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong data-start="12844" data-end="12903" data-is-last-node=""><em data-start="12846" data-end="12901">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Prefeitura de São Paulo formaliza R$ 132,8 milhões para Ciclopassarela Panorama e SPObras homologa consórcio vencedor</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:00:31 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Estrutura de 515 metros vai atravessar o Rio Pinheiros e as marginais para ligar o Jardim Panorama à Estação Berrini da Linha 9-Esmeralda e às ciclovias da região; obra terá acessibilidade, bicicletários, monitoramento e prazo previsto de 18 meses após início dos serviços ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo (SP) deu nesta quarta-feira, 09 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Imagem1.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Imagem1.jpg?w=1864&amp;ssl=1 1864w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Imagem1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Imagem1.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Imagem1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Imagem1.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Imagem1.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Imagem1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Estrutura de 515 metros vai atravessar o Rio Pinheiros e as marginais para ligar o Jardim Panorama à Estação Berrini da Linha 9-Esmeralda e às ciclovias da região; obra terá acessibilidade, bicicletários, monitoramento e prazo previsto de 18 meses após início dos serviços</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo (SP) deu nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, dois passos para a implantação da Ciclopassarela Panorama, projeto de mobilidade ativa que vai ligar o Jardim Panorama à região da Berrini atravessando as pistas da Marginal Pinheiros e o próprio Rio Pinheiros. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento formalizou o repasse de R$ 132.804.761,46 à SPObras para contratação, execução e gestão ambiental do empreendimento e, na mesma edição do Diário Oficial, a empresa municipal homologou a licitação e declarou vencedor o Consórcio Ciclopassarela-HPJ pelo mesmo valor.</p>
<p>O projeto atual prevê aproximadamente 515 metros de extensão total, com cerca de 185 metros entre as vias marginais, e deve permitir que pedestres e ciclistas façam a ligação entre o Jardim Panorama, as ciclovias das duas margens do Pinheiros, o Parque Linear Bruno Covas e a Estação Berrini da Linha 9-Esmeralda. Além da travessia, estão previstos bicicletários, áreas de permanência, iluminação, monitoramento por câmeras e acessibilidade. O cronograma elaborado pela SPObras estabelece 18 meses para execução e 21 meses de vigência contratual, mas a homologação ainda não significa que as obras tenham começado: ainda são necessárias a formalização do contrato e a emissão da ordem para início dos serviços.</p>
<p><strong>Recursos vêm da Operação Urbana Faria Lima</strong></p>
<p>O ato da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento formaliza um contrato não oneroso entre a SMUL e a SPObras, com participação da SP Urbanismo.</p>
<p>Os R$ 132.804.761,46 são provenientes da Operação Urbana Consorciada Faria Lima e serão repassados para a SPObras contratar e executar as obras, além da gestão ambiental da implantação da ciclopassarela. O termo foi formalizado em 08 de setembro de 2026.</p>
<p>A Operação Urbana Faria Lima utiliza, entre outras fontes, recursos obtidos pela comercialização dos Cepacs, Certificados de Potencial Adicional de Construção. Esses recursos são destinados a intervenções urbanísticas previstas na legislação e no programa da operação, que inclui mobilidade, espaços públicos, habitação e outras melhorias na área de influência.</p>
<p>A Ciclopassarela Panorama está há anos entre as intervenções previstas para receber recursos da operação. Em 2021, a Prefeitura já relacionava o empreendimento entre as obras que poderiam ser financiadas por uma emissão de Cepacs.</p>
<p><strong>Consórcio reúne Protende, Hidropav e Jofege</strong></p>
<p>Também nesta quarta-feira, a SPObras homologou o resultado da licitação e adjudicou a obra ao Consórcio Ciclopassarela-HPJ.</p>
<p>O grupo é formado por:</p>
<ul>
<li>Protende ABS Serviços de Protensão Ltda.;</li>
<li>Hidropav Construtora e Participações Ltda.;</li>
<li>Jofege Pavimentação e Construção Ltda.</li>
</ul>
<p>A proposta vencedora foi de R$ 132.804.761,46, com BDI de 24,31% e data-base de julho de 2025.</p>
<p>O orçamento referencial elaborado antes da disputa era de R$ 134.963.738,40. Assim, a proposta vencedora ficou aproximadamente R$ 2,16 milhões, ou 1,6%, abaixo do valor de referência.</p>
<p>A abertura da licitação havia sido autorizada pela Diretoria da SPObras em março de 2026. Como o orçamento ultrapassava R$ 100 milhões, o projeto passou anteriormente por consulta pública.</p>
<p><strong>De menos de 500 metros de distância a horas de deslocamento</strong></p>
<p>Um dos principais argumentos apresentados pela SP Urbanismo para justificar o projeto é a barreira urbana representada pelo Rio Pinheiros, pelas duas pistas da Marginal, pela ferrovia e pelas demais infraestruturas existentes na região.</p>
<p>Em setembro de 2025, durante apresentação à Câmara Temática de Bicicleta, a SP Urbanismo explicou que o Jardim Panorama está a menos de 500 metros em linha direta da Estação Berrini, mas a inexistência de uma travessia direta obriga moradores a percursos muito maiores.</p>
<p>Segundo os estudos apresentados pelo órgão, um deslocamento que pode superar duas horas a pé deverá cair para aproximadamente sete minutos com a ciclopassarela. De bicicleta, a estimativa apresentada foi de redução de aproximadamente 21 minutos para quatro minutos e meio. A previsão é de utilização por mais de 3,8 mil pedestres e ciclistas por dia.</p>
<p>A ciclopassarela também deverá permitir acesso direto à Linha 9-Esmeralda, ampliando a integração entre mobilidade ativa e transporte coletivo.</p>
<p><strong>Projeto atual tem 515 metros, 5,8 metros de largura e vão de 103 metros</strong></p>
<p>O desenho atual é maior e mais complexo que as primeiras versões divulgadas pela Prefeitura.</p>
<p>Em janeiro de 2022, quando a SPObras anunciou a contratação dos projetos executivos e estudos ambientais, a estrutura era apresentada com aproximadamente 325 metros de extensão, ciclovia bidirecional, passeio para pedestres e estrutura metálica estaiada. Naquela ocasião, a estimativa global anunciada era de R$ 72 milhões, contemplando projetos, serviços ambientais, desapropriações, obras e interferências em redes.</p>
<p>Com o desenvolvimento dos projetos, a solução passou por modificações.</p>
<p>O Estudo Ambiental Simplificado analisado no fim de 2025 registra extensão total de 515 metros, dos quais 185 metros correspondem ao trecho entre as marginais.</p>
<p>Na apresentação feita pela SP Urbanismo à Câmara Temática de Bicicleta foram detalhadas outras características:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Característica</strong></td>
<td><strong>Projeto atual</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Extensão total</td>
<td>cerca de 515 m</td>
</tr>
<tr>
<td>Maior vão livre</td>
<td>103 m</td>
</tr>
<tr>
<td>Altura sobre o nível do rio</td>
<td>18,72 m</td>
</tr>
<tr>
<td>Largura útil</td>
<td>5,8 m</td>
</tr>
<tr>
<td>Inclinação máxima</td>
<td>8,33%</td>
</tr>
<tr>
<td>Demanda estimada</td>
<td>+ de 3,8 mil/dia</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A altura e o vão têm relação direta com uma das exigências do projeto: não instalar pilares dentro do canal do Rio Pinheiros, preservando a possibilidade de navegação e evitando interferências no curso d&#8217;água.</p>
<p><strong>Linha de transmissão e Estação Berrini aumentaram complexidade</strong></p>
<p>Segundo a SP Urbanismo, uma ligação simplesmente reta entre o Jardim Panorama e a Estação Berrini mostrou-se inviável.</p>
<p>Na margem Oeste existe uma linha de transmissão de alta tensão. Passar por cima exigiria elevar excessivamente a estrutura, enquanto passar por baixo criaria dificuldades para manter a inclinação dentro das regras de acessibilidade.</p>
<p>Na outra margem, uma ligação direta atingiria praticamente o mezanino e a área de passageiros da Estação Berrini, o que exigiria modificações na arquitetura e até no sistema de controle de acesso da estação.</p>
<p>Outra alternativa estudada dependeria da desapropriação de um posto de combustíveis cujo custo, segundo a SP Urbanismo, seria próximo ao próprio valor então estimado para execução da ciclopassarela.</p>
<p>Esses fatores fizeram com que diferentes traçados fossem analisados até chegar à solução atual.</p>
<p><strong>Ciclista poderá fazer toda a travessia sem descer da bicicleta</strong></p>
<p>Uma das premissas estabelecidas no projeto foi permitir o percurso integral do ciclista sem necessidade de desembarcar.</p>
<p>Quem sair do Jardim Panorama poderá atravessar a Marginal, acessar a ciclovia e o Parque Linear Bruno Covas na margem Oeste ou continuar sobre o Rio Pinheiros.</p>
<p>Depois da travessia do canal, será possível descer para a ciclovia da margem Leste ou prosseguir sobre a outra pista da Marginal até a região da Estação Berrini. A conexão deverá prosseguir pela região da Praça General Gentil Falcão até a rede cicloviária da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini.</p>
<p>O desenho prevê inclinação máxima de 8,33% para atender às condições de acessibilidade.</p>
<p><strong>Bicicletários, áreas de descanso, câmeras e possibilidade de serviços públicos</strong></p>
<p>A estrutura não será apenas uma passarela de passagem.</p>
<p>O projeto apresentado em 2025 prevê cerca de 438 m² de áreas de refúgio e contemplação distribuídas pelo percurso, dois bicicletários, um em cada lado, espaços destinados a quiosques e áreas que poderão receber instalações de apoio e serviços públicos.</p>
<p>Também estão contemplados projeto de iluminação convencional e cênica, circuito fechado de televisão e infraestrutura para integração de câmeras ao Smart Sampa.</p>
<p>Há ainda área reservada para eventual implantação de um Centro de Controle Operacional ou ponto de vigilância e apoio aos pedestres e ciclistas.</p>
<p><strong>Obras deverão passar por seis grandes etapas</strong></p>
<p>Em fevereiro de 2026, o Conselho de Administração da SPObras recebeu a apresentação do cronograma previsto para a construção.</p>
<p>A programação foi dividida em seis etapas.</p>
<p>Nos dois primeiros meses devem ocorrer mobilização, obtenção de licenças e autorizações, montagem do canteiro e levantamentos complementares.</p>
<p>Entre o terceiro e o sétimo mês estão previstas fundações, contenções, terraplenagem, estacas, blocos e vigas.</p>
<p>Paralelamente, componentes metálicos deverão ser fabricados fora do canteiro desde o início da obra.</p>
<p>A montagem das grandes estruturas no local deverá ocupar aproximadamente do quinto ao 16º mês, incluindo os maciços Panorama, Oeste e Leste, as travessias das duas pistas marginais e o tabuleiro sobre o Rio Pinheiros.</p>
<p>Os meses 15 a 17 foram reservados para intervenções viárias e acabamentos.</p>
<p>No 18º mês deverão ser realizados testes de carga, inspeções, comissionamento da iluminação, limpeza, desmobilização e entrega da documentação final da obra.</p>
<p>Por enquanto, este é um cronograma de execução previsto. A contagem efetiva dependerá da assinatura do contrato e da ordem de serviço.</p>
<p><strong>Custo estimado mudou ao longo do desenvolvimento</strong></p>
<p>O valor da Ciclopassarela Panorama também mudou substancialmente desde os primeiros anúncios.</p>
<p>Em 2022, a Prefeitura falava em R$ 72 milhões para um conjunto que compreendia projeto, serviços ambientais, desapropriações, construção e intervenções nas redes existentes.</p>
<p>Com o avanço dos estudos, o projeto mudou de dimensão e detalhamento. Em julho de 2025, prospecto da Operação Urbana Faria Lima estimava em R$ 122,64 milhões os recursos ainda necessários para concluir todas as frentes relacionadas à ciclopassarela, considerando projetos, obras, estudos ambientais, alteamento de redes e desapropriações.</p>
<p>Em fevereiro de 2026, uma apresentação ao Conselho de Administração da SPObras mencionava previsão de R$ 159 milhões.</p>
<p>Quando a licitação foi formalmente estruturada no mês seguinte, entretanto, o orçamento referencial específico para execução das obras e gestão ambiental foi fechado em R$ 134,96 milhões.</p>
<p>Agora, o valor vencedor ficou em R$ 132,80 milhões.</p>
<p>As cifras não são necessariamente diretamente comparáveis, porque foram produzidas em etapas diferentes e algumas contemplavam componentes adicionais, como desapropriações, projetos e interferências em redes. O que está formalmente adjudicado nesta quarta-feira para as obras e a gestão ambiental é R$ 132.804.761,46.</p>
<p><strong>Projeto foi concluído em 2025 e obra entra agora na fase de contratação</strong></p>
<p>A elaboração do projeto percorreu vários anos.</p>
<p>A primeira contratação para desenvolvimento do projeto executivo e estudos ambientais foi anunciada em janeiro de 2022. A SP Urbanismo informa que o projeto da Ciclopassarela Jardim Panorama foi concluído em outubro de 2025.</p>
<p>Em dezembro de 2025, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê analisou o Estudo Ambiental Simplificado. O empreendimento também passou pelo processo de licenciamento ambiental municipal.</p>
<p>Em março de 2026, a SPObras autorizou a licitação, estabelecendo orçamento referencial de R$ 134,96 milhões e execução prevista de 18 meses.</p>
<p>Agora, com a homologação da licitação e a formalização dos R$ 132,8 milhões pela SMUL, a implantação entra na etapa imediatamente anterior ao início efetivo das obras.</p>
<p>A futura ciclopassarela deverá eliminar uma barreira que hoje separa fisicamente áreas muito próximas: de um lado, Jardim Panorama e Real Parque; do outro, um dos principais polos empresariais e de empregos da capital paulista e a Linha 9-Esmeralda.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Empresas do transporte rodoviário de São Paulo têm maturidade ESG média de 24,5%, aponta primeiro panorama do setor</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 11:37:50 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Notas variam de 5,7% a 71,7%; desempenho médio é de 26,2% no eixo Social, 25,4% no Ambiental e 22,0% em Governança ADAMO BAZANI As empresas do transporte rodoviário do Estado de São Paulo que concluíram a auditoria de um levantamento inédito sobre ESG alcançaram score médio de 24,5%, resultado classificado como “Não Integrado”. ESG é [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?w=3719&amp;ssl=1 3719w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot">
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<p data-start="121" data-end="237"><em data-start="121" data-end="237">Notas variam de 5,7% a 71,7%; desempenho médio é de 26,2% no eixo Social, 25,4% no Ambiental e 22,0% em Governança</em></p>
<p data-start="239" data-end="257"><strong data-start="239" data-end="257"><em data-start="241" data-end="255">ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p data-start="259" data-end="806">As empresas do transporte rodoviário do Estado de São Paulo que concluíram a auditoria de um levantamento inédito sobre ESG alcançaram score médio de 24,5%, resultado classificado como “Não Integrado”. ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança. Na prática, o conceito mede como uma empresa trata temas como emissões e uso de recursos naturais, segurança e condições de trabalho, relacionamento com passageiros e comunidades, ética, transparência, controles internos e qualidade da gestão.</p>
<p data-start="808" data-end="1170">As notas individuais variaram de 5,7% a 71,7%, uma diferença de 66 pontos percentuais que mostra empresas ainda em estágio inicial convivendo com organizações que já incorporaram a agenda ESG de maneira mais estruturada. Entre os três eixos analisados, o melhor resultado médio foi o Social, com 26,2%, seguido pelo Ambiental, com 25,4%, e Governança, com 22,0%.</p>
<p data-start="1172" data-end="1537">O estudo também mostra que o transporte rodoviário de cargas apresenta maturidade média superior à dos segmentos de passageiros e fretamento. O material divulgado, entretanto, não informa os percentuais individuais de cada atividade nem o número total de empresas com auditoria concluída, o que impede uma comparação numérica mais detalhada entre os três segmentos.</p>
<p data-start="1539" data-end="1789">O levantamento faz parte do Panorama ESG do Transporte Rodoviário no Estado de São Paulo, apresentado conjuntamente pela FETCESP, que representa o transporte de cargas; FETPESP, ligada ao transporte de passageiros; e FRESP, do segmento de fretamento.</p>
<p data-start="1791" data-end="1948">Segundo as entidades, é a primeira vez que as três federações se unem em torno de uma agenda comum de sustentabilidade para o transporte rodoviário paulista.</p>
<h3 data-section-id="mjpt2j" data-start="1950" data-end="1989">ESG VAI ALÉM DA REDUÇÃO DE EMISSÕES</h3>
<p data-start="1991" data-end="2104">Apesar de sustentabilidade ser frequentemente associada somente ao meio ambiente, a metodologia ESG é mais ampla.</p>
<p data-start="2106" data-end="2295">No eixo Ambiental entram, por exemplo, redução de emissões de poluentes e gases de efeito estufa, eficiência energética, consumo de combustíveis, gestão de resíduos, água e outros recursos.</p>
<p data-start="2297" data-end="2565">Para uma empresa de ônibus ou de transporte de cargas, isso pode envolver renovação tecnológica da frota, veículos menos poluentes, eletrificação, uso de combustíveis alternativos, manutenção que reduza consumo e emissões e destinação adequada de resíduos de oficinas.</p>
<p data-start="2567" data-end="2864">O eixo Social abrange questões como segurança, saúde e condições de trabalho, diversidade, direitos humanos, relacionamento com comunidades, desenvolvimento de trabalhadores e, no transporte de passageiros, aspectos que também se relacionam à qualidade e segurança do serviço oferecido ao público.</p>
<p data-start="2866" data-end="3105">Governança diz respeito à forma como a empresa é administrada: existência de controles, transparência, ética, combate a irregularidades, definição de responsabilidades, gestão de riscos e incorporação desses temas às decisões empresariais.</p>
<p data-start="3107" data-end="3309">O objetivo de uma avaliação ESG, portanto, não é apenas verificar se uma empresa adota uma ação ambiental isolada, mas identificar se essas práticas fazem parte da maneira como o negócio é administrado.</p>
<h3 data-section-id="1kwydww" data-start="3311" data-end="3367">MÉDIA DE 24,5% COLOCA SETOR NO NÍVEL “NÃO INTEGRADO”</h3>
<p data-start="3369" data-end="3541">A avaliação foi realizada de acordo com a ABNT PR 2030, referência brasileira que organiza a agenda ESG em eixos, temas e critérios e estabelece cinco níveis de maturidade.</p>
<p data-start="3543" data-end="3671">Com média de 24,5%, o transporte rodoviário paulista analisado pelo estudo foi enquadrado no estágio denominado “Não Integrado”.</p>
<p data-start="3673" data-end="3917">Segundo a metodologia apresentada pelas entidades, esse nível significa que as empresas já possuem algumas práticas relacionadas à sustentabilidade, mas elas ainda não estão plenamente conectadas à estratégia empresarial e às rotinas de gestão.</p>
<p data-start="3919" data-end="4172">O resultado não significa, portanto, ausência de ações ambientais, sociais ou de governança. O diagnóstico indica que essas iniciativas ainda precisam ser incorporadas de maneira mais sistemática aos processos de planejamento e decisão das organizações.</p>
<h3 data-section-id="1swtxsp" data-start="4174" data-end="4242">SOCIAL TEM MELHOR NOTA E GOVERNANÇA FICA ABAIXO DOS DEMAIS EIXOS</h3>
<p data-start="4244" data-end="4380">A divisão dos resultados mostra relativa proximidade entre os três pilares, mas também evidencia onde existe maior espaço para evolução.</p>
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<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="4382" data-end="4503">
<thead data-start="4382" data-end="4404">
<tr data-start="4382" data-end="4404">
<th class="last:pe-10" data-start="4382" data-end="4389" data-col-size="sm">Eixo</th>
<th class="last:pe-10" data-start="4389" data-end="4404" data-col-size="sm">Score médio</th>
</tr>
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<tbody data-start="4416" data-end="4503">
<tr data-start="4416" data-end="4434">
<td data-start="4416" data-end="4425" data-col-size="sm">Social</td>
<td data-start="4425" data-end="4434" data-col-size="sm">26,2%</td>
</tr>
<tr data-start="4435" data-end="4456">
<td data-start="4435" data-end="4447" data-col-size="sm">Ambiental</td>
<td data-start="4447" data-end="4456" data-col-size="sm">25,4%</td>
</tr>
<tr data-start="4457" data-end="4479">
<td data-start="4457" data-end="4470" data-col-size="sm">Governança</td>
<td data-start="4470" data-end="4479" data-col-size="sm">22,0%</td>
</tr>
<tr data-start="4480" data-end="4503">
<td data-start="4480" data-end="4494" data-col-size="sm">Média geral</td>
<td data-start="4494" data-end="4503" data-col-size="sm">24,5%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="4505" data-end="4599">O eixo Social ficou 4,2 pontos percentuais acima de Governança e 0,8 ponto acima do Ambiental.</p>
<p data-start="4601" data-end="4650">Governança apresentou o menor resultado, com 22%.</p>
<p data-start="4652" data-end="4923">O release não detalha quais critérios individuais tiveram melhor ou pior desempenho dentro de cada eixo. Assim, não é possível concluir somente pelos dados divulgados quais práticas específicas de governança, meio ambiente ou relações sociais mais influenciaram as notas.</p>
<h3 data-section-id="rf7rd4" data-start="4925" data-end="4993">NOTAS ENTRE 5,7% E 71,7% MOSTRAM GRANDE DIFERENÇA ENTRE EMPRESAS</h3>
<p data-start="4995" data-end="5087">Um dos resultados mais relevantes do estudo é a distância entre a menor e a maior avaliação.</p>
<p data-start="5089" data-end="5157">A pontuação mais baixa foi de 5,7%, enquanto a maior chegou a 71,7%.</p>
<p data-start="5159" data-end="5295">A diferença de 66 pontos percentuais levou os responsáveis pelo levantamento a caracterizar o setor como operando em “duas velocidades”.</p>
<p data-start="5297" data-end="5475">Na prática, isso significa que dentro de uma mesma atividade econômica há empresas ainda começando a estruturar políticas ESG e outras que já possuem processos mais consolidados.</p>
<p data-start="5477" data-end="5584">Segundo as federações, a maior concentração das organizações avaliadas permaneceu no nível “Não Integrado”.</p>
<p data-start="5586" data-end="5752">Os resultados são divulgados de maneira anônima e agregada. O estudo não identifica as empresas avaliadas nem informa qual organização obteve a menor ou a maior nota.</p>
<h3 data-section-id="yopgrn" data-start="5754" data-end="5823">TRANSPORTE DE CARGAS APARECE À FRENTE DE PASSAGEIROS E FRETAMENTO</h3>
<p data-start="5825" data-end="5895">O levantamento também realizou uma comparação por atividade econômica.</p>
<p data-start="5897" data-end="6080">Segundo os dados divulgados, o transporte rodoviário de cargas apresentou a maior maturidade média entre os segmentos analisados, superando o transporte de passageiros e o fretamento.</p>
<p data-start="6082" data-end="6154">O material, entretanto, não apresenta os scores médios de cada um deles.</p>
<p data-start="6156" data-end="6369">Por isso, não é possível calcular a diferença entre cargas, transporte regular de passageiros e fretamento ou estabelecer quanto cada atividade precisaria avançar para alcançar o estágio seguinte da classificação.</p>
<p data-start="6371" data-end="6683">Para as empresas de ônibus, a agenda ESG se relaciona diretamente a temas presentes no cotidiano operacional, como redução de emissões, renovação e tecnologia da frota, segurança de passageiros e trabalhadores, acessibilidade, relações de trabalho, eficiência operacional, transparência e governança corporativa.</p>
<h3 data-section-id="zab2dh" data-start="6685" data-end="6754">RESPOSTAS PASSARAM POR AUDITORIA E EMPRESAS NÃO SÃO IDENTIFICADAS</h3>
<p data-start="6756" data-end="6865">As organizações participantes responderam a um questionário estruturado segundo os critérios da ABNT PR 2030.</p>
<p data-start="6867" data-end="6971">As respostas foram posteriormente auditadas na plataforma utilizada pela Aliança Transporte Sustentável.</p>
<p data-start="6973" data-end="7121">De acordo com as entidades, a apresentação somente de informações agregadas permite medir a evolução do setor sem expor individualmente as empresas.</p>
<p data-start="7123" data-end="7341">O levantamento foi desenvolvido e operado tecnicamente pela Easy ESG e contou com patrocínio da Mercedes-Benz e do Despoluir, programa ambiental mantido pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e pelo SEST SENAT.</p>
<p data-start="7343" data-end="7606">O release não informa quantas empresas participaram inicialmente do questionário nem quantas tiveram a auditoria concluída. Esse número é relevante para avaliar a representatividade estatística do panorama e não deve ser estimado sem acesso ao relatório completo.</p>
<h3 data-section-id="w2ai4p" data-start="7608" data-end="7672">ALIANÇA REÚNE PELA PRIMEIRA VEZ AS TRÊS FEDERAÇÕES PAULISTAS</h3>
<p data-start="7674" data-end="7784">O Panorama ESG surgiu dentro da Aliança Transporte Sustentável, iniciativa que reúne FETCESP, FETPESP e FRESP.</p>
<p data-start="7786" data-end="7957">A FETCESP representa o transporte rodoviário de cargas; a FETPESP, empresas de transporte rodoviário de passageiros; e a FRESP, o transporte de passageiros por fretamento.</p>
<p data-start="7959" data-end="8084">A proposta é utilizar o primeiro levantamento como linha de base para que o desempenho possa ser comparado nos próximos anos.</p>
<p data-start="8086" data-end="8320">Isso permitirá verificar se as empresas estão migrando dos níveis iniciais de maturidade para estágios nos quais práticas ambientais, sociais e de governança passem a fazer parte de planejamento, investimentos e decisões empresariais.</p>
<h3 data-section-id="1hej1jk" data-start="8322" data-end="8381">FETCESP: MEDIÇÃO PODE SE TRANSFORMAR EM COMPETITIVIDADE</h3>
<p data-start="8383" data-end="8585">Para o presidente da FETCESP, Carlos Panzan, o transporte rodoviário de cargas tem responsabilidade relevante na economia paulista e precisa acompanhar as transformações relacionadas à sustentabilidade.</p>
<p data-start="8587" data-end="8756">Segundo Panzan, medir o estágio de desenvolvimento das empresas com base em uma referência técnica é o primeiro passo para transformar essas práticas em competitividade.</p>
<h3 data-section-id="1iso1pc" data-start="8758" data-end="8829">FETPESP RELACIONA SUSTENTABILIDADE À QUALIDADE DA MOBILIDADE URBANA</h3>
<p data-start="8831" data-end="8962">O presidente da FETPESP, Mauro Herszkowicz, relacionou a agenda diretamente ao transporte público e ao desenvolvimento das cidades.</p>
<p data-start="8964" data-end="9101">Segundo ele, o transporte público sustentável pode melhorar a mobilidade da população e contribuir para cidades mais acessíveis e justas.</p>
<p data-start="9103" data-end="9292">Herszkowicz afirma que a Aliança pretende integrar setor privado e sociedade em torno de um transporte eficiente e alinhado aos compromissos sociais, ambientais e ao desenvolvimento urbano.</p>
<h3 data-section-id="1h45j6v" data-start="9294" data-end="9356">FRESP DESTACA UNIÃO ENTRE CARGAS, PASSAGEIROS E FRETAMENTO</h3>
<p data-start="9358" data-end="9486">Para o presidente da FRESP, Milton Zanca, a união das três federações representa um marco para o transporte rodoviário paulista.</p>
<p data-start="9488" data-end="9656">Zanca destacou o papel do fretamento na mobilidade segura, eficiente e sustentável e afirmou que o levantamento representa o início de um processo contínuo de evolução.</p>
<h3 data-section-id="13am6g0" data-start="9658" data-end="9724">PRIMEIRO RESULTADO CRIA REFERÊNCIA PARA MEDIR AVANÇOS DO SETOR</h3>
<p data-start="9726" data-end="9852">Mais do que a pontuação absoluta de 24,5%, um dos objetivos do primeiro panorama é criar uma referência para medições futuras.</p>
<p data-start="9854" data-end="10015">Sem uma linha de base, uma empresa pode adotar iniciativas ambientais, sociais ou de governança sem conseguir medir de forma padronizada se efetivamente avançou.</p>
<p data-start="10017" data-end="10142">Com o levantamento, as três federações passam a ter um ponto inicial contra o qual futuras avaliações poderão ser comparadas.</p>
<p data-start="10144" data-end="10403">Para o transporte de passageiros, isso também permite acompanhar se investimentos em novas tecnologias, redução de emissões, segurança, gestão de pessoas, acessibilidade e governança passam a produzir uma mudança mensurável no grau de maturidade das empresas.</p>
<p data-start="10405" data-end="10763">O primeiro resultado mostra diferenças significativas: enquanto algumas organizações permanecem próximas do início da escala, outras chegaram a 71,7%. A média de 24,5%, entretanto, indica que, considerando o conjunto auditado, a integração das práticas ESG à estratégia empresarial ainda está em processo de desenvolvimento no transporte rodoviário paulista.</p>
<p data-start="10765" data-end="10824" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong data-start="10765" data-end="10824" data-is-last-node=""><em data-start="10767" data-end="10822">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Fundo de Mobilidade do Rio de Janeiro aprova recursos para subsídios e confirma homologação da Etapa 2 do Sistema RIO; veja os 34 lotes previstos até 2028</title>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 11:01:05 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ata publicada nesta quarta-feira (09) mostra que o FMUS apurou cerca de R$ 33,6 milhões até julho e aprovou por unanimidade o uso de recursos para subsidiar contratos de ônibus; Sancetur teve A1-B6 e C1-C2 homologados e Jabour ficou com B1-B8, enquanto lotes da Ilha do Governador e Vila Isabel ficaram desertos ADAMO BAZANI A [&#8230;]]]></description>
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<p data-start="149" data-end="462"><em data-start="149" data-end="462">Ata publicada nesta quarta-feira (09) mostra que o FMUS apurou cerca de R$ 33,6 milhões até julho e aprovou por unanimidade o uso de recursos para subsidiar contratos de ônibus; Sancetur teve A1-B6 e C1-C2 homologados e Jabour ficou com B1-B8, enquanto lotes da Ilha do Governador e Vila Isabel ficaram desertos</em></p>
<p data-start="464" data-end="482"><em data-start="464" data-end="482"><strong data-start="465" data-end="481">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="484" data-end="1188">A Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) publicou nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, a ata da primeira reunião do ano do Conselho do FMUS (Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável), que aprovou por unanimidade a utilização de recursos para pagamento de subsídios aos contratos de transporte coletivo e registrou oficialmente que a Etapa 2 da licitação do Sistema RIO – Rede Integrada de Ônibus foi homologada em 28 de agosto. O fundo contabilizava aproximadamente R$ 33,6 milhões em diferentes fontes até julho, mas a ata não determina que todo esse montante será usado nos subsídios nem informa quanto será efetivamente transferido para essa finalidade.</p>
<p data-start="1190" data-end="2024">A homologação da segunda concorrência confirma a Sancetur – Santa Cecília Turismo nos contratos A1-B6, de Santa Cruz e Guaratiba, e C1-C2, de Bangu, enquanto a Auto Viação Jabour ficou com o B1-B8, de Campo Grande e Guaratiba. Os contratos H1-I3, envolvendo Ilha do Governador e Vila Isabel, e H2, da Ilha, foram homologados como desertos por falta de propostas. A reorganização faz parte de uma transição muito maior: até agosto de 2028, a Prefeitura pretende substituir o modelo dos quatro grandes consórcios implantado em 2010 por 34 recortes operacionais, sendo 22 lotes estruturais e 12 locais. Na prática, porém, esses 34 lotes não significam necessariamente 34 contratos, porque a própria Prefeitura já começou a reuni-los em blocos nas concorrências.</p>
<h3 data-section-id="130fe1" data-start="2026" data-end="2141">Fundo aprovou subsídio, mas R$ 33,6 milhões não significam R$ 33,6 milhões imediatamente destinados às empresas</h3>
<p data-start="2143" data-end="2243">A reunião do FMUS ocorreu em 04 de setembro de 2026, na sede da Secretaria Municipal de Transportes.</p>
<p data-start="2245" data-end="2421">Um dos principais objetivos era justamente submeter aos conselheiros uma proposta de execução orçamentária para pagamento de subsídios às concessionárias do transporte público.</p>
<p data-start="2423" data-end="2475">A ata detalha diferentes fontes que compõem o fundo.</p>
<p data-start="2477" data-end="2693">Entre janeiro e julho de 2026, a arrecadação mencionada foi de aproximadamente R$ 14 milhões, sem considerar a Contrapartida de Impacto Viário e determinadas receitas vinculadas a operações urbanas e empreendimentos.</p>
<p data-start="2695" data-end="2761">A Contrapartida de Impacto Viário somou cerca de R$ 15,76 milhões.</p>
<p data-start="2763" data-end="2920">Também foram informados aproximadamente R$ 2,6 milhões remanescentes do Sistema de Bilhetagem Digital e superávits de R$ 900 mil e R$ 250 mil em duas fontes.</p>
<p data-start="2922" data-end="3043">Somados, os recursos apurados chegaram a aproximadamente R$ 33,6 milhões até julho.</p>
<p data-start="3045" data-end="3231">Depois da apresentação financeira, o Conselho aprovou por unanimidade a proposta de utilização de recursos para pagamento dos subsídios dos contratos de concessão do transporte coletivo.</p>
<p data-start="3233" data-end="3281">Portanto, é importante separar duas informações.</p>
<p data-start="3283" data-end="3381">A primeira é que o fundo tinha cerca de R$ 33,6 milhões apurados nas fontes detalhadas na reunião.</p>
<p data-start="3383" data-end="3460">A segunda é que foi aprovada a utilização de recursos do FMUS para subsídios.</p>
<p data-start="3462" data-end="3591">A publicação não diz que os R$ 33,6 milhões serão integralmente empregados neste pagamento.</p>
<h3 data-section-id="x54jte" data-start="3593" data-end="3660">Fundo já foi usado na intervenção e compra de ônibus para o BRT</h3>
<p data-start="3662" data-end="3739">A própria ata apresenta um histórico interessante sobre a utilização do FMUS.</p>
<p data-start="3741" data-end="3824">Em 2021, houve execução de recursos durante a intervenção municipal no Sistema BRT.</p>
<p data-start="3826" data-end="3887">Em 2022, o fundo participou da aquisição de frota para o BRT.</p>
<p data-start="3889" data-end="3963">Entre 2023 e 2025, aparecem pagamentos de subsídios ao transporte público.</p>
<p data-start="3965" data-end="4158">Em 2025, também houve pagamento da associação da Secretaria Municipal de Transportes à ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) e à UITP (União Internacional de Transportes Públicos).</p>
<p data-start="4160" data-end="4300">Agora, em 2026, o Conselho voltou a aprovar a utilização do FMUS para subsidiar o transporte coletivo.</p>
<p data-start="4302" data-end="4413">Essa decisão ganha importância porque o novo Sistema RIO muda justamente a forma de remuneração dos operadores.</p>
<h3 data-section-id="6wtsjp" data-start="4415" data-end="4472">Sancetur e Jabour agora estão formalmente homologadas</h3>
<p data-start="4474" data-end="4597">A homologação formal da segunda etapa ocorreu por despacho da Secretaria Municipal de Transportes referente a 28 de agosto.</p>
<p data-start="4599" data-end="4668">A Prefeitura adjudicou e homologou o B1-B8 para a Auto Viação Jabour.</p>
<p data-start="4670" data-end="4760">No mesmo ato, adjudicou e homologou A1-B6 e C1-C2 para a Sancetur – Santa Cecília Turismo.</p>
<p data-start="4762" data-end="4843">H1-I3 e H2 foram homologados como desertos.</p>
<p data-start="4845" data-end="4875">As propostas vencedoras foram:</p>
<p data-start="4877" data-end="4969">A Sancetur ofereceu R$ 10,40 por quilômetro para A1-B6 e R$ 11,78 por quilômetro para C1-C2.</p>
<p data-start="4971" data-end="5026">A Jabour apresentou R$ 10,64 por quilômetro para B1-B8.</p>
<p data-start="5028" data-end="5168">Estes valores não são as tarifas que o passageiro paga no ônibus. São parâmetros de remuneração da operação por quilômetro no novo contrato.</p>
<p data-start="5170" data-end="5447">Os três contratos com vencedores possuem valores estimados que, somados, chegam a aproximadamente R$ 982,55 milhões. A licitação completa da Etapa 2, incluindo os dois contratos que ficaram desertos, foi estimada em cerca de R$ 1,4 bilhão.</p>
<h3 data-section-id="6ec3t3" data-start="5449" data-end="5516">Ilha do Governador e Vila Isabel continuam sem novos operadores</h3>
<p data-start="5518" data-end="5568">A homologação não solucionou toda a segunda etapa.</p>
<p data-start="5570" data-end="5694">O H1-I3 reunia operações da Ilha do Governador e Vila Isabel e tinha contrato estimado em aproximadamente R$ 268,14 milhões.</p>
<p data-start="5696" data-end="5769">O H2, local da Ilha do Governador, tinha estimativa de R$ 149,25 milhões.</p>
<p data-start="5771" data-end="5804">Nenhum dos dois recebeu proposta.</p>
<p data-start="5806" data-end="6016">Juntos, representam aproximadamente R$ 417,4 milhões do valor estimado da segunda etapa e uma frota projetada de 414 ônibus, considerando 241 veículos no H1-I3 e 173 no H2.</p>
<p data-start="6018" data-end="6148">A Prefeitura terá, portanto, de definir como essas áreas voltarão à disputa ou serão reorganizadas dentro das próximas licitações.</p>
<p data-start="6150" data-end="6211">O caso também mostra que o desenho dos 34 lotes não é rígido.</p>
<h3 data-section-id="1q34grz" data-start="6213" data-end="6290">B1 ficou vazio na primeira concorrência e voltou combinado com outro lote</h3>
<p data-start="6292" data-end="6338">A primeira concorrência é o principal exemplo.</p>
<p data-start="6340" data-end="6456">O planejamento inicial colocou três lotes em disputa: A2, de Santa Cruz; B1 e B2, ambos relacionados a Campo Grande.</p>
<p data-start="6458" data-end="6536">O Grupo Comporte apresentou propostas para A2 e B2. O B1 não teve interessado.</p>
<p data-start="6538" data-end="6662">Posteriormente, a Prefeitura reorganizou a área e colocou B1 novamente em disputa, agora combinado com B8 no contrato B1-B8.</p>
<p data-start="6664" data-end="6712">Na segunda etapa, a Jabour venceu esse conjunto.</p>
<p data-start="6714" data-end="6861">Ou seja, o B1 aparece originalmente na primeira fase dos 34 lotes, mas sua concessão efetiva acabou sendo definida somente na segunda concorrência.</p>
<p data-start="6863" data-end="7043">O mesmo ocorreu com áreas locais de Guaratiba originalmente programadas para fases posteriores: B6 e B8 foram antecipadas e agregadas, respectivamente, aos contratos A1-B6 e B1-B8.</p>
<p data-start="7045" data-end="7241">É por isso que os 34 lotes devem ser entendidos como recortes territoriais de planejamento, e não necessariamente como 34 licitações ou 34 contratos isolados.</p>
<h3 data-section-id="1vob6zu" data-start="7243" data-end="7319">Primeiros ônibus do Sistema RIO já circulam em Santa Cruz e Campo Grande</h3>
<p data-start="7321" data-end="7432">Enquanto a segunda etapa avança administrativamente, os contratos da primeira concorrência já chegaram às ruas.</p>
<p data-start="7434" data-end="7511">Em Santa Cruz, 115 ônibus novos começaram a circular em 24 de agosto de 2026.</p>
<p data-start="7513" data-end="7707">Em Campo Grande, outros 54 veículos entraram em operação em 30 de agosto. A Prefeitura inaugurou também no bairro a primeira garagem pública da nova rede.</p>
<p data-start="7709" data-end="7763">Assim, 169 ônibus compõem a primeira fase operacional.</p>
<p data-start="7765" data-end="7947">Outros 147 estão previstos no processo de implantação, levando os dois contratos a uma frota final programada de 316 ônibus até o fim de 2026.</p>
<p data-start="7949" data-end="8123">As empresas criadas pelo Grupo Comporte para essa operação são a TUSE – Transportes Urbanos Sepetiba, em Santa Cruz, e a GTU – Guaratiba Transportes Urbanos, em Campo Grande.</p>
<h3 data-section-id="fb2jbg" data-start="8125" data-end="8179">De quatro grandes consórcios para 34 lotes menores</h3>
<p data-start="8181" data-end="8245">O modelo que está sendo substituído nasceu na licitação de 2010.</p>
<p data-start="8247" data-end="8367">O transporte convencional foi dividido entre quatro grandes consórcios: Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz.</p>
<p data-start="8369" data-end="8432">Os contratos foram originalmente concebidos para chegar a 2030.</p>
<p data-start="8434" data-end="8637">Depois de anos de divergências entre Prefeitura e concessionárias sobre equilíbrio econômico-financeiro, cumprimento de operação e remuneração, um acordo judicial firmado em maio de 2022 mudou o cenário.</p>
<p data-start="8639" data-end="8818">O entendimento antecipou o fim dos contratos para 2028 e estabeleceu alterações na forma de remuneração, incluindo complementações vinculadas à quilometragem efetivamente operada.</p>
<p data-start="8820" data-end="8959">Em abril de 2025, um segundo acordo abriu caminho para que a troca dos operadores começasse antes do encerramento definitivo dos contratos.</p>
<p data-start="8961" data-end="9064">A Prefeitura apresentou inicialmente uma configuração com 31 lotes, sendo 22 estruturais e nove locais.</p>
<p data-start="9066" data-end="9197">Posteriormente, os lotes locais passaram para 12 e o desenho completo chegou aos atuais 34.</p>
<h3 data-section-id="lw1gls" data-start="9199" data-end="9245">Os 34 lotes e o que está previsto até 2028</h3>
<p data-start="9247" data-end="9307">O planejamento oficial divide os 34 recortes em cinco fases.</p>
<p data-start="9309" data-end="9494">São 22 lotes estruturais, destinados principalmente às ligações de maior alcance na rede, e 12 locais, voltados sobretudo a deslocamentos dentro de uma região ou entre bairros próximos.</p>
<p data-start="9496" data-end="9739">Para as fases futuras, a apresentação oficial consultada identifica os lotes pelas regiões, mas não individualiza no texto todos os códigos alfanuméricos. Por isso, a relação abaixo só utiliza códigos onde eles já foram formalmente divulgados.</p>
<p data-start="9741" data-end="9850">Para manter a tabela estreita, “E” significa estrutural e “L”, local.</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="9852" data-end="11250">
<thead data-start="9852" data-end="9885">
<tr data-start="9852" data-end="9885">
<th class="last:pe-10" data-start="9852" data-end="9859" data-col-size="sm">Fase</th>
<th class="last:pe-10" data-start="9859" data-end="9873" data-col-size="sm">Lote/região</th>
<th class="last:pe-10" data-start="9873" data-end="9885" data-col-size="sm">Situação</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="9900" data-end="11250">
<tr data-start="9900" data-end="9958">
<td data-start="9900" data-end="9904" data-col-size="sm">1</td>
<td data-start="9904" data-end="9926" data-col-size="sm">B1 Campo Grande (E)</td>
<td data-start="9926" data-end="9958" data-col-size="sm">Homologado à Jabour no B1-B8</td>
</tr>
<tr data-start="9959" data-end="10010">
<td data-start="9959" data-end="9963" data-col-size="sm">1</td>
<td data-start="9963" data-end="9985" data-col-size="sm">B2 Campo Grande (L)</td>
<td data-start="9985" data-end="10010" data-col-size="sm">Comporte; em operação</td>
</tr>
<tr data-start="10011" data-end="10060">
<td data-start="10011" data-end="10015" data-col-size="sm">1</td>
<td data-start="10015" data-end="10035" data-col-size="sm">A2 Santa Cruz (L)</td>
<td data-start="10035" data-end="10060" data-col-size="sm">Comporte; em operação</td>
</tr>
<tr data-start="10061" data-end="10114">
<td data-start="10061" data-end="10065" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10065" data-end="10080" data-col-size="sm">C1 Bangu (E)</td>
<td data-start="10080" data-end="10114" data-col-size="sm">Homologado à Sancetur no C1-C2</td>
</tr>
<tr data-start="10115" data-end="10150">
<td data-start="10115" data-end="10119" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10119" data-end="10133" data-col-size="sm">H1 Ilha (E)</td>
<td data-start="10133" data-end="10150" data-col-size="sm">H1-I3 deserto</td>
</tr>
<tr data-start="10151" data-end="10209">
<td data-start="10151" data-end="10155" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10155" data-end="10175" data-col-size="sm">A1 Santa Cruz (E)</td>
<td data-start="10175" data-end="10209" data-col-size="sm">Homologado à Sancetur no A1-B6</td>
</tr>
<tr data-start="10210" data-end="10252">
<td data-start="10210" data-end="10214" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10214" data-end="10235" data-col-size="sm">I3 Vila Isabel (E)</td>
<td data-start="10235" data-end="10252" data-col-size="sm">H1-I3 deserto</td>
</tr>
<tr data-start="10253" data-end="10306">
<td data-start="10253" data-end="10257" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10257" data-end="10272" data-col-size="sm">C2 Bangu (L)</td>
<td data-start="10272" data-end="10306" data-col-size="sm">Homologado à Sancetur no C1-C2</td>
</tr>
<tr data-start="10307" data-end="10336">
<td data-start="10307" data-end="10311" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10311" data-end="10325" data-col-size="sm">H2 Ilha (L)</td>
<td data-start="10325" data-end="10336" data-col-size="sm">Deserto</td>
</tr>
<tr data-start="10337" data-end="10375">
<td data-start="10337" data-end="10341" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10341" data-end="10363" data-col-size="sm">Barra da Tijuca (E)</td>
<td data-start="10363" data-end="10375" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10376" data-end="10408">
<td data-start="10376" data-end="10380" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10380" data-end="10396" data-col-size="sm">Freguesia (E)</td>
<td data-start="10396" data-end="10408" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10409" data-end="10440">
<td data-start="10409" data-end="10413" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10413" data-end="10428" data-col-size="sm">Realengo (E)</td>
<td data-start="10428" data-end="10440" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10441" data-end="10471">
<td data-start="10441" data-end="10445" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10445" data-end="10459" data-col-size="sm">Recreio (E)</td>
<td data-start="10459" data-end="10471" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10472" data-end="10508">
<td data-start="10472" data-end="10476" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10476" data-end="10496" data-col-size="sm">São Cristóvão (E)</td>
<td data-start="10496" data-end="10508" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10509" data-end="10539">
<td data-start="10509" data-end="10513" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10513" data-end="10527" data-col-size="sm">Taquara (E)</td>
<td data-start="10527" data-end="10539" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10540" data-end="10578">
<td data-start="10540" data-end="10544" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10544" data-end="10566" data-col-size="sm">Barra da Tijuca (L)</td>
<td data-start="10566" data-end="10578" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10579" data-end="10613">
<td data-start="10579" data-end="10583" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10583" data-end="10601" data-col-size="sm">Jacarepaguá (L)</td>
<td data-start="10601" data-end="10613" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10614" data-end="10642">
<td data-start="10614" data-end="10618" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10618" data-end="10630" data-col-size="sm">Penha (L)</td>
<td data-start="10630" data-end="10642" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10643" data-end="10682">
<td data-start="10643" data-end="10647" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10647" data-end="10670" data-col-size="sm">Campo Grande Sul (E)</td>
<td data-start="10670" data-end="10682" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10683" data-end="10711">
<td data-start="10683" data-end="10687" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10687" data-end="10699" data-col-size="sm">Irajá (E)</td>
<td data-start="10699" data-end="10711" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10712" data-end="10746">
<td data-start="10712" data-end="10716" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10716" data-end="10734" data-col-size="sm">Méier Norte (E)</td>
<td data-start="10734" data-end="10746" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10747" data-end="10776">
<td data-start="10747" data-end="10751" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10751" data-end="10764" data-col-size="sm">Pavuna (E)</td>
<td data-start="10764" data-end="10776" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10777" data-end="10805">
<td data-start="10777" data-end="10781" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10781" data-end="10793" data-col-size="sm">Penha (E)</td>
<td data-start="10793" data-end="10805" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10806" data-end="10839">
<td data-start="10806" data-end="10810" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10810" data-end="10827" data-col-size="sm">Praça Seca (E)</td>
<td data-start="10827" data-end="10839" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10840" data-end="10879">
<td data-start="10840" data-end="10844" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10844" data-end="10867" data-col-size="sm">Campo Grande Sul (L)</td>
<td data-start="10867" data-end="10879" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10880" data-end="10935">
<td data-start="10880" data-end="10884" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10884" data-end="10906" data-col-size="sm">Guaratiba Leste (L)</td>
<td data-start="10906" data-end="10935" data-col-size="sm">Parte antecipada no B1-B8</td>
</tr>
<tr data-start="10936" data-end="10972">
<td data-start="10936" data-end="10944" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="10944" data-end="10960" data-col-size="sm">Madureira (E)</td>
<td data-start="10960" data-end="10972" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10973" data-end="11006">
<td data-start="10973" data-end="10981" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="10981" data-end="10994" data-col-size="sm">Tijuca (E)</td>
<td data-start="10994" data-end="11006" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="11007" data-end="11042">
<td data-start="11007" data-end="11015" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11015" data-end="11030" data-col-size="sm">Anchieta (E)</td>
<td data-start="11030" data-end="11042" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="11043" data-end="11079">
<td data-start="11043" data-end="11051" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11051" data-end="11067" data-col-size="sm">Méier Sul (E)</td>
<td data-start="11067" data-end="11079" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="11080" data-end="11115">
<td data-start="11080" data-end="11088" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11088" data-end="11103" data-col-size="sm">Zona Sul (E)</td>
<td data-start="11103" data-end="11115" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="11116" data-end="11175">
<td data-start="11116" data-end="11124" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11124" data-end="11146" data-col-size="sm">Guaratiba Oeste (L)</td>
<td data-start="11146" data-end="11175" data-col-size="sm">Parte antecipada no A1-B6</td>
</tr>
<tr data-start="11176" data-end="11212">
<td data-start="11176" data-end="11184" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11184" data-end="11200" data-col-size="sm">Madureira (L)</td>
<td data-start="11200" data-end="11212" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="11213" data-end="11250">
<td data-start="11213" data-end="11221" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11221" data-end="11238" data-col-size="sm">Centro Sul (L)</td>
<td data-start="11238" data-end="11250" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="11252" data-end="11310">TOTAL: 34 lotes territoriais – 22 estruturais e 12 locais.</p>
<p data-start="11312" data-end="11504">A distribuição original e os prazos foram apresentados oficialmente pela Secretaria Municipal de Transportes no processo de discussão da nova concessão.</p>
<h3 data-section-id="ut1hdk" data-start="11506" data-end="11543">Calendário vai até agosto de 2028</h3>
<p data-start="11545" data-end="11583">O cronograma-base da Prefeitura prevê:</p>
<p data-start="11585" data-end="11654">Fase 1 – até abril de 2026, concentrada em Campo Grande e Santa Cruz.</p>
<p data-start="11656" data-end="11779">Fase 2 – entre novembro de 2025 e setembro de 2026, abrangendo principalmente Zona Oeste, Vila Isabel e Ilha do Governador.</p>
<p data-start="11781" data-end="11928">Fase 3 – entre abril de 2026 e abril de 2027, incluindo Barra da Tijuca, Freguesia, Realengo, Recreio, São Cristóvão, Taquara, Jacarepaguá e Penha.</p>
<p data-start="11930" data-end="12071">Fase 4 – entre novembro de 2026 e novembro de 2027, com Campo Grande Sul, Irajá, Méier Norte, Pavuna, Penha e Praça Seca, entre outras áreas.</p>
<p data-start="12073" data-end="12256">Fase final – entre setembro de 2027 e agosto de 2028, incluindo Madureira, Tijuca, Anchieta, Méier Sul, Zona Sul, Guaratiba Oeste e Centro Sul.</p>
<p data-start="12258" data-end="12301">O horizonte final permanece agosto de 2028.</p>
<p data-start="12303" data-end="12506">A chamada Rede Plena Expandida está prevista para 25 de agosto daquele ano, quando deve terminar a transição das concessões contratadas em 2010 para o Sistema RIO.</p>
<h3 data-section-id="44umbi" data-start="12508" data-end="12550">Calendário original já sofreu mudanças</h3>
<p data-start="12552" data-end="12692">As datas, entretanto, devem ser vistas como planejamento e não como garantia de conclusão das licitações exatamente nos períodos anunciados.</p>
<p data-start="12694" data-end="12746">Isso já ficou demonstrado nas duas primeiras etapas.</p>
<p data-start="12748" data-end="12831">O B1 ficou sem interessado na primeira concorrência e foi deslocado para a segunda.</p>
<p data-start="12833" data-end="12930">Áreas locais de Guaratiba que apareciam no planejamento para fases posteriores foram antecipadas.</p>
<p data-start="12932" data-end="13115">Na segunda concorrência, os nove recortes territoriais envolvidos acabaram reunidos em apenas cinco contratos: A1-B6, B1-B8, C1-C2, H1-I3 e H2.</p>
<p data-start="13117" data-end="13166">Destes cinco contratos, dois terminaram desertos.</p>
<p data-start="13168" data-end="13357">Portanto, a implementação real tende a continuar promovendo combinações, antecipações ou novas disputas conforme o resultado de cada concorrência e as condições operacionais de cada região.</p>
<h3 data-section-id="najlr8" data-start="13359" data-end="13450">Novo modelo paga por quilômetro e separa tarifa do passageiro da remuneração da empresa</h3>
<p data-start="13452" data-end="13537">Uma das maiores diferenças em relação à concessão de 2010 está na forma de pagamento.</p>
<p data-start="13539" data-end="13641">No antigo desenho, a receita tarifária dos passageiros tinha peso central na remuneração das empresas.</p>
<p data-start="13643" data-end="13795">No Sistema RIO, a concessionária é remunerada principalmente pela quilometragem contratada e efetivamente executada, sujeita a indicadores de qualidade.</p>
<p data-start="13797" data-end="13882">A arrecadação das passagens fica separada da operação por meio da bilhetagem pública.</p>
<p data-start="13884" data-end="14020">Quando a receita obtida com as tarifas dos passageiros não é suficiente para pagar a remuneração contratual, entra o subsídio municipal.</p>
<p data-start="14022" data-end="14147">É justamente neste ponto que a decisão agora publicada do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável ganha importância.</p>
<p data-start="14149" data-end="14286">O FMUS passa a ser uma das fontes que podem sustentar a diferença entre o que entra pela tarifa pública e o custo contratual da operação.</p>
<h3 data-section-id="1maa63a" data-start="14288" data-end="14376">Passageiro continuará pagando a tarifa pública, e valor por quilômetro é outra coisa</h3>
<p data-start="14378" data-end="14500">Assim, os R$ 10,40 por quilômetro oferecidos pela Sancetur no A1-B6, por exemplo, não significam uma passagem de R$ 10,40.</p>
<p data-start="14502" data-end="14540">É a tarifa de remuneração operacional.</p>
<p data-start="14542" data-end="14652">A tarifa pública é o valor pago pelo passageiro no Jaé e segue uma política tarifária definida pelo Município.</p>
<p data-start="14654" data-end="14761">A diferença é essencial porque o novo desenho transfere ao poder público parcela maior do risco de demanda.</p>
<p data-start="14763" data-end="15013">Se menos passageiros viajarem, a concessionária não necessariamente deixa de receber toda a remuneração correspondente ao serviço efetivamente prestado. A Prefeitura poderá precisar complementar a operação por meio de recursos orçamentários e fundos.</p>
<h3 data-section-id="1rlpmnd" data-start="15015" data-end="15107">Garagens públicas e frota zero-quilômetro tentam reduzir barreiras à entrada de empresas</h3>
<p data-start="15109" data-end="15169">Outro elemento central é a implantação de garagens públicas.</p>
<p data-start="15171" data-end="15305">No modelo anterior, a dependência de garagens privadas das empresas tradicionais funcionava como uma barreira para novos concorrentes.</p>
<p data-start="15307" data-end="15452">No Sistema RIO, os terrenos são públicos e as concessionárias ficam responsáveis pela implantação e operação das estruturas durante os contratos.</p>
<p data-start="15454" data-end="15636">Na Etapa 2 foram definidas garagens na Ilha do Governador, Maré, Senador Vasconcelos e Cosmos. Esta última atende aos conjuntos A1-B6 e B1-B8.</p>
<p data-start="15638" data-end="15826">A frota definitiva deverá ser zero-quilômetro, acessível e climatizada, com GPS, câmeras, informação aos passageiros, carregadores USB e integração aos Sistemas Inteligentes de Transporte.</p>
<p data-start="15828" data-end="15995">O padrão básico é Euro 6, mas a modelagem admite outras tecnologias, incluindo ônibus elétricos e veículos movidos a biometano.</p>
<h3 data-section-id="4vm2rs" data-start="15997" data-end="16070">Centro de Controle dará à Prefeitura acompanhamento direto dos ônibus</h3>
<p data-start="16072" data-end="16099">A fiscalização também muda.</p>
<p data-start="16101" data-end="16196">O Sistema RIO prevê um Centro de Controle integrado ao COR (Centro de Operações e Resiliência).</p>
<p data-start="16198" data-end="16333">A estrutura deverá receber informações em tempo real sobre localização, cumprimento das viagens, atrasos e demais ocorrências da frota.</p>
<p data-start="16335" data-end="16572">A Prefeitura argumenta que isso permitirá identificar rapidamente linhas com falhas, verificar regularidade e reduzir a dependência de informações fornecidas exclusivamente pelas próprias empresas.</p>
<p data-start="16574" data-end="16663">A qualidade também será medida por indicadores periódicos que podem afetar a remuneração.</p>
<h3 data-section-id="1bcwo9i" data-start="16665" data-end="16741">Sistema novo e concessões antigas ainda vão conviver por quase dois anos</h3>
<p data-start="16743" data-end="16849">Apesar da homologação da segunda etapa, o Rio de Janeiro (RJ) ainda não virou integralmente o Sistema RIO.</p>
<p data-start="16851" data-end="16885">O que existe hoje é uma transição.</p>
<p data-start="16887" data-end="16961">TUSE e GTU já começaram a operar partes da Zona Oeste com os novos ônibus.</p>
<p data-start="16963" data-end="17031">Sancetur e Jabour tiveram os novos contratos da Etapa 2 homologados.</p>
<p data-start="17033" data-end="17122">Ilha do Governador e Vila Isabel continuam com áreas sem novos concessionários definidos.</p>
<p data-start="17124" data-end="17253">Ao mesmo tempo, grande parte da cidade permanece sob os contratos dos consórcios Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz.</p>
<p data-start="17255" data-end="17320">Essa convivência deverá continuar durante as próximas licitações.</p>
<p data-start="17322" data-end="17707">Também seguem discussões judiciais relacionadas aos acordos, subsídios, equilíbrio econômico-financeiro e à substituição antecipada dos operadores atuais. Como mostrou o <em data-start="17492" data-end="17518"><strong data-start="17493" data-end="17517">Diário do Transporte</strong></em>, decisões judiciais já interferiram em etapas da transição ao longo de 2026, embora a Prefeitura tenha continuado com os procedimentos licitatórios.</p>
<p data-start="17709" data-end="17843">A meta municipal é chegar a 25 de agosto de 2028 com a Rede Plena Expandida e encerrar definitivamente a estrutura contratada em 2010.</p>
<p data-start="17845" data-end="17986">Até lá, a implementação dos 34 lotes será uma das maiores reorganizações já feitas no transporte municipal por ônibus do Rio de Janeiro (RJ).</p>
<p data-start="17988" data-end="18047" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="17988" data-end="18047" data-is-last-node=""><strong data-start="17989" data-end="18046">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Corredor Imirim tem oitava prorrogação de contrato, BRT Radial Leste tem prorrogação de prazo de serviços e BRT Aricanduva terá uma desapropriação</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 10:15:37 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Mesmo essenciais, corredores de ônibus em São Paulo não avançam no ritmo das metas; capital tem 135,3 km de corredores para um sistema que transporta milhões de passageiros e acumula projetos prometidos há anos ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo publicou nesta quarta-feira novas decisões envolvendo três importantes corredores de ônibus da capital. No [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="651" height="452" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corredorree.jpg?fit=651%2C452&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corredorree.jpg?w=651&amp;ssl=1 651w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corredorree.jpg?resize=300%2C208&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corredorree.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corredorree.jpg?resize=400%2C278&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px" /> <p><em>Mesmo essenciais, corredores de ônibus em São Paulo não avançam no ritmo das metas; capital tem 135,3 km de corredores para um sistema que transporta milhões de passageiros e acumula projetos prometidos há anos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="88" data-end="647">A Prefeitura de São Paulo publicou nesta quarta-feira novas decisões envolvendo três importantes corredores de ônibus da capital. No Imirim, houve nova prorrogação contratual das obras. Para o BRT Radial Leste, foi ampliado o prazo de serviços técnicos ligados ao futuro sistema de monitoramento e controle. E, no BRT Aricanduva, foram liberados mais de um milhão e trezentos mil reais para complementar uma desapropriação necessária ao projeto.</p>
<p data-start="649" data-end="797">Os corredores são essenciais porque dão prioridade aos ônibus, aumentam a velocidade e a regularidade das viagens e podem reduzir custos do sistema.</p>
<p data-start="799" data-end="1033">Mas São Paulo ainda está distante das metas anunciadas ao longo dos anos. A cidade tem cerca de 135 quilômetros de corredores para uma rede de ônibus que transporta milhões de passageiros por dia.</p>
<p data-start="1035" data-end="1204">No programa de metas anterior, a Prefeitura previa 40 quilômetros de novos corredores, mas apenas 4,1 quilômetros foram concluídos.</p>
<p data-start="1206" data-end="1404" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Em 2026, projetos como Aricanduva e Radial Leste finalmente avançaram, mas prorrogações, desapropriações e obras incompletas ainda mostram o tamanho do desafio.</p>
<p>Apesar de serem fundamentais para aumentar a velocidade dos ônibus, tornar as viagens mais regulares e dar prioridade no espaço viário ao meio de transporte coletivo que atende milhões de passageiros todos os dias, os corredores de ônibus de São Paulo (SP) continuam avançando em ritmo inferior ao previsto nos sucessivos planos da cidade. A edição do Diário Oficial desta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, é um retrato desse cenário: traz uma nova formalização de prorrogação relacionada ao Corredor Imirim, amplia o prazo de serviços técnicos preparatórios do sistema de monitoramento do BRT Radial Leste I e autoriza R$ 1,34 milhão adicionais para uma desapropriação necessária ao BRT Aricanduva.</p>
<p>Isso não significa que os projetos estejam todos parados. Ao contrário: 2026 marcou finalmente o início efetivo das obras do BRT Aricanduva e uma aceleração das intervenções do BRT Radial Leste, além de reformas em eixos como Imirim, Amador Bueno, Itapecerica e Interlagos. Mas o histórico mostra um grande descompasso entre planejamento e entrega. A SPTrans informa atualmente 135,3 quilômetros de corredores e 590,4 quilômetros de faixas exclusivas, enquanto o PlanMob desenhou uma expansão muito mais ampla para a rede estrutural. No quadriênio anterior, a Prefeitura tinha como objetivo viabilizar 40 quilômetros de novos corredores, meta que não foi cumprida integralmente; levantamento publicado pela Folha apontou que apenas 4,1 quilômetros foram concluídos naquela gestão.</p>
<p><strong>Diário Oficial mostra três estágios diferentes da dificuldade de implantar corredores</strong></p>
<p>Os três atos publicados nesta quarta-feira mostram situações distintas, mas têm um ponto em comum: corredores de ônibus são empreendimentos muito mais complexos do que simplesmente pintar uma faixa no asfalto.</p>
<p>No Imirim, a obra existe e está em execução, mas o cronograma vem sendo sucessivamente ampliado.</p>
<p>Na Radial Leste, as obras principais finalmente estão avançando, mas continuam sendo necessários contratos paralelos para projetos, fiscalização, redes de energia, monitoramento e sistemas inteligentes de operação.</p>
<p>Já no Aricanduva, mesmo após o início das obras civis, ainda há desapropriações sendo resolvidas.</p>
<p>São etapas que envolvem projetos básicos e executivos, licenciamento ambiental, interferências de redes de água, energia e telecomunicações, desapropriações, compensações ambientais, acessibilidade, drenagem, pavimentação, sinalização, estações ou paradas, semáforos, sistemas de controle e, em alguns casos, patrimônio histórico e arqueológico.</p>
<p><strong>Imirim: mais uma formalização depois de sucessivas prorrogações</strong></p>
<p>A Prefeitura publicou o oitavo termo de aditamento do contrato com o Consórcio Corredor Imirim.</p>
<p>O empreendimento abrange a reforma do corredor da Avenida Imirim entre a Avenida Deputado Emílio Carlos e a Alameda Afonso Schmidt, além da requalificação de interseções, plataformas e paradas e implantação de sistemas de monitoramento.</p>
<p>O ato publicado nesta quarta-feira informa que o objeto do novo aditamento é justamente a prorrogação do prazo contratual.</p>
<p>Não é a primeira mudança de cronograma.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em agosto, as obras já tinham recebido uma extensão de mais três meses a partir de 19 de julho de 2026. O contrato original, assinado em 2023, previa 16 meses de execução e valor inicial de R$ 71,83 milhões.</p>
<p>Depois vieram diferentes alterações de prazo, planilhas, serviços e valores.</p>
<p>Em fevereiro de 2026, um aditamento estendeu os trabalhos até maio. Em junho, nova mudança levou o cronograma até julho e acrescentou R$ 8,37 milhões em serviços. Em agosto houve nova extensão.</p>
<p>A própria Prefeitura já divulgou investimento global de aproximadamente R$ 97,5 milhões para a modernização do eixo.</p>
<p>Além disso, outro contrato, destinado à assistência técnica e à fiscalização das obras pela SPObras, foi prorrogado até 31 de outubro de 2026.</p>
<p>O corredor tem 4,6 quilômetros e 17 paradas e atende aproximadamente 112 mil passageiros diariamente. A intervenção prevê pavimento de concreto para os ônibus, modernização das paradas, acessibilidade, drenagem, iluminação, sinalização, semáforos inteligentes, sistemas de monitoramento e intervenções nas redes existentes.</p>
<p>Portanto, o caso do Imirim mostra uma situação em que a obra efetivamente avançou, mas precisou atravessar sucessivos novos cronogramas para chegar à conclusão.</p>
<p><strong>BRT Radial Leste I: obra avança, mas sistemas complementares também precisam de mais prazo</strong></p>
<p>A segunda publicação envolve o BRT Radial Leste I.</p>
<p>A Prefeitura prorrogou o contrato da SPObras destinado à elaboração do material técnico preparatório e à realização da licitação que deverá contratar o Sistema de Monitoramento e Controle Operacional do corredor.</p>
<p>O trecho citado vai do Terminal Parque Dom Pedro II até a Rua Professor Miguel Russiano, na região da Penha.</p>
<p>É importante fazer a distinção: este ato não é uma nova prorrogação do contrato principal de construção de todo o BRT. Trata-se de um contrato técnico complementar necessário para preparar a futura contratação do sistema que deverá monitorar e controlar a operação.</p>
<p>O BRT Radial Leste I possui aproximadamente 9,8 quilômetros, entre o Parque Dom Pedro II e a Penha.</p>
<p>O projeto prevê faixas exclusivas junto ao canteiro central, pavimento rígido, possibilidade de ultrapassagem nas estações, embarque em nível, pagamento antecipado da tarifa, ciclovia, videomonitoramento, sistemas inteligentes de transporte e semáforos. A Prefeitura estima atendimento de cerca de 400 mil pessoas por dia e redução de até 50% no tempo de viagem.</p>
<p>As obras estão atualmente divididas em três grandes lotes.</p>
<p>Em julho de 2026, a Prefeitura formalizou os contratos dos lotes 2 e 3, com prazos de 18 meses. Somente os valores atualizados destes dois contratos chegam a aproximadamente R$ 296 milhões. O lote 1 já tinha contratação anterior.</p>
<p>As intervenções são concretas e já provocam alterações no trânsito. Em julho e agosto, a CET implantou interdições na Avenida Alcântara Machado para continuidade das obras.</p>
<p>Ou seja: depois de anos de idas e vindas, o primeiro trecho está finalmente sendo construído.</p>
<p>Mas a publicação desta quarta-feira evidencia que infraestrutura física e operação precisam caminhar juntas: não basta terminar o concreto do corredor sem que estejam estruturados monitoramento, controle operacional, sistemas de informação e demais equipamentos.</p>
<p><strong>Radial Leste II ainda está nos projetos e deve prolongar BRT até Itaquera</strong></p>
<p>Há ainda a segunda etapa, o BRT Radial Leste II.</p>
<p>Ela deverá continuar o corredor a partir da Rua Professor Miguel Russiano, na Penha, até a região da Estação Itaquera.</p>
<p>Neste caso, as obras ainda não começaram.</p>
<p>A Prefeitura contratou a consolidação do estudo funcional e a elaboração dos projetos básico e executivo, e o prazo desses serviços foi posteriormente corrigido para 30 de junho de 2027.</p>
<p>O atual Programa de Metas determina que a Prefeitura coloque o trecho I em operação e inicie as obras do trecho II até o final de 2028.</p>
<p>Assim, mesmo que o primeiro BRT esteja ganhando forma, o eixo completo entre o Centro e Itaquera ainda dependerá de uma segunda grande fase que permanece na etapa de projeto.</p>
<p><strong>BRT Aricanduva: obras começaram em agosto, mas desapropriações ainda continuam</strong></p>
<p>No BRT Aricanduva, a situação é diferente.</p>
<p>Depois de muitos anos de estudos, licitações e preparação com o Banco Mundial, as obras começaram oficialmente em 03 de agosto de 2026.</p>
<p>São 13,6 quilômetros entre a região da Radial Leste e São Mateus, com investimentos contratuais de aproximadamente R$ 646,8 milhões.</p>
<p>A expectativa oficial é atender cerca de 290 mil passageiros por dia.</p>
<p>O projeto liga a região das linhas 3-Vermelha do Metrô, 11-Coral e 12-Safira da CPTM ao eixo de São Mateus e ao corredor metropolitano do ABC.</p>
<p>A execução foi dividida em quatro lotes. O prazo informado pela Prefeitura é de 18 meses para as obras, seguido de até seis meses de testes e preparação operacional.</p>
<p>Mesmo com máquinas já trabalhando, entretanto, a regularização fundiária ainda não terminou.</p>
<p>Nesta quarta-feira, a Procuradoria Geral do Município autorizou mais R$ 1.344.984,67 para complementar a oferta destinada à imissão na posse de um imóvel necessário ao corredor.</p>
<p>É mais uma demonstração de que as etapas podem se sobrepor: a construção pode começar em alguns segmentos enquanto desapropriações de outros pontos ainda seguem em tramitação.</p>
<p><strong>São Paulo planeja muito mais corredores do que efetivamente conseguiu entregar</strong></p>
<p>O problema é histórico e atravessa diferentes administrações.</p>
<p>O PlanMob/SP, elaborado em 2015 e formalizado em 2016, estabeleceu uma estratégia de expansão de corredores muito superior ao que acabou ocorrendo.</p>
<p>O planejamento previa 150 quilômetros adicionais entre 2017 e 2020, mais 150 quilômetros até 2024 e outros 150 quilômetros até 2028. Em outras palavras, a estratégia municipal apontava para uma expansão de 450 quilômetros ao longo desses períodos, além do sistema então existente.</p>
<p>Outro documento técnico da própria Prefeitura resume a estratégia como a implantação de 150 quilômetros a cada quatro anos, com horizonte de uma rede de aproximadamente 600 quilômetros em 2028.</p>
<p>O mesmo diagnóstico reconheceu posteriormente a existência de “descompassos” no cronograma de implantação e chamou atenção principalmente para a insuficiência de infraestrutura dedicada aos ônibus nas regiões Norte e Leste.</p>
<p>A realidade atual ainda está distante desse desenho.</p>
<p>A página oficial da SPTrans registra 135,3 quilômetros de corredores. Há outros 590,4 quilômetros de faixas exclusivas, normalmente implantadas à direita das vias, mas são estruturas diferentes.</p>
<p>Corredores tendem a permitir maior segregação em relação ao trânsito geral, pavimento dimensionado para tráfego pesado, paradas específicas, integração física, ultrapassagens e prioridade operacional mais consistente.</p>
<p>Faixas exclusivas são importantes e podem gerar ganhos imediatos, mas em grande parte continuam expostas a interferências de conversões, acessos a imóveis, estacionamento irregular, carga e descarga e cruzamentos.</p>
<p><strong>Sistema transporta milhões, mas apenas pequena parte da rede percorrida pelos ônibus tem corredor</strong></p>
<p>A dimensão do desafio fica mais clara quando se compara a infraestrutura à demanda.</p>
<p>Segundo o relatório da SPTrans referente a 2024, os ônibus municipais registraram média de aproximadamente 7,3 milhões de viagens de passageiros por dia útil.</p>
<p>A frota patrimonial era de 13.277 veículos, operando cerca de 1.320 linhas e circulando por aproximadamente 4,7 mil quilômetros de vias.</p>
<p>Desses 4,7 mil quilômetros utilizados pelo transporte público, somente 135 quilômetros possuíam tratamento de corredor.</p>
<p>Nos demais trechos sem prioridade, o ônibus disputa espaço diretamente com carros, motocicletas, caminhões e aplicativos, ficando sujeito ao mesmo congestionamento.</p>
<p>É justamente por isso que a política de corredores é considerada estruturante: um ônibus com 70 ou 80 passageiros preso atrás de dezenas de automóveis perde produtividade, aumenta custos e exige mais veículos para manter a mesma frequência.</p>
<p><strong>Meta de 40 quilômetros também ficou para trás</strong></p>
<p>No Programa de Metas 2021-2024, a Prefeitura estabeleceu o compromisso de viabilizar 40 quilômetros de novos corredores.</p>
<p>Entre os projetos estavam Celso Garcia, Itaquera-Líder, Itaim–São Mateus, Miguel Yunes e Nossa Senhora do Sabará, além dos BRTs Aricanduva e Radial Leste.</p>
<p>O resultado ficou muito abaixo.</p>
<p>Em setembro de 2024, levantamento da Folha apontou que a administração Covas/Nunes havia concluído 4,1 quilômetros diante da meta de 40 quilômetros. A mesma reportagem mostrou que metas de corredores também haviam ficado abaixo do prometido nas administrações anteriores.</p>
<p>Em março de 2025, balanço sobre o encerramento do Programa de Metas confirmou que os 40 quilômetros de novos corredores, os BRTs Aricanduva e Radial Leste e quatro novos terminais estavam entre os objetivos não concluídos.</p>
<p>Parte desses projetos foi reincorporada ao Programa de Metas 2025-2028.</p>
<p><strong>BRTs começaram finalmente a sair do papel em 2026</strong></p>
<p>A situação de 2026, entretanto, é diferente daquela registrada há dois ou três anos e isso precisa ser considerado.</p>
<p>O BRT Radial Leste I está efetivamente em obras e o Aricanduva começou a ser construído em agosto.</p>
<p>Reportagem da Folha publicada em agosto deste ano destacou justamente que os dois BRTs começaram a ganhar forma depois de mais de uma década de espera.</p>
<p>Portanto, o cenário atual não é de paralisação total.</p>
<p>O problema é que as entregas acumuladas ainda não alcançaram o tamanho das metas históricas nem a necessidade de uma cidade que depende fortemente dos ônibus.</p>
<p><strong>Principais projetos de corredores e situação em setembro de 2026</strong></p>
<p>A relação abaixo reúne os principais projetos atualmente previstos, contratados ou em execução. A tabela foi mantida estreita para facilitar a leitura em celulares.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Projeto</strong></td>
<td><strong>Situação</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>BRT Aricanduva – 13,6 km</td>
<td>Obras iniciadas em agosto de 2026; desapropriações ainda em andamento</td>
</tr>
<tr>
<td>BRT Radial Leste I – 9,8 km</td>
<td>Obras em execução entre Centro e Penha; contratos e sistemas complementares ainda avançando</td>
</tr>
<tr>
<td>BRT Radial Leste II</td>
<td>Projetos em elaboração; prazo técnico até junho de 2027; obra ainda não iniciada</td>
</tr>
<tr>
<td>Celso Garcia – 8,3 km</td>
<td>Obra anterior parou com 24,83%; nova licitação retomada em agosto de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Itaquera-Líder – 9,3 km</td>
<td>6,2 km em operação; 3,1 km restantes em desapropriação, licenciamento e contratação</td>
</tr>
<tr>
<td>Imirim – 4,6 km</td>
<td>Obras em andamento, com sucessivas prorrogações</td>
</tr>
<tr>
<td>Amador Bueno – 5 km</td>
<td>Requalificação em obras; Prefeitura passou a prever conclusão em dezembro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Itapecerica – 3,5 km</td>
<td>Requalificação em execução; cronograma original apontava junho de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Interlagos</td>
<td>Requalificação dividida em três trechos; contratos de supervisão foram estendidos</td>
</tr>
<tr>
<td>Norte-Sul – Trecho 2</td>
<td>Projeto de grande porte com histórico recente de suspensões contratuais</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova M’Boi Mirim</td>
<td>Trecho inicial em obras; corredor central previsto nos trechos 2 e 3, com conclusão geral prevista para 2028</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Celso Garcia: projeto antigo teve só 24,83% executados e voltou à licitação</strong></p>
<p>A Celso Garcia talvez seja um dos exemplos mais claros da dificuldade para transformar planejamento em infraestrutura pronta.</p>
<p>O eixo entre o Centro e a zona Leste atende historicamente uma quantidade muito alta de ônibus.</p>
<p>O contrato anterior para o primeiro trecho foi assinado em 2023 por aproximadamente R$ 72,9 milhões.</p>
<p>A execução chegou a apenas 24,83% e foi paralisada devido à necessidade de adequações envolvendo o Iphan, antigos trilhos de bonde existentes sob a avenida, questões arqueológicas e ajustes contratuais.</p>
<p>Em agosto de 2026, a SPTrans retomou uma licitação mais abrangente, agora para os três trechos entre o Parque Dom Pedro II e a Avenida Aricanduva, incluindo um corredor binário na região do Brás.</p>
<p>As propostas estão previstas para novembro.</p>
<p>Ou seja, depois de obras iniciadas, paralisação e apenas cerca de um quarto do primeiro trecho executado, o corredor voltou praticamente a uma nova etapa de contratação.</p>
<p><strong>Itaquera-Líder: primeiro trecho funciona, mas ainda faltam 3,1 quilômetros</strong></p>
<p>O Itaquera-Líder é um caso de entrega parcial.</p>
<p>O projeto total prevê 9,3 quilômetros.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, 6,2 quilômetros já estão em operação, enquanto os 3,1 quilômetros restantes foram divididos em dois trechos: aproximadamente 600 metros entre o Terminal Vila Carrão e a Avenida Aricanduva e 2,5 quilômetros entre a Avenida Líder e a Jacu-Pêssego.</p>
<p>Documento apresentado pela SMT em abril de 2026 registrava desapropriações e licenciamento ambiental em andamento e contratação das obras. O cronograma previa início de uma fase no segundo semestre deste ano e da outra no primeiro semestre de 2027.</p>
<p><strong>Amador Bueno, Itapecerica e Interlagos: reforma também demora</strong></p>
<p>Nem todos os projetos são novos corredores.</p>
<p>Parte significativa do programa atual é de requalificação de eixos existentes.</p>
<p>Na Avenida Amador Bueno da Veiga são 5 quilômetros e mais de 106 mil passageiros beneficiados por dia. A Prefeitura atualizou em maio de 2026 a previsão de conclusão para dezembro deste ano, depois de cronogramas anteriores indicarem datas mais próximas.</p>
<p>O Corredor Itapecerica possui 3,5 quilômetros entre os terminais João Dias e Capelinha e atende cerca de 122 mil pessoas por dia. A Prefeitura havia estabelecido conclusão em junho de 2026; ainda em maio havia visita técnica oficial às obras. Nas fontes oficiais mais recentes consultadas para esta reportagem, não foi localizada uma confirmação de entrega integral do projeto.</p>
<p>Interlagos foi dividido em três trechos. O cronograma divulgado anteriormente previa a última entrega em julho de 2026. Entretanto, em abril deste ano, documento da SPObras registrava Imirim, Amador Bueno e Interlagos ainda como obras em andamento e prorrogou o contrato de supervisão dos três projetos até março de 2027.</p>
<p><strong>Norte-Sul: contrato de R$ 379 milhões voltou a ser suspenso</strong></p>
<p>Outro projeto relevante é o Corredor Norte-Sul – Trecho 2.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em 26 de agosto, o contrato do Lote 2, de aproximadamente R$ 379,46 milhões, voltou a ser suspenso.</p>
<p>O lote tem cerca de 4,6 quilômetros e atravessa o eixo formado pelas avenidas 23 de Maio, Professor Ascendino Reis, Rubem Berta e Moreira Guimarães.</p>
<p>Os dois lotes do Trecho 2 somam contratos de aproximadamente R$ 719 milhões.</p>
<p>A situação mostra que o problema da implantação de corredores não se limita à zona Leste e tampouco aos projetos diretamente inscritos no atual Programa de Metas.</p>
<p><strong>M’Boi Mirim começa a avançar depois de décadas de espera</strong></p>
<p>Na zona Sul, a Estrada do M’Boi Mirim passa por uma intervenção de grande porte.</p>
<p>A Prefeitura informa que o projeto completo tem 6,3 quilômetros e deverá afetar a mobilidade de aproximadamente 800 mil pessoas.</p>
<p>O corredor central de ônibus está previsto nos trechos 2 e 3, entre a Avenida dos Funcionários Públicos e o Terminal Jardim Ângela.</p>
<p>O primeiro trecho, mais ao sul, está em obras e não receberá o corredor central por ter demanda menor. Os projetos dos trechos seguintes estavam em fase final, com conclusão geral prevista para 2028.</p>
<p>A própria administração municipal diz que a intervenção é aguardada há cerca de três décadas.</p>
<p><strong>O desafio não é apenas construir mais quilômetros</strong></p>
<p>Corredores bem projetados não servem somente para fazer o ônibus andar mais rápido.</p>
<p>Eles podem permitir que o mesmo veículo realize mais viagens ao longo do dia, reduzir a necessidade de frota para uma mesma oferta, diminuir o consumo energético, tornar os horários mais previsíveis e reduzir o custo operacional.</p>
<p>Também aumentam a atratividade do transporte coletivo diante do automóvel.</p>
<p>É por isso que o próprio planejamento urbano paulistano coloca repetidamente os corredores como elementos estruturadores do desenvolvimento da cidade.</p>
<p>O Plano Diretor e o PlanMob defendem prioridade ao transporte coletivo justamente porque uma metrópole do porte de São Paulo (SP) não consegue resolver sua mobilidade apenas ampliando espaço para automóveis.</p>
<p>Os atos publicados nesta quarta-feira mostram que há obras em curso e avanços concretos, especialmente em comparação com o cenário de alguns anos atrás.</p>
<p>Mas também mostram que, para o passageiro, a transformação ainda demora: no Imirim aparecem sucessivas prorrogações; na Radial Leste, mesmo com o concreto avançando, ainda é necessário ampliar contratos técnicos de sistemas operacionais; e, no Aricanduva, desapropriações continuam sendo pagas mesmo após o início formal das obras.</p>
<p>Assim, a discussão não é se os corredores são necessários. Os números do próprio sistema paulistano deixam essa necessidade evidente.</p>
<p>O desafio é fazer com que projetos que aparecem há anos em planos, metas, orçamentos e contratos se transformem, de fato, em quilômetros de prioridade efetiva para os ônibus nas ruas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Linha 2-Verde do Metrô de SP operou com restrições durante problemas na manhã desta quarta-feira (09)</title>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 10:05:16 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Circulação aconteceu com velocidade reduzida e maior tempo de parada ARTHUR FERRARI Quem utiliza a linha 2-Verde do Metrô de São Paulo enfrentou dificuldades das 6h46 às 7h01 desta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, após um trem com falha afetar a operação. De acordo com o Metrô, a composição teve problemas no sistema de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/08/linha-2-verde-e1756404673920.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p>Circulação aconteceu com velocidade reduzida e maior tempo de parada</p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Quem utiliza a linha 2-Verde do Metrô de São Paulo enfrentou dificuldades das 6h46 às 7h01 desta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, após um trem com falha afetar a operação.</p>
<p>De acordo com o Metrô, a composição teve problemas no sistema de sinalização de portas na região da Estação Tamanduateí. Durante a intercorrência o atendimento aconteceu com velocidade reduzida e maior tempo de parada em toda a linha.</p>
<p><strong>Nota do Metrô</strong></p>
<p><em>A circulação dos trens na Linha 2-Verde está em processo de normalização, após falha no sistema de sinalização de portas em um trem na estação Tamanduateí, entre 6h46 e 7h01. O Metrô pede desculpas aos passageiros pelos transtornos provocados.</em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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