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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
	<language>pt-BR</language>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Bolsa desaba 13,88% após eleições, dólar vai a R$ 5,40 e ações de Marcopolo, Motiva, JSL, Rumo e Petrobras caem: quais os riscos para ônibus, tarifas e mobilidade?</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/bolsa-desaba-1388-apos-eleicoes-dolar-vai-a-r-540-e-acoes-de-marcopolo-motiva-jsl-rumo-e-petrobras-caem-quais-os-riscos-para-onibus-tarifas-e-mobilidade/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 22:44:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[B3 aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020 e interrompe negociações por 30 minutos; disparada do dólar e dos juros pode encarecer ônibus, caminhões, combustíveis, financiamentos e obras de infraestrutura, enquanto WEG contraria tendência e registra alta de 4,21% ADAMO BAZANI A forte queda da Bolsa de Valores brasileira e a disparada do dólar [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>B3 aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020 e interrompe negociações por 30 minutos; disparada do dólar e dos juros pode encarecer ônibus, caminhões, combustíveis, financiamentos e obras de infraestrutura, enquanto WEG contraria tendência e registra alta de 4,21%</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A forte queda da Bolsa de Valores brasileira e a disparada do dólar nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, primeiro dia de negociações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acenderam um alerta para o setor de transportes e para despesas que fazem parte do cotidiano da população. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, enquanto o dólar comercial subiu 8,21%, para R$ 5,4027. Embora os efeitos não sejam imediatos, a manutenção desse cenário pode encarecer a compra de ônibus e caminhões, pressionar os preços do diesel e de peças importadas, dificultar a renovação das frotas e elevar os custos de financiamento de obras de corredores, terminais, ferrovias e sistemas de transporte coletivo. Para o passageiro, isso pode se refletir futuramente nas tarifas, nos subsídios pagos pelos governos e nos prazos de melhorias dos serviços.</p>
<p>O pregão foi marcado por uma interrupção de 30 minutos nas negociações, o chamado circuit breaker, acionado pela primeira vez desde março de 2020, e por perdas expressivas de empresas diretamente ligadas à mobilidade, à logística e à infraestrutura. A fabricante de ônibus Marcopolo registrou queda de 14,26% em suas ações preferenciais; a Motiva, antiga CCR, responsável por concessões de rodovias, aeroportos e transportes sobre trilhos, recuou 26,09%; a concessionária ferroviária Rumo caiu 16,76%; e a transportadora e operadora logística JSL perdeu aproximadamente metade do valor de seus papéis. A Petrobras recuou 8,18%, enquanto a WEG, fornecedora de equipamentos elétricos e tecnologias utilizadas também em ônibus elétricos, contrariou o movimento e teve valorização de 4,21%. As variações refletem os preços negociados na Bolsa e não significam, por si só, prejuízos operacionais equivalentes ou mudanças imediatas nos serviços prestados pelas companhias.</p>
<p>Para entender o impacto na vida das pessoas, é necessário observar o funcionamento da cadeia de transportes.</p>
<p>Quando o dólar sobe, componentes importados ficam potencialmente mais caros. Quando os juros avançam, aumenta o custo para financiar novos veículos, terminais, garagens e obras. Se essas condições persistirem, podem pressionar contratos de concessão e sistemas públicos que dependem de investimentos contínuos.</p>
<p>No caso dos ônibus urbanos, parte das despesas das operadoras é coberta pelas passagens e outra parte, dependendo da cidade, pelos subsídios públicos.</p>
<p>Se os custos crescerem acima do previsto, as prefeituras e os governos estaduais poderão ter de rever os recursos destinados aos contratos, negociar ajustes com as empresas ou avaliar políticas tarifárias. Isso não significa que as passagens aumentarão automaticamente, porque os reajustes dependem das regras contratuais e das decisões dos gestores.</p>
<p>Para os passageiros, a preocupação maior está na possibilidade de investimentos mais caros, renovação de frota mais lenta e maior pressão sobre os orçamentos públicos.</p>
<p>O mesmo raciocínio vale para os projetos de eletrificação, que exigem a aquisição de ônibus, baterias, carregadores e infraestrutura de energia.</p>
<p>Uma valorização persistente do dólar pode elevar custos de componentes importados, enquanto juros mais altos podem tornar menos atrativo o financiamento desses projetos.</p>
<h2>Veja como ficaram a Bolsa, o dólar e as empresas ligadas aos transportes nesta segunda-feira (26)</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Fechamento</th>
<th>Variação</th>
</tr>
<tr>
<td>Ibovespa</td>
<td>176.608,23 pontos</td>
<td>−13,88%</td>
</tr>
<tr>
<td>Dólar comercial à vista</td>
<td>R$ 5,4027</td>
<td>+8,21%</td>
</tr>
<tr>
<td>Mínima do Ibovespa durante o dia</td>
<td>169.516,43 pontos</td>
<td>−17,34%</td>
</tr>
<tr>
<td>Maior cotação do dólar durante o dia</td>
<td>R$ 5,6048</td>
<td>Alta intradiária</td>
</tr>
<tr>
<td>Volume financeiro do Ibovespa</td>
<td>R$ 88,6 bilhões</td>
<td>Aproximadamente três vezes a média diária</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A queda do Ibovespa foi a maior em percentual desde março de 2020, quando a pandemia de Covid-19 provocou uma série de paralisações das negociações na Bolsa brasileira.</p>
<p>O dólar registrou sua maior valorização diária desde janeiro de 1999.</p>
<p>O movimento ocorreu após parte dos investidores ter apostado na vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Com a confirmação da reeleição de Lula, houve uma revisão acelerada das posições financeiras, acompanhada de preocupações com a trajetória das contas públicas, a dívida e a política econômica do próximo mandato.</p>
<p>A reação expressa expectativas dos investidores. Ela não significa que os resultados operacionais das empresas ou as condições da economia real tenham sofrido alterações equivalentes em apenas um dia.</p>
<h2>TABELA ESPECIAL — Ações de empresas relacionadas à mobilidade e aos transportes</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa e ação</th>
<th>Fechamento</th>
<th>Variação</th>
<th>Atuação</th>
</tr>
<tr>
<td>JSL (JSLG3)</td>
<td>R$ 6,10</td>
<td>−50,81%</td>
<td>Transporte rodoviário de cargas e logística</td>
</tr>
<tr>
<td>Motiva (MOTV3)</td>
<td>R$ 14,93</td>
<td>−26,09%</td>
<td>Rodovias, metrôs, trens e aeroportos</td>
</tr>
<tr>
<td>Rumo (RAIL3)</td>
<td>R$ 15,50</td>
<td>−16,76%</td>
<td>Transporte ferroviário de cargas e concessões</td>
</tr>
<tr>
<td>Marcopolo (POMO4)</td>
<td>R$ 4,09</td>
<td>−14,26%</td>
<td>Carrocerias de ônibus urbanos, rodoviários e micros</td>
</tr>
<tr>
<td>Petrobras (PETR4)</td>
<td>R$ 53,72</td>
<td>−8,18%</td>
<td>Petróleo, refino, diesel e derivados</td>
</tr>
<tr>
<td>WEG (WEGE3)</td>
<td>R$ 44,53</td>
<td>+4,21%</td>
<td>Equipamentos elétricos, motores, automação e eletromobilidade</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Cotações de 26 de outubro de 2026. Os valores correspondem a ações específicas, não ao valor de mercado total das companhias. No caso da JSL, registros consultados apresentam pequenas diferenças de atualização; foi utilizada a cotação histórica de R$ 6,10.</p>
<p>A intensidade das perdas não foi a mesma entre as companhias, justamente porque cada uma possui características financeiras, mercados e fontes de receita diferentes.</p>
<p>Também é importante diferenciar desvalorização em Bolsa de dificuldades operacionais. Uma queda de 26% nas ações de uma concessionária, por exemplo, não significa que seu faturamento tenha recuado 26% ou que um quarto de seus serviços tenha deixado de funcionar.</p>
<p>Entretanto, a persistência de condições financeiras desfavoráveis pode afetar novos projetos, especialmente aqueles que dependem de grande volume de investimentos.</p>
<h2>Motiva: queda de 26% chama atenção para concessões de metrôs, trens, rodovias e aeroportos</h2>
<p>A Motiva, antiga CCR, apresentou uma das maiores quedas entre as companhias de infraestrutura acompanhadas no levantamento.</p>
<p>Seus papéis MOTV3 recuaram 26,09%, encerrando a segunda-feira a R$ 14,93, ante R$ 20,20 no pregão anterior.</p>
<p>A empresa participa de concessões de transporte sobre trilhos na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a ViaQuatro e a ViaMobilidade, além de operações rodoviárias e aeroportuárias.</p>
<p>O mercado de concessões depende de investimentos de longo prazo, que frequentemente envolvem contratos de financiamento, emissões de dívida e compromissos de expansão e manutenção.</p>
<p>Quando os juros de mercado aumentam, podem elevar o custo de captação de recursos, principalmente em projetos que ainda precisarão contratar novos financiamentos.</p>
<p>Em São Paulo, as concessões ferroviárias incluem obrigações de aquisição e reforma de trens, modernização de estações, manutenção de sistemas e investimentos em acessibilidade e segurança.</p>
<p>Uma alteração no ambiente financeiro pode influenciar a avaliação de novos projetos, mas não modifica automaticamente obrigações contratuais existentes.</p>
<p>A fiscalização dos serviços e o cumprimento das metas permanecem sujeitos aos contratos e às autoridades responsáveis.</p>
<h2>Marcopolo recua 14,26%: juros, financiamento e renovação de ônibus entram em foco</h2>
<p>A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo, sediada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, também foi atingida pela forte desvalorização do mercado.</p>
<p>As ações preferenciais POMO4 encerraram o pregão a R$ 4,09, queda de 14,26% em relação aos R$ 4,77 registrados na sexta-feira (23).</p>
<p>A empresa atua no desenvolvimento e na fabricação de carrocerias urbanas, rodoviárias, micros e veículos destinados a operações especiais, com presença no mercado brasileiro e internacional.</p>
<p>A companhia também participa de projetos relacionados à mobilidade elétrica e ao transporte de passageiros sobre trilhos.</p>
<p>Para uma fabricante de ônibus, os juros têm importância porque grande parte das aquisições é realizada por empresas e órgãos públicos que dependem de crédito, contratos de financiamento ou programas específicos para renovação de frota.</p>
<p>Taxas de financiamento mais elevadas podem reduzir o ritmo de compras ou levar operadores a ampliar o período de utilização dos veículos existentes.</p>
<p>O câmbio também interfere no custo de componentes, mas o efeito não é exclusivamente negativo.</p>
<p>A Marcopolo possui atividades internacionais e receitas provenientes de exportações e negócios realizados em outros mercados.</p>
<p>Uma valorização do dólar pode aumentar o valor em reais de determinadas receitas externas, ao mesmo tempo em que encarece insumos importados.</p>
<p>O Diário do Transporte já havia mostrado, em reportagem de 30 de julho de 2026, que as ações da Marcopolo atravessavam um período de desvalorização apesar de resultados positivos apresentados pela companhia. Na ocasião, a análise também abordou os efeitos dos juros, do desempenho do mercado de ônibus urbanos e das exportações.</p>
<p>Assim, a queda desta segunda-feira está inserida em um contexto mais amplo, que envolve o desempenho da indústria, as condições do mercado brasileiro e as expectativas dos investidores.</p>
<h2>JSL perde cerca de metade do valor de suas ações, enquanto Rumo cai 16,76%</h2>
<p>A JSL, empresa de transporte rodoviário de cargas e operações logísticas, apresentou uma das maiores quedas percentuais do levantamento.</p>
<p>As ações JSLG3, negociadas a R$ 12,40 na sexta-feira (23), recuaram para aproximadamente R$ 6,10 nesta segunda-feira, uma desvalorização de 50,81%.</p>
<p>A companhia atua em operações logísticas para diferentes setores econômicos, incluindo transporte de cargas, armazenagem, gestão de operações e serviços dedicados.</p>
<p>A intensidade da queda chama atenção para empresas que dependem de ativos de alto valor, como caminhões, implementos rodoviários, equipamentos e estruturas logísticas.</p>
<p>O custo do financiamento desses ativos e a demanda dos clientes são fatores importantes para a continuidade dos investimentos.</p>
<p>Já a Rumo, uma das principais concessionárias ferroviárias de cargas do Brasil, apresentou queda de 16,76%, com os papéis RAIL3 encerrando a R$ 15,50.</p>
<p>A companhia participa do transporte de produtos agrícolas, combustíveis e outras mercadorias, além de operar infraestrutura ferroviária e terminais logísticos.</p>
<p>As concessões ferroviárias exigem investimentos prolongados em locomotivas, vagões, trilhos, sinalização e equipamentos.</p>
<p>Essas despesas são influenciadas por taxas de financiamento, preços de equipamentos e componentes, além da demanda do transporte de cargas.</p>
<p>Parte das atividades da Rumo também está relacionada ao agronegócio exportador, segmento cujas receitas são influenciadas pelo mercado internacional e pelo câmbio.</p>
<p>Portanto, uma moeda americana mais valorizada pode produzir efeitos diferentes sobre seus custos e sobre as cadeias produtivas atendidas.</p>
<h2>Petrobras cai 8,18%, mas preço do diesel não acompanha automaticamente as ações</h2>
<p>As ações preferenciais da Petrobras encerraram a segunda-feira com queda de 8,18%.</p>
<p>O desempenho da estatal tem relevância para os transportes porque a companhia participa da produção e do refino de combustíveis utilizados em ônibus, caminhões, veículos de passeio e outros meios de transporte.</p>
<p>Entretanto, a desvalorização das ações da Petrobras não provoca automaticamente redução ou aumento do preço do diesel.</p>
<p>Os preços dos combustíveis são influenciados por diversos fatores, incluindo o valor internacional do petróleo e de seus derivados, a cotação do dólar, os custos internos, a tributação e as decisões comerciais das empresas.</p>
<p>Uma valorização persistente do dólar pode exercer pressão sobre os custos dos combustíveis importados e sobre componentes da cadeia nacional relacionados ao mercado internacional.</p>
<p>Para o transporte coletivo urbano, essa questão é particularmente importante.</p>
<p>O diesel representa uma parcela relevante das despesas das operadoras, ao lado de salários, encargos trabalhistas, manutenção, pneus, peças e depreciação dos veículos.</p>
<p>Se houver aumento expressivo e prolongado do combustível, os contratos poderão sofrer pressões adicionais de custo.</p>
<p>Em cidades com subsídios públicos, isso poderá significar necessidade de maior desembolso dos governos para manter a tarifa cobrada do passageiro.</p>
<p>Nos serviços intermunicipais e rodoviários, eventuais aumentos dependerão das regras de reajuste e das condições de cada operação.</p>
<h2>WEG contraria a queda e sobe 4,21%: atuação internacional e tecnologias elétricas</h2>
<p>Nem todas as companhias relacionadas ao setor de transportes encerraram o pregão em baixa.</p>
<p>A WEG, fabricante brasileira de motores, equipamentos elétricos, sistemas de automação e soluções energéticas, apresentou valorização de 4,21%.</p>
<p>Os papéis WEGE3 encerraram a segunda-feira a R$ 44,53.</p>
<p>A empresa tem atuação importante na indústria e também participa da cadeia de eletromobilidade, com tecnologias aplicadas a ônibus elétricos, sistemas de tração e infraestrutura energética.</p>
<p>A WEG integra parcerias industriais relacionadas à eletrificação de veículos pesados e ao fornecimento de componentes utilizados por fabricantes brasileiros.</p>
<p>Seu desempenho financeiro também está relacionado à participação em mercados internacionais.</p>
<p>Empresas com receitas relevantes no exterior podem apresentar comportamento diferente durante períodos de forte valorização do dólar.</p>
<p>Isso não significa que todas as atividades da companhia sejam beneficiadas pelo câmbio. O resultado depende da composição de receitas e custos, da origem dos insumos e das operações financeiras.</p>
<p>No pregão desta segunda-feira, entretanto, a alta das ações da WEG contrastou com as perdas expressivas da maior parte do mercado.</p>
<h2>O que é circuit breaker e por que a Bolsa parou durante 30 minutos?</h2>
<p>A queda acentuada do Ibovespa levou a B3 a acionar o mecanismo conhecido como circuit breaker.</p>
<p>O procedimento consiste na suspensão temporária das negociações quando a Bolsa registra perdas que atingem determinados limites percentuais.</p>
<p>O objetivo é permitir que investidores e instituições financeiras reavaliem as condições do mercado, reduzindo o risco de operações realizadas em um ambiente de volatilidade extrema.</p>
<p>Na manhã desta segunda-feira, o índice atingiu o limite de queda de 10%, provocando a paralisação durante 30 minutos.</p>
<p>Após a retomada, o Ibovespa continuou recuando e chegou à mínima de 169.516,43 pontos, queda de 17,34%.</p>
<p>O índice recuperou parte das perdas ao longo do dia, mas ainda encerrou com desvalorização de 13,88%.</p>
<p>Segundo a B3, a ausência de uma segunda interrupção esteve relacionada às condições específicas do acionamento inicial, que já consideravam uma desvalorização teórica superior a 20%.</p>
<p>O mecanismo foi criado no Brasil em 1997 e já havia sido utilizado em episódios de instabilidade internacional, incluindo a crise asiática, a crise financeira de 2008 e a pandemia de Covid-19, em 2020.</p>
<p>O acionamento não significa que as empresas tenham interrompido suas atividades. A suspensão ocorreu nas negociações de ativos abrangidos pelas regras da Bolsa.</p>
<h2>Resultado das eleições e perspectivas econômicas para 2027</h2>
<p>A forte reação financeira ocorreu após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno realizado no domingo, 25 de outubro.</p>
<p>O resultado contrariou expectativas de parte dos investidores, que haviam apostado em uma vitória de Flávio Bolsonaro e em uma possível mudança da orientação econômica do governo federal.</p>
<p>Com a confirmação do resultado, houve uma revisão dos preços de ações e moedas, acompanhada de aumento dos juros futuros.</p>
<p>Entre as preocupações apontadas por analistas financeiros estão a trajetória da dívida pública, a necessidade de equilíbrio fiscal, o volume de despesas do governo e a condução da política econômica a partir de 2027.</p>
<p>Essas avaliações representam expectativas do mercado e não significam que os problemas projetados necessariamente ocorrerão.</p>
<p>A continuidade do governo também envolve políticas públicas de financiamento, investimentos em infraestrutura e programas relacionados à mobilidade, cujos resultados dependerão da execução orçamentária e das condições econômicas dos próximos anos.</p>
<p>No caso específico dos transportes, o cenário deverá ser acompanhado em relação à disponibilidade de crédito para compra de ônibus e caminhões, aos investimentos em concessões, à evolução dos custos do diesel e à continuidade dos projetos de modernização dos sistemas coletivos.</p>
<p>A volatilidade financeira observada nesta segunda-feira não permite concluir, isoladamente, que haverá aumento das tarifas, paralisação de obras ou redução das frotas.</p>
<p>Entretanto, se os juros elevados e o dólar valorizado permanecerem por um período prolongado, poderão representar dificuldades adicionais para governos e empresas que precisam investir.</p>
<p>A experiência também mostra que mudanças nas expectativas financeiras podem ser revertidas ou aprofundadas conforme novas informações econômicas e políticas são anunciadas.</p>
<p>Para quem utiliza ônibus, metrô, trem ou transporte rodoviário, o aspecto mais importante está nos efeitos dessas condições sobre os custos reais dos serviços.</p>
<p>A preocupação não é apenas com a valorização ou desvalorização de ações negociadas na Bolsa, mas com a capacidade das empresas e do poder público de financiar a manutenção, renovar veículos, ampliar a infraestrutura e preservar a qualidade do transporte oferecido à população.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Metrô remarca para 11 de novembro licitação de apoio à Pesquisa Origem e Destino 2027</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/metro-remarca-para-11-de-novembro-licitacao-de-apoio-a-pesquisa-origem-e-destino-2027/</link>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 22:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contratação abrange apoio ao gerenciamento da coleta de dados domiciliares e nos acessos à Grande São Paulo; levantamento orienta o planejamento dos transportes metropolitanos ADAMO BAZANI O Metrô de São Paulo remarcou para 11 de novembro de 2026, às 10h, a licitação de apoio ao gerenciamento da Pesquisa Origem e Destino 2027. A contratação integra [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="679" height="451" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3.jpg?fit=679%2C451&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3.jpg?w=679&amp;ssl=1 679w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3.jpg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px" /> <p><em>Contratação abrange apoio ao gerenciamento da coleta de dados domiciliares e nos acessos à Grande São Paulo; levantamento orienta o planejamento dos transportes metropolitanos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Metrô de São Paulo remarcou para 11 de novembro de 2026, às 10h, a licitação de apoio ao gerenciamento da Pesquisa Origem e Destino 2027. A contratação integra a preparação do levantamento sobre os deslocamentos na Região Metropolitana de São Paulo, utilizado para estudar a demanda e planejar redes e serviços de transporte.</p>
<p>O serviço envolve apoio ao gerenciamento da coleta de dados das pesquisas domiciliar e de linha de contorno. Essas frentes permitem compreender tanto as viagens dos moradores quanto os deslocamentos que atravessam os limites metropolitanos, acrescentando informações ao planejamento de ônibus, trens, metrô e conexões regionais.</p>
<p>O adiamento foi publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira, 26 de outubro. A disputa estava prevista para ocorrer nesta data, às 9h.</p>
<p>O procedimento é o Pregão Eletrônico 10023674, identificado no Compras.gov como 259/2026.</p>
<h2>Disputa passa por nova mudança de calendário</h2>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a licitação já havia passado por remarcações desde agosto.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Etapa do calendário divulgado</th>
<th>Data da sessão</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Programação inicial</td>
<td>28 de agosto de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeira remarcação</td>
<td>4 de setembro</td>
</tr>
<tr>
<td>Remarcação seguinte</td>
<td>24 de setembro</td>
</tr>
<tr>
<td>Data anunciada em setembro</td>
<td>8 de outubro</td>
</tr>
<tr>
<td>Data divulgada em 7 de outubro</td>
<td>26 de outubro, às 9h</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova sessão</td>
<td>11 de novembro, às 10h</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A contratação trata da estrutura de apoio ao gerenciamento da coleta. Seu objeto está ligado ao acompanhamento do trabalho que produzirá a base de informações da pesquisa.</p>
<p>A qualidade desse acompanhamento importa porque os registros precisam representar os deslocamentos da população de maneira consistente, permitindo comparar regiões, meios de transporte e motivos de viagem.</p>
<h2>Entrevistas mostram viagens que a contagem de passageiros, isoladamente, não explica</h2>
<p>A pesquisa domiciliar permite relacionar os deslocamentos às características das famílias. Investiga de onde as pessoas saem, para onde vão, os meios utilizados e os motivos das viagens.</p>
<p>Esse tipo de levantamento ajuda a compreender, por exemplo, como um passageiro combina caminhada, ônibus e trem para chegar ao trabalho. Também permite estudar diferenças entre regiões e necessidades de acesso a emprego, educação e outros serviços.</p>
<p>A linha de contorno acrescenta a observação dos fluxos nos limites da área pesquisada. São informações importantes para analisar as relações da metrópole com outras regiões.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Frente do levantamento</th>
<th>Informação que acrescenta ao planejamento</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Domiciliar</td>
<td>Padrões de deslocamento dos moradores e suas características</td>
</tr>
<tr>
<td>Linha de contorno</td>
<td>Fluxos que atravessam os limites da região pesquisada</td>
</tr>
<tr>
<td>Análise das origens e destinos</td>
<td>Relações entre bairros, municípios e polos de atração</td>
</tr>
<tr>
<td>Comparação entre meios de transporte</td>
<td>Participação e combinação dos modos nas viagens</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<h2>Série histórica começou em 1967 e ganhou edição antecipada após a pandemia</h2>
<p>A Pesquisa Origem e Destino é realizada desde 1967. Sua série histórica oferece referências para avaliar como a expansão urbana e as mudanças econômicas alteram a circulação das pessoas.</p>
<p>A edição de 2023 foi antecipada em relação ao ciclo tradicional para captar transformações associadas à pandemia. O levantamento domiciliar daquele ano abrangeu os 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, com amostra de aproximadamente 32 mil domicílios.</p>
<p>As entrevistas registraram os deslocamentos realizados pelos moradores no dia útil anterior à visita do pesquisador. A metodologia possibilita reconstruir as viagens e sua distribuição pelo território.</p>
<p>Para os passageiros, a utilidade desse conjunto de dados está nas decisões que ele subsidia: localização de novas ligações, estudo de integrações, dimensionamento de serviços e identificação de deslocamentos que exigem trajetos longos ou muitas transferências.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Mercedes-Benz inaugura Espaço Memória em São Bernardo do Campo: Confira no Diário do Transporte linha do tempo, dos primeiros ônibus monoblocos aos elétricos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/mercedes-benz-inaugura-espaco-memoria-em-sao-bernardo-do-campo-confira-no-diario-do-transporte-linha-do-tempo-dos-primeiros-onibus-monoblocos-aos-eletricos/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 21:38:46 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[História]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Exposição permanente reúne veículos históricos, como o O 321 H de 1958, e recupera a trajetória da fabricante no transporte brasileiro; especial apresenta a evolução dos monoblocos O 321, O 326, O 352, O 362, O 355, O 364, O 370, O 371 e O 400, além de chassis clássicos como LPO 321, LP 1111, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?w=8192&amp;ssl=1 8192w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=1536%2C1025&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=2048%2C1366&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Exposição permanente reúne veículos históricos, como o O 321 H de 1958, e recupera a trajetória da fabricante no transporte brasileiro; especial apresenta a evolução dos monoblocos O 321, O 326, O 352, O 362, O 355, O 364, O 370, O 371 e O 400, além de chassis clássicos como LPO 321, LP 1111, OF 1113, OF 1315, OF 1318, OF 1620 e OF 1721, com destaque para motores turbo, eletrônicos, articulados e veículos de quatro eixos</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Mercedes-Benz do Brasil inaugurou um novo Espaço Memória em sua fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, como parte das comemorações dos 70 anos de produção nacional, completados em 28 de setembro de 2026. A exposição permanente reúne ônibus, caminhões, fotografias, documentos, objetos históricos e depoimentos que recuperam a trajetória da fabricante e sua participação na evolução da indústria e dos transportes brasileiros. Um dos destaques é o monobloco O 321 H, lançado em 1958, considerado o primeiro ônibus brasileiro produzido com estrutura autoportante, na qual carroceria e estrutura resistente formavam um único conjunto.</p>
<p>A inauguração também marca uma oportunidade de revisitar a história de veículos que fizeram parte do cotidiano de diferentes gerações de passageiros, motoristas e empresários de ônibus. Entre os mais conhecidos estão os monoblocos O 321, O 362, O 364, O 371 e O 400, além de chassis como LP 1111, LPO 321, OF 1113, OF 1315, OF 1318, OF 1620, OF 1721 e a família O 500. A evolução desses modelos acompanha transformações importantes, como a introdução dos motores diesel de injeção direta, da turboalimentação, do gerenciamento eletrônico, dos ônibus articulados e de quatro eixos e, mais recentemente, da propulsão elétrica.</p>
<p>O Espaço Memória ocupa o hall de entrada e o oitavo andar do edifício central da fábrica de São Bernardo do Campo, conhecido como prédio da estrela.</p>
<p>A exposição apresenta veículos de diferentes períodos da empresa. Além do O 321 H, estão entre os exemplares um Daimler de 1909, restaurado pela Mercedes-Benz do Brasil, uma réplica do primeiro caminhão da história da fabricante e um Mercedes-Benz L 312.</p>
<p>O L 312, popularmente conhecido como Torpedo por causa do desenho de seu capô, representa o início da produção de caminhões diesel da marca no Brasil, em 1956.</p>
<p>A história dos ônibus nacionais, entretanto, envolve uma evolução industrial própria, que combinou a fabricação de veículos completos pela Mercedes-Benz e o fornecimento de chassis e plataformas destinados a fabricantes independentes de carrocerias.</p>
<p>Essas atividades ocorreram simultaneamente durante décadas. Nos anos 1970, por exemplo, a empresa já comercializava monoblocos completos e chassis para encarroçamento, enquanto nos anos 1980 e 1990 ampliou a oferta de plataformas de ônibus rodoviários e urbanos.</p>
<p>Por isso, a trajetória dos O 364, O 371 e O 400 também inclui versões destinadas a encarroçadoras. A família O 500, introduzida em 2001, deu continuidade e modernizou essa atuação, com novas arquiteturas, motorização eletrônica e configurações para diferentes aplicações.</p>
<h2>Dos monoblocos aos chassis: uma história de soluções diferentes para o transporte brasileiro</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-541528" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=1024%2C423&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="423" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=1024%2C423&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=300%2C124&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=150%2C62&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=768%2C318&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=400%2C165&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?w=1260&amp;ssl=1 1260w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>A industrialização nacional dos ônibus Mercedes-Benz começou em uma época em que grande parte dos veículos utilizados pelas empresas de transporte era construída sobre chassis derivados de caminhões.</p>
<p>Era uma alternativa considerada viável diante das condições econômicas e da infraestrutura rodoviária brasileira.</p>
<p>A chegada do O 321 H, em 1958, representou uma mudança importante. A construção integral permitiu desenvolver um veículo especificamente concebido para passageiros, com motor traseiro e melhor aproveitamento do salão.</p>
<p>O modelo tornou-se conhecido também pelo apelido de Bicudinho, em referência ao desenho de sua dianteira.</p>
<p>A produção brasileira de monoblocos evoluiu ao longo de quase quatro décadas, passando por gerações com diferentes motores, suspensões, transmissões e dimensões. A fabricação dos veículos completos foi encerrada na segunda metade dos anos 1990, com a família O 400.</p>
<p>Já os chassis com motor dianteiro e traseiro permaneceram em produção e foram continuamente modernizados.</p>
<p>Essa coexistência é importante para compreender a trajetória industrial da Mercedes-Benz e das encarroçadoras brasileiras, que desenvolveram carrocerias urbanas e rodoviárias próprias utilizando componentes mecânicos e plataformas fornecidas pela montadora.</p>
<h2>LINHA DO TEMPO ESPECIAL — Todos os principais monoblocos Mercedes-Benz nacionais, suas evoluções e características técnicas</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541529" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?resize=799%2C550&#038;ssl=1" alt="" width="799" height="550" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?w=799&amp;ssl=1 799w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?resize=768%2C529&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?resize=400%2C275&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px" /></p>
<p>Os períodos apresentados correspondem às referências históricas mais consistentes de lançamento e fabricação. Algumas famílias tiveram produção simultânea e versões específicas encerradas em anos diferentes. Quando não há documentação suficiente para estabelecer o mês ou ano exato de término de todas as configurações, é indicada a faixa histórica, sem transformar estimativas em datas oficiais.</p>
<h3>1958 a 1970 — Mercedes-Benz O 321 H e O 321 HL</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541530" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-2-1.jpg?resize=400%2C233&#038;ssl=1" alt="" width="400" height="233" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-2-1.jpg?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-2-1.jpg?resize=300%2C175&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-2-1.jpg?resize=150%2C87&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></p>
<p>O primeiro monobloco produzido no Brasil inaugurou uma nova fase na indústria de ônibus do País.</p>
<p>Utilizava construção autoportante, motor diesel traseiro de seis cilindros, transmissão manual e suspensão desenvolvida para o transporte de passageiros. A motorização inicial pertencia à família OM 321, de injeção indireta, com potência em torno de 100 cv nas configurações originais.</p>
<p>A posição traseira do motor permitia eliminar o grande compartimento mecânico dianteiro típico dos veículos derivados de caminhões.</p>
<p>A versão HL possuía entre-eixos e comprimento maiores, permitindo acomodar mais passageiros.</p>
<p>Os veículos foram empregados em serviços urbanos, intermunicipais e rodoviários.</p>
<p>O modelo também marcou uma etapa da internacionalização da produção brasileira: em 1961, a Mercedes-Benz exportou 550 ônibus O 321 H para a Argentina.</p>
<p>Sua importância histórica está na introdução da construção monobloco em escala industrial no Brasil, embora chassis para encarroçamento tenham continuado a ser fabricados normalmente.</p>
<h3>1966 ao início dos anos 1970 — Mercedes-Benz O 326</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541531" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/fdeb9babe8d340e15c7679f7e46260ea.jpg?resize=625%2C328&#038;ssl=1" alt="" width="625" height="328" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/fdeb9babe8d340e15c7679f7e46260ea.jpg?w=625&amp;ssl=1 625w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/fdeb9babe8d340e15c7679f7e46260ea.jpg?resize=300%2C157&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/fdeb9babe8d340e15c7679f7e46260ea.jpg?resize=150%2C79&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/fdeb9babe8d340e15c7679f7e46260ea.jpg?resize=400%2C210&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px" /></p>
<p>O O 326 ampliou a capacidade de atendimento ao transporte rodoviário.</p>
<p>Apresentado em 1966, no Salão do Automóvel, representou uma evolução da família anterior, com maior disponibilidade de potência e características voltadas a viagens de longa distância.</p>
<p>As configurações da família OM 326 permitiam potências superiores às dos primeiros O 321, com versões que chegaram à faixa de 180 cv.</p>
<p>O aumento da potência era relevante para operações com maior lotação, bagagens e percursos de relevo acidentado.</p>
<p>O O 326 manteve a concepção de motor traseiro e estrutura integral, contribuindo para a consolidação dos ônibus Mercedes-Benz em serviços rodoviários.</p>
<h3>1969 ao início dos anos 1970 — Mercedes-Benz O 352</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541532" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3-1.jpg?resize=523%2C382&#038;ssl=1" alt="" width="523" height="382" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3-1.jpg?w=523&amp;ssl=1 523w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3-1.jpg?resize=300%2C219&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3-1.jpg?resize=150%2C110&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3-1.jpg?resize=400%2C292&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 523px) 100vw, 523px" /></p>
<p>O O 352 marcou uma transformação importante na tecnologia dos motores diesel utilizados pela fabricante.</p>
<p>Lançado em 1969, incorporou o motor OM 352, de seis cilindros, 5,7 litros e injeção direta, com potência aproximada de 130 cv em sua configuração aspirada.</p>
<p>A injeção direta representava avanço em relação às tecnologias anteriores, com benefícios potenciais para consumo e eficiência.</p>
<p>O OM 352 tornou-se um dos motores diesel mais conhecidos da indústria brasileira e foi utilizado em diferentes aplicações, incluindo caminhões e chassis de ônibus.</p>
<p>A família foi importante tanto para a evolução dos monoblocos quanto para a padronização de componentes mecânicos utilizados nos transportes brasileiros.</p>
<h3>1971 a 1979 — Mercedes-Benz O 362 e O 362 A</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541533" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-4.jpg?resize=697%2C440&#038;ssl=1" alt="" width="697" height="440" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-4.jpg?w=697&amp;ssl=1 697w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-4.jpg?resize=300%2C189&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-4.jpg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-4.jpg?resize=400%2C253&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px" /></p>
<p>O O 362 foi lançado em 1971 para aplicações urbanas e intermunicipais.</p>
<p>A família utilizava motor traseiro e reunia características que posteriormente influenciariam a evolução dos ônibus da marca.</p>
<p>Seu maior destaque técnico foi a versão O 362 A, equipada com motor OM 352 A turboalimentado, de aproximadamente 156 cv na medição DIN.</p>
<p>O modelo é apontado em levantamentos históricos do setor como um dos pioneiros, e particularmente como o primeiro monobloco nacional com motor turbo destinado ao transporte de passageiros.</p>
<p>A turboalimentação permitia aumentar a potência sem exigir crescimento proporcional da cilindrada, aproveitando a energia dos gases de escapamento para comprimir o ar admitido pelo motor.</p>
<p>Para as empresas, isso significava ampliar a capacidade de operação em linhas com ladeiras, percursos rodoviários e maiores exigências de desempenho.</p>
<p>Além dos monoblocos completos, a Mercedes-Benz apresentou em 1972 a plataforma O 362 destinada ao encarroçamento por terceiros, exemplo de que as duas formas de fornecimento já coexistiam.</p>
<h3>1972 ao final dos anos 1970 — Mercedes-Benz O 355</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541534" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-5.jpg?resize=568%2C438&#038;ssl=1" alt="" width="568" height="438" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-5.jpg?w=568&amp;ssl=1 568w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-5.jpg?resize=300%2C231&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-5.jpg?resize=150%2C116&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-5.jpg?resize=400%2C308&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 568px) 100vw, 568px" /></p>
<p>O O 355 foi desenvolvido para o transporte rodoviário, com características de maior potência e capacidade para viagens.</p>
<p>A família utilizou motores OM 355, incluindo configurações de seis cilindros com potência em torno de 200 cv, de acordo com a versão.</p>
<p>Representou uma evolução em relação aos ônibus rodoviários anteriores, especialmente no atendimento de empresas que operavam percursos de longa distância.</p>
<p>Assim como ocorreu com o O 362, houve também plataformas destinadas ao encarroçamento por fabricantes independentes.</p>
<p>O modelo ajudou a consolidar a utilização de conjuntos mecânicos de maior potência na indústria nacional de ônibus.</p>
<h3>1978 a meados dos anos 1980 — Mercedes-Benz O 364</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541535" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-6-1.jpg?resize=546%2C366&#038;ssl=1" alt="" width="546" height="366" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-6-1.jpg?w=546&amp;ssl=1 546w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-6-1.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-6-1.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-6-1.jpg?resize=400%2C268&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px" /></p>
<p>O O 364 representou uma renovação importante na linha de ônibus completos.</p>
<p>Lançado em 1978, foi oferecido em versões urbanas e rodoviárias, com diferentes dimensões e motorizações.</p>
<p>Entre as configurações estavam o O 364 11 R, voltado ao transporte urbano, além de versões 12 R e 13 R, utilizadas em outras aplicações.</p>
<p>Os motores incluíam integrantes das famílias OM 352 e OM 355, conforme a versão.</p>
<p>A carroceria apresentava linhas mais retas e desenho atualizado em relação aos primeiros monoblocos.</p>
<p>O período também marcou a ampliação industrial da Mercedes-Benz, com a instalação de uma unidade especializada na fabricação de ônibus em Campinas, no interior de São Paulo, inaugurada em 1979.</p>
<p>A fábrica passou a concentrar a produção de monoblocos completos e plataformas, enquanto São Bernardo do Campo permanecia importante na produção de chassis e componentes.</p>
<h3>Final dos anos 1980 — Mercedes-Benz O 365</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541536" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-7-1.jpg?resize=556%2C349&#038;ssl=1" alt="" width="556" height="349" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-7-1.jpg?w=556&amp;ssl=1 556w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-7-1.jpg?resize=300%2C188&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-7-1.jpg?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-7-1.jpg?resize=400%2C251&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 556px) 100vw, 556px" /></p>
<p>Menos conhecido do que outras famílias, o O 365 integrou a evolução tecnológica dos ônibus Mercedes-Benz nos anos 1980.</p>
<p>Sua presença comercial foi mais restrita, com diferentes configurações mecânicas e registros históricos concentrados na segunda metade da década.</p>
<p>A documentação disponível exige cautela para estabelecer um período único de fabricação de todas as variantes.</p>
<p>O modelo merece registro justamente por não aparecer em muitas cronologias resumidas dos monoblocos nacionais.</p>
<h3>1984 a 1987 — Mercedes-Benz O 370</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541537" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mercedes-benz-o370-07.jpg?resize=750%2C466&#038;ssl=1" alt="" width="750" height="466" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mercedes-benz-o370-07.jpg?w=750&amp;ssl=1 750w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mercedes-benz-o370-07.jpg?resize=300%2C186&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mercedes-benz-o370-07.jpg?resize=150%2C93&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mercedes-benz-o370-07.jpg?resize=400%2C249&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O O 370 representou uma mudança importante nos ônibus rodoviários da Mercedes-Benz.</p>
<p>A família teve versões R, RS e RSD, incluindo veículos de três eixos destinados ao transporte de longa distância.</p>
<p>Entre os avanços estavam as motorizações turboalimentadas e, nas configurações de maior potência, o uso de arrefecimento do ar admitido pelo motor, conhecido como intercooler ou pós-resfriador.</p>
<p>A combinação de turboalimentação e arrefecimento permitia elevar a potência e melhorar o desempenho.</p>
<p>Os ônibus de três eixos ampliavam a capacidade de transporte e permitiam diferentes distribuições de peso.</p>
<p>Em 1986, a Mercedes-Benz também apresentou o O 370 UP, destinado ao transporte urbano, com concepção de ônibus padron.</p>
<p>A família representou uma transição tecnológica para a geração O 371.</p>
<h3>1987 a meados dos anos 1990 — Mercedes-Benz O 371</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541538" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?resize=542%2C564&#038;ssl=1" alt="" width="542" height="564" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?w=542&amp;ssl=1 542w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?resize=288%2C300&amp;ssl=1 288w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?resize=144%2C150&amp;ssl=1 144w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?resize=400%2C416&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?resize=150%2C156&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px" /></p>
<p>O O 371 tornou-se uma das famílias mais conhecidas da história dos ônibus Mercedes-Benz no Brasil.</p>
<p>Lançado em 1987, foi oferecido em versões urbanas e rodoviárias, abrangendo configurações como O 371 U, UP, UL, R, RS, RSD e RSL.</p>
<p>A linha rodoviária reunia diferentes potências, comprimentos e configurações de eixos.</p>
<p>Nas versões de maior potência, destacaram-se motores turboalimentados e pós-resfriados, incluindo componentes da família OM 355.</p>
<p>O O 371 RSD foi utilizado em serviços rodoviários com veículos de três eixos, enquanto o RSL oferecia uma alternativa de maior comprimento, com configuração específica para operação rodoviária.</p>
<p>Em 1992, foram apresentados novos modelos RSL e UL, ampliando a diversidade da família.</p>
<p>Na operação urbana, o O 371 UP consolidou soluções destinadas a ônibus padron, enquanto o O 371 UL atendia outras necessidades de transporte.</p>
<p>Também existiram versões relacionadas à utilização de combustíveis alternativos e propulsão elétrica, incluindo o O 371 UG, a gás natural, e o O 371 TR, trólebus.</p>
<p>A diversidade mostra que a família não representava apenas um desenho de carroceria, mas um conjunto de soluções industriais com diferentes tecnologias.</p>
<h3>1994 a 1996/1997 — Mercedes-Benz O 400</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541543" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-9-2.jpg?resize=678%2C452&#038;ssl=1" alt="" width="678" height="452" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-9-2.jpg?w=678&amp;ssl=1 678w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-9-2.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-9-2.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-9-2.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px" /></p>
<p>A família O 400 marcou a última geração dos ônibus completos de construção monobloco fabricados pela Mercedes-Benz no Brasil.</p>
<p>Foi apresentada em 1994, embora registros de desenvolvimento e transição industrial apareçam desde 1993.</p>
<p>Entre as versões estavam O 400 R, RS e RSD para serviços rodoviários, além de configurações urbanas.</p>
<p>A família também compreendia plataformas destinadas a receber carrocerias de fabricantes independentes, incluindo aplicações articuladas.</p>
<p>No segmento rodoviário, as versões de maior capacidade incorporavam motores potentes, sistemas de suspensão mais elaborados e equipamentos destinados a melhorar o desempenho, o conforto e a segurança.</p>
<p>O encerramento da fabricação de monoblocos completos ocorreu em torno de 1996 e 1997, com a descontinuação da atividade industrial de ônibus integrais em Campinas.</p>
<p>Isso não significou o fim das plataformas O 400, que continuaram a ser oferecidas em determinadas configurações.</p>
<p>Naquele período, a estratégia da Mercedes-Benz passou a dar maior ênfase ao fornecimento de chassis e plataformas para encarroçadoras, atividade que já existia havia décadas.</p>
<h2>LINHA DO TEMPO ESPECIAL — Os chassis Mercedes-Benz que marcaram o transporte coletivo brasileiro</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-541545" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=1024%2C679&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="679" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=1024%2C679&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=768%2C509&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=400%2C265&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?w=1202&amp;ssl=1 1202w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>A evolução dos chassis representa uma parte fundamental da história da Mercedes-Benz no Brasil. Embora os monoblocos tenham introduzido soluções construtivas importantes, foi por meio dos chassis fornecidos às encarroçadoras que a montadora alcançou grande parte das empresas de transporte urbano, metropolitano, escolar, fretamento e rodoviário.</p>
<p>Essa trajetória reúne veículos mecânicos relativamente simples, modelos de motor traseiro, soluções com suspensão pneumática, motores turboalimentados e, a partir de 1998, sistemas de gerenciamento eletrônico.</p>
<h3>1956 ao final dos anos 1950 — LP 312: o primeiro chassi de ônibus nacional</h3>
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<p>O LP 312 foi o primeiro chassi de ônibus totalmente fabricado pela Mercedes-Benz no Brasil, em 1956.</p>
<p>Utilizava motorização diesel dianteira e uma concepção mecânica derivada dos veículos comerciais da época.</p>
<p>Seu principal significado foi permitir que encarroçadoras brasileiras desenvolvessem ônibus utilizando uma base mecânica produzida no País.</p>
<p>A existência de fornecedores nacionais de chassis, motores e componentes ajudou a reduzir a dependência de veículos importados e estimulou a indústria de carrocerias.</p>
<h3>Final dos anos 1950 e década de 1960 — LP 321 e LPO 321</h3>
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<p>Os chassis LP 321 e LPO 321 participaram da expansão da Mercedes-Benz no mercado brasileiro, especialmente em um período de crescimento das empresas de ônibus e das redes rodoviárias.</p>
<p>O LPO 321 era destinado ao transporte de passageiros e podia receber carrocerias desenvolvidas pelas encarroçadoras nacionais.</p>
<p>Sua importância está na consolidação de uma solução que permaneceu central para o setor: o fornecimento de uma base mecânica industrializada, posteriormente adaptada às características de cada operação.</p>
<p>Esses chassis utilizavam motores diesel mecânicos, transmissão manual e suspensões convencionais, adequadas às condições de operação da época.</p>
<h3>Década de 1960 — LP 1111</h3>
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<p>O LP 1111 foi um dos modelos que contribuíram para a popularização dos veículos comerciais Mercedes-Benz nas cidades e estradas brasileiras.</p>
<p>Embora sua configuração estivesse relacionada à linha de caminhões, também serviu de base para ônibus encarroçados no País.</p>
<p>Utilizava motor diesel dianteiro e componentes compartilhados com outros veículos comerciais da fabricante, facilitando o fornecimento de peças e a manutenção.</p>
<p>Essa característica era especialmente importante para operadores de pequeno e médio porte, que muitas vezes mantinham frotas de ônibus e caminhões com componentes semelhantes.</p>
<h3>1971 a meados dos anos 1980 &#8211;  OF 1113 eOF 1313</h3>
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<p>&nbsp;</p>
<p>A família OF marcou uma das fases mais importantes da história dos chassis Mercedes-Benz.</p>
<p>O OF 1313, introduzido em 1971, foi o primeiro modelo da linha OF, segundo a cronologia oficial da fabricante.</p>
<p>O conceito reunia motor dianteiro, estrutura apropriada para ônibus e componentes conhecidos das oficinas brasileiras.</p>
<p>Os modelos OF 1313 e OF 1113 ficaram associados a uma geração de veículos urbanos e intermunicipais que utilizavam motores OM 352, com injeção direta e manutenção mecânica relativamente simples.</p>
<p>A robustez, a disponibilidade de peças e a possibilidade de receber carrocerias de diferentes fabricantes contribuíram para a ampla utilização dessas configurações.</p>
<p>A linha OF também ajudou a estabelecer um padrão de ônibus urbanos com motor dianteiro que permaneceu importante no mercado brasileiro por décadas.</p>
<h3>Décadas de 1970 e 1980 — OH 1313 e evolução dos chassis de motor traseiro</h3>
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<p>Paralelamente ao crescimento dos veículos de motor dianteiro, a Mercedes-Benz ampliou a oferta de chassis OH, com motor traseiro.</p>
<p>A disposição do conjunto mecânico favorecia soluções de carroceria mais adequadas às exigências de determinadas operações urbanas e rodoviárias.</p>
<p>O OH 1313 marcou o início dessa etapa, permitindo que encarroçadoras desenvolvessem veículos com características diferentes das encontradas na linha OF.</p>
<p>Posteriormente, surgiram modelos com outras potências, suspensões e dimensões, ampliando o atendimento às empresas que buscavam ônibus de maior conforto e desempenho.</p>
<h3>1985 a meados dos anos 1990 — OF 1115 e OF 1315</h3>
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<p>O OF 1115 representou uma evolução da família de menor capacidade, com motorização mais potente do que a utilizada em parte dos modelos anteriores.</p>
<p>O OF 1315, introduzido em 1988, utilizava tecnologia da família de motores OM 366.</p>
<p>Os dois modelos participaram da renovação de frotas urbanas e intermunicipais em uma época na qual crescia a preocupação com potência, capacidade de transporte e desempenho operacional.</p>
<p>A chegada de novas carrocerias, com desenhos mais modernos e melhor aproveitamento interno, também marcou essa geração.</p>
<h3>1988 ao final dos anos 1990 — OF 1318: a turboalimentação ganha espaço nos chassis urbanos</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541553" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?resize=800%2C600&#038;ssl=1" alt="" width="800" height="600" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>O OF 1318 tornou-se um dos modelos mais conhecidos da Mercedes-Benz entre o fim dos anos 1980 e a década de 1990.</p>
<p>Equipado com motor OM 366 A turboalimentado, oferecia potência na faixa de 180 cv, superior à encontrada em muitos dos chassis anteriores.</p>
<p>Essa característica ajudava nas operações urbanas com grande número de passageiros, aclives e percursos mais exigentes.</p>
<p>O modelo também se beneficiava do amplo conhecimento dos mecânicos brasileiros sobre os motores Mercedes-Benz.</p>
<p>Sua difusão representou uma etapa importante da popularização da turboalimentação nos ônibus de motor dianteiro.</p>
<h3>1987 ao final dos anos 1990 — OH 1315, OH 1318 e outras configurações traseiras</h3>
<p>A família OH passou por importantes mudanças na segunda metade dos anos 1980.</p>
<p>O OH 1315 destacou-se também pela apresentação de configurações com alimentação por gás natural, parte das experiências da Mercedes-Benz com combustíveis alternativos.</p>
<p>O OH 1318 ampliou as opções destinadas a empresas que buscavam ônibus de motor traseiro com maior potência.</p>
<p>Esses chassis permitiam a utilização de carrocerias urbanas e intermunicipais com características diferenciadas de conforto e distribuição dos componentes mecânicos.</p>
<h3>1992 a meados dos anos 1990 — OF 1618</h3>
<p>Apresentado em 1992, o OF 1618 representou uma nova configuração de chassi com motor dianteiro.</p>
<p>O modelo atendia à demanda por veículos de maior porte, acompanhando as transformações nas carrocerias e nos sistemas de transporte coletivo.</p>
<p>A configuração antecedeu a introdução de famílias mais modernas, como o OF 1620.</p>
<h3>1993 a meados dos anos 1990 — OH 1635 L</h3>
<p>O OH 1635 L foi apresentado em 1993 como uma opção de chassi com motor traseiro e maior potência.</p>
<p>Destinado a aplicações de maior exigência, integrava a evolução dos ônibus rodoviários e especiais com sistemas de suspensão e componentes mecânicos mais sofisticados.</p>
<p>A motorização de elevada potência ampliava as possibilidades de encarroçamento para veículos de maior capacidade.</p>
<h3>1994 a 1998 — OF 1620</h3>
<p>O OF 1620 representou uma das evoluções da Mercedes-Benz nos chassis de motor dianteiro durante a década de 1990.</p>
<p>Lançado em 1994, utilizava motorização na faixa de 200 cv e foi empregado em ônibus urbanos, intermunicipais e de fretamento.</p>
<p>O modelo teve presença importante nas frotas brasileiras, especialmente em um período de renovação das carrocerias e crescimento das exigências operacionais.</p>
<p>Antecedeu o OF 1721, que se tornaria uma das famílias de maior sucesso comercial da fabricante.</p>
<h3>1998 — OF 1417: o primeiro chassi de ônibus nacional com motor eletrônico</h3>
<p>Um dos marcos tecnológicos mais importantes da Mercedes-Benz ocorreu em 1998, com a apresentação do OF 1417.</p>
<p>Segundo a própria fabricante, foi o primeiro chassi de ônibus produzido no Brasil com motor de gerenciamento eletrônico.</p>
<p>A novidade representou uma mudança em relação aos sistemas tradicionais de controle mecânico da injeção de combustível.</p>
<p>O gerenciamento eletrônico permitia controlar parâmetros do motor de maneira mais precisa, contribuindo para melhorias de desempenho, consumo e emissões.</p>
<p>A tecnologia também alterou o trabalho de manutenção, incorporando equipamentos de diagnóstico e maior conhecimento sobre componentes eletrônicos.</p>
<p>Embora motores com sistemas eletrônicos já estivessem presentes em aplicações internacionais, o OF 1417 marcou a introdução dessa tecnologia na fabricação nacional de chassis de ônibus.</p>
<h3>1998 a 2004 — OF 1721: primeira geração</h3>
<p>O OF 1721 foi lançado em 1998, sucedendo o OF 1620 em uma parte importante do mercado.</p>
<p>O novo chassi incorporou alterações destinadas a melhorar o aproveitamento da carroceria, a distribuição dos componentes e as condições de operação.</p>
<p>Entre suas características estavam motor dianteiro em posição rebaixada, diferentes opções de entre-eixos e possibilidade de utilização de transmissão automática.</p>
<p>O modelo foi desenvolvido em um período de maior aproximação entre a fabricante e os operadores de ônibus.</p>
<p>A família ganhou espaço nos serviços urbanos, intermunicipais, rodoviários de curta distância e fretamento.</p>
<p>A denominação OF 1721 continuaria a ser utilizada em outras gerações, com alterações substanciais nas motorizações e nos sistemas de controle.</p>
<h3>1999 ao início dos anos 2000 — OH 1628 L</h3>
<p>O OH 1628 L ampliou a oferta de chassis com motor traseiro para aplicações de maior potência.</p>
<p>Destinado a operações que exigiam melhor desempenho, representou uma alternativa para fabricantes de carrocerias rodoviárias e urbanas especiais.</p>
<p>Sua chegada ocorreu em um momento de transição tecnológica, com expansão dos motores de gerenciamento eletrônico.</p>
<h3>2001 — Nasce a família O 500</h3>
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<p>A família O 500 foi apresentada em 2001 como uma nova geração de chassis e plataformas de ônibus.</p>
<p>O lançamento reuniu soluções de gerenciamento eletrônico do motor, novas configurações mecânicas e arquiteturas destinadas a diferentes segmentos de transporte.</p>
<p>A família inicialmente ganhou espaço nas aplicações rodoviárias, sendo posteriormente ampliada para serviços urbanos.</p>
<p>É importante destacar que a Mercedes-Benz já fornecia plataformas para encarroçamento nas gerações O 362, O 364, O 370, O 371 e O 400.</p>
<p>Dessa forma, o O 500 não representou a criação dessa modalidade de fornecimento, mas a continuidade de uma atividade industrial existente, com novas soluções de engenharia.</p>
<p>Em 2004, a Mercedes-Benz ampliou a linha rodoviária com os modelos O 500 RS e O 500 RSD, incluindo configurações de três eixos.</p>
<h3>2004 — OF 1722 e OF 1722 M</h3>
<p>A introdução da família OF 1722 representou uma nova etapa da evolução dos chassis com motor dianteiro.</p>
<p>O modelo incorporou gerenciamento eletrônico e motorização de maior potência, destinada às necessidades do transporte urbano, intermunicipal e de fretamento.</p>
<p>O OF 1722 M ampliou as configurações disponíveis para empresas que buscavam veículos de maior capacidade e desempenho.</p>
<p>A família participou de um período de modernização das frotas, com alterações nos limites de emissões e na tecnologia dos motores diesel.</p>
<h3>2006 — O 500 MA e O 500 UA ampliam a linha de articulados</h3>
<p>Em 2006, a Mercedes-Benz apresentou novas configurações urbanas da família O 500, incluindo chassis articulados.</p>
<p>Os O 500 MA e UA ampliaram as alternativas oferecidas às empresas de transporte e aos gestores de sistemas urbanos.</p>
<p>A articulação permitia aumentar a capacidade de transporte em relação aos ônibus convencionais, especialmente em corredores de maior demanda.</p>
<p>Essa geração incorporava soluções de controle eletrônico e configurações desenvolvidas para operações de maior capacidade.</p>
<h3>2010 — O 500 RSDD 8&#215;2: quatro eixos no segmento rodoviário</h3>
<p>O lançamento do O 500 RSDD, em 2010, representou um marco na oferta nacional da Mercedes-Benz para ônibus rodoviários de quatro eixos.</p>
<p>Com configuração 8&#215;2, o chassi foi desenvolvido para veículos de maior porte, incluindo ônibus de dois andares.</p>
<p>A distribuição da carga por quatro eixos ampliava as possibilidades de utilização de carrocerias maiores, respeitadas as exigências legais de peso e dimensões.</p>
<p>O modelo também oferecia características voltadas ao transporte de longa distância, incluindo sistemas eletrônicos de gerenciamento e componentes destinados à segurança e ao conforto.</p>
<p>A configuração tornou-se importante para o segmento de ônibus double decker, utilizado por empresas rodoviárias e de turismo.</p>
<h3>2012 — Nova geração de chassis sob a fase P-7</h3>
<p>A entrada em vigor da fase P-7 do Proconve levou a alterações importantes na tecnologia dos motores diesel.</p>
<p>A Mercedes-Benz atualizou sua linha de chassis, incluindo famílias OF e O 500, para atender aos novos limites de emissões.</p>
<p>A mudança envolveu gerenciamento eletrônico, sistemas de pós-tratamento de gases de escapamento e novos procedimentos de manutenção.</p>
<p>Também representou uma transformação na operação das empresas de ônibus, que passaram a lidar com tecnologias ambientais mais complexas.</p>
<h3>2016 — O 500 MDA e UDA: superarticulados</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541557" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/super_articulado.webp?resize=664%2C443&#038;ssl=1" alt="" width="664" height="443" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/super_articulado.webp?w=664&amp;ssl=1 664w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/super_articulado.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/super_articulado.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/super_articulado.webp?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px" /></p>
<p>A Mercedes-Benz ampliou sua linha de ônibus de grande capacidade com os chassis superarticulados O 500 MDA e UDA.</p>
<p>Esses modelos foram desenvolvidos para aplicações em corredores de maior demanda, incluindo sistemas de transporte rápido por ônibus, conhecidos como BRT.</p>
<p>As configurações permitiam carrocerias mais compridas e maior capacidade de passageiros.</p>
<p>A introdução dos superarticulados também refletiu a necessidade de aumentar a oferta de lugares em corredores onde a expansão do número de viagens era limitada pela infraestrutura viária.</p>
<h3>2020 — OF 1621 para fretamento</h3>
<p>A Mercedes-Benz apresentou o OF 1621 como uma alternativa voltada às necessidades do transporte de fretamento.</p>
<p>O modelo integrou a diversificação de chassis de motor dianteiro, atendendo empresas que operam transporte de trabalhadores, viagens especiais e serviços contratados.</p>
<h3>2021 — OF 1721 alcança 100 mil unidades vendidas</h3>
<p>Em 2021, a Mercedes-Benz anunciou que o OF 1721 havia alcançado a marca de 100 mil unidades comercializadas no mercado brasileiro desde 1998.</p>
<p>O número mostrou a importância comercial do chassi em diferentes gerações.</p>
<p>Embora a denominação tenha sido preservada, o modelo passou por alterações de motorização, controles eletrônicos, sistemas de emissões e componentes mecânicos.</p>
<h3>2021 — O 500 R Super Padron</h3>
<p>Também em 2021, a Mercedes-Benz apresentou uma nova configuração do O 500 R destinada ao segmento urbano Super Padron.</p>
<p>O produto ampliou as possibilidades de utilização da arquitetura de motor traseiro em ônibus urbanos de maior porte.</p>
<h3>2021 a 2023 — eO500U e o início da eletrificação nacional</h3>
<p>Em agosto de 2021, a Mercedes-Benz apresentou o eO500U, primeiro chassi de ônibus elétrico desenvolvido pela fabricante no Brasil.</p>
<p>O veículo foi projetado para aplicações urbanas, com propulsão elétrica alimentada por baterias.</p>
<p>A chegada do modelo representou uma mudança importante na arquitetura dos ônibus da empresa, com a substituição do motor diesel por um sistema de tração elétrica.</p>
<p>A evolução passou a exigir conhecimentos relacionados a baterias, infraestrutura de recarga, gerenciamento térmico e sistemas de alta tensão.</p>
<h3>2023 — Chassis BlueTec 6 e a fase P-8</h3>
<p>Com a introdução da fase P-8 do Proconve, a Mercedes-Benz atualizou os motores diesel de sua linha de ônibus.</p>
<p>Entre os modelos abrangidos pela nova geração estão chassis OF e O 500 destinados a serviços urbanos, rodoviários e de fretamento.</p>
<p>As alterações envolveram novos sistemas de controle de emissões e gerenciamento eletrônico.</p>
<h3>2026 — eO500UA e novas alternativas de propulsão</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541558" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-16.jpg?resize=638%2C480&#038;ssl=1" alt="" width="638" height="480" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-16.jpg?w=638&amp;ssl=1 638w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-16.jpg?resize=300%2C226&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-16.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-16.jpg?resize=400%2C301&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px" /></p>
<p>A ampliação da oferta de veículos elétricos inclui o eO500UA, destinado a ônibus articulados, e novas soluções desenvolvidas para aplicações urbanas.</p>
<p>Essa etapa mostra como a fabricante procura oferecer configurações para diferentes necessidades de operação, desde sistemas de transporte de maior capacidade até serviços urbanos convencionais.</p>
<h2>2026 — Mercedes-Benz eCity: arquitetura da família OF chega à eletrificação com ônibus mais acessível</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-541559" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=1024%2C576&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?w=1920&amp;ssl=1 1920w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>Em 11 de agosto de 2026, durante a Lat.Bus, a Mercedes-Benz apresentou o eCity básico, um novo chassi elétrico desenvolvido para ampliar o acesso à eletromobilidade no transporte coletivo brasileiro, especialmente em municípios de menor porte e operações que não exigem grande autonomia diária.</p>
<p>O modelo tem configuração de piso alto, carroceria de 12,1 metros, capacidade para 77 passageiros e autonomia média de 150 quilômetros por carga. Utiliza três baterias fornecidas pela WEG, duas instaladas entre os eixos e uma no balanço traseiro, sem necessidade de instalar baterias sobre o teto.</p>
<p>Outra característica importante é a utilização de motor elétrico central, diferentemente do eO500U, que possui dois motores elétricos junto às rodas do eixo de tração.</p>
<p>O desenho mecânico aproveita características da arquitetura dos tradicionais chassis OF da Mercedes-Benz, especialmente na configuração estrutural, oferecendo uma solução diferente daquela encontrada nos ônibus elétricos de piso baixo.</p>
<p>O eCity também representa uma novidade comercial: será oferecido já encarroçado, inicialmente pela Caio, com uma única nota fiscal para o ônibus completo. Isso não significa que seja um monobloco, uma vez que o veículo continua utilizando chassi e carroceria de fabricantes distintos.</p>
<p>Em entrevista exclusiva ao Diário do Transporte, durante a Lat.Bus 2026, o gerente de Eletromobilidade da Mercedes-Benz, Mike Munhato, explicou que o objetivo é oferecer um ônibus elétrico financeiramente mais acessível, principalmente para cidades que ainda não possuem frotas dessa tecnologia.</p>
<p>O executivo destacou que a autonomia de 150 quilômetros precisa ser avaliada conforme a operação. O modelo pode atender linhas de bairro, alimentadoras, circulares e serviços que permitem recarga entre os horários de pico.</p>
<p>A fabricante também apresentou uma ferramenta de simulação que permite ao operador avaliar antecipadamente a autonomia e o consumo de energia conforme o percurso, as condições de operação e o modelo escolhido.</p>
<p>O eCity passou a integrar uma oferta de três modelos elétricos de tecnologia própria da Mercedes-Benz: o eCity básico, o eO500U padron de piso baixo e o eO500UA articulado de piso baixo.</p>
<p>A fabricante também mantém sua parceria com a Eletra, empresa de São Bernardo do Campo especializada em sistemas de tração elétrica, ampliando as possibilidades de configurações de ônibus elétricos sobre plataformas Mercedes-Benz.</p>
<h3>Ficha técnica do eCity básico</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Especificação</th>
</tr>
<tr>
<td>Apresentação</td>
<td>11 de agosto de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Categoria</td>
<td>Ônibus urbano elétrico</td>
</tr>
<tr>
<td>Arquitetura</td>
<td>Chassi com características da família OF</td>
</tr>
<tr>
<td>Piso</td>
<td>Alto</td>
</tr>
<tr>
<td>Comprimento</td>
<td>12,1 metros</td>
</tr>
<tr>
<td>Capacidade</td>
<td>77 passageiros</td>
</tr>
<tr>
<td>Autonomia</td>
<td>Média de 150 km</td>
</tr>
<tr>
<td>Baterias</td>
<td>Três conjuntos WEG</td>
</tr>
<tr>
<td>Posição das baterias</td>
<td>Duas entre os eixos e uma no balanço traseiro</td>
</tr>
<tr>
<td>Motorização</td>
<td>Motor elétrico central</td>
</tr>
<tr>
<td>Carroceria inicial</td>
<td>Caio</td>
</tr>
<tr>
<td>Comercialização</td>
<td>Ônibus já encarroçado</td>
</tr>
<tr>
<td>Aplicações</td>
<td>Linhas de bairro, alimentadoras, circulares e operações de menor quilometragem</td>
</tr>
<tr>
<td>Recursos adicionais</td>
<td>Simulação de autonomia e telemetria de fábrica</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h2>Os pioneirismos: qual Mercedes-Benz foi o primeiro em cada tecnologia?</h2>
<div>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>Marco histórico</td>
<td>Modelo e período</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro chassi de ônibus nacional</td>
<td>LP 312 — 1956</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro monobloco brasileiro</td>
<td>O 321 H — 1958</td>
</tr>
<tr>
<td>Injeção direta na nova geração de monoblocos</td>
<td>O 352 — 1969</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro monobloco nacional turbo</td>
<td>O 362 A — 1971, nas cronologias históricas do setor</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova geração rodoviária turbo e pós-resfriada</td>
<td>O 370 RS e RSD — anos 1980</td>
</tr>
<tr>
<td>Articulado construído pela Mercedes-Benz no Brasil</td>
<td>O 400 UPA — apresentado em 1994</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro chassi nacional com motor eletrônico</td>
<td>OF 1417 — 1998</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova geração de plataformas eletrônicas</td>
<td>O 500 — 2001</td>
</tr>
<tr>
<td>Articulados da família O 500</td>
<td>O 500 MA e UA — 2006</td>
</tr>
<tr>
<td>Quatro eixos rodoviário na família O 500</td>
<td>O 500 RSDD 8&#215;2 — 2010</td>
</tr>
<tr>
<td>Superarticulados O 500</td>
<td>MDA e UDA — 2016</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro chassi elétrico desenvolvido no Brasil pela marca</td>
<td>eO500U — apresentado em 2021</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Um destaque especial nessa cronologia é o O 400 UPA.</p>
<p>Apresentado na Expobus de 1994, ele é identificado em registros da história industrial brasileira como o primeiro ônibus articulado construído pela própria Mercedes-Benz no País.</p>
<p>O veículo tinha aproximadamente 17,8 metros de comprimento, motor traseiro de 300 cv, suspensão pneumática e transmissão automática com retarder.</p>
<p>Também incorporava um sistema de controle eletrônico da articulação, destinado a reduzir o risco de instabilidade conhecido como efeito canivete.</p>
<p>Esse pioneirismo deve ser diferenciado da história dos ônibus articulados brasileiros em geral, que já incluía veículos de outras fabricantes, e da posterior produção seriada dos chassis articulados O 500.</p>
<p>O O 400 UPA demonstrava, ainda nos anos 1990, a possibilidade de oferecer um veículo articulado com soluções integradas de estrutura, motorização e controle. Sua participação comercial, entretanto, foi restrita, e não se deve confundi-lo com a produção em maior escala de articulados que a Mercedes-Benz desenvolveria posteriormente.</p>
<p>No caso dos quatro eixos, o marco de 2010 refere-se especificamente ao lançamento do O 500 RSDD 8&#215;2 na linha nacional da fabricante, e não à invenção dos ônibus rodoviários de quatro eixos no mercado brasileiro.</p>
<h2>Memória dos veículos e das pessoas que construíram a história</h2>
<p><div id="attachment_541562" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-541562" class="size-large wp-image-541562" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=1024%2C682&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="682" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=768%2C511&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=2048%2C1364&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><p id="caption-attachment-541562" class="wp-caption-text">Luiz Carlos Moraes, diretor de Comunicação Corporativa e Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil</p></div></p>
<p>O Espaço Memória também procura recuperar a participação das pessoas na trajetória da Mercedes-Benz no Brasil.</p>
<p>Segundo o diretor de Comunicação Corporativa e Relações Institucionais da fabricante, Luiz Carlos Moraes, o projeto foi desenvolvido para apresentar não apenas a evolução dos veículos, mas também as experiências das diferentes gerações de trabalhadores, motoristas, clientes e parceiros.</p>
<p>“Desde o início, entendemos que o Espaço Memória não deveria se limitar a uma linha do tempo de veículos, datas e conquistas. Buscamos revelar as pessoas por trás desses marcos e reconhecer as diferentes gerações que, com seu conhecimento, suas experiências e seus valores, construíram o legado da Mercedes-Benz no Brasil”, afirmou.</p>
<p>A exposição foi organizada em três eixos: legado, impacto e futuro.</p>
<p>O primeiro aborda o desenvolvimento histórico da empresa e de seus produtos. O segundo relaciona a atuação industrial às transformações da sociedade brasileira. O terceiro apresenta inovações tecnológicas e alternativas para a mobilidade.</p>
<p>O percurso também destaca a evolução do trabalho industrial, incluindo as atividades de engenharia, montagem, manutenção e desenvolvimento tecnológico.</p>
<p>“Existe uma responsabilidade muito grande em cuidar de uma história de 70 anos. Não queremos apenas preservar objetos ou acontecimentos. Queremos preservar significados e reconhecer as pessoas que ajudaram a Mercedes-Benz a construir sua história no Brasil”, declarou Moraes.</p>
<p>Como parte das comemorações, a Mercedes-Benz promoveu ainda o Dia da Família nas unidades de São Bernardo do Campo e Juiz de Fora, em Minas Gerais.</p>
<p>A programação reuniu colaboradores e familiares, com exposição de veículos históricos e atuais, visitas às linhas de produção e escritórios, além de atividades voltadas às crianças.</p>
<p>Também foram apresentados o caminhão Estrela Delas e o movimento A Voz Delas, relacionados à participação feminina no transporte.</p>
<p>A inauguração do Espaço Memória ocorre em um período de novas transformações na indústria de ônibus, com a evolução dos motores diesel, o crescimento das tecnologias elétricas e o desenvolvimento de sistemas eletrônicos de segurança.</p>
<p>Ao reunir veículos como o O 321 H e o L 312, a Mercedes-Benz preserva referências de uma época em que a indústria automobilística brasileira ainda estava em formação.</p>
<p>A trajetória dos monoblocos, chassis convencionais, ônibus articulados, rodoviários de quatro eixos e veículos elétricos mostra que essa história também acompanha as transformações dos serviços de transporte utilizados pela população.</p>
<p>São veículos que, ao longo de sete décadas, transportaram gerações de brasileiros em deslocamentos diários, viagens interestaduais, serviços escolares e operações de fretamento, além de marcar a história de empresas, trabalhadores e profissionais responsáveis pela manutenção das frotas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
]]></content:encoded>

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  <item>
    <title>Linha 8-Diamante sofre impacto pontual na operação desta segunda-feira (26)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/linha-8-diamante-sofre-impacto-pontual-na-operacao-desta-segunda-feira-26/</link>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 20:38:13 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Trens circulam com maiores intervalos entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda VINÍCIUS DE OLIVEIRA A linha 8-Diamante de trens metropolitanos sofre com impacto pontual na operação desta tarde de segunda-feira, 26 de outubro. De acordo com a ViaMobilidade, uma manutenção corretiva provoca maiores intervalos entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda. Confira [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="790" height="528" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image.png?fit=790%2C528&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image.png?w=790&amp;ssl=1 790w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image.png?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image.png?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image.png?resize=768%2C513&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image.png?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 790px) 100vw, 790px" /> <p><em>Trens circulam com maiores intervalos entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda</em></p>
<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p>A linha 8-Diamante de trens metropolitanos sofre com impacto pontual na operação desta tarde de segunda-feira, 26 de outubro.</p>
<p>De acordo com a ViaMobilidade, uma manutenção corretiva provoca maiores intervalos entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda.</p>
<p>Confira a nota da concessionária na íntegra:</p>
<p><em>&#8220;São Paulo, 26 de outubro de 2026 &#8211; A ViaMobilidade informa que, devido à manutenção corretiva no sistema de sinalização entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Júlio Prestes, da Linha 8-Diamante, os trens circulam com maioress intervalo nesse trecho. A circulação no restante da Linha permanece regular.&#8221;</em></p>
<p><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
]]></content:encoded>

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    <title>Metrô de São Paulo anuncia compra de coletes à prova de balas para segurança</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/metro-de-sao-paulo-anuncia-compra-de-coletes-a-prova-de-balas-para-seguranca/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 20:01:25 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Licitação terá edital disponível em 27 de outubro e disputa em 11 de novembro; registro de preços organizará o fornecimento dos equipamentos à companhia ADAMO BAZANI O Metrô de São Paulo anunciou uma licitação para comprar coletes à prova de balas, equipamentos de proteção individual empregados nas atividades de segurança. A abertura da disputa está [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="724" height="481" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colete.jpg?fit=724%2C481&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colete.jpg?w=724&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colete.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colete.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colete.jpg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px" /> <p><em>Licitação terá edital disponível em 27 de outubro e disputa em 11 de novembro; registro de preços organizará o fornecimento dos equipamentos à companhia</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Metrô de São Paulo anunciou uma licitação para comprar coletes à prova de balas, equipamentos de proteção individual empregados nas atividades de segurança. A abertura da disputa está marcada para 11 de novembro de 2026, às 9h, conforme aviso publicado no Diário Oficial do Estado.</p>
<p>O edital completo poderá ser consultado a partir de 27 de outubro, e a seleção dos fornecedores ocorrerá por pregão eletrônico, com registro de preços. Esse modelo estabelece as condições para que a companhia faça as aquisições durante a validade da ata, conforme as necessidades e as regras da contratação.</p>
<p>A compra está relacionada à proteção dos profissionais que trabalham na segurança do sistema metroviário. Em estações e trens, essa atividade envolve contato direto com o público e atendimento a ocorrências em ambientes de grande circulação, nos quais a proteção dos agentes precisa ser acompanhada de procedimentos que também preservem os passageiros.</p>
<p>O colete balístico é destinado a reduzir o risco de ferimentos por disparos nas regiões do corpo cobertas pelo equipamento. Sua capacidade de proteção depende de características como o nível de resistência balística, a área protegida, o ajuste ao usuário e as condições de conservação.</p>
<h2>Edital definirá proteção exigida e condições de fornecimento</h2>
<p>Para os fornecedores, o edital será o documento de referência para a preparação das propostas. Na aquisição de equipamentos dessa natureza, as exigências técnicas de proteção, os tamanhos, os critérios de aceitação e os prazos de entrega são determinantes para avaliar tanto a adequação do produto quanto o custo do fornecimento.</p>
<p>O registro de preços, modalidade escolhida pelo Metrô, permite organizar aquisições ao longo de um período, em vez de concentrar necessariamente todo o fornecimento em uma única entrega. A quantidade efetivamente comprada dependerá das contratações realizadas pela companhia dentro das condições estabelecidas.</p>
<p>A sessão pública será realizada pelo sistema de compras do governo federal. O edital estará disponível nos canais de licitações do Metrô, no Compras.gov.br e no Diário Oficial do Estado.</p>
<p>A contratação foi anunciada como Pregão Eletrônico para Registro de Preços nº 10024324, identificado no sistema federal como nº 427/2026.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Data</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Publicação do aviso</td>
<td>23 de outubro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Disponibilização do edital</td>
<td>27 de outubro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Abertura da sessão pública</td>
<td>11 de novembro de 2026, às 9h</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Passageiro denuncia problemas nas linhas 11-Coral e 12-Safira da Trivia Trens e cobra fiscalização da Assembleia Legislativa de São Paulo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/passageiro-denuncia-problemas-nas-linhas-11-coral-e-12-safira-da-trivia-trens-e-cobra-fiscalizacao-da-assembleia-legislativa-de-sao-paulo/</link>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 19:31:47 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[CPTM]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Manifestação levada à Comissão de Transportes e Comunicações aponta falhas operacionais, informações divergentes, falta de orientação aos usuários e mapas incorretos em ocorrências de julho de 2026 ADAMO BAZANI Um passageiro encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) uma reclamação contra a prestação dos serviços ferroviários da concessionária Trivia Trens, especialmente nas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="623" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/linha-12-safira.png.webp?fit=1024%2C623&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/linha-12-safira.png.webp?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/linha-12-safira.png.webp?resize=300%2C183&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/linha-12-safira.png.webp?resize=1024%2C623&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/linha-12-safira.png.webp?resize=150%2C91&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/linha-12-safira.png.webp?resize=768%2C467&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/linha-12-safira.png.webp?resize=400%2C243&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Manifestação levada à Comissão de Transportes e Comunicações aponta falhas operacionais, informações divergentes, falta de orientação aos usuários e mapas incorretos em ocorrências de julho de 2026</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>Um passageiro encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) uma reclamação contra a prestação dos serviços ferroviários da concessionária Trivia Trens, especialmente nas linhas 11-Coral e 12-Safira, que atendem a zona leste da capital e municípios da Região Metropolitana. A manifestação, incluída na documentação da Comissão de Transportes e Comunicações publicada no Diário Oficial desta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, solicita fiscalização e providências em relação a ocorrências registradas, segundo o reclamante, nos dias 21 e 22 de julho deste ano.</p>
<p>A denúncia menciona problemas operacionais, informações contraditórias sobre a situação das linhas, ausência de orientação adequada aos passageiros e mapas com dados incorretos. O caso coloca em discussão não apenas a regularidade da circulação dos trens, mas também a responsabilidade das empresas de transporte pela comunicação com os usuários durante falhas e interrupções. A manifestação representa uma reclamação formal encaminhada ao Legislativo e não uma conclusão de investigação que comprove todas as irregularidades relatadas.</p>
<h2>O que foi encaminhado à Comissão de Transportes e Comunicações</h2>
<p>O registro aparece entre as manifestações de cidadãos submetidas ao conhecimento da Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa.</p>
<p>O documento solicita fiscalização da Trivia Trens e providências relacionadas ao atendimento prestado nas linhas 11-Coral e 12-Safira.</p>
<p>O relato se refere especificamente aos dias 21 e 22 de julho de 2026.</p>
<p>Entre os problemas mencionados estão falhas na prestação do serviço, divergências nas informações transmitidas aos usuários, falta de orientação sobre a situação das linhas e mapas que apresentariam dados incorretos.</p>
<p>A reclamação não detalha, no resumo publicado, a quantidade de trens afetados, o tempo de eventuais interrupções, as estações envolvidas ou o número de passageiros atingidos.</p>
<p>Também não identifica quais mapas teriam apresentado erros nem reproduz as informações consideradas contraditórias.</p>
<p>Esses elementos são importantes para diferenciar uma falha na circulação dos trens de problemas na comunicação com os usuários.</p>
<p>Em situações de alteração operacional, o passageiro precisa saber se o serviço está funcionando normalmente, quais trechos estão afetados, quais alternativas de deslocamento estão disponíveis e qual é a previsão de normalização, quando essa informação pode ser fornecida.</p>
<p>A ausência de informações claras pode provocar deslocamentos desnecessários, permanência prolongada em plataformas, perda de conexões e dificuldades para reorganizar compromissos.</p>
<p>O pedido encaminhado à Assembleia coloca esses aspectos no centro da discussão sobre a qualidade dos serviços ferroviários.</p>
<h2>Linhas 11-Coral e 12-Safira são importantes para os deslocamentos da zona leste e da Grande São Paulo</h2>
<p>A Linha 11-Coral conecta a capital paulista a municípios do Alto Tietê, desempenhando papel importante na mobilidade de trabalhadores, estudantes e passageiros que precisam acessar serviços e atividades econômicas em diferentes regiões metropolitanas.</p>
<p>A Linha 12-Safira também é um dos eixos ferroviários utilizados pelos moradores da zona leste e de municípios da Grande São Paulo.</p>
<p>Os dois serviços fazem parte de uma rede de transporte que depende da integração entre linhas de trem, metrô e ônibus.</p>
<p>Por isso, problemas de circulação podem repercutir além da linha diretamente afetada.</p>
<p>Quando um passageiro perde uma conexão ferroviária ou chega a uma estação sem informações adequadas sobre o funcionamento dos trens, pode precisar modificar o percurso, utilizar outro serviço ou aguardar a normalização da operação.</p>
<p>As consequências variam conforme a duração da ocorrência, o horário e as alternativas disponíveis.</p>
<p>Da mesma forma, informações incorretas sobre mapas, trajetos ou situação operacional podem comprometer a escolha do caminho mais adequado.</p>
<p>A prestação de informações claras e acessíveis é parte importante da qualidade dos serviços de transporte coletivo e deve acompanhar a operação dos trens.</p>
<h2>Informação ao passageiro também é uma obrigação das operadoras</h2>
<p>O funcionamento de um sistema ferroviário envolve não apenas trens, estações, sinalização, energia e manutenção, mas também canais de comunicação capazes de orientar o público.</p>
<p>Durante ocorrências operacionais, a comunicação pode ser realizada por avisos sonoros, painéis eletrônicos, funcionários nas estações, aplicativos, canais digitais e outros meios de atendimento.</p>
<p>Esses recursos precisam transmitir orientações compatíveis com a situação efetiva da operação.</p>
<p>Informações desencontradas entre diferentes canais podem prejudicar a confiança do passageiro e dificultar a escolha de rotas alternativas.</p>
<p>Em uma situação de falha, por exemplo, não basta comunicar genericamente que determinada linha apresenta problemas.</p>
<p>É importante esclarecer, quando possível, o trecho afetado, a existência de circulação parcial, as opções de integração e as medidas de atendimento disponíveis.</p>
<p>Também é necessário que os mapas e demais materiais de orientação representem corretamente a configuração da rede e as opções de deslocamento oferecidas.</p>
<p>A reclamação apresentada à Assembleia deve ser analisada nesse contexto, sem que isso represente confirmação antecipada dos problemas descritos.</p>
<p>A apuração das ocorrências de julho depende dos registros operacionais da concessionária e da fiscalização exercida pelos órgãos competentes.</p>
<h2>Assembleia também recebeu outra reclamação sobre superlotação e atrasos na Linha 11-Coral</h2>
<p>A documentação publicada nesta quarta-feira contém outra manifestação de cidadão envolvendo a Linha 11-Coral.</p>
<p>Nesse segundo relato, o passageiro manifesta insatisfação com a prestação do serviço e aponta superlotação, falhas técnicas, atrasos e intervalos considerados prolongados.</p>
<p>O reclamante também questiona a existência de fiscalização contínua, a realização de manutenção preventiva e a eficiência da gestão operacional.</p>
<p>As duas manifestações tratam de aspectos distintos do funcionamento ferroviário.</p>
<p>A primeira concentra a cobrança em ocorrências dos dias 21 e 22 de julho e na qualidade das informações prestadas durante problemas operacionais.</p>
<p>A segunda aborda condições mais amplas de regularidade, capacidade de atendimento e manutenção.</p>
<p>Não há, nos resumos publicados, elementos suficientes para estabelecer uma relação direta entre as duas reclamações ou concluir que tenham origem em uma mesma ocorrência.</p>
<p>Entretanto, os documentos evidenciam demandas de usuários por informações adequadas, regularidade dos serviços e acompanhamento da operação.</p>
<h2>Fiscalização e respostas aos passageiros</h2>
<p>A Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa pode acompanhar demandas relacionadas à prestação de serviços públicos de transporte e solicitar esclarecimentos dentro de suas atribuições parlamentares.</p>
<p>O encaminhamento de reclamações permite que os problemas apresentados pelos cidadãos sejam levados ao conhecimento dos deputados e eventualmente originem pedidos de informações, reuniões ou outras iniciativas de fiscalização.</p>
<p>A inclusão da manifestação na documentação da comissão não significa, automaticamente, que uma investigação tenha sido concluída ou que a concessionária tenha recebido penalidade.</p>
<p>Para o esclarecimento do caso, são relevantes os registros operacionais dos dias 21 e 22 de julho, a documentação da fiscalização e as informações da empresa sobre os procedimentos adotados para orientar os passageiros.</p>
<p>A discussão também envolve os mecanismos de acompanhamento da qualidade da prestação dos serviços, inclusive a regularidade dos intervalos, a disponibilidade de informações e o atendimento ao usuário.</p>
<p>A cobrança apresentada à Assembleia reforça a importância de que a avaliação de uma concessão ferroviária considere tanto os indicadores operacionais quanto a experiência cotidiana das pessoas que dependem dos trens.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Municipalização de 24,2 quilômetros da Raposo Tavares entra na pauta da Assembleia</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/municipalizacao-de-242-quilometros-da-raposo-tavares-entra-na-pauta-da-assembleia/</link>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 19:01:47 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Proposta abrange trecho entre os quilômetros 9,8 e 34, em São Paulo, Osasco e Cotia, e prevê convênios para municípios interessados assumirem a administração ADAMO BAZANI A Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais da Assembleia Legislativa de São Paulo vai apreciar nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, a proposta que autoriza a municipalização de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-08-13-at-15.51.46.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-08-13-at-15.51.46.jpeg?w=4160&amp;ssl=1 4160w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-08-13-at-15.51.46.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-08-13-at-15.51.46.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-08-13-at-15.51.46.jpeg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-08-13-at-15.51.46.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-08-13-at-15.51.46.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-08-13-at-15.51.46.jpeg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-08-13-at-15.51.46.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-08-13-at-15.51.46.jpeg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Proposta abrange trecho entre os quilômetros 9,8 e 34, em São Paulo, Osasco e Cotia, e prevê convênios para municípios interessados assumirem a administração</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais da Assembleia Legislativa de São Paulo vai apreciar nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, a proposta que autoriza a municipalização de 24,2 quilômetros da Rodovia Raposo Tavares. O trecho vai do quilômetro 9,8 ao 34 e abrange áreas de São Paulo, Osasco e Cotia.</p>
<p>De autoria do deputado Donato, o projeto permite que o Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, celebre convênios com os municípios interessados em assumir a administração. O argumento do parlamentar é que a rodovia adquiriu funções urbanas e participa dos deslocamentos cotidianos dos moradores do entorno.</p>
<p>A reunião está marcada para as 15h30, no Plenário Tiradentes. A relatora, deputada Beth Sahão, apresentou voto favorável à proposta.</p>
<p>O projeto é o PL 341/2024, protocolado em maio de 2024.</p>
<h2>Transferência dependeria de convênios com as prefeituras</h2>
<p>A redação autoriza a municipalização e a celebração de convênios para sua implementação.</p>
<p>Esses instrumentos seriam o caminho para estabelecer a transferência administrativa aos municípios interessados. Para os usuários, os efeitos dependeriam das responsabilidades e intervenções definidas nessa etapa.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Aspecto</th>
<th>Conteúdo da proposta</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Rodovia</td>
<td>Raposo Tavares, SP-270</td>
</tr>
<tr>
<td>Início do trecho</td>
<td>Quilômetro 9,8</td>
</tr>
<tr>
<td>Final</td>
<td>Quilômetro 34</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensão</td>
<td>24,2 quilômetros</td>
</tr>
<tr>
<td>Municípios abrangidos</td>
<td>São Paulo, Osasco e Cotia</td>
</tr>
<tr>
<td>Instrumento previsto</td>
<td>Convênios entre o Estado, por meio do DER, e municípios interessados</td>
</tr>
<tr>
<td>Autor</td>
<td>Deputado Donato</td>
</tr>
<tr>
<td>Relatora na comissão</td>
<td>Deputada Beth Sahão</td>
</tr>
<tr>
<td>Parecer apresentado</td>
<td>Favorável</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<h2>Debate envolve uma rodovia que também funciona como ligação urbana</h2>
<p>Na justificativa, Donato afirma que o crescimento das cidades alterou as características do trecho. A Raposo passou a exercer funções de acesso local e de estruturação da ocupação urbana, além de sua utilização rodoviária.</p>
<p>O parlamentar sustenta que a administração municipal daria às cidades maior autonomia para definir investimentos e mudanças.</p>
<p>A questão tem interesse direto para quem depende do transporte coletivo ao longo do eixo. A organização dos acessos, dos pontos de embarque, das travessias e das conexões com as ruas próximas influencia o tempo e as condições de deslocamento.</p>
<p>Uma transferência administrativa também exige coordenação entre cidades vizinhas. A continuidade da manutenção e da sinalização e a compatibilidade das intervenções são aspectos relevantes em uma via utilizada por viagens que ultrapassam os limites de cada município.</p>
<p>A apreciação prevista para esta terça-feira é uma etapa da tramitação legislativa. O voto favorável apresentado pela relatora será submetido à comissão.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Anel Metropolitano da CPTM chega à pauta da Assembleia; proposta prevê novas ligações ferroviárias entre periferias da Grande São Paulo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/anel-metropolitano-da-cptm-chega-a-pauta-da-assembleia-proposta-preve-novas-ligacoes-ferroviarias-entre-periferias-da-grande-sao-paulo/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 18:31:35 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Estudos organizam arcos oeste, sul, norte e leste para conectar linhas e municípios sem concentrar as transferências no centro da capital; comissão recebe sugestão para solicitar apresentação completa do projeto ADAMO BAZANI A Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais da Assembleia Legislativa de São Paulo incluiu na pauta desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="720" height="481" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20250920-wa0008_easy-resize.com_.jpg?fit=720%2C481&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20250920-wa0008_easy-resize.com_.jpg?w=720&amp;ssl=1 720w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20250920-wa0008_easy-resize.com_.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20250920-wa0008_easy-resize.com_.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20250920-wa0008_easy-resize.com_.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> <p><em>Estudos organizam arcos oeste, sul, norte e leste para conectar linhas e municípios sem concentrar as transferências no centro da capital; comissão recebe sugestão para solicitar apresentação completa do projeto</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais da Assembleia Legislativa de São Paulo incluiu na pauta desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, uma manifestação que sugere solicitar à CPTM a apresentação completa do projeto denominado Anel Metropolitano. A proposta ferroviária reúne novas ligações de contorno da Grande São Paulo para conectar municípios e linhas de transporte, ampliando as alternativas de viagem fora da região central da capital.</p>
<p>O conceito organiza quatro arcos, associados às linhas 24-Quartzo, no oeste; 25-Topázio, no sul; 26-Ametista, no norte; e 14-Ônix, no leste. O interesse para o passageiro está na possibilidade de fazer deslocamentos entre regiões periféricas com caminhos mais diretos e novas integrações. Os números apresentados pelos técnicos correspondem a estudos de planejamento e simulações de uma rede futura.</p>
<p>A manifestação aparece entre os itens para ciência da comissão, cuja reunião está marcada para as 15h30, no Plenário Tiradentes. O pedido propõe uma exposição formal da CPTM sobre o conjunto do empreendimento e sua contribuição à expansão ferroviária.</p>
<h2>Como o anel mudaria as possibilidades de viagem</h2>
<p>A rede ferroviária paulista cresceu, em grande parte, com linhas que se aproximam do centro de São Paulo. Essa configuração concentra transferências e faz com que determinados deslocamentos entre outras regiões dependam de percursos indiretos.</p>
<p>As linhas perimetrais acrescentam caminhos transversais. Em vez de apenas prolongar ramais em direção às áreas centrais, conectam diferentes eixos ao longo do território metropolitano.</p>
<p>O objetivo é ampliar as escolhas de percurso e distribuir melhor os passageiros pela rede. O benefício de cada ligação dependerá da localização das estações, das integrações e da oferta de serviços.</p>
<p>Também há uma relação direta com os ônibus. As futuras estações precisariam estar conectadas às redes municipais e metropolitanas, com acesso a pé e condições de transferência compatíveis com as necessidades dos moradores.</p>
<h2>Quais são os arcos estudados pela CPTM</h2>
<p>A apresentação técnica divulgada em 2025 reuniu os seguintes parâmetros para as linhas 24, 25 e 26:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Linha</th>
<th>Ligação em estudo</th>
<th>Extensão</th>
<th>Estações</th>
<th>Demanda diária simulada</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>24-Quartzo — Arco Oeste</td>
<td>Santana de Parnaíba–Campo Limpo</td>
<td>34 km</td>
<td>21</td>
<td>840 mil</td>
</tr>
<tr>
<td>25-Topázio — Arco Sul</td>
<td>Embu das Artes–Santo André</td>
<td>43 km</td>
<td>25</td>
<td>855 mil</td>
</tr>
<tr>
<td>26-Ametista — Arco Norte</td>
<td>Osasco–zona norte–zona leste de São Paulo</td>
<td>41 km</td>
<td>23</td>
<td>790 mil</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Os intervalos considerados nessa apresentação eram de três minutos. Extensões, estações e demandas pertencem ao cenário estudado e podem ser ajustados no desenvolvimento dos projetos.</p>
<p>O trabalho técnico foi apresentado por Thiago dos Santos da Silva, Tomoko Saeki e Orlando Gonçalves Faya Junior, profissionais da área de planejamento da CPTM, na 31ª Semana de Tecnologia Metroferroviária.</p>
<h2>Arco Oeste conectaria Santana de Parnaíba, Alphaville e o eixo de Campo Limpo</h2>
<p>A Linha 24-Quartzo foi concebida para ligar Santana de Parnaíba à região de Campo Limpo, passando pelo eixo de Alphaville e por municípios da porção oeste metropolitana.</p>
<p>A proposta cria uma ligação transversal com possibilidades de conexão às linhas 8-Diamante, 4-Amarela e 5-Lilás, além de outros projetos de expansão.</p>
<p>Para quem se desloca entre a região de Alphaville, Osasco e a zona sul, o interesse está em acrescentar uma alternativa ferroviária aos trajetos feitos por rodovias, avenidas e combinações de ônibus.</p>
<h2>Arco Sul levaria ligação ferroviária a Embu das Artes, Diadema e São Bernardo</h2>
<p>A Linha 25-Topázio conecta, no estudo, Embu das Artes a Santo André, passando pela zona sul de São Paulo, Diadema e São Bernardo do Campo.</p>
<p>Esse arco tem especial relevância para o ABC porque acrescenta um eixo ferroviário transversal entre municípios e bairros com forte utilização do transporte rodoviário.</p>
<p>O desenho prevê conexões com as linhas 5-Lilás, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, além das futuras linhas 24-Quartzo e 14-Ônix.</p>
<p>A integração com os corredores e terminais de ônibus seria parte importante de sua utilidade. Uma estação pode ampliar o alcance dos trilhos quando a rede de alimentação permite chegar a ela com regularidade e condições adequadas de transferência.</p>
<h2>Arco Norte atravessaria regiões hoje atendidas por eixos separados</h2>
<p>A Linha 26-Ametista foi estudada para conectar Osasco às zonas norte e leste da capital.</p>
<p>O desenho apresentado inclui passagens por regiões como Pirituba, Tucuruvi e Vila Sabrina, seguindo em direção ao eixo de Gabriel Mistral e Imperador.</p>
<p>A proposta permitiria cruzar linhas que hoje atendem essas regiões separadamente. Para o passageiro, isso poderia ampliar as opções de deslocamento entre o oeste, o norte e o leste sem depender de uma transferência na área central.</p>
<h2>Linha 14-Ônix exige compatibilizar o anel com o projeto de VLT</h2>
<p>No conceito ferroviário do anel, a Linha 14-Ônix corresponde ao Arco Leste. Entretanto, o projeto conduzido pela Secretaria de Parcerias em Investimentos para o Lote ABC-Guarulhos contempla a linha como VLT, em conjunto com a concessão da Linha 10-Turquesa.</p>
<p>Essa diferença é importante para o funcionamento do conjunto. Uma integração permite que o passageiro troque de linha. Já a circulação do mesmo trem entre dois arcos exige compatibilidade de infraestrutura, veículos e sistemas.</p>
<p>O estudo original do anel adotou o compartilhamento de instalações e equipamentos como uma de suas premissas. Por isso, a definição tecnológica do trecho leste precisa ser considerada na avaliação da operação integrada.</p>
<h2>Apresentação completa permitiria discutir traçados, etapas e integração com ônibus</h2>
<p>A proposta de solicitar uma exposição da CPTM abre espaço para discutir como os arcos se relacionam com a rede existente, com os demais projetos metroferroviários e com o transporte rodoviário.</p>
<p>Entre os pontos centrais estão a definição dos traçados, a posição das estações, as etapas de implantação e a atualização das estimativas de demanda.</p>
<p>O planejamento também precisa relacionar o custo de construção às despesas permanentes de operação e manutenção. A oferta de trens depende de energia, equipes, oficinas, sistemas e recursos para manter o serviço ao longo dos anos.</p>
<p>O pedido encaminhado à comissão busca dar uma visão do conjunto. Para os passageiros, essa apresentação pode ajudar a compreender quais viagens seriam atendidas por cada arco e como as futuras linhas se conectariam aos serviços já utilizados.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Prefeitura de São Paulo exige regularização de inspeções de cinco equipamentos da Motiva pela linha 5-Lilás</title>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 18:01:48 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Renovação do registro de conservação reúne seis exigências, incluindo qualificação de profissionais, responsável técnico, veículos e comunicação para atendimento ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo exigiu a regularização dos Relatórios de Inspeção Anual de cinco equipamentos sob responsabilidade da Motiva, concessionária da linha 5-Liás de metrô. A determinação foi publicada nesta segunda-feira, 26 de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="384" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image-14-52-.png?fit=1024%2C384&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image-14-52-.png?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image-14-52-.png?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image-14-52-.png?resize=1024%2C384&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image-14-52-.png?resize=150%2C56&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image-14-52-.png?resize=768%2C288&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image-14-52-.png?resize=400%2C150&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p style="text-align: left;"><em>Renovação do registro de conservação reúne seis exigências, incluindo qualificação de profissionais, responsável técnico, veículos e comunicação para atendimento</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo exigiu a regularização dos Relatórios de Inspeção Anual de cinco equipamentos sob responsabilidade da Motiva, concessionária da linha 5-Liás de metrô. A determinação foi publicada nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, em procedimento de renovação do registro da empresa para conservação e manutenção de elevadores e outros aparelhos de transporte.</p>
<p>A análise municipal também cobra comprovação da capacitação das equipes, documentação do engenheiro responsável e informações sobre a estrutura de atendimento. São seis grupos de exigências que relacionam a regularidade dos equipamentos à capacidade técnica e operacional da conservadora.</p>
<p>O procedimento trata de seu registro para a atividade de conservação de aparelhos de transporte vertical e horizontal.</p>
<p>No item referente às inspeções, a Prefeitura determina a regularização dos RIA dos cinco equipamentos indicados no cadastro e faz referência à obrigação prevista na regulamentação municipal.</p>
<h2>Inspeção anual exige exame detalhado do equipamento</h2>
<p>O Relatório de Inspeção Anual, conhecido como RIA, registra a avaliação técnica do aparelho sob responsabilidade da conservadora.</p>
<p>O Decreto Municipal 52.340, de maio de 2011, determina que a emissão do documento seja precedida de inspeção detalhada. A empresa deve manter estrutura para produzir os relatórios eletrônicos e registrar os serviços executados.</p>
<p>A legislação também prevê inspeções de rotina com intervalo máximo de 30 dias. Após cada inspeção, conservação ou manutenção, as ações realizadas devem integrar um arquivo atualizado, disponível ao responsável pelo equipamento e à fiscalização.</p>
<p>Para o passageiro, a conservação desses aparelhos tem relação com o acesso às instalações de transporte. Elevadores e outros equipamentos de circulação atendem pessoas com deficiência, idosos, passageiros com dificuldades temporárias de locomoção e usuários que transportam crianças ou volumes.</p>
<h2>Qualificação dos profissionais deve ser comprovada pelo engenheiro</h2>
<p>A primeira exigência publicada é uma declaração do engenheiro responsável confirmando a capacitação técnica de mecânicos, profissionais de manutenção de campo e sócios que exerçam essas funções.</p>
<p>O documento deve comprovar que a formação e a capacidade dos trabalhadores são compatíveis com as atividades de conservação e manutenção.</p>
<p>A Prefeitura também solicita a última guia atualizada e quitada do FGTS, acompanhada da relação de trabalhadores constante do sistema de informações correspondente.</p>
<p>Em relação ao responsável técnico, a concessionária deverá apresentar cópia atualizada da identificação profissional do engenheiro mecânico, frente e verso, e certidão de registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo, o Crea-SP.</p>
<p>Essas informações permitem relacionar a equipe declarada à responsabilidade de engenharia pelos serviços prestados.</p>
<h2>Estrutura de veículos e comunicação também integra a renovação</h2>
<p>Outra exigência é a apresentação de lista assinada e atualizada dos veículos utilizados exclusivamente pela empresa na atividade de conservação.</p>
<p>A relação deve abranger unidades próprias, cedidas ou alugadas. A comprovação inclui certificados de registro e licenciamento e, conforme o caso, contratos de locação ou cessão.</p>
<p>Pelo menos um veículo deve ser da categoria utilitário, como estabelece o decreto citado pela fiscalização.</p>
<p>A estrutura de comunicação também precisa ser documentada. A Prefeitura solicita relação assinada das linhas telefônicas fixas e cópias das contas em nome da conservadora ou informações sobre o funcionamento de centrais, troncos, ramais ou tecnologia equivalente.</p>
<p>A regulamentação vincula o número de equipamentos atendidos à estrutura disponível de técnicos, veículos e comunicação. Essa proporcionalidade compõe a avaliação da capacidade de conservar os aparelhos e responder aos chamados.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Grupo de exigência</th>
<th>Documentação ou providência</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Capacitação</td>
<td>Declaração do engenheiro sobre os profissionais de manutenção e de campo</td>
</tr>
<tr>
<td>Equipe vinculada à empresa</td>
<td>Guia quitada do FGTS e relação atualizada de trabalhadores</td>
</tr>
<tr>
<td>Responsável técnico</td>
<td>Carteira profissional e certidão atualizada do Crea-SP</td>
</tr>
<tr>
<td>Veículos</td>
<td>Lista assinada, licenciamentos e comprovação de propriedade, cessão ou locação</td>
</tr>
<tr>
<td>Comunicação</td>
<td>Linhas fixas e contas correspondentes ou detalhamento de tecnologia equivalente</td>
</tr>
<tr>
<td>Equipamentos</td>
<td>Regularização dos relatórios anuais dos cinco aparelhos indicados</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<h2>Atendimento de urgência deve funcionar durante o dia, à noite e nos fins de semana</h2>
<p>A regulamentação municipal estabelece atendimento pronto para situações de urgência em qualquer dia da semana e horário, inclusive feriados.</p>
<p>Entre as ocorrências previstas estão pessoas retidas nas cabinas, acidentes, falhas nos dispositivos de segurança e paralisações imprevistas dos aparelhos.</p>
<p>A empresa conservadora também deve esclarecer ao responsável pelo uso dos equipamentos sua estrutura para atender essas situações e o prazo previsto para resposta.</p>
<p>O decreto exige, ainda, identificação da conservadora dentro das cabinas dos elevadores, com endereço e telefone para chamadas de emergência. A norma determina orientação às pessoas responsáveis pela instalação sobre uso, cuidados e procedimentos em caso de necessidade de auxílio.</p>
<p>A análise da renovação reúne essas obrigações à comprovação documental solicitada pela Prefeitura. O objetivo do procedimento é verificar a estrutura da conservadora e a regularidade técnica dos equipamentos pelos quais ela responde.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Após lei que autoriza transferência à CPTM, Estrada de Ferro Campos do Jordão abre licitação de R$ 247,6 mil para infraestrutura elétrica</title>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 17:31:03 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contratação prevê interligação de eletrocentro e fornecimento de materiais; propostas serão abertas em 10 de novembro, enquanto futuro da ferrovia centenária envolve nova gestão, preservação dos trabalhadores e projeto de concessão privada de R$ 403,5 milhões ADAMO BAZANI A Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ), no interior paulista, abriu uma licitação de R$ 247.627,47 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="624" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?fit=1024%2C624&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?w=1049&amp;ssl=1 1049w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?resize=300%2C183&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?resize=1024%2C624&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?resize=150%2C91&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?resize=768%2C468&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?resize=400%2C244&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Contratação prevê interligação de eletrocentro e fornecimento de materiais; propostas serão abertas em 10 de novembro, enquanto futuro da ferrovia centenária envolve nova gestão, preservação dos trabalhadores e projeto de concessão privada de R$ 403,5 milhões</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ), no interior paulista, abriu uma licitação de R$ 247.627,47 para contratar serviços técnicos de interligação de um eletrocentro, incluindo o fornecimento dos materiais necessários à execução dos trabalhos. O aviso foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, uma semana depois da sanção da lei que autoriza a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) a assumir os bens, contratos e atividades da ferrovia centenária. A contratação ocorre em um período de reorganização administrativa da EFCJ, que também tem um projeto de concessão à iniciativa privada com previsão de aproximadamente R$ 403,5 milhões em investimentos.</p>
<p>O recebimento das propostas começou nesta sexta-feira, às 8h, e a abertura está marcada para 10 de novembro de 2026, às 10h. A obra envolve a infraestrutura elétrica de Campos do Jordão e deverá ser executada por empresa selecionada em pregão eletrônico. A contratação não corresponde à compra de novos trens nem, por si, estabelece a retomada ou ampliação dos serviços ferroviários. Entretanto, faz parte das demandas de infraestrutura de um sistema que passa por mudanças na gestão, enquanto moradores, representantes de trabalhadores e setores ligados ao turismo discutem o futuro da ligação ferroviária entre Pindamonhangaba, Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão.</p>
<p>O edital é identificado como licitação para contratação de serviço técnico de execução das obras de interligação do eletrocentro, com todos os materiais necessários.</p>
<p>O certame contempla um único item, com valor total estimado de R$ 247.627,47.</p>
<p>A documentação da licitação foi disponibilizada em 22 de outubro, e as propostas começaram a ser recebidas no dia seguinte.</p>
<p>O endereço administrativo informado pela EFCJ é a Rua Martin Cabral, 87, no Centro de Pindamonhangaba.</p>
<p>A publicação não detalha, em seu extrato, a capacidade do eletrocentro, os equipamentos a serem interligados nem eventuais efeitos imediatos sobre a operação ferroviária. Esses elementos dependem da análise do projeto técnico e do termo de referência.</p>
<h2>Nova contratação ocorre depois de lei que autoriza transferência à CPTM</h2>
<p>A licitação ganha importância pelo momento de transição vivido pela Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>Como noticiou o Diário do Transporte em 16 de outubro de 2026, o governador Tarcísio de Freitas sancionou a Lei Estadual nº 18.498, que autoriza a transferência de bens, contratos, direitos patrimoniais e atividades da EFCJ para a CPTM.</p>
<p>A legislação foi aprovada pela Assembleia Legislativa em 6 de outubro, após tramitação do projeto encaminhado pelo Executivo estadual.</p>
<p>A CPTM poderá assumir a posição administrativa da ferrovia em contratos e procedimentos licitatórios, além de desempenhar as atividades anteriormente atribuídas à EFCJ.</p>
<p>O texto também autoriza a transferência de bens móveis e imóveis, dotações orçamentárias e direitos relacionados ao patrimônio ferroviário.</p>
<p>Outra previsão permite que o Governo do Estado assuma o pagamento de débitos da Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>A reorganização busca concentrar na CPTM responsabilidades administrativas e operacionais, aproveitando a experiência da empresa na gestão de sistemas ferroviários.</p>
<p>Entretanto, a transferência autorizada em lei não deve ser confundida com a conclusão imediata de todas as etapas administrativas.</p>
<p>A legislação estabelece os instrumentos para a mudança, e sua execução depende dos procedimentos necessários à transferência efetiva das responsabilidades.</p>
<p>A gestão pela CPTM também poderá ser transitória.</p>
<p>A lei prevê que a companhia exerça as atividades da Estrada de Ferro Campos do Jordão até uma eventual transferência para outros órgãos estaduais ou concessão à iniciativa privada, conforme regulamentação.</p>
<p>Com isso, o futuro da ferrovia envolve duas dimensões: a reorganização da administração pública e a possibilidade de delegar a exploração dos serviços turísticos a um operador privado.</p>
<h2>Projeto de concessão prevê R$ 403,5 milhões e contrato de 24 anos</h2>
<p>A mudança administrativa ocorre paralelamente à proposta estadual de concessão do Complexo Turístico Ferroviário da Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>O projeto prevê aproximadamente R$ 403,5 milhões em investimentos e prazo contratual de 24 anos.</p>
<p>O escopo é mais amplo do que a operação dos trens.</p>
<p>Inclui modernização da infraestrutura ferroviária, conservação, manutenção, exploração turística, obras civis, aquisição de material rodante e atividades associadas ao complexo.</p>
<p>Também abrange o Parque Reino das Águas Claras, em Pindamonhangaba, com previsão de acesso gratuito às suas dependências.</p>
<p>O Governo do Estado autorizou a concorrência internacional em janeiro de 2026.</p>
<p>Entretanto, como mostrou o Diário do Transporte, a licitação foi suspensa em junho, quando estava próximo o prazo de recebimento das propostas, previsto inicialmente para 9 de junho.</p>
<p>Na ocasião, a administração estadual informou que um novo cronograma seria divulgado.</p>
<p>A suspensão da concorrência e a posterior aprovação da transferência à CPTM representam etapas diferentes do processo de reorganização.</p>
<p>A primeira envolve a seleção de um concessionário para explorar e investir no complexo. A segunda autoriza a mudança de responsabilidades e patrimônio entre estruturas da própria administração estadual.</p>
<p>A lei sancionada em outubro permite que a CPTM assuma a gestão durante a fase de transição, sem eliminar a possibilidade de concessão futura.</p>
<p>Para o passageiro e o turista, a questão é como essas mudanças se transformarão em melhorias concretas na prestação dos serviços, na infraestrutura e na conservação do patrimônio histórico.</p>
<h2>Empregados terão quadro especial e preservação de direitos prevista em lei</h2>
<p>A situação dos trabalhadores foi um dos principais pontos de discussão durante a tramitação da proposta na Assembleia Legislativa.</p>
<p>A lei cria um Quadro Especial em extinção, vinculado à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, destinado aos empregados públicos permanentes da Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>A legislação prevê a preservação das denominações dos empregos, atribuições e remunerações, conforme as disposições legais e a regulamentação aplicável.</p>
<p>Os postos serão extintos à medida que ficarem vagos.</p>
<p>Também foi estabelecida jornada de 40 horas semanais, além de regras para manutenção do Prêmio de Incentivo à Produtividade.</p>
<p>O pagamento do prêmio deverá continuar utilizando os recursos do Fundo Especial de Despesa da ferrovia até seu esgotamento ou extinção, com possibilidade de custeio pelo Tesouro estadual.</p>
<p>A legislação permite ainda a transferência de vínculos contratuais de empregados necessários à continuidade das atividades para outros órgãos ou entidades do Estado, preservando o regime jurídico correspondente.</p>
<p>Essas disposições procuram disciplinar a situação funcional durante a reorganização administrativa.</p>
<p>Os representantes dos trabalhadores, entretanto, apresentaram preocupações sobre direitos, carreira e perspectivas de continuidade profissional.</p>
<h2>Assembleia discutiu direitos trabalhistas e atendimento à população local</h2>
<p>A edição do Diário Oficial Legislativo publicada nesta sexta-feira reproduz os debates da sessão de 6 de outubro, quando a Assembleia Legislativa aprovou o projeto que originou a nova legislação.</p>
<p>Durante a discussão, o deputado Carlos Giannazi, do PSOL, afirmou que parlamentares de oposição haviam apresentado emendas para assegurar direitos dos funcionários da EFCJ e evitar perdas funcionais ou remuneratórias.</p>
<p>O parlamentar mencionou reivindicações sobre progressão de carreira e demonstrou preocupação com a possibilidade de uma futura concessão privada da ferrovia.</p>
<p>Giannazi defendeu que a transferência administrativa não deveria resultar na perda de direitos dos empregados.</p>
<p>As emendas apresentadas ao projeto foram rejeitadas em votação conjunta, enquanto o texto principal foi aprovado.</p>
<p>Outro aspecto levantado durante a discussão foi a necessidade de a ferrovia atender também à população residente nas cidades da região, e não apenas aos visitantes.</p>
<p>O deputado Luiz Claudio Marcolino, do PT, relatou reivindicações apresentadas por moradores e representantes do setor hoteleiro de Campos do Jordão para que a reorganização da linha considere a mobilidade local.</p>
<p>A reivindicação tem relação com a própria história da Estrada de Ferro Campos do Jordão, que desempenhou funções de transporte regional antes de se consolidar também como atração turística.</p>
<p>O debate mostra que a definição do modelo de gestão envolve interesses diferentes, entre eles a preservação histórica, o desenvolvimento do turismo, o atendimento aos moradores, os direitos trabalhistas e a sustentabilidade econômica da operação.</p>
<h2>Ferrovia começou a operar em 1914 e tem importância histórica no Vale do Paraíba</h2>
<p>A Estrada de Ferro Campos do Jordão começou a operar em 1914 e foi concebida originalmente para facilitar o acesso à região serrana, inclusive para pessoas que procuravam tratamento de saúde em Campos do Jordão.</p>
<p>Naquele período, a cidade se destacava pela presença de sanatórios e estabelecimentos destinados ao tratamento de doenças respiratórias.</p>
<p>Ao longo de sua história, a ferrovia passou por diferentes fases de utilização, acompanhando as transformações econômicas e urbanas do Vale do Paraíba e da Serra da Mantiqueira.</p>
<p>O sistema ganhou relevância turística por seu percurso em região montanhosa, pelas características do material rodante e pela importância histórica da infraestrutura.</p>
<p>Essa trajetória explica por que a discussão sobre a EFCJ não se limita à escolha de um operador ou à realização de obras.</p>
<p>Também envolve a conservação de um patrimônio ferroviário com mais de 110 anos, a valorização de seu potencial turístico e a possibilidade de melhorar os deslocamentos da população regional.</p>
<p>A experiência da CPTM na manutenção e operação ferroviária é um dos argumentos apresentados pelo Governo do Estado para justificar a reorganização administrativa.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a futura concessão privada levanta questões sobre investimentos, tarifas, conservação dos equipamentos e responsabilidades de cada participante do novo modelo.</p>
<p>Nesse cenário, a licitação de R$ 247,6 mil para interligação do eletrocentro representa uma contratação específica de infraestrutura elétrica em meio a mudanças de alcance muito maior.</p>
<p>A abertura das propostas está prevista para 10 de novembro de 2026. A realização da licitação, por si só, não antecipa a conclusão da transferência administrativa à CPTM nem altera o cronograma da concessão turística.</p>
<p>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>
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