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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/01/01/demanda-de-passageiros-do-transporte-publico-em-londrina-cresce-931-em-2025-com-investimentos-em-frota-tecnologia-e-gestao/</link>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Trensurb abre licitação de R$ 2,67 milhões para reformar 18 estações entre Aeroporto e Novo Hamburgo e prevê R$ 684 mil em câmeras de segurança</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/trensurb-abre-licitacao-de-r-267-milhoes-para-reformar-18-estacoes-entre-aeroporto-e-novo-hamburgo-e-preve-r-684-mil-em-cameras-de-seguranca/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 19:01:44 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Empresa federal marcou nova disputa para 19 de novembro e também registrou preços com quatro fornecedores para aquisição e instalação de equipamentos de monitoramento; intervenções abrangem estações do sistema metropolitano do Rio Grande do Sul, que passou por danos provocados pelas enchentes de 2024 ADAMO BAZANI A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="640" height="424" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?fit=640%2C424&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?resize=400%2C265&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /> <p><em>Empresa federal marcou nova disputa para 19 de novembro e também registrou preços com quatro fornecedores para aquisição e instalação de equipamentos de monitoramento; intervenções abrangem estações do sistema metropolitano do Rio Grande do Sul, que passou por danos provocados pelas enchentes de 2024</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) abriu uma nova licitação, com valor estimado de R$ 2.671.967,38, para contratar serviços de engenharia e arquitetura destinados à reforma de 18 estações do sistema metropolitano do Rio Grande do Sul, no trecho entre Aeroporto, em Porto Alegre (RS), e Novo Hamburgo (RS). A disputa está marcada para 19 de novembro de 2026, com abertura das propostas às 9h30 e início dos lances às 10h. A contratação abrange estruturas utilizadas diariamente pelos passageiros nos deslocamentos entre municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre.</p>
<p>Além da reforma das estações, a Trensurb publicou o registro de preços de R$ 684.274 para eventual aquisição e instalação de câmeras de segurança nas estações. A compra foi dividida em quatro lotes, com fornecedores diferentes, e prevê equipamentos compatíveis com a versão 7.4 do software Digifort, utilizado em sistemas de videomonitoramento. As duas iniciativas envolvem aspectos importantes da infraestrutura ferroviária: as condições físicas das estações e os equipamentos destinados ao acompanhamento das áreas utilizadas pelos passageiros. Os investimentos ocorrem no contexto da recuperação do sistema metropolitano, afetado pelas enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.</p>
<p>A licitação para reforma corresponde ao Pregão Eletrônico nº 126/2026, conduzido pela Trensurb, empresa pública federal vinculada ao Ministério das Cidades.</p>
<p>O valor estimado da contratação é de aproximadamente R$ 2,67 milhões, conforme os registros do processo de contratação disponibilizados no Portal Nacional de Contratações Públicas.</p>
<p>O aviso publicado no Diário Oficial da União estabelece uma nova data para a disputa, depois de registros anteriores do mesmo procedimento, com etapas previstas em setembro e outubro.</p>
<p>A nova sessão será realizada por meio da plataforma Licitações-e, do Banco do Brasil.</p>
<p>O procedimento será identificado pelo número 1103380 na plataforma de disputa.</p>
<h3>Reforma abrange 18 estações do trecho metropolitano entre Porto Alegre e Novo Hamburgo</h3>
<p>O serviço previsto pela Trensurb envolve 18 estações situadas no trecho compreendido entre Aeroporto e Novo Hamburgo.</p>
<p>A contratação é classificada como serviço comum de engenharia e arquitetura, modalidade utilizada para intervenções cujos padrões de desempenho e qualidade podem ser definidos objetivamente no edital.</p>
<p>A abrangência envolve parte significativa da Linha 1 da Trensurb, responsável pela ligação ferroviária entre Porto Alegre e municípios da região metropolitana.</p>
<p>O sistema atende deslocamentos relacionados ao trabalho, estudo, acesso a serviços, atividades comerciais e integração com outras modalidades de transporte.</p>
<p>As estações possuem papel essencial nesses deslocamentos porque concentram os acessos dos passageiros, as áreas de espera, os equipamentos de circulação e os espaços necessários à operação ferroviária.</p>
<p>A conservação dessas estruturas interfere nas condições de utilização do sistema, especialmente em períodos de grande movimentação.</p>
<p>O trecho entre Aeroporto e Novo Hamburgo também reúne estações localizadas em municípios que possuem forte integração econômica com Porto Alegre.</p>
<p>A contratação de reforma deverá observar as especificações técnicas estabelecidas no edital e nos documentos de engenharia.</p>
<p>A execução dos serviços dependerá da conclusão da licitação, da contratação da empresa responsável e do planejamento das intervenções.</p>
<h3>Nova disputa foi marcada para 19 de novembro após etapas anteriores do processo</h3>
<p>A contratação das reformas possui histórico anterior à publicação desta quinta-feira.</p>
<p>O pregão já havia aparecido em registros de setembro de 2026, inicialmente com sessão prevista para 21 de setembro.</p>
<p>Posteriormente, o procedimento teve nova programação de disputa em outubro.</p>
<p>A publicação mais recente estabelece a abertura das propostas para 19 de novembro, às 9h30, e o início da disputa às 10h.</p>
<p>O valor de referência registrado para os serviços é de R$ 2.671.967,38.</p>
<p>Esse montante corresponde à estimativa da Trensurb para a contratação, e não ao valor definitivo que será pago à empresa executora.</p>
<p>O custo final dependerá da proposta vencedora, da conclusão do procedimento e das condições contratuais.</p>
<p>A licitação possui um único item principal referente à contratação de serviços de engenharia e arquitetura para reforma das 18 estações.</p>
<p>A seleção será realizada eletronicamente.</p>
<h3>Trensurb também registra R$ 684 mil para câmeras de segurança em quatro lotes</h3>
<p>Paralelamente à contratação das reformas, a Trensurb publicou um aviso de registro de preços para aquisição e instalação de câmeras IP destinadas às estações.</p>
<p>O procedimento está relacionado ao Sistema de Registro de Preços nº 256/2025 e possui quatro lotes.</p>
<p>Os equipamentos deverão ser compatíveis com o software Digifort, versão 7.4.</p>
<p>O Digifort é utilizado em sistemas de gerenciamento de imagens, permitindo integrar equipamentos de videomonitoramento a estruturas de acompanhamento e segurança.</p>
<p>A utilização de câmeras IP permite a transmissão de imagens por redes digitais, de acordo com as características técnicas e a infraestrutura disponível.</p>
<p>O valor total registrado nos quatro lotes chega a R$ 684.274.</p>
<p>A divisão entre diferentes fornecedores permite identificar quanto foi registrado em cada grupo de fornecimento.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Lote</th>
<th>Empresa fornecedora</th>
<th>Valor registrado</th>
</tr>
<tr>
<td>1</td>
<td>Freenetworks Soluções Ltda.</td>
<td>R$ 42.060,00</td>
</tr>
<tr>
<td>2</td>
<td>Metrópole Security Comércio Eletro Eletrônico Ltda.</td>
<td>R$ 278.714,00</td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td>Geração Serviços e Comércio de Informática Ltda.</td>
<td>R$ 238.500,00</td>
</tr>
<tr>
<td>4</td>
<td>Tenseg Security Comércio de Equipamentos Eletrônicos Ltda.</td>
<td>R$ 125.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Total</strong></td>
<td><strong>Quatro lotes</strong></td>
<td><strong>R$ 684.274,00</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A Metrópole Security responde pelo lote de maior valor, com R$ 278.714.</p>
<p>Em seguida aparece a Geração Serviços e Comércio de Informática, com R$ 238.500.</p>
<p>A Tenseg Security possui registro de R$ 125 mil, enquanto a Freenetworks Soluções responde pelo lote de R$ 42.060.</p>
<p>A ata de registro de preços tem validade de 12 meses, contados de sua assinatura.</p>
<p>O sistema permite que a empresa pública realize as aquisições conforme suas necessidades e as condições estabelecidas, dentro do período de validade.</p>
<p>Por isso, o valor total registrado deve ser distinguido do montante efetivamente contratado e executado.</p>
<h3>Equipamentos serão integrados ao sistema de videomonitoramento das estações</h3>
<p>A aquisição e instalação das câmeras está relacionada à estrutura de segurança e acompanhamento das áreas utilizadas no sistema ferroviário.</p>
<p>O uso de equipamentos de monitoramento pode auxiliar no acompanhamento da movimentação de passageiros e na identificação de ocorrências nas dependências das estações.</p>
<p>Também pode apoiar o trabalho das equipes responsáveis pela segurança operacional e patrimonial, de acordo com os protocolos utilizados pela empresa.</p>
<p>A exigência de compatibilidade com o software Digifort 7.4 é uma característica técnica importante da contratação.</p>
<p>Ela permite que os novos equipamentos sejam integrados à plataforma de gerenciamento de imagens utilizada pela Trensurb, conforme as condições previstas.</p>
<p>A divisão da compra em quatro lotes também possibilita a contratação de fornecedores diferentes para os equipamentos e serviços contemplados.</p>
<p>Além do fornecimento, o registro de preços inclui a instalação das câmeras.</p>
<p>A implantação deverá considerar as condições técnicas das estações e a infraestrutura necessária ao funcionamento do sistema.</p>
<h3>Reformas ocorrem após enchentes que afetaram a estrutura ferroviária da Região Metropolitana de Porto Alegre</h3>
<p>A contratação das reformas também ocorre em um contexto marcado pelos danos provocados pelas enchentes de maio de 2024.</p>
<p>Naquele período, a elevação das águas atingiu diferentes pontos da Região Metropolitana de Porto Alegre e provocou impactos significativos sobre o transporte ferroviário.</p>
<p>A Trensurb precisou interromper serviços, realizar avaliações técnicas e executar trabalhos de recuperação de estruturas e equipamentos.</p>
<p>Os danos afetaram a infraestrutura necessária à circulação dos trens e ao atendimento dos passageiros.</p>
<p>A retomada das operações ocorreu de maneira gradual, acompanhando as condições de segurança e a recuperação das áreas atingidas.</p>
<p>O episódio demonstrou a importância da infraestrutura ferroviária para os deslocamentos metropolitanos e as consequências que a interrupção do sistema pode provocar na rotina da população.</p>
<p>A reforma das 18 estações integra o conjunto de necessidades de conservação e melhoria da infraestrutura da empresa.</p>
<p>A manutenção das estações é relevante tanto para a preservação dos equipamentos quanto para as condições de circulação e atendimento aos usuários.</p>
<p>As enchentes também ampliaram o debate sobre a capacidade de recuperação dos sistemas de transporte diante de eventos climáticos extremos.</p>
<p>No caso dos serviços ferroviários metropolitanos, a recuperação depende de intervenções que podem envolver diferentes estruturas, desde vias permanentes e energia até estações, equipamentos e sistemas operacionais.</p>
<h3>Sistema ferroviário liga Porto Alegre a municípios da região metropolitana</h3>
<p>A Trensurb opera a Linha 1, que conecta Porto Alegre a Novo Hamburgo, passando por Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo.</p>
<p>O sistema possui aproximadamente 43,8 quilômetros de extensão e 22 estações.</p>
<p>A linha constitui um dos principais eixos de transporte de passageiros da Região Metropolitana de Porto Alegre.</p>
<p>Sua operação permite deslocamentos entre diferentes municípios, com integração a serviços de ônibus e outros meios de transporte.</p>
<p>A presença do sistema ferroviário é particularmente importante para viagens metropolitanas de média e longa distância, nas quais os passageiros atravessam limites municipais diariamente.</p>
<p>A conservação das estações, a confiabilidade dos equipamentos e a segurança dos usuários fazem parte das condições necessárias para manter a qualidade do atendimento.</p>
<p>As duas publicações desta quinta-feira tratam de necessidades distintas, mas complementares.</p>
<p>A licitação de R$ 2,67 milhões está voltada às condições físicas de 18 estações.</p>
<p>O registro de preços de R$ 684 mil contempla equipamentos e serviços destinados ao videomonitoramento.</p>
<p>Somados, os valores de referência e de registro chegam a R$ 3.356.241,38, embora representem procedimentos diferentes e etapas distintas de contratação.</p>
<p>A conclusão das licitações, a formalização das contratações e a execução dos serviços determinarão a aplicação efetiva dos recursos.</p>
<p>Para os passageiros, a importância das medidas está na conservação dos espaços utilizados no embarque e desembarque e na manutenção de estruturas de monitoramento e segurança no sistema ferroviário metropolitano.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>TCU autoriza acordo de R$ 1,78 bilhão para devolução de 3 mil km de ferrovias no Nordeste e abre caminho para projetos de VLT</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 18:31:33 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Entendimento com a Ferrovia Transnordestina Logística envolve trechos sem operação no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas; projetos de passageiros em Arapiraca e Campina Grande estão entre os que exigirão avaliação técnica ADAMO BAZANI O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a assinatura de um acordo para a devolução de 3.014 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="900" height="500" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?fit=900%2C500&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?w=900&amp;ssl=1 900w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?resize=150%2C83&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?resize=768%2C427&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?resize=400%2C222&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /> <p><em>Entendimento com a Ferrovia Transnordestina Logística envolve trechos sem operação no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas; projetos de passageiros em Arapiraca e Campina Grande estão entre os que exigirão avaliação técnica</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a assinatura de um acordo para a devolução de 3.014 quilômetros de ferrovias sem operação no Nordeste, atualmente vinculados à concessão da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL). A decisão reconhece uma indenização de aproximadamente R$ 1,78 bilhão devida pela concessionária à União e estabelece condições para a destinação dos recursos, a recuperação de infraestrutura e a possível utilização de trechos ferroviários em projetos de mobilidade urbana, incluindo sistemas de veículos leves sobre trilhos (VLTs).</p>
<p>A deliberação, tomada em 21 de outubro e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, envolve uma malha concedida originalmente em 1997, com ramais em diferentes estados nordestinos. O acordo representa uma tentativa de resolver a situação de milhares de quilômetros de trilhos sem operação comercial, ao mesmo tempo em que preserva a continuidade dos segmentos utilizados para o transporte de cargas. A assinatura e os pagamentos ainda dependem de etapas posteriores, incluindo a futura prorrogação da concessão, prevista para 2028.</p>
<h2>Quais ferrovias estão envolvidas na devolução?</h2>
<p>A Malha Nordeste concedida à FTL possui mais de quatro mil quilômetros de extensão histórica, distribuídos pelos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.</p>
<p>A parcela atualmente em operação concentra-se principalmente no corredor de cargas que conecta São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE), além de acessos estratégicos aos portos de Itaqui, Pecém e Mucuripe.</p>
<p>A discussão sobre devolução envolve trechos sem operação comercial, especialmente nas antigas ligações ferroviárias que atravessam Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.</p>
<p>Entre os segmentos identificados nos estudos e no histórico da negociação estão o antigo corredor ferroviário entre Fortaleza e a região do Crato, no Ceará; o Ramal de Macau, no Rio Grande do Norte, com extensão em direção à Paraíba; trechos que chegam a Sousa, no sertão paraibano; e segmentos da Linha Tronco Centro, em Pernambuco, entre a região de Caruaru e Salgueiro.</p>
<p>Também estão envolvidos segmentos da Linha Tronco Sul, que incluem a ligação entre Cabo de Santo Agostinho (PE) e Porto Real do Colégio (AL), afetada historicamente por enchentes e pela deterioração da infraestrutura.</p>
<p>No Ceará, levantamentos relacionados ao acordo apontam aproximadamente 568 quilômetros de ferrovia sem operação, com passagem por 22 municípios.</p>
<p>No Ramal de Macau, há referência a cerca de 398 quilômetros de extensão. A ligação entre Cabo de Santo Agostinho e Porto Real do Colégio compreende aproximadamente 349 quilômetros, segundo informações utilizadas na negociação.</p>
<p>A Linha Tronco Centro inclui aproximadamente 264 quilômetros entre Caruaru e o marco quilométrico 390, além de outros 205 quilômetros até Salgueiro.</p>
<p>Essas referências ajudam a identificar os corredores afetados, mas não constituem a relação completa, trecho a trecho, dos 3.014 quilômetros. Essa delimitação depende dos anexos técnicos e dos inventários de devolução.</p>
<h2>Tribunal corrige extensão e mantém indenização de R$ 1,785 bilhão</h2>
<p>Um ponto importante da nova decisão é a correção da extensão total a ser devolvida.</p>
<p>Em uma deliberação anterior, o TCU havia registrado 2.951 quilômetros. A decisão publicada agora corrige esse número para 3.014 quilômetros.</p>
<p>Apesar da alteração de 63 quilômetros na extensão informada, a base de cálculo da indenização permanece em R$ 1.785.316.444,24.</p>
<p>O acordo foi estruturado para solucionar divergências relacionadas às obrigações da concessionária e às consequências financeiras da devolução de segmentos que deixaram de ser utilizados.</p>
<p>O TCU considerou atendidas as condições necessárias para autorizar a assinatura, mas determinou que a execução seja acompanhada.</p>
<p>O tribunal também exigiu mecanismos que impeçam o uso de valores indenizatórios para custear obrigações de manutenção que já eram de responsabilidade da própria concessionária.</p>
<p>A distinção é importante: investimentos que efetivamente ampliam capacidade ou funcionalidade não podem ser confundidos com despesas necessárias para manter a infraestrutura nas condições previstas no contrato original.</p>
<h2>VLTs em Arapiraca e Campina Grande entram na discussão</h2>
<p>O acordo tem consequências que podem ir além do transporte ferroviário de cargas.</p>
<p>O TCU determinou atenção específica à avaliação técnica dos projetos de mobilidade urbana que possam receber recursos vinculados à solução negociada.</p>
<p>Entre as cidades mencionadas estão Arapiraca (AL) e Campina Grande (PB), onde há discussões sobre utilização de infraestrutura ferroviária em serviços de passageiros.</p>
<p>Em Arapiraca, a ANTT já analisou a devolução de um trecho de aproximadamente 13,5 quilômetros da Linha Tronco Sul Recife, localizado dentro do perímetro urbano, com a finalidade de viabilizar um sistema de VLT.</p>
<p>A proposta envolve o segmento entre os marcos quilométricos 490,608 e 504,074.</p>
<p>A reutilização da faixa ferroviária para o transporte urbano poderia aproveitar parte de um corredor já existente, mas dependeria de projetos de engenharia, avaliação da infraestrutura, adequações de segurança e definição do modelo de operação.</p>
<p>Campina Grande também aparece entre os projetos que exigirão análise técnica específica para eventual utilização de recursos.</p>
<p>O TCU determinou que a avaliação dos projetos seja documentada por área técnica distinta daquela responsável pela articulação institucional, buscando evitar conflitos entre a defesa da implantação e a verificação de sua viabilidade.</p>
<p>A autorização do acordo, portanto, não significa que os sistemas já estejam contratados, financiados integralmente ou com obras iniciadas.</p>
<h2>FTL também terá obrigações sobre áreas desativadas e conflitos urbanos</h2>
<p>Além da indenização, o acordo prevê responsabilidades relacionadas à desativação dos trechos ferroviários devolvidos.</p>
<p>Entre elas estão o descomissionamento da infraestrutura, a regularização de questões ambientais e fundiárias e o levantamento georreferenciado das faixas de domínio.</p>
<p>Esses procedimentos são importantes porque parte das antigas ferrovias atravessa áreas urbanizadas, com ocupações, travessias e conflitos entre circulação ferroviária, veículos e pedestres.</p>
<p>A FTL também deverá realizar investimentos de aproximadamente R$ 136,28 milhões destinados à redução de conflitos entre as ferrovias e áreas urbanas.</p>
<p>O acordo estabelece prazos e penalidades progressivas para o descumprimento de obrigações.</p>
<p>Eventuais atrasos atribuíveis ao poder público poderão justificar reprogramações previstas no instrumento, mas não a eliminação automática das responsabilidades da concessionária.</p>
<h2>Acordo não significa retomada imediata dos trens</h2>
<p>A concessão da Malha Nordeste remonta a 1997, e a ausência de operação em grande parte da rede motivou uma longa discussão entre a concessionária, a ANTT e o Governo Federal.</p>
<p>A solução consensual procura evitar o prolongamento de disputas administrativas e judiciais, reorganizar as responsabilidades e permitir a definição de novos destinos para a infraestrutura.</p>
<p>O relator da matéria no TCU foi o ministro Walton Alencar Rodrigues.</p>
<p>A decisão foi formalizada pelo Acórdão nº 2.906/2026.</p>
<p>Para o transporte de passageiros, o ponto de maior interesse será a evolução dos projetos urbanos vinculados às antigas faixas ferroviárias.</p>
<p>A devolução dos trechos à União pode criar condições institucionais para novos usos, mas a implantação de VLTs ou de outros sistemas dependerá de estudos de viabilidade, licenciamento, recursos e decisões próprias dos responsáveis pelos empreendimentos.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Metrô de São Paulo prorroga contrato do monotrilho da Linha 15-Prata até 2032 e amplia valor de acordo firmado há 16 anos</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 18:01:39 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Vigência contratual passa para outubro de 2032, após prorrogação anunciada em setembro de 2026; novo aditivo inclui serviços, altera pagamentos e preserva possibilidade de reivindicações financeiras do consórcio ADAMO BAZANI O Metrô de São Paulo prorrogou até 2032 o contrato com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste, responsável por parte da implantação da Linha 15-Prata, que [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?w=4000&amp;ssl=1 4000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Vigência contratual passa para outubro de 2032, após prorrogação anunciada em setembro de 2026; novo aditivo inclui serviços, altera pagamentos e preserva possibilidade de reivindicações financeiras do consórcio</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Metrô de São Paulo prorrogou até 2032 o contrato com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste, responsável por parte da implantação da Linha 15-Prata, que atende a zona Leste da capital paulista. A nova alteração amplia o prazo de execução dos serviços para 16 de junho de 2032 e a vigência contratual para 16 de outubro do mesmo ano, além de modificar o escopo, estabelecer novos serviços, alterar condições de pagamento e acrescentar R$ 1,69 milhão ao valor contratual, considerado na data-base de agosto de 2010.</p>
<p>A mudança foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, menos de dois meses depois de outra prorrogação, noticiada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em setembro. Naquela ocasião, a execução dos serviços havia sido estendida até dezembro de 2026 e a vigência até abril de 2027. Agora, os prazos contratuais são ampliados em mais de cinco anos. A medida chama a atenção pela longa trajetória do empreendimento, contratado originalmente em 2010, mas não significa, por si só, que a inauguração das estações em construção tenha sido adiada para 2032.</p>
<h3>Vigésimo aditivo modifica escopo, pagamentos, reajustes e cronograma</h3>
<p>O documento publicado pelo Metrô corresponde ao 20º aditivo do contrato firmado com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste.</p>
<p>Além da prorrogação dos prazos, a companhia estabeleceu uma série de modificações que vão além de uma simples extensão da vigência contratual.</p>
<p>Entre elas estão a adequação do objeto contratado, a inclusão de novos serviços, alterações em itens contratuais e mudanças nos eventos utilizados para determinar pagamentos.</p>
<p>O aditivo também estabelece nova forma de reajuste e substitui índices utilizados para atualização dos valores.</p>
<p>Outra determinação é a apresentação, pelo consórcio, de cronograma revisado e do endosso da garantia de execução contratual.</p>
<p>Na prática, o documento reorganiza condições de execução, remuneração e acompanhamento de serviços relacionados à implantação do sistema.</p>
<p>O acréscimo financeiro informado é de R$ 1.696.999,96, considerando a data-base de 1º de agosto de 2010.</p>
<p>Esse detalhe é importante porque o valor publicado corresponde a uma referência contratual histórica, e não necessariamente ao desembolso nominal atualizado que será realizado.</p>
<p>O extrato não apresenta o valor atualizado total do contrato após o aditivo, tampouco detalha individualmente cada novo serviço incluído.</p>
<h3>Consórcio mantém direito de discutir custos adicionais e reequilíbrio</h3>
<p>Outro ponto importante do aditivo é a preservação expressa da possibilidade de reivindicações financeiras pela empresa contratada.</p>
<p>O documento estabelece que a assinatura não representa renúncia nem quitação de fatos que a contratada considere responsáveis por despesas indevidas ou adicionais.</p>
<p>Entre as situações mencionadas estão custos de remobilização, remuneração por ampliação de escopo, despesas relacionadas à manutenção de estruturas e armazenamento de materiais e pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p>A previsão mantém aberta a possibilidade de discussão desses custos, sem representar reconhecimento automático de que todos os valores eventualmente reivindicados sejam devidos.</p>
<p>Os pedidos dependem de análise e dos procedimentos administrativos ou jurídicos aplicáveis.</p>
<p>É um aspecto relevante porque a extensão de um contrato de longa duração pode envolver obrigações diferentes daquelas previstas em sua concepção original, especialmente em empreendimentos sujeitos a alterações de projeto, tecnologia, cronograma e condições de execução.</p>
<h3>Contrato foi assinado em 2010 e previa ligação até Cidade Tiradentes</h3>
<p>O contrato original foi firmado em 27 de setembro de 2010, quando o projeto de monotrilho da zona Leste tinha como objetivo criar uma ligação de alta capacidade entre Vila Prudente e Hospital Cidade Tiradentes.</p>
<p>A proposta vencedora tinha valor aproximado de R$ 2,46 bilhões e contemplava projetos executivos, fabricação e fornecimento de equipamentos, material rodante, sistemas operacionais e implantação da infraestrutura.</p>
<p>O planejamento inicial envolvia aproximadamente 24,5 quilômetros e 17 estações.</p>
<p>Posteriormente, os projetos passaram por alterações, incluindo a previsão de extensão da linha até Ipiranga, elevando o empreendimento completo projetado para aproximadamente 26,6 quilômetros e 18 estações.</p>
<p>O consórcio reunia originalmente construtoras e empresas fornecedoras de tecnologia ferroviária, incluindo Queiroz Galvão, OAS e Bombardier.</p>
<p>Ao longo dos anos, ocorreram mudanças societárias e de denominação empresarial. A Queiroz Galvão passou a utilizar a denominação Álya Construtora, enquanto a Bombardier Transportation foi adquirida pela Alstom.</p>
<p>Em fevereiro de 2025, conforme também noticiado pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, o Metrô oficializou uma alteração contratual envolvendo a substituição da Bombardier Transit Corporation pela Alstom Transport Holding US Inc., com transferência de direitos e obrigações.</p>
<p>A trajetória do contrato também foi marcada por sucessivas mudanças de prazos e valores.</p>
<h3>Linha já opera entre Vila Prudente e Jardim Colonial e tem novas expansões</h3>
<p>A Linha 15-Prata funciona entre Vila Prudente e Jardim Colonial, atendendo áreas populosas da zona Leste paulistana e permitindo integração com a Linha 2-Verde do Metrô.</p>
<p>O monotrilho utiliza trens que circulam sobre vigas elevadas de concreto, com alimentação elétrica e operação segregada do tráfego viário.</p>
<p>A implantação do sistema ampliou as possibilidades de deslocamento para passageiros de regiões como São Mateus e Sapopemba, reduzindo a dependência exclusiva de ônibus em trajetos de maior extensão.</p>
<p>O empreendimento, entretanto, ainda possui expansões previstas ou em execução.</p>
<p>No sentido oeste, o planejamento contempla a extensão até Ipiranga, com a perspectiva de ampliar a integração com a rede ferroviária.</p>
<p>No sentido leste, estão previstas intervenções relacionadas às estações Boa Esperança e Jacu-Pêssego e ao Pátio Ragueb Chohfi.</p>
<p>A continuidade até Hospital Cidade Tiradentes, contemplada na concepção original, ainda depende de definições sobre a expansão e de intervenções urbanas necessárias, entre elas questões relacionadas à Estrada do Iguatemi.</p>
<h3>Prazo de contrato e inauguração são situações diferentes</h3>
<p>A nova vigência até outubro de 2032 deve ser interpretada dentro do conjunto de obrigações contratuais.</p>
<p>O prazo de execução pode abranger fornecimentos, instalações, ajustes, serviços complementares e outras atividades vinculadas ao contrato, sem necessariamente corresponder à data prevista para entrada em operação comercial de todas as estações.</p>
<p>Para definir se houve alteração no calendário de inaugurações, é necessário confrontar o cronograma revisado exigido pelo aditivo com as previsões específicas do Metrô para cada trecho.</p>
<p>O novo documento não estabelece expressamente que todas as ampliações da Linha 15-Prata serão entregues apenas em 2032.</p>
<p>O que está formalmente definido é a ampliação dos prazos de execução e vigência do contrato com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste, acompanhada de mudanças financeiras e operacionais em um acordo que completou 16 anos em setembro de 2026.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Prefeitura do Rio confirma rescisão antecipada com Santander e define transição bancária que inclui repasses do Jaé às empresas de ônibus</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 17:30:13 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Novos esclarecimentos para licitação marcada para quarta-feira (4) detalham encerramento do contrato atual, previsto para janeiro de 2027, plano de contingência e mudanças no edital; banco vencedor também ficará responsável por pagamentos da bilhetagem digital aos operadores ADAMO BAZANI A Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou que pretende encerrar antecipadamente o contrato com o Santander [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="796" height="537" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?fit=796%2C537&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?w=796&amp;ssl=1 796w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?resize=768%2C518&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?resize=400%2C270&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 796px) 100vw, 796px" /> <p><em>Novos esclarecimentos para licitação marcada para quarta-feira (4) detalham encerramento do contrato atual, previsto para janeiro de 2027, plano de contingência e mudanças no edital; banco vencedor também ficará responsável por pagamentos da bilhetagem digital aos operadores</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou que pretende encerrar antecipadamente o contrato com o Santander para permitir a entrada da instituição financeira que vencer a licitação dos serviços bancários municipais, marcada para esta quarta-feira, 4 de novembro de 2026. A contratação inclui o processamento dos repasses da bilhetagem digital Jaé às empresas de ônibus e demais operadores de transporte sob gestão municipal. A previsão apresentada pela administração é de que a transição contratual ocorra em 28 de janeiro de 2027.</p>
<p>Os esclarecimentos foram publicados no Diário Oficial desta terça-feira, 3 de novembro, acompanhados de alterações no edital e respostas a questionamentos das instituições financeiras interessadas. A Prefeitura informou que o contrato atual, originalmente previsto para terminar em setembro de 2027, será rescindido formalmente antes do início da execução do novo acordo. Também confirmou a existência de um plano de contingência para situações excepcionais durante a mudança, uma medida importante para a continuidade dos pagamentos municipais, inclusive daqueles relacionados ao transporte coletivo.</p>
<h3>O que muda na contratação bancária que também envolve o Jaé</h3>
<p>A nova publicação representa mais uma etapa de uma licitação acompanhada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> desde setembro.</p>
<p>Em 9 de outubro, o portal já havia informado que a disputa estava marcada para 4 de novembro, às 11h, e que o pacote de serviços incluía a movimentação dos recursos da bilhetagem digital utilizados na remuneração dos operadores de transporte.</p>
<p>A novidade agora é o detalhamento da transição entre os contratos bancários e das condições para a entrada da instituição vencedora.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, o contrato com o Santander tem encerramento originalmente previsto para 28 de setembro de 2027. Entretanto, a administração pretende antecipar seu término, com a formalização de um termo de rescisão.</p>
<p>A eficácia operacional do novo contrato ficará condicionada ao encerramento formal do vínculo anterior.</p>
<p>A Prefeitura esclareceu ainda que o Santander deverá manter a continuidade dos serviços até 28 de janeiro de 2027, conforme as condições que serão estabelecidas para a rescisão antecipada.</p>
<h3>Pagamentos aos operadores de ônibus fazem parte da estrutura financeira</h3>
<p>A licitação contempla a contratação de uma instituição financeira responsável por diversos serviços bancários da Prefeitura do Rio de Janeiro.</p>
<p>Entre eles está o processamento dos pagamentos aos concessionários e permissionários do transporte público municipal, utilizando recursos da conta da bilhetagem digital vinculada à Câmara de Compensação Tarifária.</p>
<p>O banco deverá efetuar os créditos nas contas indicadas pela unidade gestora financeira.</p>
<p>Essa função está relacionada à estrutura de remuneração dos operadores depois da implantação do Jaé, sistema de bilhetagem digital utilizado no transporte municipal.</p>
<p>A separação entre a arrecadação tarifária e a execução dos pagamentos às empresas integra a organização financeira do modelo de transporte da cidade.</p>
<p>Para os passageiros, a importância está na continuidade da operação e na regularidade do sistema que sustenta financeiramente a prestação dos serviços.</p>
<p>A contratação bancária, entretanto, não representa uma nova licitação da bilhetagem, uma substituição automática do sistema Jaé nem uma alteração das tarifas pagas pelos usuários.</p>
<h3>Prefeitura prevê plano de contingência para mudança de banco</h3>
<p>Um dos questionamentos apresentados durante a licitação trata da continuidade dos serviços caso a futura contratada encontre dificuldades para concluir a implantação no prazo previsto.</p>
<p>A documentação menciona prazo de até 90 dias para a migração dos serviços e apresenta dúvidas sobre a responsabilidade pela operação durante essa fase.</p>
<p>A Prefeitura respondeu que existe um plano de contingência para situações excepcionais, cuja responsabilidade ficará com o município.</p>
<p>Também esclareceu que não serão impostas ao Santander novas obrigações decorrentes do contrato atual a partir de 28 de janeiro de 2027.</p>
<p>A resposta é relevante porque a mudança envolve diferentes operações financeiras de caráter contínuo, entre elas pagamentos de servidores, fornecedores e operadores de serviços públicos.</p>
<p>No transporte coletivo, a regularidade dos repasses é particularmente importante para o fluxo financeiro das empresas responsáveis pela operação.</p>
<h3>Rescisão antecipada poderá envolver compensações financeiras</h3>
<p>Os esclarecimentos também abordam as possíveis consequências financeiras do encerramento antecipado do contrato com o Santander.</p>
<p>A Prefeitura informou que a devolução da garantia ocorrerá em 28 de janeiro de 2027.</p>
<p>Eventuais despesas de desmobilização e prejuízos decorrentes da rescisão precisarão ser demonstrados pelo banco, mediante documentação e planilhas detalhadas, para análise da administração municipal.</p>
<p>A Prefeitura também informou que a apuração proporcional da outorga será realizada em procedimento administrativo próprio.</p>
<p>Isso significa que os valores relacionados ao encerramento antecipado ainda dependem da análise dos documentos e das condições contratuais aplicáveis.</p>
<h3>Licitação envolve outorga de R$ 1 bilhão e outros serviços municipais</h3>
<p>O pacote bancário possui outorga mínima de R$ 1 bilhão e reúne serviços que vão além do transporte público.</p>
<p>Entre as atribuições estão a centralização e o processamento da folha de pagamento municipal, pagamentos a fornecedores, serviços de PIX, operações do Sistema Descentralizado de Pagamento e movimentações financeiras de entidades vinculadas à administração.</p>
<p>A licitação também prevê aplicações financeiras de determinados recursos classificados como depósitos de terceiros, conforme as condições estabelecidas no edital.</p>
<p>O valor de R$ 1 bilhão refere-se ao conjunto da contratação bancária, e não exclusivamente às movimentações financeiras do Jaé.</p>
<p>Na publicação desta terça-feira, a Prefeitura apresentou correções em dispositivos do edital e da minuta contratual, além de esclarecimentos sobre responsabilidades, garantias, tratamento de dados e riscos contratuais.</p>
<p>Entre as alterações, foi corrigida a referência à data de janeiro de 2027 e ajustado um critério de julgamento que aparecia incorretamente no texto original.</p>
<p>A disputa permanece prevista para 4 de novembro de 2026, às 11h, conforme o calendário publicado anteriormente.</p>
<p>O resultado será importante para definir a instituição responsável por parte das operações financeiras da Prefeitura, incluindo os pagamentos às empresas que prestam serviços de transporte coletivo municipal.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Greve na Sancetur afeta ônibus de Palmas, provoca atrasos de até 40 minutos e leva Justiça a determinar circulação de até 80% da frota</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 16:31:40 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Greve]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Motoristas protestam na garagem da empresa e cobram piso salarial, banheiros, água e respeito à jornada; Prefeitura recorre ao TRT para garantir atendimento aos 60 mil passageiros diários. É a segunda paralisação em pouco mais de dois meses ADAMO BAZANI Motoristas da Sancetur, empresa responsável pelo transporte coletivo de Palmas (TO), iniciaram uma greve às [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="716" height="428" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-1.jpg?fit=716%2C428&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-1.jpg?w=716&amp;ssl=1 716w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-1.jpg?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-1.jpg?resize=150%2C90&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-1.jpg?resize=400%2C239&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 716px) 100vw, 716px" /> <p><em>Motoristas protestam na garagem da empresa e cobram piso salarial, banheiros, água e respeito à jornada; Prefeitura recorre ao TRT para garantir atendimento aos 60 mil passageiros diários. É a segunda paralisação em pouco mais de dois meses</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>Motoristas da Sancetur, empresa responsável pelo transporte coletivo de Palmas (TO), iniciaram uma greve às 4h desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, provocando atrasos de até 40 minutos, aglomerações nas estações e dificuldades para os aproximadamente 60 mil passageiros que utilizam diariamente os ônibus da capital tocantinense. Trabalhadores realizaram uma manifestação em frente à garagem da transportadora para cobrar o cumprimento do piso salarial estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026 e melhorias nas condições de trabalho. A Prefeitura de Palmas obteve uma decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinando a manutenção de pelo menos 80% da frota e dos motoristas nos horários de maior movimento e 70% nos demais períodos.</p>
<p>A mobilização foi convocada pelo Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Operadores de Máquinas do Estado do Tocantins (Simtromet), depois de assembleia realizada em 23 de outubro. Além das reivindicações salariais, os profissionais reclamam da falta de banheiros e bebedouros nos pontos finais e estações, de descontos considerados indevidos nos contracheques e no vale-alimentação e de problemas relacionados à jornada e aos intervalos de descanso. A greve representa mais um capítulo das dificuldades trabalhistas envolvendo a operação da Sancetur em Palmas. Em 1º de setembro, motoristas já haviam interrompido os serviços por aproximadamente uma hora devido ao atraso no pagamento de um adiantamento salarial.</p>
<h2>Passageiros enfrentam estações lotadas e atrasos</h2>
<p>O início da paralisação afetou o funcionamento do transporte coletivo durante a manhã desta terça-feira.</p>
<p>Na Estação Xerente, localizada na região sul de Palmas, passageiros enfrentaram aglomerações e dificuldades para embarcar.</p>
<p>Segundo relatos divulgados pela TV Anhanguera e por veículos de comunicação locais, algumas linhas registraram atrasos de até 40 minutos.</p>
<p>A greve atingiu um serviço essencial para os deslocamentos de trabalhadores, estudantes e moradores que dependem dos ônibus para chegar aos seus destinos.</p>
<p>A manifestação na garagem da Sancetur também reuniu trabalhadores com cartazes reivindicando melhorias salariais e condições adequadas para o exercício das atividades.</p>
<p>O movimento começou conforme a programação anunciada anteriormente pelo Simtromet.</p>
<p>Inicialmente, o sindicato havia informado que manteria pelo menos 30% da operação durante a greve, por se tratar de um serviço essencial.</p>
<p>Entretanto, uma decisão judicial estabeleceu percentuais mínimos significativamente superiores.</p>
<h2>Justiça determina 80% dos ônibus nos horários de pico e multa de R$ 30 mil</h2>
<p>A Prefeitura de Palmas ingressou com uma medida judicial para garantir a continuidade do transporte coletivo durante a paralisação.</p>
<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região concedeu liminar em 31 de outubro, estabelecendo percentuais mínimos de funcionamento do sistema.</p>
<p>Nos horários de maior movimento, das 5h30 às 8h30 e das 17h às 20h, devem permanecer em atividade pelo menos 80% dos ônibus e do quadro de motoristas.</p>
<p>Nos demais períodos, o percentual mínimo é de 70%.</p>
<p>A determinação abrange todas as linhas e itinerários regulares do transporte coletivo urbano.</p>
<p>O descumprimento poderá resultar em multa diária de R$ 30 mil, conforme as condições estabelecidas na decisão.</p>
<p>A Prefeitura havia solicitado que a Justiça determinasse a manutenção de 100% da operação nos horários de pico e 80% nos demais períodos.</p>
<p>O tribunal, entretanto, estabeleceu percentuais menores.</p>
<p>Segundo a interpretação divulgada pelo Simtromet, a decisão procurou assegurar a continuidade de um serviço essencial sem impedir completamente o exercício do direito de greve.</p>
<p>O sindicato informou que cumpriria a determinação enquanto estivesse em vigor, mas anunciou a intenção de recorrer para tentar reduzir os percentuais mínimos exigidos.</p>
<p>A entidade também pretende questionar os critérios para aplicação da multa.</p>
<p>O Simtromet ressaltou que a liminar não declarou a greve ilegal ou abusiva e que o movimento continuará enquanto não houver entendimento sobre as reivindicações.</p>
<p>O sindicato orientou os trabalhadores a não bloquear garagens, portões, terminais ou estações e a respeitar a decisão dos profissionais que optarem por continuar trabalhando.</p>
<h2>Sindicato afirma que Sancetur não apresenta nova proposta desde junho</h2>
<p>O principal ponto da mobilização é o cumprimento do piso salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026.</p>
<p>Segundo o Simtromet, a Sancetur não apresentou uma nova proposta para atender às reivindicações nas negociações mediadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) desde junho.</p>
<p>A entidade sustenta que os trabalhadores não estão recebendo os valores correspondentes ao piso reivindicado.</p>
<p>A questão salarial, entretanto, não é a única reclamação.</p>
<p>Os profissionais também pedem a instalação de banheiros e bebedouros nas estações e nos pontos finais das linhas, locais onde permanecem durante parte da jornada e dos intervalos.</p>
<p>Outra reivindicação envolve o cumprimento dos períodos legais de descanso e dos horários estabelecidos para a atividade.</p>
<p>O sindicato também questiona descontos realizados nos salários e no vale-alimentação, considerados indevidos pela representação dos trabalhadores.</p>
<p>Essas reclamações são apresentadas pela entidade sindical e não equivalem, por si só, à comprovação judicial de todas as irregularidades alegadas.</p>
<p>O Simtromet informou ainda que há um procedimento no Ministério Público do Trabalho relacionado à falta de banheiros e água nos pontos finais das linhas, cuja tramitação estaria sem avanços desde 2023.</p>
<p>A informação sobre esse procedimento foi apresentada pelo sindicato e depende de confirmação documental quanto à situação atual da investigação.</p>
<p>A entidade afirma que permanece aberta ao diálogo e à apresentação de propostas capazes de resolver o conflito.</p>
<h2>Prefeitura afirma que trabalhadores são contratados pela Sancetur</h2>
<p>A Prefeitura de Palmas se manifestou por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte Público (Semobt).</p>
<p>Em nota, a administração municipal destacou que os motoristas são empregados da Santa Cecília Turismo Ltda., razão pela qual as reivindicações trabalhistas não dizem respeito a uma relação direta de emprego com o município.</p>
<p>A prefeitura informou que buscou a intervenção judicial para reduzir os impactos da paralisação sobre os aproximadamente 60 mil passageiros atendidos diariamente.</p>
<p>A administração também manifestou a expectativa de que o sindicato e a transportadora cheguem a um entendimento por meio das negociações.</p>
<p>O município destacou que o transporte coletivo dispõe de ônibus com acessibilidade, ar-condicionado e conexão à internet, além de gratuidade aos finais de semana e feriados.</p>
<p>Embora a contratação e a remuneração dos trabalhadores sejam responsabilidades da empresa, a administração municipal continua responsável pela organização e fiscalização do serviço público de transporte, dentro das condições estabelecidas contratualmente.</p>
<p>A manutenção dos percentuais mínimos determinados pela Justiça também deverá ser acompanhada para evitar interrupções que comprometam ainda mais os deslocamentos da população.</p>
<p>Até a conclusão desta apuração, não foi localizada manifestação pública específica da Sancetur esclarecendo os valores salariais contestados, as condições de trabalho questionadas pelo sindicato ou a apresentação de uma nova proposta para encerramento da greve.</p>
<h2>Motoristas já haviam paralisado ônibus em setembro por atraso salarial</h2>
<p>A greve desta terça-feira não é o primeiro movimento de trabalhadores da Sancetur em Palmas nos últimos meses.</p>
<p>Em 1º de setembro de 2026, motoristas realizaram uma paralisação de aproximadamente uma hora, entre 9h e 10h, cobrando o pagamento de um adiantamento salarial.</p>
<p>Segundo informações divulgadas na ocasião pelo Jornal O Coletivo e pelo Jornal Primeira Página, a parcela correspondente a aproximadamente 40% do salário deveria ter sido depositada em 25 de agosto.</p>
<p>No dia do protesto, o pagamento estava atrasado havia sete dias, conforme os relatos dos trabalhadores.</p>
<p>O restante da remuneração, equivalente a aproximadamente 60%, tinha pagamento previsto para o dia 5 do mês seguinte.</p>
<p>A mobilização de setembro foi organizada pelos próprios motoristas, sem convocação formal do sindicato, segundo as informações publicadas na ocasião.</p>
<p>Durante o protesto, ônibus foram recolhidos e o atendimento de diferentes regiões da capital ficou prejudicado.</p>
<p>Também houve relatos de interrupção de serviços utilizados por passageiros com destino à Universidade Federal do Tocantins (UFT).</p>
<p>Na ocasião, trabalhadores levantaram questionamentos sobre possíveis atrasos nos repasses financeiros da Prefeitura à empresa operadora.</p>
<p>Entretanto, não foi localizada confirmação oficial de que os repasses municipais estivessem efetivamente atrasados ou de que tenham provocado o descumprimento do adiantamento salarial.</p>
<p>A distinção é importante porque problemas de pagamento de salários podem ter diferentes causas, que precisam ser demonstradas por documentos contábeis, contratuais e trabalhistas.</p>
<p>A repetição de paralisações em setembro e novembro demonstra a persistência de conflitos entre trabalhadores e a empresa, embora as reivindicações imediatas dos dois episódios não sejam idênticas.</p>
<p>Em setembro, o principal motivo foi o atraso no adiantamento salarial. Agora, a pauta envolve o piso da convenção coletiva e condições mais amplas de trabalho.</p>
<h2>Condições dos motoristas também interferem na qualidade do transporte</h2>
<p>As reivindicações apresentadas em Palmas envolvem aspectos que vão além da relação salarial entre trabalhadores e empresa.</p>
<p>A disponibilidade de água potável, instalações sanitárias e intervalos adequados é parte das condições necessárias para o exercício da atividade de condução profissional.</p>
<p>Os motoristas de ônibus permanecem por longos períodos responsáveis pela condução de veículos que transportam dezenas de passageiros em ruas e avenidas.</p>
<p>O cumprimento das jornadas e dos períodos de descanso é importante tanto para a proteção dos trabalhadores quanto para a segurança operacional.</p>
<p>Problemas relacionados ao cansaço, à falta de estrutura nos pontos finais e às dificuldades para realizar necessidades básicas podem comprometer as condições de trabalho.</p>
<p>Por outro lado, a redução dos serviços durante uma greve afeta diretamente passageiros que não dispõem de outras alternativas de deslocamento.</p>
<p>É nesse contexto que a Justiça do Trabalho estabelece percentuais mínimos de atendimento, procurando conciliar o direito constitucional de greve com a continuidade de serviços essenciais.</p>
<p>A existência de uma frota moderna, por si só, não elimina a necessidade de assegurar condições adequadas aos profissionais responsáveis pela operação.</p>
<h2>Impasse ainda depende de negociação entre empresa e trabalhadores</h2>
<p>A paralisação desta terça-feira ocorre enquanto permanecem divergências sobre o cumprimento da convenção coletiva, condições de trabalho e responsabilidades pela solução das reivindicações.</p>
<p>A decisão liminar do TRT-10 estabelece limites para a redução do atendimento, mas não resolve a disputa salarial.</p>
<p>Também não representa decisão definitiva sobre a procedência das reclamações apresentadas pelo sindicato.</p>
<p>Para encerrar o conflito, ainda será necessário um entendimento entre os representantes dos trabalhadores e a Sancetur ou outro encaminhamento nas instâncias trabalhistas competentes.</p>
<p>A Prefeitura de Palmas deverá continuar acompanhando o funcionamento do transporte coletivo e o cumprimento dos percentuais mínimos determinados pela Justiça.</p>
<p>Para os passageiros, a orientação é considerar a possibilidade de intervalos maiores e alterações no atendimento enquanto a paralisação permanecer em andamento.</p>
<p>O episódio também evidencia a necessidade de que as discussões sobre remuneração, infraestrutura e condições de trabalho sejam conduzidas de forma a preservar a segurança operacional e reduzir os prejuízos aos usuários.</p>
<p>Até o início da tarde desta terça-feira, não havia confirmação de acordo para encerrar a greve.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Higer vende mais 250 ônibus elétricos no Chile e chega a 734 unidades em dois anos; avanço chinês amplia disputa com fabricantes brasileiros na América Latina</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 16:01:15 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Novos veículos serão do modelo Azure A9, de nove metros, destinados ao transporte regional; fabricante também prepara A9 Mini e A10 Midi para o Brasil, enquanto crescimento das marcas chinesas desafia participação histórica da indústria nacional nas exportações de ônibus ADAMO BAZANI A fabricante chinesa Higer Bus anunciou a venda de mais 250 ônibus elétricos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Novos veículos serão do modelo Azure A9, de nove metros, destinados ao transporte regional; fabricante também prepara A9 Mini e A10 Midi para o Brasil, enquanto crescimento das marcas chinesas desafia participação histórica da indústria nacional nas exportações de ônibus</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A fabricante chinesa Higer Bus anunciou a venda de mais 250 ônibus elétricos do modelo Azure A9, de aproximadamente nove metros, para o mercado chileno. Com os novos contratos, a empresa informa ter alcançado 734 unidades comercializadas no Chile nos últimos 24 meses. O anúncio foi realizado durante o XIII Congresso Nacional de Transporte Urbano Mayor de Regiones (Coresurnorte 2026), nos dias 29 e 30 de outubro, em Temuco, e envolve veículos destinados a projetos de renovação da frota regional e a licitações de transporte público.</p>
<p>O novo fornecimento também reflete o crescimento da participação chinesa no mercado latino-americano de ônibus, especialmente com o avanço da eletrificação. O Brasil, que durante décadas teve uma presença importante nas exportações de ônibus a diesel para países vizinhos, enfrenta uma concorrência diferente com a substituição tecnológica das frotas. A presença crescente das fabricantes chinesas foi constatada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em visitas realizadas ao Chile em novembro de 2025, a convite da Mercedes-Benz, e em outubro de 2026, a convite da brasileira TEVX e da chinesa Zhongtong.</p>
<p>&#8220;Agora já temos 734 unidades no Chile em apenas 24 meses. Nossa capacidade de produção ajudou&#8221;, afirmou ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> o diretor da Higer Bus para a América Latina, Marcelo Barella.</p>
<p>As 250 novas unidades anunciadas são do Azure A9, um ônibus elétrico de menor porte, destinado principalmente a operações urbanas e regionais. O modelo integra a estratégia de renovação das frotas chilenas em cidades fora da Região Metropolitana de Santiago, onde a eletrificação também começa a alcançar sistemas de menor escala.</p>
<p>O comunicado da fabricante não detalha a distribuição dos 250 veículos por cidades e operadoras, nem informa o cronograma de entregas. Também não apresenta os valores comerciais dos contratos.</p>
<p>Por isso, as 734 unidades informadas pela Higer representam o volume comercializado no período, e não necessariamente a quantidade de ônibus que já entrou em operação.</p>
<h2>Azure A9: ônibus de nove metros terá versões para diferentes operações</h2>
<p>O Azure A9 pertence à linha de ônibus elétricos integrais da Higer, nos quais estrutura, carroceria e conjunto de propulsão são desenvolvidos como parte de uma mesma plataforma.</p>
<p>O modelo é direcionado a serviços que demandam veículos menores do que os ônibus urbanos convencionais de 12 a 13 metros.</p>
<p>A versão divulgada pela Higer Chile possui baterias com opções de capacidade entre 176 e 270 kWh, autonomia anunciada de até 240 quilômetros, conforme a configuração, e capacidade máxima informada de 61 passageiros.</p>
<p>A empresa também indica tempo de recarga de até duas horas, dependendo das condições de carregamento e da capacidade instalada, além de garantia das baterias de dez anos ou 800 mil quilômetros, conforme as condições comerciais aplicáveis.</p>
<p>A tecnologia de tração utiliza motores elétricos alimentados por baterias, com recuperação de energia durante as desacelerações e frenagens, característica comum aos sistemas de propulsão elétrica dessa categoria.</p>
<p>A autonomia efetiva depende de fatores como número de passageiros transportados, relevo, temperatura ambiente, utilização do ar-condicionado, velocidade média e frequência das paradas.</p>
<p>A configuração dos ônibus destinados aos novos contratos chilenos ainda precisa ser diferenciada das demais versões da família A9, especialmente quanto à capacidade de passageiros e aos conjuntos de baterias.</p>
<h2>Brasil terá Azure A9 Mini e A10 Midi, com foco nas linhas de bairro</h2>
<p>Além das vendas no Chile, a Higer informou que prepara para o Brasil unidades dos modelos Azure A9 Mini e A10 Midi, com previsão de chegada ao mercado no início de 2027.</p>
<p>Os veículos são direcionados principalmente às necessidades do sistema municipal de São Paulo, gerenciado pela SPTrans, e de outras cidades que utilizam ônibus menores em linhas alimentadoras, bairros e vias com restrições de circulação.</p>
<p>Segundo a fabricante, os dois modelos estão em produção e possuem desenhos técnicos incluídos entre os aprovados para as configurações previstas no sistema paulistano.</p>
<p>Essa condição não significa autorização automática de todos os veículos para operação. A utilização nas linhas depende do atendimento às exigências técnicas e administrativas aplicáveis a cada configuração.</p>
<p>O Azure A9 BR, apresentado anteriormente no mercado brasileiro e já acompanhado pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, possui construção integral e aproximadamente 8,82 metros de comprimento, 2,44 metros de largura e 3,26 metros de altura.</p>
<p>A capacidade anunciada na configuração brasileira é de 43 passageiros, além do motorista.</p>
<p>O veículo utiliza baterias CATL de fosfato de ferro-lítio (LFP), com capacidade de 266,61 kWh, autonomia declarada de aproximadamente 270 quilômetros e sistema de recarga com conector CCS2.</p>
<p>A ficha técnica brasileira apresenta duas possibilidades de motorização: Dana MD100F, com potência máxima de 200 kW, equivalente a aproximadamente 272 cavalos, ou Prestolite, com potência máxima anunciada de 260 kW, aproximadamente 354 cavalos.</p>
<p>Os torques máximos divulgados são de 2.450 Nm e 2.800 Nm, respectivamente.</p>
<p>O sistema de suspensão é pneumático, com função de ajoelhamento para facilitar o acesso, e os freios utilizam componentes Wabco, com ABS e gerenciamento eletrônico EBS.</p>
<p>O piso baixo e a rampa manual permitem atendimento aos requisitos de acessibilidade, conforme a configuração do veículo.</p>
<p>A fabricante anuncia tempo de recarga de até uma hora e meia, condicionado à potência disponível no carregador e às características da instalação elétrica.</p>
<p>Em junho de 2025, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> já havia mostrado a utilização de uma unidade Azure A9 BR em demonstração pela Transunião, empresa que opera linhas da zona leste de São Paulo.</p>
<p>O A10 Midi, por sua vez, pertence a uma categoria de maior porte, voltada a operações que exigem capacidade superior à de um ônibus de aproximadamente nove metros.</p>
<p>O material divulgado pela Higer informa configuração de piso baixo para o A10 e capacidade para enfrentar trajetos com aclives acentuados, característica importante para aplicações urbanas em bairros com relevo acidentado.</p>
<p>A fabricante ainda não apresentou, no comunicado sobre o Chile, uma ficha técnica completa da versão brasileira do A10, com comprimento exato, potência, torque, capacidade das baterias, lotação e autonomia. Esses parâmetros deverão ser confirmados conforme a configuração definitiva do produto.</p>
<h2>Visitas do Diário do Transporte ao Chile mostraram transformação do mercado</h2>
<p>A expansão da Higer ocorre em um cenário que o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanhou presencialmente em duas visitas recentes ao Chile.</p>
<p>Em novembro de 2025, o criador e editor-chefe do jornal, Adamo Bazani, esteve em Santiago a convite da Mercedes-Benz e da representante chilena Kaufmann.</p>
<p>A cobertura teve como uma das principais pautas os ônibus rodoviários O 500 conhecidos comercialmente como El Más Potente, fabricados em São Bernardo do Campo (SP) e exportados para operações exigentes, incluindo transporte de trabalhadores de áreas de mineração e percursos em regiões de cordilheira.</p>
<p>Na ocasião, a Mercedes-Benz informou ter exportado 4.440 ônibus a partir de sua fábrica brasileira entre janeiro e setembro de 2025, dos quais 3.830 tinham como destino países da América Latina.</p>
<p>A experiência mostrou que os fabricantes instalados no Brasil ainda mantêm participação importante nos segmentos rodoviário, de fretamento e de transporte para operações especiais.</p>
<p>Entretanto, a circulação pelas ruas de Santiago também permitiu constatar a presença predominante de fabricantes chineses entre os ônibus elétricos do sistema urbano RED.</p>
<p>Em outubro de 2026, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> retornou à capital chilena, desta vez a convite da brasileira TEVX e da Zhongtong, para acompanhar o anúncio da representação da fabricante chinesa no Brasil.</p>
<p>A visita incluiu a sede do Grupo Cabal, representante da Zhongtong no Chile, e a apresentação de veículos e soluções de recarga.</p>
<p>Na cobertura, a TEVX anunciou planos para oferecer no Brasil seis modelos elétricos da Zhongtong, de veículos menores a ônibus articulados e rodoviários, além de uma futura unidade de montagem nacional.</p>
<p>O contato com os operadores e fornecedores chilenos mostrou que a expansão dos ônibus chineses não se restringe à venda dos veículos. Inclui também estrutura de financiamento, fornecimento de baterias, sistemas de recarga, assistência técnica e modelos de contratação dos serviços.</p>
<p>As visitas também evidenciaram que a substituição de ônibus a diesel por elétricos não elimina os desafios de conservação e manutenção das frotas, inclusive entre veículos relativamente novos.</p>
<h2>Marcas chinesas ampliam participação no mercado que historicamente comprava ônibus brasileiros</h2>
<p>A transformação tecnológica do transporte coletivo na América Latina vem modificando a posição dos fabricantes tradicionais.</p>
<p>Durante décadas, a indústria brasileira manteve forte participação no fornecimento de chassis e carrocerias a diesel para países como Chile, Peru, Argentina, Colômbia e outros mercados regionais.</p>
<p>Empresas com produção no Brasil, como Mercedes-Benz, Volkswagen, Scania, Volvo, Marcopolo, Caio e Comil, participaram da formação e renovação de frotas em diferentes países.</p>
<p>Com a eletrificação, fabricantes chineses passaram a disputar esses contratos oferecendo ônibus completos, baterias, motores elétricos e sistemas eletrônicos de gerenciamento.</p>
<p>Levantamento divulgado em maio de 2026 pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) aponta que a frota de ônibus elétricos em operação na América Latina e no Caribe chegou a 9.115 unidades em 2025, com crescimento de 40% em relação ao ano anterior.</p>
<p>Desse total, 47% estavam no Chile, 17% na Colômbia e 16% no Brasil.</p>
<p>O levantamento registra a predominância de empresas chinesas no fornecimento de ônibus elétricos à região.</p>
<p>A BYD aparecia com 2.961 veículos, seguida pela Foton, com 1.492, e pela Yutong, com 1.417. A Zhongtong contabilizava 946 unidades.</p>
<p>A fabricante brasileira Eletra aparecia com 894 veículos, ou aproximadamente 10% do mercado regional acumulado pesquisado, com vendas concentradas no próprio Brasil.</p>
<p>É importante observar que esses números se referem ao levantamento de veículos comercializados e incorporados até 2025. Não são diretamente comparáveis aos 734 ônibus que a Higer afirma ter comercializado no Chile nos últimos 24 meses, incluindo contratos anunciados em outubro de 2026.</p>
<p>A indústria instalada no Brasil continua exportando veículos convencionais, especialmente rodoviários e de fretamento, mas a expansão dos ônibus elétricos abre uma disputa em que as fabricantes chinesas já conquistaram participação significativa.</p>
<h2>Eletra e outras fabricantes instaladas no Brasil têm possibilidade de disputar exportações de elétricos</h2>
<p>A presença crescente de empresas chinesas também coloca em discussão a inserção da indústria brasileira no mercado internacional de ônibus elétricos.</p>
<p>O Brasil possui fabricantes de chassis, carrocerias, sistemas de tração, motores, componentes eletrônicos e infraestrutura de recarga, além de empresas especializadas na integração dessas tecnologias.</p>
<p>Entre elas está a Eletra, com produção em São Bernardo do Campo (SP), que desenvolve ônibus elétricos e trólebus em diferentes configurações, incluindo modelos convencionais, articulados e superarticulados.</p>
<p>A empresa trabalha com fornecedores nacionais e possui capacidade de desenvolver veículos adaptados às condições operacionais brasileiras, característica que também pode ser aproveitada em mercados latino-americanos.</p>
<p>O crescimento da eletrificação em países vizinhos representa uma possibilidade de expansão das exportações brasileiras, desde que as fabricantes consigam oferecer condições competitivas de preço, financiamento, assistência técnica e fornecimento.</p>
<p>Instrumentos de crédito à exportação, financiamento de compradores internacionais, garantias comerciais e políticas de desenvolvimento industrial poderiam ser avaliados como formas de ampliar a presença dos produtos fabricados no Brasil.</p>
<p>A discussão envolve não apenas a venda de ônibus completos, mas também a exportação de componentes, tecnologia de tração elétrica, carrocerias, baterias, sistemas de gerenciamento e serviços técnicos.</p>
<p>Há, porém, diferenças importantes entre a experiência chinesa e a estrutura industrial brasileira, especialmente em escala de produção, domínio da cadeia de baterias e disponibilidade de financiamento.</p>
<p>O avanço da Higer no Chile, portanto, representa mais um movimento de um mercado em transformação, no qual a indústria brasileira ainda participa de diferentes segmentos, mas encontra concorrência crescente nos ônibus urbanos elétricos.</p>
<h2>Higer também prepara estrutura de atendimento no Brasil</h2>
<p>A fabricante chinesa vem anunciando investimentos para ampliar sua estrutura comercial e técnica no mercado brasileiro.</p>
<p>Em abril de 2026, Marcelo Barella informou ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> planos para a instalação de uma sede comercial em São Paulo e de um centro técnico em Piracicaba (SP), destinado à nacionalização de componentes, capacitação e distribuição de peças.</p>
<p>O projeto do centro técnico foi apresentado com área total de oito mil metros quadrados, dos quais quatro mil metros quadrados de área construída.</p>
<p>A empresa também manifestou a intenção de estabelecer uma operação de montagem no Brasil, além da comercialização de ônibus importados.</p>
<p>A evolução desses projetos dependerá da efetiva implantação das instalações e das etapas industriais anunciadas.</p>
<p>A chegada prevista dos modelos A9 Mini e A10 Midi em 2027 poderá ampliar a concorrência no segmento de ônibus elétricos menores, justamente uma das categorias utilizadas em linhas de bairro, serviços alimentadores e percursos com vias estreitas ou condições de relevo mais exigentes.</p>
<p>Para as operadoras brasileiras, a ampliação do número de fornecedores poderá oferecer diferentes alternativas de configuração, manutenção e financiamento.</p>
<p>Para a indústria nacional, o crescimento da competição reforça a importância de desenvolver produtos, fornecedores e condições comerciais que permitam não apenas atender à eletrificação brasileira, mas também disputar os novos contratos de transporte coletivo na América Latina.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Falta de ônibus afeta BRT de Campinas, que já teve coletivo que se “partiu ao meio”, incêndios e milhares de falhas; Prefeitura rejeitou 320 veículos da Sancetur</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 15:33:56 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Três das quatro linhas do BRT Campo Grande enfrentam problemas nesta terça-feira (3); Emdec anuncia fiscalização emergencial após quase 2,3 mil autuações no corredor. Crise persiste apesar da renovação parcial da frota, enquanto nova licitação de R$ 13 bilhões está prevista para dezembro ADAMO BAZANI A falta de ônibus voltou a comprometer o transporte coletivo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="850" height="568" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/1ddc95f2c0949997830ef53a84d62f83.jpg?fit=850%2C568&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/1ddc95f2c0949997830ef53a84d62f83.jpg?w=850&amp;ssl=1 850w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/1ddc95f2c0949997830ef53a84d62f83.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/1ddc95f2c0949997830ef53a84d62f83.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/1ddc95f2c0949997830ef53a84d62f83.jpg?resize=768%2C513&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/1ddc95f2c0949997830ef53a84d62f83.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px" /> <p><em>Três das quatro linhas do BRT Campo Grande enfrentam problemas nesta terça-feira (3); Emdec anuncia fiscalização emergencial após quase 2,3 mil autuações no corredor. Crise persiste apesar da renovação parcial da frota, enquanto nova licitação de R$ 13 bilhões está prevista para dezembro</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A falta de ônibus voltou a comprometer o transporte coletivo de Campinas (SP) nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, atingindo três das quatro linhas do BRT Campo Grande e provocando transtornos aos passageiros. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) confirmou a insuficiência de veículos e anunciou uma vistoria emergencial na garagem da operadora para verificar as condições de manutenção da frota. O problema faz parte de um histórico de falhas que inclui ônibus quebrados, milhares de viagens comprometidas, incêndios e até um coletivo articulado que se “partiu ao meio” durante a operação, em agosto. Somente em 2026, as operadoras do sistema receberam mais de 42 mil autuações, das quais quase 2,3 mil relacionadas ao BRT Campo Grande.</p>
<p>A situação ocorre apesar da incorporação gradual de ônibus novos e seminovos pelas atuais empresas e reacende a discussão sobre a proposta apresentada pela Sancetur, da família Chedid, que ofereceu 320 veículos fabricados entre 2024 e 2026 para uma eventual operação emergencial. A Prefeitura de Campinas rejeitou a alternativa em setembro e manteve as atuais operadoras até a conclusão da nova licitação, prevista para 18 de dezembro de 2026, depois que a concorrência anterior foi anulada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Enquanto o processo avança, passageiros continuam enfrentando problemas de regularidade, disponibilidade de ônibus e segurança operacional.</p>
<h2>Três linhas do BRT Campo Grande operam com falta de ônibus</h2>
<p>De acordo com informações da Emdec divulgadas nesta terça-feira pela Band Campinas, a insuficiência de veículos compromete as linhas BRT20, BRT25 e BRT26.</p>
<p>A BRT20 liga o Terminal Campo Grande ao Terminal Mercado, passando pelo Corredor Central, com atendimento parador.</p>
<p>A BRT25 parte do Terminal Satélite Íris em direção ao Terminal Mercado, também pelo Corredor Central, no serviço parador.</p>
<p>Já a BRT26 liga o Terminal Satélite Íris ao Terminal Mercado, com operação semiexpressa.</p>
<p>A única linha do corredor que estava operando com a frota completa, segundo a Emdec, era a BRT21, entre o Terminal Campo Grande e o Terminal Mercado, na modalidade semiexpressa.</p>
<p>A empresa municipal informou que agentes acompanham a operação e que os responsáveis são autuados pela ausência dos veículos programados.</p>
<p>Além das autuações operacionais, as empresas estão sujeitas a multas contratuais por descumprimento das exigências relativas à idade máxima da frota.</p>
<p>Uma vistoria emergencial foi anunciada para esta terça-feira, com o objetivo de verificar a situação dos ônibus que permanecem nas garagens e o andamento das manutenções previstas.</p>
<p>A expectativa divulgada pela Emdec é de que oito novos ônibus sejam incorporados às linhas do BRT nas próximas semanas.</p>
<p>Entretanto, não foi apresentado um prazo preciso para a normalização de todas as partidas.</p>
<h2>Ônibus se “partiu ao meio” em agosto e assustou passageiros</h2>
<p>Entre os episódios mais graves registrados recentemente no transporte coletivo de Campinas está o incidente ocorrido em 21 de agosto de 2026, envolvendo um ônibus articulado da linha 210, que liga o Terminal Campo Grande ao Terminal Barão Geraldo.</p>
<p>O caso foi noticiado pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> nos dias 22 e 24 de agosto.</p>
<p>O veículo, de prefixo 2091, sofreu danos na estrutura responsável pela articulação entre as duas partes da carroceria.</p>
<p>As imagens registradas por um passageiro mostraram a região sanfonada comprometida, dando a impressão de que o coletivo havia se partido ao meio.</p>
<p>Apesar da gravidade das imagens, as duas partes permaneceram unidas e não houve registro de feridos.</p>
<p>A Emdec informou na ocasião que o ônibus havia passado por inspeção em junho, com validade até dezembro de 2026.</p>
<p>Depois do incidente, o órgão determinou uma reinspeção completa para identificar as causas da falha e verificar os demais componentes do veículo.</p>
<p>Também informou que o coletivo permaneceria fora de operação até a correção dos problemas identificados.</p>
<p>Na mesma manifestação, a Emdec confirmou que já havia planejamento para substituir os ônibus articulados da linha 210 por veículos do tipo Padron, sem articulação.</p>
<p>A empresa municipal afirmou que a substituição estava prevista antes do episódio, mas reconheceu que os problemas operacionais estavam relacionados à idade média da frota.</p>
<p>O caso chamou a atenção para a necessidade de verificar não apenas a manutenção dos motores, freios e sistemas elétricos, mas também a integridade estrutural dos veículos, especialmente aqueles submetidos a esforços constantes durante anos de operação.</p>
<p>A ocorrência também levantou questionamentos sobre a eficácia das inspeções periódicas e a necessidade de identificar eventuais falhas entre uma vistoria e outra.</p>
<p>Não foi localizado, na apuração desta reportagem, um laudo conclusivo posterior que permita apontar definitivamente a causa da ruptura da articulação.</p>
<h2>Incêndio destruiu ônibus do BRT25 em setembro</h2>
<p>Outro episódio grave ocorreu na noite de 5 de setembro de 2026, quando um ônibus da Expresso Campibus, que operava a linha BRT25, pegou fogo na Estação BRT Vila Teixeira.</p>
<p>O caso também foi noticiado pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, em reportagem publicada no dia seguinte.</p>
<p>O coletivo transportava dois passageiros e o motorista quando as chamas começaram.</p>
<p>Todos conseguiram sair e não houve feridos.</p>
<p>O incêndio se espalhou e o ônibus ficou severamente danificado.</p>
<p>Segundo as informações fornecidas pela Emdec na ocasião, havia indicação de que o fogo teria começado após um curto-circuito na parte traseira do veículo.</p>
<p>O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas.</p>
<p>A fiscalização municipal informou que o ônibus seria submetido a vistoria na garagem da empresa.</p>
<p>A ocorrência ganhou importância por envolver justamente uma linha do BRT Campo Grande, sistema que volta a apresentar problemas de operação nesta terça-feira.</p>
<p>O episódio reforçou preocupações sobre as condições mecânicas e elétricas dos ônibus e a necessidade de inspeções capazes de identificar falhas antes que provoquem situações de risco aos passageiros e trabalhadores.</p>
<p>A hipótese inicialmente apresentada de curto-circuito não deve ser confundida com uma conclusão pericial definitiva, que não foi localizada nesta apuração.</p>
<h2>Outro ônibus pegou fogo quatro dias depois, e motorista precisou de atendimento hospitalar</h2>
<p>A sequência de ocorrências continuou em 10 de setembro de 2026.</p>
<p>Na madrugada daquele dia, um ônibus da linha 355, que atende a Vila Gênesis e o Parque São Quirino, pegou fogo na Rua Moscou, próximo ao cruzamento com a Rua Comendador Herculano Graciole.</p>
<p>O veículo era operado pela VB3.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pelo sindicato das empresas de transporte, o motorista percebeu fumaça na parte inferior do ônibus depois de parar em um ponto.</p>
<p>Ele providenciou o desembarque e tentou conter o incêndio com um extintor, depois de desligar a chave geral do coletivo.</p>
<p>As chamas, entretanto, se espalharam.</p>
<p>O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar o fogo.</p>
<p>O motorista inalou fumaça, recebeu atendimento de resgate e foi encaminhado ao Hospital Santa Teresa.</p>
<p>Não houve registro de passageiros feridos.</p>
<p>Na ocasião, informações preliminares apontaram a possibilidade de pane elétrica, enquanto os Bombeiros indicaram que as chamas teriam começado na região das rodas.</p>
<p>A Emdec informou que enviaria equipes à garagem da VB3 para acompanhar a investigação das causas.</p>
<p>O sindicato das empresas também comunicou a abertura de procedimento de apuração.</p>
<p>Os dois incêndios registrados em setembro, em um intervalo de apenas cinco dias, ampliaram as preocupações sobre o estado de conservação dos ônibus utilizados no sistema municipal.</p>
<p>Embora episódios dessa natureza possam ter diferentes origens, incluindo problemas elétricos, mecânicos ou superaquecimento de componentes, não é correto atribuir todos os casos a uma mesma causa sem laudos técnicos conclusivos.</p>
<p>A recorrência, entretanto, torna necessária a divulgação dos resultados das investigações e das providências adotadas para evitar novos incidentes.</p>
<h2>Campinas registrou mais de 24 mil ocorrências de quebras e falta de ônibus em seis meses</h2>
<p>Os episódios envolvendo danos estruturais e incêndios acontecem em um sistema que já enfrenta problemas persistentes de disponibilidade de veículos.</p>
<p>Dados da Emdec referentes ao primeiro semestre de 2026 apontaram 24.160 ocorrências de quebras e falta de ônibus, contra 21.342 no mesmo período de 2025.</p>
<p>O aumento foi de 13,2%.</p>
<p>Os registros incluem situações em que veículos deixaram de cumprir a programação por quebras durante a operação ou por problemas identificados antes da saída das garagens.</p>
<p>Ao longo de todo o ano de 2025, foram contabilizadas 40.747 ocorrências dessa natureza.</p>
<p>Os números ajudam a explicar a insatisfação dos passageiros com o serviço.</p>
<p>Quando uma viagem programada não é realizada, o problema não se limita ao veículo ausente.</p>
<p>Os passageiros precisam esperar a próxima partida, que pode chegar com maior lotação, enquanto as viagens seguintes também ficam sujeitas a atrasos e desequilíbrio nos intervalos.</p>
<p>Para trabalhadores e estudantes que dependem diariamente dos ônibus, a falta de regularidade pode resultar em atrasos nos compromissos e aumento do tempo gasto nos deslocamentos.</p>
<p>Em fevereiro de 2026, a Prefeitura de Campinas já havia determinado que as operadoras colocassem em circulação a totalidade da frota operacional prevista, após problemas de ausência de ônibus, especialmente em linhas da VB3.</p>
<p>Na ocasião, a Emdec associou as falhas à idade média dos veículos e reconheceu a necessidade de renovação.</p>
<p>Em junho, a empresa municipal havia informado a aplicação de mais de 25 mil autuações naquele ano, sendo aproximadamente 22 mil relacionadas ao descumprimento de viagens programadas por quebras ou ausência de veículos.</p>
<p>Agora, em novembro, o total geral ultrapassa 42 mil autuações.</p>
<p>Os números demonstram que, apesar da fiscalização e das penalidades, as deficiências operacionais persistem.</p>
<p>Há também distinção entre o número de ocorrências e o número de ônibus efetivamente quebrados: um mesmo veículo pode apresentar problemas em dias diferentes, e os registros de falta podem envolver situações distintas.</p>
<h2>Sancetur ofereceu 320 ônibus, mas Prefeitura recusou operação emergencial</h2>
<p>Em meio às discussões sobre a continuidade dos serviços, a Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda., empresa da família Chedid, apresentou em agosto uma proposta para disponibilizar até 320 ônibus ao transporte coletivo de Campinas.</p>
<p>A iniciativa foi noticiada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em 21 de agosto de 2026.</p>
<p>A empresa havia apresentado a menor proposta para o Lote Sul da licitação realizada em março, posteriormente anulada pelo TCE-SP.</p>
<p>A frota oferecida para a eventual operação emergencial era composta, segundo a Sancetur, por ônibus zero-quilômetro e seminovos fabricados entre 2024 e 2026.</p>
<p>A transportadora também afirmou que poderia disponibilizar estrutura operacional e pessoal para assumir os serviços.</p>
<p>Na argumentação encaminhada à prefeitura, a empresa citou os dados de quebras, faltas de ônibus, multas e ocorrências de segurança, sustentando que a situação justificava uma solução emergencial.</p>
<p>Em 1º de setembro, entretanto, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> informou que a Prefeitura de Campinas havia rejeitado a proposta.</p>
<p>A administração municipal afirmou que a disponibilização de veículos, isoladamente, não permitiria a entrada de uma nova empresa no sistema.</p>
<p>Segundo o município, uma eventual contratação deveria atender às exigências legais, preservar a igualdade de condições entre interessados e demonstrar sua vantagem para a administração pública.</p>
<p>A Prefeitura decidiu manter os serviços com as atuais operadoras, em contratos transitórios, enquanto a nova licitação é conduzida.</p>
<p>A oferta da Sancetur não representava uma transferência automática de 320 veículos para o sistema, tampouco garantia que todos os ônibus estariam disponíveis imediatamente ou seriam destinados ao BRT.</p>
<p>A proposta dependia de contratação, análise de capacidade operacional e definição dos serviços a serem atendidos.</p>
<p>Ainda assim, o episódio se tornou um elemento importante na discussão sobre as alternativas disponíveis para enfrentar a insuficiência de veículos enquanto a concessão definitiva não é concluída.</p>
<p>O agravamento das falhas em novembro recoloca em debate se a continuidade dos contratos atuais, acompanhada de fiscalização e renovação parcial, é suficiente para assegurar a regularidade do transporte coletivo.</p>
<h2>Renovação parcial prevê 137 ônibus, mas problemas continuam</h2>
<p>A Prefeitura de Campinas anunciou, ao longo de 2026, medidas para renovar parte da frota utilizada pelas atuais concessionárias.</p>
<p>Em acordo envolvendo Expresso Campibus, Itajaí Transportes Coletivos e VB Transportes, foi prevista a incorporação de 137 ônibus novos ou seminovos.</p>
<p>Uma primeira etapa, iniciada em agosto, envolveu 52 veículos.</p>
<p>Posteriormente, em setembro, foi anunciada a entrada de outros 70 ônibus zero-quilômetro pelo Consórcio Cidade de Campinas, o Concicamp, formado pela Campibus e pela Itajaí.</p>
<p>Desse lote, 60 veículos são da Campibus e dez da Itajaí.</p>
<p>Os ônibus foram destinados principalmente ao atendimento de regiões como Campo Grande, Padre Anchieta e Corredor John Boyd Dunlop.</p>
<p>Somadas, as duas etapas representam 122 veículos incluídos no programa de renovação.</p>
<p>A programação previa ainda 15 ônibus da VB Transportes, completando 137 unidades.</p>
<p>Entretanto, renovar veículos não significa necessariamente ampliar a quantidade de ônibus disponível para as viagens.</p>
<p>Parte das unidades pode simplesmente substituir coletivos antigos, retirados de circulação.</p>
<p>Além disso, nem todos os ônibus novos são destinados às linhas do BRT.</p>
<p>A persistência de problemas no Campo Grande mostra que a renovação parcial ainda não foi suficiente para eliminar a deficiência de oferta.</p>
<p>A Emdec anunciou agora a incorporação de mais oito ônibus às linhas do BRT nas próximas semanas, mas não detalhou se essas unidades estão incluídas no programa de 137 veículos ou se representam um acréscimo à programação.</p>
<p>Também é necessário esclarecer quantos ônibus permanecem fora de circulação por manutenção, quantos estão acima da idade máxima contratual e quantos veículos de reserva estão disponíveis nas garagens.</p>
<p>A diferença entre a frota total cadastrada e a frota efetivamente operacional é fundamental para compreender a extensão do problema.</p>
<h2>Licitação foi retomada em outubro e novo leilão está marcado para dezembro</h2>
<p>Enquanto os problemas operacionais continuam, Campinas prepara uma nova disputa para escolher as concessionárias que deverão operar o transporte coletivo pelos próximos 15 anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco.</p>
<p>A concorrência anterior, realizada em março de 2026, foi anulada após decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.</p>
<p>O TCE-SP identificou irregularidades no procedimento licitatório, entre elas problemas relacionados aos prazos concedidos para apresentação de propostas depois de alterações nas condições da disputa.</p>
<p>A decisão não significou que a vitória da Sancetur no Lote Sul fosse, por si só, irregular.</p>
<p>No Lote Norte, a melhor proposta havia sido apresentada pelo Consórcio Grande Campinas.</p>
<p>Com a anulação, os resultados anteriores perderam validade para fins de contratação.</p>
<p>A Prefeitura formalizou a anulação em setembro e republicou o edital em 8 de outubro de 2026, incorporando as adequações determinadas pelo tribunal.</p>
<p>O valor global estimado da concessão é de aproximadamente R$ 13,07 bilhões ao longo dos contratos.</p>
<p>O programa prevê investimentos próximos de R$ 1,94 bilhão, incluindo renovação de frota, modernização tecnológica e intervenções em terminais e estações.</p>
<p>A nova disputa está dividida em dois lotes operacionais, Norte e Sul, e contempla os serviços convencionais, o BRT e o transporte destinado a pessoas com deficiência ou severa restrição de mobilidade.</p>
<p>Pelo cronograma publicado oficialmente, as empresas interessadas deverão apresentar as propostas em 11 de dezembro, na B3, em São Paulo.</p>
<p>A sessão de disputa econômica está prevista para 18 de dezembro, às 14h.</p>
<p>Até esta terça-feira, não foi identificada nova decisão suspendendo o calendário publicado em outubro.</p>
<p>Isso não significa, entretanto, que as futuras concessionárias começarão a operar imediatamente após o leilão.</p>
<p>A concorrência ainda depende das etapas de análise documental, habilitação, homologação, contratação e preparação para o início dos serviços.</p>
<p>Por isso, os problemas atuais da frota continuam exigindo medidas de curto prazo.</p>
<h2>Segurança, manutenção e regularidade são desafios para além da troca de empresas</h2>
<p>O histórico recente de Campinas demonstra que a solução dos problemas do transporte coletivo não depende exclusivamente da realização da nova licitação.</p>
<p>A troca de concessionárias e a incorporação de veículos novos podem contribuir para a modernização do serviço, mas precisam ser acompanhadas de manutenção preventiva, fiscalização permanente e mecanismos de controle de desempenho.</p>
<p>No caso do ônibus articulado que sofreu danos na articulação, é fundamental esclarecer se houve falha de componente, problema de manutenção, desgaste estrutural ou combinação de fatores.</p>
<p>Nos incêndios de setembro, a divulgação dos resultados das investigações também é importante para identificar medidas preventivas específicas.</p>
<p>No campo operacional, as mais de 24 mil ocorrências de quebras e falta de ônibus no primeiro semestre mostram a necessidade de reduzir os veículos indisponíveis e assegurar o cumprimento das viagens programadas.</p>
<p>A fiscalização e as multas são instrumentos importantes, mas não substituem a obrigação de disponibilizar um serviço regular e seguro.</p>
<p>Para o passageiro, o resultado esperado é concreto: ônibus que cheguem nos horários previstos, em quantidade suficiente e em condições adequadas de conservação e segurança.</p>
<p>A crise do BRT Campo Grande, registrada nesta terça-feira, reúne esses diferentes problemas e amplia a pressão para que a Prefeitura de Campinas e as empresas responsáveis apresentem soluções antes mesmo da conclusão da nova concessão.</p>
<p>A vistoria emergencial anunciada pela Emdec poderá esclarecer a situação dos veículos que permanecem nas garagens e indicar as providências necessárias para recuperar a regularidade das linhas afetadas.</p>
<p>Até lá, o sistema continua convivendo com os efeitos de uma frota envelhecida, de ocorrências mecânicas recorrentes e de uma transição contratual que ainda não chegou ao fim.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Linha 12-Safira opera com restrições durante falha em equipamento de via nesta terça-feira (03)</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 15:17:38 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada ARTHUR FERRARI Passageiros da linha 12-Safira de trens metropolitanos de São Paulo enfrentam dificuldades desde às 11h55 desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, após problemas em um equipamento de via no trecho entre as estações Jardim Romano e Engenheiro Manoel Feio. De acordo com [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="449" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/06/cptm-linha12-safira-trem-serie-9000-estacao-suzano-dez-21.jpeg?fit=800%2C449&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/06/cptm-linha12-safira-trem-serie-9000-estacao-suzano-dez-21.jpeg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/06/cptm-linha12-safira-trem-serie-9000-estacao-suzano-dez-21.jpeg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/06/cptm-linha12-safira-trem-serie-9000-estacao-suzano-dez-21.jpeg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/06/cptm-linha12-safira-trem-serie-9000-estacao-suzano-dez-21.jpeg?resize=768%2C431&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/06/cptm-linha12-safira-trem-serie-9000-estacao-suzano-dez-21.jpeg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><em>Trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Passageiros da linha 12-Safira de trens metropolitanos de São Paulo enfrentam dificuldades desde às 11h55 desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, após problemas em um equipamento de via no trecho entre as estações Jardim Romano e Engenheiro Manoel Feio.</p>
<p>De acordo com a CPTM, a operação acontece com restrições entre Itaim Paulista e Calmon Viana para atuação da equipe de manutenção. Apesar de a operação começar a ser afetada somente após às 11h, o equipamento apresentou falha ainda por volta das 8h.</p>
<p>Para amenizar o impacto ao passageiros, a companhia realiza operação em dois loops: entre Brás e Itaim Paulista, e entre Brás e Calmon Viana.</p>
<p><strong>Nota da CPTM na íntegra</strong></p>
<p><em>Na manhã desta terça-feira (3/11), desde as 11h55, os trens da Linha 12-Safira circulam com velocidade reduzida e maiores intervalos no trecho entre as estações Itaim Paulista e Calmon Viana. A medida é necessária para a realização de manutenção em um equipamento de via que apresentou falha por volta das 8h, no trecho entre Jardim Romano e Engenheiro Manoel Feio.</em></p>
<p><em>Para minimizar o impacto aos passageiros durante a atuação da equipe técnica, a operação é realizada em dois loops: entre Brás e Itaim Paulista, e entre Brás e Calmon Viana. A CPTM lamenta os transtornos provocados aos passageiros.</em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Linha 8-Diamante volta a operar com normalidade após problemas e funcionamento com restrições nesta terça-feira (03)</title>
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	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 15:04:24 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Composições atenderam com velocidade reduzida e maior tempo de parada ARTHUR FERRARI Passageiros que utilizam a linha 8-Diamante de trens metropolitanos em São Paulo enfrentaram dificuldades desde às 11h35 desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, após um trem apresentar problemas. A operação foi parcial, sem circulação de composições no trecho entre as estações Palmeiras-Barra [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="533" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?fit=800%2C533&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><em>Composições atenderam com velocidade reduzida e maior tempo de parada</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Passageiros que utilizam a linha 8-Diamante de trens metropolitanos em São Paulo enfrentaram dificuldades desde às 11h35 desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, após um trem apresentar problemas.</p>
<p>A operação foi parcial, sem circulação de composições no trecho entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Júlio Prestes. A opção para os passageiros foi utilizar a linha 7-Rubi.</p>
<p><em>Confira a nota da ViaMobilidade: </em></p>
<p><em><strong>A ViaMobilidade informa que a circulação na Linha 8-Diamante foi regularizada nesta terça-feira (3), após uma falha de comunicação em um trem. A composição foi recolhida para receber a devida manutenção e a circulação foi restabelecida entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda. Durante a ocorrência, os clientes foram orientados por Agentes de Atendimento e Segurança (AAS).</strong></em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Penha passa a ligar diretamente Terminal Margaridas a São Paulo sem parada em Campo Grande; veja horários e outras opções de ônibus</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/penha-passa-a-ligar-diretamente-terminal-margaridas-a-sao-paulo-sem-parada-em-campo-grande-veja-horarios-e-outras-opcoes-de-onibus/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 14:44:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Na Rede]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviço sai diariamente de Irajá, no Rio de Janeiro, às 22h, com destino ao Tietê; terminal também oferece viagens da Costa Verde e Cidade do Aço para Angra dos Reis e Resende. Mudança reforça estratégia das empresas rodoviárias de descentralizar embarques e aproximar serviços dos passageiros ADAMO BAZANI A empresa de ônibus Nossa Senhora da [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="664" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261024_0930512.jpg?fit=1024%2C664&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261024_0930512.jpg?w=3057&amp;ssl=1 3057w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=300%2C194&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=1024%2C664&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=768%2C498&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=1536%2C995&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=2048%2C1327&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=400%2C259&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261024_0930512.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Serviço sai diariamente de Irajá, no Rio de Janeiro, às 22h, com destino ao Tietê; terminal também oferece viagens da Costa Verde e Cidade do Aço para Angra dos Reis e Resende. Mudança reforça estratégia das empresas rodoviárias de descentralizar embarques e aproximar serviços dos passageiros</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A empresa de ônibus Nossa Senhora da Penha, do Grupo Comporte, passou a oferecer viagens diretas entre o Terminal BRT Metropolitano, conhecido como Terminal Margaridas, em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), e o Terminal Rodoviário do Tietê, na capital paulista, sem a parada intermediária no Terminal de Campo Grande, na zona oeste carioca. A partida ocorre diariamente às 22h, depois de o ônibus sair do Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, às 21h15. A operação amplia as alternativas para quem pretende viajar a São Paulo sem precisar se deslocar até a Rodoviária Novo Rio.</p>
<p>A mudança foi informada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), e representa uma reorganização do serviço que já havia sido anunciado em setembro de 2026, quando a Penha começou a atender o Terminal Margaridas com viagens que passavam por Campo Grande antes de seguir para São Paulo. Agora, a ligação via Margaridas dispensa esse deslocamento, enquanto o embarque em Campo Grande permanece disponível em outra partida, diariamente às 23h. O terminal também reúne viagens da Costa Verde para Angra dos Reis e da Cidade do Aço para Resende, ampliando as possibilidades de conexão entre a capital, a Baixada Fluminense, a Costa Verde e o Sul Fluminense.</p>
<h2>Penha mantém três opções de embarque no Rio para São Paulo</h2>
<p>Pela programação divulgada pela prefeitura, a Penha oferece três pontos de partida para passageiros com destino à capital paulista.</p>
<p>O primeiro é o Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, de onde o ônibus sai diariamente às 21h15.</p>
<p>A viagem prossegue para o Terminal Margaridas, em Irajá, com embarque às 22h. A partir desse ponto, o veículo segue diretamente para o Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, sem passar pelo Terminal de Campo Grande.</p>
<p>Quem está em Campo Grande continua contando com uma alternativa própria, com saída diária às 23h, também em direção ao Tietê.</p>
<p>A principal diferença é que o passageiro que embarca em Irajá deixa de realizar o deslocamento adicional até Campo Grande antes de iniciar o trecho rumo a São Paulo. A alteração pode reduzir o percurso e o tempo de viagem, embora a prefeitura não tenha divulgado uma nova duração oficial para o serviço.</p>
<p>A reorganização também permite que moradores da Barra da Tijuca, de Irajá, de bairros da zona norte e de municípios da Baixada Fluminense escolham locais de embarque mais próximos de suas origens.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou em 2 de setembro de 2026 que a Penha havia anunciado a ligação entre o Terminal Margaridas e São Paulo, inicialmente com partidas de domingo a sexta-feira, às 22h, e passagem pelo Terminal de Campo Grande.</p>
<p>Na ocasião, o trajeto de retorno tinha saída prevista do Tietê às 23h20, com destino ao Terminal Margaridas. O comunicado mais recente confirma a existência dos serviços de retorno, mas não detalha os horários atualizados das viagens que partem de São Paulo.</p>
<p>Em 8 de outubro, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> também informou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) havia publicado uma retificação relacionada ao termo de autorização da Penha para a ligação Rio de Janeiro–São Paulo, especificando que Campo Grande correspondia ao bairro da capital fluminense, e não à cidade de Mato Grosso do Sul.</p>
<p>A retificação corrigiu a identificação geográfica da linha, sem representar, por si só, uma nova autorização ou uma alteração operacional.</p>
<h2>Veja todos os horários divulgados</h2>
<p><strong>Penha – Terminal Alvorada x São Paulo</strong></p>
<ul>
<li>Saída: diariamente, às 21h15.</li>
<li>Embarque: Terminal Alvorada, Barra da Tijuca.</li>
<li>Parada para embarque: Terminal Margaridas, às 22h.</li>
<li>Destino: Terminal Rodoviário do Tietê, São Paulo (SP).</li>
</ul>
<p><strong>Penha – Terminal Margaridas x São Paulo</strong></p>
<ul>
<li>Saída: diariamente, às 22h.</li>
<li>Embarque: Terminal BRT Metropolitano, Irajá.</li>
<li>Destino: Terminal Rodoviário do Tietê.</li>
<li>Percurso: sem parada no Terminal de Campo Grande.</li>
</ul>
<p><strong>Penha – Terminal Campo Grande x São Paulo</strong></p>
<ul>
<li>Saída: diariamente, às 23h.</li>
<li>Embarque: Terminal de Campo Grande, zona oeste do Rio.</li>
<li>Destino: Terminal Rodoviário do Tietê.</li>
</ul>
<p><strong>Costa Verde – Terminal Margaridas x Angra dos Reis</strong></p>
<ul>
<li>Saídas: diariamente, às 5h40 e às 19h40.</li>
<li>Embarque: Terminal Margaridas.</li>
<li>Municípios atendidos: Mangaratiba e Angra dos Reis (RJ).</li>
</ul>
<p><strong>Cidade do Aço – Terminal Margaridas x Resende</strong></p>
<ul>
<li>Saída: diariamente, às 6h40.</li>
<li>Embarque: Terminal Margaridas.</li>
<li>Municípios atendidos: Piraí, Volta Redonda, Barra Mansa e Resende (RJ).</li>
</ul>
<p>As empresas são responsáveis pela comercialização dos bilhetes. Antes da viagem, é recomendável confirmar horários, disponibilidade, valores, local exato de embarque e condições de bagagem.</p>
<p>Os serviços também oferecem viagens de retorno ao Terminal Margaridas, mas os horários de todas essas partidas não foram detalhados no comunicado mais recente.</p>
<h2>Descentralização dos embarques ganha espaço entre as empresas rodoviárias</h2>
<p>A nova configuração da operação da Penha faz parte de uma transformação mais ampla no transporte rodoviário brasileiro, acompanhada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> ao longo de 2026.</p>
<p>Empresas tradicionais estão ampliando seus pontos de embarque e desembarque para além das grandes rodoviárias centrais, utilizando terminais metropolitanos, áreas próximas ao metrô, centros comerciais e outros locais de fácil acesso.</p>
<p>A estratégia busca aproximar os serviços dos passageiros, reduzir deslocamentos urbanos antes e depois das viagens e ampliar a presença comercial das transportadoras em regiões de grande concentração populacional.</p>
<p>Em cidades extensas como Rio de Janeiro e São Paulo, chegar à rodoviária tradicional pode exigir um deslocamento de vários quilômetros, com gastos adicionais de transporte e tempo.</p>
<p>Para as empresas, os novos pontos também representam uma forma de disputar passageiros que valorizam conveniência, horários e facilidade de acesso, além do preço da passagem e do padrão de conforto dos ônibus.</p>
<p>A concorrência com novas plataformas e modelos de comercialização, como Buser e FlixBus, também integra esse cenário de transformação do mercado, embora as condições regulatórias e operacionais sejam diferentes conforme cada serviço.</p>
<p>A descentralização não significa necessariamente abandonar as rodoviárias tradicionais, mas ampliar as alternativas disponíveis ao público.</p>
<h2>Cometa, 1001, Expresso do Sul e Águia Branca também ampliaram pontos de embarque</h2>
<p>O movimento não está restrito à Penha.</p>
<p>Em 25 de agosto de 2026, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> informou que a Auto Viação 1001, do Grupo JCA, havia ampliado sua operação entre o Rio de Janeiro e São Paulo, com embarques e desembarques no Shopping Via Brasil, também em Irajá, e destino ao Terminal Rodoviário do Tietê.</p>
<p>Na ocasião, a empresa anunciou passagens a partir de R$ 99,99 e utilização de ônibus de dois andares, nas categorias semileito e cama.</p>
<p>A 1001 também passou a oferecer alternativas de embarque no Shopping Aerotown, na Barra da Tijuca, e no Américas Shopping, no Recreio dos Bandeirantes.</p>
<p>Esses serviços procuram atender passageiros que vivem ou trabalham em regiões distantes da Rodoviária Novo Rio.</p>
<p>Outra empresa do Grupo JCA, a Viação Cometa, iniciou em janeiro de 2026 operações com embarques e desembarques no Shopping Aerotown, oferecendo ligações da Barra da Tijuca com Belo Horizonte (MG) e Campinas (SP).</p>
<p>Em 20 de outubro, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou que a Expresso do Sul, também pertencente ao Grupo JCA, anunciou viagens entre a Vila Sônia, na zona oeste de São Paulo, e a Rodoviária Novo Rio.</p>
<p>A operação foi programada para começar em 28 de outubro, com embarque no Auto Posto Master Eliseu, na Avenida Eliseu de Almeida, nº 2481, e saída às 21h35.</p>
<p>A proximidade com a Linha 4-Amarela do Metrô e com o terminal urbano da Vila Sônia amplia as possibilidades de acesso para moradores da zona oeste paulistana e de municípios vizinhos.</p>
<p>A Águia Branca também anunciou, em outubro, viagens entre São Paulo e a região do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro, criando outra alternativa aos embarques concentrados na Rodoviária Novo Rio.</p>
<p>Esses exemplos mostram como o ponto de embarque passou a integrar a estratégia comercial das empresas, ao lado de fatores como tarifa, frequência, duração da viagem e categoria de serviço.</p>
<p>Para o passageiro, entretanto, a escolha exige atenção. Um embarque mais próximo de casa pode ser vantajoso, mas é importante comparar também o preço, os horários, a segurança do local, a disponibilidade de transporte público e as condições de chegada ao destino.</p>
<p>A utilização de novos pontos deve observar as autorizações e exigências aplicáveis ao transporte rodoviário regular, além das regras locais de acesso e funcionamento dos espaços de embarque.</p>
<h2>Terminal Margaridas conecta Baixada Fluminense ao BRT Transbrasil</h2>
<p>Inaugurado em 14 de março de 2026, o Terminal BRT Metropolitano funciona 24 horas por dia e está localizado no Trevo das Margaridas, em Irajá, no encontro da Rodovia Presidente Dutra com a Avenida Brasil.</p>
<p>O equipamento possui 63,4 mil metros quadrados de área construída e integra linhas intermunicipais provenientes de seis municípios da Baixada Fluminense: Nova Iguaçu, São João de Meriti, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Queimados.</p>
<p>Ao todo, 11 rotas intermunicipais estão integradas ao sistema.</p>
<p>O terminal também oferece acesso ao corredor BRT Transbrasil, com circulação em faixa exclusiva até o Terminal Intermodal Gentileza (TIG), na região central do Rio.</p>
<p>A partir das conexões do sistema BRT, os passageiros podem alcançar regiões como Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e o Aeroporto Internacional Tom Jobim, utilizando os corredores Transolímpica e Transcarioca.</p>
<p>A localização do terminal permite que moradores da Baixada Fluminense cheguem a um ponto de embarque rodoviário interestadual sem precisar necessariamente atravessar a cidade até a Rodoviária Novo Rio.</p>
<p>Também pode facilitar as viagens para moradores de bairros próximos à Avenida Brasil e à Rodovia Presidente Dutra.</p>
<h2>Bilhete Único Margaridas: como funciona a integração de R$ 5</h2>
<p>Os passageiros de linhas intermunicipais que utilizam o Terminal BRT Metropolitano podem contar com o Bilhete Único Margaridas (BUM), disponível no sistema Jaé, conforme as condições estabelecidas para o benefício.</p>
<p>Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, a modalidade permite realizar até quatro viagens em BRT, VLT e ônibus municipais dentro de um período de 20 horas, com a integração municipal pelo valor de R$ 5.</p>
<p>O benefício facilita a utilização dos serviços urbanos associados ao terminal, especialmente para quem precisa combinar deslocamentos entre a Baixada Fluminense e diferentes regiões da capital.</p>
<p>É importante distinguir, entretanto, a integração municipal do bilhete rodoviário.</p>
<p>O valor de R$ 5 não corresponde à passagem dos ônibus da Penha para São Paulo, nem às tarifas dos serviços da Costa Verde e da Cidade do Aço.</p>
<p>Essas viagens são comercializadas separadamente pelas transportadoras responsáveis.</p>
<p>Com a ampliação das operações, o Terminal Margaridas passa a reunir serviços urbanos, metropolitanos, intermunicipais e interestaduais em um mesmo equipamento, oferecendo novas possibilidades de deslocamento para passageiros que utilizam o transporte coletivo no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense.</p>
<p>A mudança também reforça uma tendência no setor rodoviário: a viagem de ônibus de longa distância começa a ser planejada não apenas pelo trajeto entre duas cidades, mas pela facilidade de o passageiro chegar ao ponto de embarque e seguir viagem depois do desembarque.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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