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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Após lei que autoriza transferência à CPTM, Estrada de Ferro Campos do Jordão abre licitação de R$ 247,6 mil para infraestrutura elétrica</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/apos-lei-que-autoriza-transferencia-a-cptm-estrada-de-ferro-campos-do-jordao-abre-licitacao-de-r-2476-mil-para-infraestrutura-eletrica/</link>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 17:31:03 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contratação prevê interligação de eletrocentro e fornecimento de materiais; propostas serão abertas em 10 de novembro, enquanto futuro da ferrovia centenária envolve nova gestão, preservação dos trabalhadores e projeto de concessão privada de R$ 403,5 milhões ADAMO BAZANI A Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ), no interior paulista, abriu uma licitação de R$ 247.627,47 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="624" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?fit=1024%2C624&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?w=1049&amp;ssl=1 1049w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?resize=300%2C183&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?resize=1024%2C624&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?resize=150%2C91&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?resize=768%2C468&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/EFCJ_4.webp?resize=400%2C244&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Contratação prevê interligação de eletrocentro e fornecimento de materiais; propostas serão abertas em 10 de novembro, enquanto futuro da ferrovia centenária envolve nova gestão, preservação dos trabalhadores e projeto de concessão privada de R$ 403,5 milhões</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ), no interior paulista, abriu uma licitação de R$ 247.627,47 para contratar serviços técnicos de interligação de um eletrocentro, incluindo o fornecimento dos materiais necessários à execução dos trabalhos. O aviso foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, uma semana depois da sanção da lei que autoriza a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) a assumir os bens, contratos e atividades da ferrovia centenária. A contratação ocorre em um período de reorganização administrativa da EFCJ, que também tem um projeto de concessão à iniciativa privada com previsão de aproximadamente R$ 403,5 milhões em investimentos.</p>
<p>O recebimento das propostas começou nesta sexta-feira, às 8h, e a abertura está marcada para 10 de novembro de 2026, às 10h. A obra envolve a infraestrutura elétrica de Campos do Jordão e deverá ser executada por empresa selecionada em pregão eletrônico. A contratação não corresponde à compra de novos trens nem, por si, estabelece a retomada ou ampliação dos serviços ferroviários. Entretanto, faz parte das demandas de infraestrutura de um sistema que passa por mudanças na gestão, enquanto moradores, representantes de trabalhadores e setores ligados ao turismo discutem o futuro da ligação ferroviária entre Pindamonhangaba, Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão.</p>
<p>O edital é identificado como licitação para contratação de serviço técnico de execução das obras de interligação do eletrocentro, com todos os materiais necessários.</p>
<p>O certame contempla um único item, com valor total estimado de R$ 247.627,47.</p>
<p>A documentação da licitação foi disponibilizada em 22 de outubro, e as propostas começaram a ser recebidas no dia seguinte.</p>
<p>O endereço administrativo informado pela EFCJ é a Rua Martin Cabral, 87, no Centro de Pindamonhangaba.</p>
<p>A publicação não detalha, em seu extrato, a capacidade do eletrocentro, os equipamentos a serem interligados nem eventuais efeitos imediatos sobre a operação ferroviária. Esses elementos dependem da análise do projeto técnico e do termo de referência.</p>
<h2>Nova contratação ocorre depois de lei que autoriza transferência à CPTM</h2>
<p>A licitação ganha importância pelo momento de transição vivido pela Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>Como noticiou o Diário do Transporte em 16 de outubro de 2026, o governador Tarcísio de Freitas sancionou a Lei Estadual nº 18.498, que autoriza a transferência de bens, contratos, direitos patrimoniais e atividades da EFCJ para a CPTM.</p>
<p>A legislação foi aprovada pela Assembleia Legislativa em 6 de outubro, após tramitação do projeto encaminhado pelo Executivo estadual.</p>
<p>A CPTM poderá assumir a posição administrativa da ferrovia em contratos e procedimentos licitatórios, além de desempenhar as atividades anteriormente atribuídas à EFCJ.</p>
<p>O texto também autoriza a transferência de bens móveis e imóveis, dotações orçamentárias e direitos relacionados ao patrimônio ferroviário.</p>
<p>Outra previsão permite que o Governo do Estado assuma o pagamento de débitos da Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>A reorganização busca concentrar na CPTM responsabilidades administrativas e operacionais, aproveitando a experiência da empresa na gestão de sistemas ferroviários.</p>
<p>Entretanto, a transferência autorizada em lei não deve ser confundida com a conclusão imediata de todas as etapas administrativas.</p>
<p>A legislação estabelece os instrumentos para a mudança, e sua execução depende dos procedimentos necessários à transferência efetiva das responsabilidades.</p>
<p>A gestão pela CPTM também poderá ser transitória.</p>
<p>A lei prevê que a companhia exerça as atividades da Estrada de Ferro Campos do Jordão até uma eventual transferência para outros órgãos estaduais ou concessão à iniciativa privada, conforme regulamentação.</p>
<p>Com isso, o futuro da ferrovia envolve duas dimensões: a reorganização da administração pública e a possibilidade de delegar a exploração dos serviços turísticos a um operador privado.</p>
<h2>Projeto de concessão prevê R$ 403,5 milhões e contrato de 24 anos</h2>
<p>A mudança administrativa ocorre paralelamente à proposta estadual de concessão do Complexo Turístico Ferroviário da Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>O projeto prevê aproximadamente R$ 403,5 milhões em investimentos e prazo contratual de 24 anos.</p>
<p>O escopo é mais amplo do que a operação dos trens.</p>
<p>Inclui modernização da infraestrutura ferroviária, conservação, manutenção, exploração turística, obras civis, aquisição de material rodante e atividades associadas ao complexo.</p>
<p>Também abrange o Parque Reino das Águas Claras, em Pindamonhangaba, com previsão de acesso gratuito às suas dependências.</p>
<p>O Governo do Estado autorizou a concorrência internacional em janeiro de 2026.</p>
<p>Entretanto, como mostrou o Diário do Transporte, a licitação foi suspensa em junho, quando estava próximo o prazo de recebimento das propostas, previsto inicialmente para 9 de junho.</p>
<p>Na ocasião, a administração estadual informou que um novo cronograma seria divulgado.</p>
<p>A suspensão da concorrência e a posterior aprovação da transferência à CPTM representam etapas diferentes do processo de reorganização.</p>
<p>A primeira envolve a seleção de um concessionário para explorar e investir no complexo. A segunda autoriza a mudança de responsabilidades e patrimônio entre estruturas da própria administração estadual.</p>
<p>A lei sancionada em outubro permite que a CPTM assuma a gestão durante a fase de transição, sem eliminar a possibilidade de concessão futura.</p>
<p>Para o passageiro e o turista, a questão é como essas mudanças se transformarão em melhorias concretas na prestação dos serviços, na infraestrutura e na conservação do patrimônio histórico.</p>
<h2>Empregados terão quadro especial e preservação de direitos prevista em lei</h2>
<p>A situação dos trabalhadores foi um dos principais pontos de discussão durante a tramitação da proposta na Assembleia Legislativa.</p>
<p>A lei cria um Quadro Especial em extinção, vinculado à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, destinado aos empregados públicos permanentes da Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>A legislação prevê a preservação das denominações dos empregos, atribuições e remunerações, conforme as disposições legais e a regulamentação aplicável.</p>
<p>Os postos serão extintos à medida que ficarem vagos.</p>
<p>Também foi estabelecida jornada de 40 horas semanais, além de regras para manutenção do Prêmio de Incentivo à Produtividade.</p>
<p>O pagamento do prêmio deverá continuar utilizando os recursos do Fundo Especial de Despesa da ferrovia até seu esgotamento ou extinção, com possibilidade de custeio pelo Tesouro estadual.</p>
<p>A legislação permite ainda a transferência de vínculos contratuais de empregados necessários à continuidade das atividades para outros órgãos ou entidades do Estado, preservando o regime jurídico correspondente.</p>
<p>Essas disposições procuram disciplinar a situação funcional durante a reorganização administrativa.</p>
<p>Os representantes dos trabalhadores, entretanto, apresentaram preocupações sobre direitos, carreira e perspectivas de continuidade profissional.</p>
<h2>Assembleia discutiu direitos trabalhistas e atendimento à população local</h2>
<p>A edição do Diário Oficial Legislativo publicada nesta sexta-feira reproduz os debates da sessão de 6 de outubro, quando a Assembleia Legislativa aprovou o projeto que originou a nova legislação.</p>
<p>Durante a discussão, o deputado Carlos Giannazi, do PSOL, afirmou que parlamentares de oposição haviam apresentado emendas para assegurar direitos dos funcionários da EFCJ e evitar perdas funcionais ou remuneratórias.</p>
<p>O parlamentar mencionou reivindicações sobre progressão de carreira e demonstrou preocupação com a possibilidade de uma futura concessão privada da ferrovia.</p>
<p>Giannazi defendeu que a transferência administrativa não deveria resultar na perda de direitos dos empregados.</p>
<p>As emendas apresentadas ao projeto foram rejeitadas em votação conjunta, enquanto o texto principal foi aprovado.</p>
<p>Outro aspecto levantado durante a discussão foi a necessidade de a ferrovia atender também à população residente nas cidades da região, e não apenas aos visitantes.</p>
<p>O deputado Luiz Claudio Marcolino, do PT, relatou reivindicações apresentadas por moradores e representantes do setor hoteleiro de Campos do Jordão para que a reorganização da linha considere a mobilidade local.</p>
<p>A reivindicação tem relação com a própria história da Estrada de Ferro Campos do Jordão, que desempenhou funções de transporte regional antes de se consolidar também como atração turística.</p>
<p>O debate mostra que a definição do modelo de gestão envolve interesses diferentes, entre eles a preservação histórica, o desenvolvimento do turismo, o atendimento aos moradores, os direitos trabalhistas e a sustentabilidade econômica da operação.</p>
<h2>Ferrovia começou a operar em 1914 e tem importância histórica no Vale do Paraíba</h2>
<p>A Estrada de Ferro Campos do Jordão começou a operar em 1914 e foi concebida originalmente para facilitar o acesso à região serrana, inclusive para pessoas que procuravam tratamento de saúde em Campos do Jordão.</p>
<p>Naquele período, a cidade se destacava pela presença de sanatórios e estabelecimentos destinados ao tratamento de doenças respiratórias.</p>
<p>Ao longo de sua história, a ferrovia passou por diferentes fases de utilização, acompanhando as transformações econômicas e urbanas do Vale do Paraíba e da Serra da Mantiqueira.</p>
<p>O sistema ganhou relevância turística por seu percurso em região montanhosa, pelas características do material rodante e pela importância histórica da infraestrutura.</p>
<p>Essa trajetória explica por que a discussão sobre a EFCJ não se limita à escolha de um operador ou à realização de obras.</p>
<p>Também envolve a conservação de um patrimônio ferroviário com mais de 110 anos, a valorização de seu potencial turístico e a possibilidade de melhorar os deslocamentos da população regional.</p>
<p>A experiência da CPTM na manutenção e operação ferroviária é um dos argumentos apresentados pelo Governo do Estado para justificar a reorganização administrativa.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a futura concessão privada levanta questões sobre investimentos, tarifas, conservação dos equipamentos e responsabilidades de cada participante do novo modelo.</p>
<p>Nesse cenário, a licitação de R$ 247,6 mil para interligação do eletrocentro representa uma contratação específica de infraestrutura elétrica em meio a mudanças de alcance muito maior.</p>
<p>A abertura das propostas está prevista para 10 de novembro de 2026. A realização da licitação, por si só, não antecipa a conclusão da transferência administrativa à CPTM nem altera o cronograma da concessão turística.</p>
<p>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>
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    <title>Prefeitura do Rio de Janeiro institui bonificação para funcionários da Mobi-Rio pelos resultados de 2025</title>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 17:01:36 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Pagamento será realizado em parcela única, na mesma data do Acordo de Resultados do Município; Conselho de Administração definirá critérios de elegibilidade e regras de pagamento ADAMO BAZANI A Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu uma bonificação para os funcionários da Mobi-Rio em reconhecimento aos resultados dos serviços prestados em 2025. A medida foi publicada [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="789" height="544" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/movbir.jpg?fit=789%2C544&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/movbir.jpg?w=789&amp;ssl=1 789w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/movbir.jpg?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/movbir.jpg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/movbir.jpg?resize=768%2C530&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/movbir.jpg?resize=400%2C276&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 789px) 100vw, 789px" /> <p><em>Pagamento será realizado em parcela única, na mesma data do Acordo de Resultados do Município; Conselho de Administração definirá critérios de elegibilidade e regras de pagamento</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura do Rio de Janeiro instituiu uma bonificação para os funcionários da Mobi-Rio em reconhecimento aos resultados dos serviços prestados em 2025. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município desta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, e estabelece pagamento em parcela única, na mesma data do Acordo de Resultados da administração municipal.</p>
<p>Os critérios para receber o benefício e as normas de pagamento serão definidos pelo Conselho de Administração da companhia, com avaliação de elegibilidade coletiva e individual. Na justificativa, a Prefeitura relaciona a bonificação à qualidade do transporte, à expansão da rede e ao crescimento do número de passageiros atendidos.</p>
<p>O decreto foi assinado em 23 de outubro pelo prefeito Eduardo Cavaliere e entrou em vigor com a publicação. A medida alcança os funcionários da Companhia Municipal de Transportes Coletivos, denominação formal da Mobi-Rio.</p>
<h2>Conselho de Administração definirá as condições para receber o benefício</h2>
<p>A regulamentação do pagamento deverá observar as diretrizes municipais estabelecidas em maio de 2026 para a premiação por resultados.</p>
<p>O Conselho de Administração ficará responsável por definir as condições de elegibilidade dos empregados e as normas de pagamento. O decreto estabelece que sejam considerados critérios coletivos e individuais, vinculando a bonificação aos resultados reconhecidos pela companhia.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Aspecto</th>
<th>Regra estabelecida</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Beneficiários</td>
<td>Funcionários da Mobi-Rio que atendam aos critérios de elegibilidade</td>
</tr>
<tr>
<td>Resultados considerados</td>
<td>Ano de 2025</td>
</tr>
<tr>
<td>Definição dos critérios</td>
<td>Conselho de Administração da companhia</td>
</tr>
<tr>
<td>Avaliação</td>
<td>Elegibilidade coletiva e individual</td>
</tr>
<tr>
<td>Forma de pagamento</td>
<td>Parcela única</td>
</tr>
<tr>
<td>Data de pagamento</td>
<td>A mesma do Acordo de Resultados do Município</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A finalidade declarada pela Prefeitura é estimular a melhoria e o aprimoramento do transporte público de passageiros por ônibus.</p>
<h2>Prefeitura cita expansão do atendimento e crescimento da demanda</h2>
<p>Ao fundamentar a bonificação, a administração municipal menciona modernização, eficiência, cortesia e pontualidade no serviço BRT.</p>
<p>O decreto também cita um recorde recente superior a 689 mil passageiros transportados em um dia e movimento acima de 11 milhões de passageiros por mês. Esses números são apresentados pela Prefeitura como parte da justificativa para reconhecer os resultados da companhia.</p>
<p>A medida relaciona a remuneração por desempenho à prestação do serviço utilizado pelos passageiros, incluindo regularidade, atendimento e alcance da rede.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Ministério da Justiça aponta falha de transportes em ao menos oito estados nas eleições; Salvador e São Paulo entre os casos mais graves</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/ministerio-da-justica-aponta-falha-de-transportes-em-ao-menos-oito-estados-nas-eleicoes-salvador-e-sao-paulo-entre-os-casos-mais-graves/</link>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 16:33:09 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Relatos incluem veículos retidos em garagens, filas nas rodoviárias, dificuldades com gratuidades e viagens insuficientes; decisões judiciais e manifestações de gestores mostram situações diferentes em cada localidade ADAMO BAZANI Salvador e São Paulo estão entre as cidades com denúncias e apurações sobre a oferta de ônibus durante o segundo turno das eleições, realizado neste domingo, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="708" height="535" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/leiecewo.jpg?fit=708%2C535&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/leiecewo.jpg?w=708&amp;ssl=1 708w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/leiecewo.jpg?resize=300%2C227&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/leiecewo.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/leiecewo.jpg?resize=400%2C302&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 708px) 100vw, 708px" /> <p><em>Relatos incluem veículos retidos em garagens, filas nas rodoviárias, dificuldades com gratuidades e viagens insuficientes; decisões judiciais e manifestações de gestores mostram situações diferentes em cada localidade</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Salvador e São Paulo estão entre as cidades com denúncias e apurações sobre a oferta de ônibus durante o segundo turno das eleições, realizado neste domingo, 25 de outubro de 2026. Um levantamento atribuído ao setor de inteligência do Ministério da Justiça e divulgado pela Radioagência Nacional relacionou problemas em oito estados: Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba. As ocorrências incluem reclamações sobre falta de veículos, dificuldades para conseguir passagens gratuitas e demora nos deslocamentos até os locais de votação.</p>
<p>Os casos resultaram em determinações para recompor serviços, apresentar registros operacionais e investigar possíveis irregularidades. Nesta segunda-feira (26), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia revogou a ordem de prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, mantendo a apuração. Em São Paulo, a Justiça já havia rejeitado no domingo o pedido de prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, como mostrou em primeira mão o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>.</p>
<p>O levantamento nacional reuniu informações de órgãos locais, entre eles Ministério Público Eleitoral, agências reguladoras e gestores de transporte. A existência de uma reclamação, de uma decisão para restabelecer o serviço ou de uma investigação não representa, por si, conclusão sobre responsabilidade criminal ou intenção de impedir o voto.</p>
<p>As situações também precisam ser diferenciadas. Em Alagoas, por exemplo, o Ministério Público Eleitoral apurou reclamações sobre transporte intermunicipal e cobrança de passagens, mas informou que a suspeita de redução dos ônibus municipais de Maceió não se confirmou. Na Paraíba, o órgão gestor contestou relatos sobre a operação intermunicipal e afirmou que buscava os registros das empresas.</p>
<p>A Polícia Federal informou no domingo que realizava diligências sobre o transporte em Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe e Alagoas. Naquele balanço, Sergipe tinha um inquérito instaurado. O objetivo das apurações é verificar possíveis crimes relacionados ao impedimento ou à dificuldade de exercício do voto e ao fornecimento de transporte.</p>
<p>Além das oito unidades citadas na divulgação da Radioagência Nacional, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> encontrou decisões específicas em Pernambuco, envolvendo ônibus metropolitanos, metrô e regras para o retorno gratuito dos eleitores.</p>
<h2>Bahia: Salvador terá de apresentar documentos da operação após revogação da prisão do secretário; denúncias também chegaram ao TSE</h2>
<p>A crise em Salvador levou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, desembargador Maurício Kertzman Szporer, a determinar no domingo a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.</p>
<p>A medida ocorreu depois de denúncia da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, sobre redução superior a 50% da oferta em relação aos dias úteis. Na fundamentação, o magistrado mencionou uma inspeção judicial e o relato de um supervisor que atribuiu à Semob a orientação para operar com uma frota menor.</p>
<p>A Justiça também exigiu o restabelecimento de 100% da frota, com frequência e itinerários compatíveis com os dias úteis e gratuidade. Foi fixada multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento, após o prazo estabelecido na notificação.</p>
<p>O secretário estava em missão oficial em Paris e não chegou a ser preso. Nesta segunda-feira, o presidente do tribunal considerou encerrada a situação de flagrante com o fim da votação e revogou a ordem. Avaliou que sua manutenção perderia a finalidade imediata de assegurar o transporte durante a eleição.</p>
<p>A apuração prossegue. Prefeitura, Semob e concessionárias deverão preservar e apresentar, em até 48 horas, plano operacional, escalas de motoristas, ordens de serviço, monitoramento da frota e comunicações internas, permitindo comparação com os dias úteis.</p>
<p>A Prefeitura de Salvador reconheceu o atraso na saída de veículos, mas o atribuiu à retirada de adesivos eleitorais. Segundo a administração municipal, a operação foi normalizada pela manhã. A Semob informou que determinou a liberação dos ônibus mesmo com os adesivos, priorizando o deslocamento da população.</p>
<p>As denúncias examinadas no âmbito do TSE também envolveram Feira de Santana e Lauro de Freitas. A campanha de Lula pediu ampliação do horário de votação nessas cidades e em Salvador, e o tribunal solicitou informações à Justiça Eleitoral baiana.</p>
<h2>São Paulo: Justiça negou prisões por falta de provas de flagrante; Prefeitura e SPTrans defenderam a operação</h2>
<p>Na capital paulista, a Federação Brasil da Esperança pediu a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.</p>
<p>A representação apontava suposto descumprimento da liminar que exigiu 100% da frota operacional, frequência compatível com os dias úteis e reserva técnica operacional.</p>
<p>Como mostrou em primeira mão o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, o juiz da 1ª Zona Eleitoral, Tiago Ducatti Lino Machado, rejeitou o pedido após manifestação contrária do Ministério Público Eleitoral.</p>
<p>O magistrado considerou insuficientes os elementos para caracterizar flagrante e afirmou que a eventual comprovação de crime exigia aprofundamento da apuração. A decisão preservou a análise de possível descumprimento da liminar na ação original, assegurada a manifestação dos envolvidos.</p>
<p>A ordem anterior previa multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento. Portanto, a rejeição das prisões não significou uma conclusão sobre toda a execução do serviço.</p>
<p>Leia a reportagem:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/541246/?utm_source=chatgpt.com">Justiça Eleitoral rejeita pedido de prisão de secretário e presidente da SPTrans por denúncia sobre frota de ônibus</a></p>
<p>A Prefeitura informou que recebeu a notificação às 13h10 de sábado (24) e comunicou as operadoras. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que a quantidade de ônibus ofertada superava a demanda, mas reconheceu que poderia ter havido dificuldade para mobilizar mais de 10 mil profissionais em prazo curto.</p>
<p>A SPTrans sustentou que atuou para cumprir a decisão e apontou desafios para alterar escalas e programação. O planejamento divulgado anteriormente previa aproximadamente 6.900 ônibus, número superior ao de domingos habituais.</p>
<p>O presidente do TRE-SP, desembargador José Antonio Encinas Manfré, declarou que a equipe de monitoramento do tribunal não havia verificado insuficiência no transporte da capital, ressalvando que a análise das denúncias competia à primeira instância eleitoral.</p>
<p>A verificação deverá confrontar programação e execução por linha e horário. Quantidade de veículos, viagens realizadas e lugares oferecidos são indicadores diferentes e precisam ser comparados com critérios equivalentes.</p>
<h2>Piauí: TRE mandou recompor frota e frequência em Teresina e exigiu registros das viagens realizadas</h2>
<p>O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí determinou que a Prefeitura de Teresina, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) e as empresas recompusessem imediatamente a frota e a frequência aos níveis dos dias úteis.</p>
<p>A decisão do presidente do tribunal, desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, exigiu a disponibilização dos veículos e o cumprimento das viagens, itinerários e horários, mantendo a gratuidade.</p>
<p>Foi fixada multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento injustificado. O tribunal também cobrou documentos sobre a programação habitual, a operação prevista para o domingo e os registros das viagens efetivamente realizadas.</p>
<p>A Strans deverá apresentar nota técnica comparando o planejamento de um dia útil com o da votação. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, sem reconhecimento antecipado de ilícito.</p>
<p>Em manifestação divulgada no domingo, a Strans informou ter programado mais de 500 viagens gratuitas, das 5h30 às 20h30, e afirmou que a fiscalização acompanhava o cumprimento das ordens de serviço.</p>
<p>O confronto entre esses registros permitirá distinguir a oferta anunciada do atendimento executado.</p>
<h2>Sergipe: filas em Aracaju, reforço de veículos e ordem para manter transporte intermunicipal até as 20h</h2>
<p>Em Sergipe, passageiros enfrentaram filas no Terminal Rodoviário Governador Luiz Garcia, conhecido como Rodoviária Velha, em Aracaju, para viajar ao interior.</p>
<p>O Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária atribuiu as dificuldades à demanda acima do esperado e informou o remanejamento de veículos para as linhas mais procuradas.</p>
<p>O governo havia anunciado 42 veículos da frota reserva para o fim de semana eleitoral. Durante o domingo, o DER informou a inclusão de mais 20 veículos no reforço.</p>
<p>A desembargadora do TRE-SE, Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade, determinou que a Cooperativa de Transporte Alternativo de Passageiros do Estado de Sergipe (Coopertalse) mantivesse ou recompusesse o serviço gratuito até as 20h, com frota e frequência, no mínimo, compatíveis com as dos dias úteis.</p>
<p>A decisão estabeleceu prazo de uma hora a partir da intimação e vedou distinção entre eleitores e propaganda eleitoral nos veículos.</p>
<p>A ação da Federação Brasil da Esperança alegava insuficiência de atendimento e aglomerações nas rodoviárias. A Polícia Federal informou a abertura de inquérito no estado para apurar possíveis crimes relacionados ao transporte.</p>
<p>A existência do reforço anunciado deverá ser confrontada com a quantidade de viagens, destinos atendidos e horários em que os passageiros conseguiram embarcar.</p>
<h2>Pará: Justiça cobrou gratuidade de ônibus e embarcações e proibiu restrições sem amparo nas regras</h2>
<p>No Pará, a questão envolveu transporte rodoviário e aquaviário, com reclamações sobre emissão de bilhetes, recusa de gratuidade, falta de informação e disponibilidade de veículos e embarcações.</p>
<p>O TRE-PA concedeu liminar na noite de sábado (24), a pedido do Ministério Público Eleitoral, impondo obrigações ao estado, à Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos de Transporte (Artran) e às empresas Arapari Navegação, Jarumã Rodofluvial, Rodofluvial Banav e Henvil Transportes.</p>
<p>Segundo o MP Eleitoral, os relatos mencionavam terminais de Belém e Ananindeua e viagens para Abaetetuba, Ponta de Pedras, Vigia e Igarapé-Miri. A travessia Icoaraci–Camará, no Marajó, também integrou as informações recebidas.</p>
<p>O órgão ressaltou que os elementos eram iniciais e justificavam verificação urgente, sem constituir, isoladamente, comprovação das ocorrências.</p>
<p>A gratuidade estadual abrangia o período das 12h de sexta-feira (23) às 12h desta segunda-feira (26), nas condições do decreto.</p>
<p>A decisão exigiu prestação de informações e cumprimento do benefício, impedindo cotas ou exigências sem fundamento nas normas e recusa automática do e-Título quando suficiente para comprovar os requisitos.</p>
<h2>Alagoas: reclamações concentraram-se nas viagens ao interior; redução dos ônibus municipais de Maceió não foi confirmada</h2>
<p>O Ministério Público Eleitoral de Alagoas registrou reclamações sobre insuficiência de transporte intermunicipal e cobrança de passagens no Terminal Rodoviário João Paulo II, em Maceió.</p>
<p>A situação motivou atuação conjunta com a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal), para verificar o atendimento e assegurar os deslocamentos. A agência informou remanejamento de veículos para as linhas mais procuradas.</p>
<p>O balanço oficial também registrou denúncias no interior. Em Campo Alegre, moradores do povoado Vista Alegre relataram dificuldade para chegar às seções. O promotor responsável foi ao local e, segundo informações recebidas posteriormente, houve transporte pela manhã e à tarde.</p>
<p>Na capital, o Ministério Público informou que a suspeita de redução dos ônibus municipais foi apurada e não se confirmou.</p>
<p>Essa distinção impede tratar as reclamações intermunicipais como comprovação de falha em toda a rede urbana de Maceió.</p>
<p>Em ocorrência separada, em Paripueira, um caso de transporte irregular de eleitores sem credenciamento resultou na condução do motorista à delegacia. Trata-se de situação diferente da discussão sobre oferta insuficiente ou cumprimento da gratuidade.</p>
<h2>Rio de Janeiro: Petrópolis recebeu cobrança judicial por transporte gratuito; segurança pública também afetou ônibus</h2>
<p>Em Petrópolis, na Região Serrana, relatos de falta de ônibus levaram a Justiça Eleitoral a intimar Prefeitura, Secretaria Municipal de Transporte e concessionárias, incluindo a TURP.</p>
<p>Segundo comunicado do TRE-RJ reproduzido na cobertura do domingo, a medida buscava garantir o transporte gratuito e previa multa de R$ 500 mil por hora de serviço descumprido. A providência foi baseada em denúncias recebidas pela 65ª Zona Eleitoral.</p>
<p>A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, por sua vez, declarou não haver ocorrência por falta de ônibus nos municípios do estado. A manifestação precisa ser distinguida das reclamações e providências na esfera eleitoral.</p>
<p>No mesmo domingo, ônibus foram incendiados em Volta Redonda durante confronto entre facções no Complexo da Vila Brasília. O episódio provocou mobilização policial, com envio do Bope.</p>
<p>A ocorrência demonstra interferência da violência sobre a circulação, mas sua presença no dia da eleição não permite, por si, atribuir motivação eleitoral aos ataques.</p>
<p>As apurações precisam separar problemas de oferta, cumprimento de ordens e interrupções decorrentes de segurança pública.</p>
<h2>Paraíba: passageiros reclamaram de viagens ao interior e ônibus urbanos; DER e Prefeitura apresentaram explicações</h2>
<p>Na Paraíba, passageiros relataram dificuldades na rodoviária de João Pessoa para viajar a municípios como Mamanguape, Rio Tinto, Areia e Bananeiras.</p>
<p>Os relatos incluíram divergências entre horários divulgados e passagens disponíveis. A Ouvidoria do Ministério Público da Paraíba informou cerca de 30 denúncias parciais, envolvendo gratuidade e ônibus que não pararam nos pontos.</p>
<p>O DER-PB afirmou que apurava horários e disponibilidade com as empresas, mas sustentou que guichês e operação funcionavam normalmente. Segundo informações preliminares do departamento, houve viagens pela manhã com lugares disponíveis, e os serviços seguiam horários programados.</p>
<p>Na rede urbana de João Pessoa, também houve reclamações sobre atrasos e embarque. A prefeitura informou ter determinado apuração, com acesso gratuito aos veículos e punição a eventuais abusos comprovados.</p>
<p>O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa atribuiu atrasos e lotação ao trânsito intenso em determinados pontos.</p>
<p>As reclamações foram encaminhadas aos promotores eleitorais. A análise deverá considerar os destinos, horários e registros de cada serviço.</p>
<h2>Pernambuco: além da relação divulgada, TRE determinou ônibus, metrô regular e retorno gratuito sem bilhete de ida</h2>
<p>Pernambuco teve decisões específicas sobre transporte no domingo, embora não integre a relação de oito estados reproduzida pela Radioagência Nacional.</p>
<p>O TRE-PE determinou o restabelecimento imediato da oferta de ônibus na Região Metropolitana do Recife, com veículos e viagens previstos e frequência compatível com dias úteis.</p>
<p>A desembargadora Roberta Viana Jardim também ordenou que a CBTU assegurasse gratuidade e funcionamento regular das linhas Centro e Sul do metrô, das 5h às 23h.</p>
<p>A decisão cobrou informação sobre as providências em uma hora e fixou multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.</p>
<p>Em outra frente, o tribunal confirmou que o retorno intermunicipal gratuito não poderia depender da apresentação de um bilhete de ida emitido com gratuidade. Permaneciam os requisitos de identificação e comprovação de votação.</p>
<p>A Justiça também determinou à Auto Viação Progresso e à Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal o cumprimento das regras, incluindo emissão dos bilhetes abrangidos pelo benefício sem limitação pela distância.</p>
<p>As medidas mostram que a fiscalização envolveu tanto a circulação dos veículos quanto condições administrativas que poderiam dificultar o acesso à passagem.</p>
<h2>Prorrogação alcançou urnas ainda abertas; apuração deverá reconstruir o atendimento de cada sistema</h2>
<p>As denúncias de transporte motivaram pedidos para ampliar o horário de votação. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, determinou extensão até as 19h e depois esclareceu que a medida se aplicava somente às seções cujas urnas ainda não tinham sido fechadas.</p>
<p>Em São Paulo, o presidente do TRE-SP afirmou que mais de 80% das seções já estavam encerradas quando chegou a determinação. Segundo ele, a comunicação oficial foi recebida às 18h17.</p>
<p>A regra de transporte gratuito e frequência compatível com os dias úteis já constava das orientações da Justiça Eleitoral. O TSE havia solicitado informações sobre itinerários, modalidades e horários e determinado encaminhamento de reduções ou interrupções irregulares ao Ministério Público Eleitoral e à Defensoria Pública da União.</p>
<p>Também é necessário distinguir transporte intermunicipal de interestadual. Na sexta-feira (23), a ministra do STF, Cármen Lúcia, rejeitou pedido para estender de forma geral a gratuidade eleitoral a todo o transporte interestadual. A ausência de passagem gratuita, portanto, precisa ser examinada conforme o serviço e as regras aplicáveis.</p>
<p>Nas investigações, os registros operacionais serão essenciais: quantos veículos deveriam circular, quais viagens foram realizadas, onde houve interrupção, quando ocorreram os reforços e quais ordens chegaram às empresas.</p>
<p>Esses elementos permitirão avaliar o atendimento aos passageiros e as responsabilidades, distinguindo falha operacional, demanda acima do previsto, problemas de trânsito ou segurança e eventual descumprimento deliberado das determinações.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Receita Federal confirma IPI zero para três modelos de ônibus elétricos da Higer no Brasil</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/receita-federal-confirma-ipi-zero-para-tres-modelos-de-onibus-eletricos-da-higer-no-brasil/</link>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 16:01:36 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão beneficia os modelos Azure A9BR, Azure A13BR e Fencer, que passam a ter reconhecido oficialmente o direito à alíquota de 0% do imposto federal; medida pode favorecer a comercialização, mas não representa redução automática dos preços ADAMO BAZANI A Receita Federal confirmou que três modelos de ônibus elétricos da fabricante chinesa Higer Bus Company [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="741" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/azure-12.jpg?fit=1024%2C741&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/azure-12.jpg?w=1500&amp;ssl=1 1500w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/azure-12.jpg?resize=300%2C217&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/azure-12.jpg?resize=1024%2C741&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/azure-12.jpg?resize=150%2C109&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/azure-12.jpg?resize=768%2C556&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/azure-12.jpg?resize=400%2C290&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div>
<p><em>Decisão beneficia os modelos Azure A9BR, Azure A13BR e Fencer, que passam a ter reconhecido oficialmente o direito à alíquota de 0% do imposto federal; medida pode favorecer a comercialização, mas não representa redução automática dos preços</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Receita Federal confirmou que três modelos de ônibus elétricos da fabricante chinesa Higer Bus Company Limited atendem aos requisitos para ter alíquota zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no Brasil. A decisão, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, contempla os modelos Azure A9BR, Azure A13BR e Fencer e reconhece o direito ao tratamento tributário previsto para veículos de transporte coletivo com características específicas de motorização e espaço interno. Na prática, os três ônibus passam a ter formalmente reconhecida a classificação fiscal que prevê cobrança de 0% desse imposto, uma condição que pode favorecer sua comercialização no mercado brasileiro.</p>
<p>O reconhecimento tributário foi feito depois da análise das características técnicas declaradas dos veículos, especialmente o tipo de propulsão e o volume interno disponível para passageiros e motorista. Os três modelos são exclusivamente elétricos e possuem motores com potências de 155 kW, 350 kW e 248 kW, respectivamente. O enquadramento permite a aplicação da alíquota zero do IPI em vez da tributação geral da categoria, cuja alíquota básica prevista na tabela é de 16,25%, ressalvadas outras regras de redução eventualmente aplicáveis. A medida não significa isenção de todos os impostos, diminuição automática dos preços finais ou autorização para que os ônibus comecem a operar em linhas de transporte coletivo.</p>
<p>A decisão foi formalizada pelo Ato Declaratório Executivo Cosit nº 57, de 22 de outubro de 2026, publicado nesta segunda-feira, e passou a produzir efeitos na data da publicação.</p>
<p>A Receita concede assim o benefício em nome da Higer Bus Company Limited como fabricante dos três veículos e apresenta as respectivas características técnicas utilizadas para o reconhecimento tributário.</p>
<p>A classificação foi realizada pela Coordenação-Geral de Tributação da Receita Federal, com assinatura da coordenadora de Tributação Internacional substituta, Claudia Elena Figueira Cardoso Navarro.</p>
<p>O procedimento se baseia na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), instituída pelo Decreto Federal nº 11.158, de 29 de julho de 2022, e nas normas que disciplinam o enquadramento de veículos em classificações tributárias específicas.</p>
<h2>Como funciona o IPI zero e o que muda para os ônibus da Higer</h2>
<p>O IPI é um tributo federal incidente sobre produtos industrializados, conforme as regras aplicáveis às operações realizadas no País e às importações.</p>
<p>A tributação varia de acordo com a classificação fiscal do produto e com os tratamentos específicos previstos na legislação.</p>
<p>No caso dos veículos de transporte coletivo, a TIPI estabelece diferentes classificações conforme o tipo de propulsão e outras características.</p>
<p>Os ônibus elétricos abrangidos pela decisão da Receita Federal foram enquadrados no Ex 02 do código 8702.40.90.</p>
<p>A posição 8702 compreende veículos automóveis destinados ao transporte de dez pessoas ou mais, incluindo o motorista. A classificação 8702.40 abrange veículos com propulsão exclusivamente elétrica.</p>
<p>Dentro dessa classificação, existe tratamento específico para veículos com volume interno de habitáculo, destinado aos passageiros e ao motorista, igual ou superior a nove metros cúbicos.</p>
<p>É justamente nessa condição que os três modelos Higer foram enquadrados.</p>
<p>O volume interno dos veículos supera o mínimo estabelecido:</p>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>Azure A9BR: 44,187 metros cúbicos.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Azure A13BR: 71,140 metros cúbicos.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Fencer: 62,140 metros cúbicos.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>O reconhecimento é importante porque a classificação geral indicada na TIPI possui alíquota básica de 16,25%, enquanto o Ex 02 contempla alíquota de 0%.</p>
<p>Isso significa que, para as operações abrangidas pelo enquadramento, não haverá cobrança do IPI segundo essa classificação específica.</p>
<p>É importante destacar que o benefício decorre de uma previsão tributária já existente. A Receita Federal não criou uma isenção exclusiva para a Higer nem uma regra especial destinada apenas aos fabricantes chineses.</p>
<p>O procedimento confirma que os modelos analisados satisfazem as condições necessárias para a aplicação do tratamento tributário previsto.</p>
<p>Também não significa que a diferença entre as alíquotas será integralmente repassada ao comprador.</p>
<p>O preço final de um ônibus depende de diferentes fatores, entre eles custo de fabricação, importação, câmbio, logística, componentes, impostos incidentes, despesas comerciais e condições de negociação.</p>
<p>No caso dos veículos importados, também é necessário considerar os demais tributos e encargos aplicáveis às operações de comércio exterior.</p>
<p>O IPI zero, portanto, representa uma condição tributária específica que pode influenciar a composição dos custos, mas não permite afirmar, isoladamente, que haverá uma redução de determinado percentual no preço dos ônibus.</p>
<h2>Ficha técnica: três modelos com diferentes propostas de operação</h2>
<p>A publicação federal apresenta características distintas para os três veículos elétricos.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Azure A9BR</th>
<th>Azure A13BR</th>
<th>Fencer</th>
</tr>
<tr>
<td>Fabricante</td>
<td>Higer Bus Company Limited</td>
<td>Higer Bus Company Limited</td>
<td>Higer Bus Company Limited</td>
</tr>
<tr>
<td>Propulsão</td>
<td>100% elétrica</td>
<td>100% elétrica</td>
<td>100% elétrica</td>
</tr>
<tr>
<td>Potência declarada</td>
<td>155 kW</td>
<td>350 kW</td>
<td>248 kW</td>
</tr>
<tr>
<td>Potência aproximada</td>
<td>211 cv</td>
<td>476 cv</td>
<td>337 cv</td>
</tr>
<tr>
<td>Volume interno</td>
<td>44.187 dm³</td>
<td>71.140 dm³</td>
<td>62.140 dm³</td>
</tr>
<tr>
<td>Ano/modelo</td>
<td>2024/2025</td>
<td>2024/2025</td>
<td>2025/2025</td>
</tr>
<tr>
<td>Enquadramento do IPI</td>
<td>Alíquota zero</td>
<td>Alíquota zero</td>
<td>Alíquota zero</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>No Azure A9BR, o documento também identifica a versão MD 100F.</p>
<p>Para os modelos Azure A9BR e Azure A13BR, a Receita Federal descreve a motorização como elétrica síncrona de ímã permanente.</p>
<p>No Fencer, a especificação apresenta motorização elétrica com alimentação por fonte interna de energia, ou seja, bateria.</p>
<p>As potências expressas em cavalos são conversões aproximadas dos valores em quilowatts declarados oficialmente.</p>
<p>Já o volume interno, informado em decímetros cúbicos, é uma medida utilizada para o enquadramento tributário e não deve ser confundido com a capacidade de passageiros, o volume das baterias ou a autonomia dos veículos.</p>
<p>Os três modelos pertencem a categorias diferentes de aplicação no transporte de passageiros.</p>
<p>O Azure A9BR é um ônibus compacto de aproximadamente nove metros. O Azure A13BR tem cerca de 13 metros e é destinado a operações urbanas de maior capacidade. O Fencer é um modelo de aproximadamente 12,9 metros, com configuração de piso baixo e opções de acabamento diferenciado.</p>
<h2>Azure A9BR: ônibus elétrico compacto de nove metros</h2>
<div>
<div>
<p><img decoding="async" src="https://images.openai.com/static-rsc-4/tOHcYPTwzsT6bEIPsizAqVUB0NncXb5-zepzbOVdS_7Cyyo35QlZH-TmA-WY9byROBXk7R51sJD1RJ81-f8qQJZnuqnc-6TpRu1k7dpqSrP0LWSW-N-mWciyc09RNu8v85asaXV2atIduhvIKWSXxZIocq1Z-NARGSbql7eOBXQ?purpose=inline" alt="TEVX Higer lança linha completa de veículos elétricos para o Brasil - Portal Notícias do Transporte" /></p>
<div>
<div></div>
</div>
<div>O Azure A9BR é o menor dos três modelos incluídos no reconhecimento tributário.</div>
</div>
</div>
<p>O veículo tem aproximadamente nove metros de comprimento e foi desenvolvido para operações que necessitam de um ônibus compacto, com características de acessibilidade e circulação urbana.</p>
<p>Entre as possibilidades de aplicação estão linhas alimentadoras, serviços urbanos de menor demanda e operações que exigem veículos de dimensões reduzidas em relação aos ônibus convencionais.</p>
<p>A configuração apresentada comercialmente para o mercado brasileiro possui piso baixo, recurso que facilita o embarque e desembarque dos passageiros e permite a integração de equipamentos de acessibilidade.</p>
<p>O modelo também foi divulgado com sistema de ajoelhamento da suspensão, que possibilita reduzir a altura do veículo junto ao meio-fio, e rampa para atendimento de pessoas com mobilidade reduzida.</p>
<p>O conjunto inclui ar-condicionado e soluções de organização interna destinadas ao transporte coletivo.</p>
<p>Em apresentações comerciais anteriores, o Azure A9BR foi anunciado com baterias CATL de 268 kWh e autonomia de referência de até aproximadamente 300 quilômetros, dependendo da configuração. Outras divulgações mencionaram cerca de 250 quilômetros.</p>
<p>Essa variação demonstra a importância de avaliar a versão efetivamente oferecida e as condições utilizadas nos testes de autonomia.</p>
<p>A capacidade energética da bateria também precisa ser distinguida da potência do motor.</p>
<p>Enquanto os 268 kWh representam uma referência de quantidade de energia armazenada, os 155 kW declarados à Receita Federal correspondem à potência do sistema de propulsão.</p>
<p>A autonomia efetiva pode variar conforme a carga transportada, a velocidade, o trânsito, o uso do ar-condicionado, as condições das vias e a estratégia de recarga.</p>
<p>Por suas dimensões, um ônibus dessa categoria pode ser utilizado em serviços que não necessitam da capacidade de um veículo padron ou articulado.</p>
<p>Entretanto, a escolha depende da demanda de cada linha e das exigências contratuais estabelecidas pelo poder público.</p>
<h2>Azure A13BR: ônibus de 13 metros e motor de 350 kW para operações urbanas</h2>
<div>
<p><img decoding="async" src="https://images.openai.com/static-rsc-4/KbtCqXpGU97WOu9dbMzgFq9jMCZcxlwB-cX3aj2m_RuURYYzYyUBbVjnylY53PJXJyy79qACRQ-wOfdb4RZghuap_yMs8mlwXG00D_2E0z5ZlaerwI6yq7fyU_SPw1bI_8dYpfiILOT8Zojna5LO-QEZFL3pztnOh2xRUOowZ3g?purpose=inline" alt="Китай, Higer Azure 12 (KLQ6126GEV) № [817045]; Бельгия — Busworld Europe 2025 — Фото — Автобусный транспорт" /></p>
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</div>
<p>O Azure A13BR é o modelo com maior potência de motor entre os três veículos contemplados pela Receita Federal.</p>
</div>
<p>O documento oficial informa potência de 350 kW, equivalente a aproximadamente 476 cv, com propulsão elétrica síncrona de ímã permanente.</p>
<p>O ônibus possui aproximadamente 13 metros de comprimento e integra a categoria de veículos urbanos destinados a operações de maior capacidade.</p>
<p>Em especificações comerciais anteriormente divulgadas para o Brasil, a configuração do Azure A13BR foi apresentada com baterias CATL de 385 kWh e autonomia de referência próxima de 270 a 275 quilômetros.</p>
<p>A capacidade anunciada chegou a aproximadamente 80 passageiros, dependendo da disposição dos bancos, dos equipamentos instalados e do espaço destinado aos usuários em pé.</p>
<p>O modelo possui configuração de piso baixo e pode ser empregado em linhas urbanas com demanda compatível com suas características.</p>
<p>A motorização elétrica oferece uma forma diferente de entrega de torque em relação aos veículos convencionais movidos a diesel, característica que precisa ser considerada no dimensionamento da operação.</p>
<p>A potência de 350 kW é particularmente relevante em um veículo destinado ao transporte de dezenas de passageiros, já que o desempenho depende do conjunto de propulsão, da carga transportada e das condições de circulação.</p>
<p>O Azure A13BR também foi apresentado com sistemas de acessibilidade, ar-condicionado e equipamentos eletrônicos de operação e informação.</p>
<p>A adoção em linhas urbanas, entretanto, depende de requisitos como capacidade de passageiros, configuração de portas, autonomia diária e infraestrutura disponível nas garagens.</p>
<p>Para o planejamento de frotas, veículos dessa categoria podem representar alternativas para operações que utilizam ônibus padron, desde que os requisitos locais sejam atendidos.</p>
<p>A Receita Federal considerou, para o enquadramento, o volume interno declarado de 71,140 metros cúbicos, o maior entre os três modelos analisados.</p>
<p>Esse parâmetro é suficiente para atender à exigência volumétrica da classificação tributária reconhecida.</p>
<h2>Fencer: ônibus elétrico de aproximadamente 12,9 metros com acabamento diferenciado</h2>
<div>
<div>
<p><img decoding="async" src="https://images.openai.com/static-rsc-4/TfFwfalJ5OfENee6CiVlM_gR1jYHF1E678unwwAcvbNhuECbveKYOB6MviyjD-GSGcCLPH2q_7AwwLjVbq0mjYmmRboPsNwRIyDN2sZ7T0njB38fTI6Z3sx4R7VlPW84e2WCPH_xg-M_g9pUDL1SVZJNT84rJQQ1bYeqqi4gKjM?purpose=inline" alt="Tiek gatavots iepirkums jaunam autobusu pārvadājumu līgumam Liepājas sabiedriskā transporta tīklā" /></p>
<div>
<div></div>
</div>
<div>O Fencer é o terceiro veículo da Higer contemplado pela decisão.</div>
</div>
</div>
<p>O modelo possui aproximadamente 12,9 metros de comprimento e foi apresentado ao mercado com proposta de acabamento diferenciado, mantendo características de ônibus de piso baixo.</p>
<p>A configuração pode atender a serviços urbanos e operações específicas de transporte de passageiros, dependendo das adaptações e das necessidades de cada contratante.</p>
<p>Entre os recursos apresentados comercialmente estão sistema de ajoelhamento da suspensão, acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, ar-condicionado e equipamentos de conectividade.</p>
<p>O Fencer também foi divulgado em configurações com cintos de segurança nos bancos e sistemas de solicitação de parada por sensores.</p>
<p>Esses equipamentos fazem parte das possibilidades de configuração do modelo e precisam ser diferenciados dos dados efetivamente reconhecidos pela Receita Federal.</p>
<p>O documento publicado nesta segunda-feira informa motor elétrico alimentado por bateria, potência de 248 kW e volume interno de 62,140 metros cúbicos.</p>
<p>Em apresentações anteriores, o Fencer foi anunciado com baterias de 385 kWh e autonomias de referência em torno de 300 quilômetros, com valores superiores em determinadas configurações.</p>
<p>Como ocorre com os demais modelos elétricos, a autonomia depende da forma de operação.</p>
<p>A utilização em serviços com velocidades mais elevadas, longos períodos de ar-condicionado ligado ou condições de relevo desfavoráveis pode alterar o consumo energético.</p>
<p>O Fencer possui características que permitem sua avaliação em aplicações distintas, mas a viabilidade depende do atendimento às normas técnicas e operacionais de cada serviço.</p>
<p>A decisão tributária não estabelece a destinação dos veículos nem informa contratos de fornecimento, quantidades negociadas ou empresas compradoras.</p>
<h2>IPI zero não significa homologação ou liberação automática para circular</h2>
<p>A decisão da Receita Federal tem natureza tributária.</p>
<p>Esse ponto é relevante porque os procedimentos necessários para comercializar e operar ônibus no Brasil envolvem diferentes órgãos e exigências.</p>
<p>A classificação na TIPI define o tratamento do veículo em relação ao Imposto sobre Produtos Industrializados.</p>
<p>Já os procedimentos de homologação e regularização veicular dependem das regras aplicáveis ao trânsito, à segurança e às características técnicas dos veículos.</p>
<p>Nos sistemas de transporte coletivo, também existem exigências específicas de acessibilidade, capacidade, configuração interna e atendimento aos padrões estabelecidos pelos órgãos gestores.</p>
<p>Na cidade de São Paulo, por exemplo, os ônibus utilizados no sistema municipal precisam cumprir padrões técnicos definidos pelo poder público, incluindo dimensões, equipamentos, acessibilidade e características operacionais.</p>
<p>No transporte metropolitano, as exigências dependem do respectivo órgão gestor e das condições contratuais.</p>
<p>Assim, um veículo ter reconhecida a alíquota zero do IPI não significa que esteja automaticamente autorizado a circular em qualquer sistema de transporte coletivo.</p>
<p>A decisão também não permite afirmar que os três modelos estejam sendo entregues a operadores brasileiros neste momento.</p>
<p>O enquadramento tributário é uma das condições consideradas nos processos de comercialização e planejamento de fornecimento dos veículos.</p>
<h2>Crescimento da oferta de ônibus elétricos amplia a concorrência no mercado brasileiro</h2>
<p>A publicação ocorre em um período de expansão dos projetos de eletrificação do transporte coletivo brasileiro.</p>
<p>Fabricantes nacionais e internacionais desenvolvem veículos e sistemas para atender à demanda de cidades que pretendem substituir parte de suas frotas movidas a diesel.</p>
<p>O mercado reúne diferentes soluções industriais e configurações de ônibus, desde veículos compactos e convencionais até articulados e superarticulados.</p>
<p>Entre os participantes estão empresas como Eletra, Mercedes-Benz, BYD, Marcopolo, Caio, Volkswagen e fabricantes internacionais que desenvolvem projetos específicos para o Brasil.</p>
<p>A Higer integra esse cenário com uma linha de veículos elétricos que contempla diferentes capacidades e aplicações.</p>
<p>Para as empresas operadoras e os gestores públicos, a existência de mais alternativas pode ampliar as possibilidades de comparação entre produtos nos processos de aquisição.</p>
<p>Entretanto, o preço de compra é apenas um dos elementos considerados.</p>
<p>A autonomia, o consumo energético, a capacidade de passageiros, a vida útil dos componentes, a manutenção, a disponibilidade de peças e os custos de infraestrutura também influenciam a escolha.</p>
<p>A diferença de potência e de capacidade entre os três modelos reconhecidos pela Receita Federal demonstra que a seleção do veículo depende diretamente do tipo de serviço que será prestado.</p>
<p>Um ônibus de nove metros utilizado em uma linha alimentadora apresenta necessidades diferentes das de um veículo de 13 metros destinado a uma operação com grande volume de passageiros.</p>
<p>O Fencer, por sua vez, possui características de configuração e acabamento que permitem avaliar aplicações específicas de transporte.</p>
<p>O tratamento tributário pode contribuir para a competitividade comercial, mas a decisão final de aquisição depende da adequação do produto à operação.</p>
<h2>Eletrificação em São Paulo e outras cidades exige investimentos além dos veículos</h2>
<p>Como vem acompanhando o Diário do Transporte, a implantação de ônibus elétricos no Brasil enfrenta desafios que envolvem tanto a aquisição dos veículos quanto a infraestrutura necessária para sua operação.</p>
<p>A cidade de São Paulo possui uma das maiores frotas elétricas do País, formada por trólebus e ônibus alimentados por baterias.</p>
<p>A expansão da eletrificação envolve a necessidade de adaptar garagens, ampliar instalações elétricas e organizar a infraestrutura de recarga.</p>
<p>A disponibilidade de energia em quantidade suficiente é um dos fatores que determinam a capacidade de colocar os veículos em operação.</p>
<p>Outros municípios também desenvolvem projetos de renovação.</p>
<p>Em Belo Horizonte, há um programa de aquisição de 100 ônibus elétricos, com investimentos previstos de aproximadamente R$ 307,68 milhões.</p>
<p>Na Região Metropolitana do Recife, os projetos incluem 100 ônibus elétricos e 50 carregadores, com investimento anunciado de aproximadamente R$ 284,9 milhões.</p>
<p>No Rio de Janeiro, uma proposta de parceria público-privada contempla 175 ônibus elétricos e infraestrutura operacional, com investimento estimado em R$ 509 milhões.</p>
<p>Esses projetos apresentam estruturas distintas de financiamento, aquisição e operação.</p>
<p>A escolha dos veículos pode ser influenciada por requisitos de desempenho, autonomia, acessibilidade e capacidade de passageiros, além das condições comerciais e tributárias aplicáveis.</p>
<p>Os modelos da Higer incluídos no reconhecimento da Receita Federal são alternativas tecnológicas dentro desse mercado, mas a publicação não estabelece relação direta com nenhuma dessas aquisições.</p>
<h2>Governo Federal também estuda condições para ampliar a eletrificação dos ônibus</h2>
<p>A decisão tributária ocorre na mesma edição do Diário Oficial da União em que foi divulgado um acordo de cooperação entre o Ministério das Cidades e o Conselho Internacional de Transporte Limpo, o ICCT Brasil.</p>
<p>A parceria prevê estudos sobre a viabilidade operacional, industrial, logística e financeira da implantação de ônibus elétricos e carregadores no transporte público brasileiro.</p>
<p>O acordo terá duração inicial de 12 meses e busca fornecer subsídios técnicos para a formulação de políticas públicas.</p>
<p>A iniciativa envolve questões como capacidade de produção dos veículos, infraestrutura de recarga e condições econômicas necessárias à ampliação da frota elétrica.</p>
<p>O setor também conta com mecanismos de financiamento de renovação de frota, incluindo iniciativas vinculadas ao Pró-Transporte e a programas de apoio à modernização dos sistemas de mobilidade urbana.</p>
<p>Esses instrumentos podem apoiar investimentos de municípios e operadores, conforme as regras e condições de cada programa.</p>
<p>O enquadramento tributário de modelos elétricos e a elaboração de estudos sobre sua viabilidade fazem parte de frentes diferentes da política e da estrutura de mercado.</p>
<p>Enquanto a Receita Federal estabelece a aplicação da legislação tributária às características específicas dos veículos, os estudos do Ministério das Cidades procuram aprofundar o conhecimento sobre as condições necessárias para a adoção da tecnologia.</p>
<h2>Reconhecimento vale a partir de 26 de outubro</h2>
<p>A Receita Federal estabeleceu que o Ato Declaratório Executivo Cosit nº 57 entra em vigor na data de sua publicação, nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026.</p>
<p>A decisão contempla expressamente os três veículos fabricados pela Higer Bus Company Limited: Azure A9BR, Azure A13BR e Fencer.</p>
<p>Os modelos atendem ao enquadramento no Ex 02 do código 8702.40.90 da TIPI, que prevê alíquota zero do IPI para os veículos que cumprem as condições estabelecidas.</p>
<p>O documento não define preços de venda, quantidade de veículos a serem comercializados, previsão de entrega ou compradores.</p>
<p>Também não cria uma regra tributária nova, mas reconhece formalmente o enquadramento dos modelos em benefício já previsto na legislação.</p>
<p>Para o mercado, a principal consequência é a confirmação do tratamento fiscal federal aplicável aos três ônibus.</p>
<p>Para os passageiros, os eventuais efeitos dependem de futuras aquisições e da implantação dos veículos nos sistemas de transporte coletivo, considerando as condições operacionais e de infraestrutura de cada cidade.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
]]></content:encoded>

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	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/receita-federal-confirma-ipi-zero-para-tres-modelos-de-onibus-eletricos-da-higer-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
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    <title>ESPECIAL: As principais promessas dos governadores eleitos e o que o ENMU aponta como prioridade na Mobilidade e Transportes</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/especial-as-principais-promessas-dos-governadores-eleitos-e-o-que-o-enmu-aponta-como-prioridade-na-mobilidade-e-transportes/#comments</comments>
    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 15:40:49 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Governadores eleitos terão de enfrentar déficit da mobilidade; estudo nacional aponta até R$ 433,8 bilhões em projetos para ônibus e trilhos ADAMO BAZANI Os governadores eleitos para o próximo mandato terão de enfrentar uma necessidade de investimentos em transporte coletivo que ultrapassa os quatro anos de governo. O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), desenvolvido [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="722" height="549" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/bsitit.jpg?fit=722%2C549&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/bsitit.jpg?w=722&amp;ssl=1 722w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/bsitit.jpg?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/bsitit.jpg?resize=150%2C114&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/bsitit.jpg?resize=400%2C304&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 722px) 100vw, 722px" /> <p><em>Governadores eleitos terão de enfrentar déficit da mobilidade; estudo nacional aponta até R$ 433,8 bilhões em projetos para ônibus e trilhos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Os governadores eleitos para o próximo mandato terão de enfrentar uma necessidade de investimentos em transporte coletivo que ultrapassa os quatro anos de governo. O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), desenvolvido pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades, identificou 187 projetos em 21 áreas metropolitanas, com investimentos estimados entre R$ 396,1 bilhões e R$ 433,8 bilhões. A carteira oferece uma referência técnica para confrontar as promessas de ônibus, corredores, metrôs e trens com as necessidades de deslocamento da população até 2054.</p>
<p>Com a conclusão das eleições neste domingo, 25 de outubro de 2026, estão definidos os responsáveis pelos 26 estados e pelo Distrito Federal no mandato que começa em 6 de janeiro de 2027. A execução das propostas dependerá de recursos, projetos e cooperação com as prefeituras e com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. Para passageiros e mercado, a cobrança envolve tanto entregar infraestrutura quanto assegurar frequência, integração, acessibilidade, segurança e condições financeiras para manter os serviços funcionando.</p>
<p>A ampliação da participação da União no transporte coletivo é uma demanda antiga. O financiamento federal pode ajudar a renovar frotas, construir corredores e expandir redes ferroviárias, mas precisa se combinar com decisões estaduais e municipais sobre operação, contratos, tarifas e manutenção.</p>
<p>O novo mapa político terá sete governadores eleitos que apoiaram Lula, 16 que estiveram com Flávio Bolsonaro e quatro que mantiveram neutralidade na disputa presidencial. O apoio eleitoral indica a posição de partida das negociações, mas não substitui a definição de responsabilidades e compromissos de investimento.</p>
<p>Depois de examinar as promessas da reeleição presidencial, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> amplia o levantamento dos estados com o diagnóstico do ENMU. O estudo permite observar onde as propostas convergem com necessidades metropolitanas e onde será preciso avançar no planejamento.</p>
<h2>O que o ENMU projeta e como interpretar os números</h2>
<p>O estudo trabalha com transporte público coletivo de média e alta capacidade, incluindo corredores de ônibus, BRTs, VLTs, metrôs e trens. Não representa um levantamento de todas as linhas convencionais ou de todas as necessidades de transporte do país.</p>
<p>Sua abrangência é metropolitana, e não estadual. Uma projeção para Belo Horizonte, por exemplo, não corresponde ao conjunto dos transportes de Minas Gerais. Da mesma forma, os resultados de Manaus não abrangem toda a complexidade dos deslocamentos fluviais do Amazonas.</p>
<p>O horizonte de 2054 também não deve ser confundido com um prazo de entrega assumido pelos eleitos. Os projetos constituem uma referência de planejamento e precisam passar por estudos adicionais, decisões de prioridade, licenciamento, estruturação financeira e contratação.</p>
<p>O ENMU distingue a rede existente, a rede base — que incorpora empreendimentos em implantação com viabilidade institucional e financeira assegurada — e a rede futura proposta a partir das análises de demanda. Por isso, os valores de novos investimentos não devem ser somados indiscriminadamente aos anúncios de obras em andamento.</p>
<p>As diferenças de custo em determinadas regiões decorrem de alternativas tecnológicas, como BRT ou VLT. A escolha deverá considerar demanda, capacidade, inserção urbana, operação e custo ao longo da vida útil.</p>
<h3>Raio X dos investimentos metropolitanos identificados pelo ENMU</h3>
<p>Valores do Boletim Informativo nº 6, de fevereiro de 2026, para infraestrutura e frota do primeiro ciclo dos novos projetos. São estimativas de planejamento, não recursos já assegurados.</p>
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<table>
<thead>
<tr>
<th>Área estudada</th>
<th>Investimento estimado</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Baixada Santista</td>
<td>R$ 3,42 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Belém</td>
<td>R$ 1,43 bilhão</td>
</tr>
<tr>
<td>Belo Horizonte</td>
<td>R$ 35,57 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Campinas</td>
<td>R$ 6,47 bilhões a R$ 7,76 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Curitiba</td>
<td>R$ 11,73 bilhões a R$ 22,74 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Distrito Federal e Entorno</td>
<td>R$ 21,34 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Florianópolis</td>
<td>R$ 3,80 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Fortaleza</td>
<td>R$ 21,56 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Goiânia</td>
<td>R$ 4,72 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Grande Vitória</td>
<td>R$ 4,71 bilhões a R$ 5,19 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>João Pessoa</td>
<td>R$ 1,74 bilhão a R$ 3,46 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Maceió</td>
<td>R$ 1,40 bilhão a R$ 2,08 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Manaus</td>
<td>R$ 2,85 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Natal</td>
<td>R$ 2,55 bilhões a R$ 6,19 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Porto Alegre</td>
<td>R$ 8,04 bilhões a R$ 10,34 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Recife</td>
<td>R$ 5,61 bilhões a R$ 14,83 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Rio de Janeiro</td>
<td>R$ 68,44 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Salvador</td>
<td>R$ 11,47 bilhões a R$ 13,14 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>São Luís</td>
<td>R$ 2,05 bilhões a R$ 5,40 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>São Paulo</td>
<td>R$ 175,72 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Teresina</td>
<td>R$ 1,49 bilhão a R$ 3,61 bilhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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<p>As estimativas não abrangem toda a renovação dos ônibus convencionais, eventuais déficits operacionais ou uma política geral de subsídios tarifários. Portanto, não representam o custo completo para resolver os problemas da mobilidade.</p>
<p>Segundo a divulgação dos resultados pelo BNDES, a carteira tem potencial para demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários. São oportunidades condicionadas à execução dos projetos, e não encomendas já contratadas.</p>
<p>O estudo também estima benefícios sobre tempo de deslocamento, custo das viagens, emissões e sinistros de trânsito. A segurança viária deve ser distinguida da segurança pública: vítimas evitadas em sinistros não equivalem a projeções de redução de assaltos ou ataques contra ônibus.</p>
<h2>Como ficaram definidos os governos e as responsabilidades</h2>
<p>Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins concluíram suas disputas no segundo turno. Os demais resultados já estavam definidos, incluindo o Rio de Janeiro após a retotalização que confirmou a vitória de Douglas Ruas no primeiro turno.</p>
<p>Mailza Assis, Celina Leão, Daniel Vilela, Otaviano Pivetta e Lucas Ribeiro eram vices, assumiram os governos em 2026 e venceram a eleição como titulares. Omar Aziz retorna ao Executivo amazonense. Os demais casos são identificados abaixo conforme a situação de cada eleito.</p>
<p>Na cobrança das promessas, é necessário respeitar a divisão de competências. Ônibus municipais são de responsabilidade local; os intermunicipais dentro de um estado estão na esfera estadual; os interestaduais e internacionais pertencem à competência federal. Redes metropolitanas exigem coordenação entre entes e serviços.</p>
<p>Metrôs e trens têm arranjos diferentes de titularidade e gestão. Rodovias e avenidas também podem ser federais, estaduais, municipais ou concedidas. Assim, uma promessa estadual pode depender de acordo com outra administração, sem que isso retire do governador a obrigação de apresentar sua parte do projeto.</p>
<h2>Acre — Mailza Assis: garantir acessos durante o ano e enfrentar o isolamento</h2>
<p>Mailza Assis, do PP, foi reeleita após assumir o governo em 2026. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu programa prevê manutenção continuada de rodovias e ramais, substituição gradual de pontes de madeira por estruturas de concreto e recuperação de portos fluviais e aeródromos. Também propõe um Plano Estadual de Logística e Transporte, com participação das prefeituras, União e instituições financeiras.</p>
<p>Para o passageiro, o resultado precisa aparecer na possibilidade de viajar durante todo o ano. Interrupções de acessos afetam ônibus, transporte escolar e deslocamentos para atendimento de saúde, além de elevar custos e comprometer horários.</p>
<p>Na segurança, Mailza apresentou o Fronteiras 24 Horas, com inteligência, monitoramento e integração de informações. A relação com Brasília será relevante para as conexões federais e o enfrentamento ao crime nas fronteiras.</p>
<p>O Acre não tem uma área própria entre as 21 selecionadas pelo ENMU. Isso exige planejamento estadual específico, com diagnóstico das linhas, comunidades atendidas, pontos de embarque e condições de continuidade. O desafio é transformar obras dispersas em uma política de acesso, com prioridades e manutenção financiadas.</p>
<h2>Alagoas — JHC: corredores metropolitanos, renovação e passe livre estudantil</h2>
<p>João Henrique Caldas, o JHC, do PSDB, foi eleito governador pela primeira vez. Manteve neutralidade presidencial.</p>
<p>Seu programa propõe três corredores estruturantes de transporte coletivo na Região Metropolitana de Maceió, integração entre linhas intermunicipais, transporte complementar e redes municipais, além de modernização da frota com climatização e acessibilidade. Também promete o Passe Livre Estudantil Estadual.</p>
<p>O ENMU identifica para Maceió uma rede futura de aproximadamente 42 quilômetros de média e alta capacidade. Essa referência ajuda a cobrar o dimensionamento dos corredores, suas conexões e o público atendido, sem significar que os projetos do estudo sejam automaticamente os mesmos anunciados na campanha.</p>
<p>A existência de serviços ferroviários na região não autoriza interpretar o indicador de rede do ENMU como inventário de todos os trilhos: o levantamento utiliza critérios próprios de enquadramento.</p>
<p>Na segurança, JHC propõe integração das forças, videomonitoramento e análise de dados. Para o transporte, a cobrança deve alcançar terminais e percursos. O passe livre precisará de critérios e custeio; os novos corredores, de integração com os serviços existentes e de prioridade efetiva aos coletivos.</p>
<h2>Amapá — Dr. Furlan: reorganizar o transporte metropolitano e preparar a eletrificação</h2>
<p>Antônio Furlan, do PSD, foi eleito governador pela primeira vez. Permaneceu neutro na disputa presidencial.</p>
<p>Seu plano prevê modernizar o transporte intermunicipal da Região Metropolitana de Macapá por concessão, com integração tarifária, faixas e corredores exclusivos, renovação e eletrificação gradual dos ônibus.</p>
<p>Macapá e Santana aparecem na proposta de ações integradas de mobilidade, com terminais, calçadas acessíveis e melhorias dos deslocamentos. Na infraestrutura regional, o governador eleito defende cooperação com a União para avançar na BR-156.</p>
<p>O Amapá não tem recorte próprio no conjunto das 21 áreas do ENMU. A necessidade será produzir uma base local que permita escolher os corredores e dimensionar a frota, considerando a circulação entre municípios.</p>
<p>Para o mercado, a proposta abre uma perspectiva de novos contratos e veículos. Sua concretização dependerá do desenho da concessão, das receitas, dos subsídios eventualmente necessários e da infraestrutura energética.</p>
<p>Na segurança, o programa contempla fortalecimento das estruturas policiais e enfrentamento ao crime organizado. A reorganização do transporte deverá associar proteção ao usuário, conservação dos terminais e fiscalização dos serviços.</p>
<h2>Amazonas — Omar Aziz: corredores de ônibus precisam acompanhar as obras viárias</h2>
<p>Omar Aziz, do PSD, foi eleito para retornar ao governo do Amazonas. É aliado de Lula.</p>
<p>Sua agenda inclui a conclusão do Anel Leste e articulação com a Prefeitura de Manaus para a mobilidade. Na segurança, promete retomar o Ronda no Bairro e integrar as forças estaduais às guardas municipais.</p>
<p>O ENMU aponta para Manaus uma rede estruturante de cerca de 48 quilômetros, com quatro projetos e atendimento estimado em aproximadamente 339,7 mil passageiros por dia. A projeção reforça a necessidade de discutir prioridade ao transporte coletivo junto das intervenções viárias.</p>
<p>Uma ligação rodoviária pode melhorar a circulação, mas seu benefício aos passageiros dependerá do atendimento por ônibus, dos acessos e dos tempos de viagem. Estado e prefeitura precisarão definir como as intervenções se conectam à rede municipal.</p>
<p>No interior, o diagnóstico metropolitano não substitui uma política de transporte fluvial. Embarcações, terminais, acessibilidade e variações do nível dos rios precisam de planejamento próprio.</p>
<p>A proximidade com a União deverá ser cobrada em projetos, acordos e recursos, acompanhados das condições necessárias para manter os serviços depois da implantação.</p>
<h2>Bahia — Jerônimo Rodrigues: ampliar trilhos e organizar as conexões metropolitanas</h2>
<p>Jerônimo Rodrigues, do PT, foi reeleito e é aliado de Lula.</p>
<p>Seu programa prevê expansão do VLT de Salvador em direção a Camaçari, ampliação do metrô até Campo Grande e desenvolvimento da ligação ferroviária entre Camaçari e Alagoinhas. A Ponte Salvador–Itaparica também integra a agenda.</p>
<p>Para a Região Metropolitana de Salvador, o ENMU projeta uma rede de média e alta capacidade de aproximadamente 171 quilômetros, diante dos 64 quilômetros da referência utilizada na divulgação. São nove projetos, combinando metrô, VLT, BRT e corredor de ônibus, com atendimento estimado em 1,3 milhão de passageiros por dia.</p>
<p>O estudo admite alternativas de BRT elétrico para determinados eixos inicialmente examinados como VLT. A decisão tecnológica terá de ser fundamentada em demanda, capacidade, custo e condições de implantação.</p>
<p>A cobrança sobre o governador inclui distinguir o que está em obra, contratado ou ainda em estudo, além de organizar as linhas alimentadoras. Na segurança, Jerônimo defende inteligência, enfrentamento ao crime organizado e o Bahia pela Paz.</p>
<p>A expansão precisa preservar o atendimento durante as obras e resultar em conexões acessíveis, horários compatíveis e regras tarifárias compreensíveis.</p>
<h2>Ceará — Elmano de Freitas: integrar gratuidades, ônibus e expansão ferroviária</h2>
<p>Elmano de Freitas, do PT, foi reeleito e é aliado de Lula.</p>
<p>Propôs ampliar o Vai e Vem, avançar na integração tarifária e oferecer gratuidade aos fins de semana em ônibus, transporte complementar, metrô e VLT. A proposta de passagem gratuita em Fortaleza foi associada à cooperação entre estado, prefeitura e União.</p>
<p>O ENMU trabalha com uma rede futura de aproximadamente 158 quilômetros na área de Fortaleza, diante dos 70 quilômetros da referência apresentada no boletim. O levantamento reúne 11 projetos e evidencia uma agenda superior à entrega de um único empreendimento.</p>
<p>As promessas de redução de tarifa precisam vir acompanhadas de oferta. A expansão do acesso pode aumentar a procura e exige compatibilizar frota, viagens e integração.</p>
<p>O próximo mandato terá de combinar a conclusão de intervenções ferroviárias com o funcionamento cotidiano das linhas metropolitanas. Para cada benefício, será necessário conhecer público, abrangência e custeio.</p>
<p>Na segurança, Elmano apresentou o Quadrante Seguro e defendeu cooperação nacional contra facções. A avaliação deverá alcançar a continuidade dos serviços nos bairros e a proteção de passageiros e trabalhadores.</p>
<h2>Distrito Federal — Celina Leão: expansão metropolitana exige acordo com Goiás e União</h2>
<p>Celina Leão, do PP, foi reeleita depois de assumir o governo em 2026. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu programa prevê tarifa zero para a população de baixa renda, expansão da Linha 1 do metrô e uma nova ligação em direção ao Gama. Durante a campanha, apresentou uma estimativa de R$ 29 bilhões para metrô e VLT ao longo de dez anos, prazo que ultrapassa o próximo mandato.</p>
<p>O ENMU identifica para o Distrito Federal e sua área de influência uma rede futura próxima de 354 quilômetros, ante 101 quilômetros da referência do boletim, com 13 projetos. O recorte reforça a necessidade de combinar trilhos e corredores de ônibus.</p>
<p>A proposta de trem Brasília–Luziânia depende de articulação com Goiás e União. As linhas entre as duas unidades atravessam uma divisa estadual, exigindo tratamento institucional específico.</p>
<p>Na segurança, Celina promete ampliar o DF 360 com novas câmeras, modernizar centros de operações e reforçar policiamento preventivo.</p>
<p>A cobrança envolve ampliar capacidade junto da gratuidade, integrar o Entorno e apresentar cronogramas distintos para obras contratadas, projetos em preparação e propostas de longo prazo.</p>
<h2>Espírito Santo — Lorenzo Pazolini: transformar terminais em uma rede integrada</h2>
<p>Lorenzo Pazolini, do Republicanos, foi eleito governador pela primeira vez. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Promete modernizar terminais do Transcol, melhorar acessibilidade e manutenção e ampliar a fiscalização das empresas. Também defende trabalhar com os municípios para integrar os deslocamentos.</p>
<p>O ENMU identifica aproximadamente 66 quilômetros de rede futura estruturante para a Grande Vitória, distribuídos em quatro projetos. O indicador não significa ausência de transporte coletivo na situação de referência: corresponde ao enquadramento de infraestrutura de média e alta capacidade adotado pelo estudo.</p>
<p>O contraste entre a rede de ônibus existente e a infraestrutura proposta permite cobrar prioridade de circulação, conexões e redução de esperas. Reformar um terminal precisa melhorar o percurso completo, incluindo acesso a pé e transferência.</p>
<p>Na segurança, Pazolini propõe aproximar forças estaduais e guardas municipais. Para o transporte, a cooperação pode ser avaliada nos terminais e pontos de conexão.</p>
<p>A relação com a União deverá apoiar a estruturação financeira, enquanto o estado precisará definir prioridades e condições para que os investimentos se traduzam em maior regularidade.</p>
<h2>Goiás — Daniel Vilela: eletrificação e biometano precisam de corredores eficientes</h2>
<p>Daniel Vilela, do MDB, foi reeleito após assumir a titularidade em 2026. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu plano prevê continuidade da renovação com ônibus elétricos e a biometano, modernização dos terminais e ferramentas digitais de informação. A segurança aparece diretamente na proposta de fortalecer o Batalhão de Terminal.</p>
<p>Para Goiânia, o ENMU aponta uma rede futura de aproximadamente 134 quilômetros, diante dos 31 quilômetros da referência utilizada, com sete projetos de implantação ou extensão de BRT. O atendimento estimado é de 269,8 mil passageiros por dia.</p>
<p>O diagnóstico mostra que a mudança energética deve caminhar com prioridade viária. Veículos novos continuam sujeitos a atrasos quando operam sem infraestrutura ou programação adequadas.</p>
<p>No Entorno do Distrito Federal, Vilela propõe o BRT Luziânia–Santa Maria e uma nova solução entre Águas Lindas e Ceilândia. Essa agenda precisa ser negociada com o governo distrital e com a União.</p>
<p>Para a indústria, a renovação representa mercado potencial; para o passageiro, o resultado deverá aparecer em viagens cumpridas, integração e menor tempo de deslocamento.</p>
<h2>Maranhão — Eduardo Braide: o ENMU aponta uma agenda de corredores para São Luís</h2>
<p>Eduardo Braide, do PSD, foi eleito governador pela primeira vez. Manteve neutralidade presidencial.</p>
<p>Seu programa prevê o Estrada Nova, o Asfalto Novo e o Trânsito Livre, em parceria com municípios, além de anéis rodoviários e modernização de pontes.</p>
<p>Para a área de São Luís, o ENMU identifica uma rede futura estruturante de aproximadamente 53 quilômetros, com seis projetos. O intervalo de investimentos varia conforme as alternativas tecnológicas examinadas.</p>
<p>Essa referência amplia a discussão para além da pavimentação: será necessário organizar as viagens metropolitanas e estabelecer prioridades para os ônibus. Intervenções viárias devem ser relacionadas a linhas, terminais, acessibilidade e condições de transferência.</p>
<p>Na segurança, Braide promete a Muralha Digital, integração das forças policiais, ampliação de efetivos e modernização de equipamentos. O atendimento metropolitano deverá ser considerado na distribuição das ações.</p>
<p>A cobrança ao novo governo será transformar os programas em uma carteira territorialmente definida, com metas e recursos. A União pode apoiar a estruturação e o investimento, enquanto estado e municípios precisam combinar responsabilidades e operação.</p>
<h2>Mato Grosso — Otaviano Pivetta: concluir o BRT e comprovar seu funcionamento</h2>
<p>Otaviano Pivetta, do Republicanos, foi reeleito após assumir o governo em 2026. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>O BRT entre Cuiabá e Várzea Grande é uma das principais responsabilidades de mobilidade. Durante a campanha, Pivetta afirmou que pretendia colocar o primeiro trecho em funcionamento até o fim de 2026, com ônibus elétricos, inclusive articulados.</p>
<p>O prazo pertence ao período anterior ao novo mandato e precisa ser verificado pela operação entregue. O governo seguinte terá de assegurar continuidade e funcionamento dos demais trechos, com integração às linhas existentes.</p>
<p>Cuiabá não está entre as 21 áreas metropolitanas selecionadas pelo ENMU. Portanto, não cabe atribuir ao estudo um orçamento ou uma projeção específica para o BRT local.</p>
<p>A avaliação dependerá de dados próprios de demanda, viagens, intervalos, custo e acessibilidade. A implantação também exige recarga, manutenção e equipes preparadas.</p>
<p>Na segurança, a agenda contempla fortalecimento das forças e atuação territorial. Para o passageiro, a cobrança será por uma viagem integrada e previsível, além da conclusão das estruturas físicas.</p>
<h2>Mato Grosso do Sul — Eduardo Riedel: rodovias precisam melhorar o serviço intermunicipal</h2>
<p>Eduardo Riedel, do PP, foi reeleito. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu programa prevê elaborar o Programa Estadual de Logística e Transportes e ampliar a pavimentação para que mais da metade da malha rodoviária estadual seja asfaltada. Também contempla corredores logísticos e investimentos em diferentes modos.</p>
<p>O estado não tem uma área própria entre as 21 do ENMU. Isso torna necessário acompanhar a mobilidade por diagnósticos estaduais e municipais, distinguindo transporte de passageiros de infraestrutura voltada predominantemente ao escoamento de cargas.</p>
<p>Para os usuários de ônibus intermunicipais, conservação, sinalização e segurança das rodovias afetam horários, conforto e custo. As concessões devem ser avaliadas pelas obras e serviços efetivamente entregues.</p>
<p>A proteção das viagens também exige articulação entre fiscalização rodoviária, policiamento e atendimento a emergências.</p>
<p>A relação com a União será importante nas vias federais e nos financiamentos. Ao estado caberá apresentar prioridades para os passageiros, fiscalizar seus contratos e demonstrar como os investimentos alcançarão os municípios menores.</p>
<h2>Minas Gerais — Cleitinho: necessidade metropolitana vai além das obras já anunciadas</h2>
<p>Cleitinho Azevedo, do Republicanos, foi eleito governador pela primeira vez. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Sua agenda inclui integração tarifária, física e operacional e fiscalização de concessões. Nas rodovias, propõe investimentos estaduais e fortalecimento do DER-MG.</p>
<p>O ENMU projeta para Belo Horizonte uma rede de média e alta capacidade de aproximadamente 314 quilômetros, diante dos 84 quilômetros da referência divulgada. São 14 projetos envolvendo BRT, VLT e metrô, com atendimento estimado em 1,4 milhão de passageiros por dia.</p>
<p>Esse recorte não abrange todo o transporte mineiro, mas dimensiona a necessidade de coordenação metropolitana. Expansões ferroviárias precisam se combinar com linhas de ônibus, terminais e horários.</p>
<p>Na segurança, Cleitinho propõe ampliar o policiamento territorial e integrar bases de dados. A proteção de usuários e profissionais deve ser incorporada à gestão dos corredores e conexões.</p>
<p>A cobrança será por avanços na rede existente enquanto as expansões são preparadas, com metas públicas de regularidade e custeio. A articulação federal precisará resultar em projetos e compromissos financeiros definidos.</p>
<h2>Pará — Dr. Daniel: integrar a infraestrutura de Belém aos deslocamentos regionais</h2>
<p>Daniel Santos, o Dr. Daniel, do Podemos, foi eleito governador pela primeira vez. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu programa propõe um Plano Estadual de Infraestrutura e Logística, com rodovias, hidrovias, portos e aeroportos, além de cooperação federal nos corredores que atravessam o Pará.</p>
<p>O ENMU trabalha com uma rede estruturante futura de aproximadamente 50 quilômetros para Belém, diante dos 30 quilômetros da referência do boletim, e três novos projetos.</p>
<p>O diagnóstico deve ser relacionado à operação metropolitana, sem generalizar seus resultados para todo o estado. O passageiro depende também de acessos, conexões e distribuição das linhas.</p>
<p>Na segurança, Dr. Daniel prevê fortalecer inteligência e integração das forças. A cobrança deverá incluir a proteção dos percursos e a capacidade de manter o atendimento.</p>
<p>Fora da área metropolitana, a importância do transporte fluvial exige planejamento complementar. O próximo governo terá de combinar essa diversidade com uma carteira de investimentos, apresentando responsabilidades, prioridades e condições de manutenção.</p>
<h2>Paraíba — Lucas Ribeiro: grandes ligações viárias precisam incorporar os ônibus</h2>
<p>Lucas Ribeiro, do PP, foi reeleito após assumir o governo em 2026. É aliado de Lula.</p>
<p>Defende a continuidade da Ponte do Futuro e uma nova ligação entre o complexo e o Arco Metropolitano de João Pessoa. Seu programa também prevê o Passe Livre Universitário.</p>
<p>O ENMU identifica para João Pessoa uma rede estruturante futura próxima de 63 quilômetros, em cinco projetos, com atendimento estimado em 600,55 mil passageiros por dia.</p>
<p>A referência permite cobrar como as intervenções viárias se relacionarão com os corredores de transporte coletivo. Novas conexões podem alterar trajetos e tempos, exigindo revisão das linhas e acessibilidade nos pontos de embarque.</p>
<p>O passe livre deverá apresentar público, regras e financiamento. Na segurança, o plano prevê centros integrados de comando, câmeras e articulação entre forças estaduais e órgãos federais.</p>
<p>A proximidade com Lula será relevante na negociação de recursos, mas a gestão estadual precisará coordenar os investimentos com João Pessoa e os demais municípios metropolitanos.</p>
<h2>Paraná — Sergio Moro: reorganizar linhas e compatibilizar novas tecnologias</h2>
<p>Sergio Moro, do PL, foi eleito governador pela primeira vez. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu plano propõe apoiar a reestruturação de linhas e eixos de transporte em cidades metropolitanas e aglomerados urbanos, revitalizar terminais e pontos e ampliar acessibilidade.</p>
<p>O ENMU reúne sete projetos para Curitiba, envolvendo alternativas como BRT, VLT e metrô. A divulgação do BNDES de julho de 2026 aponta uma rede futura de aproximadamente 206 quilômetros, com atendimento estimado em 915,19 mil passageiros por dia.</p>
<p>A escolha dos empreendimentos deverá considerar a rede existente e as viagens entre Curitiba e os municípios vizinhos. Novos contratos e tecnologias precisam funcionar com a integração física, operacional e tarifária.</p>
<p>Na segurança, Moro promete ampliar inteligência, compartilhamento de dados e combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.</p>
<p>A cobrança inclui apresentar prioridades, recursos e critérios de implantação. Para o passageiro, mudanças de linhas devem ser explicadas previamente e avaliadas pelo tempo total da viagem, incluindo transferências.</p>
<h2>Pernambuco — Raquel Lyra: ônibus climatizados e metrô precisam funcionar como rede</h2>
<p>Raquel Lyra, do PSD, foi reeleita. Manteve neutralidade na disputa presidencial.</p>
<p>Sua agenda prevê climatização integral da frota metropolitana, incorporação de ônibus elétricos, melhorias em terminais e corredores e continuidade da integração tarifária. Também defende a recuperação do Metrô do Recife.</p>
<p>O ENMU identifica uma rede futura próxima de 150 quilômetros para Recife, diante dos 68 quilômetros da referência apresentada, com seis projetos. As alternativas tecnológicas explicam parte da amplitude das estimativas de investimento.</p>
<p>O estado terá de combinar sua atuação nos ônibus com a negociação federal sobre os trilhos. A recuperação ferroviária precisa caminhar com conexões confiáveis, manutenção e oferta.</p>
<p>Na segurança, Raquel defende continuidade do Juntos pela Segurança. A avaliação dos transportes deverá observar proteção nos coletivos, estações e acessos.</p>
<p>Para os elétricos, a entrega de veículos precisa ser acompanhada de carregadores, infraestrutura e disponibilidade operacional. A cobrança será por climatização e renovação que permaneçam funcionando durante o serviço.</p>
<h2>Piauí — Rafael Fonteles: iniciar a expansão e apresentar etapas verificáveis</h2>
<p>Rafael Fonteles, do PT, foi reeleito e é aliado de Lula.</p>
<p>Após a eleição, afirmou que pretende iniciar a expansão do metrô de Teresina para outras zonas. Classificou o empreendimento como de longo prazo e distinguiu começar a expansão de garantir sua conclusão integral no próximo mandato.</p>
<p>O ENMU trabalha com uma rede futura estruturante de aproximadamente 45 quilômetros para Teresina, diante dos 14 quilômetros da referência, com três projetos.</p>
<p>A cobrança pode ser organizada por etapas: definição dos eixos, estudos, recursos, contratação e execução. A política de mobilidade precisa conectar a ferrovia às linhas municipais e aos acessos a pé.</p>
<p>Fonteles também prevê continuidade de pavimentação e investimentos em segurança, com inteligência e prevenção.</p>
<p>A cooperação entre estado, Prefeitura de Teresina e União será necessária para transformar a expansão em uma viagem integrada. O estudo oferece referência de longo prazo, enquanto o governo deverá demonstrar quais entregas são viáveis até 2030.</p>
<h2>Rio de Janeiro — Douglas Ruas: recuperar a confiança no serviço e estruturar expansões</h2>
<p>Douglas Ruas, do PL, foi eleito governador pela primeira vez. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu programa prevê modernização do Bilhete Único e integração de metrô, trens, barcas, BRT e ônibus intermunicipais, com tarifa social focalizada. A Linha 3, no eixo Niterói–São Gonçalo, integra suas propostas, condicionada aos projetos e recursos.</p>
<p>O ENMU trabalha com uma rede estruturante futura próxima de 695 quilômetros para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, diante dos 500 quilômetros da referência, e 15 novos projetos.</p>
<p>O desafio envolve expansão e confiabilidade do atendimento existente. A integração tarifária precisa de compensação entre operadores e compatibilidade entre sistemas, enquanto a infraestrutura exige conservação e execução contratual.</p>
<p>A segurança ocupa posição central na campanha de Ruas. Para o transporte, deverá alcançar ameaças a trabalhadores, restrições territoriais e proteção dos passageiros.</p>
<p>A relação com a União terá peso no financiamento e na cooperação contra organizações criminosas. O governo precisará apresentar prioridades que combinem melhorias imediatas e projetos de longo prazo.</p>
<h2>Rio Grande do Norte — Cadu de Lula: organizar ônibus e trilhos em escala metropolitana</h2>
<p>Cadu de Lula, nome eleitoral de Carlos Eduardo Xavier, do PT, foi eleito governador pela primeira vez. É aliado do presidente.</p>
<p>Seu programa propõe integrar deslocamentos urbanos, metropolitanos, intermunicipais e rurais, relacionando transporte ao acesso a trabalho, educação e saúde.</p>
<p>O ENMU identifica para Natal uma rede estruturante futura próxima de 77 quilômetros, em cinco projetos, com atendimento estimado em 533,17 mil passageiros por dia. O intervalo de custos reflete alternativas tecnológicas.</p>
<p>O estudo amplia a necessidade de coordenação entre estado, municípios e responsáveis pelo sistema ferroviário. A integração deverá tratar de linhas, horários, tarifas e terminais.</p>
<p>Durante a campanha, Cadu recebeu a agenda da Fetronor sobre financiamento e renovação. Essas reivindicações são propostas do setor e precisarão de decisões governamentais.</p>
<p>Na segurança, o programa defende inteligência, prevenção e atuação integrada. A proximidade com Lula deverá ser cobrada em acordos concretos, mantendo a responsabilidade estadual pela organização e fiscalização dos serviços sob sua competência.</p>
<h2>Rio Grande do Sul — Zucco: integração e resiliência precisam orientar a recuperação</h2>
<p>Luciano Zucco, do PL, foi eleito governador pela primeira vez. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu plano apresenta integração de ônibus municipais, metropolitanos e Trensurb, bilhetagem interoperável, coordenação de conexões e gestão compartilhada.</p>
<p>O ENMU trabalha com uma rede futura de aproximadamente 171 quilômetros para Porto Alegre, diante dos 81 quilômetros da referência, com 13 projetos.</p>
<p>A reorganização exigirá acordos sobre receitas, compensações e responsabilidades. A infraestrutura também precisa considerar riscos climáticos e continuidade operacional, incluindo alternativas para interrupções.</p>
<p>Na segurança, Zucco propõe integração das forças e inteligência contra o financiamento de organizações criminosas. Nos transportes, essa política deverá alcançar passageiros, trabalhadores e instalações.</p>
<p>A relação com a União será relevante na articulação ferroviária e nos investimentos. Para o usuário, o resultado deve aparecer em menos espera, menores custos de transferência e capacidade de preservar o atendimento diante de emergências.</p>
<h2>Rondônia — Marcos Rogério: acessibilidade e proteção exigem fiscalização cotidiana</h2>
<p>Marcos Rogério, do PL, foi eleito governador pela primeira vez. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu programa prevê recuperação de vias, conexões regionais e fiscalização da acessibilidade nos ônibus intermunicipais. Também apresenta o Rota Protegida, para profissionais do transporte, com recursos de comunicação e localização em emergências.</p>
<p>Rondônia não tem área própria entre as 21 selecionadas pelo ENMU. O estado precisará de diagnóstico específico de demanda e atendimento, incluindo municípios menores e acessos sujeitos a interrupções.</p>
<p>A acessibilidade deve ser conferida na viagem: equipamentos funcionando, embarque adequado e profissionais preparados. A proteção dos trabalhadores precisa ser combinada com resposta policial e prevenção.</p>
<p>Na segurança pública, Marcos Rogério defende recomposição de quadros, inteligência e enfrentamento às facções.</p>
<p>A relação com Brasília será importante nas rodovias federais e na cooperação policial. A cobrança estadual envolve conservação, fiscalização e oferta regular, com informações para que o passageiro programe seus deslocamentos.</p>
<h2>Roraima — Arthur Henrique: transformar a promessa de transporte em serviço previsível</h2>
<p>Arthur Henrique, do PL, foi eleito governador. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Entre os compromissos está implantar transporte público de passageiros e cargas para comunidades do Baixo Rio Branco. Seu programa também prevê recuperação de acessos, pontes permanentes e melhorias no transporte escolar.</p>
<p>Roraima não tem recorte próprio no ENMU. O planejamento deverá considerar a combinação entre rios e estradas, as distâncias e a necessidade de acesso a serviços essenciais.</p>
<p>A proposta para o Baixo Rio Branco exigirá rotas, frequência, contratação, custeio e condições de embarque. A continuidade do atendimento deverá ser avaliada ao longo do ano.</p>
<p>Na segurança, Arthur propõe ampliar o monitoramento por câmeras e leitura de placas para o interior.</p>
<p>A articulação com a União terá importância nas fronteiras e na infraestrutura. Para os moradores, o resultado será a possibilidade de viajar com regularidade e segurança, com horários e condições de atendimento conhecidos.</p>
<h2>Santa Catarina — Jorginho Mello: a agenda rodoviária precisa incorporar o transporte coletivo</h2>
<p>Jorginho Mello, do PL, foi reeleito. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu programa prevê continuidade do Estrada Boa e avanço da Viamar. As etapas de projeto, licenciamento, contratação e execução deverão ser acompanhadas separadamente.</p>
<p>Para Florianópolis, o ENMU identifica uma rede estruturante futura de aproximadamente 77 quilômetros, em seis projetos, com atendimento estimado em 300,67 mil passageiros por dia.</p>
<p>A projeção coloca o transporte coletivo no centro da discussão metropolitana. Melhorias rodoviárias precisam ser relacionadas à circulação dos ônibus, às conexões e aos deslocamentos entre Ilha e Continente.</p>
<p>Na segurança, o programa mantém investimentos em tecnologia e monitoramento. A proteção de passageiros e instalações deverá ser incorporada à coordenação regional.</p>
<p>O governo precisará negociar com prefeituras e União para estruturar os projetos. A cobrança será por ganhos de capacidade e regularidade que complementem as intervenções destinadas ao tráfego geral.</p>
<h2>São Paulo — Tarcísio de Freitas: maior carteira exige prioridade e capacidade de execução</h2>
<p>Tarcísio de Freitas, do Republicanos, foi reeleito. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu programa prevê expansão de metrôs, trens, VLTs, Trens Intercidades, BRTs e terminais, além de integração tarifária e uso de dados para planejamento.</p>
<p>São Paulo concentra a maior estimativa de novos investimentos do ENMU. Na região metropolitana da capital, o estudo trabalha com rede futura próxima de 1.268 quilômetros e 41 projetos. O estado também tem recortes próprios para Campinas e Baixada Santista, com redes futuras de aproximadamente 161 e 61 quilômetros, respectivamente.</p>
<p>Esses números não correspondem a entregas prometidas para um único mandato. Exigem uma sequência de prioridades, estruturação e financiamento, sem interromper o atendimento existente.</p>
<p>O governo deverá acompanhar expansões contratadas, concessões, corredores e conexões com ônibus municipais. No ABC, a execução do BRT permanece ligada à fiscalização contratual e à continuidade do serviço.</p>
<p>Na segurança, Tarcísio propõe integração de bases, câmeras e inteligência. A cobrança alcança a proteção dos sistemas e o enfrentamento às organizações criminosas.</p>
<h2>Sergipe — Fábio Mitidieri: o VLT precisa sair da articulação para a estruturação</h2>
<p>Fábio Mitidieri, do PSD, foi reeleito. É aliado de Lula.</p>
<p>Reafirmou o compromisso com um VLT para a Grande Aracaju, articulado com a União e com aproveitamento de parte da malha ferroviária existente. Durante a campanha, mencionou cerca de R$ 600 milhões de investimentos federais e expectativa de viabilização em dois anos.</p>
<p>Esses valores e prazos são compromissos apresentados pelo governador e precisam ser confrontados com estudos, recursos e contratação.</p>
<p>Aracaju não integra as 21 áreas selecionadas pelo ENMU. Portanto, a proposta local não pode receber automaticamente as projeções de outra região.</p>
<p>O empreendimento exigirá definir operador, frequência, manutenção, tarifa e conexão com ônibus. O benefício dependerá dos deslocamentos que atenderá e dos acessos às estações.</p>
<p>Na segurança, Mitidieri prevê integração entre forças estaduais. A relação política com Lula deverá se traduzir em instrumentos que sustentem a implantação e o funcionamento do serviço.</p>
<h2>Tocantins — Vicentinho Júnior: projetos e conservação precisam anteceder os anúncios</h2>
<p>Vicentinho Júnior, do PSDB, foi eleito governador pela primeira vez. Apoiou Flávio Bolsonaro.</p>
<p>Seu programa prevê recuperação rodoviária, tecnologia na gestão das vias e estudos para pedágio sem cancelas. Também apresenta uma “Fábrica de Projetos” para apoiar municípios na elaboração de engenharia e busca de recursos.</p>
<p>O Tocantins não tem área própria entre as 21 do ENMU. O diagnóstico estadual deverá observar a oferta intermunicipal, os acessos aos centros regionais e a segurança dos percursos.</p>
<p>A capacidade de estruturar projetos pode ajudar a captar financiamento, desde que resulte em prioridades executáveis e manutenção continuada.</p>
<p>Na segurança, Vicentinho propõe tecnologia e inteligência artificial para apoiar as forças policiais. Para o transporte, a cobrança envolve prevenção, resposta a ocorrências e condições de atendimento nas rodovias.</p>
<p>A relação com a União será relevante nas conexões federais e nos investimentos. Novas formas de cobrança rodoviária precisarão de contrapartidas, fiscalização e metas públicas.</p>
<h2>O que os próximos quatro anos precisam entregar</h2>
<p>O ENMU oferece uma perspectiva de longo prazo, mas permite organizar cobranças imediatas. Os governadores podem avançar na estruturação dos projetos, regularização dos contratos, integração das redes e preparação do financiamento antes de grandes inaugurações.</p>
<p>O primeiro compromisso deve ser uma carteira pública de prioridades, com estágio de cada empreendimento, responsável, custo estimado e próximos passos. Isso permite ao passageiro acompanhar as entregas e à indústria planejar sua capacidade de atendimento.</p>
<p>A participação maior da União deverá combinar financiamento para investimento com discussão sobre custeio. Comprar ônibus ou construir trilhos não resolve, por si, a manutenção, energia, combustível, pessoal e operação.</p>
<p>A integração tarifária exige regras financeiras. Um cartão comum facilita o uso, mas o benefício depende do preço das conexões e da compensação entre operadores. A integração física precisa de terminais e acessos; a operacional, de linhas e horários compatíveis.</p>
<p>As gratuidades prometidas também precisam ser associadas à oferta. O passageiro deve ter condições de embarcar e concluir a viagem, com capacidade suficiente para a demanda.</p>
<p>Na transição energética, as encomendas deverão considerar infraestrutura, manutenção e disponibilidade. Para a indústria, os números do ENMU indicam uma oportunidade; a transformação em mercado depende de projetos contratados e pagamentos sustentáveis.</p>
<p>A segurança pública precisa preservar o direito de circular. Assaltos, ataques, ameaças e controle territorial afetam horários e linhas. Já a segurança viária exige infraestrutura, fiscalização e operação que reduzam sinistros. As duas políticas se complementam, mas devem ter metas próprias.</p>
<p>O avanço poderá ser acompanhado por indicadores de viagens cumpridas, intervalos, disponibilidade da frota, acessibilidade, ocorrências e execução financeira. Esses dados permitirão verificar se a cooperação entre governadores, União e prefeituras está chegando ao trajeto diário dos passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Linha 12-Safira retoma operação normal nesta segunda-feira (26)</title>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 15:13:41 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Veículo de manutenção apresentou falha e trens circularam em via única entre USP Leste e Engenheiro Goulart das 11h10 às 12h10 ARTHUR FERRARI Passageiros da linha 12-Safira de trens metropolitanos de São Paulo enfrentaram dificuldades nesta segunda-feira, 26 de setembro de 2026, quando uma falha em veículo de manutenção afetou a operação das 11h10 às [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Linha-12-safira-jpg-e1679064472364.jpg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Linha-12-safira-jpg-e1679064472364.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Linha-12-safira-jpg-e1679064472364.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Linha-12-safira-jpg-e1679064472364.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Linha-12-safira-jpg-e1679064472364.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Linha-12-safira-jpg-e1679064472364.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Veículo de manutenção apresentou falha e trens circularam em via única entre USP Leste e Engenheiro Goulart das 11h10 às 12h10</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Passageiros da linha 12-Safira de trens metropolitanos de São Paulo enfrentaram dificuldades nesta segunda-feira, 26 de setembro de 2026, quando uma falha em veículo de manutenção afetou a operação das 11h10 às 12h 10.</p>
<p>De acordo com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), os trens circularam com velocidade reduzida, maior tempo de parada e em via única no trecho entre as estações USP Leste e Engenheiro Goulart para atuação da equipe de manutenção, que trabalhou para remover o veículo do local.</p>
<p><strong>Nota da CPTM na íntegra</strong></p>
<p><em>Na manhã desta segunda-feira (26/10), por volta 11h10, foi identificada uma falha em um veículo de manutenção entre as estações USP Leste e Engenheiro Goulart, na Linha 12-Safira. Para a atuação da equipe de manutenção, os trens estão circulando em via única no trecho, o que pode ampliar o intervalo entre as composições. A CPTM lamenta os transtornos causados aos passageiros.</em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>TRE-BA revoga prisão de secretário de Salvador por falta de ônibus; em São Paulo, Justiça já havia negado detenções</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/tre-ba-revoga-prisao-de-secretario-de-salvador-por-falta-de-onibus-em-sao-paulo-justica-ja-havia-negado-detencoes/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 14:50:19 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão na Bahia mantém investigação e exige documentos da operação em 48 horas; na capital paulista, pedido contra secretário e presidente da SPTrans foi rejeitado por falta de provas para prisão em flagrante, como mostrou em primeira mão o Diário do Transporte ADAMO BAZANI O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) revogou nesta segunda-feira, 26 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="638" height="437" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-26-at-11.44.25.jpeg?fit=638%2C437&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-26-at-11.44.25.jpeg?w=638&amp;ssl=1 638w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-26-at-11.44.25.jpeg?resize=300%2C205&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-26-at-11.44.25.jpeg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-26-at-11.44.25.jpeg?resize=400%2C274&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px" /> <p><em>Decisão na Bahia mantém investigação e exige documentos da operação em 48 horas; na capital paulista, pedido contra secretário e presidente da SPTrans foi rejeitado por falta de provas para prisão em flagrante, como mostrou em primeira mão o Diário do Transporte</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) revogou nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, a ordem de prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, determinada no domingo (25) após denúncias de redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições. A decisão mantém a apuração sobre o atendimento aos eleitores e determina que a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e as concessionárias preservem e apresentem documentos operacionais em até 48 horas.</p>
<p>A revogação ocorre um dia depois de a Justiça Eleitoral de São Paulo rejeitar o pedido de prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, como mostrou em primeira mão o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>. Os fundamentos são diferentes: na Bahia, o presidente do tribunal considerou encerrada a situação de flagrante com o fim da votação; em São Paulo, o juiz entendeu que as provas apresentadas eram insuficientes para justificar as detenções. As duas decisões preservam a possibilidade de apuração sobre a operação dos ônibus.</p>
<p>O secretário de Salvador estava em missão oficial em Paris, na França, e não chegou a ser preso. Segundo o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, a medida buscava assegurar o restabelecimento imediato do transporte enquanto os eleitores ainda precisavam chegar aos locais de votação.</p>
<p>Com o encerramento da eleição, o magistrado avaliou que a manutenção da ordem assumiria caráter meramente punitivo. Também considerou que o Ministério Público Eleitoral iniciou uma apuração, mas não pediu a prisão do secretário.</p>
<p>A defesa recorreu alegando ausência de crime, de intenção deliberada de descumprir a legislação eleitoral e dos requisitos para uma prisão preventiva. Informou ainda que o secretário tinha retorno previsto ao Brasil nesta segunda-feira e compromisso de apresentação espontânea às autoridades.</p>
<h2>Salvador terá de apresentar escalas, monitoramento e ordens às empresas</h2>
<p>O cancelamento da prisão mantém aberta a investigação sobre a redução do transporte coletivo. Os autos serão encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral e à Superintendência da Polícia Federal na Bahia.</p>
<p>A documentação exigida inclui o plano de operação vigente no domingo, escalas de motoristas, ordens de serviço, registros de monitoramento da frota e comunicações internas sobre a redução do serviço. Os dados deverão permitir comparação com a operação dos dias úteis.</p>
<p>A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, denunciou que a oferta de transporte em Salvador havia sido reduzida em mais de 50%. Durante a tarde de domingo, o Procon da Bahia informou ter encontrado 544 ônibus parados em cinco garagens.</p>
<p>Essas informações integram o conjunto de elementos a ser examinado para esclarecer as condições da operação e as responsabilidades pelo atendimento.</p>
<p>A ordem de prisão de domingo foi fundamentada também em inspeção de um juiz auxiliar na sede do BRT. Segundo o relato mencionado pelo presidente do tribunal, um supervisor atribuiu à Semob a orientação para colocar em circulação uma frota inferior à dos dias úteis.</p>
<p>A Justiça determinou a liberação de 100% da frota, com frequência e itinerários compatíveis com os dias úteis e passagens gratuitas. Fixou multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento, após uma hora da notificação.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> no domingo, o relato inicial apontava ao menos 75 coletivos impedidos de sair das garagens. Passageiros reclamaram do atendimento em pontos, estações e redes sociais.</p>
<h2>Prefeitura de Salvador atribui atraso à retirada de adesivos</h2>
<p>A Prefeitura de Salvador reconheceu o atraso na saída de veículos e afirmou que o problema decorreu da retirada de propaganda eleitoral colada nos ônibus. Segundo a administração municipal, a situação foi normalizada ainda pela manhã e, fora esse episódio, a operação seguiu o mesmo planejamento do primeiro turno.</p>
<p>A gestão sustentou que cumpriu as exigências da Justiça Eleitoral e ressaltou que a prestação do transporte gratuito deve ocorrer sem propaganda partidária ou eleitoral nos veículos.</p>
<p>A Semob informou no domingo ter determinado a liberação dos coletivos mesmo com os adesivos, priorizando a circulação e o deslocamento dos passageiros. A pasta afirmou que a normalização era conduzida com participação de suas equipes e de representantes sindicais.</p>
<h2>Em São Paulo, juiz considerou insuficientes as provas para prender dirigentes</h2>
<p>Na capital paulista, a Federação Brasil da Esperança pediu a prisão em flagrante de Celso Jorge Caldeira e Victor Hugo Borges por suposto descumprimento da ordem que exigiu 100% da frota operacional, frequência compatível com os dias úteis e manutenção da reserva técnica operacional.</p>
<p>O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Lino Machado, rejeitou o pedido após manifestação contrária do Ministério Público Eleitoral. Entendeu que o material apresentado não demonstrava concretamente uma situação de flagrante e que a eventual caracterização de crime exigia aprofundamento da apuração.</p>
<p>“Eventual caracterização do crime demanda dilação probatória incompatível com o conjunto de provas aqui apresentadas”, escreveu o magistrado.</p>
<p>A decisão preservou a análise de eventual descumprimento da liminar na ação original, com direito de manifestação dos envolvidos. Assim, o indeferimento das prisões não significou uma conclusão de que toda a operação havia atendido à determinação judicial.</p>
<p>A liminar anterior previa multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento e advertia sobre possível responsabilização por crime eleitoral.</p>
<p>Leia a reportagem publicada em primeira mão pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/541246/?utm_source=chatgpt.com">Justiça Eleitoral rejeita pedido de prisão de secretário e presidente da SPTrans por denúncia sobre frota de ônibus</a></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo informou que comunicou às empresas operadoras a determinação judicial. A SPTrans afirmou ter sido notificada às 13h10 de sábado (24) e alegou dificuldades para alterar a programação e as escalas em prazo curto.</p>
<p>Segundo a gerenciadora, o planejamento operacional havia sido encaminhado previamente aos órgãos eleitorais e utilizado no primeiro turno. A empresa também informou que acompanhava a disponibilidade dos veículos e a operação junto às concessionárias.</p>
<p>As denúncias apresentadas à Justiça apontavam dificuldades de passageiros para utilizar os ônibus e questionavam o cumprimento da oferta exigida para o domingo de votação.</p>
<h2>Decisões mantêm em discussão o serviço efetivamente prestado</h2>
<p>Em Salvador, a investigação deverá reconstruir a operação e as orientações transmitidas às empresas. Em São Paulo, o juiz deixou expressamente aberta a análise do cumprimento da liminar na ação em que ela foi concedida.</p>
<p>Para os passageiros, essa verificação envolve o atendimento recebido em cada linha, região e horário. Como discutiu o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> na cobertura do segundo turno, quantidade de ônibus, viagens realizadas e frequência são indicadores relacionados, mas diferentes.</p>
<p>A frota disponível precisa ser confrontada com as partidas cumpridas, os intervalos e as condições dos percursos. Esses registros ajudam a esclarecer onde houve falhas e quais foram seus efeitos sobre quem dependia do transporte para votar.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Marco Legal: E se a conta da mobilidade apenas mudar de “estação”?</title>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 14:45:23 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Informe Publicitário]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Opinião]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Artigo defende que o novo modelo de financiamento do transporte público considere os impactos sobre toda a cadeia da mobilidade, sem perder de vista a sustentabilidade do sistema e as necessidades dos usuários BRUNO BEREZIN*, CEO DA AUTOPASS Uma mudança nas regras de financiamento do transporte público pode resolver um problema e criar outros? A [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="641" height="408" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Bruno-Berezin-oficial.jpeg?fit=641%2C408&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Bruno-Berezin-oficial.jpeg?w=641&amp;ssl=1 641w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Bruno-Berezin-oficial.jpeg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Bruno-Berezin-oficial.jpeg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Bruno-Berezin-oficial.jpeg?resize=400%2C255&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 641px) 100vw, 641px" /> <p><em>Artigo defende que o novo modelo de financiamento do transporte público considere os impactos sobre toda a cadeia da mobilidade, sem perder de vista a sustentabilidade do sistema e as necessidades dos usuários</em></p>
<p><strong><em>BRUNO BEREZIN*, CEO DA AUTOPASS</em></strong></p>
<p>Uma mudança nas regras de financiamento do transporte público pode resolver um problema e criar outros? A pergunta parece provocativa, mas deveria estar no centro da discussão sobre o Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano.</p>
<p>A aprovação do Marco Legal foi importante porque trouxe para a mesa uma discussão que há muito precisava acontecer: como financiar o transporte público de forma sustentável, garantindo acesso à população e condições para que os sistemas continuem funcionando no longo prazo? Mas talvez o maior mérito desse movimento seja justamente nos obrigar a fazer uma pergunta ainda mais incômoda: quando mudamos a forma de financiar a mobilidade, estamos olhando para toda a conta?</p>
<p>O debate costuma se concentrar em dois atores: poder público e concessionárias. É compreensível. De um lado, estão os governos, responsáveis pelas políticas públicas e pela destinação dos recursos. Do outro, as empresas que precisam garantir a operação de um serviço essencial, com custos permanentes e previsibilidade para investir.</p>
<p>Mas existe um terceiro elemento nessa equação e talvez o mais importante de todos: o usuário. Qualquer política de mobilidade precisa equilibrar essa tríade. O poder concedente tem suas limitações e responsabilidades. O operador precisa de sustentabilidade para prestar o serviço. E o cidadão precisa de um transporte acessível, confiável e de qualidade.</p>
<p>Quando uma dessas três perspectivas é esquecida, a conta pode simplesmente mudar de lugar. E é exatamente nesse ponto que o Marco Legal amplia sua relevância. A discussão não deveria ser apenas sobre quanto o poder público precisa desembolsar ou quanto o operador precisa receber. Precisamos entender quem mais será afetado quando alterarmos a lógica de financiamento do transporte coletivo.</p>
<p>Pensemos no vale-transporte: existe uma cadeia econômica inteira construída ao redor dele. Empresas de benefícios corporativos, empregadores, trabalhadores, operadores, sistemas de bilhetagem e diferentes prestadores de serviços fazem parte desse ecossistema. Empresas como Flash e Caju, por exemplo, também possuem negócios relacionados à gestão de benefícios corporativos.</p>
<p>Se a estrutura tarifária e o modelo de financiamento do transporte forem profundamente modificados, os efeitos não necessariamente ficarão restritos aos ônibus, trens, metrôs ou aos cofres públicos. E o restante dessa cadeia?</p>
<p>Essa é uma pergunta que precisa ser feita antes, e não depois de uma mudança estrutural. O mesmo vale para a discussão sobre subsídios e gratuidade. Não sou contra subsídios. Também não sou contra a tarifa zero. Mas acredito que nenhuma dessas alternativas deveria ser analisada isoladamente. Afinal, uma política pública pode ser desejável e, ainda assim, não ser sustentável.</p>
<p>São Caetano do Sul é um exemplo que ajuda a entender esse risco. O município passou por diferentes momentos em sua política de gratuidade, incluindo a implantação do benefício, sua redução e, posteriormente, o fim da gratuidade. A experiência mostra que a discussão não termina quando se decide implementar uma política. É preciso responder também como ela será mantida.</p>
<p>E aqui chegamos a uma questão fundamental do Marco Legal: de onde virá o dinheiro e, principalmente, por quanto tempo ele estará disponível? Transporte público não é um serviço que pode parar quando uma fonte de receita deixa de existir.</p>
<p>A operação precisa continuar amanhã, no mês seguinte e nos próximos anos. O usuário continuará precisando se deslocar. Os veículos continuarão precisando rodar. Os profissionais continuarão precisando ser pagos. A infraestrutura continuará exigindo manutenção.</p>
<p>Por isso, uma fonte de financiamento pontual pode até ajudar a resolver uma necessidade imediata, mas não necessariamente sustenta uma política permanente.</p>
<p>A discussão sobre emendas parlamentares evidencia esse dilema. Um recurso pode existir em determinado ano e não existir no seguinte. Mas o sistema de transporte não desaparece junto com a fonte de financiamento. Quem paga a conta quando o recurso acaba?</p>
<p>Essa é uma das perguntas que ainda precisam de respostas mais consistentes. O Marco Legal, nesse sentido, teve um papel importante: acelerou a conversa. Depois de sua aprovação, diferentes atores passaram a se reunir com mais frequência para discutir alternativas de financiamento e buscar caminhos possíveis para o futuro da mobilidade.</p>
<p>Agora, precisamos aproveitar esse movimento. Não acredito que seja o momento de escolher uma única resposta e encerrar o debate. Pelo contrário. Precisamos colocar diferentes alternativas no mesmo funil, avaliar seus impactos, discutir sua viabilidade e entender quais modelos conseguem equilibrar interesse público, sustentabilidade operacional e necessidade do usuário.</p>
<p>E isso exige diálogo. Há profissionais qualificados, empresas, gestores públicos, especialistas e representantes da sociedade discutindo o tema. O próximo passo é fazer com que essas pessoas se sentem à mesma mesa e olhem para a mesma equação.</p>
<p>Porque talvez a grande questão do Marco Legal não seja simplesmente definir quem vai financiar o transporte. Talvez seja entender o que acontece com toda a cadeia quando mudamos quem financia.</p>
<p>A mobilidade urbana não termina na catraca. Ela envolve orçamento público, contratos, operadores, trabalhadores, passageiros, empresas, benefícios corporativos, tecnologia, meios de pagamento e uma série de atividades econômicas que dependem de um sistema funcionando de forma contínua.</p>
<p>Se queremos construir um novo modelo, precisamos enxergar tudo isso antes de apertar o botão. O Marco Legal abriu essa porta. Agora, cabe a nós decidir se vamos atravessá-la olhando apenas para uma parte da conta ou se, finalmente, vamos discutir a mobilidade como aquilo que ela realmente é: um ecossistema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*:<strong><em> Bruno Berezin é formado em Direito pelo Insper, com especialização em Direito Empresarial e uma trajetória sólida em posições de liderança executiva. Está há mais de 8 anos na Autopass, onde atuou como Diretor Jurídico, Financeiro e de Prevenção à Fraude, sendo um dos protagonistas na concepção e implantação do Cartão TOP. Atualmente, como CEO da empresa, lidera iniciativas voltadas à mobilidade urbana, com foco em eficiência, inovação e na experiência dos operadores de transporte, poder público e passageiros.</em></strong></p>
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    <title>Prefeitura de São Paulo retira R$ 1 milhão de recursos do transporte hidroviário para reforçar operação do transporte público</title>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 14:31:12 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Remanejamento transfere R$ 1.018.654,73 de verba destinada ao sistema hidroviário para despesas com serviços de terceiros na manutenção do transporte coletivo municipal ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo transferiu R$ 1.018.654,73 de recursos anteriormente reservados à manutenção e operação do sistema de transporte público hidroviário para reforçar despesas de manutenção e operação do transporte [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="930" height="495" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/36142.jpg?fit=930%2C495&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/36142.jpg?w=930&amp;ssl=1 930w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/36142.jpg?resize=300%2C160&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/36142.jpg?resize=150%2C80&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/36142.jpg?resize=768%2C409&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/36142.jpg?resize=400%2C213&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 930px) 100vw, 930px" /> <p><em>Remanejamento transfere R$ 1.018.654,73 de verba destinada ao sistema hidroviário para despesas com serviços de terceiros na manutenção do transporte coletivo municipal</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo transferiu R$ 1.018.654,73 de recursos anteriormente reservados à manutenção e operação do sistema de transporte público hidroviário para reforçar despesas de manutenção e operação do transporte público municipal. A movimentação foi autorizada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e publicada no Diário Oficial da Cidade. A decisão desloca valores inicialmente classificados para compra de materiais de consumo do transporte hidroviário para uma dotação destinada à contratação de serviços de terceiros no sistema de transporte público.</p>
<p>A alteração ocorre em um período no qual a capital paulista mantém compromissos financeiros elevados com a operação dos ônibus, incluindo remuneração de concessionárias, subsídios tarifários e outras despesas de gerenciamento do sistema. Embora a publicação confirme a retirada de recursos da rubrica hidroviária, não informa qual contrato ou serviço receberá o reforço financeiro. Também não estabelece suspensão de operação, cancelamento de projeto ou descontinuidade do transporte por embarcações, sendo necessária a análise da execução orçamentária para determinar os efeitos específicos da medida.</p>
<p>A transferência foi formalizada pela Portaria nº 040 da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, assinada em 21 de outubro pelo secretário Celso Jorge Caldeira.</p>
<p>A medida foi adotada com base nas autorizações previstas na legislação orçamentária municipal para 2026.</p>
<p>O instrumento permite deslocar recursos entre dotações dentro dos limites legalmente estabelecidos, adequando o orçamento às necessidades de execução das despesas.</p>
<h2>Transporte hidroviário perde recursos previstos para materiais de consumo</h2>
<p>O remanejamento utiliza duas dotações originalmente classificadas para manutenção e operação do sistema de transporte público hidroviário.</p>
<p>Ambas estavam destinadas à aquisição de materiais de consumo.</p>
<p>Da primeira foram retirados R$ 284.930,73.</p>
<p>Da segunda foram anulados R$ 733.724,00.</p>
<p>A soma corresponde a R$ 1.018.654,73, valor integralmente transferido para a dotação de manutenção e operação do sistema municipal de transporte público.</p>
<p>A diferença entre materiais de consumo e contratação de serviços de terceiros é relevante para compreender a natureza da operação orçamentária.</p>
<p>Materiais de consumo são bens utilizados nas atividades administrativas e operacionais, cuja utilização normalmente implica desgaste ou consumo ao longo do tempo.</p>
<p>Já a classificação de serviços de terceiros – pessoa jurídica contempla pagamentos a empresas contratadas para executar serviços, conforme os respectivos instrumentos administrativos.</p>
<p>Assim, o remanejamento não altera apenas a identificação do programa de destino, mas também a natureza da despesa.</p>
<h2>Recursos passam a reforçar manutenção e operação do transporte público</h2>
<p>O crédito suplementar de R$ 1.018.654,73 foi aberto para a atividade denominada Manutenção e Operação do Sistema Municipal de Transporte Público.</p>
<p>A despesa está classificada como Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica.</p>
<p>Isso significa que o orçamento passa a contar com reforço para despesas relacionadas à prestação de serviços por empresas.</p>
<p>A publicação, entretanto, não individualiza contratos, concessionárias ou fornecedores que receberão pagamentos com os recursos remanejados.</p>
<p>Não é possível, portanto, atribuir automaticamente o montante aos subsídios pagos às operadoras de ônibus ou à manutenção de alguma garagem específica.</p>
<p>Também não há indicação expressa de que o crédito suplementar esteja relacionado à administração dos lotes D10 e D11, anteriormente operados pela Transwolff.</p>
<p>Para identificar a destinação final dos recursos, é necessário acompanhar os empenhos e pagamentos que serão realizados com a dotação reforçada.</p>
<h2>Como ficou a distribuição dos valores</h2>
<p>O remanejamento apresenta a seguinte composição:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Movimentação orçamentária</th>
<th>Valor</th>
</tr>
<tr>
<td>Anulação de verba do transporte hidroviário destinada a materiais de consumo</td>
<td>R$ 284.930,73</td>
</tr>
<tr>
<td>Segunda anulação de verba do transporte hidroviário destinada a materiais de consumo</td>
<td>R$ 733.724,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Total retirado da dotação hidroviária</td>
<td>R$ 1.018.654,73</td>
</tr>
<tr>
<td>Reforço para manutenção e operação do transporte público</td>
<td>R$ 1.018.654,73</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A operação mantém o equilíbrio entre a redução das dotações de origem e o reforço da dotação de destino.</p>
<p>Não representa, por si só, criação de uma nova fonte de arrecadação ou aumento equivalente da receita municipal.</p>
<p>Trata-se de redistribuição de recursos já previstos no orçamento de 2026.</p>
<h2>Transporte hidroviário integra planejamento de mobilidade da capital</h2>
<p>O transporte público hidroviário passou a integrar as iniciativas de mobilidade urbana da Prefeitura de São Paulo com a implantação de serviços de embarcações para passageiros.</p>
<p>Entre as experiências da capital está o Aquático-SP, estruturado na região da Represa Billings, na Zona Sul, para oferecer uma alternativa de deslocamento por água.</p>
<p>A proposta de transporte hidroviário busca aproveitar áreas navegáveis para criar conexões que, pelo sistema viário convencional, podem exigir trajetos mais extensos.</p>
<p>Uma das características dessa modalidade é a possibilidade de encurtar deslocamentos entre regiões separadas por reservatórios, evitando parte dos percursos necessários por ruas e avenidas.</p>
<p>Entretanto, a operação exige infraestrutura própria, como terminais de embarque e desembarque, embarcações, equipamentos de segurança, manutenção e integração com outros serviços de transporte público.</p>
<p>Esses custos precisam ser considerados no orçamento da administração municipal.</p>
<p>A transferência de recursos identificada nesta quinta-feira não permite determinar se haverá alteração nas condições de funcionamento do Aquático-SP.</p>
<p>A portaria informa o remanejamento financeiro, mas não especifica redução de viagens, mudança de horários, diminuição de frota ou encerramento de serviços.</p>
<h2>Orçamento de transportes de São Paulo envolve subsídios e investimentos</h2>
<p>A operação do sistema municipal de ônibus de São Paulo depende de recursos arrecadados com as tarifas e de transferências orçamentárias utilizadas para remunerar os serviços prestados pelas concessionárias.</p>
<p>O modelo de financiamento considera os custos reconhecidos da operação e a política tarifária estabelecida pelo município.</p>
<p>A diferença entre a arrecadação tarifária e os valores necessários ao financiamento dos serviços exige aportes públicos.</p>
<p>A estrutura orçamentária do setor também contempla gastos com planejamento, fiscalização, equipamentos, tecnologia e intervenções destinadas a melhorar a circulação do transporte coletivo.</p>
<p>Para 2027, a proposta orçamentária municipal apresentada pela administração prevê aproximadamente R$ 13,96 bilhões para a área de mobilidade, incluindo R$ 7,35 bilhões destinados a subsídios dos ônibus.</p>
<p>O planejamento também contempla recursos para eletrificação e gestão do transporte, além de investimentos relacionados à infraestrutura e à modernização da mobilidade.</p>
<p>Os valores previstos para 2027 pertencem a outro exercício financeiro e não se confundem com o remanejamento de R$ 1,018 milhão efetuado no orçamento de 2026.</p>
<p>A comparação, entretanto, ajuda a dimensionar as diferentes responsabilidades financeiras da Prefeitura.</p>
<h2>O que muda para o passageiro</h2>
<p>A decisão publicada nesta quinta-feira tem efeito imediato sobre a distribuição das autorizações orçamentárias, mas não determina alteração automática na prestação dos serviços.</p>
<p>Para os passageiros do sistema de ônibus, a abertura do crédito representa reforço na dotação de manutenção e operação do transporte público.</p>
<p>Para os usuários do transporte hidroviário, a publicação demonstra redução de recursos anteriormente disponíveis para materiais de consumo, sem especificar repercussões na programação de viagens ou na infraestrutura operacional.</p>
<p>O acompanhamento dos próximos empenhos e contratos permitirá identificar com maior precisão onde os recursos serão utilizados.</p>
<p>A decisão também evidencia a importância de avaliar separadamente a autorização orçamentária, a contratação dos serviços e a efetiva realização dos pagamentos.</p>
<p>São etapas distintas da administração pública e podem ocorrer em momentos diferentes.</p>
<p>A portaria entrou em vigor na data de sua publicação, em 22 de outubro de 2026.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Linha 7-Rubi retoma operação normal após retirada de árvore caída sobre os trilhos na manhã desta segunda-feira (26)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/linha-7-rubi-retoma-operacao-normal-apos-retirada-de-arvore-caida-sobre-os-trilhos-na-manha-desta-segunda-feira-26/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 14:25:11 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Trens circularam com velocidade reduzida, maior tempo de parada e em via única ARTHUR FERRARI Passageiros que utilizam a linha 7-Rubi de trens metropolitanos em São Paulo enfrentam dificuldades desde às 5h45 desta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, após a queda de uma árvore na via entre as estações Botujuru e Campo Limpo Paulista. [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="555" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Linha-7-possui-mao-inglesa-e1776374185722.jpeg?fit=1024%2C555&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Trens circularam com velocidade reduzida, maior tempo de parada e em via única</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Passageiros que utilizam a linha 7-Rubi de trens metropolitanos em São Paulo enfrentam dificuldades desde às 5h45 desta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, após a queda de uma árvore na via entre as estações Botujuru e Campo Limpo Paulista.</p>
<p>Os trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada em toda a linha e em via única no trecho afetado, com embarque e desembarque acontecendo na mesma plataforma.</p>
<p>Passageiros que seguem viagem sentido Jundiaí devem ficar atentos à necessidade de transferência em Francisco Morato.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> procurou a TIC Trens para mais informações.</p>
<p><strong>Nota da TIC Trens na íntegra</strong></p>
<p><em>A Linha 7-Rubi opera normalmente. Entre 5h45 e 10h53, devido à queda de uma árvore, a Linha operou por via única entre Botujuru e Campo Limpo Paulista, com embarque e desembarque na mesma plataforma.</em></p>
<p><em>Durante o período, os passageiros foram orientados por avisos sonoros e por agentes de atendimento e segurança da TIC Trens.</em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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