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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Fim da escala 6&#215;1: veja os impactos na vida dos trabalhadores e na operação das empresas de ônibus e de transporte de cargas</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/fim-da-escala-6x1-veja-os-impactos-na-vida-dos-trabalhadores-e-na-operacao-das-empresas-de-onibus-e-de-transporte-de-cargas/</link>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 09:00:13 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Senado aprova proposta por 75 votos a 1 nos dois turnos; jornada cairá de 44 para 42 horas semanais e depois para 40 horas, sem redução salarial. Mais descanso, saúde e oportunidades de emprego contrastam com a falta de motoristas, o aumento dos custos operacionais e a necessidade de reorganização das escalas para manter ônibus [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="707" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260829_0926252.jpg?fit=1024%2C707&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260829_0926252.jpg?w=3780&amp;ssl=1 3780w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260829_0926252.jpg?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260829_0926252.jpg?resize=1024%2C707&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260829_0926252.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260829_0926252.jpg?resize=768%2C530&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260829_0926252.jpg?resize=1536%2C1060&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260829_0926252.jpg?resize=2048%2C1414&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260829_0926252.jpg?resize=400%2C276&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260829_0926252.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div>
<div>
<p><em>Senado aprova proposta por 75 votos a 1 nos dois turnos; jornada cairá de 44 para 42 horas semanais e depois para 40 horas, sem redução salarial. Mais descanso, saúde e oportunidades de emprego contrastam com a falta de motoristas, o aumento dos custos operacionais e a necessidade de reorganização das escalas para manter ônibus e caminhões em atividade</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A aprovação pelo Senado Federal, na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, da proposta que acaba com a escala de trabalho de seis dias por um de descanso, conhecida como 6&#215;1, e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários, deve provocar mudanças na vida dos trabalhadores e na organização das empresas de ônibus e de transporte rodoviário de cargas em todo o Brasil. Para motoristas, cobradores, mecânicos e outros profissionais, a perspectiva é de mais tempo para descanso, convívio familiar, estudos e cuidados com a saúde. Para as empresas, o desafio será reorganizar equipes, contratar profissionais e absorver custos adicionais para manter a prestação de serviços que, em muitos casos, funcionam 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 foi aprovada em primeiro e segundo turnos por 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada votação. O texto, que já havia passado pela Câmara dos Deputados, segue para promulgação pelo Congresso Nacional. As mudanças serão graduais: dois meses após a promulgação, a jornada máxima passará de 44 para 42 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. Depois de mais 12 meses, o limite será de 40 horas por semana. A remuneração mensal e os pisos salariais serão preservados. No transporte coletivo, o principal debate envolve como conciliar os novos direitos com a necessidade de manter ônibus nas ruas, horários regulares, segurança operacional e equilíbrio financeiro dos contratos.</p>
<p>O tema tem dimensão nacional. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que a redução da jornada máxima para 40 horas poderá beneficiar aproximadamente 26,8 milhões de trabalhadores, entre empregados formais e pessoas na informalidade que atualmente cumprem jornadas superiores a esse limite.</p>
<p>No transporte coletivo urbano, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) estima que a diminuição da jornada para 40 horas poderá elevar em cerca de 15% os custos relacionados aos motoristas. A entidade informa que a mão de obra representa 43,1% dos custos totais do serviço e que mais da metade das empresas operadoras enfrenta dificuldades para contratar motoristas. Esses números ajudam a dimensionar o desafio de implementar a nova escala em um setor que já enfrenta problemas para recompor suas equipes.</p>
<h2>Como foi a votação e o que muda na jornada</h2>
<p>A votação no Senado reuniu parlamentares do governo e da oposição. O único voto contrário nos dois turnos foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A aprovação também contou com o voto favorável do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).</p>
<p>O relator da matéria no Senado foi Omar Aziz (PSD-AM). A proposta tem origem no texto apresentado pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) e foi aprovada sem alterações em relação ao encaminhado pela Câmara.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Votação no Senado</th>
<th>Favoráveis</th>
<th>Contrários</th>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro turno — 14/10/2026</td>
<td>75</td>
<td>1</td>
</tr>
<tr>
<td>Segundo turno — 14/10/2026</td>
<td>75</td>
<td>1</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>O mínimo necessário para aprovação de uma emenda constitucional era de 49 votos favoráveis em cada turno.</p>
<p>A PEC determina dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. A negociação coletiva poderá estabelecer formas de distribuição e compensação das folgas, respeitados os limites previstos no texto.</p>
<p>Para as empresas de ônibus, isso significa que o encerramento da escala 6&#215;1 permite a continuidade das atividades operacionais aos sábados, domingos e feriados, mediante escalas compatíveis com a nova legislação.</p>
<p>A aplicação da redução da jornada aos contratos públicos que envolvem mão de obra, inclusive concessões de serviços, também terá regras específicas de adaptação contratual, com prazo de até um ano para os aditamentos destinados a preservar o equilíbrio econômico-financeiro.</p>
<h2>O que muda para trabalhadores e empresas de transportes</h2>
<p>A redução de jornada modifica duas condições importantes do trabalho no setor: o número de horas disponíveis por profissional e a quantidade de dias em que ele poderá ser escalado.</p>
<p>Para quem dirige ônibus ou caminhões, a mudança pode representar menos dias consecutivos de trabalho e mais oportunidades de recuperação física e mental. Para as empresas, o mesmo volume de viagens, quilômetros e horários terá de ser distribuído entre trabalhadores com menor disponibilidade semanal.</p>
<p>A comparação envolve benefícios sociais e exigências operacionais que precisam ser analisados conjuntamente.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Trabalhadores: benefícios e oportunidades</th>
<th>Empresas: custos e desafios</th>
</tr>
<tr>
<td>Dois dias de descanso remunerado por semana, ampliando a recuperação física e mental.</td>
<td>Reorganização de escalas para assegurar operação aos sábados, domingos e feriados.</td>
</tr>
<tr>
<td>Redução da jornada máxima de 44 para 40 horas, preservando salários.</td>
<td>Aumento do custo por hora contratada, com menor disponibilidade semanal de cada profissional.</td>
</tr>
<tr>
<td>Mais tempo para convívio familiar, estudos, lazer e cuidados médicos.</td>
<td>Necessidade potencial de contratar motoristas e outros profissionais para manter a oferta.</td>
</tr>
<tr>
<td>Possibilidade de diminuir fadiga e favorecer a atenção na direção.</td>
<td>Dificuldade de recrutamento, treinamento e habilitação de novos profissionais.</td>
</tr>
<tr>
<td>Melhores condições de trabalho podem tornar a profissão mais atrativa.</td>
<td>Necessidade de rever rotinas de oficinas, garagens, terminais e centros de distribuição.</td>
</tr>
<tr>
<td>Possibilidade de reduzir afastamentos e melhorar a permanência na profissão.</td>
<td>Necessidade de controlar horas extras e recalcular custos operacionais.</td>
</tr>
<tr>
<td>Maior oportunidade de conciliar vida pessoal e trabalho.</td>
<td>Revisão de acordos coletivos e, quando aplicável, contratos e planilhas tarifárias.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Os ganhos de saúde, produtividade e retenção de profissionais são possibilidades associadas à reorganização do trabalho. Seus resultados dependerão das condições efetivamente adotadas pelas empresas e do cumprimento dos períodos de descanso.</p>
<h2>Falta de motoristas: transporte rodoviário já tem déficit estimado em 26 mil profissionais</h2>
<p>A necessidade de aumentar as equipes encontra um problema anterior à aprovação da PEC: a dificuldade de contratação de motoristas de ônibus e caminhões.</p>
<p>Levantamentos da Confederação Nacional do Transporte (CNT) já haviam identificado vagas abertas para motoristas em 50,6% das empresas pesquisadas no transporte urbano de passageiros. No transporte rodoviário de passageiros, a proporção alcançava 55,6%.</p>
<p>No segmento rodoviário interestadual, a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) apresentou números que apontam para um déficit próximo de 30% dos motoristas necessários.</p>
<p>Segundo a associação, o setor conta com pouco mais de 60 mil motoristas, enquanto a necessidade estimada é de aproximadamente 86 mil profissionais. A diferença chega a cerca de 26 mil condutores, considerando as condições atuais de operação.</p>
<p>A escassez também atinge profissionais de manutenção. Pesquisa divulgada pela CNT apontou dificuldades para contratar mecânicos e outros trabalhadores de oficinas em 63,2% das empresas pesquisadas no transporte de passageiros.</p>
<p>O problema já se reflete em processos seletivos e programas de capacitação.</p>
<p>Em julho de 2026, conforme noticiou o<strong><em> Diário do Transporte</em></strong>, a Empresa Gontijo de Transportes tinha 360 vagas abertas para motoristas em Minas Gerais. Considerando diferentes funções, Gontijo e Viação Águia Branca somavam 596 oportunidades naquele momento.</p>
<p>Empresas urbanas também passaram a investir na formação de profissionais. A Suzantur, por exemplo, desenvolveu com o Sest Senat um programa destinado a candidatos que já possuem habilitação nas categorias D ou E e formação específica para o transporte coletivo, mas enfrentam dificuldades de contratação por falta de experiência.</p>
<p>A redução da jornada tende a tornar esses programas ainda mais importantes.</p>
<p>Ao mesmo tempo, entidades de trabalhadores argumentam que melhores condições de descanso e remuneração podem recuperar a atratividade da profissão, contribuindo para que motoristas experientes permaneçam na atividade e novos profissionais procurem o setor.</p>
<h2>CNT estima necessidade de mais de 250 mil contratações no transporte</h2>
<p>Em maio de 2026, durante os debates realizados na Câmara dos Deputados, a CNT apresentou uma estimativa de necessidade de contratação de mais de 250 mil trabalhadores no setor de transporte com a redução da jornada.</p>
<p>O número envolve o conjunto das atividades de transporte e deve ser considerado uma projeção empresarial, baseada no cenário estudado pela entidade, e não uma contagem de vagas já abertas.</p>
<p>A redução das horas semanais tem uma consequência matemática direta: para manter a mesma quantidade de horas de trabalho, as empresas precisarão redistribuir atividades entre os empregados existentes ou ampliar suas equipes.</p>
<p>Uma comparação ajuda a compreender essa mudança.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Jornada semanal</th>
<th>Trabalhadores necessários para cobrir 4.400 horas semanais</th>
<th>Variação em relação à jornada de 44 horas</th>
</tr>
<tr>
<td>44 horas</td>
<td>100</td>
<td>Referência</td>
</tr>
<tr>
<td>42 horas</td>
<td>105</td>
<td>+5%</td>
</tr>
<tr>
<td>40 horas</td>
<td>110</td>
<td>+10%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Simulação matemática, considerando a cobertura de 4.400 horas semanais de trabalho e o arredondamento do número de empregados para cima. Os percentuais apresentados são aproximados.</p>
<p>Na simulação, uma operação que atualmente necessita de 100 empregados trabalhando 44 horas por semana passaria a precisar de 110 profissionais para preservar o mesmo volume total de horas com a jornada de 40 horas.</p>
<p>O aumento teórico é de 10%, calculado exclusivamente pela redução da jornada semanal.</p>
<p>Entretanto, o fim da escala de seis dias trabalhados para cinco pode provocar uma necessidade maior de cobertura das folgas. Se a operação depende da presença diária de trabalhadores durante seis dias e cada empregado passa a trabalhar cinco, seriam necessários 20% mais profissionais para cobrir esses dias, mantidas as demais condições.</p>
<p>Essa diferença explica por que as simulações específicas de transporte podem apontar percentuais superiores aos obtidos somente pela divisão das horas semanais.</p>
<p>Em estudo apresentado em junho de 2026 durante encontro da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo (FETPESP), o engenheiro Wan Yu Chih, diretor da WPLEX, apresentou simulações indicando necessidade de aproximadamente 20% mais motoristas na migração para a escala 5&#215;2.</p>
<p>Em um cenário hipotético com 100 ônibus operando nos dias úteis, 90 aos sábados e 60 aos domingos, a necessidade adicional calculada chegou a aproximadamente 21%.</p>
<p>Os resultados dependem das características de cada operação, incluindo tempo das viagens, distribuição dos horários de pico, quantidade de ônibus em circulação, intervalos, disponibilidade das equipes e regras das convenções coletivas.</p>
<h2>Custos: NTU estima aumento de 15% nas despesas relacionadas aos motoristas</h2>
<p>A NTU divulgou, em maio de 2026, projeções de custos para diferentes propostas de redução da jornada.</p>
<p>No cenário de 40 horas semanais, que corresponde ao texto aprovado pelo Senado, a estimativa é de aumento de aproximadamente 15% nas despesas relacionadas aos motoristas.</p>
<p>Para uma jornada de 36 horas, discutida em outras propostas legislativas, a entidade projetou aumento de até 33% nesse componente.</p>
<p>A NTU também informou que a mão de obra corresponde a 43,1% do custo total do transporte coletivo urbano.</p>
<p>Esses percentuais precisam ser distinguidos. A projeção de 15% refere-se às despesas com motoristas, enquanto os 43,1% abrangem a mão de obra na composição geral dos custos. Por isso, o aumento de 15% dos gastos com motoristas não representa, automaticamente, elevação de 15% no custo total de uma operação ou nas tarifas cobradas dos passageiros.</p>
<p>O aumento de custos poderá alcançar remuneração de novas contratações, encargos trabalhistas, treinamento, uniformes, exames ocupacionais, administração de pessoal e outras despesas associadas à ampliação das equipes.</p>
<p>A necessidade de reorganizar escalas também poderá produzir efeitos distintos entre pequenas empresas, grandes operadoras urbanas e companhias rodoviárias que realizam viagens de longa distância.</p>
<h2>Menos horas trabalhadas podem significar falta de ônibus nas ruas?</h2>
<p>O principal risco apontado pelas empresas é a dificuldade de preencher as escalas para manter os serviços.</p>
<p>No transporte coletivo, os horários de saída e chegada dos ônibus são planejados de acordo com a demanda de passageiros, o tempo dos percursos, as condições de trânsito e as regras dos contratos de operação.</p>
<p>Se houver necessidade de ampliar o número de motoristas e a operadora encontrar dificuldades para contratar, poderá ser necessário reorganizar as escalas, remanejar profissionais entre linhas e rever a distribuição das viagens.</p>
<p>Em situações mais graves, a falta de condutores pode provocar ônibus parados nas garagens, mesmo que os veículos estejam em condições de circulação.</p>
<p>Para os passageiros, isso pode representar intervalos maiores, aumento da lotação nos coletivos que permanecerem em operação e dificuldades de deslocamento.</p>
<p>A preocupação é especialmente relevante em sistemas metropolitanos, corredores de ônibus e serviços de alta capacidade, que precisam combinar grandes frotas com horários de pico concentrados.</p>
<p>Há ainda uma questão importante: aumentar a quantidade de motoristas não significa necessariamente comprar mais ônibus.</p>
<p>Uma empresa pode manter a mesma frota e contratar mais trabalhadores para revezá-los na direção dos veículos. A necessidade de ampliar a frota dependerá do planejamento operacional, das condições de disponibilidade dos ônibus e de possíveis mudanças na oferta do serviço.</p>
<p>Assim, o impacto direto da nova jornada recai sobre as escalas de pessoal. A quantidade de veículos necessários continuará dependendo da programação das linhas e da demanda de passageiros.</p>
<h2>E no transporte de cargas? Entregas, viagens longas e centros de distribuição terão de se adaptar</h2>
<p>No transporte rodoviário de cargas, os impactos envolvem uma combinação de jornadas de condução, períodos de espera, carregamento, descarregamento, descanso e programação logística.</p>
<p>Empresas que operam entre fábricas, centros de distribuição, portos e estabelecimentos comerciais terão de avaliar a disponibilidade de motoristas dentro dos novos limites semanais.</p>
<p>Uma viagem que atualmente é programada para determinado motorista poderá exigir uma reorganização do calendário, maior rodízio de condutores ou adequação dos horários de saída e chegada.</p>
<p>Nas operações de distribuição urbana, a mudança poderá afetar especialmente empresas que realizam entregas aos sábados e mantêm equipes reduzidas nesse dia.</p>
<p>Já nas viagens interestaduais de longa distância, a escala 5&#215;2 precisará ser conciliada com as regras específicas da profissão de motorista e os períodos obrigatórios de descanso.</p>
<p>Pesquisa divulgada em maio de 2026 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), com participação da CNT, entrevistou 1.015 motoristas profissionais, de 273 cidades e 23 estados, com dados coletados em janeiro.</p>
<p>O levantamento identificou jornadas extensas, dificuldades para cumprir períodos de descanso, problemas de infraestrutura nos pontos de parada e impactos na saúde dos profissionais.</p>
<p>A redução da jornada semanal pode contribuir para melhorar essas condições, desde que venha acompanhada de escalas adequadas, locais apropriados para descanso e cumprimento das demais regras trabalhistas.</p>
<p>Para as transportadoras, além dos custos com motoristas, a mudança exige atenção à programação de entregas, à disponibilidade dos veículos e à negociação com contratantes de serviços logísticos.</p>
<h2>Mais descanso pode trazer ganhos para saúde, segurança e permanência na profissão</h2>
<p>A atividade de motorista profissional reúne fatores que exigem atenção permanente à saúde física e mental.</p>
<p>Trânsito intenso, cobrança por horários, ruídos, vibrações, postura prolongada, responsabilidade pela segurança de passageiros ou cargas e necessidade de manter a concentração durante longos períodos fazem parte da rotina.</p>
<p>O aumento do descanso semanal pode ampliar as oportunidades para recuperação física, acompanhamento médico, prática de atividades físicas e convívio familiar.</p>
<p>Também poderá contribuir para reduzir a exposição à fadiga, um fator relevante na segurança do transporte.</p>
<p>A mudança tem potencial para favorecer a permanência dos profissionais nas empresas e atrair trabalhadores que atualmente evitam a atividade pelas condições de jornada.</p>
<p>A diminuição do desgaste, por sua vez, poderá ajudar a reduzir afastamentos e rotatividade, dois problemas que também representam custos para empregadores.</p>
<p>A avaliação dos resultados dependerá de indicadores como absenteísmo, acidentes, afastamentos por problemas de saúde, rotatividade de pessoal e produtividade.</p>
<p>O debate também envolve uma questão que já foi abordada pelo Diário do Transporte: motoristas de ônibus que complementam a renda dirigindo automóveis de aplicativos durante os períodos destinados ao descanso.</p>
<p>Em agosto de 2026, o presidente da NTU, Francisco Christovam, relatou ao Diário do Transporte discussões com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, sobre os riscos associados a essa prática.</p>
<p>A preocupação é que o motorista cumpra sua jornada na empresa de ônibus, continue trabalhando em outra atividade remunerada e retorne ao volante sem recuperação adequada.</p>
<p>A ampliação do descanso semanal, acompanhada da preservação do salário, poderá ajudar a enfrentar essa situação. Entretanto, a renda composta por horas extras também deverá ser considerada nas negociações.</p>
<h2>Salário será mantido, mas horas extras entram nas negociações</h2>
<p>A PEC preserva a remuneração dos trabalhadores e os pisos salariais, inclusive nos contratos já existentes.</p>
<p>A nova jornada, porém, poderá modificar a quantidade de horas extras realizadas por determinados profissionais.</p>
<p>No transporte rodoviário e urbano, parte dos empregados recebe valores adicionais relacionados à extensão da jornada, conforme as regras trabalhistas e as convenções coletivas.</p>
<p>Simulações apresentadas no encontro da FETPESP apontaram que mudanças no volume de horas extras e outras parcelas variáveis poderiam provocar diferenças de 4% a 8% nos rendimentos efetivamente recebidos por determinados motoristas.</p>
<p>Esses valores são projeções referentes a situações específicas, e não uma redução salarial autorizada pela PEC.</p>
<p>A distinção entre salário contratual e parcelas variáveis deverá integrar as negociações entre sindicatos de trabalhadores e empresas.</p>
<p>Os representantes dos empregados defendem que os benefícios da jornada menor sejam acompanhados da proteção da renda e da valorização profissional. As empresas, por sua vez, terão de conciliar essas reivindicações com os custos operacionais e a disponibilidade de trabalhadores.</p>
<h2>Prefeituras e governos terão papel importante na adaptação dos contratos de ônibus</h2>
<p>A reorganização das jornadas também deverá alcançar as administrações municipais e estaduais responsáveis pelos sistemas de transporte coletivo.</p>
<p>Nos serviços concedidos ou contratados pelo poder público, as despesas com pessoal integram planilhas que ajudam a determinar a remuneração das operadoras e, conforme o modelo adotado, o valor das tarifas e dos subsídios.</p>
<p>A PEC estabelece que, nos contratos em vigor da administração pública que envolvem mão de obra, inclusive concessões de serviços, a redução da jornada deverá ser implementada por meio de aditamento contratual, em até um ano, para preservar o equilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p>O segundo dia de repouso remunerado deverá ser observado após dois meses da publicação da emenda, independentemente do aditamento.</p>
<p>Na prática, gestores públicos e operadoras precisarão avaliar conjuntamente as escalas, as equipes necessárias, os custos e a preservação da oferta de transporte.</p>
<p>Em cidades que possuem subsídios públicos, parte das despesas adicionais poderá ser discutida dentro dos mecanismos de financiamento dos sistemas.</p>
<p>Nas localidades em que a remuneração das empresas depende principalmente da arrecadação tarifária, o aumento dos custos poderá intensificar o debate sobre reajustes, subsídios e novas fontes de financiamento.</p>
<p>A questão ganha dimensão relevante diante dos números do transporte urbano brasileiro.</p>
<p>Segundo o Anuário NTU 2025-2026, divulgado em agosto e noticiado pelo Diário do Transporte, o custo anual dos sistemas urbanos analisados é estimado em R$ 75,7 bilhões, enquanto os subsídios cobrem aproximadamente 20% desse valor. O estudo também apontou que a demanda de passageiros permanecia 22,5% abaixo do nível de 2019.</p>
<p>O cenário combina necessidade de financiamento, recuperação da demanda, renovação de frota e agora a perspectiva de mudança estrutural nas jornadas de trabalho.</p>
<h2>O que acontece depois da aprovação do Senado</h2>
<p>Com a conclusão das votações em 14 de outubro de 2026, o próximo passo é a promulgação da emenda constitucional pelo Congresso Nacional.</p>
<p>A partir da publicação, começam a ser contados os prazos estabelecidos para a adaptação das jornadas.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Mudança prevista</th>
</tr>
<tr>
<td>Promulgação e publicação</td>
<td>Início da contagem dos prazos</td>
</tr>
<tr>
<td>Após dois meses</td>
<td>Jornada máxima de 42 horas e dois dias de descanso semanal</td>
</tr>
<tr>
<td>Após 14 meses</td>
<td>Jornada máxima de 40 horas semanais</td>
</tr>
<tr>
<td>Contratos públicos com mão de obra</td>
<td>Adaptações contratuais conforme regras e prazos da PEC</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>A implementação também deverá envolver negociações coletivas para adequar escalas e regimes de trabalho às características das atividades.</p>
<p>No transporte, essas negociações deverão considerar a operação ininterrupta de linhas urbanas, viagens rodoviárias, transporte de cargas, oficinas, garagens, terminais, centros de distribuição e outras estruturas necessárias à prestação dos serviços.</p>
<p>A mudança aprovada pelo Congresso coloca o setor diante de dois objetivos que precisam caminhar juntos: proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais e garantir que passageiros e contratantes continuem contando com serviços regulares, seguros e financeiramente sustentáveis.</p>
<p>Para as empresas, haverá necessidade de planejamento e contratação. Para os trabalhadores, a perspectiva é de uma jornada com mais descanso e proteção da remuneração. Para os passageiros, o resultado dependerá da capacidade de transformar as novas regras trabalhistas em escalas que mantenham os serviços funcionando.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
<div></div>
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<aside>
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</aside>
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<div>
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<div></div>
</div>
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</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/fim-da-escala-6x1-veja-os-impactos-na-vida-dos-trabalhadores-e-na-operacao-das-empresas-de-onibus-e-de-transporte-de-cargas/feed/</wfw:commentRss>
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  </item>
  <item>
    <title>ANTT autoriza Viação Castelo, Leal Mendes, Transvega, Bellatur e outras 27 empresas a realizar fretamento interestadual e internacional</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/antt-autoriza-viacao-castelo-leal-mendes-transvega-bellatur-e-outras-27-empresas-a-realizar-fretamento-interestadual-e-internacional/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 08:01:56 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Três decisões da agência federal abrangem 31 empresas e permitem acesso ao sistema de emissão de licenças de viagem a partir desta quinta-feira (15); autorizações seguem regras específicas do fretamento ADAMO BAZANI A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou 31 empresas, entre elas Viação Castelo, Leal Mendes, Transvega, Bellatur, Azultrans, Company Tour e GP [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="673" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260926_1151192.jpg?fit=1024%2C673&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260926_1151192.jpg?w=3204&amp;ssl=1 3204w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260926_1151192.jpg?resize=300%2C197&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260926_1151192.jpg?resize=1024%2C673&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260926_1151192.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260926_1151192.jpg?resize=768%2C505&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260926_1151192.jpg?resize=1536%2C1010&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260926_1151192.jpg?resize=2048%2C1347&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260926_1151192.jpg?resize=400%2C263&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260926_1151192.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Três decisões da agência federal abrangem 31 empresas e permitem acesso ao sistema de emissão de licenças de viagem a partir desta quinta-feira (15); autorizações seguem regras específicas do fretamento</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou 31 empresas, entre elas Viação Castelo, Leal Mendes, Transvega, Bellatur, Azultrans, Company Tour e GP Turismo, a prestar serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros em regime de fretamento. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, e permitem que as transportadoras relacionadas nos atos tenham acesso ao sistema federal de emissão de licenças de viagem.</p>
<p>As decisões foram assinadas pelo superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros, Juliano de Barros Samôr, e estão fundamentadas na Resolução ANTT nº 4.777, de 6 de julho de 2015. As empresas passam a estar sujeitas às condições exigidas para o fretamento, modalidade utilizada, entre outras finalidades, em viagens turísticas, excursões e deslocamentos coletivos contratados. As autorizações pertencem a um regime regulatório diferente daquele das linhas regulares interestaduais, que operam mercados e itinerários autorizados pela agência.</p>
<h3>Confira as 31 empresas e os respectivos Termos de Autorização de Fretamento</h3>
<p>As autorizações estão distribuídas em três decisões, de números 1.427, 1.428 e 1.429, todas datadas de 8 de outubro de 2026.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>TAF</th>
</tr>
<tr>
<td>Azultrans Fretamento e Turismo Ltda.</td>
<td>007640</td>
</tr>
<tr>
<td>Bellatur Transporte e Turismo Ltda.</td>
<td>011921</td>
</tr>
<tr>
<td>BSG Engenharia Ltda.</td>
<td>011922</td>
</tr>
<tr>
<td>Claudio Cardoso do Nascimento Ltda.</td>
<td>011923</td>
</tr>
<tr>
<td>FB Comércio, Importação e Serviços Ltda.</td>
<td>011924</td>
</tr>
<tr>
<td>GF Transporte de Carlópolis Ltda.</td>
<td>011925</td>
</tr>
<tr>
<td>H.M.L. Turismo Ltda.</td>
<td>011926</td>
</tr>
<tr>
<td>JN Transportes e Turismo Ltda.</td>
<td>011927</td>
</tr>
<tr>
<td>Meipim Turismo Fretamento e Cargas Ltda.</td>
<td>011928</td>
</tr>
<tr>
<td>My Life Locações de Veículos Ltda.</td>
<td>011929</td>
</tr>
<tr>
<td>Transvega Transporte, Fretamento e Turismo Ltda.</td>
<td>338917</td>
</tr>
<tr>
<td>Viação Castelo Ltda.</td>
<td>011930</td>
</tr>
<tr>
<td>Auto Socorro Mucuri Ltda.</td>
<td>011931</td>
</tr>
<tr>
<td>Company Tour Transporte e Turismo Ltda.</td>
<td>011932</td>
</tr>
<tr>
<td>Ellun Logística em Transportes Ltda.</td>
<td>011933</td>
</tr>
<tr>
<td>Gilson Moraes Julião Transporte e Turismo Ltda.</td>
<td>003139</td>
</tr>
<tr>
<td>J L Bender Transportes Ltda.</td>
<td>011934</td>
</tr>
<tr>
<td>K M Coutinho Excursões Ltda.</td>
<td>011935</td>
</tr>
<tr>
<td>L&amp;L Tur Ltda.</td>
<td>011936</td>
</tr>
<tr>
<td>Leal Mendes Transporte e Turismo Ltda.</td>
<td>008029</td>
</tr>
<tr>
<td>2 Marcos Turismo Ltda.</td>
<td>004327</td>
</tr>
<tr>
<td>Andre Transportes e Serviços Ltda.</td>
<td>011937</td>
</tr>
<tr>
<td>Clovis Pessoa Ltda.</td>
<td>004362</td>
</tr>
<tr>
<td>DM Tur Turismo Ltda.</td>
<td>011938</td>
</tr>
<tr>
<td>Felau Transportes Ltda.</td>
<td>011939</td>
</tr>
<tr>
<td>GP Turismo Ltda.</td>
<td>011940</td>
</tr>
<tr>
<td>Jac Tur Transporte Escolar e Turismo Ltda.</td>
<td>011941</td>
</tr>
<tr>
<td>JP Turismo Viagens e Turismo Ltda.</td>
<td>011942</td>
</tr>
<tr>
<td>Lucio Alex da S. Santos – Transportes Ltda.</td>
<td>000030</td>
</tr>
<tr>
<td>R.Q. Transportes Ltda.</td>
<td>000522</td>
</tr>
<tr>
<td>RK Transportes Ltda.</td>
<td>011943</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Os números apresentados correspondem aos Termos de Autorização de Fretamento (TAF), utilizados pela ANTT na identificação das autorizatárias.</p>
<h3>Empresas devem cumprir regras para emissão de licenças e realização das viagens</h3>
<p>As três decisões estabelecem que as empresas deverão observar as condições previstas na Resolução ANTT nº 4.777/2015 e nos demais atos relacionados à prestação dos serviços de fretamento.</p>
<p>A regulamentação estabelece requisitos para empresas e veículos, documentação das viagens, procedimentos de autorização e fiscalização.</p>
<p>O transporte por fretamento possui características distintas do serviço regular, especialmente quanto à contratação da viagem e à forma de atendimento aos passageiros.</p>
<p>As empresas autorizadas deverão utilizar os procedimentos de licenciamento previstos pela ANTT para realizar viagens sujeitas à fiscalização federal.</p>
<p>O acesso ao sistema de emissão das licenças de viagem será disponibilizado a partir da publicação das decisões.</p>
<p>Os atos também estabelecem situações que podem resultar na extinção das autorizações.</p>
<p>O descumprimento das obrigações previstas no artigo 9º da Resolução 4.777/2015 implica renúncia da autorização delegada pela agência.</p>
<p>A ANTT também poderá declarar a nulidade de um Termo de Autorização quando verificar ilegalidade no ato, observados o contraditório e a ampla defesa.</p>
<p>A cassação poderá ocorrer em caso de perda das condições indispensáveis à prestação do serviço ou de infração grave, mediante processo administrativo regular.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

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    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=539133</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Trecho da SP-310, em Matão, receberá simulado de acidente com produto perigoso e múltiplas vítimas nesta quinta-feira (15)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/14/trecho-da-sp-310-em-matao-recebera-simulado-de-acidente-com-produto-perigoso-e-multiplas-vitimas-nesta-quinta-feira-15/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/14/trecho-da-sp-310-em-matao-recebera-simulado-de-acidente-com-produto-perigoso-e-multiplas-vitimas-nesta-quinta-feira-15/#comments</comments>
    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 01:00:18 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Exercício no distrito São Lourenço do Turvo reproduzirá uma colisão entre carreta, automóvel e ônibus VINÍCIUS DE OLIVEIRA A Ecovias Noroeste Paulista realizará, nesta quinta-feira (15/10), às 9 horas, um simulado de acidente com múltiplas vítimas e produto perigoso. A atividade será no quilômetro 319+800m, pista sul (sentido interior-capital) da Rodovia Washington Luís (SP-310), em [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto_ECOVIAS-NOROESTE-PAULISTA_simulado_2.jpeg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto_ECOVIAS-NOROESTE-PAULISTA_simulado_2.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto_ECOVIAS-NOROESTE-PAULISTA_simulado_2.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto_ECOVIAS-NOROESTE-PAULISTA_simulado_2.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto_ECOVIAS-NOROESTE-PAULISTA_simulado_2.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto_ECOVIAS-NOROESTE-PAULISTA_simulado_2.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto_ECOVIAS-NOROESTE-PAULISTA_simulado_2.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Exercício no distrito São Lourenço do Turvo reproduzirá uma colisão entre carreta, automóvel e ônibus</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A Ecovias Noroeste Paulista realizará, nesta quinta-feira (15/10), às 9 horas, um simulado de acidente com múltiplas vítimas e produto perigoso. A atividade será no quilômetro 319+800m, pista sul (sentido interior-capital) da Rodovia Washington Luís (SP-310), em São Lourenço do Turvo, distrito de Matão (SP), próximo ao Restaurante Santa Mônica.</p>
<p>O exercício quer aprimorar o atendimento às vítimas e a atuação integrada das equipes de resposta, testado os protocolos para ocorrências complexas em rodovias. O simulado prevê a colisão de uma carreta carregada com ácido sulfúrico, um automóvel e um ônibus. O ácido sulfúrico é classificado como substância corrosiva, pertencente à classe de risco 8. A ocorrência fictícia envolverá 11 pessoas com diferentes níveis de gravidade de ferimentos, incluindo vítimas presas no interior do automóvel e um passageiro do ônibus com ferimentos graves.</p>
<p>A atividade permitirá avaliar a atuação coordenada das equipes em uma situação que exige atendimento simultâneo às vítimas e procedimentos específicos de segurança relacionados a produtos perigosos. O exercício contará com a participação integrada de diferentes órgãos e equipes de resposta, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e outras instituições envolvidas no atendimento a emergências.</p>
<p><strong>Operação viária</strong></p>
<p>Para a realização do exercício, haverá interdição da pista sul da Rodovia Washington Luís, no trecho do simulado, a partir das 7 horas da quinta-feira. Os motoristas serão direcionados para um desvio pela alça de acesso no quilômetro 319. A concessionária orienta os motoristas a não pararem na pista para acompanhar o exercício nem registrar a atividade. É importante manter a atenção ao tráfego e respeitar a sinalização e as orientações das equipes operacionais.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>VLT Carioca lança campanha de segurança com foco nos cuidados com crianças durante a viagem</title>
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	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 00:30:28 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category>    
	
	<description><![CDATA[“De mãos dadas, o caminho é mais seguro” reforça orientações para responsáveis VINÍCIUS DE OLIVEIRA Com a proximidade do Dia das Crianças, celebrado dia 12/10, a concessionária VLT Carioca reforça as orientações de segurança para quem utiliza o transporte sobre trilhos com crianças. A campanha “De mãos dadas, o caminho é mais seguro” chama a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-14-at-12.58.42.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-14-at-12.58.42.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-14-at-12.58.42.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-14-at-12.58.42.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-14-at-12.58.42.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-14-at-12.58.42.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-14-at-12.58.42.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>“De mãos dadas, o caminho é mais seguro” reforça orientações para responsáveis</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Com a proximidade do Dia das Crianças, celebrado dia 12/10, a concessionária VLT Carioca reforça as orientações de segurança para quem utiliza o transporte sobre trilhos com crianças. A campanha “De mãos dadas, o caminho é mais seguro” chama a atenção para atitudes simples que podem fazer parte da rotina das famílias e contribuir para uma viagem mais segura, desde a chegada à estação até o desembarque.</p>
<p>A iniciativa faz parte do trabalho permanente de prevenção e conscientização desenvolvido pela concessionária e utiliza o período do Dia das Crianças para abordar, de forma educativa e próxima, os cuidados necessários durante o uso do transporte público.</p>
<p>Entre as principais recomendações está a importância de manter as crianças sempre de mãos dadas com os responsáveis, especialmente durante o embarque e o desembarque. Também é fundamental aguardar atrás da faixa amarela, respeitar as sinalizações e os avisos sonoros, não correr ou brincar nas plataformas e nunca se pendurar na composição.</p>
<p>“A segurança é construída no dia a dia, a partir de atitudes simples que podem ser ensinadas desde cedo. Aproveitamos o Dia das Crianças para reforçar uma orientação que vale durante todo o ano: os responsáveis devem estar atentos e manter sempre as crianças próximas. A espera pelo VLT também pode ser um momento de aprendizado, ensinando os pequenos a ficarem atentos aos avisos sonoros e a respeitar as sinalizações. Nosso papel é contribuir para que passageiros de todas as idades entendam que segurança é uma responsabilidade compartilhada”, destaca o gerente Executivo de Operação, Rodrigo Feitoza.<br />
A campanha foi desdobrada em diferentes canais de comunicação do VLT Carioca, incluindo redes sociais, painéis eletrônicos nas estações e no Terminal Gentileza e áudios nos trens.</p>
<p><strong>Atuação da equipe de atendimento da concessionária</strong></p>
<p>Os colaboradores que atuam nas estações são treinados para identificar situações que possam oferecer risco, acolher e orientar crianças e acionar os procedimentos de segurança junto ao Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária.</p>
<p>Em casos de separação entre criança e responsável, por exemplo, a equipe da estação aciona o CCO, que passa a acompanhar a ocorrência em tempo real, por meio das câmeras de monitoramento. O objetivo é apoiar a localização e o acompanhamento da criança até a chegada do responsável, mantendo as equipes integradas e a situação sob controle até a conclusão do atendimento.</p>
<p><strong>Segurança começa antes do embarque</strong></p>
<p>A orientação é que os responsáveis conversem com as crianças sobre os cuidados necessários ao utilizar o transporte público, especialmente os transportes sobre trilhos. Além de permanecerem próximas dos adultos, elas devem aprender a respeitar os limites da plataforma, observar a sinalização e compreender que o ambiente exige atenção.</p>
<p>Confira as principais orientações:</p>
<p>&#8211; Mantenha a criança sempre de mãos dadas com o responsável, principalmente no embarque e desembarque;</p>
<p>&#8211; Aguarde atrás da faixa amarela;</p>
<p>&#8211; Observe e respeite os sinais sonoros e visuais;</p>
<p>&#8211; Não corra ou brinque nas plataformas;</p>
<p>&#8211; Respeite as portas e áreas de circulação;</p>
<p>&#8211; Nunca se pendure na composição;</p>
<p>&#8211; Em caso de separação entre criança e responsável, procure imediatamente um funcionário da estação.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Com estratégias de descarbonização e expansão global, Marcopolo conquista duplo reconhecimento no Top de Marketing ADVB/RS 2026</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/14/com-estrategias-de-descarbonizacao-e-expansao-global-marcopolo-conquista-duplo-reconhecimento-no-top-de-marketing-advb-rs-2026/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 23:00:36 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Companhia foi premiada nas categorias &#8220;Indústria &#38; Transformação Produtiva&#8221; e &#8220;Serviços, B2B &#38; Soluções Corporativas&#8221;, consolidando o marketing como motor de resultados e impacto socioambiental VINÍCIUS DE OLIVEIRA A Marcopolo, líder na fabricação de carrocerias de ônibus e referência global em mobilidade, vence o prêmio Top de Marketing ADVB/RS 2026 em duas áreas estratégicas. A [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="678" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/14102026-Marcopolo-conquista-Top-de-Marketing-ADVB_RS-2026_1-e1792004469682.jpg?fit=1024%2C678&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Companhia foi premiada nas categorias &#8220;Indústria &amp; Transformação Produtiva&#8221; e &#8220;Serviços, B2B &amp; Soluções Corporativas&#8221;, consolidando o marketing como motor de resultados e impacto socioambiental</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A Marcopolo, líder na fabricação de carrocerias de ônibus e referência global em mobilidade, vence o prêmio Top de Marketing ADVB/RS 2026 em duas áreas estratégicas. A conquista, revelada na última quinta-feira (01), em Porto Alegre, reforça a capacidade da companhia de aliar inovação industrial verde a uma expansão internacional precisa e arrojada.</p>
<p>Na 43ª edição da premiação, que reconhece as melhores práticas e a resiliência do mercado gaúcho, a Marcopolo venceu em duas categorias. Em Indústria &amp; Transformação Produtiva com o case &#8220;Lego Energético &#8211; a arquitetura brasileira da mobilidade sustentável&#8221; -, que traduz a inteligência da empresa na transição energética, estruturando um portfólio multi-matriz (elétrico, híbrido, biometano) adaptável à infraestrutura real de cada cidade.</p>
<p>Já na categoria Serviços, B2B &amp; Soluções Corporativas, o troféu veio com o case &#8220;Busworld &#8211; do Brasil para o mundo, e de volta à Europa”, que orquestrou o retorno estratégico da marca ao exigente mercado europeu após 16 anos, por meio de um modelo de negócios &#8220;asset-light&#8221;, parceria com a Volvo e uma comunicação focada no tomador de decisão B2B.</p>
<p>“Esses reconhecimentos chancelam uma mudança de paradigma. O marketing da Marcopolo hoje não apenas comunica, mas estrutura soluções corporativas complexas junto à engenharia e ao comercial. No &#8216;Lego Energético&#8217;, tangibilizamos nosso pioneirismo na descarbonização. Na &#8216;Busworld&#8217;, provamos que é possível orquestrar uma reentrada internacional combinando reputação, produto de ponta e precisão relacional”, analisa Adriana Angar, coordenadora de marketing da companhia.</p>
<p>A cerimônia, realizada no Vista Pontal para cerca de 500 líderes empresariais, reforçou o papel propulsor das marcas na economia. Para a Marcopolo, a dupla vitória evidencia seu protagonismo não apenas como encarroçadora, mas como uma integradora global de um ecossistema de transporte focado no futuro.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Linha 7-Rubi volta a operar com normalidade após falha na sinalização na noite desta quarta-feira (14)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/14/linha-7-rubi-volta-a-operar-com-normalidade-apos-falha-na-sinalizacao-na-noite-desta-quarta-feira-14/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 22:35:04 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Problema afetou o trecho entre Palmeiras-Barra Funda e Jundiaí, com aumento no tempo de parada dos trens YURI SENA A Linha 7-Rubi, operada pela TIC Trens, funcionou com velocidade reduzida na noite desta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, devido a uma falha no sistema de sinalização entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Jundiaí. Segundo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="555" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Linha-7-possui-mao-inglesa-e1776374185722.jpeg?fit=1024%2C555&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Problema afetou o trecho entre Palmeiras-Barra Funda e Jundiaí, com aumento no tempo de parada dos trens</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Linha 7-Rubi, operada pela TIC Trens, funcionou com velocidade reduzida na noite desta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, devido a uma falha no sistema de sinalização entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Jundiaí.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a concessionária, o problema também provocou aumento no tempo de parada dos trens ao longo do trecho afetado.</span></p>
<p>Em nota, a TIC Trens informou que a falha na sinalização foi provocada pelas fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana de São Paulo. A operação da Linha 7-Rubi passou a apresentar velocidade reduzida e maior tempo de parada entre Palmeiras-Barra Funda e Jundiaí a partir das 19h25.</p>
<p>Segundo a concessionária, equipes de manutenção trabalharam para normalizar a circulação, enquanto os passageiros receberam orientações por avisos sonoros nos trens e nas estações e pelo atendimento dos Agentes de Atendimento e Segurança.</p>
<p>As fortes chuvas, também afetaram o Metrô de São Paulo. Nas estações Liberdade e Paraíso, da Linha 1-Azul, houve acúmulo de água no mezanino e em um dos acessos, respectivamente, prejudicando temporariamente o funcionamento de equipamentos auxiliares. Segundo o Metrô, equipes de manutenção e limpeza restabeleceram os equipamentos, sem impacto na circulação dos trens. Veja imagens e mais detalhes sobre a ocorrência nas estações do Metrô⁠.</p>
<p><em>Relembre:</em></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="ySWXIR8Bwt"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/14/video-chuva-provoca-acumulo-de-agua-nas-estacoes-liberdade-e-paraiso-da-linha-1-azul-do-metro-de-sao-paulo/">VÍDEO: Chuva provoca acúmulo de água nas estações Liberdade e Paraíso da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“VÍDEO: Chuva provoca acúmulo de água nas estações Liberdade e Paraíso da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo” — Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/14/video-chuva-provoca-acumulo-de-agua-nas-estacoes-liberdade-e-paraiso-da-linha-1-azul-do-metro-de-sao-paulo/embed/#?secret=f7L07MD972#?secret=ySWXIR8Bwt" data-secret="ySWXIR8Bwt" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><em>Confira a nota da TIC Trens:</em></p>
<p><strong><em>A TIC Trens informa que a Linha 7-Rubi opera normalmente. Entre 19h25 e 20h09 desta quarta-feira (14), devido a uma falha no sistema de sinalização ocasionada pelas fortes chuvas que atingiram a região metropolitana de São Paulo, os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Jundiaí.</em></strong></p>
<p><strong><em>Durante o período, os passageiros foram orientados por meio de avisos sonoros nos trens e nas estações.</em></strong></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=539088</guid>
  </item>
  <item>
    <title>STJ decide que redução de multas da ANTT não beneficia automaticamente infrações antigas; entendimento pode alcançar empresas de ônibus</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/14/stj-decide-que-reducao-de-multas-da-antt-nao-beneficia-automaticamente-infracoes-antigas-entendimento-pode-alcancar-empresas-de-onibus/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/14/stj-decide-que-reducao-de-multas-da-antt-nao-beneficia-automaticamente-infracoes-antigas-entendimento-pode-alcancar-empresas-de-onibus/#comments</comments>
    <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 22:12:29 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Julgamento teve origem em penalidades do transporte de cargas, mas fixou regra jurídica sobre punições administrativas que pode repercutir em processos envolvendo linhas regulares de passageiros e fretamento; decisão foi unânime e deverá orientar casos semelhantes em todo o país ADAMO BAZANI O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a redução de multas estabelecida [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image.jpg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/image.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Julgamento teve origem em penalidades do transporte de cargas, mas fixou regra jurídica sobre punições administrativas que pode repercutir em processos envolvendo linhas regulares de passageiros e fretamento; decisão foi unânime e deverá orientar casos semelhantes em todo o país</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a redução de multas estabelecida por uma nova resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não beneficia automaticamente empresas penalizadas por infrações cometidas antes da mudança. O entendimento, firmado pela Primeira Seção do tribunal e divulgado nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, teve origem em autuações do transporte rodoviário de cargas, mas estabelece uma regra jurídica que também pode repercutir em processos envolvendo empresas de ônibus, operadores de linhas interestaduais e serviços de fretamento.</p>
<p>A decisão foi tomada por unanimidade no julgamento dos Recursos Especiais nº 2.175.768 e nº 2.175.767, sob relatoria do ministro Paulo Sérgio Domingues. Os processos foram analisados como recursos repetitivos, no Tema 1.327, mecanismo utilizado para estabelecer um entendimento que deverá orientar o julgamento de causas semelhantes em todo o país. Na prática, o STJ definiu que uma empresa multada regularmente pela ANTT não pode exigir a redução da penalidade apenas porque a agência publicou posteriormente uma resolução com valor menor. A aplicação retroativa da regra mais favorável depende de autorização legal específica e expressa.</p>
<p>O julgamento foi realizado em 9 de setembro de 2026, e o acórdão foi publicado em 21 de setembro. A divulgação desta quarta-feira pelo STJ detalha os fundamentos da decisão e suas consequências para os processos que discutem sanções administrativas.</p>
<p>A questão envolve diretamente o poder de fiscalização das agências reguladoras e a segurança jurídica das penalidades aplicadas às empresas.</p>
<p>Embora a infração que originou o julgamento tenha ocorrido no transporte de cargas, a segunda tese aprovada pelos ministros trata das penalidades administrativas de maneira geral.</p>
<p>Essa abrangência permite que o entendimento seja utilizado em discussões relacionadas a outros serviços regulados, respeitando a legislação específica de cada atividade.</p>
<h3>Multa por dificultar fiscalização caiu de R$ 5 mil para R$ 550, mas STJ rejeitou aplicação aos casos antigos</h3>
<p>A controvérsia começou com penalidades aplicadas pela ANTT a empresas de transporte rodoviário de cargas por dificultar ou impedir o trabalho dos agentes de fiscalização.</p>
<p>Na época das infrações, a Resolução ANTT nº 4.799/2015 estabelecia multa de R$ 5 mil para quem evadisse, obstruísse ou dificultasse a fiscalização durante o transporte rodoviário de cargas.</p>
<p>Em 2019, a ANTT publicou a Resolução nº 5.847, que reduziu essa penalidade para R$ 550.</p>
<p>A diminuição representou uma diferença de R$ 4.450 por infração, equivalente a 89% do valor anteriormente previsto.</p>
<p>Empresas autuadas antes da mudança passaram a recorrer à Justiça para tentar obter a aplicação do novo valor.</p>
<p>O argumento era que a norma posterior, por ser mais favorável ao infrator, deveria alcançar também as multas antigas.</p>
<p>Em um dos processos, a discussão ocorreu durante a cobrança judicial de uma penalidade administrativa.</p>
<p>A empresa buscava reduzir o valor inscrito em dívida ativa, utilizando como fundamento a alteração promovida pela própria ANTT.</p>
<p>A agência recorreu ao STJ contra decisões judiciais que haviam admitido essa redução.</p>
<p>A Primeira Seção acolheu a argumentação da ANTT e decidiu que a penalidade deve observar a regra vigente quando ocorreu a infração.</p>
<p>Veja a diferença entre as duas normas:</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Situação</th>
<th>Valor da multa</th>
</tr>
<tr>
<td>Resolução ANTT nº 4.799/2015</td>
<td>R$ 5.000</td>
</tr>
<tr>
<td>Resolução ANTT nº 5.847/2019</td>
<td>R$ 550</td>
</tr>
<tr>
<td>Redução promovida em 2019</td>
<td>R$ 4.450</td>
</tr>
<tr>
<td>Percentual de redução</td>
<td>89%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Para as infrações anteriores à alteração, regularmente punidas sob a norma então vigente, o STJ manteve a aplicação do valor previsto à época.</p>
<h3>STJ estabelece duas teses sobre multas administrativas</h3>
<p>O tribunal definiu dois entendimentos no Tema 1.327.</p>
<p>O primeiro trata diretamente da alteração promovida pela ANTT em 2019.</p>
<p>Segundo a tese, a sanção estabelecida pela Resolução nº 5.847/2019 não retroage para alcançar condutas e penalidades aplicadas regularmente de acordo com a regulamentação vigente na data dos fatos, mesmo que o valor posterior seja menor.</p>
<p>A segunda tese tem alcance jurídico mais amplo e determina que as penalidades administrativas devem seguir o princípio conhecido como tempus regit actum, expressão utilizada no Direito para indicar que o ato é regido pelas normas existentes no momento em que ocorre.</p>
<p>A exceção depende de previsão legal específica e expressa que autorize a aplicação retroativa de uma regra posterior mais favorável.</p>
<p>O relator, ministro Paulo Sérgio Domingues, explicou que a estabilidade das sanções integra o funcionamento do sistema de fiscalização.</p>
<p>Segundo ele:</p>
<blockquote><p>“A estabilidade da sanção aplicada ao tempo da conduta é, nessa perspectiva, condição de eficácia do próprio sistema regulatório.”</p></blockquote>
<p>O ministro considerou que a possibilidade de reduzir automaticamente penalidades antigas a cada mudança normativa comprometeria a previsibilidade das regras e a função preventiva das multas.</p>
<p>A decisão também diferencia as punições administrativas das sanções previstas no Direito Penal.</p>
<h3>Por que uma pena criminal pode ser reduzida retroativamente, mas uma multa administrativa não segue automaticamente a mesma regra?</h3>
<p>A Constituição Federal estabelece que a lei penal não retroage, salvo para beneficiar o réu.</p>
<p>Isso significa que, no âmbito criminal, uma alteração legislativa que reduza determinada punição pode beneficiar pessoas condenadas por fatos anteriores, observadas as condições legais.</p>
<p>No julgamento envolvendo a ANTT, o STJ concluiu que essa regra constitucional não se aplica automaticamente a todas as sanções impostas pelo Estado.</p>
<p>O ministro Paulo Sérgio Domingues explicou que as penalidades administrativas possuem características diferentes das punições criminais.</p>
<p>Enquanto o Direito Penal pode envolver a restrição da liberdade, o Direito Administrativo Sancionador disciplina condutas relacionadas à organização de atividades econômicas e sociais, com aplicação de multas e outras restrições administrativas.</p>
<p>O relator destacou que o sistema administrativo continua submetido a garantias como legalidade, direito de defesa, devido processo legal e definição prévia das infrações e sanções.</p>
<p>Entretanto, a possibilidade de aplicar retroativamente uma penalidade mais branda depende de autorização legislativa.</p>
<p>O STJ também considerou o entendimento estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.199, relacionado às mudanças na Lei de Improbidade Administrativa.</p>
<p>Nesse julgamento, o STF estabeleceu parâmetros para a aplicação de normas posteriores mais favoráveis no campo do Direito Administrativo Sancionador.</p>
<p>A Primeira Seção do STJ utilizou esses fundamentos para uniformizar sua jurisprudência, que anteriormente havia admitido, em determinadas situações, a aplicação retroativa de normas administrativas mais benéficas.</p>
<h3>Qual é o impacto possível para as empresas de ônibus e de fretamento?</h3>
<p>A relevância para o transporte de passageiros está na possibilidade de aplicação da segunda tese do Tema 1.327 a processos envolvendo penalidades administrativas da ANTT.</p>
<p>A agência fiscaliza empresas que operam serviços regulares interestaduais e internacionais de passageiros, além de atividades de fretamento submetidas à regulamentação federal.</p>
<p>As infrações podem envolver diferentes aspectos da operação, como documentação, condições de prestação dos serviços, descumprimento de obrigações regulamentares e operação em desacordo com a autorização concedida.</p>
<p>Quando uma resolução é modificada, também podem ocorrer alterações nos valores das multas, nas classificações das infrações ou nos procedimentos administrativos.</p>
<p>O entendimento do STJ estabelece um parâmetro para situações em que uma empresa pretende utilizar uma mudança posterior para diminuir penalidade aplicada por conduta anterior.</p>
<p>No entanto, há uma distinção importante: o Tema 1.327 não analisou diretamente multas aplicadas a empresas de ônibus.</p>
<p>A aplicação a esses processos dependerá da natureza da infração, das normas envolvidas e da existência de autorização legal específica para eventual retroatividade.</p>
<p>A tese também não afasta o direito das empresas de contestar autos de infração, apresentar provas, questionar erros de enquadramento ou discutir a legalidade das penalidades.</p>
<p>O julgamento trata especificamente da utilização de uma norma posterior mais favorável para reduzir sanções referentes a condutas anteriores.</p>
<h3>Nova regulamentação da ANTT para ônibus torna discussão relevante para processos administrativos</h3>
<p>A importância do julgamento para o transporte rodoviário de passageiros aumenta diante das mudanças recentes na regulamentação da própria ANTT.</p>
<p>Em 17 de dezembro de 2025, a Diretoria Colegiada da agência aprovou a Resolução nº 6.074, que disciplina sanções e medidas administrativas relacionadas à prestação do serviço regular interestadual de passageiros sob regime de autorização.</p>
<p>A norma reorganizou o tratamento das infrações desse segmento e promoveu alterações na Resolução nº 233/2003, que continua sendo referência para infrações dos serviços semiurbanos e dos serviços de fretamento interestadual e internacional.</p>
<p>Essa distinção é importante: a regulamentação sancionatória do serviço regular e a do fretamento devem ser examinadas de acordo com as disposições aplicáveis a cada modalidade.</p>
<p>A Resolução nº 6.074/2025 também estabeleceu medidas específicas relacionadas à comercialização e à execução de transporte clandestino, inclusive por intermédio de plataformas tecnológicas.</p>
<p>Na alteração da Resolução nº 233/2003, foi incluída previsão de multa de 53.240 Unidades Monetárias de Referência de Passageiros (UMRP) para a comercialização ou execução de serviço clandestino.</p>
<p>A regulamentação também disciplina medidas administrativas envolvendo veículos utilizados no transporte irregular e providências para o atendimento aos passageiros afetados pela fiscalização.</p>
<p>As mudanças demonstram que o sistema de penalidades da ANTT passa por atualizações, exigindo atenção à data de ocorrência de cada infração e à norma aplicável naquele momento.</p>
<p>O precedente do STJ ganha relevância especialmente para discussões em que a alteração regulamentar representa efetiva redução de uma penalidade.</p>
<p>Ele não transforma automaticamente todas as mudanças normativas em situações equivalentes ao caso do transporte de cargas.</p>
<p>Por exemplo, a criação de uma nova infração, a revogação de determinado enquadramento e a simples redução de um valor podem envolver questões jurídicas diferentes.</p>
<h3>Exemplo: empresa de ônibus multada antes de uma mudança nas regras</h3>
<p>Para compreender o possível efeito prático, considere uma situação hipotética.</p>
<p>Uma empresa de ônibus interestadual é autuada pela ANTT e recebe multa de R$ 10 mil, de acordo com a norma vigente na data da ocorrência.</p>
<p>Dois anos depois, uma nova regulamentação reduz para R$ 2 mil a penalidade prevista para a mesma conduta.</p>
<p>A transportadora decide recorrer, argumentando que deveria pagar apenas o novo valor.</p>
<p>Pelo entendimento geral adotado no Tema 1.327, a simples publicação da resolução posterior não garante o direito à redução da multa antiga.</p>
<p>A análise deverá considerar se existe uma lei específica que autorize a aplicação retroativa da penalidade mais favorável.</p>
<p>O exemplo não corresponde a uma autuação real examinada nesse julgamento, mas demonstra a situação jurídica que poderá surgir em processos administrativos ou judiciais envolvendo empresas de passageiros.</p>
<h3>Julgamento também interessa aos passageiros porque define condições de fiscalização</h3>
<p>Embora a decisão envolva diretamente as empresas autuadas e o órgão regulador, o sistema de sanções administrativas também possui importância para os passageiros.</p>
<p>As penalidades aplicadas pela ANTT são instrumentos utilizados para exigir o cumprimento das regras de prestação do transporte.</p>
<p>No serviço regular, essas obrigações abrangem aspectos como condições operacionais, segurança, documentação, atendimento aos usuários e prestação adequada das viagens autorizadas.</p>
<p>No fretamento, a fiscalização verifica o cumprimento das exigências específicas da modalidade e das condições de autorização.</p>
<p>A aplicação das multas busca responsabilizar os operadores pelas infrações identificadas, respeitando os procedimentos legais de defesa.</p>
<p>Ao estabelecer um critério para definir qual norma deve ser utilizada na aplicação das penalidades, o STJ também fornece uma referência para a atuação dos órgãos reguladores e para a revisão judicial das sanções.</p>
<p>Isso não significa que os valores das multas serão automaticamente mantidos em todas as situações.</p>
<p>A legalidade da autuação, a comprovação da infração, a regularidade do procedimento administrativo e as possibilidades de contestação continuam sujeitas à análise de cada caso.</p>
<h3>Decisão foi unânime, mas ministros divergiram sobre os efeitos para processos anteriores</h3>
<p>O julgamento dos Recursos Especiais nº 2.175.768 e nº 2.175.767 ocorreu em 9 de setembro de 2026.</p>
<p>A Primeira Seção aprovou por unanimidade as duas teses jurídicas propostas para o Tema 1.327 e deu provimento aos recursos da ANTT.</p>
<p>Durante o julgamento, entretanto, houve discussão sobre a chamada modulação de efeitos, instrumento utilizado pelos tribunais para definir a partir de quando determinado entendimento produzirá consequências.</p>
<p>A proposta apresentada pelo relator Paulo Sérgio Domingues foi rejeitada por maioria.</p>
<p>Ficaram vencidos, nesse ponto, os ministros Paulo Sérgio Domingues, Teodoro Silva Santos, Afrânio Vilela e Sérgio Kukina.</p>
<p>Assim, o tribunal aprovou unanimemente as teses sobre a impossibilidade de retroatividade automática, mas não acolheu a proposta de limitar temporalmente os efeitos do entendimento.</p>
<p>Essa distinção é relevante para processos antigos que discutem a mesma questão.</p>
<h3>O que acontece agora com os processos que estavam suspensos</h3>
<p>O Tema 1.327 foi submetido ao rito dos recursos repetitivos porque a discussão sobre a aplicação retroativa da Resolução ANTT nº 5.847/2019 aparecia em diferentes processos judiciais.</p>
<p>Durante a tramitação do repetitivo, o STJ determinou a suspensão dos recursos especiais e agravos em recurso especial que discutiam a questão delimitada, em tramitação no país.</p>
<p>Com a definição das teses, esses recursos poderão retomar seu andamento, aplicando-se o entendimento fixado pela Primeira Seção.</p>
<p>A decisão deverá orientar os tribunais de primeira e segunda instâncias na solução de processos que apresentem a mesma questão jurídica.</p>
<p>Também servirá como precedente para novas controvérsias sobre a aplicação de normas administrativas posteriores mais favoráveis, respeitadas as particularidades de cada setor regulado.</p>
<p>No transporte rodoviário de passageiros, o principal reflexo será a utilização desse entendimento como referência em discussões sobre multas da ANTT, sobretudo quando houver alteração posterior que reduza penalidades estabelecidas em resoluções anteriores.</p>
<p>A decisão também reforça a necessidade de empresas e operadores acompanharem as mudanças regulamentares e manterem registros dos processos administrativos, especialmente quanto às datas das infrações, ao enquadramento utilizado e às normas então vigentes.</p>
<p>Com o julgamento, o STJ estabelece que a redução de uma multa administrativa representa uma mudança para o futuro, salvo quando o legislador autorizar expressamente sua aplicação a condutas anteriores.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes<br />
</em></strong></p>
</div>
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    <title>Rodovias concedidas de SP registram 20 milhões de veículos durante feriado de Nossa Senhora Aparecida</title>
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    <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 22:00:25 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Sexta-feira (9) teve o maior movimento, com 4,93 milhões de veículos; SP-070 liderou o volume de tráfego no período YURI SENA As rodovias concedidas do estado de São Paulo receberam 20,09 milhões de veículos entre quinta-feira (8) e segunda-feira (12), durante o feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida. Segundo levantamento da Agência de Transporte do [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/8e14d8dd-68ae-4117-b3f5-0bdc48b00200-e1791934592822.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Sexta-feira (9) teve o maior movimento, com 4,93 milhões de veículos; SP-070 liderou o volume de tráfego no período</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As rodovias concedidas do estado de São Paulo receberam 20,09 milhões de veículos entre quinta-feira (8) e segunda-feira (12), durante o feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida. Segundo levantamento da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP), a sexta-feira (9) concentrou o maior fluxo, com cerca de 4,93 milhões de veículos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No domingo (11), a circulação caiu para aproximadamente 3 milhões de veículos. Já na segunda-feira (12), data do feriado nacional, o movimento voltou a crescer, chegando a 3,82 milhões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerando todo o período, a tarde foi a faixa horária de maior circulação, com cerca de 7,43 milhões de veículos. Pela manhã, foram registrados 6,52 milhões. Somados, os dois períodos concentraram quase 70% do tráfego contabilizado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">SP-070 lidera movimentação</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as rodovias monitoradas, a SP-070 registrou o maior volume, com 3,17 milhões de veículos. Na sequência aparecem a SP-280, com 2,15 milhões, e a SP-330, com 2,03 milhões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também tiveram movimentação expressiva a SP-021, com quase 2 milhões de veículos, e a SP-300, com 1,84 milhão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas praças de pedágio, Itaquaquecetuba contabilizou aproximadamente 1,64 milhão de passagens. Guararema aparece em seguida, com 598 mil, à frente de Barueri, com 589 mil, São José dos Campos, com 554 mil, e Osasco, com 524 mil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o feriado, as concessionárias mantiveram equipes mobilizadas para acompanhar o tráfego e atender os usuários. A ARTESP monitorou a operação em conjunto com as empresas responsáveis pelas rodovias, com foco na segurança viária e na fluidez dos deslocamentos.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>VÍDEO: Chuva provoca acúmulo de água nas estações Liberdade e Paraíso da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo</title>
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	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 21:25:35 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Imagens nas redes sociais mostram água dentro das estações nesta quarta-feira (14); equipamentos auxiliares foram afetados, mas circulação dos trens não sofreu impacto YURI SENA As fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo nesta quarta-feira (14) provocaram acúmulo de água no mezanino da estação Liberdade e em um dos acessos da estação Paraíso, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="499" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/aa541605-173a-4299-a93b-72a394d4e02c-e1792013118996.jpg?fit=800%2C499&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Imagens nas redes sociais mostram água dentro das estações nesta quarta-feira (14); equipamentos auxiliares foram afetados, mas circulação dos trens não sofreu impacto</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><div style="width: 576px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-539076-2" width="576" height="1088" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-14-at-18.21.29.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-14-at-18.21.29.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-14-at-18.21.29.mp4</a></video></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo nesta quarta-feira (14) provocaram acúmulo de água no mezanino da estação Liberdade e em um dos acessos da estação Paraíso, ambas da Linha 1-Azul do Metrô. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a presença de água nas dependências das estações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o Metrô, o acúmulo afetou parcialmente o funcionamento de equipamentos auxiliares, como catracas, monitores de informação e escadas fixas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Equipes de manutenção e limpeza foram acionadas e restabeleceram o funcionamento dos equipamentos nas duas estações. De acordo com a companhia, a circulação dos trens não foi afetada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Confira a nota do Metrô de São Paulo: </span></p>
<p><b><i>Em razão das fortes chuvas que atingiram a capital nesta quarta-feira (14), uma lâmina d&#8217;água se formou no mezanino da estação Liberdade e em um dos acessos da estação Paraíso, da Linha 1-Azul, e afetou parcialmente o funcionamento de alguns equipamentos auxiliares (catracas, monitores de informação e escadas fixas). Equipes de manutenção e limpeza foram acionadas e já restabeleceram o funcionamento desses equipamentos, em ambas estações. A circulação dos trens não foi impactada.</i></b></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
]]></content:encoded>

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    <title>“Lei da Buser” em MG: mais uma vez STF adia votação que determinaria se exigência de circuito fechado no fretamento e poder dos Estados são constitucionais ou não</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/14/lei-da-buser-em-mg-mais-uma-vez-stf-adia-votacao-que-determinaria-se-exigencia-de-circuito-fechado-no-fretamento-e-poder-dos-estados-sao-constitucionais-ou-nao/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 14 Oct 2026 21:05:43 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Na sessão desta quarta-feira (14), foram votados outros temas pelos ministros do Supremo. Na leitura da pauta para esta quinta, Fachin não mencionou o processo ADAMO BAZANI O Supremo Tribunal Federal (STF) deixou mais uma vez de realizar, nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a votação de um processo que pode definir os limites [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="770" height="487" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/buse.jpg?fit=770%2C487&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/buse.jpg?w=770&amp;ssl=1 770w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/buse.jpg?resize=300%2C190&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/buse.jpg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/buse.jpg?resize=768%2C486&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/buse.jpg?resize=400%2C253&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /> <p><em>Na sessão desta quarta-feira (14), foram votados outros temas pelos ministros do Supremo. Na leitura da pauta para esta quinta, Fachin não mencionou o processo</em></p>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) deixou mais uma vez de realizar, nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a votação de um processo que pode definir os limites do poder dos Estados para regulamentar o fretamento de ônibus e a constitucionalidade da exigência de circuito fechado, pela qual um mesmo grupo de passageiros deve realizar a viagem de ida e volta no mesmo veículo. O julgamento envolve a Lei nº 23.941/2021, de Minas Gerais, conhecida como “Lei da Buser”, e interessa tanto às plataformas digitais de transporte quanto às empresas tradicionais de fretamento e às operadoras de linhas regulares.</p>
<p>O julgamento do processo foi adiado. A Ministra Cármen(relatora) decidiu não aceitar os pedidos da Abrati, e outros, como assistentes (amigos da causa). Cármen Lúcia decidiu isso momentos antes da sessão. Também havia vários pedidos de sustentação oral.</p>
<p>O processo, identificado como Recurso Extraordinário (RE) 1.506.410/MG, estava entre os assuntos previstos para a sessão desta quarta-feira (14), mas o plenário analisou outros temas. Ao anunciar a pauta de quinta-feira (15), o presidente do STF, ministro Edson Fachin, não mencionou o caso. A controvérsia envolve a obrigação de transportar um grupo previamente definido, a apresentação antecipada da lista de passageiros, a venda individualizada de lugares e a possibilidade de ônibus fretados realizarem viagens com características semelhantes às das linhas regulares.</p>
<p>O julgamento já havia sido adiado em 26 de agosto de 2026, por indicação da relatora, ministra Cármen Lúcia. Na ocasião, a magistrada considerou necessário assegurar a manifestação das partes após a apresentação de uma divergência no julgamento virtual.</p>
<p>A disputa está judicializada desde 2022, mas tem origem na aprovação da legislação mineira em setembro de 2021. A lei foi sancionada pelo governador Romeu Zema com vetos a dispositivos que restringiam o fretamento. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais, entretanto, derrubou esses vetos em novembro daquele ano.</p>
<p>Um dos aspectos mais relevantes é que a controvérsia não se limita à Buser. A definição sobre a constitucionalidade das restrições pode repercutir em outros Estados, sobretudo na diferenciação entre fretamento eventual, fretamento contínuo e transporte regular de passageiros.</p>
<h3>O que é a “Lei da Buser” e quais restrições foram impostas em Minas Gerais</h3>
<p>A Lei Estadual nº 23.941, de 24 de setembro de 2021, estabelece condições para a prestação de serviços de fretamento contínuo ou eventual em viagens intermunicipais e metropolitanas.</p>
<p>A legislação prevê que a prestação do serviço depende de autorização do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG).</p>
<p>Essa autorização tem caráter precário, personalíssimo, intransferível e temporário. O pedido pode ser apresentado por empresas de diferentes portes ou cooperativas, com cadastramento dos veículos, dos condutores e dos responsáveis pelo serviço.</p>
<p>Entre as principais exigências estabelecidas pela legislação estão:</p>
<p><strong>1. Circuito fechado:</strong> transporte de grupo previamente definido, com motivação comum, que parte de uma origem, segue até o destino e retorna no mesmo veículo utilizado na ida.</p>
<p><strong>2. Lista nominal de passageiros:</strong> obrigação de encaminhar ao DER-MG a identificação das pessoas que serão transportadas.</p>
<p><strong>3. Antecedência de seis horas:</strong> solicitação da autorização e envio da lista de passageiros até seis horas antes do início do primeiro trecho da viagem.</p>
<p><strong>4. Limitação das alterações na lista:</strong> possibilidade de substituição de até dois passageiros ou 20% da capacidade do veículo, prevalecendo o maior desses limites, com comunicação até o início da viagem.</p>
<p><strong>5. Proibição de venda individualizada por intermediários:</strong> restrição ao fretamento intermediado por terceiros que comercializem lugares de maneira fracionada ou individualizada.</p>
<p><strong>6. Proibição de características de transporte regular</strong>: restrição a viagens habituais com regularidade de dias, horários ou itinerários, além da comercialização individual de passagens.</p>
<p><strong>7. Restrições aos locais de embarque e desembarque:</strong> vedação, nas condições previstas na lei, ao embarque e desembarque ao longo do itinerário e em terminais rodoviários utilizados pelo transporte coletivo público.</p>
<p><strong>8. Documentação durante a viagem:</strong> obrigação de o motorista portar a autorização, o documento fiscal do contrato de fretamento e a relação dos passageiros transportados.</p>
<p>A legislação também estabelece mecanismos de fiscalização e remete às penalidades previstas na legislação estadual e no Código de Trânsito Brasileiro.</p>
<p>No caso do transporte clandestino ou irregular, a Lei nº 19.445/2011, com as alterações promovidas pela Lei nº 23.941/2021, prevê multa de 1.000 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs), remoção do veículo e outras sanções, conforme a infração.</p>
<p>A multa pode ser duplicada em caso de reincidência e a legislação também alcança quem promove ou intermedeia serviços irregulares.</p>
<p>Há ainda tratamento específico para o fretamento destinado ao transporte intermunicipal de trabalhadores rurais, com dispensa de determinadas exigências cadastrais e de envio de listas, sem afastar as obrigações relacionadas à segurança.</p>
<h3>Circuito fechado e circuito aberto: entenda as diferenças para passageiros e empresas</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-539053" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="819" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=120%2C150&amp;ssl=1 120w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=400%2C500&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?resize=150%2C187&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6190ff6e-d7b7-4220-ba39-20db01fd9ebb.png?w=1122&amp;ssl=1 1122w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></p>
<p>A expressão circuito fechado é um dos pontos centrais da disputa porque determina como a viagem fretada deve ser organizada e contratada.</p>
<p>No modelo tradicional de circuito fechado, um grupo contrata um ônibus para realizar um deslocamento com ida e volta, com passageiros previamente identificados.</p>
<p>Já no chamado circuito aberto, a contratação pode envolver viagens somente de ida ou deslocamentos nos quais não exista obrigação de retorno com o mesmo grupo e veículo.</p>
<p>O circuito aberto, por si só, não significa necessariamente venda individual de passagens. Essa é uma questão jurídica distinta, embora as duas práticas estejam relacionadas na discussão sobre os modelos de fretamento intermediados por aplicativos.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Circuito fechado</th>
<th>Circuito aberto</th>
</tr>
<tr>
<td>Formação do grupo</td>
<td>Grupo previamente definido</td>
<td>Pode haver formação de grupos distintos por viagem</td>
</tr>
<tr>
<td>Viagem de ida</td>
<td>Realizada pelo grupo contratado</td>
<td>Pode ser contratada separadamente</td>
</tr>
<tr>
<td>Viagem de volta</td>
<td>Mesmo grupo retorna no mesmo veículo, segundo a lei mineira</td>
<td>Não exige retorno dos mesmos passageiros no mesmo veículo</td>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros</td>
<td>Identificados previamente</td>
<td>Podem variar conforme a modalidade e a regulamentação</td>
</tr>
<tr>
<td>Contratação</td>
<td>Fretamento para grupo determinado</td>
<td>Pode envolver viagens independentes de ida e volta</td>
</tr>
<tr>
<td>Comercialização</td>
<td>A lei mineira proíbe a venda individualizada por intermediadores</td>
<td>A venda individual depende do enquadramento jurídico e das regras aplicáveis</td>
</tr>
<tr>
<td>Utilização do veículo</td>
<td>Vinculada ao itinerário e ao grupo contratado</td>
<td>Pode permitir utilização em diferentes viagens</td>
</tr>
<tr>
<td>Questão jurídica</td>
<td>Constitucionalidade da exigência estadual</td>
<td>Possibilidade de operação sem a obrigação de circuito fechado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>A diferença tem consequências operacionais e comerciais.</p>
<p>No circuito fechado, uma empresa que transporta determinado grupo precisa organizar o retorno conforme as condições do contrato e da regulamentação aplicável.</p>
<p>Em um modelo aberto, a transportadora pode, em tese, utilizar o veículo em outra viagem contratada de maneira independente, sem necessariamente transportar de volta os mesmos passageiros da primeira viagem.</p>
<p>Essa possibilidade pode modificar o aproveitamento dos ônibus, o planejamento dos deslocamentos e a composição dos custos operacionais.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o debate envolve os limites entre a contratação de um serviço de fretamento e a oferta de viagens regulares com venda individual de passagens.</p>
<p>No transporte regular, as empresas operam serviços submetidos a regras específicas de autorização ou concessão, com obrigações relacionadas a itinerários, horários, atendimento aos passageiros e continuidade da prestação do serviço.</p>
<p>O STF deverá examinar a validade das restrições contestadas, levando em consideração essas diferenças e as competências constitucionais dos entes federativos.</p>
<div>
<div>
<div>Imagem ilustrativa de ônibus rodoviário. A comparação entre circuito fechado e circuito aberto está detalhada na tabela acima.</div>
</div>
</div>
<h3>Histórico completo: da aprovação da lei em 2021 aos adiamentos do julgamento no STF em 2026</h3>
<p>A disputa sobre a chamada “Lei da Buser” envolve decisões legislativas, ações judiciais, medidas provisórias e votações no Supremo Tribunal Federal. A seguir, os principais acontecimentos em ordem cronológica.</p>
<p><strong>1. Projeto de lei começa a tramitar na Assembleia de Minas Gerais — 2015</strong></p>
<p>A legislação tem origem no Projeto de Lei nº 1.155/2015, apresentado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.</p>
<p>A proposta tratava da regulamentação do fretamento de veículos de transporte coletivo para viagens intermunicipais e metropolitanas.</p>
<p>Durante a tramitação, a discussão passou a envolver também as condições para a contratação das viagens e a diferença entre fretamento e transporte regular.</p>
<p><strong>2. Assembleia aprova restrições e governador veta parte das regras — setembro de 2021</strong></p>
<p>Em setembro de 2021, a Assembleia aprovou a proposição que deu origem à Lei nº 23.941.</p>
<p>O governador Romeu Zema sancionou a legislação em 24 de setembro, mas vetou dispositivos que considerou inadequados, incluindo a exigência de circuito fechado, a apresentação antecipada da lista de passageiros e a restrição à comercialização individualizada de lugares.</p>
<p>Na justificativa dos vetos, o Executivo questionou os efeitos dessas restrições sobre a prestação do serviço e o mercado de transporte fretado.</p>
<p><strong>3. Assembleia derruba vetos de Romeu Zema — 17 de novembro de 2021</strong></p>
<p>Os deputados estaduais rejeitaram os vetos do governador, restabelecendo os artigos 3º, 4º e 5º e dispositivos do artigo 6º da legislação.</p>
<p>A decisão colocou em vigor regras que haviam sido excluídas do texto sancionado, como a obrigatoriedade do circuito fechado e a proibição de intermediação de viagens com venda individualizada de lugares.</p>
<p>Foi esse conjunto de restrições que passou a ser contestado judicialmente.</p>
<p><strong>4. Lei é questionada na Justiça mineira — 2022</strong></p>
<p>O diretório estadual do Partido Novo apresentou uma ação de controle de constitucionalidade no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.</p>
<p>A discussão envolvia artigos da Lei nº 23.941/2021 e as competências legislativas do Estado, além de questionamentos sobre a livre iniciativa e a separação dos Poderes.</p>
<p>O Tribunal de Justiça rejeitou a pretensão de declaração de inconstitucionalidade, o que levou o partido a recorrer ao STF.</p>
<p><strong>5. Dispositivos são suspensos durante a tramitação do recurso — 2024</strong></p>
<p>No andamento da controvérsia, foi concedido efeito suspensivo ao recurso extraordinário apresentado pelo Partido Novo.</p>
<p>Com isso, ficaram temporariamente suspensos os efeitos de dispositivos que tratavam do circuito fechado, das listas de passageiros, da antecedência da autorização e das restrições à comercialização e ao embarque.</p>
<p>Essa suspensão foi posteriormente revista pelo Supremo.</p>
<p><strong>6. Cármen Lúcia restabelece a eficácia das restrições — dezembro de 2024</strong></p>
<p>Em decisão monocrática publicada em 13 de dezembro de 2024, Cármen Lúcia cassou o efeito suspensivo que havia sido atribuído ao recurso extraordinário.</p>
<p>A medida restabeleceu a eficácia dos artigos 3º, 4º e 5º e dos dispositivos contestados do artigo 6º da Lei nº 23.941/2021.</p>
<p>A decisão teve consequência prática para a fiscalização e para as empresas de fretamento, uma vez que as restrições voltaram a produzir efeitos.</p>
<p><strong>7. Cármen Lúcia rejeita o recurso extraordinário — 13 de outubro de 2025</strong></p>
<p>A relatora negou provimento ao recurso do Partido Novo.</p>
<p>No entendimento apresentado, a legislação mineira encontrava amparo na competência residual dos Estados para disciplinar o transporte intermunicipal e metropolitano.</p>
<p>Cármen Lúcia também afastou as alegações de violação à separação dos Poderes e à reserva de administração.</p>
<p>A ministra considerou admissível a iniciativa parlamentar da legislação e apontou limites à revisão, pelo STF, de questões relacionadas à interpretação de normas locais.</p>
<p><strong>8. Partido Novo apresenta embargos de declaração — 21 de outubro de 2025</strong></p>
<p>Após a decisão, o Partido Novo apresentou embargos de declaração, alegando omissões que deveriam ser examinadas pelo Supremo.</p>
<p>O partido também pediu a alteração do resultado do julgamento, buscando afastar a decisão desfavorável e permitir nova análise da constitucionalidade dos dispositivos.</p>
<p>Os embargos passaram a concentrar a discussão subsequente.</p>
<p>9. Três ministros se manifestam pela manutenção da decisão — outubro e novembro de 2025</p>
<p>Na sessão virtual realizada de 31 de outubro a 10 de novembro de 2025, Cármen Lúcia votou por receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar provimento ao pedido.</p>
<p>O entendimento foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.</p>
<p>Na sequência, André Mendonça pediu vista, suspendendo a análise para examinar o processo.</p>
<p><strong>10. André Mendonça apresenta voto divergente — abril de 2026</strong></p>
<p>O julgamento foi retomado no plenário virtual iniciado em 17 de abril de 2026.</p>
<p>André Mendonça apresentou voto divergente, defendendo o provimento parcial do recurso e a declaração de inconstitucionalidade dos seguintes dispositivos da legislação mineira:</p>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>Artigo 3º, que estabelece a obrigatoriedade do circuito fechado e da relação nominal dos passageiros.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Artigo 4º, que exige autorização e apresentação da lista com antecedência de seis horas.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Artigo 5º, que limita as alterações na relação dos passageiros.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Inciso I do artigo 6º, que proíbe o fretamento intermediado por terceiros com comercialização fracionada ou individualizada de lugares.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Inciso III do parágrafo único do artigo 6º, que trata da restrição ao embarque e desembarque ao longo do itinerário e em terminais rodoviários utilizados pelo transporte público.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>A divergência alcançava os pontos de maior repercussão para os modelos de fretamento intermediados por plataformas digitais.</p>
<p><strong>11. Edson Fachin pede destaque para julgamento presencial — abril de 2026</strong></p>
<p>Após a apresentação do voto de André Mendonça, o ministro Edson Fachin solicitou destaque do processo.</p>
<p>O pedido levou a discussão do ambiente virtual para o plenário presencial, onde os ministros poderiam debater a matéria.</p>
<p>Dessa maneira, o julgamento dos recursos passou a depender de nova deliberação em sessão presencial.</p>
<p><strong>12. Processo entra na pauta de 26 de agosto de 2026, mas julgamento é adiado</strong></p>
<p>O Supremo incluiu o caso na pauta de 26 de agosto de 2026.</p>
<p>No dia anterior, Cármen Lúcia apresentou despacho indicando a necessidade de garantir às partes a oportunidade de manifestação diante da retomada do julgamento presencial.</p>
<p>A relatora propôs que os embargados fossem intimados para apresentar contrarrazões, com posterior reinclusão do processo em pauta.</p>
<p>Em 26 de agosto, o plenário adiou a apreciação por indicação da ministra. A sessão foi presidida por Edson Fachin.</p>
<p><strong>13. STF anuncia nova previsão de julgamento para 14 e 15 de outubro de 2026</strong></p>
<p>Na programação oficial de outubro, o Supremo voltou a destacar o Caso Buser entre os assuntos previstos para as sessões dos dias 14 e 15.</p>
<p>O recurso foi colocado na relação de matérias destinadas ao plenário presencial, novamente sob a relatoria de Cármen Lúcia.</p>
<p><strong>14. STF realiza sessão, mas não julga o Caso Buser — 14 de outubro de 2026</strong></p>
<p>Na sessão desta quarta-feira, os ministros examinaram outros processos, e o RE 1.506.410/MG não chegou a ser chamado para votação.</p>
<p>Ao apresentar os julgamentos previstos para quinta-feira, Edson Fachin não mencionou a ação que discute a legislação mineira de fretamento.</p>
<p>O episódio representa mais uma oportunidade em que a controvérsia não chega a uma conclusão no plenário presencial.</p>
<h3>Quem participa da disputa judicial</h3>
<p>O recurso foi apresentado pelo diretório estadual do Partido Novo em Minas Gerais.</p>
<p>Entre os participantes e interessados no processo estão o Estado de Minas Gerais, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a Confederação Nacional de Serviços (CNS), a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Buser Brasil Tecnologia Ltda., a Associação Brasileira dos Fretadores Colaborativos (Abrafrec), a Federação de Serviços de Minas Gerais e o Sindicato das Empresas de Transporte Turístico e de Fretamento do Estado de Minas Gerais.</p>
<p>A presença dessas entidades demonstra que a discussão envolve segmentos distintos da atividade econômica e da representação empresarial, com interesses relacionados à contratação, fiscalização e execução dos serviços de transporte de passageiros.</p>
<h3>O que a decisão pode representar para a Buser, as empresas regulares e o fretamento tradicional</h3>
<p>Uma eventual decisão favorável à constitucionalidade das restrições da legislação mineira poderá consolidar, no âmbito do processo, a possibilidade de o Estado exigir circuito fechado, listas antecipadas e condições específicas para o fretamento intermunicipal e metropolitano.</p>
<p>Caso prevaleça o entendimento divergente apresentado por André Mendonça, os dispositivos questionados poderão ser afastados, alterando as condições legais aplicáveis aos serviços de fretamento abrangidos pela lei.</p>
<p>Para as empresas tradicionais que operam linhas regulares, a discussão envolve a possibilidade de concorrência com viagens fretadas comercializadas em plataformas digitais, especialmente nos mercados em que há oferta de deslocamentos semelhantes.</p>
<p>No caso das empresas de fretamento, o resultado poderá influenciar as possibilidades de contratação das viagens, formação dos grupos, planejamento da utilização dos veículos e organização dos itinerários.</p>
<p>Para os passageiros, os efeitos poderão envolver as opções de serviços disponíveis, as formas de contratação e a oferta de viagens de ida e volta.</p>
<p>Outra questão importante é a diferenciação das competências regulatórias.</p>
<p>No transporte intermunicipal e metropolitano, a atuação regulatória cabe aos Estados, dentro dos limites constitucionais e da legislação nacional.</p>
<p>No transporte rodoviário interestadual, a competência é federal, exercida pela União por meio da ANTT.</p>
<p>A eventual decisão do Supremo sobre a legislação mineira poderá ser utilizada como referência em outras disputas judiciais envolvendo o setor, de acordo com os fundamentos adotados pelos ministros e o alcance jurídico do pronunciamento.</p>
<p>A controvérsia, portanto, ultrapassa a situação de uma plataforma específica. Envolve a definição dos limites da regulamentação do fretamento e de sua diferenciação em relação ao <em>transporte regular de passageiros, justamente em um período de expansão das tecnologias de intermediação e comercialização de viagens rodoviárias.</em></p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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