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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>STF prevê para quarta-feira (28) nova tentativa de julgamento sobre lei de Minas que restringe Buser e fretamento por aplicativos após cinco adiamentos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/stf-preve-para-quarta-feira-28-nova-tentativa-de-julgamento-sobre-lei-de-minas-que-restringe-buser-e-fretamento-por-aplicativos-apos-cinco-adiamentos/</link>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 09:39:53 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Processo relatado por Cármen Lúcia volta à programação do Plenário presencial duas semanas depois da última retirada de pauta; ministros vão discutir circuito fechado, venda individual de lugares e limites da regulamentação estadual do transporte de passageiros ADAMO BAZANI O STF (Supremo Tribunal Federal) tem uma nova previsão de julgamento para quarta-feira, 28 de outubro [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_061938_Chrome-e1793092960688.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Processo relatado por Cármen Lúcia volta à programação do Plenário presencial duas semanas depois da última retirada de pauta; ministros vão discutir circuito fechado, venda individual de lugares e limites da regulamentação estadual do transporte de passageiros</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O STF (Supremo Tribunal Federal) tem uma nova previsão de julgamento para quarta-feira, 28 de outubro de 2026, do processo que discute a constitucionalidade da Lei nº 23.941/2021, de Minas Gerais, responsável por estabelecer restrições ao fretamento de ônibus por aplicativos, como a Buser. A informação consta da programação das sessões plenárias de 28 e 29 de outubro divulgada nesta segunda-feira (26), após o julgamento ter sido novamente adiado em 14 de outubro. Será mais uma tentativa de definir a validade de exigências como o circuito fechado, a apresentação de listas de passageiros e as limitações à comercialização individualizada de lugares.</p>
<p>O Recurso Extraordinário (RE) 1.506.410/MG, relatado pela ministra Cármen Lúcia, será analisado no Plenário presencial depois de um pedido de destaque apresentado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin. Na votação virtual anterior, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin haviam se manifestado pela manutenção da decisão favorável à legislação, enquanto André Mendonça apresentou divergência para derrubar parte das restrições. Com o destaque, o julgamento deverá ser reiniciado, sem aproveitamento automático dos votos anteriores. A nova previsão ocorre em meio à expectativa de empresas de fretamento, plataformas digitais e transportadoras regulares por uma definição jurídica que poderá influenciar a organização do transporte rodoviário de passageiros.</p>
<p>A informação sobre o dia 28 foi publicada pelo portal jurídico Migalhas às 19h09 de segunda-feira (26). A consulta ao calendário do STF confirma a programação de sessões presenciais nesta semana, mas a inclusão individual do RE 1.506.410 na sessão de quarta-feira ainda não pôde ser confirmada diretamente no andamento oficial do processo. Portanto, a data deve ser tratada como previsão de julgamento, sujeita a alterações.</p>
<h2>Nova tentativa ocorre depois do adiamento de 14 de outubro</h2>
<p>O caso estava previsto para julgamento em 14 de outubro, às 14h, quando aparecia entre os processos da sessão ordinária do Plenário.</p>
<p>Entretanto, o processo não chegou a ser analisado. O presidente Edson Fachin anunciou novo adiamento, por solicitação da relatora Cármen Lúcia, deixando a discussão novamente sem data definida naquele momento.</p>
<p>O adiamento de outubro sucedeu outra retirada de pauta, ocorrida em 26 de agosto, quando a relatora solicitou prazo para apresentação de contrarrazões pelas partes, diante do reinício da tramitação decorrente do pedido de destaque.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanha os sucessivos adiamentos e as movimentações do processo, que envolve diretamente as condições de atuação de empresas de fretamento e plataformas de viagens.</p>
<p>A nova previsão para 28 de outubro representa a possibilidade de retomada de uma discussão que ainda não teve conclusão definitiva no STF.</p>
<h2>O que os ministros vão decidir</h2>
<p>A discussão envolve principalmente a possibilidade de o Estado de Minas Gerais impor condições específicas para o fretamento intermunicipal e metropolitano, incluindo exigências que afetam modelos de transporte organizados por plataformas digitais.</p>
<p>A legislação mineira estabelece o chamado circuito fechado, pelo qual um grupo previamente definido deve realizar a viagem de ida e retornar à origem, observadas as condições legais.</p>
<p>Também estão em discussão regras relacionadas à identificação dos passageiros, à apresentação antecipada das listas e à proibição da intermediação que envolva a comercialização individualizada de lugares.</p>
<p>Para os defensores dessas exigências, as restrições permitem distinguir o fretamento do transporte regular, submetido a outro regime de autorização e fiscalização.</p>
<p>Já os críticos argumentam que determinadas condições limitam a concorrência, dificultam a utilização de novas tecnologias e restringem a possibilidade de passageiros contratarem viagens por intermédio de plataformas digitais.</p>
<p>A controvérsia envolve ainda a distribuição de competências legislativas entre União e estados.</p>
<p>A decisão poderá estabelecer parâmetros importantes para outras disputas judiciais relacionadas ao fretamento, embora seus efeitos dependam do alcance definido pelo STF.</p>
<h2>Cármen Lúcia e André Mendonça apresentaram posições diferentes</h2>
<p>No julgamento virtual iniciado em outubro de 2025, a relatora Cármen Lúcia votou para receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar provimento ao recurso.</p>
<p>Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin acompanharam a relatora.</p>
<p>André Mendonça pediu vista, interrompendo a análise.</p>
<p>Quando o julgamento foi retomado, em abril de 2026, Mendonça apresentou divergência para declarar inconstitucionais os artigos 3º, 4º e 5º, além do inciso I do artigo 6º e do inciso III do parágrafo único do mesmo artigo da legislação mineira.</p>
<p>São dispositivos que estabelecem exigências relacionadas ao circuito fechado, à identificação dos passageiros e à comercialização de lugares.</p>
<p>Antes da conclusão da votação virtual, Edson Fachin apresentou pedido de destaque, transferindo a discussão para o Plenário presencial.</p>
<p>Por essa razão, os votos anteriormente registrados não representam resultado definitivo, e os ministros deverão se manifestar novamente na sessão presencial.</p>
<h2>O que pode mudar para o passageiro</h2>
<p>O resultado poderá influenciar a oferta de viagens intermunicipais e metropolitanas realizadas por empresas de fretamento em Minas Gerais.</p>
<p>Caso sejam mantidas as restrições, as transportadoras continuarão sujeitas às condições estabelecidas pela legislação estadual, incluindo os dispositivos questionados.</p>
<p>Se parte das regras for declarada inconstitucional, empresas e plataformas poderão ter maior liberdade para organizar determinadas operações, respeitadas as demais exigências legais.</p>
<p>Isso não significa ausência de fiscalização ou liberação irrestrita do transporte de passageiros.</p>
<p>Continuarão aplicáveis as exigências pertinentes à segurança, regularidade das empresas, condições dos veículos e demais obrigações previstas na legislação.</p>
<p>Também é necessário distinguir o transporte intermunicipal e metropolitano, submetido à regulamentação estadual, do transporte interestadual, cuja regulação compete à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).</p>
<p>Para o passageiro, o julgamento envolve questões práticas como disponibilidade de viagens, alternativas de contratação e segurança jurídica dos serviços oferecidos.</p>
<p>Para as empresas, a definição poderá influenciar investimentos, planejamento operacional, modelos de comercialização e concorrência entre diferentes modalidades de transporte.</p>
<h2>Decisão também pode repercutir em outros processos</h2>
<p>A importância da controvérsia ficou evidente em outra discussão recente no STF.</p>
<p>Em outubro, a Primeira Turma registrou empate em um recurso envolvendo Pampulha Viagens e Turismo Ltda. e Viação Sandra Ltda., também relacionado ao setor de transporte em Minas Gerais.</p>
<p>No julgamento do ARE 1.614.744, Flávio Dino e Cármen Lúcia votaram para negar provimento a um agravo interno.</p>
<p>Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin defenderam aguardar a conclusão do RE 1.506.410/MG antes de decidir o recurso.</p>
<p>Com o empate, a análise foi suspensa.</p>
<p>A divergência demonstra que o julgamento da legislação mineira poderá ter relevância para outras controvérsias judiciais, embora cada processo dependa de suas particularidades.</p>
<h2>Expectativa agora é pela confirmação da sessão de quarta-feira</h2>
<p>A nova previsão coloca novamente o caso Buser entre os assuntos de maior interesse para o transporte rodoviário de passageiros na pauta do Supremo.</p>
<p>Entretanto, depois dos sucessivos adiamentos, será necessário acompanhar não apenas a inclusão no calendário, mas também a efetiva chamada do processo para julgamento.</p>
<p>A sessão de quarta-feira está prevista para começar às 14h. A realização do julgamento do RE 1.506.410 dependerá da manutenção do processo na pauta e da organização dos trabalhos do Plenário.</p>
<p>O Diário do Transporte continuará acompanhando a tramitação, especialmente eventuais novos despachos de Cármen Lúcia, decisões de Edson Fachin, alterações no calendário e a possibilidade de conclusão da votação.</p>
<h2>Fretamento e linha regular: quais são as diferenças?</h2>
<p>A distinção entre fretamento e transporte regular é fundamental para compreender os processos judiciais.</p>
<p>O transporte regular oferece viagens ao público em geral, de acordo com regras estabelecidas pelo poder concedente ou regulador. Empresas autorizadas ou contratadas para esse serviço devem observar exigências relacionadas à operação, aos horários, aos itinerários e ao atendimento dos mercados autorizados, conforme o regime jurídico aplicável.</p>
<p>O fretamento, por sua vez, parte da contratação de transporte para um grupo ou finalidade específica. Pode atender excursões, turismo, deslocamentos de trabalhadores, eventos e outras necessidades coletivas. Suas condições variam conforme a modalidade, a área de operação e a regulamentação federal, estadual ou municipal.</p>
<p>A utilização de um aplicativo não altera automaticamente a natureza jurídica do serviço. Uma plataforma pode funcionar como intermediadora de contratação, mas a classificação da operação depende também de como as viagens são organizadas, comercializadas e executadas.</p>
<h3>Tabela 1 — Transporte regular e fretamento de ônibus</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Linha regular</th>
<th>Fretamento</th>
</tr>
<tr>
<td>Natureza do serviço</td>
<td>Transporte coletivo regular oferecido ao público</td>
<td>Transporte contratado para grupo ou finalidade determinada</td>
</tr>
<tr>
<td>Contratação</td>
<td>Passageiro adquire individualmente sua passagem</td>
<td>Contratação coletiva ou por grupo, conforme a modalidade</td>
</tr>
<tr>
<td>Venda de lugares</td>
<td>Individual, como característica do serviço</td>
<td>Venda individual ao público é um dos pontos de controvérsia no fretamento colaborativo</td>
</tr>
<tr>
<td>Horários</td>
<td>Estabelecidos de acordo com as regras da operação autorizada</td>
<td>Definidos conforme a contratação e as exigências da modalidade</td>
</tr>
<tr>
<td>Itinerários</td>
<td>Mercados e trajetos sujeitos à regulamentação</td>
<td>Trajetos vinculados às condições do fretamento</td>
</tr>
<tr>
<td>Frequência</td>
<td>Pode operar continuamente, inclusive com horários habituais</td>
<td>Não pressupõe uma oferta pública regular de viagens</td>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros</td>
<td>Público em geral</td>
<td>Grupo contratado ou previamente definido, conforme as regras aplicáveis</td>
</tr>
<tr>
<td>Embarque e desembarque</td>
<td>Pontos e terminais autorizados</td>
<td>Locais permitidos para a modalidade de fretamento</td>
</tr>
<tr>
<td>Obrigações de atendimento</td>
<td>Pode incluir manutenção de serviços e atendimento de mercados de menor demanda</td>
<td>Não possui, em regra, a mesma obrigação de continuidade de uma linha regular</td>
</tr>
<tr>
<td>Benefícios e gratuidades</td>
<td>Aplicáveis conforme legislação e modalidade</td>
<td>Regras próprias, sem transposição automática dos benefícios do transporte regular</td>
</tr>
<tr>
<td>Fiscalização</td>
<td>Órgão competente pelo serviço regular</td>
<td>Órgão competente pelo fretamento e área de operação</td>
</tr>
<tr>
<td>Principal discussão jurídica</td>
<td>Cumprimento das obrigações de transporte regular</td>
<td>Limite entre contratação coletiva e oferta pública individual de viagens</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A comparação mostra por que as empresas que operam linhas regulares contestam determinadas formas de fretamento intermediado por aplicativos.</p>
<p>Transportadoras regulares argumentam que a exploração de ligações com maior procura pode ajudar a sustentar serviços de menor movimento, dependendo das condições do sistema. Nesse entendimento, permitir a comercialização individual de lugares por empresas de fretamento, sem obrigações equivalentes, provocaria desequilíbrio concorrencial.</p>
<p>Em sentido contrário, plataformas e representantes do fretamento colaborativo sustentam que as restrições reduzem a concorrência, dificultam a entrada de novos operadores e limitam as opções disponíveis aos consumidores. Também questionam regras que obrigam o passageiro a contratar viagens de ida e volta quando necessita apenas de um deslocamento.</p>
<p>Não se trata, portanto, apenas de discutir preços de passagens. A disputa envolve a organização do mercado e a definição de quais obrigações devem acompanhar cada modalidade de transporte.</p>
<h2>Circuito fechado e circuito aberto: entenda o centro da disputa</h2>
<p>No fretamento, uma das principais discussões é a possibilidade de transportar passageiros diferentes nos trajetos de ida e volta.</p>
<p>No circuito fechado, a operação é organizada para um grupo previamente definido, que realiza o deslocamento de ida e retorno conforme as exigências da regulamentação aplicável. Na legislação mineira, a regra é particularmente restritiva porque estabelece condições para a composição do grupo, sua identificação e a realização das viagens.</p>
<p>Já o circuito aberto permite maior flexibilidade na composição dos passageiros. O veículo pode realizar um trajeto levando determinado grupo e retornar com outras pessoas. É justamente essa possibilidade, especialmente quando associada à comercialização individual de lugares ao público, que tem gerado conflitos com as regras do transporte regular.</p>
<h3>Tabela 2 — Circuito fechado e circuito aberto</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Circuito fechado</th>
<th>Circuito aberto</th>
</tr>
<tr>
<td>Composição do grupo</td>
<td>Grupo previamente definido, segundo as regras aplicáveis</td>
<td>Pode haver grupos diferentes em cada trecho</td>
</tr>
<tr>
<td>Viagem de ida</td>
<td>Passageiros relacionados à contratação</td>
<td>Passageiros contratados para aquele deslocamento</td>
</tr>
<tr>
<td>Viagem de volta</td>
<td>Exigência de retorno do grupo conforme a regulamentação</td>
<td>Pode transportar pessoas que não participaram da ida</td>
</tr>
<tr>
<td>Relação de passageiros</td>
<td>Lista nominal e controles conforme a norma aplicável</td>
<td>Composição pode variar entre as viagens</td>
</tr>
<tr>
<td>Contratação apenas da ida</td>
<td>Pode ser incompatível com exigências de retorno do grupo</td>
<td>Pode ser admitida conforme o regime jurídico</td>
</tr>
<tr>
<td>Comercialização individual</td>
<td>Sujeita a restrições próprias do fretamento</td>
<td>Frequentemente associada ao modelo de plataformas, mas sua legalidade é controvertida</td>
</tr>
<tr>
<td>Característica operacional</td>
<td>Transporte contratado para grupo e percurso determinados</td>
<td>Maior flexibilidade no aproveitamento dos trajetos</td>
</tr>
<tr>
<td>Ponto de conflito</td>
<td>Obrigação de manter o grupo e respeitar a organização contratada</td>
<td>Aproximação com serviços regulares quando há oferta pública de assentos</td>
</tr>
<tr>
<td>Situação em Minas Gerais</td>
<td>Modelo exigido pela Lei nº 23.941/2021</td>
<td>Sujeito às restrições da legislação questionada no STF</td>
</tr>
<tr>
<td>Principal argumento favorável</td>
<td>Diferenciação entre fretamento e transporte regular</td>
<td>Liberdade de contratação, concorrência e opções para o passageiro</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>É importante observar que circuito aberto e transporte regular não são expressões automaticamente equivalentes. O transporte regular possui um regime jurídico próprio. Já o circuito aberto descreve uma característica da organização dos deslocamentos.</p>
<p>O conflito aparece quando o fretamento em circuito aberto reúne elementos típicos de uma linha regular, como oferta permanente de viagens, horários habituais, itinerários repetidos e comercialização individual de assentos.</p>
<p>Da mesma forma, a discussão sobre a obrigatoriedade do circuito fechado não elimina outras exigências legais do fretamento, incluindo segurança, habilitação dos motoristas, regularidade das empresas e condições dos veículos.</p>
<h2>Decisões conflitantes: STJ considera irregular modelo de circuito aberto, mas STF libera operações no Paraná</h2>
<p>Um dos aspectos mais relevantes da controvérsia é que decisões judiciais com consequências práticas diferentes atingiram o mesmo mercado, inclusive em processos relacionados à atuação da Buser.</p>
<p>Em 18 de junho de 2024, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu, por unanimidade, que o modelo analisado de fretamento interestadual intermediado por plataforma digital, com anúncio e cobrança individual de passagens, configurava prestação irregular de transporte rodoviário de passageiros.</p>
<p>O julgamento ocorreu no Recurso Especial nº 2.093.778/PR, sob relatoria do ministro Mauro Campbell Marques.</p>
<p>O STJ entendeu que a atividade apresentava características de circuito aberto e configurava concorrência desleal em relação às transportadoras regulares. A decisão foi proferida em disputa iniciada pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina (Fepasc).</p>
<p>O entendimento representou uma vitória jurídica para as empresas de linhas regulares, que sustentavam que a utilização de transportadoras cadastradas como fretadoras não autorizava a oferta individual de passagens em condições semelhantes às de uma linha regular.</p>
<p>Entretanto, em 28 de julho de 2026, o STF adotou uma medida com efeito prático diferente no mesmo conflito.</p>
<p>O ministro Nunes Marques concedeu liminar na Petição nº 16.160 para suspender os efeitos da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que impedia operações da Buser com origem ou destino no Paraná.</p>
<p>A medida permitiu a retomada das atividades abrangidas pela proibição até que o Supremo examine o recurso extraordinário apresentado pela empresa.</p>
<p>Na decisão, o ministro considerou que a ausência de regulamentação específica para determinada atividade econômica não significa, por si só, que ela deva ser proibida.</p>
<p>Nunes Marques também destacou o potencial da concorrência para estimular inovação, reduzir custos e ampliar as opções de transporte para a população.</p>
<p>Segundo dados apresentados no processo e reproduzidos pelo STF, a Buser intermediou mais de 1,3 milhão de viagens entre 2018 e 2026, com aproximadamente 27,5 milhões de passageiros transportados. A plataforma também informou que 62% de seus usuários possuem renda de até três salários mínimos e que 50,8% não têm automóvel.</p>
<p>É necessário fazer uma distinção jurídica: a liminar de Nunes Marques não representa a declaração definitiva de legalidade de todo o modelo de fretamento colaborativo no Brasil, assim como não significa que o entendimento do STJ tenha sido automaticamente eliminado.</p>
<p>Trata-se de uma decisão provisória, em processo específico, submetida a posterior apreciação do Supremo.</p>
<p>Ainda assim, o contraste é significativo. Uma decisão judicial considerou irregular o modelo examinado, enquanto outra permitiu a retomada de operações anteriormente proibidas.</p>
<h3>São Paulo e Rio de Janeiro também tiveram decisões em sentidos opostos</h3>
<p>A divergência não ficou restrita aos tribunais superiores.</p>
<p>Em reportagem publicada em 18 de abril de 2026, o Diário do Transporte mostrou que duas decisões proferidas na mesma semana haviam apresentado posicionamentos diferentes sobre o fretamento intermediado por aplicativos.</p>
<p>Em São Paulo, a juíza Maricy Maraldi, da 10ª Vara da Fazenda Pública, decidiu, em 14 de abril, em processo movido pela Pássaro Marron contra a Buser, que a intermediação tecnológica não poderia justificar a prestação de serviços com características de transporte regular sem observar as exigências correspondentes.</p>
<p>A decisão também determinou atuação fiscalizatória da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).</p>
<p>A magistrada considerou que a oferta individual de lugares ao público por meio de aplicativo não deixava de apresentar características de comercialização de passagens apenas porque a operação era realizada por empresas cadastradas na modalidade de fretamento.</p>
<p>Já no Rio de Janeiro, em decisão também de 14 de abril de 2026, a Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça adotou entendimento favorável à atuação da plataforma.</p>
<p>No caso, relacionado a questionamentos apresentados pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Sinterj), prevaleceram argumentos relacionados à livre iniciativa e à livre concorrência.</p>
<p>O desembargador relator André Ribeiro considerou que a atuação estatal não poderia criar obstáculos indevidos à competição entre agentes econômicos.</p>
<p>Esses julgamentos mostram que a mesma discussão pode receber respostas diferentes dependendo da legislação examinada, das características da operação e dos fundamentos considerados pelos magistrados.</p>
<p>Não significa necessariamente que todas as decisões sejam juridicamente incompatíveis, uma vez que processos distintos podem envolver regulamentações e fatos diferentes. Entretanto, suas consequências para a atividade econômica podem ser conflitantes.</p>
<p>Para uma empresa de fretamento ou uma plataforma que pretende investir em várias regiões do país, a existência de entendimentos diferentes dificulta o planejamento operacional.</p>
<p>Para o passageiro, a consequência pode ser a disponibilidade de determinados serviços em uma localidade e a restrição de operações semelhantes em outra.</p>
<h2>O que está em jogo para quem viaja de ônibus</h2>
<p>Para o passageiro, os efeitos da disputa podem ser percebidos antes mesmo da compra da passagem.</p>
<p>Uma decisão judicial pode interferir na oferta de viagens para determinada cidade, na possibilidade de escolher entre diferentes empresas e na disponibilidade de serviços em horários específicos.</p>
<p>Também pode afetar a organização da viagem de retorno. No circuito fechado, a obrigação de manter o grupo nos trajetos de ida e volta pode não corresponder à necessidade de quem pretende permanecer mais tempo no destino ou realizar somente um dos deslocamentos.</p>
<p>Já para os operadores regulares, a disputa está relacionada à possibilidade de manter serviços sujeitos a obrigações de continuidade, atendimento e fiscalização sem enfrentar concorrência de atividades que, segundo as empresas, apresentam características equivalentes, mas custos regulatórios diferentes.</p>
<p>Independentemente do resultado judicial, os passageiros precisam ter clareza sobre a empresa efetivamente responsável pelo transporte, as condições de embarque, os direitos em caso de cancelamento e os canais de atendimento.</p>
<p>A ampliação da concorrência e a preservação da regularidade do serviço não são objetivos necessariamente incompatíveis. A definição de regras claras é importante para que ambos possam ser considerados na organização do mercado.</p>
<h2>Cronologia: entenda, ponto a ponto, a disputa sobre o fretamento por aplicativos</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Data</th>
<th>Fato e consequência</th>
</tr>
<tr>
<td>24 de setembro de 2021</td>
<td>Minas Gerais aprova a Lei nº 23.941, estabelecendo regras para o fretamento intermunicipal e metropolitano, incluindo restrições relacionadas ao circuito fechado.</td>
</tr>
<tr>
<td>17 de novembro de 2021</td>
<td>Assembleia Legislativa de Minas Gerais rejeita vetos do governador a dispositivos da lei, restabelecendo exigências contestadas pelas plataformas.</td>
</tr>
<tr>
<td>2022</td>
<td>A legislação mineira passa a ser objeto de disputa judicial sobre a constitucionalidade das restrições ao fretamento.</td>
</tr>
<tr>
<td>18 de junho de 2024</td>
<td>Segunda Turma do STJ julga o REsp 2.093.778/PR e considera irregular o modelo examinado de fretamento interestadual em circuito aberto com comercialização individualizada de passagens.</td>
</tr>
<tr>
<td>13 de dezembro de 2024</td>
<td>É publicada decisão do STF que restabelece a eficácia de dispositivos da lei mineira anteriormente suspensos no curso da disputa judicial.</td>
</tr>
<tr>
<td>13 de outubro de 2025</td>
<td>Ministra Cármen Lúcia nega provimento ao recurso do Partido Novo, preservando o entendimento favorável à legislação mineira.</td>
</tr>
<tr>
<td>21 de outubro de 2025</td>
<td>Partido Novo apresenta embargos de declaração contra a decisão.</td>
</tr>
<tr>
<td>31 de outubro a 10 de novembro de 2025</td>
<td>No julgamento virtual, Cármen Lúcia vota pela manutenção da decisão, acompanhada por Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. André Mendonça pede vista.</td>
</tr>
<tr>
<td>17 a 28 de abril de 2026</td>
<td>André Mendonça apresenta divergência favorável à inconstitucionalidade parcial da legislação. Edson Fachin pede destaque para julgamento presencial.</td>
</tr>
<tr>
<td>14 de abril de 2026</td>
<td>Decisão da Justiça paulista restringe a intermediação de viagens com características de transporte regular por empresas de fretamento.</td>
</tr>
<tr>
<td>14 de abril de 2026</td>
<td>No Rio de Janeiro, a Sexta Câmara de Direito Público adota entendimento favorável à atuação de plataforma de fretamento, com fundamentos na livre iniciativa e na concorrência.</td>
</tr>
<tr>
<td>28 de julho de 2026</td>
<td>STF divulga liminar de Nunes Marques que suspende a proibição das operações da Buser abrangidas por decisão do TRF-4 no Paraná.</td>
</tr>
<tr>
<td>25 e 26 de agosto de 2026</td>
<td>Cármen Lúcia indica a necessidade de adiamento do julgamento para assegurar manifestação das partes após a retomada do processo no Plenário presencial.</td>
</tr>
<tr>
<td>5 de outubro de 2026</td>
<td>STF inclui novamente o caso na programação de julgamentos de outubro.</td>
</tr>
<tr>
<td>13 de outubro de 2026</td>
<td>Relatora indefere pedidos de ingresso da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) e da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Minas Gerais (Fettrominas) como amici curiae, recebendo suas manifestações como memoriais.</td>
</tr>
<tr>
<td>14 de outubro de 2026</td>
<td>Processo volta à pauta do STF, mas não é chamado para votação.</td>
</tr>
<tr>
<td>27 de outubro de 2026</td>
<td>Sem conclusão confirmada do julgamento do mérito pelo Plenário do STF nas informações disponíveis, permanece a indefinição sobre a constitucionalidade das restrições mineiras.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A trajetória mostra que o conflito atravessa diferentes instâncias judiciais e envolve tanto questões constitucionais quanto a interpretação das normas administrativas de transporte.</p>
<p>O julgamento do STF poderá representar um passo importante para esclarecer parte dessas divergências. Entretanto, a construção de um ambiente regulatório mais previsível também dependerá da legislação aplicável, da atuação dos órgãos fiscalizadores e da definição das responsabilidades dos diferentes modelos de operação.</p>
<p>Enquanto isso, o setor continua diante de uma situação na qual decisões favoráveis e contrárias à atuação de plataformas digitais produzem consequências diferentes para empresas e passageiros, de acordo com o serviço e a região envolvidos.</p>
<h1><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></h1>
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  <item>
    <title>Artesp convoca empresas para assumir 257 ligações de ônibus entre cidades de SP; veja lista completa dos trechos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/artesp-convoca-empresas-para-assumir-257-ligacoes-de-onibus-entre-cidades-de-sp-veja-lista-completa-dos-trechos/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 09:01:07 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Chamamento publicado nesta terça-feira (27) contempla 42 municípios de origem e abre prazo de 15 dias para transportadoras apresentarem propostas de atendimento emergencial; regiões de Adamantina, Dracena, Araçatuba e São José do Rio Preto estão entre as mais presentes na relação ADAMO BAZANI A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) abriu nesta [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="753" height="560" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6956.jpg?fit=753%2C560&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6956.jpg?w=753&amp;ssl=1 753w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6956.jpg?resize=300%2C223&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6956.jpg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6956.jpg?resize=400%2C297&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 753px) 100vw, 753px" /> <p><em>Chamamento publicado nesta terça-feira (27) contempla 42 municípios de origem e abre prazo de 15 dias para transportadoras apresentarem propostas de atendimento emergencial; regiões de Adamantina, Dracena, Araçatuba e São José do Rio Preto estão entre as mais presentes na relação</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) abriu nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, um chamamento público para selecionar empresas interessadas em assumir, emergencialmente, 257 ligações de ônibus entre municípios paulistas que estão desatendidas pelo transporte coletivo intermunicipal regular. As transportadoras terão prazo máximo de 15 dias, contado da publicação, para informar os trechos que pretendem operar e apresentar suas propostas de atendimento. A relação, conferida pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, abrange 42 municípios de origem e concentra parte expressiva das ligações no oeste e noroeste do Estado.</p>
<p>O procedimento poderá resultar na recomposição de serviços de ônibus entre cidades do interior e destinos como Guarulhos, Santos, Sorocaba, Marília, Ourinhos e Botucatu. Para a população, a medida representa a possibilidade de voltar a contar com viagens regulares em deslocamentos hoje classificados como desatendidos. Para as transportadoras, abre oportunidades em mercados regionais que passaram por mudanças de operação e disputas entre empresas nos últimos anos. A escolha levará em consideração as exigências regulatórias, a qualidade operacional dos serviços e a disponibilidade de veículos mais novos quando houver concorrência entre interessadas.</p>
<h3>Como as empresas poderão assumir os trechos</h3>
<p>A convocação foi publicada pela Superintendência de Transporte Coletivo da Artesp, com fundamento no regulamento estadual do transporte rodoviário intermunicipal, estabelecido pelo Decreto nº 29.913, de 1989.</p>
<p>As empresas interessadas deverão encaminhar manifestação formal à agência, indicando expressamente os trechos pretendidos e apresentando a respectiva proposta de atendimento.</p>
<p>O envio será realizado exclusivamente pelo sistema de peticionamento eletrônico SEI do Governo do Estado de São Paulo.</p>
<p>O prazo estabelecido é de 15 dias a partir da publicação desta terça-feira, respeitadas as regras administrativas de contagem.</p>
<p>A Artesp também estabeleceu critérios para situações em que mais de uma empresa demonstre interesse em ligações coincidentes ou semelhantes.</p>
<p>Nesses casos, serão consideradas a qualidade operacional dos serviços prestados e a disponibilidade de frota mais nova, buscando melhores condições de atendimento aos passageiros.</p>
<p>Os veículos destinados às operações deverão cumprir as especificações técnicas aplicáveis ao Serviço Regular Intermunicipal de Transporte Coletivo, de acordo com as características da modalidade e as demais exigências regulamentares.</p>
<p>A convocação representa o início do procedimento de escolha. A definição das empresas, dos horários, das frequências e das condições efetivas de operação dependerá da avaliação das propostas pela Artesp.</p>
<h3>Oeste e noroeste paulista concentram parte importante das ligações</h3>
<p>A relação publicada pela agência envolve municípios que desempenham papéis diferentes na rede rodoviária paulista.</p>
<p>Há cidades de pequeno porte cujos moradores dependem das ligações intermunicipais para chegar a hospitais, escolas, universidades, locais de trabalho e serviços públicos concentrados em centros maiores.</p>
<p>Também aparecem municípios que funcionam como polos de conexão e redistribuição de viagens, como Araçatuba, Bauru, Marília, Ourinhos e São José do Rio Preto.</p>
<p>Entre os municípios de origem com mais pares de cidades relacionados pela agência, Santa Mercedes aparece com 18, seguida por Penápolis, com 15, Birigui, com 14, José Bonifácio, com 12, e São José do Rio Preto, com 11.</p>
<p>Castilho reúne dez ligações. Araçatuba, Echaporã, Ourinhos e Rinópolis aparecem com nove cada uma.</p>
<p>A presença de destinos como Guarulhos, Santos e Sorocaba também chama a atenção porque envolve deslocamentos que vão além da circulação entre municípios vizinhos.</p>
<p>Para quem precisa viajar a outras regiões do Estado, a existência de serviços diretos pode reduzir a necessidade de conexões, espera em terminais e despesas adicionais. Esse benefício dependerá da efetiva implantação das ligações e dos horários definidos.</p>
<h3>Histórico: disputa pelas linhas de Adamantina, Expresso Adamantina e Rápido Linense</h3>
<p>O mercado intermunicipal paulista já passou por processos recentes de redistribuição de operações, especialmente nas regiões de Adamantina, Tupã e Lins.</p>
<p>Em 2024, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanhou o processo de seleção emergencial envolvendo 50 linhas anteriormente vinculadas à Viação Adamantina de Transportes, à Expresso Adamantina e à Rápido Linense.</p>
<p>O conjunto era composto por 30 linhas relacionadas à Viação Adamantina, 15 à Expresso Adamantina e cinco à Rápido Linense.</p>
<p>A reorganização envolveu a Viação Piracicabana, integrante do Grupo Comporte, e a Guerino Seiscento, empresa sediada em Tupã.</p>
<p>A disputa chegou à Justiça após questionamentos apresentados pela Guerino Seiscento sobre o procedimento de seleção e seus critérios.</p>
<p>Houve suspensão judicial temporária, seguida de decisão da 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo que permitiu a continuidade do processo.</p>
<p>Em julho de 2024, conforme a cobertura do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, Guerino Seiscento e Piracicabana foram indicadas para assumir as operações daquele conjunto de 50 linhas, distribuídas de acordo com os grupos de serviços anteriormente vinculados às transportadoras.</p>
<p>O episódio demonstra a complexidade da redistribuição de linhas intermunicipais, que envolve viabilidade econômica, capacidade operacional, situação regulatória e interesse das empresas.</p>
<p>O chamamento de outubro de 2026 é um novo procedimento, com uma relação própria de municípios e trechos.</p>
<h3>Empresas tradicionais e características do mercado regional</h3>
<p>As regiões incluídas no chamamento possuem histórico de atuação de diferentes transportadoras, tanto em serviços intermunicipais regionais quanto em viagens rodoviárias mais longas.</p>
<p>Na Nova Alta Paulista, a Expresso Adamantina e a Viação Adamantina de Transportes tiveram participação importante no atendimento entre cidades do oeste paulista.</p>
<p>A Guerino Seiscento, com sede em Tupã, também faz parte da história dos transportes rodoviários da região, com atuação em mercados intermunicipais e serviços de maior distância.</p>
<p>Na região de Lins, a Rápido Linense esteve entre as operadoras cujas linhas integraram o processo emergencial de 2024.</p>
<p>A Viação Piracicabana, ligada ao Grupo Comporte, participou da reorganização daqueles serviços, enquanto a Reunidas Paulista é uma das empresas tradicionais do transporte rodoviário em áreas do interior paulista, incluindo o noroeste do Estado.</p>
<p>Essas referências ajudam a explicar a formação histórica do mercado, mas a presença de uma transportadora em determinada região não representa manifestação de interesse no novo chamamento.</p>
<p>A identificação das empresas candidatas dependerá dos documentos apresentados à Artesp.</p>
<p>Outro aspecto importante é que a agência relaciona pares de municípios, e não necessariamente operações com as mesmas características.</p>
<p>Algumas ligações poderão demandar viagens de maior distância, enquanto outras poderão ter perfil predominantemente regional.</p>
<p>A viabilidade de cada serviço dependerá da demanda, da estrutura disponível, da capacidade dos operadores e das condições de atendimento definidas pela agência.</p>
<h3>RELAÇÃO COMPLETA DOS 257 TRECHOS</h3>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> reproduz, a seguir, todos os pares de municípios constantes do chamamento da Artesp, agrupados por cidade de origem.</p>
<p>A tabela foi recontada individualmente, preservando as denominações das localidades e a quantidade de destinos para cada município.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Município de origem</th>
<th>Quantidade</th>
<th>Destinos contemplados</th>
</tr>
<tr>
<td>Adamantina</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Andradina</td>
<td>5</td>
<td>Botucatu; Guarulhos; Marília; Ourinhos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Araçatuba</td>
<td>9</td>
<td>Botucatu; Flórida Paulista; Guarulhos; Lucélia; Marília; Ourinhos; Parapuã; Rinópolis; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Araraquara</td>
<td>3</td>
<td>Batatais; Franca; Sertãozinho</td>
</tr>
<tr>
<td>Assis</td>
<td>8</td>
<td>Batatais; Franca; Itápolis; Jaboticabal; Ribeirão Preto; São José do Rio Preto; Sertãozinho; Taquaritinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Barbosa</td>
<td>4</td>
<td>Assis; Paraguaçu Paulista; Quatá; Queiroz</td>
</tr>
<tr>
<td>Bastos</td>
<td>4</td>
<td>Botucatu; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Bauru</td>
<td>4</td>
<td>Batatais; Franca; Guarulhos; Sertãozinho</td>
</tr>
<tr>
<td>Birigui</td>
<td>14</td>
<td>Adamantina; Botucatu; Dracena; Flórida Paulista; Guarulhos; Junqueirópolis; Lucélia; Marília; Osvaldo Cruz; Ourinhos; Pacaembu; Parapuã; Rinópolis; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Botucatu</td>
<td>2</td>
<td>Guarulhos; Santos</td>
</tr>
<tr>
<td>Castilho</td>
<td>10</td>
<td>Araçatuba; Bauru; Birigui; Botucatu; Guarulhos; Lins; Marília; Ourinhos; Penápolis; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Dracena</td>
<td>5</td>
<td>Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Echaporã</td>
<td>9</td>
<td>Batatais; Franca; Ibitinga; Itápolis; Jaboticabal; Ribeirão Preto; São José do Rio Preto; Sertãozinho; Taquaritinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Flórida Paulista</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Ibitinga</td>
<td>3</td>
<td>Batatais; Franca; Sertãozinho</td>
</tr>
<tr>
<td>Inúbia Paulista</td>
<td>5</td>
<td>Bauru; Botucatu; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Irapuru</td>
<td>4</td>
<td>Botucatu; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Itápolis</td>
<td>2</td>
<td>Batatais; Franca</td>
</tr>
<tr>
<td>Jaboticabal</td>
<td>2</td>
<td>Batatais; Franca</td>
</tr>
<tr>
<td>Jaú</td>
<td>6</td>
<td>Batatais; Franca; Jaboticabal; Ribeirão Preto; Sertãozinho; Taquaritinga</td>
</tr>
<tr>
<td>José Bonifácio</td>
<td>12</td>
<td>Adamantina; Assis; Castilho; Dracena; Flórida Paulista; Junqueirópolis; Lucélia; Pacaembu; Paraguaçu Paulista; Quatá; Queiroz; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Junqueirópolis</td>
<td>5</td>
<td>Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Lins</td>
<td>2</td>
<td>Botucatu; Guarulhos</td>
</tr>
<tr>
<td>Lucélia</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Marília</td>
<td>3</td>
<td>Batatais; Franca; Guarulhos</td>
</tr>
<tr>
<td>Osvaldo Cruz</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Ourinhos</td>
<td>9</td>
<td>Araraquara; Batatais; Franca; Jaboticabal; Jaú; Pederneiras; Ribeirão Preto; Sertãozinho; Taquaritinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Pacaembu</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Panorama</td>
<td>6</td>
<td>Bastos; Botucatu; Guarulhos; Inúbia Paulista; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Parapuã</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Paulicéia</td>
<td>6</td>
<td>Bastos; Botucatu; Guarulhos; Inúbia Paulista; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Pederneiras</td>
<td>6</td>
<td>Batatais; Franca; Jaboticabal; Ribeirão Preto; Sertãozinho; Taquaritinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Penápolis</td>
<td>15</td>
<td>Adamantina; Assis; Botucatu; Dracena; Flórida Paulista; Guarulhos; Junqueirópolis; Lucélia; Marília; Ourinhos; Pacaembu; Paraguaçu Paulista; Quatá; Queiroz; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Pompéia</td>
<td>4</td>
<td>Botucatu; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Queiroz</td>
<td>3</td>
<td>Assis; Paraguaçu Paulista; Quatá</td>
</tr>
<tr>
<td>Rinópolis</td>
<td>9</td>
<td>Adamantina; Andradina; Castilho; Dracena; Flórida Paulista; Junqueirópolis; Lucélia; Pacaembu; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Santa Mercedes</td>
<td>18</td>
<td>Adamantina; Bastos; Bauru; Botucatu; Flórida Paulista; Guarulhos; Inúbia Paulista; Irapuru; Junqueirópolis; Lucélia; Marília; Osvaldo Cruz; Pacaembu; Parapuã; Pompéia; Santos; Sorocaba; Tupã</td>
</tr>
<tr>
<td>São José do Rio Preto</td>
<td>11</td>
<td>Adamantina; Castilho; Dracena; Flórida Paulista; Junqueirópolis; Lucélia; Pacaembu; Paraguaçu Paulista; Quatá; Queiroz; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Sertãozinho</td>
<td>2</td>
<td>Batatais; Franca</td>
</tr>
<tr>
<td>Taquaritinga</td>
<td>2</td>
<td>Batatais; Franca</td>
</tr>
<tr>
<td>Tupã</td>
<td>4</td>
<td>Botucatu; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Tupi Paulista</td>
<td>5</td>
<td>Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>TOTAL</strong></td>
<td><strong>257</strong></td>
<td><strong>42 municípios de origem</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Quantidade de trechos e o que significa estar na relação</h3>
<p>O levantamento contempla 257 pares de municípios, agrupados segundo a cidade apresentada na primeira coluna do documento oficial.</p>
<p>Isso não significa que todos os trechos terão necessariamente uma operação independente, com empresa e ônibus exclusivos.</p>
<p>A organização das viagens dependerá das propostas das transportadoras, da avaliação da Artesp e das condições de cada mercado.</p>
<p>A relação também não estabelece antecipadamente quais ligações terão maior frequência ou quando os serviços poderão começar.</p>
<p>Essas definições serão importantes para avaliar os efeitos concretos do chamamento na vida dos passageiros.</p>
<h3>Próximos passos e impactos para os passageiros</h3>
<p>Depois do encerramento do prazo para manifestação de interesse, a Artesp deverá analisar as propostas apresentadas pelas transportadoras e definir os encaminhamentos para o atendimento emergencial.</p>
<p>O resultado poderá alterar a oferta de viagens intermunicipais em diferentes regiões, com possíveis reflexos sobre horários, conexões e alternativas de deslocamento.</p>
<p>Para quem depende de ônibus entre cidades pequenas e centros regionais, a recomposição de serviços pode representar uma melhoria importante no acesso a trabalho, ensino, saúde e outros serviços.</p>
<p>Para as transportadoras, a seleção representará uma oportunidade de atuação em novos mercados, acompanhada das responsabilidades regulatórias e operacionais previstas para o serviço.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> continuará acompanhando a apresentação das propostas, a escolha das empresas e a definição das operações para os trechos relacionados pela Artesp.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Linha 8-Diamante retoma operação normal nesta terça-feira (27)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/linha-8-diamante-retoma-operacao-normal-nesta-terca-feira-27/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 08:32:45 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Circulação aconteceu com velocidade reduzida e maior tempo de parada no início da operação devido a problemas ARTHUR FERRARI Quem utiliza a linha 8-Diamante de trens metropolitanos em São Paulo enfrentou dificuldades das 4h10 às 5h23 desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, durante problemas que geraram restrições na operação. Os trens circularam com velocidade [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="684" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-2-2-e1750181781693.jpg?fit=1024%2C684&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Circulação aconteceu com velocidade reduzida e maior tempo de parada no início da operação devido a problemas</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Quem utiliza a linha 8-Diamante de trens metropolitanos em São Paulo enfrentou dificuldades das 4h10 às 5h23 desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, durante problemas que geraram restrições na operação.</p>
<p>Os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada, com o trecho entre as estações Julio Prestes e Palmeiras-Barra Funda sendo o mais afetado.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> procurou a ViaMobilidade, concessionária responsável pela linha, que disse por meio de nota que a operação foi normalizada após conclusão de manutenção corretiva no sistema de sinalização.</p>
<p><strong>Nota da ViaMobilidade na íntegra</strong></p>
<p><em>&#8220;A ViaMobilidade informa que a circulação de trens na Linha 8-Diamante foi normalizada no trecho entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Júlio Prestes, após a conclusão da manutenção corretiva no sistema de sinalização. A operação segue regular em toda a linha</em>.&#8221;</p>
<p>A linha também sofreu com problemas na noite de segunda-feira (26), com necessidade de manutenção corretiva emergencial.</p>
<p><strong>Relembre</strong></p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/linha-8-diamante-sofre-impacto-pontual-na-operacao-desta-segunda-feira-26/">https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/linha-8-diamante-sofre-impacto-pontual-na-operacao-desta-segunda-feira-26/</a></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Viação Guaianazes tem mais R$ 28,5 milhões selecionados pelo Novo PAC para compra de ônibus em Santo André (SP); empresa lidera renovações do Promobi</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/viacao-guaianazes-tem-mais-r-285-milhoes-selecionados-pelo-novo-pac-para-compra-de-onibus-em-santo-andre-sp-empresa-lidera-renovacoes-do-promobi/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 08:01:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Agente financeiro é o Banco Traton, ligado à Volkswagen. Empresa já utilizou financiamento federal para modernizar a frota e participa, com a prefeitura, de mudanças no atendimento, como a Circular da Saúde, linha que alcançou 91% de aprovação ADAMO BAZANI A Viação Guaianazes, maior operadora de ônibus municipais de Santo André (SP), no ABC Paulista, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="571" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?fit=1024%2C571&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?resize=1024%2C571&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?resize=768%2C428&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?resize=400%2C223&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Agente financeiro é o Banco Traton, ligado à Volkswagen. Empresa já utilizou financiamento federal para modernizar a frota e participa, com a prefeitura, de mudanças no atendimento, como a Circular da Saúde, linha que alcançou 91% de aprovação</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Viação Guaianazes, maior operadora de ônibus municipais de Santo André (SP), no ABC Paulista, teve uma nova proposta de financiamento de R$ 28,5 milhões selecionada pelo Ministério das Cidades para aquisição de ônibus zero quilômetro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, e faz parte do Novo PAC Mobilidade Urbana, na modalidade de renovação de frota com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O agente financeiro indicado é o Banco Traton Brasil<em>, ligado à Volkswagen</em>. O investimento representa a possibilidade de continuidade das renovações realizadas pela companhia, que já havia utilizado recursos federais para comprar ônibus novos e lidera a modernização da frota dentro do Promobi, programa municipal anunciado pelo prefeito Gilvan Ferreira.</p>
<p>Administrada pelos empresários Danilo Fernandes e Lidiane Fernandes, a Viação Guaianazes passa por uma fase de investimentos em veículos, qualificação do atendimento e participação na reorganização de serviços do transporte coletivo. Além de liderar as compras de ônibus novos do Promobi, a empresa opera ligações como a B45 Circular da Saúde, entre o Hospital Estadual Mário Covas, no Bairro Paraíso, e a região da Vila Luzita e do Jardim Represa. Criada após anos de reivindicações dos moradores, inclusive com abaixo-assinado, a linha recebeu 91% de aprovação em pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas e se tornou uma referência de como informações sobre os deslocamentos das pessoas podem ser utilizadas para melhorar os itinerários.</p>
<p>A nova seleção federal permite à empresa prosseguir com seu planejamento de investimentos, sujeito às etapas necessárias para contratação do financiamento.</p>
<h2>Novo financiamento chega depois de compra de 25 ônibus Mascarello/Mercedes-Benz pelo PAC</h2>
<p>A seleção consta da Portaria nº 1.460, de 26 de outubro de 2026, do Ministério das Cidades, assinada por Antonio Vladimir Moura Lima e publicada nesta terça-feira.</p>
<p>O enquadramento é no Novo PAC Mobilidade Urbana, subeixo Renovação de Frota, setor privado, por meio do Pró-Transporte, programa que utiliza recursos do FGTS para financiar investimentos relacionados ao transporte coletivo.</p>
<p>A proposta selecionada apresenta os seguintes dados:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Informação</th>
<th>Dados da nova seleção</th>
</tr>
<tr>
<td>Empresa</td>
<td>Viação Guaianazes de Transporte Ltda.</td>
</tr>
<tr>
<td>CNPJ</td>
<td>03.480.200/0001-87</td>
</tr>
<tr>
<td>Município</td>
<td>Santo André (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>Finalidade</td>
<td>Aquisição de ônibus para transporte público coletivo urbano</td>
</tr>
<tr>
<td>Programa</td>
<td>Novo PAC Mobilidade Urbana</td>
</tr>
<tr>
<td>Modalidade</td>
<td>Pró-Transporte / Renovação de Frota</td>
</tr>
<tr>
<td>Origem dos recursos</td>
<td>FGTS</td>
</tr>
<tr>
<td>Agente financeiro</td>
<td>Banco Traton Brasil S.A.</td>
</tr>
<tr>
<td>Valor selecionado</td>
<td>R$ 28.500.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Publicação</td>
<td>27 de outubro de 2026</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O financiamento pode permitir a substituição de ônibus antigos por veículos mais novos, com efeitos sobre conforto, acessibilidade, confiabilidade e manutenção. A dimensão desses benefícios dependerá da frota efetivamente adquirida e das condições de operação.</p>
<p>A nova seleção ocorre pouco mais de um ano depois de outra operação de financiamento federal da empresa, acompanhada em primeira mão pelo Diário do Transporte.</p>
<p>Em junho de 2025, a Viação Guaianazes confirmou a formalização de uma operação de R$ 19 milhões pelo PAC, na modalidade Refrota, para aquisição de 25 ônibus zero quilômetro Mascarello GranVia, com chassis Mercedes-Benz OF-1721, motores Euro 6 e ar-condicionado.</p>
<p>Na ocasião, o agente financeiro era o Banco Mercedes-Benz. Os ônibus começaram a chegar à garagem em 25 de agosto daquele ano e foram apresentados em setembro.</p>
<p>Os veículos receberam equipamentos de conforto e segurança, como ar-condicionado, tomadas USB, conexão wi-fi, câmeras de monitoramento, vidros com tratamento contra raios ultravioleta e equipamentos de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.</p>
<p>O desenho dos corredores internos também foi apontado pela empresa como uma das melhorias para facilitar a circulação dos passageiros.</p>
<p>Os motores Euro 6 atendem a exigências mais recentes de controle de emissões de poluentes atmosféricos em comparação com gerações anteriores de veículos a diesel.</p>
<p>Considerando os R$ 19 milhões anunciados em 2025 e os R$ 28,5 milhões selecionados agora, as duas operações representam R$ 47,5 milhões em financiamentos federais relacionados à renovação da frota. Trata-se da soma de operações em estágios distintos: a primeira vinculada a uma compra realizada e a segunda ainda em fase de seleção.</p>
<h2>Guaianazes lidera a renovação de frota do Promobi em Santo André</h2>
<p>A nova operação está inserida em um programa mais amplo de modernização do transporte coletivo de Santo André.</p>
<p>Em 11 de abril de 2025, o prefeito Gilvan Ferreira anunciou o Promobi, com previsão de investimentos de aproximadamente R$ 256,42 milhões até o final de 2028.</p>
<p>Desse total, cerca de R$ 200 milhões foram destinados à renovação da frota municipal, com a perspectiva inicial de aquisição de aproximadamente 200 ônibus zero quilômetro.</p>
<p>A proposta também contemplava melhorias de infraestrutura, tecnologia e atendimento aos passageiros, incluindo modernização do aplicativo de informações sobre horários e localização dos ônibus, instalação de 75 abrigos e reformas de outros 300 pontos de parada.</p>
<p>A renovação de veículos envolve operadoras do sistema municipal, mas a Viação Guaianazes assumiu posição de destaque no primeiro ciclo de investimentos.</p>
<p>No balanço divulgado ao final de 2025, a Prefeitura de Santo André informou que a companhia havia comprado 51 ônibus novos com ar-condicionado pelo Promobi.</p>
<p>Outros 20 coletivos zero quilômetro foram incorporados pela Suzantur, operadora do sistema tronco-alimentado de Vila Luzita, sem ar-condicionado, mas com equipamentos de circulação interna de ar.</p>
<p>A Viação Vaz, também integrante do atendimento municipal, incorporou veículos seminovos naquele período.</p>
<p>Dessa forma, a Guaianazes respondeu por 51 dos 71 ônibus efetivamente zero quilômetro informados no balanço municipal, equivalentes a aproximadamente 72% das novas unidades, considerando as aquisições divulgadas naquele momento.</p>
<p>A empresa lidera o Consórcio União Santo André, responsável pelo lote 1 de linhas municipais, e é a maior operadora de ônibus da cidade.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador do Promobi</th>
<th>Informação divulgada</th>
</tr>
<tr>
<td>Anúncio do programa</td>
<td>11 de abril de 2025</td>
</tr>
<tr>
<td>Investimentos previstos até 2028</td>
<td>Aproximadamente R$ 256,42 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Parcela planejada para ônibus novos</td>
<td>Cerca de R$ 200 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Meta inicialmente anunciada</td>
<td>Aproximadamente 200 ônibus zero quilômetro</td>
</tr>
<tr>
<td>Guaianazes no balanço de 2025</td>
<td>51 ônibus novos com ar-condicionado</td>
</tr>
<tr>
<td>Suzantur no balanço de 2025</td>
<td>20 ônibus novos</td>
</tr>
<tr>
<td>Guaianazes: nova seleção federal</td>
<td>R$ 28,5 milhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Esses investimentos foram apresentados pela administração municipal como parte de uma tentativa de melhorar a experiência de quem depende diariamente dos ônibus.</p>
<p>Para os passageiros, a modernização precisa representar mais do que veículos novos. Regularidade de horários, limpeza, disponibilidade de ônibus, conforto térmico, atendimento adequado e informações confiáveis sobre as viagens também fazem parte da qualidade dos serviços.</p>
<h2>Nova fase administrativa inclui limpeza, conservação, atendimento e reorganização de linhas</h2>
<p>A renovação da frota é uma parte de um processo de mudanças na Viação Guaianazes.</p>
<p>Em entrevista concedida ao Diário do Transporte em junho de 2025, o empresário Danilo Fernandes explicou que a empresa havia adotado uma nova filosofia de trabalho, abrangendo desde investimentos de grande porte até cuidados cotidianos com o serviço.</p>
<p>A proposta incluía maior atenção à limpeza, conservação dos veículos, atendimento aos passageiros e humanização das relações no transporte coletivo.</p>
<p>O empresário também relatou conversas com a SATrans (Santo André Transportes), responsável pela gestão do sistema municipal, para estudar mudanças de linhas e adequações do atendimento às necessidades da população.</p>
<p>A orientação administrativa descrita pela empresa era de melhorias graduais, de modo que os resultados pudessem ser percebidos ao longo da operação.</p>
<p>A participação da prefeitura é importante porque as alterações de itinerários e as condições de prestação dos serviços dependem do planejamento e das decisões do poder público responsável pelo sistema.</p>
<p>Essa relação entre planejamento municipal e operação das empresas ganhou visibilidade especialmente na implantação da Circular da Saúde.</p>
<h2>Circular da Saúde: linha operada pela Guaianazes nasceu de reivindicação dos passageiros e chegou a 91% de aprovação</h2>
<p>Entre as iniciativas de reorganização do transporte coletivo em Santo André, uma das mais representativas é a linha B45 Circular da Saúde.</p>
<p>A ligação entre o Hospital Estadual Mário Covas, no Bairro Paraíso, e a região da Vila Luzita e do Jardim Represa começou a operar em 25 de outubro de 2025.</p>
<p>Sua criação atendeu a uma reivindicação antiga de moradores, trabalhadores e pacientes que precisavam chegar aos hospitais, clínicas e demais estabelecimentos de saúde de diferentes regiões da cidade.</p>
<p>Antes da implantação, parte desses deslocamentos exigia duas ou três conduções, ampliando o tempo de viagem e a dificuldade para pessoas com limitações de mobilidade ou que realizavam tratamentos frequentes.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanhou essa reivindicação desde antes da implantação.</p>
<p>Em fevereiro de 2025, um abaixo-assinado organizado por moradores foi apresentado à Câmara Municipal, acompanhado de uma indicação do vereador Ricardo Alvarez.</p>
<p>Uma das representantes da mobilização foi Maria José da Silva Francisco, moradora da região da Vila Luzita que trabalhava na limpeza de uma academia próxima ao Hospital Mário Covas.</p>
<p>Na época, ela relatou as dificuldades de deslocamento entre sua residência e o Bairro Paraíso, com necessidade de utilizar mais de um ônibus dependendo do horário e das possibilidades de conexão.</p>
<p>A reivindicação contemplava tanto o atendimento aos pacientes quanto o deslocamento de trabalhadores que precisam chegar aos bairros próximos aos hospitais.</p>
<p>O traçado estudado envolvia unidades como o Hospital Estadual Mário Covas, Hospital Brasil, Hospital Christóvão da Gama, Centro Hospitalar de Santo André, Policlínica Paraíso e unidades de pronto atendimento, além de regiões comerciais, escolas, universidades e áreas de lazer.</p>
<p>A implantação da B45 foi resultado desse histórico de solicitações, combinado com uma metodologia de planejamento diferente daquela utilizada tradicionalmente para criar linhas de ônibus.</p>
<p>Em vez de se limitar aos itinerários já existentes, o planejamento considerou dados de origem e destino de viagens, informações da bilhetagem eletrônica e deslocamentos solicitados em aplicativos de transporte individual.</p>
<p>Com isso, a prefeitura e a Viação Guaianazes buscaram identificar ligações que as pessoas efetivamente precisavam fazer, mas que nem sempre eram oferecidas diretamente pela rede tradicional.</p>
<p>A linha tem itinerário e horários regulares, tarifa comum e as gratuidades previstas no sistema. O conceito de transporte sob demanda foi utilizado no planejamento do percurso, não significando que o ônibus precise ser solicitado individualmente pelo passageiro.</p>
<p>Em apenas quatro meses de funcionamento, a Circular da Saúde atingiu aproximadamente 200 mil passageiros transportados, conforme levantamento divulgado em março de 2026.</p>
<p>O serviço também recebeu 91% de aprovação em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas em dezembro de 2025.</p>
<p>O levantamento ouviu 700 moradores com 16 anos ou mais, entre 14 e 17 de dezembro. Os resultados apontaram 91% de aprovação, 4,3% de desaprovação e 4,7% de entrevistados que não souberam ou não opinaram. A pesquisa informou margem de erro estimada de 3,8 pontos percentuais para os resultados gerais e nível de confiança de 95%.</p>
<p>O índice fez a linha ganhar destaque nacional como uma das experiências mais bem avaliadas de transporte coletivo urbano, embora comparações entre sistemas diferentes precisem considerar metodologias e amostras das respectivas pesquisas.</p>
<p>O modelo também passou a despertar interesse fora de Santo André. Em março de 2026, representantes da CWBUS, ligada às empresas de ônibus de Curitiba, visitaram experiências de transporte da capital paulista e do ABC, incluindo a Circular da Saúde.</p>
<p>A Prefeitura de Santo André e a Viação Guaianazes também são responsáveis pela operação e pelo desenvolvimento de serviços relacionados, como a B31, entre Jardim Santo André, Atrium Shopping e Poupatempo da Saúde.</p>
<p>A demanda dos passageiros continua orientando sugestões de aperfeiçoamento da B45, inclusive com pedidos de alterações do percurso para ampliar o atendimento a estabelecimentos de saúde e áreas de emprego ainda não alcançadas diretamente.</p>
<p>A experiência mostra que financiar ônibus novos e melhorar a distribuição dos serviços são medidas complementares. Um veículo moderno oferece mais conforto, mas seu benefício para a população cresce quando circula em linhas que realmente correspondem às necessidades de deslocamento.</p>
<h2>Wagner Carvalho da Silva: quando a renovação dos ônibus também representou uma renovação de vida</h2>
<p>A primeira operação de financiamento federal da Viação Guaianazes, anunciada em junho de 2025, também ficou marcada por uma história pessoal acompanhada pelo Diário do Transporte e pela Rádio ABC.</p>
<p>Na ocasião, a liberação dos recursos para aquisição dos 25 ônibus Mascarello/Mercedes-Benz ocorreu em um momento especial para o gerente operacional Wagner Carvalho da Silva, um profissional cuja trajetória se confunde com a história do transporte coletivo do ABC Paulista.</p>
<p>Wagner começou a trabalhar no setor em 1º de setembro de 1976, como cobrador da Viação Circular Humaitá, empresa que deu origem à Guaianazes.</p>
<p>Ao longo das décadas, exerceu funções como fiscal, motorista e inspetor, além de passar por diferentes empresas da região, incluindo a Viação Padroeira do Brasil e a antiga ETCD, companhia pública de transportes de Diadema.</p>
<p>Depois dessa trajetória, voltou à empresa onde havia iniciado a carreira e passou a acompanhar uma nova fase de modernização dos ônibus de Santo André.</p>
<p>Em entrevista concedida em junho de 2025, Wagner demonstrou uma emoção que ultrapassava a satisfação profissional com a chegada de novos veículos.</p>
<p>Em 16 de abril daquele ano, ele havia passado por um transplante renal, após enfrentar um período delicado de saúde.</p>
<p>Durante a recuperação, precisou realizar acompanhamento médico frequente em São Paulo. Quando conversou com a reportagem, já havia retornado ao trabalho e comemorava a possibilidade de continuar exercendo uma atividade à qual dedicara praticamente toda a vida.</p>
<p>A liberação dos recursos para renovação da frota coincidiu, portanto, com sua recuperação e com o retorno à rotina profissional.</p>
<p>Para Wagner, acompanhar ônibus novos chegando à empresa significava também participar de um novo momento da própria vida.</p>
<p>A reportagem especial publicada em 14 de junho de 2025 mostrou como o transporte coletivo envolve histórias que vão além dos veículos, contratos e números.</p>
<p>São trabalhadores que passam décadas em garagens, terminais, oficinas e nas ruas, enfrentando jornadas que incluem domingos, feriados e datas comemorativas para garantir que milhões de pessoas consigam realizar suas atividades.</p>
<p>A história de Wagner tornou-se um exemplo humano dessa relação entre renovação de frota, valorização dos profissionais e continuidade dos serviços.</p>
<p>Na nova seleção de R$ 28,5 milhões, a lembrança daquele primeiro financiamento ajuda a dimensionar a importância das mudanças para quem trabalha na operação e para quem utiliza diariamente os ônibus.</p>
<h2>O que acontece agora e como o novo crédito pode chegar aos passageiros</h2>
<p>A publicação do Ministério das Cidades representa uma nova etapa na programação de investimentos da Viação Guaianazes.</p>
<p>Com a proposta selecionada, o projeto seguirá os procedimentos exigidos para análise e contratação da operação de crédito junto ao agente financeiro indicado.</p>
<p>O Banco Traton Brasil deverá atuar como agente da operação, considerando as exigências do programa federal e as condições aplicáveis ao financiamento.</p>
<p>A seleção publicada não determina quantos veículos serão adquiridos, quais serão os fabricantes, os modelos de chassis e carrocerias ou quando a frota será entregue.</p>
<p>A continuidade da renovação pode favorecer a substituição de veículos mais antigos e aumentar a disponibilidade de unidades dotadas de equipamentos de acessibilidade e conforto.</p>
<p>No caso de Santo André, a nova operação se soma às mudanças promovidas pelo Promobi, incluindo a experiência da Circular da Saúde, os investimentos em pontos de parada e o aprimoramento das informações aos usuários.</p>
<p>Para a população, o resultado mais importante será a transformação do financiamento em ônibus efetivamente incorporados ao serviço, com manutenção adequada, viagens regulares e atendimento compatível com as necessidades dos passageiros.</p>
<p>A nova seleção de R$ 28,5 milhões reforça a presença da Viação Guaianazes no programa de renovação da frota municipal e abre uma nova fase de investimentos a ser acompanhada até a chegada dos veículos às ruas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>TIC Trens forma 40 novos agentes de atendimento e segurança da Linha 7-Rubi</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/tic-trens-forma-40-novos-agentes-de-atendimento-e-seguranca-da-linha-7-rubi/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 01:00:32 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Profissionais concluíram mais de 500 horas de capacitação, com treinamento em atendimento ao passageiro, prevenção de incêndios e primeiros socorros YURI SENA A TIC Trens formou, em 14 de outubro, uma nova turma com 40 Agentes de Atendimento e Segurança (AAS) para atuação na Linha 7-Rubi, que liga a capital paulista a Jundiaí. Os profissionais [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="473" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Formatura-AAS-e1792625530674.jpg?fit=1024%2C473&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Profissionais concluíram mais de 500 horas de capacitação, com treinamento em atendimento ao passageiro, prevenção de incêndios e primeiros socorros</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A TIC Trens formou, em 14 de outubro, uma nova turma com 40 Agentes de Atendimento e Segurança (AAS) para atuação na Linha 7-Rubi, que liga a capital paulista a Jundiaí. Os profissionais concluíram um programa de capacitação e passam a integrar as equipes da concessionária, responsável pela operação, manutenção e modernização da linha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A formação inclui mais de 500 horas de atividades teóricas e práticas, com conteúdos relacionados ao atendimento aos passageiros, procedimentos de segurança, brigada de incêndio e primeiros socorros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Erick Nicolau, diretor de Operação e Manutenção da TIC Trens, a preparação dos agentes considera o volume de usuários atendidos diariamente pela linha, estimado pela empresa em cerca de 400 mil pessoas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O executivo afirma que o treinamento combina conhecimentos técnicos e práticas operacionais para preparar os profissionais para diferentes situações durante o atendimento e a operação ferroviária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a conclusão do curso, os profissionais passam por reciclagens e exercícios periódicos de emergência nas estações da Linha 7-Rubi.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades têm como objetivo reforçar os procedimentos de segurança e preparar as equipes para responder a ocorrências, contribuindo para a proteção dos passageiros e dos trabalhadores do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A formação dos agentes integra as ações da TIC Trens voltadas à preparação das equipes que atuam na linha, enquanto a concessionária também é responsável pela implantação dos projetos do Trem Intercidades (TIC) e do Trem Intermetropolitano (TIM).</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Estação Botafogo do MetrôRio recebe posto para cadastro da Tarifa Social até 6 de novembro</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/estacao-botafogo-do-metrorio-recebe-posto-para-cadastro-da-tarifa-social-ate-6-de-novembro/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 00:00:30 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Atendimento presencial para habilitação e reativação do Bilhete Único Intermunicipal funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h YURI SENA A estação Botafogo do MetrôRio recebe, a partir desta segunda-feira (26), um posto presencial para cadastro e reativação do Bilhete Único Intermunicipal (BUI), necessário para acessar o benefício da Tarifa Social. O atendimento será [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6014c11b-0d32-46fc-af23-be3339b3f0df-e1793040628166.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Atendimento presencial para habilitação e reativação do Bilhete Único Intermunicipal funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estação Botafogo do MetrôRio recebe, a partir desta segunda-feira (26), um posto presencial para cadastro e reativação do Bilhete Único Intermunicipal (BUI), necessário para acessar o benefício da Tarifa Social. O atendimento será realizado até 6 de novembro, de segunda a sexta-feira, em dias úteis, das 8h às 17h.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ação é promovida pela Prodata Mais Mobi, operadora da bilhetagem eletrônica do cartão Riocard Mais, e busca facilitar o acesso dos passageiros elegíveis ao desconto nas tarifas do transporte público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o benefício habilitado, a passagem do metrô e do trem custa R$ 5. Além do atendimento presencial, o cadastro e a reativação do BUI podem ser feitos pelo aplicativo Riocard Mais ou pelo site site.riobilheteunico.com.br.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Bilhete Único Intermunicipal é um benefício concedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, vinculado ao CPF do passageiro e habilitado exclusivamente no cartão Riocard Mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem tem direito ao BUI também pode acessar automaticamente as tarifas sociais do metrô, dos trens e das barcas, além de utilizar o benefício em outros sistemas de transporte de 23 municípios fluminenses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para garantir o desconto no embarque, o passageiro deve realizar corretamente a validação por biometria facial. A orientação é aproximar o cartão do validador, posicionar o rosto de frente para a câmera e aguardar a confirmação do sistema antes de passar pela catraca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O procedimento busca evitar inconsistências na validação e possíveis bloqueios do benefício. As regras de elegibilidade e a documentação necessária podem ser consultadas nos canais oficiais do Riocard Mais.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda transportam mais de um milhão de passageiros no segundo turno das Eleições 2026</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/linhas-4-amarela-5-lilas-8-diamante-e-9-esmeralda-transportam-mais-de-um-milhao-de-passageiros-no-segundo-turno-das-eleicoes-2026/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 23:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Metropolitano SP]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Linha 4-Amarela se destaca ao registrar mais de 563 mil embarques e desembarques VINÍCIUS DE OLIVEIRA As linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda da Motiva Trilhos registraram aumento na movimentação de clientes neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições. Na Linha 4-Amarela, foram contabilizados mais de 563 mil embarques e desembarques, enquanto a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="886" height="665" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?fit=886%2C665&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?w=886&amp;ssl=1 886w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 886px) 100vw, 886px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Linha 4-Amarela se destaca ao registrar mais de 563 mil embarques e desembarques</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda da Motiva Trilhos registraram aumento na movimentação de clientes neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições. Na Linha 4-Amarela, foram contabilizados mais de 563 mil embarques e desembarques, enquanto a Linha 5-Lilás registrou 226,7 mil entradas. Já as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda transportaram, juntas, cerca de 279,5 mil clientes ao longo do dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Linha 4-Amarela, foram contabilizados 563,6 mil embarques e desembarques, crescimento de 25,8% em relação ao primeiro turno, quando foram registrados aproximadamente 448 mil. Na comparação com um domingo comum, o aumento foi de 21,4%.&nbsp;A estação Vila Sônia &#8211; Prof.ª Elisabeth Tenreiro registrou 44,6 mil embarques e desembarques, apresentando a maior movimentação da linha ao longo do domingo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Linha 5-Lilás, o número de entradas foi 11,7% superior ao registrado em um domingo comum, passando de 202,9 mil para 226,7 mil. Na comparação com o primeiro turno das eleições deste ano, quando foram contabilizadas 214,5 mil entradas, o crescimento foi de 5,7%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Estação Capão Redondo registrou o maior número de entradas da Linha 5-Lilás neste domingo (25), com 40,4 mil, volume cerca de 12,8% superior ao de um domingo comum, quando foram contabilizadas 35,8 mil entradas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, foram registrados 257 mil clientes durante o período de gratuidade, crescimento de aproximadamente 30% em relação ao segundo turno das eleições de 2024, quando foram contabilizados 197,8 mil. Considerando todo o período de operação, as duas linhas transportaram 279,5 mil clientes neste domingo, volume 5,1% superior ao registrado no domingo anterior (18), quando foram contabilizados 266 mil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Estação Palmeiras Barra-Funda, da Linha 8-Diamante, registrou a maior demanda com 35,2 mil clientes, seguida pelas estações Santo Amaro e Pinheiros, ambas da Linha 9-Esmeralda com 32 mil e 30,6 mil clientes, respectivamente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gratuidade na operação e reforço no atendimento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o domingo de eleições, os clientes contaram com gratuidade nas linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda. A medida teve como objetivo facilitar o deslocamento dos eleitores e ampliar o acesso ao transporte público para o exercício do voto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como parte do planejamento preventivo e estratégico, a concessionária contou com o apoio da Equipe Tática e de órgãos de segurança pública para reforço da segurança nas estações. As concessionárias também ampliaram também o efetivo de Agentes de Atendimento e Segurança (AASs), distribuídos estrategicamente pelas estações e composições. Na Linha 4-Amarela, o reforço foi de 75% no domingo. Na Linha 5-Lilás, o aumento das equipes foi de 50%, enquanto as Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda intensificaram o efetivo em 30%, além de realizar monitoramento com drones nas regiões atendidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Bolsa desaba 13,88% após eleições, dólar vai a R$ 5,40 e ações de Marcopolo, Motiva, JSL, Rumo e Petrobras caem: quais os riscos para ônibus, tarifas e mobilidade?</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/bolsa-desaba-1388-apos-eleicoes-dolar-vai-a-r-540-e-acoes-de-marcopolo-motiva-jsl-rumo-e-petrobras-caem-quais-os-riscos-para-onibus-tarifas-e-mobilidade/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/bolsa-desaba-1388-apos-eleicoes-dolar-vai-a-r-540-e-acoes-de-marcopolo-motiva-jsl-rumo-e-petrobras-caem-quais-os-riscos-para-onibus-tarifas-e-mobilidade/#comments</comments>
    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 22:44:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[B3 aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020 e interrompe negociações por 30 minutos; disparada do dólar e dos juros pode encarecer ônibus, caminhões, combustíveis, financiamentos e obras de infraestrutura, enquanto WEG contraria tendência e registra alta de 4,21% ADAMO BAZANI A forte queda da Bolsa de Valores brasileira e a disparada do dólar [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>B3 aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020 e interrompe negociações por 30 minutos; disparada do dólar e dos juros pode encarecer ônibus, caminhões, combustíveis, financiamentos e obras de infraestrutura, enquanto WEG contraria tendência e registra alta de 4,21%</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A forte queda da Bolsa de Valores brasileira e a disparada do dólar nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, primeiro dia de negociações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acenderam um alerta para o setor de transportes e para despesas que fazem parte do cotidiano da população. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, enquanto o dólar comercial subiu 8,21%, para R$ 5,4027. Embora os efeitos não sejam imediatos, a manutenção desse cenário pode encarecer a compra de ônibus e caminhões, pressionar os preços do diesel e de peças importadas, dificultar a renovação das frotas e elevar os custos de financiamento de obras de corredores, terminais, ferrovias e sistemas de transporte coletivo. Para o passageiro, isso pode se refletir futuramente nas tarifas, nos subsídios pagos pelos governos e nos prazos de melhorias dos serviços.</p>
<p>O pregão foi marcado por uma interrupção de 30 minutos nas negociações, o chamado circuit breaker, acionado pela primeira vez desde março de 2020, e por perdas expressivas de empresas diretamente ligadas à mobilidade, à logística e à infraestrutura. A fabricante de ônibus Marcopolo registrou queda de 14,26% em suas ações preferenciais; a Motiva, antiga CCR, responsável por concessões de rodovias, aeroportos e transportes sobre trilhos, recuou 26,09%; a concessionária ferroviária Rumo caiu 16,76%; e a transportadora e operadora logística JSL perdeu aproximadamente metade do valor de seus papéis. A Petrobras recuou 8,18%, enquanto a WEG, fornecedora de equipamentos elétricos e tecnologias utilizadas também em ônibus elétricos, contrariou o movimento e teve valorização de 4,21%. As variações refletem os preços negociados na Bolsa e não significam, por si só, prejuízos operacionais equivalentes ou mudanças imediatas nos serviços prestados pelas companhias.</p>
<p>Para entender o impacto na vida das pessoas, é necessário observar o funcionamento da cadeia de transportes.</p>
<p>Quando o dólar sobe, componentes importados ficam potencialmente mais caros. Quando os juros avançam, aumenta o custo para financiar novos veículos, terminais, garagens e obras. Se essas condições persistirem, podem pressionar contratos de concessão e sistemas públicos que dependem de investimentos contínuos.</p>
<p>No caso dos ônibus urbanos, parte das despesas das operadoras é coberta pelas passagens e outra parte, dependendo da cidade, pelos subsídios públicos.</p>
<p>Se os custos crescerem acima do previsto, as prefeituras e os governos estaduais poderão ter de rever os recursos destinados aos contratos, negociar ajustes com as empresas ou avaliar políticas tarifárias. Isso não significa que as passagens aumentarão automaticamente, porque os reajustes dependem das regras contratuais e das decisões dos gestores.</p>
<p>Para os passageiros, a preocupação maior está na possibilidade de investimentos mais caros, renovação de frota mais lenta e maior pressão sobre os orçamentos públicos.</p>
<p>O mesmo raciocínio vale para os projetos de eletrificação, que exigem a aquisição de ônibus, baterias, carregadores e infraestrutura de energia.</p>
<p>Uma valorização persistente do dólar pode elevar custos de componentes importados, enquanto juros mais altos podem tornar menos atrativo o financiamento desses projetos.</p>
<h2>Veja como ficaram a Bolsa, o dólar e as empresas ligadas aos transportes nesta segunda-feira (26)</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Fechamento</th>
<th>Variação</th>
</tr>
<tr>
<td>Ibovespa</td>
<td>176.608,23 pontos</td>
<td>−13,88%</td>
</tr>
<tr>
<td>Dólar comercial à vista</td>
<td>R$ 5,4027</td>
<td>+8,21%</td>
</tr>
<tr>
<td>Mínima do Ibovespa durante o dia</td>
<td>169.516,43 pontos</td>
<td>−17,34%</td>
</tr>
<tr>
<td>Maior cotação do dólar durante o dia</td>
<td>R$ 5,6048</td>
<td>Alta intradiária</td>
</tr>
<tr>
<td>Volume financeiro do Ibovespa</td>
<td>R$ 88,6 bilhões</td>
<td>Aproximadamente três vezes a média diária</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A queda do Ibovespa foi a maior em percentual desde março de 2020, quando a pandemia de Covid-19 provocou uma série de paralisações das negociações na Bolsa brasileira.</p>
<p>O dólar registrou sua maior valorização diária desde janeiro de 1999.</p>
<p>O movimento ocorreu após parte dos investidores ter apostado na vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Com a confirmação da reeleição de Lula, houve uma revisão acelerada das posições financeiras, acompanhada de preocupações com a trajetória das contas públicas, a dívida e a política econômica do próximo mandato.</p>
<p>A reação expressa expectativas dos investidores. Ela não significa que os resultados operacionais das empresas ou as condições da economia real tenham sofrido alterações equivalentes em apenas um dia.</p>
<h2>TABELA ESPECIAL — Ações de empresas relacionadas à mobilidade e aos transportes</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa e ação</th>
<th>Fechamento</th>
<th>Variação</th>
<th>Atuação</th>
</tr>
<tr>
<td>JSL (JSLG3)</td>
<td>R$ 6,10</td>
<td>−50,81%</td>
<td>Transporte rodoviário de cargas e logística</td>
</tr>
<tr>
<td>Motiva (MOTV3)</td>
<td>R$ 14,93</td>
<td>−26,09%</td>
<td>Rodovias, metrôs, trens e aeroportos</td>
</tr>
<tr>
<td>Rumo (RAIL3)</td>
<td>R$ 15,50</td>
<td>−16,76%</td>
<td>Transporte ferroviário de cargas e concessões</td>
</tr>
<tr>
<td>Marcopolo (POMO4)</td>
<td>R$ 4,09</td>
<td>−14,26%</td>
<td>Carrocerias de ônibus urbanos, rodoviários e micros</td>
</tr>
<tr>
<td>Petrobras (PETR4)</td>
<td>R$ 53,72</td>
<td>−8,18%</td>
<td>Petróleo, refino, diesel e derivados</td>
</tr>
<tr>
<td>WEG (WEGE3)</td>
<td>R$ 44,53</td>
<td>+4,21%</td>
<td>Equipamentos elétricos, motores, automação e eletromobilidade</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Cotações de 26 de outubro de 2026. Os valores correspondem a ações específicas, não ao valor de mercado total das companhias. No caso da JSL, registros consultados apresentam pequenas diferenças de atualização; foi utilizada a cotação histórica de R$ 6,10.</p>
<p>A intensidade das perdas não foi a mesma entre as companhias, justamente porque cada uma possui características financeiras, mercados e fontes de receita diferentes.</p>
<p>Também é importante diferenciar desvalorização em Bolsa de dificuldades operacionais. Uma queda de 26% nas ações de uma concessionária, por exemplo, não significa que seu faturamento tenha recuado 26% ou que um quarto de seus serviços tenha deixado de funcionar.</p>
<p>Entretanto, a persistência de condições financeiras desfavoráveis pode afetar novos projetos, especialmente aqueles que dependem de grande volume de investimentos.</p>
<h2>Motiva: queda de 26% chama atenção para concessões de metrôs, trens, rodovias e aeroportos</h2>
<p>A Motiva, antiga CCR, apresentou uma das maiores quedas entre as companhias de infraestrutura acompanhadas no levantamento.</p>
<p>Seus papéis MOTV3 recuaram 26,09%, encerrando a segunda-feira a R$ 14,93, ante R$ 20,20 no pregão anterior.</p>
<p>A empresa participa de concessões de transporte sobre trilhos na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a ViaQuatro e a ViaMobilidade, além de operações rodoviárias e aeroportuárias.</p>
<p>O mercado de concessões depende de investimentos de longo prazo, que frequentemente envolvem contratos de financiamento, emissões de dívida e compromissos de expansão e manutenção.</p>
<p>Quando os juros de mercado aumentam, podem elevar o custo de captação de recursos, principalmente em projetos que ainda precisarão contratar novos financiamentos.</p>
<p>Em São Paulo, as concessões ferroviárias incluem obrigações de aquisição e reforma de trens, modernização de estações, manutenção de sistemas e investimentos em acessibilidade e segurança.</p>
<p>Uma alteração no ambiente financeiro pode influenciar a avaliação de novos projetos, mas não modifica automaticamente obrigações contratuais existentes.</p>
<p>A fiscalização dos serviços e o cumprimento das metas permanecem sujeitos aos contratos e às autoridades responsáveis.</p>
<h2>Marcopolo recua 14,26%: juros, financiamento e renovação de ônibus entram em foco</h2>
<p>A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo, sediada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, também foi atingida pela forte desvalorização do mercado.</p>
<p>As ações preferenciais POMO4 encerraram o pregão a R$ 4,09, queda de 14,26% em relação aos R$ 4,77 registrados na sexta-feira (23).</p>
<p>A empresa atua no desenvolvimento e na fabricação de carrocerias urbanas, rodoviárias, micros e veículos destinados a operações especiais, com presença no mercado brasileiro e internacional.</p>
<p>A companhia também participa de projetos relacionados à mobilidade elétrica e ao transporte de passageiros sobre trilhos.</p>
<p>Para uma fabricante de ônibus, os juros têm importância porque grande parte das aquisições é realizada por empresas e órgãos públicos que dependem de crédito, contratos de financiamento ou programas específicos para renovação de frota.</p>
<p>Taxas de financiamento mais elevadas podem reduzir o ritmo de compras ou levar operadores a ampliar o período de utilização dos veículos existentes.</p>
<p>O câmbio também interfere no custo de componentes, mas o efeito não é exclusivamente negativo.</p>
<p>A Marcopolo possui atividades internacionais e receitas provenientes de exportações e negócios realizados em outros mercados.</p>
<p>Uma valorização do dólar pode aumentar o valor em reais de determinadas receitas externas, ao mesmo tempo em que encarece insumos importados.</p>
<p>O Diário do Transporte já havia mostrado, em reportagem de 30 de julho de 2026, que as ações da Marcopolo atravessavam um período de desvalorização apesar de resultados positivos apresentados pela companhia. Na ocasião, a análise também abordou os efeitos dos juros, do desempenho do mercado de ônibus urbanos e das exportações.</p>
<p>Assim, a queda desta segunda-feira está inserida em um contexto mais amplo, que envolve o desempenho da indústria, as condições do mercado brasileiro e as expectativas dos investidores.</p>
<h2>JSL perde cerca de metade do valor de suas ações, enquanto Rumo cai 16,76%</h2>
<p>A JSL, empresa de transporte rodoviário de cargas e operações logísticas, apresentou uma das maiores quedas percentuais do levantamento.</p>
<p>As ações JSLG3, negociadas a R$ 12,40 na sexta-feira (23), recuaram para aproximadamente R$ 6,10 nesta segunda-feira, uma desvalorização de 50,81%.</p>
<p>A companhia atua em operações logísticas para diferentes setores econômicos, incluindo transporte de cargas, armazenagem, gestão de operações e serviços dedicados.</p>
<p>A intensidade da queda chama atenção para empresas que dependem de ativos de alto valor, como caminhões, implementos rodoviários, equipamentos e estruturas logísticas.</p>
<p>O custo do financiamento desses ativos e a demanda dos clientes são fatores importantes para a continuidade dos investimentos.</p>
<p>Já a Rumo, uma das principais concessionárias ferroviárias de cargas do Brasil, apresentou queda de 16,76%, com os papéis RAIL3 encerrando a R$ 15,50.</p>
<p>A companhia participa do transporte de produtos agrícolas, combustíveis e outras mercadorias, além de operar infraestrutura ferroviária e terminais logísticos.</p>
<p>As concessões ferroviárias exigem investimentos prolongados em locomotivas, vagões, trilhos, sinalização e equipamentos.</p>
<p>Essas despesas são influenciadas por taxas de financiamento, preços de equipamentos e componentes, além da demanda do transporte de cargas.</p>
<p>Parte das atividades da Rumo também está relacionada ao agronegócio exportador, segmento cujas receitas são influenciadas pelo mercado internacional e pelo câmbio.</p>
<p>Portanto, uma moeda americana mais valorizada pode produzir efeitos diferentes sobre seus custos e sobre as cadeias produtivas atendidas.</p>
<h2>Petrobras cai 8,18%, mas preço do diesel não acompanha automaticamente as ações</h2>
<p>As ações preferenciais da Petrobras encerraram a segunda-feira com queda de 8,18%.</p>
<p>O desempenho da estatal tem relevância para os transportes porque a companhia participa da produção e do refino de combustíveis utilizados em ônibus, caminhões, veículos de passeio e outros meios de transporte.</p>
<p>Entretanto, a desvalorização das ações da Petrobras não provoca automaticamente redução ou aumento do preço do diesel.</p>
<p>Os preços dos combustíveis são influenciados por diversos fatores, incluindo o valor internacional do petróleo e de seus derivados, a cotação do dólar, os custos internos, a tributação e as decisões comerciais das empresas.</p>
<p>Uma valorização persistente do dólar pode exercer pressão sobre os custos dos combustíveis importados e sobre componentes da cadeia nacional relacionados ao mercado internacional.</p>
<p>Para o transporte coletivo urbano, essa questão é particularmente importante.</p>
<p>O diesel representa uma parcela relevante das despesas das operadoras, ao lado de salários, encargos trabalhistas, manutenção, pneus, peças e depreciação dos veículos.</p>
<p>Se houver aumento expressivo e prolongado do combustível, os contratos poderão sofrer pressões adicionais de custo.</p>
<p>Em cidades com subsídios públicos, isso poderá significar necessidade de maior desembolso dos governos para manter a tarifa cobrada do passageiro.</p>
<p>Nos serviços intermunicipais e rodoviários, eventuais aumentos dependerão das regras de reajuste e das condições de cada operação.</p>
<h2>WEG contraria a queda e sobe 4,21%: atuação internacional e tecnologias elétricas</h2>
<p>Nem todas as companhias relacionadas ao setor de transportes encerraram o pregão em baixa.</p>
<p>A WEG, fabricante brasileira de motores, equipamentos elétricos, sistemas de automação e soluções energéticas, apresentou valorização de 4,21%.</p>
<p>Os papéis WEGE3 encerraram a segunda-feira a R$ 44,53.</p>
<p>A empresa tem atuação importante na indústria e também participa da cadeia de eletromobilidade, com tecnologias aplicadas a ônibus elétricos, sistemas de tração e infraestrutura energética.</p>
<p>A WEG integra parcerias industriais relacionadas à eletrificação de veículos pesados e ao fornecimento de componentes utilizados por fabricantes brasileiros.</p>
<p>Seu desempenho financeiro também está relacionado à participação em mercados internacionais.</p>
<p>Empresas com receitas relevantes no exterior podem apresentar comportamento diferente durante períodos de forte valorização do dólar.</p>
<p>Isso não significa que todas as atividades da companhia sejam beneficiadas pelo câmbio. O resultado depende da composição de receitas e custos, da origem dos insumos e das operações financeiras.</p>
<p>No pregão desta segunda-feira, entretanto, a alta das ações da WEG contrastou com as perdas expressivas da maior parte do mercado.</p>
<h2>O que é circuit breaker e por que a Bolsa parou durante 30 minutos?</h2>
<p>A queda acentuada do Ibovespa levou a B3 a acionar o mecanismo conhecido como circuit breaker.</p>
<p>O procedimento consiste na suspensão temporária das negociações quando a Bolsa registra perdas que atingem determinados limites percentuais.</p>
<p>O objetivo é permitir que investidores e instituições financeiras reavaliem as condições do mercado, reduzindo o risco de operações realizadas em um ambiente de volatilidade extrema.</p>
<p>Na manhã desta segunda-feira, o índice atingiu o limite de queda de 10%, provocando a paralisação durante 30 minutos.</p>
<p>Após a retomada, o Ibovespa continuou recuando e chegou à mínima de 169.516,43 pontos, queda de 17,34%.</p>
<p>O índice recuperou parte das perdas ao longo do dia, mas ainda encerrou com desvalorização de 13,88%.</p>
<p>Segundo a B3, a ausência de uma segunda interrupção esteve relacionada às condições específicas do acionamento inicial, que já consideravam uma desvalorização teórica superior a 20%.</p>
<p>O mecanismo foi criado no Brasil em 1997 e já havia sido utilizado em episódios de instabilidade internacional, incluindo a crise asiática, a crise financeira de 2008 e a pandemia de Covid-19, em 2020.</p>
<p>O acionamento não significa que as empresas tenham interrompido suas atividades. A suspensão ocorreu nas negociações de ativos abrangidos pelas regras da Bolsa.</p>
<h2>Resultado das eleições e perspectivas econômicas para 2027</h2>
<p>A forte reação financeira ocorreu após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno realizado no domingo, 25 de outubro.</p>
<p>O resultado contrariou expectativas de parte dos investidores, que haviam apostado em uma vitória de Flávio Bolsonaro e em uma possível mudança da orientação econômica do governo federal.</p>
<p>Com a confirmação do resultado, houve uma revisão dos preços de ações e moedas, acompanhada de aumento dos juros futuros.</p>
<p>Entre as preocupações apontadas por analistas financeiros estão a trajetória da dívida pública, a necessidade de equilíbrio fiscal, o volume de despesas do governo e a condução da política econômica a partir de 2027.</p>
<p>Essas avaliações representam expectativas do mercado e não significam que os problemas projetados necessariamente ocorrerão.</p>
<p>A continuidade do governo também envolve políticas públicas de financiamento, investimentos em infraestrutura e programas relacionados à mobilidade, cujos resultados dependerão da execução orçamentária e das condições econômicas dos próximos anos.</p>
<p>No caso específico dos transportes, o cenário deverá ser acompanhado em relação à disponibilidade de crédito para compra de ônibus e caminhões, aos investimentos em concessões, à evolução dos custos do diesel e à continuidade dos projetos de modernização dos sistemas coletivos.</p>
<p>A volatilidade financeira observada nesta segunda-feira não permite concluir, isoladamente, que haverá aumento das tarifas, paralisação de obras ou redução das frotas.</p>
<p>Entretanto, se os juros elevados e o dólar valorizado permanecerem por um período prolongado, poderão representar dificuldades adicionais para governos e empresas que precisam investir.</p>
<p>A experiência também mostra que mudanças nas expectativas financeiras podem ser revertidas ou aprofundadas conforme novas informações econômicas e políticas são anunciadas.</p>
<p>Para quem utiliza ônibus, metrô, trem ou transporte rodoviário, o aspecto mais importante está nos efeitos dessas condições sobre os custos reais dos serviços.</p>
<p>A preocupação não é apenas com a valorização ou desvalorização de ações negociadas na Bolsa, mas com a capacidade das empresas e do poder público de financiar a manutenção, renovar veículos, ampliar a infraestrutura e preservar a qualidade do transporte oferecido à população.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Metrô remarca para 11 de novembro licitação de apoio à Pesquisa Origem e Destino 2027</title>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 22:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contratação abrange apoio ao gerenciamento da coleta de dados domiciliares e nos acessos à Grande São Paulo; levantamento orienta o planejamento dos transportes metropolitanos ADAMO BAZANI O Metrô de São Paulo remarcou para 11 de novembro de 2026, às 10h, a licitação de apoio ao gerenciamento da Pesquisa Origem e Destino 2027. A contratação integra [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="679" height="451" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3.jpg?fit=679%2C451&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3.jpg?w=679&amp;ssl=1 679w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3.jpg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px" /> <p><em>Contratação abrange apoio ao gerenciamento da coleta de dados domiciliares e nos acessos à Grande São Paulo; levantamento orienta o planejamento dos transportes metropolitanos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Metrô de São Paulo remarcou para 11 de novembro de 2026, às 10h, a licitação de apoio ao gerenciamento da Pesquisa Origem e Destino 2027. A contratação integra a preparação do levantamento sobre os deslocamentos na Região Metropolitana de São Paulo, utilizado para estudar a demanda e planejar redes e serviços de transporte.</p>
<p>O serviço envolve apoio ao gerenciamento da coleta de dados das pesquisas domiciliar e de linha de contorno. Essas frentes permitem compreender tanto as viagens dos moradores quanto os deslocamentos que atravessam os limites metropolitanos, acrescentando informações ao planejamento de ônibus, trens, metrô e conexões regionais.</p>
<p>O adiamento foi publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira, 26 de outubro. A disputa estava prevista para ocorrer nesta data, às 9h.</p>
<p>O procedimento é o Pregão Eletrônico 10023674, identificado no Compras.gov como 259/2026.</p>
<h2>Disputa passa por nova mudança de calendário</h2>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a licitação já havia passado por remarcações desde agosto.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Etapa do calendário divulgado</th>
<th>Data da sessão</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Programação inicial</td>
<td>28 de agosto de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeira remarcação</td>
<td>4 de setembro</td>
</tr>
<tr>
<td>Remarcação seguinte</td>
<td>24 de setembro</td>
</tr>
<tr>
<td>Data anunciada em setembro</td>
<td>8 de outubro</td>
</tr>
<tr>
<td>Data divulgada em 7 de outubro</td>
<td>26 de outubro, às 9h</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova sessão</td>
<td>11 de novembro, às 10h</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A contratação trata da estrutura de apoio ao gerenciamento da coleta. Seu objeto está ligado ao acompanhamento do trabalho que produzirá a base de informações da pesquisa.</p>
<p>A qualidade desse acompanhamento importa porque os registros precisam representar os deslocamentos da população de maneira consistente, permitindo comparar regiões, meios de transporte e motivos de viagem.</p>
<h2>Entrevistas mostram viagens que a contagem de passageiros, isoladamente, não explica</h2>
<p>A pesquisa domiciliar permite relacionar os deslocamentos às características das famílias. Investiga de onde as pessoas saem, para onde vão, os meios utilizados e os motivos das viagens.</p>
<p>Esse tipo de levantamento ajuda a compreender, por exemplo, como um passageiro combina caminhada, ônibus e trem para chegar ao trabalho. Também permite estudar diferenças entre regiões e necessidades de acesso a emprego, educação e outros serviços.</p>
<p>A linha de contorno acrescenta a observação dos fluxos nos limites da área pesquisada. São informações importantes para analisar as relações da metrópole com outras regiões.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Frente do levantamento</th>
<th>Informação que acrescenta ao planejamento</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Domiciliar</td>
<td>Padrões de deslocamento dos moradores e suas características</td>
</tr>
<tr>
<td>Linha de contorno</td>
<td>Fluxos que atravessam os limites da região pesquisada</td>
</tr>
<tr>
<td>Análise das origens e destinos</td>
<td>Relações entre bairros, municípios e polos de atração</td>
</tr>
<tr>
<td>Comparação entre meios de transporte</td>
<td>Participação e combinação dos modos nas viagens</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<h2>Série histórica começou em 1967 e ganhou edição antecipada após a pandemia</h2>
<p>A Pesquisa Origem e Destino é realizada desde 1967. Sua série histórica oferece referências para avaliar como a expansão urbana e as mudanças econômicas alteram a circulação das pessoas.</p>
<p>A edição de 2023 foi antecipada em relação ao ciclo tradicional para captar transformações associadas à pandemia. O levantamento domiciliar daquele ano abrangeu os 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, com amostra de aproximadamente 32 mil domicílios.</p>
<p>As entrevistas registraram os deslocamentos realizados pelos moradores no dia útil anterior à visita do pesquisador. A metodologia possibilita reconstruir as viagens e sua distribuição pelo território.</p>
<p>Para os passageiros, a utilidade desse conjunto de dados está nas decisões que ele subsidia: localização de novas ligações, estudo de integrações, dimensionamento de serviços e identificação de deslocamentos que exigem trajetos longos ou muitas transferências.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Mercedes-Benz inaugura Espaço Memória em São Bernardo do Campo: Confira no Diário do Transporte linha do tempo, dos primeiros ônibus monoblocos aos elétricos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/mercedes-benz-inaugura-espaco-memoria-em-sao-bernardo-do-campo-confira-no-diario-do-transporte-linha-do-tempo-dos-primeiros-onibus-monoblocos-aos-eletricos/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 21:38:46 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[História]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Exposição permanente reúne veículos históricos, como o O 321 H de 1958, e recupera a trajetória da fabricante no transporte brasileiro; especial apresenta a evolução dos monoblocos O 321, O 326, O 352, O 362, O 355, O 364, O 370, O 371 e O 400, além de chassis clássicos como LPO 321, LP 1111, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?w=8192&amp;ssl=1 8192w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=1536%2C1025&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=2048%2C1366&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10875-20261026-112612-890-DE58-20261026-105705-805-02B7_032a7347.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Exposição permanente reúne veículos históricos, como o O 321 H de 1958, e recupera a trajetória da fabricante no transporte brasileiro; especial apresenta a evolução dos monoblocos O 321, O 326, O 352, O 362, O 355, O 364, O 370, O 371 e O 400, além de chassis clássicos como LPO 321, LP 1111, OF 1113, OF 1315, OF 1318, OF 1620 e OF 1721, com destaque para motores turbo, eletrônicos, articulados e veículos de quatro eixos</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Mercedes-Benz do Brasil inaugurou um novo Espaço Memória em sua fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, como parte das comemorações dos 70 anos de produção nacional, completados em 28 de setembro de 2026. A exposição permanente reúne ônibus, caminhões, fotografias, documentos, objetos históricos e depoimentos que recuperam a trajetória da fabricante e sua participação na evolução da indústria e dos transportes brasileiros. Um dos destaques é o monobloco O 321 H, lançado em 1958, considerado o primeiro ônibus brasileiro produzido com estrutura autoportante, na qual carroceria e estrutura resistente formavam um único conjunto.</p>
<p>A inauguração também marca uma oportunidade de revisitar a história de veículos que fizeram parte do cotidiano de diferentes gerações de passageiros, motoristas e empresários de ônibus. Entre os mais conhecidos estão os monoblocos O 321, O 362, O 364, O 371 e O 400, além de chassis como LP 1111, LPO 321, OF 1113, OF 1315, OF 1318, OF 1620, OF 1721 e a família O 500. A evolução desses modelos acompanha transformações importantes, como a introdução dos motores diesel de injeção direta, da turboalimentação, do gerenciamento eletrônico, dos ônibus articulados e de quatro eixos e, mais recentemente, da propulsão elétrica.</p>
<p>O Espaço Memória ocupa o hall de entrada e o oitavo andar do edifício central da fábrica de São Bernardo do Campo, conhecido como prédio da estrela.</p>
<p>A exposição apresenta veículos de diferentes períodos da empresa. Além do O 321 H, estão entre os exemplares um Daimler de 1909, restaurado pela Mercedes-Benz do Brasil, uma réplica do primeiro caminhão da história da fabricante e um Mercedes-Benz L 312.</p>
<p>O L 312, popularmente conhecido como Torpedo por causa do desenho de seu capô, representa o início da produção de caminhões diesel da marca no Brasil, em 1956.</p>
<p>A história dos ônibus nacionais, entretanto, envolve uma evolução industrial própria, que combinou a fabricação de veículos completos pela Mercedes-Benz e o fornecimento de chassis e plataformas destinados a fabricantes independentes de carrocerias.</p>
<p>Essas atividades ocorreram simultaneamente durante décadas. Nos anos 1970, por exemplo, a empresa já comercializava monoblocos completos e chassis para encarroçamento, enquanto nos anos 1980 e 1990 ampliou a oferta de plataformas de ônibus rodoviários e urbanos.</p>
<p>Por isso, a trajetória dos O 364, O 371 e O 400 também inclui versões destinadas a encarroçadoras. A família O 500, introduzida em 2001, deu continuidade e modernizou essa atuação, com novas arquiteturas, motorização eletrônica e configurações para diferentes aplicações.</p>
<h2>Dos monoblocos aos chassis: uma história de soluções diferentes para o transporte brasileiro</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-541528" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=1024%2C423&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="423" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=1024%2C423&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=300%2C124&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=150%2C62&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=768%2C318&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?resize=400%2C165&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/braslia-tcb-19642.webp?w=1260&amp;ssl=1 1260w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>A industrialização nacional dos ônibus Mercedes-Benz começou em uma época em que grande parte dos veículos utilizados pelas empresas de transporte era construída sobre chassis derivados de caminhões.</p>
<p>Era uma alternativa considerada viável diante das condições econômicas e da infraestrutura rodoviária brasileira.</p>
<p>A chegada do O 321 H, em 1958, representou uma mudança importante. A construção integral permitiu desenvolver um veículo especificamente concebido para passageiros, com motor traseiro e melhor aproveitamento do salão.</p>
<p>O modelo tornou-se conhecido também pelo apelido de Bicudinho, em referência ao desenho de sua dianteira.</p>
<p>A produção brasileira de monoblocos evoluiu ao longo de quase quatro décadas, passando por gerações com diferentes motores, suspensões, transmissões e dimensões. A fabricação dos veículos completos foi encerrada na segunda metade dos anos 1990, com a família O 400.</p>
<p>Já os chassis com motor dianteiro e traseiro permaneceram em produção e foram continuamente modernizados.</p>
<p>Essa coexistência é importante para compreender a trajetória industrial da Mercedes-Benz e das encarroçadoras brasileiras, que desenvolveram carrocerias urbanas e rodoviárias próprias utilizando componentes mecânicos e plataformas fornecidas pela montadora.</p>
<h2>LINHA DO TEMPO ESPECIAL — Todos os principais monoblocos Mercedes-Benz nacionais, suas evoluções e características técnicas</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541529" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?resize=799%2C550&#038;ssl=1" alt="" width="799" height="550" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?w=799&amp;ssl=1 799w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?resize=768%2C529&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2024-09-20-at-08.12.55-e1726830856644.webp?resize=400%2C275&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px" /></p>
<p>Os períodos apresentados correspondem às referências históricas mais consistentes de lançamento e fabricação. Algumas famílias tiveram produção simultânea e versões específicas encerradas em anos diferentes. Quando não há documentação suficiente para estabelecer o mês ou ano exato de término de todas as configurações, é indicada a faixa histórica, sem transformar estimativas em datas oficiais.</p>
<h3>1958 a 1970 — Mercedes-Benz O 321 H e O 321 HL</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541530" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-2-1.jpg?resize=400%2C233&#038;ssl=1" alt="" width="400" height="233" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-2-1.jpg?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-2-1.jpg?resize=300%2C175&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-2-1.jpg?resize=150%2C87&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></p>
<p>O primeiro monobloco produzido no Brasil inaugurou uma nova fase na indústria de ônibus do País.</p>
<p>Utilizava construção autoportante, motor diesel traseiro de seis cilindros, transmissão manual e suspensão desenvolvida para o transporte de passageiros. A motorização inicial pertencia à família OM 321, de injeção indireta, com potência em torno de 100 cv nas configurações originais.</p>
<p>A posição traseira do motor permitia eliminar o grande compartimento mecânico dianteiro típico dos veículos derivados de caminhões.</p>
<p>A versão HL possuía entre-eixos e comprimento maiores, permitindo acomodar mais passageiros.</p>
<p>Os veículos foram empregados em serviços urbanos, intermunicipais e rodoviários.</p>
<p>O modelo também marcou uma etapa da internacionalização da produção brasileira: em 1961, a Mercedes-Benz exportou 550 ônibus O 321 H para a Argentina.</p>
<p>Sua importância histórica está na introdução da construção monobloco em escala industrial no Brasil, embora chassis para encarroçamento tenham continuado a ser fabricados normalmente.</p>
<h3>1966 ao início dos anos 1970 — Mercedes-Benz O 326</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541531" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/fdeb9babe8d340e15c7679f7e46260ea.jpg?resize=625%2C328&#038;ssl=1" alt="" width="625" height="328" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/fdeb9babe8d340e15c7679f7e46260ea.jpg?w=625&amp;ssl=1 625w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/fdeb9babe8d340e15c7679f7e46260ea.jpg?resize=300%2C157&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/fdeb9babe8d340e15c7679f7e46260ea.jpg?resize=150%2C79&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/fdeb9babe8d340e15c7679f7e46260ea.jpg?resize=400%2C210&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px" /></p>
<p>O O 326 ampliou a capacidade de atendimento ao transporte rodoviário.</p>
<p>Apresentado em 1966, no Salão do Automóvel, representou uma evolução da família anterior, com maior disponibilidade de potência e características voltadas a viagens de longa distância.</p>
<p>As configurações da família OM 326 permitiam potências superiores às dos primeiros O 321, com versões que chegaram à faixa de 180 cv.</p>
<p>O aumento da potência era relevante para operações com maior lotação, bagagens e percursos de relevo acidentado.</p>
<p>O O 326 manteve a concepção de motor traseiro e estrutura integral, contribuindo para a consolidação dos ônibus Mercedes-Benz em serviços rodoviários.</p>
<h3>1969 ao início dos anos 1970 — Mercedes-Benz O 352</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541532" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3-1.jpg?resize=523%2C382&#038;ssl=1" alt="" width="523" height="382" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3-1.jpg?w=523&amp;ssl=1 523w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3-1.jpg?resize=300%2C219&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3-1.jpg?resize=150%2C110&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-3-1.jpg?resize=400%2C292&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 523px) 100vw, 523px" /></p>
<p>O O 352 marcou uma transformação importante na tecnologia dos motores diesel utilizados pela fabricante.</p>
<p>Lançado em 1969, incorporou o motor OM 352, de seis cilindros, 5,7 litros e injeção direta, com potência aproximada de 130 cv em sua configuração aspirada.</p>
<p>A injeção direta representava avanço em relação às tecnologias anteriores, com benefícios potenciais para consumo e eficiência.</p>
<p>O OM 352 tornou-se um dos motores diesel mais conhecidos da indústria brasileira e foi utilizado em diferentes aplicações, incluindo caminhões e chassis de ônibus.</p>
<p>A família foi importante tanto para a evolução dos monoblocos quanto para a padronização de componentes mecânicos utilizados nos transportes brasileiros.</p>
<h3>1971 a 1979 — Mercedes-Benz O 362 e O 362 A</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541533" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-4.jpg?resize=697%2C440&#038;ssl=1" alt="" width="697" height="440" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-4.jpg?w=697&amp;ssl=1 697w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-4.jpg?resize=300%2C189&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-4.jpg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-4.jpg?resize=400%2C253&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px" /></p>
<p>O O 362 foi lançado em 1971 para aplicações urbanas e intermunicipais.</p>
<p>A família utilizava motor traseiro e reunia características que posteriormente influenciariam a evolução dos ônibus da marca.</p>
<p>Seu maior destaque técnico foi a versão O 362 A, equipada com motor OM 352 A turboalimentado, de aproximadamente 156 cv na medição DIN.</p>
<p>O modelo é apontado em levantamentos históricos do setor como um dos pioneiros, e particularmente como o primeiro monobloco nacional com motor turbo destinado ao transporte de passageiros.</p>
<p>A turboalimentação permitia aumentar a potência sem exigir crescimento proporcional da cilindrada, aproveitando a energia dos gases de escapamento para comprimir o ar admitido pelo motor.</p>
<p>Para as empresas, isso significava ampliar a capacidade de operação em linhas com ladeiras, percursos rodoviários e maiores exigências de desempenho.</p>
<p>Além dos monoblocos completos, a Mercedes-Benz apresentou em 1972 a plataforma O 362 destinada ao encarroçamento por terceiros, exemplo de que as duas formas de fornecimento já coexistiam.</p>
<h3>1972 ao final dos anos 1970 — Mercedes-Benz O 355</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541534" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-5.jpg?resize=568%2C438&#038;ssl=1" alt="" width="568" height="438" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-5.jpg?w=568&amp;ssl=1 568w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-5.jpg?resize=300%2C231&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-5.jpg?resize=150%2C116&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-5.jpg?resize=400%2C308&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 568px) 100vw, 568px" /></p>
<p>O O 355 foi desenvolvido para o transporte rodoviário, com características de maior potência e capacidade para viagens.</p>
<p>A família utilizou motores OM 355, incluindo configurações de seis cilindros com potência em torno de 200 cv, de acordo com a versão.</p>
<p>Representou uma evolução em relação aos ônibus rodoviários anteriores, especialmente no atendimento de empresas que operavam percursos de longa distância.</p>
<p>Assim como ocorreu com o O 362, houve também plataformas destinadas ao encarroçamento por fabricantes independentes.</p>
<p>O modelo ajudou a consolidar a utilização de conjuntos mecânicos de maior potência na indústria nacional de ônibus.</p>
<h3>1978 a meados dos anos 1980 — Mercedes-Benz O 364</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541535" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-6-1.jpg?resize=546%2C366&#038;ssl=1" alt="" width="546" height="366" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-6-1.jpg?w=546&amp;ssl=1 546w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-6-1.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-6-1.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-6-1.jpg?resize=400%2C268&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px" /></p>
<p>O O 364 representou uma renovação importante na linha de ônibus completos.</p>
<p>Lançado em 1978, foi oferecido em versões urbanas e rodoviárias, com diferentes dimensões e motorizações.</p>
<p>Entre as configurações estavam o O 364 11 R, voltado ao transporte urbano, além de versões 12 R e 13 R, utilizadas em outras aplicações.</p>
<p>Os motores incluíam integrantes das famílias OM 352 e OM 355, conforme a versão.</p>
<p>A carroceria apresentava linhas mais retas e desenho atualizado em relação aos primeiros monoblocos.</p>
<p>O período também marcou a ampliação industrial da Mercedes-Benz, com a instalação de uma unidade especializada na fabricação de ônibus em Campinas, no interior de São Paulo, inaugurada em 1979.</p>
<p>A fábrica passou a concentrar a produção de monoblocos completos e plataformas, enquanto São Bernardo do Campo permanecia importante na produção de chassis e componentes.</p>
<h3>Final dos anos 1980 — Mercedes-Benz O 365</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541536" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-7-1.jpg?resize=556%2C349&#038;ssl=1" alt="" width="556" height="349" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-7-1.jpg?w=556&amp;ssl=1 556w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-7-1.jpg?resize=300%2C188&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-7-1.jpg?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-7-1.jpg?resize=400%2C251&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 556px) 100vw, 556px" /></p>
<p>Menos conhecido do que outras famílias, o O 365 integrou a evolução tecnológica dos ônibus Mercedes-Benz nos anos 1980.</p>
<p>Sua presença comercial foi mais restrita, com diferentes configurações mecânicas e registros históricos concentrados na segunda metade da década.</p>
<p>A documentação disponível exige cautela para estabelecer um período único de fabricação de todas as variantes.</p>
<p>O modelo merece registro justamente por não aparecer em muitas cronologias resumidas dos monoblocos nacionais.</p>
<h3>1984 a 1987 — Mercedes-Benz O 370</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541537" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mercedes-benz-o370-07.jpg?resize=750%2C466&#038;ssl=1" alt="" width="750" height="466" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mercedes-benz-o370-07.jpg?w=750&amp;ssl=1 750w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mercedes-benz-o370-07.jpg?resize=300%2C186&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mercedes-benz-o370-07.jpg?resize=150%2C93&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mercedes-benz-o370-07.jpg?resize=400%2C249&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O O 370 representou uma mudança importante nos ônibus rodoviários da Mercedes-Benz.</p>
<p>A família teve versões R, RS e RSD, incluindo veículos de três eixos destinados ao transporte de longa distância.</p>
<p>Entre os avanços estavam as motorizações turboalimentadas e, nas configurações de maior potência, o uso de arrefecimento do ar admitido pelo motor, conhecido como intercooler ou pós-resfriador.</p>
<p>A combinação de turboalimentação e arrefecimento permitia elevar a potência e melhorar o desempenho.</p>
<p>Os ônibus de três eixos ampliavam a capacidade de transporte e permitiam diferentes distribuições de peso.</p>
<p>Em 1986, a Mercedes-Benz também apresentou o O 370 UP, destinado ao transporte urbano, com concepção de ônibus padron.</p>
<p>A família representou uma transição tecnológica para a geração O 371.</p>
<h3>1987 a meados dos anos 1990 — Mercedes-Benz O 371</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541538" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?resize=542%2C564&#038;ssl=1" alt="" width="542" height="564" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?w=542&amp;ssl=1 542w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?resize=288%2C300&amp;ssl=1 288w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?resize=144%2C150&amp;ssl=1 144w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?resize=400%2C416&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-8-2.jpg?resize=150%2C156&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px" /></p>
<p>O O 371 tornou-se uma das famílias mais conhecidas da história dos ônibus Mercedes-Benz no Brasil.</p>
<p>Lançado em 1987, foi oferecido em versões urbanas e rodoviárias, abrangendo configurações como O 371 U, UP, UL, R, RS, RSD e RSL.</p>
<p>A linha rodoviária reunia diferentes potências, comprimentos e configurações de eixos.</p>
<p>Nas versões de maior potência, destacaram-se motores turboalimentados e pós-resfriados, incluindo componentes da família OM 355.</p>
<p>O O 371 RSD foi utilizado em serviços rodoviários com veículos de três eixos, enquanto o RSL oferecia uma alternativa de maior comprimento, com configuração específica para operação rodoviária.</p>
<p>Em 1992, foram apresentados novos modelos RSL e UL, ampliando a diversidade da família.</p>
<p>Na operação urbana, o O 371 UP consolidou soluções destinadas a ônibus padron, enquanto o O 371 UL atendia outras necessidades de transporte.</p>
<p>Também existiram versões relacionadas à utilização de combustíveis alternativos e propulsão elétrica, incluindo o O 371 UG, a gás natural, e o O 371 TR, trólebus.</p>
<p>A diversidade mostra que a família não representava apenas um desenho de carroceria, mas um conjunto de soluções industriais com diferentes tecnologias.</p>
<h3>1994 a 1996/1997 — Mercedes-Benz O 400</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541543" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-9-2.jpg?resize=678%2C452&#038;ssl=1" alt="" width="678" height="452" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-9-2.jpg?w=678&amp;ssl=1 678w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-9-2.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-9-2.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-9-2.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px" /></p>
<p>A família O 400 marcou a última geração dos ônibus completos de construção monobloco fabricados pela Mercedes-Benz no Brasil.</p>
<p>Foi apresentada em 1994, embora registros de desenvolvimento e transição industrial apareçam desde 1993.</p>
<p>Entre as versões estavam O 400 R, RS e RSD para serviços rodoviários, além de configurações urbanas.</p>
<p>A família também compreendia plataformas destinadas a receber carrocerias de fabricantes independentes, incluindo aplicações articuladas.</p>
<p>No segmento rodoviário, as versões de maior capacidade incorporavam motores potentes, sistemas de suspensão mais elaborados e equipamentos destinados a melhorar o desempenho, o conforto e a segurança.</p>
<p>O encerramento da fabricação de monoblocos completos ocorreu em torno de 1996 e 1997, com a descontinuação da atividade industrial de ônibus integrais em Campinas.</p>
<p>Isso não significou o fim das plataformas O 400, que continuaram a ser oferecidas em determinadas configurações.</p>
<p>Naquele período, a estratégia da Mercedes-Benz passou a dar maior ênfase ao fornecimento de chassis e plataformas para encarroçadoras, atividade que já existia havia décadas.</p>
<h2>LINHA DO TEMPO ESPECIAL — Os chassis Mercedes-Benz que marcaram o transporte coletivo brasileiro</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-541545" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=1024%2C679&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="679" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=1024%2C679&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=768%2C509&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?resize=400%2C265&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/PADROEIRA-315.webp?w=1202&amp;ssl=1 1202w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>A evolução dos chassis representa uma parte fundamental da história da Mercedes-Benz no Brasil. Embora os monoblocos tenham introduzido soluções construtivas importantes, foi por meio dos chassis fornecidos às encarroçadoras que a montadora alcançou grande parte das empresas de transporte urbano, metropolitano, escolar, fretamento e rodoviário.</p>
<p>Essa trajetória reúne veículos mecânicos relativamente simples, modelos de motor traseiro, soluções com suspensão pneumática, motores turboalimentados e, a partir de 1998, sistemas de gerenciamento eletrônico.</p>
<h3>1956 ao final dos anos 1950 — LP 312: o primeiro chassi de ônibus nacional</h3>
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<p>O LP 312 foi o primeiro chassi de ônibus totalmente fabricado pela Mercedes-Benz no Brasil, em 1956.</p>
<p>Utilizava motorização diesel dianteira e uma concepção mecânica derivada dos veículos comerciais da época.</p>
<p>Seu principal significado foi permitir que encarroçadoras brasileiras desenvolvessem ônibus utilizando uma base mecânica produzida no País.</p>
<p>A existência de fornecedores nacionais de chassis, motores e componentes ajudou a reduzir a dependência de veículos importados e estimulou a indústria de carrocerias.</p>
<h3>Final dos anos 1950 e década de 1960 — LP 321 e LPO 321</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541547" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-10-1.jpg?resize=599%2C512&#038;ssl=1" alt="" width="599" height="512" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-10-1.jpg?w=599&amp;ssl=1 599w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-10-1.jpg?resize=300%2C256&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-10-1.jpg?resize=150%2C128&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-10-1.jpg?resize=400%2C342&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px" /></p>
<p>Os chassis LP 321 e LPO 321 participaram da expansão da Mercedes-Benz no mercado brasileiro, especialmente em um período de crescimento das empresas de ônibus e das redes rodoviárias.</p>
<p>O LPO 321 era destinado ao transporte de passageiros e podia receber carrocerias desenvolvidas pelas encarroçadoras nacionais.</p>
<p>Sua importância está na consolidação de uma solução que permaneceu central para o setor: o fornecimento de uma base mecânica industrializada, posteriormente adaptada às características de cada operação.</p>
<p>Esses chassis utilizavam motores diesel mecânicos, transmissão manual e suspensões convencionais, adequadas às condições de operação da época.</p>
<h3>Década de 1960 — LP 1111</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541548" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-11-1.jpg?resize=815%2C376&#038;ssl=1" alt="" width="815" height="376" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-11-1.jpg?w=815&amp;ssl=1 815w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-11-1.jpg?resize=300%2C138&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-11-1.jpg?resize=150%2C69&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-11-1.jpg?resize=768%2C354&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-11-1.jpg?resize=400%2C185&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 815px) 100vw, 815px" /></p>
<p>O LP 1111 foi um dos modelos que contribuíram para a popularização dos veículos comerciais Mercedes-Benz nas cidades e estradas brasileiras.</p>
<p>Embora sua configuração estivesse relacionada à linha de caminhões, também serviu de base para ônibus encarroçados no País.</p>
<p>Utilizava motor diesel dianteiro e componentes compartilhados com outros veículos comerciais da fabricante, facilitando o fornecimento de peças e a manutenção.</p>
<p>Essa característica era especialmente importante para operadores de pequeno e médio porte, que muitas vezes mantinham frotas de ônibus e caminhões com componentes semelhantes.</p>
<h3>1971 a meados dos anos 1980 &#8211;  OF 1113 eOF 1313</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541550" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-13-2.jpg?resize=516%2C387&#038;ssl=1" alt="" width="516" height="387" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-13-2.jpg?w=516&amp;ssl=1 516w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-13-2.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-13-2.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-13-2.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 516px) 100vw, 516px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A família OF marcou uma das fases mais importantes da história dos chassis Mercedes-Benz.</p>
<p>O OF 1313, introduzido em 1971, foi o primeiro modelo da linha OF, segundo a cronologia oficial da fabricante.</p>
<p>O conceito reunia motor dianteiro, estrutura apropriada para ônibus e componentes conhecidos das oficinas brasileiras.</p>
<p>Os modelos OF 1313 e OF 1113 ficaram associados a uma geração de veículos urbanos e intermunicipais que utilizavam motores OM 352, com injeção direta e manutenção mecânica relativamente simples.</p>
<p>A robustez, a disponibilidade de peças e a possibilidade de receber carrocerias de diferentes fabricantes contribuíram para a ampla utilização dessas configurações.</p>
<p>A linha OF também ajudou a estabelecer um padrão de ônibus urbanos com motor dianteiro que permaneceu importante no mercado brasileiro por décadas.</p>
<h3>Décadas de 1970 e 1980 — OH 1313 e evolução dos chassis de motor traseiro</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541551" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-14-1.jpg?resize=640%2C480&#038;ssl=1" alt="" width="640" height="480" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-14-1.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-14-1.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-14-1.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-14-1.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p>Paralelamente ao crescimento dos veículos de motor dianteiro, a Mercedes-Benz ampliou a oferta de chassis OH, com motor traseiro.</p>
<p>A disposição do conjunto mecânico favorecia soluções de carroceria mais adequadas às exigências de determinadas operações urbanas e rodoviárias.</p>
<p>O OH 1313 marcou o início dessa etapa, permitindo que encarroçadoras desenvolvessem veículos com características diferentes das encontradas na linha OF.</p>
<p>Posteriormente, surgiram modelos com outras potências, suspensões e dimensões, ampliando o atendimento às empresas que buscavam ônibus de maior conforto e desempenho.</p>
<h3>1985 a meados dos anos 1990 — OF 1115 e OF 1315</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541552" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/FOTO-8-VITORIA-RODANDO-ATE-HOJE.jpg?resize=640%2C475&#038;ssl=1" alt="" width="640" height="475" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/FOTO-8-VITORIA-RODANDO-ATE-HOJE.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/FOTO-8-VITORIA-RODANDO-ATE-HOJE.jpg?resize=300%2C223&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/FOTO-8-VITORIA-RODANDO-ATE-HOJE.jpg?resize=150%2C111&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/FOTO-8-VITORIA-RODANDO-ATE-HOJE.jpg?resize=400%2C297&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p>O OF 1115 representou uma evolução da família de menor capacidade, com motorização mais potente do que a utilizada em parte dos modelos anteriores.</p>
<p>O OF 1315, introduzido em 1988, utilizava tecnologia da família de motores OM 366.</p>
<p>Os dois modelos participaram da renovação de frotas urbanas e intermunicipais em uma época na qual crescia a preocupação com potência, capacidade de transporte e desempenho operacional.</p>
<p>A chegada de novas carrocerias, com desenhos mais modernos e melhor aproveitamento interno, também marcou essa geração.</p>
<h3>1988 ao final dos anos 1990 — OF 1318: a turboalimentação ganha espaço nos chassis urbanos</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541553" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?resize=800%2C600&#038;ssl=1" alt="" width="800" height="600" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_5258.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>O OF 1318 tornou-se um dos modelos mais conhecidos da Mercedes-Benz entre o fim dos anos 1980 e a década de 1990.</p>
<p>Equipado com motor OM 366 A turboalimentado, oferecia potência na faixa de 180 cv, superior à encontrada em muitos dos chassis anteriores.</p>
<p>Essa característica ajudava nas operações urbanas com grande número de passageiros, aclives e percursos mais exigentes.</p>
<p>O modelo também se beneficiava do amplo conhecimento dos mecânicos brasileiros sobre os motores Mercedes-Benz.</p>
<p>Sua difusão representou uma etapa importante da popularização da turboalimentação nos ônibus de motor dianteiro.</p>
<h3>1987 ao final dos anos 1990 — OH 1315, OH 1318 e outras configurações traseiras</h3>
<p>A família OH passou por importantes mudanças na segunda metade dos anos 1980.</p>
<p>O OH 1315 destacou-se também pela apresentação de configurações com alimentação por gás natural, parte das experiências da Mercedes-Benz com combustíveis alternativos.</p>
<p>O OH 1318 ampliou as opções destinadas a empresas que buscavam ônibus de motor traseiro com maior potência.</p>
<p>Esses chassis permitiam a utilização de carrocerias urbanas e intermunicipais com características diferenciadas de conforto e distribuição dos componentes mecânicos.</p>
<h3>1992 a meados dos anos 1990 — OF 1618</h3>
<p>Apresentado em 1992, o OF 1618 representou uma nova configuração de chassi com motor dianteiro.</p>
<p>O modelo atendia à demanda por veículos de maior porte, acompanhando as transformações nas carrocerias e nos sistemas de transporte coletivo.</p>
<p>A configuração antecedeu a introdução de famílias mais modernas, como o OF 1620.</p>
<h3>1993 a meados dos anos 1990 — OH 1635 L</h3>
<p>O OH 1635 L foi apresentado em 1993 como uma opção de chassi com motor traseiro e maior potência.</p>
<p>Destinado a aplicações de maior exigência, integrava a evolução dos ônibus rodoviários e especiais com sistemas de suspensão e componentes mecânicos mais sofisticados.</p>
<p>A motorização de elevada potência ampliava as possibilidades de encarroçamento para veículos de maior capacidade.</p>
<h3>1994 a 1998 — OF 1620</h3>
<p>O OF 1620 representou uma das evoluções da Mercedes-Benz nos chassis de motor dianteiro durante a década de 1990.</p>
<p>Lançado em 1994, utilizava motorização na faixa de 200 cv e foi empregado em ônibus urbanos, intermunicipais e de fretamento.</p>
<p>O modelo teve presença importante nas frotas brasileiras, especialmente em um período de renovação das carrocerias e crescimento das exigências operacionais.</p>
<p>Antecedeu o OF 1721, que se tornaria uma das famílias de maior sucesso comercial da fabricante.</p>
<h3>1998 — OF 1417: o primeiro chassi de ônibus nacional com motor eletrônico</h3>
<p>Um dos marcos tecnológicos mais importantes da Mercedes-Benz ocorreu em 1998, com a apresentação do OF 1417.</p>
<p>Segundo a própria fabricante, foi o primeiro chassi de ônibus produzido no Brasil com motor de gerenciamento eletrônico.</p>
<p>A novidade representou uma mudança em relação aos sistemas tradicionais de controle mecânico da injeção de combustível.</p>
<p>O gerenciamento eletrônico permitia controlar parâmetros do motor de maneira mais precisa, contribuindo para melhorias de desempenho, consumo e emissões.</p>
<p>A tecnologia também alterou o trabalho de manutenção, incorporando equipamentos de diagnóstico e maior conhecimento sobre componentes eletrônicos.</p>
<p>Embora motores com sistemas eletrônicos já estivessem presentes em aplicações internacionais, o OF 1417 marcou a introdução dessa tecnologia na fabricação nacional de chassis de ônibus.</p>
<h3>1998 a 2004 — OF 1721: primeira geração</h3>
<p>O OF 1721 foi lançado em 1998, sucedendo o OF 1620 em uma parte importante do mercado.</p>
<p>O novo chassi incorporou alterações destinadas a melhorar o aproveitamento da carroceria, a distribuição dos componentes e as condições de operação.</p>
<p>Entre suas características estavam motor dianteiro em posição rebaixada, diferentes opções de entre-eixos e possibilidade de utilização de transmissão automática.</p>
<p>O modelo foi desenvolvido em um período de maior aproximação entre a fabricante e os operadores de ônibus.</p>
<p>A família ganhou espaço nos serviços urbanos, intermunicipais, rodoviários de curta distância e fretamento.</p>
<p>A denominação OF 1721 continuaria a ser utilizada em outras gerações, com alterações substanciais nas motorizações e nos sistemas de controle.</p>
<h3>1999 ao início dos anos 2000 — OH 1628 L</h3>
<p>O OH 1628 L ampliou a oferta de chassis com motor traseiro para aplicações de maior potência.</p>
<p>Destinado a operações que exigiam melhor desempenho, representou uma alternativa para fabricantes de carrocerias rodoviárias e urbanas especiais.</p>
<p>Sua chegada ocorreu em um momento de transição tecnológica, com expansão dos motores de gerenciamento eletrônico.</p>
<h3>2001 — Nasce a família O 500</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541554" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-15-1.jpg?resize=530%2C377&#038;ssl=1" alt="" width="530" height="377" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-15-1.jpg?w=530&amp;ssl=1 530w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-15-1.jpg?resize=300%2C213&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-15-1.jpg?resize=150%2C107&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-15-1.jpg?resize=400%2C285&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></p>
<p>A família O 500 foi apresentada em 2001 como uma nova geração de chassis e plataformas de ônibus.</p>
<p>O lançamento reuniu soluções de gerenciamento eletrônico do motor, novas configurações mecânicas e arquiteturas destinadas a diferentes segmentos de transporte.</p>
<p>A família inicialmente ganhou espaço nas aplicações rodoviárias, sendo posteriormente ampliada para serviços urbanos.</p>
<p>É importante destacar que a Mercedes-Benz já fornecia plataformas para encarroçamento nas gerações O 362, O 364, O 370, O 371 e O 400.</p>
<p>Dessa forma, o O 500 não representou a criação dessa modalidade de fornecimento, mas a continuidade de uma atividade industrial existente, com novas soluções de engenharia.</p>
<p>Em 2004, a Mercedes-Benz ampliou a linha rodoviária com os modelos O 500 RS e O 500 RSD, incluindo configurações de três eixos.</p>
<h3>2004 — OF 1722 e OF 1722 M</h3>
<p>A introdução da família OF 1722 representou uma nova etapa da evolução dos chassis com motor dianteiro.</p>
<p>O modelo incorporou gerenciamento eletrônico e motorização de maior potência, destinada às necessidades do transporte urbano, intermunicipal e de fretamento.</p>
<p>O OF 1722 M ampliou as configurações disponíveis para empresas que buscavam veículos de maior capacidade e desempenho.</p>
<p>A família participou de um período de modernização das frotas, com alterações nos limites de emissões e na tecnologia dos motores diesel.</p>
<h3>2006 — O 500 MA e O 500 UA ampliam a linha de articulados</h3>
<p>Em 2006, a Mercedes-Benz apresentou novas configurações urbanas da família O 500, incluindo chassis articulados.</p>
<p>Os O 500 MA e UA ampliaram as alternativas oferecidas às empresas de transporte e aos gestores de sistemas urbanos.</p>
<p>A articulação permitia aumentar a capacidade de transporte em relação aos ônibus convencionais, especialmente em corredores de maior demanda.</p>
<p>Essa geração incorporava soluções de controle eletrônico e configurações desenvolvidas para operações de maior capacidade.</p>
<h3>2010 — O 500 RSDD 8&#215;2: quatro eixos no segmento rodoviário</h3>
<p>O lançamento do O 500 RSDD, em 2010, representou um marco na oferta nacional da Mercedes-Benz para ônibus rodoviários de quatro eixos.</p>
<p>Com configuração 8&#215;2, o chassi foi desenvolvido para veículos de maior porte, incluindo ônibus de dois andares.</p>
<p>A distribuição da carga por quatro eixos ampliava as possibilidades de utilização de carrocerias maiores, respeitadas as exigências legais de peso e dimensões.</p>
<p>O modelo também oferecia características voltadas ao transporte de longa distância, incluindo sistemas eletrônicos de gerenciamento e componentes destinados à segurança e ao conforto.</p>
<p>A configuração tornou-se importante para o segmento de ônibus double decker, utilizado por empresas rodoviárias e de turismo.</p>
<h3>2012 — Nova geração de chassis sob a fase P-7</h3>
<p>A entrada em vigor da fase P-7 do Proconve levou a alterações importantes na tecnologia dos motores diesel.</p>
<p>A Mercedes-Benz atualizou sua linha de chassis, incluindo famílias OF e O 500, para atender aos novos limites de emissões.</p>
<p>A mudança envolveu gerenciamento eletrônico, sistemas de pós-tratamento de gases de escapamento e novos procedimentos de manutenção.</p>
<p>Também representou uma transformação na operação das empresas de ônibus, que passaram a lidar com tecnologias ambientais mais complexas.</p>
<h3>2016 — O 500 MDA e UDA: superarticulados</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541557" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/super_articulado.webp?resize=664%2C443&#038;ssl=1" alt="" width="664" height="443" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/super_articulado.webp?w=664&amp;ssl=1 664w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/super_articulado.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/super_articulado.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/super_articulado.webp?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px" /></p>
<p>A Mercedes-Benz ampliou sua linha de ônibus de grande capacidade com os chassis superarticulados O 500 MDA e UDA.</p>
<p>Esses modelos foram desenvolvidos para aplicações em corredores de maior demanda, incluindo sistemas de transporte rápido por ônibus, conhecidos como BRT.</p>
<p>As configurações permitiam carrocerias mais compridas e maior capacidade de passageiros.</p>
<p>A introdução dos superarticulados também refletiu a necessidade de aumentar a oferta de lugares em corredores onde a expansão do número de viagens era limitada pela infraestrutura viária.</p>
<h3>2020 — OF 1621 para fretamento</h3>
<p>A Mercedes-Benz apresentou o OF 1621 como uma alternativa voltada às necessidades do transporte de fretamento.</p>
<p>O modelo integrou a diversificação de chassis de motor dianteiro, atendendo empresas que operam transporte de trabalhadores, viagens especiais e serviços contratados.</p>
<h3>2021 — OF 1721 alcança 100 mil unidades vendidas</h3>
<p>Em 2021, a Mercedes-Benz anunciou que o OF 1721 havia alcançado a marca de 100 mil unidades comercializadas no mercado brasileiro desde 1998.</p>
<p>O número mostrou a importância comercial do chassi em diferentes gerações.</p>
<p>Embora a denominação tenha sido preservada, o modelo passou por alterações de motorização, controles eletrônicos, sistemas de emissões e componentes mecânicos.</p>
<h3>2021 — O 500 R Super Padron</h3>
<p>Também em 2021, a Mercedes-Benz apresentou uma nova configuração do O 500 R destinada ao segmento urbano Super Padron.</p>
<p>O produto ampliou as possibilidades de utilização da arquitetura de motor traseiro em ônibus urbanos de maior porte.</p>
<h3>2021 a 2023 — eO500U e o início da eletrificação nacional</h3>
<p>Em agosto de 2021, a Mercedes-Benz apresentou o eO500U, primeiro chassi de ônibus elétrico desenvolvido pela fabricante no Brasil.</p>
<p>O veículo foi projetado para aplicações urbanas, com propulsão elétrica alimentada por baterias.</p>
<p>A chegada do modelo representou uma mudança importante na arquitetura dos ônibus da empresa, com a substituição do motor diesel por um sistema de tração elétrica.</p>
<p>A evolução passou a exigir conhecimentos relacionados a baterias, infraestrutura de recarga, gerenciamento térmico e sistemas de alta tensão.</p>
<h3>2023 — Chassis BlueTec 6 e a fase P-8</h3>
<p>Com a introdução da fase P-8 do Proconve, a Mercedes-Benz atualizou os motores diesel de sua linha de ônibus.</p>
<p>Entre os modelos abrangidos pela nova geração estão chassis OF e O 500 destinados a serviços urbanos, rodoviários e de fretamento.</p>
<p>As alterações envolveram novos sistemas de controle de emissões e gerenciamento eletrônico.</p>
<h3>2026 — eO500UA e novas alternativas de propulsão</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-541558" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-16.jpg?resize=638%2C480&#038;ssl=1" alt="" width="638" height="480" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-16.jpg?w=638&amp;ssl=1 638w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-16.jpg?resize=300%2C226&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-16.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-16.jpg?resize=400%2C301&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px" /></p>
<p>A ampliação da oferta de veículos elétricos inclui o eO500UA, destinado a ônibus articulados, e novas soluções desenvolvidas para aplicações urbanas.</p>
<p>Essa etapa mostra como a fabricante procura oferecer configurações para diferentes necessidades de operação, desde sistemas de transporte de maior capacidade até serviços urbanos convencionais.</p>
<h2>2026 — Mercedes-Benz eCity: arquitetura da família OF chega à eletrificação com ônibus mais acessível</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-541559" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=1024%2C576&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Texto-Adamo-Bazani-Edicao-Arthur-Ferrari-1-1.webp?w=1920&amp;ssl=1 1920w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>Em 11 de agosto de 2026, durante a Lat.Bus, a Mercedes-Benz apresentou o eCity básico, um novo chassi elétrico desenvolvido para ampliar o acesso à eletromobilidade no transporte coletivo brasileiro, especialmente em municípios de menor porte e operações que não exigem grande autonomia diária.</p>
<p>O modelo tem configuração de piso alto, carroceria de 12,1 metros, capacidade para 77 passageiros e autonomia média de 150 quilômetros por carga. Utiliza três baterias fornecidas pela WEG, duas instaladas entre os eixos e uma no balanço traseiro, sem necessidade de instalar baterias sobre o teto.</p>
<p>Outra característica importante é a utilização de motor elétrico central, diferentemente do eO500U, que possui dois motores elétricos junto às rodas do eixo de tração.</p>
<p>O desenho mecânico aproveita características da arquitetura dos tradicionais chassis OF da Mercedes-Benz, especialmente na configuração estrutural, oferecendo uma solução diferente daquela encontrada nos ônibus elétricos de piso baixo.</p>
<p>O eCity também representa uma novidade comercial: será oferecido já encarroçado, inicialmente pela Caio, com uma única nota fiscal para o ônibus completo. Isso não significa que seja um monobloco, uma vez que o veículo continua utilizando chassi e carroceria de fabricantes distintos.</p>
<p>Em entrevista exclusiva ao Diário do Transporte, durante a Lat.Bus 2026, o gerente de Eletromobilidade da Mercedes-Benz, Mike Munhato, explicou que o objetivo é oferecer um ônibus elétrico financeiramente mais acessível, principalmente para cidades que ainda não possuem frotas dessa tecnologia.</p>
<p>O executivo destacou que a autonomia de 150 quilômetros precisa ser avaliada conforme a operação. O modelo pode atender linhas de bairro, alimentadoras, circulares e serviços que permitem recarga entre os horários de pico.</p>
<p>A fabricante também apresentou uma ferramenta de simulação que permite ao operador avaliar antecipadamente a autonomia e o consumo de energia conforme o percurso, as condições de operação e o modelo escolhido.</p>
<p>O eCity passou a integrar uma oferta de três modelos elétricos de tecnologia própria da Mercedes-Benz: o eCity básico, o eO500U padron de piso baixo e o eO500UA articulado de piso baixo.</p>
<p>A fabricante também mantém sua parceria com a Eletra, empresa de São Bernardo do Campo especializada em sistemas de tração elétrica, ampliando as possibilidades de configurações de ônibus elétricos sobre plataformas Mercedes-Benz.</p>
<h3>Ficha técnica do eCity básico</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Especificação</th>
</tr>
<tr>
<td>Apresentação</td>
<td>11 de agosto de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Categoria</td>
<td>Ônibus urbano elétrico</td>
</tr>
<tr>
<td>Arquitetura</td>
<td>Chassi com características da família OF</td>
</tr>
<tr>
<td>Piso</td>
<td>Alto</td>
</tr>
<tr>
<td>Comprimento</td>
<td>12,1 metros</td>
</tr>
<tr>
<td>Capacidade</td>
<td>77 passageiros</td>
</tr>
<tr>
<td>Autonomia</td>
<td>Média de 150 km</td>
</tr>
<tr>
<td>Baterias</td>
<td>Três conjuntos WEG</td>
</tr>
<tr>
<td>Posição das baterias</td>
<td>Duas entre os eixos e uma no balanço traseiro</td>
</tr>
<tr>
<td>Motorização</td>
<td>Motor elétrico central</td>
</tr>
<tr>
<td>Carroceria inicial</td>
<td>Caio</td>
</tr>
<tr>
<td>Comercialização</td>
<td>Ônibus já encarroçado</td>
</tr>
<tr>
<td>Aplicações</td>
<td>Linhas de bairro, alimentadoras, circulares e operações de menor quilometragem</td>
</tr>
<tr>
<td>Recursos adicionais</td>
<td>Simulação de autonomia e telemetria de fábrica</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h2>Os pioneirismos: qual Mercedes-Benz foi o primeiro em cada tecnologia?</h2>
<div>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>Marco histórico</td>
<td>Modelo e período</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro chassi de ônibus nacional</td>
<td>LP 312 — 1956</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro monobloco brasileiro</td>
<td>O 321 H — 1958</td>
</tr>
<tr>
<td>Injeção direta na nova geração de monoblocos</td>
<td>O 352 — 1969</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro monobloco nacional turbo</td>
<td>O 362 A — 1971, nas cronologias históricas do setor</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova geração rodoviária turbo e pós-resfriada</td>
<td>O 370 RS e RSD — anos 1980</td>
</tr>
<tr>
<td>Articulado construído pela Mercedes-Benz no Brasil</td>
<td>O 400 UPA — apresentado em 1994</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro chassi nacional com motor eletrônico</td>
<td>OF 1417 — 1998</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova geração de plataformas eletrônicas</td>
<td>O 500 — 2001</td>
</tr>
<tr>
<td>Articulados da família O 500</td>
<td>O 500 MA e UA — 2006</td>
</tr>
<tr>
<td>Quatro eixos rodoviário na família O 500</td>
<td>O 500 RSDD 8&#215;2 — 2010</td>
</tr>
<tr>
<td>Superarticulados O 500</td>
<td>MDA e UDA — 2016</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro chassi elétrico desenvolvido no Brasil pela marca</td>
<td>eO500U — apresentado em 2021</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Um destaque especial nessa cronologia é o O 400 UPA.</p>
<p>Apresentado na Expobus de 1994, ele é identificado em registros da história industrial brasileira como o primeiro ônibus articulado construído pela própria Mercedes-Benz no País.</p>
<p>O veículo tinha aproximadamente 17,8 metros de comprimento, motor traseiro de 300 cv, suspensão pneumática e transmissão automática com retarder.</p>
<p>Também incorporava um sistema de controle eletrônico da articulação, destinado a reduzir o risco de instabilidade conhecido como efeito canivete.</p>
<p>Esse pioneirismo deve ser diferenciado da história dos ônibus articulados brasileiros em geral, que já incluía veículos de outras fabricantes, e da posterior produção seriada dos chassis articulados O 500.</p>
<p>O O 400 UPA demonstrava, ainda nos anos 1990, a possibilidade de oferecer um veículo articulado com soluções integradas de estrutura, motorização e controle. Sua participação comercial, entretanto, foi restrita, e não se deve confundi-lo com a produção em maior escala de articulados que a Mercedes-Benz desenvolveria posteriormente.</p>
<p>No caso dos quatro eixos, o marco de 2010 refere-se especificamente ao lançamento do O 500 RSDD 8&#215;2 na linha nacional da fabricante, e não à invenção dos ônibus rodoviários de quatro eixos no mercado brasileiro.</p>
<h2>Memória dos veículos e das pessoas que construíram a história</h2>
<p><div id="attachment_541562" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-541562" class="size-large wp-image-541562" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=1024%2C682&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="682" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=768%2C511&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=2048%2C1364&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-10883-20261026-113512-795-6E2C-20261026-110100-653-298F_luiz-carlos-moraes-31.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><p id="caption-attachment-541562" class="wp-caption-text">Luiz Carlos Moraes, diretor de Comunicação Corporativa e Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil</p></div></p>
<p>O Espaço Memória também procura recuperar a participação das pessoas na trajetória da Mercedes-Benz no Brasil.</p>
<p>Segundo o diretor de Comunicação Corporativa e Relações Institucionais da fabricante, Luiz Carlos Moraes, o projeto foi desenvolvido para apresentar não apenas a evolução dos veículos, mas também as experiências das diferentes gerações de trabalhadores, motoristas, clientes e parceiros.</p>
<p>“Desde o início, entendemos que o Espaço Memória não deveria se limitar a uma linha do tempo de veículos, datas e conquistas. Buscamos revelar as pessoas por trás desses marcos e reconhecer as diferentes gerações que, com seu conhecimento, suas experiências e seus valores, construíram o legado da Mercedes-Benz no Brasil”, afirmou.</p>
<p>A exposição foi organizada em três eixos: legado, impacto e futuro.</p>
<p>O primeiro aborda o desenvolvimento histórico da empresa e de seus produtos. O segundo relaciona a atuação industrial às transformações da sociedade brasileira. O terceiro apresenta inovações tecnológicas e alternativas para a mobilidade.</p>
<p>O percurso também destaca a evolução do trabalho industrial, incluindo as atividades de engenharia, montagem, manutenção e desenvolvimento tecnológico.</p>
<p>“Existe uma responsabilidade muito grande em cuidar de uma história de 70 anos. Não queremos apenas preservar objetos ou acontecimentos. Queremos preservar significados e reconhecer as pessoas que ajudaram a Mercedes-Benz a construir sua história no Brasil”, declarou Moraes.</p>
<p>Como parte das comemorações, a Mercedes-Benz promoveu ainda o Dia da Família nas unidades de São Bernardo do Campo e Juiz de Fora, em Minas Gerais.</p>
<p>A programação reuniu colaboradores e familiares, com exposição de veículos históricos e atuais, visitas às linhas de produção e escritórios, além de atividades voltadas às crianças.</p>
<p>Também foram apresentados o caminhão Estrela Delas e o movimento A Voz Delas, relacionados à participação feminina no transporte.</p>
<p>A inauguração do Espaço Memória ocorre em um período de novas transformações na indústria de ônibus, com a evolução dos motores diesel, o crescimento das tecnologias elétricas e o desenvolvimento de sistemas eletrônicos de segurança.</p>
<p>Ao reunir veículos como o O 321 H e o L 312, a Mercedes-Benz preserva referências de uma época em que a indústria automobilística brasileira ainda estava em formação.</p>
<p>A trajetória dos monoblocos, chassis convencionais, ônibus articulados, rodoviários de quatro eixos e veículos elétricos mostra que essa história também acompanha as transformações dos serviços de transporte utilizados pela população.</p>
<p>São veículos que, ao longo de sete décadas, transportaram gerações de brasileiros em deslocamentos diários, viagens interestaduais, serviços escolares e operações de fretamento, além de marcar a história de empresas, trabalhadores e profissionais responsáveis pela manutenção das frotas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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