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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Empresas de ônibus precisam se comunicar melhor com imprensa e sociedade em cenário no qual reputação virou ativo estratégico, aponta estudo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/10/empresas-de-onibus-precisam-se-comunicar-melhor-com-imprensa-e-sociedade-em-cenario-no-qual-reputacao-virou-ativo-estrategico-aponta-estudo/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 16:01:33 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Levantamentos reunidos no Repcom Influência 2026 mostram que 84% dos líderes consideram a relação com a imprensa importante para construir reputação, acima dos 69% atribuídos aos influenciadores; especialistas técnicos e executivos das próprias empresas também aparecem como fontes de maior credibilidade ADAMO BAZANI Empresas de ônibus e demais companhias do setor de transportes precisam ampliar [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250601_115015.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250601_115015.jpg?w=4000&amp;ssl=1 4000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250601_115015.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250601_115015.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250601_115015.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250601_115015.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250601_115015.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250601_115015.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250601_115015.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250601_115015.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p data-start="146" data-end="452"><em data-start="146" data-end="452">Levantamentos reunidos no Repcom Influência 2026 mostram que 84% dos líderes consideram a relação com a imprensa importante para construir reputação, acima dos 69% atribuídos aos influenciadores; especialistas técnicos e executivos das próprias empresas também aparecem como fontes de maior credibilidade</em></p>
<p data-start="454" data-end="472"><em data-start="454" data-end="472"><strong data-start="455" data-end="471">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="474" data-end="1247">Empresas de ônibus e demais companhias do setor de transportes precisam ampliar e profissionalizar a comunicação com passageiros, imprensa, poder público e sociedade, em vez de concentrar a estratégia apenas em publicidade ou exposição nas redes sociais. Essa é uma das leituras que o setor pode extrair do estudo Repcom Influência 2026, produzido no ambiente da FSB Holding e da Deck, que mostra que reputação e confiança ganharam peso direto nas decisões empresariais e que os próprios executivos e especialistas técnicos continuam tendo papel central na credibilidade das organizações. O levantamento não é específico sobre transportes, mas seus resultados são especialmente aplicáveis a uma atividade de serviço público que mantém contato diário com milhões de pessoas.</p>
<p data-start="1249" data-end="2195">Os números também recomendam cautela com a ideia de que comunicação moderna significa simplesmente contratar influenciadores digitais. Em pesquisa com 110 líderes empresariais e gestores de comunicação, 94% atribuíram alta importância às redes próprias das empresas, 89% à comunicação institucional, 84% às relações com a imprensa e 69% aos influenciadores na construção da reputação. Outro levantamento reunido no relatório mostra que especialistas técnicos são apontados por 71% dos líderes como fontes de credibilidade e executivos das próprias companhias, por 70%, enquanto grandes influenciadores aparecem com 18% e celebridades, com 12%. Ao mesmo tempo, 89% dos decisores enxergam influenciadores como um risco reputacional relevante, mas 61% das empresas não possuem protocolo específico para crises envolvendo esses agentes.</p>
<h3 data-section-id="n78ajk" data-start="2197" data-end="2253">REPUTAÇÃO DEIXOU DE SER SOMENTE ASSUNTO DO MARKETING</h3>
<p data-start="2255" data-end="2422">O relatório “Inteligência, Influência e Governança da Reputação Corporativa no Cenário B2B” reúne dados, pesquisas e tendências apresentados no Repcom Influência 2026.</p>
<p data-start="2424" data-end="2558">A premissa central é que comunicação e reputação passaram de atividades táticas para elementos de governança e estratégia empresarial.</p>
<p data-start="2560" data-end="2861">O documento diz que a influência corporativa passou a interferir diretamente em vendas, relações comerciais e valor das empresas e, por isso, precisa ser acompanhada por regras de conduta, responsabilidades definidas, mecanismos de controle e avaliação de riscos.</p>
<p data-start="2863" data-end="3174">Entre os líderes pesquisados, 95% consideram a influência importante para a estratégia atual de comunicação e 78% acreditam que sua relevância crescerá nos próximos três anos. A contribuição para resultados financeiros recebeu nota média de 7,7 em uma escala de zero a dez.</p>
<p data-start="3176" data-end="3384">A pesquisa “O Poder da Influência”, conduzida pela Nexus, foi realizada com 110 lideranças empresariais e gestores de comunicação entre 16 de junho e 4 de agosto de 2026.</p>
<p data-start="3386" data-end="3518">Mas um dado é particularmente importante para interpretar corretamente esses resultados: influência não é sinônimo de influenciador.</p>
<p data-start="3520" data-end="3748">A própria pesquisa mostra que, para as empresas, redes próprias, comunicação institucional e relacionamento com jornalistas aparecem à frente dos influenciadores na arquitetura de reputação.</p>
<h3 data-section-id="1asnqft" data-start="3750" data-end="3827">PARA EMPRESAS DE ÔNIBUS, COMUNICAÇÃO TEM UMA RESPONSABILIDADE AINDA MAIOR</h3>
<p data-start="3829" data-end="3950">No transporte coletivo, reputação não é construída apenas no momento de vender uma passagem ou apresentar um novo ônibus.</p>
<p data-start="3952" data-end="3978">Ela é testada diariamente.</p>
<p data-start="3980" data-end="4195">Uma empresa rodoviária ou urbana precisa explicar atrasos, acidentes, mudanças de itinerário, paralisações, problemas mecânicos, alterações de horários, reajustes tarifários e questões relacionadas a acessibilidade.</p>
<p data-start="4197" data-end="4352">Também precisa apresentar investimentos, renovações de frota, contratações, novas tecnologias e resultados ambientais de forma compreensível e verificável.</p>
<p data-start="4354" data-end="4520">Em empresas concessionárias ou permissionárias, há ainda uma peculiaridade: embora a operação possa ser privada, o serviço prestado possui evidente interesse público.</p>
<p data-start="4522" data-end="4838">Passageiros querem saber por que uma linha atrasou. Prefeituras e governos precisam receber dados operacionais. Reguladores acompanham contratos e indicadores. Trabalhadores e sindicatos possuem suas próprias demandas. Fabricantes, fornecedores, investidores e parceiros acompanham a situação econômica das empresas.</p>
<p data-start="4840" data-end="4909">E a imprensa precisa de respostas para informar todos esses públicos.</p>
<p data-start="4911" data-end="5073">Por isso, limitar a comunicação a postagens institucionais positivas ou manifestações apenas quando a empresa quer anunciar uma novidade tende a ser insuficiente.</p>
<h3 data-section-id="xqytll" data-start="5075" data-end="5124">IMPRENSA APARECE À FRENTE DOS INFLUENCIADORES</h3>
<p data-start="5126" data-end="5179">Um resultado da pesquisa é significativo neste ponto.</p>
<p data-start="5181" data-end="5300">Quando questionados sobre os instrumentos importantes para a construção da reputação corporativa, os líderes apontaram:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="5302" data-end="5533">
<thead data-start="5302" data-end="5344">
<tr data-start="5302" data-end="5344">
<th class="last:pe-10" data-start="5302" data-end="5324" data-col-size="sm">Canal ou estratégia</th>
<th class="last:pe-10" data-start="5324" data-end="5344" data-col-size="sm">Alta importância</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="5356" data-end="5533">
<tr data-start="5356" data-end="5380">
<td data-start="5356" data-end="5373" data-col-size="sm">Redes próprias</td>
<td data-start="5373" data-end="5380" data-col-size="sm">94%</td>
</tr>
<tr data-start="5381" data-end="5416">
<td data-start="5381" data-end="5409" data-col-size="sm">Comunicação institucional</td>
<td data-start="5409" data-end="5416" data-col-size="sm">89%</td>
</tr>
<tr data-start="5417" data-end="5450">
<td data-start="5417" data-end="5443" data-col-size="sm">Relações com a imprensa</td>
<td data-start="5443" data-end="5450" data-col-size="sm">84%</td>
</tr>
<tr data-start="5451" data-end="5471">
<td data-start="5451" data-end="5464" data-col-size="sm">Mídia paga</td>
<td data-start="5464" data-end="5471" data-col-size="sm">74%</td>
</tr>
<tr data-start="5472" data-end="5507">
<td data-start="5472" data-end="5500" data-col-size="sm">Comunicação de executivos</td>
<td data-start="5500" data-end="5507" data-col-size="sm">73%</td>
</tr>
<tr data-start="5508" data-end="5533">
<td data-start="5508" data-end="5526" data-col-size="sm">Influenciadores</td>
<td data-col-size="sm" data-start="5526" data-end="5533">69%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="5535" data-end="5624">Os dados são da pesquisa Nexus divulgada no Repcom.</p>
<p data-start="5626" data-end="5734">A imprensa possui uma característica diferente da publicidade, dos canais próprios e das ações patrocinadas.</p>
<p data-start="5736" data-end="5776">A empresa não controla o conteúdo final.</p>
<p data-start="5778" data-end="5984">O jornalista pode confrontar informações, consultar documentos, ouvir passageiros, trabalhadores, autoridades, especialistas e concorrentes e apresentar aspectos positivos e negativos de uma mesma situação.</p>
<p data-start="5986" data-end="6218">Essa independência torna a relação mais complexa, mas também explica parte do valor reputacional de uma empresa que consegue disponibilizar informações consistentes e responder a questionamentos mesmo quando a pauta não é favorável.</p>
<p data-start="6220" data-end="6556">Para uma companhia de ônibus, ter boa relação com a imprensa não significa tentar conseguir somente matérias positivas. Significa oferecer acesso a informações corretas, responder dentro do tempo necessário para a notícia, disponibilizar fontes tecnicamente preparadas e assumir posições de maneira transparente quando houver problemas.</p>
<h3 data-section-id="3nz7rf" data-start="6558" data-end="6608">“SEM COMENTÁRIOS” OU SILÊNCIO TAMBÉM COMUNICAM</h3>
<p data-start="6610" data-end="6718">Uma empresa pode optar por não responder a uma reportagem, mas a ausência de resposta não elimina a notícia.</p>
<p data-start="6720" data-end="6877">Em situações de interesse público, jornalistas continuarão buscando documentos oficiais, autoridades, passageiros, sindicatos, especialistas e outras fontes.</p>
<p data-start="6879" data-end="7052">Nas redes sociais ocorre algo semelhante. Um incidente envolvendo um ônibus pode ser filmado por dezenas de passageiros antes mesmo que a empresa tenha conhecimento do fato.</p>
<p data-start="7054" data-end="7087">A diferença atual é a velocidade.</p>
<p data-start="7089" data-end="7274">Uma pane, incêndio, acidente, discussão dentro de um veículo ou problema de atendimento pode circular em poucos minutos em WhatsApp, Instagram, TikTok, X, Facebook e outras plataformas.</p>
<p data-start="7276" data-end="7364">Nesse ambiente, uma empresa sem estrutura de comunicação tende a atuar de forma reativa.</p>
<p data-start="7366" data-end="7646">O relatório alerta justamente para esse problema. Segundo o documento, 61% das organizações não possuem protocolo específico para crises relacionadas a influenciadores e 56% ainda não têm política formal para contratação desses profissionais.</p>
<p data-start="7648" data-end="7804">Entre as empresas que não possuem essa política, 80% disseram não ter intenção de criar diretrizes nos próximos meses.</p>
<h3 data-section-id="a52rxb" data-start="7806" data-end="7872">ESPECIALISTA TÉCNICO PODE SER MAIS VALIOSO QUE UMA CELEBRIDADE</h3>
<p data-start="7874" data-end="7945">Outro resultado do estudo pode ter aplicação direta no setor de ônibus.</p>
<p data-start="7947" data-end="8116">Na avaliação das lideranças pesquisadas, 71% apontam especialistas técnicos como atores capazes de gerar credibilidade real e 70% citam executivos das próprias empresas.</p>
<p data-start="8118" data-end="8230">Grandes influenciadores aparecem com 18% e celebridades, com apenas 12%.</p>
<p data-start="8232" data-end="8368">Isso abre possibilidades para um setor que possui enorme quantidade de conhecimento técnico, muitas vezes pouco apresentado à sociedade.</p>
<p data-start="8370" data-end="8422">Engenheiros podem explicar tecnologias de propulsão.</p>
<p data-start="8424" data-end="8503">Especialistas em manutenção podem mostrar como funcionam inspeções preventivas.</p>
<p data-start="8505" data-end="8564">Motoristas podem apresentar aspectos da operação cotidiana.</p>
<p data-start="8566" data-end="8637">Profissionais de acessibilidade podem explicar adaptações dos veículos.</p>
<p data-start="8639" data-end="8687">Diretores podem detalhar investimentos e custos.</p>
<p data-start="8689" data-end="8821">Especialistas ambientais podem apresentar, com dados verificáveis, diferenças entre diesel, biodiesel, biometano e ônibus elétricos.</p>
<p data-start="8823" data-end="8955">Executivos de fabricantes podem explicar desenvolvimento de chassis, carrocerias, baterias, sistemas de segurança e novos materiais.</p>
<p data-start="8957" data-end="9192">O relatório chama atenção justamente para a valorização do conhecimento aplicado. Segundo o documento, a autoridade profissional está ganhando espaço sobre o simples tamanho da audiência digital.</p>
<h3 data-section-id="1aniddj" data-start="9194" data-end="9247">CONHECIMENTO PRECISA SER TRADUZIDO, NÃO ESCONDIDO</h3>
<p data-start="9249" data-end="9397">Empresas de transporte frequentemente possuem equipes altamente técnicas, mas nem sempre transformam esse conhecimento em comunicação compreensível.</p>
<p data-start="9399" data-end="9532">Um passageiro não precisa conhecer toda a engenharia de um sistema de freio eletrônico para entender por que ele aumenta a segurança.</p>
<p data-start="9534" data-end="9645">Da mesma maneira, explicar eletrificação não exige transformar uma divulgação em manual de engenharia elétrica.</p>
<p data-start="9647" data-end="9701">A boa comunicação traduz a informação sem distorcê-la.</p>
<p data-start="9703" data-end="9954">O Repcom destaca justamente uma preferência crescente por conteúdos úteis, transparentes e produzidos por profissionais que conhecem efetivamente o assunto, em contraposição a peças excessivamente publicitárias.</p>
<p data-start="9956" data-end="10012">É uma lógica que pode ser aplicada a empresas de ônibus.</p>
<p data-start="10014" data-end="10274">Mostrar uma garagem, explicar uma central de controle, detalhar um treinamento de motorista ou apresentar dados de manutenção pode comunicar muito mais sobre uma companhia do que uma campanha genérica dizendo apenas que ela está “comprometida com a qualidade”.</p>
<h3 data-section-id="ohu04m" data-start="10276" data-end="10337">INFLUENCIADORES PODEM SER ÚTEIS, MAS PRECISAM DE CRITÉRIO</h3>
<p data-start="10339" data-end="10400">Isso não significa que influenciadores devam ser descartados.</p>
<p data-start="10402" data-end="10620">Podem ser eficientes para alcançar determinados públicos, apresentar experiências de viagem, explicar funcionalidades de aplicativos, divulgar campanhas, mostrar novos veículos ou conversar com comunidades específicas.</p>
<p data-start="10622" data-end="10745">O problema aparece quando quantidade de seguidores passa a ser confundida com conhecimento, independência ou credibilidade.</p>
<p data-start="10747" data-end="10776">O próprio estudo é cauteloso.</p>
<p data-start="10778" data-end="10960">Segundo a pesquisa citada no relatório, 89% dos decisores empresariais consideram os influenciadores um fator de risco reputacional relevante.</p>
<p data-start="10962" data-end="11103">O documento defende análise prévia e acompanhamento contínuo de porta-vozes e embaixadores de marcas.</p>
<p data-start="11105" data-end="11248">Também mostra que 56% das empresas ainda não têm política formal para contratação desses profissionais.</p>
<p data-start="11250" data-end="11510">O cuidado envolve histórico do criador, qualificação para falar sobre o assunto, comportamento anterior, eventual conflito de interesses, identificação clara do conteúdo publicitário e capacidade de distinguir opinião, experiência pessoal e informação técnica.</p>
<h3 data-section-id="1yy51dr" data-start="11512" data-end="11566">SETOR FINANCEIRO MOSTRA POR QUE CREDENCIAL IMPORTA</h3>
<p data-start="11568" data-end="11608">O mercado financeiro oferece um exemplo.</p>
<p data-start="11610" data-end="11796">A Anbima passou a divulgar, na nona edição do levantamento Finfluence, as certificações profissionais dos influenciadores financeiros que aparecem nos rankings monitorados pela entidade.</p>
<p data-start="11798" data-end="11987">O objetivo declarado é aumentar a transparência porque determinadas atividades nos mercados financeiro e de capitais exigem habilitações específicas.</p>
<p data-start="11989" data-end="12226">O próprio Repcom usa esse exemplo para argumentar que, em setores técnicos ou fortemente regulados, credenciais verificáveis funcionam como filtro para avaliar a autoridade de quem produz conteúdo.</p>
<p data-start="12228" data-end="12280">A lógica é facilmente transportável para mobilidade.</p>
<p data-start="12282" data-end="12589">Conhecer ônibus, transportes ou infraestrutura não depende necessariamente de formação universitária específica, mas há diferença entre produzir conteúdo por interesse e ter conhecimento suficiente para apresentar como fato uma informação sobre segurança, regulamentação, tecnologia, concessões ou operação.</p>
<h3 data-section-id="xp7sbr" data-start="12591" data-end="12647">APOSTAS MOSTRAM O RISCO DE UMA MENSAGEM SEM CONTROLE</h3>
<p data-start="12649" data-end="12782">O setor de apostas é um exemplo ainda mais evidente de como publicidade por influenciadores pode gerar riscos legais e reputacionais.</p>
<p data-start="12784" data-end="12977">As regras federais brasileiras proíbem propagandas que apresentem apostas como forma de enriquecer, complementar renda ou resolver problemas financeiros.</p>
<p data-start="12979" data-end="13307">Órgãos de defesa do consumidor também orientam que publicidade realizada por influenciadores precisa deixar evidente seu caráter comercial. Uma nota técnica conjunta sobre o setor determina atenção específica a conteúdos patrocinados apresentados como se fossem manifestações espontâneas.</p>
<p data-start="13309" data-end="13523">Em 2026, novas regras também reforçaram obrigações de verificar se a empresa de apostas anunciada possui autorização oficial antes da contratação e veiculação de publicidade.</p>
<p data-start="13525" data-end="13617">Não é uma comparação direta entre apostas e ônibus. São atividades completamente diferentes.</p>
<p data-start="13619" data-end="13757">O exemplo serve para mostrar como a mensagem transmitida por uma pessoa externa pode criar consequências para a companhia que a contratou.</p>
<h3 data-section-id="racxrm" data-start="13759" data-end="13830">SAÚDE É OUTRO SETOR NO QUAL POPULARIDADE NÃO SUBSTITUI CONHECIMENTO</h3>
<p data-start="13832" data-end="13878">Na saúde, a preocupação é ainda mais evidente.</p>
<p data-start="13880" data-end="14008">A Anvisa publicou em agosto de 2026 um alerta específico sobre indicações de medicamentos e suplementos feitas em redes sociais.</p>
<p data-start="14010" data-end="14287">A agência observa que influenciadores podem ser contratados para promover produtos e que mesmo uma pessoa agindo de boa-fé pode não possuir conhecimento suficiente para avaliar as condições individuais de saúde de quem recebe a mensagem.</p>
<p data-start="14289" data-end="14536">A Anvisa também alerta para conteúdos com falsas promessas de cura e até para personagens produzidos com inteligência artificial usados para dar aparência de autoridade a informações sem respaldo científico.</p>
<p data-start="14538" data-end="14636">Mais uma vez, a lição corporativa é mais ampla: alcance não equivale automaticamente a autoridade.</p>
<h3 data-section-id="1e9i9h4" data-start="14638" data-end="14671">CONAR REFORÇOU REGRAS EM 2026</h3>
<p data-start="14673" data-end="14744">A própria autorregulação publicitária brasileira avançou neste sentido.</p>
<p data-start="14746" data-end="14837">O Conar atualizou em 2026 seu Guia de Marketing e Publicidade por Influenciadores Digitais.</p>
<p data-start="14839" data-end="15188">O documento trata, entre outros pontos, de identificação clara da publicidade, autenticidade dos testemunhais, produtos e serviços sujeitos a restrições, proteção de crianças e adolescentes, utilização de inteligência artificial e governança das contratações. As novas orientações passaram a vigorar em junho.</p>
<p data-start="15190" data-end="15400">Para empresas de ônibus, isso significa que uma parceria comercial com um criador de conteúdo deve ser tratada como contratação profissional e não como simples envio de convite, passagem ou acesso a um veículo.</p>
<h3 data-section-id="1ulx4e" data-start="15402" data-end="15449">UMA COISA É PUBLICIDADE; OUTRA É JORNALISMO</h3>
<p data-start="15451" data-end="15487">Também é necessário separar funções.</p>
<p data-start="15489" data-end="15587">Uma publicação patrocinada por uma empresa pode ser legítima desde que seja identificada como tal.</p>
<p data-start="15589" data-end="15622">Mas ela não substitui reportagem.</p>
<p data-start="15624" data-end="15776">Da mesma forma, um perfil próprio da empresa é importante para divulgar informações diretamente aos passageiros, mas não substitui o escrutínio externo.</p>
<p data-start="15778" data-end="15916">Influenciadores, imprensa, publicidade, assessoria de comunicação, atendimento ao consumidor e canais corporativos têm funções diferentes.</p>
<p data-start="15918" data-end="16025">Uma estratégia madura combina esses instrumentos em vez de imaginar que um deles substitui todos os demais.</p>
<p data-start="16027" data-end="16284">Os dados da própria pesquisa reforçam essa conclusão: influenciadores receberam 69% de avaliação de importância, enquanto relacionamento com a imprensa atingiu 84%, comunicação institucional 89% e canais próprios 94%.</p>
<h3 data-section-id="1j1b3i8" data-start="16286" data-end="16333">EMPRESAS DE ÔNIBUS AINDA TÊM MUITO A CONTAR</h3>
<p data-start="16335" data-end="16467">O transporte por ônibus reúne histórias e informações que frequentemente permanecem restritas aos ambientes internos das companhias.</p>
<p data-start="16469" data-end="16690">Empresas possuem oficinas com alto grau de especialização, centros de controle, programas de treinamento, sistemas de telemetria, tecnologias ambientais, estruturas de segurança e profissionais com décadas de experiência.</p>
<p data-start="16692" data-end="16823">Também movimentam grandes volumes econômicos, empregam milhares de trabalhadores e estão presentes diariamente na vida das cidades.</p>
<p data-start="16825" data-end="16941">Uma empresa que não explica isso deixa que sua imagem seja construída quase exclusivamente nos momentos de problema.</p>
<p data-start="16943" data-end="17080">É comum que o passageiro só tenha contato com a marca quando o ônibus atrasa, quando existe uma reclamação ou quando ocorre um incidente.</p>
<p data-start="17082" data-end="17195">Comunicação consistente permite mostrar também o funcionamento cotidiano do sistema, inclusive suas dificuldades.</p>
<h3 data-section-id="1kkq0px" data-start="17197" data-end="17241">PROBLEMAS TAMBÉM PRECISAM SER EXPLICADOS</h3>
<p data-start="17243" data-end="17322">Comunicação empresarial não deveria existir somente para anunciar novos ônibus.</p>
<p data-start="17324" data-end="17410">Uma estrutura madura precisa estar preparada para falar quando alguma coisa dá errado.</p>
<p data-start="17412" data-end="17549">Em caso de acidente, por exemplo, a informação inicial deve priorizar vítimas, atendimento, condição da operação e providências adotadas.</p>
<p data-start="17551" data-end="17695">Em um incêndio, é necessário informar tipo de veículo, circunstâncias conhecidas, existência ou não de feridos e início da investigação técnica.</p>
<p data-start="17697" data-end="17808">Quando uma viagem interestadual sofre atraso, o passageiro precisa saber o motivo e a previsão de normalização.</p>
<p data-start="17810" data-end="17934">Quando uma linha urbana é modificada, a explicação precisa dizer quem será afetado e quais alternativas estarão disponíveis.</p>
<p data-start="17936" data-end="18146">Nos primeiros minutos de uma crise, informações incompletas ou apressadas podem ser inevitáveis. O importante é deixar claro o que já está confirmado, o que ainda está sendo apurado e quando haverá atualização.</p>
<h3 data-section-id="1df2sdj" data-start="18148" data-end="18195">IA TAMBÉM NÃO SUBSTITUI O JULGAMENTO HUMANO</h3>
<p data-start="18197" data-end="18286">Outro ponto abordado pelo Repcom é a expansão das ferramentas de inteligência artificial.</p>
<p data-start="18288" data-end="18458">O estudo reconhece utilidade da tecnologia para analisar dados e antecipar tendências, mas defende que decisões sensíveis de comunicação permaneçam sob supervisão humana.</p>
<p data-start="18460" data-end="18613">Na conclusão, o relatório define o julgamento humano como filtro ético insubstituível na construção da reputação.</p>
<p data-start="18615" data-end="18821">O documento também considera que relações públicas e marketing continuarão dependendo de profissionais capazes de interpretar nuances culturais e contextos complexos.</p>
<p data-start="18823" data-end="18886">Para transportes, essa recomendação é especialmente pertinente.</p>
<p data-start="18888" data-end="19083">Uma resposta automática pode informar o horário de uma linha. Uma crise envolvendo acidente, passageiros, trabalhadores ou interrupção do serviço exige contexto, sensibilidade e responsabilidade.</p>
<h3 data-section-id="1k9lu3m" data-start="19085" data-end="19127">COMUNICAÇÃO PRECISA CHEGAR À DIRETORIA</h3>
<p data-start="19129" data-end="19287">A principal conclusão aplicável ao setor de ônibus é que comunicação não deve funcionar apenas como departamento acionado quando há uma campanha ou uma crise.</p>
<p data-start="19289" data-end="19334">Reputação é consequência da própria operação.</p>
<p data-start="19336" data-end="19547">Pontualidade, manutenção, condições dos veículos, tratamento aos passageiros, atuação dos motoristas, políticas trabalhistas, segurança e transparência afetam a imagem da empresa muito antes de qualquer anúncio.</p>
<p data-start="19549" data-end="19751">Por isso, a área de comunicação precisa conhecer decisões importantes, ter acesso às equipes técnicas e conseguir levar à direção informações sobre o que passageiros, imprensa e sociedade estão dizendo.</p>
<p data-start="19753" data-end="19965">O estudo aponta justamente para essa integração ao defender que comunicação, jurídico, tecnologia e governança trabalhem conjuntamente na avaliação de riscos e porta-vozes.</p>
<h3 data-section-id="q5y773" data-start="19967" data-end="20024">NÃO É PRECISO ESCOLHER ENTRE IMPRENSA E REDES SOCIAIS</h3>
<p data-start="20026" data-end="20170">O cenário mostrado pelo Repcom não indica o desaparecimento de canais tradicionais nem a substituição do jornalismo pelos criadores de conteúdo.</p>
<p data-start="20172" data-end="20213">Aponta para um ambiente mais fragmentado.</p>
<p data-start="20215" data-end="20469">O passageiro pode receber uma informação pelo perfil oficial da empresa, conferir uma reportagem, assistir à análise de um especialista, consultar comentários em redes sociais e perguntar a uma ferramenta de inteligência artificial sobre o mesmo assunto.</p>
<p data-start="20471" data-end="20577">Para uma empresa de ônibus, isso aumenta a necessidade de disponibilizar informação correta em sua origem.</p>
<p data-start="20579" data-end="20781">Se os dados técnicos, números, documentos e explicações estiverem acessíveis, jornalistas, passageiros, especialistas e até sistemas de busca terão melhores condições de reproduzir informações corretas.</p>
<p data-start="20783" data-end="20845">A reputação, portanto, não depende simplesmente de falar mais.</p>
<p data-start="20847" data-end="20967">Depende de conseguir explicar melhor, responder quando questionado e sustentar publicamente aquilo que a empresa afirma.</p>
<p data-start="20969" data-end="21274">E, pelos próprios dados apresentados pelo estudo, isso continua passando fortemente pela comunicação institucional, pelos profissionais técnicos, pelos executivos e pela relação permanente com a imprensa — com influenciadores como uma ferramenta complementar que exige seleção, transparência e governança.</p>
<p data-start="21276" data-end="21335" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="21276" data-end="21335" data-is-last-node=""><strong data-start="21277" data-end="21334">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/10/empresas-de-onibus-precisam-se-comunicar-melhor-com-imprensa-e-sociedade-em-cenario-no-qual-reputacao-virou-ativo-estrategico-aponta-estudo/feed/</wfw:commentRss>
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  <item>
    <title>SPTrans vai substituir linha de ônibus na zona Oeste aos fins de semana a partir de 26 de setembro</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/10/sptrans-vai-substituir-linha-de-onibus-na-zona-oeste-aos-fins-de-semana-a-partir-de-26-de-setembro/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 15:37:54 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Apesar da criação da 8086-31 Jaguaré–Pinheiros, mudança não representa uma nova oferta de trajeto: aos sábados e domingos ADAMO BAZANI Passageiros de ônibus da zona Oeste de São Paulo (SP) devem ficar atentos a uma mudança operacional que começa no sábado, 26 de setembro de 2026. Aos fins de semana, a linha 8086-10 Jaguaré–Pinheiros será [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="771" height="528" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/87.jpg?fit=771%2C528&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/87.jpg?w=771&amp;ssl=1 771w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/87.jpg?resize=300%2C205&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/87.jpg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/87.jpg?resize=768%2C526&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/87.jpg?resize=400%2C274&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px" /> <p><em>Apesar da criação da 8086-31 Jaguaré–Pinheiros, mudança não representa uma nova oferta de trajeto: aos sábados e domingos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Passageiros de ônibus da zona Oeste de São Paulo (SP) devem ficar atentos a uma mudança operacional que começa no sábado, 26 de setembro de 2026. Aos fins de semana, a linha 8086-10 Jaguaré–Pinheiros será substituída pela nova 8086-31 Jaguaré–Pinheiros, informou a SPTrans.</p>
<p>Apesar da criação de uma nova identificação, a mudança não significa, na prática, a inclusão de uma segunda linha ou a ampliação do trajeto oferecido aos sábados e domingos. A própria SPTrans informa que a 8086-31 substituirá a 8086-10 nesses dias e realizará percurso coincidente.</p>
<p><strong>Linha 8086-31 Jaguaré &#8211; Pinheiros</strong></p>
<p>Aos finais de semana, a partir de 26/09/2026.</p>
<p>Ponto inicial: Av. Alexandre Mackenzie, nº 69.</p>
<p>Ponto de retorno: Rua Gilberto Sabino, nº 135.</p>
<p>Horário de operação: finais de semana, das 5h30 às 21h55.</p>
<p>Itinerário:</p>
<p>Sentido único: Av. Alexandre Mackenzie, retorno, Av. Alexandre Mackenzie, Av. Pres. Altino, Pça. Henrique Drumond Villares, Av. Bolonha, Av. Jaguaré, Pça. Luís Gonzaga, retorno, Av. Jaguaré, Av. Queiroz Filho, Pça. Apecatu, Av. Prof. Fonseca Rodrigues, Av. Pedroso de Moraes, Av. Brig. Faria Lima, Rua Chopin Tavares de Lima, Rua Sumidouro, Rua Gilberto Sabino, Rua Capri, Rua Paes Leme, Lgo. dos Pinheiros, Rua Teodoro Sampaio, Av. Brig. Faria Lima, Av. Pedroso de Moraes, Av. Prof. Fonseca Rodrigues, Pça. Apecatu, Av. Queiroz Filho, Av. Jaguaré, Av. Kenkiti Simomoto, Av. Bolonha, Pça. Henrique Drumond Villares, Av. Pres. Altino e Av. Alexandre Mackenzie.</p>
<p><strong>MUDANÇA É DE SUBSTITUIÇÃO, E NÃO DE SOMA DE DUAS LINHAS</strong></p>
<p>A distinção é importante para evitar que o passageiro interprete o anúncio de uma “nova linha” como aumento da oferta disponível nos fins de semana.</p>
<p>A partir de 26 de setembro, quem atualmente utiliza a 8086-10 Jaguaré–Pinheiros aos sábados e domingos deverá procurar pela identificação 8086-31 Jaguaré–Pinheiros.</p>
<p>Assim, não haverá, pelo que foi anunciado, uma linha 8086-10 funcionando paralelamente à 8086-31 nos fins de semana</p>
<p><strong>MUDANÇA COMEÇA EM 26 DE SETEMBRO</strong></p>
<p>A alteração entra em vigor no sábado, 26 de setembro de 2026.</p>
<p>Até lá, os passageiros devem continuar observando a identificação atual dos ônibus e, a partir da mudança, ficar atentos ao número 8086-31 nos fins de semana.</p>
<p>A SPTrans não informou, no comunicado, alterações de percurso associadas à substituição. A informação oficial é de que a nova linha fará o mesmo trajeto da 8086-10 aos sábados e domingos.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/10/sptrans-vai-substituir-linha-de-onibus-na-zona-oeste-aos-fins-de-semana-a-partir-de-26-de-setembro/feed/</wfw:commentRss>
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  </item>
  <item>
    <title>VÍDEO: Chuva forte no ABC Paulista gera pontos de alagamento, afetando deslocamentos nesta quinta-feira (10)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/10/video-chuva-forte-no-abc-paulista-gera-pontos-de-alagamento-afetando-deslocamentos-nesta-quinta-feira-10/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 15:20:12 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Enchentes foram registradas em São Bernardo do Campo ARTHUR FERRARI A forte chuva que atingiu São Paulo e Região Metropolitana, principalmente o ABC Paulista, gerou alagamentos no fim da manhã desta quinta-feira, 10 de setembro de 2026. Imagens registradas em São Bernardo do Campo mostram ruas alagadas, com a água chegando a cobrir as calçadas, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="576" height="432" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/VID-20260910-WA0018.jpg?fit=576%2C432&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/VID-20260910-WA0018.jpg?w=576&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/VID-20260910-WA0018.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/VID-20260910-WA0018.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/VID-20260910-WA0018.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /> <p><em>Enchentes foram registradas em São Bernardo do Campo</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p><div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-533043-2" width="480" height="852" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/lv_0_20260910125004.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/lv_0_20260910125004.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/lv_0_20260910125004.mp4</a></video></div></p>
<p>A forte chuva que atingiu São Paulo e Região Metropolitana, principalmente o ABC Paulista, gerou alagamentos no fim da manhã desta quinta-feira, 10 de setembro de 2026.</p>
<p>Imagens registradas em São Bernardo do Campo mostram ruas alagadas, com a água chegando a cobrir as calçadas, causando impacto no trânsito e deslocamentos.</p>
<p>Passageiros do transporte coletivo devem ficar atentos pois podem haver impactos em linhas na região.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>AGERGS aumenta tarifa da Catsul para R$ 19,15 entre Porto Alegre (RS) e Guaíba (RS) e dá 60 dias à Metroplan para analisar reequilíbrio</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/10/agergs-aumenta-tarifa-da-catsul-para-r-1915-entre-porto-alegre-rs-e-guaiba-rs-e-da-60-dias-a-metroplan-para-analisar-reequilibrio/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 15:01:54 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Passagem sobe 13,29%, de R$ 16,90 para R$ 19,15; agência aponta atraso de 17 meses na análise de perdas extraordinárias da concessionária e determina revisão da metodologia tarifária, mas eventual subsídio permanente ainda não foi aprovado ADAMO BAZANI A tarifa do catamarã entre Porto Alegre (RS) e Guaíba (RS), operado pela Catsul, do Grupo Ouro [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="984" height="738" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-07.34.44.jpeg?fit=984%2C738&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-07.34.44.jpeg?w=984&amp;ssl=1 984w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-07.34.44.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-07.34.44.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-07.34.44.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-07.34.44.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px" /> <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot">
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<p data-start="141" data-end="382"><em data-start="141" data-end="382">Passagem sobe 13,29%, de R$ 16,90 para R$ 19,15; agência aponta atraso de 17 meses na análise de perdas extraordinárias da concessionária e determina revisão da metodologia tarifária, mas eventual subsídio permanente ainda não foi aprovado</em></p>
<p data-start="384" data-end="402"><em data-start="384" data-end="402"><strong data-start="385" data-end="401">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="404" data-end="888">A tarifa do catamarã entre Porto Alegre (RS) e Guaíba (RS), operado pela Catsul, do Grupo Ouro e Prata, passa de R$ 16,90 para R$ 19,15, aumento de R$ 2,25 ou 13,29%. O novo valor foi homologado pela AGERGS (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul) e entrou em vigor com a publicação da decisão no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026.</p>
<p data-start="890" data-end="1507">Ao mesmo tempo, a agência determinou que a Metroplan analise em até 60 dias um pedido separado de reequilíbrio econômico-financeiro apresentado pela concessionária, depois de registrar que o assunto já acumulava 17 meses de atraso antes mesmo de chegar à AGERGS. O processo envolve perdas extraordinárias, impactos da pandemia e das enchentes e a possibilidade de um subsídio permanente para a travessia, mas nenhum valor de compensação ou subsídio foi aprovado até agora. A agência também reconheceu problemas na metodologia usada para calcular tarifas e determinou sua revisão.</p>
<h3 data-section-id="bsd247" data-start="1509" data-end="1547">REAJUSTE DE 13,29% JÁ FOI APROVADO</h3>
<p data-start="1549" data-end="1694">A decisão foi tomada por maioria pelo Conselho Superior da AGERGS na sessão de terça-feira (08) e formalizada na Resolução Decisória nº 906/2026.</p>
<p data-start="1696" data-end="1886">O cálculo de R$ 19,15 foi realizado pela Metroplan e posteriormente acolhido pelas áreas de Regulação Econômica e de Transportes e Mobilidade da AGERGS.</p>
<p data-start="1888" data-end="2051">Segundo a agência, o percentual de reajuste é de 13,29%. Assim, para o passageiro, o aumento nominal é de R$ 2,25 por trecho.</p>
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<tbody data-start="2083" data-end="2178">
<tr data-start="2083" data-end="2106">
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<td data-start="2094" data-end="2106" data-col-size="sm">R$ 16,90</td>
</tr>
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<td data-start="2107" data-end="2114" data-col-size="sm">Nova</td>
<td data-start="2114" data-end="2126" data-col-size="sm">R$ 19,15</td>
</tr>
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<td data-start="2127" data-end="2137" data-col-size="sm">Aumento</td>
<td data-start="2137" data-end="2148" data-col-size="sm">R$ 2,25</td>
</tr>
<tr data-start="2149" data-end="2178">
<td data-start="2149" data-end="2168" data-col-size="sm">Reajuste oficial</td>
<td data-start="2168" data-end="2178" data-col-size="sm">13,29%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="2180" data-end="2308">A vigência começou com a publicação no Diário Oficial, conforme informou a própria AGERGS.</p>
<h3 data-section-id="1wnceag" data-start="2310" data-end="2367">REAJUSTE NÃO RESOLVE PEDIDO DE REEQUILÍBRIO DA CATSUL</h3>
<p data-start="2369" data-end="2467">Um dos pontos mais importantes da decisão é que existem dois assuntos diferentes sendo discutidos.</p>
<p data-start="2469" data-end="2599">O primeiro é o reajuste tarifário normal, que atualiza periodicamente o preço cobrado do passageiro segundo as regras contratuais.</p>
<p data-start="2601" data-end="2887">O segundo é o reequilíbrio econômico-financeiro extraordinário. Nesse caso, discute-se se acontecimentos fora da normalidade alteraram de forma relevante receitas, custos e condições previstas no contrato e se é necessária alguma compensação para restabelecer o equilíbrio da concessão.</p>
<p data-start="2889" data-end="2943">A AGERGS decidiu separar formalmente as duas questões.</p>
<p data-start="2945" data-end="3261">A agência manteve sob sua responsabilidade a análise do reajuste e das revisões tarifárias ordinárias. Já o reequilíbrio extraordinário e a possibilidade de criação de um subsídio tarifário permanente foram enviados à Metroplan, considerada o poder concedente para essa decisão.</p>
<p data-start="3263" data-end="3365">Isso significa que os R$ 19,15 não representam uma decisão sobre todas as perdas alegadas pela Catsul.</p>
<p data-start="3367" data-end="3577">A própria resolução afirma expressamente que a AGERGS não definiu quanto seria devido à empresa a título de reequilíbrio e tampouco decidiu pela implantação de um subsídio.</p>
<h3 data-section-id="s38rua" data-start="3579" data-end="3638">AGERGS APONTA ATRASO DE 17 MESES E DÁ PRAZO À METROPLAN</h3>
<p data-start="3640" data-end="3738">A agência adotou uma posição mais dura em relação ao tempo de tramitação do pedido extraordinário.</p>
<p data-start="3740" data-end="3878">Na resolução, o Conselho Superior determina que a Metroplan dê “andamento célere” ao processo e estabeleceu prazo de 60 dias para o exame.</p>
<p data-start="3880" data-end="4032">A justificativa é objetiva: segundo a AGERGS, já havia uma mora de 17 meses antes da remessa do assunto à agência.</p>
<p data-start="4034" data-end="4255">A AGERGS também registrou que não existe em sua estrutura normativa ou na legislação vigente um instrumento denominado “consulta prévia” capaz de justificar nova suspensão da análise.</p>
<p data-start="4257" data-end="4550">A Diretoria-Geral da agência deverá acompanhar o andamento do pedido junto à Metroplan. Caso o atraso continue, o Conselho Superior deverá ser comunicado para adoção de medidas institucionais, inclusive com ciência à Ouvidoria e à Presidência da AGERGS.</p>
<h3 data-section-id="167m2nv" data-start="4552" data-end="4596">PANDEMIA E ENCHENTES ENTRAM NA DISCUSSÃO</h3>
<p data-start="4598" data-end="4728">A situação econômico-financeira da travessia foi afetada nos últimos anos por acontecimentos que modificaram fortemente a demanda.</p>
<p data-start="4730" data-end="4844">Segundo a AGERGS, a Catsul apresentou pedidos relacionados aos efeitos da pandemia e das enchentes de 2023 e 2024.</p>
<p data-start="4846" data-end="5087">Os eventos climáticos provocaram interrupções que, acumuladas, chegaram a 67 dias. A agência informa ainda que a demanda mensal caiu de 71.046 para 42.290 passageiros, redução de aproximadamente 40,5%.</p>
<p data-start="5089" data-end="5262">A enchente histórica de maio de 2024 teve impacto particularmente forte sobre a mobilidade na Região Metropolitana de Porto Alegre e atingiu também o transporte hidroviário.</p>
<p data-start="5264" data-end="5559">Documentos técnicos da própria estrutura regulatória registram que a concessionária vinha alegando dificuldades decorrentes tanto das cheias quanto da defasagem tarifária, em um período que também foi afetado pela redução de demanda causada pela pandemia.</p>
<p data-start="5561" data-end="5682">É justamente esse conjunto de acontecimentos que será analisado separadamente pela Metroplan no processo de reequilíbrio.</p>
<h3 data-section-id="hm6cy2" data-start="5684" data-end="5747">AGÊNCIA RECONHECE FRAGILIDADES NO PRÓPRIO CÁLCULO TARIFÁRIO</h3>
<p data-start="5749" data-end="5838">Outro aspecto incomum da decisão é a ressalva feita pela AGERGS ao homologar os R$ 19,15.</p>
<p data-start="5840" data-end="6025">A agência deixou registrado que a aprovação do reajuste simples não significa uma certificação de que o resultado tenha aderência rigorosa à metodologia contratual de custos eficientes.</p>
<p data-start="6027" data-end="6159">Segundo a resolução, a aplicação consistente desta metodologia está comprometida desde 2019.</p>
<p data-start="6161" data-end="6215">Apesar disso, a AGERGS optou por homologar o reajuste.</p>
<p data-start="6217" data-end="6451">A justificativa foi uma ponderação entre dois problemas: de um lado, a imprecisão metodológica ainda existente; de outro, o risco de provocar uma nova demora indefinida na atualização da tarifa.</p>
<p data-start="6453" data-end="6616">Ou seja, a agência entendeu que manter novamente o reajuste parado poderia trazer consequências maiores para a continuidade e o equilíbrio da prestação do serviço.</p>
<h3 data-section-id="rsv7gi" data-start="6618" data-end="6657">METODOLOGIA DE TARIFAS SERÁ REVISTA</h3>
<p data-start="6659" data-end="6697">A decisão não ficou restrita à Catsul.</p>
<p data-start="6699" data-end="6894">A AGERGS determinou à Diretoria de Regulação Econômica prioridade para um processo mais amplo de revisão da metodologia tarifária do transporte intermunicipal de passageiros do Rio Grande do Sul.</p>
<p data-start="6896" data-end="7073">O trabalho deverá atualizar a Nota Técnica DT nº 04/2016 e produzir uma metodologia específica homologada para os serviços de travessias.</p>
<p data-start="7075" data-end="7222">O objetivo declarado é impedir que as fragilidades identificadas agora sejam repetidas nos próximos ciclos tarifários desta e de outras concessões.</p>
<p data-start="7224" data-end="7331">Portanto, a decisão envolvendo a Catsul pode ter reflexos regulatórios além da ligação Porto Alegre–Guaíba.</p>
<h3 data-section-id="13h7h8h" data-start="7333" data-end="7372">ATRASOS TARIFÁRIOS NÃO SÃO RECENTES</h3>
<p data-start="7374" data-end="7451">O problema do tempo para atualização da tarifa acompanha a concessão há anos.</p>
<p data-start="7453" data-end="7671">Segundo levantamento apresentado pela AGERGS, somente entre 2010 e 2016 foram acumulados 1.443 dias de atraso na concessão dos reajustes. A situação chegou a gerar ação judicial.</p>
<p data-start="7673" data-end="7742">A data-base contratual para os reajustes ordinários é 16 de novembro.</p>
<p data-start="7744" data-end="7999">O quarto termo aditivo, assinado em 2018, reafirmou essa data e estabeleceu que o levantamento das informações para o reajuste deve considerar o período entre setembro do ano anterior e agosto do ano da atualização.</p>
<p data-start="8001" data-end="8284">Em janeiro de 2025, por exemplo, a AGERGS homologou a tarifa de R$ 16,90 acumulando ajustes que deveriam refletir movimentos de 2023 e 2024. Documentos técnicos mostram que a tarifa anterior de R$ 16,85 havia sido definida em dezembro de 2023.</p>
<h3 data-section-id="1wrajw3" data-start="8286" data-end="8343">TARIFA PASSOU DE R$ 12,90 EM 2020 PARA R$ 19,15 AGORA</h3>
<p data-start="8345" data-end="8435">A evolução recente mostra como os reajustes foram ocorrendo de maneira irregular no tempo.</p>
<p data-start="8437" data-end="8558">Em novembro de 2020, a passagem foi fixada em R$ 12,90, após reajuste de 6,2183%.</p>
<p data-start="8560" data-end="8659">Em dezembro de 2023, a tarifa homologada chegou a R$ 16,85.</p>
<p data-start="8661" data-end="8739">Em janeiro de 2025, passou a R$ 16,90.</p>
<p data-start="8741" data-end="8788">Agora, em setembro de 2026, sobe para R$ 19,15.</p>
<h3 data-section-id="uu4mvn" data-start="8790" data-end="8855">CATSUL É DO GRUPO OURO E PRATA E OPERA A TRAVESSIA DESDE 2011</h3>
<p data-start="8857" data-end="9006">A Catsul Guaíba Transportes Hidroviários Ltda. pertence ao Grupo Ouro e Prata, conhecido também pela atuação no transporte rodoviário de passageiros.</p>
<p data-start="9008" data-end="9291">A empresa venceu em novembro de 2010 a licitação promovida pelo Governo do Rio Grande do Sul para retomar o transporte hidroviário regular de passageiros entre Porto Alegre (RS) e Guaíba (RS). As viagens começaram no primeiro semestre de 2011.</p>
<p data-start="9293" data-end="9532">O contrato de concessão foi assinado em 20 de dezembro de 2010 entre o Estado e a Catsul. A fiscalização do serviço é compartilhada, dentro das respectivas competências, pela Metroplan e pela AGERGS.</p>
<p data-start="9534" data-end="9708">A ligação retomou uma opção de transporte hidroviário que havia deixado de existir entre as duas cidades cerca de cinco décadas antes.</p>
<h3 data-section-id="i7c7na" data-start="9710" data-end="9745">VIAGEM DURA CERCA DE 30 MINUTOS</h3>
<p data-start="9747" data-end="9876">Atualmente, a Catsul realiza viagens entre o Centro de Porto Alegre (RS) e Guaíba (RS), com atendimentos também pelo Píer Pontal.</p>
<p data-start="9878" data-end="10099">Segundo a própria empresa, uma viagem completa entre Porto Alegre e Guaíba leva aproximadamente 30 minutos. Entre o Píer Pontal e Guaíba, o percurso dura aproximadamente 15 minutos.</p>
<p data-start="10101" data-end="10262">A operação possui partidas durante dias úteis, sábados, domingos e feriados, com horários diferentes de acordo com o dia.</p>
<p data-start="10264" data-end="10463">As passagens podem ser adquiridas nos terminais, e a Catsul informa aceitar dinheiro, Pix, cartões de débito e crédito e o cartão TEU do sistema metropolitano.</p>
<p data-start="10465" data-end="10689">Há integração com ônibus de Guaíba para os bairros Colina e Flórida. De acordo com a empresa, atualmente não existe integração tarifária com o sistema urbano de ônibus de Porto Alegre.</p>
<h3 data-section-id="1b66v5f" data-start="10691" data-end="10728">SUBSÍDIO AINDA DEPENDE DE DECISÃO</h3>
<p data-start="10730" data-end="10866">A eventual adoção de um subsídio pode ser um dos capítulos mais importantes da discussão que agora deverá ser enfrentada pela Metroplan.</p>
<p data-start="10868" data-end="11076">Na prática, um subsídio permanente poderia permitir que parte dos custos reconhecidos da operação fosse coberta por recursos públicos em vez de ser integralmente transferida para o preço pago pelo passageiro.</p>
<p data-start="11078" data-end="11118">Mas esse cenário ainda não foi definido.</p>
<p data-start="11120" data-end="11399">A resolução publicada no Diário Oficial é explícita ao separar os temas e afirma que a AGERGS não está se pronunciando nem sobre o valor de eventual reequilíbrio nem sobre a criação do subsídio. Essas matérias foram reservadas à Metroplan.</p>
<p data-start="11401" data-end="11581">O fato concreto, por enquanto, é outro: a tarifa já foi homologada em R$ 19,15 e a Metroplan recebeu prazo de 60 dias para enfrentar a discussão que estava atrasada havia 17 meses.</p>
<p data-start="11583" data-end="11642" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="11583" data-end="11642" data-is-last-node=""><strong data-start="11584" data-end="11641">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <slash:comments>0</slash:comments>
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    <title>Salários de motoristas de ônibus sobem 27,4%; motoristas de app ficam sem ganho real, demais trabalhadores privados avançam 10,6% e inflação acumula 15,5%</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/10/salarios-de-motoristas-de-onibus-sobem-274-motoristas-de-app-ficam-sem-ganho-real-demais-trabalhadores-privados-avancam-106-e-inflacao-acumula-155/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 14:30:29 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Resultados indicam maior capacidade de recomposição em atividade regular enquanto plataformas apresentam renda estagnada, jornadas maiores e remuneração menor por hora. Liana Variani explica que questão vai além de variações numéricas: condições de trabalho e responsabilidade da função ADAMO BAZANI A renda média dos condutores de ônibus passou de R$ 2.633 no segundo trimestre de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2027/09/WhatsApp-Image-2020-10-03-at-08.34.51.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2027/09/WhatsApp-Image-2020-10-03-at-08.34.51.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2027/09/WhatsApp-Image-2020-10-03-at-08.34.51.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2027/09/WhatsApp-Image-2020-10-03-at-08.34.51.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2027/09/WhatsApp-Image-2020-10-03-at-08.34.51.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2027/09/WhatsApp-Image-2020-10-03-at-08.34.51.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2027/09/WhatsApp-Image-2020-10-03-at-08.34.51.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p data-start="156" data-end="528"><em data-start="156" data-end="528">Resultados indicam maior capacidade de recomposição em atividade regular enquanto plataformas apresentam renda estagnada, jornadas maiores e remuneração menor por hora. Liana Variani explica que questão vai além de variações numéricas: condições de trabalho e responsabilidade da função</em></p>
<p data-start="530" data-end="548"><strong data-start="530" data-end="548"><em data-start="532" data-end="546">ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p data-start="550" data-end="1481">A renda média dos condutores de ônibus passou de R$ 2.633 no segundo trimestre de 2023 para R$ 3.355,04 no quarto trimestre de 2025, alta nominal de 27,4%, segundo tabulações do economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores/LCA 4intelligence, feitas a partir dos microdados da PNAD Contínua do IBGE. Em outro recorte, divulgado pelo próprio IBGE em 04 de setembro de 2026, os condutores de automóveis e motociclistas por aplicativos não tiveram ganho real de renda entre 2022 e 2025; considerando todos os trabalhadores por plataformas, a alta real foi de apenas 1%, enquanto os demais trabalhadores do setor privado tiveram avanço de 10,6%. No período aproximado entre o terceiro trimestre de 2022 e o terceiro trimestre de 2025, a inflação acumulada foi de cerca de 15,5%.</p>
<p data-start="550" data-end="1481">Segundo a advogada especializada em direito empresarial, Liana Variani, a variação mostra que os ganhos dos condutores de ônibus nominalmente não estão desvalorizados, mas que a questão deve ser analisada também não só pelos números, mas pela responsabilidade que um motorista de transporte coletivo tem, o nível de estress, e, por outro lado, as dificuldades de financiamentos dos transportes, sejam urbanos ou rodoviários que também limitam a capacidade das empresas. Além disso, há questões como falta de mão-de-obra e dificiculdades para manter os trabalhadores no setor.</p>
<p data-start="550" data-end="1481"><strong><em>&#8220;Salário é fundamental, mas trabalhador precisa ter motivos para permanecer&#8221;</em> </strong>&#8211; disse Liana Variani &#8211; <strong>VER MAIS ABAIXO A ENTREVISTA COMPLETA</strong></p>
<p data-start="1483" data-end="2657">Mas há um alerta: Os números não podem ser colocados lado a lado como uma comparação salarial direta: os períodos são diferentes, o dado dos condutores de ônibus é uma fotografia de duas edições da PNAD, em valores nominais, enquanto o levantamento dos aplicativos mede evolução em valores reais e possui metodologia própria. Além disso, a classificação “condutores de ônibus” reúne trabalhadores formais e informais e dos setores público e privado.</p>
<p data-start="1483" data-end="2657"><em><strong>&#8220;Ainda assim, o conjunto dos dados apresenta um contraste relevante: no transporte regular por ônibus, no qual o emprego com carteira, os pisos salariais, as datas-base e as negociações coletivas têm grande peso, há mecanismos institucionais de recomposição da remuneração; nas plataformas, o IBGE constata estagnação real entre motoristas e motociclistas, enquanto jornadas maiores, menor ganho por hora e elevada informalidade reforçam sinais de precarização. Isso ocorre justamente quando empresas de ônibus enfrentam dificuldades para contratar e reter profissionais e parte dos motoristas empregados busca Uber e 99 para complementar a renda no período que deveria ser destinado ao descanso&#8221;</strong> </em>&#8211; explicou .</p>
<h3 data-section-id="ll7818" data-start="2659" data-end="2733">O que mostram os números — e por que os períodos precisam ficar claros</h3>
<p data-start="2735" data-end="2784">Uma síntese ajuda a entender as diferentes bases:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="2786" data-end="3226">
<thead data-start="2786" data-end="2820">
<tr data-start="2786" data-end="2820">
<th class="last:pe-10" data-start="2786" data-end="2798" data-col-size="sm">Indicador</th>
<th class="last:pe-10" data-start="2798" data-end="2809" data-col-size="sm">Variação</th>
<th class="last:pe-10" data-start="2809" data-end="2820" data-col-size="sm">Recorte</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="2836" data-end="3226">
<tr data-start="2836" data-end="2910">
<td data-start="2836" data-end="2868" data-col-size="sm">Condutores de ônibus</td>
<td data-start="2868" data-end="2885" data-col-size="sm">+27,4% nominal</td>
<td data-start="2885" data-end="2910" data-col-size="sm">2º tri/23 a 4º tri/25</td>
</tr>
<tr data-start="2911" data-end="2974">
<td data-start="2911" data-end="2940" data-col-size="sm">IPCA do recorte dos ônibus</td>
<td data-start="2940" data-end="2955" data-col-size="sm">+6,6% aprox.</td>
<td data-start="2955" data-end="2974" data-col-size="sm">jun/23 a dez/24</td>
</tr>
<tr data-start="2975" data-end="3043">
<td data-start="2975" data-end="3011" data-col-size="sm">Motoristas e motociclistas de app</td>
<td data-start="3011" data-end="3028" data-col-size="sm">Sem ganho real</td>
<td data-start="3028" data-end="3043" data-col-size="sm">2022 a 2025</td>
</tr>
<tr data-start="3044" data-end="3099">
<td data-start="3044" data-end="3071" data-col-size="sm">Plataformizados em geral</td>
<td data-start="3071" data-end="3084" data-col-size="sm">+1,0% real</td>
<td data-start="3084" data-end="3099" data-col-size="sm">2022 a 2025</td>
</tr>
<tr data-start="3100" data-end="3161">
<td data-start="3100" data-end="3132" data-col-size="sm">Demais trabalhadores privados</td>
<td data-start="3132" data-end="3146" data-col-size="sm">+10,6% real</td>
<td data-start="3146" data-end="3161" data-col-size="sm">2022 a 2025</td>
</tr>
<tr data-start="3162" data-end="3226">
<td data-start="3162" data-end="3191" data-col-size="sm">IPCA do período mais longo</td>
<td data-start="3191" data-end="3207" data-col-size="sm">+15,5% aprox.</td>
<td data-start="3207" data-end="3226" data-col-size="sm">set/22 a set/25</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="3228" data-end="3655">Os percentuais de inflação de 6,6% e 15,5% foram calculados pelo <strong data-start="3293" data-end="3319"><em data-start="3295" data-end="3317">Diário do Transporte</em></strong> com base nos índices oficiais mensais e acumulados divulgados pelo IBGE. Eles servem para dimensionar a perda de poder de compra em cada período, mas não devem ser novamente descontados dos números de 1% e 10,6%, porque estes dois últimos já são variações reais, ou seja, já consideram a inflação.</p>
<h3 data-section-id="isnwkx" data-start="3657" data-end="3740">Motoristas de ônibus: média passa de R$ 2.633 para R$ 3.355,04 em um ano e meio</h3>
<p data-start="3742" data-end="3803">O primeiro ponto de referência é o segundo trimestre de 2023.</p>
<p data-start="3805" data-end="4063">Naquele período, levantamento elaborado pelo economista Bruno Imaizumi, então da LCA Consultores, a partir dos microdados da PNAD Contínua do IBGE, apontava rendimento médio de R$ 2.633 para a ocupação denominada oficialmente “condutores de ônibus”.</p>
<p data-start="4065" data-end="4134">A estimativa alcançava aproximadamente 413,2 mil pessoas na ocupação.</p>
<p data-start="4136" data-end="4341">O levantamento reuniu 427 profissões e, segundo a metodologia publicada à época, incluía ocupações formais e informais, tanto do setor privado quanto do setor público.</p>
<p data-start="4343" data-end="4551">No quarto trimestre de 2024, uma nova tabulação de Bruno Imaizumi, já identificado como economista da LCA 4intelligence, encontrou rendimento médio efetivo de R$ 3.355,04 para “condutores de ônibus”.</p>
<p data-start="4553" data-end="4693">O levantamento também foi produzido a partir dos microdados da PNAD Contínua e analisou 428 ocupações.</p>
<p data-start="4695" data-end="4744">A diferença entre os dois valores é de R$ 722,04.</p>
<p data-start="4746" data-end="4768">Em termos percentuais:</p>
<p data-start="4770" data-end="4817">R$ 2.633 → R$ 3.355,04 = alta nominal de 27,4%.</p>
<p data-start="4819" data-end="4926">É um avanço expressivo, principalmente pelo intervalo relativamente curto de aproximadamente um ano e meio.</p>
<h3 data-section-id="71vynr" data-start="4928" data-end="5027">Inflação foi de aproximadamente 6,6% no intervalo das duas fotografias dos condutores de ônibus</h3>
<p data-start="5029" data-end="5203">Para ter uma referência do comportamento dos preços, o <strong data-start="5084" data-end="5110"><em data-start="5086" data-end="5108">Diário do Transporte</em></strong> calculou o IPCA aproximadamente correspondente ao período entre as duas fotografias da PNAD.</p>
<p data-start="5205" data-end="5431">Em junho de 2023, último mês do segundo trimestre, o IPCA acumulava 2,87% desde janeiro daquele ano. O ano de 2023 terminou com inflação de 4,62%. Em 2024, o índice acumulado foi de 4,83%.</p>
<p data-start="5433" data-end="5567">Isolando o período entre julho e dezembro de 2023 e adicionando a inflação de 2024 de forma composta, chega-se a aproximadamente 6,6%.</p>
<p data-start="5569" data-end="5710">Assim, enquanto os preços avançaram em torno de 6,6%, o rendimento médio nominal apurado para os condutores de ônibus cresceu 27,4%.</p>
<p data-start="5712" data-end="5804">Uma deflação puramente matemática desses dois números produziria um ganho da ordem de 19,5%.</p>
<p data-start="5806" data-end="5939">O <strong data-start="5808" data-end="5834"><em data-start="5810" data-end="5832">Diário do Transporte</em></strong>, entretanto, não classifica os 19,5% como um “aumento real oficial do salário dos motoristas de ônibus”.</p>
<p data-start="5941" data-end="5965">Há uma razão importante.</p>
<p data-start="5967" data-end="6321">A PNAD não acompanhou necessariamente os mesmos motoristas individualmente do início ao fim do intervalo. Trata-se de duas fotografias da renda média da ocupação. Mudanças na quantidade de trabalhadores, composição regional, participação de empregados formais e informais, horas trabalhadas e perfil das pessoas na profissão também podem alterar a média.</p>
<p data-start="6323" data-end="6497">O dado correto e diretamente verificável é: a média nominal encontrada para a ocupação subiu 27,4% entre os dois levantamentos, bem acima da inflação aproximada do intervalo.</p>
<h3 data-section-id="csha4e" data-start="6499" data-end="6585">O dado também não significa que todo motorista de ônibus recebeu reajuste de 27,4%</h3>
<p data-start="6587" data-end="6616">Outra distinção é necessária.</p>
<p data-start="6618" data-end="6685">Rendimento médio da PNAD não é piso salarial de convenção coletiva.</p>
<p data-start="6687" data-end="6747">Também não é o reajuste determinado numa data-base sindical.</p>
<p data-start="6749" data-end="6954">Um motorista de Belo Horizonte (MG), por exemplo, não necessariamente recebeu o mesmo percentual de um profissional de São Paulo (SP), Curitiba (PR), Recife (PE) ou de uma empresa rodoviária interestadual.</p>
<p data-start="6956" data-end="7027">As negociações são feitas em bases territoriais e segmentos diferentes.</p>
<p data-start="7029" data-end="7121">O que a média nacional revela é que a remuneração efetivamente captada na ocupação aumentou.</p>
<p data-start="7123" data-end="7198">A explicação para esse crescimento não pode ser atribuída a um único fator.</p>
<h3 data-section-id="1yd5e1d" data-start="7200" data-end="7303">CLT, piso, data-base e convenções criam mecanismos que não existem da mesma maneira nos aplicativos</h3>
<p data-start="7305" data-end="7469">Apesar dessas ressalvas, a própria estrutura das relações de trabalho ajuda a explicar por que o comportamento da remuneração pode ser diferente nos dois ambientes.</p>
<p data-start="7471" data-end="7709">O transporte coletivo regular possui grande presença de trabalhadores contratados pela CLT, com representação sindical, datas-base, pisos profissionais e acordos ou convenções coletivas que periodicamente renegociam salários e benefícios.</p>
<p data-start="7711" data-end="7751">Não existe um percentual nacional único.</p>
<p data-start="7753" data-end="7878">Mas documentos registrados no Sistema Mediador, do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram o funcionamento desse mecanismo.</p>
<p data-start="7880" data-end="8127">Em um instrumento coletivo de 2025, por exemplo, foi pactuado reajuste de 6,32% para trabalhadores do transporte rodoviário de passageiros, com previsão expressa de recomposição das perdas do período anterior.</p>
<p data-start="8129" data-end="8246">Em outro acordo, o reajuste geral foi de 6%, mas para motoristas chegou a 7,5%.</p>
<p data-start="8248" data-end="8393">Há ainda convenções com reajustes de 6% e instrumentos que chegaram a 6,5% em determinadas bases sindicais.</p>
<p data-start="8395" data-end="8445">Esses exemplos não representam uma média nacional.</p>
<p data-start="8447" data-end="8615">Eles demonstram, porém, que no transporte regular existe uma estrutura institucional para discutir periodicamente reposição de inflação, ganho real, pisos e benefícios.</p>
<h3 data-section-id="3ywnor" data-start="8617" data-end="8697">Aplicativo: IBGE diz que motoristas não tiveram ganho real entre 2022 e 2025</h3>
<p data-start="8699" data-end="8796">O cenário encontrado agora pelo IBGE entre os trabalhadores por plataformas é bastante diferente.</p>
<p data-start="8798" data-end="8902">Entre 2022 e 2025, o rendimento médio real de todos os plataformizados passou de R$ 3.115 para R$ 3.147.</p>
<p data-start="8904" data-end="8929">A alta foi de somente 1%.</p>
<p data-start="8931" data-end="9037">Já os demais trabalhadores do setor privado passaram de R$ 2.847 para R$ 3.148, crescimento real de 10,6%.</p>
<p data-start="9039" data-end="9119">Em 2022, portanto, os trabalhadores das plataformas recebiam em média 9,4% mais.</p>
<p data-start="9121" data-end="9239">Três anos depois, a vantagem praticamente desapareceu: R$ 3.147 contra R$ 3.148.</p>
<p data-start="9241" data-end="9358">E, quando o IBGE separou as categorias que dominam o trabalho por aplicativos, o resultado foi ainda mais importante.</p>
<p data-start="9360" data-end="9508">Segundo Gustavo Geaquinto Fontes, analista do instituto, motoristas de automóveis e motociclistas por aplicativos não tiveram ganho real no período.</p>
<p data-start="9510" data-end="9708">As duas categorias representam aproximadamente três quartos dos trabalhadores plataformizados e foram determinantes para a estagnação da renda média do grupo.</p>
<p data-start="9710" data-end="9817">Assim, é mais preciso dizer que o crescimento de 1% pertence ao conjunto dos trabalhadores das plataformas.</p>
<p data-start="9819" data-end="9923">Para os motoristas de automóveis por aplicativo especificamente, o IBGE afirma que não houve ganho real.</p>
<h3 data-section-id="jf8y6q" data-start="9925" data-end="10023">Inflação acumulada entre os terceiros trimestres de 2022 e 2025 ficou em aproximadamente 15,5%</h3>
<p data-start="10025" data-end="10098">Há uma diferença importante entre esse dado e o dos motoristas de ônibus.</p>
<p data-start="10100" data-end="10190">Os valores de R$ 3.115 e R$ 3.147 divulgados pelo IBGE já estão expressos em termos reais.</p>
<p data-start="10192" data-end="10250">Por isso, a inflação não precisa ser descontada novamente.</p>
<p data-start="10252" data-end="10380">Ainda assim, saber quanto os preços subiram ajuda a dimensionar o esforço necessário simplesmente para manter o poder de compra.</p>
<p data-start="10382" data-end="10589">O IPCA acumulava 4,09% entre janeiro e setembro de 2022 e fechou aquele ano em 5,79%. Em 2023, foram 4,62%; em 2024, 4,83%; e, entre janeiro e setembro de 2025, 3,64%.</p>
<p data-start="10591" data-end="10750">Considerando aproximadamente outubro de 2022 a setembro de 2025, o cálculo composto feito pelo <strong data-start="10686" data-end="10712"><em data-start="10688" data-end="10710">Diário do Transporte</em></strong> resulta em inflação próxima de 15,5%.</p>
<p data-start="10752" data-end="10963">O fato de o rendimento real dos motoristas de aplicativos ter ficado estagnado significa justamente que os ganhos nominais obtidos nesse período, quando existentes, foram essencialmente consumidos pela inflação.</p>
<h3 data-section-id="1rmifrv" data-start="10965" data-end="11079">Motorista de aplicativo ganha um pouco mais por mês, mas trabalha 5,5 horas a mais e recebe 10% menos por hora</h3>
<p data-start="11081" data-end="11198">A fotografia de 2025 ajuda a mostrar por que olhar apenas para o valor mensal pode produzir uma impressão incompleta.</p>
<p data-start="11200" data-end="11291">O motorista de automóvel que trabalhava por aplicativo recebia, em média, R$ 2.873 por mês.</p>
<p data-start="11293" data-end="11352">O motorista que não utilizava plataformas recebia R$ 2.805.</p>
<p data-start="11354" data-end="11413">A diferença mensal era favorável ao plataformizado em 2,4%.</p>
<p data-start="11415" data-end="11516">Mas o primeiro trabalhava, em média, 45,9 horas por semana, enquanto o segundo trabalhava 40,4 horas.</p>
<p data-start="11518" data-end="11543">São 5,5 horas adicionais.</p>
<p data-start="11545" data-end="11600">Quando a conta é feita por hora, a situação se inverte.</p>
<p data-start="11602" data-end="11654">O motorista de aplicativo recebia R$ 14,40 por hora.</p>
<p data-start="11656" data-end="11694">O motorista não plataformizado, R$ 16.</p>
<p data-start="11696" data-end="11799">A diferença é de 10% em desfavor do profissional da plataforma.</p>
<p data-start="11801" data-end="12008">Entre todos os trabalhadores de plataformas, a diferença é ainda maior: R$ 16,20 por hora contra R$ 18,40 dos demais trabalhadores privados, aproximadamente 12% menos.</p>
<h3 data-section-id="865ymp" data-start="12010" data-end="12083">Informalidade de 72,1% reforça sinais de precarização nas plataformas</h3>
<p data-start="12085" data-end="12128">Também não é apenas uma discussão de renda.</p>
<p data-start="12130" data-end="12204">Em 2025, 72,1% dos trabalhadores por plataformas estavam na informalidade.</p>
<p data-start="12206" data-end="12322">A jornada média dos plataformizados era de 44,7 horas semanais, contra 39,3 horas dos demais trabalhadores privados.</p>
<p data-start="12324" data-end="12422">Além disso, 66% não contribuíam para a Previdência Social.</p>
<p data-start="12424" data-end="12531">Isso não significa que toda atividade por aplicativo seja necessariamente ruim para todos os trabalhadores.</p>
<p data-start="12533" data-end="12678">Há profissionais que escolhem as plataformas pela flexibilidade, pela possibilidade de combinar trabalhos ou pela renda disponível em sua região.</p>
<p data-start="12680" data-end="12904">Mas, no conjunto dos indicadores, há sinais objetivos associados ao debate sobre precarização: renda real praticamente parada, menor remuneração por hora, maior jornada, informalidade elevada e baixa proteção previdenciária.</p>
<h3 data-section-id="ten1z1" data-start="12906" data-end="13000">No ônibus, maior recomposição salarial não eliminou a dificuldade para reter profissionais</h3>
<p data-start="13002" data-end="13051">O outro lado do resultado é igualmente relevante.</p>
<p data-start="13053" data-end="13279">Mesmo com o crescimento da renda média identificado nas fotografias da PNAD e com os mecanismos de negociação coletiva, as empresas de ônibus dizem enfrentar uma das maiores dificuldades de mão de obra de sua história recente.</p>
<p data-start="13281" data-end="13494">Como mostrou o <strong data-start="13296" data-end="13322"><em data-start="13298" data-end="13320">Diário do Transporte </em></strong>levantamento da CNT citado pela FETPESP aponta que 53,4% das empresas de transporte urbano de passageiros têm dificuldade para contratar motoristas.</p>
<p data-start="13496" data-end="13574">Na manutenção, o índice chega a 63,2%.</p>
<p data-start="13576" data-end="13634">Isso mostra que remuneração é apenas uma parte da equação.</p>
<p data-start="13636" data-end="13883">Pressão operacional, jornadas, violência, responsabilidade, relação com passageiros, condições de trabalho, envelhecimento da mão de obra e possibilidade de seguir outras carreiras também interferem na decisão de entrar ou permanecer na profissão.</p>
<h3 data-section-id="go027g" data-start="13885" data-end="13978">Liana Variani: salário é fundamental, mas trabalhador precisa ter motivos para permanecer</h3>
<p data-start="13980" data-end="14158">A advogada especializada em direito empresarial Liana Variani explicou ao <strong data-start="14054" data-end="14080"><em data-start="14056" data-end="14078">Diário do Transporte</em></strong> que uma política de retenção não pode tratar salário como assunto secundário.</p>
<p data-start="14160" data-end="14198">Remuneração competitiva é fundamental.</p>
<p data-start="14200" data-end="14459">Mas, segundo a especialista, empresas que conseguem se destacar também investem em jornada previsível, ambiente de trabalho, qualidade das lideranças, saúde física e mental, reconhecimento, formação interna, escuta dos funcionários e perspectivas de carreira.</p>
<p data-start="14461" data-end="14641">Para Liana, essas práticas ajudam tanto a manter trabalhadores quanto a criar reputação positiva para a companhia no mercado de mão de obra.</p>
<p data-start="14643" data-end="14682"><span class="contents" data-content-reference-start="14872" data-content-reference-end="15196"><span class="" data-state="closed"><a class="decorated-link" href="https://diariodotransporte.com.br/2026/09/04/como-atrair-e-reter-profissionais-para-as-empresas-de-transportes-e-para-as-fabricantes-de-veiculos-investir-em-um-bom-clima-traz-mais-que-isso/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">Leia a reportagem completa: Como atrair e reter profissionais para as empresas de transportes e para as fabricantes de veículos?</a></span></span></p>
<h3 data-section-id="1u0sg7v" data-start="14684" data-end="14778">Paradoxo: empresas precisam de motoristas, mas profissionais empregados procuram Uber e 99</h3>
<p data-start="14780" data-end="14826">É neste ponto que os dois mundos se encontram.</p>
<p data-start="14828" data-end="15056">Enquanto empresas de transporte coletivo têm dificuldade para contratar e reter motoristas, parte dos profissionais que já estão empregados utiliza as horas fora da empresa para dirigir em aplicativos e ampliar a renda familiar.</p>
<p data-start="15058" data-end="15313">O <strong data-start="15060" data-end="15086"><em data-start="15062" data-end="15084">Diário do Transporte</em></strong> mostrou que operadores relatam aumento desse comportamento e que, em determinadas garagens, estimativas internas e informais chegam a apontar que até 70% dos motoristas também fazem corridas por Uber, 99 ou outras plataformas.</p>
<p data-start="15315" data-end="15427">Não se trata de uma estatística nacional nem de um percentual que possa ser generalizado para todas as empresas.</p>
<p data-start="15429" data-end="15530">Mas o relato mostra que o fenômeno deixou de ser excepcional.</p>
<p data-start="15532" data-end="15812">E o novo levantamento do IBGE traz uma informação relevante para esse profissional: nos aplicativos, os motoristas não tiveram ganho real entre 2022 e 2025 e precisam trabalhar mais horas para obter um rendimento mensal apenas pouco superior ao dos condutores não plataformizados.</p>
<p data-start="15814" data-end="15853"><span class="contents" data-content-reference-start="16313" data-content-reference-end="16679"><span class="" data-state="closed"><a class="decorated-link" href="https://diariodotransporte.com.br/2026/09/04/renda-real-de-motoristas-de-aplicativos-sobe-so-1-em-tres-anos-e-dos-demais-trabalhadores-avanca-10-motoristas-de-onibus-acumulam-uber-e-99-e-setor-alerta-para-esgotamento-acidentes-e-riscos-juridic/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">RELEMBRE: Renda real de trabalhadores de aplicativos praticamente estagna e motoristas de ônibus acumulam Uber e 99</a></span></span></p>
<h3 data-section-id="fjola3" data-start="15855" data-end="15902">O ganho extra pode custar parte do descanso</h3>
<p data-start="15904" data-end="16066">Para o motorista que depende exclusivamente da plataforma, a discussão sobre jornada está diretamente relacionada à relação entre horas trabalhadas e remuneração.</p>
<p data-start="16068" data-end="16166">Para quem já dirige um ônibus durante a jornada regular, existe um componente adicional: descanso.</p>
<p data-start="16168" data-end="16291">O período que deveria ser utilizado para recuperação física e mental pode transformar-se em uma segunda jornada ao volante.</p>
<p data-start="16293" data-end="16465">O tema já foi levado pelo presidente da NTU, Francisco Christovam, ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, como mostrou anteriormente o <strong data-start="16438" data-end="16464"><em data-start="16440" data-end="16462">Diário do Transporte</em></strong>.</p>
<p data-start="16467" data-end="16737">As empresas relataram preocupação com fadiga, afastamentos e acidentes entre profissionais que acumulam as duas atividades. Não há, entretanto, uma base estatística nacional que permita atribuir determinado número de acidentes à dupla jornada entre ônibus e aplicativos.</p>
<p data-start="16739" data-end="16840">Segundo Christovam, o ministro não apresentou naquele momento uma solução específica para o problema.</p>
<h3 data-section-id="1xun1x8" data-start="16842" data-end="16902">A aparente vantagem de flexibilidade também tem um preço</h3>
<p data-start="16904" data-end="17105">Os aplicativos oferecem ao trabalhador uma característica que o emprego regular dificilmente reproduz integralmente: liberdade maior para decidir quando se conectar e quantas corridas pretende aceitar.</p>
<p data-start="17107" data-end="17217">Essa flexibilidade ajuda a explicar a atração que as plataformas exercem inclusive sobre motoristas de ônibus.</p>
<p data-start="17219" data-end="17295">Mas o dado do IBGE mostra que flexibilidade e remuneração não são sinônimos.</p>
<p data-start="17297" data-end="17450">Um motorista pode escolher quando começa a trabalhar no aplicativo, mas, em média, quem utiliza a plataforma trabalha mais tempo e recebe menos por hora.</p>
<p data-start="17452" data-end="17693">No ônibus regular, por sua vez, o vínculo empregatício reduz essa liberdade individual sobre horários, mas traz salário previamente definido, férias, 13º salário, FGTS, Previdência e regras estabelecidas por legislação e negociação coletiva.</p>
<p data-start="17695" data-end="17808">Essas diferenças precisam ser consideradas quando se compara apenas o dinheiro que chega à conta ao final do mês.</p>
<h3 data-section-id="k2kflb" data-start="17810" data-end="17901">Os dados indicam vantagem da estrutura formal, mas não provam que a CLT causou os 27,4%</h3>
<p data-start="17903" data-end="17960">Este é o principal cuidado metodológico desta reportagem.</p>
<p data-start="17962" data-end="18061">Não seria correto escrever que os salários dos motoristas de ônibus “subiram 27,4% porque são CLT”.</p>
<p data-start="18063" data-end="18140">Os dados disponíveis não permitem estabelecer essa relação de causa e efeito.</p>
<p data-start="18142" data-end="18386">A categoria estatística da PNAD utilizada na conta dos 27,4% inclui trabalhadores formais e informais, públicos e privados. Além disso, mudanças na composição da própria ocupação podem elevar ou reduzir o rendimento médio entre dois trimestres.</p>
<p data-start="18388" data-end="18536">Também não é correto comparar diretamente os 27,4% nominais dos ônibus com o 1% real dos plataformizados ou os 10,6% reais dos demais trabalhadores.</p>
<p data-start="18538" data-end="18575">São métricas e intervalos diferentes.</p>
<p data-start="18577" data-end="18662">O que é possível afirmar é que os resultados caminham em direções bastante distintas.</p>
<p data-start="18664" data-end="18771">No recorte dos condutores de ônibus, a renda média cresceu muito acima da inflação aproximada do intervalo.</p>
<p data-start="18773" data-end="18881">Nos aplicativos, o próprio IBGE diz que motoristas e motociclistas ficaram sem ganho real durante três anos.</p>
<p data-start="18883" data-end="18992">E, enquanto isso, os trabalhadores privados que não utilizavam plataformas conseguiram aumento real de 10,6%.</p>
<h3 data-section-id="f3fkfp" data-start="18994" data-end="19097">O retrato que emerge: salário formal tem mecanismos de correção; plataforma depende mais do mercado</h3>
<p data-start="19099" data-end="19160">As diferenças ajudam a entender as estruturas de cada modelo.</p>
<p data-start="19162" data-end="19406">No transporte regular, sindicato e empresas chegam periodicamente à mesa de negociação. Há data-base. Há piso. Há possibilidade de greve. Há dissídio. Há convenções e acordos que podem prever explicitamente reposição inflacionária e ganho real.</p>
<p data-start="19408" data-end="19547">Nas plataformas, não há hoje mecanismo nacional equivalente que determine reajuste anual da remuneração de motoristas de acordo com o IPCA.</p>
<p data-start="19549" data-end="19701">Os valores dependem de tarifas, algoritmos, procura por viagens, quantidade de condutores conectados, incentivos e políticas comerciais de cada empresa.</p>
<p data-start="19703" data-end="19967">O próprio IBGE apontou que a estagnação da renda dos plataformizados pode estar relacionada, entre outros fatores, ao crescimento da oferta de mão de obra e ao aumento da quantidade de pessoas disputando corridas e entregas.</p>
<p data-start="19969" data-end="20047">Por isso, os números não permitem declarar um vencedor numa comparação direta.</p>
<p data-start="20049" data-end="20099">Mas ajudam a identificar uma diferença estrutural.</p>
<p data-start="20101" data-end="20291">A formalização e a negociação coletiva não garantem, sozinhas, que todo motorista de ônibus terá ganho real. Porém criam instrumentos periódicos para discutir a reposição do poder de compra.</p>
<p data-start="20293" data-end="20445">No trabalho por aplicativos, os dados de 2022 a 2025 mostram que a expansão da atividade não se converteu em ganho real para motoristas e motociclistas.</p>
<p data-start="20447" data-end="20708">E é justamente esse cenário que precisa ser considerado por um profissional que, depois de terminar uma jornada transportando passageiros em um ônibus, avalia se vale a pena transformar suas horas de descanso em mais algumas horas dirigindo para uma plataforma.</p>
<p data-start="20710" data-end="20769" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong data-start="20710" data-end="20769" data-is-last-node=""><em data-start="20712" data-end="20767">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <slash:comments>3</slash:comments>
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    <title>ARTESP analisa mudanças em linhas da Santa Cruz e Itamarati e libera 13 operadores de fretamento em São Paulo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/10/artesp-analisa-mudancas-em-linhas-da-santa-cruz-e-itamarati-e-libera-13-operadores-de-fretamento-em-sao-paulo/</link>
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    <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 14:01:41 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Santa Cruz quer alterar horários entre São Paulo (SP) e Caconde (SP), enquanto Itamarati pede prolongamento de viagens de São José do Rio Preto (SP)–Aparecida (SP) até Cachoeira Paulista (SP); agência também negou registro à Braz Locação para transporte regular ADAMO BAZANI A ARTESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="817" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-03.57.09.jpeg?fit=1024%2C817&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-03.57.09.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-03.57.09.jpeg?resize=300%2C239&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-03.57.09.jpeg?resize=1024%2C817&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-03.57.09.jpeg?resize=150%2C120&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-03.57.09.jpeg?resize=768%2C613&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-03.57.09.jpeg?resize=1536%2C1226&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-10-at-03.57.09.jpeg?resize=400%2C319&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p data-start="133" data-end="396"><em data-start="133" data-end="396">Santa Cruz quer alterar horários entre São Paulo (SP) e Caconde (SP), enquanto Itamarati pede prolongamento de viagens de São José do Rio Preto (SP)–Aparecida (SP) até Cachoeira Paulista (SP); agência também negou registro à Braz Locação para transporte regular</em></p>
<p data-start="398" data-end="416"><em data-start="398" data-end="416"><strong data-start="399" data-end="415">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="418" data-end="1056">A ARTESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) colocou em análise mudanças em duas linhas rodoviárias intermunicipais operadas pela Viação Santa Cruz e pela Expresso Itamarati. A Santa Cruz pediu alteração da tabela de horários da ligação entre São Paulo (SP) e Caconde (SP), enquanto a Itamarati pretende prolongar determinados horários da linha entre São José do Rio Preto (SP) e Aparecida (SP) até Cachoeira Paulista (SP). Nos dois casos, a agência abriu prazo de sete dias para vistas e eventuais manifestações antes de decidir sobre os pedidos.</p>
<p data-start="1058" data-end="1594">Na mesma edição do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, a ARTESP negou à Braz Locação e Mobilidade Urbana Ltda. o registro para atuar no transporte regular intermunicipal de passageiros e publicou autorizações envolvendo 13 operadores de fretamento. Três empresas receberam novos registros para fretamento eventual e contínuo, enquanto outras dez empresas ou operadores tiveram registros renovados, a maior parte por cinco anos.</p>
<p data-start="1596" data-end="1666"><strong data-start="1596" data-end="1666">Santa Cruz quer mudar tabela de horários entre São Paulo e Caconde</strong></p>
<p data-start="1668" data-end="1776">O pedido da Viação Santa Cruz envolve a linha rodoviária intermunicipal entre São Paulo (SP) e Caconde (SP).</p>
<p data-start="1778" data-end="1872">A empresa solicitou à ARTESP alteração da tabela horária atualmente registrada para a ligação.</p>
<p data-start="1874" data-end="2039">A publicação não detalha quais partidas seriam acrescentadas, retiradas ou teriam os horários modificados. Também não significa que a alteração já esteja autorizada.</p>
<p data-start="2041" data-end="2241">A agência abriu período de sete dias para que interessados tenham acesso ao processo e apresentem eventuais manifestações. Somente após a tramitação regulatória a ARTESP poderá decidir sobre o pedido.</p>
<p data-start="2243" data-end="2383">O procedimento tramita no SEI sob o número 134.00020187/2024-82 e corresponde aos Autos 2741/DER/1957.</p>
<p data-start="2385" data-end="2443"><strong data-start="2385" data-end="2443">Itamarati quer estender viagens até Cachoeira Paulista</strong></p>
<p data-start="2445" data-end="2619">Já a Expresso Itamarati pediu uma mudança geográfica na operação de determinados horários da linha rodoviária que atualmente liga São José do Rio Preto (SP) a Aparecida (SP).</p>
<p data-start="2621" data-end="2715">A solicitação é para que algumas dessas viagens sejam prolongadas até Cachoeira Paulista (SP).</p>
<p data-start="2717" data-end="2918">Assim como no caso da Santa Cruz, a publicação não significa que a mudança já tenha sido aprovada. A ARTESP abriu sete dias para vistas e manifestações de interessados antes da continuidade da análise.</p>
<p data-start="2920" data-end="3047">O pedido tramita no processo SEI 134.00020832/2024-67, referente aos Autos 7684/DER/1975.</p>
<p data-start="3049" data-end="3341">Na prática, caso o prolongamento seja autorizado, Cachoeira Paulista passará a ser atendida nos horários contemplados pelo pedido, ampliando a ligação rodoviária atualmente registrada até Aparecida (SP). O Diário Oficial, entretanto, não informa quais horários estão incluídos na solicitação.</p>
<p data-start="3343" data-end="3406"><strong data-start="3343" data-end="3406">ARTESP nega registro à Braz Locação para transporte regular</strong></p>
<p data-start="3408" data-end="3643">Em outro ato da Superintendência de Transporte Coletivo, a ARTESP indeferiu o pedido da Braz Locação e Mobilidade Urbana Ltda. para obtenção de registro cadastral no serviço regular intermunicipal de transporte coletivo de passageiros.</p>
<p data-start="3645" data-end="3751">A publicação é objetiva e não apresenta a fundamentação técnica ou regulatória que levou ao indeferimento.</p>
<p data-start="3753" data-end="3972">Por isso, não é possível afirmar apenas com o ato publicado no Diário Oficial se a negativa decorreu de documentação, requisitos econômico-financeiros, exigências operacionais, enquadramento regulatório ou outro motivo.</p>
<p data-start="3974" data-end="4063">O processo administrativo é o 134.00033421/2026-01.</p>
<p data-start="4065" data-end="4122"><strong data-start="4065" data-end="4122">Três empresas recebem novos registros para fretamento</strong></p>
<p data-start="4124" data-end="4284">A ARTESP também autorizou três novos registros para prestação de transporte coletivo intermunicipal de passageiros sob regime de fretamento eventual e contínuo.</p>
<p data-start="4286" data-end="4373">A Triton Tour Transportes e Locadora de Veículos Ltda. recebeu registro por cinco anos.</p>
<p data-start="4375" data-end="4615">Também foram autorizadas, pelo mesmo período, a J&amp;M Express Transporte e Turismo Ltda. e a Trans RR Transporte e Turismo Ltda.</p>
<p data-start="4617" data-end="4670"><strong data-start="4617" data-end="4670">Outros dez operadores tiveram registros renovados</strong></p>
<p data-start="4672" data-end="4754">Além dos novos registros, a agência renovou autorizações de outros dez operadores.</p>
<p data-start="4756" data-end="5350">Ellos Locadora Ltda., Long Beach Locadora de Veículos Ltda., MAM Transportes e Serviços Ltda., Twister Vans Transportes e Locadora de Veículo Ltda., JWA Peruíbe Transportes Ltda., Lenini Locadora de Veículos Ltda., R.L. de Carvalho Locadora de Veículos Sociedade Unipessoal Ltda. e Transportes de Passageiros Alnitur Ltda. tiveram autorizações para fretamento eventual e contínuo renovadas por cinco anos, com datas de início de validade específicas conforme cada certificado.</p>
<p data-start="5352" data-end="5590">Já Eva Lurdes Gonzaga Franco – ME e o operador William Edson Pinto tiveram renovados por um ano registros destinados à modalidade de transporte de estudantes.</p>
<p data-start="5592" data-end="5795">As autorizações de fretamento não equivalem à permissão para criação ou exploração de linhas regulares abertas ao público. São regimes regulatórios distintos dentro do transporte intermunicipal paulista.</p>
<p data-start="5797" data-end="5856"><em data-start="5797" data-end="5856"><strong data-start="5798" data-end="5855">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Mobi-Rio registra R$ 1,33 milhão em peças de modelo Mascarello e materiais para manutenção de ônibus e abre licitação para geradores do CCO do BRT</title>
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    <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 13:01:36 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Atas abrangem componentes para carrocerias Gran Via City e materiais de pintura automotiva; companhia também vai contratar manutenção preventiva, corretiva e emergencial de dois geradores de 313 kVA do centro de controle do sistema ADAMO BAZANI A Mobi-Rio formalizou registros de preços que somam R$ 1.334.697,01 para peças, acessórios e materiais de pintura destinados à [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="770" height="546" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3055.jpg?fit=770%2C546&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3055.jpg?w=770&amp;ssl=1 770w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3055.jpg?resize=300%2C213&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3055.jpg?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3055.jpg?resize=768%2C545&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3055.jpg?resize=400%2C284&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /> <p><em>Atas abrangem componentes para carrocerias Gran Via City e materiais de pintura automotiva; companhia também vai contratar manutenção preventiva, corretiva e emergencial de dois geradores de 313 kVA do centro de controle do sistema</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
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<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="397" data-end="918">A Mobi-Rio formalizou registros de preços que somam R$ 1.334.697,01 para peças, acessórios e materiais de pintura destinados à manutenção preventiva e corretiva dos ônibus da companhia. As atas, publicadas no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro desta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, abrangem R$ 1.106.208,01 em componentes para carrocerias Mascarello Gran Via City-A e R$ 228.489 em materiais para serviços de pintura automotiva.</p>
<p data-start="920" data-end="1359">Na mesma edição, a empresa municipal responsável pela operação do BRT autorizou uma nova licitação para manutenção preventiva e corretiva, além de atendimentos de emergência, de dois geradores a diesel de 313 kVA e dos quadros de transferência automática instalados no prédio do Centro de Controle Operacional, o CCO, do sistema BRT. O orçamento desta contratação foi mantido sob sigilo pela Mobi-Rio.</p>
<h3 data-section-id="v39zku" data-start="1361" data-end="1418">R$ 1,33 MILHÃO É VALOR REGISTRADO, NÃO GASTO IMEDIATO</h3>
<p data-start="1420" data-end="1516">Os R$ 1,33 milhão correspondem à soma dos valores previstos nas duas atas de registro de preços.</p>
<p data-start="1518" data-end="1785">Esse tipo de contratação permite que a Mobi-Rio adquira os materiais conforme a necessidade durante a vigência da ata. Portanto, o montante não significa necessariamente que todo o valor será gasto imediatamente ou que todos os itens serão comprados de uma única vez.</p>
<p data-start="1787" data-end="1939">As duas atas têm vigência de 10 de setembro de 2026 a 9 de setembro de 2027.</p>
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<th class="last:pe-10" data-start="1941" data-end="1954" data-col-size="sm">Manutenção</th>
<th class="last:pe-10" data-start="1954" data-end="1974" data-col-size="sm">Valor registrado</th>
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<tr data-start="1986" data-end="2029">
<td data-start="1986" data-end="2010" data-col-size="sm">Peças Gran Via City-A</td>
<td data-start="2010" data-end="2029" data-col-size="sm">R$ 1.106.208,01</td>
</tr>
<tr data-start="2030" data-end="2068">
<td data-start="2030" data-end="2051" data-col-size="sm">Pintura automotiva</td>
<td data-start="2051" data-end="2068" data-col-size="sm">R$ 228.489,00</td>
</tr>
<tr data-start="2069" data-end="2104">
<td data-start="2069" data-end="2081" data-col-size="sm"><strong data-start="2071" data-end="2080">Total</strong></td>
<td data-start="2081" data-end="2104" data-col-size="sm"><strong data-start="2083" data-end="2102">R$ 1.334.697,01</strong></td>
</tr>
<tr data-start="2105" data-end="2142">
<td data-start="2105" data-end="2124" data-col-size="sm">Geradores do CCO</td>
<td data-start="2124" data-end="2142" data-col-size="sm">Valor sigiloso</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h3 data-section-id="1o0sx85" data-start="2144" data-end="2213">MAIS DE R$ 1,1 MILHÃO PARA VIDROS, BORRACHAS E OUTROS COMPONENTES</h3>
<p data-start="2215" data-end="2381">A maior das duas atas é destinada exclusivamente a peças e acessórios novos e originais para as carrocerias Mascarello Gran Via City-A da frota operada pela Mobi-Rio.</p>
<p data-start="2383" data-end="2495">O documento relaciona principalmente vidros e componentes de vedação utilizados em diferentes partes dos ônibus.</p>
<p data-start="2497" data-end="2840">Entre os itens estão vidros das primeiras, segundas, terceiras, quartas e quintas janelas, vidros fixos, peças inferiores e superiores das janelas, vidro móvel da área do motorista, vidros de portas e componentes destinados à porta de acessibilidade para cadeirantes.</p>
<p data-start="2842" data-end="2983">Também estão previstas borrachas para para-brisa, janelas, portas, vigia e vista frontal da carroceria.</p>
<p data-start="2985" data-end="3218">A Carvalho Ônibus Ltda. aparece como fornecedora de parte dos vidros, enquanto a CCS Comércio de Peças e Serviços Ltda. venceu diferentes itens envolvendo borrachas e outros vidros da carroceria.</p>
<p data-start="3220" data-end="3318">A soma dos valores máximos correspondentes aos itens publicados nesta ata chega a R$ 1.106.208,01.</p>
<h3 data-section-id="hvur7w" data-start="3320" data-end="3373">ALGUNS ITENS PASSAM DE R$ 100 MIL INDIVIDUALMENTE</h3>
<p data-start="3375" data-end="3445">A dimensão do estoque previsto pode ser observada em alguns dos itens.</p>
<p data-start="3447" data-end="3750">Um lote de 43 vidros da primeira janela do lado direito, por exemplo, representa R$ 111.792,26. Outros 43 vidros destinados à segunda e quarta janelas do lado esquerdo somam R$ 126.850, enquanto 43 unidades para a segunda janela do lado direito chegam a R$ 129 mil.</p>
<p data-start="3752" data-end="3997">Outro item, composto por 43 vidros completos da primeira janela do lado esquerdo, chega a R$ 168.990. Já 43 conjuntos destinados às terceira, quarta e quinta janelas do lado direito representam R$ 150.500.</p>
<p data-start="3999" data-end="4136">Há itens reservados a microempresas e empresas de pequeno porte e outros exclusivos para este segmento, conforme indicado na própria ata.</p>
<p data-start="4138" data-end="4331">O conjunto mostra que uma parcela importante da manutenção de carrocerias envolve peças que sofrem desgaste, avarias ou que precisam ser substituídas após ocorrências durante a operação diária.</p>
<h3 data-section-id="12a0lgu" data-start="4333" data-end="4384">OUTROS R$ 228,5 MIL SÃO PARA PINTURA DOS ÔNIBUS</h3>
<p data-start="4386" data-end="4461">A segunda ata é voltada à manutenção estética e estrutural das carrocerias.</p>
<p data-start="4463" data-end="4666">A Mobi-Rio registrou preços para materiais utilizados em serviços de pintura automotiva dos ônibus, também dentro das rotinas de manutenção preventiva e corretiva.</p>
<p data-start="4668" data-end="4878">O maior valor está em 2.565 embalagens de 900 mililitros de poliéster prata, que somam R$ 153.643,50. Outras 135 embalagens do mesmo produto representam mais R$ 8.086,50.</p>
<p data-start="4880" data-end="5158">Também foram registrados preços para catalisador de resina, fita crepe automotiva, papel para mascaramento durante os serviços de pintura e tinta cinza chumbo destinada, segundo a descrição publicada, a áreas como capô e encosto de banco.</p>
<p data-start="5160" data-end="5314">Os fornecedores relacionados nesta ata são JIT Serviços e Comércio de Material Elétrico Ltda. e VIP Comércio Ltda.</p>
<p data-start="5316" data-end="5369">Somados, os materiais de pintura chegam a R$ 228.489.</p>
<h3 data-section-id="1457vx0" data-start="5371" data-end="5444">COMPANHIA TAMBÉM VAI CONTRATAR MANUTENÇÃO DOS GERADORES DO CCO DO BRT</h3>
<p data-start="5446" data-end="5535">Além dos ônibus, a Mobi-Rio abriu uma frente de manutenção de infraestrutura operacional.</p>
<p data-start="5537" data-end="5683">A diretora-presidente autorizou pregão eletrônico para serviços nos dois geradores a diesel de 313 kVA instalados no prédio do CCO do Sistema BRT.</p>
<p data-start="5685" data-end="5894">O contrato deverá incluir manutenção preventiva, manutenção corretiva e atendimento a emergências, além dos quadros de transferência automática ligados aos equipamentos.</p>
<p data-start="5896" data-end="6073">Os quadros de transferência são os equipamentos que permitem a mudança da alimentação elétrica normal para a fonte de emergência quando há interrupção do fornecimento principal.</p>
<p data-start="6075" data-end="6341">Em uma estrutura como um centro de controle operacional, a disponibilidade de geração de emergência é importante porque sistemas de comunicação, acompanhamento da operação e outras instalações precisam permanecer funcionando mesmo durante falhas externas de energia.</p>
<p data-start="6343" data-end="6495">A Mobi-Rio não divulgou na publicação quanto estima gastar. O valor da licitação foi classificado como sigiloso.</p>
<h3 data-section-id="1a1mhwg" data-start="6497" data-end="6554">MANUTENÇÃO ENVOLVE ÔNIBUS E INFRAESTRUTURA DO SISTEMA</h3>
<p data-start="6556" data-end="6666">As três publicações mostram dois lados diferentes da manutenção necessária para manter o BRT em funcionamento.</p>
<p data-start="6668" data-end="6923">De um lado estão os veículos, que precisam de reposição de vidros, borrachas, componentes de carroceria e materiais para recuperação da pintura. De outro, está a infraestrutura de apoio à própria operação, como os sistemas de energia de emergência do CCO.</p>
<p data-start="6925" data-end="7099">No caso dos ônibus, os registros de preços oferecem à Mobi-Rio uma estrutura para realizar compras ao longo dos próximos 12 meses conforme surgirem necessidades nas garagens.</p>
<p data-start="7101" data-end="7294">No caso do CCO, o processo ainda está na etapa de contratação: a abertura da licitação foi autorizada, mas o Diário Oficial desta quinta-feira não informa empresa vencedora ou valor contratado.</p>
<p data-start="7296" data-end="7542">Assim, dos atos publicados agora, os R$ 1.334.697,01 referentes às peças e materiais para os ônibus já estão formalizados em atas de registro de preços, enquanto a manutenção dos geradores do sistema BRT ainda será disputada em pregão eletrônico.</p>
<p data-start="7544" data-end="7603" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="7544" data-end="7603" data-is-last-node=""><strong data-start="7545" data-end="7602">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Obras da Linha 15-Prata impedem requalificação de área sob monotrilho na Vila Prudente; Conselho cobra solução de segurança</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/10/obras-da-linha-15-prata-impedem-requalificacao-de-area-sob-monotrilho-na-vila-prudente-conselho-cobra-solucao-de-seguranca/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 12:01:09 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[CPTM]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Espaço público na Avenida Francisco Mesquita é utilizado por moradores e crianças, inclusive autistas; situação expõe uma das ressalvas urbanísticas às longas estruturas elevadas, que deixam áreas sob vias e pilares dependentes de manutenção, iluminação, segurança e projetos permanentes de requalificação ADAMO BAZANI As obras da Linha 15-Prata do Metrô estão impedindo, neste momento, a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20260110_100501.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20260110_100501.jpg?w=4000&amp;ssl=1 4000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20260110_100501.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20260110_100501.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20260110_100501.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20260110_100501.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20260110_100501.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20260110_100501.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20260110_100501.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20260110_100501.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot">
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<p data-start="129" data-end="436"><em data-start="129" data-end="436">Espaço público na Avenida Francisco Mesquita é utilizado por moradores e crianças, inclusive autistas; situação expõe uma das ressalvas urbanísticas às longas estruturas elevadas, que deixam áreas sob vias e pilares dependentes de manutenção, iluminação, segurança e projetos permanentes de requalificação</em></p>
<p data-start="438" data-end="456"><em data-start="438" data-end="456"><strong data-start="439" data-end="455">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="458" data-end="1083">As obras da Linha 15-Prata do Metrô estão impedindo, neste momento, a requalificação de uma área pública sob o monotrilho na Avenida Francisco Mesquita, na Vila Prudente, zona Leste de São Paulo (SP). A proposta para recuperar o espaço, utilizado pela comunidade e por crianças, inclusive autistas, foi considerada inviável enquanto durarem as intervenções do Metrô. A Subprefeitura de Vila Prudente informou que existe projeto para colocação de gradil como medida de segurança, mas representantes da população decidiram cobrar informações oficiais e acompanhar uma solução para o local.</p>
<p data-start="1085" data-end="1916">O caso registrado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo desta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, também chama atenção para uma das questões levantadas por urbanistas em relação à implantação de extensas infraestruturas elevadas, entre elas os monotrilhos: além da função de transporte, é necessário definir continuamente o tratamento urbanístico das áreas que ficam abaixo das vias, estações e pilares. São espaços que podem receber equipamentos públicos, ciclovias, áreas de convivência e paisagismo, mas que, sem projetos, manutenção, iluminação e gestão permanentes, podem transformar-se em trechos urbanos pouco utilizados ou degradados. Esse tipo de discussão não é exclusivo do monotrilho e também aparece em estudos sobre ferrovias, metrôs e viadutos elevados em diversas cidades.</p>
<h3 data-section-id="12so95a" data-start="1918" data-end="1995">PROPOSTA ERA TRANSFORMAR ÁREA EM ESPAÇO PARA LAZER, ESPORTE E CONVIVÊNCIA</h3>
<p data-start="1997" data-end="2087">A questão aparece na ata do Conselho Participativo Municipal de Vila Prudente e São Lucas.</p>
<p data-start="2089" data-end="2439">A proposta nº 3073 prevê a requalificação de um espaço público na Avenida Francisco Mesquita, sob a estrutura elevada da Linha 15-Prata. Segundo o documento publicado pela Prefeitura, o local é utilizado pela comunidade, mas a intervenção foi considerada inviável neste momento por causa das obras do monotrilho.</p>
<p data-start="2441" data-end="2616">Documentos do processo participativo da Prefeitura detalham que a área fica na região do encontro da Avenida Francisco Mesquita com a Rua Padre Faustino e a Avenida do Estado.</p>
<p data-start="2618" data-end="3019">A intenção é transformar o espaço em uma área cercada, acessível e adequada para esporte, lazer e convivência das famílias. Entre as possibilidades apresentadas estão recuperação da quadra, playground, equipamentos inclusivos para crianças com deficiência, aparelhos para exercícios e espaços de convivência. A proposta recebeu 46 apoios na plataforma Participe+.</p>
<p data-start="3021" data-end="3122">Mas parte da área está sendo utilizada como canteiro e apoio das obras de expansão da Linha 15-Prata.</p>
<p data-start="3124" data-end="3391">Por causa dessa interferência, a análise municipal considerou que a configuração definitiva do espaço depende da conclusão dos trabalhos do Metrô e que a implantação integral dos equipamentos deverá ser reavaliada posteriormente.</p>
<h3 data-section-id="16hmrfj" data-start="3393" data-end="3469">CRIANÇAS UTILIZAM O LOCAL E CONSELHO PEDE MEDIDAS ANTES DO FIM DAS OBRAS</h3>
<p data-start="3471" data-end="3512">A preocupação imediata é com a segurança.</p>
<p data-start="3514" data-end="3779">A ata publicada nesta quinta-feira registra que crianças utilizam o espaço e que há inclusive frequência de crianças autistas. Os representantes locais alertaram que bolas podem chegar até a avenida, criando risco de acidentes.</p>
<p data-start="3781" data-end="3861">A Subprefeitura informou ao Conselho que existe um projeto para instalar gradil.</p>
<p data-start="3863" data-end="4114">A decisão foi solicitar informações oficiais, identificar o processo administrativo correspondente, acompanhar a implantação da solução de segurança e avaliar a apresentação de recurso, em articulação com o Metrô.</p>
<p data-start="4116" data-end="4579">O recurso apresentado no processo participativo argumenta que o fato de parte da área estar ocupada pelas obras não deveria impedir todas as intervenções. A reivindicação é que a Prefeitura identifique exatamente os trechos indisponíveis e verifique o que pode ser realizado enquanto o canteiro permanecer no local, especialmente medidas de segurança, conservação, iluminação, acesso e manutenção dos equipamentos existentes.</p>
<p data-start="4581" data-end="4777">Ou seja, a novidade não é apenas uma intenção futura de revitalização. Há uma demanda concreta da comunidade que, neste momento, não pode ser integralmente executada por causa da obra metroviária.</p>
<h3 data-section-id="18h3lxo" data-start="4779" data-end="4837">CASO EXPÕE DESAFIO URBANÍSTICO DAS ESTRUTURAS ELEVADAS</h3>
<p data-start="4839" data-end="5022">A situação da Avenida Francisco Mesquita exemplifica uma questão que acompanha sistemas elevados de transporte: a infraestrutura não ocupa apenas o espaço por onde passam os veículos.</p>
<p data-start="5024" data-end="5316">Pilares, vigas, estações, áreas técnicas e acessos interferem no nível da rua e produzem uma faixa urbana contínua sob a estrutura. Dependendo do projeto e da manutenção, essas áreas podem ter usos positivos, como ciclovias, praças, equipamentos esportivos, jardins e circulação de pedestres.</p>
<p data-start="5318" data-end="5403">Mas isso exige projeto urbano e acompanhamento durante toda a vida da infraestrutura.</p>
<p data-start="5405" data-end="6060">Estudos sobre estruturas elevadas chamam atenção justamente para o risco de os espaços inferiores se tornarem áreas residuais, pouco atraentes ou desconectadas do restante do bairro quando a implantação do sistema de transporte não é acompanhada de tratamento adequado no nível da rua. Um trabalho desenvolvido em parceria entre o Design Trust for Public Space e o Departamento de Transportes de Nova York, por exemplo, partiu da constatação de que extensas áreas sob ferrovias, metrôs, pontes e vias elevadas acabaram historicamente negligenciadas e precisaram posteriormente de programas específicos de recuperação.</p>
<p data-start="6062" data-end="6392">Uma análise recente de arquitetura e urbanismo sobre infraestruturas elevadas destaca problema semelhante: ao retirar a circulação de transporte do nível da rua, cria-se um segundo espaço urbano abaixo da estrutura, que precisa ser planejado e não tratado simplesmente como área remanescente.</p>
<h3 data-section-id="8r7z0w" data-start="6394" data-end="6462">IMPACTO NA PAISAGEM É UMA DAS CRÍTICAS RECORRENTES A MONOTRILHOS</h3>
<p data-start="6464" data-end="6635">No caso específico dos monotrilhos, o impacto visual e urbano de longas estruturas elevadas também aparece entre as críticas recorrentes registradas em estudos acadêmicos.</p>
<p data-start="6637" data-end="7130">Trabalho da Universidade Federal do ABC, ao analisar a adoção desta tecnologia, relaciona entre os questionamentos feitos ao modal justamente os impactos sobre a paisagem urbana e a capacidade inferior à de um metrô pesado convencional. O mesmo trabalho ressalva, porém, que o monotrilho não deve ser necessariamente analisado como substituto de uma linha pesada, mas como sistema destinado a demandas compatíveis com uma tecnologia de média capacidade.</p>
<p data-start="7132" data-end="7185">É uma distinção importante no caso da Linha 15-Prata.</p>
<p data-start="7187" data-end="7415">O próprio Metrô classifica oficialmente o monotrilho como um sistema de média capacidade. A companhia informa que a estrutura elevada fica geralmente entre 15 metros e 20 metros de altura.</p>
<p data-start="7417" data-end="7717">No projeto da Linha 15, entretanto, a capacidade nominal é elevada para os padrões desta categoria: são até 48 mil passageiros por hora e por sentido, considerando intervalo de projeto de 75 segundos e trens com capacidade para aproximadamente mil passageiros.</p>
<p data-start="7719" data-end="7953">Assim, tecnicamente, é mais preciso classificar a Linha 15 como um monotrilho de média capacidade, ainda que sua capacidade projetada se aproxime da faixa atendida por sistemas ferroviários mais robustos em determinadas configurações.</p>
<h3 data-section-id="ybj53u" data-start="7955" data-end="8041">MONOTRILHO REDUZ DESAPROPRIAÇÕES, MAS DEIXA UMA EXTENSA ESTRUTURA NO ESPAÇO URBANO</h3>
<p data-start="8043" data-end="8142">A tecnologia elevada também possui vantagens urbanísticas que precisam ser consideradas no balanço.</p>
<p data-start="8144" data-end="8500">Segundo o Metrô, o uso das vigas sobre pilares, geralmente instalados nos canteiros centrais das avenidas, reduz a necessidade de desapropriações em comparação com alternativas que exigiriam uma faixa contínua de terreno no nível da rua. A companhia cita essa característica como um dos benefícios da Linha 15-Prata.</p>
<p data-start="8502" data-end="8568">O contraponto é justamente a permanência da estrutura na paisagem.</p>
<p data-start="8570" data-end="8821">No caso da Linha 15, as vias e estações são elevadas, com estruturas que podem chegar a 20 metros de altura. Em uma linha extensa, isso significa quilômetros de vigas e pilares atravessando bairros consolidados.</p>
<p data-start="8823" data-end="8974">Não significa que toda área sob um monotrilho necessariamente se degrade. Significa que esses espaços passam a exigir uma política urbanística própria.</p>
<p data-start="8976" data-end="9157">Iluminação, limpeza, drenagem, travessias de pedestres, paisagismo, segurança, ciclovias, equipamentos comunitários e manutenção precisam ser incorporados ao tratamento do corredor.</p>
<p data-start="9159" data-end="9263">É justamente nesse ponto que o episódio da Vila Prudente ganha uma dimensão além do problema localizado.</p>
<h3 data-section-id="x6m1s4" data-start="9265" data-end="9311">ÁREA SOB A LINHA 15 JÁ TEM USO COMUNITÁRIO</h3>
<p data-start="9313" data-end="9387">A situação também é diferente de um espaço vazio criado agora pelas obras.</p>
<p data-start="9389" data-end="9611">O Conselho Participativo registra que a área da Avenida Francisco Mesquita já é utilizada pela população. A preocupação é justamente impedir que a interferência temporária do canteiro resulte em perda prolongada deste uso.</p>
<p data-start="9613" data-end="9923">No recurso apresentado à Prefeitura, os representantes locais defendem uma execução em etapas: primeiro, aquilo que for compatível com as obras atuais, principalmente segurança e conservação; posteriormente, a requalificação completa depois que o Metrô liberar o espaço.</p>
<p data-start="9925" data-end="10165">A reivindicação mostra um dos desafios práticos das infraestruturas elevadas: definir quem cuida do espaço inferior, quais intervenções podem ocorrer durante obras e ampliações e como garantir que a área continue integrada à vida do bairro.</p>
<h3 data-section-id="ysttox" data-start="10167" data-end="10201">LINHA 15 DEVE CHEGAR A 26,6 KM</h3>
<p data-start="10203" data-end="10280">A dimensão do corredor torna esta discussão urbanística ainda mais relevante.</p>
<p data-start="10282" data-end="10372">Atualmente, a Linha 15-Prata opera entre Vila Prudente e Jardim Colonial, com 11 estações.</p>
<p data-start="10374" data-end="10657">O Metrô mantém obras de expansão e informa que o projeto completo deverá alcançar 26,6 quilômetros e 18 estações, ligando a região do Ipiranga a Cidade Tiradentes, passando por Vila Prudente, Parque São Lucas, Sapopemba, São Mateus e Iguatemi.</p>
<p data-start="10659" data-end="10930">Estão em andamento as extensões para Ipiranga, no sentido centro, e para Boa Esperança e Jacu-Pêssego, no sentido leste. O trecho posterior até Cidade Tiradentes ainda depende de definições e, segundo o Metrô, permanece em análise.</p>
<p data-start="10932" data-end="11215">A companhia destaca que a Linha 15 reduziu tempos de viagem e ampliou a conexão de bairros populosos da zona Leste com a rede metroferroviária. Segundo o Metrô, a economia entre São Mateus/Jardim Colonial e a região central chega a 34 minutos.</p>
<p data-start="11217" data-end="11338">O benefício de mobilidade, entretanto, não elimina a necessidade de tratar os impactos da infraestrutura no nível da rua.</p>
<p data-start="11340" data-end="11679">O caso agora registrado oficialmente na Vila Prudente mostra justamente essa outra face da implantação de uma extensa linha elevada: além de construir e operar o sistema de transporte, poder público e responsáveis pela infraestrutura precisam planejar continuamente o que acontece nos espaços que permanecem sob as vias e entre os pilares.</p>
<p data-start="11681" data-end="11740" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="11681" data-end="11740" data-is-last-node=""><strong data-start="11682" data-end="11739">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Bombeiros de São Paulo abrem consulta pública para revisar instrução de comercialização, distribuição, utilização e produção de gás natural e biometano</title>
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    <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 11:01:10 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Interessados poderão enviar sugestões até 10 de outubro de 2026; revisão da IT-29 ocorre num momento em que São Paulo amplia discussões e projetos para utilização do biometano, inclusive no transporte coletivo por ônibus ADAMO BAZANI O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo abriu consulta pública para revisar as normas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250325_100231.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250325_100231.jpg?w=3777&amp;ssl=1 3777w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250325_100231.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250325_100231.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250325_100231.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250325_100231.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250325_100231.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250325_100231.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250325_100231.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250325_100231.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p data-start="6039" data-end="6261"><em data-start="6039" data-end="6261">Interessados poderão enviar sugestões até 10 de outubro de 2026; revisão da IT-29 ocorre num momento em que São Paulo amplia discussões e projetos para utilização do biometano, inclusive no transporte coletivo por ônibus</em></p>
<p data-start="6263" data-end="6281"><em data-start="6263" data-end="6281"><strong data-start="6264" data-end="6280">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="6283" data-end="6759">O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo abriu consulta pública para revisar as normas técnicas relacionadas à comercialização, distribuição, utilização e produção de gás natural e biometano. A proposta faz parte da atualização da Instrução Técnica nº 29, que integra as regras estaduais de segurança contra incêndios e emergências, e poderá receber sugestões e críticas durante 30 dias, até 10 de outubro de 2026.</p>
<p data-start="6761" data-end="7380">A discussão ocorre em um período de expansão dos projetos relacionados ao biometano em São Paulo, inclusive para transporte coletivo. Na capital paulista, o combustível está previsto no programa BioSP para substituição de ônibus a diesel, enquanto fabricantes desenvolvem veículos específicos para as exigências da SPTrans. Na mesma edição do Diário Oficial, a Arsesp também publicou novos parâmetros tarifários da Comgás que já incluem valores referentes à molécula de biometano e ao atributo ambiental do chamado segmento “cativo verde”.</p>
<p data-start="7382" data-end="7420"><strong data-start="7382" data-end="7420">Consulta ficará aberta por 30 dias</strong></p>
<p data-start="7422" data-end="7551">A consulta foi aberta por meio de portaria do Comando do Corpo de Bombeiros publicada nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026.</p>
<p data-start="7553" data-end="7826">Além da IT-29, o órgão colocou em revisão outras quatro instruções técnicas: IT-03, sobre terminologia de segurança contra incêndio; IT-04, sobre símbolos gráficos; IT-05, relacionada à segurança contra incêndio e questões urbanísticas; e IT-11, sobre saídas de emergência.</p>
<p data-start="7828" data-end="8028">A IT-29 é especificamente identificada pelo Corpo de Bombeiros como relativa a “gás natural e biometano – comercialização, distribuição, utilização e produção”.</p>
<p data-start="8030" data-end="8294">As sugestões e críticas devem ser enviadas exclusivamente para o endereço eletrônico <a class="decorated-link" href="mailto:dspciconsultapublica@policiamilitar.sp.gov.br" rel="noopener" data-start="8115" data-end="8160">dspciconsultapublica@policiamilitar.sp.gov.br</a> durante o prazo estabelecido. Os arquivos com as propostas de revisão serão disponibilizados na página oficial do Corpo de Bombeiros.</p>
<p data-start="8296" data-end="8380">A consulta termina em 10 de outubro de 2026.</p>
<p data-start="8382" data-end="8435"><strong data-start="8382" data-end="8435">Por que a norma interessa ao setor de transportes</strong></p>
<p data-start="8437" data-end="8705">Embora a instrução não seja exclusiva para ônibus ou garagens, regras envolvendo utilização, distribuição e instalações de gás natural e biometano têm relação direta com qualquer estrutura que venha a armazenar, distribuir ou abastecer veículos com esses combustíveis.</p>
<p data-start="8707" data-end="9000">No transporte coletivo, isso significa que a regulamentação de segurança pode ter importância para projetos que dependam de postos internos em garagens, redes de abastecimento, instalações de compressão, tubulações, cilindros, equipamentos e demais estruturas associadas ao uso do combustível.</p>
<p data-start="9002" data-end="9247">A consulta pública, por si só, não autoriza novos ônibus nem determina a adoção do biometano pelas empresas. O procedimento é voltado à revisão das exigências técnicas de segurança contra incêndios aplicáveis às atividades abrangidas pela IT-29.</p>
<p data-start="9249" data-end="9312"><strong data-start="9249" data-end="9312">São Paulo criou programa específico para ônibus a biometano</strong></p>
<p data-start="9314" data-end="9499">Na cidade de São Paulo (SP), o avanço regulatório ocorre paralelamente ao Programa BioSP, instituído em setembro de 2025 para incorporar ônibus movidos a biometano ao sistema municipal.</p>
<p data-start="9501" data-end="9902">O programa prevê adesão das concessionárias mediante termos aditivos aos contratos e estabelece que a substituição de veículos a diesel deve ocorrer prioritariamente sobre lotes mais antigos da frota. A política municipal permite também substituição antecipada para atender metas ambientais, desde que preservado o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.</p>
<p data-start="9904" data-end="10290">A regulamentação municipal prevê que fornecedores envolvidos no programa demonstrem capacidade de disponibilizar pelo menos 50 mil Nm³ de biometano por dia. Esse número é uma exigência de capacidade da cadeia de fornecimento e não significa que todo esse volume já esteja sendo consumido nem permite calcular uma quantidade de ônibus contratados.</p>
<p data-start="10292" data-end="10666">Até o início de setembro de 2026, não havia confirmação oficial de ônibus a biometano já incorporados de forma permanente à frota regular da SPTrans. O projeto mais avançado era um veículo Scania com carroceria Caio desenvolvido especificamente para o padrão da capital, em fase final de avaliações para início de testes operacionais.</p>
<p data-start="10668" data-end="10716"><strong data-start="10668" data-end="10716">Arsesp também publica valores para biometano</strong></p>
<p data-start="10718" data-end="10843">Na mesma edição do Diário Oficial em que os Bombeiros abriram a consulta, a Arsesp atualizou as tabelas tarifárias da Comgás.</p>
<p data-start="10845" data-end="11061">Entre os componentes considerados no cálculo aparece o custo da molécula de biometano, fixado em R$ 2,25 por metro cúbico, e do atributo ambiental, de R$ 1,40 por metro cúbico.</p>
<p data-start="11063" data-end="11296">A agência informou ainda que o custo total de gás e transporte considerado nas tarifas, incluindo PIS/Pasep e Cofins, chega a R$ 4,009694 por metro cúbico no segmento denominado “cativo verde”.</p>
<p data-start="11298" data-end="11399">É importante não confundir esse valor com a tarifa específica de GNV destinada ao transporte público.</p>
<p data-start="11401" data-end="11718">A tabela da Comgás estabelece para o segmento “Gás Natural Veicular – Transporte Público” termo variável de R$ 3,404494 por metro cúbico. Neste caso, a referência é ao gás natural veicular, e a própria publicação não o apresenta como tarifa específica de biometano para ônibus.</p>
<p data-start="11720" data-end="12055">Também para usuários livres, a TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição) publicada pela Arsesp traz uma categoria específica de GNV para transporte público, com valor de R$ 0,440583 por metro cúbico referente ao uso da rede de distribuição, sem representar o preço integral do combustível.</p>
<p data-start="12057" data-end="12433">Assim, a consulta aberta pelos Bombeiros ocorre em meio à formação de um ambiente regulatório mais amplo para o biometano no Estado: de um lado estão as regras de segurança das instalações e operações; de outro, mecanismos comerciais e tarifários para distribuição do gás; e, no transporte coletivo, começam a avançar projetos para utilização efetiva do combustível em ônibus.</p>
<p data-start="12435" data-end="12494" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="12435" data-end="12494" data-is-last-node=""><strong data-start="12436" data-end="12493">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Aneel prevê norma nacional ainda em 2026 para facilitar avanço da eletromobilidade e conexão de veículos elétricos à rede</title>
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    <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 10:01:46 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Previsão da futura regulamentação faz parte da primeira revisão da Agenda Regulatória da Aneel para 2026 e 2027, aprovada pela agência e publicada nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026 ADAMO BAZANI Uma norma nacional para melhorar as condições de avanço da eletromobilidade e a conexão de veículos elétricos às redes de distribuição de energia [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="707" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250422_091543.jpg?fit=1024%2C707&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250422_091543.jpg?w=3734&amp;ssl=1 3734w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250422_091543.jpg?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250422_091543.jpg?resize=1024%2C707&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250422_091543.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250422_091543.jpg?resize=768%2C530&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250422_091543.jpg?resize=1536%2C1060&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250422_091543.jpg?resize=2048%2C1414&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250422_091543.jpg?resize=400%2C276&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20250422_091543.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Previsão da futura regulamentação faz parte da primeira revisão da Agenda Regulatória da Aneel para 2026 e 2027, aprovada pela agência e publicada nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Uma norma nacional para melhorar as condições de avanço da eletromobilidade e a conexão de veículos elétricos às redes de distribuição de energia está prevista para ser editada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ainda em 2026. A iniciativa pode ter reflexos diretos sobre um dos principais obstáculos para a expansão dos ônibus elétricos no Brasil: não basta comprar os veículos, porque as garagens precisam receber energia em potência suficiente, além de carregadores, transformadores, equipamentos de proteção e, em muitos casos, reforços nas redes externas dos bairros.</p>
<p>São Paulo (SP) é o exemplo mais evidente desse desafio. A cidade possui 1.759 ônibus elétricos e a maior frota deste tipo no País, mas chegou a setembro de 2026 ainda sem cumprir a antiga meta de aproximadamente 2,6 mil coletivos elétricos prevista para dezembro de 2024. Faltam 841 ônibus para atingir aquele objetivo. Em junho deste ano, quando a frota estava em torno de 1,3 mil veículos, a capital concentrava aproximadamente 80% dos ônibus elétricos brasileiros. Ao mesmo tempo em que as compras avançaram, problemas de infraestrutura elétrica já chegaram a deixar veículos zero quilômetro sem operar e carregadores instalados sem condições de uso.</p>
<p>A previsão da futura regulamentação faz parte da primeira revisão da Agenda Regulatória da Aneel para 2026 e 2027, aprovada pela agência e publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 10 de setembro de 2026. No documento, a atividade é descrita como “aprimoramento regulatório para propiciar o avanço da eletromobilidade e sua conexão aos sistemas de distribuição”, com edição da norma prevista para 2026.</p>
<p><strong>Norma deve tratar justamente da relação entre eletromobilidade e redes de distribuição</strong></p>
<p>A futura regulamentação está inserida no eixo de Transmissão e Distribuição da Agenda Regulatória da Aneel.</p>
<p>A publicação ainda não estabelece quais serão as regras, obrigações, prazos ou procedimentos para as distribuidoras e consumidores. Portanto, não significa que novas normas de ligação para ônibus, automóveis ou carregadores elétricos já estejam valendo.</p>
<p>O que a Aneel definiu é que pretende concluir ainda neste ano uma atividade regulatória específica voltada a aprimorar as condições para o avanço da eletromobilidade e sua conexão aos sistemas de distribuição.</p>
<p>A abrangência é nacional porque a Aneel é a agência federal responsável pela regulação do setor elétrico e das concessionárias de distribuição.</p>
<p>A importância para os ônibus está na característica muito diferente de uma garagem de transporte coletivo em relação à recarga doméstica de um automóvel.</p>
<p>Uma empresa pode precisar conectar dezenas de ônibus praticamente ao mesmo tempo durante a madrugada. Dependendo do tamanho da frota, são necessárias redes de média tensão, subestações, transformadores, carregadores de alta potência, sistemas de gerenciamento da carga e obras tanto dentro da garagem como na rede pública que chega até o imóvel.</p>
<p>Assim, a disponibilidade de ônibus no mercado e de financiamento para comprá-los representa apenas uma parte da eletrificação.</p>
<p><strong>Ônibus comprados chegaram a ficar parados em São Paulo por falta de energia</strong></p>
<p>A dificuldade ficou clara em São Paulo (SP) principalmente entre o fim de 2024 e 2025.</p>
<p>Em março de 2025, apuração do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou entre 80 e 100 ônibus elétricos novos já disponíveis, mas sem condições de operação porque a infraestrutura necessária para levar energia às garagens ainda não estava concluída.</p>
<p>O prefeito Ricardo Nunes confirmou na ocasião que havia pelo menos 80 veículos parados e disse ter recorrido à própria Aneel e ao TCU (Tribunal de Contas da União) diante das dificuldades relacionadas à Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia na capital.</p>
<p>Em abril daquele ano, a situação voltou a aparecer durante a apresentação de novos ônibus. Segundo Nunes, poderiam ter sido apresentados 165 veículos, mas somente 115 estavam naquela entrega porque outros 50 coletivos do lote estavam prontos e ainda não tinham condições de circular por falta da infraestrutura elétrica necessária.</p>
<p>Ou seja, naquele momento o gargalo já não estava apenas na fabricação ou aquisição dos ônibus. O veículo existia, havia sido comprado e estava fisicamente na cidade, mas não conseguia prestar serviço à população porque faltava energia em condições adequadas para recarregá-lo.</p>
<p><strong>Houve empresa carregando ônibus na garagem de outra viação</strong></p>
<p>As dificuldades chegaram a produzir situações incomuns na operação cotidiana.</p>
<p>Em março de 2025, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou que a Transunião, operadora da zona Leste de São Paulo (SP), precisou carregar ônibus elétricos na garagem da Express porque a estrutura necessária ainda não estava disponível em sua própria unidade.</p>
<p>Em outra garagem da Transunião, havia 33 carregadores instalados desde agosto de 2024, num investimento informado de R$ 14 milhões, mas os equipamentos ainda aguardavam a chegada da energia necessária.</p>
<p>Na MobiBrasil, na zona Sul, a reportagem encontrou 33 ônibus elétricos novos parados e 16 carregadores instalados enquanto a empresa aguardava a ligação necessária. Alguns veículos estavam nesta situação havia quase um ano. Posteriormente, a Enel iniciou os trabalhos de ligação.</p>
<p>Os casos mostram por que a conexão da eletromobilidade à rede elétrica deixou de ser apenas uma questão do setor de energia e passou a interferir diretamente na política de transporte público.</p>
<p><strong>São Paulo deveria ter chegado a 2,6 mil elétricos em dezembro de 2024</strong></p>
<p>A antiga meta da Prefeitura de São Paulo previa aproximadamente 2,6 mil ônibus elétricos até dezembro de 2024.</p>
<p>O objetivo não foi cumprido.</p>
<p>A expansão ganhou velocidade posteriormente e a cidade chegou a 1.759 ônibus elétricos em 2026, mas o número representa apenas 67,7% daquela meta.</p>
<p>Ainda seriam necessários 841 veículos para alcançar os 2,6 mil previstos para quase dois anos antes.</p>
<p>Em junho de 2026, quando havia aproximadamente 1,3 mil coletivos elétricos na cidade, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou que São Paulo concentrava cerca de 80% da frota nacional deste tipo. A prefeitura atribuía o atraso em relação ao planejamento principalmente à falta de infraestrutura de recarga e à capacidade da rede elétrica para atender ao aumento de demanda.</p>
<p>Desde outubro de 2022, as empresas do sistema municipal paulistano também estão impedidas de adquirir ônibus novos exclusivamente a diesel para a renovação da frota.</p>
<p>Isso aumentou a importância da velocidade da eletrificação: se os ônibus convencionais deixam de entrar e a infraestrutura elétrica não acompanha a chegada dos modelos novos, a renovação da frota pode ser comprometida.</p>
<p><strong>Problema não é simplesmente instalar um carregador</strong></p>
<p>Uma garagem de ônibus elétricos exige planejamento energético muito maior que o de um posto isolado de recarga.</p>
<p>O carregador é apenas a parte mais visível da estrutura.</p>
<p>É preciso verificar quanto de energia está disponível no ponto, qual a potência que poderá ser fornecida, se a rede do bairro comporta a demanda, se será necessária uma nova subestação, quais transformadores serão utilizados e como o carregamento será distribuído ao longo das horas em que os ônibus permanecem no pátio.</p>
<p>Também é necessário compatibilizar a operação.</p>
<p>Um ônibus urbano normalmente permanece circulando durante grande parte do dia e retorna à garagem em determinados períodos. Se dezenas ou centenas de veículos retornarem em horários semelhantes e todos precisarem receber energia, ocorre uma concentração expressiva de demanda.</p>
<p>Por isso, uma das alternativas estudadas para grandes frotas são sistemas inteligentes de gerenciamento da recarga, que distribuem a potência disponível entre os ônibus conforme o tempo de permanência, a carga restante das baterias e o horário previsto para a próxima saída.</p>
<p>Outra alternativa são sistemas estacionários de armazenamento de energia em baterias, os chamados BESS. A energia pode ser acumulada nos períodos de menor demanda e utilizada posteriormente para ajudar na recarga da frota, diminuindo os picos exigidos diretamente da rede.</p>
<p><strong>Aneel também colocou armazenamento de energia na agenda</strong></p>
<p>A revisão da Agenda Regulatória mostra que o desafio não está restrito aos veículos elétricos.</p>
<p>A agência prevê para 2027 regulamentar o armazenamento de energia elétrica nos sistemas de transmissão e distribuição. Para 2026 também aparece na agenda outra atividade voltada à inserção de sistemas de armazenamento no Sistema Interligado Nacional.</p>
<p>Essas tecnologias ganham importância justamente com o crescimento da geração renovável, das baterias e da eletromobilidade.</p>
<p>Para grandes sistemas de ônibus, podem permitir que parte da energia necessária seja armazenada e administrada de forma mais eficiente, principalmente nos horários em que muitos veículos precisam ser carregados simultaneamente.</p>
<p><strong>Regulamentação ainda terá de mostrar como poderá ajudar as garagens</strong></p>
<p>A inclusão do tema na Agenda Regulatória não significa, por enquanto, que os problemas enfrentados pelas cidades serão solucionados imediatamente.</p>
<p>A Aneel ainda terá de desenvolver a atividade regulatória e definir o conteúdo efetivo da norma.</p>
<p>Somente com o texto será possível saber se haverá mudanças em procedimentos de solicitação de conexão, estudos de carga, prazos, responsabilidades pelas obras, critérios técnicos, relacionamento entre grandes consumidores e distribuidoras ou outros aspectos que interferem na instalação de infraestrutura para veículos elétricos.</p>
<p>Mas a decisão de colocar uma regulamentação específica sobre eletromobilidade e conexão à distribuição entre as normas previstas para 2026 ocorre quando a experiência prática de cidades como São Paulo mostra que o ônibus elétrico não depende apenas da indústria automobilística.</p>
<p>Para que o veículo novo deixe a fábrica e efetivamente transporte passageiros, energia, rede e infraestrutura precisam chegar à garagem no mesmo ritmo.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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