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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/01/01/demanda-de-passageiros-do-transporte-publico-em-londrina-cresce-931-em-2025-com-investimentos-em-frota-tecnologia-e-gestao/</link>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Mobi-Rio prepara novas compras e contratos de manutenção de ônibus do BRT; serviços e fornecimentos incluem motores, freios, suspensão e carrocerias</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/31/mobi-rio-prepara-novas-compras-e-contratos-de-manutencao-de-onibus-do-brt-servicos-e-fornecimentos-incluem-motores-freios-suspensao-e-carrocerias-2/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 11:01:20 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Companhia abre licitação para peças Mascarello, registra R$ 972 mil para recuperação de componentes de articulados, firma contratos de R$ 568,5 mil e prorroga fornecimento de peças Mercedes-Benz até outubro de 2027; serviços de vigilância também são mantidos ADAMO BAZANI A Mobi-Rio, companhia municipal responsável pela operação do BRT do Rio de Janeiro, está realizando [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?w=1536&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Companhia abre licitação para peças Mascarello, registra R$ 972 mil para recuperação de componentes de articulados, firma contratos de R$ 568,5 mil e prorroga fornecimento de peças Mercedes-Benz até outubro de 2027; serviços de vigilância também são mantidos</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Mobi-Rio, companhia municipal responsável pela operação do BRT do Rio de Janeiro, está realizando uma série de contratações e procedimentos de compras para manter os ônibus em circulação, recuperar componentes mecânicos e assegurar o funcionamento de suas instalações. As medidas incluem uma nova licitação de peças para carrocerias Mascarello Gran Via City, o registro de R$ 972 mil para serviços em freios, turbinas e radiadores de ônibus articulados, além de contratos que somam R$ 568,5 mil para fornecimento de peças e recuperação de materiais elétricos e eletrônicos.</p>
<p>As movimentações envolvem tanto novas contratações quanto a continuidade de fornecimentos já existentes. A Mobi-Rio também prorrogou até outubro de 2027 uma ata de registro de preços para peças de ônibus Mercedes-Benz, manteve por mais três meses serviços de vigilância em suas instalações, por R$ 821,1 mil, e autorizou a preparação de outra licitação. O conjunto de medidas está relacionado à manutenção da frota e das estruturas necessárias ao funcionamento do BRT, sistema que transporta passageiros em corredores exclusivos da cidade.</p>
<p>A documentação reúne diferentes etapas das compras públicas. Há licitação com data marcada, contratos já assinados, atas que estabelecem preços para futuras solicitações de serviços e prorrogações destinadas à utilização de saldos ainda disponíveis.</p>
<p>Essa distinção é importante para compreender os valores: o registro de preços estabelece condições para contratações durante determinado período, enquanto os contratos formalizados representam compromissos específicos entre a companhia e seus fornecedores.</p>
<h3>Nova licitação vai atender carrocerias Mascarello Gran Via City</h3>
<p>Uma das movimentações mais recentes é a abertura de licitação para aquisição de peças e acessórios novos e originais destinados às carrocerias Mascarello Gran Via City utilizadas na frota operada pela Mobi-Rio.</p>
<p>A sessão está marcada para 11 de novembro de 2026, às 10h, com julgamento pelo menor preço por item.</p>
<p>O procedimento será realizado por meio de pregão eletrônico e sistema de registro de preços, permitindo que a companhia adquira os materiais conforme suas necessidades, respeitadas as condições estabelecidas na contratação.</p>
<p>O orçamento estimado foi mantido em sigilo, conforme as regras aplicáveis às licitações da companhia.</p>
<p>A compra é destinada aos serviços de manutenção preventiva e corretiva, que compreendem desde a substituição programada de componentes até os reparos necessários quando os veículos apresentam desgaste ou defeitos.</p>
<p>A manutenção da carroceria envolve uma parte importante das condições de utilização dos ônibus. É nela que estão instalados diversos componentes relacionados ao acesso dos passageiros, ao fechamento de portas, aos acabamentos internos e a outros equipamentos utilizados durante as viagens.</p>
<p>A licitação identifica expressamente o fabricante Mascarello e o modelo Gran Via City, mas o quantitativo de ônibus que deverá ser atendido não está especificado no aviso resumido publicado nesta quarta-feira.</p>
<h3>Recuperação de componentes de articulados tem registro de R$ 972 mil</h3>
<p>Outra frente envolve a manutenção dos ônibus articulados com chassis Mercedes-Benz O500 e motores da família OM457, incluindo veículos equipados com tecnologias Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>A companhia formalizou uma ata de registro de preços com a JW Peças e Acessórios Ltda. para serviços de conserto, reparo, recondicionamento e recuperação de componentes mecânicos, utilizando peças remanufaturadas.</p>
<p>O registro tem vigência de 28 de outubro de 2026 a 27 de outubro de 2027.</p>
<p>Entre os componentes estão pinças de freio, turbinas, radiadores e intercoolers, equipamentos fundamentais para o funcionamento dos motores e para a segurança dos veículos.</p>
<p>As pinças de freio fazem parte do sistema responsável pela desaceleração dos ônibus. As turbinas participam do funcionamento dos motores, enquanto radiadores e intercoolers integram os sistemas relacionados ao controle de temperatura e ao desempenho mecânico.</p>
<p>Nos ônibus articulados, que operam com elevada capacidade de passageiros e realizam viagens frequentes ao longo do dia, a manutenção desses conjuntos é um dos fatores que determinam a disponibilidade dos veículos.</p>
<p>Os serviços registrados são os seguintes:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Serviço</th>
<th>Quantidade</th>
<th>Valor unitário</th>
<th>Valor total</th>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de pinça de freio traseira esquerda Mercedes-Benz O500</td>
<td>320</td>
<td>R$ 886,76</td>
<td>R$ 283.763,20</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de turbina do motor OM457 Euro 5</td>
<td>80</td>
<td>R$ 1.500,00</td>
<td>R$ 120.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de turbina do motor OM457 Euro 6</td>
<td>120</td>
<td>R$ 1.400,00</td>
<td>R$ 168.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de radiador de água Euro 6</td>
<td>360</td>
<td>R$ 606,45</td>
<td>R$ 218.322,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de radiador de água O500 Euro 5</td>
<td>180</td>
<td>R$ 606,45</td>
<td>R$ 109.161,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de intercooler O500 Euro 5</td>
<td>120</td>
<td>R$ 606,45</td>
<td>R$ 72.774,00</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Total</strong></td>
<td><strong>1.180</strong></td>
<td></td>
<td><strong>R$ 972.020,20</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O quantitativo corresponde às unidades de serviços registradas, e não à quantidade de ônibus que serão atendidos.</p>
<p>Um mesmo veículo pode necessitar de mais de um componente, assim como um determinado tipo de peça pode ser recuperado em diferentes momentos da manutenção.</p>
<p>A ata também não significa que todos os serviços serão necessariamente executados. As solicitações dependerão das necessidades da Mobi-Rio durante sua vigência.</p>
<h3>Contratos de R$ 568,5 mil contemplam peças novas e recuperação de materiais</h3>
<p>Além do registro de preços, a Mobi-Rio formalizou dois contratos para atender às necessidades de manutenção dos veículos.</p>
<p>O primeiro foi assinado com a Pardiesel Comércio de Peças, Parafusos e Conexões Ltda., no valor de R$ 513.335,20.</p>
<p>A contratação contempla o fornecimento de peças e acessórios novos e originais para eixos, embreagens, sistemas elétricos, direção, caixas de marcha, suspensão e transmissão diferencial de ônibus Mercedes-Benz com motores Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>Esses componentes estão diretamente relacionados à movimentação dos veículos, à transmissão da força do motor, à dirigibilidade e às condições de segurança durante a circulação.</p>
<p>O segundo contrato, no valor de R$ 55.167,12, foi firmado com a GB Auto Peças Ltda.</p>
<p>Nesse caso, o objeto é a prestação de serviços de conserto, reparo, recondicionamento e recuperação de materiais elétricos e eletrônicos, com utilização de peças recondicionadas.</p>
<p>Os dois contratos foram assinados em 15 de outubro de 2026 e têm vigência prevista até 14 de janeiro de 2027.</p>
<p>Somados, representam R$ 568.502,32 em valores contratuais.</p>
<p>A utilização conjunta de peças novas e componentes recuperados faz parte das diferentes possibilidades de manutenção de veículos pesados. A decisão sobre recuperar ou substituir determinado componente depende de suas condições técnicas, das exigências de segurança e das especificações do fabricante e da contratação.</p>
<h3>Fornecimento de peças Mercedes-Benz é prorrogado até outubro de 2027</h3>
<p>A Mobi-Rio também autorizou a prorrogação por mais 12 meses de uma ata de registro de preços para aquisição de peças novas e originais destinadas aos ônibus Mercedes-Benz operados pela companhia.</p>
<p>A vigência adicional começa em 29 de outubro de 2026 e termina em 28 de outubro de 2027.</p>
<p>A medida permitirá a utilização do saldo remanescente do registro existente, que contempla materiais para eixos, embreagens, sistemas elétricos, direção, caixas de marcha, suspensão e transmissão diferencial de ônibus com motores Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>Participam do fornecimento seis empresas: Nova Rio Distribuidora Automotiva, Pardiesel Comércio de Peças, Parafusos e Conexões, Lejuda Comércio de Peças Diesel, Maudan Truck Diesel, JW Peças e Acessórios e Lincetractor Comércio, Importação e Exportação.</p>
<p>A companhia justificou a prorrogação com base na vantagem econômica da continuidade do registro existente e na possibilidade de utilização dos quantitativos ainda disponíveis.</p>
<p>A manutenção de uma rede de fornecimento para diferentes componentes é relevante para a operação do transporte coletivo porque a falta de uma peça pode impedir a liberação de um ônibus para o serviço, mesmo quando os demais sistemas do veículo estão funcionando.</p>
<p>Além do custo de aquisição, o tempo necessário para obter componentes e executar reparos pode influenciar diretamente a disponibilidade dos ônibus nas garagens.</p>
<p>Para o passageiro, a importância dessas contratações está na capacidade de manter veículos em condições de circulação e atender à programação operacional.</p>
<h3>Mobi-Rio mantém vigilância de instalações por mais três meses</h3>
<p>As movimentações também incluem a prorrogação do contrato de vigilância patrimonial das unidades físicas da Mobi-Rio.</p>
<p>A companhia autorizou um novo período de três meses com a Vigfat Vigilância Patrimonial Ltda., pelo valor de R$ 821.185,02.</p>
<p>Os serviços abrangem vigilância armada e desarmada, em turnos de 12 horas, durante os sete dias da semana.</p>
<p>A contratação está relacionada à proteção das instalações utilizadas pela companhia, que incluem estruturas necessárias ao apoio da operação.</p>
<p>A prorrogação prevê a possibilidade de encerramento antecipado caso seja concluída a nova licitação em andamento para esse serviço.</p>
<p>A medida representa, portanto, uma contratação temporária para manter a cobertura de vigilância enquanto a companhia conduz o procedimento destinado à continuidade do atendimento.</p>
<h3>Novas licitações também estão em preparação</h3>
<p>Outras duas movimentações aparecem nas publicações da Mobi-Rio.</p>
<p>A direção da companhia autorizou a abertura de uma nova licitação, aproveitando a fase preparatória de um pregão eletrônico anterior e adotando o preço estimado registrado em documentação sigilosa.</p>
<p>A publicação também informa a aprovação do termo de referência correspondente.</p>
<p>O despacho, porém, apresenta a autorização administrativa sem detalhar o objeto da futura contratação.</p>
<p>Em outro aviso, a Mobi-Rio comunicou o adiamento da sessão de um pregão eletrônico para 11 de novembro de 2026, às 11h.</p>
<p>Os dois procedimentos integram o acompanhamento das contratações da companhia, mas seus objetos precisam ser identificados nos respectivos editais e documentos técnicos para que sejam classificados por tipo de fornecimento ou serviço.</p>
<h3>Manutenção dos ônibus é uma das condições para a regularidade do BRT</h3>
<p>As compras e contratações divulgadas nesta quarta-feira mostram diferentes necessidades de uma operação de transporte coletivo de grande capacidade.</p>
<p>Uma delas é a manutenção de peças mecânicas responsáveis pela circulação e segurança dos ônibus. Outra envolve os componentes das carrocerias, diretamente utilizados pelos passageiros e pelas equipes operacionais.</p>
<p>Também há a necessidade de manter serviços nas estruturas físicas da companhia e garantir fornecedores durante períodos mais longos, evitando interrupções no atendimento às demandas de manutenção.</p>
<p>No BRT, essas atividades têm importância particular porque o sistema depende de veículos de grande capacidade, incluindo articulados, que precisam atender à programação de viagens nos corredores exclusivos.</p>
<p>Quando um ônibus fica indisponível por necessidade de reparo, a operação depende da existência de veículos de reserva e da capacidade das equipes de manutenção para recolocá-lo em circulação.</p>
<p>A relação entre disponibilidade de frota, frequência das viagens e qualidade do atendimento é uma das questões centrais para os passageiros.</p>
<p>As contratações da Mobi-Rio devem ser acompanhadas também pela execução dos serviços, pelos quantitativos efetivamente adquiridos e pelos resultados obtidos na manutenção dos ônibus.</p>
<p>É nessa etapa que os valores autorizados ou registrados podem ser relacionados à quantidade de veículos atendidos, ao tempo de permanência nas oficinas e à disponibilidade da frota para operação.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Locação de ônibus elétricos: como funciona o modelo de São José dos Campos e o que outras cidades precisam avaliar</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/31/locacao-de-onibus-eletricos-como-funciona-o-modelo-de-sao-jose-dos-campos-e-o-que-outras-cidades-precisam-avaliar/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 10:01:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Meio ambiente]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contrato de 400 veículos com tecnologia Eletra separa fornecimento da frota e operação das linhas; alternativa reduz necessidade de compra inicial pelo município, mas mantém compromissos financeiros e responsabilidades sobre recarga, manutenção e baterias ADAMO BAZANI A aprovação de R$ 879,4 milhões em financiamento do BNDES para a Green Energy adquirir 400 ônibus elétricos com [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="552" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?fit=1024%2C552&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?w=1256&amp;ssl=1 1256w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?resize=300%2C162&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?resize=1024%2C552&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?resize=150%2C81&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?resize=768%2C414&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?resize=400%2C216&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Contrato de 400 veículos com tecnologia Eletra separa fornecimento da frota e operação das linhas; alternativa reduz necessidade de compra inicial pelo município, mas mantém compromissos financeiros e responsabilidades sobre recarga, manutenção e baterias</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A aprovação de R$ 879,4 milhões em financiamento do BNDES para a Green Energy adquirir 400 ônibus elétricos com tecnologia Eletra destinados a São José dos Campos (SP) coloca em evidência uma das alternativas para renovar o transporte público: a locação dos veículos separada da contratação das empresas que operam as linhas. Nesse modelo, a fornecedora compra os ônibus e os disponibiliza à Urbam (Urbanizadora Municipal), empresa controlada pela Prefeitura, mediante pagamentos previstos em contrato.</p>
<p>A solução permite ao município organizar a renovação sem realizar diretamente a compra inicial de toda a frota, mas exige capacidade de pagamento durante vários anos, fiscalização e planejamento da operação. Em São José dos Campos, o contrato de aproximadamente R$ 2,718 bilhões tem duração de 15 anos e inclui manutenção preventiva. Outras despesas e riscos permanecem com o poder público, entre eles a infraestrutura de recarga, a manutenção corretiva fora das garantias e, depois dos oito primeiros anos, a responsabilidade pela recuperação da capacidade das baterias.</p>
<p>Esses detalhes estão no contrato nº 033/2025, firmado em 7 de março de 2025 entre a Urbam e a Green Energy. A leitura do instrumento e de seus anexos mostra que a locação envolve uma divisão de obrigações que precisa ser compreendida para avaliar tanto as vantagens quanto os limites da alternativa.</p>
<p>O financiamento aprovado pelo BNDES é destinado à Green Energy, responsável por adquirir os veículos. A tecnologia de eletrificação é da Eletra, de São Bernardo do Campo (SP). Nos primeiros ônibus entregues, o conjunto reúne carrocerias Caio, chassis Mercedes-Benz e baterias e motores WEG.</p>
<p>O crédito utiliza recursos do FGTS pelo Programa BNDES Pró-Transporte, no âmbito do Refrota e do Novo PAC. O investimento total do projeto financiado é de R$ 1,139 bilhão.</p>
<p>Esse valor e os R$ 2,718 bilhões do contrato municipal têm abrangências diferentes. O primeiro está associado ao projeto de aquisição da frota; o segundo corresponde à contratação de sua disponibilização e dos serviços previstos durante 15 anos. Compará-los diretamente como se a diferença fosse apenas lucro da locadora produziria uma conclusão incorreta, pois é necessário considerar financiamento, manutenção, seguros, tributos, riscos e duração dos pagamentos.</p>
<h2>Quem compra, quem opera e quem paga cada despesa</h2>
<p>O objeto contratado pela Urbam é a locação de ônibus elétricos sem motorista. A Green Energy deve providenciar os veículos, sua documentação e os seguros exigidos, além de executar a manutenção preventiva. A operação das linhas é uma atividade separada.</p>
<p>Na prática, isso permite que a contratação da frota continue enquanto a administração organiza a escolha de quem prestará o serviço de transporte. A troca da empresa operadora pode ocorrer sem exigir necessariamente a substituição de todos os ônibus vinculados ao contrato de locação, desde que a transição seja estruturada pelo município.</p>
<p>Durante a implantação, as atuais concessionárias utilizam os elétricos disponibilizados pelo poder público ao lado de seus veículos próprios. A Prefeitura prorrogou os contratos com Joseense, Expresso Maringá e Saens Peña até 21 de outubro de 2027, com possibilidade de encerramento antecipado conforme o novo sistema entrar em funcionamento.</p>
<p>A divisão de responsabilidades, porém, vai além dessa separação entre frota e operação.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Atividade ou despesa</th>
<th>Responsabilidade prevista no contrato de locação</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Aquisição e disponibilização dos ônibus</td>
<td>Green Energy</td>
</tr>
<tr>
<td>Documentação e encargos decorrentes da propriedade</td>
<td>Green Energy</td>
</tr>
<tr>
<td>Seguros exigidos no contrato</td>
<td>Green Energy</td>
</tr>
<tr>
<td>Manutenção preventiva</td>
<td>Green Energy</td>
</tr>
<tr>
<td>Manutenção corretiva fora das garantias</td>
<td>Urbam</td>
</tr>
<tr>
<td>Troca de pneus por desgaste normal</td>
<td>Urbam</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação da autonomia das baterias dentro das condições exigidas nos oito primeiros anos</td>
<td>Green Energy</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação da capacidade das baterias após esse período</td>
<td>Urbam</td>
</tr>
<tr>
<td>Implantação da infraestrutura de recarga</td>
<td>Prefeitura, com possibilidade de atribuição à Urbam</td>
</tr>
<tr>
<td>Operação dos veículos e atendimento das linhas</td>
<td>Contratação separada da locação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A distinção entre manutenção preventiva e corretiva tem efeito direto sobre o orçamento. A preventiva compreende revisões e intervenções programadas para conservar o veículo. A corretiva atende falhas e ocorrências que precisam ser reparadas. No contrato joseense, os custos corretivos ficam com a Urbam, ressalvados os casos cobertos pelas garantias.</p>
<p>Portanto, o pagamento da locação não encerra as despesas necessárias para manter o transporte funcionando. A administração também precisa prever energia, infraestrutura, operação e os itens de manutenção que lhe cabem.</p>
<p>As baterias merecem atenção particular. O contrato exige que a fornecedora recupere a autonomia mínima estabelecida quando houver perda de capacidade dentro do período sob sua responsabilidade, inclusive mediante substituição total ou parcial das baterias. Os anexos detalham essa obrigação pelos oito primeiros anos contados do início da operação de cada veículo. Depois, a responsabilidade passa à Urbam.</p>
<p>Isso significa que o planejamento precisa alcançar a segunda metade do contrato, quando podem surgir despesas relevantes com um dos componentes mais caros do ônibus elétrico.</p>
<p>A remuneração também tem regras de desempenho. A medição é mensal e começa após o aceite dos veículos. O instrumento prevê desconto das horas em que os ônibus ficarem parados por problemas atribuídos à contratada, além das penalidades cabíveis.</p>
<p>Há tratamento diferente para os reajustes: os serviços de manutenção preventiva admitem atualização anual pelo IPC-Fipe, conforme as condições contratuais. Para a parcela de locação dos veículos, o texto original prevê um único reajuste após 12 meses, nas condições estabelecidas na contratação.</p>
<p>O pagamento conta com garantia vinculada à chamada Conta Sistema, limitada a dois pagamentos mensais, calculados pela média dos dois meses anteriores ao acionamento. O contrato também estabelece que a Prefeitura deve assegurar recursos suficientes para cumprir as obrigações.</p>
<p>Assim, embora o empréstimo para comprar os ônibus seja tomado pela fornecedora, a locação gera compromissos duradouros para o sistema municipal.</p>
<h2>Vantagens dependem do custo completo e da capacidade de gestão</h2>
<p>Uma das principais vantagens potenciais da locação é evitar que o município precise desembolsar, de uma só vez, o valor de aquisição de toda a frota. A fornecedora organiza a compra e o financiamento, enquanto o poder público paga pela disponibilização ao longo do contrato.</p>
<p>Isso pode facilitar a estruturação de uma renovação de maior porte. Também permite contratar manutenção preventiva especializada e definir exigências de disponibilidade, documentação, seguros e desempenho dos veículos.</p>
<p>Outro benefício possível está na separação entre o investimento nos ônibus e a seleção das operadoras. Uma empresa interessada em operar as linhas pode participar de uma contratação sem precisar financiar, ao mesmo tempo, toda a frota elétrica. O resultado sobre a concorrência, entretanto, depende das demais exigências do edital, da remuneração e dos riscos atribuídos à operação.</p>
<p>A contrapartida é o compromisso financeiro de longo prazo. O município deixa de fazer a compra inicial, mas assume pagamentos que atravessam diferentes administrações. Se a arrecadação cair ou a demanda de passageiros mudar, será necessário administrar essas obrigações dentro das condições contratadas.</p>
<p>Em São José dos Campos, a matriz de riscos atribui à Urbam a variação da demanda que tenha impacto sobre o dimensionamento da frota. Essa cláusula exige cuidado com a quantidade e o porte dos veículos contratados: uma rede pode precisar de ajustes ao longo de 15 anos por mudanças nos bairros, no emprego e nos padrões de deslocamento.</p>
<p>Também permanece com a Urbam o risco de atrasos ou falhas na infraestrutura de recarga e de problemas relacionados à distribuidora de energia. Atrasos na fabricação, na entrega e falhas na cadeia de fornecedores, por sua vez, são atribuídos à contratada.</p>
<p>A experiência local mostra que a locação não elimina o risco de demora. A conclusão das entregas, inicialmente prevista para setembro de 2026, passou para junho de 2027. Segundo a Prefeitura, 20 ônibus do contrato estão em operação, com novos lotes previstos para os próximos meses.</p>
<p>Para comparar locação e compra, o estudo precisa reunir o custo de todo o período de utilização. Entram nessa conta aquisição, juros, manutenção, baterias, seguros, energia, infraestrutura, despesas administrativas e valor residual dos veículos. Os desembolsos devem ser trazidos para uma mesma data de comparação, permitindo avaliar quanto representam em condições equivalentes.</p>
<p>Uma prestação que cabe no orçamento do primeiro ano pode se tornar onerosa mais adiante. Da mesma forma, uma compra com valor inicial elevado pode ou não ser mais vantajosa, dependendo do financiamento e dos custos que o proprietário assumirá durante a vida útil.</p>
<p>A compra direta tende a merecer atenção quando o município dispõe de recursos, financiamento favorável e estrutura para administrar os bens. Já a locação pode ser interessante quando há condições de pagamento recorrente, mas a administração prefere contratar a disponibilidade da frota e parte dos serviços de manutenção. A aquisição pelas concessionárias continua sendo outra possibilidade, desde que o modelo de remuneração sustente os investimentos e distribua os riscos de forma adequada.</p>
<h2>Para quais cidades a locação pode fazer sentido</h2>
<p>O porte populacional, isoladamente, não define se a alternativa é adequada. São mais importantes a organização do transporte, a previsibilidade das receitas, a qualidade dos estudos e a capacidade de fiscalizar os contratos.</p>
<p>A locação pode ser avaliada por cidades que pretendem renovar uma parcela relevante da frota, possuem uma rede relativamente estável e conseguem sustentar pagamentos de longo prazo. Também pode ser considerada em processos de reorganização nos quais a administração queira separar os veículos da escolha das operadoras.</p>
<p>Municípios com equipes técnicas estruturadas têm melhores condições de acompanhar disponibilidade, manutenção, autonomia, consumo de energia e cumprimento das garantias. Essa capacidade é necessária porque a divisão entre locadora, operadora e poder público cria interfaces: diante de um ônibus parado, é preciso identificar se houve falha de fabricação, manutenção, condução ou recarga e cobrar o responsável.</p>
<p>Cidades menores também podem estudar a alternativa, mas precisam verificar a escala da contratação. Uma frota reduzida pode ter custo maior por veículo para manutenção especializada, peças e infraestrutura. Estudos de lotes menores ou soluções compartilhadas podem ajudar a avaliar a viabilidade, conforme as condições de cada região.</p>
<p>Já sistemas com pagamentos frequentemente atrasados, demanda mal conhecida ou indefinição sobre garagens e energia precisam resolver esses pontos para estruturar uma contratação sustentável. A locação pode mudar a forma de financiar os veículos, mas a qualidade do serviço continua dependendo da gestão da rede.</p>
<p>Em São José dos Campos, o contrato de 400 ônibus oferece um caso concreto para esse debate: separa frota e operação, inclui manutenção preventiva, distribui riscos e mantém obrigações relevantes com o município. Seu desempenho deverá ser acompanhado pelas entregas, pela disponibilidade dos veículos, pelos custos ao longo dos anos e pelo atendimento efetivamente prestado aos passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>SPTrans terá operação especial de ônibus para o feriado de Finados em São Paulo</title>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 09:00:30 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Esquema prevê 267 linhas para atender 33 cemitérios, reforço na frota na segunda-feira (2) e gratuidade nos ônibus municipais no domingo (1º) YURI SENA A SPTrans preparou uma operação especial de transporte para o feriado prolongado de Finados, entre sábado (31) e segunda-feira (2), em São Paulo. A programação inclui mudanças na circulação dos ônibus, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sptrans-onibus_02-e1793316700340.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Esquema prevê 267 linhas para atender 33 cemitérios, reforço na frota na segunda-feira (2) e gratuidade nos ônibus municipais no domingo (1º)</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A SPTrans preparou uma operação especial de transporte para o feriado prolongado de Finados, entre sábado (31) e segunda-feira (2), em São Paulo. A programação inclui mudanças na circulação dos ônibus, atendimento reforçado aos cemitérios da capital e a gratuidade do Domingão Tarifa Zero no domingo (1º).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda-feira (2), 267 linhas municipais atenderão os 33 cemitérios públicos e particulares da cidade. Para facilitar a identificação dos itinerários, os ônibus que passam por essas regiões circularão com placas no para-brisa indicando o cemitério atendido, como “Via Cemitério do Araçá”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No sábado (31), a frota seguirá a programação habitual do dia, com aproximadamente 6,8 mil veículos em circulação. No domingo (1º), serão cerca de 5 mil ônibus, também conforme a operação normal de domingos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na segunda-feira (2), feriado de Finados, a previsão é de aproximadamente 6,6 mil veículos em operação, seguindo a tabela de sábado, com reprogramações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No domingo (1º), os passageiros poderão utilizar gratuitamente os ônibus municipais de São Paulo, das 0h às 23h59, em todas as linhas, por meio do programa Domingão Tarifa Zero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O serviço Paulistar também funcionará normalmente no domingo. A iniciativa oferece cinco linhas especiais, operadas exclusivamente por ônibus 100% elétricos, que conectam pontos turísticos, parques e centros culturais da capital.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda-feira (2), os postos presenciais de venda e atendimento da SPTrans estarão fechados nos terminais urbanos, no Expresso Tiradentes e nas estações Jabaquara e Santana. Também não haverá atendimento no posto do Bilhete Único Especial do Terminal Estação Varginha, no Posto Central da SPTrans, na Rua Boa Vista, e nas unidades do Descomplica SP.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recarga do Bilhete Único poderá ser feita por aplicativos credenciados, cuja relação está disponível no site da SPTrans. Depois da compra dos créditos, o usuário deve efetuar a recarga em máquinas automáticas ou nos validadores instalados nos ônibus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo site de atendimento da SPTrans, também é possível realizar serviços on-line, como cancelamento do cartão, consulta de saldo e emissão de extrato de utilização. O sistema permite ainda solicitar o Bilhete Único Comum para entrega em casa.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>SPMAR prevê 882 mil veículos no Rodoanel durante o feriado de Finados</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/spmar-preve-882-mil-veiculos-no-rodoanel-durante-o-feriado-de-finados/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 01:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Concessionária estima circulação de 618 mil veículos no trecho Sul e 264 mil no Leste entre 30 de outubro e 3 de novembro YURI SENA A concessionária SPMAR prevê a circulação de 882 mil veículos nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mario Covas durante o feriado de Finados, entre sexta-feira (30) e terça-feira (3). [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="575" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a22d2665-4d88-4b22-adc3-c5b080a841fe-e1793212268445.jpg?fit=800%2C575&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><span style="font-weight: 400;"><i>Concessionária estima circulação de 618 mil veículos no trecho Sul e 264 mil no Leste entre 30 de outubro e 3 de novembro</i></span></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A concessionária SPMAR prevê a circulação de 882 mil veículos nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mario Covas durante o feriado de Finados, entre sexta-feira (30) e terça-feira (3). A estimativa é de 618 mil veículos no trecho Sul e 264 mil no trecho Leste.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Os períodos de maior movimento previstos pela concessionária são:</i></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sexta-feira (30): das 7h às 21h;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sábado (31): das 7h às 15h;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Domingo (1º): das 10h às 20h;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segunda-feira (2): das 12h às 14h;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Terça-feira (3): das 7h às 20h.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o feriado, a SPMAR participará da operação “SP Sempre Alerta – El Niño 2026/2027”, iniciativa da Defesa Civil do Estado de São Paulo em parceria com a Artesp e as concessionárias de rodovias. A ação busca prevenir e reduzir riscos associados a eventos climáticos extremos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante da possibilidade de chuvas repentinas e neblina, a concessionária recomenda que os motoristas façam uma revisão preventiva dos veículos antes de viajar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Andrew Aquino, gerente de operações da SPMAR, falhas em equipamentos que comprometem a visibilidade ou o controle do veículo podem aumentar o risco de acidentes, principalmente em pistas molhadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A revisão deve incluir a verificação dos níveis de água e óleo, a calibragem e as condições dos pneus, os filtros de ar e óleo, o sistema de combustível, a bateria, o motor de arranque e o alternador. Também é necessário conferir o estado das palhetas e dos limpadores de para-brisa, além do funcionamento dos faróis, das lanternas e das luzes de freio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para atender aos usuários, a SPMAR disponibilizará equipes e 20 viaturas ao longo dos trechos administrados. A estrutura informada pela concessionária inclui cinco ambulâncias, sete guinchos, cinco veículos de inspeção, uma viatura de supervisão de tráfego, um caminhão de combate a incêndio e um veículo de resgate de animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o período, veículos pesados que transportam cargas excedentes estarão sujeitos a restrições de circulação nos trechos Sul e Leste do Rodoanel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em caso de emergência ou necessidade de atendimento na rodovia, os motoristas podem entrar em contato com a concessionária pelo telefone 0800 774 8877. A via também conta com telefones de emergência instalados a cada quilômetro, com atendimento gratuito e ininterrupto.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
]]></content:encoded>

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    <title>Metrô de São Paulo terá operação 24 horas na madrugada durante feriado de Finados</title>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 00:00:23 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata funcionarão durante toda a madrugada de sábado para domingo; na segunda-feira, oferta será ajustada à demanda do feriado YURI SENA O Metrô de São Paulo terá mudanças na programação de funcionamento durante o feriado prolongado de Finados. A operação inclui circulação ininterrupta de trens na madrugada de sábado (31) [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="575" height="402" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-11-at-18.18.45.jpeg?fit=575%2C402&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-11-at-18.18.45.jpeg?w=575&amp;ssl=1 575w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-11-at-18.18.45.jpeg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-11-at-18.18.45.jpeg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-11-at-18.18.45.jpeg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 575px) 100vw, 575px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata funcionarão durante toda a madrugada de sábado para domingo; na segunda-feira, oferta será ajustada à demanda do feriado</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Metrô de São Paulo terá mudanças na programação de funcionamento durante o feriado prolongado de Finados. A operação inclui circulação ininterrupta de trens na madrugada de sábado (31) para domingo (1º) em quatro linhas e ajustes na oferta de viagens na segunda-feira (2), feriado nacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta sexta-feira (30), ponto facultativo para o funcionalismo público estadual em razão do Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, todas as linhas operadas pelo Metrô funcionarão com a programação de um dia útil, incluindo frota e oferta habitual de viagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No sábado (31) e no domingo (1º), a circulação seguirá os horários regulares de cada dia, com a oferta de trens ajustada à demanda prevista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na madrugada de sábado para domingo, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata funcionarão 24 horas, com todas as estações abertas para embarque e desembarque.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A operação faz parte de um projeto experimental prorrogado até 31 de janeiro de 2027. O funcionamento ininterrupto se estenderá até a meia-noite de domingo para segunda-feira, quando as estações serão fechadas. A operação será retomada às 4h40 de segunda-feira (2).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A medida amplia as opções de deslocamento para passageiros que trabalham à noite ou participam de atividades culturais e de lazer durante a madrugada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda-feira (2), as linhas 1-Azul, 2-Verde e 15-Prata operarão com oferta de viagens equivalente à de um domingo, conforme a previsão de demanda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Linha 3-Vermelha também seguirá a programação de feriado, mas terá mais trens em circulação. O reforço considera uma interdição programada na Linha 11-Coral, que poderá levar passageiros da zona leste em direção ao centro a utilizar o metrô.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante todo o feriado prolongado, trens reservas permanecerão disponíveis para reforçar a operação, caso necessário. O Centro de Controle Operacional acompanhará a movimentação nas estações e poderá ajustar a oferta de viagens de acordo com a concentração de passageiros.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
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    <title>Colisão de ônibus contra poste deixa vários passageiros feridos em Fortaleza nesta sexta-feira (30) </title>
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	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 23:40:41 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Acidente ocorreu na avenida Engenheiro Santana Júnior, no bairro Cocó; coletivo teria desviado de um carro que atravessou a via YURI SENA Um ônibus atingiu um poste na tarde desta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, na avenida Engenheiro Santana Júnior, no bairro Cocó, em Fortaleza (CE). Cerca de 20 passageiros ficaram feridos, segundo as [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="737" height="404" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ef4330f8-59e0-47b5-854b-d833e321781d.jpg?fit=737%2C404&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ef4330f8-59e0-47b5-854b-d833e321781d.jpg?w=737&amp;ssl=1 737w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ef4330f8-59e0-47b5-854b-d833e321781d.jpg?resize=300%2C164&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ef4330f8-59e0-47b5-854b-d833e321781d.jpg?resize=150%2C82&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ef4330f8-59e0-47b5-854b-d833e321781d.jpg?resize=400%2C219&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 737px) 100vw, 737px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Acidente ocorreu na avenida Engenheiro Santana Júnior, no bairro Cocó; coletivo teria desviado de um carro que atravessou a via</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ônibus atingiu um poste na tarde desta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, na avenida Engenheiro Santana Júnior, no bairro Cocó, em Fortaleza (CE). Cerca de 20 passageiros ficaram feridos, segundo as informações iniciais sobre a ocorrência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acidente envolveu um coletivo que operava na linha 712 – Conjunto Palmeiras/Papicu. De acordo com a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), um automóvel teria atravessado a frente do ônibus, levando o motorista a realizar uma frenagem brusca para evitar a colisão. Na sequência, ele perdeu o controle da direção e atingiu o poste.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Equipes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) foram acionadas para atender a ocorrência. O órgão informou que o motorista do ônibus passou pelo teste do etilômetro, cujo resultado foi negativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi chamado para prestar socorro aos passageiros. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde das vítimas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O motorista do carro envolvido não foi localizado. A Etufor informou que solicitará as imagens das câmeras instaladas no ônibus para ajudar a esclarecer as circunstâncias do acidente.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Expresso Aeroporto terá alteração na programação durante o feriado de Finados</title>
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	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 23:30:40 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviço terá partidas a cada hora nos dias 30 de outubro e 02 de novembro; no domingo, dia 1º, o intervalo será de 1 hora entre 5h e 8h da manhã VINÍCIUS DE OLIVEIRA Para quem vai viajar no feriado prologado, o Serviço Expresso Aeroporto é uma alternativa de acesso ao Aeroporto Internacional de São [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Serviço terá partidas a cada hora nos dias 30 de outubro e 02 de novembro; no domingo, dia 1º, o intervalo será de 1 hora entre 5h e 8h da manhã</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Para quem vai viajar no feriado prologado, o Serviço Expresso Aeroporto é uma alternativa de acesso ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O serviço conecta a Estação Palmeiras-Barra Funda à Estação Aeroporto-Guarulhos, com paradas na Luz e em Guarulhos-Cecap, no sentido do aeroporto.</p>
<p><strong>Confira a programação dos trens durante o feriado</strong></p>
<p>O Serviço Expresso Aeroporto terá alterações de horários neste feriado. No sábado e na segunda-feira (31/10 e 02/11), os trens terão partidas a cada 1 hora. Já no domingo (01/11), as saídas serão a cada 1 hora das 05h às 08h da manhã. Após esse horário, o Expresso volta a operar normalmente, com viagens a cada 30 minutos.</p>
<p>Já a Linha 13-Jade funcionará com sua programação habitual de domingo na segunda-feira (02/11), feriado de Finados, mantendo intervalos de 12 minutos entre os trens durante todo o dia. Vale lembrar que no sábado (31/10) a operação de todas as linhas segue o cronograma normal do fim de semana. A Linha 13-Jade atende diariamente das 04h às 00h.</p>
<p>A Trivia Trens orienta que os passageiros planejem seus trajetos com antecedência, em especial aqueles que utilizam a Linha 13-Jade e o Serviço Expresso Aeroporto para acessar o terminal aéreo. Em caso de dúvidas, consulte os canais oficiais da concessionária e fiquem atentos aos avisos sonoros nos trens e plataformas.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>CNT destaca 15 deputados ligados ao transporte no novo Congresso; Marco Legal dos ônibus, tarifa zero, subsídios, jornada dos motoristas e financiamento da mobilidade estarão entre os grandes desafios</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/cnt-destaca-15-deputados-ligados-ao-transporte-no-novo-congresso-marco-legal-dos-onibus-tarifa-zero-subsidios-jornada-dos-motoristas-e-financiamento-da-mobilidade-estarao-entre-os-grandes-desafios/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/cnt-destaca-15-deputados-ligados-ao-transporte-no-novo-congresso-marco-legal-dos-onibus-tarifa-zero-subsidios-jornada-dos-motoristas-e-financiamento-da-mobilidade-estarao-entre-os-grandes-desafios/#comments</comments>
    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 23:03:31 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Levantamento da Confederação Nacional do Transporte identifica parlamentares com histórico de atuação em transporte público, infraestrutura, segurança jurídica e questões trabalhistas. Câmara terá 173 estreantes e Senado registrará renovação de 74,1% das vagas disputadas. Nova Lei nº 15.432/2026 muda regras de contratos e custeio de ônibus, trens e metrôs, mas debate sobre gratuidade nacional, vetos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="980" height="634" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?fit=980%2C634&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?w=980&amp;ssl=1 980w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=300%2C194&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=768%2C497&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=400%2C259&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /> <div><em>Levantamento da Confederação Nacional do Transporte identifica parlamentares com histórico de atuação em transporte público, infraestrutura, segurança jurídica e questões trabalhistas. Câmara terá 173 estreantes e Senado registrará renovação de 74,1% das vagas disputadas. Nova Lei nº 15.432/2026 muda regras de contratos e custeio de ônibus, trens e metrôs, mas debate sobre gratuidade nacional, vetos presidenciais e recursos permanentes continuará em 2027</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
<p>A Confederação Nacional do Transporte (CNT) identificou 15 deputados federais eleitos ou reeleitos para a legislatura de 2027 a 2031 com histórico de atuação ou proximidade com pautas estratégicas para o setor de transportes, incluindo mobilidade urbana, transporte de passageiros, infraestrutura, segurança jurídica e relações trabalhistas. Entre os nomes destacados estão Diego Andrade (PSD-MG), Guilherme Uchoa (PSD-PE), Icaro de Valmir (Republicanos-SE), João Cury (MDB-SP), Neto Carletto (Avante-BA), Rodrigo de Castro (União-MG) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). A relação consta de um levantamento especial da entidade sobre a composição do novo Congresso Nacional, que terá pela frente decisões capazes de afetar diretamente as tarifas dos ônibus, o financiamento de metrôs e trens, as concessões, os custos das empresas e as condições de trabalho dos profissionais do transporte.</p>
<p>Um dos principais temas que atravessará a próxima legislatura será a implementação do novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, transformado na Lei Federal nº 15.432, de 13 de junho de 2026, depois de quase cinco anos de discussões no Congresso. A legislação estabelece novas diretrizes para contratos, remuneração dos operadores, subsídios, integração dos sistemas e qualidade dos serviços, mas não determina tarifa zero universal nem assegura, por si só, recursos suficientes para custear as operações. A discussão ganhou outra dimensão depois da campanha eleitoral de 2026, com propostas de gratuidade e de ampliação do financiamento federal. Como o Diário do Transporte mostrou em reportagens, entrevistas e análises desde 2021, o desafio será conciliar o direito de acesso ao transporte, a modicidade ou eliminação das tarifas, a responsabilidade fiscal e a sustentabilidade econômica de sistemas que precisam funcionar diariamente, independentemente do número de passageiros pagantes.</p>
<h2>Quem são os 15 deputados destacados pela CNT</h2>
<p>O estudo da CNT, intitulado “Novo Congresso Nacional — 58ª Legislatura, 2027–2031”, dedica uma seção específica à relação entre deputados federais e transporte.</p>
<p>A entidade observa que parte dos eleitos já demonstrou afinidade, em suas trajetórias políticas e parlamentares, com prioridades consideradas estratégicas para o setor transportador.</p>
<p>A relação não representa uma classificação dos deputados mais produtivos, nem significa que todos tenham defendido as mesmas soluções para os problemas da mobilidade.</p>
<p>Trata-se de uma seleção institucional de parlamentares cujas atividades se relacionam com diferentes segmentos dos transportes.</p>
<p>Dos 15 nomes, 11 foram reeleitos, dois retornam à Câmara depois de um período fora da Casa e dois foram eleitos para o primeiro mandato federal.</p>
<h3>Parlamentares reeleitos</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Deputado</th>
<th>Partido/UF</th>
<th>Temas destacados pela CNT</th>
</tr>
<tr>
<td>Capitão Alden</td>
<td>PL-BA</td>
<td>Segurança pública, questões trabalhistas e segurança privada</td>
</tr>
<tr>
<td>Diego Andrade</td>
<td>PSD-MG</td>
<td>Transporte, infraestrutura e capacitação profissional</td>
</tr>
<tr>
<td>Felipe Francischini</td>
<td>Podemos-PR</td>
<td>Portos, mobilidade e segurança jurídica</td>
</tr>
<tr>
<td>Flávio Nogueira</td>
<td>PT-PI</td>
<td>Transporte, infraestrutura, saúde e capacitação</td>
</tr>
<tr>
<td>Gilberto Abramo</td>
<td>Republicanos-MG</td>
<td>Transporte, infraestrutura, tributação e segurança jurídica</td>
</tr>
<tr>
<td>Guilherme Uchoa</td>
<td>PSD-PE</td>
<td>Transporte de passageiros, mobilidade e infraestrutura</td>
</tr>
<tr>
<td>Icaro de Valmir</td>
<td>Republicanos-SE</td>
<td>Transporte público, desenvolvimento urbano e mobilidade</td>
</tr>
<tr>
<td>João Cury</td>
<td>MDB-SP</td>
<td>Transporte público, navegação interior, hidrovias e meio ambiente</td>
</tr>
<tr>
<td>Neto Carletto</td>
<td>Avante-BA</td>
<td>Transporte público e infraestrutura</td>
</tr>
<tr>
<td>Rodrigo de Castro</td>
<td>União-MG</td>
<td>Transporte, regulação e segurança jurídica</td>
</tr>
<tr>
<td>Silvio Costa Filho</td>
<td>Republicanos-PE</td>
<td>Portos, aeroportos, transporte aéreo, infraestrutura e capacitação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h3>Deputados que retornam à Câmara</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Deputado</th>
<th>Partido/UF</th>
<th>Temas destacados</th>
</tr>
<tr>
<td>Fabinho Ramalho</td>
<td>PL-MG</td>
<td>Infraestrutura e transporte</td>
</tr>
<tr>
<td>Subtenente Gonzaga</td>
<td>PL-MG</td>
<td>Segurança pública e privada e transporte</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h3>Novos deputados</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Deputada ou deputado</th>
<th>Partido/UF</th>
</tr>
<tr>
<td>Gleide Andrade</td>
<td>PT-MG</td>
</tr>
<tr>
<td>Iratã Abreu</td>
<td>PSDB-TO</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A seleção demonstra a presença de parlamentares de diferentes partidos, estados e campos políticos.</p>
<p>Minas Gerais concentra seis dos 15 nomes, seguida pela Bahia, com dois. Pernambuco também possui dois representantes, enquanto São Paulo, Paraná, Piauí, Sergipe e Tocantins aparecem com um cada.</p>
<p>A presença de deputados ligados à segurança pública, tributação, infraestrutura e relações trabalhistas mostra que a agenda dos transportes vai além da discussão sobre preços das passagens e construção de corredores.</p>
<p>Questões como violência contra motoristas, condições de descanso, impostos sobre combustíveis, segurança dos passageiros, equilíbrio econômico dos contratos e investimentos ferroviários também dependem de decisões legislativas.</p>
<h2>Por que esses parlamentares importam para passageiros e empresas</h2>
<p>A CNT chama atenção para a capacidade do Congresso de interferir diretamente nas condições de funcionamento dos diferentes segmentos dos transportes.</p>
<p>Segundo a confederação, são acompanhadas mais de 6 mil proposições legislativas com potencial de afetar empresas, trabalhadores e atividades de transporte e logística.</p>
<p>Esse universo inclui projetos relacionados à mobilidade urbana, transporte rodoviário de passageiros, movimentação de cargas, ferrovias, portos, aeroportos, tributação, relações trabalhistas e segurança.</p>
<p>A atuação dos parlamentares ocorrerá em um momento de mudanças estruturais.</p>
<p>A reforma tributária estará em fase de implementação, as discussões sobre jornada de trabalho e fim da escala 6&#215;1 continuarão relevantes e o setor de transporte coletivo enfrentará a necessidade de renovar frotas, modernizar contratos e encontrar fontes permanentes de financiamento.</p>
<p>Entre as atribuições dos deputados estão a apresentação de projetos, a análise de propostas nas comissões, a votação em plenário e a fiscalização de políticas públicas.</p>
<p>A presença na seleção da CNT, entretanto, não representa compromisso antecipado com propostas específicas. O posicionamento de cada parlamentar dependerá das matérias submetidas à análise e de sua atuação efetiva durante o mandato.</p>
<h2>O que é o Marco Legal do Transporte Público e por que ele mudou uma discussão de décadas</h2>
<p>O Marco Legal do Transporte Público Coletivo é um conjunto de regras nacionais destinado a reorganizar a maneira como ônibus urbanos e serviços coletivos de caráter urbano são planejados, contratados, financiados e fiscalizados.</p>
<p>A proposta nasceu do Projeto de Lei nº 3.278/2021, apresentado pelo então senador Antonio Anastasia, que posteriormente assumiu uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU).</p>
<p>Depois de passar pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, a proposta foi sancionada com vetos em junho de 2026.</p>
<p>A Lei nº 15.432 reconhece expressamente o transporte público coletivo como serviço essencial e reafirma sua condição de direito social previsto na Constituição Federal.</p>
<p>Um dos pontos centrais é a distinção entre o custo real da operação e o valor cobrado do passageiro.</p>
<p>Durante décadas, muitos sistemas brasileiros tiveram sua estrutura econômica baseada principalmente na arrecadação das catracas.</p>
<p>Isso produziu uma dificuldade: quando a quantidade de passageiros diminui, a receita também cai, mesmo que os ônibus precisem continuar circulando para atender a população.</p>
<p>Em determinadas situações, essa perda de arrecadação acaba provocando aumento das tarifas, redução da oferta, necessidade de subsídios adicionais ou desequilíbrio dos contratos.</p>
<p>O novo marco procura estabelecer condições para que a remuneração pelo serviço seja tratada de maneira distinta da tarifa efetivamente paga pelo usuário.</p>
<p>Por exemplo: uma operação pode ter um custo contratual de R$ 8 por passageiro equivalente, enquanto a tarifa cobrada do usuário é de R$ 5.</p>
<p>Nesse caso hipotético, a diferença precisa ser financiada por receitas complementares, subsídios ou outros mecanismos previstos no sistema.</p>
<p>O princípio também vale quando a tarifa é zero.</p>
<p>O passageiro deixa de pagar diretamente, mas os custos com motoristas, manutenção, energia, combustível, veículos, garagens, fiscalização e administração continuam existindo.</p>
<p>Portanto, a discussão deixa de ser simplesmente quanto cobrar na catraca e passa a incluir quem financia o transporte, como se calcula o custo e quais resultados devem ser exigidos em troca dos recursos.</p>
<h2>Marco Legal e tarifa zero: onde estão as convergências e as contradições</h2>
<p>O Marco Legal e as propostas de tarifa zero não são necessariamente incompatíveis.</p>
<p>Pelo contrário: a separação entre a tarifa paga pelo passageiro e a remuneração do operador cria condições jurídicas e contratuais que podem facilitar políticas de gratuidade.</p>
<p>Entretanto, existem diferenças importantes entre os dois conceitos.</p>
<p>O Marco Legal estabelece regras para organizar, financiar e fiscalizar os serviços, incluindo a possibilidade de utilização de recursos não tarifários.</p>
<p>A tarifa zero é uma decisão de política pública que elimina a cobrança direta de passagens dos usuários abrangidos, exigindo fontes alternativas para cobrir os custos.</p>
<p>A principal divergência está na definição de quanto o poder público deve financiar, de onde virão os recursos e como será garantida a manutenção dos serviços.</p>
<p>Os movimentos favoráveis à tarifa zero nacional defendem que o acesso ao transporte coletivo deve ser universalizado, com financiamento socialmente distribuído e menor dependência da cobrança individual.</p>
<p>Já representantes das empresas e gestores públicos destacam que a universalização precisa ser acompanhada por regras contratuais, financiamento permanente, capacidade de fiscalização e garantias de continuidade operacional.</p>
<p>Essas preocupações não precisam ser excludentes, mas podem entrar em conflito quando as fontes de recursos são insuficientes ou quando os modelos de remuneração produzem incentivos contrários à qualidade.</p>
<p>Uma das discussões mais importantes é justamente o risco de remunerar operadores apenas pelo número de passageiros transportados.</p>
<p>O incentivo exclusivamente vinculado ao volume de embarques pode estimular a busca por maior quantidade de passageiros sem necessariamente assegurar conforto, frequência e cumprimento dos horários.</p>
<p>Por outro lado, a remuneração desvinculada de qualquer indicador de demanda também exige cuidados para que o poder público não pague por uma oferta inadequada ou pouco utilizada.</p>
<p>O modelo precisa combinar custos eficientes, disponibilidade, cumprimento das viagens, qualidade, demanda e fiscalização.</p>
<p>A Lei nº 15.432 prevê a vinculação da remuneração contratual a metas e padrões de desempenho, qualidade e disponibilidade do serviço.</p>
<p>Essa distinção será importante para os próximos debates sobre tarifa zero, subsídios, novas concessões e integração metropolitana.</p>
<h2>Lula vetou 20 dispositivos do Marco Legal e o Congresso terá de resolver a disputa</h2>
<p>Uma das principais questões que permanecerão na agenda parlamentar envolve os vetos presidenciais à nova legislação.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Marco Legal em 13 de junho de 2026, com publicação no Diário Oficial da União em 14 de junho.</p>
<p>A lei estabelece um período de um ano entre a publicação e sua entrada em vigor, prevista, portanto, para junho de 2027.</p>
<p>Entretanto, 20 dispositivos foram vetados pelo Governo Federal, abrindo divergências sobre o alcance das novas regras.</p>
<p>Entre os temas atingidos estão a participação financeira da União, as condições para concessão de benefícios tarifários, fontes de financiamento, responsabilidades entre os entes federativos e medidas relacionadas à transição energética.</p>
<p>O Congresso Nacional pode manter os vetos ou rejeitá-los.</p>
<p>Para derrubar um veto presidencial, são necessários pelo menos 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, contabilizados separadamente.</p>
<p>Os vetos estão reunidos no Veto nº 30/2026.</p>
<p>Até 30 de outubro de 2026, a tramitação oficial consultada não registra deliberação definitiva sobre a matéria.</p>
<h3>O impasse envolvendo os subsídios</h3>
<p>Um dos principais pontos da discussão envolve a previsão de recursos para custear gratuidades e descontos tarifários.</p>
<p>Representantes empresariais argumentam que o financiamento precisa ser previamente definido para evitar que os benefícios ampliem o desequilíbrio econômico dos sistemas.</p>
<p>Organizações favoráveis à tarifa zero, por outro lado, questionaram dispositivos que poderiam dificultar a ampliação das gratuidades ou perpetuar mecanismos de remuneração vinculados ao número de passageiros.</p>
<p>O Governo Federal justificou parte dos vetos alegando riscos fiscais, restrições constitucionais e a possibilidade de comprometer benefícios sociais existentes.</p>
<p>A divergência envolve diferentes interpretações sobre a melhor maneira de garantir o direito ao transporte.</p>
<p>Um benefício gratuito sem financiamento suficiente pode comprometer a oferta do serviço. Por outro lado, exigências excessivamente rígidas para estabelecer novas gratuidades também podem limitar políticas de inclusão social.</p>
<p>O desafio é construir regras que assegurem simultaneamente financiamento, qualidade, transparência e acesso.</p>
<h2>Tarifa zero e responsabilidade fiscal: promessa eleitoral coloca novo desafio para deputados e senadores</h2>
<p>A discussão ganhou força em outubro de 2026, quando o Governo Federal apresentou uma proposta de ampliação da tarifa zero, principalmente aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>O Diário do Transporte mostrou que a iniciativa envolve uma estimativa de aproximadamente R$ 11,2 bilhões, com utilização de recursos de emendas parlamentares obrigatórias.</p>
<p>A proposta levanta uma questão importante: como financiar uma política nacional de gratuidade sem prejudicar os investimentos necessários para ampliar e melhorar o transporte coletivo?</p>
<p>A preocupação é especialmente relevante porque os recursos de custeio e investimento possuem finalidades diferentes.</p>
<p>O custeio garante o funcionamento diário dos ônibus, trens e metrôs. Inclui salários, manutenção, combustível, energia, seguros e demais despesas operacionais.</p>
<p>Já os investimentos permitem comprar veículos, construir corredores exclusivos, ampliar linhas ferroviárias, modernizar estações e adquirir equipamentos.</p>
<p>Uma cidade pode oferecer tarifa zero e, ao mesmo tempo, apresentar ônibus lotados, intervalos excessivos e infraestrutura precária caso não disponha de recursos suficientes para manter e ampliar a operação.</p>
<p>Da mesma forma, uma cidade pode investir em veículos modernos e corredores exclusivos, mas continuar oferecendo um serviço economicamente inacessível para parte da população.</p>
<p>Portanto, a gratuidade e os investimentos estruturantes precisam ser tratados como elementos complementares.</p>
<p>Essa discussão também envolve a responsabilidade fiscal.</p>
<p>O financiamento de políticas sociais depende da capacidade de os governos arrecadarem recursos, administrarem despesas e manterem compromissos de longo prazo.</p>
<p>A tarifa zero pode reduzir barreiras econômicas e ampliar o acesso da população ao trabalho, à educação, à saúde e ao lazer.</p>
<p>Mas seus custos precisam ser conhecidos, fiscalizados e acompanhados por mecanismos de financiamento previsíveis.</p>
<p>O debate não se resume a defender ou rejeitar a gratuidade. Envolve definir como ela funcionará, quanto custará, quem pagará e quais resultados serão exigidos.</p>
<h2>O que diz a Lei nº 15.432 sobre financiamento e qualidade</h2>
<p>A nova legislação estabelece princípios e instrumentos que poderão alterar a organização econômica do transporte coletivo.</p>
<p>Entre as principais determinações estão:</p>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>Separação entre a tarifa cobrada do passageiro e a remuneração contratual do operador.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Possibilidade de financiamento por receitas tarifárias, extratarifárias e subsídios públicos.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Adoção de indicadores de qualidade, eficiência, produtividade e disponibilidade dos serviços.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Ampliação da integração física, tarifária e operacional entre diferentes modalidades.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Modernização dos contratos e mecanismos de gestão.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Incentivo à utilização de dados de bilhetagem e monitoramento da frota.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Diretrizes para transição energética e redução das emissões.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Maior transparência na gestão e fiscalização dos serviços.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>A lei também reconhece a possibilidade de serviços acessórios de transporte coletivo sob demanda, com características distintas das linhas regulares.</p>
<p>Essa previsão abre espaço para novas formas de atendimento, desde que estruturadas e reguladas pelo poder público.</p>
<p>Outro aspecto importante é a responsabilidade pela gestão de dados.</p>
<p>As informações de bilhetagem eletrônica, movimentação de passageiros e monitoramento operacional podem contribuir para identificar demandas, reorganizar linhas, dimensionar frotas e aprimorar a utilização dos recursos disponíveis.</p>
<p>A tecnologia, entretanto, precisa estar acompanhada por fiscalização, proteção de dados e capacidade técnica dos gestores públicos.</p>
<h2>Diário do Transporte acompanha o Marco Legal desde 2021: atrasos, promessas, especialistas, sanção e vetos</h2>
<p>A discussão sobre a reorganização do financiamento do transporte público tem sido acompanhada pelo Diário do Transporte desde a apresentação do Projeto de Lei nº 3.278, em setembro de 2021.</p>
<p>A cobertura reuniu informações sobre a tramitação parlamentar, posicionamentos do Governo Federal, manifestações de entidades empresariais, críticas de movimentos sociais e análises jurídicas.</p>
<p>Entre os episódios acompanhados estão:</p>
<p>Setembro de 2021 — Apresentação do projeto</p>
<p>O jornal noticiou a apresentação da proposta pelo então senador Antonio Anastasia, no contexto das discussões sobre a crise econômica dos sistemas de transporte coletivo agravada pela pandemia.</p>
<p>Dezembro de 2024 — Aprovação no Senado</p>
<p>O projeto foi aprovado pelo Senado Federal e encaminhado para análise dos deputados, com propostas de reorganização dos contratos, financiamento e gestão.</p>
<p>Outubro de 2025 — Debate sobre tarifa zero e qualidade</p>
<p>Em audiência pública na Câmara, autoridades e representantes de entidades divergiram sobre a viabilidade financeira da gratuidade universal.</p>
<p>O Diário do Transporte destacou os alertas sobre o risco de prometer benefícios sem assegurar recursos suficientes para manter a qualidade.</p>
<p>A diretora-presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Ana Patrizia Gonçalves Lira, chamou atenção para a necessidade de compatibilizar as novas regras contratuais com políticas de gratuidade.</p>
<p>Fevereiro de 2026 — Governo promete aprovação</p>
<p>O secretário nacional de Mobilidade Urbana, Denis Andia, afirmou que o Marco Legal deveria se tornar realidade em 2026.</p>
<p>Na ocasião, o Governo também anunciou investimentos em renovação de frotas, corredores, terminais e sistemas de transporte.</p>
<p>Março e abril de 2026 — Sucessivos adiamentos</p>
<p>O Diário do Transporte noticiou as expectativas de votação e os adiamentos na Câmara dos Deputados.</p>
<p>O presidente da Casa, Hugo Motta, havia sinalizado a possibilidade de votação após ajustes no projeto, mas a aprovação não ocorreu no prazo inicialmente previsto.</p>
<p>Abril de 2026 — Campanha nacional pela tarifa zero</p>
<p>Movimentos sociais lançaram a campanha “Busão 0800”, defendendo a implantação gradual da tarifa zero e o avanço da PEC nº 25/2023, relacionada à criação de mecanismos de financiamento nacional do transporte coletivo, frequentemente associados à proposta de um “SUS do Transporte”.</p>
<p>Maio de 2026 — Diferenças entre o Marco Legal e o SUS da Mobilidade</p>
<p>O jornal explicou que o Marco Legal e a PEC não possuem a mesma finalidade.</p>
<p>Enquanto o primeiro estabelece regras de organização, contratação e financiamento, a proposta defendida pelos movimentos sociais busca mecanismos mais abrangentes para financiar o acesso universal e a gratuidade.</p>
<p>13 de maio de 2026 — Câmara aprova o Marco Legal</p>
<p>Após anos de tramitação, os deputados aprovaram o projeto, encaminhando o texto para sanção presidencial.</p>
<p>29 de maio de 2026 — Movimentos pedem vetos</p>
<p>O Diário do Transporte mostrou que organizações sociais solicitaram vetos a dispositivos que, segundo sua avaliação, poderiam prejudicar gratuidades ou criar incentivos inadequados na remuneração das empresas.</p>
<p>14 de junho de 2026 — Sanção com vetos</p>
<p>Em reportagem publicada em primeira mão, o jornal informou a sanção presidencial com vetos e detalhou os principais pontos excluídos da legislação.</p>
<p>15 de junho de 2026 — Divergência entre Governo e empresas</p>
<p>Representantes das operadoras, incluindo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), criticaram a retirada de mecanismos considerados importantes para o financiamento.</p>
<p>O Governo Federal argumentou que determinadas previsões poderiam gerar obrigações incompatíveis com as regras fiscais ou constitucionais.</p>
<p>10 de setembro de 2026 — Articulação para derrubar vetos</p>
<p>A cobertura mostrou a mobilização de prefeitos e entidades do setor para tentar reverter dispositivos vetados.</p>
<p>15 e 25 de outubro de 2026 — Contradições entre vetos e promessa de tarifa zero</p>
<p>O jornal aprofundou a discussão sobre a necessidade de conciliar a ampliação das gratuidades com a responsabilidade fiscal e as decisões anteriores do próprio Governo Federal.</p>
<p>A cobertura também abordou o desafio de transformar compromissos eleitorais em políticas públicas sustentáveis a partir de 2027.</p>
<h2>Motoristas, jornada de trabalho e fim da escala 6&#215;1: outro desafio para o Congresso</h2>
<p>Além do financiamento, os parlamentares terão de enfrentar questões diretamente relacionadas às condições de trabalho dos profissionais do transporte.</p>
<p>A CNT destaca a redução da jornada e o fim da escala 6&#215;1 entre os debates de maior repercussão.</p>
<p>No transporte coletivo, essas discussões possuem características específicas.</p>
<p>Linhas de ônibus precisam funcionar durante a semana, aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>Muitas operações começam de madrugada e terminam depois da meia-noite, exigindo escalas capazes de garantir o atendimento à população.</p>
<p>Uma eventual redução da jornada semanal poderá exigir novas contratações, reorganização de escalas e revisão dos custos contratuais, dependendo da forma como a mudança for implementada.</p>
<p>Por outro lado, jornadas mais equilibradas podem contribuir para reduzir o desgaste físico e mental dos profissionais, melhorar a qualidade de vida e tornar a profissão mais atraente.</p>
<p>O Diário do Transporte também acompanha a PEC nº 22/2025, que trata de políticas de apoio à atividade de transporte rodoviário profissional, incluindo questões relacionadas ao descanso dos motoristas.</p>
<p>Em maio de 2026, dirigentes da CNT discutiram o tema com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.</p>
<p>A regulamentação das jornadas precisa considerar os direitos trabalhistas, a segurança dos passageiros e a continuidade da prestação dos serviços.</p>
<h2>Reforma tributária e o custo de transportar passageiros</h2>
<p>A implementação da reforma tributária também estará entre os desafios da nova legislatura.</p>
<p>Para o transporte coletivo, a tributação influencia diretamente os custos operacionais e os investimentos.</p>
<p>A aquisição de ônibus, pneus, peças, combustíveis, energia elétrica e serviços de manutenção integra uma cadeia econômica que poderá ser afetada pelas novas regras.</p>
<p>A discussão envolve a preservação de tratamentos diferenciados previstos na legislação, a incidência de novos tributos e os mecanismos de aproveitamento de créditos.</p>
<p>Eventuais aumentos de custos podem repercutir sobre contratos de concessão e subsídios públicos.</p>
<p>A avaliação deve considerar não apenas o valor das passagens, mas os custos totais do sistema e a possibilidade de os governos compensarem alterações tributárias sem comprometer a qualidade dos serviços.</p>
<h2>Ônibus elétricos, biometano e financiamento também dependerão de decisões do Legislativo</h2>
<p>Outro tema relevante para o novo Congresso será a transição energética do transporte coletivo.</p>
<p>A eletrificação exige investimentos em veículos, baterias, carregadores, instalações elétricas, formação profissional e manutenção especializada.</p>
<p>A utilização de biometano e outras fontes energéticas também demanda infraestrutura e políticas específicas.</p>
<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) exerce papel importante na oferta de financiamentos, mas a continuidade dos programas depende de recursos, condições de crédito e decisões de política pública.</p>
<p>No dia 30 de outubro de 2026, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, apresentou a previsão de que os ônibus elétricos alcancem 28% dos novos licenciamentos de urbanos no Brasil até 2035.</p>
<p>O banco também anunciou financiamento de R$ 879,4 milhões para a aquisição de 400 ônibus elétricos com tecnologia nacional da Eletra, destinados a São José dos Campos (SP).</p>
<p>O caso mostra como o financiamento pode viabilizar projetos de grande porte, incluindo modelos de contratação por locação.</p>
<p>Entretanto, a ampliação desses investimentos para outras cidades dependerá da disponibilidade de crédito, da capacidade fiscal dos municípios e da sustentabilidade dos contratos.</p>
<p>A discussão inclui ainda incentivos à produção nacional, desenvolvimento tecnológico e geração de empregos qualificados.</p>
<h2>Novo Congresso terá renovação de 33,7% na Câmara e 74,1% das vagas disputadas no Senado</h2>
<p>O levantamento da CNT também apresenta um panorama da composição política e do perfil dos parlamentares que assumirão os mandatos em fevereiro de 2027.</p>
<p>Na Câmara dos Deputados, serão 513 integrantes, distribuídos da seguinte maneira:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Situação</th>
<th>Deputados</th>
<th>Participação</th>
</tr>
<tr>
<td>Reeleitos</td>
<td>311</td>
<td>60,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>Eleitos para o primeiro mandato federal</td>
<td>173</td>
<td>33,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>Ex-deputados que retornam à Câmara</td>
<td>29</td>
<td>5,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>513</td>
<td>100%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A renovação de 33,7%, considerada pela CNT a partir dos estreantes, é inferior à registrada em 2022, de 39,4%, e em 2018, de 47,4%.</p>
<p>O resultado indica a permanência de parte expressiva dos atuais integrantes da Câmara, embora a presença de novos parlamentares e o rearranjo partidário possam modificar o funcionamento das comissões e a formação de maiorias.</p>
<h3>Composição das bancadas na Câmara</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Partido ou federação</th>
<th>Cadeiras</th>
</tr>
<tr>
<td>PL</td>
<td>121</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PT/PCdoB/PV</td>
<td>88</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação União/PP</td>
<td>87</td>
</tr>
<tr>
<td>PSD</td>
<td>43</td>
</tr>
<tr>
<td>Republicanos</td>
<td>41</td>
</tr>
<tr>
<td>MDB</td>
<td>36</td>
</tr>
<tr>
<td>Podemos</td>
<td>27</td>
</tr>
<tr>
<td>PSB</td>
<td>15</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PSOL/Rede</td>
<td>15</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PSDB/Cidadania</td>
<td>11</td>
</tr>
<tr>
<td>Novo</td>
<td>10</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PRD/Solidariedade</td>
<td>7</td>
</tr>
<tr>
<td>PDT</td>
<td>6</td>
</tr>
<tr>
<td>Avante</td>
<td>5</td>
</tr>
<tr>
<td>Missão</td>
<td>1</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>513</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O PL terá a maior bancada individual, com 121 deputados.</p>
<p>A configuração é relevante porque o tamanho das bancadas influencia a distribuição de vagas e presidências nas comissões permanentes.</p>
<p>Para o setor de transporte, colegiados como as comissões de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano, Finanças e Tributação, Constituição e Justiça e Trabalho deverão continuar desempenhando papel importante na análise das propostas.</p>
<p>A escolha das presidências e dos integrantes dessas comissões ocorrerá depois da eleição da Mesa Diretora da Câmara, prevista para fevereiro de 2027.</p>
<h2>Participação feminina chega ao maior número histórico na Câmara</h2>
<p>A próxima legislatura contará com 109 deputadas federais, correspondentes a 21,2% das 513 cadeiras.</p>
<p>Segundo a CNT, será a maior bancada feminina da história da Câmara.</p>
<p>O PT terá 25 deputadas, seguido pelo PL, com 22, e pelo PSOL, com oito.</p>
<p>Juntas, essas três legendas concentrarão 55 das 109 mulheres eleitas.</p>
<p>O levantamento também mostra que 61 deputadas foram reeleitas, 45 exercerão o primeiro mandato federal e três retornarão à Câmara.</p>
<p>Apesar do crescimento, as mulheres continuarão representando pouco mais de um quinto da composição da Casa.</p>
<p>Na agenda de mobilidade, a participação parlamentar feminina também se relaciona a discussões sobre segurança das passageiras, assédio no transporte coletivo, acessibilidade e organização dos deslocamentos ligados ao trabalho e aos cuidados familiares.</p>
<h2>Senado terá 54 eleitos e forte renovação nas vagas disputadas</h2>
<p>O Senado Federal também apresentará mudanças importantes.</p>
<p>Nas eleições de 4 de outubro de 2026, foram escolhidos 54 senadores, correspondentes a dois terços das 81 cadeiras.</p>
<p>Segundo o estudo, houve renovação de 74,1% das vagas em disputa, equivalente a 40 cadeiras.</p>
<p>Os 54 eleitos passarão a integrar o Senado ao lado dos 27 parlamentares escolhidos em 2022, cujos mandatos prosseguirão.</p>
<p>Entre os partidos, o PL conquistou 19 das 54 vagas disputadas.</p>
<p>O MDB elegeu sete senadores, enquanto o PT conquistou seis.</p>
<p>A composição do Senado é relevante não apenas pela análise de projetos de lei, mas pela competência da Casa para aprovar indicações de dirigentes de agências reguladoras, entre outras autoridades.</p>
<p>No setor de transportes, essas decisões podem afetar instituições responsáveis pela regulação e fiscalização de serviços federais.</p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por exemplo, desempenha papel estratégico na autorização e fiscalização do transporte rodoviário interestadual de passageiros, na regulação de ferrovias e em outras atividades de sua competência.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanha regularmente decisões da ANTT, inclusive as relacionadas à chamada Janela Extraordinária, aos pedidos de autorização de mercados interestaduais e às disputas judiciais envolvendo empresas de ônibus.</p>
<p>O fortalecimento da segurança jurídica, a previsibilidade regulatória e a qualidade dos serviços serão temas relevantes para as relações entre o Congresso, as agências e o setor transportador.</p>
<h2>Senado também terá participação feminina recorde</h2>
<p>A CNT aponta que a composição do Senado a partir de 2027 contará com 18 mulheres, equivalentes a 22,2% das 81 cadeiras.</p>
<p>Será o maior número de senadoras registrado pela Casa.</p>
<p>O Distrito Federal terá três representantes mulheres: Damares Alves, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.</p>
<p>O levantamento também apresenta o perfil profissional dos senadores eleitos.</p>
<p>Entre as ocupações declaradas, 31,5% possuem origem no serviço público, 20,4% na advocacia e 16,7% em atividades relacionadas à saúde.</p>
<p>Outros grupos incluem empresários, profissionais da agropecuária, professores, profissionais de segurança, comunicação, engenharia e tecnologia.</p>
<p>Como alguns parlamentares declararam mais de uma ocupação, os percentuais não representam categorias excludentes.</p>
<h2>Mais de 6 mil projetos monitorados: decisões de Brasília chegam ao ponto de ônibus</h2>
<p>A CNT chama atenção para o alcance das decisões tomadas pelo Congresso Nacional.</p>
<p>O transporte está presente em praticamente todas as atividades econômicas e sociais do país.</p>
<p>No caso do transporte coletivo de passageiros, as consequências das decisões legislativas chegam diretamente à rotina da população.</p>
<p>Uma alteração nas regras de financiamento pode influenciar o preço das passagens.</p>
<p>Uma mudança na jornada de trabalho pode afetar as escalas dos motoristas e os custos operacionais.</p>
<p>Uma norma sobre contratos pode modificar a forma de remuneração das concessionárias.</p>
<p>Uma decisão tributária pode alterar o custo de aquisição de veículos, peças e combustíveis.</p>
<p>Uma política de financiamento pode permitir a construção de corredores exclusivos, ampliar redes ferroviárias ou acelerar a substituição dos ônibus a diesel por tecnologias de menor impacto ambiental.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a existência de normas nacionais não elimina a responsabilidade de governos estaduais e municipais pela organização dos serviços sob suas competências.</p>
<p>A implementação do Marco Legal, por exemplo, dependerá da adaptação de contratos, regulamentos e políticas públicas às novas diretrizes.</p>
<p>O desafio será transformar princípios jurídicos em melhorias efetivas para os passageiros.</p>
<h2>De 2027 a 2031: o desafio não será apenas aprovar leis, mas fazer o transporte melhorar</h2>
<p>A composição do novo Congresso, apresentada pela CNT, ajuda a identificar os parlamentares e as forças políticas que participarão das discussões sobre o futuro do transporte brasileiro.</p>
<p>Entretanto, a principal questão não se resume à quantidade de deputados com afinidade pelo setor.</p>
<p>Será necessário acompanhar como esses parlamentares se posicionarão diante dos projetos e quais resultados suas decisões produzirão.</p>
<p>A implantação do Marco Legal do Transporte Público Coletivo, a análise dos vetos presidenciais, o debate sobre tarifa zero, a definição de subsídios e a ampliação dos investimentos em infraestrutura estarão entre os temas de maior impacto para a mobilidade urbana.</p>
<p>Também será necessário conciliar melhorias nas condições de trabalho, redução dos impactos ambientais e sustentabilidade econômica dos serviços.</p>
<p>O histórico recente demonstra que mesmo propostas com amplo reconhecimento de sua importância podem enfrentar anos de tramitação.</p>
<p>O Marco Legal, apresentado em 2021, levou quase cinco anos para ser aprovado e sancionado. Ainda assim, parte importante de seus mecanismos permanece sujeita às decisões do Congresso sobre os vetos.</p>
<p>A próxima legislatura terá, portanto, a responsabilidade de enfrentar questões que já estão presentes no cotidiano de milhões de brasileiros.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado desejado é um transporte coletivo mais frequente, confortável, seguro, integrado e economicamente acessível.</p>
<p>Para os trabalhadores, melhores condições de exercício profissional e segurança.</p>
<p>Para as empresas, regras claras, contratos equilibrados e previsibilidade para investir.</p>
<p>E para os governos, a possibilidade de financiar políticas de mobilidade sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas.</p>
<p>O levantamento da CNT mostra quem são alguns dos parlamentares com trajetória próxima aos transportes. A atuação legislativa de cada um, a partir de fevereiro de 2027, permitirá avaliar sua contribuição concreta para responder a esses desafios.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-542781" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNT-1.jpg?resize=635%2C846&#038;ssl=1" alt="" width="635" height="846" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNT-1.jpg?w=635&amp;ssl=1 635w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNT-1.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNT-1.jpg?resize=113%2C150&amp;ssl=1 113w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNT-1.jpg?resize=400%2C533&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/CNT-1.jpg?resize=150%2C200&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 635px) 100vw, 635px" /> <img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-542782" 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<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Ônibus elétricos devem representar 28% das novas vendas de urbanos no Brasil até 2035, prevê Mercadante; Eletra destaca papel do BNDES para ampliar eletromobilidade</title>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 22:11:22 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Meio ambiente]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Presidente do banco de desenvolvimento projeta crescimento da eletrificação do transporte coletivo e anuncia R$ 879,4 milhões para financiar 400 ônibus com tecnologia nacional da Eletra em São José dos Campos (SP). Fabricante ressalta que acesso ao crédito também significa empregos qualificados, fortalecimento da indústria brasileira e maior atratividade dos ônibus ADAMO BAZANI Os ônibus [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1000" height="750" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?fit=1000%2C750&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/eletra-locacao-2.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /> <div><em>Presidente do banco de desenvolvimento projeta crescimento da eletrificação do transporte coletivo e anuncia R$ 879,4 milhões para financiar 400 ônibus com tecnologia nacional da Eletra em São José dos Campos (SP). Fabricante ressalta que acesso ao crédito também significa empregos qualificados, fortalecimento da indústria brasileira e maior atratividade dos ônibus</em></div>
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<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Os ônibus elétricos deverão representar aproximadamente 28% de todos os novos licenciamentos de ônibus urbanos no Brasil até 2035, segundo projeção apresentada nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. A estimativa acompanha o crescimento da eletromobilidade no transporte coletivo brasileiro e reforça a importância do financiamento de longo prazo para que as cidades consigam substituir veículos movidos a diesel por modelos de emissão zero no escapamento. A fabricante nacional Eletra, líder do segmento de ônibus elétricos no primeiro semestre de 2026, destaca que a atuação do BNDES é fundamental para democratizar o acesso à tecnologia, fortalecer a produção brasileira e tornar o transporte público mais atraente.</p>
<p>A previsão foi apresentada no anúncio da aprovação de R$ 879,4 milhões em financiamento para a aquisição de 400 ônibus elétricos com tecnologia Eletra destinados a São José dos Campos, no interior paulista. Os veículos serão adquiridos pela Green Energy e disponibilizados à Urbanizadora Municipal (Urbam), por meio de um contrato de locação. O investimento total no projeto chega a R$ 1,139 bilhão e permitirá a renovação de 100% da frota municipal até 2027. Para a diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, o financiamento representa uma oportunidade de levar a eletromobilidade a diferentes municípios brasileiros, com benefícios ambientais, industriais, econômicos e sociais.</p>
<h2>Mercadante prevê participação de 28% dos elétricos até 2035</h2>
<p>Ao apresentar o financiamento para São José dos Campos, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a expansão dos ônibus elétricos no país e a perspectiva de crescimento para os próximos anos.</p>
<p>Segundo os dados apresentados pelo banco, o Brasil registrou 86 emplacamentos de ônibus elétricos em 2023, enquanto em 2025 foram 849 veículos.</p>
<p>Em outubro de 2026, a frota nacional de ônibus elétricos a bateria já supera 2,2 mil unidades.</p>
<p>A previsão para 2035 é que aproximadamente 28% dos ônibus urbanos licenciados naquele ano sejam elétricos.</p>
<p>A estimativa se refere à participação nos novos licenciamentos, e não à proporção de veículos elétricos em toda a frota brasileira em circulação, que inclui ônibus adquiridos ao longo de muitos anos.</p>
<p>O percentual também não significa que 28% dos veículos urbanos em circulação já serão elétricos em 2035. A renovação do conjunto da frota depende do ritmo de substituição dos modelos existentes.</p>
<p>“Esse é o primeiro projeto aprovado pelo BNDES para renovação de 100% da frota de uma cidade com ônibus elétricos produzidos no país”, afirmou Mercadante, referindo-se à iniciativa de São José dos Campos.</p>
<p>Para o presidente do banco, a substituição dos veículos convencionais por modelos elétricos representa ganhos ambientais e de qualidade de vida, especialmente pela redução do ruído e das emissões de poluentes durante a operação.</p>
<p>A projeção de crescimento também indica um desafio para a indústria brasileira: ampliar a capacidade de fabricação e assegurar que o aumento da demanda seja acompanhado por investimentos em engenharia, baterias, motores, componentes e infraestrutura de recarga.</p>
<h2>Eletra destaca papel do BNDES para democratizar a eletromobilidade</h2>
<p>Para a Eletra, fabricante brasileira sediada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, a participação de instituições públicas de financiamento é estratégica para que a eletrificação não fique restrita aos municípios com maior disponibilidade imediata de recursos.</p>
<p>A empresa considera que o acesso ao crédito de longo prazo pode transformar projetos de renovação de frota em investimentos viáveis, permitindo que cidades com diferentes características econômicas e operacionais adotem ônibus elétricos.</p>
<p>“O papel do BNDES é fundamental para a democratização do acesso à eletromobilidade nas mais diversas cidades brasileiras. Muito mais que ônibus elétricos, trata-se de um conjunto de esforços para cidades mais sustentáveis, para a geração de emprego qualificado no Brasil e para a retomada da atratividade do transporte coletivo”, afirma a diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano.</p>
<p>A avaliação da fabricante considera que o investimento em eletromobilidade produz efeitos que ultrapassam a substituição da fonte de energia dos veículos.</p>
<p>A produção nacional movimenta fornecedores de motores, baterias, sistemas eletrônicos, cabos, estruturas, componentes de potência, equipamentos de recarga e serviços de engenharia.</p>
<p>Também exige trabalhadores qualificados em diferentes etapas, desde o desenvolvimento dos veículos até a fabricação, assistência técnica e manutenção.</p>
<p>O fortalecimento dessa cadeia produtiva é considerado um dos elementos importantes para que o crescimento do mercado brasileiro de ônibus elétricos seja acompanhado pela geração de empregos e pelo desenvolvimento tecnológico no próprio país.</p>
<h2>Eletra liderou emplacamentos no primeiro semestre e prepara expansão industrial</h2>
<p>De acordo com levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a Eletra liderou os emplacamentos nacionais de ônibus elétricos no primeiro semestre de 2026.</p>
<p>A fabricante registrou 224 unidades, correspondentes a aproximadamente 38% do total de ônibus elétricos emplacados no período.</p>
<p>Para acompanhar o crescimento das encomendas, a empresa anunciou investimentos superiores a R$ 270 milhões em desenvolvimento tecnológico e ampliação industrial.</p>
<p>O planejamento contempla investimentos de mais de R$ 70 milhões no desenvolvimento de uma nova geração de chassis elétricos e recursos superiores a R$ 200 milhões para uma futura unidade industrial.</p>
<p>A expectativa é ampliar a capacidade de produção da fábrica atual para aproximadamente 1.700 ônibus por ano em 2027.</p>
<p>Com uma segunda unidade, a capacidade combinada projetada é de aproximadamente 3 mil veículos anuais.</p>
<p>A expansão industrial também poderá resultar na criação de cerca de mil novos empregos, segundo a empresa.</p>
<p>A Eletra trabalha com programação superior a mil entregas para 2027 e participa de projetos de eletrificação em diferentes municípios brasileiros, incluindo São Paulo, São José dos Campos, Belo Horizonte e Montes Claros.</p>
<h2>São José dos Campos terá 400 ônibus elétricos com tecnologia Eletra</h2>
<p>O financiamento anunciado pelo BNDES nesta sexta-feira contempla a aquisição de 400 ônibus elétricos para São José dos Campos, município com mais de 720 mil habitantes.</p>
<p>O projeto representa a primeira operação aprovada pelo banco para a substituição integral da frota municipal de transporte coletivo por ônibus elétricos produzidos no Brasil.</p>
<p>A Eletra será responsável pela tecnologia dos veículos, incluindo os sistemas de tração elétrica, gerenciamento eletrônico e distribuição de energia.</p>
<p>Nos primeiros ônibus entregues ao município, a tecnologia da fabricante está integrada a carrocerias Caio, chassis Mercedes-Benz e sistemas de baterias e motores WEG.</p>
<p>Os veículos possuem recursos como piso baixo, rampas de acessibilidade, ar-condicionado e entradas USB para os passageiros.</p>
<p>Além da ausência de emissões de poluentes pelo escapamento, a operação elétrica proporciona menor nível de ruído e vibração, contribuindo para o conforto dos passageiros e para as condições de trabalho dos motoristas.</p>
<p>Segundo a Prefeitura de São José dos Campos, 20 ônibus do contrato já estão em operação.</p>
<p>A previsão é que a entrega dos 400 veículos seja concluída até junho de 2027.</p>
<p>O financiamento de R$ 879,4 milhões utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio do Programa BNDES Pró-Transporte, no âmbito do Refrota e do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).</p>
<h2>Locação permite separar fornecimento dos veículos e operação das linhas</h2>
<p>Uma das características do projeto de São José dos Campos é o modelo de contratação da frota.</p>
<p>Em vez de a Prefeitura adquirir diretamente todos os ônibus ou exigir que as concessionárias responsáveis pelas linhas realizem essa compra, o município estruturou um contrato específico de locação.</p>
<p>A Green Energy venceu a licitação e ficou responsável por adquirir os veículos e disponibilizá-los ao sistema municipal.</p>
<p>O contrato com a Urbam foi assinado em março de 2025, com prazo de 15 anos e valor aproximado de R$ 2,718 bilhões ao longo de sua vigência.</p>
<p>A empresa também responde pela manutenção preventiva dos ônibus, conforme as obrigações contratuais.</p>
<p>As operadoras permanecem responsáveis pela circulação nas linhas e pelo atendimento aos passageiros.</p>
<p>Dessa forma, a disponibilização dos veículos e a prestação do serviço de transporte passam a ser atividades contratadas separadamente.</p>
<p>O modelo pode representar uma alternativa para municípios que pretendem eletrificar suas frotas sem concentrar toda a aquisição dos veículos em um desembolso imediato.</p>
<p>Entretanto, a locação também exige planejamento financeiro de longo prazo.</p>
<p>Os pagamentos permanecem ao longo da vigência contratual, sendo necessário avaliar os custos totais, os mecanismos de reajuste, as responsabilidades pela manutenção, a substituição de baterias e as garantias de disponibilidade dos ônibus.</p>
<p>Para a administração pública, a escolha entre compra direta, aquisição pelas concessionárias e locação depende das características de cada sistema e da comparação dos custos e riscos envolvidos.</p>
<p>O financiamento do BNDES à Green Energy é o instrumento que viabiliza a compra dos veículos que serão posteriormente disponibilizados à Urbam.</p>
<h2>Infraestrutura de recarga também receberá investimentos</h2>
<p>A eletrificação integral de São José dos Campos depende não apenas da entrega dos veículos, mas da implantação de infraestrutura capaz de garantir a recarga e a disponibilidade operacional da frota.</p>
<p>A estrutura física será de responsabilidade do município.</p>
<p>O planejamento prevê 156 carregadores distribuídos em nove pátios de recarga.</p>
<p>O Pátio Linha Verde já conta com seis carregadores instalados e em funcionamento.</p>
<p>O Pátio Sul dispõe de infraestrutura elétrica composta por 34 carregadores.</p>
<p>Outro empreendimento, o Pátio Paraíso do Sol, está em implantação, com previsão de conclusão até o final de 2026.</p>
<p>Os demais pátios serão implantados gradualmente, com conclusão geral prevista para 2028.</p>
<p>Segundo o BNDES, a substituição da frota convencional pelos veículos elétricos poderá reduzir as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 31 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.</p>
<p>A estimativa considera os benefícios ambientais associados ao projeto, que também incluem a eliminação das emissões de poluentes pelo escapamento durante a circulação dos ônibus.</p>
<h2>Eletrificação depende de financiamento, produção nacional e planejamento das cidades</h2>
<p>A projeção apresentada por Aloizio Mercadante para 2035 mostra que a eletrificação tende a ocupar uma parcela crescente do mercado brasileiro de ônibus urbanos.</p>
<p>Entretanto, a velocidade dessa transformação dependerá da capacidade de municípios, empresas operadoras, fabricantes e instituições financeiras de estruturar projetos economicamente sustentáveis.</p>
<p>O investimento inicial em ônibus elétricos costuma ser superior ao necessário para a aquisição de veículos convencionais a diesel.</p>
<p>Em contrapartida, dependendo das condições de operação, tarifas de energia, manutenção e disponibilidade da frota, os veículos elétricos podem apresentar custos operacionais inferiores ao longo de sua vida útil.</p>
<p>A avaliação, portanto, não deve considerar apenas o preço de compra, mas o custo total de propriedade e operação.</p>
<p>Também é necessário assegurar infraestrutura elétrica, recarga, manutenção especializada, peças de reposição e capacidade técnica para administrar a nova tecnologia.</p>
<p>Para a Eletra, a existência de instrumentos de financiamento de longo prazo, como os oferecidos pelo BNDES, contribui para aproximar as necessidades dos municípios da capacidade tecnológica e produtiva da indústria brasileira.</p>
<p>A empresa considera que o fortalecimento da cadeia nacional permite que os investimentos em transporte público também produzam benefícios para a economia, a engenharia e a geração de empregos no Brasil.</p>
<p>A experiência de São José dos Campos reúne essas diferentes dimensões: financiamento, tecnologia nacional, renovação integral da frota e um modelo de locação que separa a disponibilização dos veículos da operação das linhas.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado esperado é um transporte coletivo mais silencioso, confortável e com menor impacto ambiental.</p>
<p>Para o setor, o desafio dos próximos anos será transformar a projeção de participação de 28% dos novos licenciamentos de ônibus urbanos em 2035 em uma expansão efetiva e sustentável da eletromobilidade brasileira.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Circular da Saúde de Santo André completa um ano com mais de 1 milhão de passageiros e se torna exemplo nacional de mobilidade; Diário do Transporte participou da luta dos moradores pela linha</title>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 21:42:13 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Com 91% de aprovação em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, serviço mostra como reivindicações populares, dados da bilhetagem eletrônica e informações de aplicativos podem transformar o planejamento do transporte coletivo. B45 conecta periferia, hospitais, empregos e serviços; história de trabalhadora que organizou abaixo-assinado mostra importância da participação popular. Ainda há possibilidades de ampliar o [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="476" height="424" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sudure.jpg?fit=476%2C424&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sudure.jpg?w=476&amp;ssl=1 476w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sudure.jpg?resize=300%2C267&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sudure.jpg?resize=150%2C134&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sudure.jpg?resize=400%2C356&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 476px) 100vw, 476px" /> <div><em>Com 91% de aprovação em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, serviço mostra como reivindicações populares, dados da bilhetagem eletrônica e informações de aplicativos podem transformar o planejamento do transporte coletivo. B45 conecta periferia, hospitais, empregos e serviços; história de trabalhadora que organizou abaixo-assinado mostra importância da participação popular. Ainda há possibilidades de ampliar o atendimento</em></div>
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<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Uma linha de ônibus planejada a partir das necessidades reais dos passageiros, que conecta bairros periféricos a hospitais, empregos, escolas, comércio e serviços, tornou-se um exemplo de como o transporte coletivo pode incorporar conceitos do transporte sob demanda sem deixar de ser um serviço regular, com itinerários e horários definidos. É o Circular da Saúde de Santo André, no ABC Paulista, que completou um ano de funcionamento em 25 de outubro de 2026 e ultrapassou a marca de 1 milhão de passageiros transportados, segundo balanço divulgado pela Prefeitura nesta sexta-feira (30). O serviço reúne as linhas B45 e B31 e alcançou 91% de aprovação em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas em dezembro de 2025.</p>
<p>O resultado tem uma história que começou muito antes de os primeiros ônibus circularem. Entre os protagonistas estão moradores que reivindicavam ligações diretas entre regiões populosas de Santo André e importantes destinos da cidade, como a trabalhadora Maria José da Silva Francisco, que chegou a organizar um abaixo-assinado. O Diário do Transporte acompanhou e deu espaço a essas reivindicações ao longo dos anos, contribuindo, dentro de seu papel jornalístico, para que as demandas dos passageiros chegassem ao debate público. A experiência ganhou relevância nacional não apenas pela quantidade de pessoas transportadas, mas por demonstrar que ouvir a população e utilizar dados de deslocamento pode produzir soluções concretas de mobilidade urbana.</p>
<h2>Um milhão de passageiros e uma aprovação de 91%</h2>
<p>De acordo com a Prefeitura de Santo André, o Circular da Saúde transportou mais de 1 milhão de passageiros em seu primeiro ano, com média mensal de 88.066 embarques e aproximadamente 2,8 mil por dia.</p>
<p>O serviço começou a operar em 25 de outubro de 2025, com a criação da B45 e a incorporação da B31 à proposta de conexão dos equipamentos de saúde.</p>
<p>A B45 faz a ligação da região do Jardim Represa, Jardim Riviera e Vila Luzita até o Bairro Paraíso, nas imediações do Hospital Estadual Mário Covas. Já a B31 conecta o Jardim Santo André ao Atrium Shopping, onde funciona o Poupatempo da Saúde.</p>
<p>O balanço representa um marco na evolução do atendimento.</p>
<p>Em março de 2026, o Diário do Transporte noticiou que o serviço havia alcançado aproximadamente 200 mil passageiros em seus quatro primeiros meses de funcionamento. Agora, o resultado acumulado supera 1 milhão.</p>
<p>Outro indicador importante é a avaliação dos usuários e moradores.</p>
<p>Entre 14 e 17 de dezembro de 2025, o Instituto Paraná Pesquisas ouviu 700 pessoas com idade a partir de 16 anos, em levantamento encomendado pelo Diário do Grande ABC.</p>
<p>Os resultados foram:</p>
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<p>91% de aprovação;</p>
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<p>4,3% de desaprovação;</p>
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<p>4,7% de entrevistados que não souberam ou preferiram não responder;</p>
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<p>margem de erro de aproximadamente 3,8 pontos percentuais;</p>
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<p>nível de confiança de 95%.</p>
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<p>A aprovação chegou a 92,9% entre pessoas de 45 a 59 anos.</p>
<p>Na comparação com levantamentos de satisfação de serviços de mobilidade já divulgados no Brasil, o Circular da Saúde apresentou um dos índices mais elevados, sendo destacado pelo Diário do Transporte como a experiência mais bem avaliada entre as pesquisas analisadas. As diferenças metodológicas entre os levantamentos precisam ser consideradas.</p>
<p>Mais que um número favorável, a pesquisa é um indicativo da importância de oferecer conexões que correspondam aos deslocamentos efetivamente realizados pela população.</p>
<h2>O que Santo André pode ensinar ao Brasil: o conceito de transporte sob demanda aplicado a uma linha regular</h2>
<p>Uma das principais características do Circular da Saúde é a forma como seu itinerário foi concebido.</p>
<p>Tradicionalmente, linhas de ônibus são estruturadas a partir de eixos viários, bairros, terminais e centros comerciais. Esses elementos continuam relevantes, mas nem sempre conseguem representar adequadamente as necessidades específicas de quem utiliza o transporte coletivo.</p>
<p>No Circular da Saúde, a SATrans, responsável pela gestão do sistema municipal, considerou informações sobre origem e destino dos passageiros, movimentação da bilhetagem eletrônica, reivindicações dos moradores e dados associados às solicitações feitas em aplicativos de transporte.</p>
<p>O princípio é identificar onde as pessoas estão, para onde precisam ir e quais deslocamentos poderiam ser atendidos de maneira mais eficiente por uma linha regular.</p>
<p>É justamente nesse aspecto que a experiência se aproxima do conceito de transporte sob demanda.</p>
<p>Entretanto, existe uma diferença técnica importante.</p>
<p>O Circular da Saúde não funciona como um automóvel de aplicativo, nem como um sistema de transporte que altera continuamente seu percurso em resposta a solicitações individuais.</p>
<p>A B45 possui trajeto, pontos de parada e horários previamente estabelecidos.</p>
<p>A inovação está na utilização das informações geradas pela demanda para orientar o desenho do serviço.</p>
<p>Em outras palavras, em vez de exigir que o passageiro faça várias conexões para se adaptar a uma rede que não atende diretamente suas necessidades, o planejamento busca aproximar a oferta de ônibus dos deslocamentos desejados pela população.</p>
<p>Essa abordagem pode ser reproduzida por outras cidades, respeitando suas características urbanas, a demanda existente, os custos operacionais e a necessidade de integração com outras linhas.</p>
<p>Além de melhorar a acessibilidade, uma ligação mais direta pode reduzir o tempo total de viagem e a dependência de transferências, especialmente para idosos, pessoas com mobilidade reduzida, pacientes em tratamento e trabalhadores que precisam cumprir horários.</p>
<p>Também pode contribuir para atrair passageiros que, diante da dificuldade de utilizar ônibus, passaram a recorrer a automóveis, motocicletas ou serviços individuais por aplicativo.</p>
<p>Isso não significa que toda reivindicação deva resultar automaticamente na criação de uma nova linha. O diferencial está em combinar a experiência cotidiana dos moradores com informações técnicas capazes de demonstrar a viabilidade e a utilidade do atendimento.</p>
<h2>A história de Maria José: a trabalhadora que ajudou a transformar uma necessidade individual em reivindicação coletiva</h2>
<p>Por trás dos números do Circular da Saúde está a rotina de pessoas que precisam atravessar Santo André para trabalhar, estudar ou procurar atendimento médico.</p>
<p>Uma delas é Maria José da Silva Francisco, moradora da região da Vila Luzita e responsável por serviços de limpeza na academia Ethos, localizada no Bairro Paraíso.</p>
<p>Durante anos, o deslocamento entre sua residência e o trabalho exigia um percurso demorado, com necessidade de conexões entre ônibus.</p>
<p>Embora o Bairro Paraíso e a Vila Assunção concentrem hospitais, clínicas, empresas, estabelecimentos comerciais e oportunidades de emprego, a ligação direta com determinadas áreas da periferia não correspondia às necessidades de muitos passageiros.</p>
<p>Maria passou a reivindicar uma solução e chegou a organizar um abaixo-assinado para demonstrar que a dificuldade não era exclusivamente dela.</p>
<p>Outras pessoas compartilhavam a mesma necessidade de acesso a esses destinos.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanhou a mobilização e abriu espaço para que a reivindicação dos moradores chegasse ao conhecimento dos responsáveis pelo transporte municipal.</p>
<p>A entrada em operação da B45 mudou o deslocamento cotidiano de Maria.</p>
<p>Com a nova ligação, ela passou a conseguir chegar ao trabalho utilizando apenas um ônibus.</p>
<p>A experiência ajuda a explicar por que a relevância do Circular da Saúde vai além do atendimento hospitalar.</p>
<p>Para uma trabalhadora, deixar de depender de uma conexão pode significar menos tempo de espera, redução da incerteza sobre o horário de chegada e maior facilidade para conciliar o trabalho com as responsabilidades pessoais e familiares.</p>
<p>A história também demonstra a importância da participação popular na formulação das políticas de mobilidade.</p>
<p>Ao relatar as dificuldades dos passageiros, a imprensa cumpre sua função de dar visibilidade a problemas que nem sempre aparecem com a mesma clareza nos relatórios administrativos.</p>
<p>Ao reunir essas reivindicações com dados técnicos, o poder público tem condições de transformar necessidades identificadas em soluções operacionais.</p>
<p>O Diário do Transporte considera significativo ter contribuído com essa trajetória, ao lado dos moradores que reivindicaram a ligação e dos profissionais responsáveis por planejar e colocar o serviço em funcionamento.</p>
<p>O resultado pertence principalmente à população que utiliza o transporte todos os dias.</p>
<h2>Da periferia às oportunidades: uma linha de saúde que também é de trabalho, educação e lazer</h2>
<p>A B45 apresenta uma característica urbana especialmente importante para outras cidades brasileiras.</p>
<p>Ela conecta regiões com diferentes perfis socioeconômicos e distintas concentrações de empregos e equipamentos urbanos.</p>
<p>De um lado estão bairros populosos da região de Vila Luzita, Jardim Represa e Jardim Riviera.</p>
<p>Do outro estão o Bairro Paraíso e áreas próximas à Vila Assunção, onde se encontram importantes hospitais, centros médicos, empresas, estabelecimentos comerciais e serviços.</p>
<p>Ao longo do percurso, a linha também alcança a região central de Santo André e outros polos de atividades.</p>
<p>Entre os destinos atendidos diretamente ou localizados nas proximidades estão o Shopping ABC, o Parque Central, o Parque do Conhecimento Sabina, universidades, escolas, academias, supermercados, consultórios e estabelecimentos comerciais.</p>
<p>A existência desses destinos no mesmo corredor de deslocamento amplia a utilidade da linha ao longo do dia.</p>
<p>Um ônibus que atende exclusivamente a um equipamento pode apresentar concentração de demanda em horários específicos. Quando seu itinerário combina hospitais, empregos, comércio, educação e lazer, surgem diferentes motivos para viajar, tanto no sentido bairro–centro quanto no sentido contrário.</p>
<p>Essa diversidade de deslocamentos é importante para o aproveitamento da frota e para a sustentabilidade operacional.</p>
<p>Também revela uma dimensão social do transporte coletivo: não basta que uma cidade concentre hospitais, empregos e serviços. É necessário que os moradores consigam chegar a essas oportunidades com segurança, regularidade e custo acessível.</p>
<h2>De duas horas para 40 minutos: o impacto na rotina de Maria</h2>
<p>Em reportagem especial publicada pelo Diário do Transporte em 31 de março de 2026, Maria José da Silva Francisco relatou que sua viagem, anteriormente realizada com duas ou três conduções, podia levar duas horas em cada sentido.</p>
<p>Com a B45, o tempo caiu para aproximadamente 40 minutos, segundo a própria trabalhadora.</p>
<p>A economia chegou, portanto, a cerca de uma hora e vinte minutos por sentido, ou duas horas e quarenta minutos por dia considerando ida e volta.</p>
<p>Na entrevista, Maria contou que o benefício ultrapassou a questão do transporte: passou a dormir e descansar mais e percebeu melhorias até mesmo no humor.</p>
<p>A reivindicação havia ganhado um capítulo importante em 25 de fevereiro de 2025, quando o abaixo-assinado encabeçado pela passageira chegou à Câmara Municipal, acompanhado de uma indicação do vereador Ricardo Alvarez.</p>
<p>A ligação era reivindicada havia mais de duas décadas por moradores que precisavam chegar à região do Hospital Mário Covas e do Bairro Paraíso.</p>
<p>O caso de Maria ilustra um indicador que nem sempre aparece nas estatísticas de passageiros transportados: o tempo que o cidadão recupera para sua própria vida.</p>
<h2>Hospitais, maternidades e unidades de atendimento: quais são os estabelecimentos alcançados pela B45</h2>
<p>O itinerário da B45 atende diretamente ou por meio de pontos próximos uma ampla rede de estabelecimentos de saúde, públicos, filantrópicos e privados.</p>
<p>Entre eles estão:</p>
<p>1. Hospital Estadual Mário Covas — importante referência pública para atendimento especializado, localizado no Bairro Paraíso.</p>
<p>2. Centro Hospitalar Municipal de Santo André Dr. Newton da Costa Brandão — unidade pública municipal que atende diferentes especialidades e serviços hospitalares.</p>
<p>3. UPA Perimetral — unidade de pronto atendimento que integra a rede pública de urgência e emergência.</p>
<p>4. Hospital e Maternidade Brasil — estabelecimento hospitalar privado localizado na região da Vila Assunção.</p>
<p>5. Hospital e Maternidade Christóvão da Gama — unidade hospitalar privada da região central de Santo André.</p>
<p>6. Hospital e Maternidade São José do ABC — unidade localizada na região atendida pelo corredor de transporte.</p>
<p>7. Hospital Beneficência Portuguesa — estabelecimento tradicional da rede hospitalar de Santo André.</p>
<p>8. Hospital Santa Helena — unidade da rede privada localizada na região do Ipiranguinha.</p>
<p>9. Hospital Santo André — estabelecimento incluído na relação de unidades alcançadas pelo Circular da Saúde.</p>
<p>10. Casa da Esperança — instituição que oferece serviços de assistência e reabilitação.</p>
<p>11. Região dos hospitais Siloé e Coração de Jesus — área hospitalar da região da Perimetral contemplada pelo corredor de deslocamento.</p>
<p>12. Região do futuro Hospital da Vila Luzita — área prevista para receber novo equipamento público de saúde.</p>
<p>A linha também facilita deslocamentos de profissionais que trabalham nos hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos desses bairros.</p>
<p>Isso significa que a utilidade do serviço não está restrita aos pacientes.</p>
<p>Médicos, enfermeiros, técnicos, equipes administrativas, trabalhadores de limpeza, manutenção, segurança e alimentação também são beneficiados pelas conexões.</p>
<p>Outra característica importante é a oferta de acesso a serviços tanto do SUS quanto da rede privada. O ônibus não faz distinção entre o motivo da viagem, permitindo que os passageiros utilizem a mesma ligação para diferentes necessidades.</p>
<p>Já a B31 integra o Circular da Saúde ao fazer a conexão do Jardim Santo André com o Atrium Shopping, onde funciona o Poupatempo da Saúde.</p>
<p>O equipamento concentra serviços que também geram demanda por transporte público, especialmente para usuários que precisam comparecer a consultas, exames e outros atendimentos.</p>
<h2>Experiência chamou atenção de Curitiba e pode inspirar outros municípios</h2>
<p>A experiência de Santo André também despertou interesse fora do ABC Paulista.</p>
<p>Em 11 de março de 2026, o município recebeu Renan Carreira, gestor de comunicação da CWBUS, braço de inovação do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp), para conhecer o funcionamento do Circular da Saúde e trocar experiências sobre planejamento de mobilidade.</p>
<p>A visita é especialmente representativa porque Curitiba, no Paraná, possui uma trajetória nacional e internacionalmente reconhecida no desenvolvimento de sistemas estruturados de transporte coletivo.</p>
<p>O interesse demonstra que a discussão sobre mobilidade não se limita a grandes obras, corredores exclusivos, terminais ou aquisição de veículos.</p>
<p>A definição dos percursos também pode determinar se um sistema de ônibus será útil, eficiente e atraente para a população.</p>
<p>Para municípios de diferentes portes, a experiência aponta algumas possibilidades: utilizar informações de bilhetagem eletrônica para identificar padrões de deslocamento, integrar dados de outras modalidades, ouvir os passageiros e adequar itinerários aos principais polos de saúde, educação, trabalho e serviços.</p>
<p>O potencial de reprodução, entretanto, depende de estudos de demanda, dimensionamento da frota, frequência adequada e avaliação dos custos.</p>
<p>Um itinerário que tenta atender muitos destinos, por exemplo, também pode produzir viagens excessivamente demoradas. Por isso, o desafio é conciliar abrangência e rapidez.</p>
<p>O diretor de Transportes Públicos da SATrans, Ageu Padoveze, já havia destacado, em manifestações anteriores sobre o Circular da Saúde, a importância do planejamento voltado às necessidades efetivas dos usuários.</p>
<p>A Viação Guaianazes, líder do Consórcio União Santo André, é responsável pela operação das duas linhas do serviço.</p>
<h2>Serviço pode melhorar ainda mais com prolongamento até antigo ponto final da B11 e I07 e atendimento à estação no sentido Vila Luzita</h2>
<p>Apesar do elevado índice de aprovação, o Circular da Saúde ainda possui possibilidades de aperfeiçoamento, especialmente na B45.</p>
<p>Uma delas é o prolongamento do atendimento na região do Bairro Paraíso até o antigo ponto final das linhas B11 e I07, nas proximidades do Semasa.</p>
<p>A mudança poderia ampliar a área de captação de passageiros, aproximando a B45 de outros estabelecimentos comerciais, residências, serviços e da Policlínica Paraíso.</p>
<p>Outro benefício seria aumentar a abrangência na região da Rua Jabaquara, contemplando deslocamentos de trabalhadores e frequentadores de estabelecimentos comerciais, escritórios e serviços públicos, incluindo a área da Justiça Federal.</p>
<p>A segunda possibilidade é melhorar a ligação com a região da Estação Prefeito Celso Daniel–Santo André no sentido Vila Luzita.</p>
<p>Atualmente, quando segue da periferia para o Hospital Mário Covas, a B45 passa pela região central, utilizando vias como a Rua General Glicério, Rua Bernardino de Campos e Avenida Portugal.</p>
<p>No retorno para Vila Luzita, entretanto, o itinerário deixa a região da Vila Assunção e segue pela Perimetral, sem reproduzir o atendimento à área central e à estação.</p>
<p>Essa diferença pode limitar a utilização da linha por passageiros que embarcam na região ferroviária e precisam seguir para bairros atendidos pela B45.</p>
<p>Uma extensão nesse sentido poderia ampliar as possibilidades de integração com a CPTM e outras linhas municipais, além de criar novas oportunidades de embarque.</p>
<p>Há, naturalmente, uma questão operacional a ser considerada: percursos mais longos podem exigir ajustes na programação, aumentar o tempo de ciclo e demandar mais veículos para manter os intervalos.</p>
<p>O desafio é avaliar se a demanda adicional compensaria esses impactos.</p>
<p>A sugestão de prolongamento não representa uma desqualificação do Circular da Saúde. Ao contrário, parte do princípio que orientou sua própria criação: continuar ouvindo os usuários e ajustar a oferta às necessidades identificadas.</p>
<p>A aprovação de 91% mostra uma avaliação amplamente favorável, mas o aperfeiçoamento permanente é uma das condições para que o serviço continue relevante.</p>
<h2>Prefeito destaca facilidade para pacientes e famílias</h2>
<p>Ao divulgar o balanço de um ano, o prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, afirmou que o serviço alcançou resultados expressivos e passou a facilitar o cotidiano dos moradores que dependem do transporte público para acessar a rede de saúde.</p>
<p>“Em um ano, o Circular da Saúde mostrou resultados expressivos. São milhares de pessoas que utilizam o transporte público para cuidar da própria saúde e da saúde de suas famílias. Nosso objetivo é facilitar esse caminho, aproximando os moradores dos hospitais e dos serviços de atendimento, com mais comodidade e facilidade no deslocamento pela cidade”, afirmou o prefeito.</p>
<p>O Circular da Saúde integra o Promobi, programa municipal de mobilidade que prevê investimentos de R$ 240 milhões até 2028.</p>
<p>Desse montante, R$ 200 milhões são destinados à aquisição de novos ônibus e à renovação da frota.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, 51 ônibus zero-quilômetro já foram entregues no âmbito das ações do programa.</p>
<p>A modernização dos veículos é importante, mas o resultado do Circular da Saúde também evidencia que a qualidade do transporte depende de outros fatores, como o desenho das linhas, a localização dos pontos, a integração, a regularidade e a frequência das viagens.</p>
<h2>Uma lição de mobilidade: o passageiro precisa ser ouvido antes de a linha ser desenhada</h2>
<p>O primeiro aniversário do Circular da Saúde traz uma discussão que vai além de Santo André.</p>
<p>Em todo o Brasil, gestores públicos enfrentam o desafio de recuperar passageiros, tornar as viagens mais eficientes, ampliar a acessibilidade e manter o equilíbrio financeiro dos sistemas de transporte coletivo.</p>
<p>A experiência andreense sugere um caminho: utilizar a tecnologia não apenas para controlar a operação, mas também para compreender os deslocamentos que a população precisa realizar.</p>
<p>A bilhetagem eletrônica deixa de ser exclusivamente um instrumento de cobrança de tarifas e passa a fornecer informações relevantes para o planejamento.</p>
<p>Os dados de aplicativos também ajudam a identificar origens e destinos que podem estar sendo insuficientemente atendidos pelo transporte coletivo.</p>
<p>Mas nenhum desses recursos substitui a experiência das pessoas que utilizam ônibus todos os dias.</p>
<p>Foi a combinação de informações técnicas e reivindicações populares que ajudou a tornar possível uma ligação esperada havia anos.</p>
<p>A história de Maria José da Silva Francisco, que saiu de uma rotina de viagens demoradas e múltiplas conexões para um deslocamento direto de aproximadamente 40 minutos, sintetiza o significado desse processo.</p>
<p>Para o Diário do Transporte, que acompanhou a reivindicação desde antes da implantação e deu voz aos moradores, é motivo de satisfação ter contribuído para tornar essa necessidade conhecida.</p>
<p>Não se trata de reivindicar para a imprensa o mérito pela implantação de uma política pública, mas de reconhecer que o jornalismo também cumpre sua função quando acompanha problemas concretos e ajuda a aproximar cidadãos e responsáveis pelas soluções.</p>
<p>O Circular da Saúde nasceu da necessidade dos passageiros, foi estruturado por profissionais do setor e colocado em operação por meio da atuação do poder público e da empresa operadora.</p>
<p>Um ano e mais de 1 milhão de embarques depois, a experiência reforça que uma boa política de mobilidade não começa necessariamente com um grande investimento ou uma tecnologia inédita.</p>
<p>Muitas vezes, começa com uma pergunta simples: para onde as pessoas realmente precisam ir?</p>
<h2>SERVIÇO — VEJA OS ITINERÁRIOS COMPLETOS DA B45 CIRCULAR DA SAÚDE</h2>
<p>A linha B45 opera entre a região da Represa, na Estrada do Pedroso, e o Hospital Estadual Mário Covas, no Bairro Paraíso.</p>
<p>Os itinerários abaixo seguem a relação oficial da SATrans, atualizada em 5 de maio de 2026, com a nomenclatura das vias padronizada.</p>
<h3>Sentido Represa → Hospital Mário Covas</h3>
<p>Estrada do Pedroso → Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo → Rua do Amaro → Avenida Dom Pedro I → Largo Três de Maio → Avenida Dom Pedro I → Avenida Santos Dumont → Rua Artur de Queirós → Rua General Glicério → Rua Bernardino de Campos → Avenida Portugal → Avenida José Caballero → Retorno → Avenida José Caballero → Rua Prefeito Justino Paixão → Viaduto Ângelo Gaiarsa → Rua Prefeito Justino Paixão → Rua Coronel Alfredo Fláquer → Rua Coronel Abílio Soares → Avenida João Ramalho → Rua Guilherme Marconi → Avenida Doutor Alberto Benedetti → Rua Coronel Fernando Prestes → Rua Caminho do Pilar → Avenida Ramiro Colleoni → Avenida Pereira Barreto → Retorno → Avenida Pereira Barreto → Praça Yves Ota → Rua Doutor Henrique Calderazzo → Rua Juazeiro → Rua Jabaquara → Rua Igarapé → Rua Macaúba → Rua Juazeiro → Avenida Doutor Henrique Calderazzo → Rua Professor Valdemar Mattei → Retorno → Rua Professor Valdemar Mattei.</p>
<h3>Sentido Hospital Mário Covas → Represa/Vila Luzita</h3>
<p>Rua Professor Valdemar Mattei → Praça Yves Ota → Rua Doutor Henrique Calderazzo → Rua Juazeiro → Rua Macaúba → Rua Igarapé → Rua Jabaquara → Rua Juazeiro → Rua Doutor Henrique Calderazzo → Rua Professor Valdemar Mattei → Avenida Pereira Barreto → Rua Coronel Fernando Prestes → Avenida Doutor Alberto Benedetti → Rua Coronel Ortiz → Avenida João Ramalho → Rua Coronel Francisco Amaro → Rua Coronel Alfredo Fláquer → Avenida Santos Dumont → Avenida Dom Pedro I → Largo Três de Maio → Avenida Dom Pedro I → Rua Eduardo Ramos → Estrada do Pedroso.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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