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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Rio Grande do Sul muda regra de ICMS para chassis de ônibus elétricos, baterias e carrocerias em operações entre sete Estados</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/rio-grande-do-sul-muda-regra-de-icms-para-chassis-de-onibus-eletricos-baterias-e-carrocerias-em-operacoes-entre-sete-estados/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 21:45:43 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Suspensão do imposto alcança remessas para industrialização de ônibus, micro-ônibus e packs de baterias; norma também permite veículo pronto seguir diretamente da encarroçadora ao comprador ADAMO BAZANI O Rio Grande do Sul alterou nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, as regras fiscais para a industrialização de chassis de ônibus, micro-ônibus e caminhões e passou [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="767" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMG-20260806-WA0024.jpg?fit=1024%2C767&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMG-20260806-WA0024.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMG-20260806-WA0024.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMG-20260806-WA0024.jpg?resize=1024%2C767&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMG-20260806-WA0024.jpg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMG-20260806-WA0024.jpg?resize=768%2C575&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMG-20260806-WA0024.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Suspensão do imposto alcança remessas para industrialização de ônibus, micro-ônibus e packs de baterias; norma também permite veículo pronto seguir diretamente da encarroçadora ao comprador</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Rio Grande do Sul alterou nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, as regras fiscais para a industrialização de chassis de ônibus, micro-ônibus e caminhões e passou a detalhar expressamente as operações envolvendo veículos elétricos, packs de baterias e demais componentes de eletrificação. A norma prevê suspensão do ICMS durante determinadas remessas para industrialização entre empresas localizadas em sete Estados: Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.</p>
<p>A medida interessa diretamente à cadeia de fabricação de ônibus porque permite que chassis, inclusive elétricos, e baterias sejam enviados aos fabricantes de carrocerias ou equipamentos rodoviários antes da venda definitiva do veículo, sem cobrança do imposto nessa etapa intermediária. A regra também admite que, depois de encarroçado, o ônibus seja entregue diretamente pela indústria ao comprador, sem precisar retornar fisicamente à fábrica do chassi ou passar por uma concessionária. Os efeitos foram fixados retroativamente a 1º de setembro de 2026.</p>
<p>A alteração consta da Instrução Normativa RE nº 071/2026, da Receita Estadual gaúcha, e incorpora procedimentos previstos em protocolos de ICMS firmados entre os Estados.</p>
<p><strong>NÃO É ISENÇÃO DE ICMS</strong></p>
<p>Um ponto importante é a diferença entre suspensão e isenção.</p>
<p>A norma não elimina definitivamente o ICMS incidente sobre a venda do veículo.</p>
<p>O que ocorre é a suspensão do recolhimento durante uma etapa específica da cadeia industrial.</p>
<p>Por exemplo: o fabricante do chassi pode remeter o produto ao encarroçador para que seja instalada a carroceria sem que o imposto seja recolhido naquele deslocamento físico intermediário.</p>
<p>A tributação aplicável será observada posteriormente, quando ocorrer a comercialização.</p>
<p>O mecanismo evita que o processo industrial seja tratado fiscalmente como sucessivas operações de compra e venda quando o chassi ainda está sendo transformado no ônibus completo.</p>
<p><strong>REGRA PASSA A CITAR EXPRESSAMENTE BATERIAS DE ÔNIBUS ELÉTRICOS</strong></p>
<p>A atualização chama atenção porque vai além dos chassis convencionais.</p>
<p>O texto inclui expressamente chassis de ônibus, micro-ônibus e caminhões equipados com acumuladores elétricos, além dos próprios packs de baterias e demais componentes de eletrificação.</p>
<p>Isso permite diferentes arranjos logísticos de produção.</p>
<p>O chassi elétrico pode seguir para a encarroçadora junto com o conjunto de baterias.</p>
<p>Também pode ser enviado primeiro, enquanto as baterias seguem posteriormente.</p>
<p>A regulamentação prevê documentação fiscal específica para ambas as situações.</p>
<p><strong>COMO FUNCIONA NA PRÁTICA</strong></p>
<p>A cadeia de um ônibus frequentemente envolve empresas diferentes.</p>
<p>Uma indústria fabrica o chassi. Outra produz e instala a carroceria. Dependendo do modelo, fornecedores adicionais participam de sistemas elétricos, baterias e outros componentes.</p>
<p>A nova redação disciplina justamente esse trânsito industrial.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Etapa</strong></td>
<td><strong>Tratamento previsto</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Chassi segue ao encarroçador</td>
<td>ICMS da remessa fica suspenso</td>
</tr>
<tr>
<td>Bateria segue depois</td>
<td>Pode utilizar a mesma sistemática</td>
</tr>
<tr>
<td>Chassi e bateria seguem juntos</td>
<td>Operação também é abrangida</td>
</tr>
<tr>
<td>Ônibus é vendido</td>
<td>Fabricante emite documento fiscal da venda</td>
</tr>
<tr>
<td>Veículo fica pronto</td>
<td>Pode seguir direto ao comprador</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A regra também dispensa, em determinadas situações, a emissão de documento fiscal simbólico de remessa pelo concessionário ou comprador final ao industrializador.</p>
<p><strong>SETE ESTADOS PARTICIPAM DA SISTEMÁTICA</strong></p>
<p>O procedimento alcança operações realizadas entre contribuintes localizados em:</p>
<p>Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.</p>
<p>Esses Estados concentram parte significativa da cadeia brasileira de fabricação de chassis, carrocerias e equipamentos rodoviários.</p>
<p>A medida, portanto, não se limita a veículos fabricados e vendidos dentro do Rio Grande do Sul. Ela disciplina também o deslocamento interestadual de componentes durante a etapa de industrialização.</p>
<p><strong>ÔNIBUS PODE SAIR DA ENCARROÇADORA DIRETO PARA O CLIENTE</strong></p>
<p>Outro ponto prático está na logística do veículo concluído.</p>
<p>A norma autoriza que, após o encarroçamento ou instalação do equipamento, o veículo saia diretamente do estabelecimento industrializador para o adquirente.</p>
<p>Não é necessário que o ônibus volte antes à fábrica do chassi, ao remetente da bateria ou à concessionária, mesmo quando essas empresas estão em outro Estado.</p>
<p>Esse fluxo é compatível com uma prática comum no mercado de ônibus, no qual a unidade física pode passar diretamente da fabricante de chassis para a encarroçadora e, depois de concluída, ser entregue ao cliente.</p>
<p>O percurso documental e tributário, entretanto, precisa seguir as regras específicas previstas na instrução normativa.</p>
<p><strong>CHASSI E BATERIAS PODEM PERMANECER ATÉ 360 DIAS NO INDUSTRIALIZADOR</strong></p>
<p>A regulamentação também estabelece prazo para os componentes que já passaram pela industrialização, mas ainda não foram comercializados.</p>
<p>Chassi e acumuladores elétricos poderão permanecer no estabelecimento industrializador por até 180 dias.</p>
<p>Esse período pode ser prorrogado uma vez por outros 180 dias.</p>
<p>Na prática, o prazo máximo pode chegar a 360 dias.</p>
<p>Caso a comercialização não ocorra até o encerramento do período autorizado, o ICMS suspenso deverá ser recolhido, acrescido dos juros e multas previstos pela legislação do Estado de origem.</p>
<p>O valor poderá posteriormente ser compensado quando ocorrer a venda.</p>
<p><strong>VENDA DO CHASSI E DA CARROCERIA CONTINUA EXIGINDO DOCUMENTAÇÃO FISCAL</strong></p>
<p>A suspensão durante a industrialização não elimina as obrigações na comercialização.</p>
<p>Quando o chassi e os acumuladores forem efetivamente vendidos, o fabricante deverá emitir NF-e com a tributação correspondente e indicar que os componentes haviam sido anteriormente enviados para industrialização.</p>
<p>Se uma concessionária participar da comercialização subsequente, também terá de emitir a documentação fiscal correspondente.</p>
<p>A fabricante da carroceria ou do equipamento rodoviário, por sua vez, deverá emitir a nota referente à própria produção e realizar o retorno simbólico das mercadorias recebidas para industrialização.</p>
<p>Ou seja, a simplificação do fluxo físico não elimina a necessidade de registrar fiscalmente cada etapa do negócio.</p>
<p><strong>É POSSÍVEL TROCAR A ENCARROÇADORA DURANTE O PROCESSO</strong></p>
<p>A instrução normativa disciplina ainda uma situação menos comum, mas relevante para fabricantes e compradores.</p>
<p>Se houver necessidade comprovada de alterar o estabelecimento responsável pela industrialização, o chassi e a bateria poderão ser encaminhados a outra fabricante de carroceria ou de equipamento rodoviário.</p>
<p>Para isso, deverá ser emitida uma nova NF-e de remessa para montagem ou acoplamento, sem débito do imposto, com a identificação de que se trata de mudança do estabelecimento industrializador autorizada pela sistemática tributária.</p>
<p><strong>ELETRIFICAÇÃO TRAZ NOVOS FLUXOS À CADEIA INDUSTRIAL</strong></p>
<p>A inclusão expressa dos packs de baterias é uma consequência da mudança tecnológica pela qual passa a indústria de veículos pesados.</p>
<p>Num ônibus convencional, chassi, motor e grande parte dos principais componentes de propulsão tradicionalmente seguem juntos para o encarroçador.</p>
<p>Nos modelos elétricos, a cadeia pode ser diferente. Baterias de grande capacidade representam componentes de alto valor e podem ter cronogramas, fornecedores e logística próprios.</p>
<p>Por isso, a possibilidade de envio do chassi com ou sem as baterias e até da remessa posterior dos acumuladores passa a ter relevância tributária e operacional.</p>
<p>A norma publicada nesta quarta-feira estabelece justamente os procedimentos fiscais para essas possibilidades, sem diferenciar se o futuro ônibus será destinado ao transporte urbano, rodoviário, escolar ou a outro tipo de operação.</p>
<p><strong>NOVA REGRA TEM EFEITO DESDE 1º DE SETEMBRO</strong></p>
<p>Embora a instrução tenha sido publicada em 09 de setembro, seus efeitos foram retroativos a 1º de setembro de 2026.</p>
<p>Com isso, as empresas enquadradas na sistemática passam a considerar a nova redação para as operações realizadas desde o primeiro dia do mês.</p>
<p>Para fabricantes de chassis, baterias, carrocerias, concessionárias e compradores de ônibus, o principal efeito é tornar mais claro o tratamento tributário de um processo industrial no qual componentes podem atravessar fronteiras estaduais antes de o veículo estar efetivamente pronto e vendido.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Nova bilhetagem do transporte metropolitano do Rio Grande do Sul terá processamento unificado de dados e pode facilitar integrações para passageiros, diz Governo</title>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 21:15:34 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Gestão estadual divulgou nesta quarta-feira (09) resultado de consulta pública, mais uma etapa antes da licitação; contrato é estimado em R$ 89,9 milhões por dez anos ADAMO BAZANI A nova bilhetagem dos transportes metropolitanos da Região Metropolitana de Porto Alegre (RS) deverá concentrar em uma mesma plataforma o processamento das viagens, pagamentos e dados dos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="828" height="493" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2012.jpg?fit=828%2C493&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2012.jpg?w=828&amp;ssl=1 828w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2012.jpg?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2012.jpg?resize=150%2C89&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2012.jpg?resize=768%2C457&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2012.jpg?resize=400%2C238&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 828px) 100vw, 828px" /> <p><em>Gestão estadual divulgou nesta quarta-feira (09) resultado de consulta pública, mais uma etapa antes da licitação; contrato é estimado em R$ 89,9 milhões por dez anos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A nova bilhetagem dos transportes metropolitanos da Região Metropolitana de Porto Alegre (RS) deverá concentrar em uma mesma plataforma o processamento das viagens, pagamentos e dados dos passageiros, utilizar tecnologia baseada em contas e permitir meios de pagamento como cartões de crédito e débito. Segundo o Governo do Rio Grande do Sul, a centralização pode facilitar a integração entre diferentes serviços e operadores, além de separar a gestão financeira da bilhetagem das empresas responsáveis pela operação dos ônibus.</p>
<p>O projeto será estruturado como PPP (Parceria Público-Privada), com contrato estimado em R$ 89,9 milhões e prazo previsto de dez anos. Nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, o Estado publicou no Diário Oficial o resultado da consulta e da audiência públicas realizadas sobre a proposta, uma das etapas que antecedem a publicação da licitação. Ainda não há empresa vencedora nem contrato assinado.</p>
<p>Na prática, o Governo pretende contratar uma estrutura independente de clearing house, responsável por receber, processar e organizar as informações financeiras geradas pelas viagens metropolitanas. O sistema será baseado no modelo ABT, sigla em inglês para account based ticketing, ou bilhetagem baseada em contas. O projeto também prevê equipamentos, processamento de pagamentos e armazenamento de informações em nuvem.</p>
<p><strong>O QUE PODE MUDAR PARA O PASSAGEIRO</strong></p>
<p>A principal diferença está na maneira como a passagem e as informações de uso do transporte são administradas.</p>
<p>Em uma bilhetagem tradicional, o cartão físico exerce papel central no armazenamento ou identificação dos créditos e direitos de viagem.</p>
<p>No sistema ABT, o elemento principal passa a ser a conta do passageiro mantida na plataforma central. Cartão, aplicativo ou outro meio habilitado funciona como uma forma de identificar essa conta.</p>
<p>Com isso, diferentes maneiras de pagamento podem ser associadas a um mesmo ambiente de processamento.</p>
<p>O projeto gaúcho prevê expressamente pagamentos com cartões de crédito e débito.</p>
<p>A centralização também cria condições tecnológicas para facilitar integrações entre linhas e operadores, porque as viagens deixam de depender exclusivamente de estruturas de arrecadação isoladas de cada empresa.</p>
<p>Isso, entretanto, não significa que a implantação da plataforma crie automaticamente uma tarifa única, integração gratuita ou novos descontos.</p>
<p>Essas regras continuarão dependendo da política tarifária definida pelo Estado e dos contratos do transporte metropolitano.</p>
<p><strong>PROCESSAMENTO FINANCEIRO FICARÁ SEPARADO DA OPERAÇÃO DOS ÔNIBUS</strong></p>
<p>A proposta do Governo gaúcho é separar duas atividades que tradicionalmente podem estar fortemente relacionadas: transportar passageiros e processar o dinheiro arrecadado com as viagens.</p>
<p>A futura concessionária da bilhetagem não será, por esse contrato, responsável por colocar ônibus em circulação.</p>
<p>Sua atribuição será administrar a estrutura tecnológica e financeira.</p>
<p>Já a operação dos ônibus metropolitanos está sendo tratada pelo Estado em outra modelagem de concessão.</p>
<p>A separação pode permitir que diferentes empresas operadoras utilizem uma infraestrutura comum de arrecadação e processamento.</p>
<p><strong>O QUE É A CLEARING HOUSE</strong></p>
<p>A expressão clearing house pode parecer distante da rotina do passageiro, mas representa uma das peças principais do projeto.</p>
<p>É a estrutura que recebe as informações das transações realizadas no sistema, identifica viagens e pagamentos, consolida os dados e permite calcular a distribuição dos valores entre os participantes.</p>
<p>Em uma rede metropolitana com diferentes linhas, empresas e municípios, esse processamento central pode registrar, por exemplo, que determinado passageiro realizou mais de uma viagem, utilizou operadores distintos ou efetuou o pagamento por meios diferentes.</p>
<p>A PPP publicada pelo Governo foi estruturada especificamente para contratar esse serviço de clearing house associado à nova bilhetagem.</p>
<p><strong>CONTRATO É ESTIMADO EM R$ 89,9 MILHÕES POR DEZ ANOS</strong></p>
<p>A modelagem divulgada pelo Governo prevê prazo contratual de dez anos.</p>
<p>O valor total estimado é de R$ 89,9 milhões.</p>
<p>A estruturação apresentada anteriormente pelo Estado projetou diferentes valores máximos de contraprestação conforme a etapa do contrato:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Período</strong></td>
<td><strong>Valor máximo previsto</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>1º ano</td>
<td>R$ 758,3 mil/mês</td>
</tr>
<tr>
<td>2º ao 5º ano</td>
<td>R$ 844,9 mil/mês</td>
</tr>
<tr>
<td>6º ao 10º ano</td>
<td>R$ 671,8 mil/mês</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O planejamento econômico-financeiro apresentado também apontou aproximadamente R$ 20,78 milhões em investimentos, principalmente para aquisição e reposição de validadores, e R$ 42,15 milhões em despesas operacionais.</p>
<p>Os valores ainda pertencem à fase de modelagem e podem ser alterados até a publicação do edital definitivo.</p>
<p><strong>SISTEMA DEVERÁ ACEITAR CARTÕES DE CRÉDITO E DÉBITO</strong></p>
<p>A publicação oficial desta quarta-feira confirma que a solução tecnológica deverá contemplar processamento de pagamentos com cartões de crédito e débito.</p>
<p>Também estão previstos equipamentos e serviços de computação em nuvem destinados ao processamento e armazenamento dos dados.</p>
<p>A modelagem apresentada pelo Governo prevê ainda diferentes meios de pagamento e ferramentas de controle de fraudes.</p>
<p>A proposta é reduzir a dependência de um único cartão proprietário do sistema e ampliar as possibilidades de acesso ao transporte.</p>
<p><strong>BILHETAGEM FAZ PARTE DE UMA REORGANIZAÇÃO MAIOR DOS ÔNIBUS METROPOLITANOS</strong></p>
<p>O projeto tecnológico não está sendo desenvolvido isoladamente.</p>
<p>O Governo do Rio Grande do Sul também trabalha na reorganização da concessão do transporte coletivo metropolitano por ônibus.</p>
<p>A modelagem operacional prevê prazo diferente, de 15 anos, e divisão da Região Metropolitana de Porto Alegre em seis grupos territoriais.</p>
<p>São eles Centro, Leste, Nordeste, Noroeste, Oeste e Sudeste.</p>
<p>Entre os municípios abrangidos pelas diferentes áreas estão Canoas (RS), Esteio (RS), Novo Hamburgo (RS), São Leopoldo (RS), Sapucaia do Sul (RS), Cachoeirinha (RS), Gravataí (RS), Guaíba (RS), Eldorado do Sul (RS), Alvorada (RS), Viamão (RS), Montenegro (RS), Sapiranga (RS), Taquara (RS) e outras cidades metropolitanas.</p>
<p>A concessão operacional deverá tratar de ônibus, frota, garagens e sistemas de apoio à operação.</p>
<p>Já a bilhetagem terá contratação própria.</p>
<p>Essa separação significa que uma eventual troca de empresa operadora de determinada região não exigiria, em princípio, a substituição de toda a plataforma central de arrecadação.</p>
<p><strong>CONSULTA E AUDIÊNCIA COMEÇARAM EM 2025</strong></p>
<p>A estruturação da PPP da bilhetagem começou publicamente em 2025.</p>
<p>O Estado abriu consulta pública para receber contribuições sobre a modelagem e promoveu audiência com interessados.</p>
<p>Na publicação desta quarta-feira, a Secretaria da Reconstrução Gaúcha informa que estão disponíveis os resultados da Consulta Pública nº 04/2025 e da Audiência Pública nº 03/2025.</p>
<p>É esta a novidade administrativa desta edição do Diário Oficial.</p>
<p>Ela é importante porque encerra mais uma fase necessária para que o Estado possa consolidar a modelagem e preparar a concorrência, mas não deve ser confundida com lançamento do edital.</p>
<p><strong>LICITAÇÃO AINDA NÃO FOI PUBLICADA</strong></p>
<p>O projeto, portanto, ainda está na fase anterior à escolha da empresa responsável pelo sistema.</p>
<p>Depois da consulta e da audiência, o Governo precisa avaliar as contribuições, eventualmente alterar documentos, consolidar a modelagem jurídica, técnica e econômico-financeira e publicar o edital.</p>
<p>Só depois ocorrerão apresentação e julgamento de propostas, habilitação, definição da vencedora e assinatura do contrato.</p>
<p>A publicação desta quarta-feira não informa uma nova data definitiva para a licitação.</p>
<p>O cronograma inicialmente apresentado pelo Estado previa etapas anteriores em prazo menor, o que mostra que a estruturação levou mais tempo que a programação original.</p>
<p><strong>TECNOLOGIA PODE FACILITAR INTEGRAÇÃO, MAS DECISÃO TARIFÁRIA CONTINUA SENDO DO PODER PÚBLICO</strong></p>
<p>Para o passageiro, a maior possibilidade trazida pelo sistema unificado está na capacidade de reconhecer viagens e pagamentos em uma mesma plataforma, mesmo quando diferentes empresas participam da operação.</p>
<p>Tecnologicamente, isso facilita a implantação de integrações e outras políticas tarifárias.</p>
<p>Mas há uma distinção importante.</p>
<p>A bilhetagem consegue executar uma regra de integração. Quem decide se haverá integração, qual será o desconto, em quanto tempo ela será válida, quais linhas participarão e quanto o passageiro pagará é o poder concedente.</p>
<p>Assim, a nova plataforma pode criar a infraestrutura necessária para uma rede mais integrada, mas o benefício concreto dependerá das regras que o Governo do Rio Grande do Sul estabelecer para o transporte metropolitano.</p>
<p>É justamente esta relação entre tecnologia, concessões dos ônibus e política tarifária que deverá definir o impacto real da nova bilhetagem na rotina dos passageiros da Grande Porto Alegre.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Rodoviária do Rio se prepara para segundo fim de semana do Rock in Rio e inicia Campanha do Brinquedo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/rodoviaria-do-rio-se-prepara-para-segundo-fim-de-semana-do-rock-in-rio-e-inicia-campanha-do-brinquedo/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 21:00:35 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Primeiro fim de semana do festival movimentou mais de 200 mil passageiros no terminal VINÍCIUS DE OLIVEIRA A movimentação na Rodoviária do Rio segue intensa com o Rock in Rio. No primeiro fim de semana do festival, o terminal movimentou mais de 200 mil passageiros, considerando também a alta demanda do feriado de 7 de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-16.14.33.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-16.14.33.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-16.14.33.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-16.14.33.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-16.14.33.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-16.14.33.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-16.14.33.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-16.14.33.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Primeiro fim de semana do festival movimentou mais de 200 mil passageiros no terminal</em></p>
<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p>A movimentação na Rodoviária do Rio segue intensa com o Rock in Rio. No primeiro fim de semana do festival, o terminal movimentou mais de 200 mil passageiros, considerando também a alta demanda do feriado de 7 de Setembro. Para o segundo fim de semana de shows, a expectativa é de novo aumento no fluxo: sexta-feira, dia 11, deve ser o dia de maior movimento, com cerca de 52 mil embarques e desembarques. Ao todo, até o dia 14 de setembro, devem passar pelo terminal 500 mil passageiros em 14 mil ônibus.</p>
<p><strong>Ações &#8211;</strong> Como todos os anos, a Rodoviária do Rio também inicia, junto com a Socicam, a *Campanha do Brinquedo 2026*, realizada simultaneamente em mais de 10 terminais rodoviários administrados pela empresa em todo o país. Na Rodoviária do Rio, uma caixa de coleta está disponível 24 horas na entrada do terminal até 5 de outubro. Passageiros e visitantes podem contribuir com brinquedos novos ou usados, desde que estejam limpos e em bom estado de conservação. As doações arrecadadas no terminal serão destinadas a cerca de 100 crianças em situação de vulnerabilidade social das comunidades do entorno da Rodoviária do Rio, atendidas pelo Instituto Anjinho Feliz.</p>
<p><strong>Alerta aos Passageiros sobre os Deslocamentos Externos &#8211;</strong> Além de reforçar a operação para receber os viajantes, a Rodoviária do Rio mantém ações importantes para garantir uma experiência mais segura e acolhedora. Entre elas está a campanha de combate ao transporte clandestino, com orientações aos passageiros para que utilizem apenas serviços regulares e autorizados. A ação está sendo divulgada através de comunicação visual logo na saída do desembarque. Entre as orientações estão, não aceitar ofertas de transporte no lado externo do terminal (calçadas e marquises) e dar preferência ao Uber Lounge, táxis regulares e transporte público como VLT e Terminal Gentileza (BRT).</p>
<p><strong>Utilidade Pública &#8211;</strong> Na sexta-feira (11/9), o terminal também sediará uma campanha da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor e o PROCON-RJ, em parceria com a concessionária que administra a Rodoviária do Rio. O atendimento ocorre no Setor de Embarque Superior, das 8h às 16h. A população poderá esclarecer dúvidas relacionadas a compras, contratos, cobranças, produtos, serviços e outras situações que envolvam relações de consumo. O atendimento terá caráter informativo e de orientação. Também serão distribuídas cartilhas com informações sobre os direitos do consumidor. No local, ainda será possível tirar dúvidas sobre o mutirão de negociação de dívidas, que acontecerá na capital entre os dias 15 e 18 de setembro, no Tijuca Tênis Clube. Entre os dias 22 e 24 de setembro, a iniciativa será realizada na Região Metropolitana e no interior do estado.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  <item>
    <title>Linha 22-Marrom do Metrô entre Cotia (SP) e São Paulo (SP) avança no licenciamento ambiental; projeto prevê 19 estações e 678 mil passageiros por dia</title>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 20:27:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Comitê do Alto Tietê aprovou parecer sobre EIA/RIMA nesta quarta-feira (09); linha será subterrânea, passará por Osasco (SP) e tem investimento estimado em R$ 28,4 bilhões ADAMO BAZANI A futura Linha 22-Marrom do Metrô, projetada para ligar Cotia (SP), Osasco (SP) e São Paulo (SP), recebeu nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, mais um [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-17.22.25.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-17.22.25.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-17.22.25.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-17.22.25.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-17.22.25.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-17.22.25.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-17.22.25.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-17.22.25.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div class="relative basis-auto flex-col -mb-(--composer-overlap-px) pb-(--composer-overlap-px) [--composer-overlap-px:28px] grow flex">
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<p data-start="155" data-end="328"><em data-start="155" data-end="328">Comitê do Alto Tietê aprovou parecer sobre EIA/RIMA nesta quarta-feira (09); linha será subterrânea, passará por Osasco (SP) e tem investimento estimado em R$ 28,4 bilhões</em></p>
<p data-start="330" data-end="348"><strong data-start="330" data-end="348"><em data-start="332" data-end="346">ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p data-start="350" data-end="1013">A futura Linha 22-Marrom do Metrô, projetada para ligar Cotia (SP), Osasco (SP) e São Paulo (SP), recebeu nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, mais um avanço no processo de licenciamento ambiental. A aprovação ocorreu pelo CBH-AT (Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê), do parecer técnico sobre o EIA/RIMA (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) do empreendimento. O projeto atual prevê 31,32 quilômetros de extensão, 19 estações e uma linha inteiramente subterrânea entre o Terminal Cotia e Sumaré, onde haverá integração com a Linha 2-Verde.</p>
<p data-start="1015" data-end="1683">A demanda projetada é de aproximadamente 678 mil passageiros por dia e o EIA trabalha com investimento global de cerca de R$ 28,38 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 26,59 bilhões correspondem às obras e R$ 1,80 bilhão às desapropriações. O Metrô concluiu em 2025 o anteprojeto de engenharia e os estudos ambientais e, em 2026, passou à contratação do projeto básico, sondagens, mapeamento de redes e outros levantamentos. O cronograma de referência contido nos estudos aponta início das obras físicas em 2030 e conclusão em 2036, mas a linha ainda não tem obras contratadas e essas datas não representam uma entrega garantida.</p>
<p data-start="1685" data-end="2322">A Linha 22-Marrom terá importância principalmente para o eixo da Rodovia Raposo Tavares, hoje fortemente dependente dos deslocamentos por ônibus, automóveis e outros veículos. Além de alcançar o centro de Cotia (SP), Granja Viana, a região sul de Osasco (SP), bairros da zona oeste da capital e a USP, o projeto prevê integrações com as linhas 9-Esmeralda, 4-Amarela e 2-Verde e, futuramente, com a Linha 20-Rosa. O empreendimento, entretanto, ainda precisa avançar no licenciamento ambiental, concluir o projeto básico, definir desapropriações, engenharia executiva, recursos, modelo de contratação e obras antes de receber passageiros.</p>
<h3 data-section-id="1ji8t0q" data-start="2324" data-end="2419">PARECER PUBLICADO NESTA QUARTA-FEIRA FAZ PARTE DO LICENCIAMENTO E NÃO É A LICENÇA AMBIENTAL</h3>
<p data-start="2421" data-end="2586">A novidade desta quarta-feira está na Deliberação nº 227 do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, aprovada em 28 de agosto e publicada agora no Diário Oficial.</p>
<p data-start="2588" data-end="2852">O CBH-AT aprovou o parecer técnico elaborado sobre o EIA/RIMA da Linha 22-Marrom e determinou que sua Câmara Técnica de Planejamento e Gestão acompanhe o atendimento das recomendações apresentadas durante o processo ambiental.</p>
<p data-start="2854" data-end="3001">A manifestação foi solicitada pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), que encaminhou o processo ao Comitê em 29 de junho de 2026.</p>
<p data-start="3003" data-end="3332">O projeto e seu estudo ambiental foram discutidos em 04 de agosto pela Câmara Técnica de Planejamento e Gestão em conjunto com os subcomitês Pinheiros-Pirapora e Cotia-Guarapiranga. Nessa reunião, representantes do empreendimento apresentaram a Linha 22 e o parecer foi discutido e aprovado.</p>
<p data-start="3334" data-end="3417">A publicação não significa que a Cetesb tenha concedido a Licença Ambiental Prévia.</p>
<p data-start="3419" data-end="3693">O pedido de Licença Prévia foi apresentado pelo Metrô à Cetesb em abril de 2026, acompanhado do EIA/RIMA. A manifestação do Comitê do Alto Tietê é uma das análises técnicas que subsidiam o órgão ambiental na avaliação do empreendimento.</p>
<h3 data-section-id="1seltxq" data-start="3695" data-end="3759">COMITÊ APROVA PARECER, MAS FAZ NOVE RECOMENDAÇÕES AO PROJETO</h3>
<p data-start="3810" data-end="3909">O CBH-AT apresentou nove recomendações que devem ser consideradas na continuidade do licenciamento.</p>
<p data-start="3911" data-end="4098">Entre elas está a necessidade de o Metrô apresentar uma comparação mais detalhada dos impactos das diferentes alternativas de traçado e tecnologia sobre águas superficiais e subterrâneas.</p>
<p data-start="4100" data-end="4372">O Comitê também quer que sejam detalhadas as soluções de engenharia previstas para cada uma das 40 interferências identificadas com cursos d&#8217;água, com prioridade, sempre que possível, à manutenção das condições naturais de escoamento.</p>
<p data-start="4374" data-end="4562">Outra recomendação é apresentar, depois do refinamento do projeto, os impactos sobre APPs (Áreas de Preservação Permanente) e as medidas de prevenção, mitigação, compensação e recuperação.</p>
<p data-start="4564" data-end="4796">O CBH-AT também pediu avaliação de soluções baseadas na natureza para drenagem, como reservatórios de retenção e jardins de chuva, além de monitoramento da qualidade da água nas áreas das obras.</p>
<p data-start="4798" data-end="4850">Há preocupação específica com as águas subterrâneas.</p>
<p data-start="4852" data-end="5045">O Comitê determinou que sejam aprofundados os estudos sobre eventual rebaixamento temporário do lençol freático durante as escavações e possíveis interferências em poços e captações existentes.</p>
<p data-start="5047" data-end="5260">Também deverão ser detalhados os sistemas de tratamento de efluentes das estações e demais estruturas e a forma de reuso e recirculação da água utilizada na lavagem dos trens.</p>
<h3 data-section-id="1hk2ewz" data-start="5262" data-end="5340">LINHA CRUZA 35 CURSOS D&#8217;ÁGUA E TERÁ INTERFERÊNCIAS EM 5,15 HECTARES DE APP</h3>
<p data-start="5342" data-end="5420">O parecer traz números que dão dimensão aos desafios ambientais da construção.</p>
<p data-start="5422" data-end="5609">A área de influência da Linha 22 atravessa 16 sub-bacias da Bacia do Alto Tietê. A sub-bacia do Rio Cotia representa 58,9% da Área de Influência Indireta, e a do Córrego Pirajussara, 17%.</p>
<p data-start="5611" data-end="5678">Foram identificadas 40 interseções com 35 cursos d&#8217;água diferentes.</p>
<p data-start="5680" data-end="5876">Das 40 interferências, 28, ou 70%, ficam em São Paulo (SP); 11, equivalentes a 27,5%, em Cotia (SP); e uma, ou 2,5%, na divisa entre Osasco (SP) e Cotia (SP).</p>
<p data-start="5878" data-end="6050">A maior parte dos cursos d&#8217;água interceptados já está canalizada: 60% estão em canalizações subterrâneas, 17,5% em canalizações abertas e 22,5% permanecem em leito natural.</p>
<p data-start="6052" data-end="6260">Quanto à maneira pela qual a futura infraestrutura encontrará esses cursos, 75% das interferências deverão ocorrer por travessias subterrâneas, 22,5% por intervenções na superfície e 2,5% por travessia aérea.</p>
<p data-start="6262" data-end="6451">O parecer contabiliza ainda 5,15 hectares de APP afetados, supressão de 0,56 hectare de vegetação nativa e retirada prevista de 199 árvores isoladas.</p>
<p data-start="6453" data-end="6699">O documento afirma, por outro lado, que o empreendimento não interfere diretamente em mananciais considerados estratégicos para o abastecimento da Bacia do Alto Tietê e da Região Metropolitana de São Paulo.</p>
<h3 data-section-id="154gk0b" data-start="6701" data-end="6769">ESCAVAÇÕES PODEM GERAR 5,4 MILHÕES DE METROS CÚBICOS DE MATERIAL</h3>
<p data-start="6771" data-end="6902">A escala de uma linha subterrânea de mais de 30 quilômetros aparece também na quantidade de terra e rocha que terá de ser retirada.</p>
<p data-start="6904" data-end="7026">O anteprojeto estima geração de aproximadamente 5,4 milhões de metros cúbicos de material excedente durante as escavações.</p>
<p data-start="7028" data-end="7175">Desse volume, cerca de 41,5 mil metros cúbicos são classificados preliminarmente como material contaminado.</p>
<p data-start="7177" data-end="7365">O estudo identifica diferentes condições geológicas ao longo do percurso, incluindo embasamento cristalino, zonas de cisalhamento, sedimentos da Bacia de São Paulo e depósitos aluvionares.</p>
<p data-start="7367" data-end="7638">Entre os riscos a serem considerados estão instabilidades durante escavações, trechos de transição entre solo e rocha, desmoronamentos em terrenos arenosos, influência do lençol freático, recalques na superfície e possíveis impactos sobre imóveis e estruturas existentes.</p>
<p data-start="7640" data-end="7762">É justamente para reduzir essas incertezas que o Metrô está contratando e realizando sondagens e levantamentos adicionais.</p>
<h3 data-section-id="1vbpn2a" data-start="7764" data-end="7825">POR QUE O METRÔ ESCOLHEU UMA LINHA TOTALMENTE SUBTERRÂNEA</h3>
<p data-start="7827" data-end="7876">O projeto nem sempre esteve definido dessa forma.</p>
<p data-start="7878" data-end="7992">Os estudos compararam alternativas em superfície, elevadas, mistas e subterrâneas, além de diferentes tecnologias.</p>
<p data-start="7994" data-end="8183">O parecer do Comitê registra que foram analisadas inclusive soluções de média capacidade, como BRT e VLT, mas os estudos concluíram que elas não seriam suficientes para a demanda projetada.</p>
<p data-start="8185" data-end="8307">A comparação avançou, então, principalmente entre metrô convencional e monotrilho.</p>
<p data-start="8309" data-end="8570">Embora uma solução mista tivesse vantagens construtivas em determinados trechos, o estudo considerou o metrô totalmente subterrâneo mais favorável quando analisados conjuntamente acessibilidade, operação, interesse público, impactos ambientais, custos e riscos.</p>
<p data-start="8572" data-end="8700">A configuração escolhida é de metrô convencional subterrâneo, com trens de cinco carros.</p>
<h3 data-section-id="1fvzqw0" data-start="8702" data-end="8740">PROJETO TEM 31,32 KM E 19 ESTAÇÕES</h3>
<p data-start="8742" data-end="8813">O EIA/RIMA mais recente estabelece 31,32 quilômetros de extensão total.</p>
<p data-start="8815" data-end="8999">São 19 estações: dez em São Paulo (SP), duas em Osasco (SP) e sete em Cotia (SP). Também está previsto um pátio ferroviário na capital paulista.</p>
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<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="9001" data-end="9374">
<thead data-start="9001" data-end="9035">
<tr data-start="9001" data-end="9035">
<th class="last:pe-10" data-start="9001" data-end="9013" data-col-size="sm">Município</th>
<th class="last:pe-10" data-start="9013" data-end="9035" data-col-size="lg">Estações previstas</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="9046" data-end="9374">
<tr data-start="9046" data-end="9226">
<td data-start="9046" data-end="9063" data-col-size="sm">São Paulo (SP)</td>
<td data-start="9063" data-end="9226" data-col-size="lg">Sumaré; Cardeal Arcoverde; Faria Lima; Hebraica-Rebouças; Vital Brasil; USP-Praça do Relógio; Hospital Universitário; Rio Pequeno; Jardim Sarah; Reserva Raposo</td>
</tr>
<tr data-start="9227" data-end="9270">
<td data-start="9227" data-end="9241" data-col-size="sm">Osasco (SP)</td>
<td data-start="9241" data-end="9270" data-col-size="lg">Cohab Raposo; Santa Maria</td>
</tr>
<tr data-start="9271" data-end="9374">
<td data-start="9271" data-end="9284" data-col-size="sm">Cotia (SP)</td>
<td data-start="9284" data-end="9374" data-col-size="lg">Granja Viana; São George; Cotia-Km 26; Parque Alexandra; Sabiá; Portão; Terminal Cotia</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="9376" data-end="9456">Os nomes ainda podem sofrer ajustes durante o desenvolvimento do projeto básico.</p>
<p data-start="9458" data-end="9745">A configuração representa uma atualização importante em relação a mapas mais antigos do Metrô, nos quais apareciam nomes como Teodoro Sampaio, Universidade de São Paulo, Jardim Esmeralda, Jardim Ester, Jardim Boa Vista, Victor Civita, Mesopotâmia, Estrada do Embu, Santo Antônio e Cotia.</p>
<p data-start="9747" data-end="10149">O Relatório Integrado de 2025 do próprio Metrô já apresenta a nomenclatura atual, com Terminal Cotia, Portão, Sabiá, Parque Alexandra, Cotia-Km 26, São George, Granja Viana, Santa Maria, Cohab Raposo, Reserva Raposo, Jardim Sarah, Rio Pequeno, Hospital Universitário, USP-Praça do Relógio, Vital Brasil, Hebraica-Rebouças, Faria Lima, Cardeal Arcoverde e Sumaré.</p>
<h3 data-section-id="9w69ki" data-start="10151" data-end="10191">QUATRO INTEGRAÇÕES COM OUTRAS LINHAS</h3>
<p data-start="10193" data-end="10309">A Linha 22 foi planejada para funcionar também como uma ligação transversal entre diferentes sistemas sobre trilhos.</p>
<p data-start="10311" data-end="10359">Em Sumaré haverá integração com a Linha 2-Verde.</p>
<p data-start="10361" data-end="10438">Na região da Avenida Faria Lima, a nova linha se conectará à Linha 4-Amarela.</p>
<p data-start="10440" data-end="10502">Em Hebraica-Rebouças estará a conexão com a Linha 9-Esmeralda.</p>
<p data-start="10504" data-end="10640">Já a futura Estação Cardeal Arcoverde foi projetada para receber integração com a Linha 20-Rosa.</p>
<p data-start="10642" data-end="10793">O traçado também atravessa a Cidade Universitária, criando duas estações diretamente relacionadas à USP: USP-Praça do Relógio e Hospital Universitário.</p>
<h3 data-section-id="rr2apz" data-start="10795" data-end="10841">RAPOSO TAVARES É O PRINCIPAL EIXO ATENDIDO</h3>
<p data-start="10843" data-end="10962">A Linha 22 deverá acompanhar predominantemente o corredor da Rodovia Raposo Tavares no trecho mais afastado da capital.</p>
<p data-start="10964" data-end="11103">A escolha está diretamente relacionada à dependência atual da rodovia para os deslocamentos entre Cotia (SP), Osasco (SP) e São Paulo (SP).</p>
<p data-start="11105" data-end="11433">O próprio EIA considera que a não implantação da linha manteria a forte dependência do sistema rodoviário, a concentração de deslocamentos na Raposo Tavares, a saturação da infraestrutura existente e a oferta insuficiente de transporte coletivo de alta capacidade entre São Paulo e Cotia.</p>
<p data-start="11435" data-end="11593">A ideia é fazer com que ônibus municipais, metropolitanos, automóveis, bicicletas e deslocamentos a pé alimentem as estações em diferentes pontos do corredor.</p>
<p data-start="11595" data-end="11784">Na futura Estação Reserva Raposo, por exemplo, o planejamento contempla conexão com terminal de ônibus e passarelas ligando os dois lados da rodovia.</p>
<p data-start="11786" data-end="11965">Outras estações junto à Raposo também foram concebidas com travessias para diminuir o efeito da rodovia como barreira física entre bairros.</p>
<h3 data-section-id="1dpfstt" data-start="11967" data-end="12036">TRENS DE CINCO CARROS E CAPACIDADE SUPERIOR A 1,2 MIL PASSAGEIROS</h3>
<p data-start="12038" data-end="12113">O RIMA apresenta parâmetros preliminares para os futuros trens da Linha 22.</p>
<p data-start="12115" data-end="12223">Cada composição deverá ter cinco carros, cerca de 110 metros de comprimento e largura máxima de 2,65 metros.</p>
<p data-start="12225" data-end="12506">O estudo considera capacidade total de aproximadamente 1.274 passageiros por trem, sendo 176 assentos convencionais, dois lugares destinados a pessoas obesas, dois espaços para cadeirantes e capacidade calculada para 1.094 passageiros em pé.</p>
<p data-start="12508" data-end="12761">Os estudos tecnológicos analisaram uma oferta capaz de transportar entre 42 mil e 45 mil passageiros por hora e sentido, utilizando como referência intervalos de até 100 segundos em condições de máxima capacidade.</p>
<p data-start="12763" data-end="12986">Planejamentos anteriores também trabalharam com uma frota aproximada de 48 composições, número que ainda poderá ser refinado conforme o projeto básico e os estudos de demanda avancem.</p>
<h3 data-section-id="12eisq6" data-start="12988" data-end="13036">20 POÇOS DE VENTILAÇÃO E SAÍDA DE EMERGÊNCIA</h3>
<p data-start="13038" data-end="13150">Por ser totalmente subterrânea e extensa, a linha exigirá uma quantidade significativa de estruturas auxiliares.</p>
<p data-start="13152" data-end="13326">O RIMA relaciona 20 estruturas de ventilação e saída de emergência, outras nove saídas de emergência, um poço específico de ventilação e três subestações elétricas primárias.</p>
<p data-start="13328" data-end="13487">Também estão previstos sete estacionamentos de longa permanência e um pátio para estacionamento e manutenção dos trens.</p>
<p data-start="13489" data-end="13565">O pátio está previsto em São Paulo (SP), na região próxima à Reserva Raposo.</p>
<h3 data-section-id="1re2lkf" data-start="13567" data-end="13628">TEMPO DE COTIA A SUMARÉ É ESTIMADO EM CERCA DE 42 MINUTOS</h3>
<p data-start="13630" data-end="13766">A expectativa apresentada durante os estudos é de uma viagem de aproximadamente 42 minutos entre Cotia (SP) e Sumaré, em São Paulo (SP).</p>
<p data-start="13768" data-end="13929">A Prefeitura de Cotia informou ainda estimativa de aproximadamente 38 minutos entre o município e a região da Faria Lima.</p>
<p data-start="13931" data-end="14066">São tempos de projeto e podem mudar conforme o detalhamento operacional, velocidades, intervalos e localização definitiva das estações.</p>
<h3 data-section-id="129lsv5" data-start="14068" data-end="14115">PROJETO COMEÇOU A SER PENSADO NOS ANOS 1990</h3>
<p data-start="14117" data-end="14164">A Linha 22 não surgiu na atual gestão estadual.</p>
<p data-start="14166" data-end="14346">O RIMA registra que estudos para uma ligação metroviária entre Cotia (SP) e São Paulo (SP) começaram na década de 1990, dentro do PITU 2020, Plano Integrado de Transportes Urbanos.</p>
<p data-start="14348" data-end="14523">Ao longo dos anos, diferentes pesquisas Origem e Destino e estudos de planejamento modificaram o traçado e as tecnologias consideradas.</p>
<p data-start="14525" data-end="14747">Em 2022, o Metrô realizou um estudo matricial multicritério que avaliou alternativas de traçado, atendimento à USP, dimensões da linha, tipo de trem, travessia do Rio Pinheiros e alternativas em superfície ou subterrâneas.</p>
<p data-start="14749" data-end="15035">Em setembro daquele ano, foi lançada a licitação para elaboração do anteprojeto de engenharia e do EIA/RIMA. Em novembro, começaram também os processos para contratação das investigações geotécnicas, sondagens e mapeamento das redes subterrâneas.</p>
<p data-start="15037" data-end="15193">Em 2023 foram comparadas alternativas mistas e totalmente subterrâneas, culminando na opção pelo metrô convencional abaixo da superfície em todo o percurso.</p>
<p data-start="15195" data-end="15423">Em 2025 foram concluídos o anteprojeto de engenharia e os estudos ambientais. O Metrô também obteve certidões de conformidade com as legislações de uso do solo de Cotia (SP) e Osasco (SP).</p>
<h3 data-section-id="kb7yqq" data-start="15425" data-end="15464">CONDEPHAAT DEU AVAL EM MAIO DE 2026</h3>
<p data-start="15466" data-end="15516">Outra frente de aprovação avançou em maio de 2026.</p>
<p data-start="15518" data-end="15687">O Condephaat aprovou por unanimidade o estudo apresentado para a Linha 22, uma etapa relacionada à proteção do patrimônio histórico, arqueológico, artístico e turístico.</p>
<p data-start="15689" data-end="15896">Como mostrou o <strong data-start="15704" data-end="15730"><em data-start="15706" data-end="15728">Diário do Transporte</em></strong> em 18 de maio, o aval não dispensou a necessidade de apresentação de novos laudos e detalhamentos conforme o projeto avançar.</p>
<h3 data-section-id="6uicdj" data-start="15898" data-end="15945">PEDIDO DE LICENÇA PRÉVIA FOI FEITO EM ABRIL</h3>
<p data-start="15947" data-end="16083">Antes disso, em 23 de abril de 2026, a Cetesb tornou público o recebimento do pedido de Licença Ambiental Prévia apresentado pelo Metrô.</p>
<p data-start="16085" data-end="16175">O pedido é justamente acompanhado pelo EIA/RIMA agora analisado pelo Comitê do Alto Tietê.</p>
<p data-start="16177" data-end="16299">Na ocasião, foi aberto prazo de 45 dias para manifestações sobre o empreendimento.</p>
<p data-start="16301" data-end="16440">A decisão publicada nesta quarta-feira, portanto, deve ser entendida como mais uma peça dentro deste procedimento ambiental ainda em curso.</p>
<h3 data-section-id="d6f4k7" data-start="16442" data-end="16482">PROJETO BÁSICO FOI DIVIDIDO EM LOTES</h3>
<p data-start="16484" data-end="16603">Paralelamente ao licenciamento, o Metrô iniciou em março de 2026 as licitações que darão sustentação ao projeto básico.</p>
<p data-start="16605" data-end="16693">As contratações foram separadas entre serviços de campo e desenvolvimento da engenharia.</p>
<p data-start="16695" data-end="16784">Para o projeto básico propriamente dito, a companhia dividiu a Linha 22 em grandes lotes.</p>
<p data-start="16786" data-end="16852">O primeiro abrange o trecho entre Terminal Cotia e Reserva Raposo.</p>
<p data-start="16854" data-end="17001">O segundo segue de Reserva Raposo em direção a Sumaré, incluindo a região da USP e a zona oeste da capital.</p>
<p data-start="17003" data-end="17268">Seis grupos apresentaram propostas apenas na disputa do primeiro lote, com ofertas que foram de cerca de R$ 82,3 milhões a R$ 107,7 milhões. A análise das propostas passou por sucessivos adiamentos ao longo de julho e agosto.</p>
<p data-start="17270" data-end="17476">Até o início de setembro, o Metrô continuava tratando a definição dos responsáveis pelo projeto básico como uma contratação em andamento, sem contrato de obras civis.</p>
<h3 data-section-id="bc42pi" data-start="17478" data-end="17524">SONDAGENS COMEÇARAM EM COTIA (SP) EM JUNHO</h3>
<p data-start="17526" data-end="17614">Em 02 de junho de 2026, começaram em Cotia (SP) sondagens de solo destinadas ao projeto.</p>
<p data-start="17616" data-end="17929">A primeira perfuração ocorreu no Complexo do Ginásio de Esportes, e a administração municipal informou previsão de levantamentos em cerca de 40 pontos na cidade. Algumas perfurações chegam a aproximadamente 27 metros de profundidade e outras podem ser ainda mais profundas.</p>
<p data-start="17931" data-end="18129">Os resultados ajudam a identificar tipos de solo e rocha, presença de água e outras características que influenciam a profundidade dos túneis, fundações, estações e escolha dos métodos construtivos.</p>
<p data-start="18131" data-end="18305">Em agosto, o Consórcio Alphageos–EPT–FG–Progeo foi declarado vencedor de quatro lotes de investigações geológico-geotécnicas da linha.</p>
<p data-start="18307" data-end="18678">Mais recentemente, em 05 de setembro, o Metrô declarou vencedor o Consórcio CTA-GELMAP para um lote de levantamentos entre Osasco (SP) e São Paulo (SP), com proposta de R$ 1,776 milhão. O serviço envolve cadastro de redes de utilidades públicas, topografia, sistema viário, alinhamento predial e áreas relacionadas ao futuro pátio.</p>
<h3 data-section-id="rj93jz" data-start="18680" data-end="18758">DESAPROPRIAÇÕES JÁ SÃO ESTUDADAS, MAS AINDA DEPENDEM DO PROJETO DEFINITIVO</h3>
<p data-start="18760" data-end="18835">A dimensão das desapropriações também começou a ser estudada antes da obra.</p>
<p data-start="18837" data-end="18948">Em janeiro de 2026, o Metrô contratou levantamentos para avaliação macro de terrenos considerados prioritários.</p>
<p data-start="18950" data-end="19240">Foram incluídas áreas do futuro pátio e de estações como Sumaré, Faria Lima, Hebraica-Rebouças, Vital Brasil, Hospital Universitário, Rio Pequeno, Reserva Raposo e Granja Viana, além de terrenos necessários para estruturas de ventilação e emergência.</p>
<p data-start="19242" data-end="19326">O valor global estimado pelo EIA para desapropriações é de cerca de R$ 1,798 bilhão.</p>
<p data-start="19328" data-end="19414">Esse montante e as áreas atingidas ainda podem ser refinados durante o projeto básico.</p>
<h3 data-section-id="52u9ao" data-start="19416" data-end="19487">ESTUDO DE R$ 1,62 MILHÃO ANALISA RECEITAS COMERCIAIS E IMOBILIÁRIAS</h3>
<p data-start="19489" data-end="19588">Outra contratação busca avaliar formas de gerar receitas além das tarifas cobradas dos passageiros.</p>
<p data-start="19590" data-end="19818">Em junho de 2026, o Metrô assinou contrato de aproximadamente R$ 1,62 milhão com a CTA Consultoria Técnica e Assessoria para estudar o potencial comercial e imobiliário das áreas das 19 estações, pátio e estruturas operacionais.</p>
<p data-start="19820" data-end="19975">A análise inclui possibilidades como lojas, centros comerciais e desenvolvimento imobiliário associado às estações.</p>
<p data-start="19977" data-end="20068">Esse trabalho também será importante caso a Linha 22 venha a integrar uma concessão ou PPP.</p>
<h3 data-section-id="1x8wgvx" data-start="20070" data-end="20122">LINHA 22 ESTÁ NO PROGRAMA DE PARCERIAS DO ESTADO</h3>
<p data-start="20124" data-end="20290">A Linha 22-Marrom foi inserida pelo Governo de São Paulo no conjunto de projetos de expansão metroviária estudados no PPI-SP (Programa de Parcerias de Investimentos).</p>
<p data-start="20292" data-end="20454">O pacote também contempla as linhas 19-Celeste e 20-Rosa e avalia participação privada na expansão, operação e manutenção.</p>
<p data-start="20456" data-end="20537">Isso, porém, não significa que o modelo definitivo da Linha 22 já esteja fechado.</p>
<p data-start="20539" data-end="20627">Ainda será necessário estabelecer a estrutura financeira e contratual do empreendimento.</p>
<h3 data-section-id="wgyped" data-start="20629" data-end="20692">EIA APONTA R$ 28,38 BILHÕES E ENTREGA DE REFERÊNCIA EM 2036</h3>
<p data-start="20694" data-end="20819">O planejamento ambiental e de engenharia coloca a dimensão financeira do empreendimento em aproximadamente R$ 28,383 bilhões.</p>
<p data-start="20821" data-end="20833">Desse total:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="20835" data-end="20965">
<thead data-start="20835" data-end="20856">
<tr data-start="20835" data-end="20856">
<th class="last:pe-10" data-start="20835" data-end="20842" data-col-size="sm">Item</th>
<th class="last:pe-10" data-start="20842" data-end="20856" data-col-size="sm">Estimativa</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="20868" data-end="20965">
<tr data-start="20868" data-end="20897">
<td data-start="20868" data-end="20876" data-col-size="sm">Obras</td>
<td data-start="20876" data-end="20897" data-col-size="sm">R$ 26,585 bilhões</td>
</tr>
<tr data-start="20898" data-end="20935">
<td data-start="20898" data-end="20916" data-col-size="sm">Desapropriações</td>
<td data-start="20916" data-end="20935" data-col-size="sm">R$ 1,798 bilhão</td>
</tr>
<tr data-start="20936" data-end="20965">
<td data-start="20936" data-end="20944" data-col-size="sm">Total</td>
<td data-start="20944" data-end="20965" data-col-size="sm">R$ 28,383 bilhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="20967" data-end="21278">O cronograma de referência considera o período de 2026 a 2032 para elaboração dos projetos, estruturação das contratações e desapropriações, com maior intensidade das liberações de áreas a partir de 2029. O início da execução física aparece em 2030 e a conclusão em 2036.</p>
<p data-start="21280" data-end="21371">É necessário, entretanto, diferenciar cronograma de planejamento de compromisso contratual.</p>
<p data-start="21373" data-end="21702">Em apresentação feita pelo Metrô no início de setembro, a Linha 22 continuava sem obras contratadas e sem uma data oficial consolidada para entrada em operação. A companhia informou que o empreendimento ainda está em desenvolvimento e terá suas características refinadas no projeto básico.</p>
<p data-start="21704" data-end="21831">Assim, o avanço ambiental publicado nesta quarta-feira é relevante, mas ainda integra uma fase anterior aos canteiros de obras.</p>
<p data-start="21833" data-end="22105">O próximo conjunto de etapas inclui o atendimento das recomendações ambientais, continuidade da análise da Cetesb, obtenção das licenças necessárias, conclusão e contratação do projeto básico, definições sobre desapropriações, estrutura financeira e modelo de implantação.</p>
<p data-start="22107" data-end="22314">Só depois desse conjunto de procedimentos a Linha 22-Marrom poderá passar de um projeto de aproximadamente 31 quilômetros para uma obra efetivamente contratada entre Cotia (SP), Osasco (SP) e São Paulo (SP).</p>
<p data-start="22316" data-end="22375" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong data-start="22316" data-end="22375" data-is-last-node=""><em data-start="22318" data-end="22373">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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    <title>Torcedores do Palmeiras e LDU-EQU podem utilizar 28 linhas municipais para se deslocar ao Nubank Parque nesta quarta-feira (09)</title>
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	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 20:00:45 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Coletivos farão um itinerário especial para atender os passageiros que seguem para a Avenida Francisco Matarazzo VINÍCIUS DE OLIVEIRA Nesta quarta-feira, 09 de setembro, os torcedores que irão ao jogo entre Palmeiras e LDU-EQU, no Nubank Parque, podem utilizar 28 linhas municipais para chegar ao estádio. Conforme anunciado pela SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="637" height="429" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-28-as-17.36.00.webp?fit=637%2C429&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-28-as-17.36.00.webp?w=637&amp;ssl=1 637w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-28-as-17.36.00.webp?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-28-as-17.36.00.webp?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-06-28-as-17.36.00.webp?resize=400%2C269&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 637px) 100vw, 637px" /> <p><em>Coletivos farão um itinerário especial para atender os passageiros que seguem para a Avenida Francisco Matarazzo</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Nesta quarta-feira, 09 de setembro, os torcedores que irão ao jogo entre Palmeiras e LDU-EQU, no Nubank Parque, podem utilizar 28 linhas municipais para chegar ao estádio.</p>
<p>Conforme anunciado pela SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte) e SPTrans (São Paulo Transporte), os coletivos seguirão um itinerário especial para atender os passageiros que se deslocam para a Avenida Francisco Matarazzo, n° 1.705, na Zona Oeste da capital paulista.</p>
<p dir="ltr">Confira as linhas que atenderão à região:</p>
<p dir="ltr">1896/10 Jaraguá – Pça. Ramos de Azevedo</p>
<p dir="ltr">8000/10 Term. Lapa – Pça. Ramos de Azevedo</p>
<p dir="ltr">8000/1 Term. Lapa – Pça. Ramos de Azevedo</p>
<p dir="ltr">8400/10 Term. Pirituba – Pça. Ramos de Azevedo</p>
<p dir="ltr">8549/10 Taipas – Pça. do Correio</p>
<p dir="ltr">8594/10 Cid. D&#8217;Abril – Pça. Ramos de Azevedo</p>
<p dir="ltr">8622/10 Morro Doce – Pça. Ramos de Azevedo</p>
<p dir="ltr">8677/10 Jd. Líbano – Lgo. do Paissandu</p>
<p dir="ltr">8686/10 Mangalot – Lgo. do Paissandu</p>
<p dir="ltr">938C/10 COHAB Taipas – Term. Princ. Isabel</p>
<p dir="ltr">978J/10 Voith – Term. Princesa Isabel</p>
<p dir="ltr">129F/10 Conexão Petrônio Portela – Metrô Barra Funda</p>
<p dir="ltr">8055/51 Perus – Metrô Barra Funda</p>
<p dir="ltr">948A/10 Vl. Zatt – Metrô Barra Funda</p>
<p dir="ltr">8545/10 Penteado – Metrô Barra Funda</p>
<p dir="ltr">938P/10 Jd. Tereza – Metrô Barra Funda</p>
<p dir="ltr">938V/10 Jd. Vista Alegre – Metrô Barra Funda</p>
<p dir="ltr">978T/10 Jd. Guarani – Metrô Barra Funda</p>
<p dir="ltr">178A/10 Metrô Santana – Lapa</p>
<p dir="ltr">874T/10 Ipiranga – Lapa</p>
<p dir="ltr">809U/10 Cid. Universitária – Metrô Barra Funda</p>
<p dir="ltr">809U/21 Metrô Barra Funda – Metrô Vl. Madalena</p>
<p dir="ltr">856R/10 Lapa – Socorro</p>
<p dir="ltr">8615/10 Pq. da Lapa – Term. Pq. D. Pedro II</p>
<p dir="ltr">875H/10 Term.  Lapa – Metrô Vl. Mariana</p>
<p dir="ltr">877T/10 Vl. Anastácio – Metrô Paraíso</p>
<p dir="ltr">748R/10 Jd. João XXIII – Metrô Barra Funda</p>
<p dir="ltr">8252/10 Metrô Barra Funda – Lapa</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Detran-SP abre concurso com 145 vagas para Agente Estadual de Trânsito</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/detran-sp-abre-concurso-com-145-vagas-para-agente-estadual-de-transito/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 19:00:59 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Inscrições seguem até 7 de outubro, com prova prevista para novembro e salário inicial de R$ 5,7 mil YURI SENA O Detran-SP abriu concurso público para o preenchimento de 145 vagas para o cargo de Agente Estadual de Trânsito. O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado e as inscrições podem ser realizadas até [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="640" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/detran-sp.jpg?fit=640%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/detran-sp.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/detran-sp.jpg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/detran-sp.jpg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/detran-sp.jpg?resize=400%2C254&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Inscrições seguem até 7 de outubro, com prova prevista para novembro e salário inicial de R$ 5,7 mil</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Detran-SP abriu concurso público para o preenchimento de 145 vagas para o cargo de Agente Estadual de Trânsito. O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado e as inscrições podem ser realizadas até 7 de outubro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A seleção será organizada pelo Instituto Avalia e terá prova com questões objetivas e redação, marcada para 1º de novembro. A previsão é de que o resultado final seja divulgado em 15 de janeiro de 2027. A taxa de inscrição é de R$ 98.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para concorrer ao cargo, é necessário ter formação de nível superior e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B. A jornada de trabalho será de 40 horas semanais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O salário inicial é de R$ 5.702,18, sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A remuneração inclui ainda benefícios previstos na legislação, como FGTS, férias, 13º salário, vale-transporte, vale-refeição ou alimentação, adicional de periculosidade, bonificação por resultados e assistência médica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as atribuições do cargo estão atividades técnicas, de gestão e execução relacionadas às competências do Detran-SP. O órgão também destaca a necessidade de conhecimentos em informática e tecnologia diante do processo de transformação digital dos serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o primeiro concurso público realizado pelo Detran-SP desde 2019. Os aprovados passarão por capacitação inicial e poderão participar de ações de atualização e aperfeiçoamento profissional ao longo da carreira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Detran-SP informa que atualmente é responsável por aproximadamente 37 milhões de veículos e 27 milhões de condutores no Estado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As informações sobre o processo seletivo, incluindo o edital, cronograma e orientações para inscrição, estão reunidas na página especial criada pelo <a href="https://www.detran.sp.gov.br/concurso">Detran-SP</a> para o concurso.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>TJ-MG condena Viação Águia Branca a pagar R$ 10 mil e devolver em dobro passagens cobradas de passageira com Passe Livre</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/tj-mg-condena-viacao-aguia-branca-a-pagar-r-10-mil-e-devolver-em-dobro-passagens-cobradas-de-passageira-com-passe-livre/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/tj-mg-condena-viacao-aguia-branca-a-pagar-r-10-mil-e-devolver-em-dobro-passagens-cobradas-de-passageira-com-passe-livre/#comments</comments>
    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 17:55:07 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão envolve viagem entre Governador Valadares (MG) e Vitória (ES); Tribunal entendeu que empresa falhou ao cobrar na ida e não demonstrar oferta de alternativa compatível com a gratuidade na volta ADAMO BAZANI Colaborou Vinícius de Oliveira  A Viação Águia Branca foi condenada pelo TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) a pagar R$ 10 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="671" height="436" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-14.50.06.jpeg?fit=671%2C436&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-14.50.06.jpeg?w=671&amp;ssl=1 671w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-14.50.06.jpeg?resize=300%2C195&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-14.50.06.jpeg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-09-at-14.50.06.jpeg?resize=400%2C260&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 671px) 100vw, 671px" /> <div class="relative basis-auto flex-col -mb-(--composer-overlap-px) pb-(--composer-overlap-px) [--composer-overlap-px:28px] grow flex">
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<p data-start="126" data-end="328"><em data-start="126" data-end="328">Decisão envolve viagem entre Governador Valadares (MG) e Vitória (ES); Tribunal entendeu que empresa falhou ao cobrar na ida e não demonstrar oferta de alternativa compatível com a gratuidade na volta</em></p>
<p data-start="330" data-end="348"><strong data-start="330" data-end="348"><em data-start="332" data-end="346">ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p data-start="330" data-end="348"><em><strong>Colaborou Vinícius de Oliveira </strong></em></p>
<p data-start="350" data-end="1050">A Viação Águia Branca foi condenada pelo TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) a pagar R$ 10 mil por danos morais e a devolver em dobro os valores gastos por uma passageira com deficiência beneficiária do Passe Livre Interestadual em uma viagem entre Governador Valadares (MG) e Vitória (ES). Na ida, a emissão dos bilhetes foi feita de forma considerada equivocada pelo Tribunal: a gratuidade foi atribuída ao marido, enquanto a própria titular do benefício foi registrada como passageira pagante e desembolsou R$ 95,27. Na volta, ela gastou mais R$ 240,98 com duas passagens após não conseguir os bilhetes gratuitos.</p>
<p data-start="1052" data-end="1704">A 17ª Câmara Cível reformou a sentença de primeira instância e reconheceu falha da Viação Águia Branca também no trecho de retorno. Um ponto importante da decisão é que o Tribunal não declarou genericamente que o Passe Livre deve ser aceito em qualquer serviço semileito. A empresa sustentou que a gratuidade não se aplicava a essa categoria, mas, para os desembargadores, cabia à transportadora informar corretamente a passageira e demonstrar que havia oferecido uma alternativa em ônibus convencional compatível com o benefício legal, o que não ficou comprovado no processo.</p>
<p data-start="1706" data-end="2156">Com a decisão, os R$ 336,25 desembolsados nas viagens de ida e volta deverão ser restituídos em dobro, o que corresponde nominalmente a R$ 672,50, antes das atualizações determinadas pelo Tribunal. Somada à indenização moral de R$ 10 mil, a condenação principal chega a R$ 10.672,50, além de correção monetária, juros, custas, despesas processuais e honorários advocatícios.</p>
<h3 data-section-id="f7rytw" data-start="2158" data-end="2203">O QUE ACONTECEU NA VIAGEM DA ÁGUIA BRANCA</h3>
<p data-start="2205" data-end="2314">O processo teve origem em uma viagem rodoviária interestadual entre Governador Valadares (MG) e Vitória (ES).</p>
<p data-start="2316" data-end="2648">A passageira comprovou no processo ser beneficiária do Programa Passe Livre, instituído pela Lei Federal nº 8.899/1994 e regulamentado pelo Decreto nº 3.691/2000. Também constava dos autos que ela recebia BPC (Benefício de Prestação Continuada), com renda líquida mensal informada de R$ 993,06.</p>
<p data-start="2650" data-end="3008">O Passe Livre Interestadual assegura gratuidade no transporte coletivo interestadual a pessoas com deficiência comprovadamente carentes, observados os requisitos da legislação. De acordo com o acórdão, o programa também permite, nas condições estabelecidas para o beneficiário, a concessão da gratuidade ao acompanhante.</p>
<p data-start="3010" data-end="3252">No trecho de ida, de Governador Valadares (MG) para Vitória (ES), os bilhetes apresentados no processo mostraram que a gratuidade foi registrada para o marido da passageira, enquanto ela, que era a titular do benefício, apareceu como pagante.</p>
<p data-start="3254" data-end="3324">O valor cobrado foi de R$ 95,27.</p>
<p data-start="3326" data-end="3549">A própria sentença de primeira instância já havia reconhecido erro da Viação Águia Branca nesse trecho e determinado a devolução simples dos R$ 95,27, com atualização monetária e juros.</p>
<p data-start="3551" data-end="3713">A discussão que chegou ao Tribunal envolvia principalmente o que ocorreu na viagem de volta, a forma de devolução do dinheiro e a existência ou não de dano moral.</p>
<h3 data-section-id="izfh9u" data-start="3715" data-end="3761">NA VOLTA, PASSAGEIRA DESEMBOLSOU R$ 240,98</h3>
<p data-start="3763" data-end="3901">Segundo o processo, a passageira não conseguiu emitir gratuitamente os bilhetes para retornar de Vitória (ES) a Governador Valadares (MG).</p>
<p data-start="3903" data-end="4008">Ela acabou desembolsando R$ 240,98 pela compra de duas passagens.</p>
<p data-start="4010" data-end="4215">Na primeira instância, o juiz não responsabilizou a Viação Águia Branca por esse segundo episódio por considerar que a passageira não havia comprovado suficientemente a negativa de emissão das gratuidades.</p>
<p data-start="4217" data-end="4248">A passageira recorreu ao TJ-MG.</p>
<p data-start="4250" data-end="4452">No recurso, sustentou que havia sido determinada a inversão do ônus da prova e, portanto, caberia à empresa demonstrar que o atendimento havia sido regular ou que as vagas gratuitas estavam disponíveis.</p>
<p data-start="4454" data-end="4630">Também argumentou que não seria razoável uma beneficiária do Passe Livre, que já havia utilizado o benefício na ida, decidir espontaneamente pagar duas passagens para retornar.</p>
<p data-start="4632" data-end="4869">A autora ainda pediu a devolução em dobro das quantias e indenização de R$ 15 mil por danos morais. A Viação Águia Branca não apresentou contrarrazões ao recurso dentro do prazo, segundo o acórdão.</p>
<h3 data-section-id="gki142" data-start="4871" data-end="4931">EMPRESA ALEGOU QUE GRATUIDADE NÃO VALIA PARA O SEMILEITO</h3>
<p data-start="4933" data-end="5034">Um dos pontos mais importantes para o setor rodoviário está na discussão sobre a categoria do ônibus.</p>
<p data-start="5036" data-end="5217">Segundo o acórdão, em sua contestação a Viação Águia Branca sustentou que a gratuidade não seria aplicável ao serviço denominado “semileito”.</p>
<p data-start="5219" data-end="5314">O TJ-MG não resolveu o caso simplesmente estendendo a gratuidade obrigatoriamente ao semileito.</p>
<p data-start="5316" data-end="5342">A fundamentação foi outra.</p>
<p data-start="5344" data-end="5622">Para o Tribunal, caso o serviço adquirido não fosse compatível com o Passe Livre, caberia à transportadora prestar a informação adequada e demonstrar que havia colocado à disposição da passageira uma alternativa em veículo convencional na qual o benefício pudesse ser utilizado.</p>
<p data-start="5624" data-end="5747">Os desembargadores entenderam que a empresa não comprovou ter oferecido essa opção.</p>
<p data-start="5749" data-end="6067">O acórdão afirma ainda que a compra das passagens de retorno na categoria semileito não eliminava a responsabilidade da empresa porque, segundo a conclusão do Tribunal, a passageira comprou aquilo que estava disponível naquele momento para conseguir retornar à cidade de origem.</p>
<p data-start="6069" data-end="6326">Assim, a decisão não deve ser interpretada como uma determinação geral de gratuidade em todos os serviços semileito. No caso concreto, o fundamento foi a falta de comprovação de que a empresa ofereceu uma alternativa convencional compatível com o benefício.</p>
<h3 data-section-id="1j3qpcd" data-start="6328" data-end="6388">TJ-MG APLICOU RESPONSABILIDADE OBJETIVA À TRANSPORTADORA</h3>
<p data-start="6390" data-end="6484">A decisão também trata da responsabilidade das empresas de transporte nas relações de consumo.</p>
<p data-start="6486" data-end="6663">O relator, desembargador Baeta Neves, aplicou ao caso o artigo 14 do CDC (Código de Defesa do Consumidor), segundo o qual a responsabilidade do prestador de serviços é objetiva.</p>
<p data-start="6665" data-end="6918">Isso significa que, para a configuração do dever de indenizar nessa situação, não é necessário provar intenção ou culpa da transportadora. É preciso demonstrar a ocorrência do fato, o dano e a relação entre ambos.</p>
<p data-start="6920" data-end="7176">O Tribunal também destacou que, por prestar serviço público, a transportadora deve oferecer serviço adequado, eficiente e seguro, o que inclui o cumprimento das normas relativas à acessibilidade e à gratuidade legal.</p>
<h3 data-section-id="1pmjqdt" data-start="7178" data-end="7226">POR QUE A DEVOLUÇÃO FOI DETERMINADA EM DOBRO</h3>
<p data-start="7228" data-end="7331">A primeira sentença havia determinado apenas a restituição simples dos R$ 95,27 pagos no trecho de ida.</p>
<p data-start="7333" data-end="7362">O TJ-MG modificou esse ponto.</p>
<p data-start="7364" data-end="7536">Segundo o acórdão, o Código de Defesa do Consumidor admite a repetição do indébito em dobro quando a cobrança indevida representa comportamento contrário à boa-fé objetiva.</p>
<p data-start="7538" data-end="7623">Para o relator, o que ocorreu não poderia ser classificado como um erro justificável.</p>
<p data-start="7625" data-end="7815">A decisão menciona “imprudência e descuido” na emissão da passagem de ida e a violação do direito da consumidora na negativa das passagens de retorno.</p>
<p data-start="7817" data-end="7861">Os valores considerados pelo Tribunal foram:</p>
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<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="7863" data-end="8012">
<thead data-start="7863" data-end="7888">
<tr data-start="7863" data-end="7888">
<th class="last:pe-10" data-start="7863" data-end="7874" data-col-size="sm">Situação</th>
<th class="last:pe-10" data-start="7874" data-end="7888" data-col-size="sm">Valor pago</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="7900" data-end="8012">
<tr data-start="7900" data-end="7918">
<td data-start="7900" data-end="7906" data-col-size="sm">Ida</td>
<td data-start="7906" data-end="7918" data-col-size="sm">R$ 95,27</td>
</tr>
<tr data-start="7919" data-end="7942">
<td data-start="7919" data-end="7929" data-col-size="sm">Retorno</td>
<td data-start="7929" data-end="7942" data-col-size="sm">R$ 240,98</td>
</tr>
<tr data-start="7943" data-end="7977">
<td data-start="7943" data-end="7964" data-col-size="sm">Total desembolsado</td>
<td data-start="7964" data-end="7977" data-col-size="sm">R$ 336,25</td>
</tr>
<tr data-start="7978" data-end="8012">
<td data-start="7978" data-end="7999" data-col-size="sm">Devolução em dobro</td>
<td data-start="7999" data-end="8012" data-col-size="sm">R$ 672,50</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="8014" data-end="8194">Sobre a restituição incidem ainda correção monetária desde cada desembolso e juros de mora desde a citação, conforme determinado pelo TJ-MG.</p>
<h3 data-section-id="vdliq5" data-start="8196" data-end="8261">TRIBUNAL ENTENDEU QUE SITUAÇÃO PASSOU DE “MERO ABORRECIMENTO”</h3>
<p data-start="8263" data-end="8320">Outro ponto reformado foi a indenização por danos morais.</p>
<p data-start="8322" data-end="8419">O Tribunal considerou que a situação ultrapassou os transtornos comuns de uma relação de consumo.</p>
<p data-start="8421" data-end="8680">Na avaliação do relator, a passageira estava em condição de hipervulnerabilidade, teve cobrado um valor que não deveria ter sido exigido nas circunstâncias reconhecidas pelo julgamento e não teve sua reclamação atendida pelos representantes da transportadora.</p>
<p data-start="8682" data-end="8908">O acórdão afirma que, nessas condições, houve violação aos direitos da personalidade e que não seria necessária a demonstração de consequências adicionais para caracterizar o dano moral.</p>
<p data-start="8910" data-end="9157">A decisão também levou em conta que, segundo a narrativa acolhida pelo Tribunal, a passageira ficou fora de sua cidade de origem e precisou recorrer a empréstimos de terceiros para conseguir pagar o retorno.</p>
<h3 data-section-id="xfwohr" data-start="9159" data-end="9230">PASSAGEIRA PEDIU R$ 15 MIL, MAS INDENIZAÇÃO FOI FIXADA EM R$ 10 MIL</h3>
<p data-start="9232" data-end="9291">No recurso, a autora havia pedido indenização de R$ 15 mil.</p>
<p data-start="9293" data-end="9328">O TJ-MG fixou o valor em R$ 10 mil.</p>
<p data-start="9330" data-end="9742">O relator utilizou o chamado método bifásico para a definição da indenização. Neste sistema, o Judiciário observa inicialmente valores aplicados em casos semelhantes e, posteriormente, ajusta o montante às características específicas do processo, como gravidade do fato, circunstâncias da ocorrência e situação econômica das partes.</p>
<p data-start="9744" data-end="9840">A indenização terá correção monetária a partir da publicação do acórdão e juros desde a citação.</p>
<h3 data-section-id="1o3iz5w" data-start="9842" data-end="9931">PRIMEIRA SENTENÇA FOI REFORMADA E ÁGUIA BRANCA PASSOU A ARCAR COM CUSTAS E HONORÁRIOS</h3>
<p data-start="9933" data-end="10012">A mudança promovida pelo TJ-MG foi significativa em relação à primeira decisão.</p>
<p data-start="10014" data-end="10212">Na primeira instância, havia sido determinada somente a restituição simples de R$ 95,27, e as despesas processuais foram divididas entre passageira e empresa.</p>
<p data-start="10214" data-end="10371">No julgamento da apelação, a 17ª Câmara Cível considerou integralmente procedentes os pedidos reconhecidos no recurso e determinou que a Viação Águia Branca:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="10373" data-end="10598">
<thead data-start="10373" data-end="10401">
<tr data-start="10373" data-end="10401">
<th class="last:pe-10" data-start="10373" data-end="10388" data-col-size="sm">Determinação</th>
<th class="last:pe-10" data-start="10388" data-end="10401" data-col-size="sm">Resultado</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="10412" data-end="10598">
<tr data-start="10412" data-end="10448">
<td data-start="10412" data-end="10424" data-col-size="sm">Passagens</td>
<td data-start="10424" data-end="10448" data-col-size="sm">Restituição em dobro</td>
</tr>
<tr data-start="10449" data-end="10491">
<td data-start="10449" data-end="10478" data-col-size="sm">Valor nominal da devolução</td>
<td data-start="10478" data-end="10491" data-col-size="sm">R$ 672,50</td>
</tr>
<tr data-start="10492" data-end="10520">
<td data-start="10492" data-end="10507" data-col-size="sm">Danos morais</td>
<td data-start="10507" data-end="10520" data-col-size="sm">R$ 10 mil</td>
</tr>
<tr data-start="10521" data-end="10563">
<td data-start="10521" data-end="10541" data-col-size="sm">Custas e despesas</td>
<td data-start="10541" data-end="10563" data-col-size="sm">Pagas pela empresa</td>
</tr>
<tr data-start="10564" data-end="10598">
<td data-start="10564" data-end="10577" data-col-size="sm">Honorários</td>
<td data-start="10577" data-end="10598" data-col-size="sm">12% da condenação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="10600" data-end="10822">Os desembargadores Evandro Lopes da Costa Teixeira e Aparecida Grossi acompanharam o relator Baeta Neves, e a súmula do julgamento registra que o colegiado deu provimento ao recurso.</p>
<p data-start="10824" data-end="10921">O documento analisado pelo <strong data-start="10851" data-end="10877"><em data-start="10853" data-end="10875">Diário do Transporte</em></strong> não informa trânsito em julgado da decisão.</p>
<p data-start="10824" data-end="10921"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-532869" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Acordao-Aguia-Branca-1.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Acordao-Aguia-Branca-1.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Acordao-Aguia-Branca-1.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Acordao-Aguia-Branca-1.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Acordao-Aguia-Branca-1.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Acordao-Aguia-Branca-1.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, 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<p data-start="10923" data-end="10982" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong data-start="10923" data-end="10982" data-is-last-node=""><em data-start="10925" data-end="10980">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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    <title>Motoristas de ônibus da MoV com salários atrasados paralisam transporte público de Paulínia (SP) na manhã desta quarta-feira (09)</title>
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	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 17:25:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Greve]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Empresa informou que atraso nos depósitos ocorreu por conta de uma falha de processamento do sistema bancário; coletivos voltaram a circular por volta das 8h VINÍCIUS DE OLIVEIRA Na manhã desta quarta-feira, 09 de setembro, 18 linhas do transporte público de Paulínia (SP) foram afetadas pela paralisação dos motoristas da empresa MoV. A categoria protestou [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MOV-Paulinia-1-1030x579-1.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MOV-Paulinia-1-1030x579-1.jpg?w=1030&amp;ssl=1 1030w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MOV-Paulinia-1-1030x579-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MOV-Paulinia-1-1030x579-1.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MOV-Paulinia-1-1030x579-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MOV-Paulinia-1-1030x579-1.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/MOV-Paulinia-1-1030x579-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Empresa informou que atraso nos depósitos ocorreu por conta de uma falha de processamento do sistema bancário; coletivos voltaram a circular por volta das 8h</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Na manhã desta quarta-feira, 09 de setembro, 18 linhas do transporte público de Paulínia (SP) foram afetadas pela paralisação dos motoristas da empresa MoV.</p>
<p>A categoria protestou por melhores condições de trabalho e contra o atraso no pagamento dos salários, que até então estavam atrasados desde a semana passada.</p>
<p>Por volta das 7h, os trabalhadores receberam os valores em aberto, e na sequência às 8h, retomaram a circulação dos ônibus no município.</p>
<p>De acordo com os motoristas, que se mobilizaram desde a madrugada, eles teriam sofrido ameaças de demissão em caso de paralisação.</p>
<p>A operadora MoV explicou que o atraso no depósito dos salários ocorreu devido a uma falha de processamento do sistema bancário.</p>
<p>Em nota, a Prefeitura de Paulínia classificou o ato como irregular e reforçou que se mantém em dia com as obrigações junto às empresas do transporte urbano e escolar.</p>
<p>Confira quais foram as 18 linhas de ônibus com a operação afetada no período da manhã:</p>
<p>099 (Parque das Árvores)</p>
<p>100 (Marieta Dian)</p>
<p>101 (João Aranha)</p>
<p>102 (Jardim Leonor)</p>
<p>102 (Núcleos)</p>
<p>103 (Expressão São José)</p>
<p>104 e 200 (Replan)</p>
<p>105 (Expresso João Aranha)</p>
<p>106 (Linhão da Saúde)</p>
<p>202 (Parque da Represa)</p>
<p>203 (Cooperlotes)</p>
<p>204 (Residencial Pazetti)</p>
<p>207 (Vida Nova)</p>
<p>301 (Betel)</p>
<p>302 (Rhodia)</p>
<p>304 (Brasil 500)</p>
<p>305 (Interbairros)</p>
<p>306 (Expresso Alternativo)</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Prefeitura de Aracaju (SE) transfere linhas da empresa Modelo para a Boa Vista, que inclui 22 ônibus no sistema. Novos itinerários passam a vigorar na cidade</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/prefeitura-de-aracaju-se-transfere-linhas-da-empresa-modelo-para-a-boa-vista-que-inclui-22-onibus-no-sistema-novos-itinerarios-passam-a-vigorar-na-cidade/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 16:51:20 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Segundo administração municipal, serviços estão sendo reformulados e não estão descartadas mais alterações ADAMO BAZANI A Prefeitura de Aracaju (SE) iniciou nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, uma nova etapa da reestruturação do transporte coletivo, com a transferência de seis linhas até então operadas pela Viação Modelo para a Boa Vista e a substituição [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/fr5a8061-1-aqD42S9h.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/fr5a8061-1-aqD42S9h.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/fr5a8061-1-aqD42S9h.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/fr5a8061-1-aqD42S9h.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/fr5a8061-1-aqD42S9h.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/fr5a8061-1-aqD42S9h.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/fr5a8061-1-aqD42S9h.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/fr5a8061-1-aqD42S9h.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p data-start="163" data-end="271"><em data-start="163" data-end="271">Segundo administração municipal, serviços estão sendo reformulados e não estão descartadas mais alterações</em></p>
<p data-start="273" data-end="291"><em data-start="273" data-end="291"><strong data-start="274" data-end="290">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="293" data-end="1072">A Prefeitura de Aracaju (SE) iniciou nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, uma nova etapa da reestruturação do transporte coletivo, com a transferência de seis linhas até então operadas pela Viação Modelo para a Boa Vista e a substituição de 22 ônibus da primeira empresa por veículos da nova operadora. Também entram em vigor quatro serviços: dois itinerários novos, Campus/D.I.A. via Santa Lúcia e Eduardo Gomes/Mercado, e a reativação das linhas Santa Maria/D.I.A. via Etelvino Alves e Terminal Rodoviário/Nova Saneamento. Segundo a SMTT (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito), as mudanças foram definidas depois de acompanhamento da operação e das demandas dos passageiros e outras alterações não estão descartadas.</p>
<p data-start="1074" data-end="1923">A entrada da Boa Vista em linhas da Modelo ocorre, entretanto, dentro de uma reorganização muito mais ampla e juridicamente sensível do sistema da Grande Aracaju. A empresa chegou em agosto com uma frota de 110 ônibus climatizados, 67 deles zero quilômetro, inicialmente no processo de substituição da VRS. A VRS foi retirada pela SMTT, conseguiu voltar à operação por liminar e, na sexta-feira, 04 de setembro, o TJ-SE manteve provisoriamente a empresa nas linhas ao negar pedido da Prefeitura para suspender a decisão. Foi justamente diante dessa situação que a SMTT informou, como mostrou o <em data-start="1668" data-end="1694"><strong data-start="1669" data-end="1693">Diário do Transporte</strong></em>, que os 110 ônibus da Boa Vista permaneceriam no sistema e que seria definida uma nova distribuição das linhas. Parte desse rearranjo aparece agora com a transferência de serviços da Modelo.</p>
<h3 data-section-id="1oh7a08" data-start="1925" data-end="1982">Seis linhas deixam a Modelo e passam para a Boa Vista</h3>
<p data-start="1984" data-end="2124">Segundo o comunicado da Prefeitura, a retirada dos 22 ônibus da Viação Modelo será compensada pela transferência de seis linhas à Boa Vista.</p>
<p data-start="2126" data-end="2143">A relação é esta:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="2145" data-end="2423">
<thead data-start="2145" data-end="2167">
<tr data-start="2145" data-end="2167">
<th class="last:pe-10" data-start="2145" data-end="2153" data-col-size="sm">Linha</th>
<th class="last:pe-10" data-start="2153" data-end="2167" data-col-size="md">Itinerário</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="2178" data-end="2423">
<tr data-start="2178" data-end="2214">
<td data-start="2178" data-end="2184" data-col-size="sm">022</td>
<td data-start="2184" data-end="2214" data-col-size="md">Barra dos Coqueiros/D.I.A.</td>
</tr>
<tr data-start="2215" data-end="2249">
<td data-start="2215" data-end="2221" data-col-size="sm">101</td>
<td data-start="2221" data-end="2249" data-col-size="md">Parque São José/Maracaju</td>
</tr>
<tr data-start="2250" data-end="2293">
<td data-start="2250" data-end="2258" data-col-size="sm">200-2</td>
<td data-start="2258" data-end="2293" data-col-size="md">Circular Indústria e Comércio 2</td>
</tr>
<tr data-start="2294" data-end="2343">
<td data-start="2294" data-end="2300" data-col-size="sm">601</td>
<td data-start="2300" data-end="2343" data-col-size="md">Terminal Marcos Freire/Terminal Mercado</td>
</tr>
<tr data-start="2344" data-end="2371">
<td data-start="2344" data-end="2350" data-col-size="sm">614</td>
<td data-start="2350" data-end="2371" data-col-size="md">Sanatório/Mercado</td>
</tr>
<tr data-start="2372" data-end="2423">
<td data-start="2372" data-end="2378" data-col-size="sm">903</td>
<td data-start="2378" data-end="2423" data-col-size="md">Parque dos Carajás/Terminal Marcos Freire</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="2425" data-end="2474">As mudanças já valem a partir desta quarta-feira.</p>
<p data-start="2476" data-end="2772">Algumas dessas linhas não têm efeito apenas dentro dos limites territoriais de Aracaju. A 022 atende Barra dos Coqueiros (SE), enquanto serviços envolvendo Marcos Freire alcançam Nossa Senhora do Socorro (SE), o que evidencia novamente a natureza integrada do sistema de ônibus da Grande Aracaju.</p>
<p data-start="2774" data-end="2987">A operação metropolitana abrange Aracaju (SE), Barra dos Coqueiros (SE), Nossa Senhora do Socorro (SE) e São Cristóvão (SE), municípios envolvidos há anos na discussão sobre a concessão definitiva dos transportes.</p>
<h3 data-section-id="3teqnl" data-start="2989" data-end="3048">Duas linhas são criadas e outras duas voltam a circular</h3>
<p data-start="3050" data-end="3104">Além da troca de empresas, a SMTT redesenhou a oferta.</p>
<p data-start="3106" data-end="3227">A linha 091 – Campus/D.I.A. via Santa Lúcia é nova e deve ampliar a ligação da região universitária com o Terminal D.I.A.</p>
<p data-start="3229" data-end="3360">Também começa a linha 036 – Eduardo Gomes/Mercado, criando ligação entre o conjunto Eduardo Gomes e a região dos mercados centrais.</p>
<p data-start="3362" data-end="3421">Outros dois serviços estavam fora da rede e são reativados.</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="3423" data-end="3649">
<thead data-start="3423" data-end="3443">
<tr data-start="3423" data-end="3443">
<th class="last:pe-10" data-start="3423" data-end="3431" data-col-size="md">Linha</th>
<th class="last:pe-10" data-start="3431" data-end="3443" data-col-size="sm">Situação</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="3454" data-end="3649">
<tr data-start="3454" data-end="3498">
<td data-start="3454" data-end="3490" data-col-size="md">091 Campus/D.I.A. via Santa Lúcia</td>
<td data-start="3490" data-end="3498" data-col-size="sm">Nova</td>
</tr>
<tr data-start="3499" data-end="3535">
<td data-start="3499" data-end="3527" data-col-size="md">036 Eduardo Gomes/Mercado</td>
<td data-start="3527" data-end="3535" data-col-size="sm">Nova</td>
</tr>
<tr data-start="3536" data-end="3593">
<td data-start="3536" data-end="3580" data-col-size="md">403 Santa Maria/D.I.A. via Etelvino Alves</td>
<td data-start="3580" data-end="3593" data-col-size="sm">Reativada</td>
</tr>
<tr data-start="3594" data-end="3649">
<td data-start="3594" data-end="3636" data-col-size="md">035 Terminal Rodoviário/Nova Saneamento</td>
<td data-start="3636" data-end="3649" data-col-size="sm">Reativada</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="3651" data-end="3811">Assim, apesar de o comunicado da Prefeitura falar em quatro linhas criadas dentro da reestruturação, tecnicamente são dois serviços novos e dois restabelecidos.</p>
<p data-start="3813" data-end="3996">A administração diz que o desenho resulta do monitoramento diário do sistema e do mapeamento das principais demandas apresentadas pelos usuários.</p>
<h3 data-section-id="p7qhtg" data-start="3998" data-end="4097">Prefeitura não detalhou por que especificamente estes 22 ônibus da Modelo estão sendo retirados</h3>
<p data-start="4099" data-end="4127">Há uma distinção importante.</p>
<p data-start="4129" data-end="4389">No comunicado desta quarta-feira, a Prefeitura não individualiza irregularidades nos 22 ônibus da Modelo que deixam a operação nem informa que todos estariam acima da idade permitida, apresentariam problemas mecânicos ou teriam sido reprovados em fiscalização.</p>
<p data-start="4391" data-end="4586">A justificativa apresentada para o conjunto das mudanças é a reestruturação do serviço, baseada no acompanhamento operacional e nas demandas dos passageiros.</p>
<p data-start="4588" data-end="4639">Isso precisa ser diferenciado do contexto anterior.</p>
<p data-start="4641" data-end="4999">Desde março de 2025, Aracaju passou a aplicar regras mais rígidas para a frota por meio do Decreto Municipal nº 8.042. A norma estabeleceu vida útil máxima de 12 anos para ônibus a combustão e 15 anos para elétricos, além de requisitos relacionados às condições de funcionamento, conservação e fiscalização dos veículos.</p>
<p data-start="5001" data-end="5185">Quando a regra foi anunciada, a Prefeitura estimou a retirada de aproximadamente 160 ônibus, equivalentes a cerca de 30% da frota então existente.</p>
<p data-start="5187" data-end="5358">Posteriormente, a própria SMTT informou que mais de 200 veículos haviam deixado o sistema desde o início desse processo de adequação.</p>
<p data-start="5360" data-end="5544">Isso não permite, contudo, concluir automaticamente que os 22 veículos retirados nesta quarta-feira estão todos enquadrados nessa situação. O release atual não fornece essa informação.</p>
<h3 data-section-id="mktncm" data-start="5546" data-end="5604">Modelo já vinha sendo cobrada sobre renovação da frota</h3>
<p data-start="5606" data-end="5774">A Viação Modelo é uma operadora tradicional do sistema e continuou recebendo novas atribuições e participando de programas municipais mesmo depois da edição do decreto.</p>
<p data-start="5776" data-end="6078">Em março de 2025, por exemplo, a própria Prefeitura anunciou cinco ônibus seminovos climatizados incorporados pela Modelo. Na ocasião, eles foram destinados inicialmente às linhas Augusto Franco/Bugio, Porto Sul/Bairro Industrial e Circular Indústria e Comércio 2.</p>
<p data-start="6080" data-end="6293">A empresa também participou dos testes de ônibus elétricos promovidos pela Prefeitura em 2025 e passou a operar parte da frota elétrica municipal juntamente com Atalaia e VRS.</p>
<p data-start="6295" data-end="6393">Ao mesmo tempo, a idade de parte da frota da Modelo passou a ser alvo de questionamentos públicos.</p>
<p data-start="6395" data-end="6841">Reportagem do Mangue Jornalismo publicada em julho de 2026 identificou veículos vinculados à empresa fabricados em 2009 e, portanto, acima do limite de 12 anos estabelecido pelo decreto municipal. Procurada naquela ocasião, a SMTT informou que mantinha um processo gradual de adequação da frota e que mais de 200 ônibus de todo o sistema já haviam sido substituídos. A Modelo não respondeu àquela reportagem.</p>
<p data-start="6843" data-end="7026">A Câmara Municipal também registrou cobranças de vereadores relacionadas à presença de ônibus da Modelo com idade superior à prevista na norma.</p>
<p data-start="7028" data-end="7211">Novamente, estes antecedentes explicam o ambiente em que a mudança ocorre, mas não são apresentados pela Prefeitura como causa individual da retirada dos 22 ônibus desta quarta-feira.</p>
<h3 data-section-id="1a47tck" data-start="7213" data-end="7297">Boa Vista entrou com 110 ônibus para substituir VRS, mas Justiça mudou o desenho</h3>
<p data-start="7299" data-end="7406">É neste ponto que a decisão atual se conecta diretamente à cobertura recente do <em data-start="7379" data-end="7405"><strong data-start="7380" data-end="7404">Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<p data-start="7408" data-end="7588">Em 19 e 20 de agosto, a Prefeitura anunciou a incorporação de 110 ônibus climatizados à operação. Do total, 67 são zero quilômetro e os outros 43 possuem poucos anos de fabricação.</p>
<p data-start="7590" data-end="7913">Segundo os números divulgados pela SMTT, o pacote elevou para 208 a quantidade de ônibus climatizados e reduziu a idade média da frota de 7,65 para 5,68 anos. Os 30 ônibus elétricos municipais também estão dentro do conjunto de veículos climatizados contabilizado pela administração.</p>
<p data-start="7915" data-end="7986">A intenção inicial era que a Boa Vista substituísse a VRS em 36 linhas.</p>
<p data-start="7988" data-end="8312">A Prefeitura dizia que a VRS acumulava reclamações de passageiros, quebras, problemas de manutenção, descumprimento de horários e dificuldades na regularidade do atendimento. A SMTT sustentou ainda que a operação era exercida de forma precária, mediante Ordens de Serviço de Operação.</p>
<p data-start="8314" data-end="8546">Em 20 de agosto, ônibus da VRS foram impedidos de sair da garagem por uma operação da SMTT e da Guarda Municipal. A medida provocou reação da empresa, de trabalhadores e de entidades do setor.</p>
<h3 data-section-id="1bo14dk" data-start="8548" data-end="8637">VRS foi à Justiça e discussão mudou de qualidade do ônibus para devido processo legal</h3>
<p data-start="8639" data-end="8680">A VRS contestou a retirada judicialmente.</p>
<p data-start="8682" data-end="8986">A empresa não se limitou a negar as deficiências apontadas. Um dos principais argumentos foi de natureza administrativa: alegou que perdeu todas as 36 Ordens de Serviço de Operação praticamente de um dia para outro, sem processo administrativo prévio, contraditório ou possibilidade de apresentar defesa.</p>
<p data-start="8988" data-end="9224">A 3ª Vara Cível de Aracaju concedeu liminar no dia 28 de agosto e determinou provisoriamente a manutenção da VRS nas linhas, impedindo a transferência definitiva dessas operações para a Boa Vista.</p>
<p data-start="9226" data-end="9259">A Prefeitura e a SMTT recorreram.</p>
<p data-start="9261" data-end="9551">O Município argumentou que a VRS prestava o serviço de maneira precária, sem concessão resultante de licitação, e que as Ordens de Serviço poderiam ser revogadas em razão do interesse público, especialmente diante das reclamações e deficiências operacionais apresentadas pelo poder público.</p>
<p data-start="9553" data-end="9660">Mas, em 04 de setembro, o desembargador João Hora Neto negou o efeito suspensivo solicitado pelo Município.</p>
<p data-start="9662" data-end="9816">Um dos fundamentos considerados foi que o caráter precário da autorização não elimina a obrigação da administração de respeitar garantias constitucionais.</p>
<p data-start="9818" data-end="10072">O magistrado destacou ainda que o intervalo entre a comunicação da retirada e o desligamento previsto era de apenas um dia, considerado insuficiente, naquela análise provisória, para exercício do direito de defesa.</p>
<p data-start="10074" data-end="10145">O mérito do mandado de segurança ainda não foi julgado definitivamente.</p>
<h3 data-section-id="1nzskts" data-start="10147" data-end="10237">Foi aí que surgiram 110 ônibus novos sem poder simplesmente ocupar as 36 linhas da VRS</h3>
<p data-start="10239" data-end="10306">A decisão judicial criou um problema operacional bastante peculiar.</p>
<p data-start="10308" data-end="10374">A Boa Vista já tinha mobilizado 110 ônibus para entrar no sistema.</p>
<p data-start="10376" data-end="10460">Ao mesmo tempo, a Justiça determinou que a VRS voltasse às linhas que havia perdido.</p>
<p data-start="10462" data-end="10638">A Prefeitura poderia cumprir a ordem judicial retirando novamente toda a frota da Boa Vista, mas decidiu manter os 110 veículos no transporte coletivo e reorganizar a operação.</p>
<p data-start="10640" data-end="10757">Foi isso que a SMTT informou na sexta-feira, 04 de setembro, em reportagem publicada pelo <em data-start="10730" data-end="10756"><strong data-start="10731" data-end="10755">Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<p data-start="10759" data-end="10851">Na ocasião, o órgão ainda não havia anunciado onde os ônibus da Boa Vista seriam utilizados.</p>
<p data-start="10853" data-end="11034">A informação era que ajustes seriam feitos com as demais empresas e, posteriormente, seriam divulgadas as linhas atribuídas à nova companhia.</p>
<p data-start="11036" data-end="11075"><span class="contents" data-content-reference-start="10857" data-content-reference-end="11138"><span class="" data-state="closed"><a class="decorated-link" href="https://diariodotransporte.com.br/2026/09/04/novos-110-onibus-da-boa-vista-devem-seguir-em-circulacao-no-transporte-publico-de-aracaju-se-diz-smtt/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">Novos 110 ônibus da Boa Vista devem seguir em circulação no transporte público de Aracaju (SE), diz SMTT – Diário do Transporte</a></span></span></p>
<p data-start="11077" data-end="11226">Cinco dias depois, surge uma primeira resposta concreta: 22 ônibus passam a substituir unidades da Modelo e seis linhas são transferidas à Boa Vista.</p>
<h3 data-section-id="eg6fre" data-start="11228" data-end="11310">Caso VRS cria parâmetro jurídico importante para a retirada de outras empresas</h3>
<p data-start="11312" data-end="11429">A decisão relacionada à VRS não determina que a Modelo tenha de continuar operando as seis linhas desta quarta-feira.</p>
<p data-start="11431" data-end="11499">São empresas, atos administrativos e situações jurídicas diferentes.</p>
<p data-start="11501" data-end="11671">Também não foi localizada, até a elaboração desta reportagem, uma decisão judicial suspendendo especificamente a transferência das seis linhas da Modelo para a Boa Vista.</p>
<p data-start="11673" data-end="11766">O caso VRS, entretanto, cria um precedente imediato relevante para a administração municipal.</p>
<p data-start="11768" data-end="12031">O Tribunal deixou claro, ainda que em decisão provisória, que considerar uma autorização precária não significa necessariamente que o poder público possa retirar uma operadora sem motivação adequada e sem observar garantias mínimas de procedimento administrativo.</p>
<p data-start="12033" data-end="12251">Assim, se a Modelo entender que perdeu as linhas sem procedimento, fundamentação ou possibilidade de defesa, poderá tentar utilizar raciocínio semelhante ao da VRS em eventual questionamento administrativo ou judicial.</p>
<p data-start="12253" data-end="12302">Isso não significa que obteria o mesmo resultado.</p>
<p data-start="12304" data-end="12621">Seria necessário analisar qual é a natureza jurídica das Ordens de Serviço da Modelo, como foi formalizada a redistribuição desta quarta-feira, quais notificações foram emitidas, se houve procedimento administrativo anterior, quais obrigações estavam sendo exigidas e quais elementos técnicos fundamentaram a decisão.</p>
<p data-start="12623" data-end="12704">O comunicado da Prefeitura divulgado nesta quarta-feira não detalha essas etapas.</p>
<h3 data-section-id="1wyvxfz" data-start="12706" data-end="12781">Poder público também tem obrigação de garantir continuidade e qualidade</h3>
<p data-start="12783" data-end="12890">Por outro lado, a administração municipal possui deveres jurídicos que vão além da relação com as empresas.</p>
<p data-start="12892" data-end="12940">Transporte coletivo é serviço público essencial.</p>
<p data-start="12942" data-end="13110">Isso significa que Prefeitura, SMTT e, no âmbito metropolitano, o CTM precisam impedir descontinuidade, falta de ônibus, riscos à segurança e deterioração da qualidade.</p>
<p data-start="13112" data-end="13426">A própria sentença que anulou em primeira instância a licitação metropolitana de 2024 determinou que os entes públicos adotassem todas as medidas administrativas, operacionais e jurídicas necessárias para manter o transporte funcionando enquanto não houvesse nova concessão.</p>
<p data-start="13428" data-end="13485">Existe, portanto, uma tensão jurídica entre dois deveres.</p>
<p data-start="13487" data-end="13590">De um lado, a administração precisa fiscalizar e pode reorganizar o sistema para proteger o passageiro.</p>
<p data-start="13592" data-end="13764">Do outro, mesmo empresas que operam em regime transitório ou precário podem questionar atos que considerem desmotivados, desproporcionais ou praticados sem devido processo.</p>
<p data-start="13766" data-end="13835">É exatamente esse equilíbrio que está sendo discutido no caso da VRS.</p>
<h3 data-section-id="1wzqa3c" data-start="13837" data-end="13896">Problema começou muito antes de Boa Vista, VRS e Modelo</h3>
<p data-start="13898" data-end="14022">A situação atual é consequência de um impasse que se arrasta desde a tentativa de licitação metropolitana realizada em 2024.</p>
<p data-start="14024" data-end="14254">Depois de décadas de operação baseada em permissões e arranjos transitórios, o CTM promoveu uma concorrência para conceder o transporte de Aracaju (SE), Nossa Senhora do Socorro (SE), Barra dos Coqueiros (SE) e São Cristóvão (SE).</p>
<p data-start="14256" data-end="14330">O edital previa 473 ônibus, 122 linhas e contratos com duração de 20 anos.</p>
<p data-start="14332" data-end="14369">O sistema foi dividido em dois lotes.</p>
<p data-start="14371" data-end="14667">Em agosto de 2024, foram declaradas vencedoras a Auto Nossa Senhora Aparecida, de Minas Gerais, no primeiro lote, e a Viação Atalaia, no segundo. A estimativa apresentada na ocasião previa aproximadamente R$ 126 milhões em subsídios das quatro prefeituras.</p>
<p data-start="14669" data-end="14731">Os contratos chegaram a ser assinados em setembro daquele ano.</p>
<p data-start="14733" data-end="14831">Mas a licitação nunca conseguiu se afastar dos questionamentos judiciais e dos órgãos de controle.</p>
<h3 data-section-id="187weo4" data-start="14833" data-end="14897">TCE tentou suspender a concorrência antes mesmo do resultado</h3>
<p data-start="14899" data-end="15014">Em julho de 2024, ainda antes da definição das vencedoras, o TCE-SE apontou problemas e tentou suspender o certame.</p>
<p data-start="15016" data-end="15222">Entre os questionamentos estavam falta de dotação orçamentária prévia para o subsídio tarifário, critérios econômico-financeiros do edital e divergências na metodologia de compensação da receita do sistema.</p>
<p data-start="15224" data-end="15299">Uma decisão do Tribunal de Justiça permitiu que a concorrência continuasse.</p>
<p data-start="15301" data-end="15472">As empresas foram escolhidas e os contratos assinados, mas uma ação civil pública do Ministério Público manteve a discussão aberta.</p>
<h3 data-section-id="1g7wiad" data-start="15474" data-end="15527">Em 2025, Justiça anulou integralmente a licitação</h3>
<p data-start="15529" data-end="15675">Em dezembro de 2025, a 18ª Vara Cível de Aracaju julgou procedente a ação do Ministério Público e anulou integralmente a Concorrência nº 001/2024.</p>
<p data-start="15677" data-end="15864">A decisão apontou falhas formais, ausência de motivação adequada, irregularidades técnicas e indícios de direcionamento e superfaturamento identificados durante a análise do procedimento.</p>
<p data-start="15866" data-end="16102">A sentença determinava um novo processo licitatório e estabelecia prazo até 30 de abril de 2026. Também reafirmava expressamente a obrigação de manter o transporte funcionando durante a transição.</p>
<p data-start="16104" data-end="16251">Poucos dias depois, entretanto, o Tribunal de Justiça suspendeu a execução dos efeitos da sentença de anulação enquanto recursos fossem analisados.</p>
<p data-start="16253" data-end="16493">Isso produziu mais um cenário intermediário: a licitação havia sido declarada nula em primeira instância, mas essa decisão não poderia ser imediatamente executada em razão da determinação do Tribunal.</p>
<h3 data-section-id="1o115f3" data-start="16495" data-end="16580">Em agosto de 2026, Justiça voltou a impedir execução prática da licitação de 2024</h3>
<p data-start="16582" data-end="16603">O impasse prosseguiu.</p>
<p data-start="16605" data-end="16754">Em 2026, municípios integrantes do consórcio defenderam a emissão das ordens de serviço para colocar em prática os contratos da concorrência de 2024.</p>
<p data-start="16756" data-end="16815">A Prefeitura de Aracaju se posicionou de maneira contrária.</p>
<p data-start="16817" data-end="17061">Em 19 de agosto, a 3ª Vara Cível concedeu liminar requerida pelo Município para impedir que os demais integrantes do CTM obrigassem a presidente do consórcio e seu diretor-executivo a expedir ordens de serviço baseadas na licitação questionada.</p>
<p data-start="17063" data-end="17310">A decisão considerou que a suspensão provisória dos efeitos da sentença que anulou o certame não significava automaticamente validação e execução imediata dos atos cuja legalidade continuava sendo discutida.</p>
<p data-start="17312" data-end="17424">Ou seja: em setembro de 2026, a Grande Aracaju continua sem uma concessão definitiva e pacificada judicialmente.</p>
<p data-start="17426" data-end="17545">É nesse ambiente que SMTT e CTM precisam manter o sistema funcionando por meio dos instrumentos atualmente disponíveis.</p>
<h3 data-section-id="kb2c8l" data-start="17547" data-end="17597">Decreto de 2025 abriu outra frente de mudanças</h3>
<p data-start="17599" data-end="17723">Paralelamente ao impasse da licitação, a administração da prefeita Emília Corrêa editou em março de 2025 o Decreto nº 8.042.</p>
<p data-start="17725" data-end="17832">A principal regra foi estabelecer idade máxima de 12 anos para ônibus a diesel e de 15 anos para elétricos.</p>
<p data-start="17834" data-end="17973">O Município deu um período de transição e passou a promover substituições de operadores e veículos.</p>
<p data-start="17975" data-end="18037">A primeira mudança de grande porte atingiu a Viação Progresso.</p>
<p data-start="18039" data-end="18271">Em abril de 2025, a Prefeitura iniciou a retirada gradual da empresa e antecipou a entrada da RS Transportes, alegando necessidade de renovar a frota e preservar a continuidade do atendimento.</p>
<p data-start="18273" data-end="18600">A disputa também chegou aos órgãos de controle e à Justiça. Posteriormente, o TJ-SE suspendeu decisão do Tribunal de Contas que poderia resultar no retorno da Progresso e considerou, naquele momento processual, válida a utilização do decreto para estabelecer critérios de idade da frota.</p>
<p data-start="18602" data-end="18675">Assim, a substituição de empresas não começou com a VRS nem com a Modelo.</p>
<h3 data-section-id="rhuxk0" data-start="18677" data-end="18731">Frota passou por forte renovação entre 2025 e 2026</h3>
<p data-start="18733" data-end="18813">Apesar da insegurança contratual, houve mudanças materiais importantes na frota.</p>
<p data-start="18815" data-end="18918">No começo de 2025, a idade média dos ônibus era informada pela Prefeitura em aproximadamente 10,3 anos.</p>
<p data-start="18920" data-end="19087">Em julho daquele ano, depois das primeiras substituições, a administração apontava média de 7,74 anos e 68 ônibus climatizados.</p>
<p data-start="19089" data-end="19249">Em julho de 2025 começaram a operar os primeiros 15 ônibus elétricos municipais, distribuídos entre empresas do sistema.</p>
<p data-start="19251" data-end="19298">Em 2026, a frota elétrica chegou a 30 unidades.</p>
<p data-start="19300" data-end="19507">Com a chegada do pacote de 110 ônibus associados à entrada da Boa Vista em agosto, a Prefeitura passou a informar idade média de 5,68 anos e 208 veículos climatizados.</p>
<p data-start="19509" data-end="19841">Além disso, existe uma licitação municipal separada para aquisição de 36 ônibus urbanos zero quilômetro, a diesel Euro 6, com câmbio automático e ar-condicionado. O processo prevê investimento próximo de R$ 39,4 milhões e, após republicação, tem sessão programada para 15 de setembro de 2026.</p>
<h3 data-section-id="oeow78" data-start="19843" data-end="19881">O que muda para o passageiro agora</h3>
<p data-start="19883" data-end="19998">Para quem utiliza os ônibus, a consequência imediata não é apenas a troca do nome da empresa na lateral do veículo.</p>
<p data-start="20000" data-end="20098">Seis linhas passam da Modelo para a Boa Vista e recebem 22 ônibus dentro do rearranjo operacional.</p>
<p data-start="20100" data-end="20138">Duas ligações inéditas entram na rede.</p>
<p data-start="20140" data-end="20170">Outras duas voltam a circular.</p>
<p data-start="20172" data-end="20341">A Prefeitura sustenta que está usando dados de demanda e acompanhamento diário da operação para reorganizar as viagens e já informa que novas alterações poderão ocorrer.</p>
<p data-start="20343" data-end="20470">O passageiro, portanto, deve acompanhar possíveis mudanças de horários, quantidade de veículos e itinerários nos próximos dias.</p>
<p data-start="20472" data-end="20662">A consulta oficial de linhas e horários da SMTT continua apresentando a rede completa e vem sendo atualizada à medida que as mudanças são implantadas.</p>
<h3 data-section-id="14ez6z9" data-start="20664" data-end="20749">Boa Vista agora encontra uma função para parte dos 110 ônibus mantidos no sistema</h3>
<p data-start="20751" data-end="20952">A decisão desta quarta-feira também esclarece parcialmente uma pergunta que surgiu após a determinação judicial favorável à VRS: onde seriam colocados os 110 ônibus que a Boa Vista já havia mobilizado?</p>
<p data-start="20954" data-end="21018">A SMTT disse em 04 de setembro que não retiraria esses veículos.</p>
<p data-start="21020" data-end="21133">Agora, 22 deles passam a ser associados à substituição da frota da Modelo e seis linhas recebem a nova operadora.</p>
<p data-start="21135" data-end="21314">Ainda não há, no comunicado desta quarta-feira, uma relação completa mostrando como serão distribuídos todos os 110 veículos da Boa Vista depois da recomposição das linhas da VRS.</p>
<p data-start="21316" data-end="21383">Por isso, a reorganização ainda não pode ser considerada encerrada.</p>
<p data-start="21385" data-end="21562">A própria linha fina desta nova etapa confirma esse cenário: segundo a administração municipal, os serviços continuam sendo reformulados e mais alterações não estão descartadas.</p>
<h3 data-section-id="eqi5wb" data-start="21564" data-end="21618">Modelo permanece no sistema, ao menos por enquanto</h3>
<p data-start="21620" data-end="21787">Outra diferença relevante em relação à tentativa de retirada da VRS é que o comunicado desta quarta-feira não anuncia o encerramento completo das atividades da Modelo.</p>
<p data-start="21789" data-end="21978">A empresa perde seis linhas e 22 ônibus deixam de ser utilizados dentro dessa parcela da operação, mas outras linhas historicamente vinculadas à empresa não aparecem na relação transferida.</p>
<p data-start="21980" data-end="22170">Portanto, com as informações divulgadas até agora, trata-se de uma redução e redistribuição de operação, e não de anúncio formal de retirada integral da Viação Modelo do transporte coletivo.</p>
<p data-start="22172" data-end="22214">Isso também pode ter importância jurídica.</p>
<p data-start="22216" data-end="22433">Uma reorganização parcial de linhas, baseada no planejamento do órgão gestor, não é necessariamente equivalente à revogação integral de todas as autorizações de uma empresa, como ocorreu na medida tomada contra a VRS.</p>
<p data-start="22435" data-end="22572">Será preciso conhecer os atos administrativos que formalizaram a mudança para determinar com precisão quais procedimentos foram adotados.</p>
<h3 data-section-id="1ix6ofq" data-start="22574" data-end="22658">Sistema vive modernização ao mesmo tempo em que ainda busca segurança contratual</h3>
<p data-start="22660" data-end="22734">A Grande Aracaju chega, assim, a uma situação aparentemente contraditória.</p>
<p data-start="22736" data-end="22887">De um lado, a frota está mais nova, há 30 ônibus elétricos, aumentou fortemente o número de veículos climatizados e novas empresas chegaram ao sistema.</p>
<p data-start="22889" data-end="23118">Do outro, a concessão de longo prazo continua mergulhada em disputas judiciais e as mudanças mais recentes são feitas num ambiente de autorizações transitórias, decisões administrativas, contratos emergenciais e ordens judiciais.</p>
<p data-start="23120" data-end="23236">A Prefeitura sustenta que precisa agir para garantir qualidade, regularidade e continuidade de um serviço essencial.</p>
<p data-start="23238" data-end="23413">As operadoras afetadas podem, por sua vez, recorrer ao Judiciário quando entendem que mudanças foram feitas sem motivação suficiente, contraditório ou processo administrativo.</p>
<p data-start="23415" data-end="23595">O caso da VRS já mostrou que a Justiça está disposta a examinar não apenas se a empresa presta ou não um bom serviço, mas também a forma pela qual o poder público decide retirá-la.</p>
<p data-start="23597" data-end="23781">Agora, com a Boa Vista passando a ocupar seis linhas da Modelo e com novas modificações anunciadas pela SMTT, a reorganização do transporte coletivo de Aracaju entra em mais uma etapa.</p>
<p data-start="23783" data-end="23963">Para o usuário, a melhora efetiva dependerá não apenas de ônibus mais novos, mas também de frequência, regularidade, integração, cumprimento de horários e estabilidade operacional.</p>
<p data-start="23965" data-end="24225">E, para que essa transformação seja duradoura, permanece uma questão ainda maior: encerrar o longo impasse jurídico e construir uma concessão definitiva capaz de dar segurança ao poder público, às empresas, aos trabalhadores e, principalmente, aos passageiros.</p>
<p data-start="24227" data-end="24286" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="24227" data-end="24286" data-is-last-node=""><strong data-start="24228" data-end="24285">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/prefeitura-de-aracaju-se-transfere-linhas-da-empresa-modelo-para-a-boa-vista-que-inclui-22-onibus-no-sistema-novos-itinerarios-passam-a-vigorar-na-cidade/feed/</wfw:commentRss>
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  <item>
    <title>Fundo de Mobilidade do Rio tem R$ 33,6 milhões apurados em 2026 e volta a bancar subsídios dos ônibus; veja quanto já movimentou desde a intervenção no BRT</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/fundo-de-mobilidade-do-rio-tem-r-336-milhoes-apurados-em-2026-e-volta-a-bancar-subsidios-dos-onibus-veja-quanto-ja-movimentou-desde-a-intervencao-no-brt/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/fundo-de-mobilidade-do-rio-tem-r-336-milhoes-apurados-em-2026-e-volta-a-bancar-subsidios-dos-onibus-veja-quanto-ja-movimentou-desde-a-intervencao-no-brt/#comments</comments>
    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 16:15:01 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ata publicada nesta quarta-feira (09) mostra aprovação unânime para uso de recursos do FMUS no pagamento de subsídios; fundo foi usado na intervenção do BRT em 2021, na compra de frota em 2022 e no apoio financeiro ao transporte entre 2023 e 2025, enquanto subsídio total do sistema chegou a R$ 1,2 bilhão somente em [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="691" height="482" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brt-rio.jpg?fit=691%2C482&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brt-rio.jpg?w=691&amp;ssl=1 691w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brt-rio.jpg?resize=300%2C209&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brt-rio.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/brt-rio.jpg?resize=400%2C279&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px" /> <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot">
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<p data-start="161" data-end="484"><em data-start="161" data-end="484">Ata publicada nesta quarta-feira (09) mostra aprovação unânime para uso de recursos do FMUS no pagamento de subsídios; fundo foi usado na intervenção do BRT em 2021, na compra de frota em 2022 e no apoio financeiro ao transporte entre 2023 e 2025, enquanto subsídio total do sistema chegou a R$ 1,2 bilhão somente em 2024</em></p>
<p data-start="486" data-end="504"><em data-start="486" data-end="504"><strong data-start="487" data-end="503">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="506" data-end="1140">O Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável do Rio de Janeiro (RJ) tinha aproximadamente R$ 33,6 milhões em recursos apurados até julho de 2026 e teve aprovada por unanimidade uma nova utilização de verbas para pagamento de subsídios aos contratos de transporte coletivo. A ata da primeira reunião ordinária do conselho do FMUS neste ano, publicada nesta quarta-feira, 09 de setembro, detalha R$ 14 milhões de arrecadação do fundo, R$ 15,76 milhões de Contrapartida de Impacto Viário, R$ 2,6 milhões remanescentes da bilhetagem digital e outros R$ 1,15 milhão em superávits de duas fontes.</p>
<p data-start="1142" data-end="1936">O documento também revela uma linha do tempo do uso do fundo: recursos foram destinados à intervenção municipal no BRT em 2021, à aquisição de frota para o sistema em 2022 e ao pagamento de subsídios ao transporte público entre 2023 e 2025. Em 2025, o FMUS também bancou despesas relacionadas às associações da Secretaria Municipal de Transportes à ANTP e à UITP. A dimensão financeira do sistema é muito maior que o caixa isolado do fundo: em 2024, por exemplo, a própria Prefeitura informa que aproximadamente R$ 1,2 bilhão foi pago em subsídios aos ônibus convencionais. Portanto, o FMUS é uma das fontes de financiamento da política e não deve ser confundido com o total dos subsídios pagos pelo Tesouro municipal.</p>
<h3 data-section-id="1xqafq0" data-start="1938" data-end="1998">R$ 33,6 milhões apurados em 2026: de onde vem o dinheiro</h3>
<p data-start="2000" data-end="2123">A composição informada ao Conselho do Fundo permite enxergar com mais precisão a origem dos recursos disponíveis neste ano.</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="2125" data-end="2398">
<thead data-start="2125" data-end="2152">
<tr data-start="2125" data-end="2152">
<th class="last:pe-10" data-start="2125" data-end="2133" data-col-size="sm">Fonte</th>
<th class="last:pe-10" data-start="2133" data-end="2152" data-col-size="sm">Valor até julho</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="2164" data-end="2398">
<tr data-start="2164" data-end="2202">
<td data-start="2164" data-end="2186" data-col-size="sm">Arrecadação do FMUS</td>
<td data-start="2186" data-end="2202" data-col-size="sm">~R$ 14,00 mi</td>
</tr>
<tr data-start="2203" data-end="2236">
<td data-start="2203" data-end="2220" data-col-size="sm">Impacto Viário</td>
<td data-start="2220" data-end="2236" data-col-size="sm">~R$ 15,76 mi</td>
</tr>
<tr data-start="2237" data-end="2273">
<td data-start="2237" data-end="2259" data-col-size="sm">Saldo da bilhetagem</td>
<td data-start="2259" data-end="2273" data-col-size="sm">R$ 2,60 mi</td>
</tr>
<tr data-start="2274" data-end="2318">
<td data-start="2274" data-end="2304" data-col-size="sm">Superávit – fonte 2.759.113</td>
<td data-start="2304" data-end="2318" data-col-size="sm">R$ 900 mil</td>
</tr>
<tr data-start="2319" data-end="2363">
<td data-start="2319" data-end="2349" data-col-size="sm">Superávit – fonte 2.759.146</td>
<td data-start="2349" data-end="2363" data-col-size="sm">R$ 250 mil</td>
</tr>
<tr data-start="2364" data-end="2398">
<td data-start="2364" data-end="2382" data-col-size="sm">Total informado</td>
<td data-start="2382" data-end="2398" data-col-size="sm">~R$ 33,60 mi</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="2400" data-end="2708">Somados pelos valores arredondados individualmente publicados na ata, os componentes chegam a aproximadamente R$ 33,51 milhões. O próprio documento, entretanto, apresenta o consolidado como cerca de R$ 33,6 milhões, diferença compatível com arredondamentos das parcelas.</p>
<p data-start="2710" data-end="2879">A maior fonte individual é a Contrapartida de Impacto Viário, com R$ 15,76 milhões. Em seguida aparecem os aproximadamente R$ 14 milhões da arrecadação do próprio fundo.</p>
<p data-start="2881" data-end="3159">A ata ressalta que os R$ 14 milhões não incluem os recursos da Contrapartida de Impacto Viário nem determinadas contrapartidas provenientes da Operação Urbana Consorciada São Januário, do Autódromo de Guaratiba e do chamado Legado Olímpico.</p>
<h3 data-section-id="13jmuba" data-start="3161" data-end="3254">Conselho autorizou subsídio, mas não destinou automaticamente os R$ 33,6 milhões inteiros</h3>
<p data-start="3256" data-end="3391">A decisão aprovada foi a utilização de recursos do FMUS para pagamento dos subsídios dos contratos de concessão do transporte coletivo.</p>
<p data-start="3393" data-end="3489">A ata não fixa, entretanto, um valor específico dentro dos R$ 33,6 milhões para esta finalidade.</p>
<p data-start="3491" data-end="3604">Por isso, não é correto afirmar que todo esse dinheiro será transferido imediatamente para as empresas de ônibus.</p>
<p data-start="3606" data-end="3857">O Conselho aprovou ainda uma segunda proposta: pagamento da anuidade da Secretaria Municipal de Transportes junto à ANTP e à UITP. As duas deliberações foram aprovadas por unanimidade pelos conselheiros presentes.</p>
<h3 data-section-id="fwkwwo" data-start="3859" data-end="3939">Fundo foi criado em 2018 e começou a ter utilização relevante posteriormente</h3>
<p data-start="3941" data-end="4030">O FMUS foi criado por lei municipal em janeiro de 2018 e regulamentado em agosto de 2019.</p>
<p data-start="4032" data-end="4167">O fundo não possui personalidade jurídica própria. É uma estrutura contábil-financeira vinculada à Secretaria Municipal de Transportes.</p>
<p data-start="4169" data-end="4428">Entre suas possíveis fontes estão dotações orçamentárias municipais, receitas do transporte coletivo, recursos de vistorias, multas aplicadas aos operadores e permissionários do sistema, doações e rendimentos financeiros.</p>
<p data-start="4430" data-end="4638">Em 2020, as demonstrações contábeis registraram que, apesar da existência de previsão de receitas e despesas, não houve movimentação financeira do FMUS naquele exercício.</p>
<p data-start="4640" data-end="4674">A mudança ocorreu no ano seguinte.</p>
<h3 data-section-id="uriyz9" data-start="4676" data-end="4743">2021: R$ 88,06 milhões em despesas no ano da intervenção do BRT</h3>
<p data-start="4745" data-end="4812">As contas oficiais de 2021 mostram uma movimentação muito superior.</p>
<p data-start="4814" data-end="4911">O FMUS recebeu R$ 88.035.088,83 em transferências financeiras destinadas à execução orçamentária.</p>
<p data-start="4913" data-end="5038">Também foram registrados R$ 28.886,95 em recebimentos extraorçamentários e apenas R$ 11,60 em receita orçamentária vinculada.</p>
<p data-start="5040" data-end="5103">No total, os ingressos financeiros chegaram a R$ 88.063.987,38.</p>
<p data-start="5105" data-end="5252">As despesas orçamentárias foram de R$ 88.063.975,78, deixando saldo de apenas R$ 11,60 ao final do exercício.</p>
<p data-start="5254" data-end="5435">É justamente 2021 que a ata agora publicada identifica como o período de execução de recursos do FMUS relacionada à intervenção no Sistema BRT.</p>
<h3 data-section-id="1hkdn6w" data-start="5437" data-end="5490">Prefeitura assumiu gradativamente BRT deteriorado</h3>
<p data-start="5492" data-end="5571">A intervenção ocorreu em meio à grave deterioração que o BRT vinha enfrentando.</p>
<p data-start="5573" data-end="5787">A Prefeitura passou a assumir progressivamente o controle da operação por meio da Mobi-Rio, diante de redução de frota, estações degradadas e dificuldades das empresas privadas que até então operavam os corredores.</p>
<p data-start="5789" data-end="5911">O processo terminou por retirar definitivamente o BRT do âmbito operacional dos quatro consórcios de ônibus convencionais.</p>
<p data-start="5913" data-end="6247">No acordo judicial firmado em maio de 2022, os consórcios Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz aceitaram renunciar a qualquer pretensão de retomar a operação do BRT. Também abriram mão da bilhetagem e concordaram com a redução dos contratos de ônibus convencionais de 2030 para 2028.</p>
<h3 data-section-id="3pw2kr" data-start="6249" data-end="6352">2022: fundo teve R$ 50,57 milhões em despesas e ano foi marcado pela compra maciça de ônibus do BRT</h3>
<p data-start="6354" data-end="6413">Em 2022, a dotação inicial do FMUS era de R$ 109,6 milhões.</p>
<p data-start="6415" data-end="6620">Durante o exercício foram abertos R$ 10,665 milhões em créditos suplementares e cancelados R$ 68,73 milhões, resultando numa dotação atualizada de R$ 51,535 milhões.</p>
<p data-start="6622" data-end="6702">As demonstrações financeiras mostram despesas orçamentárias de R$ 50.571.896,62.</p>
<p data-start="6704" data-end="6867">Ao final do ano, havia ainda R$ 10.665.000 em restos a pagar processados relacionados a equipamentos e material permanente.</p>
<p data-start="6869" data-end="7024">A ata de 2026 identifica especificamente a aquisição de frota do BRT como uma das utilizações do fundo naquele ano.</p>
<p data-start="7026" data-end="7126">Mas novamente é necessário diferenciar o gasto do fundo do investimento total feito pela Prefeitura.</p>
<h3 data-section-id="d12owl" data-start="7128" data-end="7181">Compra de ônibus para o BRT passou de R$ 1 bilhão</h3>
<p data-start="7183" data-end="7305">Somente em 2022, a Prefeitura realizou três grandes licitações e comprou 561 ônibus novos para reconstruir a frota do BRT.</p>
<p data-start="7307" data-end="7527">Nas duas primeiras concorrências foram adquiridos 291 veículos, sendo 220 articulados e 71 padrons, por cerca de R$ 500 milhões, segundo levantamento do <em data-start="7460" data-end="7486"><strong data-start="7461" data-end="7485">Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<p data-start="7529" data-end="7746">Dentro deste conjunto, a segunda licitação contratou 100 articulados Mercedes-Benz por exatamente R$ 241,8 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 2,418 milhões por veículo.</p>
<p data-start="7748" data-end="7883">A terceira concorrência adicionou 270 articulados Euro 6 e teve investimento de R$ 864 milhões.</p>
<p data-start="7885" data-end="8004">Assim, apenas os 291 veículos das primeiras compras e os 270 da terceira representaram aproximadamente R$ 1,364 bilhão.</p>
<p data-start="8006" data-end="8194">O valor é muito superior aos R$ 50,57 milhões de despesas do FMUS em 2022, demonstrando que a reconstrução do BRT foi financiada também por outras fontes municipais e operações de crédito.</p>
<p data-start="8196" data-end="8549">Posteriormente, a Prefeitura informou investimentos próximos de R$ 2 bilhões na requalificação do BRT, incluindo ônibus, obras do corredor Transoeste, terminais e garagens. Entre as fontes citadas estavam R$ 1,2 bilhão de operação de crédito com o Banco do Brasil e R$ 645,9 milhões com a Caixa Econômica Federal.</p>
<h3 data-section-id="mquyy6" data-start="8551" data-end="8609">Resumo da movimentação contábil encontrada para o FMUS</h3>
<p data-start="8611" data-end="8677">Os balanços oficiais permitem montar a seguinte evolução até 2024:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="8679" data-end="8921">
<thead data-start="8679" data-end="8710">
<tr data-start="8679" data-end="8710">
<th class="last:pe-10" data-start="8679" data-end="8685" data-col-size="sm">Ano</th>
<th class="last:pe-10" data-start="8685" data-end="8710" data-col-size="sm">Execução identificada</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="8722" data-end="8921">
<tr data-start="8722" data-end="8749">
<td data-start="8722" data-end="8729" data-col-size="sm">2020</td>
<td data-start="8729" data-end="8749" data-col-size="sm">Sem movimentação</td>
</tr>
<tr data-start="8750" data-end="8772">
<td data-start="8750" data-end="8757" data-col-size="sm">2021</td>
<td data-start="8757" data-end="8772" data-col-size="sm">R$ 88,06 mi</td>
</tr>
<tr data-start="8773" data-end="8795">
<td data-start="8773" data-end="8780" data-col-size="sm">2022</td>
<td data-start="8780" data-end="8795" data-col-size="sm">R$ 50,57 mi</td>
</tr>
<tr data-start="8796" data-end="8818">
<td data-start="8796" data-end="8803" data-col-size="sm">2023</td>
<td data-start="8803" data-end="8818" data-col-size="sm">R$ 11,90 mi</td>
</tr>
<tr data-start="8819" data-end="8841">
<td data-start="8819" data-end="8826" data-col-size="sm">2024</td>
<td data-start="8826" data-end="8841" data-col-size="sm">R$ 25,58 mi</td>
</tr>
<tr data-start="8842" data-end="8881">
<td data-start="8842" data-end="8849" data-col-size="sm">2025</td>
<td data-start="8849" data-end="8881" data-col-size="sm">Uso em subsídios + ANTP/UITP</td>
</tr>
<tr data-start="8882" data-end="8921">
<td data-start="8882" data-end="8889" data-col-size="sm">2026</td>
<td data-start="8889" data-end="8921" data-col-size="sm">R$ 33,6 mi apurados até jul.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="8923" data-end="9083">Somando as despesas orçamentárias registradas ou valores pagos encontrados nas demonstrações de 2021 a 2024, o volume chega a aproximadamente R$ 176,12 milhões.</p>
<p data-start="9085" data-end="9346">Essa soma é útil para mostrar a dimensão da movimentação do fundo, mas os exercícios possuem classificações contábeis e estágios diferentes de execução. Por isso, não deve ser interpretada como R$ 176,12 milhões transferidos diretamente para empresas de ônibus.</p>
<h3 data-section-id="414rqb" data-start="9348" data-end="9438">2023: fundo movimentou R$ 24,89 milhões e teve R$ 11,9 milhões de despesa orçamentária</h3>
<p data-start="9440" data-end="9528">O balanço financeiro de 2023 registra R$ 2.215.614,45 em receita orçamentária vinculada.</p>
<p data-start="9530" data-end="9609">O Tesouro Municipal transferiu outros R$ 22.565.000 para execução orçamentária.</p>
<p data-start="9611" data-end="9707">Somado o saldo anterior de R$ 106.339,20, os ingressos do exercício chegaram a R$ 24.886.953,65.</p>
<p data-start="9709" data-end="9760">As despesas orçamentárias foram de R$ 11,9 milhões.</p>
<p data-start="9762" data-end="9853">Também foram pagos R$ 10.665.000 referentes aos restos a pagar processados do ano anterior.</p>
<p data-start="9855" data-end="9960">O exercício terminou com R$ 2.321.953,65 em caixa e equivalentes.</p>
<p data-start="9962" data-end="10131">Foi justamente a partir de 2023 que a ata atual passa a identificar o FMUS como fonte para pagamento dos subsídios ao transporte.</p>
<h3 data-section-id="cwp00k" data-start="10133" data-end="10235">Subsídio nasceu em 2022 para evitar que tarifa calculada fosse integralmente passada ao passageiro</h3>
<p data-start="10237" data-end="10337">O subsídio municipal dos ônibus convencionais tem origem no acordo judicial firmado em maio de 2022.</p>
<p data-start="10339" data-end="10401">Na época, a tarifa paga pelo passageiro permaneceu em R$ 4,05.</p>
<p data-start="10403" data-end="10529">Os cálculos da Prefeitura indicavam que, pela fórmula de reajuste contratual, a tarifa de remuneração deveria atingir R$ 5,80.</p>
<p data-start="10531" data-end="10627">A receita por quilômetro do sistema em 2021 era calculada em R$ 4,94 e deveria alcançar R$ 7,07.</p>
<p data-start="10629" data-end="10835">A diferença inicial coberta pelo Município seria de R$ 2,13 por quilômetro, com expectativa de média de R$ 1,78 ao longo do período conforme a demanda se recuperasse.</p>
<p data-start="10837" data-end="10880">O pagamento começou em 1º de junho de 2022.</p>
<h3 data-section-id="xo9i25" data-start="10882" data-end="10934">Regra exige pelo menos 80% da operação planejada</h3>
<p data-start="10936" data-end="11000">O subsídio não é pago simplesmente pela existência de uma linha.</p>
<p data-start="11002" data-end="11087">A Prefeitura monitora os ônibus por GPS e calcula as viagens efetivamente realizadas.</p>
<p data-start="11089" data-end="11290">A linha precisa cumprir pelo menos 80% da quilometragem e da operação planejada para ter direito ao pagamento, segundo as regras adotadas após o acordo judicial.</p>
<p data-start="11292" data-end="11337">Em 2023 foram criadas penalidades adicionais.</p>
<p data-start="11339" data-end="11426">Se a operação caísse abaixo de 60% da quilometragem definida, a multa era de R$ 563,28.</p>
<p data-start="11428" data-end="11521">Abaixo de 40%, a penalidade dobrava para R$ 1.126,55.</p>
<h3 data-section-id="1vqlk1f" data-start="11523" data-end="11578">2023: subsídio anual foi estimado em R$ 839 milhões</h3>
<p data-start="11580" data-end="11667">Para 2023, a Prefeitura trabalhava com uma estimativa de 298,66 milhões de quilômetros.</p>
<p data-start="11669" data-end="11763">A tarifa pública era de R$ 4,30 e a tarifa de remuneração contratual foi calculada em R$ 6,20.</p>
<p data-start="11765" data-end="11826">O IRK, Indicador de Receita por Quilômetro, ficou em R$ 9,17.</p>
<p data-start="11828" data-end="11969">A projeção previa 697,96 milhões de passageiros transportados, dos quais 441,62 milhões de passageiros equivalentes para fins de arrecadação.</p>
<p data-start="11971" data-end="12025">A receita tarifária estimada era de R$ 1,89897 bilhão.</p>
<p data-start="12027" data-end="12092">A receita total necessária pelo IRK chegava a R$ 2,73805 bilhões.</p>
<p data-start="12094" data-end="12205">A diferença resultava numa estimativa de subsídio de R$ 839,08 milhões.</p>
<h3 data-section-id="i1l292" data-start="12207" data-end="12302">2024: projeção chegou a R$ 1,366 bilhão e pagamento efetivo ficou em cerca de R$ 1,2 bilhão</h3>
<p data-start="12304" data-end="12354">Para 2024, a metodologia foi novamente atualizada.</p>
<p data-start="12356" data-end="12495">A estimativa previa 338,45 milhões de quilômetros, 625,4 milhões de passageiros transportados e 385,19 milhões de passageiros equivalentes.</p>
<p data-start="12497" data-end="12551">A receita tarifária projetada era de R$ 1,6563 bilhão.</p>
<p data-start="12553" data-end="12625">A receita total necessária pelo IRK foi calculada em R$ 3,02239 bilhões.</p>
<p data-start="12627" data-end="12771">O subsídio máximo estimado, portanto, alcançava R$ 1,36610 bilhão, equivalente a R$ 4,04 por quilômetro.</p>
<p data-start="12773" data-end="12974">Ao final, documento posterior da própria Secretaria de Transportes informa que o montante efetivamente subsidiado em 2024 ficou em aproximadamente R$ 1,2 bilhão.</p>
<p data-start="12976" data-end="13129">A diferença entre projeção e execução é esperada porque o pagamento depende da quilometragem efetivamente cumprida, glosas, penalidades e outros ajustes.</p>
<h3 data-section-id="103s2lp" data-start="13131" data-end="13225">Em 2024, FMUS teve R$ 14,5 milhões em receitas vinculadas e R$ 25,58 milhões em pagamentos</h3>
<p data-start="13227" data-end="13309">Os números específicos do fundo são bem menores que os valores totais do subsídio.</p>
<p data-start="13311" data-end="13410">As demonstrações financeiras de 2024 mostram R$ 14.520.675,40 de receitas orçamentárias vinculadas.</p>
<p data-start="13412" data-end="13481">O total geral pago em despesas orçamentárias foi de R$ 25.583.314,34.</p>
<p data-start="13483" data-end="13605">O balanço registra R$ 16.842.629,05 de saldo financeiro para o exercício seguinte.</p>
<p data-start="13607" data-end="13718">Essa diferença reforça novamente que os mais de R$ 1 bilhão anuais de subsídio não saem exclusivamente do FMUS.</p>
<h3 data-section-id="b26lg1" data-start="13720" data-end="13773">2025: subsídio foi projetado em R$ 982,97 milhões</h3>
<p data-start="13775" data-end="13890">Para 2025, a Prefeitura fixou a tarifa pública em R$ 4,70 e a tarifa de remuneração das concessionárias em R$ 6,50.</p>
<p data-start="13892" data-end="13981">O IRK foi estabelecido em R$ 7,34 por quilômetro.</p>
<p data-start="13983" data-end="14050">A nota técnica projetou 394,22 milhões de passageiros equivalentes.</p>
<p data-start="14052" data-end="14106">A receita tarifária prevista era de R$ 1,85283 bilhão.</p>
<p data-start="14108" data-end="14190">A receita necessária para remunerar o sistema pelo IRK seria de R$ 2,8358 bilhões.</p>
<p data-start="14192" data-end="14329">A estimativa de subsídio ficou em R$ 982,97 milhões, correspondendo a 34,66% desta receita total.</p>
<p data-start="14331" data-end="14583">A nota técnica contém uma divergência interna na quilometragem projetada: o texto informa 368,18 milhões de quilômetros, enquanto a tabela consolidada registra 386,18 milhões. O documento não explica a diferença.</p>
<h3 data-section-id="1b16uf9" data-start="14585" data-end="14665">Em 2025, valor passou a variar conforme o tamanho do ônibus e a climatização</h3>
<p data-start="14667" data-end="14743">Outra mudança foi a diferenciação do subsídio conforme a tipologia veicular.</p>
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<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="14745" data-end="14943">
<thead data-start="14745" data-end="14771">
<tr data-start="14745" data-end="14771">
<th class="last:pe-10" data-start="14745" data-end="14752" data-col-size="sm">Tipo</th>
<th class="last:pe-10" data-start="14752" data-end="14761" data-col-size="sm">Com ar</th>
<th class="last:pe-10" data-start="14761" data-end="14771" data-col-size="sm">Sem ar</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="14788" data-end="14943">
<tr data-start="14788" data-end="14828">
<td data-start="14788" data-end="14801" data-col-size="sm">Miniônibus</td>
<td data-start="14801" data-end="14814" data-col-size="sm">R$ 1,89/km</td>
<td data-start="14814" data-end="14828" data-col-size="sm">R$ 1,32/km</td>
</tr>
<tr data-start="14829" data-end="14869">
<td data-start="14829" data-end="14842" data-col-size="sm">Midiônibus</td>
<td data-start="14842" data-end="14855" data-col-size="sm">R$ 2,28/km</td>
<td data-start="14855" data-end="14869" data-col-size="sm">R$ 1,60/km</td>
</tr>
<tr data-start="14870" data-end="14906">
<td data-start="14870" data-end="14879" data-col-size="sm">Básico</td>
<td data-start="14879" data-end="14892" data-col-size="sm">R$ 2,55/km</td>
<td data-start="14892" data-end="14906" data-col-size="sm">R$ 1,79/km</td>
</tr>
<tr data-start="14907" data-end="14943">
<td data-start="14907" data-end="14916" data-col-size="sm">Padron</td>
<td data-start="14916" data-end="14929" data-col-size="sm">R$ 2,55/km</td>
<td data-start="14929" data-end="14943" data-col-size="sm">R$ 1,79/km</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="14945" data-end="15117">A Prefeitura justificou a diferenciação pelas diferenças de consumo de diesel, pneus, mão de obra e preço de aquisição dos veículos.</p>
<p data-start="15119" data-end="15320">O documento usa, por exemplo, consumo médio de 0,351 litro por quilômetro para miniônibus, 0,468 litro para mídis e 0,529 litro para básicos com ar-condicionado.</p>
<h3 data-section-id="12tpinm" data-start="15322" data-end="15412">2026: projeção do subsídio cai para R$ 931,49 milhões com transição para o Sistema RIO</h3>
<p data-start="15414" data-end="15458">Para 2026, a tarifa pública subiu para R$ 5.</p>
<p data-start="15460" data-end="15578">A tarifa de remuneração foi fixada em R$ 6,60 e o IRK, em R$ 9 por quilômetro.</p>
<p data-start="15580" data-end="15676">A projeção considera 304,12 milhões de quilômetros e 361,12 milhões de passageiros equivalentes.</p>
<p data-start="15678" data-end="15729">A receita tarifária esperada é de R$ 1,8056 bilhão.</p>
<p data-start="15731" data-end="15797">A remuneração total calculada pelo IRK chega a R$ 2,73709 bilhões.</p>
<p data-start="15799" data-end="15856">A diferença projetada é de R$ 931,49 milhões em subsídio.</p>
<p data-start="15858" data-end="16002">Isso equivale a R$ 3,06 por quilômetro e cerca de 34% da receita total necessária para remunerar o SPPO.</p>
<p data-start="16004" data-end="16157">A redução da quilometragem considerada na projeção está ligada, entre outros fatores, à substituição gradual dos contratos antigos pelo novo Sistema RIO.</p>
<h3 data-section-id="104e6fc" data-start="16159" data-end="16214">Evolução numérica do subsídio estimado ou realizado</h3>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="16216" data-end="16451">
<thead data-start="16216" data-end="16245">
<tr data-start="16216" data-end="16245">
<th class="last:pe-10" data-start="16216" data-end="16222" data-col-size="sm">Ano</th>
<th class="last:pe-10" data-start="16222" data-end="16245" data-col-size="sm">Subsídio do sistema</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="16257" data-end="16451">
<tr data-start="16257" data-end="16283">
<td data-start="16257" data-end="16264" data-col-size="sm">2022</td>
<td data-start="16264" data-end="16283" data-col-size="sm">Início em junho</td>
</tr>
<tr data-start="16284" data-end="16317">
<td data-start="16284" data-end="16291" data-col-size="sm">2023</td>
<td data-start="16291" data-end="16317" data-col-size="sm">R$ 839,08 mi estimados</td>
</tr>
<tr data-start="16318" data-end="16351">
<td data-start="16318" data-end="16325" data-col-size="sm">2024</td>
<td data-start="16325" data-end="16351" data-col-size="sm">R$ 1,366 bi projetados</td>
</tr>
<tr data-start="16352" data-end="16383">
<td data-start="16352" data-end="16359" data-col-size="sm">2024</td>
<td data-start="16359" data-end="16383" data-col-size="sm">~R$ 1,20 bi efetivos</td>
</tr>
<tr data-start="16384" data-end="16417">
<td data-start="16384" data-end="16391" data-col-size="sm">2025</td>
<td data-start="16391" data-end="16417" data-col-size="sm">R$ 982,97 mi estimados</td>
</tr>
<tr data-start="16418" data-end="16451">
<td data-start="16418" data-end="16425" data-col-size="sm">2026</td>
<td data-start="16425" data-end="16451" data-col-size="sm">R$ 931,49 mi estimados</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="16453" data-end="16745">Os valores de 2023, 2025 e 2026 são estimativas anuais das notas técnicas, enquanto os aproximadamente R$ 1,2 bilhão de 2024 são apresentados pela própria Prefeitura posteriormente como montante subsidiado no ano. Não é adequado somá-los como se todos fossem despesas efetivamente realizadas.</p>
<h3 data-section-id="1uk4t1v" data-start="16747" data-end="16798">Oferta cresceu desde o primeiro acordo judicial</h3>
<p data-start="16800" data-end="16918">A Prefeitura atribui ao modelo implantado a partir de 2022 uma recuperação de parte da oferta do sistema convencional.</p>
<p data-start="16920" data-end="17052">Entre junho de 2022 e maio de 2025, segundo balanço municipal, aproximadamente mil ônibus foram acrescentados à frota em circulação.</p>
<p data-start="17054" data-end="17126">Cerca de 200 linhas foram ativadas ou reativadas, das quais 65 noturnas.</p>
<p data-start="17128" data-end="17188">Mais de 800 pontos de ônibus voltaram a receber atendimento.</p>
<p data-start="17190" data-end="17312">O número de viagens planejadas em dias úteis aumentou de 19.162 para 24.537, crescimento de 5.375 viagens ou cerca de 28%.</p>
<p data-start="17314" data-end="17494">A quilometragem programada passou de 821.790 para 1.054.451 quilômetros por dia útil, alta de aproximadamente 232.661 quilômetros, ou 28,3%.</p>
<p data-start="17496" data-end="17633">A idade média da frota licenciada caiu de 7,6 anos em maio de 2022 para 6,6 anos em maio de 2025.</p>
<h3 data-section-id="168op88" data-start="17635" data-end="17704">Mais oferta não significou crescimento equivalente de passageiros</h3>
<p data-start="17706" data-end="17831">Os próprios estudos da Prefeitura mostram, entretanto, que o aumento da oferta não gerou recuperação proporcional da demanda.</p>
<p data-start="17833" data-end="18032">Entre os períodos considerados para 2023 e 2024, a quilometragem percorrida aumentou 25,4%, enquanto o número de passageiros equivalentes cresceu apenas 2,34%.</p>
<p data-start="18034" data-end="18173">Entre novembro de 2023 e outubro de 2024, foram registrados 348,95 milhões de quilômetros rodados e R$ 1,69514 bilhão em receita tarifária.</p>
<p data-start="18175" data-end="18286">O sistema transportou o equivalente a 394,22 milhões de passageiros pagantes equivalentes no cálculo tarifário.</p>
<p data-start="18288" data-end="18378">A receita tarifária por quilômetro foi de R$ 4,86.</p>
<p data-start="18380" data-end="18571">O dado ajuda a explicar por que o subsídio permanece estruturalmente relevante: ampliar a quantidade de ônibus e viagens custa mais, mas a arrecadação tarifária não cresce na mesma proporção.</p>
<h3 data-section-id="1n9d3iq" data-start="18573" data-end="18611">Glosas já superaram R$ 100 milhões</h3>
<p data-start="18613" data-end="18687">O modelo também gera descontos quando o serviço contratado não é cumprido.</p>
<p data-start="18689" data-end="18806">Em maio de 2025, a Prefeitura informou que os valores de glosas acumuladas nos subsídios já superavam R$ 100 milhões.</p>
<p data-start="18808" data-end="19005">O Município anunciou que estes recursos seriam destinados à compra de ônibus novos para permanecerem no sistema durante a transição para as novas concessões.</p>
<p data-start="19007" data-end="19110">Em apenas uma quinzena de janeiro de 2023, por exemplo, os quatro consórcios receberam R$ 23,3 milhões.</p>
<p data-start="19112" data-end="19175">Na mesma apuração, deixaram de receber cerca de R$ 2,3 milhões.</p>
<p data-start="19177" data-end="19460">Foram R$ 835 mil descontados por problemas de ar-condicionado, associados a aproximadamente 1.700 multas, e outros cerca de R$ 1,5 milhão decorrentes da remuneração menor para ônibus que sequer possuíam o equipamento de climatização instalado.</p>
<h3 data-section-id="1niil48" data-start="19462" data-end="19526">Fundo passa a ter novo papel na transição para o Sistema RIO</h3>
<p data-start="19528" data-end="19758">A decisão publicada nesta quarta-feira mostra que o FMUS continuará funcionando como uma das ferramentas financeiras do transporte coletivo justamente no momento em que o Rio de Janeiro inicia a substituição dos contratos de 2010.</p>
<p data-start="19760" data-end="19932">A Etapa 2 da Rede Integrada de Ônibus foi homologada em 28 de agosto de 2026, fato registrado na mesma reunião do Conselho do Fundo.</p>
<p data-start="19934" data-end="20140">No novo Sistema RIO, os operadores continuam sendo remunerados por quilômetro executado e submetidos a indicadores de desempenho, enquanto a tarifa paga pelo passageiro é separada da remuneração contratual.</p>
<p data-start="20142" data-end="20294">Isso significa que a necessidade de recursos públicos para cobrir a diferença entre arrecadação e custo operacional não desaparece com a nova licitação.</p>
<p data-start="20296" data-end="20447">O que muda é a estrutura contratual, a divisão dos lotes e o nível de controle da Prefeitura sobre operação, garagens, frota, bilhetagem e remuneração.</p>
<p data-start="20449" data-end="20764">A ata publicada agora mostra que, cinco anos depois de ter sido utilizado na intervenção do BRT, o Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável continua exercendo uma função central nesta política: servir como uma das fontes financeiras usadas pelo Município para sustentar a transformação do sistema de ônibus.</p>
<p data-start="20766" data-end="20825" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="20766" data-end="20825" data-is-last-node=""><strong data-start="20767" data-end="20824">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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