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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p>A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p>A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p>Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p>Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>“Caminhos da Saúde” se torna outra esperança para a indústria de ônibus e Governo Federal regulamenta financiamento para mais modalidades</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/05/14/caminhos-da-saude-se-torna-outra-esperanca-para-a-industria-de-onibus-e-governo-federal-regulamenta-financiamento-para-mais-modalidades/</link>
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    <pubDate>Thu, 14 May 2026 11:18:05 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[União vai fazer a doação dos veículos de transporte sanitário e o financiamento para municípios deslocarem pacientes em tratamento radioterápico e também os que fazem hemodiálise ADAMO BAZANI Colaborou Arthur Ferrari Que além da função social e de acesso à Educação, o “Caminho da Escola”, programa do Governo Federal de compra de ônibus escolares, tem [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="640" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-07.55.06.jpeg?fit=960%2C640&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-07.55.06.jpeg?w=960&amp;ssl=1 960w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-07.55.06.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-07.55.06.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-07.55.06.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-07.55.06.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /> <p><em>União vai fazer a doação dos veículos de transporte sanitário e o financiamento para municípios deslocarem pacientes em tratamento radioterápico e também os que fazem hemodiálise</em></p>
<p><strong><u>ADAMO BAZANI</u></strong></p>
<p><strong><u>Colaborou Arthur Ferrari</u></strong></p>
<p>Que além da função social e de acesso à Educação, o “Caminho da Escola”, programa do Governo Federal de compra de ônibus escolares, tem uma grande importância para a indústria automotiva no Brasil, já é de pleno conhecimento do setor.</p>
<p>Mas um programa federal também de aquisição de ônibus, só que voltado à Saúde, tem os mesmos papéis: facilitar o acesso da população de locais com menos recursos e, acaba sendo um movimento a mais para a indústria: Trata-se do “Caminhos da Saúde”, que faz parte do Programa  “Agora tem Especialistas”.</p>
<p>Segundo o Ministério da Saúde, Estados e municípios de todo o país começaram a receber 3,3 mil veículos, entre vans, micro-ônibus e ambulâncias, para deslocamentos de mais de 50 km até os serviços de saúde.</p>
<p>Os recursos de R$ 1,4 bilhão são previstos no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).</p>
<p>E, na última terça-feira, 12 de maio de 2026, o Ministério da Saúde publicou uma portaria que vai aumentar as modalidades de transportes sanitários, incluídos no programa.</p>
<p>A União vai fazer a doação dos veículos de transporte sanitário e o financiamento para municípios deslocarem pacientes em tratamento radioterápico e também os que fazem hemodiálise</p>
<p>A pasta regulamentou este tipo de transporte e liberação de recursos.</p>
<p><strong><em>Art. 5° A aquisição dos veículos poderá ocorrer de forma centralizada pelo Ministério da Saúde, com posterior transferência aos entes federados mediante Termo de Doação com encargos</em></strong>. – diz um dos artigos da portaria 11.165.</p>
<p>Entre os veículos que podem ser doados pelo Governo Federal aos Estados e municípios estão desde vans e ambulâncias, passando por micro-ônibus, até embarcações.</p>
<ol>
<li><strong><em>a) van com acessibilidade e capacidade de quinze lugares;</em></strong></li>
<li><strong><em>b) micro-ônibus com acessibilidade e capacidade de vinte e nove lugares;</em></strong></li>
<li><strong><em>c) ambulância Tipo A; e</em></strong></li>
<li><strong><em>d) embarcação de transporte sanitário, especialmente para atendimento de municípios da região amazônica e do Pantanal sul-mato-grossense, conforme especificações definidas no SIGEM, que será definido após pactuação em CIT.</em></strong></li>
</ol>
<p>A portaria prevê ainda a renovação da frota a cada cinco anos ou com 300 mil km rodados.</p>
<p><strong><em>Art. 12. Os veículos disponibilizados de forma centralizada, nos termos desta Portaria, serão elegíveis para renovação de frota quando atingirem ao menos um dos seguintes critérios:</em></strong></p>
<p><strong><em>I &#8211; idade igual ou superior cinco anos, contada da data de emplacamento do veículo;</em></strong></p>
<p><strong><em>II &#8211; quilometragem acumulada igual ou superior trezentos mil quilômetros; ou</em></strong></p>
<p><strong><em>III &#8211; pelo menos um dos seguintes indicadores condicionais, verificados mediante Laudo Técnico ou Perícia Cautelar emitido por empresa certificada ou oficina/concessionária autorizada pela montadora do veículo:</em></strong></p>
<p>Os Estados e municípios que receberem os veículos terão obrigações, como cuidar da manutenção e abastecimento, instalar sistemas de monitoramento de frota com dados como consumo, taxa de ocupação, custo operacional, quilometragem percorrida e emitir relatórios anuais de gestão.</p>
<p><strong><em>Art. 11. O Termo de Doação estabelecerá, no mínimo, as seguintes obrigações ao ente recebedor do veículo:</em></strong></p>
<p><strong><em>I &#8211; destinação exclusiva do veículo ao transporte sanitário de saúde, com prioridade para os pacientes em hemodiálise e em tratamento radioterápico, nos termos desta Portaria;</em></strong></p>
<p><strong><em>II &#8211; responsabilidade pelo custeio fixo e variável, incluindo combustível, manutenção, emplacamento, seguro e recursos humanos necessários à operação do veículo;</em></strong></p>
<ol>
<li><strong><em>a) As despesas dispostas no inciso II, caput, poderão ser custeadas com os recursos federais para financiamento do transporte sanitário conforme § 3º e § 5º do art. 23 da Portaria GM xxx;</em></strong></li>
</ol>
<p><strong><em>III &#8211; inserção do veículo como equipamento no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde &#8211; CNES da Secretaria Estadual ou Municipal de Saúde, ou da central de regulação do acesso, no prazo de até 60 (sessenta) dias contado da data do seu recebimento;</em></strong></p>
<p><strong><em>IV &#8211; implementação de mecanismo de gestão da frota, como controle de quilometragem, custo operacional e taxa de ocupação; e</em></strong></p>
<p><strong><em>V &#8211; prestação de contas por meio do Relatório Anual de Gestão &#8211; RAG, com informações sobre a utilização do veículo e o cumprimento das obrigações assumidas.</em></strong></p>
<p><strong><em>Os entes federados deverão manter registros atualizados de quilometragem, histórico de manutenções, ordens de serviço e avaliações de condição de cada veículo recebido, como subsidiários ao processo de solicitação de renovação de frota.</em></strong></p>
<p>Todos os recursos são de responsabilidade do Fundo Nacional de Saúde.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>VÍDEO: Incêndio em ônibus da Viação Grajaú desvia linhas na Zona Sul de São Paulo nesta quinta (14)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/05/14/video-incendio-em-onibus-da-viacao-grajau-desvia-linhas-na-zona-sul-de-sao-paulo-nesta-quinta-14/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 14 May 2026 10:17:54 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Veículo que não levava passageiros sofreu falha mecânica, gerando fogo; ninguém se feriu ARTHUR FERRARI Um ônibus da Viação Grajaú foi totalmente destruído por um incêndio iniciado a partir de uma falha mecânica na madrugada desta quinta-feira, 14 de maio de 2026, na Rua Alziro Pinheiro Magalhães, na Zona Sul de São Paulo. O Corpo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="442" height="332" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/FDownloader.Net_AQMf3P7Rcj48kig8X1vwBlOtaewpW1xfXS9nMwsjlo1MTS9zC4CX5ixWQAp1UIp5nib-vb2PijKgwHXmlh_znLeKu3Zm3zklE6uWCTqbJ_dgFw_720p_HD.jpg?fit=442%2C332&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/FDownloader.Net_AQMf3P7Rcj48kig8X1vwBlOtaewpW1xfXS9nMwsjlo1MTS9zC4CX5ixWQAp1UIp5nib-vb2PijKgwHXmlh_znLeKu3Zm3zklE6uWCTqbJ_dgFw_720p_HD.jpg?w=442&amp;ssl=1 442w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/FDownloader.Net_AQMf3P7Rcj48kig8X1vwBlOtaewpW1xfXS9nMwsjlo1MTS9zC4CX5ixWQAp1UIp5nib-vb2PijKgwHXmlh_znLeKu3Zm3zklE6uWCTqbJ_dgFw_720p_HD.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/FDownloader.Net_AQMf3P7Rcj48kig8X1vwBlOtaewpW1xfXS9nMwsjlo1MTS9zC4CX5ixWQAp1UIp5nib-vb2PijKgwHXmlh_znLeKu3Zm3zklE6uWCTqbJ_dgFw_720p_HD.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/FDownloader.Net_AQMf3P7Rcj48kig8X1vwBlOtaewpW1xfXS9nMwsjlo1MTS9zC4CX5ixWQAp1UIp5nib-vb2PijKgwHXmlh_znLeKu3Zm3zklE6uWCTqbJ_dgFw_720p_HD.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 442px) 100vw, 442px" /> <p><em>Veículo que não levava passageiros sofreu falha mecânica, gerando fogo; ninguém se feriu</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p><div style="width: 442px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-515405-2" width="442" height="760" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/FDownloader.Net_AQMf3P7Rcj48kig8X1vwBlOtaewpW1xfXS9nMwsjlo1MTS9zC4CX5ixWQAp1UIp5nib-vb2PijKgwHXmlh_znLeKu3Zm3zklE6uWCTqbJ_dgFw_720p_HD.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/FDownloader.Net_AQMf3P7Rcj48kig8X1vwBlOtaewpW1xfXS9nMwsjlo1MTS9zC4CX5ixWQAp1UIp5nib-vb2PijKgwHXmlh_znLeKu3Zm3zklE6uWCTqbJ_dgFw_720p_HD.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/FDownloader.Net_AQMf3P7Rcj48kig8X1vwBlOtaewpW1xfXS9nMwsjlo1MTS9zC4CX5ixWQAp1UIp5nib-vb2PijKgwHXmlh_znLeKu3Zm3zklE6uWCTqbJ_dgFw_720p_HD.mp4</a></video></div></p>
<p>Um ônibus da Viação Grajaú foi totalmente destruído por um incêndio iniciado a partir de uma falha mecânica na madrugada desta quinta-feira, 14 de maio de 2026, na Rua Alziro Pinheiro Magalhães, na Zona Sul de São Paulo.</p>
<p>O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 3h30 e combateu as chamas. Ninguém ficou ferido.</p>
<p>Procurada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, a SPTrans (São Paulo Transporte), responsável pelo gerenciamento do sistema de ônibus da capital, informou por meio de nota que três linhas são desviaidas na região do incidente: 6016/10 Jd. Noronha &#8211; Term. Grajaú</p>
<p>6016/41 Jd. Porto Velho &#8211; Term. Grajaú</p>
<p>6061/10 Jd. Marilda &#8211; Term. Grajaú</p>
<p>6092/10 Jd. das Pedras &#8211; Term. Grajaú.</p>
<p>O veículo circulava em modo reservado, ou seja, sem transportar passageiros.</p>
<p><strong>Nota da SPTrans na íntegra:</strong></p>
<p><em>A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informam que um ônibus da Viação Grajaú, que estava em modo reservado, apresentou princípio de incêndio em razão de defeito mecânico, e o fogo se espalhou por todo o veículo. O caso ocorreu na Rua Alziro Pinheiro Magalhães, Grajaú, no sentido bairro, às 3h30 desta quinta-feira (14). Não há registro de vítimas. O Corpo de Bombeiros foi acionado.</em></p>
<p>Em razão da ocorrência, quatro linhas estão sendo desviadas:</p>
<p>6016/10 Jd. Noronha &#8211; Term. Grajaú</p>
<p>6016/41 Jd. Porto Velho &#8211; Term. Grajaú</p>
<p>6061/10 Jd. Marilda &#8211; Term. Grajaú</p>
<p>6092/10 Jd. das Pedras &#8211; Term. Grajaú</p>
<p>Desvio em ambos os sentidos: Normal até a Rua Alziro Pinheiro Magalhães, desvia na Rua Salvador Jorge Velho, Rua Alziro Pinheiro Magalhães, prosseguindo normal.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  <item>
    <title>Marco Legal do Transporte deve impulsionar ônibus elétricos e de outras tecnologias alternativas ao diesel</title>
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    <pubDate>Thu, 14 May 2026 09:15:59 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Em pelo menos quatro artigos, há previsibilidade sobre transição energética dos serviços de mobilidade, incluindo não somente os veículos, mas viabilização da infraestrutura ADAMO BAZANI Além de abrir caminho para melhoria dos contratos com as empresas de transportes e prever a criação de fontes de financiamento para reduzir os valores das passagens, o Marco Legal [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-05.31.42.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-05.31.42.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-05.31.42.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-05.31.42.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-05.31.42.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-05.31.42.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-05.31.42.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-05.31.42.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Em pelo menos quatro artigos, há previsibilidade sobre transição energética dos serviços de mobilidade, incluindo não somente os veículos, mas viabilização da infraestrutura</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Além de abrir caminho para melhoria dos contratos com as empresas de transportes e prever a criação de fontes de financiamento para reduzir os valores das passagens, o Marco Legal do Transporte, aprovado depois de cinco anos na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, pode impulsionar as frotas de ônibus elétricos e também de modelos a combustão que não sejam a diesel, mas que poluam menos, como o biometano (combustível obtido com a decomposição de resíduos), diesel verde e biodiesel.</p>
<p>Em pelo menos quatro artigos, há previsibilidade sobre transição energética dos serviços de mobilidade, incluindo não somente os veículos, mas a viabilização da infraestrutura. Além disso, o projeto aprovado, que ainda precisa ser sancionado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, para virar lei, deixa claro que colocar veículos e infraestruturas menos poluentes não poderá pesar no bolso do passageiro:</p>
<p><strong>*Art. 3º* Os serviços de transporte público coletivo deverão ser prestados com base nos seguintes princípios fundamentais:</strong></p>
<p><em>(&#8230;)</em></p>
<p><em>V – transição energética sustentável com utilização de novas</em></p>
<p><em>tecnologias e de fontes renováveis de energia para a redução dos impactos</em></p>
<p><em>ambientais, mantendo a modicidade da tarifa;</em></p>
<p><strong>Art. 6º Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se:</strong></p>
<p><em>(&#8230;)</em></p>
<p><em>XIX – transição energética do transporte público coletivo: política de substituição gradual de combustíveis fósseis por combustíveis renováveis, com menor geração de poluentes locais e gases de efeito estufa;</em></p>
<p><strong>*Art. 9º* O titular dos serviços é responsável pelo planejamento da</strong></p>
<p><strong>rede de transporte público coletivo, englobando:</strong></p>
<p><em>(&#8230;)</em></p>
<p><em>VIII – as estratégias programadas e progressivas para a transição</em></p>
<p><em>energética do transporte público coletivo sem que o eventual aumento de</em></p>
<p><em>custos recaia sobre os passageiros;</em></p>
<p><strong>*Art. 19*. O financiamento da infraestrutura de transporte público</strong></p>
<p><strong>coletivo dar-se-á em conformidade com as disposições da Política Nacional de</strong></p>
<p><strong>Mobilidade Urbana estabelecida na Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012 (Lei</strong></p>
<p><strong>de Mobilidade Urbana), mediante:</strong></p>
<p><em>V – que promovam a redução de emissões de poluentes locais e</em></p>
<p><em>gases de efeito estufa e incentivem a transição tecnológica para fontes mais</em></p>
<p><em>limpas;</em></p>
<p>Contratos de transportes mais modernos, com mais possibilidades de serviços e com indicadores de qualidade claros; recursos além das tarifas pagas pelos usuários para deixar as passagens mais baratas; remunerações pelos serviços prestados e não só por passageiro transportado para melhorar intervalos e frota, além de reduzir lotação também são algumas das evoluções esperadas com o novo conjunto de leis.</p>
<p>Os diferentes setores que trabalham com tecnologias alternativas ao diesel, como a de produção de ônibus elétricos, veem com otimismo a aprovação pela Câmara, após cinco anos de tramitação no Congresso.</p>
<p><strong><em> “Acompanhamos a realidade do setor de transportes porque, apesar de hoje sermos fabricantes, nossa raiz é de operadores. Sabemos das dificuldades de operadores, trabalhadores, gestores públicos e passageiros. Ao prever a transição energética, consolidando a realidade dos transportes mais limpos, o Marco Legal vai além da mobilidade e se torna fundamental no viver melhor nas cidades. A Vida Agradece” –</em></strong> diz a diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, empresa nacional que fabrica tecnologia para ônibus elétricos, com sede em São Bernardo do Campo (SP).</p>
<p>Responsável pela área de veículos pesados da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), Ieda Oliveira, que representa os fabricantes, acredita em impactos positivos na indústria, mas de forma gradual</p>
<p><strong><em>“É muito importante não somente a viabilização do custeio para a aquisição dos ônibus elétricos, mas a organização da infraestrutura, que foi incluída no projeto. Certamente vai haver impactos positivos na indústria, mas de forma gradual, até a implantação e consolidação desde a regulamentação, capacitação dos municípios até a aplicação na pratica”</em></strong> – acredita Ieda.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> noticiou em primeira-mão, nesta quarta-feira, 14 de maio de 2026, a aprovação do PL – Projeto de Lei 3278/21, do então senador Antônio Anastasia, hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), que regulamenta regras sobre mobilidade que possibilitam formas de financiamento extra-tarifárias em ônibus, trens e metrôs; além de modernizar contratos com as prestadoras de serviços.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/05/13/marco-legal-do-transporte-coletivo-e-finalmente-aprovado-pelo-plenario-da-camara-dos-deputados-nesta-quarta-feira-13-apos-cinco-anos/">https://diariodotransporte.com.br/2026/05/13/marco-legal-do-transporte-coletivo-e-finalmente-aprovado-pelo-plenario-da-camara-dos-deputados-nesta-quarta-feira-13-apos-cinco-anos/</a></p>
<p>No Senado, já houve a aprovação, em 2024, da proposta, que tem o objetivo de possibilitar a aplicação dos financiamentos aos transportes públicos já previstos na lei nacional de mobilidade de 2012.</p>
<p>A sanção deve ocorrer nos próximos dias e, por enquanto, não há estimativas de vetos</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Produtores de biodiesel de ônibus e caminhões terão de colocar pelo menos 1% de “óleo de cozinha usado” no combustível</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/05/14/produtores-de-biodiesel-de-onibus-e-caminhoes-terao-de-colocar-pelo-menos-1-de-oleo-de-cozinha-usado-no-combustivel/</link>
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    <pubDate>Thu, 14 May 2026 08:39:56 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Meio ambiente]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Portaria em conjunto entre MMA e MME engloba, além de biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel verde ADAMO BAZANI Portaria conjunta dos  Ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, publicada nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, determina que seja empregado um percentual mínimo de 1% de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="467" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/whatsapp-image-2024-11-12-at-11-01-30.jpeg?fit=1024%2C467&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/whatsapp-image-2024-11-12-at-11-01-30.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/whatsapp-image-2024-11-12-at-11-01-30.jpeg?resize=300%2C137&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/whatsapp-image-2024-11-12-at-11-01-30.jpeg?resize=1024%2C467&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/whatsapp-image-2024-11-12-at-11-01-30.jpeg?resize=150%2C68&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/whatsapp-image-2024-11-12-at-11-01-30.jpeg?resize=768%2C350&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/whatsapp-image-2024-11-12-at-11-01-30.jpeg?resize=1536%2C701&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/whatsapp-image-2024-11-12-at-11-01-30.jpeg?resize=400%2C183&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Portaria em conjunto entre MMA e MME engloba, além de biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel verde</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Portaria conjunta dos  Ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, publicada nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, determina que seja empregado um percentual mínimo de 1% de óleos e gorduras residuais (OGR), conhecidos como “óleo de cozinha usado”, na produção de biodiesel e diesel verde, inclusive no usado pelos ônibus e caminhões, além do combustível sustentável de aviação (SAF).</p>
<p>A meta é facultativa entre os anos de 2026 e 2027, mas se tornará obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2028.</p>
<p>Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) dizem que a medida traz benefícios ambientais por incentivar o uso de um combustível que polui menos que o diesel S-10 e também por proporcionar uma destinação menos agressiva ao meio ambiente do óleo de cozinha usado.</p>
<p><strong><em>Além dos benefícios energéticos e climáticos, a medida também incentiva a destinação ambientalmente adequada do óleo de cozinha usado, reduzindo o descarte irregular em redes de esgoto e corpos hídricos. A prática contribui para diminuir impactos ambientais e custos relacionados ao saneamento urbano.</em></strong></p>
<p>O segmento de transportes por veículos pesados, de maneira informal, vê com preocupação a medida.</p>
<p>Atualmente, operadores de ônibus e caminhões relatam problemas mecânicos, como de borras nos motores e defeitos nos sistemas de injeções por causa da mistura de 15% de biodiesel no diesel (B16) e uma das causas, segundo estes frotistas, é a composição e os materiais usados no biodiesel.</p>
<p>Tanto MMA como MME dizem que a portaria foi construída depois de ampla consulta a diversos agentes do setor de produção e consumo.</p>
<p><strong><em>A norma atende à Resolução CNPE nº 13/2024 e foi construída após processo de Análise de Impacto Regulatório (AIR), consulta pública e ampla participação social, com contribuições do setor produtivo, entidades ambientais, representantes da cadeia de reciclagem e demais interessados. Caberá à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) regulamentar os mecanismos de monitoramento e fiscalização do cumprimento da meta.</em></strong></p>
<p>Segundo ainda ambas as pastas, a medida também tem impactos sociais positivos ao dar mais oportunidades para, por exemplo, cooperativas de reciclagem.</p>
<p><strong><em>A medida também busca estimular investimentos em coleta, rastreabilidade e pré-tratamento dos resíduos, além de reconhecer o papel estratégico das cooperativas e associações de catadoras e catadores na estruturação da cadeia de fornecimento de OGR, promovendo benefícios ambientais, sociais e econômicos. (&#8230;) A portaria integra a implementação da Lei do Combustível do Futuro ao estimular o reaproveitamento de resíduos como matéria-prima para biocombustíveis. A iniciativa contribui para a redução da pegada de carbono, fortalece a economia circular e amplia os ganhos ambientais associados à produção de combustíveis mais sustentáveis.</em></strong></p>
<p>Um dos motivos para a tão temida formação de borra é porque o biodiesel é higroscópico (absorve umidade do ar) e ter baixa resistência à oxidação. Quando parado, o biodiesel absorve água, facilitando a proliferação de microrganismos (bactérias e fungos) que, ao decompor o combustível, criam uma pasta escura</p>
<p>Aqui estão os principais motivos detalhados:</p>
<ul>
<li><strong>Acúmulo de Água (Higroscopia):</strong> O biodiesel absorve muito mais água do ar do que o diesel fóssil, e essa umidade decanta para o fundo do tanque.</li>
<li><strong>Proliferação de Micro-organismos:</strong> A água acumulada no fundo do tanque cria o ambiente ideal para bactérias e fungos, que se alimentam do combustível e formam a borra.</li>
<li><strong>Degradação/Oxidação:</strong> O biodiesel tem menor estabilidade química, degradando-se mais rápido quando o veículo fica parado por longos períodos.</li>
<li><strong>Entupimento:</strong> Essa borra, que parece uma graxa, entope filtros, bicos injetores e bombas de alta pressão, gerando falhas no motor</li>
</ul>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Falhas operacionais nas linhas 8 e 9 levam Ministério Público a ampliar investigação sobre a ViaMobilidade</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/05/13/falhas-operacionais-nas-linhas-8-e-9-levam-ministerio-publico-a-ampliar-investigacao-sobre-a-viamobilidade/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 14 May 2026 01:22:48 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Apuração envolve morte de funcionário durante manutenção, circulação de trem com portas abertas, descarrilamento e relatos de passageiros sobre problemas operacionais recentes YURI SENA O Ministério Público de São Paulo iniciou uma nova investigação para apurar episódios registrados nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas pela ViaMobilidade. A medida ocorre após uma série de ocorrências envolvendo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/08/unnamed-4-e1755016306703.jpg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Apuração envolve morte de funcionário durante manutenção, circulação de trem com portas abertas, descarrilamento e relatos de passageiros sobre problemas operacionais recentes</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Ministério Público de São Paulo iniciou uma nova investigação para apurar episódios registrados nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas pela ViaMobilidade. A medida ocorre após uma série de ocorrências envolvendo segurança operacional e manutenção do sistema ferroviário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os fatos incluídos na apuração está a morte de um funcionário durante trabalhos de manutenção realizados na última semana, noticiado pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Relembre: </span></i></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="6mEfgvcs2b"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/05/06/funcionario-morre-durante-manutencao-programada-na-linha-9-esmeralda-em-sao-paulo/">Funcionário morre durante manutenção programada na Linha 9-Esmeralda em São Paulo</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Funcionário morre durante manutenção programada na Linha 9-Esmeralda em São Paulo&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/05/06/funcionario-morre-durante-manutencao-programada-na-linha-9-esmeralda-em-sao-paulo/embed/#?secret=t7fyNObpxl#?secret=6mEfgvcs2b" data-secret="6mEfgvcs2b" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O procedimento também considera um episódio em que uma composição circulou com portas abertas, além de outras intercorrências operacionais registradas recentemente. </span><span style="font-weight: 400;">A investigação reúne ainda relatos de passageiros sobre problemas ocorridos na região da Estação João Dias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro caso analisado envolve o descarrilamento de um trem registrado no final de abril na Linha 9-Esmeralda. Informações apresentadas ao Ministério Público apontam que a concessionária identificou uma fissura em um trilho como origem do problema.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Relembre:</span></i></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="4VeqpK2FFq"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/04/01/descarrilamento-na-linha-9-esmeralda-afetou-operacao-na-noite-de-terca-feira-31-problema-foi-solucionado-durante-a-madrugada-e-atendimento-e-normal-nesta-quarta-1/">Descarrilamento na linha 9-Esmeralda afetou operação na noite de terça-feira (31). Problema foi solucionado durante a madrugada e atendimento é normal nesta quarta (1°)</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Descarrilamento na linha 9-Esmeralda afetou operação na noite de terça-feira (31). Problema foi solucionado durante a madrugada e atendimento é normal nesta quarta (1°)&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/04/01/descarrilamento-na-linha-9-esmeralda-afetou-operacao-na-noite-de-terca-feira-31-problema-foi-solucionado-durante-a-madrugada-e-atendimento-e-normal-nesta-quarta-1/embed/#?secret=nXvPYITdwE#?secret=4VeqpK2FFq" data-secret="4VeqpK2FFq" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o incidente, inspeções realizadas na malha ferroviária localizaram outros pontos que precisaram de reparos preventivos ao longo das linhas concedidas. As condições da infraestrutura e os procedimentos de manutenção passaram a fazer parte da apuração conduzida pelos promotores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Representantes da Motiva, grupo responsável pela ViaMobilidade, participaram recentemente de reuniões com órgãos estaduais, incluindo a Artesp e integrantes da área de parcerias e investimentos do governo paulista, para tratar das condições operacionais das linhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em nota, a concessionária informou que mantém ações permanentes de monitoramento e manutenção preventiva na infraestrutura ferroviária das linhas 8 e 9.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o episódio envolvendo a composição que apresentou portas abertas, a empresa declarou que o desembarque ocorreu em segurança e que os procedimentos adotados durante a retirada do trem de circulação seguiram protocolos operacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ViaMobilidade também afirmou que realiza análises técnicas sobre o descarrilamento ocorrido em abril e informou ter promovido inspeções em toda a extensão da via permanente após o acidente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso da morte do trabalhador, a concessionária declarou que as apurações iniciais apontam falha operacional durante a execução da atividade, sem indícios preliminares de defeitos estruturais ou falhas em equipamentos de segurança.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>TCE aponta frota envelhecida, ônibus irregulares e operação sem licitação no transporte intermunicipal do Espírito Santo </title>
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    <pubDate>Thu, 14 May 2026 00:00:48 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Auditoria identificou falhas na fiscalização da Ceturb e determinou que governo estadual apresente cronograma para regularização do sistema YURI SENA Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) identificou irregularidades no Sistema de Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros (Sitrip), incluindo operação sem licitação, veículos acima do limite de idade permitido e [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="480" height="305" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d8a1c190-9fae-462e-99d9-7f1b357ff45e.jpg?fit=480%2C305&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d8a1c190-9fae-462e-99d9-7f1b357ff45e.jpg?w=480&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d8a1c190-9fae-462e-99d9-7f1b357ff45e.jpg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d8a1c190-9fae-462e-99d9-7f1b357ff45e.jpg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/d8a1c190-9fae-462e-99d9-7f1b357ff45e.jpg?resize=400%2C254&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Auditoria identificou falhas na fiscalização da Ceturb e determinou que governo estadual apresente cronograma para regularização do sistema</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) identificou irregularidades no Sistema de Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros (Sitrip), incluindo operação sem licitação, veículos acima do limite de idade permitido e falhas na fiscalização exercida pela Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o Acórdão 300/2026 do TCE-ES, publicado após auditoria realizada pela Corte, 11 das 15 empresas que operam linhas intermunicipais descumprem as regras de renovação de frota. Em alguns casos, os veículos em circulação chegam a quase 40 anos de fabricação.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O levantamento também apontou a utilização de ônibus com certificados de equipamentos obrigatórios vencidos, além de deficiência na fiscalização e no controle operacional do sistema. Segundo o tribunal, o transporte intermunicipal capixaba opera há décadas sem processo licitatório regular.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O TCE determinou que a Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura do Espírito Santo (Semobi) apresente, em até 60 dias, um planejamento detalhado para realização da futura licitação do sistema, incluindo estudos técnicos e diagnósticos operacional e econômico-financeiro.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão também estabelece prazos para adoção de medidas corretivas por parte da Semobi e da Ceturb-ES, com o objetivo de regularizar a prestação do serviço e ampliar o controle sobre as empresas operadoras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o tribunal, decisões judiciais anteriores já haviam reconhecido a nulidade dos contratos firmados sem concorrência pública e determinado a realização de licitação para regularização das concessões.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Carlos Alberto Costa de Oliveira assume de forma interina a Diretoria Técnica Operacional do Detro-RJ</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/05/13/carlos-alberto-costa-de-oliveira-assume-de-forma-interina-a-diretoria-tecnica-operacional-do-detro-rj/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 13 May 2026 23:00:33 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Anteriormente, Oliveira ocupava o cargo de subsecretário adjunto da Subsecretaria de Administração, da Setram (Secretaria de Estado de Transportes e Mobilidade Urbana) VINÍCIUS DE OLIVEIRA Em publicação no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro desta quarta-feira, 13 de maio, o governo informou que Carlos Alberto Costa de Oliveira, até então subsecretário adjunto da [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="769" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Acao-2309-1-e1758646855231.jpeg?fit=1024%2C769&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Anteriormente, Oliveira ocupava o cargo de subsecretário adjunto da Subsecretaria de Administração, da Setram (Secretaria de Estado de Transportes e Mobilidade Urbana)</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Em publicação no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro desta quarta-feira, 13 de maio, o governo informou que Carlos Alberto Costa de Oliveira, até então subsecretário adjunto da Subsecretaria de Administração, da Setram (Secretaria de Estado de Transportes e Mobilidade Urbana), assumirá a Diretoria Técnica Operacional do Detro-RJ (Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro).</p>
<p>O documento oficializou a exoneração de Danilo Bezerra de Menezes Silva do cargo, assim como Raphael Silva Salgado da presidência do departamento.</p>
<p>Carlos Alberto Costa de Oliveira estará a frente da Diretoria Técnica Operacional de forma interina até que seja nomeado um novo diretor-presidente.</p>
<p>O Detro-RJ é responsável pela fiscalização e regulamentação do transporte intermunicipal de passageiros no estado do Rio de Janeiro.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Marco Legal do Transporte Coletivo é finalmente aprovado  pelo Plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (13) após cinco anos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/05/13/marco-legal-do-transporte-coletivo-e-finalmente-aprovado-pelo-plenario-da-camara-dos-deputados-nesta-quarta-feira-13-apos-cinco-anos/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 13 May 2026 22:25:45 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Metropolitano SP]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Projeto é um dos mais aguardados do setor de mobilidade e promete disciplinar fontes de recursos além das tarifas e modernizar os contratos de ônibus, trens e metrôs por todo o País ADAMO BAZANI O Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, finalmente aprovou, após cinco anos, o Marco Legal do Transporte Coletivo, nesta quarta-feira, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="691" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MARCO-LEGAL.jpeg?fit=1024%2C691&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MARCO-LEGAL.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MARCO-LEGAL.jpeg?resize=300%2C203&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MARCO-LEGAL.jpeg?resize=1024%2C691&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MARCO-LEGAL.jpeg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MARCO-LEGAL.jpeg?resize=768%2C518&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MARCO-LEGAL.jpeg?resize=1536%2C1037&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MARCO-LEGAL.jpeg?resize=400%2C270&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Projeto é um dos mais aguardados do setor de mobilidade e promete disciplinar fontes de recursos além das tarifas e modernizar os contratos de ônibus, trens e metrôs por todo o País</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, finalmente aprovou, após cinco anos, o Marco Legal do Transporte Coletivo, nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026. O projeto era um dos mais aguardados do setor de mobilidade e promete disciplinar fontes de recursos além das tarifas e modernizar os contratos de ônibus, trens e metrôs por todo o País. Trata-se do PL – Projeto de Lei 3278/21.</p>
<p><span class="texto-link">Aprovada com alterações. Foi aprovada a Redação Final assinada pelo relator, Dep. José Priante (MDB/PA).</span></p>
<p>Chegou a ser apresentado um pedido de retirada de pauta, que foi rejeitado.</p>
<p>O projeto recebeu 16 emendas &#8211; <strong>VEJA TODAS MAIS ABAIXO.</strong></p>
<p>As comissões votaram contra a a maioria das emendas</p>
<p><em><strong>• Comissão de Desenvolvimento Urbano,</strong> que conclui pela rejeição de todas as Emendas oferecidas em Plenário.</em></p>
<p><em><strong>• Comissão de Viação e Transportes</strong>, que conclui pela rejeição de todas as Emendas oferecidas em Plenário.</em></p>
<p><em><strong>• Comissão de Finanças e Tributação</strong>, que conclui pela não implicação financeira ou orçamentária da matéria em aumento ou diminuição da receita e da despesa pública de todas as Emendas de Plenário, não cabendo pronunciamento quanto à adequação financeira ou orçamentária; e, no mérito, pela rejeição de todas as Emendas oferecidas em Plenário.</em></p>
<p><em><strong>• Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania</strong>, que conclui pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa de todas as Emendas de Plenário.</em></p>
<ul class="passo-a-passo__lista" aria-label="Passo a passo da sessão">
<li class="passo-a-passo__item">
<div>
<p><strong><em>Aprovada a Emenda de Redação nº 1.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</li>
<li class="passo-a-passo__item"><strong><em><span class="passo-a-passo__num-ordem">17</span></em></strong>
<div>
<p><strong><em>Votação da Emenda de Redação nº 1.</em></strong></p>
</div>
</li>
<li class="passo-a-passo__item"><strong><em><span class="passo-a-passo__num-ordem">16</span></em></strong>
<div>
<p><strong><em>Rejeitadas as Emendas de Plenário.</em></strong></p>
</div>
</li>
<li class="passo-a-passo__item"><strong><em><span class="passo-a-passo__num-ordem">15</span></em></strong>
<div>
<p><strong><em>Votação das Emendas de Plenário, com parecer pela rejeição.</em></strong></p>
</div>
</li>
<li class="passo-a-passo__item"><strong><em><span class="passo-a-passo__num-ordem">14</span></em></strong>
<div>
<p><strong><em>Inadmitidas as Emendas de Plenário apresentadas ao Substitutivo.</em></strong></p>
</div>
</li>
</ul>
<p>Contratos de transportes mais modernos, com mais possibilidades de serviços e com indicadores de qualidade influenciando no ganho dos empresários de ônibus; recursos além das tarifas pagas pelos usuários para deixar as passagens mais baratas e, quem sabe, uma “tarifa-zero” nacional; remunerações pelos serviços prestados e não só por passageiro transportado para melhorar intervalos e frota, além de reduzir lotação.</p>
<p>Estas são algumas das possibilidades que podem ser ampliadas e uniformizadas em diferentes cidades caso haja uma lei nacional que discipline o assunto.</p>
<p>O relator deputado José Priante, do MDB-PA, no plenário diz que o PL altera algumas leis, como do Estatuto das Cidades e Lei de Mobilidade Urbana e explicou a tramitação.</p>
<p>O parlamentar destacou a importância social da proposta, inclusive estando em linhas com a Constituição que já reconhece o Transporte Coletivo como Direito Social em seu sexto artigo. Um dos avanços da proposta é separar a tarifa pública (paga pelos usuários) da remuneração das empresas.</p>
<p>Um dos deputados que discursou contra o PL foi Kim Kataguiri (Missão-SP) que disse que o projeto &#8220;engessa&#8221; mais ainda o sistema de transportes aos atuais operadores de ônibus e citou a suposta ligação de viações da capital paulista à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Kataguiri citou ainda que o sistema de ônibus interestaduais, gerido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), concede a operação por autorização individual linha por linha e defendeu operações de aplicativos de ônibus.</p>
<p>Também opinou contra o PL o deputado federal Gilson Marques (NOVO-SC) que chegou a chamar o projeto de &#8220;populista&#8221;  e disse que o transporte coletivo pode prejudicar os aplicativos.</p>
<p><strong><em>&#8220;Se o transporte coletivo estiver bom, as pessoas vão deixar de usar o Uber. Se pensou o que vai ser feito com os milhares de motoristas. E tem vias para isso?&#8221;</em> </strong>&#8211; disse Gilson Marques.</p>
<p>O parlamentar ignorou que estudos mostram que um ônibus padron, que transporta 80 passageiros, ocupa 13,2 metros de vias. Estas mesmas 80 pessoas, sendo transportadas em carros, levando em conta que um carro, em média, leva duas pessoas nas cidades, tendo em torno de quatro metros de comprimento, ocupariam 160 metros de vias e precisariam de 40 automóveis. <strong>(80 PESSOAS &#8211; 1 ÔNIBUS &#8211; 13,2m x 80 PESSOAS &#8211; 40 CARROS &#8211; 160 m)</strong></p>
<p>Na hora de defenderem o projeto em Plenário, os deputados que se inscreveram para discursar em favor do projeto de mobilidade, em vez de falarem de transportes &#8211; que é a pauta do PL, usaram a tribuna e falaram do áudio divulgado pelo Portal Intercept de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pedindo R$ 134 milhões ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso sob a acusação de fraude financeira, com o objetivo de financiar um filme sobre o pai.</p>
<p>Mas, entre os que defenderam a proposta no Plenário, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) destacou que o Projeto de Lei traz evoluções como a intermodalidade (vários meios de transportes conectados), vinculação da remuneração a fontes que não somente a tarifa e a transição energética, o que ampliaria a frota menos poluente, como de ônibus elétricos, a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos), entre outros.</p>
<p>A Deputada Heloísa Helena (REDE-RJ), no discurso, defendeu a tarifa-zero e lembrou que atualmente o transporte coletivo consome cerca de 30% do salário-mínimo e 20% da renda das famílias com menor renda, que perdem tempo nos deslocamentos porque o transporte coletivo não é eficiente.</p>
<p><strong><em>&#8220;Hoje se discute o importante fim da escala 6 por 1. Mas deixar os sistemas de transportes mais eficientes, também é garantir mais renda e mais tempo de vida para a população trabalhadora e o projeto de lei proposto proporciona isso&#8221;</em></strong> &#8211; disse Heloísa Helena.</p>
<p>O pesquisador em mobilidade e ex-membro do Fórum Consultivo, Rafael Calabria, que ajudou na formulação do projeto lamentou ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a retirada do artigo 30 da proposta, que previa o financiamento municipal.</p>
<p><strong><em>&#8220;O Senado já havia reduzido alguns instrumentos administrativos, mas o ataque na Câmara foi mais grave. </em></strong><br />
<strong><em>Ao retirar o artigo 30, que previa o financiamento por parte do município, se retira um pilar do projeto. Sem o recurso local, hoje, o projeto aprovado joga toda a conta da crise do transporte nas costas da União. Ou seja cria um desequilíbrio entre as esferas de poder&#8221;.</em></strong></p>
<p>O presidente da NTU, associação das empresas de ônibus em todo o Brasil,  Francisco Christovam, disse ao criador e editor-chefe do <strong>Diário do Transporte</strong>, Adamo Bazani,  que uma nova era da mobilidade começa a se tornar realidade</p>
<p><strong><em>O Marco Legal deverá inaugurar uma nova era para o transporte coletivo urbano de passageiros, pautada pela dignidade, eficiência e respeito ao cidadão. As mudanças nas relações entre os poderes concedentes e as empresas operadoras dos serviços de transportes urbanos deverão propiciar serviços de melhor qualidade e a prática de tarifas mais módicas.</em></strong></p>
<p><strong>EMENDAS:</strong></p>
<p>1</p>
<p>A <strong><em>Emenda nº 1</em></strong>, de autoria do Deputado Eli Borges, objetiva<br />
alterar a redação do inciso IX do art. 16 do substitutivo ao Projeto de Lei nº<br />
3.278, de 2021. Nesse quadro, o substitutivo prevê como um dos direitos dos<br />
passageiros dos serviços de transporte público coletivo ter um sistema<br />
integrativo e não discriminatório que respeite a dignidade e a integridade física<br />
e pessoal de todos os cidadãos, independentemente de identidades de gênero,<br />
raça, orientação sexual, idade, diversidade de corpos, condições motoras,<br />
entre outros. A Emenda nº 1 altera esse direito para um sistema inclusivo, com<br />
respeito à dignidade e à integridade física e pessoal de todos, vedada qualquer<br />
forma de discriminação.</p>
<p>2</p>
<p>A <strong><em>Emenda nº 2</em></strong>, de autoria do Deputado Jilmar Tatto, incide<br />
sobre o Substitutivo ao PL 3.278/2021 e propõe acrescer disciplina autônoma<br />
para instituir o Programa Nacional de Tarifa Zero para o Transporte Urbano. Aemenda cria regime nacional de adesão voluntária por Estados, Distrito Federal e Municípios, com transição para gratuidade universal, financiamento vinculado<br />
ao custeio do serviço e alteração da sistemática do vale-transporte.<br />
O efeito normativo é ampliar o conteúdo do Substitutivo para<br />
estabelecer fonte específica de financiamento por contribuição mensal do<br />
empregador, regras de repasse e controle dos recursos, remuneração dos<br />
prestadores com base em custos e indicadores de qualidade, além de<br />
fiscalização própria. A proposta também altera a Lei nº 7.418, de 1985, e a Lei<br />
Complementar nº 150, de 2015, para suspender ou substituir obrigações<br />
relativas ao vale-transporte nas localidades com tarifa zero integralmente<br />
implementada.</p>
<p>3 e 8</p>
<p>As<strong> Emendas nº 3 e nº 8,</strong> de autoria do Deputado Hugo Leal e<br />
do Deputado Sidney Leite, respectivamente, objetivam alterar a redação do<br />
inciso V do art. 4º do substitutivo ao Projeto de Lei nº 3.278, de 2021. Nesse<br />
quadro, o Substitutivo determina como uma das diretrizes que orienta o sistema<br />
de transporte público coletivo a transição energética sustentável com utilização<br />
de novas tecnologias e de fontes renováveis de energia para a redução dos<br />
impactos ambientais, mantendo a modicidade da tarifa. As Emenda nº 3 e nº 8<br />
alteram para transição energética sustentável com utilização de novas<br />
tecnologias e de fontes energéticas de menor intensidade de carbono e<br />
menores emissões de poluentes locais e gases de efeito estufa, observada a<br />
modicidade da tarifa e a viabilidade técnico-operacional do sistema.</p>
<p>Outro objetivo das Emendas nº 3 e nº 8 é alterar a redação do<br />
inciso XIX do art. 6º do substitutivo ao Projeto de Lei n. 3.278, de 2021. Assim,<br />
o substitutivo define como transição energética do transporte público coletivo a<br />
política de substituição gradual de combustíveis fósseis por combustíveis<br />
renováveis, com menor geração de poluentes locais e gases de efeito estufa.<br />
As Emendas nº 3 e nº 8 alteram tal definição para política de substituição<br />
gradual da matriz energética do transporte por fontes de menor intensidade de<br />
carbono e menor geração de poluentes locais e gases de efeito estufa,<br />
incluindo soluções renováveis e combustíveis de transição com comprovado<br />
desempenho ambiental superior.</p>
<p>Como último objetivo, as Emendas nº 3 e nº 8 acrescentam<br />
parágrafo único ao art. 6º do substitutivo ao Projeto de Lei nº 3.278, de 2021,<br />
para dispor que se consideram compatíveis com a política de transição<br />
energética as tecnologias e combustíveis que comprovadamente reduzam<br />
emissões de gases de efeito estufa e poluentes locais em relação ao diesel<br />
convencional, inclusive o gás natural veicular (GNV), o gás natural comprimido<br />
(GNC) e o biometano</p>
<p>4</p>
<p>A <em><strong>Emenda nº 4</strong></em>, de autoria do Deputado José Guimarães,<br />
altera os seguintes dispositivos do substitutivo apresentado:<br />
 o art. 27, § 3º, para fazer referência ao ato, e não<br />
apenas à lei, que instituir o desconto ou a gratuidade da<br />
tarifa;<br />
 o art. 28, inciso IV, e adiciona o § 3º, para detalhar que o<br />
apoio da União ao custeio de benefícios tarifários será<br />
para aqueles instituídos por legislação federal, sendo<br />
esta exigência apenas para os benefícios concedidos<br />
após a entrada em vigor da presente proposição.<br />
 o art. 38, no trecho que modifica o art. 16 da Lei nº<br />
12.587/2012 (Lei de Mobilidade Urbana), ao incluir o<br />
inciso XV, para restringir como atribuição da União o<br />
subsídio às tarifas de transporte público coletivo de<br />
passageiros urbano e de caráter urbano apenas para os<br />
casos previstos em legislação federal.</p>
<p>O efeito normativo é reforçar a vinculação entre a criação do<br />
benefício tarifário e a correspondente fonte de custeio, vedando a transferência<br />
desse ônus aos usuários do serviço e delimitando a responsabilidade financeira<br />
da União. Com isso, o Substitutivo condiciona a cobertura federal de<br />
gratuidades e descontos supervenientes à existência de lei federal específica,<br />
preservando o equilíbrio econômico-financeiro da prestação e a repartição<br />
federativa de encargos.</p>
<p>5</p>
<p>A <strong>Emenda nº 5</strong>, de autoria do Deputado Tarcísio Motta,<br />
pretende acrescentar o § 3º ao art. 18 do substitutivo ao Projeto de Lei nº3.278, de 2021 para dispor que o controle social dos serviços de transporte<br />
público coletivo será complementado por processos mínimos de participação<br />
popular, com consulta pública de 60 dias e audiências públicas regionalizadas<br />
na revisão da legislação local ou na contratação dos serviços, além de<br />
audiência pública e reunião de conselho de participação local em matérias<br />
tarifárias, remuneratórias e operacionais relevantes.</p>
<p>6</p>
<p>A <strong>Emenda nº 6,</strong> de autoria do Deputado Isnaldo Bulhões Jr.,<br />
altera o art. 40 do substitutivo, propondo a alteração do art. 6º da Lei nº<br />
10.636/2002, para possibilitar, em seu § 1º, o custeio de programas de<br />
gratuidade dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios dentro de<br />
percentual mínimo dos recursos arrecadados pela CIDE-Combustíveis, e prevê<br />
que os recursos da CIDE-Combustíveis serão direcionados, por dois<br />
exercícios, ao custeio da gratuidade tarifária à pessoa idosa dos Estados, do<br />
Distrito Federal e dos Municípios, através de regulamentação do Poder<br />
Executivo federal</p>
<p>7</p>
<p>A <strong>Emenda nº 7</strong>, de autoria do Deputado José Guimarães,<br />
objetiva promover alterações pontuais ao substitutivo do Projeto de Lei nº<br />
3.278/2021, com foco na modernização do modelo regulatório do transporte<br />
público coletivo, aumento da segurança jurídica dos contratos e garantia de<br />
maior eficiência econômica na prestação do serviço.<br />
Em primeiro lugar, a Emenda nº 7 modifica o inciso XII do art.<br />
6º ao substituir o conceito de “remuneração do operador” por “receita contratual<br />
do operador”, detalhando que essa deve cobrir custos eficientes e garantir<br />
retorno justo pelo capital investido e pelos riscos assumidos.<br />
Além disso, a emenda inclui o inciso V-A no art. 7º para definir<br />
como uma das diretrizes gerais de organização dos serviços de transporte<br />
público coletivo, a exigência de transparência e segregação contábil dos<br />
custos, com distinção entre amortização de investimentos, remuneração do<br />
capital investido e ressarcimento dos custos operacionais.No art. 27, a Emenda nº 7 altera a redação do § 5º para<br />
estabelecer que a isenção de pedágio para veículos do transporte público se<br />
aplique apenas a contratos firmados após a vigência da lei. A intenção com</p>
<p>isso é evitar impactos retroativos que poderiam gerar desequilíbrios em<br />
contratos já existentes, preservando a estabilidade jurídica e evitando custos<br />
adicionais ao poder público.<br />
Por fim, a Emenda nº 7 altera a redação do inciso I do art. 32<br />
para ampliar seu conteúdo, pois inclui infraestruturas essenciais, como<br />
garagens e pátios de estacionamento, manutenção ou recarga</p>
<p>9</p>
<p>A <strong>Emenda nº 9</strong>, de autoria da Deputada Flávia Morais, objetiva<br />
suprimir o art. 30 do Projeto de Lei n° 3.278/2021. Nesse quadro, tal artigo<br />
estabelece a faculdade ao poder público, responsável pelo planejamento e<br />
gestão da mobilidade urbana, em promover a justa distribuição dos benefícios<br />
e dos ônus decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços de mobilidade<br />
urbana, mediante a cobrança de contribuições ou tarifas face a ocorrência de<br />
externalidades que impactem negativamente a mobilidade urbana, e<br />
principalmente a vida da população.</p>
<p>10</p>
<p>A Emenda nº 9, de autoria da Deputada Flávia Morais, objetiva<br />
suprimir o art. 30 do Projeto de Lei n° 3.278/2021. Nesse quadro, tal artigo<br />
estabelece a faculdade ao poder público, responsável pelo planejamento e<br />
gestão da mobilidade urbana, em promover a justa distribuição dos benefícios<br />
e dos ônus decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços de mobilidade<br />
urbana, mediante a cobrança de contribuições ou tarifas face a ocorrência de<br />
externalidades que impactem negativamente a mobilidade urbana, e<br />
principalmente a vida da população.</p>
<p>11</p>
<p>A <strong>Emenda nº 11</strong>, de autoria dos Deputados Bacelar, Evair<br />
Vieira de Melo e outros, objetiva modificar o art. 38 do Substitutivo, para alterar<br />
o parágrafo único acrescido pelo Substitutivo ao art. 11 da Lei nº 12.587/2012,<br />
de forma a determinar que se caracteriza transporte ilegal de passageiros a<br />
exploração do transporte privado coletivo em âmbito municipal ou<br />
intermunicipal de caráter urbano sem o cumprimento dos requisitos na mesma<br />
lei e na regulamentação do ente federativo competente, ressalvado o<br />
transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros regido pela<br />
Lei nº 10.233/2001, seja sobre a modalidade regular ou sob a modalidade de<br />
fretamento eventual, colaborativo ou contínuo, autorizadas pela Agência<br />
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).</p>
<p>Nesse contexto, informamos que o caput do referido art. 11<br />
determina que os serviços de transporte privado coletivo, prestados entre<br />
pessoas físicas ou jurídicas, deverão ser autorizados, disciplinados e<br />
fiscalizados pelo poder público competente, com base nos princípios e<br />
diretrizes da Lei nº 12.587/2012. Ademais, o parágrafo único acrescido pelo<br />
Substitutivo ao art. 11 define que a exploração do transporte privado coletivo<br />
sem o cumprimento dos requisitos previstos Lei nº 12.587/2012 e na<br />
regulamentação do poder público responsável caracterizará transporte ilegal de<br />
passageiros.<br />
Dessa maneira, a Emenda nº 11 introduz duas modificações<br />
cumulativas. A primeira qualifica o âmbito territorial de incidência do tipo<br />
sancionador, restringindo-o às operações &#8220;em âmbito municipal ou<br />
intermunicipal de caráter urbano&#8221;. Segundo os autores da Emenda nº 11, esse<br />
recorte preserva integralmente a função regulatória do transporte público<br />
coletivo urbano, ao mesmo tempo em que afasta sua incidência sobre o<br />
transporte interestadual federal. A segunda substituição é de &#8220;poder público<br />
responsável&#8221; por &#8220;ente federativo competente&#8221;.</p>
<p>A nova fórmula é<br />
constitucionalmente mais precisa: ela exige que o ente que regulamenta o<br />
transporte privado coletivo seja, efetivamente, o titular da competência sobre<br />
aquela operação, na forma do art. 8º do Substitutivo. Estados e municípios não<br />
têm competência para regulamentar o transporte interestadual federal, e a<br />
redação atual abriria espaço para que o façam, criando requisitos cuja<br />
inobservância dispararia a aplicação das sanções.</p>
<p>12</p>
<p>A <strong><em>Emenda nº 12</em></strong>, de autoria dos Deputados Bacelar, Evair<br />
Vieira de Melo e outros, objetiva modificar o art. 38 do Substitutivo, para alterar<br />
o inciso VII do art. 4º da Lei nº 12.587/2012, que já havia sido modificado pelo<br />
Substitutivo.<br />
No Substitutivo, tal inciso define o transporte privado coletivo<br />
como o serviço de transporte de passageiros não aberto ao público, para a<br />
realização de viagens com características operacionais exclusivas para cada<br />
linha e demanda, destinado a passageiros previamente cadastrados e<br />
realizado por empresa autorizada pelo poder público responsável. Nesse<br />
quadro, a Emenda nº 12 modifica tal definição para “empresa autorizada pelo</p>
<p>ente federativo competente para a regulação do modal, na forma da legislação<br />
aplicável&#8221;.<br />
Dessa maneira, a Emenda nº 12, segundo os Autores, tem o<br />
objetivo de sanar a ambiguidade da expressão &#8220;empresa autorizada pelo poder<br />
público responsável&#8221; no novo art. 4º, VII, da Lei nº 12.587/2012, alterado pelo<br />
art. 38 do Substitutivo, qualificando o ente federativo competente em coerência<br />
com a repartição constitucional de competências. Trata-se de emenda de<br />
caráter esclarecedor, que não modifica o conteúdo substantivo da definição de<br />
transporte privado coletivo — preserva os elementos &#8220;não aberto ao público&#8221;,<br />
&#8220;passageiros previamente cadastrados&#8221; e &#8220;empresa autorizada&#8221;, todos<br />
compatíveis com o modelo do fretamento sob a Lei nº 10.233/2001 — e apenas<br />
elimina a ambiguidade sobre qual ente é competente para a autorização</p>
<p>13</p>
<p>A <strong>Emenda nº 13</strong>, de autoria dos Deputados Bacelar, Evair<br />
Vieira de Melo e outros, objetiva acrescentar ao art. 30 do Substitutivo ao PL<br />
3.278/2021 o parágrafo 3º para determinar que é possível disciplinar, mediante<br />
contrato de programa, convênio, termo de parceria, autorização ou outros<br />
instrumentos de natureza precária, a prestação dos serviços de serviços de<br />
transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros — regular ou<br />
por fretamento — regido pela Lei nº 10.233/2001, em que o regime de<br />
autorização permanece válido por força do art. 13, V, e do art. 14, III, da<br />
referida lei, em qualquer das modalidades operacionais autorizadas pela ANTT.<br />
Nesse sentido, os Autores argumentam que, tecnicamente, o<br />
art. 30 do Substitutivo trata apenas do transporte público coletivo &#8220;municipal ou<br />
de caráter urbano&#8221;, não alcançando o TRIIP federal regulado pela Lei nº<br />
10.233/2001. A Emenda nº 13 tem, portanto, função declaratória e pedagógica:<br />
explicita a coexistência dos dois regimes constitucionais, a saber, o do art. 175<br />
da Constituição, que disciplina o transporte público coletivo dependente de<br />
licitação, e o do art. 21, XII, &#8220;e&#8221;, combinado com o art. 22, XI, da Constituição,<br />
que rege o transporte rodoviário interestadual autorizado pela ANTT na forma<br />
da Lei nº 10.233/2001.</p>
<p>14</p>
<p>A <strong>Emenda nº 14,</strong> de autoria dos Deputados Bacelar, Evair<br />
Vieira de Melo e outros, objetiva alterar os §§ 1º e 2º do art. 22 da Lei</p>
<p>nº12.587/2012, na redação proposta pelo art. 38 do Substitutivo ao Projeto de Lei<br />
nº 3.278/2021. Assim, no cumprimento do combate ao transporte ilegal de<br />
passageiros, o poder público responsável pela fiscalização pode estabelecer<br />
multas e, em casos de risco concreto à segurança dos passageiros ou de<br />
terceiros, devidamente fundamentado em ato administrativo motivado, sanções<br />
administrativas de retenção e recolhimento do veículo utilizado no transporte<br />
ilegal de passageiros, observados o contraditório, a ampla defesa e os<br />
princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Ademais, o perdimento do<br />
veículo somente se aplica em caso de reincidência específica e contumaz,<br />
assim entendida a prática de três ou mais infrações, dentro do período de um<br />
ano, todas com decisão administrativa transitada em julgado e contraditório<br />
regularmente observado.<br />
Desse modo, a Emenda nº 14 pretende modular as sanções de<br />
retenção, recolhimento e perdimento de veículo previstas no novo art. 22 da Lei<br />
nº 12.587/2012, as quais trazidas pelo art. 38 do Substitutivo, exigindo<br />
proporcionalidade, contraditório, ampla defesa e graduação na sua aplicação, e<br />
restringindo o perdimento a hipóteses de risco concreto à segurança. Segundo<br />
os Autores, a Emenda nº 14 preserva integralmente o efeito sancionatório do<br />
dispositivo, mantendo a multa de até R$ 15.000 e a disponibilidade das<br />
medidas de retenção e recolhimento, que passam a ser moduladas pela<br />
exigência de risco concreto e devido processo. Não haveria, portanto, prejuízo<br />
à função de combate ao transporte clandestino, apenas a adequação do<br />
instrumento à Constituição.</p>
<p>15</p>
<p>A <strong>Emenda nº 15</strong>, de autoria dos Deputados Bacelar, Evair<br />
Vieira de Melo e outros, objetiva acrescentar aos arts. 11 e 12 do Substitutivo,<br />
parágrafo único com o mesmo teor, para determinar que as normas de<br />
referência e os parâmetros de regulação previstos nesses artigos não se<br />
aplicam ao transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros,<br />
regido pela Lei nº 10.233/2001, cuja regulação infralegal é privativa da ANTT.<br />
Dessa maneira, a medida busca explicitar a delimitação federativa adequada e<br />
impedir que atos do Poder Executivo federal alcancem matéria que já se<br />
encontra sob regime regulatório próprio, privativo da ANTT.</p>
<p>16</p>
<p>A <strong>Emenda nº 16</strong>, de autoria do Deputado Marcel Van Hattem e<br />
outros, possui uma parte idêntica à Emenda nº 10 e outra à Emenda nº 11.<br />
Portanto, após amplo diálogo com diversos Líderes Partidários,<br />
entendemos que poderíamos incorporar o que sugerido pelas emendas sem<br />
alteração de mérito (pontos de aperfeiçoamento meramente redacional) e o<br />
fizemos no próprio texto da emenda de redação por nós mesmos apresentada.</p>
<p>Três Comissões já haviam a aprovado a matéria com as seguintes conclusões</p>
<p><strong><em>• Comissão de Viação e Transportes, </em></strong><em>que conclui pela aprovação do Projeto de Lei nº 3.278, de 2021, nos termos do Substitutivo adotado pelo relator da Comissão de Finanças e Tributação.</em></p>
<p><strong><em>• Comissão de Finanças e Tributação, </em></strong><em>que conclui pela não implicação financeira ou orçamentária da matéria em aumento ou diminuição da receita e da despesa pública, não cabendo pronunciamento quanto à adequação financeira ou orçamentária; e, no mérito, somos pela aprovação do Projeto de Lei nº 3.278, de 2021, na forma do Substitutivo adotado.</em></p>
<p><strong><em>• Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania,</em></strong><em> que conclui pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Lei nº 3.278, de 2021, nos termos do Substitutivo adotado pelo relator da Comissão de Finanças e Tributação.</em></p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte,</em></strong> a proposta estava na pauta desta terça-feira (12), mas não houve tempo de votação.</p>
<p>A Emenda nº 9, de autoria da Deputada Flávia Morais, objetiva<br />
suprimir o art. 30 do Projeto de Lei n° 3.278/2021. Nesse quadro, tal artigo<br />
estabelece a faculdade ao poder público, responsável pelo planejamento e<br />
gestão da mobilidade urbana, em promover a justa distribuição dos benefícios<br />
e dos ônus decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços de mobilidade<br />
urbana, mediante a cobrança de contribuições ou tarifas face a ocorrência de<br />
externalidades que impactem negativamente a mobilidade urbana, e<br />
principalmente a vida da população.</p>
<p>O PL – Projeto de Lei 3278/21, do então senador Antônio Anastasia, hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), regulamenta regras sobre mobilidade que possibilitam formas de financiamento extra-tarifárias em ônibus, trens e metrôs; além de modernizar contratos com as prestadoras de serviços.</p>
<p>No Senado, já houve a aprovação, em 2024, da proposta, que tem o objetivo de possibilitar a aplicação dos financiamentos aos transportes públicos já previstos na lei nacional de mobilidade de 2012.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte,</em></strong> a proposta vivia um entra e sai na Câmara. O mais recente foi em 18 de março de 2026, quando o Marco Regulatório estava prestes a ser aprovado pelos deputados. Mas, de última hora, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Hotta, disse que PL – Projeto de Lei 3278/21 passaria por mais ajustes e seria votado logo depois do fim da janela parlamentar, em abril.</p>
<p>A data não foi cumprida.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/18/votacao-do-marco-legal-do-transporte-coletivo-fica-para-abril-por-ajustes-no-texto/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/18/votacao-do-marco-legal-do-transporte-coletivo-fica-para-abril-por-ajus</a></p>
<p>Os principais envolvidos na mobilidade urbana no Brasil participaram da elaboração da proposta, desde ONGs (Organizações Não Governamentais), instituições acadêmicas, representações de gestores públicos e até de empresários de ônibus e do setor de trilhos.</p>
<p>A proposta pode não ser considerada perfeita, mas a expectativa é que traga avanços significativos nos contratos de prestação de serviços de transportes.</p>
<p>A NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), que representa mais de mil empresas de ônibus pelo Brasil, aposta que haverá gradativamente redução das tarifas para os passageiros com as novas regras, abrindo caminho para a “Tarifa Zero” nacional.</p>
<p><strong><em>O novo Marco Legal respalda a redução do preço das tarifas públicas, ao adotar a separação entre o custo da operação e a tarifa paga pelo passageiro, com a possibilidade de utilização de outras fontes de receitas (fundos, subsídios públicos ou recursos da mobilidade urbana) para cobrir a diferença. Dessa forma, o Marco Legal distribui o custo da prestação do serviço entre toda a sociedade, evitando que apenas o usuário pague a conta, o que é justo – afinal, um bom transporte público beneficia toda a cidade. Ao criar um novo modelo de financiamento para o transporte público, mais sustentável, o Marco Legal ajuda a enfrentar a crise estrutural do setor causada pela queda de passageiros. E cria as bases para uma futura adoção da Tarifa Zero nacional</em></strong> – diz nota da entidade, que lançou uma campanha chamada <em>“O Brasil é Coletivo”,</em> que enfatiza a importância do Projeto de Lei, entre outros temas.</p>
<p><strong><em>A proposta visa tarifas mais baixas, eficiência no serviço e mecanismos de financiamento, como recursos do BNDES, sem aumento de impostos. A mobilidade urbana é o motor da economia brasileira. Sem um transporte público eficiente, as cidades param, a poluição aumenta e o acesso ao emprego, à educação e à saúde é prejudicado. O PL 3.278/2021 não é sobre arrecadação, mas sobre eficiência na gestão pública e dignidade para o cidadão.-</em></strong> diz, também em nota, Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).</p>
<p><strong><em>O objetivo é que o texto, já aprovado pelo Senado em 2024, tramite de forma célere e sem alterações que possam atrasar sua implementação. Atualmente, o PL aguarda análise em comissões permanentes após o Requerimento de Urgência (REQ 5788/2025) ter sido apresentado no fim do ano passado. A nova legislação tem como objetivo dar segurança jurídica aos contratos de concessão de transporte coletivo no país, além de criar mecanismos de financiamento público por meio de transferência da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), ampliando a transparência nos dados do setor. </em></strong>– enfatizou a FNP (Frente Nacional de Prefeitos e Prefeitas).</p>
<h2 style="text-align: center;"><strong>MARCO REGULATÓRIO – MITOS E VERDADES E UMA EXTENSA TRAMITAÇÃO:</strong></h2>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em primeira-mão, no dia 18 de março de 2026, de última hora, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Hotta, disse que PL – Projeto de Lei 3278/21 passaria por mais ajustes e seria votado logo depois do fim da janela parlamentar, em abril.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/18/votacao-do-marco-legal-do-transporte-coletivo-fica-para-abril-por-ajustes-no-texto/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/18/votacao-do-marco-legal-do-transporte-coletivo-fica-para-abril-por-ajustes-no-texto/</a></p>
<p>No Senado, já houve a aprovação, em 2024, da proposta, que tem o objetivo de possibilitar a aplicação dos financiamentos aos transportes públicos já previstos na lei nacional de mobilidade de 2012.</p>
<p>Dentre as melhorias previstas nos sistemas de mobilidade, documento também é um dos principais caminhos traçados pelo Governo Federal para implementar ônibus elétricos e alternativas menos poluentes que poderão diminuir as taxas de gases poluentes nos grandes centros urbanos.</p>
<p>O projeto já vem sendo postergado no Congresso por cinco longos anos, desde 2021.</p>
<p>Vale ressaltar que o projeto de lei em questão não deve criar mais impostos, já que não se trata de um documento de natureza tributária.</p>
<p>O <strong>Diário do Transporte</strong> divulgou em março de 2026, um trecho do Setorial Cidades, um dos documentos interministeriais que formam o Plano Clima do Brasil para até 2035.</p>
<p>Nele está descrito que a implementação das novas regras sobre os contratos, operações e financiamentos do transporte público devem ser implantadas por concreto até 2028.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/17/marco-legal-dos-transportes-urbanos-entra-na-pauta-da-camara-e-e-essencial-para-cumprimento-de-metas-de-reducao-de-emissoes/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/17/marco-legal-dos-transportes-urbanos-entra-na-pauta-da-camara-e-e-essencial-para-cumprimento-de-metas-de-reducao-de-emissoes/</a></p>
<p>Ainda em fevereiro de 2026, prefeitos-membros da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos), em Brasília, para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta, a acelerar neste ano de 2026 a a votação do PL – Projeto de Lei 3278, que cria o chamado Marco Legal ou Marco Regulatório dos Transportes Urbanos.</p>
<p>A reunião surtiu efeito.</p>
<p>Em 09 de fevereiro de 2026, com 304 votos a favor e 113 contrários, a Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovou nesta segunda-feira, 09 de fevereiro de 2026, regime de Urgência para votação do Marco Legal do Transporte Público (PL – Projeto de Lei 3278/21, do ex-senador e hoje ministro do TCU – Tribunal de Contas da União, Antonio Anastasia).</p>
<p>Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/02/09/urgente-camara-aprova-regime-de-urgencia-para-votacao-do-marco-legal-do-transporte-publico/">https://diariodotransporte.com.br/2026/02/09/urgente-camara-aprova-regime-de-urgencia-para-votacao-do-marco-legal-do-transporte-publico/</a></p>
<p>De lá para cá, o projeto sofreu diversas alterações.</p>
<p>A parte em que abria a possibilidade de os aplicativos de transporte individual, como Uber e 99, financiarem o transporte coletivo público foi retirada, assim como a limitação de cinco anos para que 60% da CIDE (o imposto sobre os combustíveis) sejam aplicados obrigatoriamente em áreas urbanas. Agora, a obrigatoriedade é em período indeterminado. Vale lembrar que o Projeto de Lei do Marco Legal do Transporte Coletivo nunca criou um imposto, mas, na prática, permite a melhor aplicação das possibilidades geradas por uma lei federal já existente de 2012 a que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana.</p>
<p>O projeto tem sido alvo de notícias falsas e narrativas políticas. – O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> elaborou um perguntas e respostas com base em explicações de especialistas <strong>– Veja mais abaixo.</strong></p>
<p>Concebido em 2021, no contexto ainda da crise gerada pela pandemia de covid-19, o PL – Projeto de Lei 3278/21, que cria o Marco Legal ou Marco Regulatório do Transporte Público, após muitos atrasos por parte do Congresso Nacional, parece que agora vai sair do papel. O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> noticiou em primeira-mão que, em 09 de fevereiro de 2026, foi aprovado o regime de urgência e a estimativa é de que a votação aconteça entre o fim de fevereiro e início de março. Em 11 de fevereiro de 2026 foi tirado o Artigo que previa que aplicativos de transporte individual, como Uber e 99, auxiliassem no financiamento dos transportes públicos, assim como um regime de tributação diferenciada por redução de poluição ao transporte coletivo. A matéria foi aprovada pelo Senado em 2024.</p>
<p>De autoria do ex-senador e hoje ministro do TCU – Tribunal de Contas da União, Antonio Anastasia, a proposta define regras de contratos de operação e de financiamento do transporte coletivo.</p>
<p>Entretanto, tem sido marcada por muita confusão, dúvidas e notícias falsas. Para tentar esclarecer alguns pontos, o editor-chefe e repórter do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, <strong><em>Adamo Bazani,</em></strong> ouviu especialistas, como a advogada Liana Variani, que atua em direito empresarial, o advogado Marcos Lopes, que atua em gestão pública e líderes de entidades que atuaram nos debates para o projeto, como diretor-presidente da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), Francisco Christovam.</p>
<p>Veja alguns pontos:</p>
<p><strong>O PL 3278/21 cria impostos a mais?</strong></p>
<p>Não cria mais impostos porque não é uma matéria de natureza tributária</p>
<p><strong>O Marco Legal do Transporte Público vai fazer com que andar de carro fique mais caro?</strong></p>
<p>Andar de carro não vai ficar mais caro necessariamente mais caro por causa do Marco Legal do Transporte Público. O PL não cria nenhuma taxação. Mas cria mecanismos para as prefeituras e estados aplicarem possibilidades já previstas em lei de 2012 &#8211; Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal Nº 12.587/2012).</p>
<p><strong>As tarifas de ônibus, trens e metrôs podem ficar mais baratas com uma eventual aprovação do PL 3278/21?</strong></p>
<p>Podem, mas não de imediato. Ao conseguir as fontes de recursos extra tarifárias já previstas em lei, será possível reduzir o peso financeiro sobre o bolso do passageiro e sobre os cofres públicos por subsídios diretos. Isso, dependendo de cada cidade, pode resultar em redução de tarifas ou que os próximos aumentos sejam menores.</p>
<p><strong>O PL prevê tarifa-zero?</strong></p>
<p>Não obriga tarifa-zero, mas abre a possibilidade. No artigo 23, na Seção “Do Financiamento da Operação”, ao listar as fontes de financiamento possíveis, o PL, ao se referir sobre as receitas tarifárias usa a observação “quando houver”. Ou seja, pode ou não o custeio vir das tarifas.</p>
<p>Entre as possíveis fontes, de acordo com o texto, estão:</p>
<p>I – receitas de custeio e demais aportes de recursos orçamentários dos poderes públicos federal, estadual, distrital e municipal;</p>
<p>II – receitas tarifárias, quando houver;</p>
<p>III – receitas extratarifárias;</p>
<p>IV – contribuições e taxas decorrentes da justa distribuição dos benefícios e dos ônus do uso dos diferentes modos e serviços de mobilidade urbana;</p>
<p>V – subsídios cruzados intrasetoriais e intersetoriais provenientes de outras categorias de beneficiários dos serviços de transporte;</p>
<p>VI – outras fontes que venham a ser instituídas pelo poder público delegante, com objetivo de assegurar o financiamento do serviço de transporte público e o equilíbrio econômico-financeiro contratual.</p>
<p><strong>Os combustíveis serão uma destas fontes de recursos? Será um imposto novo dos combustíveis?</strong></p>
<p>Não haverá um imposto novo sobre combustíveis. O que o PL propõe é que pelo menos 60% da arrecadação da CIDE-Combustíveis seja obrigatoriamente destinada a áreas urbanas, o que incluiu o transporte público. Ou seja, define uma destinação à CIDE já existente, sem criar ou amentar nada.</p>
<p><strong>Como o PL 3278/21 trata a questão das tarifas?</strong></p>
<p>A proposta é que haja a separação da tarifa pública (paga pelo cidadão) e do custo do serviço, estabelecendo as condições legais para que cada prefeito ou governador, dentro de sua autonomia constitucional, decida sobre o nível de subsídio à passagem de ônibus em sua região. Além disso, define que gratuidades e descontos tarifários — que hoje correspondem a 22% dos custos das tarifas — sejam custeados por recursos já previstos em lei, sem gerar ônus aos demais passageiros.</p>
<p><strong>O que o PL considera como receita extratarifária? É qualquer dinheiro? É subsídio?</strong></p>
<p>Receita extratarifária não é subsídio dos cofres públicos e nem aportes federais, que também são possíveis. Mas é dinheiro que vem de atividades não diretamente a de transportar passageiros, mas que tenham relação, como exploração comercial de terminais e estações, cessão de terrenos para garagens e até créditos carbono. É o que diz o artigo 29 do projeto.</p>
<p>Art. 29. São consideradas receitas extratarifárias aos serviços de transporte público coletivo:</p>
<p>I – receitas de publicidade e direitos de nome nos veículos, terminais, estações, pontos de parada, entre outros;</p>
<p>II – receitas imobiliárias ou de exploração de serviços comerciais nas estações ou em áreas contíguas às infraestruturas de transporte público coletivo;</p>
<p>III – receitas oriundas da cobrança de estacionamento em áreas públicas e da taxação de estacionamentos privados;</p>
<p>IV – receitas decorrentes da cessão de terrenos públicos para construção de garagem;</p>
<p>V – outras receitas definidas em contratos para operação dos serviços de transporte público coletivo e demais serviços correlatos ou em legislação e normas aplicáveis;</p>
<p>VI – oriundas da comercialização de créditos de carbono ou outros mecanismos de compensação ambiental</p>
<p><strong>Vai trazer regas mais claras às concessões de transportes que poderão trazer inovações?</strong></p>
<p>Abre esta possibilidade, inclusive deixando os contratos com as viações menos engessados, como, por exemplo, prevendo serviços extras, pontuais e coletivos sob demanda. Vai depender muito do gestor público e operador de transporte.</p>
<p><strong>O PL vai deixar os contratos e arrecadações com os sistemas de transportes mais transparentes?</strong></p>
<p>Pelo menos esta é a intenção, inclusive, com a divulgação obrigatória de custos, receitas, subsídios, gratuidades e indicadores de qualidade.</p>
<p><strong>O PL do Marco Legal do Transporte Coletivo é perfeito?</strong></p>
<p>Não. Poderia haver mais oportunidades aproveitadas e que podem passar batido. Mas é um avanço para as regras de custeio da mobilidade urbana. Será uma lei, não só uma norma qualquer. Depois de aprovada, será difícil mudar. Apesar de mais de cinco anos de discussão, ainda há pontos como a participação dos aplicativos de transportes de carro e mototáxis no financiamento do transporte coletivo que poderia ser mais bem explorada nas discussões do Marco Legal e foi inviabilizada com a retirada do Artigo 30 da proposta. Seria uma justiça que não se pode perder a oportunidade. Além disso, poderia ampliar mais a possibilidade para a aplicação e instituição de gestões metropolitanas ou autoridades metropolitanas de transportes que versariam sobre as linhas entre cidades diferentes, que hoje na maior parte do País são sobrepostas, não têm integração tarifária e física e sequer são pagas pelos mesmos bilhetes.</p>
<p><strong>Ressalva sobre as regiões metropolitanas</strong></p>
<p>Mas também, sobre as autoridades metropolitanas, o Artigo 38 do PL, ao alterar o Artigo 17 da Lei de Mobilidade Urbana de 2012, apesar de não ser tão claro, abre a possibilidade ao destacar “estruturas de governança interfederativa na área de mobilidade urbana em regiões metropolitanas e aglomerações urbanas”.</p>
<p><strong>O PL fala sobre redução de poluição?</strong></p>
<p>Sim ao prever, por exemplo, que planejamento do transporte público coletivo deverá estabelecer meta de redução de emissões de poluentes atmosféricos e gases de efeito estufa decorrentes da queima de combustíveis fósseis para o transporte público coletivo.</p>
<p><strong>Existem exemplos práticos e atuais que podem ser melhorados ou ampliados com a aprovação do Marco Legal do Transporte Coletivo?</strong></p>
<p>Sim, porque um dos objetivos, segundo os defensores da proposta, é permitir modernizações nos contratos com as viações, aumentando as exigências quanto a transparência e a criação de novos atendimentos.</p>
<p>Práticas recentes atuais, consideradas inovadoras mesmo com os atuais modelos de financiamento e contratações, podem ser ampliadas ou colocadas em prática com, a maior segurança jurídica, além de serem abertas novas possibilidades.</p>
<p>O Circular da Saúde, em Santo André, no ABC Paulista, é um destes modelos do que pode ser ampliado.</p>
<p>O sistema de ônibus regulares com base no conceito de transporte sob demanda utilizado por aplicativos como Uber e 99, chegou a 200 mil passageiros em quatro meses e com possibilidades previstas no projeto de lei, outras iniciativas poderão ser adotadas por prefeitos e viações.</p>
<p>A linha começou a operar em 25 de outubro de 2025, e a procura tem aumentado.</p>
<p>Trata-se de uma linha de ônibus que liga mais de 10 unidades de saúde, entre particulares e públicas, na cidade de Santo André. O nome é Circular da Saúde, com a designação B 45 (Hospital Mário Covas – Bairro Paraíso/Vila Luzita – Jardim Represa).</p>
<p>A novidade deste serviço é que, além de cumprir um papel social, a linha foi concebida com o conceito de transporte sob demanda, mas faz parte do sistema comum, com intervalos regulares, tarifa comum e todas as gratuidades previstas. A diferença está na roteirização como a linha foi concebida. Além de ouvir reivindicações da população, a prefeitura de Santo André e a Viação Guaianazes usaram dados de solicitações de corridas de carros de aplicativo e de bilhetagem eletrônica (embarque e reembarque) e fez o trajeto considerado ideal.</p>
<p>O resultado foi que ao atender às reais necessidades dos usuários, atraiu demanda logo no primeiro dia de operação.</p>
<p>Levantamento independente realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, em dezembro de 2025, mostrou que a linha é a que recebeu melhor avaliação entre os sistemas de todo o Brasil, com 91% de aprovação.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/12/22/entrevista-hospital-mario-covas-e-poupatempo-da-saude-circular-da-saude-de-santo-andre-sp-e-o-servico-de-transportes-publicos-com-melhor-avaliacao-do-brasil-mas-prolongamento-pode-aperfeicoar-ate/">https://diariodotransporte.com.br/2025/12/22/entrevista-hospital-mario-covas-e-poupatempo-da-saude-circular-da-saude-de-santo-andre-sp-e-o-servico-de-transportes-publicos-com-melhor-avaliacao-do-brasil-mas-prolongamento-pode-aperfeicoar-ate/</a></p>
<p>O prefeito de Santo André, na Grande São Paulo, Gilvan Ferreira, conversou com o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, e disse que enquanto o PL do Marco Legal não se torna realidade, ainda assim, com criatividade, ouvindo a população e usando as tecnologias já existentes, é possível avançar.</p>
<p><strong><em>“Não precisa ser Uber ou 99 para ser transporte sob demanda. O Coletivo também pode: Basta ouvir a população, ter criatividade e usar os recursos tecnológicos já existentes” </em></strong>– disse.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/02/11/nao-precisa-ser-uber-ou-99-para-ser-transporte-sob-demanda-o-coletivo-tambem-pode-basta-ouvir-a-populacao-ter-criatividade-e-usar-os-recursos-tecnologicos-ja-existentes/">https://diariodotransporte.com.br/2026/02/11/nao-precisa-ser-uber-ou-99-para-ser-transporte-sob-demanda-o-coletivo-tambem-pode-basta-ouvir-a-populacao-ter-criatividade-e-usar-os-recursos-tecnologicos-ja-existentes/</a></p>
<p>Ferreira foi um dos dirigentes municipais que esteve no início de fevereiro, juntamente com colegas da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos), em Brasília, para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta, a acelerar neste ano de 2026 a a votação do PL – Projeto de Lei 3278, que cria o chamado Marco Legal ou Marco Regulatório dos Transportes Urbanos.</p>
<p>A reunião surtiu efeito.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Marcopolo recebe reconhecimento por gestão sustentável de resíduos industriais</title>
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    <pubDate>Wed, 13 May 2026 21:30:42 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Companhia recebeu o certificado de Emissões Evitadas – Proamb ReCO2nhece 2026, concedido pela Fundação Proamb VINÍCIUS DE OLIVEIRA A Marcopolo foi reconhecida pela Fundação Proamb com o Certificado de Emissões Evitadas – Proamb ReCO2nhece 2026 (2ª edição), uma iniciativa que destaca organizações comprometidas com práticas ambientais consistentes e com resultados efetivamente mensurados na redução de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="773" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/13052026-Marcopolo_Certificado-de-Emissoes-Evitadas-e1778692761256.jpg?fit=1024%2C773&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Companhia recebeu o certificado de Emissões Evitadas – Proamb ReCO2nhece 2026, concedido pela Fundação Proamb</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A Marcopolo foi reconhecida pela Fundação Proamb com o Certificado de Emissões Evitadas – Proamb ReCO2nhece 2026 (2ª edição), uma iniciativa que destaca organizações comprometidas com práticas ambientais consistentes e com resultados efetivamente mensurados na redução de emissões de gases de efeito estufa.</p>
<p>O reconhecimento foi concedido em função da destinação correta de resíduos industriais por meio da blendagem para coprocessamento, prática alinhada aos princípios da economia circular e que contribui diretamente para evitar emissões de CO2 na atmosfera.</p>
<p>O programa Proamb ReCO2nhece reconhece empresas que adotam soluções ambientalmente responsáveis para a gestão de resíduos industriais, com base em metodologias técnicas internacionalmente reconhecidas, como o GHG Protocol e as diretrizes do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).</p>
<p>Mais do que uma certificação, o Certificado de Emissões Evitadas representa um reconhecimento técnico independente, que comprova a quantidade de gases de efeito estufa que deixaram de ser emitidos em razão da destinação ambientalmente adequada de resíduos.</p>
<p>O certificado atesta, de forma técnica e independente, a quantidade de gases de efeito estufa que deixaram de ser emitidos em razão da destinação ambientalmente adequada de resíduos industriais.</p>
<p>A iniciativa reforça a importância da gestão responsável de resíduos como estratégia essencial para a sustentabilidade industrial, promovendo a valorização de materiais, a redução de impactos ambientais e o avanço de práticas alinhadas à transição para uma economia de baixo carbono.</p>
<p>Nesta edição do programa, mais de 60 empresas foram reconhecidas, totalizando aproximadamente 30 mil toneladas de resíduos coprocessados e cerca de 3 mil toneladas de CO2 evitadas.</p>
<p>“Para a Marcopolo, esse reconhecimento reforça a importância da gestão responsável de resíduos dentro da estratégia ambiental da companhia. A adoção de soluções alinhadas à economia circular contribui para a redução de impactos ambientais e fortalece o compromisso da empresa com práticas sustentáveis e resultados mensuráveis”, afirma Rafaella Zortea, Especialista de Meio Ambiente da Marcopolo.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Eletra participa de debate sobre eletromobilidade e recebe reconhecimento em importantes agendas do transporte em Brasília (DF)</title>
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    <pubDate>Wed, 13 May 2026 21:15:00 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[CEO Milena Romano estará presente no encontro Mulheres no Transporte – Trajetórias que inspiram, no painel “A força das mulheres que lideram, inspiram e inovam caminhos” VINÍCIUS DE OLIVEIRA A Eletra, líder brasileira em eletrificação de transporte público, participa nesta semana, em Brasília (DF), de dois importantes encontros voltados ao futuro da mobilidade urbana sustentável [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/caio-eletra-e1770751351757.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>CEO Milena Romano estará presente no encontro Mulheres no Transporte – Trajetórias que inspiram, no painel “A força das mulheres que lideram, inspiram e inovam caminhos”</em></p>
<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p>A Eletra, líder brasileira em eletrificação de transporte público, participa nesta semana, em Brasília (DF), de dois importantes encontros voltados ao futuro da mobilidade urbana sustentável no Brasil. A empresa estará presente tanto em discussões estratégicas sobre eletromobilidade quanto entre os destaques reconhecidos por iniciativas que impulsionam a transformação do setor.</p>
<p>Um dos compromissos será a participação de Milena Romano, CEO da empresa, no encontro Mulheres no Transporte – Trajetórias que inspiram, no painel “A força das mulheres que lideram, inspiram e inovam caminhos”. O debate reunirá executivas de diferentes modais do transporte brasileiro para discutir liderança feminina, inovação, sustentabilidade e os desafios da transformação tecnológica no setor.</p>
<p>Durante o encontro, Milena abordará o protagonismo da indústria nacional na transição energética do transporte coletivo e o papel da eletrificação como ferramenta estratégica para cidades mais sustentáveis, eficientes e humanas. O painel também discutirá como a presença feminina em posições de liderança tem contribuído para acelerar agendas de inovação, ESG e modernização da mobilidade brasileira.</p>
<p>A Eletra também será homenageada no Prêmio CONATRE 2026, reconhecimento dedicado a iniciativas e empresas que contribuem para o desenvolvimento do setor de transportes no país. A premiação reforça o posicionamento da companhia como uma das principais referências brasileiras em eletromobilidade e inovação aplicada ao transporte público.</p>
<p>“Debater mobilidade elétrica hoje significa pensar no futuro das cidades. A eletrificação do transporte público tem impacto direto na qualidade de vida da população, na redução de emissões e na construção de uma mobilidade mais eficiente e sustentável. Participar desses encontros em Brasília reforça a importância de ampliar esse debate em todo o país”, destaca Milena Romano, CEO da Eletra.</p>
<p>A presença da Eletra nas duas agendas reforça o avanço da eletromobilidade na pauta nacional e o reconhecimento crescente das soluções brasileiras voltadas à descarbonização da mobilidade urbana.</p>
<p><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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