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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Prefeitura de Curitiba rebate TCE-PR e nega duplicidade de custos com ônibus metropolitanos em licitação dos transportes</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/prefeitura-de-curitiba-rebate-tce-pr-e-nega-duplicidade-de-custos-com-onibus-metropolitanos-em-licitacao-dos-transportes/</link>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 22:56:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Diário do Transporte mostrou em primeira-mão suspensão determinada pela corte de contas; além do debate no TCE, na Justiça há questionamentos levantados pelas viações como a não comprovação se seria melhor licitar agora ou prorrogar atuais contratos ADAMO BAZANI A Prefeitura de Curitiba, por meio da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), contestou nesta quarta-feira, 21 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?w=2000&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Diário do Transporte mostrou em primeira-mão suspensão determinada pela corte de contas; além do debate no TCE, na Justiça há questionamentos levantados pelas viações como a não comprovação se seria melhor licitar agora ou prorrogar atuais contratos</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de Curitiba, por meio da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), contestou nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, os fundamentos da decisão do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) que suspendeu integralmente a licitação dos ônibus municipais por risco de sobreposição de linhas e duplicidade de custos com o transporte metropolitano. Em entrevista coletiva, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, negou que os passageiros possam ser cobrados duas vezes pelos serviços e afirmou que as linhas questionadas são compartilhadas entre o município e o Governo do Paraná, por meio de convênio vigente até março de 2027. A autarquia municipal já encaminhou sua defesa à corte de contas e sustenta que o edital foi elaborado para preservar a integração entre os sistemas municipal e metropolitano.</p>
<p>A manifestação ocorre um dia depois de o Diário do Transporte revelar, em primeira mão, a decisão cautelar do conselheiro Fabio de Souza Camargo, assinada na segunda-feira (19), que determinou a suspensão dos cinco lotes da concorrência municipal. Nesta quarta-feira (21), o relator manteve seu posicionamento durante a apreciação do caso pelo Tribunal de Contas, mas o conselheiro Augustinho Zucchi pediu vista, adiando a continuidade do julgamento para a próxima quarta-feira, 28 de outubro. A suspensão permanece em vigor. Além da discussão sobre a divisão de linhas, custos e estruturas com o sistema metropolitano, a concorrência enfrenta outra disputa, na Justiça estadual, envolvendo as atuais empresas de ônibus. As concessionárias questionam o avanço da licitação sem a conclusão de estudos que deveriam comparar a realização de uma nova concorrência com a possibilidade de prorrogação dos contratos assinados em setembro de 2010.</p>
<p>A nova licitação municipal prevê investimentos de aproximadamente R$ 3,9 bilhões durante 15 anos, renovação de frota, ampliação da integração tarifária e incorporação de ônibus elétricos.</p>
<p>O leilão estava marcado para 26 de novembro, na B3, em São Paulo, com entrega das propostas em 17 de novembro.</p>
<p>As duas etapas não poderão ser realizadas enquanto permanecer a determinação do TCE-PR.</p>
<p>A decisão não afeta diretamente a circulação dos ônibus atuais, nem representa alteração imediata da tarifa paga pelos passageiros.</p>
<p>O que está suspenso é o processo destinado a selecionar as empresas responsáveis pela próxima concessão.</p>
<h3>Urbs diz que linhas são compartilhadas e não haverá cobrança em duplicidade</h3>
<p>Na entrevista coletiva desta quarta-feira, Ogeny Pedro Maia Neto afirmou que a integração entre os transportes municipais e metropolitanos foi considerada durante a elaboração do edital.</p>
<p>Segundo o dirigente, o compartilhamento de serviços faz parte do modelo de atendimento à população de Curitiba e dos municípios vizinhos.</p>
<p>A Urbs argumenta que as linhas apontadas no processo do Tribunal de Contas não constituem serviços independentes que estariam sendo contratados duas vezes.</p>
<p>São, conforme a posição apresentada pela Prefeitura, operações compartilhadas entre os dois poderes públicos.</p>
<p>O presidente da Urbs declarou:</p>
<p>“Nosso edital foi construído dentro das características de integração metropolitana. Todas as linhas permanecem integradas no edital. Não vai haver duplicidade de cobrança. Essas linhas integradas são compartilhadas e não seccionadas. A integração é justamente para que não haja sobreposição de linhas. A Urbs coloca parte do ônibus e a Amep coloca a outra parte.”</p>
<p>A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP) é o órgão estadual responsável pela organização do transporte metropolitano, enquanto a Urbs gerencia o sistema municipal da capital.</p>
<p>Ogeny também explicou que existe um convênio entre o Governo do Paraná e a Prefeitura de Curitiba para disciplinar o compartilhamento das operações.</p>
<p>O instrumento, segundo a Urbs, permanece vigente até março de 2027 e pode ser renovado ou prorrogado.</p>
<p>As linhas compartilhadas atendem ligações entre Curitiba e municípios como São José dos Pinhais, Pinhais, Colombo e Campo Largo.</p>
<p>A administração municipal sustenta que essas operações foram organizadas para unificar atendimentos urbanos e metropolitanos, evitando a necessidade de serviços separados em determinados deslocamentos.</p>
<p>Na avaliação da Prefeitura, o modelo beneficia passageiros que circulam diariamente entre Curitiba e as cidades conurbadas.</p>
<p>O presidente da Urbs reiterou:</p>
<p>“Nossa defesa esclarece justamente isso, que não há sobreposição de linhas porque elas são compartilhadas e não seccionadas. O usuário nunca irá pagar a mais. O sistema é feito para beneficiá-lo.”</p>
<p>A manifestação foi encaminhada ao TCE-PR, que ainda deverá examinar os argumentos apresentados.</p>
<p>O fato de existir um convênio de compartilhamento não elimina automaticamente a necessidade de verificar como as obrigações serão distribuídas nos futuros contratos.</p>
<p>É justamente essa compatibilidade que está no centro do procedimento de fiscalização.</p>
<p>O convênio atualmente vigente disciplina uma situação operacional existente, enquanto as duas licitações tratam de contratos futuros, com prazos, custos, responsabilidades e modelos de remuneração próprios.</p>
<p>Por isso, a discussão não se limita a saber se as linhas hoje são compartilhadas.</p>
<p>Também envolve definir como essa estrutura será mantida, alterada ou substituída durante a vigência das novas concessões.</p>
<h3>TCE aponta risco de sobreposição de linhas, estruturas e custos</h3>
<p>A decisão cautelar foi tomada pelo conselheiro Fabio de Souza Camargo no âmbito de um processo que já examinava questionamentos sobre a licitação do transporte metropolitano.</p>
<p>O procedimento recebeu uma petição do advogado Alexandre Morozini Prudlo, que apresentou argumentos sobre possíveis incompatibilidades entre os editais da Urbs e da AMEP.</p>
<p>A representação sustenta que as duas propostas de concessão contemplam linhas e instalações compartilhadas, sem que todas as responsabilidades estejam suficientemente compatibilizadas.</p>
<p>O relator considerou que os documentos apresentados continham elementos capazes de justificar a suspensão preventiva, especialmente diante da proximidade das etapas de recebimento das propostas e do leilão.</p>
<p>Um dos principais pontos envolve quatro linhas atualmente compartilhadas.</p>
<p>Na documentação examinada pelo tribunal aparecem as ligações Barreirinha/São José, Pinhais/Campo Comprido, Colombo/CIC e Caiuá/Cachoeira.</p>
<p>Na modelagem metropolitana, são mencionadas as linhas E02 – Aeroporto/Guadalupe, C02 – Pinhais/Tiradentes, B02 – Maracanã/Tiradentes e A02 – Cachoeira/Guadalupe.</p>
<p>Segundo os questionamentos apresentados ao tribunal, a proposta da AMEP prevê a substituição de quatro linhas compartilhadas, enquanto o edital municipal mantém essas operações na configuração considerada pela Urbs.</p>
<p>A discussão envolve a correspondência entre os itinerários, a definição dos operadores e a distribuição dos custos de atendimento.</p>
<p>O conselheiro não concluiu definitivamente que as mesmas linhas estejam sendo contratadas duas vezes.</p>
<p>A cautelar foi fundamentada na existência de indícios que, segundo sua avaliação, precisam ser esclarecidos antes da continuidade da concorrência.</p>
<p>Outro ponto importante envolve os terminais e as estações-tubo.</p>
<p>De acordo com a representação, o edital metropolitano contempla despesas relacionadas à manutenção de determinadas estruturas, enquanto o edital municipal também atribui às futuras concessionárias responsabilidades por conservação, manutenção e operação de instalações compartilhadas.</p>
<p>A preocupação é que obrigações relacionadas a uma mesma infraestrutura possam ser consideradas nos custos de mais de um contrato.</p>
<p>Isso poderia provocar conflitos entre concessionárias ou pagamentos relacionados aos mesmos serviços.</p>
<p>A matriz de riscos do edital municipal reconhece a possibilidade de interferências entre as concessões municipal e metropolitana, atribuindo ao poder concedente determinadas responsabilidades.</p>
<p>Para o relator, entretanto, a previsão contratual desse risco não substitui a necessidade de compatibilizar os serviços e esclarecer as responsabilidades financeiras antes da contratação.</p>
<p>Também estão em discussão as regras de limpeza, cobrança, bilhetagem, validadores, manutenção e integração tarifária nas estruturas compartilhadas.</p>
<p>A eventual implantação do projeto de VLT Expresso Metropolitano integra os questionamentos relacionados à organização futura da rede regional.</p>
<p>Esses elementos ainda dependem de exame técnico e manifestação das partes.</p>
<h3>Por que a suspensão atinge todos os cinco lotes?</h3>
<p>A decisão do TCE-PR alcança os cinco lotes previstos no edital municipal: BRT1, BRT2, Norte, Oeste e Sul.</p>
<p>O conselheiro considerou que as condições técnicas e econômicas da concorrência estão relacionadas e que eventuais alterações em um lote podem repercutir nos demais.</p>
<p>O edital prevê regras específicas para empresas ou consórcios interessados em assumir mais de um lote.</p>
<p>Nesses casos, a capacidade técnica exigida deve corresponder à soma dos serviços que o participante pretende executar.</p>
<p>Alterações nas condições de habilitação ou na distribuição das operações podem repercutir sobre a avaliação das propostas.</p>
<p>O relator também considerou que os custos relacionados a terminais, integração e atendimento compartilhado influenciam as premissas econômicas das futuras concessões.</p>
<p>A assinatura dos contratos, previstos para durar 15 anos, poderia tornar mais complexa uma eventual correção posterior.</p>
<p>Por isso, a medida foi adotada antes do recebimento das propostas.</p>
<p>A decisão determina a suspensão dos atos de prosseguimento da concorrência, incluindo recebimento e abertura dos envelopes, julgamento, homologação e assinatura dos contratos.</p>
<p>A Urbs foi chamada a comprovar o cumprimento da determinação e apresentar defesa e documentos.</p>
<p>O despacho estabeleceu prazo de 48 horas para comprovação das providências relacionadas à suspensão e de 15 dias para apresentação da defesa administrativa.</p>
<p>A manifestação divulgada nesta quarta-feira informa que a Urbs já encaminhou seus esclarecimentos ao tribunal.</p>
<p>A cautelar ainda será submetida à apreciação colegiada, agora com continuidade prevista para 28 de outubro, depois do pedido de vista do conselheiro Augustinho Zucchi.</p>
<p>A análise também poderá envolver unidades técnicas do TCE-PR e o Ministério Público de Contas.</p>
<p>É importante destacar que a decisão cautelar não equivale à anulação definitiva do edital.</p>
<p>O tribunal poderá manter, modificar ou revogar a suspensão, conforme os esclarecimentos apresentados e a continuidade do processo.</p>
<h3>Prefeitura defende estudos do BNDES e investimentos de R$ 3,9 bilhões</h3>
<p>Na manifestação desta quarta-feira, a Urbs também defendeu a elaboração técnica da nova concessão.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, o processo começou em 2023, com a contratação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturar o novo modelo.</p>
<p>O trabalho contou com participação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e com acompanhamento de técnicos do Tribunal de Contas.</p>
<p>A administração municipal lembra que os estudos foram submetidos a audiências públicas em outubro de 2025 e a consulta pública realizada entre setembro e novembro daquele ano.</p>
<p>A proposta estabelece o Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), que deverá substituir o atual modelo de concessão.</p>
<p>O novo sistema prevê dois lotes estruturais, BRT1 e BRT2, e três lotes regionais, Norte, Oeste e Sul.</p>
<p>Entre os objetivos apresentados pela Prefeitura estão a renovação da frota, a ampliação da integração temporal fora dos terminais, a melhoria das condições de atendimento e a expansão da utilização de ônibus elétricos.</p>
<p>O edital contempla investimentos de aproximadamente R$ 3,9 bilhões ao longo dos 15 anos de concessão.</p>
<p>De acordo com a Urbs, o novo modelo prevê cerca de 1.500 ônibus novos durante a vigência contratual, ampliação da eletromobilidade e incorporação de veículos com ar-condicionado.</p>
<p>A programação de eletrificação contempla 250 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos da nova operação, entre 2027 e 2031, conforme o planejamento divulgado anteriormente.</p>
<p>A licitação também prevê indicadores de qualidade relacionados à frota, ao atendimento e à satisfação dos passageiros, com reflexos na remuneração das concessionárias.</p>
<p>Na avaliação da administração municipal, o novo modelo permitirá modernizar o sistema e criar condições para investimentos de longo prazo.</p>
<p>A defesa dessas características, entretanto, constitui uma discussão diferente da compatibilidade entre as concessões municipal e metropolitana.</p>
<p>Mesmo que a nova contratação apresente benefícios em relação ao modelo atual, permanece a necessidade de esclarecer quais serviços serão executados por cada concessionária e como seus custos serão distribuídos.</p>
<h3>Na Justiça, empresas questionam falta de conclusão de estudos sobre prorrogação dos contratos</h3>
<p>A suspensão determinada pelo TCE-PR não é o único procedimento que interfere na licitação dos ônibus de Curitiba.</p>
<p>Desde abril de 2026, as atuais concessionárias e o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Curitiba (Setransp) discutem na Justiça a conclusão dos estudos relacionados aos contratos em vigor.</p>
<p>O principal ponto é a análise de vantajosidade econômica entre duas possibilidades: realizar uma nova licitação ou prorrogar os contratos existentes.</p>
<p>Os contratos foram assinados em 1º de setembro de 2010, com prazo original de 15 anos.</p>
<p>O edital que deu origem à contratação admitia prorrogação por até dez anos adicionais, condicionada a justificativas e exigências específicas, relacionadas especialmente a investimentos em bens reversíveis.</p>
<p>A existência dessa possibilidade contratual não significa que as empresas tenham direito automático à renovação.</p>
<p>A decisão cabe ao poder concedente, observados os requisitos legais e contratuais.</p>
<p>As viações, entretanto, sustentam que a Prefeitura assumiu compromissos relacionados à realização de estudos técnicos comparativos e que esses trabalhos não poderiam ser interrompidos sem conclusão ou encerramento formal devidamente fundamentado.</p>
<p>A discussão envolve estudos desenvolvidos com participação da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).</p>
<p>Em março de 2026, uma etapa dos trabalhos apontou um valor potencial máximo de R$ 584,5 milhões relacionado a alegados passivos regulatórios.</p>
<p>As empresas argumentam que existem desequilíbrios econômicos e financeiros acumulados nos contratos e defendem a necessidade de examinar essas situações antes de definir a substituição do modelo.</p>
<p>O valor apresentado nos estudos não deve ser confundido com uma dívida definitivamente reconhecida pela Prefeitura ou pela Justiça.</p>
<p>A existência, a extensão e a eventual responsabilidade pelo pagamento desses valores permanecem em discussão.</p>
<p>A Prefeitura, por sua vez, defende a possibilidade de promover uma nova licitação e argumenta que não está obrigada a prorrogar os contratos existentes.</p>
<p>Em junho, o Ministério Público do Paraná examinou a divergência e apontou a existência de versões conflitantes entre a administração municipal e os representantes das operadoras.</p>
<p>A promotora Valéria Féres Borges recomendou a realização de uma audiência judicial para discutir a continuidade dos estudos e buscar esclarecimentos entre as partes.</p>
<p>Em 23 de junho, a Justiça de primeira instância rejeitou pedido das empresas para impedir o prosseguimento da licitação.</p>
<p>Dois dias depois, em 25 de junho, o desembargador Leonel Cunha, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná, concedeu parcialmente uma medida que determinou a retomada dos estudos e impediu temporariamente a publicação do edital.</p>
<p>A decisão estabeleceu prazo de até 180 dias para conclusão dos trabalhos ou encerramento formal e fundamentado das tratativas.</p>
<p>Em julho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou a proibição fixa de 180 dias, mas preservou a necessidade de retomada dos estudos e de compatibilização desse procedimento com a licitação.</p>
<p>Posteriormente, o Tribunal de Justiça do Paraná permitiu o avanço da concorrência em paralelo aos trabalhos técnicos.</p>
<p>Em setembro, nova discussão judicial manteve a possibilidade de prosseguimento da licitação, mas não eliminou a controvérsia sobre a conclusão dos estudos de vantajosidade.</p>
<p>Também foi apresentada uma ação popular questionando a segurança jurídica de uma concorrência realizada enquanto essas análises permanecem pendentes.</p>
<p>A argumentação é que empresas interessadas no novo contrato podem assumir despesas com garantias, consultorias, preparação de propostas e formação de consórcios sem conhecer o resultado definitivo dos estudos relacionados à continuidade das atuais concessões.</p>
<p>Trata-se de um questionamento apresentado ao Judiciário, e não de uma conclusão definitiva de que a licitação seja irregular.</p>
<p>Assim, existem duas frentes diferentes de discussão.</p>
<p>No Tribunal de Contas, a preocupação imediata está na compatibilidade entre as futuras concessões municipal e metropolitana.</p>
<p>Na Justiça, a divergência envolve principalmente a conclusão dos estudos sobre os contratos atuais e a possibilidade de prorrogação.</p>
<p>Uma discussão não substitui a outra.</p>
<p>Mesmo que a Urbs consiga reverter a suspensão no TCE-PR, os questionamentos judiciais poderão continuar.</p>
<p>Da mesma maneira, uma solução para os estudos de vantajosidade não elimina automaticamente a necessidade de compatibilização das operações municipais e metropolitanas.</p>
<h3>Cronologia completa: dos contratos de 2010 à defesa apresentada pela Urbs em 21 de outubro de 2026</h3>
<p>O Diário do Transporte acompanha as discussões sobre a substituição das concessões municipais de Curitiba, a preparação dos estudos do BNDES, os questionamentos das atuais empresas, as manifestações do Ministério Público e as decisões do Tribunal de Contas e do Poder Judiciário.</p>
<p>A sequência dos principais acontecimentos permite compreender como a concorrência chegou à atual situação.</p>
<p>2009 — Licitação dos contratos atuais</p>
<p>A Prefeitura de Curitiba realiza a Concorrência Pública nº 005/2009, que dá origem ao modelo de concessão municipal atualmente em vigor.</p>
<p>O edital estabelece prazo inicial de 15 anos e admite a possibilidade de prorrogação por até dez anos, mediante cumprimento de condições específicas.</p>
<p>A contratação é estruturada para a operação do sistema municipal por consórcios de empresas de ônibus.</p>
<p>1º de setembro de 2010 — Assinatura dos contratos</p>
<p>Começam os contratos dos consórcios Pioneiro, Transbus e Pontual.</p>
<p>A vigência original de 15 anos estabelece setembro de 2025 como referência para o encerramento das concessões.</p>
<p>A possibilidade de prorrogação não representa renovação automática e fica condicionada às exigências previstas nos contratos e na legislação.</p>
<p>10 de maio de 2023 — Prefeitura anuncia parceria com o BNDES</p>
<p>A administração municipal informa que pretende desenvolver uma nova modelagem para o transporte coletivo.</p>
<p>A proposta é modernizar os contratos, reavaliar a estrutura operacional e preparar a substituição das atuais concessões.</p>
<p>27 de outubro de 2023 — Contratação do BNDES</p>
<p>A Urbs formaliza contrato de aproximadamente R$ 10 milhões com o BNDES para a estruturação da futura concessão.</p>
<p>Os trabalhos incluem estudos de demanda, engenharia, modelagem econômico-financeira, aspectos jurídicos e planejamento operacional.</p>
<p>Dezembro de 2023 — Primeiras controvérsias sobre eletrificação</p>
<p>O TCE-PR examina questionamentos relacionados à aquisição e incorporação de ônibus elétricos aos contratos existentes.</p>
<p>As discussões envolvem mecanismos de subvenção, investimentos e destinação dos veículos ao poder público.</p>
<p>Janeiro e fevereiro de 2024 — TCE analisa medidas sobre ônibus elétricos</p>
<p>A corte de contas examina a legalidade dos mecanismos de financiamento para aquisição de ônibus elétricos durante os contratos em vigor.</p>
<p>As decisões são objeto de discussões administrativas e judiciais.</p>
<p>Novembro de 2024 — Empresas pedem estudos sobre contratos existentes</p>
<p>O Setransp apresenta solicitação para formação de grupo de trabalho destinado a examinar questões relacionadas aos contratos atuais.</p>
<p>Entre os temas estão o alegado passivo regulatório e a possibilidade de renegociação ou prorrogação das concessões.</p>
<p>11 de abril de 2025 — Prefeitura, BNDES e TCE discutem cronograma</p>
<p>Representantes da administração municipal, do banco e do Tribunal de Contas realizam reunião para organizar as próximas etapas da nova licitação.</p>
<p>O planejamento passa a prever o encaminhamento gradual de documentos técnicos à corte.</p>
<p>20 de maio de 2025 — Estudos são apresentados ao TCE-PR</p>
<p>Prefeitura e BNDES apresentam o andamento da modelagem.</p>
<p>Entre os documentos estão diagnósticos operacionais, estudos de demanda e informações relacionadas às condições da futura concessão.</p>
<p>Maio de 2025 a junho de 2026 — Auditoria acompanha projeto</p>
<p>O Tribunal de Contas desenvolve procedimento de fiscalização sobre a modelagem do transporte municipal.</p>
<p>O acompanhamento inclui questões econômico-financeiras, indicadores de desempenho, riscos contratuais e mecanismos de remuneração.</p>
<p>28 de agosto de 2025 — Contratos atuais são prorrogados</p>
<p>Um termo aditivo estende a vigência das concessões em operação até 31 de dezembro de 2026.</p>
<p>A medida permite a continuidade dos serviços enquanto prosseguem os estudos e a preparação da nova concorrência.</p>
<p>A prorrogação transitória não resolve definitivamente a discussão sobre a possibilidade de extensão contratual por período maior.</p>
<p>19 de setembro de 2025 — Consulta pública da nova concessão</p>
<p>A Prefeitura apresenta a modelagem e abre o período de participação da sociedade.</p>
<p>O calendário inicialmente divulgado previa publicação do edital em novembro de 2025 e leilão em janeiro de 2026.</p>
<p>As datas seriam posteriormente alteradas.</p>
<p>1º de outubro de 2025 — Primeira audiência pública</p>
<p>A administração municipal realiza audiência para apresentar o projeto e receber manifestações sobre a nova estrutura de concessão.</p>
<p>São discutidas mudanças operacionais, investimentos, frota e financiamento.</p>
<p>7 de outubro de 2025 — TCE-PR divulga recomendações sobre sistema metropolitano</p>
<p>O Tribunal de Contas apresenta 82 recomendações relacionadas à modelagem da futura concessão metropolitana.</p>
<p>As orientações envolvem estrutura tarifária, prazo contratual, bilhetagem e outros aspectos da operação regional.</p>
<p>15 de outubro de 2025 — Segunda audiência pública municipal</p>
<p>O projeto da nova concessão é novamente debatido.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanha presencialmente a audiência em Curitiba.</p>
<p>Entre os temas examinados estão as tecnologias previstas para os veículos, a eletrificação e as condições de conforto da frota.</p>
<p>17 de novembro de 2025 — Encerramento da consulta pública</p>
<p>Termina o período prorrogado para envio de contribuições.</p>
<p>A Prefeitura passa a examinar as manifestações e promover ajustes na modelagem.</p>
<p>Março de 2026 — Estudo aponta valor potencial de R$ 584,5 milhões</p>
<p>Uma etapa dos trabalhos realizados pela Fipecafi apresenta estimativa de passivo regulatório potencial relacionado aos contratos existentes.</p>
<p>A interpretação desses resultados passa a integrar a divergência entre a Urbs e as atuais operadoras.</p>
<p>8 de abril de 2026 — Prefeitura anuncia novo calendário</p>
<p>A administração municipal informa que pretende publicar o edital em 27 de abril e realizar o leilão até julho.</p>
<p>O planejamento é novamente alterado nas semanas seguintes.</p>
<p>13 de abril de 2026 — Empresas recorrem à Justiça</p>
<p>O Setransp e as atuais concessionárias ajuízam ação para exigir a conclusão dos estudos relacionados à vantajosidade da prorrogação contratual.</p>
<p>As operadoras questionam a realização de uma nova concorrência sem o encerramento dos trabalhos comparativos.</p>
<p>24 de abril de 2026 — Publicação do edital é adiada</p>
<p>A Prefeitura informa que os estudos e documentos ainda precisam de ajustes.</p>
<p>A publicação anteriormente prevista para 27 de abril não ocorre.</p>
<p>8 de junho de 2026 — Ministério Público manifesta preocupação</p>
<p>O Ministério Público do Paraná examina as divergências entre a Prefeitura e as concessionárias.</p>
<p>A promotora Valéria Féres Borges aponta a existência de versões conflitantes e questiona a interrupção dos estudos já iniciados.</p>
<p>9 de junho de 2026 — Diário do Transporte revela manifestação do Ministério Público</p>
<p>O jornal publica reportagem sobre a recomendação de realização de audiência judicial entre os representantes das empresas e a Prefeitura.</p>
<p>A manifestação busca esclarecer as obrigações relacionadas aos estudos e à eventual prorrogação dos contratos.</p>
<p>23 de junho de 2026 — Justiça rejeita suspensão solicitada pelas empresas</p>
<p>Em primeira instância, a juíza Diele Zydek nega o pedido destinado a impedir o avanço da licitação.</p>
<p>A discussão prossegue no Tribunal de Justiça.</p>
<p>25 de junho de 2026 — Tribunal de Justiça suspende temporariamente o edital</p>
<p>O desembargador Leonel Cunha, da 5ª Câmara Cível, determina a retomada dos estudos relacionados aos contratos atuais.</p>
<p>A decisão impede temporariamente a publicação do edital, estabelecendo prazo de até 180 dias para conclusão ou encerramento formal dos trabalhos.</p>
<p>O magistrado ressalta que a Prefeitura não possui obrigação automática de prorrogar as concessões.</p>
<p>2 de julho de 2026 — AMEP lança licitação metropolitana</p>
<p>O Governo do Paraná publica a concorrência destinada à concessão dos ônibus metropolitanos.</p>
<p>O projeto é dividido em quatro lotes, com contratos de 20 anos e valor estimado de R$ 11,69 bilhões.</p>
<p>O critério de julgamento considera a menor tarifa de remuneração técnica por quilômetro.</p>
<p>Posteriormente, a própria agência suspende administrativamente a concorrência.</p>
<p>11 de julho de 2026 — STJ afasta bloqueio fixo de 180 dias</p>
<p>O ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça, afasta a restrição temporal que impedia a publicação do edital durante todo o período inicialmente estabelecido.</p>
<p>A decisão preserva a necessidade de retomada dos estudos e de compatibilização com a licitação.</p>
<p>16 de julho de 2026 — Urbs contesta continuidade de etapas da Fipecafi</p>
<p>A gerenciadora encaminha ofício à fundação questionando a necessidade de determinados produtos técnicos e a obrigação de custear etapas seguintes.</p>
<p>O documento integra a disputa sobre os estudos de vantajosidade.</p>
<p>5 de agosto de 2026 — Diário do Transporte revela documento da Urbs</p>
<p>O jornal mostra o conteúdo da comunicação encaminhada à Fipecafi e apresenta os argumentos envolvidos na divergência sobre a continuidade dos estudos.</p>
<p>18 de agosto de 2026 — TCE aprofunda questionamentos sobre licitação metropolitana</p>
<p>Parecer da 5ª Inspetoria de Controle Externo apresenta pontos relacionados à bilhetagem, informações operacionais, cálculo econômico-financeiro e matriz de riscos da concessão estadual.</p>
<p>19 de agosto de 2026 — Prefeitura publica edital municipal</p>
<p>A Urbs publica o edital da nova concessão do transporte coletivo de Curitiba.</p>
<p>A concorrência estabelece cinco lotes, com contratos de 15 anos.</p>
<p>A entrega das propostas é marcada para 17 de novembro e o leilão para 26 de novembro, na B3.</p>
<p>20 de agosto de 2026 — Abertura do período de esclarecimentos</p>
<p>Começa o prazo destinado aos interessados na concorrência para solicitar informações sobre as regras do edital.</p>
<p>26 de agosto de 2026 — Primeiro boletim de esclarecimentos</p>
<p>A Urbs publica respostas e orientações sobre a documentação da licitação.</p>
<p>31 de agosto de 2026 — Nova ação judicial questiona segurança jurídica</p>
<p>Uma ação popular apresenta questionamentos sobre a continuidade da concorrência enquanto os estudos relacionados aos contratos atuais permanecem pendentes.</p>
<p>A argumentação envolve o risco de despesas por parte dos interessados sem conhecimento das conclusões técnicas.</p>
<p>1º de setembro de 2026 — Justiça permite continuidade da licitação</p>
<p>O Tribunal de Justiça do Paraná volta a examinar a disputa envolvendo a Prefeitura e as atuais concessionárias.</p>
<p>O andamento da concorrência é mantido, em paralelo aos estudos sobre os contratos existentes.</p>
<p>A decisão não reconhece direito automático de prorrogação às empresas.</p>
<p>15 de setembro de 2026 — Empresas apresentam dados sobre envelhecimento da frota</p>
<p>As concessionárias divulgam levantamento segundo o qual 680 ônibus permaneciam fora da vida útil considerada nos contratos, contra 749 em janeiro.</p>
<p>Apesar da redução do número total, os dados apontavam aumento da quantidade de veículos convencionais nessa condição.</p>
<p>A situação reforça a discussão sobre a necessidade de renovação da frota durante o período de transição.</p>
<p>24 de setembro de 2026 — Projeto é apresentado a investidores</p>
<p>Prefeitura e BNDES realizam apresentação sobre a nova concessão.</p>
<p>Na mesma data, encerra-se sessão do Tribunal de Contas que examina recomendações relacionadas à modelagem municipal.</p>
<p>2 de outubro de 2026 — Novos esclarecimentos são publicados</p>
<p>A Urbs divulga os boletins de esclarecimento de números 4 a 7.</p>
<p>Os documentos integram o procedimento de preparação das propostas pelos interessados.</p>
<p>5 de outubro de 2026 — Publicação de decisão do TCE-PR</p>
<p>É publicado o Acórdão nº 2437/2026, com recomendações sobre a futura concessão municipal.</p>
<p>7 de outubro de 2026 — Tribunal divulga recomendações para a concessão</p>
<p>O TCE-PR recomenda aperfeiçoamentos relacionados à transparência, fiscalização e compartilhamento dos ganhos de eficiência.</p>
<p>Entre os pontos destacados está a necessidade de definir mecanismos para que parte das melhorias de produtividade seja revertida em benefícios aos usuários.</p>
<p>Essas recomendações dizem respeito à modelagem municipal e são anteriores à cautelar de suspensão.</p>
<p>19 de outubro de 2026 — TCE determina suspensão integral da concorrência</p>
<p>O conselheiro Fabio de Souza Camargo assina decisão cautelar que suspende os cinco lotes da licitação municipal.</p>
<p>A medida decorre do risco de incompatibilidades com a concessão metropolitana, envolvendo linhas compartilhadas, terminais, estações-tubo e responsabilidades financeiras.</p>
<p>20 de outubro de 2026 — Diário do Transporte revela decisão em primeira mão</p>
<p>O jornal publica a suspensão e detalha os fundamentos da cautelar, incluindo o risco de sobreposição de serviços e duplicidade de custos.</p>
<p>A reportagem também contextualiza os questionamentos judiciais relacionados aos estudos dos contratos existentes.</p>
<p>21 de outubro de 2026 — Urbs rebate TCE-PR e apresenta defesa</p>
<p>O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, concede entrevista coletiva e afirma que não existe duplicidade de cobrança ou sobreposição de linhas.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, as operações questionadas são compartilhadas e estão amparadas por convênio entre município e estado, vigente até março de 2027.</p>
<p>A Urbs informa que encaminhou sua manifestação ao Tribunal de Contas.</p>
<p>21 de outubro de 2026 — Relator mantém posição e julgamento é adiado</p>
<p>Durante a apreciação colegiada, o conselheiro Fabio de Souza Camargo mantém os fundamentos da decisão.</p>
<p>O conselheiro Augustinho Zucchi pede vista, adiando a continuidade da análise.</p>
<p>A suspensão permanece em vigor.</p>
<p>28 de outubro de 2026 — Previsão de retomada do julgamento no TCE-PR</p>
<p>O processo deverá voltar à pauta do Tribunal de Contas na próxima quarta-feira.</p>
<p>A corte poderá examinar os argumentos da Urbs e deliberar sobre a manutenção, alteração ou revogação da cautelar.</p>
<p>12 de novembro de 2026 — Prazo anteriormente previsto para questionamentos do edital</p>
<p>O calendário da licitação municipal previa o encerramento do prazo para pedidos de esclarecimentos e impugnações.</p>
<p>A execução dessa etapa dependerá da situação da cautelar e de eventuais decisões administrativas.</p>
<p>16 de novembro de 2026 — Respostas e visitas técnicas</p>
<p>O cronograma original previa a conclusão das visitas técnicas e a divulgação de respostas aos questionamentos apresentados.</p>
<p>A suspensão poderá exigir alterações nesse calendário.</p>
<p>17 de novembro de 2026 — Data originalmente marcada para entrega das propostas</p>
<p>Os interessados deveriam apresentar os envelopes na B3, em São Paulo, entre 10h e 12h.</p>
<p>O recebimento está impedido enquanto permanecer a decisão cautelar.</p>
<p>26 de novembro de 2026 — Leilão previsto na B3</p>
<p>A Prefeitura havia marcado para essa data a sessão de disputa dos cinco lotes.</p>
<p>A realização depende da liberação da concorrência e de eventuais ajustes nas etapas anteriores.</p>
<p>31 de dezembro de 2026 — Término previsto da prorrogação dos contratos atuais</p>
<p>O aditivo firmado em agosto de 2025 estabeleceu essa data como referência para o encerramento da vigência prorrogada.</p>
<p>A continuidade dos serviços dependerá das providências administrativas e contratuais cabíveis, especialmente se a nova concessão não estiver em condições de iniciar a operação.</p>
<p>Março de 2027 — Término previsto do convênio de compartilhamento</p>
<p>Segundo a Urbs, o instrumento que disciplina a operação compartilhada de linhas municipais e metropolitanas tem vigência até março de 2027.</p>
<p>A Prefeitura afirma que existe possibilidade de renovação ou prorrogação.</p>
<p>Esse prazo também será relevante para a compatibilização das futuras concessões.</p>
<p>Primeiros cinco anos da nova concessão — Eletrificação e renovação da frota</p>
<p>Quando os novos contratos forem implementados, o planejamento prevê a incorporação de 250 ônibus elétricos, além da renovação dos demais veículos.</p>
<p>O cronograma dependerá da conclusão da licitação, da assinatura dos contratos e da preparação operacional das empresas vencedoras.</p>
<h3>O que muda para o passageiro?</h3>
<p>A discussão no Tribunal de Contas envolve principalmente a estrutura das futuras concessões e a forma de distribuir serviços e custos entre o município e o estado.</p>
<p>A Prefeitura sustenta que as linhas compartilhadas foram criadas para facilitar os deslocamentos metropolitanos, sem cobrança adicional aos usuários.</p>
<p>Já o TCE-PR considera necessário verificar se as novas contratações preservam essa integração e se as responsabilidades financeiras estão suficientemente definidas.</p>
<p>Na prática, a discussão pode afetar o planejamento de linhas utilizadas diariamente por passageiros que se deslocam entre Curitiba e municípios como São José dos Pinhais, Pinhais, Colombo e outras cidades da região metropolitana.</p>
<p>A definição de qual concessionária executará cada serviço também influencia a remuneração das empresas e a organização dos horários.</p>
<p>Os custos de limpeza, manutenção e operação de terminais e estações-tubo precisam estar claramente distribuídos para evitar conflitos contratuais e eventuais despesas duplicadas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a continuidade das atuais concessões permanece em discussão na Justiça.</p>
<p>A Prefeitura defende a necessidade de uma nova licitação para modernizar os serviços e renovar os investimentos.</p>
<p>As empresas atuais sustentam que os estudos comparativos relacionados à eventual prorrogação dos contratos precisam ser concluídos, sem que isso represente direito automático de renovação.</p>
<p>Enquanto as duas frentes seguem em análise, os passageiros continuam sendo atendidos pela operação atual.</p>
<p>O resultado do julgamento previsto para 28 de outubro poderá definir se a licitação será retomada, continuará suspensa ou precisará de modificações.</p>
<p>Mesmo depois dessa decisão, a conclusão da concorrência dependerá do atendimento às demais exigências administrativas e judiciais aplicáveis.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Obras de acessibilidade avançam em quatro terminais de ônibus da Zona Leste de São Paulo</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 22:31:00 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Intervenções nos terminais Cidade Tiradentes, Penha, Vila Carrão e Aricanduva incluem adequações nas plataformas, instalação de pisos táteis e construção de sanitários acessíveis; primeira entrega está prevista para dezembro de 2026. YURI SENA As obras de requalificação dos terminais de ônibus Cidade Tiradentes, Penha, Vila Carrão e Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo, estão [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="600" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?fit=800%2C600&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><span style="font-weight: 400;"><i>Intervenções nos terminais Cidade Tiradentes, Penha, Vila Carrão e Aricanduva incluem adequações nas plataformas, instalação de pisos táteis e construção de sanitários acessíveis; primeira entrega está prevista para dezembro de 2026.</i></span></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As obras de requalificação dos terminais de ônibus Cidade Tiradentes, Penha, Vila Carrão e Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo, estão em andamento com intervenções voltadas à acessibilidade, à segurança e ao conforto dos passageiros. Os trabalhos são executados pela Concrejato Engenharia, contratada pela CS Mobi Leste SP para realizar parte das intervenções previstas no projeto de modernização dos equipamentos de transporte público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As melhorias contemplam mudanças na infraestrutura dos terminais, com elevação das plataformas para facilitar o embarque e o desembarque, instalação de pisos táteis para auxiliar a orientação de pessoas com deficiência visual e implantação de bebedouros acessíveis. O projeto também prevê novos sanitários, incluindo unidades adaptadas para pessoas com deficiência e espaços destinados ao uso familiar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras intervenções incluem a modernização da iluminação, a reforma das bilheterias e a adequação das áreas de atendimento ao público. Segundo as informações divulgadas pela empresa responsável pelas obras, as mudanças buscam ampliar as condições de acessibilidade e tornar os espaços mais adequados à circulação dos usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as intervenções previstas, o Terminal Cidade Tiradentes deverá receber 32 novos sanitários. Desse total, 16 serão acessíveis e oito serão destinados ao uso familiar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Terminal Aricanduva, o projeto prevê a construção de 16 sanitários, sendo oito acessíveis e quatro destinados às famílias. As informações sobre a distribuição das novas instalações nos terminais Penha e Vila Carrão não foram detalhadas no material divulgado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os quatro equipamentos atendem, em conjunto, mais de 100 mil passageiros por dia, segundo os dados apresentados pela empresa. A modernização também abrange as áreas utilizadas pelos profissionais que trabalham nos terminais, com melhorias em refeitórios, vestiários e outros espaços operacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O planejamento prevê a continuidade das atividades durante a execução dos serviços. Com isso, as operações de embarque e desembarque, além da circulação de passageiros, deverão ser mantidas ao longo das intervenções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O prazo contratual para a realização das obras é de 12 meses, e a primeira entrega está prevista para dezembro de 2026. O cronograma informado não especifica, no entanto, as datas individuais de conclusão dos trabalhos em cada terminal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em declaração divulgada pela Concrejato, o diretor operacional de Edificações e Transportes da empresa, Fabricio Rocha, afirmou que o projeto busca ampliar a autonomia e a segurança dos usuários, além de melhorar a infraestrutura oferecida à população.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As intervenções integram o projeto de requalificação dos terminais urbanos do Bloco Leste A, com foco na adequação dos espaços de uso público e das instalações destinadas aos passageiros e aos trabalhadores do sistema de transporte.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Governo Federal prevê 4% menos investimentos em transportes para 2027 enquanto propõe R$ 12 bilhões para tarifa zero; E os vetos ao Marco Legal do Transporte, ninguém fala?</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 22:07:31 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Levantamento da CNT aponta redução de R$ 661 milhões em investimentos federais para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos; recursos são diferentes dos previstos na PEC de Lula, mas estudo do BNDES mostra que melhoria da infraestrutura pode reduzir custos das viagens em 11%. Diário do Transporte já havia questionado vetos do próprio governo a mecanismos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="944" height="636" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?fit=944%2C636&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?w=944&amp;ssl=1 944w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=768%2C517&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=400%2C269&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 944px) 100vw, 944px" /> <div>
<p><em>Levantamento da CNT aponta redução de R$ 661 milhões em investimentos federais para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos; recursos são diferentes dos previstos na PEC de Lula, mas estudo do BNDES mostra que melhoria da infraestrutura pode reduzir custos das viagens em 11%. Diário do Transporte já havia questionado vetos do próprio governo a mecanismos de financiamento das gratuidades, sob justificativas de responsabilidade fiscal</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo Federal prevê uma redução de 4% nos investimentos em infraestrutura de transportes para 2027, de R$ 16,73 bilhões para R$ 16,07 bilhões, segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgado nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026. No mesmo dia, a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para destinar aproximadamente R$ 12 bilhões por ano ao financiamento do transporte público gratuito nos fins de semana. Os recursos têm origens e finalidades diferentes, e a redução identificada pela CNT não se refere exclusivamente à mobilidade urbana. A coincidência entre os anúncios, entretanto, amplia uma discussão importante: além de custear gratuidades, quanto o Brasil precisa investir em corredores de ônibus, metrôs, trens e tecnologias mais eficientes para diminuir os custos dos deslocamentos, melhorar os serviços e reduzir a pressão sobre tarifas e subsídios?</p>
<p>A discussão também envolve uma decisão anterior do próprio governo. Em 15 de outubro, o Diário do Transporte mostrou que Lula havia prometido a tarifa zero após vetar, em junho, dispositivos do Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano que procuravam estabelecer fontes de financiamento das gratuidades, responsabilidades do poder público e mecanismos para evitar a transferência desses custos aos demais passageiros. Os vetos tiveram justificativas que incluíram responsabilidade fiscal, ausência de estimativas de impacto financeiro e questões constitucionais. Agora, a PEC apresenta uma fonte específica de custeio, baseada na destinação de 26,8% das emendas parlamentares individuais e de bancada de execução obrigatória. O novo modelo pode responder a parte das preocupações fiscais anteriores, mas ainda depende de aprovação e regulamentação. Ao mesmo tempo, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), desenvolvido pelo BNDES e pelo Ministério das Cidades, identifica R$ 430 bilhões em projetos estruturantes que poderiam reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio dos deslocamentos nas maiores regiões metropolitanas brasileiras.</p>
<p>A comparação desses dados não significa que o dinheiro previsto para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos poderia ser simplesmente utilizado para pagar passagens de ônibus.</p>
<p>Também não demonstra que a gratuidade esteja provocando a redução dos investimentos.</p>
<p>As duas propostas tratam de despesas de naturezas diferentes.</p>
<p>Os R$ 16,07 bilhões analisados pela CNT são investimentos em infraestrutura, que incluem principalmente rodovias federais, ferrovias, instalações portuárias e aeroportuárias. A cifra não corresponde ao orçamento nacional de mobilidade urbana e não contempla todos os recursos federais que podem financiar corredores de ônibus, BRTs, metrôs e trens metropolitanos por meio de outras estruturas governamentais.</p>
<p>Já os aproximadamente R$ 12 bilhões da PEC seriam utilizados para custear serviços de transporte coletivo, substituindo a receita que deixaria de ser paga pelos passageiros beneficiados.</p>
<p>A diferença é fundamental. Construir uma linha de metrô, implantar um corredor de ônibus ou eletrificar uma frota exige investimentos em infraestrutura e equipamentos. Manter os veículos circulando, pagar trabalhadores, fornecer energia, realizar manutenção e garantir horários exige recursos permanentes de operação.</p>
<p>Mas as duas frentes estão relacionadas.</p>
<p>Um sistema com corredores eficientes pode precisar de menos ônibus para oferecer a mesma frequência. Um transporte sobre trilhos adequadamente dimensionado pode movimentar grandes quantidades de passageiros com regularidade. Ônibus elétricos podem reduzir despesas com energia e manutenção, dependendo das condições de utilização.</p>
<p>Essas melhorias não eliminam os custos do transporte, mas podem contribuir para reduzir determinadas despesas por viagem ou por passageiro transportado.</p>
<p>É nesse ponto que a discussão sobre tarifa zero, infraestrutura e financiamento público se encontra.</p>
<h3>CNT mostra que investimento federal total aumenta, mas transportes perdem recursos</h3>
<p>O levantamento divulgado pela CNT integra a Série de Economia – Investimentos em Transporte e examina o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em 31 de agosto de 2026.</p>
<p>O documento técnico, finalizado em 18 de setembro, analisa a proposta que tramita como PLN nº 24/2026.</p>
<p>O orçamento federal previsto para 2027 soma R$ 7,45 trilhões, incluindo o orçamento fiscal, da seguridade social e das empresas estatais.</p>
<p>Desse total, a CNT identifica R$ 297,60 bilhões em investimentos da União e das estatais, crescimento de 12,8% em relação ao valor previsto na proposta orçamentária de 2026.</p>
<p>Portanto, o levantamento não mostra uma redução generalizada de todos os investimentos federais.</p>
<p>O recuo ocorre especificamente no conjunto de investimentos em infraestrutura de transportes considerado pela confederação.</p>
<p>Para 2027, são previstos R$ 16,07 bilhões, contra R$ 16,73 bilhões na proposta de 2026, em valores corrigidos pela inflação até agosto deste ano.</p>
<p>A diferença é de R$ 661,28 milhões, correspondente à queda de 4%.</p>
<p>O transporte representa 5,4% dos investimentos federais totais previstos, considerando a União e as estatais.</p>
<p>A redução, entretanto, não ocorre de maneira uniforme.</p>
<p>Os investimentos diretamente previstos nos orçamentos dos ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos aumentam de R$ 14,42 bilhões para R$ 14,61 bilhões.</p>
<p>Já os investimentos das empresas estatais do setor diminuem de R$ 2,31 bilhões para R$ 1,45 bilhão.</p>
<p>Essa queda nas estatais, principalmente nas Companhias Docas e na Infraero, explica a retração do valor agregado.</p>
<p>O Ministério dos Transportes terá orçamento total previsto de R$ 19,36 bilhões em 2027, pouco acima dos R$ 19,20 bilhões apresentados na proposta de 2026.</p>
<p>Desse montante, R$ 13,67 bilhões são classificados como investimentos, equivalentes a 70,6% do orçamento ministerial.</p>
<p>No Ministério de Portos e Aeroportos, a proposta orçamentária total recua de R$ 4,12 bilhões para R$ 3,18 bilhões.</p>
<p>Apesar da redução do orçamento global dessa pasta, os investimentos propriamente classificados nessa categoria aumentam de R$ 768,24 milhões para R$ 941,53 milhões.</p>
<p>O quadro mostra por que a análise das contas públicas exige distinguir orçamento total, investimentos, despesas correntes, inversões financeiras e recursos de empresas estatais.</p>
<p>Somar essas categorias sem considerar suas diferenças poderia produzir conclusões equivocadas.</p>
<h3>Rodovias ficam com R$ 12,46 bilhões; ferrovias, com R$ 808 milhões</h3>
<p>A maior parcela dos investimentos federais em infraestrutura de transportes para 2027 está concentrada no setor rodoviário.</p>
<p>A CNT identifica R$ 12,46 bilhões para essa modalidade, o equivalente a 85,2% dos recursos classificados por subfunção nos dois ministérios analisados.</p>
<p>O transporte ferroviário aparece com R$ 808,61 milhões, seguido do aquaviário, com R$ 640,73 milhões, e do aéreo, com R$ 212,61 milhões.</p>
<p>Outras subfunções reúnem R$ 495,87 milhões.</p>
<p>No orçamento das estatais, estão previstos R$ 1,04 bilhão para as Companhias Docas e R$ 412,95 milhões para a Infraero.</p>
<p>O setor rodoviário concentra recursos principalmente por causa da extensão da malha federal e da necessidade de manutenção, conservação, restauração e ampliação das estradas.</p>
<p>O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) tem previsão de R$ 12,42 bilhões em investimentos.</p>
<p>Embora represente aumento de 1,4% em relação à proposta de 2026, o valor fica 3,7% abaixo do autorizado na Lei Orçamentária Anual deste ano.</p>
<p>A CNT lembra que sua Pesquisa de Rodovias 2025 estimou em R$ 49,93 bilhões as necessidades de manutenção, restauração e reconstrução das rodovias federais sob gestão pública.</p>
<p>O valor é aproximadamente quatro vezes superior aos recursos previstos para investimentos rodoviários em 2027.</p>
<p>A qualidade dessas vias também afeta os custos do transporte de passageiros, especialmente em viagens intermunicipais e interestaduais.</p>
<p>Rodovias deterioradas podem aumentar o desgaste de pneus, componentes mecânicos e suspensões, ampliar o consumo de combustível e comprometer a regularidade das viagens.</p>
<p>Já os investimentos ferroviários apresentam queda em relação à proposta anterior, de R$ 929,22 milhões para R$ 808,61 milhões.</p>
<p>O resultado não deve ser confundido com uma redução equivalente no financiamento federal de metrôs e trens metropolitanos, porque o levantamento inclui ferrovias de outras finalidades e não reúne todos os programas de mobilidade urbana.</p>
<p>No setor aquaviário, os investimentos diretamente previstos nos ministérios aumentam 35,6%, enquanto a parcela destinada às estatais portuárias diminui.</p>
<p>Na aviação, há redução tanto na subfunção orçamentária correspondente quanto nos investimentos previstos para a Infraero.</p>
<p>A CNT também chama a atenção para o histórico recente.</p>
<p>Segundo o estudo, os investimentos federais previstos em infraestrutura de transportes já haviam recuado 9,2% na proposta de 2025 e 16,5% na de 2026, nas respectivas comparações com os projetos orçamentários anteriores.</p>
<p>São três ciclos consecutivos de retração nas propostas iniciais examinadas pela entidade.</p>
<p>Mesmo assim, o montante efetivamente aplicado em 2027 ainda dependerá da aprovação da Lei Orçamentária Anual e de sua execução.</p>
<p>A previsão incluída no projeto de orçamento não equivale a uma despesa já realizada.</p>
<h3>PEC da tarifa zero prevê utilizar R$ 12 bilhões das emendas parlamentares</h3>
<p>A proposta apresentada por Lula nesta quarta-feira (21) altera o artigo 166 da Constituição Federal para estabelecer uma destinação obrigatória de recursos ao transporte público coletivo urbano ou de caráter urbano.</p>
<p>O texto prevê que o Executivo federal destine, no mínimo, 26,8% das programações de execução obrigatória provenientes das emendas parlamentares individuais e de bancada ao custeio da gratuidade.</p>
<p>A medida deverá preservar o percentual constitucional reservado às ações e aos serviços públicos de saúde.</p>
<p>Os recursos serão incluídos em uma programação específica da Lei Orçamentária Anual e transferidos obrigatoriamente aos estados, municípios e demais entes federativos titulares dos serviços, conforme regras que deverão ser estabelecidas em lei.</p>
<p>A PEC prevê que o mecanismo produza efeitos a partir do orçamento de 2027.</p>
<p>O percentual foi calculado sobre um conjunto de emendas estimado em aproximadamente R$ 44,76 bilhões no projeto orçamentário.</p>
<p>A aplicação de 26,8% desse valor corresponde a cerca de R$ 12 bilhões.</p>
<p>Ao apresentar a proposta, o Governo Federal argumentou que a utilização de recursos já previstos para emendas parlamentares permitiria financiar a gratuidade sem ampliar o volume global de despesas.</p>
<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, defendeu a neutralidade fiscal da medida.</p>
<p>Isso significa que, no desenho apresentado, a proposta não depende da criação de R$ 12 bilhões adicionais no orçamento, mas da alteração da destinação de parte dos recursos existentes.</p>
<p>Essa interpretação, porém, não resolve automaticamente a discussão sobre prioridades.</p>
<p>As emendas parlamentares também financiam investimentos e ações em municípios e estados, incluindo saúde, infraestrutura e outros serviços públicos.</p>
<p>Reservar constitucionalmente uma parcela para o transporte coletivo exigirá reorganizar a distribuição dessas verbas.</p>
<p>O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou simpatia pela proposta de transporte gratuito, mas defendeu a preservação das emendas e a busca de fontes alternativas de financiamento.</p>
<p>O Governo Federal admite a possibilidade de negociações durante a tramitação.</p>
<p>Para entrar em vigor, a PEC precisará ser aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado, com pelo menos três quintos dos votos em cada Casa.</p>
<p>Portanto, a gratuidade nacional nos fins de semana ainda não é uma medida aprovada.</p>
<p>Também é necessário observar que o texto constitucional encaminhado não detalha toda a operação do benefício.</p>
<p>A proposta estabelece a destinação de recursos ao custeio da gratuidade, mas deixa para legislação posterior a definição dos mecanismos de distribuição, execução e fiscalização.</p>
<p>O anúncio político contempla fins de semana e feriados. A abrangência operacional precisará estar adequadamente estabelecida nas regras de implementação.</p>
<p>Além disso, o custeio anunciado pelo governo, de aproximadamente R$ 12 bilhões, difere da estimativa de R$ 20,8 bilhões anuais apresentada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).</p>
<p>A diferença entre as estimativas é de R$ 8,8 bilhões, mas exige comparar as premissas de demanda, os dias contemplados, a abrangência das redes e os critérios de remuneração.</p>
<p>Não é possível concluir que a PEC esteja necessariamente subfinanciada apenas pela diferença entre os dois estudos.</p>
<h3>Marco Legal: governo havia vetado fontes e regras para financiar gratuidades</h3>
<p>A apresentação da PEC acrescenta um novo elemento à discussão que o Diário do Transporte levantou em 15 de outubro.</p>
<p>Na reportagem publicada naquela data, o jornal examinou as diferenças entre a promessa de tarifa zero e os vetos presidenciais à Lei nº 15.432, de 13 de junho de 2026, que instituiu o Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano.</p>
<p>A análise não questionou a legitimidade da gratuidade como política pública nem estabeleceu oposição à proposta.</p>
<p>O ponto central foi a necessidade de explicar por que mecanismos de financiamento previstos no Marco Legal foram rejeitados sob justificativas que incluíam responsabilidade fiscal e, quatro meses depois, o Executivo decidiu propor outra estrutura nacional de custeio.</p>
<p>Relembre a reportagem de 15 de outubro de 2026:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/contradicao-o-mesmo-presidente-que-prometeu-tarifa-zero-na-reta-final-das-eleicoes-e-o-que-veta-trechos-do-marco-legal-alegando-responsabilidade-fiscal/?utm_source=chatgpt.com">CONTRADIÇÃO? O mesmo presidente que prometeu tarifa zero na reta final das eleições é o que veta trechos do Marco Legal alegando responsabilidade fiscal</a></p>
<p>Entre os dispositivos vetados estava o artigo 27, parágrafos 3º e 4º, que procurava estabelecer fontes específicas para o custeio das gratuidades, evitar a transferência desses custos aos usuários pagantes e exigir previsão orçamentária anterior à implementação dos benefícios.</p>
<p>Esse ponto afeta diretamente o passageiro.</p>
<p>Quando uma gratuidade não tem financiamento próprio, existe o risco de que seu custo seja incorporado à estrutura tarifária e distribuído entre os usuários que continuam pagando passagem.</p>
<p>Assim, trabalhadores de baixa renda podem acabar participando do financiamento de benefícios concedidos a outros grupos.</p>
<p>O governo justificou o veto, entre outros argumentos, pelo risco de comprometer gratuidades já existentes caso a proibição fosse aplicada sem a garantia de fontes alternativas de recursos.</p>
<p>Também foram vetados dispositivos do artigo 23, que tratavam de aportes orçamentários como receitas operacionais e da compensação dos efeitos das gratuidades sobre os custos e a arrecadação.</p>
<p>O artigo 33, parágrafo 1º, que previa a cobertura da remuneração dos operadores por tarifas, receitas extratarifárias e subsídios, também foi atingido.</p>
<p>Outro veto ocorreu no artigo 38, que incluía expressamente a atribuição federal de subsidiar tarifas locais nos casos previstos em legislação federal.</p>
<p>O artigo 40 previa destinar pelo menos 60% da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) às áreas urbanas.</p>
<p>A relação de vetos ainda incluiu dispositivos sobre responsabilidades compartilhadas entre os entes federativos e o prazo para adequação das regras de financiamento das gratuidades.</p>
<p>Os fundamentos presidenciais variaram conforme cada dispositivo, incluindo aspectos fiscais, constitucionais e administrativos.</p>
<p>A análise, portanto, não pode tratar todos os vetos como se tivessem uma única justificativa.</p>
<p>A questão é que o texto original do Marco Legal procurava organizar de maneira mais ampla o financiamento do transporte público, abrangendo gratuidades existentes, subsídios, responsabilidades públicas e receitas alternativas.</p>
<p>A nova PEC tem alcance mais específico.</p>
<p>Ela apresenta uma fonte constitucional de recursos para financiar um programa de gratuidade, sem restabelecer automaticamente os dispositivos vetados do Marco Legal.</p>
<p>Essa distinção também abre espaço para uma ponderação favorável à posição do Executivo.</p>
<p>Ao direcionar uma parcela de recursos já previstos nas emendas parlamentares para o transporte coletivo, a PEC pode oferecer uma solução diferente daquela rejeitada em junho, com maior identificação da fonte de financiamento.</p>
<p>Não existe incompatibilidade jurídica automática entre vetar determinado mecanismo de custeio em uma lei ordinária e apresentar posteriormente uma proposta constitucional com outra estrutura.</p>
<p>Mas a existência de uma fonte de recursos não encerra a discussão sobre sustentabilidade financeira.</p>
<p>Ainda será necessário explicar se os aproximadamente R$ 12 bilhões serão suficientes, como os repasses serão distribuídos e de que maneira os municípios e estados comprovarão os custos das viagens.</p>
<p>Também será preciso definir como a medida conviverá com os subsídios e gratuidades já existentes.</p>
<p>O questionamento levantado pelo Diário do Transporte permanece pertinente: o que mudou, do ponto de vista fiscal e técnico, entre os vetos de junho e a proposta apresentada em outubro?</p>
<p>O novo desenho orçamentário oferece parte de uma possível resposta.</p>
<p>A demonstração de sua suficiência e continuidade dependerá das regras que ainda serão discutidas pelo Congresso.</p>
<h3>ENMU mostra que infraestrutura pode reduzir custos das viagens em 11%</h3>
<p>Outro elemento dessa análise vem de um estudo desenvolvido pelo próprio Governo Federal.</p>
<p>O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades entre 2024 e 2026, identifica 187 projetos estruturantes para ampliar o transporte coletivo de média e alta capacidade nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do país.</p>
<p>Os projetos abrangem aproximadamente 3 mil quilômetros de redes de metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos, BRTs e corredores de ônibus.</p>
<p>A carteira prevê investimentos estimados em R$ 430 bilhões, distribuídos ao longo de aproximadamente três décadas.</p>
<p>A previsão contempla até R$ 230 bilhões em sistemas metroviários, R$ 31 bilhões em trens metropolitanos, R$ 105 bilhões em VLTs, R$ 80 bilhões em BRTs e R$ 3,4 bilhões em corredores exclusivos de ônibus, conforme as alternativas tecnológicas examinadas.</p>
<p>Essas cifras representam possibilidades de investimento e não devem ser simplesmente somadas como se todos os projetos e alternativas fossem necessariamente executados ao mesmo tempo.</p>
<p>O estudo identifica benefícios potenciais relevantes.</p>
<p>A implantação da carteira pode proporcionar redução de 11% no custo das viagens e de 16% no tempo médio de deslocamento da população.</p>
<p>Também são estimados benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões, redução de aproximadamente 3 milhões de toneladas anuais de dióxido de carbono e prevenção de até 27 mil vítimas de sinistros de trânsito por ano.</p>
<p>A expansão planejada poderia mobilizar mais de um milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.</p>
<p>Essas estimativas estão associadas a cenários de implantação dos projetos e não significam que todas as regiões metropolitanas terão os mesmos resultados.</p>
<p>Há outra ressalva indispensável.</p>
<p>A redução de 11% no custo das viagens, apresentada pelo ENMU, não equivale automaticamente a uma queda de 11% nas despesas operacionais dos operadores, nas passagens ou nos subsídios públicos.</p>
<p>Os custos considerados no planejamento de mobilidade abrangem dimensões econômicas dos deslocamentos que não se confundem inteiramente com a contabilidade contratual dos serviços.</p>
<p>Ainda assim, o estudo demonstra que a qualidade da infraestrutura afeta o custo econômico da mobilidade.</p>
<p>O impacto pode aparecer no tempo perdido pelos passageiros, no consumo de energia, na necessidade de veículos, na regularidade dos serviços e na capacidade de transportar pessoas.</p>
<p>Parte desses ganhos pode contribuir para reduzir despesas operacionais, desde que os investimentos sejam adequadamente dimensionados e os contratos permitam capturar os benefícios.</p>
<p>Essa relação torna relevante discutir investimentos estruturais paralelamente às políticas tarifárias.</p>
<h3>Por que corredores de ônibus podem diminuir custos de operação?</h3>
<p>Uma das maneiras mais diretas de aumentar a eficiência do transporte coletivo é reduzir o tempo em que os ônibus permanecem parados ou circulam lentamente no congestionamento.</p>
<p>Quando um veículo demora mais para completar o percurso, a empresa pode precisar utilizar mais ônibus e motoristas para manter a mesma frequência.</p>
<p>Isso aumenta a necessidade de frota e pode elevar determinadas despesas de operação.</p>
<p>Em um corredor segregado, com prioridade semafórica e fiscalização adequada, os ônibus conseguem realizar viagens com maior regularidade.</p>
<p>O ganho de velocidade comercial permite utilizar melhor os veículos disponíveis.</p>
<p>Um exemplo hipotético demonstra o efeito.</p>
<p>Uma linha que necessita de 120 minutos para completar um ciclo operacional, incluindo ida e volta, precisa de 12 ônibus para oferecer partidas a cada dez minutos, em um cálculo simplificado.</p>
<p>Se a melhoria da circulação reduzir o ciclo para 90 minutos, a mesma frequência poderá ser mantida, teoricamente, com nove veículos.</p>
<p>Na operação real, o dimensionamento também considera reservas, descansos, tempos de parada, demanda e horários de pico.</p>
<p>Portanto, a redução do ciclo não significa necessariamente retirar ônibus ou funcionários.</p>
<p>O ganho pode ser utilizado para aumentar a frequência, melhorar a confiabilidade ou ampliar o atendimento em outras linhas.</p>
<p>Também pode permitir reduzir componentes do custo por quilômetro ou passageiro transportado, conforme as características do contrato.</p>
<p>Corredores bem planejados ainda podem melhorar o consumo de combustível e o aproveitamento da frota, reduzindo a exposição dos passageiros aos congestionamentos.</p>
<p>Mas o investimento inicial precisa ser considerado.</p>
<p>A implantação de estações, terminais, faixas segregadas, sistemas de controle e infraestrutura viária pode exigir recursos elevados, além de manutenção permanente.</p>
<p>O benefício econômico depende da quantidade de passageiros transportados e das condições de funcionamento.</p>
<p>Um corredor sem prioridade efetiva ou com baixa utilização pode não apresentar os resultados esperados.</p>
<p>Por isso, estudos de viabilidade precisam considerar não apenas a obra, mas o custo total de implantação e operação ao longo dos anos.</p>
<h3>Eletrificação reduz gastos com energia, mas ônibus elétrico custa mais para comprar</h3>
<p>A eletrificação também pode contribuir para aumentar a eficiência dos sistemas, embora não represente uma redução automática dos custos totais.</p>
<p>Ônibus elétricos geralmente apresentam despesas menores com energia e manutenção mecânica em comparação com veículos a diesel, dependendo da operação.</p>
<p>A experiência de Santiago, no Chile, documentada em estudos internacionais, mostra que frotas elétricas podem oferecer reduções expressivas nas despesas energéticas, além de benefícios ambientais e de conforto.</p>
<p>A economia depende, entretanto, da tarifa de eletricidade, da quilometragem percorrida, do aproveitamento dos carregadores e das condições de contratação.</p>
<p>No Brasil, a comparação também precisa incluir os investimentos em infraestrutura elétrica, baterias, manutenção especializada e adaptação das garagens.</p>
<p>O ônibus elétrico costuma apresentar preço de aquisição superior ao de um modelo convencional equivalente.</p>
<p>Isso significa que a economia ao longo dos anos precisa ser suficiente para compensar parte do investimento adicional.</p>
<p>O cálculo mais adequado é o custo total de propriedade, considerando toda a vida útil do veículo.</p>
<p>São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Goiânia estão entre as cidades e regiões metropolitanas com projetos de eletrificação em diferentes estágios.</p>
<p>Em algumas operações, a redução de despesas com energia pode gerar ganhos relevantes.</p>
<p>Em outras, a necessidade de financiamento ou a infraestrutura insuficiente pode aumentar os custos iniciais.</p>
<p>A tecnologia, portanto, deve ser examinada dentro do planejamento geral da rede, e não apenas pelo preço do ônibus.</p>
<p>A integração da eletrificação com corredores exclusivos também pode ser importante.</p>
<p>Um ônibus elétrico que enfrenta os mesmos congestionamentos de um veículo a diesel continua sujeito à perda de produtividade provocada pela circulação lenta.</p>
<p>A eficiência depende tanto da tecnologia quanto das condições de operação.</p>
<h3>Trilhos podem transportar mais passageiros, mas exigem demanda suficiente</h3>
<p>Os sistemas sobre trilhos representam outra alternativa para melhorar a capacidade de transporte nas regiões metropolitanas.</p>
<p>Metrôs e trens conseguem movimentar grandes volumes de passageiros em corredores de alta demanda, com menor interferência do tráfego rodoviário.</p>
<p>Em determinadas condições, essa capacidade permite diluir custos operacionais entre um número elevado de usuários.</p>
<p>Também possibilita reduzir o tempo de viagem e aumentar a previsibilidade dos deslocamentos.</p>
<p>Por outro lado, a implantação exige investimentos expressivos em obras civis, estações, sistemas de energia, sinalização e material rodante.</p>
<p>A manutenção dessas estruturas também é custosa.</p>
<p>Por isso, não é correto afirmar que metrôs e trens são necessariamente mais baratos que ônibus.</p>
<p>A comparação depende da demanda, da tecnologia, do traçado, da capacidade utilizada e dos custos de implantação.</p>
<p>Em corredores de demanda intermediária, sistemas BRT podem oferecer soluções economicamente mais adequadas.</p>
<p>Em eixos metropolitanos muito carregados, sistemas ferroviários de alta capacidade podem apresentar vantagens que dificilmente seriam alcançadas por uma operação exclusivamente rodoviária.</p>
<p>A integração entre ônibus, BRTs, metrôs e trens pode permitir melhor aproveitamento das redes.</p>
<p>Linhas alimentadoras, terminais de conexão e bilhetagem integrada facilitam os deslocamentos e podem reduzir sobreposições desnecessárias.</p>
<p>Os ganhos dependem, contudo, de planejamento e contratos que evitem a fragmentação operacional.</p>
<p>A implantação de infraestrutura sem integração adequada pode limitar os benefícios.</p>
<h3>Tarifa zero pode ampliar o acesso, mas não elimina o custo do transporte</h3>
<p>A proposta de transporte gratuito nos fins de semana possui uma dimensão social que não deve ser desconsiderada.</p>
<p>Para famílias de baixa renda, o custo das passagens pode dificultar atividades de lazer, visitas familiares, acesso à cultura e participação em eventos.</p>
<p>A gratuidade pode permitir deslocamentos que, sem o benefício, não seriam realizados.</p>
<p>Também pode estimular o uso do transporte coletivo em substituição a veículos individuais em determinadas circunstâncias.</p>
<p>Esses efeitos, entretanto, não são automáticos.</p>
<p>A procura por ônibus, metrôs e trens depende também dos itinerários disponíveis, da frequência, da segurança e da confiabilidade.</p>
<p>Nos fins de semana, algumas redes operam com frota reduzida em relação aos dias úteis.</p>
<p>Se a tarifa zero ampliar a demanda, será necessário avaliar se a oferta existente consegue atender os passageiros.</p>
<p>Em determinados corredores, poderá ser necessário aumentar a quantidade de veículos ou ampliar horários.</p>
<p>Isso pode elevar despesas operacionais mesmo quando a arrecadação tarifária direta deixa de existir.</p>
<p>A gratuidade transfere o custo da passagem do usuário para outra fonte de financiamento.</p>
<p>Não elimina salários, manutenção, combustível, energia, peças, pneus, seguros, infraestrutura ou despesas administrativas.</p>
<p>Por outro lado, a maior utilização dos serviços pode melhorar determinados indicadores de produtividade, especialmente quando existe capacidade ociosa.</p>
<p>A relação entre aumento da demanda e custo adicional depende das condições de cada sistema.</p>
<p>Por isso, uma política nacional de tarifa zero precisa considerar as diferenças entre cidades.</p>
<p>Uma rede metropolitana de grande porte não possui a mesma estrutura de custos de um município de pequeno ou médio porte.</p>
<p>Também existem diferenças entre operações municipais, intermunicipais e metropolitanas, incluindo modelos de remuneração por passageiro, por quilômetro, por disponibilidade de frota ou por combinações desses critérios.</p>
<p>A distribuição dos recursos federais precisará considerar essas particularidades.</p>
<h3>CNT também identifica baixa participação dos transportes nas emendas parlamentares</h3>
<p>O estudo da CNT traz outro dado relevante para a discussão sobre a fonte escolhida pelo governo.</p>
<p>O projeto orçamentário de 2027 prevê uma reserva de R$ 44,76 bilhões para emendas parlamentares.</p>
<p>Em 2026, a reserva prevista na proposta orçamentária havia sido de R$ 42,53 bilhões.</p>
<p>Segundo a entidade, os ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos receberam, na Lei Orçamentária Anual de 2026, R$ 245,37 milhões em emendas individuais e de bancada.</p>
<p>Desse total, R$ 237,81 milhões foram destinados ao Ministério dos Transportes e R$ 7,55 milhões ao Ministério de Portos e Aeroportos.</p>
<p>O valor representa aproximadamente 0,6% da reserva para emendas considerada na proposta de 2026.</p>
<p>A CNT observa que a participação dos investimentos em transportes nessa distribuição ainda é pequena, especialmente nas emendas individuais.</p>
<p>A análise, porém, está concentrada nos dois ministérios estudados e não permite concluir quanto todas as emendas destinadas à mobilidade urbana representam no orçamento federal.</p>
<p>Os recursos para sistemas urbanos também podem ser alocados em outras pastas.</p>
<p>A PEC modifica esse cenário ao propor uma destinação constitucional obrigatória de aproximadamente R$ 12 bilhões das emendas para o transporte coletivo urbano.</p>
<p>Essa mudança pode aumentar a previsibilidade do custeio da gratuidade.</p>
<p>Mas também significa que recursos anteriormente disponíveis para diferentes tipos de investimentos e políticas públicas passarão a ter destinação específica.</p>
<p>Nesse sentido, existe uma discussão legítima sobre prioridades orçamentárias.</p>
<p>Os recursos previstos para gratuidade representam uma política de custeio recorrente.</p>
<p>Já investimentos em infraestrutura podem produzir benefícios durante décadas, mas exigem capital inicial e despesas futuras de manutenção.</p>
<p>Nenhum dos dois tipos de gasto é necessariamente superior ao outro.</p>
<p>O desafio está em encontrar uma combinação que permita ampliar o acesso ao transporte sem comprometer a modernização dos sistemas.</p>
<h3>Investimento e subsídio precisam ser analisados em conjunto</h3>
<p>A relação entre infraestrutura e financiamento tarifário exige uma visão de longo prazo.</p>
<p>Um sistema que opera com ônibus presos em congestionamentos pode necessitar de subsídios elevados para manter a oferta.</p>
<p>Se houver investimentos capazes de aumentar a velocidade comercial, melhorar a regularidade e reduzir determinadas despesas, parte da pressão sobre os custos poderá diminuir.</p>
<p>Mas isso não significa que todos os investimentos produzirão economia orçamentária.</p>
<p>Uma nova linha de metrô pode aumentar o custo total de operação do sistema ao ampliar a oferta, mesmo reduzindo o custo por passageiro transportado.</p>
<p>A expansão de corredores pode exigir novos serviços e manutenção.</p>
<p>A eletrificação pode reduzir gastos com diesel, mas ampliar despesas de capital e financiamento.</p>
<p>As gratuidades também podem aumentar a quantidade de usuários e exigir reforço da operação.</p>
<p>Por isso, a avaliação precisa ser feita com base no custo total, na demanda, nos benefícios sociais e na capacidade de financiamento ao longo do tempo.</p>
<p>Outra questão importante está nos contratos.</p>
<p>Se as empresas forem remuneradas de maneira que não estimule ganhos de produtividade ou se não houver transparência sobre custos e receitas, a melhoria da infraestrutura poderá não se traduzir integralmente em benefícios para o passageiro ou para o orçamento público.</p>
<p>Os contratos precisam definir como os ganhos de eficiência serão identificados, fiscalizados e compartilhados.</p>
<p>A expansão da tarifa zero exige cuidados semelhantes.</p>
<p>Quanto maior a participação do poder público no financiamento, maior a necessidade de transparência sobre a quantidade de passageiros, a oferta realizada, os quilômetros efetivamente percorridos e a qualidade do atendimento.</p>
<p>O uso de recursos públicos deve estar associado a serviços verificáveis.</p>
<p>Essa preocupação vale tanto para as gratuidades quanto para os investimentos.</p>
<p>O Marco Legal do Transporte Público, mesmo com os dispositivos vetados, estabelece princípios relacionados à organização, ao financiamento, à regulação e à qualidade dos serviços.</p>
<p>O ENMU apresenta uma carteira de investimentos estruturantes.</p>
<p>A PEC procura criar uma fonte específica para custear a gratuidade.</p>
<p>As três iniciativas tratam de aspectos diferentes de um mesmo problema: como oferecer transporte coletivo acessível, eficiente e financeiramente sustentável.</p>
<h3>A quatro dias das eleições, discussão vai além da disputa presidencial</h3>
<p>O anúncio da PEC ocorre na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 25 de outubro.</p>
<p>A proximidade do pleito torna inevitável o debate político sobre o momento da apresentação da proposta.</p>
<p>O governo defende a iniciativa como uma forma de ampliar o direito ao transporte e facilitar o acesso da população às atividades de lazer, cultura e convivência nos períodos de descanso.</p>
<p>A oposição questiona a viabilidade fiscal e o calendário do anúncio.</p>
<p>A avaliação técnica, entretanto, não pode depender apenas dessas posições.</p>
<p>A gratuidade pode oferecer benefícios sociais concretos, especialmente às populações de menor renda.</p>
<p>Também é legítimo exigir que o governo demonstre como pretende custear os serviços e garantir a continuidade dos repasses.</p>
<p>Da mesma maneira, os dados da CNT não devem ser utilizados como prova de que o governo esteja retirando recursos de infraestrutura para bancar a proposta de tarifa zero.</p>
<p>O recuo de 4% resulta principalmente da redução dos investimentos previstos para estatais portuárias e aeroportuárias, enquanto o orçamento de investimentos dos dois ministérios apresenta pequeno crescimento.</p>
<p>O levantamento também não reúne a totalidade dos recursos federais destinados à mobilidade urbana.</p>
<p>Essas diferenças não anulam o debate sobre prioridades.</p>
<p>A expansão de corredores de ônibus, metrôs e trens pode produzir benefícios duradouros e reduzir custos econômicos dos deslocamentos.</p>
<p>O financiamento das gratuidades pode ampliar o acesso imediato da população aos serviços.</p>
<p>As duas políticas podem ser complementares, desde que os recursos sejam suficientes e o planejamento considere seus efeitos sobre a operação.</p>
<p>O questionamento levantado pelo Diário do Transporte sobre os vetos ao Marco Legal ganha, portanto, uma nova dimensão com a apresentação da PEC.</p>
<p>O Executivo agora identifica uma fonte específica para financiar a gratuidade, mas ainda precisa detalhar as condições de distribuição, execução e continuidade.</p>
<p>O Congresso, por sua vez, terá de avaliar a proposta sem perder de vista as necessidades de investimento em infraestrutura, inclusive aquelas identificadas pelo ENMU e por outros estudos técnicos.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado não se limita à possibilidade de deixar de pagar passagem em determinados dias.</p>
<p>Também importa a existência de ônibus suficientes, intervalos adequados, integração entre linhas, acessibilidade, segurança, previsibilidade e menor tempo de deslocamento.</p>
<p>Uma passagem gratuita em um sistema insuficiente pode não garantir o acesso desejado à cidade.</p>
<p>Da mesma forma, uma infraestrutura moderna, mas com tarifas incompatíveis com a renda dos usuários, pode deixar parte da população sem condições de utilizar os serviços.</p>
<p>A política de transporte precisa lidar com as duas situações.</p>
<p>A questão central para 2027 não é simplesmente escolher entre financiar gratuidades ou construir infraestrutura.</p>
<p>É demonstrar como o país pretende garantir recursos para ambas as necessidades e transformar os investimentos em serviços de melhor qualidade, com custos controlados e benefícios verificáveis para a população.</p>
<p>serviços.</p>
</div>
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<p><strong>VEJA O ESTUDO DA CNT:</strong></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-540537" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, 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<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Fórum UITP América Latina debate financiamento e transição energética em Buenos Aires</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 21:00:50 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Evento será realizado de 16 a 19 de novembro, com participação de autoridades, operadores e especialistas; conferência internacional aberta ao público ocorrerá no dia 18, na Usina del Arte. YURI SENA O financiamento do transporte público, a eletrificação das frotas de ônibus e a modernização dos sistemas de mobilidade estarão em pauta no Fórum UITP [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="720" height="461" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/11a919a0-d736-4cb3-bc61-cbd13ebf4a91.jpg?fit=720%2C461&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/11a919a0-d736-4cb3-bc61-cbd13ebf4a91.jpg?w=720&amp;ssl=1 720w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/11a919a0-d736-4cb3-bc61-cbd13ebf4a91.jpg?resize=300%2C192&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/11a919a0-d736-4cb3-bc61-cbd13ebf4a91.jpg?resize=150%2C96&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/11a919a0-d736-4cb3-bc61-cbd13ebf4a91.jpg?resize=400%2C256&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Evento será realizado de 16 a 19 de novembro, com participação de autoridades, operadores e especialistas; conferência internacional aberta ao público ocorrerá no dia 18, na Usina del Arte.</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O financiamento do transporte público, a eletrificação das frotas de ônibus e a modernização dos sistemas de mobilidade estarão em pauta no Fórum UITP América Latina 2026, de 16 a 19 de novembro, em Buenos Aires, na Argentina. O encontro reunirá representantes do poder público, operadores, indústria e especialistas para discutir investimentos, infraestrutura e soluções para melhorar os serviços oferecidos aos passageiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conferência internacional, aberta ao público, será realizada no dia 18, na Usina del Arte. A programação terá cinco sessões, com temas que incluem a relação entre transporte público e qualidade de vida urbana, políticas de financiamento, tecnologias para ônibus elétricos, modernização dos metrôs e integração entre diferentes modalidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também serão abordados o uso da bilhetagem, da inteligência artificial e de dados para aprimorar o atendimento e a experiência de viagem. No debate sobre eletrificação, estarão em pauta o dimensionamento das frotas, a localização dos pontos de recarga e a adequação dos veículos às características das linhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Eleonora Pazos, responsável pela Divisão América Latina da União Internacional de Transporte Público (UITP), a adoção de ônibus elétricos exige planejamento integrado entre operação, infraestrutura, contratos e financiamento. Segundo ela, o intercâmbio entre cidades pode ajudar a orientar decisões e compartilhar resultados e dificuldades enfrentadas na implantação de novas tecnologias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A programação terá início em 16 de novembro, com reuniões bilaterais e atividades do projeto e-BRT 2030. No dia seguinte, estão previstas reuniões da Divisão América Latina e do Comitê Global de Ônibus da UITP, além de encontros das plataformas regionais de Marketing e Comunicação, Tecnologia e Ônibus e do Comitê de Desenvolvimento Sustentável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também será realizada uma reunião da Plataforma CAF-UITP de Secretários de Mobilidade da América Latina, destinada a autoridades convidadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os grupos técnicos discutirão assuntos como comunicação com passageiros, receitas extratarifárias, inteligência artificial e GTFS, padrão utilizado para organizar e compartilhar informações sobre serviços de transporte público. A agenda de sustentabilidade incluirá padrões, relatórios ESG e certificações relacionados ao acesso a financiamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Fórum prevê a formalização de três acordos de cooperação, incluindo iniciativas com entidades brasileiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um deles será firmado com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) para a criação do Centro Regional de Treinamento NTU-UITP no Brasil. A iniciativa dá continuidade à carta de intenção assinada em agosto, durante a Lat.Bus 2026.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O centro deverá capacitar técnicos e colaboradores de empresas associadas, com uma programação inicial de três cursos ao longo de 12 meses. O início das atividades é esperado até o começo de 2027, prioritariamente em formato on-line, com possibilidade de visitas técnicas em eventos das duas instituições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Matteus Freitas, diretor de Mobilidade Urbana da NTU, a parceria permitirá ampliar a formação dos profissionais e o acesso a experiências internacionais do setor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo acordo será firmado, no dia 17, com o ELAS no Transporte, movimento criado em 2025 por Luciana Herszkowicz para ampliar a participação feminina no setor. A parceria prevê intercâmbio técnico, capacitação e aproximação entre executivas de diferentes países da região, além de marcar o lançamento institucional internacional do movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro compromisso envolverá o Brazil on Rails, iniciativa idealizada por Rodrigo Vilaça há mais de 16 anos, que reúne empresas, instituições e especialistas para fortalecer a presença brasileira em fóruns internacionais e estimular oportunidades de negócios no setor de transportes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 19, os associados da UITP poderão conhecer instalações de operação, manutenção e capacitação dos sistemas de transporte de Buenos Aires.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro metroviário inclui o Posto Central de Operações, viagens pelas linhas A e H, o Museu do Subte e a oficina Parque Patricios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os ônibus, haverá duas opções: uma visita ao sistema TramBus, ao Centro de Gestão e Monitoramento da Mobilidade e ao centro de capacitação de condutores ACCATTAP; e outra às instalações da operadora Metropol, incluindo seu centro de monitoramento, uma estação de recarga e veículos elétricos em operação na capital argentina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As visitas permitirão aos participantes conhecer estruturas e práticas locais relacionadas à operação dos sistemas, complementando a programação técnica e institucional do Fórum.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Prefeitura do Rio de Janeiro reabre licitação para reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho e implantação de rota acessível até o Largo do Boticário</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 20:30:29 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Nova sessão está marcada para sexta-feira (23), às 14h; projeto prevê melhorias no espaço de transporte e na circulação de pedestres em uma região de importância turística da capital fluminense ADAMO BAZANI A Prefeitura do Rio de Janeiro reabriu a licitação para a reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho e a implantação de uma [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="516" height="387" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-24.jpg?fit=516%2C387&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-24.jpg?w=516&amp;ssl=1 516w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-24.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-24.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-24.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 516px) 100vw, 516px" /> <p><em>Nova sessão está marcada para sexta-feira (23), às 14h; projeto prevê melhorias no espaço de transporte e na circulação de pedestres em uma região de importância turística da capital fluminense</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura do Rio de Janeiro reabriu a licitação para a reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho e a implantação de uma rota acessível entre o terminal e o Largo do Boticário, na zona Sul da capital fluminense. O aviso foi publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos. A nova sessão do pregão eletrônico está marcada para sexta-feira (23), às 14h, e envolve intervenções de engenharia destinadas à melhoria da estrutura urbana e das condições de deslocamento na região.</p>
<p>A concorrência havia sido aberta anteriormente e terá seu procedimento retomado após a publicação do aviso de reabertura. A iniciativa reúne duas frentes de intervenção: a requalificação do terminal rodoviário e a construção de um percurso acessível até o Largo do Boticário, área histórica do Cosme Velho. As melhorias têm potencial para beneficiar passageiros do transporte coletivo, moradores, trabalhadores e visitantes, especialmente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A reabertura da licitação, entretanto, representa uma nova etapa da seleção da empresa responsável pelos serviços e não significa que as obras já tenham sido contratadas ou iniciadas.</p>
<p>A licitação será realizada por meio do Pregão Eletrônico nº 1274/2026, sob responsabilidade da Subsecretaria de Gestão da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos.</p>
<p>O objeto divulgado pela prefeitura compreende serviços comuns de engenharia para a reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho e a implantação de uma rota acessível no caminho entre o terminal e o Largo do Boticário, na área da IV Região Administrativa.</p>
<p>A contratação interessa diretamente à mobilidade local porque envolve a conexão entre um equipamento de transporte coletivo e o espaço público utilizado por pedestres.</p>
<h2>Acessibilidade entre terminal e área histórica é parte central da intervenção</h2>
<p>O Cosme Velho reúne características de bairro residencial, corredor de deslocamentos urbanos e ponto de interesse turístico.</p>
<p>A região recebe moradores, trabalhadores e visitantes que utilizam ônibus, táxis, veículos particulares e outros meios de transporte.</p>
<p>Também é conhecida pelo acesso ao Trem do Corcovado, uma das principais atrações turísticas da cidade.</p>
<p>O Largo do Boticário, por sua vez, é um conjunto arquitetônico histórico que atrai visitantes e integra o patrimônio urbano e paisagístico da região.</p>
<p>A implantação de uma rota acessível entre o terminal e o largo pode contribuir para melhorar as condições de circulação, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades em trajetos com desníveis, obstáculos ou pavimentação inadequada.</p>
<p>Em projetos dessa natureza, a acessibilidade envolve fatores como continuidade dos percursos, circulação segura, adequação de superfícies e eliminação de barreiras físicas.</p>
<p>As soluções específicas, entretanto, dependerão do projeto técnico que integra o procedimento licitatório.</p>
<p>O aviso publicado nesta quarta-feira identifica o objeto geral da contratação, mas não discrimina as dimensões da intervenção, os materiais previstos ou as soluções construtivas.</p>
<p>Também não apresenta, no trecho divulgado, o orçamento estimado ou o prazo de execução das obras.</p>
<h2>Obras precisam conciliar circulação de ônibus, pedestres e preservação urbana</h2>
<p>A localização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho exige atenção à compatibilidade entre o funcionamento do transporte coletivo e os deslocamentos de pedestres.</p>
<p>A reurbanização de terminais pode envolver melhorias nos acessos, áreas de espera e espaços de circulação, mas as intervenções efetivamente previstas deverão seguir o projeto aprovado pela prefeitura.</p>
<p>Em uma área com interesse histórico e turístico, também é necessário considerar a integração das obras com as características urbanas existentes.</p>
<p>Para os passageiros, o principal benefício esperado é a melhoria das condições de acesso ao transporte e de deslocamento entre os espaços atendidos pelo projeto.</p>
<p>Durante a execução, a organização das obras também deverá considerar a segurança de pedestres, a circulação de veículos e a continuidade dos serviços públicos.</p>
<p>A eventual necessidade de mudanças temporárias nos pontos de ônibus ou na circulação dependerá do planejamento da futura execução.</p>
<h2>Nova disputa será realizada na sexta-feira (23)</h2>
<p>A sessão de reabertura está marcada para 23 de outubro de 2026, às 14h.</p>
<p>O procedimento é conduzido pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos e está identificado pelo processo administrativo nº 002600.007602/2026-00.</p>
<p>Após a etapa de disputa, a contratação dependerá dos procedimentos legais de julgamento, habilitação, homologação e formalização contratual.</p>
<p>A publicação representa, portanto, a retomada da seleção para execução das melhorias no terminal e no trajeto acessível.</p>
<p>A iniciativa integra uma demanda importante para a mobilidade urbana: melhorar não apenas o deslocamento dentro dos veículos, mas também as condições para que passageiros e pedestres consigam chegar aos equipamentos de transporte com segurança e acessibilidade.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Mobi-Rio abre novas licitações para manutenção de ônibus Mercedes-Benz e Volkswagen e contrata peças para BRT</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 20:00:46 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Compras incluem lubrificantes, materiais de funilaria, filtros de transmissões Voith, módulos eletrônicos e equipamentos para estações; companhia também formaliza registros de preços e contratos para manutenção da frota ADAMO BAZANI A Companhia Municipal de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro (Mobi-Rio), responsável pela operação do sistema BRT, publicou  novas licitações e contratações para manutenção dos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="784" height="548" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?fit=784%2C548&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?w=784&amp;ssl=1 784w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?resize=768%2C537&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/volje.jpg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 784px) 100vw, 784px" /> <p><em>Compras incluem lubrificantes, materiais de funilaria, filtros de transmissões Voith, módulos eletrônicos e equipamentos para estações; companhia também formaliza registros de preços e contratos para manutenção da frota</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Companhia Municipal de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro (Mobi-Rio), responsável pela operação do sistema BRT, publicou  novas licitações e contratações para manutenção dos ônibus, incluindo modelos Mercedes-Benz e Volkswagen. Entre os materiais estão óleos, graxas, produtos de arrefecimento, peças para funilaria e soldagem, filtros para caixas de transmissão e módulos eletrônicos dos veículos.</p>
<p>As publicações também incluem a prorrogação de contratos de fornecimento, aquisição de equipamentos para estações e decisões relacionadas a licitações anteriores. As medidas atendem às necessidades de manutenção preventiva e corretiva da frota, especialmente dos ônibus articulados que circulam nos corredores BRT da cidade. A disponibilidade desses componentes influencia o tempo de permanência dos veículos nas oficinas e a capacidade de atendimento aos passageiros.</p>
<p>Entre os novos procedimentos, a Mobi-Rio marcou duas sessões públicas para novembro.</p>
<p>A primeira, prevista para 3 de novembro de 2026, às 10h, corresponde ao Pregão Eletrônico 1850/2026, destinado ao registro de preços para aquisição de óleos e graxas lubrificantes.</p>
<p>A compra abrange produtos homologados pelos fabricantes Mercedes-Benz e Volkswagen para utilização nos chassis dos ônibus operados pela empresa.</p>
<p>Entre os modelos mencionados estão Mercedes-Benz O500 e Volkswagen 17.260 OD, 22.280 OD e 22.260 S, incluindo configurações Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>A segunda licitação, marcada para 5 de novembro, também às 10h, é o Pregão Eletrônico 1853/2026, destinado ao registro de preços para aquisição de materiais de funilaria e soldagem.</p>
<p>Esses produtos são utilizados nos reparos de peças e estruturas dos veículos, em serviços de manutenção e recuperação de componentes.</p>
<p>Nos dois procedimentos, o critério de julgamento é o menor preço por item, e os valores estimados das contratações são sigilosos.</p>
<p><strong>Nova licitação e registro de preços de lubrificantes</strong></p>
<p>Além dos dois pregões, a presidente da Mobi-Rio autorizou a abertura de uma nova licitação relacionada à aquisição de lubrificantes.</p>
<p>A decisão permite aproveitar a fase interna do Pregão Eletrônico 1606/2026, incluindo os estudos e documentos preparatórios, com utilização de preço estimado constante de processo sigiloso.</p>
<p>Na mesma edição, a companhia publicou informações sobre o registro de preços decorrente do procedimento 1606/2026.</p>
<p>O registro contempla fornecimento de produtos para manutenção da frota, incluindo aditivos de arrefecimento, com participação da Extreme ADT Comércio e Representações Ltda.</p>
<p>A vigência informada é de 20 de outubro de 2026 a 19 de outubro de 2027.</p>
<p>O registro de preços é um instrumento que permite à administração realizar aquisições conforme a demanda e as condições estabelecidas, sem representar, necessariamente, a compra imediata de todos os quantitativos previstos.</p>
<p>A autorização de uma nova disputa e a existência de registros relacionados ao procedimento anterior devem ser consideradas separadamente.</p>
<p><strong>Filtros de transmissões Voith e equipamentos eletrônicos</strong></p>
<p>Outro contrato publicado pela Mobi-Rio envolve a aquisição de filtros lubrificantes novos e genuínos para caixas de transmissão Voith Turbo utilizadas nos ônibus da companhia.</p>
<p>A fornecedora é a Driventic Ltda., em contrato assinado em 5 de outubro de 2026, com vigência até 4 de janeiro de 2027.</p>
<p>O fornecimento foi contratado por meio do Pregão Eletrônico 1590/2026.</p>
<p>O extrato apresenta divergência no valor: o montante numérico é de R$ 809.400,00, enquanto o valor por extenso corresponde a R$ 268.714,00.</p>
<p>Por esse motivo, os valores precisam ser esclarecidos antes de uma definição sobre o custo efetivo do fornecimento.</p>
<p>O objeto do contrato é diferente da contratação de serviços de assistência técnica e recondicionamento das transmissões Voith, também autorizada pela Mobi-Rio nesta edição.</p>
<p>Em outra decisão, a companhia prorrogou por 12 meses a ata de registro de preços firmada com a Guanabara Diesel S/A Comércio e Representações.</p>
<p>O fornecimento envolve módulos de comando parametrizados, novos e genuínos, destinados à manutenção de ônibus Mercedes-Benz O500 equipados com motores OM457, nas versões Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>A prorrogação começa em 22 de outubro de 2026 e termina em 21 de outubro de 2027.</p>
<p>Segundo a empresa, a medida permite utilizar o saldo remanescente do registro, após análise da vantagem econômica da continuidade do fornecimento.</p>
<p>Os módulos eletrônicos são componentes dos sistemas de gerenciamento dos veículos e participam do funcionamento e do controle de diferentes equipamentos embarcados.</p>
<p><strong>Equipamentos para acessibilidade nas estações</strong></p>
<p>A Mobi-Rio também formalizou contrato de R$ 125 mil com a Santos &amp; Lima Soluções Ltda. para aquisição de cadeiras de espera do tipo longarina.</p>
<p>O fornecimento tem como objetivo adequar permanentemente as estações administradas pela companhia às normas de acessibilidade para pessoas com deficiência.</p>
<p>O contrato foi assinado em outubro e possui vigência de 14 de outubro a 13 de novembro de 2026.</p>
<p>A medida abrange equipamentos utilizados pelos passageiros enquanto aguardam os serviços, particularmente importantes para pessoas com mobilidade reduzida.</p>
<p>O extrato não apresenta a relação das estações contempladas nem a quantidade de assentos contratados.</p>
<p><strong>Compras para garagem de Deodoro</strong></p>
<p>A empresa também autorizou R$ 36.188 em equipamentos de escritório para utilização no auditório da garagem Unidade 05, em Deodoro.</p>
<p>Do valor total, R$ 2.168 correspondem à contratação da Faemed Comércio em Geral Ltda., enquanto R$ 34.020 são destinados à Innovizze Soluções Ltda.</p>
<p>O prazo informado para a contratação é de 30 dias.</p>
<p>A despesa está relacionada à infraestrutura administrativa e de apoio da companhia.</p>
<p><strong>Tribunal de Contas analisa licitações de peças e lubrificantes</strong></p>
<p>As compras da Mobi-Rio também foram objeto de decisões do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro.</p>
<p>Na sessão de 14 de outubro de 2026, o tribunal determinou o arquivamento com resolução de mérito de procedimentos relacionados aos pregões 1624/2026 e 1606/2026.</p>
<p>O primeiro trata do registro de preços para aquisição de peças destinadas à manutenção dos ônibus.</p>
<p>O segundo envolve lubrificantes homologados pelos fabricantes Mercedes-Benz e Volkswagen.</p>
<p>O arquivamento foi determinado conforme os votos dos relatores, e a extensão das conclusões depende dos fundamentos de cada decisão.</p>
<p>As contratações e os procedimentos de registro de preços integram as atividades de manutenção necessárias à operação do sistema BRT, que exige veículos disponíveis para atender à programação de viagens.</p>
<p>A manutenção da frota envolve não apenas o fornecimento de peças, mas também a execução dos serviços, o funcionamento das instalações de oficina e a disponibilidade de profissionais especializados.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>VÍDEO: Grupo protocola aviso de nova greve nas linhas que eram da Transwolff para o dia 26 de outubro de 2026</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/video-grupo-protocola-aviso-de-nova-greve-nas-linhas-que-eram-da-transwolff-para-o-dia-26-de-outubro-de-2026/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 19:36:25 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Denominada “União dos Motoristas – 2026”, organização diz representar parte dos cooperados da Cooper Pam, cooperativa que deu origem às operações na zona Sul, e pede revogação de demissão de grevistas, de decreto de desapropriação de garagens e diz que imóveis são atribuídos ao ex-vereador Milton Leite, preso em operação contra o PCC ADAMO BAZANI [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="776" height="506" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?fit=776%2C506&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?w=776&amp;ssl=1 776w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?resize=768%2C501&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/twr.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 776px) 100vw, 776px" /> <div><em>Denominada “União dos Motoristas – 2026”, organização diz representar parte dos cooperados da Cooper Pam, cooperativa que deu origem às operações na zona Sul, e pede revogação de demissão de grevistas, de decreto de desapropriação de garagens e diz que imóveis são atribuídos ao ex-vereador Milton Leite, preso em operação contra o PCC</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
<p>Um grupo de motoristas e cooperados que integraram as operações da Transwolff, empresa de ônibus que não presta mais serviços à cidade de São Paulo, protocolou nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, um comunicado à Prefeitura de São Paulo anunciando uma nova paralisação do transporte coletivo a partir da 0h de segunda-feira, 26 de outubro. Denominado “União dos Motoristas – 2026”, o movimento reivindica pagamentos de direitos trabalhistas, a readmissão de três funcionários dispensados por justa causa após a greve da última segunda-feira (19) e a revogação de um decreto municipal que declarou de utilidade pública imóveis utilizados para garagem de ônibus. O grupo também pede tratamento igualitário para três garagens vinculadas à antiga Transwolff, entre elas duas cuja titularidade é atribuída pelos manifestantes ao ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite, preso em uma operação que investiga suspeitas de infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no transporte público.</p>
<p>O Sindmotoristas, sindicato oficial de representação dos funcionários do transporte público municipal da capital paulista, diz não ter envolvimento com o grupo.</p>
<p>O comunicado, ao qual o Diário do Transporte teve acesso, foi encaminhado ao prefeito Ricardo Nunes, com cópias à SPTrans (São Paulo Transporte) e à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte. O documento tem registro de recebimento nesta quarta-feira (21) e prevê que a paralisação alcance os lotes D10, dos ônibus azul-claros, e D11, dos coletivos na cor vinho. É importante esclarecer que a União dos Motoristas – 2026 representa um grupo de trabalhadores e de antigos integrantes da Cooper Pam, não significando necessariamente a adesão de todos os funcionários, proprietários de veículos ou cooperados que fazem parte da estrutura operacional. Atualmente, os serviços são administrados diretamente pela Prefeitura, por meio da SPTrans, após a retirada da Transwolff da operação e a desistência da Sancetur de assumir os contratos.</p>
<p>A comunicação não significa que a greve já esteja confirmada em toda a rede. Trata-se de um aviso formal de paralisação apresentado por representantes de uma parcela dos trabalhadores e cooperados. A eventual abrangência do movimento dependerá da adesão dos profissionais e das negociações realizadas até segunda-feira.</p>
<p>A rede anteriormente concedida à Transwolff tem frota de referência de 1.206 ônibus, distribuídos pelos lotes D10 e D11, que atendem a zona Sul da capital paulista.</p>
<p>Uma das particularidades dessas operações é a participação de antigos cooperados da Cooper Pam, entidade da qual se originou a Transwolff. Eles atuam como prestadores de serviços e proprietários de veículos que integram a frota. Estimativas relacionadas à estrutura operacional apontam que quase 900 ônibus estão sob responsabilidade desses cooperados, número que pode variar conforme o critério utilizado para identificar os veículos e seus vínculos contratuais.</p>
<p>Isso não significa, entretanto, que todos esses proprietários participem do movimento ou concordem com as reivindicações agora apresentadas.</p>
<p>O Diário do Transporte já mostrou que a antiga Transwolff reúne diferentes núcleos, com interesses e posições que nem sempre são coincidentes. Essa característica ajuda a explicar as dificuldades para substituir a empresa e esteve entre os fatores que contribuíram para a desistência da Sancetur, em janeiro deste ano.</p>
<p>Por meio de nota, a SPTrans (São Paulo Transporte) diz que repudia nova tentativa de paralisação e que os pagamentos relativos à Transwolff estão em dia..</p>
<p><strong><em>A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans repudiam a ameaça de nova paralisação nos lotes D10 e D11 do transporte público, que pode prejudicar cerca de 500 mil passageiros. O ofício indicando ameaça de paralisação foi enviado por entidade que não possui representatividade legal da categoria. A Superintendência Jurídica da SPTrans adotará todas as medidas judiciais e administrativas necessárias para garantir a continuidade do transporte público, serviço essencial à população paulistana. Na terça-feira (20), três funcionários da Transwolff foram desligados após serem identificados como responsáveis pela interrupção ilegal do serviço.</em></strong></p>
<p><strong><em>A Prefeitura destaca que a Transwolff não opera na cidade desde dezembro de 2025. Durante todo o período de intervenção e no modelo operacional subsequente à decretação da caducidade, a SPTrans manteve o cumprimento rigoroso de todos os pagamentos e encargos trabalhistas e operacionais previstos na legislação vigente.</em></strong></p>
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<h3>Nova greve é anunciada dois dias depois de paralisação que prejudicou passageiros</h3>
<p><div style="width: 576px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-540517-2" width="576" height="1040" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-21-at-16.04.02.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-21-at-16.04.02.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-21-at-16.04.02.mp4</a></video></div></p>
<p>O anúncio ocorre após a paralisação realizada na segunda-feira, 19 de outubro, quando motoristas que atuam nas linhas anteriormente concedidas à Transwolff cruzaram os braços na madrugada.</p>
<p>O protesto afetou principalmente o lote D10, identificado pelos ônibus azul-claros. O D11, dos coletivos na cor vinho, continuou operando normalmente naquele dia.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, aproximadamente 267 mil passageiros foram prejudicados pela interrupção dos serviços.</p>
<p>Para reduzir os impactos, a SPTrans acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), por meio do qual ônibus de outras operadoras são deslocados para auxiliar nas linhas afetadas.</p>
<p>O atendimento emergencial chegou a abranger 37 linhas.</p>
<p>A administração municipal também solicitou reforço policial nas garagens.</p>
<p>Na ocasião, a Prefeitura classificou a paralisação como ilegal, argumentando que não havia sido observado o prazo mínimo de comunicação de 72 horas previsto para serviços essenciais.</p>
<p>A SPTrans afirmou ainda que os pagamentos de salários e benefícios estavam em dia e contestou as alegações de atrasos, informando que vinha cumprindo suas obrigações trabalhistas e realizando depósitos relacionados a encargos por meio judicial.</p>
<p>Já os trabalhadores apontaram pendências envolvendo FGTS, direitos trabalhistas e outras obrigações.</p>
<p>Após reunião com representantes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e da SPTrans, a paralisação foi encerrada na tarde de segunda-feira.</p>
<p>A retomada gradual dos serviços começou por volta das 13h50, embora o Paese tenha permanecido em funcionamento para auxiliar no atendimento.</p>
<p>A normalização da circulação, entretanto, não encerrou as divergências entre representantes dos trabalhadores e a administração municipal.</p>
<p>Na terça-feira (20), novas manifestações e ameaças de paralisação passaram a circular entre funcionários. A SPTrans adotou medidas preventivas de segurança, inclusive com presença da Guarda Civil Metropolitana em instalações utilizadas pelo transporte.</p>
<p>Nesta quarta-feira (21), os ônibus dos dois lotes continuaram operando, sem a confirmação da nova paralisação que havia sido mencionada para esse dia.</p>
<p>Agora, o grupo que se apresenta como União dos Motoristas – 2026 formalizou uma nova data, 26 de outubro.</p>
<h3>Grupo pede readmissão de três trabalhadores dispensados por justa causa</h3>
<p>Um dos principais pontos do ofício é a situação de três funcionários que, segundo os representantes do movimento, foram desligados após a manifestação de segunda-feira.</p>
<p>O documento identifica os trabalhadores como:</p>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>Valdemar de Jesus Araújo Junior;</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Leonardo Pires Cerqueira;</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Manoel C. Figueiredo Murta.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>De acordo com o ofício, os três receberam comunicações de dispensa por justa causa.</p>
<p>O documento menciona especificamente que o telegrama recebido por Valdemar de Jesus Araújo Junior registra os efeitos da dispensa a partir de 19 de outubro de 2026, com fundamento nas alíneas “b” e “h” do artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).</p>
<p>Esses dispositivos tratam, respectivamente, de incontinência de conduta ou mau procedimento e de indisciplina ou insubordinação.</p>
<p>A utilização desses fundamentos na comunicação de desligamento não comprova, por si só, que as condutas tenham ocorrido.</p>
<p>Os representantes do movimento alegam que as dispensas estariam relacionadas à participação dos funcionários na paralisação.</p>
<p>No ofício, o grupo contesta a medida, solicita a imediata readmissão dos três trabalhadores, a revisão dos atos rescisórios e a apuração da alegada retaliação.</p>
<p>É necessário distinguir a alegação dos representantes da conclusão sobre a legalidade das dispensas. O documento apresenta a versão dos trabalhadores, mas não estabelece que houve efetivamente perseguição ou que as justas causas sejam juridicamente inválidas.</p>
<p>A legislação trabalhista prevê hipóteses específicas para a dispensa motivada, enquanto a Constituição assegura o direito de greve, observados os requisitos legais.</p>
<p>A eventual relação entre a participação no movimento e os desligamentos poderá ser discutida administrativamente ou na Justiça do Trabalho, considerando as circunstâncias de cada caso.</p>
<h3>PPR de 2025, verbas rescisórias e acordos judiciais também são cobrados</h3>
<p>Além da readmissão dos três trabalhadores, o grupo apresenta reivindicações financeiras.</p>
<p>Uma delas se refere ao Programa de Participação nos Resultados (PPR), relativo ao exercício de 2025.</p>
<p>Os representantes alegam descumprimento das obrigações relacionadas ao pagamento do benefício e pedem a apresentação de informações e providências concretas para regularizar a situação.</p>
<p>Também são cobrados pagamentos de verbas rescisórias e o cumprimento de acordos judiciais envolvendo trabalhadores da operação.</p>
<p>Esses pontos são relevantes porque a estrutura de funcionários e prestadores de serviços vinculada à antiga Transwolff atravessou diferentes etapas administrativas nos últimos dois anos.</p>
<p>A operação passou por intervenção municipal, procedimentos de avaliação da concessionária, rompimento contratual, tentativa de transferência a outra empresa e manutenção dos serviços sob administração da SPTrans.</p>
<p>Nesse contexto, há situações distintas envolvendo empregados contratados pelo regime da CLT, proprietários de ônibus prestadores de serviços, antigos cooperados e fornecedores.</p>
<p>As obrigações de cada parte dependem dos contratos, dos vínculos trabalhistas e das decisões administrativas e judiciais aplicáveis.</p>
<p>O movimento solicita que a Prefeitura e a SPTrans apresentem respostas concretas sobre essas pendências, sem se limitar a informações genéricas sobre a regularidade dos pagamentos.</p>
<h3>Decreto de desapropriação da garagem Olívia Guedes é contestado</h3>
<p>Outra reivindicação apresentada no ofício envolve o Decreto Municipal nº 65.433, de 19 de agosto de 2026, editado pelo prefeito Ricardo Nunes.</p>
<p>O ato declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação, imóveis particulares situados no distrito de Socorro, na área da Subprefeitura da Capela do Socorro, necessários à implantação de garagem de transporte coletivo público sobre pneus.</p>
<p>O decreto abrange uma área de 43.348 metros quadrados.</p>
<p>A legislação permite que os imóveis sejam desapropriados judicialmente ou adquiridos mediante acordo, para atender à finalidade pública indicada.</p>
<p>O ato estabelece também que as despesas decorrentes de sua execução sejam custeadas por dotações orçamentárias municipais.</p>
<p>A declaração de utilidade pública é uma etapa jurídica que possibilita a desapropriação, mas não deve ser confundida com a comprovação de que todos os imóveis já tenham sido efetivamente desapropriados, indenizados ou transferidos ao patrimônio público.</p>
<p>No documento encaminhado nesta quarta-feira, os representantes da União dos Motoristas – 2026 associam o decreto à garagem Olívia Guedes e pedem que a Prefeitura reavalie a medida.</p>
<p>A reivindicação inclui a possibilidade de revogação do ato, caso a administração reconheça, conforme argumenta o grupo, que não existem mais razões de interesse público que justifiquem a manutenção da declaração de utilidade pública.</p>
<p>A avaliação da necessidade da desapropriação, entretanto, cabe ao poder público, observadas as exigências legais e a possibilidade de controle judicial.</p>
<p>A declaração de utilidade pública não constitui, por si só, irregularidade administrativa, e o ofício não apresenta decisão judicial que determine a revogação do decreto.</p>
<h3>Grupo cita garagens Varginha e Baronesa e atribui imóveis a Milton Leite</h3>
<p>O ponto mais delicado das reivindicações está relacionado ao tratamento dado às diferentes garagens utilizadas nas operações anteriormente vinculadas à Transwolff.</p>
<p>No documento, os representantes pedem que a Prefeitura considere não apenas a garagem Olívia Guedes, mas também as unidades Varginha e Baronesa.</p>
<p>Segundo os signatários, a titularidade das garagens Varginha e Baronesa é atribuída pelos cooperados ao ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite.</p>
<p>Essa afirmação consta expressamente do ofício, mas deve ser tratada como uma atribuição feita pelos representantes do movimento, e não como comprovação definitiva da propriedade registral dos imóveis.</p>
<p>A identificação jurídica dos proprietários exige a análise das matrículas imobiliárias e dos documentos societários correspondentes.</p>
<p>Os manifestantes alegam que a condução administrativa relacionada às garagens não estaria observando tratamento igualitário entre os proprietários e cooperados atingidos.</p>
<p>Como alternativa à revogação do decreto, defendem a abertura de negociações para uma solução administrativa que contemple, de forma isonômica e transparente, as três garagens vinculadas à antiga operação.</p>
<p>A discussão envolve interesses patrimoniais e operacionais distintos.</p>
<p>De um lado, a Prefeitura tem a responsabilidade de assegurar instalações adequadas para manter a circulação dos ônibus.</p>
<p>De outro, proprietários de imóveis, veículos e prestadores de serviços podem ter direitos e obrigações contratuais específicos, que precisam ser examinados individualmente.</p>
<p>Também é necessário diferenciar a propriedade de uma garagem da titularidade dos ônibus, da gestão operacional e do controle societário de uma empresa concessionária.</p>
<p>São situações jurídicas diferentes, mesmo quando existem vínculos comerciais entre os envolvidos.</p>
<h3>Milton Leite está preso e é investigado como possível controlador oculto da Transwolff</h3>
<p>A referência feita pelos cooperados a Milton Leite ocorre em meio às investigações policiais e judiciais que envolvem o ex-vereador e a antiga concessionária.</p>
<p>Milton Leite, que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo, é investigado na Operação Vectura Corrupta, deflagrada em 17 de setembro de 2026, sobre suspeitas de infiltração do PCC no setor de transportes e em estruturas políticas e administrativas.</p>
<p>Entre as hipóteses investigadas está a de que o ex-parlamentar exerceria controle de fato sobre a Transwolff, apesar de não figurar formalmente como proprietário da companhia.</p>
<p>Em documentos judiciais examinados pelo Diário do Transporte, ele é apontado como suspeito de ser o proprietário de fato da empresa.</p>
<p>A suspeita de participação societária oculta é uma das linhas de investigação e não deve ser confundida com uma conclusão definitiva da Justiça.</p>
<p>Milton Leite se apresentou à Polícia Civil em 18 de setembro de 2026, após a decretação de sua prisão temporária.</p>
<p>Em 15 de outubro, a Justiça prorrogou a prisão por mais 30 dias.</p>
<p>A defesa do ex-presidente da Câmara nega as acusações, contesta a existência de vínculos com o PCC e rejeita a alegação de que ele seria sócio oculto ou controlador da Transwolff.</p>
<p>O caso teve outros desdobramentos recentes.</p>
<p>Em 16 de outubro, o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Civil realizaram a Operação Custódia (In)Fiel, voltada à apuração de possíveis privilégios concedidos ao ex-vereador na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.</p>
<p>No sábado (17), a Secretaria da Segurança Pública confirmou o afastamento de três delegados, um investigador e um carcereiro durante as apurações.</p>
<p>Esses procedimentos tratam de suspeitas que dependem de investigação e julgamento, sem representar condenação definitiva dos envolvidos.</p>
<p>No caso das garagens, há ainda uma distinção importante: o ofício dos cooperados atribui a Milton Leite a titularidade de duas instalações, enquanto as investigações sobre seu possível controle da Transwolff dizem respeito à atuação societária e empresarial.</p>
<p>Uma circunstância não comprova automaticamente a outra.</p>
<p>O pedido apresentado pelos cooperados também não demonstra, por si só, favorecimento administrativo a qualquer proprietário.</p>
<h3>História da Cooper Pam ajuda a entender a divisão da Transwolff em diferentes grupos</h3>
<p>A complexidade da atual situação tem origem no próprio processo de formação da Transwolff.</p>
<p>A companhia surgiu a partir das operações da Cooper Pam, a Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo, integrada por permissionários e proprietários de veículos que participaram da reorganização do transporte coletivo municipal.</p>
<p>Esses profissionais tiveram origem, em grande parte, no modelo de transporte alternativo realizado por peruas e micro-ônibus na capital paulista.</p>
<p>Com a reorganização do sistema municipal, antigas cooperativas passaram a operar dentro de regras mais estruturadas, com exigências de frota, padronização, fiscalização, remuneração e contratos.</p>
<p>A transformação desse modelo cooperativo em operação empresarial não eliminou completamente os vínculos anteriores.</p>
<p>Na Transwolff, uma parcela expressiva dos veículos continuou ligada a proprietários que prestavam serviços à companhia.</p>
<p>A concessionária, assim, passou a reunir diferentes interesses dentro de uma mesma estrutura operacional.</p>
<p>Em reportagens anteriores, o Diário do Transporte mostrou a existência de pelo menos três grandes núcleos: a administração central e os sócios da empresa; os antigos cooperados, proprietários de veículos e prestadores de serviços; e os trabalhadores contratados pelo regime da CLT.</p>
<p>Mesmo entre os antigos cooperados existem divisões.</p>
<p>Alguns grupos defendem a continuidade da prestação de serviços por meio de contratos próprios, enquanto outros apresentam posições diferentes sobre a substituição da concessionária, a administração das garagens e o futuro da frota.</p>
<p>A existência desses núcleos ajuda a explicar por que uma manifestação de antigos integrantes da Cooper Pam não pode ser atribuída automaticamente à totalidade dos cooperados ou trabalhadores.</p>
<p>Em janeiro de 2026, quando a Sancetur desistiu de assumir a operação, o Diário do Transporte mostrou que grupos de proprietários de veículos vinculados à antiga cooperativa defendiam a possibilidade de contratação direta pelo município.</p>
<p>A reivindicação também não era consensual entre todos os integrantes da estrutura.</p>
<p>A situação atual acrescenta uma dimensão trabalhista à disputa empresarial e patrimonial.</p>
<h3>Sancetur desistiu de assumir os contratos em janeiro; Prefeitura mantém operação</h3>
<p>A crise da Transwolff teve um ponto decisivo em 9 de abril de 2024, quando o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Fim da Linha.</p>
<p>A investigação apurou suspeitas de utilização de empresas de ônibus para atividades relacionadas ao PCC, incluindo possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro.</p>
<p>A Transwolff e a UPBus foram alvos da operação.</p>
<p>Na sequência, a Prefeitura determinou intervenções e realizou avaliações sobre a capacidade das empresas de continuar prestando serviços.</p>
<p>No caso da Transwolff, a administração municipal passou a trabalhar com a transferência das operações para a Sancetur, empresa ligada à família Chedid, que atua em diferentes municípios.</p>
<p>A transição, entretanto, encontrou resistências e dificuldades operacionais.</p>
<p>Além dos trabalhadores contratados pela concessionária, havia centenas de proprietários de veículos com relações comerciais anteriores, provenientes da Cooper Pam.</p>
<p>A situação se agravou em 2025, quando uma onda de ataques atingiu mais de 1,5 mil ônibus no Estado de São Paulo, principalmente na capital e na região metropolitana.</p>
<p>Uma das linhas de investigação da Polícia Civil relacionou parte desses episódios às disputas envolvendo a substituição de empresas de transporte.</p>
<p>Isso não significa que todos os trabalhadores, proprietários ou cooperados ligados às companhias investigadas tenham participado dos ataques.</p>
<p>Em dezembro de 2025, a Prefeitura decretou a caducidade dos contratos da Transwolff, após o processo administrativo de avaliação da concessionária. O rompimento também passou a ser discutido judicialmente.</p>
<p>Em 26 de janeiro de 2026, a Prefeitura assinou contrato emergencial para que a Sancetur assumisse os lotes D10 e D11.</p>
<p>O planejamento abrangia, naquele momento, 133 linhas, aproximadamente 1.100 ônibus e uma operação estimada em 555 mil passageiros por dia.</p>
<p>Dois dias depois, em 28 de janeiro, o Diário do Transporte revelou, em primeira mão, que a Sancetur havia desistido de assumir integralmente os serviços.</p>
<p>A empresa informou à administração municipal que não tinha condições de executar plenamente o contrato emergencial.</p>
<p>A estrutura heterogênea da antiga Transwolff, com diferentes relações de trabalho, prestação de serviços e propriedade de veículos, esteve entre os obstáculos à transferência.</p>
<p>Com a desistência, a Prefeitura permaneceu diretamente responsável pela administração das operações, por meio da SPTrans.</p>
<p>Isso não significa que a Transwolff tenha retomado seus contratos. As linhas são identificadas como pertencentes à antiga concessionária por sua origem histórica, mas a empresa não presta mais os serviços.</p>
<p>Desde então, a Prefeitura precisa assegurar o funcionamento das garagens, a manutenção dos veículos, a compra de componentes, o fornecimento de pneus, a segurança patrimonial e outras atividades necessárias à circulação dos ônibus.</p>
<h3>Nova licitação ainda depende de definição</h3>
<p>Em 15 de junho de 2026, o Diário do Transporte revelou que a Prefeitura havia encaminhado ao Tribunal de Contas do Município (TCM) uma proposta de edital para a nova concessão dos lotes D10 e D11.</p>
<p>Naquele mês, em entrevista ao jornal, o prefeito Ricardo Nunes explicou que o planejamento não previa simplesmente substituir a Transwolff por outra companhia com a mesma estrutura.</p>
<p>A administração pretendia reorganizar a rede, transferindo parte das linhas para empresas que já atendem a região e reduzindo a quantidade de serviços vinculados aos dois futuros lotes.</p>
<p>A proposta apresentada pelo prefeito contemplava redução estimada de aproximadamente 20% no número de linhas e diminuição da frota vinculada aos lotes, de cerca de 1.200 para aproximadamente 800 ônibus.</p>
<p>Segundo Nunes, essa reorganização não deveria significar redução da oferta de transporte, uma vez que parte dos serviços seria redistribuída entre outras operadoras.</p>
<p>A licitação, entretanto, ainda não tem uma data pública definida.</p>
<p>Enquanto isso, permanece a necessidade de administrar uma operação de grande porte, que envolve milhares de trabalhadores, centenas de proprietários de veículos e passageiros que dependem diariamente dos ônibus da zona Sul.</p>
<p>A nova ameaça de paralisação acrescenta outra dificuldade a esse processo.</p>
<h3>Ofício pede reunião urgente com Prefeitura, SPTrans e representantes da operação</h3>
<p>O documento apresentado nesta quarta-feira solicita uma reunião urgente com representantes dos motoristas, cooperados da Cooper Pam, SPTrans e demais responsáveis pela operação dos lotes D10 e D11.</p>
<p>Além da reunião, o grupo pede uma resposta formal da administração municipal, com indicação das medidas que serão adotadas e um cronograma de negociação.</p>
<p>Os representantes também defendem providências concretas sobre o PPR de 2025, verbas rescisórias, acordos judiciais, situação dos três trabalhadores dispensados e tratamento administrativo das garagens.</p>
<p>O ofício ressalta que o transporte coletivo é considerado serviço essencial, conforme a Lei Federal nº 7.783/1989.</p>
<p>Os signatários afirmam que pretendem respeitar as exigências legais relacionadas à manutenção dos serviços indispensáveis à população e à preservação da segurança de veículos, instalações e pessoas.</p>
<p>A lei estabelece que a decisão de paralisação em atividades essenciais deve ser comunicada aos empregadores e usuários com antecedência mínima de 72 horas.</p>
<p>O aviso protocolado em 21 de outubro para uma paralisação prevista em 26 de outubro supera esse intervalo temporal. No entanto, o cumprimento do prazo, isoladamente, não determina a legalidade de uma eventual greve, que também depende dos demais requisitos aplicáveis e da manutenção dos serviços indispensáveis.</p>
<p>O grupo afirma que permanece aberto ao diálogo imediato para buscar uma solução antes da data anunciada.</p>
<p>O ofício é assinado por Valdemar de Jesus Araújo Junior, Leonardo Pires Cerqueira e Manoel C. Figueiredo Murta, além de Walter Martins de Lana e do advogado Rogério A. Dias Avelar, da Avelar Advogados Associados.</p>
<p>A possibilidade de paralisação em 26 de outubro atinge um serviço essencial para a mobilidade da zona Sul da capital paulista.</p>
<p>O impasse reúne reivindicações trabalhistas, disputas relacionadas à propriedade e utilização de garagens, a situação dos antigos cooperados da Cooper Pam e a necessidade de definição dos futuros operadores.</p>
<p>Para os passageiros, a principal preocupação é a continuidade do atendimento.</p>
<p>Para o poder público, além da necessidade de negociar as reivindicações e examinar as questões administrativas e trabalhistas, permanece a responsabilidade de assegurar que as linhas continuem funcionando, independentemente das disputas envolvendo a antiga concessionária e os diferentes grupos que integraram sua estrutura.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Bahia recebe 101 novos ônibus escolares rurais de chassis IVECO BUS e carrocerias Mascarelllo</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 19:00:15 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Coletivos custaram R$ 43,8 milhões e atenderão mais de 195 mil estudantes das redes municipais e estadual em áreas rurais VINÍCIUS DE OLIVEIRA Nesta quarta-feira, 21 de outubro, o estado da Bahia recebeu 101 novos ônibus escolares rurais, que atenderão mais de 195 mil estudantes das redes municipais e estadual em áreas rurais. Os coletivos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="575" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?fit=1024%2C575&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?resize=1024%2C575&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?resize=768%2C431&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Governo-do-Estado-entrega-101-novos-onibus-escolares-para-municipios-baianos-com-investimento-de-R-438-milhoes-4.jpeg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Coletivos custaram R$ 43,8 milhões e atenderão mais de 195 mil estudantes das redes municipais e estadual em áreas rurais</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Nesta quarta-feira, 21 de outubro, o estado da Bahia recebeu 101 novos ônibus escolares rurais, que atenderão mais de 195 mil estudantes das redes municipais e estadual em áreas rurais.</p>
<p>Os coletivos de chassis IVECO BUS e carrocerias Mascarelllo são equipados com equipamentos de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, além de tração adequada para trafegar em estradas vicinais; os veículos representam um investimento de R$ 43,8 milhões, oriundos de recursos próprios e de emendas parlamentares.</p>
<p>A ação reforça as diretrizes do Programa Estadual de Transporte Escolar (PETE) e do Programa Caminhos da Escola, do governo federal.</p>
<p>A apresentação dos novos ônibus foi realizada no Farol da Barra, em Salvador, com o secretário da Educação do Estado, Marcius Gomes, e o governador Jerônimo Rodrigues.</p>
<p>De acordo com o poder executivo, a renovação da frota tem como objetivo assegurar pontualidade, frequência escolar e segurança no deslocamento dos estudantes.</p>
<p>​Em 2025, o Governo da Bahia investiu R$ 173 milhões na aquisição de 417 ônibus escolares rurais, além de ter realizado repasses para a manutenção da frota e a contratação direta de serviços, consolidando o compromisso com a mobilidade estudantil em toda o estado, por meio do Programa Estadual de Transporte Escolar.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Pagamento de salários normaliza circulação de ônibus em Taubaté (SP)</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 18:26:32 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[ABC Transportes efetuou o repasse do adiantamento salarial na tarde desta quarta-feira (21), após motoristas interromperem as atividades por atraso no pagamento YURI SENA A circulação dos ônibus municipais de Taubaté, no interior paulista, foi normalizada por volta das 14h desta quarta-feira (21), depois que a ABC Transportes regularizou o pagamento do adiantamento salarial dos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="648" height="468" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/604a53bd-916e-44b7-93d3-638b09751680.jpg?fit=648%2C468&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/604a53bd-916e-44b7-93d3-638b09751680.jpg?w=648&amp;ssl=1 648w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/604a53bd-916e-44b7-93d3-638b09751680.jpg?resize=300%2C217&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/604a53bd-916e-44b7-93d3-638b09751680.jpg?resize=150%2C108&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/604a53bd-916e-44b7-93d3-638b09751680.jpg?resize=400%2C289&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 648px) 100vw, 648px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">ABC Transportes efetuou o repasse do adiantamento salarial na tarde desta quarta-feira (21), após motoristas interromperem as atividades por atraso no pagamento</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A circulação dos ônibus municipais de Taubaté, no interior paulista, foi normalizada por volta das 14h desta quarta-feira (21), depois que a ABC Transportes regularizou o pagamento do adiantamento salarial dos motoristas. A informação foi confirmada por Ronaldo Costa, presidente do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como noticiou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, a paralisação teve início durante a madrugada, após os trabalhadores não receberem o valor previsto para terça-feira (20). De acordo com o representante sindical, os funcionários foram informados de que o depósito não seria feito por falta de recursos repassados pela Prefeitura à concessionária.</span></p>
<p><em>Relembre: </em></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="yygCp8EMst"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/greve-de-onibus-em-taubate-sp-prejudica-passageiros-nesta-quarta-feira-21/">Greve de ônibus em Taubaté (SP) prejudica passageiros nesta quarta-feira (21)</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Greve de ônibus em Taubaté (SP) prejudica passageiros nesta quarta-feira (21)” — Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/greve-de-onibus-em-taubate-sp-prejudica-passageiros-nesta-quarta-feira-21/embed/#?secret=CpMsuunyfO#?secret=yygCp8EMst" data-secret="yygCp8EMst" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em comunicado, a Busvale (Associação das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros do Vale do Paraíba) afirmou que a ABC Transportes comunicou previamente aos funcionários sobre dificuldades financeiras momentâneas e a impossibilidade de cumprir o prazo inicialmente estabelecido. A entidade informou que a empresa esperava regularizar a situação com a entrada de recursos nos dias seguintes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A administração municipal informou que realizou às 8h desta quarta-feira (21) a transferência dos valores destinados ao adiantamento salarial dos motoristas. Segundo a Prefeitura, o pagamento anterior havia ocorrido em 5 de outubro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da retomada integral dos serviços, o município declarou que aguardava a confirmação dos depósitos nas contas dos funcionários. A administração também afirmou que não foi avisada previamente sobre a paralisação e que os serviços indispensáveis à população não foram mantidos, como previsto no contrato de concessão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante da ocorrência, a Secretaria de Mobilidade Urbana deverá encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para análise de eventuais medidas. A Prefeitura ressaltou que o transporte coletivo é considerado serviço essencial pela Lei Federal nº 7.783/1989.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em posicionamento sobre o contrato, a administração municipal afirmou que os gastos com o transporte público cresceram em 2026 após alterações estabelecidas em um aditivo assinado em 2023. O documento prorrogou a concessão até 2034 e modificou a forma de remuneração da ABC Transportes, que passou a ser calculada com base nos quilômetros percorridos, e não na quantidade de passageiros transportados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a Prefeitura, a mudança elevou os custos do serviço para os cofres municipais. O município informou ainda que mantém negociações com a concessionária sobre questões contratuais para assegurar a continuidade e a regularidade da operação.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Governo Federal libera crédito suplementar de R$ 40 milhões para ferrovias na Bahia, em Mato Grosso e Pernambuco</title>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 18:00:04 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Maior parcela, de R$ 38 milhões, é destinada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste; FICO e Transnordestina recebem R$ 1 milhão cada, conforme publicação desta terça-feira (20) ADAMO BAZANI O Governo Federal abriu crédito suplementar de R$ 40 milhões no orçamento do Ministério dos Transportes para três projetos ferroviários: a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), na [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="735" height="417" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-20.jpg?fit=735%2C417&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-20.jpg?w=735&amp;ssl=1 735w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-20.jpg?resize=300%2C170&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-20.jpg?resize=150%2C85&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-20.jpg?resize=400%2C227&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 735px) 100vw, 735px" /> <p><em>Maior parcela, de R$ 38 milhões, é destinada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste; FICO e Transnordestina recebem R$ 1 milhão cada, conforme publicação desta terça-feira (20)</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo Federal abriu crédito suplementar de R$ 40 milhões no orçamento do Ministério dos Transportes para três projetos ferroviários: a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), na Bahia; a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), com recursos destinados ao trecho localizado em Mato Grosso; e a Ferrovia Transnordestina, em Pernambuco. A maior parte, R$ 38 milhões, foi reservada à FIOL, enquanto os outros dois empreendimentos receberam R$ 1 milhão cada.</p>
<p>A medida consta de portaria do Ministério do Planejamento e Orçamento publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 20 de outubro de 2026. Os recursos foram incluídos no orçamento da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, e fazem parte de uma suplementação mais ampla, de R$ 124,31 milhões, que contempla também outras áreas do Governo Federal. O dinheiro para reforçar essas despesas será obtido por meio de anulação de outras dotações orçamentárias.</p>
<h2>FIOL fica com R$ 38 milhões</h2>
<p>A Ferrovia de Integração Oeste-Leste concentra 95% dos recursos destinados ao setor ferroviário nesta suplementação.</p>
<p>Os R$ 38 milhões estão vinculados à construção do trecho entre Caetité e Barreiras, na Bahia, identificado como parte da EF-334.</p>
<p>Do total reservado à FIOL, R$ 11.633.458 estão classificados na fonte de recursos 1000 e R$ 26.366.542 na fonte 1050.</p>
<p>A FIOL foi projetada para estabelecer uma ligação ferroviária entre áreas produtoras do interior brasileiro e a infraestrutura portuária da Bahia. O empreendimento tem importância especialmente para o transporte de grãos, minérios e outras cargas, com possibilidade de integração a diferentes corredores logísticos.</p>
<p>A ferrovia está dividida em trechos com características e estágios de implantação distintos. O segmento contemplado pela suplementação é o de Caetité a Barreiras, que integra o projeto de expansão da ligação ferroviária em direção ao oeste baiano.</p>
<p>O valor incluído no orçamento não deve ser confundido com o custo total do empreendimento nem significa que uma nova etapa de construção tenha sido contratada.</p>
<h2>FICO e Transnordestina recebem R$ 1 milhão cada</h2>
<p>A Ferrovia de Integração Centro-Oeste recebeu reforço orçamentário de R$ 1 milhão para o projeto identificado como Mara Rosa, em Goiás, a Porto Velho, em Rondônia, na EF-354. A localização orçamentária da despesa é Mato Grosso.</p>
<p>A FICO faz parte do planejamento de ampliação da malha ferroviária na região Centro-Oeste, buscando criar alternativas ao transporte rodoviário de cargas e permitir conexões entre regiões produtoras e outros corredores ferroviários.</p>
<p>O outro R$ 1 milhão foi destinado à Ferrovia Transnordestina, especificamente ao trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape, em Pernambuco, identificado como EF-232.</p>
<p>A ligação ferroviária com Suape é importante no planejamento logístico do Nordeste por permitir que cargas transportadas pelo interior sejam encaminhadas ao complexo portuário pernambucano.</p>
<p>A suplementação, entretanto, não representa a conclusão da ligação até Suape nem informa a contratação de novas obras.</p>
<p>Os valores definidos pelo Governo Federal foram os seguintes:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Ferrovia e trecho</th>
<th>Crédito suplementar</th>
</tr>
<tr>
<td>FIOL — Caetité (BA) a Barreiras (BA)</td>
<td>R$ 38.000.000</td>
</tr>
<tr>
<td>FICO — Mara Rosa (GO) a Porto Velho (RO), com aplicação orçamentária em MT</td>
<td>R$ 1.000.000</td>
</tr>
<tr>
<td>Transnordestina — Salgueiro (PE) a Suape (PE)</td>
<td>R$ 1.000.000</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Total</strong></td>
<td><strong>R$ 40.000.000</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Recursos vêm de remanejamento do orçamento</h2>
<p>A suplementação foi autorizada pela Portaria GM/MPO nº 458, de 19 de outubro de 2026, assinada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.</p>
<p>O documento abre crédito de R$ 124.316.169 para reforçar dotações dos ministérios da Educação, dos Transportes e do Esporte, além de Encargos Financeiros da União.</p>
<p>A portaria estabelece que os recursos necessários serão provenientes da anulação de outras dotações previstas no orçamento federal de 2026.</p>
<p>Na prática, trata-se de uma redistribuição de recursos orçamentários, com reforço das verbas disponíveis para os projetos contemplados.</p>
<p>A abertura do crédito permite a utilização dos valores nas finalidades indicadas, respeitadas as demais etapas de execução orçamentária e financeira.</p>
<p>Não significa, necessariamente, que os R$ 40 milhões já tenham sido pagos, empenhados integralmente ou transferidos às empresas responsáveis pelas obras.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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