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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>BRT Sul: Distrito Federal abre licitação de R$ 8,61 milhões para supervisionar obras até o Terminal Asa Sul</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/31/brt-sul-distrito-federal-abre-licitacao-de-r-861-milhoes-para-supervisionar-obras-ate-o-terminal-asa-sul/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 13:01:48 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contrato prevê acompanhamento técnico e fiscalização dos subtrechos 3 e 4 do corredor na EPIA, com prazo de 900 dias; intervenção faz parte da ampliação da infraestrutura de ônibus de alta capacidade em Brasília ADAMO BAZANI O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) abriu uma licitação estimada em R$ 8,61 milhões para [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="792" height="550" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unotr.jpg?fit=792%2C550&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unotr.jpg?w=792&amp;ssl=1 792w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unotr.jpg?resize=300%2C208&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unotr.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unotr.jpg?resize=768%2C533&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unotr.jpg?resize=400%2C278&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 792px) 100vw, 792px" /> <p><em>Contrato prevê acompanhamento técnico e fiscalização dos subtrechos 3 e 4 do corredor na EPIA, com prazo de 900 dias; intervenção faz parte da ampliação da infraestrutura de ônibus de alta capacidade em Brasília</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) abriu uma licitação estimada em R$ 8,61 milhões para contratar uma empresa responsável pela supervisão técnica e pelo apoio à fiscalização das obras dos subtrechos 3 e 4 do BRT Sul, localizados na DF-003, conhecida como Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), até o Terminal Asa Sul, em Brasília. O contrato terá prazo de execução de 900 dias e abrange o acompanhamento especializado dos serviços de implantação do corredor de transporte coletivo.</p>
<p>O aviso foi publicado no Diário Oficial da União com recebimento de propostas até 23 de dezembro. A contratação faz parte das etapas necessárias à execução das intervenções no BRT Sul, que busca ampliar a infraestrutura destinada aos ônibus de maior capacidade. O investimento anunciado corresponde exclusivamente aos serviços de supervisão e fiscalização, e não ao custo total das obras.</p>
<h2>Quais são as obras envolvidas</h2>
<p>A licitação está vinculada à implantação dos subtrechos 3 e 4 do Corredor BRT Sul, no segmento situado entre a DF-003 (EPIA) e o Terminal Asa Sul.</p>
<p>A EPIA é uma importante via estrutural de Brasília e recebe fluxos de veículos que atendem diferentes regiões administrativas do Distrito Federal.</p>
<p>Já o Terminal Asa Sul possui papel relevante na articulação das viagens de transporte público realizadas na região central da capital federal.</p>
<p>A implantação de infraestrutura destinada ao BRT nesse eixo está relacionada à necessidade de melhorar as condições de circulação do transporte coletivo e organizar o atendimento dos ônibus em um dos corredores viários da cidade.</p>
<p>Os serviços de implantação do BRT envolvem obras de engenharia e adequações para a operação do transporte coletivo de alta capacidade, conforme os projetos específicos.</p>
<h2>Quadro das intervenções e serviços previstos</h2>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Frente de trabalho</th>
<th>Localização ou abrangência</th>
<th>O que está previsto</th>
</tr>
<tr>
<td>Subtrecho 3 do BRT Sul</td>
<td>Eixo da DF-003 (EPIA)–Terminal Asa Sul</td>
<td>Implantação de infraestrutura integrante do corredor, conforme projetos e contrato das obras</td>
</tr>
<tr>
<td>Subtrecho 4 do BRT Sul</td>
<td>Mesmo eixo de implantação, até o Terminal Asa Sul</td>
<td>Continuidade das intervenções previstas para os subtrechos 3 e 4</td>
</tr>
<tr>
<td>Supervisão de engenharia</td>
<td>Subtrechos 3 e 4</td>
<td>Acompanhamento técnico da execução das obras</td>
</tr>
<tr>
<td>Apoio à fiscalização</td>
<td>Obras abrangidas pela contratação</td>
<td>Apoio ao DER-DF na verificação dos serviços executados</td>
</tr>
<tr>
<td>Controle técnico e contratual</td>
<td>Conjunto das intervenções</td>
<td>Atividades de supervisão previstas no edital e respectivos anexos</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A divisão exata dos serviços físicos entre os subtrechos 3 e 4, incluindo eventuais estações, estruturas especiais, interseções e adequações viárias, depende dos projetos de engenharia e das planilhas do contrato de implantação.</p>
<p>Esses elementos não devem ser confundidos com a contratação da supervisora.</p>
<h2>Licitação de supervisão é diferente da contratação das obras</h2>
<p>O valor de R$ 8.612.875,40 anunciado pelo DER-DF corresponde à contratação dos serviços técnicos especializados de supervisão e apoio à fiscalização.</p>
<p>A empresa vencedora não será contratada, por meio dessa licitação, para construir o corredor.</p>
<p>Sua responsabilidade será acompanhar tecnicamente a execução realizada no âmbito das obras, prestando suporte às atividades de fiscalização do departamento.</p>
<p>Esse tipo de contratação é comum em empreendimentos de infraestrutura que apresentam elevado grau de complexidade técnica.</p>
<p>A supervisão permite acompanhar o cumprimento dos projetos, verificar a conformidade dos serviços e fornecer informações técnicas para as decisões do órgão público responsável.</p>
<p>Também contribui para o acompanhamento dos cronogramas, dos procedimentos de engenharia e das condições estabelecidas nos contratos.</p>
<p>A fiscalização contratual propriamente dita permanece sob responsabilidade da administração pública, com o apoio dos serviços especializados contratados.</p>
<h2>Obras dos subtrechos 3 e 4 já tinham sido objeto de licitações anteriores</h2>
<p>A contratação da supervisora dá continuidade aos procedimentos voltados à implantação do corredor.</p>
<p>Em julho de 2025, o DER-DF publicou uma concorrência para elaboração dos projetos básico e executivo e execução das obras dos subtrechos 3 e 4 do BRT Sul.</p>
<p>Na ocasião, o valor estimado era de R$ 190.394.830,73, com prazo previsto de 540 dias consecutivos.</p>
<p>O objeto abrangia o mesmo eixo de implantação, entre a DF-003 e o Terminal Asa Sul.</p>
<p>O histórico administrativo também registra procedimento em 2026 destinado à elaboração dos projetos e à execução das intervenções.</p>
<p>Essas contratações possuem objeto diferente da concorrência anunciada agora.</p>
<p>Enquanto os procedimentos relacionados à construção tratam da implantação física da infraestrutura, a nova licitação busca contratar os serviços especializados de acompanhamento e supervisão.</p>
<p>O histórico demonstra que o projeto envolve etapas distintas de contratação e organização das obras.</p>
<p>Os valores de procedimentos anteriores não devem ser interpretados automaticamente como o preço final contratado ou o custo atualizado do empreendimento.</p>
<h2>Prazo de 900 dias permitirá acompanhamento prolongado</h2>
<p>O edital da supervisão estabelece prazo de execução de 900 dias.</p>
<p>Esse período é superior a dois anos e corresponde à duração prevista para os serviços da empresa responsável pelo acompanhamento técnico.</p>
<p>O prazo de supervisão não deve ser confundido com a data de inauguração do corredor.</p>
<p>A conclusão das obras dependerá das condições do contrato de implantação, da execução dos serviços e das etapas de recebimento e liberação para operação.</p>
<p>Além das intervenções físicas, um sistema BRT precisa reunir infraestrutura adequada, ônibus compatíveis com a demanda, organização operacional e condições de integração com outros serviços.</p>
<p>A melhoria da mobilidade não depende exclusivamente da construção de pistas ou instalações.</p>
<p>Também exige planejamento das linhas, distribuição da oferta, funcionamento dos terminais e regularidade dos serviços.</p>
<h2>O que caracteriza um corredor BRT</h2>
<p>O BRT, sigla para Bus Rapid Transit, é um sistema de transporte coletivo por ônibus de maior capacidade, estruturado para oferecer viagens mais rápidas, regulares e previsíveis.</p>
<p>Em sua configuração mais completa, utiliza corredores segregados ou prioritários, estações adaptadas, veículos de maior capacidade, controle operacional e medidas para reduzir o tempo de embarque e desembarque.</p>
<p>A existência de uma faixa destinada aos ônibus, isoladamente, não significa que todos esses elementos estejam presentes.</p>
<p>O desempenho depende da combinação entre infraestrutura e operação.</p>
<p>Quando bem planejado, o BRT pode reduzir a interferência do trânsito geral sobre os ônibus e permitir melhor aproveitamento da frota.</p>
<p>Também pode aumentar a capacidade de transporte em eixos de elevada demanda, especialmente quando são utilizados ônibus articulados e sistemas eficientes de embarque.</p>
<p>Por outro lado, a implantação exige atenção às interferências viárias, às conexões com terminais e à acessibilidade.</p>
<p>Durante as obras, é necessário organizar o trânsito e preservar condições adequadas de circulação para ônibus, pedestres e demais usuários das vias.</p>
<h2>Resumo da licitação</h2>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Informação</th>
<th>Detalhe</th>
</tr>
<tr>
<td>Órgão responsável</td>
<td>DER-DF</td>
</tr>
<tr>
<td>Empreendimento</td>
<td>Corredor BRT Sul</td>
</tr>
<tr>
<td>Subtrechos</td>
<td>3 e 4</td>
</tr>
<tr>
<td>Localização</td>
<td>DF-003 (EPIA) até o Terminal Asa Sul</td>
</tr>
<tr>
<td>Objeto</td>
<td>Supervisão técnica e apoio à fiscalização das obras</td>
</tr>
<tr>
<td>Valor estimado</td>
<td>R$ 8.612.875,40</td>
</tr>
<tr>
<td>Prazo de execução</td>
<td>900 dias</td>
</tr>
<tr>
<td>Modalidade</td>
<td>Concorrência eletrônica</td>
</tr>
<tr>
<td>Número</td>
<td>90004/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Recebimento de propostas</td>
<td>Até 23 de dezembro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Horário</td>
<td>10h</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A concorrência será realizada eletronicamente, conforme as regras e exigências estabelecidas pelo DER-DF.</p>
<p>O andamento da contratação e a execução das obras serão importantes para acompanhar a ampliação da infraestrutura destinada ao transporte coletivo na capital federal.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  <item>
    <title>EXCLUSIVO: MP pede entrada imediata da Águia Branca na operação e rejeita minuta do leilão da Itapemirim</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/31/exclusivo-mp-pede-entrada-imediata-da-aguia-branca-na-operacao-e-rejeita-minuta-do-leilao-da-itapemirim/</link>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 11:49:44 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Promotor Nilton Belli Filho defende arrendamento de R$ 3,02 milhões mensais para gerar receitas aos credores enquanto disputa sobre autorizações da ANTT é resolvida; parecer contrário ao edital ainda será analisado pela Justiça ADAMO BAZANI O Ministério Público de São Paulo se manifestou pela rejeição da minuta do edital do leilão da UPI Operação Itapemirim [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="600" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20230812-WA0135.jpg?fit=800%2C600&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20230812-WA0135.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20230812-WA0135.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20230812-WA0135.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20230812-WA0135.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20230812-WA0135.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Promotor Nilton Belli Filho defende arrendamento de R$ 3,02 milhões mensais para gerar receitas aos credores enquanto disputa sobre autorizações da ANTT é resolvida; parecer contrário ao edital ainda será analisado pela Justiça</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público de São Paulo se manifestou pela rejeição da minuta do edital do leilão da UPI Operação Itapemirim no formato apresentado e defendeu a ratificação imediata do arrendamento em favor da Viação Águia Branca, com assinatura do contrato para assumir provisoriamente os serviços. No parecer protocolado em 30 de outubro de 2026, o 5º promotor de Justiça de Falências, Nilton Belli Filho, propõe que a companhia passe a responder pela atividade, com remuneração de R$ 3,02 milhões mensais à massa falida, enquanto é resolvida a controvérsia sobre a possibilidade de incluir autorizações de linhas interestaduais na venda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, teve acesso exclusivo à manifestação. Para o promotor, essas autorizações são delegações públicas sujeitas à Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, e não patrimônio privado que possa ser vendido pela massa falida. A discordância pode adiar a definição da alienação e prolongar a espera dos credores, mas o MP propõe enfrentar esse intervalo com a entrada da Águia Branca no lugar da Suzantur, preservando o transporte e gerando receitas. A decisão cabe à Justiça: o parecer não rejeita automaticamente a minuta nem determina, por si só, a troca de operadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objeto da análise é a proposta de edital que estabelecerá as condições da disputa pela unidade produtiva. O Ministério Público se opõe ao texto apresentado e também recomenda que o leilão não seja realizado enquanto persistir a controvérsia regulatória, associando essa espera à adoção de um arrendamento provisório em favor da Águia Branca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manifestação apresenta dois encaminhamentos: como solução principal, aguardar a definição da questão regulatória com a Águia Branca à frente da operação; como alternativa, reformular substancialmente o edital para excluir a venda de linhas e autorizações públicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">MP pede ratificação imediata do arrendamento à Águia Branca</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada da Águia Branca ocupa posição central no encaminhamento defendido pelo promotor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nilton Belli Filho propõe que a empresa seja colocada provisoriamente na condição de arrendatária enquanto o questionamento da ANTT é resolvido em definitivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na conclusão dessa parte do parecer, o promotor afirma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Opina pela ratificação imediata do arrendamento em favor da Viação Águia Branca, mediante assinatura do contrato contendo referida ressalva.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O valor previsto é de R$ 3,02 milhões por mês, equivalente a R$ 36,24 milhões em 12 meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério Público, a assunção dos serviços pela companhia permitiria o ingresso de recursos na massa falida, ajudaria na satisfação dos créditos habilitados e manteria a atividade enquanto persistisse a discussão sobre as autorizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O promotor reconhece que esperar por uma decisão de instância superior pode prejudicar a unidade produtiva e a própria operação. Por isso, defende uma providência que gere receitas durante esse período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Arrendamento e alienação definitiva são procedimentos diferentes. No arrendamento, uma empresa explora temporariamente a atividade mediante condições contratuais e remuneração à massa falida. No leilão, busca-se vender os ativos que compõem a unidade produtiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Assunção dos serviços depende de decisão e transição operacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A manifestação registra que a Águia Branca afirma possuir capacidade técnica, operacional, regulatória e econômico-financeira para assumir a Operação Itapemirim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa ressalta, porém, que a mudança exige reorganização de providências operacionais, comerciais, tecnológicas e administrativas, além de questões perante a ANTT e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também sustenta que o cronograma anteriormente previsto foi interrompido por decisão judicial e que a retomada precisa ser coordenada com a definição sobre a alienação definitiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O promotor considera razoável a cautela da Águia Branca em relação à venda, mas defende a ratificação imediata do arrendamento provisório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, reconhece que uma demora para formalizar o contrato ou concretizar a entrada da companhia pode prejudicar a massa falida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a entrada imediata é o encaminhamento defendido pelo MP. Sua implementação depende de decisão judicial e das providências contratuais e operacionais necessárias à continuidade dos serviços.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que o promotor se opõe à minuta do edital</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O fundamento principal é a diferença entre os bens privados de uma empresa de ônibus e a autorização pública necessária para prestar transporte interestadual de passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na interpretação do Ministério Público, as autorizações são concedidas a uma pessoa jurídica determinada após a verificação de requisitos técnicos, jurídicos e fiscais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, não se transformam em propriedade particular da transportadora e não podem ser arrecadadas e vendidas pela massa falida como veículos, imóveis ou marcas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O promotor sustenta que a competência sobre o transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros é da União e que a autorização para prestar o serviço depende da ANTT, agência reguladora federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fundamentação cita a Constituição Federal, a Lei nº 10.233/2001 e precedentes judiciais sobre os limites da atuação do Judiciário na autorização de serviços de transporte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto central é que a compra judicial da unidade produtiva não pode representar garantia de transferência automática do direito de operar as linhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">UPI significa Unidade Produtiva Isolada: um conjunto organizado de ativos destinado à exploração de determinada atividade econômica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Risco de anulação pode gerar novas cobranças contra a massa falida</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público alerta para a possibilidade de uma empresa vencer o leilão, mobilizar funcionários, veículos, sistemas e outros recursos e, posteriormente, ser impedida de explorar as linhas por uma decisão de instância superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, o adquirente poderia buscar ressarcimento pelas despesas realizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado seria criar novas obrigações para a massa falida em um procedimento destinado a gerar dinheiro para os credores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O parecer também aponta risco de induzir interessados a erro sobre o alcance da compra caso sejam oferecidos direitos cuja transferência é contestada pela agência reguladora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o promotor, a inclusão das autorizações públicas no certame pode provocar nulidade da alienação, novas impugnações e responsabilidade perante o arrematante.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Rejeição da minuta pode ampliar a espera dos credores</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se a Justiça acolher a oposição ao edital ou determinar alterações substanciais, a definição da venda poderá levar mais tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio Ministério Público reconhece que aguardar a solução da controvérsia regulatória traz risco de esvaziamento econômico da operação, prolongamento de despesas administrativas e atraso na destinação de valores aos credores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É para reduzir esses efeitos que o promotor propõe a entrada da Águia Branca no arrendamento provisório, com pagamento mensal à massa falida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para trabalhadores, ex-trabalhadores, herdeiros de credores falecidos, fornecedores e demais titulares de créditos, o impasse envolve tanto o prazo de recebimento quanto a preservação do valor do negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma operação que perde valor ou acumula despesas pode reduzir os recursos disponíveis. Por outro lado, uma venda juridicamente vulnerável pode abrir nova sequência de disputas e cobranças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A demora na alienação da UPI não representa paralisação automática de todos os pagamentos da falência. O recebimento de cada credor continua sujeito à classificação dos créditos, à disponibilidade financeira e às decisões judiciais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Suzantur preserva exploração comercial enquanto não ocorre substituição</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto permanece à frente dos serviços, a Suzantur continua explorando comercialmente a Operação Itapemirim e obtendo receitas com a atividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma demora que prolongue sua permanência preserva, portanto, uma oportunidade econômica que seria encerrada com a efetiva substituição por outra operadora ou com a implantação de uma solução definitiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse benefício comercial não pode ser confundido automaticamente com lucro líquido: o transporte também envolve despesas com pessoal, combustível, manutenção, frota e outras obrigações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação sobre a qualidade do atendimento prestado tampouco elimina a necessidade de examinar o interesse econômico da empresa em continuar e os resultados proporcionados aos credores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manifestação registra que a Transportadora Turística Suzano Ltda., razão social da Suzantur, defende o adiamento do leilão até a solução dos recursos sobre o edital, o arrendamento e a possibilidade de alienação das autorizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa também sustenta a manutenção de três meses para a transição operacional, citando as necessidades dos passageiros, dos trabalhadores e da continuidade do transporte, além das exigências regulatórias aplicáveis ao futuro adquirente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os argumentos devem ser examinados juridicamente, mas seu efeito prático também integra a discussão: sem substituição efetiva, a atual operadora conserva por mais tempo a exploração comercial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O parecer do MP não atribui à Suzantur a provocação deliberada dos atrasos nem comprova lucro indevido. Sua proposta principal, entretanto, é substituir a atual situação pela ratificação imediata do arrendamento em favor da Águia Branca.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Administradora judicial defende edital e aponta perda estimada de R$ 97 milhões</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A administradora judicial apresenta entendimento diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme registrado no parecer, ela sustenta que o Tribunal de Justiça de São Paulo já examinou a inclusão dos direitos de exploração das linhas na venda da UPI e manteve a autorização para o leilão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também argumenta que os recursos pendentes não possuem efeito suspensivo e que a espera indefinida reduz a atratividade da operação e prejudica os credores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a administradora, excluir esses direitos e os guichês poderia provocar perda estimada de R$ 97 milhões no valor dos ativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua posição é que considerar os direitos de exploração na composição econômica da unidade produtiva não equivale a transferir automaticamente as autorizações ao comprador. A prestação dos serviços continuaria sujeita à legislação, às exigências técnicas e à fiscalização da ANTT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público contrapõe que a busca pelo melhor resultado patrimonial da falência não permite ultrapassar as competências regulatórias federais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alternativa é reformular edital e excluir venda de linhas e autorizações</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como alternativa à espera pela definição regulatória acompanhada do arrendamento à Águia Branca, o MP propõe a reformulação substancial da minuta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse modelo, seriam excluídas as disposições sobre venda, cessão judicial ou transferência de titularidade de linhas e autorizações públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A alienação ficaria restrita aos bens e direitos privados efetivamente pertencentes à massa falida, como bens materiais, marcas, imóveis e contratos privados passíveis de cessão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O edital precisaria esclarecer que o adquirente teria de solicitar autonomamente à ANTT a autorização necessária para transportar passageiros, submetendo-se aos critérios regulatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio promotor reconhece a dificuldade dessa alternativa: o comprador poderia adquirir a estrutura e permanecer impedido de exercer a atividade principal enquanto aguardasse as providências administrativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, registra que separar os ativos dos direitos necessários à exploração pode inviabilizar a operação e submete a possibilidade à avaliação do juízo e dos interessados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao concluir, o MP opina pela rejeição da minuta no formato apresentado e por sua readequação para excluir a alienação de linhas, rotas ou delegações públicas outorgadas pela ANTT.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Passageiros, funcionários e concorrentes dependem de uma definição segura</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para os passageiros, o efeito operacional está na organização de uma eventual troca de empresa responsável pelos serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manifestação não determina cancelamento de viagens nem interrupção do atendimento. A proposta de arrendamento provisório busca manter o transporte enquanto se resolve a disputa sobre a alienação definitiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os atuais funcionários, a indefinição envolve a futura estrutura operacional e as condições de transição. Uma mudança de operador exige planejamento para preservar a continuidade dos serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as empresas interessadas, a segurança do negócio depende de saber exatamente o que será vendido, quais obrigações deverão cumprir e quando poderão iniciar a atividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ANTT ressalta, conforme relatado no documento, que a exploração das linhas ocorre sem exclusividade, em ambiente de livre concorrência e por conta e risco da transportadora autorizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Cade considerou adequada a minuta, com ressalva sobre a necessidade de notificação e análise formal da operação vencedora. A avaliação concorrencial não substitui as exigências regulatórias da ANTT.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Justiça decidirá sobre minuta e arrendamento à Águia Branca</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A manifestação foi protocolada em 30 de outubro de 2026, às 11h22, no processo nº 0054411-81.2023.8.26.0100, perante a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caberá à Justiça avaliar a oposição do Ministério Público ao edital, a recomendação para que a venda aguarde a solução da controvérsia regulatória e o pedido de ratificação imediata do arrendamento à Águia Branca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão também precisará considerar as posições da administradora judicial, das empresas interessadas e dos órgãos reguladores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><p>Para os credores, o resultado prático dependerá tanto de uma alienação juridicamente segura quanto da capacidade de transformar o arrendamento provisório em receitas efetivas durante a espera.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Mobi-Rio prepara novas compras e contratos de manutenção de ônibus do BRT; serviços e fornecimentos incluem motores, freios, suspensão e carrocerias</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/31/mobi-rio-prepara-novas-compras-e-contratos-de-manutencao-de-onibus-do-brt-servicos-e-fornecimentos-incluem-motores-freios-suspensao-e-carrocerias-2/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 11:01:20 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Companhia abre licitação para peças Mascarello, registra R$ 972 mil para recuperação de componentes de articulados, firma contratos de R$ 568,5 mil e prorroga fornecimento de peças Mercedes-Benz até outubro de 2027; serviços de vigilância também são mantidos ADAMO BAZANI A Mobi-Rio, companhia municipal responsável pela operação do BRT do Rio de Janeiro, está realizando [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?w=1536&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-onibus-rio-de-janeiro.jpeg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Companhia abre licitação para peças Mascarello, registra R$ 972 mil para recuperação de componentes de articulados, firma contratos de R$ 568,5 mil e prorroga fornecimento de peças Mercedes-Benz até outubro de 2027; serviços de vigilância também são mantidos</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Mobi-Rio, companhia municipal responsável pela operação do BRT do Rio de Janeiro, está realizando uma série de contratações e procedimentos de compras para manter os ônibus em circulação, recuperar componentes mecânicos e assegurar o funcionamento de suas instalações. As medidas incluem uma nova licitação de peças para carrocerias Mascarello Gran Via City, o registro de R$ 972 mil para serviços em freios, turbinas e radiadores de ônibus articulados, além de contratos que somam R$ 568,5 mil para fornecimento de peças e recuperação de materiais elétricos e eletrônicos.</p>
<p>As movimentações envolvem tanto novas contratações quanto a continuidade de fornecimentos já existentes. A Mobi-Rio também prorrogou até outubro de 2027 uma ata de registro de preços para peças de ônibus Mercedes-Benz, manteve por mais três meses serviços de vigilância em suas instalações, por R$ 821,1 mil, e autorizou a preparação de outra licitação. O conjunto de medidas está relacionado à manutenção da frota e das estruturas necessárias ao funcionamento do BRT, sistema que transporta passageiros em corredores exclusivos da cidade.</p>
<p>A documentação reúne diferentes etapas das compras públicas. Há licitação com data marcada, contratos já assinados, atas que estabelecem preços para futuras solicitações de serviços e prorrogações destinadas à utilização de saldos ainda disponíveis.</p>
<p>Essa distinção é importante para compreender os valores: o registro de preços estabelece condições para contratações durante determinado período, enquanto os contratos formalizados representam compromissos específicos entre a companhia e seus fornecedores.</p>
<h3>Nova licitação vai atender carrocerias Mascarello Gran Via City</h3>
<p>Uma das movimentações mais recentes é a abertura de licitação para aquisição de peças e acessórios novos e originais destinados às carrocerias Mascarello Gran Via City utilizadas na frota operada pela Mobi-Rio.</p>
<p>A sessão está marcada para 11 de novembro de 2026, às 10h, com julgamento pelo menor preço por item.</p>
<p>O procedimento será realizado por meio de pregão eletrônico e sistema de registro de preços, permitindo que a companhia adquira os materiais conforme suas necessidades, respeitadas as condições estabelecidas na contratação.</p>
<p>O orçamento estimado foi mantido em sigilo, conforme as regras aplicáveis às licitações da companhia.</p>
<p>A compra é destinada aos serviços de manutenção preventiva e corretiva, que compreendem desde a substituição programada de componentes até os reparos necessários quando os veículos apresentam desgaste ou defeitos.</p>
<p>A manutenção da carroceria envolve uma parte importante das condições de utilização dos ônibus. É nela que estão instalados diversos componentes relacionados ao acesso dos passageiros, ao fechamento de portas, aos acabamentos internos e a outros equipamentos utilizados durante as viagens.</p>
<p>A licitação identifica expressamente o fabricante Mascarello e o modelo Gran Via City, mas o quantitativo de ônibus que deverá ser atendido não está especificado no aviso resumido publicado nesta quarta-feira.</p>
<h3>Recuperação de componentes de articulados tem registro de R$ 972 mil</h3>
<p>Outra frente envolve a manutenção dos ônibus articulados com chassis Mercedes-Benz O500 e motores da família OM457, incluindo veículos equipados com tecnologias Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>A companhia formalizou uma ata de registro de preços com a JW Peças e Acessórios Ltda. para serviços de conserto, reparo, recondicionamento e recuperação de componentes mecânicos, utilizando peças remanufaturadas.</p>
<p>O registro tem vigência de 28 de outubro de 2026 a 27 de outubro de 2027.</p>
<p>Entre os componentes estão pinças de freio, turbinas, radiadores e intercoolers, equipamentos fundamentais para o funcionamento dos motores e para a segurança dos veículos.</p>
<p>As pinças de freio fazem parte do sistema responsável pela desaceleração dos ônibus. As turbinas participam do funcionamento dos motores, enquanto radiadores e intercoolers integram os sistemas relacionados ao controle de temperatura e ao desempenho mecânico.</p>
<p>Nos ônibus articulados, que operam com elevada capacidade de passageiros e realizam viagens frequentes ao longo do dia, a manutenção desses conjuntos é um dos fatores que determinam a disponibilidade dos veículos.</p>
<p>Os serviços registrados são os seguintes:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Serviço</th>
<th>Quantidade</th>
<th>Valor unitário</th>
<th>Valor total</th>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de pinça de freio traseira esquerda Mercedes-Benz O500</td>
<td>320</td>
<td>R$ 886,76</td>
<td>R$ 283.763,20</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de turbina do motor OM457 Euro 5</td>
<td>80</td>
<td>R$ 1.500,00</td>
<td>R$ 120.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de turbina do motor OM457 Euro 6</td>
<td>120</td>
<td>R$ 1.400,00</td>
<td>R$ 168.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de radiador de água Euro 6</td>
<td>360</td>
<td>R$ 606,45</td>
<td>R$ 218.322,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de radiador de água O500 Euro 5</td>
<td>180</td>
<td>R$ 606,45</td>
<td>R$ 109.161,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação de intercooler O500 Euro 5</td>
<td>120</td>
<td>R$ 606,45</td>
<td>R$ 72.774,00</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Total</strong></td>
<td><strong>1.180</strong></td>
<td></td>
<td><strong>R$ 972.020,20</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O quantitativo corresponde às unidades de serviços registradas, e não à quantidade de ônibus que serão atendidos.</p>
<p>Um mesmo veículo pode necessitar de mais de um componente, assim como um determinado tipo de peça pode ser recuperado em diferentes momentos da manutenção.</p>
<p>A ata também não significa que todos os serviços serão necessariamente executados. As solicitações dependerão das necessidades da Mobi-Rio durante sua vigência.</p>
<h3>Contratos de R$ 568,5 mil contemplam peças novas e recuperação de materiais</h3>
<p>Além do registro de preços, a Mobi-Rio formalizou dois contratos para atender às necessidades de manutenção dos veículos.</p>
<p>O primeiro foi assinado com a Pardiesel Comércio de Peças, Parafusos e Conexões Ltda., no valor de R$ 513.335,20.</p>
<p>A contratação contempla o fornecimento de peças e acessórios novos e originais para eixos, embreagens, sistemas elétricos, direção, caixas de marcha, suspensão e transmissão diferencial de ônibus Mercedes-Benz com motores Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>Esses componentes estão diretamente relacionados à movimentação dos veículos, à transmissão da força do motor, à dirigibilidade e às condições de segurança durante a circulação.</p>
<p>O segundo contrato, no valor de R$ 55.167,12, foi firmado com a GB Auto Peças Ltda.</p>
<p>Nesse caso, o objeto é a prestação de serviços de conserto, reparo, recondicionamento e recuperação de materiais elétricos e eletrônicos, com utilização de peças recondicionadas.</p>
<p>Os dois contratos foram assinados em 15 de outubro de 2026 e têm vigência prevista até 14 de janeiro de 2027.</p>
<p>Somados, representam R$ 568.502,32 em valores contratuais.</p>
<p>A utilização conjunta de peças novas e componentes recuperados faz parte das diferentes possibilidades de manutenção de veículos pesados. A decisão sobre recuperar ou substituir determinado componente depende de suas condições técnicas, das exigências de segurança e das especificações do fabricante e da contratação.</p>
<h3>Fornecimento de peças Mercedes-Benz é prorrogado até outubro de 2027</h3>
<p>A Mobi-Rio também autorizou a prorrogação por mais 12 meses de uma ata de registro de preços para aquisição de peças novas e originais destinadas aos ônibus Mercedes-Benz operados pela companhia.</p>
<p>A vigência adicional começa em 29 de outubro de 2026 e termina em 28 de outubro de 2027.</p>
<p>A medida permitirá a utilização do saldo remanescente do registro existente, que contempla materiais para eixos, embreagens, sistemas elétricos, direção, caixas de marcha, suspensão e transmissão diferencial de ônibus com motores Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>Participam do fornecimento seis empresas: Nova Rio Distribuidora Automotiva, Pardiesel Comércio de Peças, Parafusos e Conexões, Lejuda Comércio de Peças Diesel, Maudan Truck Diesel, JW Peças e Acessórios e Lincetractor Comércio, Importação e Exportação.</p>
<p>A companhia justificou a prorrogação com base na vantagem econômica da continuidade do registro existente e na possibilidade de utilização dos quantitativos ainda disponíveis.</p>
<p>A manutenção de uma rede de fornecimento para diferentes componentes é relevante para a operação do transporte coletivo porque a falta de uma peça pode impedir a liberação de um ônibus para o serviço, mesmo quando os demais sistemas do veículo estão funcionando.</p>
<p>Além do custo de aquisição, o tempo necessário para obter componentes e executar reparos pode influenciar diretamente a disponibilidade dos ônibus nas garagens.</p>
<p>Para o passageiro, a importância dessas contratações está na capacidade de manter veículos em condições de circulação e atender à programação operacional.</p>
<h3>Mobi-Rio mantém vigilância de instalações por mais três meses</h3>
<p>As movimentações também incluem a prorrogação do contrato de vigilância patrimonial das unidades físicas da Mobi-Rio.</p>
<p>A companhia autorizou um novo período de três meses com a Vigfat Vigilância Patrimonial Ltda., pelo valor de R$ 821.185,02.</p>
<p>Os serviços abrangem vigilância armada e desarmada, em turnos de 12 horas, durante os sete dias da semana.</p>
<p>A contratação está relacionada à proteção das instalações utilizadas pela companhia, que incluem estruturas necessárias ao apoio da operação.</p>
<p>A prorrogação prevê a possibilidade de encerramento antecipado caso seja concluída a nova licitação em andamento para esse serviço.</p>
<p>A medida representa, portanto, uma contratação temporária para manter a cobertura de vigilância enquanto a companhia conduz o procedimento destinado à continuidade do atendimento.</p>
<h3>Novas licitações também estão em preparação</h3>
<p>Outras duas movimentações aparecem nas publicações da Mobi-Rio.</p>
<p>A direção da companhia autorizou a abertura de uma nova licitação, aproveitando a fase preparatória de um pregão eletrônico anterior e adotando o preço estimado registrado em documentação sigilosa.</p>
<p>A publicação também informa a aprovação do termo de referência correspondente.</p>
<p>O despacho, porém, apresenta a autorização administrativa sem detalhar o objeto da futura contratação.</p>
<p>Em outro aviso, a Mobi-Rio comunicou o adiamento da sessão de um pregão eletrônico para 11 de novembro de 2026, às 11h.</p>
<p>Os dois procedimentos integram o acompanhamento das contratações da companhia, mas seus objetos precisam ser identificados nos respectivos editais e documentos técnicos para que sejam classificados por tipo de fornecimento ou serviço.</p>
<h3>Manutenção dos ônibus é uma das condições para a regularidade do BRT</h3>
<p>As compras e contratações divulgadas nesta quarta-feira mostram diferentes necessidades de uma operação de transporte coletivo de grande capacidade.</p>
<p>Uma delas é a manutenção de peças mecânicas responsáveis pela circulação e segurança dos ônibus. Outra envolve os componentes das carrocerias, diretamente utilizados pelos passageiros e pelas equipes operacionais.</p>
<p>Também há a necessidade de manter serviços nas estruturas físicas da companhia e garantir fornecedores durante períodos mais longos, evitando interrupções no atendimento às demandas de manutenção.</p>
<p>No BRT, essas atividades têm importância particular porque o sistema depende de veículos de grande capacidade, incluindo articulados, que precisam atender à programação de viagens nos corredores exclusivos.</p>
<p>Quando um ônibus fica indisponível por necessidade de reparo, a operação depende da existência de veículos de reserva e da capacidade das equipes de manutenção para recolocá-lo em circulação.</p>
<p>A relação entre disponibilidade de frota, frequência das viagens e qualidade do atendimento é uma das questões centrais para os passageiros.</p>
<p>As contratações da Mobi-Rio devem ser acompanhadas também pela execução dos serviços, pelos quantitativos efetivamente adquiridos e pelos resultados obtidos na manutenção dos ônibus.</p>
<p>É nessa etapa que os valores autorizados ou registrados podem ser relacionados à quantidade de veículos atendidos, ao tempo de permanência nas oficinas e à disponibilidade da frota para operação.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  <item>
    <title>Locação de ônibus elétricos: como funciona o modelo de São José dos Campos e o que outras cidades precisam avaliar</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/31/locacao-de-onibus-eletricos-como-funciona-o-modelo-de-sao-jose-dos-campos-e-o-que-outras-cidades-precisam-avaliar/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 10:01:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Meio ambiente]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contrato de 400 veículos com tecnologia Eletra separa fornecimento da frota e operação das linhas; alternativa reduz necessidade de compra inicial pelo município, mas mantém compromissos financeiros e responsabilidades sobre recarga, manutenção e baterias ADAMO BAZANI A aprovação de R$ 879,4 milhões em financiamento do BNDES para a Green Energy adquirir 400 ônibus elétricos com [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="552" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?fit=1024%2C552&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?w=1256&amp;ssl=1 1256w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?resize=300%2C162&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?resize=1024%2C552&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?resize=150%2C81&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?resize=768%2C414&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cuirurt.jpg?resize=400%2C216&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Contrato de 400 veículos com tecnologia Eletra separa fornecimento da frota e operação das linhas; alternativa reduz necessidade de compra inicial pelo município, mas mantém compromissos financeiros e responsabilidades sobre recarga, manutenção e baterias</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A aprovação de R$ 879,4 milhões em financiamento do BNDES para a Green Energy adquirir 400 ônibus elétricos com tecnologia Eletra destinados a São José dos Campos (SP) coloca em evidência uma das alternativas para renovar o transporte público: a locação dos veículos separada da contratação das empresas que operam as linhas. Nesse modelo, a fornecedora compra os ônibus e os disponibiliza à Urbam (Urbanizadora Municipal), empresa controlada pela Prefeitura, mediante pagamentos previstos em contrato.</p>
<p>A solução permite ao município organizar a renovação sem realizar diretamente a compra inicial de toda a frota, mas exige capacidade de pagamento durante vários anos, fiscalização e planejamento da operação. Em São José dos Campos, o contrato de aproximadamente R$ 2,718 bilhões tem duração de 15 anos e inclui manutenção preventiva. Outras despesas e riscos permanecem com o poder público, entre eles a infraestrutura de recarga, a manutenção corretiva fora das garantias e, depois dos oito primeiros anos, a responsabilidade pela recuperação da capacidade das baterias.</p>
<p>Esses detalhes estão no contrato nº 033/2025, firmado em 7 de março de 2025 entre a Urbam e a Green Energy. A leitura do instrumento e de seus anexos mostra que a locação envolve uma divisão de obrigações que precisa ser compreendida para avaliar tanto as vantagens quanto os limites da alternativa.</p>
<p>O financiamento aprovado pelo BNDES é destinado à Green Energy, responsável por adquirir os veículos. A tecnologia de eletrificação é da Eletra, de São Bernardo do Campo (SP). Nos primeiros ônibus entregues, o conjunto reúne carrocerias Caio, chassis Mercedes-Benz e baterias e motores WEG.</p>
<p>O crédito utiliza recursos do FGTS pelo Programa BNDES Pró-Transporte, no âmbito do Refrota e do Novo PAC. O investimento total do projeto financiado é de R$ 1,139 bilhão.</p>
<p>Esse valor e os R$ 2,718 bilhões do contrato municipal têm abrangências diferentes. O primeiro está associado ao projeto de aquisição da frota; o segundo corresponde à contratação de sua disponibilização e dos serviços previstos durante 15 anos. Compará-los diretamente como se a diferença fosse apenas lucro da locadora produziria uma conclusão incorreta, pois é necessário considerar financiamento, manutenção, seguros, tributos, riscos e duração dos pagamentos.</p>
<h2>Quem compra, quem opera e quem paga cada despesa</h2>
<p>O objeto contratado pela Urbam é a locação de ônibus elétricos sem motorista. A Green Energy deve providenciar os veículos, sua documentação e os seguros exigidos, além de executar a manutenção preventiva. A operação das linhas é uma atividade separada.</p>
<p>Na prática, isso permite que a contratação da frota continue enquanto a administração organiza a escolha de quem prestará o serviço de transporte. A troca da empresa operadora pode ocorrer sem exigir necessariamente a substituição de todos os ônibus vinculados ao contrato de locação, desde que a transição seja estruturada pelo município.</p>
<p>Durante a implantação, as atuais concessionárias utilizam os elétricos disponibilizados pelo poder público ao lado de seus veículos próprios. A Prefeitura prorrogou os contratos com Joseense, Expresso Maringá e Saens Peña até 21 de outubro de 2027, com possibilidade de encerramento antecipado conforme o novo sistema entrar em funcionamento.</p>
<p>A divisão de responsabilidades, porém, vai além dessa separação entre frota e operação.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Atividade ou despesa</th>
<th>Responsabilidade prevista no contrato de locação</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Aquisição e disponibilização dos ônibus</td>
<td>Green Energy</td>
</tr>
<tr>
<td>Documentação e encargos decorrentes da propriedade</td>
<td>Green Energy</td>
</tr>
<tr>
<td>Seguros exigidos no contrato</td>
<td>Green Energy</td>
</tr>
<tr>
<td>Manutenção preventiva</td>
<td>Green Energy</td>
</tr>
<tr>
<td>Manutenção corretiva fora das garantias</td>
<td>Urbam</td>
</tr>
<tr>
<td>Troca de pneus por desgaste normal</td>
<td>Urbam</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação da autonomia das baterias dentro das condições exigidas nos oito primeiros anos</td>
<td>Green Energy</td>
</tr>
<tr>
<td>Recuperação da capacidade das baterias após esse período</td>
<td>Urbam</td>
</tr>
<tr>
<td>Implantação da infraestrutura de recarga</td>
<td>Prefeitura, com possibilidade de atribuição à Urbam</td>
</tr>
<tr>
<td>Operação dos veículos e atendimento das linhas</td>
<td>Contratação separada da locação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A distinção entre manutenção preventiva e corretiva tem efeito direto sobre o orçamento. A preventiva compreende revisões e intervenções programadas para conservar o veículo. A corretiva atende falhas e ocorrências que precisam ser reparadas. No contrato joseense, os custos corretivos ficam com a Urbam, ressalvados os casos cobertos pelas garantias.</p>
<p>Portanto, o pagamento da locação não encerra as despesas necessárias para manter o transporte funcionando. A administração também precisa prever energia, infraestrutura, operação e os itens de manutenção que lhe cabem.</p>
<p>As baterias merecem atenção particular. O contrato exige que a fornecedora recupere a autonomia mínima estabelecida quando houver perda de capacidade dentro do período sob sua responsabilidade, inclusive mediante substituição total ou parcial das baterias. Os anexos detalham essa obrigação pelos oito primeiros anos contados do início da operação de cada veículo. Depois, a responsabilidade passa à Urbam.</p>
<p>Isso significa que o planejamento precisa alcançar a segunda metade do contrato, quando podem surgir despesas relevantes com um dos componentes mais caros do ônibus elétrico.</p>
<p>A remuneração também tem regras de desempenho. A medição é mensal e começa após o aceite dos veículos. O instrumento prevê desconto das horas em que os ônibus ficarem parados por problemas atribuídos à contratada, além das penalidades cabíveis.</p>
<p>Há tratamento diferente para os reajustes: os serviços de manutenção preventiva admitem atualização anual pelo IPC-Fipe, conforme as condições contratuais. Para a parcela de locação dos veículos, o texto original prevê um único reajuste após 12 meses, nas condições estabelecidas na contratação.</p>
<p>O pagamento conta com garantia vinculada à chamada Conta Sistema, limitada a dois pagamentos mensais, calculados pela média dos dois meses anteriores ao acionamento. O contrato também estabelece que a Prefeitura deve assegurar recursos suficientes para cumprir as obrigações.</p>
<p>Assim, embora o empréstimo para comprar os ônibus seja tomado pela fornecedora, a locação gera compromissos duradouros para o sistema municipal.</p>
<h2>Vantagens dependem do custo completo e da capacidade de gestão</h2>
<p>Uma das principais vantagens potenciais da locação é evitar que o município precise desembolsar, de uma só vez, o valor de aquisição de toda a frota. A fornecedora organiza a compra e o financiamento, enquanto o poder público paga pela disponibilização ao longo do contrato.</p>
<p>Isso pode facilitar a estruturação de uma renovação de maior porte. Também permite contratar manutenção preventiva especializada e definir exigências de disponibilidade, documentação, seguros e desempenho dos veículos.</p>
<p>Outro benefício possível está na separação entre o investimento nos ônibus e a seleção das operadoras. Uma empresa interessada em operar as linhas pode participar de uma contratação sem precisar financiar, ao mesmo tempo, toda a frota elétrica. O resultado sobre a concorrência, entretanto, depende das demais exigências do edital, da remuneração e dos riscos atribuídos à operação.</p>
<p>A contrapartida é o compromisso financeiro de longo prazo. O município deixa de fazer a compra inicial, mas assume pagamentos que atravessam diferentes administrações. Se a arrecadação cair ou a demanda de passageiros mudar, será necessário administrar essas obrigações dentro das condições contratadas.</p>
<p>Em São José dos Campos, a matriz de riscos atribui à Urbam a variação da demanda que tenha impacto sobre o dimensionamento da frota. Essa cláusula exige cuidado com a quantidade e o porte dos veículos contratados: uma rede pode precisar de ajustes ao longo de 15 anos por mudanças nos bairros, no emprego e nos padrões de deslocamento.</p>
<p>Também permanece com a Urbam o risco de atrasos ou falhas na infraestrutura de recarga e de problemas relacionados à distribuidora de energia. Atrasos na fabricação, na entrega e falhas na cadeia de fornecedores, por sua vez, são atribuídos à contratada.</p>
<p>A experiência local mostra que a locação não elimina o risco de demora. A conclusão das entregas, inicialmente prevista para setembro de 2026, passou para junho de 2027. Segundo a Prefeitura, 20 ônibus do contrato estão em operação, com novos lotes previstos para os próximos meses.</p>
<p>Para comparar locação e compra, o estudo precisa reunir o custo de todo o período de utilização. Entram nessa conta aquisição, juros, manutenção, baterias, seguros, energia, infraestrutura, despesas administrativas e valor residual dos veículos. Os desembolsos devem ser trazidos para uma mesma data de comparação, permitindo avaliar quanto representam em condições equivalentes.</p>
<p>Uma prestação que cabe no orçamento do primeiro ano pode se tornar onerosa mais adiante. Da mesma forma, uma compra com valor inicial elevado pode ou não ser mais vantajosa, dependendo do financiamento e dos custos que o proprietário assumirá durante a vida útil.</p>
<p>A compra direta tende a merecer atenção quando o município dispõe de recursos, financiamento favorável e estrutura para administrar os bens. Já a locação pode ser interessante quando há condições de pagamento recorrente, mas a administração prefere contratar a disponibilidade da frota e parte dos serviços de manutenção. A aquisição pelas concessionárias continua sendo outra possibilidade, desde que o modelo de remuneração sustente os investimentos e distribua os riscos de forma adequada.</p>
<h2>Para quais cidades a locação pode fazer sentido</h2>
<p>O porte populacional, isoladamente, não define se a alternativa é adequada. São mais importantes a organização do transporte, a previsibilidade das receitas, a qualidade dos estudos e a capacidade de fiscalizar os contratos.</p>
<p>A locação pode ser avaliada por cidades que pretendem renovar uma parcela relevante da frota, possuem uma rede relativamente estável e conseguem sustentar pagamentos de longo prazo. Também pode ser considerada em processos de reorganização nos quais a administração queira separar os veículos da escolha das operadoras.</p>
<p>Municípios com equipes técnicas estruturadas têm melhores condições de acompanhar disponibilidade, manutenção, autonomia, consumo de energia e cumprimento das garantias. Essa capacidade é necessária porque a divisão entre locadora, operadora e poder público cria interfaces: diante de um ônibus parado, é preciso identificar se houve falha de fabricação, manutenção, condução ou recarga e cobrar o responsável.</p>
<p>Cidades menores também podem estudar a alternativa, mas precisam verificar a escala da contratação. Uma frota reduzida pode ter custo maior por veículo para manutenção especializada, peças e infraestrutura. Estudos de lotes menores ou soluções compartilhadas podem ajudar a avaliar a viabilidade, conforme as condições de cada região.</p>
<p>Já sistemas com pagamentos frequentemente atrasados, demanda mal conhecida ou indefinição sobre garagens e energia precisam resolver esses pontos para estruturar uma contratação sustentável. A locação pode mudar a forma de financiar os veículos, mas a qualidade do serviço continua dependendo da gestão da rede.</p>
<p>Em São José dos Campos, o contrato de 400 ônibus oferece um caso concreto para esse debate: separa frota e operação, inclui manutenção preventiva, distribui riscos e mantém obrigações relevantes com o município. Seu desempenho deverá ser acompanhado pelas entregas, pela disponibilidade dos veículos, pelos custos ao longo dos anos e pelo atendimento efetivamente prestado aos passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>SPTrans terá operação especial de ônibus para o feriado de Finados em São Paulo</title>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 09:00:30 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Esquema prevê 267 linhas para atender 33 cemitérios, reforço na frota na segunda-feira (2) e gratuidade nos ônibus municipais no domingo (1º) YURI SENA A SPTrans preparou uma operação especial de transporte para o feriado prolongado de Finados, entre sábado (31) e segunda-feira (2), em São Paulo. A programação inclui mudanças na circulação dos ônibus, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/sptrans-onibus_02-e1793316700340.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Esquema prevê 267 linhas para atender 33 cemitérios, reforço na frota na segunda-feira (2) e gratuidade nos ônibus municipais no domingo (1º)</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A SPTrans preparou uma operação especial de transporte para o feriado prolongado de Finados, entre sábado (31) e segunda-feira (2), em São Paulo. A programação inclui mudanças na circulação dos ônibus, atendimento reforçado aos cemitérios da capital e a gratuidade do Domingão Tarifa Zero no domingo (1º).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda-feira (2), 267 linhas municipais atenderão os 33 cemitérios públicos e particulares da cidade. Para facilitar a identificação dos itinerários, os ônibus que passam por essas regiões circularão com placas no para-brisa indicando o cemitério atendido, como “Via Cemitério do Araçá”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No sábado (31), a frota seguirá a programação habitual do dia, com aproximadamente 6,8 mil veículos em circulação. No domingo (1º), serão cerca de 5 mil ônibus, também conforme a operação normal de domingos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na segunda-feira (2), feriado de Finados, a previsão é de aproximadamente 6,6 mil veículos em operação, seguindo a tabela de sábado, com reprogramações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No domingo (1º), os passageiros poderão utilizar gratuitamente os ônibus municipais de São Paulo, das 0h às 23h59, em todas as linhas, por meio do programa Domingão Tarifa Zero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O serviço Paulistar também funcionará normalmente no domingo. A iniciativa oferece cinco linhas especiais, operadas exclusivamente por ônibus 100% elétricos, que conectam pontos turísticos, parques e centros culturais da capital.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda-feira (2), os postos presenciais de venda e atendimento da SPTrans estarão fechados nos terminais urbanos, no Expresso Tiradentes e nas estações Jabaquara e Santana. Também não haverá atendimento no posto do Bilhete Único Especial do Terminal Estação Varginha, no Posto Central da SPTrans, na Rua Boa Vista, e nas unidades do Descomplica SP.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recarga do Bilhete Único poderá ser feita por aplicativos credenciados, cuja relação está disponível no site da SPTrans. Depois da compra dos créditos, o usuário deve efetuar a recarga em máquinas automáticas ou nos validadores instalados nos ônibus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo site de atendimento da SPTrans, também é possível realizar serviços on-line, como cancelamento do cartão, consulta de saldo e emissão de extrato de utilização. O sistema permite ainda solicitar o Bilhete Único Comum para entrega em casa.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>SPMAR prevê 882 mil veículos no Rodoanel durante o feriado de Finados</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/spmar-preve-882-mil-veiculos-no-rodoanel-durante-o-feriado-de-finados/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 01:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Concessionária estima circulação de 618 mil veículos no trecho Sul e 264 mil no Leste entre 30 de outubro e 3 de novembro YURI SENA A concessionária SPMAR prevê a circulação de 882 mil veículos nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mario Covas durante o feriado de Finados, entre sexta-feira (30) e terça-feira (3). [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="575" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a22d2665-4d88-4b22-adc3-c5b080a841fe-e1793212268445.jpg?fit=800%2C575&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><span style="font-weight: 400;"><i>Concessionária estima circulação de 618 mil veículos no trecho Sul e 264 mil no Leste entre 30 de outubro e 3 de novembro</i></span></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A concessionária SPMAR prevê a circulação de 882 mil veículos nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mario Covas durante o feriado de Finados, entre sexta-feira (30) e terça-feira (3). A estimativa é de 618 mil veículos no trecho Sul e 264 mil no trecho Leste.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Os períodos de maior movimento previstos pela concessionária são:</i></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sexta-feira (30): das 7h às 21h;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sábado (31): das 7h às 15h;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Domingo (1º): das 10h às 20h;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segunda-feira (2): das 12h às 14h;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Terça-feira (3): das 7h às 20h.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o feriado, a SPMAR participará da operação “SP Sempre Alerta – El Niño 2026/2027”, iniciativa da Defesa Civil do Estado de São Paulo em parceria com a Artesp e as concessionárias de rodovias. A ação busca prevenir e reduzir riscos associados a eventos climáticos extremos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante da possibilidade de chuvas repentinas e neblina, a concessionária recomenda que os motoristas façam uma revisão preventiva dos veículos antes de viajar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Andrew Aquino, gerente de operações da SPMAR, falhas em equipamentos que comprometem a visibilidade ou o controle do veículo podem aumentar o risco de acidentes, principalmente em pistas molhadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A revisão deve incluir a verificação dos níveis de água e óleo, a calibragem e as condições dos pneus, os filtros de ar e óleo, o sistema de combustível, a bateria, o motor de arranque e o alternador. Também é necessário conferir o estado das palhetas e dos limpadores de para-brisa, além do funcionamento dos faróis, das lanternas e das luzes de freio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para atender aos usuários, a SPMAR disponibilizará equipes e 20 viaturas ao longo dos trechos administrados. A estrutura informada pela concessionária inclui cinco ambulâncias, sete guinchos, cinco veículos de inspeção, uma viatura de supervisão de tráfego, um caminhão de combate a incêndio e um veículo de resgate de animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o período, veículos pesados que transportam cargas excedentes estarão sujeitos a restrições de circulação nos trechos Sul e Leste do Rodoanel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em caso de emergência ou necessidade de atendimento na rodovia, os motoristas podem entrar em contato com a concessionária pelo telefone 0800 774 8877. A via também conta com telefones de emergência instalados a cada quilômetro, com atendimento gratuito e ininterrupto.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Metrô de São Paulo terá operação 24 horas na madrugada durante feriado de Finados</title>
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	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 31 Oct 2026 00:00:23 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata funcionarão durante toda a madrugada de sábado para domingo; na segunda-feira, oferta será ajustada à demanda do feriado YURI SENA O Metrô de São Paulo terá mudanças na programação de funcionamento durante o feriado prolongado de Finados. A operação inclui circulação ininterrupta de trens na madrugada de sábado (31) [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="575" height="402" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-11-at-18.18.45.jpeg?fit=575%2C402&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-11-at-18.18.45.jpeg?w=575&amp;ssl=1 575w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-11-at-18.18.45.jpeg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-11-at-18.18.45.jpeg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-11-at-18.18.45.jpeg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 575px) 100vw, 575px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata funcionarão durante toda a madrugada de sábado para domingo; na segunda-feira, oferta será ajustada à demanda do feriado</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Metrô de São Paulo terá mudanças na programação de funcionamento durante o feriado prolongado de Finados. A operação inclui circulação ininterrupta de trens na madrugada de sábado (31) para domingo (1º) em quatro linhas e ajustes na oferta de viagens na segunda-feira (2), feriado nacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta sexta-feira (30), ponto facultativo para o funcionalismo público estadual em razão do Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, todas as linhas operadas pelo Metrô funcionarão com a programação de um dia útil, incluindo frota e oferta habitual de viagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No sábado (31) e no domingo (1º), a circulação seguirá os horários regulares de cada dia, com a oferta de trens ajustada à demanda prevista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na madrugada de sábado para domingo, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata funcionarão 24 horas, com todas as estações abertas para embarque e desembarque.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A operação faz parte de um projeto experimental prorrogado até 31 de janeiro de 2027. O funcionamento ininterrupto se estenderá até a meia-noite de domingo para segunda-feira, quando as estações serão fechadas. A operação será retomada às 4h40 de segunda-feira (2).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A medida amplia as opções de deslocamento para passageiros que trabalham à noite ou participam de atividades culturais e de lazer durante a madrugada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda-feira (2), as linhas 1-Azul, 2-Verde e 15-Prata operarão com oferta de viagens equivalente à de um domingo, conforme a previsão de demanda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Linha 3-Vermelha também seguirá a programação de feriado, mas terá mais trens em circulação. O reforço considera uma interdição programada na Linha 11-Coral, que poderá levar passageiros da zona leste em direção ao centro a utilizar o metrô.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante todo o feriado prolongado, trens reservas permanecerão disponíveis para reforçar a operação, caso necessário. O Centro de Controle Operacional acompanhará a movimentação nas estações e poderá ajustar a oferta de viagens de acordo com a concentração de passageiros.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Colisão de ônibus contra poste deixa vários passageiros feridos em Fortaleza nesta sexta-feira (30) </title>
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	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 23:40:41 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Acidente ocorreu na avenida Engenheiro Santana Júnior, no bairro Cocó; coletivo teria desviado de um carro que atravessou a via YURI SENA Um ônibus atingiu um poste na tarde desta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, na avenida Engenheiro Santana Júnior, no bairro Cocó, em Fortaleza (CE). Cerca de 20 passageiros ficaram feridos, segundo as [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="737" height="404" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ef4330f8-59e0-47b5-854b-d833e321781d.jpg?fit=737%2C404&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ef4330f8-59e0-47b5-854b-d833e321781d.jpg?w=737&amp;ssl=1 737w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ef4330f8-59e0-47b5-854b-d833e321781d.jpg?resize=300%2C164&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ef4330f8-59e0-47b5-854b-d833e321781d.jpg?resize=150%2C82&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ef4330f8-59e0-47b5-854b-d833e321781d.jpg?resize=400%2C219&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 737px) 100vw, 737px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Acidente ocorreu na avenida Engenheiro Santana Júnior, no bairro Cocó; coletivo teria desviado de um carro que atravessou a via</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ônibus atingiu um poste na tarde desta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, na avenida Engenheiro Santana Júnior, no bairro Cocó, em Fortaleza (CE). Cerca de 20 passageiros ficaram feridos, segundo as informações iniciais sobre a ocorrência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acidente envolveu um coletivo que operava na linha 712 – Conjunto Palmeiras/Papicu. De acordo com a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), um automóvel teria atravessado a frente do ônibus, levando o motorista a realizar uma frenagem brusca para evitar a colisão. Na sequência, ele perdeu o controle da direção e atingiu o poste.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Equipes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) foram acionadas para atender a ocorrência. O órgão informou que o motorista do ônibus passou pelo teste do etilômetro, cujo resultado foi negativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi chamado para prestar socorro aos passageiros. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde das vítimas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O motorista do carro envolvido não foi localizado. A Etufor informou que solicitará as imagens das câmeras instaladas no ônibus para ajudar a esclarecer as circunstâncias do acidente.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Expresso Aeroporto terá alteração na programação durante o feriado de Finados</title>
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	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 23:30:40 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviço terá partidas a cada hora nos dias 30 de outubro e 02 de novembro; no domingo, dia 1º, o intervalo será de 1 hora entre 5h e 8h da manhã VINÍCIUS DE OLIVEIRA Para quem vai viajar no feriado prologado, o Serviço Expresso Aeroporto é uma alternativa de acesso ao Aeroporto Internacional de São [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.59.19.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Serviço terá partidas a cada hora nos dias 30 de outubro e 02 de novembro; no domingo, dia 1º, o intervalo será de 1 hora entre 5h e 8h da manhã</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Para quem vai viajar no feriado prologado, o Serviço Expresso Aeroporto é uma alternativa de acesso ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O serviço conecta a Estação Palmeiras-Barra Funda à Estação Aeroporto-Guarulhos, com paradas na Luz e em Guarulhos-Cecap, no sentido do aeroporto.</p>
<p><strong>Confira a programação dos trens durante o feriado</strong></p>
<p>O Serviço Expresso Aeroporto terá alterações de horários neste feriado. No sábado e na segunda-feira (31/10 e 02/11), os trens terão partidas a cada 1 hora. Já no domingo (01/11), as saídas serão a cada 1 hora das 05h às 08h da manhã. Após esse horário, o Expresso volta a operar normalmente, com viagens a cada 30 minutos.</p>
<p>Já a Linha 13-Jade funcionará com sua programação habitual de domingo na segunda-feira (02/11), feriado de Finados, mantendo intervalos de 12 minutos entre os trens durante todo o dia. Vale lembrar que no sábado (31/10) a operação de todas as linhas segue o cronograma normal do fim de semana. A Linha 13-Jade atende diariamente das 04h às 00h.</p>
<p>A Trivia Trens orienta que os passageiros planejem seus trajetos com antecedência, em especial aqueles que utilizam a Linha 13-Jade e o Serviço Expresso Aeroporto para acessar o terminal aéreo. Em caso de dúvidas, consulte os canais oficiais da concessionária e fiquem atentos aos avisos sonoros nos trens e plataformas.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>CNT destaca 15 deputados ligados ao transporte no novo Congresso; Marco Legal dos ônibus, tarifa zero, subsídios, jornada dos motoristas e financiamento da mobilidade estarão entre os grandes desafios</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/cnt-destaca-15-deputados-ligados-ao-transporte-no-novo-congresso-marco-legal-dos-onibus-tarifa-zero-subsidios-jornada-dos-motoristas-e-financiamento-da-mobilidade-estarao-entre-os-grandes-desafios/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/cnt-destaca-15-deputados-ligados-ao-transporte-no-novo-congresso-marco-legal-dos-onibus-tarifa-zero-subsidios-jornada-dos-motoristas-e-financiamento-da-mobilidade-estarao-entre-os-grandes-desafios/#comments</comments>
    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 23:03:31 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Levantamento da Confederação Nacional do Transporte identifica parlamentares com histórico de atuação em transporte público, infraestrutura, segurança jurídica e questões trabalhistas. Câmara terá 173 estreantes e Senado registrará renovação de 74,1% das vagas disputadas. Nova Lei nº 15.432/2026 muda regras de contratos e custeio de ônibus, trens e metrôs, mas debate sobre gratuidade nacional, vetos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="980" height="634" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?fit=980%2C634&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?w=980&amp;ssl=1 980w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=300%2C194&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=768%2C497&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/toyoy.jpg?resize=400%2C259&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /> <div><em>Levantamento da Confederação Nacional do Transporte identifica parlamentares com histórico de atuação em transporte público, infraestrutura, segurança jurídica e questões trabalhistas. Câmara terá 173 estreantes e Senado registrará renovação de 74,1% das vagas disputadas. Nova Lei nº 15.432/2026 muda regras de contratos e custeio de ônibus, trens e metrôs, mas debate sobre gratuidade nacional, vetos presidenciais e recursos permanentes continuará em 2027</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
<p>A Confederação Nacional do Transporte (CNT) identificou 15 deputados federais eleitos ou reeleitos para a legislatura de 2027 a 2031 com histórico de atuação ou proximidade com pautas estratégicas para o setor de transportes, incluindo mobilidade urbana, transporte de passageiros, infraestrutura, segurança jurídica e relações trabalhistas. Entre os nomes destacados estão Diego Andrade (PSD-MG), Guilherme Uchoa (PSD-PE), Icaro de Valmir (Republicanos-SE), João Cury (MDB-SP), Neto Carletto (Avante-BA), Rodrigo de Castro (União-MG) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). A relação consta de um levantamento especial da entidade sobre a composição do novo Congresso Nacional, que terá pela frente decisões capazes de afetar diretamente as tarifas dos ônibus, o financiamento de metrôs e trens, as concessões, os custos das empresas e as condições de trabalho dos profissionais do transporte.</p>
<p>Um dos principais temas que atravessará a próxima legislatura será a implementação do novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, transformado na Lei Federal nº 15.432, de 13 de junho de 2026, depois de quase cinco anos de discussões no Congresso. A legislação estabelece novas diretrizes para contratos, remuneração dos operadores, subsídios, integração dos sistemas e qualidade dos serviços, mas não determina tarifa zero universal nem assegura, por si só, recursos suficientes para custear as operações. A discussão ganhou outra dimensão depois da campanha eleitoral de 2026, com propostas de gratuidade e de ampliação do financiamento federal. Como o Diário do Transporte mostrou em reportagens, entrevistas e análises desde 2021, o desafio será conciliar o direito de acesso ao transporte, a modicidade ou eliminação das tarifas, a responsabilidade fiscal e a sustentabilidade econômica de sistemas que precisam funcionar diariamente, independentemente do número de passageiros pagantes.</p>
<h2>Quem são os 15 deputados destacados pela CNT</h2>
<p>O estudo da CNT, intitulado “Novo Congresso Nacional — 58ª Legislatura, 2027–2031”, dedica uma seção específica à relação entre deputados federais e transporte.</p>
<p>A entidade observa que parte dos eleitos já demonstrou afinidade, em suas trajetórias políticas e parlamentares, com prioridades consideradas estratégicas para o setor transportador.</p>
<p>A relação não representa uma classificação dos deputados mais produtivos, nem significa que todos tenham defendido as mesmas soluções para os problemas da mobilidade.</p>
<p>Trata-se de uma seleção institucional de parlamentares cujas atividades se relacionam com diferentes segmentos dos transportes.</p>
<p>Dos 15 nomes, 11 foram reeleitos, dois retornam à Câmara depois de um período fora da Casa e dois foram eleitos para o primeiro mandato federal.</p>
<h3>Parlamentares reeleitos</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Deputado</th>
<th>Partido/UF</th>
<th>Temas destacados pela CNT</th>
</tr>
<tr>
<td>Capitão Alden</td>
<td>PL-BA</td>
<td>Segurança pública, questões trabalhistas e segurança privada</td>
</tr>
<tr>
<td>Diego Andrade</td>
<td>PSD-MG</td>
<td>Transporte, infraestrutura e capacitação profissional</td>
</tr>
<tr>
<td>Felipe Francischini</td>
<td>Podemos-PR</td>
<td>Portos, mobilidade e segurança jurídica</td>
</tr>
<tr>
<td>Flávio Nogueira</td>
<td>PT-PI</td>
<td>Transporte, infraestrutura, saúde e capacitação</td>
</tr>
<tr>
<td>Gilberto Abramo</td>
<td>Republicanos-MG</td>
<td>Transporte, infraestrutura, tributação e segurança jurídica</td>
</tr>
<tr>
<td>Guilherme Uchoa</td>
<td>PSD-PE</td>
<td>Transporte de passageiros, mobilidade e infraestrutura</td>
</tr>
<tr>
<td>Icaro de Valmir</td>
<td>Republicanos-SE</td>
<td>Transporte público, desenvolvimento urbano e mobilidade</td>
</tr>
<tr>
<td>João Cury</td>
<td>MDB-SP</td>
<td>Transporte público, navegação interior, hidrovias e meio ambiente</td>
</tr>
<tr>
<td>Neto Carletto</td>
<td>Avante-BA</td>
<td>Transporte público e infraestrutura</td>
</tr>
<tr>
<td>Rodrigo de Castro</td>
<td>União-MG</td>
<td>Transporte, regulação e segurança jurídica</td>
</tr>
<tr>
<td>Silvio Costa Filho</td>
<td>Republicanos-PE</td>
<td>Portos, aeroportos, transporte aéreo, infraestrutura e capacitação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h3>Deputados que retornam à Câmara</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Deputado</th>
<th>Partido/UF</th>
<th>Temas destacados</th>
</tr>
<tr>
<td>Fabinho Ramalho</td>
<td>PL-MG</td>
<td>Infraestrutura e transporte</td>
</tr>
<tr>
<td>Subtenente Gonzaga</td>
<td>PL-MG</td>
<td>Segurança pública e privada e transporte</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<h3>Novos deputados</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Deputada ou deputado</th>
<th>Partido/UF</th>
</tr>
<tr>
<td>Gleide Andrade</td>
<td>PT-MG</td>
</tr>
<tr>
<td>Iratã Abreu</td>
<td>PSDB-TO</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A seleção demonstra a presença de parlamentares de diferentes partidos, estados e campos políticos.</p>
<p>Minas Gerais concentra seis dos 15 nomes, seguida pela Bahia, com dois. Pernambuco também possui dois representantes, enquanto São Paulo, Paraná, Piauí, Sergipe e Tocantins aparecem com um cada.</p>
<p>A presença de deputados ligados à segurança pública, tributação, infraestrutura e relações trabalhistas mostra que a agenda dos transportes vai além da discussão sobre preços das passagens e construção de corredores.</p>
<p>Questões como violência contra motoristas, condições de descanso, impostos sobre combustíveis, segurança dos passageiros, equilíbrio econômico dos contratos e investimentos ferroviários também dependem de decisões legislativas.</p>
<h2>Por que esses parlamentares importam para passageiros e empresas</h2>
<p>A CNT chama atenção para a capacidade do Congresso de interferir diretamente nas condições de funcionamento dos diferentes segmentos dos transportes.</p>
<p>Segundo a confederação, são acompanhadas mais de 6 mil proposições legislativas com potencial de afetar empresas, trabalhadores e atividades de transporte e logística.</p>
<p>Esse universo inclui projetos relacionados à mobilidade urbana, transporte rodoviário de passageiros, movimentação de cargas, ferrovias, portos, aeroportos, tributação, relações trabalhistas e segurança.</p>
<p>A atuação dos parlamentares ocorrerá em um momento de mudanças estruturais.</p>
<p>A reforma tributária estará em fase de implementação, as discussões sobre jornada de trabalho e fim da escala 6&#215;1 continuarão relevantes e o setor de transporte coletivo enfrentará a necessidade de renovar frotas, modernizar contratos e encontrar fontes permanentes de financiamento.</p>
<p>Entre as atribuições dos deputados estão a apresentação de projetos, a análise de propostas nas comissões, a votação em plenário e a fiscalização de políticas públicas.</p>
<p>A presença na seleção da CNT, entretanto, não representa compromisso antecipado com propostas específicas. O posicionamento de cada parlamentar dependerá das matérias submetidas à análise e de sua atuação efetiva durante o mandato.</p>
<h2>O que é o Marco Legal do Transporte Público e por que ele mudou uma discussão de décadas</h2>
<p>O Marco Legal do Transporte Público Coletivo é um conjunto de regras nacionais destinado a reorganizar a maneira como ônibus urbanos e serviços coletivos de caráter urbano são planejados, contratados, financiados e fiscalizados.</p>
<p>A proposta nasceu do Projeto de Lei nº 3.278/2021, apresentado pelo então senador Antonio Anastasia, que posteriormente assumiu uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU).</p>
<p>Depois de passar pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, a proposta foi sancionada com vetos em junho de 2026.</p>
<p>A Lei nº 15.432 reconhece expressamente o transporte público coletivo como serviço essencial e reafirma sua condição de direito social previsto na Constituição Federal.</p>
<p>Um dos pontos centrais é a distinção entre o custo real da operação e o valor cobrado do passageiro.</p>
<p>Durante décadas, muitos sistemas brasileiros tiveram sua estrutura econômica baseada principalmente na arrecadação das catracas.</p>
<p>Isso produziu uma dificuldade: quando a quantidade de passageiros diminui, a receita também cai, mesmo que os ônibus precisem continuar circulando para atender a população.</p>
<p>Em determinadas situações, essa perda de arrecadação acaba provocando aumento das tarifas, redução da oferta, necessidade de subsídios adicionais ou desequilíbrio dos contratos.</p>
<p>O novo marco procura estabelecer condições para que a remuneração pelo serviço seja tratada de maneira distinta da tarifa efetivamente paga pelo usuário.</p>
<p>Por exemplo: uma operação pode ter um custo contratual de R$ 8 por passageiro equivalente, enquanto a tarifa cobrada do usuário é de R$ 5.</p>
<p>Nesse caso hipotético, a diferença precisa ser financiada por receitas complementares, subsídios ou outros mecanismos previstos no sistema.</p>
<p>O princípio também vale quando a tarifa é zero.</p>
<p>O passageiro deixa de pagar diretamente, mas os custos com motoristas, manutenção, energia, combustível, veículos, garagens, fiscalização e administração continuam existindo.</p>
<p>Portanto, a discussão deixa de ser simplesmente quanto cobrar na catraca e passa a incluir quem financia o transporte, como se calcula o custo e quais resultados devem ser exigidos em troca dos recursos.</p>
<h2>Marco Legal e tarifa zero: onde estão as convergências e as contradições</h2>
<p>O Marco Legal e as propostas de tarifa zero não são necessariamente incompatíveis.</p>
<p>Pelo contrário: a separação entre a tarifa paga pelo passageiro e a remuneração do operador cria condições jurídicas e contratuais que podem facilitar políticas de gratuidade.</p>
<p>Entretanto, existem diferenças importantes entre os dois conceitos.</p>
<p>O Marco Legal estabelece regras para organizar, financiar e fiscalizar os serviços, incluindo a possibilidade de utilização de recursos não tarifários.</p>
<p>A tarifa zero é uma decisão de política pública que elimina a cobrança direta de passagens dos usuários abrangidos, exigindo fontes alternativas para cobrir os custos.</p>
<p>A principal divergência está na definição de quanto o poder público deve financiar, de onde virão os recursos e como será garantida a manutenção dos serviços.</p>
<p>Os movimentos favoráveis à tarifa zero nacional defendem que o acesso ao transporte coletivo deve ser universalizado, com financiamento socialmente distribuído e menor dependência da cobrança individual.</p>
<p>Já representantes das empresas e gestores públicos destacam que a universalização precisa ser acompanhada por regras contratuais, financiamento permanente, capacidade de fiscalização e garantias de continuidade operacional.</p>
<p>Essas preocupações não precisam ser excludentes, mas podem entrar em conflito quando as fontes de recursos são insuficientes ou quando os modelos de remuneração produzem incentivos contrários à qualidade.</p>
<p>Uma das discussões mais importantes é justamente o risco de remunerar operadores apenas pelo número de passageiros transportados.</p>
<p>O incentivo exclusivamente vinculado ao volume de embarques pode estimular a busca por maior quantidade de passageiros sem necessariamente assegurar conforto, frequência e cumprimento dos horários.</p>
<p>Por outro lado, a remuneração desvinculada de qualquer indicador de demanda também exige cuidados para que o poder público não pague por uma oferta inadequada ou pouco utilizada.</p>
<p>O modelo precisa combinar custos eficientes, disponibilidade, cumprimento das viagens, qualidade, demanda e fiscalização.</p>
<p>A Lei nº 15.432 prevê a vinculação da remuneração contratual a metas e padrões de desempenho, qualidade e disponibilidade do serviço.</p>
<p>Essa distinção será importante para os próximos debates sobre tarifa zero, subsídios, novas concessões e integração metropolitana.</p>
<h2>Lula vetou 20 dispositivos do Marco Legal e o Congresso terá de resolver a disputa</h2>
<p>Uma das principais questões que permanecerão na agenda parlamentar envolve os vetos presidenciais à nova legislação.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Marco Legal em 13 de junho de 2026, com publicação no Diário Oficial da União em 14 de junho.</p>
<p>A lei estabelece um período de um ano entre a publicação e sua entrada em vigor, prevista, portanto, para junho de 2027.</p>
<p>Entretanto, 20 dispositivos foram vetados pelo Governo Federal, abrindo divergências sobre o alcance das novas regras.</p>
<p>Entre os temas atingidos estão a participação financeira da União, as condições para concessão de benefícios tarifários, fontes de financiamento, responsabilidades entre os entes federativos e medidas relacionadas à transição energética.</p>
<p>O Congresso Nacional pode manter os vetos ou rejeitá-los.</p>
<p>Para derrubar um veto presidencial, são necessários pelo menos 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, contabilizados separadamente.</p>
<p>Os vetos estão reunidos no Veto nº 30/2026.</p>
<p>Até 30 de outubro de 2026, a tramitação oficial consultada não registra deliberação definitiva sobre a matéria.</p>
<h3>O impasse envolvendo os subsídios</h3>
<p>Um dos principais pontos da discussão envolve a previsão de recursos para custear gratuidades e descontos tarifários.</p>
<p>Representantes empresariais argumentam que o financiamento precisa ser previamente definido para evitar que os benefícios ampliem o desequilíbrio econômico dos sistemas.</p>
<p>Organizações favoráveis à tarifa zero, por outro lado, questionaram dispositivos que poderiam dificultar a ampliação das gratuidades ou perpetuar mecanismos de remuneração vinculados ao número de passageiros.</p>
<p>O Governo Federal justificou parte dos vetos alegando riscos fiscais, restrições constitucionais e a possibilidade de comprometer benefícios sociais existentes.</p>
<p>A divergência envolve diferentes interpretações sobre a melhor maneira de garantir o direito ao transporte.</p>
<p>Um benefício gratuito sem financiamento suficiente pode comprometer a oferta do serviço. Por outro lado, exigências excessivamente rígidas para estabelecer novas gratuidades também podem limitar políticas de inclusão social.</p>
<p>O desafio é construir regras que assegurem simultaneamente financiamento, qualidade, transparência e acesso.</p>
<h2>Tarifa zero e responsabilidade fiscal: promessa eleitoral coloca novo desafio para deputados e senadores</h2>
<p>A discussão ganhou força em outubro de 2026, quando o Governo Federal apresentou uma proposta de ampliação da tarifa zero, principalmente aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>O Diário do Transporte mostrou que a iniciativa envolve uma estimativa de aproximadamente R$ 11,2 bilhões, com utilização de recursos de emendas parlamentares obrigatórias.</p>
<p>A proposta levanta uma questão importante: como financiar uma política nacional de gratuidade sem prejudicar os investimentos necessários para ampliar e melhorar o transporte coletivo?</p>
<p>A preocupação é especialmente relevante porque os recursos de custeio e investimento possuem finalidades diferentes.</p>
<p>O custeio garante o funcionamento diário dos ônibus, trens e metrôs. Inclui salários, manutenção, combustível, energia, seguros e demais despesas operacionais.</p>
<p>Já os investimentos permitem comprar veículos, construir corredores exclusivos, ampliar linhas ferroviárias, modernizar estações e adquirir equipamentos.</p>
<p>Uma cidade pode oferecer tarifa zero e, ao mesmo tempo, apresentar ônibus lotados, intervalos excessivos e infraestrutura precária caso não disponha de recursos suficientes para manter e ampliar a operação.</p>
<p>Da mesma forma, uma cidade pode investir em veículos modernos e corredores exclusivos, mas continuar oferecendo um serviço economicamente inacessível para parte da população.</p>
<p>Portanto, a gratuidade e os investimentos estruturantes precisam ser tratados como elementos complementares.</p>
<p>Essa discussão também envolve a responsabilidade fiscal.</p>
<p>O financiamento de políticas sociais depende da capacidade de os governos arrecadarem recursos, administrarem despesas e manterem compromissos de longo prazo.</p>
<p>A tarifa zero pode reduzir barreiras econômicas e ampliar o acesso da população ao trabalho, à educação, à saúde e ao lazer.</p>
<p>Mas seus custos precisam ser conhecidos, fiscalizados e acompanhados por mecanismos de financiamento previsíveis.</p>
<p>O debate não se resume a defender ou rejeitar a gratuidade. Envolve definir como ela funcionará, quanto custará, quem pagará e quais resultados serão exigidos.</p>
<h2>O que diz a Lei nº 15.432 sobre financiamento e qualidade</h2>
<p>A nova legislação estabelece princípios e instrumentos que poderão alterar a organização econômica do transporte coletivo.</p>
<p>Entre as principais determinações estão:</p>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>Separação entre a tarifa cobrada do passageiro e a remuneração contratual do operador.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Possibilidade de financiamento por receitas tarifárias, extratarifárias e subsídios públicos.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Adoção de indicadores de qualidade, eficiência, produtividade e disponibilidade dos serviços.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Ampliação da integração física, tarifária e operacional entre diferentes modalidades.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Modernização dos contratos e mecanismos de gestão.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Incentivo à utilização de dados de bilhetagem e monitoramento da frota.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Diretrizes para transição energética e redução das emissões.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Maior transparência na gestão e fiscalização dos serviços.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>A lei também reconhece a possibilidade de serviços acessórios de transporte coletivo sob demanda, com características distintas das linhas regulares.</p>
<p>Essa previsão abre espaço para novas formas de atendimento, desde que estruturadas e reguladas pelo poder público.</p>
<p>Outro aspecto importante é a responsabilidade pela gestão de dados.</p>
<p>As informações de bilhetagem eletrônica, movimentação de passageiros e monitoramento operacional podem contribuir para identificar demandas, reorganizar linhas, dimensionar frotas e aprimorar a utilização dos recursos disponíveis.</p>
<p>A tecnologia, entretanto, precisa estar acompanhada por fiscalização, proteção de dados e capacidade técnica dos gestores públicos.</p>
<h2>Diário do Transporte acompanha o Marco Legal desde 2021: atrasos, promessas, especialistas, sanção e vetos</h2>
<p>A discussão sobre a reorganização do financiamento do transporte público tem sido acompanhada pelo Diário do Transporte desde a apresentação do Projeto de Lei nº 3.278, em setembro de 2021.</p>
<p>A cobertura reuniu informações sobre a tramitação parlamentar, posicionamentos do Governo Federal, manifestações de entidades empresariais, críticas de movimentos sociais e análises jurídicas.</p>
<p>Entre os episódios acompanhados estão:</p>
<p>Setembro de 2021 — Apresentação do projeto</p>
<p>O jornal noticiou a apresentação da proposta pelo então senador Antonio Anastasia, no contexto das discussões sobre a crise econômica dos sistemas de transporte coletivo agravada pela pandemia.</p>
<p>Dezembro de 2024 — Aprovação no Senado</p>
<p>O projeto foi aprovado pelo Senado Federal e encaminhado para análise dos deputados, com propostas de reorganização dos contratos, financiamento e gestão.</p>
<p>Outubro de 2025 — Debate sobre tarifa zero e qualidade</p>
<p>Em audiência pública na Câmara, autoridades e representantes de entidades divergiram sobre a viabilidade financeira da gratuidade universal.</p>
<p>O Diário do Transporte destacou os alertas sobre o risco de prometer benefícios sem assegurar recursos suficientes para manter a qualidade.</p>
<p>A diretora-presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Ana Patrizia Gonçalves Lira, chamou atenção para a necessidade de compatibilizar as novas regras contratuais com políticas de gratuidade.</p>
<p>Fevereiro de 2026 — Governo promete aprovação</p>
<p>O secretário nacional de Mobilidade Urbana, Denis Andia, afirmou que o Marco Legal deveria se tornar realidade em 2026.</p>
<p>Na ocasião, o Governo também anunciou investimentos em renovação de frotas, corredores, terminais e sistemas de transporte.</p>
<p>Março e abril de 2026 — Sucessivos adiamentos</p>
<p>O Diário do Transporte noticiou as expectativas de votação e os adiamentos na Câmara dos Deputados.</p>
<p>O presidente da Casa, Hugo Motta, havia sinalizado a possibilidade de votação após ajustes no projeto, mas a aprovação não ocorreu no prazo inicialmente previsto.</p>
<p>Abril de 2026 — Campanha nacional pela tarifa zero</p>
<p>Movimentos sociais lançaram a campanha “Busão 0800”, defendendo a implantação gradual da tarifa zero e o avanço da PEC nº 25/2023, relacionada à criação de mecanismos de financiamento nacional do transporte coletivo, frequentemente associados à proposta de um “SUS do Transporte”.</p>
<p>Maio de 2026 — Diferenças entre o Marco Legal e o SUS da Mobilidade</p>
<p>O jornal explicou que o Marco Legal e a PEC não possuem a mesma finalidade.</p>
<p>Enquanto o primeiro estabelece regras de organização, contratação e financiamento, a proposta defendida pelos movimentos sociais busca mecanismos mais abrangentes para financiar o acesso universal e a gratuidade.</p>
<p>13 de maio de 2026 — Câmara aprova o Marco Legal</p>
<p>Após anos de tramitação, os deputados aprovaram o projeto, encaminhando o texto para sanção presidencial.</p>
<p>29 de maio de 2026 — Movimentos pedem vetos</p>
<p>O Diário do Transporte mostrou que organizações sociais solicitaram vetos a dispositivos que, segundo sua avaliação, poderiam prejudicar gratuidades ou criar incentivos inadequados na remuneração das empresas.</p>
<p>14 de junho de 2026 — Sanção com vetos</p>
<p>Em reportagem publicada em primeira mão, o jornal informou a sanção presidencial com vetos e detalhou os principais pontos excluídos da legislação.</p>
<p>15 de junho de 2026 — Divergência entre Governo e empresas</p>
<p>Representantes das operadoras, incluindo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), criticaram a retirada de mecanismos considerados importantes para o financiamento.</p>
<p>O Governo Federal argumentou que determinadas previsões poderiam gerar obrigações incompatíveis com as regras fiscais ou constitucionais.</p>
<p>10 de setembro de 2026 — Articulação para derrubar vetos</p>
<p>A cobertura mostrou a mobilização de prefeitos e entidades do setor para tentar reverter dispositivos vetados.</p>
<p>15 e 25 de outubro de 2026 — Contradições entre vetos e promessa de tarifa zero</p>
<p>O jornal aprofundou a discussão sobre a necessidade de conciliar a ampliação das gratuidades com a responsabilidade fiscal e as decisões anteriores do próprio Governo Federal.</p>
<p>A cobertura também abordou o desafio de transformar compromissos eleitorais em políticas públicas sustentáveis a partir de 2027.</p>
<h2>Motoristas, jornada de trabalho e fim da escala 6&#215;1: outro desafio para o Congresso</h2>
<p>Além do financiamento, os parlamentares terão de enfrentar questões diretamente relacionadas às condições de trabalho dos profissionais do transporte.</p>
<p>A CNT destaca a redução da jornada e o fim da escala 6&#215;1 entre os debates de maior repercussão.</p>
<p>No transporte coletivo, essas discussões possuem características específicas.</p>
<p>Linhas de ônibus precisam funcionar durante a semana, aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>Muitas operações começam de madrugada e terminam depois da meia-noite, exigindo escalas capazes de garantir o atendimento à população.</p>
<p>Uma eventual redução da jornada semanal poderá exigir novas contratações, reorganização de escalas e revisão dos custos contratuais, dependendo da forma como a mudança for implementada.</p>
<p>Por outro lado, jornadas mais equilibradas podem contribuir para reduzir o desgaste físico e mental dos profissionais, melhorar a qualidade de vida e tornar a profissão mais atraente.</p>
<p>O Diário do Transporte também acompanha a PEC nº 22/2025, que trata de políticas de apoio à atividade de transporte rodoviário profissional, incluindo questões relacionadas ao descanso dos motoristas.</p>
<p>Em maio de 2026, dirigentes da CNT discutiram o tema com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.</p>
<p>A regulamentação das jornadas precisa considerar os direitos trabalhistas, a segurança dos passageiros e a continuidade da prestação dos serviços.</p>
<h2>Reforma tributária e o custo de transportar passageiros</h2>
<p>A implementação da reforma tributária também estará entre os desafios da nova legislatura.</p>
<p>Para o transporte coletivo, a tributação influencia diretamente os custos operacionais e os investimentos.</p>
<p>A aquisição de ônibus, pneus, peças, combustíveis, energia elétrica e serviços de manutenção integra uma cadeia econômica que poderá ser afetada pelas novas regras.</p>
<p>A discussão envolve a preservação de tratamentos diferenciados previstos na legislação, a incidência de novos tributos e os mecanismos de aproveitamento de créditos.</p>
<p>Eventuais aumentos de custos podem repercutir sobre contratos de concessão e subsídios públicos.</p>
<p>A avaliação deve considerar não apenas o valor das passagens, mas os custos totais do sistema e a possibilidade de os governos compensarem alterações tributárias sem comprometer a qualidade dos serviços.</p>
<h2>Ônibus elétricos, biometano e financiamento também dependerão de decisões do Legislativo</h2>
<p>Outro tema relevante para o novo Congresso será a transição energética do transporte coletivo.</p>
<p>A eletrificação exige investimentos em veículos, baterias, carregadores, instalações elétricas, formação profissional e manutenção especializada.</p>
<p>A utilização de biometano e outras fontes energéticas também demanda infraestrutura e políticas específicas.</p>
<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) exerce papel importante na oferta de financiamentos, mas a continuidade dos programas depende de recursos, condições de crédito e decisões de política pública.</p>
<p>No dia 30 de outubro de 2026, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, apresentou a previsão de que os ônibus elétricos alcancem 28% dos novos licenciamentos de urbanos no Brasil até 2035.</p>
<p>O banco também anunciou financiamento de R$ 879,4 milhões para a aquisição de 400 ônibus elétricos com tecnologia nacional da Eletra, destinados a São José dos Campos (SP).</p>
<p>O caso mostra como o financiamento pode viabilizar projetos de grande porte, incluindo modelos de contratação por locação.</p>
<p>Entretanto, a ampliação desses investimentos para outras cidades dependerá da disponibilidade de crédito, da capacidade fiscal dos municípios e da sustentabilidade dos contratos.</p>
<p>A discussão inclui ainda incentivos à produção nacional, desenvolvimento tecnológico e geração de empregos qualificados.</p>
<h2>Novo Congresso terá renovação de 33,7% na Câmara e 74,1% das vagas disputadas no Senado</h2>
<p>O levantamento da CNT também apresenta um panorama da composição política e do perfil dos parlamentares que assumirão os mandatos em fevereiro de 2027.</p>
<p>Na Câmara dos Deputados, serão 513 integrantes, distribuídos da seguinte maneira:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Situação</th>
<th>Deputados</th>
<th>Participação</th>
</tr>
<tr>
<td>Reeleitos</td>
<td>311</td>
<td>60,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>Eleitos para o primeiro mandato federal</td>
<td>173</td>
<td>33,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>Ex-deputados que retornam à Câmara</td>
<td>29</td>
<td>5,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>513</td>
<td>100%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A renovação de 33,7%, considerada pela CNT a partir dos estreantes, é inferior à registrada em 2022, de 39,4%, e em 2018, de 47,4%.</p>
<p>O resultado indica a permanência de parte expressiva dos atuais integrantes da Câmara, embora a presença de novos parlamentares e o rearranjo partidário possam modificar o funcionamento das comissões e a formação de maiorias.</p>
<h3>Composição das bancadas na Câmara</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Partido ou federação</th>
<th>Cadeiras</th>
</tr>
<tr>
<td>PL</td>
<td>121</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PT/PCdoB/PV</td>
<td>88</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação União/PP</td>
<td>87</td>
</tr>
<tr>
<td>PSD</td>
<td>43</td>
</tr>
<tr>
<td>Republicanos</td>
<td>41</td>
</tr>
<tr>
<td>MDB</td>
<td>36</td>
</tr>
<tr>
<td>Podemos</td>
<td>27</td>
</tr>
<tr>
<td>PSB</td>
<td>15</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PSOL/Rede</td>
<td>15</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PSDB/Cidadania</td>
<td>11</td>
</tr>
<tr>
<td>Novo</td>
<td>10</td>
</tr>
<tr>
<td>Federação PRD/Solidariedade</td>
<td>7</td>
</tr>
<tr>
<td>PDT</td>
<td>6</td>
</tr>
<tr>
<td>Avante</td>
<td>5</td>
</tr>
<tr>
<td>Missão</td>
<td>1</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>513</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O PL terá a maior bancada individual, com 121 deputados.</p>
<p>A configuração é relevante porque o tamanho das bancadas influencia a distribuição de vagas e presidências nas comissões permanentes.</p>
<p>Para o setor de transporte, colegiados como as comissões de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano, Finanças e Tributação, Constituição e Justiça e Trabalho deverão continuar desempenhando papel importante na análise das propostas.</p>
<p>A escolha das presidências e dos integrantes dessas comissões ocorrerá depois da eleição da Mesa Diretora da Câmara, prevista para fevereiro de 2027.</p>
<h2>Participação feminina chega ao maior número histórico na Câmara</h2>
<p>A próxima legislatura contará com 109 deputadas federais, correspondentes a 21,2% das 513 cadeiras.</p>
<p>Segundo a CNT, será a maior bancada feminina da história da Câmara.</p>
<p>O PT terá 25 deputadas, seguido pelo PL, com 22, e pelo PSOL, com oito.</p>
<p>Juntas, essas três legendas concentrarão 55 das 109 mulheres eleitas.</p>
<p>O levantamento também mostra que 61 deputadas foram reeleitas, 45 exercerão o primeiro mandato federal e três retornarão à Câmara.</p>
<p>Apesar do crescimento, as mulheres continuarão representando pouco mais de um quinto da composição da Casa.</p>
<p>Na agenda de mobilidade, a participação parlamentar feminina também se relaciona a discussões sobre segurança das passageiras, assédio no transporte coletivo, acessibilidade e organização dos deslocamentos ligados ao trabalho e aos cuidados familiares.</p>
<h2>Senado terá 54 eleitos e forte renovação nas vagas disputadas</h2>
<p>O Senado Federal também apresentará mudanças importantes.</p>
<p>Nas eleições de 4 de outubro de 2026, foram escolhidos 54 senadores, correspondentes a dois terços das 81 cadeiras.</p>
<p>Segundo o estudo, houve renovação de 74,1% das vagas em disputa, equivalente a 40 cadeiras.</p>
<p>Os 54 eleitos passarão a integrar o Senado ao lado dos 27 parlamentares escolhidos em 2022, cujos mandatos prosseguirão.</p>
<p>Entre os partidos, o PL conquistou 19 das 54 vagas disputadas.</p>
<p>O MDB elegeu sete senadores, enquanto o PT conquistou seis.</p>
<p>A composição do Senado é relevante não apenas pela análise de projetos de lei, mas pela competência da Casa para aprovar indicações de dirigentes de agências reguladoras, entre outras autoridades.</p>
<p>No setor de transportes, essas decisões podem afetar instituições responsáveis pela regulação e fiscalização de serviços federais.</p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por exemplo, desempenha papel estratégico na autorização e fiscalização do transporte rodoviário interestadual de passageiros, na regulação de ferrovias e em outras atividades de sua competência.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanha regularmente decisões da ANTT, inclusive as relacionadas à chamada Janela Extraordinária, aos pedidos de autorização de mercados interestaduais e às disputas judiciais envolvendo empresas de ônibus.</p>
<p>O fortalecimento da segurança jurídica, a previsibilidade regulatória e a qualidade dos serviços serão temas relevantes para as relações entre o Congresso, as agências e o setor transportador.</p>
<h2>Senado também terá participação feminina recorde</h2>
<p>A CNT aponta que a composição do Senado a partir de 2027 contará com 18 mulheres, equivalentes a 22,2% das 81 cadeiras.</p>
<p>Será o maior número de senadoras registrado pela Casa.</p>
<p>O Distrito Federal terá três representantes mulheres: Damares Alves, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.</p>
<p>O levantamento também apresenta o perfil profissional dos senadores eleitos.</p>
<p>Entre as ocupações declaradas, 31,5% possuem origem no serviço público, 20,4% na advocacia e 16,7% em atividades relacionadas à saúde.</p>
<p>Outros grupos incluem empresários, profissionais da agropecuária, professores, profissionais de segurança, comunicação, engenharia e tecnologia.</p>
<p>Como alguns parlamentares declararam mais de uma ocupação, os percentuais não representam categorias excludentes.</p>
<h2>Mais de 6 mil projetos monitorados: decisões de Brasília chegam ao ponto de ônibus</h2>
<p>A CNT chama atenção para o alcance das decisões tomadas pelo Congresso Nacional.</p>
<p>O transporte está presente em praticamente todas as atividades econômicas e sociais do país.</p>
<p>No caso do transporte coletivo de passageiros, as consequências das decisões legislativas chegam diretamente à rotina da população.</p>
<p>Uma alteração nas regras de financiamento pode influenciar o preço das passagens.</p>
<p>Uma mudança na jornada de trabalho pode afetar as escalas dos motoristas e os custos operacionais.</p>
<p>Uma norma sobre contratos pode modificar a forma de remuneração das concessionárias.</p>
<p>Uma decisão tributária pode alterar o custo de aquisição de veículos, peças e combustíveis.</p>
<p>Uma política de financiamento pode permitir a construção de corredores exclusivos, ampliar redes ferroviárias ou acelerar a substituição dos ônibus a diesel por tecnologias de menor impacto ambiental.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a existência de normas nacionais não elimina a responsabilidade de governos estaduais e municipais pela organização dos serviços sob suas competências.</p>
<p>A implementação do Marco Legal, por exemplo, dependerá da adaptação de contratos, regulamentos e políticas públicas às novas diretrizes.</p>
<p>O desafio será transformar princípios jurídicos em melhorias efetivas para os passageiros.</p>
<h2>De 2027 a 2031: o desafio não será apenas aprovar leis, mas fazer o transporte melhorar</h2>
<p>A composição do novo Congresso, apresentada pela CNT, ajuda a identificar os parlamentares e as forças políticas que participarão das discussões sobre o futuro do transporte brasileiro.</p>
<p>Entretanto, a principal questão não se resume à quantidade de deputados com afinidade pelo setor.</p>
<p>Será necessário acompanhar como esses parlamentares se posicionarão diante dos projetos e quais resultados suas decisões produzirão.</p>
<p>A implantação do Marco Legal do Transporte Público Coletivo, a análise dos vetos presidenciais, o debate sobre tarifa zero, a definição de subsídios e a ampliação dos investimentos em infraestrutura estarão entre os temas de maior impacto para a mobilidade urbana.</p>
<p>Também será necessário conciliar melhorias nas condições de trabalho, redução dos impactos ambientais e sustentabilidade econômica dos serviços.</p>
<p>O histórico recente demonstra que mesmo propostas com amplo reconhecimento de sua importância podem enfrentar anos de tramitação.</p>
<p>O Marco Legal, apresentado em 2021, levou quase cinco anos para ser aprovado e sancionado. Ainda assim, parte importante de seus mecanismos permanece sujeita às decisões do Congresso sobre os vetos.</p>
<p>A próxima legislatura terá, portanto, a responsabilidade de enfrentar questões que já estão presentes no cotidiano de milhões de brasileiros.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado desejado é um transporte coletivo mais frequente, confortável, seguro, integrado e economicamente acessível.</p>
<p>Para os trabalhadores, melhores condições de exercício profissional e segurança.</p>
<p>Para as empresas, regras claras, contratos equilibrados e previsibilidade para investir.</p>
<p>E para os governos, a possibilidade de financiar políticas de mobilidade sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas.</p>
<p>O levantamento da CNT mostra quem são alguns dos parlamentares com trajetória próxima aos transportes. A atuação legislativa de cada um, a partir de fevereiro de 2027, permitirá avaliar sua contribuição concreta para responder a esses desafios.</p>
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<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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