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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Show do BTS em São Paulo: veja como pagar a passagem de metrô e trem sem cartão físico</title>
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	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 13:45:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Recursos do TOP incluem cartões bancários por aproximação, carteira digital e bilhetes por QR Code para facilitar o acesso às estações nos dias de apresentação ARTHUR FERRARI Os fãs que vão aos shows do BTS nos dias 28, 30 e 31 de outubro de 2026 podem utilizar diferentes formas de pagamento para acessar o transporte [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-28-at-10.07.16.jpeg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-28-at-10.07.16.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-28-at-10.07.16.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-28-at-10.07.16.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-28-at-10.07.16.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-28-at-10.07.16.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-28-at-10.07.16.jpeg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-28-at-10.07.16.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Recursos do TOP incluem cartões bancários por aproximação, carteira digital e bilhetes por QR Code para facilitar o acesso às estações nos dias de apresentação</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Os fãs que vão aos shows do BTS nos dias 28, 30 e 31 de outubro de 2026 podem utilizar diferentes formas de pagamento para acessar o transporte público sobre trilhos na Região Metropolitana de São Paulo (SP). O ecossistema TOP, operado pela Autopass, oferece alternativas para quem deseja embarcar sem depender exclusivamente de um cartão físico.</p>
<p>Uma das opções é o pagamento por aproximação, conhecido como EMV. O recurso está disponível nas estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 15-Prata e 17-Ouro do Metrô.</p>
<p>Com essa modalidade, o passageiro pode aproximar um cartão bancário habilitado diretamente da catraca. Também são aceitos dispositivos compatíveis com a tecnologia NFC, como celulares e relógios inteligentes.</p>
<p>Outra alternativa é utilizar o cartão TOP ou comprar bilhetes digitais por QR Code. A aquisição pode ser feita pelo aplicativo TOP, nas máquinas de autoatendimento das estações e pelo canal oficial da plataforma, sem necessidade de cadastro nesse último caso.</p>
<p>As máquinas de autoatendimento instaladas nas estações do Metrô e da CPTM também permitem o pagamento por Pix, ampliando as opções para quem prefere comprar o bilhete presencialmente.</p>
<p>Com diferentes modalidades de acesso, os passageiros podem escolher a forma de pagamento mais conveniente antes de seguir para os shows. A recomendação é verificar previamente o trajeto e as opções disponíveis para organizar o deslocamento nos dias de apresentação.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Trabalhadores do BRT do Rio de Janeiro recebem nesta quarta-feira bônus equivalente à metade do 13º salário</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/trabalhadores-do-brt-do-rio-de-janeiro-recebem-nesta-quarta-feira-bonus-equivalente-a-metade-do-13o-salario/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 13:31:41 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Pagamento da Mobi-Rio contempla motoristas, operadores de estações, equipes de manutenção, fiscalização e áreas administrativas; benefício faz parte do programa de reconhecimento de resultados de 2025 da Prefeitura do Rio de Janeiro ADAMO BAZANI Os trabalhadores da Mobi-Rio, companhia municipal responsável pela operação do BRT do Rio de Janeiro, recebem nesta quarta-feira, 28 de outubro [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="639" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/apache-vip-v-caio-brt-rio-de-janeiro-2-1.png?fit=1024%2C639&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/apache-vip-v-caio-brt-rio-de-janeiro-2-1.png?w=1441&amp;ssl=1 1441w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/apache-vip-v-caio-brt-rio-de-janeiro-2-1.png?resize=300%2C187&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/apache-vip-v-caio-brt-rio-de-janeiro-2-1.png?resize=1024%2C639&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/apache-vip-v-caio-brt-rio-de-janeiro-2-1.png?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/apache-vip-v-caio-brt-rio-de-janeiro-2-1.png?resize=768%2C479&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/apache-vip-v-caio-brt-rio-de-janeiro-2-1.png?resize=400%2C250&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Pagamento da Mobi-Rio contempla motoristas, operadores de estações, equipes de manutenção, fiscalização e áreas administrativas; benefício faz parte do programa de reconhecimento de resultados de 2025 da Prefeitura do Rio de Janeiro</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>Os trabalhadores da Mobi-Rio, companhia municipal responsável pela operação do BRT do Rio de Janeiro, recebem nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, uma bonificação equivalente a 50% do valor do 13º salário. O pagamento, anunciado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, contempla profissionais que atuam diretamente no atendimento aos passageiros, na condução dos ônibus, na manutenção dos veículos e nas atividades necessárias ao funcionamento do sistema.</p>
<p>A bonificação faz parte das medidas de reconhecimento de resultados referentes ao desempenho de 2025 e está sendo paga no Dia do Servidor Público. Além dos motoristas e operadores de estações, o benefício alcança profissionais das garagens, da fiscalização, do controle operacional e das áreas técnicas e administrativas da Mobi-Rio. O valor corresponde à metade de um 13º salário, mas representa uma remuneração adicional vinculada ao programa de resultados, e não uma antecipação da gratificação natalina regular.</p>
<p>A informação consta da edição desta quarta-feira do Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, que destaca o pagamento na capa.</p>
<h3>Como funciona a bonificação e quem recebe</h3>
<p>O pagamento aos trabalhadores da Mobi-Rio está relacionado ao reconhecimento dos resultados alcançados em 2025, dentro da política de avaliação de desempenho adotada pela administração municipal.</p>
<p>A Prefeitura do Rio de Janeiro informou que o benefício corresponde a 50% do 13º salário dos profissionais abrangidos. Dessa forma, o valor da bonificação equivale à metade da referência utilizada para o cálculo da gratificação natalina.</p>
<p>Para exemplificar, um trabalhador cuja referência de 13º salário seja de R$ 3 mil teria uma bonificação equivalente a R$ 1.500, antes de eventuais incidências legais aplicáveis. O exemplo é apenas ilustrativo e não representa o salário efetivamente pago a determinada categoria da Mobi-Rio.</p>
<p>A medida contempla diferentes funções da companhia municipal.</p>
<p>Entre os beneficiados estão os motoristas dos ônibus do BRT, responsáveis pela condução dos veículos, e os operadores das estações, que trabalham no atendimento ao público e na organização do embarque e desembarque de passageiros.</p>
<p>Também estão incluídos os profissionais de manutenção e garagem, responsáveis pelas condições técnicas dos veículos, além das equipes de fiscalização, controle operacional e dos setores técnicos e administrativos.</p>
<p>Essas atividades são interdependentes. A operação regular de um sistema de corredores exclusivos depende tanto da disponibilidade de ônibus quanto do funcionamento das estações, da programação das viagens, do acompanhamento da circulação e do atendimento aos passageiros.</p>
<h3>Bônus é diferente do 13º salário</h3>
<p>Embora o valor anunciado pela Prefeitura do Rio de Janeiro tenha como referência o 13º salário, os dois pagamentos possuem naturezas distintas.</p>
<p>O 13º salário é uma gratificação anual prevista na legislação trabalhista, enquanto a bonificação anunciada nesta quarta-feira está associada ao reconhecimento dos resultados obtidos no exercício anterior.</p>
<p>Assim, a referência à metade do 13º salário serve para estabelecer o valor do benefício adicional.</p>
<p>A edição do Diário Oficial não apresenta uma tabela individualizada de pagamentos por função, faixa salarial ou empregado, nem especifica o valor global destinado exclusivamente à bonificação da Mobi-Rio.</p>
<h3>Programa também contempla outros servidores municipais</h3>
<p>O pagamento ocorre juntamente com as bonificações do Acordo de Resultados de 2025, destinado a reconhecer o desempenho de órgãos e servidores municipais.</p>
<p>Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, profissionais de 49 secretarias e órgãos municipais foram avaliados com base em metas estabelecidas para cada área.</p>
<p>No programa geral, os servidores que atingem os resultados previstos podem receber bonificações de até dois salários, conforme o desempenho institucional e a avaliação individual.</p>
<p>Também recebem bonificações os profissionais da rede municipal de ensino, em reconhecimento aos resultados educacionais alcançados em 2025.</p>
<p>No caso da Mobi-Rio, o percentual anunciado especificamente para os trabalhadores da companhia é de 50% do 13º salário.</p>
<p>O pagamento ocorre em um setor no qual a continuidade dos serviços depende da atuação de diferentes categorias profissionais, desde a condução dos ônibus até a manutenção dos veículos e o controle da operação.</p>
<p>Para quem utiliza o BRT diariamente, essas atividades têm reflexos diretos na disponibilidade da frota, na regularidade dos intervalos, no funcionamento das estações e nas condições de atendimento.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Diretoria da AGR visita Expresso Marly e conhece rotina do transporte intermunicipal em Goiás</title>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 13:15:10 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Conselheiros acompanharam atividades de manutenção e operação na garagem do Grupo Liderança, em Goiânia; aproximação entre regulador e empresas é tema de interesse do Setrinpe-GO ALEXANDRE PELEGI A rotina de uma empresa de transporte intermunicipal vai além da circulação dos ônibus pelas rodovias. Manutenção, organização de escalas, preparação dos veículos e gestão operacional são atividades [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/AGR-Expresso-Marly.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/AGR-Expresso-Marly.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/AGR-Expresso-Marly.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/AGR-Expresso-Marly.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/AGR-Expresso-Marly.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/AGR-Expresso-Marly.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/AGR-Expresso-Marly.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/AGR-Expresso-Marly.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Conselheiros acompanharam atividades de manutenção e operação na garagem do Grupo Liderança, em Goiânia; aproximação entre regulador e empresas é tema de interesse do Setrinpe-GO</em></p>
<p><strong><em>ALEXANDRE PELEGI</em></strong></p>
<p>A rotina de uma empresa de transporte intermunicipal vai além da circulação dos ônibus pelas rodovias. Manutenção, organização de escalas, preparação dos veículos e gestão operacional são atividades que influenciam diretamente a qualidade do serviço oferecido aos passageiros. Para conhecer de perto esses processos, a diretoria da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) visitou, nesta terça-feira (27), a garagem da Expresso Marly, integrante do Grupo Liderança, em Goiânia.</p>
<p>A visita, realizada a convite da transportadora, permitiu aos conselheiros acompanhar diferentes etapas da operação, incluindo manutenção, reforma de ônibus, organização das escalas de motoristas e veículos e procedimentos internos de trabalho.</p>
<p>Participaram o conselheiro presidente da AGR, Bruno Botelho Saleh, e os conselheiros Paulo Tiago Toledo Carvalho, Marcelo de Souza Gomes e Silva, Maria Silvia de Lima Hatschbach e Natália Maria Briceño Spadoni. O grupo foi recebido pelo diretor da Expresso Marly, Gerson Fernandes.</p>
<p>Segundo a empresa, o objetivo foi apresentar sua estrutura operacional e permitir que os representantes da agência conhecessem as atividades envolvidas na prestação do serviço de transporte intermunicipal.</p>
<p><strong>Regulação e realidade operacional</strong></p>
<p>A visita ocorre em um contexto no qual o diálogo entre operadores e poder público ganha importância diante dos desafios do transporte rodoviário de passageiros em Goiás.</p>
<p>A aproximação institucional é um tema de interesse do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal e Interestadual de Passageiros do Estado de Goiás (Setrinpe-GO), entidade que representa as empresas do setor.</p>
<p>Entre as questões que fazem parte desse debate estão a renovação das frotas, os custos operacionais, as exigências regulatórias e o enfrentamento do transporte clandestino.</p>
<p>Conhecer a estrutura das empresas permite ao órgão regulador compreender melhor as condições em que os serviços são prestados, enquanto os operadores têm a oportunidade de apresentar suas demandas e dificuldades. Responsável pela regulação e fiscalização do transporte intermunicipal em Goiás, a AGR acompanha o cumprimento das normas que orientam a atividade.</p>
<p>A visita à Expresso Marly integra esse processo de aproximação entre a agência e as empresas, com foco no conhecimento das operações e nas condições de prestação dos serviços aos passageiros.</p>
<p><strong><em>Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Prefeitura de BH contrata estudo de R$ 325 mil sobre 15 anos de concessão dos ônibus e destina mais R$ 450 mil à manutenção do MOVE</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/prefeitura-de-bh-contrata-estudo-de-r-325-mil-sobre-15-anos-de-concessao-dos-onibus-e-destina-mais-r-450-mil-a-manutencao-do-move/</link>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 13:01:54 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Consultoria vai avaliar possível desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de ônibus entre 2008 e julho de 2023; recursos adicionais para estações incluem manutenção de escadas rolantes e elevadores ADAMO BAZANI A Prefeitura de Belo Horizonte contratou por R$ 325 mil uma consultoria especializada para avaliar se houve desequilíbrio econômico-financeiro nos contratos de concessão dos ônibus municipais [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="689" height="462" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/bng.jpg?fit=689%2C462&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/bng.jpg?w=689&amp;ssl=1 689w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/bng.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/bng.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/bng.jpg?resize=400%2C268&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px" /> <p><em>Consultoria vai avaliar possível desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de ônibus entre 2008 e julho de 2023; recursos adicionais para estações incluem manutenção de escadas rolantes e elevadores</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de Belo Horizonte contratou por R$ 325 mil uma consultoria especializada para avaliar se houve desequilíbrio econômico-financeiro nos contratos de concessão dos ônibus municipais ao longo de aproximadamente 15 anos, entre 2008 e julho de 2023. O trabalho servirá de apoio a uma mesa de conciliação instalada no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), responsável por discutir questões relacionadas à remuneração das concessionárias. A contratação foi publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira, 28 de outubro de 2026.</p>
<p>Na mesma edição, a administração municipal autorizou o reforço de R$ 450 mil no orçamento do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana para complementar despesas de manutenção de estações e subestações do MOVE, sistema de corredores de ônibus da capital mineira. Os recursos abrangem manutenção predial, escadas rolantes, elevadores e outros equipamentos utilizados pelos passageiros. As duas medidas tratam de aspectos diferentes do transporte coletivo: a primeira está relacionada ao financiamento e ao histórico das concessões; a segunda, à manutenção da infraestrutura de atendimento.</p>
<p>A consultoria foi contratada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, sob a responsabilidade do secretário Marco Antônio Silveira.</p>
<p>A empresa responsável pelo estudo é a André Dantas Treinamento e Consultoria Ltda., que utiliza o nome TransporteIntel, CNPJ 58.528.492/0001-72.</p>
<p>O contrato foi assinado em 26 de outubro de 2026, com vigência de 90 dias corridos.</p>
<h3>Estudo vai investigar a situação financeira dos contratos desde 2008</h3>
<p>A consultoria terá como principal tarefa fornecer assessoramento técnico à Mesa de Conciliação e Prevenção de Conflitos instaurada no TCE-MG.</p>
<p>O trabalho envolve a análise dos contratos de concessão de ônibus firmados em 2008, buscando determinar a existência de eventual desequilíbrio econômico-financeiro e estimar o valor correspondente, caso seja identificado.</p>
<p>O equilíbrio econômico-financeiro é um dos fundamentos dos contratos de concessão de serviços públicos.</p>
<p>Na prática, significa preservar, dentro das condições estabelecidas contratualmente e pela legislação, a relação entre os encargos assumidos pelas empresas e a remuneração prevista para a prestação dos serviços.</p>
<p>No transporte coletivo, essa relação pode ser afetada por mudanças nos custos operacionais, na demanda de passageiros, nas receitas de tarifas, nas obrigações de investimento e nas regras de remuneração.</p>
<p>A análise técnica precisa considerar as responsabilidades contratuais das partes e os mecanismos de revisão existentes.</p>
<p>Isso significa que a eventual diferença entre receitas e despesas das concessionárias não corresponde automaticamente a um valor que deva ser pago pela administração municipal.</p>
<p>O trabalho contratado deverá justamente contribuir para identificar quais fatores são relevantes para a avaliação do equilíbrio econômico-financeiro e como eles devem ser tratados à luz dos contratos.</p>
<h3>Por que a análise termina em julho de 2023</h3>
<p>O período escolhido para o estudo começa em 2008, ano de celebração dos contratos de concessão da rede municipal de ônibus de Belo Horizonte, e termina em julho de 2023.</p>
<p>A data está relacionada à regulamentação da Lei Municipal nº 11.458/2023, que promoveu mudanças importantes na organização econômica do transporte coletivo.</p>
<p>A legislação foi regulamentada pelo Decreto Municipal nº 18.370, publicado naquele ano, e integra a reformulação das condições de prestação e financiamento dos serviços.</p>
<p>O recorte temporal permite concentrar a análise no período anterior à implementação das novas regras.</p>
<p>Esse histórico é importante porque Belo Horizonte passou por diferentes fases de discussão sobre tarifas, subsídios, qualidade dos serviços, custos das empresas e responsabilidade da administração municipal pelo financiamento do sistema.</p>
<p>A contratação de um estudo específico para o período de 2008 a julho de 2023 demonstra que parte dessas questões continua sendo objeto de análise técnica e institucional.</p>
<h3>Estudo faz parte de mesa de conciliação no Tribunal de Contas</h3>
<p>A contratação está vinculada à Mesa de Conciliação e Prevenção de Conflitos do TCE-MG.</p>
<p>Esse instrumento busca criar condições para que controvérsias envolvendo a administração pública sejam examinadas de forma técnica e institucional, com participação dos envolvidos e observância das competências dos órgãos de controle.</p>
<p>No caso dos ônibus de Belo Horizonte, o resultado poderá fornecer elementos para as discussões sobre a situação econômico-financeira dos contratos.</p>
<p>A consultoria deverá apresentar suas análises dentro das condições previstas no termo de referência.</p>
<p>A contratação do estudo, por si só, não representa reconhecimento de dívida com as concessionárias, autorização de reajuste tarifário ou decisão definitiva sobre eventual compensação financeira.</p>
<p>Essas consequências dependerão das conclusões técnicas e das decisões que venham a ser tomadas nas instâncias competentes.</p>
<p>Para os passageiros, a discussão interessa porque a estabilidade do financiamento é um dos fatores relacionados à continuidade dos serviços, à manutenção da frota e à capacidade de cumprir as obrigações previstas nas concessões.</p>
<h3>MOVE recebe R$ 450 mil para manutenção de estações e equipamentos</h3>
<p>Além da contratação do estudo, a Prefeitura de Belo Horizonte publicou uma suplementação orçamentária de R$ 450 mil para o Fundo Municipal de Mobilidade Urbana.</p>
<p>O objetivo é complementar os recursos destinados à manutenção das estações e subestações do MOVE.</p>
<p>A descrição do reforço orçamentário menciona expressamente manutenção predial, escadas rolantes, elevadores e outros equipamentos.</p>
<p>Essas estruturas fazem parte da operação cotidiana do sistema de corredores de ônibus e influenciam diretamente as condições de utilização das estações.</p>
<p>A conservação das instalações envolve tanto a infraestrutura física quanto os equipamentos utilizados no deslocamento dos passageiros.</p>
<p>Escadas rolantes e elevadores têm importância especial para pessoas com deficiência, idosos, passageiros com mobilidade reduzida e usuários que transportam bagagens ou carrinhos de bebê.</p>
<p>O funcionamento desses equipamentos também está relacionado à circulação interna nas estações, à distribuição dos fluxos de embarque e desembarque e à segurança dos usuários.</p>
<p>Os R$ 450 mil são destinados a complementar despesas de manutenção, conforme a justificativa orçamentária.</p>
<p>A autorização de crédito não corresponde necessariamente à execução imediata de todos os serviços. Os recursos reforçam a disponibilidade orçamentária para atender às despesas previstas.</p>
<h3>Duas frentes que influenciam o atendimento ao passageiro</h3>
<p>As publicações desta quarta-feira mostram duas necessidades permanentes do transporte coletivo de Belo Horizonte.</p>
<p>A primeira é a definição de condições econômicas sustentáveis para os contratos de operação dos ônibus, tema que envolve receitas, custos, responsabilidades contratuais e mecanismos de financiamento.</p>
<p>A segunda está relacionada à conservação da infraestrutura utilizada diariamente pelos passageiros, especialmente nas estações do MOVE.</p>
<p>Embora tenham objetivos diferentes, as duas frentes interferem nas condições de funcionamento do sistema.</p>
<p>O acompanhamento dos resultados da consultoria e da aplicação dos recursos para manutenção permitirá avaliar os desdobramentos das medidas anunciadas.</p>
<p>No caso da concessão, o próximo passo será conhecer as conclusões sobre os contratos de 2008 a julho de 2023.</p>
<p>Quanto ao MOVE, o interesse dos passageiros estará na realização dos serviços de manutenção e nas condições efetivas de funcionamento de elevadores, escadas rolantes e demais equipamentos das estações.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>São Paulo abre licitações de supervisão de corredores na zona leste e reserva R$ 1 milhão para encargos do BRT Radial Leste</title>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 12:31:10 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Atos abrangem Celso Garcia e trecho de 600 metros do Itaquera–Líder; projetos atravessam gestões e reaparecem no planejamento após metas de corredores não cumpridas ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo publicou novas medidas relacionadas a três eixos de ônibus da zona leste: abriu licitações de apoio à supervisão das obras da Avenida Celso Garcia [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="645" height="480" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4310.jpg?fit=645%2C480&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4310.jpg?w=645&amp;ssl=1 645w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4310.jpg?resize=300%2C223&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4310.jpg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/4310.jpg?resize=400%2C298&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 645px) 100vw, 645px" /> <p><em>Atos abrangem Celso Garcia e trecho de 600 metros do Itaquera–Líder; projetos atravessam gestões e reaparecem no planejamento após metas de corredores não cumpridas</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo publicou novas medidas relacionadas a três eixos de ônibus da zona leste: abriu licitações de apoio à supervisão das obras da Avenida Celso Garcia e de um trecho de 600 metros do Corredor Itaquera–Líder e autorizou R$ 1 milhão para juros e encargos do financiamento do BRT Radial Leste. As disputas da SPTrans terão sessões em janeiro de 2027.</p>
<p>Os atos dão continuidade à estrutura técnica e financeira dos empreendimentos, em uma região onde projetos de prioridade aos ônibus atravessam sucessivos programas de investimentos. A meta de 40 quilômetros de novos corredores do ciclo 2021–2024 não foi alcançada, e parte das intervenções voltou ao planejamento de 2025–2028. As publicações atuais tratam de supervisão e financiamento, sem representar entrega de trechos aos passageiros.</p>
<p>Os três projetos têm características diferentes. A Celso Garcia envolve requalificação de um eixo existente e reorganização da circulação no Brás. O Itaquera–Líder tem parte em operação e trechos ainda necessários para completar o traçado. O Radial Leste é um BRT, com infraestrutura prevista de estações, embarque em nível e pagamento antecipado.</p>
<h2>Celso Garcia: supervisão abrangerá três trechos e corredor binário no Brás</h2>
<p>A licitação da SPTrans prevê apoio técnico especializado à supervisão das obras entre o Terminal Parque Dom Pedro II e a Avenida Aricanduva.</p>
<p>O objeto inclui os trechos 1, 2 e 3 e o corredor binário entre o Parque Dom Pedro II e o Largo da Concórdia. Nesse segmento, cada sentido será distribuído por uma via:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Sentido</th>
<th>Via prevista</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Centro</td>
<td>Rua do Gasômetro</td>
</tr>
<tr>
<td>Bairro</td>
<td>Avenida Rangel Pestana</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A entrega dos envelopes e a abertura da proposta técnica estão marcadas para 8 de janeiro de 2027, às 14h, na Rua Boa Vista, 236, 7º andar, no Centro.</p>
<p>O julgamento será por técnica e preço, em disputa presencial fechada, com empreitada por preços unitários.</p>
<p>O apoio à supervisão serve ao acompanhamento técnico da execução, sob responsabilidade da SPTrans. Essa contratação é diferente da empresa ou consórcio encarregado de construir.</p>
<p>O projeto geral prevê recuperação do pavimento, tratamento da faixa de ônibus, calçadas acessíveis, modernização de paradas e sinalização. No Programa de Metas, a referência é de 8,3 quilômetros; o estudo ambiental anteriormente divulgado trabalhou com aproximadamente 8,8 quilômetros. O aviso atual delimita o objeto pelos trechos entre o terminal e a Aricanduva.</p>
<h2>Celso Garcia teve obra paralisada após execução de 24,83% do primeiro trecho</h2>
<p>A requalificação já teve contratação anterior para o primeiro trecho, entre o Parque Dom Pedro II e a Rua Bresser.</p>
<p>Documentação municipal registrou execução de 24,83% e paralisação para adequações relacionadas ao plano de trabalho do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. A intervenção envolve antigos trilhos de bonde e questões de patrimônio arqueológico.</p>
<p>Em agosto de 2026, a SPTrans retomou uma licitação mais abrangente, incluindo os três trechos. A disputa de supervisão publicada agora acompanha essa reorganização.</p>
<p>A busca por maior velocidade no eixo é anterior às obras atuais. Em 2008, o Expresso Celso Garcia utilizou faixa reversível com cones para serviços expressos e semi-expressos. Em 2018, houve nova configuração de circulação em segmentos da Celso Garcia e da Rangel Pestana.</p>
<p>Esse histórico mostra a diferença entre reorganizar a operação em determinadas condições de trânsito e entregar uma requalificação permanente de toda a infraestrutura.</p>
<h2>Itaquera–Líder: 600 metros fazem a conexão com o Terminal Vila Carrão</h2>
<p>A segunda licitação de apoio à supervisão abrange o trecho IIA do Corredor Itaquera–Líder, de 0,6 quilômetro.</p>
<p>A sessão será em 8 de janeiro de 2027, às 10h, no mesmo endereço. Também terá julgamento por técnica e preço e disputa presencial fechada.</p>
<p>A obra desse segmento foi contratada com o Consórcio Lidera por R$ 19,89 milhões, conforme reportagem do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> de setembro. O prazo contratual é de 15 meses a partir de 21 de setembro de 2026.</p>
<p>O planejamento divide o corredor desta forma:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Parte do projeto</th>
<th>Extensão e referência</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Trechos em operação</td>
<td>6,2 quilômetros</td>
</tr>
<tr>
<td>Trecho IIA</td>
<td>600 metros entre o Terminal Vila Carrão e a Avenida Aricanduva</td>
</tr>
<tr>
<td>Outro trecho pendente</td>
<td>2,5 quilômetros entre as avenidas Líder e Jacu-Pêssego</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensão total planejada</td>
<td>9,3 quilômetros</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O desenho técnico prevê faixas exclusivas à esquerda, pavimento de concreto e possibilidade de ultrapassagem junto às paradas. Essa configuração permite que um ônibus prossiga enquanto outro realiza embarque e desembarque.</p>
<p>Os 600 metros têm importância pela conexão com o terminal, mas sua contratação não encerra o conjunto de intervenções necessário para completar o corredor.</p>
<h2>BRT Radial Leste: R$ 1 milhão é destinado ao custo do financiamento</h2>
<p>A Secretaria Municipal da Fazenda autorizou empenho de R$ 1 milhão para juros e encargos da operação de crédito do Programa BRT Radial Leste — Trecho I.</p>
<p>O ato está relacionado ao contrato de financiamento CEF nº 0639.294-83/25 e identifica o Banco do Brasil como agente interveniente. As despesas estão divididas em parcelas de R$ 600 mil e R$ 400 mil.</p>
<p>Esse valor pertence ao serviço da dívida. Deve ser separado dos pagamentos por execução física das obras.</p>
<p>O primeiro trecho do BRT tem aproximadamente 9,8 quilômetros entre o Terminal Parque Dom Pedro II e a Rua Professor Miguel Russiano, na região da Estação Penha do Metrô.</p>
<p>A Prefeitura apresenta três segmentos: do terminal à Rua Almirante Brasil; dessa rua à Armando Gardenghi; e daí à Professor Miguel Russiano.</p>
<p>O projeto prevê faixas exclusivas de concreto, ultrapassagem nas paradas, estações com embarque em nível, cobrança antecipada, acessibilidade e melhorias urbanas. A infraestrutura de controle operacional também é necessária ao funcionamento do sistema.</p>
<p>A segunda etapa planejada prolonga o eixo da Penha até a região de Corinthians-Itaquera. Ela constitui outro empreendimento e não está abrangida pela autorização de encargos publicada nesta terça-feira.</p>
<h2>Metas anteriores ficaram pendentes; compromissos atuais têm horizonte até 2028</h2>
<p>O Programa de Metas 2021–2024 incluiu o compromisso de viabilizar 40 quilômetros de novos corredores, além dos BRTs Aricanduva e Radial Leste.</p>
<p>As entregas ficaram abaixo da extensão anunciada. Um dos trechos concluídos foi o de 4,1 quilômetros do Itaquera–Líder, inaugurado em julho de 2024, que se somou a 2,1 quilômetros anteriores.</p>
<p>Parte dos projetos foi incorporada ao ciclo 2025–2028. O planejamento atual prevê concluir o Itaquera–Líder, entregar o primeiro lote da requalificação da Celso Garcia e iniciar os demais, além de colocar em operação o Radial Leste I e iniciar as obras de sua segunda etapa.</p>
<p>Esses compromissos atuais têm prazo até 2028. A cobrança pelas pendências do programa anterior não deve ser confundida com a declaração de descumprimento antecipado de todas as metas do ciclo em andamento.</p>
<p>Para quem depende dos ônibus, o resultado esperado é concreto: viagens mais previsíveis, menos tempo em congestionamentos, paradas acessíveis e melhor integração. Licitações, contratos, supervisão e financiamento são etapas necessárias, mas o benefício se materializa quando a infraestrutura fica pronta e passa a funcionar com a operação planejada.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>CPTM adia para sexta-feira (30) licitação de projetos e obras no Abrigo Roosevelt, em São Paulo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/cptm-adia-para-sexta-feira-30-licitacao-de-projetos-e-obras-no-abrigo-roosevelt-em-sao-paulo/</link>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 12:01:38 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contratação integrada prevê elaboração de projetos de engenharia e arquitetura e execução de intervenções em instalação ferroviária; sessão estava prevista para esta quarta-feira (28) ADAMO BAZANI A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) adiou para sexta-feira, 30 de outubro de 2026, a sessão pública de uma licitação destinada à elaboração de projetos e à execução [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/481047630_1059465365988582_7828280334353293367_n.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/481047630_1059465365988582_7828280334353293367_n.jpg?w=1439&amp;ssl=1 1439w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/481047630_1059465365988582_7828280334353293367_n.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/481047630_1059465365988582_7828280334353293367_n.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/481047630_1059465365988582_7828280334353293367_n.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/481047630_1059465365988582_7828280334353293367_n.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/481047630_1059465365988582_7828280334353293367_n.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Contratação integrada prevê elaboração de projetos de engenharia e arquitetura e execução de intervenções em instalação ferroviária; sessão estava prevista para esta quarta-feira (28)</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) adiou para sexta-feira, 30 de outubro de 2026, a sessão pública de uma licitação destinada à elaboração de projetos e à execução de obras no Abrigo Roosevelt, em São Paulo (SP). O procedimento estava previsto para esta quarta-feira (28), às 10h, e foi transferido para a mesma hora, conforme aviso publicado no Diário Oficial do Estado.</p>
<p>A contratação reúne a elaboração dos projetos básicos e executivos de engenharia e arquitetura e a execução das intervenções. O objeto faz parte das iniciativas relacionadas à manutenção e adequação de instalações vinculadas à infraestrutura ferroviária, mas o aviso de adiamento não apresenta novo detalhamento sobre os serviços previstos nem informa mudanças no escopo da contratação.</p>
<p>A modalidade de contratação integrada permite reunir, em um único procedimento, o desenvolvimento dos projetos e a execução das obras, respeitadas as condições previstas no edital e na legislação aplicável às empresas estatais.</p>
<p>Nesse modelo, a responsabilidade da contratada não se limita à construção ou reforma. Abrange também o desenvolvimento das soluções técnicas necessárias à execução do objeto, de acordo com as exigências estabelecidas pela contratante.</p>
<p>A publicação confirma a mudança da data de apresentação das propostas e realização da sessão pública.</p>
<h2>Próxima etapa da contratação</h2>
<p>Com o adiamento, a nova sessão foi marcada para 30 de outubro de 2026, às 10h.</p>
<p>A contratação envolve serviços técnicos de engenharia e arquitetura e a execução das intervenções no Abrigo Roosevelt.</p>
<p>A CPTM é responsável por serviços ferroviários metropolitanos no Estado de São Paulo e mantém estruturas operacionais, administrativas e patrimoniais que exigem intervenções de conservação, adaptação e manutenção.</p>
<p>No caso do Abrigo Roosevelt, a publicação representa uma etapa do procedimento de contratação.</p>
<p>O aviso não estabelece data para o início das obras nem prazo para sua conclusão.</p>
<p>A definição dessas etapas dependerá da continuidade da licitação e das condições contratuais.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Preso novamente Senival Moura por suspeitas de ligação da Transunião com PCC; decisão detalha controle de ônibus, dinheiro e relações com investigados</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/preso-novamente-senival-moura-por-suspeitas-de-ligacao-da-transuniao-com-pcc-decisao-detalha-controle-de-onibus-dinheiro-e-relacoes-com-investigados/</link>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 11:34:19 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Vereador de São Paulo havia sido preso em junho e solto em agosto; juiz determina agora prisão preventiva dele e de outros seis acusados, após receber denúncia sobre suposta lavagem de dinheiro na empresa de ônibus. Investigações também alcançam outras transportadoras e o ex-presidente da Câmara Milton Leite ADAMO BAZANI A Justiça de São Paulo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="900" height="506" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vereador-senival-moura-pt-de-sao-paulo-1782381784864_v2_900x506.png.webp?fit=900%2C506&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vereador-senival-moura-pt-de-sao-paulo-1782381784864_v2_900x506.png.webp?w=900&amp;ssl=1 900w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vereador-senival-moura-pt-de-sao-paulo-1782381784864_v2_900x506.png.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vereador-senival-moura-pt-de-sao-paulo-1782381784864_v2_900x506.png.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vereador-senival-moura-pt-de-sao-paulo-1782381784864_v2_900x506.png.webp?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vereador-senival-moura-pt-de-sao-paulo-1782381784864_v2_900x506.png.webp?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /> <div><em>Vereador de São Paulo havia sido preso em junho e solto em agosto; juiz determina agora prisão preventiva dele e de outros seis acusados, após receber denúncia sobre suposta lavagem de dinheiro na empresa de ônibus. Investigações também alcançam outras transportadoras e o ex-presidente da Câmara Milton Leite</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Justiça de São Paulo decretou novamente a prisão do vereador Senival Pereira de Moura, investigado por suspeitas de participação em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da empresa de ônibus Transunião, que atende passageiros da zona Leste da capital paulista. A prisão ocorrru na manhã desta quarta-feira, 28 de outubro de 2026.  A decisão, de 20 de outubro de 2026, foi assinada pelo juiz Antonio Carlos Costa Pessoa Martins, da 1ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, que determinou a prisão preventiva do parlamentar e de outros seis acusados. Senival havia sido preso temporariamente em junho e colocado em liberdade em agosto por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo.</p>
<p>A nova decisão, obtida e analisada pelo Diário do Transporte, foi tomada após o recebimento da denúncia do Ministério Público de São Paulo sobre a suposta utilização da Transunião para ocultar recursos provenientes de atividades criminosas. Segundo a investigação, Senival exerceria influência sobre as finanças e parte da frota da transportadora, mesmo sem ocupar formalmente posição correspondente na direção da companhia. O caso integra uma série de investigações sobre a possível infiltração do PCC no transporte coletivo paulistano, que também atingiram a Transwolff, a UPBus e o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite.</p>
<h2>Juiz manda prender Senival e outros seis investigados</h2>
<p>A determinação judicial foi proferida em 20 de outubro de 2026, após pedido do Ministério Público e manifestação da autoridade policial.</p>
<p>O juiz considerou que os elementos apresentados na investigação indicam a existência de uma estrutura organizada para a movimentação e ocultação de recursos financeiros por meio da Transunião, utilizando pessoas físicas e jurídicas, veículos e operações societárias.</p>
<p>Foram determinadas as prisões preventivas de:</p>
<ul>
<li>
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<div>
<p>Senival Pereira de Moura;</p>
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<li>
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<p>Lourival de França Monário;</p>
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</li>
<li>
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<div>
<p>Leonel Moreira Martins;</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Jair Ramos de Freitas;</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Devanil Sousa Nascimento;</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Osiel Bernardino Pinto;</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Fábio Fernandes de Souza.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>O magistrado fundamentou as prisões na necessidade de garantia da ordem pública. No caso de Lourival, Leonel e Jair, também considerou necessária a medida para assegurar a aplicação da lei penal.</p>
<p>A prisão preventiva tem natureza diferente da temporária. Enquanto a prisão temporária é utilizada durante a investigação e possui prazos legais determinados, a preventiva é uma medida cautelar destinada a enfrentar riscos concretos identificados pela Justiça, devendo permanecer sujeita aos requisitos legais e ao controle judicial.</p>
<p>A nova decisão ocorre depois de Senival ter sido libertado por ordem do TJ-SP, no início de agosto. Na ocasião, a desembargadora Carla Rahal considerou ilegal a manutenção da prisão temporária após o prazo permitido.</p>
<p>O fato de a prisão anterior ter sido relaxada não impedia automaticamente uma nova determinação judicial, desde que fundamentada nos requisitos legais e nas circunstâncias apresentadas.</p>
<p>O juiz Antonio Carlos Martins afirmou agora que medidas alternativas à prisão seriam insuficientes diante do risco atribuído à atuação indireta de Senival sobre a estrutura empresarial investigada.</p>
<h2>Planilhas de proprietários de ônibus e mensagens de celular sustentaram decisão</h2>
<p>Um dos pontos centrais da investigação é a suspeita de que a administração formal da Transunião não correspondia integralmente à estrutura de controle financeiro e patrimonial efetivamente existente na empresa.</p>
<p>Segundo a decisão judicial, mensagens extraídas do aparelho celular de Adauto Soares Jorge, ex-dirigente da transportadora assassinado em 2020, indicam que determinados pagamentos e movimentações financeiras dependiam de autorização de uma pessoa identificada nas conversas como &#8220;presidente&#8221;, &#8220;vereador&#8221;, &#8220;velho&#8221; ou &#8220;véio&#8221;.</p>
<p>Para a acusação, essas referências estariam relacionadas a Senival Moura.</p>
<p>Em uma das comunicações, Leonel Moreira Martins teria informado que já havia tratado da liberação de recursos com o vereador.</p>
<p>Outro elemento considerado pelo juiz foi a apreensão de documentos em um imóvel utilizado como escritório político de Senival.</p>
<p>No local, os investigadores encontraram cópias de planilhas identificadas como &#8220;COOPERADOS&#8221; e &#8220;COOPERADOS OFICIAIS&#8221;, além de documentos relativos aos proprietários de ônibus vinculados à Transunião.</p>
<p>Conforme a decisão, parte desses documentos estava acondicionada em envelopes endereçados ao parlamentar.</p>
<p>As planilhas também apresentariam o nome de Senival de maneira recorrente, o que, na avaliação da Justiça, reforça a suspeita de que ele exercia influência econômica sobre uma parcela significativa da frota.</p>
<p>Os investigadores identificaram ainda depósitos em espécie, créditos sem identificação dos depositantes e movimentações financeiras consideradas superiores aos rendimentos declarados.</p>
<p>O juiz interpretou o conjunto desses elementos como indício de que Senival manteria controle sobre recursos e veículos por meio de familiares e terceiros, mesmo sem ocupar formalmente posição equivalente na administração da transportadora.</p>
<p>A decisão registra que essa estrutura permitiria a continuidade da influência financeira e patrimonial atribuída ao parlamentar, inclusive durante o andamento do processo criminal.</p>
<p>Para o magistrado, o risco de interferência na apuração das relações patrimoniais e de continuidade das práticas investigadas justificou a prisão preventiva.</p>
<p>Essas conclusões fundamentam uma decisão cautelar e ainda deverão ser examinadas no julgamento das acusações.</p>
<h2>Homicídio de dirigente da Transunião aparece como ponto central das investigações</h2>
<p>O assassinato de Adauto Soares Jorge, em 2020, é um dos episódios mais graves mencionados na decisão judicial.</p>
<p>Segundo o Ministério Público, a morte teria relação com disputas internas envolvendo o controle financeiro da Transunião e a destinação de recursos supostamente relacionados ao PCC.</p>
<p>Jair Ramos de Freitas, conhecido como Cachorrão, e Devanil Sousa Nascimento são acusados em uma ação penal específica relacionada ao homicídio.</p>
<p>A decisão informa que Jair responderia pela execução de Adauto, enquanto Devanil teria conduzido o automóvel no qual a vítima chegou ao local onde ocorreu o crime.</p>
<p>O magistrado também descreve a apreensão, na residência de Jair, de uma carta manuscrita com características dos chamados &#8220;salves&#8221;, comunicados utilizados pela facção criminosa.</p>
<p>O documento trataria de conflitos internos, supostos desvios de recursos e mecanismos de controle financeiro.</p>
<p>Conforme a investigação, uma das referências indicaria que Adauto recebia orientações de duas pessoas identificadas como &#8220;Véio&#8221; e &#8220;Cabeça Branca&#8221;.</p>
<p>A acusação associa esses apelidos, respectivamente, a Senival Moura e Leonel Moreira Martins.</p>
<p>Leonel é apontado como intermediário entre integrantes do PCC e pessoas vinculadas à estrutura empresarial da Transunião. Segundo os investigadores, participaria da redistribuição de receitas e da realização de pagamentos a terceiros.</p>
<p>O juiz também considerou o fato de Leonel não ter sido localizado durante o período da prisão temporária anteriormente decretada.</p>
<p>A situação de Lourival de França Monário, que assumiu a presidência formal da Transunião após a morte de Adauto, foi examinada individualmente.</p>
<p>De acordo com a decisão, Lourival já exerceria funções de direção antes de assumir oficialmente o comando da empresa.</p>
<p>Os relatórios financeiros apontariam movimentações entre ele, a Transunião, a Cooperunião e outros investigados.</p>
<p>O magistrado também mencionou pagamentos destinados a uma pessoa identificada pela investigação como integrante do setor financeiro do PCC.</p>
<p>Lourival permaneceu na Itália e não foi localizado para cumprimento da prisão temporária. A decisão registra que foram necessárias providências de cooperação internacional para tentar localizá-lo.</p>
<p>Essas circunstâncias foram consideradas na fundamentação de sua prisão preventiva.</p>
<h2>Investigadores encontraram celular escondido, suspeitas de tráfico internacional e irregularidades societárias</h2>
<p>A decisão judicial apresenta outros elementos da investigação que ampliam o caso para além das movimentações financeiras da Transunião.</p>
<p>No caso de Jair Ramos de Freitas, o juiz relata a localização de um telefone celular dentro da caixa-d&#8217;água de um vaso sanitário, durante o cumprimento de mandado de busca.</p>
<p>O aparelho teria sido ocultado para dificultar a apreensão e a análise de informações.</p>
<p>A perícia dos documentos encontrados no telefone, combinada com dados bancários, apontou indícios de participação informal de Jair na direção ou cogestão da transportadora.</p>
<p>A decisão também menciona informações compartilhadas da Operação Mafiusi, relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.</p>
<p>Nessa investigação, aparecem os nomes de Jair, Lourival e Fábio Fernandes de Souza.</p>
<p>Em outro imóvel relacionado à identidade falsa atribuída a Jair, investigadores localizaram equipamentos para embalagem de drogas, mais de sete quilos de cocaína, outras substâncias suspeitas e quatro fuzis, além de munições e carregadores.</p>
<p>O magistrado também analisou a situação de Osiel Bernardino Pinto, que participou da constituição da Transunião e ocupou cargos de direção na companhia.</p>
<p>Segundo a decisão, documentos de integralização de capital apresentariam divergências sobre a propriedade de veículos utilizados como aportes societários.</p>
<p>Alguns ônibus estariam registrados em nome de familiares, da própria empresa ou de outras pessoas jurídicas nas datas das operações.</p>
<p>A investigação procura esclarecer se essas movimentações foram utilizadas para atribuir formalmente à companhia patrimônio que não correspondia à titularidade informada.</p>
<p>Osiel também é investigado em razão de conteúdos encontrados em dispositivos eletrônicos que, na avaliação dos investigadores, poderiam indicar envolvimento com atividades relacionadas ao tráfico de entorpecentes.</p>
<p>Quanto a Fábio Fernandes de Souza, ex-integrante do Conselho de Administração da Transunião, a decisão menciona vínculos societários e financeiros com outros acusados e suspeitas relacionadas a uma organização dedicada ao tráfico internacional de drogas.</p>
<p>Esses elementos foram considerados individualmente para fundamentar as prisões, sem representar condenação definitiva dos investigados.</p>
<h2>Transunião passou por intervenção da Prefeitura de São Paulo após prisão de Senival</h2>
<p>As investigações tiveram consequências diretas para o funcionamento dos ônibus da zona Leste.</p>
<p>Em 25 de junho de 2026, quando foi deflagrada a Operação Última Parada, a Prefeitura de São Paulo decretou intervenção na Transunião.</p>
<p>A medida foi adotada diante das investigações e do afastamento de pessoas relacionadas à direção da concessionária, com o objetivo de preservar a continuidade do transporte coletivo.</p>
<p>Como mostrou o Diário do Transporte naquela data, o prefeito Ricardo Nunes nomeou Ângelo Fêde, integrante da estrutura operacional da SPTrans e servidor com trajetória iniciada na antiga CMTC, para conduzir a intervenção.</p>
<p>O decreto estabeleceu prazo inicial de seis meses, além da formação de um comitê com representantes da Controladoria Geral do Município, da Secretaria Municipal da Fazenda e da Procuradoria Geral do Município.</p>
<p>O sistema operado pela Transunião atendia aproximadamente 262 mil passageiros por dia, em cerca de 50 linhas, principalmente na zona Leste de São Paulo.</p>
<p>A intervenção colocou sob acompanhamento direto da administração municipal a gestão de um serviço que depende da manutenção dos veículos, pagamento de trabalhadores, abastecimento, planejamento das viagens e cumprimento das obrigações contratuais.</p>
<p>O episódio também levantou questionamentos sobre a fiscalização da origem dos recursos utilizados por empresas de ônibus e da titularidade dos veículos incorporados às frotas.</p>
<p>Nas empresas originadas de antigas cooperativas, os investigadores passaram a examinar a separação entre proprietários individuais de ônibus, controladores formais, administradores e pessoas que eventualmente exerceriam influência econômica sem aparecer nos contratos sociais.</p>
<p>A questão é relevante porque empresas que recebem remuneração pública para prestar serviços de transporte precisam manter condições operacionais, patrimoniais e contratuais compatíveis com as exigências estabelecidas pelo poder concedente.</p>
<h2>Da Operação Fim da Linha à Vectura Corrupta: investigações também atingiram Transwolff, UPBus e Milton Leite</h2>
<p>O caso da Transunião integra um histórico mais amplo de investigações sobre a possível infiltração do PCC no transporte coletivo de São Paulo.</p>
<p>As primeiras suspeitas remontam ao período dos antigos transportadores clandestinos, que se expandiram durante a década de 1990 e posteriormente passaram por processos de regulamentação e incorporação ao sistema municipal.</p>
<p>Com a reorganização do transporte paulistano a partir da Lei Municipal nº 13.241, de 2001, parte dos antigos operadores de vans e peruas passou a integrar cooperativas responsáveis por serviços locais.</p>
<p>Ao longo dos anos, essas estruturas deram origem a empresas que passaram a operar contratos de grande dimensão financeira.</p>
<p>A investigação das autoridades procura estabelecer se pessoas relacionadas ao crime organizado conseguiram acompanhar esse processo de transformação e assumir influência sobre empresas formalmente constituídas.</p>
<p>Em abril de 2024, a Operação Fim da Linha concentrou as investigações nas empresas Transwolff e UPBus.</p>
<p>O Ministério Público e a Polícia Civil passaram a investigar suspeitas de lavagem de dinheiro do PCC por meio de estruturas empresariais, operações financeiras, aquisição de veículos e contratos relacionados ao transporte público.</p>
<p>Entre os investigados estava o empresário Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, ligado à Transwolff.</p>
<p>As investigações provocaram intervenções da Prefeitura de São Paulo nas operadoras para preservar o atendimento aos passageiros.</p>
<p>A Transwolff atendia os lotes D10 e D11, responsáveis por linhas da zona Sul, cuja operação posteriormente passou por mudanças administrativas e contratuais.</p>
<p>Em 2026, outra frente ganhou destaque com a Operação Última Parada, envolvendo a Transunião e Senival Moura.</p>
<p>Em setembro, a Operação Vectura Corrupta ampliou a apuração sobre possíveis conexões entre empresários de ônibus, integrantes da facção criminosa e agentes públicos.</p>
<p>A operação alcançou o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, que se apresentou à Polícia Civil em 18 de setembro e passou a cumprir prisão temporária.</p>
<p>Também foram mencionados na investigação o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e o empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, associado à A2 Transportes e à Translíder.</p>
<h2>Milton Leite é investigado por suposto controle da Transwolff e permanece preso</h2>
<p>No caso de Milton Leite, a investigação busca esclarecer se sua relação histórica com operadores de ônibus ultrapassou a atuação política e institucional.</p>
<p>O ex-presidente da Câmara Municipal construiu parte de sua trajetória política na defesa dos antigos transportadores alternativos e das cooperativas de ônibus.</p>
<p>Vereador desde 1997, participou de discussões sobre a regulamentação do sistema e a incorporação desses operadores ao transporte municipal.</p>
<p>Na década de 2000, o Ministério Público chegou a examinar relações comerciais envolvendo uma empresa associada ao parlamentar e uma cooperativa. A investigação foi arquivada por falta de provas.</p>
<p>Posteriormente, surgiram questionamentos sobre negócios imobiliários envolvendo a construtora Neumax, ligada à família de Milton Leite, e a Transwolff, cuja origem está relacionada à antiga Cooperpam.</p>
<p>A existência dessas relações comerciais não comprova, isoladamente, controle societário oculto ou prática criminosa.</p>
<p>Na Operação Vectura Corrupta, entretanto, os investigadores passaram a examinar se o ex-presidente da Câmara exercia influência empresarial não declarada sobre transportadoras.</p>
<p>Em decisão analisada pelo Diário do Transporte em 17 de setembro, o desembargador Sérgio Ribas, da 8ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, reproduziu declarações de policiais militares segundo as quais Milton Leite seria o proprietário de fato da Transwolff.</p>
<p>A expressão utilizada na decisão foi &#8220;dono de fato&#8221;, com base em depoimentos incorporados à investigação.</p>
<p>A defesa de Milton Leite nega participação societária ou administrativa na empresa e rejeita qualquer envolvimento com o PCC.</p>
<p>O ex-parlamentar sustenta que suas relações com representantes do setor decorreram de suas atividades políticas e institucionais.</p>
<p>A prisão temporária de Milton Leite foi prorrogada por mais 30 dias em 15 de outubro.</p>
<p>Em 20 de outubro, ele foi transferido da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes para o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.</p>
<p>A transferência ocorreu após denúncias de possíveis privilégios durante sua permanência em Mogi das Cruzes.</p>
<p>Uma investigação específica, denominada Operação Custódia (In)Fiel, resultou no afastamento de três delegados, um investigador e um carcereiro.</p>
<p>As autoridades também apuram a existência de visitas irregulares e possíveis favorecimentos ao ex-vereador.</p>
<p>A defesa de Milton Leite nega que ele tenha recebido tratamento privilegiado.</p>
<p>As investigações relacionadas à Transwolff e à Transunião são procedimentos distintos, ainda que façam parte de um cenário mais amplo de suspeitas sobre a atuação do PCC no setor de ônibus.</p>
<p>A nova decisão sobre Senival Moura não decreta prisão de Milton Leite nem estabelece, por si só, responsabilidade conjunta dos dois políticos pelos mesmos fatos.</p>
<h2>Defesa de Senival nega envolvimento com o PCC e já havia conseguido sua soltura</h2>
<p>Desde a primeira prisão, em junho, Senival Moura nega participação em organização criminosa ou irregularidades envolvendo a Transunião.</p>
<p>Após a Operação Última Parada, sua defesa afirmou que o parlamentar confiava na Justiça e que demonstraria não ter cometido os crimes investigados.</p>
<p>Em 29 de junho, o PT informou que Senival havia solicitado afastamento de sua filiação partidária para se dedicar à defesa e evitar que as investigações fossem associadas à legenda.</p>
<p>Em agosto, depois de obter habeas corpus, Senival voltou a afirmar publicamente que era inocente e criticou a prisão.</p>
<p>A soltura havia sido determinada pela desembargadora Carla Rahal, da 11ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, diante do excesso de prazo da prisão temporária.</p>
<p>A decisão de 20 de outubro apresenta uma nova fundamentação para a custódia, desta vez preventiva, baseada na denúncia recebida e na avaliação individual dos riscos atribuídos ao parlamentar.</p>
<p>O novo mandado poderá ser questionado pela defesa nos instrumentos processuais cabíveis.</p>
<p>Até a conclusão desta reportagem, não havia sido obtida manifestação específica dos advogados de Senival sobre a decisão de 20 de outubro. Permanece registrada a posição anteriormente apresentada, de negativa de envolvimento com o PCC e com as irregularidades investigadas.</p>
<h2>Passageiros continuam dependendo dos serviços enquanto investigações prosseguem</h2>
<p>A sucessão de operações policiais, denúncias e decisões judiciais colocou em discussão a fiscalização das empresas responsáveis pelo transporte coletivo municipal.</p>
<p>Os casos envolvem contratos que movimentam recursos públicos e serviços utilizados diariamente por centenas de milhares de pessoas.</p>
<p>Para o passageiro, a principal preocupação é a continuidade das viagens, independentemente da situação judicial de dirigentes, empresários ou pessoas suspeitas de exercer controle sobre as transportadoras.</p>
<p>As intervenções administrativas precisam assegurar o funcionamento das garagens, a manutenção dos ônibus, o abastecimento, o pagamento dos trabalhadores e a regularidade das linhas.</p>
<p>As dificuldades verificadas nas operações anteriormente realizadas pela Transwolff demonstram que a substituição ou o afastamento de gestores pode provocar consequências trabalhistas e operacionais prolongadas.</p>
<p>Em outubro, empregados dessas operações realizaram paralisações e ameaçaram novas interrupções, em meio a questionamentos sobre depósitos de FGTS e direitos trabalhistas.</p>
<p>A SPTrans passou a administrar diretamente parte dos serviços, enquanto são discutidas soluções para a continuidade da operação.</p>
<p>No caso da Transunião, a nova prisão preventiva de pessoas apontadas como integrantes de sua estrutura de comando acrescenta um desdobramento judicial ao processo de intervenção iniciado em junho.</p>
<p>O desafio do poder público continua sendo investigar eventuais irregularidades, identificar os responsáveis e preservar o funcionamento de um serviço essencial.</p>
<h2>Relembre a cronologia da Transunião e das investigações sobre o PCC nos ônibus</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Data</th>
<th>Acontecimento</th>
</tr>
<tr>
<td>Década de 1990</td>
<td>Expansão do transporte alternativo e clandestino em São Paulo, período em que começaram investigações sobre disputas e violência no setor.</td>
</tr>
<tr>
<td>2001 a 2003</td>
<td>Reorganização dos ônibus municipais e incorporação de antigas cooperativas ao sistema regulamentado.</td>
</tr>
<tr>
<td>2020</td>
<td>Assassinato de Adauto Soares Jorge, dirigente da Transunião, posteriormente relacionado pela acusação a disputas financeiras dentro da empresa.</td>
</tr>
<tr>
<td>Abril de 2024</td>
<td>Operação Fim da Linha investiga suspeitas de lavagem de dinheiro do PCC envolvendo Transwolff e UPBus.</td>
</tr>
<tr>
<td>25 de junho de 2026</td>
<td>Operação Última Parada prende Senival Moura e outros investigados relacionados à Transunião.</td>
</tr>
<tr>
<td>25 de junho de 2026</td>
<td>Prefeitura de São Paulo decreta intervenção na Transunião, inicialmente por seis meses.</td>
</tr>
<tr>
<td>24 de julho de 2026</td>
<td>Justiça prorroga a prisão temporária de Senival e outros investigados por mais 30 dias.</td>
</tr>
<tr>
<td>Início de agosto de 2026</td>
<td>TJ-SP determina soltura de Senival por ilegalidade relacionada à duração da prisão temporária.</td>
</tr>
<tr>
<td>17 de setembro de 2026</td>
<td>Operação Vectura Corrupta amplia investigações sobre suspeitas de infiltração criminosa no transporte, incluindo Milton Leite.</td>
</tr>
<tr>
<td>18 de setembro de 2026</td>
<td>Milton Leite se apresenta à Polícia Civil e passa a cumprir prisão temporária.</td>
</tr>
<tr>
<td>2 de outubro de 2026</td>
<td>Ministério Público denuncia Senival e outras 20 pessoas por suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro.</td>
</tr>
<tr>
<td>15 de outubro de 2026</td>
<td>Justiça prorroga a prisão temporária de Milton Leite.</td>
</tr>
<tr>
<td>20 de outubro de 2026</td>
<td>Justiça recebe denúncia relacionada à Transunião e decreta prisão preventiva de Senival Moura e outros seis acusados.</td>
</tr>
<tr>
<td>20 de outubro de 2026</td>
<td>Milton Leite é transferido ao CDP de Guarulhos após denúncias de possíveis regalias em Mogi das Cruzes.</td>
</tr>
<tr>
<td>28 de outubro de 2026</td>
<td>Nova decisão sobre Senival é analisada pelo Diário do Transporte, revelando detalhes da fundamentação das prisões preventivas.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A decisão sobre Senival Moura representa uma nova etapa judicial de uma investigação que já provocou prisões, denúncias, afastamento de dirigentes e intervenção na operação de ônibus da zona Leste.</p>
<p>O processo ainda deverá esclarecer as responsabilidades individuais, a origem dos recursos movimentados e a eventual participação de cada acusado na estrutura financeira investigada.</p>
<p>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>
</div>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
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  </item>
  <item>
    <title>Justiça manda recolher 90 ônibus da Marechal no Distrito Federal, afetando atendimento a passageiros nesta quarta-feira (28)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/justica-manda-recolher-90-onibus-da-marechal-no-distrito-federal-afetando-atendimento-a-passageiros-nesta-quarta-feira-28/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 11:05:43 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Medida atinge veículos da fabricante Volvo que atendem Guará, Ceilândia, P Sul e Taguatinga; empresa afirma que negocia com a montadora para resolver pendências ARTHUR FERRARI Oficiais de Justiça recolheram 90 ônibus da Auto Viação Marechal na manhã desta quarta-feira (28), no Distrito Federal. Os veículos, fabricados pela Volvo, foram retirados das garagens da operadora [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="734" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261028-WA0016.jpg?fit=1024%2C734&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261028-WA0016.jpg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261028-WA0016.jpg?resize=300%2C215&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261028-WA0016.jpg?resize=150%2C108&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261028-WA0016.jpg?resize=768%2C551&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261028-WA0016.jpg?resize=400%2C287&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Medida atinge veículos da fabricante Volvo que atendem Guará, Ceilândia, P Sul e Taguatinga; empresa afirma que negocia com a montadora para resolver pendências</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Oficiais de Justiça recolheram 90 ônibus da Auto Viação Marechal na manhã desta quarta-feira (28), no Distrito Federal. Os veículos, fabricados pela Volvo, foram retirados das garagens da operadora por determinação judicial, reduzindo a quantidade de coletivos disponíveis para o transporte público na região.</p>
<p>Os ônibus fazem parte da Bacia 44, responsável pelo atendimento de Guará, Ceilândia, P Sul e Taguatinga. A frota total da empresa é composta por 530 veículos.</p>
<p>Em nota, a Marechal afirmou que foi surpreendida pela decisão judicial e informou que mantém negociações com a Volvo para solucionar as pendências entre as partes.</p>
<p>A empresa também declarou ter adotado providências para resolver a situação e garantir a continuidade do serviço de transporte público no Distrito Federal.</p>
<p>Apesar do recolhimento dos veículos, a operadora informou que os demais ônibus seguem em circulação normalmente desde o início da manhã.</p>
<p>Em nota, a Volvo disse que a retomada dos veículos acontece diante de &#8220;prolongada inadimplência de contrato financeiro&#8221;, ressaltando que a retomada dos veículos aconteceu em cumprimento dos termos do contrato mantido entre a montadora e Marechal.</p>
<p>A montadora ainda disse que reconhece a importancia desses ônibus papra o transporte coletivo e que busca alternativas para um acordo que viabilize o retorno da frota às ruas.</p>
<p><strong>Nota da Volvo na íntegra</strong></p>
<p><em>A Volvo Financial Services esclarece que a retomada de ônibus da Auto Viação Marechal foi uma decisão difícil, mas necessária diante de prolongada inadimplência de contrato financeiro. Antes desta medida, houve inúmeras tentativas de negociação, ao longo dos últimos seis meses. </em></p>
<p><em>A Auto Viação Marechal é um cliente tradicional da marca, com uma trajetória de relevante contribuição para a mobilidade urbana. É importante destacar que a retomada dos veículos pauta-se pelo estrito cumprimento dos termos do contrato mantido entre as partes.</em></p>
<p><em>A Volvo Financial Services reconhece plenamente a importância desta frota de ônibus para o transporte público de passageiros. Seguimos empenhados em buscar alternativas responsáveis para um acordo que viabilize o imediato retorno dos veículos à operação regular.</em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  <item>
    <title>Janela da ANTT: 56 empresas ganham possibilidade de operar mercados sem lances, enquanto outras perdem contemplação direta após decisões judiciais</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/janela-da-antt-56-empresas-ganham-possibilidade-de-operar-mercados-sem-lances-enquanto-outras-perdem-contemplacao-direta-apos-decisoes-judiciais/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/janela-da-antt-56-empresas-ganham-possibilidade-de-operar-mercados-sem-lances-enquanto-outras-perdem-contemplacao-direta-apos-decisoes-judiciais/#comments</comments>
    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 11:01:33 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Reprocessamento muda a situação de 325 solicitações de transportadoras que não protagonizaram as ações judiciais; início da disputa nesta segunda-feira (26) também coloca em discussão quantas autorizações vão se transformar em novos ônibus e horários para passageiros ADAMO BAZANI A primeira Janela Extraordinária da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) entrou na fase de apresentação [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="664" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0930512.jpg?fit=1024%2C664&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0930512.jpg?w=3057&amp;ssl=1 3057w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=300%2C194&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=1024%2C664&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=768%2C498&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=1536%2C995&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=2048%2C1327&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0930512.jpg?resize=400%2C259&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0930512.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Reprocessamento muda a situação de 325 solicitações de transportadoras que não protagonizaram as ações judiciais; início da disputa nesta segunda-feira (26) também coloca em discussão quantas autorizações vão se transformar em novos ônibus e horários para passageiros</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A primeira Janela Extraordinária da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) entrou na fase de apresentação de lances nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, com mudanças que vão além da prorrogação do calendário. O reprocessamento dos pedidos para operar ligações interestaduais fez com que 239 solicitações de 56 transportadoras, distribuídas por 133 mercados, passassem da disputa por lances para a possibilidade de contemplação direta. Ao mesmo tempo, outras 52 solicitações de 12 empresas, referentes a 43 mercados, fizeram o caminho inverso: deixaram de estar contempladas diretamente e passaram a depender de concorrência. As alterações foram provocadas pelo cumprimento de decisões judiciais envolvendo a Viação Amarelinho, a Viação Catedral e a Empresa Auto Viação Progresso.</p>
<p>O resultado mostra como a retirada ou a inclusão de pedidos de uma empresa pode modificar as oportunidades de outras transportadoras, mesmo quando estas não participam das disputas judiciais. Ao todo, 325 solicitações de empresas concorrentes foram afetadas pelas mudanças envolvendo as três transportadoras. A atualização também ocorreu em um procedimento que já apresentava concentração de mercados entre grandes empresas, como revelou o Diário do Transporte em levantamentos exclusivos. Para os passageiros, a questão passa a ser quantas das oportunidades abertas pela ANTT resultarão efetivamente em novas empresas, horários e viagens regulares, especialmente nas cidades onde existe apenas uma operadora ou o atendimento interestadual é considerado insuficiente.</p>
<p>A ANTT divulgou as alterações no Comunicado SUPAS nº 46, de 23 de outubro, acompanhadas de novas planilhas e documentação técnica. O prazo para apresentação dos lances foi estendido até 13 de novembro.</p>
<p>A alteração do calendário havia sido antecipada pelo Diário do Transporte em reportagem publicada no sábado (24), que detalhou as decisões judiciais e seus efeitos sobre 4.838 classificações de solicitações.</p>
<p>A nova etapa permite observar outra consequência importante do procedimento: a concorrência entre transportadoras pode mudar antes mesmo da apresentação das propostas.</p>
<h2>Retirada de pedidos da Amarelinho abriu caminho para outras 56 empresas</h2>
<p>A situação mais expressiva envolve a Viação Amarelinho Transporte de Passageiros Ltda.</p>
<p>A transportadora teve 4.301 solicitações arquivadas depois de uma discussão judicial relacionada ao pagamento dos emolumentos exigidos para participação na Janela Extraordinária.</p>
<p>O processo judicial chegou a suspender provisoriamente a cobrança, mas uma decisão posterior reconheceu sua legitimidade e assegurou à empresa mais cinco dias úteis para efetuar o pagamento.</p>
<p>Como a quitação não ocorreu no prazo concedido, segundo a ANTT, os pedidos foram retirados do procedimento.</p>
<p>Entre eles, 4.065 estavam classificados como contemplação direta, enquanto outros 236 faziam parte do processo seletivo.</p>
<p>A consequência ultrapassou a situação individual da Amarelinho.</p>
<p>Com a retirada da empresa de determinados mercados, o número de concorrentes diminuiu. Em alguns casos, isso eliminou a necessidade de seleção por lances, permitindo que outras transportadoras passassem à condição de contemplação direta.</p>
<p>Foi o que ocorreu com 239 solicitações de 56 empresas, distribuídas por 133 mercados.</p>
<p>Na prática, empresas que anteriormente precisariam participar de uma disputa tiveram sua situação administrativa alterada, passando a uma etapa que dispensa a concorrência por lances.</p>
<p>Essa mudança não significa que os ônibus já estejam autorizados a circular automaticamente. As transportadoras ainda precisam cumprir as condições necessárias à emissão e à utilização dos respectivos termos de autorização.</p>
<p>O efeito econômico, entretanto, merece atenção: empresas que estavam submetidas a uma disputa passaram a contar com uma possibilidade de ingresso no mercado sem necessidade de superar concorrentes naquela etapa seletiva.</p>
<h2>Entrada da Catedral provocou efeito contrário: 52 pedidos deixaram de ser contemplados diretamente</h2>
<p>A situação envolvendo a Viação Catedral, nome comercial da Kandango Transportes e Turismo Ltda. – EPP, produziu um efeito diferente.</p>
<p>A Justiça determinou providências que levaram à reavaliação de solicitações da transportadora, anteriormente desconsideradas em razão de uma penalidade administrativa.</p>
<p>Com o reprocessamento, 212 pedidos da Catedral foram reincluídos.</p>
<p>Desse total, 106 passaram à condição de contemplação direta e outros 106 foram encaminhados ao processo seletivo.</p>
<p>A reinclusão também modificou a situação de concorrentes que já apareciam nas planilhas da ANTT.</p>
<p>Outras 52 solicitações, apresentadas por 12 empresas e distribuídas por 43 mercados, deixaram de ter contemplação direta e passaram a depender de lances.</p>
<p>Isso ocorreu porque a volta da Catedral aumentou a quantidade de transportadoras interessadas nas mesmas ligações, modificando a classificação desses mercados.</p>
<p>Para as empresas atingidas, a alteração significa a necessidade de competir por oportunidades que anteriormente estavam previstas para contemplação sem disputa.</p>
<p>A diferença entre os casos da Catedral e da Amarelinho demonstra a importância de acompanhar não apenas as decisões sobre cada transportadora, mas também seus efeitos sobre os demais participantes.</p>
<h2>Veja como as decisões modificaram a situação de outras transportadoras</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Situação</th>
<th>Solicitações afetadas</th>
<th>Empresas concorrentes atingidas</th>
<th>Mercados</th>
</tr>
<tr>
<td>Retirada da Amarelinho: pedidos passam à contemplação direta</td>
<td>239</td>
<td>56</td>
<td>133</td>
</tr>
<tr>
<td>Reinclusão da Catedral: pedidos passam a depender de lances</td>
<td>52</td>
<td>12</td>
<td>43</td>
</tr>
<tr>
<td>Bloqueio de mercados relacionado à Progresso</td>
<td>34</td>
<td>10</td>
<td>17</td>
</tr>
<tr>
<td>Total de solicitações de terceiros afetadas</td>
<td>325</td>
<td>—</td>
<td>—</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>As quantidades de empresas e mercados não devem ser somadas como se fossem conjuntos exclusivos, pois podem existir participantes ou ligações presentes em mais de uma situação.</p>
<p>O bloqueio decorrente do caso da Empresa Auto Viação Progresso atingiu 17 mercados, dos quais dez possuíam solicitações registradas e sete não tinham pedidos.</p>
<p>A mudança afetou 34 solicitações de dez transportadoras. Cinco estavam anteriormente contempladas diretamente e 29 integravam o processo seletivo. Todas passaram à condição de não conhecidas.</p>
<p>Esses efeitos mostram que os desdobramentos judiciais interferem tanto na classificação das solicitações quanto nas possibilidades de expansão das transportadoras.</p>
<h2>Retirada da Amarelinho também obriga a revisar levantamento sobre concentração de mercados</h2>
<p>A mudança envolvendo a Amarelinho tem outra consequência importante para o acompanhamento do setor.</p>
<p>Em 23 de setembro, o<strong><em> Diário do Transporte</em></strong> publicou levantamento exclusivo, realizado pelo jornalista Adamo Bazani com consultoria da advogada Liana Variani, especializada em direito empresarial, mostrando que dez empresas apareciam em 21.902 dos 41.832 mercados distintos com contemplação direta.</p>
<p>Isso correspondia a 52,4% dos mercados daquela etapa.</p>
<p>Naquele momento, a Viação Amarelinho ocupava a segunda posição entre as empresas com mais indicações de contemplação direta, com 4.065 mercados, atrás da Viação Novo Horizonte, que possuía 5.540.</p>
<p>O arquivamento das solicitações da Amarelinho modifica substancialmente a composição desse levantamento.</p>
<p>Confira a distribuição identificada antes do reprocessamento:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Contemplações diretas na base anterior</th>
</tr>
<tr>
<td>Viação Novo Horizonte</td>
<td>5.540</td>
</tr>
<tr>
<td>Viação Amarelinho</td>
<td>4.065</td>
</tr>
<tr>
<td>Empresa Gontijo de Transportes</td>
<td>3.376</td>
</tr>
<tr>
<td>Real Maia Transportes Terrestres</td>
<td>2.512</td>
</tr>
<tr>
<td>Viação Águia Branca</td>
<td>1.499</td>
</tr>
<tr>
<td>FlixBus Transporte e Tecnologia do Brasil</td>
<td>1.231</td>
</tr>
<tr>
<td>Viação Ouro e Prata</td>
<td>1.222</td>
</tr>
<tr>
<td>Rota Transportes Rodoviários</td>
<td>1.208</td>
</tr>
<tr>
<td>Cantelle Viagens e Turismo</td>
<td>1.069</td>
</tr>
<tr>
<td>Expresso Maia</td>
<td>1.056</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Fonte: levantamento do Diário do Transporte, baseado nas planilhas anteriores da ANTT.</p>
<p>Os números representam indicações individuais de contemplação direta. Não devem ser interpretados como quantidade de linhas de ônibus efetivamente em operação.</p>
<p>Além disso, duas empresas podem aparecer no mesmo mercado, o que exige eliminar sobreposições antes de calcular concentração.</p>
<p>A retirada das 4.065 solicitações da Amarelinho e a inclusão de novas contemplações diretas tornam necessária uma nova apuração sobre a distribuição dessas oportunidades entre empresas e grupos econômicos.</p>
<p>O levantamento anterior também identificou relações societárias entre transportadoras, como as integrantes do Grupo Novo Horizonte.</p>
<p>Essa distinção permanece relevante porque a existência de diferentes razões sociais não significa necessariamente a presença de grupos econômicos independentes.</p>
<h2>Lances começam em cenário de concorrência desigual entre regiões</h2>
<p>Outra questão que ganha importância com o início da apresentação dos lances é a diferença entre a quantidade de solicitações registradas e a concorrência que efetivamente ocorrerá.</p>
<p>Em análise divulgada pelo Diário do Transporte em 23 de outubro, o advogado Ilo Löbel da Luz, especialista em regulação do transporte rodoviário interestadual, mostrou que a base anterior ao reprocessamento reunia 5.459 mercados submetidos à seleção.</p>
<p>Esses mercados concentravam 16.665 solicitações para 6.874 vagas.</p>
<p>A média era de aproximadamente 2,42 solicitações por vaga, mas a distribuição variava conforme a região e a quantidade de empresas interessadas.</p>
<p>Dos mercados encaminhados à seleção, 4.044 eram classificados como monopolistas, por já possuírem uma empresa autorizada.</p>
<p>Outros 1.415 eram considerados desassistidos e tinham previsão de duas vagas por mercado.</p>
<p>O levantamento também apontou que aproximadamente metade dos mercados monopolistas possuía apenas duas transportadoras interessadas na vaga adicional.</p>
<p>Isso significa que, caso uma empresa deixe de apresentar lance, a disputa pode ficar restrita a um único participante.</p>
<p>A situação é especialmente relevante no Sul do Brasil, onde a participação dos mercados monopolistas era elevada.</p>
<p>No Rio Grande do Sul, eles correspondiam a 93% dos mercados submetidos à seleção; em Santa Catarina, a 92%; e, no Paraná, a 86%.</p>
<p>Esses percentuais, entretanto, correspondem à base analisada antes do reprocessamento de outubro e precisam ser atualizados para representar a configuração atual da Janela.</p>
<h2>A questão para o passageiro é quando as autorizações vão se transformar em viagens</h2>
<p>O início dos lances abre uma etapa de concorrência administrativa, mas a ampliação real do atendimento depende de acontecimentos posteriores.</p>
<p>Para quem utiliza ônibus rodoviários, a entrada de uma segunda empresa em determinada ligação pode representar alternativas de horários, categorias de serviço e condições de compra de passagens.</p>
<p>Nos mercados classificados como desassistidos, a possibilidade é a criação de atendimento regular em ligações que não possuem operação reconhecida pela agência.</p>
<p>A ANTT já começou a emitir termos de autorização associados à Janela Extraordinária.</p>
<p>Em setembro, como mostrou o Diário do Transporte, um primeiro conjunto reuniu 39 decisões, sendo 18 novos Termos de Autorização e 21 alterações de termos existentes, envolvendo mais de três mil pares de origem e destino.</p>
<p>Entretanto, um mercado contemplado não equivale necessariamente a uma linha nova, assim como uma autorização não significa a entrada imediata de ônibus em circulação.</p>
<p>A transportadora precisa organizar a prestação do serviço e observar o esquema operacional registrado na ANTT, incluindo os pontos de embarque e desembarque.</p>
<p>A regulamentação da Janela também prevê condições específicas para o atendimento dos mercados, incluindo obrigação de operação por 12 meses e frequência mínima de uma viagem semanal, conforme os requisitos aplicáveis.</p>
<p>Portanto, será necessário acompanhar não apenas quantas empresas serão contempladas, mas quantas efetivamente iniciarão a operação, quais horários serão oferecidos e se os serviços atenderão à demanda dos passageiros.</p>
<p>Esse acompanhamento também permitirá avaliar se a abertura regulatória aumenta a presença de transportadoras independentes nas ligações interestaduais ou se as novas oportunidades permanecem concentradas em empresas e grupos já presentes no setor.</p>
<p>A apresentação dos lances prossegue até 13 de novembro, segundo o calendário atualizado pela ANTT.</p>
<p>Para a população, o resultado concreto virá com a implantação das viagens e com a possibilidade de escolher entre mais serviços de transporte, especialmente nas cidades do interior e nas ligações que hoje possuem atendimento restrito.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Novo PAC seleciona R$ 25 milhões para compra de ônibus em Passo Fundo (RS) e Paulo Afonso (BA) pela Coleurb e Atlântico Transportes</title>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 10:01:55 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Financiamentos solicitados serão operados pelo Banco Mercedes-Benz com recursos do FGTS; atos ainda não representam contratação definitiva nem informam quantidade de veículos ADAMO BAZANI O Ministério das Cidades selecionou propostas que somam R$ 25.020.397 para a aquisição de ônibus destinados aos sistemas municipais de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e Paulo Afonso, na [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="776" height="475" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?fit=776%2C475&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?w=776&amp;ssl=1 776w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?resize=300%2C184&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?resize=150%2C92&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?resize=768%2C470&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?resize=400%2C245&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 776px) 100vw, 776px" /> <p><em>Financiamentos solicitados serão operados pelo Banco Mercedes-Benz com recursos do FGTS; atos ainda não representam contratação definitiva nem informam quantidade de veículos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Ministério das Cidades selecionou propostas que somam R$ 25.020.397 para a aquisição de ônibus destinados aos sistemas municipais de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e Paulo Afonso, na Bahia. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, dentro do Novo PAC – Mobilidade Urbana, no subeixo Renovação de Frota.</p>
<p>A Coleurb Coletivo Urbano Ltda., operadora de Passo Fundo, teve selecionado financiamento de R$ 9.725.397. Para a Atlântico Transportes Ltda., responsável pelo serviço em Paulo Afonso, o valor previsto é de R$ 15.295.000. Nos dois casos, o agente financeiro indicado é o Banco Mercedes-Benz do Brasil e os recursos serão disponibilizados pela linha Pró-Transporte, vinculada ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).</p>
<h2>Financiamentos selecionados pelo Ministério das Cidades</h2>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Município</th>
<th>Empresa</th>
<th>CNPJ</th>
<th>Valor selecionado</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Passo Fundo (RS)</td>
<td>Coleurb Coletivo Urbano Ltda.</td>
<td>86.889.854/0001-96</td>
<td>R$ 9.725.397</td>
</tr>
<tr>
<td>Paulo Afonso (BA)</td>
<td>Atlântico Transportes Ltda.</td>
<td>08.380.889/0001-91</td>
<td>R$ 15.295.000</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td></td>
<td></td>
<td>R$ 25.020.397</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>As duas portarias têm como objeto a aquisição de ônibus para o transporte público coletivo urbano. Os documentos, porém, não informam a quantidade de veículos, os modelos, a capacidade, os fabricantes ou o tipo de combustível.</p>
<p>Também não há indicação sobre eventual aquisição de ônibus elétricos, híbridos ou movidos a biometano. A tecnologia da frota e o cronograma de entrega dependerão das propostas financeiras e dos contratos que ainda deverão ser formalizados.</p>
<h2>Seleção não equivale à contratação definitiva do financiamento</h2>
<p>A publicação das Portarias MCID nº 1.466 e nº 1.467 torna públicas as seleções realizadas pelo Governo Federal. Essa etapa permite que as empresas e os agentes financeiros avancem na análise e na contratação das operações de crédito.</p>
<p>A seleção, entretanto, não significa que o dinheiro já tenha sido liberado, que os contratos de financiamento estejam assinados ou que os ônibus já tenham sido encomendados. As propostas ainda precisam cumprir as exigências financeiras, jurídicas e operacionais aplicáveis ao Pró-Transporte.</p>
<p>Os valores também não devem ser tratados como subsídios diretos ou repasses sem devolução. A modalidade utiliza recursos do FGTS em operações de financiamento, com contratação por intermédio de agente financeiro.</p>
<h2>Coleurb inicia nova etapa da concessão em Passo Fundo</h2>
<p>A seleção ocorre no momento em que Passo Fundo prepara uma nova etapa do transporte coletivo municipal. Em 9 de outubro de 2026, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou que a prefeitura homologou a concessão do sistema para a Coleurb pelo prazo de 20 anos.</p>
<p>A empresa já operava na cidade e foi a única participante da concorrência. O projeto prevê frota de até 113 ônibus, incluindo 105 veículos operacionais e oito reservas, além de acessibilidade, GPS, câmeras, bilhetagem eletrônica e implantação gradual de ar-condicionado.</p>
<p>A concessão também estabelece limite de idade para os veículos e indicadores de desempenho. A portaria federal não esclarece se o financiamento de R$ 9,72 milhões será utilizado integralmente para cumprir as obrigações iniciais de renovação previstas no novo contrato.</p>
<h2>Atlântico já opera o transporte municipal de Paulo Afonso</h2>
<p>A Atlântico Transportes já é responsável pela operação do transporte coletivo urbano de Paulo Afonso. Com a seleção de R$ 15,29 milhões, a empresa poderá avançar na estruturação financeira da compra de ônibus para o sistema municipal.</p>
<p>A portaria não identifica as linhas que receberão os veículos nem estabelece prazo para incorporação à frota. Também não informa se haverá retirada imediata de ônibus antigos ou ampliação da quantidade total de coletivos em circulação.</p>
<p>As definições sobre quantidade, tecnologia e distribuição dos veículos deverão aparecer nas etapas de contratação do financiamento e nas informações que forem divulgadas pela empresa e pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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