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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  </item>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Receita Federal enquadra ônibus elétricos Mascarello Horizon e sete versões de chassis Iveco em categoria tributária de veículos pesados</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/22/receita-federal-enquadra-onibus-eletricos-mascarello-horizon-e-sete-versoes-de-chassis-iveco-em-categoria-tributaria-de-veiculos-pesados/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 09:01:43 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões abrangem configurações elétricas com capacidade para até 77 passageiros e modelos diesel da Iveco para até 60 ocupantes; classificação na tabela do IPI tem importância para a tributação e a comercialização de ônibus no Brasil ADAMO BAZANI A Receita Federal enquadrou três configurações do ônibus urbano elétrico Horizon, da Mascarello, e sete versões de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="905" height="677" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/horioxn.jpg?fit=905%2C677&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/horioxn.jpg?w=905&amp;ssl=1 905w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/horioxn.jpg?resize=300%2C224&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/horioxn.jpg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/horioxn.jpg?resize=768%2C575&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/horioxn.jpg?resize=400%2C299&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 905px) 100vw, 905px" /> <p><em>Decisões abrangem configurações elétricas com capacidade para até 77 passageiros e modelos diesel da Iveco para até 60 ocupantes; classificação na tabela do IPI tem importância para a tributação e a comercialização de ônibus no Brasil</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Receita Federal enquadrou três configurações do ônibus urbano elétrico Horizon, da Mascarello, e sete versões de veículos da linha Iveco Bus em categorias específicas da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI). As decisões, publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, abrangem veículos com diferentes capacidades de passageiros, potências e dimensões internas e estabelecem o tratamento tributário correspondente à classificação de ônibus de maior porte. No caso da Mascarello, os modelos elétricos possuem capacidade declarada de até 77 passageiros, enquanto os veículos da Iveco são equipados com motores diesel de 4,5 litros e podem transportar até 60 pessoas, incluindo o motorista.</p>
<p>Os enquadramentos são importantes para a indústria porque permitem identificar corretamente os veículos dentro das regras de tributação aplicáveis à fabricação e à comercialização no Brasil. A Receita reconheceu que as configurações apresentadas pelas fabricantes atendem aos requisitos do chamado Ex 02, uma classificação específica para veículos de transporte coletivo com volume interno de pelo menos nove metros cúbicos, estabelecida na tabela do IPI. A definição tem reflexos no tratamento fiscal dos produtos, um dos componentes considerados na formação dos preços dos ônibus e no planejamento de produção e vendas das fabricantes.</p>
<h2>Mascarello Horizon tem três configurações elétricas enquadradas</h2>
<p>A Mascarello aparece na publicação com três configurações do Horizon, ônibus urbano elétrico que integra a atuação da fabricante paranaense no mercado de veículos para transporte coletivo.</p>
<p>A decisão reúne diferentes capacidades de transporte, potências e volumes internos, demonstrando a variedade de configurações apresentadas à Receita Federal.</p>
<p>A primeira versão tem capacidade declarada de dez a 67 passageiros, potência de 300 quilowatts (kW) e volume interno de 47,49 metros cúbicos. A segunda possui capacidade de dez a 52 passageiros e apresenta diferentes potências, de 165 kW a 588 kW, com volume interno de 57,71 metros cúbicos. A terceira configuração é descrita com capacidade para até 77 passageiros e volume interno também de 57,71 metros cúbicos. O documento apresenta ainda a referência de 425 kW para essa última configuração.</p>
<p>Todos os veículos aparecem como versões urbanas e são relacionados aos anos/modelos 2025/2026, 2026/2026 e 2026/2027. O enquadramento foi estabelecido no Ex 02 do código 8702.40.90, referente aos veículos para transporte de passageiros com propulsão exclusivamente elétrica.</p>
<h3>Configurações do Mascarello Horizon</h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Horizon 1</th>
<th>Horizon 2</th>
<th>Horizon 3</th>
</tr>
<tr>
<td>Tipo</td>
<td>Urbano elétrico</td>
<td>Urbano elétrico</td>
<td>Urbano elétrico</td>
</tr>
<tr>
<td>Capacidade declarada</td>
<td>10 a 67 passageiros</td>
<td>10 a 52 passageiros</td>
<td>10 a 77 passageiros</td>
</tr>
<tr>
<td>Potência informada</td>
<td>300 kW</td>
<td>165, 280, 470, 520 e 588 kW</td>
<td>425 kW</td>
</tr>
<tr>
<td>Volume interno</td>
<td>47,49 m³</td>
<td>57,71 m³</td>
<td>57,71 m³</td>
</tr>
<tr>
<td>Enquadramento tributário</td>
<td>8702.40.90, Ex 02</td>
<td>8702.40.90, Ex 02</td>
<td>8702.40.90, Ex 02</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A relação de potências chama a atenção pela amplitude das configurações. Para efeito de comparação, 300 kW representam aproximadamente 408 cavalos-vapor, enquanto 588 kW equivalem a cerca de 799 cavalos-vapor. A potência é um dos fatores considerados no dimensionamento do sistema de propulsão, juntamente com características como peso, capacidade de transporte, topografia e condições de operação.</p>
<p>No transporte coletivo urbano, a escolha da configuração dos ônibus leva em conta a quantidade de passageiros, a extensão das linhas, a frequência das viagens e as condições das vias. Um veículo destinado a trajetos com grande demanda e muitas paradas pode apresentar necessidades diferentes das de outro empregado em percursos mais extensos ou com aclives acentuados.</p>
<p>No caso dos elétricos, também entram nesse planejamento o consumo de energia, a autonomia necessária para cumprir a programação, a infraestrutura de recarga e a integração dos equipamentos eletrônicos de gerenciamento.</p>
<p>O enquadramento tributário é uma das etapas que acompanham esse processo industrial, permitindo identificar as características declaradas dos veículos e aplicar as regras fiscais correspondentes.</p>
<p>A presença do Horizon na relação da Receita Federal também ocorre em um momento de expansão da eletrificação dos ônibus no Brasil, com projetos em capitais e regiões metropolitanas e maior participação de fabricantes nacionais de carrocerias, sistemas de tração e componentes.</p>
<p>O mercado brasileiro reúne diferentes soluções industriais, desde veículos desenvolvidos com plataformas e tecnologias específicas até configurações que combinam produtos de diferentes fornecedores. A adequação técnica dos ônibus às exigências de cada cidade continua sendo um fator decisivo na escolha pelas operadoras.</p>
<h2>Iveco tem sete versões de ônibus diesel reconhecidas pela Receita</h2>
<p>As decisões seguintes contemplam veículos da Iveco, produzidos pela IVG Brasil Ltda., com sete versões relacionadas às famílias 10-190E e 15-210E.</p>
<p>Os modelos são equipados com motores diesel de 4.500 cm³, equivalentes a 4,5 litros, e aparecem com ano/modelo 2026/2027.</p>
<p>A Receita Federal dividiu os veículos em dois grupos de capacidade. As quatro versões da família 10-190E possuem capacidade declarada para 45 pessoas, incluindo o motorista, e volume interno de aproximadamente 66,39 metros cúbicos. Já as três versões da família 15-210E podem transportar 60 pessoas, também incluindo o condutor, e possuem volume interno de aproximadamente 89,68 metros cúbicos.</p>
<h3>Modelos Iveco enquadrados</h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Modelo</th>
<th>Capacidade total</th>
<th>Motorização</th>
<th>Volume interno</th>
</tr>
<tr>
<td>Iveco Bus 10-190E-B</td>
<td>45 pessoas</td>
<td>Diesel, 4,5 litros</td>
<td>66,39 m³</td>
</tr>
<tr>
<td>Iveco Bus 10-190E-C</td>
<td>45 pessoas</td>
<td>Diesel, 4,5 litros</td>
<td>66,39 m³</td>
</tr>
<tr>
<td>Iveco Bus 10-190E-M</td>
<td>45 pessoas</td>
<td>Diesel, 4,5 litros</td>
<td>66,39 m³</td>
</tr>
<tr>
<td>Iveco Bus 10-190E-CO</td>
<td>45 pessoas</td>
<td>Diesel, 4,5 litros</td>
<td>66,39 m³</td>
</tr>
<tr>
<td>Iveco Bus 15-210E-B</td>
<td>60 pessoas</td>
<td>Diesel, 4,5 litros</td>
<td>89,68 m³</td>
</tr>
<tr>
<td>Iveco Bus 15-210E-C</td>
<td>60 pessoas</td>
<td>Diesel, 4,5 litros</td>
<td>89,68 m³</td>
</tr>
<tr>
<td>Iveco Bus 15-210E-CO</td>
<td>60 pessoas</td>
<td>Diesel, 4,5 litros</td>
<td>89,68 m³</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os veículos foram enquadrados no Ex 02 do código 8702.10.00, que corresponde aos ônibus movidos exclusivamente por motores de ignição por compressão, como os diesel.</p>
<p>A classificação contempla o transporte de passageiros e considera características técnicas como motorização, capacidade e espaço interno.</p>
<p>A diferença entre as capacidades das duas famílias também mostra a variedade de veículos utilizada no transporte coletivo brasileiro. Em linhas urbanas de menor demanda, operações municipais, serviços metropolitanos e determinadas modalidades de fretamento, as empresas precisam avaliar o porte mais adequado para cada operação.</p>
<p>Um ônibus de maior capacidade pode permitir o transporte de mais pessoas em uma única viagem, enquanto veículos de dimensões menores podem ser adequados a determinados trajetos, condições viárias e características de demanda.</p>
<p>Além da capacidade, entram na escolha os custos de aquisição, manutenção e combustível, a disponibilidade de peças, a acessibilidade e as exigências estabelecidas nos contratos de transporte.</p>
<p>Para a indústria, a classificação fiscal é necessária à organização das operações comerciais e ao enquadramento dos produtos segundo suas características.</p>
<h2>Como funciona o enquadramento tributário dos ônibus</h2>
<p>O procedimento publicado pela Receita Federal está relacionado à Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados, conhecida pela sigla TIPI.</p>
<p>O IPI é um imposto federal que integra a tributação de produtos industrializados. Para aplicar suas regras, os produtos são identificados por códigos que permitem distinguir diferentes categorias de mercadorias.</p>
<p>Esses códigos seguem a estrutura da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), utilizada no Brasil e nos demais países do bloco para a classificação de produtos.</p>
<p>No caso dos ônibus, a classificação considera o tipo de veículo e a tecnologia de propulsão.</p>
<p>Os ônibus exclusivamente elétricos da Mascarello foram enquadrados no código 8702.40.90, enquanto os veículos diesel da Iveco aparecem no código 8702.10.00.</p>
<p>Dentro dessas classificações existem subdivisões que recebem a identificação Ex. O Ex 02, aplicado nas decisões desta quinta-feira, corresponde aos veículos com volume interno do habitáculo destinado a passageiros e motorista igual ou superior a nove metros cúbicos.</p>
<p>Em linguagem mais simples, a Receita Federal verifica se determinado ônibus atende às características previstas na legislação para receber o tratamento tributário correspondente àquela categoria.</p>
<p>Uma das medidas utilizadas é o volume do espaço interno destinado ao motorista e aos passageiros. Esse volume é expresso em metros cúbicos e considera o espaço disponível no habitáculo, e não apenas o comprimento externo do veículo.</p>
<p>A informação é especialmente importante porque veículos com capacidades, dimensões e configurações diferentes podem receber classificações tributárias específicas.</p>
<p>A legislação prevê que o enquadramento nessas categorias seja reconhecido pela Receita Federal, mediante análise das características apresentadas pelos fabricantes.</p>
<p>O documento expedido é chamado Ato Declaratório Executivo. Por meio dele, a Receita certifica que o veículo atende às exigências estabelecidas para o enquadramento solicitado.</p>
<p>No caso da Mascarello e da Iveco, os documentos foram assinados em 19 de outubro e publicados nesta quinta-feira (22), data em que entraram em vigor.</p>
<h2>Qual é a relação com os impostos e o preço dos ônibus</h2>
<p>O enquadramento no Ex 02 é relevante porque integra o tratamento tributário específico dos ônibus de maior porte na TIPI.</p>
<p>Essa categoria possui alíquota zero de IPI na tabela vigente, condição que participa da composição fiscal dos veículos.</p>
<p>Na prática, isso significa que o enquadramento permite a aplicação das regras tributárias destinadas à categoria, consideradas as características técnicas reconhecidas pela Receita.</p>
<p>Para os fabricantes, a definição é importante na organização dos custos industriais, na emissão de documentos fiscais e nas operações de comercialização.</p>
<p>A tributação faz parte de uma cadeia de custos que inclui a aquisição de componentes, produção industrial, logística, tecnologia, mão de obra e diferentes obrigações fiscais.</p>
<p>O preço final de um ônibus também depende das especificações solicitadas pelo comprador, da quantidade de veículos negociada, das condições de fornecimento e do financiamento.</p>
<p>Esse aspecto é particularmente importante para o mercado brasileiro, no qual a renovação de frota das empresas de transporte coletivo muitas vezes depende de operações de crédito com prazos de vários anos.</p>
<p>A disponibilidade de financiamento influencia diretamente a capacidade de compra das operadoras e, consequentemente, a demanda por chassis e carrocerias.</p>
<p>Nas operações urbanas, também pesam as condições dos contratos de concessão, a remuneração dos serviços, os subsídios públicos e a previsibilidade de receitas.</p>
<p>A correta classificação tributária integra esse conjunto de fatores econômicos, permitindo que fabricantes e compradores considerem as condições fiscais aplicáveis aos veículos.</p>
<h2>E qual é a relação com as exportações?</h2>
<p>A classificação dos veículos também possui importância para o comércio internacional, porque os códigos da NCM são utilizados na identificação das mercadorias negociadas entre países.</p>
<p>No caso dos ônibus, esses códigos permitem distinguir veículos elétricos, diesel e outras configurações de motorização.</p>
<p>Isso facilita a identificação dos produtos em operações comerciais que envolvem diferentes países, inclusive nas atividades de importação e exportação.</p>
<p>A NCM integra a estrutura de classificação comercial do Mercosul, enquanto a TIPI utiliza esses códigos como base para a tributação federal brasileira sobre produtos industrializados.</p>
<p>Assim, existe uma ligação entre a classificação dos veículos e o comércio exterior, mas a finalidade específica dos enquadramentos publicados nesta quinta-feira é a aplicação das regras do IPI.</p>
<p>Para fabricantes que atuam no Brasil e em mercados internacionais, a padronização da identificação fiscal dos produtos é importante para a organização comercial, industrial e tributária.</p>
<p>A indústria brasileira de ônibus possui participação no fornecimento de veículos e componentes para diferentes países, com exportações de carrocerias, chassis e ônibus completos.</p>
<p>Nesse contexto, a classificação dos produtos integra os procedimentos que acompanham as operações industriais e comerciais, tanto no mercado nacional quanto nas negociações internacionais.</p>
<h2>Mercado acompanha mudanças tributárias e investimentos em renovação de frota</h2>
<p>As decisões da Receita Federal ocorrem em um período de mudanças importantes para a indústria e para as empresas de transporte coletivo.</p>
<p>De um lado, o mercado acompanha a ampliação das tecnologias de eletrificação, com ônibus urbanos elétricos e projetos de substituição gradual de veículos movidos a diesel.</p>
<p>De outro, os fabricantes continuam desenvolvendo e comercializando modelos de diferentes capacidades e configurações, destinados a atender as necessidades de sistemas municipais, metropolitanos, rodoviários e de fretamento.</p>
<p>O financiamento também permanece como uma questão importante. Nesta quinta-feira, o Ministério das Cidades publicou a seleção de R$ 23,47 milhões em propostas de crédito para renovação de ônibus de empresas que atuam em Pernambuco e no Paraná.</p>
<p>As iniciativas fazem parte do esforço de renovação das frotas e de manutenção da capacidade de investimento das operadoras.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a Reforma Tributária sobre o consumo deverá modificar gradualmente as regras aplicáveis a diferentes atividades econômicas, incluindo a indústria e os serviços de transporte.</p>
<p>Os fabricantes terão de acompanhar as novas condições fiscais e seus efeitos sobre as operações comerciais, enquanto os órgãos reguladores analisam possíveis repercussões nos custos e contratos dos serviços públicos.</p>
<p>Para os passageiros, a renovação de frota está associada à possibilidade de veículos mais modernos, confortáveis e acessíveis, com tecnologias que podem proporcionar ganhos de eficiência e redução de emissões.</p>
<p>Para as empresas e a indústria, a viabilidade desses investimentos depende de um conjunto de condições, entre elas financiamento, planejamento operacional, previsibilidade contratual e tratamento tributário adequado.</p>
<p>O enquadramento das configurações da Mascarello e da Iveco integra justamente essa estrutura fiscal e industrial que acompanha a produção e a comercialização dos ônibus no Brasil.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Ônibus pega fogo na Rodovia Washington Luís e interdita faixas em Rio Claro (SP)</title>
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    <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 08:45:52 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Incêndio durante a madrugada desta quinta-feira (22) foi controlado e ninguem se feriu ARTHUR FERRARI Um incêndio em um ônibus provocou a interdição parcial da Rodovia Washington Luís (SP-310), em Rio Claro (SP), na madrugada desta quinta-feira (22). A ocorrência foi registrada às 3h38, na altura do km 175, no sentido São Paulo. Segundo informações [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="565" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1ce3ab87-93be-4c2f-b2c6-363762071f32-large.webp?fit=1024%2C565&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1ce3ab87-93be-4c2f-b2c6-363762071f32-large.webp?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1ce3ab87-93be-4c2f-b2c6-363762071f32-large.webp?resize=300%2C165&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1ce3ab87-93be-4c2f-b2c6-363762071f32-large.webp?resize=1024%2C565&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1ce3ab87-93be-4c2f-b2c6-363762071f32-large.webp?resize=150%2C83&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1ce3ab87-93be-4c2f-b2c6-363762071f32-large.webp?resize=768%2C424&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1ce3ab87-93be-4c2f-b2c6-363762071f32-large.webp?resize=400%2C221&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Incêndio durante a madrugada desta quinta-feira (22) foi controlado e ninguem se feriu</em></p>
<p><strong>ARTHUR FERRARI</strong></p>
<p>Um incêndio em um ônibus provocou a interdição parcial da Rodovia Washington Luís (SP-310), em Rio Claro (SP), na madrugada desta quinta-feira (22). A ocorrência foi registrada às 3h38, na altura do km 175, no sentido São Paulo.</p>
<p>Segundo informações do Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária Eixo SP, o fogo foi controlado por volta das 4h30.</p>
<p>A ocorrência levou ao bloqueio das faixas 2 e 3 da pista no sentido sul. Às 4h45, não havia registro de congestionamento no trecho.</p>
<p>Até a última atualização das informações, não havia confirmação de feridos em decorrência do incêndio.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  <item>
    <title>ANTT autoriza Liderança Turismo a operar 160 seções entre Goiás, Minas, São Paulo e Paraná e amplia mercados da Progresso entre Rio e Minas</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 08:01:06 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões da primeira Janela Extraordinária abrangem a nova linha Senador Canedo–Foz do Iguaçu e duas ligações adicionais na Barra Mansa–Carangola; agência também aceita renúncia de empresa de fretamento ADAMO BAZANI A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a Viação Rio Oeste Ltda., identificada no cadastro empresarial pelo nome fantasia Liderança Turismo, a operar a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="773" height="471" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lideran.jpg?fit=773%2C471&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lideran.jpg?w=773&amp;ssl=1 773w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lideran.jpg?resize=300%2C183&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lideran.jpg?resize=150%2C91&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lideran.jpg?resize=768%2C468&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lideran.jpg?resize=400%2C244&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 773px) 100vw, 773px" /> <p><em>Decisões da primeira Janela Extraordinária abrangem a nova linha Senador Canedo–Foz do Iguaçu e duas ligações adicionais na Barra Mansa–Carangola; agência também aceita renúncia de empresa de fretamento</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a Viação Rio Oeste Ltda., identificada no cadastro empresarial pelo nome fantasia Liderança Turismo, a operar a linha interestadual Senador Canedo (GO)–Foz do Iguaçu (PR), com 160 seções entre localidades de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. A agência também autorizou a Viação Progresso e Turismo S.A., associada ao nome fantasia cadastral Viprol, a acrescentar duas seções à linha Barra Mansa (RJ)–Carangola (MG), via Divino, cuja relação atualizada totaliza 26 mercados.</p>
<p>Publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, as duas decisões estão expressamente relacionadas à primeira Janela Extraordinária nº 01/2024, aberta para pedidos de operação em mercados desatendidos. Na mesma edição, a ANTT também extinguiu, por renúncia da autorizatária, o Termo de Autorização de Fretamento da EBN Transportes Sociedade Ltda., decisão distinta da Janela e que não representa cassação ou encerramento de uma linha regular.</p>
<p class="codex-docx-preview_heading2"><strong>Liderança Turismo: nova linha e 160 possibilidades de embarque e desembarque</strong></p>
<p>A Decisão SUPAS nº 1.443, assinada em 15 de outubro pelo superintendente Juliano de Barros Samôr, emitiu o Termo de Autorização GOPR0164009 à Viação Rio Oeste Ltda., CNPJ 01.608.998/0001-74, para a ligação Senador Canedo–Foz do Iguaçu. O nome Liderança Turismo é identificado como nome fantasia cadastral; a autorização oficial foi emitida para a razão social Viação Rio Oeste Ltda.</p>
<p>As 160 seções são pares de localidades em que o serviço pode transportar passageiros, e não 160 linhas distintas, horários, partidas diárias ou veículos. Há ligações entre municípios do Paraná e de São Paulo, entre Goiás e Paraná, entre Minas Gerais e Paraná, entre Goiás e São Paulo e outras combinações constantes da decisão. Mesmo tendo Senador Canedo e Foz do Iguaçu como extremos, a linha pode comercializar viagens para seções intermediárias expressamente autorizadas, respeitadas as condições de operação.</p>
<p>A autorizatária deve iniciar os serviços em até 30 dias contados do início da vigência do Termo de Autorização, prorrogáveis uma única vez por igual período, se houver justificativa. O descumprimento poderá acarretar revogação. A ANTT veda a operação de seções envolvendo municípios diferentes dos incluídos no termo e prevê hipóteses de extinção, cassação e nulidade na forma da regulamentação, com os procedimentos aplicáveis.</p>
<p>O início do prazo não é necessariamente a data da publicação da decisão, pois o próprio dispositivo toma como referência o começo da vigência do termo. A autorização também não estabelece por si só grade de horários, tarifa ou data da primeira viagem.</p>
<p class="codex-docx-preview_heading2"><strong>Progresso: duas seções novas e lista atualizada de 26</strong></p>
<p>A Decisão SUPAS nº 1.444 aprovou alteração do Termo de Autorização RJMG0037011 da Viação Progresso e Turismo S.A., CNPJ 32.404.063/0001-08, na linha Barra Mansa (RJ)–Carangola (MG), via Divino (MG). As seções acrescentadas foram Carangola (MG)–Sapucaia (RJ) e Leopoldina (MG)–Vassouras (RJ). A inclusão produz o reinício da contagem do período mínimo obrigatório de atendimento da linha, nos termos expressos da decisão.</p>
<p>A marca comercial Progresso não deve ser confundida com a pessoa jurídica autorizatária; Viprol é nome fantasia cadastral, enquanto o DOU identifica a transportadora pela razão social Viação Progresso e Turismo S.A. As 24 seções anteriores permanecem na relação consolidada, acompanhadas pelas duas novas, identificadas ao final do anexo.</p>
<p class="codex-docx-preview_heading2"><strong>Por que a primeira Janela Extraordinária importa</strong></p>
<p>A Janela nº 01/2024 foi criada para permitir pedidos de autorização em mercados interestaduais considerados desatendidos, no âmbito da Resolução ANTT nº 6.033/2023 e atos relacionados. Os mercados são pares de municípios aptos à prestação de serviço regular, não sinônimos de linhas autônomas. A medida pode ampliar opções de viagem e a concorrência, mas as condições concretas de atendimento dependem do cumprimento dos requisitos regulatórios e da implantação das operações.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanha as decisões desde a abertura da Janela, incluindo pedidos de empresas, controvérsias judiciais e administrativos e obrigações de manutenção do serviço. O relevante para o passageiro é que a autorização cria a possibilidade regulatória de atendimento, mas não substitui a consulta posterior aos horários e vendas efetivamente disponibilizados.</p>
<p class="codex-docx-preview_heading2"><strong>EBN: extinção por renúncia no fretamento</strong></p>
<p>A Decisão SUPAS nº 1.445 extinguiu, por renúncia, o Termo de Autorização de Fretamento nº 01.1122 da EBN Transportes Sociedade Ltda., CNPJ 50.907.979/0001-54. Diferentemente das outras duas decisões, a publicação trata de fretamento, e não da exploração de linhas regulares pela primeira Janela Extraordinária. A decisão não atribui motivo específico à desistência nem caracteriza penalidade de cassação.</p>
<p class="codex-docx-preview_heading2"><strong>RELAÇÃO COMPLETA DAS 160 SEÇÕES — VIAÇÃO RIO OESTE / LIDERANÇA TURISMO</strong></p>
<p>Linha: Senador Canedo (GO)–Foz do Iguaçu (PR). A numeração acompanha integralmente o anexo da Decisão SUPAS nº 1.443.</p>
<table class="first-row first-col no-vband codex-docx-preview_lightshading-accent1">
<colgroup>
<col />
<col /></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td>Nº</td>
<td>Seção autorizada</td>
</tr>
<tr>
<td>1</td>
<td>Arapongas (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>2</td>
<td>Arapongas (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td>Arapongas (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>4</td>
<td>Arapongas (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>5</td>
<td>Arapongas (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>6</td>
<td>Campo Mourão (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>7</td>
<td>Campo Mourão (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>8</td>
<td>Campo Mourão (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>9</td>
<td>Campo Mourão (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>10</td>
<td>Canápolis (MG) – Arapongas (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>11</td>
<td>Canápolis (MG) – Assis (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>12</td>
<td>Canápolis (MG) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>13</td>
<td>Canápolis (MG) – Campo Mourão (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>14</td>
<td>Canápolis (MG) – Cascavel (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>15</td>
<td>Canápolis (MG) – Engenheiro Beltrão (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>16</td>
<td>Canápolis (MG) – Foz do Iguaçu (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>17</td>
<td>Canápolis (MG) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>18</td>
<td>Canápolis (MG) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>19</td>
<td>Canápolis (MG) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>20</td>
<td>Canápolis (MG) – Londrina (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>21</td>
<td>Canápolis (MG) – Mamborê (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>22</td>
<td>Canápolis (MG) – Mandaguari (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>23</td>
<td>Canápolis (MG) – Marialva (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>24</td>
<td>Canápolis (MG) – Marília (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>25</td>
<td>Canápolis (MG) – Maringá (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>26</td>
<td>Canápolis (MG) – Medianeira (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>27</td>
<td>Canápolis (MG) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>28</td>
<td>Canápolis (MG) – Rolândia (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>29</td>
<td>Canápolis (MG) – Santa Tereza do Oeste (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>30</td>
<td>Canápolis (MG) – São Miguel do Iguaçu (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>31</td>
<td>Canápolis (MG) – Sertanópolis (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>32</td>
<td>Canápolis (MG) – Ubiratã (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>33</td>
<td>Cascavel (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>34</td>
<td>Cascavel (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>35</td>
<td>Cascavel (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>36</td>
<td>Cascavel (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>37</td>
<td>Engenheiro Beltrão (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>38</td>
<td>Engenheiro Beltrão (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>39</td>
<td>Engenheiro Beltrão (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>40</td>
<td>Engenheiro Beltrão (PR) – Marília (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>41</td>
<td>Engenheiro Beltrão (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>42</td>
<td>Engenheiro Beltrão (PR) – São José do Rio Preto (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>43</td>
<td>Foz do Iguaçu (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>44</td>
<td>Foz do Iguaçu (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>45</td>
<td>Foz do Iguaçu (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>46</td>
<td>Foz do Iguaçu (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>47</td>
<td>Foz do Iguaçu (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>48</td>
<td>Goiânia (GO) – Engenheiro Beltrão (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>49</td>
<td>Goiânia (GO) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>50</td>
<td>Goiânia (GO) – Mamborê (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>51</td>
<td>Goiânia (GO) – Mandaguari (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>52</td>
<td>Goiânia (GO) – Marialva (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>53</td>
<td>Goiânia (GO) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>54</td>
<td>Goiânia (GO) – Rolândia (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>55</td>
<td>Goiânia (GO) – Santa Tereza do Oeste (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>56</td>
<td>Goiânia (GO) – Santa Terezinha de Itaipu (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>57</td>
<td>Goiânia (GO) – São Miguel do Iguaçu (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>58</td>
<td>Itumbiara (GO) – Arapongas (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>59</td>
<td>Itumbiara (GO) – Engenheiro Beltrão (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>60</td>
<td>Itumbiara (GO) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>61</td>
<td>Itumbiara (GO) – Mamborê (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>62</td>
<td>Itumbiara (GO) – Mandaguari (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>63</td>
<td>Itumbiara (GO) – Marialva (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>64</td>
<td>Itumbiara (GO) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>65</td>
<td>Itumbiara (GO) – Rolândia (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>66</td>
<td>Itumbiara (GO) – Santa Tereza do Oeste (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>67</td>
<td>Itumbiara (GO) – Santa Terezinha de Itaipu (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>68</td>
<td>Itumbiara (GO) – São Miguel do Iguaçu (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>69</td>
<td>Itumbiara (GO) – Sertanópolis (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>70</td>
<td>Londrina (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>71</td>
<td>Londrina (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>72</td>
<td>Londrina (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>73</td>
<td>Mamborê (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>74</td>
<td>Mamborê (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>75</td>
<td>Mamborê (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>76</td>
<td>Mamborê (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>77</td>
<td>Mamborê (PR) – Marília (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>78</td>
<td>Mamborê (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>79</td>
<td>Mamborê (PR) – São José do Rio Preto (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>80</td>
<td>Mandaguari (PR) – Assis (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>81</td>
<td>Mandaguari (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>82</td>
<td>Mandaguari (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>83</td>
<td>Mandaguari (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>84</td>
<td>Mandaguari (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>85</td>
<td>Mandaguari (PR) – Marília (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>86</td>
<td>Mandaguari (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>87</td>
<td>Mandaguari (PR) – São José do Rio Preto (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>88</td>
<td>Marialva (PR) – Assis (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>89</td>
<td>Marialva (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>90</td>
<td>Marialva (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>91</td>
<td>Marialva (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>92</td>
<td>Marialva (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>93</td>
<td>Marialva (PR) – Marília (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>94</td>
<td>Marialva (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>95</td>
<td>Marialva (PR) – São José do Rio Preto (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>96</td>
<td>Maringá (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>97</td>
<td>Maringá (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>98</td>
<td>Medianeira (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>99</td>
<td>Medianeira (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>100</td>
<td>Medianeira (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>101</td>
<td>Medianeira (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>102</td>
<td>Medianeira (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>103</td>
<td>Morrinhos (GO) – Arapongas (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>104</td>
<td>Morrinhos (GO) – Assis (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>105</td>
<td>Morrinhos (GO) – Canápolis (MG)</td>
</tr>
<tr>
<td>106</td>
<td>Morrinhos (GO) – Engenheiro Beltrão (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>107</td>
<td>Morrinhos (GO) – Foz do Iguaçu (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>108</td>
<td>Morrinhos (GO) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>109</td>
<td>Morrinhos (GO) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>110</td>
<td>Morrinhos (GO) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>111</td>
<td>Morrinhos (GO) – Londrina (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>112</td>
<td>Morrinhos (GO) – Mamborê (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>113</td>
<td>Morrinhos (GO) – Mandaguari (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>114</td>
<td>Morrinhos (GO) – Marialva (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>115</td>
<td>Morrinhos (GO) – Marília (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>116</td>
<td>Morrinhos (GO) – Medianeira (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>117</td>
<td>Morrinhos (GO) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>118</td>
<td>Morrinhos (GO) – Rolândia (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>119</td>
<td>Morrinhos (GO) – Santa Tereza do Oeste (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>120</td>
<td>Morrinhos (GO) – Santa Terezinha de Itaipu (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>121</td>
<td>Morrinhos (GO) – São Miguel do Iguaçu (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>122</td>
<td>Morrinhos (GO) – Sertanópolis (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>123</td>
<td>Rolândia (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>124</td>
<td>Rolândia (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>125</td>
<td>Rolândia (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>126</td>
<td>Rolândia (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>127</td>
<td>Rolândia (PR) – Marília (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>128</td>
<td>Rolândia (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>129</td>
<td>Rolândia (PR) – São José do Rio Preto (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>130</td>
<td>Santa Tereza do Oeste (PR) – Assis (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>131</td>
<td>Santa Tereza do Oeste (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>132</td>
<td>Santa Tereza do Oeste (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>133</td>
<td>Santa Tereza do Oeste (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>134</td>
<td>Santa Tereza do Oeste (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>135</td>
<td>Santa Tereza do Oeste (PR) – Marília (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>136</td>
<td>Santa Tereza do Oeste (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>137</td>
<td>Santa Tereza do Oeste (PR) – São José do Rio Preto (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>138</td>
<td>Santa Terezinha de Itaipu (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>139</td>
<td>Santa Terezinha de Itaipu (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>140</td>
<td>Santa Terezinha de Itaipu (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>141</td>
<td>Santa Terezinha de Itaipu (PR) – Marília (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>142</td>
<td>Santa Terezinha de Itaipu (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>143</td>
<td>Santa Terezinha de Itaipu (PR) – São José do Rio Preto (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>144</td>
<td>São Miguel do Iguaçu (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>145</td>
<td>São Miguel do Iguaçu (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>146</td>
<td>São Miguel do Iguaçu (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>147</td>
<td>São Miguel do Iguaçu (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>148</td>
<td>São Miguel do Iguaçu (PR) – Marília (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>149</td>
<td>São Miguel do Iguaçu (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>150</td>
<td>São Miguel do Iguaçu (PR) – São José do Rio Preto (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>151</td>
<td>Senador Canedo (GO) – Foz do Iguaçu (PR)</td>
</tr>
<tr>
<td>152</td>
<td>Sertanópolis (PR) – Bady Bassitt (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>153</td>
<td>Sertanópolis (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>154</td>
<td>Sertanópolis (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>155</td>
<td>Sertanópolis (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>156</td>
<td>Ubiratã (PR) – Icém (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>157</td>
<td>Ubiratã (PR) – José Bonifácio (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>158</td>
<td>Ubiratã (PR) – Lins (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>159</td>
<td>Ubiratã (PR) – Marília (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>160</td>
<td>Ubiratã (PR) – Nova Granada (SP)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="codex-docx-preview_heading2"><strong>RELAÇÃO COMPLETA DAS 26 SEÇÕES — VIAÇÃO PROGRESSO E TURISMO / VIPROL</strong></p>
<p>Linha: Barra Mansa (RJ)–Carangola (MG), via Divino (MG). As seções 25 e 26 são as duas novas inclusões publicadas pela ANTT.</p>
<table class="first-row first-col no-vband codex-docx-preview_lightshading-accent1">
<colgroup>
<col />
<col /></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td>Nº</td>
<td>Seção autorizada</td>
</tr>
<tr>
<td>1</td>
<td>Além Paraíba (MG) – Barra Mansa (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>2</td>
<td>Além Paraíba (MG) – Três Rios (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td>Além Paraíba (MG) – Vassouras (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>4</td>
<td>Além Paraíba (MG) – Volta Redonda (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>5</td>
<td>Carangola (MG) – Barra do Piraí (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>6</td>
<td>Carangola (MG) – Barra Mansa (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>7</td>
<td>Carangola (MG) – Três Rios (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>8</td>
<td>Carangola (MG) – Vassouras (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>9</td>
<td>Carangola (MG) – Volta Redonda (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>10</td>
<td>Divino (MG) – Barra do Piraí (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>11</td>
<td>Divino (MG) – Barra Mansa (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>12</td>
<td>Divino (MG) – Três Rios (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>13</td>
<td>Divino (MG) – Volta Redonda (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>14</td>
<td>Fervedouro (MG) – Três Rios (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>15</td>
<td>Leopoldina (MG) – Barra do Piraí (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>16</td>
<td>Leopoldina (MG) – Barra Mansa (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>17</td>
<td>Leopoldina (MG) – Sapucaia (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>18</td>
<td>Leopoldina (MG) – Três Rios (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>19</td>
<td>Muriaé (MG) – Barra do Piraí (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>20</td>
<td>Muriaé (MG) – Barra Mansa (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>21</td>
<td>Muriaé (MG) – Sapucaia (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>22</td>
<td>Muriaé (MG) – Três Rios (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>23</td>
<td>Muriaé (MG) – Vassouras (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>24</td>
<td>Muriaé (MG) – Volta Redonda (RJ)</td>
</tr>
<tr>
<td>25</td>
<td>Carangola (MG) – Sapucaia (RJ) — NOVA SEÇÃO</td>
</tr>
<tr>
<td>26</td>
<td>Leopoldina (MG) – Vassouras (RJ) — NOVA SEÇÃO</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/22/antt-autoriza-lideranca-turismo-a-operar-160-secoes-entre-goias-minas-sao-paulo-e-parana-e-amplia-mercados-da-progresso-entre-rio-e-minas/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=540596</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Estação Francisco Morato recebe ação gratuita de saúde e bem-estar</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/estacao-francisco-morato-recebe-acao-gratuita-de-saude-e-bem-estar/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 01:00:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Iniciativa da TIC Trens em parceria com o SEST SENAT oferece aferição de pressão arterial, testes de glicemia e orientações aos passageiros da Linha 7-Rubi YURI SENA A estação Francisco Morato, da Linha 7-Rubi, recebe nesta sexta-feira (25) uma ação gratuita voltada à saúde e à conscientização dos passageiros. A iniciativa é promovida pela TIC [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/SEST-SENAT-e1792613342691.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em><span style="font-weight: 400;">Iniciativa da TIC Trens em parceria com o SEST SENAT oferece aferição de pressão arterial, testes de glicemia e orientações aos passageiros da Linha 7-Rubi</span></em></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estação Francisco Morato, da Linha 7-Rubi, recebe nesta sexta-feira (25) uma ação gratuita voltada à saúde e à conscientização dos passageiros. A iniciativa é promovida pela TIC Trens em parceria com o SEST SENAT, com atividades programadas das 10h às 16h, no mezanino principal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A programação inclui aferição de pressão arterial, testes de glicemia e orientações sobre prevenção e cuidados com a saúde. Os passageiros também poderão receber informações sobre alimentação saudável, mobilidade segura, meio ambiente, cidadania e bem-estar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atividade contará ainda com esquetes interativas, que abordarão os temas de forma dinâmica para facilitar o contato com o público e ampliar o acesso às informações.</span></p>
<p><b>Serviço</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ação de saúde e bem-estar — TIC Trens e SEST SENAT</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Local: estação Francisco Morato, no mezanino principal</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Data: sexta-feira, 25 de setembro</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Horário: das 10h às 16h</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atividades: aferição de pressão arterial, testes de glicemia e orientações gratuitas</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/estacao-francisco-morato-recebe-acao-gratuita-de-saude-e-bem-estar/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=540525</guid>
  </item>
  <item>
    <title>EXCLUSIVO: ARTESP autoriza mudanças em linhas da Cometa, Itamarati, Vale do Tietê, Mirim Guaçu e Danúbio Azul; Andorinha tem pedido em análise e empresas de fretamento recebem decisões</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/exclusivo-artesp-autoriza-mudancas-em-linhas-da-cometa-itamarati-vale-do-tiete-mirim-guacu-e-danubio-azul-andorinha-tem-pedido-em-analise-e-empresas-de-fretamento-recebem-decisoes/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/exclusivo-artesp-autoriza-mudancas-em-linhas-da-cometa-itamarati-vale-do-tiete-mirim-guacu-e-danubio-azul-andorinha-tem-pedido-em-analise-e-empresas-de-fretamento-recebem-decisoes/#comments</comments>
    <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 00:25:45 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Cometa poderá prolongar ligação entre São Paulo e Franca até São Bernardo do Campo; agência também autoriza mudanças de horários e itinerários, renova registros de transportadoras e indefere pedidos da Andreatur e União Transporte e Turismo ADAMO BAZANI A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) autorizou mudanças [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="761" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260919_0721162.jpg?fit=1024%2C761&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260919_0721162.jpg?w=3259&amp;ssl=1 3259w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260919_0721162.jpg?resize=300%2C223&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260919_0721162.jpg?resize=1024%2C761&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260919_0721162.jpg?resize=150%2C111&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260919_0721162.jpg?resize=768%2C571&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260919_0721162.jpg?resize=1536%2C1142&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260919_0721162.jpg?resize=2048%2C1522&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260919_0721162.jpg?resize=400%2C297&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260919_0721162.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Cometa poderá prolongar ligação entre São Paulo e Franca até São Bernardo do Campo; agência também autoriza mudanças de horários e itinerários, renova registros de transportadoras e indefere pedidos da Andreatur e União Transporte e Turismo</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) autorizou mudanças operacionais em linhas de ônibus intermunicipais das empresas Viação Cometa, Expresso Itamarati, Viação Vale do Tietê, Viação SC Mirim Guaçu e Viação Danúbio Azul. As decisões foram publicadas no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, e abrangem serviços rodoviários e semiurbanos, com períodos experimentais de 30 ou 180 dias. Uma das principais novidades é a autorização para a Cometa prolongar até São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, a linha entre São Paulo e Franca, criando a possibilidade de atendimento ao município sem que os passageiros precisem necessariamente iniciar a viagem na capital.</p>
<p>Na mesma edição, a ARTESP abriu prazo para manifestações sobre uma alteração solicitada pela Empresa de Transportes Andorinha na ligação entre Presidente Epitácio e São Paulo, além de autorizar registros e renovações de empresas de fretamento eventual e contínuo, de operadores do Serviço Especial Conveniado e de transporte de estudantes. A agência também indeferiu pedidos de registro da Andreatur Transportes e Serviços e da União Transporte e Turismo. As decisões têm efeitos distintos: enquanto as alterações de linhas autorizadas permitem a execução experimental de novas tabelas operacionais, o pedido da Andorinha ainda depende de análise, e as negativas de registro não representam, por si só, cassação de serviços anteriormente autorizados.</p>
<h2>Cometa poderá prolongar ligação São Paulo–Franca até São Bernardo do Campo</h2>
<p>A Viação Cometa recebeu autorização para alterar a linha rodoviária entre São Paulo e Franca, com prolongamento até São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.</p>
<p>A mudança foi autorizada em caráter experimental por 180 dias, conforme tabela de horários e distâncias apresentada pela transportadora e aceita pela ARTESP.</p>
<p>A companhia deverá iniciar a operação modificada em até 15 dias contados da publicação desta quarta-feira (21).</p>
<p>Depois do período experimental, caso não sejam apresentadas manifestações dos interessados, a tabela poderá ser considerada efetiva, conforme as condições estabelecidas pela agência.</p>
<p>A decisão tem importância para o mercado de ônibus rodoviários porque amplia as possibilidades de embarque fora dos terminais tradicionais da capital paulista.</p>
<p>São Bernardo do Campo é um dos principais municípios do ABC Paulista e possui integração com serviços municipais e metropolitanos de ônibus. A possibilidade de embarcar na região pode reduzir a necessidade de deslocamento até terminais da cidade de São Paulo, dependendo da localização do passageiro e dos pontos efetivamente utilizados na operação.</p>
<p>A autorização também acompanha uma tendência do transporte rodoviário de passageiros: a ampliação dos pontos de atendimento em municípios metropolitanos, centros comerciais e estruturas conectadas ao transporte urbano.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> vem acompanhando iniciativas de empresas como Cometa, Expresso do Sul, Penha, Guanabara e outras transportadoras que procuram diversificar as alternativas de embarque e desembarque, além de enfrentar a concorrência de plataformas digitais e novos modelos de comercialização de viagens.</p>
<p>No caso da Cometa, a autorização publicada não apresenta a relação completa dos horários nem especifica os pontos de embarque e desembarque em São Bernardo do Campo. Essas informações dependem da tabela operacional vinculada à decisão e da divulgação da operação pela transportadora.</p>
<p>A autorização também não significa que a nova configuração já esteja em funcionamento nesta quarta-feira.</p>
<h2>Expresso Itamarati poderá modificar serviços entre São José do Rio Preto, Macaubal e Guapiaçu</h2>
<p>A Expresso Itamarati recebeu duas autorizações para mudanças em linhas semiurbanas da região de São José do Rio Preto.</p>
<p>A primeira envolve a ligação entre São José do Rio Preto e Macaubal, com dois itinerários diferentes: o itinerário A, via Itaiúba, e o itinerário B, via Junqueira.</p>
<p>A ARTESP autorizou a alteração das tabelas de horários e distâncias em caráter experimental por 180 dias.</p>
<p>A transportadora deverá iniciar a nova programação em até 15 dias após a publicação. Encerrado o período experimental, sem manifestações dos interessados, a tabela poderá ser considerada efetiva.</p>
<p>A segunda autorização diz respeito à linha semiurbana entre São José do Rio Preto e Guapiaçu.</p>
<p>Neste caso, a decisão abrange quatro itinerários, identificados pelas letras A, B, C e D, também com modificações nas tabelas de horários e distâncias.</p>
<p>O prazo experimental é de 180 dias, com até 15 dias para a empresa iniciar a operação modificada.</p>
<p>As duas decisões devem ser analisadas separadamente porque envolvem ligações, itinerários e tabelas operacionais diferentes.</p>
<p>O transporte semiurbano desempenha papel importante nos deslocamentos entre municípios próximos, atendendo passageiros que utilizam os ônibus para trabalho, estudo, consultas médicas, comércio e outras atividades cotidianas.</p>
<p>Mudanças de horários ou itinerários podem interferir tanto no atendimento da população quanto na organização operacional das empresas.</p>
<p>As publicações não discriminam quais partidas serão acrescentadas, retiradas ou remanejadas em cada itinerário.</p>
<h2>Vale do Tietê recebe autorização para alterar linha entre Itu e São Paulo</h2>
<p>A Viação Vale do Tietê também recebeu autorização para modificar a operação da linha rodoviária entre Itu e São Paulo.</p>
<p>A decisão abrange o itinerário A, com percurso pelas rodovias SP-300 e SP-348, respectivamente a Rodovia Marechal Rondon e a Rodovia dos Bandeirantes.</p>
<p>A mudança envolve tabela de horários e frequências e foi autorizada experimentalmente por 180 dias.</p>
<p>A empresa deverá iniciar a nova programação em até 15 dias após a publicação.</p>
<p>Ao final do período, na ausência de manifestações contrárias de interessados ou do público usuário, a tabela poderá ser considerada efetiva.</p>
<p>A ligação entre Itu e a capital atende deslocamentos entre o interior e a Região Metropolitana de São Paulo, incluindo viagens relacionadas a trabalho, estudo, saúde e compromissos particulares.</p>
<p>A frequência das partidas e a distribuição dos horários são especialmente importantes em linhas utilizadas por passageiros que precisam chegar à capital em períodos determinados do dia.</p>
<p>A decisão publicada não reproduz a programação completa de partidas.</p>
<h2>Mirim Guaçu poderá modificar horários da ligação Mogi Mirim–Mogi Guaçu</h2>
<p>A Viação SC Mirim Guaçu foi autorizada a alterar a operação da linha semiurbana entre Mogi Mirim e Mogi Guaçu.</p>
<p>A decisão contempla a tabela de horários e distâncias do itinerário A, com período experimental de 180 dias.</p>
<p>A transportadora tem até 15 dias, contados da publicação, para iniciar a programação autorizada.</p>
<p>Se não houver manifestações dos interessados durante o período experimental, a tabela poderá ser considerada efetiva.</p>
<p>Os municípios de Mogi Mirim e Mogi Guaçu possuem relações econômicas e sociais que geram deslocamentos frequentes entre as duas cidades.</p>
<p>Por essa razão, mudanças nas tabelas de horários dos serviços semiurbanos podem ter efeitos diretos sobre a rotina de passageiros que dependem de transporte coletivo para acessar empregos, escolas, estabelecimentos comerciais e serviços públicos.</p>
<h2>Danúbio Azul tem mudança autorizada entre Leme e Santa Cruz da Conceição a partir de 26 de outubro</h2>
<p>A Viação Danúbio Azul recebeu autorização para alterar a linha rodoviária entre Leme e Santa Cruz da Conceição.</p>
<p>Diferentemente das demais mudanças, o período experimental neste caso será de 30 dias.</p>
<p>A operação modificada está prevista para começar na segunda-feira, 26 de outubro de 2026.</p>
<p>A alteração contempla a tabela de horários e distâncias referente ao itinerário B.</p>
<p>O prazo experimental mais curto significa que a operação será observada inicialmente durante um mês, de acordo com a autorização publicada.</p>
<p>A medida tem interesse regional por envolver uma ligação entre municípios do interior paulista e possíveis mudanças nas opções de deslocamento de seus passageiros.</p>
<h2>Andorinha: alteração da linha Presidente Epitácio–São Paulo ainda está em análise</h2>
<p>A Empresa de Transportes Andorinha aparece em outra decisão da ARTESP, mas em situação diferente das cinco transportadoras que já receberam autorização.</p>
<p>A agência abriu prazo de sete dias para vistas e eventuais manifestações sobre o pedido de alteração operacional da linha rodoviária entre Presidente Epitácio e São Paulo.</p>
<p>A solicitação envolve a tabela de horários e distâncias do itinerário A.</p>
<p>Os interessados poderão solicitar acesso à documentação e apresentar manifestações por peticionamento eletrônico ou pelo endereço <a href="mailto:vistas@artesp.sp.gov.br">vistas@artesp.sp.gov.br</a>.</p>
<p>A ligação entre Presidente Epitácio e a capital conecta o extremo oeste paulista à maior cidade do estado e integra a rede de deslocamentos rodoviários de longa distância.</p>
<p>A definição de horários e itinerários influencia a disponibilidade de viagens para passageiros de municípios que dependem de ligações regionais e de conexões com a capital.</p>
<p>A abertura do prazo de manifestações não equivale à aprovação do pedido apresentado pela Andorinha.</p>
<h2>ARTESP concede registros e renova autorizações para empresas de fretamento</h2>
<p>Além das decisões sobre linhas regulares, a ARTESP autorizou novos registros e renovações de empresas que prestam serviços intermunicipais de fretamento eventual e contínuo.</p>
<p>Os registros têm validade de cinco anos, observadas as datas estabelecidas para cada transportadora.</p>
<p>Duas empresas receberam registro: A.C. Transportes, Fretramento e Turismo e Resilience Locação e Transporte.</p>
<p>Outras oito tiveram seus registros renovados.</p>
<p>Confira a relação completa:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>CNPJ</th>
<th>Decisão e vigência</th>
</tr>
<tr>
<td>Sanytour Transportes e Turismo Ltda.</td>
<td>19.369.455/0001-07</td>
<td>Renovação por cinco anos a partir de 15/12/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>A.C. Transportes, Fretramento e Turismo Ltda. ME</td>
<td>23.361.053/0001-33</td>
<td>Registro por cinco anos a partir de 21/10/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Ample Locadora de Veículos Transportes e Turismo Ltda. ME</td>
<td>18.063.780/0001-84</td>
<td>Renovação por cinco anos a partir de 17/11/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Baptistella Locação de Veículos Ltda. ME</td>
<td>08.585.938/0001-22</td>
<td>Renovação por cinco anos, com data inicial não especificada corretamente na publicação</td>
</tr>
<tr>
<td>N da Silva Locação Eireli ME</td>
<td>14.568.597/0001-80</td>
<td>Renovação por cinco anos a partir de 22/12/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova Jaguar Locação de Veículos Ltda.</td>
<td>08.488.772/0001-26</td>
<td>Renovação por cinco anos a partir de 27/10/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Resilience Locação e Transporte Ltda.</td>
<td>14.381.215/0001-04</td>
<td>Registro por cinco anos a partir de 21/10/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Shayene Tur Service Ltda. EPP</td>
<td>62.677.034/0001-72</td>
<td>Renovação por cinco anos, com data inicial não especificada corretamente na publicação</td>
</tr>
<tr>
<td>Transcomin Transportadora Turística Ltda.</td>
<td>00.371.038/0001-70</td>
<td>Renovação por cinco anos a partir de 15/12/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Vandy Locadora de Veículos Ltda.</td>
<td>06.374.341/0001-03</td>
<td>Renovação por cinco anos a partir de 28/10/2026</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As autorizações abrangem as modalidades eventual e contínua.</p>
<p>O fretamento eventual é utilizado em deslocamentos contratados para viagens, excursões e outras necessidades específicas, enquanto o fretamento contínuo atende serviços contratados com regularidade, como o transporte de trabalhadores e outros grupos definidos.</p>
<p>Essas modalidades possuem características diferentes do transporte regular aberto ao público, que opera linhas, horários e condições previamente autorizados.</p>
<p>O registro junto à agência é uma das exigências de regularidade para a prestação dos serviços sob sua competência, sem dispensar o cumprimento dos demais requisitos aplicáveis.</p>
<h2>Serviço Especial Conveniado e transporte de estudantes também recebem renovações</h2>
<p>A ARTESP renovou por um ano os registros de quatro empresas vinculadas ao Serviço Especial Conveniado (SEC).</p>
<p>São elas:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>CNPJ</th>
</tr>
<tr>
<td>Anderson Alves dos Santos Transportes Ltda.</td>
<td>06.002.259/0001-58</td>
</tr>
<tr>
<td>Eliesio J Nascimento Transportes Ltda.</td>
<td>03.433.798/0001-53</td>
</tr>
<tr>
<td>Antonio Vieira Rodrigues Transportes Ltda.</td>
<td>04.673.086/0001-74</td>
</tr>
<tr>
<td>Carlos Alberto Barbosa da Silva Transportes Ltda.</td>
<td>53.226.411/0001-66</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As quatro renovações têm validade de um ano a partir da publicação de 21 de outubro de 2026.</p>
<p>A agência também autorizou a renovação, pelo prazo de um ano, do registro de Onivaldo Franco de Godoy para prestação de serviços de fretamento na modalidade estudantes.</p>
<p>Essas decisões fazem parte do controle cadastral exercido sobre diferentes modalidades de transporte intermunicipal de passageiros.</p>
<h2>Andreatur e União Transporte e Turismo têm pedidos de registro indeferidos</h2>
<p>Duas empresas tiveram seus pedidos de registro para transporte coletivo de passageiros sob regime de fretamento indeferidos pela ARTESP.</p>
<p>A primeira é a Andreatur Transportes e Serviços Ltda., inscrita no CNPJ 01.502.456/0001-12.</p>
<p>A segunda é a União Transporte e Turismo Ltda., inscrita no CNPJ 48.436.097/0001-06.</p>
<p>As decisões têm efeitos a partir da publicação de 21 de outubro de 2026.</p>
<p>As duas negativas aparecem associadas à mesma referência administrativa na edição do Diário Oficial.</p>
<p>A publicação não detalha a fundamentação individual dos indeferimentos. Por esse motivo, não é possível concluir que as empresas foram flagradas em transporte clandestino, que sofreram cassação de registros anteriormente válidos ou que cometeram determinada infração.</p>
<p>O indeferimento significa que os pedidos analisados não receberam aprovação da agência.</p>
<p>A distinção é importante porque o transporte por fretamento depende de regularização específica, e diferentes situações administrativas podem produzir consequências diferentes para as empresas e para seus contratantes.</p>
<p>Para os passageiros, a contratação de transportadoras regularmente habilitadas, com veículos e documentação compatíveis com o tipo de viagem, é uma medida importante de segurança e de conformidade com as exigências do setor.</p>
<p>As decisões desta quarta-feira mostram a atuação da ARTESP em duas frentes do transporte intermunicipal paulista: a organização das linhas regulares, por meio de alterações de horários e itinerários, e o controle cadastral das transportadoras que prestam serviços de fretamento.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Moradores de Taboão da Serra esperam ganhar tempo e qualidade de vida com expansão da Linha 4-Amarela</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/moradores-de-taboao-da-serra-esperam-ganhar-tempo-e-qualidade-de-vida-com-expansao-da-linha-4-amarela/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 22 Oct 2026 00:00:34 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Expansão realizada pelo Governo de São Paulo, por meio de parceria privada, levará pela primeira vez a rede metroviária para fora da capital e deve reduzir deslocamentos de moradores de Taboão da Serra e região VINÍCIUS DE OLIVEIRA A expansão da Linha 4-Amarela promovida pelo Governo de São Paulo até Taboão da Serra deve mudar [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="706" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed.jpg?fit=1024%2C706&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed.jpg?w=1556&amp;ssl=1 1556w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed.jpg?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed.jpg?resize=1024%2C706&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed.jpg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed.jpg?resize=768%2C530&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed.jpg?resize=1536%2C1059&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed.jpg?resize=400%2C276&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Expansão realizada pelo Governo de São Paulo, por meio de parceria privada, levará pela primeira vez a rede metroviária para fora da capital e deve reduzir deslocamentos de moradores de Taboão da Serra e região</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A expansão da Linha 4-Amarela promovida pelo Governo de São Paulo até Taboão da Serra deve mudar a rotina de quem hoje enfrenta longos deslocamentos entre a região e a capital. Com 3,3 quilômetros de extensão e duas novas estações, Chácara do Jockey e Taboão da Serra, o projeto cria a expectativa de menos tempo no trânsito e mais facilidade para acessar a rede metroviária.</p>
<p>A futura Estação Taboão da Serra será a primeira da rede metroviária paulista localizada fora da capital e terá integração com terminal de ônibus, ampliando as conexões para moradores de Taboão e municípios vizinhos.</p>
<p>Morador de Taboão da Serra há cerca de 20 anos, Marcos de Almeida, 37 anos, trabalha como cabeleireiro na região da Faria Lima e usa a Linha 4-Amarela com frequência. Para chegar ao metrô, atualmente é necessário pegar um ônibus até Vila Sônia, percurso que pode levar de 40 minutos a uma hora. A expectativa é que a nova estação reduza justamente esse trecho do deslocamento.</p>
<p>“O principal problema que eu enfrento é o trânsito na BR para chegar na Linha Amarela. Com a estação em Taboão, quem mora aqui e precisa fazer esse trajeto não vai mais precisar enfrentar esse trânsito e vai economizar muito mais tempo. Será muito mais rápido e menos cansativo”, afirma.</p>
<p>A nova conexão também deve beneficiar moradores de municípios próximos, como Embu das Artes. É o caso da assistente de operações estratégicas Jéssica da Costa Silva, 33 anos, que vive no bairro Santa Tereza e trabalha na Barra Funda, zona oeste da capital. De segunda a quinta, ela sai de casa às 4h30 e vai até a estação Vila Sônia, um deslocamento que dura cerca de 30 minutos devido ao baixo fluxo de carros no horário.</p>
<p>Porém, a volta é marcada pelo congestionamento na Francisco Morato e na entrada de Taboão. Jéssica chega a levar quase três horas para voltar do trabalho para casa. Com a nova estação, Jéssica estima economizar cerca de uma hora no retorno para casa.. “Eu acho que a qualidade de vida que a gente vai ter já é a principal conquista, porque a gente vai ficar menos tempo dentro de um ônibus. Meu tempo para voltar pra casa vai reduzir em praticamente 1 hora. Eu estudo também, então, se eu tiver um tempo maior dentro de casa, vou conseguir estudar e descansar mais”, explica.</p>
<p>Para ela, a estação também vai reduzir a quantidade de baldeações necessárias para quem vive na região. “Qualquer coisa que a gente precise fazer, tem que fazer muita baldeação, pegar vários ônibus. Com a chegada da estação aqui no Taboão, vou poder pegar um ônibus até lá e, dentro da estação, fazer o restante do deslocamento. Para quem mora aqui, essa estação caiu como uma luva.”</p>
<p>O ganho de tempo também é a principal expectativa de Jéssica Inah Massonetto, 31 anos, analista de redes sociais que trabalha na Mooca, zona leste. Moradora do município desde que nasceu, ela leva atualmente cerca de 2h para chegar ao trabalho. O principal obstáculo nesse deslocamento é o trânsito intenso até a estação Vila Sônia. Já no trecho feito pelo metrô, Jéssica conta que o percurso é mais rápido e tranquilo.</p>
<p>Com a estação mais próxima de casa, ela espera reduzir justamente o tempo gasto nesse primeiro trecho e transformar esses minutos em mais qualidade de vida. “O principal problema é o trânsito e o tempo que a gente fica dentro do ônibus até chegar à estação. É um tempo que eu poderia estar usando para outras coisas, como fazer academia de manhã. Com a estação mais perto, eu posso sair um pouco mais tarde de casa, ganhar esse tempo para mim e chegar ao trabalho mais tranquila.”</p>
<p>Jéssica acompanha a expansão do metrô pela região e afirma que as duas novas estações também vão facilitar o acesso à capital paulista. “ Cada vez que o metrô foi chegando um pouco mais perto da gente, ficou mais fácil para a gente se deslocar para São Paulo, principalmente para trabalhar. Eu por exemplo acho muito mais fácil ir para o centro de transporte público do que de carro. Então com a estação aqui em Taboão vai ficar mais fácil e me dar mais tempo de qualidade”, afirma.</p>
<p>A extensão da Linha 4-Amarela integra os projetos de mobilidade do Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), com fiscalização pela Artesp, e deverá beneficiar cerca de 50 mil novos passageiros por dia. A futura Estação Taboão da Serra terá integração com terminal de ônibus e aproximará a rede metroviária dos moradores da região sudoeste da Região Metropolitana.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  <item>
    <title>Santo André (SP) promove treinamento para idosos sobre uso seguro do transporte público</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/santo-andre-sp-promove-treinamento-para-idosos-sobre-uso-seguro-do-transporte-publico/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 23:30:53 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metropolitano SP]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Atividade reuniu cerca de 80 participantes e abordou embarque, deslocamento dentro dos ônibus e desembarque com segurança VINÍCIUS DE OLIVEIRA A Secretaria de Mobilidade Urbana de Santo André realizou nesta quarta-feira (21), no Paço Municipal, um treinamento prático com a população idosa voltado ao uso seguro do transporte público, visando ampliar a autonomia dos passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Treinamento-para-idosos-nos-onibus-municipais-de-Santo-Andre-Alex-Cavanha-PSA-11.jpeg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Treinamento-para-idosos-nos-onibus-municipais-de-Santo-Andre-Alex-Cavanha-PSA-11.jpeg?w=1560&amp;ssl=1 1560w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Treinamento-para-idosos-nos-onibus-municipais-de-Santo-Andre-Alex-Cavanha-PSA-11.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Treinamento-para-idosos-nos-onibus-municipais-de-Santo-Andre-Alex-Cavanha-PSA-11.jpeg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Treinamento-para-idosos-nos-onibus-municipais-de-Santo-Andre-Alex-Cavanha-PSA-11.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Treinamento-para-idosos-nos-onibus-municipais-de-Santo-Andre-Alex-Cavanha-PSA-11.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Treinamento-para-idosos-nos-onibus-municipais-de-Santo-Andre-Alex-Cavanha-PSA-11.jpeg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Treinamento-para-idosos-nos-onibus-municipais-de-Santo-Andre-Alex-Cavanha-PSA-11.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Atividade reuniu cerca de 80 participantes e abordou embarque, deslocamento dentro dos ônibus e desembarque com segurança</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A Secretaria de Mobilidade Urbana de Santo André realizou nesta quarta-feira (21), no Paço Municipal, um treinamento prático com a população idosa voltado ao uso seguro do transporte público, visando ampliar a autonomia dos passageiros e prevenir quedas durante as viagens nos ônibus na cidade. A atividade reuniu cerca de 80 participantes e foi organizada em parceria com SATrans, Faculdade de Medicina do ABC e Conselho Municipal da Pessoa Idosa.</p>
<p>Durante a ação, os participantes receberam orientações práticas sobre como se posicionar nos pontos de ônibus, embarcar e desembarcar com segurança, utilizar o validador para passar pela catraca e se movimentar no interior do veículo durante o trajeto.</p>
<p>“Queremos que nossos idosos tenham cada vez mais autonomia para circular pela cidade, com segurança e tranquilidade. Esse treinamento é uma iniciativa importante porque ensina, na prática, cuidados que fazem a diferença no dia a dia, ajudando a prevenir quedas e garantindo mais qualidade de vida para quem utiliza o transporte público”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.</p>
<p>Também foram abordados cuidados importantes, como manter uma das mãos livres para facilitar o embarque e evitar acidentes, além de como se posicionar adequadamente enquanto o ônibus estiver em movimento.</p>
<p>“O time da SATrans vem desenvolvendo um trabalho importante, com resultados que contribuem diretamente para a segurança de todos, especialmente da população idosa. Quando olhamos com atenção para esses detalhes, que fazem toda a diferença no dia a dia dos passageiros, conseguimos avançar na construção de um transporte coletivo cada vez mais seguro, acessível e de qualidade”, destaca o secretário de Mobilidade Urbana, Almir Cicote.</p>
<p>O treinamento foi realizado em viagens orientadas, com saída e chegada ao Paço, simulando uma viagem que passou pela Praça IV Centenário e por vias como as avenidas José Caballero, José Antônio de Almeida Amazonas, Portugal e Ramiro Colleoni, além da Praça Allan Kardec e a Rua Venezuela. O percurso teve aproximadamente 5,35 quilômetros, com duração estimada de 20 minutos por viagem.</p>
<p>Almir Cicote pontua ainda que o trabalho integrado, realizado em parceria com outras instituições e órgãos municipais, demosntra a importância dessa ação. “Quero também agradecer à Faculdade de Medicina do ABC e ao Conselho Municipal da Pessoa Idosa pela união nessa iniciativa, que mostra a importância de unir esforços e promover mais autonomia, segurança e qualidade de vida para os nossos idosos”, finaliza o secretário de Mobilidade Urbana.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  <item>
    <title>Prefeitura de Curitiba rebate TCE-PR e nega duplicidade de custos com ônibus metropolitanos em licitação dos transportes</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/prefeitura-de-curitiba-rebate-tce-pr-e-nega-duplicidade-de-custos-com-onibus-metropolitanos-em-licitacao-dos-transportes/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 22:56:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Diário do Transporte mostrou em primeira-mão suspensão determinada pela corte de contas; além do debate no TCE, na Justiça há questionamentos levantados pelas viações como a não comprovação se seria melhor licitar agora ou prorrogar atuais contratos ADAMO BAZANI A Prefeitura de Curitiba, por meio da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), contestou nesta quarta-feira, 21 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?w=2000&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00251791.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Diário do Transporte mostrou em primeira-mão suspensão determinada pela corte de contas; além do debate no TCE, na Justiça há questionamentos levantados pelas viações como a não comprovação se seria melhor licitar agora ou prorrogar atuais contratos</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de Curitiba, por meio da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), contestou nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, os fundamentos da decisão do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) que suspendeu integralmente a licitação dos ônibus municipais por risco de sobreposição de linhas e duplicidade de custos com o transporte metropolitano. Em entrevista coletiva, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, negou que os passageiros possam ser cobrados duas vezes pelos serviços e afirmou que as linhas questionadas são compartilhadas entre o município e o Governo do Paraná, por meio de convênio vigente até março de 2027. A autarquia municipal já encaminhou sua defesa à corte de contas e sustenta que o edital foi elaborado para preservar a integração entre os sistemas municipal e metropolitano.</p>
<p>A manifestação ocorre um dia depois de o Diário do Transporte revelar, em primeira mão, a decisão cautelar do conselheiro Fabio de Souza Camargo, assinada na segunda-feira (19), que determinou a suspensão dos cinco lotes da concorrência municipal. Nesta quarta-feira (21), o relator manteve seu posicionamento durante a apreciação do caso pelo Tribunal de Contas, mas o conselheiro Augustinho Zucchi pediu vista, adiando a continuidade do julgamento para a próxima quarta-feira, 28 de outubro. A suspensão permanece em vigor. Além da discussão sobre a divisão de linhas, custos e estruturas com o sistema metropolitano, a concorrência enfrenta outra disputa, na Justiça estadual, envolvendo as atuais empresas de ônibus. As concessionárias questionam o avanço da licitação sem a conclusão de estudos que deveriam comparar a realização de uma nova concorrência com a possibilidade de prorrogação dos contratos assinados em setembro de 2010.</p>
<p>A nova licitação municipal prevê investimentos de aproximadamente R$ 3,9 bilhões durante 15 anos, renovação de frota, ampliação da integração tarifária e incorporação de ônibus elétricos.</p>
<p>O leilão estava marcado para 26 de novembro, na B3, em São Paulo, com entrega das propostas em 17 de novembro.</p>
<p>As duas etapas não poderão ser realizadas enquanto permanecer a determinação do TCE-PR.</p>
<p>A decisão não afeta diretamente a circulação dos ônibus atuais, nem representa alteração imediata da tarifa paga pelos passageiros.</p>
<p>O que está suspenso é o processo destinado a selecionar as empresas responsáveis pela próxima concessão.</p>
<h3>Urbs diz que linhas são compartilhadas e não haverá cobrança em duplicidade</h3>
<p>Na entrevista coletiva desta quarta-feira, Ogeny Pedro Maia Neto afirmou que a integração entre os transportes municipais e metropolitanos foi considerada durante a elaboração do edital.</p>
<p>Segundo o dirigente, o compartilhamento de serviços faz parte do modelo de atendimento à população de Curitiba e dos municípios vizinhos.</p>
<p>A Urbs argumenta que as linhas apontadas no processo do Tribunal de Contas não constituem serviços independentes que estariam sendo contratados duas vezes.</p>
<p>São, conforme a posição apresentada pela Prefeitura, operações compartilhadas entre os dois poderes públicos.</p>
<p>O presidente da Urbs declarou:</p>
<p>“Nosso edital foi construído dentro das características de integração metropolitana. Todas as linhas permanecem integradas no edital. Não vai haver duplicidade de cobrança. Essas linhas integradas são compartilhadas e não seccionadas. A integração é justamente para que não haja sobreposição de linhas. A Urbs coloca parte do ônibus e a Amep coloca a outra parte.”</p>
<p>A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP) é o órgão estadual responsável pela organização do transporte metropolitano, enquanto a Urbs gerencia o sistema municipal da capital.</p>
<p>Ogeny também explicou que existe um convênio entre o Governo do Paraná e a Prefeitura de Curitiba para disciplinar o compartilhamento das operações.</p>
<p>O instrumento, segundo a Urbs, permanece vigente até março de 2027 e pode ser renovado ou prorrogado.</p>
<p>As linhas compartilhadas atendem ligações entre Curitiba e municípios como São José dos Pinhais, Pinhais, Colombo e Campo Largo.</p>
<p>A administração municipal sustenta que essas operações foram organizadas para unificar atendimentos urbanos e metropolitanos, evitando a necessidade de serviços separados em determinados deslocamentos.</p>
<p>Na avaliação da Prefeitura, o modelo beneficia passageiros que circulam diariamente entre Curitiba e as cidades conurbadas.</p>
<p>O presidente da Urbs reiterou:</p>
<p>“Nossa defesa esclarece justamente isso, que não há sobreposição de linhas porque elas são compartilhadas e não seccionadas. O usuário nunca irá pagar a mais. O sistema é feito para beneficiá-lo.”</p>
<p>A manifestação foi encaminhada ao TCE-PR, que ainda deverá examinar os argumentos apresentados.</p>
<p>O fato de existir um convênio de compartilhamento não elimina automaticamente a necessidade de verificar como as obrigações serão distribuídas nos futuros contratos.</p>
<p>É justamente essa compatibilidade que está no centro do procedimento de fiscalização.</p>
<p>O convênio atualmente vigente disciplina uma situação operacional existente, enquanto as duas licitações tratam de contratos futuros, com prazos, custos, responsabilidades e modelos de remuneração próprios.</p>
<p>Por isso, a discussão não se limita a saber se as linhas hoje são compartilhadas.</p>
<p>Também envolve definir como essa estrutura será mantida, alterada ou substituída durante a vigência das novas concessões.</p>
<h3>TCE aponta risco de sobreposição de linhas, estruturas e custos</h3>
<p>A decisão cautelar foi tomada pelo conselheiro Fabio de Souza Camargo no âmbito de um processo que já examinava questionamentos sobre a licitação do transporte metropolitano.</p>
<p>O procedimento recebeu uma petição do advogado Alexandre Morozini Prudlo, que apresentou argumentos sobre possíveis incompatibilidades entre os editais da Urbs e da AMEP.</p>
<p>A representação sustenta que as duas propostas de concessão contemplam linhas e instalações compartilhadas, sem que todas as responsabilidades estejam suficientemente compatibilizadas.</p>
<p>O relator considerou que os documentos apresentados continham elementos capazes de justificar a suspensão preventiva, especialmente diante da proximidade das etapas de recebimento das propostas e do leilão.</p>
<p>Um dos principais pontos envolve quatro linhas atualmente compartilhadas.</p>
<p>Na documentação examinada pelo tribunal aparecem as ligações Barreirinha/São José, Pinhais/Campo Comprido, Colombo/CIC e Caiuá/Cachoeira.</p>
<p>Na modelagem metropolitana, são mencionadas as linhas E02 – Aeroporto/Guadalupe, C02 – Pinhais/Tiradentes, B02 – Maracanã/Tiradentes e A02 – Cachoeira/Guadalupe.</p>
<p>Segundo os questionamentos apresentados ao tribunal, a proposta da AMEP prevê a substituição de quatro linhas compartilhadas, enquanto o edital municipal mantém essas operações na configuração considerada pela Urbs.</p>
<p>A discussão envolve a correspondência entre os itinerários, a definição dos operadores e a distribuição dos custos de atendimento.</p>
<p>O conselheiro não concluiu definitivamente que as mesmas linhas estejam sendo contratadas duas vezes.</p>
<p>A cautelar foi fundamentada na existência de indícios que, segundo sua avaliação, precisam ser esclarecidos antes da continuidade da concorrência.</p>
<p>Outro ponto importante envolve os terminais e as estações-tubo.</p>
<p>De acordo com a representação, o edital metropolitano contempla despesas relacionadas à manutenção de determinadas estruturas, enquanto o edital municipal também atribui às futuras concessionárias responsabilidades por conservação, manutenção e operação de instalações compartilhadas.</p>
<p>A preocupação é que obrigações relacionadas a uma mesma infraestrutura possam ser consideradas nos custos de mais de um contrato.</p>
<p>Isso poderia provocar conflitos entre concessionárias ou pagamentos relacionados aos mesmos serviços.</p>
<p>A matriz de riscos do edital municipal reconhece a possibilidade de interferências entre as concessões municipal e metropolitana, atribuindo ao poder concedente determinadas responsabilidades.</p>
<p>Para o relator, entretanto, a previsão contratual desse risco não substitui a necessidade de compatibilizar os serviços e esclarecer as responsabilidades financeiras antes da contratação.</p>
<p>Também estão em discussão as regras de limpeza, cobrança, bilhetagem, validadores, manutenção e integração tarifária nas estruturas compartilhadas.</p>
<p>A eventual implantação do projeto de VLT Expresso Metropolitano integra os questionamentos relacionados à organização futura da rede regional.</p>
<p>Esses elementos ainda dependem de exame técnico e manifestação das partes.</p>
<h3>Por que a suspensão atinge todos os cinco lotes?</h3>
<p>A decisão do TCE-PR alcança os cinco lotes previstos no edital municipal: BRT1, BRT2, Norte, Oeste e Sul.</p>
<p>O conselheiro considerou que as condições técnicas e econômicas da concorrência estão relacionadas e que eventuais alterações em um lote podem repercutir nos demais.</p>
<p>O edital prevê regras específicas para empresas ou consórcios interessados em assumir mais de um lote.</p>
<p>Nesses casos, a capacidade técnica exigida deve corresponder à soma dos serviços que o participante pretende executar.</p>
<p>Alterações nas condições de habilitação ou na distribuição das operações podem repercutir sobre a avaliação das propostas.</p>
<p>O relator também considerou que os custos relacionados a terminais, integração e atendimento compartilhado influenciam as premissas econômicas das futuras concessões.</p>
<p>A assinatura dos contratos, previstos para durar 15 anos, poderia tornar mais complexa uma eventual correção posterior.</p>
<p>Por isso, a medida foi adotada antes do recebimento das propostas.</p>
<p>A decisão determina a suspensão dos atos de prosseguimento da concorrência, incluindo recebimento e abertura dos envelopes, julgamento, homologação e assinatura dos contratos.</p>
<p>A Urbs foi chamada a comprovar o cumprimento da determinação e apresentar defesa e documentos.</p>
<p>O despacho estabeleceu prazo de 48 horas para comprovação das providências relacionadas à suspensão e de 15 dias para apresentação da defesa administrativa.</p>
<p>A manifestação divulgada nesta quarta-feira informa que a Urbs já encaminhou seus esclarecimentos ao tribunal.</p>
<p>A cautelar ainda será submetida à apreciação colegiada, agora com continuidade prevista para 28 de outubro, depois do pedido de vista do conselheiro Augustinho Zucchi.</p>
<p>A análise também poderá envolver unidades técnicas do TCE-PR e o Ministério Público de Contas.</p>
<p>É importante destacar que a decisão cautelar não equivale à anulação definitiva do edital.</p>
<p>O tribunal poderá manter, modificar ou revogar a suspensão, conforme os esclarecimentos apresentados e a continuidade do processo.</p>
<h3>Prefeitura defende estudos do BNDES e investimentos de R$ 3,9 bilhões</h3>
<p>Na manifestação desta quarta-feira, a Urbs também defendeu a elaboração técnica da nova concessão.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, o processo começou em 2023, com a contratação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturar o novo modelo.</p>
<p>O trabalho contou com participação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e com acompanhamento de técnicos do Tribunal de Contas.</p>
<p>A administração municipal lembra que os estudos foram submetidos a audiências públicas em outubro de 2025 e a consulta pública realizada entre setembro e novembro daquele ano.</p>
<p>A proposta estabelece o Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), que deverá substituir o atual modelo de concessão.</p>
<p>O novo sistema prevê dois lotes estruturais, BRT1 e BRT2, e três lotes regionais, Norte, Oeste e Sul.</p>
<p>Entre os objetivos apresentados pela Prefeitura estão a renovação da frota, a ampliação da integração temporal fora dos terminais, a melhoria das condições de atendimento e a expansão da utilização de ônibus elétricos.</p>
<p>O edital contempla investimentos de aproximadamente R$ 3,9 bilhões ao longo dos 15 anos de concessão.</p>
<p>De acordo com a Urbs, o novo modelo prevê cerca de 1.500 ônibus novos durante a vigência contratual, ampliação da eletromobilidade e incorporação de veículos com ar-condicionado.</p>
<p>A programação de eletrificação contempla 250 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos da nova operação, entre 2027 e 2031, conforme o planejamento divulgado anteriormente.</p>
<p>A licitação também prevê indicadores de qualidade relacionados à frota, ao atendimento e à satisfação dos passageiros, com reflexos na remuneração das concessionárias.</p>
<p>Na avaliação da administração municipal, o novo modelo permitirá modernizar o sistema e criar condições para investimentos de longo prazo.</p>
<p>A defesa dessas características, entretanto, constitui uma discussão diferente da compatibilidade entre as concessões municipal e metropolitana.</p>
<p>Mesmo que a nova contratação apresente benefícios em relação ao modelo atual, permanece a necessidade de esclarecer quais serviços serão executados por cada concessionária e como seus custos serão distribuídos.</p>
<h3>Na Justiça, empresas questionam falta de conclusão de estudos sobre prorrogação dos contratos</h3>
<p>A suspensão determinada pelo TCE-PR não é o único procedimento que interfere na licitação dos ônibus de Curitiba.</p>
<p>Desde abril de 2026, as atuais concessionárias e o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Curitiba (Setransp) discutem na Justiça a conclusão dos estudos relacionados aos contratos em vigor.</p>
<p>O principal ponto é a análise de vantajosidade econômica entre duas possibilidades: realizar uma nova licitação ou prorrogar os contratos existentes.</p>
<p>Os contratos foram assinados em 1º de setembro de 2010, com prazo original de 15 anos.</p>
<p>O edital que deu origem à contratação admitia prorrogação por até dez anos adicionais, condicionada a justificativas e exigências específicas, relacionadas especialmente a investimentos em bens reversíveis.</p>
<p>A existência dessa possibilidade contratual não significa que as empresas tenham direito automático à renovação.</p>
<p>A decisão cabe ao poder concedente, observados os requisitos legais e contratuais.</p>
<p>As viações, entretanto, sustentam que a Prefeitura assumiu compromissos relacionados à realização de estudos técnicos comparativos e que esses trabalhos não poderiam ser interrompidos sem conclusão ou encerramento formal devidamente fundamentado.</p>
<p>A discussão envolve estudos desenvolvidos com participação da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).</p>
<p>Em março de 2026, uma etapa dos trabalhos apontou um valor potencial máximo de R$ 584,5 milhões relacionado a alegados passivos regulatórios.</p>
<p>As empresas argumentam que existem desequilíbrios econômicos e financeiros acumulados nos contratos e defendem a necessidade de examinar essas situações antes de definir a substituição do modelo.</p>
<p>O valor apresentado nos estudos não deve ser confundido com uma dívida definitivamente reconhecida pela Prefeitura ou pela Justiça.</p>
<p>A existência, a extensão e a eventual responsabilidade pelo pagamento desses valores permanecem em discussão.</p>
<p>A Prefeitura, por sua vez, defende a possibilidade de promover uma nova licitação e argumenta que não está obrigada a prorrogar os contratos existentes.</p>
<p>Em junho, o Ministério Público do Paraná examinou a divergência e apontou a existência de versões conflitantes entre a administração municipal e os representantes das operadoras.</p>
<p>A promotora Valéria Féres Borges recomendou a realização de uma audiência judicial para discutir a continuidade dos estudos e buscar esclarecimentos entre as partes.</p>
<p>Em 23 de junho, a Justiça de primeira instância rejeitou pedido das empresas para impedir o prosseguimento da licitação.</p>
<p>Dois dias depois, em 25 de junho, o desembargador Leonel Cunha, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná, concedeu parcialmente uma medida que determinou a retomada dos estudos e impediu temporariamente a publicação do edital.</p>
<p>A decisão estabeleceu prazo de até 180 dias para conclusão dos trabalhos ou encerramento formal e fundamentado das tratativas.</p>
<p>Em julho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou a proibição fixa de 180 dias, mas preservou a necessidade de retomada dos estudos e de compatibilização desse procedimento com a licitação.</p>
<p>Posteriormente, o Tribunal de Justiça do Paraná permitiu o avanço da concorrência em paralelo aos trabalhos técnicos.</p>
<p>Em setembro, nova discussão judicial manteve a possibilidade de prosseguimento da licitação, mas não eliminou a controvérsia sobre a conclusão dos estudos de vantajosidade.</p>
<p>Também foi apresentada uma ação popular questionando a segurança jurídica de uma concorrência realizada enquanto essas análises permanecem pendentes.</p>
<p>A argumentação é que empresas interessadas no novo contrato podem assumir despesas com garantias, consultorias, preparação de propostas e formação de consórcios sem conhecer o resultado definitivo dos estudos relacionados à continuidade das atuais concessões.</p>
<p>Trata-se de um questionamento apresentado ao Judiciário, e não de uma conclusão definitiva de que a licitação seja irregular.</p>
<p>Assim, existem duas frentes diferentes de discussão.</p>
<p>No Tribunal de Contas, a preocupação imediata está na compatibilidade entre as futuras concessões municipal e metropolitana.</p>
<p>Na Justiça, a divergência envolve principalmente a conclusão dos estudos sobre os contratos atuais e a possibilidade de prorrogação.</p>
<p>Uma discussão não substitui a outra.</p>
<p>Mesmo que a Urbs consiga reverter a suspensão no TCE-PR, os questionamentos judiciais poderão continuar.</p>
<p>Da mesma maneira, uma solução para os estudos de vantajosidade não elimina automaticamente a necessidade de compatibilização das operações municipais e metropolitanas.</p>
<h3>Cronologia completa: dos contratos de 2010 à defesa apresentada pela Urbs em 21 de outubro de 2026</h3>
<p>O Diário do Transporte acompanha as discussões sobre a substituição das concessões municipais de Curitiba, a preparação dos estudos do BNDES, os questionamentos das atuais empresas, as manifestações do Ministério Público e as decisões do Tribunal de Contas e do Poder Judiciário.</p>
<p>A sequência dos principais acontecimentos permite compreender como a concorrência chegou à atual situação.</p>
<p>2009 — Licitação dos contratos atuais</p>
<p>A Prefeitura de Curitiba realiza a Concorrência Pública nº 005/2009, que dá origem ao modelo de concessão municipal atualmente em vigor.</p>
<p>O edital estabelece prazo inicial de 15 anos e admite a possibilidade de prorrogação por até dez anos, mediante cumprimento de condições específicas.</p>
<p>A contratação é estruturada para a operação do sistema municipal por consórcios de empresas de ônibus.</p>
<p>1º de setembro de 2010 — Assinatura dos contratos</p>
<p>Começam os contratos dos consórcios Pioneiro, Transbus e Pontual.</p>
<p>A vigência original de 15 anos estabelece setembro de 2025 como referência para o encerramento das concessões.</p>
<p>A possibilidade de prorrogação não representa renovação automática e fica condicionada às exigências previstas nos contratos e na legislação.</p>
<p>10 de maio de 2023 — Prefeitura anuncia parceria com o BNDES</p>
<p>A administração municipal informa que pretende desenvolver uma nova modelagem para o transporte coletivo.</p>
<p>A proposta é modernizar os contratos, reavaliar a estrutura operacional e preparar a substituição das atuais concessões.</p>
<p>27 de outubro de 2023 — Contratação do BNDES</p>
<p>A Urbs formaliza contrato de aproximadamente R$ 10 milhões com o BNDES para a estruturação da futura concessão.</p>
<p>Os trabalhos incluem estudos de demanda, engenharia, modelagem econômico-financeira, aspectos jurídicos e planejamento operacional.</p>
<p>Dezembro de 2023 — Primeiras controvérsias sobre eletrificação</p>
<p>O TCE-PR examina questionamentos relacionados à aquisição e incorporação de ônibus elétricos aos contratos existentes.</p>
<p>As discussões envolvem mecanismos de subvenção, investimentos e destinação dos veículos ao poder público.</p>
<p>Janeiro e fevereiro de 2024 — TCE analisa medidas sobre ônibus elétricos</p>
<p>A corte de contas examina a legalidade dos mecanismos de financiamento para aquisição de ônibus elétricos durante os contratos em vigor.</p>
<p>As decisões são objeto de discussões administrativas e judiciais.</p>
<p>Novembro de 2024 — Empresas pedem estudos sobre contratos existentes</p>
<p>O Setransp apresenta solicitação para formação de grupo de trabalho destinado a examinar questões relacionadas aos contratos atuais.</p>
<p>Entre os temas estão o alegado passivo regulatório e a possibilidade de renegociação ou prorrogação das concessões.</p>
<p>11 de abril de 2025 — Prefeitura, BNDES e TCE discutem cronograma</p>
<p>Representantes da administração municipal, do banco e do Tribunal de Contas realizam reunião para organizar as próximas etapas da nova licitação.</p>
<p>O planejamento passa a prever o encaminhamento gradual de documentos técnicos à corte.</p>
<p>20 de maio de 2025 — Estudos são apresentados ao TCE-PR</p>
<p>Prefeitura e BNDES apresentam o andamento da modelagem.</p>
<p>Entre os documentos estão diagnósticos operacionais, estudos de demanda e informações relacionadas às condições da futura concessão.</p>
<p>Maio de 2025 a junho de 2026 — Auditoria acompanha projeto</p>
<p>O Tribunal de Contas desenvolve procedimento de fiscalização sobre a modelagem do transporte municipal.</p>
<p>O acompanhamento inclui questões econômico-financeiras, indicadores de desempenho, riscos contratuais e mecanismos de remuneração.</p>
<p>28 de agosto de 2025 — Contratos atuais são prorrogados</p>
<p>Um termo aditivo estende a vigência das concessões em operação até 31 de dezembro de 2026.</p>
<p>A medida permite a continuidade dos serviços enquanto prosseguem os estudos e a preparação da nova concorrência.</p>
<p>A prorrogação transitória não resolve definitivamente a discussão sobre a possibilidade de extensão contratual por período maior.</p>
<p>19 de setembro de 2025 — Consulta pública da nova concessão</p>
<p>A Prefeitura apresenta a modelagem e abre o período de participação da sociedade.</p>
<p>O calendário inicialmente divulgado previa publicação do edital em novembro de 2025 e leilão em janeiro de 2026.</p>
<p>As datas seriam posteriormente alteradas.</p>
<p>1º de outubro de 2025 — Primeira audiência pública</p>
<p>A administração municipal realiza audiência para apresentar o projeto e receber manifestações sobre a nova estrutura de concessão.</p>
<p>São discutidas mudanças operacionais, investimentos, frota e financiamento.</p>
<p>7 de outubro de 2025 — TCE-PR divulga recomendações sobre sistema metropolitano</p>
<p>O Tribunal de Contas apresenta 82 recomendações relacionadas à modelagem da futura concessão metropolitana.</p>
<p>As orientações envolvem estrutura tarifária, prazo contratual, bilhetagem e outros aspectos da operação regional.</p>
<p>15 de outubro de 2025 — Segunda audiência pública municipal</p>
<p>O projeto da nova concessão é novamente debatido.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanha presencialmente a audiência em Curitiba.</p>
<p>Entre os temas examinados estão as tecnologias previstas para os veículos, a eletrificação e as condições de conforto da frota.</p>
<p>17 de novembro de 2025 — Encerramento da consulta pública</p>
<p>Termina o período prorrogado para envio de contribuições.</p>
<p>A Prefeitura passa a examinar as manifestações e promover ajustes na modelagem.</p>
<p>Março de 2026 — Estudo aponta valor potencial de R$ 584,5 milhões</p>
<p>Uma etapa dos trabalhos realizados pela Fipecafi apresenta estimativa de passivo regulatório potencial relacionado aos contratos existentes.</p>
<p>A interpretação desses resultados passa a integrar a divergência entre a Urbs e as atuais operadoras.</p>
<p>8 de abril de 2026 — Prefeitura anuncia novo calendário</p>
<p>A administração municipal informa que pretende publicar o edital em 27 de abril e realizar o leilão até julho.</p>
<p>O planejamento é novamente alterado nas semanas seguintes.</p>
<p>13 de abril de 2026 — Empresas recorrem à Justiça</p>
<p>O Setransp e as atuais concessionárias ajuízam ação para exigir a conclusão dos estudos relacionados à vantajosidade da prorrogação contratual.</p>
<p>As operadoras questionam a realização de uma nova concorrência sem o encerramento dos trabalhos comparativos.</p>
<p>24 de abril de 2026 — Publicação do edital é adiada</p>
<p>A Prefeitura informa que os estudos e documentos ainda precisam de ajustes.</p>
<p>A publicação anteriormente prevista para 27 de abril não ocorre.</p>
<p>8 de junho de 2026 — Ministério Público manifesta preocupação</p>
<p>O Ministério Público do Paraná examina as divergências entre a Prefeitura e as concessionárias.</p>
<p>A promotora Valéria Féres Borges aponta a existência de versões conflitantes e questiona a interrupção dos estudos já iniciados.</p>
<p>9 de junho de 2026 — Diário do Transporte revela manifestação do Ministério Público</p>
<p>O jornal publica reportagem sobre a recomendação de realização de audiência judicial entre os representantes das empresas e a Prefeitura.</p>
<p>A manifestação busca esclarecer as obrigações relacionadas aos estudos e à eventual prorrogação dos contratos.</p>
<p>23 de junho de 2026 — Justiça rejeita suspensão solicitada pelas empresas</p>
<p>Em primeira instância, a juíza Diele Zydek nega o pedido destinado a impedir o avanço da licitação.</p>
<p>A discussão prossegue no Tribunal de Justiça.</p>
<p>25 de junho de 2026 — Tribunal de Justiça suspende temporariamente o edital</p>
<p>O desembargador Leonel Cunha, da 5ª Câmara Cível, determina a retomada dos estudos relacionados aos contratos atuais.</p>
<p>A decisão impede temporariamente a publicação do edital, estabelecendo prazo de até 180 dias para conclusão ou encerramento formal dos trabalhos.</p>
<p>O magistrado ressalta que a Prefeitura não possui obrigação automática de prorrogar as concessões.</p>
<p>2 de julho de 2026 — AMEP lança licitação metropolitana</p>
<p>O Governo do Paraná publica a concorrência destinada à concessão dos ônibus metropolitanos.</p>
<p>O projeto é dividido em quatro lotes, com contratos de 20 anos e valor estimado de R$ 11,69 bilhões.</p>
<p>O critério de julgamento considera a menor tarifa de remuneração técnica por quilômetro.</p>
<p>Posteriormente, a própria agência suspende administrativamente a concorrência.</p>
<p>11 de julho de 2026 — STJ afasta bloqueio fixo de 180 dias</p>
<p>O ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça, afasta a restrição temporal que impedia a publicação do edital durante todo o período inicialmente estabelecido.</p>
<p>A decisão preserva a necessidade de retomada dos estudos e de compatibilização com a licitação.</p>
<p>16 de julho de 2026 — Urbs contesta continuidade de etapas da Fipecafi</p>
<p>A gerenciadora encaminha ofício à fundação questionando a necessidade de determinados produtos técnicos e a obrigação de custear etapas seguintes.</p>
<p>O documento integra a disputa sobre os estudos de vantajosidade.</p>
<p>5 de agosto de 2026 — Diário do Transporte revela documento da Urbs</p>
<p>O jornal mostra o conteúdo da comunicação encaminhada à Fipecafi e apresenta os argumentos envolvidos na divergência sobre a continuidade dos estudos.</p>
<p>18 de agosto de 2026 — TCE aprofunda questionamentos sobre licitação metropolitana</p>
<p>Parecer da 5ª Inspetoria de Controle Externo apresenta pontos relacionados à bilhetagem, informações operacionais, cálculo econômico-financeiro e matriz de riscos da concessão estadual.</p>
<p>19 de agosto de 2026 — Prefeitura publica edital municipal</p>
<p>A Urbs publica o edital da nova concessão do transporte coletivo de Curitiba.</p>
<p>A concorrência estabelece cinco lotes, com contratos de 15 anos.</p>
<p>A entrega das propostas é marcada para 17 de novembro e o leilão para 26 de novembro, na B3.</p>
<p>20 de agosto de 2026 — Abertura do período de esclarecimentos</p>
<p>Começa o prazo destinado aos interessados na concorrência para solicitar informações sobre as regras do edital.</p>
<p>26 de agosto de 2026 — Primeiro boletim de esclarecimentos</p>
<p>A Urbs publica respostas e orientações sobre a documentação da licitação.</p>
<p>31 de agosto de 2026 — Nova ação judicial questiona segurança jurídica</p>
<p>Uma ação popular apresenta questionamentos sobre a continuidade da concorrência enquanto os estudos relacionados aos contratos atuais permanecem pendentes.</p>
<p>A argumentação envolve o risco de despesas por parte dos interessados sem conhecimento das conclusões técnicas.</p>
<p>1º de setembro de 2026 — Justiça permite continuidade da licitação</p>
<p>O Tribunal de Justiça do Paraná volta a examinar a disputa envolvendo a Prefeitura e as atuais concessionárias.</p>
<p>O andamento da concorrência é mantido, em paralelo aos estudos sobre os contratos existentes.</p>
<p>A decisão não reconhece direito automático de prorrogação às empresas.</p>
<p>15 de setembro de 2026 — Empresas apresentam dados sobre envelhecimento da frota</p>
<p>As concessionárias divulgam levantamento segundo o qual 680 ônibus permaneciam fora da vida útil considerada nos contratos, contra 749 em janeiro.</p>
<p>Apesar da redução do número total, os dados apontavam aumento da quantidade de veículos convencionais nessa condição.</p>
<p>A situação reforça a discussão sobre a necessidade de renovação da frota durante o período de transição.</p>
<p>24 de setembro de 2026 — Projeto é apresentado a investidores</p>
<p>Prefeitura e BNDES realizam apresentação sobre a nova concessão.</p>
<p>Na mesma data, encerra-se sessão do Tribunal de Contas que examina recomendações relacionadas à modelagem municipal.</p>
<p>2 de outubro de 2026 — Novos esclarecimentos são publicados</p>
<p>A Urbs divulga os boletins de esclarecimento de números 4 a 7.</p>
<p>Os documentos integram o procedimento de preparação das propostas pelos interessados.</p>
<p>5 de outubro de 2026 — Publicação de decisão do TCE-PR</p>
<p>É publicado o Acórdão nº 2437/2026, com recomendações sobre a futura concessão municipal.</p>
<p>7 de outubro de 2026 — Tribunal divulga recomendações para a concessão</p>
<p>O TCE-PR recomenda aperfeiçoamentos relacionados à transparência, fiscalização e compartilhamento dos ganhos de eficiência.</p>
<p>Entre os pontos destacados está a necessidade de definir mecanismos para que parte das melhorias de produtividade seja revertida em benefícios aos usuários.</p>
<p>Essas recomendações dizem respeito à modelagem municipal e são anteriores à cautelar de suspensão.</p>
<p>19 de outubro de 2026 — TCE determina suspensão integral da concorrência</p>
<p>O conselheiro Fabio de Souza Camargo assina decisão cautelar que suspende os cinco lotes da licitação municipal.</p>
<p>A medida decorre do risco de incompatibilidades com a concessão metropolitana, envolvendo linhas compartilhadas, terminais, estações-tubo e responsabilidades financeiras.</p>
<p>20 de outubro de 2026 — Diário do Transporte revela decisão em primeira mão</p>
<p>O jornal publica a suspensão e detalha os fundamentos da cautelar, incluindo o risco de sobreposição de serviços e duplicidade de custos.</p>
<p>A reportagem também contextualiza os questionamentos judiciais relacionados aos estudos dos contratos existentes.</p>
<p>21 de outubro de 2026 — Urbs rebate TCE-PR e apresenta defesa</p>
<p>O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, concede entrevista coletiva e afirma que não existe duplicidade de cobrança ou sobreposição de linhas.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, as operações questionadas são compartilhadas e estão amparadas por convênio entre município e estado, vigente até março de 2027.</p>
<p>A Urbs informa que encaminhou sua manifestação ao Tribunal de Contas.</p>
<p>21 de outubro de 2026 — Relator mantém posição e julgamento é adiado</p>
<p>Durante a apreciação colegiada, o conselheiro Fabio de Souza Camargo mantém os fundamentos da decisão.</p>
<p>O conselheiro Augustinho Zucchi pede vista, adiando a continuidade da análise.</p>
<p>A suspensão permanece em vigor.</p>
<p>28 de outubro de 2026 — Previsão de retomada do julgamento no TCE-PR</p>
<p>O processo deverá voltar à pauta do Tribunal de Contas na próxima quarta-feira.</p>
<p>A corte poderá examinar os argumentos da Urbs e deliberar sobre a manutenção, alteração ou revogação da cautelar.</p>
<p>12 de novembro de 2026 — Prazo anteriormente previsto para questionamentos do edital</p>
<p>O calendário da licitação municipal previa o encerramento do prazo para pedidos de esclarecimentos e impugnações.</p>
<p>A execução dessa etapa dependerá da situação da cautelar e de eventuais decisões administrativas.</p>
<p>16 de novembro de 2026 — Respostas e visitas técnicas</p>
<p>O cronograma original previa a conclusão das visitas técnicas e a divulgação de respostas aos questionamentos apresentados.</p>
<p>A suspensão poderá exigir alterações nesse calendário.</p>
<p>17 de novembro de 2026 — Data originalmente marcada para entrega das propostas</p>
<p>Os interessados deveriam apresentar os envelopes na B3, em São Paulo, entre 10h e 12h.</p>
<p>O recebimento está impedido enquanto permanecer a decisão cautelar.</p>
<p>26 de novembro de 2026 — Leilão previsto na B3</p>
<p>A Prefeitura havia marcado para essa data a sessão de disputa dos cinco lotes.</p>
<p>A realização depende da liberação da concorrência e de eventuais ajustes nas etapas anteriores.</p>
<p>31 de dezembro de 2026 — Término previsto da prorrogação dos contratos atuais</p>
<p>O aditivo firmado em agosto de 2025 estabeleceu essa data como referência para o encerramento da vigência prorrogada.</p>
<p>A continuidade dos serviços dependerá das providências administrativas e contratuais cabíveis, especialmente se a nova concessão não estiver em condições de iniciar a operação.</p>
<p>Março de 2027 — Término previsto do convênio de compartilhamento</p>
<p>Segundo a Urbs, o instrumento que disciplina a operação compartilhada de linhas municipais e metropolitanas tem vigência até março de 2027.</p>
<p>A Prefeitura afirma que existe possibilidade de renovação ou prorrogação.</p>
<p>Esse prazo também será relevante para a compatibilização das futuras concessões.</p>
<p>Primeiros cinco anos da nova concessão — Eletrificação e renovação da frota</p>
<p>Quando os novos contratos forem implementados, o planejamento prevê a incorporação de 250 ônibus elétricos, além da renovação dos demais veículos.</p>
<p>O cronograma dependerá da conclusão da licitação, da assinatura dos contratos e da preparação operacional das empresas vencedoras.</p>
<h3>O que muda para o passageiro?</h3>
<p>A discussão no Tribunal de Contas envolve principalmente a estrutura das futuras concessões e a forma de distribuir serviços e custos entre o município e o estado.</p>
<p>A Prefeitura sustenta que as linhas compartilhadas foram criadas para facilitar os deslocamentos metropolitanos, sem cobrança adicional aos usuários.</p>
<p>Já o TCE-PR considera necessário verificar se as novas contratações preservam essa integração e se as responsabilidades financeiras estão suficientemente definidas.</p>
<p>Na prática, a discussão pode afetar o planejamento de linhas utilizadas diariamente por passageiros que se deslocam entre Curitiba e municípios como São José dos Pinhais, Pinhais, Colombo e outras cidades da região metropolitana.</p>
<p>A definição de qual concessionária executará cada serviço também influencia a remuneração das empresas e a organização dos horários.</p>
<p>Os custos de limpeza, manutenção e operação de terminais e estações-tubo precisam estar claramente distribuídos para evitar conflitos contratuais e eventuais despesas duplicadas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a continuidade das atuais concessões permanece em discussão na Justiça.</p>
<p>A Prefeitura defende a necessidade de uma nova licitação para modernizar os serviços e renovar os investimentos.</p>
<p>As empresas atuais sustentam que os estudos comparativos relacionados à eventual prorrogação dos contratos precisam ser concluídos, sem que isso represente direito automático de renovação.</p>
<p>Enquanto as duas frentes seguem em análise, os passageiros continuam sendo atendidos pela operação atual.</p>
<p>O resultado do julgamento previsto para 28 de outubro poderá definir se a licitação será retomada, continuará suspensa ou precisará de modificações.</p>
<p>Mesmo depois dessa decisão, a conclusão da concorrência dependerá do atendimento às demais exigências administrativas e judiciais aplicáveis.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Obras de acessibilidade avançam em quatro terminais de ônibus da Zona Leste de São Paulo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/obras-de-acessibilidade-avancam-em-quatro-terminais-de-onibus-da-zona-leste-de-sao-paulo/</link>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 22:31:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Intervenções nos terminais Cidade Tiradentes, Penha, Vila Carrão e Aricanduva incluem adequações nas plataformas, instalação de pisos táteis e construção de sanitários acessíveis; primeira entrega está prevista para dezembro de 2026. YURI SENA As obras de requalificação dos terminais de ônibus Cidade Tiradentes, Penha, Vila Carrão e Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo, estão [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="600" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?fit=800%2C600&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-6.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><span style="font-weight: 400;"><i>Intervenções nos terminais Cidade Tiradentes, Penha, Vila Carrão e Aricanduva incluem adequações nas plataformas, instalação de pisos táteis e construção de sanitários acessíveis; primeira entrega está prevista para dezembro de 2026.</i></span></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As obras de requalificação dos terminais de ônibus Cidade Tiradentes, Penha, Vila Carrão e Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo, estão em andamento com intervenções voltadas à acessibilidade, à segurança e ao conforto dos passageiros. Os trabalhos são executados pela Concrejato Engenharia, contratada pela CS Mobi Leste SP para realizar parte das intervenções previstas no projeto de modernização dos equipamentos de transporte público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As melhorias contemplam mudanças na infraestrutura dos terminais, com elevação das plataformas para facilitar o embarque e o desembarque, instalação de pisos táteis para auxiliar a orientação de pessoas com deficiência visual e implantação de bebedouros acessíveis. O projeto também prevê novos sanitários, incluindo unidades adaptadas para pessoas com deficiência e espaços destinados ao uso familiar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras intervenções incluem a modernização da iluminação, a reforma das bilheterias e a adequação das áreas de atendimento ao público. Segundo as informações divulgadas pela empresa responsável pelas obras, as mudanças buscam ampliar as condições de acessibilidade e tornar os espaços mais adequados à circulação dos usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as intervenções previstas, o Terminal Cidade Tiradentes deverá receber 32 novos sanitários. Desse total, 16 serão acessíveis e oito serão destinados ao uso familiar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Terminal Aricanduva, o projeto prevê a construção de 16 sanitários, sendo oito acessíveis e quatro destinados às famílias. As informações sobre a distribuição das novas instalações nos terminais Penha e Vila Carrão não foram detalhadas no material divulgado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os quatro equipamentos atendem, em conjunto, mais de 100 mil passageiros por dia, segundo os dados apresentados pela empresa. A modernização também abrange as áreas utilizadas pelos profissionais que trabalham nos terminais, com melhorias em refeitórios, vestiários e outros espaços operacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O planejamento prevê a continuidade das atividades durante a execução dos serviços. Com isso, as operações de embarque e desembarque, além da circulação de passageiros, deverão ser mantidas ao longo das intervenções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O prazo contratual para a realização das obras é de 12 meses, e a primeira entrega está prevista para dezembro de 2026. O cronograma informado não especifica, no entanto, as datas individuais de conclusão dos trabalhos em cada terminal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em declaração divulgada pela Concrejato, o diretor operacional de Edificações e Transportes da empresa, Fabricio Rocha, afirmou que o projeto busca ampliar a autonomia e a segurança dos usuários, além de melhorar a infraestrutura oferecida à população.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As intervenções integram o projeto de requalificação dos terminais urbanos do Bloco Leste A, com foco na adequação dos espaços de uso público e das instalações destinadas aos passageiros e aos trabalhadores do sistema de transporte.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  <item>
    <title>Governo Federal prevê 4% menos investimentos em transportes para 2027 enquanto propõe R$ 12 bilhões para tarifa zero; E os vetos ao Marco Legal do Transporte, ninguém fala?</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/21/governo-federal-preve-4-menos-investimentos-em-transportes-para-2027-enquanto-propoe-r-12-bilhoes-para-tarifa-zero-e-os-vetos-ao-marco-legal-do-transporte-ninguem-fala/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 21 Oct 2026 22:07:31 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Levantamento da CNT aponta redução de R$ 661 milhões em investimentos federais para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos; recursos são diferentes dos previstos na PEC de Lula, mas estudo do BNDES mostra que melhoria da infraestrutura pode reduzir custos das viagens em 11%. Diário do Transporte já havia questionado vetos do próprio governo a mecanismos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="944" height="636" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?fit=944%2C636&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?w=944&amp;ssl=1 944w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=768%2C517&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/847p.jpg?resize=400%2C269&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 944px) 100vw, 944px" /> <div>
<p><em>Levantamento da CNT aponta redução de R$ 661 milhões em investimentos federais para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos; recursos são diferentes dos previstos na PEC de Lula, mas estudo do BNDES mostra que melhoria da infraestrutura pode reduzir custos das viagens em 11%. Diário do Transporte já havia questionado vetos do próprio governo a mecanismos de financiamento das gratuidades, sob justificativas de responsabilidade fiscal</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo Federal prevê uma redução de 4% nos investimentos em infraestrutura de transportes para 2027, de R$ 16,73 bilhões para R$ 16,07 bilhões, segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgado nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026. No mesmo dia, a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para destinar aproximadamente R$ 12 bilhões por ano ao financiamento do transporte público gratuito nos fins de semana. Os recursos têm origens e finalidades diferentes, e a redução identificada pela CNT não se refere exclusivamente à mobilidade urbana. A coincidência entre os anúncios, entretanto, amplia uma discussão importante: além de custear gratuidades, quanto o Brasil precisa investir em corredores de ônibus, metrôs, trens e tecnologias mais eficientes para diminuir os custos dos deslocamentos, melhorar os serviços e reduzir a pressão sobre tarifas e subsídios?</p>
<p>A discussão também envolve uma decisão anterior do próprio governo. Em 15 de outubro, o Diário do Transporte mostrou que Lula havia prometido a tarifa zero após vetar, em junho, dispositivos do Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano que procuravam estabelecer fontes de financiamento das gratuidades, responsabilidades do poder público e mecanismos para evitar a transferência desses custos aos demais passageiros. Os vetos tiveram justificativas que incluíram responsabilidade fiscal, ausência de estimativas de impacto financeiro e questões constitucionais. Agora, a PEC apresenta uma fonte específica de custeio, baseada na destinação de 26,8% das emendas parlamentares individuais e de bancada de execução obrigatória. O novo modelo pode responder a parte das preocupações fiscais anteriores, mas ainda depende de aprovação e regulamentação. Ao mesmo tempo, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), desenvolvido pelo BNDES e pelo Ministério das Cidades, identifica R$ 430 bilhões em projetos estruturantes que poderiam reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio dos deslocamentos nas maiores regiões metropolitanas brasileiras.</p>
<p>A comparação desses dados não significa que o dinheiro previsto para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos poderia ser simplesmente utilizado para pagar passagens de ônibus.</p>
<p>Também não demonstra que a gratuidade esteja provocando a redução dos investimentos.</p>
<p>As duas propostas tratam de despesas de naturezas diferentes.</p>
<p>Os R$ 16,07 bilhões analisados pela CNT são investimentos em infraestrutura, que incluem principalmente rodovias federais, ferrovias, instalações portuárias e aeroportuárias. A cifra não corresponde ao orçamento nacional de mobilidade urbana e não contempla todos os recursos federais que podem financiar corredores de ônibus, BRTs, metrôs e trens metropolitanos por meio de outras estruturas governamentais.</p>
<p>Já os aproximadamente R$ 12 bilhões da PEC seriam utilizados para custear serviços de transporte coletivo, substituindo a receita que deixaria de ser paga pelos passageiros beneficiados.</p>
<p>A diferença é fundamental. Construir uma linha de metrô, implantar um corredor de ônibus ou eletrificar uma frota exige investimentos em infraestrutura e equipamentos. Manter os veículos circulando, pagar trabalhadores, fornecer energia, realizar manutenção e garantir horários exige recursos permanentes de operação.</p>
<p>Mas as duas frentes estão relacionadas.</p>
<p>Um sistema com corredores eficientes pode precisar de menos ônibus para oferecer a mesma frequência. Um transporte sobre trilhos adequadamente dimensionado pode movimentar grandes quantidades de passageiros com regularidade. Ônibus elétricos podem reduzir despesas com energia e manutenção, dependendo das condições de utilização.</p>
<p>Essas melhorias não eliminam os custos do transporte, mas podem contribuir para reduzir determinadas despesas por viagem ou por passageiro transportado.</p>
<p>É nesse ponto que a discussão sobre tarifa zero, infraestrutura e financiamento público se encontra.</p>
<h3>CNT mostra que investimento federal total aumenta, mas transportes perdem recursos</h3>
<p>O levantamento divulgado pela CNT integra a Série de Economia – Investimentos em Transporte e examina o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em 31 de agosto de 2026.</p>
<p>O documento técnico, finalizado em 18 de setembro, analisa a proposta que tramita como PLN nº 24/2026.</p>
<p>O orçamento federal previsto para 2027 soma R$ 7,45 trilhões, incluindo o orçamento fiscal, da seguridade social e das empresas estatais.</p>
<p>Desse total, a CNT identifica R$ 297,60 bilhões em investimentos da União e das estatais, crescimento de 12,8% em relação ao valor previsto na proposta orçamentária de 2026.</p>
<p>Portanto, o levantamento não mostra uma redução generalizada de todos os investimentos federais.</p>
<p>O recuo ocorre especificamente no conjunto de investimentos em infraestrutura de transportes considerado pela confederação.</p>
<p>Para 2027, são previstos R$ 16,07 bilhões, contra R$ 16,73 bilhões na proposta de 2026, em valores corrigidos pela inflação até agosto deste ano.</p>
<p>A diferença é de R$ 661,28 milhões, correspondente à queda de 4%.</p>
<p>O transporte representa 5,4% dos investimentos federais totais previstos, considerando a União e as estatais.</p>
<p>A redução, entretanto, não ocorre de maneira uniforme.</p>
<p>Os investimentos diretamente previstos nos orçamentos dos ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos aumentam de R$ 14,42 bilhões para R$ 14,61 bilhões.</p>
<p>Já os investimentos das empresas estatais do setor diminuem de R$ 2,31 bilhões para R$ 1,45 bilhão.</p>
<p>Essa queda nas estatais, principalmente nas Companhias Docas e na Infraero, explica a retração do valor agregado.</p>
<p>O Ministério dos Transportes terá orçamento total previsto de R$ 19,36 bilhões em 2027, pouco acima dos R$ 19,20 bilhões apresentados na proposta de 2026.</p>
<p>Desse montante, R$ 13,67 bilhões são classificados como investimentos, equivalentes a 70,6% do orçamento ministerial.</p>
<p>No Ministério de Portos e Aeroportos, a proposta orçamentária total recua de R$ 4,12 bilhões para R$ 3,18 bilhões.</p>
<p>Apesar da redução do orçamento global dessa pasta, os investimentos propriamente classificados nessa categoria aumentam de R$ 768,24 milhões para R$ 941,53 milhões.</p>
<p>O quadro mostra por que a análise das contas públicas exige distinguir orçamento total, investimentos, despesas correntes, inversões financeiras e recursos de empresas estatais.</p>
<p>Somar essas categorias sem considerar suas diferenças poderia produzir conclusões equivocadas.</p>
<h3>Rodovias ficam com R$ 12,46 bilhões; ferrovias, com R$ 808 milhões</h3>
<p>A maior parcela dos investimentos federais em infraestrutura de transportes para 2027 está concentrada no setor rodoviário.</p>
<p>A CNT identifica R$ 12,46 bilhões para essa modalidade, o equivalente a 85,2% dos recursos classificados por subfunção nos dois ministérios analisados.</p>
<p>O transporte ferroviário aparece com R$ 808,61 milhões, seguido do aquaviário, com R$ 640,73 milhões, e do aéreo, com R$ 212,61 milhões.</p>
<p>Outras subfunções reúnem R$ 495,87 milhões.</p>
<p>No orçamento das estatais, estão previstos R$ 1,04 bilhão para as Companhias Docas e R$ 412,95 milhões para a Infraero.</p>
<p>O setor rodoviário concentra recursos principalmente por causa da extensão da malha federal e da necessidade de manutenção, conservação, restauração e ampliação das estradas.</p>
<p>O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) tem previsão de R$ 12,42 bilhões em investimentos.</p>
<p>Embora represente aumento de 1,4% em relação à proposta de 2026, o valor fica 3,7% abaixo do autorizado na Lei Orçamentária Anual deste ano.</p>
<p>A CNT lembra que sua Pesquisa de Rodovias 2025 estimou em R$ 49,93 bilhões as necessidades de manutenção, restauração e reconstrução das rodovias federais sob gestão pública.</p>
<p>O valor é aproximadamente quatro vezes superior aos recursos previstos para investimentos rodoviários em 2027.</p>
<p>A qualidade dessas vias também afeta os custos do transporte de passageiros, especialmente em viagens intermunicipais e interestaduais.</p>
<p>Rodovias deterioradas podem aumentar o desgaste de pneus, componentes mecânicos e suspensões, ampliar o consumo de combustível e comprometer a regularidade das viagens.</p>
<p>Já os investimentos ferroviários apresentam queda em relação à proposta anterior, de R$ 929,22 milhões para R$ 808,61 milhões.</p>
<p>O resultado não deve ser confundido com uma redução equivalente no financiamento federal de metrôs e trens metropolitanos, porque o levantamento inclui ferrovias de outras finalidades e não reúne todos os programas de mobilidade urbana.</p>
<p>No setor aquaviário, os investimentos diretamente previstos nos ministérios aumentam 35,6%, enquanto a parcela destinada às estatais portuárias diminui.</p>
<p>Na aviação, há redução tanto na subfunção orçamentária correspondente quanto nos investimentos previstos para a Infraero.</p>
<p>A CNT também chama a atenção para o histórico recente.</p>
<p>Segundo o estudo, os investimentos federais previstos em infraestrutura de transportes já haviam recuado 9,2% na proposta de 2025 e 16,5% na de 2026, nas respectivas comparações com os projetos orçamentários anteriores.</p>
<p>São três ciclos consecutivos de retração nas propostas iniciais examinadas pela entidade.</p>
<p>Mesmo assim, o montante efetivamente aplicado em 2027 ainda dependerá da aprovação da Lei Orçamentária Anual e de sua execução.</p>
<p>A previsão incluída no projeto de orçamento não equivale a uma despesa já realizada.</p>
<h3>PEC da tarifa zero prevê utilizar R$ 12 bilhões das emendas parlamentares</h3>
<p>A proposta apresentada por Lula nesta quarta-feira (21) altera o artigo 166 da Constituição Federal para estabelecer uma destinação obrigatória de recursos ao transporte público coletivo urbano ou de caráter urbano.</p>
<p>O texto prevê que o Executivo federal destine, no mínimo, 26,8% das programações de execução obrigatória provenientes das emendas parlamentares individuais e de bancada ao custeio da gratuidade.</p>
<p>A medida deverá preservar o percentual constitucional reservado às ações e aos serviços públicos de saúde.</p>
<p>Os recursos serão incluídos em uma programação específica da Lei Orçamentária Anual e transferidos obrigatoriamente aos estados, municípios e demais entes federativos titulares dos serviços, conforme regras que deverão ser estabelecidas em lei.</p>
<p>A PEC prevê que o mecanismo produza efeitos a partir do orçamento de 2027.</p>
<p>O percentual foi calculado sobre um conjunto de emendas estimado em aproximadamente R$ 44,76 bilhões no projeto orçamentário.</p>
<p>A aplicação de 26,8% desse valor corresponde a cerca de R$ 12 bilhões.</p>
<p>Ao apresentar a proposta, o Governo Federal argumentou que a utilização de recursos já previstos para emendas parlamentares permitiria financiar a gratuidade sem ampliar o volume global de despesas.</p>
<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, defendeu a neutralidade fiscal da medida.</p>
<p>Isso significa que, no desenho apresentado, a proposta não depende da criação de R$ 12 bilhões adicionais no orçamento, mas da alteração da destinação de parte dos recursos existentes.</p>
<p>Essa interpretação, porém, não resolve automaticamente a discussão sobre prioridades.</p>
<p>As emendas parlamentares também financiam investimentos e ações em municípios e estados, incluindo saúde, infraestrutura e outros serviços públicos.</p>
<p>Reservar constitucionalmente uma parcela para o transporte coletivo exigirá reorganizar a distribuição dessas verbas.</p>
<p>O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou simpatia pela proposta de transporte gratuito, mas defendeu a preservação das emendas e a busca de fontes alternativas de financiamento.</p>
<p>O Governo Federal admite a possibilidade de negociações durante a tramitação.</p>
<p>Para entrar em vigor, a PEC precisará ser aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado, com pelo menos três quintos dos votos em cada Casa.</p>
<p>Portanto, a gratuidade nacional nos fins de semana ainda não é uma medida aprovada.</p>
<p>Também é necessário observar que o texto constitucional encaminhado não detalha toda a operação do benefício.</p>
<p>A proposta estabelece a destinação de recursos ao custeio da gratuidade, mas deixa para legislação posterior a definição dos mecanismos de distribuição, execução e fiscalização.</p>
<p>O anúncio político contempla fins de semana e feriados. A abrangência operacional precisará estar adequadamente estabelecida nas regras de implementação.</p>
<p>Além disso, o custeio anunciado pelo governo, de aproximadamente R$ 12 bilhões, difere da estimativa de R$ 20,8 bilhões anuais apresentada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).</p>
<p>A diferença entre as estimativas é de R$ 8,8 bilhões, mas exige comparar as premissas de demanda, os dias contemplados, a abrangência das redes e os critérios de remuneração.</p>
<p>Não é possível concluir que a PEC esteja necessariamente subfinanciada apenas pela diferença entre os dois estudos.</p>
<h3>Marco Legal: governo havia vetado fontes e regras para financiar gratuidades</h3>
<p>A apresentação da PEC acrescenta um novo elemento à discussão que o Diário do Transporte levantou em 15 de outubro.</p>
<p>Na reportagem publicada naquela data, o jornal examinou as diferenças entre a promessa de tarifa zero e os vetos presidenciais à Lei nº 15.432, de 13 de junho de 2026, que instituiu o Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano.</p>
<p>A análise não questionou a legitimidade da gratuidade como política pública nem estabeleceu oposição à proposta.</p>
<p>O ponto central foi a necessidade de explicar por que mecanismos de financiamento previstos no Marco Legal foram rejeitados sob justificativas que incluíam responsabilidade fiscal e, quatro meses depois, o Executivo decidiu propor outra estrutura nacional de custeio.</p>
<p>Relembre a reportagem de 15 de outubro de 2026:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/contradicao-o-mesmo-presidente-que-prometeu-tarifa-zero-na-reta-final-das-eleicoes-e-o-que-veta-trechos-do-marco-legal-alegando-responsabilidade-fiscal/?utm_source=chatgpt.com">CONTRADIÇÃO? O mesmo presidente que prometeu tarifa zero na reta final das eleições é o que veta trechos do Marco Legal alegando responsabilidade fiscal</a></p>
<p>Entre os dispositivos vetados estava o artigo 27, parágrafos 3º e 4º, que procurava estabelecer fontes específicas para o custeio das gratuidades, evitar a transferência desses custos aos usuários pagantes e exigir previsão orçamentária anterior à implementação dos benefícios.</p>
<p>Esse ponto afeta diretamente o passageiro.</p>
<p>Quando uma gratuidade não tem financiamento próprio, existe o risco de que seu custo seja incorporado à estrutura tarifária e distribuído entre os usuários que continuam pagando passagem.</p>
<p>Assim, trabalhadores de baixa renda podem acabar participando do financiamento de benefícios concedidos a outros grupos.</p>
<p>O governo justificou o veto, entre outros argumentos, pelo risco de comprometer gratuidades já existentes caso a proibição fosse aplicada sem a garantia de fontes alternativas de recursos.</p>
<p>Também foram vetados dispositivos do artigo 23, que tratavam de aportes orçamentários como receitas operacionais e da compensação dos efeitos das gratuidades sobre os custos e a arrecadação.</p>
<p>O artigo 33, parágrafo 1º, que previa a cobertura da remuneração dos operadores por tarifas, receitas extratarifárias e subsídios, também foi atingido.</p>
<p>Outro veto ocorreu no artigo 38, que incluía expressamente a atribuição federal de subsidiar tarifas locais nos casos previstos em legislação federal.</p>
<p>O artigo 40 previa destinar pelo menos 60% da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) às áreas urbanas.</p>
<p>A relação de vetos ainda incluiu dispositivos sobre responsabilidades compartilhadas entre os entes federativos e o prazo para adequação das regras de financiamento das gratuidades.</p>
<p>Os fundamentos presidenciais variaram conforme cada dispositivo, incluindo aspectos fiscais, constitucionais e administrativos.</p>
<p>A análise, portanto, não pode tratar todos os vetos como se tivessem uma única justificativa.</p>
<p>A questão é que o texto original do Marco Legal procurava organizar de maneira mais ampla o financiamento do transporte público, abrangendo gratuidades existentes, subsídios, responsabilidades públicas e receitas alternativas.</p>
<p>A nova PEC tem alcance mais específico.</p>
<p>Ela apresenta uma fonte constitucional de recursos para financiar um programa de gratuidade, sem restabelecer automaticamente os dispositivos vetados do Marco Legal.</p>
<p>Essa distinção também abre espaço para uma ponderação favorável à posição do Executivo.</p>
<p>Ao direcionar uma parcela de recursos já previstos nas emendas parlamentares para o transporte coletivo, a PEC pode oferecer uma solução diferente daquela rejeitada em junho, com maior identificação da fonte de financiamento.</p>
<p>Não existe incompatibilidade jurídica automática entre vetar determinado mecanismo de custeio em uma lei ordinária e apresentar posteriormente uma proposta constitucional com outra estrutura.</p>
<p>Mas a existência de uma fonte de recursos não encerra a discussão sobre sustentabilidade financeira.</p>
<p>Ainda será necessário explicar se os aproximadamente R$ 12 bilhões serão suficientes, como os repasses serão distribuídos e de que maneira os municípios e estados comprovarão os custos das viagens.</p>
<p>Também será preciso definir como a medida conviverá com os subsídios e gratuidades já existentes.</p>
<p>O questionamento levantado pelo Diário do Transporte permanece pertinente: o que mudou, do ponto de vista fiscal e técnico, entre os vetos de junho e a proposta apresentada em outubro?</p>
<p>O novo desenho orçamentário oferece parte de uma possível resposta.</p>
<p>A demonstração de sua suficiência e continuidade dependerá das regras que ainda serão discutidas pelo Congresso.</p>
<h3>ENMU mostra que infraestrutura pode reduzir custos das viagens em 11%</h3>
<p>Outro elemento dessa análise vem de um estudo desenvolvido pelo próprio Governo Federal.</p>
<p>O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades entre 2024 e 2026, identifica 187 projetos estruturantes para ampliar o transporte coletivo de média e alta capacidade nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do país.</p>
<p>Os projetos abrangem aproximadamente 3 mil quilômetros de redes de metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos, BRTs e corredores de ônibus.</p>
<p>A carteira prevê investimentos estimados em R$ 430 bilhões, distribuídos ao longo de aproximadamente três décadas.</p>
<p>A previsão contempla até R$ 230 bilhões em sistemas metroviários, R$ 31 bilhões em trens metropolitanos, R$ 105 bilhões em VLTs, R$ 80 bilhões em BRTs e R$ 3,4 bilhões em corredores exclusivos de ônibus, conforme as alternativas tecnológicas examinadas.</p>
<p>Essas cifras representam possibilidades de investimento e não devem ser simplesmente somadas como se todos os projetos e alternativas fossem necessariamente executados ao mesmo tempo.</p>
<p>O estudo identifica benefícios potenciais relevantes.</p>
<p>A implantação da carteira pode proporcionar redução de 11% no custo das viagens e de 16% no tempo médio de deslocamento da população.</p>
<p>Também são estimados benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões, redução de aproximadamente 3 milhões de toneladas anuais de dióxido de carbono e prevenção de até 27 mil vítimas de sinistros de trânsito por ano.</p>
<p>A expansão planejada poderia mobilizar mais de um milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.</p>
<p>Essas estimativas estão associadas a cenários de implantação dos projetos e não significam que todas as regiões metropolitanas terão os mesmos resultados.</p>
<p>Há outra ressalva indispensável.</p>
<p>A redução de 11% no custo das viagens, apresentada pelo ENMU, não equivale automaticamente a uma queda de 11% nas despesas operacionais dos operadores, nas passagens ou nos subsídios públicos.</p>
<p>Os custos considerados no planejamento de mobilidade abrangem dimensões econômicas dos deslocamentos que não se confundem inteiramente com a contabilidade contratual dos serviços.</p>
<p>Ainda assim, o estudo demonstra que a qualidade da infraestrutura afeta o custo econômico da mobilidade.</p>
<p>O impacto pode aparecer no tempo perdido pelos passageiros, no consumo de energia, na necessidade de veículos, na regularidade dos serviços e na capacidade de transportar pessoas.</p>
<p>Parte desses ganhos pode contribuir para reduzir despesas operacionais, desde que os investimentos sejam adequadamente dimensionados e os contratos permitam capturar os benefícios.</p>
<p>Essa relação torna relevante discutir investimentos estruturais paralelamente às políticas tarifárias.</p>
<h3>Por que corredores de ônibus podem diminuir custos de operação?</h3>
<p>Uma das maneiras mais diretas de aumentar a eficiência do transporte coletivo é reduzir o tempo em que os ônibus permanecem parados ou circulam lentamente no congestionamento.</p>
<p>Quando um veículo demora mais para completar o percurso, a empresa pode precisar utilizar mais ônibus e motoristas para manter a mesma frequência.</p>
<p>Isso aumenta a necessidade de frota e pode elevar determinadas despesas de operação.</p>
<p>Em um corredor segregado, com prioridade semafórica e fiscalização adequada, os ônibus conseguem realizar viagens com maior regularidade.</p>
<p>O ganho de velocidade comercial permite utilizar melhor os veículos disponíveis.</p>
<p>Um exemplo hipotético demonstra o efeito.</p>
<p>Uma linha que necessita de 120 minutos para completar um ciclo operacional, incluindo ida e volta, precisa de 12 ônibus para oferecer partidas a cada dez minutos, em um cálculo simplificado.</p>
<p>Se a melhoria da circulação reduzir o ciclo para 90 minutos, a mesma frequência poderá ser mantida, teoricamente, com nove veículos.</p>
<p>Na operação real, o dimensionamento também considera reservas, descansos, tempos de parada, demanda e horários de pico.</p>
<p>Portanto, a redução do ciclo não significa necessariamente retirar ônibus ou funcionários.</p>
<p>O ganho pode ser utilizado para aumentar a frequência, melhorar a confiabilidade ou ampliar o atendimento em outras linhas.</p>
<p>Também pode permitir reduzir componentes do custo por quilômetro ou passageiro transportado, conforme as características do contrato.</p>
<p>Corredores bem planejados ainda podem melhorar o consumo de combustível e o aproveitamento da frota, reduzindo a exposição dos passageiros aos congestionamentos.</p>
<p>Mas o investimento inicial precisa ser considerado.</p>
<p>A implantação de estações, terminais, faixas segregadas, sistemas de controle e infraestrutura viária pode exigir recursos elevados, além de manutenção permanente.</p>
<p>O benefício econômico depende da quantidade de passageiros transportados e das condições de funcionamento.</p>
<p>Um corredor sem prioridade efetiva ou com baixa utilização pode não apresentar os resultados esperados.</p>
<p>Por isso, estudos de viabilidade precisam considerar não apenas a obra, mas o custo total de implantação e operação ao longo dos anos.</p>
<h3>Eletrificação reduz gastos com energia, mas ônibus elétrico custa mais para comprar</h3>
<p>A eletrificação também pode contribuir para aumentar a eficiência dos sistemas, embora não represente uma redução automática dos custos totais.</p>
<p>Ônibus elétricos geralmente apresentam despesas menores com energia e manutenção mecânica em comparação com veículos a diesel, dependendo da operação.</p>
<p>A experiência de Santiago, no Chile, documentada em estudos internacionais, mostra que frotas elétricas podem oferecer reduções expressivas nas despesas energéticas, além de benefícios ambientais e de conforto.</p>
<p>A economia depende, entretanto, da tarifa de eletricidade, da quilometragem percorrida, do aproveitamento dos carregadores e das condições de contratação.</p>
<p>No Brasil, a comparação também precisa incluir os investimentos em infraestrutura elétrica, baterias, manutenção especializada e adaptação das garagens.</p>
<p>O ônibus elétrico costuma apresentar preço de aquisição superior ao de um modelo convencional equivalente.</p>
<p>Isso significa que a economia ao longo dos anos precisa ser suficiente para compensar parte do investimento adicional.</p>
<p>O cálculo mais adequado é o custo total de propriedade, considerando toda a vida útil do veículo.</p>
<p>São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Goiânia estão entre as cidades e regiões metropolitanas com projetos de eletrificação em diferentes estágios.</p>
<p>Em algumas operações, a redução de despesas com energia pode gerar ganhos relevantes.</p>
<p>Em outras, a necessidade de financiamento ou a infraestrutura insuficiente pode aumentar os custos iniciais.</p>
<p>A tecnologia, portanto, deve ser examinada dentro do planejamento geral da rede, e não apenas pelo preço do ônibus.</p>
<p>A integração da eletrificação com corredores exclusivos também pode ser importante.</p>
<p>Um ônibus elétrico que enfrenta os mesmos congestionamentos de um veículo a diesel continua sujeito à perda de produtividade provocada pela circulação lenta.</p>
<p>A eficiência depende tanto da tecnologia quanto das condições de operação.</p>
<h3>Trilhos podem transportar mais passageiros, mas exigem demanda suficiente</h3>
<p>Os sistemas sobre trilhos representam outra alternativa para melhorar a capacidade de transporte nas regiões metropolitanas.</p>
<p>Metrôs e trens conseguem movimentar grandes volumes de passageiros em corredores de alta demanda, com menor interferência do tráfego rodoviário.</p>
<p>Em determinadas condições, essa capacidade permite diluir custos operacionais entre um número elevado de usuários.</p>
<p>Também possibilita reduzir o tempo de viagem e aumentar a previsibilidade dos deslocamentos.</p>
<p>Por outro lado, a implantação exige investimentos expressivos em obras civis, estações, sistemas de energia, sinalização e material rodante.</p>
<p>A manutenção dessas estruturas também é custosa.</p>
<p>Por isso, não é correto afirmar que metrôs e trens são necessariamente mais baratos que ônibus.</p>
<p>A comparação depende da demanda, da tecnologia, do traçado, da capacidade utilizada e dos custos de implantação.</p>
<p>Em corredores de demanda intermediária, sistemas BRT podem oferecer soluções economicamente mais adequadas.</p>
<p>Em eixos metropolitanos muito carregados, sistemas ferroviários de alta capacidade podem apresentar vantagens que dificilmente seriam alcançadas por uma operação exclusivamente rodoviária.</p>
<p>A integração entre ônibus, BRTs, metrôs e trens pode permitir melhor aproveitamento das redes.</p>
<p>Linhas alimentadoras, terminais de conexão e bilhetagem integrada facilitam os deslocamentos e podem reduzir sobreposições desnecessárias.</p>
<p>Os ganhos dependem, contudo, de planejamento e contratos que evitem a fragmentação operacional.</p>
<p>A implantação de infraestrutura sem integração adequada pode limitar os benefícios.</p>
<h3>Tarifa zero pode ampliar o acesso, mas não elimina o custo do transporte</h3>
<p>A proposta de transporte gratuito nos fins de semana possui uma dimensão social que não deve ser desconsiderada.</p>
<p>Para famílias de baixa renda, o custo das passagens pode dificultar atividades de lazer, visitas familiares, acesso à cultura e participação em eventos.</p>
<p>A gratuidade pode permitir deslocamentos que, sem o benefício, não seriam realizados.</p>
<p>Também pode estimular o uso do transporte coletivo em substituição a veículos individuais em determinadas circunstâncias.</p>
<p>Esses efeitos, entretanto, não são automáticos.</p>
<p>A procura por ônibus, metrôs e trens depende também dos itinerários disponíveis, da frequência, da segurança e da confiabilidade.</p>
<p>Nos fins de semana, algumas redes operam com frota reduzida em relação aos dias úteis.</p>
<p>Se a tarifa zero ampliar a demanda, será necessário avaliar se a oferta existente consegue atender os passageiros.</p>
<p>Em determinados corredores, poderá ser necessário aumentar a quantidade de veículos ou ampliar horários.</p>
<p>Isso pode elevar despesas operacionais mesmo quando a arrecadação tarifária direta deixa de existir.</p>
<p>A gratuidade transfere o custo da passagem do usuário para outra fonte de financiamento.</p>
<p>Não elimina salários, manutenção, combustível, energia, peças, pneus, seguros, infraestrutura ou despesas administrativas.</p>
<p>Por outro lado, a maior utilização dos serviços pode melhorar determinados indicadores de produtividade, especialmente quando existe capacidade ociosa.</p>
<p>A relação entre aumento da demanda e custo adicional depende das condições de cada sistema.</p>
<p>Por isso, uma política nacional de tarifa zero precisa considerar as diferenças entre cidades.</p>
<p>Uma rede metropolitana de grande porte não possui a mesma estrutura de custos de um município de pequeno ou médio porte.</p>
<p>Também existem diferenças entre operações municipais, intermunicipais e metropolitanas, incluindo modelos de remuneração por passageiro, por quilômetro, por disponibilidade de frota ou por combinações desses critérios.</p>
<p>A distribuição dos recursos federais precisará considerar essas particularidades.</p>
<h3>CNT também identifica baixa participação dos transportes nas emendas parlamentares</h3>
<p>O estudo da CNT traz outro dado relevante para a discussão sobre a fonte escolhida pelo governo.</p>
<p>O projeto orçamentário de 2027 prevê uma reserva de R$ 44,76 bilhões para emendas parlamentares.</p>
<p>Em 2026, a reserva prevista na proposta orçamentária havia sido de R$ 42,53 bilhões.</p>
<p>Segundo a entidade, os ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos receberam, na Lei Orçamentária Anual de 2026, R$ 245,37 milhões em emendas individuais e de bancada.</p>
<p>Desse total, R$ 237,81 milhões foram destinados ao Ministério dos Transportes e R$ 7,55 milhões ao Ministério de Portos e Aeroportos.</p>
<p>O valor representa aproximadamente 0,6% da reserva para emendas considerada na proposta de 2026.</p>
<p>A CNT observa que a participação dos investimentos em transportes nessa distribuição ainda é pequena, especialmente nas emendas individuais.</p>
<p>A análise, porém, está concentrada nos dois ministérios estudados e não permite concluir quanto todas as emendas destinadas à mobilidade urbana representam no orçamento federal.</p>
<p>Os recursos para sistemas urbanos também podem ser alocados em outras pastas.</p>
<p>A PEC modifica esse cenário ao propor uma destinação constitucional obrigatória de aproximadamente R$ 12 bilhões das emendas para o transporte coletivo urbano.</p>
<p>Essa mudança pode aumentar a previsibilidade do custeio da gratuidade.</p>
<p>Mas também significa que recursos anteriormente disponíveis para diferentes tipos de investimentos e políticas públicas passarão a ter destinação específica.</p>
<p>Nesse sentido, existe uma discussão legítima sobre prioridades orçamentárias.</p>
<p>Os recursos previstos para gratuidade representam uma política de custeio recorrente.</p>
<p>Já investimentos em infraestrutura podem produzir benefícios durante décadas, mas exigem capital inicial e despesas futuras de manutenção.</p>
<p>Nenhum dos dois tipos de gasto é necessariamente superior ao outro.</p>
<p>O desafio está em encontrar uma combinação que permita ampliar o acesso ao transporte sem comprometer a modernização dos sistemas.</p>
<h3>Investimento e subsídio precisam ser analisados em conjunto</h3>
<p>A relação entre infraestrutura e financiamento tarifário exige uma visão de longo prazo.</p>
<p>Um sistema que opera com ônibus presos em congestionamentos pode necessitar de subsídios elevados para manter a oferta.</p>
<p>Se houver investimentos capazes de aumentar a velocidade comercial, melhorar a regularidade e reduzir determinadas despesas, parte da pressão sobre os custos poderá diminuir.</p>
<p>Mas isso não significa que todos os investimentos produzirão economia orçamentária.</p>
<p>Uma nova linha de metrô pode aumentar o custo total de operação do sistema ao ampliar a oferta, mesmo reduzindo o custo por passageiro transportado.</p>
<p>A expansão de corredores pode exigir novos serviços e manutenção.</p>
<p>A eletrificação pode reduzir gastos com diesel, mas ampliar despesas de capital e financiamento.</p>
<p>As gratuidades também podem aumentar a quantidade de usuários e exigir reforço da operação.</p>
<p>Por isso, a avaliação precisa ser feita com base no custo total, na demanda, nos benefícios sociais e na capacidade de financiamento ao longo do tempo.</p>
<p>Outra questão importante está nos contratos.</p>
<p>Se as empresas forem remuneradas de maneira que não estimule ganhos de produtividade ou se não houver transparência sobre custos e receitas, a melhoria da infraestrutura poderá não se traduzir integralmente em benefícios para o passageiro ou para o orçamento público.</p>
<p>Os contratos precisam definir como os ganhos de eficiência serão identificados, fiscalizados e compartilhados.</p>
<p>A expansão da tarifa zero exige cuidados semelhantes.</p>
<p>Quanto maior a participação do poder público no financiamento, maior a necessidade de transparência sobre a quantidade de passageiros, a oferta realizada, os quilômetros efetivamente percorridos e a qualidade do atendimento.</p>
<p>O uso de recursos públicos deve estar associado a serviços verificáveis.</p>
<p>Essa preocupação vale tanto para as gratuidades quanto para os investimentos.</p>
<p>O Marco Legal do Transporte Público, mesmo com os dispositivos vetados, estabelece princípios relacionados à organização, ao financiamento, à regulação e à qualidade dos serviços.</p>
<p>O ENMU apresenta uma carteira de investimentos estruturantes.</p>
<p>A PEC procura criar uma fonte específica para custear a gratuidade.</p>
<p>As três iniciativas tratam de aspectos diferentes de um mesmo problema: como oferecer transporte coletivo acessível, eficiente e financeiramente sustentável.</p>
<h3>A quatro dias das eleições, discussão vai além da disputa presidencial</h3>
<p>O anúncio da PEC ocorre na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 25 de outubro.</p>
<p>A proximidade do pleito torna inevitável o debate político sobre o momento da apresentação da proposta.</p>
<p>O governo defende a iniciativa como uma forma de ampliar o direito ao transporte e facilitar o acesso da população às atividades de lazer, cultura e convivência nos períodos de descanso.</p>
<p>A oposição questiona a viabilidade fiscal e o calendário do anúncio.</p>
<p>A avaliação técnica, entretanto, não pode depender apenas dessas posições.</p>
<p>A gratuidade pode oferecer benefícios sociais concretos, especialmente às populações de menor renda.</p>
<p>Também é legítimo exigir que o governo demonstre como pretende custear os serviços e garantir a continuidade dos repasses.</p>
<p>Da mesma maneira, os dados da CNT não devem ser utilizados como prova de que o governo esteja retirando recursos de infraestrutura para bancar a proposta de tarifa zero.</p>
<p>O recuo de 4% resulta principalmente da redução dos investimentos previstos para estatais portuárias e aeroportuárias, enquanto o orçamento de investimentos dos dois ministérios apresenta pequeno crescimento.</p>
<p>O levantamento também não reúne a totalidade dos recursos federais destinados à mobilidade urbana.</p>
<p>Essas diferenças não anulam o debate sobre prioridades.</p>
<p>A expansão de corredores de ônibus, metrôs e trens pode produzir benefícios duradouros e reduzir custos econômicos dos deslocamentos.</p>
<p>O financiamento das gratuidades pode ampliar o acesso imediato da população aos serviços.</p>
<p>As duas políticas podem ser complementares, desde que os recursos sejam suficientes e o planejamento considere seus efeitos sobre a operação.</p>
<p>O questionamento levantado pelo Diário do Transporte sobre os vetos ao Marco Legal ganha, portanto, uma nova dimensão com a apresentação da PEC.</p>
<p>O Executivo agora identifica uma fonte específica para financiar a gratuidade, mas ainda precisa detalhar as condições de distribuição, execução e continuidade.</p>
<p>O Congresso, por sua vez, terá de avaliar a proposta sem perder de vista as necessidades de investimento em infraestrutura, inclusive aquelas identificadas pelo ENMU e por outros estudos técnicos.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado não se limita à possibilidade de deixar de pagar passagem em determinados dias.</p>
<p>Também importa a existência de ônibus suficientes, intervalos adequados, integração entre linhas, acessibilidade, segurança, previsibilidade e menor tempo de deslocamento.</p>
<p>Uma passagem gratuita em um sistema insuficiente pode não garantir o acesso desejado à cidade.</p>
<p>Da mesma forma, uma infraestrutura moderna, mas com tarifas incompatíveis com a renda dos usuários, pode deixar parte da população sem condições de utilizar os serviços.</p>
<p>A política de transporte precisa lidar com as duas situações.</p>
<p>A questão central para 2027 não é simplesmente escolher entre financiar gratuidades ou construir infraestrutura.</p>
<p>É demonstrar como o país pretende garantir recursos para ambas as necessidades e transformar os investimentos em serviços de melhor qualidade, com custos controlados e benefícios verificáveis para a população.</p>
<p>serviços.</p>
</div>
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<p><strong>VEJA O ESTUDO DA CNT:</strong></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-540537" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1-8.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, 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<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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