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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Engavetamento na Dutra envolvendo 22 veículos entre ônibus, caminhão e carros interdita rodovia e deixa vítimas nesta sexta-feira (30)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/engavetamento-na-dutra-envolvendo-22-veiculos-entre-onibus-caminhao-e-carros-interdita-rodovia-e-deixa-vitimas-nesta-sexta-feira-30/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 12:45:53 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Colisões na altura de São João de Meriti (RJ) mobilizaram equipes de resgate e do Corpo de Bombeiros; motorista de coletivo teve infarto fulminante e veículo ficou descontrolado ARTHUR FERRARI Um acidente envolvendo um ônibus e diversos outros veículos deixou uma pessoa morta e outras dez feridas na manhã desta sexta-feira (30), na Rodovia Presidente [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="450" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-4.png?fit=800%2C450&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-4.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-4.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-4.png?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-4.png?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-4.png?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><em>Colisões na altura de São João de Meriti (RJ) mobilizaram equipes de resgate e do Corpo de Bombeiros; motorista de coletivo teve infarto fulminante e veículo ficou descontrolado</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Um acidente envolvendo um ônibus e diversos outros veículos deixou uma pessoa morta e outras dez feridas na manhã desta sexta-feira (30), na Rodovia Presidente Dutra, em São João de Meriti (RJ). A ocorrência foi registrada na altura da Casa do Alemão e provocou a interdição da pista no sentido Rio de Janeiro.</p>
<p>O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a emergência e mobilizou equipes de cinco quartéis para o resgate das vítimas. A vítima que perdeu a vida é o motorista do coletivo, que sofreu um infarto fulminante, o que acabou gerando o descontrole do veículo e o acidente.</p>
<p>Ao todo foram 22 veículos envolvidos no engavetamento.</p>
<p>Durante o atendimento, o tráfego precisou ser interrompido no sentido Rio de Janeiro para permitir o trabalho das equipes de socorro. A pista na direção de São Paulo seguiu liberada para a circulação de veículos.</p>
<p>Motoristas que passam pelo trecho devem redobrar a atenção e, se possível, procurar caminhos alternativos enquanto os trabalhos de atendimento e liberação da rodovia estiverem em andamento.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Artesp mantém pedágio de Jaguariúna em R$ 8,80 e aprova tarifas da Rota Mogiana para vigorar em 1º de novembro</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/artesp-mantem-pedagio-de-jaguariuna-em-r-880-e-aprova-tarifas-da-rota-mogiana-para-vigorar-em-1o-de-novembro/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 12:31:47 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão estabelece valores para o primeiro ano contratual da concessionária, incluindo descontos para cobrança automática e usuários frequentes; agência também aprova aditivo para disciplinar efeitos financeiros da tarifa de Jaguariúna ADAMO BAZANI A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) homologou as tarifas de pedágio da concessionária Rota [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="678" height="452" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-21.jpg?fit=678%2C452&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-21.jpg?w=678&amp;ssl=1 678w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-21.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-21.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images-21.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px" /> <p><em>Decisão estabelece valores para o primeiro ano contratual da concessionária, incluindo descontos para cobrança automática e usuários frequentes; agência também aprova aditivo para disciplinar efeitos financeiros da tarifa de Jaguariúna</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) homologou as tarifas de pedágio da concessionária Rota Mogiana para o período de 1º de novembro de 2026 a 31 de outubro de 2027. A decisão, publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (28), mantém em R$ 8,80 a tarifa básica para automóveis na praça de Jaguariúna, na Rodovia Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros (SP-340), e estabelece valores diferenciados para quem utiliza cobrança automática.</p>
<p>A agência também aprovou um aditivo contratual destinado a formalizar a manutenção da tarifa de Jaguariúna e disciplinar os efeitos dessa decisão sobre o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. Os novos valores e descontos passam a valer à zero hora de domingo, 1º de novembro. A decisão abrange ainda regras de descontos para usuários frequentes e outras praças administradas pela concessionária.</p>
<p>A Rodovia SP-340 constitui uma das principais ligações entre Campinas (SP) e cidades do interior paulista, sendo utilizada por automóveis, veículos de transporte de cargas e ônibus intermunicipais e rodoviários.</p>
<p>O valor do pedágio integra os custos de utilização dessa infraestrutura e interessa também ao planejamento operacional das empresas de transporte.</p>
<h2>Jaguariúna terá tarifa básica de R$ 8,80 e cobrança automática de R$ 8,36</h2>
<p>Para os veículos enquadrados na categoria 1, que inclui automóveis de passeio, a tarifa homologada para Jaguariúna é de R$ 8,80 na cobrança manual.</p>
<p>Com o desconto de 5% para utilização da cobrança automática, o valor fica em R$ 8,36.</p>
<p>Os valores variam conforme a categoria do veículo.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Categoria</th>
<th>Cobrança manual</th>
<th>Cobrança automática</th>
</tr>
<tr>
<td>CAT-1</td>
<td>R$ 8,80</td>
<td>R$ 8,36</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-2</td>
<td>R$ 17,60</td>
<td>R$ 16,72</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-3</td>
<td>R$ 26,40</td>
<td>R$ 25,08</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-4</td>
<td>R$ 35,20</td>
<td>R$ 33,44</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-5</td>
<td>R$ 44,00</td>
<td>R$ 41,80</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-6</td>
<td>R$ 52,80</td>
<td>R$ 50,16</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-7</td>
<td>R$ 13,20</td>
<td>R$ 12,54</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-8</td>
<td>R$ 17,60</td>
<td>R$ 16,72</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-9</td>
<td>R$ 0,00</td>
<td>R$ 0,00</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Os valores correspondem à estrutura homologada para a praça de Jaguariúna e às categorias de cobrança previstas no contrato.</p>
<h2>Estiva Gerbi também tem valores definidos</h2>
<p>A publicação apresenta tarifas para a praça de Estiva Gerbi (SP).</p>
<p>Para veículos da categoria 1, o valor é de R$ 7,80 na cobrança manual e R$ 7,41 na automática.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Categoria</th>
<th>Cobrança manual</th>
<th>Cobrança automática</th>
</tr>
<tr>
<td>CAT-1</td>
<td>R$ 7,80</td>
<td>R$ 7,41</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-2</td>
<td>R$ 15,60</td>
<td>R$ 14,82</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-3</td>
<td>R$ 23,40</td>
<td>R$ 22,23</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-4</td>
<td>R$ 31,20</td>
<td>R$ 29,64</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-5</td>
<td>R$ 39,00</td>
<td>R$ 37,05</td>
</tr>
<tr>
<td>CAT-6</td>
<td>R$ 46,80</td>
<td>R$ 44,46</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>As demais categorias e os descontos progressivos constam dos anexos tarifários da concessão.</p>
<h2>Manutenção da tarifa de Jaguariúna tem efeitos contratuais</h2>
<p>Além da homologação das tarifas, a Artesp aprovou um instrumento contratual relacionado à decisão de manter o preço atualmente praticado em Jaguariúna.</p>
<p>O documento prevê que os efeitos dessa escolha sejam tratados dentro das regras de equilíbrio econômico-financeiro da concessão.</p>
<p>Esse aspecto importa porque as tarifas de pedágio integram o modelo econômico que sustenta a operação e os investimentos nas rodovias concedidas.</p>
<p>A decisão de manter determinado valor pode exigir ajustes contratuais, dependendo das condições originalmente previstas.</p>
<p>No caso da Rota Mogiana, a Artesp autorizou a formalização do aditivo correspondente.</p>
<p>As tarifas homologadas entram em vigor em 1º de novembro de 2026.</p>
<p>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>
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  </item>
  <item>
    <title>Governo Federal prevê R$ 262,6 bilhões em rodovias e ferrovias para 2027 e abre oportunidades para empresas de transporte, construção e tecnologia</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/governo-federal-preve-r-2626-bilhoes-em-rodovias-e-ferrovias-para-2027-e-abre-oportunidades-para-empresas-de-transporte-construcao-e-tecnologia/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 12:01:23 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Carteira reúne 29 projetos, incluindo duplicações de rodovias, recuperação de ferrovias e novas concessões; investimentos poderão beneficiar passageiros, transportadoras e economias regionais, mas dependem de leilões, contratos e execução das obras ADAMO BAZANI O Ministério dos Transportes prevê para 2027 uma carteira de 29 projetos de infraestrutura, com investimentos estimados em R$ 262,6 bilhões em [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="680" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/190416-trem-estrada-de-ferro-carajas.webp?fit=1024%2C680&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/190416-trem-estrada-de-ferro-carajas.webp?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/190416-trem-estrada-de-ferro-carajas.webp?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/190416-trem-estrada-de-ferro-carajas.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/190416-trem-estrada-de-ferro-carajas.webp?resize=768%2C510&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/190416-trem-estrada-de-ferro-carajas.webp?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Carteira reúne 29 projetos, incluindo duplicações de rodovias, recuperação de ferrovias e novas concessões; investimentos poderão beneficiar passageiros, transportadoras e economias regionais, mas dependem de leilões, contratos e execução das obras</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Ministério dos Transportes prevê para 2027 uma carteira de 29 projetos de infraestrutura, com investimentos estimados em R$ 262,6 bilhões em rodovias e ferrovias de diferentes regiões do Brasil. São 11 projetos rodoviários, que representam R$ 102,68 bilhões, e 18 iniciativas ferroviárias, com previsão de R$ 160 bilhões. Além da construção e recuperação de estradas e trilhos, o planejamento representa oportunidades de negócios para empresas de transporte, concessionárias, fabricantes de equipamentos, fornecedores de tecnologia e prestadores de serviços.</p>
<p>Para quem utiliza ônibus rodoviários, dirige caminhões ou depende diariamente das estradas, os possíveis benefícios incluem percursos mais seguros, redução de congestionamentos, maior previsibilidade das viagens e melhores condições de circulação. Entretanto, os valores anunciados representam investimentos previstos para contratos e projetos que ainda precisam passar por diferentes etapas. Não significam que todo esse dinheiro será aplicado em 2027 nem que as intervenções estarão concluídas no próximo ano.</p>
<p>A carteira foi apresentada em 15 de outubro de 2026, na B3, em São Paulo (SP), pelo ministro dos Transportes, George Santoro. Nesta sexta-feira, 30 de outubro, o Governo Federal também inicia em Londres, no Reino Unido, uma agenda para apresentar as oportunidades a investidores internacionais.</p>
<p>A intenção é ampliar a concorrência entre grupos interessados em administrar rodovias, construir infraestrutura e recuperar trechos ferroviários, com a participação de empresas brasileiras e estrangeiras.</p>
<h3>Rodovias: duplicações, faixas adicionais e oportunidades para o transporte de passageiros</h3>
<p>Dos 11 projetos rodoviários previstos para 2027, nove correspondem a leilões de concessões e dois à chamada otimização de contratos existentes.</p>
<p>O conjunto dos nove leilões inclui a previsão de duplicação de 373,87 quilômetros de rodovias e implantação de 513,36 quilômetros de faixas adicionais.</p>
<p>Nos dois projetos de otimização contratual, estão previstas duplicações de outros 195,2 quilômetros e 36,93 quilômetros de faixas adicionais.</p>
<p>Somadas, as intervenções representam aproximadamente 569 quilômetros de duplicações e 550 quilômetros de faixas adicionais.</p>
<p>Para os passageiros de ônibus, duplicar uma rodovia ou ampliar sua capacidade pode significar viagens menos sujeitas a retenções, especialmente em trechos de intenso movimento de caminhões, automóveis e veículos de transporte coletivo.</p>
<p>Também há possíveis ganhos para o turismo rodoviário, o fretamento, o transporte intermunicipal e interestadual de passageiros e as linhas que atendem cidades do interior.</p>
<p>Esses resultados, porém, dependem das características de cada projeto, da execução das obras e da qualidade da operação posterior. Uma concessão, por si só, não garante a eliminação de congestionamentos ou acidentes.</p>
<p>Entre os projetos rodoviários apresentados para 2027 estão:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Projeto</th>
<th>Rodovias e localização</th>
</tr>
<tr>
<td>Rota Integração do Sul</td>
<td>BR-116, BR-158, BR-290 e BR-392, no Rio Grande do Sul</td>
</tr>
<tr>
<td>Rota Portuária do Sul</td>
<td>BR-116 e BR-392, no Rio Grande do Sul</td>
</tr>
<tr>
<td>Rodovias Integradas de Santa Catarina — Lote 1</td>
<td>BR-153, BR-282 e BR-470, em Santa Catarina</td>
</tr>
<tr>
<td>Rodovias Integradas de Santa Catarina — Lote 3</td>
<td>BR-153, BR-282 e BR-480, em Santa Catarina</td>
</tr>
<tr>
<td>Rota Vale do Café</td>
<td>BR-393, no Rio de Janeiro</td>
</tr>
<tr>
<td>Otimização Transbrasiliana</td>
<td>BR-153, em São Paulo</td>
</tr>
<tr>
<td>Rota Portuária Itaqui</td>
<td>BR-135 e BR-316, no Maranhão</td>
</tr>
<tr>
<td>Rota Norte Catarinense — Lote 2</td>
<td>BR-280, em Santa Catarina</td>
</tr>
<tr>
<td>Otimização Rota Planalto Sul</td>
<td>BR-116, no Paraná e em Santa Catarina</td>
</tr>
<tr>
<td>Rota do Açu</td>
<td>BR-356, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro</td>
</tr>
<tr>
<td>Rota Centro-Sul Baiano</td>
<td>BR-101, na Bahia</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A programação abrange corredores relevantes para a circulação de passageiros e mercadorias, inclusive ligações entre regiões industriais, áreas produtoras, cidades turísticas e instalações portuárias.</p>
<h3>Mercado poderá movimentar empresas de ônibus, fornecedores e construtoras</h3>
<p>Os investimentos rodoviários previstos vão além das empresas que disputarão diretamente as concessões.</p>
<p>A construção e a manutenção da infraestrutura podem gerar demanda para construtoras, empresas de engenharia, fabricantes de máquinas, fornecedores de sinalização, iluminação, sistemas de cobrança de pedágio e equipamentos de segurança.</p>
<p>Há ainda oportunidades para negócios ligados à operação das rodovias, como atendimento aos usuários, socorro mecânico, monitoramento de tráfego e soluções digitais.</p>
<p>Para o setor de ônibus, os benefícios comerciais podem aparecer de maneira indireta. Estradas em melhores condições e viagens mais previsíveis favorecem o planejamento de horários e a utilização dos veículos.</p>
<p>Um ônibus que enfrenta menos congestionamentos tende a apresentar melhores condições para cumprir sua programação, embora os ganhos concretos dependam do tráfego, da extensão dos percursos e das intervenções realizadas.</p>
<p>Por outro lado, a implantação ou alteração de pedágios pode representar custos adicionais para transportadoras e empresas de ônibus. Dependendo do contrato e das regras tarifárias aplicáveis, esses custos podem influenciar a composição do preço do transporte.</p>
<p>Por isso, além do volume de investimentos anunciado, será importante acompanhar as tarifas previstas, os prazos de execução, as obrigações contratuais e os mecanismos de fiscalização das futuras concessionárias.</p>
<h3>Governo quer recuperar contratos rodoviários que enfrentam dificuldades</h3>
<p>Uma parte da carteira não corresponde à entrega de novas rodovias à iniciativa privada, mas à tentativa de recuperar contratos que apresentam problemas financeiros ou dificuldades de execução.</p>
<p>São os chamados contratos de otimização.</p>
<p>Nesse modelo, as condições de concessões existentes passam por processos de revisão e reestruturação para permitir a retomada de investimentos e a continuidade dos serviços.</p>
<p>A proposta envolve mecanismos de reequilíbrio econômico-financeiro, novas obrigações e procedimentos para reorganizar a prestação dos serviços.</p>
<p>O Ministério dos Transportes informa que, com os dois projetos previstos para 2027, os acordos de otimização aprovados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) deverão chegar a nove, reunindo investimentos de R$ 124 bilhões.</p>
<p>A otimização, entretanto, precisa conciliar os interesses das empresas e a sustentabilidade dos contratos com a proteção dos usuários, especialmente em relação às tarifas de pedágio e à realização efetiva das obras.</p>
<h3>Ferrovias concentram a maior parte dos investimentos e podem abrir espaço para transporte de passageiros</h3>
<p>O maior volume financeiro da carteira está no setor ferroviário.</p>
<p>São R$ 160 bilhões estimados em 18 projetos, distribuídos entre oito concessões, nove chamamentos públicos para autorização e uma iniciativa de oferta permanente de terminais e trechos ferroviários ociosos.</p>
<p>O planejamento envolve tanto a implantação de novas estruturas quanto a recuperação de linhas existentes.</p>
<p>Uma das possibilidades é a utilização de trechos ferroviários atualmente subaproveitados, mediante apresentação de propostas por empresas interessadas em recuperar e operar a infraestrutura.</p>
<p>O modelo poderá contemplar o transporte de cargas ou passageiros, conforme as características dos trechos e a viabilidade dos projetos.</p>
<p>Essa possibilidade merece atenção especial porque parte da infraestrutura ferroviária brasileira deixou de atender passageiros ao longo das décadas, enquanto outras linhas perderam importância operacional ou passaram a funcionar com utilização reduzida.</p>
<p>A recuperação de trilhos pode representar alternativas de transporte para determinadas regiões, mas não significa automaticamente o retorno de trens de passageiros.</p>
<p>Para isso, serão necessários estudos de demanda, avaliação das condições da via, investimentos em material rodante, estações, sinalização e segurança operacional, além da definição de quem custeará os serviços.</p>
<h3>Corredor Minas-Rio terá chamamento público em dezembro</h3>
<p>Uma das iniciativas previstas ainda para 2026 é o chamamento público do Corredor Minas-Rio, marcado para 17 de dezembro.</p>
<p>O projeto envolve aproximadamente 733 quilômetros de infraestrutura ferroviária entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro.</p>
<p>A proposta faz parte de um modelo em que empresas poderão apresentar planos para recuperar e utilizar trechos ferroviários, inclusive com possibilidade de apoio governamental, conforme as regras estabelecidas.</p>
<p>O modelo de autorização procura permitir que interessados do setor privado apresentem soluções de exploração comercial para a infraestrutura.</p>
<p>O interesse econômico poderá variar de acordo com a localização, as condições dos trilhos, o potencial de transporte de cargas, a conexão com outras ferrovias e a possibilidade de atendimento de passageiros.</p>
<p>Outro projeto destacado pelo Ministério dos Transportes é o Anel Ferroviário do Sudeste, destinado a ampliar a integração da malha ferroviária com corredores logísticos e portos dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.</p>
<p>O empreendimento está previsto como uma concessão para implantação de nova infraestrutura, modalidade conhecida no mercado como greenfield.</p>
<p>Diferentemente da recuperação de uma ferrovia existente, esse tipo de projeto envolve a construção de uma nova ligação, com demandas específicas de engenharia, licenciamento ambiental, desapropriações e financiamento.</p>
<h3>Como os R$ 262,6 bilhões serão distribuídos</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Segmento</th>
<th>Projetos</th>
<th>Investimentos previstos</th>
</tr>
<tr>
<td>Rodovias</td>
<td>11</td>
<td>R$ 102,68 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Ferrovias</td>
<td>18</td>
<td>R$ 160 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>29</td>
<td>R$ 262,68 bilhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Os investimentos ferroviários representam aproximadamente 61% do montante anunciado, enquanto os rodoviários correspondem a cerca de 39%.</p>
<p>Na prática, a carteira também poderá movimentar fabricantes de trilhos, dormentes, equipamentos de sinalização, locomotivas, vagões e componentes ferroviários, além de empresas de projetos, engenharia e manutenção.</p>
<p>No caso das ferrovias, o Governo Federal pretende utilizar instrumentos como financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), garantias públicas, investimentos cruzados e aportes governamentais para melhorar a viabilidade econômica de determinados empreendimentos.</p>
<p>Esses mecanismos poderão ser importantes especialmente nos projetos com investimentos elevados, retorno financeiro de longo prazo ou necessidade de recuperação de infraestrutura deteriorada.</p>
<h3>Investimentos também dependerão de financiamento, segurança jurídica e capacidade de execução</h3>
<p>O anúncio de uma carteira bilionária representa uma perspectiva de mercado, mas sua transformação em obras depende de condições econômicas, regulatórias e contratuais.</p>
<p>Entre os principais fatores estão a disponibilidade de financiamento, as taxas de juros, os riscos de construção, o licenciamento ambiental, a previsão de receitas e a segurança jurídica dos contratos.</p>
<p>Em concessões rodoviárias, por exemplo, uma empresa precisa avaliar se a arrecadação esperada será suficiente para financiar obras, manutenção e operação, considerando também as obrigações assumidas perante o poder público.</p>
<p>Nas ferrovias, o desafio inclui investimentos de longo prazo e a necessidade de garantir demanda suficiente para justificar a recuperação ou a implantação de determinados corredores.</p>
<p>O Governo Federal informa que 18 novos grupos passaram a participar do mercado de concessões rodoviárias nos 25 leilões realizados desde 2023.</p>
<p>A ampliação do número de interessados pode favorecer a competição, mas a qualidade de uma concessão também precisa ser medida pela capacidade de entregar as obras, manter os serviços e cumprir as obrigações previstas.</p>
<h3>Próximos passos: editais e leilões em 2027</h3>
<p>O cronograma preliminar do Ministério dos Transportes prevê a publicação dos editais rodoviários entre março e agosto de 2027.</p>
<p>Os leilões estão programados para ocorrer entre junho e dezembro.</p>
<p>As datas ainda dependerão da conclusão dos estudos, das etapas regulatórias, das audiências públicas e do alinhamento com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).</p>
<p>No setor ferroviário, parte dos projetos seguirá modelos tradicionais de concessão, enquanto outra parcela poderá ser ofertada por meio de autorizações e chamamentos públicos.</p>
<p>Para o cidadão, o resultado desses projetos deverá ser acompanhado principalmente por indicadores concretos: quantos quilômetros foram duplicados, quais estradas tiveram melhorias, quais ferrovias voltaram a operar, como ficaram os custos de transporte e se houve ganhos reais de segurança, regularidade e qualidade dos serviços.</p>
<p>Para as empresas, a carteira representa um mercado potencial de grande dimensão, mas que exigirá planejamento, capacidade financeira, projetos consistentes e adaptação às exigências contratuais.</p>
<p>O desafio será transformar os R$ 262,6 bilhões previstos em investimentos efetivos, com benefícios que cheguem às estradas, aos trilhos, às empresas que movimentam a economia e, principalmente, às pessoas que dependem diariamente dos transportes.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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  <item>
    <title>Pedágios ficam mais caros em rodovias de São Paulo neste domingo (1º) e aumentos poderão chegar posteriormente às passagens de ônibus</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/pedagios-ficam-mais-caros-em-rodovias-de-sao-paulo-neste-domingo-1o-e-aumentos-poderao-chegar-posteriormente-as-passagens-de-onibus/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 11:30:41 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Concessionária Novo Litoral reajusta tarifas em 4,58% nas ligações do Alto Tietê, Baixada Santista e Vale do Ribeira; interior paulista também terá mudanças na cobrança, incluindo nova concessão na região de Campinas e pedágios eletrônicos em Pirangi e Monte Alto. Impactos sobre ônibus intermunicipais, rodoviários e fretados dependem das regras de cada serviço ADAMO BAZANI [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="525" height="349" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/59478.jpg?fit=525%2C349&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/59478.jpg?w=525&amp;ssl=1 525w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/59478.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/59478.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/59478.jpg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px" /> <div><em>Concessionária Novo Litoral reajusta tarifas em 4,58% nas ligações do Alto Tietê, Baixada Santista e Vale do Ribeira; interior paulista também terá mudanças na cobrança, incluindo nova concessão na região de Campinas e pedágios eletrônicos em Pirangi e Monte Alto. Impactos sobre ônibus intermunicipais, rodoviários e fretados dependem das regras de cada serviço</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Os motoristas e passageiros que utilizam rodovias paulistas terão mudanças nas tarifas e nos sistemas de cobrança de pedágio a partir da zero hora deste domingo, 1º de novembro de 2026, em pleno feriado prolongado de Finados. O aumento confirmado é de 4,58% nos pedágios eletrônicos administrados pela concessionária Novo Litoral, que atende importantes ligações entre o Alto Tietê, a Baixada Santista e o Vale do Ribeira. A atualização alcança rodovias como Mogi-Dutra, Mogi-Bertioga, Rio-Santos e Padre Manoel da Nóbrega.</p>
<p>Para quem viaja de ônibus, os reajustes também merecem atenção. O pedágio integra os custos das empresas de transporte intermunicipal, interestadual e de fretamento e poderá influenciar futuros reajustes de passagens ou preços de viagens contratadas. Entretanto, a elevação da tarifa rodoviária não significa aumento automático das passagens neste domingo. No caso dos serviços regulares, a incorporação desse custo depende das regras tarifárias e dos procedimentos adotados pelos órgãos reguladores responsáveis.</p>
<p>As mudanças de 1º de novembro também incluem o início da operação da Rota Mogiana, que substituirá a Renovias na administração de rodovias do interior, e a implantação do sistema eletrônico de cobrança em Pirangi e Monte Alto, pela Ecovias Noroeste Paulista.</p>
<p>Nesses dois casos, é necessário distinguir as alterações operacionais dos aumentos: a Rota Mogiana manterá os valores básicos das praças existentes, enquanto os novos pórticos substituirão pontos convencionais sem reajustar a tarifa.</p>
<h3>Novo Litoral: reajuste de 4,58% nas ligações para o litoral</h3>
<p>A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) autorizou o reajuste de 4,576128%, arredondado para 4,58%, nas tarifas da Concessionária Novo Litoral (CNL).</p>
<p>A atualização foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo de quarta-feira, 28 de outubro, e corresponde à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulada nos 12 meses encerrados em setembro de 2026.</p>
<p>O contrato abrange aproximadamente 212 quilômetros de rodovias em 13 municípios, incluindo ligações utilizadas por trabalhadores, turistas, transportadoras e empresas de ônibus.</p>
<p>O Diário do Transporte já havia noticiado o reajuste em 28 de outubro. A medida constitui a primeira atualização anual desde a implantação da cobrança eletrônica, em novembro de 2025.</p>
<p>As rodovias abrangidas são:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Rodovia</th>
<th>Trecho atendido</th>
</tr>
<tr>
<td>SP-088 — Mogi-Dutra</td>
<td>Arujá e Mogi das Cruzes</td>
</tr>
<tr>
<td>SP-098 — Mogi-Bertioga</td>
<td>Mogi das Cruzes e Bertioga</td>
</tr>
<tr>
<td>SP-055 — Rio-Santos</td>
<td>Bertioga e Santos</td>
</tr>
<tr>
<td>SP-055 — Padre Manoel da Nóbrega</td>
<td>Praia Grande a Miracatu</td>
</tr>
<tr>
<td>SPA-291/055 — Via Expressa Sul</td>
<td>Praia Grande</td>
</tr>
<tr>
<td>SPA-344/055 — Rodovia Coronel Rodolpho Pettená</td>
<td>Peruíbe e Itariri</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A atualização será aplicada aos pontos de cobrança eletrônica em operação. A inclusão de uma rodovia no contrato de concessão não significa que todos os seus trechos tenham pedágio ativo.</p>
<h3>Veja os novos valores dos pedágios da Novo Litoral</h3>
<p>As tarifas abaixo são para automóveis e utilitários de dois eixos, sem descontos por utilização de tag eletrônica.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Local do pórtico</th>
<th>Até 31 de outubro</th>
<th>A partir de 1º de novembro</th>
</tr>
<tr>
<td>Arujá — SP-088</td>
<td>R$ 1,56</td>
<td>R$ 1,63</td>
</tr>
<tr>
<td>Mogi das Cruzes — SP-088</td>
<td>R$ 1,99</td>
<td>R$ 2,08</td>
</tr>
<tr>
<td>Bertioga — SP-098</td>
<td>R$ 6,95</td>
<td>R$ 7,27</td>
</tr>
<tr>
<td>Santos — SP-055</td>
<td>R$ 5,80</td>
<td>R$ 6,07</td>
</tr>
<tr>
<td>Miracatu — SP-055</td>
<td>R$ 5,59</td>
<td>R$ 5,85</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Os novos valores valem a partir da zero hora de domingo e seguem a atualização contratual homologada pela Artesp.</p>
<p>Na Mogi-Bertioga, por exemplo, um automóvel que passar pelo pórtico de Bertioga pagará R$ 0,32 a mais por passagem.</p>
<p>Já na Mogi-Dutra, o aumento será de R$ 0,09 em Mogi das Cruzes e de R$ 0,07 em Arujá.</p>
<p>Os valores dos veículos comerciais variam conforme a categoria e o número de eixos considerados na cobrança.</p>
<h3>Ônibus também pagam pedágio e custos poderão influenciar passagens</h3>
<p>Os reajustes representam aumento de despesas para empresas de ônibus que utilizam os trechos concedidos.</p>
<p>O efeito poderá alcançar serviços regulares intermunicipais, linhas rodoviárias interestaduais e operações de fretamento.</p>
<p>Nas linhas intermunicipais reguladas pelo Estado de São Paulo, a definição de tarifas depende das regras aplicáveis aos serviços e da atuação dos órgãos competentes.</p>
<p>Nas ligações interestaduais, o regime tarifário é diferente, sob regulamentação federal da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).</p>
<p>Já no fretamento, os custos podem ser considerados na negociação comercial entre a empresa transportadora e o contratante.</p>
<p>Isso significa que o aumento do pedágio pode ser incorporado futuramente ao preço do transporte, mas não provoca necessariamente uma elevação imediata das passagens.</p>
<p>Também não significa que os bilhetes terão o mesmo reajuste percentual de 4,58%.</p>
<p>O custo do pedágio é apenas um dos componentes das despesas de uma empresa de ônibus, juntamente com combustível ou energia, manutenção, pneus, salários, encargos trabalhistas, aquisição de veículos e outros gastos operacionais.</p>
<p>Além disso, o impacto varia conforme a quantidade de praças atravessadas, o número de eixos do ônibus, a distância percorrida e a quantidade de viagens realizadas.</p>
<p>Uma empresa que opera dezenas de partidas diárias por uma mesma rodovia pode acumular um aumento de despesas significativo ao longo de um mês, mesmo quando a diferença por passagem no pedágio parece pequena.</p>
<p>Por outro lado, a existência de mais passageiros por viagem pode contribuir para distribuir esse custo entre um número maior de usuários.</p>
<p>A eventual repercussão no preço final dependerá da estrutura de custos e das regras específicas de cada serviço.</p>
<h3>Rota Mogiana assume rodovias da Renovias, mas mantém tarifas básicas</h3>
<p>Outra mudança importante ocorrerá no interior paulista, onde a concessionária Rota Mogiana assumirá, a partir de domingo, a administração de aproximadamente 520 quilômetros de rodovias.</p>
<p>A nova operação substituirá a Renovias em trechos que atendem regiões como Campinas, Jaguariúna, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, São João da Boa Vista e municípios próximos.</p>
<p>O contrato, com duração de 30 anos, prevê R$ 9,4 bilhões em investimentos.</p>
<p>Diferentemente da Novo Litoral, a entrada da Rota Mogiana não representa aumento das tarifas básicas nas nove praças de pedágio existentes.</p>
<p>A Artesp homologou os valores para o primeiro ano contratual por meio da Deliberação nº 816, publicada em 28 de outubro.</p>
<p>Os motoristas que utilizam tag eletrônica passarão a contar com desconto aproximado de 5% nas tarifas, conforme as regras previstas na nova concessão.</p>
<h3>Confira as tarifas da Rota Mogiana a partir de domingo</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Praça</th>
<th>Automóveis</th>
<th>Com tag</th>
</tr>
<tr>
<td>Jaguariúna</td>
<td>R$ 8,80</td>
<td>R$ 8,36</td>
</tr>
<tr>
<td>Estiva Gerbi</td>
<td>R$ 7,80</td>
<td>R$ 7,41</td>
</tr>
<tr>
<td>Casa Branca</td>
<td>R$ 8,15</td>
<td>R$ 7,74</td>
</tr>
<tr>
<td>Mococa</td>
<td>R$ 8,10</td>
<td>R$ 7,69</td>
</tr>
<tr>
<td>Espírito Santo do Pinhal</td>
<td>R$ 10,45</td>
<td>R$ 9,92</td>
</tr>
<tr>
<td>Águas da Prata</td>
<td>R$ 4,60</td>
<td>R$ 4,37</td>
</tr>
<tr>
<td>Aguaí</td>
<td>R$ 6,30</td>
<td>R$ 5,98</td>
</tr>
<tr>
<td>São João da Boa Vista</td>
<td>R$ 7,40</td>
<td>R$ 7,03</td>
</tr>
<tr>
<td>Itobi</td>
<td>R$ 10,75</td>
<td>R$ 10,21</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Os valores correspondem à tarifa básica de automóveis e aos descontos por pagamento automático.</p>
<p>O contrato também prevê descontos progressivos para usuários frequentes, conforme as regras aplicáveis.</p>
<p>A nova concessionária deverá realizar investimentos em duplicações, faixas adicionais, acessos, passarelas e estruturas de apoio aos usuários.</p>
<p>Entre os compromissos estão aproximadamente 217 quilômetros de duplicações, 138 quilômetros de faixas adicionais e a construção ou adequação de 135 pontos de ônibus.</p>
<p>As obras serão realizadas ao longo do contrato, de acordo com os cronogramas estabelecidos e a fiscalização da Artesp.</p>
<p>Para as empresas de ônibus, as condições das rodovias são importantes porque interferem na regularidade das viagens, na manutenção dos veículos e nos tempos de deslocamento.</p>
<h3>Pirangi e Monte Alto terão pedágio eletrônico sem aumento das tarifas</h3>
<p>Também a partir de domingo, a Ecovias Noroeste Paulista substituirá duas praças convencionais de pedágio por pórticos eletrônicos.</p>
<p>A mudança ocorrerá nos seguintes locais:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Município</th>
<th>Rodovia</th>
<th>Localização</th>
</tr>
<tr>
<td>Pirangi</td>
<td>SP-351 — Rodovia Comendador Pedro Monteleone</td>
<td>Km 184,281</td>
</tr>
<tr>
<td>Monte Alto</td>
<td>SP-323 — Rodovia José Della Vechia</td>
<td>Km 19,081</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A concessionária informou que não haverá criação de novos pontos de cobrança nem reajuste das tarifas atuais.</p>
<p>A alteração será na forma de pagamento: os motoristas deixarão de parar nas cabines e passarão pelos pórticos, onde serão identificados pela placa ou pela tag eletrônica.</p>
<p>Os automóveis com tag terão desconto de pelo menos 5%, além da possibilidade de descontos progressivos conforme a frequência de utilização.</p>
<p>Os veículos sem tag poderão realizar o pagamento posteriormente, dentro do prazo de 30 dias, pelos canais autorizados.</p>
<p>Outro pórtico está previsto para entrar em operação em 1º de dezembro, em Colina, no quilômetro 407,479 da Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326).</p>
<h3>Cobrança eletrônica exige atenção dos motoristas</h3>
<p>O sistema de pedágio eletrônico, também conhecido como free flow, permite que os veículos passem pelos pontos de cobrança sem parar.</p>
<p>A identificação ocorre por meio de câmeras e sensores instalados sobre as pistas.</p>
<p>Para os motoristas que utilizam tag, o pagamento geralmente é processado pela empresa responsável pelo dispositivo.</p>
<p>Quem não utiliza tag precisa consultar e quitar os valores pelos canais oficiais da concessionária, respeitando o prazo estabelecido.</p>
<p>A falta de pagamento pode caracterizar evasão de pedágio e resultar nas penalidades previstas na legislação de trânsito.</p>
<p>No caso das empresas de ônibus, o uso de sistemas eletrônicos de cobrança facilita o registro das passagens e a administração dos gastos operacionais.</p>
<p>Entretanto, os operadores devem considerar as regras de cobrança por categoria de veículo, número de eixos e eventuais benefícios ou descontos contratuais.</p>
<h3>Reajustes fazem parte de contratos diferentes</h3>
<p>Os reajustes e as mudanças anunciados para 1º de novembro não devem ser confundidos com a atualização anual aplicada em julho de 2026 em diversas outras rodovias paulistas.</p>
<p>Naquela ocasião, a Artesp autorizou reajustes baseados principalmente no IPCA acumulado entre junho de 2025 e maio de 2026, de 4,72%, alcançando concessões antigas e diferentes sistemas rodoviários.</p>
<p>As concessões mais recentes possuem datas próprias de atualização, geralmente relacionadas ao aniversário contratual.</p>
<p>Por isso, não existe uma única data em que todos os pedágios do Estado de São Paulo aumentam simultaneamente.</p>
<p>No caso da Novo Litoral, a atualização de 1º de novembro corresponde às condições estabelecidas para o contrato iniciado em 2024, com cobrança eletrônica implantada posteriormente.</p>
<p>Já a Rota Mogiana passa por uma mudança de concessionária, enquanto Pirangi e Monte Alto terão substituição da tecnologia utilizada para cobrar os pedágios.</p>
<h3>Custos de transporte e qualidade das rodovias</h3>
<p>Os pedágios são uma das fontes de remuneração utilizadas nas concessões rodoviárias para custear serviços de operação, manutenção, conservação e investimentos previstos nos contratos.</p>
<p>Entretanto, a existência da cobrança também cria uma obrigação de entrega de serviços e melhorias.</p>
<p>Para os passageiros de ônibus, as condições das rodovias interferem na segurança, no conforto e na duração das viagens.</p>
<p>Obras de duplicação, implantação de faixas adicionais e melhorias de pavimento podem contribuir para reduzir atrasos e melhorar a produtividade dos veículos.</p>
<p>Por outro lado, obras mal planejadas, interrupções prolongadas e problemas de manutenção podem gerar custos adicionais para as transportadoras.</p>
<p>O equilíbrio entre tarifas de pedágio, investimentos e qualidade dos serviços é, portanto, relevante tanto para motoristas particulares quanto para quem depende de ônibus.</p>
<p>No caso do transporte regular, os órgãos responsáveis pela regulação precisam considerar as condições econômicas das empresas e a capacidade de pagamento dos usuários.</p>
<p>O aumento de um componente de custo não representa, isoladamente, justificativa para a aplicação automática do mesmo percentual sobre as passagens.</p>
<p>A partir deste domingo, a principal alteração financeira confirmada será o reajuste de 4,58% dos pedágios da Novo Litoral. Nas demais concessões mencionadas, as mudanças envolvem a administração das rodovias, a implantação de novas formas de pagamento e descontos previstos nos contratos.</p>
<p>Para quem viaja de ônibus, a atenção deverá se voltar aos próximos processos de revisão tarifária e à maneira como os custos rodoviários serão considerados nos preços do transporte.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <slash:comments>1</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/pedagios-ficam-mais-caros-em-rodovias-de-sao-paulo-neste-domingo-1o-e-aumentos-poderao-chegar-posteriormente-as-passagens-de-onibus/feed/</wfw:commentRss>
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  </item>
  <item>
    <title>Eletra avança na produção de ônibus elétricos superaticulados com carroceria Caio e-Millennium BRT padrão &#8220;Corredores Verdes&#8221; de  São Paulo e modelos para Minas Gerais</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/eletra-avanca-na-producao-de-onibus-eletricos-superaticulados-com-carroceria-caio-e-millennium-brt-padrao-corredores-verdes-de-sao-paulo-e-modelos-para-minas-gerais/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/eletra-avanca-na-producao-de-onibus-eletricos-superaticulados-com-carroceria-caio-e-millennium-brt-padrao-corredores-verdes-de-sao-paulo-e-modelos-para-minas-gerais/#comments</comments>
    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 11:15:35 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Fabricação de veículos no ABC Paulista já tem mais de mil unidades na carteira para 2027; encomendas incluem coletivs de alta capacidade para os Corredores Verdes da capital paulista, ônibus para Montes Claros e Belo Horizonte. Fabricante brasileira também prepara novos chassis inteligentes, expansão industrial e entrada no segmento rodoviário ADAMO BAZANI A Eletra Industrial, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Fabricação de veículos no ABC Paulista já tem mais de mil unidades na carteira para 2027; encomendas incluem coletivs de alta capacidade para os Corredores Verdes da capital paulista, ônibus para Montes Claros e Belo Horizonte. Fabricante brasileira também prepara novos chassis inteligentes, expansão industrial e entrada no segmento rodoviário</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Eletra Industrial, fabricante brasileira de tecnologia para ônibus elétricos sediada em São Bernardo do Campo (SP), está ampliando a produção para atender encomendas de diferentes cidades, incluindo superarticulados com carroceria Caio e-Millennium BRT destinados aos Corredores Verdes da capital paulista, veículos para Montes Claros (MG) e ônibus para Belo Horizonte (MG).</p>
<p>A movimentação ocorre num momento em que a empresa se prepara para entregar mais de mil ônibus elétricos em 2027 e ampliar sua capacidade de produção, ao mesmo tempo em que anuncia investimentos superiores a R$ 270 milhões, novos modelos e expansão internacional. Além dos efeitos ambientais, o crescimento da fabricação nacional movimenta fornecedores, empresas de engenharia, fabricantes de componentes, prestadores de serviços e trabalhadores especializados, mostrando que a transição para transportes menos poluentes também representa uma oportunidade de desenvolvimento industrial e econômico.</p>
<h3>Superarticulados para os Corredores Verdes de São Paulo</h3>
<p>Uma das encomendas em produção é destinada à Viação Metrópole Paulista, concessionária que opera linhas nas zonas Sul e Leste da cidade de São Paulo.</p>
<p>Os veículos possuem carroceria Caio e-Millennium BRT, com tecnologia elétrica desenvolvida pela Eletra.</p>
<p>Em 7 de outubro de 2026, o Diário do Transporte <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/07/zona-leste-vai-receber-onibus-eletrico-de-ultima-geracao-com-foco-em-novos-corredores-verdes-e-millennium-brt-eletra-da-metropole-paulista/?utm_source=chatgpt.com">mostrou em primeira mão a primeira unidade do modelo destinada à zona Leste</a>.</p>
<p>A empresa já havia apresentado uma unidade semelhante para a zona Sul, inclusive durante a Lat.Bus 2026, em agosto.</p>
<p>A compra da Metrópole Paulista reúne 68 superarticulados com tecnologia Eletra, considerando as operações nas duas regiões, com carrocerias Caio e-Millennium e e-Millennium BRT.</p>
<p>Os ônibus fazem parte do projeto de Corredores Verdes da Prefeitura de São Paulo, que prevê a utilização de veículos elétricos e soluções de infraestrutura urbana com menor impacto ambiental.</p>
<p>Além da eletrificação, a proposta inclui iniciativas como iluminação eficiente, aproveitamento de águas pluviais, ajardinamento e equipamentos alimentados por energia solar.</p>
<p>Na zona Leste, os novos ônibus poderão atender linhas que futuramente serão beneficiadas por estruturas como o BRT Aricanduva e o BRT Radial Leste.</p>
<p>Os veículos, entretanto, não dependem da conclusão desses corredores para iniciar a operação.</p>
<p>O modelo e-Millennium BRT possui piso baixo, ar-condicionado, recursos de acessibilidade e câmeras que substituem os retrovisores convencionais, com imagens exibidas em monitores na cabine.</p>
<p>A carroceria, produzida pela Caio em Botucatu (SP), apresenta desenho desenvolvido para ônibus de alta capacidade, enquanto a Eletra fornece a tecnologia de tração e integração dos sistemas elétricos.</p>
<p>Os veículos contam com apenas uma articulação, característica preservada mesmo na categoria comercialmente denominada superarticulado.</p>
<p>A utilização de ônibus elétricos de maior capacidade é importante para que a substituição dos veículos a diesel não implique redução da oferta de lugares nas linhas de maior demanda.</p>
<h3>Montes Claros e Belo Horizonte: tecnologia nacional em diferentes projetos</h3>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-542547" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05-1.jpeg?resize=1024%2C767&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="767" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05-1.jpeg?resize=1024%2C767&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05-1.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05-1.jpeg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05-1.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05-1.jpeg?resize=1536%2C1151&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05-1.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-03.31.05-1.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>Outra frente da produção envolve ônibus para Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.</p>
<p>A cidade decidiu adotar veículos elétricos como parte de uma política de modernização do transporte coletivo, combinando a substituição de frota com mudanças na gestão e no financiamento do sistema.</p>
<p>Em 23 de julho de 2026, o Diário do Transporte <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/23/entrevistas-montes-claros-mg-adota-eletrificacao-de-onibus-como-politica-de-melhoria-dos-transportes-e-eficiencia-de-gestao-publica/?utm_source=chatgpt.com">acompanhou na fábrica da Caio, em Botucatu, a apresentação do primeiro ônibus elétrico de Montes Claros e entrevistou o prefeito Guilherme Guimarães e dirigentes envolvidos no projeto</a>.</p>
<p>O primeiro lote reúne 18 ônibus com carroceria Caio e-Millennium, plataforma Mercedes-Benz O 500 U de piso baixo, tecnologia Eletra e motores e baterias WEG.</p>
<p>A administração municipal trabalha com a perspectiva de ampliar a frota elétrica para 27 unidades em 2026 e alcançar 49 veículos até 2027.</p>
<p>Os ônibus serão patrimônio do município e disponibilizados às empresas responsáveis pela operação.</p>
<p>Essa estrutura permite à Prefeitura manter maior controle sobre os veículos, independentemente de eventuais alterações nas empresas concessionárias.</p>
<p>Outro aspecto destacado pela administração municipal é o aproveitamento da geração de energia fotovoltaica, que poderá contribuir para reduzir despesas de abastecimento.</p>
<p>Em Belo Horizonte, a dimensão da encomenda é maior.</p>
<p>A Prefeitura contratou 96 ônibus elétricos por R$ 307,68 milhões.</p>
<p>Os veículos terão carroceria Caio, tecnologia Eletra, plataforma Mercedes-Benz e componentes elétricos WEG.</p>
<p>A configuração prevista é do tipo BRT Misto, com cinco portas e possibilidade de atendimento tanto em corredores quanto em linhas convencionais.</p>
<p>A contratação inclui veículos com autonomia prevista superior a 250 quilômetros, conforme as condições estabelecidas no edital.</p>
<p>Para abastecer a frota, foram contratados 27 carregadores da Nansen, por aproximadamente R$ 5,5 milhões.</p>
<p>A aquisição dos ônibus e da infraestrutura de recarga representa investimento total de aproximadamente R$ 313,2 milhões, com participação de recursos federais vinculados ao PAC.</p>
<p>O projeto mostra como a eletrificação do transporte coletivo movimenta diferentes segmentos industriais, desde a construção de carrocerias até a fabricação de baterias, motores, sistemas de controle e carregadores.</p>
<h3>Carteira de encomendas supera mil ônibus para 2027</h3>
<p>A ampliação da produção observada pelo Diário do Transporte nesta semana acompanha as projeções apresentadas pela direção da Eletra.</p>
<p>Em entrevista exclusiva concedida em 30 de setembro, a diretora-presidente da empresa, Milena Braga Romano, <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/09/30/exclusivo-eletra-preve-mais-de-mil-onibus-eletricos-em-2027-fabricante-brasileira-entregou-94-dos-250-apresentados-em-sao-paulo-e-fez-o-veiculo-numero-2-mil/?utm_source=chatgpt.com">revelou que a fabricante trabalha com a perspectiva de entregar mais de mil ônibus elétricos somente em 2027</a>.</p>
<p>Segundo a executiva, aproximadamente 600 unidades estavam previstas para entrega até março ou abril de 2027, com outras 400 programadas para os meses seguintes.</p>
<p>A empresa também espera conquistar cerca de 500 pedidos adicionais até o encerramento de 2027.</p>
<p>“Eu acho que a gente deve bater mais de mil ônibus entregues no ano que vem”, declarou Milena na ocasião.</p>
<p>Os aproximadamente mil veículos mencionados fazem parte da programação de entregas apresentada pela fabricante, enquanto as outras 500 unidades representam uma expectativa de novas encomendas.</p>
<p>O cenário exige ampliação da capacidade industrial, investimentos em equipamentos e reorganização dos processos de fabricação.</p>
<p>Na unidade de São Bernardo do Campo, a Eletra desenvolve e integra sistemas de tração, gerenciamento eletrônico, distribuição de energia e outros componentes necessários ao funcionamento dos ônibus elétricos.</p>
<p>A fabricação envolve ainda uma rede de fornecedores de motores, baterias, componentes eletrônicos, estruturas metálicas, cabos, conectores e equipamentos de recarga.</p>
<h3>Investimentos milionários, nova fábrica e geração de empregos</h3>
<p>Durante a Lat.Bus 2026, realizada em agosto, a Eletra apresentou um plano de expansão que prevê ampliar sua unidade atual e construir uma segunda fábrica.</p>
<p>Os investimentos anunciados superam R$ 270 milhões.</p>
<p>Mais de R$ 70 milhões estão relacionados ao desenvolvimento de uma nova geração de chassis elétricos, enquanto a futura unidade industrial deverá receber investimentos superiores a R$ 200 milhões.</p>
<p>A companhia pretende elevar a capacidade da fábrica atual para aproximadamente 1.700 ônibus anuais em 2027.</p>
<p>Com a segunda unidade, a meta é chegar a uma capacidade combinada de cerca de três mil ônibus por ano.</p>
<p>A expansão também poderá representar aproximadamente mil novos empregos no Brasil, segundo a direção da Eletra.</p>
<p>Os investimentos estão associados à estratégia de ampliar a participação no mercado brasileiro e desenvolver produtos para outros países, inicialmente na América Latina.</p>
<p>A criação de postos de trabalho envolve diferentes níveis de qualificação, da produção industrial à engenharia, programação de sistemas eletrônicos, manutenção e assistência técnica.</p>
<h3>Chassis inteligentes e ônibus elétricos para fretamento e rodoviários</h3>
<p>A expansão comercial é acompanhada pelo desenvolvimento de novos produtos.</p>
<p>Em entrevista concedida durante a Lat.Bus, em agosto, a diretora-presidente Milena Braga Romano e a diretora comercial Ieda Oliveira <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/08/19/entrevista-eletra-quer-levar-tecnologia-brasileira-de-onibus-eletricos-para-o-mundo-com-chassis-inteligentes-cerca-de-mil-novos-empregos-no-brasil/?utm_source=chatgpt.com">detalharam ao Diário do Transporte a nova geração de chassis inteligentes, os planos de internacionalização e a entrada no mercado de ônibus rodoviários e de fretamento elétricos</a>.</p>
<p>Os novos chassis utilizam sensores e sistemas eletrônicos capazes de identificar condições como esforço do veículo, relevo, velocidade e carga transportada.</p>
<p>Com essas informações, a tecnologia procura adequar a utilização da energia elétrica às necessidades de cada momento da operação.</p>
<p>A proposta é melhorar a eficiência, ampliar a autonomia e auxiliar na preservação dos componentes.</p>
<p>A empresa também pretende fortalecer a tecnologia de recarga em movimento, conhecida como IMC, utilizada em ônibus que podem receber energia da rede aérea e continuar circulando com baterias nos trechos sem fios.</p>
<p>Outra novidade prevista para 2027 é a entrada no segmento de ônibus rodoviários e de fretamento elétricos.</p>
<p>O desenvolvimento inicial considera principalmente operações de menor distância, nas quais a programação das viagens e dos carregamentos permite maior previsibilidade.</p>
<p>O segmento apresenta desafios específicos, como necessidade de autonomia em velocidades rodoviárias, espaço para bagagens, peso das baterias e infraestrutura de recarga.</p>
<h3>Mercado brasileiro cresce e atrai fabricantes nacionais e internacionais</h3>
<p>A expansão da Eletra ocorre num momento de crescimento dos emplacamentos de ônibus elétricos.</p>
<p>Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Brasil registrou 589 ônibus elétricos no primeiro semestre de 2026, contra 306 no mesmo período de 2025.</p>
<p>O crescimento foi de 92,5%.</p>
<p>Dos veículos registrados nos primeiros seis meses de 2026, 476 foram fabricados no Brasil, aproximadamente 80% do total.</p>
<p>A Eletra liderou o levantamento, com 224 unidades e participação de 38% nos emplacamentos do período.</p>
<p>A Mercedes-Benz apareceu com 113 unidades, enquanto a BYD registrou 109 veículos.</p>
<p>Os dados mostram o crescimento da participação industrial brasileira, mas também a presença de fabricantes internacionais e a disputa por diferentes soluções tecnológicas.</p>
<p>Indicadores da Fenabrave, da Anfavea e levantamentos como o E-Bus Radar ajudam a compreender a evolução do mercado, embora utilizem metodologias distintas.</p>
<p>É necessário diferenciar produção industrial, emplacamentos e veículos efetivamente em operação.</p>
<p>Uma fábrica pode concluir um ônibus antes de seu registro, e um veículo emplacado pode aguardar a preparação da garagem, os testes e outras etapas necessárias para iniciar o atendimento aos passageiros.</p>
<h3>São Paulo ultrapassou dois mil elétricos com participação da Eletra</h3>
<p>Em 30 de setembro, a Prefeitura de São Paulo apresentou um lote de 250 ônibus elétricos, elevando a frota municipal informada para 2.009 unidades, incluindo ônibus a bateria e trólebus.</p>
<p>Desse conjunto apresentado, 94 veículos possuíam tecnologia Eletra.</p>
<p>Eram 18 ônibus de 15 metros para a KBPX, 48 superarticulados para a Via Sudeste, 27 veículos convencionais da Move Buss e um superarticulado da Viação Grajaú.</p>
<p>O ônibus escolhido para representar simbolicamente a marca de duas mil unidades foi um superarticulado de 21,5 metros da Via Sudeste, equipado com tecnologia Eletra, carroceria Caio e plataforma Mercedes-Benz.</p>
<p>A empresa também havia fornecido o veículo que representou a marca de mil ônibus elétricos da capital, alcançada em novembro de 2025.</p>
<p>A ampliação da frota elétrica paulistana contribuiu para aumentar a escala das encomendas e para a formação de uma cadeia de fornecimento mais estruturada.</p>
<h3>BNDES, prefeituras e estados ajudam a viabilizar uma nova indústria</h3>
<p>A expansão do mercado brasileiro de ônibus elétricos está ligada às decisões de gestores públicos e às condições de financiamento.</p>
<p>A compra de veículos elétricos exige investimento inicial elevado, especialmente quando são consideradas a aquisição dos ônibus, a instalação de carregadores, as adequações das garagens e o fornecimento de energia.</p>
<p>O BNDES exerce papel importante ao oferecer instrumentos de financiamento para projetos de infraestrutura e renovação de frotas.</p>
<p>O Governo Federal também participa por meio de programas como o PAC e de políticas de apoio à mobilidade urbana.</p>
<p>Mas a continuidade desse mercado depende da capacidade de estados e municípios de estruturar contratos sustentáveis e garantir recursos para os investimentos.</p>
<p>A experiência de Montes Claros demonstra uma possibilidade de atuação direta do poder público como proprietário dos veículos.</p>
<p>Em Belo Horizonte, o financiamento federal contribui para viabilizar a aquisição de uma frota elétrica de maior porte.</p>
<p>Já em São Paulo, o sistema de concessões municipais e os mecanismos de remuneração das operadoras são determinantes para sustentar o processo de eletrificação.</p>
<p>São soluções diferentes para realidades também distintas.</p>
<p>O ponto comum é a necessidade de planejar não apenas a compra dos veículos, mas também sua utilização ao longo dos anos.</p>
<h3>Sustentabilidade ambiental, social e econômica: uma oportunidade para a indústria brasileira</h3>
<p>A produção nacional de ônibus elétricos coloca em discussão um aspecto que vai além da redução de poluentes.</p>
<p>A sustentabilidade deve considerar simultaneamente os impactos ambientais, sociais e econômicos.</p>
<p>Na dimensão ambiental, a eletrificação reduz a emissão de poluentes locais e o ruído nas vias, contribuindo para melhorar as condições urbanas.</p>
<p>Na dimensão social, envolve conforto para os passageiros, condições de trabalho dos motoristas, geração de empregos e capacitação profissional.</p>
<p>Na dimensão econômica, inclui desenvolvimento de tecnologia, fortalecimento de fornecedores, produtividade industrial e possibilidade de reduzir custos operacionais ao longo da vida útil dos veículos.</p>
<p>A Eletra destaca possuir capital integralmente nacional e índice de nacionalização de aproximadamente 93% em seus produtos.</p>
<p>Esse dado é importante porque a presença de uma fabricante brasileira permite que parte relevante dos investimentos permaneça no País, movimentando engenharia, produção, desenvolvimento de software, assistência técnica e fornecedores locais.</p>
<p>A nacionalização também pode facilitar adaptações às condições de operação brasileiras, que variam conforme o relevo, o clima, a demanda de passageiros e a infraestrutura de cada cidade.</p>
<p>A presença de concorrentes nacionais e estrangeiros continua sendo relevante para estimular inovação, produtividade e melhores condições comerciais.</p>
<p>A transição energética poderá contribuir para uma nova etapa de industrialização se estiver acompanhada de pesquisa, desenvolvimento tecnológico, formação profissional, financiamento e políticas públicas consistentes.</p>
<h3>Produção maior precisa resultar em transporte melhor</h3>
<p>A movimentação observada pelo Diário do Transporte na fábrica da Eletra nesta semana representa uma etapa concreta da ampliação da eletromobilidade brasileira.</p>
<p>As encomendas para São Paulo, Montes Claros e Belo Horizonte mostram que a demanda por ônibus elétricos está alcançando sistemas de diferentes portes e características.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a expansão planejada para 2027 coloca desafios industriais e operacionais.</p>
<p>Será necessário produzir, entregar, instalar equipamentos, preparar garagens e qualificar trabalhadores para que os veículos possam entrar em operação.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado deverá ser medido pela qualidade do transporte, pelo conforto, pela regularidade das viagens e pela redução dos impactos ambientais.</p>
<p>Para os municípios, o desafio será conciliar modernização da frota, investimentos estruturais e responsabilidade fiscal.</p>
<p>E, para a indústria brasileira, a ampliação da produção representa uma oportunidade de desenvolver tecnologia própria, gerar empregos e participar de um mercado em transformação.</p>
<p>A eletrificação dos ônibus, quando acompanhada de planejamento e investimentos consistentes, pode contribuir não apenas para cidades menos poluídas, mas também para uma economia que produza mais tecnologia, empregos e soluções de transporte no próprio Brasil.</p>
<p>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>
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    <title>Finados altera intervalos nas linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda; confira horários e trechos afetados</title>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 11:00:22 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Previsão é de operação de domingo na segunda-feira (02) ARTHUR FERRARI Os passageiros das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda terão mudanças na operação durante o feriado de Finados, na segunda-feira (2 de novembro). A Motiva Trilhos programou intervalos específicos para a data, enquanto serviços de manutenção nas linhas 8 e 9 também provocarão alterações [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="940" height="627" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-08.20.39.jpeg?fit=940%2C627&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-08.20.39.jpeg?w=940&amp;ssl=1 940w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-08.20.39.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-08.20.39.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-08.20.39.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-08.20.39.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /> <p><em>Previsão é de operação de domingo na segunda-feira (02)</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Os passageiros das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda terão mudanças na operação durante o feriado de Finados, na segunda-feira (2 de novembro). A Motiva Trilhos programou intervalos específicos para a data, enquanto serviços de manutenção nas linhas 8 e 9 também provocarão alterações na circulação dos trens.</p>
<p>Na Linha 4-Amarela, os intervalos serão de aproximadamente quatro minutos no sábado (31 de outubro). No domingo (1º) e na segunda-feira (2), o tempo entre as composições será de cerca de cinco minutos.</p>
<p>Já as linhas 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda funcionarão na segunda-feira com programação semelhante à adotada em um domingo comum. A concessionária informou que manterá trens e operadores à disposição para eventual reforço da oferta, caso seja identificado aumento no número de passageiros.</p>
<h2>Obras modificam circulação na Linha 8-Diamante</h2>
<p>Uma manutenção de via permanente está programada para começar às 8h30 de sábado (31) e seguir até segunda-feira (2). Durante o período, os intervalos na Linha 8-Diamante serão diferentes conforme o trecho:</p>
<ul>
<li>Entre Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda, os trens circularão a cada 20 minutos.</li>
<li>Entre Palmeiras-Barra Funda e Itapevi, o intervalo será de 10 minutos.</li>
</ul>
<p>Outra intervenção está prevista para as madrugadas de segunda (2) e terça-feira (3), entre 1h e 3h30. O serviço envolve a instalação de infraestrutura ferroviária no trecho entre Itapevi e Santa Rita.</p>
<p>Durante a execução dos trabalhos, os trens utilizarão via única entre Jandira e Itapevi. Já as composições que atendem à extensão até Amador Bueno circularão pela via auxiliar.</p>
<p>Ao longo do feriado, agentes de atendimento e segurança estarão nas estações para orientar os usuários e auxiliar na organização do fluxo de passageiros.</p>
<p>A concessionária recomenda que os clientes acompanhem os avisos sonoros e sigam as instruções das equipes durante as alterações operacionais. A programação das manutenções poderá sofrer mudanças, que serão comunicadas pelos canais oficiais da ViaMobilidade.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>EM PRIMEIRA MÃO: Gontijo assume definitivamente concessão da Sertaneja por R$ 11,44 milhões e Minas formaliza transferências entre Santa Terezinha, Xavier, Expresso Divinopolitano e Viação Itaúna</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/em-primeira-mao-gontijo-assume-definitivamente-concessao-da-sertaneja-por-r-1144-milhoes-e-minas-formaliza-transferencias-entre-santa-terezinha-xavier-expresso-divinopolitano-e-viacao-itauna/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 09:57:21 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Nova publicação da Seinfra confirma a transferência da linha Belo Horizonte–Unaí para a Gontijo após decisões judiciais e administrativas acompanhadas pelo Diário do Transporte; mudanças envolvem outras concessões intermunicipais e obrigações das transportadoras perante o Estado ADAMO BAZANI O Governo de Minas Gerais formalizou a transferência da concessão da linha de ônibus Belo Horizonte–Unaí, anteriormente [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="824" height="503" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ttiytyi.jpg?fit=824%2C503&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ttiytyi.jpg?w=824&amp;ssl=1 824w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ttiytyi.jpg?resize=300%2C183&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ttiytyi.jpg?resize=150%2C92&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ttiytyi.jpg?resize=768%2C469&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ttiytyi.jpg?resize=400%2C244&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 824px) 100vw, 824px" /> <p><em>Nova publicação da Seinfra confirma a transferência da linha Belo Horizonte–Unaí para a Gontijo após decisões judiciais e administrativas acompanhadas pelo Diário do Transporte; mudanças envolvem outras concessões intermunicipais e obrigações das transportadoras perante o Estado</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Governo de Minas Gerais formalizou a transferência da concessão da linha de ônibus Belo Horizonte–Unaí, anteriormente pertencente à Viação Sertaneja, em recuperação judicial, para a Empresa Gontijo de Transportes, em mais um desdobramento de um negócio de R$ 11,44 milhões acompanhado em primeira mão pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> desde setembro de 2026. A publicação desta sexta-feira, 30 de outubro, representa uma nova etapa em relação à autorização prévia concedida pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) no último dia 24: agora, o contrato de concessão aparece formalmente transferido à Gontijo, que assume os direitos e as obrigações correspondentes à ligação entre a capital e o Noroeste mineiro.</p>
<p>O Estado também formalizou a transferência de outros dois contratos de concessão da Viação Santa Terezinha para a Viação Xavier e concedeu autorização prévia para a Expresso Divinopolitano transferir à Viação Itaúna a linha intermunicipal Bonfim–Itaúna. As quatro movimentações abrangem três operações empresariais distintas e mostram mudanças na titularidade e na organização dos serviços regulares de ônibus em Minas Gerais. Para os passageiros, o ponto fundamental é que as empresas que passam a deter os contratos também assumem as responsabilidades pela prestação dos serviços, observadas as condições de cada concessão e as etapas necessárias à transição operacional.</p>
<h2>Gontijo: de uma negociação na recuperação judicial à transferência formal da concessão</h2>
<p>O terceiro termo aditivo ao contrato SETOP/STI nº 31/2013 estabelece a transferência da titularidade da concessão anteriormente outorgada à Viação Sertaneja S/A, em recuperação judicial, para a Empresa Gontijo de Transportes S/A.</p>
<p>O documento identifica a Sertaneja como cedente e a Gontijo como cessionária, estabelecendo expressamente que a nova titular se sub-roga em todos os direitos e obrigações da concessão.</p>
<p>A expressão jurídica significa que a Gontijo passa a ocupar a posição contratual da Sertaneja perante o Estado. Não se trata apenas de autorização para vender passagens ou operar viagens em parceria com outra transportadora.</p>
<p>A concessão envolve a linha intermunicipal 1168, Belo Horizonte–Unaí, incluindo os respectivos serviços vinculados.</p>
<p>A novidade é importante porque o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> já havia revelado as sucessivas etapas da negociação, desde a autorização judicial para a venda até a manifestação favorável do conselho estadual e a anuência prévia da Seinfra.</p>
<p>Agora, com a formalização do termo aditivo, o procedimento alcança uma etapa contratual que não estava concluída nas publicações anteriores.</p>
<p>A transferência da titularidade não deve ser confundida com a comprovação de que todos os horários e veículos já estejam operando sob responsabilidade da Gontijo. A organização prática da transição também deve observar as exigências administrativas e operacionais do transporte intermunicipal.</p>
<h2>Uma negociação de R$ 11,44 milhões para ajudar a Sertaneja a pagar credores</h2>
<p>A negociação está diretamente ligada à recuperação judicial da Viação Sertaneja, que enfrenta dificuldades financeiras e busca reorganizar suas obrigações.</p>
<p>A empresa apresentou o pedido de recuperação judicial em 14 de dezembro de 2021. O processamento foi autorizado em 9 de março de 2022, e o plano de recuperação foi homologado em 19 de setembro de 2024.</p>
<p>Dentro desse processo, a venda dos direitos relativos à linha Belo Horizonte–Unaí foi apresentada como uma alternativa para gerar recursos destinados ao pagamento de compromissos da companhia.</p>
<p>Conforme documentos judiciais analisados anteriormente pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, o negócio foi estruturado em aproximadamente R$ 11,44 milhões, levando em consideração o equivalente a 12 vezes o faturamento da linha em 2025.</p>
<p>A operação também envolve obrigações relacionadas à outorga da concessão.</p>
<p>Uma parcela de aproximadamente R$ 5,73 milhões está vinculada a essa dívida, cuja transferência de responsabilidade foi tratada no processo de negociação.</p>
<p>Outra informação relevante revelada pelo portal é que aproximadamente R$ 1,5 milhão seria destinado aos credores trabalhistas da Classe I.</p>
<p>Esse grupo compreende trabalhadores e outros titulares de créditos trabalhistas abrangidos pelas regras da recuperação judicial.</p>
<p>A destinação dos recursos é especialmente relevante porque a recuperação judicial não envolve apenas a sobrevivência de uma empresa de ônibus, mas também obrigações com empregados, ex-empregados, fornecedores e demais credores.</p>
<p>A venda da concessão representa, assim, uma tentativa de transformar parte dos ativos e direitos da Sertaneja em recursos para cumprir compromissos assumidos perante a Justiça.</p>
<h2>Diário do Transporte revelou sucessivas etapas até a transferência desta sexta-feira</h2>
<p>A operação entre Gontijo e Sertaneja passou por diferentes instâncias de análise.</p>
<p>Primeiro, a Justiça precisou examinar a possibilidade de alienação dos direitos no contexto da recuperação judicial.</p>
<p>Depois, coube ao Governo de Minas Gerais avaliar a transferência da concessão, já que a autorização judicial para a negociação patrimonial não substitui a manifestação do poder público responsável pelo serviço.</p>
<p>Em 11 de setembro de 2026, a Justiça autorizou a negociação no processo de recuperação judicial.</p>
<p>No dia 17 de setembro, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> noticiou a operação de R$ 11,44 milhões e explicou as condições financeiras e a necessidade de concordância do Estado.</p>
<p>Em 19 de setembro, o Governo mineiro abriu prazo para manifestações de interessados. A medida foi detalhada pelo portal em reportagem publicada no dia seguinte.</p>
<p>Na reunião de 6 de outubro, o Conselho de Transporte Coletivo Intermunicipal e Metropolitano manifestou-se favoravelmente, por unanimidade, à transferência da concessão.</p>
<p>O parecer foi publicado em 8 de outubro e também recebeu cobertura do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<p>Posteriormente, em 24 de outubro, a Seinfra concedeu a anuência prévia necessária para a operação. A decisão foi novamente informada em primeira mão pelo portal.</p>
<p>A publicação desta sexta-feira, 30 de outubro, acrescenta um elemento decisivo: a transferência da titularidade foi formalizada por meio do terceiro termo aditivo ao contrato de concessão.</p>
<p>A sequência mostra a diferença entre uma negociação privada, a autorização judicial, a concordância administrativa e a formalização contratual.</p>
<p>Embora todas essas etapas façam parte da mesma operação, elas possuem efeitos jurídicos diferentes.</p>
<h2>Gontijo amplia participação no transporte intermunicipal mineiro</h2>
<p>Fundada em 1943 por Abílio Gontijo, a Empresa Gontijo de Transportes tem sede em Belo Horizonte e atuação histórica nos serviços rodoviários intermunicipais e interestaduais.</p>
<p>Ao longo das décadas, a empresa ampliou sua rede de ligações por meio da abertura de mercados e da incorporação de operações de outras transportadoras.</p>
<p>Um dos movimentos mais conhecidos foi a aquisição da Companhia São Geraldo de Viação, em 2003, que fortaleceu sua presença em serviços rodoviários de longa distância.</p>
<p>Em Minas Gerais, a empresa também possui atuação em ligações que atendem diferentes regiões do Estado, incluindo rotas entre Belo Horizonte, Patos de Minas e Pirapora.</p>
<p>A incorporação da concessão Belo Horizonte–Unaí amplia sua participação na ligação entre a capital e o Noroeste mineiro.</p>
<p>Para os passageiros, a mudança de titularidade significa a substituição da empresa responsável pelo contrato de concessão, com a preservação das obrigações regulatórias associadas ao serviço.</p>
<p>Horários, itinerários, tarifas e condições de operação continuam sujeitos às regras e decisões do poder concedente.</p>
<h2>Santa Terezinha transfere dois contratos para a Viação Xavier</h2>
<p>Além da operação entre Gontijo e Sertaneja, a Seinfra formalizou a transferência de duas concessões anteriormente pertencentes à Viação Santa Terezinha Ltda. para a Viação Xavier Ltda.</p>
<p>Os documentos correspondem aos quartos termos aditivos dos contratos SETOP/STI nº 445/2012 e nº 446/2012.</p>
<p>Ambos identificam a Viação Santa Terezinha, CNPJ 18.946.459/0001-48, como cedente, e a Viação Xavier, CNPJ 17.765.892/0001-14, como cessionária.</p>
<p>Nos dois casos, a redação confirma que a titularidade passa à Viação Xavier, que assume integralmente os direitos e obrigações contratuais.</p>
<p>O procedimento demonstra que as duas concessões foram objeto de formalização administrativa, diferentemente de uma mera solicitação de transferência.</p>
<p>A alteração da empresa titular não representa, por si só, uma autorização para modificar livremente as condições do serviço. A transportadora que assume o contrato também passa a responder pelas exigências estabelecidas pelo Estado.</p>
<h2>Expresso Divinopolitano recebe anuência para transferir linha Bonfim–Itaúna</h2>
<p>Outra movimentação envolve a Expresso Divinopolitano Ltda., identificada nos documentos estaduais também pela denominação Exdil, e a Viação Itaúna Ltda.</p>
<p>A subsecretária de Transportes e Mobilidade, Larissa de Albuquerque Sgarbi, concedeu anuência prévia para a transferência do contrato de concessão da linha intermunicipal 3732, Bonfim–Itaúna.</p>
<p>A decisão envolve o contrato SETOP/STI nº 379/2012.</p>
<p>Diferentemente das operações da Gontijo e da Viação Xavier, o documento publicado nesta sexta-feira registra a concordância prévia do Estado com a transferência.</p>
<p>Essa distinção é importante porque a anuência administrativa corresponde a uma etapa do procedimento e não deve ser apresentada como se a transferência contratual já estivesse formalizada.</p>
<p>O serviço liga Bonfim e Itaúna, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, e a mudança envolve a possibilidade de a Viação Itaúna assumir a posição atualmente ocupada pela Expresso Divinopolitano perante o poder concedente.</p>
<h2>Mudanças de empresas exigem atenção aos direitos dos passageiros</h2>
<p>As quatro concessões citadas nas publicações mostram como as alterações societárias e contratuais podem modificar a organização do transporte intermunicipal.</p>
<p>Para os passageiros, a responsabilidade pela realização das viagens não desaparece quando uma concessão muda de titular.</p>
<p>A empresa que assume o contrato deve atender às exigências relativas à segurança, à regularidade do serviço, ao cumprimento dos itinerários e horários e às demais condições estabelecidas pela regulamentação.</p>
<p>Também é importante distinguir mudança de titularidade de concessão, transferência de frota, aquisição de empresa e simples contrato de parceria comercial.</p>
<p>No caso da Gontijo, a transferência integra uma negociação realizada no âmbito da recuperação judicial da Sertaneja, com reflexos financeiros sobre a companhia e seus credores.</p>
<p>Nas operações envolvendo Santa Terezinha, Xavier, Expresso Divinopolitano e Viação Itaúna, os documentos registram mudanças de titularidade ou autorização prévia de transferência de contratos administrativos.</p>
<p>O conjunto das decisões mostra uma reorganização de concessões do transporte intermunicipal mineiro, em um setor no qual a continuidade dos serviços e o cumprimento das obrigações perante os usuários precisam permanecer como prioridades, independentemente das movimentações empresariais.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  <item>
    <title>TRF-3 rejeita pedido da ANTT e mantém proteção judicial a parcerias entre empresas de ônibus e plataformas como FlixBus</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 09:26:22 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão do desembargador Rubens Calixto mantém suspensas punições previstas na Resolução nº 6.074/2025 para negócios abrangidos por liminar obtida pela Amobitec; disputa envolve venda de passagens, tecnologia, concorrência e limites do poder de fiscalização da agência ADAMO BAZANI O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) rejeitou um pedido da Agência Nacional de Transportes Terrestres [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="794" height="527" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/flkixlixo.jpg?fit=794%2C527&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/flkixlixo.jpg?w=794&amp;ssl=1 794w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/flkixlixo.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/flkixlixo.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/flkixlixo.jpg?resize=768%2C510&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/flkixlixo.jpg?resize=400%2C265&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 794px) 100vw, 794px" /> <p><em>Decisão do desembargador Rubens Calixto mantém suspensas punições previstas na Resolução nº 6.074/2025 para negócios abrangidos por liminar obtida pela Amobitec; disputa envolve venda de passagens, tecnologia, concorrência e limites do poder de fiscalização da agência</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) rejeitou um pedido da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para restabelecer imediatamente dispositivos de uma resolução que permite enquadrar determinadas parcerias entre empresas de ônibus interestaduais e plataformas de tecnologia como irregularidades passíveis de multas e até cassação de autorizações. A decisão, divulgada nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026, foi tomada pelo desembargador federal Rubens Calixto e mantém os efeitos de uma liminar concedida à Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), em uma disputa que tem reflexos sobre modelos de negócios utilizados no transporte rodoviário, incluindo operações associadas a plataformas como a FlixBus.</p>
<p>Na prática, a ANTT continua impedida de aplicar, aos negócios e empresas protegidos pela decisão judicial, os dispositivos suspensos da Resolução nº 6.074/2025, relacionados aos conceitos de subautorização e transporte clandestino. A agência tentou reverter a medida, mas o desembargador considerou que não foram demonstrados elementos suficientes para justificar a suspensão urgente da liminar. Isso não significa que todas as parcerias entre viações e empresas de tecnologia tenham sido definitivamente consideradas legais, tampouco que a fiscalização da ANTT esteja proibida. O recurso ainda será analisado quanto ao mérito.</p>
<p>A controvérsia envolve uma questão central para o transporte rodoviário de passageiros: até que ponto uma empresa autorizada a realizar viagens interestaduais pode estabelecer contratos com plataformas digitais para comercialização de passagens, administração de serviços, compartilhamento de receitas e outras atividades empresariais sem que essa relação seja interpretada como transferência irregular de sua autorização.</p>
<p>Pelas regras questionadas, determinadas práticas poderiam ser enquadradas como infrações gravíssimas, com consequências que incluem multas que podem chegar a R$ 10 milhões e até a cassação da autorização de uma transportadora.</p>
<p>A discussão envolve tanto empresas tradicionais de ônibus quanto novos modelos de comercialização e organização dos serviços, nos quais plataformas tecnológicas participam da relação com os passageiros sem necessariamente serem as titulares das autorizações concedidas pela ANTT.</p>
<h2>O que decidiu o TRF-3 e por que a ANTT sofreu uma nova derrota</h2>
<p>A decisão mais recente ocorreu depois que a ANTT recorreu contra uma liminar concedida pela 14ª Vara Cível Federal de São Paulo.</p>
<p>Ao examinar o pedido de urgência apresentado pela agência reguladora, o desembargador Rubens Calixto entendeu que os argumentos não demonstravam, de forma suficiente, a existência de risco de dano grave ou de difícil reparação que justificasse afastar imediatamente a proteção concedida em primeira instância.</p>
<p>Dessa forma, rejeitou o pedido de antecipação dos efeitos do recurso.</p>
<p>O magistrado determinou o prosseguimento da tramitação, com a apresentação de resposta pela Amobitec e posterior encaminhamento dos autos ao Ministério Público Federal (MPF).</p>
<p>A decisão representa um resultado desfavorável à ANTT nessa etapa da disputa, mas não encerra o processo.</p>
<p>O tribunal ainda poderá examinar os fundamentos jurídicos apresentados pelas partes e decidir sobre a manutenção ou a revisão da liminar.</p>
<p>É importante distinguir os efeitos da decisão: o TRF-3 manteve uma proteção judicial provisória ao rejeitar o pedido urgente da agência, mas ainda não realizou um julgamento definitivo sobre a validade dos dispositivos contestados.</p>
<h2>Justiça já havia suspendido regras da ANTT em processo noticiado pelo Diário do Transporte</h2>
<p>O novo desdobramento ocorre em uma disputa que já havia sido abordada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em reportagem publicada em 8 de setembro de 2026.</p>
<p>Na ocasião, o portal mostrou que a Justiça Federal de São Paulo havia tomado decisões diferentes em processos que questionavam aspectos da Resolução nº 6.074/2025.</p>
<p>Em uma das ações, apresentada pela Amobitec, a juíza federal Noemi Martins de Oliveira, da 14ª Vara Cível Federal de São Paulo, concedeu parcialmente uma liminar para suspender a aplicação de dispositivos relacionados aos conceitos de subautorização e transporte clandestino.</p>
<p>A suspensão alcançou, especificamente em relação às associadas da entidade, seus negócios, contratos empresariais e parcerias comerciais, disposições dos artigos 2º, 50, 71, 72, 80 e 81 da resolução.</p>
<p>A magistrada considerou, em análise preliminar, que a ANTT não poderia utilizar seu poder de regulamentação para criar determinadas restrições punitivas a relações contratuais e tecnológicas sem respaldo suficiente em lei.</p>
<p>A decisão também levou em consideração manifestação do Ministério Público Federal que questionou os limites da competência normativa da agência para estabelecer punições relacionadas a contratos privados.</p>
<p>Com a liminar, permaneceu aplicável, aos pontos suspensos e dentro dos limites da decisão judicial, a disciplina regulatória anteriormente vigente, estabelecida em 2015.</p>
<p>Na mesma reportagem, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou que outro processo, apresentado pela Edson Agência de Viagens, teve resultado diferente, com a rejeição de um pedido de afastamento das novas regras.</p>
<p>As decisões não eram contraditórias do ponto de vista processual, uma vez que envolviam partes, pedidos e fundamentos próprios.</p>
<p>A diferença demonstra que a discussão sobre a Resolução nº 6.074/2025 não pode ser resumida a uma autorização geral para todas as empresas utilizarem qualquer modelo de negócio.</p>
<h2>Qual é a diferença entre vender passagens por aplicativo e transferir irregularmente uma autorização?</h2>
<p>Esse é o principal ponto da disputa judicial.</p>
<p>No transporte rodoviário interestadual regular, as empresas precisam atender às exigências da ANTT para operar os serviços e mercados autorizados.</p>
<p>Uma transportadora habilitada pode utilizar diferentes canais para comercializar passagens, incluindo guichês, páginas na internet, aplicativos e plataformas de venda.</p>
<p>Uma situação é a empresa de ônibus autorizada realizar efetivamente o transporte, assumir suas obrigações perante a agência e utilizar uma plataforma tecnológica para vender passagens ou prestar serviços de apoio.</p>
<p>Outra situação é uma empresa não autorizada assumir, na prática, a exploração de um serviço regular, utilizando formalmente a autorização pertencente a uma terceira empresa.</p>
<p>A segunda hipótese envolve o conceito de subautorização, ligado à transferência irregular da exploração de serviços.</p>
<p>O conflito surge porque os modelos empresariais modernos podem envolver contratos complexos de distribuição de receitas, gestão comercial, tecnologia e organização das viagens.</p>
<p>A ANTT procura impedir que esses contratos sejam utilizados para contornar as regras de autorização do transporte interestadual.</p>
<p>Já a Amobitec sustenta que a agência não pode equiparar automaticamente parcerias comerciais legítimas à transferência irregular de autorizações ou à prestação clandestina de serviços.</p>
<p>Para a entidade, uma interpretação excessivamente abrangente dessas regras poderia limitar a concorrência, restringir a livre iniciativa e dificultar a entrada de novos modelos tecnológicos no mercado.</p>
<p>A discussão judicial, portanto, não se limita à utilização de aplicativos. Ela envolve a definição de quem efetivamente presta o serviço, quem responde pela operação e quais atividades podem ser contratadas junto a outras empresas.</p>
<h2>E a FlixBus? Decisão pode ter reflexos sobre o modelo de negócios da plataforma</h2>
<p>A controvérsia ganha relevância porque o mercado brasileiro de transporte rodoviário interestadual passou a receber novos modelos empresariais baseados em plataformas digitais, comercialização de passagens pela internet e parcerias entre empresas.</p>
<p>A FlixBus é um dos exemplos mais conhecidos desse modelo, no qual a marca e a plataforma tecnológica podem participar da comercialização e da organização dos serviços, enquanto transportadoras parceiras realizam a operação dos ônibus.</p>
<p>Esse formato exige uma análise cuidadosa das responsabilidades de cada participante.</p>
<p>A existência de uma parceria tecnológica não significa, isoladamente, que houve transferência ilegal de uma autorização.</p>
<p>Por outro lado, a participação de uma plataforma digital não dispensa as exigências regulatórias aplicáveis às empresas responsáveis pelo transporte.</p>
<p>A decisão envolvendo a Amobitec é importante para esse debate porque estabelece, provisoriamente e dentro de seus limites, uma proteção contra o enquadramento de determinados contratos como irregularidades apenas por envolverem relações comerciais e tecnológicas.</p>
<p>Isso não representa uma autorização irrestrita para a FlixBus, suas parceiras ou quaisquer outras empresas operarem mercados sem os títulos exigidos pela ANTT.</p>
<p>Também não significa o cancelamento automático de autuações, decisões administrativas ou restrições específicas existentes em outros processos.</p>
<p>Cada situação precisa ser examinada de acordo com as autorizações envolvidas, a estrutura dos contratos, os fatos apurados e os efeitos das decisões judiciais aplicáveis.</p>
<h2>ANTT continua podendo fiscalizar ônibus, empresas e serviços clandestinos</h2>
<p>Um dos aspectos mais importantes para passageiros e transportadoras é que a liminar não extingue o poder de fiscalização da ANTT.</p>
<p>A agência mantém suas atribuições legais de verificar a regularidade das operações, as condições de segurança, o cumprimento das exigências de habilitação e as obrigações das empresas que prestam serviços de transporte interestadual.</p>
<p>Isso inclui a fiscalização de ônibus, documentação, autorizações e outras irregularidades previstas na legislação e nas normas que permanecem aplicáveis.</p>
<p>O que está suspenso, nos limites da decisão judicial, é a aplicação de determinados dispositivos da Resolução nº 6.074/2025 utilizados para caracterizar e punir situações relacionadas à subautorização e ao transporte clandestino.</p>
<p>Assim, uma empresa não pode utilizar a decisão como justificativa para realizar viagens clandestinas ou operar serviços sem as autorizações necessárias.</p>
<p>Da mesma forma, a ANTT deve respeitar a proteção judicial concedida aos contratos e negócios efetivamente abrangidos pela liminar enquanto ela estiver em vigor.</p>
<h2>O que está em jogo para os passageiros e para a concorrência</h2>
<p>Embora a discussão tenha natureza jurídica e regulatória, os efeitos podem chegar ao cotidiano dos passageiros.</p>
<p>A possibilidade de utilização de plataformas digitais permite a comercialização de passagens por diferentes canais e pode ampliar a comparação de preços, horários, itinerários e empresas disponíveis.</p>
<p>Também pode favorecer novos arranjos comerciais e a entrada de concorrentes, desde que sejam cumpridas as exigências legais.</p>
<p>Por outro lado, a regulamentação busca assegurar que exista uma empresa efetivamente responsável pela operação e pelas obrigações perante os passageiros e o poder público.</p>
<p>Para o consumidor, questões como a identificação da transportadora, a responsabilidade pela viagem, a segurança dos veículos, o cumprimento dos horários e o atendimento em situações de cancelamento precisam permanecer claramente definidas, independentemente do canal utilizado para a compra da passagem.</p>
<p>O desafio regulatório é permitir a inovação e a concorrência sem criar situações de indefinição sobre quem responde pelo serviço.</p>
<h2>O que acontece agora</h2>
<p>Com a rejeição do pedido de urgência apresentado pela ANTT, permanece em vigor a liminar concedida pela primeira instância nos limites estabelecidos pela Justiça Federal.</p>
<p>O recurso terá prosseguimento no TRF-3, com manifestação da Amobitec e encaminhamento ao Ministério Público Federal.</p>
<p>A análise posterior poderá resultar na manutenção, modificação ou revogação da proteção judicial.</p>
<p>Também permanece em discussão a questão mais ampla: quais são os limites do poder da ANTT para disciplinar e punir relações empresariais envolvendo empresas autorizadas a transportar passageiros e plataformas de tecnologia?</p>
<p>A resposta terá consequências não apenas para as empresas envolvidas no processo, mas também para o ambiente regulatório do transporte rodoviário interestadual brasileiro.</p>
<p>Enquanto não houver definição definitiva, a decisão representa mais um capítulo da disputa entre fiscalização, segurança jurídica, liberdade de contratação, inovação tecnológica e concorrência no setor de transportes.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Como votaram os ministros do STF sobre aplicativos e ônibus e o que esses julgamentos ajudam a entender no caso Buser</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/como-votaram-os-ministros-do-stf-sobre-aplicativos-e-onibus-e-o-que-esses-julgamentos-ajudam-a-entender-no-caso-buser/</link>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 08:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões sobre Uber, 99, transporte rodoviário e entregas revelam entendimentos sobre concorrência, regulação e competências dos governos; advogada Liana Variani destaca importância da segurança jurídica para investimentos e passageiros ADAMO BAZANI O julgamento da chamada “Lei da Buser” de Minas Gerais reúne ministros que já decidiram sobre a atuação de aplicativos como Uber e 99, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=2048%2C1366&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Fachada-do-STF-Antonio-15-scaled-1.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Decisões sobre Uber, 99, transporte rodoviário e entregas revelam entendimentos sobre concorrência, regulação e competências dos governos; advogada Liana Variani destaca importância da segurança jurídica para investimentos e passageiros</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O julgamento da chamada “Lei da Buser” de Minas Gerais reúne ministros que já decidiram sobre a atuação de aplicativos como Uber e 99, a abertura do mercado de ônibus rodoviários e relações de trabalho envolvendo entregas. Esses antecedentes ajudam a compreender como os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) interpretam a livre iniciativa, a concorrência e os limites da regulação. Mas não permitem transformar votos anteriores em previsão automática do resultado sobre as regras mineiras de fretamento.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, o pedido de vista do ministro Dias Toffoli interrompeu a análise nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, com três votos pela manutenção das restrições e dois pela derrubada de dispositivos questionados. A discussão central é se Minas Gerais pode estabelecer essas condições para o transporte intermunicipal e metropolitano ou se invadiu uma competência legislativa da União. Por trás dessa questão estão os limites entre fretamento e transporte regular, a contratação por plataformas digitais e os efeitos da concorrência para passageiros e empresas.</p>
<p>Um dado mostra por que é preciso cuidado com as comparações: Cármen Lúcia e Edson Fachin votaram contra proibições municipais ao transporte individual por aplicativos em 2019, mas agora defendem a legislação mineira de fretamento. São resultados diferentes em processos que tratam de atividades, leis e responsabilidades públicas distintas.</p>
<p>Da mesma forma, um voto favorável à entrada de empresas no mercado não significa apoio à dispensa de fiscalização, nem resolve como devem ser as relações de trabalho dos profissionais que prestam os serviços.</p>
<p>Essa discussão também envolve a previsibilidade necessária para investir e prestar serviços. Em entrevistas anteriores ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a advogada especializada em direito empresarial e segurança jurídica, Liana Variani, destacou que regras confiáveis são essenciais para o planejamento das empresas, a atuação dos gestores públicos e a proteção de quem depende do transporte.</p>
<h3>O que já foi votado no caso de Minas Gerais</h3>
<p>O processo discute a Lei Estadual nº 23.941/2021, que estabelece condições para o fretamento intermunicipal e metropolitano. Entre as exigências está o circuito fechado: o grupo transportado na ida deve ser o mesmo no retorno.</p>
<p>Essa obrigação interfere no modelo em que passageiros contratam lugares para determinado deslocamento e não precisam realizar juntos a viagem de volta. A controvérsia também envolve restrições à comercialização individual e à intermediação das viagens.</p>
<p>O recurso foi apresentado pelo diretório mineiro do Partido Novo. A Buser participa como interessada.</p>
<p>Até a interrupção de 28 de outubro, as posições eram as seguintes:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ministro</th>
<th>Posição no julgamento mineiro</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Cármen Lúcia</td>
<td>Relatora, defende a manutenção das regras questionadas</td>
</tr>
<tr>
<td>Edson Fachin</td>
<td>Acompanha a relatora</td>
</tr>
<tr>
<td>Cristiano Zanin</td>
<td>Acompanha a relatora</td>
</tr>
<tr>
<td>Flávio Dino</td>
<td>Vota contra as restrições, com fundamento na competência da União</td>
</tr>
<tr>
<td>André Mendonça</td>
<td>Vota contra dispositivos questionados, enfatizando também livre iniciativa e proporcionalidade</td>
</tr>
<tr>
<td>Dias Toffoli</td>
<td>Pediu vista; pedido de mais tempo para análise não equivale a voto</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Alexandre de Moraes participou do debate e fez manifestações favoráveis à distinção entre o fretamento e o transporte regular, mas, conforme a cobertura da sessão pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, não havia formalizado voto naquele momento. Sua manifestação não deve ser somada ao placar.</p>
<p>Para Cármen Lúcia, os estados podem disciplinar o transporte intermunicipal e metropolitano. A relatora também considera que a exigência de circuito fechado já encontra correspondência na regulação federal e que a livre iniciativa deve ser compatibilizada com outros interesses protegidos pela Constituição.</p>
<p>Flávio Dino concentra a divergência na competência legislativa. A questão, nessa leitura, é se o estado pode definir os contornos de uma modalidade de transporte, para além de organizar e fiscalizar os serviços sob sua responsabilidade.</p>
<p>André Mendonça, além de aderir ao fundamento sobre competência apresentado por Dino, questiona os efeitos das restrições sobre a concorrência.</p>
<h3>Uber e 99: STF derrubou proibições municipais em 2019</h3>
<p>O precedente mais conhecido sobre aplicativos de transporte foi construído no julgamento da ADPF 449 e do Recurso Extraordinário nº 1.054.110, o Tema 967.</p>
<p>Em maio de 2019, o Supremo afastou leis de Fortaleza (CE) e São Paulo (SP) que proibiam o transporte individual remunerado por motoristas particulares. A discussão atingia o mercado de aplicativos como Uber, Cabify e 99.</p>
<p>O resultado de mérito foi unânime. Entre os ministros que votaram contra as proibições estavam Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Luiz Fux.</p>
<p>Também participaram daquela formação Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Marco Aurélio. André Mendonça, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Flávio Dino ainda não integravam o Tribunal.</p>
<p>A decisão protegeu a entrada de prestadores no mercado e o direito de escolha dos usuários. O STF também estabeleceu que municípios e Distrito Federal, ao regulamentar e fiscalizar o transporte privado individual, devem respeitar os parâmetros definidos pela legislação federal.</p>
<p>Isso não eliminou a possibilidade de regulação. A distinção é entre organizar e fiscalizar o serviço e utilizar exigências locais para proibir ou inviabilizar uma atividade admitida pela legislação federal.</p>
<p>Há ainda uma precisão sobre o placar: a unanimidade no resultado de mérito não se confunde com a aprovação de cada palavra da tese. Na formulação da tese de repercussão geral, houve divergência de Marco Aurélio.</p>
<p>Para o caso mineiro, o precedente fornece argumentos sobre livre iniciativa e limites das normas locais. Entretanto, o transporte individual em automóvel e o fretamento coletivo intermunicipal possuem enquadramentos diferentes. A aplicação da mesma conclusão depende de demonstrar que os fundamentos jurídicos também se ajustam ao novo processo.</p>
<h3>Ônibus interestaduais: ministros se dividiram sobre autorização sem licitação</h3>
<p>Outro julgamento relevante ocorreu em março de 2023, nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade nº 5.549 e nº 6.270.</p>
<p>O STF examinou normas federais que permitem a prestação de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros mediante autorização, sem licitação prévia.</p>
<p>A maioria validou o modelo. O entendimento vencedor foi conduzido pelo ministro Luiz Fux, que considerou constitucional a autorização para esse serviço, desvinculado da exploração de infraestrutura, com cumprimento das exigências legais.</p>
<p>A divisão foi esta:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Pela validade do regime de autorização</th>
<th>Pela exigência de licitação prévia</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Luiz Fux</td>
<td>Edson Fachin</td>
</tr>
<tr>
<td>Alexandre de Moraes</td>
<td>Cármen Lúcia</td>
</tr>
<tr>
<td>André Mendonça</td>
<td>Ricardo Lewandowski</td>
</tr>
<tr>
<td>Nunes Marques</td>
<td>Rosa Weber</td>
</tr>
<tr>
<td>Dias Toffoli</td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td>Gilmar Mendes</td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td>Luís Roberto Barroso</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Cristiano Zanin e Flávio Dino ainda não integravam o STF naquele julgamento.</p>
<p>Esse caso aproxima a discussão do setor de ônibus, mas seu objeto era outro: a validade de um regime criado por legislação federal para serviços entre estados e internacionais.</p>
<p>O Supremo não decidiu ali que qualquer empresa poderia operar qualquer ligação sem autorização ou sem atender a requisitos. A decisão preservou condições relacionadas a segurança, acessibilidade e capacidade técnica, operacional e financeira.</p>
<p>A comparação permite identificar entendimentos sobre abertura do mercado e formas de delegação do serviço. Não resolve, por si, se uma lei estadual pode exigir circuito fechado no fretamento.</p>
<h3>Motocicletas: competência da União voltou ao centro da discussão</h3>
<p>Em novembro de 2025, o Supremo invalidou, por unanimidade, uma lei paulista que condicionava o transporte individual remunerado de passageiros por motocicleta à autorização e à regulamentação municipais.</p>
<p>A decisão ocorreu na ADI 7.852, sob relatoria de Alexandre de Moraes. O fundamento foi que o estado criou exigências além das previstas na legislação federal, invadindo a competência da União para legislar sobre trânsito e transportes.</p>
<p>Esse precedente é especialmente relevante para compreender o argumento apresentado por Flávio Dino no caso mineiro: a distinção entre organizar um serviço local ou regional e legislar sobre as condições de existência de uma modalidade de transporte.</p>
<p>Em janeiro de 2026, Moraes voltou ao tema ao conceder liminar na ADPF 1.296, suspendendo trechos de lei e decreto do Município de São Paulo sobre transporte privado de passageiros por motocicletas via aplicativo.</p>
<p>A decisão individual afastou exigências consideradas desproporcionais, entre elas a vinculação do serviço privado por aplicativo a regras próprias do mototáxi.</p>
<p>É necessário distinguir os dois acontecimentos: a ADI 7.852 teve decisão colegiada; a medida de janeiro na ADPF 1.296 foi concedida individualmente pelo relator, sujeita a referendo.</p>
<p>A semelhança com Minas Gerais está na discussão sobre quem pode legislar. A diferença está no serviço examinado e no conjunto de normas federais utilizado como parâmetro.</p>
<h3>Caso ligado ao iFood mostra por que os fatos de cada processo importam</h3>
<p>Em agosto de 2024, a Primeira Turma do STF manteve o reconhecimento de vínculo de emprego entre um entregador e a RSCH Entregas, empresa que prestava serviços para o iFood.</p>
<p>A precisão é importante: o vínculo mantido era com a empresa de entregas terceirizada, não diretamente com a plataforma.</p>
<p>O ministro Cristiano Zanin, relator, destacou características concretas da prestação: horário e salário fixos, descanso semanal, comandos da empresa e proibição de cadastro em outras plataformas.</p>
<p>A decisão foi por maioria, com Luiz Fux vencido.</p>
<p>O caso evidencia que o reconhecimento de formatos de contratação diferentes do emprego tradicional não dispensa a análise da realidade. Também mostra por que uma decisão sobre entregas não pode ser apresentada como autorização ou proibição geral do funcionamento das plataformas.</p>
<p>No transporte, a diferença é semelhante: admitir uma atividade econômica e definir as obrigações das empresas e dos trabalhadores são questões relacionadas, mas juridicamente distintas.</p>
<p>A discussão mais abrangente sobre vínculo entre motoristas e plataformas está no Recurso Extraordinário nº 1.446.336, Tema 1.291, sob relatoria de Edson Fachin. O reconhecimento de repercussão geral nesse processo não equivale à fixação de uma tese de mérito.</p>
<h3>Segurança jurídica deve alcançar empresas, gestores e passageiros</h3>
<p>As discussões sobre aplicativos e ônibus têm um ponto comum: as decisões influenciam o ambiente em que empresas planejam investimentos, gestores organizam serviços e passageiros escolhem como viajar.</p>
<p>Em reportagem publicada pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em 11 de julho de 2026, a advogada Liana Variani relacionou a instabilidade das regras aos riscos de investir no transporte rodoviário. A análise tratava de controvérsias envolvendo procedimentos da ANTT, contexto diferente do julgamento da lei mineira.</p>
<p>“As empresas de ônibus cada vez mais precisam investir em equipes de proteção e riscos jurídicos”, afirmou a advogada especializada em segurança jurídica, Liana Variani. <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/11/especial-decisoes-revelam-quadro-de-inseguranca-juridica-no-setor-de-transportes-por-onibus-rodoviarios-interestaduais-no-brasil-apontam-especialistas/?utm_source=chatgpt.com">diariodotransporte.com.br</a></p>
<p>Na avaliação apresentada naquela entrevista, decisões administrativas contraditórias e mudanças nas condições inicialmente estabelecidas comprometem o planejamento operacional. Empresas organizam investimentos com base nas regras do poder público, mas podem enfrentar interrupções decorrentes de disputas sobre a validade dos procedimentos.</p>
<p>A advogada também associou a segurança jurídica à recuperação da demanda e à concorrência entre operadores submetidos a condições regulatórias confiáveis.</p>
<p>“É o passageiro que deve ser o foco de tudo”, destacou a advogada Liana Variani. <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/11/especial-decisoes-revelam-quadro-de-inseguranca-juridica-no-setor-de-transportes-por-onibus-rodoviarios-interestaduais-no-brasil-apontam-especialistas/?utm_source=chatgpt.com">diariodotransporte.com.br</a></p>
<p>Essa preocupação ajuda a compreender a dimensão prática do debate. A definição das responsabilidades de cada ente público e das condições de funcionamento dos serviços interfere tanto na decisão de investir quanto na continuidade da oferta à população.</p>
<p>Para o gestor público, regras claras delimitam sua atuação. Para a empresa, permitem dimensionar frota, pessoal e compromissos financeiros. Para o passageiro, a previsibilidade se traduz na possibilidade de contar com o transporte para trabalhar, estudar, buscar atendimento de saúde ou visitar familiares.</p>
<p>As declarações anteriores da especialista ajudam a contextualizar a necessidade de estabilidade no setor, sem representar uma manifestação específica sobre como os ministros devem votar no processo mineiro.</p>
<h3>O que o histórico permite observar em cada ministro</h3>
<p>O cruzamento dos principais julgamentos oferece um retrato dos votos efetivamente registrados, sem transformar esse histórico em previsão.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ministro</th>
<th>Antecedentes relevantes e posição já registrada no caso mineiro</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Alexandre de Moraes</td>
<td>Votou contra proibições ao transporte individual por aplicativo em 2019 e a favor da autorização para ônibus interestaduais em 2023. Relatou decisões sobre transporte por motocicletas. No caso mineiro, participou do debate, sem voto formal registrado no recorte de 28 de outubro</td>
</tr>
<tr>
<td>André Mendonça</td>
<td>Votou pela validade da autorização para ônibus interestaduais em 2023. No caso mineiro, diverge das restrições questionadas</td>
</tr>
<tr>
<td>Cármen Lúcia</td>
<td>Votou contra proibições municipais aos aplicativos em 2019 e pela exigência de licitação para ônibus interestaduais em 2023. Relata o caso mineiro e defende as regras estaduais</td>
</tr>
<tr>
<td>Cristiano Zanin</td>
<td>Relatou o caso que manteve o vínculo do entregador com a RSCH. No processo mineiro, acompanha Cármen Lúcia</td>
</tr>
<tr>
<td>Dias Toffoli</td>
<td>Votou contra proibições municipais aos aplicativos em 2019 e pela validade da autorização rodoviária em 2023. Pediu vista no caso mineiro</td>
</tr>
<tr>
<td>Edson Fachin</td>
<td>Votou contra proibições municipais aos aplicativos em 2019 e pela exigência de licitação para ônibus interestaduais em 2023. Acompanha a relatora no caso mineiro</td>
</tr>
<tr>
<td>Flávio Dino</td>
<td>No caso mineiro, sustenta que as restrições invadem competência legislativa da União. Não integrava o STF nos julgamentos de 2019 e 2023 citados</td>
</tr>
<tr>
<td>Gilmar Mendes</td>
<td>Votou contra proibições municipais aos aplicativos em 2019 e pela validade da autorização para ônibus interestaduais em 2023</td>
</tr>
<tr>
<td>Luiz Fux</td>
<td>Relatou a ADPF contra a proibição de aplicativos e as ações que validaram a autorização rodoviária. Ficou vencido no caso do entregador da RSCH</td>
</tr>
<tr>
<td>Nunes Marques</td>
<td>Votou pela validade da autorização para ônibus interestaduais em 2023. Ainda não integrava o STF no julgamento de aplicativos de 2019</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A tabela reúne os antecedentes selecionados e as posições identificadas na sessão mineira. Ausência de indicação de voto no processo de Minas Gerais não deve ser interpretada como apoio a qualquer corrente.</p>
<h3>O que esperar da retomada do julgamento</h3>
<p>A discussão deve continuar em torno de três questões: qual é o espaço legislativo dos estados; se as exigências preservam uma distinção legítima entre fretamento e transporte regular; e se as restrições são proporcionais aos objetivos de organização e fiscalização.</p>
<p>Para quem usa ônibus, o efeito concreto está nas condições para contratar viagens, na oferta de alternativas e nas obrigações exigidas de quem transporta. Para as empresas, envolve acesso ao mercado, custos regulatórios e regras de concorrência.</p>
<p>A expressão “plataforma de tecnologia” também não encerra a discussão. É necessário examinar a atividade intermediada, quem executa o transporte e quais responsabilidades são atribuídas a cada participante.</p>
<p>O histórico do Supremo mostra proteção à livre iniciativa, mas também aceitação de exigências regulatórias e divergências sobre a forma de organizar os serviços públicos. Um ministro pode rejeitar a proibição de um aplicativo de automóveis e considerar válida uma regra para fretamento coletivo, desde que identifique diferenças constitucionais relevantes.</p>
<p>Por isso, os precedentes ajudam a entender as perguntas que os ministros fazem e os fundamentos que utilizam. O resultado da “Lei da Buser” dependerá dos votos e da decisão produzidos naquele processo, e não da soma de posições tomadas em disputas diferentes.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>TJ-SP rejeita R$ 6,89 milhões em veículos como garantia de dívida com Banco Luso e aponta bloqueios criminais na frota da Transwolff &#8211; VEJA NA ÍNTEGRA</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/tj-sp-rejeita-r-689-milhoes-em-veiculos-como-garantia-de-divida-com-banco-luso-e-aponta-bloqueios-criminais-na-frota-da-transwolff-veja-na-integra/</link>
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    <pubDate>Fri, 30 Oct 2026 06:05:23 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Disputa envolve financiamentos ligados ao Aquático-SP, que passou das mãos da Transwolff para a Prefeitura em 2024; decisão pode repercutir em outras ações sobre dívidas e patrimônio, mas não transfere automaticamente obrigações ao município. A constatação pode ter repercussões em outros processos envolvendo financiamentos, fornecedores, trabalhadores e credores, porque veículos já comprometidos por contratos ou [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brasil-empresas-de-onibus-milton-leite-pcc-1716684163.webp?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brasil-empresas-de-onibus-milton-leite-pcc-1716684163.webp?w=2048&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brasil-empresas-de-onibus-milton-leite-pcc-1716684163.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brasil-empresas-de-onibus-milton-leite-pcc-1716684163.webp?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brasil-empresas-de-onibus-milton-leite-pcc-1716684163.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brasil-empresas-de-onibus-milton-leite-pcc-1716684163.webp?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brasil-empresas-de-onibus-milton-leite-pcc-1716684163.webp?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brasil-empresas-de-onibus-milton-leite-pcc-1716684163.webp?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Disputa envolve financiamentos ligados ao Aquático-SP, que passou das mãos da Transwolff para a Prefeitura em 2024; decisão pode repercutir em outras ações sobre dívidas e patrimônio, mas não transfere automaticamente obrigações ao município. A constatação pode ter repercussões em outros processos envolvendo financiamentos, fornecedores, trabalhadores e credores, porque veículos já comprometidos por contratos ou decisões judiciais podem não servir como garantia para novas dívidas.</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p><strong><em>Colaborou Yuri Sena</em></strong></p>
<p>O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou, por unanimidade, a utilização de 17 veículos avaliados em R$ 6,89 milhões como garantia em uma disputa financeira envolvendo o Banco Luso Brasileiro, ligado ao Grupo Caio, a empresa Alexandre Perugini de Azevedo ME, a Transwolff e a Prefeitura de São Paulo. A decisão, de terça-feira, 27 de outubro de 2026, trata de financiamentos que a empresa Alexandre Perugini afirma ter contratado para o Aquático-SP por orientação da Transwolff. O sistema de barcos estava previsto na concessão da transportadora antes da intervenção municipal de abril de 2024, quando a Prefeitura assumiu a continuidade dos serviços. Segundo a empresa que contraiu os financiamentos, os pagamentos vinham sendo realizados pela administração municipal até fevereiro de 2026. A responsabilidade por essas obrigações ainda é discutida na Justiça.</p>
<p>Além de manter a negativa à tentativa de Alexandre Perugini de suspender cobranças e impedir sua negativação pelo Banco Luso Brasileiro, o acórdão registra que parte da frota da Transwolff está sujeita a bloqueios determinados pela Justiça criminal.</p>
<p>A constatação pode ter repercussões em outros processos envolvendo financiamentos, fornecedores, trabalhadores e credores, porque veículos já comprometidos por contratos ou decisões judiciais podem não servir como garantia para novas dívidas. Entretanto, o julgamento não determina apreensão de ônibus, não altera o funcionamento das linhas e não estabelece que a Prefeitura ou a Transwolff devam pagar os financiamentos contratados por Alexandre Perugini.</p>
<p>A decisão foi tomada pela 6ª Câmara de Direito Público do TJ-SP, sob relatoria da desembargadora Tânia Ahualli, acompanhada pelos desembargadores Sidney Romano dos Reis e Maria Olívia Alves.</p>
<p>O processo é o agravo de instrumento  originário da 3ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de São Paulo.</p>
<h3>Financiamentos estão ligados a projeto que era responsabilidade da Transwolff antes da intervenção</h3>
<p>Para entender a disputa, é necessário voltar à implantação do Aquático-SP, sistema de transporte público por embarcações na Represa Billings, na zona Sul de São Paulo.</p>
<p>A operação hidroviária estava vinculada à concessão de ônibus da Transwolff, decorrente da licitação municipal de 2019.</p>
<p>Em 18 de julho de 2023, a Prefeitura assinou o 7º termo de aditamento ao contrato nº 048/2019-SMT.GAB, referente ao lote D10, incluindo a aquisição e a remuneração de embarcações destinadas ao sistema de transporte pela represa.</p>
<p>Portanto, a estrutura contratual que vinculava o Aquático-SP à Transwolff já existia antes da intervenção decretada em 9 de abril de 2024.</p>
<p>Naquela data, a Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo, atingiu a Transwolff e a UpBus, em investigações sobre suspeitas de relações de integrantes das transportadoras com o Primeiro Comando da Capital (PCC).</p>
<p>A Prefeitura nomeou interventores e assumiu a gestão das operações, inicialmente para garantir a continuidade dos serviços públicos.</p>
<p>O Aquático-SP também foi atingido por essa mudança.</p>
<p>A Transwolff originalmente seria responsável pela operação das embarcações, mas a administração municipal decidiu assumir diretamente o serviço.</p>
<p>Em 7 de maio de 2024, foi publicado o convênio que autorizou a SPTrans a realizar a operação assistida do Aquático-SP.</p>
<p>A medida ocorreu após o TJ-SP liberar a implantação do sistema, que havia sido suspensa em primeira instância por questionamentos ambientais.</p>
<p>O transporte hidroviário começou a receber passageiros em 13 de maio de 2024.</p>
<p>Posteriormente, a SPTrans passou a contratar empresas especializadas em navegação para fornecer embarcações, tripulações, manutenção e apoio à operação.</p>
<p>Assim, uma atividade originalmente inserida nas obrigações contratuais da Transwolff passou a ser executada sob responsabilidade da administração municipal.</p>
<p>Essa mudança operacional, entretanto, não significa que todos os contratos financeiros anteriormente relacionados ao projeto tenham sido automaticamente assumidos pela Prefeitura.</p>
<p>É justamente essa distinção que aparece nas disputas judiciais posteriores.</p>
<h3>Quem é Alexandre Perugini e por que sua empresa está sendo cobrada?</h3>
<p>Alexandre Perugini de Azevedo ME é uma empresa do setor de transporte de passageiros que figura como contratante dos financiamentos discutidos com o Banco Luso Brasileiro.</p>
<p>Em recurso julgado pelo TJ-SP em 9 de setembro de 2026, a empresa sustentou que os contratos foram celebrados exclusivamente para viabilizar o Projeto Aquático São Paulo.</p>
<p>Segundo sua versão, as obrigações financeiras foram assumidas por orientação da Transwolff, em benefício de uma atividade ligada ao transporte público municipal.</p>
<p>A empresa também alegou que a Prefeitura de São Paulo realizou pagamentos das parcelas até fevereiro de 2026.</p>
<p>A questão central é que os contratos de financiamento foram celebrados diretamente entre Alexandre Perugini de Azevedo ME e o Banco Luso Brasileiro.</p>
<p>Para o banco, a empresa aparece como devedora contratual.</p>
<p>Já Alexandre Perugini sustenta que as circunstâncias da contratação e a participação da Transwolff e da Prefeitura precisam ser consideradas na definição de quem deve suportar os pagamentos.</p>
<p>Isso não significa, necessariamente, que a Transwolff tenha enganado a empresa ou transferido irregularmente suas dívidas a terceiros.</p>
<p>Também não significa que a Prefeitura tenha assumido formalmente essas obrigações.</p>
<p>A Justiça terá de examinar os contratos, os compromissos assumidos por cada parte e a documentação dos pagamentos para definir eventuais responsabilidades adicionais.</p>
<p>A origem do Projeto Aquático e o contrato municipal são anteriores à intervenção de abril de 2024. Já a data exata de cada operação bancária discutida por Alexandre Perugini depende da documentação específica dos financiamentos.</p>
<h3>SPTrans já realizou pagamentos ao Banco Luso durante a intervenção</h3>
<p>A relação financeira entre a Transwolff, o Banco Luso Brasileiro e a administração municipal já havia sido objeto de questionamentos públicos.</p>
<p>Em reportagem de 28 de março de 2025, o UOL revelou informações de um relatório da SPTrans produzido em outubro de 2024 sobre os primeiros 180 dias da intervenção.</p>
<p>Segundo o levantamento, a Transwolff apresentava obrigações financeiras com o Banco Luso Brasileiro relacionadas tanto a ônibus quanto a embarcações.</p>
<p>O relatório apontava R$ 23,3 milhões em financiamentos de ônibus e R$ 17,6 milhões em financiamentos de embarcações.</p>
<p>A documentação também registrava que a SPTrans havia realizado um repasse de R$ 4.132.081,69 ao Banco Luso Brasileiro durante a intervenção.</p>
<p>Na ocasião, a administração municipal informou que o comitê de intervenção havia renegociado parcelas devidas a credores da Transwolff e estava cumprindo os pagamentos programados.</p>
<p>Essas informações são importantes porque mostram que as obrigações financeiras relacionadas aos veículos e às embarcações continuaram produzindo efeitos depois que o poder público assumiu a gestão da transportadora.</p>
<p>Entretanto, os valores identificados no relatório de 2024 não devem ser confundidos automaticamente com a dívida específica cobrada da empresa Alexandre Perugini.</p>
<p>Da mesma forma, o pagamento de parcelas durante uma intervenção não significa, isoladamente, que o município tenha assumido de maneira definitiva todas as obrigações da concessionária perante o banco.</p>
<p>Essa distinção ajuda a compreender por que a origem dos financiamentos, os pagamentos realizados e a responsabilidade final pelas dívidas continuam sendo discutidos judicialmente.</p>
<h3>Banco Luso Brasileiro integra grupo empresarial ligado à Caio</h3>
<p>O Banco Luso Brasileiro possui participação societária de grupos empresariais ligados ao setor de transporte, entre eles o Grupo Caio, fabricante de carrocerias de ônibus.</p>
<p>A instituição também possui outros acionistas, incluindo grupos ligados à RC Participações, à Amorim Aliança e ao Grupo Mônaco.</p>
<p>Embora seja conhecido pelo financiamento de ônibus, o banco não atua exclusivamente com veículos de carrocerias Caio.</p>
<p>Sua carteira abrange diferentes marcas e modalidades de crédito, incluindo operações para empresas de transporte e de outros segmentos.</p>
<p>No processo envolvendo Alexandre Perugini, o banco figura como credor dos contratos financeiros.</p>
<p>A ligação societária com o Grupo Caio não significa que a fabricante tenha participado da contratação específica ou das decisões operacionais do Aquático-SP.</p>
<h3>Por que a Justiça rejeitou os R$ 6,89 milhões em veículos?</h3>
<p>Para conseguir suspender as cobranças e impedir a negativação pelo Banco Luso Brasileiro, a empresa Alexandre Perugini precisava apresentar uma garantia considerada adequada pela Justiça.</p>
<p>Inicialmente, haviam sido exigidos mecanismos como seguro-garantia ou fiança bancária.</p>
<p>A empresa alegou dificuldades para obter essas modalidades e ofereceu 17 veículos próprios e de terceiros, avaliados em R$ 6.894.901,00.</p>
<p>Segundo Alexandre Perugini, o valor correspondia a aproximadamente 147,8% do débito discutido.</p>
<p>A argumentação era que os bens seriam suficientes para proteger o banco caso a medida judicial provocasse prejuízos.</p>
<p>Entretanto, os desembargadores entenderam que o valor comercial não era suficiente.</p>
<p>Parte dos veículos estava vinculada a financiamentos com alienação fiduciária, situação em que a instituição credora conserva direitos sobre o bem até a quitação da obrigação.</p>
<p>Além disso, foram identificadas restrições judiciais anteriores.</p>
<p>No acórdão, a relatora Tânia Ahualli registrou:</p>
<p>&#8220;Além disso, parte da frota da corré Transwolff está submetida a restrições judiciais e bloqueios anteriores oriundos do juízo criminal.&#8221;</p>
<p>O Tribunal considerou que essas circunstâncias comprometiam a disponibilidade dos bens para garantir outra obrigação.</p>
<p>A decisão não significa que todos os 17 veículos pertençam à Transwolff ou estejam bloqueados criminalmente.</p>
<p>Os bens foram apresentados pela empresa recorrente e incluem veículos de terceiros.</p>
<p>O julgamento também não determina que os ônibus deixem de circular.</p>
<h3>O que a decisão pode representar para outros processos?</h3>
<p>O acórdão pode ser utilizado como referência em outras discussões judiciais sobre a utilização de veículos financiados ou bloqueados como garantia de dívidas.</p>
<p>Isso ocorre porque a Justiça diferenciou o valor de mercado dos bens de sua efetiva disponibilidade jurídica.</p>
<p>Um ônibus pode ter elevado valor comercial, mas não necessariamente estar livre para ser oferecido como garantia quando existem direitos de outros credores ou bloqueios anteriores.</p>
<p>Essa situação pode interessar a bancos, fornecedores e outras partes que buscam receber pagamentos de empresas de transporte.</p>
<p>Também pode ter relevância em discussões patrimoniais envolvendo trabalhadores, ex-trabalhadores e antigos cooperados da Transwolff e da Cooper Pam.</p>
<p>Entretanto, a decisão não estabelece preferência de pagamento entre esses credores, nem determina que os veículos sejam utilizados para quitar obrigações trabalhistas.</p>
<p>Cada processo possui regras próprias, e o alcance dos bloqueios depende das determinações judiciais aplicáveis.</p>
<p>Outro ponto importante é que o acórdão não resolve a discussão sobre quem deve pagar os financiamentos vinculados ao Projeto Aquático.</p>
<p>A Prefeitura poderá ter sua eventual responsabilidade analisada conforme os contratos, pagamentos e demais provas. O mesmo vale para possíveis obrigações atribuídas à Transwolff.</p>
<p>A decisão de outubro não antecipa esse resultado.</p>
<h3>Empresa também questionou R$ 17 milhões no Tribunal de Contas</h3>
<p>O caso possui ainda outro desdobramento.</p>
<p>Em 28 de setembro de 2026, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou que Alexandre Perugini de Azevedo Transporte ME havia apresentado representação ao Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM-SP).</p>
<p>A empresa questionou a destinação de aproximadamente R$ 17 milhões associados às embarcações do Aquático-SP.</p>
<p>Segundo a representação, recursos destinados a essas obrigações teriam sido utilizados para o pagamento do 13º salário de trabalhadores durante a intervenção na Transwolff.</p>
<p>Essa é uma alegação da empresa e não uma conclusão de irregularidade.</p>
<p>O conselheiro Ricardo Torres determinou que a SPTrans apresentasse esclarecimentos sobre duas notas de pagamento, identificadas pelos números 329.647 e 357.489.</p>
<p>O relator também rejeitou o pedido urgente para obrigar a administração municipal a pagar parcelas de financiamento à empresa reclamante.</p>
<p>A discussão no Tribunal de Contas trata da destinação de recursos e da atuação da administração municipal.</p>
<p>Já o acórdão de 27 de outubro do TJ-SP analisa a validade da garantia oferecida para obtenção de proteção judicial contra cobranças.</p>
<p>Embora relacionados ao histórico financeiro do Projeto Aquático, os dois procedimentos possuem objetos distintos.</p>
<h3>Decisão não altera operação de ônibus nem do Aquático-SP</h3>
<p>A Transwolff foi responsável pelos lotes D10 e D11 do transporte coletivo municipal de São Paulo, que atendem bairros da zona Sul.</p>
<p>A intervenção de abril de 2024 e os desdobramentos posteriores levaram a Prefeitura a assumir a administração dos serviços por meio da SPTrans.</p>
<p>No Aquático-SP, a administração municipal também assumiu a continuidade do transporte e passou a contratar operadores especializados.</p>
<p>A decisão de 27 de outubro não modifica essa organização dos serviços.</p>
<p>Não determina apreensão de embarcações, retirada de ônibus das ruas ou interrupção de linhas.</p>
<p>Também não resolve as disputas judiciais relacionadas ao encerramento dos contratos da Transwolff.</p>
<p>O resultado imediato do julgamento é a manutenção da rejeição dos 17 veículos apresentados como garantia pela empresa Alexandre Perugini.</p>
<p>Com isso, permanece a negativa ao pedido para suspender cobranças e impedir sua negativação pelo Banco Luso Brasileiro nas condições apresentadas.</p>
<p>A definição sobre quem deverá arcar definitivamente com os financiamentos continua dependendo da análise das obrigações contratuais e das provas existentes nos processos.</p>
<p>O caso mostra como uma mudança na gestão de um serviço público pode deixar questões financeiras complexas envolvendo concessionárias, fornecedores, instituições bancárias e poder público.</p>
<p>A Prefeitura assumiu a continuidade dos serviços de ônibus e do Aquático-SP após a intervenção na Transwolff, mas a continuidade operacional não equivale, automaticamente, à transferência de todas as dívidas anteriores.</p>
<p>É essa diferença entre administrar o serviço, efetuar pagamentos e assumir juridicamente uma obrigação financeira que está no centro das disputas envolvendo Alexandre Perugini, Banco Luso Brasileiro, Transwolff e Prefeitura de São Paulo.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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