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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Metrô de São Paulo abre três licitações para sistemas de informática, ferramentas e componentes</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/17/metro-de-sao-paulo-abre-tres-licitacoes-para-sistemas-de-informatica-ferramentas-e-componentes/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 18:00:20 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Pregões terão sessões em 21, 22 e 26 de outubro; contratação de tecnologia inclui desenvolvimento, suporte e manutenção de sistemas ADAMO BAZANI O Metrô de São Paulo anunciou três licitações para contratar serviços de informática e adquirir materiais, com sessões públicas previstas para 21, 22 e 26 de outubro de 2026. Os avisos foram publicados [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="703" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/trem_linha_verde-1060x728-1.jpg?fit=1024%2C703&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/trem_linha_verde-1060x728-1.jpg?w=1060&amp;ssl=1 1060w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/trem_linha_verde-1060x728-1.jpg?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/trem_linha_verde-1060x728-1.jpg?resize=1024%2C703&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/trem_linha_verde-1060x728-1.jpg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/trem_linha_verde-1060x728-1.jpg?resize=768%2C527&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/trem_linha_verde-1060x728-1.jpg?resize=400%2C275&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Pregões terão sessões em 21, 22 e 26 de outubro; contratação de tecnologia inclui desenvolvimento, suporte e manutenção de sistemas</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Metrô de São Paulo anunciou três licitações para contratar serviços de informática e adquirir materiais, com sessões públicas previstas para 21, 22 e 26 de outubro de 2026. Os avisos foram publicados no Diário Oficial do Estado  e abrangem manutenção e desenvolvimento de sistemas, fornecimento de chave e gabarito e compra de unidade elástica e coxim.</p>
<p>A disputa de informática será a primeira, em 21 de outubro, seguida pelas duas aquisições de materiais. Todos os pregões estão previstos para as 9h, na plataforma Compras.gov. Os avisos não divulgam valores estimados, quantidades ou destinação a uma linha específica, e ainda não representam contratos assinados com fornecedores.</p>
<h2>Informática terá desenvolvimento, suporte e sustentação dos sistemas da companhia</h2>
<p>A contratação de tecnologia utiliza a expressão Application Management Services, ou AMS. O próprio aviso define o alcance anunciado: serviços especializados que contemplam desenvolvimento, suporte e manutenção, também chamada de sustentação, dos sistemas de tecnologia da informação do Metrô.</p>
<p>Em termos práticos, são atividades para desenvolver aplicações e manter sistemas atendidos ao longo da contratação. O aviso não identifica quais programas serão incluídos, a quantidade de profissionais, os prazos de atendimento ou o período contratual.</p>
<p>Por isso, não permite afirmar que a contratação seja destinada especificamente à bilhetagem eletrônica, ao controle de circulação dos trens ou a um novo aplicativo para passageiros. O objeto divulgado é mais amplo, e essas vinculações dependem do edital e de seus anexos.</p>
<p>O edital de informática estará disponível a partir de 6 de outubro. A sessão pública está prevista para 21 de outubro, às 9h.</p>
<h2>Dois pregões de materiais incluem chave, gabarito, unidade elástica e coxim; aplicações específicas dependem das especificações</h2>
<p>A segunda licitação é para fornecimento de chave e gabarito, com edital a partir de 7 de outubro e sessão em 22 de outubro. Gabaritos são, em geral, dispositivos de referência utilizados para conferir medidas, posicionamento ou montagem, mas o aviso não detalha a aplicação dos itens requisitados pelo Metrô.</p>
<p>A terceira contempla unidade elástica e coxim. Em uso técnico geral, componentes elásticos e coxins podem acomodar movimentos, apoiar conjuntos ou reduzir a transmissão de vibrações. A publicação não apresenta desenhos, materiais, dimensões ou equipamento de instalação.</p>
<p>Assim, não é possível concluir apenas pelo extrato se os componentes serão instalados em trens, equipamentos de manutenção ou outra estrutura. Também não há vínculo divulgado com uma frota, estação ou linha específica. Para essa compra, o edital estará disponível em 7 de outubro e a sessão será realizada em 26 de outubro.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Objeto</th>
<th>Identificação do Metrô</th>
<th>Número no Compras.gov</th>
<th>Disponibilidade do edital</th>
<th>Sessão pública</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Serviços AMS: desenvolvimento, suporte e sustentação de sistemas de TI</td>
<td>10023987</td>
<td>385/2026</td>
<td>6 de outubro</td>
<td>21 de outubro, às 9h</td>
</tr>
<tr>
<td>Fornecimento de chave e gabarito</td>
<td>10024450</td>
<td>386/2026</td>
<td>7 de outubro</td>
<td>22 de outubro, às 9h</td>
</tr>
<tr>
<td>Fornecimento de unidade elástica e coxim</td>
<td>10024227</td>
<td>377/2026</td>
<td>7 de outubro</td>
<td>26 de outubro, às 9h</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<h2>Avisos abrem a disputa; valores, quantidades e exigências devem ser consultados nos editais completos</h2>
<p>Os três procedimentos foram anunciados como pregões eletrônicos. Os editais completos serão disponibilizados no Compras.gov, no portal do Diário Oficial do Estado e no portal institucional do Metrô, nas datas indicadas em cada aviso.</p>
<p>Para as duas compras de materiais, a unidade contratante informada é a UASG 373301. Esse identificador e os números da tabela auxiliam os fornecedores a localizar corretamente as disputas.</p>
<p>A publicação dos avisos antecede a seleção das propostas, a verificação das condições das empresas e a eventual formalização dos contratos. Não há, nesta etapa divulgada, vencedor anunciado ou despesa contratada informada.</p>
<p>Para os usuários, os atos não alteram tarifas, horários de operação ou itinerários. Eles registram procedimentos de aquisição e contratação da companhia, cujo efeito concreto dependerá das especificações e dos resultados das licitações.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>CBTU rescinde contrato de empresa responsável por fornecer 27 motoristas ao sistema de trens do Recife</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/17/cbtu-rescinde-contrato-de-empresa-responsavel-por-fornecer-27-motoristas-ao-sistema-de-trens-do-recife/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 17:01:43 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Companhia encerrou unilateralmente contrato com a Senthury Serviços após apontar inadimplemento e descumprimento de obrigações; decisão foi formalizada em 13 de outubro ADAMO BAZANI A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) rescindiu unilateralmente o contrato com a empresa Senthury Serviços de Limpeza em Prédios e em Domicílios Ltda., responsável pela prestação de serviços continuados de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="940" height="626" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-acordos-cooperacao-tecnica.jpg?fit=940%2C626&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-acordos-cooperacao-tecnica.jpg?w=940&amp;ssl=1 940w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-acordos-cooperacao-tecnica.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-acordos-cooperacao-tecnica.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-acordos-cooperacao-tecnica.jpg?resize=768%2C511&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-acordos-cooperacao-tecnica.jpg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /> <p><em>Companhia encerrou unilateralmente contrato com a Senthury Serviços após apontar inadimplemento e descumprimento de obrigações; decisão foi formalizada em 13 de outubro</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) rescindiu unilateralmente o contrato com a empresa Senthury Serviços de Limpeza em Prédios e em Domicílios Ltda., responsável pela prestação de serviços continuados de 27 motoristas com habilitação na categoria D para atender às demandas do sistema ferroviário do Recife (PE). A decisão foi formalizada em 13 de outubro de 2026 e publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (15).</p>
<p>A rescisão foi motivada, segundo a CBTU, pelo inadimplemento e descumprimento de obrigações contratuais por parte da empresa. O contrato envolvia a disponibilização de profissionais terceirizados para serviços de transporte vinculados às necessidades administrativas e operacionais da companhia. A decisão integra os procedimentos de fiscalização e gestão dos contratos de serviços utilizados pela estatal responsável pelo transporte ferroviário de passageiros na Região Metropolitana do Recife.</p>
<h3>Contrato previa 27 motoristas habilitados na categoria D</h3>
<p>A rescisão envolve o Contrato nº 057/CBTU/STU-REC/2025, firmado pela Superintendência Regional de Trens Urbanos do Recife com a Senthury Serviços de Limpeza em Prédios e em Domicílios Ltda., inscrita no CNPJ 12.004.773/0001-25.</p>
<p>A contratação tinha como objeto a prestação continuada de serviços de 27 motoristas habilitados na categoria D.</p>
<p>Essa categoria de habilitação permite a condução de veículos destinados ao transporte de passageiros com lotação superior a oito lugares, além do condutor, observadas as exigências da legislação de trânsito e as características dos veículos.</p>
<p>A contratação dos profissionais fazia parte do atendimento às demandas da CBTU no Recife.</p>
<p>A rescisão foi formalizada no âmbito do Processo Administrativo nº 013/GOLIC/2024.</p>
<h3>Companhia fundamentou decisão em descumprimento contratual</h3>
<p>A CBTU registrou como fundamento o inadimplemento e o descumprimento de obrigações contratuais.</p>
<p>A decisão utiliza dispositivos do Regulamento Interno de Licitações e Contratos da companhia, particularmente os artigos 239 e 240, inciso I, e o artigo 241, parágrafo 5º, além da cláusula 23.2.1 do contrato.</p>
<p>A data da rescisão é 13 de outubro de 2026.</p>
<p>O ato foi assinado pela superintendente regional da CBTU no Recife, Marcela Loyo de Queiroz Campos.</p>
<p>Os contratos de prestação continuada de serviços são utilizados por empresas públicas para suprir diferentes necessidades, incluindo atividades de transporte de equipes, deslocamentos de trabalho, apoio logístico e serviços administrativos.</p>
<p>A fiscalização desses contratos é responsabilidade da contratante, que deve acompanhar o cumprimento das condições estabelecidas, a execução dos serviços e as obrigações assumidas pelas empresas prestadoras.</p>
<p>No sistema ferroviário, a estrutura de apoio complementa as atividades diretamente relacionadas à circulação dos trens, manutenção da infraestrutura, operação das estações e atendimento aos passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Vietnamita VinFast anuncia ônibus elétricos nos Estados Unidos com entregas previstas para 2028 e pacote que inclui recarga e manutenção</title>
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    <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 16:01:20 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Internacional]]></category><category><![CDATA[Meio ambiente]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Fabricante apresenta EB8 e EB12 em seu site americano e firma parceria com a NexMove; estratégia prevê serviços integrados e desenvolvimento de fabricação nos Estados Unidos para atender às exigências federais ADAMO BAZANI A fabricante vietnamita VinFast anunciou um acordo inicial com a NexMove para levar ônibus elétricos ao mercado dos Estados Unidos, com entregas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="550" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842308816_2585765561894714_8740182865132834077_n.jpg?fit=1024%2C550&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842308816_2585765561894714_8740182865132834077_n.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842308816_2585765561894714_8740182865132834077_n.jpg?resize=300%2C161&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842308816_2585765561894714_8740182865132834077_n.jpg?resize=1024%2C550&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842308816_2585765561894714_8740182865132834077_n.jpg?resize=150%2C81&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842308816_2585765561894714_8740182865132834077_n.jpg?resize=768%2C413&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842308816_2585765561894714_8740182865132834077_n.jpg?resize=400%2C215&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Fabricante apresenta EB8 e EB12 em seu site americano e firma parceria com a NexMove; estratégia prevê serviços integrados e desenvolvimento de fabricação nos Estados Unidos para atender às exigências federais</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A fabricante vietnamita VinFast anunciou um acordo inicial com a NexMove para levar ônibus elétricos ao mercado dos Estados Unidos, com entregas de veículos homologados previstas para o primeiro trimestre de 2028. O anúncio foi feito em 6 de outubro de 2026, durante a APTA TRANSform &amp; EXPO, em Chicago.</p>
<p>A proposta reúne ônibus, infraestrutura de recarga, manutenção e operação em um único contrato. A NexMove é uma empresa conjunta da Transportation Management Services (TMS), especializada em transporte de passageiros, e da Zeem Solutions, que atua com recarga de frotas comerciais.</p>
<h2>Ônibus de demonstração precederão as entregas homologadas</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-538472" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844671692_1409454654656080_2815033214618819136_n.jpg?resize=1024%2C549&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="549" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844671692_1409454654656080_2815033214618819136_n.jpg?resize=1024%2C549&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844671692_1409454654656080_2815033214618819136_n.jpg?resize=300%2C161&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844671692_1409454654656080_2815033214618819136_n.jpg?resize=150%2C80&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844671692_1409454654656080_2815033214618819136_n.jpg?resize=768%2C411&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844671692_1409454654656080_2815033214618819136_n.jpg?resize=400%2C214&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844671692_1409454654656080_2815033214618819136_n.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>Antes do fornecimento comercial, a parceria prevê unidades de demonstração nas instalações de recarga da Zeem, para avaliação por operadores e autoridades de transporte.</p>
<p>Segundo o anúncio, esses veículos ainda não serão homologados e terão finalidade exclusivamente demonstrativa. A previsão de 2028 refere-se às entregas das unidades certificadas para o mercado americano.</p>
<p>A NexMove pretende oferecer um compromisso contratual de disponibilidade de 97%. Trata-se de uma meta anunciada para o serviço, não de um resultado já comprovado nessa operação.</p>
<p>O modelo de contratação procura reunir, sob um mesmo fornecedor, os veículos e os serviços necessários para colocá-los e mantê-los em circulação.</p>
<h2>Site americano confirma EB8 e EB12 e detalha configurações</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-538473" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842033679_952659867921530_2087764543421881686_n.jpg?resize=1024%2C576&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842033679_952659867921530_2087764543421881686_n.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842033679_952659867921530_2087764543421881686_n.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842033679_952659867921530_2087764543421881686_n.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842033679_952659867921530_2087764543421881686_n.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842033679_952659867921530_2087764543421881686_n.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/842033679_952659867921530_2087764543421881686_n.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>Embora o comunicado da parceria não detalhe os modelos, o site americano da VinFast apresenta os ônibus EB8 e EB12 e direciona os interessados à NexMove.</p>
<p>A página confirma baterias de 266 kWh para o EB8 e de 400 kWh para o EB12, este com opção de 528 kWh. As autonomias divulgadas são superiores a 186 e 279 milhas, respectivamente, equivalentes a aproximadamente 299 e 449 quilômetros.</p>
<h3>Características divulgadas para os Estados Unidos</h3>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>EB8</th>
<th>EB12</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Comprimento</td>
<td>29,5 pés, cerca de 9 metros</td>
<td>40 pés, cerca de 12,2 metros</td>
</tr>
<tr>
<td>Capacidade total anunciada</td>
<td>60 passageiros</td>
<td>90 passageiros na configuração de três portas</td>
</tr>
<tr>
<td>Lugares sentados</td>
<td>20</td>
<td>29</td>
</tr>
<tr>
<td>Espaços para cadeiras de rodas</td>
<td>2</td>
<td>2</td>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros em pé</td>
<td>38</td>
<td>59</td>
</tr>
<tr>
<td>Potência informada</td>
<td>340 kW</td>
<td>325 kW</td>
</tr>
<tr>
<td>Bateria</td>
<td>266 kWh</td>
<td>400 kWh; opção de 528 kWh</td>
</tr>
<tr>
<td>Tecnologia das baterias</td>
<td>LFP, de fosfato de ferro-lítio</td>
<td>LFP, de fosfato de ferro-lítio</td>
</tr>
<tr>
<td>Autonomia anunciada</td>
<td>Superior a 299 km</td>
<td>Superior a 449 km com bateria de 400 kWh</td>
</tr>
<tr>
<td>Recarga de 20% a 80%</td>
<td>Menos de 45 minutos</td>
<td>Menos de uma hora</td>
</tr>
<tr>
<td>Recursos apresentados</td>
<td>Piso baixo, Wi-Fi, USB e assistência ao motorista</td>
<td>Piso baixo, Wi-Fi, USB e assistência ao motorista</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Fonte: página americana de ônibus da VinFast. Autonomias e tempos de recarga são os anunciados pela fabricante; as conversões para quilômetros e metros são aproximadas.</p>
<h2>Configurações americanas diferem das apresentadas na Europa</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-538476" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844253464_2114718092472497_7834392880729153950_n.jpg?resize=1024%2C576&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844253464_2114718092472497_7834392880729153950_n.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844253464_2114718092472497_7834392880729153950_n.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844253464_2114718092472497_7834392880729153950_n.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844253464_2114718092472497_7834392880729153950_n.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844253464_2114718092472497_7834392880729153950_n.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/844253464_2114718092472497_7834392880729153950_n.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A identificação do mercado é importante para comparar as fichas técnicas.</p>
<p>Na apresentação europeia dos dois modelos, realizada na Busworld de Bruxelas em outubro de 2025, a VinFast divulgou bateria de 359 kWh e autonomia superior a 290 quilômetros para o EB8. Para o EB12, informou 422 kWh e alcance superior a 400 quilômetros.</p>
<p>Esses dados diferem dos apresentados atualmente no site americano. Portanto, as especificações europeias não devem ser usadas automaticamente para descrever os veículos previstos para os Estados Unidos.</p>
<p>A estreia europeia também mostra que a expansão internacional dos ônibus da marca começou antes do anúncio de Chicago.</p>
<h2>Fabricação americana faz parte do objetivo da parceria</h2>
<p>As empresas afirmam que pretendem trabalhar em direção a uma fabricação nos Estados Unidos compatível com as exigências da Federal Transit Administration, a agência federal responsável pelo transporte público.</p>
<p>Esse ponto tem relação com o acesso às compras realizadas com apoio financeiro federal.</p>
<p>Pelas regras de conteúdo local conhecidas como Buy America, a aquisição de veículos com recursos da agência exige, como regra geral, que mais de 70% do custo dos componentes e subcomponentes corresponda à produção americana. A montagem final também deve ocorrer nos Estados Unidos.</p>
<p>Existem hipóteses de dispensa, sujeitas às condições e aos procedimentos federais. Assim, anunciar um ônibus para o mercado americano e cumprir as exigências para fornecimento em contratos financiados pela agência são etapas distintas.</p>
<h2>VinFast nasceu em 2017 e passou dos veículos a combustão à eletrificação</h2>
<p>A VinFast iniciou suas atividades em 2017, no Vietnã, vinculada ao Vingroup. O conglomerado, fundado em 1993, atua em áreas como indústria, tecnologia, imóveis, saúde, educação e mobilidade.</p>
<p>A construção do complexo industrial de Hai Phong começou em 2017. A trajetória inicial da marca incluiu veículos a combustão: os modelos Lux foram apresentados no Salão de Paris em 2018 e, em 2019, chegaram ao mercado vietnamita o sedã Lux A2.0, o utilitário esportivo Lux SA2.0 e o compacto Fadil.</p>
<p>A empresa passou posteriormente a concentrar seu portfólio na mobilidade elétrica. Em 2021, lançou seu ônibus elétrico e apresentou veículos como o VF e34, além dos utilitários esportivos VF8 e VF9 destinados à expansão internacional.</p>
<p>Em 2022, abriu espaços comerciais nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa. Em 2023, a VinFast passou a ser negociada na bolsa americana Nasdaq, sob o código VFS.</p>
<p>Atualmente, seu portfólio inclui automóveis, veículos comerciais, ônibus, scooters e bicicletas elétricas.</p>
<h2>Marca informa cerca de 2 mil ônibus em operação no Vietnã</h2>
<p>No anúncio da parceria americana, a VinFast informou que aproximadamente 2 mil ônibus elétricos da marca já operam no Vietnã.</p>
<p>Esse número corresponde à frota em circulação e não deve ser confundido com capacidade anual de fabricação. Em sua apresentação institucional de ônibus, a empresa divulga capacidade de produção de até 2 mil unidades por ano.</p>
<p>A experiência acumulada no mercado doméstico é apresentada pela fabricante como base para desenvolver produtos e serviços destinados a operadores de outros países.</p>
<h3>Histórico da VinFast</h3>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ano</th>
<th>Marco</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>2017</td>
<td>Início das atividades e implantação do complexo industrial de Hai Phong, no Vietnã.</td>
</tr>
<tr>
<td>2018</td>
<td>Apresentação dos modelos Lux no Salão de Paris.</td>
</tr>
<tr>
<td>2019</td>
<td>Lançamento dos automóveis Lux A2.0, Lux SA2.0 e Fadil no mercado vietnamita.</td>
</tr>
<tr>
<td>2021</td>
<td>Lançamento do ônibus elétrico e ampliação da linha de automóveis elétricos.</td>
</tr>
<tr>
<td>2022</td>
<td>Abertura de espaços comerciais nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa.</td>
</tr>
<tr>
<td>2023</td>
<td>Listagem na Nasdaq, sob o código VFS.</td>
</tr>
<tr>
<td>2025</td>
<td>Apresentação dos ônibus EB8 e EB12 na Busworld Europe, em Bruxelas.</td>
</tr>
<tr>
<td>2026</td>
<td>Anúncio da parceria com a NexMove para o mercado americano.</td>
</tr>
<tr>
<td>2028</td>
<td>Previsão de início das entregas de ônibus homologados nos Estados Unidos.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<h2>Entregas globais mostram a escala da empresa além dos ônibus</h2>
<p>Nos resultados preliminares divulgados para 2025, a VinFast informou a entrega global de 196.919 veículos elétricos, crescimento de 102% em relação ao ano anterior. A categoria inclui automóveis, veículos comerciais e ônibus; portanto, não representa exclusivamente vendas de coletivos.</p>
<p>Separadamente, a companhia comunicou 406.498 entregas de scooters e bicicletas elétricas naquele ano.</p>
<p>Para o primeiro semestre de 2026, os dados preliminares apresentados em documento de julho indicaram 128.662 veículos elétricos entregues globalmente, alta de 78% na comparação anual. As entregas de scooters e bicicletas elétricas somaram 429.175 unidades, crescimento de 275%.</p>
<p>Esses volumes ajudam a dimensionar a atuação da companhia, mas não correspondem ao tamanho de seu negócio de ônibus. Também são indicadores de entregas, não de lucro.</p>
<p>A entrada anunciada nos Estados Unidos acrescenta uma nova frente à expansão da fabricante vietnamita. Sua concretização dependerá da certificação dos ônibus e da estruturação do fornecimento, da recarga e dos serviços previstos com a NexMove.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Acessibilidade nos ônibus: operações específicas podem ter regras diferentes sem reduzir direitos?</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/17/acessibilidade-nos-onibus-operacoes-especificas-podem-ter-regras-diferentes-sem-reduzir-direitos/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/17/acessibilidade-nos-onibus-operacoes-especificas-podem-ter-regras-diferentes-sem-reduzir-direitos/#comments</comments>
    <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 14:31:43 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Carrocerias]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[LAT.BUS]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Relatos de equipamentos nunca utilizados no transporte rural e na mineração levantam debate sobre custos, alternativas técnicas e fiscalização; legislação já diferencia situações, mas preserva o direito de acesso e exige cuidado com a revenda dos veículos ADAMO BAZANI A exigência de acessibilidade nos ônibus representa uma conquista para as pessoas com deficiência e com [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261016_1551487E2.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261016_1551487E2.jpg?w=4096&amp;ssl=1 4096w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261016_1551487E2.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261016_1551487E2.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261016_1551487E2.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261016_1551487E2.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261016_1551487E2.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261016_1551487E2.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261016_1551487E2.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261016_1551487E2.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Relatos de equipamentos nunca utilizados no transporte rural e na mineração levantam debate sobre custos, alternativas técnicas e fiscalização; legislação já diferencia situações, mas preserva o direito de acesso e exige cuidado com a revenda dos veículos</em><br><br><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong><br><br>A exigência de acessibilidade nos ônibus representa uma conquista para as pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida. No transporte de trabalhadores, porém, operadores de atividades específicas relatam manter dispositivos de embarque que nunca utilizaram, com impactos no preço, no peso, no espaço disponível e na manutenção dos veículos. A questão abre um debate delicado: seria possível estabelecer exigências diferentes para determinadas operações, garantindo atendimento efetivo a quem precisa e controle sobre o destino desses ônibus?<br><br>Nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, o Diário do Transporte conheceu o Mercedes-Benz OF 1619 com carroceria Marcopolo Ideale 880 Agrotech, destinado ao transporte de trabalhadores rurais e de mineração. Durante a cobertura, clientes relataram que, pelo perfil de suas operações, nunca utilizaram os dispositivos de acessibilidade e apontaram encarecimento de até 30% nos ônibus. O percentual corresponde à avaliação apresentada por esses clientes sobre suas condições de compra e operação.<br><br>O tema já chegou ao Congresso. Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados prevê um veículo adaptado para cada 20 novos veículos incorporados às frotas de fretamento e turismo. O texto passou pelas comissões de Viação e Transportes e de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e está pronto para pauta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.<br><br>Ao mesmo tempo, a legislação vigente protege o acesso ao transporte e ao trabalho. Uma eventual mudança precisa considerar tanto as particularidades operacionais quanto a possibilidade de contratação, transferência ou retorno ao trabalho de uma pessoa que necessite desses recursos.<br><br>O relato de equipamentos sem uso merece análise técnica<br><br>Os questionamentos apresentados pelos clientes envolvem uma realidade operacional concreta: veículos destinados a transportar grupos determinados de trabalhadores, em trajetos conhecidos, muitas vezes sob contratos contínuos.<br><br>Nesse ambiente, os operadores conseguem conhecer antecipadamente parte das necessidades de transporte. Essa previsibilidade é diferente da encontrada em uma linha aberta ao público, na qual qualquer passageiro pode se apresentar para embarcar.<br><br>Há, portanto, espaço para estudar a relação entre o equipamento instalado e a necessidade efetiva de cada operação.<br><br>Esse levantamento precisa separar o preço do dispositivo, as modificações de carroceria, a configuração dos assentos, a manutenção e os demais componentes do veículo. Uma comparação consistente exige ônibus equivalentes, com a mesma capacidade e os mesmos equipamentos, identificando exatamente o que muda na versão acessível.<br><br>Também é necessário distinguir os diferentes dispositivos. Plataforma elevatória, poltrona móvel e outras soluções possuem características próprias de funcionamento, instalação e ocupação de espaço.<br><br>A frequência de utilização pode integrar essa avaliação. O histórico de uma frota, entretanto, descreve o que ocorreu até determinado momento. Contratos, equipes e necessidades dos trabalhadores podem mudar durante a vida útil do ônibus.<br><br>Uma regulamentação diferenciada teria de prever como o atendimento seria garantido diante dessas mudanças.<br><br><strong>O que determina a legislação brasileira</strong><br><br>A Lei Brasileira de Inclusão, Lei nº 13.146/2015, assegura o direito ao transporte em igualdade de oportunidades. Seus artigos 46 e 48 tratam da eliminação de barreiras e da acessibilidade dos veículos e das estruturas de transporte.<br><br>O artigo 49 determina que empresas de fretamento e turismo cumpram essas disposições na renovação de suas frotas.<br><br>A lei também estabelece o direito ao trabalho em ambiente acessível e inclusivo. Seus princípios de desenho universal alcançam projetos de transporte de uso público ou privado coletivo, tanto na zona urbana quanto na rural.<br><br>Assim, a destinação de um ônibus à agricultura ou à mineração, por si só, não constitui uma autorização geral para retirar equipamentos ou dispensar o atendimento acessível.<br><br>O enquadramento exige considerar a fabricação do veículo, a modalidade de transporte, a autoridade responsável pelo serviço e as condições de atendimento aos passageiros.<br><br>Também há diferentes esferas de fiscalização. A ANTT regula o fretamento interestadual e internacional; os serviços dentro de um mesmo Estado ou município estão sujeitos às competências e regras correspondentes, além das exigências nacionais aplicáveis.<br><br>Já existem diferenças nas regras, mas a ressalva do fretamento preserva obrigações<br><br>O Decreto nº 10.014/2019 alterou o Decreto nº 5.296/2004 e acrescentou uma ressalva ao artigo 38 para veículos destinados exclusivamente às empresas de fretamento e turismo.<br><br>Esse artigo trata da fabricação de veículos acessíveis e da substituição da frota. A ressalva, porém, remete expressamente ao artigo 49 da Lei Brasileira de Inclusão, que mantém obrigações para a renovação dos ônibus dessas empresas.<br><br>Portanto, existe uma diferenciação no decreto, acompanhada de uma obrigação legal expressamente preservada. Sua aplicação precisa ser examinada em conjunto com as normas técnicas e de prestação do serviço.<br><br>Outra diferença está na forma de proporcionar o embarque. No âmbito dos serviços abrangidos pela Resolução ANTT nº 3.871/2012, a regulamentação contempla soluções como passagem em nível, dispositivos instalados no veículo ou na plataforma de embarque e outros meios previstos no texto.<br><br>A resolução possui disposições específicas para o fretamento e mantém deveres de atendimento prioritário, recursos materiais e pessoal qualificado.<br><br>Essas alternativas precisam ser compatibilizadas com as regras de fabricação e certificação do veículo. A existência de uma solução prevista para a prestação do serviço não autoriza, isoladamente, a fabricação de qualquer ônibus sem os requisitos aplicáveis.<br><br><strong>Acessibilidade pode ser atendida por diferentes tecnologias</strong><br><br>Um ponto central é distinguir a obrigação de garantir acesso da escolha de um determinado equipamento.<br><br>O Inmetro esclarece que os ônibus rodoviários acessíveis podem utilizar diferentes dispositivos de transposição de fronteira, expressão técnica para os equipamentos que permitem vencer o desnível entre o local de embarque e o salão.<br><br>Entre as soluções relacionadas pelo instituto estão a plataforma elevatória, o dispositivo de poltrona móvel e o dispositivo de transferência auxiliar. A rampa também aparece em aplicação específica para acesso ao piso inferior de ônibus de dois pisos.<br><br>O próprio Inmetro registra que fabricantes de rodoviários passaram a preferir outros dispositivos à plataforma elevatória por vantagens de espaço e peso. Segundo o órgão, a falta de interesse em novas certificações de plataformas para essa aplicação motivou o encerramento da abertura desses processos a partir de abril de 2022.<br><br>Isso demonstra que existe um caminho de desenvolvimento tecnológico dentro da acessibilidade: equipamentos mais leves, compactos e adequados à operação.<br><br>Para os ônibus rurais, essa discussão pode incluir resistência à poeira, facilidade de manutenção, proteção dos mecanismos e funcionamento nas condições previstas de embarque.<br><br>A avaliação também precisa considerar as necessidades de quem utiliza o dispositivo, inclusive as condições de transferência entre cadeira de rodas e poltrona, quando essa for a solução empregada.<br><br>Quais operações poderiam ser estudadas para regras específicas?<br><br>Entre os exemplos que poderiam ser submetidos a estudos estão contratos contínuos de transporte de trabalhadores com grupo previamente identificado, deslocamentos entre alojamentos e frentes de trabalho e serviços internos com pontos de embarque fixos e controlados.<br><br>Essas características permitem avaliar previamente a demanda e organizar o atendimento. Representam possíveis objetos de análise regulatória, sujeitos à legislação e à comprovação de que todos os usuários terão acesso ao serviço.<br><br>O estudo poderia comparar a instalação de dispositivos em todos os ônibus com outras formas de organização autorizadas, como a disponibilidade de veículos acessíveis distribuídos conforme as necessidades dos contratos.<br><br>Uma solução desse tipo exigiria capacidade de atendimento simultâneo. Um único ônibus acessível, distante de várias frentes de trabalho, pode ser insuficiente para cumprir horários de entrada e saída.<br><br>Também seria necessário estabelecer responsabilidade pela substituição de veículos, prazo de atendimento e continuidade em caso de manutenção.<br><br>A análise de uma eventual diferenciação deve recair sobre a organização do transporte e suas condições técnicas. Uma presunção de que trabalhadores com deficiência não participarão de determinada atividade comprometeria o próprio objetivo de inclusão.<br><br>Há ainda pessoas com mobilidade reduzida temporariamente. Recuperação de cirurgias, lesões e outras condições podem alterar a necessidade de embarque de um trabalhador que já integra a equipe.<br><br>Por isso, um contrato destinado a um grupo conhecido precisa ter meios de acompanhar mudanças ao longo de sua execução.<br><br><strong>Congresso discute proporção de veículos adaptados</strong><br><br>O Projeto de Lei nº 10.090/2018 reúne propostas sobre acessibilidade em frotas, entre elas o PL nº 753/2022, voltado ao fretamento e ao turismo.<br><br>Em março de 2026, a Comissão de Viação e Transportes aprovou um substitutivo que diferencia os serviços públicos dos privados e propõe um veículo adaptado para cada 20 veículos da frota renovada.<br><br>Na justificativa apresentada à comissão, o relator, deputado Guilherme Uchoa, argumentou que o conhecimento prévio dos passageiros permite uma organização diferente daquela exigida no transporte aberto ao público.<br><br>Em abril, a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou outro substitutivo, sob relatoria da deputada Silvia Cristina, mantendo a previsão de um veículo adaptado para cada 20 novos veículos no fretamento e turismo.<br><br>A tramitação registra parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputado Lafayette de Andrada, apresentado em 17 de junho de 2026. A proposta permanece em análise na Câmara.<br><br>O percentual, portanto, é uma proposta legislativa. A regra vigente continua sendo a estabelecida pela legislação e pela regulamentação aplicáveis.<br><br>O debate também possui antecedentes em sentido contrário à flexibilização. Em 2019, o senador Romário apresentou o Projeto de Decreto Legislativo nº 638 para sustar o Decreto nº 10.014 daquele ano.<br><br>As iniciativas mostram que a discussão envolve diferentes avaliações sobre como conciliar disponibilidade de veículos, custos e garantia de direitos.<br><br><strong>Mercado de usados exige controle desde a origem</strong><br><br>Uma eventual autorização para fabricar ônibus com configuração específica teria efeitos além do primeiro contrato.<br><br>O veículo pode permanecer em operação durante anos, passar por diferentes proprietários e mudar de atividade. Um ônibus inicialmente destinado ao transporte de trabalhadores pode ser oferecido posteriormente a operadores de outros serviços.<br><br>A regulamentação de uma exceção precisaria acompanhar esse percurso.<br><br>Entre os mecanismos que poderiam ser discutidos estão a identificação da condição especial no cadastro do veículo, a vinculação à modalidade autorizada e a exigência de comprovação de conformidade antes do ingresso em um serviço com requisitos diferentes.<br><br>A Resolução Contran nº 961/2022 já estabelece procedimentos para registrar as características ou os tipos de acessibilidade no documento do veículo, o CRLV-e. Também exige conservação e funcionamento dos equipamentos aplicáveis.<br><br>Essa estrutura documental oferece uma referência para o debate sobre rastreabilidade, mas um eventual regime especial precisaria definir expressamente suas restrições e os procedimentos de mudança de uso.<br><br>O cadastro deveria permitir que órgãos de trânsito e reguladores identificassem a configuração efetiva do ônibus. A vistoria de ingresso na nova operação seria outro ponto de controle.<br><br>Contratos de venda também poderiam registrar a destinação e as limitações do veículo, permitindo que o comprador conhecesse as exigências antes de adquiri-lo.<br><br>A responsabilidade pela adequação teria de estar definida antes da entrada no novo serviço, com verificação técnica e documental.<br><br>Adaptar depois exige viabilidade técnica e caminho de certificação<br><br>O mercado de usados traz uma dificuldade adicional: a adaptação futura depende das regras de avaliação da conformidade.<br><br>Segundo esclarecimento do Inmetro, novas inspeções de adaptação de acessibilidade de ônibus rodoviários da categoria M3, realizadas sob os requisitos da antiga Portaria nº 168/2008, passaram a ser proibidas a partir de 1º de abril de 2024, conforme a Portaria nº 138/2022.<br><br>O encerramento desse procedimento exige atenção especial ao planejamento de qualquer veículo que pudesse receber tratamento diferenciado.<br><br>Uma eventual nova regra precisaria estabelecer como seria autorizada e certificada a mudança de configuração. Também teria de avaliar se a estrutura fabricada permite instalar os recursos necessários com segurança.<br><br>Preparar pontos estruturais, espaço e instalações para uma solução futura poderia integrar os estudos de engenharia. A preparação teria de vir acompanhada de um procedimento regulatório efetivamente disponível.<br><br>Sem esse planejamento, a economia inicial poderia resultar em limitação de uso ou em dificuldade de comercialização posterior.<br><br><strong>Custos, atendimento e fiscalização precisam ser avaliados juntos</strong><br><br>Os relatos colhidos durante a apresentação do Agrotech levantam uma questão que merece dados: qual é o custo adicional de cada solução, com que frequência ela é utilizada e como garantir atendimento adequado nas operações de demanda previsível?<br><br>Fabricantes, transportadores, contratantes, órgãos reguladores e representantes das pessoas com deficiência podem contribuir para essa avaliação.<br><br>Um estudo consistente precisa medir aquisição, manutenção, disponibilidade, falhas e condições reais de utilização. Também deve ouvir os trabalhadores que dependem dos recursos e considerar mudanças de equipe, contrato e destinação do ônibus.<br><br>A partir desses elementos, seria possível examinar alternativas técnicas e eventuais regras específicas com critérios verificáveis.<br><br>Qualquer diferenciação teria de trazer uma resposta concreta para o passageiro que necessita de acessibilidade: como embarcará, em qual veículo, em que horário e sob responsabilidade de quem. E, para o mercado, outra definição igualmente necessária: em quais serviços aquele ônibus poderá operar durante toda a sua vida útil.<br><br><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Metrô e CPTM de São Paulo abrem licitações para equipamentos, manutenção e serviços; há leilão de materiais ferroviários em novembro</title>
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    <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 14:01:49 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[CPTM]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Procedimentos envolvem ferramentas para oficinas, equipamentos de proteção, peças e serviços de apoio, além de fornecimentos e contratos da CPTM ADAMO BAZANI O Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) publicaram novos procedimentos de contratação e licitação para materiais, equipamentos e serviços utilizados nas atividades das duas empresas ferroviárias do Estado de São [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="689" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-08-25-at-04.55.20.webp?fit=1024%2C689&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-08-25-at-04.55.20.webp?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-08-25-at-04.55.20.webp?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-08-25-at-04.55.20.webp?resize=1024%2C689&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-08-25-at-04.55.20.webp?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-08-25-at-04.55.20.webp?resize=768%2C517&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-08-25-at-04.55.20.webp?resize=400%2C269&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Procedimentos envolvem ferramentas para oficinas, equipamentos de proteção, peças e serviços de apoio, além de fornecimentos e contratos da CPTM</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) publicaram novos procedimentos de contratação e licitação para materiais, equipamentos e serviços utilizados nas atividades das duas empresas ferroviárias do Estado de São Paulo. Entre os objetos estão ferramentas de manutenção, equipamentos de proteção individual, serviços de apoio, instalação de persianas e aquisição de materiais operacionais.</p>
<p>A edição também apresenta a republicação de um leilão do Metrô, marcado para 3 de novembro, que inclui materiais ferroviários, equipamentos e veículos, além da formalização de contratos da CPTM para fornecimento de vestimentas e materiais impressos.</p>
<h3>Metrô realizará leilão de materiais ferroviários e equipamentos em 3 de novembro</h3>
<p>A Companhia do Metropolitano de São Paulo republicou o edital do Leilão 03/2026, destinado à alienação de bens móveis de sua propriedade.</p>
<p>O procedimento será realizado exclusivamente pela internet, em 3 de novembro de 2026, às 10h.</p>
<p>O leiloeiro oficial indicado é Paulo César de Carvalho.</p>
<p>Entre os materiais relacionados no edital estão peças metálicas ferrosas e não ferrosas, aço, placas Landis, empilhadeiras, veículo especial, dormentes de madeira e discos de freio.</p>
<p>Os bens serão vendidos nas condições em que se encontram.</p>
<p>A visitação está prevista de 26 a 30 de outubro de 2026, mediante agendamento antecipado.</p>
<p>As visitas poderão ocorrer das 9h às 11h e das 13h30 às 16h, em locais definidos conforme a identificação dos lotes.</p>
<p>Os endereços indicados são:</p>
<ul>
<li>Avenida Francisco de Paula Quintanilha Ribeiro, 134, Jabaquara, São Paulo.</li>
<li>Avenida Miguel Ignácio Cury, 900, Itaquera, São Paulo.</li>
<li>Avenida do Oratório, 1.053, região do Oratório, São Paulo.</li>
</ul>
<p>O agendamento deve ser realizado com antecedência mínima de 24 horas.</p>
<p>Para os bens situados no Pátio Jabaquara, os telefones informados são (11) 5060-4469, 5060-4338 e (11) 98061-1337.</p>
<p>No Pátio Itaquera, os contatos são (11) 2205-1282, 2205-1314 e 2205-1229.</p>
<p>Para o local do Oratório, o telefone divulgado é (11) 97553-8158.</p>
<p>A organização do leilão por lotes permite que os interessados consultem as condições de participação e examinem os materiais disponibilizados pela companhia.</p>
<h3>Metrô abre licitação para ferramentas utilizadas nas oficinas de manutenção</h3>
<p>Outra contratação publicada pelo Metrô envolve o fornecimento de ferramentas manuais destinadas às oficinas de manutenção dos trens.</p>
<p>As ferramentas fazem parte dos materiais necessários à execução de intervenções técnicas, desmontagem e montagem de componentes, inspeções e reparos.</p>
<p>As sessões da licitação foram distribuídas entre 29 de outubro e 4 de novembro de 2026, conforme os grupos previstos no procedimento.</p>
<p>O edital será disponibilizado a partir de 16 de outubro.</p>
<p>A manutenção metroferroviária exige o emprego de ferramentas compatíveis com os componentes e os procedimentos técnicos utilizados pelas equipes responsáveis pela conservação dos equipamentos.</p>
<h3>Metrô também contratará equipamentos de proteção individual e atendimento a eventos</h3>
<p>A companhia abriu pregão eletrônico para registro de preços destinado ao fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs).</p>
<p>A sessão pública está marcada para 4 de novembro de 2026, às 9h.</p>
<p>A compra de EPIs atende às necessidades de proteção dos empregados durante a execução de atividades profissionais, observadas as características e os riscos de cada serviço.</p>
<p>Outro procedimento envolve a contratação de serviços de atendimento a eventos, com fornecimento de insumos à companhia.</p>
<p>A sessão pública desse pregão será realizada em 3 de novembro de 2026, às 10h.</p>
<p>Os editais serão disponibilizados em 16 de outubro.</p>
<h3>CPTM contratará fornecimento e instalação de persianas</h3>
<p>A CPTM publicou aviso de pregão eletrônico para fornecimento e instalação de persianas por meio de ata de registro de preços.</p>
<p>A sessão pública será realizada em 4 de novembro de 2026, às 9h.</p>
<p>O prazo para apresentação das propostas começa em 15 de outubro.</p>
<p>O registro de preços permite organizar contratações conforme as condições estabelecidas no edital e no instrumento decorrente da licitação.</p>
<h3>CPTM formaliza contratos de vestimentas e formulários</h3>
<p>A companhia também publicou atos de homologação e contratação envolvendo dois fornecedores.</p>
<p>O primeiro contrato é com a Mercúrio Equipamentos de Segurança Ltda., para fornecimento de conjuntos de calça e jaqueta com capuz em náilon emborrachado.</p>
<p>O valor é de R$ 29.780,80, com vigência de 60 dias.</p>
<p>O segundo contrato envolve a Print Mix Soluções em Impressos, para produção e impressão de formulários.</p>
<p>O valor desse fornecimento é de R$ 2.706,00.</p>
<p>As contratações integram a aquisição de materiais utilizados nas atividades das equipes e nos processos administrativos e operacionais da CPTM.</p>
<h3>Manutenção ferroviária envolve contratos de diferentes naturezas</h3>
<p>A operação de sistemas de transporte sobre trilhos depende de uma cadeia de serviços e fornecimentos que inclui peças de reposição, ferramentas, materiais de infraestrutura, equipamentos de segurança e atividades de apoio.</p>
<p>Além da manutenção dos trens e das vias, as companhias precisam manter instalações, sistemas administrativos e condições adequadas para a atuação das equipes.</p>
<p>As licitações publicadas nesta quinta-feira fazem parte dessa estrutura de contratação e abastecimento dos sistemas ferroviários paulistas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Ônibus elétricos percorrem 1.600 km na África; recarga e autonomia ainda limitam expansão nas viagens rodoviárias</title>
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    <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 13:01:36 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Internacional]]></category><category><![CDATA[Meio ambiente]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Experiência até a fronteira entre Etiópia e Quênia teve abastecimento de energia durante o percurso; Portugal e Escócia oferecem exemplos de serviços interurbanos, enquanto Brasil reúne testes e aplicações no fretamento ADAMO BAZANI Três ônibus elétricos completaram uma viagem de aproximadamente 1.600 quilômetros entre a capital da Etiópia e a fronteira com o Quênia, com [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="969" height="646" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260930063425825.png?fit=969%2C646&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260930063425825.png?w=969&amp;ssl=1 969w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260930063425825.png?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260930063425825.png?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260930063425825.png?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260930063425825.png?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 969px) 100vw, 969px" /> <p><em>Experiência até a fronteira entre Etiópia e Quênia teve abastecimento de energia durante o percurso; Portugal e Escócia oferecem exemplos de serviços interurbanos, enquanto Brasil reúne testes e aplicações no fretamento</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Três ônibus elétricos completaram uma viagem de aproximadamente 1.600 quilômetros entre a capital da Etiópia e a fronteira com o Quênia, com recargas programadas durante o caminho. A experiência mostra que veículos a bateria podem percorrer grandes distâncias quando há estrutura para abastecimento de energia, mas também evidencia os obstáculos para transformar demonstrações desse tipo em serviços regulares: autonomia suficiente entre as paradas, tempo de recarga compatível com os horários e instalações disponíveis ao longo das rodovias.</p>
<p>Já existem experiências comerciais de ônibus elétricos interurbanos em países como Portugal e Reino Unido. No Brasil, há exemplos de fretamento e testes rodoviários, mas a expansão da rede de recarga para veículos leves não significa que todas essas instalações possam receber ônibus. Para o passageiro, a viabilidade dessa mudança depende de uma operação capaz de cumprir a viagem e os horários mesmo com trânsito, variações de consumo ou indisponibilidade de um carregador.</p>
<h3>Viagem africana teve 1.600 quilômetros de ida e volta, com recargas durante quatro dias</h3>
<p>Os três veículos Golden Dragon PIVOT E12 saíram de Adis Abeba em 10 de setembro e seguiram até Moyale, na fronteira entre Etiópia e Quênia.</p>
<p>O trecho de ida teve aproximadamente 800 quilômetros. Com o retorno, o percurso chegou a 1.600 quilômetros em quatro dias.</p>
<p>Essa distância representa a viagem completa, com recargas intermediárias. Os ônibus tinham baterias de 350 kWh e autonomia máxima informada de aproximadamente 350 quilômetros por carga.</p>
<p>O planejamento incluiu abastecimento em Hawassa, Yabelo e Moyale, com apoio da empresa de energia Ethiopian Electric Utility. Dois veículos transportaram equipamentos portáteis de recarga, que também dependiam de uma fonte de eletricidade.</p>
<p>Em Hawassa, o relato informa que os três ônibus carregaram simultaneamente, passando de cerca de 30% para 100% em aproximadamente uma hora. A programação da viagem registrou cinco paradas para recarga.</p>
<p>Os veículos normalmente atendem linhas urbanas de Adis Abeba. Portanto, a experiência deve ser entendida como uma demonstração em percurso prolongado, sem comprovar, por si só, a implantação de uma linha rodoviária internacional regular.</p>
<h3>Portugal colocou ônibus elétrico na ligação Lisboa–Porto e mostrou como a recarga influencia a programação</h3>
<p>Um exemplo de aplicação em serviço interurbano foi anunciado pela FlixBus em setembro de 2024, na ligação entre Lisboa e Porto, em Portugal.</p>
<p>A operação foi estruturada com um ônibus Yutong, em parceria com a transportadora AV Feirense e a empresa de energia EDP. A autonomia divulgada era de aproximadamente 400 quilômetros.</p>
<p>O projeto previa duas viagens diárias, uma em cada sentido, durante os sete dias da semana, com recarga ao término de cada percurso.</p>
<p>Segundo a FlixBus, o carregamento de 20% para 100% demorava, em média, duas horas e 45 minutos, na potência máxima disponível para aquela instalação.</p>
<p>O caso ajuda a entender que a distância percorrida pelo ônibus é apenas uma parte da equação. Também é necessário reservar tempo entre viagens para recuperar energia.</p>
<p>A própria empresa informou que uma experiência anterior, iniciada em 2022 entre Porto e Bragança, teve menos viagens do que o planejado devido a limitações de recarga. Assim, mesmo com um veículo apto a circular, a infraestrutura pode restringir a oferta.</p>
<h3>Escócia combina serviços interurbanos com uma rede de carregadores voltada a veículos pesados</h3>
<p>Na Escócia, a Ember iniciou sua operação em 2020 com ônibus elétricos na ligação Dundee–Edimburgo e ampliou sua atuação para outras conexões interurbanas.</p>
<p>A empresa também desenvolve uma rede própria de recarga. Na consulta realizada para esta reportagem, a operadora informava instalações em Livingston, Dundee, Aberdeen, Inverness, Oban, Thurso, Fort William e Perth.</p>
<p>A infraestrutura é utilizada pela frota da Ember e oferecida a outros operadores de ônibus e caminhões mediante agendamento. A página de acesso à rede informa carregadores com cabos CCS e potência de até 300 kW.</p>
<p>A reserva de horários é relevante porque alguns locais têm capacidade limitada devido ao uso intenso pela própria operadora.</p>
<p>Esse modelo mostra uma alternativa para reduzir a incerteza de uma viagem: estabelecer pontos de recarga adequados ao veículo e assegurar uma janela de atendimento, em vez de depender exclusivamente de equipamentos públicos disponíveis no momento da chegada.</p>
<h3>Autonomia anunciada precisa ser confrontada com relevo, passageiros, climatização e condições reais da viagem</h3>
<p>A autonomia divulgada por uma fabricante é uma referência técnica. O resultado de uma operação depende das condições em que o veículo circula.</p>
<p>Temperatura, uso da climatização, relevo, carga transportada e maneira de conduzir influenciam o consumo. Por isso, o planejamento precisa considerar medições na rota e situações desfavoráveis, como um desvio que aumente a distância até o próximo carregador.</p>
<p>Uma linha de 300 quilômetros, por exemplo, não deve ser considerada automaticamente adequada a um ônibus com autonomia anunciada de 300 quilômetros. É preciso verificar se o veículo consegue concluir o percurso com margem operacional.</p>
<p>Também existe uma diferença entre rodar muitos quilômetros durante um dia e percorrer essa mesma distância sem parar para carregar. Um ônibus pode acumular uma quilometragem diária elevada ao alternar viagens e recargas.</p>
<p>Na avaliação de projetos, três informações precisam estar claras: a distância total percorrida, a distância entre abastecimentos de energia e as condições em que a autonomia foi medida.</p>
<h3>Tempo de recarga depende da potência efetiva e da quantidade de energia que precisa ser reposta</h3>
<p>A capacidade da bateria e a potência do carregador são grandezas diferentes.</p>
<p>A capacidade, expressa em kWh, indica a quantidade de energia armazenada. A potência, em kW, indica a velocidade com que essa energia pode ser transferida.</p>
<p>Para ilustrar, uma bateria hipotética de 400 kWh precisaria receber 240 kWh para passar de 20% para 80% de carga. Em um cálculo simplificado, os tempos seriam:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Potência constante efetivamente entregue</th>
<th>Tempo teórico para repor 240 kWh</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>150 kW</td>
<td>1 hora e 36 minutos</td>
</tr>
<tr>
<td>300 kW</td>
<td>48 minutos</td>
</tr>
<tr>
<td>450 kW</td>
<td>32 minutos</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Esses valores são exemplos matemáticos, sem representar um modelo específico de ônibus. Desconsideram perdas e mudanças de potência durante o carregamento.</p>
<p>Na prática, o tempo depende dos limites do veículo, do carregador e da instalação elétrica. A potência também pode variar durante a sessão.</p>
<p>Isso significa que conectar um ônibus a um equipamento de 300 kW não garante que ele receberá essa potência continuamente. Da mesma forma, instalar um carregador mais potente exige verificar se o veículo pode aproveitar essa capacidade.</p>
<p>Para uma empresa de transporte, a consequência é direta: o período de recarga precisa caber na programação de partidas e na utilização diária da frota.</p>
<h3>Falta de pontos adequados pode interromper uma rota mesmo quando há eletropostos no caminho</h3>
<p>A existência de um carregador no mapa não comprova que ele possa atender um ônibus rodoviário.</p>
<p>É necessário verificar compatibilidade, potência, acesso e espaço para estacionar e manobrar. Uma vaga preparada para automóveis pode não acomodar um coletivo, e a posição do equipamento ou o alcance do cabo podem impedir a conexão.</p>
<p>Também precisam ser avaliadas a disponibilidade do carregador e as alternativas em caso de falha ou ocupação.</p>
<p>Uma empresa que depende de um único ponto para concluir determinada etapa da viagem fica exposta a atrasos se esse equipamento estiver indisponível. O planejamento deve prever uma solução de contingência compatível com a energia restante.</p>
<p>Equipamentos portáteis, como os utilizados na experiência africana, podem facilitar demonstrações e operações específicas. Ainda assim, precisam de conexão elétrica adequada e não substituem automaticamente uma rede permanente de atendimento.</p>
<h3>Brasil já registrou teste intermunicipal entre Curitiba e Ponta Grossa, mas anúncio de experiência não comprova continuidade</h3>
<p>No Brasil, um exemplo documentado ocorreu em agosto de 2021, quando Embarca, Expresso Princesa dos Campos, BYD e Marcopolo anunciaram testes com um ônibus elétrico na ligação Curitiba–Ponta Grossa, no Paraná.</p>
<p>O veículo tinha carroceria Marcopolo Viaggio 1050, chassi elétrico BYD e 44 lugares. O anúncio previa uma experiência de 90 dias e informava autonomia de 250 quilômetros para aquela aplicação.</p>
<p>Como noticiou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> na ocasião, o projeto buscava avaliar a utilização da tecnologia no transporte rodoviário intermunicipal.</p>
<p>É necessário preservar essa distinção: o anúncio documenta um teste realizado naquele período. Não permite afirmar, sem confirmação adicional, que a mesma operação permanece elétrica em 2026 ou que houve expansão para outras linhas.</p>
<h3>Fretamento reúne exemplos brasileiros com carroceria rodoviária e trajetos planejados</h3>
<p>Outra aplicação foi divulgada pela Marcopolo em novembro de 2020, com um Viaggio 1050 elétrico da Turis Silva destinado ao transporte de trabalhadores da Gerdau, em Charqueadas, no Rio Grande do Sul.</p>
<p>O ônibus utilizava chassi BYD, tinha 44 poltronas para passageiros e autonomia anunciada de 300 quilômetros. O projeto envolvia a EDP Smart na estrutura de eletrificação.</p>
<p>Em abril de 2024, a Marcopolo informou também a entrega de um Viaggio 1050 elétrico ao grupo Viação Garcia–Brasil Sul para fretamento da Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O veículo tinha chassi BYD D9F e autonomia divulgada de 300 quilômetros.</p>
<p>São exemplos de aplicação rodoviária da tecnologia, mas o tipo de carroceria não determina sozinho a extensão da viagem. Um ônibus rodoviário pode realizar fretamento em percursos relativamente curtos.</p>
<p>Do ponto de vista operacional, trajetos conhecidos, horários previsíveis e possibilidade de retorno a uma base para recarga facilitam o planejamento. Uma linha de longa distância com diferentes destinos exige avaliar também a infraestrutura fora da garagem.</p>
<h3>Rede brasileira chegou a quase 30 mil pontos de recarga, mas levantamento não indica quantos atendem ônibus</h3>
<p>O levantamento da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, em parceria com a Tupi, registrou 29.866 pontos públicos e semipúblicos de recarga em agosto de 2026.</p>
<p>Desse total, 18.469 eram de corrente alternada, identificados como AC, e 11.397 de corrente contínua, ou DC. Os pontos DC representavam 38,2% da rede contabilizada.</p>
<p>O levantamento apontava presença de infraestrutura em 1.911 municípios, dos quais 1.156 tinham pelo menos um ponto DC.</p>
<p>Os números mostram a expansão da rede, mas não correspondem a um inventário de instalações aptas a receber ônibus. Também não representam necessariamente 29.866 endereços diferentes, pois um local pode reunir vários pontos.</p>
<p>Para avaliar uma ligação rodoviária elétrica, é preciso mapear os equipamentos efetivamente utilizáveis pelo coletivo ao longo daquela rota. A classificação como DC, isoladamente, não informa toda a capacidade de atendimento a veículos pesados.</p>
<h3>Emplacamentos crescem, enquanto aplicações rodoviárias exigem avaliação própria</h3>
<p>Segundo a ABVE, o Brasil emplacou 589 ônibus elétricos no primeiro semestre de 2026, ante 306 no mesmo período de 2025, crescimento de 92,5%.</p>
<p>O município de São Paulo respondeu por 429 unidades, ou 72,8% do total semestral. O levantamento relaciona o crescimento às compras e à renovação de frotas municipais.</p>
<p>Esses dados não devem ser apresentados como quantidade de ônibus elétricos de longa distância. Também representam emplacamentos no período, e não o tamanho total da frota nacional em operação.</p>
<p>Nos exemplos rodoviários brasileiros apurados, aparecem testes intermunicipais e fretamentos. Sua expansão depende de combinar veículos adequados, infraestrutura nos locais de parada e uma programação que incorpore o tempo de recarga.</p>
<p>O investimento também envolve carregadores, instalações elétricas, eventuais adequações da rede e capacitação das equipes. A avaliação econômica precisa considerar esses componentes juntamente com o custo de energia, manutenção e utilização do ônibus.</p>
<p>A experiência africana demonstra a possibilidade de completar um percurso prolongado com recargas planejadas. Para oferecer essa possibilidade diariamente ao passageiro, o desafio é assegurar que o mesmo planejamento funcione de maneira repetida, com horários cumpridos e alternativas quando houver imprevistos.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Acidente entre ônibus e carro deixa feridos em Novo Hamburgo (RS) na madrugada deste sábado (17)</title>
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	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 12:21:32 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Veículo de passeio teria invadido a contramão e colidido frontalmente contra o coletivo, que transportava 20 pessoas VINÍCIUS DE OLIVEIRA Na madrugada deste sábado, 17 de outubro, por volta das 0h30, um acidente entre um ônibus e um carro deixou feridos em Novo Hamburgo (RS). O coletivo transportava 20 passageiros, funcionários de uma empresa de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="600" height="338" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_0963.jpg?fit=600%2C338&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_0963.jpg?w=600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_0963.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_0963.jpg?resize=150%2C85&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_0963.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Veículo de passeio teria invadido a contramão e colidido frontalmente contra o coletivo, que transportava 20 pessoas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na madrugada deste sábado, 17 de outubro, por volta das 0h30, um acidente entre um ônibus e um carro deixou feridos em Novo Hamburgo (RS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O coletivo transportava 20 passageiros, funcionários de uma empresa de Campo Belo; o número de pessoas feridas não foi informado pela Polícia Civil, mas foram encaminhadas ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo e ao hospital de Campo Bom.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O carro teria invadido a contramão e colidido frontalmente contra o ônibus, que por conta do impacto, tombou e caiu em um barranco na Avenida dos Municípios, localizada no bairro Canudos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O veículo de passeio já foi removido do local do acidente. Até às 7h, o ônibus permanecia no trecho da avenida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Confira as linhas e as 360 seções autorizadas pela ANTT na Janela Extraordinária para a Liderança, Manu’s, Roberto Viagens e Progresso</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/17/confira-as-linhas-e-as-360-secoes-autorizadas-pela-antt-na-janela-extraordinaria-para-a-lideranca-manus-roberto-viagens-e-progresso/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 12:01:19 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Documentos detalham 360 seções em sete novas autorizações e outras quatro inclusões em duas linhas existentes; ligações abrangem oito estados e fazem parte da antecipação de mercados desatendidos ADAMO BAZANI As autorizações assinadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para Liderança Turismo, Manu’s Turismo, Roberto Viagens e Viação Progresso abrangem desde ligações entre Goiás [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maxresdefault.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maxresdefault.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maxresdefault.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maxresdefault.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maxresdefault.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maxresdefault.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maxresdefault.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Documentos detalham 360 seções em sete novas autorizações e outras quatro inclusões em duas linhas existentes; ligações abrangem oito estados e fazem parte da antecipação de mercados desatendidos</em><br><br><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em><br><br>As autorizações assinadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para Liderança Turismo, Manu’s Turismo, Roberto Viagens e Viação Progresso abrangem desde ligações entre Goiás e o Paraná até serviços entre o Rio Grande do Sul e o litoral catarinense, além de conexões da Bahia com Minas Gerais e São Paulo e de municípios mineiros com o Rio de Janeiro. Os documentos detalham 360 seções em sete novos Termos de Autorização (TAR) e quatro inclusões em duas linhas existentes.<br><br>Como mostrou o <em>Diário do Transporte</em> em 16 de outubro, as nove decisões foram assinadas em 15 de outubro de 2026 e integram a antecipação de mercados desatendidos contemplados na Janela Extraordinária nº 01/2024. Na apuração publicada na sexta-feira, os atos aguardavam publicação no Diário Oficial da União. Para os novos termos, o prazo de início dos serviços será de até 30 dias a partir do começo da vigência da autorização, com possibilidade de uma prorrogação pelo mesmo período, mediante justificativa.<br><br>O detalhamento dos anexos permite identificar quais pares de municípios cada empresa poderá atender. As 364 seções consideradas no conjunto incluem ligações que aparecem em mais de uma autorização da mesma transportadora.<br><br>No transporte interestadual, o mercado corresponde à ligação entre dois municípios. Já a seção identifica uma ligação autorizada dentro de determinada linha. Por isso, uma linha com diversos pontos de embarque e desembarque pode reunir dezenas de seções, e um mesmo mercado pode integrar mais de um serviço.<br><br>As empresas aparecem nos atos pelas razões sociais Viação Rio Oeste Ltda., que utiliza a marca Liderança Turismo; Manos Turismo e Viagens Ltda., que atua como Manu’s Turismo; Roberto Viagens Especiais Ltda.; e Viação Progresso e Turismo S/A.<br><br><strong>Liderança Turismo: 160 seções na ligação Senador Canedo–Foz do Iguaçu</strong><br><br>A Liderança Turismo concentra a maior quantidade de seções em uma única autorização deste conjunto. A Decisão SUPAS nº 1.443 autoriza a Viação Rio Oeste Ltda., CNPJ 01.608.998/0001-74, a operar a linha Senador Canedo (GO)–Foz do Iguaçu (PR), pelo TAR GOPR0164009.<br><br>O anexo reúne 160 seções entre municípios de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.<br><br>Além da ligação entre os pontos extremos, o serviço contempla mercados de Goiânia, Itumbiara e Morrinhos, em Goiás, e de Canápolis, no Triângulo Mineiro, com municípios paranaenses e paulistas. Também há diversas ligações entre cidades do Paraná e do interior de São Paulo.<br><br>Confira a relação agrupada por município. Cada destino relacionado corresponde a uma seção do anexo:<br><br>&#8211; Arapongas (PR): Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Lins e Nova Granada, todos em São Paulo.<br><br>&#8211; Campo Mourão (PR): Icém, José Bonifácio, Lins e Nova Granada (SP).<br><br>&#8211; Canápolis (MG): Arapongas, Campo Mourão, Cascavel, Engenheiro Beltrão, Foz do Iguaçu, Londrina, Mamborê, Mandaguari, Marialva, Maringá, Medianeira, Rolândia, Santa Tereza do Oeste, São Miguel do Iguaçu, Sertanópolis e Ubiratã (PR); Assis, Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Lins, Marília e Nova Granada (SP).<br><br>&#8211; Cascavel (PR): Icém, José Bonifácio, Lins e Nova Granada (SP).<br><br>&#8211; Engenheiro Beltrão (PR): Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Marília, Nova Granada e São José do Rio Preto (SP).<br><br>&#8211; Foz do Iguaçu (PR): Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Lins e Nova Granada (SP).<br><br>&#8211; Goiânia (GO): Engenheiro Beltrão, Mamborê, Mandaguari, Marialva, Rolândia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu (PR); Icém e Nova Granada (SP).<br><br>&#8211; Itumbiara (GO): Arapongas, Engenheiro Beltrão, Mamborê, Mandaguari, Marialva, Rolândia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Sertanópolis (PR); Icém e Nova Granada (SP).<br><br>&#8211; Londrina (PR): Bady Bassitt, Icém e Nova Granada (SP).<br><br>&#8211; Mamborê (PR): Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Lins, Marília, Nova Granada e São José do Rio Preto (SP).<br><br>&#8211; Mandaguari (PR): Assis, Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Lins, Marília, Nova Granada e São José do Rio Preto (SP).<br><br>&#8211; Marialva (PR): Assis, Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Lins, Marília, Nova Granada e São José do Rio Preto (SP).<br><br>&#8211; Maringá (PR): Icém e Nova Granada (SP).<br><br>&#8211; Medianeira (PR): Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Lins e Nova Granada (SP).<br><br>&#8211; Morrinhos (GO): Canápolis (MG); Arapongas, Engenheiro Beltrão, Foz do Iguaçu, Londrina, Mamborê, Mandaguari, Marialva, Medianeira, Rolândia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Sertanópolis (PR); Assis, Icém, José Bonifácio, Lins, Marília e Nova Granada (SP).<br><br>&#8211; Rolândia (PR): Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Lins, Marília, Nova Granada e São José do Rio Preto (SP).<br><br>&#8211; Santa Tereza do Oeste (PR): Assis, Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Lins, Marília, Nova Granada e São José do Rio Preto (SP).<br><br>&#8211; Santa Terezinha de Itaipu (PR): Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Marília, Nova Granada e São José do Rio Preto (SP).<br><br>&#8211; São Miguel do Iguaçu (PR): Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio, Lins, Marília, Nova Granada e São José do Rio Preto (SP).<br><br>&#8211; Senador Canedo (GO): Foz do Iguaçu (PR).<br><br>&#8211; Sertanópolis (PR): Bady Bassitt, Icém, José Bonifácio e Nova Granada (SP).<br><br>&#8211; Ubiratã (PR): Icém, José Bonifácio, Lins, Marília e Nova Granada (SP).<br><br><strong>Manu’s Turismo: quatro linhas e 177 seções no Sul</strong><br><br>A Manu’s Turismo, razão social Manos Turismo e Viagens Ltda., CNPJ 05.358.104/0001-96, reúne quatro novos termos de autorização, somando 177 seções.<br><br>São três linhas entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina e uma entre o Paraná e o Rio Grande do Sul, que também contempla seções com municípios catarinenses.<br><br>Marau–Joinville: 32 seções<br><br>A Decisão SUPAS nº 1.437 emite o TAR RSSC1616005 para a linha Marau (RS)–Joinville (SC).<br><br>As seções estão distribuídas entre quatro municípios gaúchos e destinos catarinenses:<br><br>&#8211; Lagoa Vermelha (RS): Balneário Piçarras, Barra Velha, Navegantes, Palhoça, Penha e Porto Belo (SC).<br><br>&#8211; Marau (RS): Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Biguaçu, Florianópolis, Itajaí, Itapema, Joinville, Lages, Navegantes, Palhoça, Penha, Porto Belo, São José e Tijucas (SC).<br><br>&#8211; Passo Fundo (RS): Barra Velha, Navegantes, Palhoça, Penha e Porto Belo (SC).<br><br>&#8211; Vacaria (RS): Balneário Piçarras, Barra Velha, Navegantes, Palhoça, Penha e Porto Belo (SC).<br><br>Santa Rosa–Barra Velha: 61 seções<br><br>A Decisão SUPAS nº 1.438 autoriza a linha Santa Rosa (RS)–Barra Velha (SC), pelo TAR RSSC1616006.<br><br>O anexo contempla ligações de municípios do noroeste e norte gaúcho com o interior, a Grande Florianópolis e o litoral de Santa Catarina:<br><br>&#8211; Carazinho (RS): Barra Velha, Concórdia, Joaçaba, Palhoça, Penha e Porto Belo (SC).<br><br>&#8211; Cruz Alta (RS): Concórdia, Palhoça e São José (SC).<br><br>&#8211; Erechim (RS): Barra Velha, Biguaçu, Palhoça, Penha, Porto Belo, São José e Tijucas (SC).<br><br>&#8211; Getúlio Vargas (RS): Barra Velha, Biguaçu, Itajaí, Itapema, Palhoça, Penha, Porto Belo, São José e Tijucas (SC).<br><br>&#8211; Ibirubá (RS): Florianópolis (SC).<br><br>&#8211; Ijuí (RS): Barra Velha, Biguaçu, Concórdia, Joaçaba, Palhoça, Penha, Porto Belo, São José e Tijucas (SC).<br><br>&#8211; Não-Me-Toque (RS): Florianópolis (SC).<br><br>&#8211; Passo Fundo (RS): Barra Velha, Navegantes, Palhoça, Penha e Porto Belo (SC).<br><br>&#8211; Santa Rosa (RS): Barra Velha, Biguaçu, Concórdia, Joaçaba, Lages, Palhoça, Penha, Porto Belo, São José e Tijucas (SC).<br><br>&#8211; Santo Ângelo (RS): Barra Velha, Biguaçu, Concórdia, Joaçaba, Palhoça, Penha, Porto Belo, São José e Tijucas (SC).<br><br>&#8211; Tapera (RS): Florianópolis (SC).<br><br><strong>Santa Rosa–Sombrio: 67 seções</strong><br><br>A maior autorização da Manu’s neste conjunto é a linha Santa Rosa (RS)–Sombrio (SC), com 67 seções. O serviço foi autorizado pela Decisão SUPAS nº 1.439, com o TAR RSSC1616004.<br><br>As ligações abrangem municípios gaúchos e destinos catarinenses como Araranguá, Criciúma, Tubarão, Laguna, Imbituba e Garopaba, além de localidades da Grande Florianópolis.<br><br>&#8211; Carazinho (RS): Araranguá, Criciúma, Içara, Palhoça, Sombrio e Tubarão (SC).<br><br>&#8211; Cruz Alta (RS): Araranguá, Criciúma, Garopaba, Içara, Imbituba, Laguna, Palhoça, São José, Sombrio e Tubarão (SC).<br><br>&#8211; Ibirubá (RS): Florianópolis (SC).<br><br>&#8211; Ijuí (RS): Araranguá, Criciúma, Içara, Palhoça, São José, Sombrio e Tubarão (SC).<br><br>&#8211; Lagoa Vermelha (RS): Araranguá, Criciúma, Garopaba, Içara, Imbituba, Laguna, Palhoça, Sombrio e Tubarão (SC).<br><br>&#8211; Não-Me-Toque (RS): Florianópolis (SC).<br><br>&#8211; Passo Fundo (RS): Araranguá, Criciúma, Garopaba, Imbituba, Laguna, Palhoça, Sombrio e Tubarão (SC).<br><br>&#8211; Santa Rosa (RS): Araranguá, Criciúma, Içara, Lages, Palhoça, São José, Sombrio e Tubarão (SC).<br><br>&#8211; Santo Ângelo (RS): Araranguá, Criciúma, Içara, Palhoça, São José, Sombrio e Tubarão (SC).<br><br>&#8211; Tapera (RS): Florianópolis (SC).<br><br>&#8211; Vacaria (RS): Araranguá, Criciúma, Garopaba, Içara, Imbituba, Laguna, Palhoça, Sombrio e Tubarão (SC).<br><br><strong>Foz do Iguaçu–Santa Rosa: 17 seções</strong><br><br>A Decisão SUPAS nº 1.441 emite o TAR PRRS1616003 para a linha Foz do Iguaçu (PR)–Santa Rosa (RS).<br><br>São 17 seções envolvendo municípios paranaenses, gaúchos e catarinenses:<br><br>&#8211; Carazinho (RS): Concórdia (SC).<br><br>&#8211; Cruz Alta (RS): Concórdia (SC).<br><br>&#8211; Foz do Iguaçu (PR): Cruz Alta e Santa Rosa (RS).<br><br>&#8211; Francisco Beltrão (PR): Santa Rosa e Santo Ângelo (RS).<br><br>&#8211; Ijuí (RS): Chapecó e Concórdia (SC).<br><br>&#8211; Medianeira (PR): Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa e Santo Ângelo (RS).<br><br>&#8211; Pato Branco (PR): Santa Rosa e Santo Ângelo (RS).<br><br>&#8211; Santa Rosa (RS): Concórdia (SC).<br><br>&#8211; Santo Ângelo (RS): Chapecó e Concórdia (SC).<br><br>Os anexos mostram que alguns mercados estão presentes em mais de uma linha da Manu’s. É o caso de Passo Fundo–Palhoça, incluído tanto em Marau–Joinville quanto em Santa Rosa–Barra Velha e Santa Rosa–Sombrio.<br><br>Assim, as 177 seções representam a soma dos registros nos quatro termos de autorização, incluindo as repetições de mercados entre linhas.<br><br><strong>Roberto Viagens: 20 seções entre Bahia, Minas Gerais e São Paulo</strong><br><br>A Roberto Viagens Especiais Ltda., CNPJ 02.560.408/0001-43, recebeu autorização para a linha Vitória da Conquista (BA)–Araçatuba (SP), pelo TAR BASP1715001, conforme a Decisão SUPAS nº 1.442.<br><br>O anexo reúne 20 seções, com ligações entre o sudoeste baiano, o norte de Minas Gerais, o Triângulo Mineiro e o interior paulista.<br><br>Brumado, Caetité e Guanambi concentram cinco ligações cada. Os três municípios baianos poderão ser atendidos em conexões com Araçatuba, Barretos e São José do Rio Preto, em São Paulo, e com Uberaba e Uberlândia, em Minas Gerais.<br><br>A relação completa é a seguinte:<br><br>&#8211; Brumado (BA): Araçatuba, Barretos e São José do Rio Preto (SP); Uberaba e Uberlândia (MG).<br><br>&#8211; Caetité (BA): Araçatuba, Barretos e São José do Rio Preto (SP); Uberaba e Uberlândia (MG).<br><br>&#8211; Guanambi (BA): Araçatuba, Barretos e São José do Rio Preto (SP); Uberaba e Uberlândia (MG).<br><br>&#8211; Janaúba (MG): São José do Rio Preto (SP).<br><br>&#8211; Montes Claros (MG): Araçatuba e Barretos (SP).<br><br>&#8211; Urandi (BA): São José do Rio Preto (SP).<br><br>&#8211; Vitória da Conquista (BA): Araçatuba (SP).<br><br><strong>Progresso: nova linha e ampliação de duas autorizações existentes</strong><br><br>A Viação Progresso e Turismo S/A, CNPJ 32.404.063/0001-08, reúne três decisões: uma para emissão de novo termo e duas para inclusão de seções em linhas existentes entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais.<br><br>A Decisão SUPAS nº 1.436 autoriza a linha Teresópolis (RJ)–Juiz de Fora (MG), pelo TAR RJMG0037015, com três seções:<br><br>&#8211; Juiz de Fora (MG)–Comendador Levy Gasparian (RJ).<br><br>&#8211; Juiz de Fora (MG)–Teresópolis (RJ).<br><br>&#8211; Juiz de Fora (MG)–Três Rios (RJ).<br><br>As outras duas decisões acrescentam os mesmos dois mercados a autorizações distintas da ligação Barra Mansa (RJ)–Carangola (MG):<br><br>&#8211; Carangola (MG)–Sapucaia (RJ).<br><br>&#8211; Leopoldina (MG)–Vassouras (RJ).<br><br>A Decisão SUPAS nº 1.435 modifica o TAR RJMG0037013, da linha Barra Mansa–Carangola. Já a Decisão SUPAS nº 1.444 altera o TAR RJMG0037011, da linha Barra Mansa–Carangola, via Divino (MG).<br><br>Cada termo passa de 24 para 26 seções. São dois pares de municípios acrescentados a cada uma das duas autorizações, totalizando quatro inclusões.<br><br>Com as alterações, os anexos dos dois termos passam a reunir as seguintes ligações:<br><br>&#8211; Além Paraíba (MG): Barra Mansa, Três Rios, Vassouras e Volta Redonda (RJ).<br><br>&#8211; Carangola (MG): Barra do Piraí, Barra Mansa, Sapucaia, Três Rios, Vassouras e Volta Redonda (RJ).<br><br>&#8211; Divino (MG): Barra do Piraí, Barra Mansa, Três Rios e Volta Redonda (RJ).<br><br>&#8211; Fervedouro (MG): Três Rios (RJ).<br><br>&#8211; Leopoldina (MG): Barra do Piraí, Barra Mansa, Sapucaia, Três Rios e Vassouras (RJ).<br><br>&#8211; Muriaé (MG): Barra do Piraí, Barra Mansa, Sapucaia, Três Rios, Vassouras e Volta Redonda (RJ).<br><br>As decisões também estabelecem que a implantação de nova seção intermediária reinicia a contagem do período mínimo de atendimento da linha.<br><br><strong>Autorizações integram antecipação dos mercados desatendidos</strong><br><br>O conjunto detalhado nos documentos corresponde às autorizações abordadas pelo Diário do Transporte em 16 de outubro, a partir de levantamento encaminhado pelo advogado especialista em regulação do transporte rodoviário interestadual de passageiros, Ilo Löbel da Luz.<br><br>A Janela Extraordinária nº 01/2024 foi aberta para ampliar a cobertura dos serviços regulares interestaduais, permitindo pedidos para mercados desatendidos ou atendidos por apenas uma transportadora.<br><br>As nove decisões examinadas estão vinculadas à antecipação dos mercados desatendidos diretamente contemplados, conforme o Comunicado SUPAS nº 41, de 24 de abril de 2026.<br><br>Nesse procedimento, as empresas manifestaram interesse em antecipar a operação e indicaram como pretendiam organizar os serviços: por novos termos de autorização ou pela inclusão de seções em linhas existentes.<br><br>As notas técnicas registram a análise dos requisitos operacionais, incluindo habilitação da transportadora, esquema da linha, veículos, motoristas, horários, inscrições estaduais e instalações utilizadas para a prestação do serviço.<br><br>Para os sete novos termos, as decisões fixam início da operação em até 30 dias contados do começo da vigência do TAR. A prorrogação poderá ocorrer uma única vez, por igual período, desde que justificada. O descumprimento do prazo e das condições estabelecidas implica revogação da autorização.<br><br>Os atos também vinculam a operação às seções autorizadas em cada termo. Para os passageiros, os anexos delimitam os pares de municípios contemplados em cada serviço e permitem acompanhar a implantação das ligações pelas empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta reportagem, o especialista Ilo Löbel da Luz detalha ao criador e editor-chefe do <em><strong>Diário do Transporte,</strong></em> Adamo Bazani, o detalhamento do contexto de mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja </p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/16/antt-assina-autorizacoes-para-lideranca-manus-roberto-viagens-e-progresso-em-mercados-da-janela-extraordinaria/">https://diariodotransporte.com.br/2026/10/16/antt-assina-autorizacoes-para-lideranca-manus-roberto-viagens-e-progresso-em-mercados-da-janela-extraordinaria/</a> <br><br><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Concessionária da Transolímpica pede licença para obras de contenção de erosão no Rio Marangá, sob viaduto de acesso à Avenida Brasil</title>
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    <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 11:01:06 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Intervenção prevista na estrutura viária que atende à ligação em direção ao Recreio dos Bandeirantes envolve recuperação da margem do rio; solicitação foi publicada no Diário Oficial do Rio de Janeiro ADAMO BAZANI A Concessionária Viário S.A., responsável pela Transolímpica, solicitou à Prefeitura do Rio de Janeiro uma licença ambiental municipal para realizar serviços de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="665" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2022-12-16-at-08.34.59.jpeg?fit=1024%2C665&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2022-12-16-at-08.34.59.jpeg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2022-12-16-at-08.34.59.jpeg?resize=300%2C195&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2022-12-16-at-08.34.59.jpeg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2022-12-16-at-08.34.59.jpeg?resize=768%2C499&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2022-12-16-at-08.34.59.jpeg?resize=400%2C260&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Intervenção prevista na estrutura viária que atende à ligação em direção ao Recreio dos Bandeirantes envolve recuperação da margem do rio; solicitação foi publicada no Diário Oficial do Rio de Janeiro</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Concessionária Viário S.A., responsável pela Transolímpica, solicitou à Prefeitura do Rio de Janeiro uma licença ambiental municipal para realizar serviços de controle de erosão e recuperação da margem do Rio Marangá, sob o viaduto da via expressa localizado no acesso à Avenida Brasil, no sentido Recreio dos Bandeirantes.</p>
<p>A intervenção proposta está relacionada à conservação das condições da área situada sob a estrutura rodoviária, em um dos pontos de conexão da Transolímpica com a rede de vias expressas do Rio de Janeiro. O processo de licenciamento será analisado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, responsável pela tramitação do requerimento apresentado pela concessionária.</p>
<h3>Obras previstas envolvem controle de erosão e recuperação da margem do rio</h3>
<p>O requerimento apresentado pela Concessionária Viário S.A. tem como objeto a execução de serviços de controle de erosão e recuperação da margem do Rio Marangá.</p>
<p>O local identificado é a área sob o viaduto da Transolímpica, no acesso da Avenida Brasil, sentido Recreio dos Bandeirantes, no município do Rio de Janeiro, CEP 21512-220.</p>
<p>As intervenções de controle de erosão têm como finalidade conter ou recuperar áreas afetadas pelo desgaste e deslocamento do solo, fenômeno que pode ocorrer pela ação da água e de outros fatores ambientais.</p>
<p>Em regiões próximas a estruturas rodoviárias, o acompanhamento das condições das margens de rios e canais integra os cuidados necessários à conservação do entorno da infraestrutura.</p>
<p>A recuperação dessas áreas pode envolver diferentes técnicas de engenharia e proteção do solo, conforme os estudos e projetos correspondentes.</p>
<p>A concessionária submeteu a atividade ao licenciamento ambiental municipal, procedimento destinado à avaliação das condições e dos requisitos aplicáveis à intervenção.</p>
<h3>Local fica em uma das conexões da Transolímpica com a Avenida Brasil</h3>
<p>A Transolímpica é uma via expressa que integra a rede de corredores rodoviários do Rio de Janeiro.</p>
<p>O corredor conecta regiões da Zona Oeste e permite deslocamentos entre áreas atendidas por importantes vias estruturais, incluindo a Avenida Brasil.</p>
<p>O acesso mencionado na publicação fica no sentido Recreio dos Bandeirantes, direção utilizada pelos veículos que seguem para a Zona Oeste.</p>
<p>A ligação é utilizada por veículos particulares, transporte coletivo e diferentes atividades de circulação urbana.</p>
<p>A conservação da infraestrutura rodoviária e das áreas adjacentes é importante para a segurança e a continuidade dos deslocamentos.</p>
<h3>Solicitação será analisada no processo de licenciamento municipal</h3>
<p>A publicação foi realizada pela Concessionária Viário S.A., que informou ter solicitado a licença ambiental à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento.</p>
<p>O procedimento foi registrado sob o número SEI-000230.001045/2026-35.</p>
<p>O objeto declarado no pedido é o controle de erosão e a recuperação da margem do Rio Marangá, no local especificado pela concessionária.</p>
<p>O licenciamento integra as etapas administrativas relacionadas à execução da intervenção, observadas as exigências técnicas e ambientais aplicáveis.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>ESPECIAL: Fim da escala 6&#215;1 nos ônibus: veja como as empresas devem se preparar para novas jornadas, folgas, plantões e contratações</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/17/especial-fim-da-escala-6x1-nos-onibus-veja-como-as-empresas-devem-se-preparar-para-novas-jornadas-folgas-plantoes-e-contratacoes/</link>
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    <pubDate>Sat, 17 Oct 2026 10:01:04 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Após aprovação da PEC pelo Senado, viações terão de reorganizar escalas, negociar com sindicatos e planejar a redução da jornada para 42 horas nos primeiros dois meses e 40 horas após 14 meses da promulgação. Advogada Liana Variani destaca importância do diálogo, controle de jornadas e segurança jurídica; planejamento deve considerar a operação aos sábados, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vb61.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vb61.jpg?w=4030&amp;ssl=1 4030w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vb61.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vb61.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vb61.jpg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vb61.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vb61.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vb61.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vb61.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vb61.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Após aprovação da PEC pelo Senado, viações terão de reorganizar escalas, negociar com sindicatos e planejar a redução da jornada para 42 horas nos primeiros dois meses e 40 horas após 14 meses da promulgação. Advogada Liana Variani destaca importância do diálogo, controle de jornadas e segurança jurídica; planejamento deve considerar a operação aos sábados, domingos e feriados</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>As empresas de ônibus urbanos, metropolitanos, rodoviários e de fretamento terão de rever a organização do trabalho, os plantões, os horários dos motoristas e a quantidade de profissionais disponíveis para manter as viagens com o fim da escala 6&#215;1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, aprovada pelo Senado na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, por 75 votos a um nos dois turnos, prevê uma transição que começa dois meses após a promulgação, quando o limite será reduzido para 42 horas semanais e os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de repouso remunerado. Após mais 12 meses, a jornada máxima cairá para 40 horas. Para as viações, o planejamento deverá começar antes da entrada em vigor das mudanças, considerando que o transporte de passageiros precisa funcionar todos os dias, inclusive aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>O desafio envolve mais do que conceder uma segunda folga semanal. Será necessário compatibilizar a redução das horas trabalhadas com o cumprimento dos horários das linhas, a disponibilidade de motoristas, as viagens rodoviárias de longa distância, os plantões de manutenção e fiscalização, as substituições em férias e afastamentos e os custos adicionais de pessoal. A advogada especializada em direito empresarial e segurança jurídica Liana Variani, ouvida anteriormente pelo Diário do Transporte, defende que trabalhadores, empresários e representantes sindicais coloquem suas necessidades e dificuldades em discussão, respeitando as particularidades de cada modalidade de transporte. Para ela, acordos claros, controle rigoroso da jornada e melhoria das relações de trabalho são fundamentais para reduzir conflitos e permitir uma adaptação que preserve tanto os direitos dos profissionais quanto a continuidade dos serviços aos passageiros.</p>
<p>A mudança ocorre em um setor que já enfrenta dificuldades para contratar motoristas.</p>
<p>Dados apresentados pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) apontam um déficit estimado de aproximadamente 26 mil condutores no transporte rodoviário interestadual. O segmento conta com pouco mais de 60 mil motoristas, diante de uma necessidade calculada em aproximadamente 86 mil.</p>
<p>No transporte urbano, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) estima que a adoção da jornada de 40 horas poderá aumentar em cerca de 15% os custos relacionados aos motoristas, dependendo das condições de cada operação.</p>
<p>A Confederação Nacional do Transporte (CNT), por sua vez, apresentou aos parlamentares uma projeção de necessidade de mais de 250 mil contratações no conjunto das atividades de transporte, considerando o cenário de redução da jornada analisado pela entidade.</p>
<p>Os representantes dos trabalhadores defendem que a mudança poderá ajudar a enfrentar a falta de profissionais, ao oferecer mais descanso, melhores condições de vida e maior atratividade para a carreira.</p>
<p>O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Paulo João Estausia, afirmou anteriormente que a redução da jornada pode gerar aproximadamente 4,5 mil empregos no transporte urbano em uma etapa inicial, além de estimular o ingresso de novos trabalhadores no setor.</p>
<p>Para as empresas, portanto, o planejamento deverá considerar dois movimentos simultâneos: a necessidade potencial de ampliar os quadros de pessoal e a oportunidade de utilizar melhores condições de trabalho como instrumento para contratar e manter profissionais.</p>
<h2>Setor de transportes poderá negociar escalas diferenciadas, mas empresas terão de cumprir redução da jornada e novas regras de descanso</h2>
<p>A aprovação da PEC que acaba com a escala 6&#215;1 traz uma previsão importante para as empresas de transporte: a possibilidade de negociar regimes diferenciados de distribuição das folgas e de compensação dos períodos de descanso, considerando as particularidades de atividades que precisam funcionar durante toda a semana.</p>
<p>O texto aprovado pelo Senado permite que acordos e convenções coletivas estabeleçam, excepcionalmente, regimes compensatórios que garantam uma média de dois dias de repouso remunerado por semana dentro do mês-calendário, com pelo menos um dia de descanso no período máximo de uma semana de trabalho. A possibilidade também alcança trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados estabelecidos em lei ou norma regulamentadora.</p>
<p>Para as empresas de ônibus, essa previsão será especialmente relevante no planejamento das viagens de sábados, domingos e feriados.</p>
<p>A organização poderá considerar escalas de revezamento, equipes de cobertura de folgas e distribuição dos dias trabalhados conforme a demanda de cada operação.</p>
<p>Uma empresa urbana, por exemplo, poderá precisar de maior quantidade de motoristas durante os horários de pico dos dias úteis, enquanto uma companhia rodoviária poderá enfrentar demanda mais elevada em sextas-feiras, domingos e feriados prolongados.</p>
<p>As negociações coletivas deverão permitir que essas diferenças sejam consideradas, preservando os limites de jornada e descanso.</p>
<p>A redução das horas semanais será aplicada gradualmente: 42 horas após dois meses da publicação da emenda e 40 horas após mais 12 meses, sem diminuição salarial.</p>
<p>A PEC também abre espaço para legislação posterior estabelecer regimes diferenciados para determinadas atividades, respeitados os limites constitucionais.</p>
<p>Outra questão importante para as empresas é a adaptação dos contratos públicos.</p>
<p>O texto prevê mecanismos para preservar o equilíbrio econômico-financeiro de contratos de concessão, permissão e outras modalidades abrangidas, com prazo de até um ano para os aditamentos previstos.</p>
<p>Na prática, a mudança exigirá planejamento conjunto entre concessionárias, sindicatos e gestores públicos, considerando a quantidade de profissionais necessários, a organização das escalas e os custos de manutenção dos serviços.</p>
<h3>O que as empresas devem observar</h3>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Situação</th>
<th>Cuidados para a adaptação</th>
</tr>
<tr>
<td>Operação aos fins de semana</td>
<td>Distribuir equipes e folgas conforme a demanda e os acordos coletivos</td>
</tr>
<tr>
<td>Repouso semanal</td>
<td>Assegurar as garantias constitucionais, inclusive nos regimes compensatórios</td>
</tr>
<tr>
<td>Jornadas especiais de motoristas</td>
<td>Conciliar a legislação profissional com as novas regras</td>
</tr>
<tr>
<td>Redução para 42 horas</td>
<td>Preparar a primeira etapa da transição</td>
</tr>
<tr>
<td>Redução para 40 horas</td>
<td>Planejar o dimensionamento definitivo das equipes</td>
</tr>
<tr>
<td>Contratos de concessão</td>
<td>Avaliar impactos financeiros e necessidades de aditamento</td>
</tr>
<tr>
<td>Convenções coletivas</td>
<td>Revisar cláusulas incompatíveis antes do término do prazo de transição</td>
</tr>
<tr>
<td>Segurança jurídica</td>
<td>Registrar corretamente jornadas, folgas, horas extras e compensações</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>A advogada especializada em direito empresarial e segurança jurídica Liana Variani, ouvida anteriormente pelo Diário do Transporte, destacou a importância de considerar as particularidades de cada modalidade e de buscar soluções por meio do diálogo entre empregadores e trabalhadores.</p>
<p>Essas orientações ganham relevância diante da necessidade de adaptar escalas, contratos e práticas de controle de jornada.</p>
<p>O setor de transportes poderá utilizar mecanismos diferenciados de organização do trabalho, mas a preparação deverá contemplar simultaneamente a ampliação do descanso semanal e a diminuição das horas trabalhadas.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado esperado será a manutenção das viagens programadas. Para os trabalhadores, a ampliação do tempo de descanso e a preservação dos salários. Para as empresas, a capacidade de organizar esses dois objetivos com segurança jurídica e continuidade operacional.</p>
<h2>Atenção aos primeiros dois meses: a escala 6&#215;1 e a jornada semanal são mudanças diferentes</h2>
<p>Um dos principais cuidados para departamentos de recursos humanos, equipes jurídicas e responsáveis pelo planejamento operacional será compreender que a PEC altera dois aspectos distintos da organização do trabalho.</p>
<p>O primeiro é a escala semanal, com a previsão de dois dias de repouso remunerado, substituindo o modelo tradicional de seis dias de trabalho para um de descanso.</p>
<p>O segundo é a duração da jornada, que será reduzida gradualmente de 44 para 40 horas semanais.</p>
<p>Essas duas mudanças deverão ser compatibilizadas.</p>
<p>De acordo com o texto aprovado, os trabalhadores terão direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.</p>
<p>A preferência pelo domingo não representa a obrigatoriedade de conceder esse dia de folga a todos os empregados. Essa distinção é particularmente importante para os transportes, que operam durante toda a semana.</p>
<p>A negociação coletiva poderá estabelecer formas de distribuição e compensação dos repousos, desde que respeitadas as condições constitucionais.</p>
<p>Durante a primeira etapa de transição, também haverá possibilidade de ajustar a duração diária do trabalho mediante acordo ou convenção coletiva, para acomodar as 42 horas semanais e os dois dias de descanso.</p>
<p>O prazo terá como referência a publicação da emenda constitucional, após a promulgação pelo Congresso Nacional.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Regra e providências para as empresas</th>
</tr>
<tr>
<td>Antes da promulgação</td>
<td>Levantamento de jornadas, escalas, contratos, custos e necessidades de contratação</td>
</tr>
<tr>
<td>Até dois meses após a publicação</td>
<td>Preparação dos acordos coletivos, revisão dos quadros de horários e organização das folgas</td>
</tr>
<tr>
<td>Após dois meses</td>
<td>Jornada máxima de 42 horas semanais e dois dias de repouso remunerado</td>
</tr>
<tr>
<td>Após 14 meses</td>
<td>Redução da jornada máxima para 40 horas semanais</td>
</tr>
<tr>
<td>Durante a transição</td>
<td>Adequação dos controles de ponto, acordos coletivos, contratos e planejamento operacional</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Outro aspecto merece atenção: as cláusulas de acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras perderão validade dois meses após a publicação da emenda.</p>
<p>Isso torna especialmente importante a revisão antecipada dos instrumentos coletivos, inclusive daqueles cuja vigência contratual ultrapasse o prazo de transição.</p>
<p>As empresas também deverão observar que a redução da jornada preserva os salários e os pisos salariais.</p>
<p>A remuneração contratual não poderá ser reduzida proporcionalmente à diminuição das horas semanais.</p>
<h2>Como reorganizar as escalas de motoristas sem reduzir as viagens</h2>
<p>A principal tarefa das equipes de planejamento será verificar quantos motoristas são necessários para cumprir a programação atual e quantos serão necessários com as novas regras.</p>
<p>Essa análise deverá começar pela operação real de cada garagem e de cada linha, considerando os horários de saída e chegada, o tempo das viagens, os intervalos, as viagens com maior demanda e as diferenças entre dias úteis, sábados, domingos e feriados.</p>
<p>Em sistemas urbanos, uma mesma linha pode exigir grande quantidade de ônibus durante os horários de pico da manhã e da tarde, mas operar com frota reduzida nos períodos intermediários.</p>
<p>Também existem linhas que apresentam movimento elevado aos fins de semana, especialmente aquelas que atendem hospitais, centros comerciais, regiões de lazer, aeroportos, terminais rodoviários e áreas turísticas.</p>
<p>A reorganização das escalas precisa levar em conta essas diferenças.</p>
<p>Uma das alternativas é ampliar o revezamento entre profissionais, distribuindo as folgas de maneira que a operação permaneça atendida ao longo da semana.</p>
<p>Outra possibilidade é organizar equipes com horários e dias de trabalho distintos, compatíveis com a negociação coletiva e com a demanda de cada região.</p>
<p>A criação de grupos de motoristas substitutos, destinados à cobertura de folgas, férias e afastamentos, também poderá ganhar importância.</p>
<p>Esse planejamento precisa considerar o limite de horas de trabalho e os períodos obrigatórios de descanso, além das regras específicas aplicáveis aos motoristas profissionais.</p>
<h3>Uma simulação mostra a necessidade de ampliar equipes</h3>
<p>Uma empresa que atualmente utiliza 100 motoristas, cada um trabalhando 44 horas semanais, dispõe de 4.400 horas de trabalho contratadas por semana.</p>
<p>Com o limite de 42 horas, seriam necessários aproximadamente 105 trabalhadores para manter o mesmo volume total de horas.</p>
<p>Na jornada de 40 horas, seriam necessários 110 trabalhadores.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Jornada</th>
<th>Motoristas necessários para cobrir 4.400 horas semanais</th>
</tr>
<tr>
<td>44 horas</td>
<td>100</td>
</tr>
<tr>
<td>42 horas</td>
<td>105</td>
</tr>
<tr>
<td>40 horas</td>
<td>110</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>A comparação é matemática e serve como referência inicial. A necessidade efetiva dependerá da distribuição dos dias trabalhados, horários, folgas, duração das viagens e características da operação.</p>
<p>Se uma atividade exige a presença de determinado número de empregados durante seis dias da semana e cada profissional passa a trabalhar cinco, a cobertura dos dias poderá exigir aumento de aproximadamente 20% no quadro de pessoal, mantidas as demais condições.</p>
<p>Em estudo apresentado em junho de 2026 durante encontro da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo (FETPESP), o engenheiro Wan Yu Chih, diretor da WPLEX, mostrou simulações nas quais a migração para a escala 5&#215;2 produzia necessidade próxima de 20% mais motoristas.</p>
<p>Em um cenário com 100 ônibus em circulação nos dias úteis, 90 aos sábados e 60 aos domingos, a necessidade adicional calculada chegou a aproximadamente 21%.</p>
<p>O estudo demonstra a importância de analisar a distribuição das folgas e não apenas a redução da jornada semanal.</p>
<h2>Sábados, domingos e feriados: como organizar os plantões e preservar o atendimento aos passageiros</h2>
<p>O transporte coletivo apresenta uma característica diferente de muitas atividades econômicas: a necessidade de funcionar quando grande parte da população está descansando.</p>
<p>Ônibus urbanos e metropolitanos transportam trabalhadores de hospitais, comércio, segurança, restaurantes, aeroportos, hotéis e outras atividades que mantêm atendimento aos fins de semana.</p>
<p>O transporte rodoviário costuma enfrentar maior procura em feriados prolongados e períodos de férias.</p>
<p>Empresas de fretamento podem concentrar serviços justamente em sábados e domingos, especialmente no transporte turístico, de eventos e de trabalhadores submetidos a escalas específicas.</p>
<p>Por isso, a organização do repouso semanal será um dos principais pontos das negociações coletivas.</p>
<p>Uma alternativa operacional consiste em criar rodízios de folgas, com equipes distribuídas entre diferentes dias da semana.</p>
<p>Os acordos coletivos poderão prever formas de compensação dos repousos dentro dos limites constitucionais, observando a média mensal de dois dias de folga por semana e a garantia de pelo menos um dia de repouso a cada período de sete dias.</p>
<p>A organização poderá considerar, por exemplo, equipes que trabalhem de segunda a sexta-feira e outras cuja programação inclua sábados e domingos, com folgas em dias diferentes.</p>
<p>Essas possibilidades terão de respeitar as regras de jornada, compensação, repouso e negociação coletiva.</p>
<p>O planejamento também deverá considerar a quantidade de veículos disponível.</p>
<p>A redução da jornada não implica necessariamente a necessidade de comprar mais ônibus. Uma frota pode continuar realizando as mesmas viagens com maior revezamento de condutores.</p>
<p>Entretanto, caso as empresas enfrentem dificuldades para contratar motoristas suficientes, veículos que estejam em condições de circular poderão permanecer nas garagens por falta de profissionais disponíveis.</p>
<p>Essa situação já preocupa entidades empresariais do setor.</p>
<p>Durante os debates legislativos, o presidente da CNT, Vander Costa, destacou a necessidade de manter o transporte urbano funcionando durante os sete dias da semana.</p>
<p>A preocupação das operadoras envolve a possibilidade de que a escassez de profissionais comprometa o cumprimento das viagens programadas.</p>
<h2>Oficinas, garagens, manutenção e fiscalização também terão de mudar</h2>
<p>A adaptação alcançará profissionais que atuam fora da direção dos ônibus.</p>
<p>Mecânicos, eletricistas, auxiliares de manutenção, equipes de lavagem e abastecimento, responsáveis por pátios, despachantes, fiscais e profissionais de apoio operacional também poderão ter suas jornadas reorganizadas.</p>
<p>Nas empresas urbanas, muitas dessas atividades são concentradas durante a noite e nos períodos em que parte da frota permanece nas garagens.</p>
<p>Nos fins de semana, também há serviços que precisam ser realizados para garantir a disponibilidade dos veículos na segunda-feira, quando a demanda volta a crescer.</p>
<p>A ampliação das folgas exigirá compatibilizar a jornada das equipes de manutenção com os horários em que os ônibus estão disponíveis para inspeções e reparos.</p>
<p>A situação ganha relevância nas empresas que estão incorporando ônibus elétricos.</p>
<p>Além dos serviços convencionais, a operação desses veículos envolve atividades específicas relacionadas à infraestrutura de recarga, sistemas elétricos, baterias e equipamentos de alta tensão.</p>
<p>As empresas precisarão avaliar a disponibilidade de profissionais habilitados para essas atividades e organizar plantões de manutenção e assistência técnica.</p>
<p>Nos serviços rodoviários, a mesma preocupação alcança equipes de manutenção que atendem veículos durante a madrugada e em terminais de diferentes cidades.</p>
<p>O dimensionamento deve incluir ainda profissionais que substituem empregados afastados, em férias ou em treinamento.</p>
<h2>Empresas devem procurar sindicatos antes do término do prazo de transição</h2>
<p>A negociação coletiva terá papel importante na organização das novas jornadas.</p>
<p>A Constituição prevê a possibilidade de compensação de horários mediante acordo ou convenção coletiva, e o texto aprovado estabelece mecanismos específicos para a distribuição dos dias de repouso.</p>
<p>Para as empresas de ônibus, o diálogo com os sindicatos poderá abranger escalas, horários de entrada e saída, revezamentos, trabalho aos domingos, plantões, intervalos e critérios de compensação.</p>
<p>Também será necessário avaliar as particularidades de cada atividade.</p>
<p>Uma linha urbana que opera durante toda a madrugada apresenta necessidades diferentes de uma empresa de fretamento turístico que realiza viagens concentradas nos fins de semana.</p>
<p>No transporte rodoviário de longa distância, a organização deverá considerar tempo de direção, períodos obrigatórios de descanso, troca de motoristas e condições de permanência dos profissionais fora da cidade de origem.</p>
<p>A advogada especializada em direito empresarial e segurança jurídica Liana Variani já havia alertado, em entrevista ao Diário do Transporte publicada em 25 de maio de 2026, para a necessidade de respeitar as diferenças entre as modalidades.</p>
<p>“Não dá para tratar a realidade de setores como transportes, saúde, manutenção de redes de telefonia, eletricidade e saneamento da mesma forma que um banco, uma loja de shopping, um cartório”, afirmou.</p>
<p>Na mesma entrevista, a especialista observou que existem diferenças importantes dentro do próprio setor de transportes, envolvendo ônibus urbanos, rodoviários, fretamento e transporte de cargas.</p>
<p>A avaliação ganha importância com a aprovação da PEC, pois a adaptação precisará conciliar a regra constitucional com a rotina de cada segmento.</p>
<h2>Segurança jurídica: Liana Variani defende diálogo, controle rigoroso de jornada e prevenção de conflitos</h2>
<p>Em reportagens anteriores do Diário do Transporte, Liana Variani destacou que a melhoria das relações de trabalho depende da participação dos diferentes envolvidos na organização das atividades.</p>
<p>Na entrevista de maio sobre a redução da jornada, a especialista defendeu que representantes de trabalhadores e empresas apresentassem suas necessidades e dificuldades.</p>
<p>Segundo ela, o momento exigia que todos colocassem as cartas na mesa, buscando soluções compatíveis com as condições reais de funcionamento dos serviços.</p>
<p>A advogada também afirmou que trabalhadores mais satisfeitos podem trazer benefícios para as empresas, enquanto a preservação da saúde financeira dos empregadores é importante para a manutenção de empregos e investimentos.</p>
<p>Em outra reportagem do Diário do Transporte, publicada em julho de 2026 sobre uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho envolvendo horários alternados de motoristas, Liana reforçou a importância do controle rigoroso de jornada, da organização das escalas dentro da legislação e da busca por entendimento entre as partes.</p>
<p>A especialista chamou atenção para o desgaste provocado por conflitos judiciais e para a necessidade de adotar medidas preventivas.</p>
<p>As orientações já apresentadas por Liana ajudam a estabelecer uma agenda de preparação para as empresas de ônibus, especialmente diante das mudanças constitucionais aprovadas pelo Congresso.</p>
<p>Entre as providências recomendáveis estão a revisão dos sistemas de controle de ponto, a avaliação dos acordos coletivos existentes, a documentação das escalas e o acompanhamento das horas efetivamente trabalhadas.</p>
<p>Os registros deverão refletir as condições reais da operação, inclusive quando congestionamentos, acidentes, alagamentos ou outras ocorrências provocarem atrasos na chegada dos ônibus.</p>
<p>Outro cuidado envolve a distinção entre jornada contratual, horas extras e períodos de descanso.</p>
<p>A redução das horas semanais poderá diminuir a disponibilidade de cada motorista, mas a realização de horas extraordinárias continuará sujeita às regras trabalhistas aplicáveis.</p>
<p>A organização dos plantões também deverá evitar que o descanso semanal seja utilizado de maneira incompatível com a finalidade de recuperação física e mental dos trabalhadores.</p>
<p>O cumprimento dos acordos coletivos, acompanhado de documentação adequada, poderá reduzir divergências sobre pagamento de horas extras, concessão de folgas e compensações.</p>
<h2>Como contratar mais motoristas se a profissão já enfrenta falta de mão de obra?</h2>
<p>A escassez de profissionais será uma das principais dificuldades para as empresas.</p>
<p>No transporte rodoviário interestadual, a Abrati aponta déficit de aproximadamente 26 mil motoristas.</p>
<p>No transporte urbano, a dificuldade de recrutamento também atinge várias regiões brasileiras.</p>
<p>Levantamentos apresentados pela CNT identificaram vagas abertas para motoristas em 50,6% das empresas urbanas pesquisadas e em 55,6% das empresas de transporte rodoviário de passageiros.</p>
<p>A mudança constitucional poderá ampliar a necessidade de profissionais, principalmente em operações com grande quantidade de viagens aos fins de semana.</p>
<p>Entretanto, também poderá contribuir para tornar a carreira mais atrativa.</p>
<p>Jornadas extensas, dificuldades para conciliar trabalho e vida familiar, exposição ao trânsito, violência e desgaste físico estão entre os fatores que influenciam a permanência dos motoristas no setor.</p>
<p>A perspectiva de dois dias de descanso semanal, sem redução salarial, pode representar um diferencial na contratação de profissionais.</p>
<p>As empresas poderão utilizar esse período de preparação para ampliar programas de capacitação e aproximação com candidatos.</p>
<p>Uma possibilidade é fortalecer parcerias com o Sest Senat e outras instituições de formação profissional.</p>
<p>Outra é criar programas para motoristas que possuem habilitação nas categorias exigidas e os cursos obrigatórios, mas encontram dificuldades para conseguir a primeira oportunidade na atividade.</p>
<p>O Diário do Transporte já mostrou iniciativas desse tipo, como programas desenvolvidos pela Suzantur para candidatos que possuem habilitação adequada, mas precisam adquirir experiência.</p>
<p>Também poderão ganhar importância ações de valorização dos profissionais mais experientes, melhoria dos ambientes de trabalho, programas de saúde ocupacional e acompanhamento das condições de descanso.</p>
<p>Para as empresas, reduzir a rotatividade pode ser tão importante quanto contratar novos motoristas.</p>
<p>A perda de profissionais experientes exige novos processos seletivos, treinamentos e adaptações operacionais.</p>
<p>Uma jornada mais organizada poderá contribuir para diminuir essas perdas.</p>
<h2>Contratos com prefeituras e governos: atenção ao reequilíbrio econômico-financeiro</h2>
<p>A mudança terá consequências também para os contratos de concessão e prestação de serviços de transporte coletivo.</p>
<p>Nos sistemas urbanos e metropolitanos, as empresas trabalham com obrigações de frota, programação de viagens, padrões de atendimento e indicadores operacionais estabelecidos pelo poder público.</p>
<p>A redução da jornada poderá exigir maior quantidade de trabalhadores para cumprir essas obrigações.</p>
<p>Consequentemente, as planilhas de custos e os mecanismos de remuneração poderão precisar de revisão.</p>
<p>A PEC estabelece uma regra de adaptação dos contratos públicos em vigor que envolvem mão de obra, inclusive concessões de serviços, mediante aditamentos destinados à preservação do equilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p>O prazo previsto para essa adaptação é de até um ano, contado da publicação da emenda.</p>
<p>Para as empresas de ônibus, o planejamento financeiro deverá considerar os custos de novas contratações, encargos, treinamento e reorganização das equipes.</p>
<p>Também será importante demonstrar tecnicamente os efeitos da mudança sobre a operação.</p>
<p>Essa documentação poderá envolver quantidade de motoristas, jornadas praticadas, horas extraordinárias, despesas trabalhistas e necessidade de cobertura das folgas.</p>
<p>As administrações municipais e estaduais deverão analisar os impactos conforme as regras contratuais e os mecanismos de remuneração de cada sistema.</p>
<p>A questão é especialmente relevante nas cidades em que a receita tarifária paga pelos passageiros já é complementada por subsídios públicos.</p>
<p>Nesses sistemas, a recomposição de custos dependerá também do planejamento orçamentário das prefeituras e governos responsáveis.</p>
<p>A negociação contratual deverá considerar a continuidade do serviço, a manutenção da oferta de transporte e a sustentabilidade financeira das operações.</p>
<h2>O que cada empresa de ônibus pode começar a fazer</h2>
<p>A preparação deverá envolver diferentes departamentos, especialmente operações, recursos humanos, manutenção, jurídico e planejamento financeiro.</p>
<p>As providências podem ser organizadas conforme as necessidades de cada empresa.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Área</th>
<th>Providências de preparação</th>
</tr>
<tr>
<td>Operação</td>
<td>Levantar viagens, escalas, horários de pico e demanda aos fins de semana</td>
</tr>
<tr>
<td>Recursos humanos</td>
<td>Identificar a jornada atual dos empregados e calcular a necessidade adicional de pessoal</td>
</tr>
<tr>
<td>Sindicatos</td>
<td>Iniciar diálogo sobre folgas, compensações, plantões e acordos coletivos</td>
</tr>
<tr>
<td>Jurídico</td>
<td>Revisar convenções, contratos de trabalho e sistemas de controle de jornada</td>
</tr>
<tr>
<td>Financeiro</td>
<td>Projetar custos de contratação, encargos, treinamento e mudanças nas horas extras</td>
</tr>
<tr>
<td>Manutenção</td>
<td>Reorganizar equipes de oficinas, abastecimento, lavagem e atendimento emergencial</td>
</tr>
<tr>
<td>Recrutamento</td>
<td>Ampliar programas de formação de motoristas e retenção de profissionais</td>
</tr>
<tr>
<td>Gestão pública</td>
<td>Avaliar necessidade de adaptações contratuais e documentação para eventual reequilíbrio</td>
</tr>
<tr>
<td>Segurança operacional</td>
<td>Garantir que os períodos de descanso sejam efetivamente cumpridos</td>
</tr>
<tr>
<td>Planejamento de frota</td>
<td>Verificar se a disponibilidade de motoristas será suficiente para manter os ônibus em operação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>O levantamento inicial deverá considerar também as diferenças entre empregados que já cumprem jornadas inferiores a 44 horas e aqueles diretamente alcançados pela redução.</p>
<p>As empresas precisarão acompanhar a situação de seus contratos e convenções coletivas, uma vez que determinadas categorias já possuem regras específicas de jornada.</p>
<h2>Mais descanso para o motorista também pode representar mais segurança para o passageiro</h2>
<p>A reorganização do trabalho envolve não apenas uma questão administrativa, mas também a segurança dos serviços de transporte.</p>
<p>Motoristas de ônibus e caminhões exercem atividades que exigem concentração prolongada, atenção ao trânsito e capacidade de reação diante de situações inesperadas.</p>
<p>O descanso adequado contribui para a recuperação física e mental e pode ajudar a reduzir os efeitos da fadiga.</p>
<p>No transporte coletivo, essa condição interessa diretamente aos passageiros, que dependem da atenção dos profissionais responsáveis pela condução dos veículos.</p>
<p>A redução da jornada poderá favorecer melhores condições de saúde e ampliar o tempo disponível para convivência familiar, estudos e outras atividades pessoais.</p>
<p>Para as empresas, os possíveis benefícios incluem menor rotatividade, redução de afastamentos e maior satisfação dos trabalhadores.</p>
<p>Esses resultados dependerão das condições efetivas de trabalho e da maneira como as escalas forem organizadas.</p>
<p>Há também a preocupação com motoristas que utilizam os períodos de folga para complementar a renda em outras atividades de direção, inclusive aplicativos.</p>
<p>Como já mostrou o Diário do Transporte, representantes do setor empresarial discutiram com o Ministério do Trabalho e Emprego os riscos de profissionais que terminam suas jornadas em ônibus e continuam trabalhando ao volante de automóveis.</p>
<p>O tema reforça a importância de políticas de valorização profissional, remuneração e conscientização sobre os períodos de recuperação física.</p>
<h2>Planejamento antecipado poderá determinar a qualidade da transição</h2>
<p>A aprovação da PEC pelo Senado coloca as empresas de transporte diante de uma reorganização estrutural de suas atividades.</p>
<p>A primeira etapa ocorrerá dois meses após a publicação da emenda constitucional, com redução da jornada para 42 horas semanais e ampliação do repouso remunerado.</p>
<p>A segunda etapa, após 14 meses, estabelecerá o limite de 40 horas.</p>
<p>Durante esse período, as empresas deverão compatibilizar as novas condições de trabalho com as exigências de manutenção das viagens, a segurança operacional e os contratos de prestação dos serviços.</p>
<p>A negociação com sindicatos, o levantamento antecipado dos custos, a formação de motoristas e a organização dos plantões serão instrumentos importantes para essa adaptação.</p>
<p>Também será necessário considerar as características de cada modalidade, desde linhas urbanas de alta frequência até viagens rodoviárias de longa distância e serviços de fretamento.</p>
<p>Para os trabalhadores, a mudança representa a possibilidade de ampliar o descanso e melhorar a qualidade de vida, mantendo a remuneração.</p>
<p>Para as empresas, o desafio será transformar a redução da jornada em uma nova organização operacional, com equipes suficientes e planejamento financeiro adequado.</p>
<p>E, para os passageiros, o resultado mais importante será a preservação dos horários e da segurança dos serviços, independentemente do dia da semana.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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