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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Pedágios da Dutra e Rio-Santos sobem 1,32% em setembro e medida pode ter impacto futuro nas passagens de ônibus</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/08/21/pedagios-da-dutra-e-rio-santos-sobem-132-em-setembro-e-medida-pode-ter-impacto-futuro-nas-passagens-de-onibus/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 23:02:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[ANTT autorizou revisão das tarifas da RioSP. IPCA acumulado no período foi de 4,44%; rodovias fazem parte de uma das principais ligações de ônibus do País, atendida por empresas como Itapemirim 1001, Expresso do Sul, Águia Branca e Penha ADAMO BAZANI A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorizou a 4ª Revisão Ordinária do contrato [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="600" height="450" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-19.58.30.jpeg?fit=600%2C450&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-19.58.30.jpeg?w=600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-19.58.30.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-19.58.30.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-19.58.30.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /> <p><em>ANTT autorizou revisão das tarifas da RioSP. IPCA acumulado no período foi de 4,44%; rodovias fazem parte de uma das principais ligações de ônibus do País, atendida por empresas como Itapemirim 1001, Expresso do Sul, Águia Branca e Penha</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorizou a 4ª Revisão Ordinária do contrato da concessionária RioSP, responsável por trechos das rodovias Presidente Dutra (BR-116) e Rio-Santos (BR-101) entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.</p>
<p>As novas tarifas de pedágio entram em vigor à 0h de 1º de setembro de 2026.</p>
<p>O reajuste médio será de 1,32%.</p>
<p>O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado considerado no mesmo período foi de 4,44%.</p>
<p data-renderer-start-pos="581">Para os veículos de passeio, os novos valores por praça são:</p>
<p data-renderer-start-pos="643">P1, P2 e P3 (Arujá e Rodoanel/SP): R$ 4,60</p>
<p data-renderer-start-pos="687">P4 e P5 (Jacareí/SP): R$ 8,20</p>
<p data-renderer-start-pos="718">P6 (Moreira César/SP): R$ 17,10</p>
<p data-renderer-start-pos="751">P7 (Itatiaia/RJ): R$ 14,70</p>
<p data-renderer-start-pos="779">P8, P9 e P10 (Paraty, Mangaratiba e Itaguaí/RJ): R$ 4,90</p>
<p>Além do impacto sobre carros e veículos de cargas, a mudança também atinge os ônibus rodoviários que utilizam as duas rodovias e pode, no futuro, refletir nos preços das passagens dos serviços interestaduais.</p>
<p>Isso não significa, entretanto, que haverá aumento automático de 1,32% nas passagens de ônibus a partir de setembro.</p>
<p>O transporte rodoviário interestadual regular funciona em regime de autorização e liberdade de preços. Assim, as empresas definem comercialmente os valores cobrados, que podem variar inclusive entre viagens e conforme antecedência da compra, demanda e tipo de serviço.</p>
<p>O pedágio, por sua vez, é um dos custos da operação rodoviária.</p>
<p>Por isso, uma elevação da despesa para percorrer a Dutra ou a Rio-Santos pode ser considerada pelas transportadoras na formação dos preços futuros, ao lado de itens como combustível, salários, manutenção, pneus, seguros e aquisição dos ônibus.</p>
<p>Para os ônibus, o valor desembolsado nos pedágios também depende da categoria e da quantidade de eixos do veículo.</p>
<p>Assim, o efeito financeiro para uma empresa de transporte não é igual ao de um automóvel de passeio.</p>
<p><strong>RIO–SÃO PAULO É UMA DAS PRINCIPAIS ROTAS DE ÔNIBUS DO PAÍS</strong></p>
<p>A Rodovia Presidente Dutra é o principal eixo rodoviário entre as duas maiores regiões metropolitanas brasileiras e recebe diariamente serviços regulares de ônibus interestaduais.</p>
<p>Entre as empresas com autorizações relacionadas à ligação direta Rio de Janeiro–São Paulo estão Itapemirim, Auto Viação 1001, Expresso do Sul, Viação Águia Branca e Expresso Nossa Senhora da Penha.</p>
<p>Em maio de 2026, por exemplo, a ANTT emitiu à Auto Viação 1001 um novo termo de autorização específico para a linha Rio de Janeiro–São Paulo.</p>
<p>A Expresso do Sul, empresa do Grupo JCA, também possui autorização para o serviço São Paulo–Rio de Janeiro.</p>
<p>A Águia Branca possui autorizações para a ligação direta entre as duas capitais e, em junho de 2026, reorganizou parte de sua operação, retirando atendimentos intermediários no ABC Paulista e mantendo a seção Rio de Janeiro–São Paulo.</p>
<p>A Expresso Nossa Senhora da Penha também possui autorização da ANTT para a linha Rio de Janeiro–São Paulo.</p>
<p><strong>ITAPEMIRIM MARCOU HISTÓRIA NA ROTA E MALHA ESTÁ EM DISPUTA JUDICIAL</strong></p>
<p>Outra marca tradicional da ligação é a Viação Itapemirim.</p>
<p>A empresa, porém, não deve ser tratada atualmente como uma operadora independente em atividade, já que o Grupo Itapemirim teve a falência decretada e sua malha interestadual passou a ser explorada por meio de arrendamento.</p>
<p>Como acompanha o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, 125 linhas e 746 mercados anteriormente pertencentes à malha do Grupo Itapemirim vêm sendo objeto de uma disputa judicial envolvendo a Suzantur e a Viação Águia Branca.</p>
<p>Em junho de 2026, a Primeira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que a Águia Branca deve assumir o novo arrendamento no lugar da Suzantur, mas a mudança envolve etapas judiciais, administrativas e operacionais e não ocorreu de maneira automática no momento do julgamento.</p>
<p>Assim, entre as principais empresas e operações relacionadas atualmente ou historicamente ao corredor Rio–São Paulo estão:</p>
<ul>
<li>Auto Viação 1001;</li>
<li>Expresso do Sul;</li>
<li>Viação Águia Branca;</li>
<li>Expresso Nossa Senhora da Penha;</li>
<li>a antiga malha da Viação Itapemirim, atualmente envolvida no processo de arrendamento.</li>
</ul>
<p><strong>POR QUE O PEDÁGIO PODE CHEGAR À PASSAGEM</strong></p>
<p>O reajuste autorizado pela ANTT não é um reajuste das tarifas de ônibus.</p>
<p>São duas coisas diferentes.</p>
<p>A revisão agora aprovada diz respeito ao contrato da concessionária que administra as rodovias.</p>
<p>Mas uma empresa de ônibus que diariamente realiza diversas viagens entre Rio de Janeiro e São Paulo precisa incorporar os pedágios aos custos da prestação do serviço.</p>
<p>Quanto maior o número de ônibus e de viagens, maior a exposição da empresa a essa despesa.</p>
<p>Por isso, mesmo uma mudança percentual relativamente pequena pode se acumular no decorrer de meses de operação.</p>
<p>No regime de liberdade de preços do transporte interestadual, não existe necessariamente uma data em que o novo pedágio será repassado integralmente ao passageiro.</p>
<p>Uma empresa pode absorver o custo, modificar preços apenas em determinadas viagens, alterar políticas comerciais ou considerar esse aumento juntamente com outros componentes de despesas numa revisão futura dos valores cobrados.</p>
<p>Assim, o impacto sobre as passagens é possível, mas não automático.</p>
<p><strong>CONCESSÃO TEM 625,8 QUILÔMETROS</strong></p>
<p>A concessão administrada pela RioSP compreende 625,8 quilômetros.</p>
<p>Na BR-116, estão incluídos os trechos da Rodovia Presidente Dutra entre Seropédica (RJ), a divisa entre Rio de Janeiro e São Paulo e a chegada à Marginal Tietê, na capital paulista.</p>
<p>Na BR-101, a concessão engloba trechos da Rio-Santos entre o Rio de Janeiro e o litoral paulista.</p>
<p>O contrato foi assinado em janeiro de 2022, teve início em março daquele ano e possui prazo de 30 anos. A data contratual para o reajuste anual do pedágio é 1º de setembro.</p>
<p>Para a revisão que entra em vigor em setembro de 2026, portanto, os dois índices centrais são:</p>
<p>Reajuste médio dos pedágios: 1,32%.</p>
<p>IPCA acumulado no período: 4,44%.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Gontijo, São Geraldo, Cambuí e outras empresas em Minas Gerais terão mudanças em linhas intermunicipais</title>
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    <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 22:31:49 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Novos quadros operacionais entram em vigor em 6 de setembro de 2026 e atingem serviços entre cidades como Patos de Minas, São Gonçalo do Abaeté, Belo Horizonte, Coronel Murta, Juiz de Fora, Muriaé, Itajubá, Sete Lagoas e Divinópolis ADAMO BAZANI A Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias) de Minas Gerais autorizou mudanças [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="822" height="575" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-19.07.13.jpeg?fit=822%2C575&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-19.07.13.jpeg?w=822&amp;ssl=1 822w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-19.07.13.jpeg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-19.07.13.jpeg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-19.07.13.jpeg?resize=768%2C537&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-19.07.13.jpeg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 822px) 100vw, 822px" /> <p><em>Novos quadros operacionais entram em vigor em 6 de setembro de 2026 e atingem serviços entre cidades como Patos de Minas, São Gonçalo do Abaeté, Belo Horizonte, Coronel Murta, Juiz de Fora, Muriaé, Itajubá, Sete Lagoas e Divinópolis</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias) de Minas Gerais autorizou mudanças em 11 linhas de ônibus intermunicipais operadas por dez empresas ou consórcios.</p>
<p>As decisões da Subsecretaria de Regulação de Transportes foram publicadas nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026.</p>
<p>Entre as empresas estão Gontijo, Empresa São Geraldo, Auto Viação Cambuí, Paraibuna Transportes, Expresso Setelagoano, Irmãos Teixeira, Expresso Santa Rita, Irmãos Faria e Empresa Auto Ônibus Santa Rita, além do Consórcio Zona da Mata.</p>
<p>De acordo com a publicação, os novos QRFs (Quadros de Regime de Funcionamento) passam a valer a partir da 0h de 6 de setembro de 2026. O QRF é o documento operacional que estabelece características do serviço, como horários e frequências.</p>
<p>As autorizações são resultado de avisos publicados anteriormente pela Seinfra para análise das mudanças propostas no transporte coletivo rodoviário intermunicipal.</p>
<p>Os horários devem ser consultados diretamente nas companhias um dia antes.</p>
<p>Confira, empresa por empresa:</p>
<p><strong>GONTIJO – PATOS DE MINAS x SÃO GONÇALO DO ABAETÉ</strong></p>
<p>A Empresa Gontijo de Transportes teve aprovada uma alteração referente à linha entre Patos de Minas e São Gonçalo do Abaeté.</p>
<p>A proposta havia sido publicada pela Seinfra em 21 de julho de 2026 e agora foi definitivamente deferida pelo órgão regulador.</p>
<p>O novo quadro operacional entra em vigor em 6 de setembro de 2026.</p>
<p><strong>EMPRESA SÃO GERALDO – BELO HORIZONTE x CORONEL MURTA</strong></p>
<p>A Empresa São Geraldo também recebeu autorização para alterar a operação da linha Belo Horizonte–Coronel Murta, via Água Boa.</p>
<p>A proposta havia sido publicada pela Seinfra em 27 de junho de 2026 e foi agora deferida.</p>
<p>Assim como nos demais casos, o novo quadro operacional passa a valer em 6 de setembro.</p>
<p><strong>AUTO VIAÇÃO CAMBUÍ – PARAISÓPOLIS x CAMBUÍ</strong></p>
<p>A Auto Viação Cambuí teve deferida mudança na linha entre Paraisópolis e Cambuí, no Sul de Minas.</p>
<p>A alteração havia sido submetida pela Seinfra em publicação de 21 de julho e passa a integrar oficialmente o quadro operacional da ligação.</p>
<p>A nova programação começa a valer às 0h de 6 de setembro.</p>
<p><strong>PARAIBUNA – JUIZ DE FORA x MURIAÉ</strong></p>
<p>A Paraibuna Transportes aparece em duas das 11 autorizações.</p>
<p>Uma delas é referente à linha Juiz de Fora–Muriaé.</p>
<p>A mudança havia sido apresentada em 21 de julho e foi agora deferida pela Seinfra.</p>
<p>O novo QRF começa a valer em 6 de setembro.</p>
<p><strong>PARAIBUNA – JUIZ DE FORA x BELMIRO BRAGA</strong></p>
<p>A segunda autorização envolvendo a Paraibuna é na linha Juiz de Fora–Belmiro Braga.</p>
<p>A proposta também havia sido publicada em 21 de julho e foi aprovada pela Subsecretaria de Regulação de Transportes.</p>
<p>A mudança passa a valer em 6 de setembro.</p>
<p>A ligação já foi objeto de outras modificações operacionais ao longo de 2026, envolvendo horários e atendimentos parciais.</p>
<p>A autorização desta sexta-feira, entretanto, corresponde especificamente à proposta mais recente publicada pela Seinfra e não deve ser confundida com mudanças anteriores.</p>
<p><strong>EXPRESSO SETELAGOANO – SETE LAGOAS x INHAME, VIA JEQUITIBÁ</strong></p>
<p>A Expresso Setelagoano teve autorizada alteração na linha Sete Lagoas–Inhame, via Jequitibá.</p>
<p>A proposta havia sido divulgada em julho e agora foi deferida pela Seinfra.</p>
<p>A nova configuração operacional terá validade a partir de 6 de setembro.</p>
<p>A ligação faz parte do conjunto de serviços intermunicipais que atendem a região de Sete Lagoas e Jequitibá.</p>
<p><strong>IRMÃOS TEIXEIRA – SÃO JOSÉ DO SALGADO x DIVINÓPOLIS</strong></p>
<p>A Empresa Irmãos Teixeira teve aprovada mudança na linha São José do Salgado–Divinópolis.</p>
<p>A alteração havia sido publicada para análise em 21 de julho e foi agora deferida.</p>
<p>O novo quadro operacional também passa a valer em 6 de setembro.</p>
<p><strong>EXPRESSO SANTA RITA – PATOS DE MINAS x LAGOA GRANDE</strong></p>
<p>A Expresso Santa Rita teve deferida alteração na linha Patos de Minas–Lagoa Grande.</p>
<p>A proposta havia sido publicada pela Seinfra em 21 de julho e foi agora aprovada.</p>
<p>O novo quadro entra em vigor em 6 de setembro de 2026.</p>
<p><strong>IRMÃOS FARIA – NATÉRCIA x ITAJUBÁ</strong></p>
<p>A Irmãos Faria teve aprovada alteração na linha Natércia–Itajubá.</p>
<p>A mudança havia sido submetida à análise em julho e agora foi deferida pela Seinfra.</p>
<p>A nova operação passa a valer em 6 de setembro.</p>
<p>A ligação já passou por outras alterações operacionais em períodos anteriores, mas a autorização desta sexta-feira se refere exclusivamente à proposta analisada neste novo procedimento.</p>
<p><strong>EMPRESA AUTO ÔNIBUS SANTA RITA – OURO FINO x MONTE SIÃO</strong></p>
<p>Também no Sul de Minas, a Empresa Auto Ônibus Santa Rita teve autorizada mudança na linha Ouro Fino–Monte Sião.</p>
<p>A proposta havia sido publicada pela Seinfra em 21 de julho e foi agora deferida.</p>
<p>O novo QRF entra em vigor às 0h de 6 de setembro.</p>
<p>Assim como ocorre com a maior parte das autorizações desta edição, os novos horários não foram reproduzidos</p>
<p><strong>CONSÓRCIO ZONA DA MATA – JUIZ DE FORA x MIRAÍ TEM RESTRIÇÕES</strong></p>
<p>A mudança envolvendo o Consórcio Zona da Mata é a que apresenta mais detalhes na publicação desta sexta-feira.</p>
<p>A Seinfra aprovou a alteração referente à linha Juiz de Fora–Miraí, que havia sido submetida à análise em junho.</p>
<p>O deferimento foi acompanhado de restrições de seção para determinadas viagens.</p>
<p>Na prática, a restrição de seção significa que determinado ônibus pode passar pelas localidades, mas não está autorizado a transportar passageiros apenas entre alguns pares de cidades ou pontos daquele percurso.</p>
<p>Segundo a Seinfra, haverá restrições nos trechos entre Leopoldina e Maripá de Minas, inclusive localidades intermediárias; Leopoldina e Bicas; Leopoldina e Juiz de Fora; e Bicas e Juiz de Fora.</p>
<p>Essas restrições serão aplicadas à partida de Cataguases das 17h30, que opera diariamente.</p>
<p>Para a partida de Cataguases das 10h às segundas-feiras, a restrição será especificamente no trecho Bicas–Juiz de Fora.</p>
<p>É a única das 11 autorizações em que o ato publicado nesta sexta-feira explicita condicionantes desta natureza.</p>
<p><strong>MUDANÇAS PASSAM A VALER EM 6 DE SETEMBRO</strong></p>
<p>Todas as alterações fazem parte da regulação dos serviços rodoviários intermunicipais e metropolitanos de Minas Gerais.</p>
<p>Segundo a Seinfra, os novos Quadros de Regime de Funcionamento passam a valer simultaneamente às 0h de domingo, 6 de setembro de 2026.</p>
<p>As linhas atingidas são:</p>
<p>Expresso Setelagoano – Sete Lagoas–Inhame, via Jequitibá;</p>
<p>Irmãos Teixeira – São José do Salgado–Divinópolis;</p>
<p>Gontijo – Patos de Minas–São Gonçalo do Abaeté;</p>
<p>Auto Viação Cambuí – Paraisópolis–Cambuí;</p>
<p>Paraibuna Transportes – Juiz de Fora–Muriaé;</p>
<p>Expresso Santa Rita – Patos de Minas–Lagoa Grande;</p>
<p>Irmãos Faria – Natércia–Itajubá;</p>
<p>Paraibuna Transportes – Juiz de Fora–Belmiro Braga;</p>
<p>Empresa Auto Ônibus Santa Rita – Ouro Fino–Monte Sião;</p>
<p>Consórcio Zona da Mata – Juiz de Fora–Miraí;</p>
<p>Empresa São Geraldo – Belo Horizonte–Coronel Murta, via Água Boa.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>SPTrans altera operação de 70 linhas de ônibus para Corrida APMBB neste domingo (23)</title>
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	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 22:00:28 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Intervenções ocorrerão das 5h às 10h na região central de São Paulo e incluem desvios, trajetos circulares e interrupção temporária de um serviço ARTHUR FERRARI A realização da 10ª Corrida APMBB, promovida pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, vai provocar alterações na operação de 70 linhas municipais de ônibus na região da Sé, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="562" height="330" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-19.png?fit=562%2C330&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-19.png?w=562&amp;ssl=1 562w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-19.png?resize=300%2C176&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-19.png?resize=150%2C88&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-19.png?resize=400%2C235&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 562px) 100vw, 562px" /> <p><em>Intervenções ocorrerão das 5h às 10h na região central de São Paulo e incluem desvios, trajetos circulares e interrupção temporária de um serviço</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>A realização da 10ª Corrida APMBB, promovida pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, vai provocar alterações na operação de 70 linhas municipais de ônibus na região da Sé, no Centro de São Paulo (SP), neste domingo (23). Segundo a SPTrans, as mudanças serão aplicadas das 5h às 10h para atender aos passageiros durante o evento.</p>
<p>Parte dos serviços terá itinerários modificados, enquanto outras linhas deverão funcionar em sistema circular durante a interdição. Também haverá casos de alterações somente no sentido de ida ou de volta.</p>
<p>Entre as primeiras linhas afetadas estão a 1896/10 Jaraguá – Praça Ramos de Azevedo, 8000/1 Terminal Lapa – Praça Ramos de Azevedo, 8400/10 Terminal Pirituba – Praça Ramos de Azevedo, 8594/10 Cidade D’Abril – Praça Ramos de Azevedo, 8622/10 Morro Doce – Praça Ramos de Azevedo e 8677/10 Jardim Líbano – Largo do Paissandu. Esses serviços terão circulação alterada pela Avenida São João, Rua Pedro Américo, Praça da República, Avenida Doutor Vieira de Carvalho e Largo do Arouche, entre outros trechos, e deverão operar em sistema circular durante o evento.</p>
<p>Também haverá mudanças para as linhas 8600/10 Terminal Pirituba – Largo do Paissandu, 9301/10 Casa Verde – Praça do Correio, 9653/10 Pedra Branca – Praça do Correio, 9500/10 Terminal Cachoeirinha – Praça do Correio, 9501/10 Terminal Cachoeirinha – Largo do Paissandu e 9354/10 Terminal Cachoeirinha – Praça do Correio. Os ônibus terão desvios pela região da Avenida Rio Branco, Rua Helvetia, Rua Guaianases, Alameda Glete e Avenida Rio Branco, também em operação circular.</p>
<p>A linha 8215/10 Jardim Paulistano – Praça do Correio terá desvio pela Avenida Duque de Caxias, Avenida São João e Avenida General Olímpio da Silveira. Já as linhas 8549/10 Taipas – Praça do Correio e 8528/10 Jardim Guarani – Praça do Correio passarão pela Avenida São João, Largo do Arouche e Avenida General Olímpio da Silveira.</p>
<p>Entre os serviços que atendem a região da Luz estão as linhas 119C/10 Parque Edu Chaves – Terminal Princesa Isabel, 118C/10 Jardim Pery Alto – Terminal Amaral Gurgel, 178A/10 Metrô Santana – Lapa e 271C/10 Parque Vila Maria – Terminal Princesa Isabel. Nesses casos, as mudanças envolvem vias como Rua Prates, Rua Bandeirantes, Avenida Tiradentes e acessos à região central.</p>
<p>A operação também será modificada para linhas que fazem ligação entre diferentes regiões da capital e o Centro, como 107T/10 Metrô Tucuruvi – Terminal Pinheiros, 1156/10 Vila Sabrina – Praça do Correio, 175T/10 Metrô Santana – Metrô Jabaquara e 106A/10 Metrô Santana – Itaim Bibi. Os itinerários terão alterações principalmente nos acessos à região central.</p>
<p>A linha 9300/10 Terminal Casa Verde – Terminal Parque Dom Pedro II terá mudança no trajeto de ida e não atenderá o Terminal Bandeira durante o evento. Já a linha 920P/10 Paulistar 1: Circuito Cultura – Terminal Parque Dom Pedro II – Pinacoteca terá a operação paralisada durante a interdição na região central.</p>
<p>Outros serviços, como 1177/10 Terminal A. E. Carvalho – Luz, 1178/10 São Miguel – Praça do Correio, 2002/10 Terminal Parque Dom Pedro II – Terminal Bandeira, 4113/10 Gentil de Moura – Praça da República e 408A/10 Machado de Assis – Cardoso de Almeida, também terão seus trajetos ajustados.</p>
<p>Na região da Avenida 23 de Maio e dos acessos à Praça da Sé, haverá alterações para linhas como 5175/10 Balneário São Francisco – Praça da Sé, 5106/10 Jardim Selma – Largo São Francisco, 5611/10 Eldorado – Praça João Mendes, 5362/10 Parque Residencial Cocaia – Praça da Sé, 5370/10 Terminal Varginha – Largo São Francisco e 5391/10 Jardim Ângela – Largo São Francisco. Algumas delas deverão operar em sistema circular durante o evento.</p>
<p>As linhas 5185/10 Terminal Guarapiranga – Terminal Parque Dom Pedro II e 5111/10 Terminal Santo Amaro – Terminal Parque Dom Pedro II terão alterações no sentido de volta, enquanto a 5119/10 Terminal Capelinha – Largo São Francisco também funcionará em sistema circular.</p>
<p>Mais ao oeste da região central, serviços como 7545/10 Jardim João XXIII – Praça Ramos de Azevedo, 8700/10 Terminal Campo Limpo – Praça Ramos de Azevedo e 8705/51 Parque Continental – Anhangabaú terão desvios pela Rua da Consolação, Rua Rego Freitas, Largo do Arouche, Avenida Doutor Vieira de Carvalho, Praça da República e Avenida Ipiranga.</p>
<p>As linhas 702C/10 Jardim Bonfiglioli – Metrô Belém e 702U/22 Metrô Butantã – Terminal Parque Dom Pedro II também terão alterações nos trajetos, com utilização de vias como Rua da Consolação, Viaduto Nove de Julho, Viaduto Jacareí, Rua Maria Paula e Viaduto Dona Paulina.</p>
<p>A programação inclui ainda mudanças para linhas como 7267/10 Apiacás – Praça Ramos de Azevedo, 7281/10 Lapa – Praça Ramos de Azevedo, 8700/1 Terminal Campo Limpo – Praça Ramos de Azevedo e 8615/10 Parque da Lapa – Terminal Parque Dom Pedro II.</p>
<h3>Tarifa zero</h3>
<p>Além das mudanças provocadas pela corrida, os passageiros poderão utilizar o Domingão Tarifa Zero. A gratuidade nas linhas municipais será válida durante todo o domingo, das 0h às 23h59.</p>
<p>Para utilizar o benefício, quem possui Bilhete Único deve embarcar com o cartão. Passageiros sem o Bilhete Único também terão direito à gratuidade, com a passagem liberada diretamente na catraca.</p>
<p>As alterações operacionais estão previstas para o período entre 5h e 10h, durante a realização da 10ª Corrida APMBB na região central da capital.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Acidente entre ônibus e dois caminhões deixa feridos em Xanxerê (SC) nesta sexta-feira (21)</title>
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    <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 21:26:40 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Duas vítimas sofreram ferimentos graves e foram socorridas pelo SAMU ao Hospital Regional São Paulo VINÍCIUS DE OLIVEIRA Nesta sexta-feira, 21 de agosto, ao menos 23 trabalhadores ficaram feridos em um acidente entre um ônibus e dois caminhões em Xanxerê (SC). De acordo com o Corpo de Bombeiros, duas das vítimas se encontram em estado [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Onibus-com-23-trabalhadores-bate-em-dois-caminhoes-parados-e-deixa-feridos-em-Xanxere.webp?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Onibus-com-23-trabalhadores-bate-em-dois-caminhoes-parados-e-deixa-feridos-em-Xanxere.webp?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Onibus-com-23-trabalhadores-bate-em-dois-caminhoes-parados-e-deixa-feridos-em-Xanxere.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Onibus-com-23-trabalhadores-bate-em-dois-caminhoes-parados-e-deixa-feridos-em-Xanxere.webp?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Onibus-com-23-trabalhadores-bate-em-dois-caminhoes-parados-e-deixa-feridos-em-Xanxere.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Onibus-com-23-trabalhadores-bate-em-dois-caminhoes-parados-e-deixa-feridos-em-Xanxere.webp?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Onibus-com-23-trabalhadores-bate-em-dois-caminhoes-parados-e-deixa-feridos-em-Xanxere.webp?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Onibus-com-23-trabalhadores-bate-em-dois-caminhoes-parados-e-deixa-feridos-em-Xanxere.webp?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Duas vítimas sofreram ferimentos graves e foram socorridas pelo SAMU ao Hospital Regional São Paulo</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Nesta sexta-feira, 21 de agosto, ao menos 23 trabalhadores ficaram feridos em um acidente entre um ônibus e dois caminhões em Xanxerê (SC).</p>
<p>De acordo com o Corpo de Bombeiros, duas das vítimas se encontram em estado grave, as demais tiveram apenas ferimentos leves.</p>
<p>O coletivo colidiu contra a traseira de uma das carretas, esta que se encontrava estacionada na lateral da via.</p>
<p>Segundo a imprensa local, o ônibus envolvido no acidente transportava funcionários de um frigorífico.</p>
<p>O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) atendeu a ocorrência; na sequência, as vítimas foram levadas ao Hospital Regional São Paulo (HRSP).</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Pelotas (RS) amplia prazo para renovação de cartão escolar após reunião sobre novo modelo</title>
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    <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 21:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Passe antigo continuará disponível enquanto Prefeitura, universidades e estudantes discutem regras para atividades fora da grade curricular ARTHUR FERRARI Uma reunião realizada nesta quinta-feira (20), no Paço Municipal de Pelotas (RS), resultou na ampliação do prazo para renovação do cartão de transporte escolar utilizado pelos estudantes. O encontro reuniu autoridades para discutir a implementação das [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="573" height="393" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-16.png?fit=573%2C393&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-16.png?w=573&amp;ssl=1 573w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-16.png?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-16.png?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-16.png?resize=400%2C274&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 573px) 100vw, 573px" /> <p class="isSelectedEnd"><em>Passe antigo continuará disponível enquanto Prefeitura, universidades e estudantes discutem regras para atividades fora da grade curricular</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong><em>ARTHUR FERRARI</em></strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma reunião realizada nesta quinta-feira (20), no Paço Municipal de Pelotas (RS), resultou na ampliação do prazo para renovação do cartão de transporte escolar utilizado pelos estudantes. O encontro reuniu autoridades para discutir a implementação das regras previstas na Lei nº 7.492, que regulamenta a concessão da meia-tarifa escolar no transporte coletivo urbano do município.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas (CTCP) havia iniciado a substituição dos cartões de ônibus por um modelo com tecnologia capaz de restringir a utilização do benefício aos dias letivos, conforme a grade curricular cadastrada para cada usuário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a reunião, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apresentou uma questão relacionada a estágios obrigatórios e atividades de projetos. Segundo a demanda apresentada, essas ações não fazem parte da grade curricular e poderiam limitar o acesso dos estudantes ao benefício nos períodos em que precisam se deslocar para essas atividades.</p>
<p class="isSelectedEnd">O CTCP informou que, nesses casos, é possível solicitar créditos adicionais de transporte, considerando as atividades como essenciais. A questão, no entanto, ainda será discutida em uma nova reunião.</p>
<p class="isSelectedEnd">O próximo encontro deverá contar com representantes das reitorias da UFPel e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), além do DCE/UFPel e dos Grêmios Acadêmicos dos campi do IFSul. A proposta é avaliar a inclusão de atividades de extensão, ensino, pesquisa e estágios na grade curricular para que a legislação seja aplicada sem impedir o acesso à meia-tarifa durante esses períodos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Enquanto a discussão não é concluída, estudantes que ainda não adquiriram o novo cartão poderão solicitar a renovação do passe atual. Com a medida, fica suspensa momentaneamente a obrigatoriedade de criação do novo cartão, e o modelo antigo continuará liberado para utilização.</p>
<p>Participaram da reunião, pela Prefeitura de Pelotas (RS), o prefeito Fernando Marroni, a vice-prefeita Daniela Brizolara, os secretários de Governo, de Planejamento, Transporte e Trânsito e a Procuradora-Geral.</p>
<p><strong><em>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Sancetur oferece à prefeitura de Campinas (SP) 320 ônibus para operar emergencialmente na cidade em meio a licitação anulada pelo TCE</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/08/21/sancetur-oferece-a-prefeitura-de-campinas-sp-320-onibus-para-operar-emergencialmente-na-cidade-em-meio-a-licitacao-anulada-pelo-tce/</link>
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    <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 20:40:30 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Empresa da família Chedid foi vencedora de um dos lotes da disputa. Prefeito confirma oferta e diz que vai analisar ADAMO BAZANI A empresa Sancetur (Santa Cecília Turismo Ltda), da família Chedid, quer de fato entrar no sistema de Campinas (SP). Vencedora de um dos lotes na licitação que foi anulada pelo TCE (Tribunal de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-17.30.42.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-17.30.42.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-17.30.42.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-17.30.42.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-17.30.42.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-17.30.42.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-17.30.42.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-21-at-17.30.42.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot">
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<p data-start="139" data-end="256"><em data-start="139" data-end="256">Empresa da família Chedid foi vencedora de um dos lotes da disputa. Prefeito confirma oferta e diz que vai analisar</em></p>
<p data-start="258" data-end="276"><em data-start="258" data-end="276"><strong data-start="259" data-end="275">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p class="" data-start="278" data-end="394">A empresa Sancetur (Santa Cecília Turismo Ltda), da família Chedid, quer de fato entrar no sistema de Campinas (SP).</p>
<p data-start="396" data-end="673">Vencedora de um dos lotes na licitação que foi anulada pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), a empresa ofereceu nesta semana à prefeitura uma frota de 320 ônibus, entre zero quilômetro e seminovos, produzidos entre 2024 e este ano, para operar emergencialmente.</p>
<p data-start="675" data-end="941">Vale ressaltar que a anulação da licitação por parte do TCE não se deve à vitória da Sancetur em si, mas a irregularidades técnicas no procedimento que teriam sido cometidas pela prefeitura, de acordo com a corte de contas, como mostrou o <strong data-start="914" data-end="940"><em data-start="916" data-end="938">Diário do Transporte</em></strong>.</p>
<p data-start="943" data-end="952">Relembre:</p>
<p data-start="954" data-end="1246"><a class="decorated-link" href="https://diariodotransporte.com.br/2026/08/19/tce-determina-a-anulacao-da-licitacao-bilionaria-de-onibus-de-campinas-sp-e-republicacao-de-edital/" target="_new" rel="noopener" data-start="954" data-end="1246">https://diariodotransporte.com.br/2026/08/19/tce-determina-a-anulacao-da-licitacao-bilionaria-de-onibus-de-campinas-sp-e-republicacao-de-edital/</a></p>
<p data-start="1248" data-end="1327">À mídia local, o prefeito Dário Saadi confirmou a proposta e disse que analisa.</p>
<p data-start="1329" data-end="1472">Ainda de acordo com a proposta, a empresa diz que oferece toda a estrutura operacional, mão de obra e tecnologia de bilhetagem e monitoramento.</p>
<p data-start="1474" data-end="1584">A Sancetur ainda diz que tem esses ônibus para operar imediatamente, não necessitando de compras e encomendas.</p>
<p data-start="1586" data-end="1957">No pedido, a companhia da família Chedid ainda cita dados como 24,1 mil quebras e faltas de ônibus somente no primeiro semestre deste ano (alta de 13% em relação ao primeiro semestre de 2025); quantidade de ônibus com idade acima do permitido, as 36 mil multas aplicadas às atuais empresas da cidade e ocorrências como incêndios e acidentes pelas condições dos coletivos.</p>
<p data-start="1959" data-end="2307">A oferta amplia a pressão sobre a prefeitura para encontrar uma solução de curto prazo para o sistema, já que a anulação da licitação pelo TCE reabre uma discussão que se arrasta há anos em Campinas: como renovar a frota, reorganizar a prestação do serviço e evitar que o passageiro continue convivendo com ônibus envelhecidos e quebras frequentes.</p>
<p data-start="2309" data-end="2785">Pelo material apresentado, a Sancetur afirma que a operação emergencial poderia ser implantada com veículos já disponíveis em sua estrutura, sem depender de prazo industrial para compra de chassis e carrocerias. A empresa também sustenta que colocaria à disposição não só os ônibus, mas garagens, equipes de manutenção, operação, tecnologia embarcada, bilhetagem e monitoramento, tentando demonstrar que teria condições de assumir um serviço de grande porte de forma imediata.</p>
<p data-start="2787" data-end="3143">Na prática, a proposta é politicamente relevante porque a Sancetur foi justamente uma das vencedoras da concorrência anulada e agora se apresenta também como alternativa para uma eventual contratação emergencial, caso a prefeitura entenda que o cenário do sistema exija uma medida excepcional até a republicação do edital e a conclusão de uma nova disputa.</p>
<p data-start="3145" data-end="3195">Isso, porém, não significa contratação automática.</p>
<p data-start="3197" data-end="3412">Qualquer eventual solução emergencial ainda dependeria de avaliação jurídica e administrativa da prefeitura e da Emdec, além da demonstração de necessidade concreta e do enquadramento legal para esse tipo de medida.</p>
<p data-start="3414" data-end="3460"><strong data-start="3414" data-end="3460">O que a proposta da Sancetur tenta mostrar</strong></p>
<p data-start="3462" data-end="3637">Ao oferecer 320 ônibus, a Sancetur procura se colocar como empresa capaz de atacar de imediato o principal ponto de insatisfação do transporte campineiro: a condição da frota.</p>
<p data-start="3639" data-end="3661">O número é expressivo.</p>
<p data-start="3663" data-end="3938">Ainda que a prefeitura não tenha anunciado qualquer formato de eventual contratação, trata-se de um volume suficiente para interferir de maneira significativa na operação local, seja para substituir parte dos ônibus mais antigos, seja para recompor oferta em linhas críticas.</p>
<p data-start="3940" data-end="4181">Segundo a proposta, os veículos seriam zero quilômetro e seminovos fabricados entre 2024 e 2026, o que, se confirmado numa eventual contratação, significaria uma renovação importante em comparação com a realidade denunciada no sistema atual.</p>
<p data-start="4183" data-end="4272">Outro aspecto destacado é o fato de a empresa alegar que não dependeria de novas compras.</p>
<p data-start="4274" data-end="4403">Em outras palavras, a Sancetur tenta convencer a prefeitura de que sua oferta não é apenas teórica, mas exequível em prazo curto.</p>
<p data-start="4405" data-end="4629">A empresa ainda diz que pode fornecer a estrutura completa de operação, com pessoal, manutenção, bilhetagem e monitoramento, o que procura afastar o risco de uma solução parcial, limitada apenas ao fornecimento dos veículos.</p>
<p data-start="4631" data-end="4667"><strong data-start="4631" data-end="4667">Onde a Sancetur já atua</strong></p>
<p data-start="4669" data-end="4808">A Sancetur opera sob a marca SOU Transportes e mantém uma atuação que se expandiu principalmente pelo Estado de São Paulo nos últimos anos.</p>
<p data-start="4810" data-end="5257">O site institucional do Grupo SOU relaciona atualmente 23 cidades em sua rede. São 22 municípios paulistas e Palmas, no Tocantins. A relação abaixo acrescenta também o Rio de Janeiro, onde o ingresso da Sancetur no Consórcio Santa Cruz foi aprovado oficialmente pela Secretaria Municipal de Transportes em setembro de 2025 e a empresa passou a atuar no sistema municipal.</p>
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<th class="last:pe-10" data-start="5259" data-end="5268" data-col-size="sm">Cidade</th>
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<th class="last:pe-10" data-start="5277" data-end="5288" data-col-size="md">Atuação</th>
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<tbody data-start="5303" data-end="6246">
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<td data-start="5320" data-end="5336" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
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<td data-start="5337" data-end="5346" data-col-size="sm">Amparo</td>
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<tr data-start="5368" data-end="5399">
<td data-start="5368" data-end="5378" data-col-size="sm">Atibaia</td>
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<td data-start="5383" data-end="5399" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5400" data-end="5437">
<td data-start="5400" data-end="5416" data-col-size="sm">Caraguatatuba</td>
<td data-start="5416" data-end="5421" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5421" data-end="5437" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5438" data-end="5469">
<td data-start="5438" data-end="5448" data-col-size="sm">Cubatão</td>
<td data-start="5448" data-end="5453" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5453" data-end="5469" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
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<td data-start="5470" data-end="5483" data-col-size="sm">Indaiatuba</td>
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<td data-start="5488" data-end="5504" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5505" data-end="5537">
<td data-start="5505" data-end="5516" data-col-size="sm">Itanhaém</td>
<td data-start="5516" data-end="5521" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5521" data-end="5537" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5538" data-end="5568">
<td data-start="5538" data-end="5547" data-col-size="sm">Jarinu</td>
<td data-start="5547" data-end="5552" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5552" data-end="5568" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5569" data-end="5600">
<td data-start="5569" data-end="5579" data-col-size="sm">Limeira</td>
<td data-start="5579" data-end="5584" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5584" data-end="5600" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5601" data-end="5635">
<td data-start="5601" data-end="5614" data-col-size="sm">Mogi Guaçu</td>
<td data-start="5614" data-end="5619" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5619" data-end="5635" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5636" data-end="5670">
<td data-start="5636" data-end="5649" data-col-size="sm">Mogi Mirim</td>
<td data-start="5649" data-end="5654" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5654" data-end="5670" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5671" data-end="5744">
<td data-start="5671" data-end="5682" data-col-size="sm">Paulínia</td>
<td data-start="5682" data-end="5687" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5687" data-end="5744" data-col-size="md">Transporte escolar, por meio do Consórcio Giz &amp; Lápis</td>
</tr>
<tr data-start="5745" data-end="5776">
<td data-start="5745" data-end="5755" data-col-size="sm">Peruíbe</td>
<td data-start="5755" data-end="5760" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5760" data-end="5776" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5777" data-end="5820">
<td data-start="5777" data-end="5799" data-col-size="sm">Presidente Prudente</td>
<td data-start="5799" data-end="5804" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5804" data-end="5820" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5821" data-end="5854">
<td data-start="5821" data-end="5833" data-col-size="sm">Rio Claro</td>
<td data-start="5833" data-end="5838" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5838" data-end="5854" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5855" data-end="5884">
<td data-start="5855" data-end="5863" data-col-size="sm">Salto</td>
<td data-start="5863" data-end="5868" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5868" data-end="5884" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5885" data-end="5919">
<td data-start="5885" data-end="5898" data-col-size="sm">São Carlos</td>
<td data-start="5898" data-end="5903" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5903" data-end="5919" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5920" data-end="5990">
<td data-start="5920" data-end="5942" data-col-size="sm">São José dos Campos</td>
<td data-start="5942" data-end="5947" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5947" data-end="5990" data-col-size="md">Atuação ligada ao sistema/Consórcio 123</td>
</tr>
<tr data-start="5991" data-end="6028">
<td data-start="5991" data-end="6007" data-col-size="sm">São Sebastião</td>
<td data-start="6007" data-end="6012" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="6012" data-end="6028" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="6029" data-end="6064">
<td data-start="6029" data-end="6043" data-col-size="sm">São Vicente</td>
<td data-start="6043" data-end="6048" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="6048" data-end="6064" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="6065" data-end="6096">
<td data-start="6065" data-end="6075" data-col-size="sm">Ubatuba</td>
<td data-start="6075" data-end="6080" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="6080" data-end="6096" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="6097" data-end="6129">
<td data-start="6097" data-end="6108" data-col-size="sm">Valinhos</td>
<td data-start="6108" data-end="6113" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="6113" data-end="6129" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="6130" data-end="6177">
<td data-start="6130" data-end="6139" data-col-size="sm">Palmas</td>
<td data-start="6139" data-end="6144" data-col-size="sm">TO</td>
<td data-start="6144" data-end="6177" data-col-size="md">Transporte coletivo municipal</td>
</tr>
<tr data-start="6178" data-end="6246">
<td data-start="6178" data-end="6195" data-col-size="sm">Rio de Janeiro</td>
<td data-start="6195" data-end="6200" data-col-size="sm">RJ</td>
<td data-start="6200" data-end="6246" data-col-size="md">Sistema municipal, no Consórcio Santa Cruz</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="6248" data-end="6531">No caso de Paulínia, a Sancetur integra com a Transportes Capellini o Consórcio Giz &amp; Lápis, responsável pelo transporte público de alunos. O próprio consórcio informa frota total de 247 veículos e atendimento diário a mais de 13 mil estudantes.</p>
<p data-start="6533" data-end="6733">Em Palmas, a atuação deixou de ser apenas emergencial. A Sancetur assinou em abril de 2026 contrato de concessão por 20 anos para o transporte coletivo municipal.</p>
<p data-start="6735" data-end="6960">Campinas não aparece no quadro porque a Sancetur ainda não iniciou operação no sistema municipal. A empresa venceu o Lote Sul da concorrência, mas o procedimento acabou anulado pelo TCE antes da implantação da nova concessão.</p>
<p data-start="6962" data-end="7435">Também não foi incluída a cidade de São Paulo. Apesar de a prefeitura ter chegado a assinar em janeiro de 2026 um contrato emergencial para a Sancetur assumir as 133 linhas dos lotes D10 e D11, anteriormente concedidos à Transwolff, a companhia comunicou antes do início da operação que não teria condições de executar integralmente o serviço e desistiu do contrato. O <strong data-start="7331" data-end="7357"><em data-start="7333" data-end="7355">Diário do Transporte</em></strong> noticiou a desistência em primeira mão.</p>
<p data-start="7437" data-end="7446">Relembre:</p>
<p data-start="7448" data-end="7724"><a class="decorated-link" href="https://diariodotransporte.com.br/2026/01/28/em-primeira-mao-no-diario-do-transporte-sancetur-nao-vai-mais-assumir-linhas-da-transwolff/" target="_new" rel="noopener" data-start="7448" data-end="7724">https://diariodotransporte.com.br/2026/01/28/em-primeira-mao-no-diario-do-transporte-sancetur-nao-vai-mais-assumir-linhas-da-transwolff/</a></p>
<p data-start="7726" data-end="7767"><strong data-start="7726" data-end="7767">A situação atual da frota de Campinas</strong></p>
<p data-start="7769" data-end="7924">A discussão sobre a entrada emergencial de uma nova operadora só ganha corpo porque a situação da frota de Campinas vem sendo alvo de críticas recorrentes.</p>
<p data-start="7926" data-end="8128">Na própria proposta encaminhada à prefeitura, a Sancetur afirma que o sistema registrou 24,1 mil quebras e faltas de ônibus no primeiro semestre de 2026, número 13% superior ao do mesmo período de 2025.</p>
<p data-start="8130" data-end="8283">A empresa também menciona 36 mil multas aplicadas às atuais operadoras, além de ônibus com idade acima do permitido e registros de incêndios e acidentes.</p>
<p data-start="8285" data-end="8486">Esses números específicos de 24,1 mil ocorrências e 36 mil multas fazem parte dos argumentos apresentados pela Sancetur e devem ser entendidos como dados citados pela própria companhia em sua proposta.</p>
<p data-start="8488" data-end="8627">Há, entretanto, dados oficiais da Emdec que confirmam que a operação atravessa problemas relacionados à disponibilidade e à idade da frota.</p>
<p data-start="8629" data-end="9000">Em fevereiro de 2026, a prefeitura determinou que as operadoras colocassem 100% da frota operacional prevista nas ruas depois de episódios de falta de veículos, principalmente em linhas da VB3. Na ocasião, a própria Emdec afirmou que as ocorrências estavam relacionadas à idade média da frota e reconheceu a necessidade de renovação.</p>
<p data-start="9002" data-end="9216">A Emdec informou ainda que somente em 2025 foram 39,3 mil autuações aplicadas aos operadores, das quais 32,8 mil estavam relacionadas ao descumprimento das viagens programadas.</p>
<p data-start="9218" data-end="9565">Outro balanço oficial divulgado em março mostrou que, entre 2021 e 2025, foram 106.574 autuações operacionais e 53 multas por descumprimento contratual. As operadoras pagaram R$ 38,68 milhões em penalidades no período. Somente até 10 de março de 2026, já tinham sido pagos outros R$ 3,02 milhões em autuações.</p>
<p data-start="9567" data-end="9748">Entre as irregularidades que podem gerar multas contratuais estão justamente ônibus acima da idade máxima permitida, idade média superior à contratual e problemas de acessibilidade.</p>
<p data-start="9750" data-end="10093">Em junho, em posicionamento divulgado sobre as reclamações dos passageiros, a Emdec informou que já haviam sido contabilizadas mais de 25 mil autuações em 2026 por descumprimento de partidas, falta de veículos e atrasos. Cerca de 22 mil estavam relacionadas ao descumprimento de viagens programadas por quebra ou ausência de ônibus nas linhas.</p>
<p data-start="10095" data-end="10452">A Emdec também informou que, entre 2021 e 2025, foram incorporados ao sistema 267 ônibus novos ou seminovos, sendo 110 somente em 2025. Mesmo com estas substituições, o órgão relacionou os problemas de operação ao envelhecimento da frota e voltou a afirmar que a modernização mais ampla está vinculada à nova concessão.</p>
<p data-start="10454" data-end="10711">Portanto, ainda que os números usados pela Sancetur em sua oferta devam ser atribuídos à própria empresa, há diagnóstico oficial da administração municipal de que a idade dos ônibus, as quebras e a falta de veículos são problemas concretos do atual sistema.</p>
<p data-start="10713" data-end="10736"><strong data-start="10713" data-end="10736">O que decidiu o TCE</strong></p>
<p data-start="10738" data-end="10938">Como mostrou em primeira mão o <strong data-start="10769" data-end="10795"><em data-start="10771" data-end="10793">Diário do Transporte</em></strong>, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo determinou a anulação da licitação do transporte coletivo de Campinas e a republicação do edital.</p>
<p data-start="10940" data-end="11097">A decisão não teve como foco a vitória da Sancetur em si nem apontou, no julgamento, que a empresa tenha sido beneficiada irregularmente de forma específica.</p>
<p data-start="11099" data-end="11173">O centro da análise do TCE foi a condução do procedimento pela prefeitura.</p>
<p data-start="11175" data-end="11329">Em resumo, a corte de contas entendeu que houve vícios técnicos e administrativos na concorrência, especialmente em pontos ligados à modelagem do certame.</p>
<p data-start="11331" data-end="11564">Entre as questões observadas pelo tribunal estiveram alterações de premissas econômicas e da estrutura da licitação sem a devida consistência procedimental, o que, na visão do TCE, comprometeu a regularidade do edital e do resultado.</p>
<p data-start="11566" data-end="11614">Na prática, o tribunal mandou refazer o caminho.</p>
<p data-start="11616" data-end="11836">Ou seja, em vez de simplesmente corrigir detalhes pontuais após a abertura das propostas, a prefeitura terá de anular a concorrência e republicar o edital, reabrindo a disputa em bases que atendam às exigências da corte.</p>
<p data-start="11838" data-end="12062">Também é importante destacar que o TCE não baseou sua decisão, segundo a reportagem antecipada pelo <strong data-start="11938" data-end="11964"><em data-start="11940" data-end="11962">Diário do Transporte</em></strong>, em denúncias de suposto conluio ou corrupção, mas em falhas do próprio procedimento licitatório.</p>
<p data-start="12064" data-end="12286">Essa diferenciação é importante porque ajuda a compreender o alcance da decisão: o problema apontado foi a estrutura administrativa e técnica da licitação, e não uma condenação direta desta ou daquela empresa participante.</p>
<p data-start="12288" data-end="12340"><strong data-start="12288" data-end="12340">Prefeitura ganha mais uma variável para analisar</strong></p>
<p data-start="12342" data-end="12447">Com a anulação da concorrência, a prefeitura de Campinas agora passa a analisar dois problemas paralelos.</p>
<p data-start="12449" data-end="12573">O primeiro é estrutural: como republicar o edital e conduzir uma nova licitação sem repetir os problemas apontados pelo TCE.</p>
<p data-start="12575" data-end="12715">O segundo é operacional e mais imediato: como garantir a continuidade e a qualidade mínima do serviço enquanto a solução definitiva não sai.</p>
<p data-start="12717" data-end="12767">É nesse espaço que a oferta da Sancetur se insere.</p>
<p data-start="12769" data-end="12937">Ao confirmar publicamente que analisa a proposta, o prefeito Dário Saadi sinaliza que o município ao menos considera a hipótese de discutir uma alternativa emergencial.</p>
<p data-start="12939" data-end="13044">Isso não significa adesão à proposta, mas revela que o tema entrou formalmente no radar da administração.</p>
<p data-start="13046" data-end="13153">Para os passageiros, o dado mais relevante é que a crise da licitação não ficou restrita ao campo jurídico.</p>
<p data-start="13155" data-end="13305">Ela se conecta diretamente com a qualidade dos ônibus que circulam hoje, com a confiabilidade da operação e com o tempo que o usuário espera no ponto.</p>
<p data-start="13307" data-end="13449">Se a prefeitura entender que o sistema atual consegue atravessar o período sem medidas extraordinárias, a oferta da Sancetur pode não avançar.</p>
<p data-start="13451" data-end="13628">Se concluir que a operação precisa de reforço ou substituição parcial para evitar agravamento do serviço, a empresa da família Chedid passa a ser uma peça concreta desse debate.</p>
<p data-start="13630" data-end="13681">Por enquanto, o caso ainda está na fase de análise.</p>
<p data-start="13683" data-end="13999">Mas a proposta da Sancetur acrescenta um elemento novo ao cenário de Campinas: além da disputa sobre quem venceria a licitação definitiva, passa a existir também uma discussão sobre quem poderia assumir, ainda que provisoriamente, a tarefa de colocar ônibus mais novos nas ruas antes da conclusão de um novo certame.</p>
<p><strong>HISTÓRICO:</strong></p>
<h2>QUEM PARTICIPOU E QUEM VENCEU</h2>
<p class="isSelectedEnd">A concorrência foi dividida em dois lotes. Foram apresentadas seis propostas por cinco grupos empresariais, uma vez que a Sancetur participou das disputas dos lotes Sul e Norte.</p>
<h3>LOTE SUL</h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Participante</th>
<th>Composição</th>
<th>Proposta final</th>
<th>Resultado</th>
</tr>
<tr>
<td>Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda.</td>
<td>Empresa individual, pertencente à família Chedid</td>
<td>R$ 9,54</td>
<td><strong>VENCEDORA</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Consórcio Andorinha</td>
<td>Rhema Mobilidade Ltda. (líder), New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda. e WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda.</td>
<td>R$ 9,55</td>
<td>2º colocado</td>
</tr>
<tr>
<td>Consórcio VCP Mobilidade</td>
<td>Mobicamp Ltda. (líder) e Red Log Ltda.</td>
<td>R$ 10,67</td>
<td>3º colocado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="isSelectedEnd">O valor máximo previsto para a tarifa de remuneração do Lote Sul era de R$ 11,21. A Sancetur havia apresentado inicialmente R$ 9,56 e, após lance de R$ 9,55 do Consórcio Andorinha, reduziu a proposta para R$ 9,54, equivalente a deságio de 14,90%.</p>
<h3>LOTE NORTE</h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>Participante</td>
<td>Composição</td>
<td>Proposta final</td>
<td>Resultado</td>
</tr>
<tr>
<td>Consórcio Grande Campinas</td>
<td>Rhema Mobilidade Ltda. (líder), Transporte Coletivo Grande Marília Ltda., Nova Via Transportes e Serviços Ltda., WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda. e Auto Viação Suzano Ltda.</td>
<td>R$ 9,49</td>
<td><strong>VENCEDOR</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Consórcio Mov Campinas</td>
<td>Bampar Participações Ltda. (líder) e Tupi-Transporte Urbano de Piracicaba Ltda.</td>
<td>R$ 9,60</td>
<td>2º colocado</td>
</tr>
<tr>
<td>Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda.</td>
<td>Empresa individual, pertencente à família Chedid</td>
<td>R$ 10,32</td>
<td>3º colocado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="isSelectedEnd">O teto da tarifa de remuneração do Lote Norte era de R$ 11,76. Foi a disputa mais acirrada. O Consórcio Grande Campinas começou com proposta de R$ 10,34 e, após uma sequência de lances com o Consórcio Mov Campinas, chegou a R$ 9,49, deságio de 19,30%.</p>
<p data-start="4631" data-end="4667"><strong data-start="4631" data-end="4667">Onde a Sancetur já atua</strong></p>
<p data-start="4669" data-end="4808">A Sancetur opera sob a marca SOU Transportes e mantém uma atuação que se expandiu principalmente pelo Estado de São Paulo nos últimos anos.</p>
<p data-start="4810" data-end="5257">O site institucional do Grupo SOU relaciona atualmente 23 cidades em sua rede. São 22 municípios paulistas e Palmas, no Tocantins. A relação abaixo acrescenta também o Rio de Janeiro, onde o ingresso da Sancetur no Consórcio Santa Cruz foi aprovado oficialmente pela Secretaria Municipal de Transportes em setembro de 2025 e a empresa passou a atuar no sistema municipal.</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="5259" data-end="6246">
<thead data-start="5259" data-end="5288">
<tr data-start="5259" data-end="5288">
<th class="last:pe-10" data-start="5259" data-end="5268" data-col-size="sm">Cidade</th>
<th class="last:pe-10" data-start="5268" data-end="5277" data-col-size="sm">Estado</th>
<th class="last:pe-10" data-start="5277" data-end="5288" data-col-size="md">Atuação</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="5303" data-end="6246">
<tr data-start="5303" data-end="5336">
<td data-start="5303" data-end="5315" data-col-size="sm">Americana</td>
<td data-start="5315" data-end="5320" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5320" data-end="5336" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5337" data-end="5367">
<td data-start="5337" data-end="5346" data-col-size="sm">Amparo</td>
<td data-start="5346" data-end="5351" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5351" data-end="5367" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5368" data-end="5399">
<td data-start="5368" data-end="5378" data-col-size="sm">Atibaia</td>
<td data-start="5378" data-end="5383" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5383" data-end="5399" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5400" data-end="5437">
<td data-start="5400" data-end="5416" data-col-size="sm">Caraguatatuba</td>
<td data-start="5416" data-end="5421" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5421" data-end="5437" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5438" data-end="5469">
<td data-start="5438" data-end="5448" data-col-size="sm">Cubatão</td>
<td data-start="5448" data-end="5453" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5453" data-end="5469" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5470" data-end="5504">
<td data-start="5470" data-end="5483" data-col-size="sm">Indaiatuba</td>
<td data-start="5483" data-end="5488" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5488" data-end="5504" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5505" data-end="5537">
<td data-start="5505" data-end="5516" data-col-size="sm">Itanhaém</td>
<td data-start="5516" data-end="5521" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5521" data-end="5537" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5538" data-end="5568">
<td data-start="5538" data-end="5547" data-col-size="sm">Jarinu</td>
<td data-start="5547" data-end="5552" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5552" data-end="5568" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5569" data-end="5600">
<td data-start="5569" data-end="5579" data-col-size="sm">Limeira</td>
<td data-start="5579" data-end="5584" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5584" data-end="5600" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5601" data-end="5635">
<td data-start="5601" data-end="5614" data-col-size="sm">Mogi Guaçu</td>
<td data-start="5614" data-end="5619" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5619" data-end="5635" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5636" data-end="5670">
<td data-start="5636" data-end="5649" data-col-size="sm">Mogi Mirim</td>
<td data-start="5649" data-end="5654" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5654" data-end="5670" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5671" data-end="5744">
<td data-start="5671" data-end="5682" data-col-size="sm">Paulínia</td>
<td data-start="5682" data-end="5687" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5687" data-end="5744" data-col-size="md">Transporte escolar, por meio do Consórcio Giz &amp; Lápis</td>
</tr>
<tr data-start="5745" data-end="5776">
<td data-start="5745" data-end="5755" data-col-size="sm">Peruíbe</td>
<td data-start="5755" data-end="5760" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5760" data-end="5776" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5777" data-end="5820">
<td data-start="5777" data-end="5799" data-col-size="sm">Presidente Prudente</td>
<td data-start="5799" data-end="5804" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5804" data-end="5820" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5821" data-end="5854">
<td data-start="5821" data-end="5833" data-col-size="sm">Rio Claro</td>
<td data-start="5833" data-end="5838" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5838" data-end="5854" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5855" data-end="5884">
<td data-start="5855" data-end="5863" data-col-size="sm">Salto</td>
<td data-start="5863" data-end="5868" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5868" data-end="5884" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5885" data-end="5919">
<td data-start="5885" data-end="5898" data-col-size="sm">São Carlos</td>
<td data-start="5898" data-end="5903" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5903" data-end="5919" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="5920" data-end="5990">
<td data-start="5920" data-end="5942" data-col-size="sm">São José dos Campos</td>
<td data-start="5942" data-end="5947" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="5947" data-end="5990" data-col-size="md">Atuação ligada ao sistema/Consórcio 123</td>
</tr>
<tr data-start="5991" data-end="6028">
<td data-start="5991" data-end="6007" data-col-size="sm">São Sebastião</td>
<td data-start="6007" data-end="6012" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="6012" data-end="6028" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="6029" data-end="6064">
<td data-start="6029" data-end="6043" data-col-size="sm">São Vicente</td>
<td data-start="6043" data-end="6048" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="6048" data-end="6064" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="6065" data-end="6096">
<td data-start="6065" data-end="6075" data-col-size="sm">Ubatuba</td>
<td data-start="6075" data-end="6080" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="6080" data-end="6096" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="6097" data-end="6129">
<td data-start="6097" data-end="6108" data-col-size="sm">Valinhos</td>
<td data-start="6108" data-end="6113" data-col-size="sm">SP</td>
<td data-start="6113" data-end="6129" data-col-size="md">Sancetur/SOU</td>
</tr>
<tr data-start="6130" data-end="6177">
<td data-start="6130" data-end="6139" data-col-size="sm">Palmas</td>
<td data-start="6139" data-end="6144" data-col-size="sm">TO</td>
<td data-start="6144" data-end="6177" data-col-size="md">Transporte coletivo municipal</td>
</tr>
<tr data-start="6178" data-end="6246">
<td data-start="6178" data-end="6195" data-col-size="sm">Rio de Janeiro</td>
<td data-start="6195" data-end="6200" data-col-size="sm">RJ</td>
<td data-start="6200" data-end="6246" data-col-size="md">Sistema municipal, no Consórcio Santa Cruz</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="6248" data-end="6531">No caso de Paulínia, a Sancetur integra com a Transportes Capellini o Consórcio Giz &amp; Lápis, responsável pelo transporte público de alunos. O próprio consórcio informa frota total de 247 veículos e atendimento diário a mais de 13 mil estudantes.</p>
<p data-start="6533" data-end="6733">Em Palmas, a atuação deixou de ser apenas emergencial. A Sancetur assinou em abril de 2026 contrato de concessão por 20 anos para o transporte coletivo municipal.</p>
<p data-start="6735" data-end="6960">Campinas não aparece no quadro porque a Sancetur ainda não iniciou operação no sistema municipal. A empresa venceu o Lote Sul da concorrência, mas o procedimento acabou anulado pelo TCE antes da implantação da nova concessão.</p>
<p data-start="6962" data-end="7435">Também não foi incluída a cidade de São Paulo. Apesar de a prefeitura ter chegado a assinar em janeiro de 2026 um contrato emergencial para a Sancetur assumir as 133 linhas dos lotes D10 e D11, anteriormente concedidos à Transwolff, a companhia comunicou antes do início da operação que não teria condições de executar integralmente o serviço e desistiu do contrato. O <strong data-start="7331" data-end="7357"><em data-start="7333" data-end="7355">Diário do Transporte</em></strong> noticiou a desistência em primeira mão.</p>
<p data-start="7437" data-end="7446">Relembre:</p>
<p data-start="7448" data-end="7724"><a class="decorated-link" href="https://diariodotransporte.com.br/2026/01/28/em-primeira-mao-no-diario-do-transporte-sancetur-nao-vai-mais-assumir-linhas-da-transwolff/" target="_new" rel="noopener" data-start="7448" data-end="7724">https://diariodotransporte.com.br/2026/01/28/em-primeira-mao-no-diario-do-transporte-sancetur-nao-vai-mais-assumir-linhas-da-transwolff/</a></p>
<h2>CRONOLOGIA DA LICITAÇÃO</h2>
<p class="isSelectedEnd"><strong>02 de abril a 02 de julho de 2025</strong> – A prefeitura realiza consulta pública sobre a nova modelagem da concessão. O processo fazia parte de uma nova tentativa de licitar o sistema depois de certames anteriores que não chegaram à contratação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>04 de dezembro de 2025</strong> – É publicado o edital da nova concessão. Os contratos previstos são de 15 anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos, e divisão da operação em dois lotes, Norte e Sul.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Janeiro e fevereiro de 2026</strong> – O cronograma sofre alterações e são feitas correções na documentação e nas planilhas econômicas. Entre os pontos posteriormente questionados pelo TCE estão mudanças na modelagem, no teto da tarifa de remuneração e no chamado Fator de Utilização.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>25 de fevereiro de 2026</strong> – Cinco grupos empresariais entregam seis propostas na B3, em São Paulo: três para o Lote Sul e três para o Lote Norte. A Sancetur participa dos dois lotes.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>04 de março de 2026</strong> – Os grupos participantes são considerados aptos para prosseguir no certame.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>05 de março de 2026</strong> – São abertas as propostas econômicas na B3. Após os lances, a Sancetur apresenta R$ 9,54 para o Lote Sul e o Consórcio Grande Campinas, R$ 9,49 para o Lote Norte, ficando em primeiro lugar nas respectivas disputas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>24 de abril de 2026</strong> – O TCE determina cautelarmente a suspensão da homologação da licitação. Entre os pontos que passam a ser analisados estão possíveis relações entre empresas e consórcios que disputaram o certame.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>25 de maio de 2026</strong> – Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, em ação da Mobicampi, suspende o prazo final para recursos administrativos contra o resultado da concorrência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>12 de junho de 2026</strong> – O TCE mantém impedida a homologação e exige novos esclarecimentos da Prefeitura de Campinas e da Emdec diante de novos documentos e questionamentos apresentados ao processo.</p>
<p><strong>19 de agosto de 2026</strong> – O TCE determina a anulação da licitação. A administração municipal terá de republicar o edital com as adequações determinadas ou realizar uma nova concorrência.</p>
<p>A SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo confirmou, em nota oficial, que a operação deflagrada em Campinas ocorreu após denúncia sobre irregularidades em licitação bilionária de ônibus na cidade.</p>
<p><strong><em>De acordo com os investigadores, a apuração se iniciou após a divulgação de vídeos que mostravam uma reunião realizada em 1º de abril deste ano na sede de uma empresa de transporte de passageiros, em Paulínia, que revelou possíveis irregularidades em uma licitação pública.</em> </strong>&#8211; diz a nota oficial da SSP.</p>
<p>Um dos alvos é vereador Vini Oliveira (Cidadania), de Campinas. A investigação começou após a divulgação de um vídeo em que o parlamentar aparece recebendo uma caixa preta com envelopes supostamente com dinheiro.</p>
<p>Em nota, a Emdec, empresa da prefeitura responsável pelos transportes, informou que &#8220;a empresa em questão não opera o transporte público coletivo de Campinas, mas confirmou que a viação é uma das vencedoras da concorrência</p>
<p><strong><em>&#8220;Cabe ressaltar que o foco da investigação não é o processo de licitação. Porém, como é uma das empresas que compõe um dos consórcios vencedores da licitação, a Emdec acompanha a investigação e tem interesse no esclarecimento dos fatos. Cabe ressaltar ainda que o foco da investigação não é o processo de licitação.&#8221;</em></strong></p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a Polícia Civil e o Ministério Público cumpriram nesta quarta- feira, 3 de junho de 2026, 11 mandados de busca e apreensão em Campinas e Paulínia, no interior de São Paulo.</p>
<p>Entre as apurações estão possíveis crimes de corrupção envolvendo a licitação dos transportes coletivos por ônibus na cidade.</p>
<p>Como mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, a concorrência teve como vencedores a Sancetur (Lote Sul) e o Consórcio Grande Campinas (Lote Norte).</p>
<p>A licitação envolve dois contratos de R$ 11,8 bilhões no total.</p>
<p>A reportagem do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> também mostrou que tanto a Justiça como o TCE impediram a homologação do resultado.</p>
<p><strong>Relembre</strong></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="agfehGeljd"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/05/25/justica-atende-mobicampi-e-suspende-prazo-final-para-recursos-contra-licitacao-de-onibus-de-campinas-sp-que-seria-nesta-terca-26/">Justiça atende MobiCampi e suspende prazo final para recursos contra licitação de ônibus de Campinas (SP) que seria nesta terça (26)</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Justiça atende MobiCampi e suspende prazo final para recursos contra licitação de ônibus de Campinas (SP) que seria nesta terça (26)” — Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/05/25/justica-atende-mobicampi-e-suspende-prazo-final-para-recursos-contra-licitacao-de-onibus-de-campinas-sp-que-seria-nesta-terca-26/embed/#?secret=lg1ULzZ3xZ#?secret=agfehGeljd" data-secret="agfehGeljd" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), em nota, a ação tem como objetivo reunir provas para uma investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo um agente público municipal e empresários do setor de transporte coletivo.</p>
<p>Foram apreendidos documentos, anotações, pen-drives, dinheiro em espécie, celulares e outros dispositivos, que serão analisados. Os agentes apreenderam também R$ 30 mil em espécie na empresa, R$ 4 mil na casa do assessor do vereador;</p>
<p>As medidas foram cumpridas por equipes do Núcleo Especial de Combate aos Crimes Econômicos e Contra a Ordem Tributária (Neccold), da Divisão de Investigações Gerais (DIG) do Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Campinas, com acompanhamento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).</p>
<p>De acordo com os investigadores, a apuração se iniciou após a divulgação de vídeos que mostravam uma reunião realizada em 1º de abril deste ano na sede de uma empresa de transporte de passageiros, em Paulínia, que revelou possíveis irregularidades em uma licitação pública.</p>
<p>A Polícia Civil instaurou um inquérito e reuniu provas que deram embasamento para a Justiça expedir os mandados. Os participantes da reunião agora são alvos de uma investigação que busca verificar a suspeita de recebimento de valores supostamente desviados do setor público.</p>
<p>O material apreendido na ação deve ajudar no avanço das investigações, que seguem em andamento.</p>
<p>O TCE recebeu denúncias sobre um possível esquema de conluio na concorrência.</p>
<p>Veja o que diz o relatório do órgão de contas:</p>
<p><strong>Resultados do cruzamento de dados</strong>: A Sancetur (concorrente individual) e as empresas Bampar e Tupi (integrantes do Consórcio Mov Campinas), então concorrentes no Lote Norte. A cadeia de vínculos examinada indica aparente centralização do controle administrativo e societário em torno de uma pessoa física em comum, além de participações cruzadas em consórcios terceiros. <strong>Conexão 1 : Conexão entre a Sancetur, a Tupi e a Bampar por meio de um Administrador comum</strong>. As três empresas estão ligadas indiretamente através do Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior (CPF:) , que possivelmente atua como figura central na administração de todas as entidades conectadas a elas. A Sancetur &#8211; Santa Cecília Turismo Ltda (CNPJ: 69.144.434/0001-61) atua como &#8220;Sociedade Consorciada&#8221; no Consórcio Giz&amp;Lápis (CNPJ: 54.531.556/0001-33), o qual tem o Sr. Belarmino como Administrador. A Tupi &#8211; Transporte Urbano de Piracicaba Ltda (CNPJ: 43.207.151/0001-28) atua como &#8220;Sociedade Consorciada&#8221; no Consórcio Sorocaba (CNPJ: 14.012.270/0001-27), que também tem o Sr. Belarmino como Administrador. A Bampar Participações Ltda. (CNPJ: 07.452.821/0001-08) possui o Sr. Belarmino diretamente como seu Sócio-Administrador. A empresa Transportes Capellini Ltda (CNPJ: 46.090.221/0001-07) (que também possui o Sr. Belarmino como Administrador) estabelece uma ponte societária entre os consórcios ligados às concorrentes do certame: Ela atua como &#8220;Sociedade Consorciada&#8221; no Consórcio Giz&amp;Lápis (mesmo consórcio integrado pela Sancetur). Simultaneamente, atua como &#8220;Sócia&#8221; na Bampar Participações . A Bampar Participações Ltda. atua diretamente como &#8220;Sócia&#8221; de duas outras empresas: Paradela Participações Ltda. (CNPJ: 07.450.404/0001-26) ; Viação Campo dos Ouros Ltda. (CNPJ: 05.600.628/0001-41). Ambas as empresas acima também possuem o Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior atuando como Administrador, reforçando possível atuação em grupo econômico sob gestão unificada.</p>
<p><strong>Conexão 2:</strong> <strong>A Sancetur (concorrente individual), Consórcio Mov Campinas (Tupi e Bampar), Consórcio Grande Campinas (Rhema, Transporte Coletivo Grande Marília, entre outras), Consórcio Andorinha (Rhema, New Hope e WMW Locação) e Consórcio VCP Mobilidade (Mobicamp e Red Log),</strong> todas participantes dos Lotes Norte e Sul. A extensa teia societária, administrativa e de contatos demonstra que os amplos grupos econômicos por trás dessas empresas convergem através de cruzamentos em associações e compartilhamento de contatos comerciais. A cadeia de vínculos a seguir detalha a eventual ponte que interliga as empresas do Consórcio Grande Campinas e do Consórcio Andorinha ao núcleo de controle da Sancetur e do Consórcio Mov Campinas.</p>
<p><strong>Conexão 1 :</strong> <strong>Conexão do Consórcio Grande Campinas e Andorinha (via Transporte Coletivo Grande Marília e Rhema Mobilidade Ltda) ao Grupo Constantino.</strong> A Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19), integrante do Consórcio Grande Campinas e do Consórcio Andorinha, possui vínculo indireto com a Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39), integrante do Consórcio Grande Campinas. Esta, por sua vez, compartilha, por meio de sua matriz e de uma e suas filiais, os endereços de e-mail e de telefone de contato corporativo (fiscalgiaruss@gmail.com; 11 4355-1500) com a empresa Diferencial Empreendimentos Imobiliários Ltda (CNPJ: 11.669.005/ 0001-28) e Aeropar Participações S.A. (CNPJ: 06.076.478/ 0001-81). A Diferencial Empreendimentos e a Aeropar Participações S.A. são entidades que direta e indiretamente são administradas/dirigidas por membros da família Constantino</p>
<p><strong>Conexão 2 : Conexões entre o “Grupo Constantino” e o “Grupo de Walter Godoy Bueno”.</strong> Avançando na teia, o diagrama revela que o elo entre os núcleos se dá por duas vias. Primeiro pela governança compartilhada de pessoas jurídicas. Constata-se que membros do “Grupo Constantino” figuram no quadro diretivo como Administradores das empresas Ingá Turismo e Serviços Ltda. (CNPJ: 75.769.265/ 0001-58) e Mapa Comércio, Locação e Manutenção de Veículos Ltda. (CNPJ: 06.079.923/0001-67). O gráfico demonstra que essas empresas estão atreladas à Empresa de Ônibus Pássaro Marron S/A por meio da utilização conjunta de telefones e endereços eletrônicos (a exemplo do telefone 11 3775-3892 e do e-mail contabilidade@passaromarron.com.br ). Dando seguimento, constata-se que a própria Pássaro Marron S/A compartilha, por meio do Consórcio Metropolitano de Transportes (CNPJ: 07.096.200/0001-39) um segundo nível de canais de contato (destacando-se o e-mail reparticoes@cordeirolima.com.br e o telefone 11 2478-3609) com diversas outras pessoas jurídicas. Dentre as entidades que utilizam estes mesmos canais, figuram as empresas VGM Participações Ltda e VUG Participações Ltda . Conforme apurado, no Lote Sul o certame contou com a participação do Consórcio VCP Mobilidade , integrado pela Red Log Ltda (CNPJ: 40.951.719/0001-22) e pela recém criada Mobicamp Ltda (CNPJ: 64.803.889/0001-28, constituída em 30/01/2026). Embora a fundação recente da Mobicamp a tenha omitido das buscas iniciais de vínculos sistêmicos, o aprofundamento em seu Quadro de Sócios e Administradores (QSA) revela que a empresa possui como únicas sócias exatamente a VGM Participações e a VUG Participações . Além disso, o próprio Sr. Walter Godoy Bueno (CPF:) assina não apenas como representante das sócias cotistas, mas atua também como Administrador direto da Mobicamp. Além da interligação evidenciada por meio do Sr. Walter Godoy Bueno e da empresa Mobicamp, a análise do diagrama revela um segundo vetor de conexão independente que liga o “Grupo Constantino” aos representantes do Consórcio VCP Mobilidade, desta vez através da sua outra empresa consorciada, a Red Log Ltda . A cadeia de vínculos dessa segunda via se materializa passo a passo através de cruzamentos societários diretos e compartilhamento de quadros administrativos, conforme detalhado a seguir:</p>
<ol>
<li>O Sr. Henrique Constantino (CPF:) , vinculado indiretamente aos Consórcios Grande Campinas e Andorinha, atua como Sócio da Viação Santos Dumont Ltda. (CNPJ: 02.162.190/0001-79) .</li>
<li>A Viação Santos Dumont atua diretamente como Sócia da Onipar Empreendimentos e Participações Ltda. (CNPJ: 04.000.349/ 0001-84) .</li>
<li>A Onipar Empreendimentos possui como Sócia-Administradora a Sra. Camila Portela Redeghieri Daher (CPF:, que atua como elo de transição na rede.</li>
<li>Expandindo a teia societária, a Sra. Camila Portela também exerce o cargo de Sócia-Administradora na empresa Itajaí Transportes Coletivos Ltda. (CNPJ: 06.346.461/ 0001-05) e da empresa Red Log Ltda. (CNPJ: 40.951.719/0001-22) .</li>
<li>Na governança da Itajaí Transportes, constatasse a atuação conjunta com o Sr. Joubert Beluomini (CPF:) , que divide o controle da empresa na condição de Sócio-Administrador.</li>
<li>O elo final consolida-se ao observar que o Sr. Joubert Beluomini é o Administrador direto da empresa Red Log Ltda. (CNPJ: 40.951.719/0001-22) .</li>
</ol>
<p>Como a Red Log Ltda integra formalmente o Consórcio VCP Mobilidade (que disputou o Lote Sul ao lado da Mobicamp). Tais elementos sugerem que o Consórcio VCP Mobilidade pode estar duplamente conectado aos demais consórcios das concorrentes: por um lado, via Mobicamp (conectada a Walter Godoy Bueno e, consequentemente, aos Constantinos) e, por outro, via Red Log (conectada a Joubert Beluomini, Camila Portela e, sucessivamente, à Viação Santos Dumont e a Henrique Constantino). Desse modo, a teia delineada pode sugerir que empresas que figuraram formalmente como concorrentes diretas dentro de um mesmo lote (a exemplo do Lote Sul, onde a Mobicamp concorre contra a Sancetur e consórcio integrado pela Rhema), assim como licitantes que disputaram lotes distintos (como o Consórcio Grande Campinas no Lote Norte conectando-se indiretamente ao Consórcio VCP Mobilidade no Lote Sul), integram uma mesma malha de vínculos indiretos.</p>
<p><strong>Conexão 3 : O Elo no topo – Conexão entre Walter Godoy Bueno e o núcleo de Belarmino Junior (Sancetur e Consórcio Mov Campinas).</strong> A convergência estrutural das redes ganha se consolida na cúpula diretiva da GUARUPASS &#8211; Associação das Concessionárias de Transporte Urbano de Passageiros de Guarulhos e Região (CNPJ: 74.504.937/0001-30). O diagrama revela que o elo institucional neste ponto ocorre pela atuação conjunta de representantes dos diferentes núcleos no comando desta associação. A análise detalhada do quadro confirma que o Sr. Walter Godoy Bueno atua como Diretor desta associação. Em conjunto com ele na mesma diretoria, figura o Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior (CPF: 129.742.028-45), que também exerce o cargo de Diretor . Cabe destacar, para fins de estrita precisão, que o vínculo gerencial com a GUARUPASS se dá exclusivamente por meio do Sr. Belarmino Junior, não havendo participação ou assento de seu pai (Sr. Belarmino da Ascenção Marta) na diretoria desta entidade. Soma-se a este quadro gerencial a figura do Sr. José Roberto Iasbek Felicio , que ocupa o cargo de Presidente da associação, unindo formalmente na mesma governança os gestores das diversas ramificações societárias (correlacionadas com o Consórcio VCP Mobilidade). Como já evidenciado em análises anteriores, o Sr. Belarmino Junior é a figura central possuindo vínculo indireto com as empresas Sancetur (concorrente 1) e das empresas Bampar e Tupi (integrantes do Consórcio Mov Campinas, concorrente 2). A atuação simultânea destes atores na direção da GUARUPASS materializa, portanto, um possível ponto de contato e controle unificado no topo da cadeia empresarial das licitantes</p>
<p><strong>Conexão 4 : A integração do núcleo isolado (WMW, New Hope e Auto Viação Suzano) ao certame</strong>. WMW Locação de Veículos (CNPJ: 10.742.588/0001-02), New Hope Terceirização e Transportes (CNPJ: 09.474.700/0001-92) e Auto Viação Suzano Ltda (CNPJ: 12.278.903/0001-18), são aparentemente conectadas entre si por administradores próprios (como Merciana Alves e Welter Franca) e telefones em comum. Apesar de constarem isoladamente na representação visual da rede societária, a conexão orgânica e comercial dessas empresas com o restante do macro-grupo se evidencia de forma incontestável na própria licitação, uma vez que elas se consorciaram formalmente à Rhema e à Transporte Coletivo Grande Marília para formar o Consórcio Grande Campinas e o Consórcio Andorinha, integrando a teia e participando ativamente da dinâmica de vínculos dos Lotes Norte e Sul. Assim, diante dos apontamentos expostos, revela-se necessária a manifestação dessa Administração acerca dos fatos narrados, devendo apresentar esclarecimentos específicos sobre os vínculos identificados, sua eventual repercussão na condução e no resultado da licitação, especialmente com relação às diligências realizadas para resguardar a regularidade da contratação.</p>
<p><strong>ASPECTOS DETECTADOS Sobre os fatos apresentados na representação</strong>:</p>
<p>O sistema identificou possível existência de vínculo entre as empresas citadas na representação. A cadeia de vínculos examinada indica a existência de conexão indireta entre a Nova Via Transportes (CNPJ: 39.742.141/0001-15) e Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19).</p>
<p><strong>Conexão entre a Nova Via Transportes (CNPJ: 39.742.141/0001-15) e Ekos Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 03.177.014/0001-73).</strong> A Nova Via tem como sócia a empresa Ekos Transportes e Turismo Ltda, sendo que o Sr. Norival Antonio do Prado aparece como Administrador da Nova Via e Sócio-Administrador da Ekos. Conexão entre a Ekos Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 03.177.014/0001-73) e Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39). A Ekos consta localizada na Rua Aristeu Antonio de Paula, 15, Conjunto 17, Campinas/SP. O mesmo endereço consta como sede de uma filial da Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0002-10).</p>
<p><strong>Conexão entre a Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39), Smile Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 05.564.404/0001-21) e S.T.P. Mobilidade Ltda (CNPJ: 18.397.297.00001-36).</strong> A Transporte Coletivo Grande Marília Ltda possui a Sra. Paula Anely Sikansi (CPF: 150.368.278-13) como Sócia-Administradora em comum com a Smile Transportes. A empresa S.T.P. Mobilidade Ltda (CNPJ: 18.397.297.00001-36) está localizada no mesmo endereço da Matriz Smile Transportes. Além disso, a S.T.P. possui como Sócio-Administrador o Sr. Emerson de Jesus (CPF: 119.294.448-85) que também é Sócio-Administrador da Transporte Coletivo Grande Marília Ltda.</p>
<p><strong>Conexão entre a Smile Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 05.564.404/0001-21) e Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19).</strong></p>
<p>A Smile possui uma filial de mesmo nome (CNPJ: 05.564.404.0004-74), com endereço em Rodovia Lix da Cunha, 3930, Jardim do Lago Continuação -Campinas/SP; e telefone 19-3255-3778. Por sua vez, a Rhema encontra-se localizada na Av. Dr. Heitor Nascimento, 196, Bloco B, Sala 3, Morumbi – Paulínia/SP; e, apesar da distinção dos endereços, possui atribuído o mesmo telefone da filial Smile (19-3255-3778).</p>
<p><strong>Consulta a sistema de informações deste E. Tribunal &#8211; Empresas que participaram do certame, segundo ATA juntada na representação: LOTE NORTE</strong></p>
<ol>
<li><strong> Empresa Sancetur &#8211; Santa Cecília Turismo Ltda CNPJ nº 69.144.434/0001-61. </strong></li>
<li><strong> Consórcio Grande Campinas (vencedora),</strong> formado por: • Rhema Mobilidade Ltda CNPJ nº 14.026.139/ 0001-19; • Transporte Coletivo Grande Marília Ltda CNPJ nº 35.532.864/0001-39; • Nova Via Transportes e Serviços Ltda CNPJ nº 39.742.141/0001-25; • WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda CNPJ nº 10.742.588/ 0001-02; • Auto Viação Suzano Ltda 12.278.903/0001-28. 1. Consórcio Mov Campinas, formado por: • Bampar Participações Ltda CNPJ nº 07.452.821/0001-08; • Tupi-Transportes Urbano de Priracicaba Ltda CNPJ nº 43.207.151/0001-28.</li>
</ol>
<p><strong>LOTE SUL</strong></p>
<ol>
<li><strong> Empresa Sancetur &#8211; Santa Cecília Turismo Ltda CNPJ nº 69.144.434/0001-61 (vencedora).</strong></li>
<li><strong> Consórcio Andorinha</strong>, formado por: • Rhema Mobilidade Ltda CNPJ nº 14.026.139/ 0001-19; • New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda CNPJ nº 09.474.700/0001-92; • WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda CNPJ nº 10.742.588/ 0001-02</li>
<li><strong> Consórcio VCP Mobilidade,</strong> formado por: • Mobicamp Ltda CNPJ nº 64.803.889/0001-28; Talvez pela sua data de fundação (30/01/2026, em São Paulo), a empresa Mobicamp LTDA de CNPJ 64.803.889/0001-28, não aparece no sistema. Por esta razão, incluí os(as) sócios(as) na pesquisa. Sua atividade principal, conforme a Receita Federal, é 49.21-3-01 &#8211; Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal. Sua situação cadastral até o momento é Ativa. Quadro de Sócios e Administradores: Vgm Participacoes LTDA &#8211; CNPJ: 31046460000184 &#8211; Sócio Representado por Walter Godoy Bueno – Administrador; Vug Participacoes LTDA &#8211; CNPJ: 31045044000161 &#8211; Sócio Representado por Walter Godoy Bueno – Administrador; Walter Godoy Bueno – Administrador. • Red Log Ltda CNPJ nº 40.951.719/0001-22</li>
</ol>
<p><strong>O que diz a Prefeitura de Campinas:</strong></p>
<p><strong>Confira nota na íntegra</strong></p>
<p><em>Sobre a licitação do Transporte Público, a Prefeitura de Campinas informa que:</em></p>
<p><em>&#8211; O Tribunal de Contas não suspendeu a licitação do Transporte de Campinas.</em></p>
<p><em>&#8211; O órgão sugeriu que a homologação das empresas que ofereceram os melhores lances só fosse feita pela Prefeitura após o encaminhamento de respostas aos questionamentos apresentados pelo Tribunal.</em></p>
<p><em>&#8211; A Prefeitura realizou 18 diligências nas empresas, entre elas oito de capacidade técnica, quatro de readequação de planilha orçamentária/modelagem e seis de checagem de endereços das empresas. Além disso, foram feitas duas diligências pela B3, realizadora do leilão, sobre a composição de capital social das empresas que tiveram os lances vencedores.</em></p>
<p><em>&#8211; A checagem dos endereços das sedes das empresas foi feita após ofício da Polícia Civil com questionamentos sobre a possível sobreposição de destino entre empresas integrantes do consórcio vencedor; alteração de capital social de uma das consorciadas em período próximo ao certame e questionamentos quanto à exequibilidade da proposta.</em></p>
<p><em>&#8211; Diante disso, a Prefeitura de Campinas solicitou que as diligências fossem feitas pelo Primeiro Cartório de Notas da cidade. Houve necessidade de autorização de um juiz corregedor devido ao fato de alguns endereços serem de outros municípios.</em></p>
<p><em>&#8211; Cabe esclarecer que é justamente nessa fase, de habilitação, que ocorre a checagem de documentação, avaliação da capacidade operacional e técnica, além de outras diligências, das empresas que ofereceram os melhores lotes no leilão. Essa etapa está em andamento e não há prazo para sua conclusão.</em></p>
<p><strong>O que diz o Consórcio Grande Campinas, vencedor da licitação do Lote Norte</strong></p>
<p><em>O Consórcio Grande Campinas, vencedor do Lote Norte na licitação de 2026 para operar o Transporte Público de Campinas (SP) e composto pelas empresas Rhema Mobilidade Ltda., Transporte Coletivo Grande Marília Ltda., Nova Via Transportes e Serviços Ltda., WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda. e Auto Viação Suzano Ltda., vem a público negar a existência de vínculo empresarial com as demais empresas citadas no despacho do TCESP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo). Reforçam ainda a lisura do Consórcio no cumprimento às regras do Edital da </em></p>
<p><em>Concorrência nº 15/2025, em cujo teor há a previsão de atuação nos leilões dos lotes Sul e Norte, visto que mais de uma participante deu lance nos dois lotes. </em></p>
<p><em>As empresas que compõem o Consórcio Grande Campinas reafirmam a plena confiança na Justiça e reiteram que estão à disposição para apresentar os esclarecimentos devidos. </em></p>
<p><em>Os representantes do Consórcio Grande Campinas reforçam o compromisso com os investimentos necessários à melhoria do transporte para a população da cidade, que merece um serviço público digno e adequado, com ônibus novos e limpos e com cumprimento de horários, esperando por parte da Prefeitura uma breve decisão sobre a licitação com o aval dos órgãos responsáveis. </em></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-512455" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1_20260424_105731_0000.jpg?resize=1414%2C2000&#038;ssl=1" alt="" width="1414" height="2000" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1_20260424_105731_0000.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1_20260424_105731_0000.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1_20260424_105731_0000.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1_20260424_105731_0000.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1_20260424_105731_0000.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1_20260424_105731_0000.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1_20260424_105731_0000.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1_20260424_105731_0000.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-512456" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/2_20260424_105731_0001.jpg?resize=1414%2C2000&#038;ssl=1" alt="" width="1414" height="2000" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/2_20260424_105731_0001.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/2_20260424_105731_0001.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/2_20260424_105731_0001.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/2_20260424_105731_0001.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/2_20260424_105731_0001.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/2_20260424_105731_0001.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/2_20260424_105731_0001.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/2_20260424_105731_0001.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<h2><strong>OS LANCES, OS CONTRATOS E QUEM É QUEM:</strong></h2>
<p>Foi dado prosseguimento em 05 de março de 2026, na licitação do novo sistema de ônibus municipais de Campinas, maior cidade do interior de São Paulo, que envolve contratos de 15 anos avaliados em R$ 11 bilhões neste período.</p>
<p>Sancetur, da família Chedid, para o lote Sul; e para o lote Norte, o Consórcio Grande Campinas apresentaram as propostas com o menor valor de custo para o município.</p>
<p>Para o lote Sul, a proposta da Sancetur foi de tarifa de remuneração de R$ 9,54 (deságio de 14,90% sobre o valor teto do edital de R$ 11,21).</p>
<p>Já para o lote Norte, o que teve a maior disputa com uma sucessão de vários lances entre os concorrentes, e o consórcio composto por empresas como Rhema e Nova Via, propôs tarifa de remuneração de R$ 9,49 (deságio de 19,3% sobre o limite de R$ 11,76 no edital).</p>
<p>Um dos maiores operadores atuais de Campinas, o Grupo Belarmino, disputou o lote Norte pau a pau com o consórcio.</p>
<p>Com nova contratação, as linhas serão divididas em dois lotes, Norte e Sul, e são previstos investimentos de R$ 900 milhões em frota nova, contando com modelos elétricos.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, os cinco grupos empresariais que participaram tiveram a documentação aprovada pela prefeitura e foram considerados aptos a continuar para esta fase.</p>
<p>Nesta quinta-feira (05), foi a vez de conhecer as propostas econômicas, abertas na B3 – Bolsa de Valores de São Paulo, na região central da capital paulista.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanhou.</p>
<p>Pelos critérios da concorrência, vai ser considerado vencedor quem oferecer a menor tarifa técnica por lote, depois da aprovação por parte do poder público.</p>
<p>Tarifa técnica não é o que o passageiro paga nas catracas, mas é o que a empresa recebe como remuneração por passageiro transportado (o que inclui o valor das passagens, subsídios e outras receitas).</p>
<p>Agora, a comissão de licitação da prefeitura vai analisar a viabilidade das propostas para depois declarar o vencedor do lote Sul e o vencedor do lote Norte.</p>
<p>As propostas foram:</p>
<p><strong>LOTE SUL:</strong></p>
<p>Valor máximo no edital: R$ 11,21</p>
<p><strong>&#8211; Sancetur &#8211; Santa Cecilia Turismo Ltda;</strong></p>
<p>R$ 9,56 – deságio de 14,72%. Depois do Consórcio Andorinha ter apresentado proposta de R$ 9,55, a Sancetur baixou para R$ 9,54 ( -14,90%)</p>
<p><strong>&#8211; Consórcio Andorinha, composto pelas empresas Rhema Mobilidade Ltda, New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda e WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda;</strong></p>
<p>R$ 10,99- deságio de 01,96%. Depois, no viva-voz baixou para R$ 9,55 (-14,81%)</p>
<p><strong>&#8211; Consórcio VCP Mobilidade, composto pelas empresas Mobicamp Ltda e Red Log Ltda.</strong></p>
<p>R$ 10,67 – deságio de 04,82%</p>
<p><strong>LOTE NORTE:</strong></p>
<p>Valor máximo no edital: R$ 11,76</p>
<p><strong>&#8211; Sancetur &#8211; Santa Cecilia Turismo Ltda;</strong></p>
<p>R$ 11,50 (deságio de 2,21%). Depois baixou para R$ 10,32</p>
<p><strong>&#8211; Consórcio Grande Campinas, composto pelas empresas Rhema Mobilidade Ltda, Transporte Coletivo Grande Marília Ltda, Nova Via Transportes e Serviços Ltda, WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda e Auto Viação Suzano Ltda;</strong></p>
<p>R$ 10,34 (deságio de 12,07%). Depois baixou para R$ 10,33; R$ 10,31; R$ 9,99; R$ 9,87 (- 16,07%); R$ 9,75 (- 17,09%); R$ 9,63 (-18,11%), R$ 9,61, R$ 9,49 (-19,3%).</p>
<p><strong>&#8211; Consórcio Mov Campinas, composto pelas empresas Bampar Participações Ltda. e Tupi-Transporte Urbano de Piracicaba Ltda.</strong></p>
<p>R$ 11,75 (deságio de 0,09%), depois foi para R$ 9,98 (deságio de 15,14%); R$ 9,86 (deságio de 16,16%); R$ 9,74 (-17,18%); R$ 9,62% (- 18,20%); R$ 9,60 (-18,37%);</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, em reportagem especial, detalhou cada um destes consórcios. – Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/02/26/saiba-quem-e-quem-na-bilionaria-licitacao-de-onibus-de-campinas-sp/">https://diariodotransporte.com.br/2026/02/26/saiba-quem-e-quem-na-bilionaria-licitacao-de-onibus-de-campinas-sp/</a></p>
<p><strong>LOTE NORTE:</strong></p>
<p><strong>EMPRESA SANCETUR – SANTA CECILIA TURISMO LTDA.;</strong></p>
<p><strong>CONSÓRCIO GRANDE CAMPINAS,</strong> composto pelas empresas RHEMA MOBILIDADE LTDA. (EMPRESA LÍDER), TRANSPORTE COLETIVO GRANDE MARÍLIA LTDA., NOVA VIA TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA., WMW LOCAÇÃO DE VEÍCULOS E SERVIÇOS DE TRANSPORTES LTDA. e AUTO VIAÇÃO SUZANO LTDA.;</p>
<p><strong>CONSÓRCIO MOV CAMPINAS</strong>, composto pelas empresas: BAMPAR PARTICIPAÇÕES LTDA. (EMPRESA LÍDER) e TUPI-TRANSPORTE URBANO DE PIRACICABA LTDA.</p>
<p><strong>LOTE SUL:</strong></p>
<p><strong>EMPRESA SANCETUR – SANTA CECILIA TURISMO LTDA.;</strong></p>
<p><strong>CONSÓRCIO ANDORINHA,</strong> composto pelas empresas: RHEMA MOBILIDADE LTDA. (EMPRESA LÍDER), NEW HOPE TERCEIRIZAÇÃO E TRANSPORTES CATANDUVA LTDA. E WMW LOCAÇÃO DE VEÍCULOS E SERVIÇOS DE TRANSPORTES LTDA.</p>
<p><strong>CONSÓRCIO VCP MOBILIDADE,</strong> composto pelas empresas: MOBICAMP LTDA. (EMPRESA LÍDER) E RED LOG LTDA.</p>
<p><strong>QUEM É QUEM:</strong></p>
<p><strong>SANCETUR:</strong></p>
<p>Pertencente ao mais relevante braço da família Chedid, que é considerada poderosa nos transportes. Atua em mais de 20 cidades, em especial no interior e no litoral de São Paulo, mas também está em sistemas de outros estados, como na cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>De tão forte e incisiva, a Sancetur com um só ofício conseguiu com que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, liberasse imediatamente valores de subsídios e repasses atrasados, algo que as empresas locais, inclusive do poderoso Jacob Barata Filho, do Grupo Guanabara, tentavam há tempos.</p>
<p><strong>FONTES: Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro) e TJ RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro)</strong></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="xC6BiPzIZZ"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/30/entenda-alerta-nos-transporte-do-rio-de-janeiro-justica-apura-descumprimento-de-acordo-pela-prefeitura-suspendendo-transferencias-de-linhas-em-licitacao/">ENTENDA &#8211; Alerta nos Transporte do Rio de Janeiro: Justiça apura descumprimento de acordo pela Prefeitura, suspendendo transferências de linhas em licitação</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“ENTENDA – Alerta nos Transporte do Rio de Janeiro: Justiça apura descumprimento de acordo pela Prefeitura, suspendendo transferências de linhas em licitação” — Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/30/entenda-alerta-nos-transporte-do-rio-de-janeiro-justica-apura-descumprimento-de-acordo-pela-prefeitura-suspendendo-transferencias-de-linhas-em-licitacao/embed/#?secret=lCZkJ8zO46#?secret=xC6BiPzIZZ" data-secret="xC6BiPzIZZ" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Com a marca SOU (Sistema de Ônibus Urbanos) ao lado do nome da cidade correspondente, tem ganhado cada vez mais espaço em licitações ou contratos emergenciais.</p>
<p>Recentemente, ia dar um dos passos mais ousados do Grupo Chedid, ao assumir a gigante operação da Transwolff, na capital paulista, com 1206 ônibus, 111 linhas e 555 mil passageiros por mês, na zona Sul. A Transwolff foi descredenciada do sistema de transportes da cidade de São Paulo após ter sido alvo de uma Operação do Ministério Público de São Paulo que investiga possível ligação da empresa, que surgiu da cooperativa Cooperpam, com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Mas após instabilidades na transição dos contratos, desistiu do negócio, que chegou a ser anunciado em fevereiro de 2026 pelo prefeito Ricardo Nunes. A onda de ataques a 1,5 mil ônibus em São Paulo que ocorreu entre junho e agosto de 2025 foi atribuída pela Polícia Civil a esta mudança contratual.</p>
<p><strong>CONSÓRCIO MOV CAMPINAS</strong></p>
<p>É do Grupo Belarmino, que já atua nos transportes municipais de Campinas, com a VB Transportes, cuja operação constantemente é alvo de reclamações de usuários. Tem como fundador o empresário português Belarmino de Ascenção Marta, é um dos maiores conglomerados do setor, em especial no Estado de São Paulo. Nascido em Vilar de Rei, na região de Trás-os-Montes, em Portugal; em 15 de agosto de 1937, Belarmino começou no ramo de transportes, na capital paulista, em 1961, juntamente com cunhado Antonio José Fonseca e amigos, fundando a Auto Viação Brasil Luxo.</p>
<p>A família de Belarmino possui controle total único, sociedade ou participação em empresas como: Sambaíba Transportes Urbanos (a segunda maior frota da cidade de São Paulo, com 1,3 mil ônibus), ConSor &#8211; Consórcio Sorocaba, Comercial Sambaíba de Viaturas, Empresa Bragantina de Varrição e Coleta de Lixo – Embralixo, Empresa São José, MoV Vinhedo &#8211; Rápido Sumaré, MoV Paulínia &#8211; Rápido Sumaré, MoV São João da Boa Vista &#8211; Rápido Sumaré, MoV Nova Odessa &#8211; Rápido Sumaré, MoV Louveira &#8211; West Side,  MoV Itu &#8211; West Side, MoV Avaré &#8211; West Side,  MoV Boituva &#8211; West Side,  MoV Sumaré &#8211; Viação Ouro Verde, MoV Monte Mor &#8211; Rápido Campinas, MoV Franca (no lugar da São José), Nossa Senhora de Fátima Auto Ônibus, Rápido Luxo Campinas, Rápido Sumaré, Transportes Capellini, ValleSul Transportes e Turismo, VB Transportes e Turismo, VBex Encomendas, VB Cargas, Viaje Mais, Viação Atual, Viação Avante, Viação Campo dos Ouros (Guarulhos-SP), Viação Itu, Viação Lira (LiraBus),  Viação Ouro Verde, Viação Transguarulhense, Vila Real Transportes e Serviços, West Side Viagens e Turismo, Monte Alegre Agência de Turismo, entre outras.</p>
<p><strong>CONSÓRCIO GRANDE CAMPINAS:</strong></p>
<p>RHEMA MOBILIDADE LTDA. (EMPRESA LÍDER), TRANSPORTE COLETIVO GRANDE MARÍLIA LTDA., NOVA VIA TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA., WMW LOCAÇÃO DE VEÍCULOS E SERVIÇOS DE TRANSPORTES LTDA. e AUTO VIAÇÃO SUZANO LTDA.;</p>
<p>É o consórcio com maior número de empresas, o que não significa que sejam companhias mais fortes ou maiores. Muitas delas, inclusive são marcadas por polêmicas e investigações como descredenciamentos com suspeitas de irregularidades, todas contestadas pelos operadores.</p>
<p>A Nova Via, ligada ao Grupo da Smile Turismo, atua no transporte urbano em Santa Bárbara d&#8217;Oeste, região metropolitana de Campinas.</p>
<p>A empresa, em Santa Bárbara, possui em torno de 80 funcionários e mais de 35 veículos. Os veículos rodam cerca de 160.000 quilômetros, por mês.</p>
<p>A Smile Transportes e Turismo tem cerca de 40 anos, sede em Paulínia e filiais em Campinas, Sumaré, Paraibuna, Fernandópolis e Marília, conta atualmente com mais de 800 funcionários e 500 veículos.</p>
<p>A Nova Via Transportes e Serviços Ltda tem como principal sócio, de acordo com a Junta Comercial de São Paulo, Norival Antonio do Prado, e a Ekos Transportes e Turismo. A Ekos é registrada em nome de Norival e já chegou a ser denominada de Nakasone Transportes. Já figurou como sócio da Nova Via, Antônio Felício Júnior. A família Felício também é conhecida por forte influência nos transportes, com atuação e fundação em grupos de empresas como Viação Danúbio Azul (Grupo VIDA), da Grande São Paulo e interior paulista; Rápido D&#8217;Oeste, de Ribeirão Preto; e a VoePass Linhas Aéreas (antiga Passaredo), fundada por José Luiz Felício, que morreu em 2023.</p>
<p>De acordo com reportagens de imprensa local, a Smile chegou a ser denunciada por suposta formação de cartel e falsificação de documentos nos transportes de Paulínia, também na região de Campinas. A denúncia, protocolada por uma advogada na prefeitura de Paulínia, apontou para uma possível “cartelização” com a empresa S.TP. Mobilidade e os rombos aos cofres públicos chegariam a R$ 19 milhões. A prefeitura decidiu pelo rompimento dos contratos.</p>
<p>A Rhema Transportes, por sua vez, é registrada em nome de Claudio Luis Ferreira Coutinho e Paulo Roberto Leme. Atua com fretamento e em serviços de transporte escolar em Paulínia</p>
<p>A New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda já teve as denominações Nova Esperança Locadora de Veiculos Ltda e Virtual Express Serviços de Entrega Rápida Ltda. De acordo com a Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), figura como sócio principal Marcos Welder França dos Santos, de Guarulhos, na Grande São Paulo.</p>
<p>A WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda tem sedes em Guarulhos e Arujá, na Grande São Paulo, e, segundo a Jucesp, é registrada em nome de Merciana Alves dos Santos Franca, da mesma família da New Hope. A atuação principal é em fretamento.</p>
<p>A Auto Viação Suzano Ltda, segundo a Junta Comercial, tem como sócio principal Welter França Souto Ferreira, ou seja, o mesmo da New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda. Atua em Santa Isabel (SP), Catanduva (SP) e Balneário Camboriú (SC).</p>
<p>A Transporte Coletivo Grande Marília é registrada em nome de Emerson de Jesus e Paula Anely Sikans. Atua em Marília, no interior de São Paulo, praticamente com a mesma pintura da Nova Via, de Santa Bárbara d’Oeste</p>
<p><strong>CONSÓRCIO ANDORINHA</strong></p>
<p>RHEMA MOBILIDADE LTDA. (EMPRESA LÍDER), NEW HOPE TERCEIRIZAÇÃO E TRANSPORTES CATANDUVA LTDA. E WMW LOCAÇÃO DE VEÍCULOS E SERVIÇOS DE TRANSPORTES LTDA.</p>
<p>Rhema e WMW estão também no Consórcio Grande Campinas – os detalhes acima.</p>
<p>De diferente, mas nem não diferente, é a New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda</p>
<p>A empresa já teve as denominações Nova Esperança Locadora De Veiculos Ltda e Virtual Express Serviços de Entrega Rápida Ltda. De acordo com a Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), figura como sócio principal Marcos Welder França dos Santos, de Guarulhos, na Grande São Paulo.</p>
<p>Marcos Welder França dos Santos é sócio também, segundo a Jucesp, da Auto Viação Suzano Ltda, que está no Consórcio Grande Campinas.</p>
<p>A família atua na WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda, que está no Consórcio Grande Campinas.</p>
<p><strong>CONSÓRCIO VCP MOBILIDADE</strong></p>
<p>MOBICAMP LTDA. (EMPRESA LÍDER) E RED LOG LTDA.</p>
<p>Na prática, é composto também por empresas que atuam na cidade: Expresso Campibus Ltda (do Grupo NIFF, família Felício Yasbek e Viação Arujá), Onicamp Transporte Coletivo e Itajaí Transportes Coletivos (Camila Portela Redighieri Daher e Joubert Beluomini). Mas o caminho societário é complexo.</p>
<p>A MobiCamp tem o quadro de sócios formado pela VGM Participações Ltda, VUG Participações Ltda e Walter Godoy Bueno</p>
<p>A VGM, com sede em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, tem como sócia registrada Valéria Garcia Mansur e o objeto social é Holdings de Instituições Não-Financeiras Compra e Venda e Imóveis Próprios</p>
<p>A VUG tem como sócio-administrador Walter Godoy Bueno e o objeto social é o mesmo da VGM.</p>
<p>A Red Log, por sua vez, é formada pela Agromaquinas Locações Ltda, de Vila Velha (ES) e pelos sócios Camila Portela Redighieri Daher, Joubert Beluomini, Lorena Portela Redighieri e Rápido Santo Amaro Ltda.</p>
<p>Joubert Beluomini é sócio de Camila Portela Redighieri Daher na Itajaí e Onicamp Transporte Coletivo Ltda, que também opera já no transporte municipal de Campinas, além de aparecerem em comum na Rápido Santo Amaro Ltda.</p>
<h2><strong>DENÚNCIA E SUSPENSÃO NO TCE &#8211; TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO:</strong></h2>
<p>O TCE (Tribunal de Contas do Estado) de São Paulo suspendeu o andamento da licitação do sistema de ônibus de Campinas, no interior paulista, que envolve contratos de R$ 11,8 bilhões em 15 anos.</p>
<p>A publicação da decisão foi em 24 de abril de 2026.</p>
<p>A corte de contas recebeu denúncias de suposto conluio entre grandes grupos empresariais de ônibus espalhados pelo País para que operem, de forma mascarada, ao mesmo tempo nos dois lotes operacionais, e com possível uso de empresas menores que serviriam como espécies de “laranjas” para desconfigurar a manipulação.</p>
<p>O editor-chefe e criador do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, teve acesso ao despacho e à denúncia. O documento aponta nomes de empresários, gestores e de empresas que supostamente formariam conexões. Até mesmo supostos elos entre rivais, como o Grupo Sancetur e o Grupo Belarmino foram apresentados. Além disso, grandes conglomerados, como o Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, fundador da GOL Linhas Aéreas, fariam parte das conexões apontadas com dados do próprio TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo).</p>
<p>A representação foi formulada pelo advogado André Nardini de Oliveira Roland.</p>
<p><strong><em>Requer-se, assim, que sejam detalhados os mecanismos de controle adotados para prevenção de eventual conluio ou simulação de concorrência, bem como informadas apurações internas já realizadas sobre os fatos ora apontados, inclusive quanto à identificação prévia ou superveniente de tais vínculos </em></strong>– diz o texto ao qual o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> teve acesso.</p>
<p>Na decisão monocrática, o conselheiro do TCE, Dimas Ramalho, determinou que de forma imediata a prefeitura não realize a homologação da licitação e ainda estipulou um prazo de 10 dias para a gestão do prefeito Jorge Saadi se explicar.</p>
<p>A medida é em caráter cautelar.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, em 05 de março de 2026, a prefeitura deu prosseguimento na licitação do novo sistema de ônibus municipais de Campinas, maior cidade do interior de São Paulo, que envolve contratos de 15 anos avaliados em R$ 11,8 bilhões neste período.</p>
<p>Sancetur, da família Chedid, para o lote Sul; e para o lote Norte, o Consórcio Grande Campinas apresentaram as propostas com o menor valor de custo para o município.</p>
<p>Para o lote Sul, a proposta da Sancetur foi de tarifa de remuneração de R$ 9,54 (deságio de 14,90% sobre o valor teto do edital de R$ 11,21).</p>
<p>A classificação das propostas, que foram apresentadas de forma bem acirrada na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, na prática, mudaria a estrutura empresarial de décadas nos transportes de Campinas, tendo, por exemplo, o Grupo Belarmino, do empresário português Belarmino de Ascenção Marta, como um dos maiores operadores na cidade até então que sairiam.</p>
<p>Apesar da classificação das propostas financeiras, não houve ainda a assinatura de contratos porque a prefeitura analisa a parte técnica e as documentações.</p>
<p>A gestão municipal conseguiu aprovação na Câmara Municipal de dois anos dos atuais contratos por causa da transição.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/04/15/contratos-com-atuais-empresas-de-onibus-em-campinas-sp-tem-prorrogacao-de-dois-anos-aprovadas-pela-camara-em-segunda-votacao/">https://diariodotransporte.com.br/2026/04/15/contratos-com-atuais-empresas-de-onibus-em-campinas-sp-tem-prorrogacao-de-dois-anos-aprovadas-pela-camara-em-segunda-votacao/</a></p>
<p>A denúncia que chegou ao TCE e ainda necessita de esclarecimentos e apurações, cita grande grupos, como “Grupo Comporte”, da família de Constantino de Oliveira, fundador da GOL Linhas Aéreas, “Grupo Belarmino”, do empresário Belarmino de Ascenção Marta, Sancetur, da família Chedid, e até mesmo o Sindicato das Empresas de Ônibus de Guarulhos, na Grande São Paulo.</p>
<p>De acordo com a representação apresentada ao TCE, há sinais de conexões entre estes grupos empresariais, envolvendo os dois lotes de operação, empresários vencedores, empresários teoricamente perdedores e que sairiam do sistema e empresários ativos no suposto acerto e que sequer apareceram.</p>
<p><strong><em>O sistema identificou possível existência de vínculo entre as empresas citadas na representação. A cadeia de vínculos examinada indica a existência de conexão indireta entre a Nova Via Transportes (CNPJ: 39.742.141/0001-15) e Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19)</em></strong>  &#8211; diz parte da representação.</p>
<p>Além disso, a denúncia mostra que possíveis rivais teriam conexão, como o Grupo Belarmino e a Sancentur.</p>
<p><strong><em>Conexão entre a Sancetur, a Tupi e a Bampar por meio de um Administrador comum. As três empresas estão ligadas indiretamente através do Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior  </em></strong>&#8211; prossegue o texto.</p>
<p><u>VALE LEMBRAR QUE A REPORTAGEM SE TRATA DO RELATO DE DOCUMENTO OFICIAL PUBLICADO E SÓ REPRODUZ AS DENÚNCIAS SEM ATRIBUIR CULPA OU ISENÇÃO. A prefeitura, responsável pela licitação, foi procurada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, que também tenta o contato dos outros citados. O espaço sempre está aberto.</u></p>
<p>Confira as denúncias registradas no TCE.</p>
<p><strong>Resultados do cruzamento de dados</strong>: A Sancetur (concorrente individual) e as empresas Bampar e Tupi (integrantes do Consórcio Mov Campinas), então concorrentes no Lote Norte. A cadeia de vínculos examinada indica aparente centralização do controle administrativo e societário em torno de uma pessoa física em comum, além de participações cruzadas em consórcios terceiros. <strong>Conexão 1 : Conexão entre a Sancetur, a Tupi e a Bampar por meio de um Administrador comum</strong>. As três empresas estão ligadas indiretamente através do Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior (CPF:) , que possivelmente atua como figura central na administração de todas as entidades conectadas a elas. A Sancetur &#8211; Santa Cecília Turismo Ltda (CNPJ: 69.144.434/0001-61) atua como &#8220;Sociedade Consorciada&#8221; no Consórcio Giz&amp;Lápis (CNPJ: 54.531.556/0001-33), o qual tem o Sr. Belarmino como Administrador. A Tupi &#8211; Transporte Urbano de Piracicaba Ltda (CNPJ: 43.207.151/0001-28) atua como &#8220;Sociedade Consorciada&#8221; no Consórcio Sorocaba (CNPJ: 14.012.270/0001-27), que também tem o Sr. Belarmino como Administrador. A Bampar Participações Ltda. (CNPJ: 07.452.821/0001-08) possui o Sr. Belarmino diretamente como seu Sócio-Administrador. A empresa Transportes Capellini Ltda (CNPJ: 46.090.221/0001-07) (que também possui o Sr. Belarmino como Administrador) estabelece uma ponte societária entre os consórcios ligados às concorrentes do certame: Ela atua como &#8220;Sociedade Consorciada&#8221; no Consórcio Giz&amp;Lápis (mesmo consórcio integrado pela Sancetur). Simultaneamente, atua como &#8220;Sócia&#8221; na Bampar Participações . A Bampar Participações Ltda. atua diretamente como &#8220;Sócia&#8221; de duas outras empresas: Paradela Participações Ltda. (CNPJ: 07.450.404/0001-26) ; Viação Campo dos Ouros Ltda. (CNPJ: 05.600.628/0001-41). Ambas as empresas acima também possuem o Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior atuando como Administrador, reforçando possível atuação em grupo econômico sob gestão unificada.</p>
<p><strong>Conexão 2:</strong> <strong>A Sancetur (concorrente individual), Consórcio Mov Campinas (Tupi e Bampar), Consórcio Grande Campinas (Rhema, Transporte Coletivo Grande Marília, entre outras), Consórcio Andorinha (Rhema, New Hope e WMW Locação) e Consórcio VCP Mobilidade (Mobicamp e Red Log),</strong> todas participantes dos Lotes Norte e Sul. A extensa teia societária, administrativa e de contatos demonstra que os amplos grupos econômicos por trás dessas empresas convergem através de cruzamentos em associações e compartilhamento de contatos comerciais. A cadeia de vínculos a seguir detalha a eventual ponte que interliga as empresas do Consórcio Grande Campinas e do Consórcio Andorinha ao núcleo de controle da Sancetur e do Consórcio Mov Campinas.</p>
<p><strong>Conexão 1 :</strong> <strong>Conexão do Consórcio Grande Campinas e Andorinha (via Transporte Coletivo Grande Marília e Rhema Mobilidade Ltda) ao Grupo Constantino.</strong> A Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19), integrante do Consórcio Grande Campinas e do Consórcio Andorinha, possui vínculo indireto com a Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39), integrante do Consórcio Grande Campinas. Esta, por sua vez, compartilha, por meio de sua matriz e de uma e suas filiais, os endereços de e-mail e de telefone de contato corporativo (fiscalgiaruss@gmail.com; 11 4355-1500) com a empresa Diferencial Empreendimentos Imobiliários Ltda (CNPJ: 11.669.005/ 0001-28) e Aeropar Participações S.A. (CNPJ: 06.076.478/ 0001-81). A Diferencial Empreendimentos e a Aeropar Participações S.A. são entidades que direta e indiretamente são administradas/dirigidas por membros da família Constantino</p>
<p><strong>Conexão 2 : Conexões entre o “Grupo Constantino” e o “Grupo de Walter Godoy Bueno”.</strong> Avançando na teia, o diagrama revela que o elo entre os núcleos se dá por duas vias. Primeiro pela governança compartilhada de pessoas jurídicas. Constata-se que membros do “Grupo Constantino” figuram no quadro diretivo como Administradores das empresas Ingá Turismo e Serviços Ltda. (CNPJ: 75.769.265/ 0001-58) e Mapa Comércio, Locação e Manutenção de Veículos Ltda. (CNPJ: 06.079.923/0001-67). O gráfico demonstra que essas empresas estão atreladas à Empresa de Ônibus Pássaro Marron S/A por meio da utilização conjunta de telefones e endereços eletrônicos (a exemplo do telefone 11 3775-3892 e do e-mail contabilidade@passaromarron.com.br ). Dando seguimento, constata-se que a própria Pássaro Marron S/A compartilha, por meio do Consórcio Metropolitano de Transportes (CNPJ: 07.096.200/0001-39) um segundo nível de canais de contato (destacando-se o e-mail reparticoes@cordeirolima.com.br e o telefone 11 2478-3609) com diversas outras pessoas jurídicas. Dentre as entidades que utilizam estes mesmos canais, figuram as empresas VGM Participações Ltda e VUG Participações Ltda . Conforme apurado, no Lote Sul o certame contou com a participação do Consórcio VCP Mobilidade , integrado pela Red Log Ltda (CNPJ: 40.951.719/0001-22) e pela recém criada Mobicamp Ltda (CNPJ: 64.803.889/0001-28, constituída em 30/01/2026). Embora a fundação recente da Mobicamp a tenha omitido das buscas iniciais de vínculos sistêmicos, o aprofundamento em seu Quadro de Sócios e Administradores (QSA) revela que a empresa possui como únicas sócias exatamente a VGM Participações e a VUG Participações . Além disso, o próprio Sr. Walter Godoy Bueno (CPF:) assina não apenas como representante das sócias cotistas, mas atua também como Administrador direto da Mobicamp. Além da interligação evidenciada por meio do Sr. Walter Godoy Bueno e da empresa Mobicamp, a análise do diagrama revela um segundo vetor de conexão independente que liga o “Grupo Constantino” aos representantes do Consórcio VCP Mobilidade, desta vez através da sua outra empresa consorciada, a Red Log Ltda . A cadeia de vínculos dessa segunda via se materializa passo a passo através de cruzamentos societários diretos e compartilhamento de quadros administrativos, conforme detalhado a seguir:</p>
<ol>
<li>O Sr. Henrique Constantino (CPF:) , vinculado indiretamente aos Consórcios Grande Campinas e Andorinha, atua como Sócio da Viação Santos Dumont Ltda. (CNPJ: 02.162.190/0001-79) .</li>
<li>A Viação Santos Dumont atua diretamente como Sócia da Onipar Empreendimentos e Participações Ltda. (CNPJ: 04.000.349/ 0001-84) .</li>
<li>A Onipar Empreendimentos possui como Sócia-Administradora a Sra. Camila Portela Redeghieri Daher (CPF:, que atua como elo de transição na rede.</li>
<li>Expandindo a teia societária, a Sra. Camila Portela também exerce o cargo de Sócia-Administradora na empresa Itajaí Transportes Coletivos Ltda. (CNPJ: 06.346.461/ 0001-05) e da empresa Red Log Ltda. (CNPJ: 40.951.719/0001-22) .</li>
<li>Na governança da Itajaí Transportes, constatasse a atuação conjunta com o Sr. Joubert Beluomini (CPF:) , que divide o controle da empresa na condição de Sócio-Administrador.</li>
<li>O elo final consolida-se ao observar que o Sr. Joubert Beluomini é o Administrador direto da empresa Red Log Ltda. (CNPJ: 40.951.719/0001-22) .</li>
</ol>
<p>Como a Red Log Ltda integra formalmente o Consórcio VCP Mobilidade (que disputou o Lote Sul ao lado da Mobicamp). Tais elementos sugerem que o Consórcio VCP Mobilidade pode estar duplamente conectado aos demais consórcios das concorrentes: por um lado, via Mobicamp (conectada a Walter Godoy Bueno e, consequentemente, aos Constantinos) e, por outro, via Red Log (conectada a Joubert Beluomini, Camila Portela e, sucessivamente, à Viação Santos Dumont e a Henrique Constantino). Desse modo, a teia delineada pode sugerir que empresas que figuraram formalmente como concorrentes diretas dentro de um mesmo lote (a exemplo do Lote Sul, onde a Mobicamp concorre contra a Sancetur e consórcio integrado pela Rhema), assim como licitantes que disputaram lotes distintos (como o Consórcio Grande Campinas no Lote Norte conectando-se indiretamente ao Consórcio VCP Mobilidade no Lote Sul), integram uma mesma malha de vínculos indiretos.</p>
<p><strong>Conexão 3 : O Elo no topo – Conexão entre Walter Godoy Bueno e o núcleo de Belarmino Junior (Sancetur e Consórcio Mov Campinas).</strong> A convergência estrutural das redes ganha se consolida na cúpula diretiva da GUARUPASS &#8211; Associação das Concessionárias de Transporte Urbano de Passageiros de Guarulhos e Região (CNPJ: 74.504.937/0001-30). O diagrama revela que o elo institucional neste ponto ocorre pela atuação conjunta de representantes dos diferentes núcleos no comando desta associação. A análise detalhada do quadro confirma que o Sr. Walter Godoy Bueno atua como Diretor desta associação. Em conjunto com ele na mesma diretoria, figura o Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior (CPF: 129.742.028-45), que também exerce o cargo de Diretor . Cabe destacar, para fins de estrita precisão, que o vínculo gerencial com a GUARUPASS se dá exclusivamente por meio do Sr. Belarmino Junior, não havendo participação ou assento de seu pai (Sr. Belarmino da Ascenção Marta) na diretoria desta entidade. Soma-se a este quadro gerencial a figura do Sr. José Roberto Iasbek Felicio , que ocupa o cargo de Presidente da associação, unindo formalmente na mesma governança os gestores das diversas ramificações societárias (correlacionadas com o Consórcio VCP Mobilidade). Como já evidenciado em análises anteriores, o Sr. Belarmino Junior é a figura central possuindo vínculo indireto com as empresas Sancetur (concorrente 1) e das empresas Bampar e Tupi (integrantes do Consórcio Mov Campinas, concorrente 2). A atuação simultânea destes atores na direção da GUARUPASS materializa, portanto, um possível ponto de contato e controle unificado no topo da cadeia empresarial das licitantes</p>
<p><strong>Conexão 4 : A integração do núcleo isolado (WMW, New Hope e Auto Viação Suzano) ao certame</strong>. WMW Locação de Veículos (CNPJ: 10.742.588/0001-02), New Hope Terceirização e Transportes (CNPJ: 09.474.700/0001-92) e Auto Viação Suzano Ltda (CNPJ: 12.278.903/0001-18), são aparentemente conectadas entre si por administradores próprios (como Merciana Alves e Welter Franca) e telefones em comum. Apesar de constarem isoladamente na representação visual da rede societária, a conexão orgânica e comercial dessas empresas com o restante do macro-grupo se evidencia de forma incontestável na própria licitação, uma vez que elas se consorciaram formalmente à Rhema e à Transporte Coletivo Grande Marília para formar o Consórcio Grande Campinas e o Consórcio Andorinha, integrando a teia e participando ativamente da dinâmica de vínculos dos Lotes Norte e Sul. Assim, diante dos apontamentos expostos, revela-se necessária a manifestação dessa Administração acerca dos fatos narrados, devendo apresentar esclarecimentos específicos sobre os vínculos identificados, sua eventual repercussão na condução e no resultado da licitação, especialmente com relação às diligências realizadas para resguardar a regularidade da contratação.</p>
<p><strong>ASPECTOS DETECTADOS Sobre os fatos apresentados na representação</strong>:</p>
<p>O sistema identificou possível existência de vínculo entre as empresas citadas na representação. A cadeia de vínculos examinada indica a existência de conexão indireta entre a Nova Via Transportes (CNPJ: 39.742.141/0001-15) e Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19).</p>
<p><strong>Conexão entre a Nova Via Transportes (CNPJ: 39.742.141/0001-15) e Ekos Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 03.177.014/0001-73).</strong> A Nova Via tem como sócia a empresa Ekos Transportes e Turismo Ltda, sendo que o Sr. Norival Antonio do Prado aparece como Administrador da Nova Via e Sócio-Administrador da Ekos. Conexão entre a Ekos Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 03.177.014/0001-73) e Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39). A Ekos consta localizada na Rua Aristeu Antonio de Paula, 15, Conjunto 17, Campinas/SP. O mesmo endereço consta como sede de uma filial da Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0002-10).</p>
<p><strong>Conexão entre a Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39), Smile Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 05.564.404/0001-21) e S.T.P. Mobilidade Ltda (CNPJ: 18.397.297.00001-36).</strong> A Transporte Coletivo Grande Marília Ltda possui a Sra. Paula Anely Sikansi (CPF: 150.368.278-13) como Sócia-Administradora em comum com a Smile Transportes. A empresa S.T.P. Mobilidade Ltda (CNPJ: 18.397.297.00001-36) está localizada no mesmo endereço da Matriz Smile Transportes. Além disso, a S.T.P. possui como Sócio-Administrador o Sr. Emerson de Jesus (CPF: 119.294.448-85) que também é Sócio-Administrador da Transporte Coletivo Grande Marília Ltda.</p>
<p><strong>Conexão entre a Smile Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 05.564.404/0001-21) e Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19).</strong></p>
<p>A Smile possui uma filial de mesmo nome (CNPJ: 05.564.404.0004-74), com endereço em Rodovia Lix da Cunha, 3930, Jardim do Lago Continuação -Campinas/SP; e telefone 19-3255-3778. Por sua vez, a Rhema encontra-se localizada na Av. Dr. Heitor Nascimento, 196, Bloco B, Sala 3, Morumbi – Paulínia/SP; e, apesar da distinção dos endereços, possui atribuído o mesmo telefone da filial Smile (19-3255-3778).</p>
<p><strong>Consulta a sistema de informações deste E. Tribunal &#8211; Empresas que participaram do certame, segundo ATA juntada na representação: LOTE NORTE</strong></p>
<ol>
<li><strong> Empresa Sancetur &#8211; Santa Cecília Turismo Ltda CNPJ nº 69.144.434/0001-61. </strong></li>
<li><strong> Consórcio Grande Campinas (vencedora),</strong> formado por: • Rhema Mobilidade Ltda CNPJ nº 14.026.139/ 0001-19; • Transporte Coletivo Grande Marília Ltda CNPJ nº 35.532.864/0001-39; • Nova Via Transportes e Serviços Ltda CNPJ nº 39.742.141/0001-25; • WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda CNPJ nº 10.742.588/ 0001-02; • Auto Viação Suzano Ltda 12.278.903/0001-28. 1. Consórcio Mov Campinas, formado por: • Bampar Participações Ltda CNPJ nº 07.452.821/0001-08; • Tupi-Transportes Urbano de Priracicaba Ltda CNPJ nº 43.207.151/0001-28.</li>
</ol>
<p><strong>LOTE SUL</strong></p>
<ol>
<li><strong> Empresa Sancetur &#8211; Santa Cecília Turismo Ltda CNPJ nº 69.144.434/0001-61 (vencedora).</strong></li>
<li><strong> Consórcio Andorinha</strong>, formado por: • Rhema Mobilidade Ltda CNPJ nº 14.026.139/ 0001-19; • New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda CNPJ nº 09.474.700/0001-92; • WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda CNPJ nº 10.742.588/ 0001-02</li>
<li><strong> Consórcio VCP Mobilidade,</strong> formado por: • Mobicamp Ltda CNPJ nº 64.803.889/0001-28; Talvez pela sua data de fundação (30/01/2026, em São Paulo), a empresa Mobicamp LTDA de CNPJ 64.803.889/0001-28, não aparece no sistema. Por esta razão, incluí os(as) sócios(as) na pesquisa. Sua atividade principal, conforme a Receita Federal, é 49.21-3-01 &#8211; Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal. Sua situação cadastral até o momento é Ativa. Quadro de Sócios e Administradores: Vgm Participacoes LTDA &#8211; CNPJ: 31046460000184 &#8211; Sócio Representado por Walter Godoy Bueno – Administrador; Vug Participacoes LTDA &#8211; CNPJ: 31045044000161 &#8211; Sócio Representado por Walter Godoy Bueno – Administrador; Walter Godoy Bueno – Administrador. • Red Log Ltda CNPJ nº 40.951.719/0001-22</li>
</ol>
<p><em><strong>Adamo, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>VÍDEO: Homem é preso por furto de cabos de sistema de ar-condicionado de ônibus BRT no Rio de Janeiro</title>
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    <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 20:17:25 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Indivíduo portava duas facas e também teria ameaçado de morte o motorista do coletivo VINÍCIUS DE OLIVEIRA Na tarde da última quinta-feira, 20 de agosto, um homem de 29 anos foi preso por tentativa de furto de cabos do sistema de ar-condicionado de um ônibus articulado do sistema BRT no Rio de Janeiro. O indivíduo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="577" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-12.jpg?fit=1024%2C577&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-12.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-12.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-12.jpg?resize=1024%2C577&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-12.jpg?resize=150%2C85&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-12.jpg?resize=768%2C433&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-12.jpg?resize=1536%2C866&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-12.jpg?resize=400%2C226&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Indivíduo portava duas facas e também teria ameaçado de morte o motorista do coletivo</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Na tarde da última quinta-feira, 20 de agosto, um homem de 29 anos foi preso por tentativa de furto de cabos do sistema de ar-condicionado de um ônibus articulado do sistema BRT no Rio de Janeiro.</p>
<p>O indivíduo portava duas facas e foi detido por agentes do Programa BRT Seguro, ligado à Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP).</p>
<p>De acordo com a pasta, o homem foi encontrado próximo ao local que teria indícios de tentativa de retirada dos cabos; além disso, teria ameaçado de morte o motorista do coletivo do transporte público, por sinalizar aos agentes a movimentação do sujeito.</p>
<p>Segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública, o rapaz já tinha registros de crimes anteriores como roubo, furto, tráfico de drogas e associação para o tráfico.</p>
<p>O sujeito foi então encaminhado para o 22º Distrito Policial, na Penha; a investigação do caso se mantém na Polícia Civil.</p>
<p><div style="width: 1280px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-530226-2" width="1280" height="720" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/202608211714.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/202608211714.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/202608211714.mp4</a></video></div></p>
<p><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>VLT Carioca vence prêmio de Melhor Operadora de VLT pela sexta vez</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/08/21/vlt-carioca-vence-premio-de-melhor-operadora-de-vlt-pela-sexta-vez/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Concessionária foi representada pelo CEO da Plataforma Trilhos da Motiva, André Salcedo, na cerimônia do 33º Prêmio Revista Ferroviária VINÍCIUS DE OLIVEIRA O VLT Carioca foi reconhecido, pela sexta vez, como Melhor Operadora de VLT no 33º Prêmio Revista Ferroviária, uma das mais tradicionais premiações do setor metroferroviário brasileiro. A cerimônia foi realizada nesta quinta-feira [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="720" height="639" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/6adba953-0b52-4238-baca-9895eb39a772.jpg?fit=720%2C639&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/6adba953-0b52-4238-baca-9895eb39a772.jpg?w=720&amp;ssl=1 720w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/6adba953-0b52-4238-baca-9895eb39a772.jpg?resize=300%2C266&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/6adba953-0b52-4238-baca-9895eb39a772.jpg?resize=150%2C133&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/6adba953-0b52-4238-baca-9895eb39a772.jpg?resize=400%2C355&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Concessionária foi representada pelo CEO da Plataforma Trilhos da Motiva, André Salcedo, na cerimônia do 33º Prêmio Revista Ferroviária</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O VLT Carioca foi reconhecido, pela sexta vez, como Melhor Operadora de VLT no 33º Prêmio Revista Ferroviária, uma das mais tradicionais premiações do setor metroferroviário brasileiro. A cerimônia foi realizada nesta quinta-feira (20/08), em São Paulo, e contou com a presença do CEO da Plataforma Trilhos da Motiva, André Salcedo, que representou a concessionária na ocasião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conquista coloca o VLT Carioca novamente em destaque no cenário nacional e consolida a trajetória de excelência construída pelo sistema desde o início da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Promovido anualmente pela Revista Ferroviária, o prêmio reconhece empresas e profissionais que contribuem para o desenvolvimento do transporte sobre trilhos no país, valorizando iniciativas relacionadas à eficiência operacional, inovação, segurança e qualidade dos serviços prestados aos passageiros. Os vencedores são escolhidos por um colégio eleitoral formado por mais de 5 mil profissionais do setor ferroviário e metroferroviário brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para André Salcedo, o reconhecimento reforça a importância do trabalho realizado diariamente pelas equipes e o papel do VLT na transformação da mobilidade do Rio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse prêmio é motivo de orgulho para toda a equipe e reconhece a dedicação diária das pessoas que fazem o VLT Carioca acontecer. Também reforça nosso papel na transformação do Centro do Rio, contribuindo para uma cidade cada vez mais integrada, acessível e sustentável. É um reconhecimento que nos motiva a seguir avançando”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora do VLT Carioca, Silvia Bressan, também ressalta que a premiação evidencia a consistência dos resultados alcançados pela concessionária ao longo dos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Receber pela sexta vez o prêmio de Melhor Operadora de VLT é motivo de grande orgulho para toda a equipe. Essa conquista confirma a consistência do trabalho desenvolvido ao longo dos anos e reconhece o empenho diário dos nossos colaboradores em oferecer um serviço seguro, eficiente e de qualidade. Tornar o VLT Carioca hexacampeão dessa categoria reforça nosso compromisso permanente com a excelência operacional, a inovação e a melhor experiência para os passageiros”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Integrado aos principais modais de transporte da cidade, o VLT Carioca conecta pontos estratégicos da região central do Rio de Janeiro, como o Aeroporto Santos Dumont, a Rodoviária Novo Rio, a Central do Brasil, a Praça XV e o Terminal Gentileza. O sistema desempenha papel importante no deslocamento diário de milhares de passageiros e na integração entre diferentes regiões e meios de transporte, contribuindo para uma mobilidade urbana mais sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Empresários de ônibus vão intensificar pressão para Congresso derrubar vetos de Lula a Marco Legal do Transporte e pensam em lei complementar &#8211; VÍDEO</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 19:11:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Presidente da NTU, Francisco Christovam, também falou sobre o risco à segurança no trânsito pelo fato de motoristas de ônibus também acumularem o bico em Uber e 99 e comentou que têm sido danosos os incentivos aos mototáxis e motos por aplicativos ADAMO BAZANI / ARTHUR FERRARI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA ASSISTA: Os empresários de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/b1a93e79-8444-42cf-b323-b500b9e478bf.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/b1a93e79-8444-42cf-b323-b500b9e478bf.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/b1a93e79-8444-42cf-b323-b500b9e478bf.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/b1a93e79-8444-42cf-b323-b500b9e478bf.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/b1a93e79-8444-42cf-b323-b500b9e478bf.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/b1a93e79-8444-42cf-b323-b500b9e478bf.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/b1a93e79-8444-42cf-b323-b500b9e478bf.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/b1a93e79-8444-42cf-b323-b500b9e478bf.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p class="isSelectedEnd"><em>Presidente da NTU, Francisco Christovam, também falou sobre o risco à segurança no trânsito pelo fato de motoristas de ônibus também acumularem o bico em Uber e 99 e comentou que têm sido danosos os incentivos aos mototáxis e motos por aplicativos</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong><em>ADAMO BAZANI / ARTHUR FERRARI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p>ASSISTA:</p>
<p><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/JctwiZ6h4KE?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></p>
<p class="isSelectedEnd">Os empresários de ônibus devem intensificar a pressão sobre o Congresso Nacional para que os parlamentares derrubem os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL (Projeto de Lei) nº 3.278/2021, que deu origem à Lei nº 15.432/2026, que instituiu o Marco Legal do Transporte Coletivo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A informação é do presidente-executivo da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), Francisco Christovam, em entrevista ao criador e editor-chefe do <strong>Diário do Transporte</strong>, Adamo Bazani.</p>
<p class="isSelectedEnd">A lei foi sancionada por Lula em 14 de junho de 2026. Caso não consigam, já consideram apresentar uma proposta de lei complementar.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Diário do Transporte ouviu especialistas em direito, como a advogada Liana Variani, que atua na área de risco empresarial e de contratos, que apontou que alguns dos vetos contrariam até mesmo um estudo do próprio Governo Federal, realizado pelo BNDES e pelo Ministério das Cidades, sobre transportes, chamado ENMU (Estudo Nacional de Mobilidade Urbana).</p>
<p class="isSelectedEnd"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/08/enmu-aponta-baixa-diversidade-de-fontes-para-bancar-transportes-ate-que-ponto-vetos-de-lula-podem-prejudicar-modelos-do-proprio-ministerio-das-cidades/" data-rich-text-autolink="">https://diariodotransporte.com.br/2026/07/08/enmu-aponta-baixa-diversidade-de-fontes-para-bancar-transportes-ate-que-ponto-vetos-de-lula-podem-prejudicar-modelos-do-proprio-ministerio-das-cidades/</a></p>
<p class="isSelectedEnd">Christovam disse que outras entidades trabalham junto com a NTU para convencer os parlamentares e a opinião pública.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong><em>“Não significa que nós demos a guerra por acabada. Nós ainda estamos trabalhando na NTU para discutir a melhor estratégia para derrubar esses vetos. Não estamos sozinhos nessa luta. Estamos exatamente juntando esforços de outras entidades congêneres, que trabalham com o mesmo intuito que a gente, para tentar derrubar esses vetos”</em></strong> – disse.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o dirigente da entidade das viações, o veto aos financiamentos das gratuidades com dinheiro dos ministérios responsáveis pelas áreas que englobam os beneficiários é um dos que mais inviabilizam melhorias nos transportes públicos e a mudança do atual modelo de custeio, que se baseia somente nas tarifas pagas pelos passageiros e em subsídios diretos das prefeituras e governos estaduais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Como mostrou o Diário do Transporte, a NTU apresentou o Programa “Transporte para Todos”, que propõe fontes de custeio que poderiam cobrir em torno de 85% dos custos de prestação dos serviços. Uma das origens seriam justamente esses recursos de ministérios e fundos nacionais. Por exemplo, para a gratuidade de estudantes, o dinheiro viria do Ministério da Educação. Para idosos, das áreas de assistência social e previdência; já para pessoas com deficiência, uma das fontes poderia ser o Ministério da Saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pela proposta, até mesmo recursos do Bolsa Família seriam usados para custeio do deslocamento dos beneficiários pelo fato de o transporte ser atividade que possibilita subsistência, ou seja, pelo transporte público, a pessoa consegue chegar aos serviços de saúde, educação e obter renda para alimentação e moradia. Faz parte da proposta também um novo modelo de vale-transporte, no qual todos os funcionários com carteira registrada e empresários contribuiriam.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Christovam, o projeto de lei complementar, caso os vetos não caiam, terá justamente esse custeio pelos ministérios e fundos federais como um dos focos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong><em>“Mas, se isso não acontecer, se a gente não conseguir derrubar o veto, nós vamos atrás da legislação complementar para poder estabelecer que os recursos da área da saúde, da educação e da assistência social sejam responsáveis pelo deslocamento das pessoas beneficiadas pelas gratuidades.”</em></strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na entrevista, o representante das viações também falou sobre o risco à segurança no trânsito pelo fato de motoristas de ônibus também acumularem o bico em Uber e 99 e comentou que têm sido danosos os incentivos aos mototáxis e motos por aplicativos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>MOTORISTAS DE ÔNIBUS TAMBÉM DIRIGINDO UBER E 99</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Francisco Christovam afirmou que a NTU já levou ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a preocupação das empresas de transporte coletivo com motoristas que, no período de descanso entre jornadas nos ônibus, passam a dirigir carros por aplicativos para complementar a renda.</p>
<p class="isSelectedEnd">A discussão não é sobre a legalidade de o trabalhador possuir uma segunda atividade. Como o Diário do Transporte já mostrou, não há atualmente uma proibição geral que impeça um motorista de ônibus de também trabalhar em plataformas como Uber e 99 fora de sua jornada na empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A questão apontada pelas viações e especialistas ouvidos pelo Diário do Transporte está relacionada ao descanso efetivo e à fadiga.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa de ônibus é obrigada a respeitar os limites legais da jornada de trabalho e o período de descanso entre uma jornada e outra. Entretanto, fora do horário de trabalho, o empregador não possui controle absoluto sobre a atividade do funcionário.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Diário do Transporte mostrou, em reportagem especial de 21 de julho de 2026, que dados fornecidos oficialmente pela SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte) indicavam 3,5 milhões de cadastros de condutores de aplicativos na cidade de São Paulo, enquanto a SPTrans informava a existência de 29,8 mil motoristas no sistema municipal de ônibus.</p>
<p class="isSelectedEnd">O número de profissionais que acumulam as duas atividades não é oficialmente conhecido. Empresas de ônibus ouvidas pela reportagem, no entanto, relataram que essa prática se tornou comum nas garagens e apontaram preocupações com fadiga, afastamentos e ocorrências de trânsito.</p>
<p class="isSelectedEnd">Christovam disse:</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong><em>“Eu acho que a saída é essa mesmo, você já usou a palavra-chave, é discutir essa questão, porque isso nós estamos meio que de mãos amarradas, porque nós somos obrigados, pela legislação, a dar um intervalo entre uma jornada e outra de 11 horas. É exatamente o que o profissional precisa para poder, nesse período em que ele deveria estar descansando, por força de lei e de acordo coletivo, ir para o aplicativo para conseguir uma renda extra.”</em></strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o dirigente, o assunto foi levado pessoalmente ao ministro Luiz Marinho.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong><em>“Olha, eu estive pessoalmente com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, tratando dessa questão, não encontramos uma saída imediata. Disse: ‘Olha, isso é um assunto importante que precisa ser discutido’. Disse: ‘Olha, ministro, por uma razão muito simples, nós estamos tornando a vida desse profissional mais difícil, ele está ficando mais doente, ele está apresentando nas garagens atestados médicos numa quantidade que a gente nunca viu e, outra, provocando acidente’. Então, nós temos que encontrar uma saída para essa situação.”</em></strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Christovam argumenta que as empresas não podem simplesmente determinar que o trabalhador tenha dedicação exclusiva se essa condição não estiver estabelecida dentro dos limites da legislação e da relação contratual.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong><em>“Eu não posso obrigar, por força de contrato de trabalho, o profissional a ter dedicação exclusiva, que é o nome que a gente dá. Não, ele é só profissional meu, para isso eu o remunero. Eu tenho que seguir a legislação aplicável, a legislação trabalhista, os acordos coletivos, mas isso possibilita a ele usar dessas horas de lazer, de descanso, para, infelizmente, aumentar a renda dele. Isso é legítimo, só que nós estamos com um problema sério.”</em></strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em entrevista anterior ao Diário do Transporte, a advogada especializada em direito empresarial e segurança jurídica Liana Variani também explicou que a legislação não proíbe, por si só, o exercício das duas atividades, mas que podem surgir questões trabalhistas, previdenciárias e de responsabilidade civil quando um acidente é relacionado ao cansaço.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não há, entretanto, uma estatística oficial nacional que permita afirmar quantos acidentes de ônibus foram causados especificamente porque o motorista também trabalhava em aplicativos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Relembre:</p>
<p class="isSelectedEnd"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/21/exclusivo-motoristas-de-carros-de-aplicativo-chegam-a-35-milhoes-na-cidade-de-sao-paulo-e-de-onibus-298-mil-muitos-atuam-nas-duas-funcoes-reportagem-especial/?utm_source=chatgpt.com">EXCLUSIVO: Motoristas de carros de aplicativo chegam a 3,5 milhões na cidade de São Paulo e, de ônibus, 29,8 mil – Muitos atuam nas duas funções</a></p>
<p class="isSelectedEnd"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/08/13/entrevista-perigos-gerados-por-motoristas-de-onibus-dirigindo-uber-e-99-sao-levados-a-ministro-luiz-marinho-acidentes-e-mortes-avancam-mas-discussoes-ainda-nao/?utm_source=chatgpt.com">ENTREVISTA: Perigos gerados por motoristas de ônibus dirigindo Uber e 99 são levados a ministro Luiz Marinho</a></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>MOTOTÁXIS E MOTOS POR APLICATIVOS</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outro tema abordado por Francisco Christovam foi o avanço do transporte remunerado de passageiros por motocicletas intermediado por aplicativos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Neste ponto, o dirigente da NTU fez críticas à modalidade com base principalmente em argumentos de segurança viária.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong><em>“Você vê essa questão de várias localidades autorizando o mototáxi. É o absurdo dos absurdos. As estatísticas estão aí para mostrar. Não é uma questão que nós estamos defendendo o mercado. Não, não, não. Os operadores de ônibus não querem dividir, não querem competição. Não é isso. Trata-se de segurança absoluta.”</em></strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Christovam também relacionou os acidentes com motocicletas aos impactos sobre o sistema de saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong><em>“Trata-se de ocupar leitos de UTIs que deveriam estar sendo reciclados. A pessoa fica lá um dia, dois dias, sai. Não. Um acidentado de moto vai para a UTI, às vezes fica 15, 20 dias, porque os acidentes são gravíssimos, envolvendo o motociclista e o passageiro.”</em></strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Essas são avaliações do presidente-executivo da NTU.</p>
<p class="isSelectedEnd">A discussão sobre mototáxi por aplicativo envolve diferentes posições jurídicas, econômicas e de segurança viária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Empresas como Uber e 99 sustentam que a legislação federal permite o transporte privado individual intermediado por plataformas e que cabe aos municípios regulamentar e fiscalizar a atividade, mas não simplesmente proibi-la.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Prefeitura de São Paulo tem adotado interpretação mais restritiva, alegando riscos de acidentes e defendendo regras específicas para o credenciamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A disputa tem passado pelos tribunais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 22 de julho de 2026, uma decisão de primeira instância determinou que a Prefeitura de São Paulo credenciasse a Uber para a operação do transporte de passageiros por motocicletas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dois dias depois, em 24 de julho, a 13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu essa ordem enquanto o recurso do município é analisado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Diário do Transporte também acompanha os debates sobre segurança envolvendo a modalidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em junho de 2024, uma passageira de uma moto operada por aplicativo morreu em Santo André após uma ocorrência envolvendo a motocicleta, um ônibus e um automóvel. Em janeiro de 2025, o superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Luiz Carlos Néspoli, defendeu em entrevista ao Diário do Transporte maior responsabilização das plataformas e alertou para os riscos da atividade. As empresas de aplicativos, por sua vez, têm afirmado que oferecem mecanismos de segurança, seguros e ferramentas de proteção aos usuários e condutores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Christovam também criticou a responsabilização que, na interpretação dele, é diferente entre empresas de ônibus e plataformas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong><em>“Nada. Nem do operador. A responsabilidade do passageiro é do motociclista. Ele que faça um seguro contra um terceiro. Agora, a plataforma nem do motociclista ela garante. O meu operador eu vou garantir. Mas o transportado, o passageiro, não.”</em></strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Essa é a interpretação apresentada pelo dirigente da NTU e não significa que plataformas estejam juridicamente isentas de qualquer responsabilidade em todos os casos. Eventuais responsabilidades dependem das circunstâncias de cada ocorrência, da legislação aplicável, dos seguros existentes e de decisões judiciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Relembre:</p>
<p class="isSelectedEnd"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/05/21/entrevista-setores-ligados-a-mobilidade-urbana-devem-se-posicionar-contra-medida-de-lula-que-afrouxou-regras-sobre-mototaxis-e-motofretes/?utm_source=chatgpt.com">ENTREVISTA: Setores ligados à mobilidade urbana devem se posicionar contra medida que afrouxou regras sobre mototáxis e motofretes, diz NTU</a></p>
<p class="isSelectedEnd"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/01/15/aplicativos-se-eximem-de-responsabilidade-por-acidentes-com-mototaxistas-denuncia-especialista-da-antp/?utm_source=chatgpt.com">Aplicativos se eximem de responsabilidade por acidentes com mototaxistas, denuncia especialista da ANTP</a></p>
<p class="isSelectedEnd"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/24/tj-sp-suspende-decisao-que-obrigava-prefeitura-de-sao-paulo-a-credenciar-uber-moto-em-48-horas/?utm_source=chatgpt.com">TJ-SP suspende decisão que obrigava Prefeitura de São Paulo a credenciar Uber Moto em 48 horas</a></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O QUE É O MARCO LEGAL DO TRANSPORTE COLETIVO</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano é a Lei nº 15.432, de 13 de junho de 2026, originada do PL nº 3.278/2021.</p>
<p class="isSelectedEnd">A norma foi publicada na edição extraordinária do Diário Oficial da União de 14 de junho de 2026.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de já ter sido sancionada, a própria lei estabelece uma vacância de um ano. Isso significa que as novas regras entram em vigor somente depois de transcorrido um ano da publicação oficial.</p>
<p class="isSelectedEnd">A legislação cria regras nacionais para a organização, planejamento, contratação, financiamento e regulação do transporte público coletivo urbano e também se aplica, no que couber, aos serviços intermunicipais, interestaduais e internacionais de caráter urbano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os princípios previstos estão universalização do acesso, qualidade, segurança, sustentabilidade, modicidade tarifária, transparência, responsabilidade entre entes federados e segurança jurídica nos contratos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos pontos mais importantes é a separação conceitual entre a tarifa paga pelo passageiro e a remuneração devida ao operador.</p>
<p class="isSelectedEnd">A lei procura reduzir a dependência exclusiva da tarifa cobrada na catraca e admite diferentes fontes de financiamento do sistema, como subsídios públicos, receitas extratarifárias e outras fontes legalmente instituídas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também prevê que União, Estados, Distrito Federal e municípios possam criar programas de custeio da operação por meio de subsídios ou subvenções orçamentárias, além de estabelecer critérios de produtividade, eficiência e qualidade para pagamentos feitos aos operadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro conjunto de regras trata da modernização dos contratos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A lei determina que os contratos estabeleçam de forma clara a remuneração do operador, matriz de responsabilidades e riscos, regras de reequilíbrio econômico-financeiro e critérios para adoção de novas tecnologias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também incentiva integração das redes, prioridade ao transporte coletivo, bilhetagem eletrônica, disponibilização de dados, transição energética e criação de novas receitas que não dependam diretamente da passagem paga pelo usuário.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>OS VETOS DE LULA</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Lula sancionou a lei com vetos a diversos trechos aprovados pelo Congresso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os pontos vetados estão dispositivos relacionados às fontes de financiamento, gratuidades, organização interfederativa, créditos de carbono, Cide-Combustíveis e outros mecanismos previstos na versão aprovada pelos parlamentares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos pontos que mais provoca reação da NTU é o veto a dispositivos que buscavam estabelecer fonte de custeio para gratuidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">A versão aprovada no Congresso previa mecanismos pelos quais políticas públicas responsáveis pela concessão dos benefícios poderiam participar do financiamento dos deslocamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo Federal justificou parte dos vetos alegando riscos fiscais, criação de despesas sem previsão orçamentária adequada, problemas de constitucionalidade e possibilidade de efeitos sobre políticas públicas já existentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">A NTU e outras entidades do setor apresentam interpretação diferente e afirmam que a retirada desses dispositivos reduziu justamente as alternativas para diminuir a dependência da tarifa paga pelo passageiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Congresso Nacional pode manter ou derrubar os vetos presidenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">É neste ponto que se concentra a estratégia relatada agora por Francisco Christovam.</p>
<p class="isSelectedEnd">Relembre:</p>
<p class="isSelectedEnd"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/06/14/em-primeira-mao-marco-legal-do-transporte-publico-e-sancionado-por-lula-com-varios-vetos/?utm_source=chatgpt.com">EM PRIMEIRA MÃO: Marco Legal do Transporte Público é sancionado por Lula com vários vetos</a></p>
<p class="isSelectedEnd"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/06/15/vetos-ao-marco-legal-do-transporte-desidratam-mecanismos-de-custeio-da-mobilidade/?utm_source=chatgpt.com">Vetos ao Marco Legal do Transporte desidratam mecanismos de custeio da mobilidade, diz NTU</a></p>
<p class="isSelectedEnd"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/08/enmu-aponta-baixa-diversidade-de-fontes-para-bancar-transportes-ate-que-ponto-vetos-de-lula-podem-prejudicar-modelos-do-proprio-ministerio-das-cidades/?utm_source=chatgpt.com">ENMU aponta baixa diversidade de fontes para bancar transportes; vetos podem afetar modelos discutidos pelo próprio Governo</a></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>TRANSPORTE PARA TODOS</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Paralelamente ao Marco Legal, a NTU passou a defender uma proposta própria de financiamento da operação, chamada Transporte para Todos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não se trata de uma lei aprovada nem de um programa governamental em vigor.</p>
<p class="isSelectedEnd">É uma proposta elaborada pela associação das empresas de transporte urbano e que depende de mudanças legais, negociações com os governos, setor produtivo e demais segmentos envolvidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Diário do Transporte acompanha a elaboração do modelo desde março de 2026.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta está estruturada em três pilares.</p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro é uma reformulação do Vale-Transporte.</p>
<p class="isSelectedEnd">A NTU propõe ampliar a base de trabalhadores abrangidos, incluindo empregados regidos pela CLT, trabalhadores domésticos e servidores públicos. No desenho apresentado pela entidade, o benefício seria financiado pelo empregador e teria uma lógica mais próxima de um passe mensal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo os cálculos da NTU, este mecanismo poderia responder por aproximadamente 55% dos recursos necessários para o custeio nacional dos sistemas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O segundo pilar é o financiamento específico das gratuidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta é que os recursos para transportar estudantes, idosos, pessoas com deficiência, pacientes e outros grupos beneficiados sejam vinculados às próprias políticas públicas relacionadas a essas pessoas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assim, na formulação apresentada pela entidade, recursos ligados à educação ajudariam no deslocamento dos estudantes, recursos da saúde poderiam participar do custeio de viagens de pacientes e pessoas com deficiência e recursos de assistência social poderiam ser utilizados para benefícios de idosos.</p>
<p class="isSelectedEnd">É justamente uma lógica semelhante a esta que, segundo Christovam, foi prejudicada pelos vetos ao Marco Legal.</p>
<p class="isSelectedEnd">O terceiro pilar é a criação do chamado Vale-Transporte Social.</p>
<p class="isSelectedEnd">A NTU propõe destinar parte dos recursos associados ao Bolsa Família para garantir deslocamentos de famílias de baixa renda, sob o argumento de que o acesso ao transporte também é necessário para que o beneficiário alcance emprego, educação, saúde e outras oportunidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo as projeções da entidade, a combinação dos três pilares poderia financiar aproximadamente 85% dos custos de operação dos sistemas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os 15% restantes poderiam continuar sendo financiados por tarifa paga por usuários eventuais, subsídios municipais ou outras fontes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Caso determinada prefeitura conseguisse assumir também essa parcela residual, seria possível, segundo a NTU, aplicar tarifa zero.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, o Transporte para Todos não significa, por si só, tarifa zero nacional.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também não significa transporte sem custo: a proposta muda quem financiaria o serviço e a forma de arrecadar os recursos.</p>
<p class="isSelectedEnd">As estimativas de cobertura de 85% são projeções da própria NTU e ainda dependeriam de aprovação política, alterações legislativas, definição das fontes orçamentárias e confirmação dos valores na prática.</p>
<p class="isSelectedEnd">Relembre:</p>
<p class="isSelectedEnd"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/08/12/reportagem-especial-conta-do-transporte-nao-fecha-e-quem-mais-perde-e-o-passageiro-paga-caro-e-melhorias-dos-novos-onibus-demoram-a-chegar/?utm_source=chatgpt.com">REPORTAGEM ESPECIAL: Conta do transporte não fecha e quem mais perde é o passageiro</a></p>
<p class="isSelectedEnd"><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/08/05/empresarios-de-onibus-apresentam-em-seminario-da-ntu-proposta-que-pode-ser-caminho-para-tarifa-zero-vinculada-ao-bolsa-familia/?utm_source=chatgpt.com">Empresários de ônibus apresentam em Seminário da NTU proposta que pode ser caminho para Tarifa Zero vinculada ao Bolsa Família</a></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Confira na íntegra:</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O Diário do Transporte conversa com o diretor-presidente da NTU, Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que representa diversas empresas, cerca de mil empresas de ônibus em todo o Brasil, Francisco Christovam, que vai conversar com a gente, primeiramente, sobre o programa Transporte para Todos.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ao longo da cobertura do Diário do Transporte, a gente trouxe já diversas informações, mas eu gostaria de saber um resumo, para quem ainda não acompanhou as matérias, e, no contexto do evento, como o programa foi recebido pelos participantes do evento, qual a repercussão dele aqui na Lat.Bus.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FRANCISCO CHRISTOVAM</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Vamos começar pela definição. Qual é o objetivo desse programa? O objetivo desse programa é encontrar um modelo de financiamento para custear a operação. Nós estamos lidando, hoje, com o lançamento do BNDES, o chamado Estudo Nacional da Mobilidade Urbana, o ENMU, que, depois de um estudo muito detalhado, chegou a uma carteira de projetos, de 187 projetos, nas 21 principais regiões metropolitanas do Brasil, com um investimento da ordem de R$ 400 bilhões para serem feitos nos próximos 20 anos. Mas isso financia os investimentos, financia a infraestrutura, ou seja, a preparação das pistas, que sejam de faixa exclusiva, corredores, BRTs, terminais de integração, a infraestrutura que nós precisamos para operar bem o sistema. E também frota. Nós estamos com um atraso na renovação de frota. A idade média da frota nunca foi tão alta como está sendo hoje, em torno de seis anos e meio de idade média. Sempre foi quatro anos, quatro anos e pouco. Para o urbano é bastante. Para o urbano, pois é. E muito ainda um efeito retardado da pandemia.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>A pandemia foi muito ruim para nós, nos tirou demanda, tirou arrecadação e condição de poder fazer renovação de frota. Agora a gente vem recuperando essa condição. Mas, mesmo assim, a frota está com a idade média bastante avançada.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Mas o BNDES, então, está propondo financiamento para investimento em infraestrutura e frota. Agora, e o custeio da operação? Não adianta nós termos dinheiro para poder fazer investimentos se nós não temos dinheiro para garantir o dia a dia das empresas. As empresas, cada dia a mais, são demandadas por prestação de um melhor serviço.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>A gente vem tendo uma queda de passageiros drástica, você acompanha isso há muitos anos e sabe que nós já perdemos 50% do número de passageiros que nós tínhamos há 20 anos.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Nós estamos em um círculo extremamente vicioso. Perde passageiro, aumenta o custo, porque nós temos menos pessoas para ratear o custo. Aumenta o custo, aumenta a tarifa, aumenta a tarifa, o passageiro migra para outras modalidades, para outras formas de deslocamento.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Consciente disso, isso não é novidade, nós resolvemos tratar agora de buscar propostas, soluções para o problema. E aí nos ocorreu o seguinte. O Vale-Transporte, que já representou mais de 50% da arrecadação do sistema, está fazendo 40 anos este ano. Ele foi criado em 1987 e foi uma política pública extremamente importante, garantiu a prestação do serviço durante muitos anos. Mas o Vale-Transporte vem perdendo importância, relevância ao longo do tempo. A ponto de muitas empresas hoje não darem o Vale-Transporte, dão em dinheiro. Aí o empregado, ao invés de usar como pagamento de passagem, pega esse dinheiro para abastecer o tanque da moto, ou para pagar a prestação de um carro velho. Para pagar um aplicativo. Há um desvirtuamento completo da importância e da essência do Vale-Transporte.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Nesse sentido, nós estamos propondo uma modernização do Vale-Transporte, para nada além de retomar a importância que ele teve no passado. Garantir em torno de 55% da arrecadação com um modelo novo. Ao invés de o empregado pagar 6%, o empregador paga a diferença. Só para quem tem essa condição de salário e tal. Em resumo, o Vale-Transporte seria para todos os empregados celetistas, servidores públicos e empregados domésticos do Brasil. Isso monta mais ou menos 55 milhões de trabalhadores. Que com o Vale-Transporte, só para a gente fazer um exercício aqui, em torno de R$ 90,00 por mês, por empregado, insisto, seja ele celetista, servidor público ou empregado doméstico, nós já estaríamos arrecadando perto de 55% da nossa necessidade de custeio da operação. É mais barato do que hoje, o modelo atual.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Olha que coisa interessante. Ao longo das simulações, dos estudos que nós fizemos, nós verificamos que 83% das empresas brasileiras têm menos de 10 empregados. Que fosse R$ 100,00, para fazer um exercício aqui, em torno de R$ 1.000,00, uma empresa com 10 empregados, com R$ 1.000,00 ela garantiria o deslocamento dos seus trabalhadores durante um mês.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Olha que coisa interessante. Mas nós temos que ampliar a base. Todo mundo vai ter que pagar. Desde o funcionário mais humilde até o diretor, se ele fosse celetista. Nós aumentamos a base de contribuição. Com isso, o valor per capita fica muito menor. É uma discussão que tem que ser feita com o setor produtivo. Nós sabemos disso. Nós vamos encontrar barreiras. Mas nós estamos preparados para enfrentar essa discussão. Esse é um dos pilares. O outro pilar é uma questão das gratuidades. Veja só.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Primeiro, não tem almoço de graça. Essa questão das gratuidades é muito relativa, porque nós não queremos entrar no mérito das gratuidades. Ninguém vai discutir aqui que o idoso tem o direito de andar de graça. Desde 88. Graças à nossa Constituição Federal. Os estudantes, em algumas cidades, pagam 50%. Em outras, têm a gratuidade plena. O deficiente, o doente. Às vezes o policial. Às vezes o funcionário público. O professor de escola pública. Enfim, cada cidade tem um modelo de gratuidade. Acontece o seguinte. Essa gratuidade é relativa.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>O que acontece é que&#8230; Como a gente calcula a gratuidade? Nós pegamos o custo total da produção do serviço, considerando o preço do ônibus, o combustível, a mão de obra, as peças, os tributos, todos os custos administrativos de uma garagem e tal. Somamos tudo isso. É o custo de produção do serviço. E nós dividimos isso pelo passageiro pagante. Então, se em uma determinada cidade eu tenho 20% de gratuidades, ou seja, 20% dos passageiros não pagam pelo serviço prestado, os 80% que pagam, pagam as suas passagens e os 20% do gratuito. É perverso isso, para dizer o mínimo, porque o cidadão paga o seu deslocamento e um pedaço do deslocamento alheio.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Mas, infelizmente, é assim que funciona. É só o passageiro, não a sociedade. E, para minha surpresa, eu estava recentemente em um debate na Assembleia Legislativa comentando esse assunto com dois deputados federais de bom nível e expliquei isso a eles e eles disseram o seguinte: “Mas, quando a gente propõe aqui uma gratuidade, quem tem que arcar com esse custo é o empresário. São as empresas que têm que transportar gratuitamente o cidadão para quem nós aqui decidimos que ele vai ser transportado de graça”. Eu digo: “Então, ledo engano”.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Não é assim que o modelo funciona. Para cada gratuidade que vocês conferem aqui, esse custo cai em cima do passageiro pagante. Então, se hoje ele paga 20% e vocês estabelecerem novas gratuidades, ele vai pagar a passagem dele mais 30% da passagem para poder cobrir as gratuidades. Então, isso é, no mínimo, perverso.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>O que nós estamos propondo? Que quem banque o deslocamento do estudante sejam verbas da educação. Quem banque o deslocamento dos deficientes e doentes, verbas da saúde. E do idoso, para só ficar nessas três gratuidades, que são as mais significativas, assistência social. Então, pegamos dinheiro lá do Fundep, por exemplo. O que é o Fundep? É um fundo nacional para o desenvolvimento da educação que tem recursos da União, do Estado e do município.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Esse montante de recursos vai reservar uma parte desse recurso para garantir o deslocamento do estudante. Mas ele já não paga o ônibus do Caminho da Escola? Caminho da Escola. Ele paga o salário dos professores da escola pública, paga as instalações, manutenção, reformas, ampliação, o transporte dos ônibus escolares e por aí vai.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Vamos falar de saúde. Pegamos aí verbas no SUS. Mas o SUS já tem um problema de funcionamento.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>É problema de gestão, não é problema de falta de recursos. E, de novo, o Sistema Único de Saúde tem recursos da União, dos Estados e dos municípios. Forma um grande montante de recursos que serve para pagar a saúde pública.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>De novo, os médicos, os paramédicos, os hospitais, os serviços acessórios etc. Por que não pagar o deslocamento do paciente, do deficiente e dos doentes?</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Agora, não interrompendo a linha de raciocínio, mas aproveitando o gancho, no Marco Legal havia um artigo muito semelhante a esse que foi vetado.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FRANCISCO CHRISTOVAM</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Exatamente, que dava exatamente essa condição. Para que a gente agora, com a aprovação do Marco, a gente pudesse ir ao encontro desses novos recursos, ir lá no Fundep e dizer: “Olha, agora vocês têm que reservar parte do montante do Fundep para pagar o deslocamento do estudante e tal”. Infelizmente, esse artigo foi vetado. Não significa que nós demos a guerra por acabada. Nós ainda estamos trabalhando na NTU para discutir a melhor estratégia para derrubar esses vetos. Não estamos sozinhos nessa luta. Estamos exatamente juntando esforços de outras entidades congêneres, que trabalham com o mesmo intuito que a gente, para tentar derrubar esses vetos e resgatar isso.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Mas, se isso não acontecer, se a gente não conseguir derrubar o veto, nós vamos atrás da legislação complementar para poder estabelecer que os recursos da área da saúde, da educação e da assistência social sejam responsáveis pelo deslocamento das pessoas beneficiadas pelas gratuidades. E, por último, um terceiro pilar, que aí sim é uma novidade, é a criação de um vale-transporte social. Nós, de novo, não estamos criando nada novo, imposto novo, não. Nós estamos indo lá no orçamento do Bolsa Família, que hoje já é da ordem de 160 bilhões de reais por ano. E vamos lá e vamos ver se a gente consegue um pedacinho desse orçamento. Para quê? Porque o propósito do Bolsa Família é garantir a subsistência das famílias. É o alimento, é o mercado, o arroz, feijão, o macarrão e tal. Mas não garante o deslocamento dessas pessoas, seja para buscar um trabalho ou ir ao encontro de algumas oportunidades, para poder vender alguma coisa que produz. O transporte é uma subsistência, é uma perna da subsistência? É uma perna.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Então nós estamos querendo dizer assim: “Olha, nada novo, não vamos aumentar, não vamos criar imposto, não vamos aumentar. Não, vamos lá”. Sempre o Bolsa Família tem uma dinâmica, que algumas famílias saem do Bolsa Família, porque conseguiram uma condição de renda que permite, outras entram.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Nós estamos querendo, além de outras famílias, entrar com esse serviço, como você muito bem colocou, porque estamos atribuindo ao transporte uma parte da subsistência da família também. É um direito social previsto lá no artigo 6º da Constituição. Então, tudo dentro da mais absoluta legalidade e tal.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>É só uma questão de visão. Então, baseado nesses três pilares, a modernização do vale-transporte, a atribuição finalística das gratuidades e a criação de um vale-transporte social, nós conseguimos equacionar mais ou menos 85% do custo da prestação do serviço, nacionalmente falando. Então, falta esse 15%. Ora, muito mais fácil agora para o prefeito, já que ele conseguiu resolver o deslocamento dos trabalhadores, dos gratuitos e das famílias de baixíssima renda, ele fica só com 15% da demanda para resolver. Aí ele pode utilizar recursos do orçamento ou estabelecer uma tarifa pública extremamente módica. Que qualquer um vai ter condição de arcar com esse custo.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Porque são, na verdade, esses 15%, o passageiro eventual, sabe? Sou eu que não uso o transporte coletivo todos os dias, mas que, de vez em quando, eu saio da minha casa e vou para o clube no final de semana e eu não quero ir de carro. Combino que a minha mulher é aquela que vai me pegar lá depois, na hora do almoço, e eu vou de ônibus.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Já se falou muito em receita extratarifária. Primeiro que você pensava: anúncio em ônibus, anúncio em terminal. Isso não traz muito dinheiro.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FRANCISCO CHRISTOVAM</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Pouquíssimo. Eu costumo brincar aqui. Propaganda em ônibus, todo o dinheiro que você consegue, depois você usa para pagar a limpeza do ônibus, para tirar aqueles decalques, refazer pintura. É um engano.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Só para a gente deixar o papo leve, mas é rapidinho. Você militou muito em São Paulo. Lembra quando envelopavam o ônibus inteiro? Parecia uma caixa de chocolate o ônibus.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FRANCISCO CHRISTOVAM</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Isso é o chamado envelopamento. Como se fosse um envelope, fazer o ônibus ser um envelope. Mas, enfim, por todas essas razões, essa é uma proposta que nós estamos trazendo aqui para o seminário. Por enquanto, está sendo muito bem aceita. É uma proposta aberta. Nós fazemos questão de dizer isso. Nós estamos recebendo sugestões, contribuições. Nós não temos a pretensão de dizer que o nosso projeto está pronto e acabado. Muito pelo contrário. Nós estamos iniciando uma discussão, propondo um novo modelo de financiamento para o custeio, não para os investimentos, para o custeio. E queremos receber contribuições, sugestões. É esse o nosso propósito. Todos os nossos painéis aqui, os cinco painéis, estão tratando dessa condição. Por uma razão muito simples. Por exemplo, o painel que estava agora acontecendo, que é tecnologia. Óbvio que nós estamos passando por um momento de discussão de tecnologia, de mudança do perfil tecnológico da frota e tal. Mas, sem dinheiro para custear isso, não faz sentido. Nós investimos em veículos mais modernos, mais sustentáveis, que usam novos tipos de combustíveis. Se nós não temos como garantir o funcionamento do dia a dia do ônibus.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Foi justamente isso, inclusive, que a gente fez uma matéria especial no Diário do Transporte sobre isso. A gente viu tantas inovações aqui na Lat.Bus, que acontece junto ao seminário, só que muitas delas não chegam ao passageiro porque não tem como custear essas inovações. A gente viu ônibus que parece coisa de outro mundo. E esse que é o detalhe. A gente andou aqui e parece que está andando num outro mundo. Aí a gente vai para a rua e vê uma coisa completamente diferente.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FRANCISCO CHRISTOVAM</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Não é um paradoxo isso? Ontem eu discutia isso na palestra que o ministro Nelson Barbosa fez, diretor do BNDES, que trouxe aqui detalhes do Estudo Nacional da Mobilidade Urbana, e eu tive a oportunidade de comentar a palestra dele. Eu disse: “Olha, ministro, basta olhar essa feira. Em termos de tecnologia, nós não temos nada a dever a ninguém. Nós produzimos os ônibus mais modernos, mais sofisticados, que a indústria é capaz de fazer. Ah, não, esse ônibus nosso aqui é de terceira geração. Lá na Europa tem coisa muito mais moderna, nos Estados Unidos. Não é o caso”. Diga-se de passagem, a nossa multinacional nacional, que é a Marcopolo, exporta para 47 países, se não me engano. Então, é um negócio assim. Em termos de tecnologia, não nos falta competência e produto. O problema é o financiamento, é o custeio. De um lado, nós temos o passageiro demandando serviço de melhor qualidade, com toda a razão. Ele quer frequência, ele quer velocidade, ele quer conforto, ele quer informação. Do outro lado, nós temos tecnologia, mas a gente não liga uma coisa com a outra.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>São três pilares. O pilar da tecnologia, do produto em si, o veículo, que não é que uma é mais importante que a outra. As três são equivalentes. Se você colocar em uma casa um pilar maior que o outro, a casa vai cair. Então, o produto tem, e tem muito bom produto nacional. Você falou da Marcopolo, tem, por exemplo, empresas de eletrificação que hoje fazem, anunciaram aqui hoje mesmo, um ônibus inteligente que vê a angulação da via e já reduz ou não a carga da bateria. A gente já tem isso. Falta via para rodar. Infraestrutura, que não adianta colocar um ônibus desse sofisticado para quebrar no primeiro buraco.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FRANCISCO CHRISTOVAM</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Ou então, como eu estou usando a expressão agora, nós vamos criar um congestionamento verde. Um ônibus absolutamente sofisticado, sustentável, fica parado no congestionamento.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>E gastando bateria parada, quanto mais anda, melhor, cada frenagem, os regenerativos, técnicos entendem mais isso que a gente. E a questão da operação. A ENMU tem as propostas para a infraestrutura. A indústria se virou. Praticamente, a indústria brasileira se virou. Ela é resiliente. E é claro que ela tem o papel comercial dela.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>E agora, sobre a operação, uma questão que foge um pouco da questão do programa, mas muitos operadores têm nos procurado. Existem muitos motoristas de ônibus que hoje estão fazendo bico nos aplicativos, vão trabalhar cansados e acabam gerando acidentes nos ônibus e também nos próprios aplicativos, porque ele está cansado de dirigir o ônibus e ele está cansado de dirigir o aplicativo. Claro, tem uma questão de legislação, mas como discutir essa questão? Como começar a mudar a discussão, pelo menos?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FRANCISCO CHRISTOVAM</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Eu acho que a saída é essa mesmo, você já usou a palavra-chave, é discutir essa questão, porque isso nós estamos meio que de mãos amarradas, porque nós somos obrigados, pela legislação, a dar um intervalo entre uma jornada e outra de 11 horas. É exatamente o que o profissional precisa para poder, nesse período em que ele deveria estar descansando, por força de lei e de acordo coletivo, ir para o aplicativo para conseguir uma renda extra. Como lidar com isso? Olha, eu estive pessoalmente com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, tratando dessa questão, não encontramos uma saída imediata. Disse: “Olha, isso é um assunto importante que precisa ser discutido”. Disse: “Olha, ministro, por uma razão muito simples, nós estamos tornando a vida desse profissional mais difícil, ele está ficando mais doente, ele está apresentando nas garagens atestados médicos numa quantidade que a gente nunca viu e, outra, provocando acidente”. Então, nós temos que encontrar uma saída para essa situação. A melhor saída é discutir o problema, porque, sozinhas, as empresas operadoras não têm como resolver. Isso extrapola a nossa competência. Eu não posso obrigar, por força de contrato de trabalho, o profissional a ter dedicação exclusiva, que é o nome que a gente dá. Não, ele é só profissional meu, para isso eu o remunero. Eu tenho que seguir a legislação aplicável, a legislação trabalhista, os acordos coletivos, mas isso possibilita a ele usar dessas horas de lazer, de descanso, para, infelizmente, aumentar a renda dele. Isso é legítimo, só que nós estamos com um problema sério, porque, como você bem colocou, ele se torna perigoso na direção do coletivo e também do transporte individual, porque quem trabalha 18 horas por dia não está com as condições de reflexo normais. Nós temos uma expressão técnica muito utilizada na área, não do transporte, mas do trânsito, que são as quatro letras P, I, V e E. O cidadão tem que perceber, tem que entender, tem que determinar a ordem e agir. Então, se um motorista, seja do aplicativo ou de ônibus, vê uma bola passando na rua, primeiro ele tem que entender que tem um objeto circulando na frente dele, ele já tem que ficar atento. Tem uma famosa frase: atrás de uma bola sempre vem uma criança. Então, primeiro ato, entender. Segundo ato, olhar, entender o que está acontecendo. Terceiro ato, você tem que tomar uma decisão. O quarto, frear. E aí, agir, pisar no pedal. Isso tudo leva um tempo. Agora, as pessoas que estão em condições normais, de descanso e tal, esse chamado PIEV, ele ocorre em segundos. Agora, um cidadão estressado, cansado, que está trabalhando 18 horas, entre ver a bola passando, saber que tem um objeto circulando, ele não consegue. E aí, o número de acidentes, seja de abalroamentos, de atropelamentos, hoje já está um absurdo nas garagens.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>E a gente recebeu informações, quando a gente coloca essas matérias, o Diário do Transporte tem colocado essa discussão a público, muitos comentários do tipo: então aumenta o salário. Mas é por esse caminho? É possível?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FRANCISCO CHRISTOVAM</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Mais uma vez o paradoxo. Aumentar o salário significa transferir esse custo para o passageiro. Porque, se eu aumento o salário, eu aumento o custo de produção do serviço, eu preciso de uma tarifa pública maior. E aí eu afugento o passageiro, porque, entre pagar um valor acima do que ele pode, ele vai preferir comprar uma moto.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>E aí, essas megaempresas de aplicativo, então, poderiam ajudar nesse custeio, ou de alguma maneira, porque você falou de aumentar o custo ao aumentar o salário, mas a gente tem percebido, o Diário do Transporte não é só teórico, a gente vai nas garagens, a gente conversa com os operadores, com os motoristas, já está aumentando o custo de operação. Porque toda vez que um ônibus bate, além do principal, que são as vidas, que a gente tem que pensar nisso no principal, a gente tem que pensar em outro aspecto. Tem que consertar esse ônibus, tem que tirar de operação, tem que pagar indenização, tem que ver as questões previdenciárias. Então, quer dizer, essa questão do motorista dirigir o ônibus e depois ir para o aplicativo, ele mexe, não é uma questão trabalhista, é uma questão de segurança no trânsito, uma questão de financiamento de transporte. E eu acho que as autoridades não estão entendendo isso.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FRANCISCO CHRISTOVAM</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Não. Aliás, não estão entendendo isso e tantas outras coisas que nos afetam no nosso dia a dia. Você vê essa questão de várias localidades autorizando o mototáxi. É o absurdo dos absurdos. As estatísticas estão aí para mostrar. Não é uma questão que nós estamos defendendo o mercado. Não, não, não. Os operadores de ônibus não querem dividir, não querem competição. Não é isso. Trata-se de segurança absoluta. Trata-se de ocupar leitos de UTIs que deveriam estar sendo reciclados. A pessoa fica lá um dia, dois dias, sai. Não. Um acidentado de moto vai para a UTI, às vezes fica 15, 20 dias, porque os acidentes são gravíssimos, envolvendo o motociclista e o passageiro.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>E aí tem toda a responsabilização disso também. A gente estava conversando com a advogada especializada Liana, que também tem a questão do seguinte. Tem um acidente. A empresa de ônibus é obrigada, do ponto de vista legal e previdenciário, a arcar com tudo. Só que a empresa do aplicativo&#8230; Nada.</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>FRANCISCO CHRISTOVAM</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><em>Nada. Nem do operador. A responsabilidade do passageiro é do motociclista. Ele que faça um seguro contra um terceiro. Agora, a plataforma nem do motociclista ela garante. O meu operador eu vou garantir. Mas o transportado, o passageiro, não. Não, eles não garantem nada. Eles são, na verdade, o seguinte. Entra na minha plataforma, passa a ser um usuário e, de cada corrida, você me dá um percentual. Use a gosto. Simples assim. Não querem vínculo de nenhuma natureza, responsabilidade de nenhuma natureza. E pior. A gente assiste autoridades, prefeitos, autorizando esse tipo de serviço. Nesse assunto em particular, eu manifesto meus cumprimentos ao prefeito de São Paulo, que está lutando como pode, indo além do que dá para fazer, impedindo que isso funcione na cidade de São Paulo. Ele tem a mais absoluta consciência da importância disso e tem o mais absoluto apoio nosso nessas decisões que ele tomou. Vamos até às últimas consequências para evitar que isso aconteça em São Paulo.</em></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Perfeito. O Diário do Transporte conversou com o diretor-presidente da NTU, Francisco Christovam, trazendo assuntos, muitos ainda sem solução, como essa questão dos motoristas, outras já com uma solução, um encaminhamento, que é o programa Transporte para Todos. Mas nossa obrigação é isso mesmo. Trazer os problemas e discutir para ver se contribui de alguma maneira. De São Paulo, Adamo Bazani.</strong></p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  <item>
    <title>ARTESP autoriza e renova registros de empresas e operadores de fretamento em São Paulo</title>
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    <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 19:00:00 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Publicações abrangem serviços contínuos, eventuais, próprios e transporte de estudantes ADAMO BAZANI A ARTESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) publicou nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, uma série de autorizações e renovações de registros para empresas e operadores de transporte coletivo intermunicipal sob regime de fretamento. [&#8230;]]]></description>
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<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A ARTESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) publicou nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, uma série de autorizações e renovações de registros para empresas e operadores de transporte coletivo intermunicipal sob regime de fretamento.</p>
<p>Os atos abrangem fretamento contínuo, eventual, próprio e transporte de estudantes.</p>
<p>Entre os registros empresariais, a Agência de Turismo e Viagens Avila Ltda., CNPJ 43.261.691/0002-70, recebeu registro para atuar nas modalidades eventual e contínuo pelo prazo de cinco anos.</p>
<p>A André L. da Silva Transportes Ltda., CNPJ 07.220.180/0001-66, teve renovado o registro para fretamento contínuo e eventual por cinco anos.</p>
<p>Também por cinco anos foram renovados os registros da Beija Flor Locadora de Veículos Ltda., CNPJ 53.499.240/0001-49; da Brubuss Transporte e Turismo Ltda., CNPJ 21.567.205/0001-23; e da Bruma Locadora e Transportes Ltda., CNPJ 07.540.659/0001-80.</p>
<p>A Help Vans Locadora e Transportes Ltda. ME, CNPJ 08.192.052/0001-19, teve renovado o registro para fretamento eventual e contínuo por cinco anos, com validade a partir de 21 de outubro de 2026.</p>
<p>O Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, CNPJ 60.194.990/0002-59, recebeu registro na modalidade de fretamento próprio, também pelo prazo de cinco anos.</p>
<p>Entre os operadores voltados ao transporte de estudantes, a ARTESP renovou por um ano o registro de Ademar dos Santos.</p>
<p>Ana Paula Carrasco de Brito 27110011801, CNPJ 44.318.379/0001-58, recebeu registro para fretamento de estudantes por um ano.</p>
<p>Fernando Henrique Ribeiro dos Santos teve renovado o registro para transporte intermunicipal de estudantes sob fretamento contínuo por 12 meses a partir de 29 de novembro de 2026, sendo ele próprio o condutor do veículo.</p>
<p>Luiz Antonio Avanzi recebeu registro para fretamento de estudantes por um ano.</p>
<p>Paulo Sergio de Freitas e Rivaldo Biazoli tiveram seus registros renovados, também por um ano, para transporte de estudantes.</p>
<p>As autorizações fazem parte do cadastro regulatório da ARTESP para a prestação de serviços de transporte coletivo intermunicipal sob regime de fretamento no Estado de São Paulo.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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