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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
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	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>São Paulo e ABC Paulista entram em estado de atenção para alagamentos neste sábado (7)</title>
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    <pubDate>Sat, 07 Nov 2026 16:56:30 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Chuva forte atinge diferentes regiões da capital e municípios do Grande ABC; há previsão de rajadas de vento acima de 60 km/h e risco de transbordamento de rios e córregos YURI SENA A cidade de São Paulo e municípios do ABC Paulista estão sob alerta para alagamentos na tarde deste sábado, 7 de novembro de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="627" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/9f46d681-2795-4ac3-ae71-c60f0f74bebb-e1775590462197.jpg?fit=800%2C627&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Chuva forte atinge diferentes regiões da capital e municípios do Grande ABC; há previsão de rajadas de vento acima de 60 km/h e risco de transbordamento de rios e córregos</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cidade de São Paulo e municípios do ABC Paulista estão sob alerta para alagamentos na tarde deste sábado, 7 de novembro de 2026, devido à formação de áreas de chuva de forte intensidade. O estado de atenção foi emitido pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) diante do avanço das instabilidades sobre diferentes regiões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o órgão, áreas de instabilidade formadas pela combinação de calor e umidade, além da aproximação de uma frente fria, provocam pancadas de chuva isoladas, de intensidade moderada a forte e curta duração. Neste momento, as precipitações atingem principalmente áreas entre a zona sul da capital e o Grande ABC.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A previsão para as próximas horas indica a possibilidade de novas pancadas fortes, com potencial para provocar alagamentos e transbordamentos de pequenos rios e córregos. As rajadas de vento também podem ultrapassar os 60 km/h.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No domingo (8), a madrugada ainda deve registrar chuva de fraca a moderada intensidade. A tendência, porém, é de diminuição gradual das precipitações ao longo do dia, embora ainda possam ocorrer episódios de chuva fraca e garoa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o afastamento da frente fria em direção ao litoral do Rio de Janeiro, a entrada de uma massa de ar frio deve provocar queda acentuada nas temperaturas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A máxima prevista é de 20°C, registrada no início da madrugada, enquanto a mínima deve chegar a 14°C durante a noite.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Santo André (SP) tem ônibus gratuitos neste domingo (08) para candidatos do Enem</title>
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	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 07 Nov 2026 16:00:48 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Benefício começa às 5h e segue até 21h; estudantes precisam apresentar documento com foto e comprovante de inscrição para embarcar ARTHUR FERRARI Os candidatos que farão o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (8) poderão utilizar gratuitamente os ônibus municipais de Santo André (SP). A medida também será válida no [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Gratuidade-no-transporte-publico-para-o-Enem-Alex-Cavanha-PSA-3.jpeg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Gratuidade-no-transporte-publico-para-o-Enem-Alex-Cavanha-PSA-3.jpeg?w=1560&amp;ssl=1 1560w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Gratuidade-no-transporte-publico-para-o-Enem-Alex-Cavanha-PSA-3.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Gratuidade-no-transporte-publico-para-o-Enem-Alex-Cavanha-PSA-3.jpeg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Gratuidade-no-transporte-publico-para-o-Enem-Alex-Cavanha-PSA-3.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Gratuidade-no-transporte-publico-para-o-Enem-Alex-Cavanha-PSA-3.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Gratuidade-no-transporte-publico-para-o-Enem-Alex-Cavanha-PSA-3.jpeg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Gratuidade-no-transporte-publico-para-o-Enem-Alex-Cavanha-PSA-3.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Benefício começa às 5h e segue até 21h; estudantes precisam apresentar documento com foto e comprovante de inscrição para embarcar</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Os candidatos que farão o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (8) poderão utilizar gratuitamente os ônibus municipais de Santo André (SP). A medida também será válida no domingo seguinte, 15 de novembro, das 5h às 21h.</p>
<p>A gratuidade foi estabelecida por decreto municipal e tem como objetivo facilitar o acesso dos participantes aos locais de prova, eliminando o custo da passagem durante os dias de aplicação do exame.</p>
<p>Para embarcar sem pagar, os estudantes deverão apresentar um documento oficial de identificação com foto e o comprovante de inscrição no Enem. A documentação será aceita tanto em formato impresso quanto digital.</p>
<p>A Prefeitura orienta os candidatos a organizarem previamente os documentos exigidos e verificarem o endereço e o horário de realização da prova antes de sair de casa.</p>
<p>“Sabemos que o Enem é um momento muito importante na vida de milhares de jovens e também de pessoas que estão em busca de novas oportunidades por meio da educação. Garantir o transporte gratuito é uma forma de contribuir para que os candidatos possam chegar aos locais de prova com tranquilidade, sem que o custo do deslocamento seja um obstáculo”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.</p>
<p>O secretário de Mobilidade Urbana, Almir Cicote, também destacou a importância de garantir condições para o deslocamento dos participantes.</p>
<p>“Reconhecemos a importância do Enem na vida de milhares de jovens que sonham com uma oportunidade no ensino superior. É fundamental que a cidade ofereça condições para que esses estudantes possam realizar a prova com tranquilidade. Garantir a gratuidade no transporte público é uma forma de apoiar quem está construindo seu futuro por meio da educação”, diz.</p>
<p>A SATrans reforça a orientação para que os candidatos tenham o comprovante de inscrição em mãos no momento do embarque.</p>
<p>&#8220;Para garantir uma viagem tranquila, recomendamos que os estudantes confiram com antecedência o local e o horário da prova e estejam com o comprovante de inscrição em mãos na hora de embarcar&#8221;, orienta o Diretor de Transportes Públicos de Santo André, Ageu Padoveze.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Incêndio atinge ônibus em Belo Horizonte e causas são investigadas; ninguém ficou ferido</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/07/incendio-atinge-onibus-em-belo-horizonte-e-causas-sao-investigadas-ninguem-ficou-ferido/</link>
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    <pubDate>Sat, 07 Nov 2026 15:31:45 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Coletivo da linha 2290 pegou fogo no bairro Carlos Prates, na noite de sexta-feira (6); passageiros desembarcaram em segurança e chamas atingiram imóveis próximos YURI SENA Um ônibus da linha 2290 foi atingido por um incêndio na noite desta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, na Rua Padre Eustáquio, no bairro Carlos Prates, na Região [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="599" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/807750db-6c2f-41fb-ae1e-4ac5ada2f9be-e1794065490620.jpg?fit=800%2C599&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Coletivo da linha 2290 pegou fogo no bairro Carlos Prates, na noite de sexta-feira (6); passageiros desembarcaram em segurança e chamas atingiram imóveis próximos</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ônibus da linha 2290 foi atingido por um incêndio na noite desta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, na Rua Padre Eustáquio, no bairro Carlos Prates, na Região Noroeste de Belo Horizonte (MG). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da intensidade das chamas, ninguém ficou ferido, segundo informações do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As circunstâncias que provocaram o incêndio ainda são desconhecidas. De acordo com o sindicato, a perícia e a empresa consorciada responsável pelo veículo realizam avaliações técnicas para identificar a origem do fogo e possíveis fatores que contribuíram para a ocorrência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até o momento, não há uma conclusão sobre as causas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao perceber a situação, o motorista interrompeu a viagem e orientou os passageiros a deixarem o coletivo. O desembarque ocorreu em segurança. O Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a concessionária de energia foram acionados para atender à ocorrência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O incêndio aconteceu na altura do número 363 da Rua Padre Eustáquio. As chamas alcançaram fachadas de imóveis vizinhos, deixando marcas de queimaduras, e também chegaram à rede elétrica da região.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em nota, a Cemig informou que a rede de distribuição de energia não foi atingida pelo fogo. Durante o atendimento, o fornecimento foi interrompido para dois clientes, mas o serviço já foi normalizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Sintram afirmou que acompanha as apurações junto à empresa responsável pelo ônibus. As conclusões das avaliações técnicas deverão subsidiar a definição das medidas necessárias em relação ao caso.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Artesp renova autorizações de Angelina Gonçalves, Dayse Dantas, Guirro, RJS e outras empresas de fretamento e transporte especial em SP</title>
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    <pubDate>Sat, 07 Nov 2026 15:01:30 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões abrangem fretamento eventual e contínuo, Serviço Especial Conveniado e transporte de estudantes; autorizações têm validade de um a cinco anos ADAMO BAZANI A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) renovou autorizações de empresas que prestam serviços de transporte intermunicipal de passageiros por fretamento eventual e contínuo e pelo Serviço Especial Conveniado [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="546" height="562" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-38.jpg?fit=546%2C562&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-38.jpg?w=546&amp;ssl=1 546w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-38.jpg?resize=291%2C300&amp;ssl=1 291w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-38.jpg?resize=146%2C150&amp;ssl=1 146w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-38.jpg?resize=400%2C412&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-38.jpg?resize=150%2C154&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px" /> <p><em>Decisões abrangem fretamento eventual e contínuo, Serviço Especial Conveniado e transporte de estudantes; autorizações têm validade de um a cinco anos</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) renovou autorizações de empresas que prestam serviços de transporte intermunicipal de passageiros por fretamento eventual e contínuo e pelo Serviço Especial Conveniado (SEC). As decisões, publicadas no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, contemplam Angelina Gonçalves Luis, Dayse Dantas, Guirro Transportes, RJS Turismo e Fretamento, Benedito Augusto Wustemberg, Elias Marcelino de Melo, Moraes &amp; Pedroso, Sapec&#8217;as e Via Godinho, além de um registro destinado ao transporte de estudantes.</p>
<p>As renovações permitem a continuidade das atividades nas modalidades autorizadas pela agência reguladora, com prazos de cinco anos para o fretamento eventual e contínuo e de um ano para o Serviço Especial Conveniado e o transporte de estudantes. As decisões fazem parte dos procedimentos de regularização e fiscalização do transporte intermunicipal paulista e não representam a criação de novas linhas regulares abertas ao público.</p>
<h2>Fretamento eventual e contínuo</h2>
<p>Quatro empresas tiveram seus registros renovados para a prestação de serviços intermunicipais por fretamento eventual e contínuo.</p>
<p>A Angelina Gonçalves Luis Ltda., inscrita no CNPJ 16.555.210/0001-86, recebeu autorização para continuar operando por mais cinco anos, com validade a partir de 11 de fevereiro de 2027.</p>
<p>A Dayse Dantas Locações &amp; Transporte Executivo Ltda., CNPJ 30.348.952/0001-61, teve o registro renovado pelo mesmo período, a contar de 10 de dezembro de 2026.</p>
<p>A Guirro Transportes Ltda., CNPJ 15.687.446/0001-03, também recebeu renovação por cinco anos, com início da validade em 24 de dezembro de 2026.</p>
<p>A RJS Turismo e Fretamento Ltda., CNPJ 18.848.430/0001-23, teve a autorização renovada por cinco anos, a partir de 4 de novembro de 2026.</p>
<p>O fretamento eventual é utilizado em viagens contratadas para ocasiões específicas, como excursões, turismo, eventos e deslocamentos de grupos.</p>
<p>Já o fretamento contínuo atende demandas regulares previamente contratadas, como o transporte de funcionários de empresas e trabalhadores de diferentes atividades econômicas.</p>
<p>As duas modalidades estão sujeitas às regras estabelecidas pela Artesp e não se confundem com o transporte rodoviário regular, caracterizado pela oferta de passagens individuais ao público em linhas autorizadas.</p>
<h2>Serviço Especial Conveniado: cinco operadores recebem renovação</h2>
<p>A Artesp também publicou renovações cadastrais de cinco empresas que atuam no Serviço Especial Conveniado, conhecido pela sigla SEC.</p>
<p>A Benedito Augusto Wustemberg Transportes &amp; Cia Ltda., inscrita no CNPJ 05.921.530/0001-96, teve seu registro renovado por um ano.</p>
<p>A Elias Marcelino de Melo Transportes, CNPJ 05.885.342/0001-50, recebeu autorização pelo mesmo período.</p>
<p>A Moraes &amp; Pedroso Transportes Ltda., CNPJ 74.426.743/0001-64, teve o registro renovado por um ano. A empresa aparece em duas publicações administrativas relacionadas à renovação cadastral.</p>
<p>A Sapec&#8217;as Transportes e Locação Ltda., CNPJ 13.242.727/0001-27, também recebeu autorização para continuar operando por mais um ano.</p>
<p>A Via Godinho Transportes e Logística Ltda., CNPJ 05.847.234/0001-92, completa a relação de empresas com registros renovados nessa modalidade.</p>
<p>As renovações do Serviço Especial Conveniado têm validade de um ano a partir de 4 de novembro de 2026.</p>
<p>O SEC possui condições próprias de cadastramento e operação, estabelecidas pela agência reguladora, e atende serviços específicos de transporte de passageiros.</p>
<p>A renovação cadastral permite a continuidade das atividades autorizadas, respeitando as condições e limitações previstas para cada operador.</p>
<h2>Transporte de estudantes também tem registro autorizado</h2>
<p>Outra decisão da Artesp contempla Hercules Garcia Marcelino, que recebeu autorização para atuação no transporte intermunicipal por fretamento na modalidade estudantes.</p>
<p>O registro tem validade de um ano, a partir de 4 de novembro de 2026.</p>
<p>Essa modalidade atende deslocamentos destinados ao transporte de estudantes, conforme as exigências específicas de cadastramento e operação.</p>
<p>As autorizações publicadas pela Artesp integram o controle regulatório das empresas que prestam serviços de transporte intermunicipal no Estado de São Paulo.</p>
<p>Além da regularidade cadastral, os operadores devem observar as exigências aplicáveis à modalidade em que estão autorizados, incluindo as condições de segurança, documentação e operação dos veículos.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>VÍDEO: Linha 12-Safira da CPTM normaliza circulação após falha de energia que fez passageiros descerem aos trilhos neste sábado (7)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/07/video-linha-12-safira-da-cptm-normaliza-circulacao-apos-falha-de-energia-que-fez-passageiros-descerem-aos-trilhos-neste-sabado-7/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 07 Nov 2026 14:30:04 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ocorrência foi registrada na região da estação Jardim Helena-Vila Mara e provocou velocidade reduzida e maiores intervalos entre os trens. Passageiros precisaram realizar transbordo entre duas composições YURI SENA &#160; A circulação da Linha 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi normalizada na tarde deste sábado (7), após uma falha na rede aérea [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="443" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/e030bf85-3c37-48ff-977c-e69605f30209-e1794062600419.jpg?fit=800%2C443&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Ocorrência foi registrada na região da estação Jardim Helena-Vila Mara e provocou velocidade reduzida e maiores intervalos entre os trens. Passageiros precisaram realizar transbordo entre duas composições</em></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><div style="width: 576px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-544595-2" width="576" height="816" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Video-2026-11-07-at-11.34.06.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Video-2026-11-07-at-11.34.06.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Video-2026-11-07-at-11.34.06.mp4</a></video></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A circulação da Linha 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi normalizada na tarde deste sábado (7), após uma falha na rede aérea na região da estação Jardim Helena-Vila Mara.</p>
<p>O problema foi identificado por volta das 8h40 e provocou alterações na operação entre as estações Brás e Calmon Viana. Durante a ocorrência, os trens circularam com velocidade reduzida e maiores intervalos até as 11h42, quando a circulação começou a ser normalizada após a atuação das equipes de manutenção.</p>
<p>Em razão da falha, passageiros de um trem que seguia no sentido Calmon Viana precisaram realizar o transbordo entre as estações Jardim Helena-Vila Mara e São Miguel Paulista, conforme informou a companhia.</p>
<p>Inicialmente, ônibus do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE) foram acionados para atender o trecho entre São Miguel Paulista e Jardim Romano.</p>
<p>Às 11h, a CPTM informou que a operação havia sido reorganizada em dois loops: um entre Brás e São Miguel Paulista e outro entre Brás e Calmon Viana. Com a mudança, o atendimento pelo PAESE foi cancelado.</p>
<p>A companhia pediu desculpas pelos transtornos causados aos passageiros.</p>
<p><em>Confira a nota da CPTM: </em></p>
<p><em><strong>A circulação da Linha 12-Safira está em processo de normalização na tarde deste sábado (07/11). </strong></em></p>
<p><em><strong>Entre 8h40 e 11h42, os trens circularam com velocidade reduzida e maiores intervalos entre as estações Brás e Calmon Viana, devido uma falha de rede aérea na região da estação Jardim Helena-Vila Mara. A equipe de manutenção atuou no local para normalizar a circulação. Em razão da intercorrência, foi realizado o transbordo dos passageiros de um trem entre as estações Jardim Helena-Vila Mara e São Miguel Paulista, que seguia sentido Calmon Viana. A CPTM pede desculpas pelos transtornos gerados aos passageiros.</strong></em></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Tarifa zero não significa transporte de graça: Governo prevê R$ 12 bilhões para ônibus, trens e metrôs nos fins de semana, mas setor calcula até R$ 20,8 bilhões</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/07/tarifa-zero-nao-significa-transporte-de-graca-governo-preve-r-12-bilhoes-para-onibus-trens-e-metros-nos-fins-de-semana-mas-setor-calcula-ate-r-208-bilhoes/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 07 Nov 2026 13:31:48 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Proposta de Lula prevê usar parte das emendas parlamentares para financiar viagens sem cobrança aos passageiros; diferença entre estimativas expõe desafio de manter ônibus, trilhos, funcionários, manutenção e qualidade dos serviços, independentemente de quem paga a passagem ADAMO BAZANI A proposta do Governo Federal de implantar tarifa zero nos transportes coletivos urbanos aos sábados, domingos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="639" height="480" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-51.jpg?fit=639%2C480&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-51.jpg?w=639&amp;ssl=1 639w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-51.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-51.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-51.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 639px) 100vw, 639px" /> <p><em>Proposta de Lula prevê usar parte das emendas parlamentares para financiar viagens sem cobrança aos passageiros; diferença entre estimativas expõe desafio de manter ônibus, trilhos, funcionários, manutenção e qualidade dos serviços, independentemente de quem paga a passagem</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A proposta do Governo Federal de implantar tarifa zero nos transportes coletivos urbanos aos sábados, domingos e feriados em todo o Brasil trouxe novamente ao centro do debate uma questão fundamental: transporte sem cobrança de passagem não significa transporte sem custos. O Ministério das Cidades considera que aproximadamente R$ 12 bilhões por ano seriam suficientes para financiar a medida, mas a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) estima que a despesa pode chegar a R$ 20,8 bilhões anuais, considerando ônibus, trens e metrôs. A diferença de R$ 8,8 bilhões mostra que, além de definir quem terá direito à gratuidade, será necessário estabelecer como os sistemas continuarão funcionando e quem efetivamente pagará pela operação.</p>
<p>A proposta de emenda à Constituição, encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional em 21 de outubro de 2026, pretende utilizar parte das emendas parlamentares obrigatórias para custear o benefício a partir de 2027. O objetivo é reduzir os gastos das famílias com deslocamentos, especialmente para trabalho, lazer, saúde e outras atividades. A iniciativa também amplia uma discussão que já faz parte da realidade de cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Maricá: ônibus precisam de motoristas, combustível ou energia elétrica, manutenção, limpeza, garagens, tecnologia e infraestrutura, independentemente da cobrança de passagem. A tarifa pode ser zerada para o usuário, mas a conta permanece e precisa ser financiada.</p>
<p>A discussão envolve tanto a capacidade financeira do poder público quanto a necessidade de garantir ônibus suficientes, viagens regulares, segurança, acessibilidade e conforto aos passageiros.</p>
<p>A tarifa zero pode representar uma economia importante para a população, especialmente para famílias de menor renda, mas sua implantação exige uma definição clara das fontes de recursos e das responsabilidades dos governos e operadores.</p>
<h3>Governo prevê R$ 12 bilhões; empresas calculam custo maior</h3>
<p>A PEC 18/2026 prevê destinar pelo menos 26,8% do total anual das emendas parlamentares individuais e de bancada de execução obrigatória para financiar a gratuidade do transporte público coletivo urbano ou de caráter urbano.</p>
<p>O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 reserva aproximadamente R$ 44,8 bilhões para essas emendas. Com a destinação proposta, cerca de R$ 12 bilhões seriam direcionados ao transporte.</p>
<p>O Governo Federal argumenta que a medida pode ser implantada por meio do redirecionamento de recursos já previstos no orçamento, preservadas as verbas constitucionalmente destinadas à saúde.</p>
<p>Isso significa que a proposta procura reorganizar a aplicação de dinheiro público, em vez de criar uma despesa adicional ao orçamento federal.</p>
<p>Os recursos, entretanto, passarão a ter uma finalidade específica e deixarão de estar disponíveis para outras programações parlamentares.</p>
<p>O assessor especial da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Giancarlo Moreira Gama, coordena os estudos que fundamentam a proposta.</p>
<p>Segundo ele, a estimativa do ministério é de aproximadamente R$ 11 bilhões anuais, calculada com base em estudo realizado em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).</p>
<p>A pesquisa utiliza uma amostra de cem cidades brasileiras, de diferentes tamanhos e regiões, para estimar o custo dos sistemas de ônibus aos fins de semana.</p>
<p>O levantamento considera que a quantidade de quilômetros percorridos pelos ônibus aos sábados e domingos é inferior à registrada nos dias úteis.</p>
<p>A avaliação do ministério é de que os R$ 12 bilhões previstos proporcionariam recursos suficientes para sustentar a política.</p>
<p>A NTU apresenta uma estimativa diferente.</p>
<p>De acordo com o diretor de gestão da associação, Marcos Bicalho, somente a gratuidade dos ônibus urbanos poderia exigir aproximadamente R$ 17 bilhões anuais.</p>
<p>Quando incluídos os serviços de trens e metrôs, o custo chegaria a R$ 20,8 bilhões.</p>
<p>A associação calcula que a operação atual dos ônibus urbanos aos fins de semana e feriados custa aproximadamente R$ 14,5 bilhões por ano. A projeção considera ainda o crescimento da demanda decorrente da gratuidade e a necessidade de ampliar a oferta.</p>
<p>Segundo a entidade, aos sábados, a movimentação de passageiros corresponde a aproximadamente 70% da registrada em um dia útil. Aos domingos, o volume fica em torno de 45%.</p>
<p>A perspectiva de maior procura pelos ônibus também entra na conta. A NTU trabalha com a possibilidade de crescimento de aproximadamente 20% na demanda e de reforço proporcional da oferta, conforme as necessidades operacionais.</p>
<p>O próprio setor reconhece que os valores são aproximações, diante da ausência de uma base nacional completa e padronizada de informações sobre custos, passageiros e serviços.</p>
<p>O economista Tiago Sbardelotto, da XP, também apresentou uma avaliação superior à do Governo, estimando uma necessidade de aproximadamente R$ 16 bilhões anuais para a gratuidade do conjunto do transporte coletivo.</p>
<p>Já o analista de finanças públicas João Pedro Leme, da Tendências Consultoria, considera que os valores previstos pelo Governo podem ser suficientes, embora ressalte as dificuldades para calcular os custos com precisão.</p>
<p>As diferentes estimativas refletem hipóteses distintas sobre demanda, custos operacionais, abrangência dos sistemas e necessidade de reforços.</p>
<h3>Tarifa zero é diferente de custo zero: afinal, quem paga o ônibus?</h3>
<p>Para compreender a discussão, é necessário diferenciar a tarifa paga pelo passageiro do custo real de colocar o transporte coletivo em funcionamento.</p>
<p>Quando alguém embarca em um ônibus e paga uma passagem, aquele valor contribui para financiar a operação. Mas, em muitos sistemas, a arrecadação tarifária já é complementada por subsídios públicos.</p>
<p>Isso acontece porque o custo do transporte envolve uma série de despesas que não dependem exclusivamente da quantidade de passageiros.</p>
<p>Os motoristas precisam receber salários, benefícios e encargos trabalhistas. Os veículos necessitam de manutenção preventiva e corretiva, pneus, peças, lubrificantes e outros materiais.</p>
<p>Ônibus a diesel precisam de combustível. Ônibus elétricos precisam de energia e infraestrutura de recarga. Trens e metrôs exigem alimentação elétrica, manutenção de vias permanentes, sistemas de sinalização, estações e equipamentos.</p>
<p>Também há despesas com limpeza, segurança, acessibilidade, fiscalização, tecnologia embarcada, sistemas de controle operacional e administração.</p>
<p>Além disso, a frota precisa ser renovada periodicamente, com investimentos que dependem de financiamento e planejamento de longo prazo.</p>
<p>Mesmo um ônibus que circula com poucos passageiros continua gerando despesas. O custo de uma viagem envolve o veículo, a equipe e a infraestrutura necessária para realizá-la.</p>
<p>É por isso que a ausência de cobrança de passagem não representa a eliminação do custo do transporte.</p>
<p>Na tarifa zero, o passageiro deixa de pagar diretamente pelo embarque, mas o sistema continua necessitando de recursos.</p>
<p>Esses valores podem vir do orçamento público, de tributos, de receitas vinculadas, de contribuições específicas ou de outras fontes de financiamento previstas em lei.</p>
<p>Em alguns municípios, o transporte é prestado por empresas privadas, remuneradas por contratos públicos. Em outros, há operadores públicos que recebem recursos orçamentários para custear suas atividades.</p>
<p>A questão central é definir de onde virá o dinheiro e como ele será aplicado para garantir a prestação do serviço.</p>
<h3>O exemplo de São Paulo: 400 milhões de embarques sem cobrança e bilhões em subsídios</h3>
<p>São Paulo possui uma das experiências de maior escala de tarifa zero parcial do Brasil.</p>
<p>Desde 17 de dezembro de 2023, o programa Domingão Tarifa Zero permite que os passageiros utilizem os ônibus municipais aos domingos sem pagar passagem.</p>
<p>A iniciativa também contempla os feriados de Natal, Ano Novo e aniversário da capital paulista.</p>
<p>Em agosto de 2026, a Prefeitura informou que o programa havia ultrapassado 400 milhões de embarques gratuitos desde sua implantação.</p>
<p>Somente no domingo de 2 de agosto, foram registrados 2,83 milhões de passageiros, com aproximadamente 4,9 mil ônibus em circulação.</p>
<p>O volume de passageiros naquele dia foi 17% superior ao registrado no primeiro domingo de agosto de 2023, período anterior à implantação da gratuidade.</p>
<p>O crescimento demonstra que o preço da passagem pode influenciar a decisão de utilizar o transporte coletivo.</p>
<p>Mas a experiência paulistana também permite observar a dimensão financeira necessária para sustentar um grande sistema.</p>
<p>A proposta de orçamento de São Paulo para 2027 prevê aproximadamente R$ 7,35 bilhões em compensações tarifárias e subsídios ao transporte coletivo municipal.</p>
<p>Esses recursos atendem ao conjunto das obrigações do sistema, incluindo gratuidades e diferenças entre a arrecadação tarifária e a remuneração das operadoras.</p>
<p>O valor total previsto para os subsídios não corresponde exclusivamente ao Domingão Tarifa Zero, mas evidencia a importância do financiamento público na manutenção das linhas.</p>
<p>No caso da gratuidade dominical, a Prefeitura já havia estimado que deixaria de arrecadar cerca de R$ 283 milhões por ano em passagens.</p>
<p>São duas dimensões diferentes: a receita tarifária que deixa de ser recebida e o custo total necessário para manter os serviços.</p>
<p>Essa distinção é fundamental para o debate nacional.</p>
<h3>Belo Horizonte também registra crescimento da demanda</h3>
<p>Outro exemplo é Belo Horizonte, que implantou em dezembro de 2025 o programa Catraca Livre.</p>
<p>A iniciativa permite viagens sem cobrança nos ônibus municipais convencionais e suplementares aos domingos e feriados nacionais.</p>
<p>Em julho de 2026, a Prefeitura informou que o programa havia beneficiado aproximadamente 8,8 milhões de passageiros em seus primeiros meses de funcionamento.</p>
<p>Nesse período, o número de usuários aos domingos e feriados cresceu cerca de 40%, de acordo com a administração municipal.</p>
<p>A rede atendida pelo programa compreende 267 linhas, com média de aproximadamente 265 mil passageiros nos dias de gratuidade, segundo o balanço divulgado em julho.</p>
<p>O crescimento da procura demonstra a capacidade da tarifa zero de ampliar os deslocamentos para lazer, comércio, visitas familiares e outros compromissos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, reforça a importância de dimensionar a frota conforme os novos padrões de utilização.</p>
<p>Uma rede organizada para atender determinada quantidade de passageiros pode precisar de ajustes quando a demanda cresce.</p>
<p>A política tarifária, portanto, precisa estar associada ao planejamento operacional.</p>
<h3>Maricá mostra outra forma de financiamento</h3>
<p>Em Maricá, no Estado do Rio de Janeiro, o modelo é diferente.</p>
<p>A cidade adotou a tarifa zero em sua rede municipal de ônibus, conhecidos como Vermelhinhos, operados pela Empresa Pública de Transportes (EPT).</p>
<p>A gratuidade é oferecida diariamente, permitindo que os usuários se desloquem entre bairros e regiões da cidade sem cobrança de passagem.</p>
<p>O sistema é financiado com recursos municipais, em um orçamento que também conta com receitas provenientes dos royalties do petróleo.</p>
<p>Segundo informações da Prefeitura, a rede possui 49 linhas e mais de 150 ônibus, realizando milhões de deslocamentos mensais.</p>
<p>Maricá demonstra que a tarifa zero pode ser organizada como uma política permanente de transporte, com financiamento público e gestão específica.</p>
<p>A estrutura financeira da cidade, entretanto, possui características próprias, especialmente pela participação das receitas do petróleo no orçamento municipal.</p>
<p>O exemplo mostra a importância de considerar a capacidade de financiamento de cada município ao desenvolver políticas semelhantes.</p>
<p>Uma cidade de pequeno porte, uma capital com milhões de habitantes e uma região metropolitana integrada possuem custos, demandas e condições orçamentárias distintos.</p>
<h3>Tarifa zero também exige infraestrutura, ônibus e motoristas</h3>
<p>A discussão sobre financiamento precisa considerar outro aspecto: oferecer transporte sem cobrança exige uma rede capaz de receber os passageiros.</p>
<p>Uma viagem gratuita tem utilidade quando existe uma linha que atende à região onde a pessoa mora, com horários compatíveis com suas necessidades.</p>
<p>A demanda pode aumentar em áreas comerciais, parques, praias, hospitais, universidades, centros culturais e regiões de lazer.</p>
<p>Isso exige planejamento das linhas e da distribuição dos veículos.</p>
<p>Também são necessários investimentos em corredores de ônibus, terminais, pontos de parada, acessibilidade, informação ao passageiro e segurança viária.</p>
<p>Nos sistemas sobre trilhos, a qualidade depende de estações adequadas, trens disponíveis, sinalização, manutenção e capacidade operacional.</p>
<p>A experiência de diferentes cidades mostra que o transporte coletivo precisa ser tratado como um serviço completo, no qual tarifa, infraestrutura, qualidade, financiamento e oferta estão diretamente relacionados.</p>
<p>A ampliação da gratuidade pode proporcionar maior acesso à cidade, mas seu resultado também depende da existência de serviços regulares e de uma operação dimensionada para a procura.</p>
<p>Outra questão é a disponibilidade de profissionais.</p>
<p>A expansão de viagens aos fins de semana exige motoristas, equipes de manutenção, fiscalização e apoio operacional.</p>
<p>A reorganização das jornadas de trabalho, com o fim da escala 6&#215;1, também integra as avaliações do setor, especialmente quanto à necessidade de contratação e adaptação das escalas.</p>
<p>A NTU já alertou que essas mudanças podem elevar os custos relacionados à mão de obra e à manutenção dos serviços.</p>
<h3>NTU defende participação federal, mas quer financiamento permanente</h3>
<p>Apesar da diferença entre suas estimativas e as do Governo Federal, a NTU considera positiva a entrada da União no financiamento do transporte coletivo.</p>
<p>O diretor-presidente da entidade, Francisco Christovam, defende que os custos do sistema sejam compartilhados entre diferentes níveis de governo e outras fontes de recursos.</p>
<p>A associação argumenta que o transporte coletivo é um serviço essencial e que a dependência excessiva da tarifa paga pelos passageiros dificulta a manutenção de preços acessíveis e a realização de investimentos.</p>
<p>De acordo com a entidade, aproximadamente 80% dos custos dos sistemas ainda são cobertos pela arrecadação tarifária.</p>
<p>A NTU apresentou, em agosto de 2026, o programa Transporte para Todos, que propõe uma nova política nacional de financiamento.</p>
<p>Entre as medidas estão a modernização e ampliação do vale-transporte dos trabalhadores, a criação de um vale-transporte social para famílias em situação de vulnerabilidade e a identificação de fontes de recursos para custear gratuidades vinculadas a políticas públicas.</p>
<p>A associação defende que benefícios relacionados à educação, saúde e assistência social tenham fontes de financiamento compatíveis com essas finalidades.</p>
<p>O objetivo é distribuir os custos entre mais participantes da sociedade, reduzindo a dependência dos passageiros e criando condições para melhorar os serviços.</p>
<h3>Novo Marco Legal do Transporte Público amplia discussão sobre custos e qualidade</h3>
<p>A proposta de tarifa zero chega em um momento de mudanças na regulamentação brasileira do transporte coletivo.</p>
<p>Em junho de 2026, foi sancionada a Lei Federal nº 15.432, que institui o novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano, com entrada em vigor prevista para junho de 2027.</p>
<p>A legislação estabelece diretrizes para planejamento, regulação, organização, contratação, financiamento e avaliação da qualidade dos sistemas.</p>
<p>Entre os aspectos considerados estão regularidade, pontualidade, segurança, acessibilidade, conforto, integração entre diferentes meios de transporte e sustentabilidade ambiental.</p>
<p>No dia 4 de novembro de 2026, o Ministério das Cidades retomou o Fórum Consultivo de Mobilidade Urbana para discutir a regulamentação do novo marco.</p>
<p>O trabalho envolve representantes do Governo Federal, estados, municípios, empresas, indústria, instituições de pesquisa e sociedade civil.</p>
<p>Foram definidos grupos de trabalho para temas como financiamento, qualidade, segurança viária, planejamento e organização de informações nacionais sobre mobilidade urbana.</p>
<p>O desenvolvimento de uma base de dados mais completa é especialmente relevante para calcular os custos reais dos sistemas e avaliar políticas de gratuidade.</p>
<p>A disponibilidade de informações sobre quilometragem, quantidade de passageiros, frota, custos e contratos poderá permitir comparações mais precisas entre diferentes municípios.</p>
<p>Também será importante para estabelecer mecanismos de controle sobre os recursos públicos destinados à operação.</p>
<h3>O que ainda será definido pelo Congresso</h3>
<p>A proposta de tarifa zero nacional tramita na Câmara dos Deputados como PEC 18/2026.</p>
<p>Para avançar, dependerá da análise do Congresso Nacional e da aprovação nas etapas exigidas para uma emenda à Constituição.</p>
<p>A regulamentação deverá estabelecer critérios de distribuição dos recursos entre os municípios e demais entes responsáveis pelos serviços, assim como mecanismos de acompanhamento da aplicação do dinheiro público.</p>
<p>Também será necessário definir como serão considerados os sistemas que já possuem tarifa zero parcial ou integral, as diferenças de custos entre cidades e os eventuais reforços operacionais.</p>
<p>O pesquisador do Ipea Rafael Pereira defende que o financiamento seja acompanhado de transparência contratual, informações confiáveis e incentivos à melhoria da qualidade e da produtividade.</p>
<p>O debate envolve, assim, duas questões complementares: quanto dinheiro será necessário para financiar a gratuidade e como garantir que esses recursos resultem em serviços de transporte melhores.</p>
<p>Para o passageiro, o resultado esperado é a possibilidade de viajar sem desembolsar o valor da passagem nos dias contemplados, com ônibus, trens e metrôs em condições adequadas de atendimento.</p>
<p>Para os governos e operadores, será necessário construir um modelo que assegure recursos suficientes para manter a regularidade das viagens e os investimentos necessários à continuidade do serviço.</p>
<p>A tarifa zero transfere o financiamento do embarque para outras fontes de recursos. E é justamente essa definição que estará no centro das discussões sobre a proposta federal.</p>
<p>Afinal, o passageiro pode deixar de pagar a passagem, mas os ônibus precisam continuar circulando, os trens precisam continuar operando e os profissionais precisam continuar recebendo seus salários.</p>
<p><strong>Tarifa zero significa gratuidade para quem embarca. O transporte, porém, continua tendo custo, e a sociedade precisa saber quem paga essa conta, quanto paga e que qualidade de serviço recebe em troca.</strong></p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>GP de São Paulo: Trem Expresso opera com viagens diretas para Interlagos neste sábado e domingo</title>
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    <pubDate>Sat, 07 Nov 2026 13:00:09 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviço especial da ViaMobilidade atende o público da Fórmula 1 com embarques em três estações e desembarque exclusivo em Cidade Dutra; passagens custam a partir de R$ 35 YURI SENA O Trem Expresso da ViaMobilidade terá operação especial neste sábado (7) e domingo (8) para transportar o público do Grande Prêmio de São Paulo de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="534" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/05/RPH_4883-copiar-990x661-1-e1683039263688.jpg?fit=800%2C534&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/05/RPH_4883-copiar-990x661-1-e1683039263688.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/05/RPH_4883-copiar-990x661-1-e1683039263688.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/05/RPH_4883-copiar-990x661-1-e1683039263688.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/05/RPH_4883-copiar-990x661-1-e1683039263688.jpg?resize=768%2C513&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/05/RPH_4883-copiar-990x661-1-e1683039263688.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Serviço especial da ViaMobilidade atende o público da Fórmula 1 com embarques em três estações e desembarque exclusivo em Cidade Dutra; passagens custam a partir de R$ 35</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Trem Expresso da ViaMobilidade terá operação especial neste sábado (7) e domingo (8) para transportar o público do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 até o Autódromo de Interlagos, na zona sul da capital paulista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O serviço realiza viagens diretas, sem paradas intermediárias, até a estação Cidade Dutra, localizada a aproximadamente 700 metros dos portões G e F do circuito. As passagens custam a partir de R$ 35 e estão disponíveis pelo site Passaporte ViaMobilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os embarques ocorrem nas estações Villa-Lobos–Jaguaré, Pinheiros e Morumbi-Claro. Neste sábado e domingo, as partidas para o autódromo começam às 6h24 em Villa-Lobos–Jaguaré, às 6h30 em Pinheiros e às 6h42 em Morumbi-Claro. Os horários seguem intervalos programados de 30 minutos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estação Cidade Dutra foi reativada temporariamente para atender exclusivamente os passageiros do Trem Expresso. O espaço conta com plataforma provisória, rampa de acesso, sanitários, câmeras de vigilância, sinalização e equipe operacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos portões G e F, próximos à Fanzone, a estação permite acesso a outros setores do autódromo. A caminhada até os portões HKNR é de aproximadamente 1 km; até D e M, 1,6 km; portão 8, 1,8 km; A, 2,2 km; T, 2,6 km; e HNK, 3,7 km.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estação Autódromo, da Linha 9-Esmeralda, também permanece aberta e opera normalmente para os passageiros dos trens regulares.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Horários de ida e volta</span></i></p>
<p><b><i>Sábado (7) e domingo (8) – embarque para o autódromo</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Villa-Lobos–Jaguaré: 6h24, 7h24, 8h24, 9h24 e 10h24.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pinheiros: 6h30, 7h, 7h30, 8h, 8h30, 9h, 9h30, 10h, 10h30 e 11h.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Morumbi-Claro: 6h42, 7h12, 7h42, 8h12, 8h42, 9h12, 9h42, 10h12, 10h42 e 11h12.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Retorno – estação Cidade Dutra</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os trens terão como destino as estações Morumbi-Claro, Pinheiros e Villa-Lobos–Jaguaré.</span></p>
<p><b>Sábado (7) e domingo (8): 16h30, 17h, 17h30, 18h, 18h30, 19h, 19h30 e 20h.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ViaMobilidade informou que reforçará as equipes operacionais nas estações para orientar os passageiros e organizar o fluxo de embarque e desembarque. O Trem Expresso funcionará de forma segregada da operação regular da Linha 9-Esmeralda.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Enem 2026: ônibus intermunicipais, Corredor ABD,trens, metrô, monotrilho e VLT serão gratuitos em São Paulo nos dias 8 e 15 de novembro; veja cidades com gratuidade municipal</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/07/enem-2026-onibus-intermunicipais-corredor-abdtrens-metro-monotrilho-e-vlt-serao-gratuitos-em-sao-paulo-nos-dias-8-e-15-de-novembro-veja-cidades-com-gratuidade-municipal/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sat, 07 Nov 2026 12:30:02 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[EMTU]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Governo do Estado libera viagens das 9h às 21h nas regiões metropolitanas; Santo André, Mauá, Diadema, Ribeirão Pires e outras cidades também terão benefícios nos ônibus municipais, com regras específicas para os candidatos ADAMO BAZANI O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, que os candidatos ao Exame [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="851" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-21.55.11.jpeg?fit=1024%2C851&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-21.55.11.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-21.55.11.jpeg?resize=300%2C249&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-21.55.11.jpeg?resize=1024%2C851&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-21.55.11.jpeg?resize=150%2C125&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-21.55.11.jpeg?resize=768%2C638&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-21.55.11.jpeg?resize=1536%2C1277&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-21.55.11.jpeg?resize=400%2C333&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Governo do Estado libera viagens das 9h às 21h nas regiões metropolitanas; Santo André, Mauá, Diadema, Ribeirão Pires e outras cidades também terão benefícios nos ônibus municipais, com regras específicas para os candidatos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, que os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão utilizar gratuitamente os ônibus metropolitanos intermunicipais, trens, metrô, monotrilho e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) nos dois domingos de realização das provas, dias 8 e 15 de novembro. O benefício será válido das 9h às 21h, abrangendo as regiões metropolitanas paulistas, e não exigirá comprovante de escolaridade. A medida alcança os serviços da CPTM, Metrô e das concessionárias Motiva, TIC Trens e Trivia Trens, além dos sistemas metropolitanos de ônibus e do VLT.</p>
<p>A gratuidade estadual se soma às iniciativas municipais anunciadas por prefeituras como Santo André, Mauá, Diadema e Ribeirão Pires, na Região Metropolitana de São Paulo, e São José dos Campos, na Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Na capital paulista, os ônibus da SPTrans já circulam gratuitamente aos domingos, durante todo o dia, pelo programa Domingão Tarifa Zero. Os candidatos devem observar que as regras municipais variam, especialmente quanto aos horários, documentos necessários e utilização dos cartões de transporte.</p>
<p>Segundo o Governo de São Paulo, a operação especial foi organizada pelas secretarias dos Transportes Metropolitanos (STM) e de Parcerias em Investimentos (SPI), com a participação das empresas públicas e concessionárias responsáveis pelos serviços.</p>
<p>A liberação das viagens permitirá que estudantes utilizem diferentes modalidades de transporte para chegar aos locais de prova e retornar para casa, sem o pagamento das tarifas durante o período estabelecido.</p>
<p>O governo recomenda que os candidatos consultem antecipadamente o endereço do local de prova, as linhas disponíveis e as possibilidades de integração entre ônibus, metrô e trens.</p>
<p>A orientação é considerar também o tempo necessário para caminhar entre estações, pontos de ônibus e escolas.</p>
<h2>Trens reservas, mais composições no Metrô e monitoramento da operação</h2>
<p>A CPTM e o Metrô terão composições reservas disponíveis para reforçar o atendimento, caso haja crescimento da demanda durante os dois domingos.</p>
<p>No Metrô, o planejamento prevê aumento da quantidade de trens em circulação em comparação com a programação habitual dos domingos.</p>
<p>Também haverá reforço nas equipes de atendimento aos passageiros nas estações.</p>
<p>Os Centros de Controle Operacional (CCOs) acompanharão em tempo real a movimentação nas plataformas, estações e linhas, permitindo ajustes na oferta de viagens conforme a necessidade.</p>
<p>A gratuidade alcançará os sistemas sobre trilhos operados diretamente pelo Estado e pelas concessionárias, incluindo os serviços de metrô, monotrilho e trens metropolitanos.</p>
<p>No litoral paulista, o benefício também contempla o VLT da Baixada Santista.</p>
<p>Nos ônibus intermunicipais metropolitanos, os candidatos poderão utilizar a gratuidade estadual entre 9h e 21h.</p>
<h2>Santo André, Mauá, Diadema e outras cidades terão ônibus municipais gratuitos</h2>
<p>Além da decisão estadual, diversas prefeituras da Grande São Paulo estabeleceram condições para o deslocamento gratuito dos participantes do Enem.</p>
<p>Santo André (SP)</p>
<p>Os ônibus municipais terão gratuidade das 5h às 21h, nos dias 8 e 15 de novembro.</p>
<p>Para embarcar, o candidato deverá apresentar um documento oficial com foto e o comprovante de inscrição no Enem, em versão impressa ou digital.</p>
<p>A medida foi estabelecida por decreto municipal e será aplicada às linhas gerenciadas pela SATrans.</p>
<p>Mauá (SP)</p>
<p>A Prefeitura de Mauá concederá gratuidade aos estudantes que possuem o Cartão SIM Escolar.</p>
<p>O candidato deverá apresentar o comprovante de inscrição no Enem e aproximar o cartão do validador no momento do embarque.</p>
<p>A iniciativa foi estabelecida pelo Decreto Municipal nº 9.650/2026.</p>
<p>A integração no Terminal Central será mantida, e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana realizará uma operação especial, acompanhada pelo Centro de Inteligência de Trânsito e Transporte (CITT).</p>
<p>Mauá terá 26 locais de aplicação do exame. A Prefeitura também disponibilizou a relação de linhas municipais que atendem às escolas onde as provas serão realizadas.</p>
<p>Diadema (SP)</p>
<p>A gratuidade será válida nas 22 linhas municipais de ônibus, das 5h às 21h, nos dois domingos.</p>
<p>Os estudantes cadastrados nas categorias Passe Livre ou Passe 50% deverão apresentar o cartão de transporte e um documento de identidade com foto.</p>
<p>Quem não possui cadastro no sistema de bilhetagem eletrônica deverá apresentar o cartão de inscrição no Enem e um documento com foto.</p>
<p>A previsão municipal é operar com frota equivalente a 75% da utilizada nos dias úteis.</p>
<p>Ribeirão Pires (SP)</p>
<p>O município ampliará o horário do Programa Tarifa Zero para atender aos candidatos.</p>
<p>Normalmente, aos domingos, os ônibus municipais são gratuitos das 8h às 17h.</p>
<p>Nos dias 8 e 15 de novembro, os estudantes inscritos no Enem poderão continuar utilizando o benefício até as 21h.</p>
<p>Após as 17h, será necessário apresentar o protocolo de inscrição no exame e um documento de identificação ao motorista.</p>
<p>A ampliação está prevista no Decreto Municipal nº 7.665/2026.</p>
<p>Rio Grande da Serra (SP)</p>
<p>O município manterá a gratuidade habitual dos domingos no transporte coletivo municipal, durante os horários de funcionamento das linhas.</p>
<p>Os candidatos devem consultar previamente os horários dos ônibus disponíveis para os locais de prova.</p>
<p>São Caetano do Sul (SP)</p>
<p>O município mantém o programa Nosso Tarifa Zero, que atualmente garante transporte gratuito aos moradores cadastrados e a outros públicos contemplados pelas regras municipais.</p>
<p>Desde julho de 2026, a gratuidade deixou de ser universal, passando a depender das condições de acesso estabelecidas pela Prefeitura.</p>
<p>Portanto, candidatos de outros municípios que pretendam utilizar os ônibus locais devem observar essas regras.</p>
<p>São Paulo (SP)</p>
<p>Na capital paulista, os ônibus municipais gerenciados pela SPTrans serão gratuitos durante todo o domingo, das 0h às 23h59.</p>
<p>A medida faz parte do Domingão Tarifa Zero, implantado em dezembro de 2023, e contempla todos os passageiros, incluindo os candidatos ao Enem.</p>
<p>Quem possui Bilhete Único deve aproximar o cartão do validador, que libera a catraca sem cobrança. Passageiros sem o cartão podem solicitar a liberação ao motorista ou cobrador.</p>
<p>O benefício municipal funciona independentemente da gratuidade estadual concedida aos trens, metrô e ônibus intermunicipais.</p>
<p>São José dos Campos (SP)</p>
<p>A Prefeitura de São José dos Campos também confirmou gratuidade para os candidatos ao Enem em todas as linhas municipais que funcionam aos domingos.</p>
<p>Os estudantes deverão apresentar o Bilhete Único Estudante ou o comprovante de inscrição no exame.</p>
<p>A operação terá ônibus extras disponíveis para reforçar as linhas de maior movimento.</p>
<p>A Prefeitura também anunciou acompanhamento do trânsito e medidas de orientação nas proximidades dos principais locais de aplicação das provas, incluindo regiões próximas à UNIP, Anhanguera e Univap.</p>
<h2>Estado também disponibilizará cerca de 7 mil ônibus para alunos da rede pública</h2>
<p>Além da liberação das tarifas nos transportes metropolitanos, o Governo de São Paulo anunciou uma operação específica para aproximadamente 70 mil estudantes da rede estadual de ensino.</p>
<p>A Secretaria da Educação mobilizará cerca de 7 mil ônibus em mais de 500 municípios paulistas para transportar alunos aos locais de aplicação das provas.</p>
<p>O atendimento será direcionado principalmente a estudantes de localidades sem gratuidade no transporte coletivo ou que não dispõem de linhas regulares adequadas aos deslocamentos necessários.</p>
<p>Os veículos poderão buscar os participantes em suas residências ou em pontos de encontro previamente definidos.</p>
<p>Para estudantes com deficiência, a previsão é de atendimento de porta a porta.</p>
<p>A organização ficará sob responsabilidade das 91 Unidades Regionais de Ensino, conforme as necessidades de cada município.</p>
<p>Essa operação específica da Educação é complementar à gratuidade tarifária estabelecida pelo governo estadual para o transporte metropolitano.</p>
<h2>Confira os horários do Enem 2026 e planeje a viagem</h2>
<p>De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os horários das provas são os seguintes:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Horário</th>
</tr>
<tr>
<td>Abertura dos portões</td>
<td>12h</td>
</tr>
<tr>
<td>Fechamento dos portões</td>
<td>13h</td>
</tr>
<tr>
<td>Início das provas</td>
<td>13h30</td>
</tr>
<tr>
<td>Encerramento em 8 de novembro</td>
<td>19h</td>
</tr>
<tr>
<td>Encerramento em 15 de novembro</td>
<td>18h30</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Todos os horários seguem o de Brasília, que é o mesmo utilizado no Estado de São Paulo.</p>
<p>No primeiro domingo, 8 de novembro, serão aplicadas as provas de Linguagens, Ciências Humanas e Redação.</p>
<p>No segundo domingo, 15 de novembro, os candidatos responderão às questões de Matemática e Ciências da Natureza.</p>
<p>O Inep recomenda que os participantes consultem o Cartão de Confirmação de Inscrição para verificar o endereço correto do local de prova.</p>
<p>Para quem utilizar os transportes metropolitanos, a gratuidade estadual terá início às 9h, três horas antes da abertura dos portões.</p>
<p>Já nos municípios com benefícios iniciados às 5h, os estudantes poderão antecipar o deslocamento nos ônibus municipais.</p>
<p>É importante observar as condições de cada sistema, principalmente quando a viagem envolver uma linha municipal e outra intermunicipal.</p>
<p>O candidato também deve considerar possíveis intervalos maiores entre ônibus e trens aos domingos, além do tempo de caminhada até a escola.</p>
<p>Nos sistemas da CPTM e do Metrô, o embarque com bicicletas é permitido durante todo o horário de operação aos sábados, domingos e feriados. As bicicletas devem ser transportadas no último carro, respeitando o limite de quatro unidades por viagem e as regras estabelecidas pelas operadoras.</p>
<p>O Governo do Estado reforça que o planejamento antecipado da viagem é essencial para evitar atrasos e permitir que os participantes cheguem aos locais de prova com tranquilidade.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Senatran muda regras de certificação de veículos antigos: saiba como comprar e registrar ônibus históricos e conheça quem preserva a memória dos transportes no Brasil</title>
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    <pubDate>Sat, 07 Nov 2026 12:01:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões federais reacendem a atenção sobre documentação, originalidade e segurança; museus, empresas, colecionadores e eventos como VVR, BBF e Exponi mantêm viva a história de veículos que marcaram gerações ADAMO BAZANI Preservar um ônibus antigo é conservar muito mais que uma carroceria, um motor ou a pintura de uma empresa que marcou época. Cada veículo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="912" height="658" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2024-03-30-at-21.09.53.webp?fit=912%2C658&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2024-03-30-at-21.09.53.webp?w=912&amp;ssl=1 912w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2024-03-30-at-21.09.53.webp?resize=300%2C216&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2024-03-30-at-21.09.53.webp?resize=150%2C108&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2024-03-30-at-21.09.53.webp?resize=768%2C554&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2024-03-30-at-21.09.53.webp?resize=400%2C289&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 912px) 100vw, 912px" /> <p><em>Decisões federais reacendem a atenção sobre documentação, originalidade e segurança; museus, empresas, colecionadores e eventos como VVR, BBF e Exponi mantêm viva a história de veículos que marcaram gerações</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>Preservar um ônibus antigo é conservar muito mais que uma carroceria, um motor ou a pintura de uma empresa que marcou época. Cada veículo carrega histórias de cidades, bairros, trabalhadores e passageiros, além de representar transformações na indústria e na mobilidade brasileira. Museus mantidos por empresas de transporte, como o Grupo ABC, e iniciativas de empresários e colecionadores, como os responsáveis pela Transportadora Tamboré, Turismo Santa Rita e por acervos particulares, mostram como veículos que poderiam terminar abandonados ou desmontados podem recuperar seu valor histórico. Mas quem pretende adquirir e restaurar um ônibus antigo precisa observar uma série de cuidados mecânicos, documentais e legais, especialmente quando deseja registrá-lo como veículo de coleção e colocá-lo novamente em circulação.</p>
<p>O assunto ganhou atualidade com decisões da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), publicadas no Diário Oficial da União de quarta-feira, 4 de novembro de 2026, que revogaram os credenciamentos de duas entidades responsáveis pela certificação de veículos antigos, entre elas a Federação Brasileira de Antigomobilismo, e autorizaram outras 11 entidades a emitir certificados de coleção. Os documentos emitidos regularmente antes dos descredenciamentos permanecem válidos. As mudanças chamam a atenção para uma questão fundamental: além de ter idade e importância histórica, um ônibus precisa atender às exigências de documentação, identificação, conservação e segurança para receber o reconhecimento oficial como veículo de coleção.</p>
<h3>Grupo ABC: de jardineiras a ônibus modernos, um museu conta mais de um século de transportes</h3>
<p>Um dos exemplos brasileiros de preservação da memória dos transportes está no ABC Paulista, onde a família Setti &amp; Braga desenvolveu uma trajetória iniciada em 1910, acompanhando o crescimento urbano e industrial da região.</p>
<p>Em 20 de novembro de 2021, o Grupo ABC apresntou uma prévia do Museu dos Transportes do ABC, instalado na garagem da Viação ABC, em São Bernardo do Campo (SP), durante as comemorações dos 111 anos de atuação da família no setor.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanhou a apresentação do acervo, que reúne veículos, fotografias, documentos e outros objetos relacionados ao desenvolvimento da mobilidade na Grande São Paulo.</p>
<p>A coleção permite observar a evolução dos transportes desde o tempo dos veículos de tração animal, como os tílburis, até diferentes gerações de ônibus urbanos.</p>
<p>Entre os exemplares apresentados estão jardineiras das primeiras décadas do século XX, algumas com estruturas de madeira, modelos Caio Jaraguá e Caio Bela Vista, monoblocos Mercedes-Benz O-362 e O-364, além de ônibus com carrocerias Caio Vitória e Caio Alpha.</p>
<p>Um dos destaques históricos é a reprodução de uma jardineira movida a gasogênio, tecnologia utilizada em períodos de dificuldade no abastecimento de combustíveis derivados de petróleo, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>A preservação desse tipo de veículo ajuda a compreender como as empresas de transporte precisavam adaptar equipamentos e operações às condições econômicas e tecnológicas de cada época.</p>
<p>O trabalho de recuperação exigiu pesquisas, busca de peças e reconstrução de componentes com base em registros históricos.</p>
<p>Na apresentação de 2021, o empresário João Antônio Setti Braga explicou ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> que cada veículo representava uma história particular e que o processo de preservação havia envolvido buscas em diferentes regiões do Brasil.</p>
<p>Carlos Eduardo de Andrade, conhecido como Dudu, participou da localização de veículos destinados ao acervo. O trabalho envolveu viagens, contatos com colecionadores e identificação de exemplares que ainda poderiam ser recuperados.</p>
<p>Os restauradores Eduardo Lambiasi e Hernani Nascimento também participaram do processo, especialmente na recuperação de jardineiras antigas.</p>
<p>O museu ilustra uma dimensão importante do patrimônio do transporte: não se trata apenas de guardar modelos raros, mas também de recuperar registros da vida dos motoristas, cobradores, mecânicos, empresários e passageiros.</p>
<h3>Tamboré: ônibus que poderiam virar sucata voltam a contar histórias</h3>
<p>Em Barueri (SP), a Transportadora Turística Tamboré também se destacou pela recuperação de ônibus antigos.</p>
<p>A empresa atua no transporte de passageiros, especialmente em fretamento, turismo e deslocamentos corporativos, mas passou a desenvolver paralelamente trabalhos de preservação de veículos que fizeram parte de diferentes sistemas de transporte.</p>
<p>Um dos exemplos é um Caio Vitória, montado sobre chassi Mercedes-Benz OF-1620, ano 1995, recuperado depois de ter sido encontrado em um pátio com destino à sucata.</p>
<p>O veículo havia passado por empresas como Auto Viação Tabú, Expresso Paulistano, Transporte Coletivo São Judas e Via Sul.</p>
<p>A trajetória demonstra como um único ônibus pode representar diferentes fases da operação do transporte coletivo, com mudanças de proprietário, identidade visual e regiões atendidas.</p>
<p>Mais recentemente, em setembro de 2026, a Tamboré anunciou outro projeto de restauração: um Caio Amélia de 1986, sobre chassi Mercedes-Benz OF-1113, anteriormente utilizado pela Auto Viação Urubupungá, tradicional operadora de Osasco (SP).</p>
<p>O modelo representa uma geração de ônibus urbanos que marcou as décadas de 1980 e 1990, quando características como a configuração das portas, o desenho das janelas, os interiores e os conjuntos mecânicos eram diferentes dos encontrados nos veículos atuais.</p>
<p>A recuperação desses exemplares ajuda a mostrar como a operação do transporte público evoluiu ao longo do tempo.</p>
<p>Também revela uma dificuldade enfrentada por muitos colecionadores: localizar componentes que deixaram de ser produzidos há décadas.</p>
<p>Peças de acabamento, bancos, luminárias, comandos e elementos específicos das carrocerias podem exigir pesquisa, fabricação artesanal ou recuperação de componentes originais.</p>
<h3>Turismo Santa Rita: ônibus GM e outras raridades preservadas</h3>
<p>Outra iniciativa de preservação é a da Turismo Santa Rita, empresa de fretamento da capital paulista que mantém uma coleção de ônibus históricos.</p>
<p>Entre os exemplares estão veículos da General Motors (GM), fabricante que teve participação importante na história do transporte rodoviário e urbano.</p>
<p>Em dezembro de 2019, durante uma exposição de ônibus antigos realizada no Viaduto do Chá, no centro de São Paulo, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou veículos do acervo da empresa.</p>
<p>Na ocasião, a Turismo Santa Rita mantinha cerca de dez ônibus antigos restaurados e conservados em sua garagem.</p>
<p>O proprietário, Jerônimo Ardito, contou que uma das maiores recompensas do trabalho de restauração era encontrar pessoas que reconheciam os veículos e recordavam viagens realizadas décadas antes.</p>
<p>A preservação, nesse caso, ultrapassa o interesse mecânico ou estético.</p>
<p>Para muitos passageiros, reencontrar um ônibus antigo significa lembrar de viagens de infância, deslocamentos para o trabalho, passeios familiares e momentos marcantes da própria vida.</p>
<h3>Colecionadores particulares também salvam ônibus da destruição</h3>
<p>A preservação dos transportes não depende apenas de grandes empresas ou museus.</p>
<p>Em diferentes regiões do Brasil, colecionadores particulares dedicam tempo, trabalho e recursos próprios à recuperação de ônibus antigos.</p>
<p>Alguns são motoristas, mecânicos ou empresários do setor. Outros se tornaram apaixonados pelos veículos simplesmente porque cresceram utilizando transporte coletivo.</p>
<p>Um exemplo é o colecionador Rogério Soria, de Santo André (SP), conhecido pela participação em encontros de ônibus antigos.</p>
<p>Ao longo dos anos, ele teve diferentes modelos históricos, incluindo uma jardineira Chevrolet com carroceria Caio Jaraguá de 1968, um micro-ônibus Caio Carolina III, um Caio Gabriela e outros exemplares.</p>
<p>Entre os trabalhos mais conhecidos está um Nielson Diplomata 330, sobre chassi Mercedes-Benz O-355, restaurado com a identidade visual da extinta Companhia São Geraldo de Viação.</p>
<p>O veículo representa uma época em que os ônibus rodoviários eram importantes para a integração entre as regiões brasileiras, especialmente nas viagens de longa distância.</p>
<p>Outro caso é o do colecionador Valter Francisco da Costa, que enfrentou a destruição de dois ônibus antigos em um incêndio registrado em Santo André, em julho de 2019.</p>
<p>Entre os veículos atingidos estava um monobloco Mercedes-Benz O-355, ano 1967. Depois do incêndio, o proprietário iniciou uma mobilização para tentar recuperar o exemplar.</p>
<p>A situação demonstra a vulnerabilidade dos acervos particulares e a necessidade de cuidados com instalações elétricas, armazenamento, prevenção de incêndios e proteção patrimonial.</p>
<h3>Da VVR de Kaio Castro à BBF e Exponi: encontros de ônibus antigos mantêm viva a memória dos transportes</h3>
<p>Além dos museus, garagens e coleções particulares, os encontros de ônibus antigos desempenham um papel fundamental na preservação da memória da mobilidade brasileira. Esses eventos permitem que veículos de diferentes épocas sejam conhecidos pelo público e, principalmente, aproximam pessoas que compartilham histórias ligadas ao transporte.</p>
<p>Um dos pioneiros desse movimento foi Antônio Kaio Castro, fundador e presidente do Primeiro Clube do Ônibus Antigo Brasileiro e criador da exposição VVR — Viver, Ver e Rever.</p>
<p>Kaio morreu em 26 de abril de 2021, aos 68 anos, depois de enfrentar um câncer e contrair covid-19 durante o tratamento.</p>
<p>Com sua morte, a VVR deixou de ser realizada, mas o trabalho desenvolvido pelo memorialista ajudou a abrir caminho para outros encontros de preservação dos transportes no Brasil.</p>
<p>A ideia surgiu no início dos anos 2000, quando Kaio trabalhava na Expresso Redenção, empresa de fretamento com sede em Taubaté (SP).</p>
<p>Apaixonado por veículos antigos, percebeu que existiam inúmeros eventos dedicados a automóveis de coleção, mas poucos espaços para a apresentação de ônibus e caminhões históricos.</p>
<p>Começou então a procurar empresários que mantinham veículos antigos em suas garagens e colecionadores dispostos a participar de uma exposição pública.</p>
<p>A primeira VVR foi realizada em maio de 2004, na garagem da Expresso Redenção, em São Paulo, reunindo 11 veículos e aproximadamente 300 visitantes.</p>
<p>O evento cresceu e, a partir de 2007, passou a ocupar o Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista, reunindo dezenas de ônibus e caminhões restaurados.</p>
<p>A exposição passou a integrar o Calendário Turístico Oficial do Estado de São Paulo em 2011, reconhecimento da importância cultural e histórica da iniciativa.</p>
<p>Entre os veículos apresentados ao longo de suas edições estiveram jardineiras das primeiras décadas do século XX, monoblocos Mercedes-Benz, ônibus rodoviários de diferentes gerações, modelos urbanos da antiga CMTC e veículos que marcaram a história de empresas tradicionais.</p>
<p>A última edição da VVR ocorreu em dezembro de 2019, no Viaduto do Chá, no centro de São Paulo.</p>
<p>Na ocasião, a exposição reuniu modelos das décadas de 1940 a 1990, incluindo um trólebus ACF Brill de 1947, um Chevrolet 3800 da década de 1950 e ônibus rodoviários Nielson Diplomata.</p>
<p>Mais que uma exposição de máquinas, a VVR era um encontro de histórias humanas.</p>
<p>Em entrevista ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> durante o evento de 2019, Kaio ressaltou que a principal emoção estava nas lembranças despertadas pelos veículos e nas conversas com colecionadores e antigos profissionais do transporte.</p>
<p>A atuação de Kaio também teve reflexos no reconhecimento institucional da preservação da memória dos ônibus.</p>
<p>A legislação paulista estabeleceu o dia 30 de novembro como Dia da Preservação da Memória dos Transportes em Ônibus e Caminhões, data relacionada à criação do Primeiro Clube do Ônibus Antigo Brasileiro.</p>
<p>O trabalho iniciado por Kaio ajudou a fortalecer um movimento que encontrou continuidade em diferentes iniciativas pelo País, cada uma com sua própria história e organização.</p>
<p>Destaque também para a BusBrasil Fest (BBF), que reúne ônibus antigos e modernos em exposições abertas ao público.</p>
<p>Criada em 2001, a BBF também se tornou um dos principais encontros do gênero no Brasil, apresentando modelos preservados, veículos em operação e lançamentos de fabricantes.</p>
<p>A combinação permite que visitantes conheçam, em um mesmo espaço, a evolução das carrocerias, chassis, motores, sistemas de segurança, recursos de acessibilidade e tecnologias de propulsão.</p>
<p>Em 2024, a exposição realizou sua 20ª edição em Barueri (SP), com a participação de empresas, fabricantes e colecionadores.</p>
<p>A BBF também chegou a outras cidades, como Campinas (SP), ampliando o alcance das atividades dedicadas à história do ônibus.</p>
<p>Outro evento importante é a Exponi — Exposição de Ônibus Novos e Antigos, desenvolvida a partir de iniciativas de entusiastas da região Sul e que tem entre seus idealizadores Osvaldo Teodoro Born.</p>
<p>A exposição reúne modelos históricos e veículos atuais, permitindo comparar diferentes etapas da evolução tecnológica dos transportes.</p>
<p>Ao longo de sua trajetória, a Exponi teve edições no Paraná e em Santa Catarina.</p>
<p>Em novembro de 2025, retornou a Curitiba (PR) com uma edição especial dedicada aos 50 anos do sistema de transporte expresso da capital paranaense, implantado em 1974 e que posteriormente serviria de referência para sistemas BRT em diferentes países.</p>
<p>Realizada na garagem da Auto Viação Redentor, a Exponi-50 reuniu mais de 185 veículos, entre modelos antigos, ônibus em operação, veículos novos e outros exemplares relacionados à história do transporte.</p>
<p>Além dessas exposições, encontros regionais ajudam a ampliar o movimento de preservação.</p>
<p>Em Minas Gerais, eventos como a Caravana de Jardineiras, Ônibus e Caminhões reúnem veículos históricos e proprietários que se dedicam à recuperação de exemplares antigos.</p>
<p>No interior paulista, iniciativas como a Red Bus Fest promovem encontros de ônibus preservados em espaços turísticos, aproximando a memória dos transportes de atividades culturais e familiares.</p>
<p>A importância desses eventos está também no intercâmbio de conhecimentos.</p>
<p>É comum que um colecionador encontre outro que possui uma peça rara, uma fotografia de época, um catálogo de fabricante ou informações sobre a configuração original de determinado modelo.</p>
<p>Em alguns casos, o encontro permite identificar veículos que ainda podem ser recuperados e evitar que desapareçam definitivamente.</p>
<p>Essas iniciativas também oferecem às novas gerações a oportunidade de conhecer veículos que fizeram parte da vida cotidiana de seus pais e avós.</p>
<p>Assim, a história dos ônibus deixa de existir apenas em fotografias e documentos e volta a ganhar forma diante do público.</p>
<h3>Ônibus antigos também ajudam a preservar a história da eletromobilidade</h3>
<p>A memória do transporte coletivo não se limita aos veículos movidos a diesel ou gasolina.</p>
<p>Trólebus, ônibus elétricos experimentais e modelos híbridos também fazem parte da evolução tecnológica da mobilidade brasileira.</p>
<p>Um exemplo é o projeto de recuperação de um ônibus que nasceu como trólebus da antiga Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC), de São Paulo.</p>
<p>O veículo passou por transformações durante sua vida operacional e chegou a ser utilizado como ônibus híbrido elétrico.</p>
<p>Em janeiro de 2025, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou uma iniciativa de preservação envolvendo a Associação Museu do Transporte, a Eletra e a Viação Talismã, de Rio Grande da Serra (SP).</p>
<p>O projeto demonstra como a conservação de veículos antigos também permite compreender experiências tecnológicas que ajudaram a construir soluções utilizadas atualmente.</p>
<p>Além dos veículos, a preservação envolve motores, equipamentos de tração, sistemas elétricos, documentos de engenharia, fotografias e registros operacionais.</p>
<h3>O que verificar antes de comprar um ônibus antigo</h3>
<p>A compra de um ônibus para restauração exige cuidados diferentes daqueles normalmente adotados na aquisição de um automóvel antigo.</p>
<p>O primeiro passo é verificar a documentação e a situação cadastral do veículo.</p>
<p>É fundamental conferir a identificação do chassi, os dados constantes nos registros de trânsito, a existência de restrições administrativas ou judiciais, débitos e a possibilidade efetiva de transferência de propriedade.</p>
<p>Um ônibus que permaneceu muitos anos parado pode apresentar problemas documentais que não são resolvidos apenas com a restauração mecânica.</p>
<p>Também é importante verificar se o veículo sofreu alterações de carroceria, motor, configuração de assentos ou outras características que precisem ser regularizadas.</p>
<p>No caso dos ônibus, a identificação do fabricante do chassi e da carroceria merece atenção especial. Em muitos modelos, esses componentes são de empresas diferentes e possuem históricos de fabricação e manutenção próprios.</p>
<p>É recomendável examinar a estrutura do chassi, pontos de corrosão, suspensão, sistema de freios, direção, transmissão, motor e instalações elétricas.</p>
<p>A carroceria também exige inspeção cuidadosa, principalmente em veículos com estruturas metálicas antigas ou componentes de madeira.</p>
<p>Dependendo do estado de conservação, o custo para recuperar um ônibus pode ultrapassar significativamente o valor pago pela sua aquisição.</p>
<p>Há ainda despesas com guincho ou transporte especializado, espaço para armazenamento, mão de obra, pintura, tapeçaria e obtenção de peças.</p>
<p>Antes da compra, é prudente consultar um profissional especializado e o órgão de trânsito responsável pelo registro, especialmente quando houver dúvidas sobre a identificação ou a situação documental.</p>
<h3>Como registrar um ônibus como veículo de coleção</h3>
<p>O reconhecimento oficial de um ônibus antigo como veículo de coleção segue a Resolução Contran nº 957, de 17 de maio de 2022.</p>
<p>A regulamentação considera veículos de coleção aqueles fabricados há mais de 30 anos, originais ou modificados de acordo com as regras aplicáveis, desde que possuam valor histórico próprio.</p>
<p>A idade, isoladamente, não garante o enquadramento.</p>
<p>Os veículos classificados como originais precisam atingir pelo menos 80 pontos, em uma avaliação de 100 pontos que considera características de fabricação e conservação.</p>
<p>Entre os elementos avaliados estão carroceria, mecânica, suspensão, aparência visual e equipamentos compatíveis com a época do veículo.</p>
<p>A avaliação deve ser realizada por entidade credenciada pela Senatran para emitir o Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL).</p>
<p>No caso de veículos modificados, também é necessária a observância das regras específicas de alteração de características e a apresentação do Certificado de Segurança Veicular (CSV), emitido após inspeção por instituição técnica licenciada.</p>
<p>O CVCOL tem validade de 60 meses, podendo ser renovado por iguais períodos, desde que o veículo continue atendendo às exigências.</p>
<p>Outra particularidade é a transferência de propriedade.</p>
<p>Quando um veículo de coleção muda de dono, a regulamentação exige novo CVCOL em nome do comprador para a manutenção do licenciamento na espécie coleção.</p>
<p>Portanto, quem compra um ônibus que já possui certificado não deve presumir que poderá utilizar indefinidamente o documento emitido em nome do antigo proprietário.</p>
<h3>Como funciona o procedimento em São Paulo</h3>
<p>No Estado de São Paulo, o Detran-SP oferece um procedimento para alteração da espécie do veículo para coleção.</p>
<p>O proprietário deve solicitar inicialmente a autorização prévia, procurar uma entidade credenciada pela Senatran para avaliação e emissão do CVCOL e, posteriormente, apresentar a documentação necessária à atualização do registro.</p>
<p>Depois da certificação, o processo envolve a inclusão do certificado no cadastro e a alteração da espécie do veículo para coleção.</p>
<p>O Detran-SP informa que o serviço de alteração de espécie é gratuito, embora outras etapas, como certificação, vistorias, regularização de débitos e eventuais inspeções, possam gerar despesas.</p>
<p>Para veículos que passaram por modificações, podem ser exigidos procedimentos adicionais de segurança e regularização.</p>
<p>É importante distinguir a documentação de coleção da autorização para prestar serviços remunerados de transporte.</p>
<p>Um ônibus histórico devidamente licenciado como veículo de coleção não recebe, por esse motivo, autorização automática para realizar viagens comerciais, operar linhas regulares ou prestar fretamento remunerado.</p>
<p>Essas atividades estão sujeitas às exigências próprias dos órgãos responsáveis pelo transporte de passageiros.</p>
<h3>Senatran muda credenciamentos, mas preserva certificados já emitidos</h3>
<p>As decisões publicadas em 4 de novembro de 2026 trazem mudanças para entidades que realizam a certificação de veículos antigos.</p>
<p>A Senatran revogou o credenciamento da Federação Brasileira de Antigomobilismo e do Heavens Car Clube.</p>
<p>As determinações preservam expressamente os certificados regularmente emitidos durante o período em que as entidades estavam autorizadas.</p>
<p>Na mesma edição do Diário Oficial da União, a secretaria credenciou outras 11 entidades para realizar avaliações e emitir certificados de veículos de coleção.</p>
<p>Entre elas estão associações e clubes do Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e outras regiões.</p>
<p>A decisão reforça a importância de verificar a situação do credenciamento antes de contratar o serviço de avaliação.</p>
<p>O proprietário também deve observar a validade do certificado, as exigências de transferência e as condições de conservação e segurança do veículo.</p>
<p>A regulamentação determina que as vistorias para emissão do CVCOL sejam presenciais, não permitindo que a avaliação seja realizada exclusivamente por fotografias.</p>
<h3>Preservar um ônibus é preservar a memória das cidades</h3>
<p>Os ônibus são parte da história urbana e social do Brasil.</p>
<p>Durante décadas, foram responsáveis pela ligação de bairros, pelo transporte de trabalhadores às fábricas, pelo deslocamento de estudantes e pela integração entre municípios e regiões.</p>
<p>As transformações dos veículos também ajudam a compreender mudanças econômicas, ambientais e tecnológicas.</p>
<p>Os antigos modelos com motor dianteiro, as carrocerias de madeira, os monoblocos, os ônibus com suspensão pneumática, os veículos articulados e os diferentes projetos de tração elétrica representam etapas dessa evolução.</p>
<p>Mas a história não está apenas nas máquinas.</p>
<p>Está também nos profissionais que dirigiram e mantiveram esses veículos, nas empresas que ajudaram a abrir caminhos e nas pessoas que fizeram dos ônibus parte de suas rotinas.</p>
<p>A preservação de fotografias, documentos, itinerários, uniformes, bilhetes, letreiros e relatos de antigos trabalhadores complementa o trabalho realizado com os próprios veículos.</p>
<p>É por isso que iniciativas como o Museu dos Transportes do ABC, os projetos da Tamboré, o acervo da Turismo Santa Rita, os trabalhos de colecionadores particulares e eventos como VVR, BBF e Exponi possuem importância que ultrapassa o universo dos admiradores de ônibus.</p>
<p>Esses esforços ajudam a manter disponíveis para as próximas gerações objetos e histórias de uma atividade que participou diretamente da construção e do desenvolvimento das cidades brasileiras.</p>
<p>Recuperar um ônibus antigo pode exigir anos de pesquisa, investimento e trabalho. Mas, quando a preservação é realizada com responsabilidade técnica, documentação adequada e respeito às características históricas, o resultado é mais que um veículo restaurado: é uma parte da memória coletiva que continua existindo.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>GDF destina R$ 2,88 milhões à TCB para manter controle operacional dos ônibus e fiscalização de horários e viagens</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/07/gdf-destina-r-288-milhoes-a-tcb-para-manter-controle-operacional-dos-onibus-e-fiscalizacao-de-horarios-e-viagens/</link>
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    <pubDate>Sat, 07 Nov 2026 11:31:30 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Recursos garantem continuidade do monitoramento do transporte coletivo, delegado à empresa pública desde 2024; governo também estuda contratação de sistema próprio e reconheceu necessidade de ajustes tecnológicos ADAMO BAZANI O Governo do Distrito Federal destinou R$ 2.888.009 à Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) para dar continuidade às atividades de monitoramento e supervisão dos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="950" height="658" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/resy.jpg?fit=950%2C658&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/resy.jpg?w=950&amp;ssl=1 950w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/resy.jpg?resize=300%2C208&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/resy.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/resy.jpg?resize=768%2C532&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/resy.jpg?resize=400%2C277&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px" /> <p><em>Recursos garantem continuidade do monitoramento do transporte coletivo, delegado à empresa pública desde 2024; governo também estuda contratação de sistema próprio e reconheceu necessidade de ajustes tecnológicos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo do Distrito Federal destinou R$ 2.888.009 à Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) para dar continuidade às atividades de monitoramento e supervisão dos ônibus que atendem à população de Brasília e das demais regiões administrativas. Os recursos deverão financiar o funcionamento do Centro de Controle Operacional (CCO), estrutura utilizada para acompanhar a circulação dos veículos, os horários e a regularidade das viagens. A medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta sexta-feira, 6 de novembro de 2026.</p>
<p>A transferência orçamentária foi autorizada pela Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), por meio de uma portaria conjunta com a TCB, e corresponde ao custeio de atividades do exercício de 2026. O centro de monitoramento funciona dentro de um modelo de delegação estabelecido em 2024, posteriormente renovado, com vigência atualmente prorrogada até junho de 2027. O governo também prepara a contratação de um sistema próprio de supervisão, enquanto a continuidade das atividades pela TCB busca evitar a interrupção do acompanhamento da operação dos ônibus.</p>
<p>A Portaria Conjunta nº 12, de 5 de novembro, estabelece a descentralização dos recursos da Semob para a TCB, vinculados à programação de modernização de sistemas de informação do Distrito Federal.</p>
<p>A natureza da despesa corresponde a serviços contratados de terceiros, pessoas jurídicas, destinados à manutenção das atividades de monitoramento.</p>
<p>Não se trata de anúncio de aquisição de ônibus ou de implantação de um novo centro de controle. O ato garante recursos para a continuidade de uma estrutura já existente.</p>
<p>O montante também coincide com o crédito suplementar de R$ 2.888.009 aberto para a Semob por decreto publicado em 7 de outubro de 2026.</p>
<p>A coincidência dos valores e da unidade beneficiada mostra a movimentação orçamentária relacionada à área, mas a comprovação da execução financeira depende da análise dos registros de empenho e pagamento.</p>
<p><strong>Controle permite identificar atrasos, desvios de itinerário e irregularidades</strong></p>
<p>O Centro de Controle Operacional foi concebido para oferecer ao poder público um acompanhamento mais detalhado dos serviços prestados pelas operadoras do transporte coletivo.</p>
<p>Entre as informações que a estrutura deve receber e processar estão a localização dos ônibus, a velocidade dos veículos, a realização das paradas e o cumprimento dos horários e itinerários.</p>
<p>Esses dados permitem confrontar a programação estabelecida pelo órgão gestor com a operação efetivamente realizada.</p>
<p>Na prática, o sistema oferece condições para identificar situações como ônibus que não cumprem os horários previstos, viagens que deixam de ser executadas, irregularidades na circulação e diferenças entre a oferta programada e a prestação do serviço.</p>
<p>A existência dessas informações também pode facilitar a atuação das equipes de fiscalização e permitir respostas mais rápidas a problemas operacionais.</p>
<p>Para os passageiros, o objetivo é melhorar a previsibilidade do transporte coletivo, especialmente em locais onde a irregularidade das partidas provoca longos períodos de espera e concentração de usuários nos veículos seguintes.</p>
<p>O monitoramento também pode fornecer elementos para o cálculo de indicadores de desempenho das empresas e para o planejamento de ajustes na oferta.</p>
<p>A tecnologia, entretanto, não substitui a necessidade de fiscalização efetiva e de providências diante das irregularidades identificadas. O benefício depende tanto da qualidade dos dados recebidos quanto da utilização dessas informações pela administração pública.</p>
<p><strong>TCB recebeu atribuição em 2024 e teve delegação renovada</strong></p>
<p>A participação da TCB no controle operacional do sistema teve início com uma portaria conjunta publicada em junho de 2024.</p>
<p>Na ocasião, a Semob transferiu à empresa pública a execução das atividades de monitoramento dos veículos do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal (STPC/DF).</p>
<p>O ato estabeleceu o acompanhamento em tempo real dos serviços e a utilização dos dados para verificar localização, velocidades, paradas e cumprimento dos horários.</p>
<p>A administração distrital justificou a escolha da TCB pela disponibilidade de espaço físico, equipamentos, sistemas e estrutura de pessoal necessários à operação de um centro de controle.</p>
<p>A portaria original previa recursos orçamentários de R$ 4,445 milhões para as atividades, abrangendo despesas com tecnologia da informação e serviços de terceiros.</p>
<p>Esse valor correspondia à previsão estabelecida no instrumento de 2024 e não deve ser confundido com a transferência agora publicada, referente ao exercício de 2026.</p>
<p>Em junho de 2025, a delegação foi prorrogada por mais 12 meses.</p>
<p>Uma nova prorrogação, publicada em junho de 2026, manteve as atividades sob responsabilidade da TCB por mais um ano, contado a partir de 17 de junho de 2026.</p>
<p>Assim, a continuidade do monitoramento pela empresa pública está formalmente prevista até junho de 2027, observadas as condições e os eventuais atos posteriores.</p>
<p><strong>Governo reconhece pendências tecnológicas e prepara sistema próprio</strong></p>
<p>A prorrogação publicada em junho de 2026 traz informações importantes sobre o funcionamento e o futuro da estrutura.</p>
<p>Na justificativa do ato, a Semob reconheceu a existência de pendências identificadas pela área técnica relacionadas ao funcionamento e aos ajustes na plataforma do Centro de Supervisão Operacional (CSO).</p>
<p>O documento informa que essas pendências poderão ser solucionadas durante o período de execução das atividades.</p>
<p>Também registra que o processo de contratação de um sistema de supervisão operacional próprio da Secretaria de Transporte e Mobilidade se encontrava em fase de planejamento.</p>
<p>Essas informações mostram que, paralelamente à manutenção do modelo de acompanhamento pela TCB, a administração busca desenvolver ou contratar uma estrutura tecnológica sob responsabilidade direta da Semob.</p>
<p>A publicação não estabelece, entretanto, uma data definitiva para a entrada em operação desse sistema próprio nem detalha como ocorreria uma eventual transição entre as estruturas.</p>
<p>Outro ponto que precisa ser esclarecido é a abrangência das pendências técnicas mencionadas e quais ajustes já foram efetivamente concluídos desde junho.</p>
<p>O monitoramento operacional passou a ganhar importância também com a ampliação dos instrumentos digitais utilizados pelos passageiros.</p>
<p>Em outubro de 2026, a Semob informou que o aplicativo DF no Ponto havia alcançado mais de 680 mil usuários ativos, ampliando a utilização de ferramentas de consulta de linhas, horários e comunicação com o poder público.</p>
<p>O aplicativo também mantém interação com o Centro de Supervisão Operacional. Trata-se de uma frente de atendimento e informação ao passageiro que deve ser distinguida das atribuições e dos recursos específicos do CCO mantido pela TCB.</p>
<p>A integração e a qualidade das informações disponíveis são fatores importantes para que os dados coletados na operação tenham utilidade tanto para os gestores quanto para quem utiliza os ônibus.</p>
<p><strong>Fiscalização deve contribuir para avaliação das concessionárias</strong></p>
<p>A modernização do acompanhamento dos ônibus também está relacionada à necessidade de avaliar o cumprimento das obrigações assumidas pelas empresas operadoras.</p>
<p>O sistema de transporte coletivo do Distrito Federal depende de contratos, programação de linhas, definição de frota e fiscalização das viagens efetivamente oferecidas.</p>
<p>A partir de informações confiáveis, o poder público pode identificar falhas recorrentes, comparar o desempenho operacional entre diferentes períodos e avaliar a necessidade de mudanças nas linhas e nos horários.</p>
<p>O controle das viagens realizadas também tem importância econômica, porque permite verificar a execução dos serviços e acompanhar fatores que influenciam o custo do transporte coletivo.</p>
<p>Em 2026, o Distrito Federal também passou a desenvolver instrumentos específicos de avaliação da qualidade dos ônibus, incluindo pesquisas com passageiros sobre pontualidade, tempo de espera, conforto, segurança e acessibilidade.</p>
<p>O Índice de Qualidade do Transporte, instituído pela Semob, integra esse esforço de ampliar os mecanismos de avaliação.</p>
<p>A transferência de R$ 2,88 milhões para a TCB, portanto, está relacionada a uma atividade essencial à gestão do transporte coletivo: saber o que foi programado, o que realmente circulou e como o serviço foi oferecido aos passageiros.</p>
<p>O resultado dependerá da capacidade de transformar o monitoramento tecnológico em fiscalização, ajustes operacionais e melhoria efetiva do atendimento.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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