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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>FNDE fecha contrato de R$ 170,8 milhões com Volkswagen para ônibus do atual ciclo do Caminho da Escola</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/03/fnde-fecha-contrato-de-r-1708-milhoes-com-volkswagen-para-onibus-do-atual-ciclo-do-caminho-da-escola/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 10:00:44 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Fretamento]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Documento publicado no DOU está vinculado ao mesmo pregão de 7.470 ônibus em 13 modelos acompanhado pelo Diário do Transporte; extrato não revela quantos veículos estão incluídos no contrato ADAMO BAZANI O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) fechou com a Volkswagen Truck &#38; Bus um contrato de R$ 170,83 milhões para a compra, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="707" height="537" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/escolerre.jpg?fit=707%2C537&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/escolerre.jpg?w=707&amp;ssl=1 707w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/escolerre.jpg?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/escolerre.jpg?resize=150%2C114&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/escolerre.jpg?resize=400%2C304&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px" /> <p><em>Documento publicado no DOU está vinculado ao mesmo pregão de 7.470 ônibus em 13 modelos acompanhado pelo <strong>Diário do Transporte</strong>; extrato não revela quantos veículos estão incluídos no contrato</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) fechou com a Volkswagen Truck &amp; Bus um contrato de R$ 170,83 milhões para a compra, pela União, de ônibus escolares que posteriormente serão doados a estados, Distrito Federal e municípios para o transporte diário de alunos das redes públicas. O documento foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, e tem vigência até fevereiro de 2027.</p>
<p>A conferência feita pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> confirma que o contrato é, sim, relacionado ao atual ciclo do Caminho da Escola que o site acompanha desde as primeiras fases da concorrência. O extrato cita exatamente o Pregão Eletrônico nº 90004/2026, mesmo certame do FNDE previsto para até 7.470 ônibus escolares distribuídos em 13 itens. O documento desta quinta-feira não traz quantos desses veículos e quais modelos fazem parte especificamente do contrato de R$ 170,8 milhões com a Volkswagen.</p>
<p><strong>PREGÃO DO CICLO DE 7.470 ÔNIBUS</strong></p>
<p>O contrato do Diário Oficial informa como origem o Pregão Eletrônico 90004/2026, realizado pela unidade compradora 153173, que é o FNDE. O processo oficial da licitação disponibilizado pelo próprio Fundo usa exatamente estes mesmos dados e define o objeto como registro nacional de preços para futura e eventual aquisição de ônibus escolares pelo FNDE, estados, Distrito Federal e municípios.</p>
<p>É também a mesma contratação identificada no sistema Compras.gov.br pelo código 15317305900042026, indicado pelo link de acompanhamento do certame. O documento do PNCP ligado à concorrência confirma a unidade compradora 153173, o edital 90004/2026 e o mesmo objeto.</p>
<p>Ou seja: o contrato de R$ 170.834.100 publicado agora não pertence a uma compra anterior nem a outro pregão de ônibus escolares. Ele deriva do ciclo de 2026 acompanhado pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>.</p>
<p>O contrato foi assinado em 21 de agosto de 2026 e tem vigência entre 21 de agosto de 2026 e 21 de fevereiro de 2027. A contratada é a Volkswagen Truck &amp; Bus Indústria e Comércio de Veículos Ltda., CNPJ 06.020.318/0001-10.</p>
<p><strong>CICLO COMPLETO PREVÊ 7.470 ÔNIBUS EM 13 ITENS</strong></p>
<p>O atual pregão foi estruturado para um volume máximo de 7.470 ônibus escolares, distribuídos entre modelos rurais e urbanos acessíveis, com diferentes portes, transmissões e características operacionais. A documentação oficial do PNCP confirma as quantidades do certame, enquanto os cadernos técnicos do FNDE abrangem as famílias ORE 1, ORE 2, ORE 3, ORE 1 4&#215;4, ORE Zero e os ONUREA de piso alto e piso baixo.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em abril, as 7.470 unidades foram divididas em 13 itens:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Item</strong></td>
<td><strong>Tipo</strong></td>
<td><strong>Quantidade</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>1</td>
<td>ORE 1 – transmissão mecânica</td>
<td>1.700</td>
</tr>
<tr>
<td>2</td>
<td>ORE 2 – transmissão mecânica</td>
<td>2.000</td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td>ORE 3 – transmissão mecânica</td>
<td>2.100</td>
</tr>
<tr>
<td>4</td>
<td>ORE Zero 4&#215;4 – transmissão mecânica</td>
<td>260</td>
</tr>
<tr>
<td>5</td>
<td>ORE 1 4&#215;4 – transmissão mecânica</td>
<td>380</td>
</tr>
<tr>
<td>6</td>
<td>ONUREA Piso Alto – transmissão mecânica</td>
<td>400</td>
</tr>
<tr>
<td>7</td>
<td>ONUREA Piso Baixo – transmissão mecânica</td>
<td>200</td>
</tr>
<tr>
<td>8</td>
<td>ORE 1 – transmissão automática</td>
<td>130</td>
</tr>
<tr>
<td>9</td>
<td>ORE 2 – transmissão automática</td>
<td>120</td>
</tr>
<tr>
<td>10</td>
<td>ORE 3 – transmissão automática</td>
<td>120</td>
</tr>
<tr>
<td>11</td>
<td>ORE 1 4&#215;4 – transmissão automática</td>
<td>20</td>
</tr>
<tr>
<td>12</td>
<td>ONUREA Piso Alto – transmissão automática</td>
<td>20</td>
</tr>
<tr>
<td>13</td>
<td>ONUREA Piso Baixo – transmissão automática</td>
<td>20</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td></td>
<td>7.470</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>ORE significa Ônibus Rural Escolar. ONUREA é Ônibus Urbano Escolar Acessível.</p>
<p>O fato de o limite global do pregão ser de 7.470 veículos não significa que todos serão comprados de uma só vez, nem que o contrato agora publicado com a Volkswagen contemple todo esse volume. O próprio objeto do certame é de registro nacional para compras futuras e eventuais, e o extrato de R$ 170,8 milhões não discrimina quantidade, item ou configuração contratada.</p>
<p><strong>VOLKSWAGEN HAVIA FICADO EM PRIMEIRO PELO PREÇO PARA 6.590 DOS 7.470 ÔNIBUS, MAS ISSO NÃO SIGNIFICAVA CONTRATO AUTOMÁTICO</strong></p>
<p>Na sessão de ofertas de abril de 2026, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou em primeira mão que a Volkswagen ficou classificada com as melhores propostas de preço em oito dos 13 itens. Naquele estágio da concorrência, esses lotes correspondiam a 6.590 ônibus, ou 88,22% do volume máximo previsto. A Marcopolo aparecia em quatro itens, somando 620 veículos, e a Agrale em um item de 260 unidades.</p>
<p>A distinção entre classificação pelo preço e contratação efetiva é essencial. Depois dos lances ainda havia análise documental, avaliação de exequibilidade, apresentação e verificação de protótipos, habilitação, recursos, homologação e demais etapas. O próprio FNDE mantém em sua página oficial a documentação dessas diferentes fases.</p>
<p>Por isso, os 6.590 ônibus associados à Volkswagen na classificação de abril não devem ser apresentados como a quantidade efetivamente adquirida da montadora. O contrato publicado agora é um novo marco concreto do processo, mas, sozinho, não permite estabelecer o número de unidades.</p>
<p><strong>TCU SUSPENDEU O MAIOR ITEM E VOLKSWAGEN DISSE AO DIÁRIO DO TRANSPORTE QUE VIA QUESTIONAMENTO COM “NATURALIDADE”</strong></p>
<p>O andamento não ocorreu sem contestações. Em maio, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> revelou que o TCU (Tribunal de Contas da União) havia determinado a suspensão do item 2, de 2.000 ônibus ORE 2, após questionamento que apontava possível prejuízo de aproximadamente R$ 30 milhões. O FNDE retomou os demais procedimentos enquanto aquele lote permanecia sob análise.</p>
<p>Em 8 de junho de 2026, o vice-presidente de Vendas, Marketing e Serviços da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Ricardo Alouche, falou sobre o assunto em entrevista a Adamo Bazani, do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>. O executivo disse que a fabricante recebia com naturalidade os questionamentos inerentes a uma compra pública deste porte e demonstrou confiança no avanço dos itens nos quais a empresa havia sido classificada. Naquele momento, ressaltou também que ainda não havia contratos assinados e que a montadora aguardaria essa etapa antes de detalhar os negócios decorrentes da licitação.</p>
<p>A publicação desta quinta-feira mostra que pelo menos uma contratação direta entre FNDE e Volkswagen efetivamente passou à fase contratual, no valor de R$ 170,834 milhões.</p>
<p>O extrato, entretanto, não identifica o item correspondente. Por esta razão, a publicação não permite concluir que este contrato envolva o item 2 que foi alvo do questionamento do TCU. Também não permite dizer que a questão daquele lote esteja solucionada apenas com base neste documento.</p>
<p><strong>FNDE JÁ PUBLICOU ATA NACIONAL DA VOLKSWAGEN PARA ORE 1 E ONUREA DE PISO ALTO</strong></p>
<p>Há outro avanço recente do mesmo pregão. Em 1º de setembro de 2026, o FNDE disponibilizou a Ata de Registro de Preços nº 09/2026, tendo a Volkswagen Truck &amp; Bus como fornecedora.</p>
<p>A ata tem abrangência nacional, vigência de 31 de agosto de 2026 a 31 de agosto de 2027 e contempla eventual aquisição de Ônibus Rural Escolar ORE 1 e Ônibus Urbano Escolar Acessível ONUREA de piso alto.</p>
<p>O instrumento, no entanto, deve ser tratado separadamente do contrato de R$ 170,8 milhões publicado no DOU. A existência da ata mostra a evolução do mesmo pregão, mas os documentos disponíveis não autorizam concluir que o valor do Contrato 357/2026 corresponda necessariamente e exclusivamente aos veículos da Ata 09/2026.</p>
<p>O FNDE também já relaciona como vigentes outras atas originadas da licitação, referentes a diferentes tipos de ônibus escolares.</p>
<p><strong>CONTRATO PREVÊ ÔNIBUS COMPRADOS PELA UNIÃO E DEPOIS DOADOS</strong></p>
<p>Há ainda uma característica importante no documento desta quinta-feira. O objeto não é simplesmente a disponibilização de uma ata para que prefeituras e governos façam adesões. O extrato diz expressamente que se trata da aquisição dos ônibus “pela União”, para posterior doação aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, com utilização no transporte escolar diário dos estudantes da rede pública.</p>
<p>Esta modalidade convive com o modelo de registro nacional de preços que permite aquisições pelos entes públicos de acordo com os mecanismos do Caminho da Escola.</p>
<p>Criado em 2007, o programa federal tem como finalidade renovar e padronizar veículos destinados principalmente ao atendimento de estudantes que enfrentam dificuldades de acesso às escolas, em especial nas áreas rurais. As compras públicas de ônibus escolares têm peso expressivo também para a indústria brasileira de ônibus.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> continuará acompanhando a execução deste ciclo e os desdobramentos das atas e contratos para identificar, assim que a documentação detalhada estiver disponível, quantas unidades e quais modelos estão compreendidos nos R$ 170,8 milhões agora contratados.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Congonhas terá ponto de táxi ampliado para 52 vagas e uso de mais 100 no bolsão; Câmara discute impactos da expansão do aeroporto</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/03/congonhas-tera-ponto-de-taxi-ampliado-para-52-vagas-e-uso-de-mais-100-no-bolsao-camara-discute-impactos-da-expansao-do-aeroporto/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/03/congonhas-tera-ponto-de-taxi-ampliado-para-52-vagas-e-uso-de-mais-100-no-bolsao-camara-discute-impactos-da-expansao-do-aeroporto/#comments</comments>
    <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 09:31:23 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Prefeitura autoriza operação compartilhada entre táxis comuns, elétricos, híbridos, acessíveis e especiais; Comissão de Trânsito analisa nesta quinta (3) pedido de audiência sobre aumento de voos, novo terminal, funcionamento após as 23h e reflexos na mobilidade ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo ampliou a estrutura destinada aos táxis no Aeroporto de Congonhas, na zona [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/images.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/images.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/images.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/images.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/images.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> <p data-start="133" data-end="395"><em>Prefeitura autoriza operação compartilhada entre táxis comuns, elétricos, híbridos, acessíveis e especiais; Comissão de Trânsito analisa nesta quinta (3) pedido de audiência sobre aumento de voos, novo terminal, funcionamento após as 23h e reflexos na mobilidade</em></p>
<p data-start="397" data-end="415"><em data-start="397" data-end="415"><strong data-start="398" data-end="414">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="417" data-end="1023">A Prefeitura de São Paulo ampliou a estrutura destinada aos táxis no Aeroporto de Congonhas, na zona sul, elevando para 52 o número de vagas físicas do principal ponto da categoria comum e permitindo ainda que os permissionários utilizem outras 100 vagas do bolsão de estacionamento do aeroporto. A operação poderá ser compartilhada com táxis elétricos e híbridos, acessíveis e da categoria especial. A mudança foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, e depende da implantação da sinalização para entrar efetivamente em funcionamento.</p>
<p data-start="1025" data-end="1687">A ampliação ocorre no mesmo dia em que a Comissão de Trânsito, Transporte, Mobilidade Urbana e Atividade Econômica da Câmara Municipal de São Paulo analisa um pedido de audiência pública para discutir os impactos do crescimento das operações de Congonhas. O requerimento, apresentado pelo vereador Nabil Bonduki (PT), cita aumento de voos, construção de um novo terminal, possibilidade de operações depois das 23h, impactos sobre os bairros do entorno e a necessidade de discutir soluções de transporte e infraestrutura para atender à expansão do aeroporto. A reunião da comissão está marcada para as 14h desta quinta-feira.</p>
<p data-start="1689" data-end="2080">As duas publicações mostram, por caminhos diferentes, como as mudanças previstas para Congonhas começam a repercutir sobre a mobilidade da região: enquanto o Executivo reorganiza e amplia a oferta para táxis, o Legislativo municipal pretende aprofundar o debate sobre os efeitos do aumento da movimentação do aeroporto sobre circulação, transporte público, infraestrutura urbana e moradores.</p>
<h3 data-section-id="dgczl" data-start="2082" data-end="2156">Ponto passa a ter sete segmentos e capacidade calculada para 468 táxis</h3>
<p data-start="2158" data-end="2289">A determinação do Departamento de Transportes Públicos (DTP) amplia o Ponto Privativo nº 606, destinado a táxis da categoria comum.</p>
<p data-start="2291" data-end="2408">A estrutura passa a ser distribuída por sete segmentos, alguns dentro do próprio aeroporto e outros em vias próximas.</p>
<p data-start="2410" data-end="2601">No piso superior de Congonhas, haverá três áreas: uma com 10 vagas, outra com três e uma terceira com oito. No piso inferior, outra área terá três vagas.</p>
<p data-start="2603" data-end="2828">Também estão previstas oito vagas na Rua Estevão Baião, 12 na Rua Sapoti e oito na Avenida da Invernada. Somadas, as áreas têm 259 metros de extensão e capacidade física para 52 veículos.</p>
<p data-start="2830" data-end="3177">O DTP adotou índice de rotatividade de nove carros por vaga, o que corresponde a uma capacidade operacional calculada em 468 táxis vinculados ao ponto. Isso não significa que haverá 468 automóveis estacionados simultaneamente: o número resulta da rotatividade estabelecida pelo órgão para as 52 vagas físicas.</p>
<p data-start="3179" data-end="3430">Além disso, os permissionários ficam autorizados a utilizar 100 vagas existentes no bolsão de estacionamento do aeroporto. Essas vagas adicionais não foram consideradas no cálculo de rotatividade dos 468 veículos.</p>
<h3 data-section-id="v98at7" data-start="3432" data-end="3515">Elétricos, híbridos, acessíveis e táxis especiais poderão compartilhar operação</h3>
<p data-start="3517" data-end="3645">Outra mudança é a autorização para que a gestão e a operação sejam feitas de maneira compartilhada entre diferentes modalidades.</p>
<p data-start="3647" data-end="3868">A medida envolve o Ponto Privativo 606, de táxis comuns; o Ponto Livre 0001 TC, destinado a veículos elétricos e híbridos; o Ponto Livre Táxi Acessível; e o Ponto Livre Táxi Especial.</p>
<p data-start="3870" data-end="4020">Na prática, a decisão procura integrar as diferentes categorias que atendem Congonhas dentro da reorganização operacional estabelecida pelo município.</p>
<p data-start="4022" data-end="4263">A nova configuração começa a valer após a publicação e a implantação das sinalizações horizontal e vertical correspondentes. A portaria também substitui regras estabelecidas em maio de 2026 para o ponto.</p>
<h3 data-section-id="rpdhgm" data-start="4265" data-end="4332">Câmara analisa audiência para discutir crescimento do aeroporto</h3>
<p data-start="4334" data-end="4536">Enquanto a Prefeitura reorganiza os táxis, a Comissão de Trânsito da Câmara Municipal incluiu na pauta desta quinta-feira um requerimento para realização de audiência pública específica sobre Congonhas.</p>
<p data-start="4538" data-end="4721">O pedido é do vereador Nabil Bonduki e ainda precisa ser analisado pela comissão. Portanto, a publicação no Diário Oficial não significa que a audiência já esteja aprovada ou marcada.</p>
<p data-start="4723" data-end="4959">Na justificativa, o parlamentar menciona o aumento recente do número de voos e afirma que a ampliação das operações tem provocado impactos sobre a população do entorno, entre eles a poluição sonora.</p>
<p data-start="4961" data-end="5244">Bonduki também cita dispositivos do Plano Diretor Estratégico que tratam da necessidade de Plano de Transporte e de Infraestrutura Aeroviária e de estudos ambientais e de impacto de vizinhança para instalação, reforma ou ampliação de aeródromos.</p>
<h3 data-section-id="1go3ff6" data-start="5246" data-end="5340">Novo terminal, mais pousos e decolagens e possível operação depois das 23h estão no debate</h3>
<p data-start="5342" data-end="5522">No requerimento, o vereador relaciona a discussão à concessão de Congonhas e afirma que estão previstas ampliação do número de pousos e decolagens e construção de um novo terminal.</p>
<p data-start="5524" data-end="5834">O documento também menciona pedido de empresas aéreas para flexibilização dos horários de pousos e decolagens para além das 23h. Esses pontos aparecem como fundamentos apresentados pelo autor do requerimento e deverão ser objeto do debate caso a audiência seja aprovada.</p>
<p data-start="5836" data-end="6085">O texto ainda relaciona a situação à oferta de alternativas de transporte regional, reforçando que a discussão não está limitada ao ruído provocado pelas aeronaves, mas envolve também o acesso ao aeroporto e os efeitos sobre o sistema de mobilidade.</p>
<p data-start="6087" data-end="6311">A proposta é debater a eventual flexibilização dos horários em contraponto às regras municipais e buscar medidas capazes de reduzir os impactos provocados pelas operações de Congonhas.</p>
<h3 data-section-id="1p1xj4q" data-start="6313" data-end="6376">SMT, Aena, Anac e Decea estão entre os convidados propostos</h3>
<p data-start="6378" data-end="6474">Caso o requerimento seja aprovado, a audiência ainda terá data e local definidos posteriormente.</p>
<p data-start="6476" data-end="6675">Bonduki propõe convidar representantes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento e Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.</p>
<p data-start="6677" data-end="6910">A lista inclui também a concessionária Aena, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.</p>
<p data-start="6912" data-end="7272">Também são citadas diversas organizações de moradores de regiões próximas ao aeroporto, entre elas Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto de Congonhas, Viva Moema, Associação de Moradores da Vila Mariana, Sociedade dos Amigos do Planalto Paulista e entidades de Vila Nova Conceição, Paraíso e Jardim Lusitânia.</p>
<p data-start="7274" data-end="7518">A reunião ordinária da Comissão de Trânsito, Transporte, Mobilidade Urbana e Atividade Econômica está prevista para começar às 14h, no Salão Nobre Presidente João Brasil Vita e também em ambiente virtual.</p>
<p data-start="7520" data-end="7691">O <strong data-start="7522" data-end="7548"><em data-start="7524" data-end="7546">Diário do Transporte</em></strong> acompanha os desdobramentos da expansão de Congonhas e os reflexos previstos para o transporte e a mobilidade urbana da zona sul de São Paulo.</p>
<p data-start="7693" data-end="7752" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="7693" data-end="7752" data-is-last-node=""><strong data-start="7694" data-end="7751">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Governo Federal publica contrato de US$ 248,3 milhões do Banco Mundial para ônibus elétricos de São Paulo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/03/governo-federal-publica-contrato-de-us-2483-milhoes-do-banco-mundial-para-onibus-eletricos-de-sao-paulo/</link>
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    <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 09:01:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Documento no Diário Oficial também formaliza contragarantia da Prefeitura à União; operação integra pacote de US$ 496,6 milhões com BIRD e BID para cerca de 1,1 mil coletivos e foi revelada em primeira mão pelo Diário do Transporte ainda em 2023 ADAMO BAZANI O Governo Federal publicou nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, o [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="794" height="555" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/emetrar.jpg?fit=794%2C555&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/emetrar.jpg?w=794&amp;ssl=1 794w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/emetrar.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/emetrar.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/emetrar.jpg?resize=768%2C537&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/emetrar.jpg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 794px) 100vw, 794px" /> <p data-start="109" data-end="354"><em>Documento no Diário Oficial também formaliza contragarantia da Prefeitura à União; operação integra pacote de US$ 496,6 milhões com BIRD e BID para cerca de 1,1 mil coletivos e foi revelada em primeira mão pelo Diário do Transporte ainda em 2023</em></p>
<p data-start="356" data-end="374"><em data-start="356" data-end="374"><strong data-start="357" data-end="373">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="376" data-end="915">O Governo Federal publicou nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, o contrato de empréstimo de US$ 248,3 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento), instituição do Grupo Banco Mundial, para a eletrificação da frota municipal de ônibus. A União é garantidora da operação, que foi efetivamente celebrada em 25 de agosto, depois de uma longa tramitação que passou pelo Senado e por um impasse entre as administrações municipal e federal.</p>
<p data-start="917" data-end="1586">A mesma edição do Diário Oficial da União também publica o contrato pelo qual São Paulo oferece contragarantias ao Governo Federal. O financiamento do BIRD se soma a outros US$ 248,3 milhões já contratados com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), elevando a US$ 496,6 milhões o pacote internacional destinado à eletrificação e modernização do transporte por ônibus. Segundo a Prefeitura, as duas operações têm capacidade financeira para apoiar aproximadamente 1,1 mil coletivos elétricos, embora isso não signifique que essa quantidade de veículos já esteja comprada ou contratada.</p>
<p data-start="1588" data-end="2066">O <em data-start="1590" data-end="1616"><strong data-start="1591" data-end="1615">Diário do Transporte</strong></em> foi o primeiro veículo de comunicação profissional a abordar esta operação, ainda na fase inicial. Em 5 de junho de 2023, o site revelou em primeira mão que a Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos) havia aprovado a estrutura que abriria caminho para aproximadamente US$ 500 milhões — posteriormente consolidados em US$ 496,6 milhões — do BID e do Banco Mundial para a eletrificação dos ônibus paulistanos.</p>
<p data-start="2068" data-end="2412">Mais de três anos depois, em agosto de 2026, o <em data-start="2115" data-end="2141"><strong data-start="2116" data-end="2140">Diário do Transporte</strong></em> também foi o primeiro veículo a revelar o impasse que chegou a ameaçar o cronograma dos financiamentos, acompanhando as operações até a liberação das garantias pela União e, agora, a publicação federal do contrato propriamente dito.</p>
<h2 data-section-id="jl0sof" data-start="2414" data-end="2467">AGORA É O CONTRATO DE EMPRÉSTIMO PROPRIAMENTE DITO</h2>
<p data-start="2469" data-end="2568">A publicação desta quinta-feira representa uma diferença importante em relação aos atos anteriores.</p>
<p data-start="2570" data-end="2733">Não se trata apenas de uma autorização para São Paulo buscar o financiamento, de uma resolução do Senado ou de um despacho permitindo que a União conceda garantia.</p>
<p data-start="2735" data-end="2901">A PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) publicou o extrato do Contrato nº 9821-BR, identificado formalmente como contrato de empréstimo externo e de garantia.</p>
<p data-start="2903" data-end="3058">O documento estabelece como finalidade o financiamento do “Programa de Redução da Emissão de Gases Poluentes por meio da Eletrificação da Frota de Ônibus”.</p>
<p data-start="3060" data-end="3251">As partes são o Município de São Paulo e o BIRD. A República Federativa do Brasil aparece expressamente como garantidora. O valor é de US$ 248,3 milhões.</p>
<p data-start="3253" data-end="3302">O contrato foi celebrado em 25 de agosto de 2026.</p>
<p data-start="3304" data-end="3588">Assinaram o instrumento o secretário municipal da Fazenda, Luis Felipe Vidal Arellano, por São Paulo; Cécile Fruman, representante do Banco Mundial no Brasil, pelo BIRD; e a procuradora da Fazenda Nacional Ana Lúcia Gatto de Oliveira, pela União.</p>
<p data-start="3590" data-end="3852">A Prefeitura já havia informado em 1º de setembro que a operação estava formalizada. A novidade desta quinta-feira é a publicação do extrato pela própria União no Diário Oficial federal, ao lado da respectiva contragarantia.</p>
<h2 data-section-id="1uzscyr" data-start="3854" data-end="3898">CONTRAGARANTIA DO BIRD TAMBÉM É PUBLICADA</h2>
<p data-start="3900" data-end="4035">Logo antes do contrato de empréstimo, o Diário Oficial publica o instrumento de contragarantia relacionado exatamente à mesma operação.</p>
<p data-start="4037" data-end="4148">É o Contrato nº 1500/2026/PFN, de vinculação de receitas e cessão e transferência de crédito em contragarantia.</p>
<p data-start="4150" data-end="4324">O documento se refere ao financiamento de US$ 248,3 milhões com o Banco Mundial e ao mesmo programa de eletrificação da frota de ônibus.</p>
<p data-start="4326" data-end="4373">O Banco do Brasil participa como interveniente.</p>
<p data-start="4375" data-end="4666">Na estrutura desse tipo de financiamento, funciona da seguinte maneira: o Município contrata o dinheiro com o organismo internacional; a União garante ao banco que a dívida será honrada; e São Paulo, por sua vez, oferece garantias ao Governo Federal caso a União tenha de assumir pagamentos.</p>
<p data-start="4668" data-end="4720">Também este documento foi celebrado em 25 de agosto.</p>
<p data-start="4722" data-end="4900">Assinaram Ana Lúcia Gatto de Oliveira, pela União; Luis Felipe Vidal Arellano, pelo Município; e Ricardo Bacci Acunha, pelo Banco do Brasil.</p>
<p data-start="4902" data-end="5114">É uma etapa equivalente à que já havia sido publicada para a operação de US$ 248,3 milhões com o BID, conforme mostrou o <em data-start="5023" data-end="5049"><strong data-start="5024" data-end="5048">Diário do Transporte</strong></em> em 28 de agosto de 2026.</p>
<h2 data-section-id="9n0ns5" data-start="5116" data-end="5177">DOIS BANCOS EMPRESTAM US$ 496,6 MILHÕES PARA ELETRIFICAÇÃO</h2>
<p data-start="5179" data-end="5279">O programa possui duas operações internacionais separadas, apesar de terem exatamente o mesmo valor:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer TyagGW_tableContainerWithTableOfContents">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="5281" data-end="5594">
<thead data-start="5281" data-end="5317">
<tr data-start="5281" data-end="5317">
<th class="last:pe-10" data-start="5281" data-end="5295" data-col-size="sm">Instituição</th>
<th class="last:pe-10" data-start="5295" data-end="5303" data-col-size="sm">Valor</th>
<th class="last:pe-10" data-start="5303" data-end="5317" data-col-size="md">Finalidade</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="5333" data-end="5594">
<tr data-start="5333" data-end="5431">
<td data-start="5333" data-end="5354" data-col-size="sm">BIRD/Banco Mundial</td>
<td data-start="5354" data-end="5374" data-col-size="sm">US$ 248,3 milhões</td>
<td data-start="5374" data-end="5431" data-col-size="md">Eletrificação e modernização do transporte por ônibus</td>
</tr>
<tr data-start="5432" data-end="5515">
<td data-start="5432" data-end="5438" data-col-size="sm">BID</td>
<td data-start="5438" data-end="5458" data-col-size="sm">US$ 248,3 milhões</td>
<td data-start="5458" data-end="5515" data-col-size="md">Eletrificação e modernização do transporte por ônibus</td>
</tr>
<tr data-start="5516" data-end="5594">
<td data-start="5516" data-end="5528" data-col-size="sm"><strong data-start="5518" data-end="5527">Total</strong></td>
<td data-start="5528" data-end="5552" data-col-size="sm"><strong data-start="5530" data-end="5551">US$ 496,6 milhões</strong></td>
<td data-start="5552" data-end="5594" data-col-size="md"><strong data-start="5554" data-end="5592">Programa de eletrificação da frota</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="5596" data-end="5741">A Prefeitura estima que o conjunto tenha capacidade para apoiar aproximadamente 1,1 mil ônibus elétricos.</p>
<p data-start="5743" data-end="5819">É importante diferenciar capacidade de financiamento de aquisição realizada.</p>
<p data-start="5821" data-end="5973">Os US$ 496,6 milhões não significam que 1,1 mil ônibus já foram encomendados, nem que todo o dinheiro será utilizado exclusivamente para pagar veículos.</p>
<p data-start="5975" data-end="6138">Os programas incluem também modernização da gestão do transporte, soluções tecnológicas, planejamento, monitoramento e outras ações ligadas à transição do sistema.</p>
<h2 data-section-id="20i5rp" data-start="6140" data-end="6216">BIRD DESTINA US$ 243,05 MILHÕES À DESCARBONIZAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DA FROTA</h2>
<p data-start="6218" data-end="6326">A documentação analisada pelo Senado detalhou a divisão prevista para os US$ 248,3 milhões do Banco Mundial.</p>
<p data-start="6328" data-end="6550">A maior parte, US$ 243,05 milhões, é destinada à descarbonização e modernização da frota, incluindo recursos para cobrir o maior investimento inicial exigido pelos ônibus elétricos em comparação com veículos convencionais.</p>
<p data-start="6552" data-end="6641">Outros US$ 3,25 milhões são destinados ao fortalecimento da gestão do transporte público.</p>
<p data-start="6643" data-end="6796">Mais US$ 2 milhões estão previstos para medidas voltadas a um sistema de transporte mais inclusivo e sustentável.</p>
<p data-start="6798" data-end="6804">Assim:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer TyagGW_tableContainerWithTableOfContents">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="6806" data-end="7102">
<thead data-start="6806" data-end="6858">
<tr data-start="6806" data-end="6858">
<th class="last:pe-10" data-start="6806" data-end="6849" data-col-size="md">Aplicação prevista no financiamento BIRD</th>
<th class="last:pe-10" data-start="6849" data-end="6858" data-col-size="sm">Valor</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="6870" data-end="7102">
<tr data-start="6870" data-end="6934">
<td data-start="6870" data-end="6912" data-col-size="md">Descarbonização e modernização da frota</td>
<td data-start="6912" data-end="6934" data-col-size="sm">US$ 243,05 milhões</td>
</tr>
<tr data-start="6935" data-end="7004">
<td data-start="6935" data-end="6984" data-col-size="md">Fortalecimento da gestão do transporte público</td>
<td data-start="6984" data-end="7004" data-col-size="sm">US$ 3,25 milhões</td>
</tr>
<tr data-start="7005" data-end="7064">
<td data-start="7005" data-end="7047" data-col-size="md">Transporte mais inclusivo e sustentável</td>
<td data-start="7047" data-end="7064" data-col-size="sm">US$ 2 milhões</td>
</tr>
<tr data-start="7065" data-end="7102">
<td data-start="7065" data-end="7077" data-col-size="md"><strong data-start="7067" data-end="7076">Total</strong></td>
<td data-start="7077" data-end="7102" data-col-size="sm"><strong data-start="7079" data-end="7100">US$ 248,3 milhões</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="7104" data-end="7488">O Banco Mundial informa que o projeto pretende reduzir emissões, melhorar a qualidade do transporte público e fortalecer a capacidade de gestão da mobilidade urbana. A instituição também estima benefícios diretos para 114 mil usuários do transporte coletivo e para 2,92 milhões de moradores das regiões atendidas pelos corredores eletrificados.</p>
<h2 data-section-id="189zugb" data-start="7490" data-end="7541">EMPRÉSTIMO DO BANCO MUNDIAL TEM PRAZO DE 14 ANOS</h2>
<p data-start="7543" data-end="7654">As condições financeiras aprovadas pelo Senado estabelecem prazo total de 14 anos para o financiamento do BIRD.</p>
<p data-start="7656" data-end="7761">A carência pode chegar a 30 meses e a amortização terá prazo de até 138 meses, com pagamentos semestrais.</p>
<p data-start="7763" data-end="7924">A taxa de juros terá como referência a SOFR, taxa usada internacionalmente para operações em dólar, acrescida da margem variável estabelecida pelo Banco Mundial.</p>
<p data-start="7926" data-end="8244">Também estão previstas comissão de compromisso de 0,25% sobre o saldo ainda não desembolsado, taxa inicial de 0,25% sobre o valor total do empréstimo e acréscimo de 0,5% aos juros em caso de atraso no pagamento. A operação não prevê contrapartida financeira direta do Município.</p>
<h2 data-section-id="1rqvkpn" data-start="8246" data-end="8310">DIÁRIO DO TRANSPORTE REVELOU OPERAÇÃO EM PRIMEIRA MÃO EM 2023</h2>
<p data-start="8312" data-end="8402">A trajetória até a publicação do contrato desta quinta-feira começou há mais de três anos.</p>
<p data-start="8404" data-end="8607">Em 5 de junho de 2023, o <em data-start="8429" data-end="8455"><strong data-start="8430" data-end="8454">Diário do Transporte</strong></em> revelou em primeira mão que a Cofiex havia aprovado a proposta que permitiria a São Paulo buscar recursos do BID e do BIRD para eletrificação da frota.</p>
<p data-start="8609" data-end="8941">Na época, a estrutura era apresentada de forma preliminar como aproximadamente US$ 500 milhões dos dois bancos, mais US$ 125 milhões de contrapartida municipal. A Prefeitura informou posteriormente ao site que os recursos poderiam permitir a aquisição de aproximadamente mil ônibus elétricos.</p>
<p data-start="8943" data-end="9159">Em 21 de junho de 2023, o <em data-start="8969" data-end="8995"><strong data-start="8970" data-end="8994">Diário do Transporte</strong></em> voltou ao tema ao mostrar a publicação no Diário Oficial da União do aval da Cofiex, permitindo que a tramitação avançasse.</p>
<p data-start="9161" data-end="9440">O desenho financeiro sofreu alterações ao longo dos anos. Na estrutura que chegou ao Senado em 2026, os dois empréstimos passaram a ser de US$ 248,3 milhões cada e não há contrapartida financeira municipal formal para essas duas operações.</p>
<h2 data-section-id="tqhunz" data-start="9442" data-end="9518">EM 2026, DIÁRIO DO TRANSPORTE REVELOU QUE FINANCIAMENTOS ESTAVAM EM RISCO</h2>
<p data-start="9520" data-end="9585">A operação voltou ao centro do noticiário em 7 de agosto de 2026.</p>
<p data-start="9587" data-end="9836">Em reportagem exclusiva, o <em data-start="9614" data-end="9640"><strong data-start="9615" data-end="9639">Diário do Transporte</strong></em> revelou documentos nos quais a Prefeitura de São Paulo afirmava que os financiamentos estavam parados na esfera federal e acusava a Casa Civil da Presidência da República de demora na tramitação.</p>
<p data-start="9838" data-end="10197">A gestão do prefeito Ricardo Nunes havia recorrido ao Senado e apresentado representação ao TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo o Município, os processos já estavam tecnicamente avançados no Ministério da Fazenda e os PVLs (Pedidos de Verificação de Limites e Condições) poderiam perder validade em 25 de agosto.</p>
<p data-start="10199" data-end="10280">Os documentos obtidos pelo site mostravam que os dois processos para ônibus eram:</p>
<ul data-start="10282" data-end="10358">
<li data-section-id="ghohoy" data-start="10282" data-end="10312">US$ 248,3 milhões com o BID;</li>
<li data-section-id="192dsjx" data-start="10313" data-end="10358">US$ 248,3 milhões com o BIRD/Banco Mundial.</li>
</ul>
<p data-start="10360" data-end="10427">Somados, US$ 496,6 milhões.</p>
<p data-start="10429" data-end="10690">A Casa Civil disse ao <em data-start="10451" data-end="10477"><strong data-start="10452" data-end="10476">Diário do Transporte</strong></em> que os processos submetidos à análise seguiam os trâmites administrativos e técnicos previstos e seriam encaminhados às etapas seguintes após a conclusão dos procedimentos.</p>
<h2 data-section-id="14tbp4c" data-start="10692" data-end="10745">SENADO APROVOU OS DOIS EMPRÉSTIMOS EM 13 DE AGOSTO</h2>
<p data-start="10747" data-end="10811">A tramitação avançou rapidamente depois da exposição do impasse.</p>
<p data-start="10813" data-end="10977">Em 13 de agosto, o Senado aprovou os dois financiamentos para os ônibus, além de um terceiro empréstimo de US$ 205,3 milhões do BID para o programa Avança Saúde II.</p>
<p data-start="10979" data-end="11129">O <em data-start="10981" data-end="11007"><strong data-start="10982" data-end="11006">Diário do Transporte</strong></em> informou também em primeira mão a aprovação dos empréstimos para a eletrificação.</p>
<p data-start="11131" data-end="11298">No caso do BIRD, a operação chegou ao Senado pela Mensagem nº 40/2026, encaminhada pela Presidência da República, e foi relatada pelo senador Astronauta Marcos Pontes.</p>
<p data-start="11300" data-end="11512">A documentação registra expressamente os US$ 248,3 milhões e a destinação ao Programa de Redução da Emissão de Gases Poluentes por meio da Eletrificação da Frota de Ônibus.</p>
<p data-start="11514" data-end="11765">Em 17 de agosto, as autorizações foram formalizadas no Diário Oficial da União por resoluções promulgadas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, etapa igualmente acompanhada pelo <em data-start="11698" data-end="11724"><strong data-start="11699" data-end="11723">Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<h2 data-section-id="64ooep" data-start="11767" data-end="11822">PREFEITURA AUTORIZOU CONTRAGARANTIAS EM 24 DE AGOSTO</h2>
<p data-start="11824" data-end="12018">Em 24 de agosto, o <em data-start="11843" data-end="11869"><strong data-start="11844" data-end="11868">Diário do Transporte</strong></em> mostrou que a Secretaria Municipal da Fazenda havia autorizado a celebração dos contratos de contragarantia das duas operações de US$ 248,3 milhões.</p>
<p data-start="12020" data-end="12091">Era mais uma providência necessária antes da conclusão dos empréstimos.</p>
<p data-start="12093" data-end="12364">Na ocasião, o site já destacou que a contragarantia não representava o recebimento do dinheiro, mas uma etapa da estrutura em que a União garantiria o financiamento internacional e São Paulo ofereceria garantias ao Governo Federal.</p>
<h2 data-section-id="bi7ebe" data-start="12366" data-end="12430">NUNES FOI AO STJ E UNIÃO LIBEROU GARANTIAS ÀS 22H01 DO DIA 25</h2>
<p data-start="12432" data-end="12520">A disputa chegou ao ponto de o Município recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).</p>
<p data-start="12522" data-end="12680">Em 25 de agosto, São Paulo ingressou com pedido de liminar contra o Ministério da Fazenda para obter a assinatura necessária à garantia federal das operações.</p>
<p data-start="12682" data-end="12813">Era exatamente o dia que a Prefeitura vinha apontando como limite para a validade de procedimentos relacionados aos financiamentos.</p>
<p data-start="12815" data-end="13009">Naquela noite, às 22h01, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, assinou os três despachos que autorizavam as garantias da União: os dois financiamentos de ônibus e o empréstimo destinado à saúde.</p>
<p data-start="13011" data-end="13085">Os documentos foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União.</p>
<p data-start="13087" data-end="13303">O <em data-start="13089" data-end="13115"><strong data-start="13090" data-end="13114">Diário do Transporte</strong></em> revelou a decisão em primeira mão e mostrou que os três financiamentos chegavam a US$ 701,9 milhões, sendo US$ 496,6 milhões destinados aos ônibus.</p>
<p data-start="13305" data-end="13580">A reportagem mostrou ainda que a autorização federal não significava liberação imediata dos recursos: os despachos exigiam previamente a formalização das contragarantias e permaneciam as condições contratuais dos bancos internacionais.</p>
<h2 data-section-id="1o6co4y" data-start="13582" data-end="13639">BID FOI FORMALIZADO PRIMEIRO; AGORA DOU PUBLICA O BIRD</h2>
<p data-start="13641" data-end="13707">A operação com o BID avançou primeiro nas publicações posteriores.</p>
<p data-start="13709" data-end="13891">Em 28 de agosto, o <em data-start="13728" data-end="13754"><strong data-start="13729" data-end="13753">Diário do Transporte</strong></em> mostrou que União e Prefeitura haviam formalizado a contragarantia dos US$ 248,3 milhões do BID.</p>
<p data-start="13893" data-end="14239">Em 31 de agosto, a Prefeitura publicou o contrato de financiamento com o BID. Segundo a administração municipal, essa operação prevê subvenção econômica para aproximadamente 582 ônibus elétricos, além de recursos para gestão, planejamento, ferramentas digitais, estudos técnicos e monitoramento do sistema.</p>
<p data-start="14241" data-end="14367">No dia seguinte, 1º de setembro, a Prefeitura informou a formalização dos outros US$ 248,3 milhões, agora com o Banco Mundial.</p>
<p data-start="14369" data-end="14564">E nesta quinta-feira, 3 de setembro, o Governo Federal publica no DOU tanto a contragarantia quanto o próprio Contrato de Empréstimo nº 9821-BR com o BIRD.</p>
<p data-start="14566" data-end="14753">A sequência fecha uma das principais etapas jurídicas e financeiras de uma operação que começou a ser estruturada em 2023 e foi acompanhada desde o início pelo <em data-start="14726" data-end="14752"><strong data-start="14727" data-end="14751">Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<h2 data-section-id="1r6z8hz" data-start="14755" data-end="14806">DINHEIRO NÃO É EMPRESTADO DIRETAMENTE ÀS VIAÇÕES</h2>
<p data-start="14808" data-end="14895">Outro ponto importante para o passageiro e para o mercado é quem recebe esses recursos.</p>
<p data-start="14897" data-end="15034">O tomador dos empréstimos é o Município de São Paulo. BID e Banco Mundial não estão emprestando diretamente às concessionárias de ônibus.</p>
<p data-start="15036" data-end="15249">A Prefeitura utiliza os recursos dentro do programa de eletrificação e pode estruturar mecanismos de apoio financeiro para reduzir a diferença de investimento entre os ônibus elétricos e os veículos convencionais.</p>
<p data-start="15251" data-end="15416">O financiamento do Banco Mundial prevê justamente recursos para ajudar a cobrir o custo inicial maior dos veículos elétricos.</p>
<p data-start="15418" data-end="15582">Isso também explica por que o valor dos financiamentos não pode ser simplesmente dividido pelo preço de um ônibus para se chegar a uma quantidade exata de veículos.</p>
<p data-start="15584" data-end="15679">Há outros componentes de gestão, tecnologia, planejamento e políticas de mobilidade envolvidos.</p>
<h2 data-section-id="1wst4ni" data-start="15681" data-end="15720">AINDA HÁ CONDIÇÕES PARA O DESEMBOLSO</h2>
<p data-start="15722" data-end="15885">A existência do contrato também não significa que os US$ 248,3 milhões do BIRD tenham sido transferidos integralmente para os cofres municipais nesta quinta-feira.</p>
<p data-start="15887" data-end="16011">Operações dessa natureza possuem cronogramas, metas, condições de efetividade e regras próprias para liberação dos recursos.</p>
<p data-start="16013" data-end="16261">O marco novo é outro: depois da autorização federal, aprovação do Senado, garantia da União e contragarantia municipal, o contrato de empréstimo com o Banco Mundial está formalizado e agora também registrado oficialmente no Diário Oficial da União.</p>
<p data-start="16263" data-end="16424">Para uma operação que chegou a ter seu cronograma colocado em dúvida poucas semanas atrás, a publicação desta quinta-feira marca uma mudança concreta de estágio.</p>
<p data-start="16426" data-end="16660">O <em data-start="16428" data-end="16454"><strong data-start="16429" data-end="16453">Diário do Transporte</strong></em> continuará acompanhando os desembolsos dos financiamentos, os mecanismos de aplicação dos recursos e a quantidade efetiva de novos ônibus elétricos que será viabilizada pelas duas operações internacionais.</p>
<p data-start="16662" data-end="16721" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="16662" data-end="16721" data-is-last-node=""><strong data-start="16663" data-end="16720">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  <item>
    <title>Ministério propõe aumentar etapas de produção no Brasil para baterias de ônibus, carros e outros veículos elétricos e híbridos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/03/ministerio-propoe-aumentar-etapas-de-producao-no-brasil-para-baterias-de-onibus-carros-e-outros-veiculos-eletricos-e-hibridos/</link>
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    <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 08:31:36 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Consulta pública cria sistema crescente de pontos para fabricantes habilitados ao Padis e considera produção de células, BMS, integração dos conjuntos, gerenciamento térmico, testes e investimentos extras em pesquisa ADAMO BAZANI O Governo Federal abriu uma consulta pública para estabelecer novas exigências de produção no Brasil para baterias de íons de lítio e outros acumuladores [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="783" height="558" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/bateria.jpg?fit=783%2C558&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/bateria.jpg?w=783&amp;ssl=1 783w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/bateria.jpg?resize=300%2C214&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/bateria.jpg?resize=150%2C107&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/bateria.jpg?resize=768%2C547&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/bateria.jpg?resize=400%2C285&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 783px) 100vw, 783px" /> <p data-start="14230" data-end="14446"><em>Consulta pública cria sistema crescente de pontos para fabricantes habilitados ao Padis e considera produção de células, BMS, integração dos conjuntos, gerenciamento térmico, testes e investimentos extras em pesquisa</em></p>
<p data-start="14448" data-end="14466"><em data-start="14448" data-end="14466"><strong data-start="14449" data-end="14465">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="14468" data-end="15048">O Governo Federal abriu uma consulta pública para estabelecer novas exigências de produção no Brasil para baterias de íons de lítio e outros acumuladores elétricos fabricados por empresas habilitadas ao Padis. A proposta alcança expressamente baterias de tração para veículos elétricos e híbridos leves e pesados — portanto, também ônibus e caminhões — e cria metas progressivas até 2030, valorizando desde pesquisa e desenvolvimento e software de gerenciamento até a fabricação das próprias células, montagem dos conjuntos e testes finais.</p>
<p data-start="15050" data-end="15689">Pela proposta, uma bateria para tração elétrica ou sistemas de armazenamento de grande porte terá 1.208 pontos possíveis no Processo Produtivo Básico. O fabricante habilitado precisará somar pelo menos 313 pontos em 2026 e 2027, 479 em 2028 e 2029 e 742 a partir de 2030. Isso não significa, entretanto, obrigação de 313, 479 ou 742 etapas, nem corresponde diretamente a um percentual de conteúdo nacional: é um sistema no qual diferentes operações feitas no País recebem pesos distintos e podem ser combinadas para atingir a pontuação mínima de cada período.</p>
<h3 data-section-id="pxzky6" data-start="15691" data-end="15723">AINDA NÃO É REGRA DEFINITIVA</h3>
<p data-start="15725" data-end="15987">A medida aparece no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, como Consulta Pública nº 27 da Secretaria de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).</p>
<p data-start="15989" data-end="16278">O governo está propondo a fixação do PPB, o Processo Produtivo Básico, dos acumuladores classificados nos códigos NCM 8507.60, que abrangem os de íons de lítio, e 8507.80, de outros tipos, quando produzidos no País por empresas habilitadas no Padis.</p>
<p data-start="16280" data-end="16556">Como se trata de consulta pública, as exigências ainda podem sofrer alterações. O texto colocado em discussão prevê que a futura portaria passe a valer na data da publicação, mas essa publicação somente ocorrerá após o processo de consulta e eventual consolidação da proposta.</p>
<p data-start="16558" data-end="16693">Os interessados têm 15 dias, contados da publicação da consulta, para apresentar manifestações.</p>
<h3 data-section-id="215wyg" data-start="16695" data-end="16765">ÔNIBUS ELÉTRICOS ESTÃO EXPRESSAMENTE DENTRO DO ALCANCE DA PROPOSTA</h3>
<p data-start="16767" data-end="16881">O texto não cita especificamente a palavra “ônibus”, mas não deixa dúvida sobre o alcance aos coletivos elétricos.</p>
<p data-start="16883" data-end="17214">A definição oficial engloba acumuladores utilizados na alimentação total ou parcial de sistemas de propulsão baseados em motores elétricos e diz expressamente que são aplicáveis a “veículos elétricos ou híbridos, leves e pesados”. Também entram máquinas, equipamentos e veículos industriais.</p>
<p data-start="17216" data-end="17474">Desta forma, baterias de tração empregadas em ônibus elétricos a bateria, ônibus híbridos e caminhões eletrificados podem estar dentro desse PPB quando se enquadrarem nas classificações fiscais abrangidas e forem fabricadas por empresas habilitadas ao Padis.</p>
<p data-start="17476" data-end="17785">A proposta é mais ampla que o setor automotivo. A mesma categoria contempla acumuladores para BESS, sigla em inglês de Battery Energy Storage System, ou Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias, de aplicação comercial, industrial ou em sistemas de grande escala.</p>
<h3 data-section-id="1fy9ob7" data-start="17787" data-end="17851">FABRICAR A PRÓPRIA CÉLULA É A ATIVIDADE QUE MAIS VALE PONTOS</h3>
<p data-start="17853" data-end="17953">O modelo para baterias de tração e BESS tem 13 grupos de atividades, somando 1.208 pontos possíveis.</p>
<p data-start="17955" data-end="18287">A operação individual de maior peso é a fabricação das células da bateria no País, com 382 pontos. Para receber essa pontuação, a etapa inclui preparação e mistura dos materiais ativos de ânodo e cátodo, deposição, montagem interna, preenchimento com eletrólito, selagem e formação da célula.</p>
<p data-start="18289" data-end="18458">Isso é relevante porque diferencia a efetiva produção das células de uma atividade limitada à importação de células prontas e sua montagem em módulos ou packs no Brasil.</p>
<p data-start="18460" data-end="18719">A segunda maior pontuação isolada está no processamento das placas de circuito impresso do BMS, com 129 pontos. A etapa inclui furação, transferência de imagem, corrosão, acabamento mecânico e teste elétrico das placas.</p>
<p data-start="18721" data-end="19135">Investimentos adicionais em pesquisa, desenvolvimento e inovação podem render até 120 pontos. São previstos 40 pontos para cada ponto percentual adicional de investimento em PD&amp;I, limitado a três pontos percentuais adicionais e ao teto de 120 pontos. Este investimento precisa ser adicional à obrigação mínima que já decorre do Padis.</p>
<h3 data-section-id="1ow1vry" data-start="19137" data-end="19198">COMO FICAM OS 1.208 PONTOS PARA BATERIAS DE TRAÇÃO E BESS</h3>
<p data-start="19200" data-end="19251">A proposta distribui a pontuação da seguinte forma:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer TyagGW_tableContainerWithTableOfContents">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="19253" data-end="20014">
<thead data-start="19253" data-end="19281">
<tr data-start="19253" data-end="19281">
<th class="last:pe-10" data-start="19253" data-end="19271" data-col-size="md">Etapa produtiva</th>
<th class="last:pe-10" data-start="19271" data-end="19281" data-col-size="sm">Pontos</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="19293" data-end="20014">
<tr data-start="19293" data-end="19337">
<td data-start="19293" data-end="19326" data-col-size="md">Investimento adicional em PD&amp;I</td>
<td data-start="19326" data-end="19337" data-col-size="sm">até 120</td>
</tr>
<tr data-start="19338" data-end="19426">
<td data-start="19338" data-end="19420" data-col-size="md">Desenvolvimento, adaptação ou atualização no Brasil do software/firmware do BMS</td>
<td data-start="19420" data-end="19426" data-col-size="sm">30</td>
</tr>
<tr data-start="19427" data-end="19510">
<td data-start="19427" data-end="19504" data-col-size="md">Fabricação das partes metálicas ou plásticas da caixa de proteção e tampas</td>
<td data-start="19504" data-end="19510" data-col-size="sm">73</td>
</tr>
<tr data-start="19511" data-end="19571">
<td data-start="19511" data-end="19564" data-col-size="md">Processamento e testes elétricos das placas do BMS</td>
<td data-start="19564" data-end="19571" data-col-size="sm">129</td>
</tr>
<tr data-start="19572" data-end="19634">
<td data-start="19572" data-end="19628" data-col-size="md">Montagem e soldagem dos componentes nas placas do BMS</td>
<td data-start="19628" data-end="19634" data-col-size="sm">94</td>
</tr>
<tr data-start="19635" data-end="19678">
<td data-start="19635" data-end="19671" data-col-size="md">Fabricação das células de bateria</td>
<td data-start="19671" data-end="19678" data-col-size="sm">382</td>
</tr>
<tr data-start="19679" data-end="19716">
<td data-start="19679" data-end="19710" data-col-size="md">Testes elétricos das células</td>
<td data-start="19710" data-end="19716" data-col-size="sm">17</td>
</tr>
<tr data-start="19717" data-end="19777">
<td data-start="19717" data-end="19771" data-col-size="md">Configuração e integração do conjunto eletroquímico</td>
<td data-start="19771" data-end="19777" data-col-size="sm">95</td>
</tr>
<tr data-start="19778" data-end="19818">
<td data-start="19778" data-end="19812" data-col-size="md">Integração do BMS ao acumulador</td>
<td data-start="19812" data-end="19818" data-col-size="sm">83</td>
</tr>
<tr data-start="19819" data-end="19874">
<td data-start="19819" data-end="19868" data-col-size="md">Montagem e integração do gerenciamento térmico</td>
<td data-start="19868" data-end="19874" data-col-size="sm">53</td>
</tr>
<tr data-start="19875" data-end="19926">
<td data-start="19875" data-end="19920" data-col-size="md">Teste de estanqueidade do circuito térmico</td>
<td data-start="19920" data-end="19926" data-col-size="sm">12</td>
</tr>
<tr data-start="19927" data-end="19964">
<td data-start="19927" data-end="19958" data-col-size="md">Montagem final do acumulador</td>
<td data-start="19958" data-end="19964" data-col-size="sm">60</td>
</tr>
<tr data-start="19965" data-end="19987">
<td data-start="19965" data-end="19981" data-col-size="md">Testes finais</td>
<td data-start="19981" data-end="19987" data-col-size="sm">60</td>
</tr>
<tr data-start="19988" data-end="20014">
<td data-start="19988" data-end="20005" data-col-size="md">Total possível</td>
<td data-start="20005" data-end="20014" data-col-size="sm">1.208</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="20016" data-end="20055">
<p data-start="20057" data-end="20310">A integração do conjunto eletroquímico, que vale 95 pontos, pode envolver agrupamento, interconexão, isolamento, fixação, colagem, compressão ou prensagem das células ou módulos, conforme a arquitetura da bateria.</p>
<p data-start="20312" data-end="20536">A integração do BMS rende outros 83 pontos e compreende a instalação e conexão das unidades eletrônicas, sensores, interfaces de comunicação e dispositivos de monitoramento e proteção.</p>
<p data-start="20538" data-end="20881">Já o gerenciamento térmico, fundamental especialmente em baterias automotivas de maior capacidade, pode render 53 pontos pela montagem e integração dos componentes de refrigeração, aquecimento, condução ou dissipação de calor. Há mais 12 pontos pelo teste de estanqueidade do circuito, quando aplicável.</p>
<p data-start="20883" data-end="21238">A montagem final da bateria vale 60 pontos e deve compreender a instalação dos conjuntos de células, módulos ou submódulos no invólucro, integração dos sistemas elétricos, interconexões, proteções e partes mecânicas e estruturais, seguida pelo fechamento do produto. Outros 60 pontos correspondem aos testes finais.</p>
<h3 data-section-id="1f5hfqz" data-start="21240" data-end="21280">EXIGÊNCIA CRESCE FORTEMENTE ATÉ 2030</h3>
<p data-start="21282" data-end="21391">Apesar de existirem 1.208 pontos possíveis, o fabricante não precisará inicialmente executar todas as etapas.</p>
<p data-start="21393" data-end="21423">A pontuação mínima proposta é:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer TyagGW_tableContainerWithTableOfContents">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="21425" data-end="21601">
<thead data-start="21425" data-end="21492">
<tr data-start="21425" data-end="21492">
<th class="last:pe-10" data-start="21425" data-end="21435" data-col-size="sm">Período</th>
<th class="last:pe-10" data-start="21435" data-end="21454" data-col-size="sm">Pontuação mínima</th>
<th class="last:pe-10" data-start="21454" data-end="21492" data-col-size="sm">Parcela dos 1.208 pontos possíveis</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="21509" data-end="21601">
<tr data-start="21509" data-end="21538">
<td data-start="21509" data-end="21523" data-col-size="sm">2026 e 2027</td>
<td data-start="21523" data-end="21529" data-col-size="sm">313</td>
<td data-start="21529" data-end="21538" data-col-size="sm">25,9%</td>
</tr>
<tr data-start="21539" data-end="21568">
<td data-start="21539" data-end="21553" data-col-size="sm">2028 e 2029</td>
<td data-start="21553" data-end="21559" data-col-size="sm">479</td>
<td data-start="21559" data-end="21568" data-col-size="sm">39,7%</td>
</tr>
<tr data-start="21569" data-end="21601">
<td data-start="21569" data-end="21586" data-col-size="sm">2030 em diante</td>
<td data-start="21586" data-end="21592" data-col-size="sm">742</td>
<td data-start="21592" data-end="21601" data-col-size="sm">61,4%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="21603" data-end="21642">
<p data-start="21644" data-end="21896">Esses percentuais servem apenas para mostrar a proporção entre a pontuação mínima e o total de pontos disponíveis no PPB. Eles não devem ser interpretados como “percentual de componentes brasileiros” nem como índice direto de nacionalização da bateria.</p>
<p data-start="21898" data-end="22096">A empresa poderá atingir a meta por diferentes combinações de etapas, desde que sejam observadas as condições do processo produtivo e a pontuação reconhecida para cada atividade realizada no Brasil.</p>
<p data-start="22098" data-end="22355">O desenho cria, portanto, um aumento escalonado das exigências. Uma empresa que consiga cumprir a meta de 313 pontos no início do regime terá de elevar sua pontuação para 479 e, posteriormente, para 742 se quiser continuar atendendo ao PPB a partir de 2030.</p>
<h3 data-section-id="1r5npvn" data-start="22357" data-end="22448">SOFTWARE IMPORTADO APENAS INSTALADO NO BRASIL NÃO VAI CONTAR COMO DESENVOLVIMENTO LOCAL</h3>
<p data-start="22450" data-end="22600">A proposta estabelece uma trava específica para evitar que a simples instalação de programas prontos seja contabilizada como desenvolvimento nacional.</p>
<p data-start="22602" data-end="22818">Não será considerada, isoladamente, a gravação, instalação, carregamento, reprodução ou atualização automática de software ou firmware integralmente desenvolvido por terceiros.</p>
<p data-start="22820" data-end="22978">Para que uma adaptação ou atualização do BMS conte na pontuação, ela deverá representar uma atividade técnica realizada no Brasil e específica para o produto.</p>
<p data-start="22980" data-end="23273">O trabalho precisa resultar na implementação ou alteração de funções relacionadas a monitoramento, proteção, balanceamento das células, comunicação, diagnóstico ou controle operacional da bateria. Além disso, a atividade deve ser documentada e validada.</p>
<p data-start="23275" data-end="23586">O BMS é o sistema eletrônico responsável por acompanhar e gerenciar parâmetros fundamentais do conjunto de baterias, como tensões, temperaturas, estado das células, proteção contra condições anormais e balanceamento, tendo papel importante na segurança, desempenho e durabilidade de sistemas de tração elétrica.</p>
<h3 data-section-id="1x9nxcs" data-start="23588" data-end="23649">PESQUISA E DESENVOLVIMENTO TAMBÉM TERÃO DE SER ADICIONAIS</h3>
<p data-start="23651" data-end="23836">Outro ponto importante é que os pontos de PD&amp;I não poderão ser obtidos apenas pelo cumprimento da obrigação de pesquisa e desenvolvimento que a empresa já possui para usufruir do Padis.</p>
<p data-start="23838" data-end="24062">A proposta determina que o investimento pontuado seja adicional ao mínimo legalmente exigido pelo programa e tenha comprovação de acordo com a legislação e a regulamentação aplicáveis.</p>
<p data-start="24064" data-end="24163">No grupo de baterias de tração e BESS, cada 1% adicional investido vale 40 pontos, com teto de 120.</p>
<h3 data-section-id="8icqvq" data-start="24165" data-end="24220">HÁ UM SEGUNDO PPB PARA ACUMULADORES DE ATÉ 75 VOLTS</h3>
<p data-start="24222" data-end="24368">A consulta cria uma segunda categoria, destinada aos acumuladores com tensão nominal não superior a 75 V em sistemas de armazenamento distribuído.</p>
<p data-start="24370" data-end="24613">Nesse caso, o próprio texto menciona aplicações residenciais, comerciais, telecomunicações, setor naval, sistemas de backup, sistemas híbridos e integração com inversores e dispositivos de monitoramento.</p>
<p data-start="24615" data-end="24695">Para esse grupo, a pontuação máxima é de 1.087 pontos, distribuída em 12 etapas:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer TyagGW_tableContainerWithTableOfContents">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="24697" data-end="25398">
<thead data-start="24697" data-end="24725">
<tr data-start="24697" data-end="24725">
<th class="last:pe-10" data-start="24697" data-end="24715" data-col-size="md">Etapa produtiva</th>
<th class="last:pe-10" data-start="24715" data-end="24725" data-col-size="sm">Pontos</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="24737" data-end="25398">
<tr data-start="24737" data-end="24780">
<td data-start="24737" data-end="24770" data-col-size="md">Investimento adicional em PD&amp;I</td>
<td data-start="24770" data-end="24780" data-col-size="sm">até 60</td>
</tr>
<tr data-start="24781" data-end="24844">
<td data-start="24781" data-end="24838" data-col-size="md">Desenvolvimento/adaptação/atualização no Brasil do BMS</td>
<td data-start="24838" data-end="24844" data-col-size="sm">30</td>
</tr>
<tr data-start="24845" data-end="24894">
<td data-start="24845" data-end="24888" data-col-size="md">Fabricação do corpo e tampas do gabinete</td>
<td data-start="24888" data-end="24894" data-col-size="sm">92</td>
</tr>
<tr data-start="24895" data-end="24956">
<td data-start="24895" data-end="24949" data-col-size="md">Processamento e teste das placas de circuito do BMS</td>
<td data-start="24949" data-end="24956" data-col-size="sm">126</td>
</tr>
<tr data-start="24957" data-end="25019">
<td data-start="24957" data-end="25013" data-col-size="md">Montagem e soldagem dos componentes nas placas do BMS</td>
<td data-start="25013" data-end="25019" data-col-size="sm">93</td>
</tr>
<tr data-start="25020" data-end="25106">
<td data-start="25020" data-end="25099" data-col-size="md">Tratamento químico, enrolamento, conectorização e encapsulamento das células</td>
<td data-start="25099" data-end="25106" data-col-size="sm">401</td>
</tr>
<tr data-start="25107" data-end="25179">
<td data-start="25107" data-end="25173" data-col-size="md">Integração das interconexões elétricas e sensores entre células</td>
<td data-start="25173" data-end="25179" data-col-size="sm">60</td>
</tr>
<tr data-start="25180" data-end="25217">
<td data-start="25180" data-end="25211" data-col-size="md">Testes elétricos das células</td>
<td data-start="25211" data-end="25217" data-col-size="sm">18</td>
</tr>
<tr data-start="25218" data-end="25244">
<td data-start="25218" data-end="25238" data-col-size="md">Integração do BMS</td>
<td data-start="25238" data-end="25244" data-col-size="sm">57</td>
</tr>
<tr data-start="25245" data-end="25294">
<td data-start="25245" data-end="25288" data-col-size="md">Montagem do módulo acumulador de energia</td>
<td data-start="25288" data-end="25294" data-col-size="sm">90</td>
</tr>
<tr data-start="25295" data-end="25348">
<td data-start="25295" data-end="25342" data-col-size="md">Integração final, configuração e comunicação</td>
<td data-start="25342" data-end="25348" data-col-size="sm">30</td>
</tr>
<tr data-start="25349" data-end="25371">
<td data-start="25349" data-end="25365" data-col-size="md">Testes finais</td>
<td data-start="25365" data-end="25371" data-col-size="sm">30</td>
</tr>
<tr data-start="25372" data-end="25398">
<td data-start="25372" data-end="25389" data-col-size="md">Total possível</td>
<td data-start="25389" data-end="25398" data-col-size="sm">1.087</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="25400" data-end="25439">
<p data-start="25441" data-end="25641">Também nesse grupo há crescimento progressivo das exigências. Serão necessários pelo menos 218 pontos em 2026 e 2027, 349 em 2028 e 2029 e 618 a partir de 2030.</p>
<p data-start="25643" data-end="25851">Em relação aos 1.087 pontos disponíveis, os mínimos representam aproximadamente 20,1%, 32,1% e 56,9%, respectivamente. Novamente, estas proporções não correspondem a percentuais oficiais de conteúdo nacional.</p>
<h3 data-section-id="lhv8by" data-start="25853" data-end="25918">O QUE É O PADIS E POR QUE ELE ENTRA NA DISCUSSÃO DAS BATERIAS</h3>
<p data-start="25920" data-end="26175">O Padis é o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores. Apesar do nome ter origem na política para semicondutores, sua legislação foi ampliada e hoje o programa também alcança acumuladores elétricos e seus separadores.</p>
<p data-start="26177" data-end="26447">Segundo o próprio MDIC, o Padis reúne incentivos fiscais federais destinados a estimular novos investimentos e a expansão dos já existentes em semicondutores, displays, acumuladores elétricos, separadores e produtos fotovoltaicos.</p>
<p data-start="26449" data-end="26712">A legislação passou a incluir expressamente entre os produtos abrangidos os acumuladores elétricos classificados nos códigos NCM 8507.60 e 8507.80, justamente os dois códigos objeto da consulta publicada nesta quinta-feira.</p>
<p data-start="26714" data-end="26926">Na prática, o Processo Produtivo Básico estabelece quais atividades industriais e tecnológicas podem ser consideradas para que fabricantes habilitados atendam às contrapartidas associadas à política de incentivo.</p>
<h3 data-section-id="cinlpd" data-start="26928" data-end="27033">PROPOSTA NÃO OBRIGA QUE TODA BATERIA DE ÔNIBUS VENDIDA NO BRASIL SEJA FABRICADA INTEGRALMENTE NO PAÍS</h3>
<p data-start="27035" data-end="27091">Este é um cuidado importante na interpretação da medida.</p>
<p data-start="27093" data-end="27276">A consulta não determina que, a partir de agora, todo ônibus elétrico vendido no Brasil tenha bateria nacional. Tampouco proíbe a importação de células, módulos ou baterias completas.</p>
<p data-start="27278" data-end="27616">O que está em discussão é o PPB aplicável aos acumuladores dos códigos abrangidos produzidos no País por empresas habilitadas no Padis. Para essas fabricantes, o governo propõe o sistema de pontos que determina o grau de atividades produtivas e tecnológicas necessário para atendimento ao programa.</p>
<p data-start="27618" data-end="27778">Também não há obrigação de executar todas as 13 etapas. A lógica é de pontuação mínima crescente, o que permite combinações diferentes de operações industriais.</p>
<p data-start="27780" data-end="27993">Ao mesmo tempo, a grande quantidade de pontos reservada à fabricação das células mostra que o texto atribui peso elevado à etapa mais profunda da cadeia produtiva, e não apenas à montagem final de módulos e packs.</p>
<h3 data-section-id="g6wy7s" data-start="27995" data-end="28075">GOVERNO PODERÁ ALTERAR OU SUSPENDER ETAPAS POR RAZÕES TÉCNICAS OU ECONÔMICAS</h3>
<p data-start="28077" data-end="28133">O projeto de portaria prevê ainda uma válvula de ajuste.</p>
<p data-start="28135" data-end="28452">Caso fatores técnicos ou econômicos devidamente comprovados justifiquem a medida, qualquer etapa do PPB poderá ser temporariamente suspensa ou modificada por portaria conjunta dos ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Ciência, Tecnologia e Inovação.</p>
<p data-start="28454" data-end="28692">A previsão permite adaptar o processo produtivo caso determinada tecnologia, matéria-prima, componente ou processo industrial enfrente limitações técnicas ou econômicas que inviabilizem o cumprimento nos moldes inicialmente estabelecidos.</p>
<h3 data-section-id="ukntbg" data-start="28694" data-end="28739">CONSULTA RECEBE CONTRIBUIÇÕES POR 15 DIAS</h3>
<p data-start="28741" data-end="28886">Empresas, entidades, especialistas e demais interessados podem encaminhar manifestações durante 15 dias contados da publicação no Diário Oficial.</p>
<p data-start="28888" data-end="29074">As contribuições devem ser enviadas aos endereços eletrônicos <a class="decorated-link" href="mailto:cgel.ppb@mdic.gov.br" rel="noopener" data-start="28950" data-end="28970">cgel.ppb@mdic.gov.br</a>, <a class="decorated-link" href="mailto:cgia@mcti.gov.br" rel="noopener" data-start="28972" data-end="28988">cgia@mcti.gov.br</a>, <a class="decorated-link" href="mailto:cgtd@mcti.gov.br" rel="noopener" data-start="28990" data-end="29006">cgtd@mcti.gov.br</a> e <a class="decorated-link" href="mailto:cgpri.ppb@suframa.gov.br" rel="noopener" data-start="29009" data-end="29033">cgpri.ppb@suframa.gov.br</a>.</p>
<p data-start="29076" data-end="29279">Somente depois dessa etapa será possível saber se o Governo Federal manterá os critérios, pontuações e cronograma exatamente como apresentados ou se fará mudanças antes da publicação da regra definitiva.</p>
<p data-start="29281" data-end="29340" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="29281" data-end="29340" data-is-last-node=""><strong data-start="29282" data-end="29339">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/03/ministerio-propoe-aumentar-etapas-de-producao-no-brasil-para-baterias-de-onibus-carros-e-outros-veiculos-eletricos-e-hibridos/feed/</wfw:commentRss>
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    <title>ANTT nega à Catedral novas seções na linha Brasília–São Paulo; decisão ocorre em meio a impedimento para empresa obter novos mercados</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/03/antt-nega-a-catedral-novas-secoes-na-linha-brasilia-sao-paulo-decisao-ocorre-em-meio-a-impedimento-para-empresa-obter-novos-mercados/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/03/antt-nega-a-catedral-novas-secoes-na-linha-brasilia-sao-paulo-decisao-ocorre-em-meio-a-impedimento-para-empresa-obter-novos-mercados/#comments</comments>
    <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 08:01:28 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Termo atual possui 16 seções, das quais Brasília–Goiânia e Goiânia–São Paulo foram cassadas em 2025; processo citado pela agência está ligado à discussão sobre efeitos da penalidade e à Janela Extraordinária de novos mercados ADAMO BAZANI A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) negou à Catedral (Kandango Transportes e Turismo Ltda.) um pedido para acrescentar [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="755" height="474" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/catedral.jpg?fit=755%2C474&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/catedral.jpg?w=755&amp;ssl=1 755w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/catedral.jpg?resize=300%2C188&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/catedral.jpg?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/catedral.jpg?resize=400%2C251&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 755px) 100vw, 755px" /> <p data-start="137" data-end="362"><em>Termo atual possui 16 seções, das quais Brasília–Goiânia e Goiânia–São Paulo foram cassadas em 2025; processo citado pela agência está ligado à discussão sobre efeitos da penalidade e à Janela Extraordinária de novos mercados</em></p>
<p data-start="364" data-end="382"><em data-start="364" data-end="382"><strong data-start="365" data-end="381">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="384" data-end="853">A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) negou à Catedral (Kandango Transportes e Turismo Ltda.) um pedido para acrescentar novas seções à linha interestadual Brasília (DF) – São Paulo (SP). A decisão da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, e mantém sem ampliação o atual Termo de Autorização da ligação.</p>
<p data-start="855" data-end="1471">A negativa ocorre em um contexto regulatório mais amplo envolvendo a companhia. O TAR da Brasília–São Paulo possui 16 seções cadastradas pela ANTT, mas duas delas — Brasília–Goiânia e Goiânia–São Paulo — foram cassadas em 2025. Além disso, a decisão desta quinta-feira está vinculada pela própria agência a um processo que já resultou na negativa de novos mercados à Catedral porque, no entendimento da ANTT, uma empresa punida com cassação fica impedida de receber novas autorizações durante o período previsto em lei. Essa interpretação também está sendo discutida na Justiça.</p>
<h3 data-section-id="1hg3ugs" data-start="1473" data-end="1530">ANTT NÃO PUBLICOU QUAIS NOVAS SEÇÕES A CATEDRAL PEDIU</h3>
<p data-start="1532" data-end="1643">A Decisão Supas nº 1.288, de 1º de setembro de 2026, foi assinada pelo superintendente Juliano de Barros Samôr.</p>
<p data-start="1645" data-end="1843">O texto é objetivo: indefere o pedido da Catedral para modificar o TAR nº DFSP0053055, correspondente à linha Brasília–São Paulo, “com a implantação de seções”.</p>
<p data-start="1845" data-end="2091">A publicação não traz anexo com os novos mercados pretendidos. Assim, até o momento, não há no ato público uma relação que permita afirmar quais cidades ou pares de origem e destino a Catedral queria acrescentar especificamente neste novo pedido.</p>
<p data-start="2093" data-end="2223">Isso, no entanto, não significa que sejam desconhecidas as seções que já integram o TAR. A própria ANTT mantém a relação completa.</p>
<h3 data-section-id="el0a1e" data-start="2225" data-end="2301">TAR DA BRASÍLIA–SÃO PAULO TEM 16 SEÇÕES CADASTRADAS; DUAS FORAM CASSADAS</h3>
<p data-start="2303" data-end="2573">O atual TAR nº DFSP0053055 foi emitido em outubro de 2024, quando a ANTT adequou a antiga Licença Operacional nº 13.2 da Catedral ao modelo de autorização estabelecido pela nova regulamentação do transporte rodoviário interestadual.</p>
<p data-start="2575" data-end="2634">O cadastro da agência apresenta atualmente estas 16 seções:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer TyagGW_tableContainerWithTableOfContents">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="2636" data-end="3476">
<thead data-start="2636" data-end="2701">
<tr data-start="2636" data-end="2701">
<th class="last:pe-10" data-start="2636" data-end="2670" data-col-size="sm">Seção do TAR Brasília–São Paulo</th>
<th class="last:pe-10" data-start="2670" data-end="2701" data-col-size="sm">Situação indicada pela ANTT</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="2712" data-end="3476">
<tr data-start="2712" data-end="2758">
<td data-start="2712" data-end="2744" data-col-size="sm">Araguari (MG) – Campinas (SP)</td>
<td data-start="2744" data-end="2758" data-col-size="sm">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="2759" data-end="2806">
<td data-start="2759" data-end="2792" data-col-size="sm">Araguari (MG) – São Paulo (SP)</td>
<td data-start="2792" data-end="2806" data-col-size="sm">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="2807" data-end="2853">
<td data-start="2807" data-end="2839" data-col-size="sm">Brasília (DF) – Campinas (SP)</td>
<td data-col-size="sm" data-start="2839" data-end="2853">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="2854" data-end="2904">
<td data-start="2854" data-end="2885" data-col-size="sm">Brasília (DF) – Goiânia (GO)</td>
<td data-start="2885" data-end="2904" data-col-size="sm">cassada em 2025</td>
</tr>
<tr data-start="2905" data-end="2952">
<td data-start="2905" data-end="2938" data-col-size="sm">Brasília (DF) – São Paulo (SP)</td>
<td data-col-size="sm" data-start="2938" data-end="2952">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="2953" data-end="2998">
<td data-start="2953" data-end="2984" data-col-size="sm">Brasília (DF) – Uberaba (MG)</td>
<td data-start="2984" data-end="2998" data-col-size="sm">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="2999" data-end="3047">
<td data-start="2999" data-end="3033" data-col-size="sm">Brasília (DF) – Uberlândia (MG)</td>
<td data-start="3033" data-end="3047" data-col-size="sm">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="3048" data-end="3093">
<td data-start="3048" data-end="3079" data-col-size="sm">Goiânia (GO) – Araguari (MG)</td>
<td data-col-size="sm" data-start="3079" data-end="3093">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="3094" data-end="3139">
<td data-start="3094" data-end="3125" data-col-size="sm">Goiânia (GO) – Campinas (SP)</td>
<td data-start="3125" data-end="3139" data-col-size="sm">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="3140" data-end="3191">
<td data-start="3140" data-end="3172" data-col-size="sm">Goiânia (GO) – São Paulo (SP)</td>
<td data-col-size="sm" data-start="3172" data-end="3191">cassada em 2025</td>
</tr>
<tr data-start="3192" data-end="3236">
<td data-start="3192" data-end="3222" data-col-size="sm">Goiânia (GO) – Uberaba (MG)</td>
<td data-start="3222" data-end="3236" data-col-size="sm">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="3237" data-end="3284">
<td data-start="3237" data-end="3270" data-col-size="sm">Goiânia (GO) – Uberlândia (MG)</td>
<td data-col-size="sm" data-start="3270" data-end="3284">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="3285" data-end="3330">
<td data-start="3285" data-end="3316" data-col-size="sm">Uberaba (MG) – Campinas (SP)</td>
<td data-start="3316" data-end="3330" data-col-size="sm">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="3331" data-end="3377">
<td data-start="3331" data-end="3363" data-col-size="sm">Uberaba (MG) – São Paulo (SP)</td>
<td data-col-size="sm" data-start="3363" data-end="3377">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="3378" data-end="3426">
<td data-start="3378" data-end="3412" data-col-size="sm">Uberlândia (MG) – Campinas (SP)</td>
<td data-start="3412" data-end="3426" data-col-size="sm">cadastrada</td>
</tr>
<tr data-start="3427" data-end="3476">
<td data-start="3427" data-end="3462" data-col-size="sm">Uberlândia (MG) – São Paulo (SP)</td>
<td data-col-size="sm" data-start="3462" data-end="3476">cadastrada</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="3478" data-end="3617">A relação e as duas anotações de cassação constam do cadastro oficial da Decisão Supas nº 2.370/2024.</p>
<p data-start="3619" data-end="3809">Portanto, a decisão desta quinta-feira não cancela a linha Brasília–São Paulo nem as demais seções autorizadas. O que a agência recusou foi um pedido de ampliação do TAR com outros mercados.</p>
<h3 data-section-id="4ao0wv" data-start="3811" data-end="3874">BRASÍLIA–GOIÂNIA E GOIÂNIA–SÃO PAULO FORAM CASSADAS EM 2025</h3>
<p data-start="3876" data-end="4041">As duas seções que desapareceram da disponibilidade operacional desse TAR fazem parte de uma decisão sancionadora mais ampla tomada pela Diretoria Colegiada da ANTT.</p>
<p data-start="4043" data-end="4274">Em outubro de 2025, a agência esclareceu que a cassação aplicada à Catedral alcançava todos os Termos de Autorização nos quais os mercados punidos estivessem inseridos. No caso específico do TAR Brasília–São Paulo, foram atingidos:</p>
<p data-start="4276" data-end="4341">Goiânia (GO) – São Paulo (SP), vinculada ao TAR nº DFSP0053055; e</p>
<p data-start="4343" data-end="4450">Brasília (DF) – Goiânia (GO), também vinculada ao TAR nº DFSP0053055.</p>
<p data-start="4452" data-end="4844">A Deliberação nº 376/2025 relacionou ao todo 27 vinculações de mercados a diferentes TARs da empresa. Há repetições porque um mesmo par de cidades podia estar presente em mais de um Termo de Autorização. Entre os mercados envolvidos estavam Barreiras–Brasília, Brasília–Teresina, Goiânia–Palmas, Uberlândia–Teresina, Goiânia–São Paulo e Brasília–Goiânia.</p>
<p data-start="4846" data-end="5050">A determinação também estabeleceu que a Sufis, a Superintendência de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros, notificasse a empresa.</p>
<h3 data-section-id="lsiusx" data-start="5052" data-end="5133">LINHA BRASÍLIA–SÃO PAULO HAVIA SIDO AUTORIZADA EM 2019 COM OUTRA CONFIGURAÇÃO</h3>
<p data-start="5135" data-end="5188">A história da ligação antecede o atual modelo de TAR.</p>
<p data-start="5190" data-end="5449">Em janeiro de 2019, a Diretoria Colegiada da ANTT deferiu à Catedral a implantação da linha Brasília–São Paulo e autorizou, como seções, viagens de Brasília para Araguari, Uberlândia e Uberaba, em Minas Gerais; Ribeirão Preto, Campinas e Osasco, em São Paulo.</p>
<p data-start="5451" data-end="5667">Também foram autorizados mercados de Araguari, Uberlândia e Uberaba para Campinas e São Paulo. A agência alterou, na ocasião, a então Licença Operacional nº 13 da transportadora.</p>
<p data-start="5669" data-end="5837">A configuração de 2019, portanto, não é idêntica à encontrada no atual TAR. O sistema regulatório e a própria relação de mercados sofreram alterações ao longo dos anos.</p>
<p data-start="5839" data-end="6055">Com a entrada em vigor do novo marco regulatório da ANTT, a Licença Operacional nº 13.2 foi adequada em outubro de 2024 e substituída, para essa ligação, pelo TAR nº DFSP0053055.</p>
<p data-start="6057" data-end="6152">É nessa configuração que passaram a aparecer, entre outras, diversas seções envolvendo Goiânia.</p>
<h3 data-section-id="1u5rjsn" data-start="6154" data-end="6248">PROCESSO CITADO NA NEGATIVA DESTA QUINTA-FEIRA É O MESMO QUE TRAVOU NOVA LINHA DA CATEDRAL</h3>
<p data-start="6250" data-end="6319">Um detalhe da nova publicação ajuda a entender o contexto da decisão.</p>
<p data-start="6321" data-end="6599">A Supas cita dois processos administrativos. Um deles é o processo nº 50500.173326/2024-78, justamente aquele relacionado à adequação da antiga licença e à emissão do TAR Brasília–São Paulo em 2024.</p>
<p data-start="6601" data-end="6646">O outro é o processo nº 50505.023410/2026-63.</p>
<p data-start="6648" data-end="6779">Este segundo processo já passou pela Diretoria Colegiada da ANTT e tem importância direta na discussão atual envolvendo a Catedral.</p>
<p data-start="6781" data-end="7057">Ele se refere a um pedido da companhia para obtenção de um novo TAR na linha Barreiras (BA) – Valparaíso de Goiás (GO), incluindo seções. A documentação da 284ª Reunião Deliberativa Eletrônica da ANTT confirma expressamente esse objeto.</p>
<p data-start="7059" data-end="7254">E foi justamente nesse processo que a Diretoria Colegiada firmou, em junho de 2026, entendimento contrário à emissão de novos mercados para a empresa por causa da cassação aplicada anteriormente.</p>
<h3 data-section-id="15kavxn" data-start="7256" data-end="7360">SUPAS HAVIA ENTENDIDO QUE CATEDRAL CUMPRIA REQUISITOS, MAS DIRETORIA NEGOU TAR POR CAUSA DA CASSAÇÃO</h3>
<p data-start="7362" data-end="7486">O voto do diretor Felipe Queiroz, que fundamentou a decisão sobre Barreiras–Valparaíso de Goiás, traz um elemento relevante.</p>
<p data-start="7488" data-end="7800">A área técnica da Supas havia analisado o pedido e considerado atendidos os requisitos regulamentares para a emissão do TAR. O documento chega a registrar que a Superintendência concluiu pelo deferimento e propôs a emissão do TAR nº BAGO0053064 para a linha e suas seções.</p>
<p data-start="7802" data-end="7901">A Diretoria Colegiada, porém, adotou outro entendimento ao analisar a situação jurídica da empresa.</p>
<p data-start="7903" data-end="8211">O voto destacou que continuava vigente a cassação determinada em 2025 e invocou o artigo 78-J da Lei nº 10.233/2001. Segundo a interpretação aplicada pela ANTT, uma empresa que tenha sido punida com cassação nos cinco anos anteriores não pode receber nova autorização.</p>
<p data-start="8213" data-end="8431">A Resolução nº 6.033/2023 reproduz essa restrição ao determinar o indeferimento de requerimentos de TAR de transportadora que tenha sofrido pena de cassação dentro desse período.</p>
<p data-start="8433" data-end="8668">No entendimento do diretor, a existência da penalidade dentro do período legal criou um obstáculo objetivo ao pedido e não deixou margem administrativa para a agência conceder a nova autorização.</p>
<p data-start="8670" data-end="8826">O voto pelo indeferimento foi aprovado pela Diretoria Colegiada e deu origem à Deliberação nº 172, de junho de 2026.</p>
<h3 data-section-id="ij6fn1" data-start="8828" data-end="8894">MESMO PROCESSO APARECE AGORA NA NEGATIVA DA BRASÍLIA–SÃO PAULO</h3>
<p data-start="8896" data-end="9109">É justamente o processo nº 50505.023410/2026-63 que a Supas voltou a citar na decisão publicada nesta quinta-feira sobre a implantação de novas seções na Brasília–São Paulo.</p>
<p data-start="9111" data-end="9247">A decisão atual não reproduz a fundamentação jurídica e, por isso, não afirma textualmente que o indeferimento ocorreu pelo artigo 78-J.</p>
<p data-start="9249" data-end="9461">A associação feita pela própria ANTT com o processo em que essa tese foi decidida, entretanto, coloca o novo indeferimento dentro do mesmo contexto administrativo da restrição para obtenção de novas autorizações.</p>
<h3 data-section-id="1926jia" data-start="9463" data-end="9526">RECIFE–SÃO PAULO JÁ TEVE PEDIDO SEMELHANTE NEGADO EM AGOSTO</h3>
<p data-start="9528" data-end="9571">O caso da Brasília–São Paulo não é isolado.</p>
<p data-start="9573" data-end="9735">Em 7 de agosto de 2026, a Supas negou outro pedido da Catedral para implantação de seções, dessa vez no TAR nº PESP0053021, da linha Recife (PE) – São Paulo (SP).</p>
<p data-start="9737" data-end="9982">Naquele ato, a ANTT também citou dois processos: o específico relacionado à alteração da Recife–São Paulo e, novamente, o processo nº 50505.023410/2026-63, da discussão sobre Barreiras–Valparaíso de Goiás.</p>
<p data-start="9984" data-end="10073">Agora, menos de um mês depois, ocorre o mesmo padrão documental com a Brasília–São Paulo.</p>
<h3 data-section-id="1vfvyb0" data-start="10075" data-end="10150">CATEDRAL QUESTIONA NA JUSTIÇA IMPEDIMENTO PARA CONSEGUIR NOVOS MERCADOS</h3>
<p data-start="10152" data-end="10322">O <em data-start="10154" data-end="10180"><strong data-start="10155" data-end="10179">Diário do Transporte</strong></em> acompanha desde junho a disputa entre a Catedral e a ANTT sobre a possibilidade de a empresa receber novas autorizações depois das cassações.</p>
<p data-start="10324" data-end="10621">Em 25 de junho de 2026, o site mostrou com exclusividade que a 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal havia negado pedido de tutela de urgência da empresa para afastar os efeitos do entendimento da agência na Janela Extraordinária de Mercados nº 01/2024.</p>
<p data-start="10623" data-end="10822">A Catedral sustenta judicialmente que cumpriu as exigências para apresentar seus pedidos e contesta a utilização da penalidade anterior como impedimento para participar da abertura de novos mercados.</p>
<p data-start="10824" data-end="11059">A ANTT, por outro lado, considera que a vedação decorre diretamente do artigo 78-J da Lei nº 10.233 e alcança os pedidos de novas autorizações enquanto permanecerem os efeitos legais da cassação.</p>
<p data-start="11061" data-end="11362">Ao negar a liminar, o juiz Itagiba Catta Preta entendeu que a controvérsia exige uma análise mais aprofundada do marco regulatório, do histórico administrativo e dos efeitos jurídicos da sanção. A decisão não representou julgamento definitivo do mérito da ação.</p>
<p data-start="11364" data-end="11514">Assim, permanece em discussão judicial se a interpretação utilizada pela ANTT para bloquear novos TARs e mercados da companhia deve ou não prevalecer.</p>
<h3 data-section-id="b0ec1q" data-start="11516" data-end="11548">O QUE MUDA PARA O PASSAGEIRO</h3>
<p data-start="11550" data-end="11640">A decisão publicada nesta quinta-feira não determina o encerramento da Brasília–São Paulo.</p>
<p data-start="11642" data-end="11850">A Catedral continua com o TAR nº DFSP0053055, observadas as autorizações que permanecem válidas e as duas seções cassadas em 2025. O que a empresa não conseguiu agora foi acrescentar outros mercados ao termo.</p>
<p data-start="11852" data-end="12026">Também não há, na decisão publicada no Diário Oficial, informação sobre retirada de horários, redução da frequência da linha ou cancelamento das demais seções já autorizadas.</p>
<p data-start="12028" data-end="12106">O efeito imediato do ato é impedir a ampliação pretendida pela transportadora.</p>
<p data-start="12108" data-end="12395">A relação exata das novas seções solicitadas neste pedido específico ainda não foi reproduzida pela ANTT no ato público. Caso essa documentação seja disponibilizada pela agência, será possível identificar quais novos pares de cidades a Catedral pretendia incorporar à Brasília–São Paulo.</p>
<p data-start="12397" data-end="12456" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="12397" data-end="12456" data-is-last-node=""><strong data-start="12398" data-end="12455">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/03/antt-nega-a-catedral-novas-secoes-na-linha-brasilia-sao-paulo-decisao-ocorre-em-meio-a-impedimento-para-empresa-obter-novos-mercados/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=532013</guid>
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  <item>
    <title>Nova linha de ônibus liga Arraial do Cabo e Cabo Frio no Rio com parada no Shopping Park Lagos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/02/nova-linha-de-onibus-liga-arraial-do-cabo-e-cabo-frio-no-rio-com-parada-no-shopping-park-lagos/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 01:05:23 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviço B153 foi autorizado pelo Detro/RJ e terá viagens todos os dias da semana; tarifa será de R$ 8,35 YURI SENA Os passageiros que viajam entre Arraial do Cabo e Cabo Frio contarão com uma nova opção de transporte coletivo. A linha B153, autorizada pelo Detro/RJ, fará a ligação entre os dois municípios e incluirá [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="632" height="316" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/images.jpeg?fit=632%2C316&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/images.jpeg?w=632&amp;ssl=1 632w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/images.jpeg?resize=300%2C150&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/images.jpeg?resize=150%2C75&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/images.jpeg?resize=400%2C200&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 632px) 100vw, 632px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Serviço B153 foi autorizado pelo Detro/RJ e terá viagens todos os dias da semana; tarifa será de R$ 8,35</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os passageiros que viajam entre Arraial do Cabo e Cabo Frio contarão com uma nova opção de transporte coletivo. A linha B153, autorizada pelo Detro/RJ, fará a ligação entre os dois municípios e incluirá em seu trajeto uma parada no Shopping Park Lagos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova linha deve ampliar as alternativas de deslocamento entre as cidades, especialmente para moradores de Arraial do Cabo que precisam acessar o centro comercial e outras regiões de Cabo Frio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O serviço terá operação de segunda-feira a domingo, com horários diferentes conforme o dia da semana. A tarifa estabelecida para a linha é de R$ 8,35.</span></p>
<p><b>Horários no sentido Arraial do Cabo–Cabo Frio</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Dias úteis: 8h35, 10h15, 12h05, 16h40 e 18h40.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sábados: 8h38, 10h15, 12h, 17h04 e 18h50.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Domingos: 8h45, 10h10, 11h55 e 18h55.</span></i></p>
<p><b>Horários no sentido Cabo Frio–Arraial do Cabo</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Dias úteis: 9h25, 11h15, 15h50, 17h40 e 22h40.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Sábados: 9h25, 11h10, 16h14, 18h05 e 22h40.</span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Domingos: 9h30, 11h10, 18h10 e 22h15.</span></i></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
]]></content:encoded>

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    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=532008</guid>
  </item>
  <item>
    <title>ONU diz que mundo deve ultrapassar 1,5°C de aquecimento; investimentos em ônibus, trens e metrôs podem ajudar a conter emissões</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/02/onu-diz-que-mundo-deve-ultrapassar-15c-de-aquecimento-investimentos-em-onibus-trens-e-metros-podem-ajudar-a-conter-emissoes/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/02/onu-diz-que-mundo-deve-ultrapassar-15c-de-aquecimento-investimentos-em-onibus-trens-e-metros-podem-ajudar-a-conter-emissoes/#comments</comments>
    <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 00:18:25 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Relatório divulgado nesta quarta-feira (2) alerta que, mesmo no cenário mais otimista, temperatura pode atingir pico de 1,8°C acima do período pré-industrial. Embora estudo não seja específico de mobilidade, Pnuma e IPCC apontam transporte público, eletrificação, ferrovias e redução do uso do automóvel entre os caminhos para descarbonizar deslocamentos ADAMO BAZANI O mundo deve ultrapassar [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="575" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/metromare-o-brt-eletrico-de-rimini-na-italia1.jpg?fit=1024%2C575&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/metromare-o-brt-eletrico-de-rimini-na-italia1.jpg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/metromare-o-brt-eletrico-de-rimini-na-italia1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/metromare-o-brt-eletrico-de-rimini-na-italia1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/metromare-o-brt-eletrico-de-rimini-na-italia1.jpg?resize=768%2C431&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/metromare-o-brt-eletrico-de-rimini-na-italia1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Relatório divulgado nesta quarta-feira (2) alerta que, mesmo no cenário mais otimista, temperatura pode atingir pico de 1,8°C acima do período pré-industrial. Embora estudo não seja específico de mobilidade, Pnuma e IPCC apontam transporte público, eletrificação, ferrovias e redução do uso do automóvel entre os caminhos para descarbonizar deslocamentos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O mundo deve ultrapassar o limite de 1,5°C de aquecimento em relação aos níveis pré-industriais provavelmente já nos próximos anos e, mesmo no cenário mais otimista analisado pela ONU, a temperatura global chegaria a um pico de 1,8°C. O alerta está no relatório “Limiting Overshoot”, divulgado nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), que defende cortes imediatos e contínuos das emissões para que essa ultrapassagem seja a menor e mais curta possível.</p>
<p>O documento não é um relatório específico sobre mobilidade, ônibus ou ferrovias. Mas o transporte está diretamente relacionado ao desafio apresentado pela ONU: dados do próprio Pnuma mostram que o setor respondeu por cerca de 15% das emissões globais de gases de efeito estufa em 2023, enquanto o IPCC aponta que investimentos em transporte público urbano e interurbano podem favorecer a migração para modos de menor emissão. Isso coloca corredores de ônibus, BRTs, ônibus elétricos, metrôs, trens, VLTs e uma oferta de transporte coletivo capaz de substituir viagens de automóvel entre as ferramentas disponíveis para enfrentar o aquecimento.</p>
<p><strong>ONU diz que ultrapassagem de 1,5°C tornou-se praticamente inevitável</strong></p>
<p>O relatório “Limiting Overshoot – Navigating exceedance of 1.5°C and pathways towards return” parte de uma mudança importante na discussão climática.</p>
<p>O objetivo de limitar o aquecimento a 1,5°C continua sendo uma das referências centrais do Acordo de Paris. Entretanto, de acordo com o Pnuma, considerando as políticas atuais e as trajetórias de curto prazo, a ultrapassagem desse limite passou a ser amplamente considerada inevitável.</p>
<p>Isso não significa, segundo a ONU, que todos os esforços tenham perdido sentido.</p>
<p>Ao contrário.</p>
<p>O novo objetivo é fazer com que a temperatura ultrapasse 1,5°C pelo menor tempo possível, chegue ao menor pico possível e posteriormente volte a cair.</p>
<p>O Pnuma chama essa trajetória de “overshoot, peak and decline”, que pode ser entendida como ultrapassagem, pico e declínio.</p>
<p>No cenário mais favorável examinado pelo relatório, o pico seria de aproximadamente 1,8°C. Nos demais, o aquecimento ultrapassa 2°C.</p>
<p>O ano de 2024 já foi o primeiro ano civil em que a temperatura média global ficou mais de 1,5°C acima do nível pré-industrial. Isso, isoladamente, não significa que o limite de longo prazo estabelecido pelo Acordo de Paris já tenha sido formalmente rompido, porque a tendência climática é medida em períodos mais longos. Mas o Pnuma considera o episódio um sinal da trajetória em curso.</p>
<p><strong>Cada fração de grau passa a importar ainda mais</strong></p>
<p>Uma das mensagens centrais do relatório é que não existe uma divisão simples entre um planeta “seguro” a 1,5°C e outro em que, ultrapassado esse número, não haveria mais diferença entre 1,6°C, 1,8°C ou 2°C.</p>
<p>Quanto maior a temperatura e quanto maior o período em que ela permanecer elevada, maiores serão os riscos.</p>
<p>O Pnuma prevê intensificação de eventos climáticos extremos, danos à saúde, produção de alimentos, abastecimento de água, cidades, infraestrutura, economias e ecossistemas.</p>
<p>Também cresce a possibilidade de serem ultrapassados pontos de não retorno.</p>
<p>Entre os exemplos citados pela ONU estão a desestabilização de grandes mantos de gelo, alterações no sistema de circulação do Oceano Atlântico e a degradação da Floresta Amazônica, tema de especial relevância para o Brasil.</p>
<p>Assim, evitar algumas décimas de grau passa a ter efeitos concretos.</p>
<p>Quanto menor o pico, menores os danos e as necessidades de adaptação.</p>
<p><strong>Emissões precisam cair agora; retirar carbono depois não substitui redução</strong></p>
<p>O relatório defende três movimentos simultâneos.</p>
<p>O primeiro é reduzir imediatamente e de forma contínua as emissões de gases de efeito estufa, incluindo o metano.</p>
<p>O segundo é alcançar emissões líquidas zero.</p>
<p>O terceiro, numa etapa posterior, seria chegar a emissões líquidas negativas, retirando da atmosfera mais dióxido de carbono do que a humanidade ainda emitir.</p>
<p>A ONU ressalta, porém, que tecnologias e mecanismos de remoção de CO₂ não podem substituir a redução das emissões atuais. Sua capacidade de ajudar a devolver o planeta a uma temperatura inferior a 1,5°C dependerá, entre outros fatores, de o pico de aquecimento ser mantido bem abaixo de 2°C.</p>
<p>É nesse primeiro componente, cortar emissões desde agora, que a mobilidade ganha relevância.</p>
<p><strong>Transporte responde por parcela importante das emissões mundiais</strong></p>
<p>A participação do transporte varia de acordo com a metodologia e com o universo considerado.</p>
<p>No Relatório sobre a Lacuna de Emissões de 2024, do próprio Pnuma, o transporte respondeu por aproximadamente 15% das 57,1 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente emitidas mundialmente em 2023.</p>
<p>Quando são consideradas especificamente as emissões de CO₂ relacionadas à energia, a participação fica próxima de um quarto.</p>
<p>O Pnuma informa que aproximadamente 95% da energia consumida mundialmente pelos transportes ainda vem de combustíveis fósseis.</p>
<p>O IPCC calculou que, em 2019, os transportes produziram diretamente 8,7 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, contra 5 bilhões em 1990.</p>
<p>Os veículos rodoviários foram responsáveis por cerca de 70% destas emissões diretas. Ferrovias representaram aproximadamente 1%, enquanto navegação e aviação responderam por 11% e 12%, respectivamente.</p>
<p>Dados mais recentes da Agência Internacional de Energia mostram outra dimensão do problema: somente o transporte rodoviário emitiu pouco mais de 6 bilhões de toneladas de CO₂ em 2024. Mais de 60% vieram de automóveis e veículos comerciais leves.</p>
<p><strong>Ônibus cheio pode emitir muito menos por passageiro que vários automóveis</strong></p>
<p>A contribuição do transporte coletivo não decorre simplesmente do fato de um ônibus ou trem existir.</p>
<p>O elemento decisivo é quantas pessoas conseguem ser transportadas com determinada quantidade de energia e emissões.</p>
<p>Um ônibus pode levar dezenas de passageiros no espaço viário ocupado por poucos automóveis. Trens e metrôs conseguem transportar centenas ou milhares de pessoas por composição.</p>
<p>O IPCC conclui que, com ocupação elevada, ônibus e sistemas ferroviários apresentam potencial significativo de redução das emissões de gases de efeito estufa por passageiro-quilômetro, inclusive quando comparados às opções de menor emissão entre os veículos particulares.</p>
<p>A análise traz também uma ressalva importante.</p>
<p>Transporte coletivo não é automaticamente mais eficiente em qualquer circunstância.</p>
<p>Um ônibus movido a combustível fóssil circulando praticamente vazio pode apresentar desempenho climático pior, em determinadas comparações, que um automóvel eficiente e bem ocupado.</p>
<p>Por isso, não basta comprar veículos. É necessário ter passageiros.</p>
<p>Frequência, velocidade, confiabilidade, integração, tarifa, informação ao usuário e qualidade do serviço também integram uma política climática porque interferem na decisão entre utilizar o transporte coletivo ou o automóvel.</p>
<p><strong>Corredores e BRTs têm função climática além de aumentar a velocidade</strong></p>
<p>Uma faixa exclusiva ou corredor de ônibus costuma ser analisado principalmente pela redução do tempo de viagem.</p>
<p>Do ponto de vista das emissões, há outros efeitos.</p>
<p>A prioridade viária reduz períodos em que ônibus permanecem presos em congestionamentos, melhora a regularidade e permite produzir mais viagens com a mesma frota.</p>
<p>Mais importante, pode tornar o transporte coletivo competitivo diante do automóvel.</p>
<p>O IPCC afirma com alto grau de confiança que investimentos em transportes públicos urbanos e interurbanos, juntamente com infraestrutura para deslocamentos a pé e de bicicleta, podem favorecer a transferência das viagens para modos de menor emissão.</p>
<p>O organismo utiliza uma abordagem conhecida internacionalmente como “Avoid, Shift, Improve” — evitar, transferir e melhorar.</p>
<p>No transporte, isso significa evitar deslocamentos desnecessariamente longos por meio de cidades melhor planejadas; transferir viagens dos meios mais intensivos em carbono para ônibus, trens, metrôs, bicicletas e caminhadas; e melhorar a tecnologia dos veículos que continuam sendo necessários.</p>
<p>Um BRT substituindo deslocamentos realizados individualmente por automóveis é citado pelo IPCC como exemplo do segundo movimento.</p>
<p>Um ônibus elétrico utilizando energia de baixa emissão representa o terceiro.</p>
<p><strong>Eletrificar ônibus amplia benefício, principalmente com energia de baixo carbono</strong></p>
<p>Há duas formas complementares de reduzir as emissões dos ônibus.</p>
<p>Uma é transportar mais pessoas coletivamente.</p>
<p>A outra é reduzir ou eliminar as emissões da própria propulsão.</p>
<p>Ônibus elétricos a bateria não possuem emissão de gases pelo escapamento durante a operação. Seu impacto climático total, entretanto, depende também da origem da eletricidade, da fabricação do veículo e das baterias e de todo o ciclo de vida.</p>
<p>Quanto mais limpa a matriz elétrica, maior tende a ser o ganho.</p>
<p>O IPCC considera que veículos elétricos abastecidos com eletricidade de baixa emissão apresentam o maior potencial de descarbonização do transporte terrestre quando analisado o ciclo de vida.</p>
<p>Para ônibus urbanos, o Pnuma defende explicitamente a eletrificação de veículos pesados como uma das estratégias para reduzir tanto gases de efeito estufa quanto poluentes prejudiciais à saúde.</p>
<p>Há ainda um ganho local que não aparece integralmente na conta do aquecimento global: redução de óxidos de nitrogênio, material particulado e ruído nas cidades.</p>
<p><strong>Euro 6 reduz poluentes, mas não transforma ônibus diesel em veículo de emissão zero</strong></p>
<p>A renovação das frotas também pode envolver ônibus convencionais mais modernos.</p>
<p>No Brasil, os veículos novos a diesel seguem atualmente os limites do Proconve P-8, equivalentes ao padrão Euro 6.</p>
<p>Essa tecnologia reduz fortemente poluentes locais em comparação com gerações antigas, especialmente material particulado e óxidos de nitrogênio.</p>
<p>Mas existe uma diferenciação importante no debate climático.</p>
<p>Um ônibus Euro 6 continua queimando combustível e emitindo dióxido de carbono.</p>
<p>Assim, substituir um ônibus diesel antigo por outro diesel mais moderno é extremamente relevante para qualidade do ar, mas não produz o mesmo resultado climático que eliminar o combustível fóssil ou substituir viagens individuais por transporte coletivo eficiente.</p>
<p>Combustíveis de menor intensidade de carbono, biocombustíveis sustentáveis e eletrificação podem complementar a renovação tecnológica, e os benefícios precisam ser avaliados considerando todo o ciclo de produção da energia. O IPCC reconhece também potencial de biocombustíveis sustentáveis na mitigação das emissões do transporte terrestre.</p>
<p><strong>Ferrovias ganham importância pela capacidade</strong></p>
<p>Trens, metrôs e VLTs apresentam outra característica importante: elevada capacidade de transporte.</p>
<p>O IPCC calcula que as ferrovias responderam por aproximadamente 1% das emissões diretas mundiais do setor de transportes em 2019.</p>
<p>Isso não significa que construir qualquer ferrovia seja automaticamente uma política de descarbonização.</p>
<p>Obras civis também têm emissões relacionadas a aço, cimento, movimentação de solo e construção de túneis, viadutos e estações.</p>
<p>O desempenho depende ainda da quantidade de passageiros transportados, fonte de energia e capacidade de a nova infraestrutura substituir deslocamentos mais intensivos em carbono.</p>
<p>Em corredores com grande demanda, entretanto, uma composição ferroviária consegue transportar um volume de passageiros difícil de ser atendido individualmente por automóveis.</p>
<p>É justamente por isso que o IPCC inclui o investimento em transporte público intermunicipal e urbano entre as medidas capazes de facilitar a mudança modal.</p>
<p><strong>No Brasil, transporte pesa ainda mais dentro das emissões relacionadas à energia</strong></p>
<p>A discussão tem particular importância brasileira.</p>
<p>No projeto ACCESS Brazil, destinado a apoiar a digitalização e a descarbonização da mobilidade, o Pnuma informa que os transportes representam aproximadamente 47% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa relacionadas ao setor de energia.</p>
<p>O percentual não deve ser confundido com 47% de todas as emissões do País.</p>
<p>O Brasil possui características específicas, como peso expressivo da agropecuária e das mudanças de uso da terra na emissão total de gases de efeito estufa. Os 47% citados pelo Pnuma referem-se especificamente às emissões relacionadas à energia.</p>
<p>Mesmo assim, o número mostra a importância da mobilidade para a descarbonização dessa parte da economia.</p>
<p><strong>Brasil já tem programas para ônibus elétricos, BRTs e sistemas ferroviários</strong></p>
<p>Parte dos instrumentos para promover esta transição já existe.</p>
<p>No Novo PAC – Mobilidade Urbana Sustentável, o Governo Federal financia BRTs, metrôs, trens urbanos, VLTs, corredores e faixas exclusivas, terminais, estações e sistemas inteligentes de transporte.</p>
<p>Em uma das seleções de Mobilidade Grandes e Médias Cidades, foram escolhidas 33 propostas, com R$ 6,5 bilhões em recursos e financiamentos destinados a projetos que alcançam 28 municípios.</p>
<p>Na frente de renovação de frota, uma seleção anterior reuniu R$ 10,6 bilhões e previa financiamento para 2.296 ônibus elétricos, 3.015 ônibus Euro 6 e 39 veículos destinados a sistemas sobre trilhos. A seleção dos projetos não significa que todos esses veículos já tenham sido contratados ou entregues.</p>
<p>Em 2026, o programa continua prevendo financiamentos para ônibus elétricos e equipamentos de recarga, ônibus Proconve P-8 para corredores, BRTs e sistemas convencionais e material rodante ferroviário.</p>
<p>Neste contexto, políticas de renovação de frota podem ganhar maior resultado climático quando combinadas com infraestrutura que aumente a atratividade do transporte coletivo.</p>
<p><strong>Só trocar diesel por elétrico não resolve congestionamento nem tira carros das ruas</strong></p>
<p>Existe uma diferença entre eletrificar o trânsito e mudar a mobilidade.</p>
<p>Se todos os automóveis a combustão fossem simplesmente substituídos por elétricos, cairiam significativamente as emissões de escapamento e, dependendo da fonte de eletricidade, as emissões de gases de efeito estufa.</p>
<p>Mas continuariam congestionamentos, elevada ocupação do espaço urbano, acidentes e necessidade de grandes áreas para circulação e estacionamento.</p>
<p>Da mesma forma, um ônibus elétrico preso no trânsito continua oferecendo uma viagem lenta.</p>
<p>É por isso que as estratégias climáticas internacionais não se restringem à troca do motor.</p>
<p>O IPCC cita mudanças no desenho das cidades, redução das distâncias entre moradia e emprego, transporte coletivo, mobilidade ativa e tecnologias de baixa emissão como medidas complementares.</p>
<p>O desafio é fazer mais pessoas terem uma alternativa viável ao transporte individual.</p>
<p><strong>A adaptação também terá de chegar aos ônibus, metrôs e trens</strong></p>
<p>O novo relatório da ONU chama atenção para outro lado do problema.</p>
<p>Mesmo que as emissões caiam rapidamente, parte das mudanças climáticas e dos danos já não poderá ser evitada.</p>
<p>Por isso, mitigação e adaptação precisam ocorrer simultaneamente.</p>
<p>Para os sistemas de mobilidade, isso significa não apenas emitir menos, mas estar preparado para operar num clima mais extremo.</p>
<p>Chuvas mais intensas exigem drenagem adequada de corredores, terminais, garagens e linhas ferroviárias.</p>
<p>Ondas de calor aumentam a necessidade de conforto térmico em estações, pontos e veículos e podem exigir mudanças em equipamentos e infraestrutura.</p>
<p>Enchentes podem interromper linhas de ônibus, metrô e trem e isolar bairros inteiros.</p>
<p>Sistemas de energia, sinalização e telecomunicações precisam ser dimensionados para eventos mais severos e contar com planos de contingência.</p>
<p>Assim, investimentos em transporte público podem atuar nos dois lados do problema: reduzir emissões e aumentar a capacidade das cidades de continuar funcionando durante eventos climáticos extremos.</p>
<p><strong>Transporte coletivo não resolve sozinho, mas integra resposta que precisa ser imediata</strong></p>
<p>O relatório “Limiting Overshoot” não atribui ao transporte público uma solução isolada para o aquecimento global.</p>
<p>As reduções necessárias envolvem simultaneamente geração de energia, indústria, edifícios, agricultura, uso do solo, transportes e outros setores.</p>
<p>Mas a mobilidade está entre as grandes fontes de emissões e é uma área na qual muitas das tecnologias e intervenções necessárias já existem.</p>
<p>Corredores de ônibus não dependem de uma tecnologia futura ainda a ser inventada.</p>
<p>Metrôs e trens são tecnologias consolidadas.</p>
<p>Ônibus elétricos já operam comercialmente em diversas cidades.</p>
<p>Biocombustíveis podem ser utilizados em determinadas aplicações.</p>
<p>E reorganizar as cidades para aproximar pessoas de emprego e serviços também reduz a necessidade de deslocamentos longos.</p>
<p>A mensagem do novo relatório da ONU é justamente que o fato de a ultrapassagem de 1,5°C ter se tornado provável não deve ser interpretado como autorização para abandonar as políticas climáticas.</p>
<p>Quanto mais rapidamente as emissões caírem, menor pode ser o pico da temperatura, menor o período acima de 1,5°C e menores os danos.</p>
<p>Para a mobilidade, isso transforma investimentos em transporte público não apenas em política de deslocamento urbano, mas também em parte de uma estratégia de energia, saúde pública, qualidade do ar e enfrentamento das mudanças climáticas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Estação Engenheiro Goulart recebe ação itinerante de empregabilidade nesta quinta-feira (03)</title>
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    <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 00:00:41 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[CPTM]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Atendimento gratuito do CIEE contará com cadastro para vagas de estágio e aprendizagem, orientação profissional e divulgação de cursos online VINÍCIUS DE OLIVEIRA A estação Engenheiro Goulart recebe nesta quinta-feira, 03 de agosto, a ação itinerante de empregabilidade CIEE em Movimento, que atende jovens adultos e estudantes que buscam estágio e aprendizado. A campanha realizada [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="508" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-13-at-13.52.38-1.jpeg?fit=800%2C508&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-13-at-13.52.38-1.jpeg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-13-at-13.52.38-1.jpeg?resize=300%2C191&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-13-at-13.52.38-1.jpeg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-13-at-13.52.38-1.jpeg?resize=768%2C488&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-13-at-13.52.38-1.jpeg?resize=400%2C254&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><em>Atendimento gratuito do CIEE contará com cadastro para vagas de estágio e aprendizagem, orientação profissional e divulgação de cursos online</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A estação Engenheiro Goulart recebe nesta quinta-feira, 03 de agosto, a ação itinerante de empregabilidade CIEE em Movimento, que atende jovens adultos e estudantes que buscam estágio e aprendizado.</p>
<p>A campanha realizada em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) acontecerá das 11h às 15h e terá atendimento gratuito.</p>
<p>A equipe do CIEE estará à disposição para realizar os cadastros dos participantes para oportunidades de estágios e aprendizagem, compartilhar orientações do mercado de trabalho e prestar atendimento individualizado. Além disso, também serão divulgados cursos online que podem contribuir para a formação e o desenvolvimento profissional.</p>
<p>A iniciativa é voltada para o Programa de Aprendiz, destinado a jovens de 14 a 24 anos que estejam cursando o ensino fundamental ou médio, ou que já o tenham concluído, sem limite de idade para pessoas com deficiência. Além disso, abrange o Programa de Estágio, direcionado a estudantes a partir de 16 anos matriculados no ensino médio, técnico ou superior.</p>
<p>A ação reforça o compromisso da CPTM em transformar suas estações em espaços de cidadania e desenvolvimento social para seus passageiros.</p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>CIEE Em Movimento &#8211; ação itinerante de empregabilidade</strong></p>
<p>Data: quinta-feira (03/09)</p>
<p>Local: Estação Engenheiro Goulart (Linhas 12-Safira, 13-Jade e Expresso Aeroporto)</p>
<p>Horário: das 11h às 15h</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Fortaleza avança em obras de dois miniterminais de ônibus na Arena Castelão; estruturas podem viabilizar volta de linhas especiais após 15 anos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/02/fortaleza-avanca-em-obras-de-dois-miniterminais-de-onibus-na-arena-castelao-estruturas-podem-viabilizar-volta-de-linhas-especiais-apos-15-anos/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/02/fortaleza-avanca-em-obras-de-dois-miniterminais-de-onibus-na-arena-castelao-estruturas-podem-viabilizar-volta-de-linhas-especiais-apos-15-anos/#comments</comments>
    <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 23:38:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Com investimento de aproximadamente R$ 2,5 milhões, equipamentos estão 30% concluídos e devem ficar prontos em dezembro de 2026; terminais atenderão 23 linhas diariamente e poderão receber operações específicas em dias de jogos e grandes eventos ADAMO BAZANI A Prefeitura de Fortaleza informou nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, que chegaram a 30% as [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/02-9-2026-Etufor-0Z9A8477-1.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/02-9-2026-Etufor-0Z9A8477-1.jpg?w=5808&amp;ssl=1 5808w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/02-9-2026-Etufor-0Z9A8477-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/02-9-2026-Etufor-0Z9A8477-1.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/02-9-2026-Etufor-0Z9A8477-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/02-9-2026-Etufor-0Z9A8477-1.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/02-9-2026-Etufor-0Z9A8477-1.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/02-9-2026-Etufor-0Z9A8477-1.jpg?resize=2048%2C1152&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/02-9-2026-Etufor-0Z9A8477-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/02-9-2026-Etufor-0Z9A8477-1.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p data-start="147" data-end="394"><em data-start="147" data-end="394">Com investimento de aproximadamente R$ 2,5 milhões, equipamentos estão 30% concluídos e devem ficar prontos em dezembro de 2026; terminais atenderão 23 linhas diariamente e poderão receber operações específicas em dias de jogos e grandes eventos</em></p>
<p data-start="396" data-end="414"><em data-start="396" data-end="414"><strong data-start="397" data-end="413">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="416" data-end="951">A Prefeitura de Fortaleza informou nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, que chegaram a 30% as obras de dois novos miniterminais de ônibus que estão sendo construídos no entorno da Arena Castelão. Com investimento de aproximadamente R$ 2,5 milhões, as estruturas ficam nas avenidas Alberto Craveiro e Paulino Rocha, terão capacidade conjunta para até mil passageiros simultaneamente e, segundo o cronograma mais recente da administração municipal, devem ser concluídas até dezembro deste ano.</p>
<p data-start="953" data-end="1579">Além de funcionarem diariamente como pontos especiais para as 23 linhas de ônibus que já passam pela região, os equipamentos foram projetados para permitir uma operação específica nos dias de partidas, shows e outros eventos de grande público. A Etufor (Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza) estuda inclusive retomar linhas especiais para jogos no Castelão, modalidade que, segundo o órgão municipal, não é realizada há cerca de 15 anos. Também está em análise a possibilidade de comercializar antecipadamente a passagem de ida e volta de ônibus junto com o ingresso para os eventos.</p>
<h2 data-section-id="upvcpk" data-start="1581" data-end="1651">Obras começaram em junho e agora têm entrega prevista para dezembro</h2>
<p data-start="1653" data-end="1707">A ordem de serviço foi assinada em 9 de junho de 2026.</p>
<p data-start="1709" data-end="1986">Na ocasião, a Prefeitura estimava aproximadamente seis meses de obras e chegou a mencionar entrega no início de 2027. Na atualização desta quarta-feira, a administração municipal passou a indicar dezembro de 2026 como prazo para conclusão.</p>
<p data-start="1988" data-end="2075">Os dois miniterminais estão sendo implantados nos principais acessos da Arena Castelão.</p>
<p data-start="2077" data-end="2158">Uma unidade fica na Avenida Alberto Craveiro e a outra, na Avenida Paulino Rocha.</p>
<p data-start="2160" data-end="2269">Cada estrutura terá capacidade para aproximadamente 500 pessoas simultaneamente, totalizando mil passageiros.</p>
<p data-start="2271" data-end="2428">Na Avenida Alberto Craveiro, estão sendo executados o piso, muro de contenção e acabamento das jardineiras, além do início da montagem da estrutura metálica.</p>
<p data-start="2430" data-end="2548">Na Avenida Paulino Rocha, os trabalhos estão na etapa de fundação da plataforma.</p>
<h2 data-section-id="csadah" data-start="2550" data-end="2639">Miniterminais terão bilhetagem, reconhecimento facial e previsão de chegada dos ônibus</h2>
<p data-start="2641" data-end="2716">Apesar do nome, os espaços não serão apenas pontos de ônibus com cobertura.</p>
<p data-start="2718" data-end="2940">O projeto prevê estrutura de integração e organização do embarque, com bilhetagem eletrônica, validadores, reconhecimento facial, acessibilidade para pessoas com deficiência e painéis com previsão de chegada dos coletivos.</p>
<p data-start="2942" data-end="3084">Também haverá videomonitoramento ligado ao CivFor (Centro Integrado de Videomonitoramento de Fortaleza).</p>
<p data-start="3086" data-end="3267">A ideia é que os equipamentos possam organizar grandes concentrações de passageiros após partidas e shows, quando milhares de pessoas deixam o estádio praticamente no mesmo horário.</p>
<p data-start="3269" data-end="3495">Em dias comuns, entretanto, as estruturas continuarão funcionando e atenderão moradores, trabalhadores e demais usuários das 23 linhas que atualmente circulam nas proximidades do Castelão.</p>
<h2 data-section-id="g7rnma" data-start="3497" data-end="3585">Fortaleza estuda volta de linhas especiais de ônibus para jogos após cerca de 15 anos</h2>
<p data-start="3587" data-end="3733">Um dos aspectos mais relevantes do projeto para o transporte coletivo é a possibilidade de restabelecimento de linhas especiais nos dias de jogos.</p>
<p data-start="3735" data-end="3916">O presidente da Etufor, George Dantas, disse durante a vistoria que a estrutura permitirá organizar esse tipo de atendimento, que deixou de ser realizado há aproximadamente 15 anos.</p>
<p data-start="3918" data-end="4074">Segundo ele, os validadores e a biometria também ajudarão a identificar a demanda e a dimensionar melhor a quantidade de ônibus necessária para cada evento.</p>
<p data-start="4076" data-end="4228">Dantas afirmou que a estrutura poderá viabilizar a volta das linhas especiais, <em data-start="4155" data-end="4189">“algo que não ocorre há 15 anos”</em>.</p>
<p data-start="4230" data-end="4397">A Prefeitura ainda não divulgou quais seriam os itinerários dessas linhas, quantidade de ônibus, locais de origem ou quando a operação especial começaria efetivamente.</p>
<p data-start="4399" data-end="4532">Assim, a retomada é neste momento uma possibilidade operacional em estudo pela Etufor, e não um conjunto de novas linhas já definido.</p>
<h2 data-section-id="80k60b" data-start="4534" data-end="4592">Passageiro poderá comprar transporte junto com ingresso</h2>
<p data-start="4594" data-end="4703">Outra possibilidade apresentada pela Etufor é integrar a venda do transporte à comercialização dos ingressos.</p>
<p data-start="4705" data-end="4879">A proposta é permitir que o torcedor compre antecipadamente, junto com a entrada para uma partida ou outro evento, o direito às viagens de ida e volta no transporte coletivo.</p>
<p data-start="4881" data-end="5037">O sistema de validação permitiria também à Prefeitura conhecer previamente parte da demanda esperada e, a partir destes dados, dimensionar frota e horários.</p>
<p data-start="5039" data-end="5245">A administração municipal ainda não informou como será feita essa comercialização, qual valor será cobrado, quais meios de pagamento estarão disponíveis ou se o mecanismo será utilizado em todos os eventos.</p>
<h2 data-section-id="1hed9yv" data-start="5247" data-end="5288">Projeto nasceu de demanda das torcidas</h2>
<p data-start="5290" data-end="5431">Quando as obras foram iniciadas em junho, a Etufor informou que o desenho dos miniterminais nasceu de uma demanda apresentada por torcedores.</p>
<p data-start="5433" data-end="5637">Segundo a Prefeitura, participaram das discussões representantes dos clubes, Polícia Militar, torcidas, Governo do Ceará, Secretaria dos Esportes e órgãos municipais.</p>
<p data-start="5639" data-end="5866">O objetivo é enfrentar uma característica específica dos grandes eventos: enquanto a chegada das pessoas ocorre durante um período mais prolongado, a saída costuma ser concentrada logo depois do fim da partida ou do espetáculo.</p>
<p data-start="5868" data-end="5999">A concentração dificulta a organização dos embarques e pode gerar longas esperas, especialmente quando os eventos terminam à noite.</p>
<p data-start="6001" data-end="6164">A expectativa municipal é utilizar os miniterminais para organizar filas, concentrar veículos e fornecer ao passageiro informações mais precisas sobre os horários.</p>
<h2 data-section-id="4afkr6" data-start="6166" data-end="6250">Estruturas também fazem parte da preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027</h2>
<p data-start="6252" data-end="6382">Os equipamentos ganham importância adicional porque a Arena Castelão será uma das sedes da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027.</p>
<p data-start="6384" data-end="6633">O torneio será realizado entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 em oito cidades brasileiras. Fortaleza receberá nove partidas: seis pela fase de grupos, duas pelas oitavas de final e uma pelas quartas de final.</p>
<p data-start="6635" data-end="6729">O número coloca a capital cearense entre as sedes com maior quantidade de jogos do campeonato.</p>
<p data-start="6731" data-end="6975">A preparação para o Mundial já envolve Prefeitura, Governo do Ceará, Governo Federal e FIFA, com discussões específicas sobre mobilidade, operação da cidade, turismo, segurança e atendimento aos visitantes.</p>
<p data-start="6977" data-end="7157">A Arena Castelão possui experiência anterior com grandes competições internacionais, tendo recebido partidas da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo masculina de 2014.</p>
<p data-start="7159" data-end="7380">Para 2027, a intenção da Prefeitura é que os dois novos miniterminais façam parte da estrutura permanente de mobilidade do entorno, permanecendo em utilização depois da competição, e não apenas durante os grandes eventos.</p>
<p data-start="7382" data-end="7441" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="7382" data-end="7441" data-is-last-node=""><strong data-start="7383" data-end="7440">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Rock in Rio faz procura por viagens da Águia Branca para o Rio de Janeiro crescer 58,8% no feriadão de 07 de Setembro</title>
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    <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 23:00:00 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Empresa estima transportar 10,8 mil passageiros para a capital fluminense somente nos dias 04 e 05 de setembro; movimento pode superar 20&#160;mil passageiros com os retornos previstos para o fim do feriado prolongado VINÍCIUS DE OLIVEIRA O feriadão da Independência do Brasil, de 04 a 07 de setembro, elevou em 58,8% a procura por viagens [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="533" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed.jpg?fit=800%2C533&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><i>Empresa estima transportar 10,8 mil passageiros para a capital fluminense somente nos dias 04 e 05 de setembro; movimento pode superar </i>20<i>&nbsp;mil passageiros com os retornos previstos para o fim do feriado prolongado</i></p>
<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p>O feriadão da Independência do Brasil, de 04 a 07 de setembro, elevou em 58,8% a procura por viagens da Viação Águia Branca com destino ao Rio de Janeiro. A empresa transportará quase 11 mil passageiros somente nos dias 04 e 05, que concentram o movimento de ida e coincidem com o primeiro fim de semana do Rock in Rio, contra 6.801 passageiros no feriado de Tiradentes, em abril, escolhido como referência por também ter contado com quatro dias de recesso. Como a estimativa considera apenas os dois primeiros dias do feriadão, o movimento total deve crescer com os retornos previstos para 07 de setembro e pode superar 20 mil passageiros.</p>
<p>Para atender à procura, a empresa programou 120 viagens extras, além das 259 regulares com destino à capital fluminense, totalizando 379 viagens. A operação contempla chegadas nos terminais Rio de Janeiro, Barra da Tijuca, Campo Grande e Bangu e representa um reforço de 46,3% sobre a grade regular, que ainda poderá ser ampliado conforme a demanda até o fim do feriadão.</p>
<p>São Paulo (SP) é a principal origem dos passageiros com destino ao Rio de Janeiro, considerando os terminais do Tietê, Barra Funda e Itaquera. O Espírito Santo (ES) aparece na sequência, com embarques em Vitória e Vila Velha, seguido por Três Rios (RJ), São Bernardo do Campo (SP), Curitiba (PR) e Governador Valadares (MG). O levantamento reforça a dimensão interestadual do movimento para a capital fluminense em um feriado que coincide com a realização de um dos principais eventos do calendário nacional.</p>
<p>Outros destinos também registram aumento na procura por passagens. Vitória (ES) terá um dia adicional de folga, já que 08 de setembro é aniversário da capital capixaba, o que pode prolongar a permanência de quem sai do Espírito Santo e ampliar o fluxo de chegada à cidade. A Águia Branca estima transportar 7.752 passageiros com destino a Vitória, alta de 58,1%, indicando uma movimentação maior de passageiros chegando à capital do que deixando a cidade. Salvador (BA) registra crescimento de 38,4%, enquanto Aracaju (SE) apresenta alta de 112%.</p>
<p>Para o diretor de Negócios da Viação, Thiago Juffo, a maior procura pelo transporte rodoviário em feriados prolongados está relacionada à praticidade e à possibilidade de transformar o deslocamento em parte da experiência de viagem. “Em períodos como esse, em que muitas pessoas aproveitam alguns dias de folga para viajar ou participar de grandes eventos, o transporte rodoviário oferece uma combinação importante de capilaridade, variedade de horários e conforto. O passageiro consegue sair de diferentes cidades e chegar diretamente aos destinos, o que torna o ônibus uma alternativa bastante conveniente para esse tipo de deslocamento”, afirma.</p>
<p>A Viação Águia Branca oferece serviços semileito, leito e leito-cama, presentes atualmente em aproximadamente 51,57% da frota. Os veículos contam com poltronas com maior reclinação e espaço entre os assentos, Wi-Fi, entradas USB individuais e suportes para celular com carregamento integrado. Em algumas localidades, os passageiros também têm acesso a salas VIP e serviço de bordo com água, além de maior franquia de bagagem e flexibilidade para remarcações e cancelamentos.</p>
<p>Com a previsão de maior circulação nos terminais de embarque e desembarque, Juffo orienta os passageiros a se organizarem antes da viagem. “Em períodos de maior movimento, alguns cuidados ajudam a evitar imprevistos e tornam a experiência mais tranquila. A recomendação é conferir a documentação, acompanhar as informações da viagem e manter celulares, bolsas e outros objetos pessoais sempre por perto”, ressalta o diretor de Negócios da Águia Branca.</p>
<p><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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