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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  </item>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Governo de São Paulo sanciona lei que autoriza CPTM a assumir Estrada de Ferro Campos do Jordão, com bens, contratos, funcionários e atividades; concessão privada também está prevista</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/16/governo-de-sao-paulo-sanciona-lei-que-autoriza-cptm-a-assumir-estrada-de-ferro-campos-do-jordao-com-bens-contratos-funcionarios-e-atividades-concessao-privada-tambem-esta-prevista/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 11:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Nova legislação transfere à companhia ferroviária responsabilidades sobre patrimônio e administração da ferrovia centenária; Estado poderá assumir dívidas, enquanto trabalhadores serão reunidos em quadro especial em extinção; projeto de concessão de R$ 403,5 milhões e prazo de 24 anos teve licitação suspensa em junho ADAMO BAZANI O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?w=1640&amp;ssl=1 1640w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Nova legislação transfere à companhia ferroviária responsabilidades sobre patrimônio e administração da ferrovia centenária; Estado poderá assumir dívidas, enquanto trabalhadores serão reunidos em quadro especial em extinção; projeto de concessão de R$ 403,5 milhões e prazo de 24 anos teve licitação suspensa em junho</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou a lei que autoriza a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) a assumir a Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ), incluindo os bens, contratos, atividades operacionais, direitos patrimoniais e responsabilidades administrativas da ferrovia centenária que liga Pindamonhangaba a Campos do Jordão, no Vale do Paraíba e na Serra da Mantiqueira. Publicada no Diário Oficial desta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, a Lei Estadual nº 18.498 também autoriza o Tesouro paulista a assumir débitos da EFCJ e estabelece regras específicas para os trabalhadores, enquanto o Governo do Estado mantém um projeto de concessão à iniciativa privada que prevê aproximadamente R$ 403,5 milhões em investimentos e contrato de 24 anos.</p>
<p>A mudança coloca a CPTM como responsável pelas atividades da Estrada de Ferro Campos do Jordão até que sejam transferidas a outros órgãos estaduais ou concedidas, conforme regulamentação posterior. A legislação preserva direitos de uso e atos patrimoniais anteriormente formalizados e cria um quadro especial em extinção para os empregados permanentes da ferrovia, com manutenção das denominações dos empregos, atribuições e remunerações. A medida ocorre após a suspensão, em junho de 2026, da licitação que pretendia transferir a exploração do complexo turístico ferroviário para uma empresa privada, incluindo a recuperação de parte da infraestrutura, modernização dos trens e exploração de instalações turísticas.</p>
<p>A legislação foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) no início deste mês, após tramitação do Projeto de Lei nº 1.287/2025, encaminhado pelo Executivo em novembro de 2025.</p>
<p>A sanção representa uma mudança na organização administrativa da Estrada de Ferro Campos do Jordão, uma das ferrovias históricas mais conhecidas do país, cuja infraestrutura reúne potencial de transporte turístico e patrimônio ferroviário de importância cultural.</p>
<p>A CPTM, que atua no transporte metropolitano de passageiros da Grande São Paulo, passa a ter autorização legal para assumir atribuições relacionadas à ferrovia, inclusive contratos e bens móveis e imóveis.</p>
<h3>CPTM poderá assumir atividades, contratos, licitações e patrimônio da ferrovia</h3>
<p>O primeiro artigo da Lei nº 18.498 autoriza o Poder Executivo estadual a transferir à CPTM a propriedade, os direitos reais e os direitos possessórios dos bens administrados pela Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>A legislação também autoriza o Estado a assumir a responsabilidade pelo pagamento dos débitos da EFCJ.</p>
<p>O artigo 2º estabelece três atribuições principais para a companhia:</p>
<ol start="1">
<li>Desempenhar as atividades públicas exercidas pela Estrada de Ferro Campos do Jordão.</li>
<li>Assumir a posição administrativa da EFCJ nos procedimentos licitatórios e contratos vinculados às suas atividades.</li>
<li>Assumir as dotações orçamentárias correspondentes, além dos bens móveis e imóveis.</li>
</ol>
<p>A transferência contratual prevista em lei ocorre por meio da chamada sub-rogação, pela qual a CPTM passa a ocupar a posição anteriormente exercida pela ferrovia nas relações administrativas abrangidas.</p>
<p>Na prática, a mudança permite concentrar na companhia ferroviária responsabilidades relacionadas à administração do patrimônio, ao acompanhamento de contratos e às atividades necessárias à continuidade dos serviços.</p>
<p>O parágrafo único do artigo 2º estabelece que a CPTM exercerá todas as atribuições da EFCJ até eventual transferência para outros órgãos estaduais ou concessão, conforme decreto.</p>
<p>A lei entrou em vigor em 16 de outubro de 2026, data da publicação.</p>
<h3>Funcionários terão quadro especial em extinção, com preservação das atribuições e remunerações</h3>
<p>Um dos pontos mais importantes da legislação trata dos empregados permanentes da Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>O artigo 3º cria um Quadro Especial em extinção, vinculado à Secretaria dos Transportes Metropolitanos.</p>
<p>Esse quadro será composto exclusivamente pelos titulares de empregos públicos permanentes da EFCJ.</p>
<p>A lei determina a manutenção das respectivas denominações, atribuições e remunerações, conforme regulamentação posterior.</p>
<p>Os empregos públicos integrantes desse quadro serão extintos quando ocorrer a vacância, como nas hipóteses legalmente previstas de desligamento ou aposentadoria.</p>
<p>A Secretaria dos Transportes Metropolitanos deverá publicar a relação dos empregos extintos e comunicar as informações à área estadual de gestão de pessoas.</p>
<p>A legislação também autoriza, a critério da administração, a transferência das relações contratuais dos empregados necessários à continuidade das atividades absorvidas por outros órgãos ou entidades estaduais.</p>
<p>Nesses casos, deverá ser mantido o regime jurídico correspondente e assegurada a continuidade das atividades.</p>
<p>O texto modifica ainda a Lei Complementar nº 1.211/2013, fixando jornada completa de trabalho de 40 horas semanais para os empregos públicos permanentes abrangidos pela norma.</p>
<p>Quanto ao Prêmio de Incentivo à Produtividade, a legislação permite que o Tesouro estadual custeie as despesas, observadas as disposições específicas.</p>
<p>Inicialmente, os pagamentos continuarão a utilizar recursos do Fundo Especial de Despesa da Estrada de Ferro Campos do Jordão até seu esgotamento ou extinção.</p>
<h3>Direitos de uso de imóveis e contratos patrimoniais serão administrados pela CPTM</h3>
<p>A nova legislação também trata dos imóveis e demais bens da EFCJ.</p>
<p>O artigo 5º preserva a validade das autorizações de uso e dos atos administrativos relacionados à gestão do patrimônio formalizados antes da entrada em vigor da lei.</p>
<p>A CPTM passa a ter competência para renovar, prorrogar, fiscalizar e rescindir essas autorizações, dentro dos limites legais.</p>
<p>Por decreto, essas atribuições poderão ser transferidas a outros órgãos ou entidades estaduais.</p>
<p>O dispositivo é relevante porque o complexo ferroviário possui bens com funções operacionais, históricas, culturais e turísticas.</p>
<p>A administração do patrimônio envolve não apenas a infraestrutura ferroviária, mas também instalações associadas à exploração econômica e à preservação dos espaços vinculados à ferrovia.</p>
<h3>Concessão privada prevê R$ 403,5 milhões e contrato de 24 anos</h3>
<p>A mudança administrativa ocorre paralelamente ao projeto estadual de concessão do Complexo Turístico Ferroviário da Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>Em janeiro de 2026, o Governo de São Paulo publicou o Decreto nº 70.336, autorizando a abertura de licitação internacional para a concessão de obras e exploração econômica do complexo.</p>
<p>O regulamento estabelece prazo contratual de 24 anos e atribui à futura concessionária responsabilidades por investimentos, conservação, manutenção e exploração econômica da área concedida.</p>
<p>O projeto divulgado pelo Estado prevê investimentos estimados em R$ 403,5 milhões e aproximadamente R$ 17 milhões anuais de despesas operacionais.</p>
<p>Entre as obrigações previstas estão a recuperação de instalações ferroviárias, modernização de trens, requalificação de estações e revitalização de aproximadamente 40% da infraestrutura ferroviária.</p>
<p>A modelagem também contempla bens turísticos associados à ferrovia, como o Parque Reino das Águas Claras, em Pindamonhangaba, e o patrimônio histórico do complexo.</p>
<p>O governo havia programado a licitação para o primeiro semestre de 2026.</p>
<p>Em 8 de junho, porém, a Secretaria de Parcerias em Investimentos suspendeu a Concorrência Internacional nº 02/2026, antes da apresentação das propostas.</p>
<p>A sanção da nova lei estabelece uma estrutura administrativa para a ferrovia enquanto o Estado conduz as providências relacionadas à sua gestão e ao projeto de concessão.</p>
<h3>Ferrovia centenária liga Pindamonhangaba a Campos do Jordão e possui cerca de 47 quilômetros</h3>
<p>A Estrada de Ferro Campos do Jordão começou a operar em 1914, inicialmente com a finalidade de facilitar o acesso à região serrana, que recebia pacientes em busca de tratamento de doenças respiratórias, especialmente tuberculose.</p>
<p>Com o desenvolvimento de Campos do Jordão como destino turístico, a ferrovia adquiriu importância também para o lazer, a cultura e a preservação da memória ferroviária.</p>
<p>O traçado possui aproximadamente 47 quilômetros e passa por Pindamonhangaba, Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão.</p>
<p>A estrada de ferro reúne características técnicas particulares, com trajeto de serra e infraestrutura eletrificada, além de veículos históricos associados à operação turística.</p>
<p>Ao longo das últimas décadas, diferentes serviços foram oferecidos, incluindo deslocamentos turísticos no trecho urbano de Campos do Jordão e viagens em direção a Santo Antônio do Pinhal.</p>
<p>A redução das operações, os problemas de infraestrutura e as necessidades de investimentos passaram a integrar os debates sobre a recuperação do sistema.</p>
<p>O projeto de concessão prevê a retomada e modernização de serviços turísticos em trechos determinados, preservando os elementos históricos associados ao patrimônio ferroviário.</p>
<p>A definição da futura operação dependerá das condições dos ativos, das intervenções de recuperação e do modelo administrativo ou contratual implementado pelo Estado.</p>
<h3>O que a nova lei estabelece</h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Tema</th>
<th>Determinação</th>
</tr>
<tr>
<td>Patrimônio</td>
<td>Transferência autorizada dos bens e direitos administrados pela EFCJ à CPTM</td>
</tr>
<tr>
<td>Operação e atividades</td>
<td>CPTM poderá exercer as atividades da EFCJ</td>
</tr>
<tr>
<td>Licitações e contratos</td>
<td>CPTM poderá assumir a posição da EFCJ nos procedimentos e contratos</td>
</tr>
<tr>
<td>Dívidas</td>
<td>Estado poderá assumir débitos da ferrovia</td>
</tr>
<tr>
<td>Empregados</td>
<td>Criação de quadro especial em extinção, com preservação de remunerações e atribuições</td>
</tr>
<tr>
<td>Jornada</td>
<td>Previsão de 40 horas semanais</td>
</tr>
<tr>
<td>Prêmio de produtividade</td>
<td>Custeio inicialmente pelo fundo da EFCJ, com possibilidade de participação do Tesouro</td>
</tr>
<tr>
<td>Imóveis e autorizações de uso</td>
<td>CPTM poderá renovar, prorrogar, fiscalizar e rescindir as outorgas</td>
</tr>
<tr>
<td>Gestão futura</td>
<td>Possibilidade de transferência para outros órgãos ou concessão</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A reorganização envolve, portanto, administração, patrimônio, responsabilidades contratuais e situação funcional dos empregados.</p>
<p>Para o transporte ferroviário paulista, a mudança amplia as atribuições legalmente previstas para a CPTM, tradicionalmente responsável pelo atendimento metropolitano na Grande São Paulo.</p>
<p>Já para o Vale do Paraíba e a Serra da Mantiqueira, a medida integra o processo de definição do futuro de uma ferrovia centenária associada à história regional e à atividade turística.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Artesp arquiva processo contra ViaMobilidade sobre manutenção e segurança nas linhas 8 e 9</title>
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	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 10:30:32 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Agência acolheu defesa da concessionária e concluiu pela inexistência de infração contratual; enquadramento previa multa por descumprimento de procedimentos de manutenção com exposição a risco ADAMO BAZANI A Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) determinou o arquivamento de um processo administrativo sancionador contra a ViaMobilidade, responsável pelas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="533" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?fit=800%2C533&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed-5.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><em>Agência acolheu defesa da concessionária e concluiu pela inexistência de infração contratual; enquadramento previa multa por descumprimento de procedimentos de manutenção com exposição a risco</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) determinou o arquivamento de um processo administrativo sancionador contra a ViaMobilidade, responsável pelas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda dos trens metropolitanos. A Superintendência Metroferroviária acolheu a defesa prévia da concessionária e concluiu pela inexistência de infração contratual.</p>
<p>A apuração estava vinculada a um dispositivo do contrato que prevê multa por descumprimento de planos ou procedimentos de manutenção e normas técnicas que coloque equipamentos, sistemas, passageiros e funcionários em condição de risco. Com a decisão, a agência deixou de aplicar a penalidade à operadora.</p>
<p>O enquadramento utilizado era o item 60.1 do Anexo V do Contrato de Concessão nº 002/2021. A tabela original estabelece multa de R$ 200 mil para essa modalidade de infração, com atualização conforme as regras contratuais.</p>
<p><strong>Defesa acolhida</strong></p>
<p>A notificação informa que a Superintendência Metroferroviária “acolheu a Defesa Prévia apresentada” e deixou de aplicar a penalidade “ante a inexistência de infração contratual”.</p>
<p>O arquivamento foi determinado no processo administrativo sancionador SEI nº 021.00001837/2023-78, aberto em nome da Concessionária das Linhas 8 e 9 do Sistema de Trens Metropolitanos de São Paulo S.A., razão social da ViaMobilidade responsável pelas duas linhas.</p>
<p>O dispositivo contratual reúne obrigações de manutenção relacionadas tanto à conservação dos equipamentos e sistemas quanto à segurança das pessoas. Para esse processo, a conclusão da agência, após a análise da defesa, foi pelo encerramento da apuração sem aplicação da multa.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Governo federal seleciona R$ 69,3 milhões para compra de ônibus por Nova Transportes, Santa Zita, Quatai e Via Norte no Espírito Santo e em São Paulo</title>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 10:01:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quatro empresas de transporte coletivo foram contempladas pelo Ministério das Cidades com financiamentos do Novo PAC, por meio do Pró-Transporte, com recursos do FGTS; maior proposta é de R$ 32,87 milhões para a Nova Transportes, que atua na Grande Vitória ADAMO BAZANI O Governo Federal selecionou quatro propostas de financiamento que somam R$ 69.315.325,00 para [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="918" height="579" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?fit=918%2C579&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?w=918&amp;ssl=1 918w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?resize=300%2C189&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?resize=768%2C484&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?resize=400%2C252&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 918px) 100vw, 918px" /> <p><em>Quatro empresas de transporte coletivo foram contempladas pelo Ministério das Cidades com financiamentos do Novo PAC, por meio do Pró-Transporte, com recursos do FGTS; maior proposta é de R$ 32,87 milhões para a Nova Transportes, que atua na Grande Vitória</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p>O Governo Federal selecionou quatro propostas de financiamento que somam R$ 69.315.325,00 para a aquisição de ônibus destinados ao transporte coletivo urbano no Espírito Santo e em São Paulo. As empresas contempladas são Nova Transportes, Santa Zita Transportes e Via Norte, no Espírito Santo, e Quatai Transporte de Passageiros, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Os recursos integram o Novo PAC Mobilidade Urbana, no subeixo Renovação de Frota, e serão disponibilizados por meio de operações de crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).</p>
<p>As seleções foram oficializadas pelo Ministério das Cidades em quatro portarias publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 16 de outubro de 2026. O maior financiamento, de R$ 32,87 milhões, corresponde à proposta da Nova Transportes, seguido por R$ 17,157 milhões para a Santa Zita, ambas com atuação na Grande Vitória. A Quatai foi selecionada para uma operação de R$ 10,358 milhões e a Via Norte, de Linhares (ES), para R$ 8,93 milhões. As medidas ampliam as possibilidades de investimento na renovação dos veículos utilizados diariamente pelos passageiros, enquanto as empresas deverão cumprir as etapas financeiras e contratuais previstas no programa.</p>
<h3>Veja os valores, as empresas e os bancos envolvidos</h3>
<p>As quatro propostas foram divulgadas pelas portarias MCID nº 1.400, 1.401, 1.404 e 1.405, todas de 15 de outubro de 2026.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Área atendida</th>
<th>Agente financeiro</th>
<th>Valor</th>
</tr>
<tr>
<td>Nova Transportes</td>
<td>Grande Vitória (ES)</td>
<td>Banco Mercedes-Benz</td>
<td>R$ 32.870.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Santa Zita Transportes</td>
<td>Grande Vitória (ES)</td>
<td>Banco Mercedes-Benz</td>
<td>R$ 17.157.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Quatai Transporte de Passageiros</td>
<td>Itaquaquecetuba (SP)</td>
<td>Bradesco</td>
<td>R$ 10.358.325,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Via Norte</td>
<td>Linhares (ES)</td>
<td>Banco Mercedes-Benz</td>
<td>R$ 8.930.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td></td>
<td></td>
<td>R$ 69.315.325,00</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>O Espírito Santo concentra R$ 58.957.000,00 das propostas selecionadas, o equivalente a aproximadamente 85,1% do valor total. São Paulo responde pelos R$ 10.358.325,00 restantes, correspondentes a 14,9%.</p>
<p>O Banco Mercedes-Benz do Brasil aparece como agente financeiro de três das quatro propostas, que somam R$ 58.957.000,00. O Banco Bradesco responde pela operação da Quatai.</p>
<p>A participação do Banco Mercedes-Benz como agente financeiro identifica a instituição responsável pela operação de crédito, e não determina, por si só, a marca dos ônibus que serão adquiridos.</p>
<h3>Nova Transportes e Santa Zita concentram investimentos na Grande Vitória</h3>
<p>As duas maiores propostas, que somam R$ 50.027.000,00, foram apresentadas por empresas relacionadas ao transporte coletivo da Região Metropolitana da Grande Vitória.</p>
<p>As seleções abrangem cinco municípios capixabas: Cariacica, Viana, Vitória, Vila Velha e Serra.</p>
<p>A Nova Transportes Ltda., inscrita no CNPJ 03.751.762/0001-18, aparece na Portaria MCID nº 1.401, com financiamento de R$ 32.870.000,00.</p>
<p>A Santa Zita Transportes Ltda., CNPJ 36.414.225/0001-31, está relacionada na Portaria MCID nº 1.405, com financiamento de R$ 17.157.000,00.</p>
<p>As duas operações têm como objeto a aquisição de ônibus para transporte público coletivo urbano e indicam o Banco Mercedes-Benz do Brasil como agente financeiro.</p>
<p>A Grande Vitória concentra fluxos importantes de deslocamentos entre municípios, com passageiros que utilizam ônibus para chegar aos locais de trabalho, estudo e atendimento de serviços públicos.</p>
<p>A renovação de frota tem relevância nesse contexto porque interfere nas condições de conservação dos veículos, na disponibilidade operacional e nos custos de manutenção. A efetiva melhoria do atendimento dependerá das características dos ônibus adquiridos, da quantidade de unidades e da maneira como os novos veículos serão incorporados ao sistema.</p>
<h3>Quatai tem proposta de R$ 10,35 milhões para Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo</h3>
<p>No Estado de São Paulo, a empresa selecionada é a Quatai Transporte de Passageiros SPE S/A, inscrita no CNPJ 31.599.393/0001-25.</p>
<p>A proposta, no valor de R$ 10.358.325,00, tem como objeto a aquisição de ônibus destinados ao transporte público coletivo urbano em Itaquaquecetuba, município da Região Metropolitana de São Paulo.</p>
<p>O agente financeiro indicado é o Banco Bradesco S.A.</p>
<p>Itaquaquecetuba integra a região do Alto Tietê, marcada por deslocamentos entre municípios e pela necessidade de articulação dos ônibus municipais com outras modalidades de transporte, particularmente os serviços metropolitanos e ferroviários.</p>
<p>A modernização da frota municipal interessa tanto aos passageiros que realizam viagens dentro da cidade como àqueles que dependem dos ônibus para acessar outros pontos da rede metropolitana.</p>
<h3>Via Norte recebe seleção de R$ 8,93 milhões para Linhares</h3>
<p>A quarta empresa contemplada é a Via Norte Ltda., inscrita no CNPJ 36.355.030/0001-68, com proposta de R$ 8.930.000,00.</p>
<p>O financiamento está previsto na Portaria MCID nº 1.400 e tem como destino a aquisição de ônibus para o transporte coletivo urbano de Linhares, no norte do Espírito Santo.</p>
<p>O agente financeiro é o Banco Mercedes-Benz do Brasil S.A.</p>
<p>A operação insere Linhares no conjunto de municípios que poderão modernizar suas frotas com recursos disponibilizados pelo programa federal.</p>
<h3>Como funciona o Pró-Transporte e qual é a diferença entre financiamento e subsídio</h3>
<p>O Pró-Transporte é um programa de financiamento que utiliza recursos do FGTS para apoiar investimentos em mobilidade urbana.</p>
<p>Na modalidade de renovação de frota destinada ao setor privado, as empresas apresentam propostas para financiar a aquisição de ônibus, com participação de instituições financeiras responsáveis pela análise e operacionalização do crédito.</p>
<p>O modelo permite distribuir o custo dos investimentos ao longo do prazo contratual, em vez de exigir que as operadoras desembolsem imediatamente todos os recursos necessários à aquisição dos veículos.</p>
<p>Existe uma distinção importante entre esse mecanismo e uma transferência direta de recursos públicos sem obrigação de devolução.</p>
<p>No financiamento, a operação envolve crédito que deverá ser amortizado nas condições pactuadas. Dessa maneira, aspectos como juros, prazo de pagamento, garantias e capacidade econômico-financeira das empresas são relevantes para sua execução.</p>
<p>A seleção publicada pelo Ministério das Cidades constitui uma etapa do processo. A contratação financeira e a posterior aquisição dos veículos são etapas próprias, sujeitas às condições aplicáveis às operações de crédito.</p>
<h3>Renovação das frotas pode movimentar fabricantes e encarroçadoras</h3>
<p>Os financiamentos também têm importância para a indústria brasileira de ônibus.</p>
<p>A aquisição de novos veículos movimenta diferentes fornecedores, incluindo fabricantes de chassis, carrocerias, componentes, sistemas eletrônicos, equipamentos de segurança e serviços de manutenção.</p>
<p>O impacto industrial dependerá do volume de ônibus efetivamente contratado e das configurações escolhidas pelas empresas.</p>
<p>A renovação de frota também deve ser acompanhada pela perspectiva dos passageiros, que são os usuários finais dos investimentos. A substituição de veículos antigos pode contribuir para reduzir indisponibilidades mecânicas, melhorar a acessibilidade e proporcionar condições mais adequadas de viagem.</p>
<p>Os novos contratos e as futuras entregas permitirão avaliar de que maneira os financiamentos selecionados nesta sexta-feira serão convertidos em veículos efetivamente colocados em operação.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Prefeitura de São Paulo libera mais R$ 393,8 milhões para subsídios dos ônibus; reforços de outubro somam R$ 665,6 milhões e gastos crescem acima da inflação desde 2017</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 09:01:22 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Somente neste mês, dois decretos acrescentaram recursos equivalentes a 10,7% do orçamento original de compensações tarifárias de 2026; levantamento do Diário do Transporte mostra aumento histórico de 145,5% nos subsídios entre 2017 e 2025, contra inflação de 50,6%, enquanto proposta para 2027 prevê R$ 7,35 bilhões para ônibus, R$ 2,19 bilhões para eletrificação e gestão [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260823_1529362.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260823_1529362.jpg?w=4096&amp;ssl=1 4096w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260823_1529362.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260823_1529362.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260823_1529362.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260823_1529362.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260823_1529362.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260823_1529362.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260823_1529362.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260823_1529362.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Somente neste mês, dois decretos acrescentaram recursos equivalentes a 10,7% do orçamento original de compensações tarifárias de 2026; levantamento do <strong>Diário do Transporte</strong> mostra aumento histórico de 145,5% nos subsídios entre 2017 e 2025, contra inflação de 50,6%, enquanto proposta para 2027 prevê R$ 7,35 bilhões para ônibus, R$ 2,19 bilhões para eletrificação e gestão e R$ 500 milhões para biometano</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo abriu mais R$ 393,85 milhões para os subsídios do sistema municipal de ônibus nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, elevando para R$ 665,61 milhões os reforços orçamentários anunciados somente neste mês para as compensações tarifárias. Os dois créditos adicionais representam aproximadamente 10,7% dos R$ 6,225 bilhões originalmente previstos para esta finalidade em 2026. Considerando a dotação inicial e esses dois acréscimos, o montante chega a R$ 6,89 bilhões, enquanto a proposta de orçamento para 2027 prevê R$ 7,35 bilhões para os subsídios, além de R$ 2,19 bilhões para eletrificação da frota e melhoria da gestão e R$ 500 milhões para renovação de veículos com biometano.</p>
<p>A sequência de aportes reforça uma tendência de crescimento do financiamento público do transporte paulistano. Levantamento do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, com base em relatórios da SPTrans e demonstrativos oficiais, mostra que os subsídios passaram de aproximadamente R$ 2,9 bilhões em 2017 para R$ 7,12 bilhões em 2025, alta nominal de 145,5%, enquanto a inflação medida pelo IPCA foi de 50,6% entre dezembro de 2017 e dezembro de 2025. Descontada a inflação, o crescimento dos recursos foi de aproximadamente 63%. A atualização da inflação até setembro de 2026, último mês divulgado pelo IBGE, eleva a correção acumulada desde o fim de 2017 para cerca de 56,5%, mantendo a expansão histórica dos subsídios significativamente acima do aumento geral dos preços.</p>
<p>O novo crédito foi autorizado pelo prefeito Ricardo Nunes no Decreto nº 65.627, assinado em 15 de outubro e publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da Cidade de São Paulo.</p>
<p>Os R$ 393.857.057,20 foram integralmente destinados à ação orçamentária denominada Compensações Tarifárias do Sistema de Ônibus.</p>
<p>A cobertura financeira utiliza excesso de arrecadação, mecanismo orçamentário que permite reforçar dotações com receitas superiores às consideradas na programação inicial.</p>
<p>O decreto distribui os recursos entre duas classificações de despesa: R$ 260.557.057,20 em contribuições classificadas como despesas correntes e R$ 133.300.000,00 em contribuições de capital.</p>
<p>A movimentação ocorre apenas 11 dias depois da publicação de outro decreto que acrescentou R$ 271.757.425,72 às dotações destinadas ao sistema de ônibus.</p>
<h3>Dois reforços em outubro: R$ 271,76 milhões no dia 5 e mais R$ 393,86 milhões nesta sexta-feira</h3>
<p>No dia 5 de outubro, a Prefeitura publicou o Decreto nº 65.616, que abriu crédito adicional total de R$ 301,76 milhões, dos quais R$ 271,76 milhões foram destinados às compensações tarifárias e R$ 30 milhões à comunicação institucional.</p>
<p>Em 6 de outubro, o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, autorizou a realização das despesas e a emissão de empenhos correspondentes aos R$ 271,76 milhões destinados aos ônibus.</p>
<p>Na ocasião, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> explicou que a abertura de crédito e a autorização dos empenhos eram etapas administrativas relacionadas ao mesmo recurso.</p>
<p>Agora, o novo decreto acrescenta R$ 393,86 milhões, que se somam ao reforço anterior.</p>
<p><strong>Reforços orçamentários para os ônibus em outubro de 2026</strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Publicação</th>
<th>Recursos para compensações tarifárias</th>
</tr>
<tr>
<td>5 de outubro — Decreto nº 65.616</td>
<td>R$ 271.757.425,72</td>
</tr>
<tr>
<td>16 de outubro — Decreto nº 65.627</td>
<td>R$ 393.857.057,20</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Total dos dois reforços</strong></td>
<td><strong>R$ 665.614.482,92</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O segundo crédito é aproximadamente 44,9% maior que o primeiro.</p>
<p>A divisão dos recursos também mudou entre os dois decretos.</p>
<p><strong>Distribuição dos reforços por natureza de despesa</strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Classificação</th>
<th>Crédito de 5/10</th>
<th>Crédito de 16/10</th>
</tr>
<tr>
<td>Contribuições correntes</td>
<td>R$ 230.993.811,86</td>
<td>R$ 260.557.057,20</td>
</tr>
<tr>
<td>Contribuições de capital</td>
<td>R$ 40.763.613,86</td>
<td>R$ 133.300.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Total</strong></td>
<td><strong>R$ 271.757.425,72</strong></td>
<td><strong>R$ 393.857.057,20</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O reforço destinado às despesas de capital, de R$ 133,3 milhões nesta sexta-feira, é mais de três vezes o valor destinado à mesma classificação no decreto anterior.</p>
<p>As duas publicações ampliam a autorização orçamentária para o financiamento do sistema. A execução dos recursos passa pelas etapas de empenho, liquidação e pagamento, conforme as despesas reconhecidas pela administração.</p>
<h3>Dotação inicial de R$ 6,225 bilhões em 2026 recebe acréscimos equivalentes a 10,7%</h3>
<p>O orçamento aprovado originalmente para 2026 previa R$ 6.225.023.714 para as compensações tarifárias do sistema municipal de ônibus.</p>
<p>Os dois créditos publicados em outubro acrescentam R$ 665,61 milhões a esse valor, correspondentes a aproximadamente 10,69% da dotação original.</p>
<p>Considerando exclusivamente a dotação inicial e esses dois créditos, chega-se a R$ 6.890.638.196,92.</p>
<p><strong>Efeito dos dois reforços sobre a previsão inicial de 2026</strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Referência</th>
<th>Valor</th>
</tr>
<tr>
<td>Orçamento original de 2026</td>
<td>R$ 6.225.023.714,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Crédito publicado em 5/10</td>
<td>R$ 271.757.425,72</td>
</tr>
<tr>
<td>Crédito publicado em 16/10</td>
<td>R$ 393.857.057,20</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Soma da dotação original com os dois reforços</strong></td>
<td><strong>R$ 6.890.638.196,92</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Aumento correspondente à dotação inicial</td>
<td>10,69%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O valor de R$ 6,89 bilhões representa a soma dessas três referências. O orçamento vigente consolidado depende também das demais alterações realizadas durante 2026, incluindo eventuais suplementações e remanejamentos de outras datas.</p>
<p>Também existe diferença entre os recursos previstos no orçamento, aqueles efetivamente empenhados e os valores pagos à operação.</p>
<p>Essa distinção é importante para avaliar o financiamento dos serviços e comparar os resultados anuais da SPTrans.</p>
<h3>Subsídios cresceram 145,5% entre 2017 e 2025, enquanto inflação foi de 50,6%</h3>
<p>A trajetória de crescimento das compensações tarifárias já havia sido apresentada pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em reportagens publicadas em 1º e 6 de outubro.</p>
<p>O levantamento reúne dados dos relatórios anuais da SPTrans e de demonstrativos oficiais da Prefeitura, mostrando como o financiamento municipal passou a representar uma parcela cada vez mais expressiva do custo do transporte coletivo.</p>
<p>Em 2017, os subsídios informados eram de aproximadamente R$ 2,9 bilhões.</p>
<p>Em 2025, chegaram a R$ 7,12 bilhões, uma diferença nominal de R$ 4,22 bilhões.</p>
<p>Isso representa crescimento de 145,5% em oito anos.</p>
<p>No mesmo intervalo, considerando os níveis de preços de dezembro de 2017 e dezembro de 2025, a inflação nacional acumulada pelo IPCA foi de aproximadamente 50,6%.</p>
<p>Se os R$ 2,9 bilhões de 2017 fossem apenas atualizados pelo IPCA até dezembro de 2025, corresponderiam a cerca de R$ 4,37 bilhões.</p>
<p>Os R$ 7,12 bilhões informados para 2025 ficaram, portanto, aproximadamente R$ 2,75 bilhões acima da referência corrigida pela inflação, diferença equivalente a um crescimento real de cerca de 63%.</p>
<p><strong>Evolução dos subsídios e comparação com o IPCA</strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Ano</th>
<th>Subsídios informados</th>
<th>R$ 2,9 bilhões de 2017 corrigidos pelo IPCA</th>
</tr>
<tr>
<td>2017</td>
<td>R$ 2,900 bilhões</td>
<td>R$ 2,900 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2018</td>
<td>R$ 3,017 bilhões</td>
<td>R$ 3,009 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2019</td>
<td>R$ 3,1105 bilhões</td>
<td>R$ 3,138 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2020</td>
<td>R$ 3,3159 bilhões</td>
<td>R$ 3,280 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2021</td>
<td>R$ 3,300 bilhões</td>
<td>R$ 3,610 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2022</td>
<td>R$ 4,8911 bilhões</td>
<td>R$ 3,819 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2023</td>
<td>R$ 5,300 bilhões</td>
<td>R$ 3,996 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2024</td>
<td>R$ 6,700 bilhões</td>
<td>R$ 4,189 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2025</td>
<td>R$ 7,120 bilhões</td>
<td>R$ 4,367 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2026</td>
<td>R$ 6,225 bilhões na dotação original; R$ 6,891 bilhões com os dois reforços de outubro</td>
<td>R$ 4,540 bilhões até setembro, pela inflação acumulada</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fontes: SPTrans, demonstrativos orçamentários da Prefeitura de São Paulo, levantamentos do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> e IPCA do IBGE. Valores arredondados.</p>
<p>A tabela preserva as referências históricas dos relatórios oficiais. Em diferentes anos, os documentos utilizam critérios de competência, recursos recebidos e pagamentos, inclusive de despesas relativas a exercícios anteriores.</p>
<p>A coluna de correção monetária utiliza dezembro de 2017 como base e, para 2026, setembro, último mês com IPCA divulgado.</p>
<p>Já os valores de 2026 são previsões e autorizações orçamentárias, enquanto os de 2017 a 2025 representam informações históricas reunidas em relatórios. Por isso, o exercício de 2026 deverá ser comparado com os demais após o fechamento da execução.</p>
<h3>Inflação acumulada até setembro de 2026 amplia correção monetária para cerca de 56,5% desde o fim de 2017</h3>
<p>A atualização do levantamento considera os resultados do IPCA divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 9 de outubro.</p>
<p>O indicador registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, acumulando 3,95% entre janeiro e setembro e 4,58% nos últimos 12 meses.</p>
<p>Até dezembro de 2025, a inflação acumulada desde o encerramento de 2017 era de aproximadamente 50,6%.</p>
<p>Com a incorporação dos 3,95% registrados nos nove primeiros meses de 2026, a correção monetária acumulada no intervalo chega a aproximadamente 56,5%.</p>
<p>Isso significa que os R$ 2,9 bilhões de 2017 equivaleriam a aproximadamente R$ 4,54 bilhões em setembro de 2026, considerando exclusivamente a inflação geral ao consumidor.</p>
<p><strong>Comparação atualizada com a inflação</strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Resultado</th>
</tr>
<tr>
<td>Subsídios informados em 2017</td>
<td>R$ 2,90 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Subsídios informados em 2025</td>
<td>R$ 7,12 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Crescimento nominal entre 2017 e 2025</td>
<td>145,5%</td>
</tr>
<tr>
<td>IPCA entre dezembro de 2017 e dezembro de 2025</td>
<td>50,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>Crescimento real dos subsídios até 2025</td>
<td>Cerca de 63%</td>
</tr>
<tr>
<td>IPCA de janeiro a setembro de 2026</td>
<td>3,95%</td>
</tr>
<tr>
<td>IPCA acumulado entre dezembro de 2017 e setembro de 2026</td>
<td>Cerca de 56,5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Valor de R$ 2,9 bilhões atualizado até setembro de 2026</td>
<td>Cerca de R$ 4,54 bilhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O valor histórico informado para 2025, de R$ 7,12 bilhões, supera em aproximadamente 56,8% os R$ 4,54 bilhões que representam a simples correção monetária da referência de 2017 até setembro de 2026.</p>
<p>Essa comparação adicional utiliza um valor de subsídios de 2025 diante de uma base monetária atualizada até setembro de 2026. Para medir o crescimento real entre dois exercícios completos, a comparação principal permanece sendo a de 2017 a 2025, que aponta alta de aproximadamente 63% acima da inflação.</p>
<p>O IPCA é uma referência geral de preços, mas a estrutura de custos das empresas de ônibus envolve fatores específicos, como salários e encargos trabalhistas, combustível, energia, veículos, pneus, peças, manutenção, investimentos em garagens e exigências contratuais.</p>
<p>O crescimento acima da inflação, por si só, não determina a eficiência ou a qualidade dos serviços. Para avaliar a aplicação dos recursos também é necessário considerar quantidade de viagens, passageiros transportados, cumprimento da programação, renovação da frota e custos reconhecidos nos contratos.</p>
<h3>Para 2027, Prefeitura prevê R$ 7,35 bilhões para subsidiar os ônibus, além de R$ 2,19 bilhões para eletrificação e gestão</h3>
<p>O aumento dos recursos em 2026 ocorre enquanto a Câmara Municipal analisa a proposta orçamentária apresentada pela Prefeitura para 2027.</p>
<p>Conforme levantamento publicado pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em 1º de outubro, o projeto prevê R$ 7.347.161.964 para compensações tarifárias do sistema de ônibus, considerando dotações distribuídas entre a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a Secretaria Municipal de Educação.</p>
<p>Desse total, R$ 7.244.158.849 estão vinculados à Mobilidade e R$ 103.003.115 à Educação.</p>
<p>A proposta inicial representa crescimento de aproximadamente 18% em relação aos R$ 6,225 bilhões previstos originalmente no orçamento de 2026.</p>
<p>Entretanto, levando em conta somente a dotação inicial de 2026 acrescida dos dois reforços publicados em outubro, a diferença em relação à proposta de 2027 cai para aproximadamente R$ 456,52 milhões, ou 6,6%.</p>
<p><strong>Comparação entre 2026 e a proposta de 2027</strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Referência</th>
<th>Valor</th>
</tr>
<tr>
<td>Dotação original de subsídios em 2026</td>
<td>R$ 6,225 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Dotação original mais os reforços de outubro</td>
<td>R$ 6,891 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Proposta de subsídios para 2027</td>
<td>R$ 7,347 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Aumento da proposta de 2027 ante o orçamento original de 2026</td>
<td>18,0%</td>
</tr>
<tr>
<td>Aumento da proposta de 2027 ante a soma de 2026 com os dois reforços</td>
<td>6,6%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Essa segunda comparação ajuda a demonstrar o efeito das suplementações na análise da proposta para o próximo ano.</p>
<p>O resultado final dependerá das alterações realizadas nas dotações de 2026 e dos gastos efetivamente executados até dezembro.</p>
<p>Além dos subsídios, o orçamento encaminhado para 2027 prevê R$ 2,19 bilhões na ação destinada à eletrificação da frota e melhoria da gestão do transporte coletivo, assim como R$ 500 milhões para renovação de veículos movidos a biometano.</p>
<p>A proposta também contempla a continuidade da gratuidade nos ônibus aos domingos.</p>
<p>O orçamento total previsto para a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte é de aproximadamente R$ 13,96 bilhões, abrangendo ações de operação, infraestrutura e gestão.</p>
<p>Os valores destinados às diferentes ações devem ser acompanhados conforme suas classificações orçamentárias, evitando somar novamente despesas que já integram os totais da secretaria.</p>
<h3>Eletrificação, ônibus a biometano e renovação da frota ampliam desafios de financiamento</h3>
<p>A expansão dos subsídios ocorre em um período de transformação tecnológica do sistema municipal.</p>
<p>São Paulo mantém uma política de substituição gradual dos ônibus movidos a diesel por alternativas de menor emissão de poluentes, especialmente veículos elétricos a bateria.</p>
<p>O processo envolve custos de aquisição, infraestrutura de carregamento, adequações das garagens, disponibilidade de energia, treinamento de profissionais e manutenção especializada.</p>
<p>A proposta orçamentária de 2027 contempla recursos específicos para eletrificação e gestão, que devem ser analisados separadamente das compensações tarifárias da operação.</p>
<p>A Prefeitura também prevê R$ 500 milhões para a renovação de veículos com biometano, combustível renovável que pode ser produzido a partir de resíduos orgânicos e utilizado em motores adequados.</p>
<p>As duas estratégias representam caminhos distintos de redução de emissões e possuem exigências próprias de abastecimento, manutenção e infraestrutura.</p>
<p>Para o sistema municipal, o desafio financeiro envolve manter a operação diária e assegurar os recursos necessários à renovação tecnológica, sem comprometer a regularidade das viagens e a cobertura dos bairros.</p>
<h3>Por que o subsídio é necessário e o que deve ser acompanhado pelos passageiros</h3>
<p>As compensações tarifárias representam os recursos públicos destinados a complementar a arrecadação obtida com o pagamento das passagens.</p>
<p>Na prática, os valores ajudam a cobrir os custos reconhecidos para a prestação dos serviços pelas concessionárias, permitindo que a tarifa cobrada dos usuários seja inferior ao custo médio de remuneração do sistema.</p>
<p>O financiamento também sustenta políticas de gratuidade, descontos e integração tarifária.</p>
<p>Em São Paulo, a evolução dos subsídios foi influenciada, ao longo dos anos, por mudanças na quantidade de passageiros, manutenção e ampliação de benefícios, política tarifária e custos operacionais.</p>
<p>Durante a pandemia de covid-19, por exemplo, houve redução expressiva dos deslocamentos e da arrecadação, enquanto o sistema precisava manter serviços para atividades essenciais.</p>
<p>Posteriormente, a demanda e a organização dos deslocamentos passaram por novas mudanças, ao mesmo tempo em que cresceram as necessidades de investimento em veículos e infraestrutura.</p>
<p>Conforme dados já levantados pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a SPTrans informou para 2025 arrecadação tarifária de R$ 5,01 bilhões e remuneração das concessionárias, incluindo o serviço Atende+, de R$ 12,28 bilhões.</p>
<p>Esses indicadores envolvem abrangências contábeis próprias e integram a análise do financiamento do transporte paulistano.</p>
<p>A dimensão dos recursos destinados ao sistema torna ainda mais importante o acompanhamento da prestação dos serviços.</p>
<p>Para quem utiliza ônibus diariamente, os resultados devem ser percebidos na regularidade das partidas, no cumprimento dos horários, na redução de intervalos excessivos, na lotação, na conservação dos veículos, na acessibilidade e na confiabilidade da operação.</p>
<p>Também entram nessa avaliação os investimentos em corredores e prioridade de circulação, capazes de reduzir o tempo de viagem e melhorar o aproveitamento da frota.</p>
<p>A análise dos gastos precisa considerar ainda as linhas de menor demanda, que cumprem papel social no atendimento a bairros afastados, períodos noturnos e regiões com alternativas limitadas de deslocamento.</p>
<p>O crescimento dos subsídios aumenta a importância de acompanhar os indicadores de desempenho das concessionárias, os custos contratuais, a distribuição dos recursos e a execução dos investimentos em renovação tecnológica.</p>
<p>Com os dois novos créditos de outubro e a proposta bilionária para 2027, o financiamento do transporte coletivo segue como um dos principais componentes do orçamento municipal de São Paulo, com efeitos sobre a operação das empresas, as contas públicas e as condições de deslocamento da população.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/16/prefeitura-de-sao-paulo-libera-mais-r-3938-milhoes-para-subsidios-dos-onibus-reforcos-de-outubro-somam-r-6656-milhoes-e-gastos-crescem-acima-da-inflacao-desde-2017/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=539528</guid>
  </item>
  <item>
    <title>TCU aponta falhas na escolha de projetos de mobilidade do Novo PAC e identifica municípios selecionados sem planos de mobilidade aprovados</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/16/tcu-aponta-falhas-na-escolha-de-projetos-de-mobilidade-do-novo-pac-e-identifica-municipios-selecionados-sem-planos-de-mobilidade-aprovados/</link>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 08:30:41 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Tribunal considera que recomendação feita ao Governo Federal não foi implementada; fiscalização também aponta dificuldades de acompanhamento de aproximadamente 40 mil empreendimentos e cobra melhorias de gestão e transparência ADAMO BAZANI O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou a permanência de falhas na seleção de empreendimentos de mobilidade urbana sustentável do Novo PAC, entre [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="814" height="492" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/F3RWPdxXgAET-9D_p15783_cover_image_resized.webp?fit=814%2C492&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/F3RWPdxXgAET-9D_p15783_cover_image_resized.webp?w=814&amp;ssl=1 814w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/F3RWPdxXgAET-9D_p15783_cover_image_resized.webp?resize=300%2C181&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/F3RWPdxXgAET-9D_p15783_cover_image_resized.webp?resize=150%2C91&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/F3RWPdxXgAET-9D_p15783_cover_image_resized.webp?resize=768%2C464&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/F3RWPdxXgAET-9D_p15783_cover_image_resized.webp?resize=400%2C242&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 814px) 100vw, 814px" /> <p><em>Tribunal considera que recomendação feita ao Governo Federal não foi implementada; fiscalização também aponta dificuldades de acompanhamento de aproximadamente 40 mil empreendimentos e cobra melhorias de gestão e transparência</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou a permanência de falhas na seleção de empreendimentos de mobilidade urbana sustentável do Novo PAC, entre elas a inclusão de municípios que ainda não possuem planos de mobilidade urbana ou que não aprovaram esses instrumentos de planejamento. Em decisão publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, o tribunal considerou não implementada uma recomendação anterior destinada a corrigir os problemas e avaliou o cumprimento de outras medidas relacionadas à organização, ao acompanhamento e à transparência dos investimentos federais.</p>
<p>A análise faz parte da fiscalização do Novo PAC e também aborda dificuldades enfrentadas pela Casa Civil da Presidência da República para acompanhar aproximadamente 40 mil empreendimentos selecionados sem a utilização de um sistema informatizado compatível com a dimensão do programa. O TCU considerou algumas determinações cumpridas ou parcialmente cumpridas, apontou recomendações não implementadas e decidiu encerrar o processo de monitoramento, mantendo o registro das falhas e admitindo a realização de novas fiscalizações caso o programa tenha continuidade no período de 2027 a 2030.</p>
<h3>Falta de planejamento municipal é um dos principais problemas identificados</h3>
<p>O ponto mais diretamente relacionado ao transporte coletivo está na seleção de propostas de mobilidade urbana sustentável.</p>
<p>No entendimento do TCU, permaneceram falhas que já haviam motivado recomendação anterior, registrada no Acórdão 2.100/2025.</p>
<p>Entre elas está a escolha de municípios que ainda não dispõem de plano de mobilidade urbana ou que não concluíram sua aprovação.</p>
<p>O plano de mobilidade é um instrumento previsto na Política Nacional de Mobilidade Urbana, estabelecida pela Lei Federal nº 12.587, de 2012.</p>
<p>Seu objetivo é orientar a organização dos deslocamentos de pessoas e cargas, a integração entre os diferentes modos de transporte e o planejamento dos investimentos em mobilidade.</p>
<p>Entre os assuntos que podem integrar esses planos estão a rede de transporte coletivo, a circulação de pedestres, a infraestrutura cicloviária, a acessibilidade, a integração entre serviços, os polos geradores de viagens e as condições de circulação viária.</p>
<p>Para as cidades, o instrumento permite relacionar uma obra específica às necessidades do conjunto da rede.</p>
<p>Um corredor de ônibus, por exemplo, precisa ser planejado considerando as linhas que o utilizarão, a demanda existente e projetada, a localização dos terminais, as conexões com outros serviços e os efeitos sobre o trânsito.</p>
<p>A seleção de investimentos sem planejamento municipal adequadamente estruturado pode aumentar o risco de intervenções que não correspondam às prioridades de deslocamento da população.</p>
<h3>Por que o problema interfere nos investimentos em corredores e sistemas de ônibus</h3>
<p>Os investimentos em mobilidade urbana exigem integração entre planejamento físico, operação e financiamento.</p>
<p>A construção de um terminal pode melhorar as condições de embarque e desembarque, mas seus resultados dependem da rede de linhas que utilizará o equipamento.</p>
<p>Da mesma forma, um corredor exclusivo pode elevar a velocidade comercial dos ônibus, desde que sua implantação seja acompanhada de medidas adequadas de circulação, fiscalização e organização operacional.</p>
<p>Os projetos também precisam considerar a manutenção futura da infraestrutura e os custos de operação dos serviços.</p>
<p>Por essa razão, a existência de um planejamento municipal aprovado é relevante para orientar a aplicação dos recursos federais e a articulação entre investimentos de responsabilidade municipal, estadual e da União.</p>
<p>O problema apontado pelo TCU diz respeito à qualidade da seleção dos empreendimentos e à observância das condições de planejamento estabelecidas para o programa.</p>
<h3>Fiscalização também identificou dificuldades para acompanhar aproximadamente 40 mil empreendimentos</h3>
<p>Outro aspecto relevante da decisão envolve a capacidade da administração federal de acompanhar os projetos selecionados.</p>
<p>O TCU registrou dificuldades decorrentes da ausência de um sistema informatizado compatível com a dimensão e os desafios de acompanhamento do Novo PAC.</p>
<p>O processo examinou a situação de aproximadamente 40 mil empreendimentos.</p>
<p>O acompanhamento de um programa dessa dimensão exige reunir informações de diferentes órgãos, ministérios, entes federativos e agentes responsáveis pela execução das obras.</p>
<p>Na área de mobilidade, isso pode envolver desde a seleção inicial e a aprovação de projetos até licitações, contratação, liberação de recursos, execução física e entrega das intervenções.</p>
<p>A organização dessas informações é importante tanto para o controle dos gastos como para permitir que a população acompanhe o estágio dos investimentos anunciados.</p>
<h3>O que o TCU decidiu sobre as recomendações anteriores</h3>
<p>No monitoramento das medidas estabelecidas pelo Acórdão 2.100/2025, o tribunal classificou o cumprimento das determinações e recomendações anteriores.</p>
<p>Uma determinação foi considerada cumprida, enquanto outras três foram classificadas como parcialmente cumpridas.</p>
<p>Entre as recomendações, duas foram consideradas parcialmente implementadas e duas não implementadas.</p>
<p>A recomendação relacionada às falhas na seleção dos empreendimentos de mobilidade urbana sustentável foi expressamente incluída no grupo das não implementadas.</p>
<p>O TCU também considerou não implementada uma recomendação relacionada ao aperfeiçoamento dos mecanismos de acompanhamento do Novo PAC.</p>
<p>A decisão foi comunicada à Casa Civil da Presidência da República.</p>
<h3>Tribunal encerra monitoramento, mas admite novas fiscalizações</h3>
<p>Ao examinar o andamento das medidas, o TCU avaliou que o cumprimento integral de determinadas exigências relacionadas aos cerca de 40 mil empreendimentos selecionados demandaria esforço considerável de recuperação de informações.</p>
<p>Na avaliação registrada no acórdão, parte dessas informações teria utilidade predominantemente histórica, com contribuição limitada para o planejamento e a gestão atuais.</p>
<p>O tribunal também considerou que o acompanhamento realizado forneceu um panorama do Novo PAC e contribuiu para a fiscalização das obras públicas federais, incluindo o Fiscobras de 2024.</p>
<p>Diante disso, o Plenário decidiu arquivar o processo.</p>
<p>O próprio acórdão admite que, caso o Novo PAC tenha continuidade na gestão federal de 2027 a 2030, novos acompanhamentos poderão ser definidos pela Secretaria-Geral de Controle Externo do TCU, aproveitando as informações já levantadas.</p>
<h3>Mobilidade urbana precisa combinar investimentos, planejamento e operação</h3>
<p>A decisão coloca novamente em discussão a relação entre a quantidade de investimentos anunciados e a capacidade dos municípios de planejar e executar projetos que produzam melhorias concretas para os passageiros.</p>
<p>No transporte coletivo, os resultados dependem de fatores que vão além da construção de infraestrutura.</p>
<p>Corredores de ônibus, terminais, sistemas de BRT, integração tarifária, acessibilidade e prioridade semafórica precisam funcionar de maneira articulada com a rede operacional.</p>
<p>O planejamento permite identificar onde a intervenção poderá reduzir tempos de viagem, ampliar a capacidade de transporte e melhorar a regularidade dos serviços.</p>
<p>A fiscalização do TCU reforça a importância de vincular os investimentos federais à organização da mobilidade nas cidades e de acompanhar a execução dos projetos ao longo de todas as suas etapas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
<div></div>
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  <item>
    <title>Mercedes-Benz perde contestação no TCU sobre licitação de R$ 3,2 bilhões para ônibus escolares e tribunal recomenda fiscalização de contratos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/16/mercedes-benz-perde-contestacao-no-tcu-sobre-licitacao-de-r-32-bilhoes-para-onibus-escolares-e-tribunal-recomenda-fiscalizacao-de-contratos/</link>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 08:01:56 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ministros rejeitaram representação da fabricante contra pregão do FNDE, mas determinaram acompanhamento dos contratos e recomendaram controles financeiros para reduzir riscos na execução do fornecimento de veículos do Caminho da Escola ADAMO BAZANI A Mercedes-Benz do Brasil perdeu no Tribunal de Contas da União (TCU) uma contestação apresentada contra uma licitação do Fundo Nacional de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="350" height="232" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1571692.jpg?fit=350%2C232&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1571692.jpg?w=350&amp;ssl=1 350w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1571692.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1571692.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px" /> <p><em>Ministros rejeitaram representação da fabricante contra pregão do FNDE, mas determinaram acompanhamento dos contratos e recomendaram controles financeiros para reduzir riscos na execução do fornecimento de veículos do Caminho da Escola</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Mercedes-Benz do Brasil perdeu no Tribunal de Contas da União (TCU) uma contestação apresentada contra uma licitação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a aquisição de ônibus escolares, cujo valor estimado para os dois itens examinados chega a R$ 3,235 bilhões. O Plenário do tribunal considerou improcedente a representação da fabricante, rejeitou o pedido de medida cautelar e manteve o encaminhamento da contratação, mas recomendou ao FNDE a adoção de controles mais rigorosos para acompanhar a capacidade financeira da empresa contratada e os riscos de execução do fornecimento dos veículos.</p>
<p>A decisão foi tomada por unanimidade em 7 de outubro de 2026 e publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 16 de outubro. O julgamento também resultou em orientação para que a área técnica do TCU acompanhe os contratos decorrentes da Ata de Registro de Preços nº 7/2026, com atenção especial a eventuais pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro e alterações que possam elevar os preços inicialmente contratados. O caso tem importância para o mercado brasileiro de ônibus e para o transporte escolar, já que envolve uma contratação nacional de grande porte destinada ao atendimento de redes públicas de ensino.</p>
<h3>Mercedes-Benz questionou pregão nacional de ônibus escolares</h3>
<p>A disputa analisada pelo TCU está relacionada ao Pregão Eletrônico nº 90004/2026, organizado pelo FNDE.</p>
<p>A licitação tem como objeto o registro nacional de preços para aquisição de ônibus escolares.</p>
<p>A Mercedes-Benz do Brasil Ltda. apresentou representação apontando possíveis irregularidades no procedimento.</p>
<p>O julgamento examinou questões relacionadas à contratação, incluindo a avaliação da viabilidade econômico-financeira de propostas e os mecanismos de controle dos riscos envolvidos na execução contratual.</p>
<p>O valor estimado considerado pelo tribunal para os itens 1 e 3 é de R$ 3.235.076.348,66.</p>
<p>O processo foi relatado pelo ministro Jorge Oliveira.</p>
<p>Os ministros reconheceram a admissibilidade da representação, o que significa que a documentação apresentada pela Mercedes-Benz preenchia os requisitos para análise pelo tribunal.</p>
<p>Na avaliação do mérito, entretanto, o TCU rejeitou a contestação.</p>
<p>Também foi indeferido o pedido de medida cautelar, instrumento utilizado para suspender ou restringir provisoriamente os efeitos de procedimentos administrativos quando estão presentes os requisitos legais.</p>
<p>A decisão foi formalizada pelo Acórdão nº 2.773/2026, do Plenário.</p>
<h3>Tribunal recomenda acompanhamento da situação financeira da empresa contratada</h3>
<p>Embora a representação da Mercedes-Benz tenha sido julgada improcedente, os ministros estabeleceram recomendações específicas para o FNDE.</p>
<p>Uma delas é a inclusão, no plano de fiscalização da Ata de Registro de Preços nº 7/2026 e dos contratos decorrentes, de procedimentos periódicos destinados a acompanhar a situação econômico-financeira da empresa contratada.</p>
<p>O TCU citou expressamente a análise das demonstrações financeiras mais recentes e dos indicadores patrimoniais utilizados para avaliar a viabilidade econômica das propostas.</p>
<p>O objetivo é permitir a identificação antecipada de situações que possam comprometer a execução contratual.</p>
<p>Essa preocupação tem particular importância em licitações de fornecimento de ônibus, nas quais os fabricantes e fornecedores precisam organizar a produção, contratar componentes, dimensionar a capacidade industrial e atender aos cronogramas de entrega.</p>
<p>Em contratos de grande porte, dificuldades financeiras podem repercutir sobre a produção dos veículos e o cumprimento das obrigações assumidas.</p>
<p>O monitoramento recomendado pelo tribunal pretende permitir que o FNDE identifique e administre esses riscos ao longo da execução.</p>
<h3>TCU recomenda garantias diferenciadas e mecanismos de redução de riscos em futuras licitações</h3>
<p>Outro ponto da decisão envolve o planejamento de contratações de grande vulto.</p>
<p>O TCU recomendou que o FNDE avalie, em futuros procedimentos, mecanismos contratuais capazes de compartilhar e reduzir riscos financeiros compatíveis com a dimensão das operações.</p>
<p>Entre as possibilidades mencionadas pelos ministros estão garantias contratuais diferenciadas, matrizes de riscos e mecanismos de acompanhamento econômico-financeiro durante a execução.</p>
<p>As matrizes de riscos são instrumentos que estabelecem como determinadas situações serão tratadas contratualmente, inclusive na distribuição de responsabilidades entre a administração pública e a empresa contratada.</p>
<p>Em licitações de ônibus, situações relacionadas à cadeia de fornecimento, às variações de custos industriais e ao cumprimento dos cronogramas podem produzir repercussões econômicas significativas.</p>
<p>A recomendação busca aperfeiçoar o planejamento das contratações, de maneira que os riscos relevantes sejam identificados e considerados desde a modelagem dos contratos.</p>
<h3>FNDE deverá aperfeiçoar análise de viabilidade das propostas</h3>
<p>O tribunal também recomendou o aprimoramento dos procedimentos internos de análise da exequibilidade econômico-financeira das propostas.</p>
<p>A exequibilidade corresponde à capacidade de uma empresa cumprir o objeto contratado nas condições e pelos valores ofertados.</p>
<p>O TCU recomendou que o FNDE estabeleça previamente fluxos, prazos e critérios objetivos para selecionar situações que necessitem de análise mais aprofundada.</p>
<p>A recomendação abrange ainda a identificação, classificação, mitigação e gestão dos riscos encontrados.</p>
<p>O objetivo é proporcionar maior segurança ao processo de contratação, especialmente em licitações de valores elevados e com entregas que se estendem ao longo de diferentes etapas.</p>
<h3>TCU também acompanhará pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro</h3>
<p>Além das recomendações dirigidas ao FNDE, o Plenário orientou a Unidade de Auditoria Especializada em Contratações, identificada como AudContratações, a acompanhar a execução dos contratos que vierem a ser celebrados com base na Ata de Registro de Preços nº 7/2026.</p>
<p>A atenção deverá se concentrar especialmente em eventuais pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro e em alterações contratuais capazes de elevar os preços originalmente estabelecidos.</p>
<p>O reequilíbrio econômico-financeiro é um mecanismo previsto na legislação de contratações públicas para situações específicas em que ocorram alterações relevantes nas condições econômicas da contratação, observados os requisitos legais.</p>
<p>Nos contratos de fornecimento de ônibus, o custo de produção pode envolver componentes nacionais e importados, aço, sistemas eletrônicos, motores, transmissões, carrocerias e outros equipamentos.</p>
<p>A análise de pedidos dessa natureza exige verificar os fatos apresentados, a distribuição contratual dos riscos e as condições previstas na legislação.</p>
<p>O acompanhamento determinado pelo TCU pretende assegurar que eventuais alterações sejam devidamente fundamentadas.</p>
<h3>Como funciona o registro de preços para fornecimento de ônibus escolares</h3>
<p>O sistema de registro de preços é utilizado para selecionar fornecedores e estabelecer condições para contratações que poderão ser realizadas por órgãos públicos durante a vigência da ata.</p>
<p>Esse modelo permite organizar aquisições de grande escala e atender diferentes administrações públicas.</p>
<p>No transporte escolar, o FNDE utiliza mecanismos de compra nacional relacionados ao programa Caminho da Escola.</p>
<p>O programa foi criado para apoiar a renovação e a ampliação dos veículos destinados ao transporte de estudantes da educação básica pública, com especial importância para o deslocamento de alunos de áreas rurais.</p>
<p>Os ônibus escolares rurais seguem especificações próprias para as condições de circulação e transporte de estudantes.</p>
<p>A utilização de uma ata nacional facilita a padronização das condições de aquisição e permite que municípios e outros entes públicos participem dos procedimentos aplicáveis ao programa.</p>
<p>A existência da ata de registro de preços permite futuras contratações dentro das condições e dos quantitativos estabelecidos. O fornecimento efetivo dos veículos depende dos contratos e pedidos realizados pelos entes compradores.</p>
<h3>Decisão tem repercussão para fabricantes, fornecedores e municípios</h3>
<p>O julgamento também interessa à indústria brasileira de ônibus, que participa de licitações públicas por meio de fabricantes de veículos completos, fornecedores de chassis e empresas encarroçadoras.</p>
<p>O fornecimento de ônibus escolares movimenta diferentes segmentos industriais e exige planejamento para atender simultaneamente aos requisitos técnicos dos veículos e às condições financeiras dos contratos.</p>
<p>Para os municípios, a aquisição desses veículos está diretamente relacionada à capacidade de garantir o deslocamento de estudantes, especialmente nas localidades onde a população depende de percursos longos entre residências e unidades escolares.</p>
<p>A confiabilidade do fornecimento é importante porque o planejamento da rede de transporte escolar precisa considerar a disponibilidade dos veículos, sua capacidade de passageiros e as condições das rotas utilizadas.</p>
<p>A decisão do TCU encerra a representação examinada, mas estabelece um conjunto de recomendações e orientações de acompanhamento que poderão influenciar a fiscalização das contratações decorrentes da licitação.</p>
<p>O julgamento contou com a participação dos ministros Vital do Rêgo, presidente do tribunal, Walton Alencar Rodrigues, Augusto Nardes, Jorge Oliveira, Jhonatan de Jesus e Rodrigo Pacheco, além do ministro-substituto convocado Marcos Bemquerer Costa.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Linha 5-Lilás avança na instalação de internet 4G e 5G nos túneis do metrô de SP</title>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 01:00:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Obras buscam ampliar a cobertura de sinal durante as viagens e têm conclusão prevista para dezembro; intervenções realizadas neste domingo (18) ocorreram na região de Campo Belo YURI SENA A Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo avança na implantação de infraestrutura para ampliar a cobertura de internet 4G e 5G nos túneis. A iniciativa [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="886" height="591" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-2.png?fit=886%2C591&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-2.png?w=886&amp;ssl=1 886w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-2.png?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-2.png?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-2.png?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-2.png?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 886px) 100vw, 886px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Obras buscam ampliar a cobertura de sinal durante as viagens e têm conclusão prevista para dezembro; intervenções realizadas neste domingo (18) ocorreram na região de Campo Belo</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo avança na implantação de infraestrutura para ampliar a cobertura de internet 4G e 5G nos túneis. A iniciativa da Motiva, em parceria com a Vértis Torres, antiga IHS Brasil, pretende reduzir as interrupções de sinal durante as viagens e permitir que os passageiros utilizem serviços digitais também nos trechos subterrâneos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste domingo (18), entre meia-noite e 9h, a concessionária programou uma operação em via única na região de Campo Belo para instalar equipamentos necessários à expansão da conectividade. A previsão informada pela empresa é concluir as obras até dezembro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A infraestrutura já foi implantada nas estações da linha. Agora, os trabalhos avançam para os túneis, com a instalação de um sistema de cabo irradiante, tecnologia que funciona como uma antena distribuída ao longo da via e permite propagar o sinal de telefonia móvel de maneira contínua.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Obras avançam entre Campo Belo e Largo Treze</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a Motiva, o trecho entre Campo Belo e Largo Treze já conta com infraestrutura apta para ativação. Para que o sinal seja disponibilizado, ainda são necessários alinhamentos com as operadoras de telefonia e a conclusão de atividades sob responsabilidade dessas empresas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre Campo Belo e Moema, as intervenções previstas para este domingo integram a continuidade da instalação dos equipamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A execução dos serviços envolve equipes de Manutenção, Operação, Centro de Controle Operacional (CCO), Rede Aérea, Via Permanente e Manutenção Civil. Segundo a concessionária, o planejamento das atividades considera a segurança dos trabalhadores e dos passageiros durante as intervenções na linha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a conclusão do projeto, a expectativa é ampliar a estabilidade da conexão durante o deslocamento, facilitando o uso de aplicativos, mensagens e chamadas ao longo da viagem.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Dia do Professor: dos primeiros passos ao volante aos gigantes ônibus e caminhões, instrutores também ensinam lições que salvam vidas no trânsito</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/dia-do-professor-dos-primeiros-passos-ao-volante-aos-gigantes-onibus-e-caminhoes-instrutores-tambem-ensinam-licoes-que-salvam-vidas-no-transito/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 00:01:28 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Profissionais atuam na formação de novos condutores, no treinamento de motoristas de ônibus e caminhões e na atualização de quem já está há décadas nas estradas; nas garagens, autoescolas e unidades do SEST SENAT, conhecimento e experiência ajudam a melhorar a segurança e a qualidade dos transportes ADAMO BAZANI Nesta quinta-feira, 15 de outubro de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1349242.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1349242.jpg?w=3844&amp;ssl=1 3844w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1349242.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1349242.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1349242.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1349242.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1349242.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1349242.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1349242.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1349242.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Profissionais atuam na formação de novos condutores, no treinamento de motoristas de ônibus e caminhões e na atualização de quem já está há décadas nas estradas; nas garagens, autoescolas e unidades do SEST SENAT, conhecimento e experiência ajudam a melhorar a segurança e a qualidade dos transportes</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, Dia do Professor, uma categoria de profissionais que também dedica seu trabalho a ensinar merece atenção especial: os instrutores de trânsito e de motoristas profissionais. São trabalhadores que acompanham desde as primeiras tentativas de uma pessoa para aprender a dirigir até os treinamentos de condutores responsáveis por ônibus com dezenas de passageiros ou caminhões carregados nas rodovias. Nas autoescolas, nas garagens das empresas de transporte, em instituições como o SEST SENAT e nos centros de treinamento dos fabricantes de veículos, esses profissionais transmitem conhecimentos que interferem diretamente na segurança viária, no consumo de combustível, na conservação dos veículos e na qualidade do atendimento à população.</p>
<p>O trabalho do instrutor acompanha diferentes etapas da vida de um motorista. Começa com as orientações sobre pedais, volante, espelhos e regras de circulação, passa pela formação exigida para conduzir veículos de transporte coletivo e continua no aperfeiçoamento de profissionais experientes. No caso dos ônibus urbanos e rodoviários, o treinamento inclui cuidados com passageiros idosos, pessoas com deficiência, crianças, frenagens, curvas, embarques e desembarques, além da utilização de novas tecnologias. Assim como acontece nas salas de aula, o aprendizado depende de conhecimento técnico, paciência, capacidade de comunicação e atenção às dificuldades de cada aluno.</p>
<p>Há uma diferença importante entre ensinar alguém a movimentar um veículo e prepará-lo para participar do trânsito com segurança.</p>
<p>Uma pessoa pode aprender os comandos básicos de um automóvel em relativamente pouco tempo, mas reconhecer situações de risco, antecipar comportamentos de outros condutores e tomar decisões adequadas exige desenvolvimento de habilidades que vão além da operação mecânica.</p>
<p>O instrutor participa desse processo ao explicar procedimentos, demonstrar manobras, corrigir erros e orientar o aluno sobre as responsabilidades de quem assume o volante.</p>
<p>Entre essas responsabilidades estão o respeito aos pedestres e ciclistas, a observação dos limites de velocidade, a manutenção de distância segura e a convivência com os veículos maiores.</p>
<p>O aprendizado ganha outras dimensões quando se trata de motoristas profissionais.</p>
<p>Um condutor de ônibus precisa administrar simultaneamente as condições da via, o comportamento dos demais veículos, os horários da operação e a presença de passageiros em pé ou sentados.</p>
<p>Uma aceleração mais intensa ou uma frenagem brusca pode provocar quedas no interior do coletivo, especialmente entre pessoas idosas ou com mobilidade reduzida.</p>
<p>São situações que fazem parte dos treinamentos aplicados por instrutores nas empresas de transporte.</p>
<h2>Das autoescolas aos instrutores autônomos: a formação passou por mudanças em 2026</h2>
<p>O papel dos instrutores também ganhou destaque com as alterações nas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).</p>
<p>A Resolução nº 1.020, de dezembro de 2025, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), modificou o processo de formação de condutores e ampliou as possibilidades de contratação de profissionais para as aulas práticas.</p>
<p>O novo modelo permite a atuação de instrutores autônomos autorizados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), além daqueles vinculados às autoescolas e outras entidades habilitadas.</p>
<p>Os candidatos também passaram a contar com alternativas digitais para a formação teórica, enquanto as aulas práticas podem ser realizadas por profissionais autorizados conforme a regulamentação.</p>
<p>A profissão de instrutor de trânsito é regulamentada pela Lei Federal nº 12.302, de 2 de agosto de 2010.</p>
<p>Entre os requisitos legais estão idade mínima de 21 anos, habilitação pelo período exigido, conclusão do ensino médio e formação específica.</p>
<p>A regulamentação também estabelece responsabilidades relacionadas à preparação dos alunos, à orientação segura e ao aperfeiçoamento profissional.</p>
<p>Com as mudanças recentes, o papel do instrutor permanece associado à transmissão de conhecimentos e ao acompanhamento da aprendizagem, independentemente de sua forma de contratação.</p>
<p>A formação de motoristas de ônibus e outros veículos destinados ao transporte de passageiros exige preparação adicional, de acordo com as categorias de habilitação e os cursos especializados aplicáveis.</p>
<h2>Nas garagens, motoristas experientes também voltam a ser alunos</h2>
<p>Dentro das empresas de ônibus, a atividade de instrução possui características próprias.</p>
<p>O motorista recém-contratado pode já possuir habilitação, cursos especializados e experiência anterior. Mesmo assim, precisa conhecer as condições de operação da empresa, os veículos utilizados e as particularidades dos serviços que irá executar.</p>
<p>É nesse momento que entram os instrutores operacionais.</p>
<p>Muitos desses profissionais começaram a carreira dirigindo ônibus e, depois de anos de experiência, passaram a orientar outros trabalhadores.</p>
<p>Nas garagens, acompanham treinamentos práticos, apresentam as características dos veículos e verificam procedimentos de condução.</p>
<p>Entre as atividades estão o posicionamento correto do ônibus nos pontos de parada, o uso dos espelhos e câmeras, a aproximação das plataformas, a realização de curvas e a circulação em vias estreitas.</p>
<p>Também são abordados procedimentos para embarque e desembarque, utilização de elevadores e rampas de acessibilidade, comunicação com passageiros e atendimento a situações de emergência.</p>
<p>Em veículos articulados e superarticulados, os treinamentos exigem atenção às características de manobra, aos pontos de articulação e ao comportamento do conjunto em curvas e mudanças de direção.</p>
<p>Nos ônibus rodoviários, o trabalho pode incluir técnicas para descidas de serra, utilização de freios auxiliares, controle de velocidade, prevenção da fadiga e condução em diferentes condições climáticas.</p>
<p>Parte dos treinamentos também é direcionada ao uso eficiente dos veículos.</p>
<p>A forma de acelerar, antecipar frenagens e utilizar corretamente os sistemas de transmissão influencia o consumo de combustível e o desgaste de componentes.</p>
<p>Para as empresas, a capacitação contribui para a redução de ocorrências, a conservação da frota e a regularidade das viagens.</p>
<p>Para os passageiros, os resultados aparecem na suavidade da condução, no respeito aos procedimentos de segurança e no atendimento durante o percurso.</p>
<h2>SEST SENAT utiliza simuladores e cursos especializados na formação profissional</h2>
<p>Uma das instituições que atuam no aperfeiçoamento de trabalhadores do setor é o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT).</p>
<p>A entidade oferece cursos de formação, especialização e atualização para motoristas de ônibus, caminhões e outros segmentos do transporte.</p>
<p>Entre as atividades estão direção defensiva, legislação, relacionamento interpessoal, primeiros socorros, atendimento aos passageiros e condução de veículos especializados.</p>
<p>A formação pode combinar aulas presenciais, conteúdos digitais e treinamentos práticos.</p>
<p>Um dos recursos utilizados é o simulador de direção, que permite reproduzir situações semelhantes às encontradas nas vias urbanas e rodovias.</p>
<p>O equipamento possibilita que os alunos enfrentem condições de chuva, tráfego intenso, obstáculos e situações de risco em um ambiente controlado.</p>
<p>O treinamento também permite observar comportamentos, avaliar decisões e corrigir procedimentos sem expor passageiros ou outros usuários das vias a riscos reais.</p>
<p>De acordo com o relatório de gestão de 2024 do SEST SENAT, a instituição contava naquele ano com 171 simuladores distribuídos por unidades em diferentes regiões brasileiras.</p>
<p>Os equipamentos registraram mais de 95 mil horas de treinamento e mais de 11 mil novos alunos matriculados no período.</p>
<p>A entidade também desenvolveu uma unidade móvel de treinamento, instalada em um ônibus equipado com simulador, para demonstrar tecnologias de capacitação e alcançar profissionais em diferentes localidades.</p>
<p>Outro exemplo é o curso especializado para condutores de veículos de transporte coletivo de passageiros, que contempla legislação, direção defensiva, primeiros socorros, respeito ao meio ambiente, convívio social e relacionamento interpessoal.</p>
<p>Esses conteúdos mostram que a preparação de um motorista profissional envolve conhecimentos que ultrapassam as características mecânicas do ônibus.</p>
<p>O SEST SENAT também desenvolveu iniciativas destinadas à formação de cobradores que desejavam tornar-se motoristas.</p>
<p>Um dos projetos ofereceu mudança da categoria B para D, curso especializado de transporte coletivo com 50 horas-aula e aperfeiçoamento prático em simulador, com 22 horas-aula.</p>
<p>A iniciativa apresenta uma possibilidade de qualificação e mudança de função dentro do próprio setor de transportes, especialmente diante das transformações provocadas pela expansão da bilhetagem eletrônica.</p>
<h2>Ônibus elétricos e novas tecnologias ampliam a necessidade de treinamento</h2>
<p>A eletrificação das frotas urbanas trouxe outras atividades para os instrutores.</p>
<p>Os ônibus elétricos apresentam diferenças em relação aos modelos a diesel, especialmente na resposta do acelerador, na regeneração de energia durante as desacelerações e nos sistemas de acompanhamento das baterias.</p>
<p>A condução adequada interfere diretamente na autonomia disponível para o cumprimento das viagens.</p>
<p>Um estudo do Centro de Mobilidade Sustentável sobre a eletrificação dos ônibus da CUTCSA, em Montevidéu, no Uruguai, divulgado em julho de 2026, aponta que diferentes estilos de condução podem provocar variações de aproximadamente 20% a 30% no consumo energético dos veículos.</p>
<p>A operadora uruguaia, que alcançou 280 ônibus elétricos, utiliza simuladores e programas de capacitação para orientar os profissionais sobre aceleração, frenagem regenerativa e utilização eficiente das baterias.</p>
<p>A experiência mostra como o comportamento do motorista pode influenciar o planejamento da operação.</p>
<p>No Brasil, o assunto ganha importância com a ampliação da frota elétrica de São Paulo, que ultrapassou dois mil ônibus de tração elétrica em setembro de 2026, incluindo veículos a bateria e trólebus.</p>
<p>Fabricantes como Eletra, Mercedes-Benz, Volkswagen, BYD, Volvo e outras empresas do setor também precisam preparar motoristas e equipes técnicas para a utilização das tecnologias incorporadas aos veículos.</p>
<p>Além dos sistemas elétricos, os ônibus modernos podem contar com câmeras, sensores, painéis digitais, sistemas de assistência à condução e dispositivos eletrônicos para acompanhamento do desempenho.</p>
<p>A familiarização dos trabalhadores com esses recursos é uma etapa importante da entrada de novos veículos em operação.</p>
<p>Os instrutores também participam desse processo, traduzindo informações técnicas em procedimentos que possam ser aplicados na rotina das linhas.</p>
<h2>Paciência, comunicação e respeito também fazem parte das aulas</h2>
<p>Embora a tecnologia esteja cada vez mais presente nos treinamentos, uma parte importante do trabalho do instrutor continua relacionada ao comportamento humano.</p>
<p>Cada aluno possui um ritmo de aprendizagem.</p>
<p>Há quem tenha facilidade para executar manobras, mas enfrente dificuldades para lidar com o movimento intenso das ruas. Outros profissionais dominam a condução, mas precisam aperfeiçoar a comunicação com os passageiros ou adaptar hábitos adquiridos ao longo da carreira.</p>
<p>O instrutor precisa identificar essas diferenças e orientar o desenvolvimento das habilidades necessárias.</p>
<p>Nos ônibus, essa preparação inclui situações que fazem parte da rotina dos passageiros.</p>
<p>Uma pessoa idosa pode precisar de mais tempo para se acomodar antes da partida. Um usuário de cadeira de rodas depende do acionamento correto dos equipamentos de acessibilidade. Passageiros com deficiência visual podem necessitar de orientações específicas durante o embarque e o desembarque.</p>
<p>Há ainda situações de conflitos, dúvidas sobre itinerários, alterações operacionais e necessidades de atendimento.</p>
<p>O treinamento ajuda os motoristas a lidar com essas ocorrências de maneira adequada, respeitando as responsabilidades da função e os procedimentos estabelecidos pelas empresas.</p>
<p>Também é importante na prevenção de acidentes.</p>
<p>A direção defensiva envolve identificar antecipadamente situações de risco, manter distância de segurança, respeitar as condições da via e adequar a velocidade ao ambiente.</p>
<p>O motorista profissional aplica essas técnicas diariamente, em um trabalho no qual pequenas decisões podem afetar a segurança de muitas pessoas.</p>
<h2>Uma profissão que ensina mesmo depois da habilitação</h2>
<p>O Dia do Professor é tradicionalmente associado às escolas, universidades e instituições de ensino. No setor de transportes, a data também permite reconhecer a importância de quem dedica parte da carreira à formação de outros profissionais.</p>
<p>O instrutor está presente nas primeiras aulas de direção, na preparação para a mudança de categoria da habilitação, nos cursos especializados e nos treinamentos realizados durante toda a vida profissional dos condutores.</p>
<p>Seu trabalho acompanha mudanças na legislação, nas tecnologias dos veículos e nas necessidades dos passageiros.</p>
<p>O aprendizado também ocorre na troca de experiências entre profissionais.</p>
<p>Em muitas garagens, motoristas mais antigos transmitem conhecimentos sobre trajetos, pontos de maior atenção, condições das vias e procedimentos operacionais aos colegas que estão começando.</p>
<p>Essa troca complementa os treinamentos formais e ajuda a preservar conhecimentos adquiridos durante anos de trabalho.</p>
<p>A formação continuada é especialmente importante em uma atividade na qual o veículo utilizado, as características das linhas e as condições de trânsito podem mudar ao longo do tempo.</p>
<p>Para as empresas de transporte, investir em instrução significa preparar trabalhadores para prestar serviços com segurança, regularidade e atenção aos passageiros.</p>
<p>Para quem utiliza ônibus, os resultados podem ser percebidos em ações simples: a parada correta junto à calçada, a espera pelo embarque de uma pessoa com dificuldade de locomoção, uma frenagem suave e a condução responsável em situações de trânsito intenso.</p>
<p>Neste 15 de outubro, o reconhecimento aos professores também pode alcançar esses profissionais que ensinam nas ruas, nas estradas, nas garagens e nos centros de treinamento.</p>
<p>Afinal, o aprendizado de quem dirige continua muito depois da primeira habilitação. E, no transporte coletivo, cada conhecimento transmitido pode acompanhar o motorista durante milhares de viagens e beneficiar incontáveis passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>CONTRADIÇÃO ? O mesmo presidente que prometeu tarifa zero na reta final das eleições é o que veta trechos do Marco Legal alegando responsabilidade fiscal</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/contradicao-o-mesmo-presidente-que-prometeu-tarifa-zero-na-reta-final-das-eleicoes-e-o-que-veta-trechos-do-marco-legal-alegando-responsabilidade-fiscal/</link>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 23:46:48 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Anúncio de passe livre aos fins de semana recoloca o debate sobre financiamento público que o próprio governo limitou no Marco Legal do Transporte; proposta precisa explicar o que mudou e como a conta será paga ADAMO BAZANI O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, que enviará [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="799" height="600" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20231103_093434237-e1766482826655.webp?fit=799%2C600&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20231103_093434237-e1766482826655.webp?w=799&amp;ssl=1 799w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20231103_093434237-e1766482826655.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20231103_093434237-e1766482826655.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20231103_093434237-e1766482826655.webp?resize=768%2C577&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20231103_093434237-e1766482826655.webp?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px" /> <p><em>Anúncio de passe livre aos fins de semana recoloca o debate sobre financiamento público que o próprio governo limitou no Marco Legal do Transporte; proposta precisa explicar o que mudou e como a conta será paga</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, que enviará ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição para garantir transporte público gratuito aos fins de semana nas cidades brasileiras que possuem o serviço. A iniciativa merece ser debatida pelo potencial de ampliar o acesso ao lazer, à convivência familiar e à própria cidade. Também exige uma pergunta: o que mudou desde junho, quando o mesmo presidente vetou dispositivos do Marco Legal do Transporte Público que estabeleciam responsabilidades pelo financiamento das gratuidades?  <strong>ESTE ARTIGO NAO SE TRATA DE POSICIONAMENTO POLÍTICO E PARTIDÁRIO, NEM DE SER CONTRA UMA TARIFA-ZERO,  MAS É LEGÍTIMO QUESTIONAR E LEVANTAR O DEBATE.</strong></p>
<p>A contradição política surge da comparação entre as duas decisões. Ao sancionar a Lei nº 15.432/2026, publicada em 14 de junho, Lula retirou mecanismos de custeio e de participação federal sob argumentos de responsabilidade fiscal, ausência de estimativas de impacto e preservação da autonomia dos entes federativos. Agora, ao anunciar uma gratuidade de alcance nacional nos fins de semana, o presidente assume a responsabilidade de explicar como pretende superar esses obstáculos.</p>
<p>A cobrança vale para qualquer governante. Quem propõe retirar a tarifa do passageiro precisa apresentar uma solução para sustentar o serviço. Combustível, energia, salários, manutenção, renovação de frota e operação continuam tendo custo.</p>
<p>Há mérito social em permitir que uma família se desloque sem comprometer parte de sua renda com passagens. Esse mérito precisa caminhar com uma estrutura financeira capaz de manter ônibus circulando em quantidade suficiente e com qualidade.</p>
<p><strong>O que Lula vetou no Marco Legal</strong></p>
<p>A mensagem presidencial de junho permite identificar os pontos centrais dessa discussão. Entre os dispositivos retirados estavam:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Dispositivo</strong></td>
<td><strong>Conteúdo vetado</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Artigo 2º, parágrafo único</td>
<td>Dever compartilhado dos entes federativos de assegurar o direito ao transporte e organizar redes integradas.</td>
</tr>
<tr>
<td>Artigo 23, inciso I e parágrafo único</td>
<td>Aportes orçamentários como receita operacional e compensação suficiente dos efeitos das gratuidades sobre custos e arrecadação.</td>
</tr>
<tr>
<td>Artigo 27, parágrafos 3º e 4º</td>
<td>Fontes específicas para gratuidades, proibição de transferir seu custeio aos usuários e previsão orçamentária anterior à vigência dos benefícios.</td>
</tr>
<tr>
<td>Artigo 42</td>
<td>Prazo de cinco anos para adequar a legislação de benefícios às regras de custeio vetadas.</td>
</tr>
<tr>
<td>Artigo 33, parágrafo 1º</td>
<td>Cobertura da remuneração dos operadores por tarifas, receitas extratarifárias e subsídios.</td>
</tr>
<tr>
<td>Artigo 38</td>
<td>Inclusão expressa da atribuição federal de subsidiar tarifas locais nos casos previstos em lei federal.</td>
</tr>
<tr>
<td>Artigo 40</td>
<td>Aplicação mínima de 60% da arrecadação da Cide nas áreas urbanas.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Também houve vetos relativos a pedágios, recursos ambientais, regulação, indenizações e estrutura administrativa federal. As justificativas variaram conforme o dispositivo, envolvendo questões fiscais, contratuais, ambientais e constitucionais.</p>
<p>No financiamento, a posição do Executivo foi evitar obrigações sem recursos correspondentes e proteger benefícios existentes.</p>
<p>O ponto mais sensível para o passageiro está na retirada da proibição de cobrar dos próprios usuários o custo das gratuidades. O projeto aprovado pelo Congresso procurava impedir que uma parcela dos passageiros financiasse os benefícios concedidos a outra.</p>
<p>Esse é um problema distributivo relevante: o trabalhador que paga passagem também pode ter baixa renda. Ao vetar a mudança, o governo preservou a possibilidade de continuidade desse mecanismo, justificando que sua proibição poderia comprometer gratuidades já estabelecidas.</p>
<p><strong>A contradição merece uma resposta concreta</strong></p>
<p>Há uma tensão política evidente entre rejeitar obrigações de financiamento por risco fiscal e, quatro meses depois, anunciar uma gratuidade nacional aos fins de semana.</p>
<p>Essa tensão merece explicação. A comparação, porém, exige precisão: os vetos atingiram determinados mecanismos de financiamento e obrigações legais. A defesa posterior da tarifa zero pode ser compatível com outra estrutura de custeio, desde que essa estrutura enfrente os problemas apontados pelo próprio governo.</p>
<p>Em junho, o Executivo afirmou que os vetos preservavam a possibilidade de estudar subsídios federais, discutir alternativas de gratuidade e apresentar legislação específica, desde que houvesse condições fiscais e orçamentárias. Esse posicionamento foi registrado pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> à época.</p>
<p>Também existe diferença entre uma lei ordinária e uma mudança constitucional. Uma PEC pode reorganizar responsabilidades e estabelecer outro desenho federativo. Sua sustentação financeira, entretanto, continuará dependendo de recursos, planejamento e regras de execução.</p>
<p>Portanto, o anúncio permite cobrar coerência e demonstração de viabilidade. Uma solução financeira nova e consistente pode explicar a mudança de posição. A simples substituição do instrumento legislativo deixa a questão do custo da operação em aberto.</p>
<p>A pergunta permanece: quais condições permitem assumir agora o compromisso que, em junho, o governo considerou arriscado estabelecer naqueles termos?</p>
<p>O aparente contrassenso está justamente nessa sequência. O governo rejeitou dispositivos que procuravam explicitar quem financiaria benefícios tarifários e, meses depois, anunciou a intenção de ampliar a gratuidade. Cabe ao Executivo demonstrar como a nova proposta resolverá o financiamento que motivou suas objeções anteriores.</p>
<p><strong>Emendas parlamentares precisam garantir continuidade</strong></p>
<p>No anúncio, Lula apontou as emendas parlamentares como caminho para financiar o passe livre. A indicação traz outro debate necessário: como transformar recursos distribuídos pelo processo orçamentário em garantia regular de um serviço oferecido todos os fins de semana?</p>
<p>A proposta terá de estabelecer critérios de distribuição, continuidade dos repasses, responsabilidades de cada esfera de governo e mecanismos de controle. Também precisará considerar as diferenças entre cidades, sistemas metropolitanos e redes que já recebem subsídios.</p>
<p>Há uma distinção prática entre financiar a aquisição de um ônibus e garantir recursos para que ele circule permanentemente. A gratuidade exige cobertura recorrente dos custos e planejamento da oferta.</p>
<p>Se a proposta pretende estabelecer um direito nacional, sua execução precisa alcançar os municípios por critérios públicos e previsíveis. A capacidade de atendimento da população deve orientar a distribuição dos recursos.</p>
<p>Para o passageiro, importa poder confiar no serviço. A retirada da cobrança precisa vir acompanhada de frequência, acessibilidade, segurança e capacidade de atendimento. A política perde força se a economia na passagem vier acompanhada de espera excessiva ou dificuldade para embarcar.</p>
<p>O mesmo rigor deve orientar a remuneração das empresas: custos verificáveis, transparência nos pagamentos e exigências de qualidade. Financiamento público precisa resultar em benefício público demonstrável.</p>
<p>O anúncio ocorre durante a campanha do segundo turno, circunstância que amplia a necessidade de apresentar compromissos verificáveis. O calendário eleitoral, por si só, não determina o mérito ou a inviabilidade da proposta. A avaliação deve recair sobre seu conteúdo, seu financiamento e seus resultados esperados.</p>
<p>Lula tem legitimidade para propor a tarifa zero. A sociedade tem a mesma legitimidade para confrontar essa promessa com os vetos assinados pelo presidente.</p>
<p>Se a responsabilidade fiscal fundamentou a retirada de regras para custear gratuidades em junho, ela também precisa orientar a proposta anunciada em outubro. O governo deve mostrar o que mudou, quanto custará e como garantirá os recursos.</p>
<p>Para quem depende do transporte coletivo, essa resposta faz diferença entre uma promessa de passagem gratuita e um direito que poderá ser exercido com regularidade.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>EM PRIMEIRA-MÃO: Justiça autoriza Suzantur a continuar operando linhas da Itapemirim e faz duras críticas à postura da Águia Branca – Decisão noticiada pelo Diário do Transporte</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/15/em-primeira-mao-justica-autoriza-suzantur-a-continuar-operando-linhas-da-itapemirim-e-faz-duras-criticas-a-postura-da-aguia-branca-decisao-noticiada-pelo-diario-do-transporte/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 22:56:13 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Nova decisão determina prorrogação excepcional do contrato da Suzantur e mantém homologada a proposta da Águia Branca; juízo considera que indefinição sobre leilão não pode deixar operação sem cobertura contratual e cobra solução para preservar serviços e direitos dos credores ADAMO BAZANI Colaborou Yuri Sena A juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 1ª Vara de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260913_0948462.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260913_0948462.jpg?w=3977&amp;ssl=1 3977w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260913_0948462.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260913_0948462.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260913_0948462.jpg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260913_0948462.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260913_0948462.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260913_0948462.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260913_0948462.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260913_0948462.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Nova decisão determina prorrogação excepcional do contrato da Suzantur e mantém homologada a proposta da Águia Branca; juízo considera que indefinição sobre leilão não pode deixar operação sem cobertura contratual e cobra solução para preservar serviços e direitos dos credores</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaborou Yuri Sena</em></strong></p>
<p>A juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, autorizou a prorrogação excepcional do contrato de arrendamento da Transportadora Turística Suzano (Suzantur) para manter a operação das linhas de ônibus vinculadas à massa falida da Viação Itapemirim. Na decisão, liberada nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, a magistrada fez críticas à postura da Viação Águia Branca, que se opôs à continuidade contratual da Suzantur, mas condicionou sua própria entrada na operação à definição sobre o leilão dos ativos. A prorrogação valerá até que a Águia Branca assuma efetivamente os serviços ou até a realização do leilão judicial, prevalecendo o que ocorrer primeiro<strong>. A NOTÍCIA É TRAZIDA EM PRIMEIRA-MÃO E DE FORMA EXCLUSIVA PELO CRIADOR E EDITOR-CHEFE DO DIÁRIO DO TRANSPORTE, ADAMO BAZNAI MINUTOS DEPOIS DA ENTRADA DA DECISÃO NO SISTEMA</strong></p>
<p>A magistrada considerou que a posição da Águia Branca mantém uma situação de indefinição jurídica e operacional, com consequências para a atual operadora, os credores e a massa falida. Ao autorizar a celebração de um termo aditivo com a Suzantur, preservou a homologação da proposta da Águia Branca, que continua sendo a empresa escolhida para assumir o arrendamento. A decisão busca assegurar a continuidade dos serviços de transporte interestadual de passageiros enquanto a Justiça analisa os questionamentos sobre o leilão, cuja realização também depende de uma definição após manifestação do Ministério Público.</p>
<p>Um dos trechos mais contundentes da decisão trata diretamente da posição adotada pela Águia Branca.</p>
<p>“Se a Viação Águia Branca pretende preservar os efeitos da homologação de sua proposta e impedir a formalização de permanência transitória da Suzantur, deverá assumir as consequências operacionais e econômicas dessa posição. Não lhe é possível, simultaneamente, impedir a adoção de solução provisória e recusar-se a implementar a solução definitiva já homologada em seu favor”, escreveu a juíza.</p>
<p>Em outra passagem, Isadora Botti Beraldo Moro considera que a companhia tenta resguardar seus interesses jurídicos e econômicos enquanto se opõe à possibilidade de a atual operadora também obter proteção contratual.</p>
<p>“Não é razoável, portanto, condicionar indefinidamente a regularização da operação a um evento futuro cuja data de realização não pode ser assegurada, sobretudo quando a Águia Branca, resguardando-se jurídica e economicamente, busca vetar qualquer tentativa da atual arrendatária de, também, se resguardar, e tampouco oferece qualquer alternativa que possa solucionar o presente imbróglio.”</p>
<p>A decisão foi assinada em 13 de outubro e disponibilizada no processo nesta quinta-feira (15).</p>
<div>
<div>
<h1 data-pm-slice="1 1 []">Juíza faz críticas à postura da Águia Branca e aponta contradição entre impedir prorrogação da Suzantur e aguardar leilão</h1>
<p>Um dos pontos mais contundentes da nova decisão judicial é a crítica à postura da Viação Águia Branca, que pretende manter o direito de assumir a operação Itapemirim, mas considera necessário aguardar uma definição sobre o leilão dos ativos antes de mobilizar a estrutura para iniciar os serviços.</p>
</div>
<div>
<div>
<h2>1. Juíza afirma que Águia Branca precisa assumir as consequências de sua posição</h2>
<blockquote><p>“Se a Viação Águia Branca pretende preservar os efeitos da homologação de sua proposta e impedir a formalização de permanência transitória da Suzantur, deverá assumir as consequências operacionais e econômicas dessa posição.”</p></blockquote>
<p>Essa passagem é importante porque a juíza Isadora Botti Beraldo Moro atribui à Águia Branca a responsabilidade pelas consequências de sua estratégia processual.</p>
<h2>2. Juíza afirma que Águia Branca não pode impedir solução provisória e deixar de assumir a operação</h2>
<blockquote><p>“Não lhe é possível, simultaneamente, impedir a adoção de solução provisória e recusar-se a implementar a solução definitiva já homologada em seu favor.”</p></blockquote>
<p>É um dos trechos mais fortes da decisão. A juíza aponta uma contradição entre a oposição à permanência contratual da Suzantur e a decisão da Águia Branca de aguardar o desfecho da questão do leilão.</p>
<h2>3. Juíza critica tentativa de manter a situação indefinida</h2>
<blockquote><p>“Não é razoável, portanto, condicionar indefinidamente a regularização da operação a um evento futuro cuja data de realização não pode ser assegurada, sobretudo quando a Águia Branca, resguardando-se jurídica e economicamente, busca vetar qualquer tentativa da atual arrendatária de, também, se resguardar, e tampouco oferece qualquer alternativa que possa solucionar o presente imbróglio.”</p></blockquote>
<p>Essa passagem merece destaque especial na reportagem.</p>
<p>A magistrada observa que a Águia Branca busca proteger seus interesses jurídicos e econômicos, mas se opõe à tentativa da Suzantur de também obter segurança para continuar operando enquanto o leilão permanece indefinido.</p>
<h2>4. Juíza aponta consequência prática da posição da empresa</h2>
<blockquote><p>“Tal postura não pode produzir, como resultado prático, a manutenção da Suzantur como arrendatária de fato, desprovida de instrumento contratual que discipline sua atuação, suas responsabilidades e sua relação com a Massa Falida.”</p></blockquote>
<p>A magistrada considera necessário que a operação existente seja amparada por instrumento contratual, com obrigações e responsabilidades definidas.</p>
<h2>5. Juíza afirma que risco financeiro da Águia Branca não pode ser transferido a outras partes</h2>
<blockquote><p>“Sabe-se que a mobilização de estrutura, pessoal e recursos para uma operação potencialmente breve pode representar risco econômico à nova arrendatária, o qual, não obstante, não pode ser transferido à Massa Falida, à comunidade de credores ou à empresa que permanece operando, muito menos servir de fundamento para a perpetuação de uma situação juridicamente indefinida.”</p></blockquote>
<p>Esse trecho amplia a discussão econômica.</p>
<p>A juíza reconhece que a Águia Branca pode realizar investimentos significativos para assumir uma operação temporária, mas entende que esse risco não justifica transferir os efeitos da indefinição à massa falida, aos credores ou à Suzantur.</p>
<h2>6. Juíza considera importante formalizar a continuidade da Suzantur</h2>
<blockquote><p>“De mais a mais, se é necessário que a Suzantur continue operando até a efetiva transição ou alienação, é igualmente indispensável que essa atuação tenha fundamento jurídico, deveres definidos e responsabilidades delimitadas, com título que lhe confira mínima segurança e estabeleça as condições de sua permanência.”</p></blockquote>
<p>A passagem fundamenta a decisão da juíza Isadora Botti Beraldo Moro de autorizar o termo aditivo para continuidade provisória da operação.</p>
<h2>7. Juíza reafirma que contrato da Suzantur pode ser prorrogado sem retirar direitos da Águia Branca</h2>
<blockquote><p>“A prorrogação excepcional, ora deferida, tem caráter exclusivamente instrumental, e não importa desconstituição da homologação da proposta da Águia Branca. Destina-se, unicamente, a formalizar e disciplinar a operação durante o período em que a nova arrendatária não a assumir.”</p></blockquote>
<p>Esse trecho é essencial para equilibrar a reportagem.</p>
<p>Apesar das críticas, a juíza mantém os efeitos da homologação da proposta da Águia Branca e autoriza a permanência contratual da Suzantur apenas em caráter excepcional.</p>
<p>A prorrogação valerá até a efetiva entrada da Águia Branca na operação ou até a realização do leilão judicial, o que ocorrer primeiro.</p>
</div>
</div>
</div>
<h2>Juíza considera que risco econômico da Águia Branca não pode ser transferido aos credores e à Suzantur</h2>
<p>A discussão teve início após a Águia Branca informar à Justiça que possui capacidade técnica, operacional, regulatória e econômico-financeira para assumir a operação Itapemirim, substituindo a Suzantur.</p>
<p>A empresa, entretanto, argumentou que a definição sobre a realização do leilão deveria ocorrer antes da mobilização dos recursos necessários à transição.</p>
<p>Segundo a companhia, a possibilidade de os ativos serem vendidos em prazo próximo poderia tornar economicamente desvantajosa a montagem de uma estrutura para uma operação temporária.</p>
<p>A administradora judicial também considerou que a transferência imediata poderia exigir investimentos significativos para um período potencialmente reduzido.</p>
<p>Ao examinar os argumentos, a juíza reconheceu a existência desse risco financeiro, mas considerou que ele precisa ser assumido pela empresa que pretende preservar a homologação de sua proposta e se opõe à regularização provisória da atual operadora.</p>
<p>“Sabe-se que a mobilização de estrutura, pessoal e recursos para uma operação potencialmente breve pode representar risco econômico à nova arrendatária, o qual, não obstante, não pode ser transferido à Massa Falida, à comunidade de credores ou à empresa que permanece operando, muito menos servir de fundamento para a perpetuação de uma situação juridicamente indefinida.”</p>
<p>A magistrada também destacou que a posição da Águia Branca não pode resultar na permanência da Suzantur sem um contrato que estabeleça suas obrigações.</p>
<p>“Tal postura não pode produzir, como resultado prático, a manutenção da Suzantur como arrendatária de fato, desprovida de instrumento contratual que discipline sua atuação, suas responsabilidades e sua relação com a Massa Falida.”</p>
<p>A avaliação foi determinante para a autorização de uma nova formalização contratual com a Suzantur.</p>
<h2>Suzantur alegou riscos com ANTT, terminais rodoviários e responsabilidades trabalhistas</h2>
<p>A Transportadora Turística Suzano pediu à Justiça a prorrogação de seu contrato até a realização do leilão judicial.</p>
<p>A empresa argumentou que a Águia Branca, apesar de ter obtido decisão favorável em junho de 2026, ainda aguardava uma definição sobre a venda dos ativos antes de assumir a operação.</p>
<p>A Suzantur também apresentou preocupações relacionadas à continuidade dos serviços sem um instrumento contratual vigente.</p>
<p>Entre os riscos apontados estavam a possibilidade de paralisação pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), dificuldades de acesso aos terminais rodoviários e insegurança nas relações fiscais, trabalhistas e operacionais.</p>
<p>A administradora judicial EXM Partners havia defendido uma solução intermediária, com a permanência da Suzantur em caráter precário e transitório enquanto a Águia Branca aguardasse a definição sobre o leilão.</p>
<p>A proposta previa a continuidade dos serviços sem a prorrogação formal do contrato anterior.</p>
<p>A Suzantur discordou, defendendo a necessidade de um termo aditivo que estabelecesse claramente sua relação com a massa falida.</p>
<p>A juíza acolheu a necessidade de formalização contratual.</p>
<p>“De mais a mais, se é necessário que a Suzantur continue operando até a efetiva transição ou alienação, é igualmente indispensável que essa atuação tenha fundamento jurídico, deveres definidos e responsabilidades delimitadas, com título que lhe confira mínima segurança e estabeleça as condições de sua permanência.”</p>
<p>O entendimento considera tanto a segurança jurídica da operadora quanto a necessidade de preservar a continuidade dos serviços e o valor dos ativos que poderão ser vendidos judicialmente.</p>
<h2>Prorrogação da Suzantur mantém direitos da Águia Branca</h2>
<p>Apesar das críticas à posição da Águia Branca, a juíza preservou a homologação da proposta apresentada pela empresa.</p>
<p>A autorização para a continuidade da Suzantur tem caráter excepcional e está relacionada à necessidade de regularizar a operação durante o período de transição.</p>
<p>“A prorrogação excepcional, ora deferida, tem caráter exclusivamente instrumental, e não importa desconstituição da homologação da proposta da Águia Branca. Destina-se, unicamente, a formalizar e disciplinar a operação durante o período em que a nova arrendatária não a assumir”, escreveu a magistrada.</p>
<p>Na parte final, determinou:</p>
<p>“Assim, autorizo a prorrogação contratual com a Suzantur, preservando-se, o tanto quanto possível, as condições econômicas e operacionais anteriormente estabelecidas, sem prejuízo das adequações que a Administradora Judicial reputar indispensáveis à proteção da Massa Falida, e vigorará apenas até a efetiva assunção da operação pela Águia Branca, ou até a realização do leilão judicial, o que ocorrer primeiro.”</p>
<p>A magistrada também estabeleceu que a prorrogação não representa renovação definitiva do contrato anterior, criação de preferência para a Suzantur ou alteração da homologação da proposta da Águia Branca.</p>
<p>A administradora judicial deverá apresentar a minuta do termo aditivo que disciplinará a continuidade provisória da operação.</p>
<h2>Leilão dos ativos continua em discussão e Ministério Público foi chamado a se manifestar</h2>
<p>A decisão está relacionada a outra movimentação judicial importante, noticiada pelo Diário do Transporte em 14 de outubro de 2026.</p>
<p>Na ocasião, a Justiça determinou a manifestação do Ministério Público sobre a controvérsia envolvendo a realização do leilão dos ativos da Itapemirim.</p>
<p>A disputa envolve interesses e questionamentos apresentados por empresas como Viação Águia Branca, Suzantur e Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, além de questões regulatórias relacionadas à ANTT.</p>
<p>O leilão poderá definir a alienação da Unidade Produtiva Isolada (UPI) Itapemirim, que reúne os ativos vinculados à operação das linhas de transporte interestadual.</p>
<p>Na decisão agora divulgada, a juíza reconheceu que a discussão sobre a realização do certame poderá ser resolvida em breve.</p>
<p>Entretanto, destacou que uma eventual autorização judicial para o leilão poderá ser seguida por novos recursos, pedidos de suspensão e discussões sobre as condições do edital.</p>
<p>“Ainda que se decida pela realização imediata da hasta pública, não é possível assegurar que esta será efetivamente realizada em prazo certo e próximo, uma vez que a decisão poderá ser objeto de recursos, pedidos de suspensão ou outras medidas processuais, bem como poderá haver nova discussão acerca dos termos do edital, os quais ainda não estão bem definidos.”</p>
<p>A magistrada também ressaltou a importância de preservar a atividade econômica enquanto a alienação permanece em discussão.</p>
<p>“A preservação e a maximização do valor dos ativos falidos não se alcançam apenas com a futura alienação pelo maior preço possível. Dependem igualmente da manutenção de sua funcionalidade, da continuidade regular da atividade, e da preservação de contingências que possam depreciar o conjunto a ser alienado.”</p>
<p>Essa avaliação fundamentou a autorização para a Suzantur continuar operando mediante contrato formal, enquanto a Águia Branca mantém a homologação de sua proposta.</p>
<h2>Disputa pela operação Itapemirim envolve linhas interestaduais e valores milionários</h2>
<p>A Suzantur assumiu a operação de linhas vinculadas à antiga Viação Itapemirim a partir de 2023, mediante contrato de arrendamento celebrado no âmbito do processo falimentar.</p>
<p>Posteriormente, a disputa ganhou dimensão econômica com a apresentação de propostas de outras empresas interessadas na operação.</p>
<p>A Viação Águia Branca apresentou oferta de R$ 3,02 milhões mensais pelo arrendamento.</p>
<p>O contrato anterior da Suzantur previa remuneração à massa falida conforme condições estabelecidas judicialmente, incluindo valores mínimos e percentuais da receita.</p>
<p>As diferenças entre as propostas passaram a integrar as discussões sobre a preservação dos interesses dos credores.</p>
<p>Em junho de 2026, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu os efeitos da decisão que permitia à Águia Branca assumir o arrendamento, após o julgamento de recurso relacionado à disputa.</p>
<p>A medida fortaleceu a posição da companhia escolhida no processo competitivo, mas a transferência efetiva continuou vinculada às providências necessárias para a transição.</p>
<p>Com a aproximação da discussão sobre o leilão definitivo, a Águia Branca passou a defender uma definição prévia sobre a alienação antes de mobilizar a estrutura para assumir as linhas.</p>
<p>A Suzantur, por sua vez, defendeu sua permanência contratual até a venda judicial dos ativos.</p>
<p>A decisão da juíza Isadora Botti Beraldo Moro procura conciliar essas questões com a necessidade de continuidade do serviço e preservação dos direitos dos credores.</p>
<h2>O que muda para os passageiros e quais são os próximos passos?</h2>
<p>A decisão autoriza a regularização contratual da Suzantur enquanto a Justiça define as próximas etapas da disputa.</p>
<p>Para os passageiros, a medida busca preservar a continuidade dos serviços vinculados à operação Itapemirim durante o período de indefinição.</p>
<p>A administradora judicial deverá apresentar um termo aditivo para estabelecer as condições econômicas e operacionais da permanência provisória da empresa.</p>
<p>A Águia Branca continua sendo a companhia cuja proposta de arrendamento foi homologada judicialmente e poderá assumir efetivamente os serviços conforme as providências de transição.</p>
<p>A realização do leilão também poderá encerrar a prorrogação, caso ocorra antes da transferência da operação.</p>
<p>A nova decisão estabelece, assim, uma solução temporária para a continuidade contratual da Suzantur e mantém em discussão o futuro definitivo dos ativos da Itapemirim.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a magistrada deixa expressa a cobrança para que a Águia Branca assuma as consequências econômicas e operacionais de sua posição, sem manter a atual operadora em uma situação indefinida.</p>
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<h1><strong>CONFIRA O HISTÓRICO RECENTE:</strong></h1>
<p>A Primeira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu em 09 de junho de 2026, que a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, deve assumir o novo arrendamento das 125 linhas e 746 mercados de ônibus interestaduais correspondentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 2022. Foram 3 votos em favor da Águia Branca e dois em favor da Suzantur, que deve sair.</p>
<p>Cabe recurso. A decisão ocorreu pelo provimento das alegações do empresa capixaba.</p>
<p>A troca não é imediata. Além de haver a possibilidade de recurso, há transições a seguir.</p>
<p>O julgamento teve início com a manifestação do ministro Gurgel de Faria, tinha pedido vistas, que divergiu do relator ministro Sergio Kukina, sendo favorável para que o novo arrendamento seja válido para a Viação Águia Branca assumir as linhas. Gurgel de Faria seguiu o entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo.</p>
<p>Sergio Kukina destacou que ainda tem dúvidas sobre a competência da Primeira Turma sobre o assunto, mas compreendeu que o tema necessita de uma análise urgente. O relator ainda reconheceu que a proposta econômica da Águia Branca ser mais vantajosa aos credores, mas se disse preocupado se a troca de empresas poderia prejudicar os serviços e o que ocorreria com os funcionários registrados pela Suzantur.</p>
<p>Em seguida, a ministra Regina Helena Costa se manifestou e acompanhou a divergência de Faria, sendo favorável a Viação Águia Branca.</p>
<p>O ministro Paulo Sérgio Domingues foi o terceiro e se manifestou também em prol da Águia Branca no arrendamento. O ministro Benedito Gonçalves foi a favor da Suzatur.</p>
<p>Todos os ministros manifestaram estranheza no fato de que o recurso foi remetido à Primeira Turma, mas entenderam a necessidade de votar.</p>
<p>Como havia mostrado em primeira-mão o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a continuação do julgamento ocorreu nesta terça-feira após três adiamentos.</p>
<p>O STJ suspendeu o julgamento porque os ministros pediram destaque de vistas, ou seja, mais tempo para analisar. Em 02 de março de 2026, o pedido foi do ministro Benedito Gonçalves e, em 07 de abril de 2026, foi a vez do ministro Gurgel de Faria.</p>
<p>Não tinham votado ainda a ministra Regina Helena Costa e os ministros Paulo Sérgio Domingues e Benedito Gonçalves.</p>
<p>A data do leilão não foi definida, mas como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a administradora judicial da falência EXM Partners apresentou uma nova proposta de edital, que ainda será julgada.</p>
<p>O ministro-relator do processo, Sérgio Kukina, votou por atender um recurso da atual arrendatária Suzantur (Transportadora Turística Suzano) contra uma decisão da Justiça de São Paulo que autorizou um novo arrendamento que teve a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, como selecionada, após um processo de concorrência judicial.</p>
<p>VEJA OS VOTOS:</p>
<p><div style="width: 1040px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-539471-2" width="1040" height="576" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/JULGAMENTO-STJ-090626.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/JULGAMENTO-STJ-090626.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/JULGAMENTO-STJ-090626.mp4</a></video></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como havia mostrado em primeira-mão o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a continuação do julgamento foi remarcado para esta terça-feira após três adiamentos.</p>
<p>O STJ suspendeu o julgamento porque os ministros pediram destaque de vistas, ou seja, mais tempo para analisar. Em 02 de março de 2026, o pedido foi do ministro Benedito Gonçalves e, em 07 de abril de 2026, foi a vez do ministro Gurgel de Faria.</p>
<p>Não tinham votado ainda a ministra Regina Helena Costa e os ministros Paulo Sérgio Domingues e Benedito Gonçalves.</p>
<p>A data do leilão não foi definida, mas como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a administradora judicial da falência EXM Partners apresentou uma nova proposta de edital, que ainda será julgada.</p>
<p>O ministro-relator do processo, Sérgio Kukina, votou por atender um recurso da atual arrendatária Suzantur (Transportadora Turística Suzano) contra uma decisão da Justiça de São Paulo que autorizou um novo arrendamento que teve a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, como selecionada, após um processo de concorrência judicial.</p>
<p>Como tinha mostrado o <strong><em>Diário do Transporte,</em></strong> o contrato de arrendamento para a Viação Águia Branca pela operação das linhas referentes à malha que era operada pelo Grupo Itapemirim renderia para os credores, em um ano, 3,5 vezes mais que todo o período de três anos e meio do contrato atual da Suzantur. O período considera desde quando a proposta foi homologada pela Justiça paulista, em abril de 2025, até 16 de abril de 2026, e desde quando a Suzantur começou a fazer os depósitos, em setembro de 2022, até 16 de abril de 2026 – levantamento mais recente finalizado.</p>
<p>De 16 de abril de 2025 a 16 de abril de 2026, o arrendamento pela proposta da Águia Branca, de R$ 3,02 milhões mensas, já teria acumulado R$ 42,2 milhões (R$ 42.280.000,00) em 12 meses. Já em 42 meses do arrendamento para a Suzantur, toda a arrecadação foi de R$ 11,9 milhões (R$ 11.935.436,57).</p>
<p>O arrendamento para a Suzantur, empresa de ônibus do ABC Paulista, das 125 linhas e 746 mercados na malha de ônibus interestaduais correspondente às operações do Grupo Itapemirim, que faliu em 2022, prevê depósitos mensais de R$ 200 mil ou 1,5% das vendas físicas de passagens pela companhia, que atua no segmento de transporte por ônibus urbanos. Vale o que for mais vantajoso.</p>
<p>O primeiro depósito ocorreu, em setembro de 2025, desde quando ocorreu a autorização pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) das operações, que de fato ocorreram a partir de 04 de março de 2023.</p>
<p>Entre setembro de 2022 e outubro de 2024, de acordo com as folhas do processo, os depósitos mensais sempre foram de R$ 200 mil. Os valores começaram a ser maiores a partir de novembro de 2024, quando foram depositados R$ 292.405,02, ainda de acordo com os dados no STJ.</p>
<p>O maior valor, ainda de acordo com o andamento processual, foi em janeiro de 2025: R$ 474.513,55</p>
<p>Já o contrato com a Águia Branca, cujos efeitos tinham sido suspensos, prevê o pagamento fixo mensal de R$ 3,02 milhões pela operação.</p>
<p>O Grupo Comporte (família de Constantino de Oliveira) e Viação Águia Branca, do Espírito Santo, ofereceram valores maiores que os pagos pela Suzantur para um novo arrendamento.</p>
<p>Comporte ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens. A Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês. A Íntese Empreendimentos, do dono da Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, <strong><u>&#8211; QUE ADORA INTIMIDAR JORNALISTAS  &#8211;</u></strong> que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos. Marangon tem o hábito de acionar a Justiça contra matérias jornalísticas por supostos erros, sendo que poderia poupar dinheiro e tempo do judiciário só mandando uma nota de resposta.</p>
<p>O contrato com a Suzantur, com validade prevista inicialmente para ser se dois anos contanto a partir de 27 de fevereiro de 2023, no entendimento da Justiça, prevê um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.</p>
<p><strong>O PASSO A PASSO EM RESUMO:</strong></p>
<p><strong>09 de junho de 2026:</strong> A Primeira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta terça-feira, 09 de junho de 2026, que a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, deve assumir o novo arrendamento das 125 linhas e 746 mercados de ônibus interestaduais correspondentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 2022. Foram 3 votos em favor da Águia Branca e dois em favor da Suzantur, que deve sair. Cabe recurso</p>
<p>Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/06/09/stj-decide-que-viacao-aguia-branca-deve-assumir-linhas-da-itapemirim-e-que-a-suzantur-deve-sair/">https://diariodotransporte.com.br/2026/06/09/stj-decide-que-viacao-aguia-branca-deve-assumir-linhas-da-itapemirim-e-que-a-suzantur-deve-sair/</a></p>
<p><strong>18 de maio de 2026: </strong>O <strong><em>Diário do Transporte,</em></strong> com exclusividade, revelou que contrato de arrendamento para a Viação Águia Branca pela operação das linhas referentes à malha que era operada pelo Grupo Itapemirim renderia para os credores, em um ano, 3,5 vezes mais que todo o período de três anos e meio do contrato atual da Suzantur. O período considera desde quando a proposta foi homologada pela Justiça paulista, em abril de 2025, até 16 de abril de 2026, e desde quando a Suzantur começou a fazer os depósitos, em setembro de 2022, até 16 de abril de 2026 – levantamento mais recente finalizado.</p>
<p>De 16 de abril de 2025 a 16 de abril de 2026, o arrendamento pela proposta da Águia Branca, de R$ 3,02 milhões mensas, já teria acumulado R$ 42,2 milhões (R$ 42.280.000,00) em 12 meses. Já em 42 meses do arrendamento para a Suzantur, toda a arrecadação foi de R$ 11,9 milhões (R$ 11.935.436,57).</p>
<p>O arrendamento para a Suzantur, empresa de ônibus do ABC Paulista, das 125 linhas e 746 mercados na malha de ônibus interestaduais correspondente às operações do Grupo Itapemirim, que faliu em 2022, prevê depósitos mensais de R$ 200 mil ou 1,5% das vendas físicas de passagens pela companhia, que atua no segmento de transporte por ônibus urbanos. Vale o que for mais vantajoso.</p>
<p>O primeiro depósito ocorreu, em setembro de 2025, desde quando ocorreu a autorização pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) das operações, que de fato ocorreram a partir de 04 de março de 2023.</p>
<p>Entre setembro de 2022 e outubro de 2024, de acordo com as folhas do processo, os depósitos mensais sempre foram de R$ 200 mil. Os valores começaram a ser maiores a partir de novembro de 2024, quando foram depositados R$ 292.405,02, ainda de acordo com os dados no STJ.</p>
<p>O maior valor, ainda de acordo com o andamento processual, foi em janeiro de 2025: R$ 474.513,55</p>
<p>Já o contrato com a Águia Branca, cujos efeitos tinham sido suspensos, prevê o pagamento fixo mensal de R$ 3,02 milhões pela operação.</p>
<p>O Grupo Comporte (família de Constantino de Oliveira) e Viação Águia Branca, do Espírito Santo, ofereceram valores maiores que os pagos pela Suzantur para um novo arrendamento.</p>
<p>Comporte ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens. A Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês. A Íntese Empreendimentos, do dono da Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, <strong><u>&#8211; QUE ADORA INTIMIDAR JORNALISTAS  &#8211;</u></strong> que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos. Marangon tem o hábito de acionar a Justiça contra matérias jornalísticas por supostos erros, sendo que poderia poupar dinheiro e tempo do judiciário só mandando uma nota de resposta.</p>
<p>O contrato com a Suzantur, com validade prevista inicialmente para ser se dois anos contanto a partir de 27 de fevereiro de 2023, no entendimento da Justiça, prevê um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/05/18/arrendamento-das-linhas-da-itapemirim-para-suzantur-rendeu-r-119-milhoes-com-proposta-da-agua-branca-seriam-r-422-milhoes-diz-dado-no-stj/">https://diariodotransporte.com.br/2026/05/18/arrendamento-das-linhas-da-itapemirim-para-suzantur-rendeu-r-119-milhoes-com-proposta-da-agua-branca-seriam-r-422-milhoes-diz-dado-no-stj/</a></p>
<p><strong>14 de maio de 2026: </strong>O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte,</em></strong> Adamo Bazani, com a colaboração do repórter Yuri Sena trazem em primeira mão nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026: acaba de ser marcada a retomada do julgamento pelo STJ sobre o arrendamento das linhas, mercados e estruturas da Viação Itapemirim, que será a partir de 09 de junho de 2026. Será julgamento presencial.</p>
<p><strong>07 de abril de 2026:</strong> Retomado o julgamento do recurso da Suzantur contra decisão da Justiça de São Paulo que permitiu que a Águia Branca, após um procedimento de concorrência judicial, assumisse um novo. Mas de novo foi adiada decisão sobre se a Viação Águia Branca assume arrendamento da Itapemirim no lugar da Suzantur. Em sessão que ocorreu em 07 de abril de 2026, o ministro Gurgel de Faria pede de novo vistas. Uma nova data será marcada. Já foi o segundo adiamento. A ministra Regina Helena Costa levantou na sessão dúvidas sobre se o processo deveria mesmo ser pela Primeira Turma, por ser de natureza falimentar.</p>
<p><strong>12 de março de 2026:</strong> Remarcado o julgamento</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/</a></p>
<p><strong>02 de março de 2026:</strong> Ministro Gurgel de Faria, do STJ, pediu vistas para melhor análise do processo, suspendendo a sessão virtual que teve início em 23 de fevereiro de 2026.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/</a></p>
<p><strong>24 de fevereiro de 2026:</strong> o ministro-relator do processo, Sergio Kukina, votou favoravelmente a permanência da Suzantur frente às operações arrendadas da Itapemirim até o leilão das linhas, marcas e guichês, mas ainda faltam outros ministros para votar.</p>
<p>Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/02/24/stj-kukina-vota-pela-permanencia-da-suzantur-frente-ao-arrendamento-da-itapemirim-ate-leilao-mas-outros-magistrados-ainda-nao-se-manifestaram/">https://diariodotransporte.com.br/2026/02/24/stj-kukina-vota-pela-permanencia-da-suzantur-frente-ao-arrendamento-da-itapemirim-ate-leilao-mas-outros-magistrados-ainda-nao-se-manifestaram/</a></p>
<p><strong>09 de setembro de 2025</strong>: De forma monocrática (sozinho) e em liminar (decisão provisória) o ministro relator Sérgio Kukina atendeu ao pedido da Suzantur e manteve a viação no arrendamento até o julgamento por parte da corte, justamente este concluído em 03 de março de 2026, e noticiado <strong>em primeira-mão pelo DIÁRIO DO TRANSPORTE.</strong></p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/09/10/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-atende-suzantur-e-determina-continuidade-das-operacoes-na-itapemirim-e-que-seja-marcado-leilao-definitivo/">https://diariodotransporte.com.br/2025/09/10/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-atende-suzantur-e-determina-continuidade-das-operacoes-na-itapemirim-e-que-seja-marcado-leilao-definitivo/</a></p>
<p><strong>07 de abril 2025:</strong>  O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu recurso da Águia Branca e decidiu homologar a proposta da empresa para assumir no lugar da viação de urbanos do ABC.</p>
<p>As propostas foram:</p>
<p>&#8211; <strong>Viação Águia Branca</strong> ofereceu R$ 3,02 milhões por mês, independentemente da receita;</p>
<p>&#8211; <strong>Grupo Comporte,</strong> pela Expresso União, ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens</p>
<p>&#8211; <strong>Íntese Empreendimentos</strong>, do dono inoperante Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos. O empresário tem o hábito de acionar a Justiça contra jornalistas. Funcionários, entretanto, reclamam de falta de pagamento.</p>
<p><strong>04 de março de 2023:</strong> Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanhou a saída da garagem provisória de Santo André (SP) com exclusividade. Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2023/03/04/em-primeira-mao-videos-e-entrevista-confira-o-primeiro-onibus-e-o-primeiro-motorista-que-marcam-o-retorno-da-viacao-itapemirim-kaissara-sob-arrendamento-da-suzantur-sao-pauloxcuritiba/">https://diariodotransporte.com.br/2023/03/04/em-primeira-mao-videos-e-entrevista-confira-o-primeiro-onibus-e-o-primeiro-motorista-que-marcam-o-retorno-da-viacao-itapemirim-kaissara-sob-arrendamento-da-suzantur-sao-pauloxcuritiba/</a></p>
<p><strong>27 de fevereiro de 2023:</strong> Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)</p>
<p><strong>05 de outubro de 2022</strong>: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).</p>
<p><strong>29 de setembro de 2022</strong>: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.</p>
<p><strong>21 de setembro de 2022:</strong> As viações Itapemirim e Kaissara pertencem ao Grupo Itapemirim, que teve falência decretada pela Justiça, em 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, até então responsável pelo processo em primeira instância, aceitou proposta da empresa de ônibus urbanos, Suzantur, de Santo André, no ABC Paulista, a operar por dois anos as linhas por arrendamento como forma de angariar recursos para os credores. O Grupo Itapemirim acumulou dívidas demais de R$ 3 bilhões.</p>
<p><strong>LEILÃO NÃO VAI NEM &#8220;ARRANHAR A SUPERFÍCIE&#8221; DE DÍVIDAS DO GRUPO ITAPEMIRIM</strong></p>
<p>O leilão do Grupo Itapemirim é para garantir recursos aos credores da falência que foi decretada pela Justiça em 21 de setembro de 2022, mas a estimativa de arrecadação não vai nem “arranhar a superfície” do endividamento deixado pelas administrações anteriores, como a família do fundador Camilo Cola e, posteriormente, os empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia (que se retirou da sociedade antes da falência). As dívidas deixadas, com fornecedores, trabalhadores, bancos, passivos judiciais e impostos se aproximam de R$ 3 bilhões. A mais recente avaliação da EXM Partners, publicada em outubro de 2025, cotava a UPI em R$ 101,1 milhões como lance mínimo, mas o valor deve ser revisto.</p>
<p>Também para garantir parte dos recursos, já foram realizados leilões de ônibus usados e imóveis com arrecadação estimada de R$ 77,2 milhões (Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2024/03/06/oficial-leilao-da-itapemirim-tem-arrecadacao-estimada-de-r-772-milhoes-com-os-lances-encerrados-nesta-quarta-06/">https://diariodotransporte.com.br/2024/03/06/oficial-leilao-da-itapemirim-tem-arrecadacao-estimada-de-r-772-milhoes-com-os-lances-encerrados-nesta-quarta-06/</a> ), mas há contestações judiciais sobre alguns bens. Além disso, em 27 de outubro de 2022 passou a valer o arrendamento por dois anos das linhas para a empresa de ônibus urbanos Suzantur, de Santo André (SP), cujo contrato estipula um pagamento mínimo de R$ 200 mil à massa falia ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens (guichês e agências) – o que for maior. Diante da não realização do leilão o contrato foi postergado. A Viação Águia Branca, de Cariacica (ES), obteve na Justiça o reconhecimento de que o contrato com a Suzantur havia acabado e, também, conseguiu que fosse homologada sua proposta de R$ 3,02 milhões por mês para um novo arrendamento. Mas a Suzantur recorreu e o SJT (Superior Tribunal de Justiça) determinou que a empresa ficasse no arrendamento até a conclusão do leilão.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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