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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Polícia prende seis falsos motoristas de aplicativo suspeitos de extorquir passageiros na Rodoviária da Barra Funda, em SP; veja como evitar golpes</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/29/policia-prende-seis-falsos-motoristas-de-aplicativo-suspeitos-de-extorquir-passageiros-na-rodoviaria-da-barra-funda-em-sp-veja-como-evitar-golpes/</link>
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    <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 11:31:03 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Criminosos abordavam viajantes, combinavam um preço e depois exigiam até o triplo do valor, com ameaças e retenção de bagagens; operação recuperou pertences de passageiro estrangeiro e apreendeu seis veículos, celulares e máquinas de cartão ADAMO BAZANI Seis pessoas foram presas pela Polícia Civil de São Paulo, suspeitas de integrar um esquema de extorsão contra [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/whatsapp-image-2026-10-29-at-07-27-11.webp?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/whatsapp-image-2026-10-29-at-07-27-11.webp?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/whatsapp-image-2026-10-29-at-07-27-11.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/whatsapp-image-2026-10-29-at-07-27-11.webp?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/whatsapp-image-2026-10-29-at-07-27-11.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/whatsapp-image-2026-10-29-at-07-27-11.webp?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/whatsapp-image-2026-10-29-at-07-27-11.webp?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Criminosos abordavam viajantes, combinavam um preço e depois exigiam até o triplo do valor, com ameaças e retenção de bagagens; operação recuperou pertences de passageiro estrangeiro e apreendeu seis veículos, celulares e máquinas de cartão</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>Seis pessoas foram presas pela Polícia Civil de São Paulo, suspeitas de integrar um esquema de extorsão contra passageiros que desembarcavam no Terminal Rodoviário da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista. Os investigados se apresentavam como motoristas de aplicativo, ofereciam transporte diretamente aos viajantes e combinavam um preço inicial pela corrida, mas, durante ou ao final do trajeto, exigiam pagamentos adicionais que poderiam elevar o valor a duas ou três vezes o previsto. Segundo a investigação, as cobranças eram acompanhadas, em alguns casos, de ameaças, intimidações e até impedimento temporário de os passageiros deixarem os veículos.</p>
<p>A operação, denominada Caronte, foi realizada na quarta-feira, 28 de outubro de 2026, após aproximadamente três meses de investigações conduzidas pela Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur). Além das seis prisões, a ação resultou na apreensão de veículos, celulares e máquinas de cartão. Os policiais também recuperaram as bagagens de um passageiro estrangeiro que havia tido seus pertences retidos por um dos suspeitos. O caso chama atenção para os riscos enfrentados por usuários de rodoviárias, aeroportos e estações de transporte coletivo que aceitam ofertas de corridas feitas fora dos aplicativos oficiais ou dos serviços de transporte devidamente autorizados.</p>
<p>As informações foram divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) nesta quinta-feira, 29 de outubro.</p>
<p>A investigação identificou um método de atuação no qual os suspeitos abordavam passageiros nas proximidades da rodoviária e ofereciam viagens que aparentavam ser realizadas por aplicativos de transporte.</p>
<p>O valor era combinado inicialmente com o passageiro, mas os investigados utilizavam uma ferramenta externa às plataformas oficiais para calcular a cobrança.</p>
<p>Ao chegar ao destino, os suspeitos alegavam que o trajeto havia sido mais longo ou que o tempo de deslocamento justificava um pagamento adicional.</p>
<p>Em determinadas situações, as exigências eram acompanhadas de ameaças e intimidações. Segundo a polícia, houve casos em que passageiros foram impedidos temporariamente de sair do automóvel enquanto os suspeitos tentavam obter o dinheiro.</p>
<p>A utilização de ferramentas externas para calcular o preço também dificultava a conferência dos valores pelos passageiros, que não tinham o registro regular da viagem em um aplicativo de transporte.</p>
<h3>Passageiro africano teve malas retidas após cobrança de R$ 500</h3>
<p>Um dos episódios investigados envolveu um homem natural do Togo, país da África Ocidental, que teve suas bagagens retidas após uma corrida realizada em março de 2026.</p>
<p>De acordo com a Polícia Civil, o passageiro se recusou a pagar aproximadamente R$ 500 exigidos pelo motorista.</p>
<p>Um dos investigados teria retido as malas como forma de pressionar a vítima a realizar o pagamento.</p>
<p>Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, os policiais localizaram os pertences e documentos relacionados ao passageiro.</p>
<p>A vítima estava em situação de rua quando os objetos foram recuperados.</p>
<p>Segundo a investigação, um dos suspeitos admitiu ter retido as bagagens para pressionar o estrangeiro a pagar a quantia exigida.</p>
<p>Todos os pertences foram devolvidos ao proprietário.</p>
<p>O delegado divisionário da Deatur destacou a importância da recuperação dos objetos, especialmente diante da situação de vulnerabilidade da vítima.</p>
<p>“Conseguimos localizar e devolver todos os pertences a uma pessoa que estava em uma situação muito delicada. É um resultado que mostra a importância do trabalho policial não apenas na investigação dos crimes, mas também na proteção das vítimas”, afirmou.</p>
<h3>Seis veículos foram apreendidos e polícia procura outras possíveis vítimas</h3>
<p>Durante a Operação Caronte, seis suspeitos foram presos em flagrante por suspeita de extorsão e associação criminosa.</p>
<p>Um dos investigados também era alvo de um mandado de prisão temporária, que foi cumprido pelos policiais.</p>
<p>Além dos celulares e das máquinas de cartão encontrados durante as diligências, seis veículos relacionados aos investigados foram apreendidos administrativamente pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP), órgão municipal que participou da ação.</p>
<p>Os equipamentos apreendidos poderão contribuir para a apuração das cobranças realizadas e para a identificação de outras possíveis vítimas, conforme o andamento das investigações.</p>
<p>A Polícia Civil prossegue com a análise da participação dos envolvidos nos episódios investigados.</p>
<p>A operação também reforça a importância da fiscalização de veículos que realizam transporte remunerado de passageiros nas proximidades de grandes terminais.</p>
<p>A Rodoviária da Barra Funda é um importante ponto de conexão entre viagens de ônibus rodoviários, transporte urbano e serviços ferroviários na cidade de São Paulo.</p>
<p>O complexo tem integração com o Metrô e com os trens metropolitanos, além de receber passageiros que chegam à capital vindos de outras cidades e estados.</p>
<p>Quem desembarca com malas, especialmente após viagens longas ou durante a noite, pode estar mais vulnerável a abordagens de pessoas que oferecem transporte imediato até hotéis, residências, aeroportos ou outros destinos.</p>
<p>O problema não deve ser confundido com a atividade regular dos motoristas de aplicativo e dos taxistas autorizados, que prestam serviços legalmente e também são prejudicados pela atuação de pessoas que utilizam indevidamente a identificação dessas categorias profissionais.</p>
<h3>Golpes semelhantes também foram investigados no Aeroporto de Guarulhos</h3>
<p>A investigação da Barra Funda ocorre meses depois de outra operação policial contra suspeitos de extorquir passageiros na região do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo.</p>
<p>Em junho de 2026, a Polícia Civil realizou a Operação Rapere, direcionada a um grupo conhecido pela atuação de pessoas que abordavam viajantes oferecendo falsas corridas de aplicativo ou táxi.</p>
<p>Os suspeitos, chamados de “arrastadores”, atuavam principalmente nas áreas de desembarque e, segundo a investigação, exigiam pagamentos superiores aos inicialmente combinados.</p>
<p>Na primeira fase da operação, realizada em 19 de junho, três suspeitos foram presos temporariamente.</p>
<p>As investigações tiveram como ponto de partida a análise de aproximadamente 30 boletins de ocorrência relacionados a situações semelhantes.</p>
<p>Entre as vítimas identificadas estavam passageiros de outros estados e estrangeiros.</p>
<p>Em 26 de junho, a Polícia Civil prendeu outro investigado, apontado como líder do grupo que atuava no aeroporto.</p>
<p>A apuração sobre os suspeitos do aeroporto envolveu possíveis crimes de extorsão, estelionato e associação criminosa.</p>
<p>Embora sejam investigações distintas, os casos da Barra Funda e de Guarulhos apresentam uma característica semelhante: a abordagem de passageiros em locais de grande movimento, com oferta de transporte fora dos procedimentos regulares de contratação.</p>
<p>A prática também provoca prejuízos à confiança dos usuários nos serviços de transporte individual, especialmente quando os suspeitos se apresentam falsamente como profissionais vinculados a plataformas conhecidas.</p>
<h3>Veja os cuidados para evitar golpes ao sair de rodoviárias, aeroportos e estações</h3>
<p>A Polícia Civil orienta os passageiros a desconfiar de ofertas de transporte feitas por pessoas que se apresentam como motoristas de aplicativo fora dos canais oficiais.</p>
<p>Alguns procedimentos simples podem reduzir a exposição a golpes e facilitar o pedido de ajuda em situações suspeitas.</p>
<p><strong>1. Solicite a corrida diretamente pelo aplicativo oficial.</strong></p>
<p>Não aceite propostas de pessoas que abordam passageiros nas plataformas, nos saguões ou nas calçadas oferecendo corridas supostamente vinculadas a aplicativos. A viagem deve aparecer no aplicativo instalado no celular do passageiro.</p>
<p><strong>2. Confira a placa, o modelo do automóvel e a identificação do motorista.</strong></p>
<p>Antes de embarcar, compare as informações exibidas na plataforma com as características do veículo e os dados do condutor. Se houver divergência, não entre no carro e comunique o problema pelo aplicativo.</p>
<p><strong>3. Não aceite trocar a corrida por um acordo particular.</strong></p>
<p>Desconfie de motoristas que solicitam o cancelamento da viagem no aplicativo para receber o pagamento diretamente, alegando economia, problemas no sistema ou vantagens financeiras. Fora da plataforma, o passageiro pode perder recursos de acompanhamento e registro da corrida.</p>
<p><strong>4. Confira o valor antes de embarcar.</strong></p>
<p>Verifique a estimativa ou o preço apresentado pelo aplicativo, bem como a modalidade de cobrança. Em viagens contratadas por plataformas, eventuais alterações devem seguir as regras do próprio serviço. Não aceite cobranças arbitrárias determinadas por ferramentas externas utilizadas pelo motorista.</p>
<p><strong>5. Tenha atenção às máquinas de cartão e aos pagamentos por Pix.</strong></p>
<p>Antes de confirmar um pagamento, confira o valor exibido na máquina ou na tela do celular. Em operações por Pix, verifique também os dados do destinatário. Desconfie quando o motorista alegar falha no pagamento e solicitar repetidas transações sem comprovação.</p>
<p><strong>6. Compartilhe os dados da viagem com alguém de confiança.</strong></p>
<p>Quando disponível, utilize o recurso de compartilhamento do trajeto oferecido pelo aplicativo. O acompanhamento permite que outra pessoa tenha informações sobre a viagem e sua localização.</p>
<p><strong>7. Não entregue malas, documentos ou celular a desconhecidos.</strong></p>
<p>Evite deixar bagagens com pessoas que oferecem transporte sem identificação. Antes de colocar malas no porta-malas, confirme que o veículo e o motorista correspondem à corrida solicitada. Mantenha documentos e objetos essenciais sob seu controle.</p>
<p><strong>8. Utilize os pontos de embarque indicados pelas plataformas.</strong></p>
<p>Grandes terminais e aeroportos podem ter áreas específicas destinadas ao embarque de passageiros de aplicativos. Siga as orientações de sinalização e dos canais oficiais do serviço contratado.</p>
<p><strong>9. Se optar por táxi, procure veículos e serviços autorizados.</strong></p>
<p>A contratação de táxis em pontos regulamentados é uma alternativa para quem não pretende utilizar aplicativos. Antes da viagem, confira as condições de cobrança e a identificação do veículo.</p>
<p><strong>10. Diante de ameaças, priorize sua integridade física.</strong></p>
<p>Se houver intimidação ou impedimento de sair do automóvel, evite confrontos que possam aumentar o risco. Procure ajuda policial assim que for possível fazê-lo com segurança. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190.</p>
<h3>O que fazer se for vítima de uma cobrança abusiva ou extorsão</h3>
<p>O passageiro que sofrer ameaças, retenção de bagagens ou exigências de pagamento mediante intimidação deve procurar a polícia e registrar um boletim de ocorrência.</p>
<p>Sempre que possível, é importante preservar informações que possam ajudar na investigação, como placa do veículo, características do automóvel, nome utilizado pelo motorista, mensagens, comprovantes de pagamento, horários e locais de embarque e desembarque.</p>
<p>Também é recomendável guardar capturas de tela de aplicativos, registros de transferências bancárias e informações sobre as contas que receberam pagamentos.</p>
<p>Caso a corrida tenha sido solicitada por uma plataforma oficial, o passageiro deve comunicar o episódio ao serviço e preservar o registro da viagem.</p>
<p>Em situações que envolvam turistas ou estrangeiros, a Delegacia de Atendimento ao Turista também pode ser procurada.</p>
<p>É importante distinguir uma divergência comercial de tarifa de uma situação de extorsão. Cobranças indevidas devem ser contestadas, mas ameaças, intimidações e retenção de pessoas ou pertences exigem atenção policial.</p>
<p>A Operação Caronte evidencia um risco que vai além do valor cobrado por uma corrida. Ao utilizar a necessidade de deslocamento dos passageiros para praticar crimes, os investigados colocavam em risco a segurança de pessoas que dependem de conexões entre ônibus, metrô, trens e transporte individual.</p>
<p>Para os usuários, a principal recomendação é contratar o transporte por meios regulares, conferir as informações antes do embarque e recusar abordagens de desconhecidos que prometem corridas por aplicativo sem que a solicitação esteja efetivamente registrada na plataforma.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  <item>
    <title>Janela da ANTT: empresas terão 48 horas para decidir se assumem mercados de ônibus e podem perder dinheiro e autorizações mesmo depois de vencer lances, alerta especialista</title>
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    <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 11:01:45 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Em entrevista a Adamo Bazani, advogado Ilo Löbel da Luz detalha os riscos financeiros e operacionais da disputa, explica por que os mercados precisam ser rentáveis individualmente e projeta que parte das novas operações poderá começar somente em 2027 ou 2028; decisões judiciais envolvendo Amarelinho, Catedral e Progresso modificaram milhares de classificações ADAMO BAZANI As [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="698" height="479" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/orogrssso.jpg?fit=698%2C479&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/orogrssso.jpg?w=698&amp;ssl=1 698w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/orogrssso.jpg?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/orogrssso.jpg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/orogrssso.jpg?resize=400%2C274&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 698px) 100vw, 698px" /> <div><em>Em entrevista a Adamo Bazani, advogado Ilo Löbel da Luz detalha os riscos financeiros e operacionais da disputa, explica por que os mercados precisam ser rentáveis individualmente e projeta que parte das novas operações poderá começar somente em 2027 ou 2028; decisões judiciais envolvendo Amarelinho, Catedral e Progresso modificaram milhares de classificações</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>As transportadoras que participam da primeira Janela Extraordinária da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderão vencer os lances para operar novas ligações interestaduais de ônibus e, mesmo assim, perder os mercados conquistados, os valores pagos e até o direito de participar da próxima seleção. Isso porque a classificação das propostas financeiras será apenas uma das etapas do procedimento. Após receberem a convocação, as empresas terão somente 48 horas, sem possibilidade de prorrogação, para confirmar se realmente pretendem assumir cada mercado. A partir dessa decisão, passam a existir obrigações financeiras, documentais e operacionais que podem se estender por meses, enquanto a receita com a venda de passagens poderá começar somente em meados de 2027.</p>
<p>O alerta é do advogado Ilo Löbel da Luz, especialista em regulação da ANTT para o transporte rodoviário interestadual de passageiros, em análise apresentada ao jornalista Adamo Bazani, do Diário do Transporte. O especialista chama atenção para um aspecto que considera decisivo: não basta oferecer o maior valor para conseguir operar. É necessário verificar antecipadamente se cada mercado é economicamente viável, se a transportadora dispõe de recursos para pagar os lances, se conseguirá cumprir as exigências do Termo de Autorização de Serviços Regulares (TAR) e se terá estrutura para iniciar o atendimento dentro dos prazos regulamentares. A avaliação ocorre após decisões judiciais envolvendo a Viação Amarelinho, a Viação Catedral e a Empresa Auto Viação Progresso provocarem mudanças em 4.838 classificações de solicitações, levando a ANTT a prorrogar o encerramento dos lances para 13 de novembro de 2026.</p>
<p>“O lance define a posição, não o resultado”, afirma Ilo.</p>
<p>A frase sintetiza uma das principais preocupações do advogado: a diferença entre aparecer em primeiro lugar na classificação e efetivamente colocar ônibus para transportar passageiros.</p>
<p>Segundo ele, o procedimento não termina com a divulgação dos vencedores. Há uma sequência de confirmações, pagamentos, emissão de documentos e cumprimento de exigências operacionais que poderá alterar a relação final das transportadoras autorizadas.</p>
<p>“O que decide quem opera vem depois, nas 48 horas da convocação”, explica.</p>
<h3>Confirmar o mercado significa assumir uma obrigação financeira, e não apenas reservar uma oportunidade</h3>
<p>A ANTT deverá organizar as propostas apresentadas até 13 de novembro de acordo com os valores oferecidos em cada mercado, do maior para o menor lance. Nos casos de empate, haverá sorteio.</p>
<p>Nos mercados monopolistas, que já possuem uma transportadora reconhecida pela agência, haverá uma vaga adicional. Nos mercados desatendidos, serão duas vagas.</p>
<p>As empresas que ficarem fora dessas posições poderão ser convocadas posteriormente como substitutas, caso alguma transportadora classificada à frente desista ou não consiga cumprir as exigências.</p>
<p>Para Ilo, a decisão de confirmar ou não um mercado precisa estar definida antes da convocação oficial.</p>
<p>“A decisão mais importante de todo o processo cabe em 48 horas.”</p>
<p>O advogado explica que esse período começa a contar a partir do recebimento da convocação e não poderá ser prorrogado.</p>
<p>Se a empresa decidir não confirmar a intenção de assumir determinado mercado, perderá apenas aquela oportunidade. Não terá de pagar o lance, não sofrerá punição por essa desistência e poderá continuar normalmente nos outros mercados em que participa.</p>
<p>A situação muda completamente se confirmar.</p>
<p>“Quem não confirma perde apenas aquele mercado, não paga nada, não sofre punição e segue normalmente nos demais. Quem confirma assume uma dívida: a guia com o valor do lance chega em seguida e precisa ser paga em cinco dias úteis.”</p>
<p>Isso significa que a transportadora terá de escolher entre abandonar aquela oportunidade sem consequências financeiras decorrentes da não confirmação ou assumir formalmente os compromissos associados ao lance.</p>
<p>“Confirmar não é reservar, é comprar”, resume o especialista.</p>
<p>O valor oferecido deverá ser pago em até cinco dias úteis após a emissão da guia.</p>
<p>Caso o pagamento não seja realizado, ou seja feito em valor inferior ao devido, a empresa poderá perder o mercado, ficar impedida de participar da próxima Janela Ordinária e se sujeitar à cobrança judicial do valor.</p>
<p>Para o advogado, essas consequências precisam ser consideradas antes mesmo do registro da proposta financeira.</p>
<p>A transportadora não pode tratar a classificação favorável como uma autorização para estudar posteriormente se tem dinheiro ou interesse em operar.</p>
<p>“Em outras palavras, a confirmação não guarda o mercado para uma decisão futura. Ela compra o mercado, com pagamento imediato e obrigação de operar.”</p>
<h3>Empresa que pagar o lance ainda poderá perder o mercado e o dinheiro se não conseguir obter o TAR</h3>
<p>O risco financeiro não termina quando a transportadora quita a guia.</p>
<p>Depois do pagamento, a empresa terá 30 dias para solicitar o Termo de Autorização de Serviços Regulares, documento necessário para iniciar a prestação do serviço autorizado.</p>
<p>Segundo Ilo, perder esse prazo ou não conseguir cumprir os requisitos regulamentares poderá provocar a perda do mercado e do valor já desembolsado, além do impedimento de participação na próxima Janela Ordinária.</p>
<p>“A partir daí, cada etapa cobra o seu preço”, destaca.</p>
<p>Uma empresa pode, portanto, apresentar o maior lance, confirmar a intenção de operar e realizar o pagamento, mas não conseguir concluir a etapa documental.</p>
<p>Nesse caso, o investimento realizado poderá não produzir nenhuma receita com transporte de passageiros.</p>
<p>A exigência também representa um alerta para transportadoras que pretendem disputar muitas ligações ao mesmo tempo.</p>
<p>Quanto maior o número de mercados confirmados, maior poderá ser o volume de recursos necessário em um intervalo curto, assim como a quantidade de providências administrativas a serem cumpridas.</p>
<p>O especialista explica ainda que a emissão do TAR dará início a outra contagem.</p>
<p>“Emitido o TAR, são 30 dias para iniciar a operação, prorrogáveis uma única vez por mais 30, com o compromisso de atender o mercado por 12 meses.”</p>
<p>Isso exige que a empresa tenha condições de organizar frota, pessoal, pontos de embarque e desembarque, horários e demais estruturas necessárias à realização das viagens.</p>
<p>A transportadora que aguardar a emissão da autorização para começar a preparar a operação poderá enfrentar dificuldades para cumprir o prazo.</p>
<p>Na avaliação apresentada pelo advogado, a confirmação de um mercado deve ser uma decisão empresarial já acompanhada de planejamento financeiro e operacional concreto.</p>
<h3>Fila de substitutos terá apenas duas oportunidades de convocação e poderá deixar mercados sem nova empresa</h3>
<p>Outro ponto destacado por Ilo diz respeito às empresas que não ficarem nas primeiras posições, mas aguardarem a possibilidade de assumir mercados em caso de desistência ou descumprimento das exigências por parte das concorrentes.</p>
<p>O especialista explica que essa lista de substituição não será ilimitada.</p>
<p>“A fila de substitutos tem dois ciclos, e não existe um terceiro.”</p>
<p>No primeiro ciclo, a ANTT convocará as empresas classificadas dentro do número de vagas disponíveis. No segundo, chamará as transportadoras seguintes para substituir aquelas que não confirmarem o interesse ou não conseguirem cumprir as etapas obrigatórias.</p>
<p>O segundo ciclo ocorrerá dentro da mesma Janela Extraordinária, utilizando a classificação já publicada, sem uma nova disputa por lances.</p>
<p>“O substituto paga o próprio lance e passa pelo mesmo rito de 48 horas, guia e TAR. Só depois a agência homologa o resultado”, explica o advogado.</p>
<p>Esse procedimento poderá produzir uma diferença de vários meses entre a convocação dos primeiros classificados e a dos substitutos.</p>
<p>“Pelo encadeamento dos prazos, a chamada dos substitutos fica para o segundo trimestre de 2027, e o acesso ao sistema precisa continuar ativo até lá.”</p>
<p>A avaliação indica que empresas classificadas fora das vagas iniciais não poderão simplesmente encerrar o acompanhamento da Janela após a publicação do resultado.</p>
<p>Precisarão manter representantes disponíveis e condições administrativas para responder a uma eventual convocação, inclusive meses depois.</p>
<p>O levantamento de Ilo também demonstra como pode ser pequena a quantidade de transportadoras disponíveis para substituição.</p>
<p>“Em 51% dos monopolistas, 2.058 de 4.046 mercados, houve só dois pedidos. Nesses casos, o segundo colocado é o único substituto, e se ele também falhar o mercado fica sem operador novo.”</p>
<p>A situação significa que, nesses mercados, a desistência ou a desclassificação das duas únicas empresas participantes poderá impedir a entrada de uma nova transportadora por meio dessa seleção.</p>
<p>Nos mercados desatendidos, o cenário é diferente, porque existem duas vagas.</p>
<p>“Nos desatendidos, 72% dos mercados, 942 de 1.318, tiveram três pedidos para duas vagas. O terceiro colocado depende de uma única falha entre os dois contemplados, e a chance dele é concreta.”</p>
<p>O advogado ressalta, entretanto, que essas quantidades representam pedidos registrados e não necessariamente lances efetivamente apresentados.</p>
<p>Uma empresa pode solicitar determinado mercado e depois não participar da disputa financeira.</p>
<p>“Onde houve só dois pedidos e apenas uma empresa registrar lance, ela leva o mercado sem que exista substituto.”</p>
<p>Por outro lado, em um mercado monopolista com três interessados que apresentem lances, o terceiro colocado somente chegará à vaga se os dois participantes classificados à sua frente não conseguirem concluí-la.</p>
<p>Para os passageiros, a principal consequência é que uma ligação considerada apta a receber outra transportadora poderá continuar sem uma nova opção, mesmo depois da realização do procedimento seletivo.</p>
<p>A existência de pedidos e a publicação de classificações não asseguram, isoladamente, a implantação dos serviços.</p>
<h3>O maior risco pode estar nos mercados que só são rentáveis quando operados em conjunto</h3>
<p>Ilo considera que um dos problemas menos percebidos pelas empresas está na relação entre os mercados individuais e a organização das linhas de ônibus.</p>
<p>Uma linha interestadual pode atender diferentes pares de cidades, permitindo que a transportadora comercialize passagens entre vários pontos do itinerário.</p>
<p>Em determinadas situações, a receita obtida em um único mercado não é suficiente para justificar a operação. A viabilidade econômica depende da combinação de passageiros de diversas origens e destinos.</p>
<p>O advogado apresenta um exemplo.</p>
<p>“Imagine uma empresa que ficou em primeiro lugar em dois mercados e em segundo em outros dois. Juntos, os quatro formam uma linha viável. Separados, não fecham a conta.”</p>
<p>O problema, segundo ele, é que o regulamento não permite que a transportadora confirme os quatro mercados como um conjunto indivisível, condicionando a aceitação de uns à conquista dos outros.</p>
<p>“Não existe confirmação em pacote. Cada mercado é decidido isoladamente, e a empresa não pode condicionar um ao outro.”</p>
<p>Assim, uma transportadora que obtenha a primeira colocação em dois mercados terá de decidir se os confirma dentro das 48 horas, mesmo sem saber se conseguirá os outros dois de que necessita.</p>
<p>O risco se amplia porque os mercados complementares poderão depender de desistências no segundo ciclo de convocação.</p>
<p>Quando essa segunda oportunidade aparecer, a empresa já poderá ter pago os primeiros lances e assumido obrigações relacionadas à implantação dos serviços.</p>
<p>O exemplo demonstra por que uma transportadora pode vencer uma disputa e, ainda assim, não ter condições econômicas de aproveitar integralmente o resultado.</p>
<p>O advogado resume essa diferença entre o interesse comercial e a realidade do procedimento:</p>
<p>“Além disso, o tempo joga contra: a decisão sobre os mercados em que ficou em primeiro vem nas 48 horas do primeiro ciclo, enquanto o complemento, se vier, chega meses depois, no segundo ciclo.”</p>
<p>A orientação de Ilo é que as empresas não incluam em seu planejamento, como receita garantida, mercados que dependam de uma futura substituição.</p>
<p>“Todo mercado confirmado precisa se pagar sozinho. O complemento é ganho possível, nunca premissa do plano de negócio.”</p>
<p>A questão também é relevante para a discussão sobre a qualidade e a continuidade dos serviços interestaduais.</p>
<p>A abertura de novos mercados poderá ampliar a concorrência, mas o resultado dependerá da capacidade das empresas de organizar operações economicamente sustentáveis.</p>
<p>Uma autorização que não se converta em viagens regulares não representa ampliação efetiva da oferta para a população.</p>
<h3>Quando os ônibus começarão a circular? Advogado prevê maior parte das novas operações para meados de 2027</h3>
<p>Apesar do encerramento dos lances estar previsto para 13 de novembro de 2026, Ilo avalia que o início de grande parte das novas operações não deverá ocorrer ainda neste ano.</p>
<p>O especialista considera os prazos de classificação, convocação, pagamento dos valores, apresentação dos pedidos de TAR, análise administrativa e organização operacional.</p>
<p>“A pergunta que pouca gente faz é justamente a que define o retorno do investimento.”</p>
<p>Na projeção apresentada pelo advogado, a publicação da classificação deverá ocorrer entre novembro e dezembro de 2026.</p>
<p>O primeiro ciclo de convocações e os pagamentos das guias poderão acontecer entre dezembro e janeiro.</p>
<p>Os pedidos de TAR deverão se concentrar até fevereiro de 2027, enquanto as análises e emissões dos termos poderão se estender entre março e junho.</p>
<p>Nesse cenário, as operações dos primeiros contemplados começariam principalmente em meados de 2027.</p>
<p>Para as transportadoras convocadas como substitutas, a implantação dos serviços poderá ocorrer somente no fim de 2027 ou ao longo de 2028.</p>
<p>“Tomando os prazos máximos como referência, o calendário fica assim: fim dos lances em 13 de novembro; classificação publicada entre novembro e dezembro; primeiro ciclo de convocação e pagamento das guias entre dezembro e janeiro; pedidos de TAR até fevereiro de 2027; análise e emissão dos termos entre março e junho; e início das operações em meados de 2027.”</p>
<p>Ele acrescenta:</p>
<p>“Os substitutos só começam a operar entre o fim de 2027 e 2028.”</p>
<p>O calendário é uma estimativa do especialista, baseada no encadeamento das etapas e em hipóteses sobre o tempo de processamento administrativo. Não representa datas definitivas anunciadas pela ANTT para a publicação das autorizações ou para o início das viagens.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Projeção de Ilo Löbel da Luz</th>
</tr>
<tr>
<td>Encerramento dos lances</td>
<td>13 de novembro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Classificação dos participantes</td>
<td>Novembro a dezembro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeira convocação e pagamento</td>
<td>Dezembro de 2026 a janeiro de 2027</td>
</tr>
<tr>
<td>Apresentação dos pedidos de TAR</td>
<td>Até fevereiro de 2027</td>
</tr>
<tr>
<td>Análise e emissão dos termos</td>
<td>Março a junho de 2027</td>
</tr>
<tr>
<td>Início de operações dos primeiros contemplados</td>
<td>Meados de 2027</td>
</tr>
<tr>
<td>Início de operações dos substitutos</td>
<td>Final de 2027 a 2028</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Fonte: projeção apresentada por Ilo Löbel da Luz em artigo sobre a primeira Janela Extraordinária.</p>
<p>O advogado aponta três fatores que podem interferir no calendário.</p>
<p>O primeiro é a ausência de prazo fixo para a conclusão de determinadas etapas de classificação e análise do TAR.</p>
<p>O segundo está no volume de solicitações que poderá chegar à agência em um intervalo relativamente curto.</p>
<p>O terceiro envolve a necessidade de preparar a operação antes da emissão definitiva da autorização.</p>
<p>“Qualquer exigência devolve o processo para a empresa e consome semanas na fila”, observa.</p>
<p>O especialista também chama atenção para o prazo de início da operação depois da emissão do TAR.</p>
<p>“São apenas 30 dias, prorrogáveis uma vez, para colocar a operação na rua, o que exige frota, pontos de embarque e esquema operacional prontos antes, porque é isso que a fiscalização vai verificar.”</p>
<p>Dessa forma, a transportadora precisa equilibrar dois riscos: preparar uma operação antes de ter certeza sobre a autorização e, ao mesmo tempo, não deixar a organização para tão tarde que se torne impossível cumprir o prazo de início.</p>
<h3>Empresas contempladas diretamente também terão calendários diferentes</h3>
<p>As diferenças entre os mercados submetidos a lances e aqueles classificados para contemplação direta também aparecem no estudo apresentado por Ilo.</p>
<p>Segundo ele, parte das empresas que não precisam disputar as vagas poderá iniciar as operações antes dos participantes do processo seletivo.</p>
<p>Há, entretanto, uma distinção entre as empresas que já apresentaram solicitações de TAR e aquelas que ainda precisarão cumprir essa etapa.</p>
<p>“Quem foi contemplado sem disputa segue o mesmo calendário, com uma exceção.”</p>
<p>O advogado se refere às transportadoras que solicitaram TAR para mercados desatendidos até 10 de julho de 2026, prazo estabelecido pelo Comunicado SUPAS nº 43.</p>
<p>Para esse grupo, a previsão utilizada no estudo é de publicação das autorizações até o fim de novembro de 2026, com possibilidade de operação entre dezembro e janeiro.</p>
<p>Já os mercados monopolistas contemplados por essas empresas dependerão da confirmação na convocação e da alteração dos termos de autorização.</p>
<p>Nessa situação, Ilo projeta que o atendimento poderá começar em meados de 2027.</p>
<p>O especialista explica ainda a condição das transportadoras que não apresentaram pedidos até 10 de julho.</p>
<p>“Já quem não pediu nada até 10 de julho confirma todos os mercados na convocação, faz um único pedido de TAR em até 30 dias e também opera em meados de 2027.”</p>
<p>Para essas empresas, a ausência da disputa por lances não elimina as demais etapas administrativas.</p>
<p>“Sem lance e sem fila, o único tempo a ganhar é protocolar o pedido no primeiro dia.”</p>
<p>A diferença ganha importância diante das alterações anunciadas pela ANTT em 23 de outubro.</p>
<p>Conforme mostrou o Diário do Transporte, a retirada de 4.301 solicitações da Viação Amarelinho, após a discussão judicial relacionada ao pagamento dos emolumentos, permitiu que 239 solicitações de 56 transportadoras, distribuídas por 133 mercados, deixassem o processo seletivo e passassem à possibilidade de contemplação direta.</p>
<p>Por outro lado, a reinclusão de 212 solicitações da Viação Catedral, nome comercial da Kandango Transportes e Turismo Ltda. – EPP, fez com que 52 pedidos de outras 12 empresas passassem da contemplação direta para a necessidade de lances.</p>
<p>O bloqueio de 17 mercados relacionado à Empresa Auto Viação Progresso atingiu outras 34 solicitações de dez empresas.</p>
<p>Esses movimentos modificam as condições de ingresso das transportadoras, mas não representam automaticamente a emissão de autorizações nem o início de novas viagens.</p>
<p>O calendário aplicável a cada empresa dependerá da classificação final de seus pedidos e das etapas administrativas que ainda deverá cumprir.</p>
<h3>O lance pode ser alterado depois de registrado? Especialista aponta dúvida nas regras e recomenda cautela</h3>
<p>Outra preocupação apresentada por Ilo está no próprio funcionamento da etapa de registro das propostas financeiras.</p>
<p>Segundo o advogado, as regras da Janela Extraordinária não esclarecem expressamente se uma empresa poderá modificar o valor de um lance depois de registrá-lo.</p>
<p>“Há uma lacuna que merece atenção das diretorias. As regras da Janela não dizem se o lance pode ser alterado depois de gravado.”</p>
<p>Na fase anterior, destinada aos pedidos de mercados, foi considerado o último registro realizado dentro do período previsto.</p>
<p>Isso, entretanto, não assegura que a mesma possibilidade esteja disponível na apresentação das propostas financeiras.</p>
<p>O sistema utiliza lances fechados, sem que uma empresa possa consultar previamente o valor apresentado por outra transportadora para o mesmo mercado.</p>
<p>Diante dessa característica, Ilo recomenda evitar decisões improvisadas ou a utilização de eventuais alterações de registro como estratégia de competição.</p>
<p>“Como não existe garantia por escrito, a conduta segura é gravar apenas o valor aprovado pela direção, guardar capturas de tela datadas e não deixar o registro para o último dia.”</p>
<p>O advogado acrescenta que eventuais ajustes devem ser tratados com cautela.</p>
<p>“O ajuste de valor serve para corrigir erro, não para estratégia de última hora.”</p>
<p>A recomendação também envolve manter representantes legais disponíveis e submeter dúvidas regulatórias formalmente à ANTT.</p>
<p>Isso pode reduzir o risco de uma transportadora descobrir uma dificuldade de interpretação somente depois de apresentar seus valores ou receber uma convocação.</p>
<h3>Empresas poderão pagar os lances meses antes de receber a primeira passagem</h3>
<p>O intervalo entre a conquista administrativa de um mercado e o início efetivo do atendimento também afeta o planejamento financeiro das transportadoras.</p>
<p>Na estimativa apresentada pelo especialista, uma empresa poderá pagar os lances no início de 2027 e somente começar a vender passagens nos novos mercados meses depois.</p>
<p>Durante esse período, ainda precisará organizar as condições necessárias à prestação do serviço.</p>
<p>Isso significa que o valor desembolsado na disputa não será necessariamente acompanhado de entrada imediata de receita.</p>
<p>“Para o caixa das empresas, o descompasso é evidente: o pagamento do lance sai no início de 2027, e a receita só aparece a partir do meio do ano.”</p>
<p>O advogado ressalta que essa diferença precisa fazer parte da análise econômica das transportadoras.</p>
<p>“Esse intervalo precisa entrar no preço oferecido.”</p>
<p>O cálculo envolve a capacidade financeira da empresa para suportar o período anterior ao início das viagens, além da necessidade de recursos para a implantação dos serviços.</p>
<p>Também deve considerar que determinados mercados poderão não ser conquistados, mesmo quando a transportadora tiver estruturado uma proposta baseada em diferentes ligações.</p>
<p>Assim, valores elevados podem aumentar as chances de classificação, mas também ampliar o comprometimento financeiro antes da obtenção de receita.</p>
<p>Essa análise é particularmente relevante em um procedimento que envolve milhares de mercados e permite que uma mesma transportadora apresente pedidos para diferentes ligações.</p>
<p>A capacidade de arcar com vários pagamentos em um período curto pode se tornar tão importante quanto a capacidade de competir pelos primeiros lugares.</p>
<h3>Decisões judiciais já modificaram 4.838 classificações e mostram que a disputa vai além dos lances</h3>
<p>A primeira Janela Extraordinária foi aberta no âmbito da Resolução ANTT nº 6.033, de dezembro de 2023, que reorganizou regras do transporte rodoviário interestadual de passageiros.</p>
<p>O procedimento começou em 2024 e passou por sucessivas etapas de classificação de mercados e análise de solicitações.</p>
<p>Em julho de 2026, foi suspenso após uma medida cautelar do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Reclamação nº 86.498.</p>
<p>A suspensão foi posteriormente reconsiderada, permitindo que a ANTT retomasse o procedimento em setembro.</p>
<p>Inicialmente, o calendário previa lances de 26 de outubro a 6 de novembro.</p>
<p>Entretanto, o cumprimento de determinações judiciais envolvendo Amarelinho, Catedral e Progresso levou à divulgação de novas planilhas e à extensão do prazo final para 13 de novembro.</p>
<p>Como revelou em primeira mão o Diário do Transporte, em 24 de outubro, o reprocessamento modificou 4.838 classificações de solicitações.</p>
<p>Na reportagem publicada nesta quarta-feira, 28 de outubro, o jornal também identificou os efeitos indiretos sobre empresas concorrentes.</p>
<p>As decisões atingiram 325 solicitações de transportadoras que não eram protagonistas dos respectivos processos judiciais.</p>
<p>O episódio mostra como alterações na situação de uma única empresa podem interferir nas oportunidades comerciais de diversas outras.</p>
<p>Além disso, as mudanças ocorreram em um procedimento cuja concentração de mercados já havia sido identificada em levantamento exclusivo do Diário do Transporte.</p>
<p>Em setembro, uma análise conduzida pelo jornalista Adamo Bazani, com consultoria da advogada Liana Variani, especialista em direito empresarial, identificou que dez empresas apareciam em 21.902 dos 41.832 mercados distintos então classificados para contemplação direta, o equivalente a 52,4% do total.</p>
<p>O arquivamento de milhares de pedidos da Amarelinho alterou a composição daquele levantamento e reforçou a necessidade de acompanhar a distribuição das novas contemplações.</p>
<p>Também será necessário observar quantas empresas efetivamente apresentarão lances, quais conseguirão cumprir as exigências posteriores e em quantos mercados haverá ampliação real dos serviços.</p>
<h3>O resultado para os passageiros dependerá de quantos mercados vão se transformar em viagens</h3>
<p>Para a população, a diferença entre a classificação de empresas e o início efetivo das operações poderá significar meses de espera até a disponibilização de novos horários e alternativas de transporte.</p>
<p>Nos mercados monopolistas, a expectativa é permitir o ingresso de outra transportadora, ampliando as possibilidades de escolha entre empresas.</p>
<p>Nos mercados desatendidos, a abertura poderá viabilizar serviços regulares em ligações que não possuem atendimento reconhecido pela ANTT nessa classificação.</p>
<p>Entretanto, o resultado final dependerá da quantidade de empresas que confirmarem suas vagas, realizarem os pagamentos, obtiverem os termos de autorização e conseguirem iniciar as operações dentro dos prazos.</p>
<p>O estudo de Ilo demonstra que a etapa posterior à disputa poderá ser tão determinante quanto a competição financeira.</p>
<p>Uma transportadora poderá apresentar o maior lance e não confirmar o mercado. Outra poderá confirmar e não conseguir pagar. Uma terceira poderá pagar, mas não concluir as exigências necessárias à autorização.</p>
<p>Também haverá mercados em que a desistência dos primeiros classificados poderá abrir espaço para empresas substitutas, com impacto sobre o calendário de implantação das viagens.</p>
<p>Na avaliação do advogado, esses riscos reforçam a importância do planejamento anterior à convocação.</p>
<p>“A Janela Extraordinária premia menos quem oferece o maior valor e mais quem chega à convocação sabendo quais mercados se sustentam sozinhos.”</p>
<p>Para isso, segundo o especialista, as empresas precisam manter representantes legais disponíveis, preparar antecipadamente os documentos necessários, definir quais mercados poderão assumir e esclarecer formalmente eventuais dúvidas sobre as regras.</p>
<p>A decisão de participar da seleção, portanto, não deve se limitar à definição de quanto oferecer em cada lance.</p>
<p>É necessário avaliar quais mercados podem ser operados individualmente, quanto tempo será necessário para iniciar os serviços e como suportar financeiramente o período anterior à primeira receita.</p>
<p>Ilo conclui sua análise com um alerta dirigido às diretorias das transportadoras interessadas na Janela Extraordinária:</p>
<p>“A empresa que deixar essa análise para as 48 horas vai decidir sob pressão uma compra que leva meses para gerar a primeira receita.”</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>BRT Metropolitano da Grande Belém completa um ano com 40 ônibus elétricos Eletra e se torna referência para novos projetos no Brasil</title>
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    <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 10:55:15 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Sistema reúne 265 ônibus e integração entre municípios do Pará; durante a COP30, o Diário do Transporte conheceu a operação e entrevistou representantes da Eletra e autoridades brasileiras e japonesas, que destacaram o potencial do modelo para novos investimentos em mobilidade ADAMO BAZANI O BRT Metropolitano da Grande Belém, no Pará, completa um ano de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="600" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Belem-PA-6.webp?fit=800%2C600&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Belem-PA-6.webp?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Belem-PA-6.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Belem-PA-6.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Belem-PA-6.webp?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Belem-PA-6.webp?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <div>
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<p><em>Sistema reúne 265 ônibus e integração entre municípios do Pará; durante a COP30, o Diário do Transporte conheceu a operação e entrevistou representantes da Eletra e autoridades brasileiras e japonesas, que destacaram o potencial do modelo para novos investimentos em mobilidade</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O BRT Metropolitano da Grande Belém, no Pará, completa um ano de inauguração neste sábado, 31 de outubro de 2026, com uma frota de 265 ônibus, dos quais 40 são elétricos fabricados pela brasileira Eletra, e uma estrutura de integração que ampliou as possibilidades de deslocamento entre municípios da região. Inaugurado em 31 de outubro de 2025 e colocado em operação assistida a partir de novembro daquele ano, o sistema reúne corredores, terminais, estações e intervenções na BR-316. O empreendimento ganhou projeção internacional durante a COP30 e passou a ser apontado como referência para o financiamento e a implantação de outros projetos de transporte metropolitano no Brasil.</p>
<p>Durante a conferência climática, realizada em Belém em novembro de 2025, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> conheceu o sistema, visitou o Terminal de Marituba e entrevistou autoridades e representantes da Eletra, que teve participação no fornecimento dos veículos e no apoio técnico à implantação da eletromobilidade. Na ocasião, o ministro das Cidades, Jader Filho, defendeu a multiplicação de experiências semelhantes em outras regiões brasileiras, enquanto o embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, conheceu os ônibus elétricos e a infraestrutura do corredor. O projeto paraense recebeu financiamento da agência japonesa JICA e investimentos federais para a renovação da frota.</p>
<p>A operação é realizada pela BRT Amazônia, com 40 ônibus elétricos Eletra destinados às linhas troncais e 225 veículos novos a diesel Euro 6 utilizados nas linhas alimentadoras, responsáveis pelas conexões entre bairros, municípios e terminais de integração.</p>
<p>A estrutura reúne 13 estações, dois terminais de integração, 12 passarelas e quatro passagens inferiores. O projeto também incluiu intervenções de pavimentação, drenagem, iluminação, calçadas, ciclovias e melhorias de circulação na BR-316, um dos principais acessos à capital paraense.</p>
<h3>Eletra participou da implantação da eletromobilidade e levou experiência de corredores metropolitanos</h3>
<p>A participação da Eletra no BRT Metropolitano da Grande Belém envolveu o fornecimento dos 40 ônibus elétricos e o apoio técnico ao processo de implantação da tecnologia no sistema.</p>
<p>A fabricante brasileira possui experiência em projetos de transporte coletivo de média e alta capacidade, com atuação associada à trajetória do Grupo ABC, que opera serviços metropolitanos, incluindo o Corredor ABD, na Região Metropolitana de São Paulo.</p>
<p>Durante a COP30, a diretora-presidente da Eletra Industrial, Milena Romano, explicou ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> que a experiência da companhia contribuiu para o desenvolvimento das soluções aplicadas no projeto paraense.</p>
<p>“Por ter origem em um grupo operador de transportes de 115 anos, com forte atuação em corredores metropolitanos, inclusive no Corredor ABD, que foi ‘case’ também na COP30, a Eletra tem todo o conhecimento, não apenas dos veículos, mas técnico de implantação e como melhor operar os BRTs elétricos Brasil afora”, afirmou Milena Romano.</p>
<p>A utilização de ônibus elétricos nos serviços troncais permite concentrar a tecnologia de emissão zero pelo escapamento nas ligações de maior demanda, enquanto as linhas alimentadoras ampliam o alcance territorial da rede.</p>
<p>A tração elétrica também proporciona redução de ruídos e vibrações, características que contribuem para o conforto dos passageiros e para a diminuição dos impactos ambientais associados à circulação dos coletivos.</p>
<p>Milena Romano destacou ainda a importância da fabricação nacional, tanto pelo desenvolvimento tecnológico quanto pela geração de empregos e renda no Brasil.</p>
<p>Durante a COP30, parte dos veículos elétricos também foi utilizada no transporte de participantes credenciados da conferência, antes de sua incorporação aos serviços regulares.</p>
<h3>Ministro das Cidades defendeu que modelo de Belém seja multiplicado pelo Brasil</h3>
<p>A implantação do BRT Metropolitano paraense também ganhou destaque nas discussões sobre financiamento e planejamento da mobilidade urbana brasileira.</p>
<p>Em entrevista exclusiva ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, concedida em 14 de novembro de 2025, o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que a experiência deveria servir de referência para outros projetos.</p>
<p>“Queremos que esse exemplo de Belém possa se multiplicar pelo Brasil”, declarou.</p>
<p>Na ocasião, o ministro destacou a importância de investimentos em sistemas metropolitanos capazes de integrar diferentes municípios e oferecer alternativas de transporte coletivo para quem precisa se deslocar diariamente em busca de trabalho, educação, saúde e outros serviços.</p>
<p>Jader Filho também relacionou a experiência paraense aos programas federais de financiamento de infraestrutura e renovação de frotas.</p>
<p>Segundo os dados apresentados pelo ministro durante a conferência, o Governo Federal havia destinado aproximadamente R$ 45 bilhões do Novo PAC a projetos de mobilidade, envolvendo BRTs, VLTs e metrôs, além de R$ 10,5 bilhões para renovação de veículos.</p>
<p>O ministro também mencionou a aprovação de mais R$ 8 bilhões para mobilidade pelo Conselho Curador do FGTS.</p>
<p>A experiência de Belém foi destacada por reunir intervenções viárias, aquisição de veículos, regulamentação dos serviços, integração tarifária e participação do governo estadual na organização do transporte entre municípios.</p>
<h3>Financiamento japonês e investimentos de R$ 1,3 bilhão deram dimensão internacional ao projeto</h3>
<p>O BRT Metropolitano da Grande Belém recebeu investimentos de aproximadamente R$ 1,3 bilhão, considerando infraestrutura, estudos e aquisição de veículos.</p>
<p>Parte da infraestrutura contou com financiamento da Agência de Cooperação Internacional do Japão, a JICA.</p>
<p>Já a aquisição dos 265 ônibus, incluindo os 40 elétricos Eletra, envolveu aproximadamente R$ 389 milhões, com recursos do programa federal Pró-Transporte e contrapartida estadual.</p>
<p>Durante a COP30, o projeto despertou interesse pela possibilidade de utilização de soluções semelhantes em outras regiões brasileiras.</p>
<p>Em 19 de novembro de 2025, o embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, realizou uma visita técnica ao sistema, conhecendo a estrutura dos terminais, os veículos e as condições de operação.</p>
<p>O diplomata destacou características como o ar-condicionado, a acessibilidade e o embarque em nível nas estações.</p>
<p>A visita ocorreu em um contexto de avaliação de novas oportunidades de cooperação e financiamento de corredores metropolitanos de ônibus no Brasil.</p>
<p>O projeto paraense passou a representar uma experiência de combinação entre recursos internacionais, financiamento federal, investimentos estaduais e tecnologia brasileira para o transporte coletivo.</p>
<h3>Integração ampliou alternativas para moradores que enfrentavam viagens caras e demoradas</h3>
<p>Além da eletrificação, uma das mudanças proporcionadas pelo BRT Metropolitano foi a organização de uma rede de transporte entre municípios da Grande Belém.</p>
<p>Durante a visita do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> ao Terminal de Marituba, em novembro de 2025, o diretor-geral da Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Pará, Eduardo de Castro Ribeiro, explicou que moradores de municípios como Santa Isabel do Pará, Santa Bárbara do Pará e Castanhal enfrentavam dificuldades de acesso à capital.</p>
<p>Parte da população dependia de serviços rodoviários convencionais, vans e diferentes meios de transporte, com custos elevados para deslocamentos frequentes.</p>
<p>“Existia uma série de municípios na Região Metropolitana que não tinham um serviço de transporte metropolitano. Eles eram servidos através do transporte rodoviário, ou seja, uma tarifa mais elevada”, afirmou Eduardo Ribeiro.</p>
<p>O dirigente mencionou o caso de estudantes que precisavam chegar à Universidade Federal do Pará e podiam gastar até R$ 38 em deslocamentos, considerando a utilização de diferentes serviços.</p>
<p>Com o BRT, passaram a contar com uma alternativa metropolitana integrada, cuja tarifa informada durante a entrevista era de R$ 4,60.</p>
<p>A implantação também exigiu a estruturação de uma regulamentação específica para a operação metropolitana, com definição das responsabilidades do poder público e da concessionária.</p>
<p>A integração permite que os passageiros utilizem linhas alimentadoras e prossigam viagem nos serviços troncais, conforme as regras tarifárias do sistema.</p>
<p>A expectativa apresentada na implantação era de atendimento potencial de até 3,8 milhões de passageiros mensais com a operação integral da rede.</p>
<h3>Novos R$ 150 milhões foram destinados à infraestrutura de recarga e melhorias viárias</h3>
<p>Os investimentos no BRT Metropolitano tiveram continuidade após a COP30.</p>
<p>Em fevereiro de 2026, o Governo Federal formalizou a garantia de uma operação de crédito de R$ 150 milhões entre o Governo do Pará e a Caixa Econômica Federal, destinada ao Programa de Mobilidade Urbana e Infraestrutura.</p>
<p>Entre as aplicações previstas estão investimentos na infraestrutura de recarga para ônibus elétricos e intervenções viárias na Região Metropolitana de Belém.</p>
<p>A ampliação da estrutura de carregamento é uma das condições para a consolidação da eletromobilidade em sistemas de transporte coletivo, especialmente nas operações metropolitanas, que envolvem viagens de maior extensão e necessidade de disponibilidade regular dos veículos.</p>
<p>O planejamento da recarga precisa considerar o número de ônibus, a programação das linhas, o tempo de carregamento e a capacidade de fornecimento de energia elétrica.</p>
<p>A aplicação de novos recursos também reforça a importância de associar a compra de ônibus elétricos aos investimentos necessários para sua operação e manutenção ao longo dos anos.</p>
<h3>Corredor também trouxe intervenções de segurança para pedestres e ciclistas</h3>
<p>O projeto do BRT Metropolitano incluiu obras destinadas à reorganização da circulação na BR-316.</p>
<p>A rodovia concentra tráfego intenso de ônibus, veículos particulares, motocicletas e caminhões, além de deslocamentos de pedestres e ciclistas.</p>
<p>As intervenções envolveram passarelas, passagens inferiores, calçadas, ciclovias, iluminação, drenagem e pavimentação.</p>
<p>Durante a cobertura realizada na COP30, o diretor-geral da Arcon, Eduardo Ribeiro, destacou a importância dessas mudanças para reduzir conflitos entre pedestres e veículos.</p>
<p>No balanço de aniversário divulgado pelo Governo do Pará nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, passageiros também relataram alterações nas condições de deslocamento.</p>
<p>A assistente administrativa Ana Cláudia Rodrigues destacou a segurança proporcionada pelas passarelas.</p>
<p>“Antes, tínhamos que correr atravessando a pista na frente dos carros, agora atravesso com segurança”, relatou.</p>
<p>O ciclista Giovane Santiago chamou atenção para as estruturas destinadas às bicicletas.</p>
<p>“Melhorou a segurança para nós ciclistas, é importante, só de pensar no ciclismo foi muito bom”, afirmou.</p>
<p>O empreendimento inclui ainda um Centro de Controle Operacional, na Avenida Augusto Montenegro, em Belém, destinado ao acompanhamento da circulação dos veículos, das estações e dos terminais.</p>
<p>O edifício utiliza sistemas digitais e câmeras de monitoramento, além de soluções ambientais, como painéis solares, aproveitamento de iluminação natural e reutilização da água da chuva.</p>
<p>Em fevereiro de 2026, o centro recebeu a certificação ambiental LEED Gold, relacionada a critérios de eficiência e sustentabilidade na construção e operação de edificações.</p>
<h3>Um ano depois, experiência de Belém reúne tecnologia nacional, integração e planejamento metropolitano</h3>
<p>O primeiro ano do BRT Metropolitano da Grande Belém marca a implantação de uma rede que combina veículos elétricos e diesel de tecnologia Euro 6, corredores, terminais de integração e regulamentação estadual dos serviços.</p>
<p>A participação da Eletra representa a aplicação de tecnologia brasileira de tração elétrica em um sistema metropolitano estruturado, com ônibus destinados às ligações de maior demanda.</p>
<p>A experiência também reforça a importância de considerar a eletromobilidade como parte de um projeto mais amplo de transporte público, que envolve planejamento de linhas, infraestrutura de recarga, organização tarifária, manutenção e operação.</p>
<p>Para os passageiros, a proposta está relacionada à ampliação das alternativas de deslocamento, à integração entre municípios e à melhoria das condições de acesso aos serviços públicos e ao mercado de trabalho.</p>
<p>Para o setor de transportes, o projeto da Grande Belém reúne elementos que podem orientar investimentos em outras regiões brasileiras, especialmente pela combinação de financiamento, infraestrutura e participação da indústria nacional.</p>
<p>A experiência apresentada durante a COP30 e o interesse manifestado por autoridades brasileiras e japonesas ampliaram a visibilidade do sistema e da tecnologia desenvolvida pela Eletra.</p>
<p>Um ano após a inauguração, o BRT Metropolitano paraense permanece como uma referência para a discussão sobre expansão de corredores de ônibus, integração entre municípios e eletrificação do transporte coletivo no Brasil.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
<p>Cobertura especial do Diário do Transporte para rever vídeos e entrevistas da COP30:</p>
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<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/11/15/brt-metropolitano-de-belem-o-legado-da-cop-30-e-da-regulamentacao-que-acabou-com-a-exclusao/?utm_source=chatgpt.com">Visita ao BRT e entrevista com Eduardo Ribeiro e participação da Eletra</a></p>
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<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/11/16/exclusivo-jader-filho-ao-diario-do-transporte-destaca-importancia-de-brts-metropolitanos/?utm_source=chatgpt.com">Entrevista exclusiva com o ministro Jader Filho</a></p>
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<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/11/22/videos-governo-japones-deve-financiar-mais-brts-metropolitanos-pelo-brasil-embaixador-vistoria-sistema-da-grande-belem-legado-da-cop30-e-operado-por-eletricos-nacionais/?utm_source=chatgpt.com">Visita do embaixador japonês e declarações de Milena Romano</a></p>
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<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/02/24/governo-federal-emite-extrato-e-oficializa-liberacao-de-r-150-milhoes-para-infraestrutura-de-recarga-de-onibus-eletricos-para-o-para/?utm_source=chatgpt.com">Financiamento de R$ 150 milhões para infraestrutura de recarga</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></h1>
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    <title>Ministério da Fazenda autoriza aditivo de crédito de até R$ 30 bilhões para taxistas e motoristas de aplicativos; lei federal também contempla transporte escolar</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/29/ministerio-da-fazenda-autoriza-aditivo-de-credito-de-ate-r-30-bilhoes-para-taxistas-e-motoristas-de-aplicativos-lei-federal-tambem-contempla-transporte-escolar/</link>
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    <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 10:01:03 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contrato com o BNDES financia a aquisição de veículos novos por profissionais do transporte individual; legislação sancionada em setembro inclui linhas para renovação de veículos escolares, enquanto regulamentação permite até sete anos de pagamento para automóveis de até R$ 200 mil ADAMO BAZANI O Ministério da Fazenda autorizou um aditivo ao contrato firmado entre a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="512" height="297" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-4.png?fit=512%2C297&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-4.png?w=512&amp;ssl=1 512w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-4.png?resize=300%2C174&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-4.png?resize=150%2C87&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-4.png?resize=400%2C232&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /> <p><em>Contrato com o BNDES financia a aquisição de veículos novos por profissionais do transporte individual; legislação sancionada em setembro inclui linhas para renovação de veículos escolares, enquanto regulamentação permite até sete anos de pagamento para automóveis de até R$ 200 mil</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Ministério da Fazenda autorizou um aditivo ao contrato firmado entre a União e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para disponibilizar até R$ 30 bilhões em linhas de financiamento destinadas à aquisição de veículos novos por taxistas, cooperativas de táxi e motoristas do transporte remunerado privado individual de passageiros, incluindo profissionais que trabalham com aplicativos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, e integra a política federal de renovação de veículos consolidada em setembro, quando foi sancionada uma lei que também contempla o transporte escolar.</p>
<p>O financiamento será realizado por meio de operações de crédito reembolsáveis, ou seja, os beneficiários terão de devolver os recursos contratados. Para taxistas e motoristas de aplicativos, a regulamentação prevê prazo máximo de 84 meses, equivalente a sete anos, carência de até seis meses para amortização do principal e limite de R$ 200 mil para o valor do automóvel financiado. A Lei nº 15.503, de 14 de setembro de 2026, incorporou medidas de diferentes iniciativas legislativas e estabeleceu condições para o financiamento de veículos novos que atendam a critérios de sustentabilidade ambiental, social ou econômica. O transporte escolar também passou a integrar o alcance da legislação, com instrumento próprio relacionado à renovação de frota.</p>
<p>O despacho foi assinado pelo ministro da Fazenda, Dario Carnevalli Durigan, em 28 de outubro.</p>
<p>O documento autoriza a celebração do primeiro termo aditivo ao contrato nº 682/2026/CAFIN, firmado entre a União e o BNDES.</p>
<p>A operação tem fundamento na Medida Provisória nº 1.359, de maio de 2026, cujas disposições foram posteriormente incorporadas à legislação federal sancionada em setembro.</p>
<p>A autorização considera manifestações técnicas da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional sobre o cumprimento dos requisitos necessários à formalização contratual.</p>
<p>O limite de R$ 30 bilhões corresponde ao montante máximo autorizado para a estrutura de financiamento abrangida pelo contrato.</p>
<p>A contratação pelos beneficiários dependerá das condições regulamentares, da atuação das instituições financeiras e da disponibilidade de recursos.</p>
<h3>Transporte escolar também faz parte da legislação sancionada em setembro</h3>
<p>O transporte escolar foi expressamente incluído no alcance da Lei nº 15.503/2026.</p>
<p>A legislação trata da disponibilização de recursos para financiamento reembolsável destinado à aquisição de veículos automotores novos utilizados em diferentes atividades de transporte de passageiros.</p>
<p>A inclusão do segmento escolar é relevante porque envolve profissionais e empresas que precisam investir periodicamente na substituição de veículos e no cumprimento de exigências específicas de segurança.</p>
<p>O transporte de estudantes possui regras próprias previstas no Código de Trânsito Brasileiro e em regulamentações das autoridades competentes.</p>
<p>Os veículos precisam atender às exigências de identificação, equipamentos, inspeções e autorização para circulação nessa atividade.</p>
<p>Também existem condições específicas para os condutores.</p>
<p>A aquisição de uma van, micro-ônibus ou outro veículo destinado ao transporte escolar pode representar investimento significativo para transportadores autônomos, cooperativas e empresas.</p>
<p>A possibilidade de financiamento de longo prazo pode ajudar a distribuir esse custo ao longo dos anos, de acordo com as condições de contratação.</p>
<p>A legislação sancionada em setembro também alterou regras relacionadas ao Fundo de Investimento em Infraestrutura Social, permitindo operações de financiamento voltadas a infraestrutura, equipamentos e renovação de frota do transporte escolar.</p>
<p>Essa modalidade deve ser diferenciada da linha de crédito de até R$ 30 bilhões expressamente destinada, no despacho desta quinta-feira, a taxistas e profissionais do transporte privado individual.</p>
<p>Para os operadores escolares, o acesso dependerá das condições específicas do instrumento financeiro utilizado e do enquadramento dos interessados.</p>
<h3>Taxistas e motoristas de aplicativos poderão financiar automóveis de até R$ 200 mil</h3>
<p>A regulamentação do Conselho Monetário Nacional prevê limite de R$ 200 mil para o valor do automóvel financiado nas operações destinadas ao transporte remunerado individual de passageiros.</p>
<p>O prazo máximo de pagamento é de 84 meses, correspondente a sete anos.</p>
<p>Também está prevista a possibilidade de carência de até seis meses para amortização do principal.</p>
<p>Essas condições permitem que o custo de aquisição seja distribuído ao longo de um período relativamente extenso.</p>
<p>A contratação deverá observar a capacidade financeira do profissional e as exigências da instituição responsável pelo crédito.</p>
<p>Para quem utiliza o automóvel como instrumento de trabalho, a decisão de comprar um veículo envolve mais do que a prestação do financiamento.</p>
<p>É necessário considerar combustível ou energia elétrica, manutenção, seguro, impostos e outros custos operacionais.</p>
<p>O preço do veículo, o prazo de pagamento e os encargos da operação também influenciam a viabilidade econômica.</p>
<p>A utilização do financiamento deverá ser compatível com a atividade profissional e com as regras estabelecidas para cada beneficiário.</p>
<h3>Mulheres terão encargo diferenciado sobre os recursos da linha de crédito</h3>
<p>A regulamentação prevê uma condição específica para operações contratadas por mulheres.</p>
<p>O encargo sobre a fonte de recursos foi estabelecido em 1,5% ao ano nessas contratações.</p>
<p>Para as demais operações, o percentual correspondente é de 2,5% ao ano.</p>
<p>Essa diferença se aplica ao encargo definido para os recursos utilizados no financiamento.</p>
<p>A taxa final contratada poderá incluir outras remunerações e despesas previstas na regulamentação.</p>
<p>O BNDES possui remuneração máxima de 1,25% ao ano, enquanto as instituições financeiras habilitadas poderão cobrar remuneração de até 8,5% ao ano, observadas as regras aplicáveis.</p>
<p>Por isso, a comparação entre financiamentos deve considerar o custo efetivo total.</p>
<p>Esse indicador reúne os encargos da operação e permite avaliar quanto o beneficiário pagará durante o período contratado.</p>
<h3>Cooperativas de táxi também estão entre os beneficiários</h3>
<p>A legislação inclui expressamente as cooperativas de taxistas.</p>
<p>A participação dessas organizações permite que profissionais vinculados a estruturas cooperativas tenham acesso às operações de financiamento, conforme os critérios definidos.</p>
<p>A regulamentação considera limites de aquisição por beneficiário e, no caso das cooperativas, por cooperado.</p>
<p>A medida pode contribuir para a substituição de veículos utilizados em serviços regulamentados de táxi.</p>
<p>Em diversas cidades, o serviço é prestado tanto por profissionais individuais quanto por cooperativas, que organizam atividades como atendimento, comunicação, distribuição de chamadas e serviços de apoio.</p>
<p>A renovação de frota pode envolver mudanças na estrutura de custos dessas operações.</p>
<p>Os contratos de financiamento deverão observar os requisitos financeiros e documentais aplicáveis.</p>
<h3>Veículos financiados deverão ser novos e atender a critérios de sustentabilidade</h3>
<p>A legislação estabelece que os recursos sejam destinados à aquisição de veículos automotores novos que atendam a critérios de sustentabilidade ambiental, social ou econômica.</p>
<p>O enquadramento dependerá das condições regulamentares e das características dos veículos.</p>
<p>A exigência pode favorecer a substituição de automóveis mais antigos por unidades com tecnologias recentes de segurança e eficiência energética.</p>
<p>Veículos de diferentes tecnologias poderão ser avaliados conforme as regras do programa.</p>
<p>No transporte de passageiros, a renovação de frota também precisa considerar a adequação dos veículos às condições reais de operação.</p>
<p>Automóveis utilizados por motoristas de aplicativos e taxistas frequentemente apresentam elevada utilização diária, com despesas recorrentes de manutenção e abastecimento.</p>
<p>A decisão de financiamento deve levar em conta essas características, além da capacidade de pagamento do profissional.</p>
<p>No transporte escolar, a tecnologia e a idade do veículo precisam ser consideradas em conjunto com as exigências obrigatórias de segurança e autorização.</p>
<h3>Programa começou com medida provisória de maio e foi consolidado em setembro</h3>
<p>A estrutura de financiamento para veículos destinados ao transporte privado individual foi inicialmente prevista na Medida Provisória nº 1.359, de 19 de maio de 2026.</p>
<p>A proposta autorizou a União a disponibilizar até R$ 30 bilhões para linhas de financiamento reembolsável.</p>
<p>Posteriormente, durante a tramitação de outra medida provisória, o Congresso incorporou dispositivos relacionados ao financiamento de veículos e ampliou o alcance das medidas.</p>
<p>O resultado foi a Lei nº 15.503, sancionada em 14 de setembro.</p>
<p>A legislação passou a contemplar expressamente o transporte escolar e reuniu alterações em diferentes normas federais.</p>
<p>O Conselho Monetário Nacional também atualizou a regulamentação das operações, estabelecendo condições financeiras para os beneficiários.</p>
<p>A autorização do aditivo contratual publicada nesta quinta-feira representa mais uma etapa da operacionalização da política.</p>
<p>O contrato com o BNDES permitirá estruturar a disponibilização dos recursos dentro dos limites e condições estabelecidos.</p>
<h3>Financiamento de R$ 30 bilhões é diferente dos R$ 14,5 bilhões aprovados pelo Senado para ônibus e caminhões</h3>
<p>A decisão da Fazenda ocorre um dia depois da aprovação, pelo Senado, de outra proposta relacionada à renovação de veículos.</p>
<p>Na quarta-feira, 28 de outubro, os senadores aprovaram um projeto que autoriza até R$ 14,5 bilhões para operações de financiamento de veículos utilizados no transporte de passageiros e cargas.</p>
<p>Essa proposta inclui ônibus e micro-ônibus novos, caminhões, caminhões-tratores e implementos rodoviários, conforme as condições previstas.</p>
<p>Também permite financiar chassis e carrocerias de ônibus separadamente, desde que cumpram os requisitos de fabricação nacional e credenciamento no BNDES.</p>
<p>O projeto segue para sanção presidencial.</p>
<p>As duas iniciativas possuem finalidades relacionadas à renovação de frotas, mas apresentam públicos e regras diferentes.</p>
<p>O financiamento de até R$ 30 bilhões previsto no despacho desta quinta-feira é voltado aos beneficiários do transporte privado individual indicados no contrato.</p>
<p>O projeto de R$ 14,5 bilhões abrange também empresas e profissionais do transporte rodoviário e urbano de passageiros e cargas, incluindo a aquisição de ônibus novos.</p>
<p>Já o transporte escolar possui previsão própria na legislação sancionada em setembro.</p>
<p>A execução das políticas dependerá da regulamentação, das condições de contratação e da disponibilidade financeira.</p>
<h3>Renovação pode beneficiar profissionais e passageiros</h3>
<p>A oferta de crédito para aquisição de veículos novos pode contribuir para a substituição de unidades antigas utilizadas no transporte de passageiros.</p>
<p>Para taxistas e motoristas de aplicativos, a renovação poderá representar a aquisição de veículos com tecnologias mais recentes, de acordo com as condições de cada modelo.</p>
<p>Para o transporte escolar, o financiamento poderá integrar investimentos destinados à atualização dos veículos utilizados na condução de estudantes.</p>
<p>A efetiva melhoria dos serviços dependerá das aquisições realizadas e do cumprimento das exigências de segurança e operação.</p>
<p>Também será necessário acompanhar como os recursos serão distribuídos entre os beneficiários e quais condições financeiras estarão disponíveis na contratação.</p>
<p>A medida publicada nesta quinta-feira representa a continuidade da estrutura federal de financiamento para veículos de transporte de passageiros, com participação do BNDES e utilização de recursos reembolsáveis.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Semob-DF aciona ônibus extras para reduzir impacto de 90 coletivos tomados da Marechal pela Justiça</title>
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    <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 10:00:41 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Veículos removidos de circulação atendiam as regiões do Guará, Ceilândia, P Sul e Taguatinga; empresa negocia com a Volvo para retomada operacional ARTHUR FERRARI A operação do transporte público no Distrito Federal conta com 33 ônibus extras da frota reserva após a retirada de 90 veículos da Auto Viação Marechal. Os coletivos, da marca Volvo, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="696" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261029_075606_Chrome.jpg?fit=1024%2C696&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261029_075606_Chrome.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261029_075606_Chrome.jpg?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261029_075606_Chrome.jpg?resize=1024%2C696&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261029_075606_Chrome.jpg?resize=150%2C102&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261029_075606_Chrome.jpg?resize=768%2C522&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261029_075606_Chrome.jpg?resize=400%2C272&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Veículos removidos de circulação atendiam as regiões do Guará, Ceilândia, P Sul e Taguatinga; empresa negocia com a Volvo para retomada operacional</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>A operação do transporte público no Distrito Federal conta com 33 ônibus extras da frota reserva após a retirada de 90 veículos da Auto Viação Marechal. Os coletivos, da marca Volvo, estão impedidos de circular desde quarta-feira (28), por determinação judicial emitida em Curitiba (PR).</p>
<p>Os ônibus atendem à Bacia 44, que abrange Guará, Ceilândia, P Sul e Taguatinga. A quantidade recolhida representa parte dos 530 veículos que compõem a frota da operadora.</p>
<p>A empresa afirma que mantinha tratativas com a fabricante para solucionar pendências quando foi surpreendida pela medida judicial. A Marechal também informou ter tomado providências para buscar uma resolução rápida e evitar prejuízos à prestação do serviço aos passageiros.</p>
<p>Na quarta-feira (28), a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) acionou 33 veículos da reserva para reforçar a operação diante da indisponibilidade dos coletivos. Nesta quinta-feira (29), os 90 ônibus da Volvo continuam fora de circulação, pelo segundo dia consecutivo.</p>
<p>Como mostrou o <em><strong>Diário do Transporte, e</strong></em>m nota, a Volvo disse que a retomada dos veículos acontece diante de &#8220;prolongada inadimplência de contrato financeiro&#8221;, ressaltando que a retomada dos veículos aconteceu em cumprimento dos termos do contrato mantido entre a montadora e Marechal.</p>
<p>A montadora ainda disse que reconhece a importancia desses ônibus papra o transporte coletivo e que busca alternativas para um acordo que viabilize o retorno da frota às ruas.</p>
<p><strong>Nota da Volvo na íntegra</strong></p>
<p>A Volvo Financial Services esclarece que a retomada de ônibus da Auto Viação Marechal foi uma decisão difícil, mas necessária diante de prolongada inadimplência de contrato financeiro. Antes desta medida, houve inúmeras tentativas de negociação, ao longo dos últimos seis meses.</p>
<p>A Auto Viação Marechal é um cliente tradicional da marca, com uma trajetória de relevante contribuição para a mobilidade urbana. É importante destacar que a retomada dos veículos pauta-se pelo estrito cumprimento dos termos do contrato mantido entre as partes.</p>
<p>A Volvo Financial Services reconhece plenamente a importância desta frota de ônibus para o transporte público de passageiros. Seguimos empenhados em buscar alternativas responsáveis para um acordo que viabilize o imediato retorno dos veículos à operação regular.</p>
<p><strong>Relembre</strong></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="VTIhxHmeoI"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/justica-manda-recolher-90-onibus-da-marechal-no-distrito-federal-afetando-atendimento-a-passageiros-nesta-quarta-feira-28/">Justiça manda recolher 90 ônibus da Marechal no Distrito Federal, afetando atendimento a passageiros nesta quarta-feira (28)</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Justiça manda recolher 90 ônibus da Marechal no Distrito Federal, afetando atendimento a passageiros nesta quarta-feira (28)” — Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/justica-manda-recolher-90-onibus-da-marechal-no-distrito-federal-afetando-atendimento-a-passageiros-nesta-quarta-feira-28/embed/#?secret=kQDp7iPcoR#?secret=VTIhxHmeoI" data-secret="VTIhxHmeoI" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  <item>
    <title>Compra de ônibus novos, diesel e biometano para transporte coletivo, linha 4-Amarela e importação de trens do Metrô de BH terão benefícios fiscais prorrogados até 2028</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/29/compra-de-onibus-novos-diesel-e-biometano-para-transporte-coletivo-linha-4-amarela-e-importacao-de-trens-do-metro-de-bh-terao-beneficios-fiscais-prorrogados-ate-2028/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 09:01:03 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão do Confaz também mantém autorizações tributárias para vans e micro-ônibus, implantação da Linha 4-Amarela de São Paulo e projeto do Metrô Curitibano; medidas envolvem isenções, redução de base de cálculo e créditos presumidos de ICMS ADAMO BAZANI Empresas de ônibus, operadores de transporte complementar, fornecedores de combustíveis e projetos de metrô poderão continuar utilizando [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/RUN5DSD2MJDI7SIFMHFJXRA6FU-1024x576.avif" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/RUN5DSD2MJDI7SIFMHFJXRA6FU-1024x576.avif 1024w, https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/RUN5DSD2MJDI7SIFMHFJXRA6FU-300x169.avif 300w, https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/RUN5DSD2MJDI7SIFMHFJXRA6FU-150x84.avif 150w, https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/RUN5DSD2MJDI7SIFMHFJXRA6FU-768x432.avif 768w, https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/RUN5DSD2MJDI7SIFMHFJXRA6FU-1536x864.avif 1536w, https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/RUN5DSD2MJDI7SIFMHFJXRA6FU-400x225.avif 400w, https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/RUN5DSD2MJDI7SIFMHFJXRA6FU.avif 1960w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div>
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<p><em>Decisão do Confaz também mantém autorizações tributárias para vans e micro-ônibus, implantação da Linha 4-Amarela de São Paulo e projeto do Metrô Curitibano; medidas envolvem isenções, redução de base de cálculo e créditos presumidos de ICMS</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Empresas de ônibus, operadores de transporte complementar, fornecedores de combustíveis e projetos de metrô poderão continuar utilizando benefícios fiscais autorizados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) até 31 de dezembro de 2028. A prorrogação, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, abrange operações relacionadas à aquisição de ônibus, micro-ônibus e vans novos, ao fornecimento de diesel, biodiesel, biometano e gás natural veicular para o transporte coletivo e à compra de equipamentos e trens destinados a sistemas metroviários. Entre os empreendimentos contemplados estão a Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, o projeto do Metrô Curitibano e a importação de composições para o Metrô de Belo Horizonte.</p>
<p>A decisão foi tomada pelo Confaz em reunião extraordinária realizada em 27 de outubro e reúne benefícios tributários criados em diferentes períodos, alguns deles há quase duas décadas. As medidas permitem que estados autorizados mantenham isenções, reduções de base de cálculo e créditos presumidos de ICMS em operações específicas. Para as empresas de transporte de passageiros, os benefícios podem influenciar despesas com aquisição de frota e abastecimento. Nos sistemas ferroviários, podem integrar a estrutura financeira de investimentos em equipamentos e material rodante. A aplicação depende das condições previstas em cada convênio e da legislação das unidades federativas abrangidas.</p>
<p>A prorrogação foi estabelecida pelo Convênio ICMS nº 131/2026.</p>
<p>O documento reúne autorizações tributárias que alcançam diferentes setores da economia, incluindo atividades diretamente relacionadas ao transporte público.</p>
<p>No setor de ônibus, os benefícios podem interferir em duas despesas importantes: a aquisição de veículos e o consumo de combustíveis.</p>
<p>A compra de ônibus novos envolve investimentos que podem ser elevados, especialmente em sistemas que exigem veículos de maior capacidade, acessibilidade e equipamentos específicos.</p>
<p>Já o abastecimento representa uma despesa recorrente das operações.</p>
<p>No caso do transporte ferroviário, a tributação de equipamentos, componentes e composições pode ser considerada na estrutura de investimentos necessários à implantação ou modernização dos sistemas.</p>
<p>Os benefícios fiscais possuem diferentes mecanismos.</p>
<p>A isenção dispensa o recolhimento do imposto nas operações enquadradas.</p>
<p>A redução da base de cálculo diminui o valor sobre o qual o tributo é calculado.</p>
<p>O crédito presumido permite utilizar um crédito fiscal nas condições previstas, reduzindo o imposto devido.</p>
<p>Essas diferenças são importantes porque os efeitos financeiros variam conforme a operação, o contribuinte e a legislação estadual.</p>
<h3>Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo tem autorização de isenção para implantação prorrogada</h3>
<p>O Convênio ICMS nº 57, de 5 de junho de 2007, autoriza o Estado de São Paulo a conceder isenção do imposto nas operações internas com bens e mercadorias destinados à implantação da Linha 4-Amarela do Metrô.</p>
<p>O benefício foi criado durante o processo de estruturação e implantação de um dos principais projetos ferroviários da capital paulista.</p>
<p>A Linha 4-Amarela é operada pela concessionária ViaQuatro e permite integração com outros serviços metroferroviários.</p>
<p>O empreendimento foi implantado em diferentes etapas e passou a desempenhar papel importante na ligação entre regiões da cidade.</p>
<p>A autorização tributária está relacionada aos bens e mercadorias destinados à implantação do sistema, observadas as condições previstas.</p>
<p>A prorrogação até dezembro de 2028 preserva a possibilidade de utilização desse tratamento fiscal.</p>
<p>A medida pode ser considerada em operações que se enquadrem nas exigências do convênio e da legislação paulista.</p>
<p>O benefício se refere à estrutura tributária do empreendimento e deve ser distinguido das tarifas cobradas dos passageiros e da remuneração da concessionária.</p>
<h3>Metrô Curitibano mantém autorização fiscal criada em 2013 para implantação do projeto</h3>
<p>O Convênio ICMS nº 161, de 6 de dezembro de 2013, autoriza o Paraná a conceder isenção do imposto em operações internas com bens e mercadorias destinados à implantação do Metrô Curitibano.</p>
<p>A autorização foi instituída no período em que a capital paranaense discutia alternativas de expansão da capacidade do transporte coletivo.</p>
<p>Curitiba consolidou historicamente seu sistema em torno dos corredores de ônibus, terminais de integração e serviços expressos.</p>
<p>O projeto de metrô foi objeto de estudos e discussões sobre viabilidade técnica, financeira e operacional.</p>
<p>A autorização tributária criada em 2013 permaneceu entre os instrumentos fiscais relacionados ao empreendimento.</p>
<p>Com a decisão do Confaz, sua vigência poderá se estender até 31 de dezembro de 2028.</p>
<p>A medida mantém a possibilidade de tratamento tributário diferenciado para bens e mercadorias destinados à implantação do projeto, dentro das condições legais.</p>
<p>O histórico também permite relacionar a discussão do metrô com os projetos de modernização do transporte coletivo da capital paranaense, que incluem renovação da frota de ônibus, mudanças nos contratos e investimentos em corredores.</p>
<h3>Diesel e biodiesel destinados ao transporte coletivo continuam com autorização de redução do ICMS</h3>
<p>O Convênio ICMS nº 79, de 5 de julho de 2019, autoriza determinadas unidades federativas a conceder redução da base de cálculo do imposto nas operações internas com óleo diesel e biodiesel destinados a empresas concessionárias ou permissionárias de transporte coletivo de passageiros por qualquer modal.</p>
<p>A medida alcança uma das principais despesas operacionais dos sistemas de ônibus.</p>
<p>O diesel permanece como combustível utilizado por grande parte da frota brasileira, incluindo veículos municipais, metropolitanos e rodoviários.</p>
<p>O custo do abastecimento interfere diretamente nas despesas das empresas.</p>
<p>Nos contratos de transporte coletivo, esse gasto pode integrar fórmulas de remuneração e revisão dos custos dos serviços.</p>
<p>A redução da base de cálculo permite diminuir a parcela do valor da operação utilizada para apurar o imposto, conforme as regras aplicáveis.</p>
<p>O benefício pode produzir efeitos diferentes dependendo das condições de fornecimento, da legislação estadual e da forma como o combustível é adquirido.</p>
<p>A prorrogação até 2028 mantém a autorização para continuidade desse tratamento tributário.</p>
<p>Também é necessário considerar a interação com as regras nacionais de tributação de combustíveis, incluindo o regime monofásico de ICMS.</p>
<p>Para os passageiros, eventual repercussão sobre o valor das tarifas depende das condições contratuais e da forma como os poderes públicos remuneram as empresas.</p>
<h3>Vans e micro-ônibus utilizados no transporte complementar mantêm isenção para aquisição de veículos</h3>
<p>O Convênio ICMS nº 91, de 1º de julho de 2022, autoriza unidades federativas a conceder isenção do imposto em operações internas com micro-ônibus e vans destinados ao transporte complementar de passageiros.</p>
<p>A medida interessa a sistemas que utilizam veículos de menor capacidade em serviços regulamentados.</p>
<p>Em diferentes municípios, vans e micro-ônibus são utilizados em atividades que complementam a rede convencional.</p>
<p>Esses serviços podem atender regiões de menor demanda ou trajetos específicos, de acordo com a organização estabelecida pelo poder público.</p>
<p>A renovação da frota representa uma despesa relevante para os operadores.</p>
<p>A aquisição de veículos novos também pode ser necessária para atender exigências de acessibilidade, segurança e idade máxima estabelecidas nas regulamentações locais.</p>
<p>A isenção tributária pode reduzir o custo de aquisição quando as operações cumprem as condições do benefício.</p>
<p>O enquadramento depende da destinação dos veículos e das exigências previstas no convênio e nas normas estaduais.</p>
<p>A prorrogação até dezembro de 2028 permite a continuidade da autorização para as compras elegíveis.</p>
<h3>Fornecimento de diesel e biodiesel para concessionárias de transporte coletivo mantém crédito presumido</h3>
<p>O Convênio ICMS nº 21, de 14 de abril de 2023, autoriza as unidades federativas a conceder crédito presumido nas operações de saída de óleo diesel e biodiesel destinados a empresas concessionárias ou permissionárias de transporte coletivo de passageiros.</p>
<p>O mecanismo permite tratamento tributário específico na comercialização dos combustíveis.</p>
<p>Diferentemente da isenção, o crédito presumido está relacionado à utilização de crédito fiscal nas condições estabelecidas.</p>
<p>Para o transporte coletivo, essa estrutura pode interferir nos custos da cadeia de fornecimento de diesel e biodiesel.</p>
<p>As empresas de ônibus frequentemente possuem consumo elevado de combustível, especialmente nos sistemas que operam grandes frotas e realizam viagens durante praticamente todo o dia.</p>
<p>O abastecimento representa uma despesa permanente.</p>
<p>Nos contratos de concessão, os gastos podem ser considerados na composição dos custos operacionais.</p>
<p>A manutenção do crédito presumido até 2028 permite que os estados autorizados continuem utilizando o mecanismo tributário previsto.</p>
<p>O efeito financeiro dependerá das regras de aplicação e da estrutura das operações comerciais.</p>
<h3>Ônibus, micro-ônibus e vans novos mantêm isenção sobre diferencial de alíquotas em compras interestaduais</h3>
<p>O Convênio ICMS nº 194, de 8 de dezembro de 2023, autoriza a concessão de isenção do imposto nas operações interestaduais com ônibus, micro-ônibus e vans novos, relativamente à diferença entre as alíquotas interna e interestadual.</p>
<p>O benefício possui importância para a indústria brasileira de ônibus e para as empresas que adquirem veículos produzidos em outros estados.</p>
<p>A fabricação nacional de ônibus envolve diferentes empresas de chassis e carrocerias, distribuídas por diversas regiões.</p>
<p>Um operador sediado em determinado estado pode adquirir veículos de indústrias instaladas em outra unidade federativa.</p>
<p>Dependendo da operação, as regras tributárias podem envolver o recolhimento do diferencial de alíquotas do ICMS.</p>
<p>A autorização do Confaz permite tratamento específico para as aquisições abrangidas.</p>
<p>A medida pode influenciar o custo de compra dos veículos e integrar o planejamento financeiro de projetos de renovação de frota.</p>
<p>A aplicação depende das condições legais, da localização dos participantes e da finalidade da aquisição.</p>
<p>A prorrogação até o final de 2028 mantém a possibilidade de utilização do benefício nas operações enquadradas.</p>
<h3>Transporte metropolitano mantém crédito presumido de ICMS sobre combustível destinado às concessionárias</h3>
<p>O Convênio ICMS nº 213, de 21 de dezembro de 2023, autoriza crédito presumido nas saídas de óleo diesel e biodiesel destinados a empresas concessionárias ou permissionárias de transporte público coletivo de passageiros de determinadas regiões metropolitanas.</p>
<p>A medida foi estruturada para sistemas abrangidos pelas condições específicas da autorização.</p>
<p>O transporte metropolitano frequentemente apresenta características diferentes dos serviços exclusivamente municipais.</p>
<p>As linhas podem atravessar limites entre cidades e conectar bairros, centros comerciais, terminais e polos de emprego de diferentes municípios.</p>
<p>Esses trajetos também podem envolver percursos extensos e elevado consumo de combustível.</p>
<p>O crédito presumido estabelece um tratamento fiscal específico para as operações de abastecimento enquadradas.</p>
<p>A manutenção da autorização até dezembro de 2028 poderá integrar a estrutura de custos e de fornecimento dos combustíveis utilizados pelos operadores abrangidos.</p>
<p>O efeito financeiro depende das condições de cada sistema e da legislação estadual correspondente.</p>
<h3>Produtores de biogás e biometano mantêm autorização de redução tributária</h3>
<p>O Convênio ICMS nº 129, de 6 de dezembro de 2024, autoriza a concessão de redução da base de cálculo do imposto nas operações realizadas por estabelecimentos industriais produtores de biogás ou biometano.</p>
<p>O benefício possui relação com a cadeia de produção de combustíveis que podem ser utilizados em diferentes atividades, incluindo o transporte coletivo.</p>
<p>O biogás é obtido a partir da decomposição de matéria orgânica e pode ser produzido com resíduos agroindustriais, resíduos urbanos, esgoto e outras fontes.</p>
<p>Após processos de tratamento e purificação, pode ser transformado em biometano, combustível que deve atender às especificações técnicas aplicáveis.</p>
<p>O biometano pode substituir o gás natural de origem fóssil em aplicações compatíveis, incluindo veículos preparados para esse tipo de abastecimento.</p>
<p>No transporte de passageiros, a tecnologia aparece entre as alternativas consideradas para reduzir a utilização de diesel.</p>
<p>Sua adoção envolve a aquisição de ônibus adequados, contratos de fornecimento, estrutura de abastecimento e manutenção específica.</p>
<p>O benefício prorrogado alcança operações de estabelecimentos industriais produtores enquadrados nas regras.</p>
<p>A medida pode influenciar a estrutura econômica do fornecimento de combustível, conforme as condições tributárias e comerciais.</p>
<h3>Biometano e gás natural veicular destinados a empresas de ônibus mantêm benefícios específicos</h3>
<p>O Convênio ICMS nº 24, de 11 de abril de 2025, autoriza a concessão de benefícios fiscais nas operações internas com biometano e gás natural veicular destinados a empresas concessionárias de transporte coletivo.</p>
<p>O dispositivo possui relação direta com o abastecimento das frotas.</p>
<p>A utilização de biometano em ônibus depende de veículos com tecnologia compatível e de uma estrutura capaz de fornecer o combustível nas condições exigidas.</p>
<p>A adoção dessa alternativa também envolve planejamento de garagens e pontos de abastecimento.</p>
<p>O benefício fiscal pode integrar a estrutura de custos dos projetos.</p>
<p>O biometano se diferencia do gás natural convencional principalmente pela origem.</p>
<p>Enquanto o gás natural é de origem fóssil, o biometano é obtido a partir de matérias orgânicas e resíduos.</p>
<p>Ambos podem ser utilizados em equipamentos compatíveis, observadas as especificações técnicas.</p>
<p>A prorrogação até 2028 preserva a autorização tributária relativa às operações contempladas.</p>
<p>A medida interessa a projetos de mobilidade que avaliam diferentes tecnologias de propulsão e procuram reduzir o consumo de diesel.</p>
<h3>Aquisição de ônibus novos em operações interestaduais mantém benefício sobre diferencial de ICMS</h3>
<p>O Convênio ICMS nº 86, de 4 de julho de 2025, autoriza isenção do recolhimento do imposto relativo à diferença entre as alíquotas interna e interestadual nas operações interestaduais com ônibus novos, conforme as condições estabelecidas.</p>
<p>A medida também possui relação com a aquisição de frota por empresas de transporte.</p>
<p>Os fabricantes brasileiros de ônibus estão distribuídos por diferentes estados.</p>
<p>A compra de um veículo pode envolver fabricantes de chassis, encarroçadores e fornecedores instalados em unidades federativas diferentes daquela em que a transportadora opera.</p>
<p>O tratamento tributário aplicável às operações interestaduais pode influenciar o custo final de aquisição.</p>
<p>A manutenção do benefício permite a continuidade das condições fiscais autorizadas para compras enquadradas nas regras.</p>
<p>A medida pode ser considerada em projetos de renovação de frota e na estruturação financeira das aquisições.</p>
<p>A aplicação precisa observar as exigências do convênio e a legislação dos estados envolvidos.</p>
<h3>Metrô de Belo Horizonte mantém isenção para importação de 24 trens com 96 carros</h3>
<p>O Convênio ICMS nº 171, de 5 de dezembro de 2025, autoriza a concessão de isenção do imposto nas importações de trens destinados à implantação do Sistema de Trens Metropolitanos de Belo Horizonte.</p>
<p>A medida possui uma característica importante: a regulamentação de Minas Gerais identifica expressamente a quantidade e a configuração do material rodante beneficiado.</p>
<p>O Decreto estadual nº 49.156, de 30 de dezembro de 2025, contempla a importação de 24 trens, compostos por quatro carros cada.</p>
<p>Ao todo, são 96 carros ferroviários.</p>
<p>Cada composição prevista possui três carros motores e um carro reboque.</p>
<p>A isenção está relacionada à importação realizada diretamente pela concessionária Metrô BH S.A., nos termos da regulamentação estadual.</p>
<p>Os veículos são classificados no código 8603.10.00 da nomenclatura de mercadorias utilizada para fins tributários.</p>
<p>A legislação mineira também disciplina procedimentos para a liberação das composições importadas, incluindo documentação específica para a aplicação da isenção.</p>
<p>A medida é relevante para os investimentos no sistema metroviário de Belo Horizonte, que envolvem aquisição de material rodante e ampliação da capacidade de transporte.</p>
<p>A entrada de novos trens na operação depende da integração com a infraestrutura ferroviária, da realização de testes e das condições de segurança exigidas.</p>
<p>A prorrogação da autorização fiscal pelo Confaz até dezembro de 2028 também deverá ser observada em conjunto com a regulamentação estadual, que originalmente estabeleceu prazo para utilização do benefício.</p>
<h3>Benefícios alcançam diferentes custos do transporte coletivo e podem influenciar investimentos</h3>
<p>Os convênios prorrogados pelo Confaz possuem impactos potenciais diferentes sobre a estrutura econômica do transporte de passageiros.</p>
<p>Na aquisição de veículos, os benefícios podem reduzir a tributação incidente sobre operações específicas envolvendo ônibus, micro-ônibus e vans.</p>
<p>No abastecimento, a manutenção de autorizações relacionadas ao diesel, biodiesel, biometano e gás natural veicular pode influenciar a composição de custos dos operadores e fornecedores.</p>
<p>Nos sistemas ferroviários, o tratamento tributário de equipamentos e trens pode integrar o planejamento financeiro dos projetos.</p>
<p>A diversidade das medidas também mostra que a política tributária relacionada ao transporte coletivo não se concentra em uma única tecnologia.</p>
<p>Existem benefícios envolvendo combustíveis convencionais, alternativas de menor emissão e aquisição de veículos.</p>
<p>O efeito dessas medidas sobre os passageiros depende da forma como os custos são reconhecidos nos contratos e da maneira como os sistemas são financiados.</p>
<p>No transporte municipal e metropolitano, diferentes modelos de remuneração podem fazer com que alterações tributárias sejam absorvidas pelas empresas, consideradas no cálculo dos subsídios ou incorporadas às regras de revisão contratual.</p>
<p>Já na aquisição de frota, as condições fiscais podem influenciar o montante necessário para a substituição dos veículos e a estruturação dos financiamentos.</p>
<p>No caso dos metrôs, a tributação pode compor o custo de aquisição de trens e equipamentos, dentro dos projetos de investimento.</p>
<p>A prorrogação até 31 de dezembro de 2028 mantém as autorizações nacionais para utilização desses benefícios, respeitadas as disposições dos convênios e a legislação específica de cada unidade federativa.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>ANTT nega pedidos de novos mercados de ônibus da Expresso Maia, Bueno Viagens e Viação Garcia após decisões judiciais; entenda os efeitos e a relação com a Janela Extraordinária</title>
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    <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 08:01:47 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões publicadas nesta quinta-feira (29) envolvem solicitações antigas de três transportadoras e aplicação das regras de transição do transporte interestadual; histórico inclui autorizações provisórias da Expresso Maia, ligação entre Goiás e Maranhão e novas seções da Viação Garcia na rota entre Rio de Janeiro e Sorocaba ADAMO BAZANI A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="843" height="557" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/garrit.jpg?fit=843%2C557&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/garrit.jpg?w=843&amp;ssl=1 843w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/garrit.jpg?resize=300%2C198&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/garrit.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/garrit.jpg?resize=768%2C507&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/garrit.jpg?resize=400%2C264&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 843px) 100vw, 843px" /> <p><em>Decisões publicadas nesta quinta-feira (29) envolvem solicitações antigas de três transportadoras e aplicação das regras de transição do transporte interestadual; histórico inclui autorizações provisórias da Expresso Maia, ligação entre Goiás e Maranhão e novas seções da Viação Garcia na rota entre Rio de Janeiro e Sorocaba</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) negou pedidos de autorização para operar novos mercados de ônibus interestaduais apresentados pela Expresso Maia, pela Bueno Viagens e pela Viação Garcia. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, em cumprimento a determinações judiciais envolvendo as três transportadoras. Os indeferimentos foram fundamentados nas regras estabelecidas para adequar solicitações apresentadas sob a regulamentação anterior ao novo marco do transporte rodoviário interestadual, que entrou em vigor em 2024 e também estabeleceu o procedimento da primeira Janela Extraordinária.</p>
<p>As três decisões ocorrem durante a fase de apresentação de lances da Janela Extraordinária, cujo prazo foi prorrogado para 13 de novembro, após determinações judiciais envolvendo Amarelinho, Catedral e Progresso modificarem 4.838 classificações de solicitações. Os casos de Expresso Maia, Bueno Viagens e Viação Garcia, entretanto, envolvem procedimentos individuais de adaptação de requerimentos antigos. A situação é especialmente relevante para a Expresso Maia, que já teve outras solicitações indeferidas e chegou a obter autorizações provisórias posteriormente revertidas pela ANTT, inclusive em ligações entre Goiás, Tocantins, Maranhão e Piauí. Já a Viação Garcia também participa da Janela Extraordinária, tendo recebido em setembro autorização para implantar uma seção entre Rio de Janeiro (RJ) e Arujá (SP) em uma linha que liga a capital fluminense a Sorocaba (SP).</p>
<p>As decisões desta quinta-feira foram assinadas pelo superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros, Juliano de Barros Samôr, em 22 de outubro.</p>
<p>As três transportadoras tiveram requerimentos indeferidos com fundamento nos artigos 230 e 231 da Resolução ANTT nº 6.033, de dezembro de 2023.</p>
<p>Esses dispositivos disciplinam o tratamento dos pedidos de Licença Operacional apresentados antes da entrada em vigor da regulamentação atual.</p>
<p>A mudança é uma das etapas da reorganização do mercado rodoviário interestadual, que passou a utilizar procedimentos de seleção para determinadas ligações e condições específicas de entrada de novos operadores.</p>
<h3>Expresso Maia recebe nova negativa após histórico de autorizações provisórias e decisões judiciais</h3>
<p>A Expresso Maia Ltda., inscrita no CNPJ 01.526.219/0001-91, teve indeferido um requerimento apresentado em 2023.</p>
<p>A decisão publicada nesta quinta-feira foi expedida em cumprimento a determinação judicial relacionada ao mandado de segurança nº 1044595-13.2025.4.01.3400.</p>
<p>O pedido administrativo examinado é o nº 50500.300919/2023-32.</p>
<p>A Expresso Maia atua no transporte rodoviário interestadual de passageiros e possui vínculos empresariais com o Grupo Novo Horizonte, que reúne outras transportadoras.</p>
<p>A empresa deve ser identificada separadamente da Viação Novo Horizonte Ltda., outra pessoa jurídica do grupo.</p>
<p>A distinção ganha importância porque a expansão das empresas associadas ao Grupo Novo Horizonte tem sido acompanhada pelo Diário do Transporte, especialmente em relação às solicitações apresentadas à ANTT.</p>
<p>A negativa desta quinta-feira se soma a outras decisões administrativas relacionadas à Expresso Maia ao longo de 2025 e 2026.</p>
<p>Em junho de 2025, por exemplo, a agência já havia indeferido outro pedido da empresa, relacionado ao requerimento administrativo nº 50500.300923/2023-09.</p>
<p>Em setembro de 2026, uma nova negativa foi publicada, desta vez envolvendo o processo nº 50500.300922/2023-56.</p>
<p>As decisões foram fundamentadas nas mesmas disposições de adequação dos pedidos ao novo marco regulatório.</p>
<p>O histórico revela uma sequência de solicitações apresentadas em 2023, posteriormente submetidas a discussões judiciais e a novas análises pela ANTT.</p>
<h3>Ligação Goiânia–São Bernardo, via Palmas, também esteve envolvida em disputa judicial da Expresso Maia</h3>
<p>Uma das decisões anteriores de maior relevância ocorreu em maio de 2026.</p>
<p>Na ocasião, a ANTT suspendeu os efeitos de uma autorização concedida provisoriamente à Expresso Maia para operar a linha Goiânia (GO)–São Bernardo (MA), via Palmas (TO).</p>
<p>A autorização original havia sido concedida em janeiro de 2026 na condição sub judice, ou seja, vinculada ao andamento de discussão judicial.</p>
<p>Em maio, a agência publicou a Decisão SUPAS nº 802/2026, suspendendo os efeitos da autorização e indeferindo o pedido de mercados correspondente.</p>
<p>A decisão também estabeleceu providências para proteger os passageiros que eventualmente tivessem comprado bilhetes depois de sua publicação.</p>
<p>Nesses casos, a transportadora deveria assegurar a devolução dos valores pagos ou a aquisição de passagens em outra empresa autorizada, às suas custas, conforme a legislação aplicável.</p>
<p>A determinação demonstra como uma disputa regulatória pode alcançar diretamente a oferta de serviços interestaduais.</p>
<p>A decisão envolveu o requerimento administrativo nº 50500.300931/2023-47, também apresentado pela Expresso Maia.</p>
<p>O caso é distinto daquele examinado na publicação desta quinta-feira, mas integra o histórico de pedidos da transportadora submetidos a decisões administrativas e judiciais.</p>
<h3>Trindade–Parnaíba: autorização provisória também foi revogada pela ANTT</h3>
<p>Outro episódio ocorreu em abril de 2026.</p>
<p>A ANTT revogou uma autorização provisória anteriormente concedida à Expresso Maia para operar a linha Trindade (GO)–Parnaíba (PI).</p>
<p>A empresa havia recebido autorização em janeiro, também na condição sub judice.</p>
<p>Posteriormente, a agência publicou a Decisão SUPAS nº 673/2026, revogando a autorização e indeferindo os mercados correspondentes.</p>
<p>O fundamento foi novamente a aplicação das regras de transição da Resolução nº 6.033/2023.</p>
<p>A decisão também tratou da proteção aos passageiros que tivessem adquirido passagens após a publicação, com previsão de restituição dos valores ou aquisição de bilhetes em outra transportadora autorizada.</p>
<p>Esse histórico mostra que a situação regulatória da Expresso Maia envolve diferentes requerimentos e linhas interestaduais, além de discussões judiciais individualizadas.</p>
<p>Em votação da Diretoria Colegiada da ANTT, outro pedido da empresa, apresentado em setembro de 2023, também foi submetido à análise após decisão judicial.</p>
<p>Nesse processo, a Justiça havia determinado que a agência examinasse o requerimento no prazo de 30 dias, com fundamentação nas normas aplicáveis ao período de apresentação do pedido.</p>
<p>O episódio evidencia a importância da transição entre a regulamentação anterior e as regras atualmente utilizadas pela ANTT.</p>
<h3>Bueno Viagens tem pedido de mercados indeferido após mandado de segurança</h3>
<p>A Bueno Viagens Ltda., CNPJ 05.493.209/0001-58, também recebeu decisão de indeferimento.</p>
<p>A negativa consta da Decisão SUPAS nº 1.476/2026, relacionada ao requerimento administrativo nº 50505.014440/2025-06.</p>
<p>A publicação faz referência ao mandado de segurança nº 1028560-75.2025.4.01.3400.</p>
<p>A empresa buscou a Justiça Federal em uma discussão envolvendo o procedimento administrativo de autorização de mercados.</p>
<p>Em cumprimento à determinação judicial, a SUPAS examinou o requerimento e aplicou os artigos 230 e 231 do novo marco regulatório.</p>
<p>O resultado foi o indeferimento da solicitação.</p>
<p>A decisão representa uma etapa da reorganização dos pedidos de transporte interestadual que permaneciam submetidos à apreciação da agência.</p>
<p>Nesse processo, o ponto central é a adaptação às exigências estabelecidas para solicitações antigas.</p>
<h3>Viação Garcia tem pedido iniciado em 2020 negado após discussão na Justiça Federal</h3>
<p>A Viação Garcia Ltda., CNPJ 78.586.674/0001-07, teve um pedido de autorização indeferido pela Decisão SUPAS nº 1.477/2026.</p>
<p>O requerimento administrativo nº 50500.126668/2020-75 foi apresentado em novembro de 2020, mais de três anos antes da publicação do novo marco regulatório.</p>
<p>A decisão foi tomada em cumprimento a determinação relacionada ao mandado de segurança nº 1108191-05.2024.4.01.3400.</p>
<p>A Viação Garcia é uma das empresas tradicionais do transporte rodoviário de passageiros no Brasil, com atuação principalmente nas regiões Sul e Sudeste.</p>
<p>A transportadora integra o Grupo GBS, que reúne diferentes marcas e operações no transporte rodoviário.</p>
<p>Cada autorização, entretanto, é vinculada à pessoa jurídica responsável pela operação.</p>
<p>A negativa desta quinta-feira refere-se ao requerimento específico da Viação Garcia Ltda., que passou pelo procedimento de adaptação dos antigos pedidos de mercados.</p>
<p>O histórico também demonstra a duração de determinadas solicitações apresentadas sob a regulamentação anterior.</p>
<p>O pedido original é de 2020, o processo judicial foi iniciado em 2024 e a nova decisão administrativa foi publicada em outubro de 2026.</p>
<h3>Viação Garcia já recebeu contemplação na Janela Extraordinária para seção Rio de Janeiro–Arujá</h3>
<p>A Viação Garcia também aparece em decisões favoráveis relacionadas à primeira Janela Extraordinária.</p>
<p>Em setembro de 2026, a ANTT autorizou a alteração do Termo de Autorização de Serviços Regulares da linha Rio de Janeiro (RJ)–Sorocaba (SP).</p>
<p>A mudança permitiu a implantação da seção Rio de Janeiro (RJ)–Arujá (SP), em decorrência da contemplação de mercado desatendido na Janela Extraordinária nº 1/2024.</p>
<p>A decisão foi publicada em 14 de setembro.</p>
<p>O serviço possui o TAR nº RJSP0035002.</p>
<p>A agência também determinou que a implantação da seção intermediária reiniciasse a contagem do período mínimo de atendimento da linha, conforme a regulamentação.</p>
<p>A operação entre Rio de Janeiro e Arujá, portanto, integra a participação da Viação Garcia no procedimento extraordinário de abertura de mercados.</p>
<p>A autorização de setembro e o indeferimento publicado nesta quinta-feira correspondem a requerimentos administrativos distintos, submetidos a análises específicas.</p>
<p>Esse histórico demonstra que uma empresa pode receber autorização para determinados mercados e ter outros pedidos negados, conforme as condições aplicáveis a cada requerimento.</p>
<h3>Como funcionam as regras de adaptação dos pedidos antigos</h3>
<p>As três decisões publicadas nesta quinta-feira utilizam os artigos 230 e 231 da Resolução ANTT nº 6.033/2023.</p>
<p>O primeiro estabelece a necessidade de adequação dos requerimentos pendentes à nova regulamentação.</p>
<p>O segundo disciplina a comunicação às transportadoras para identificação dos mercados originalmente solicitados que pretendem operar.</p>
<p>A regra faz parte da transição entre o modelo anterior de autorização de linhas e o sistema atualmente utilizado pela ANTT.</p>
<p>Uma das principais características do novo procedimento é a diferenciação entre mercados monopolistas, desatendidos e outras situações de atendimento.</p>
<p>Nos mercados monopolistas, existe uma empresa autorizada e pode ser aberta uma vaga adicional para permitir o ingresso de concorrente.</p>
<p>Nos mercados desatendidos, a agência considera a ausência de atendimento regular reconhecido naquela classificação, possibilitando a disponibilização de duas vagas.</p>
<p>A primeira Janela Extraordinária foi organizada justamente para lidar com essas categorias durante a transição regulatória.</p>
<p>Por isso, a análise dos pedidos antigos e a seleção de novos operadores fazem parte de um processo mais amplo de reorganização do transporte rodoviário interestadual.</p>
<h3>Decisões judiciais também alteraram milhares de classificações na Janela Extraordinária</h3>
<p>O histórico dos indeferimentos ocorre em um momento de grande movimentação no processo de abertura de mercados.</p>
<p>Como revelou em primeira mão o Diário do Transporte, em 24 de outubro, a ANTT prorrogou para 13 de novembro o encerramento dos lances da primeira Janela Extraordinária.</p>
<p>A alteração ocorreu após decisões judiciais envolvendo Viação Amarelinho, Viação Catedral e Empresa Auto Viação Progresso.</p>
<p>O reprocessamento promovido pela SUPAS modificou 4.838 classificações de solicitações.</p>
<p>No caso da Amarelinho, o arquivamento de 4.301 pedidos provocou mudanças para outras transportadoras.</p>
<p>Com a retirada dessas solicitações, 239 pedidos de 56 empresas, distribuídos por 133 mercados, passaram à possibilidade de contemplação direta.</p>
<p>Já a reinclusão de solicitações da Catedral fez com que 52 pedidos de outras 12 transportadoras passassem a depender de lances.</p>
<p>O bloqueio de 17 mercados relacionado à Progresso afetou 34 solicitações de dez empresas.</p>
<p>As mudanças demonstram como a situação administrativa de uma transportadora pode interferir nas oportunidades disponíveis para concorrentes.</p>
<p>A fase atual de lances contempla 5.364 mercados, conforme a base atualizada pela ANTT em outubro.</p>
<p>O procedimento ainda será seguido pelas etapas de classificação, convocação, confirmação dos mercados e emissão dos termos de autorização.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado dependerá da entrada efetiva de novas transportadoras e da implantação das viagens.</p>
<p>O conjunto de decisões administrativas e judiciais também demonstra que a abertura de mercados envolve não apenas a apresentação de pedidos, mas o cumprimento de exigências regulatórias, a capacidade operacional das empresas e a continuidade dos serviços autorizados.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Motiva Trilhos registra mais de 20 mil objetos perdidos em 2026</title>
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    <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 01:00:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviço contabilizou 5.435 atendimentos entre janeiro e setembro, aumento de 17,4% em relação ao mesmo período de 2025; quase 28 mil itens foram doados desde 2024 YURI SENA O serviço de Achados e Perdidos da Motiva Trilhos registrou 20.162 objetos encontrados e realizou 5.435 atendimentos entre janeiro e setembro de 2026. O número de atendimentos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="902" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/841e85fc-b658-454f-986e-9b8dd0c55dab-e1793211476829.jpg?fit=1024%2C902&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Serviço contabilizou 5.435 atendimentos entre janeiro e setembro, aumento de 17,4% em relação ao mesmo período de 2025; quase 28 mil itens foram doados desde 2024</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O serviço de Achados e Perdidos da Motiva Trilhos registrou 20.162 objetos encontrados e realizou 5.435 atendimentos entre janeiro e setembro de 2026. O número de atendimentos representa um aumento de 17,4% na comparação com os nove primeiros meses de 2025, quando foram contabilizados 4.630.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os itens esquecidos pelos passageiros nas linhas 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda estão documentos, cartões, roupas e celulares. Também foram encontrados objetos menos comuns, como dentaduras, guitarras, cadeiras de rodas, monitores, bicicletas e carrinhos de bebê.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No período, 1.364 pertences foram devolvidos aos proprietários. Os objetos encontrados são registrados e armazenados para que os passageiros possam consultar o serviço e tentar recuperá-los. Aqueles que não são retirados em até 90 dias são destinados a instituições parceiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De janeiro a setembro deste ano, foram doados 4.251 itens, dos quais 3.974 vieram das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda e 277 da linha 5-Lilás. Considerando o período entre 2024 e setembro de 2026, o total de doações chegou a 27.744 objetos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, roupas lideraram os registros entre janeiro e agosto, com 2.174 ocorrências. Na sequência, apareceram cartões bancários, com 1.266 registros, e documentos, com mais de 1.100.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na linha 5-Lilás, os cartões de transporte, bancários e de refeição foram os itens mais frequentes no mesmo período, somando 3.850 registros. Os documentos ficaram em segundo lugar, com 1.302 ocorrências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Everton Trindade, diretor-executivo das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, o registro e a organização dos objetos são etapas importantes para facilitar a recuperação dos pertences pelos passageiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Fábio Silva, gerente-executivo de atendimento das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, orienta que os clientes procurem os canais oficiais assim que perceberem a perda de algum objeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Motiva Trilhos mantém parcerias com as unidades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Jandira e Taboão da Serra, o Instituto Jô Clemente e o Lar Jesus Entre as Crianças, em Osasco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Ivana Carvalho, coordenadora de Responsabilidade Social da plataforma de trilhos da companhia, a iniciativa busca dar uma nova destinação aos objetos não resgatados e beneficiar instituições e comunidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, o setor de Achados e Perdidos fica na Estação Osasco, na Praça Antônio Menck, no Centro de Osasco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na linha 5-Lilás, o atendimento é realizado na estação Adolfo Pinheiro, localizada na Avenida Adolfo Pinheiro, 301.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, exceto feriados. Os objetos permanecem armazenados por até 90 dias, contados a partir da data de entrada na central. Os passageiros devem consultar os canais oficiais da respectiva linha para verificar se o pertence foi localizado e receber orientações para a retirada.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>TIC Trens inaugura espaço de tecnologia e inovação de 600 m² em São Paulo</title>
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    <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 00:00:44 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Estrutura reúne nove salas, laboratório com impressoras 3D e recursos de inteligência artificial; sede administrativa também recebe novo nome em homenagem a Constantino de Oliveira Junior YURI SENA A TIC Trens inaugurou nesta semana um Espaço de Tecnologia e Inovação na sede administrativa da concessionária, localizada na Lapa, zona Oeste de São Paulo. Com 600 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="532" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Espaco-de-Tecnologia-e-Inovacao-5-e1793053162360.jpeg?fit=800%2C532&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Estrutura reúne nove salas, laboratório com impressoras 3D e recursos de inteligência artificial; sede administrativa também recebe novo nome em homenagem a Constantino de Oliveira Junior</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A TIC Trens inaugurou nesta semana um Espaço de Tecnologia e Inovação na sede administrativa da concessionária, localizada na Lapa, zona Oeste de São Paulo. Com 600 m², o ambiente será destinado ao desenvolvimento de projetos, treinamentos, reuniões e à experimentação de novas tecnologias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A concessionária é responsável pela modernização, operação e manutenção da Linha 7-Rubi, além da implantação dos futuros Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte e Trem Intermetropolitano (TIM).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O espaço conta com nove salas e um laboratório equipado com impressoras 3D, máquina de gravação e corte a laser, óculos de realidade virtual e recursos de inteligência artificial. A estrutura também inclui um estúdio com isolamento acústico para a produção de podcasts.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a empresa, o ambiente foi projetado para estimular a colaboração entre os profissionais e ampliar as possibilidades de desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas aos projetos da concessionária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Pedro Moro, diretor-presidente da TIC Trens, a inauguração formaliza um trabalho de desenvolvimento de projetos e incorporação de novas tecnologias realizado pela empresa há mais de um ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir desta segunda-feira (26), a sede administrativa da TIC Trens passa a se chamar Centro Administrativo Constantino de Oliveira Junior, em homenagem ao empresário Constantino de Oliveira Junior (1968-2026) e à família Constantino, acionistas da concessionária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a empresa, a mudança busca reconhecer a trajetória do empresário no setor de transportes e sua contribuição para a mobilidade brasileira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inauguração do espaço tecnológico e a mudança de nome do centro administrativo fazem parte da estratégia da concessionária de valorizar ambientes voltados à colaboração, à criatividade e ao desenvolvimento de projetos.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Ecovias instalará pórtico eletrônico na pista norte da Imigrantes</title>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 23:00:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Sistema Siga Fácil substituirá praça física de pedágio e dividirá a tarifa de R$ 40,60 em duas cobranças de R$ 20,30, uma por sentido YURI SENA A Ecovias iniciará a instalação de um pórtico eletrônico do sistema Siga Fácil na pista norte da Rodovia dos Imigrantes, no sentido São Paulo, durante a madrugada desta quarta-feira [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="705" height="455" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cb1dfa5f-35b1-4f6b-93f3-d2283cd63fe4.jpg?fit=705%2C455&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cb1dfa5f-35b1-4f6b-93f3-d2283cd63fe4.jpg?w=705&amp;ssl=1 705w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cb1dfa5f-35b1-4f6b-93f3-d2283cd63fe4.jpg?resize=300%2C194&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cb1dfa5f-35b1-4f6b-93f3-d2283cd63fe4.jpg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cb1dfa5f-35b1-4f6b-93f3-d2283cd63fe4.jpg?resize=400%2C258&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Sistema Siga Fácil substituirá praça física de pedágio e dividirá a tarifa de R$ 40,60 em duas cobranças de R$ 20,30, uma por sentido</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Ecovias iniciará a instalação de um pórtico eletrônico do sistema Siga Fácil na pista norte da Rodovia dos Imigrantes, no sentido São Paulo, durante a madrugada desta quarta-feira (28) para quinta-feira (29). A estrutura será instalada no km 37,3 e permitirá a substituição da praça física de pedágio após a homologação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a entrada em operação do sistema, a tarifa de R$ 40,60, atualmente cobrada em um único sentido, será dividida em duas cobranças de R$ 20,30, uma para cada direção. Segundo a concessionária, a mudança busca melhorar a fluidez do tráfego, reduzir filas e aumentar a segurança viária, principalmente em períodos de maior movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A data para o início da cobrança eletrônica ainda será definida. Após a instalação, o equipamento passará por testes e validação operacional antes da liberação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pórtico será instalado no km 37,3, em substituição ao ponto inicialmente previsto no km 29. A estrutura que já havia sido instalada nesse trecho será mantida para monitoramento operacional da rodovia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a concessionária, a escolha do novo local considerou fatores técnicos, ambientais e sociais, incluindo a preservação dos deslocamentos das comunidades próximas. O equipamento ficará antes do km 40, onde começa o trecho de serra que, segundo a empresa, não apresenta condições técnicas para a instalação do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diretora da Artesp, Raquel Carneiro, afirma que a cobrança nos dois sentidos deve contribuir para a modernização da rodovia, com redução de acidentes, maior fluidez e diminuição das emissões associadas às frenagens dos veículos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema utiliza câmeras, sensores e antenas para identificar e classificar os veículos por meio da placa ou de uma TAG eletrônica, sem a necessidade de parar para pagar a tarifa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os motoristas que já utilizam TAG, a cobrança continuará automática. Quem não possui o dispositivo poderá consultar e pagar a passagem pelo site Pedágio Digital ou nos totens de autoatendimento instalados em pontos do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). O prazo para pagamento será de até 30 dias após a passagem, com opções como Pix e cartão de crédito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dados da concessionária referentes ao período entre junho e outubro apontam que cerca de 75% dos veículos registrados no SAI tinham TAG ativa. Entre caminhões e ônibus, o índice foi de 93%; entre veículos de passeio, de 70%. Os demais foram identificados por reconhecimento automático de placas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A implantação integra as ações de modernização do Sistema Anchieta-Imigrantes, que, segundo a concessionária, acumula R$ 11 bilhões em investimentos ao longo de 28 anos de concessão. Entre as obras citadas estão a construção da pista descendente da Imigrantes, o Anel Viário de Cubatão e a Marginal da Via Anchieta, em São Bernardo do Campo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Siga Fácil já opera em outras concessões rodoviárias paulistas, incluindo trechos do Rodoanel Norte, do Litoral, da região Noroeste, da Tamoios e da Raposo Tavares. A implantação ocorre de forma gradual, sob supervisão da Artesp.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais informações sobre os pórticos, formas de pagamento e canais de atendimento estão disponíveis no site oficial do Siga Fácil.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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