[caption id="attachment_14426" align="aligncenter" width="640"]ônibus Ônibus do BRT Expresso DF Sul. Qualidade dos corredores BRT e dos veículos empregados neste tipo de sistema é sinônimo de inovação e corredores de ônibus são considerados umas das principais soluções de mobilidade urbana. Novo sistema do Distrito Federal impressionou presidente da República. Foto: Dênio Simões/GDF[/caption] Inaugurada primeira etapa do Expresso DF Sul BRTs são considerados soluções inovadoras de mobilidade urbana ADAMO BAZANI – CBN O primeiro trecho do BRT – Bus Rapid Transit Expresso DF Sul liga Santa Maria ao Plano Piloto. As obras foram entregues nesta sexta-feira, dia 13 de junho de 2014. Em nota à imprensa, o GDF explica o alcance do novo sistema de ônibus que, quando concluído, deve ter 43,8 km de extensão: “O novo sistema beneficiará 272 mil moradores do Gama, Santa Maria e do Park Way e reduzirá o tempo de viagem de uma hora e meia para 40 minutos. O Expresso DF Sul conta com 43,8 km de extensão, sendo 35 km destinados às faixas exclusivas de ônibus. A primeira etapa (Gama e Santa Maria) tem 36,2 km; 27,4 km são de faixas exclusivas para os coletivos. Também possui oito estações de embarque e desembarque, dois terminais e 22 viadutos” A segunda etapa deve ser concluída em dezembro. Vai ter 7,6 km de extensão de faixas exclusivas entre o Epia, perto do Park Way, e o terminal Asa Sul. O Expresso DF Sul custou R$ 761,4 milhões. Deste valor, R$ 561,5 milhões são provenientes de recursos federais, parte do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, e R$ 199,9 milhões de contrapartida do Governo do Distrito Federal. O valor é baixo se consideradas a extensão e a capacidade de atendimento do sistema, o que mostra mais uma vez o BRT como uma das principais, porém não a única, solução de mobilidade urbana. A presidente Dilma Rousseff esteve na inauguração e se disse impressionada com os ônibus. “O ônibus parece um metrô sobre pneus, em função da qualidade do veículo e do pavimento. Vai durar anos e anos. Fiquei impressionada com o projeto. Não é algo fácil de ver. Aqui são 42 quilômetros de via contínua, exclusiva, sem sinaleira. A gente sabe a quantidade de tempo que uma pessoa que mora no Gama ou em Santa Maria, que mora nas estações intermediárias até o Plano Piloto, o tanto de tempo que se demora no trânsito na hora da manhã e da noite, quando vai para o trabalho e quando volta. É essa a questão que está aqui colocada quando se faz uma obra dessa qualidade. O único objetivo dela é garantir transporte rápido” – disse a presidente em entrevista veiculada pela Rádio CBN de Brasília. OPERAÇÃO BRANCA: As operações comerciais devem começar gradativamente no dia 30 de junho. Até lá, não haverá cobrança de passagens, mas os horários serão restritos para adaptação dos passageiros e testes gerais no sistema, de acordo com nota do GDF. “A primeira fase de teste, sem a presença do público, já começou. A partir do dia 23, deverá começar a segunda fase, chamada "Operação Branca", com a presença do público, mas sem tarifação. Essa fase é necessária para os ajustes técnicos que garantirão a segurança dos usuários. As viagens ocorrerão das 11h às 14h. Durante a fase teste, circularão 12 ônibus articulados, com capacidade para 130 passageiros cada um. Está previsto para 30 de junho o início da cobrança das passagens no trecho Gama-Plano Piloto, e, para 12 de julho, a do trecho entre Santa Maria e Plano Piloto”. BRT SINÔNIMO DE INOVAÇÃO URBANA: Diversas cidades no Brasil e no mundo adotam o BRT – Bus Rapid Transit como solução de mobilidade urbana. Os sistemas são bem mais baratos que outros modais de transporte público e, dependendo do tipo de projeto e planejamento operacional, podem atender demandas semelhantes às do metrô. Mas um modal não excluiu o outro. Uma das vantagens do BRT é se integrar com mais facilidade aos outros meios de transporte e ter obras que não provocam grandes intervenções no espaço urbano. Ao contrário, podendo abrigar jardins e ciclovias em seu entorno, os sistemas de BRT provoca um bom impacto visual e pode requalificar uma determinada região. E quem pensa que ônibus é algo “antigo” está errado. Hoje, tanto do ponto de vista de engenharia dos corredores e paradas como dos veículos, os corredores para ônibus de trânsito rápido são considerados inovações urbanas. Em vez de meros pontos, as paradas são de fato estações que permitem embarque e desembarque no mesmo nível do assoalho do ônibus, dispensando os degraus dos veículos, o que se traduz em acessibilidade. As estações protegem totalmente o passageiro das variações climáticas e possuem sistemas de informação sobre linhas e horários, inclusive com painéis eletrônicos. Os corredores por serem espaços realmente separados para os ônibus permitem que os ônibus consigam empreender uma velocidade comercial maior, reduzindo o tempo de viagem com segurança. Assim, há mais tempo para as pessoas chegarem em casa mais cedo, no trabalho menos cansadas e se tornarem mais produtivas e terem uma qualidade de vida melhor. Pode-se dize sem dúvidas que um bom modal de transporte é muito mais que um instrumento para a mobilidade, mas acima de tudo, é um equipamento público para o bem estar do cidadão. Quanto aos veículos, em nada devem para as composições ferroviárias mais modernas, sem claro, cair na mediocridade de rivalizar modais. Os veículos são maiores, portanto têm mais capacidade de passageiros, mais confortáveis e podem ter itens como ar condicionado, carregadores de celulares, notebooks e outros aparelhos, monitores de TV para informação e entretenimento dos passageiros, iluminação de LED, câmeras de segurança e gerenciamento eletrônico do funcionamento. Além disso, os ônibus configurados para BRT tendem a ser mais silenciosos que os comuns. Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes