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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Prefeitura do Rio de Janeiro prepara nova garagem de ônibus em Senador Vasconcelos em meio à reorganização do Sistema Rio e avança na licitação de R$ 2,88 milhões para obras no Terminal do Cosme Velho</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/prefeitura-do-rio-de-janeiro-prepara-nova-garagem-de-onibus-em-senador-vasconcelos-em-meio-a-reorganizacao-do-sistema-rio-e-avanca-na-licitacao-de-r-288-milhoes-para-obras-no-terminal-do-cosme-velho/</link>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 10:47:33 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Pedido de licença ambiental para instalação na Zona Oeste ocorre durante a substituição gradual dos contratos de ônibus municipais; novo modelo prevê garagens públicas, renovação da frota e remuneração por quilômetro, enquanto projeto no Cosme Velho inclui melhorias urbanas e acessibilidade para passageiros ADAMO BAZANI A Prefeitura do Rio de Janeiro deu mais um passo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Mb8-jy5tbDDs1ZDM9lSYduO91z09-JM1KZqEqiea1MAYqU93Y2vJlTSxFs-w5pMZXbyYHRI31JuQjGqLvQrpgJaFDjhZSd6mLipXEvMvSfYIfIisF-BgIkh1JCdmBdID0RJoHyp-ymMw20_ym-0VjXCa-Tz6_vhnPVlrANp6hBvNh3.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Mb8-jy5tbDDs1ZDM9lSYduO91z09-JM1KZqEqiea1MAYqU93Y2vJlTSxFs-w5pMZXbyYHRI31JuQjGqLvQrpgJaFDjhZSd6mLipXEvMvSfYIfIisF-BgIkh1JCdmBdID0RJoHyp-ymMw20_ym-0VjXCa-Tz6_vhnPVlrANp6hBvNh3.jpg?w=5472&amp;ssl=1 5472w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Mb8-jy5tbDDs1ZDM9lSYduO91z09-JM1KZqEqiea1MAYqU93Y2vJlTSxFs-w5pMZXbyYHRI31JuQjGqLvQrpgJaFDjhZSd6mLipXEvMvSfYIfIisF-BgIkh1JCdmBdID0RJoHyp-ymMw20_ym-0VjXCa-Tz6_vhnPVlrANp6hBvNh3.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Mb8-jy5tbDDs1ZDM9lSYduO91z09-JM1KZqEqiea1MAYqU93Y2vJlTSxFs-w5pMZXbyYHRI31JuQjGqLvQrpgJaFDjhZSd6mLipXEvMvSfYIfIisF-BgIkh1JCdmBdID0RJoHyp-ymMw20_ym-0VjXCa-Tz6_vhnPVlrANp6hBvNh3.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Mb8-jy5tbDDs1ZDM9lSYduO91z09-JM1KZqEqiea1MAYqU93Y2vJlTSxFs-w5pMZXbyYHRI31JuQjGqLvQrpgJaFDjhZSd6mLipXEvMvSfYIfIisF-BgIkh1JCdmBdID0RJoHyp-ymMw20_ym-0VjXCa-Tz6_vhnPVlrANp6hBvNh3.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Mb8-jy5tbDDs1ZDM9lSYduO91z09-JM1KZqEqiea1MAYqU93Y2vJlTSxFs-w5pMZXbyYHRI31JuQjGqLvQrpgJaFDjhZSd6mLipXEvMvSfYIfIisF-BgIkh1JCdmBdID0RJoHyp-ymMw20_ym-0VjXCa-Tz6_vhnPVlrANp6hBvNh3.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Mb8-jy5tbDDs1ZDM9lSYduO91z09-JM1KZqEqiea1MAYqU93Y2vJlTSxFs-w5pMZXbyYHRI31JuQjGqLvQrpgJaFDjhZSd6mLipXEvMvSfYIfIisF-BgIkh1JCdmBdID0RJoHyp-ymMw20_ym-0VjXCa-Tz6_vhnPVlrANp6hBvNh3.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Mb8-jy5tbDDs1ZDM9lSYduO91z09-JM1KZqEqiea1MAYqU93Y2vJlTSxFs-w5pMZXbyYHRI31JuQjGqLvQrpgJaFDjhZSd6mLipXEvMvSfYIfIisF-BgIkh1JCdmBdID0RJoHyp-ymMw20_ym-0VjXCa-Tz6_vhnPVlrANp6hBvNh3.jpg?resize=2048%2C1152&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Mb8-jy5tbDDs1ZDM9lSYduO91z09-JM1KZqEqiea1MAYqU93Y2vJlTSxFs-w5pMZXbyYHRI31JuQjGqLvQrpgJaFDjhZSd6mLipXEvMvSfYIfIisF-BgIkh1JCdmBdID0RJoHyp-ymMw20_ym-0VjXCa-Tz6_vhnPVlrANp6hBvNh3.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Mb8-jy5tbDDs1ZDM9lSYduO91z09-JM1KZqEqiea1MAYqU93Y2vJlTSxFs-w5pMZXbyYHRI31JuQjGqLvQrpgJaFDjhZSd6mLipXEvMvSfYIfIisF-BgIkh1JCdmBdID0RJoHyp-ymMw20_ym-0VjXCa-Tz6_vhnPVlrANp6hBvNh3.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Pedido de licença ambiental para instalação na Zona Oeste ocorre durante a substituição gradual dos contratos de ônibus municipais; novo modelo prevê garagens públicas, renovação da frota e remuneração por quilômetro, enquanto projeto no Cosme Velho inclui melhorias urbanas e acessibilidade para passageiros</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura do Rio de Janeiro deu mais um passo na preparação da infraestrutura do transporte municipal por ônibus ao solicitar licença ambiental para desenvolver um projeto de garagem na Avenida de Santa Cruz, nº 11.120, em Senador Vasconcelos, na Zona Oeste. A iniciativa ocorre durante a implantação do Sistema Rio, que está substituindo gradualmente o modelo tradicional de concessões por novos contratos, com renovação da frota, reorganização das linhas e utilização de garagens públicas. Em outra frente, a administração municipal divulgou o resultado da disputa para obras de reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho, na Zona Sul, incluindo a criação de um percurso acessível até o Largo do Boticário, com proposta negociada de R$ 2,88 milhões.</p>
<p>As duas movimentações aparecem no Diário Oficial desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, e dizem respeito a estruturas necessárias ao funcionamento dos transportes municipais. No caso de Senador Vasconcelos, a Secretaria Municipal de Transportes solicitou a Licença Municipal Prévia, etapa ambiental anterior à eventual implantação da garagem. No Cosme Velho, a empresa Delta 4 Construções e Terraplenagens Ltda. apresentou uma proposta de R$ 2.878.128,26, aproximadamente 25% abaixo do orçamento estimado de R$ 3,84 milhões. O procedimento ainda aguarda adjudicação. Enquanto o primeiro projeto levanta questões sobre a distribuição das futuras instalações de apoio aos ônibus, o segundo envolve as condições de acesso dos passageiros ao terminal e sua integração com o entorno urbano.</p>
<p>A preparação de uma nova garagem chama atenção porque a disponibilidade de instalações adequadas é uma das condições para que os novos operadores consigam cumprir as obrigações previstas nos contratos do Sistema Rio.</p>
<p>No modelo que está sendo implantado pela Prefeitura, a infraestrutura de garagem deixa de depender exclusivamente da estrutura particular das empresas que historicamente operam o transporte municipal. O município pretende ampliar o uso de instalações públicas vinculadas às concessões, com construção, manutenção e gestão previstas nas responsabilidades contratuais dos operadores.</p>
<p>A publicação referente a Senador Vasconcelos confirma a solicitação de licenciamento para a área da Avenida de Santa Cruz, mas ainda não identifica a qual lote do Sistema Rio a instalação será destinada, sua capacidade de estacionamento, o número de ônibus previstos ou o responsável pela futura construção.</p>
<p>Essas definições são relevantes porque a localização das garagens interfere diretamente no custo e na eficiência das operações. Quanto maior a distância entre a garagem e os pontos de início das linhas, maior pode ser a quilometragem percorrida sem transportar passageiros, conhecida no setor como quilometragem ociosa ou improdutiva.</p>
<p>A existência de uma instalação próxima às regiões atendidas também pode facilitar a saída dos primeiros ônibus, o recolhimento dos veículos, as trocas de motoristas, os serviços de manutenção e o atendimento a ocorrências operacionais.</p>
<h2>Novo Sistema Rio muda contratos, remuneração e utilização das garagens</h2>
<p>A solicitação ambiental em Senador Vasconcelos ocorre durante uma das maiores reorganizações do transporte municipal do Rio de Janeiro nas últimas décadas.</p>
<p>O Sistema Rio foi estruturado para substituir gradualmente as concessões organizadas a partir de 2010, originalmente divididas entre quatro consórcios.</p>
<p>A nova configuração prevê a divisão do município em 34 lotes operacionais, sendo 22 estruturais e 12 locais, com implantação por etapas e contratos de concessão de dez anos, prorrogáveis por igual período.</p>
<p>Uma das alterações mais importantes está na forma de remuneração das empresas.</p>
<p>Em vez de dependerem essencialmente da receita diretamente associada ao pagamento das passagens pelos passageiros, as operadoras passam a receber com base na produção quilométrica contratada, dentro das condições estabelecidas pela Prefeitura.</p>
<p>Isso significa que o planejamento do serviço, a quantidade de viagens e o cumprimento da programação ganham importância direta para a remuneração.</p>
<p>Para o passageiro, a mudança busca reduzir a relação entre a receita obtida em determinada linha e a decisão operacional de manter ou reduzir viagens.</p>
<p>O novo modelo também prevê ônibus com tecnologia de emissões Euro VI, ar-condicionado, acessibilidade e equipamentos de monitoramento e segurança.</p>
<p>A configuração divulgada pela administração municipal inclui sistemas inteligentes de transporte, monitoramento da frota, equipamentos de informação aos passageiros e tecnologias para acompanhamento das condições de operação dos veículos.</p>
<p>Outra diferença está na gestão das garagens. A proposta municipal estabelece instalações vinculadas ao sistema público de transporte, enquanto os contratos atribuem aos concessionários responsabilidades de construção, manutenção e operação conforme as características de cada lote.</p>
<p>Essa mudança procura reduzir a dependência de terrenos e estruturas pertencentes às empresas atuais, questão que pode dificultar a entrada de novos operadores em determinadas regiões.</p>
<h3>Primeiros contratos foram assinados com o Grupo Comporte</h3>
<p>A primeira etapa do Sistema Rio foi adjudicada à Comporte Participações S.A., empresa vinculada ao Grupo Comporte.</p>
<p>Os contratos foram assinados em 12 de março de 2026 para serviços nas regiões de Campo Grande e Santa Cruz.</p>
<p>A programação apresentada pela Prefeitura estabeleceu a ampliação da frota dessas áreas de 104 para 316 ônibus, mediante a incorporação de novos veículos.</p>
<p>Na ocasião, a administração municipal informou que a primeira entrega seria composta por 169 ônibus, seguida por outros 147 veículos.</p>
<p>A primeira garagem pública do Sistema Rio foi inaugurada posteriormente na Estrada do Campinho, nº 8.500, em Campo Grande.</p>
<p>A instalação possui aproximadamente 56 mil metros quadrados e capacidade anunciada para até 380 ônibus urbanos.</p>
<p>A estrutura foi planejada para atender às operações da primeira licitação e reúne áreas de estacionamento, abastecimento, lavagem, manutenção e apoio administrativo.</p>
<p>A comparação com Senador Vasconcelos é importante porque demonstra como a implantação de garagens faz parte da mudança operacional e contratual.</p>
<p>Entretanto, a nova solicitação de licença ambiental ainda não permite afirmar que a instalação da Avenida de Santa Cruz terá as mesmas características da garagem de Campo Grande.</p>
<h2>Nova etapa de concessões envolve cinco lotes e contratos estimados em R$ 1,4 bilhão</h2>
<p>A segunda etapa da licitação do Sistema Rio foi organizada em cinco lotes, com julgamento pelo menor valor de remuneração por quilômetro oferecido pelas empresas concorrentes.</p>
<p>O valor estimado dos contratos, somados os cinco lotes, é de aproximadamente R$ 1,4 bilhão.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Lote</th>
<th>Remuneração de referência</th>
<th>Valor estimado do contrato</th>
</tr>
<tr>
<td>A1-B6</td>
<td>R$ 10,40/km</td>
<td>R$ 313,40 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>B1-B8</td>
<td>R$ 10,70/km</td>
<td>R$ 281,95 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>C1-C2</td>
<td>R$ 11,78/km</td>
<td>R$ 387,20 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>H1-I3</td>
<td>R$ 13,02/km</td>
<td>R$ 268,14 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>H2</td>
<td>R$ 11,71/km</td>
<td>R$ 149,25 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>—</td>
<td>R$ 1,40 bilhão</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Os valores são estimativas contratuais, e não despesas integralmente realizadas.</p>
<p>A remuneração de referência também não deve ser confundida com a tarifa paga pelo passageiro. Trata-se do parâmetro utilizado para definir quanto o operador recebe pela prestação do serviço, conforme as condições da concessão.</p>
<p>A segunda etapa abrange regiões da Zona Oeste, com atendimento relacionado a Guaratiba, Santa Cruz, Campo Grande e Bangu.</p>
<p>De acordo com a programação divulgada pela Prefeitura, a frota envolvida nessa etapa deverá passar de 654 para 1.006 veículos, aumento de aproximadamente 54%.</p>
<p>A expansão depende da implantação dos contratos e do cumprimento dos respectivos cronogramas de disponibilização de ônibus.</p>
<p>É nesse contexto que se torna importante acompanhar o pedido de licença ambiental para Senador Vasconcelos.</p>
<p>A área da Avenida de Santa Cruz pode representar uma nova frente de preparação da infraestrutura necessária ao transporte municipal, embora a identificação do lote ou operador responsável dependa de confirmação nos documentos específicos do empreendimento.</p>
<h2>Prefeitura também prepara concessão para ônibus elétricos</h2>
<p>A reorganização não está limitada às linhas operadas com ônibus a diesel.</p>
<p>O município também desenvolveu uma modelagem específica para a eletrificação, incluindo o Lote Elétrico 1, conhecido como LE1.</p>
<p>A proposta prevê uma concessão administrativa para fornecimento e operação de ônibus elétricos a bateria, além da construção, manutenção e gestão de garagem pública e infraestrutura de recarga.</p>
<p>Na estrutura apresentada pela Prefeitura, essa primeira etapa contempla 175 ônibus elétricos, vinculados ao planejamento da nova rede.</p>
<p>A consulta pública sobre o lote foi programada para o período de 28 de setembro a 28 de outubro de 2026, com audiência pública em 27 de outubro.</p>
<p>Uma das particularidades dos veículos elétricos é a necessidade de dimensionamento das garagens de acordo com o fornecimento de energia, a quantidade de carregadores, a autonomia dos veículos e a programação diária.</p>
<p>A operação exige planejamento para que os ônibus possam ser recarregados sem comprometer a oferta de viagens.</p>
<p>Também é necessário definir responsabilidades pelos equipamentos de recarga, instalações elétricas, manutenção e eventuais adequações da rede de distribuição de energia.</p>
<p>A nova garagem de Senador Vasconcelos, entretanto, foi identificada na publicação ambiental apenas como projeto de garagem de ônibus. Não há, nesse documento, indicação de que seja destinada ao lote elétrico.</p>
<h2>Cosme Velho: obras de R$ 2,88 milhões incluem reurbanização e acessibilidade</h2>
<p>Enquanto a Prefeitura prepara uma nova instalação operacional na Zona Oeste, outra publicação trata diretamente das condições de acesso ao transporte na Zona Sul.</p>
<p>O resultado da concorrência para obras no Terminal Rodoviário do Cosme Velho aponta a empresa Delta 4 Construções e Terraplenagens Ltda., CNPJ 01.021.995/0001-30, como responsável pela proposta aceita e habilitada.</p>
<p>O objeto contempla a reurbanização do terminal e a implantação de rota acessível no percurso até o Largo do Boticário.</p>
<p>O orçamento inicial era de R$ 3.837.520,66.</p>
<p>A proposta originalmente apresentada pela empresa foi de R$ 2.878.140,50, posteriormente negociada para R$ 2.878.128,26.</p>
<p>A diferença entre a estimativa e a proposta negociada é de aproximadamente R$ 959,4 mil, o equivalente a uma redução próxima de 25%.</p>
<h3>Quadro da licitação do Terminal Rodoviário do Cosme Velho</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Informação</th>
<th>Detalhamento</th>
</tr>
<tr>
<td>Empreendimento</td>
<td>Reurbanização do Terminal Rodoviário do Cosme Velho</td>
</tr>
<tr>
<td>Complemento</td>
<td>Implantação de rota acessível até o Largo do Boticário</td>
</tr>
<tr>
<td>Região</td>
<td>Cosme Velho, Zona Sul do Rio de Janeiro</td>
</tr>
<tr>
<td>Empresa classificada</td>
<td>Delta 4 Construções e Terraplenagens Ltda.</td>
</tr>
<tr>
<td>CNPJ</td>
<td>01.021.995/0001-30</td>
</tr>
<tr>
<td>Valor estimado</td>
<td>R$ 3.837.520,66</td>
</tr>
<tr>
<td>Proposta negociada</td>
<td>R$ 2.878.128,26</td>
</tr>
<tr>
<td>Diferença</td>
<td>Aproximadamente R$ 959,4 mil</td>
</tr>
<tr>
<td>Redução sobre o orçamento</td>
<td>Aproximadamente 25%</td>
</tr>
<tr>
<td>Situação publicada</td>
<td>Aguardando adjudicação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O procedimento estabelece execução de serviços comuns de engenharia, sob regime de empreitada por preços unitários.</p>
<p>Essa modalidade prevê a medição dos serviços executados de acordo com os quantitativos e preços contratados.</p>
<p>A classificação da proposta não equivale à assinatura do contrato ou à autorização para início das obras. Após as etapas administrativas cabíveis, a contratação poderá avançar para formalização e execução.</p>
<h3>Acessibilidade é parte da infraestrutura do transporte</h3>
<p>A implantação de uma rota acessível entre o terminal e o Largo do Boticário tem importância que ultrapassa a requalificação urbanística.</p>
<p>Para pessoas com deficiência, idosos e passageiros com mobilidade reduzida, o acesso ao transporte começa antes do embarque.</p>
<p>As condições das calçadas, a regularidade do pavimento, a existência de obstáculos e a continuidade dos percursos podem determinar se uma pessoa consegue chegar ao ônibus com autonomia e segurança.</p>
<p>No caso do Cosme Velho, a intervenção anunciada reúne a reurbanização do terminal e a melhoria da circulação de pedestres em seu entorno.</p>
<p>Os elementos técnicos detalhados, como materiais empregados, adequações de rampas, sinalização tátil e soluções de drenagem, deverão ser verificados no projeto básico para identificar exatamente o que será executado.</p>
<p>A região possui características particulares, com circulação de moradores, trabalhadores, visitantes e turistas, além do acesso a um dos principais pontos de visitação da cidade, o Corcovado.</p>
<p>Por isso, a organização do espaço urbano precisa considerar tanto as necessidades cotidianas dos usuários do transporte público quanto os deslocamentos relacionados ao turismo.</p>
<h2>Duas obras, duas etapas diferentes e um mesmo desafio para o transporte municipal</h2>
<p>A garagem de Senador Vasconcelos e a intervenção no Cosme Velho encontram-se em estágios diferentes.</p>
<p>Na Zona Oeste, o município ainda trabalha na etapa preliminar de licenciamento ambiental para desenvolver o projeto da instalação.</p>
<p>Na Zona Sul, a administração já realizou uma disputa de preços e identificou uma proposta para executar as obras, mas o resultado publicado ainda depende da adjudicação.</p>
<p>Embora não façam parte de uma mesma contratação, os dois empreendimentos demonstram dimensões diferentes da infraestrutura de ônibus.</p>
<p>A garagem é essencial para armazenar, abastecer, inspecionar e manter os veículos em condições de operação.</p>
<p>O terminal e seus acessos são fundamentais para permitir que os passageiros utilizem o serviço.</p>
<p>Na reorganização do Sistema Rio, a renovação dos ônibus depende tanto da disponibilidade de frota quanto da implantação das estruturas operacionais necessárias.</p>
<p>E a qualidade do transporte também será determinada pelas condições oferecidas fora dos veículos, especialmente nos locais de embarque, desembarque e circulação dos passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Greve de ônibus em Guarujá (SP) prejudica passageiros nesta terça-feira (27)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/greve-de-onibus-em-guaruja-sp-prejudica-passageiros-nesta-terca-feira-27/</link>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 10:00:28 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Pontos ficaram lotados durante a manhã devido a falta de aviso sobre a paralisação ARTHUR FERRARI Passageiros do transporte coletivo municipal do Guarujá, no Litoral de São Paulo, são prejudicados durante paralisação dos rodoviários nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026. A greve, que não teve aviso prévio, deixou vários passageiros aglomerados em pontos de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="625" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_073840_Chrome.jpg?fit=1024%2C625&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_073840_Chrome.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_073840_Chrome.jpg?resize=300%2C183&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_073840_Chrome.jpg?resize=1024%2C625&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_073840_Chrome.jpg?resize=150%2C92&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_073840_Chrome.jpg?resize=768%2C469&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_073840_Chrome.jpg?resize=400%2C244&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Pontos ficaram lotados durante a manhã devido a falta de aviso sobre a paralisação</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Passageiros do transporte coletivo municipal do Guarujá, no Litoral de São Paulo, são prejudicados durante paralisação dos rodoviários nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026.</p>
<p>A greve, que não teve aviso prévio, deixou vários passageiros aglomerados em pontos de ônibus pela cidade durante as primeiras horas do dia.</p>
<p>Ainda não há detalhes sobre as motivações da paralisação ou se haverá frota minima em circulação.</p>
<p><em><strong>EM ATUALIZAÇÃO</strong></em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>STF prevê para quarta-feira (28) nova tentativa de julgamento sobre lei de Minas que restringe Buser e fretamento por aplicativos após cinco adiamentos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/stf-preve-para-quarta-feira-28-nova-tentativa-de-julgamento-sobre-lei-de-minas-que-restringe-buser-e-fretamento-por-aplicativos-apos-cinco-adiamentos/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/stf-preve-para-quarta-feira-28-nova-tentativa-de-julgamento-sobre-lei-de-minas-que-restringe-buser-e-fretamento-por-aplicativos-apos-cinco-adiamentos/#comments</comments>
    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 09:39:53 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Processo relatado por Cármen Lúcia volta à programação do Plenário presencial duas semanas depois da última retirada de pauta; ministros vão discutir circuito fechado, venda individual de lugares e limites da regulamentação estadual do transporte de passageiros ADAMO BAZANI O STF (Supremo Tribunal Federal) tem uma nova previsão de julgamento para quarta-feira, 28 de outubro [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_061938_Chrome-e1793092960688.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Processo relatado por Cármen Lúcia volta à programação do Plenário presencial duas semanas depois da última retirada de pauta; ministros vão discutir circuito fechado, venda individual de lugares e limites da regulamentação estadual do transporte de passageiros</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O STF (Supremo Tribunal Federal) tem uma nova previsão de julgamento para quarta-feira, 28 de outubro de 2026, do processo que discute a constitucionalidade da Lei nº 23.941/2021, de Minas Gerais, responsável por estabelecer restrições ao fretamento de ônibus por aplicativos, como a Buser. A informação consta da programação das sessões plenárias de 28 e 29 de outubro divulgada nesta segunda-feira (26), após o julgamento ter sido novamente adiado em 14 de outubro. Será mais uma tentativa de definir a validade de exigências como o circuito fechado, a apresentação de listas de passageiros e as limitações à comercialização individualizada de lugares.</p>
<p>O Recurso Extraordinário (RE) 1.506.410/MG, relatado pela ministra Cármen Lúcia, será analisado no Plenário presencial depois de um pedido de destaque apresentado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin. Na votação virtual anterior, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin haviam se manifestado pela manutenção da decisão favorável à legislação, enquanto André Mendonça apresentou divergência para derrubar parte das restrições. Com o destaque, o julgamento deverá ser reiniciado, sem aproveitamento automático dos votos anteriores. A nova previsão ocorre em meio à expectativa de empresas de fretamento, plataformas digitais e transportadoras regulares por uma definição jurídica que poderá influenciar a organização do transporte rodoviário de passageiros.</p>
<p>A informação sobre o dia 28 foi publicada pelo portal jurídico Migalhas às 19h09 de segunda-feira (26). A consulta ao calendário do STF confirma a programação de sessões presenciais nesta semana, mas a inclusão individual do RE 1.506.410 na sessão de quarta-feira ainda não pôde ser confirmada diretamente no andamento oficial do processo. Portanto, a data deve ser tratada como previsão de julgamento, sujeita a alterações.</p>
<h2>Nova tentativa ocorre depois do adiamento de 14 de outubro</h2>
<p>O caso estava previsto para julgamento em 14 de outubro, às 14h, quando aparecia entre os processos da sessão ordinária do Plenário.</p>
<p>Entretanto, o processo não chegou a ser analisado. O presidente Edson Fachin anunciou novo adiamento, por solicitação da relatora Cármen Lúcia, deixando a discussão novamente sem data definida naquele momento.</p>
<p>O adiamento de outubro sucedeu outra retirada de pauta, ocorrida em 26 de agosto, quando a relatora solicitou prazo para apresentação de contrarrazões pelas partes, diante do reinício da tramitação decorrente do pedido de destaque.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanha os sucessivos adiamentos e as movimentações do processo, que envolve diretamente as condições de atuação de empresas de fretamento e plataformas de viagens.</p>
<p>A nova previsão para 28 de outubro representa a possibilidade de retomada de uma discussão que ainda não teve conclusão definitiva no STF.</p>
<h2>O que os ministros vão decidir</h2>
<p>A discussão envolve principalmente a possibilidade de o Estado de Minas Gerais impor condições específicas para o fretamento intermunicipal e metropolitano, incluindo exigências que afetam modelos de transporte organizados por plataformas digitais.</p>
<p>A legislação mineira estabelece o chamado circuito fechado, pelo qual um grupo previamente definido deve realizar a viagem de ida e retornar à origem, observadas as condições legais.</p>
<p>Também estão em discussão regras relacionadas à identificação dos passageiros, à apresentação antecipada das listas e à proibição da intermediação que envolva a comercialização individualizada de lugares.</p>
<p>Para os defensores dessas exigências, as restrições permitem distinguir o fretamento do transporte regular, submetido a outro regime de autorização e fiscalização.</p>
<p>Já os críticos argumentam que determinadas condições limitam a concorrência, dificultam a utilização de novas tecnologias e restringem a possibilidade de passageiros contratarem viagens por intermédio de plataformas digitais.</p>
<p>A controvérsia envolve ainda a distribuição de competências legislativas entre União e estados.</p>
<p>A decisão poderá estabelecer parâmetros importantes para outras disputas judiciais relacionadas ao fretamento, embora seus efeitos dependam do alcance definido pelo STF.</p>
<h2>Cármen Lúcia e André Mendonça apresentaram posições diferentes</h2>
<p>No julgamento virtual iniciado em outubro de 2025, a relatora Cármen Lúcia votou para receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar provimento ao recurso.</p>
<p>Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin acompanharam a relatora.</p>
<p>André Mendonça pediu vista, interrompendo a análise.</p>
<p>Quando o julgamento foi retomado, em abril de 2026, Mendonça apresentou divergência para declarar inconstitucionais os artigos 3º, 4º e 5º, além do inciso I do artigo 6º e do inciso III do parágrafo único do mesmo artigo da legislação mineira.</p>
<p>São dispositivos que estabelecem exigências relacionadas ao circuito fechado, à identificação dos passageiros e à comercialização de lugares.</p>
<p>Antes da conclusão da votação virtual, Edson Fachin apresentou pedido de destaque, transferindo a discussão para o Plenário presencial.</p>
<p>Por essa razão, os votos anteriormente registrados não representam resultado definitivo, e os ministros deverão se manifestar novamente na sessão presencial.</p>
<h2>O que pode mudar para o passageiro</h2>
<p>O resultado poderá influenciar a oferta de viagens intermunicipais e metropolitanas realizadas por empresas de fretamento em Minas Gerais.</p>
<p>Caso sejam mantidas as restrições, as transportadoras continuarão sujeitas às condições estabelecidas pela legislação estadual, incluindo os dispositivos questionados.</p>
<p>Se parte das regras for declarada inconstitucional, empresas e plataformas poderão ter maior liberdade para organizar determinadas operações, respeitadas as demais exigências legais.</p>
<p>Isso não significa ausência de fiscalização ou liberação irrestrita do transporte de passageiros.</p>
<p>Continuarão aplicáveis as exigências pertinentes à segurança, regularidade das empresas, condições dos veículos e demais obrigações previstas na legislação.</p>
<p>Também é necessário distinguir o transporte intermunicipal e metropolitano, submetido à regulamentação estadual, do transporte interestadual, cuja regulação compete à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).</p>
<p>Para o passageiro, o julgamento envolve questões práticas como disponibilidade de viagens, alternativas de contratação e segurança jurídica dos serviços oferecidos.</p>
<p>Para as empresas, a definição poderá influenciar investimentos, planejamento operacional, modelos de comercialização e concorrência entre diferentes modalidades de transporte.</p>
<h2>Decisão também pode repercutir em outros processos</h2>
<p>A importância da controvérsia ficou evidente em outra discussão recente no STF.</p>
<p>Em outubro, a Primeira Turma registrou empate em um recurso envolvendo Pampulha Viagens e Turismo Ltda. e Viação Sandra Ltda., também relacionado ao setor de transporte em Minas Gerais.</p>
<p>No julgamento do ARE 1.614.744, Flávio Dino e Cármen Lúcia votaram para negar provimento a um agravo interno.</p>
<p>Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin defenderam aguardar a conclusão do RE 1.506.410/MG antes de decidir o recurso.</p>
<p>Com o empate, a análise foi suspensa.</p>
<p>A divergência demonstra que o julgamento da legislação mineira poderá ter relevância para outras controvérsias judiciais, embora cada processo dependa de suas particularidades.</p>
<h2>Expectativa agora é pela confirmação da sessão de quarta-feira</h2>
<p>A nova previsão coloca novamente o caso Buser entre os assuntos de maior interesse para o transporte rodoviário de passageiros na pauta do Supremo.</p>
<p>Entretanto, depois dos sucessivos adiamentos, será necessário acompanhar não apenas a inclusão no calendário, mas também a efetiva chamada do processo para julgamento.</p>
<p>A sessão de quarta-feira está prevista para começar às 14h. A realização do julgamento do RE 1.506.410 dependerá da manutenção do processo na pauta e da organização dos trabalhos do Plenário.</p>
<p>O Diário do Transporte continuará acompanhando a tramitação, especialmente eventuais novos despachos de Cármen Lúcia, decisões de Edson Fachin, alterações no calendário e a possibilidade de conclusão da votação.</p>
<h2>Fretamento e linha regular: quais são as diferenças?</h2>
<p>A distinção entre fretamento e transporte regular é fundamental para compreender os processos judiciais.</p>
<p>O transporte regular oferece viagens ao público em geral, de acordo com regras estabelecidas pelo poder concedente ou regulador. Empresas autorizadas ou contratadas para esse serviço devem observar exigências relacionadas à operação, aos horários, aos itinerários e ao atendimento dos mercados autorizados, conforme o regime jurídico aplicável.</p>
<p>O fretamento, por sua vez, parte da contratação de transporte para um grupo ou finalidade específica. Pode atender excursões, turismo, deslocamentos de trabalhadores, eventos e outras necessidades coletivas. Suas condições variam conforme a modalidade, a área de operação e a regulamentação federal, estadual ou municipal.</p>
<p>A utilização de um aplicativo não altera automaticamente a natureza jurídica do serviço. Uma plataforma pode funcionar como intermediadora de contratação, mas a classificação da operação depende também de como as viagens são organizadas, comercializadas e executadas.</p>
<h3>Tabela 1 — Transporte regular e fretamento de ônibus</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Linha regular</th>
<th>Fretamento</th>
</tr>
<tr>
<td>Natureza do serviço</td>
<td>Transporte coletivo regular oferecido ao público</td>
<td>Transporte contratado para grupo ou finalidade determinada</td>
</tr>
<tr>
<td>Contratação</td>
<td>Passageiro adquire individualmente sua passagem</td>
<td>Contratação coletiva ou por grupo, conforme a modalidade</td>
</tr>
<tr>
<td>Venda de lugares</td>
<td>Individual, como característica do serviço</td>
<td>Venda individual ao público é um dos pontos de controvérsia no fretamento colaborativo</td>
</tr>
<tr>
<td>Horários</td>
<td>Estabelecidos de acordo com as regras da operação autorizada</td>
<td>Definidos conforme a contratação e as exigências da modalidade</td>
</tr>
<tr>
<td>Itinerários</td>
<td>Mercados e trajetos sujeitos à regulamentação</td>
<td>Trajetos vinculados às condições do fretamento</td>
</tr>
<tr>
<td>Frequência</td>
<td>Pode operar continuamente, inclusive com horários habituais</td>
<td>Não pressupõe uma oferta pública regular de viagens</td>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros</td>
<td>Público em geral</td>
<td>Grupo contratado ou previamente definido, conforme as regras aplicáveis</td>
</tr>
<tr>
<td>Embarque e desembarque</td>
<td>Pontos e terminais autorizados</td>
<td>Locais permitidos para a modalidade de fretamento</td>
</tr>
<tr>
<td>Obrigações de atendimento</td>
<td>Pode incluir manutenção de serviços e atendimento de mercados de menor demanda</td>
<td>Não possui, em regra, a mesma obrigação de continuidade de uma linha regular</td>
</tr>
<tr>
<td>Benefícios e gratuidades</td>
<td>Aplicáveis conforme legislação e modalidade</td>
<td>Regras próprias, sem transposição automática dos benefícios do transporte regular</td>
</tr>
<tr>
<td>Fiscalização</td>
<td>Órgão competente pelo serviço regular</td>
<td>Órgão competente pelo fretamento e área de operação</td>
</tr>
<tr>
<td>Principal discussão jurídica</td>
<td>Cumprimento das obrigações de transporte regular</td>
<td>Limite entre contratação coletiva e oferta pública individual de viagens</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A comparação mostra por que as empresas que operam linhas regulares contestam determinadas formas de fretamento intermediado por aplicativos.</p>
<p>Transportadoras regulares argumentam que a exploração de ligações com maior procura pode ajudar a sustentar serviços de menor movimento, dependendo das condições do sistema. Nesse entendimento, permitir a comercialização individual de lugares por empresas de fretamento, sem obrigações equivalentes, provocaria desequilíbrio concorrencial.</p>
<p>Em sentido contrário, plataformas e representantes do fretamento colaborativo sustentam que as restrições reduzem a concorrência, dificultam a entrada de novos operadores e limitam as opções disponíveis aos consumidores. Também questionam regras que obrigam o passageiro a contratar viagens de ida e volta quando necessita apenas de um deslocamento.</p>
<p>Não se trata, portanto, apenas de discutir preços de passagens. A disputa envolve a organização do mercado e a definição de quais obrigações devem acompanhar cada modalidade de transporte.</p>
<h2>Circuito fechado e circuito aberto: entenda o centro da disputa</h2>
<p>No fretamento, uma das principais discussões é a possibilidade de transportar passageiros diferentes nos trajetos de ida e volta.</p>
<p>No circuito fechado, a operação é organizada para um grupo previamente definido, que realiza o deslocamento de ida e retorno conforme as exigências da regulamentação aplicável. Na legislação mineira, a regra é particularmente restritiva porque estabelece condições para a composição do grupo, sua identificação e a realização das viagens.</p>
<p>Já o circuito aberto permite maior flexibilidade na composição dos passageiros. O veículo pode realizar um trajeto levando determinado grupo e retornar com outras pessoas. É justamente essa possibilidade, especialmente quando associada à comercialização individual de lugares ao público, que tem gerado conflitos com as regras do transporte regular.</p>
<h3>Tabela 2 — Circuito fechado e circuito aberto</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Circuito fechado</th>
<th>Circuito aberto</th>
</tr>
<tr>
<td>Composição do grupo</td>
<td>Grupo previamente definido, segundo as regras aplicáveis</td>
<td>Pode haver grupos diferentes em cada trecho</td>
</tr>
<tr>
<td>Viagem de ida</td>
<td>Passageiros relacionados à contratação</td>
<td>Passageiros contratados para aquele deslocamento</td>
</tr>
<tr>
<td>Viagem de volta</td>
<td>Exigência de retorno do grupo conforme a regulamentação</td>
<td>Pode transportar pessoas que não participaram da ida</td>
</tr>
<tr>
<td>Relação de passageiros</td>
<td>Lista nominal e controles conforme a norma aplicável</td>
<td>Composição pode variar entre as viagens</td>
</tr>
<tr>
<td>Contratação apenas da ida</td>
<td>Pode ser incompatível com exigências de retorno do grupo</td>
<td>Pode ser admitida conforme o regime jurídico</td>
</tr>
<tr>
<td>Comercialização individual</td>
<td>Sujeita a restrições próprias do fretamento</td>
<td>Frequentemente associada ao modelo de plataformas, mas sua legalidade é controvertida</td>
</tr>
<tr>
<td>Característica operacional</td>
<td>Transporte contratado para grupo e percurso determinados</td>
<td>Maior flexibilidade no aproveitamento dos trajetos</td>
</tr>
<tr>
<td>Ponto de conflito</td>
<td>Obrigação de manter o grupo e respeitar a organização contratada</td>
<td>Aproximação com serviços regulares quando há oferta pública de assentos</td>
</tr>
<tr>
<td>Situação em Minas Gerais</td>
<td>Modelo exigido pela Lei nº 23.941/2021</td>
<td>Sujeito às restrições da legislação questionada no STF</td>
</tr>
<tr>
<td>Principal argumento favorável</td>
<td>Diferenciação entre fretamento e transporte regular</td>
<td>Liberdade de contratação, concorrência e opções para o passageiro</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>É importante observar que circuito aberto e transporte regular não são expressões automaticamente equivalentes. O transporte regular possui um regime jurídico próprio. Já o circuito aberto descreve uma característica da organização dos deslocamentos.</p>
<p>O conflito aparece quando o fretamento em circuito aberto reúne elementos típicos de uma linha regular, como oferta permanente de viagens, horários habituais, itinerários repetidos e comercialização individual de assentos.</p>
<p>Da mesma forma, a discussão sobre a obrigatoriedade do circuito fechado não elimina outras exigências legais do fretamento, incluindo segurança, habilitação dos motoristas, regularidade das empresas e condições dos veículos.</p>
<h2>Decisões conflitantes: STJ considera irregular modelo de circuito aberto, mas STF libera operações no Paraná</h2>
<p>Um dos aspectos mais relevantes da controvérsia é que decisões judiciais com consequências práticas diferentes atingiram o mesmo mercado, inclusive em processos relacionados à atuação da Buser.</p>
<p>Em 18 de junho de 2024, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu, por unanimidade, que o modelo analisado de fretamento interestadual intermediado por plataforma digital, com anúncio e cobrança individual de passagens, configurava prestação irregular de transporte rodoviário de passageiros.</p>
<p>O julgamento ocorreu no Recurso Especial nº 2.093.778/PR, sob relatoria do ministro Mauro Campbell Marques.</p>
<p>O STJ entendeu que a atividade apresentava características de circuito aberto e configurava concorrência desleal em relação às transportadoras regulares. A decisão foi proferida em disputa iniciada pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina (Fepasc).</p>
<p>O entendimento representou uma vitória jurídica para as empresas de linhas regulares, que sustentavam que a utilização de transportadoras cadastradas como fretadoras não autorizava a oferta individual de passagens em condições semelhantes às de uma linha regular.</p>
<p>Entretanto, em 28 de julho de 2026, o STF adotou uma medida com efeito prático diferente no mesmo conflito.</p>
<p>O ministro Nunes Marques concedeu liminar na Petição nº 16.160 para suspender os efeitos da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que impedia operações da Buser com origem ou destino no Paraná.</p>
<p>A medida permitiu a retomada das atividades abrangidas pela proibição até que o Supremo examine o recurso extraordinário apresentado pela empresa.</p>
<p>Na decisão, o ministro considerou que a ausência de regulamentação específica para determinada atividade econômica não significa, por si só, que ela deva ser proibida.</p>
<p>Nunes Marques também destacou o potencial da concorrência para estimular inovação, reduzir custos e ampliar as opções de transporte para a população.</p>
<p>Segundo dados apresentados no processo e reproduzidos pelo STF, a Buser intermediou mais de 1,3 milhão de viagens entre 2018 e 2026, com aproximadamente 27,5 milhões de passageiros transportados. A plataforma também informou que 62% de seus usuários possuem renda de até três salários mínimos e que 50,8% não têm automóvel.</p>
<p>É necessário fazer uma distinção jurídica: a liminar de Nunes Marques não representa a declaração definitiva de legalidade de todo o modelo de fretamento colaborativo no Brasil, assim como não significa que o entendimento do STJ tenha sido automaticamente eliminado.</p>
<p>Trata-se de uma decisão provisória, em processo específico, submetida a posterior apreciação do Supremo.</p>
<p>Ainda assim, o contraste é significativo. Uma decisão judicial considerou irregular o modelo examinado, enquanto outra permitiu a retomada de operações anteriormente proibidas.</p>
<h3>São Paulo e Rio de Janeiro também tiveram decisões em sentidos opostos</h3>
<p>A divergência não ficou restrita aos tribunais superiores.</p>
<p>Em reportagem publicada em 18 de abril de 2026, o Diário do Transporte mostrou que duas decisões proferidas na mesma semana haviam apresentado posicionamentos diferentes sobre o fretamento intermediado por aplicativos.</p>
<p>Em São Paulo, a juíza Maricy Maraldi, da 10ª Vara da Fazenda Pública, decidiu, em 14 de abril, em processo movido pela Pássaro Marron contra a Buser, que a intermediação tecnológica não poderia justificar a prestação de serviços com características de transporte regular sem observar as exigências correspondentes.</p>
<p>A decisão também determinou atuação fiscalizatória da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).</p>
<p>A magistrada considerou que a oferta individual de lugares ao público por meio de aplicativo não deixava de apresentar características de comercialização de passagens apenas porque a operação era realizada por empresas cadastradas na modalidade de fretamento.</p>
<p>Já no Rio de Janeiro, em decisão também de 14 de abril de 2026, a Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça adotou entendimento favorável à atuação da plataforma.</p>
<p>No caso, relacionado a questionamentos apresentados pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Sinterj), prevaleceram argumentos relacionados à livre iniciativa e à livre concorrência.</p>
<p>O desembargador relator André Ribeiro considerou que a atuação estatal não poderia criar obstáculos indevidos à competição entre agentes econômicos.</p>
<p>Esses julgamentos mostram que a mesma discussão pode receber respostas diferentes dependendo da legislação examinada, das características da operação e dos fundamentos considerados pelos magistrados.</p>
<p>Não significa necessariamente que todas as decisões sejam juridicamente incompatíveis, uma vez que processos distintos podem envolver regulamentações e fatos diferentes. Entretanto, suas consequências para a atividade econômica podem ser conflitantes.</p>
<p>Para uma empresa de fretamento ou uma plataforma que pretende investir em várias regiões do país, a existência de entendimentos diferentes dificulta o planejamento operacional.</p>
<p>Para o passageiro, a consequência pode ser a disponibilidade de determinados serviços em uma localidade e a restrição de operações semelhantes em outra.</p>
<h2>O que está em jogo para quem viaja de ônibus</h2>
<p>Para o passageiro, os efeitos da disputa podem ser percebidos antes mesmo da compra da passagem.</p>
<p>Uma decisão judicial pode interferir na oferta de viagens para determinada cidade, na possibilidade de escolher entre diferentes empresas e na disponibilidade de serviços em horários específicos.</p>
<p>Também pode afetar a organização da viagem de retorno. No circuito fechado, a obrigação de manter o grupo nos trajetos de ida e volta pode não corresponder à necessidade de quem pretende permanecer mais tempo no destino ou realizar somente um dos deslocamentos.</p>
<p>Já para os operadores regulares, a disputa está relacionada à possibilidade de manter serviços sujeitos a obrigações de continuidade, atendimento e fiscalização sem enfrentar concorrência de atividades que, segundo as empresas, apresentam características equivalentes, mas custos regulatórios diferentes.</p>
<p>Independentemente do resultado judicial, os passageiros precisam ter clareza sobre a empresa efetivamente responsável pelo transporte, as condições de embarque, os direitos em caso de cancelamento e os canais de atendimento.</p>
<p>A ampliação da concorrência e a preservação da regularidade do serviço não são objetivos necessariamente incompatíveis. A definição de regras claras é importante para que ambos possam ser considerados na organização do mercado.</p>
<h2>Cronologia: entenda, ponto a ponto, a disputa sobre o fretamento por aplicativos</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Data</th>
<th>Fato e consequência</th>
</tr>
<tr>
<td>24 de setembro de 2021</td>
<td>Minas Gerais aprova a Lei nº 23.941, estabelecendo regras para o fretamento intermunicipal e metropolitano, incluindo restrições relacionadas ao circuito fechado.</td>
</tr>
<tr>
<td>17 de novembro de 2021</td>
<td>Assembleia Legislativa de Minas Gerais rejeita vetos do governador a dispositivos da lei, restabelecendo exigências contestadas pelas plataformas.</td>
</tr>
<tr>
<td>2022</td>
<td>A legislação mineira passa a ser objeto de disputa judicial sobre a constitucionalidade das restrições ao fretamento.</td>
</tr>
<tr>
<td>18 de junho de 2024</td>
<td>Segunda Turma do STJ julga o REsp 2.093.778/PR e considera irregular o modelo examinado de fretamento interestadual em circuito aberto com comercialização individualizada de passagens.</td>
</tr>
<tr>
<td>13 de dezembro de 2024</td>
<td>É publicada decisão do STF que restabelece a eficácia de dispositivos da lei mineira anteriormente suspensos no curso da disputa judicial.</td>
</tr>
<tr>
<td>13 de outubro de 2025</td>
<td>Ministra Cármen Lúcia nega provimento ao recurso do Partido Novo, preservando o entendimento favorável à legislação mineira.</td>
</tr>
<tr>
<td>21 de outubro de 2025</td>
<td>Partido Novo apresenta embargos de declaração contra a decisão.</td>
</tr>
<tr>
<td>31 de outubro a 10 de novembro de 2025</td>
<td>No julgamento virtual, Cármen Lúcia vota pela manutenção da decisão, acompanhada por Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. André Mendonça pede vista.</td>
</tr>
<tr>
<td>17 a 28 de abril de 2026</td>
<td>André Mendonça apresenta divergência favorável à inconstitucionalidade parcial da legislação. Edson Fachin pede destaque para julgamento presencial.</td>
</tr>
<tr>
<td>14 de abril de 2026</td>
<td>Decisão da Justiça paulista restringe a intermediação de viagens com características de transporte regular por empresas de fretamento.</td>
</tr>
<tr>
<td>14 de abril de 2026</td>
<td>No Rio de Janeiro, a Sexta Câmara de Direito Público adota entendimento favorável à atuação de plataforma de fretamento, com fundamentos na livre iniciativa e na concorrência.</td>
</tr>
<tr>
<td>28 de julho de 2026</td>
<td>STF divulga liminar de Nunes Marques que suspende a proibição das operações da Buser abrangidas por decisão do TRF-4 no Paraná.</td>
</tr>
<tr>
<td>25 e 26 de agosto de 2026</td>
<td>Cármen Lúcia indica a necessidade de adiamento do julgamento para assegurar manifestação das partes após a retomada do processo no Plenário presencial.</td>
</tr>
<tr>
<td>5 de outubro de 2026</td>
<td>STF inclui novamente o caso na programação de julgamentos de outubro.</td>
</tr>
<tr>
<td>13 de outubro de 2026</td>
<td>Relatora indefere pedidos de ingresso da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) e da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Minas Gerais (Fettrominas) como amici curiae, recebendo suas manifestações como memoriais.</td>
</tr>
<tr>
<td>14 de outubro de 2026</td>
<td>Processo volta à pauta do STF, mas não é chamado para votação.</td>
</tr>
<tr>
<td>27 de outubro de 2026</td>
<td>Sem conclusão confirmada do julgamento do mérito pelo Plenário do STF nas informações disponíveis, permanece a indefinição sobre a constitucionalidade das restrições mineiras.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A trajetória mostra que o conflito atravessa diferentes instâncias judiciais e envolve tanto questões constitucionais quanto a interpretação das normas administrativas de transporte.</p>
<p>O julgamento do STF poderá representar um passo importante para esclarecer parte dessas divergências. Entretanto, a construção de um ambiente regulatório mais previsível também dependerá da legislação aplicável, da atuação dos órgãos fiscalizadores e da definição das responsabilidades dos diferentes modelos de operação.</p>
<p>Enquanto isso, o setor continua diante de uma situação na qual decisões favoráveis e contrárias à atuação de plataformas digitais produzem consequências diferentes para empresas e passageiros, de acordo com o serviço e a região envolvidos.</p>
<h1><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></h1>
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  <item>
    <title>Artesp convoca empresas para assumir 257 ligações de ônibus entre cidades de SP; veja lista completa dos trechos</title>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 09:01:07 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Chamamento publicado nesta terça-feira (27) contempla 42 municípios de origem e abre prazo de 15 dias para transportadoras apresentarem propostas de atendimento emergencial; regiões de Adamantina, Dracena, Araçatuba e São José do Rio Preto estão entre as mais presentes na relação ADAMO BAZANI A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) abriu nesta [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="753" height="560" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6956.jpg?fit=753%2C560&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6956.jpg?w=753&amp;ssl=1 753w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6956.jpg?resize=300%2C223&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6956.jpg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6956.jpg?resize=400%2C297&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 753px) 100vw, 753px" /> <p><em>Chamamento publicado nesta terça-feira (27) contempla 42 municípios de origem e abre prazo de 15 dias para transportadoras apresentarem propostas de atendimento emergencial; regiões de Adamantina, Dracena, Araçatuba e São José do Rio Preto estão entre as mais presentes na relação</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) abriu nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, um chamamento público para selecionar empresas interessadas em assumir, emergencialmente, 257 ligações de ônibus entre municípios paulistas que estão desatendidas pelo transporte coletivo intermunicipal regular. As transportadoras terão prazo máximo de 15 dias, contado da publicação, para informar os trechos que pretendem operar e apresentar suas propostas de atendimento. A relação, conferida pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, abrange 42 municípios de origem e concentra parte expressiva das ligações no oeste e noroeste do Estado.</p>
<p>O procedimento poderá resultar na recomposição de serviços de ônibus entre cidades do interior e destinos como Guarulhos, Santos, Sorocaba, Marília, Ourinhos e Botucatu. Para a população, a medida representa a possibilidade de voltar a contar com viagens regulares em deslocamentos hoje classificados como desatendidos. Para as transportadoras, abre oportunidades em mercados regionais que passaram por mudanças de operação e disputas entre empresas nos últimos anos. A escolha levará em consideração as exigências regulatórias, a qualidade operacional dos serviços e a disponibilidade de veículos mais novos quando houver concorrência entre interessadas.</p>
<h3>Como as empresas poderão assumir os trechos</h3>
<p>A convocação foi publicada pela Superintendência de Transporte Coletivo da Artesp, com fundamento no regulamento estadual do transporte rodoviário intermunicipal, estabelecido pelo Decreto nº 29.913, de 1989.</p>
<p>As empresas interessadas deverão encaminhar manifestação formal à agência, indicando expressamente os trechos pretendidos e apresentando a respectiva proposta de atendimento.</p>
<p>O envio será realizado exclusivamente pelo sistema de peticionamento eletrônico SEI do Governo do Estado de São Paulo.</p>
<p>O prazo estabelecido é de 15 dias a partir da publicação desta terça-feira, respeitadas as regras administrativas de contagem.</p>
<p>A Artesp também estabeleceu critérios para situações em que mais de uma empresa demonstre interesse em ligações coincidentes ou semelhantes.</p>
<p>Nesses casos, serão consideradas a qualidade operacional dos serviços prestados e a disponibilidade de frota mais nova, buscando melhores condições de atendimento aos passageiros.</p>
<p>Os veículos destinados às operações deverão cumprir as especificações técnicas aplicáveis ao Serviço Regular Intermunicipal de Transporte Coletivo, de acordo com as características da modalidade e as demais exigências regulamentares.</p>
<p>A convocação representa o início do procedimento de escolha. A definição das empresas, dos horários, das frequências e das condições efetivas de operação dependerá da avaliação das propostas pela Artesp.</p>
<h3>Oeste e noroeste paulista concentram parte importante das ligações</h3>
<p>A relação publicada pela agência envolve municípios que desempenham papéis diferentes na rede rodoviária paulista.</p>
<p>Há cidades de pequeno porte cujos moradores dependem das ligações intermunicipais para chegar a hospitais, escolas, universidades, locais de trabalho e serviços públicos concentrados em centros maiores.</p>
<p>Também aparecem municípios que funcionam como polos de conexão e redistribuição de viagens, como Araçatuba, Bauru, Marília, Ourinhos e São José do Rio Preto.</p>
<p>Entre os municípios de origem com mais pares de cidades relacionados pela agência, Santa Mercedes aparece com 18, seguida por Penápolis, com 15, Birigui, com 14, José Bonifácio, com 12, e São José do Rio Preto, com 11.</p>
<p>Castilho reúne dez ligações. Araçatuba, Echaporã, Ourinhos e Rinópolis aparecem com nove cada uma.</p>
<p>A presença de destinos como Guarulhos, Santos e Sorocaba também chama a atenção porque envolve deslocamentos que vão além da circulação entre municípios vizinhos.</p>
<p>Para quem precisa viajar a outras regiões do Estado, a existência de serviços diretos pode reduzir a necessidade de conexões, espera em terminais e despesas adicionais. Esse benefício dependerá da efetiva implantação das ligações e dos horários definidos.</p>
<h3>Histórico: disputa pelas linhas de Adamantina, Expresso Adamantina e Rápido Linense</h3>
<p>O mercado intermunicipal paulista já passou por processos recentes de redistribuição de operações, especialmente nas regiões de Adamantina, Tupã e Lins.</p>
<p>Em 2024, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanhou o processo de seleção emergencial envolvendo 50 linhas anteriormente vinculadas à Viação Adamantina de Transportes, à Expresso Adamantina e à Rápido Linense.</p>
<p>O conjunto era composto por 30 linhas relacionadas à Viação Adamantina, 15 à Expresso Adamantina e cinco à Rápido Linense.</p>
<p>A reorganização envolveu a Viação Piracicabana, integrante do Grupo Comporte, e a Guerino Seiscento, empresa sediada em Tupã.</p>
<p>A disputa chegou à Justiça após questionamentos apresentados pela Guerino Seiscento sobre o procedimento de seleção e seus critérios.</p>
<p>Houve suspensão judicial temporária, seguida de decisão da 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo que permitiu a continuidade do processo.</p>
<p>Em julho de 2024, conforme a cobertura do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, Guerino Seiscento e Piracicabana foram indicadas para assumir as operações daquele conjunto de 50 linhas, distribuídas de acordo com os grupos de serviços anteriormente vinculados às transportadoras.</p>
<p>O episódio demonstra a complexidade da redistribuição de linhas intermunicipais, que envolve viabilidade econômica, capacidade operacional, situação regulatória e interesse das empresas.</p>
<p>O chamamento de outubro de 2026 é um novo procedimento, com uma relação própria de municípios e trechos.</p>
<h3>Empresas tradicionais e características do mercado regional</h3>
<p>As regiões incluídas no chamamento possuem histórico de atuação de diferentes transportadoras, tanto em serviços intermunicipais regionais quanto em viagens rodoviárias mais longas.</p>
<p>Na Nova Alta Paulista, a Expresso Adamantina e a Viação Adamantina de Transportes tiveram participação importante no atendimento entre cidades do oeste paulista.</p>
<p>A Guerino Seiscento, com sede em Tupã, também faz parte da história dos transportes rodoviários da região, com atuação em mercados intermunicipais e serviços de maior distância.</p>
<p>Na região de Lins, a Rápido Linense esteve entre as operadoras cujas linhas integraram o processo emergencial de 2024.</p>
<p>A Viação Piracicabana, ligada ao Grupo Comporte, participou da reorganização daqueles serviços, enquanto a Reunidas Paulista é uma das empresas tradicionais do transporte rodoviário em áreas do interior paulista, incluindo o noroeste do Estado.</p>
<p>Essas referências ajudam a explicar a formação histórica do mercado, mas a presença de uma transportadora em determinada região não representa manifestação de interesse no novo chamamento.</p>
<p>A identificação das empresas candidatas dependerá dos documentos apresentados à Artesp.</p>
<p>Outro aspecto importante é que a agência relaciona pares de municípios, e não necessariamente operações com as mesmas características.</p>
<p>Algumas ligações poderão demandar viagens de maior distância, enquanto outras poderão ter perfil predominantemente regional.</p>
<p>A viabilidade de cada serviço dependerá da demanda, da estrutura disponível, da capacidade dos operadores e das condições de atendimento definidas pela agência.</p>
<h3>RELAÇÃO COMPLETA DOS 257 TRECHOS</h3>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> reproduz, a seguir, todos os pares de municípios constantes do chamamento da Artesp, agrupados por cidade de origem.</p>
<p>A tabela foi recontada individualmente, preservando as denominações das localidades e a quantidade de destinos para cada município.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Município de origem</th>
<th>Quantidade</th>
<th>Destinos contemplados</th>
</tr>
<tr>
<td>Adamantina</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Andradina</td>
<td>5</td>
<td>Botucatu; Guarulhos; Marília; Ourinhos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Araçatuba</td>
<td>9</td>
<td>Botucatu; Flórida Paulista; Guarulhos; Lucélia; Marília; Ourinhos; Parapuã; Rinópolis; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Araraquara</td>
<td>3</td>
<td>Batatais; Franca; Sertãozinho</td>
</tr>
<tr>
<td>Assis</td>
<td>8</td>
<td>Batatais; Franca; Itápolis; Jaboticabal; Ribeirão Preto; São José do Rio Preto; Sertãozinho; Taquaritinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Barbosa</td>
<td>4</td>
<td>Assis; Paraguaçu Paulista; Quatá; Queiroz</td>
</tr>
<tr>
<td>Bastos</td>
<td>4</td>
<td>Botucatu; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Bauru</td>
<td>4</td>
<td>Batatais; Franca; Guarulhos; Sertãozinho</td>
</tr>
<tr>
<td>Birigui</td>
<td>14</td>
<td>Adamantina; Botucatu; Dracena; Flórida Paulista; Guarulhos; Junqueirópolis; Lucélia; Marília; Osvaldo Cruz; Ourinhos; Pacaembu; Parapuã; Rinópolis; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Botucatu</td>
<td>2</td>
<td>Guarulhos; Santos</td>
</tr>
<tr>
<td>Castilho</td>
<td>10</td>
<td>Araçatuba; Bauru; Birigui; Botucatu; Guarulhos; Lins; Marília; Ourinhos; Penápolis; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Dracena</td>
<td>5</td>
<td>Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Echaporã</td>
<td>9</td>
<td>Batatais; Franca; Ibitinga; Itápolis; Jaboticabal; Ribeirão Preto; São José do Rio Preto; Sertãozinho; Taquaritinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Flórida Paulista</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Ibitinga</td>
<td>3</td>
<td>Batatais; Franca; Sertãozinho</td>
</tr>
<tr>
<td>Inúbia Paulista</td>
<td>5</td>
<td>Bauru; Botucatu; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Irapuru</td>
<td>4</td>
<td>Botucatu; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Itápolis</td>
<td>2</td>
<td>Batatais; Franca</td>
</tr>
<tr>
<td>Jaboticabal</td>
<td>2</td>
<td>Batatais; Franca</td>
</tr>
<tr>
<td>Jaú</td>
<td>6</td>
<td>Batatais; Franca; Jaboticabal; Ribeirão Preto; Sertãozinho; Taquaritinga</td>
</tr>
<tr>
<td>José Bonifácio</td>
<td>12</td>
<td>Adamantina; Assis; Castilho; Dracena; Flórida Paulista; Junqueirópolis; Lucélia; Pacaembu; Paraguaçu Paulista; Quatá; Queiroz; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Junqueirópolis</td>
<td>5</td>
<td>Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Lins</td>
<td>2</td>
<td>Botucatu; Guarulhos</td>
</tr>
<tr>
<td>Lucélia</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Marília</td>
<td>3</td>
<td>Batatais; Franca; Guarulhos</td>
</tr>
<tr>
<td>Osvaldo Cruz</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Ourinhos</td>
<td>9</td>
<td>Araraquara; Batatais; Franca; Jaboticabal; Jaú; Pederneiras; Ribeirão Preto; Sertãozinho; Taquaritinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Pacaembu</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Panorama</td>
<td>6</td>
<td>Bastos; Botucatu; Guarulhos; Inúbia Paulista; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Parapuã</td>
<td>6</td>
<td>Andradina; Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Paulicéia</td>
<td>6</td>
<td>Bastos; Botucatu; Guarulhos; Inúbia Paulista; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Pederneiras</td>
<td>6</td>
<td>Batatais; Franca; Jaboticabal; Ribeirão Preto; Sertãozinho; Taquaritinga</td>
</tr>
<tr>
<td>Penápolis</td>
<td>15</td>
<td>Adamantina; Assis; Botucatu; Dracena; Flórida Paulista; Guarulhos; Junqueirópolis; Lucélia; Marília; Ourinhos; Pacaembu; Paraguaçu Paulista; Quatá; Queiroz; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Pompéia</td>
<td>4</td>
<td>Botucatu; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Queiroz</td>
<td>3</td>
<td>Assis; Paraguaçu Paulista; Quatá</td>
</tr>
<tr>
<td>Rinópolis</td>
<td>9</td>
<td>Adamantina; Andradina; Castilho; Dracena; Flórida Paulista; Junqueirópolis; Lucélia; Pacaembu; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Santa Mercedes</td>
<td>18</td>
<td>Adamantina; Bastos; Bauru; Botucatu; Flórida Paulista; Guarulhos; Inúbia Paulista; Irapuru; Junqueirópolis; Lucélia; Marília; Osvaldo Cruz; Pacaembu; Parapuã; Pompéia; Santos; Sorocaba; Tupã</td>
</tr>
<tr>
<td>São José do Rio Preto</td>
<td>11</td>
<td>Adamantina; Castilho; Dracena; Flórida Paulista; Junqueirópolis; Lucélia; Pacaembu; Paraguaçu Paulista; Quatá; Queiroz; Tupi Paulista</td>
</tr>
<tr>
<td>Sertãozinho</td>
<td>2</td>
<td>Batatais; Franca</td>
</tr>
<tr>
<td>Taquaritinga</td>
<td>2</td>
<td>Batatais; Franca</td>
</tr>
<tr>
<td>Tupã</td>
<td>4</td>
<td>Botucatu; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Tupi Paulista</td>
<td>5</td>
<td>Botucatu; Castilho; Guarulhos; Santos; Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>TOTAL</strong></td>
<td><strong>257</strong></td>
<td><strong>42 municípios de origem</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>Quantidade de trechos e o que significa estar na relação</h3>
<p>O levantamento contempla 257 pares de municípios, agrupados segundo a cidade apresentada na primeira coluna do documento oficial.</p>
<p>Isso não significa que todos os trechos terão necessariamente uma operação independente, com empresa e ônibus exclusivos.</p>
<p>A organização das viagens dependerá das propostas das transportadoras, da avaliação da Artesp e das condições de cada mercado.</p>
<p>A relação também não estabelece antecipadamente quais ligações terão maior frequência ou quando os serviços poderão começar.</p>
<p>Essas definições serão importantes para avaliar os efeitos concretos do chamamento na vida dos passageiros.</p>
<h3>Próximos passos e impactos para os passageiros</h3>
<p>Depois do encerramento do prazo para manifestação de interesse, a Artesp deverá analisar as propostas apresentadas pelas transportadoras e definir os encaminhamentos para o atendimento emergencial.</p>
<p>O resultado poderá alterar a oferta de viagens intermunicipais em diferentes regiões, com possíveis reflexos sobre horários, conexões e alternativas de deslocamento.</p>
<p>Para quem depende de ônibus entre cidades pequenas e centros regionais, a recomposição de serviços pode representar uma melhoria importante no acesso a trabalho, ensino, saúde e outros serviços.</p>
<p>Para as transportadoras, a seleção representará uma oportunidade de atuação em novos mercados, acompanhada das responsabilidades regulatórias e operacionais previstas para o serviço.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> continuará acompanhando a apresentação das propostas, a escolha das empresas e a definição das operações para os trechos relacionados pela Artesp.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Linha 8-Diamante retoma operação normal nesta terça-feira (27)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/linha-8-diamante-retoma-operacao-normal-nesta-terca-feira-27/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 08:32:45 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Circulação aconteceu com velocidade reduzida e maior tempo de parada no início da operação devido a problemas ARTHUR FERRARI Quem utiliza a linha 8-Diamante de trens metropolitanos em São Paulo enfrentou dificuldades das 4h10 às 5h23 desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, durante problemas que geraram restrições na operação. Os trens circularam com velocidade [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="684" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/unnamed-2-2-e1750181781693.jpg?fit=1024%2C684&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Circulação aconteceu com velocidade reduzida e maior tempo de parada no início da operação devido a problemas</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Quem utiliza a linha 8-Diamante de trens metropolitanos em São Paulo enfrentou dificuldades das 4h10 às 5h23 desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, durante problemas que geraram restrições na operação.</p>
<p>Os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada, com o trecho entre as estações Julio Prestes e Palmeiras-Barra Funda sendo o mais afetado.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> procurou a ViaMobilidade, concessionária responsável pela linha, que disse por meio de nota que a operação foi normalizada após conclusão de manutenção corretiva no sistema de sinalização.</p>
<p><strong>Nota da ViaMobilidade na íntegra</strong></p>
<p><em>&#8220;A ViaMobilidade informa que a circulação de trens na Linha 8-Diamante foi normalizada no trecho entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Júlio Prestes, após a conclusão da manutenção corretiva no sistema de sinalização. A operação segue regular em toda a linha</em>.&#8221;</p>
<p>A linha também sofreu com problemas na noite de segunda-feira (26), com necessidade de manutenção corretiva emergencial.</p>
<p><strong>Relembre</strong></p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/linha-8-diamante-sofre-impacto-pontual-na-operacao-desta-segunda-feira-26/">https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/linha-8-diamante-sofre-impacto-pontual-na-operacao-desta-segunda-feira-26/</a></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Viação Guaianazes tem mais R$ 28,5 milhões selecionados pelo Novo PAC para compra de ônibus em Santo André (SP); empresa lidera renovações do Promobi</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/viacao-guaianazes-tem-mais-r-285-milhoes-selecionados-pelo-novo-pac-para-compra-de-onibus-em-santo-andre-sp-empresa-lidera-renovacoes-do-promobi/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 08:01:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Agente financeiro é o Banco Traton, ligado à Volkswagen. Empresa já utilizou financiamento federal para modernizar a frota e participa, com a prefeitura, de mudanças no atendimento, como a Circular da Saúde, linha que alcançou 91% de aprovação ADAMO BAZANI A Viação Guaianazes, maior operadora de ônibus municipais de Santo André (SP), no ABC Paulista, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="571" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?fit=1024%2C571&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?w=1400&amp;ssl=1 1400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?resize=1024%2C571&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?resize=768%2C428&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/crritlll.jpg?resize=400%2C223&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Agente financeiro é o Banco Traton, ligado à Volkswagen. Empresa já utilizou financiamento federal para modernizar a frota e participa, com a prefeitura, de mudanças no atendimento, como a Circular da Saúde, linha que alcançou 91% de aprovação</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Viação Guaianazes, maior operadora de ônibus municipais de Santo André (SP), no ABC Paulista, teve uma nova proposta de financiamento de R$ 28,5 milhões selecionada pelo Ministério das Cidades para aquisição de ônibus zero quilômetro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, e faz parte do Novo PAC Mobilidade Urbana, na modalidade de renovação de frota com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O agente financeiro indicado é o Banco Traton Brasil<em>, ligado à Volkswagen</em>. O investimento representa a possibilidade de continuidade das renovações realizadas pela companhia, que já havia utilizado recursos federais para comprar ônibus novos e lidera a modernização da frota dentro do Promobi, programa municipal anunciado pelo prefeito Gilvan Ferreira.</p>
<p>Administrada pelos empresários Danilo Fernandes e Lidiane Fernandes, a Viação Guaianazes passa por uma fase de investimentos em veículos, qualificação do atendimento e participação na reorganização de serviços do transporte coletivo. Além de liderar as compras de ônibus novos do Promobi, a empresa opera ligações como a B45 Circular da Saúde, entre o Hospital Estadual Mário Covas, no Bairro Paraíso, e a região da Vila Luzita e do Jardim Represa. Criada após anos de reivindicações dos moradores, inclusive com abaixo-assinado, a linha recebeu 91% de aprovação em pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas e se tornou uma referência de como informações sobre os deslocamentos das pessoas podem ser utilizadas para melhorar os itinerários.</p>
<p>A nova seleção federal permite à empresa prosseguir com seu planejamento de investimentos, sujeito às etapas necessárias para contratação do financiamento.</p>
<h2>Novo financiamento chega depois de compra de 25 ônibus Mascarello/Mercedes-Benz pelo PAC</h2>
<p>A seleção consta da Portaria nº 1.460, de 26 de outubro de 2026, do Ministério das Cidades, assinada por Antonio Vladimir Moura Lima e publicada nesta terça-feira.</p>
<p>O enquadramento é no Novo PAC Mobilidade Urbana, subeixo Renovação de Frota, setor privado, por meio do Pró-Transporte, programa que utiliza recursos do FGTS para financiar investimentos relacionados ao transporte coletivo.</p>
<p>A proposta selecionada apresenta os seguintes dados:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Informação</th>
<th>Dados da nova seleção</th>
</tr>
<tr>
<td>Empresa</td>
<td>Viação Guaianazes de Transporte Ltda.</td>
</tr>
<tr>
<td>CNPJ</td>
<td>03.480.200/0001-87</td>
</tr>
<tr>
<td>Município</td>
<td>Santo André (SP)</td>
</tr>
<tr>
<td>Finalidade</td>
<td>Aquisição de ônibus para transporte público coletivo urbano</td>
</tr>
<tr>
<td>Programa</td>
<td>Novo PAC Mobilidade Urbana</td>
</tr>
<tr>
<td>Modalidade</td>
<td>Pró-Transporte / Renovação de Frota</td>
</tr>
<tr>
<td>Origem dos recursos</td>
<td>FGTS</td>
</tr>
<tr>
<td>Agente financeiro</td>
<td>Banco Traton Brasil S.A.</td>
</tr>
<tr>
<td>Valor selecionado</td>
<td>R$ 28.500.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Publicação</td>
<td>27 de outubro de 2026</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O financiamento pode permitir a substituição de ônibus antigos por veículos mais novos, com efeitos sobre conforto, acessibilidade, confiabilidade e manutenção. A dimensão desses benefícios dependerá da frota efetivamente adquirida e das condições de operação.</p>
<p>A nova seleção ocorre pouco mais de um ano depois de outra operação de financiamento federal da empresa, acompanhada em primeira mão pelo Diário do Transporte.</p>
<p>Em junho de 2025, a Viação Guaianazes confirmou a formalização de uma operação de R$ 19 milhões pelo PAC, na modalidade Refrota, para aquisição de 25 ônibus zero quilômetro Mascarello GranVia, com chassis Mercedes-Benz OF-1721, motores Euro 6 e ar-condicionado.</p>
<p>Na ocasião, o agente financeiro era o Banco Mercedes-Benz. Os ônibus começaram a chegar à garagem em 25 de agosto daquele ano e foram apresentados em setembro.</p>
<p>Os veículos receberam equipamentos de conforto e segurança, como ar-condicionado, tomadas USB, conexão wi-fi, câmeras de monitoramento, vidros com tratamento contra raios ultravioleta e equipamentos de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.</p>
<p>O desenho dos corredores internos também foi apontado pela empresa como uma das melhorias para facilitar a circulação dos passageiros.</p>
<p>Os motores Euro 6 atendem a exigências mais recentes de controle de emissões de poluentes atmosféricos em comparação com gerações anteriores de veículos a diesel.</p>
<p>Considerando os R$ 19 milhões anunciados em 2025 e os R$ 28,5 milhões selecionados agora, as duas operações representam R$ 47,5 milhões em financiamentos federais relacionados à renovação da frota. Trata-se da soma de operações em estágios distintos: a primeira vinculada a uma compra realizada e a segunda ainda em fase de seleção.</p>
<h2>Guaianazes lidera a renovação de frota do Promobi em Santo André</h2>
<p>A nova operação está inserida em um programa mais amplo de modernização do transporte coletivo de Santo André.</p>
<p>Em 11 de abril de 2025, o prefeito Gilvan Ferreira anunciou o Promobi, com previsão de investimentos de aproximadamente R$ 256,42 milhões até o final de 2028.</p>
<p>Desse total, cerca de R$ 200 milhões foram destinados à renovação da frota municipal, com a perspectiva inicial de aquisição de aproximadamente 200 ônibus zero quilômetro.</p>
<p>A proposta também contemplava melhorias de infraestrutura, tecnologia e atendimento aos passageiros, incluindo modernização do aplicativo de informações sobre horários e localização dos ônibus, instalação de 75 abrigos e reformas de outros 300 pontos de parada.</p>
<p>A renovação de veículos envolve operadoras do sistema municipal, mas a Viação Guaianazes assumiu posição de destaque no primeiro ciclo de investimentos.</p>
<p>No balanço divulgado ao final de 2025, a Prefeitura de Santo André informou que a companhia havia comprado 51 ônibus novos com ar-condicionado pelo Promobi.</p>
<p>Outros 20 coletivos zero quilômetro foram incorporados pela Suzantur, operadora do sistema tronco-alimentado de Vila Luzita, sem ar-condicionado, mas com equipamentos de circulação interna de ar.</p>
<p>A Viação Vaz, também integrante do atendimento municipal, incorporou veículos seminovos naquele período.</p>
<p>Dessa forma, a Guaianazes respondeu por 51 dos 71 ônibus efetivamente zero quilômetro informados no balanço municipal, equivalentes a aproximadamente 72% das novas unidades, considerando as aquisições divulgadas naquele momento.</p>
<p>A empresa lidera o Consórcio União Santo André, responsável pelo lote 1 de linhas municipais, e é a maior operadora de ônibus da cidade.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador do Promobi</th>
<th>Informação divulgada</th>
</tr>
<tr>
<td>Anúncio do programa</td>
<td>11 de abril de 2025</td>
</tr>
<tr>
<td>Investimentos previstos até 2028</td>
<td>Aproximadamente R$ 256,42 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Parcela planejada para ônibus novos</td>
<td>Cerca de R$ 200 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Meta inicialmente anunciada</td>
<td>Aproximadamente 200 ônibus zero quilômetro</td>
</tr>
<tr>
<td>Guaianazes no balanço de 2025</td>
<td>51 ônibus novos com ar-condicionado</td>
</tr>
<tr>
<td>Suzantur no balanço de 2025</td>
<td>20 ônibus novos</td>
</tr>
<tr>
<td>Guaianazes: nova seleção federal</td>
<td>R$ 28,5 milhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Esses investimentos foram apresentados pela administração municipal como parte de uma tentativa de melhorar a experiência de quem depende diariamente dos ônibus.</p>
<p>Para os passageiros, a modernização precisa representar mais do que veículos novos. Regularidade de horários, limpeza, disponibilidade de ônibus, conforto térmico, atendimento adequado e informações confiáveis sobre as viagens também fazem parte da qualidade dos serviços.</p>
<h2>Nova fase administrativa inclui limpeza, conservação, atendimento e reorganização de linhas</h2>
<p>A renovação da frota é uma parte de um processo de mudanças na Viação Guaianazes.</p>
<p>Em entrevista concedida ao Diário do Transporte em junho de 2025, o empresário Danilo Fernandes explicou que a empresa havia adotado uma nova filosofia de trabalho, abrangendo desde investimentos de grande porte até cuidados cotidianos com o serviço.</p>
<p>A proposta incluía maior atenção à limpeza, conservação dos veículos, atendimento aos passageiros e humanização das relações no transporte coletivo.</p>
<p>O empresário também relatou conversas com a SATrans (Santo André Transportes), responsável pela gestão do sistema municipal, para estudar mudanças de linhas e adequações do atendimento às necessidades da população.</p>
<p>A orientação administrativa descrita pela empresa era de melhorias graduais, de modo que os resultados pudessem ser percebidos ao longo da operação.</p>
<p>A participação da prefeitura é importante porque as alterações de itinerários e as condições de prestação dos serviços dependem do planejamento e das decisões do poder público responsável pelo sistema.</p>
<p>Essa relação entre planejamento municipal e operação das empresas ganhou visibilidade especialmente na implantação da Circular da Saúde.</p>
<h2>Circular da Saúde: linha operada pela Guaianazes nasceu de reivindicação dos passageiros e chegou a 91% de aprovação</h2>
<p>Entre as iniciativas de reorganização do transporte coletivo em Santo André, uma das mais representativas é a linha B45 Circular da Saúde.</p>
<p>A ligação entre o Hospital Estadual Mário Covas, no Bairro Paraíso, e a região da Vila Luzita e do Jardim Represa começou a operar em 25 de outubro de 2025.</p>
<p>Sua criação atendeu a uma reivindicação antiga de moradores, trabalhadores e pacientes que precisavam chegar aos hospitais, clínicas e demais estabelecimentos de saúde de diferentes regiões da cidade.</p>
<p>Antes da implantação, parte desses deslocamentos exigia duas ou três conduções, ampliando o tempo de viagem e a dificuldade para pessoas com limitações de mobilidade ou que realizavam tratamentos frequentes.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanhou essa reivindicação desde antes da implantação.</p>
<p>Em fevereiro de 2025, um abaixo-assinado organizado por moradores foi apresentado à Câmara Municipal, acompanhado de uma indicação do vereador Ricardo Alvarez.</p>
<p>Uma das representantes da mobilização foi Maria José da Silva Francisco, moradora da região da Vila Luzita que trabalhava na limpeza de uma academia próxima ao Hospital Mário Covas.</p>
<p>Na época, ela relatou as dificuldades de deslocamento entre sua residência e o Bairro Paraíso, com necessidade de utilizar mais de um ônibus dependendo do horário e das possibilidades de conexão.</p>
<p>A reivindicação contemplava tanto o atendimento aos pacientes quanto o deslocamento de trabalhadores que precisam chegar aos bairros próximos aos hospitais.</p>
<p>O traçado estudado envolvia unidades como o Hospital Estadual Mário Covas, Hospital Brasil, Hospital Christóvão da Gama, Centro Hospitalar de Santo André, Policlínica Paraíso e unidades de pronto atendimento, além de regiões comerciais, escolas, universidades e áreas de lazer.</p>
<p>A implantação da B45 foi resultado desse histórico de solicitações, combinado com uma metodologia de planejamento diferente daquela utilizada tradicionalmente para criar linhas de ônibus.</p>
<p>Em vez de se limitar aos itinerários já existentes, o planejamento considerou dados de origem e destino de viagens, informações da bilhetagem eletrônica e deslocamentos solicitados em aplicativos de transporte individual.</p>
<p>Com isso, a prefeitura e a Viação Guaianazes buscaram identificar ligações que as pessoas efetivamente precisavam fazer, mas que nem sempre eram oferecidas diretamente pela rede tradicional.</p>
<p>A linha tem itinerário e horários regulares, tarifa comum e as gratuidades previstas no sistema. O conceito de transporte sob demanda foi utilizado no planejamento do percurso, não significando que o ônibus precise ser solicitado individualmente pelo passageiro.</p>
<p>Em apenas quatro meses de funcionamento, a Circular da Saúde atingiu aproximadamente 200 mil passageiros transportados, conforme levantamento divulgado em março de 2026.</p>
<p>O serviço também recebeu 91% de aprovação em pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas em dezembro de 2025.</p>
<p>O levantamento ouviu 700 moradores com 16 anos ou mais, entre 14 e 17 de dezembro. Os resultados apontaram 91% de aprovação, 4,3% de desaprovação e 4,7% de entrevistados que não souberam ou não opinaram. A pesquisa informou margem de erro estimada de 3,8 pontos percentuais para os resultados gerais e nível de confiança de 95%.</p>
<p>O índice fez a linha ganhar destaque nacional como uma das experiências mais bem avaliadas de transporte coletivo urbano, embora comparações entre sistemas diferentes precisem considerar metodologias e amostras das respectivas pesquisas.</p>
<p>O modelo também passou a despertar interesse fora de Santo André. Em março de 2026, representantes da CWBUS, ligada às empresas de ônibus de Curitiba, visitaram experiências de transporte da capital paulista e do ABC, incluindo a Circular da Saúde.</p>
<p>A Prefeitura de Santo André e a Viação Guaianazes também são responsáveis pela operação e pelo desenvolvimento de serviços relacionados, como a B31, entre Jardim Santo André, Atrium Shopping e Poupatempo da Saúde.</p>
<p>A demanda dos passageiros continua orientando sugestões de aperfeiçoamento da B45, inclusive com pedidos de alterações do percurso para ampliar o atendimento a estabelecimentos de saúde e áreas de emprego ainda não alcançadas diretamente.</p>
<p>A experiência mostra que financiar ônibus novos e melhorar a distribuição dos serviços são medidas complementares. Um veículo moderno oferece mais conforto, mas seu benefício para a população cresce quando circula em linhas que realmente correspondem às necessidades de deslocamento.</p>
<h2>Wagner Carvalho da Silva: quando a renovação dos ônibus também representou uma renovação de vida</h2>
<p>A primeira operação de financiamento federal da Viação Guaianazes, anunciada em junho de 2025, também ficou marcada por uma história pessoal acompanhada pelo Diário do Transporte e pela Rádio ABC.</p>
<p>Na ocasião, a liberação dos recursos para aquisição dos 25 ônibus Mascarello/Mercedes-Benz ocorreu em um momento especial para o gerente operacional Wagner Carvalho da Silva, um profissional cuja trajetória se confunde com a história do transporte coletivo do ABC Paulista.</p>
<p>Wagner começou a trabalhar no setor em 1º de setembro de 1976, como cobrador da Viação Circular Humaitá, empresa que deu origem à Guaianazes.</p>
<p>Ao longo das décadas, exerceu funções como fiscal, motorista e inspetor, além de passar por diferentes empresas da região, incluindo a Viação Padroeira do Brasil e a antiga ETCD, companhia pública de transportes de Diadema.</p>
<p>Depois dessa trajetória, voltou à empresa onde havia iniciado a carreira e passou a acompanhar uma nova fase de modernização dos ônibus de Santo André.</p>
<p>Em entrevista concedida em junho de 2025, Wagner demonstrou uma emoção que ultrapassava a satisfação profissional com a chegada de novos veículos.</p>
<p>Em 16 de abril daquele ano, ele havia passado por um transplante renal, após enfrentar um período delicado de saúde.</p>
<p>Durante a recuperação, precisou realizar acompanhamento médico frequente em São Paulo. Quando conversou com a reportagem, já havia retornado ao trabalho e comemorava a possibilidade de continuar exercendo uma atividade à qual dedicara praticamente toda a vida.</p>
<p>A liberação dos recursos para renovação da frota coincidiu, portanto, com sua recuperação e com o retorno à rotina profissional.</p>
<p>Para Wagner, acompanhar ônibus novos chegando à empresa significava também participar de um novo momento da própria vida.</p>
<p>A reportagem especial publicada em 14 de junho de 2025 mostrou como o transporte coletivo envolve histórias que vão além dos veículos, contratos e números.</p>
<p>São trabalhadores que passam décadas em garagens, terminais, oficinas e nas ruas, enfrentando jornadas que incluem domingos, feriados e datas comemorativas para garantir que milhões de pessoas consigam realizar suas atividades.</p>
<p>A história de Wagner tornou-se um exemplo humano dessa relação entre renovação de frota, valorização dos profissionais e continuidade dos serviços.</p>
<p>Na nova seleção de R$ 28,5 milhões, a lembrança daquele primeiro financiamento ajuda a dimensionar a importância das mudanças para quem trabalha na operação e para quem utiliza diariamente os ônibus.</p>
<h2>O que acontece agora e como o novo crédito pode chegar aos passageiros</h2>
<p>A publicação do Ministério das Cidades representa uma nova etapa na programação de investimentos da Viação Guaianazes.</p>
<p>Com a proposta selecionada, o projeto seguirá os procedimentos exigidos para análise e contratação da operação de crédito junto ao agente financeiro indicado.</p>
<p>O Banco Traton Brasil deverá atuar como agente da operação, considerando as exigências do programa federal e as condições aplicáveis ao financiamento.</p>
<p>A seleção publicada não determina quantos veículos serão adquiridos, quais serão os fabricantes, os modelos de chassis e carrocerias ou quando a frota será entregue.</p>
<p>A continuidade da renovação pode favorecer a substituição de veículos mais antigos e aumentar a disponibilidade de unidades dotadas de equipamentos de acessibilidade e conforto.</p>
<p>No caso de Santo André, a nova operação se soma às mudanças promovidas pelo Promobi, incluindo a experiência da Circular da Saúde, os investimentos em pontos de parada e o aprimoramento das informações aos usuários.</p>
<p>Para a população, o resultado mais importante será a transformação do financiamento em ônibus efetivamente incorporados ao serviço, com manutenção adequada, viagens regulares e atendimento compatível com as necessidades dos passageiros.</p>
<p>A nova seleção de R$ 28,5 milhões reforça a presença da Viação Guaianazes no programa de renovação da frota municipal e abre uma nova fase de investimentos a ser acompanhada até a chegada dos veículos às ruas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>TIC Trens forma 40 novos agentes de atendimento e segurança da Linha 7-Rubi</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/tic-trens-forma-40-novos-agentes-de-atendimento-e-seguranca-da-linha-7-rubi/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 01:00:32 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Profissionais concluíram mais de 500 horas de capacitação, com treinamento em atendimento ao passageiro, prevenção de incêndios e primeiros socorros YURI SENA A TIC Trens formou, em 14 de outubro, uma nova turma com 40 Agentes de Atendimento e Segurança (AAS) para atuação na Linha 7-Rubi, que liga a capital paulista a Jundiaí. Os profissionais [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="473" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Formatura-AAS-e1792625530674.jpg?fit=1024%2C473&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Profissionais concluíram mais de 500 horas de capacitação, com treinamento em atendimento ao passageiro, prevenção de incêndios e primeiros socorros</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A TIC Trens formou, em 14 de outubro, uma nova turma com 40 Agentes de Atendimento e Segurança (AAS) para atuação na Linha 7-Rubi, que liga a capital paulista a Jundiaí. Os profissionais concluíram um programa de capacitação e passam a integrar as equipes da concessionária, responsável pela operação, manutenção e modernização da linha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A formação inclui mais de 500 horas de atividades teóricas e práticas, com conteúdos relacionados ao atendimento aos passageiros, procedimentos de segurança, brigada de incêndio e primeiros socorros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Erick Nicolau, diretor de Operação e Manutenção da TIC Trens, a preparação dos agentes considera o volume de usuários atendidos diariamente pela linha, estimado pela empresa em cerca de 400 mil pessoas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O executivo afirma que o treinamento combina conhecimentos técnicos e práticas operacionais para preparar os profissionais para diferentes situações durante o atendimento e a operação ferroviária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a conclusão do curso, os profissionais passam por reciclagens e exercícios periódicos de emergência nas estações da Linha 7-Rubi.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades têm como objetivo reforçar os procedimentos de segurança e preparar as equipes para responder a ocorrências, contribuindo para a proteção dos passageiros e dos trabalhadores do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A formação dos agentes integra as ações da TIC Trens voltadas à preparação das equipes que atuam na linha, enquanto a concessionária também é responsável pela implantação dos projetos do Trem Intercidades (TIC) e do Trem Intermetropolitano (TIM).</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Estação Botafogo do MetrôRio recebe posto para cadastro da Tarifa Social até 6 de novembro</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/estacao-botafogo-do-metrorio-recebe-posto-para-cadastro-da-tarifa-social-ate-6-de-novembro/</link>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 00:00:30 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Atendimento presencial para habilitação e reativação do Bilhete Único Intermunicipal funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h YURI SENA A estação Botafogo do MetrôRio recebe, a partir desta segunda-feira (26), um posto presencial para cadastro e reativação do Bilhete Único Intermunicipal (BUI), necessário para acessar o benefício da Tarifa Social. O atendimento será [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/6014c11b-0d32-46fc-af23-be3339b3f0df-e1793040628166.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Atendimento presencial para habilitação e reativação do Bilhete Único Intermunicipal funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estação Botafogo do MetrôRio recebe, a partir desta segunda-feira (26), um posto presencial para cadastro e reativação do Bilhete Único Intermunicipal (BUI), necessário para acessar o benefício da Tarifa Social. O atendimento será realizado até 6 de novembro, de segunda a sexta-feira, em dias úteis, das 8h às 17h.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ação é promovida pela Prodata Mais Mobi, operadora da bilhetagem eletrônica do cartão Riocard Mais, e busca facilitar o acesso dos passageiros elegíveis ao desconto nas tarifas do transporte público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o benefício habilitado, a passagem do metrô e do trem custa R$ 5. Além do atendimento presencial, o cadastro e a reativação do BUI podem ser feitos pelo aplicativo Riocard Mais ou pelo site site.riobilheteunico.com.br.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Bilhete Único Intermunicipal é um benefício concedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, vinculado ao CPF do passageiro e habilitado exclusivamente no cartão Riocard Mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem tem direito ao BUI também pode acessar automaticamente as tarifas sociais do metrô, dos trens e das barcas, além de utilizar o benefício em outros sistemas de transporte de 23 municípios fluminenses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para garantir o desconto no embarque, o passageiro deve realizar corretamente a validação por biometria facial. A orientação é aproximar o cartão do validador, posicionar o rosto de frente para a câmera e aguardar a confirmação do sistema antes de passar pela catraca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O procedimento busca evitar inconsistências na validação e possíveis bloqueios do benefício. As regras de elegibilidade e a documentação necessária podem ser consultadas nos canais oficiais do Riocard Mais.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  <item>
    <title>Linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda transportam mais de um milhão de passageiros no segundo turno das Eleições 2026</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/linhas-4-amarela-5-lilas-8-diamante-e-9-esmeralda-transportam-mais-de-um-milhao-de-passageiros-no-segundo-turno-das-eleicoes-2026/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 23:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Metropolitano SP]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Linha 4-Amarela se destaca ao registrar mais de 563 mil embarques e desembarques VINÍCIUS DE OLIVEIRA As linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda da Motiva Trilhos registraram aumento na movimentação de clientes neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições. Na Linha 4-Amarela, foram contabilizados mais de 563 mil embarques e desembarques, enquanto a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="886" height="665" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?fit=886%2C665&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?w=886&amp;ssl=1 886w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img_1115.png?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 886px) 100vw, 886px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Linha 4-Amarela se destaca ao registrar mais de 563 mil embarques e desembarques</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda da Motiva Trilhos registraram aumento na movimentação de clientes neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições. Na Linha 4-Amarela, foram contabilizados mais de 563 mil embarques e desembarques, enquanto a Linha 5-Lilás registrou 226,7 mil entradas. Já as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda transportaram, juntas, cerca de 279,5 mil clientes ao longo do dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Linha 4-Amarela, foram contabilizados 563,6 mil embarques e desembarques, crescimento de 25,8% em relação ao primeiro turno, quando foram registrados aproximadamente 448 mil. Na comparação com um domingo comum, o aumento foi de 21,4%.&nbsp;A estação Vila Sônia &#8211; Prof.ª Elisabeth Tenreiro registrou 44,6 mil embarques e desembarques, apresentando a maior movimentação da linha ao longo do domingo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Linha 5-Lilás, o número de entradas foi 11,7% superior ao registrado em um domingo comum, passando de 202,9 mil para 226,7 mil. Na comparação com o primeiro turno das eleições deste ano, quando foram contabilizadas 214,5 mil entradas, o crescimento foi de 5,7%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Estação Capão Redondo registrou o maior número de entradas da Linha 5-Lilás neste domingo (25), com 40,4 mil, volume cerca de 12,8% superior ao de um domingo comum, quando foram contabilizadas 35,8 mil entradas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, foram registrados 257 mil clientes durante o período de gratuidade, crescimento de aproximadamente 30% em relação ao segundo turno das eleições de 2024, quando foram contabilizados 197,8 mil. Considerando todo o período de operação, as duas linhas transportaram 279,5 mil clientes neste domingo, volume 5,1% superior ao registrado no domingo anterior (18), quando foram contabilizados 266 mil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Estação Palmeiras Barra-Funda, da Linha 8-Diamante, registrou a maior demanda com 35,2 mil clientes, seguida pelas estações Santo Amaro e Pinheiros, ambas da Linha 9-Esmeralda com 32 mil e 30,6 mil clientes, respectivamente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gratuidade na operação e reforço no atendimento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o domingo de eleições, os clientes contaram com gratuidade nas linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda. A medida teve como objetivo facilitar o deslocamento dos eleitores e ampliar o acesso ao transporte público para o exercício do voto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como parte do planejamento preventivo e estratégico, a concessionária contou com o apoio da Equipe Tática e de órgãos de segurança pública para reforço da segurança nas estações. As concessionárias também ampliaram também o efetivo de Agentes de Atendimento e Segurança (AASs), distribuídos estrategicamente pelas estações e composições. Na Linha 4-Amarela, o reforço foi de 75% no domingo. Na Linha 5-Lilás, o aumento das equipes foi de 50%, enquanto as Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda intensificaram o efetivo em 30%, além de realizar monitoramento com drones nas regiões atendidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Bolsa desaba 13,88% após eleições, dólar vai a R$ 5,40 e ações de Marcopolo, Motiva, JSL, Rumo e Petrobras caem: quais os riscos para ônibus, tarifas e mobilidade?</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/26/bolsa-desaba-1388-apos-eleicoes-dolar-vai-a-r-540-e-acoes-de-marcopolo-motiva-jsl-rumo-e-petrobras-caem-quais-os-riscos-para-onibus-tarifas-e-mobilidade/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 22:44:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[B3 aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020 e interrompe negociações por 30 minutos; disparada do dólar e dos juros pode encarecer ônibus, caminhões, combustíveis, financiamentos e obras de infraestrutura, enquanto WEG contraria tendência e registra alta de 4,21% ADAMO BAZANI A forte queda da Bolsa de Valores brasileira e a disparada do dólar [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/nova-carteira-ibovespa.webp?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>B3 aciona circuit breaker pela primeira vez desde 2020 e interrompe negociações por 30 minutos; disparada do dólar e dos juros pode encarecer ônibus, caminhões, combustíveis, financiamentos e obras de infraestrutura, enquanto WEG contraria tendência e registra alta de 4,21%</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A forte queda da Bolsa de Valores brasileira e a disparada do dólar nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, primeiro dia de negociações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acenderam um alerta para o setor de transportes e para despesas que fazem parte do cotidiano da população. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, enquanto o dólar comercial subiu 8,21%, para R$ 5,4027. Embora os efeitos não sejam imediatos, a manutenção desse cenário pode encarecer a compra de ônibus e caminhões, pressionar os preços do diesel e de peças importadas, dificultar a renovação das frotas e elevar os custos de financiamento de obras de corredores, terminais, ferrovias e sistemas de transporte coletivo. Para o passageiro, isso pode se refletir futuramente nas tarifas, nos subsídios pagos pelos governos e nos prazos de melhorias dos serviços.</p>
<p>O pregão foi marcado por uma interrupção de 30 minutos nas negociações, o chamado circuit breaker, acionado pela primeira vez desde março de 2020, e por perdas expressivas de empresas diretamente ligadas à mobilidade, à logística e à infraestrutura. A fabricante de ônibus Marcopolo registrou queda de 14,26% em suas ações preferenciais; a Motiva, antiga CCR, responsável por concessões de rodovias, aeroportos e transportes sobre trilhos, recuou 26,09%; a concessionária ferroviária Rumo caiu 16,76%; e a transportadora e operadora logística JSL perdeu aproximadamente metade do valor de seus papéis. A Petrobras recuou 8,18%, enquanto a WEG, fornecedora de equipamentos elétricos e tecnologias utilizadas também em ônibus elétricos, contrariou o movimento e teve valorização de 4,21%. As variações refletem os preços negociados na Bolsa e não significam, por si só, prejuízos operacionais equivalentes ou mudanças imediatas nos serviços prestados pelas companhias.</p>
<p>Para entender o impacto na vida das pessoas, é necessário observar o funcionamento da cadeia de transportes.</p>
<p>Quando o dólar sobe, componentes importados ficam potencialmente mais caros. Quando os juros avançam, aumenta o custo para financiar novos veículos, terminais, garagens e obras. Se essas condições persistirem, podem pressionar contratos de concessão e sistemas públicos que dependem de investimentos contínuos.</p>
<p>No caso dos ônibus urbanos, parte das despesas das operadoras é coberta pelas passagens e outra parte, dependendo da cidade, pelos subsídios públicos.</p>
<p>Se os custos crescerem acima do previsto, as prefeituras e os governos estaduais poderão ter de rever os recursos destinados aos contratos, negociar ajustes com as empresas ou avaliar políticas tarifárias. Isso não significa que as passagens aumentarão automaticamente, porque os reajustes dependem das regras contratuais e das decisões dos gestores.</p>
<p>Para os passageiros, a preocupação maior está na possibilidade de investimentos mais caros, renovação de frota mais lenta e maior pressão sobre os orçamentos públicos.</p>
<p>O mesmo raciocínio vale para os projetos de eletrificação, que exigem a aquisição de ônibus, baterias, carregadores e infraestrutura de energia.</p>
<p>Uma valorização persistente do dólar pode elevar custos de componentes importados, enquanto juros mais altos podem tornar menos atrativo o financiamento desses projetos.</p>
<h2>Veja como ficaram a Bolsa, o dólar e as empresas ligadas aos transportes nesta segunda-feira (26)</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Fechamento</th>
<th>Variação</th>
</tr>
<tr>
<td>Ibovespa</td>
<td>176.608,23 pontos</td>
<td>−13,88%</td>
</tr>
<tr>
<td>Dólar comercial à vista</td>
<td>R$ 5,4027</td>
<td>+8,21%</td>
</tr>
<tr>
<td>Mínima do Ibovespa durante o dia</td>
<td>169.516,43 pontos</td>
<td>−17,34%</td>
</tr>
<tr>
<td>Maior cotação do dólar durante o dia</td>
<td>R$ 5,6048</td>
<td>Alta intradiária</td>
</tr>
<tr>
<td>Volume financeiro do Ibovespa</td>
<td>R$ 88,6 bilhões</td>
<td>Aproximadamente três vezes a média diária</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A queda do Ibovespa foi a maior em percentual desde março de 2020, quando a pandemia de Covid-19 provocou uma série de paralisações das negociações na Bolsa brasileira.</p>
<p>O dólar registrou sua maior valorização diária desde janeiro de 1999.</p>
<p>O movimento ocorreu após parte dos investidores ter apostado na vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Com a confirmação da reeleição de Lula, houve uma revisão acelerada das posições financeiras, acompanhada de preocupações com a trajetória das contas públicas, a dívida e a política econômica do próximo mandato.</p>
<p>A reação expressa expectativas dos investidores. Ela não significa que os resultados operacionais das empresas ou as condições da economia real tenham sofrido alterações equivalentes em apenas um dia.</p>
<h2>TABELA ESPECIAL — Ações de empresas relacionadas à mobilidade e aos transportes</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa e ação</th>
<th>Fechamento</th>
<th>Variação</th>
<th>Atuação</th>
</tr>
<tr>
<td>JSL (JSLG3)</td>
<td>R$ 6,10</td>
<td>−50,81%</td>
<td>Transporte rodoviário de cargas e logística</td>
</tr>
<tr>
<td>Motiva (MOTV3)</td>
<td>R$ 14,93</td>
<td>−26,09%</td>
<td>Rodovias, metrôs, trens e aeroportos</td>
</tr>
<tr>
<td>Rumo (RAIL3)</td>
<td>R$ 15,50</td>
<td>−16,76%</td>
<td>Transporte ferroviário de cargas e concessões</td>
</tr>
<tr>
<td>Marcopolo (POMO4)</td>
<td>R$ 4,09</td>
<td>−14,26%</td>
<td>Carrocerias de ônibus urbanos, rodoviários e micros</td>
</tr>
<tr>
<td>Petrobras (PETR4)</td>
<td>R$ 53,72</td>
<td>−8,18%</td>
<td>Petróleo, refino, diesel e derivados</td>
</tr>
<tr>
<td>WEG (WEGE3)</td>
<td>R$ 44,53</td>
<td>+4,21%</td>
<td>Equipamentos elétricos, motores, automação e eletromobilidade</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Cotações de 26 de outubro de 2026. Os valores correspondem a ações específicas, não ao valor de mercado total das companhias. No caso da JSL, registros consultados apresentam pequenas diferenças de atualização; foi utilizada a cotação histórica de R$ 6,10.</p>
<p>A intensidade das perdas não foi a mesma entre as companhias, justamente porque cada uma possui características financeiras, mercados e fontes de receita diferentes.</p>
<p>Também é importante diferenciar desvalorização em Bolsa de dificuldades operacionais. Uma queda de 26% nas ações de uma concessionária, por exemplo, não significa que seu faturamento tenha recuado 26% ou que um quarto de seus serviços tenha deixado de funcionar.</p>
<p>Entretanto, a persistência de condições financeiras desfavoráveis pode afetar novos projetos, especialmente aqueles que dependem de grande volume de investimentos.</p>
<h2>Motiva: queda de 26% chama atenção para concessões de metrôs, trens, rodovias e aeroportos</h2>
<p>A Motiva, antiga CCR, apresentou uma das maiores quedas entre as companhias de infraestrutura acompanhadas no levantamento.</p>
<p>Seus papéis MOTV3 recuaram 26,09%, encerrando a segunda-feira a R$ 14,93, ante R$ 20,20 no pregão anterior.</p>
<p>A empresa participa de concessões de transporte sobre trilhos na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a ViaQuatro e a ViaMobilidade, além de operações rodoviárias e aeroportuárias.</p>
<p>O mercado de concessões depende de investimentos de longo prazo, que frequentemente envolvem contratos de financiamento, emissões de dívida e compromissos de expansão e manutenção.</p>
<p>Quando os juros de mercado aumentam, podem elevar o custo de captação de recursos, principalmente em projetos que ainda precisarão contratar novos financiamentos.</p>
<p>Em São Paulo, as concessões ferroviárias incluem obrigações de aquisição e reforma de trens, modernização de estações, manutenção de sistemas e investimentos em acessibilidade e segurança.</p>
<p>Uma alteração no ambiente financeiro pode influenciar a avaliação de novos projetos, mas não modifica automaticamente obrigações contratuais existentes.</p>
<p>A fiscalização dos serviços e o cumprimento das metas permanecem sujeitos aos contratos e às autoridades responsáveis.</p>
<h2>Marcopolo recua 14,26%: juros, financiamento e renovação de ônibus entram em foco</h2>
<p>A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo, sediada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, também foi atingida pela forte desvalorização do mercado.</p>
<p>As ações preferenciais POMO4 encerraram o pregão a R$ 4,09, queda de 14,26% em relação aos R$ 4,77 registrados na sexta-feira (23).</p>
<p>A empresa atua no desenvolvimento e na fabricação de carrocerias urbanas, rodoviárias, micros e veículos destinados a operações especiais, com presença no mercado brasileiro e internacional.</p>
<p>A companhia também participa de projetos relacionados à mobilidade elétrica e ao transporte de passageiros sobre trilhos.</p>
<p>Para uma fabricante de ônibus, os juros têm importância porque grande parte das aquisições é realizada por empresas e órgãos públicos que dependem de crédito, contratos de financiamento ou programas específicos para renovação de frota.</p>
<p>Taxas de financiamento mais elevadas podem reduzir o ritmo de compras ou levar operadores a ampliar o período de utilização dos veículos existentes.</p>
<p>O câmbio também interfere no custo de componentes, mas o efeito não é exclusivamente negativo.</p>
<p>A Marcopolo possui atividades internacionais e receitas provenientes de exportações e negócios realizados em outros mercados.</p>
<p>Uma valorização do dólar pode aumentar o valor em reais de determinadas receitas externas, ao mesmo tempo em que encarece insumos importados.</p>
<p>O Diário do Transporte já havia mostrado, em reportagem de 30 de julho de 2026, que as ações da Marcopolo atravessavam um período de desvalorização apesar de resultados positivos apresentados pela companhia. Na ocasião, a análise também abordou os efeitos dos juros, do desempenho do mercado de ônibus urbanos e das exportações.</p>
<p>Assim, a queda desta segunda-feira está inserida em um contexto mais amplo, que envolve o desempenho da indústria, as condições do mercado brasileiro e as expectativas dos investidores.</p>
<h2>JSL perde cerca de metade do valor de suas ações, enquanto Rumo cai 16,76%</h2>
<p>A JSL, empresa de transporte rodoviário de cargas e operações logísticas, apresentou uma das maiores quedas percentuais do levantamento.</p>
<p>As ações JSLG3, negociadas a R$ 12,40 na sexta-feira (23), recuaram para aproximadamente R$ 6,10 nesta segunda-feira, uma desvalorização de 50,81%.</p>
<p>A companhia atua em operações logísticas para diferentes setores econômicos, incluindo transporte de cargas, armazenagem, gestão de operações e serviços dedicados.</p>
<p>A intensidade da queda chama atenção para empresas que dependem de ativos de alto valor, como caminhões, implementos rodoviários, equipamentos e estruturas logísticas.</p>
<p>O custo do financiamento desses ativos e a demanda dos clientes são fatores importantes para a continuidade dos investimentos.</p>
<p>Já a Rumo, uma das principais concessionárias ferroviárias de cargas do Brasil, apresentou queda de 16,76%, com os papéis RAIL3 encerrando a R$ 15,50.</p>
<p>A companhia participa do transporte de produtos agrícolas, combustíveis e outras mercadorias, além de operar infraestrutura ferroviária e terminais logísticos.</p>
<p>As concessões ferroviárias exigem investimentos prolongados em locomotivas, vagões, trilhos, sinalização e equipamentos.</p>
<p>Essas despesas são influenciadas por taxas de financiamento, preços de equipamentos e componentes, além da demanda do transporte de cargas.</p>
<p>Parte das atividades da Rumo também está relacionada ao agronegócio exportador, segmento cujas receitas são influenciadas pelo mercado internacional e pelo câmbio.</p>
<p>Portanto, uma moeda americana mais valorizada pode produzir efeitos diferentes sobre seus custos e sobre as cadeias produtivas atendidas.</p>
<h2>Petrobras cai 8,18%, mas preço do diesel não acompanha automaticamente as ações</h2>
<p>As ações preferenciais da Petrobras encerraram a segunda-feira com queda de 8,18%.</p>
<p>O desempenho da estatal tem relevância para os transportes porque a companhia participa da produção e do refino de combustíveis utilizados em ônibus, caminhões, veículos de passeio e outros meios de transporte.</p>
<p>Entretanto, a desvalorização das ações da Petrobras não provoca automaticamente redução ou aumento do preço do diesel.</p>
<p>Os preços dos combustíveis são influenciados por diversos fatores, incluindo o valor internacional do petróleo e de seus derivados, a cotação do dólar, os custos internos, a tributação e as decisões comerciais das empresas.</p>
<p>Uma valorização persistente do dólar pode exercer pressão sobre os custos dos combustíveis importados e sobre componentes da cadeia nacional relacionados ao mercado internacional.</p>
<p>Para o transporte coletivo urbano, essa questão é particularmente importante.</p>
<p>O diesel representa uma parcela relevante das despesas das operadoras, ao lado de salários, encargos trabalhistas, manutenção, pneus, peças e depreciação dos veículos.</p>
<p>Se houver aumento expressivo e prolongado do combustível, os contratos poderão sofrer pressões adicionais de custo.</p>
<p>Em cidades com subsídios públicos, isso poderá significar necessidade de maior desembolso dos governos para manter a tarifa cobrada do passageiro.</p>
<p>Nos serviços intermunicipais e rodoviários, eventuais aumentos dependerão das regras de reajuste e das condições de cada operação.</p>
<h2>WEG contraria a queda e sobe 4,21%: atuação internacional e tecnologias elétricas</h2>
<p>Nem todas as companhias relacionadas ao setor de transportes encerraram o pregão em baixa.</p>
<p>A WEG, fabricante brasileira de motores, equipamentos elétricos, sistemas de automação e soluções energéticas, apresentou valorização de 4,21%.</p>
<p>Os papéis WEGE3 encerraram a segunda-feira a R$ 44,53.</p>
<p>A empresa tem atuação importante na indústria e também participa da cadeia de eletromobilidade, com tecnologias aplicadas a ônibus elétricos, sistemas de tração e infraestrutura energética.</p>
<p>A WEG integra parcerias industriais relacionadas à eletrificação de veículos pesados e ao fornecimento de componentes utilizados por fabricantes brasileiros.</p>
<p>Seu desempenho financeiro também está relacionado à participação em mercados internacionais.</p>
<p>Empresas com receitas relevantes no exterior podem apresentar comportamento diferente durante períodos de forte valorização do dólar.</p>
<p>Isso não significa que todas as atividades da companhia sejam beneficiadas pelo câmbio. O resultado depende da composição de receitas e custos, da origem dos insumos e das operações financeiras.</p>
<p>No pregão desta segunda-feira, entretanto, a alta das ações da WEG contrastou com as perdas expressivas da maior parte do mercado.</p>
<h2>O que é circuit breaker e por que a Bolsa parou durante 30 minutos?</h2>
<p>A queda acentuada do Ibovespa levou a B3 a acionar o mecanismo conhecido como circuit breaker.</p>
<p>O procedimento consiste na suspensão temporária das negociações quando a Bolsa registra perdas que atingem determinados limites percentuais.</p>
<p>O objetivo é permitir que investidores e instituições financeiras reavaliem as condições do mercado, reduzindo o risco de operações realizadas em um ambiente de volatilidade extrema.</p>
<p>Na manhã desta segunda-feira, o índice atingiu o limite de queda de 10%, provocando a paralisação durante 30 minutos.</p>
<p>Após a retomada, o Ibovespa continuou recuando e chegou à mínima de 169.516,43 pontos, queda de 17,34%.</p>
<p>O índice recuperou parte das perdas ao longo do dia, mas ainda encerrou com desvalorização de 13,88%.</p>
<p>Segundo a B3, a ausência de uma segunda interrupção esteve relacionada às condições específicas do acionamento inicial, que já consideravam uma desvalorização teórica superior a 20%.</p>
<p>O mecanismo foi criado no Brasil em 1997 e já havia sido utilizado em episódios de instabilidade internacional, incluindo a crise asiática, a crise financeira de 2008 e a pandemia de Covid-19, em 2020.</p>
<p>O acionamento não significa que as empresas tenham interrompido suas atividades. A suspensão ocorreu nas negociações de ativos abrangidos pelas regras da Bolsa.</p>
<h2>Resultado das eleições e perspectivas econômicas para 2027</h2>
<p>A forte reação financeira ocorreu após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno realizado no domingo, 25 de outubro.</p>
<p>O resultado contrariou expectativas de parte dos investidores, que haviam apostado em uma vitória de Flávio Bolsonaro e em uma possível mudança da orientação econômica do governo federal.</p>
<p>Com a confirmação do resultado, houve uma revisão dos preços de ações e moedas, acompanhada de aumento dos juros futuros.</p>
<p>Entre as preocupações apontadas por analistas financeiros estão a trajetória da dívida pública, a necessidade de equilíbrio fiscal, o volume de despesas do governo e a condução da política econômica a partir de 2027.</p>
<p>Essas avaliações representam expectativas do mercado e não significam que os problemas projetados necessariamente ocorrerão.</p>
<p>A continuidade do governo também envolve políticas públicas de financiamento, investimentos em infraestrutura e programas relacionados à mobilidade, cujos resultados dependerão da execução orçamentária e das condições econômicas dos próximos anos.</p>
<p>No caso específico dos transportes, o cenário deverá ser acompanhado em relação à disponibilidade de crédito para compra de ônibus e caminhões, aos investimentos em concessões, à evolução dos custos do diesel e à continuidade dos projetos de modernização dos sistemas coletivos.</p>
<p>A volatilidade financeira observada nesta segunda-feira não permite concluir, isoladamente, que haverá aumento das tarifas, paralisação de obras ou redução das frotas.</p>
<p>Entretanto, se os juros elevados e o dólar valorizado permanecerem por um período prolongado, poderão representar dificuldades adicionais para governos e empresas que precisam investir.</p>
<p>A experiência também mostra que mudanças nas expectativas financeiras podem ser revertidas ou aprofundadas conforme novas informações econômicas e políticas são anunciadas.</p>
<p>Para quem utiliza ônibus, metrô, trem ou transporte rodoviário, o aspecto mais importante está nos efeitos dessas condições sobre os custos reais dos serviços.</p>
<p>A preocupação não é apenas com a valorização ou desvalorização de ações negociadas na Bolsa, mas com a capacidade das empresas e do poder público de financiar a manutenção, renovar veículos, ampliar a infraestrutura e preservar a qualidade do transporte oferecido à população.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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