<?xml version="1.0"?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" version="2.0">
<channel>
	<title>Diário do Transporte</title>
	<link>https://diariodotransporte.com.br</link>
	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
  <lastBuildDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</lastBuildDate>
  <atom:link href="https://diariodotransporte.com.br/2020/08/11/prefeitos-do-abc-so-vao-deixar-escolas-particulares-reabrirem-quando-as-publicas-comecarem-a-funcionar/" rel="self" type="application/rss+xml" />
  <item>
    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/01/01/demanda-de-passageiros-do-transporte-publico-em-londrina-cresce-931-em-2025-com-investimentos-em-frota-tecnologia-e-gestao/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/01/01/demanda-de-passageiros-do-transporte-publico-em-londrina-cresce-931-em-2025-com-investimentos-em-frota-tecnologia-e-gestao/#comments</comments>
    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>1</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/01/01/demanda-de-passageiros-do-transporte-publico-em-londrina-cresce-931-em-2025-com-investimentos-em-frota-tecnologia-e-gestao/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=494300</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/#comments</comments>
    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>1</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=358722</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Lula é reeleito com promessa de tarifa zero, mas vetos ao Marco Legal do Transporte e financiamento dos ônibus serão cobrados no novo mandato</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/lula-e-reeleito-com-promessa-de-tarifa-zero-mas-vetos-ao-marco-legal-do-transporte-e-financiamento-dos-onibus-serao-cobrados-no-novo-mandato/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/lula-e-reeleito-com-promessa-de-tarifa-zero-mas-vetos-ao-marco-legal-do-transporte-e-financiamento-dos-onibus-serao-cobrados-no-novo-mandato/#comments</comments>
    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 00:50:22 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Presidente terá de conciliar proposta de R$ 11,2 bilhões para transporte gratuito aos fins de semana com decisões anteriores que barraram fontes de custeio; investimentos em corredores, metrôs, trens, renovação de frota, eletrificação e qualidade dos serviços também estão entre os compromissos para 2027 a 2030 ADAMO BAZANI Reeleito presidente da República neste domingo, 25 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lula-india-mc-abr-08072025-20-1-scaled-1.jpg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lula-india-mc-abr-08072025-20-1-scaled-1.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lula-india-mc-abr-08072025-20-1-scaled-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lula-india-mc-abr-08072025-20-1-scaled-1.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lula-india-mc-abr-08072025-20-1-scaled-1.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lula-india-mc-abr-08072025-20-1-scaled-1.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lula-india-mc-abr-08072025-20-1-scaled-1.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lula-india-mc-abr-08072025-20-1-scaled-1.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<div>
<div><em>Presidente terá de conciliar proposta de R$ 11,2 bilhões para transporte gratuito aos fins de semana com decisões anteriores que barraram fontes de custeio; investimentos em corredores, metrôs, trens, renovação de frota, eletrificação e qualidade dos serviços também estão entre os compromissos para 2027 a 2030</em></div>
<div>
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Reeleito presidente da República neste domingo, 25 de outubro de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá entre os principais desafios para a mobilidade urbana a implantação da prometida tarifa zero nos transportes públicos aos fins de semana e feriados, a definição de fontes permanentes de financiamento para ônibus, metrôs e trens e a continuidade dos investimentos em infraestrutura e renovação das frotas. O novo mandato, de 2027 a 2030, também será marcado pela necessidade de explicar e encaminhar os vetos impostos pelo próprio governo ao Marco Legal do Transporte Público Coletivo, sancionado em junho de 2026, que retiraram do texto mecanismos de custeio, participação financeira da União e outras medidas relacionadas à operação dos serviços.</p>
<p>A principal questão é como financiar a ampliação das gratuidades sem comprometer os recursos necessários para manter e melhorar os transportes utilizados diariamente pela população. Em junho, Lula vetou, entre outros pontos, uma previsão de aplicação de recursos da Cide-Combustíveis nas áreas urbanas, a responsabilidade federal pelo custeio de gratuidades previstas em leis nacionais e dispositivos que estabeleciam obrigações financeiras para os governos. Quatro meses depois, em 21 de outubro, o Executivo apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição para destinar aproximadamente R$ 11,2 bilhões de emendas parlamentares obrigatórias à gratuidade do transporte coletivo, principalmente aos sábados, domingos e feriados. A diferença entre as duas iniciativas, as condições de financiamento e os resultados para os passageiros deverão ser acompanhados durante o novo governo.</p>
<p>Lula venceu o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) e assegurou mais quatro anos na Presidência. No entanto, diferentemente de promessas que podem ser executadas diretamente pelo Governo Federal, parte significativa das medidas para o transporte coletivo depende de aprovação do Congresso Nacional, da participação de governadores e prefeitos e da capacidade de investimento dos operadores e gestores dos sistemas.</p>
<p>A mobilidade urbana envolve uma particularidade importante na divisão constitucional de responsabilidades. Embora o transporte seja um direito social previsto na Constituição, a União não administra diretamente a maior parte das linhas de ônibus urbanos, dos sistemas metropolitanos e dos serviços sobre trilhos. A execução depende predominantemente dos estados e municípios.</p>
<p>O Governo Federal, por sua vez, pode estabelecer diretrizes nacionais, participar do financiamento, disponibilizar linhas de crédito, apoiar a construção de corredores, terminais e sistemas ferroviários, estimular a renovação das frotas e atuar na regulamentação de serviços sob sua competência.</p>
<p>Assim, os resultados do próximo mandato deverão ser avaliados não somente pela quantidade de recursos anunciados, mas pelas obras efetivamente entregues, pela oferta de ônibus, pela redução dos tempos de viagem, pelo custo das passagens e pela qualidade do atendimento.</p>
<h2>Tarifa zero: proposta de R$ 11,2 bilhões ainda depende do Congresso</h2>
<p>Um dos compromissos mais recentes do presidente reeleito é a ampliação da gratuidade do transporte público coletivo aos fins de semana e feriados.</p>
<p>Em 21 de outubro de 2026, quatro dias antes do segundo turno, o Governo Federal encaminhou ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição que prevê a destinação de parte das emendas parlamentares impositivas para financiar o benefício.</p>
<p>O texto estabelece que pelo menos 26,8% do montante global anual das emendas individuais e de bancada de execução obrigatória sejam destinados à gratuidade do transporte coletivo urbano ou de caráter urbano.</p>
<p>Pela proposta orçamentária de 2027, o total de emendas parlamentares obrigatórias está estimado em R$ 44,8 bilhões. O governo calcula que o novo mecanismo permitiria direcionar aproximadamente R$ 11,2 bilhões ao transporte.</p>
<p>A iniciativa prevê transferências obrigatórias aos estados e municípios responsáveis pelos serviços e preserva a parcela constitucionalmente destinada à saúde.</p>
<p>O Executivo argumenta que o modelo não aumentaria as despesas primárias, uma vez que os recursos seriam redistribuídos dentro de um volume de emendas parlamentares já previsto no orçamento.</p>
<p>A avaliação, entretanto, depende também da destinação anterior desses recursos. O dinheiro que passar a financiar o transporte deixará de atender a outras programações originalmente previstas nas emendas.</p>
<p>Além disso, a proposta ainda precisa passar pelo Congresso Nacional, onde uma PEC exige aprovação em dois turnos, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, com apoio de três quintos dos parlamentares em cada votação.</p>
<p>Mesmo depois de eventual aprovação, serão necessárias regras para estabelecer quais sistemas receberão os recursos, como os valores serão calculados, quais serviços estarão contemplados e como será fiscalizada a oferta.</p>
<p>Uma das preocupações operacionais é que a retirada da cobrança pode aumentar a demanda em determinados períodos.</p>
<p>A gratuidade precisa ser acompanhada por ônibus e trens suficientes, motoristas, equipes operacionais, manutenção e programação adequada das viagens.</p>
<p>A experiência de cidades que já oferecem tarifa zero em determinados dias mostra que o financiamento das passagens e a organização da operação são questões diferentes, mas diretamente relacionadas.</p>
<p>Também será necessário definir como funcionarão os repasses em regiões metropolitanas, onde um mesmo deslocamento pode envolver ônibus municipais, linhas intermunicipais e sistemas sobre trilhos administrados por diferentes autoridades.</p>
<p>A cobrança ao novo governo será demonstrar como a proposta sairá do papel e de que maneira os recursos chegarão aos operadores sem reduzir a qualidade do transporte nos demais dias da semana.</p>
<h2>Vetos ao Marco Legal: decisões de junho voltam ao centro do debate</h2>
<p>A proposta de tarifa zero reacende uma discussão que ganhou força em junho de 2026, quando Lula sancionou, com diversos vetos, a Lei nº 15.432, que institui o Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano.</p>
<p>Como mostrou em primeira mão o Diário do Transporte, na reportagem de 14 de junho, a sanção retirou dispositivos considerados importantes por representantes do setor para estabelecer fontes de financiamento e regras de participação do poder público nos custos dos serviços.</p>
<p>O texto aprovado pelo Congresso procurava reduzir a dependência da arrecadação das passagens, estabelecer parâmetros nacionais de planejamento e contratação, ampliar a transparência e possibilitar novas formas de remuneração dos operadores.</p>
<p>O modelo tradicional, no qual a receita tarifária responde por uma parcela significativa dos custos, enfrenta dificuldades relacionadas ao aumento das despesas operacionais, à necessidade de investimentos e às mudanças nos padrões de deslocamento.</p>
<p>Em muitos sistemas, a insuficiência de receitas precisa ser compensada por subsídios públicos, revisões contratuais ou reajustes tarifários.</p>
<p>Entre os vetos presidenciais está o dispositivo que determinava a aplicação de pelo menos 60% dos recursos arrecadados com a Cide-Combustíveis nas áreas urbanas.</p>
<p>A medida poderia representar uma fonte adicional para políticas urbanas, incluindo mobilidade. Tecnicamente, porém, a redação vetada não reservava todo esse percentual exclusivamente ao transporte coletivo.</p>
<p>Na justificativa apresentada ao Congresso, o Ministério do Planejamento e Orçamento argumentou que a vinculação reduziria a liberdade do gestor público para distribuir os recursos e não atendia às exigências estabelecidas na legislação orçamentária.</p>
<p>Outro veto atingiu a previsão de financiamento federal das gratuidades determinadas por leis nacionais.</p>
<p>Entre os exemplos está o benefício concedido aos idosos, cujo custo precisa ser absorvido pelos modelos de financiamento dos sistemas de transporte.</p>
<p>A justificativa do Executivo foi que a obrigação poderia produzir novas despesas para a União sem a correspondente previsão orçamentária.</p>
<p>Também foram retirados dispositivos que exigiam dos estados e municípios o custeio integral de gratuidades e descontos tarifários por meio dos respectivos orçamentos públicos.</p>
<p>Segundo o governo, a obrigatoriedade poderia comprometer benefícios existentes, gerar despesas sem previsão de recursos e criar dificuldades para administrações que utilizam diferentes modelos de remuneração e subsídio.</p>
<p>A Presidência sustentou que os vetos não proíbem a concessão de subsídios nem impedem futuras alternativas de financiamento. A decisão, conforme a justificativa oficial, buscou evitar a criação automática de obrigações financeiras sem definição suficiente das condições de custeio.</p>
<p>Também foram vetadas outras medidas, como a previsão de isenção de pedágio para ônibus em determinadas rodovias, dispositivos relativos ao aproveitamento de créditos de carbono, regras sobre indenização de operadores e a criação de uma estrutura federal específica de apoio técnico à mobilidade.</p>
<p>No caso dos pedágios, a discussão envolve o impacto dos valores cobrados nas despesas do transporte rodoviário e a competência dos diferentes governos para estabelecer isenções.</p>
<p>Já os mecanismos relacionados aos créditos de carbono poderiam integrar estratégias de financiamento da transição energética, especialmente em projetos de ônibus menos poluentes.</p>
<p>As justificativas do Executivo envolveram questões constitucionais, responsabilidade fiscal, divisão de competências e segurança jurídica.</p>
<p>O ponto que permanece em discussão é como essas preocupações serão conciliadas com o novo compromisso de ampliar a participação federal no financiamento dos transportes.</p>
<p>A PEC apresentada em outubro utiliza um mecanismo diferente das obrigações anteriormente vetadas, porque propõe redistribuir recursos de emendas parlamentares já previstos no orçamento, mediante alteração constitucional.</p>
<p>Isso não significa, necessariamente, uma incompatibilidade jurídica entre as decisões. Mas exige esclarecimentos sobre a política nacional de financiamento que o governo pretende implementar.</p>
<p>A pergunta central é se haverá recursos suficientes apenas para bancar viagens gratuitas em dias determinados ou se também será construída uma solução de financiamento permanente para toda a rede de transporte coletivo.</p>
<p>Outra cobrança envolve o destino dos próprios vetos.</p>
<p>O Congresso Nacional tem competência para mantê-los ou derrubá-los. Essa definição pode modificar dispositivos relevantes do Marco Legal e influenciar as responsabilidades financeiras dos diferentes níveis de governo.</p>
<p>O novo marco tem entrada em vigor prevista para junho de 2027, durante o mandato que começará em janeiro.</p>
<p>Portanto, o presidente reeleito terá de lidar simultaneamente com a regulamentação da legislação, a discussão sobre os dispositivos vetados e a tentativa de aprovar a nova proposta de tarifa zero.</p>
<p>A cobertura do Diário do Transporte sobre a sanção e os vetos pode ser consultada em:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/06/14/em-primeira-mao-marco-legal-do-transporte-publico-e-sancionado-por-lula-com-varios-vetos/?utm_source=chatgpt.com">https://diariodotransporte.com.br/2026/06/14/em-primeira-mao-marco-legal-do-transporte-publico-e-sancionado-por-lula-com-varios-vetos/</a></p>
<h2>Subsídios e qualidade dos serviços nos dias úteis também exigem respostas</h2>
<p>Embora a gratuidade aos fins de semana possa beneficiar passageiros que precisam se deslocar para lazer, compromissos familiares, serviços e atividades profissionais, a maior demanda dos transportes públicos continua concentrada nos dias úteis.</p>
<p>É nesse período que os sistemas precisam atender grandes volumes de pessoas em horários determinados, especialmente nos deslocamentos entre bairros residenciais, áreas comerciais, centros industriais, universidades e serviços públicos.</p>
<p>O financiamento do transporte não pode ser avaliado apenas pela tarifa cobrada na catraca.</p>
<p>Os custos incluem salários, encargos trabalhistas, combustíveis ou energia elétrica, peças, pneus, manutenção, seguros, tecnologia, garagens, terminais e investimentos necessários para a prestação dos serviços.</p>
<p>Em muitos municípios, os contratos combinam arrecadação tarifária e recursos orçamentários para garantir a remuneração dos operadores.</p>
<p>Em outros, o financiamento permanece fortemente dependente do número de passageiros pagantes.</p>
<p>Essa diversidade cria dificuldades para a adoção de políticas nacionais uniformes.</p>
<p>Uma cidade que já subsidia integralmente as passagens pode ter necessidades diferentes de outra que depende quase exclusivamente da arrecadação tarifária.</p>
<p>O mesmo ocorre nas regiões metropolitanas, em que tarifas, contratos e responsabilidades podem variar entre municípios e estados.</p>
<p>Por isso, uma das cobranças ao Governo Federal será estabelecer critérios transparentes para a distribuição dos recursos e mecanismos de controle que permitam verificar se o dinheiro público está resultando em melhoria efetiva do serviço.</p>
<p>Entre os indicadores estão o número de viagens programadas e realizadas, a disponibilidade de frota, os intervalos, a lotação, a acessibilidade e a regularidade da operação.</p>
<p>O Marco Legal estabelece diretrizes para aperfeiçoar a regulação e a gestão desses serviços.</p>
<p>No entanto, sua efetividade dependerá da regulamentação, da adaptação dos contratos e da capacidade de fiscalização dos gestores.</p>
<h2>Investimentos em corredores, metrôs e trens deverão ser medidos pelas entregas</h2>
<p>O programa apresentado por Lula prevê a continuidade do apoio federal ao transporte coletivo de alta capacidade, incluindo corredores de ônibus, sistemas de BRT, metrôs e trens metropolitanos.</p>
<p>Os investimentos dessa natureza envolvem diferentes fontes de recursos, como orçamento da União, financiamentos públicos, contrapartidas locais e participação privada.</p>
<p>Para os passageiros, a principal medida de resultado não é apenas o anúncio de uma obra, mas o início da operação com capacidade adequada.</p>
<p>Um corredor de ônibus, por exemplo, precisa contar com infraestrutura compatível, fiscalização, pontos de parada, acessibilidade, integração com as linhas alimentadoras e prioridade efetiva de circulação.</p>
<p>Nos sistemas ferroviários, a construção de estações e vias precisa ser acompanhada pela aquisição de trens, instalação de sistemas de sinalização, fornecimento de energia e preparação da operação.</p>
<p>A existência de projetos selecionados para financiamento não significa que as obras estejam contratadas ou que os recursos tenham sido integralmente liberados.</p>
<p>Da mesma maneira, a conclusão de uma etapa de infraestrutura não representa necessariamente a disponibilidade imediata do serviço para os passageiros.</p>
<p>A cobrança ao Governo Federal será apresentar cronogramas de investimento e execução, com indicação dos valores efetivamente pagos e dos resultados obtidos.</p>
<p>Também será importante identificar quais responsabilidades pertencem à União e quais dependem de estados, municípios ou concessionárias, evitando atribuir a um único governo decisões que envolvem diferentes participantes.</p>
<p>Outro ponto é a integração entre os sistemas.</p>
<p>Uma nova linha de metrô ou trem pode ampliar a capacidade de transporte, mas os ganhos para a população dependem também das conexões com ônibus, terminais e outros serviços.</p>
<p>Quando a integração exige o pagamento de várias tarifas, parte dos benefícios de tempo e acessibilidade pode ser reduzida pelo aumento do custo total da viagem.</p>
<h2>Ônibus elétricos: renovação da frota não termina na compra dos veículos</h2>
<p>A modernização e a eletrificação progressiva das frotas estão entre as prioridades anunciadas para o novo mandato.</p>
<p>O Governo Federal tem instrumentos para apoiar a aquisição de veículos por meio de programas de financiamento, linhas de crédito e políticas industriais.</p>
<p>A expansão dessas iniciativas pode beneficiar fabricantes de ônibus, carrocerias, componentes, sistemas elétricos, baterias e equipamentos de recarga instalados no Brasil.</p>
<p>O resultado para os passageiros, entretanto, dependerá de os veículos efetivamente entrarem em operação.</p>
<p>A eletrificação exige investimentos que vão além da aquisição dos ônibus.</p>
<p>Garagens precisam receber infraestrutura de recarga, instalações elétricas adequadas e, em determinados casos, reforços na rede de distribuição de energia.</p>
<p>Também são necessários treinamento dos profissionais, manutenção especializada, disponibilidade de peças e planejamento operacional compatível com a autonomia dos veículos.</p>
<p>Linhas extensas, trajetos com relevo acentuado, veículos de grande capacidade e operações com elevada quilometragem diária podem exigir soluções específicas.</p>
<p>O custo total da operação deve ser considerado ao longo da vida útil dos veículos, levando em conta energia, manutenção, infraestrutura e eventuais substituições de componentes.</p>
<p>O apoio à eletrificação também deverá ser avaliado em conjunto com outras tecnologias de redução de emissões, respeitando as características das redes e as condições de financiamento.</p>
<p>Outro ponto relevante é a participação da indústria nacional e o desenvolvimento de fornecedores capazes de assegurar manutenção e continuidade operacional.</p>
<p>Não basta anunciar a quantidade de ônibus financiados ou contratados. É necessário acompanhar os veículos entregues, emplacados e efetivamente utilizados no atendimento à população.</p>
<h2>Integração metropolitana e deslocamentos entre municípios</h2>
<p>Outra frente prevista no programa presidencial é o apoio à integração dos sistemas de transporte em regiões metropolitanas e cidades médias.</p>
<p>O tema é particularmente importante para passageiros que moram em um município e trabalham ou estudam em outro.</p>
<p>Nessas situações, uma mesma viagem pode envolver ônibus municipais, serviços intermunicipais, trens e metrôs, com diferentes tarifas e sistemas de pagamento.</p>
<p>A integração pode ser física, operacional ou tarifária.</p>
<p>Na integração física, o objetivo é facilitar as transferências entre linhas e modalidades.</p>
<p>Na operacional, busca-se compatibilizar horários, itinerários e a oferta dos serviços.</p>
<p>Já a integração tarifária permite reduzir ou organizar o custo de viagens que dependem da utilização de mais de um transporte.</p>
<p>Essas medidas exigem acordos sobre financiamento, divisão das receitas e responsabilidades administrativas.</p>
<p>Embora a União possa apoiar projetos e estabelecer diretrizes gerais, sua implantação depende de negociações entre os governos locais.</p>
<p>Por isso, um dos critérios de avaliação do mandato será a capacidade de incentivar projetos que tratem a mobilidade regional como uma rede integrada, e não apenas como a soma de serviços administrados separadamente.</p>
<p>Também será necessário considerar a localização das moradias, dos empregos e dos equipamentos públicos.</p>
<p>Investimentos em habitação realizados sem articulação com o planejamento de transportes podem ampliar distâncias, aumentar os custos de deslocamento e criar novas demandas para sistemas que já operam com limitações.</p>
<h2>Orçamento de 2027 terá menos recursos previstos para infraestrutura de transportes</h2>
<p>A execução orçamentária será um dos primeiros indicadores disponíveis para avaliar a política federal no novo mandato.</p>
<p>Como mostrou o Diário do Transporte, levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta redução de aproximadamente 4% nos investimentos federais previstos para infraestrutura de transportes entre as propostas orçamentárias de 2026 e 2027.</p>
<p>Os valores considerados no estudo passaram de R$ 16,73 bilhões para R$ 16,07 bilhões, em valores corrigidos, uma diferença de aproximadamente R$ 661 milhões.</p>
<p>O levantamento engloba investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, não correspondendo exclusivamente aos recursos destinados ao transporte público urbano.</p>
<p>Ainda assim, a comparação é relevante porque mostra a necessidade de observar a disponibilidade de recursos para diferentes segmentos da infraestrutura nacional.</p>
<p>A proposta de destinar aproximadamente R$ 11,2 bilhões à tarifa zero tem finalidade distinta, relacionada ao custeio dos serviços e das gratuidades.</p>
<p>Investimentos e custeio, portanto, não devem ser confundidos.</p>
<p>A construção de corredores, terminais e sistemas ferroviários exige recursos para obras e equipamentos. Já o funcionamento cotidiano dos serviços depende do pagamento de despesas operacionais.</p>
<p>Ambas as dimensões precisam ser consideradas para que a ampliação do acesso ao transporte seja acompanhada pela manutenção da capacidade de atendimento.</p>
<p>Além dos valores aprovados pelo Congresso, a avaliação deverá incluir os recursos efetivamente empenhados, pagos e aplicados em projetos concluídos.</p>
<h2>Transporte rodoviário, regulação e segurança também estão entre as responsabilidades federais</h2>
<p>Embora a maior parte da discussão sobre tarifa zero esteja concentrada no transporte urbano, o Governo Federal possui atribuições diretas sobre os serviços rodoviários interestaduais e internacionais de passageiros.</p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é responsável pela regulação e fiscalização desses mercados, incluindo autorizações, condições de prestação dos serviços, direitos dos passageiros e cumprimento das exigências regulamentares.</p>
<p>O setor passa por mudanças importantes na organização dos mercados, na concessão de autorizações e nas condições de concorrência entre empresas.</p>
<p>A continuidade desses processos durante o novo mandato deverá ser acompanhada pela ótica da segurança jurídica, da qualidade dos serviços e da garantia de atendimento aos passageiros.</p>
<p>A melhoria das condições das rodovias também faz parte da agenda federal.</p>
<p>Conservação do pavimento, segurança viária, sinalização, manutenção de pontes e tratamento de pontos críticos influenciam diretamente as operações de ônibus rodoviários.</p>
<p>As políticas de concessão precisam ser avaliadas pelo cumprimento dos contratos, pela execução das obras previstas e pelos reflexos dos custos sobre transportadores e usuários.</p>
<p>Outro tema é a articulação entre transporte público, políticas energéticas e preço dos combustíveis.</p>
<p>O diesel continua representando uma parcela importante dos custos operacionais de grande parte das frotas brasileiras.</p>
<p>Oscilações de preços e alterações tributárias podem influenciar os custos dos serviços, ainda que os efeitos sobre as tarifas dependam dos contratos e das políticas locais de subsídio.</p>
<h2>O que cobrar de Lula entre 2027 e 2030</h2>
<p>A reeleição coloca o presidente diante de compromissos anunciados na campanha e de questões estruturais que já estavam em discussão durante o mandato iniciado em 2023.</p>
<p>Entre as principais cobranças estão a aprovação e a implantação do financiamento da tarifa zero, a definição sobre os vetos ao Marco Legal, a regulamentação das novas regras do transporte público, a ampliação dos investimentos e o acompanhamento da qualidade dos serviços.</p>
<p>No caso das gratuidades, será necessário esclarecer quais cidades e modalidades poderão participar, quanto cada sistema receberá e quais mecanismos assegurarão a oferta adequada de veículos.</p>
<p>Em relação ao Marco Legal, as decisões sobre financiamento e competências entre os governos precisarão ser conciliadas com a proposta de aumentar a participação federal no custeio do transporte.</p>
<p>Nos investimentos em infraestrutura, o acompanhamento deve considerar obras concluídas, sistemas inaugurados e capacidade efetivamente oferecida à população.</p>
<p>Na renovação das frotas, será importante verificar quantos veículos financiados pelo poder público começaram a circular e se as redes receberam as adaptações necessárias.</p>
<p>Também deverão ser acompanhados os indicadores de segurança, acessibilidade, pontualidade, intervalos entre veículos e custo dos deslocamentos.</p>
<p>A ampliação de subsídios ou a retirada da cobrança de passagens representa uma decisão de política pública. Seus efeitos precisam ser avaliados junto com a capacidade de atendimento dos sistemas e a sustentabilidade do financiamento.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a manutenção de recursos para o transporte cotidiano, a transparência sobre contratos e o cumprimento de metas operacionais serão essenciais para verificar se os investimentos estão chegando aos passageiros.</p>
<p>Para quem utiliza ônibus, metrôs e trens, o resultado das políticas públicas será percebido na possibilidade de pagar menos, esperar menos, viajar com segurança e contar com serviços regulares e acessíveis.</p>
<p>Esses serão os principais parâmetros para acompanhar as promessas de mobilidade e transportes durante os quatro anos do novo mandato presidencial.</p>
<p>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>1</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/lula-e-reeleito-com-promessa-de-tarifa-zero-mas-vetos-ao-marco-legal-do-transporte-e-financiamento-dos-onibus-serao-cobrados-no-novo-mandato/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=541292</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Cometa informa alta de 39% no transporte com gratuidade no segundo turno em São Paulo até as 18h</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/cometa-informa-alta-de-39-no-transporte-com-gratuidade-no-segundo-turno-em-sao-paulo-ate-as-18h/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/cometa-informa-alta-de-39-no-transporte-com-gratuidade-no-segundo-turno-em-sao-paulo-ate-as-18h/#comments</comments>
    <pubDate>Mon, 26 Oct 2026 00:09:50 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Empresa registrou mais de 11 mil bilhetes gratuitos e informou mais de 400 viagens; gratuidade nos rodoviários intermunicipais paulistas vale durante as 24 horas deste domingo ADAMO BAZANI A Viação Cometa informou que transportou, até as 18h deste domingo, 25 de outubro de 2026, um volume de passageiros com gratuidade 39% maior que o registrado [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="793" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915277E2.jpg?fit=1024%2C793&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915277E2.jpg?w=3302&amp;ssl=1 3302w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915277E2.jpg?resize=300%2C232&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915277E2.jpg?resize=1024%2C793&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915277E2.jpg?resize=150%2C116&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915277E2.jpg?resize=768%2C594&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915277E2.jpg?resize=1536%2C1189&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915277E2.jpg?resize=2048%2C1585&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915277E2.jpg?resize=400%2C310&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915277E2.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Empresa registrou mais de 11 mil bilhetes gratuitos e informou mais de 400 viagens; gratuidade nos rodoviários intermunicipais paulistas vale durante as 24 horas deste domingo</em><br><br><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em><br><br>A Viação Cometa informou que transportou, até as 18h deste domingo, 25 de outubro de 2026, um volume de passageiros com gratuidade 39% maior que o registrado no primeiro turno das eleições nas viagens dentro do Estado de São Paulo. Segundo comunicado oficial da companhia, o balanço parcial contabilizou mais de 11 mil bilhetes gratuitos emitidos e utilizados.<br><br>A empresa também afirmou que reforçou os serviços neste domingo de segundo turno, com mais de 400 viagens em território paulista. A gratuidade no transporte rodoviário intermunicipal regular do Estado de São Paulo abrange todo o dia, da 0h às 23h59, permitindo deslocamentos antes e depois da votação, cujo encerramento foi prorrogado das 17h para as 19h por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin.<br><br>De acordo com a Cometa, as passagens gratuitas foram oferecidas exclusivamente nos guichês, em cumprimento à determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No comunicado, a companhia citou a Resolução TSE nº 23.751/2026 e declarou que todos os passageiros que procuraram o atendimento presencial foram atendidos.<br><br>“As passagens gratuitas estiveram disponíveis nos guichês e todos os passageiros que nos procuraram foram atendidos, assim como seguem disponibilizadas até o fim do dia de hoje”, afirmou a empresa.<br><br>O crescimento de 39% corresponde à comparação apresentada pela própria transportadora com o primeiro turno. O levantamento deste domingo é parcial, com corte às 18h, enquanto a disponibilidade dos bilhetes gratuitos foi mantida, segundo a companhia, até o fim do dia.<br><br><strong>Gratuidade nos rodoviários paulistas vale até as 23h59</strong><br><br>No Estado de São Paulo, o Decreto nº 70.916, de 2 de outubro de 2026, estabeleceu a gratuidade nos dias de votação, com períodos diferentes conforme a modalidade de transporte.<br><br>Para os serviços regulares intermunicipais rodoviários e semiurbanos, o benefício foi previsto da 0h às 23h59, tanto no primeiro turno, em 4 de outubro, quanto no segundo, neste domingo, 25 de outubro.<br><br>Assim, no caso dos rodoviários intermunicipais abrangidos pela medida, a gratuidade já contemplava as viagens ao longo das 24 horas do domingo, incluindo o período posterior ao novo horário de encerramento da votação.<br><br>A regra paulista se refere aos serviços dentro do estado. A Cometa também opera ligações interestaduais, mas o balanço divulgado neste domingo e a gratuidade descrita no comunicado dizem respeito às viagens em território paulista.<br><br><strong>Rede da Cometa atende capital, litoral, ABC e interior</strong><br><br>A atuação da Cometa em São Paulo inclui ligações entre a capital, a Baixada Santista, o ABC Paulista e diferentes regiões do interior, além do atendimento a Aparecida, no Vale do Paraíba.<br><br>Entre as ligações da companhia estão São Paulo–Sorocaba, São Paulo–Jundiaí, São Paulo–São Roque, São Paulo–São Carlos, São Paulo–Araraquara e São Paulo–Ribeirão Preto. A rede também contempla viagens entre Campinas e cidades como Ribeirão Preto e Franca.<br><br>No litoral, a empresa atende destinos como Santos e Praia Grande, com ligações a partir da capital e do interior. Entre os exemplos estão São Paulo–Praia Grande e Campinas–Santos.<br><br>No ABC Paulista, a presença da transportadora inclui Santo André e São Bernardo do Campo. O atendimento a Aparecida abrange ligações como São Bernardo do Campo–Aparecida e Praia Grande–Aparecida, conectando o ABC e a Baixada Santista ao município do Vale do Paraíba.<br><br>Essas ligações integram uma rede que atende passageiros em deslocamentos entre municípios da Região Metropolitana de São Paulo, cidades do interior e o litoral.<br><br><strong>Zanin prorrogou votação após relatos de dificuldades no transporte</strong><br><br>Como mostrou o Diário do Transporte, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, determinou neste domingo a prorrogação do horário de votação até as 19h, pelo horário de Brasília, diante de relatos de dificuldades de acesso ao transporte público.<br><br>A decisão ampliou em duas horas o prazo inicialmente previsto para o encerramento do segundo turno, às 17h. A medida ocorreu em meio a reclamações sobre a oferta de ônibus e os obstáculos enfrentados por eleitores para chegar às seções eleitorais.<br><br>Na capital paulista, a Justiça Eleitoral havia determinado a disponibilização de 100% da frota operacional, com frequência compatível com a dos dias úteis. A Prefeitura de São Paulo informou que comunicou a determinação às empresas, enquanto a SPTrans apontou dificuldades operacionais para reorganizar escalas e mobilizar profissionais após a alteração da programação na véspera da eleição.<br><br>No comunicado sobre sua operação rodoviária, a Cometa afirmou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.<br><br><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/cometa-informa-alta-de-39-no-transporte-com-gratuidade-no-segundo-turno-em-sao-paulo-ate-as-18h/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=541290</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Gratuidade nos ônibus intermunicipais e transporte sobre trilhos de São Paulo é estendida até 22h neste domingo (25) de eleições</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/gratuidade-nos-onibus-intermunicipais-e-transporte-sobre-trilhos-de-sao-paulo-e-estendida-ate-22h-neste-domingo-25-de-eleicoes/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/gratuidade-nos-onibus-intermunicipais-e-transporte-sobre-trilhos-de-sao-paulo-e-estendida-ate-22h-neste-domingo-25-de-eleicoes/#comments</comments>
    <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 23:44:12 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Oferta de trens segue reforçada também nas linhas concedidas; sistema metroviário segue sem cobrança até o fim da operação, à meia-noite ARTHUR FERRARI A gratuidade no transporte público sobre trilhos e nos ônibus metropolitanos e intermunicipais de São Paulo (SP) será mantida neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Nas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Linha-1_Armenia_02-1-e1676061734926.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Linha-1_Armenia_02-1-e1676061734926.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Linha-1_Armenia_02-1-e1676061734926.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Linha-1_Armenia_02-1-e1676061734926.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Linha-1_Armenia_02-1-e1676061734926.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Linha-1_Armenia_02-1-e1676061734926.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Oferta de trens segue reforçada também nas linhas concedidas; sistema metroviário segue sem cobrança até o fim da operação, à meia-noite</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>A gratuidade no transporte público sobre trilhos e nos ônibus metropolitanos e intermunicipais de São Paulo (SP) será mantida neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Nas linhas operadas de trens metropolitanos, o benefício vale até as 22h, enquanto nas do transporte metroviário a isenção permanece até o encerramento da operação, à meia-noite.</p>
<p>A medida segue a Resolução nº 23.752 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), diante da ampliação do horário de votação até as 19h. A estratégia busca garantir o deslocamento dos eleitores ao longo do dia.</p>
<p>De acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM), a operação foi organizada com frota e intervalos equivalentes aos praticados em dias úteis, superiores aos de um domingo convencional. As equipes acompanham a demanda e podem utilizar trens reservas para reforçar o atendimento, caso necessário.</p>
<p>Já a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) informou que a gratuidade nos serviços concedidos sobre trilhos na capital paulista e na região metropolitana, além dos ônibus metropolitanos e intermunicipais, será mantida até as 22h.</p>
<p><strong>Linha 15-Prata</strong></p>
<p>Como mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, a Linha 15-Prata do Metrô voltou a operar normalmente desde o início do serviço comercial deste domingo. A retomada ocorreu após trabalhos de reparação realizados durante a madrugada para corrigir danos provocados pelo tombamento de um guindaste sobre os trilhos.</p>
<p><strong>Relembre</strong></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="oumFVGp2EM"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/linha-15-prata-volta-a-operar-sem-restricoes-neste-domingo-25-apos-acidente-com-guindaste-paese-e-suspenso/">Linha 15-Prata volta a operar sem restrições neste domingo (25) após acidente com guindaste; PAESE é suspenso</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Linha 15-Prata volta a operar sem restrições neste domingo (25) após acidente com guindaste; PAESE é suspenso” — Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/linha-15-prata-volta-a-operar-sem-restricoes-neste-domingo-25-apos-acidente-com-guindaste-paese-e-suspenso/embed/#?secret=oKgUY6vljC#?secret=oumFVGp2EM" data-secret="oumFVGp2EM" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/gratuidade-nos-onibus-intermunicipais-e-transporte-sobre-trilhos-de-sao-paulo-e-estendida-ate-22h-neste-domingo-25-de-eleicoes/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=541286</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Rio de Janeiro estende gratuidade nas barcas, trens e metrô até as 22h após prorrogação da votação</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/rio-de-janeiro-estende-gratuidade-nas-barcas-trens-e-metro-ate-as-22h-apos-prorrogacao-da-votacao/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/rio-de-janeiro-estende-gratuidade-nas-barcas-trens-e-metro-ate-as-22h-apos-prorrogacao-da-votacao/#comments</comments>
    <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 22:57:05 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Setram comunicou a ampliação às três operadoras; benefício, inicialmente previsto até as 20h, terá duas horas adicionais neste domingo ADAMO BAZANI A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana do Rio de Janeiro (Setram) informou que a gratuidade nas barcas, nos trens e no metrô será estendida até as 22h deste domingo, 25 de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="667" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261025_195204_Chrome.jpg?fit=1024%2C667&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261025_195204_Chrome.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261025_195204_Chrome.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261025_195204_Chrome.jpg?resize=1024%2C667&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261025_195204_Chrome.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261025_195204_Chrome.jpg?resize=768%2C501&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261025_195204_Chrome.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Setram comunicou a ampliação às três operadoras; benefício, inicialmente previsto até as 20h, terá duas horas adicionais neste domingo</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana do Rio de Janeiro (Setram) informou que a gratuidade nas barcas, nos trens e no metrô será estendida até as 22h deste domingo, 25 de outubro de 2026. A medida foi adotada em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de ampliar até as 19h o horário de votação do segundo turno das eleições.</p>
<p>Segundo a secretaria, a orientação foi comunicada ao Consórcio Barcas Rio, ao MetrôRio e à Trens RJ. O benefício estava inicialmente previsto para funcionar das 6h às 20h e, com a alteração, terá duas horas adicionais, ampliando o período de deslocamento gratuito após a votação.</p>
<p>A programação original seguia as Resoluções TSE nº 23.751/2026 e TRE-RJ nº 1.404/2026, que estabelecem a oferta gratuita de transporte coletivo urbano e intermunicipal nos dias de votação, conforme informou a Setram.</p>
<p>O comunicado trata da extensão do horário da gratuidade nos três sistemas. A ampliação permite que passageiros utilizem o benefício até três horas depois do novo horário de encerramento da votação.</p>
<p>A decisão ocorre em meio às dificuldades de transporte de eleitores registradas neste segundo turno. O ministro do STF, Cristiano Zanin, determinou a prorrogação da votação até as 19h e, posteriormente, esclareceu que a medida se aplicava aos locais onde as urnas ainda estavam abertas.</p>
<h2>Nota oficial na íntegra</h2>
<p><em>A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) comunicou ao Consórcio Barcas Rio, ao MetrôRio e à Trens RJ que a gratuidade nas barcas, nos trens e metrô deverá ser estendida, neste domingo (25/10), até as 22h. A medida foi deliberada em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de ampliar, até as 19h, o horário de votação do segundo turno das Eleições 2026.</em></p>
<p><em>Inicialmente, o horário da gratuidade estava previsto para vigorar das 6h às 20h, conforme as Resoluções TSE nº 23.751/2026 e TRE-RJ nº 1.404/2026, que estabelecem a oferta gratuita de transporte coletivo urbano e intermunicipal nos dias de votação.</em></p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/rio-de-janeiro-estende-gratuidade-nas-barcas-trens-e-metro-ate-as-22h-apos-prorrogacao-da-votacao/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=541279</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Prefeitura de São Paulo diz que programou 8 milhões de lugares nos ônibus em cada turno das eleições</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/prefeitura-de-sao-paulo-diz-que-programou-8-milhoes-de-lugares-nos-onibus-em-cada-turno-das-eleicoes/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/prefeitura-de-sao-paulo-diz-que-programou-8-milhoes-de-lugares-nos-onibus-em-cada-turno-das-eleicoes/#comments</comments>
    <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 22:32:22 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Segundo a SPTrans, os 3,4 milhões de passageiros do primeiro turno ficaram 57,5% abaixo da capacidade programada; total de lugares, porém, precisa ser analisado com viagens realizadas, intervalos e distribuição da frota ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo informou, em nota neste domingo, 25 de outubro de 2026, que programou uma oferta de 8 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="689" height="489" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/TTOTYYOY.jpg?fit=689%2C489&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/TTOTYYOY.jpg?w=689&amp;ssl=1 689w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/TTOTYYOY.jpg?resize=300%2C213&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/TTOTYYOY.jpg?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/TTOTYYOY.jpg?resize=400%2C284&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px" /> <p><em>Segundo a SPTrans, os 3,4 milhões de passageiros do primeiro turno ficaram 57,5% abaixo da capacidade programada; total de lugares, porém, precisa ser analisado com viagens realizadas, intervalos e distribuição da frota</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo informou, em nota neste domingo, 25 de outubro de 2026, que programou uma oferta de 8 milhões de lugares nos ônibus municipais para cada um dos dois turnos das eleições. Segundo a administração, no primeiro turno, em 4 de outubro, a SPTrans registrou 3,4 milhões de passageiros, quantidade equivalente a 42,5% da capacidade anunciada.</p>
<p>O posicionamento foi divulgado em meio às denúncias de oferta insuficiente de ônibus e à discussão sobre o cumprimento da determinação judicial de colocar 100% da frota operacional em circulação no segundo turno. A prefeitura afirma que a programação havia sido comunicada antecipadamente aos órgãos técnicos e à Justiça Eleitoral e que, depois da notificação recebida no sábado, determinou às concessionárias a operação com a frota integral.</p>
<p>De acordo com os horários apresentados pela administração municipal, a SPTrans foi notificada às 13h10 de sábado, 24 de outubro, e encaminhou o ofício às empresas às 13h59, um intervalo de 49 minutos.</p>
<p>A quantidade de passageiros transportados no segundo turno depende da consolidação dos registros dos validadores, com a chegada dos ônibus às garagens para descarregar os dados. Esse indicador, entretanto, precisa ser examinado junto com as viagens efetivamente realizadas e as condições de atendimento em cada linha.</p>
<p>A nota acrescenta um elemento ao debate: a diferença entre quantidade de ônibus, quantidade de viagens e capacidade de transporte. São indicadores relacionados, mas que não podem ser usados como sinônimos — nem para comprovar atendimento adequado, nem para concluir, isoladamente, que houve insuficiência de serviço.</p>
<h2>O que representam os 8 milhões de lugares</h2>
<p>Os números apresentados pela prefeitura mostram uma diferença de 4,6 milhões entre a oferta programada de lugares e os 3,4 milhões de passageiros registrados no primeiro turno. O cálculo corresponde aos 57,5% citados pela administração.</p>
<p>Essa proporção não significa, porém, que todos os ônibus circularam com 57,5% de lugares vazios ou que todos os passageiros encontraram atendimento suficiente.</p>
<p>A oferta é distribuída ao longo do dia, em diferentes linhas, sentidos e regiões. Um lugar disponível em determinado bairro ou horário não atende automaticamente uma pessoa que espera em outra parte da cidade.</p>
<p>Também é necessário distinguir a programação da execução. A capacidade prevista depende da realização das viagens. Se partidas forem canceladas ou percursos forem interrompidos, a oferta efetivamente entregue poderá ser diferente da anunciada.</p>
<p>O total diário, portanto, ajuda a dimensionar o planejamento, mas não substitui a análise dos intervalos, das partidas cumpridas, da lotação e da distribuição territorial do serviço.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>O que representa</th>
<th>O que precisa ser considerado</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Oferta de frota</td>
<td>Quantidade de ônibus empregada na operação, por período</td>
<td>Horário, distribuição por linha, capacidade dos veículos e distinção entre frota cadastrada, operacional e reserva</td>
</tr>
<tr>
<td>Oferta de viagens</td>
<td>Quantidade de partidas ou percursos programados e efetivamente realizados</td>
<td>Trânsito, acidentes, alagamentos, desvios, duração dos trajetos e disponibilidade de veículos e trabalhadores</td>
</tr>
<tr>
<td>Oferta de lugares</td>
<td>Capacidade disponibilizada nas viagens, conforme o critério de cálculo adotado</td>
<td>Capacidade de cada veículo, viagens realizadas e distribuição por linha, sentido e horário; não representa apenas assentos</td>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros transportados</td>
<td>Volume de utilizações registrado pelo sistema</td>
<td>Critério de contabilização, integrações e consolidação dos registros; não equivale automaticamente ao número de pessoas diferentes</td>
</tr>
<tr>
<td>Intervalo entre ônibus</td>
<td>Tempo entre passagens consecutivas de uma linha</td>
<td>Regularidade da operação, congestionamentos e concentração de veículos; uma média pode esconder esperas prolongadas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A comparação precisa ser feita com a mesma metodologia. Não basta confrontar a quantidade máxima de ônibus de um dia útil com um total de lugares de domingo sem conhecer os períodos considerados e as viagens correspondentes.</p>
<h2>Menos ônibus podem realizar mais viagens, dependendo das condições</h2>
<p>Uma frota menor pode produzir mais viagens e disponibilizar mais lugares que uma frota maior, caso os veículos consigam completar os percursos em menos tempo. Isso pode ocorrer em um dia de trânsito mais livre, desde que a programação aproveite essa condição e haja estrutura para cumprir as partidas.</p>
<p>Um exemplo hipotético ajuda a explicar a diferença. Se 100 ônibus com capacidade de 80 passageiros realizarem dez viagens cada, a soma da capacidade dessas viagens será de 80 mil lugares. Se 120 ônibus de mesma capacidade realizarem apenas oito viagens cada, serão 76,8 mil lugares.</p>
<p>Nesse exemplo, a frota 20% maior produziria uma oferta agregada de lugares 4% menor, porque cada veículo teria realizado menos viagens. O cálculo é apenas ilustrativo e não corresponde à operação registrada nas eleições em São Paulo.</p>
<p>A situação inversa também pode ocorrer. Menos ônibus, sem compensação na quantidade de viagens ou com distribuição inadequada, podem ampliar intervalos e dificultar o deslocamento.</p>
<p>Além disso, um dia de menor demanda não é necessariamente um dia de operação mais fácil. Chuvas, alagamentos, acidentes e bloqueios podem aumentar o tempo dos percursos mesmo quando há menos carros nas ruas.</p>
<p>Por isso, a questão técnica precisa reunir frota, viagens, capacidade e regularidade. O passageiro depende de um ônibus que passe na linha e no horário de que necessita.</p>
<p>Essa análise não afasta a obrigação de cumprir a determinação judicial. A discussão sobre o dimensionamento mais adequado para eleições futuras é diferente da verificação do cumprimento da ordem vigente neste domingo.</p>
<h2>Justiça negou prisão de secretário e presidente da SPTrans</h2>
<p>Durante o segundo turno, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, pediu a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, por alegado descumprimento da determinação sobre a operação dos ônibus.</p>
<p>O juiz eleitoral Tiago Ducatti Lino Machado negou o pedido por considerar que os elementos apresentados não eram suficientes para caracterizar flagrante delito. O Ministério Público Eleitoral também se manifestou contra as prisões.</p>
<p>A decisão não equivale a uma conclusão de que todas as linhas operaram adequadamente ou de que a ordem sobre a frota foi integralmente cumprida. O magistrado examinou os requisitos para a prisão solicitada.</p>
<p>Da mesma forma, as denúncias de ônibus insuficientes precisam ser verificadas com registros operacionais, horários e locais. O total de veículos em circulação é relevante, mas não responde sozinho quanto cada passageiro esperou ou quais viagens deixaram de acontecer.</p>
<p>A prefeitura sustenta que comunicou rapidamente as concessionárias após receber a notificação. O envio do ofício demonstra a providência administrativa relatada; o cumprimento pelas empresas depende da verificação do serviço efetivamente executado.</p>
<h2>Debate exige separar dificuldade real, planejamento e disputa política</h2>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> colocou essas diferenças em discussão na reportagem <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/debate-transportes-no-centro-da-crise-eleitoral-dificuldade-real-de-acesso-ao-voto-ou-pretexto-para-a-disputa-politica/">DEBATE: Transportes no centro da crise eleitoral: dificuldade real de acesso ao voto ou pretexto para a disputa política?</a>.</p>
<p>O debate ganhou dimensão nacional com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, de prorrogar a votação até as 19h. Posteriormente, o ministro esclareceu que a ampliação se aplicava aos locais onde as urnas ainda estavam abertas.</p>
<p>A nota da prefeitura deve ser analisada nesse contexto. Uma oferta agregada superior ao volume de passageiros não elimina a possibilidade de falhas localizadas. Por outro lado, relatos de espera, embora relevantes e merecedores de apuração, não quantificam automaticamente a insuficiência de toda a rede.</p>
<p>Também não é possível atribuir a abstenção exclusivamente ao transporte sem investigar os motivos pelos quais os eleitores deixaram de votar.</p>
<p>O estudo “Transporte público gratuito e participação eleitoral”, publicado pelo Ipea e abordado na reportagem do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, não detectou efeito estatisticamente significativo do passe livre sobre o comparecimento nas eleições de 2022, embora tenha identificado aumento da mobilidade.</p>
<p>Esse resultado não demonstra que a falta de ônibus seja incapaz de impedir alguém de votar. Mostra que facilitar o deslocamento, ampliar a utilização do transporte e reduzir a abstenção são efeitos que precisam ser investigados separadamente.</p>
<p>Para avaliar a operação deste segundo turno, será necessário confrontar a programação com as partidas realizadas, os intervalos por linha, os registros de interrupções e as reclamações dos passageiros. Os dados consolidados de utilização completarão esse quadro, mas não substituirão a análise de onde e quando o serviço esteve disponível.</p>
<h2>Nota da Prefeitura de São Paulo na íntegra</h2>
<p><em>A Prefeitura de São Paulo informa que o número de lugares disponibilizados para o primeiro e o segundo turnos &#8212; conforme programado e informado antecipadamente a órgãos técnicos e também à Justiça Eleitoral &#8212; é de 8 milhões de lugares em cada uma das duas etapas da eleição. A SPTrans registrou, no primeiro turno, 3,4 milhões de passageiros, portanto, 57,5% a menos de passageiros em relação ao que havia de lugares à disposição da população. Ainda assim, atendendo ao pedido do TRE, a Prefeitura determinou ontem às concessionárias para colocar 100% da frota nas ruas no segundo turno. A SPTrans foi notificada pelo TRE às 13h10 deste sábado, e o ofício foi encaminhado às 13h59, também ontem, para todas as empresas que operam no município.</em></p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/prefeitura-de-sao-paulo-diz-que-programou-8-milhoes-de-lugares-nos-onibus-em-cada-turno-das-eleicoes/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=541272</guid>
  </item>
  <item>
    <title>DEBATE: Transportes no centro da crise eleitoral: dificuldade real de acesso ao voto ou pretexto para a disputa política?</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/debate-transportes-no-centro-da-crise-eleitoral-dificuldade-real-de-acesso-ao-voto-ou-pretexto-para-a-disputa-politica/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/debate-transportes-no-centro-da-crise-eleitoral-dificuldade-real-de-acesso-ao-voto-ou-pretexto-para-a-disputa-politica/#comments</comments>
    <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 21:27:01 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Prorrogação da votação, denúncias de frota reduzida e pedidos de prisão de gestores exigem apuração; pesquisas sobre gratuidade e abstenção mostram que a relação entre ônibus e comparecimento às urnas é mais complexa que os discursos das campanhas ADAMO BAZANI Os transportes estiveram no centro de uma crise no segundo turno das eleições de 2026, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="796" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1319042.jpg?fit=1024%2C796&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1319042.jpg?w=3880&amp;ssl=1 3880w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1319042.jpg?resize=300%2C233&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1319042.jpg?resize=1024%2C796&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1319042.jpg?resize=150%2C117&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1319042.jpg?resize=768%2C597&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1319042.jpg?resize=1536%2C1194&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1319042.jpg?resize=2048%2C1592&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1319042.jpg?resize=400%2C311&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1319042.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Prorrogação da votação, denúncias de frota reduzida e pedidos de prisão de gestores exigem apuração; pesquisas sobre gratuidade e abstenção mostram que a relação entre ônibus e comparecimento às urnas é mais complexa que os discursos das campanhas</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Os transportes estiveram no centro de uma crise no segundo turno das eleições de 2026, neste domingo, 25 de outubro. Denúncias de ônibus insuficientes, pedidos de prisão de gestores e a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, de ampliar a votação das 17h para as 19h colocaram o acesso às urnas em uma disputa que exige distinguir dificuldades comprovadas, responsabilidades administrativas e argumentos das campanhas.</p>
<p>A questão merece ser enfrentada sem minimizar o sofrimento de quem ficou esperando em um ponto e sem transformar toda ausência eleitoral em consequência da falta de ônibus. Que dados permitem medir quantos eleitores foram impedidos de votar pelo transporte? Qual foi a extensão dos problemas? E até que ponto falhas reais passaram a servir de argumento para uma disputa política maior?</p>
<p>Zanin atendeu a uma ação da campanha do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois, esclareceu que a ampliação do horário se aplicava somente aos locais onde as urnas ainda estavam abertas. A distinção é decisiva: a medida não significava a reabertura generalizada das seções que já haviam encerrado a votação.</p>
<p>A totalização chegou a ser interrompida às 17h06. Naquele momento, segundo a Agência Brasil, haviam sido apuradas 1.225 das 499.248 seções, com 335.743 votos válidos contabilizados. A decisão sobre mobilidade já produzia consequências sobre o funcionamento nacional da eleição.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanhou os acontecimentos e, um dia antes, já havia colocado em discussão uma pergunta que agora se torna ainda mais necessária: gratuidade e ampliação da oferta de transporte reduzem a abstenção? Em quais condições? Com qual intensidade?</p>
<p>Há motivos para cobrar governos que não asseguraram o serviço. Há também motivos para exigir das campanhas evidências proporcionais às acusações que fazem. E cabe questionar quais informações técnicas sustentaram intervenções judiciais tomadas quando o horário inicialmente previsto para o encerramento da votação já estava terminando.</p>
<h1>Mais perguntas que repostas:</h1>
<p>A questão é técnica ou não passa de narrativa?</p>
<p>Até que ponto foram os transportes mesmo responsáveis pela suposta dificuldade dos eleitores? Há oportunismo de todos os lados?</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, um dia antes de toda a bagunça, com base em estudos, mostrou que não há consenso sobre se gratuidade ou frota total nas eleições diminui a abstenção.</p>
<p>Quais as bases para dizer que o eleitor deixou de votar justamente por causa dos transportes? O Brasil é imenso com realidades territoriais e sociais diferentes.</p>
<p>É correto comparar locais com poucas escolas e necessidades de grandes deslocamentos com centros urbanos onde as seções eleitorais são mais próximas das casas das pessoas?</p>
<p>É correto comparar regiões onde há um ônibus só de manhã e outro à noite com áreas que se sobrepõem ônibus, trens e metrôs?</p>
<p>Claro que o transporte é essencial ao eleitor. Mas até que ponto é correto colocar somente nas costas dos ônibus um debate com mais cara de narrativas partidárias e atropelamentos entre TSE e STF?</p>
<p>O TSE tem um lado político e o STF tem outro? Mas e o ônibus tem a ver com isso?</p>
<p>Em algumas cidades, 100% da frota são essenciais. Mas em outras, são mesmo necessárias? Demora em pontos e longas esperas x ônibus rodando vazios “batendo lata”.</p>
<p>Não seria necessário, para as próximas eleições, normatizar como devem ser os transportes em cada região para evitar essa insegurança jurídica?</p>
<p>E as dificuldades reais dos transportes? Alagamentos, acidentes, chuva, dificuldade de achar motoristas para trabalhar em cima da hora de decisões judiciais &#8230;. x oportunismos de todos os lados.</p>
<p>Qual o peso técnico das decisões judiciais quando o assunto é transporte?</p>
<p><span class="selectable-text copyable-text xkrh14z">Sem contar que há diferença entre oferta de frota e cumprimento de viagem, este que tem relação também com problemas como trânsito, acidentes e alagamentos. O que se deve ponderar é: até que ponto as dificuldades de transportes que foram reais em regiões sustentariam de fato uma decisão com esta extensão para todo o País, causando uma insegurança jurídica para ambos os lados.</span></p>
<h1>OFERTAS DE LUGARES X VIAGENS X FROTA</h1>
<p>A oferta é distribuída ao longo do dia, em diferentes linhas, sentidos e regiões. Um lugar disponível em determinado bairro ou horário não atende automaticamente uma pessoa que espera em outra parte da cidade.</p>
<p>Também é necessário distinguir a programação da execução. A capacidade prevista depende da realização das viagens. Se partidas forem canceladas ou percursos forem interrompidos, a oferta efetivamente entregue poderá ser diferente da anunciada.</p>
<p>O total diário, portanto, ajuda a dimensionar o planejamento, mas não substitui a análise dos intervalos, das partidas cumpridas, da lotação e da distribuição territorial do serviço.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>O que representa</th>
<th>O que precisa ser considerado</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Oferta de frota</td>
<td>Quantidade de ônibus empregada na operação, por período</td>
<td>Horário, distribuição por linha, capacidade dos veículos e distinção entre frota cadastrada, operacional e reserva</td>
</tr>
<tr>
<td>Oferta de viagens</td>
<td>Quantidade de partidas ou percursos programados e efetivamente realizados</td>
<td>Trânsito, acidentes, alagamentos, desvios, duração dos trajetos e disponibilidade de veículos e trabalhadores</td>
</tr>
<tr>
<td>Oferta de lugares</td>
<td>Capacidade disponibilizada nas viagens, conforme o critério de cálculo adotado</td>
<td>Capacidade de cada veículo, viagens realizadas e distribuição por linha, sentido e horário; não representa apenas assentos</td>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros transportados</td>
<td>Volume de utilizações registrado pelo sistema</td>
<td>Critério de contabilização, integrações e consolidação dos registros; não equivale automaticamente ao número de pessoas diferentes</td>
</tr>
<tr>
<td>Intervalo entre ônibus</td>
<td>Tempo entre passagens consecutivas de uma linha</td>
<td>Regularidade da operação, congestionamentos e concentração de veículos; uma média pode esconder esperas prolongadas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A comparação precisa ser feita com a mesma metodologia. Não basta confrontar a quantidade máxima de ônibus de um dia útil com um total de lugares de domingo sem conhecer os períodos considerados e as viagens correspondentes.</p>
<h2>Menos ônibus podem realizar mais viagens, dependendo das condições</h2>
<p>Uma frota menor pode produzir mais viagens e disponibilizar mais lugares que uma frota maior, caso os veículos consigam completar os percursos em menos tempo. Isso pode ocorrer em um dia de trânsito mais livre, desde que a programação aproveite essa condição e haja estrutura para cumprir as partidas.</p>
<p>Um exemplo hipotético ajuda a explicar a diferença. Se 100 ônibus com capacidade de 80 passageiros realizarem dez viagens cada, a soma da capacidade dessas viagens será de 80 mil lugares. Se 120 ônibus de mesma capacidade realizarem apenas oito viagens cada, serão 76,8 mil lugares.</p>
<p>Nesse exemplo, a frota 20% maior produziria uma oferta agregada de lugares 4% menor, porque cada veículo teria realizado menos viagens. O cálculo é apenas ilustrativo e não corresponde à operação registrada nas eleições em São Paulo.</p>
<p>A situação inversa também pode ocorrer. Menos ônibus, sem compensação na quantidade de viagens ou com distribuição inadequada, podem ampliar intervalos e dificultar o deslocamento.</p>
<p>Além disso, um dia de menor demanda não é necessariamente um dia de operação mais fácil. Chuvas, alagamentos, acidentes e bloqueios podem aumentar o tempo dos percursos mesmo quando há menos carros nas ruas.</p>
<p>Por isso, a questão técnica precisa reunir frota, viagens, capacidade e regularidade. O passageiro depende de um ônibus que passe na linha e no horário de que necessita.</p>
<p>Essa análise não afasta a obrigação de cumprir a determinação judicial. A discussão sobre o dimensionamento mais adequado para eleições futuras é diferente da verificação do cumprimento da ordem vigente neste domingo.</p>
<h2>Pesquisa encontrou mais mobilidade, mas não aumento significativo do comparecimento</h2>
<p>O estudo “Transporte público gratuito e participação eleitoral”, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), examinou a adoção do passe livre nas eleições presidenciais de 2022. O trabalho comparou municípios que ofereceram gratuidade nos dois turnos com aqueles que passaram a oferecê-la apenas no segundo.</p>
<p>Os pesquisadores não detectaram efeito estatisticamente significativo sobre o comparecimento eleitoral. Encontraram, porém, aumento dos níveis de mobilidade, com estimativas entre 7,2% e 17,5%. Houve mais deslocamentos, mas o estudo não identificou um crescimento da participação nas urnas que pudesse ser atribuído à política analisada.</p>
<p>Isso coloca em xeque a afirmação de que passagem gratuita necessariamente diminui a abstenção. Entretanto, o resultado também não autoriza concluir que o transporte seja dispensável ou que nenhum eleitor tenha sido beneficiado.</p>
<p>Uma pessoa pode conseguir votar gastando menos, fazendo uma viagem mais confortável ou evitando uma caminhada longa, sem que isso altere a taxa de comparecimento: talvez ela fosse votar mesmo enfrentando essas dificuldades. Garantir melhores condições para exercer um direito e aumentar o número de pessoas que o exercem são resultados diferentes.</p>
<p>Também é preciso separar duas questões que se misturam no debate deste domingo. O estudo sobre passe livre não mede diretamente o efeito de uma interrupção de serviço, de uma viagem cancelada ou de uma espera excessiva em determinada linha. Não encontrar aumento de comparecimento com gratuidade não significa demonstrar que a falta de ônibus seja incapaz de impedir alguém de votar.</p>
<p>O mesmo rigor deve valer nos dois sentidos. A pesquisa não pode ser usada para desprezar denúncias concretas; as denúncias, por sua vez, não substituem uma avaliação sobre o efeito nacional dos transportes na eleição.</p>
<p>Os números de 2022 ajudam a dimensionar esse cuidado. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção nacional passou de 20,95% no primeiro turno, com 32.770.982 ausentes, para 20,59% no segundo, com 32.200.558. A redução foi de 0,36 ponto percentual, equivalente a 570.424 ausências a menos.</p>
<p>A queda ocorreu, mas a comparação entre os totais não identifica sua causa. Entre os turnos, também mudam as candidaturas disponíveis, a mobilização política, o interesse pela disputa e as condições pessoais dos eleitores.</p>
<p>Em São Paulo, o primeiro turno de 2026 terminou com abstenção de 22,5% no estado. O TRE-SP informou índices de 21,6% em 2022 e de 21,5% em 2018. A série mostra a persistência de ausências elevadas, mas não informa quantas delas decorreram de dificuldades de transporte.</p>
<p>Portanto, nem a queda da abstenção comprova, isoladamente, o sucesso de uma medida de mobilidade, nem seu crescimento demonstra que a gratuidade fracassou. É necessário investigar o que teria acontecido sem a política e quais barreiras continuaram existindo.</p>
<h2>Há denúncias concretas; medir seu alcance é outra tarefa</h2>
<p>As dificuldades não surgiram apenas no discurso das campanhas durante o segundo turno.</p>
<p>Antes da votação, a Defensoria Pública da União apresentou ao STF um levantamento que alcançou 3.518 municípios de 12 estados. Segundo a instituição, 78 declararam não ter oferecido transporte público gratuito no primeiro turno ou ter operado com frequência inferior à dos dias úteis.</p>
<p>O levantamento oferece fundamento para fiscalização e providências. Mas seu alcance precisa ser respeitado: não se deve transformar o número de municípios consultados em número de municípios que descumpriram a regra, nem presumir que todos os problemas tiveram a mesma gravidade.</p>
<p>Em São Paulo, a Federação Brasil da Esperança pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. O juiz eleitoral Tiago Ducatti Lino Machado negou o pedido por considerar insuficientes os elementos apresentados para caracterizar flagrante delito. O Ministério Público Eleitoral também se manifestou contra a prisão.</p>
<p>Negar a prisão não equivale a certificar que toda a operação funcionou corretamente. Significa que o magistrado não considerou demonstrados os requisitos para aquela providência.</p>
<p>Em Salvador, houve determinação de prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza, em meio às denúncias sobre a oferta de ônibus. A prefeitura informou que ele estava em missão oficial em Paris e que prestaria esclarecimentos. Ordem de prisão, cumprimento da ordem e conclusão sobre responsabilidade são etapas distintas.</p>
<p>É legítimo cobrar explicações sobre veículos parados e passageiros sem atendimento. Para atribuir responsabilidade, porém, é preciso examinar horários, linhas, condições dos veículos, disponibilidade de trabalhadores e comandos efetivamente dados à operação.</p>
<p>Uma fotografia de garagem pode ser evidência importante. Sozinha, não revela quantos ônibus deveriam estar circulando naquele instante, quais estavam em manutenção ou se havia reserva operacional. Da mesma forma, um total elevado de ônibus nas ruas não demonstra que todas as regiões estavam atendidas.</p>
<h2>“100% da frota” precisa ter significado operacional</h2>
<p>Uma das expressões mais repetidas neste domingo foi “100% da frota”. Mas 100% de qual referência?</p>
<p>Da frota cadastrada? Dos veículos disponíveis para operação? Do máximo empregado no pico de um dia útil? Da programação de cada faixa horária?</p>
<p>A distinção altera tanto o planejamento quanto a fiscalização.</p>
<p>O TSE informou, em orientação publicada em 22 de outubro, que a regra nacional estabelece transporte coletivo gratuito nas zonas urbanas com frequência equivalente à dos dias úteis. A orientação também determina a verificação e divulgação de itinerários, modalidades e horários. Portanto, já havia uma obrigação nacional anterior à crise deste domingo.</p>
<p>Na capital paulista, a decisão específica determinou 100% da frota operacional, com frequência compatível com dias úteis e reserva técnica operacional. Isso precisa ser traduzido em partidas por linha e horário, para que seja possível verificar o cumprimento.</p>
<p>Frota e frequência se relacionam, mas não são a mesma informação. Um ônibus pode levar mais tempo para completar seu percurso por causa de congestionamento, alagamento ou desvio. Nessa situação, manter a quantidade de veículos pode não bastar para preservar o intervalo.</p>
<p>Também é possível concentrar ônibus em corredores movimentados e deixar bairros com atendimento insuficiente. Um percentual geral da cidade esconderia esse desequilíbrio.</p>
<p>Por outro lado, ver um ônibus vazio em um trecho não demonstra, por si só, desperdício. Ele pode transportar passageiros mais adiante, cumprir uma ligação necessária ou garantir o retorno de uma região com pouca demanda. A avaliação depende da linha inteira e de seus horários.</p>
<p>A pergunta técnica não termina em quantos veículos saíram das garagens. Precisa chegar a quantas viagens foram cumpridas, onde ocorreram falhas e quanto tempo o passageiro efetivamente esperou.</p>
<p>A necessidade de cumprir a ordem vigente permanece. Discutir se a regra deve ser aperfeiçoada para eleições futuras não autoriza cada prefeitura ou empresa a escolher unilateralmente o nível de serviço que considera suficiente.</p>
<h2>Decisão tardia e planejamento insuficiente precisam ser examinados juntos</h2>
<p>A SPTrans alegou dificuldades para alterar escalas e mobilizar mais de 10 mil trabalhadores em prazo curto. A questão já havia sido registrada pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> antes da votação.</p>
<p>Existe um problema operacional a considerar. Colocar um ônibus na rua depende de motorista, jornada disponível, condições de segurança e organização da operação. Os próprios profissionais também precisam exercer o direito ao voto.</p>
<p>Mas essa justificativa precisa ser confrontada com outra pergunta: se a exigência nacional de frequência equivalente à dos dias úteis já existia, por que o planejamento chegou à véspera sob contestação?</p>
<p>A fiscalização deve reconstruir a sequência: qual programação foi apresentada, quando os órgãos eleitorais tomaram conhecimento dela, quais ajustes foram pedidos e o que se tornou materialmente possível em cada momento.</p>
<p>É insuficiente tratar toda dificuldade como desculpa administrativa. Também é insuficiente presumir que uma ordem judicial, por si só, produza imediatamente trabalhadores, veículos e viagens.</p>
<p>Alagamentos, acidentes e bloqueios exigem a mesma precisão. Uma viagem pode deixar de acontecer por impossibilidade de passagem, falha de planejamento ou decisão de não operar. As consequências ao passageiro podem ser semelhantes, mas as causas e responsabilidades precisam ser demonstradas.</p>
<h2>O ônibus virou pretexto?</h2>
<p>Pode haver aproveitamento político de uma dificuldade real. Uma campanha pode ampliar uma denúncia para mobilizar seus eleitores; uma administração pode minimizar o problema para preservar sua imagem. Essas possibilidades devem orientar perguntas e fiscalização, sem serem apresentadas como condutas comprovadas de todos os envolvidos.</p>
<p>Afirmar que houve “oportunismo de todas as partes” exige demonstrar o comportamento de cada uma delas. A imparcialidade não depende de distribuir culpa em proporções iguais.</p>
<p>O transporte pode ter sido uma barreira concreta para determinados eleitores e, simultaneamente, ter sido incorporado à estratégia política das campanhas. Uma coisa não elimina a outra.</p>
<p>O que precisa ser evitado é o salto entre escalas. Uma pessoa impedida de embarcar merece atendimento e apuração. Esse episódio não mede, sozinho, o efeito sobre a votação de uma cidade inteira. Um problema municipal grave também não quantifica automaticamente a necessidade de uma medida nacional.</p>
<p>Para responder quantos deixaram de votar por causa dos ônibus, seria necessário combinar registros operacionais com pesquisa entre eleitores ausentes: quem tentou viajar, em qual linha, a que horas, quanto esperou e por que desistiu.</p>
<p>Dados de localização dos veículos, partidas programadas e realizadas, reclamações com horário e endereço e informações sobre interrupções ajudariam a verificar os relatos. Pesquisas com metodologia transparente poderiam investigar o motivo da ausência sem presumir antecipadamente a resposta.</p>
<p>Também seria necessário considerar as diferenças territoriais. Uma comunidade com poucas viagens diárias enfrenta uma barreira diferente da encontrada em uma área com várias alternativas. Mesmo em grandes cidades, porém, proximidade aparente não significa acesso fácil para idosos, pessoas com deficiência ou moradores separados do destino por obstáculos urbanos.</p>
<p>Não basta opor interior a capital ou ônibus vazio a ponto lotado. É preciso saber quem dependia de qual serviço.</p>
<h2>Qual o peso técnico das decisões judiciais?</h2>
<p>A urgência para proteger o voto pode exigir providências antes que todos os dados estejam disponíveis. Isso torna ainda mais relevante explicar quais elementos sustentam a intervenção, qual problema ela pretende corrigir e como será executada.</p>
<p>No caso da prorrogação, o esclarecimento de que somente urnas ainda abertas poderiam continuar recebendo votos trouxe uma questão concreta: como assegurar que a orientação chegasse a mesários e eleitores a tempo, com compreensão uniforme?</p>
<p>Cabe perguntar quais informações sobre transporte estavam disponíveis, como foi dimensionado o alcance territorial da medida e quais condições operacionais foram consideradas. Essas perguntas permitem fiscalizar a decisão sem presumir motivação partidária.</p>
<p>Da mesma forma, diferenças entre providências do TSE e do STF não bastam para concluir que cada tribunal tenha “um lado político”. A análise precisa examinar pedidos, fundamentos, competências e efeitos concretos.</p>
<p>Para as próximas eleições, o debate não deve começar do zero. Já existem regras nacionais. O que a crise cobra é sua tradução antecipada em planos verificáveis: viagens por linha e faixa horária, atendimento das áreas mais dependentes, reservas, acessibilidade, divulgação ao passageiro e procedimentos para interrupções.</p>
<p>Também é necessário definir previamente como agir diante de problemas próximos do encerramento da votação. A resposta não pode depender apenas da velocidade com que denúncias ganham repercussão.</p>
<p>Ônibus insuficientes podem impedir o exercício de um direito. Mas usar a abstenção como prova automática de falha do transporte, ou transformar toda reclamação em demonstração de sabotagem eleitoral, dispensa justamente a investigação que o assunto exige.</p>
<p>O debate permanece: os transportes foram a causa, o agravante ou o argumento político para cada intervenção deste domingo? A resposta precisa ser construída caso a caso, com evidências. É isso que permitirá cobrar responsabilidades sem deixar o passageiro e o eleitor novamente em segundo plano.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/debate-transportes-no-centro-da-crise-eleitoral-dificuldade-real-de-acesso-ao-voto-ou-pretexto-para-a-disputa-politica/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=541256</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Governo do DF contrata empresa por R$ 2,65 milhões para instalar novos abrigos em pontos de ônibus</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/governo-do-df-contrata-empresa-por-r-265-milhoes-para-instalar-novos-abrigos-em-pontos-de-onibus/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/governo-do-df-contrata-empresa-por-r-265-milhoes-para-instalar-novos-abrigos-em-pontos-de-onibus/#comments</comments>
    <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 21:01:36 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Rio Platense Construções, Projetos e Consultoria será responsável pela implantação das estruturas em locais com baias existentes; contrato tem vigência de 12 meses e prevê melhorias nas condições de espera dos passageiros ADAMO BAZANI O Governo do Distrito Federal contratou, por R$ 2.649.790,00, a empresa Rio Platense Construções, Projetos e Consultoria para instalar abrigos em [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="943" height="633" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/df-pintis-1.jpg?fit=943%2C633&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/df-pintis-1.jpg?w=943&amp;ssl=1 943w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/df-pintis-1.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/df-pintis-1.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/df-pintis-1.jpg?resize=768%2C516&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/df-pintis-1.jpg?resize=400%2C269&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 943px) 100vw, 943px" /> <p><em>Rio Platense Construções, Projetos e Consultoria será responsável pela implantação das estruturas em locais com baias existentes; contrato tem vigência de 12 meses e prevê melhorias nas condições de espera dos passageiros</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Governo do Distrito Federal contratou, por R$ 2.649.790,00, a empresa Rio Platense Construções, Projetos e Consultoria para instalar abrigos em pontos de ônibus atendidos pelo sistema de transporte público coletivo de Brasília e das demais regiões administrativas. O contrato foi divulgado pela Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade (Semob) no Diário Oficial  e tem vigência de um ano, até 8 de outubro de 2027.</p>
<p>A contratação contempla serviços de engenharia para a implantação de abrigos em paradas de ônibus que já possuem baias, espaços destinados à aproximação e à parada dos veículos para embarque e desembarque. O investimento é voltado à infraestrutura utilizada pelos passageiros enquanto aguardam os coletivos, especialmente quanto à proteção contra sol e chuva e às condições de utilização dos pontos. A execução seguirá as especificações do projeto e do contrato firmado com a Semob.</p>
<h3>Como será a instalação dos abrigos</h3>
<p>O objeto contratado pela Semob é a execução de serviços de engenharia para implantação de abrigos do tipo identificado no edital como “⊏”, em locais com baias existentes.</p>
<p>As baias são áreas reservadas junto à via para que os ônibus realizem as operações de embarque e desembarque, permitindo a aproximação dos veículos ao ponto de parada.</p>
<p>A implantação de estruturas de proteção nesses locais é uma das medidas utilizadas para melhorar as condições de espera, principalmente em regiões onde os passageiros permanecem expostos às condições climáticas.</p>
<p>Além da cobertura, o planejamento dos pontos de parada precisa considerar o espaço disponível para circulação de pedestres, a acessibilidade e as condições para aproximação dos ônibus.</p>
<p>A existência de baias também exige atenção à posição dos abrigos, de maneira a preservar o espaço destinado ao embarque e desembarque.</p>
<p>A contratação integra as ações de infraestrutura de apoio ao Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal, cuja operação atende Brasília e diferentes regiões administrativas, com deslocamentos de passageiros para trabalho, estudo, saúde e outras atividades.</p>
<h3>Contrato tem duração de um ano</h3>
<p>A empresa responsável pelos serviços será a Rio Platense Construções, Projetos e Consultoria, inscrita no CNPJ 33.475.526/0001-87.</p>
<p>A contratação foi realizada por meio do Pregão Eletrônico nº 90004/2025, seguindo a Lei Federal nº 14.133/2021, que estabelece as regras gerais de licitações e contratos administrativos.</p>
<p>O contrato recebeu o número 057.686/2026 e foi assinado em 8 de outubro de 2026.</p>
<p>A vigência começou na mesma data e se estende até 8 de outubro de 2027.</p>
<p>O valor global é de R$ 2.649.790,00, destinado à execução dos serviços previstos no instrumento contratual.</p>
<p>A despesa está vinculada ao orçamento da Secretaria de Transporte e Mobilidade, no programa destinado à implantação de infraestrutura de transporte.</p>
<p>A nota de empenho foi emitida em 8 de outubro de 2026.</p>
<p>A assinatura do contrato foi realizada pela representante da Semob, Sandra Maria Holanda de França, e por João Carlos Pimenta, representante da empresa contratada.</p>
<p>O extrato publicado em 16 de outubro corresponde a uma republicação para correção do texto divulgado originalmente em 13 de outubro.</p>
<h3>Abrigos fazem parte da infraestrutura necessária ao transporte coletivo</h3>
<p>Os pontos de ônibus são parte importante da qualidade do transporte público, mesmo estando fora dos veículos.</p>
<p>É nesses locais que começam e terminam as viagens de milhares de passageiros, incluindo trabalhadores, estudantes, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.</p>
<p>A existência de cobertura pode reduzir a exposição ao sol e à chuva, enquanto as condições de acessibilidade e circulação nos pontos interferem diretamente na segurança das operações de embarque e desembarque.</p>
<p>As estruturas também precisam ser compatíveis com as características dos ônibus que circulam pelo sistema, inclusive veículos com dispositivos de acessibilidade.</p>
<p>Em uma rede de transporte coletivo que atende diferentes regiões administrativas, as condições dos pontos podem variar de acordo com a infraestrutura urbana, o tipo de via e a demanda de passageiros.</p>
<p>O investimento de R$ 2,65 milhões contratado pela Semob faz parte desse conjunto de melhorias de infraestrutura, com foco na implantação de novos abrigos em locais de parada já existentes.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/governo-do-df-contrata-empresa-por-r-265-milhoes-para-instalar-novos-abrigos-em-pontos-de-onibus/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=539787</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Zanin prorroga votação até as 19h após problemas no transporte de eleitores neste domingo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/zanin-prorroga-votacao-ate-as-19h-apos-problemas-no-transporte-de-eleitores-neste-domingo/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/zanin-prorroga-votacao-ate-as-19h-apos-problemas-no-transporte-de-eleitores-neste-domingo/#comments</comments>
    <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 20:13:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão amplia em duas horas o prazo para votar diante de dificuldades de deslocamento até as seções eleitorais no segundo turno ADAMO BAZANI O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, prorrogou até as 19h o horário de votação neste domingo, 25 de outubro de 2026, em razão dos problemas no transporte de eleitores. A [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="600" height="360" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images281029281129.jpeg?fit=600%2C360&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images281029281129.jpeg?w=600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images281029281129.jpeg?resize=300%2C180&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images281029281129.jpeg?resize=150%2C90&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images281029281129.jpeg?resize=400%2C240&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><br><em>Decisão amplia em duas horas o prazo para votar diante de dificuldades de deslocamento até as seções eleitorais no segundo turno</em><br><br><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em><br><br>O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, prorrogou até as 19h o horário de votação neste domingo, 25 de outubro de 2026, em razão dos problemas no transporte de eleitores. A decisão amplia em duas horas o prazo inicialmente previsto para o encerramento do segundo turno, às 17h.<br><br>A medida ocorre após denúncias de dificuldades para chegar aos locais de votação, com reclamações sobre a oferta de ônibus. A ampliação do horário busca permitir que eleitores prejudicados pelos problemas de deslocamento consigam exercer o direito ao voto.<br><br>A falta de transporte motivou pedidos à Justiça para estender o funcionamento das seções eleitorais. Ao longo do domingo, a circulação dos ônibus tornou-se alvo de contestações e cobranças pelo cumprimento das determinações sobre a oferta de serviço.<br><br>Em São Paulo, como mostrou o Diário do Transporte, a Justiça Eleitoral havia determinado a operação de 100% da frota operacional, com frequência compatível com a dos dias úteis. Passageiros, entretanto, relataram demora e dificuldades no atendimento.<br><br>A Prefeitura de São Paulo informou que comunicou a determinação às empresas operadoras. A SPTrans apontou dificuldades para reorganizar as escalas de trabalho e mobilizar profissionais com a alteração da programação na véspera da eleição.<br><br>Também neste domingo, o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Lino Machado, rejeitou o pedido de prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.<br><br>O magistrado considerou insuficientes os elementos apresentados para justificar as prisões, mas preservou a análise de eventual descumprimento da liminar sobre a frota na ação original, assegurando manifestação da parte contrária.<br><br><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/zanin-prorroga-votacao-ate-as-19h-apos-problemas-no-transporte-de-eleitores-neste-domingo/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=541249</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Justiça Eleitoral rejeita pedido de prisão de secretário e presidente da SPTrans por denúncia sobre frota de ônibus</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/541246/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/541246/#comments</comments>
    <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 19:59:58 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dia a dia]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Pedido apresentado pela Federação Brasil da Esperança foi indeferido por falta de elementos concretos para prisão em flagrante; eventual descumprimento da ordem de operação com frota de dia útil poderá ser analisado na ação original ADAMO BAZANI A Justiça Eleitoral rejeitou neste domingo, 25 de outubro de 2026, o pedido de prisão em flagrante do [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="674" height="455" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images281029281029.jpeg?fit=674%2C455&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images281029281029.jpeg?w=674&amp;ssl=1 674w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images281029281029.jpeg?resize=300%2C203&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images281029281029.jpeg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images281029281029.jpeg?resize=400%2C270&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 674px) 100vw, 674px" /> 
<h1 class="wp-block-heading"></h1>



<p class="wp-block-paragraph">Pedido apresentado pela Federação Brasil da Esperança foi indeferido por falta de elementos concretos para prisão em flagrante; eventual descumprimento da ordem de operação com frota de dia útil poderá ser analisado na ação original</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Justiça Eleitoral rejeitou neste domingo, 25 de outubro de 2026, o pedido de prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, apresentado pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. A representação apontava suposto descumprimento da liminar que determinou a circulação de 100% da frota operacional de ônibus, com frequência compatível com a dos dias úteis, durante o segundo turno das eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Lino Machado, considerou que os elementos apresentados eram insuficientes para justificar as prisões. A decisão, porém, preserva a possibilidade de análise de eventual descumprimento da ordem sobre os ônibus na própria ação em que a liminar foi concedida, assegurando manifestação da parte contrária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A federação pediu a prisão imediata dos dois dirigentes sob a alegação de que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans estariam desobedecendo à determinação judicial sobre a oferta de transporte no domingo de votação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao descrever a ordem anterior, o magistrado registrou que ela estabeleceu multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento. A liminar também advertiu expressamente que a desobediência poderia configurar crime eleitoral, nos termos da resolução do Tribunal Superior Eleitoral citada no processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de decidir sobre as prisões, o juiz ouviu o Ministério Público Eleitoral, que se manifestou pelo indeferimento do pedido.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Juiz aponta necessidade de apuração e produção de provas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na fundamentação, o magistrado acompanhou o entendimento do Ministério Público e afirmou que não havia elementos concretos que demonstrassem as hipóteses de flagrante previstas no artigo 302 do Código de Processo Penal. Também apontou ausência de elementos referentes ao artigo 303, que trata da situação de flagrante nas infrações permanentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o juiz, a eventual caracterização de um crime exige aprofundamento da apuração e produção de provas, o que não poderia ser resolvido com o material apresentado naquele momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eventual caracterização do crime demanda dilação probatória incompatível com o conjunto de provas aqui apresentadas”, escreveu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O magistrado concluiu que faltava comprovação concreta de justa causa para acolher a solicitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Assim, ausente prova concreta de justa causa indefiro o pedido sem prejuízo da análise de eventual descumprimento da liminar nos autos da própria ação popular resguardado o contraditório da parte contrária”, determinou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, o indeferimento se refere ao pedido de prisão em flagrante. A decisão mantém aberta a análise sobre o cumprimento da liminar que exigiu a operação dos ônibus conforme a programação de dias úteis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Oferta de ônibus motivou contestação neste domingo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como acompanhou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a circulação dos ônibus na capital paulista neste segundo turno foi alvo de reclamações sobre o cumprimento da determinação judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Prefeitura de São Paulo informou que comunicou as empresas operadoras sobre a ordem. A necessidade de alterar a programação na véspera da votação, entretanto, trouxe à discussão o prazo disponível para convocar profissionais e reorganizar as escalas de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão deste domingo trata da responsabilização criminal imediata solicitada pela federação. A verificação de eventual descumprimento da liminar e de suas consequências fica vinculada à análise judicial na ação original.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br />A Justiça Eleitoral rejeitou neste domingo, 25 de outubro de 2026, o pedido de prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, apresentado pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. A representação apontava suposto descumprimento da liminar que determinou a circulação de 100% da frota operacional de ônibus, com frequência compatível com a dos dias úteis, durante o segundo turno das eleições.<br /><br />O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Lino Machado, considerou que os elementos apresentados eram insuficientes para justificar as prisões. A decisão, porém, preserva a possibilidade de análise de eventual descumprimento da ordem sobre os ônibus na própria ação em que a liminar foi concedida, assegurando manifestação da parte contrária.<br /><br />A federação pediu a prisão imediata dos dois dirigentes sob a alegação de que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans estariam desobedecendo à determinação judicial sobre a oferta de transporte no domingo de votação.<br /><br />Ao descrever a ordem anterior, o magistrado registrou que ela estabeleceu multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento. A liminar também advertiu expressamente que a desobediência poderia configurar crime eleitoral, nos termos da resolução do Tribunal Superior Eleitoral citada no processo.<br /><br />Antes de decidir sobre as prisões, o juiz ouviu o Ministério Público Eleitoral, que se manifestou pelo indeferimento do pedido.<br /><br />Juiz aponta necessidade de apuração e produção de provas<br /><br />Na fundamentação, o magistrado acompanhou o entendimento do Ministério Público e afirmou que não havia elementos concretos que demonstrassem as hipóteses de flagrante previstas no artigo 302 do Código de Processo Penal. Também apontou ausência de elementos referentes ao artigo 303, que trata da situação de flagrante nas infrações permanentes.<br /><br />Para o juiz, a eventual caracterização de um crime exige aprofundamento da apuração e produção de provas, o que não poderia ser resolvido com o material apresentado naquele momento.<br /><br />“Eventual caracterização do crime demanda dilação probatória incompatível com o conjunto de provas aqui apresentadas”, escreveu.<br /><br />O magistrado concluiu que faltava comprovação concreta de justa causa para acolher a solicitação.<br /><br />“Assim, ausente prova concreta de justa causa indefiro o pedido sem prejuízo da análise de eventual descumprimento da liminar nos autos da própria ação popular resguardado o contraditório da parte contrária”, determinou.<br /><br />Com isso, o indeferimento se refere ao pedido de prisão em flagrante. A decisão mantém aberta a análise sobre o cumprimento da liminar que exigiu a operação dos ônibus conforme a programação de dias úteis.<br /><br />Oferta de ônibus motivou contestação neste domingo<br /><br />Como acompanhou o Diário do Transporte, a circulação dos ônibus na capital paulista neste segundo turno foi alvo de reclamações sobre o cumprimento da determinação judicial.<br /><br />A Prefeitura de São Paulo informou que comunicou as empresas operadoras sobre a ordem. A necessidade de alterar a programação na véspera da votação, entretanto, trouxe à discussão o prazo disponível para convocar profissionais e reorganizar as escalas de trabalho.<br /><br />A decisão deste domingo trata da responsabilização criminal imediata solicitada pela federação. A verificação de eventual descumprimento da liminar e de suas consequências fica vinculada à análise judicial na ação original.<br /><br /><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>1</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/541246/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=541246</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Mobi-Rio contrata produtos para filtros de ônibus e registra preços de peças para Volkswagen e Mercedes-Benz; manutenção também terá serviços de recuperação eletrônica</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/mobi-rio-contrata-produtos-para-filtros-de-onibus-e-registra-precos-de-pecas-para-volkswagen-e-mercedes-benz-manutencao-tambem-tera-servicos-de-recuperacao-eletronica/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/mobi-rio-contrata-produtos-para-filtros-de-onibus-e-registra-precos-de-pecas-para-volkswagen-e-mercedes-benz-manutencao-tambem-tera-servicos-de-recuperacao-eletronica/#comments</comments>
    <pubDate>Sun, 25 Oct 2026 19:00:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Publicações abrangem motores Euro 5 e Euro 6, sistemas de transmissão, arrefecimento, componentes elétricos e filtros de partículas diesel; companhia também registra preços de uniformes para funcionários ADAMO BAZANI A Companhia Municipal de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro (Mobi-Rio) divulgou  novas movimentações relacionadas à manutenção dos ônibus que opera na capital fluminense, incluindo uma [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="787" height="490" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-abet.jpg?fit=787%2C490&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-abet.jpg?w=787&amp;ssl=1 787w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-abet.jpg?resize=300%2C187&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-abet.jpg?resize=150%2C93&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-abet.jpg?resize=768%2C478&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/brt-abet.jpg?resize=400%2C249&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 787px) 100vw, 787px" /> <p><em>Publicações abrangem motores Euro 5 e Euro 6, sistemas de transmissão, arrefecimento, componentes elétricos e filtros de partículas diesel; companhia também registra preços de uniformes para funcionários</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Companhia Municipal de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro (Mobi-Rio) divulgou  novas movimentações relacionadas à manutenção dos ônibus que opera na capital fluminense, incluindo uma contratação de R$ 45,8 mil para produtos de limpeza de filtros de partículas diesel, registros de preços de peças para ônibus Volkswagen e Mercedes-Benz e a designação de responsáveis pela fiscalização de contratos de fornecimento e recuperação de componentes mecânicos, elétricos e eletrônicos.</p>
<p>As medidas abrangem veículos com motores Euro 5 e Euro 6 e fazem parte das atividades de manutenção preventiva e corretiva da frota administrada pela companhia, que tem participação importante na operação do BRT. Também foram publicados registros de preços de uniformes destinados aos empregados. Para os passageiros, a manutenção de sistemas mecânicos, elétricos e de controle de emissões está diretamente relacionada à disponibilidade dos veículos, à confiabilidade das viagens e à redução de falhas que podem prejudicar a regularidade dos serviços.</p>
<p>Os registros de preços publicados têm vigência de 19 de outubro de 2026 a 18 de outubro de 2027.</p>
<p>A utilização desse instrumento permite estabelecer previamente fornecedores, preços e condições para eventuais aquisições ao longo do período.</p>
<p>Isso não significa que todos os materiais previstos tenham sido comprados ou entregues imediatamente.</p>
<h2>Volkswagen: peças para radiadores e lubrificação</h2>
<p>Um dos registros de preços contempla componentes destinados à manutenção de ônibus Volkswagen, incluindo veículos dos modelos 17.260 e 22.280.</p>
<p>As peças estão relacionadas especialmente aos sistemas de lubrificação e arrefecimento dos motores.</p>
<p>Entre os fornecedores identificados estão GB Auto Peças, Oceano Mix Distribuidora e Nova Rio Distribuidora Automotiva.</p>
<p>Os itens incluem carcaças de filtros de lubrificação e mangueiras do sistema de radiadores.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Fornecedor</th>
<th>Componentes</th>
<th>Valor registrado</th>
</tr>
<tr>
<td>GB Auto Peças</td>
<td>Conjunto de carcaça de filtro de lubrificação</td>
<td>R$ 40.980,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Oceano Mix</td>
<td>70 mangueiras inferiores de radiador do Volkswagen 22.280 OD</td>
<td>R$ 26.254,90</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova Rio</td>
<td>70 mangueiras do radiador do Volkswagen 22.280 OD</td>
<td>R$ 24.500,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Total desses itens</td>
<td></td>
<td>R$ 91.734,90</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Os sistemas de arrefecimento são responsáveis por manter os motores dentro das faixas adequadas de temperatura durante a operação.</p>
<p>Em ônibus urbanos, esses componentes estão sujeitos a condições intensas de utilização, sobretudo devido às constantes acelerações, frenagens, períodos de marcha lenta e elevada quilometragem operacional.</p>
<p>Falhas nesses sistemas podem provocar superaquecimento e retirada de veículos de circulação para reparos.</p>
<p>A substituição preventiva de mangueiras e outros componentes contribui para reduzir esses riscos.</p>
<h2>Mercedes-Benz: componentes de transmissão, direção e eletrônica</h2>
<p>A Mobi-Rio também publicou um registro de preços para componentes destinados a ônibus Mercedes-Benz equipados com motores Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>A relação abrange sistemas de eixos, embreagem, direção, caixa de marchas, suspensão e transmissão diferencial, além de componentes elétricos.</p>
<p>Entre os fornecedores identificados estão L Ortiz Ltda., Nova Rio Distribuidora Automotiva e Pardiesel.</p>
<p>Um dos principais itens identificados é o módulo eletrônico de cabine CPC5, utilizado em ônibus Mercedes-Benz O500.</p>
<p>O registro contempla 32 unidades, com preço de R$ 16 mil cada, totalizando R$ 512 mil.</p>
<p>O módulo integra os sistemas eletrônicos responsáveis pelo gerenciamento e pela comunicação entre componentes do veículo.</p>
<p>Também há previsão de fornecimento de itens relacionados a compressores e componentes do sistema de escapamento.</p>
<p>A utilização de peças adequadas às especificações dos fabricantes é importante para a manutenção da confiabilidade mecânica e eletrônica dos ônibus.</p>
<p>Os motores Euro 5 e Euro 6 também possuem sistemas de controle de emissões com componentes específicos, cuja manutenção exige procedimentos e materiais compatíveis.</p>
<h2>Companhia autoriza R$ 45,8 mil para limpeza de filtros de partículas diesel</h2>
<p>Outra decisão divulgada nesta segunda-feira envolve a empresa Tunap do Brasil Comércio de Produtos Químicos Ltda.</p>
<p>A Diretoria de Administração e Finanças da Mobi-Rio aprovou o termo de referência e autorizou a contratação de R$ 45.842,40 para aquisição de produtos químicos específicos destinados à limpeza e ao enxágue de filtros de partículas diesel.</p>
<p>A contratação prevê prazo de 30 meses.</p>
<p>Os filtros de partículas são utilizados nos sistemas de tratamento dos gases de escapamento dos motores diesel, com a finalidade de reter material particulado produzido durante a combustão.</p>
<p>A manutenção desses equipamentos é importante para o funcionamento adequado do sistema de controle de emissões.</p>
<p>Dependendo das condições de operação e das características do veículo, o acúmulo de partículas e resíduos pode exigir procedimentos específicos de limpeza ou regeneração.</p>
<p>A utilização dos produtos deve observar as recomendações técnicas aplicáveis aos componentes.</p>
<p>A contratação representa uma medida de manutenção de equipamentos existentes, não uma aquisição de novos ônibus.</p>
<h2>Recuperação de peças elétricas e eletrônicas também integra a manutenção</h2>
<p>A Mobi-Rio formalizou a designação dos responsáveis pela fiscalização de um contrato destinado à recuperação de componentes elétricos e eletrônicos dos veículos.</p>
<p>O serviço compreende conserto, reparo, recondicionamento e recuperação de materiais utilizados nas atividades de manutenção preventiva e corretiva.</p>
<p>A recuperação de componentes pode permitir o reaproveitamento de determinados equipamentos quando houver condições técnicas e econômicas para isso.</p>
<p>Esse procedimento depende da avaliação das condições das peças e das exigências de funcionamento e segurança de cada sistema.</p>
<p>A companhia também designou responsáveis pela fiscalização de outro contrato, destinado ao fornecimento de peças novas e originais para ônibus Mercedes-Benz Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>Cláudio Ferreira Guimarães foi designado gestor dos contratos.</p>
<p>As comissões de fiscalização incluem Bruno dos Santos Ferreira, Rodolfo Carvalho Guedes e André Maurício dos Santos Feitosa, profissionais ligados à área de manutenção.</p>
<p>Entre as atribuições estão o acompanhamento da execução dos serviços e fornecimentos, a verificação do cumprimento das condições contratadas e a conferência da documentação correspondente.</p>
<h2>Mobi-Rio também registra preços de uniformes para empregados</h2>
<p>Outra publicação envolve o fornecimento de uniformes para trabalhadores da Mobi-Rio.</p>
<p>O registro contempla a confecção de peças de vestuário destinadas aos empregados, incluindo camisas para atividades de fiscalização.</p>
<p>Um dos itens prevê 4 mil camisas polo pretas, com identificação funcional e logotipos da companhia.</p>
<p>O preço unitário registrado é de R$ 24, totalizando R$ 96 mil para esse item.</p>
<p>A empresa identificada nesse fornecimento é a Off Confecção Ltda.</p>
<p>A publicação estabelece as condições para fornecimento durante o período de vigência do registro de preços.</p>
<h2>Manutenção influencia disponibilidade dos ônibus</h2>
<p>A manutenção de uma frota de transporte coletivo envolve diferentes sistemas que precisam funcionar de maneira integrada.</p>
<p>Motores, transmissões, sistemas elétricos, equipamentos eletrônicos, suspensão e arrefecimento estão sujeitos a desgaste durante a utilização.</p>
<p>Nos ônibus empregados em serviços de grande demanda, a disponibilidade da frota depende tanto da execução das revisões programadas quanto da capacidade de realizar reparos quando necessário.</p>
<p>A Mobi-Rio utiliza diferentes modelos de veículos para atender às características de suas operações.</p>
<p>A diversidade de chassis e tecnologias exige aquisição de materiais específicos, treinamento de profissionais e organização dos serviços de manutenção.</p>
<p>A publicação dos registros de preços e das medidas de fiscalização contratual representa parte desse processo administrativo.</p>
<p>A efetiva repercussão na disponibilidade da frota dependerá das aquisições realizadas, da execução dos serviços e das condições operacionais dos veículos.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/mobi-rio-contrata-produtos-para-filtros-de-onibus-e-registra-precos-de-pecas-para-volkswagen-e-mercedes-benz-manutencao-tambem-tera-servicos-de-recuperacao-eletronica/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=539895</guid>
  </item>
</channel>
</rss>