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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Motiva transportou 195,6 milhões de passageiros em trens, metrôs e VLT no terceiro trimestre; veja os resultados de cada concessão e os desafios após as eleições</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/02/motiva-transportou-1956-milhoes-de-passageiros-em-trens-metros-e-vlt-no-terceiro-trimestre-veja-os-resultados-de-cada-concessao-e-os-desafios-apos-as-eleicoes/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 02 Nov 2026 21:00:16 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Opinião]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[VLT]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Operações de mobilidade urbana registraram crescimento de 0,5% na demanda e receita tarifária de R$ 716 milhões; ViaMobilidade das linhas 8 e 9 teve maior movimento, enquanto Linha 4-Amarela apresentou recuo. Com o novo cenário político, investimentos ferroviários, expansão das redes e equilíbrio dos contratos entram no centro das discussões ADAMO BAZANI A Motiva, antiga [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-13.32.14-1024x683-1.jpeg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-13.32.14-1024x683-1.jpeg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-13.32.14-1024x683-1.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-13.32.14-1024x683-1.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-13.32.14-1024x683-1.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-13.32.14-1024x683-1.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Operações de mobilidade urbana registraram crescimento de 0,5% na demanda e receita tarifária de R$ 716 milhões; ViaMobilidade das linhas 8 e 9 teve maior movimento, enquanto Linha 4-Amarela apresentou recuo. Com o novo cenário político, investimentos ferroviários, expansão das redes e equilíbrio dos contratos entram no centro das discussões</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Motiva, antiga CCR, transportou 195,6 milhões de passageiros em suas concessões de trens, metrôs e VLT entre julho e setembro de 2026, aumento de 0,5% em comparação com os 194,7 milhões registrados no mesmo período de 2025. Os números foram divulgados no balanço financeiro do terceiro trimestre, apresentado na quarta-feira, 28 de outubro, e mostram diferenças importantes entre as operações da empresa em São Paulo, Salvador (BA) e no município do Rio de Janeiro (RJ). Enquanto o VLT Carioca apresentou o maior crescimento percentual de passageiros, a concessão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda registrou o maior volume de usuários.</p>
<p>Os resultados também chegam num momento de reorganização do mercado brasileiro de infraestrutura após as eleições de 2026. Com a definição dos próximos governos e a preparação dos orçamentos de 2027, entram novamente em discussão investimentos em expansão de metrôs e trens, novos contratos de concessão, mecanismos de remuneração das operadoras e a capacidade dos governos de financiar obras e serviços. Para a Motiva, que concluiu em setembro a venda de sua plataforma de aeroportos, os resultados representam um retrato tanto da situação das concessões atuais quanto de sua capacidade de participar de futuros projetos de mobilidade.</p>
<p>A empresa encerrou o trimestre com receita líquida ajustada consolidada de R$ 3,806 bilhões, crescimento de 13,6%, e EBITDA ajustado de R$ 2,521 bilhões, alta de 13,4%.</p>
<p>O lucro líquido ajustado chegou a R$ 750 milhões, aumento de 9,8%.</p>
<p>No segmento de trilhos, que concentra as operações de transporte coletivo urbano, o EBITDA ajustado passou de R$ 591 milhões para R$ 593 milhões, crescimento de apenas 0,3%.</p>
<p>A diferença entre os resultados gerais da empresa e o desempenho específico dos trilhos é importante.</p>
<p>O crescimento consolidado foi impulsionado principalmente pelas concessões rodoviárias, que tiveram aumento de receitas, novas operações e reajustes tarifários.</p>
<p>Já os negócios de mobilidade urbana apresentaram crescimento moderado da demanda, aumento dos custos operacionais e efeitos contábeis relacionados a contratos de concessão.</p>
<h3>Veja quantos passageiros cada concessão transportou</h3>
<p>Os números abaixo comparam o terceiro trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Concessão</th>
<th>Passageiros no 3º trimestre de 2026</th>
<th>Variação</th>
</tr>
<tr>
<td>ViaMobilidade — linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda</td>
<td>62.406.580</td>
<td>+0,9%</td>
</tr>
<tr>
<td>ViaQuatro — Linha 4-Amarela</td>
<td>51.996.407</td>
<td>-0,4%</td>
</tr>
<tr>
<td>ViaMobilidade — linhas 5-Lilás e 17-Ouro</td>
<td>43.973.510</td>
<td>+0,8%</td>
</tr>
<tr>
<td>Metrô Bahia — linhas 1 e 2</td>
<td>30.480.223</td>
<td>+0,1%</td>
</tr>
<tr>
<td>VLT Carioca</td>
<td>6.697.584</td>
<td>+2,1%</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>195.554.304</td>
<td>+0,5%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A tabela mostra a demanda por contrato de concessão. Os dados das linhas 5 e 17 são apresentados conjuntamente pela Motiva, assim como os das linhas 8 e 9.</p>
<h3>Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda: maior demanda e investimentos em novos trens</h3>
<p>A ViaMobilidade, responsável pelas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, transportou 62,4 milhões de passageiros no trimestre, crescimento de 0,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.</p>
<p>No acumulado de janeiro a setembro, foram 183,7 milhões de passageiros, aumento de 3,2%.</p>
<p>A concessão foi a que apresentou o maior volume de usuários entre os contratos metroferroviários da Motiva.</p>
<p>A receita tarifária passou de R$ 237 milhões para R$ 241 milhões no trimestre, crescimento de 1,7%.</p>
<p>A receita bruta total da concessão alcançou R$ 250 milhões, contra R$ 245 milhões um ano antes.</p>
<p>Entre os fatores que contribuíram para o desempenho operacional está a entrada em funcionamento da estação Varginha, na Linha 9-Esmeralda.</p>
<p>A estação ampliou o alcance da ferrovia na zona Sul da capital paulista, permitindo o atendimento de uma região que historicamente depende de viagens de ônibus para chegar a outros pontos da rede de transporte.</p>
<p>Outro fator citado pela empresa é a integração com a estação Santo Amaro, que conecta a Linha 9-Esmeralda à Linha 5-Lilás.</p>
<p>A concessão também vem recebendo investimentos em novos trens, sistemas e melhorias operacionais.</p>
<p>O balanço destaca que a incorporação do material rodante e dos sistemas instalados em 2025 aumentou o valor dos ativos contabilizados pela operadora.</p>
<p>Entretanto, os resultados financeiros precisam ser analisados em conjunto com os indicadores de qualidade.</p>
<p>As linhas 8 e 9 passaram por problemas operacionais, interrupções e questionamentos sobre a qualidade dos serviços desde o início da concessão privada, em janeiro de 2022.</p>
<p>A renovação da frota, as obras de modernização e a ampliação da capacidade de transporte precisam se refletir em menor número de falhas, maior regularidade e redução do tempo de viagem dos passageiros.</p>
<p>O crescimento de 0,9% da demanda no trimestre, isoladamente, não permite concluir que esses problemas estejam superados.</p>
<h3>Linha 4-Amarela: queda no trimestre, mas crescimento no acumulado do ano</h3>
<p>A ViaQuatro, concessionária da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, transportou 51,996 milhões de passageiros entre julho e setembro.</p>
<p>O resultado representa redução de 0,4% em relação aos 52,201 milhões de passageiros registrados no terceiro trimestre de 2025.</p>
<p>Apesar da queda trimestral, o acumulado dos nove primeiros meses de 2026 apresenta crescimento.</p>
<p>Foram 152,755 milhões de passageiros, contra 151,885 milhões no mesmo intervalo do ano anterior, alta de 0,6%.</p>
<p>A Motiva atribuiu parte das dificuldades de demanda enfrentadas pelos ativos paulistas ao calendário menos favorável e às chuvas intensas no período.</p>
<p>A receita tarifária da ViaQuatro aumentou de R$ 200 milhões para R$ 209 milhões, crescimento de 4,5%.</p>
<p>A receita bruta total, entretanto, caiu de R$ 1,139 bilhão para R$ 284 milhões.</p>
<p>Essa diferença não significa que a operação tenha perdido mais de três quartos de sua arrecadação com passageiros.</p>
<p>O terceiro trimestre de 2025 havia sido influenciado por eventos contábeis extraordinários relacionados ao Termo Aditivo nº 10, que prorrogou o contrato da concessionária.</p>
<p>O acordo ampliou a concessão em 20 anos e está vinculado à expansão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra (SP).</p>
<p>O balanço de 2025 reconheceu aproximadamente R$ 894 milhões em efeitos relacionados ao aditivo contratual, provocando uma base de comparação elevada.</p>
<p>Em 2026, a ViaQuatro passou a executar investimentos previstos na nova etapa do contrato.</p>
<p>O resultado é relevante para o mercado porque a extensão da Linha 4-Amarela representa um modelo de expansão ferroviária mediante renegociação e ampliação de uma concessão existente.</p>
<p>Essa alternativa poderá continuar sendo considerada pelos governos em projetos de mobilidade, mas exige análise de custos, riscos, investimentos e condições contratuais.</p>
<p>Para os passageiros, a principal expectativa está na ampliação do atendimento ferroviário, especialmente na ligação de Taboão da Serra à rede metropolitana.</p>
<h3>Linhas 5-Lilás e 17-Ouro: aumento de passageiros e mudanças na manutenção</h3>
<p>A ViaMobilidade, responsável pelo contrato das linhas 5-Lilás e 17-Ouro, registrou 43,974 milhões de passageiros no trimestre, crescimento de 0,8%.</p>
<p>No acumulado dos nove primeiros meses do ano, foram 129,704 milhões de passageiros, alta de 2,4%.</p>
<p>A receita tarifária passou de R$ 113 milhões para R$ 120 milhões, avanço de 6,2%.</p>
<p>A receita bruta total chegou a R$ 164 milhões, crescimento de 10,1%.</p>
<p>A Linha 5-Lilás tem papel importante na integração de bairros da zona Sul da capital paulista com a rede de metrô e trens metropolitanos.</p>
<p>Um dos principais pontos de conexão é Santo Amaro, onde ocorre a transferência entre a Linha 5-Lilás e a Linha 9-Esmeralda.</p>
<p>Essa integração é mencionada pela Motiva como um dos fatores que favoreceram a demanda nos sistemas paulistas.</p>
<p>No campo financeiro, a concessionária registrou aumento das despesas com serviços de terceiros.</p>
<p>Segundo o balanço, uma das principais razões foi a terceirização da manutenção do material rodante.</p>
<p>A empresa apresenta a mudança como uma estratégia para melhorar a previsibilidade de custos e a eficiência operacional.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado dessa alteração deverá ser observado na disponibilidade dos trens, na regularidade dos serviços e no tempo necessário para solucionar falhas.</p>
<p>A Linha 17-Ouro, monotrilho que integra o mesmo contrato, possui características técnicas e operacionais distintas das da Linha 5-Lilás.</p>
<p>Por isso, a avaliação dos investimentos e das obrigações da concessionária também precisa considerar as particularidades de cada sistema.</p>
<p>Os dados financeiros apresentados em conjunto não permitem atribuir a cada uma das linhas uma parcela específica dos passageiros ou das receitas divulgadas.</p>
<h3>Metrô Bahia: demanda praticamente estável e aumento de receitas</h3>
<p>O Metrô Bahia, responsável pelas linhas 1 e 2 do sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas (BA), transportou 30,480 milhões de passageiros no terceiro trimestre.</p>
<p>O movimento cresceu apenas 0,1% em comparação com os 30,449 milhões registrados um ano antes.</p>
<p>No acumulado de janeiro a setembro, foram 88,149 milhões de passageiros, alta de 0,3%.</p>
<p>Apesar da estabilidade na demanda, a receita tarifária aumentou 4,5%, passando de R$ 111 milhões para R$ 116 milhões.</p>
<p>A receita bruta total alcançou R$ 270 milhões, crescimento de 1,5%.</p>
<p>Um aspecto importante do resultado é a presença de receitas de mitigação de demanda.</p>
<p>No trimestre, esses valores aumentaram de R$ 46 milhões para R$ 59 milhões, alta de 28,3%.</p>
<p>Esses mecanismos fazem parte da estrutura contratual e podem ser utilizados para compartilhar riscos relacionados ao número de usuários transportados.</p>
<p>Na prática, são relevantes porque a receita de uma concessão nem sempre depende exclusivamente da quantidade de passageiros que paga a tarifa.</p>
<p>Existem contratos nos quais o poder público participa da remuneração, assumindo determinadas obrigações de pagamento ou compartilhamento de riscos.</p>
<p>O desempenho do Metrô Bahia ilustra a importância de avaliar não apenas a evolução da demanda, mas também a composição das receitas e a sustentabilidade econômica da operação.</p>
<p>O desafio para os próximos anos envolve a ampliação da integração metropolitana, o crescimento da demanda e os investimentos necessários para acompanhar a expansão urbana.</p>
<h3>VLT Carioca: maior crescimento percentual do trimestre</h3>
<p>O VLT Carioca, que opera no município do Rio de Janeiro (RJ), transportou 6,698 milhões de passageiros no terceiro trimestre de 2026.</p>
<p>O resultado representa crescimento de 2,1% em relação aos 6,561 milhões de passageiros registrados no mesmo período de 2025.</p>
<p>Foi o maior aumento percentual de demanda entre as concessões de trilhos da Motiva no trimestre.</p>
<p>Segundo a empresa, o desempenho foi favorecido pela programação de eventos na cidade e por uma base de comparação mais baixa no ano anterior.</p>
<p>A receita tarifária aumentou de R$ 28 milhões para R$ 30 milhões, crescimento de 7,1%.</p>
<p>A receita bruta total chegou a R$ 85 milhões, alta de 4,9%.</p>
<p>Apesar da melhora trimestral, o resultado acumulado de janeiro a setembro permanece negativo.</p>
<p>Foram 18,543 milhões de passageiros, redução de 2,4% em relação aos 18,996 milhões transportados nos primeiros nove meses de 2025.</p>
<p>O contraste mostra como a atividade econômica, o turismo, os eventos e as mudanças na circulação urbana podem influenciar a demanda por transporte coletivo.</p>
<p>O VLT Carioca tem características diferentes das dos sistemas de metrô e trens metropolitanos.</p>
<p>Sua operação está diretamente relacionada à circulação no Centro da cidade, ao atendimento de áreas comerciais, equipamentos públicos, espaços culturais e conexões com outros meios de transporte.</p>
<p>O crescimento da demanda depende, portanto, não apenas da qualidade dos veículos e da infraestrutura, mas também da vitalidade econômica e urbana das regiões atendidas.</p>
<h3>Receitas de trilhos crescem, mas custos pressionam o resultado operacional</h3>
<p>No conjunto das operações ferroviárias, a receita tarifária da Motiva aumentou de R$ 689 milhões para R$ 716 milhões no trimestre.</p>
<p>O crescimento foi de 3,9%, superior ao aumento de 0,5% no número de passageiros.</p>
<p>A diferença está relacionada, entre outros fatores, aos reajustes e aos mecanismos de remuneração dos contratos.</p>
<p>Já a receita de mitigação passou de R$ 34 milhões para R$ 93 milhões.</p>
<p>Por outro lado, os custos operacionais em caixa cresceram 70,1%, passando de R$ 261 milhões para R$ 444 milhões.</p>
<p>A empresa relaciona o desempenho a fatores como reajustes salariais, maiores despesas de manutenção, terceirização de serviços e alterações na comercialização de energia elétrica.</p>
<p>O custo líquido de energia passou de R$ 31 milhões para R$ 41 milhões.</p>
<p>Segundo a Motiva, parte desse aumento decorre da menor disponibilidade de excedentes de energia elétrica para comercialização em 2026.</p>
<p>Outro elemento importante foi a comparação com 2025, quando houve o reconhecimento de indenização de R$ 122 milhões em favor da ViaMobilidade das linhas 8 e 9, relacionada ao atraso na entrega de material rodante.</p>
<p>Esse efeito não se repetiu em 2026.</p>
<p>Como consequência, a margem EBITDA ajustada do segmento de trilhos caiu de 60,7% para 57,2%, redução de 3,5 pontos percentuais.</p>
<p>O indicador mostra que a evolução das receitas não foi suficiente para compensar integralmente o aumento dos custos e outros efeitos operacionais e contratuais.</p>
<h3>Entenda os principais indicadores do segmento de trilhos</h3>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>3º trimestre de 2025</th>
<th>3º trimestre de 2026</th>
<th>Variação</th>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros transportados</td>
<td>194,7 milhões</td>
<td>195,6 milhões</td>
<td>+0,5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Receita tarifária</td>
<td>R$ 689 milhões</td>
<td>R$ 716 milhões</td>
<td>+3,9%</td>
</tr>
<tr>
<td>Receita de mitigação</td>
<td>R$ 34 milhões</td>
<td>R$ 93 milhões</td>
<td>+173,5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Receitas imobiliárias</td>
<td>R$ 24 milhões</td>
<td>R$ 29 milhões</td>
<td>+20,8%</td>
</tr>
<tr>
<td>Receitas comerciais</td>
<td>R$ 25 milhões</td>
<td>R$ 29 milhões</td>
<td>+16,0%</td>
</tr>
<tr>
<td>EBITDA ajustado</td>
<td>R$ 591 milhões</td>
<td>R$ 593 milhões</td>
<td>+0,3%</td>
</tr>
<tr>
<td>Margem EBITDA ajustada</td>
<td>60,7%</td>
<td>57,2%</td>
<td>-3,5 pontos percentuais</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O EBITDA representa uma medida de resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Não corresponde ao lucro líquido da empresa nem ao dinheiro disponível em caixa.</p>
<h3>Mais receitas com lojas, publicidade e espaços das estações</h3>
<p>Uma mudança importante no mercado de concessões metroferroviárias é o crescimento das receitas que não dependem diretamente da tarifa de transporte.</p>
<p>No terceiro trimestre, as receitas imobiliárias da Motiva aumentaram 20,8%, passando de R$ 24 milhões para R$ 29 milhões.</p>
<p>As receitas comerciais cresceram 16%, também alcançando R$ 29 milhões.</p>
<p>A empresa relaciona os resultados ao desempenho de publicidade, ocupação de espaços comerciais, renegociação de contratos e exploração de direitos de nomeação de estações, conhecidos como naming rights.</p>
<p>São atividades que procuram aproveitar a circulação diária de passageiros e a localização estratégica dos equipamentos de transporte.</p>
<p>A ampliação dessas receitas pode contribuir para a sustentabilidade econômica das concessões.</p>
<p>Entretanto, não elimina a necessidade de investimentos na operação ferroviária nem substitui as obrigações contratuais relacionadas à qualidade dos serviços.</p>
<p>O uso comercial das estações precisa ser compatível com a circulação dos passageiros, a acessibilidade e a segurança.</p>
<h3>Motiva entra no mercado de recarga de ônibus elétricos em São Paulo</h3>
<p>O balanço também destaca uma nova frente de negócios relacionada à mobilidade urbana.</p>
<p>Em setembro de 2026, a Motiva anunciou sua entrada no mercado de infraestrutura de recarga de ônibus elétricos.</p>
<p>O primeiro contrato foi firmado com a Viação Campo Belo, operadora do transporte municipal de São Paulo.</p>
<p>A empresa investiu aproximadamente R$ 5 milhões para instalar infraestrutura de recarga no Pátio Guido Caloi, associado à Linha 5-Lilás, na zona Sul da capital.</p>
<p>Foram instalados 12 carregadores, cada um com potência de 180 kVA, com capacidade de atender simultaneamente até 24 ônibus.</p>
<p>A expectativa inicial é realizar a recarga de aproximadamente 40 ônibus elétricos por dia.</p>
<p>Pelo modelo comercial, a Motiva realiza os investimentos na infraestrutura, gerencia a energia e mantém os equipamentos.</p>
<p>As empresas de ônibus utilizam os eletropostos e remuneram a companhia conforme as condições contratuais.</p>
<p>A iniciativa representa uma possibilidade de diversificação das receitas, aproveitando terrenos, instalações elétricas e estruturas associadas às concessões de transporte.</p>
<p>Também pode reduzir a necessidade de investimentos individuais das operadoras de ônibus em sistemas próprios de carregamento.</p>
<p>A empresa estuda ampliar esse modelo para outros mercados, incluindo veículos de aplicativos, logística urbana e recarga em rodovias.</p>
<h3>Venda dos aeroportos muda a capacidade financeira da Motiva</h3>
<p>Um dos acontecimentos mais importantes do trimestre foi a conclusão da venda da plataforma de aeroportos da Motiva.</p>
<p>A transação foi concluída em 1º de setembro de 2026, com recebimento de aproximadamente R$ 5,2 bilhões pela companhia.</p>
<p>O valor econômico total da operação, incluindo outros componentes da transação, foi estimado em R$ 12,2 bilhões.</p>
<p>A reorganização permitiu à Motiva reduzir o endividamento e concentrar sua estratégia em rodovias e trilhos.</p>
<p>A relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado caiu de 3,6 vezes, no terceiro trimestre de 2025, para 3,2 vezes em 2026.</p>
<p>O fortalecimento financeiro pode ampliar a capacidade de participação em novos projetos, embora qualquer investimento dependa de análise de rentabilidade, riscos e disponibilidade de capital.</p>
<p>Para o setor metroferroviário, esse movimento merece atenção porque os próximos anos poderão envolver novas licitações e expansões de sistemas existentes.</p>
<h3>Pós-eleições: o que os números podem representar para o mercado de mobilidade?</h3>
<p>Os resultados da Motiva foram divulgados poucos dias após o segundo turno das eleições de 2026, num momento em que os governos começam a organizar prioridades administrativas e orçamentárias para os próximos anos.</p>
<p>O novo cenário coloca novamente em discussão a capacidade do poder público de financiar projetos estruturantes.</p>
<p>No caso dos transportes metropolitanos, o desafio é especialmente relevante.</p>
<p>A construção de uma linha de metrô exige investimentos elevados, prazos longos e comprometimento financeiro que frequentemente ultrapassa um mandato de governo.</p>
<p>Além disso, a operação precisa de recursos contínuos para manutenção, segurança, energia elétrica e renovação de equipamentos.</p>
<p>Os números da Motiva ajudam a compreender três questões centrais desse mercado.</p>
<p>A primeira é que a demanda por transporte coletivo não cresce automaticamente no mesmo ritmo das receitas. Mesmo com aumento de arrecadação, o número de passageiros transportados apresentou elevação de apenas 0,5%.</p>
<p>A segunda é que os contratos de concessão podem depender de diferentes fontes de remuneração, incluindo tarifas, receitas comerciais, aportes e mecanismos de compensação.</p>
<p>A terceira é que a capacidade financeira das empresas será importante para viabilizar os investimentos futuros, mas não substitui a necessidade de planejamento público.</p>
<p>Em São Paulo, permanecem no horizonte projetos como as linhas 19-Celeste, 20-Rosa e 22-Marrom, além de ampliações de linhas existentes.</p>
<p>A Linha 19-Celeste está planejada para estabelecer uma ligação metroviária entre São Paulo e Guarulhos.</p>
<p>A Linha 20-Rosa deverá conectar a região da Lapa, na capital, a Santo André, no ABC Paulista.</p>
<p>Já a Linha 22-Marrom está prevista para ampliar as ligações ferroviárias entre São Paulo, Osasco e Cotia.</p>
<p>Esses projetos fazem parte de uma carteira de expansão que poderá envolver diferentes modelos de contratação e participação privada.</p>
<p>A existência de empresas financeiramente estruturadas, como a Motiva, amplia o universo potencial de investidores, mas não significa que determinado grupo vencerá ou necessariamente disputará futuras concessões.</p>
<p>O resultado dependerá dos editais, das condições contratuais, da concorrência e da atratividade econômica dos empreendimentos.</p>
<h3>Responsabilidade fiscal e qualidade dos serviços serão decisivas</h3>
<p>O debate sobre o futuro do transporte coletivo após as eleições de 2026 também envolve a responsabilidade fiscal dos governos.</p>
<p>A expansão das redes de metrô e trens exige recursos para obras, desapropriações, estações, sistemas elétricos, sinalização, material rodante e manutenção.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os governos precisam assegurar a continuidade dos contratos existentes.</p>
<p>Uma obra anunciada sem financiamento adequado pode gerar atrasos, aumento de custos e dificuldades de execução.</p>
<p>Da mesma maneira, contratos de concessão que não distribuem adequadamente os riscos podem resultar em disputas judiciais, pedidos de reequilíbrio financeiro e pressões sobre os orçamentos públicos.</p>
<p>A sustentabilidade financeira das empresas e o controle dos gastos públicos, portanto, não são assuntos separados da qualidade do transporte.</p>
<p>Estão diretamente relacionados à possibilidade de manter serviços regulares e realizar investimentos.</p>
<p>Os resultados apresentados pela Motiva mostram uma companhia que ampliou seu desempenho consolidado e reduziu sua alavancagem, mas também revelam que as operações de trilhos enfrentam desafios de custos e crescimento limitado da demanda.</p>
<p>Para o mercado, esse conjunto de informações oferece elementos sobre capacidade financeira, retorno dos investimentos e características dos contratos de mobilidade.</p>
<p>Para governos e órgãos reguladores, reforça a importância de avaliar os modelos de remuneração, os compromissos de expansão e os indicadores de desempenho.</p>
<p>Para os passageiros, porém, a principal medida de sucesso continuará sendo o serviço prestado.</p>
<p>Mais investimentos, receitas e passageiros transportados precisam resultar em viagens seguras, regulares, acessíveis e com menor tempo de deslocamento.</p>
<p>No período pós-eleitoral, transformar projetos anunciados em obras concluídas e serviços de qualidade será um dos principais desafios do transporte público brasileiro.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Ônibus elétrico com inovações do VLT: Alexander Dennis e Volvo desenvolvem projeto no Reino Unido e tecnologia pode inspirar novos BRTs no Brasil</title>
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    <pubDate>Mon, 02 Nov 2026 20:01:36 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Internacional]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Veículo articulado de 18 metros terá chassi Volvo BZL Electric e nova carroceria Enviro Max, com características visuais e tecnologias inspiradas nos transportes sobre trilhos, mas circulará sobre pneus, sem necessidade de trilhos ou rede aérea. Proposta é diferente do BUD testado no Paraná; Brasil já possui soluções de alta capacidade com Caio, Eletra, BYD [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="960" height="565" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Alexander-Dennis-Enviro-Max-1-960x565-c-default.webp?fit=960%2C565&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Alexander-Dennis-Enviro-Max-1-960x565-c-default.webp?w=960&amp;ssl=1 960w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Alexander-Dennis-Enviro-Max-1-960x565-c-default.webp?resize=300%2C177&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Alexander-Dennis-Enviro-Max-1-960x565-c-default.webp?resize=150%2C88&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Alexander-Dennis-Enviro-Max-1-960x565-c-default.webp?resize=768%2C452&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Alexander-Dennis-Enviro-Max-1-960x565-c-default.webp?resize=400%2C235&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /> <div><em>Veículo articulado de 18 metros terá chassi Volvo BZL Electric e nova carroceria Enviro Max, com características visuais e tecnologias inspiradas nos transportes sobre trilhos, mas circulará sobre pneus, sem necessidade de trilhos ou rede aérea. Proposta é diferente do BUD testado no Paraná; Brasil já possui soluções de alta capacidade com Caio, Eletra, BYD e Mercedes-Benz</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Um ônibus elétrico com a aparência e algumas características de conforto e organização dos espaços de um bonde moderno (VLT &#8211; Veículo Leve sobre Trilhos), mas que circula sobre pneus, utiliza as ruas existentes e dispensa a instalação de trilhos. Essa é a proposta que está sendo estudada pelas fabricantes Alexander Dennis e Volvo Buses para o mercado do Reino Unido. Anunciado em 22 de outubro de 2026, o projeto reúne o chassi articulado Volvo BZL Electric e uma nova carroceria denominada Enviro Max, desenvolvida para sistemas de transporte rápido por ônibus, conhecidos como BRT (Bus Rapid Transit).</p>
<p>A proposta chama a atenção não apenas pelo desenho inspirado nos veículos leves sobre trilhos (VLTs), mas pela tentativa de oferecer às cidades uma alternativa de transporte coletivo de maior capacidade, com menor necessidade de obras de infraestrutura ferroviária. O conceito também abre uma discussão para o Brasil, que já desenvolve e fabrica ônibus elétricos articulados e superarticulados, como os modelos Caio e-Millennium BRT com tecnologias Eletra e BYD, de aproximadamente 21,5 a 23 metros, e o Mercedes-Benz eO500UA, de 18 metros, apresentado encarroçado na Lat.Bus 2026. A experiência britânica pode oferecer referências, mas sua aplicação nas cidades brasileiras exige adaptações às condições das vias, à demanda de passageiros e à realidade econômica dos sistemas.</p>
<p>É importante diferenciar o projeto britânico do Bonde Urbano Digital (BUD), de tecnologia chinesa, que passou por testes na Região Metropolitana de Curitiba (PR).</p>
<p>Apesar das semelhanças visuais e da proposta de oferecer viagens com características associadas aos bondes, as tecnologias e os conceitos operacionais são diferentes.</p>
<p>O projeto Alexander Dennis/Volvo é essencialmente um ônibus articulado elétrico convencional, com direção e circulação sobre pneus, enquanto o BUD utiliza orientação automatizada por um sistema de guiamento que a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) denomina trilhos magnéticos.</p>
<h3>Como será o ônibus elétrico desenvolvido pela Alexander Dennis e Volvo</h3>
<p>O novo modelo está sendo estudado a partir do chassi Volvo BZL Electric Articulated, versão de maior capacidade da plataforma elétrica BZL.</p>
<p>O projeto prevê uma carroceria inédita, a Enviro Max, que deverá incorporar a experiência da Alexander Dennis no desenvolvimento de ônibus urbanos.</p>
<p>A intenção é criar um veículo que transmita ao passageiro a sensação de estar num sistema de transporte estruturado, com desenho externo diferenciado, ambiente interno acessível e possibilidade de utilização em corredores exclusivos.</p>
<p>O estudo também considera a necessidade de facilitar manutenção, reparos e substituição de componentes.</p>
<p>A Alexander Dennis pretende aproveitar soluções de construção já empregadas na família Enviro e utilizar componentes comuns a outros modelos da fabricante.</p>
<p>A configuração técnica divulgada prevê as seguintes características:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Característica</th>
<th>Projeto Enviro Max/Volvo</th>
</tr>
<tr>
<td>Tipo</td>
<td>Ônibus elétrico articulado</td>
</tr>
<tr>
<td>Comprimento aproximado</td>
<td>18 metros</td>
</tr>
<tr>
<td>Chassi</td>
<td>Volvo BZL Electric Articulated</td>
</tr>
<tr>
<td>Carroceria</td>
<td>Alexander Dennis Enviro Max</td>
</tr>
<tr>
<td>Peso bruto total permitido</td>
<td>30 toneladas</td>
</tr>
<tr>
<td>Motorização</td>
<td>Volvo EPT802, com dois motores elétricos</td>
</tr>
<tr>
<td>Potência máxima</td>
<td>400 kW, aproximadamente 544 cv</td>
</tr>
<tr>
<td>Torque divulgado</td>
<td>850 Nm</td>
</tr>
<tr>
<td>Transmissão</td>
<td>Automatizada de duas marchas</td>
</tr>
<tr>
<td>Baterias</td>
<td>Até 12 conjuntos de fosfato de ferro-lítio (LFP)</td>
</tr>
<tr>
<td>Energia armazenada</td>
<td>Até 530 kWh</td>
</tr>
<tr>
<td>Recarga por conector CCS2</td>
<td>Até 250 kW</td>
</tr>
<tr>
<td>Recarga por pantógrafo OppCharge</td>
<td>Até 450 kW</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O sistema de baterias permite diferentes configurações, conforme a necessidade de cada operação.</p>
<p>Isso significa que uma cidade poderá optar por maior capacidade de armazenamento de energia, enquanto outra poderá trabalhar com recargas mais frequentes.</p>
<p>O anúncio não estabelece uma autonomia única em quilômetros, já que essa informação depende do trajeto, da carga transportada, das condições climáticas, da velocidade e da infraestrutura de abastecimento.</p>
<p>A utilização de pantógrafo também não transforma o ônibus em um bonde ou trólebus. Nesse caso, trata-se de uma alternativa para carregar as baterias em pontos determinados, sem necessidade de alimentação elétrica contínua durante o percurso.</p>
<h3>Projeto ainda está em fase de estudos</h3>
<p>A Alexander Dennis e a Volvo estão desenvolvendo um estudo de viabilidade.</p>
<p>Portanto, o Enviro Max ainda não deve ser tratado como um ônibus lançado comercialmente ou como um modelo já contratado por alguma cidade britânica.</p>
<p>O trabalho inclui avaliar o interesse das autoridades de transporte, dos potenciais operadores e de outros participantes do mercado.</p>
<p>As fabricantes também pretendem discutir aspectos como disposição interna dos assentos, espaços para passageiros em pé, acessibilidade e compatibilidade com estações e terminais existentes.</p>
<p>O diretor-presidente da Alexander Dennis, Paul Davies, afirmou que o estudo permitirá reunir a experiência da fabricante no desenvolvimento de carrocerias à tecnologia do chassi elétrico da Volvo.</p>
<p>Segundo o executivo, a empresa também poderá aproveitar a experiência da New Flyer, fabricante norte-americana pertencente ao mesmo grupo empresarial, na produção de ônibus articulados.</p>
<p>Já o diretor de vendas da Volvo Buses para Reino Unido e Irlanda, Richard Mann, destacou o interesse crescente de autoridades locais por sistemas de ônibus elétricos com características visuais associadas aos bondes, mas que exigem menos infraestrutura.</p>
<p>A Volvo já introduziu o chassi articulado BZL Electric na Austrália em 2026. A experiência será uma das referências para o desenvolvimento da versão voltada ao mercado britânico.</p>
<h3>Quem é a Alexander Dennis e qual sua ligação com a indústria britânica</h3>
<p>A Alexander Dennis é uma das fabricantes mais tradicionais do setor de ônibus no Reino Unido, especialmente em veículos urbanos de dois andares.</p>
<p>Sua história reúne fabricantes que participaram do desenvolvimento do transporte britânico desde o final do século XIX.</p>
<p>A Dennis surgiu em Guildford, na Inglaterra, em 1895, inicialmente com a produção de bicicletas e posteriormente veículos motorizados.</p>
<p>A trajetória da Alexander começou na Escócia, ligada ao transporte de passageiros e à fabricação de carrocerias.</p>
<p>As duas empresas passaram por diferentes reorganizações societárias até a formação da Alexander Dennis na estrutura industrial atual, em 2004.</p>
<p>Em 2019, a fabricante foi adquirida pelo grupo canadense NFI, proprietário de empresas como New Flyer e Motor Coach Industries (MCI).</p>
<p>A Alexander Dennis possui experiência no desenvolvimento de ônibus de um e dois andares, incluindo modelos diesel, híbridos e elétricos.</p>
<p>A companhia também manteve parcerias tecnológicas com diferentes fabricantes de chassis, incluindo a BYD, no fornecimento de ônibus elétricos para o mercado britânico.</p>
<p>A colaboração com a Volvo não é inédita.</p>
<p>As empresas já trabalharam juntas no desenvolvimento do Enviro400XLB, ônibus de dois andares e alta capacidade, utilizando chassi Volvo B8L.</p>
<p>O projeto Enviro Max representa uma nova aplicação dessa parceria, agora direcionada aos articulados elétricos.</p>
<p>A iniciativa também possui uma dimensão industrial: desenvolver e produzir no Reino Unido um veículo adaptado às necessidades do mercado local, preservando empregos, engenharia e fornecedores nacionais.</p>
<h3>Por que fabricar um ônibus com aparência de bonde?</h3>
<p>A proposta está relacionada à maneira como as cidades procuram tornar o transporte coletivo mais atrativo.</p>
<p>Um bonde moderno ou VLT costuma estar associado a características como veículos de grande capacidade, embarque organizado, acessibilidade, estações identificadas e trajetos bem definidos.</p>
<p>Entretanto, a implantação de um sistema ferroviário exige intervenções específicas, como construção de trilhos, infraestrutura de alimentação elétrica, sinalização e adequação das vias.</p>
<p>Um BRT pode oferecer determinadas características de organização e capacidade de transporte utilizando ônibus sobre pneus.</p>
<p>A diferença é que um corredor de ônibus pode ser implantado com obras de natureza distinta daquelas necessárias para construir uma ferrovia.</p>
<p>Mas há um ponto importante: a aparência de bonde não transforma automaticamente um ônibus num transporte de alta qualidade.</p>
<p>O desempenho depende de fatores como prioridade viária, distância entre estações, embarque, integração tarifária, frequência e gestão operacional.</p>
<p>Um ônibus elétrico articulado com aparência moderna continuará enfrentando congestionamentos se circular sem prioridade no trânsito.</p>
<p>Da mesma maneira, veículos de alta capacidade podem perder eficiência quando precisam parar em excesso, disputar espaço com automóveis ou enfrentar terminais inadequados.</p>
<p>O projeto britânico, portanto, deve ser analisado principalmente como uma proposta de BRT elétrico com desenho inspirado em sistemas ferroviários, e não como substituto universal dos bondes e VLTs.</p>
<h3>E o BUD do Paraná? Qual é a diferença?</h3>
<p>O Governo do Paraná concluiu recentemente um período de testes do Bonde Urbano Digital, desenvolvido pela fabricante chinesa CRRC.</p>
<p>O veículo possui aproximadamente 30 metros de comprimento, três módulos e capacidade anunciada de até 280 passageiros na configuração testada.</p>
<p>A principal diferença em relação ao projeto britânico está na tecnologia de orientação.</p>
<p>O BUD utiliza um sistema de guiamento que a Amep denomina trilhos magnéticos, associado a recursos de condução automatizada e proteção eletrônica.</p>
<p>O veículo também utiliza pneus, sem trilhos ferroviários convencionais.</p>
<p>Já o projeto da Alexander Dennis e Volvo utiliza um chassi articulado de ônibus e não prevê, no conceito divulgado, guiamento automatizado semelhante ao BUD.</p>
<p>A experiência paranaense foi realizada entre os terminais de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.</p>
<p>Em 28 de outubro de 2026, a Amep divulgou o encerramento dos testes, com os seguintes resultados:</p>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>633 viagens realizadas.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>6.433 quilômetros percorridos.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>10.879 passageiros transportados.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Aprovação de 93,1% dos usuários pesquisados.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Nota média de satisfação de 8,78 numa escala de zero a dez.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>A avaliação durou dez meses e envolveu aspectos como desempenho dinâmico, consumo de energia, segurança, climatização e características operacionais.</p>
<p>A Amep pretende utilizar os resultados para comparar diferentes soluções de transporte de maior capacidade, incluindo o BRT elétrico e o VLT.</p>
<p>É importante observar que a quantidade de passageiros transportados durante os testes não representa necessariamente a demanda que um sistema desse tipo teria em operação comercial regular, com oferta plena.</p>
<p>Também não significa que o Governo do Paraná tenha decidido implantar definitivamente o BUD.</p>
<p>A eventual adoção dependerá de estudos, projetos e investimentos em infraestrutura.</p>
<h3>Brasil já possui soluções nacionais com características semelhantes</h3>
<p>O projeto britânico apresenta uma discussão importante para a indústria brasileira, que já dispõe de alternativas semelhantes no segmento de ônibus elétricos articulados.</p>
<p>Um dos exemplos é o Caio e-Millennium BRT, desenvolvido e produzido em Botucatu (SP).</p>
<p>O modelo possui versões com tecnologias de tração elétrica Eletra e BYD, com configurações de aproximadamente 21,5 a 23 metros.</p>
<p>Esses veículos são utilizados ou estão sendo preparados para sistemas de transporte de alta capacidade, incluindo os Corredores Verdes da cidade de São Paulo.</p>
<p>As carrocerias apresentam desenho externo diferenciado, com características visuais que também procuram aproximar a experiência de viagem daquela oferecida pelos sistemas modernos de transporte estruturado.</p>
<p>Entre os equipamentos estão piso baixo, ar-condicionado, acessibilidade e sistemas eletrônicos de monitoramento.</p>
<p>As tecnologias elétricas diferem conforme o fabricante do chassi e a configuração escolhida pelo operador.</p>
<p>A Eletra desenvolve sistemas próprios de tração e integração elétrica, com diferentes plataformas e fornecedores.</p>
<p>A BYD utiliza soluções próprias de propulsão e baterias.</p>
<p>Um aspecto importante é que esses ônibus estão sendo desenvolvidos para atender requisitos específicos dos sistemas brasileiros, incluindo condições das ruas, capacidade de passageiros, acessibilidade e características de operação.</p>
<p>O Brasil possui cidades com infraestrutura viária muito diferente daquela encontrada no Reino Unido.</p>
<p>Há corredores com pistas largas, mas também vias estreitas, curvas fechadas, aclives acentuados e terminais construídos há décadas.</p>
<p>Por isso, o projeto de um ônibus não pode considerar apenas a capacidade máxima ou a aparência externa.</p>
<p>É necessário avaliar manobrabilidade, comprimento, raio de giro, distribuição do peso, autonomia, capacidade de recarga e quantidade de passageiros efetivamente transportados.</p>
<h3>Mercedes-Benz eO500UA: alternativa brasileira de 18 metros</h3>
<p>Outro exemplo é o Mercedes-Benz eO500UA, articulado elétrico de aproximadamente 18 metros, desenvolvido no Brasil.</p>
<p>O Diário do Transporte conheceu antecipadamente o veículo durante testes no campo de provas da Mercedes-Benz, em Iracemápolis (SP), antes de sua apresentação na Lat.Bus 2026.</p>
<p>O modelo foi desenvolvido para ocupar uma faixa de mercado entre os ônibus padron, normalmente com cerca de 12 a 15 metros, e os superarticulados de 21,5 a 23 metros.</p>
<p>A proposta possui semelhanças com a do Volvo BZL Electric Articulated utilizado no projeto britânico, especialmente em relação ao comprimento e à aplicação em sistemas de transporte de maior capacidade.</p>
<p>O eO500UA possui motor elétrico central, transmissão de três marchas e baterias configuráveis conforme a necessidade operacional.</p>
<p>A potência máxima anunciada é de 400 kW.</p>
<p>O chassi pode receber de cinco a sete conjuntos de baterias, chegando a 686 kWh de energia armazenada na configuração máxima.</p>
<p>Na Lat.Bus 2026, a Mercedes-Benz apresentou o modelo encarroçado com a Caio Millennium BRT.</p>
<p>O desenvolvimento do veículo representa uma alternativa para linhas em que os ônibus convencionais possuem capacidade insuficiente, mas os superarticulados são grandes para a infraestrutura disponível.</p>
<p>Essa faixa de comprimento também pode ser relevante para cidades médias e regiões metropolitanas que pretendem ampliar a capacidade do transporte coletivo sem necessariamente utilizar veículos de mais de 20 metros.</p>
<h3>O que o Brasil pode aproveitar da proposta britânica?</h3>
<p>A experiência da Alexander Dennis e da Volvo pode contribuir para o desenvolvimento de novos projetos brasileiros, mas não precisa ser reproduzida integralmente.</p>
<p>O País já possui fabricantes, tecnologia de tração elétrica e conhecimento sobre a operação de ônibus articulados de alta capacidade.</p>
<p>Entre os aspectos que podem ser aproveitados estão o desenho voltado à experiência dos passageiros, a padronização de componentes, a facilidade de manutenção e a integração dos veículos à infraestrutura de BRT.</p>
<p>Outro ponto é a possibilidade de desenvolver ônibus com diferentes capacidades sobre plataformas tecnológicas comuns.</p>
<p>Isso permite que fabricantes produzam veículos com características adaptadas à demanda de cada cidade, reduzindo a necessidade de criar sistemas completamente distintos para diferentes aplicações.</p>
<p>A experiência internacional também reforça a importância de integrar o desenvolvimento industrial às necessidades reais das operadoras e dos passageiros.</p>
<p>O Brasil possui exemplos de projetos de ônibus concebidos especificamente para sua realidade, inclusive com participação de fabricantes nacionais de carrocerias e empresas responsáveis pelos sistemas de propulsão.</p>
<p>Por outro lado, a adoção de soluções importadas pode ser positiva quando representa ganho tecnológico, eficiência ou melhora do serviço.</p>
<p>O desafio está em evitar que a escolha de veículos seja baseada apenas no desenho externo ou na apresentação comercial.</p>
<h3>Transporte de alta capacidade depende de infraestrutura e financiamento</h3>
<p>A discussão sobre ônibus inspirados em bondes também envolve os custos dos sistemas de transporte.</p>
<p>Um ônibus articulado elétrico pode exigir investimentos menores em infraestrutura fixa do que um VLT, mas isso não significa que a implantação de um corredor de ônibus seja simples ou barata.</p>
<p>Dependendo da cidade, poderão ser necessárias obras de pavimentação reforçada, estações de embarque, terminais, sistemas de controle, infraestrutura elétrica e adequação das vias.</p>
<p>Também é preciso considerar o custo de aquisição dos veículos, as baterias, a vida útil, a manutenção e a disponibilidade de energia.</p>
<p>No caso brasileiro, instrumentos de financiamento do BNDES e programas federais de mobilidade podem contribuir para viabilizar projetos estruturantes.</p>
<p>Entretanto, a escolha da tecnologia deve partir da demanda real de passageiros e das condições de cada corredor.</p>
<p>Em determinados trajetos, um BRT elétrico pode oferecer boa capacidade com investimentos inferiores aos de uma ferrovia.</p>
<p>Em outros, sistemas sobre trilhos podem apresentar vantagens relacionadas à capacidade, à regularidade e à operação de longo prazo.</p>
<p>A comparação precisa considerar o custo total de implantação e operação, a quantidade de passageiros e a durabilidade dos investimentos.</p>
<h3>Uma oportunidade para a engenharia brasileira</h3>
<p>A parceria entre Alexander Dennis e Volvo mostra que a indústria de ônibus continua buscando formas de ampliar a capacidade e a atratividade do transporte coletivo.</p>
<p>No Reino Unido, a proposta pretende reunir características visuais de bondes com a flexibilidade operacional dos ônibus.</p>
<p>No Brasil, o desenvolvimento de modelos como o Caio e-Millennium BRT, nas versões com tecnologias Eletra e BYD, e o Mercedes-Benz eO500UA demonstra que há alternativas nacionais para sistemas de maior capacidade.</p>
<p>A principal oportunidade está em combinar esse conhecimento industrial com investimentos em infraestrutura, projetos de corredores e políticas de transporte de longo prazo.</p>
<p>Além dos benefícios ambientais, a produção local movimenta empregos, engenharia, fornecedores e serviços especializados.</p>
<p>A sustentabilidade também envolve a dimensão social, ao oferecer melhores condições de deslocamento, e a dimensão econômica, ao criar oportunidades industriais e contribuir para a eficiência dos sistemas.</p>
<p>O ônibus elétrico com aparência de bonde pode ser mais uma solução nesse processo.</p>
<p>Mas o que determinará sua utilidade não será o quanto se parece com um veículo ferroviário, e sim sua capacidade de transportar passageiros com segurança, regularidade, conforto e custos compatíveis com a realidade de cada cidade.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes<br />
</em></strong></p>
</div>
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  </item>
  <item>
    <title>Mobi-Rio reúne contratos e registros de preços para manutenção de ônibus do BRT, incluindo transmissões, motores, ar-condicionado e infraestrutura de apoio</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/02/mobi-rio-reune-contratos-e-registros-de-precos-para-manutencao-de-onibus-do-brt-incluindo-transmissoes-motores-ar-condicionado-e-infraestrutura-de-apoio/</link>
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    <pubDate>Mon, 02 Nov 2026 19:01:25 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Publicações incluem peças Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo, fornecimento de 28,8 mil litros de fluido hidráulico por R$ 1,4 milhão, componentes de refrigeração, equipamentos de informática, contêineres e abertura de novas licitações; companhia também prorroga registro de preços com seis fornecedores até outubro de 2027 ADAMO BAZANI A Companhia Municipal de Transportes Coletivos (Mobi-Rio), responsável pela [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="795" height="504" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/jpacivtor.jpg?fit=795%2C504&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/jpacivtor.jpg?w=795&amp;ssl=1 795w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/jpacivtor.jpg?resize=300%2C190&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/jpacivtor.jpg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/jpacivtor.jpg?resize=768%2C487&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/jpacivtor.jpg?resize=400%2C254&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 795px) 100vw, 795px" /> <div>
<div>
<p><em>Publicações incluem peças Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo, fornecimento de 28,8 mil litros de fluido hidráulico por R$ 1,4 milhão, componentes de refrigeração, equipamentos de informática, contêineres e abertura de novas licitações; companhia também prorroga registro de preços com seis fornecedores até outubro de 2027</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Companhia Municipal de Transportes Coletivos (Mobi-Rio), responsável pela operação do sistema BRT da capital fluminense, publicou uma série de contratos, registros de preços e medidas relacionadas à manutenção de ônibus e à infraestrutura operacional. Entre os destaques estão um registro de R$ 1,4 milhão para fornecimento de fluido hidráulico, a aquisição prevista de 340 correias de ar-condicionado para ônibus Volvo, contratos de peças de refrigeração e estruturas de apoio, além de novas licitações e da prorrogação de um registro de preços com seis empresas fornecedoras de componentes automotivos.</p>
<p>As medidas envolvem sistemas mecânicos e equipamentos necessários à conservação da frota e das instalações do BRT, como caixas de transmissão, componentes de motores, direção, suspensão, refrigeração, informática e materiais hidráulicos. Os documentos também formalizam responsabilidades de gestão e fiscalização de contratos. Parte dos valores corresponde a registros de preços, que estabelecem condições para futuras compras, enquanto outros estão associados a contratos já formalizados. A distinção é importante para avaliar os compromissos da companhia e o dinheiro efetivamente utilizado.</p>
<p>A manutenção da frota tem impacto direto na oferta de transporte coletivo, porque veículos que permanecem indisponíveis por problemas mecânicos reduzem a capacidade operacional e podem comprometer os intervalos das linhas.</p>
<p>No caso do BRT, a situação envolve ônibus articulados e convencionais, equipamentos que trabalham em diferentes condições de carregamento e operação.</p>
<p>Além dos veículos, o funcionamento do sistema depende da conservação de terminais, estações, instalações administrativas, sistemas de apoio e equipamentos de controle.</p>
<h3>Registro de R$ 1,4 milhão contempla 28,8 mil litros de fluido hidráulico para ônibus Mercedes-Benz</h3>
<p>Uma das publicações de maior valor individual envolve a GBS Soluções Comerciais Ltda., CNPJ 18.459.930/0001-73.</p>
<p>A companhia registrou preços para aquisição de fluidos utilizados em sistemas de direção hidráulica e transmissão de veículos Mercedes-Benz O500, incluindo aplicações relacionadas aos motores OM457 Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>O registro contempla 28.800 litros, com preço unitário de R$ 48,75 e valor total de R$ 1.404.000,00.</p>
<p>A vigência vai de 29 de outubro de 2026 a 28 de outubro de 2027.</p>
<p>O volume previsto está relacionado ao abastecimento das necessidades de manutenção dos veículos durante o período.</p>
<p>Os fluidos hidráulicos cumprem funções essenciais nos sistemas mecânicos dos ônibus, atuando na transmissão de força, lubrificação e funcionamento de componentes.</p>
<p>A utilização dos produtos deve observar as especificações técnicas de cada equipamento.</p>
<p>Por se tratar de registro de preços, o valor total corresponde à quantidade prevista no instrumento, podendo as aquisições ocorrer conforme as necessidades e autorizações da Mobi-Rio.</p>
<h3>Peças para transmissões Voith e ZF integram manutenção de articulados e ônibus convencionais</h3>
<p>Outra frente envolve os sistemas de transmissão.</p>
<p>A Mobi-Rio formalizou a designação de gestores e comissões de fiscalização para contratos relacionados à assistência técnica e ao recondicionamento de caixas de transmissão Voith utilizadas em ônibus articulados.</p>
<p>As transmissões estão entre os componentes de maior relevância para a disponibilidade de veículos de grande capacidade.</p>
<p>Seu funcionamento influencia o desempenho mecânico, as condições de operação e a possibilidade de manter o ônibus em serviço.</p>
<p>A companhia também estabeleceu a fiscalização de contrato destinado à aquisição de caixas de marcha novas e genuínas do fabricante ZF, nos modelos 6S 1010 BO, de transmissão mecânica, e 6AP1220B, automática.</p>
<p>Os equipamentos são destinados a ônibus padron equipados com chassis Volkswagen 17.260 e 22.280 e Mercedes-Benz O500M Euro 6.</p>
<p>A contratação contempla componentes específicos para diferentes configurações de veículos utilizados na operação.</p>
<p>A fiscalização foi atribuída a profissionais da área de manutenção, responsáveis pelo acompanhamento da execução contratual e pela conferência dos documentos correspondentes aos fornecimentos.</p>
<h3>Mobi-Rio inclui motores Euro 5 e Euro 6, sistemas de suspensão, direção e transmissão entre os contratos fiscalizados</h3>
<p>Também foram formalizados procedimentos de gestão e fiscalização relativos à aquisição de peças originais destinadas aos ônibus Mercedes-Benz.</p>
<p>Os componentes abrangem eixos, embreagem, sistema elétrico, direção, caixas de marcha, suspensão e transmissão diferencial.</p>
<p>Esses equipamentos integram conjuntos fundamentais para a segurança e a capacidade de circulação dos veículos.</p>
<p>A aquisição está relacionada à manutenção preventiva e corretiva dos ônibus equipados com motores Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>A manutenção preventiva busca substituir componentes de acordo com parâmetros técnicos e condições de desgaste, enquanto a corretiva ocorre para reparar falhas identificadas durante a utilização.</p>
<p>A disponibilidade de peças é especialmente importante em sistemas de alta utilização, nos quais a permanência de um veículo parado também afeta o planejamento operacional.</p>
<h3>Ar-condicionado: companhia prevê 340 correias para ônibus Volvo e componentes de refrigeração</h3>
<p>A conservação dos sistemas de climatização aparece em diferentes publicações da edição.</p>
<p>A Mobi-Rio registrou preços com a GB Auto Peças Ltda., CNPJ 04.636.451/0002-51, para aquisição de 340 correias Optibelt 2XPB 2100, utilizadas em sistemas de ar-condicionado de ônibus padron Volvo.</p>
<p>O preço unitário registrado é de R$ 299, com valor total de R$ 101.660.</p>
<p>A vigência se estende até 28 de outubro de 2027.</p>
<p>Em outra contratação, a companhia firmou contrato de R$ 134.880 com a J.C. Durigam Comércio de Autopeças Ltda. para fornecimento de peças, componentes, acessórios e insumos de refrigeração do fabricante Arco.</p>
<p>O contrato nº 268/2026 tem vigência entre 14 de outubro de 2026 e 15 de janeiro de 2027.</p>
<p>A edição também formaliza a fiscalização de contrato destinado a componentes de refrigeração Valeo/Spheros, utilizados na manutenção preventiva e corretiva da frota.</p>
<p>A existência de diferentes fornecedores e fabricantes está relacionada à variedade dos sistemas de climatização instalados nos ônibus.</p>
<p>Para o passageiro, a manutenção desses equipamentos se reflete nas condições de conforto térmico durante a viagem, especialmente em uma cidade com temperaturas elevadas durante parte significativa do ano.</p>
<h3>Registro de peças automotivas com seis fornecedores é prorrogado até outubro de 2027</h3>
<p>A Mobi-Rio também prorrogou por mais 12 meses a vigência do registro de preços nº 106/2025, destinado ao fornecimento de peças automotivas.</p>
<p>A prorrogação vale de 29 de outubro de 2026 a 28 de outubro de 2027.</p>
<p>Segundo a publicação, a extensão do prazo foi autorizada para permitir a utilização dos saldos remanescentes dos itens registrados, mediante demonstração de vantagem econômica.</p>
<p>As seis empresas relacionadas são:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Fornecedor</th>
<th>CNPJ, quando identificado</th>
</tr>
<tr>
<td>JW Peças e Acessórios Ltda.</td>
<td>51.350.391/0001-05</td>
</tr>
<tr>
<td>Lejuda Comércio de Peças Diesel Ltda.</td>
<td>22.216.499/0001-01</td>
</tr>
<tr>
<td>Lincetractor Comércio, Importação e Exportação Ltda.</td>
<td>—</td>
</tr>
<tr>
<td>Maudan Truck Diesel Ltda.</td>
<td>—</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova Rio Distribuidora Automotiva Ltda.</td>
<td>—</td>
</tr>
<tr>
<td>Pardiesel Comércio de Peças, Parafusos e Conexões Ltda.</td>
<td>09.567.246/0001-14</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A relação de componentes abrange peças utilizadas em motores Mercedes-Benz, incluindo itens dos sistemas de lubrificação, arrefecimento, alimentação de ar e transmissão.</p>
<p>Entre os materiais identificados estão filtros, mangueiras, polias, correias, componentes de compressor e bombas-d&#8217;água.</p>
<p>A listagem também contempla itens relacionados aos sistemas de freios e suspensão.</p>
<p>Um dos componentes de maior valor individual é o compressor de dois cilindros Wabco para motores Mercedes-Benz Euro VI, com preço unitário registrado de R$ 4.086,52.</p>
<p>A prorrogação mantém os preços e as condições dos itens abrangidos pelo instrumento, permitindo que a companhia utilize os quantitativos ainda disponíveis.</p>
<p>A medida faz parte da gestão dos estoques necessários para atender diferentes modelos de ônibus.</p>
<h3>Materiais hidráulicos serão utilizados na conservação de unidades físicas do BRT</h3>
<p>Além das peças automotivas, a Mobi-Rio publicou registros de preços para aquisição de materiais hidráulicos destinados à manutenção rotineira das unidades físicas do sistema BRT.</p>
<p>A relação inclui equipamentos e acessórios utilizados em instalações sanitárias e hidráulicas.</p>
<p>Entre os materiais identificados estão válvulas, buchas, acessórios sanitários e elementos de reposição para instalações de uso coletivo e áreas de apoio.</p>
<p>Os fornecedores relacionados incluem empresas especializadas no comércio de materiais hidráulicos e de manutenção predial.</p>
<p>A conservação das instalações tem relação com as condições de funcionamento de terminais, estações e outros imóveis utilizados pela companhia.</p>
<p>Esses serviços abrangem necessidades distintas da manutenção dos veículos, mas integram o funcionamento cotidiano da rede.</p>
<h3>Equipamentos de informática incluem 150 discos rígidos, com valor registrado de R$ 375 mil</h3>
<p>A Mobi-Rio também publicou registro de preços para aquisição de componentes de informática, ferramentas e equipamentos.</p>
<p>Entre os itens de maior valor estão 150 discos rígidos de 8 TB, ao preço unitário de R$ 2.500, totalizando R$ 375.000.</p>
<p>O fornecimento foi registrado com a Puhl Informática Ltda., CNPJ 10.335.363/0001-31.</p>
<p>Outra empresa relacionada é a Salestech Soluções em TI Ltda., CNPJ 13.146.270/0001-57, com registro de R$ 1.150 para bandejas destinadas a racks de equipamentos.</p>
<p>A aquisição prevista de componentes de armazenamento e infraestrutura de informática integra a manutenção dos recursos tecnológicos da companhia.</p>
<p>O objeto publicado abrange materiais de diferentes características, razão pela qual os valores devem ser considerados separadamente dos contratos de manutenção automotiva.</p>
<h3>Contêineres de apoio terão contrato de aproximadamente R$ 300 mil</h3>
<p>Outra contratação formalizada pela Mobi-Rio envolve a locação de contêineres para apoio às atividades da companhia.</p>
<p>O contrato nº 243/2026 foi firmado com a Multiteiner Comércio e Locação de Contêineres Ltda.</p>
<p>O objeto inclui locação, montagem, desmontagem e manutenção das estruturas.</p>
<p>O valor total é de R$ 299.923,93, com vigência entre 16 de outubro de 2026 e 15 de outubro de 2027.</p>
<p>O contrato foi assinado em 18 de setembro de 2026 e decorre de pregão eletrônico.</p>
<p>As estruturas de apoio podem atender necessidades operacionais e administrativas conforme as condições estabelecidas no contrato.</p>
<p>O valor corresponde ao compromisso contratual publicado, diferentemente dos registros de preços que estabelecem condições para aquisições futuras.</p>
<h3>Companhia autoriza duas novas licitações e mantém estimativas sob sigilo</h3>
<p>A diretora-presidente da Mobi-Rio, Claudia Antunes Secin, autorizou a abertura de duas novas licitações em decisões de 28 de outubro de 2026.</p>
<p>As autorizações aproveitam as etapas internas de procedimentos licitatórios anteriores, incluindo os respectivos termos de referência.</p>
<p>Os procedimentos têm origem nos pregões eletrônicos nº 90304/2026 e nº 1173/2026.</p>
<p>As decisões estabelecem a utilização dos preços estimados constantes de documentação sigilosa associada aos processos.</p>
<p>Com isso, a companhia dá prosseguimento às providências para realizar novas disputas, aproveitando a preparação administrativa já desenvolvida.</p>
<p>A identificação dos objetos, das quantidades e dos valores de referência deverá ser acompanhada nos novos editais e documentos correspondentes.</p>
<p>A publicação das autorizações, por si só, não representa a conclusão das licitações nem a contratação dos futuros fornecedores.</p>
<h3>Contratações mostram diferentes frentes de conservação da frota e da infraestrutura do BRT</h3>
<p>As publicações de 29 de outubro envolvem três grandes áreas de manutenção: os sistemas mecânicos dos ônibus, os equipamentos de conforto e a infraestrutura de apoio.</p>
<p>No primeiro grupo estão transmissões, motores, direção, suspensão, freios e componentes hidráulicos.</p>
<p>No segundo, peças e insumos de refrigeração e climatização.</p>
<p>O terceiro reúne equipamentos de informática, materiais hidráulicos prediais e estruturas utilizadas nas atividades da companhia.</p>
<p>Embora os procedimentos tenham objetos diferentes, todos estão relacionados à continuidade das atividades necessárias à prestação do transporte coletivo.</p>
<p>A publicação dos valores também permite distinguir os montantes registrados para possíveis aquisições daqueles que correspondem a contratos formalizados.</p>
<p>Essa diferença é relevante para o acompanhamento dos gastos públicos: os registros de preços representam uma previsão de fornecimento, enquanto os contratos estabelecem compromissos específicos, sujeitos à execução, fiscalização e pagamento.</p>
<p>Para o passageiro, o resultado depende da disponibilidade dos veículos, das condições de conservação, do funcionamento dos equipamentos e da regularidade dos serviços.</p>
<p>A manutenção é uma das etapas fundamentais para preservar a capacidade de transporte de uma frota que precisa operar diariamente, inclusive nos horários de maior movimento.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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</div>
</div>
</div>
</div>
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  <item>
    <title>Prefeitura de São Paulo impede instalação de feira noturna na Avenida Afonso de Sampaio e Souza por causa do trânsito e de faixa de ônibus</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/02/prefeitura-de-sao-paulo-impede-instalacao-de-feira-noturna-na-avenida-afonso-de-sampaio-e-souza-por-causa-do-transito-e-de-faixa-de-onibus/</link>
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    <pubDate>Mon, 02 Nov 2026 18:00:40 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Pedido para realização da feira em frente ao Condomínio Dez Cerejeiras foi indeferido; administração municipal considerou intenso movimento de veículos e necessidade de preservar espaço destinado ao transporte coletivo ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo negou autorização para instalação de uma feira livre noturna na Avenida Afonso de Sampaio e Souza, nº 159, em [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="910" height="487" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Afonso-300.jpg?fit=910%2C487&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Afonso-300.jpg?w=910&amp;ssl=1 910w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Afonso-300.jpg?resize=300%2C161&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Afonso-300.jpg?resize=150%2C80&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Afonso-300.jpg?resize=768%2C411&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Afonso-300.jpg?resize=400%2C214&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 910px) 100vw, 910px" /> <p><em>Pedido para realização da feira em frente ao Condomínio Dez Cerejeiras foi indeferido; administração municipal considerou intenso movimento de veículos e necessidade de preservar espaço destinado ao transporte coletivo</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo negou autorização para instalação de uma feira livre noturna na Avenida Afonso de Sampaio e Souza, nº 159, em frente ao Condomínio Dez Cerejeiras, por considerar que a atividade seria incompatível com as condições de circulação no local. Entre os motivos apresentados pela administração municipal estão o intenso movimento de veículos e a existência de uma faixa destinada ao transporte coletivo.</p>
<p>A decisão foi publicada no Diário Oficial da Cidade, após análise de pedido apresentado por Flavio Yassuo Arashio. A Prefeitura concluiu que o local proposto não atende às exigências municipais para funcionamento de feiras livres e estabeleceu prazo de 15 dias para eventual recurso, mantendo, neste momento, o indeferimento da solicitação.</p>
<p>O despacho foi fundamentado em manifestação técnica da Divisão de Feiras Livres, vinculada à estrutura municipal responsável pela administração dos equipamentos de abastecimento.</p>
<p>O pedido foi analisado conforme as regras estabelecidas pelo Decreto Municipal nº 48.172, de 2007, que regulamenta o funcionamento das feiras livres em São Paulo.</p>
<h3>Faixa destinada aos ônibus foi um dos motivos da decisão</h3>
<p>A administração municipal considerou dois aspectos relacionados à circulação na Avenida Afonso de Sampaio e Souza.</p>
<p>O primeiro foi o intenso fluxo de veículos no trecho indicado.</p>
<p>O segundo foi a existência de uma faixa destinada ao transporte coletivo.</p>
<p>Esses elementos foram utilizados para concluir que o ponto proposto não reúne condições adequadas para implantação da feira noturna.</p>
<p>A realização de feiras livres pode exigir ocupação temporária de parte do espaço viário, instalação de barracas, movimentação de veículos de abastecimento e circulação adicional de pedestres.</p>
<p>Dependendo das características da via, essas atividades precisam ser compatibilizadas com os serviços de transporte coletivo e com as condições de segurança e circulação.</p>
<p>No caso da Avenida Afonso de Sampaio e Souza, a Prefeitura considerou que as características identificadas impedem a aprovação do local solicitado.</p>
<p>A decisão não informa quais linhas de ônibus utilizam a faixa no trecho, nem apresenta dados de velocidade operacional ou volume de passageiros.</p>
<p>Também não determina a criação ou a alteração de qualquer linha de ônibus.</p>
<h3>Legislação municipal estabelece condições para instalação de feiras</h3>
<p>As feiras livres fazem parte da estrutura de abastecimento e comércio de alimentos da cidade e estão sujeitas a regras municipais de autorização, localização e funcionamento.</p>
<p>A escolha do local deve considerar não apenas o espaço necessário para instalação dos equipamentos, mas também os efeitos sobre o trânsito, a circulação de pedestres e o acesso aos imóveis.</p>
<p>As características de cada via são relevantes porque a ocupação de uma rua ou avenida por uma feira pode exigir alterações temporárias na circulação.</p>
<p>Em locais atendidos pelo transporte público, também deve ser considerada a necessidade de preservar condições adequadas para a passagem e o embarque e desembarque de passageiros dos ônibus.</p>
<p>O indeferimento publicado nesta terça-feira foi fundamentado justamente na incompatibilidade identificada entre a atividade proposta e o uso viário existente.</p>
<p>A decisão diz respeito ao endereço solicitado e não representa proibição geral de feiras noturnas em vias por onde circulam ônibus.</p>
<h3>Interessado poderá apresentar recurso em 15 dias</h3>
<p>O despacho estabelece prazo de 15 dias para eventual apresentação de recurso administrativo, conforme as normas municipais aplicáveis.</p>
<p>A possibilidade permite ao interessado questionar a decisão pelos procedimentos previstos na legislação.</p>
<p>A publicação não indica aprovação de um endereço alternativo, nem estabelece nova localização para a feira proposta.</p>
<p>Caso haja intenção de desenvolver a atividade em outro ponto, será necessário observar as exigências administrativas e técnicas aplicáveis à instalação de feiras livres.</p>
<p>A decisão evidencia a necessidade de conciliar diferentes usos das vias públicas, incluindo transporte coletivo, circulação geral, abastecimento e atividades comerciais, respeitando as características e limitações de cada local.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Artesp autoriza novas empresas de fretamento e renova registros de transportadoras em SP; pedido para transporte de estudantes é negado</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/02/artesp-autoriza-novas-empresas-de-fretamento-e-renova-registros-de-transportadoras-em-sp-pedido-para-transporte-de-estudantes-e-negado/</link>
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    <pubDate>Mon, 02 Nov 2026 17:00:19 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões publicadas nesta terça-feira (27) envolvem transporte eventual, contínuo, Serviço Especial Conveniado e viagens de estudantes; registros possuem validade de um a cinco anos, conforme a modalidade ADAMO BAZANI A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) publicou uma série de decisões que autorizam novas empresas a atuar no transporte intermunicipal por fretamento [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="785" height="552" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/marfovpo9.jpg?fit=785%2C552&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/marfovpo9.jpg?w=785&amp;ssl=1 785w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/marfovpo9.jpg?resize=300%2C211&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/marfovpo9.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/marfovpo9.jpg?resize=768%2C540&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/marfovpo9.jpg?resize=400%2C281&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 785px) 100vw, 785px" /> <p><em>Decisões publicadas nesta terça-feira (27) envolvem transporte eventual, contínuo, Serviço Especial Conveniado e viagens de estudantes; registros possuem validade de um a cinco anos, conforme a modalidade</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) publicou uma série de decisões que autorizam novas empresas a atuar no transporte intermunicipal por fretamento e renovam os registros de transportadoras que já possuem cadastro na agência. As deliberações envolvem serviços eventuais e contínuos, operações especiais conveniadas e transporte de estudantes, com prazos de validade que variam conforme a modalidade. Também foi negado um pedido de renovação de registro para fretamento estudantil.</p>
<p>Entre as empresas contempladas estão Agility Fretamento e Transporte, C.L.A Transportes de Passageiros, C&amp;W Transportes e Turismo, GTX Viação, Logitec Gerenciamento de Projetos e Serviços, RC de Miranda Transportes e Turismo e S A Locadora de Veículos. A agência também renovou cadastros de Estela Transportes e Logística, Jurandir de Castro Martins Transportes e MSF Transportes e Serviços. Para o mercado, as decisões dizem respeito à regularidade cadastral dos prestadores e à possibilidade de atuação dentro das modalidades autorizadas, observadas as demais exigências legais e operacionais.</p>
<h3>Novos registros e renovações para fretamento eventual e contínuo</h3>
<p>A agência publicou sete decisões envolvendo empresas de fretamento intermunicipal.</p>
<p>A modalidade eventual compreende serviços contratados para viagens específicas, enquanto o fretamento contínuo está relacionado à prestação regular de serviços contratados para determinado grupo de passageiros, de acordo com as regras aplicáveis.</p>
<p>Os dois tipos de operação possuem características distintas das linhas regulares de ônibus, abertas ao público em geral e estruturadas com horários, itinerários e condições de atendimento estabelecidas pelo poder concedente.</p>
<p>A relação divulgada pela Artesp é a seguinte:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>CNPJ</th>
<th>Decisão</th>
<th>Prazo de validade</th>
</tr>
<tr>
<td>Agility Fretamento e Transporte Ltda.</td>
<td>18.697.345/0001-01</td>
<td>Renovação de registro</td>
<td>5 anos, desde 27/10/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>C.L.A Transportes de Passageiros Ltda. EPP</td>
<td>21.919.463/0001-21</td>
<td>Renovação de registro</td>
<td>5 anos, desde 17/11/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>C&amp;W Transportes e Turismo Ltda.</td>
<td>66.425.121/0001-93</td>
<td>Novo registro</td>
<td>5 anos, desde 27/10/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>GTX Viação Ltda.</td>
<td>24.240.697/0001-36</td>
<td>Renovação de registro</td>
<td>5 anos, desde 27/10/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Logitec Gerenciamento de Projetos e Serviços Ltda.</td>
<td>11.076.765/0002-02</td>
<td>Novo registro</td>
<td>5 anos, desde 27/10/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>RC de Miranda Transportes e Turismo Ltda.</td>
<td></td>
<td>Novo registro</td>
<td>5 anos, desde 27/10/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>S A Locadora de Veículos Ltda.</td>
<td></td>
<td>Novo registro</td>
<td>5 anos, desde 27/10/2026</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As sete empresas estão contempladas nas modalidades de fretamento eventual e contínuo.</p>
<p>A concessão ou renovação do registro cadastral representa o reconhecimento administrativo necessário para a atuação nas modalidades especificadas, respeitadas as condições de cada autorização.</p>
<p>Para os contratantes, a regularidade da empresa perante a agência é um dos aspectos a observar na contratação de transportes de passageiros.</p>
<h3>Serviço Especial Conveniado tem três registros renovados</h3>
<p>Em outro conjunto de decisões, a Artesp autorizou a renovação de cadastros de três empresas no Serviço Especial Conveniado.</p>
<p>A modalidade possui regulamentação própria e deve ser analisada separadamente dos serviços rodoviários regulares e dos contratos de fretamento eventual ou contínuo.</p>
<p>As renovações publicadas possuem validade de um ano.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>CNPJ</th>
<th>Decisão</th>
</tr>
<tr>
<td>Estela Transportes e Logística Ltda.</td>
<td>03.725.289/0001-02</td>
<td>Renovação por um ano</td>
</tr>
<tr>
<td>Jurandir de Castro Martins Transportes Ltda.</td>
<td>06.171.274/0001-20</td>
<td>Renovação por um ano</td>
</tr>
<tr>
<td>MSF Transportes e Serviços Ltda.</td>
<td>04.789.504/0001-93</td>
<td>Renovação por um ano</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As decisões mantêm os cadastros das empresas para atuação no serviço correspondente, conforme as condições previstas pela Artesp.</p>
<p>O prazo de um ano evidencia a necessidade de acompanhamento periódico da situação cadastral dos prestadores dessa modalidade.</p>
<h3>Transporte de estudantes também tem renovação e indeferimento</h3>
<p>A agência autorizou a renovação do registro de Thiago Lossani para atuação no fretamento intermunicipal de estudantes, com validade de um ano.</p>
<p>Em outra decisão, indeferiu a renovação solicitada por Eliane Cristina Gonçalves, CNPJ 19.221.288/0001-52, na mesma modalidade.</p>
<p>A Artesp informou que o pedido foi negado em razão do descumprimento de dispositivos legais.</p>
<p>O comunicado publicado não apresenta a descrição detalhada das exigências que motivaram o indeferimento.</p>
<p>A decisão diz respeito ao pedido de renovação cadastral analisado pela agência e deve ser interpretada nos limites da publicação administrativa.</p>
<p>O transporte de estudantes possui exigências específicas relacionadas à regularidade do serviço, aos veículos e às condições de atendimento, conforme a regulamentação aplicável.</p>
<h3>Mercado de fretamento atende diferentes necessidades de deslocamento</h3>
<p>O fretamento intermunicipal constitui uma parte importante do setor de transporte de passageiros em São Paulo.</p>
<p>Empresas utilizam essa modalidade para deslocamentos de trabalhadores, enquanto instituições de ensino, organizações e grupos contratam operações de acordo com suas necessidades.</p>
<p>O transporte eventual também atende excursões, eventos, viagens coletivas e outras demandas específicas.</p>
<p>A atuação das transportadoras depende da modalidade de registro e das exigências estabelecidas pelo órgão regulador.</p>
<p>As decisões desta terça-feira mostram a movimentação cadastral do setor, com entrada de novos prestadores, continuidade de empresas já registradas e análise de pedidos que não atenderam às condições legais.</p>
<p>Para os usuários e contratantes, a consulta à situação regular da empresa permanece relevante, assim como a verificação das características dos veículos, da documentação exigida e das condições de prestação do serviço.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Viação Cometa se prepara para temporada de verão e cruzeiros enquanto Grupo JCA coloca cerca de 500 ônibus seminovos no mercado</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/02/viacao-cometa-se-prepara-para-temporada-de-verao-e-cruzeiros-enquanto-grupo-jca-coloca-cerca-de-500-onibus-seminovos-no-mercado/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/02/viacao-cometa-se-prepara-para-temporada-de-verao-e-cruzeiros-enquanto-grupo-jca-coloca-cerca-de-500-onibus-seminovos-no-mercado/#comments</comments>
    <pubDate>Mon, 02 Nov 2026 16:01:27 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Transportadora terá viagens especiais ligando aeroportos de São Paulo ao Porto de Santos na temporada 2026/2027; paralelamente, Renovebus intensifica comercialização de veículos usados pelas empresas do grupo, com preços de R$ 170 mil a R$ 2,15 milhões. Movimentos mostram oportunidades no transporte turístico e rodoviário, mas não significam, necessariamente, novas compras de ônibus ADAMO BAZANI [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="793" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915272.jpg?fit=1024%2C793&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915272.jpg?w=3302&amp;ssl=1 3302w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915272.jpg?resize=300%2C232&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915272.jpg?resize=1024%2C793&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915272.jpg?resize=150%2C116&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915272.jpg?resize=768%2C594&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915272.jpg?resize=1536%2C1189&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915272.jpg?resize=2048%2C1585&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915272.jpg?resize=400%2C310&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261024_0915272.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Transportadora terá viagens especiais ligando aeroportos de São Paulo ao Porto de Santos na temporada 2026/2027; paralelamente, Renovebus intensifica comercialização de veículos usados pelas empresas do grupo, com preços de R$ 170 mil a R$ 2,15 milhões. Movimentos mostram oportunidades no transporte turístico e rodoviário, mas não significam, necessariamente, novas compras de ônibus</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Viação Cometa, uma das principais empresas de transporte rodoviário de passageiros do País, entra na temporada de verão 2026/2027 com serviços voltados ao deslocamento de turistas, incluindo viagens especiais entre os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, na Grande São Paulo, e o Porto de Santos (SP), onde se concentra a movimentação de navios de cruzeiro. Ao mesmo tempo, o Grupo JCA, controlador da Cometa, mantém aproximadamente 500 ônibus seminovos oferecidos ao mercado por meio da Renovebus, empresa responsável pela comercialização de veículos que deixam as operações das transportadoras do grupo.</p>
<p>Os dois movimentos mostram aspectos diferentes do mercado de ônibus: de um lado, a oportunidade de ampliar a prestação de serviços durante um período de maior demanda turística; de outro, a necessidade de administrar a renovação e o aproveitamento econômico da frota. A Renovebus anunciou em outubro reduções de preços próximas de 15% em diferentes modelos, com unidades anunciadas entre R$ 170 mil e R$ 2,15 milhões. A comercialização desses veículos integra a estratégia de gestão de ativos do Grupo JCA, mas o volume colocado à venda não corresponde, necessariamente, à quantidade de ônibus que a Cometa irá substituir ou adquirir para a próxima temporada.</p>
<h3>Cometa aposta na movimentação de passageiros dos cruzeiros marítimos</h3>
<p>A temporada de cruzeiros 2026/2027 representa uma oportunidade para empresas que realizam o transporte de passageiros entre aeroportos, rodoviárias, hotéis e terminais marítimos.</p>
<p>No Porto de Santos, a previsão mais recente divulgada pela Prefeitura é de 164 escalas de embarcações e movimentação aproximada de 785 mil pessoas, entre passageiros e tripulantes, até abril de 2027.</p>
<p>A primeira operação comercial da temporada estava programada para esta sexta-feira, 30 de outubro, com a companhia espanhola Corazul Cruzeiros.</p>
<p>A programação inclui navios da MSC Cruzeiros, Costa Cruzeiros e companhias internacionais que realizam viagens com escalas no Brasil.</p>
<p>A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo estima que a temporada poderá movimentar aproximadamente R$ 1,5 bilhão na economia da Baixada Santista.</p>
<p>Esse cenário amplia a demanda potencial por serviços rodoviários, especialmente nas ligações entre Santos e os aeroportos da Região Metropolitana de São Paulo.</p>
<p>Em setembro, o Diário do Transporte já havia noticiado a programação de viagens especiais da Cometa para atender passageiros dos cruzeiros.</p>
<p>A transportadora anunciou serviços com origem ou destino nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos e no Terminal Jabaquara, com atendimento ao Porto de Santos.</p>
<p>As viagens acompanham o calendário dos navios e incluem opções nas categorias convencional e executivo.</p>
<p>O serviço representa uma alternativa para passageiros que pretendem realizar o deslocamento terrestre antes ou depois de uma viagem marítima.</p>
<p>A programação também permite à empresa atuar num segmento em que a demanda está relacionada a datas e horários específicos de embarque e desembarque, exigindo planejamento da oferta de ônibus.</p>
<h3>Verão exige planejamento de frota e horários</h3>
<p>A temporada de férias escolares, festas de fim de ano e cruzeiros marítimos costuma alterar o perfil da demanda por transporte rodoviário.</p>
<p>Além dos passageiros que viajam regularmente a trabalho ou estudo, aumenta a participação de turistas, famílias e pessoas que procuram destinos de lazer.</p>
<p>Para uma transportadora, o planejamento envolve a distribuição da frota entre diferentes ligações, a disponibilidade de motoristas, a manutenção dos ônibus e a possibilidade de oferecer viagens adicionais.</p>
<p>No caso dos serviços que atendem o Porto de Santos, existe ainda a necessidade de compatibilizar os horários dos ônibus com a programação dos navios e as condições de circulação pelas rodovias de acesso à Baixada Santista.</p>
<p>O comportamento da demanda também pode influenciar a escolha do tipo de veículo.</p>
<p>Ônibus de maior capacidade, como os modelos de dois andares, podem ser utilizados comercialmente em ligações com volume suficiente de passageiros, desde que atendam às condições operacionais de cada serviço.</p>
<p>Já veículos convencionais e executivos podem oferecer maior flexibilidade conforme o perfil das viagens.</p>
<p>A escolha depende da programação efetivamente estabelecida pela transportadora, e não apenas do aumento esperado no movimento turístico.</p>
<h3>Grupo JCA oferece cerca de 500 ônibus seminovos ao mercado</h3>
<p>Paralelamente à preparação da temporada de verão, o Grupo JCA mantém uma operação de comercialização de ônibus seminovos por meio da Renovebus.</p>
<p>A empresa reúne veículos provenientes de transportadoras como Viação Cometa, Auto Viação 1001, Auto Viação Catarinense, Expresso do Sul e Rápido Ribeirão.</p>
<p>Em agosto e setembro, a Renovebus divulgou um estoque de aproximadamente 500 ônibus disponíveis para comercialização.</p>
<p>O conjunto reúne veículos urbanos, micro-ônibus, rodoviários convencionais e modelos de dois andares, destinados a diferentes perfis de compradores.</p>
<p>Na Lat.Bus 2026, realizada em agosto, a Renovebus apresentou três veículos provenientes das empresas do Grupo JCA, incluindo ônibus de dois andares que integraram as frotas da Cometa e da Catarinense e um micro-ônibus da Auto Viação 1001.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanhou a participação da empresa no evento.</p>
<p>Na ocasião, o gerente comercial da Renovebus, Samuel Leite, explicou que a comercialização permite dar continuidade à utilização dos veículos depois que deixam as operações originais.</p>
<p>A estratégia também procura recuperar parte do valor investido na aquisição dos ônibus, criando recursos que podem contribuir para novos ciclos de renovação.</p>
<p>Para empresas menores de turismo e fretamento, a compra de veículos usados pode representar uma alternativa à aquisição de ônibus zero-quilômetro, cujo investimento inicial é significativamente maior.</p>
<h3>Renovebus reduz preços em outubro; ônibus de dois andares chegam a R$ 2,15 milhões</h3>
<p>A Renovebus anunciou em 8 de outubro novas condições comerciais para diferentes modelos disponíveis no estoque.</p>
<p>A relação divulgada reúne 22 configurações, com preços de R$ 170 mil a R$ 2,15 milhões.</p>
<p>Em alguns casos, as reduções anunciadas chegaram a aproximadamente 15%.</p>
<p>Entre os veículos rodoviários estão modelos Marcopolo Paradiso, Neobus New Road e Busscar Vissta Buss.</p>
<p>Os ônibus utilizam chassis Mercedes-Benz, Scania e Volvo, em diferentes configurações.</p>
<p>Veja alguns exemplos dos preços anunciados em outubro:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Modelo</th>
<th>Ano/modelo</th>
<th>Preço anunciado</th>
</tr>
<tr>
<td>Marcopolo Paradiso 1050, Volvo B340R</td>
<td>2012/2012</td>
<td>R$ 289 mil</td>
</tr>
<tr>
<td>Marcopolo Paradiso 1200, Mercedes-Benz O500RSD</td>
<td>2013/2013</td>
<td>R$ 425 mil</td>
</tr>
<tr>
<td>Marcopolo Paradiso 1800 DD, Scania K440</td>
<td>2017/2017</td>
<td>R$ 978 mil</td>
</tr>
<tr>
<td>Marcopolo Paradiso 1800 DD, Mercedes-Benz O500RSDD</td>
<td>2016/2017</td>
<td>R$ 1,15 milhão</td>
</tr>
<tr>
<td>Busscar Vissta Buss DD, Scania K440</td>
<td>2021/2021</td>
<td>R$ 1,573 milhão</td>
</tr>
<tr>
<td>Marcopolo Paradiso G8 1800 DD, Mercedes-Benz O500RSDD</td>
<td>2023/2024</td>
<td>R$ 2,15 milhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Os valores correspondem às ofertas divulgadas pela Renovebus para outubro, com condições informadas até 31 de outubro de 2026 ou enquanto houvesse disponibilidade.</p>
<p>A presença de veículos relativamente recentes, incluindo um Double Decker ano/modelo 2023/2024, demonstra que a idade não é o único fator considerado na comercialização.</p>
<p>A estratégia de renovação de frota também pode envolver mudanças de configuração, características de operação, padronização e planejamento financeiro.</p>
<p>Entretanto, a oferta de determinado modelo não permite concluir que ele tenha sido utilizado especificamente pela Cometa, já que a Renovebus comercializa ônibus de diferentes empresas do Grupo JCA.</p>
<h3>Venda de seminovos não significa substituição imediata por ônibus novos</h3>
<p>A comercialização de aproximadamente 500 ônibus representa uma movimentação relevante no mercado brasileiro de veículos usados.</p>
<p>Mas esse número precisa ser interpretado corretamente.</p>
<p>O estoque pertence à operação comercial da Renovebus e reúne unidades de diferentes empresas do Grupo JCA.</p>
<p>Portanto, não significa que a Cometa esteja retirando 500 ônibus de sua frota.</p>
<p>Também não representa anúncio de aquisição de outras 500 unidades zero-quilômetro.</p>
<p>A venda de seminovos pode estar associada a processos de renovação já realizados, mudanças nas necessidades operacionais e decisões de gestão dos veículos.</p>
<p>A substituição de um ônibus pode ocorrer por outro de maior capacidade, por um modelo com equipamentos diferentes ou por uma reorganização da frota.</p>
<p>Além disso, a comercialização dos veículos retirados de operação nem sempre acontece no mesmo momento em que os novos são incorporados.</p>
<p>O grupo pode manter unidades disponíveis para venda durante períodos prolongados, conforme as condições do mercado.</p>
<p>Por isso, a análise da renovação da Cometa exige distinguir os ônibus que estão sendo comercializados daqueles que efetivamente entrarão em operação.</p>
<h3>Mercado de usados ajuda a financiar renovação de ônibus</h3>
<p>A comercialização de seminovos tem importância para o transporte rodoviário brasileiro porque permite que veículos utilizados por grandes empresas sejam adquiridos por outros operadores.</p>
<p>O segmento atende especialmente empresas de fretamento, turismo e serviços rodoviários, que possuem diferentes necessidades de capacidade e padrões de conforto.</p>
<p>Na Lat.Bus 2026, o Diário do Transporte publicou uma reportagem especial sobre o mercado de seminovos e sua importância para a renovação das frotas.</p>
<p>Na ocasião, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus), Ruben Bisi, destacou a necessidade de existir um mercado comprador para que as empresas consigam realizar novos investimentos.</p>
<p>A comercialização também movimenta negócios de financiamento, manutenção, reforma, peças, equipamentos e assistência técnica.</p>
<p>Para os compradores, fatores como procedência, quilometragem, histórico de manutenção, documentação e condições mecânicas são determinantes.</p>
<p>No caso dos ônibus rodoviários, a análise deve considerar ainda o estado da carroceria, a configuração dos assentos, os sistemas de segurança, os equipamentos de climatização e a adequação às exigências da operação pretendida.</p>
<p>O preço inicial mais baixo de um ônibus usado não significa necessariamente menor custo total de operação.</p>
<p>A idade, a necessidade de manutenção e a disponibilidade de peças podem influenciar os gastos ao longo dos anos.</p>
<h3>Cometa e Grupo JCA atuam em diferentes segmentos do transporte rodoviário</h3>
<p>A Viação Cometa integra o Grupo JCA, um dos principais conglomerados privados de transporte rodoviário de passageiros do Brasil.</p>
<p>O grupo reúne empresas com atuação em diferentes regiões e perfis de operação, desde ligações intermunicipais até serviços interestaduais e transporte turístico.</p>
<p>Essa estrutura permite desenvolver estratégias comerciais e de gestão de frota considerando diferentes mercados.</p>
<p>A operação da Renovebus é um exemplo dessa organização, ao centralizar a venda de ônibus provenientes das diversas transportadoras.</p>
<p>A temporada de verão também oferece oportunidades para ampliar a utilização da frota e atender demandas específicas.</p>
<p>Entretanto, cada empresa possui suas próprias linhas, autorizações, características operacionais e compromissos regulatórios.</p>
<p>A realização de viagens adicionais precisa considerar as regras dos serviços e a disponibilidade de veículos e profissionais.</p>
<h3>Verão 2026/2027: oportunidade comercial e necessidade de planejamento</h3>
<p>Os movimentos da Cometa e do Grupo JCA mostram como o transporte rodoviário se organiza para períodos de maior demanda e como a gestão dos veículos influencia as decisões de investimento.</p>
<p>A temporada de cruzeiros amplia a possibilidade de transportar passageiros entre aeroportos, terminais e o Porto de Santos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a comercialização de seminovos representa uma atividade econômica que ajuda a preservar o valor dos ônibus e movimenta outras empresas do setor.</p>
<p>A relação entre os dois movimentos está na importância do planejamento de frota e da capacidade financeira das transportadoras.</p>
<p>Para os passageiros, a expectativa é de oferta adequada, veículos em boas condições, segurança e cumprimento dos horários.</p>
<p>Para as empresas, o desafio é equilibrar os investimentos com a demanda, os custos operacionais e a necessidade de manter veículos disponíveis durante os períodos de maior movimento.</p>
<p>No caso da Cometa, as viagens especiais para a temporada de cruzeiros constituem uma oportunidade comercial já anunciada.</p>
<p>Já a eventual incorporação de novos ônibus à frota para o verão de 2026/2027 dependerá de anúncios ou registros específicos de aquisição e entrada em operação.</p>
<p>A venda dos seminovos do Grupo JCA, por sua vez, demonstra que a renovação de frota não termina quando um ônibus deixa a empresa original. Ela também movimenta um segundo mercado, com potencial para ampliar e modernizar serviços de transporte em diferentes regiões do Brasil.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Patrocínio contrata estudo de R$ 158 mil para preparar futura licitação do transporte coletivo urbano</title>
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    <pubDate>Mon, 02 Nov 2026 15:01:31 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Instituto Ibeta será responsável pela elaboração de estudos técnicos e modelagem da concessão dos ônibus; contrato tem duração de 12 meses e poderá definir as bases da futura concorrência ADAMO BAZANI A Prefeitura de Patrocínio, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais, contratou por R$ 158 mil uma empresa especializada para preparar os estudos técnicos e [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="689" height="422" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/patrrein.jpg?fit=689%2C422&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/patrrein.jpg?w=689&amp;ssl=1 689w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/patrrein.jpg?resize=300%2C184&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/patrrein.jpg?resize=150%2C92&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/patrrein.jpg?resize=400%2C245&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px" /> <p><em>Instituto Ibeta será responsável pela elaboração de estudos técnicos e modelagem da concessão dos ônibus; contrato tem duração de 12 meses e poderá definir as bases da futura concorrência</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de Patrocínio, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais, contratou por R$ 158 mil uma empresa especializada para preparar os estudos técnicos e a modelagem de uma futura concessão do transporte coletivo urbano. A medida é uma das etapas necessárias para estruturar a próxima licitação dos serviços de ônibus, com definição das condições de operação, responsabilidades contratuais e critérios que deverão orientar a seleção da futura concessionária.</p>
<p>A empresa escolhida é o Instituto Ibeta Ltda., CNPJ 45.520.329/0001-11, que venceu uma concorrência pública pelo critério de técnica e preço. A contratação foi formalizada em 21 de outubro de 2026, com vigência de 12 meses, e divulgada no Diário Oficial dos Municípios Mineiros. A elaboração dos estudos antecede a abertura da futura concorrência para operação dos ônibus e deverá fornecer elementos técnicos para a Prefeitura de Patrocínio definir como pretende organizar o serviço nos próximos anos.</p>
<p>A homologação foi assinada pelo prefeito Gustavo Tambelini Brasileiro.</p>
<p>O procedimento utilizou o critério de técnica e preço, que considera tanto os aspectos técnicos das propostas quanto os valores apresentados pelas concorrentes.</p>
<p>A modalidade é empregada em contratações nas quais a qualidade e a especialização do serviço são elementos relevantes para a escolha do fornecedor.</p>
<h3>Estudos vão estruturar modelo da futura concessão</h3>
<p>O objeto contratado compreende a elaboração de estudos técnicos, modelagem e estruturação do futuro processo de concessão do serviço público de transporte coletivo urbano de Patrocínio.</p>
<p>Esse trabalho é importante porque a licitação de uma rede de ônibus envolve mais do que a escolha de uma empresa para colocar veículos nas ruas.</p>
<p>A administração municipal precisa definir as características dos serviços que pretende contratar, as exigências a serem cumpridas pela futura concessionária e os mecanismos de acompanhamento das obrigações.</p>
<p>Entre os elementos normalmente examinados na estruturação de uma concessão estão a demanda de passageiros, a distribuição das linhas, as frequências necessárias, a quantidade de ônibus, os custos operacionais, as fontes de remuneração e os investimentos previstos.</p>
<p>Também podem ser considerados os padrões de acessibilidade, a idade máxima da frota, a utilização de tecnologias de bilhetagem e os mecanismos de fiscalização da qualidade dos serviços.</p>
<p>A definição exata desses produtos e entregas dependerá do termo de referência da consultoria contratada por Patrocínio.</p>
<p>O objetivo principal da modelagem é permitir que a administração tenha fundamentos técnicos e econômicos para estabelecer as condições da futura concorrência.</p>
<h3>Contrato tem prazo de um ano</h3>
<p>A contratação do Instituto Ibeta foi homologada por R$ 158 mil e terá vigência de 12 meses a partir da formalização, conforme as condições estabelecidas.</p>
<p>Esse período deverá ser utilizado para desenvolver os trabalhos previstos no contrato e fornecer à administração municipal os elementos necessários à estruturação da concessão.</p>
<p>O extrato publicado informa a contratação dos estudos, mas não estabelece uma data para a divulgação do edital da futura licitação dos ônibus.</p>
<p>A abertura dessa concorrência dependerá da conclusão das etapas preparatórias e das decisões administrativas sobre o modelo que será adotado.</p>
<p>É importante distinguir os dois procedimentos.</p>
<p>A concorrência agora concluída escolheu a empresa responsável pelos estudos técnicos. A futura concorrência, quando ocorrer, terá como finalidade selecionar quem prestará o serviço público de transporte coletivo urbano, de acordo com as condições que forem estabelecidas.</p>
<p>O Instituto Ibeta foi contratado para a estruturação do processo, e não para assumir a operação dos ônibus.</p>
<h3>O que a futura licitação poderá representar para os passageiros</h3>
<p>A preparação de uma concessão é uma oportunidade para a administração municipal avaliar as condições de atendimento da população e definir parâmetros que deverão ser cumpridos pela operadora.</p>
<p>As obrigações previstas em um contrato podem envolver horários, regularidade das viagens, conservação dos veículos, manutenção, acessibilidade, atendimento ao público e disponibilização de informações aos passageiros.</p>
<p>Outro ponto importante é o modelo de remuneração.</p>
<p>A forma como a concessionária será paga interfere na distribuição dos riscos do serviço e na definição das responsabilidades pelo financiamento da operação.</p>
<p>Existem modelos em que a remuneração está mais diretamente relacionada à arrecadação das tarifas e outros que utilizam pagamentos calculados com base em serviços prestados, indicadores de desempenho e recursos públicos.</p>
<p>A escolha depende da realidade local, da legislação e das condições econômicas da rede.</p>
<p>Os estudos contratados poderão fornecer elementos para que a Prefeitura de Patrocínio avalie essas alternativas, mas o extrato da contratação ainda não define qual modelo será escolhido.</p>
<p>Para o passageiro, os próximos passos serão importantes principalmente pela possibilidade de definição de novas exigências de qualidade e de atendimento.</p>
<p>Uma licitação estruturada com dados de demanda, custos e necessidades de deslocamento pode ajudar a estabelecer obrigações mais próximas da realidade do município.</p>
<h3>Próximas etapas</h3>
<p>Com a contratação da consultoria, a Prefeitura de Patrocínio inicia uma fase de preparação técnica destinada a subsidiar a futura licitação.</p>
<p>Depois da elaboração dos estudos, a administração deverá avaliar os resultados e definir as condições que pretende adotar na concessão.</p>
<p>Também deverão ser observadas as exigências legais aplicáveis à estruturação e à contratação de serviços públicos.</p>
<p>Acompanhamento especial deverá ser dado à definição da rede de linhas, às características da frota, ao modelo de remuneração e aos critérios de qualidade e fiscalização.</p>
<p>Esses elementos serão determinantes para conhecer a extensão das mudanças pretendidas pela Prefeitura de Patrocínio no transporte coletivo urbano e os impactos para quem depende diariamente dos ônibus.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  <item>
    <title>São José dos Pinhais (PR) recebe 17 novos ônibus para o transporte metropolitano</title>
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    <pubDate>Mon, 02 Nov 2026 14:30:59 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Frota passa a contar com mais 16 veículos convencionais e um articulado, adquiridos por R$ 14,7 milhões; entrega acontece nesta terça-feira (3) ARTHUR FERRARI O transporte coletivo metropolitano de São José dos Pinhais (PR) contará com 17 novos ônibus a partir da entrega programada pelo Governo do Paraná para esta terça-feira (3), às 12h. A [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="686" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Screenshot_20261102_121351_Chrome.jpg?fit=1024%2C686&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Screenshot_20261102_121351_Chrome.jpg?w=1069&amp;ssl=1 1069w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Screenshot_20261102_121351_Chrome.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Screenshot_20261102_121351_Chrome.jpg?resize=1024%2C686&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Screenshot_20261102_121351_Chrome.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Screenshot_20261102_121351_Chrome.jpg?resize=768%2C514&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Screenshot_20261102_121351_Chrome.jpg?resize=400%2C268&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Frota passa a contar com mais 16 veículos convencionais e um articulado, adquiridos por R$ 14,7 milhões; entrega acontece nesta terça-feira (3)</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>O transporte coletivo metropolitano de São José dos Pinhais (PR) contará com 17 novos ônibus a partir da entrega programada pelo Governo do Paraná para esta terça-feira (3), às 12h. A cerimônia será realizada no Terminal Metropolitano Afonso Pena.</p>
<p>Do total de veículos adquiridos, 16 são convencionais e um possui configuração articulada. Os ônibus contam com transmissão automática, ar-condicionado, entradas USB para carregamento de celulares e câmeras de monitoramento instaladas no interior. A compra representa um investimento de R$ 14,7 milhões.</p>
<p>A aquisição integra o processo de renovação dos veículos que atendem a Região Metropolitana de Curitiba, coordenado pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep).</p>
<p>Na etapa anterior, realizada em novembro de 2025, 115 ônibus novos foram incorporados ao sistema metropolitano. Desse conjunto, 36 unidades foram direcionadas às linhas de São José dos Pinhais.</p>
<p>O local escolhido para a entrega, o Terminal Afonso Pena, começou a funcionar em agosto de 2024, ampliando a estrutura disponível para o atendimento dos passageiros no município.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Artesp mantém três multas contra Viação Danúbio Azul e cancela uma quarta após analisar recursos da empresa</title>
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    <pubDate>Mon, 02 Nov 2026 13:01:06 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões envolvem infrações relacionadas ao transporte intermunicipal de passageiros; agência rejeitou três contestações da transportadora, mas reconheceu uma delas e anulou a penalidade ADAMO BAZANI A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) manteve três penalidades aplicadas à Viação Danúbio Azul Ltda. e cancelou uma quarta multa após [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="736" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260426_164154.jpg?fit=1024%2C736&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260426_164154.jpg?w=3754&amp;ssl=1 3754w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260426_164154.jpg?resize=300%2C216&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260426_164154.jpg?resize=1024%2C736&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260426_164154.jpg?resize=150%2C108&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260426_164154.jpg?resize=768%2C552&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260426_164154.jpg?resize=1536%2C1104&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260426_164154.jpg?resize=2048%2C1472&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260426_164154.jpg?resize=400%2C288&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/20260426_164154.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Decisões envolvem infrações relacionadas ao transporte intermunicipal de passageiros; agência rejeitou três contestações da transportadora, mas reconheceu uma delas e anulou a penalidade</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) manteve três penalidades aplicadas à Viação Danúbio Azul Ltda. e cancelou uma quarta multa após a análise de recursos apresentados pela empresa.</p>
<p>Os casos envolvem infrações previstas na regulamentação do transporte coletivo intermunicipal paulista. Em três processos, a Artesp considerou que os argumentos apresentados pela transportadora não justificavam a revisão das penalidades. No quarto, acolheu a contestação e determinou o cancelamento da punição. As decisões têm resultados diferentes e mostram tanto a manutenção da fiscalização quanto a possibilidade de revisão administrativa de multas aplicadas às operadoras.</p>
<p>A Viação Danúbio Azul atua no mercado de transporte rodoviário de passageiros do Estado de São Paulo, segmento que inclui ligações entre municípios e está sujeito às exigências estabelecidas pelo poder concedente e pela agência reguladora.</p>
<p>A fiscalização abrange aspectos relacionados à prestação dos serviços, cumprimento das obrigações das transportadoras e observância das normas operacionais.</p>
<p>As decisões publicadas foram tomadas por unanimidade pelo Conselho Diretor.</p>
<h2>Quais foram as quatro decisões</h2>
<p>A Artesp analisou quatro autos de infração relacionados à transportadora, com os seguintes resultados:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Auto de infração</th>
<th>Enquadramento</th>
<th>Resultado</th>
</tr>
<tr>
<td>223490</td>
<td>Artigo 113, inciso II, alínea D</td>
<td>Multa mantida</td>
</tr>
<tr>
<td>229906</td>
<td>Artigo 113, inciso II, alínea D</td>
<td>Multa mantida</td>
</tr>
<tr>
<td>214444</td>
<td>Artigo 113, inciso IV, alínea A</td>
<td>Multa cancelada</td>
</tr>
<tr>
<td>223488</td>
<td>Artigo 113, inciso II, alínea D</td>
<td>Multa mantida</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Os enquadramentos se referem ao Decreto Estadual nº 29.913, de 1989, que estabelece regras aplicáveis ao transporte coletivo intermunicipal de passageiros.</p>
<p>As três infrações mantidas foram enquadradas no mesmo dispositivo regulamentar, enquanto a penalidade cancelada se referia a outra classificação.</p>
<p>As deliberações identificam os autos e os dispositivos utilizados, mas não apresentam uma descrição individualizada das ocorrências que motivaram cada autuação.</p>
<p>Também não informam os valores das multas.</p>
<p>Por esse motivo, a documentação permite confirmar as decisões sobre os recursos, mas não atribuir os casos a uma linha específica, veículo, viagem ou ocorrência operacional sem acesso aos respectivos autos.</p>
<h2>Cancelamento de uma multa mostra resultado diferente na análise dos recursos</h2>
<p>O resultado favorável à Viação Danúbio Azul ocorreu no recurso relacionado ao auto de infração nº 214444.</p>
<p>Nesse caso, o Conselho Diretor conheceu a contestação e deu provimento ao pedido da transportadora, determinando o cancelamento da penalidade.</p>
<p>Nos outros três casos, a agência conheceu os recursos, mas negou provimento, mantendo as punições.</p>
<p>A diferença é importante porque a aplicação de uma penalidade administrativa pode ser contestada dentro dos procedimentos previstos na regulamentação.</p>
<p>A análise considera os fundamentos apresentados pela empresa e a documentação que integra o processo.</p>
<p>No caso da Danúbio Azul, o resultado da reunião foi de três punições mantidas e uma cancelada.</p>
<p>A agência determinou a adoção das providências administrativas correspondentes.</p>
<p>As decisões se inserem no acompanhamento do transporte intermunicipal paulista, cuja fiscalização é relevante tanto para o cumprimento das obrigações das empresas quanto para as condições de prestação dos serviços aos passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
<div></div>
]]></content:encoded>

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  </item>
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    <title>Prefeitura de Belo Horizonte reorganiza cargos e chefias da mobilidade e estabelece estrutura com 82 postos na Secretaria e na Sumob</title>
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    <pubDate>Mon, 02 Nov 2026 12:01:49 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Decreto do prefeito Álvaro Damião redefine distribuição e codificação de cargos; mudanças ocorrem em meio a contratações para acompanhamento de custos, análise financeira das concessões e gestão do transporte público ADAMO BAZANI A Prefeitura de Belo Horizonte modificou a estrutura administrativa da mobilidade urbana, com alterações na distribuição e na codificação dos cargos da Secretaria [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="677" height="478" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rritiyty.jpg?fit=677%2C478&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rritiyty.jpg?w=677&amp;ssl=1 677w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rritiyty.jpg?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rritiyty.jpg?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rritiyty.jpg?resize=400%2C282&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 677px) 100vw, 677px" /> <p><em>Decreto do prefeito Álvaro Damião redefine distribuição e codificação de cargos; mudanças ocorrem em meio a contratações para acompanhamento de custos, análise financeira das concessões e gestão do transporte público</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de Belo Horizonte modificou a estrutura administrativa da mobilidade urbana, com alterações na distribuição e na codificação dos cargos da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMUR) e da Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte (Sumob). O decreto assinado pelo prefeito Álvaro Damião em 29 de outubro de 2026 estabelece quadros que somam 82 cargos nas duas estruturas, responsáveis por diferentes funções de planejamento, gestão, fiscalização e acompanhamento do transporte público da capital mineira.</p>
<p>As mudanças ocorrem em um período de movimentações na administração municipal, incluindo alterações em chefias de áreas técnicas e designações de profissionais responsáveis pelo acompanhamento de contratos relacionados aos custos e à situação econômica das concessões de ônibus. A reorganização administrativa tem importância porque a capacidade de planejamento e fiscalização do poder público influencia diretamente a gestão das linhas, o acompanhamento dos contratos e a qualidade dos serviços prestados aos passageiros.</p>
<p>O Decreto Municipal nº 19.814/2026 altera anexos do Decreto nº 16.676/2017, que disciplina a codificação e a forma de recrutamento dos cargos de provimento em comissão da administração municipal.</p>
<p>A revisão alcança diferentes órgãos da Prefeitura, incluindo a Secretaria Municipal de Fazenda, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e a Sumob.</p>
<h2>Como fica a estrutura da Secretaria de Mobilidade e da Sumob</h2>
<p>Os anexos publicados apresentam a distribuição de cargos de Direção e Assessoramento Municipal (DAM) e de Funções de Confiança da Administração (FCA).</p>
<p>Na Sumob, o quadro totaliza 58 cargos.</p>
<p>Na Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, são 24 cargos.</p>
<p>Somadas, as duas estruturas possuem 82 postos previstos nos respectivos quadros.</p>
<p>Esses números representam a estrutura de cargos apresentada no decreto, e não devem ser confundidos com a quantidade total de servidores, trabalhadores ou profissionais envolvidos na operação do transporte público.</p>
<p>A distinção é importante porque o funcionamento da administração também envolve servidores efetivos, trabalhadores de apoio, prestadores de serviços e outros profissionais.</p>
<h2>Prefeitura modifica chefias e áreas técnicas</h2>
<p>A edição do Diário Oficial também traz movimentações de pessoal em setores ligados à mobilidade.</p>
<p>Entre elas está a exoneração de Ana Luisa Miranda Kilimnik da chefia da Gerência de Estudos e Impacto na Mobilidade, vinculada à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana.</p>
<p>A área possui relevância para análises técnicas relacionadas aos impactos de intervenções e atividades sobre a circulação na cidade.</p>
<p>Outras movimentações administrativas alcançam estruturas de estudos, dados e gestão da mobilidade.</p>
<p>Essas funções participam da base técnica utilizada na formulação de medidas para o trânsito e para os serviços de transporte.</p>
<h2>Mudanças ocorrem durante discussões sobre financiamento dos ônibus</h2>
<p>A reorganização administrativa coincide com outras decisões recentes da Prefeitura de Belo Horizonte.</p>
<p>Na quarta-feira, 28 de outubro, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> noticiou a contratação de um estudo de R$ 325 mil para investigar possível desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de ônibus entre 2008 e julho de 2023.</p>
<p>Nesta sexta-feira, a administração publicou a designação dos responsáveis pelo acompanhamento desse trabalho, que será desenvolvido pela consultoria TransporteIntel no âmbito de uma discussão instalada no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.</p>
<p>Também foi formalizada a contratação da Fundação Getulio Vargas, por R$ 31.005,70, para o licenciamento de uma base de indicadores que inclui o Índice Ônibus Urbano.</p>
<p>As medidas são independentes, mas envolvem áreas da administração responsáveis pela gestão e pelo acompanhamento econômico do transporte municipal.</p>
<p>Na prática, a estrutura administrativa é responsável por transformar informações técnicas e financeiras em análises que auxiliem decisões relacionadas à prestação dos serviços.</p>
<p>O resultado dessas decisões pode ser percebido pelos passageiros em aspectos como planejamento de linhas, fiscalização da operação, manutenção da infraestrutura, regularidade dos ônibus e aplicação dos recursos públicos destinados ao transporte.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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