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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Guilherme Martins Pellegrini é nomeado diretor da Artesp, com mandato até julho de 2032</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/09/guilherme-martins-pellegrini-e-nomeado-diretor-da-artesp-com-mandato-ate-julho-de-2032/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 09:01:57 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Procurador do Estado chega à direção da agência que fiscaliza ônibus intermunicipais e metropolitanos, concessões de trilhos e rodovias; legislação prevê mandatos escalonados para dar continuidade à regulação ADAMO BAZANI O governador Tarcísio de Freitas nomeou Guilherme Martins Pellegrini para o cargo de diretor da Artesp, com mandato até 1º de julho de 2032. A [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="630" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto-guilherme2-e1727452124565.jpg?fit=1024%2C630&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto-guilherme2-e1727452124565.jpg?w=1415&amp;ssl=1 1415w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto-guilherme2-e1727452124565.jpg?resize=300%2C184&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto-guilherme2-e1727452124565.jpg?resize=1024%2C630&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto-guilherme2-e1727452124565.jpg?resize=150%2C92&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto-guilherme2-e1727452124565.jpg?resize=768%2C472&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/foto-guilherme2-e1727452124565.jpg?resize=400%2C246&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Procurador do Estado chega à direção da agência que fiscaliza ônibus intermunicipais e metropolitanos, concessões de trilhos e rodovias; legislação prevê mandatos escalonados para dar continuidade à regulação</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O governador Tarcísio de Freitas nomeou Guilherme Martins Pellegrini para o cargo de diretor da Artesp, com mandato até 1º de julho de 2032. A decisão, publicada no Diário Oficial de São Paulo desta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, coloca o procurador do Estado na direção da agência responsável pela fiscalização de ônibus intermunicipais e metropolitanos, rodovias concedidas e serviços de transporte sobre trilhos delegados à iniciativa privada.</p>
<p>O prazo representa aproximadamente cinco anos e nove meses a partir da publicação. A legislação estabelece mandatos regulares de cinco anos, mas permite, na transição para o novo modelo das agências reguladoras, períodos de dois a seis anos, com encerramentos em anos diferentes. O objetivo desse escalonamento é preservar a continuidade da direção e evitar a substituição simultânea de todos os integrantes.</p>
<h3>Por que o mandato pode chegar a 2032</h3>
<p>A reorganização das agências reguladoras estaduais estabeleceu uma regra permanente de mandatos de cinco anos, não coincidentes, e uma regra transitória para as primeiras nomeações de cada vaga após a mudança legislativa.</p>
<p>Na transição, os mandatos podem variar entre dois e seis anos e devem terminar em 1º de julho de anos distintos. Esse mecanismo permite organizar a renovação gradual do Conselho Diretor.</p>
<p>O decreto de Pellegrini fixa o término em 1º de julho de 2032. Não informa a data de posse, razão pela qual o intervalo contado desde a publicação não deve ser confundido com o tempo exato de exercício do cargo.</p>
<p>O mandato tem prazo próprio e pode atravessar mudanças de governo. A estabilidade busca proteger a atuação regulatória, embora a lei preveja hipóteses de perda do cargo, como renúncia, condenação e descumprimento das vedações legais.</p>
<h3>Perfil confirmado: PUC-SP, FGV-SP e experiência jurídica na própria agência</h3>
<p>Guilherme Martins Pellegrini é procurador do Estado de São Paulo, bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a PUC-SP, e mestre em Direito dos Negócios pela Fundação Getulio Vargas, a FGV-SP.</p>
<p>Essas informações constam de publicação oficial da Procuradoria-Geral do Estado. Na apresentação de um artigo publicado em março de 2023, Pellegrini também era identificado como chefe da Consultoria Jurídica da Artesp.</p>
<p>O Instituto do Legislativo Paulista, vinculado à Assembleia Legislativa, confirma sua condição de procurador do Estado e mestre em Direito pela FGV.</p>
<p>Sua produção técnica inclui trabalho sobre contas vinculadas em concessões, mecanismo destinado a organizar recursos para obrigações financeiras desses contratos.</p>
<p>O decreto o nomeia diretor. Não o designa diretor-presidente nem anuncia uma área específica sob sua responsabilidade.</p>
<h3>Ônibus rodoviários regulares: fiscalização das ligações entre cidades paulistas</h3>
<p>A Artesp atua sobre o transporte coletivo intermunicipal regular de passageiros no Estado de São Paulo, incluindo os serviços rodoviários que conectam municípios por linhas autorizadas.</p>
<p>Nesse segmento, a regulação envolve condições de operação, cumprimento de horários e itinerários, documentação dos veículos e atendimento aos passageiros, conforme as normas aplicáveis.</p>
<p>Pedidos de alteração de serviços, procedimentos de fiscalização e aplicação de penalidades fazem parte desse ambiente regulatório.</p>
<p>Para quem utiliza ônibus rodoviários, são questões que afetam a disponibilidade das viagens e a regularidade do atendimento. A atuação estadual deve ser diferenciada da regulação federal das linhas interestaduais e internacionais.</p>
<h3>Ônibus suburbanos também fazem parte do transporte intermunicipal</h3>
<p>A atuação da agência não se limita aos ônibus rodoviários de viagens mais longas.</p>
<p>Os serviços suburbanos intermunicipais atendem deslocamentos entre cidades com características mais próximas do transporte urbano, utilizados frequentemente para trabalho, estudo e acesso a serviços.</p>
<p>A classificação da linha importa porque determina as condições operacionais e as regras aplicáveis ao atendimento. Não basta considerar o modelo do ônibus para definir a modalidade do serviço.</p>
<p>Também é necessário distinguir essas ligações dos ônibus exclusivamente municipais, cuja organização cabe ao respectivo município.</p>
<h3>Ônibus metropolitanos: Artesp assumiu fiscalização e regulação antes exercidas pela EMTU</h3>
<p>A ampliação das atribuições da Artesp incorporou o transporte coletivo metropolitano delegado a operadores privados.</p>
<p>Uma portaria conjunta estabeleceu 20 de março de 2025 como a data de assunção das funções de fiscalização, controle e regulação desses serviços e das infraestruturas correspondentes.</p>
<p>Com isso, o sistema de ônibus metropolitanos anteriormente gerenciado pela EMTU passou a integrar a esfera regulatória da Artesp.</p>
<p>São serviços que atendem deslocamentos entre municípios das regiões metropolitanas, incluindo ligações urbanas e seletivas. A atuação abrange o cumprimento das obrigações dos operadores, a qualidade do atendimento e as condições estabelecidas para os serviços.</p>
<p>A transferência dessas funções não significa que a Artesp passe a operar os ônibus. A agência fiscaliza e regula; as empresas executam o transporte, enquanto as atribuições de política pública permanecem distribuídas entre os órgãos estaduais competentes.</p>
<h3>Trilhos: fiscalização das concessões de metrô e trens</h3>
<p>A Artesp também assumiu funções regulatórias sobre infraestruturas e serviços metroferroviários delegados, autorizados, permitidos ou concedidos a entidades privadas.</p>
<p>Nesse campo, acompanha obrigações contratuais relacionadas à operação, manutenção, investimentos e desempenho das concessionárias, nos limites de cada instrumento.</p>
<p>Para os passageiros, isso envolve a cobrança de padrões de serviço e a fiscalização de compromissos que influenciam a regularidade e a qualidade das viagens.</p>
<p>A agência não substitui as empresas operadoras na circulação dos trens. Também não significa que toda atividade do Metrô ou da CPTM tenha sido transferida à Artesp: o alcance da assunção regulatória deve observar as delegações e os contratos.</p>
<h3>Rodovias: acompanhamento de obras, conservação e serviços das concessionárias</h3>
<p>Nas rodovias concedidas, a Artesp fiscaliza a execução das obrigações assumidas pelas concessionárias, incluindo investimentos e condições de prestação dos serviços.</p>
<p>Esse acompanhamento alcança obras previstas em contrato, conservação da infraestrutura e cumprimento dos padrões exigidos para a concessão.</p>
<p>A atuação sobre contratos também envolve matérias tarifárias e econômico-financeiras, conforme as competências legais e as atribuições do poder concedente.</p>
<p>Para usuários de ônibus e demais veículos, a fiscalização rodoviária está relacionada às condições da viagem e ao cumprimento dos investimentos contratados.</p>
<p>Pellegrini passa, portanto, a integrar a direção de uma agência com atribuições que abrangem diferentes meios de transporte e contratos de longa duração, com decisões que repercutem no atendimento aos passageiros e na infraestrutura paulista.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Linha 1-Azul do Metrô tem problemas e e PAESE é acionado na manhã desta sexta-feira (09); 3-Vermelha é afetada em reflexo</title>
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	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 08:22:16 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada ARTHUR FERRARI Passageiros que utilizama a linha 1-Azul do Metrô de São Paulo enfrentam dificuldades desde às 4h40 desta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, quando um problema no serviço passou a afetar a circulação dos trens. De acordo com o Metrô, por meio de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="600" height="401" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/admin-ajax.jpg?fit=600%2C401&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/admin-ajax.jpg?w=600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/admin-ajax.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/admin-ajax.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/admin-ajax.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /> <p><em>Trens circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Passageiros que utilizama a linha 1-Azul do Metrô de São Paulo enfrentam dificuldades desde às 4h40 desta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, quando um problema no serviço passou a afetar a circulação dos trens.</p>
<p>De acordo com o Metrô, por meio de nota, os trens circulam com velocidade reduzida e maio tempo de parada devido a uma interferência na via na região da Estação Vergueiro. Entre São Joaquim e Paraíso a circulação acontece por via única.</p>
<p>Ônibus do PAESE foram acionados e atendem os passageiros entre as estações Sé e Ana Rosa.</p>
<p>A linha 3-Vermelha passou a ser afetada por volta das 5h14 em reflexo, passando a funcionar também com restrições de velocidade e maior tempo de parada.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> procurou o Metrô papra mais detalhes e aguarda.</p>
<p><strong>Nota do Metrô na íntegra</strong></p>
<p><em>Em razão de uma interferência na via na estação Vergueiro, os trens da Linha 1-Azul circulam com velocidade reduzida e maior tempo de parada desde as 4h40. Entre as estações São Joaquim e Paraíso, os trens circulam por via singela e no restante da linha por ambas as vias. Em razão desta ocorrência, os trens das linha 3-Vermelha também circulam com restrição de velocidade. Para reforçar o atendimento, a Companhia acionou o sistema de ônibus gratuito Paese para o trecho entre as estações Ana Rosa e Sé. O Metrô pede desculpas pelo transtorno causado e trabalha para normalizar a situação.</em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>ANTT aprova relatório de audiência sobre atendimento ao consumidor; ato consolida etapa de participação na revisão das regras do SAC</title>
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    <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 08:01:50 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Debate trata do atendimento a usuários de ônibus interestaduais e internacionais, trens de passageiros e rodovias concedidas; aprovação do relatório deve ser distinguida da publicação de novas obrigações ADAMO BAZANI A Agência Nacional de Transportes Terrestres aprovou o relatório final da audiência pública que discutiu a atualização das regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="923" height="676" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sac.jpg?fit=923%2C676&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sac.jpg?w=923&amp;ssl=1 923w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sac.jpg?resize=300%2C220&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sac.jpg?resize=150%2C110&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sac.jpg?resize=768%2C562&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sac.jpg?resize=400%2C293&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 923px) 100vw, 923px" /> <p><em>Debate trata do atendimento a usuários de ônibus interestaduais e internacionais, trens de passageiros e rodovias concedidas; aprovação do relatório deve ser distinguida da publicação de novas obrigações</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres aprovou o relatório final da audiência pública que discutiu a atualização das regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor, o SAC. Publicada nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, a decisão formaliza a aprovação do documento sobre a participação social na revisão da regulamentação e determina sua divulgação no site da agência.</p>
<p>Para os usuários, o assunto envolve a forma como empresas reguladas recebem e tratam pedidos, dúvidas, reclamações e solicitações relacionadas aos serviços. Aprovar o relatório significa validar essa etapa de análise das contribuições; a deliberação publicada, porém, não contém o texto de uma nova resolução nem estabelece, por si só, novos prazos e obrigações de atendimento.</p>
<h2>O que a diretoria aprovou e qual era o objetivo da audiência</h2>
<p>A decisão consta da Deliberação ANTT nº 294, assinada em 8 de outubro e publicada na página 164 da Seção 1 do Diário Oficial da União.</p>
<p>A diretoria colegiada aprovou o relatório final da Audiência Pública nº 1/2026, realizada entre 9 de fevereiro e 27 de março.</p>
<p>O objetivo era receber contribuições para adequar a Resolução ANTT nº 3.535, de 10 de junho de 2010, que estabelece normas gerais do SAC, ao Decreto nº 11.034, de 5 de abril de 2022.</p>
<p>A deliberação é fundamentada no voto DMF-004 e no processo administrativo nº 50500.097072/2022-12. O ato é assinado pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio.</p>
<p>Além da aprovação, a agência determinou a divulgação do relatório final em seu site institucional.</p>
<h2>Aprovar relatório é validar o registro e a análise da participação pública</h2>
<p>Uma audiência pública permite que usuários, empresas, entidades, especialistas e outros interessados apresentem sugestões e críticas a uma proposta em discussão.</p>
<p>Depois do recebimento das manifestações, a agência analisa as contribuições e reúne os resultados em um relatório.</p>
<p>O manual de participação da ANTT prevê que o relatório final apresente o motivo de acolhimento ou não acolhimento das contribuições.</p>
<p>Assim, o documento permite acompanhar como a agência tratou as sugestões recebidas e quais justificativas apresentou para aceitar ou rejeitar propostas.</p>
<p>A aprovação pela diretoria é a decisão formal sobre esse relatório. Não significa que todas as sugestões foram aceitas ou que os participantes votaram uma regra obrigatória para as empresas.</p>
<p>Também não equivale a aprovar o atendimento prestado por uma determinada transportadora. O objeto é o processo de revisão regulatória, e não a certificação individual dos SACs existentes.</p>
<h2>Relatório e resolução têm funções diferentes</h2>
<p>O relatório explica a participação social e sua análise. A resolução é o instrumento que contém as regras aplicáveis aos serviços e às empresas.</p>
<p>Por isso, a publicação de uma deliberação aprovando o relatório precisa ser lida separadamente da eventual edição de uma nova norma.</p>
<p>No ato publicado nesta sexta-feira, a ANTT aprovou o relatório e ordenou sua divulgação. Os artigos da deliberação não reproduzem uma nova regulamentação do SAC.</p>
<p>Para identificar as obrigações finais de uma revisão, é necessário conferir o texto normativo correspondente, suas disposições de vigência e eventuais prazos de adaptação.</p>
<p>Da mesma forma, o fato de a deliberação entrar em vigor na data da publicação significa que a aprovação do relatório produz efeitos a partir dessa data. Não transforma automaticamente cada sugestão discutida na audiência em exigência obrigatória.</p>
<h2>Debate alcança ônibus interestaduais e internacionais, trens e rodovias concedidas</h2>
<p>A documentação oficial examinada durante a audiência descreve uma proposta voltada ao transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros, ao transporte ferroviário de passageiros no Sistema Nacional de Viação e à exploração de rodovias concedidas sob regulação da ANTT.</p>
<p>O Ministério da Fazenda analisou a proposta em parecer assinado em março. Entre os temas identificados estavam regras mínimas comuns de atendimento, gratuidade, canais de contato, atendimento humano, manutenção de histórico, cancelamento de serviços e previsão de infrações e penalidades.</p>
<p>Esses elementos pertencem à proposta analisada naquela fase. O parecer não substitui o relatório final nem comprova que cada ponto foi mantido exatamente como apresentado.</p>
<p>A análise econômica não identificou efeitos anticoncorrenciais relevantes ou onerosidade regulatória que justificassem recomendações.</p>
<h2>Audiência recebeu contribuições por escrito e previu sessão presencial e virtual</h2>
<p>A abertura da audiência foi autorizada pela Deliberação nº 23, de 29 de janeiro de 2026.</p>
<p>O aviso estabeleceu o recebimento de contribuições das 9h de 9 de fevereiro às 18h de 27 de março, no horário de Brasília.</p>
<p>Também previu uma sessão híbrida, com participação presencial e virtual, em 3 de março, das 14h às 18h, no auditório da sede da ANTT, em Brasília.</p>
<p>A possibilidade de apresentar contribuições durante um período mais amplo permite que a discussão ultrapasse a sessão oral. O relatório final é o documento que reúne a análise dessa participação.</p>
<p>A deliberação publicada agora não informa quantas manifestações foram recebidas, quais entidades participaram ou o número de sugestões acolhidas.</p>
<h2>Por que a revisão importa para o passageiro</h2>
<p>O atendimento ao consumidor é uma das formas pelas quais o usuário busca solução para problemas relacionados ao serviço contratado.</p>
<p>Em uma viagem de ônibus, por exemplo, podem surgir dúvidas ou solicitações sobre passagem, cancelamento, cobrança, atendimento e prestação do serviço. O SAC é o canal da empresa para receber e encaminhar essas demandas.</p>
<p>Uma regulamentação clara permite verificar como o atendimento deve funcionar e quais registros podem demonstrar o que foi solicitado e respondido.</p>
<p>A aprovação do relatório interessa porque torna formal a análise de uma etapa da revisão dessas regras. Entretanto, não resolve automaticamente reclamações individuais nem comprova mudança imediata no atendimento de uma empresa.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Cinco linhas de ônibus intermunicipais mudam de plataforma no Terminal Alvorada, no Rio de Janeiro </title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/08/cinco-linhas-de-onibus-intermunicipais-mudam-de-plataforma-no-terminal-alvorada-no-rio-de-janeiro/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 01:00:37 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Alteração transfere embarques e desembarques para a Plataforma D e abrange linhas com destinos na Baixada Fluminense e em Resende YURI SENA Cinco linhas de ônibus intermunicipais que operam no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, tiveram seus pontos de embarque e desembarque transferidos para a Plataforma D. A [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="713" height="498" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a1c59431-4b0f-45da-a2e2-0cb3dd2915cd.jpg?fit=713%2C498&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a1c59431-4b0f-45da-a2e2-0cb3dd2915cd.jpg?w=713&amp;ssl=1 713w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a1c59431-4b0f-45da-a2e2-0cb3dd2915cd.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a1c59431-4b0f-45da-a2e2-0cb3dd2915cd.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a1c59431-4b0f-45da-a2e2-0cb3dd2915cd.jpg?resize=400%2C279&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 713px) 100vw, 713px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Alteração transfere embarques e desembarques para a Plataforma D e abrange linhas com destinos na Baixada Fluminense e em Resende</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cinco linhas de ônibus intermunicipais que operam no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, tiveram seus pontos de embarque e desembarque transferidos para a Plataforma D. A mudança foi anunciada pela Secretaria Municipal de Transportes com o objetivo de melhorar a circulação no terminal e as condições de espera dos passageiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A alteração abrange quatro linhas com destinos na Baixada Fluminense e uma que atende Resende. Os novos pontos estão identificados por colunas na Plataforma D, conforme a distribuição abaixo:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">400T — Barra da Tijuca x Belford Roxo: coluna D41;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">425T — Barra da Tijuca x Queimados: coluna D35;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">410T — Barra da Tijuca x São João de Meriti: coluna D44;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">420T — Barra da Tijuca x Nilópolis / Resende: coluna D47;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">417T — Barra da Tijuca x Xerém: coluna D51.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a prefeitura, as baias do Terminal Alvorada já contam com sinalização por colunas para facilitar a localização dos ônibus e orientar os passageiros sobre os locais de embarque e desembarque.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Mascarello obtém registro na Argentina e terá Buswagen como distribuidora exclusiva</title>
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    <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 00:21:19 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Carrocerias]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão da CNRT foi publicada nesta quinta-feira (8) e autoriza fabricação e modificações de carrocerias e chassis; comercialização e circulação dos veículos dependem das demais exigências legais ADAMO BAZANI A fabricante brasileira Mascarello, de Cascavel (PR), obteve inscrição no Registro Nacional de Fabricantes de Carrocerias e Oficinas da Argentina, etapa regulatória para sua atuação no [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-19.58.28-1.webp?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-19.58.28-1.webp?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-19.58.28-1.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-19.58.28-1.webp?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-19.58.28-1.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-19.58.28-1.webp?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-19.58.28-1.webp?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2025-05-12-at-19.58.28-1.webp?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div class="w-full group-data-[spacing=grouped]/agent-activity:shrink-0" aria-hidden="true"><em>Decisão da CNRT foi publicada nesta quinta-feira (8) e autoriza fabricação e modificações de carrocerias e chassis; comercialização e circulação dos veículos dependem das demais exigências legais</em></div>
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<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto"><strong class="font-semibold"><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">A fabricante brasileira Mascarello, de Cascavel (PR), obteve inscrição no Registro Nacional de Fabricantes de Carrocerias e Oficinas da Argentina, etapa regulatória para sua atuação no mercado de ônibus do país. A decisão da Comissão Nacional de Regulação do Transporte (CNRT), publicada nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, identifica a Buswagen S.A. como distribuidora exclusiva da encarroçadora no território argentino.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">A autorização abrange fabricação de carrocerias, modificação de carrocerias e modificação de chassis de veículos destinados ao transporte de passageiros de jurisdição nacional. O registro permite à empresa desenvolver essas atividades dentro das competências da CNRT, mantendo a obrigação de cumprir as demais certificações, autorizações e procedimentos exigidos para importar, comercializar e colocar os veículos em circulação.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">O <strong class="font-semibold"><em>Diário do Transporte</em></strong> conferiu diretamente a publicação no Boletín Oficial da República Argentina. A medida consta da Disposição 480/2026, assinada em 5 de outubro pelo diretor executivo da CNRT, Maximiliano Patti, e entrou em vigor com a publicação.</p>
<h2 class="Heading-Ro3lZr" dir="auto">Pedido foi apresentado por meio da Buswagen</h2>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">Segundo o documento oficial, a Mascarello Carrocerias e Ônibus Ltda. solicitou a inscrição por intermédio da Buswagen para fabricação e importação de carrocerias de sua produção.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">As duas empresas apresentaram um contrato de distribuição exclusiva, utilizado para comprovar o vínculo comercial durante a análise administrativa.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">A Gerência de Fiscalização Técnica Automotiva da CNRT verificou o atendimento dos requisitos previstos nas resoluções argentinas que regulamentam o registro. A área jurídica do órgão também examinou o procedimento e não apontou impedimentos legais à assinatura da disposição.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">O ato confirma, portanto, tanto a inscrição da fabricante brasileira quanto a relação de distribuição exclusiva com a Buswagen.</p>
<h2 class="Heading-Ro3lZr" dir="auto">O que a autorização permite</h2>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">O registro integra o sistema argentino de controle técnico dos fabricantes de carrocerias e oficinas. A norma citada pela CNRT estabelece a obrigatoriedade de inscrição para empresas que executam fabricação, modificação ou reparação de carrocerias e alterações de chassis.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">No caso da Mascarello, o artigo segundo autoriza expressamente três atividades:</p>
<div class="group/app-widget pointer-coarse:pt-11 [@media(hover:none)]:pt-11 TableContainer-UfIOz_" tabindex="-1" data-markdown-table="true" data-wide-block="">
<div class="TableScroller-ZhMTLB">
<div class="TableWrapper-i1mUIE">
<table class="Table-LqdUhs" dir="auto">
<thead>
<tr class="TableRow-ENsaGm">
<th class="TableHeaderCell-esYSpn SingleChildTableCell-Sv7jTC" dir="auto" data-col-size="sm">Atividade</th>
<th class="TableHeaderCell-esYSpn SingleChildTableCell-Sv7jTC" dir="auto" data-col-size="md">Alcance da autorização</th>
</tr>
</thead>
<tbody class="TableBody-A5sMNL">
<tr class="TableRow-ENsaGm">
<td class="TableCell-WcsygL SingleChildTableCell-Sv7jTC" dir="auto" data-col-size="sm">Fabricação de carrocerias</td>
<td class="TableCell-WcsygL SingleChildTableCell-Sv7jTC" dir="auto" data-col-size="md">Veículos para transporte de passageiros de jurisdição nacional</td>
</tr>
<tr class="TableRow-ENsaGm">
<td class="TableCell-WcsygL SingleChildTableCell-Sv7jTC" dir="auto" data-col-size="sm">Modificação de carrocerias</td>
<td class="TableCell-WcsygL SingleChildTableCell-Sv7jTC" dir="auto" data-col-size="md">Alterações sujeitas às normas técnicas aplicáveis</td>
</tr>
<tr class="TableRow-ENsaGm">
<td class="TableCell-WcsygL SingleChildTableCell-Sv7jTC" dir="auto" data-col-size="sm">Modificação de chassis</td>
<td class="TableCell-WcsygL SingleChildTableCell-Sv7jTC" dir="auto" data-col-size="md">Alterações sujeitas às normas técnicas aplicáveis</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<div class="absolute end-0 top-0 z-50 flex w-fit select-none items-center gap-1 rounded-full bg-surface p-0.5 text-tertiary pointer-events-none opacity-0 group-hover/app-widget:pointer-events-auto group-hover/app-widget:opacity-100 focus-within:pointer-events-auto focus-within:opacity-100 data-[visible=true]:pointer-events-auto data-[visible=true]:opacity-100 has-data-[state=open]:pointer-events-auto has-data-[state=open]:opacity-100 pointer-coarse:pointer-events-auto pointer-coarse:opacity-100 [@media(hover:none)]:pointer-events-auto [@media(hover:none)]:opacity-100" data-block-actions="true" data-markdown-copy="exclude"></div>
</div>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">A empresa assume a responsabilidade por executar os trabalhos conforme a regulamentação técnica, a legislação de trânsito argentina e as exigências formais pertinentes.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">A disposição prevê a revogação da inscrição em caso de descumprimento dessas obrigações.</p>
<h2 class="Heading-Ro3lZr" dir="auto">Registro é uma etapa para a oferta de ônibus no país</h2>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">A própria CNRT delimita o alcance da decisão: a inscrição corresponde às atribuições do órgão no registro de fabricantes e no controle de aptidão técnica.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">Continuam exigíveis as autorizações e certificações que competem a outros órgãos nacionais, provinciais ou municipais.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">Essa distinção é relevante para entender a entrada da Mascarello no mercado argentino. O documento comprova a habilitação cadastral e técnica da fabricante nas atividades descritas, mas não apresenta aprovação de um modelo específico de ônibus nem anuncia abertura de fábrica na Argentina.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">Também não estabelece quantidade de veículos, preços, empresas compradoras ou calendário de entregas.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">A fotografia de um modelo utilizada para ilustrar uma notícia sobre o registro, por si só, não comprova que aquele produto tenha sido aprovado ou escolhido para comercialização no país.</p>
<h2 class="Heading-Ro3lZr" dir="auto">Possíveis efeitos para operadores e passageiros</h2>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">Para o mercado, a inscrição cria uma condição regulatória para que a Mascarello participe da oferta de carrocerias destinadas ao transporte de passageiros de jurisdição nacional, por meio de sua distribuidora exclusiva.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">A eventual ampliação das alternativas de compra dependerá dos produtos efetivamente apresentados, das demais aprovações e das condições comerciais oferecidas aos operadores.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">Para os passageiros, os efeitos estarão ligados à incorporação futura de veículos às frotas. Características como acessibilidade, capacidade, climatização e configuração interna precisarão ser verificadas nos modelos destinados ao mercado argentino.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">A autorização publicada nesta quinta-feira formaliza uma etapa desse processo, sem definir quais serviços receberão os ônibus.</p>
<h2 class="Heading-Ro3lZr" dir="auto">Fabricante paranaense tem atuação em diferentes segmentos</h2>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">Fundada em 2003, a Mascarello possui portfólio de carrocerias para ônibus urbanos, rodoviários, fretamento, mídis e micro-ônibus.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">No Brasil, a fabricante também ampliou sua atuação em veículos elétricos com o Horizon, apresentado em fevereiro de 2026, em lançamento acompanhado pelo <strong class="font-semibold"><em>Diário do Transporte</em></strong>.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto">A inscrição argentina, contudo, não identifica quais dessas famílias de produtos serão oferecidas pela Buswagen. A definição comercial dos modelos e o cumprimento das exigências aplicáveis aos veículos serão determinantes para transformar o registro em fornecimento ao mercado local.</p>
<p class="Paragraph-kKnbIo" dir="auto"><strong class="font-semibold"><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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    <title>Linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 9-Esmeralda terão ações gratuitas de saúde e empregabilidade</title>
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	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 00:00:23 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Programação inclui orientações sobre saúde mental, prevenção de ISTs e atividades voltadas à inserção no mercado de trabalho até 22 de outubro YURI SENA Passageiros das linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 9-Esmeralda terão acesso a uma série de serviços gratuitos ao longo de outubro. A programação reúne oito ações voltadas à saúde, prevenção e empregabilidade, realizadas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="534" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/unnamed-1-e1791389035924.png?fit=800%2C534&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Programação inclui orientações sobre saúde mental, prevenção de ISTs e atividades voltadas à inserção no mercado de trabalho até 22 de outubro</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passageiros das linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 9-Esmeralda terão acesso a uma série de serviços gratuitos ao longo de outubro. A programação reúne oito ações voltadas à saúde, prevenção e empregabilidade, realizadas em parceria com instituições como o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), o SEST/SENAT e a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as atividades estão orientações para estudantes que procuram oportunidades de estágio, iniciativas de prevenção e cuidados com a saúde e uma intervenção teatral sobre saúde mental e valorização da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos dias 7 e 8 de outubro, o projeto CIEE em Movimento estará nas estações Jurubatuba-Senac, da Linha 9-Esmeralda, e Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela. O atendimento ocorre das 11h às 15h30 e inclui informações, orientações e cadastro para vagas de estágio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ação retorna nos dias 14 e 15 de outubro, na estação Capão Redondo, da Linha 5-Lilás, e nos dias 21 e 22, na estação Grajaú, da Linha 9-Esmeralda. Os atendimentos também serão realizados das 11h às 15h30.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa é direcionada principalmente a estudantes e pessoas que buscam orientação para ingressar ou se recolocar no mercado de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estação Bruno Covas-Mendes/Vila Natal, da Linha 9-Esmeralda, receberá uma apresentação teatral sobre saúde mental, autocuidado e valorização da vida. A atividade será realizada na quarta-feira (14), das 9h às 12h, em parceria com o SEST/SENAT.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A intervenção utiliza situações do cotidiano para estimular a reflexão dos passageiros sobre o cuidado consigo e com outras pessoas. A programação também aborda temas como autoestima, saúde da mulher, identificação de sinais de sofrimento e importância das redes de apoio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos dias 20 e 21 de outubro, a estação Carapicuíba, da Linha 8-Diamante, receberá uma ação em parceria com a empresa Sabin. Das 13h às 17h, os passageiros poderão aferir a pressão arterial, realizar avaliação de bioimpedância e receber orientações relacionadas à prevenção do câncer de mama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A programação faz parte das iniciativas previstas pelas concessionárias ao longo do mês de outubro, com atividades realizadas nos próprios espaços das estações.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Minas Gerais autoriza desapropriação de 3,3 mil m² para passagem inferior da Linha 2 do metrô em Belo Horizonte</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 23:00:03 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Duas áreas no bairro Nova Cintra foram declaradas de utilidade pública; Metrô BH poderá promover a desapropriação dos terrenos e das eventuais benfeitorias ADAMO BAZANI O Governo de Minas Gerais autorizou a desapropriação de duas áreas no bairro Nova Cintra, em Belo Horizonte (MG), necessárias à construção de uma passagem inferior da Linha 2 do [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-bh-estacao-minas-shopping-credito-Fernando-Rodrigues-2000px.jpg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-bh-estacao-minas-shopping-credito-Fernando-Rodrigues-2000px.jpg?w=2000&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-bh-estacao-minas-shopping-credito-Fernando-Rodrigues-2000px.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-bh-estacao-minas-shopping-credito-Fernando-Rodrigues-2000px.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-bh-estacao-minas-shopping-credito-Fernando-Rodrigues-2000px.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-bh-estacao-minas-shopping-credito-Fernando-Rodrigues-2000px.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-bh-estacao-minas-shopping-credito-Fernando-Rodrigues-2000px.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cbtu-bh-estacao-minas-shopping-credito-Fernando-Rodrigues-2000px.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Duas áreas no bairro Nova Cintra foram declaradas de utilidade pública; Metrô BH poderá promover a desapropriação dos terrenos e das eventuais benfeitorias</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo de Minas Gerais autorizou a desapropriação de duas áreas no bairro Nova Cintra, em Belo Horizonte (MG), necessárias à construção de uma passagem inferior da Linha 2 do metrô. Os terrenos somam uma área estimada de 3.295,63 metros quadrados e poderão ser desapropriados pela concessionária Metrô BH S.A., responsável pela implantação do novo ramal.</p>
<p>A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e alcança também as eventuais construções e outras benfeitorias existentes nos terrenos. A concessionária poderá alegar urgência para solicitar a posse das áreas. O decreto não informa os valores das indenizações nem o prazo para execução da passagem inferior.</p>
<h2>Áreas ficam junto às ruas Yara Lúcia, Jornalista João Bosco, Santarém e Fernando Alves</h2>
<p>A autorização foi formalizada pelo Decreto NE nº 996, de 6 de outubro de 2026, assinado pelo governador Mateus Simões de Almeida. O ato entrou em vigor na data da publicação.</p>
<p>O anexo apresenta dois perímetros distintos, com coordenadas e confrontações que delimitam as áreas necessárias à intervenção.</p>
<p>O primeiro terreno tem 1.837,83 metros quadrados. Seus limites confrontam com áreas públicas das ruas Yara Lúcia, Jornalista João Bosco e Santarém, além dos lotes 2 e 21 da quadra 149 do bairro Nova Cintra.</p>
<p>O segundo tem 1.457,80 metros quadrados e confronta com áreas públicas das ruas Santarém, Jornalista João Bosco e Fernando Alves, além dos lotes 2 e 21 da quadra 148 do mesmo bairro.</p>
<p>Esses lotes aparecem como referências de confrontação. A delimitação efetiva das áreas a desapropriar é a dos perímetros descritos no decreto.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Área</th>
<th>Superfície</th>
<th>Referências de localização</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Primeiro perímetro</td>
<td>1.837,83 m²</td>
<td>Ruas Yara Lúcia, Jornalista João Bosco e Santarém; quadra 149</td>
</tr>
<tr>
<td>Segundo perímetro</td>
<td>1.457,80 m²</td>
<td>Ruas Santarém, Jornalista João Bosco e Fernando Alves; quadra 148</td>
</tr>
<tr>
<td>Total estimado</td>
<td>3.295,63 m²</td>
<td>Bairro Nova Cintra, Belo Horizonte</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<h2>Concessionária poderá solicitar posse com urgência, sob fiscalização do ente regulador</h2>
<p>O decreto autoriza a Metrô BH S.A. a promover a desapropriação de pleno domínio, abrangendo os terrenos e as eventuais benfeitorias. A autorização está vinculada ao contrato de concessão nº 002/2023 e prevê fiscalização pelo ente regulador.</p>
<p>Para obter a imissão na posse, a concessionária poderá invocar a urgência prevista na legislação federal de desapropriações. Trata-se do instrumento utilizado para solicitar acesso ao imóvel antes do encerramento definitivo do procedimento, observadas as exigências legais.</p>
<p>A declaração de utilidade pública estabelece a finalidade pública da aquisição e permite que a concessionária promova os procedimentos necessários. A publicação, por si só, não comprova que as áreas já tenham sido transferidas ou que as indenizações tenham sido pagas.</p>
<h2>Decreto identifica passagem inferior, mas não detalha quem utilizará a estrutura</h2>
<p>A finalidade expressamente indicada é a implantação de uma passagem inferior na Linha 2 da rede metroferroviária.</p>
<p>O ato não apresenta o projeto de engenharia nem especifica se a passagem será destinada a pedestres, veículos ou à própria infraestrutura ferroviária. Também não estabelece mudanças de circulação nas ruas do entorno.</p>
<p>Embora as áreas estejam no bairro Nova Cintra, o decreto não as caracteriza como terrenos para construção da estação de mesmo nome. O objeto declarado é a passagem inferior.</p>
<h2>Nova Cintra está entre as três futuras estações com novas frentes de obras anunciadas em setembro</h2>
<p>Em comunicado de 23 de setembro, a Metrô BH informou a mobilização de frentes de trabalho para as futuras estações Nova Gameleira, Nova Cintra e Vista Alegre.</p>
<p>Segundo a concessionária, essa fase compreende preparação dos terrenos, terraplanagem, contenções, fundações e outras estruturas necessárias à futura operação. As atividades ocorrem em diferentes pontos da faixa de domínio ferroviário.</p>
<p>A empresa informou que a etapa dá continuidade à implantação da via permanente dupla que interliga Nova Suíça e Amazonas, primeiro segmento colocado em atendimento aos passageiros.</p>
<h2>Linha 2 já atende o trecho inicial; Estação Amazonas começou operação comercial parcial em outubro</h2>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, as estações Nova Suíça e Amazonas começaram a receber passageiros em 3 de julho de 2026, em operação assistida. Nova Suíça é o ponto de conexão entre as linhas 1 e 2.</p>
<p>Em 1º de outubro, a Estação Amazonas iniciou operação comercial parcial, com cobrança de tarifa e funcionamento de segunda a sexta-feira, das 5h15 às 23h, segundo comunicado da concessionária.</p>
<p>A empresa informou que Amazonas permaneceria temporariamente fechada aos fins de semana e feriados para continuidade da implantação de infraestrutura. A previsão divulgada é iniciar o atendimento comercial em todos os dias da semana em 1º de novembro.</p>
<p>A ampliação em direção ao Barreiro contempla um traçado de 10,5 quilômetros e sete estações: Nova Suíça, Amazonas, Nova Gameleira, Nova Cintra, Vista Alegre, Ferrugem e Barreiro. A implantação completa tem previsão de conclusão em 2028.</p>
<h2>Desapropriação no Nova Cintra se soma a autorização anterior para a Estação Ferrugem</h2>
<p>Em 11 de setembro, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> noticiou outra declaração de utilidade pública ligada à Linha 2, referente a um terreno de 889,78 metros quadrados no Bairro das Indústrias I, necessário à implantação da Estação Ferrugem.</p>
<p>A nova publicação contempla uma finalidade diferente: disponibilizar áreas para a passagem inferior no Nova Cintra. As duas medidas integram os procedimentos de obtenção de terrenos necessários à expansão do metrô.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>TCE-PR recomenda repasse de ganhos de eficiência aos passageiros na futura concessão dos ônibus de Curitiba (PR); veja os detalhes do edital e a linha do tempo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/08/tce-pr-recomenda-repasse-de-ganhos-de-eficiencia-aos-passageiros-na-futura-concessao-dos-onibus-de-curitiba-pr-veja-os-detalhes-do-edital-e-a-linha-do-tempo/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 22:31:41 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Concorrência prevê cinco lotes, contratos de 15 anos, investimentos de R$ 3,9 bilhões e 250 ônibus elétricos; propostas estão previstas para 17 de novembro e leilão para o dia 26, na B3 ADAMO BAZANI O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) homologou quatro recomendações à Urbanização de Curitiba (Urbs) para aperfeiçoar a transparência [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="904" height="611" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/curitb.jpg?fit=904%2C611&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/curitb.jpg?w=904&amp;ssl=1 904w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/curitb.jpg?resize=300%2C203&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/curitb.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/curitb.jpg?resize=768%2C519&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/curitb.jpg?resize=400%2C270&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 904px) 100vw, 904px" /> <p><em>Concorrência prevê cinco lotes, contratos de 15 anos, investimentos de R$ 3,9 bilhões e 250 ônibus elétricos; propostas estão previstas para 17 de novembro e leilão para o dia 26, na B3</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) homologou quatro recomendações à Urbanização de Curitiba (Urbs) para aperfeiçoar a transparência e as regras da futura concessão dos ônibus municipais. Entre as medidas está a definição de critérios para transferir aos usuários parte dos ganhos de eficiência e produtividade das operadoras nas revisões ordinárias. A decisão foi tomada em sessão encerrada em 24 de setembro de 2026, publicada em 5 de outubro e divulgada pelo tribunal em 7 de outubro.</p>
<p>As recomendações alcançam uma concorrência que prevê cinco lotes, contratos de 15 anos, investimentos estimados em R$ 3,9 bilhões e incorporação de 250 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos da operação. Pelo calendário divulgado pela Urbs, as propostas deverão ser entregues em 17 de novembro, das 10h às 12h, e o leilão ocorrerá em 26 de novembro, às 10h, na B3, em São Paulo. Para o passageiro, o projeto reúne mudanças na integração, nas linhas e na frota, além de avaliações de qualidade que poderão reduzir a remuneração das concessionárias.</p>
<p>A licitação é do transporte municipal de Curitiba, gerenciado pela Urbs. Trata-se de um processo distinto da concessão estadual dos ônibus da Região Metropolitana.</p>
<h2>O que o Tribunal de Contas recomendou</h2>
<p>O Acórdão nº 2437/2026, do Tribunal Pleno, trata do processo nº 380423/26. A auditoria examinou a legalidade e a viabilidade técnico-financeira da futura concessão entre 7 de maio de 2025 e 3 de junho de 2026.</p>
<p>Inicialmente, foram identificados 13 achados. Após as manifestações da gestão, permaneceram dois: inadequações nos indicadores de desempenho e nas regras de reajuste e revisão contratual.</p>
<p>As quatro recomendações homologadas foram:</p>
<ol start="1" data-spread="false">
<li>Aperfeiçoar a cláusula sobre divulgação dos resultados de qualidade, especificando forma de publicação, periodicidade, conteúdo mínimo, acessibilidade e linguagem.</li>
<li>Incluir nos documentos da licitação e dos contratos referências expressas às exigências de transparência ativa, com informações claras, atualizadas e disponíveis em site oficial.</li>
<li>Ajustar o anexo do Sistema de Gestão da Qualidade para estabelecer a elaboração, consolidação e divulgação periódica dos relatórios de desempenho, com responsáveis e procedimentos definidos.</li>
<li>Explicitar, na revisão ordinária, os critérios para transferir aos usuários parte dos ganhos de eficiência e produtividade das empresas, com publicação integral dos documentos desse procedimento.</li>
</ol>
<p>Portanto, são três recomendações relacionadas à transparência dos indicadores e uma sobre o compartilhamento de ganhos nas revisões.</p>
<p>O tribunal estabeleceu prazo de três meses para atendimento, nos termos regimentais. A implementação deverá ser demonstrada pela Urbs e será monitorada pelo TCE-PR. Cabe recurso da decisão.</p>
<h2>Como os ganhos podem beneficiar o passageiro</h2>
<p>O objetivo é permitir que economias obtidas pelas operadoras sejam consideradas na revisão das condições econômicas da concessão.</p>
<p>A discussão envolve, por exemplo, redução de gastos com insumos, melhoria da organização operacional e aumento de produtividade. O ponto destacado pelo TCE-PR é que os contratos devem explicar como uma parcela desses benefícios chegará aos usuários.</p>
<p>Isso não representa uma redução imediata e previamente calculada no preço da passagem. O resultado dependerá dos ganhos efetivamente apurados, dos critérios de compartilhamento e da política tarifária municipal.</p>
<p>Também é necessário distinguir a tarifa pública, cobrada do passageiro, da remuneração das empresas. Uma redução no custo contratual pode criar condições para conter pressões sobre a passagem ou sobre o subsídio público, mas a consequência concreta precisa ser demonstrada no procedimento de revisão.</p>
<h2>Cinco lotes: dois estruturais e três regionais</h2>
<p>A Concorrência Pública FUC nº 001/2026 prevê a concessão da operação, manutenção e ampliação do Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), com soluções de baixa emissão.</p>
<p>Os contratos terão duração de 15 anos contados da data de assunção dos serviços.</p>
<p>A apresentação oficial realizada em 24 de setembro detalhou a seguinte divisão:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Lote</th>
<th>Perfil predominante</th>
<th>Linhas previstas</th>
<th>Frota no ano 1</th>
</tr>
<tr>
<td>BRT1</td>
<td>Linhas estruturais, principalmente na região Sul</td>
<td>24</td>
<td>263</td>
</tr>
<tr>
<td>BRT2</td>
<td>Linhas estruturais, principalmente no Norte e Oeste</td>
<td>17</td>
<td>177</td>
</tr>
<tr>
<td>Norte</td>
<td>Alimentadoras e linhas locais</td>
<td>100</td>
<td>276</td>
</tr>
<tr>
<td>Oeste</td>
<td>Alimentadoras e linhas locais</td>
<td>84</td>
<td>335</td>
</tr>
<tr>
<td>Sul</td>
<td>Alimentadoras e linhas locais</td>
<td>92</td>
<td>295</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>Cinco lotes</td>
<td>317</td>
<td>1.346</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os números são referências da modelagem apresentada aos interessados. A frota indicada para o primeiro ano não deve ser comparada diretamente com a frota operacional atual sem considerar reservas e critérios de composição.</p>
<p>Nos lotes BRT1 e BRT2, as concessionárias terão responsabilidades sobre infraestrutura, incluindo limpeza, conservação e manutenção de estações-tubo e plataformas elevadas dos terminais, além dos eletropostos públicos.</p>
<p>Os lotes regionais concentram o atendimento dos bairros. A divisão contratual mantém a rede sob planejamento e gestão da Urbs.</p>
<h2>Como será escolhido o vencedor</h2>
<p>O critério de julgamento será o maior desconto sobre a remuneração referencial de cada lote.</p>
<p>As propostas serão classificadas pelo desconto oferecido. O edital também prevê uma etapa de lances para os participantes que atenderem aos critérios de aproximação da melhor oferta.</p>
<p>O desconto incide sobre a remuneração contratual do operador. Não corresponde a um desconto percentual automaticamente aplicado à passagem.</p>
<p>É permitida a participação em mais de um lote. Entretanto, quem vencer vários lotes deverá comprovar capacidade técnica compatível com o conjunto das concessões.</p>
<p>Podem participar interessados nacionais e estrangeiros, isoladamente ou em consórcio, conforme as condições do edital. Entre os requisitos estão regularidade jurídica, fiscal, social e trabalhista, capacidade econômico-financeira e experiência técnica.</p>
<p>Cada vencedor deverá constituir uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para executar o respectivo contrato.</p>
<p>Há exigência de garantia de proposta equivalente a 1% dos investimentos obrigatórios considerados no edital, descontada a subvenção pública. Essa garantia é distinta da garantia de execução contratual.</p>
<h2>R$ 3,9 bilhões em investimentos e R$ 18,84 bilhões em remuneração referencial</h2>
<p>Os valores representam parcelas diferentes da modelagem.</p>
<p>Os investimentos estimados ao longo dos 15 anos somam aproximadamente R$ 3,9 bilhões e abrangem frota e infraestrutura.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Lote</th>
<th>Investimento estimado</th>
</tr>
<tr>
<td>BRT1</td>
<td>R$ 1,317 bilhão</td>
</tr>
<tr>
<td>BRT2</td>
<td>R$ 1,042 bilhão</td>
</tr>
<tr>
<td>Norte</td>
<td>R$ 475,2 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Oeste</td>
<td>R$ 588,6 milhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Sul</td>
<td>R$ 480,1 milhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A soma dos valores de remuneração referencial estabelecidos no edital, por sua vez, é de R$ 18.843.399.724, aproximadamente R$ 18,84 bilhões.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Lote</th>
<th>Remuneração referencial em 15 anos</th>
</tr>
<tr>
<td>BRT1</td>
<td>R$ 4.658.145.846</td>
</tr>
<tr>
<td>BRT2</td>
<td>R$ 3.588.227.311</td>
</tr>
<tr>
<td>Norte</td>
<td>R$ 3.186.465.560</td>
</tr>
<tr>
<td>Oeste</td>
<td>R$ 3.885.446.221</td>
</tr>
<tr>
<td>Sul</td>
<td>R$ 3.525.114.786</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Esses valores servem como referência para a disputa e não representam um pagamento integral no momento da contratação.</p>
<p>O edital adota 28 de fevereiro de 2026 como data-base, salvo previsão expressa diferente.</p>
<p>A modelagem também prevê subvenção municipal de aproximadamente R$ 893,6 milhões, destinada principalmente aos ônibus elétricos e à infraestrutura de recarga. Esse aporte integra o financiamento dos investimentos previstos.</p>
<h2>Frota: 250 elétricos e climatização gradual</h2>
<p>O projeto prevê 250 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos, com 90 veículos no início da nova operação.</p>
<p>A composição anunciada é:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Tipo de ônibus elétrico</th>
<th>Quantidade</th>
</tr>
<tr>
<td>Biarticulado</td>
<td>141</td>
</tr>
<tr>
<td>Articulado</td>
<td>98</td>
</tr>
<tr>
<td>Padrón</td>
<td>7</td>
</tr>
<tr>
<td>Comum</td>
<td>4</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>250</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A concentração de veículos de grande capacidade busca ampliar a participação da eletrificação na oferta de lugares.</p>
<p>Também estão previstos 151 novos ônibus a diesel com tecnologia Euro 6 no início da operação.</p>
<p>Os novos veículos elétricos terão ar-condicionado, assim como os novos ônibus a diesel adquiridos durante o contrato. A previsão municipal é atingir metade da frota climatizada em 2031 e a totalidade em até 12 anos.</p>
<p>Assim, a renovação será gradual: o início da concessão não significa que todos os veículos serão imediatamente elétricos ou climatizados.</p>
<h2>Integração fora dos terminais e novas ligações</h2>
<p>Uma das principais mudanças previstas é a ampliação da integração temporal para todas as linhas, mediante utilização do cartão-transporte da Urbs.</p>
<p>O passageiro poderá realizar conexões em pontos comuns, dentro de um intervalo previamente definido, sem necessariamente passar por terminal ou estação-tubo e sem pagar outra passagem na conexão autorizada.</p>
<p>As condições de utilização dependerão das regras operacionais implantadas.</p>
<p>O projeto também prevê quatro linhas conectoras:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Ligação prevista</th>
</tr>
<tr>
<td>Terminal Tatuquara – Terminal Carmo</td>
</tr>
<tr>
<td>Terminal Pinheirinho – Terminal Centenário</td>
</tr>
<tr>
<td>Terminal Portão – Terminal Capão da Imbuia</td>
</tr>
<tr>
<td>Terminal Santa Felicidade – Terminal Bairro Alto</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outra previsão é o retorno da Circular Centro com ônibus elétricos.</p>
<p>Há ainda um programa experimental de transporte por demanda, com nove micro-ônibus ou midi-ônibus e duração de 12 meses. A proposta é avaliar agendamento por aplicativo e rotas ajustadas à procura. Trata-se de um teste, cujo resultado deverá orientar decisões posteriores.</p>
<h2>Remuneração ligada à oferta e à qualidade</h2>
<p>A remuneração das empresas será calculada considerando fatores como quilometragem, horas de operação, frota disponibilizada, infraestrutura e investimentos.</p>
<p>O valor também será influenciado pelo desconto oferecido na licitação e pelo desempenho da concessionária.</p>
<p>A gestão da bilhetagem permanecerá pública, com arrecadação direcionada ao Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC).</p>
<p>O modelo inclui subsídio tarifário para complementar o custeio. Em esclarecimento publicado em outubro, a Urbs informou que referências a possíveis recursos estaduais ou federais não condicionam o direito da concessionária à remuneração contratualmente devida.</p>
<p>Também está prevista garantia pública apoiada em recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Sua constituição é uma condição para emissão da ordem de início.</p>
<h2>Avaliação dos passageiros poderá afetar o pagamento</h2>
<p>O sistema de qualidade considera indicadores relacionados à frota, operação e experiência dos usuários.</p>
<p>Entre os critérios estão reclamações, satisfação, sinistros, confiabilidade, cumprimento das viagens, pontualidade e utilização do tipo correto de ônibus. Nos lotes estruturais, também será avaliada a infraestrutura delegada.</p>
<p>Os resultados formarão o Índice de Desempenho Global (IDG), com nota de zero a dez. Desempenho insuficiente poderá provocar redução de até 3% da remuneração mensal.</p>
<p>O Boletim de Esclarecimento nº 6 confirma um período inicial de três meses de teste dos indicadores sem efeitos na remuneração. Também prevê manifestação da concessionária antes do resultado final.</p>
<p>É nesse conjunto de regras que o TCE-PR recomendou mais clareza sobre divulgação, periodicidade, responsáveis e acesso público aos resultados.</p>
<h2>Reajustes e revisões têm funções diferentes</h2>
<p>O modelo prevê reajustes anuais e revisões ordinárias trienais.</p>
<p>O reajuste atualiza componentes da remuneração conforme as fórmulas e os índices previstos contratualmente.</p>
<p>A revisão ordinária reavalia parâmetros técnicos, preços, indicadores e metas. É nesse procedimento que o TCE-PR recomendou critérios explícitos de compartilhamento dos ganhos de eficiência.</p>
<p>Também há revisão extraordinária para situações previstas nos contratos e na matriz de riscos, com análise da responsabilidade pelo evento e de seu impacto econômico.</p>
<p>A existência desses mecanismos não significa que todo aumento de custo será repassado diretamente ao passageiro. Eles tratam da relação contratual entre poder concedente e operador; a tarifa pública permanece submetida à política municipal.</p>
<h2>Disputa judicial e estudos sobre os contratos atuais</h2>
<p>Como mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, os contratos atuais começaram em 2010, após licitação realizada em 2009. Tinham duração original de 15 anos e foram prorrogados em 2025 até 31 de dezembro de 2026.</p>
<p>As atuais operadoras defendem a análise de uma alternativa à nova concorrência: renegociação dos contratos, com investimentos e apuração de eventual desequilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p>Estudos da Fipecafi foram organizados para examinar o possível passivo, o plano de negócios das empresas e a vantagem comparativa das alternativas.</p>
<p>Um valor potencial de R$ 584,5 milhões entrou no debate. A Urbs contesta que o montante represente dívida já reconhecida e sustenta que depende de comprovação.</p>
<p>Em junho, o TJ-PR impediu temporariamente a publicação do edital. Em julho, o STJ afastou o bloqueio fixo de 180 dias, mantendo a determinação de retomada dos estudos e sua compatibilização com a licitação.</p>
<p>Após nova análise estadual, o edital foi publicado em agosto. Em setembro, a concorrência e os estudos seguiram em paralelo.</p>
<h2>Transição: leilão, assinatura e início são etapas distintas</h2>
<p>A realização do leilão não significa entrada imediata das novas concessionárias.</p>
<p>Depois da disputa, haverá habilitação, recursos, homologação, cumprimento das condições contratuais e preparação operacional.</p>
<p>O Boletim de Esclarecimento nº 5 registra questionamentos sobre a compatibilidade entre o calendário da licitação e os prazos de transição.</p>
<p>Na resposta, a Urbs reafirmou que a minuta prevê termo final ordinário em 31 de dezembro de 2026, com possibilidade de prorrogação até 28 de agosto de 2027 mediante autorização do poder concedente. O documento também reconhece a hipótese de a data de início ocorrer depois do termo ordinário.</p>
<p>Esse ponto exige acompanhamento porque o leilão está marcado para o fim de novembro. As datas efetivas de assinatura e assunção dependerão do andamento do processo e da preparação dos serviços.</p>
<h2>Linha do tempo da futura concessão</h2>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Data ou período</th>
<th>Marco</th>
</tr>
<tr>
<td>2009</td>
<td>Licitação que deu origem aos contratos atuais.</td>
</tr>
<tr>
<td>Setembro de 2010</td>
<td>Início das concessões municipais com prazo original de 15 anos.</td>
</tr>
<tr>
<td>Outubro de 2023</td>
<td>Contratação do BNDES para estruturar o novo modelo.</td>
</tr>
<tr>
<td>Maio de 2025 a junho de 2026</td>
<td>Auditoria do TCE-PR sobre a futura concessão.</td>
</tr>
<tr>
<td>Agosto de 2025</td>
<td>Prorrogação dos contratos atuais até 31 de dezembro de 2026.</td>
</tr>
<tr>
<td>19 de setembro a 17 de novembro de 2025</td>
<td>Consulta pública da modelagem.</td>
</tr>
<tr>
<td>1º e 15 de outubro de 2025</td>
<td>Audiências públicas.</td>
</tr>
<tr>
<td>8 de abril de 2026</td>
<td>Prefeitura anuncia edital para 27 de abril e leilão até julho.</td>
</tr>
<tr>
<td>24 de abril de 2026</td>
<td>Município informa que o edital dependeria de ajustes finais.</td>
</tr>
<tr>
<td>25 de junho de 2026</td>
<td>TJ-PR estabelece bloqueio temporário à concorrência e determina retomada dos estudos.</td>
</tr>
<tr>
<td>Julho de 2026</td>
<td>STJ afasta o bloqueio fixo de 180 dias e mantém a exigência dos estudos.</td>
</tr>
<tr>
<td>19 de agosto de 2026</td>
<td>Publicação do edital FUC nº 001/2026.</td>
</tr>
<tr>
<td>1º de setembro de 2026</td>
<td>Nova discussão no TJ-PR mantém o prosseguimento da concorrência em paralelo aos estudos.</td>
</tr>
<tr>
<td>24 de setembro de 2026</td>
<td>Apresentação do projeto a investidores e encerramento da sessão do TCE-PR que homologou as recomendações.</td>
</tr>
<tr>
<td>2 de outubro de 2026</td>
<td>Publicação dos boletins de esclarecimento nº 4 a 7.</td>
</tr>
<tr>
<td>5 de outubro de 2026</td>
<td>Publicação do Acórdão nº 2437/2026 no Diário Eletrônico do TCE-PR.</td>
</tr>
<tr>
<td>7 de outubro de 2026</td>
<td>Divulgação das recomendações pelo tribunal.</td>
</tr>
<tr>
<td>12 de novembro de 2026</td>
<td>Prazo previsto para esclarecimentos e impugnações.</td>
</tr>
<tr>
<td>16 de novembro de 2026</td>
<td>Data prevista para respostas e conclusão das visitas técnicas.</td>
</tr>
<tr>
<td>17 de novembro de 2026</td>
<td>Entrega dos envelopes na B3, das 10h às 12h.</td>
</tr>
<tr>
<td>26 de novembro de 2026</td>
<td>Leilão na B3, a partir das 10h.</td>
</tr>
<tr>
<td>Após a contratação e preparação operacional</td>
<td>Assunção dos serviços pelas novas concessionárias.</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiros cinco anos da operação</td>
<td>Incorporação prevista dos 250 ônibus elétricos.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As etapas futuras correspondem ao calendário divulgado e podem ser alteradas por atos administrativos ou decisões judiciais.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
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  <item>
    <title>Inova Turismo obtém anulação de seis processos de multas da ANTT após Justiça apontar obstáculos à defesa em São Paulo</title>
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    <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 22:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Sentença assinada nesta quinta-feira (8) identifica dificuldades de acesso aos documentos das autuações; caso pode fundamentar contestações semelhantes, mas seus efeitos se limitam aos procedimentos julgados e ainda cabe recurso ADAMO BAZANI Colabrou Yuri Sena A Justiça Federal em São Paulo declarou nulos seis processos administrativos da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) relacionados a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="927" height="629" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/inova-turismp.jpg?fit=927%2C629&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/inova-turismp.jpg?w=927&amp;ssl=1 927w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/inova-turismp.jpg?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/inova-turismp.jpg?resize=150%2C102&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/inova-turismp.jpg?resize=768%2C521&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/inova-turismp.jpg?resize=400%2C271&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 927px) 100vw, 927px" /> <p><em>Sentença assinada nesta quinta-feira (8) identifica dificuldades de acesso aos documentos das autuações; caso pode fundamentar contestações semelhantes, mas seus efeitos se limitam aos procedimentos julgados e ainda cabe recurso</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p><strong><em>Colabrou Yuri Sena</em></strong></p>
<p>A Justiça Federal em São Paulo declarou nulos seis processos administrativos da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) relacionados a multas contra a Inova Turismo Ltda. Na sentença assinada nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, a juíza federal Rosana Ferri, da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo, concluiu que a empresa enfrentou obstáculos para acessar os documentos das autuações, comprometendo o exercício do direito de defesa.</p>
<p>A decisão pode servir de fundamento para outras transportadoras que comprovem dificuldades semelhantes, mas não cancela multas de todo o setor nem autoriza novas linhas ou viagens. Para os passageiros, as repercussões são indiretas: envolvem a segurança jurídica das operações e a necessidade de uma fiscalização capaz de sustentar suas punições com documentos acessíveis e procedimentos regulares. Trata-se de sentença de primeira instância, ainda sujeita a recurso.</p>
<p>A empresa pediu a declaração de nulidade dos autos de infração e da cobrança das multas, sustentando que não conseguia conhecer os fatos que motivaram as penalidades. Segundo o relato reproduzido na sentença, os seis processos administrativos estavam com acesso restrito.</p>
<p>O pedido de antecipação de tutela — uma decisão provisória antes do julgamento do mérito — havia sido negado. Ao final da análise, entretanto, a magistrada acolheu o pedido da transportadora.</p>
<h2>Justiça identificou obstáculos mesmo após pedido de acesso à ANTT</h2>
<p>A sentença relata que, em 18 de fevereiro de 2026, a empresa consultou o sistema de multas da ANTT, o SIFAMA, e encontrou quatro multas classificadas como impeditivas. A ação, contudo, abrange seis processos administrativos, todos expressamente anulados no dispositivo da decisão.</p>
<p>Ao tentar consultar os documentos que explicariam as autuações, a Inova afirmou que não conseguiu acesso. A empresa então apresentou requerimento à agência solicitando o conteúdo dos procedimentos.</p>
<p>Segundo a magistrada, a resposta da ANTT indicou um endereço eletrônico que encaminhava a transportadora novamente ao sistema, sem solucionar o problema.</p>
<p>As capturas de tela apresentadas pela autora mostraram uma sequência de links, cadastros, confirmações, redirecionamentos, pesquisas e redefinição de senha. Na avaliação judicial, esse percurso não resultou no acesso pretendido aos documentos.</p>
<p>A juíza também destacou que a ANTT poderia ter apresentado cópias dos processos administrativos na própria ação judicial. Isso permitiria verificar as notificações e o respeito às garantias de defesa.</p>
<p>Com os elementos apresentados, segundo a sentença, não foi possível demonstrar sequer a notificação da empresa sobre as multas questionadas.</p>
<h2>ANTT sustentou validade das autuações e das notificações eletrônicas</h2>
<p>Em sua defesa, a ANTT afirmou que a transportadora havia recebido orientações detalhadas para consultar os processos e que não existiam indícios de que tivesse seguido os procedimentos informados.</p>
<p>A agência sustentou ainda que a notificação não precisa ser entregue pessoalmente durante a fiscalização. Poderia ocorrer posteriormente, por correspondência ou por meio eletrônico, observadas as condições aplicáveis.</p>
<p>Também argumentou que caberia à empresa provar os fatos que fundamentavam o pedido de anulação e que os autos de infração possuem presunção de veracidade.</p>
<p>A magistrada, porém, considerou que a documentação apresentada pela Inova comprovava o requerimento de acesso e as dificuldades encontradas.</p>
<p>O fundamento da sentença é a impossibilidade de exercício adequado da defesa diante dos obstáculos documentais. A decisão não estabelece uma proibição geral de notificações eletrônicas pela ANTT.</p>
<h2>Autuação precisa explicar concretamente a infração</h2>
<p>A sentença também trata da necessidade de descrição clara dos fatos que motivam uma punição.</p>
<p>O artigo 29 do regulamento aprovado pela Resolução ANTT nº 5.083/2016 exige informações como identificação do infrator, relato circunstanciado da infração, dispositivo infringido, penalidade prevista, prazo de defesa, local, data, hora e identificação do responsável pela autuação.</p>
<p>Na prática, a empresa precisa conhecer qual comportamento foi atribuído a ela para apresentar documentos, contestar a fiscalização e produzir provas.</p>
<p>A magistrada explicou que uma autuação com termos vagos ou genéricos, limitada à indicação de um artigo sem individualizar a conduta, pode comprometer a defesa.</p>
<p>A própria regulamentação da agência prevê consulta aos processos por sistema eletrônico apropriado ou acesso aos documentos não digitalizados. A Lei nº 9.784/1999, que disciplina o processo administrativo federal, também assegura aos interessados acesso aos autos e obtenção de cópias, respeitadas as hipóteses de sigilo.</p>
<p>O processo judicial tem valor da causa de R$ 43.879,99. A sentença não apresenta uma tabela com o valor individual de cada uma das seis multas, motivo pelo qual esse montante não deve ser automaticamente tratado como a soma das penalidades anuladas.</p>
<p>A ANTT foi condenada a pagar honorários aos advogados da autora, fixados em 10% sobre o valor da causa.</p>
<p>A ação tramita sob o número 5008759-65.2026.4.03.6100. O dispositivo declara nulos os seis processos administrativos indicados pela transportadora.</p>
<p>O documento não contém informação sobre trânsito em julgado, expressão utilizada quando a decisão já não admite recursos. Também não comprova que os registros das penalidades tenham sido retirados dos sistemas da ANTT.</p>
<h2>Caso Gadotti também envolveu questionamentos ao direito de defesa</h2>
<p>Há outros episódios no transporte de passageiros em que a Justiça examinou a forma como a ANTT conduziu procedimentos administrativos.</p>
<p>Em reportagem publicada em 18 de junho de 2026, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou uma liminar da 2ª Vara Federal de Blumenau (SC) que suspendeu os efeitos da cassação de autorizações de linhas da Auto Viação Gadotti.</p>
<p>Naquele caso, o juiz federal Vitor Hugo Anderle apontou indícios de que a decisão administrativa havia sido tomada antes do encerramento do prazo concedido à empresa para manifestação e sem análise da documentação apresentada.</p>
<p>A medida tinha repercussão operacional sobre ligações entre Santa Catarina e São Paulo, como Blumenau–São Paulo, Gaspar–Guarulhos e Pomerode–São Bernardo do Campo.</p>
<p>A proximidade com o caso Inova está na discussão sobre o direito de defesa. Os objetos são diferentes: a Gadotti questionava cassações de autorizações de serviço regular; a Inova obteve sentença de anulação de seis processos relacionados a multas.</p>
<p>A decisão da Gadotti citada na reportagem de junho era provisória. Esse histórico não deve ser confundido com confirmação de seu resultado definitivo.</p>
<h2>A própria Inova já questionou retenção de ônibus</h2>
<p>Em outro processo, noticiado pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em 26 de janeiro de 2026, a Inova Turismo obteve sentença da 4ª Vara Federal de Campo Grande (MS) contra a exigência de pagamento de despesas como condição para liberação de um ônibus apreendido.</p>
<p>A decisão havia sido proferida em 20 de janeiro pelo juiz federal substituto Guilherme Vicente Lopes Leites e tratava de um veículo retido desde janeiro de 2025.</p>
<p>Naquele julgamento, o objeto era a possibilidade de condicionar a devolução do ônibus ao pagamento de multas e despesas administrativas. No caso decidido agora em São Paulo, a discussão é o acesso aos processos e a possibilidade de defesa contra as penalidades.</p>
<p>São exemplos de controle judicial de aspectos distintos da atuação administrativa, sem equivalência automática entre seus fundamentos.</p>
<h2>O que pode mudar para os passageiros</h2>
<p>A sentença desta quinta-feira não determina redução de preços, devolução de passagens, indenização a usuários ou criação de serviços.</p>
<p>Uma possível repercussão operacional depende de saber quais consequências concretas os processos anulados produziam sobre a empresa. Embora a sentença mencione multas classificadas como impeditivas no sistema, ela não identifica viagens interrompidas, linhas suspensas ou passageiros afetados.</p>
<p>Por isso, não há base para anunciar retomada de serviços decorrente desse julgamento.</p>
<p>A repercussão mais ampla para o usuário está na qualidade da fiscalização. Processos bem instruídos, com descrição das infrações e oportunidade efetiva de defesa, dão sustentação às punições e reduzem o risco de anulação por falhas administrativas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a anulação por obstáculos à defesa não comprova que as viagens fiscalizadas cumpriam todas as exigências. A regularidade operacional e a validade do procedimento de punição são questões que precisam ser examinadas com suas respectivas provas.</p>
<h2>Como a decisão pode repercutir no mercado de ônibus</h2>
<p>Para outras empresas, o caso oferece um argumento que pode ser apresentado em contestações administrativas ou judiciais: disponibilizar um caminho eletrônico não resolve o problema quando o acesso efetivo aos documentos permanece inviabilizado.</p>
<p>Isso não significa que qualquer dificuldade com senha ou cadastro seja suficiente para cancelar uma multa. No caso da Inova, a magistrada considerou o requerimento de acesso, as capturas de tela e a ausência de apresentação dos procedimentos pela ANTT durante a ação.</p>
<p>Transportadoras em situação semelhante precisariam demonstrar os obstáculos encontrados e sua repercussão sobre a defesa. A sentença não possui alcance automático sobre processos de outras empresas.</p>
<p>A fundamentação também pode ser invocada em discussões com órgãos estaduais e municipais, por envolver garantias de defesa. Entretanto, cada caso depende das normas aplicáveis, dos documentos e da apreciação da autoridade ou do juízo competente.</p>
<p>Para a ANTT, o julgamento evidencia a importância de assegurar acesso funcional aos autos e de apresentar os elementos que sustentam as sanções quando sua validade é questionada.</p>
<p>Em entrevista publicada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em 23 de junho de 2026, o advogado especializado em regulação Ilo Löbel da Luz avaliou que decisões dessa natureza delimitam o exercício do poder regulatório e exigem respeito ao devido processo legal, sem afastar a competência técnica e fiscalizatória da agência.</p>
<p>Esse posicionamento foi dado sobre os casos discutidos naquela ocasião, e não sobre a sentença da Inova assinada nesta quinta-feira.</p>
<h2>Sentença ainda pode ser revista pelo TRF-3</h2>
<p>A ANTT pode recorrer ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Pela regra geral do Código de Processo Civil, a apelação tem efeito suspensivo, observadas as exceções legais.</p>
<p>Como o documento registra que a tutela antecipada foi negada e não contém ordem expressa de baixa imediata das multas no sistema, a sentença não permite afirmar que todos os efeitos administrativos já foram removidos.</p>
<p>O alcance concreto confirmado é a declaração judicial de nulidade dos seis processos. A execução desse resultado e sua eventual revisão dependerão dos próximos atos processuais.</p>
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<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Vale do Aço (MG): homologada contratação de R$ 3,8 milhões da Codemge para Plano de Mobilidade regional</title>
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    <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 21:00:46 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Estudos de engenharia e planejamento urbano vão subsidiar decisões sobre deslocamentos entre cidades; histórico inclui pesquisa Origem-Destino e diretrizes para integração do transporte coletivo ADAMO BAZANI A Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço homologou uma contratação de R$ 3,8 milhões da Codemge para elaborar o Plano de Mobilidade regional. O trabalho [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="784" height="533" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vaedoaco.jpg?fit=784%2C533&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vaedoaco.jpg?w=784&amp;ssl=1 784w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vaedoaco.jpg?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vaedoaco.jpg?resize=150%2C102&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vaedoaco.jpg?resize=768%2C522&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vaedoaco.jpg?resize=400%2C272&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 784px) 100vw, 784px" /> <p><em>Estudos de engenharia e planejamento urbano vão subsidiar decisões sobre deslocamentos entre cidades; histórico inclui pesquisa Origem-Destino e diretrizes para integração do transporte coletivo</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço homologou uma contratação de R$ 3,8 milhões da Codemge para elaborar o Plano de Mobilidade regional. O trabalho deverá fornecer base técnica para planejar os deslocamentos entre cidades que compartilham viagens diárias para trabalho, estudo, atendimento de saúde e outros serviços, com reflexos na organização do transporte coletivo e dos investimentos em infraestrutura.</p>
<p>O ato foi publicado nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, no Diário Oficial de Minas Gerais. A contratação reúne serviços especializados de engenharia consultiva e planejamento urbano e se insere em uma agenda que já conta com pesquisa de deslocamentos e um plano diretor metropolitano. A região reúne Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso, com relações de transporte que também alcançam municípios do Colar Metropolitano.</p>
<h2>Agência regional homologa contratação direta de estudos da Codemge</h2>
<p>A homologação é datada de 2 de outubro e foi assinada pela diretora-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço, Christie Garcia Martins.</p>
<p>O objeto publicado é a prestação de serviços técnicos especializados de engenharia consultiva e planejamento urbano para elaborar o Plano de Mobilidade da Região Metropolitana do Vale do Aço, identificado como Planmob-RMVA.</p>
<p>A modalidade informada é dispensa de licitação. A Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, a Codemge, aparece como fornecedora, inscrita no CNPJ 29.768.219/0001-17, pelo valor total de R$ 3.800.000,00.</p>
<p>A homologação formaliza a aprovação administrativa do procedimento de contratação. O extrato informa o objeto, a fornecedora e o valor; o detalhamento dos produtos, dos prazos e das condições de execução depende do instrumento contratual e de seus anexos.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Informação</th>
<th>Detalhe</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Órgão responsável</td>
<td>Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço</td>
</tr>
<tr>
<td>Fornecedora</td>
<td>Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais — Codemge</td>
</tr>
<tr>
<td>Valor homologado</td>
<td>R$ 3.800.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Modalidade publicada</td>
<td>Dispensa de licitação</td>
</tr>
<tr>
<td>Objeto</td>
<td>Engenharia consultiva e planejamento urbano para o Planmob-RMVA</td>
</tr>
<tr>
<td>Data da homologação</td>
<td>2 de outubro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Publicação</td>
<td>6 de outubro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Identificação para consulta documental</td>
<td>Processo 2461022 000021/2026</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<h2>Plano metropolitano precisa considerar viagens que atravessam limites municipais</h2>
<p>O desafio regional decorre do fato de os deslocamentos cotidianos ultrapassarem o território de cada prefeitura. Uma pessoa pode morar em uma cidade, trabalhar em outra e utilizar serviços de saúde ou educação em uma terceira.</p>
<p>O planejamento metropolitano permite avaliar essa circulação como uma rede. A perspectiva é diferente da análise restrita às ruas e linhas de um único município: considera as conexões entre cidades, os pontos de transferência e as relações entre transporte e ocupação urbana.</p>
<p>Para o passageiro, essas decisões podem se refletir no acesso às linhas, nas conexões e no tempo total de viagem. A realização de estudos, porém, é uma etapa de preparação: a implantação das soluções depende das decisões dos gestores, da regulamentação dos serviços e dos recursos necessários.</p>
<p>Em abril de 2026, o anúncio da elaboração do plano indicava investimento de aproximadamente R$ 4 milhões. O valor exato da contratação agora homologada é de R$ 3,8 milhões.</p>
<h2>Engenharia consultiva transforma dados de deslocamento em diagnóstico e alternativas para o transporte</h2>
<p>A engenharia consultiva reúne atividades técnicas que apoiam o planejamento e a tomada de decisões. Em mobilidade, o trabalho relaciona informações de demanda, características da rede e condições da infraestrutura para avaliar problemas e alternativas.</p>
<p>Um diagnóstico de transporte pode examinar, por exemplo, onde se concentram viagens e transferências, quais ligações têm maior demanda e como a ocupação urbana se relaciona com a oferta de serviços. A comparação de alternativas permite avaliar consequências antes de escolher uma intervenção.</p>
<p>O planejamento urbano complementa essa análise ao considerar localização de moradias, empregos, escolas, serviços públicos e áreas em expansão. Uma nova centralidade pode aumentar a demanda em um eixo; uma ocupação distante dos serviços pode tornar as viagens mais longas.</p>
<p>Esses são exemplos do papel técnico de um plano de mobilidade. A definição dos estudos e entregas exigidos da Codemge será aquela estabelecida na documentação da contratação.</p>
<h2>Pesquisa Origem-Destino foi contratada para compreender a circulação regional antes de discutir a integração dos ônibus</h2>
<p>O histórico de preparação inclui a primeira Pesquisa Origem-Destino do Vale do Aço, contratada pela agência regional em dezembro de 2022.</p>
<p>Uma pesquisa desse tipo identifica de onde partem as viagens e para onde se dirigem. As matrizes Origem-Destino organizam os fluxos entre áreas e ajudam a compreender padrões de circulação ao longo do dia.</p>
<p>A contratação anunciada pelo Governo de Minas utilizava dados de operadoras de telefonia móvel. A metodologia previa tratamento das informações conforme a Lei Geral de Proteção de Dados e comparação de períodos de referência de 2019 e 2022.</p>
<p>À época, a agência informou que o diagnóstico havia sido pactuado com os prefeitos durante discussão sobre a integração dos sistemas municipais e do transporte intermunicipal gerido pelo Estado.</p>
<p>O anúncio do plano em abril de 2026 relacionava sua elaboração à base de dados de deslocamentos entre 28 municípios da região metropolitana e do Colar Metropolitano. A pesquisa fornece uma referência territorial mais ampla que os quatro municípios do núcleo regional.</p>
<h2>Plano diretor aprovado em 2024 estabelece integração operacional, tarifária e de gestão</h2>
<p>O Vale do Aço já possui um Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado, o PDDI, instituído pela Lei Complementar estadual 178, de 19 de dezembro de 2024.</p>
<p>Esse instrumento reúne políticas de desenvolvimento institucional, urbano, ambiental, econômico e social. Na mobilidade, estabelece diretrizes para integrar modos de transporte e melhorar a circulação de pessoas e cargas.</p>
<p>Entre os objetivos estão a implantação de um sistema integrado de transporte público, com eficiência regulatória, operacional e tarifária; o estímulo aos deslocamentos não motorizados; a organização da rede cicloviária; e a articulação do território por uma rede viária eficiente.</p>
<p>A integração envolve decisões distintas. A dimensão operacional trata de como os serviços se conectam. A tarifária trata das regras de cobrança e transferência. A regulatória envolve competências, contratos e acompanhamento do sistema. Essas dimensões precisam ser coordenadas para que a conexão prevista no planejamento funcione para o usuário.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Instrumento</th>
<th>Papel no planejamento</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Pesquisa Origem-Destino</td>
<td>Caracterizar os fluxos de deslocamento</td>
</tr>
<tr>
<td>Plano diretor metropolitano</td>
<td>Estabelecer diretrizes de desenvolvimento e integração territorial</td>
</tr>
<tr>
<td>Plano de Mobilidade regional</td>
<td>Desenvolver o planejamento específico dos deslocamentos</td>
</tr>
<tr>
<td>Projetos de infraestrutura</td>
<td>Detalhar as intervenções escolhidas para execução</td>
</tr>
<tr>
<td>Gestão e contratos dos serviços</td>
<td>Organizar responsabilidades e condições de operação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A relação entre esses instrumentos é importante: os dados ajudam a compreender a demanda, o planejamento orienta as escolhas e os projetos detalham o que será implantado.</p>
<h2>Quem é a Codemge e qual sua atuação em projetos de mobilidade</h2>
<p>A Codemge é uma empresa estatal integrante da administração indireta de Minas Gerais, organizada como sociedade por ações e controlada pelo Estado. Em 2018, assumiu atividades da Codemig após uma cisão parcial.</p>
<p>Além de outras frentes de desenvolvimento, atua na estruturação de projetos, concessões e parcerias público-privadas. Nesses trabalhos, a modelagem técnica e econômica fornece subsídios para definir como um empreendimento poderá ser contratado e executado.</p>
<p>Na contratação homologada para o Vale do Aço, sua função publicada é elaborar o plano regional por meio dos serviços de engenharia consultiva e planejamento urbano.</p>
<h2>Projetos de terminais em Ipatinga fazem parte da agenda local e precisam conversar com o planejamento regional</h2>
<p>A Codemge também participa de iniciativas próprias de mobilidade em Ipatinga.</p>
<p>Em março de 2026, anunciou parceria com o município no âmbito do programa Cidade Parceira. A agenda incluía uma declaração conjunta para modelagem da nova rodoviária e a estruturação de concessão de três terminais de integração: Cidade Nobre, Bethânia e Centro.</p>
<p>Os estudos dos terminais foram apresentados como preparação para implantação, operação e manutenção dessas estruturas, com reorganização do transporte coletivo e melhoria das conexões.</p>
<p>Essa frente possui objeto próprio. Sua relação com o plano metropolitano está na necessidade de compatibilizar a infraestrutura local com os fluxos entre municípios.</p>
<p>A discussão municipal também continua. Em setembro, a Câmara de Ipatinga recebeu representantes do Conselho Municipal da Cidade para debater o projeto de lei da mobilidade urbana em tramitação. O episódio demonstra a existência de decisões locais que precisam dialogar com a escala regional.</p>
<h2>Da homologação à implantação, os estudos devem orientar decisões sobre a rede e os investimentos</h2>
<p>O resultado prático esperado do planejamento é oferecer informações e alternativas para que Estado, municípios e instâncias metropolitanas escolham prioridades de mobilidade.</p>
<p>Para o transporte coletivo, essa coordenação é relevante porque uma alteração de rede ou a criação de um terminal pode mudar fluxos de passageiros em cidades vizinhas. A análise conjunta ajuda a avaliar essas relações antes da implantação.</p>
<p>A publicação de outubro formaliza a aprovação da contratação de R$ 3,8 milhões para essa etapa técnica. O acompanhamento dos produtos e das decisões decorrentes do plano permitirá verificar quais propostas serão adotadas e como serão incorporadas à organização dos serviços e aos investimentos regionais.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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