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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Empresas do transporte rodoviário de São Paulo têm maturidade ESG média de 24,5%, aponta primeiro panorama do setor</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/empresas-do-transporte-rodoviario-de-sao-paulo-tem-maturidade-esg-media-de-245-aponta-primeiro-panorama-do-setor/</link>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 11:37:50 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Notas variam de 5,7% a 71,7%; desempenho médio é de 26,2% no eixo Social, 25,4% no Ambiental e 22,0% em Governança ADAMO BAZANI As empresas do transporte rodoviário do Estado de São Paulo que concluíram a auditoria de um levantamento inédito sobre ESG alcançaram score médio de 24,5%, resultado classificado como “Não Integrado”. ESG é [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?w=3719&amp;ssl=1 3719w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/20241027_105309.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot">
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<p data-start="121" data-end="237"><em data-start="121" data-end="237">Notas variam de 5,7% a 71,7%; desempenho médio é de 26,2% no eixo Social, 25,4% no Ambiental e 22,0% em Governança</em></p>
<p data-start="239" data-end="257"><strong data-start="239" data-end="257"><em data-start="241" data-end="255">ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p data-start="259" data-end="806">As empresas do transporte rodoviário do Estado de São Paulo que concluíram a auditoria de um levantamento inédito sobre ESG alcançaram score médio de 24,5%, resultado classificado como “Não Integrado”. ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança. Na prática, o conceito mede como uma empresa trata temas como emissões e uso de recursos naturais, segurança e condições de trabalho, relacionamento com passageiros e comunidades, ética, transparência, controles internos e qualidade da gestão.</p>
<p data-start="808" data-end="1170">As notas individuais variaram de 5,7% a 71,7%, uma diferença de 66 pontos percentuais que mostra empresas ainda em estágio inicial convivendo com organizações que já incorporaram a agenda ESG de maneira mais estruturada. Entre os três eixos analisados, o melhor resultado médio foi o Social, com 26,2%, seguido pelo Ambiental, com 25,4%, e Governança, com 22,0%.</p>
<p data-start="1172" data-end="1537">O estudo também mostra que o transporte rodoviário de cargas apresenta maturidade média superior à dos segmentos de passageiros e fretamento. O material divulgado, entretanto, não informa os percentuais individuais de cada atividade nem o número total de empresas com auditoria concluída, o que impede uma comparação numérica mais detalhada entre os três segmentos.</p>
<p data-start="1539" data-end="1789">O levantamento faz parte do Panorama ESG do Transporte Rodoviário no Estado de São Paulo, apresentado conjuntamente pela FETCESP, que representa o transporte de cargas; FETPESP, ligada ao transporte de passageiros; e FRESP, do segmento de fretamento.</p>
<p data-start="1791" data-end="1948">Segundo as entidades, é a primeira vez que as três federações se unem em torno de uma agenda comum de sustentabilidade para o transporte rodoviário paulista.</p>
<h3 data-section-id="mjpt2j" data-start="1950" data-end="1989">ESG VAI ALÉM DA REDUÇÃO DE EMISSÕES</h3>
<p data-start="1991" data-end="2104">Apesar de sustentabilidade ser frequentemente associada somente ao meio ambiente, a metodologia ESG é mais ampla.</p>
<p data-start="2106" data-end="2295">No eixo Ambiental entram, por exemplo, redução de emissões de poluentes e gases de efeito estufa, eficiência energética, consumo de combustíveis, gestão de resíduos, água e outros recursos.</p>
<p data-start="2297" data-end="2565">Para uma empresa de ônibus ou de transporte de cargas, isso pode envolver renovação tecnológica da frota, veículos menos poluentes, eletrificação, uso de combustíveis alternativos, manutenção que reduza consumo e emissões e destinação adequada de resíduos de oficinas.</p>
<p data-start="2567" data-end="2864">O eixo Social abrange questões como segurança, saúde e condições de trabalho, diversidade, direitos humanos, relacionamento com comunidades, desenvolvimento de trabalhadores e, no transporte de passageiros, aspectos que também se relacionam à qualidade e segurança do serviço oferecido ao público.</p>
<p data-start="2866" data-end="3105">Governança diz respeito à forma como a empresa é administrada: existência de controles, transparência, ética, combate a irregularidades, definição de responsabilidades, gestão de riscos e incorporação desses temas às decisões empresariais.</p>
<p data-start="3107" data-end="3309">O objetivo de uma avaliação ESG, portanto, não é apenas verificar se uma empresa adota uma ação ambiental isolada, mas identificar se essas práticas fazem parte da maneira como o negócio é administrado.</p>
<h3 data-section-id="1kwydww" data-start="3311" data-end="3367">MÉDIA DE 24,5% COLOCA SETOR NO NÍVEL “NÃO INTEGRADO”</h3>
<p data-start="3369" data-end="3541">A avaliação foi realizada de acordo com a ABNT PR 2030, referência brasileira que organiza a agenda ESG em eixos, temas e critérios e estabelece cinco níveis de maturidade.</p>
<p data-start="3543" data-end="3671">Com média de 24,5%, o transporte rodoviário paulista analisado pelo estudo foi enquadrado no estágio denominado “Não Integrado”.</p>
<p data-start="3673" data-end="3917">Segundo a metodologia apresentada pelas entidades, esse nível significa que as empresas já possuem algumas práticas relacionadas à sustentabilidade, mas elas ainda não estão plenamente conectadas à estratégia empresarial e às rotinas de gestão.</p>
<p data-start="3919" data-end="4172">O resultado não significa, portanto, ausência de ações ambientais, sociais ou de governança. O diagnóstico indica que essas iniciativas ainda precisam ser incorporadas de maneira mais sistemática aos processos de planejamento e decisão das organizações.</p>
<h3 data-section-id="1swtxsp" data-start="4174" data-end="4242">SOCIAL TEM MELHOR NOTA E GOVERNANÇA FICA ABAIXO DOS DEMAIS EIXOS</h3>
<p data-start="4244" data-end="4380">A divisão dos resultados mostra relativa proximidade entre os três pilares, mas também evidencia onde existe maior espaço para evolução.</p>
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<tr data-start="4457" data-end="4479">
<td data-start="4457" data-end="4470" data-col-size="sm">Governança</td>
<td data-start="4470" data-end="4479" data-col-size="sm">22,0%</td>
</tr>
<tr data-start="4480" data-end="4503">
<td data-start="4480" data-end="4494" data-col-size="sm">Média geral</td>
<td data-start="4494" data-end="4503" data-col-size="sm">24,5%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="4505" data-end="4599">O eixo Social ficou 4,2 pontos percentuais acima de Governança e 0,8 ponto acima do Ambiental.</p>
<p data-start="4601" data-end="4650">Governança apresentou o menor resultado, com 22%.</p>
<p data-start="4652" data-end="4923">O release não detalha quais critérios individuais tiveram melhor ou pior desempenho dentro de cada eixo. Assim, não é possível concluir somente pelos dados divulgados quais práticas específicas de governança, meio ambiente ou relações sociais mais influenciaram as notas.</p>
<h3 data-section-id="rf7rd4" data-start="4925" data-end="4993">NOTAS ENTRE 5,7% E 71,7% MOSTRAM GRANDE DIFERENÇA ENTRE EMPRESAS</h3>
<p data-start="4995" data-end="5087">Um dos resultados mais relevantes do estudo é a distância entre a menor e a maior avaliação.</p>
<p data-start="5089" data-end="5157">A pontuação mais baixa foi de 5,7%, enquanto a maior chegou a 71,7%.</p>
<p data-start="5159" data-end="5295">A diferença de 66 pontos percentuais levou os responsáveis pelo levantamento a caracterizar o setor como operando em “duas velocidades”.</p>
<p data-start="5297" data-end="5475">Na prática, isso significa que dentro de uma mesma atividade econômica há empresas ainda começando a estruturar políticas ESG e outras que já possuem processos mais consolidados.</p>
<p data-start="5477" data-end="5584">Segundo as federações, a maior concentração das organizações avaliadas permaneceu no nível “Não Integrado”.</p>
<p data-start="5586" data-end="5752">Os resultados são divulgados de maneira anônima e agregada. O estudo não identifica as empresas avaliadas nem informa qual organização obteve a menor ou a maior nota.</p>
<h3 data-section-id="yopgrn" data-start="5754" data-end="5823">TRANSPORTE DE CARGAS APARECE À FRENTE DE PASSAGEIROS E FRETAMENTO</h3>
<p data-start="5825" data-end="5895">O levantamento também realizou uma comparação por atividade econômica.</p>
<p data-start="5897" data-end="6080">Segundo os dados divulgados, o transporte rodoviário de cargas apresentou a maior maturidade média entre os segmentos analisados, superando o transporte de passageiros e o fretamento.</p>
<p data-start="6082" data-end="6154">O material, entretanto, não apresenta os scores médios de cada um deles.</p>
<p data-start="6156" data-end="6369">Por isso, não é possível calcular a diferença entre cargas, transporte regular de passageiros e fretamento ou estabelecer quanto cada atividade precisaria avançar para alcançar o estágio seguinte da classificação.</p>
<p data-start="6371" data-end="6683">Para as empresas de ônibus, a agenda ESG se relaciona diretamente a temas presentes no cotidiano operacional, como redução de emissões, renovação e tecnologia da frota, segurança de passageiros e trabalhadores, acessibilidade, relações de trabalho, eficiência operacional, transparência e governança corporativa.</p>
<h3 data-section-id="zab2dh" data-start="6685" data-end="6754">RESPOSTAS PASSARAM POR AUDITORIA E EMPRESAS NÃO SÃO IDENTIFICADAS</h3>
<p data-start="6756" data-end="6865">As organizações participantes responderam a um questionário estruturado segundo os critérios da ABNT PR 2030.</p>
<p data-start="6867" data-end="6971">As respostas foram posteriormente auditadas na plataforma utilizada pela Aliança Transporte Sustentável.</p>
<p data-start="6973" data-end="7121">De acordo com as entidades, a apresentação somente de informações agregadas permite medir a evolução do setor sem expor individualmente as empresas.</p>
<p data-start="7123" data-end="7341">O levantamento foi desenvolvido e operado tecnicamente pela Easy ESG e contou com patrocínio da Mercedes-Benz e do Despoluir, programa ambiental mantido pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e pelo SEST SENAT.</p>
<p data-start="7343" data-end="7606">O release não informa quantas empresas participaram inicialmente do questionário nem quantas tiveram a auditoria concluída. Esse número é relevante para avaliar a representatividade estatística do panorama e não deve ser estimado sem acesso ao relatório completo.</p>
<h3 data-section-id="w2ai4p" data-start="7608" data-end="7672">ALIANÇA REÚNE PELA PRIMEIRA VEZ AS TRÊS FEDERAÇÕES PAULISTAS</h3>
<p data-start="7674" data-end="7784">O Panorama ESG surgiu dentro da Aliança Transporte Sustentável, iniciativa que reúne FETCESP, FETPESP e FRESP.</p>
<p data-start="7786" data-end="7957">A FETCESP representa o transporte rodoviário de cargas; a FETPESP, empresas de transporte rodoviário de passageiros; e a FRESP, o transporte de passageiros por fretamento.</p>
<p data-start="7959" data-end="8084">A proposta é utilizar o primeiro levantamento como linha de base para que o desempenho possa ser comparado nos próximos anos.</p>
<p data-start="8086" data-end="8320">Isso permitirá verificar se as empresas estão migrando dos níveis iniciais de maturidade para estágios nos quais práticas ambientais, sociais e de governança passem a fazer parte de planejamento, investimentos e decisões empresariais.</p>
<h3 data-section-id="1hej1jk" data-start="8322" data-end="8381">FETCESP: MEDIÇÃO PODE SE TRANSFORMAR EM COMPETITIVIDADE</h3>
<p data-start="8383" data-end="8585">Para o presidente da FETCESP, Carlos Panzan, o transporte rodoviário de cargas tem responsabilidade relevante na economia paulista e precisa acompanhar as transformações relacionadas à sustentabilidade.</p>
<p data-start="8587" data-end="8756">Segundo Panzan, medir o estágio de desenvolvimento das empresas com base em uma referência técnica é o primeiro passo para transformar essas práticas em competitividade.</p>
<h3 data-section-id="1iso1pc" data-start="8758" data-end="8829">FETPESP RELACIONA SUSTENTABILIDADE À QUALIDADE DA MOBILIDADE URBANA</h3>
<p data-start="8831" data-end="8962">O presidente da FETPESP, Mauro Herszkowicz, relacionou a agenda diretamente ao transporte público e ao desenvolvimento das cidades.</p>
<p data-start="8964" data-end="9101">Segundo ele, o transporte público sustentável pode melhorar a mobilidade da população e contribuir para cidades mais acessíveis e justas.</p>
<p data-start="9103" data-end="9292">Herszkowicz afirma que a Aliança pretende integrar setor privado e sociedade em torno de um transporte eficiente e alinhado aos compromissos sociais, ambientais e ao desenvolvimento urbano.</p>
<h3 data-section-id="1h45j6v" data-start="9294" data-end="9356">FRESP DESTACA UNIÃO ENTRE CARGAS, PASSAGEIROS E FRETAMENTO</h3>
<p data-start="9358" data-end="9486">Para o presidente da FRESP, Milton Zanca, a união das três federações representa um marco para o transporte rodoviário paulista.</p>
<p data-start="9488" data-end="9656">Zanca destacou o papel do fretamento na mobilidade segura, eficiente e sustentável e afirmou que o levantamento representa o início de um processo contínuo de evolução.</p>
<h3 data-section-id="13am6g0" data-start="9658" data-end="9724">PRIMEIRO RESULTADO CRIA REFERÊNCIA PARA MEDIR AVANÇOS DO SETOR</h3>
<p data-start="9726" data-end="9852">Mais do que a pontuação absoluta de 24,5%, um dos objetivos do primeiro panorama é criar uma referência para medições futuras.</p>
<p data-start="9854" data-end="10015">Sem uma linha de base, uma empresa pode adotar iniciativas ambientais, sociais ou de governança sem conseguir medir de forma padronizada se efetivamente avançou.</p>
<p data-start="10017" data-end="10142">Com o levantamento, as três federações passam a ter um ponto inicial contra o qual futuras avaliações poderão ser comparadas.</p>
<p data-start="10144" data-end="10403">Para o transporte de passageiros, isso também permite acompanhar se investimentos em novas tecnologias, redução de emissões, segurança, gestão de pessoas, acessibilidade e governança passam a produzir uma mudança mensurável no grau de maturidade das empresas.</p>
<p data-start="10405" data-end="10763">O primeiro resultado mostra diferenças significativas: enquanto algumas organizações permanecem próximas do início da escala, outras chegaram a 71,7%. A média de 24,5%, entretanto, indica que, considerando o conjunto auditado, a integração das práticas ESG à estratégia empresarial ainda está em processo de desenvolvimento no transporte rodoviário paulista.</p>
<p data-start="10765" data-end="10824" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong data-start="10765" data-end="10824" data-is-last-node=""><em data-start="10767" data-end="10822">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Fundo de Mobilidade do Rio de Janeiro aprova recursos para subsídios e confirma homologação da Etapa 2 do Sistema RIO; veja os 34 lotes previstos até 2028</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/fundo-de-mobilidade-do-rio-de-janeiro-aprova-recursos-para-subsidios-e-confirma-homologacao-da-etapa-2-do-sistema-rio-veja-os-34-lotes-previstos-ate-2028/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 11:01:05 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ata publicada nesta quarta-feira (09) mostra que o FMUS apurou cerca de R$ 33,6 milhões até julho e aprovou por unanimidade o uso de recursos para subsidiar contratos de ônibus; Sancetur teve A1-B6 e C1-C2 homologados e Jabour ficou com B1-B8, enquanto lotes da Ilha do Governador e Vila Isabel ficaram desertos ADAMO BAZANI A [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="676" height="473" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3417.jpg?fit=676%2C473&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3417.jpg?w=676&amp;ssl=1 676w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3417.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3417.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3417.jpg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 676px) 100vw, 676px" /> <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot">
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<p data-start="149" data-end="462"><em data-start="149" data-end="462">Ata publicada nesta quarta-feira (09) mostra que o FMUS apurou cerca de R$ 33,6 milhões até julho e aprovou por unanimidade o uso de recursos para subsidiar contratos de ônibus; Sancetur teve A1-B6 e C1-C2 homologados e Jabour ficou com B1-B8, enquanto lotes da Ilha do Governador e Vila Isabel ficaram desertos</em></p>
<p data-start="464" data-end="482"><em data-start="464" data-end="482"><strong data-start="465" data-end="481">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="484" data-end="1188">A Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) publicou nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, a ata da primeira reunião do ano do Conselho do FMUS (Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável), que aprovou por unanimidade a utilização de recursos para pagamento de subsídios aos contratos de transporte coletivo e registrou oficialmente que a Etapa 2 da licitação do Sistema RIO – Rede Integrada de Ônibus foi homologada em 28 de agosto. O fundo contabilizava aproximadamente R$ 33,6 milhões em diferentes fontes até julho, mas a ata não determina que todo esse montante será usado nos subsídios nem informa quanto será efetivamente transferido para essa finalidade.</p>
<p data-start="1190" data-end="2024">A homologação da segunda concorrência confirma a Sancetur – Santa Cecília Turismo nos contratos A1-B6, de Santa Cruz e Guaratiba, e C1-C2, de Bangu, enquanto a Auto Viação Jabour ficou com o B1-B8, de Campo Grande e Guaratiba. Os contratos H1-I3, envolvendo Ilha do Governador e Vila Isabel, e H2, da Ilha, foram homologados como desertos por falta de propostas. A reorganização faz parte de uma transição muito maior: até agosto de 2028, a Prefeitura pretende substituir o modelo dos quatro grandes consórcios implantado em 2010 por 34 recortes operacionais, sendo 22 lotes estruturais e 12 locais. Na prática, porém, esses 34 lotes não significam necessariamente 34 contratos, porque a própria Prefeitura já começou a reuni-los em blocos nas concorrências.</p>
<h3 data-section-id="130fe1" data-start="2026" data-end="2141">Fundo aprovou subsídio, mas R$ 33,6 milhões não significam R$ 33,6 milhões imediatamente destinados às empresas</h3>
<p data-start="2143" data-end="2243">A reunião do FMUS ocorreu em 04 de setembro de 2026, na sede da Secretaria Municipal de Transportes.</p>
<p data-start="2245" data-end="2421">Um dos principais objetivos era justamente submeter aos conselheiros uma proposta de execução orçamentária para pagamento de subsídios às concessionárias do transporte público.</p>
<p data-start="2423" data-end="2475">A ata detalha diferentes fontes que compõem o fundo.</p>
<p data-start="2477" data-end="2693">Entre janeiro e julho de 2026, a arrecadação mencionada foi de aproximadamente R$ 14 milhões, sem considerar a Contrapartida de Impacto Viário e determinadas receitas vinculadas a operações urbanas e empreendimentos.</p>
<p data-start="2695" data-end="2761">A Contrapartida de Impacto Viário somou cerca de R$ 15,76 milhões.</p>
<p data-start="2763" data-end="2920">Também foram informados aproximadamente R$ 2,6 milhões remanescentes do Sistema de Bilhetagem Digital e superávits de R$ 900 mil e R$ 250 mil em duas fontes.</p>
<p data-start="2922" data-end="3043">Somados, os recursos apurados chegaram a aproximadamente R$ 33,6 milhões até julho.</p>
<p data-start="3045" data-end="3231">Depois da apresentação financeira, o Conselho aprovou por unanimidade a proposta de utilização de recursos para pagamento dos subsídios dos contratos de concessão do transporte coletivo.</p>
<p data-start="3233" data-end="3281">Portanto, é importante separar duas informações.</p>
<p data-start="3283" data-end="3381">A primeira é que o fundo tinha cerca de R$ 33,6 milhões apurados nas fontes detalhadas na reunião.</p>
<p data-start="3383" data-end="3460">A segunda é que foi aprovada a utilização de recursos do FMUS para subsídios.</p>
<p data-start="3462" data-end="3591">A publicação não diz que os R$ 33,6 milhões serão integralmente empregados neste pagamento.</p>
<h3 data-section-id="x54jte" data-start="3593" data-end="3660">Fundo já foi usado na intervenção e compra de ônibus para o BRT</h3>
<p data-start="3662" data-end="3739">A própria ata apresenta um histórico interessante sobre a utilização do FMUS.</p>
<p data-start="3741" data-end="3824">Em 2021, houve execução de recursos durante a intervenção municipal no Sistema BRT.</p>
<p data-start="3826" data-end="3887">Em 2022, o fundo participou da aquisição de frota para o BRT.</p>
<p data-start="3889" data-end="3963">Entre 2023 e 2025, aparecem pagamentos de subsídios ao transporte público.</p>
<p data-start="3965" data-end="4158">Em 2025, também houve pagamento da associação da Secretaria Municipal de Transportes à ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) e à UITP (União Internacional de Transportes Públicos).</p>
<p data-start="4160" data-end="4300">Agora, em 2026, o Conselho voltou a aprovar a utilização do FMUS para subsidiar o transporte coletivo.</p>
<p data-start="4302" data-end="4413">Essa decisão ganha importância porque o novo Sistema RIO muda justamente a forma de remuneração dos operadores.</p>
<h3 data-section-id="6wtsjp" data-start="4415" data-end="4472">Sancetur e Jabour agora estão formalmente homologadas</h3>
<p data-start="4474" data-end="4597">A homologação formal da segunda etapa ocorreu por despacho da Secretaria Municipal de Transportes referente a 28 de agosto.</p>
<p data-start="4599" data-end="4668">A Prefeitura adjudicou e homologou o B1-B8 para a Auto Viação Jabour.</p>
<p data-start="4670" data-end="4760">No mesmo ato, adjudicou e homologou A1-B6 e C1-C2 para a Sancetur – Santa Cecília Turismo.</p>
<p data-start="4762" data-end="4843">H1-I3 e H2 foram homologados como desertos.</p>
<p data-start="4845" data-end="4875">As propostas vencedoras foram:</p>
<p data-start="4877" data-end="4969">A Sancetur ofereceu R$ 10,40 por quilômetro para A1-B6 e R$ 11,78 por quilômetro para C1-C2.</p>
<p data-start="4971" data-end="5026">A Jabour apresentou R$ 10,64 por quilômetro para B1-B8.</p>
<p data-start="5028" data-end="5168">Estes valores não são as tarifas que o passageiro paga no ônibus. São parâmetros de remuneração da operação por quilômetro no novo contrato.</p>
<p data-start="5170" data-end="5447">Os três contratos com vencedores possuem valores estimados que, somados, chegam a aproximadamente R$ 982,55 milhões. A licitação completa da Etapa 2, incluindo os dois contratos que ficaram desertos, foi estimada em cerca de R$ 1,4 bilhão.</p>
<h3 data-section-id="6ec3t3" data-start="5449" data-end="5516">Ilha do Governador e Vila Isabel continuam sem novos operadores</h3>
<p data-start="5518" data-end="5568">A homologação não solucionou toda a segunda etapa.</p>
<p data-start="5570" data-end="5694">O H1-I3 reunia operações da Ilha do Governador e Vila Isabel e tinha contrato estimado em aproximadamente R$ 268,14 milhões.</p>
<p data-start="5696" data-end="5769">O H2, local da Ilha do Governador, tinha estimativa de R$ 149,25 milhões.</p>
<p data-start="5771" data-end="5804">Nenhum dos dois recebeu proposta.</p>
<p data-start="5806" data-end="6016">Juntos, representam aproximadamente R$ 417,4 milhões do valor estimado da segunda etapa e uma frota projetada de 414 ônibus, considerando 241 veículos no H1-I3 e 173 no H2.</p>
<p data-start="6018" data-end="6148">A Prefeitura terá, portanto, de definir como essas áreas voltarão à disputa ou serão reorganizadas dentro das próximas licitações.</p>
<p data-start="6150" data-end="6211">O caso também mostra que o desenho dos 34 lotes não é rígido.</p>
<h3 data-section-id="1q34grz" data-start="6213" data-end="6290">B1 ficou vazio na primeira concorrência e voltou combinado com outro lote</h3>
<p data-start="6292" data-end="6338">A primeira concorrência é o principal exemplo.</p>
<p data-start="6340" data-end="6456">O planejamento inicial colocou três lotes em disputa: A2, de Santa Cruz; B1 e B2, ambos relacionados a Campo Grande.</p>
<p data-start="6458" data-end="6536">O Grupo Comporte apresentou propostas para A2 e B2. O B1 não teve interessado.</p>
<p data-start="6538" data-end="6662">Posteriormente, a Prefeitura reorganizou a área e colocou B1 novamente em disputa, agora combinado com B8 no contrato B1-B8.</p>
<p data-start="6664" data-end="6712">Na segunda etapa, a Jabour venceu esse conjunto.</p>
<p data-start="6714" data-end="6861">Ou seja, o B1 aparece originalmente na primeira fase dos 34 lotes, mas sua concessão efetiva acabou sendo definida somente na segunda concorrência.</p>
<p data-start="6863" data-end="7043">O mesmo ocorreu com áreas locais de Guaratiba originalmente programadas para fases posteriores: B6 e B8 foram antecipadas e agregadas, respectivamente, aos contratos A1-B6 e B1-B8.</p>
<p data-start="7045" data-end="7241">É por isso que os 34 lotes devem ser entendidos como recortes territoriais de planejamento, e não necessariamente como 34 licitações ou 34 contratos isolados.</p>
<h3 data-section-id="1vob6zu" data-start="7243" data-end="7319">Primeiros ônibus do Sistema RIO já circulam em Santa Cruz e Campo Grande</h3>
<p data-start="7321" data-end="7432">Enquanto a segunda etapa avança administrativamente, os contratos da primeira concorrência já chegaram às ruas.</p>
<p data-start="7434" data-end="7511">Em Santa Cruz, 115 ônibus novos começaram a circular em 24 de agosto de 2026.</p>
<p data-start="7513" data-end="7707">Em Campo Grande, outros 54 veículos entraram em operação em 30 de agosto. A Prefeitura inaugurou também no bairro a primeira garagem pública da nova rede.</p>
<p data-start="7709" data-end="7763">Assim, 169 ônibus compõem a primeira fase operacional.</p>
<p data-start="7765" data-end="7947">Outros 147 estão previstos no processo de implantação, levando os dois contratos a uma frota final programada de 316 ônibus até o fim de 2026.</p>
<p data-start="7949" data-end="8123">As empresas criadas pelo Grupo Comporte para essa operação são a TUSE – Transportes Urbanos Sepetiba, em Santa Cruz, e a GTU – Guaratiba Transportes Urbanos, em Campo Grande.</p>
<h3 data-section-id="fb2jbg" data-start="8125" data-end="8179">De quatro grandes consórcios para 34 lotes menores</h3>
<p data-start="8181" data-end="8245">O modelo que está sendo substituído nasceu na licitação de 2010.</p>
<p data-start="8247" data-end="8367">O transporte convencional foi dividido entre quatro grandes consórcios: Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz.</p>
<p data-start="8369" data-end="8432">Os contratos foram originalmente concebidos para chegar a 2030.</p>
<p data-start="8434" data-end="8637">Depois de anos de divergências entre Prefeitura e concessionárias sobre equilíbrio econômico-financeiro, cumprimento de operação e remuneração, um acordo judicial firmado em maio de 2022 mudou o cenário.</p>
<p data-start="8639" data-end="8818">O entendimento antecipou o fim dos contratos para 2028 e estabeleceu alterações na forma de remuneração, incluindo complementações vinculadas à quilometragem efetivamente operada.</p>
<p data-start="8820" data-end="8959">Em abril de 2025, um segundo acordo abriu caminho para que a troca dos operadores começasse antes do encerramento definitivo dos contratos.</p>
<p data-start="8961" data-end="9064">A Prefeitura apresentou inicialmente uma configuração com 31 lotes, sendo 22 estruturais e nove locais.</p>
<p data-start="9066" data-end="9197">Posteriormente, os lotes locais passaram para 12 e o desenho completo chegou aos atuais 34.</p>
<h3 data-section-id="lw1gls" data-start="9199" data-end="9245">Os 34 lotes e o que está previsto até 2028</h3>
<p data-start="9247" data-end="9307">O planejamento oficial divide os 34 recortes em cinco fases.</p>
<p data-start="9309" data-end="9494">São 22 lotes estruturais, destinados principalmente às ligações de maior alcance na rede, e 12 locais, voltados sobretudo a deslocamentos dentro de uma região ou entre bairros próximos.</p>
<p data-start="9496" data-end="9739">Para as fases futuras, a apresentação oficial consultada identifica os lotes pelas regiões, mas não individualiza no texto todos os códigos alfanuméricos. Por isso, a relação abaixo só utiliza códigos onde eles já foram formalmente divulgados.</p>
<p data-start="9741" data-end="9850">Para manter a tabela estreita, “E” significa estrutural e “L”, local.</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="9852" data-end="11250">
<thead data-start="9852" data-end="9885">
<tr data-start="9852" data-end="9885">
<th class="last:pe-10" data-start="9852" data-end="9859" data-col-size="sm">Fase</th>
<th class="last:pe-10" data-start="9859" data-end="9873" data-col-size="sm">Lote/região</th>
<th class="last:pe-10" data-start="9873" data-end="9885" data-col-size="sm">Situação</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="9900" data-end="11250">
<tr data-start="9900" data-end="9958">
<td data-start="9900" data-end="9904" data-col-size="sm">1</td>
<td data-start="9904" data-end="9926" data-col-size="sm">B1 Campo Grande (E)</td>
<td data-start="9926" data-end="9958" data-col-size="sm">Homologado à Jabour no B1-B8</td>
</tr>
<tr data-start="9959" data-end="10010">
<td data-start="9959" data-end="9963" data-col-size="sm">1</td>
<td data-start="9963" data-end="9985" data-col-size="sm">B2 Campo Grande (L)</td>
<td data-start="9985" data-end="10010" data-col-size="sm">Comporte; em operação</td>
</tr>
<tr data-start="10011" data-end="10060">
<td data-start="10011" data-end="10015" data-col-size="sm">1</td>
<td data-start="10015" data-end="10035" data-col-size="sm">A2 Santa Cruz (L)</td>
<td data-start="10035" data-end="10060" data-col-size="sm">Comporte; em operação</td>
</tr>
<tr data-start="10061" data-end="10114">
<td data-start="10061" data-end="10065" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10065" data-end="10080" data-col-size="sm">C1 Bangu (E)</td>
<td data-start="10080" data-end="10114" data-col-size="sm">Homologado à Sancetur no C1-C2</td>
</tr>
<tr data-start="10115" data-end="10150">
<td data-start="10115" data-end="10119" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10119" data-end="10133" data-col-size="sm">H1 Ilha (E)</td>
<td data-start="10133" data-end="10150" data-col-size="sm">H1-I3 deserto</td>
</tr>
<tr data-start="10151" data-end="10209">
<td data-start="10151" data-end="10155" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10155" data-end="10175" data-col-size="sm">A1 Santa Cruz (E)</td>
<td data-start="10175" data-end="10209" data-col-size="sm">Homologado à Sancetur no A1-B6</td>
</tr>
<tr data-start="10210" data-end="10252">
<td data-start="10210" data-end="10214" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10214" data-end="10235" data-col-size="sm">I3 Vila Isabel (E)</td>
<td data-start="10235" data-end="10252" data-col-size="sm">H1-I3 deserto</td>
</tr>
<tr data-start="10253" data-end="10306">
<td data-start="10253" data-end="10257" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10257" data-end="10272" data-col-size="sm">C2 Bangu (L)</td>
<td data-start="10272" data-end="10306" data-col-size="sm">Homologado à Sancetur no C1-C2</td>
</tr>
<tr data-start="10307" data-end="10336">
<td data-start="10307" data-end="10311" data-col-size="sm">2</td>
<td data-start="10311" data-end="10325" data-col-size="sm">H2 Ilha (L)</td>
<td data-start="10325" data-end="10336" data-col-size="sm">Deserto</td>
</tr>
<tr data-start="10337" data-end="10375">
<td data-start="10337" data-end="10341" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10341" data-end="10363" data-col-size="sm">Barra da Tijuca (E)</td>
<td data-start="10363" data-end="10375" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10376" data-end="10408">
<td data-start="10376" data-end="10380" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10380" data-end="10396" data-col-size="sm">Freguesia (E)</td>
<td data-start="10396" data-end="10408" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10409" data-end="10440">
<td data-start="10409" data-end="10413" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10413" data-end="10428" data-col-size="sm">Realengo (E)</td>
<td data-start="10428" data-end="10440" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10441" data-end="10471">
<td data-start="10441" data-end="10445" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10445" data-end="10459" data-col-size="sm">Recreio (E)</td>
<td data-start="10459" data-end="10471" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10472" data-end="10508">
<td data-start="10472" data-end="10476" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10476" data-end="10496" data-col-size="sm">São Cristóvão (E)</td>
<td data-start="10496" data-end="10508" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10509" data-end="10539">
<td data-start="10509" data-end="10513" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10513" data-end="10527" data-col-size="sm">Taquara (E)</td>
<td data-start="10527" data-end="10539" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10540" data-end="10578">
<td data-start="10540" data-end="10544" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10544" data-end="10566" data-col-size="sm">Barra da Tijuca (L)</td>
<td data-start="10566" data-end="10578" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10579" data-end="10613">
<td data-start="10579" data-end="10583" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10583" data-end="10601" data-col-size="sm">Jacarepaguá (L)</td>
<td data-start="10601" data-end="10613" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10614" data-end="10642">
<td data-start="10614" data-end="10618" data-col-size="sm">3</td>
<td data-start="10618" data-end="10630" data-col-size="sm">Penha (L)</td>
<td data-start="10630" data-end="10642" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10643" data-end="10682">
<td data-start="10643" data-end="10647" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10647" data-end="10670" data-col-size="sm">Campo Grande Sul (E)</td>
<td data-start="10670" data-end="10682" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10683" data-end="10711">
<td data-start="10683" data-end="10687" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10687" data-end="10699" data-col-size="sm">Irajá (E)</td>
<td data-start="10699" data-end="10711" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10712" data-end="10746">
<td data-start="10712" data-end="10716" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10716" data-end="10734" data-col-size="sm">Méier Norte (E)</td>
<td data-start="10734" data-end="10746" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10747" data-end="10776">
<td data-start="10747" data-end="10751" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10751" data-end="10764" data-col-size="sm">Pavuna (E)</td>
<td data-start="10764" data-end="10776" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10777" data-end="10805">
<td data-start="10777" data-end="10781" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10781" data-end="10793" data-col-size="sm">Penha (E)</td>
<td data-start="10793" data-end="10805" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10806" data-end="10839">
<td data-start="10806" data-end="10810" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10810" data-end="10827" data-col-size="sm">Praça Seca (E)</td>
<td data-start="10827" data-end="10839" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10840" data-end="10879">
<td data-start="10840" data-end="10844" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10844" data-end="10867" data-col-size="sm">Campo Grande Sul (L)</td>
<td data-start="10867" data-end="10879" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10880" data-end="10935">
<td data-start="10880" data-end="10884" data-col-size="sm">4</td>
<td data-start="10884" data-end="10906" data-col-size="sm">Guaratiba Leste (L)</td>
<td data-start="10906" data-end="10935" data-col-size="sm">Parte antecipada no B1-B8</td>
</tr>
<tr data-start="10936" data-end="10972">
<td data-start="10936" data-end="10944" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="10944" data-end="10960" data-col-size="sm">Madureira (E)</td>
<td data-start="10960" data-end="10972" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="10973" data-end="11006">
<td data-start="10973" data-end="10981" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="10981" data-end="10994" data-col-size="sm">Tijuca (E)</td>
<td data-start="10994" data-end="11006" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="11007" data-end="11042">
<td data-start="11007" data-end="11015" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11015" data-end="11030" data-col-size="sm">Anchieta (E)</td>
<td data-start="11030" data-end="11042" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="11043" data-end="11079">
<td data-start="11043" data-end="11051" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11051" data-end="11067" data-col-size="sm">Méier Sul (E)</td>
<td data-start="11067" data-end="11079" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="11080" data-end="11115">
<td data-start="11080" data-end="11088" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11088" data-end="11103" data-col-size="sm">Zona Sul (E)</td>
<td data-start="11103" data-end="11115" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="11116" data-end="11175">
<td data-start="11116" data-end="11124" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11124" data-end="11146" data-col-size="sm">Guaratiba Oeste (L)</td>
<td data-start="11146" data-end="11175" data-col-size="sm">Parte antecipada no A1-B6</td>
</tr>
<tr data-start="11176" data-end="11212">
<td data-start="11176" data-end="11184" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11184" data-end="11200" data-col-size="sm">Madureira (L)</td>
<td data-start="11200" data-end="11212" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
<tr data-start="11213" data-end="11250">
<td data-start="11213" data-end="11221" data-col-size="sm">Final</td>
<td data-start="11221" data-end="11238" data-col-size="sm">Centro Sul (L)</td>
<td data-start="11238" data-end="11250" data-col-size="sm">Previsto</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="11252" data-end="11310">TOTAL: 34 lotes territoriais – 22 estruturais e 12 locais.</p>
<p data-start="11312" data-end="11504">A distribuição original e os prazos foram apresentados oficialmente pela Secretaria Municipal de Transportes no processo de discussão da nova concessão.</p>
<h3 data-section-id="ut1hdk" data-start="11506" data-end="11543">Calendário vai até agosto de 2028</h3>
<p data-start="11545" data-end="11583">O cronograma-base da Prefeitura prevê:</p>
<p data-start="11585" data-end="11654">Fase 1 – até abril de 2026, concentrada em Campo Grande e Santa Cruz.</p>
<p data-start="11656" data-end="11779">Fase 2 – entre novembro de 2025 e setembro de 2026, abrangendo principalmente Zona Oeste, Vila Isabel e Ilha do Governador.</p>
<p data-start="11781" data-end="11928">Fase 3 – entre abril de 2026 e abril de 2027, incluindo Barra da Tijuca, Freguesia, Realengo, Recreio, São Cristóvão, Taquara, Jacarepaguá e Penha.</p>
<p data-start="11930" data-end="12071">Fase 4 – entre novembro de 2026 e novembro de 2027, com Campo Grande Sul, Irajá, Méier Norte, Pavuna, Penha e Praça Seca, entre outras áreas.</p>
<p data-start="12073" data-end="12256">Fase final – entre setembro de 2027 e agosto de 2028, incluindo Madureira, Tijuca, Anchieta, Méier Sul, Zona Sul, Guaratiba Oeste e Centro Sul.</p>
<p data-start="12258" data-end="12301">O horizonte final permanece agosto de 2028.</p>
<p data-start="12303" data-end="12506">A chamada Rede Plena Expandida está prevista para 25 de agosto daquele ano, quando deve terminar a transição das concessões contratadas em 2010 para o Sistema RIO.</p>
<h3 data-section-id="44umbi" data-start="12508" data-end="12550">Calendário original já sofreu mudanças</h3>
<p data-start="12552" data-end="12692">As datas, entretanto, devem ser vistas como planejamento e não como garantia de conclusão das licitações exatamente nos períodos anunciados.</p>
<p data-start="12694" data-end="12746">Isso já ficou demonstrado nas duas primeiras etapas.</p>
<p data-start="12748" data-end="12831">O B1 ficou sem interessado na primeira concorrência e foi deslocado para a segunda.</p>
<p data-start="12833" data-end="12930">Áreas locais de Guaratiba que apareciam no planejamento para fases posteriores foram antecipadas.</p>
<p data-start="12932" data-end="13115">Na segunda concorrência, os nove recortes territoriais envolvidos acabaram reunidos em apenas cinco contratos: A1-B6, B1-B8, C1-C2, H1-I3 e H2.</p>
<p data-start="13117" data-end="13166">Destes cinco contratos, dois terminaram desertos.</p>
<p data-start="13168" data-end="13357">Portanto, a implementação real tende a continuar promovendo combinações, antecipações ou novas disputas conforme o resultado de cada concorrência e as condições operacionais de cada região.</p>
<h3 data-section-id="najlr8" data-start="13359" data-end="13450">Novo modelo paga por quilômetro e separa tarifa do passageiro da remuneração da empresa</h3>
<p data-start="13452" data-end="13537">Uma das maiores diferenças em relação à concessão de 2010 está na forma de pagamento.</p>
<p data-start="13539" data-end="13641">No antigo desenho, a receita tarifária dos passageiros tinha peso central na remuneração das empresas.</p>
<p data-start="13643" data-end="13795">No Sistema RIO, a concessionária é remunerada principalmente pela quilometragem contratada e efetivamente executada, sujeita a indicadores de qualidade.</p>
<p data-start="13797" data-end="13882">A arrecadação das passagens fica separada da operação por meio da bilhetagem pública.</p>
<p data-start="13884" data-end="14020">Quando a receita obtida com as tarifas dos passageiros não é suficiente para pagar a remuneração contratual, entra o subsídio municipal.</p>
<p data-start="14022" data-end="14147">É justamente neste ponto que a decisão agora publicada do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável ganha importância.</p>
<p data-start="14149" data-end="14286">O FMUS passa a ser uma das fontes que podem sustentar a diferença entre o que entra pela tarifa pública e o custo contratual da operação.</p>
<h3 data-section-id="1maa63a" data-start="14288" data-end="14376">Passageiro continuará pagando a tarifa pública, e valor por quilômetro é outra coisa</h3>
<p data-start="14378" data-end="14500">Assim, os R$ 10,40 por quilômetro oferecidos pela Sancetur no A1-B6, por exemplo, não significam uma passagem de R$ 10,40.</p>
<p data-start="14502" data-end="14540">É a tarifa de remuneração operacional.</p>
<p data-start="14542" data-end="14652">A tarifa pública é o valor pago pelo passageiro no Jaé e segue uma política tarifária definida pelo Município.</p>
<p data-start="14654" data-end="14761">A diferença é essencial porque o novo desenho transfere ao poder público parcela maior do risco de demanda.</p>
<p data-start="14763" data-end="15013">Se menos passageiros viajarem, a concessionária não necessariamente deixa de receber toda a remuneração correspondente ao serviço efetivamente prestado. A Prefeitura poderá precisar complementar a operação por meio de recursos orçamentários e fundos.</p>
<h3 data-section-id="1rlpmnd" data-start="15015" data-end="15107">Garagens públicas e frota zero-quilômetro tentam reduzir barreiras à entrada de empresas</h3>
<p data-start="15109" data-end="15169">Outro elemento central é a implantação de garagens públicas.</p>
<p data-start="15171" data-end="15305">No modelo anterior, a dependência de garagens privadas das empresas tradicionais funcionava como uma barreira para novos concorrentes.</p>
<p data-start="15307" data-end="15452">No Sistema RIO, os terrenos são públicos e as concessionárias ficam responsáveis pela implantação e operação das estruturas durante os contratos.</p>
<p data-start="15454" data-end="15636">Na Etapa 2 foram definidas garagens na Ilha do Governador, Maré, Senador Vasconcelos e Cosmos. Esta última atende aos conjuntos A1-B6 e B1-B8.</p>
<p data-start="15638" data-end="15826">A frota definitiva deverá ser zero-quilômetro, acessível e climatizada, com GPS, câmeras, informação aos passageiros, carregadores USB e integração aos Sistemas Inteligentes de Transporte.</p>
<p data-start="15828" data-end="15995">O padrão básico é Euro 6, mas a modelagem admite outras tecnologias, incluindo ônibus elétricos e veículos movidos a biometano.</p>
<h3 data-section-id="4vm2rs" data-start="15997" data-end="16070">Centro de Controle dará à Prefeitura acompanhamento direto dos ônibus</h3>
<p data-start="16072" data-end="16099">A fiscalização também muda.</p>
<p data-start="16101" data-end="16196">O Sistema RIO prevê um Centro de Controle integrado ao COR (Centro de Operações e Resiliência).</p>
<p data-start="16198" data-end="16333">A estrutura deverá receber informações em tempo real sobre localização, cumprimento das viagens, atrasos e demais ocorrências da frota.</p>
<p data-start="16335" data-end="16572">A Prefeitura argumenta que isso permitirá identificar rapidamente linhas com falhas, verificar regularidade e reduzir a dependência de informações fornecidas exclusivamente pelas próprias empresas.</p>
<p data-start="16574" data-end="16663">A qualidade também será medida por indicadores periódicos que podem afetar a remuneração.</p>
<h3 data-section-id="1bcwo9i" data-start="16665" data-end="16741">Sistema novo e concessões antigas ainda vão conviver por quase dois anos</h3>
<p data-start="16743" data-end="16849">Apesar da homologação da segunda etapa, o Rio de Janeiro (RJ) ainda não virou integralmente o Sistema RIO.</p>
<p data-start="16851" data-end="16885">O que existe hoje é uma transição.</p>
<p data-start="16887" data-end="16961">TUSE e GTU já começaram a operar partes da Zona Oeste com os novos ônibus.</p>
<p data-start="16963" data-end="17031">Sancetur e Jabour tiveram os novos contratos da Etapa 2 homologados.</p>
<p data-start="17033" data-end="17122">Ilha do Governador e Vila Isabel continuam com áreas sem novos concessionários definidos.</p>
<p data-start="17124" data-end="17253">Ao mesmo tempo, grande parte da cidade permanece sob os contratos dos consórcios Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz.</p>
<p data-start="17255" data-end="17320">Essa convivência deverá continuar durante as próximas licitações.</p>
<p data-start="17322" data-end="17707">Também seguem discussões judiciais relacionadas aos acordos, subsídios, equilíbrio econômico-financeiro e à substituição antecipada dos operadores atuais. Como mostrou o <em data-start="17492" data-end="17518"><strong data-start="17493" data-end="17517">Diário do Transporte</strong></em>, decisões judiciais já interferiram em etapas da transição ao longo de 2026, embora a Prefeitura tenha continuado com os procedimentos licitatórios.</p>
<p data-start="17709" data-end="17843">A meta municipal é chegar a 25 de agosto de 2028 com a Rede Plena Expandida e encerrar definitivamente a estrutura contratada em 2010.</p>
<p data-start="17845" data-end="17986">Até lá, a implementação dos 34 lotes será uma das maiores reorganizações já feitas no transporte municipal por ônibus do Rio de Janeiro (RJ).</p>
<p data-start="17988" data-end="18047" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="17988" data-end="18047" data-is-last-node=""><strong data-start="17989" data-end="18046">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
</div>
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    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/fundo-de-mobilidade-do-rio-de-janeiro-aprova-recursos-para-subsidios-e-confirma-homologacao-da-etapa-2-do-sistema-rio-veja-os-34-lotes-previstos-ate-2028/feed/</wfw:commentRss>
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    <title>Corredor Imirim tem oitava prorrogação de contrato, BRT Radial Leste tem prorrogação de prazo de serviços e BRT Aricanduva terá uma desapropriação</title>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 10:15:37 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Mesmo essenciais, corredores de ônibus em São Paulo não avançam no ritmo das metas; capital tem 135,3 km de corredores para um sistema que transporta milhões de passageiros e acumula projetos prometidos há anos ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo publicou nesta quarta-feira novas decisões envolvendo três importantes corredores de ônibus da capital. No [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="651" height="452" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corredorree.jpg?fit=651%2C452&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corredorree.jpg?w=651&amp;ssl=1 651w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corredorree.jpg?resize=300%2C208&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corredorree.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/corredorree.jpg?resize=400%2C278&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px" /> <p><em>Mesmo essenciais, corredores de ônibus em São Paulo não avançam no ritmo das metas; capital tem 135,3 km de corredores para um sistema que transporta milhões de passageiros e acumula projetos prometidos há anos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="88" data-end="647">A Prefeitura de São Paulo publicou nesta quarta-feira novas decisões envolvendo três importantes corredores de ônibus da capital. No Imirim, houve nova prorrogação contratual das obras. Para o BRT Radial Leste, foi ampliado o prazo de serviços técnicos ligados ao futuro sistema de monitoramento e controle. E, no BRT Aricanduva, foram liberados mais de um milhão e trezentos mil reais para complementar uma desapropriação necessária ao projeto.</p>
<p data-start="649" data-end="797">Os corredores são essenciais porque dão prioridade aos ônibus, aumentam a velocidade e a regularidade das viagens e podem reduzir custos do sistema.</p>
<p data-start="799" data-end="1033">Mas São Paulo ainda está distante das metas anunciadas ao longo dos anos. A cidade tem cerca de 135 quilômetros de corredores para uma rede de ônibus que transporta milhões de passageiros por dia.</p>
<p data-start="1035" data-end="1204">No programa de metas anterior, a Prefeitura previa 40 quilômetros de novos corredores, mas apenas 4,1 quilômetros foram concluídos.</p>
<p data-start="1206" data-end="1404" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Em 2026, projetos como Aricanduva e Radial Leste finalmente avançaram, mas prorrogações, desapropriações e obras incompletas ainda mostram o tamanho do desafio.</p>
<p>Apesar de serem fundamentais para aumentar a velocidade dos ônibus, tornar as viagens mais regulares e dar prioridade no espaço viário ao meio de transporte coletivo que atende milhões de passageiros todos os dias, os corredores de ônibus de São Paulo (SP) continuam avançando em ritmo inferior ao previsto nos sucessivos planos da cidade. A edição do Diário Oficial desta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, é um retrato desse cenário: traz uma nova formalização de prorrogação relacionada ao Corredor Imirim, amplia o prazo de serviços técnicos preparatórios do sistema de monitoramento do BRT Radial Leste I e autoriza R$ 1,34 milhão adicionais para uma desapropriação necessária ao BRT Aricanduva.</p>
<p>Isso não significa que os projetos estejam todos parados. Ao contrário: 2026 marcou finalmente o início efetivo das obras do BRT Aricanduva e uma aceleração das intervenções do BRT Radial Leste, além de reformas em eixos como Imirim, Amador Bueno, Itapecerica e Interlagos. Mas o histórico mostra um grande descompasso entre planejamento e entrega. A SPTrans informa atualmente 135,3 quilômetros de corredores e 590,4 quilômetros de faixas exclusivas, enquanto o PlanMob desenhou uma expansão muito mais ampla para a rede estrutural. No quadriênio anterior, a Prefeitura tinha como objetivo viabilizar 40 quilômetros de novos corredores, meta que não foi cumprida integralmente; levantamento publicado pela Folha apontou que apenas 4,1 quilômetros foram concluídos naquela gestão.</p>
<p><strong>Diário Oficial mostra três estágios diferentes da dificuldade de implantar corredores</strong></p>
<p>Os três atos publicados nesta quarta-feira mostram situações distintas, mas têm um ponto em comum: corredores de ônibus são empreendimentos muito mais complexos do que simplesmente pintar uma faixa no asfalto.</p>
<p>No Imirim, a obra existe e está em execução, mas o cronograma vem sendo sucessivamente ampliado.</p>
<p>Na Radial Leste, as obras principais finalmente estão avançando, mas continuam sendo necessários contratos paralelos para projetos, fiscalização, redes de energia, monitoramento e sistemas inteligentes de operação.</p>
<p>Já no Aricanduva, mesmo após o início das obras civis, ainda há desapropriações sendo resolvidas.</p>
<p>São etapas que envolvem projetos básicos e executivos, licenciamento ambiental, interferências de redes de água, energia e telecomunicações, desapropriações, compensações ambientais, acessibilidade, drenagem, pavimentação, sinalização, estações ou paradas, semáforos, sistemas de controle e, em alguns casos, patrimônio histórico e arqueológico.</p>
<p><strong>Imirim: mais uma formalização depois de sucessivas prorrogações</strong></p>
<p>A Prefeitura publicou o oitavo termo de aditamento do contrato com o Consórcio Corredor Imirim.</p>
<p>O empreendimento abrange a reforma do corredor da Avenida Imirim entre a Avenida Deputado Emílio Carlos e a Alameda Afonso Schmidt, além da requalificação de interseções, plataformas e paradas e implantação de sistemas de monitoramento.</p>
<p>O ato publicado nesta quarta-feira informa que o objeto do novo aditamento é justamente a prorrogação do prazo contratual.</p>
<p>Não é a primeira mudança de cronograma.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em agosto, as obras já tinham recebido uma extensão de mais três meses a partir de 19 de julho de 2026. O contrato original, assinado em 2023, previa 16 meses de execução e valor inicial de R$ 71,83 milhões.</p>
<p>Depois vieram diferentes alterações de prazo, planilhas, serviços e valores.</p>
<p>Em fevereiro de 2026, um aditamento estendeu os trabalhos até maio. Em junho, nova mudança levou o cronograma até julho e acrescentou R$ 8,37 milhões em serviços. Em agosto houve nova extensão.</p>
<p>A própria Prefeitura já divulgou investimento global de aproximadamente R$ 97,5 milhões para a modernização do eixo.</p>
<p>Além disso, outro contrato, destinado à assistência técnica e à fiscalização das obras pela SPObras, foi prorrogado até 31 de outubro de 2026.</p>
<p>O corredor tem 4,6 quilômetros e 17 paradas e atende aproximadamente 112 mil passageiros diariamente. A intervenção prevê pavimento de concreto para os ônibus, modernização das paradas, acessibilidade, drenagem, iluminação, sinalização, semáforos inteligentes, sistemas de monitoramento e intervenções nas redes existentes.</p>
<p>Portanto, o caso do Imirim mostra uma situação em que a obra efetivamente avançou, mas precisou atravessar sucessivos novos cronogramas para chegar à conclusão.</p>
<p><strong>BRT Radial Leste I: obra avança, mas sistemas complementares também precisam de mais prazo</strong></p>
<p>A segunda publicação envolve o BRT Radial Leste I.</p>
<p>A Prefeitura prorrogou o contrato da SPObras destinado à elaboração do material técnico preparatório e à realização da licitação que deverá contratar o Sistema de Monitoramento e Controle Operacional do corredor.</p>
<p>O trecho citado vai do Terminal Parque Dom Pedro II até a Rua Professor Miguel Russiano, na região da Penha.</p>
<p>É importante fazer a distinção: este ato não é uma nova prorrogação do contrato principal de construção de todo o BRT. Trata-se de um contrato técnico complementar necessário para preparar a futura contratação do sistema que deverá monitorar e controlar a operação.</p>
<p>O BRT Radial Leste I possui aproximadamente 9,8 quilômetros, entre o Parque Dom Pedro II e a Penha.</p>
<p>O projeto prevê faixas exclusivas junto ao canteiro central, pavimento rígido, possibilidade de ultrapassagem nas estações, embarque em nível, pagamento antecipado da tarifa, ciclovia, videomonitoramento, sistemas inteligentes de transporte e semáforos. A Prefeitura estima atendimento de cerca de 400 mil pessoas por dia e redução de até 50% no tempo de viagem.</p>
<p>As obras estão atualmente divididas em três grandes lotes.</p>
<p>Em julho de 2026, a Prefeitura formalizou os contratos dos lotes 2 e 3, com prazos de 18 meses. Somente os valores atualizados destes dois contratos chegam a aproximadamente R$ 296 milhões. O lote 1 já tinha contratação anterior.</p>
<p>As intervenções são concretas e já provocam alterações no trânsito. Em julho e agosto, a CET implantou interdições na Avenida Alcântara Machado para continuidade das obras.</p>
<p>Ou seja: depois de anos de idas e vindas, o primeiro trecho está finalmente sendo construído.</p>
<p>Mas a publicação desta quarta-feira evidencia que infraestrutura física e operação precisam caminhar juntas: não basta terminar o concreto do corredor sem que estejam estruturados monitoramento, controle operacional, sistemas de informação e demais equipamentos.</p>
<p><strong>Radial Leste II ainda está nos projetos e deve prolongar BRT até Itaquera</strong></p>
<p>Há ainda a segunda etapa, o BRT Radial Leste II.</p>
<p>Ela deverá continuar o corredor a partir da Rua Professor Miguel Russiano, na Penha, até a região da Estação Itaquera.</p>
<p>Neste caso, as obras ainda não começaram.</p>
<p>A Prefeitura contratou a consolidação do estudo funcional e a elaboração dos projetos básico e executivo, e o prazo desses serviços foi posteriormente corrigido para 30 de junho de 2027.</p>
<p>O atual Programa de Metas determina que a Prefeitura coloque o trecho I em operação e inicie as obras do trecho II até o final de 2028.</p>
<p>Assim, mesmo que o primeiro BRT esteja ganhando forma, o eixo completo entre o Centro e Itaquera ainda dependerá de uma segunda grande fase que permanece na etapa de projeto.</p>
<p><strong>BRT Aricanduva: obras começaram em agosto, mas desapropriações ainda continuam</strong></p>
<p>No BRT Aricanduva, a situação é diferente.</p>
<p>Depois de muitos anos de estudos, licitações e preparação com o Banco Mundial, as obras começaram oficialmente em 03 de agosto de 2026.</p>
<p>São 13,6 quilômetros entre a região da Radial Leste e São Mateus, com investimentos contratuais de aproximadamente R$ 646,8 milhões.</p>
<p>A expectativa oficial é atender cerca de 290 mil passageiros por dia.</p>
<p>O projeto liga a região das linhas 3-Vermelha do Metrô, 11-Coral e 12-Safira da CPTM ao eixo de São Mateus e ao corredor metropolitano do ABC.</p>
<p>A execução foi dividida em quatro lotes. O prazo informado pela Prefeitura é de 18 meses para as obras, seguido de até seis meses de testes e preparação operacional.</p>
<p>Mesmo com máquinas já trabalhando, entretanto, a regularização fundiária ainda não terminou.</p>
<p>Nesta quarta-feira, a Procuradoria Geral do Município autorizou mais R$ 1.344.984,67 para complementar a oferta destinada à imissão na posse de um imóvel necessário ao corredor.</p>
<p>É mais uma demonstração de que as etapas podem se sobrepor: a construção pode começar em alguns segmentos enquanto desapropriações de outros pontos ainda seguem em tramitação.</p>
<p><strong>São Paulo planeja muito mais corredores do que efetivamente conseguiu entregar</strong></p>
<p>O problema é histórico e atravessa diferentes administrações.</p>
<p>O PlanMob/SP, elaborado em 2015 e formalizado em 2016, estabeleceu uma estratégia de expansão de corredores muito superior ao que acabou ocorrendo.</p>
<p>O planejamento previa 150 quilômetros adicionais entre 2017 e 2020, mais 150 quilômetros até 2024 e outros 150 quilômetros até 2028. Em outras palavras, a estratégia municipal apontava para uma expansão de 450 quilômetros ao longo desses períodos, além do sistema então existente.</p>
<p>Outro documento técnico da própria Prefeitura resume a estratégia como a implantação de 150 quilômetros a cada quatro anos, com horizonte de uma rede de aproximadamente 600 quilômetros em 2028.</p>
<p>O mesmo diagnóstico reconheceu posteriormente a existência de “descompassos” no cronograma de implantação e chamou atenção principalmente para a insuficiência de infraestrutura dedicada aos ônibus nas regiões Norte e Leste.</p>
<p>A realidade atual ainda está distante desse desenho.</p>
<p>A página oficial da SPTrans registra 135,3 quilômetros de corredores. Há outros 590,4 quilômetros de faixas exclusivas, normalmente implantadas à direita das vias, mas são estruturas diferentes.</p>
<p>Corredores tendem a permitir maior segregação em relação ao trânsito geral, pavimento dimensionado para tráfego pesado, paradas específicas, integração física, ultrapassagens e prioridade operacional mais consistente.</p>
<p>Faixas exclusivas são importantes e podem gerar ganhos imediatos, mas em grande parte continuam expostas a interferências de conversões, acessos a imóveis, estacionamento irregular, carga e descarga e cruzamentos.</p>
<p><strong>Sistema transporta milhões, mas apenas pequena parte da rede percorrida pelos ônibus tem corredor</strong></p>
<p>A dimensão do desafio fica mais clara quando se compara a infraestrutura à demanda.</p>
<p>Segundo o relatório da SPTrans referente a 2024, os ônibus municipais registraram média de aproximadamente 7,3 milhões de viagens de passageiros por dia útil.</p>
<p>A frota patrimonial era de 13.277 veículos, operando cerca de 1.320 linhas e circulando por aproximadamente 4,7 mil quilômetros de vias.</p>
<p>Desses 4,7 mil quilômetros utilizados pelo transporte público, somente 135 quilômetros possuíam tratamento de corredor.</p>
<p>Nos demais trechos sem prioridade, o ônibus disputa espaço diretamente com carros, motocicletas, caminhões e aplicativos, ficando sujeito ao mesmo congestionamento.</p>
<p>É justamente por isso que a política de corredores é considerada estruturante: um ônibus com 70 ou 80 passageiros preso atrás de dezenas de automóveis perde produtividade, aumenta custos e exige mais veículos para manter a mesma frequência.</p>
<p><strong>Meta de 40 quilômetros também ficou para trás</strong></p>
<p>No Programa de Metas 2021-2024, a Prefeitura estabeleceu o compromisso de viabilizar 40 quilômetros de novos corredores.</p>
<p>Entre os projetos estavam Celso Garcia, Itaquera-Líder, Itaim–São Mateus, Miguel Yunes e Nossa Senhora do Sabará, além dos BRTs Aricanduva e Radial Leste.</p>
<p>O resultado ficou muito abaixo.</p>
<p>Em setembro de 2024, levantamento da Folha apontou que a administração Covas/Nunes havia concluído 4,1 quilômetros diante da meta de 40 quilômetros. A mesma reportagem mostrou que metas de corredores também haviam ficado abaixo do prometido nas administrações anteriores.</p>
<p>Em março de 2025, balanço sobre o encerramento do Programa de Metas confirmou que os 40 quilômetros de novos corredores, os BRTs Aricanduva e Radial Leste e quatro novos terminais estavam entre os objetivos não concluídos.</p>
<p>Parte desses projetos foi reincorporada ao Programa de Metas 2025-2028.</p>
<p><strong>BRTs começaram finalmente a sair do papel em 2026</strong></p>
<p>A situação de 2026, entretanto, é diferente daquela registrada há dois ou três anos e isso precisa ser considerado.</p>
<p>O BRT Radial Leste I está efetivamente em obras e o Aricanduva começou a ser construído em agosto.</p>
<p>Reportagem da Folha publicada em agosto deste ano destacou justamente que os dois BRTs começaram a ganhar forma depois de mais de uma década de espera.</p>
<p>Portanto, o cenário atual não é de paralisação total.</p>
<p>O problema é que as entregas acumuladas ainda não alcançaram o tamanho das metas históricas nem a necessidade de uma cidade que depende fortemente dos ônibus.</p>
<p><strong>Principais projetos de corredores e situação em setembro de 2026</strong></p>
<p>A relação abaixo reúne os principais projetos atualmente previstos, contratados ou em execução. A tabela foi mantida estreita para facilitar a leitura em celulares.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Projeto</strong></td>
<td><strong>Situação</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>BRT Aricanduva – 13,6 km</td>
<td>Obras iniciadas em agosto de 2026; desapropriações ainda em andamento</td>
</tr>
<tr>
<td>BRT Radial Leste I – 9,8 km</td>
<td>Obras em execução entre Centro e Penha; contratos e sistemas complementares ainda avançando</td>
</tr>
<tr>
<td>BRT Radial Leste II</td>
<td>Projetos em elaboração; prazo técnico até junho de 2027; obra ainda não iniciada</td>
</tr>
<tr>
<td>Celso Garcia – 8,3 km</td>
<td>Obra anterior parou com 24,83%; nova licitação retomada em agosto de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Itaquera-Líder – 9,3 km</td>
<td>6,2 km em operação; 3,1 km restantes em desapropriação, licenciamento e contratação</td>
</tr>
<tr>
<td>Imirim – 4,6 km</td>
<td>Obras em andamento, com sucessivas prorrogações</td>
</tr>
<tr>
<td>Amador Bueno – 5 km</td>
<td>Requalificação em obras; Prefeitura passou a prever conclusão em dezembro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Itapecerica – 3,5 km</td>
<td>Requalificação em execução; cronograma original apontava junho de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Interlagos</td>
<td>Requalificação dividida em três trechos; contratos de supervisão foram estendidos</td>
</tr>
<tr>
<td>Norte-Sul – Trecho 2</td>
<td>Projeto de grande porte com histórico recente de suspensões contratuais</td>
</tr>
<tr>
<td>Nova M’Boi Mirim</td>
<td>Trecho inicial em obras; corredor central previsto nos trechos 2 e 3, com conclusão geral prevista para 2028</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Celso Garcia: projeto antigo teve só 24,83% executados e voltou à licitação</strong></p>
<p>A Celso Garcia talvez seja um dos exemplos mais claros da dificuldade para transformar planejamento em infraestrutura pronta.</p>
<p>O eixo entre o Centro e a zona Leste atende historicamente uma quantidade muito alta de ônibus.</p>
<p>O contrato anterior para o primeiro trecho foi assinado em 2023 por aproximadamente R$ 72,9 milhões.</p>
<p>A execução chegou a apenas 24,83% e foi paralisada devido à necessidade de adequações envolvendo o Iphan, antigos trilhos de bonde existentes sob a avenida, questões arqueológicas e ajustes contratuais.</p>
<p>Em agosto de 2026, a SPTrans retomou uma licitação mais abrangente, agora para os três trechos entre o Parque Dom Pedro II e a Avenida Aricanduva, incluindo um corredor binário na região do Brás.</p>
<p>As propostas estão previstas para novembro.</p>
<p>Ou seja, depois de obras iniciadas, paralisação e apenas cerca de um quarto do primeiro trecho executado, o corredor voltou praticamente a uma nova etapa de contratação.</p>
<p><strong>Itaquera-Líder: primeiro trecho funciona, mas ainda faltam 3,1 quilômetros</strong></p>
<p>O Itaquera-Líder é um caso de entrega parcial.</p>
<p>O projeto total prevê 9,3 quilômetros.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, 6,2 quilômetros já estão em operação, enquanto os 3,1 quilômetros restantes foram divididos em dois trechos: aproximadamente 600 metros entre o Terminal Vila Carrão e a Avenida Aricanduva e 2,5 quilômetros entre a Avenida Líder e a Jacu-Pêssego.</p>
<p>Documento apresentado pela SMT em abril de 2026 registrava desapropriações e licenciamento ambiental em andamento e contratação das obras. O cronograma previa início de uma fase no segundo semestre deste ano e da outra no primeiro semestre de 2027.</p>
<p><strong>Amador Bueno, Itapecerica e Interlagos: reforma também demora</strong></p>
<p>Nem todos os projetos são novos corredores.</p>
<p>Parte significativa do programa atual é de requalificação de eixos existentes.</p>
<p>Na Avenida Amador Bueno da Veiga são 5 quilômetros e mais de 106 mil passageiros beneficiados por dia. A Prefeitura atualizou em maio de 2026 a previsão de conclusão para dezembro deste ano, depois de cronogramas anteriores indicarem datas mais próximas.</p>
<p>O Corredor Itapecerica possui 3,5 quilômetros entre os terminais João Dias e Capelinha e atende cerca de 122 mil pessoas por dia. A Prefeitura havia estabelecido conclusão em junho de 2026; ainda em maio havia visita técnica oficial às obras. Nas fontes oficiais mais recentes consultadas para esta reportagem, não foi localizada uma confirmação de entrega integral do projeto.</p>
<p>Interlagos foi dividido em três trechos. O cronograma divulgado anteriormente previa a última entrega em julho de 2026. Entretanto, em abril deste ano, documento da SPObras registrava Imirim, Amador Bueno e Interlagos ainda como obras em andamento e prorrogou o contrato de supervisão dos três projetos até março de 2027.</p>
<p><strong>Norte-Sul: contrato de R$ 379 milhões voltou a ser suspenso</strong></p>
<p>Outro projeto relevante é o Corredor Norte-Sul – Trecho 2.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em 26 de agosto, o contrato do Lote 2, de aproximadamente R$ 379,46 milhões, voltou a ser suspenso.</p>
<p>O lote tem cerca de 4,6 quilômetros e atravessa o eixo formado pelas avenidas 23 de Maio, Professor Ascendino Reis, Rubem Berta e Moreira Guimarães.</p>
<p>Os dois lotes do Trecho 2 somam contratos de aproximadamente R$ 719 milhões.</p>
<p>A situação mostra que o problema da implantação de corredores não se limita à zona Leste e tampouco aos projetos diretamente inscritos no atual Programa de Metas.</p>
<p><strong>M’Boi Mirim começa a avançar depois de décadas de espera</strong></p>
<p>Na zona Sul, a Estrada do M’Boi Mirim passa por uma intervenção de grande porte.</p>
<p>A Prefeitura informa que o projeto completo tem 6,3 quilômetros e deverá afetar a mobilidade de aproximadamente 800 mil pessoas.</p>
<p>O corredor central de ônibus está previsto nos trechos 2 e 3, entre a Avenida dos Funcionários Públicos e o Terminal Jardim Ângela.</p>
<p>O primeiro trecho, mais ao sul, está em obras e não receberá o corredor central por ter demanda menor. Os projetos dos trechos seguintes estavam em fase final, com conclusão geral prevista para 2028.</p>
<p>A própria administração municipal diz que a intervenção é aguardada há cerca de três décadas.</p>
<p><strong>O desafio não é apenas construir mais quilômetros</strong></p>
<p>Corredores bem projetados não servem somente para fazer o ônibus andar mais rápido.</p>
<p>Eles podem permitir que o mesmo veículo realize mais viagens ao longo do dia, reduzir a necessidade de frota para uma mesma oferta, diminuir o consumo energético, tornar os horários mais previsíveis e reduzir o custo operacional.</p>
<p>Também aumentam a atratividade do transporte coletivo diante do automóvel.</p>
<p>É por isso que o próprio planejamento urbano paulistano coloca repetidamente os corredores como elementos estruturadores do desenvolvimento da cidade.</p>
<p>O Plano Diretor e o PlanMob defendem prioridade ao transporte coletivo justamente porque uma metrópole do porte de São Paulo (SP) não consegue resolver sua mobilidade apenas ampliando espaço para automóveis.</p>
<p>Os atos publicados nesta quarta-feira mostram que há obras em curso e avanços concretos, especialmente em comparação com o cenário de alguns anos atrás.</p>
<p>Mas também mostram que, para o passageiro, a transformação ainda demora: no Imirim aparecem sucessivas prorrogações; na Radial Leste, mesmo com o concreto avançando, ainda é necessário ampliar contratos técnicos de sistemas operacionais; e, no Aricanduva, desapropriações continuam sendo pagas mesmo após o início formal das obras.</p>
<p>Assim, a discussão não é se os corredores são necessários. Os números do próprio sistema paulistano deixam essa necessidade evidente.</p>
<p>O desafio é fazer com que projetos que aparecem há anos em planos, metas, orçamentos e contratos se transformem, de fato, em quilômetros de prioridade efetiva para os ônibus nas ruas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Linha 2-Verde do Metrô de SP operou com restrições durante problemas na manhã desta quarta-feira (09)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/linha-2-verde-do-metro-de-sp-operou-com-restricoes-durante-problemas-na-manha-desta-quarta-feira-09/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 10:05:16 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Circulação aconteceu com velocidade reduzida e maior tempo de parada ARTHUR FERRARI Quem utiliza a linha 2-Verde do Metrô de São Paulo enfrentou dificuldades das 6h46 às 7h01 desta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, após um trem com falha afetar a operação. De acordo com o Metrô, a composição teve problemas no sistema de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/08/linha-2-verde-e1756404673920.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p>Circulação aconteceu com velocidade reduzida e maior tempo de parada</p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Quem utiliza a linha 2-Verde do Metrô de São Paulo enfrentou dificuldades das 6h46 às 7h01 desta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, após um trem com falha afetar a operação.</p>
<p>De acordo com o Metrô, a composição teve problemas no sistema de sinalização de portas na região da Estação Tamanduateí. Durante a intercorrência o atendimento aconteceu com velocidade reduzida e maior tempo de parada em toda a linha.</p>
<p><strong>Nota do Metrô</strong></p>
<p><em>A circulação dos trens na Linha 2-Verde está em processo de normalização, após falha no sistema de sinalização de portas em um trem na estação Tamanduateí, entre 6h46 e 7h01. O Metrô pede desculpas aos passageiros pelos transtornos provocados.</em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Fachin barra recurso em briga entre Viação Itaúna e Manto Azul e mantém decisão que proibiu circuito aberto em linhas intermunicipais de Minas Gerais</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/09/fachin-barra-recurso-em-briga-entre-viacao-itauna-e-manto-azul-e-mantem-decisao-que-proibiu-circuito-aberto-em-linhas-intermunicipais-de-minas-gerais/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 09:31:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Presidente do STF não analisou a constitucionalidade do modelo de fretamento colaborativo, mas considerou que rever decisão do TJ-MG exigiria reexaminar provas e legislação estadual; caso envolveu venda individual de viagens em trechos exclusivos da Viação Itaúna. Discussão mais ampla sobre circuito aberto e fechado continua sem solução definitiva no Supremo ADAMO BAZANI O presidente [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="689" height="462" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iturtr.jpg?fit=689%2C462&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iturtr.jpg?w=689&amp;ssl=1 689w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iturtr.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iturtr.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/iturtr.jpg?resize=400%2C268&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px" /> <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot">
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<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="138" data-end="500"><em data-start="138" data-end="500">Presidente do STF não analisou a constitucionalidade do modelo de fretamento colaborativo, mas considerou que rever decisão do TJ-MG exigiria reexaminar provas e legislação estadual; caso envolveu venda individual de viagens em trechos exclusivos da Viação Itaúna. Discussão mais ampla sobre circuito aberto e fechado continua sem solução definitiva no Supremo</em></p>
<p data-start="502" data-end="520"><em data-start="502" data-end="520"><strong data-start="503" data-end="519">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="522" data-end="1274">O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, negou seguimento a um recurso da Viação Manto Azul e, na prática, manteve uma decisão da Justiça de Minas Gerais que proibiu a empresa de realizar transporte intermunicipal de passageiros em modelo considerado irregular nos trechos Belo Horizonte (MG)–Itaúna (MG) e Belo Horizonte (MG)–Carmo do Cajuru (MG), operados pela Viação Itaúna. No processo, a Justiça mineira entendeu que havia venda individualizada de viagens, habitualidade e operação intermediada por plataforma tecnológica fora das características permitidas para o fretamento, além de reconhecer o direito da concessionária a perdas e danos.</p>
<p data-start="1276" data-end="2224">A decisão de Fachin, de 04 de setembro de 2026, entretanto, não resolve a principal controvérsia jurídica que divide empresas regulares, fretadores e plataformas como a Buser: se a exigência de circuito fechado pode ser usada para impedir modelos de fretamento colaborativo em circuito aberto. O presidente do STF não declarou que circuito aberto é constitucional ou inconstitucional. Ele concluiu que, neste processo específico, seria necessário reexaminar provas e normas locais de Minas Gerais, algo que o recurso extraordinário ao Supremo não permite. Paralelamente, o próprio Plenário do STF ainda tem pendente um julgamento diretamente voltado à validade da lei mineira que restringe o fretamento por aplicativos, enquanto outra decisão individual do ministro Nunes Marques permite provisoriamente a operação da Buser no Paraná.</p>
<h3 data-section-id="n29cpe" data-start="2226" data-end="2276">O que Fachin decidiu — e o que ele não decidiu</h3>
<p data-start="2278" data-end="2337">Este ponto é essencial para entender a dimensão da decisão.</p>
<p data-start="2339" data-end="2682">O recurso que chegou ao STF foi apresentado pela Viação Manto Azul contra a Viação Itaúna. A empresa recorrente alegava violação aos princípios constitucionais da livre concorrência e do livre exercício da atividade econômica, previstos no artigo 170 da Constituição.</p>
<p data-start="2684" data-end="2789">Fachin não rejeitou esses argumentos dizendo que a Constituição necessariamente impede o circuito aberto.</p>
<p data-start="2791" data-end="2983">O ministro concluiu que o acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi construído principalmente a partir de dois elementos: as provas daquele processo e a legislação estadual aplicável.</p>
<p data-start="2985" data-end="3131">Para derrubar a conclusão do TJ-MG, portanto, o STF precisaria voltar a examinar documentos, depoimentos e fatos e reinterpretar normas estaduais.</p>
<p data-start="3133" data-end="3418">Fachin aplicou dois entendimentos tradicionais do Supremo: a Súmula 279, segundo a qual recurso extraordinário não serve para simples reexame de provas, e a Súmula 280, que impede o STF de reexaminar ofensa baseada essencialmente em direito local.</p>
<p data-start="3420" data-end="3533">Foi por essa razão processual que o presidente negou seguimento ao recurso.</p>
<p data-start="3535" data-end="3768">Assim, a realidade jurídica é esta: a condenação da Viação Manto Azul continua valendo neste processo, mas não nasceu dessa decisão uma tese geral do STF dizendo que todo fretamento colaborativo em circuito aberto é ilegal no Brasil.</p>
<h3 data-section-id="5sli9j" data-start="3770" data-end="3819">O que a Justiça de Minas considerou irregular</h3>
<p data-start="3821" data-end="3922">No processo de origem, entretanto, houve análise concreta da maneira como as viagens eram realizadas.</p>
<p data-start="3924" data-end="4096">O Tribunal de Justiça mineiro considerou que a operação apresentava características de transporte regular de passageiros, embora fosse executada sob o regime de fretamento.</p>
<p data-start="4098" data-end="4336">O acórdão citado por Fachin registra venda individual de viagens, divulgação por plataforma tecnológica e prestação habitual do transporte sem a autorização necessária para exploração daquelas linhas.</p>
<p data-start="4338" data-end="4709">Segundo o entendimento adotado pelo TJ-MG, a venda individual de lugares, mesmo realizada por meio de plataforma digital, descaracterizou o fretamento permitido pela legislação estadual. A Corte também reconheceu concorrência desleal e considerou comprovado prejuízo à concessionária que possuía o direito de exploração das linhas.</p>
<p data-start="4711" data-end="4791">Um aspecto particularmente importante aparece nas provas mencionadas no acórdão.</p>
<p data-start="4793" data-end="4958">A defesa argumentou que não havia venda individualizada porque era emitida uma única nota fiscal referente ao frete para a empresa responsável pela plataforma Buser.</p>
<p data-start="4960" data-end="4995">O Tribunal mineiro rejeitou a tese.</p>
<p data-start="4997" data-end="5363">Segundo o acórdão reproduzido na decisão do STF, as provas, inclusive testemunhais, apontaram que os passageiros eram cobrados individualmente. Para o TJ-MG, a existência de uma única nota fiscal emitida para a plataforma era uma questão fiscal e não modificava a forma pela qual as vagas eram comercializadas aos passageiros.</p>
<p data-start="5365" data-end="5592">A Buser é mencionada neste contexto do processo, mas não aparece como recorrente ou recorrida no recurso decidido agora por Fachin. As partes no STF são Viação Manto Azul e Viação Itaúna.</p>
<h3 data-section-id="1ybgzep" data-start="5594" data-end="5647">Linhas envolvidas são concessões da Viação Itaúna</h3>
<p data-start="5649" data-end="5796">A disputa envolve principalmente as linhas 1029, entre Belo Horizonte (MG) e Itaúna (MG), e 1141, entre Belo Horizonte (MG) e Carmo do Cajuru (MG).</p>
<p data-start="5798" data-end="6006">O próprio acórdão registra que a Viação Itaúna possui concessão para operar esses serviços e afirma que a empresa detém exclusividade contratual nos trechos analisados.</p>
<p data-start="6008" data-end="6142">Foi neste contexto que o Tribunal estadual concluiu pela existência de transporte não autorizado concorrendo com um serviço concedido.</p>
<p data-start="6144" data-end="6396">O acórdão também menciona boletins de ocorrência relativos a diversas viagens realizadas durante 2023. Segundo os desembargadores, os documentos demonstravam repetição da atividade e não uma única viagem isolada.</p>
<h3 data-section-id="hu5cjq" data-start="6398" data-end="6457">Circuito fechado x circuito aberto: qual é a diferença?</h3>
<p data-start="6459" data-end="6613">A distinção é o centro de praticamente todas as disputas judiciais envolvendo Buser, fretadores colaborativos e empresas do transporte rodoviário regular.</p>
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<thead data-start="6615" data-end="6641">
<tr data-start="6615" data-end="6641">
<th class="last:pe-10" data-start="6615" data-end="6624" data-col-size="sm">Modelo</th>
<th class="last:pe-10" data-start="6624" data-end="6641" data-col-size="md">Como funciona</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="6652" data-end="6919">
<tr data-start="6652" data-end="6723">
<td data-start="6652" data-end="6671" data-col-size="sm">Circuito fechado</td>
<td data-start="6671" data-end="6723" data-col-size="md">Grupo previamente definido viaja e retorna junto</td>
</tr>
<tr data-start="6724" data-end="6786">
<td data-start="6724" data-end="6742" data-col-size="sm">Circuito aberto</td>
<td data-start="6742" data-end="6786" data-col-size="md">Passageiro pode comprar apenas um trecho</td>
</tr>
<tr data-start="6787" data-end="6851">
<td data-start="6787" data-end="6812" data-col-size="sm">Fretamento tradicional</td>
<td data-start="6812" data-end="6851" data-col-size="md">Não há venda individual de passagem</td>
</tr>
<tr data-start="6852" data-end="6919">
<td data-start="6852" data-end="6868" data-col-size="sm">Linha regular</td>
<td data-start="6868" data-end="6919" data-col-size="md">Lugares são vendidos individualmente ao público</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="6921" data-end="7203">Na regulamentação federal atualmente divulgada pela ANTT, o fretamento continua definido como transporte contratado por grupo específico, sem venda individual de passagens. No fretamento turístico e eventual, a operação é em circuito fechado.</p>
<p data-start="7205" data-end="7458">A Resolução nº 4.777/2015 da ANTT define circuito fechado como a viagem na qual um grupo com motivação comum parte de uma origem, percorre o itinerário e retorna ao ponto inicial no mesmo veículo utilizado na ida.</p>
<p data-start="7460" data-end="7687">A própria ANTT explica atualmente ao passageiro que não há comercialização individual de bilhetes no fretamento e que o grupo deve viajar dentro das condições previstas para a modalidade.</p>
<p data-start="7689" data-end="7856">O chamado circuito aberto rompe justamente esta característica: uma pessoa pode contratar somente a ida, outra somente a volta, e os grupos não precisam ser os mesmos.</p>
<p data-start="7858" data-end="7884">É aí que surge o conflito.</p>
<h3 data-section-id="yhoqzq" data-start="7886" data-end="7959">Por que plataformas defendem que não estão operando uma linha regular</h3>
<p data-start="7961" data-end="8237">Buser e entidades representativas do fretamento colaborativo sustentam, em diferentes processos, que a tecnologia apenas aproxima passageiros e empresas de fretamento devidamente autorizadas e permite que pessoas com interesse em realizar determinada viagem dividam os custos.</p>
<p data-start="8239" data-end="8318">A tese enfatiza livre iniciativa, inovação, concorrência e liberdade econômica.</p>
<p data-start="8320" data-end="8571">Os defensores desse modelo também comparam a inovação à transformação provocada por aplicativos de transporte individual e argumentam que uma nova atividade econômica não deveria ser proibida simplesmente porque a regulamentação anterior não a previu.</p>
<p data-start="8573" data-end="8667">Esse raciocínio apareceu recentemente em uma decisão do ministro Nunes Marques no próprio STF.</p>
<p data-start="8669" data-end="9084">Em julho de 2026, Marques concedeu uma liminar permitindo que a Buser mantivesse a operação no Paraná enquanto o recurso da empresa não é julgado definitivamente. Para o ministro, a inexistência de regulamentação específica de determinada atividade econômica não significa, por si só, que ela possa ser proibida. A decisão é provisória e ainda deve ser submetida ao Plenário.</p>
<h3 data-section-id="m06d8k" data-start="9086" data-end="9144">Empresas regulares dizem que obrigações são diferentes</h3>
<p data-start="9146" data-end="9302">Do outro lado, empresas de transporte rodoviário regular e suas entidades representativas sustentam que não há igualdade de condições entre os dois modelos.</p>
<p data-start="9304" data-end="9463">Uma linha regular autorizada ou concedida precisa obedecer a itinerários, horários, padrões operacionais e regras específicas estabelecidas pelo poder público.</p>
<p data-start="9465" data-end="9658">Também existem obrigações relacionadas a gratuidades e benefícios tarifários, atendimento em mercados de menor demanda, direitos de reembolso, fiscalização, terminais e continuidade do serviço.</p>
<p data-start="9660" data-end="9944">No sistema interestadual federal, por exemplo, a ANTT diferencia expressamente transporte regular e fretamento. O primeiro comercializa passagens ao público; o segundo atende grupo previamente definido e não permite venda individual de lugares.</p>
<p data-start="9946" data-end="10266">A argumentação das empresas tradicionais, portanto, não é simplesmente a de que uma plataforma tecnológica não pode existir. O ponto jurídico é que uma empresa autorizada para fretamento não poderia, segundo essa posição, utilizar essa autorização para prestar na prática um serviço com características de linha regular.</p>
<p data-start="10268" data-end="10370">Foi esta interpretação que prevaleceu no caso da Viação Itaúna agora mantido após a decisão de Fachin.</p>
<h3 data-section-id="af7pi9" data-start="10372" data-end="10444">STJ também decidiu recentemente a favor da regra do circuito fechado</h3>
<p data-start="10446" data-end="10504">A discussão ganhou outro capítulo em 31 de agosto de 2026.</p>
<p data-start="10506" data-end="10749">O ministro Marco Aurélio Bellizze, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), deu razão à ANTT em recurso relacionado à Abrafrec e restabeleceu uma sentença que havia negado proteção a empresas de fretamento contra a exigência de circuito fechado.</p>
<p data-start="10751" data-end="10917">A decisão reformou entendimento anterior do TRF-3 que havia considerado ilegal a exigência prevista na regulamentação federal.</p>
<p data-start="10919" data-end="11256">Como mostrou o <em data-start="10934" data-end="10960"><strong data-start="10935" data-end="10959">Diário do Transporte</strong></em>, Bellizze aplicou precedente da Segunda Turma do STJ segundo o qual a operação em circuito aberto com características de serviço regular não se enquadra na autorização de fretamento. A decisão é individual e ainda pode ser questionada por recurso interno.</p>
<p data-start="11258" data-end="11448">Portanto, também aqui é necessário evitar uma conclusão maior do que o processo permite: o STJ fortaleceu a posição da ANTT neste caso, mas a controvérsia constitucional continua no Supremo.</p>
<h3 data-section-id="1lnc7ei" data-start="11450" data-end="11522">Principal julgamento no STF continua pendente e pode mudar o cenário</h3>
<p data-start="11524" data-end="11597">É justamente por isso que a nova decisão de Fachin não encerra o assunto.</p>
<p data-start="11599" data-end="11717">O processo de maior abrangência hoje no STF é o Recurso Extraordinário 1.506.410, relatado pela ministra Cármen Lúcia.</p>
<p data-start="11719" data-end="11999">O processo discute diretamente a constitucionalidade da Lei nº 23.941/2021, de Minas Gerais, que impôs regras restritivas ao fretamento intermunicipal e metropolitano, incluindo circuito fechado e limitações à intermediação e à comercialização individual de lugares por terceiros.</p>
<p data-start="12001" data-end="12297">O próprio STF descreve o caso como uma discussão sobre a validade da norma mineira, a competência para legislar sobre transporte e eventual violação aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência. A Buser participa do processo como interessada.</p>
<p data-start="12299" data-end="12386">Esse é um processo diferente do recurso da Viação Manto Azul decidido agora por Fachin.</p>
<h3 data-section-id="1gogwcq" data-start="12388" data-end="12467">Cármen Lúcia, Moraes e Zanin ficaram de um lado; Mendonça abriu divergência</h3>
<p data-start="12469" data-end="12555">Antes de o processo chegar ao plenário presencial, houve votações no ambiente virtual.</p>
<p data-start="12557" data-end="12727">A relatora Cármen Lúcia votou para manter a validade da decisão relacionada à lei de Minas Gerais e foi acompanhada pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.</p>
<p data-start="12729" data-end="12773">André Mendonça apresentou posição diferente.</p>
<p data-start="12775" data-end="13021">Em seu voto-vista, Mendonça defendeu a inconstitucionalidade de dispositivos centrais da lei mineira, incluindo as normas que impõem o circuito fechado e restringem a intermediação de lugares por terceiros.</p>
<p data-start="13023" data-end="13069">Em abril de 2026, Edson Fachin pediu destaque.</p>
<p data-start="13071" data-end="13174">Com isso, o julgamento foi encaminhado ao plenário presencial, sem que houvesse uma decisão definitiva.</p>
<p data-start="13176" data-end="13492">O caso chegou a ser colocado em pauta para 26 de agosto de 2026, mas, por indicação de Cármen Lúcia, o julgamento foi novamente adiado para garantir manifestação das partes antes da retomada. O processo voltou ao gabinete da relatora e não há, até agora, resultado definitivo.</p>
<h3 data-section-id="c3qwan" data-start="13494" data-end="13580">A contradição aparente: STF mantém proibição em Minas, mas permite Buser no Paraná</h3>
<p data-start="13582" data-end="13672">Para o passageiro e mesmo para o setor, o conjunto de decisões pode parecer contraditório.</p>
<p data-start="13674" data-end="13799">De um lado, Fachin acaba de deixar em vigor uma decisão que proíbe uma operação em circuito aberto em linhas de Minas Gerais.</p>
<p data-start="13801" data-end="13894">Do outro, Nunes Marques concedeu uma liminar que permite à Buser continuar atuando no Paraná.</p>
<p data-start="13896" data-end="13950">Mas juridicamente são processos e situações distintas.</p>
<p data-start="13952" data-end="14120">No caso decidido agora por Fachin, o presidente do STF não entrou no mérito constitucional. A barreira foi processual: seria necessário rever provas e legislação local.</p>
<p data-start="14122" data-end="14271">No Paraná, Nunes Marques realizou uma análise provisória para decidir se a Buser poderia continuar funcionando enquanto um recurso ainda é examinado.</p>
<p data-start="14273" data-end="14370">E no RE 1.506.410, o Plenário terá de enfrentar diretamente a pergunta constitucional mais ampla.</p>
<p data-start="14372" data-end="14495">Assim, nenhuma dessas decisões isoladamente pode ser apresentada como a palavra definitiva do Supremo sobre todo o mercado.</p>
<h3 data-section-id="xzur6p" data-start="14497" data-end="14557">O que pode acontecer quando o Plenário finalmente julgar</h3>
<p data-start="14559" data-end="14749">A decisão do RE 1.506.410 tende a ser a mais importante para delimitar o futuro desta discussão, especialmente nos transportes intermunicipais submetidos a legislações estaduais semelhantes.</p>
<p data-start="14751" data-end="14958">Se prevalecer a linha defendida por Cármen Lúcia, a tendência será de fortalecimento da capacidade dos Estados de exigir circuito fechado e estabelecer limites à intermediação de fretamentos por plataformas.</p>
<p data-start="14960" data-end="15114">Se prevalecer a divergência apresentada por André Mendonça, poderão ser derrubadas restrições consideradas excessivas à livre iniciativa e à concorrência.</p>
<p data-start="15116" data-end="15280">O julgamento ainda poderá produzir uma solução intermediária, preservando a regulação do fretamento mas declarando inconstitucionais apenas determinadas proibições.</p>
<p data-start="15282" data-end="15367">É por isso que a decisão de Fachin desta semana deve ser lida dentro de seus limites.</p>
<h3 data-section-id="7d1llx" data-start="15369" data-end="15401">O que efetivamente vale hoje</h3>
<p data-start="15403" data-end="15475">Até que o STF dê uma resposta definitiva, o quadro continua fragmentado.</p>
<p data-start="15477" data-end="15699">Em Minas Gerais, a legislação estadual sobre circuito fechado continua produzindo efeitos e decisões judiciais vêm sendo tomadas contra operações consideradas equivalentes a transporte regular sem concessão ou autorização.</p>
<p data-start="15701" data-end="15955">No sistema interestadual, a ANTT mantém oficialmente a regra de que fretamento é serviço para grupos previamente definidos, sem venda individual de passagens e, nas modalidades correspondentes, em circuito fechado.</p>
<p data-start="15957" data-end="16082">O STJ acaba de reforçar essa interpretação em decisão favorável à agência reguladora.</p>
<p data-start="16084" data-end="16262">Ao mesmo tempo, a Buser mantém uma liminar do STF que lhe permite operar no Paraná enquanto o processo correspondente segue em tramitação.</p>
<p data-start="16264" data-end="16387">E o Plenário do Supremo ainda não decidiu a constitucionalidade das principais restrições impostas pela legislação mineira.</p>
<p data-start="16389" data-end="16651">É justamente essa ausência de uma decisão final do STF que explica por que empresas, plataformas, órgãos reguladores e tribunais continuam produzindo resultados diferentes conforme o processo, a legislação aplicável e as provas sobre a forma efetiva de operação.</p>
<p data-start="16653" data-end="16988">No processo julgado agora, o fato concreto considerado pela Justiça mineira foi que havia viagens habituais, comercialização individualizada e operação em trechos concedidos exclusivamente à Viação Itaúna. Fachin não reavaliou essas conclusões: apenas entendeu que o recurso extraordinário não é o instrumento adequado para refazê-las.</p>
<p style="padding-left: 40px;" data-start="16653" data-end="16988"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-532788" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1_20260909_061051_0000.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1_20260909_061051_0000.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1_20260909_061051_0000.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1_20260909_061051_0000.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1_20260909_061051_0000.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1_20260909_061051_0000.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1_20260909_061051_0000.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1_20260909_061051_0000.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1_20260909_061051_0000.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w" sizes="auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px" /> <img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-532789" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2_20260909_061051_0001.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2_20260909_061051_0001.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2_20260909_061051_0001.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2_20260909_061051_0001.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2_20260909_061051_0001.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2_20260909_061051_0001.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2_20260909_061051_0001.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2_20260909_061051_0001.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2_20260909_061051_0001.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w" sizes="auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px" /> <img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-532790" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3_20260909_061051_0002.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3_20260909_061051_0002.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3_20260909_061051_0002.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3_20260909_061051_0002.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3_20260909_061051_0002.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3_20260909_061051_0002.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3_20260909_061051_0002.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3_20260909_061051_0002.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/3_20260909_061051_0002.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w" sizes="auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px" /></p>
<p data-start="16990" data-end="17049" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-532792" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/4_20260909_061051_0003.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/4_20260909_061051_0003.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/4_20260909_061051_0003.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/4_20260909_061051_0003.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/4_20260909_061051_0003.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/4_20260909_061051_0003.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/4_20260909_061051_0003.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/4_20260909_061051_0003.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/4_20260909_061051_0003.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w" sizes="auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px" /> <img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-532793" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/5_20260909_061052_0004.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/5_20260909_061052_0004.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/5_20260909_061052_0004.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/5_20260909_061052_0004.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/5_20260909_061052_0004.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/5_20260909_061052_0004.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/5_20260909_061052_0004.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/5_20260909_061052_0004.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/5_20260909_061052_0004.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w" sizes="auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px" /> <img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-532794" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/6_20260909_061052_0005.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/6_20260909_061052_0005.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/6_20260909_061052_0005.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/6_20260909_061052_0005.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/6_20260909_061052_0005.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/6_20260909_061052_0005.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/6_20260909_061052_0005.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/6_20260909_061052_0005.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/6_20260909_061052_0005.jpg?w=1414&amp;ssl=1 1414w" sizes="auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px" /></p>
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    <title>Metrópole Paulista e Norte Buss mais R$ 85,1 milhões para ônibus elétricos; levantamento revisado aponta R$ 1,28 bilhão em empenhos em 2026</title>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 09:00:06 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Viação Metrópole Paulista tem R$ 47,9 milhões autorizados e Norte Buss, R$ 37,2 milhões; cidade mantém 1.759 elétricos, ainda abaixo da antiga meta de 2,6 mil, enquanto financiamentos de US$ 496,6 milhões do BID e BIRD só foram formalizados após impasse com Governo Federal e biometano ainda não chegou à operação regular ADAMO BAZANI A [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="709" height="486" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/makir.jpg?fit=709%2C486&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/makir.jpg?w=709&amp;ssl=1 709w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/makir.jpg?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/makir.jpg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/makir.jpg?resize=400%2C274&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px" /> <div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot">
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<p class="" data-start="137" data-end="460"><em data-start="137" data-end="460">Viação Metrópole Paulista tem R$ 47,9 milhões autorizados e Norte Buss, R$ 37,2 milhões; cidade mantém 1.759 elétricos, ainda abaixo da antiga meta de 2,6 mil, enquanto financiamentos de US$ 496,6 milhões do BID e BIRD só foram formalizados após impasse com Governo Federal e biometano ainda não chegou à operação regular</em></p>
<p class="" data-start="462" data-end="480"><em data-start="462" data-end="480"><strong data-start="463" data-end="479">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="482" data-end="1355">A Prefeitura de São Paulo (SP) autorizou mais R$ 85,19 milhões para a eletrificação da frota de ônibus do sistema municipal, sendo R$ 47,96 milhões para a Viação Metrópole Paulista, responsável pelo Lote AR3, e R$ 37,23 milhões para a Norte Buss Transportes, integrante do Consórcio Transnorte e operadora do Lote D2. Com os novos atos publicados nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, levantamento revisado do <em data-start="898" data-end="924"><strong data-start="899" data-end="923">Diário do Transporte</strong></em> identificou R$ 1,285 bilhão em autorizações de empenho destinadas à eletrificação ao longo deste ano, considerando 20 empresas ou consórcios beneficiados em diferentes rodadas. Os empenhos representam reserva orçamentária para viabilizar os investimentos e não significam, necessariamente, que todo o dinheiro já tenha sido efetivamente pago às empresas.</p>
<p data-start="1357" data-end="2334">A sequência de aportes mostra uma aceleração financeira do programa, mas a transformação da frota continua marcada por dificuldades de infraestrutura elétrica, disponibilidade de alguns tipos de veículos, custo elevado e demora na estruturação de financiamentos. São Paulo (SP) tem oficialmente 1.759 ônibus elétricos, dos quais 1.570 são a bateria e 189 trólebus, número ainda bem inferior à antiga promessa de 2,6 mil elétricos até dezembro de 2024. Paralelamente, dois empréstimos de US$ 248,3 milhões cada, num total de US$ 496,6 milhões, com BID e BIRD, só foram formalizados no fim de agosto após uma disputa entre Prefeitura e Governo Federal que chegou ao Senado, TCU e STJ. O biometano passou a integrar a estratégia municipal como alternativa adicional ao diesel, com novos modelos desenvolvidos pela indústria, mas, até agora, não há confirmação oficial de ônibus com este combustível incorporados à operação regular da SPTrans.</p>
<h3 data-section-id="i04vu" data-start="2336" data-end="2416">Metrópole Paulista recebe mais R$ 47,9 milhões e Norte Buss, R$ 37,2 milhões</h3>
<p data-start="2418" data-end="2540">Os dois novos despachos foram assinados pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira.</p>
<p data-start="2542" data-end="2815">Para a Viação Metrópole Paulista S/A foram autorizados R$ 47.957.099,52 para a eletrificação da frota do Lote AR3, integrante do grupo de Articulação Regional. A companhia é detentora do contrato de concessão correspondente desde 2019.</p>
<p data-start="2817" data-end="3073">No caso da Norte Buss Transportes S/A, o empenho é de R$ 37.234.571,20 para o Lote D2. A empresa integra o Consórcio Transnorte, que possui a concessão deste conjunto de linhas locais da zona Norte da capital paulista.</p>
<p data-start="3075" data-end="3134">Somados, são exatamente R$ 85.191.670,72 nesta nova rodada.</p>
<p data-start="3136" data-end="3402">Os atos seguem o modelo adotado pelo Município desde novembro de 2023. Pela regulamentação, a Prefeitura pode conceder subvenção para a compra de ônibus elétricos, limitada à diferença entre os preços referenciais de um veículo a diesel e de um elétrico equivalente.</p>
<p data-start="3404" data-end="3677">A própria SMT informa que os recursos usados atualmente nesta política são provenientes de contratos de financiamento firmados com Banco do Brasil, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Caixa Econômica Federal.</p>
<h3 data-section-id="115de1c" data-start="3679" data-end="3751">Levantamento revisado aponta R$ 1,285 bilhão em autorizações em 2026</h3>
<p data-start="3753" data-end="4032">O <em data-start="3755" data-end="3781"><strong data-start="3756" data-end="3780">Diário do Transporte</strong></em> refez, para esta reportagem, a soma das autorizações de empenho localizadas desde janeiro de 2026, verificando individualmente as empresas contempladas e evitando repetir valores quando a mesma companhia recebeu recursos em diferentes lotes ou datas.</p>
<p data-start="4034" data-end="4289">A primeira autorização localizada no ano foi publicada em 09 de janeiro, com R$ 38.369.861,20 para a Allibus. Em maio, mais R$ 225.043.529,36 foram destinados ao Consórcio KBPX, Viação Metrópole Paulista e Mobibrasil.</p>
<p data-start="4291" data-end="4551">Em 1º de junho, uma das maiores rodadas do ano somou R$ 324.397.163,70 para Movebuss, Sambaíba, Alfa Rodobus, Consórcio KBPX e Transunião. No dia 18 daquele mês, outros R$ 61.190.106 foram autorizados para a Viação Grajaú.</p>
<p data-start="4553" data-end="4943">Julho concentrou diversas decisões: R$ 89.398.832,44 para Campo Belo, Auto Bless, A2 Transportes, Pêssego e Transppass; um complemento de R$ 531.815,70 para a Norte Buss; a grande rodada de 21 de julho envolvendo Metrópole Paulista, Mobibrasil, Sambaíba, Spencer, Gatusa e Gato Preto; e outros R$ 22.937.893,72 para Norte Buss e Alfa Rodobus no dia 30.</p>
<p data-start="4945" data-end="5087">Em agosto, Via Sudeste e Santa Brígida receberam autorizações que, juntas, alcançaram R$ 156.847.316,80.</p>
<p data-start="5089" data-end="5249">Com os R$ 85.191.670,72 desta quarta-feira, a soma dos atos individualmente localizados e revisados pelo <em data-start="5194" data-end="5220"><strong data-start="5195" data-end="5219">Diário do Transporte</strong></em> chega a R$ 1.285.468.054,34.</p>
<p data-start="5251" data-end="5493">Para manter a tabela estreita e adequada à leitura por celular, os valores abaixo estão agrupados por empresa ou consórcio. Quando uma mesma concessionária recebeu mais de uma autorização ou atua em mais de um lote, as parcelas foram somadas.</p>
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<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="5495" data-end="6279">
<thead data-start="5495" data-end="5532">
<tr data-start="5495" data-end="5532">
<th class="last:pe-10" data-start="5495" data-end="5515" data-col-size="sm">Empresa/consórcio</th>
<th class="last:pe-10" data-start="5515" data-end="5532" data-col-size="sm">Total em 2026</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="5544" data-end="6279">
<tr data-start="5544" data-end="5581">
<td data-start="5544" data-end="5561" data-col-size="sm">A2 Transportes</td>
<td data-start="5561" data-end="5581" data-col-size="sm">R$ 19.568.629,21</td>
</tr>
<tr data-start="5582" data-end="5617">
<td data-start="5582" data-end="5597" data-col-size="sm">Alfa Rodobus</td>
<td data-start="5597" data-end="5617" data-col-size="sm">R$ 42.206.847,32</td>
</tr>
<tr data-start="5618" data-end="5648">
<td data-start="5618" data-end="5628" data-col-size="sm">Allibus</td>
<td data-start="5628" data-end="5648" data-col-size="sm">R$ 38.369.861,20</td>
</tr>
<tr data-start="5649" data-end="5682">
<td data-start="5649" data-end="5662" data-col-size="sm">Auto Bless</td>
<td data-start="5662" data-end="5682" data-col-size="sm">R$ 21.050.760,00</td>
</tr>
<tr data-start="5683" data-end="5721">
<td data-start="5683" data-end="5700" data-col-size="sm">Consórcio KBPX</td>
<td data-start="5700" data-end="5721" data-col-size="sm">R$ 116.774.624,40</td>
</tr>
<tr data-start="5722" data-end="5755">
<td data-start="5722" data-end="5735" data-col-size="sm">Gato Preto</td>
<td data-start="5735" data-end="5755" data-col-size="sm">R$ 19.810.451,70</td>
</tr>
<tr data-start="5756" data-end="5785">
<td data-start="5756" data-end="5765" data-col-size="sm">Gatusa</td>
<td data-start="5765" data-end="5785" data-col-size="sm">R$ 23.738.206,36</td>
</tr>
<tr data-start="5786" data-end="5820">
<td data-start="5786" data-end="5799" data-col-size="sm">Mobibrasil</td>
<td data-start="5799" data-end="5820" data-col-size="sm">R$ 177.086.429,84</td>
</tr>
<tr data-start="5821" data-end="5852">
<td data-start="5821" data-end="5832" data-col-size="sm">Movebuss</td>
<td data-start="5832" data-end="5852" data-col-size="sm">R$ 86.332.187,70</td>
</tr>
<tr data-start="5853" data-end="5886">
<td data-start="5853" data-end="5866" data-col-size="sm">Norte Buss</td>
<td data-start="5866" data-end="5886" data-col-size="sm">R$ 56.867.294,50</td>
</tr>
<tr data-start="5887" data-end="5916">
<td data-start="5887" data-end="5897" data-col-size="sm">Pêssego</td>
<td data-start="5897" data-end="5916" data-col-size="sm">R$ 9.080.720,00</td>
</tr>
<tr data-start="5917" data-end="5949">
<td data-start="5917" data-end="5928" data-col-size="sm">Sambaíba</td>
<td data-start="5928" data-end="5949" data-col-size="sm">R$ 179.839.123,20</td>
</tr>
<tr data-start="5950" data-end="5985">
<td data-start="5950" data-end="5966" data-col-size="sm">Santa Brígida</td>
<td data-start="5966" data-end="5985" data-col-size="sm">R$ 9.991.062,40</td>
</tr>
<tr data-start="5986" data-end="6016">
<td data-start="5986" data-end="5996" data-col-size="sm">Spencer</td>
<td data-start="5996" data-end="6016" data-col-size="sm">R$ 24.202.471,28</td>
</tr>
<tr data-start="6017" data-end="6049">
<td data-start="6017" data-end="6030" data-col-size="sm">Transppass</td>
<td data-start="6030" data-end="6049" data-col-size="sm">R$ 6.301.384,64</td>
</tr>
<tr data-start="6050" data-end="6083">
<td data-start="6050" data-end="6063" data-col-size="sm">Transunião</td>
<td data-start="6063" data-end="6083" data-col-size="sm">R$ 40.958.028,32</td>
</tr>
<tr data-start="6084" data-end="6124">
<td data-start="6084" data-end="6104" data-col-size="sm">Viação Campo Belo</td>
<td data-start="6104" data-end="6124" data-col-size="sm">R$ 33.397.338,59</td>
</tr>
<tr data-start="6125" data-end="6161">
<td data-start="6125" data-end="6141" data-col-size="sm">Viação Grajaú</td>
<td data-start="6141" data-end="6161" data-col-size="sm">R$ 61.190.106,00</td>
</tr>
<tr data-start="6162" data-end="6211">
<td data-start="6162" data-end="6190" data-col-size="sm">Viação Metrópole Paulista</td>
<td data-start="6190" data-end="6211" data-col-size="sm">R$ 171.846.273,28</td>
</tr>
<tr data-start="6212" data-end="6247">
<td data-start="6212" data-end="6226" data-col-size="sm">Via Sudeste</td>
<td data-start="6226" data-end="6247" data-col-size="sm">R$ 146.856.254,40</td>
</tr>
<tr data-start="6248" data-end="6279">
<td data-start="6248" data-end="6256" data-col-size="sm">TOTAL</td>
<td data-start="6256" data-end="6279" data-col-size="sm">R$ 1.285.468.054,34</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="6281" data-end="6830">A Prefeitura mantém ainda uma página própria de transparência com planilhas mensais dos “veículos adquiridos com subvenção para investimento”. Há arquivos referentes a fevereiro, março, abril, maio, junho e julho de 2026. Como estas planilhas registram veículos adquiridos e não necessariamente novas autorizações de empenho emitidas no mesmo mês, o levantamento acima considera os atos financeiros individualmente localizados, evitando misturar data de aquisição do ônibus com data de autorização do recurso.</p>
<h3 data-section-id="173mdyj" data-start="6832" data-end="6893">Revisão identifica duplicidade na soma publicada em julho</h3>
<p data-start="6895" data-end="6995">A revisão também permitiu corrigir uma soma publicada anteriormente pelo <em data-start="6968" data-end="6994"><strong data-start="6969" data-end="6993">Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<p data-start="6997" data-end="7339">Na reportagem de 21 de julho de 2026, o total daquela rodada foi informado como R$ 311.533.051,90. Ao conferir novamente os atos para a elaboração deste levantamento anual, foi identificada a repetição, no conteúdo integral reproduzido na reportagem, do mesmo empenho de R$ 29.973.187,20 destinado à Viação Metrópole Paulista para o Lote AR3.</p>
<p data-start="7341" data-end="7555">O documento referente ao AR3 aparece uma vez antes do ato de R$ 67.939.224,32 do Lote E3 e volta a ser reproduzido posteriormente com o mesmo valor e a mesma nota de reserva.</p>
<p data-start="7557" data-end="7690">Retirada a duplicidade, a soma das autorizações únicas daquela rodada de 21 de julho é de R$ 281.559.864,70, e não R$ 311.533.051,90.</p>
<p data-start="7692" data-end="7926">Por esta razão, para o levantamento agora publicado, o <em data-start="7747" data-end="7773"><strong data-start="7748" data-end="7772">Diário do Transporte</strong></em> não utilizou simplesmente os acumulados das reportagens anteriores: todos os valores foram novamente somados a partir das autorizações individualizadas.</p>
<h3 data-section-id="h5th0n" data-start="7928" data-end="7991">De 15 ônibus a bateria em 2019 para 1.759 elétricos em 2026</h3>
<p data-start="7993" data-end="8081">A trajetória recente da eletrificação em São Paulo (SP) começou em escala muito pequena.</p>
<p data-start="8083" data-end="8481">Em novembro de 2019, foram colocados em circulação 15 ônibus movidos exclusivamente por baterias na linha 6030/10 – Unisa-Campus 1/Terminal Santo Amaro, operada na época pela Transwolff. Posteriormente, o projeto-piloto chegou a 18 unidades. A própria SPTrans considerou o desempenho operacional satisfatório e passou a testar veículos de outros fabricantes.</p>
<p data-start="8483" data-end="8705">A mudança de escala ganhou força em outubro de 2022. A partir do dia 17 daquele mês, a SPTrans passou a impedir a inclusão de novos ônibus zero-quilômetro a diesel, dentro da estratégia para acelerar a redução de emissões.</p>
<p data-start="8707" data-end="8979">Naquele momento, porém, a cidade possuía apenas 219 elétricos: 18 ônibus a bateria e 201 trólebus. A gestão Ricardo Nunes defendia chegar a pelo menos 2,6 mil elétricos até o fim de 2024, equivalentes a aproximadamente 20% da frota.</p>
<p data-start="8981" data-end="9006">A meta não foi alcançada.</p>
<p data-start="9008" data-end="9426">O relatório de administração da SPTrans mostra que, em dezembro de 2024, estavam em operação 502 ônibus elétricos, sendo 301 a bateria e 201 trólebus. O mesmo documento relata que a gerenciadora passou a visitar garagens e criou um comitê técnico com participação da Enel e das concessionárias para acompanhar o fornecimento de energia e a implantação das estruturas de recarga.</p>
<p data-start="9428" data-end="9595">Em janeiro de 2025, a entrega de mais 100 veículos elevou o total para 629, dos quais 428 eram ônibus a bateria e 201 trólebus.</p>
<p data-start="9597" data-end="9846">O ritmo aumentou ao longo de 2025 e nos primeiros meses de 2026. Em 11 de março deste ano, a Prefeitura apresentou mais 110 unidades e anunciou que a frota havia chegado a 1.259 veículos de propulsão elétrica.</p>
<p data-start="9848" data-end="10017">O maior salto ocorreu em 21 de junho de 2026, quando foram apresentados de uma só vez 500 novos ônibus elétricos, incluindo veículos mídi, básicos, padron e articulados.</p>
<p data-start="10019" data-end="10338">A frota passou então para 1.759 unidades: 1.570 movidas a bateria e 189 trólebus. Segundo cálculos divulgados pela Prefeitura, este conjunto evita o consumo de aproximadamente 57 milhões de litros de diesel e a emissão de cerca de 130 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.</p>
<p data-start="10340" data-end="10489">A própria Prefeitura continuava citando oficialmente os mesmos 1.759 elétricos no início de setembro de 2026.</p>
<h3 data-section-id="xl2ozz" data-start="10491" data-end="10562">Antiga meta de 2,6 mil ficou para trás e objetivo atual é diferente</h3>
<p data-start="10564" data-end="10661">É importante diferenciar a antiga promessa administrativa da obrigação ambiental prevista em lei.</p>
<p data-start="10663" data-end="10878">A meta divulgada pela gestão municipal no início da década era colocar pelo menos 2,6 mil ônibus elétricos nas ruas até dezembro de 2024. O objetivo não foi atingido: no encerramento daquele ano havia 502 elétricos.</p>
<p data-start="10880" data-end="11196">Para o Programa de Metas 2025-2028, a Prefeitura modificou a formulação. Agora, a Meta 6 determina a substituição de 2.200 ônibus a diesel por veículos de “matriz energética mais limpa”. Portanto, o objetivo não está limitado aos modelos a bateria e admite outras tecnologias.</p>
<p data-start="11198" data-end="11571">Já a legislação ambiental tem horizonte mais longo. A Lei Municipal nº 18.225, de janeiro de 2025, alterou as regras anteriores e estabeleceu que, até 2038, as frotas devem alcançar redução de 100% das emissões de CO₂ de origem fóssil em relação ao ano-base de 2016 e de pelo menos 95% de material particulado e óxidos de nitrogênio.</p>
<p data-start="11573" data-end="11862">A mesma lei também determinou que os operadores apresentassem à concessionária de energia elétrica seus projetos e necessidades de infraestrutura para carregamento dos ônibus a bateria, explicitando em lei um dos principais gargalos que já vinha aparecendo na implantação prática da frota.</p>
<h3 data-section-id="hz50sk" data-start="11864" data-end="11955">Falta de infraestrutura elétrica atrasou programa e ônibus a diesel ficaram mais velhos</h3>
<p data-start="11957" data-end="12004">O problema não se resume à compra dos veículos.</p>
<p data-start="12006" data-end="12249">Uma garagem que passa de dezenas ou centenas de ônibus a diesel para ônibus elétricos exige carregadores, subestações, equipamentos de proteção, cabos, obras internas e, dependendo da região, reforço na rede externa de distribuição de energia.</p>
<p data-start="12251" data-end="12659">Ao longo dos últimos anos, a Prefeitura atribuiu principalmente à capacidade da rede administrada pela Enel parte relevante da demora. A SPTrans registrou oficialmente em seu relatório de 2024 a criação de um comitê formado pela própria gerenciadora, concessionárias de ônibus e Enel, com reuniões semanais para acompanhar obras e fornecimento de energia nas garagens.</p>
<p data-start="12661" data-end="13017">Também houve dificuldades na disponibilidade de determinados portes de veículos. Quando a proibição de novos ônibus a diesel começou, em 2022, micro-ônibus e mídis tiveram tratamento específico justamente porque não havia oferta suficiente de equivalentes elétricos homologados para todas as necessidades do sistema.</p>
<p data-start="13019" data-end="13233">A indústria ampliou bastante esta oferta posteriormente, com ônibus básicos, padron, modelos de 15 metros, articulados e superarticulados, mas a adequação das garagens e da rede elétrica continuou sendo necessária.</p>
<p data-start="13235" data-end="13741">O efeito colateral foi o envelhecimento da frota movida a diesel que permaneceu em circulação. Como as empresas deixaram de poder renovar livremente os veículos antigos por novos modelos convencionais enquanto os elétricos não entravam na velocidade inicialmente planejada, a SPTrans ampliou os limites de idade de parte da frota. Em junho de 2026, a própria gerenciadora informou ao CMTT que a idade média dos ônibus municipais havia chegado a seis anos e 11 meses.</p>
<h3 data-section-id="ksjodv" data-start="13743" data-end="13799">Subvenção pública passou a bancar diferença de preço</h3>
<p data-start="13801" data-end="13849">Outra mudança decisiva ocorreu no financiamento.</p>
<p data-start="13851" data-end="14117">Os ônibus pertencem às concessionárias, mas o preço de aquisição dos modelos elétricos é significativamente superior ao de veículos semelhantes a diesel. Sem uma solução financeira, a imposição de troca tecnológica criada um problema para o equilíbrio dos contratos.</p>
<p data-start="14119" data-end="14374">Em novembro de 2023, a Prefeitura regulamentou a utilização de subvenção pública. O mecanismo permite ao Município apoiar o investimento até o limite da diferença entre os preços de referência do veículo convencional a diesel e do correspondente elétrico.</p>
<p data-start="14376" data-end="14467">É desta estrutura que saem as sucessivas autorizações de empenho agora encontradas em 2026.</p>
<p data-start="14469" data-end="14661">Atualmente, segundo a SMT, as subvenções já utilizadas têm como origem três contratos de financiamento da Prefeitura com Banco do Brasil, BNDES e Caixa.</p>
<p data-start="14663" data-end="14938">Isso também ajuda a explicar por que a existência de um empenho não significa automaticamente que o ônibus esteja na garagem ou que todo o valor já tenha sido transferido: há etapas de compra, comprovação, inclusão dos veículos no sistema, documentação e execução financeira.</p>
<h3 data-section-id="10sguk3" data-start="14940" data-end="15022">BID e BIRD: US$ 496,6 milhões passaram por longo imbróglio com Governo Federal</h3>
<p data-start="15024" data-end="15154">Separadamente das linhas nacionais que já sustentam as subvenções, a Prefeitura buscou dois grandes financiamentos internacionais.</p>
<p data-start="15156" data-end="15386">A história começou ainda em 2023, quando a Cofiex, comissão vinculada ao Governo Federal responsável por analisar operações externas de crédito, aprovou a estruturação de aproximadamente US$ 500 milhões para o programa paulistano.</p>
<p data-start="15388" data-end="15561">O desenho final ficou em duas operações idênticas de US$ 248,3 milhões: uma com o BID e outra com o BIRD, instituição do Grupo Banco Mundial. Somadas, são US$ 496,6 milhões.</p>
<p data-start="15563" data-end="15636">Em 2026, porém, a tramitação se transformou em uma disputa institucional.</p>
<p data-start="15638" data-end="15985">Em reportagem exclusiva de 07 de agosto, o <em data-start="15681" data-end="15707"><strong data-start="15682" data-end="15706">Diário do Transporte</strong></em> mostrou documentos nos quais a Prefeitura afirmava ter entregado em março as informações solicitadas pelo Tesouro Nacional e sustentava que os processos permaneciam na Casa Civil da Presidência da República desde abril, mesmo depois de análises técnicas e jurídicas favoráveis.</p>
<p data-start="15987" data-end="16288">A administração municipal acusou o Governo Federal de demora, usando nos documentos expressões como “retenção indevida” e “conduta procrastinatória”, e afirmou existir risco de os pedidos perderem validade em 25 de agosto. A Prefeitura acionou o Senado e o TCU.</p>
<p data-start="16290" data-end="16697">A Casa Civil, por sua vez, disse ao <em data-start="16326" data-end="16352"><strong data-start="16327" data-end="16351">Diário do Transporte</strong></em> que os processos estavam seguindo os procedimentos administrativos e técnicos exigidos e seriam encaminhados às etapas seguintes depois da conclusão da tramitação. Portanto, a alegação de retenção foi uma posição da Prefeitura contestada pelo Governo Federal, e não um fato reconhecido pelas duas partes.</p>
<p data-start="16699" data-end="16873">Em 13 de agosto, o Senado aprovou as duas operações, e as autorizações foram formalizadas em resoluções publicadas quatro dias depois.</p>
<p data-start="16875" data-end="17161">Com o prazo apontado pelo Município se aproximando, a gestão Ricardo Nunes também recorreu ao STJ. Na noite de 25 de agosto, último dia citado pela Prefeitura como limite, o Governo Federal concedeu as garantias da União necessárias às operações.</p>
<p data-start="17163" data-end="17335">Os contratos finalmente foram formalizados. O BID concederá US$ 248,3 milhões e o BIRD, outros US$ 248,3 milhões, tendo o Município como tomador e a União como garantidora.</p>
<p data-start="17337" data-end="17574">A Prefeitura estima que as duas linhas tenham capacidade para apoiar aproximadamente 1,1 mil ônibus elétricos. Isso não significa que estes 1,1 mil veículos já tenham sido comprados ou contratados.</p>
<p data-start="17576" data-end="17873">Também não haverá um depósito integral e imediato de todo o financiamento. No caso do BID, por exemplo, o contrato prevê cinco anos para desembolso e cinco parcelas vinculadas ao cumprimento de condições e resultados que serão verificados independentemente.</p>
<p data-start="17875" data-end="18104">Assim, os US$ 496,6 milhões representam uma nova capacidade financeira para a eletrificação futura e não devem ser simplesmente somados aos R$ 1,285 bilhão da tabela como se todos fossem recursos já repassados às concessionárias.</p>
<h3 data-section-id="1qsc9pa" data-start="18106" data-end="18202">Biometano é alternativa oficial, mas, por enquanto, permanece no campo dos projetos e testes</h3>
<p data-start="18204" data-end="18305">As dificuldades enfrentadas pela eletrificação fizeram a Prefeitura ampliar a estratégia tecnológica.</p>
<p data-start="18307" data-end="18657">Em setembro de 2025, foi criado o Programa BioSP, destinado à incorporação de ônibus movidos a biometano nos contratos municipais. O decreto permite que as concessionárias façam adesão por meio de aditivos contratuais e prevê uma estrutura específica para aquisição, operação e equilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p data-start="18659" data-end="18834">O biometano é produzido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos e pode substituir combustíveis fósseis em motores preparados para gás.</p>
<p data-start="18836" data-end="19188">O BioSP, entretanto, não extingue as obrigações de eletrificação já existentes nos contratos. A tecnologia foi incorporada como rota adicional para a substituição do diesel, especialmente num cenário em que a implantação de infraestrutura elétrica se mostrou mais lenta do que a administração municipal esperava.</p>
<p data-start="19190" data-end="19248">A indústria já começou a desenvolver veículos específicos.</p>
<p data-start="19250" data-end="19538">Um dos projetos mais avançados é o Scania K 280 4&#215;2 com carroceria Caio gMillennium, desenvolvido para atender às especificações da SPTrans. O modelo tem aproximadamente 13 metros, capacidade indicada de até 88 passageiros e autonomia estimada entre aproximadamente 300 e 350 quilômetros.</p>
<p data-start="19540" data-end="19916">O diretor de Desenvolvimento de Negócios da Scania, Marcelo Gallão, revelou ao <em data-start="19619" data-end="19645"><strong data-start="19620" data-end="19644">Diário do Transporte</strong></em> que um grande grupo operador de São Paulo (SP) demonstrou interesse em uma quantidade considerada relativamente grande destes ônibus. A eventual compra, porém, depende dos resultados dos testes operacionais, técnicos e econômicos.</p>
<p data-start="19918" data-end="20007">A previsão é que o ônibus comece a ser avaliado nas ruas da capital paulista em setembro.</p>
<p data-start="20009" data-end="20231">Até a última atualização oficial e as apurações do <em data-start="20060" data-end="20086"><strong data-start="20061" data-end="20085">Diário do Transporte</strong></em> realizadas neste início de mês, contudo, não havia confirmação de nenhum ônibus a biometano efetivamente incorporado à frota regular da SPTrans.</p>
<p data-start="20233" data-end="20552">Ou seja: há programa municipal, regulamentação, desenvolvimento de novos veículos, interesse de operadores e avanço da cadeia de fornecimento do combustível, mas, para o passageiro que utiliza as linhas diariamente, o biometano ainda não se transformou em frota regular nas ruas.</p>
<p data-start="20554" data-end="20775">Enquanto esta alternativa não se concretiza operacionalmente, a eletrificação por baterias e a manutenção dos trólebus continuam sendo as tecnologias de emissão zero efetivamente presentes em escala no sistema paulistano.</p>
<p data-start="20777" data-end="20836" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="20777" data-end="20836" data-is-last-node=""><strong data-start="20778" data-end="20835">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>ANTT abre chamamento para substituir Rápido Luxo Campinas e decide sobre Emtram, Penha, Nobre, Gontijo, União, Conecta Via Sul, UTB, Rota do Sol, Novo Horizonte, São Luiz</title>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 08:01:21 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Também há decisões a respeito da Expresso Central, BUS, KSS. e Atos trazem novos TARs, renúncias, transferências de linhas, cinco negativas e chamamento público é para serviço semiurbano ADAMO BAZANI A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) publicou nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, uma ampla sequência de decisões que muda autorizações do transporte [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="866" height="510" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?fit=866%2C510&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?w=866&amp;ssl=1 866w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?resize=300%2C177&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?resize=150%2C88&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?resize=768%2C452&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/montededecisaao.jpg?resize=400%2C236&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 866px) 100vw, 866px" /> <p><em>Também há decisões a respeito da Expresso Central, BUS, KSS. e Atos trazem novos TARs, renúncias, transferências de linhas, cinco negativas e chamamento público é para serviço semiurbano</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) publicou nesta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, uma ampla sequência de decisões que muda autorizações do transporte rodoviário de passageiros em diferentes regiões do País. Emtram e Nobre receberam novos TARs (Termos de Autorização), respectivamente para as linhas Irecê (BA) – Osasco (SP) e Goiânia (GO) – Três Lagoas (MS), enquanto a Expresso Nossa Senhora da Penha recebeu autorização para São Paulo (SP) – Curitiba (PR). A agência também aceitou as renúncias da Gontijo à linha São Paulo (SP) – Palmas (TO) e da Expresso União à ligação Araguari (MG) – Goiânia (GO).</p>
<p>No transporte semiurbano interestadual, a Diretoria Colegiada deu anuência prévia para que três ligações de Luziânia (GO) com o Distrito Federal passem da Central Expresso para a Conecta Via Sul e para que a ligação Novo Gama (GO) – Brasília (DF) seja transferida da Rota do Sol para a UTB – União Transporte Brasília. Em outra decisão, a ANTT extinguiu, a pedido da Rápido Luxo Campinas, a autorização de Andradas (MG) – São João da Boa Vista (SP) e determinou um chamamento público para encontrar uma empresa que mantenha o atendimento provisoriamente até uma futura licitação. Ao mesmo tempo, Viação Novo Horizonte, Expresso Central Transporte, BUS Transportes, KSS Transportes e Expresso São Luiz tiveram pedidos negados.</p>
<p>A Penha, do Grupo Comporte, ganha destaque porque a nova autorização reforça uma posição que já havia sido identificada em levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>. Na apuração publicada em 08 de setembro de 2026, com atos auditados entre 1º de janeiro e 04 de setembro, a empresa liderava entre as companhias mais atendidas, com pelo menos 24 decisões favoráveis. Somadas, Penha, Itamarati, Expresso União e Princesa do Norte, todas do Grupo Comporte, tinham 45 decisões favoráveis identificadas. Somente a Penha concentrou 17 deferimentos nos dias 20 e 23 de março. O levantamento mostrou ainda que 130 das 151 negativas auditadas, ou 86,1%, eram pedidos de emissão de TAR. A autorização agora publicada para São Paulo (SP) – Curitiba (PR) é posterior ao fechamento daquele levantamento e reforça a liderança da companhia no recorte acompanhado pelo site. <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/09/08/exclusivo-emissao-de-tar-concentra-861-das-negativas-auditadas-a-antt-e-grupo-comporte-foi-o-mais-atendido-ate-agora-em-2026/?utm_source=chatgpt.com">Leia o levantamento exclusivo do Diário do Transporte sobre as autorizações e negativas da ANTT em 2026</a></p>
<p><strong>EMTRAM – NOVO TAR ENTRE IRECÊ (BA) E OSASCO (SP) TEM 28 SEÇÕES</strong></p>
<p>A Diretoria Colegiada da ANTT emitiu para a Emtram – Empresa de Transporte Macaubense Ltda., CNPJ 16.041.592/0001-20, o TAR BASP0023063 para a linha Irecê (BA) – Osasco (SP). A decisão foi tomada em 04 de setembro e publicada nesta quarta-feira (09).</p>
<p>Segundo a agência, os mercados incluídos no pedido já são autorizados à empresa e, por isso, cumprem as exigências da regulamentação atualmente aplicada ao transporte rodoviário interestadual regular.</p>
<p>A autorização é extensa. São 28 seções, permitindo diferentes combinações de embarque e desembarque entre cidades da Bahia, Minas Gerais e São Paulo.</p>
<p>Partindo de Irecê (BA), foram autorizadas as seções para São Paulo (SP), Betim (MG), Perdões (MG), Pouso Alegre (MG), Atibaia (SP) e Osasco (SP).</p>
<p>A partir de Central (BA), constam Central (BA) – São Paulo (SP) e Central (BA) – Osasco (SP).</p>
<p>Para Xique-Xique (BA), aparecem as ligações com São Paulo (SP) e Osasco (SP).</p>
<p>Barra (BA) passa a constar nas seções para Betim (MG), Perdões (MG), Pouso Alegre (MG), Atibaia (SP) e São Paulo (SP).</p>
<p>Ibotirama (BA) aparece com seis seções: Betim (MG), Perdões (MG), Pouso Alegre (MG), Atibaia (SP), São Paulo (SP) e Osasco (SP).</p>
<p>Paratinga (BA) está relacionada com Betim (MG), Perdões (MG), Pouso Alegre (MG), Atibaia (SP) e São Paulo (SP).</p>
<p>Finalmente, Caetité (BA) aparece nas seções para Betim (MG) e Perdões (MG).</p>
<p>A Emtram deve iniciar os serviços em até 30 dias contados do início da vigência do TAR. A empresa poderá pedir uma única prorrogação, por outros 30 dias, desde que apresente justificativa. Se não cumprir o prazo e as condições estabelecidas, a autorização pode ser revogada.</p>
<p>A ANTT também deixa expresso que a empresa não pode operar seções envolvendo municípios diferentes daqueles constantes nos TARs que lhe foram delegados. O termo ainda pode perder eficácia caso mudanças legais ou regulamentares criem novas condições e a operadora não se adeque no prazo estabelecido.</p>
<p>A Emtram pode renunciar ao TAR no futuro. O ato pode ainda ser declarado nulo se for constatada ilegalidade ou cassado caso a empresa perca condições indispensáveis à manutenção da autorização ou seja responsabilizada por infração grave em processo administrativo.</p>
<p><strong>GONTIJO – EMPRESA RENUNCIA À LINHA SÃO PAULO (SP) – PALMAS (TO)</strong></p>
<p>A Supas (Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros) aceitou o pedido da Empresa Gontijo de Transportes S.A., CNPJ 16.624.611/0098-73, para renunciar ao TAR SPTO0015189, correspondente à linha São Paulo (SP) – Palmas (TO) e às respectivas seções.</p>
<p>Diferentemente de uma cassação ou punição, trata-se de uma saída solicitada pela própria autorizatária e posteriormente homologada pela ANTT.</p>
<p>A renúncia produzirá efeitos em 19 de setembro de 2026. A partir do encerramento, todas as operações vinculadas especificamente a esse TAR são canceladas.</p>
<p>Há uma proteção expressa aos passageiros. Caso existam bilhetes vendidos para viagens marcadas depois do encerramento das atividades, a Gontijo terá de cumprir as garantias previstas nas regras da ANTT para cancelamento dessas viagens.</p>
<p>A agência também revogou o ato da Supas de outubro de 2024 que estava associado a essa autorização.</p>
<p>No levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> fechado em 04 de setembro, a Gontijo aparecia com cinco decisões favoráveis identificadas em 2026. A decisão publicada agora também atende a um pedido da empresa, mas tem natureza completamente diferente de uma expansão de mercado: neste caso, o deferimento permite que a companhia deixe a linha.</p>
<p><strong>EXPRESSO UNIÃO – RENÚNCIA À LIGAÇÃO ARAGUARI (MG) – GOIÂNIA (GO)</strong></p>
<p>Outra renúncia aceita pela Supas envolve a Expresso União Ltda., CNPJ 19.350.180/0001-60, e o TAR MGGO0013004 da linha Araguari (MG) – Goiânia (GO), incluindo as respectivas seções.</p>
<p>A decisão produzirá efeitos antes da renúncia da Gontijo: a partir de 16 de setembro de 2026.</p>
<p>Assim como no caso da linha São Paulo (SP) – Palmas (TO), a homologação cancela todas as operações vinculadas ao TAR e mantém a obrigação de proteção aos passageiros que eventualmente já tenham adquirido passagens para datas posteriores ao fim da operação.</p>
<p>A ANTT revogou ainda o ato de outubro de 2024 relacionado à autorização.</p>
<p>A Expresso União faz parte do Grupo Comporte e também estava entre as dez empresas mais atendidas no levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, com sete decisões favoráveis identificadas até o fechamento da apuração. A nova decisão é mais um pedido atendido, mas, novamente, não representa criação de serviço: significa a saída da empresa de uma autorização específica.</p>
<p><strong>PENHA – NOVA AUTORIZAÇÃO ENTRE SÃO PAULO (SP) E CURITIBA (PR)</strong></p>
<p>A Expresso Nossa Senhora da Penha Ltda., CNPJ 79.111.779/0001-72, recebeu da Supas o TAR SPPR0188079 para a linha São Paulo (SP) – Curitiba (PR).</p>
<p>O ato diz expressamente que os mercados pedidos já são autorizados à requerente e atendem à regulamentação da ANTT.</p>
<p>O anexo relaciona a seção Embu das Artes (SP) – Curitiba (PR), além da própria ligação São Paulo (SP) – Curitiba (PR).</p>
<p>A Penha terá até 30 dias, contados do início da vigência do TAR, para começar a prestação do serviço. A ANTT permite uma única prorrogação, também de até 30 dias, desde que exista motivo justificado. O descumprimento do prazo pode levar à revogação.</p>
<p>Também se aplicam as regras que impedem a operação de seções em municípios diferentes dos previstos nos TARs, permitem futura renúncia pela própria empresa e estabelecem as hipóteses de nulidade ou cassação.</p>
<p>O novo ato é especialmente relevante diante do comportamento da empresa em 2026. O levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> identificou pelo menos 24 decisões favoráveis à Penha até 04 de setembro, mais que qualquer outra empresa analisada. Houve 11 deferimentos apenas em 20 de março e outros seis em 23 de março. A empresa também recebeu decisões favoráveis em abril, maio, junho e agosto, envolvendo TARs, regularizações e inclusão de seções.</p>
<p>O levantamento mostrou ainda que as empresas do Grupo Comporte reuniam 45 deferimentos auditados: 24 da Penha, oito da Itamarati, sete da Expresso União e seis da Princesa do Norte. A decisão publicada nesta quarta-feira (09), portanto, ocorre depois do corte estatístico daquela reportagem e reforça a posição da Penha como a empresa mais atendida no levantamento de autorizações e demais pedidos favoráveis da ANTT em 2026.</p>
<p><strong>VIAÇÃO NOVO HORIZONTE – DIRETORIA COLEGIADA NEGA PEDIDO DE MERCADOS</strong></p>
<p>A Viação Novo Horizonte Ltda., CNPJ 60.829.264/0001-84, também aparece na sequência de atos, mas com resultado desfavorável.</p>
<p>A Diretoria Colegiada indeferiu o pedido da empresa para operar os mercados solicitados. Neste caso, a fundamentação publicada é diferente da frase empregada pela Supas nas negativas posteriores a Expresso Central, BUS, KSS e São Luiz.</p>
<p>A decisão contra a Novo Horizonte cita especificamente a inobservância dos artigos 230 e 231 da Resolução ANTT nº 6.033, de 21 de dezembro de 2023. O ato não relaciona, no trecho publicado, os mercados individualmente pedidos pela empresa.</p>
<p><strong>EXPRESSO CENTRAL – NOVA NEGATIVA SE SOMA A 29 JÁ IDENTIFICADAS NO LEVANTAMENTO</strong></p>
<p>A Expresso Central Transporte Ltda., CNPJ 25.299.930/0001-19, teve negado um novo pedido de emissão de TAR.</p>
<p>A Supas informou que os mercados pretendidos não estão autorizados à requerente e que, por isso, o pedido não atende à Resolução nº 6.033/2023. A publicação não traz, nessa decisão, uma relação dos mercados solicitados.</p>
<p>O caso chama particularmente a atenção porque a Expresso Central já aparecia no topo das negativas identificadas no levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>. Até o corte de 04 de setembro, haviam sido auditados 29 pedidos negados à companhia, a maior quantidade entre todas as empresas analisadas.</p>
<p>Como este novo ato somente foi publicado no DOU em 09 de setembro, depois do fechamento daquela apuração, ele acrescenta uma nova negativa à série então conhecida. Mantida a mesma metodologia de contagem por decisão/pedido, o universo auditável conhecido da Expresso Central passa de 29 para pelo menos 30 indeferimentos.</p>
<p>É importante não confundir Expresso Central Transporte com Central Expresso Transportes. São empresas diferentes. A primeira aparece neste pacote com um TAR negado; a segunda é a empresa que recebeu anuência para transferir três serviços semiurbanos do Entorno do Distrito Federal para a Conecta Via Sul.</p>
<p><strong>BUS TRANSPORTES – OUTRO TAR NEGADO</strong></p>
<p>A BUS Transportes Ltda., CNPJ 36.484.231/0001-65, também recebeu indeferimento da Supas.</p>
<p>Novamente, a justificativa é que os mercados pretendidos no pedido de TAR não estavam autorizados à empresa, em desacordo com a regulamentação vigente.</p>
<p>A BUS já ocupava a segunda posição no levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> sobre negativas em 2026. Até 04 de setembro haviam sido identificados 27 pedidos negados, atrás apenas da Expresso Central.</p>
<p>Como a nova decisão só veio a público nesta quarta-feira (09), depois do corte da apuração anterior, ela acrescenta mais um indeferimento ao histórico auditado. Aplicando-se a mesma metodologia, são agora pelo menos 28 negativas conhecidas à BUS no conjunto acompanhado.</p>
<p>Antes desse novo pacote, Expresso Central e BUS já concentravam juntas 56 das 151 negativas auditadas pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, o equivalente a 37,1% do recorte analisado.</p>
<p><strong>KSS TRANSPORTES – MERCADOS PEDIDOS NÃO ESTAVAM AUTORIZADOS</strong></p>
<p>A KSS Transportes Ltda., CNPJ 22.774.140/0001-50, teve outro pedido de emissão de TAR indeferido pela Supas.</p>
<p>A formulação da ANTT é a mesma adotada no caso da BUS e da Expresso Central: os mercados que motivaram a solicitação não são autorizados à requerente e, dessa forma, o pleito não observa as regras da Resolução nº 6.033/2023.</p>
<p>A decisão entra em vigor na data de sua publicação e não apresenta uma listagem dos mercados pedidos.</p>
<p><strong>EXPRESSO SÃO LUIZ – PEDIDO DE TAR TAMBÉM É NEGADO</strong></p>
<p>A Expresso São Luiz Ltda., CNPJ 01.543.354/0001-45, aparece na sequência com mais uma negativa de emissão de Termo de Autorização.</p>
<p>Segundo a Supas, os mercados solicitados não estão autorizados à empresa. Por esse motivo, o pedido foi considerado incompatível com a Resolução nº 6.033/2023.</p>
<p>Assim como nos atos relativos a Expresso Central, BUS e KSS, a decisão publicada não discrimina quais mercados estavam dentro do pedido recusado.</p>
<p><strong>NOBRE – TAR PARA GOIÂNIA (GO) – TRÊS LAGOAS (MS)</strong></p>
<p>A Nobre Transporte e Turismo Ltda., CNPJ 02.353.699/0001-07, recebeu da Diretoria Colegiada o TAR GOMS0187016 para operar a linha Goiânia (GO) – Três Lagoas (MS).</p>
<p>A ANTT afirma que os mercados solicitados são autorizados à empresa e cumprem a Resolução nº 6.033/2023.</p>
<p>O anexo contém seis seções:</p>
<p>Goiânia (GO) – Cassilândia (MS); Rio Verde (GO) – Cassilândia (MS); Caçu (GO) – Cassilândia (MS); Itarumã (GO) – Cassilândia (MS); Itajá (GO) – Cassilândia (MS); e Goiânia (GO) – Três Lagoas (MS).</p>
<p>A empresa também terá 30 dias a partir da vigência do TAR para iniciar o atendimento, com possibilidade de uma única prorrogação de igual período mediante justificativa.</p>
<p>Caso a operação não comece dentro das condições estabelecidas, o TAR pode ser revogado. A Nobre também não poderá criar, a partir deste ato, seções entre municípios que não estejam abrangidos pelas autorizações delegadas.</p>
<p>Assim como no TAR da Emtram, o ato estabelece ainda hipóteses de perda de eficácia diante de mudanças regulatórias, renúncia voluntária, nulidade por ilegalidade e cassação em caso de perda das condições indispensáveis ou infração grave.</p>
<p><strong>CENTRAL EXPRESSO – TRÊS SERVIÇOS DO ENTORNO DO DF PODEM SER TRANSFERIDOS</strong></p>
<p>A Central Expresso Transportes Ltda., CNPJ 13.838.047/0001-70, recebeu anuência prévia da Diretoria Colegiada para transferir três autorizações especiais de transporte semiurbano interestadual para a Conecta Via Sul Mobilidade.</p>
<p>São elas:</p>
<p>Luziânia (GO) – Brasília (DF), prefixo 12.5020-70; Luziânia (GO) – Taguatinga (DF), prefixo 12.5021-70; e Luziânia (GO) – Gama (DF), prefixo 12.5022-70.</p>
<p>A expressão “anuência prévia” é importante. A publicação, por si só, não determina uma troca instantânea entre as empresas.</p>
<p>A Central Expresso deve encerrar a operação no mesmo momento em que a Conecta Via Sul começar a prestar os serviços. Essa mudança deve ocorrer em até 30 dias contados da publicação do ato e depende da emissão da respectiva ordem de serviço pela ANTT.</p>
<p><strong>CONECTA VIA SUL – EMPRESA PODE ASSUMIR AS TRÊS LIGAÇÕES</strong></p>
<p>A Conecta Via Sul Mobilidade Ltda., CNPJ 35.661.367/0001-30, é a destinatária das três autorizações hoje vinculadas à Central Expresso.</p>
<p>Assim, se as etapas determinadas pela ANTT forem cumpridas, a companhia passará a operar as ligações de Luziânia (GO) com Brasília (DF), Taguatinga (DF) e Gama (DF).</p>
<p>O prazo máximo previsto para a transição é de 30 dias desde a publicação, mas o início efetivo depende de ordem de serviço da agência. Isso significa que a autorização de transferência não deve ser interpretada como informação de que a Conecta Via Sul já começou a transportar passageiros nessas linhas nesta quarta-feira (09).</p>
<p><strong>ROTA DO SOL – AUTORIZAÇÃO DE NOVO GAMA (GO) – BRASÍLIA (DF) SERÁ TRANSFERIDA</strong></p>
<p>A Rota do Sol Transportes e Turismo Ltda., CNPJ 03.103.551/0001-79, também aparece como atual operadora de uma autorização especial cuja transferência recebeu anuência prévia da Diretoria Colegiada.</p>
<p>Trata-se do serviço semiurbano Novo Gama (GO) – Brasília (DF), prefixo 12-5026-70.</p>
<p>A destinatária será a UTB – União Transporte Brasília Ltda.</p>
<p>A Rota do Sol somente deve paralisar o serviço quando a UTB iniciar a operação. A troca deve ocorrer no prazo máximo de 30 dias a partir da publicação e também está condicionada à emissão de ordem de serviço pela ANTT.</p>
<p><strong>UTB – UNIÃO TRANSPORTE BRASÍLIA PODE ASSUMIR NOVO GAMA (GO) – BRASÍLIA (DF)</strong></p>
<p>A UTB – União Transporte Brasília Ltda., CNPJ 37.098.480/0001-85, é a empresa que recebeu a anuência prévia para assumir a autorização hoje vinculada à Rota do Sol.</p>
<p>A ligação é Novo Gama (GO) – Brasília (DF).</p>
<p>Também aqui não existe início automático da operação no dia da publicação. A UTB tem de aguardar a ordem de serviço da agência, e a transição deve ocorrer em até 30 dias. Quando a UTB iniciar, a Rota do Sol deverá deixar o serviço.</p>
<p>A UTB – União Transporte Brasília não deve ser confundida com a Expresso União, citada anteriormente na reportagem. São empresas distintas e envolvidas em decisões diferentes neste mesmo conjunto de atos.</p>
<p><strong>RÁPIDO LUXO CAMPINAS – ANTT ACEITA RENÚNCIA E MANDA BUSCAR NOVA OPERADORA</strong></p>
<p>No serviço entre Andradas (MG) e São João da Boa Vista (SP), a situação é diferente das transferências do Distrito Federal.</p>
<p>A Diretoria Colegiada extinguiu, mediante renúncia da própria Rápido Luxo Campinas Ltda., CNPJ 45.992.724/0001-05, a autorização especial para o transporte rodoviário interestadual semiurbano de passageiros entre as duas cidades.</p>
<p>A Supas deverá notificar formalmente a empresa, e a Rápido Luxo Campinas será excluída da relação de autorizatárias desse serviço.</p>
<p>Mas a ANTT também determinou uma providência para evitar que a ligação simplesmente fique sem uma solução regulatória: deverá ser realizado um chamamento público para selecionar outra empresa interessada em operar Andradas (MG) – São João da Boa Vista (SP).</p>
<p>Essa futura empresa atuará em caráter precário, ou seja, provisoriamente, até que seja concluído um procedimento licitatório para a outorga definitiva mediante permissão.</p>
<p>O chamamento ainda precisará ser realizado pela agência. A decisão publicada nesta quarta-feira não informa qual empresa substituirá a Rápido Luxo Campinas nem estabelece, no próprio texto, o nome de uma operadora temporária.</p>
<p><strong>TAR, AUTORIZAÇÃO ESPECIAL E O QUE MUDA PARA O PASSAGEIRO</strong></p>
<p>O conjunto de atos publicado pela ANTT mostra diferentes movimentos ocorrendo ao mesmo tempo no transporte interestadual.</p>
<p>Nos casos de Emtram, Penha e Nobre, há emissão de novos TARs para serviços regulares. Para Expresso Central, BUS, KSS e São Luiz, houve tentativas de obter novos TARs que foram rejeitadas porque, segundo a Supas, os mercados pretendidos não estavam previamente autorizados às requerentes.</p>
<p>Gontijo e Expresso União estão fazendo o movimento inverso: possuem TARs e pediram para deixá-los. A agência homologou as renúncias e determinou a preservação dos direitos dos passageiros que já tenham bilhetes vendidos para depois da data de encerramento.</p>
<p>Central Expresso, Conecta Via Sul, Rota do Sol e UTB estão em outro regime. Os atos tratam de autorizações especiais de serviços semiurbanos interestaduais e de transferência entre empresas, condicionada à ordem de serviço da agência.</p>
<p>Já a Rápido Luxo Campinas deixa uma autorização especial, mas não existe no mesmo ato uma nova empresa definida. Por isso, a Diretoria Colegiada determinou a realização de chamamento público para uma operação precária até a futura licitação.</p>
<p>Esse cenário se insere na reorganização do mercado interestadual registrada ao longo de 2026. O levantamento exclusivo do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou que, apenas nos grandes blocos de decisões negativas individualmente auditados até 04 de setembro, foram 151 indeferimentos, dos quais 130 — 86,1% — estavam relacionados à emissão de TAR. Ao mesmo tempo, centenas de atos favoráveis envolvendo novos termos, modificações, seções, renúncias e outras alterações vêm redesenhando a distribuição das autorizações entre as empresas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Mutirões de saúde e emprego desembarcam nas estações das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda</title>
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	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 01:00:48 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ações de promoção de combate à doenças e testagens, além de apoio para jovens que buscam primeiro emprego ou se recolocar no mercado estarão à disposição dos clientes das linhas de trem e metrô da Motiva VINÍCIUS DE OLIVEIRA Quatro ações sociais desembarcam nas estações das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas pela Plataforma [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Linha4-amarela-estacao-fradique-coutinho-4-2.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Linha4-amarela-estacao-fradique-coutinho-4-2.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Linha4-amarela-estacao-fradique-coutinho-4-2.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Linha4-amarela-estacao-fradique-coutinho-4-2.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Linha4-amarela-estacao-fradique-coutinho-4-2.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Linha4-amarela-estacao-fradique-coutinho-4-2.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Linha4-amarela-estacao-fradique-coutinho-4-2.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Ações de promoção de combate à doenças e testagens, além de apoio para jovens que buscam primeiro emprego ou se recolocar no mercado estarão à disposição dos clientes das linhas de trem e metrô da Motiva</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Quatro ações sociais desembarcam nas estações das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas pela Plataforma de Trilhos da Motiva, nesta semana. São mutirões focados em promoção de saúde e qualidade de vida, incluindo testagens para identificação de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e hepatites, além de orientação e aconselhamento para jovens que buscam o primeiro emprego ou se recolocar no mercado de trabalho.</p>
<p>Abrindo as portas das estações para ações sociais, a proposta da Motiva é transformar cada vez mais esses espaços em verdadeiros pontos de conveniência e utilidade pública para os milhares de clientes que circulam pelo transporte sobre trilhos diariamente, contribuindo diretamente para a experiência deles e estimulando os cuidados com a saúde e desenvolvimento profissional.</p>
<p>Começando na terça-feira (8) até quarta-feira (9), das 8h às 12h, a estação Imperatriz Leopoldina, da Linha 8-Diamante, recebe a Roda da Qualidade de Vida. Promovida pelo SESI, a iniciativa utiliza a gamificação para chamar a atenção dos participantes sobre a importância de ter hábitos saudáveis no dia a dia e os impactos positivos que isso traz para a longevidade e qualidade de vida. Com o apoio de uma roleta interativa, que conta com perguntas rápidas sobre saúde, os clientes serão incentivados a refletir sobre o quanto pequenas atitudes contribuem para o bem-estar no ambiente de trabalho e na vida cotidiana. Ao responderem corretamente às perguntas, receberão uma missão saudável para colocar em prática no mesmo dia, como beber mais água, fazer uma caminhada, alongar durante o expediente, dormir melhor ou realizar pausas ao longo da rotina.</p>
<p>Já na quinta-feira (10), a estação Vila Sônia-Profª Elisabeth Tenreiro, da Linha 4-Amarela, contará com uma ação gratuita de testagens para hepatites B e C. Em parceria com o Rotary Club Butantã, alunos do curso de biomedicina da Universidade São Judas estarão à disposição dos clientes, das 8h às 14h, oferecendo orientações sobre prevenção, formas de transmissão, cuidados e a importância do acompanhamento adequado de quem testou positivo para as doenças. A expectativa é de realizar cerca de 400 testes durante o período.</p>
<p>Por fim, na sexta-feira (11), duas ações ocorrem de forma simultânea em estações da Linha 5-Lilás. De manhã, a partir das 11h e até 15h30, jovens que passarem pela estação Largo Treze terão a oportunidade de receber orientações sobre empregabilidade, desenvolvimento profissional, além de como elaborar um bom currículo e se destacar em processos seletivos. A ação é fruto de uma parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e tem como objetivo promover a inclusão de jovens no mercado de trabalho e ampliar acesso a oportunidades de estágio, aprendizagem, primeiro emprego e recolocação.</p>
<p>De tarde, das 14h às 18h, a estação Campo Limpo recebe, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, uma ação voltada à prevenção e conscientização sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Setembro é mais um mês onde a saúde sexual é pauta &#8211; no último dia 4 foi celebrado o Dia Mundial da Saúde Sexual &#8211; e o objetivo é ampliar o acesso da população a serviços preventivos, diagnóstico precoce e orientações especializadas. A iniciativa oferecerá testagem rápida, aconselhamento, explicações detalhadas sobre prevenção, além da disponibilização de PrEP, PEP, preservativos e gel lubrificante.</p>
<p><strong>Serviço &#8211; Roda da Qualidade de Vida em parceria com o SESI</strong></p>
<ul>
<li><strong>Onde: </strong>Estação Imperatriz Leopoldina (Linha 8-Diamante)</li>
<li><strong>Quando: </strong>Terça (8) e quarta-feira (9), das 8h às 12h</li>
</ul>
<p><strong>Serviço &#8211; Ação de testagem para Hepatites B e C em parceria com o Rotary Club Butantã</strong></p>
<ul>
<li><strong>Onde: </strong>Estação Vila Sônia-Profª Elisabeth Tenreiro (Linha 4-Amarela)</li>
<li><strong>Quando: </strong>Quinta-feira (10), das 8h às 14h</li>
</ul>
<p><strong>Serviço &#8211; Ação de empregabilidade com o CIEE</strong></p>
<ul>
<li><strong>Onde: </strong>Estação Largo Treze (Linha 5-Lilás)</li>
<li><strong>Quando: </strong>Sexta-feira (11), das 11h às 15h30</li>
</ul>
<p><strong>Serviço &#8211; Mutirão de testagens e orientações sobre ISTs</strong></p>
<ul>
<li><strong>Onde:</strong> Estação Campo Limpo (Linha 5-Lilás)</li>
<li><strong>Quando: </strong>Sexta-feira (11), das 14h às 18h</li>
</ul>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  <item>
    <title>EXCLUSIVO: Justiça manda Banco do Brasil pagar com urgência credores trabalhistas extraconcursais da falência da Itapemirim</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 00:12:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Juíza homologou nova relação de pagamentos; dinheiro deve sair da massa falida da Itapemirim, e não da arrendatária Suzantur. Trabalhistas concursais ainda aguardam e decisão cita R$ 70,56 milhões nesta categoria ADAMO BAZANI A Justiça de São Paulo (SP) determinou que o Banco do Brasil realize com urgência pagamentos a credores trabalhistas extraconcursais da massa [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="774" height="565" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-20.58.28.jpeg?fit=774%2C565&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-20.58.28.jpeg?w=774&amp;ssl=1 774w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-20.58.28.jpeg?resize=300%2C219&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-20.58.28.jpeg?resize=150%2C109&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-20.58.28.jpeg?resize=768%2C561&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-20.58.28.jpeg?resize=400%2C292&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 774px) 100vw, 774px" /> <p data-start="118" data-end="332"><em data-start="118" data-end="332">Juíza homologou nova relação de pagamentos; dinheiro deve sair da massa falida da Itapemirim, e não da arrendatária Suzantur. Trabalhistas concursais ainda aguardam e decisão cita R$ 70,56 milhões nesta categoria</em></p>
<p data-start="334" data-end="352"><strong data-start="334" data-end="352"><em data-start="336" data-end="350">ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p data-start="354" data-end="825">A Justiça de São Paulo (SP) determinou que o Banco do Brasil realize com urgência pagamentos a credores trabalhistas extraconcursais da massa falida da Viação Itapemirim. A juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, acolheu os esclarecimentos apresentados pela administradora judicial, homologou uma nova relação de beneficiários e ordenou que o banco faça as transferências conforme a lista.</p>
<p data-start="827" data-end="1461">Os recursos utilizados são da própria massa falida da Itapemirim e estão vinculados ao processo judicial. O pagamento, portanto, não cabe à Suzantur, que atua como arrendatária de operações anteriormente pertencentes ao Grupo Itapemirim. Esta etapa também não contempla todos os ex-trabalhadores que possuem valores reconhecidos: o rateio é destinado aos créditos trabalhistas extraconcursais, enquanto os trabalhistas concursais terão de aguardar uma etapa própria. Em uma das discussões analisadas pela Justiça, é citada uma classe de créditos trabalhistas concursais que soma R$ 70.557.997,06.</p>
<h3 data-section-id="3hncov" data-start="1463" data-end="1525">PAGAMENTO É DA MASSA FALIDA DA ITAPEMIRIM, NÃO DA SUZANTUR</h3>
<p data-start="1527" data-end="1617">A distinção é importante principalmente para os antigos trabalhadores do Grupo Itapemirim.</p>
<p data-start="1619" data-end="1900">A administradora judicial informou que os pagamentos devem ser feitos utilizando saldo existente em conta judicial vinculada à falência e apresentou uma relação individual dos credores que atendem às condições do plano de rateio já homologado.</p>
<p data-start="1902" data-end="2004">Assim, os valores desta remessa saem do patrimônio e dos recursos arrecadados no processo de falência.</p>
<p data-start="2006" data-end="2287">A Suzantur não foi indicada neste despacho como responsável por estes créditos e não é a fonte do dinheiro utilizado no pagamento. Sua condição de arrendatária de operações anteriormente ligadas à Itapemirim não transforma estes débitos da massa falida em obrigações desta empresa.</p>
<h3 data-section-id="1ei8x2r" data-start="2289" data-end="2334">BANCO DO BRASIL DEVE PAGAR “COM URGÊNCIA”</h3>
<p data-start="2336" data-end="2515">O principal avanço registrado no despacho ocorre depois de a administradora judicial apresentar uma nova relação de pagamentos e responder aos questionamentos feitos por credores.</p>
<p data-start="2517" data-end="2685">A juíza acolheu os esclarecimentos, homologou a relação e determinou ao Banco do Brasil que proceda aos pagamentos “com urgência”.</p>
<p data-start="2687" data-end="2883">Na prática, significa que os credores incluídos nessa relação já ultrapassaram a etapa de discussão sobre a lista desta remessa e o banco deve executar as transferências conforme a ordem judicial.</p>
<p data-start="2885" data-end="3024">O despacho analisado não informa, entretanto, o valor total desta primeira remessa nem o número completo de pessoas que serão beneficiadas.</p>
<h3 data-section-id="f484bl" data-start="3026" data-end="3088">PRIMEIRA REMESSA CONSIDERA DADOS ENVIADOS ATÉ 17 DE AGOSTO</h3>
<p data-start="3090" data-end="3308">A administradora judicial informou que, para a elaboração da primeira remessa de pagamentos, seriam considerados os dados bancários encaminhados até 17 de agosto de 2026, às 23h59.</p>
<p data-start="3310" data-end="3455">A data é importante para os trabalhadores porque explica por que um credor que tenha direito ao pagamento pode não aparecer nesta primeira lista.</p>
<p data-start="3457" data-end="3536">Também existe um procedimento específico para apresentação dos dados bancários.</p>
<p data-start="3538" data-end="3843">A Justiça registrou que diversos credores continuaram enviando essas informações diretamente ao processo principal, apesar de já existir um incidente criado exclusivamente para essa finalidade. As petições apresentadas pela via inadequada deverão ser desconsideradas.</p>
<h3 data-section-id="1pw8cj" data-start="3845" data-end="3898">CONCURSAL E EXTRACONCURSAL: O QUE ISSO SIGNIFICA?</h3>
<p data-start="3900" data-end="4011">Os termos jurídicos utilizados no processo podem ser difíceis para quem não acompanha diariamente uma falência.</p>
<p data-start="4013" data-end="4222">Para motoristas, mecânicos, funileiros, cobradores, funcionários administrativos e outros ex-trabalhadores, o ponto mais importante é entender que as duas categorias não recebem necessariamente ao mesmo tempo.</p>
<p data-start="4224" data-end="4361">A decisão explica que os créditos extraconcursais possuem precedência sobre os créditos concursais.</p>
<h3 data-section-id="3su2av" data-start="4363" data-end="4386">ENTENDA A DIFERENÇA</h3>
<div class="group TyagGW_tableContainer TyagGW_tableContainerWithTableOfContents">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="4388" data-end="4589">
<thead data-start="4388" data-end="4419">
<tr data-start="4388" data-end="4419">
<th class="last:pe-10" data-start="4388" data-end="4395" data-col-size="sm">Tipo</th>
<th class="last:pe-10" data-start="4395" data-end="4419" data-col-size="md">Em linguagem simples</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="4430" data-end="4589">
<tr data-start="4430" data-end="4513">
<td data-start="4430" data-end="4442" data-col-size="sm">Concursal</td>
<td data-start="4442" data-end="4513" data-col-size="md">Entra na fila geral da falência e aguarda o rateio de sua categoria</td>
</tr>
<tr data-start="4514" data-end="4589">
<td data-start="4514" data-end="4531" data-col-size="sm">Extraconcursal</td>
<td data-col-size="md" data-start="4531" data-end="4589">Pela ordem legal, recebe antes dos créditos concursais</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="4591" data-end="4649">A profissão exercida não define, sozinha, a classificação.</p>
<p data-start="4651" data-end="4770">Um motorista pode ter crédito concursal. Um mecânico pode ter crédito extraconcursal. Também poderia ocorrer o inverso.</p>
<p data-start="4772" data-end="4874">O que importa é a natureza daquele crédito e como ele foi classificado dentro do processo de falência.</p>
<h3 data-section-id="1klt1de" data-start="4876" data-end="4911">UM EXEMPLO HIPOTÉTICO E SIMPLES</h3>
<div class="group TyagGW_tableContainer TyagGW_tableContainerWithTableOfContents">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="4913" data-end="5115">
<thead data-start="4913" data-end="4938">
<tr data-start="4913" data-end="4938">
<th class="last:pe-10" data-start="4913" data-end="4927" data-col-size="sm">Trabalhador</th>
<th class="last:pe-10" data-start="4927" data-end="4938" data-col-size="md">Exemplo</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="4949" data-end="5115">
<tr data-start="4949" data-end="5031">
<td data-start="4949" data-end="4961" data-col-size="sm">Motorista</td>
<td data-col-size="md" data-start="4961" data-end="5031">Tem crédito concursal reconhecido. Ainda espera a vez desta classe</td>
</tr>
<tr data-start="5032" data-end="5115">
<td data-start="5032" data-end="5043" data-col-size="sm">Mecânico</td>
<td data-col-size="md" data-start="5043" data-end="5115">Tem crédito extraconcursal e está na lista. Pode receber nesta etapa</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="5117" data-end="5268">Os exemplos acima são apenas hipotéticos, para facilitar a compreensão. Não correspondem necessariamente a pessoas específicas mencionadas no processo.</p>
<h3 data-section-id="1q4ijx1" data-start="5270" data-end="5298">QUEM PODE RECEBER AGORA?</h3>
<p data-start="5300" data-end="5376">O quadro abaixo resume de forma prática a situação apresentada pela decisão:</p>
<div class="group TyagGW_tableContainer TyagGW_tableContainerWithTableOfContents">
<div class="TyagGW_tableWrapper flex flex-col-reverse w-fit" tabindex="-1">
<table class="w-fit min-w-(--thread-content-width)" data-start="5378" data-end="5609">
<thead data-start="5378" data-end="5405">
<tr data-start="5378" data-end="5405">
<th class="last:pe-10" data-start="5378" data-end="5389" data-col-size="sm">Situação</th>
<th class="last:pe-10" data-start="5389" data-end="5405" data-col-size="sm">O que ocorre</th>
</tr>
</thead>
<tbody data-start="5416" data-end="5609">
<tr data-start="5416" data-end="5464">
<td data-start="5416" data-end="5442" data-col-size="sm">Extraconcursal na lista</td>
<td data-col-size="sm" data-start="5442" data-end="5464">Pode receber agora</td>
</tr>
<tr data-start="5465" data-end="5525">
<td data-start="5465" data-end="5501" data-col-size="sm">Extraconcursal sem dados corretos</td>
<td data-start="5501" data-end="5525" data-col-size="sm">Aguarda nova remessa</td>
</tr>
<tr data-start="5526" data-end="5558">
<td data-start="5526" data-end="5538" data-col-size="sm">Concursal</td>
<td data-start="5538" data-end="5558" data-col-size="sm">Ainda não recebe</td>
</tr>
<tr data-start="5559" data-end="5609">
<td data-start="5559" data-end="5586" data-col-size="sm">Crédito não regularizado</td>
<td data-start="5586" data-end="5609" data-col-size="sm">Precisa regularizar</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p data-start="5611" data-end="5878">A própria decisão confirma que o rateio atual é voltado aos credores extraconcursais e que não há, neste momento, valores destinados aos créditos trabalhistas concursais do artigo 83 da Lei de Recuperação de Empresas e Falências.</p>
<h3 data-section-id="4t3utg" data-start="5880" data-end="5948">R$ 70,56 MILHÕES EM CRÉDITOS TRABALHISTAS CONCURSAIS SÃO CITADOS</h3>
<p data-start="5950" data-end="6055">Um dos questionamentos analisados foi apresentado pelo escritório Heringer, Monteiro &amp; Curvelo Advogados.</p>
<p data-start="6057" data-end="6172">O escritório argumentou que havia credores trabalhistas de igual classe que não teriam sido contemplados no rateio.</p>
<p data-start="6174" data-end="6203">A juíza rejeitou os embargos.</p>
<p data-start="6205" data-end="6422">Segundo a decisão, a categoria citada pelo interessado, com créditos que somam R$ 70.557.997,06, corresponde aos créditos trabalhistas concursais previstos no artigo 83, inciso I.</p>
<p data-start="6424" data-end="6665">A magistrada explicou que estes créditos, apesar de possuírem prioridade sobre outras categorias concursais, ficam atrás dos extraconcursais na ordem de pagamento estabelecida pela legislação falimentar.</p>
<p data-start="6667" data-end="6784">Portanto, os R$ 70,56 milhões não representam o valor que o Banco do Brasil está sendo mandado a pagar nesta remessa.</p>
<p data-start="6786" data-end="6876">É o montante de uma classe trabalhista concursal citado durante uma contestação ao rateio.</p>
<h3 data-section-id="16a2wub" data-start="6878" data-end="6924">TRABALHADORES CONCURSAIS PRECISAM AGUARDAR</h3>
<p data-start="6926" data-end="7049">Outro credor, Edinaldo Borges Pereira, impugnou o quadro de rateio por possuir crédito trabalhista enquadrado no artigo 83.</p>
<p data-start="7051" data-end="7239">A administradora judicial esclareceu que a conta apresentada nesta fase se destina exclusivamente aos titulares de créditos extraconcursais e que estes têm precedência sobre os concursais.</p>
<p data-start="7241" data-end="7382">A manifestação reproduzida pela decisão afirma que “não há, neste momento, valores destinados ao pagamento dos créditos sujeitos ao art. 83”.</p>
<p data-start="7384" data-end="7506">Estes trabalhadores deverão aguardar a apresentação da respectiva conta de rateio.</p>
<h3 data-section-id="137mga3" data-start="7508" data-end="7541">SEGUNDA REMESSA JÁ É PREVISTA</h3>
<p data-start="7543" data-end="7619">A decisão mostra também que haverá pelo menos uma nova rodada de pagamentos.</p>
<p data-start="7621" data-end="7816">No caso de Fernanda Martins Vincoleto, a magistrada verificou que o crédito trabalhista extraconcursal estava relacionado no quadro de rateio, mas a credora não constava na remessa de pagamentos.</p>
<p data-start="7818" data-end="7911">A Justiça observou que não havia demonstração de apresentação tempestiva dos dados bancários.</p>
<p data-start="7913" data-end="8063">A credora deverá fornecer as informações da forma determinada pelo Juízo para ser incluída na segunda remessa.</p>
<p data-start="8065" data-end="8215">Isso significa que não aparecer na primeira lista não necessariamente elimina o direito de um credor extraconcursal de receber em uma etapa posterior.</p>
<h3 data-section-id="11luxmn" data-start="8217" data-end="8262">JUÍZA RELATA PROBLEMAS COM ENVIO DE DADOS</h3>
<p data-start="8264" data-end="8345">A complexidade da falência também aparece no volume de manifestações processuais.</p>
<p data-start="8347" data-end="8508">A juíza registrou que inúmeros credores continuam apresentando dados bancários nos autos principais mesmo depois da criação de um incidente específico para isso.</p>
<p data-start="8510" data-end="8655">Há casos, segundo o despacho, em que as informações são apresentadas em duplicidade, tanto no processo principal como no procedimento específico.</p>
<p data-start="8657" data-end="8961">A magistrada escreveu que as orientações anteriores aparentemente têm produzido “pouco efeito prático”. Por isso, indeferiu, por enquanto, pedido da administradora judicial para transferir também as futuras discussões relativas aos pagamentos para outro incidente.</p>
<h3 data-section-id="1gzbbhg" data-start="8963" data-end="9015">HABILITAÇÃO DE CRÉDITO DEVE SER FEITA PELO EPROC</h3>
<p data-start="9017" data-end="9120">Outro alerta importante para ex-trabalhadores e demais credores diz respeito à habilitação de créditos.</p>
<p data-start="9122" data-end="9356">Desde a implementação do Eproc nesta Vara, em outubro de 2025, habilitações e impugnações de crédito relacionadas a processos de recuperação judicial e falência que tramitam no SAJ devem ser apresentadas no Eproc como petição inicial.</p>
<p data-start="9358" data-end="9464">O processo principal da falência precisa ser indicado como processo originário para permitir a vinculação.</p>
<p data-start="9466" data-end="9613">Pedidos de habilitação ou divergências apresentados diretamente nos autos principais serão desconsiderados.</p>
<h3 data-section-id="107qfnp" data-start="9615" data-end="9668">CREDOR TEVE IMPUGNAÇÃO REJEITADA POR PERDER PRAZO</h3>
<p data-start="9670" data-end="9734">O cumprimento dos prazos também aparece como questão importante.</p>
<p data-start="9736" data-end="9859">O escritório Carraro Advogados Associados contestou o quadro de rateio, mas a juíza considerou a manifestação intempestiva.</p>
<p data-start="9861" data-end="10033">Segundo a decisão, a homologação havia sido publicada em 12 de agosto de 2026 e o prazo de dez dias terminou em 26 de agosto. A petição só foi apresentada em 3 de setembro.</p>
<p data-start="10035" data-end="10222">A magistrada acrescentou que o credor não havia promovido anteriormente a habilitação do crédito, considerada necessária para integrar o Quadro Geral de Credores e participar dos rateios.</p>
<p data-start="10224" data-end="10291">A impugnação foi rejeitada.</p>
<h3 data-section-id="jqh04j" data-start="10293" data-end="10367">MAIS DE R$ 1,1 MILHÃO RELACIONADO A ESCRITÓRIO AINDA PASSA POR ANÁLISE</h3>
<p data-start="10369" data-end="10459">O mesmo despacho trata ainda de valores relacionados ao escritório Aires Vigo – Advogados.</p>
<p data-start="10461" data-end="10621">A administradora judicial manifestou-se favoravelmente à liberação de parcelas mensais vencidas em maio, junho, julho e agosto de 2026, num total de R$ 120 mil.</p>
<p data-start="10623" data-end="10774">Também informou haver saldo vencido de R$ 1.020.565 referente a processos encerrados e disse não identificar impedimento à forma de pagamento proposta.</p>
<p data-start="10776" data-end="10818">Somados, os valores chegam a R$ 1.140.565.</p>
<p data-start="10820" data-end="10985">Neste ponto, entretanto, ainda não houve autorização definitiva de pagamento. A juíza determinou vista ao Ministério Público.</p>
<h3 data-section-id="erehnl" data-start="10987" data-end="11015">O QUE MUDA COM A DECISÃO</h3>
<p data-start="11017" data-end="11135">Para os ex-trabalhadores, o principal efeito é o avanço concreto do pagamento de uma parcela dos créditos da falência.</p>
<p data-start="11137" data-end="11315">Quem possui crédito trabalhista extraconcursal, está incluído na relação homologada e cumpriu as exigências para esta remessa pode receber recursos da massa falida da Itapemirim.</p>
<p data-start="11317" data-end="11433">O Banco do Brasil recebeu ordem para realizar esses pagamentos com urgência.</p>
<p data-start="11435" data-end="11550">Os trabalhadores concursais ainda precisam aguardar sua vez na ordem legal e a elaboração do rateio correspondente.</p>
<p data-start="11552" data-end="11684">Também devem aguardar nova remessa os credores extraconcursais que tenham pendências relacionadas, por exemplo, aos dados bancários.</p>
<p data-start="11686" data-end="11811">E novamente: os valores deste pagamento são da massa falida da Itapemirim. Não se trata de pagamento realizado pela Suzantur.</p>
<p data-start="11813" data-end="11967">A decisão foi assinada em São Paulo (SP), em 4 de setembro de 2026, e liberada nos autos em 8 de setembro de 2026.</p>
<p data-start="11813" data-end="11967"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-532737" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/TJSP-ITA-1.jpg?resize=724%2C1024&#038;ssl=1" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/TJSP-ITA-1.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/TJSP-ITA-1.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/TJSP-ITA-1.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/TJSP-ITA-1.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/TJSP-ITA-1.jpg?resize=1086%2C1536&amp;ssl=1 1086w, 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(max-width: 724px) 100vw, 724px" /></p>
<h1><strong>CONFIRA O HISTÓRICO RECENTE:</strong></h1>
<p>A Primeira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu em 09 de junho de 2026, que a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, deve assumir o novo arrendamento das 125 linhas e 746 mercados de ônibus interestaduais correspondentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 2022. Foram 3 votos em favor da Águia Branca e dois em favor da Suzantur, que deve sair.</p>
<p>Cabe recurso. A decisão ocorreu pelo provimento das alegações do empresa capixaba.</p>
<p>A troca não é imediata. Além de haver a possibilidade de recurso, há transições a seguir.</p>
<p>O julgamento teve início com a manifestação do ministro Gurgel de Faria, tinha pedido vistas, que divergiu do relator ministro Sergio Kukina, sendo favorável para que o novo arrendamento seja válido para a Viação Águia Branca assumir as linhas. Gurgel de Faria seguiu o entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo.</p>
<p>Sergio Kukina destacou que ainda tem dúvidas sobre a competência da Primeira Turma sobre o assunto, mas compreendeu que o tema necessita de uma análise urgente. O relator ainda reconheceu que a proposta econômica da Águia Branca ser mais vantajosa aos credores, mas se disse preocupado se a troca de empresas poderia prejudicar os serviços e o que ocorreria com os funcionários registrados pela Suzantur.</p>
<p>Em seguida, a ministra Regina Helena Costa se manifestou e acompanhou a divergência de Faria, sendo favorável a Viação Águia Branca.</p>
<p>O ministro Paulo Sérgio Domingues foi o terceiro e se manifestou também em prol da Águia Branca no arrendamento. O ministro Benedito Gonçalves foi a favor da Suzatur.</p>
<p>Todos os ministros manifestaram estranheza no fato de que o recurso foi remetido à Primeira Turma, mas entenderam a necessidade de votar.</p>
<p>Como havia mostrado em primeira-mão o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a continuação do julgamento ocorreu nesta terça-feira após três adiamentos.</p>
<p>O STJ suspendeu o julgamento porque os ministros pediram destaque de vistas, ou seja, mais tempo para analisar. Em 02 de março de 2026, o pedido foi do ministro Benedito Gonçalves e, em 07 de abril de 2026, foi a vez do ministro Gurgel de Faria.</p>
<p>Não tinham votado ainda a ministra Regina Helena Costa e os ministros Paulo Sérgio Domingues e Benedito Gonçalves.</p>
<p>A data do leilão não foi definida, mas como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a administradora judicial da falência EXM Partners apresentou uma nova proposta de edital, que ainda será julgada.</p>
<p>O ministro-relator do processo, Sérgio Kukina, votou por atender um recurso da atual arrendatária Suzantur (Transportadora Turística Suzano) contra uma decisão da Justiça de São Paulo que autorizou um novo arrendamento que teve a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, como selecionada, após um processo de concorrência judicial.</p>
<p>VEJA OS VOTOS:</p>
<p><div style="width: 1040px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-532746-2" width="1040" height="576" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/JULGAMENTO-STJ-090626.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/JULGAMENTO-STJ-090626.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/JULGAMENTO-STJ-090626.mp4</a></video></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como havia mostrado em primeira-mão o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a continuação do julgamento foi remarcado para esta terça-feira após três adiamentos.</p>
<p>O STJ suspendeu o julgamento porque os ministros pediram destaque de vistas, ou seja, mais tempo para analisar. Em 02 de março de 2026, o pedido foi do ministro Benedito Gonçalves e, em 07 de abril de 2026, foi a vez do ministro Gurgel de Faria.</p>
<p>Não tinham votado ainda a ministra Regina Helena Costa e os ministros Paulo Sérgio Domingues e Benedito Gonçalves.</p>
<p>A data do leilão não foi definida, mas como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a administradora judicial da falência EXM Partners apresentou uma nova proposta de edital, que ainda será julgada.</p>
<p>O ministro-relator do processo, Sérgio Kukina, votou por atender um recurso da atual arrendatária Suzantur (Transportadora Turística Suzano) contra uma decisão da Justiça de São Paulo que autorizou um novo arrendamento que teve a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, como selecionada, após um processo de concorrência judicial.</p>
<p>Como tinha mostrado o <strong><em>Diário do Transporte,</em></strong> o contrato de arrendamento para a Viação Águia Branca pela operação das linhas referentes à malha que era operada pelo Grupo Itapemirim renderia para os credores, em um ano, 3,5 vezes mais que todo o período de três anos e meio do contrato atual da Suzantur. O período considera desde quando a proposta foi homologada pela Justiça paulista, em abril de 2025, até 16 de abril de 2026, e desde quando a Suzantur começou a fazer os depósitos, em setembro de 2022, até 16 de abril de 2026 – levantamento mais recente finalizado.</p>
<p>De 16 de abril de 2025 a 16 de abril de 2026, o arrendamento pela proposta da Águia Branca, de R$ 3,02 milhões mensas, já teria acumulado R$ 42,2 milhões (R$ 42.280.000,00) em 12 meses. Já em 42 meses do arrendamento para a Suzantur, toda a arrecadação foi de R$ 11,9 milhões (R$ 11.935.436,57).</p>
<p>O arrendamento para a Suzantur, empresa de ônibus do ABC Paulista, das 125 linhas e 746 mercados na malha de ônibus interestaduais correspondente às operações do Grupo Itapemirim, que faliu em 2022, prevê depósitos mensais de R$ 200 mil ou 1,5% das vendas físicas de passagens pela companhia, que atua no segmento de transporte por ônibus urbanos. Vale o que for mais vantajoso.</p>
<p>O primeiro depósito ocorreu, em setembro de 2025, desde quando ocorreu a autorização pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) das operações, que de fato ocorreram a partir de 04 de março de 2023.</p>
<p>Entre setembro de 2022 e outubro de 2024, de acordo com as folhas do processo, os depósitos mensais sempre foram de R$ 200 mil. Os valores começaram a ser maiores a partir de novembro de 2024, quando foram depositados R$ 292.405,02, ainda de acordo com os dados no STJ.</p>
<p>O maior valor, ainda de acordo com o andamento processual, foi em janeiro de 2025: R$ 474.513,55</p>
<p>Já o contrato com a Águia Branca, cujos efeitos tinham sido suspensos, prevê o pagamento fixo mensal de R$ 3,02 milhões pela operação.</p>
<p>O Grupo Comporte (família de Constantino de Oliveira) e Viação Águia Branca, do Espírito Santo, ofereceram valores maiores que os pagos pela Suzantur para um novo arrendamento.</p>
<p>Comporte ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens. A Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês. A Íntese Empreendimentos, do dono da Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, <strong><u>&#8211; QUE ADORA INTIMIDAR JORNALISTAS  &#8211;</u></strong> que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos. Marangon tem o hábito de acionar a Justiça contra matérias jornalísticas por supostos erros, sendo que poderia poupar dinheiro e tempo do judiciário só mandando uma nota de resposta.</p>
<p>O contrato com a Suzantur, com validade prevista inicialmente para ser se dois anos contanto a partir de 27 de fevereiro de 2023, no entendimento da Justiça, prevê um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.</p>
<p><strong>O PASSO A PASSO EM RESUMO:</strong></p>
<p><strong>09 de junho de 2026:</strong> A Primeira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta terça-feira, 09 de junho de 2026, que a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, deve assumir o novo arrendamento das 125 linhas e 746 mercados de ônibus interestaduais correspondentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 2022. Foram 3 votos em favor da Águia Branca e dois em favor da Suzantur, que deve sair. Cabe recurso</p>
<p>Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/06/09/stj-decide-que-viacao-aguia-branca-deve-assumir-linhas-da-itapemirim-e-que-a-suzantur-deve-sair/">https://diariodotransporte.com.br/2026/06/09/stj-decide-que-viacao-aguia-branca-deve-assumir-linhas-da-itapemirim-e-que-a-suzantur-deve-sair/</a></p>
<p><strong>18 de maio de 2026: </strong>O <strong><em>Diário do Transporte,</em></strong> com exclusividade, revelou que contrato de arrendamento para a Viação Águia Branca pela operação das linhas referentes à malha que era operada pelo Grupo Itapemirim renderia para os credores, em um ano, 3,5 vezes mais que todo o período de três anos e meio do contrato atual da Suzantur. O período considera desde quando a proposta foi homologada pela Justiça paulista, em abril de 2025, até 16 de abril de 2026, e desde quando a Suzantur começou a fazer os depósitos, em setembro de 2022, até 16 de abril de 2026 – levantamento mais recente finalizado.</p>
<p>De 16 de abril de 2025 a 16 de abril de 2026, o arrendamento pela proposta da Águia Branca, de R$ 3,02 milhões mensas, já teria acumulado R$ 42,2 milhões (R$ 42.280.000,00) em 12 meses. Já em 42 meses do arrendamento para a Suzantur, toda a arrecadação foi de R$ 11,9 milhões (R$ 11.935.436,57).</p>
<p>O arrendamento para a Suzantur, empresa de ônibus do ABC Paulista, das 125 linhas e 746 mercados na malha de ônibus interestaduais correspondente às operações do Grupo Itapemirim, que faliu em 2022, prevê depósitos mensais de R$ 200 mil ou 1,5% das vendas físicas de passagens pela companhia, que atua no segmento de transporte por ônibus urbanos. Vale o que for mais vantajoso.</p>
<p>O primeiro depósito ocorreu, em setembro de 2025, desde quando ocorreu a autorização pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) das operações, que de fato ocorreram a partir de 04 de março de 2023.</p>
<p>Entre setembro de 2022 e outubro de 2024, de acordo com as folhas do processo, os depósitos mensais sempre foram de R$ 200 mil. Os valores começaram a ser maiores a partir de novembro de 2024, quando foram depositados R$ 292.405,02, ainda de acordo com os dados no STJ.</p>
<p>O maior valor, ainda de acordo com o andamento processual, foi em janeiro de 2025: R$ 474.513,55</p>
<p>Já o contrato com a Águia Branca, cujos efeitos tinham sido suspensos, prevê o pagamento fixo mensal de R$ 3,02 milhões pela operação.</p>
<p>O Grupo Comporte (família de Constantino de Oliveira) e Viação Águia Branca, do Espírito Santo, ofereceram valores maiores que os pagos pela Suzantur para um novo arrendamento.</p>
<p>Comporte ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens. A Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês. A Íntese Empreendimentos, do dono da Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, <strong><u>&#8211; QUE ADORA INTIMIDAR JORNALISTAS  &#8211;</u></strong> que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos. Marangon tem o hábito de acionar a Justiça contra matérias jornalísticas por supostos erros, sendo que poderia poupar dinheiro e tempo do judiciário só mandando uma nota de resposta.</p>
<p>O contrato com a Suzantur, com validade prevista inicialmente para ser se dois anos contanto a partir de 27 de fevereiro de 2023, no entendimento da Justiça, prevê um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/05/18/arrendamento-das-linhas-da-itapemirim-para-suzantur-rendeu-r-119-milhoes-com-proposta-da-agua-branca-seriam-r-422-milhoes-diz-dado-no-stj/">https://diariodotransporte.com.br/2026/05/18/arrendamento-das-linhas-da-itapemirim-para-suzantur-rendeu-r-119-milhoes-com-proposta-da-agua-branca-seriam-r-422-milhoes-diz-dado-no-stj/</a></p>
<p><strong>14 de maio de 2026: </strong>O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte,</em></strong> Adamo Bazani, com a colaboração do repórter Yuri Sena trazem em primeira mão nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026: acaba de ser marcada a retomada do julgamento pelo STJ sobre o arrendamento das linhas, mercados e estruturas da Viação Itapemirim, que será a partir de 09 de junho de 2026. Será julgamento presencial.</p>
<p><strong>07 de abril de 2026:</strong> Retomado o julgamento do recurso da Suzantur contra decisão da Justiça de São Paulo que permitiu que a Águia Branca, após um procedimento de concorrência judicial, assumisse um novo. Mas de novo foi adiada decisão sobre se a Viação Águia Branca assume arrendamento da Itapemirim no lugar da Suzantur. Em sessão que ocorreu em 07 de abril de 2026, o ministro Gurgel de Faria pede de novo vistas. Uma nova data será marcada. Já foi o segundo adiamento. A ministra Regina Helena Costa levantou na sessão dúvidas sobre se o processo deveria mesmo ser pela Primeira Turma, por ser de natureza falimentar.</p>
<p><strong>12 de março de 2026:</strong> Remarcado o julgamento</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/</a></p>
<p><strong>02 de março de 2026:</strong> Ministro Gurgel de Faria, do STJ, pediu vistas para melhor análise do processo, suspendendo a sessão virtual que teve início em 23 de fevereiro de 2026.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/</a></p>
<p><strong>24 de fevereiro de 2026:</strong> o ministro-relator do processo, Sergio Kukina, votou favoravelmente a permanência da Suzantur frente às operações arrendadas da Itapemirim até o leilão das linhas, marcas e guichês, mas ainda faltam outros ministros para votar.</p>
<p>Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/02/24/stj-kukina-vota-pela-permanencia-da-suzantur-frente-ao-arrendamento-da-itapemirim-ate-leilao-mas-outros-magistrados-ainda-nao-se-manifestaram/">https://diariodotransporte.com.br/2026/02/24/stj-kukina-vota-pela-permanencia-da-suzantur-frente-ao-arrendamento-da-itapemirim-ate-leilao-mas-outros-magistrados-ainda-nao-se-manifestaram/</a></p>
<p><strong>09 de setembro de 2025</strong>: De forma monocrática (sozinho) e em liminar (decisão provisória) o ministro relator Sérgio Kukina atendeu ao pedido da Suzantur e manteve a viação no arrendamento até o julgamento por parte da corte, justamente este concluído em 03 de março de 2026, e noticiado <strong>em primeira-mão pelo DIÁRIO DO TRANSPORTE.</strong></p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/09/10/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-atende-suzantur-e-determina-continuidade-das-operacoes-na-itapemirim-e-que-seja-marcado-leilao-definitivo/">https://diariodotransporte.com.br/2025/09/10/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-atende-suzantur-e-determina-continuidade-das-operacoes-na-itapemirim-e-que-seja-marcado-leilao-definitivo/</a></p>
<p><strong>07 de abril 2025:</strong>  O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu recurso da Águia Branca e decidiu homologar a proposta da empresa para assumir no lugar da viação de urbanos do ABC.</p>
<p>As propostas foram:</p>
<p>&#8211; <strong>Viação Águia Branca</strong> ofereceu R$ 3,02 milhões por mês, independentemente da receita;</p>
<p>&#8211; <strong>Grupo Comporte,</strong> pela Expresso União, ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens</p>
<p>&#8211; <strong>Íntese Empreendimentos</strong>, do dono inoperante Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos. O empresário tem o hábito de acionar a Justiça contra jornalistas. Funcionários, entretanto, reclamam de falta de pagamento.</p>
<p><strong>04 de março de 2023:</strong> Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanhou a saída da garagem provisória de Santo André (SP) com exclusividade. Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2023/03/04/em-primeira-mao-videos-e-entrevista-confira-o-primeiro-onibus-e-o-primeiro-motorista-que-marcam-o-retorno-da-viacao-itapemirim-kaissara-sob-arrendamento-da-suzantur-sao-pauloxcuritiba/">https://diariodotransporte.com.br/2023/03/04/em-primeira-mao-videos-e-entrevista-confira-o-primeiro-onibus-e-o-primeiro-motorista-que-marcam-o-retorno-da-viacao-itapemirim-kaissara-sob-arrendamento-da-suzantur-sao-pauloxcuritiba/</a></p>
<p><strong>27 de fevereiro de 2023:</strong> Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)</p>
<p><strong>05 de outubro de 2022</strong>: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).</p>
<p><strong>29 de setembro de 2022</strong>: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.</p>
<p><strong>21 de setembro de 2022:</strong> As viações Itapemirim e Kaissara pertencem ao Grupo Itapemirim, que teve falência decretada pela Justiça, em 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, até então responsável pelo processo em primeira instância, aceitou proposta da empresa de ônibus urbanos, Suzantur, de Santo André, no ABC Paulista, a operar por dois anos as linhas por arrendamento como forma de angariar recursos para os credores. O Grupo Itapemirim acumulou dívidas demais de R$ 3 bilhões.</p>
<p><strong>LEILÃO NÃO VAI NEM &#8220;ARRANHAR A SUPERFÍCIE&#8221; DE DÍVIDAS DO GRUPO ITAPEMIRIM</strong></p>
<p>O leilão do Grupo Itapemirim é para garantir recursos aos credores da falência que foi decretada pela Justiça em 21 de setembro de 2022, mas a estimativa de arrecadação não vai nem “arranhar a superfície” do endividamento deixado pelas administrações anteriores, como a família do fundador Camilo Cola e, posteriormente, os empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia (que se retirou da sociedade antes da falência). As dívidas deixadas, com fornecedores, trabalhadores, bancos, passivos judiciais e impostos se aproximam de R$ 3 bilhões. A mais recente avaliação da EXM Partners, publicada em outubro de 2025, cotava a UPI em R$ 101,1 milhões como lance mínimo, mas o valor deve ser revisto.</p>
<p>Também para garantir parte dos recursos, já foram realizados leilões de ônibus usados e imóveis com arrecadação estimada de R$ 77,2 milhões (Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2024/03/06/oficial-leilao-da-itapemirim-tem-arrecadacao-estimada-de-r-772-milhoes-com-os-lances-encerrados-nesta-quarta-06/">https://diariodotransporte.com.br/2024/03/06/oficial-leilao-da-itapemirim-tem-arrecadacao-estimada-de-r-772-milhoes-com-os-lances-encerrados-nesta-quarta-06/</a> ), mas há contestações judiciais sobre alguns bens. Além disso, em 27 de outubro de 2022 passou a valer o arrendamento por dois anos das linhas para a empresa de ônibus urbanos Suzantur, de Santo André (SP), cujo contrato estipula um pagamento mínimo de R$ 200 mil à massa falia ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens (guichês e agências) – o que for maior. Diante da não realização do leilão o contrato foi postergado. A Viação Águia Branca, de Cariacica (ES), obteve na Justiça o reconhecimento de que o contrato com a Suzantur havia acabado e, também, conseguiu que fosse homologada sua proposta de R$ 3,02 milhões por mês para um novo arrendamento. Mas a Suzantur recorreu e o SJT (Superior Tribunal de Justiça) determinou que a empresa ficasse no arrendamento até a conclusão do leilão.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
<p data-start="11969" data-end="12028" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><strong data-start="11969" data-end="12028" data-is-last-node=""><em data-start="11971" data-end="12026">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Produção de ônibus cai 6,2% e exportações recuam 30,3% em 2026; emplacamentos de agosto crescem 17,6% em um ano, mostra Anfavea</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/09/08/producao-de-onibus-cai-62-e-exportacoes-recuam-303-em-2026-emplacamentos-de-agosto-crescem-176-em-um-ano-mostra-anfavea/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 08 Sep 2026 23:43:10 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[De janeiro a agosto, foram produzidas 19.918 unidades, emplacadas 14.544 e exportadas 3.174; Mercedes-Benz lidera com 5.717 (-17,3%), VWCO soma 3.955 (+0,7%), Agrale 2.002 (-7,6%) e Iveco 1.784 (+13%) ADAMO BAZANI A indústria brasileira de ônibus chegou ao fim de agosto de 2026 ainda abaixo dos resultados do mesmo período do ano passado nos três [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="510" height="339" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMAGEM_NOTICIA_0.jpg?fit=510%2C339&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMAGEM_NOTICIA_0.jpg?w=510&amp;ssl=1 510w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMAGEM_NOTICIA_0.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMAGEM_NOTICIA_0.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/IMAGEM_NOTICIA_0.jpg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px" /> <p><em>De janeiro a agosto, foram produzidas 19.918 unidades, emplacadas 14.544 e exportadas 3.174; Mercedes-Benz lidera com 5.717 (-17,3%), VWCO soma 3.955 (+0,7%), Agrale 2.002 (-7,6%) e Iveco 1.784 (+13%)</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A indústria brasileira de ônibus chegou ao fim de agosto de 2026 ainda abaixo dos resultados do mesmo período do ano passado nos três principais indicadores acompanhados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). De janeiro a agosto, foram produzidos 19.918 ônibus, queda de 6,2% diante dos 21.243 dos oito primeiros meses de 2025; os emplacamentos somaram 14.544 unidades, retração de 7,6% ante 15.736; e as exportações de ônibus montados caíram de 4.556 para 3.174 unidades, redução de 30,3%.</p>
<p>O comportamento de agosto, entretanto, foi diferente de acordo com o indicador. Foram emplacados 2.023 ônibus, 17,6% acima dos 1.720 de agosto de 2025, embora 9,4% abaixo dos 2.233 de julho. A produção caiu para 1.857 unidades, retrações de 13,1% ante os 2.138 veículos de julho e de 28,8% na comparação com os 2.607 de agosto do ano passado. Nas exportações, os 494 ônibus enviados ao exterior representaram alta de 12,5% diante dos 439 de julho, mas queda de 28,9% em relação aos 695 de agosto de 2025.</p>
<p><strong>RESULTADO ACUMULADO DOS ÔNIBUS</strong></p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Indicador</strong></td>
<td><strong>2026 x 2025</strong></td>
<td><strong>Variação</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Produção</td>
<td>19.918 x 21.243</td>
<td>-6,2%</td>
</tr>
<tr>
<td>Emplacamentos</td>
<td>14.544 x 15.736</td>
<td>-7,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>Exportações</td>
<td>3.174 x 4.556</td>
<td>-30,3%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: Anfavea – janeiro a agosto de 2026.</p>
<p>O quadro mostra que a maior pressão está hoje no mercado externo. A redução das exportações é quase cinco vezes maior, em termos percentuais, que a retração da produção brasileira de ônibus.</p>
<p>Também existe uma diferença importante entre o comportamento dos ônibus e o conjunto da indústria automobilística. Considerando automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, a produção brasileira acumulou crescimento de 8,5% até agosto, enquanto os emplacamentos totais avançaram 18,4%. Ou seja, o segmento de ônibus segue no campo negativo justamente em um ano no qual o mercado automotivo como um todo cresce de maneira expressiva.</p>
<p>A situação está próxima, até agora, da perspectiva traçada pela própria Anfavea em julho. Ao revisar suas projeções para 2026, a entidade estimou que os segmentos de caminhões e ônibus terminariam o ano com queda de aproximadamente 6%, apesar da expansão esperada para automóveis e comerciais leves.</p>
<p><strong>EMPLACAMENTOS: AGOSTO REAGE NA COMPARAÇÃO ANUAL</strong></p>
<p>O mercado interno apresentou em agosto um sinal melhor que o observado no acumulado.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Comparação</strong></td>
<td><strong>Unidades</strong></td>
<td><strong>Variação</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Ago/26 x jul/26</td>
<td>2.023 x 2.233</td>
<td>-9,4%</td>
</tr>
<tr>
<td>Ago/26 x ago/25</td>
<td>2.023 x 1.720</td>
<td>+17,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>Jan-ago/26 x 2025</td>
<td>14.544 x 15.736</td>
<td>-7,6%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: Anfavea.</p>
<p>Assim, agosto não repetiu o ritmo forte de julho, mas ficou significativamente acima do mesmo mês do ano passado.</p>
<p>O resultado ajuda a reduzir a distância acumulada para 2025, embora ainda não seja suficiente para colocar o ano no campo positivo.</p>
<p>Esse comportamento também evidencia uma característica do mercado brasileiro de ônibus: entregas e emplacamentos costumam ocorrer em blocos, em especial nas compras de grandes operadores, prefeituras, governos, sistemas de transporte urbano e programas públicos.</p>
<p><strong>PRODUÇÃO TEM QUEDA MAIS FORTE EM AGOSTO</strong></p>
<p>A situação das fábricas foi mais fraca no último mês apurado.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Comparação</strong></td>
<td><strong>Unidades</strong></td>
<td><strong>Variação</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Ago/26 x jul/26</td>
<td>1.857 x 2.138</td>
<td>-13,1%</td>
</tr>
<tr>
<td>Ago/26 x ago/25</td>
<td>1.857 x 2.607</td>
<td>-28,8%</td>
</tr>
<tr>
<td>Jan-ago/26 x 2025</td>
<td>19.918 x 21.243</td>
<td>-6,2%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: Anfavea.</p>
<p>A queda de 28,8% diante de agosto de 2025 chama atenção porque é bem mais intensa que a retração de 6,2% verificada nos oito meses.</p>
<p>Isso significa que o desempenho acumulado das fábricas continua relativamente próximo do ano passado, mas agosto isoladamente foi significativamente mais fraco.</p>
<p>Os números referem-se aos chassis de ônibus produzidos no Brasil e contabilizados pela Anfavea.</p>
<p><strong>EXPORTAÇÕES SÃO O PRINCIPAL PONTO DE PRESSÃO</strong></p>
<p>O mercado externo é o indicador que apresenta a maior deterioração em 2026.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Comparação</strong></td>
<td><strong>Unidades</strong></td>
<td><strong>Variação</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Ago/26 x jul/26</td>
<td>494 x 439</td>
<td>+12,5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Ago/26 x ago/25</td>
<td>494 x 695</td>
<td>-28,9%</td>
</tr>
<tr>
<td>Jan-ago/26 x 2025</td>
<td>3.174 x 4.556</td>
<td>-30,3%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: Anfavea.</p>
<p>Houve uma recuperação mensal em agosto, com 55 veículos a mais que em julho, mas o volume permanece 201 unidades abaixo de agosto do ano passado.</p>
<p>No acumulado, são 1.382 ônibus exportados a menos.</p>
<p>A queda dos ônibus é inclusive maior que a retração das exportações de toda a indústria automobilística brasileira, que ficou em 22,9% entre janeiro e agosto. A Anfavea já vinha apontando menor demanda externa em 2026, inclusive com retração do mercado argentino e aumento da competição de produtos de outros países nos mercados atendidos pelas fábricas brasileiras.</p>
<p><strong>INDÚSTRIA ENFRENTA UM MERCADO QUE PRECISA RENOVAR FROTA, MAS TEM OPERAÇÃO MAIS CARA</strong></p>
<p>Os números industriais precisam ser observados juntamente com a situação das empresas que efetivamente compram e operam os ônibus.</p>
<p>Dados recentes da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) mostram que o custo ponderado para produzir um quilômetro de serviço chegou a R$ 10,93 em 2025, em valores corrigidos, contra R$ 9,11 em 2021. A idade média da frota urbana está em 6,38 anos e a demanda de passageiros caiu 3,7% em 2025, permanecendo 22,5% abaixo de 2019.</p>
<p>É uma combinação que cria necessidades e dificuldades ao mesmo tempo.</p>
<p>Uma frota mais velha pressiona a renovação dos veículos, mas custos elevados, menor quantidade de passageiros pagantes e produtividade historicamente baixa reduzem a capacidade de diversas operações de realizar grandes investimentos apenas com recursos gerados pela tarifa.</p>
<p>Por isso, o financiamento público e os subsídios passaram a ter peso muito maior no transporte coletivo. Segundo o Anuário NTU 2025-2026, 294 municípios já contavam em junho de 2026 com algum aporte público parcial para custear os ônibus, além das cidades com Tarifa Zero.</p>
<p><strong>ELETRIFICAÇÃO MUDA A COMPOSIÇÃO DO MERCADO</strong></p>
<p>Existe, paralelamente, uma transformação tecnológica dentro das próprias vendas.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, dados da Fenabrave apontam 932 ônibus elétricos emplacados entre janeiro e agosto de 2026, crescimento de 82,03% em relação às 512 unidades do mesmo período de 2025. Somente em agosto foram 254 elétricos.</p>
<p>Isso significa que os veículos de emissão zero avançam rapidamente mesmo em um mercado total de ônibus que ainda apresenta dificuldades.</p>
<p>A mudança também interfere no perfil industrial. BYD, Eletra/Caio, Mercedes-Benz, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Volvo e outras fabricantes disputam encomendas ligadas à eletrificação, enquanto BNDES, bancos multilaterais e administrações municipais ampliam linhas e projetos destinados à substituição de ônibus a diesel. O BNDES, por exemplo, mantém linha destinada ao financiamento da aquisição e produção de ônibus elétricos, híbridos, a gás e a biometano.</p>
<p>Há ainda compras públicas que ajudam a movimentar segmentos específicos da indústria. O FNDE disponibilizou em 2026 novas atas nacionais para aquisição de ônibus rurais escolares e ônibus urbanos escolares acessíveis pelo Programa Caminho da Escola.</p>
<p><strong>MERCEDES-BENZ SEGUE NA LIDERANÇA, MAS IVECO É QUEM MAIS CRESCE ENTRE AS QUATRO PRIMEIRAS</strong></p>
<p>O balanço da Anfavea detalha por fabricante os emplacamentos, mas não apresenta nesta edição uma divisão equivalente da produção e das exportações por marca. Assim, o ranking abaixo é exclusivamente de veículos emplacados.</p>
<p>A Mercedes-Benz permanece em primeiro lugar, com 5.717 ônibus de janeiro a agosto, mas registra queda de 17,3%.</p>
<p>A Volkswagen Caminhões e Ônibus ocupa a segunda posição e praticamente repete o desempenho do ano passado, com crescimento de 0,7%.</p>
<p>A Agrale aparece em terceiro, com retração de 7,6%.</p>
<p>Já a Iveco tem o melhor resultado percentual entre as quatro marcas de maior volume: alta de 13%, passando de 1.579 para 1.784 ônibus.</p>
<p><strong>RANKING DE EMPLACAMENTOS – JANEIRO A AGOSTO</strong></p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Marca</strong></td>
<td><strong>2026</strong></td>
<td><strong>2025</strong></td>
<td><strong>Var.</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>1º Mercedes-Benz</td>
<td>5.717</td>
<td>6.911</td>
<td>-17,3%</td>
</tr>
<tr>
<td>2º VWCO</td>
<td>3.955</td>
<td>3.927</td>
<td>+0,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>3º Agrale</td>
<td>2.002</td>
<td>2.167</td>
<td>-7,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>4º Iveco</td>
<td>1.784</td>
<td>1.579</td>
<td>+13,0%</td>
</tr>
<tr>
<td>5º Scania</td>
<td>300</td>
<td>481</td>
<td>-37,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>6º Volvo</td>
<td>268</td>
<td>344</td>
<td>-22,1%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: Anfavea/Renavam.</p>
<p>As seis marcas associadas listadas nominalmente somam 14.026 ônibus. Outros fabricantes, agrupados pela Anfavea na categoria “Outras empresas”, respondem por mais 518 veículos, contra 327 no mesmo período de 2025, crescimento de 58,4%. O documento não abre quais fabricantes compõem individualmente este grupo, portanto não é possível atribuir essas 518 unidades a marcas específicas a partir deste balanço.</p>
<p>Mercedes-Benz, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Agrale e Iveco, juntas, respondem por 13.458 dos 14.544 ônibus contabilizados pela Anfavea no ano, aproximadamente 92,5% do mercado apresentado pela entidade.</p>
<p><strong>AGOSTO MOSTRA VOLKSWAGEN EM ALTA</strong></p>
<p>O recorte exclusivamente de agosto apresenta movimentos diferentes do acumulado.</p>
<p>A Mercedes-Benz liderou com 688 unidades, mas caiu 19,7% diante de julho e 13,6% frente a agosto de 2025. A Volkswagen Caminhões e Ônibus emplacou 619, crescimento de 5,5% sobre julho e de 52,1% na comparação anual.</p>
<p>A Agrale teve 253 unidades, alta de 7,2% sobre agosto de 2025, mas queda de 18,6% frente a julho. A Iveco somou 202, crescimento anual de 14,8%, apesar da queda mensal de 41,3%.</p>
<p>Scania e Volvo apresentaram fortes altas percentuais no mês, mas sobre bases bastante menores. A Scania passou de 37 ônibus em agosto de 2025 para 55 em agosto de 2026, enquanto a Volvo passou de 16 para 63.</p>
<p><strong>ATENÇÃO À DIFERENÇA ENTRE AS BASES DE ANFAVEA E FENABRAVE</strong></p>
<p>Existe uma ressalva importante para a leitura dos números.</p>
<p>O total de 14.544 ônibus apresentado pela Anfavea para janeiro a agosto não coincide com os 18.119 veículos divulgados pela Fenabrave para o mesmo período.</p>
<p>As duas entidades apresentam classificações próprias do mercado. O balanço da Anfavea anexado a esta reportagem não detalha os motivos da diferença entre os totais e, por isso, não é tecnicamente seguro misturar ou simplesmente somar as duas bases.</p>
<p>Nesta reportagem, todos os números de produção, exportações, emplacamentos gerais e ranking convencional de fabricantes foram mantidos exatamente dentro da metodologia da Anfavea. Os dados da Fenabrave foram utilizados apenas para contextualizar especificamente o avanço dos ônibus elétricos.</p>
<p>A própria Anfavea ressalta ainda que os dados referentes ao mês mais recente são preliminares e todas as informações estão sujeitas a revisão.</p>
<p>O balanço de agosto, dessa forma, mostra uma indústria brasileira de ônibus em uma situação de transição: o mercado interno apresentou reação importante na comparação anual do último mês, mas produção, emplacamentos acumulados e principalmente exportações ainda estão abaixo de 2025. Ao mesmo tempo, operadores enfrentam custos elevados e baixa produtividade, enquanto compras públicas, subsídios, programas de renovação e eletrificação passam a ter influência cada vez maior na formação da demanda por ônibus novos.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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