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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Restauro da estação de Cachoeira Paulista recebe parecer favorável com exigências para preservar patrimônio ferroviário</title>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 14:01:34 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Condephaat pede detalhamento de cobertura, fachadas, acessos e elementos históricos; edifício inaugurado em 1877 foi ponto de encontro das ferrovias de São Paulo e do Rio de Janeiro ADAMO BAZANI O projeto de restauro e readequação arquitetônica da estação ferroviária de Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, recebeu parecer favorável do Condephaat, com exigências de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="450" height="298" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/estacao-ferroviaria-cachoeira-paulista1.webp?fit=450%2C298&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/estacao-ferroviaria-cachoeira-paulista1.webp?w=450&amp;ssl=1 450w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/estacao-ferroviaria-cachoeira-paulista1.webp?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/estacao-ferroviaria-cachoeira-paulista1.webp?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/estacao-ferroviaria-cachoeira-paulista1.webp?resize=400%2C265&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /> <p><em>Condephaat pede detalhamento de cobertura, fachadas, acessos e elementos históricos; edifício inaugurado em 1877 foi ponto de encontro das ferrovias de São Paulo e do Rio de Janeiro</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O projeto de restauro e readequação arquitetônica da estação ferroviária de Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, recebeu parecer favorável do Condephaat, com exigências de detalhamento e revisão de partes da proposta. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo e trata da preservação de um edifício ligado à formação da conexão ferroviária entre São Paulo e o Rio de Janeiro.</p>
<p>A anuência exige cuidados com fachadas, cobertura, novas lajes, portas, janelas, escadas e dispositivos de segurança junto à linha férrea. O ato não informa prazo de execução ou valor das obras e não anuncia retomada de transporte de passageiros na estação.</p>
<h3>Projeto foi apresentado pela União e recebeu decisão unânime do conselho</h3>
<p>A deliberação foi tomada por unanimidade na sessão de 5 de outubro do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, o Condephaat.</p>
<p>O interessado no processo é a Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo. A publicação identifica o imóvel na Rua Capitão Pinto Fernandes, sem número, em Cachoeira Paulista.</p>
<p>O conselho aprovou o parecer do relator favorável à proposta, acompanhado de ressalvas. Também esclareceu que a anuência patrimonial não dispensa as aprovações exigidas por outros órgãos competentes.</p>
<h3>Cobertura, fachadas e acessos deverão ser detalhados conforme as exigências</h3>
<p>Entre as exigências está o envio do projeto executivo de arquitetura com definição das cores das fachadas baseada no resultado das prospecções. Esse trabalho permite identificar materiais e camadas anteriores de pintura para orientar a intervenção.</p>
<p>A proposta deverá esclarecer como as novas lajes serão fixadas nas paredes existentes e detalhar a cobertura, incluindo dimensionamento de calhas e posição das descidas de águas pluviais. O conselho pede que seja considerada a execução dessas descidas embutidas na alvenaria, conforme o projeto original.</p>
<p>Também deverá ser apresentada uma nova proposta de guarda-corpo entre a plataforma e a linha férrea, além da indicação dos elementos divisórios entre o parque e o passeio. Guarda-corpos e corrimãos das novas rampas e escadas precisarão de detalhamento compatível com essa solução.</p>
<p>O documento exige ainda detalhamento das novas portas e janelas, tanto em novas aberturas quanto nas existentes que perderam esses elementos; revisão da circulação vertical e da organização dos espaços no torreão 01; e revisão do posicionamento do anexo, com sua inclusão nas representações das fachadas.</p>
<h3>Placas, mobiliário e outros elementos da estação deverão ser conservados</h3>
<p>O conselho pede registro fotográfico do estado atual de todos os ambientes e superfícies, com identificação de materiais, elementos e detalhes remanescentes, independentemente da condição de conservação.</p>
<p>Peças móveis eventualmente existentes, como placas, sinalização e mobiliário, deverão ser conservadas para uso futuro no próprio edifício ou encaminhamento a uma coleção apropriada.</p>
<p>Ao final, deverá ser apresentado relatório das obras. A deliberação também recomenda a elaboração de um manual de conservação para os responsáveis pelo uso do imóvel, de modo a orientar sua manutenção posterior.</p>
<h3>Ferrovia chegou em 1875; edifício histórico foi inaugurado em 1877</h3>
<p>A história ferroviária de Cachoeira Paulista reúne dois marcos diferentes. Em 20 de julho de 1875, a Estrada de Ferro Dom Pedro II chegou ao município e colocou em funcionamento uma estação provisória. Dois anos depois, em 1877, consolidou-se o encontro com a ferrovia que vinha de São Paulo.</p>
<p>O edifício histórico foi inaugurado em 7 de julho de 1877, conforme os registros divulgados pela Prefeitura de Cachoeira Paulista. O município atribui o projeto arquitetônico ao engenheiro Newton Bennaton e informa que a cerimônia contou com a presença da princesa Isabel e do Conde d’Eu.</p>
<p>A estação passou a conectar a Estrada de Ferro do Norte, também conhecida como São Paulo–Rio, à Estrada de Ferro Dom Pedro II, que chegava do Rio de Janeiro. O encontro das duas linhas transformou o local em ponto de transferência de passageiros e mercadorias.</p>
<h3>Diferença entre as bitolas obrigava passageiros e cargas a mudar de trem</h3>
<p>As duas ferrovias utilizavam distâncias diferentes entre os trilhos, chamadas bitolas. Isso impedia a continuidade direta das composições de uma linha para a outra.</p>
<p>Assim, passageiros e mercadorias precisavam fazer baldeação em Cachoeira Paulista para prosseguir a viagem. Essa função de transbordo ajuda a explicar as dimensões do edifício e a movimentação ferroviária concentrada no município.</p>
<p>O Anuário do Museu Imperial registra a incorporação da ferrovia paulista à Central do Brasil em 1890 e a conclusão do alargamento da bitola do trecho paulista em 1908. A unificação permitiu superar a incompatibilidade que obrigava à troca de trens.</p>
<h3>Estação está ligada ao ciclo do café e é tombada desde 1982</h3>
<p>A expansão ferroviária no Vale do Paraíba acompanhou a necessidade de transportar a produção cafeeira para os centros distribuidores. O cadastro patrimonial da estação relaciona a construção de grandes proporções à posição de Cachoeira Paulista como depósito regional do café.</p>
<p>O mesmo registro destaca a arquitetura eclética e o emprego de ferro e madeiramento de pinho de Riga. A Prefeitura informa que o edifício tem 275 metros de comprimento.</p>
<p>A estação é protegida pelo Condephaat desde 1982. A decisão publicada agora trata do projeto de recuperação desse patrimônio e das condições para a intervenção, preservando a distinção entre restauro do prédio histórico e qualquer eventual projeto de serviço ferroviário de passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>TCU manda revogar licitação de ponte na BR-153 entre Goiás e Minas Gerais e recomenda que ANTT avalie antecipação das obras pela Way153</title>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 13:31:11 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Tribunal identificou duplicidade na contratação da travessia sobre o Rio Paranaíba; decisão torna definitiva medida cautelar e direciona análise de uma possível solução dentro do contrato da concessionária Rota Sertaneja ADAMO BAZANI O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) adote as providências necessárias para revogar [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="578" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1782739106-copia-de-capa-site-modelo-64.webp?fit=1024%2C578&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1782739106-copia-de-capa-site-modelo-64.webp?w=1240&amp;ssl=1 1240w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1782739106-copia-de-capa-site-modelo-64.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1782739106-copia-de-capa-site-modelo-64.webp?resize=1024%2C578&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1782739106-copia-de-capa-site-modelo-64.webp?resize=150%2C85&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1782739106-copia-de-capa-site-modelo-64.webp?resize=768%2C434&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1782739106-copia-de-capa-site-modelo-64.webp?resize=400%2C226&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div>
<div>
<p><em>Tribunal identificou duplicidade na contratação da travessia sobre o Rio Paranaíba; decisão torna definitiva medida cautelar e direciona análise de uma possível solução dentro do contrato da concessionária Rota Sertaneja</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) adote as providências necessárias para revogar uma licitação destinada à construção de uma nova ponte da BR-153, na divisa entre Goiás e Minas Gerais, após identificar irregularidades relacionadas à contratação em duplicidade da obra. A decisão também recomenda que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) avalie a possibilidade de antecipar a construção da Ponte Ciro Gomes de Almeida por meio do contrato de concessão da rodovia, administrado pela Rota Sertaneja MG-GO S.A., conhecida como Way153.</p>
<p>A determinação foi aprovada por unanimidade pelo Plenário do TCU em 7 de outubro de 2026 e publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 16 de outubro. O tribunal considerou procedente a representação que questionou a duplicidade, tornou definitiva uma medida cautelar anterior e determinou a revogação da Concorrência Eletrônica nº 0480/24-12. A recomendação à ANTT envolve a avaliação da conveniência e da oportunidade de antecipar as obras mediante o mecanismo contratual denominado Fator A, previsto no contrato de concessão firmado em 2025.</p>
<h3>Contratação em duplicidade motivou a intervenção do tribunal</h3>
<p>O processo analisado pelo TCU teve origem em representação envolvendo indícios de irregularidades na contratação da construção da nova ponte da BR-153.</p>
<p>A estrutura está localizada na divisa entre Goiás e Minas Gerais, na travessia do Rio Paranaíba.</p>
<p>A licitação questionada havia sido conduzida pelo DNIT, responsável por obras e intervenções em trechos de rodovias federais sob sua administração.</p>
<p>O problema examinado pelo tribunal envolveu a contratação em duplicidade da mesma intervenção.</p>
<p>A duplicidade de investimentos em uma obra pública pode resultar em sobreposição de responsabilidades, dificuldades de execução contratual e riscos para a utilização dos recursos disponíveis.</p>
<p>No caso da BR-153, a existência de um contrato de concessão rodoviária também precisa ser considerada na definição de quem poderá executar determinada intervenção e em quais condições.</p>
<p>A fiscalização do TCU avaliou esse contexto e considerou procedente a representação.</p>
<h3>TCU confirma medida cautelar e determina revogação da concorrência</h3>
<p>A decisão está no Acórdão nº 2.776/2026, relatado pelo ministro Walton Alencar Rodrigues.</p>
<p>O Plenário adotou duas providências relacionadas diretamente ao procedimento de contratação.</p>
<p>A primeira foi tornar definitiva a medida cautelar anteriormente referendada pelo Acórdão nº 675/2026.</p>
<p>A segunda foi determinar ao DNIT a adoção das providências necessárias à revogação da Concorrência Eletrônica nº 0480/24-12.</p>
<p>Com isso, o tribunal consolidou o entendimento de que a contratação analisada deveria ser encerrada administrativamente pelo órgão responsável.</p>
<p>A medida se insere nas atribuições de controle do TCU sobre a legalidade, a regularidade e a utilização dos recursos públicos federais.</p>
<h3>ANTT deverá avaliar possibilidade de antecipar obra no contrato da Way153</h3>
<p>Além da determinação dirigida ao DNIT, o TCU recomendou à ANTT que avalie a conveniência e a oportunidade de antecipar as obras da Ponte Ciro Gomes de Almeida por meio da concessionária Rota Sertaneja MG-GO S.A., a Way153.</p>
<p>A alternativa mencionada pelos ministros está vinculada ao Contrato de Concessão nº 4/2025.</p>
<p>A recomendação prevê a avaliação da utilização do Fator A, mecanismo de ajuste previsto no Anexo 5 do contrato.</p>
<p>A análise caberá à agência reguladora, no âmbito das regras contratuais e dos procedimentos aplicáveis à concessão.</p>
<p>A eventual antecipação de uma obra exige considerar aspectos de engenharia, planejamento da execução, disponibilidade de recursos, responsabilidades contratuais e mecanismos de regulação.</p>
<p>No caso da BR-153, a recomendação abre espaço para examinar a realização da intervenção dentro do contrato rodoviário existente.</p>
<h3>O que é o Fator A e como ele pode ser utilizado em concessões</h3>
<p>O Fator A é um mecanismo contratual utilizado em determinadas concessões rodoviárias para considerar antecipações ou acréscimos de investimentos e obrigações, conforme as regras estabelecidas em cada contrato.</p>
<p>Sua aplicação depende das condições contratuais específicas e da avaliação do poder concedente e da agência reguladora.</p>
<p>Os mecanismos de reequilíbrio econômico-financeiro têm como finalidade preservar as condições econômicas e as responsabilidades previstas no contrato diante de situações que justifiquem ajustes.</p>
<p>Quando uma obra é antecipada, a análise precisa considerar aspectos como custo da intervenção, cronograma, benefícios esperados e consequências financeiras.</p>
<p>Na concessão da Way153, o TCU citou expressamente o Fator A previsto no Anexo 5 do Contrato nº 4/2025 como instrumento a ser examinado pela ANTT.</p>
<p>A recomendação, portanto, estabelece um caminho regulatório para a avaliação da antecipação, cuja eventual implementação dependerá das providências administrativas e contratuais correspondentes.</p>
<h3>Ponte tem importância para transporte de passageiros e circulação de cargas</h3>
<p>A BR-153 é uma das principais rodovias longitudinais do Brasil, integrando regiões produtoras, áreas urbanas e importantes corredores de circulação de passageiros e mercadorias.</p>
<p>Na ligação entre Goiás e Minas Gerais, a rodovia recebe diferentes tipos de veículos, incluindo automóveis, caminhões e ônibus rodoviários.</p>
<p>As condições das pontes e demais estruturas de travessia têm influência sobre a segurança viária, a capacidade da rodovia e a regularidade dos deslocamentos.</p>
<p>Para empresas de transporte rodoviário de passageiros, obras desse tipo podem influenciar a organização dos itinerários e a confiabilidade dos tempos de viagem.</p>
<p>No transporte de cargas, a disponibilidade das estruturas é importante para a circulação entre polos de produção, distribuição e consumo.</p>
<p>A implantação de uma nova ponte precisa considerar as condições de circulação durante a execução, os padrões de segurança e a integração com os trechos rodoviários adjacentes.</p>
<h3>Quem aparece no processo analisado pelo TCU</h3>
<p>A decisão envolve diretamente órgãos federais, a concessionária da rodovia e empresas relacionadas ao procedimento licitatório.</p>
<p>Entre as instituições e empresas mencionadas estão:</p>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).</p>
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</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Ministério dos Transportes.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Rota Sertaneja MG-GO S.A., Way153.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Consórcio Ponte BR-153 Paranaíba.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Azevedo &amp; Travassos Infraestrutura Ltda.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>KPE Performance Engenharia S.A.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>O consórcio Ponte BR-153 Paranaíba é integrado pelas empresas Azevedo &amp; Travassos Infraestrutura e KPE Performance Engenharia.</p>
<p>A decisão determina o encaminhamento do acórdão aos órgãos e ao consórcio relacionados ao procedimento.</p>
<h3>Decisão envolve tanto fiscalização de obras como regulação de concessões</h3>
<p>O julgamento do TCU reúne duas questões relevantes para a administração das rodovias federais.</p>
<p>A primeira é o controle da regularidade dos procedimentos licitatórios, para evitar contratações sobrepostas e utilização inadequada de recursos públicos.</p>
<p>A segunda é a organização das responsabilidades pelas obras em rodovias concedidas à iniciativa privada.</p>
<p>Nesse modelo, o contrato de concessão estabelece obrigações relacionadas à operação, conservação, manutenção e ampliação da infraestrutura, além dos mecanismos de fiscalização e regulação.</p>
<p>A ANTT acompanha a execução desses contratos e analisa as alterações que dependem de autorização ou de providências regulatórias.</p>
<p>A recomendação sobre a Ponte Ciro Gomes de Almeida coloca a antecipação da obra dentro desse ambiente contratual.</p>
<p>A partir da decisão, os próximos desdobramentos envolvem a revogação da licitação pelo DNIT e a avaliação da ANTT sobre a possibilidade de antecipação da intervenção por meio da Way153.</p>
<p>O julgamento teve participação dos ministros Vital do Rêgo, presidente do TCU, Walton Alencar Rodrigues, Augusto Nardes, Jorge Oliveira, Jhonatan de Jesus, Odair Cunha e Rodrigo Pacheco, além do ministro-substituto convocado Marcos Bemquerer Costa.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
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    <title>BRT Amazonas em Belo Horizonte terá remoções e reassentamentos para construção de estação; Prefeitura prevê R$ 51 milhões em indenizações para projetos urbanos em 2027</title>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 13:01:49 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ata publicada nesta quarta-feira (14) detalha intervenções próximas ao encontro das avenidas Amazonas e Tereza Cristina; previsão de recursos para indenizações sobe R$ 19,9 milhões e também contempla outras obras, como o Drenurbs II ADAMO BAZANI A implantação do BRT Amazonas, em Belo Horizonte (MG), vai exigir remoções e reassentamentos para a construção de uma [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="512" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Amazonas-projeto-moonbh.com_.br_.jpg?fit=1024%2C512&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Amazonas-projeto-moonbh.com_.br_.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Amazonas-projeto-moonbh.com_.br_.jpg?resize=300%2C150&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Amazonas-projeto-moonbh.com_.br_.jpg?resize=1024%2C512&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Amazonas-projeto-moonbh.com_.br_.jpg?resize=150%2C75&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Amazonas-projeto-moonbh.com_.br_.jpg?resize=768%2C384&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Amazonas-projeto-moonbh.com_.br_.jpg?resize=1536%2C768&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRT-Amazonas-projeto-moonbh.com_.br_.jpg?resize=400%2C200&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Ata publicada nesta quarta-feira (14) detalha intervenções próximas ao encontro das avenidas Amazonas e Tereza Cristina; previsão de recursos para indenizações sobe R$ 19,9 milhões e também contempla outras obras, como o Drenurbs II</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A implantação do BRT Amazonas, em Belo Horizonte (MG), vai exigir remoções e reassentamentos para a construção de uma estação de integração nas proximidades do encontro das avenidas Amazonas e Tereza Cristina. A informação consta de uma ata do Conselho Municipal de Habitação publicada no Diário Oficial do Município  O documento também apresenta a proposta orçamentária da Prefeitura para 2027, que prevê aumentar de R$ 31,1 milhões para R$ 51 milhões os recursos destinados a indenizações habitacionais relacionadas a diferentes intervenções urbanas, principalmente o BRT Amazonas e o programa de drenagem Drenurbs II.</p>
<p>O crescimento previsto é de R$ 19,9 milhões, equivalente a aproximadamente 64%, e faz parte do planejamento para viabilizar obras que interferem em áreas ocupadas por moradores. No caso do BRT Amazonas, as intervenções estão associadas à construção de um novo terminal de integração, que deverá conectar linhas de ônibus da Região Oeste de Belo Horizonte, do Barreiro e de Contagem ao corredor de transporte coletivo da Avenida Amazonas, com possibilidade de integração à Linha 2 do metrô. O empreendimento integra um programa de mobilidade financiado pelo Banco Mundial, com investimentos de US$ 100 milhões no conjunto de ações originalmente previstas.</p>
<h3>Remoções estão relacionadas à estação próxima às avenidas Amazonas e Tereza Cristina</h3>
<p>Os detalhes aparecem na ata da reunião ordinária do Conselho Municipal de Habitação, realizada em 23 de julho de 2026 e divulgada nesta quarta-feira no Diário Oficial de Belo Horizonte.</p>
<p>Durante a apresentação da proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2027, a chefe da Divisão de Planejamento da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), Karla Maria Vilas Marques, explicou que o Programa 305, denominado Moderniza Mobilidade – Transformador, abrange as intervenções necessárias ao BRT Amazonas.</p>
<p>Entre essas intervenções estão as remoções e os reassentamentos relacionados à construção de uma estação de integração nas proximidades do encontro das avenidas Amazonas e Tereza Cristina.</p>
<p>A localização é importante para a organização do transporte coletivo no Vetor Oeste de Belo Horizonte.</p>
<p>Segundo informações técnicas anteriormente apresentadas pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), a escolha da área considera a convergência de itinerários de ônibus, a proximidade do cruzamento das duas avenidas e as condições de acesso dos veículos ao corredor.</p>
<p>A localização também favorece a futura integração com a Linha 2 do metrô, projetada para atender a região do Barreiro.</p>
<p>O terminal deverá funcionar como ponto de concentração e distribuição de passageiros, permitindo a conexão entre diferentes linhas de ônibus e o sistema de transporte estruturado.</p>
<h3>Recursos para indenizações aumentam quase 64% na proposta para 2027</h3>
<p>A apresentação feita ao Conselho Municipal de Habitação incluiu uma comparação entre o orçamento aprovado para 2026 e os valores propostos para 2027.</p>
<p>Um dos principais aumentos está na previsão de despesas com indenizações relacionadas a intervenções urbanas.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Destinação</th>
<th>LOA 2026</th>
<th>Proposta 2027</th>
<th>Variação aproximada</th>
</tr>
<tr>
<td>Indenizações</td>
<td>R$ 31,1 milhões</td>
<td>R$ 51 milhões</td>
<td>+64%</td>
</tr>
<tr>
<td>Obras habitacionais</td>
<td>R$ 145,8 milhões</td>
<td>R$ 153,5 milhões</td>
<td>+5,3%</td>
</tr>
<tr>
<td>Aportes anuais ao Minha Casa, Minha Vida</td>
<td>R$ 63,7 milhões</td>
<td>R$ 44,4 milhões</td>
<td>-30,3%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>De acordo com a apresentação, a ampliação das verbas para indenizações está relacionada principalmente ao Drenurbs II e ao BRT Amazonas.</p>
<p>A previsão para obras habitacionais também cresce, passando de aproximadamente R$ 145,8 milhões para R$ 153,5 milhões.</p>
<p>Durante a reunião, foi explicado que os valores correspondem a previsões orçamentárias, sujeitas à compatibilização com o conjunto das despesas e receitas municipais.</p>
<p>A disponibilização efetiva dos recursos ocorre conforme a execução do orçamento e o ingresso das receitas previstas.</p>
<h3>Urbel participará do atendimento das famílias atingidas pelas obras</h3>
<p>A Urbel desempenha papel importante nas intervenções urbanas que exigem atendimento habitacional.</p>
<p>De acordo com a apresentação ao Conselho, em empreendimentos executados em parceria com a Sudecap, a atuação do Fundo Municipal de Habitação Popular envolve principalmente trabalho social, concessão de Bolsa Moradia, indenizações e reassentamentos.</p>
<p>Além do BRT Amazonas, essa atuação alcança obras do Drenurbs II, da Via 710, do Novo Anel Rodoviário e outras intervenções municipais.</p>
<p>A participação da política habitacional permite organizar o atendimento às famílias afetadas por obras de infraestrutura, observadas as condições e os critérios aplicáveis a cada programa.</p>
<p>A Bolsa Moradia é um dos instrumentos utilizados pelo município para atendimento habitacional temporário de famílias que precisam deixar suas residências em determinadas situações.</p>
<p>Já os processos de indenização e reassentamento estão relacionados às soluções estabelecidas conforme as características de cada intervenção e das famílias atendidas.</p>
<p>A proposta orçamentária também contempla diferentes modalidades de atendimento, aquisição de imóveis, trabalho técnico-social e assistência habitacional.</p>
<h3>Fundo Municipal de Habitação prevê recursos para projetos transformadores e obras urbanas</h3>
<p>Durante a apresentação, a representante da Urbel detalhou a distribuição de recursos entre programas habitacionais e intervenções de infraestrutura.</p>
<p>Entre as dotações mencionadas estão aproximadamente R$ 81,9 milhões para obras de encostas e ações do Programa Estrutural em Áreas de Risco (PEAR).</p>
<p>Outros R$ 61,8 milhões estão relacionados ao Minha Casa, Minha Vida, compra compartilhada e auxílios habitacionais.</p>
<p>Os chamados Projetos Transformadores, categoria que compreende diferentes intervenções estruturantes da Prefeitura, aparecem com previsão de aproximadamente R$ 50,4 milhões.</p>
<p>Também foram apresentados R$ 22,6 milhões para ações dos programas Vila Viva e Periferia Viva, R$ 18,6 milhões para apoio administrativo, consultorias e sistemas, e R$ 3,8 milhões para regularização fundiária.</p>
<p>Esses valores fazem parte do planejamento mais amplo da política habitacional de Belo Horizonte, que deverá atender simultaneamente às demandas de moradia, às intervenções em áreas de risco e às necessidades decorrentes de obras públicas.</p>
<p>A Prefeitura utiliza recursos do Tesouro Municipal, transferências e financiamentos para compor o orçamento habitacional.</p>
<h3>Como será o BRT Amazonas e quais regiões serão atendidas</h3>
<p>O BRT Amazonas, também denominado Move Amazonas, é um projeto de transporte coletivo estruturado para melhorar os deslocamentos no eixo oeste de Belo Horizonte e sua conexão com a Região Metropolitana.</p>
<p>O empreendimento contempla aproximadamente 39,7 quilômetros de intervenções viárias e urbanísticas.</p>
<p>Desse total, 8,64 quilômetros correspondem ao tratamento de transporte rápido por ônibus nas avenidas Amazonas e Olegário Maciel.</p>
<p>Os demais trechos abrangem vias de acesso às regiões atendidas pelo sistema, além de 8,65 quilômetros de áreas previstas para melhorias de circulação de pedestres, acessibilidade e integração com o transporte coletivo.</p>
<p>O planejamento contempla corredores com prioridade para ônibus, novas estações de transferência, terminal de integração e intervenções viárias complementares.</p>
<p>A proposta busca reorganizar os deslocamentos realizados por ônibus entre a Região Central, a Região Oeste, o Barreiro e o município de Contagem, especialmente a área do Distrito Industrial.</p>
<p>Na Avenida Amazonas e na Avenida Olegário Maciel, estão previstas estações de transferência semelhantes às utilizadas em outros corredores do Move em Belo Horizonte.</p>
<p>O terminal próximo às avenidas Amazonas e Tereza Cristina deverá desempenhar função de integração entre os serviços que atendem diferentes regiões da cidade.</p>
<p>A futura ligação com a Linha 2 do metrô também está considerada no planejamento da infraestrutura.</p>
<h3>Banco Mundial financia programa de US$ 100 milhões</h3>
<p>O BRT Amazonas integra o Programa de Mobilidade e Inclusão Urbana de Belo Horizonte, desenvolvido pela Prefeitura com financiamento do Banco Mundial, por meio do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).</p>
<p>O programa original contempla US$ 100 milhões em investimentos, dos quais US$ 80 milhões correspondem a financiamento internacional e US$ 20 milhões à participação municipal.</p>
<p>Os recursos abrangem projetos de mobilidade, infraestrutura, intervenções urbanas e ações relacionadas à inclusão e à acessibilidade.</p>
<p>Em maio de 2026, a Prefeitura anunciou novos procedimentos para viabilizar o terminal de integração do BRT Amazonas e intervenções viárias no entorno.</p>
<p>As iniciativas fazem parte da preparação técnica, contratual e financeira da implantação do corredor.</p>
<p>Também foram abertas discussões públicas sobre financiamento adicional ao Programa de Mobilidade e Inclusão Urbana, com propostas que incluem melhorias na Avenida Amazonas, implantação de estações de transferência, requalificação urbana do Barro Preto e ampliação de áreas destinadas aos deslocamentos de pedestres.</p>
<h3>Projetos devem ser concluídos em 2027, com implantação prevista entre 2028 e 2030</h3>
<p>O cronograma apresentado pela Prefeitura para o Move Amazonas prevê a conclusão dos estudos e projetos de infraestrutura em agosto de 2027.</p>
<p>Essa etapa está sob responsabilidade do consórcio formado pela Oficina Engenheiros Consultores Associados, Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil), Pitmen Consultores e Gustavo Penna Arquiteto &amp; Associados.</p>
<p>O contrato para o desenvolvimento dos estudos e projetos foi firmado em março de 2025, com prazo de execução de 26 meses.</p>
<p>Segundo a programação municipal, a licitação para implantação das obras está prevista para 2027, com execução estimada entre 2028 e 2030.</p>
<p>A previsão de entrada em operação do Move Amazonas é 2030.</p>
<p>O desenvolvimento dos projetos inclui as definições técnicas de infraestrutura, intervenções viárias, estações, acessibilidade e integração entre os diferentes serviços de transporte.</p>
<p>Também fazem parte desse planejamento as soluções urbanísticas e habitacionais necessárias à implantação das estruturas.</p>
<p>A nova informação apresentada ao Conselho Municipal de Habitação acrescenta a dimensão social do empreendimento, com a previsão de remoções e reassentamentos na área escolhida para a estação de integração.</p>
<h3>O que muda para quem utiliza os ônibus da Região Oeste e do Barreiro</h3>
<p>A implantação do BRT Amazonas pretende ampliar a prioridade dos ônibus no sistema viário, reduzindo interferências do tráfego geral e criando condições para melhorar a regularidade das viagens.</p>
<p>O projeto também contempla a reorganização de acessos e a melhoria das condições de circulação de pedestres.</p>
<p>A integração entre corredores de ônibus, linhas alimentadoras e transporte sobre trilhos é um dos elementos considerados no planejamento.</p>
<p>Para os passageiros que se deslocam entre o Barreiro, a Região Oeste, Contagem e o Centro de Belo Horizonte, o objetivo é oferecer viagens com maior previsibilidade e melhores condições de conexão entre os serviços.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a construção da estação de integração exigirá intervenções em uma área urbana consolidada, com necessidade de compatibilizar a implantação dos equipamentos de transporte com o atendimento habitacional das famílias atingidas.</p>
<p>A proposta orçamentária de 2027 apresentada ao Conselho Municipal de Habitação incorpora essa necessidade ao planejamento municipal.</p>
<p>As informações constam da ata da reunião de 23 de julho de 2026 do Conselho Municipal de Habitação, publicada nas páginas 19 e 20 do Diário Oficial do Município de Belo Horizonte desta quarta-feira, 14 de outubro.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Trensurb prepara contratação emergencial de R$ 6,9 milhões para manutenção de 40 trens na Grande Porto Alegre</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/16/trensurb-prepara-contratacao-emergencial-de-r-69-milhoes-para-manutencao-de-40-trens-na-grande-porto-alegre/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 12:30:29 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Estatal publicou dispensa de licitação que abrange 25 trens da Série 100 e 15 da Série 200; empresa também anuncia serviços elétricos e nova licitação para manutenção de geradores ADAMO BAZANI A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, um aviso [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="984" height="554" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00trensvale.webp?fit=984%2C554&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00trensvale.webp?w=984&amp;ssl=1 984w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00trensvale.webp?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00trensvale.webp?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00trensvale.webp?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/00trensvale.webp?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px" /> <p><em>Estatal publicou dispensa de licitação que abrange 25 trens da Série 100 e 15 da Série 200; empresa também anuncia serviços elétricos e nova licitação para manutenção de geradores</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, um aviso de dispensa de licitação para contratação emergencial de serviços de engenharia destinados à manutenção de 40 trens utilizados no transporte de passageiros da Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). O valor anunciado é de R$ 6.917.061,14, e o objeto contempla 25 composições da Série 100 e 15 da Série 200, envolvendo empresas que assumirão os serviços por meio de uma sociedade de propósito específico.</p>
<p>A contratação é direcionada à manutenção do material rodante da estatal, responsável pelo sistema ferroviário que liga Porto Alegre a municípios da região metropolitana. O aviso indica as empresas Sepsamedha Brasil Ltda. e ALT &amp; Railteco Rail S/A, com compromisso de constituição da Nova Manutenção Metroferroviária SPE Ltda. A mesma edição do Diário Oficial apresenta um contrato de R$ 449,8 mil para serviços elétricos da Casa de Bombas da Bacia Rodoferroviária e um novo pregão destinado à manutenção de grupos geradores a diesel utilizados pela empresa.</p>
<h3>Contratação emergencial contempla duas gerações de trens</h3>
<p>O aviso publicado pela Trensurb identifica expressamente as duas séries de material rodante abrangidas pelos serviços.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Série</th>
<th>Quantidade de trens</th>
</tr>
<tr>
<td>Série 100</td>
<td>25</td>
</tr>
<tr>
<td>Série 200</td>
<td>15</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>40</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>A Série 100 corresponde à geração mais antiga de composições do sistema, enquanto a Série 200 representa uma geração posterior de veículos incorporados à operação.</p>
<p>A presença de diferentes gerações de trens exige procedimentos de manutenção adequados às características técnicas de cada modelo.</p>
<p>Entre os sistemas fundamentais para a circulação ferroviária estão os equipamentos de tração, frenagem, alimentação elétrica, portas, suspensão, controle e segurança operacional.</p>
<p>A manutenção desses componentes tem relação direta com a disponibilidade dos veículos para o atendimento aos passageiros.</p>
<p>Falhas mecânicas e elétricas podem provocar retirada de composições da operação, reduzir a quantidade de trens disponíveis e comprometer a regularidade das viagens.</p>
<p>O serviço contratado abrange a engenharia de manutenção do material rodante das duas séries.</p>
<h3>Valor de R$ 6,9 milhões representa desconto de 0,5% sobre a referência</h3>
<p>O aviso de contratação emergencial informa o valor de R$ 6.917.061,14.</p>
<p>O montante representa desconto de 0,50% em relação ao valor de referência utilizado no procedimento.</p>
<p>A contratação será realizada com fundamento no artigo 29, inciso XV, da Lei Federal nº 13.303, de 2016, que estabelece regras para licitações e contratos de empresas públicas e sociedades de economia mista.</p>
<p>O dispositivo contempla hipóteses de contratação direta relacionadas a situações de emergência e à necessidade de atendimento de condições específicas previstas na legislação.</p>
<p>A contratação emergencial é um instrumento utilizado quando a administração precisa adotar providências para atender determinada necessidade dentro das condições legalmente previstas.</p>
<p>No caso dos trens, a manutenção do material rodante é uma atividade essencial à continuidade da prestação do serviço público.</p>
<p>A disponibilidade de composições interfere na capacidade de manter intervalos, oferecer transporte nos horários de maior movimento e atender à demanda dos diferentes trechos do sistema.</p>
<h3>Sepsamedha e ALT &amp; Railteco aparecem como participantes da contratação</h3>
<p>O aviso indica as empresas Sepsamedha Brasil Ltda. e ALT &amp; Railteco Rail S/A.</p>
<p>As duas empresas aparecem vinculadas a um termo de compromisso de constituição da Nova Manutenção Metroferroviária SPE Ltda.</p>
<p>Uma sociedade de propósito específico, conhecida pela sigla SPE, é uma empresa constituída para desenvolver determinada atividade ou executar um empreendimento delimitado.</p>
<p>Esse formato permite organizar responsabilidades empresariais, financeiras e operacionais relacionadas a um contrato específico.</p>
<p>No procedimento divulgado pela Trensurb, a futura sociedade aparece associada à execução dos serviços emergenciais de manutenção dos 40 trens.</p>
<p>O aviso foi assinado pelo chefe do Setor de Compras da estatal, Gabriel Gross D&#8217;Amico.</p>
<h3>Disponibilidade de trens interfere diretamente no atendimento aos passageiros</h3>
<p>A Trensurb realiza uma função importante na mobilidade da Região Metropolitana de Porto Alegre.</p>
<p>O sistema ferroviário conecta Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo, permitindo deslocamentos entre áreas residenciais, centros comerciais, locais de trabalho e instituições de ensino.</p>
<p>A manutenção dos trens influencia a disponibilidade de veículos para a operação programada.</p>
<p>Quando parte do material rodante está indisponível, a organização da circulação pode exigir ajustes na distribuição das composições, nos intervalos e na capacidade ofertada.</p>
<p>A manutenção preventiva busca identificar desgastes e realizar intervenções programadas antes que ocorram falhas.</p>
<p>Já a manutenção corretiva é direcionada à recuperação de componentes e equipamentos que apresentam problemas.</p>
<p>O acompanhamento da execução da contratação emergencial será importante para avaliar seus resultados sobre a disponibilidade da frota e a regularidade operacional.</p>
<h3>Estatal também contrata serviços elétricos por R$ 449,8 mil</h3>
<p>Além da contratação de manutenção dos trens, a edição do Diário Oficial apresenta um contrato firmado entre a Trensurb e a empresa RS Energia e Automação Ltda.</p>
<p>O valor é de R$ 449.852,15.</p>
<p>O objeto abrange serviços de engenharia relacionados à subestação transformadora e aos sistemas elétricos permanentes da Casa de Bombas da Bacia Rodoferroviária.</p>
<p>Estão previstas atividades de fornecimento, montagem, instalação, parametrização, testes e comissionamento.</p>
<p>O comissionamento corresponde ao conjunto de verificações e procedimentos destinados a confirmar as condições de funcionamento dos equipamentos e sistemas instalados.</p>
<p>O prazo de execução é de cinco meses a partir da emissão da ordem de início dos serviços.</p>
<p>O contrato foi assinado em 15 de outubro de 2026.</p>
<h3>Nova licitação vai contratar manutenção de grupos geradores a diesel</h3>
<p>A Trensurb também publicou aviso de licitação para serviços de manutenção de grupos geradores a diesel.</p>
<p>O Pregão Eletrônico nº 178/2026 prevê contratação de empresa especializada para fornecer serviços, materiais de consumo, equipamentos de testes, peças de reposição e outros recursos necessários à execução da manutenção.</p>
<p>O objeto contempla manutenção preventiva, corretiva programada e corretiva não programada.</p>
<p>Os grupos geradores fazem parte dos sistemas auxiliares de infraestrutura elétrica e são utilizados para fornecer energia em condições operacionais previstas nos respectivos projetos.</p>
<p>O calendário da licitação estabelece a abertura das propostas para 30 de outubro de 2026, às 9h30, com disputa pública prevista para as 10h.</p>
<h3>Investimentos em manutenção envolvem trens e infraestrutura de apoio</h3>
<p>As três publicações apresentam diferentes frentes de manutenção da Trensurb.</p>
<p>A primeira está relacionada diretamente aos veículos que transportam passageiros.</p>
<p>A segunda envolve infraestrutura elétrica associada à Casa de Bombas da Bacia Rodoferroviária.</p>
<p>A terceira trata da manutenção dos grupos geradores a diesel.</p>
<p>Em conjunto, os procedimentos abrangem atividades necessárias à conservação e ao funcionamento do sistema ferroviário.</p>
<p>A manutenção do material rodante, da infraestrutura elétrica e dos equipamentos auxiliares constitui parte permanente da operação ferroviária.</p>
<p>Para os passageiros, a regularidade das viagens depende da integração dessas atividades com o planejamento operacional e a disponibilidade de pessoal, trens e instalações.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Carreta tomba após colisão com ônibus e bloqueia faixa da Régis Bittencourt em Juquitiba (SP)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/16/carreta-tomba-apos-colisao-com-onibus-e-bloqueia-faixa-da-regis-bittencourt-em-juquitiba-sp/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 12:19:38 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Acidente no km 324 ocorreu por volta das 7h desta sexta-feira (16); veículos trafegavam com restrição no trecho ARTHUR FERRARI Uma colisão entre uma carreta e um ônibus provocou a interdição parcial da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), na manhã desta sexta-feira (16), em Juquitiba (SP). Após o impacto o veículo de carga tombou no acostamento [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-16-at-09.14.16.jpeg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-16-at-09.14.16.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-16-at-09.14.16.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-16-at-09.14.16.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-16-at-09.14.16.jpeg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-16-at-09.14.16.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-16-at-09.14.16.jpeg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-16-at-09.14.16.jpeg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Acidente no km 324 ocorreu por volta das 7h desta sexta-feira (16); veículos trafegavam com restrição no trecho</em></div>
<div>
<div>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Uma colisão entre uma carreta e um ônibus provocou a interdição parcial da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), na manhã desta sexta-feira (16), em Juquitiba (SP). Após o impacto o veículo de carga tombou no acostamento e a faixa da direita precisou ser bloqueada.</p>
<p>O acidente aconteceu por volta das 7h, na altura do quilômetro 324 da rodovia, no sentido norte. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não houve vítimas, e todos os envolvidos saíram ilesos.</p>
<p>Uma equipe operacional da PRF foi enviada ao local para acompanhar a ocorrência, apoiar o atendimento realizado pelas equipes médicas da concessionária Arteris e orientar o tráfego na região.</p>
<p>De acordo com a atualização divulgada às 8h, os veículos podiam seguir pelo trecho exclusivamente pela faixa da esquerda. A faixa da direita permanecia interditada em razão do tombamento da carreta.</p>
<p>A atuação da PRF em conjunto com a concessionária busca garantir a segurança dos usuários durante o atendimento e permitir a liberação da pista após a conclusão dos trabalhos.</p>
<p>As circunstâncias da colisão ainda serão apuradas.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
</div>
</div>
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  </item>
  <item>
    <title>Prefeitura de São Paulo reduz penalidade da Sambaíba por paralisação e aplica nova regra a pedido urbanístico da Mobibrasil</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/16/prefeitura-de-sao-paulo-reduz-penalidade-da-sambaiba-por-paralisacao-e-aplica-nova-regra-a-pedido-urbanistico-da-mobibrasil/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 12:01:29 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões publicadas nesta terça-feira tratam de processos distintos: recurso sobre o serviço de ônibus do lote E2 e certidão de uso do solo solicitada pela Mobibrasil ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo acolheu parcialmente um recurso da Sambaíba Transportes Urbanos e determinou a redução de uma penalidade contratual por paralisação do serviço de ônibus [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="944" height="660" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sambaiba.jpg?fit=944%2C660&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sambaiba.jpg?w=944&amp;ssl=1 944w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sambaiba.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sambaiba.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sambaiba.jpg?resize=768%2C537&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sambaiba.jpg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 944px) 100vw, 944px" /> <p><em>Decisões publicadas nesta terça-feira tratam de processos distintos: recurso sobre o serviço de ônibus do lote E2 e certidão de uso do solo solicitada pela Mobibrasil</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo acolheu parcialmente um recurso da Sambaíba Transportes Urbanos e determinou a redução de uma penalidade contratual por paralisação do serviço de ônibus do lote E2. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Cidade.</p>
<p>Na mesma edição, a administração municipal publicou uma decisão sobre um pedido de certidão de uso e ocupação do solo da Mobibrasil Transportes São Paulo, em razão de mudanças nas regras relacionadas ao licenciamento ambiental. Nesse caso, a Prefeitura esclarece que não analisou a conformidade urbanística do empreendimento e que o despacho não representa manifestação desfavorável à atividade da empresa.</p>
<p>A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte decidiu reduzir a penalidade aplicada à Sambaíba ao percentual proposto pela SPTrans sobre o valor previsto na tabela de ocorrências do contrato de concessão.</p>
<p>O despacho identifica o lote E2, integrante do grupo estrutural do sistema municipal de ônibus, com atuação na Zona Norte de São Paulo.</p>
<p>A decisão considera as manifestações da SPTrans e da Assessoria Jurídica da secretaria e determina o retorno do expediente à gerenciadora do transporte coletivo para as providências correspondentes.</p>
<p>A interrupção da saída dos ônibus prejudica passageiros que dependem das primeiras viagens para chegar ao trabalho, à escola ou a outros compromissos. Mesmo depois da retomada, pode ser necessário um período para regularizar os intervalos e a distribuição dos veículos.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanha esses episódios e as medidas adotadas pela SPTrans. Em 6 de fevereiro de 2023, por exemplo, o portal noticiou uma paralisação na garagem da Vila Sabrina, na Zona Norte da capital paulista, que atrasou a saída dos ônibus.</p>
<p>Na ocasião, a SPTrans informou que 41 linhas haviam sido prejudicadas, que estava aplicando autuações pelas viagens não realizadas e que acionara o Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência, conhecido como PAESE, para reduzir os impactos.</p>
<p>Esse episódio faz parte do histórico da cobertura sobre a operadora.</p>
<h2>Pedido da Mobibrasil foi atingido por mudança nas regras para certidões de uso do solo</h2>
<p>No caso da Mobibrasil, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento declarou prejudicado um pedido de certidão de uso e ocupação do solo destinado a instruir um procedimento de licenciamento ambiental.</p>
<p>Nesse contexto, a expressão administrativa “prejudicado” indica que uma mudança nas regras afetou a necessidade de análise daquele pedido. O próprio despacho esclarece que não houve exame ou decisão sobre a conformidade do imóvel, empreendimento ou atividade com a legislação municipal.</p>
<p>A decisão se baseia na Portaria 87/2026, que alterou os procedimentos municipais para adequá-los à Lei Federal 15.190/2025.</p>
<p>Pela regulamentação municipal, o licenciamento ambiental independe da emissão dessa certidão. Assim, os pedidos destinados exclusivamente a instruir o licenciamento ambiental passam a ser declarados prejudicados, ressalvadas as situações expressamente previstas na norma.</p>
<p>A mudança não elimina a obrigação de cumprir as regras municipais de parcelamento, uso e ocupação do solo. O despacho também não equivale à aprovação urbanística do empreendimento.</p>
<p>A norma municipal preserva a possibilidade de análise da certidão quando houver solicitação específica e fundamentada da autoridade ambiental para esclarecer uma questão urbanística determinada.</p>
<p>Outra hipótese é a emissão de uma nova certidão para atender ressalva, condicionante ou determinação registrada em documento anteriormente expedido para uma etapa do mesmo procedimento de licenciamento.</p>
<p>No despacho publicado, a Prefeitura determina que a Mobibrasil manifeste eventual interesse no prosseguimento e indique seu enquadramento nas hipóteses previstas. O processo também será encaminhado para aguardar o prazo recursal de 15 dias.</p>
<p>A Mobibrasil é uma das concessionárias do sistema municipal gerenciado pela SPTrans e atua na Zona Sul da capital paulista.</p>
<p>Como mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em julho de 2026, a empresa esteve entre as operadoras contempladas por autorizações de empenho para eletrificação da frota, com aproximadamente R$ 55,95 milhões destinados ao lote AR6.</p>
<p>Esse histórico situa a empresa no programa de renovação dos ônibus de São Paulo. Entretanto, o despacho urbanístico publicado agora não apresenta vínculo com a compra de veículos elétricos ou com a instalação de infraestrutura de recarga.</p>
<p>As decisões sobre Sambaíba e Mobibrasil estão, respectivamente, nas páginas 119 e 120 e na página 160 do Diário Oficial da Cidade de São Paulo de 13 de outubro de 2026.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>São Paulo atualiza regras de isenção de IPVA para ônibus intermunicipais, metropolitanos e fretamento; norma também altera restituições e procedimentos para proprietários de veículos</title>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 11:31:03 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Portaria publicada nesta sexta-feira (16) atualiza documentos exigidos de empresas de transporte, inclui referências à ARTESP e amplia procedimentos digitais de reconhecimento de benefícios tributários; regras também abrangem táxis, transporte escolar, furto e roubo de veículos ADAMO BAZANI O Governo do Estado de São Paulo publicou nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, novas regras [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="721" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1344192.jpg?fit=1024%2C721&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1344192.jpg?w=2769&amp;ssl=1 2769w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1344192.jpg?resize=300%2C211&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1344192.jpg?resize=1024%2C721&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1344192.jpg?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1344192.jpg?resize=768%2C541&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1344192.jpg?resize=1536%2C1082&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1344192.jpg?resize=2048%2C1442&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1344192.jpg?resize=400%2C282&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Portaria publicada nesta sexta-feira (16) atualiza documentos exigidos de empresas de transporte, inclui referências à ARTESP e amplia procedimentos digitais de reconhecimento de benefícios tributários; regras também abrangem táxis, transporte escolar, furto e roubo de veículos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo do Estado de São Paulo publicou nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, novas regras administrativas para o reconhecimento de isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), incluindo os ônibus utilizados no transporte coletivo intermunicipal de passageiros com características urbanas. A Portaria SRE nº 49, assinada em 15 de outubro pela Subsecretaria da Receita Estadual, atualiza a documentação utilizada pelas empresas para comprovar o direito ao benefício, com referências ao Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) e a outros órgãos autorizados a emitir registros. A medida integra uma revisão dos procedimentos de imunidade, isenção, dispensa de pagamento e restituição do imposto.</p>
<p>As alterações também alcançam proprietários de veículos de outras categorias, incluindo beneficiários de isenções, taxistas e operadores de transporte escolar e fretamento contemplados pela regulamentação estadual. A nova portaria amplia a utilização do Sistema de Veículos (SIVEI), permite reunir vários veículos em um mesmo pedido, modifica procedimentos de análise e recursos, disciplina comunicações eletrônicas e atualiza as regras para restituição proporcional do IPVA em casos de furto ou roubo. A norma entra em vigor na própria data da publicação e altera a Portaria CAT nº 27, de fevereiro de 2015, que reúne os procedimentos administrativos relacionados ao imposto paulista.</p>
<p>A atualização foi publicada no Caderno Executivo, seção de Atos Normativos, do Diário Oficial do Estado.</p>
<p>A regulamentação está fundamentada na Lei Estadual nº 13.296, de 23 de dezembro de 2008, e em decretos que disciplinam a aplicação do IPVA, incluindo o Decreto nº 59.953/2013.</p>
<p>As mudanças envolvem tanto o transporte de passageiros quanto procedimentos tributários aplicáveis a outros veículos.</p>
<p>A isenção para ônibus utilizados em determinadas modalidades de transporte coletivo já estava prevista na legislação estadual. A publicação desta sexta-feira atualiza os procedimentos para reconhecimento e administração desse benefício.</p>
<h2>Ônibus intermunicipais com características urbanas: quais documentos passam a ser exigidos</h2>
<p>Uma das principais alterações para o setor de transportes aparece no artigo 1º da Portaria SRE nº 49, que modifica a alínea &#8220;d&#8221; do inciso II do artigo 5º da Portaria CAT nº 27/2015.</p>
<p>O dispositivo trata especificamente dos ônibus empregados em serviços regulares intermunicipais de passageiros que apresentam características operacionais semelhantes às do transporte coletivo urbano.</p>
<p>Pela redação publicada, os pedidos de isenção devem ser instruídos com cópias de três documentos:</p>
<ul>
<li>
<div>
<div>
<p>Termo de permissão do serviço.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Certificado de registro.</p>
</div>
</div>
</li>
<li>
<div>
<div>
<p>Relação dos veículos emitida pelo DER-SP, pela ARTESP ou por outro órgão autorizado.</p>
</div>
</div>
</li>
</ul>
<p>A nova redação faz referência ao Decreto Estadual nº 61.635, de 19 de novembro de 2015, como regulamentação aplicável ao serviço.</p>
<p>A regra é relevante para operadores que realizam deslocamentos entre municípios com características de transporte urbano, incluindo serviços intermunicipais suburbanos e modalidades metropolitanas que se enquadrem nas condições legais.</p>
<p>Nesses serviços, a operação costuma apresentar características próprias de transporte coletivo cotidiano, com atendimento a deslocamentos de trabalho, estudo e outras atividades, diferentemente do transporte rodoviário convencional de longa distância.</p>
<p>O enquadramento tributário depende das características do serviço, da autorização do órgão competente e da documentação exigida.</p>
<p>A referência expressa à ARTESP acompanha sua atuação na regulação e fiscalização de serviços intermunicipais paulistas.</p>
<p>A documentação emitida por esse órgão, assim como pelo DER-SP ou por outra autoridade competente, serve para comprovar a regularidade da operação e identificar os veículos vinculados ao serviço.</p>
<p>Na redação anterior da Portaria CAT nº 27/2015 já havia previsão de apresentação de documentos expedidos pelo DER-SP, pela ARTESP ou por outro órgão autorizado. A alteração de 2026 atualiza a referência à regulamentação do serviço e mantém esses órgãos entre os responsáveis pela emissão dos documentos aceitos.</p>
<h2>Transporte metropolitano, escolar e fretamento contínuo: legislação prevê hipóteses específicas de isenção</h2>
<p>A Lei Estadual nº 13.296/2008 estabelece, no artigo 13, inciso VI, a isenção do IPVA para ônibus e micro-ônibus empregados exclusivamente no transporte público de passageiros urbano ou metropolitano, desde que devidamente autorizados pelos órgãos competentes.</p>
<p>O Decreto nº 59.953/2013, com alterações posteriores, detalha o alcance do benefício e contempla determinadas operações de transporte de passageiros.</p>
<p>Entre as modalidades previstas na regulamentação estão o transporte escolar, o transporte coletivo rodoviário sob fretamento contínuo e o transporte intermunicipal com características de Serviço Regular Suburbano Convencional.</p>
<p>O fretamento contínuo é uma modalidade de transporte contratada para atender deslocamentos regulares de grupos definidos de passageiros, como trabalhadores de empresas e estudantes, mediante as condições estabelecidas na regulamentação correspondente.</p>
<p>A Portaria CAT nº 27/2015 já diferencia situações de fretamento metropolitano, fretamento rodoviário contínuo, transporte escolar e serviços regulares intermunicipais.</p>
<p>Para o fretamento contínuo, a regulamentação prevê documentação específica, incluindo identificação dos veículos empregados exclusivamente na atividade e registros expedidos pelos órgãos responsáveis.</p>
<p>No transporte escolar, estão previstos documentos que comprovem a autorização do serviço e o vínculo do veículo à atividade, conforme o enquadramento aplicável.</p>
<p>A isenção pode beneficiar empresas e, nas hipóteses permitidas, profissionais autônomos. Para proprietários pessoas físicas que atuam como motoristas autônomos, a regulamentação estabelece limite de um veículo, além das condições de registro e habilitação.</p>
<p>A atualização publicada nesta sexta-feira atua sobre os procedimentos administrativos de benefícios que já possuem fundamento na legislação.</p>
<h2>Um pedido poderá reunir vários veículos e tramitar pelo sistema eletrônico da Fazenda</h2>
<p>Outra alteração relevante está no artigo 1º da Portaria CAT nº 27/2015.</p>
<p>A nova redação determina que os pedidos de reconhecimento de imunidade ou concessão de isenção sejam realizados por meio do Sistema de Veículos (SIVEI), disponibilizado pela Secretaria da Fazenda e Planejamento.</p>
<p>O texto também estabelece expressamente a possibilidade de apresentação de um único pedido relativo a vários veículos.</p>
<p>Para empresas com frotas numerosas, a medida permite concentrar solicitações em um mesmo procedimento administrativo.</p>
<p>Isso pode ser especialmente útil para concessionárias, permissionárias e operadores de transporte que possuam diversos veículos vinculados a serviços contemplados pelas hipóteses legais de isenção.</p>
<p>A documentação deve observar as exigências dos artigos 4º, 5º e 5º-A da regulamentação, conforme a situação apresentada.</p>
<p>A portaria também atualiza o artigo 8º, relativo ao credenciamento de entidades imunes ou isentas.</p>
<p>O credenciamento poderá ser solicitado eletronicamente, com documentação referente à entidade e dispensa de apresentação, nessa etapa, dos documentos individualizados dos veículos.</p>
<p>Esse procedimento distingue o reconhecimento da situação tributária da entidade da análise de determinadas condições relativas à frota.</p>
<h2>Pedidos serão analisados por auditores fiscais e ratificados por autoridade superior</h2>
<p>A Portaria SRE nº 49 modifica também as regras de análise administrativa.</p>
<p>Os pedidos de reconhecimento de imunidade e concessão de isenção serão analisados e decididos por Auditor Fiscal da Receita Estadual (AFRE), com ratificação por autoridade administrativa superior.</p>
<p>A comunicação das decisões passa a seguir os procedimentos eletrônicos previstos na nova redação.</p>
<p>O requerente receberá a informação por meio do endereço de e-mail cadastrado no SIVEI.</p>
<p>Nos casos deferidos, poderá emitir a declaração correspondente exclusivamente por meio eletrônico, no portal da Secretaria da Fazenda e Planejamento, onde também será possível verificar sua autenticidade.</p>
<p>Em situações de indeferimento, o interessado poderá apresentar recurso administrativo, com efeito suspensivo, dirigido à autoridade superior àquela que ratificou a decisão.</p>
<p>O recurso será protocolado pelo próprio SIVEI.</p>
<p>O efeito suspensivo é um elemento importante para os contribuintes, porque interfere na produção dos efeitos administrativos da decisão contestada enquanto o recurso segue sua tramitação, observadas as condições da regulamentação tributária.</p>
<p>As mudanças também alcançam os pedidos de dispensa de pagamento e restituição do IPVA.</p>
<h2>Furto ou roubo de veículos: dispensa automática e restituição proporcional do imposto</h2>
<p>A portaria atualiza os procedimentos referentes a proprietários que perderam temporariamente a posse ou os direitos de propriedade de um veículo em razão de furto ou roubo.</p>
<p>Pela nova redação do artigo 10 da Portaria CAT nº 27/2015, a dispensa de pagamento do IPVA nas hipóteses previstas de furto, roubo ou baixa permanente será processada automaticamente pela Secretaria da Fazenda e Planejamento para veículos sujeitos a registro e licenciamento no Detran-SP.</p>
<p>A norma também detalha a restituição proporcional do imposto pago.</p>
<p>O cálculo considera um doze avos do valor por mês de privação dos direitos de propriedade.</p>
<p>O mês em que ocorreu o furto ou roubo entra na contagem, enquanto o mês da devolução do veículo fica excluído.</p>
<p>Por exemplo, em uma situação hipotética de veículo furtado em março e devolvido em julho, a contagem proporcional da privação considera março, abril, maio e junho, totalizando quatro meses.</p>
<p>Quando a restituição ou a dispensa não forem processadas automaticamente, o interessado poderá apresentar solicitação pelo SIVEI, acompanhada dos documentos exigidos.</p>
<p>O sistema também será utilizado para procedimentos específicos de restituição relacionados a furtos ou roubos ocorridos no território paulista.</p>
<p>Para proprietários de ônibus, micro-ônibus, táxis e outros veículos empregados em atividades profissionais, a restituição proporcional do IPVA pode ter relevância financeira, especialmente em situações de indisponibilidade prolongada do veículo.</p>
<h2>Documentos pendentes: contribuinte terá 30 dias para regularizar pedido, com possibilidade de prazo de até 60 dias</h2>
<p>A nova portaria altera o artigo 32 da regulamentação, que trata de documentação incompleta e de condições necessárias ao deferimento dos pedidos.</p>
<p>O contribuinte deverá apresentar o documento ausente ou cumprir a exigência pendente em até 30 dias, contados da comunicação.</p>
<p>Caso não atenda à exigência, o pedido poderá ser arquivado por desistência.</p>
<p>A nova redação também prevê que, a critério da autoridade fiscal e conforme a necessidade da situação concreta, o prazo poderá chegar a 60 dias.</p>
<p>O arquivamento por falta de documentação ou descumprimento de condição não impede a apresentação de um novo pedido, desde que respeitados os requisitos e prazos aplicáveis.</p>
<p>As comunicações de arquivamento serão encaminhadas ao endereço eletrônico cadastrado no sistema.</p>
<p>A norma considera efetuada a comunicação com o registro da decisão e o envio da mensagem ao e-mail informado.</p>
<p>Para empresas de transporte com vários veículos, a atualização cadastral e o acompanhamento das comunicações passam a ter importância direta no processamento dos benefícios tributários.</p>
<h2>Perda do direito à isenção deverá ser comunicada em até 30 dias</h2>
<p>Outra disposição envolve os casos em que deixam de existir as condições que justificaram a concessão de isenção, imunidade ou dispensa do IPVA.</p>
<p>A nova redação do artigo 34 determina que o interessado apresente, em até 30 dias contados do evento, o pedido de baixa do benefício.</p>
<p>O procedimento deverá ser realizado pelo SIVEI, com apresentação da documentação correspondente.</p>
<p>A exigência pode ser relevante para operações de transporte em situações como mudança de destinação de um veículo ou encerramento de atividade que tenha fundamentado a concessão de isenção.</p>
<p>O cumprimento das condições legais permanece necessário para a manutenção do benefício.</p>
<p>A portaria também estabelece que a autoridade fiscal poderá realizar ajustes cadastrais para assegurar a cobrança correta do imposto devido no exercício corrente e em anos anteriores.</p>
<p>A regulamentação prevê ainda consequências tributárias para situações de irregularidade ou obtenção indevida do benefício.</p>
<h2>Benefícios automáticos e alterações administrativas</h2>
<p>A norma acrescenta a possibilidade de deferimento automático, por sistema de dados da Secretaria da Fazenda e Planejamento, de pedidos abrangidos pelo artigo 5º-A da Portaria CAT nº 27/2015.</p>
<p>Esse procedimento dependerá da utilização de sistema homologado por auditor fiscal da Receita Estadual.</p>
<p>A medida integra a ampliação da automatização de procedimentos tributários.</p>
<p>A portaria também estabelece que os pedidos de imunidade, isenção, dispensa e restituição previstos nos artigos 1º, 11 e 14 somente serão processados após verificação nos sistemas fazendários.</p>
<p>Essa consulta permitirá identificar se o benefício já foi reconhecido automaticamente ou se foi processado com data de vigência posterior à pretendida pelo interessado.</p>
<p>Há ainda ajustes nas normas relacionadas a questionamentos sobre propriedade de veículos e cancelamento da cobrança do IPVA.</p>
<p>Em determinados casos, os pedidos poderão tramitar pelo SIVEI ou pelo Sistema de Peticionamento Eletrônico (SIPET).</p>
<p>A atualização reúne procedimentos de atendimento eletrônico, análise fiscal, comunicação, recursos e regularização cadastral.</p>
<h2>O que muda na prática para os diferentes segmentos</h2>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Segmento</th>
<th>Principal efeito administrativo</th>
</tr>
<tr>
<td>Ônibus intermunicipais com características urbanas</td>
<td>Atualização da referência regulamentar e da documentação exigida para isenção</td>
</tr>
<tr>
<td>Transporte metropolitano</td>
<td>Aplicação dos procedimentos eletrônicos às hipóteses de benefício previstas em lei</td>
</tr>
<tr>
<td>Fretamento contínuo</td>
<td>Tramitação dos pedidos conforme o enquadramento e os registros exigidos</td>
</tr>
<tr>
<td>Transporte escolar</td>
<td>Procedimentos de reconhecimento e comprovação das condições de isenção</td>
</tr>
<tr>
<td>Empresas com vários veículos</td>
<td>Possibilidade expressa de reunir vários veículos em uma solicitação</td>
</tr>
<tr>
<td>Táxis contemplados pela legislação</td>
<td>Aplicação dos procedimentos de reconhecimento ou processamento automático, conforme o caso</td>
</tr>
<tr>
<td>Proprietários de veículos furtados ou roubados</td>
<td>Dispensa automática nas hipóteses previstas e restituição proporcional</td>
</tr>
<tr>
<td>Beneficiários com documentação pendente</td>
<td>Prazo de regularização de 30 dias, que poderá alcançar 60 dias</td>
</tr>
<tr>
<td>Contribuintes que perderem condição de isenção</td>
<td>Obrigação de comunicar a baixa do benefício em até 30 dias</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>As alterações são relevantes também para os responsáveis pela gestão de frotas, departamentos jurídicos, áreas fiscais e profissionais que cuidam do licenciamento e da documentação das empresas.</p>
<h2>Histórico da legislação e relação com o transporte de passageiros em São Paulo</h2>
<p>A isenção do IPVA para determinadas modalidades de transporte público está prevista na legislação paulista desde antes da publicação desta nova portaria.</p>
<p>A Lei nº 13.296/2008, que estabelece regras para o imposto no Estado, contempla ônibus e micro-ônibus empregados exclusivamente no transporte público urbano ou metropolitano, quando devidamente autorizados.</p>
<p>O Decreto nº 59.953/2013 regulamentou a concessão dos benefícios, estabelecendo requisitos para contribuintes e veículos.</p>
<p>Posteriormente, o Decreto nº 65.337, de dezembro de 2020, atualizou a regulamentação e consolidou referências às modalidades de transporte contempladas, inclusive transporte escolar, fretamento contínuo e serviços intermunicipais com características suburbanas.</p>
<p>A Portaria CAT nº 27/2015, agora novamente modificada, reúne os procedimentos documentais e administrativos para a aplicação dessas regras.</p>
<p>As atualizações de 2026 também ocorrem em um cenário de mudanças tecnológicas e tributárias no setor de transportes.</p>
<p>Além das regras de isenção associadas à utilização dos veículos no transporte público, São Paulo possui benefícios específicos relacionados à motorização.</p>
<p>A legislação estadual prevê, por exemplo, isenção de IPVA no período de 2025 a 2029 para ônibus e caminhões movidos exclusivamente a hidrogênio ou gás natural, inclusive biometano, observadas as condições legais.</p>
<p>Trata-se de hipótese específica de incentivo tributário, distinta do benefício fundamentado na utilização de ônibus em determinadas modalidades de transporte de passageiros.</p>
<p>A coexistência dessas regras exige que as empresas observem o enquadramento jurídico de cada veículo, sua destinação, as características da operação e os procedimentos necessários ao reconhecimento do benefício.</p>
<p>No caso da Portaria SRE nº 49/2026, a principal mudança está na administração desses direitos, com atualização de documentos, sistemas e procedimentos fiscais.</p>
<p>A norma entrou em vigor nesta sexta-feira, 16 de outubro, e também convalida procedimentos adotados e atos administrativos praticados pelas repartições fiscais antes de sua vigência, desde que observada a legislação tributária aplicável.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Governo de São Paulo sanciona lei que autoriza CPTM a assumir Estrada de Ferro Campos do Jordão, com bens, contratos, funcionários e atividades; concessão privada também está prevista</title>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 11:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Nova legislação transfere à companhia ferroviária responsabilidades sobre patrimônio e administração da ferrovia centenária; Estado poderá assumir dívidas, enquanto trabalhadores serão reunidos em quadro especial em extinção; projeto de concessão de R$ 403,5 milhões e prazo de 24 anos teve licitação suspensa em junho ADAMO BAZANI O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?w=1640&amp;ssl=1 1640w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/maria-fumaca-campos-do-jordao4.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Nova legislação transfere à companhia ferroviária responsabilidades sobre patrimônio e administração da ferrovia centenária; Estado poderá assumir dívidas, enquanto trabalhadores serão reunidos em quadro especial em extinção; projeto de concessão de R$ 403,5 milhões e prazo de 24 anos teve licitação suspensa em junho</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou a lei que autoriza a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) a assumir a Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ), incluindo os bens, contratos, atividades operacionais, direitos patrimoniais e responsabilidades administrativas da ferrovia centenária que liga Pindamonhangaba a Campos do Jordão, no Vale do Paraíba e na Serra da Mantiqueira. Publicada no Diário Oficial desta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, a Lei Estadual nº 18.498 também autoriza o Tesouro paulista a assumir débitos da EFCJ e estabelece regras específicas para os trabalhadores, enquanto o Governo do Estado mantém um projeto de concessão à iniciativa privada que prevê aproximadamente R$ 403,5 milhões em investimentos e contrato de 24 anos.</p>
<p>A mudança coloca a CPTM como responsável pelas atividades da Estrada de Ferro Campos do Jordão até que sejam transferidas a outros órgãos estaduais ou concedidas, conforme regulamentação posterior. A legislação preserva direitos de uso e atos patrimoniais anteriormente formalizados e cria um quadro especial em extinção para os empregados permanentes da ferrovia, com manutenção das denominações dos empregos, atribuições e remunerações. A medida ocorre após a suspensão, em junho de 2026, da licitação que pretendia transferir a exploração do complexo turístico ferroviário para uma empresa privada, incluindo a recuperação de parte da infraestrutura, modernização dos trens e exploração de instalações turísticas.</p>
<p>A legislação foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) no início deste mês, após tramitação do Projeto de Lei nº 1.287/2025, encaminhado pelo Executivo em novembro de 2025.</p>
<p>A sanção representa uma mudança na organização administrativa da Estrada de Ferro Campos do Jordão, uma das ferrovias históricas mais conhecidas do país, cuja infraestrutura reúne potencial de transporte turístico e patrimônio ferroviário de importância cultural.</p>
<p>A CPTM, que atua no transporte metropolitano de passageiros da Grande São Paulo, passa a ter autorização legal para assumir atribuições relacionadas à ferrovia, inclusive contratos e bens móveis e imóveis.</p>
<h3>CPTM poderá assumir atividades, contratos, licitações e patrimônio da ferrovia</h3>
<p>O primeiro artigo da Lei nº 18.498 autoriza o Poder Executivo estadual a transferir à CPTM a propriedade, os direitos reais e os direitos possessórios dos bens administrados pela Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>A legislação também autoriza o Estado a assumir a responsabilidade pelo pagamento dos débitos da EFCJ.</p>
<p>O artigo 2º estabelece três atribuições principais para a companhia:</p>
<ol start="1">
<li>Desempenhar as atividades públicas exercidas pela Estrada de Ferro Campos do Jordão.</li>
<li>Assumir a posição administrativa da EFCJ nos procedimentos licitatórios e contratos vinculados às suas atividades.</li>
<li>Assumir as dotações orçamentárias correspondentes, além dos bens móveis e imóveis.</li>
</ol>
<p>A transferência contratual prevista em lei ocorre por meio da chamada sub-rogação, pela qual a CPTM passa a ocupar a posição anteriormente exercida pela ferrovia nas relações administrativas abrangidas.</p>
<p>Na prática, a mudança permite concentrar na companhia ferroviária responsabilidades relacionadas à administração do patrimônio, ao acompanhamento de contratos e às atividades necessárias à continuidade dos serviços.</p>
<p>O parágrafo único do artigo 2º estabelece que a CPTM exercerá todas as atribuições da EFCJ até eventual transferência para outros órgãos estaduais ou concessão, conforme decreto.</p>
<p>A lei entrou em vigor em 16 de outubro de 2026, data da publicação.</p>
<h3>Funcionários terão quadro especial em extinção, com preservação das atribuições e remunerações</h3>
<p>Um dos pontos mais importantes da legislação trata dos empregados permanentes da Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>O artigo 3º cria um Quadro Especial em extinção, vinculado à Secretaria dos Transportes Metropolitanos.</p>
<p>Esse quadro será composto exclusivamente pelos titulares de empregos públicos permanentes da EFCJ.</p>
<p>A lei determina a manutenção das respectivas denominações, atribuições e remunerações, conforme regulamentação posterior.</p>
<p>Os empregos públicos integrantes desse quadro serão extintos quando ocorrer a vacância, como nas hipóteses legalmente previstas de desligamento ou aposentadoria.</p>
<p>A Secretaria dos Transportes Metropolitanos deverá publicar a relação dos empregos extintos e comunicar as informações à área estadual de gestão de pessoas.</p>
<p>A legislação também autoriza, a critério da administração, a transferência das relações contratuais dos empregados necessários à continuidade das atividades absorvidas por outros órgãos ou entidades estaduais.</p>
<p>Nesses casos, deverá ser mantido o regime jurídico correspondente e assegurada a continuidade das atividades.</p>
<p>O texto modifica ainda a Lei Complementar nº 1.211/2013, fixando jornada completa de trabalho de 40 horas semanais para os empregos públicos permanentes abrangidos pela norma.</p>
<p>Quanto ao Prêmio de Incentivo à Produtividade, a legislação permite que o Tesouro estadual custeie as despesas, observadas as disposições específicas.</p>
<p>Inicialmente, os pagamentos continuarão a utilizar recursos do Fundo Especial de Despesa da Estrada de Ferro Campos do Jordão até seu esgotamento ou extinção.</p>
<h3>Direitos de uso de imóveis e contratos patrimoniais serão administrados pela CPTM</h3>
<p>A nova legislação também trata dos imóveis e demais bens da EFCJ.</p>
<p>O artigo 5º preserva a validade das autorizações de uso e dos atos administrativos relacionados à gestão do patrimônio formalizados antes da entrada em vigor da lei.</p>
<p>A CPTM passa a ter competência para renovar, prorrogar, fiscalizar e rescindir essas autorizações, dentro dos limites legais.</p>
<p>Por decreto, essas atribuições poderão ser transferidas a outros órgãos ou entidades estaduais.</p>
<p>O dispositivo é relevante porque o complexo ferroviário possui bens com funções operacionais, históricas, culturais e turísticas.</p>
<p>A administração do patrimônio envolve não apenas a infraestrutura ferroviária, mas também instalações associadas à exploração econômica e à preservação dos espaços vinculados à ferrovia.</p>
<h3>Concessão privada prevê R$ 403,5 milhões e contrato de 24 anos</h3>
<p>A mudança administrativa ocorre paralelamente ao projeto estadual de concessão do Complexo Turístico Ferroviário da Estrada de Ferro Campos do Jordão.</p>
<p>Em janeiro de 2026, o Governo de São Paulo publicou o Decreto nº 70.336, autorizando a abertura de licitação internacional para a concessão de obras e exploração econômica do complexo.</p>
<p>O regulamento estabelece prazo contratual de 24 anos e atribui à futura concessionária responsabilidades por investimentos, conservação, manutenção e exploração econômica da área concedida.</p>
<p>O projeto divulgado pelo Estado prevê investimentos estimados em R$ 403,5 milhões e aproximadamente R$ 17 milhões anuais de despesas operacionais.</p>
<p>Entre as obrigações previstas estão a recuperação de instalações ferroviárias, modernização de trens, requalificação de estações e revitalização de aproximadamente 40% da infraestrutura ferroviária.</p>
<p>A modelagem também contempla bens turísticos associados à ferrovia, como o Parque Reino das Águas Claras, em Pindamonhangaba, e o patrimônio histórico do complexo.</p>
<p>O governo havia programado a licitação para o primeiro semestre de 2026.</p>
<p>Em 8 de junho, porém, a Secretaria de Parcerias em Investimentos suspendeu a Concorrência Internacional nº 02/2026, antes da apresentação das propostas.</p>
<p>A sanção da nova lei estabelece uma estrutura administrativa para a ferrovia enquanto o Estado conduz as providências relacionadas à sua gestão e ao projeto de concessão.</p>
<h3>Ferrovia centenária liga Pindamonhangaba a Campos do Jordão e possui cerca de 47 quilômetros</h3>
<p>A Estrada de Ferro Campos do Jordão começou a operar em 1914, inicialmente com a finalidade de facilitar o acesso à região serrana, que recebia pacientes em busca de tratamento de doenças respiratórias, especialmente tuberculose.</p>
<p>Com o desenvolvimento de Campos do Jordão como destino turístico, a ferrovia adquiriu importância também para o lazer, a cultura e a preservação da memória ferroviária.</p>
<p>O traçado possui aproximadamente 47 quilômetros e passa por Pindamonhangaba, Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão.</p>
<p>A estrada de ferro reúne características técnicas particulares, com trajeto de serra e infraestrutura eletrificada, além de veículos históricos associados à operação turística.</p>
<p>Ao longo das últimas décadas, diferentes serviços foram oferecidos, incluindo deslocamentos turísticos no trecho urbano de Campos do Jordão e viagens em direção a Santo Antônio do Pinhal.</p>
<p>A redução das operações, os problemas de infraestrutura e as necessidades de investimentos passaram a integrar os debates sobre a recuperação do sistema.</p>
<p>O projeto de concessão prevê a retomada e modernização de serviços turísticos em trechos determinados, preservando os elementos históricos associados ao patrimônio ferroviário.</p>
<p>A definição da futura operação dependerá das condições dos ativos, das intervenções de recuperação e do modelo administrativo ou contratual implementado pelo Estado.</p>
<h3>O que a nova lei estabelece</h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Tema</th>
<th>Determinação</th>
</tr>
<tr>
<td>Patrimônio</td>
<td>Transferência autorizada dos bens e direitos administrados pela EFCJ à CPTM</td>
</tr>
<tr>
<td>Operação e atividades</td>
<td>CPTM poderá exercer as atividades da EFCJ</td>
</tr>
<tr>
<td>Licitações e contratos</td>
<td>CPTM poderá assumir a posição da EFCJ nos procedimentos e contratos</td>
</tr>
<tr>
<td>Dívidas</td>
<td>Estado poderá assumir débitos da ferrovia</td>
</tr>
<tr>
<td>Empregados</td>
<td>Criação de quadro especial em extinção, com preservação de remunerações e atribuições</td>
</tr>
<tr>
<td>Jornada</td>
<td>Previsão de 40 horas semanais</td>
</tr>
<tr>
<td>Prêmio de produtividade</td>
<td>Custeio inicialmente pelo fundo da EFCJ, com possibilidade de participação do Tesouro</td>
</tr>
<tr>
<td>Imóveis e autorizações de uso</td>
<td>CPTM poderá renovar, prorrogar, fiscalizar e rescindir as outorgas</td>
</tr>
<tr>
<td>Gestão futura</td>
<td>Possibilidade de transferência para outros órgãos ou concessão</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A reorganização envolve, portanto, administração, patrimônio, responsabilidades contratuais e situação funcional dos empregados.</p>
<p>Para o transporte ferroviário paulista, a mudança amplia as atribuições legalmente previstas para a CPTM, tradicionalmente responsável pelo atendimento metropolitano na Grande São Paulo.</p>
<p>Já para o Vale do Paraíba e a Serra da Mantiqueira, a medida integra o processo de definição do futuro de uma ferrovia centenária associada à história regional e à atividade turística.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Artesp arquiva processo contra ViaMobilidade sobre manutenção e segurança nas linhas 8 e 9</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/16/artesp-arquiva-processo-contra-viamobilidade-sobre-manutencao-e-seguranca-nas-linhas-8-e-9/</link>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 10:30:32 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Agência acolheu defesa da concessionária e concluiu pela inexistência de infração contratual; enquadramento previa multa por descumprimento de procedimentos de manutenção com exposição a risco ADAMO BAZANI A Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) determinou o arquivamento de um processo administrativo sancionador contra a ViaMobilidade, responsável pelas [&#8230;]]]></description>
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<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) determinou o arquivamento de um processo administrativo sancionador contra a ViaMobilidade, responsável pelas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda dos trens metropolitanos. A Superintendência Metroferroviária acolheu a defesa prévia da concessionária e concluiu pela inexistência de infração contratual.</p>
<p>A apuração estava vinculada a um dispositivo do contrato que prevê multa por descumprimento de planos ou procedimentos de manutenção e normas técnicas que coloque equipamentos, sistemas, passageiros e funcionários em condição de risco. Com a decisão, a agência deixou de aplicar a penalidade à operadora.</p>
<p>O enquadramento utilizado era o item 60.1 do Anexo V do Contrato de Concessão nº 002/2021. A tabela original estabelece multa de R$ 200 mil para essa modalidade de infração, com atualização conforme as regras contratuais.</p>
<p><strong>Defesa acolhida</strong></p>
<p>A notificação informa que a Superintendência Metroferroviária “acolheu a Defesa Prévia apresentada” e deixou de aplicar a penalidade “ante a inexistência de infração contratual”.</p>
<p>O arquivamento foi determinado no processo administrativo sancionador SEI nº 021.00001837/2023-78, aberto em nome da Concessionária das Linhas 8 e 9 do Sistema de Trens Metropolitanos de São Paulo S.A., razão social da ViaMobilidade responsável pelas duas linhas.</p>
<p>O dispositivo contratual reúne obrigações de manutenção relacionadas tanto à conservação dos equipamentos e sistemas quanto à segurança das pessoas. Para esse processo, a conclusão da agência, após a análise da defesa, foi pelo encerramento da apuração sem aplicação da multa.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Governo federal seleciona R$ 69,3 milhões para compra de ônibus por Nova Transportes, Santa Zita, Quatai e Via Norte no Espírito Santo e em São Paulo</title>
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    <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 10:01:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quatro empresas de transporte coletivo foram contempladas pelo Ministério das Cidades com financiamentos do Novo PAC, por meio do Pró-Transporte, com recursos do FGTS; maior proposta é de R$ 32,87 milhões para a Nova Transportes, que atua na Grande Vitória ADAMO BAZANI O Governo Federal selecionou quatro propostas de financiamento que somam R$ 69.315.325,00 para [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="918" height="579" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?fit=918%2C579&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?w=918&amp;ssl=1 918w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?resize=300%2C189&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?resize=768%2C484&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ceturb.jpg?resize=400%2C252&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 918px) 100vw, 918px" /> <p><em>Quatro empresas de transporte coletivo foram contempladas pelo Ministério das Cidades com financiamentos do Novo PAC, por meio do Pró-Transporte, com recursos do FGTS; maior proposta é de R$ 32,87 milhões para a Nova Transportes, que atua na Grande Vitória</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI</strong></p>
<p>O Governo Federal selecionou quatro propostas de financiamento que somam R$ 69.315.325,00 para a aquisição de ônibus destinados ao transporte coletivo urbano no Espírito Santo e em São Paulo. As empresas contempladas são Nova Transportes, Santa Zita Transportes e Via Norte, no Espírito Santo, e Quatai Transporte de Passageiros, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Os recursos integram o Novo PAC Mobilidade Urbana, no subeixo Renovação de Frota, e serão disponibilizados por meio de operações de crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).</p>
<p>As seleções foram oficializadas pelo Ministério das Cidades em quatro portarias publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 16 de outubro de 2026. O maior financiamento, de R$ 32,87 milhões, corresponde à proposta da Nova Transportes, seguido por R$ 17,157 milhões para a Santa Zita, ambas com atuação na Grande Vitória. A Quatai foi selecionada para uma operação de R$ 10,358 milhões e a Via Norte, de Linhares (ES), para R$ 8,93 milhões. As medidas ampliam as possibilidades de investimento na renovação dos veículos utilizados diariamente pelos passageiros, enquanto as empresas deverão cumprir as etapas financeiras e contratuais previstas no programa.</p>
<h3>Veja os valores, as empresas e os bancos envolvidos</h3>
<p>As quatro propostas foram divulgadas pelas portarias MCID nº 1.400, 1.401, 1.404 e 1.405, todas de 15 de outubro de 2026.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Área atendida</th>
<th>Agente financeiro</th>
<th>Valor</th>
</tr>
<tr>
<td>Nova Transportes</td>
<td>Grande Vitória (ES)</td>
<td>Banco Mercedes-Benz</td>
<td>R$ 32.870.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Santa Zita Transportes</td>
<td>Grande Vitória (ES)</td>
<td>Banco Mercedes-Benz</td>
<td>R$ 17.157.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Quatai Transporte de Passageiros</td>
<td>Itaquaquecetuba (SP)</td>
<td>Bradesco</td>
<td>R$ 10.358.325,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Via Norte</td>
<td>Linhares (ES)</td>
<td>Banco Mercedes-Benz</td>
<td>R$ 8.930.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td></td>
<td></td>
<td>R$ 69.315.325,00</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>O Espírito Santo concentra R$ 58.957.000,00 das propostas selecionadas, o equivalente a aproximadamente 85,1% do valor total. São Paulo responde pelos R$ 10.358.325,00 restantes, correspondentes a 14,9%.</p>
<p>O Banco Mercedes-Benz do Brasil aparece como agente financeiro de três das quatro propostas, que somam R$ 58.957.000,00. O Banco Bradesco responde pela operação da Quatai.</p>
<p>A participação do Banco Mercedes-Benz como agente financeiro identifica a instituição responsável pela operação de crédito, e não determina, por si só, a marca dos ônibus que serão adquiridos.</p>
<h3>Nova Transportes e Santa Zita concentram investimentos na Grande Vitória</h3>
<p>As duas maiores propostas, que somam R$ 50.027.000,00, foram apresentadas por empresas relacionadas ao transporte coletivo da Região Metropolitana da Grande Vitória.</p>
<p>As seleções abrangem cinco municípios capixabas: Cariacica, Viana, Vitória, Vila Velha e Serra.</p>
<p>A Nova Transportes Ltda., inscrita no CNPJ 03.751.762/0001-18, aparece na Portaria MCID nº 1.401, com financiamento de R$ 32.870.000,00.</p>
<p>A Santa Zita Transportes Ltda., CNPJ 36.414.225/0001-31, está relacionada na Portaria MCID nº 1.405, com financiamento de R$ 17.157.000,00.</p>
<p>As duas operações têm como objeto a aquisição de ônibus para transporte público coletivo urbano e indicam o Banco Mercedes-Benz do Brasil como agente financeiro.</p>
<p>A Grande Vitória concentra fluxos importantes de deslocamentos entre municípios, com passageiros que utilizam ônibus para chegar aos locais de trabalho, estudo e atendimento de serviços públicos.</p>
<p>A renovação de frota tem relevância nesse contexto porque interfere nas condições de conservação dos veículos, na disponibilidade operacional e nos custos de manutenção. A efetiva melhoria do atendimento dependerá das características dos ônibus adquiridos, da quantidade de unidades e da maneira como os novos veículos serão incorporados ao sistema.</p>
<h3>Quatai tem proposta de R$ 10,35 milhões para Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo</h3>
<p>No Estado de São Paulo, a empresa selecionada é a Quatai Transporte de Passageiros SPE S/A, inscrita no CNPJ 31.599.393/0001-25.</p>
<p>A proposta, no valor de R$ 10.358.325,00, tem como objeto a aquisição de ônibus destinados ao transporte público coletivo urbano em Itaquaquecetuba, município da Região Metropolitana de São Paulo.</p>
<p>O agente financeiro indicado é o Banco Bradesco S.A.</p>
<p>Itaquaquecetuba integra a região do Alto Tietê, marcada por deslocamentos entre municípios e pela necessidade de articulação dos ônibus municipais com outras modalidades de transporte, particularmente os serviços metropolitanos e ferroviários.</p>
<p>A modernização da frota municipal interessa tanto aos passageiros que realizam viagens dentro da cidade como àqueles que dependem dos ônibus para acessar outros pontos da rede metropolitana.</p>
<h3>Via Norte recebe seleção de R$ 8,93 milhões para Linhares</h3>
<p>A quarta empresa contemplada é a Via Norte Ltda., inscrita no CNPJ 36.355.030/0001-68, com proposta de R$ 8.930.000,00.</p>
<p>O financiamento está previsto na Portaria MCID nº 1.400 e tem como destino a aquisição de ônibus para o transporte coletivo urbano de Linhares, no norte do Espírito Santo.</p>
<p>O agente financeiro é o Banco Mercedes-Benz do Brasil S.A.</p>
<p>A operação insere Linhares no conjunto de municípios que poderão modernizar suas frotas com recursos disponibilizados pelo programa federal.</p>
<h3>Como funciona o Pró-Transporte e qual é a diferença entre financiamento e subsídio</h3>
<p>O Pró-Transporte é um programa de financiamento que utiliza recursos do FGTS para apoiar investimentos em mobilidade urbana.</p>
<p>Na modalidade de renovação de frota destinada ao setor privado, as empresas apresentam propostas para financiar a aquisição de ônibus, com participação de instituições financeiras responsáveis pela análise e operacionalização do crédito.</p>
<p>O modelo permite distribuir o custo dos investimentos ao longo do prazo contratual, em vez de exigir que as operadoras desembolsem imediatamente todos os recursos necessários à aquisição dos veículos.</p>
<p>Existe uma distinção importante entre esse mecanismo e uma transferência direta de recursos públicos sem obrigação de devolução.</p>
<p>No financiamento, a operação envolve crédito que deverá ser amortizado nas condições pactuadas. Dessa maneira, aspectos como juros, prazo de pagamento, garantias e capacidade econômico-financeira das empresas são relevantes para sua execução.</p>
<p>A seleção publicada pelo Ministério das Cidades constitui uma etapa do processo. A contratação financeira e a posterior aquisição dos veículos são etapas próprias, sujeitas às condições aplicáveis às operações de crédito.</p>
<h3>Renovação das frotas pode movimentar fabricantes e encarroçadoras</h3>
<p>Os financiamentos também têm importância para a indústria brasileira de ônibus.</p>
<p>A aquisição de novos veículos movimenta diferentes fornecedores, incluindo fabricantes de chassis, carrocerias, componentes, sistemas eletrônicos, equipamentos de segurança e serviços de manutenção.</p>
<p>O impacto industrial dependerá do volume de ônibus efetivamente contratado e das configurações escolhidas pelas empresas.</p>
<p>A renovação de frota também deve ser acompanhada pela perspectiva dos passageiros, que são os usuários finais dos investimentos. A substituição de veículos antigos pode contribuir para reduzir indisponibilidades mecânicas, melhorar a acessibilidade e proporcionar condições mais adequadas de viagem.</p>
<p>Os novos contratos e as futuras entregas permitirão avaliar de que maneira os financiamentos selecionados nesta sexta-feira serão convertidos em veículos efetivamente colocados em operação.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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