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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Teresina contrata R$ 95 milhões para comprar novos ônibus e renovar frota do transporte coletivo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/19/teresina-contrata-r-95-milhoes-para-comprar-novos-onibus-e-renovar-frota-do-transporte-coletivo/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 11:31:01 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Financiamento pelo Pró-Transporte, com recursos do FGTS, foi assinado com a Caixa e prevê investimento total de R$ 100 milhões; medida representa nova etapa de plano que já teve anúncios de 150, 96 e 100 veículos e tenta recuperar sistema marcado pela perda de passageiros, redução da frota e dificuldades financeiras ADAMO BAZANI A Prefeitura [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="794" height="544" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?fit=794%2C544&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?w=794&amp;ssl=1 794w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?resize=768%2C526&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?resize=400%2C274&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 794px) 100vw, 794px" /> <p><em>Financiamento pelo Pró-Transporte, com recursos do FGTS, foi assinado com a Caixa e prevê investimento total de R$ 100 milhões; medida representa nova etapa de plano que já teve anúncios de 150, 96 e 100 veículos e tenta recuperar sistema marcado pela perda de passageiros, redução da frota e dificuldades financeiras</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de Teresina (PI) contratou R$ 95 milhões em financiamento com a Caixa Econômica Federal para renovar e modernizar a frota de ônibus do transporte coletivo municipal. O contrato, publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, prevê investimento total de R$ 100 milhões, incluindo R$ 5 milhões de contrapartida do município. Os recursos são provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio do Pró-Transporte, programa vinculado ao Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A medida representa uma nova etapa do plano anunciado pela administração do prefeito Silvio Mendes, que prevê a compra de aproximadamente 100 ônibus e a reorganização das linhas, estações e terminais da capital piauiense.</p>
<p>O financiamento foi assinado em 2 de outubro e tem prazo de carência de 15 meses, seguido de nove anos para amortização da dívida, com juros de 6% ao ano, além das taxas de administração e de risco de crédito. A contratação confirma a operação que o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanha desde agosto, quando o Ministério das Cidades habilitou a proposta apresentada pela Prefeitura. A assinatura, entretanto, ainda não significa que os veículos tenham sido adquiridos ou entregues. A renovação ocorre em um sistema que perdeu mais de 70% dos passageiros entre 2015 e 2023, reduziu a frota em circulação e acumula discussões sobre subsídios, contratos de concessão, paralisações de trabalhadores e qualidade do atendimento.</p>
<h3>Financiamento foi assinado pela Prefeitura, Caixa e STRANS</h3>
<p>O contrato de financiamento foi celebrado em 2 de outubro de 2026 entre o Município de Teresina e a Caixa Econômica Federal, tendo como agente promotor a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS).</p>
<p>O Ministério das Cidades é responsável pela gestão da aplicação dos recursos, enquanto a Caixa atua como agente financeiro da operação.</p>
<p>Assinaram o documento a representante da Caixa Fábia Carvalho Le Lonnes, o prefeito Silvio Mendes de Oliveira Filho e o superintendente da STRANS, Weldon Alves Bandeira da Silva.</p>
<p>A operação foi autorizada pela Lei Municipal nº 6.391, de 2026, publicada em 19 de agosto, após aprovação pela Câmara Municipal.</p>
<p>Pelo contrato, o investimento previsto é de R$ 100 milhões, dos quais R$ 95 milhões correspondem ao empréstimo e R$ 5 milhões serão aportados pela Prefeitura.</p>
<p>O financiamento corresponde a 95% do investimento, enquanto a contrapartida municipal representa 5%.</p>
<p>O município é o tomador do empréstimo e responde pelas obrigações financeiras decorrentes da contratação. Os recursos não são destinados diretamente às empresas concessionárias como empréstimo para aquisição de veículos por conta própria.</p>
<p>A STRANS ficará responsável pela execução, acompanhamento e fiscalização das ações previstas no financiamento.</p>
<p>O documento estabelece que os recursos sejam utilizados para modernização e renovação da frota do sistema de transporte público coletivo municipal, atendendo à população estimada de 908.012 habitantes considerada na contratação.</p>
<p>A operação está enquadrada nas regras de crédito público aplicáveis ao Novo PAC, sem garantia da União, conforme as condições registradas no contrato.</p>
<h3>Prefeitura terá 15 meses de carência e nove anos para pagar o financiamento</h3>
<p>As condições financeiras estabelecidas no contrato permitem identificar como o município deverá pagar o empréstimo.</p>
<p>O prazo de carência será de 15 meses, contados da assinatura, enquanto o período de amortização será de 108 meses, equivalentes a nove anos, após o encerramento da carência.</p>
<p>O prazo contratual de desembolso também é de 15 meses.</p>
<p>Os encargos financeiros incluem juros de 6% ao ano, taxa de administração de 2% ao ano e taxa de risco de crédito de 1% ao ano, além de atualização monetária pela Taxa Referencial (TR), conforme as condições contratuais.</p>
<p>A existência dessas três taxas não permite, isoladamente, calcular o custo total do financiamento como uma taxa simples de 9% ao ano, porque é necessário observar a forma de incidência de cada encargo, os desembolsos e a atualização monetária.</p>
<p>Os recursos serão liberados de acordo com as condições estabelecidas pela Caixa e com a execução do investimento.</p>
<p>O contrato determina que a contrapartida municipal seja depositada previamente aos desembolsos correspondentes, em conta vinculada ao financiamento.</p>
<p>Outro ponto importante é que a liberação das parcelas depende da apresentação de documentos e da comprovação da funcionalidade dos veículos financiados.</p>
<p>A Caixa deverá analisar os documentos que comprovem a aquisição, incluindo notas fiscais emitidas pelos fornecedores e identificação dos chassis dos ônibus.</p>
<p>O contrato estabelece prazo de até 12 meses, a partir da assinatura, para a realização do primeiro desembolso, admitindo prorrogação, mediante autorização e observância das regras do programa.</p>
<p>Assim, há uma diferença entre o prazo global previsto para desembolsos e a exigência específica para a primeira liberação de recursos.</p>
<p>A previsão contratual de 15 meses de carência também não significa que a Prefeitura somente terá obrigações financeiras após esse período. O pagamento dos encargos deverá obedecer às condições específicas da operação.</p>
<p>O financiamento terá de ser administrado pelo município ao longo de vários exercícios orçamentários, enquanto os veículos adquiridos deverão integrar o patrimônio e a operação do transporte coletivo conforme o modelo jurídico adotado pela Prefeitura.</p>
<h3>Do anúncio de agosto à assinatura em outubro: entenda as etapas</h3>
<p>A contratação publicada nesta segunda-feira representa a concretização de um processo acompanhado pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> desde o início de agosto.</p>
<p>Em 5 de agosto de 2026, o Ministério das Cidades divulgou a habilitação de propostas de financiamento para aquisição de ônibus em diferentes municípios brasileiros.</p>
<p>Na ocasião, Teresina apareceu entre os projetos habilitados, com R$ 95 milhões destinados à aquisição de ônibus urbanos dos tipos básico, com quatro portas, e padron.</p>
<p>A seleção fazia parte do Novo PAC, na modalidade Mobilidade Urbana Sustentável — Renovação de Frota, com recursos do FGTS.</p>
<p>A habilitação permitiu o prosseguimento da proposta para as etapas de análise e validação financeira.</p>
<p>Em 18 de agosto, a Câmara Municipal aprovou a autorização legislativa para a Prefeitura contratar o empréstimo.</p>
<p>A legislação foi publicada no dia seguinte.</p>
<p>Em 1º de outubro, como também mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, o Ministério das Cidades publicou a seleção da proposta municipal para contratação da operação de crédito.</p>
<p>Naquele momento, a decisão federal confirmou a continuidade do procedimento e manteve os mesmos R$ 95 milhões anteriormente habilitados.</p>
<p>A novidade agora é a efetiva assinatura do contrato de financiamento com a Caixa, realizada em 2 de outubro e publicada oficialmente pela União nesta segunda-feira, 19.</p>
<p>Os valores anunciados em agosto, selecionados no início de outubro e contratados agora correspondem à mesma operação de crédito.</p>
<p>Não são financiamentos independentes e, portanto, não podem ser somados.</p>
<p>O investimento formalmente contratado nesta etapa permanece em R$ 100 milhões, considerados o empréstimo e a contrapartida municipal.</p>
<h3>Quantidade de ônibus mudou durante a elaboração do projeto</h3>
<p>Um dos pontos que precisam ser considerados na renovação da frota de Teresina é a diferença entre as quantidades de ônibus anunciadas pela administração municipal ao longo dos últimos meses.</p>
<p>Em agosto, durante a tramitação da autorização para o financiamento na Câmara Municipal, foi divulgada a intenção de adquirir 150 ônibus para o sistema de transporte coletivo.</p>
<p>Na ocasião, o investimento previsto era de R$ 100 milhões, considerando o financiamento federal e a participação financeira da Prefeitura.</p>
<p>Em 11 de setembro, a administração apresentou uma nova configuração para a recuperação do sistema, com previsão de compra de 96 ônibus zero-quilômetro.</p>
<p>O plano anunciado incluía investimento de R$ 122 milhões nos veículos, além de melhorias em terminais, estações e pontos de parada.</p>
<p>Naquele anúncio, a Prefeitura mencionou R$ 85 milhões provenientes de operação de crédito e R$ 37 milhões de recursos municipais.</p>
<p>Poucos dias depois, em 14 de setembro, foi anunciada a autorização para preparar uma licitação de aproximadamente 100 ônibus urbanos, com orçamento estimado em R$ 132,4 milhões.</p>
<p>A composição apresentada nessa etapa foi de 51 veículos do tipo midi, quatro ônibus básicos e 45 ônibus padron.</p>
<p>Os veículos menores seriam destinados a serviços com características de distribuição de passageiros e atendimento mais próximo dos bairros, enquanto os de maior capacidade seriam utilizados em ligações com demanda mais elevada.</p>
<p>O prefeito Silvio Mendes também relacionou a revisão do investimento ao preço dos ônibus novos, que poderia exigir maior participação financeira do município.</p>
<p>A expectativa apresentada pela administração era concluir a compra até o fim de 2026, dependendo do andamento dos procedimentos necessários.</p>
<p>A diferença entre os anúncios exige separar o financiamento efetivamente contratado, de R$ 95 milhões, do orçamento estimado para a aquisição de aproximadamente 100 ônibus, que chegou a R$ 132,4 milhões.</p>
<p>O contrato agora publicado confirma o financiamento e sua contrapartida de R$ 5 milhões, mas não estabelece, por si só, uma atualização das quantidades de ônibus ou a contratação definitiva dos veículos previstos na licitação.</p>
<p>Também não comprova que a diferença entre os R$ 100 milhões do contrato e os R$ 132,4 milhões do orçamento de aquisição já esteja integralmente assegurada.</p>
<h3>Perda de mais de 70% dos passageiros ajuda a explicar a crise do transporte</h3>
<p>A necessidade de renovar a frota está diretamente relacionada à situação enfrentada pelo transporte coletivo de Teresina há vários anos.</p>
<p>Em reportagem especial publicada em 11 de setembro, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou que a cidade perdeu grande parte da demanda de passageiros, ao mesmo tempo em que houve redução da frota e aumento das dificuldades para manter a operação.</p>
<p>Dados reunidos em estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostram que o sistema transportou aproximadamente 86,1 milhões de passageiros em 2015.</p>
<p>Em 2023, esse número havia caído para 24,6 milhões.</p>
<p>A redução foi de cerca de 71,4%, o que significa que o sistema passou a transportar menos de um terço da demanda registrada oito anos antes.</p>
<p>Essa perda ocorreu em um período marcado por mudanças nos deslocamentos urbanos, dificuldades econômicas do transporte coletivo e pelos efeitos da pandemia de Covid-19.</p>
<p>O levantamento também apontou redução da frota operacional, que passou de 459 ônibus em janeiro de 2015 para 329 em janeiro de 2024.</p>
<p>Em setembro de 2026, a Prefeitura apresentou números ainda menores de veículos efetivamente em circulação, com aproximadamente 213 ônibus e uma meta inicial de elevar esse total para 278.</p>
<p>A diferença entre frota cadastrada, frota disponível e veículos que efetivamente operam nas ruas é importante para compreender esses números.</p>
<p>Ônibus existentes no cadastro do sistema nem sempre estão em condições de circular diariamente, seja por manutenção, indisponibilidade operacional ou outras circunstâncias.</p>
<p>Assim, a aquisição de 96 ou 100 veículos novos não representa necessariamente aumento da mesma quantidade na frota em serviço.</p>
<p>Parte dos novos ônibus poderá substituir unidades mais antigas.</p>
<p>Na proposta de setembro, por exemplo, a passagem de 213 para 278 veículos efetivamente em circulação representaria um acréscimo líquido de 65 ônibus.</p>
<p>A renovação também pode reduzir a idade média dos veículos e melhorar a disponibilidade operacional, mas o resultado para os passageiros dependerá de quantos ônibus serão incorporados efetivamente à programação de viagens.</p>
<h3>Empresas chegaram a propor R$ 11 milhões mensais de subsídios</h3>
<p>A crise do transporte de Teresina envolve também a discussão sobre o financiamento cotidiano da operação.</p>
<p>Em março de 2026, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou que o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT), em conjunto com o Consórcio Operacional SITT, apresentou à Prefeitura um plano de reestruturação do serviço.</p>
<p>A proposta empresarial previa elevar a frota em circulação para aproximadamente 300 ônibus, além de estabelecer medidas para garantir maior equilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p>Entre as reivindicações estava a ampliação do subsídio municipal para cerca de R$ 11 milhões mensais.</p>
<p>Naquele momento, segundo as empresas, os repasses eram de aproximadamente R$ 6 milhões por mês, enquanto a necessidade operacional era estimada em R$ 9 milhões mensais.</p>
<p>O setor também apontou perdas de arrecadação relacionadas às gratuidades, ao pagamento de meia tarifa por estudantes e às integrações gratuitas.</p>
<p>Na apresentação feita pelas operadoras, as gratuidades representavam 24% do fluxo de passageiros, os estudantes correspondiam a 19% e as integrações gratuitas a 8%.</p>
<p>Esses percentuais foram apresentados pelas empresas como parte de sua avaliação sobre a composição da receita tarifária e a necessidade de financiamento público.</p>
<p>A tarifa de ônibus em Teresina também permanecia congelada desde 2019, outro elemento utilizado pelo setor empresarial para justificar as dificuldades financeiras.</p>
<p>O debate envolve uma questão comum a diferentes sistemas brasileiros: a receita obtida diretamente dos passageiros nem sempre é suficiente para financiar todos os custos da operação, especialmente quando a demanda cai e os custos com pessoal, manutenção, combustível e aquisição de veículos aumentam.</p>
<p>No caso de Teresina, a situação é agravada pelo histórico de perda de passageiros e pela necessidade de reconstruir a confiança da população no transporte coletivo.</p>
<h3>Disputa de aproximadamente R$ 300 milhões envolve concessionárias</h3>
<p>Outro componente da crise é o conflito financeiro entre a Prefeitura e os operadores.</p>
<p>Conforme mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em reportagens anteriores, as empresas concessionárias sustentam possuir aproximadamente R$ 300 milhões em créditos a receber do município.</p>
<p>A discussão está judicializada e envolve divergências sobre obrigações contratuais e o financiamento do transporte coletivo.</p>
<p>Esse valor corresponde a uma reivindicação das empresas, não a uma dívida definitivamente reconhecida em todos os seus termos pela administração municipal.</p>
<p>Na proposta de reestruturação apresentada pelo setor empresarial em março, uma das alternativas discutidas era utilizar valores relacionados aos passivos financeiros para viabilizar a aquisição de veículos novos.</p>
<p>A contratação do empréstimo pela Prefeitura acrescenta outra possibilidade de financiamento para renovação da frota, mas não representa, automaticamente, solução para as disputas judiciais existentes.</p>
<p>Da mesma forma, a compra de ônibus com recursos públicos não define, isoladamente, a remuneração das concessionárias nem resolve as divergências sobre subsídios e equilíbrio dos contratos.</p>
<p>Será necessário estabelecer como os veículos adquiridos serão utilizados na operação e quais responsabilidades caberão ao município e às empresas.</p>
<p>Entre os pontos que dependem de definição estão a disponibilização dos veículos, a manutenção, a substituição de unidades antigas e as condições contratuais para utilização dos ônibus.</p>
<h3>Greves e paralisações também fazem parte do histórico recente</h3>
<p>As dificuldades do transporte coletivo de Teresina também se refletiram nas relações trabalhistas.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanhou paralisações e negociações envolvendo motoristas, cobradores, empresas de ônibus e a Prefeitura.</p>
<p>Em maio de 2026, trabalhadores realizaram interrupções temporárias do serviço nos horários de maior movimento, como parte da mobilização por reajustes salariais e benefícios.</p>
<p>A categoria discutia a possibilidade de greve por tempo indeterminado diante da ausência de acordo nas negociações.</p>
<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região participou da mediação do conflito.</p>
<p>Em 19 de maio, os rodoviários decidiram suspender a paralisação enquanto prosseguiam as negociações.</p>
<p>O entendimento foi alcançado posteriormente, com aprovação de proposta que previa reajuste salarial de 5,35%, aumento do vale-alimentação para R$ 800 e alterações nas condições do plano de saúde.</p>
<p>O acordo permitiu encerrar o estado de greve e afastar a paralisação que estava prevista para os dias seguintes.</p>
<p>As negociações evidenciaram a relação entre o custeio do sistema, as condições de trabalho dos rodoviários e a continuidade do atendimento aos passageiros.</p>
<p>A recuperação do transporte coletivo depende não apenas da renovação dos veículos, mas também da estabilidade operacional e das condições necessárias para manter motoristas, cobradores e demais profissionais em atividade.</p>
<h3>Renovação da frota será acompanhada de mudanças nas linhas e infraestrutura</h3>
<p>O projeto de modernização apresentado pela Prefeitura não se limita à compra dos ônibus.</p>
<p>Em setembro, a administração municipal anunciou um conjunto de intervenções para reorganizar o sistema e recuperar estruturas utilizadas diariamente pelos passageiros.</p>
<p>Entre as medidas estavam a licitação de 500 pontos de ônibus, melhorias em estações e terminais e mudanças na configuração das linhas.</p>
<p>Uma das propostas é ampliar o atendimento dos bairros e facilitar o acesso dos passageiros aos serviços, utilizando veículos de diferentes capacidades conforme a demanda.</p>
<p>A reorganização também busca melhorar a distribuição da frota e adequar a oferta de viagens às necessidades atuais da cidade.</p>
<p>A Prefeitura chegou a anunciar que pretendia negociar com os operadores existentes e revisar as condições contratuais, em vez de realizar imediatamente uma nova licitação de concessão para substituir as empresas responsáveis pelo sistema.</p>
<p>Essa discussão é importante porque a aquisição de ônibus e a contratação das empresas que os operarão são procedimentos distintos.</p>
<p>A Prefeitura poderá adquirir veículos, mas a forma como eles serão incorporados aos serviços deverá observar a legislação aplicável e as regras contratuais.</p>
<p>Também será necessário definir se as mudanças operacionais exigirão adaptações em garagens, terminais, programação de linhas e estrutura de manutenção.</p>
<p>Para os passageiros, os efeitos mais importantes estarão na redução dos intervalos, na regularidade das viagens, nas condições de conforto, na acessibilidade e na possibilidade de chegar aos destinos utilizando o transporte coletivo.</p>
<h3>Pró-Transporte utiliza recursos do FGTS e faz parte da política federal de mobilidade</h3>
<p>O Pró-Transporte é um programa federal que utiliza recursos do FGTS para financiar investimentos em mobilidade urbana.</p>
<p>A iniciativa contempla diferentes modalidades, incluindo aquisição de ônibus e intervenções relacionadas à infraestrutura de transporte coletivo, conforme as condições específicas de cada seleção.</p>
<p>No caso de Teresina, o financiamento integra o Novo PAC, dentro da modalidade Mobilidade Urbana Sustentável — Renovação de Frota.</p>
<p>A proposta habilitada em agosto previa ônibus urbanos dos tipos básico, com quatro portas, e padron.</p>
<p>Essas categorias se referem às características e à capacidade dos veículos dentro dos padrões técnicos de transporte urbano.</p>
<p>Ônibus básicos são utilizados em serviços urbanos convencionais, enquanto os veículos padron apresentam configurações voltadas a demandas mais elevadas, de acordo com as especificações de cada projeto.</p>
<p>A classificação, entretanto, não identifica automaticamente a marca, o fabricante, o modelo do chassi, a carroceria ou a tecnologia de propulsão.</p>
<p>A definição dessas características deverá constar dos procedimentos de aquisição e dos contratos de fornecimento.</p>
<p>O financiamento também está sujeito às regras de acompanhamento e comprovação da aplicação dos recursos.</p>
<p>O contrato assinado com a Caixa prevê documentação técnica e financeira, controle dos desembolsos e comprovação da entrega e da funcionalidade dos veículos.</p>
<p>Também integra os documentos contratuais um termo de ciência relacionado ao conteúdo nacional dos ônibus adquiridos, de acordo com as exigências do programa.</p>
<p>A existência dessa previsão demonstra que a compra deverá observar requisitos aplicáveis à origem e às características dos veículos financiados.</p>
<h3>Teresina integra movimento nacional de financiamento para renovar ônibus</h3>
<p>A contratação de Teresina ocorre em um período de ampliação dos programas federais voltados à renovação das frotas municipais.</p>
<p>Em agosto, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou que o Ministério das Cidades habilitou aproximadamente R$ 577,4 milhões em propostas especificamente voltadas à aquisição de ônibus.</p>
<p>Além de Teresina, a relação contemplou projetos apresentados por Santana de Parnaíba (SP), Contagem (MG), Pelotas (RS), Barra Mansa (RJ) e Canoas (RS).</p>
<p>Os projetos apresentam características diferentes, incluindo ônibus convencionais com motores a diesel de padrões mais recentes de emissão de poluentes e veículos elétricos.</p>
<p>A proposta de Santana de Parnaíba envolveu 54 ônibus elétricos e dez carregadores, com financiamento superior a R$ 172 milhões.</p>
<p>Contagem apresentou projeto superior a R$ 181 milhões, incluindo 177 ônibus com motores de padrão Euro 6, dez elétricos e infraestrutura de recarga.</p>
<p>Pelotas teve proposta de R$ 57 milhões para aquisição de 15 ônibus elétricos e seus carregadores.</p>
<p>Barra Mansa apresentou projeto de aproximadamente R$ 36,4 milhões para 40 ônibus padron convencionais a diesel.</p>
<p>Canoas foi contemplada na habilitação com proposta de aproximadamente R$ 35,1 milhões para 25 ônibus Euro 6 e dois elétricos.</p>
<p>Teresina integra esse conjunto com financiamento de R$ 95 milhões.</p>
<p>A contratação da capital piauiense representa a passagem da etapa de seleção federal para a formalização da operação de crédito.</p>
<p>Isso não significa, necessariamente, que todos os demais municípios tenham concluído as mesmas etapas ou que seus veículos já estejam adquiridos.</p>
<h3>Próxima etapa será transformar financiamento em ônibus nas ruas</h3>
<p>Com o empréstimo formalizado, a renovação do transporte coletivo de Teresina passa a depender dos procedimentos de aquisição e execução do projeto.</p>
<p>A licitação deverá estabelecer definitivamente as quantidades, os tipos de veículos e as condições de fornecimento.</p>
<p>A administração também terá de compatibilizar o investimento contratado com os custos efetivos de aquisição e com o planejamento de reestruturação do transporte.</p>
<p>Além dos procedimentos de compra, será necessário considerar os prazos industriais para produção dos ônibus, entrega, documentação, preparação operacional e incorporação às linhas.</p>
<p>O financiamento de R$ 95 milhões representa uma fonte de recursos para enfrentar a necessidade de renovação da frota, mas seus resultados dependerão da execução do projeto.</p>
<p>O principal desafio da capital piauiense continua sendo recuperar um sistema que perdeu passageiros, reduziu a quantidade de ônibus disponíveis e enfrenta dificuldades financeiras e operacionais há anos.</p>
<p>A compra de veículos novos poderá melhorar a qualidade do atendimento e contribuir para a recuperação da confiança dos usuários, desde que acompanhada de oferta adequada de viagens, manutenção, integração e estabilidade na operação.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>ANTT abre consulta pública para definir quais dados de empresas, linhas e transportes devem ser disponibilizados à população</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/19/antt-abre-consulta-publica-para-definir-quais-dados-de-empresas-linhas-e-transportes-devem-ser-disponibilizados-a-populacao/</link>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 11:01:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Participação de passageiros, empresas, pesquisadores e entidades ajudará na elaboração do Plano de Dados Abertos 2027–2029; transparência é importante para acompanhar autorizações, mercados e fiscalização ADAMO BAZANI A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu uma consulta para ouvir a sociedade sobre quais informações mantidas pela agência devem receber prioridade na disponibilização de dados públicos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="713" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?fit=1024%2C713&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?w=3108&amp;ssl=1 3108w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=300%2C209&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=1024%2C713&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=768%2C535&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=1536%2C1070&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=2048%2C1427&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=400%2C279&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Participação de passageiros, empresas, pesquisadores e entidades ajudará na elaboração do Plano de Dados Abertos 2027–2029; transparência é importante para acompanhar autorizações, mercados e fiscalização</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu uma consulta para ouvir a sociedade sobre quais informações mantidas pela agência devem receber prioridade na disponibilização de dados públicos entre 2027 e 2029. A iniciativa interessa diretamente ao acompanhamento do transporte rodoviário interestadual de passageiros, incluindo informações sobre empresas, linhas, mercados autorizados e fiscalização, além de outros segmentos regulados pela agência. O prazo para envio das contribuições começará em 26 de outubro e terminará em 20 de novembro de 2026.</p>
<p>A consulta foi anunciada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 19 de outubro, e será utilizada na preparação do próximo Plano de Dados Abertos da ANTT. O procedimento pretende identificar a relevância das diferentes bases de informações para cidadãos e demais interessados, permitindo que passageiros, pesquisadores, profissionais do setor e empresas apresentem suas necessidades de acesso aos dados regulatórios.</p>
<h3>O que está em discussão</h3>
<p>A iniciativa foi aberta pela Ouvidoria da ANTT por meio da Tomada de Subsídios nº 7/2026.</p>
<p>O objetivo é reunir contribuições sobre o grau de relevância das bases de dados mantidas pela agência.</p>
<p>Essas informações são utilizadas em diferentes atividades de regulação e fiscalização dos transportes terrestres federais.</p>
<p>No transporte rodoviário de passageiros, os dados podem permitir o acompanhamento das autorizações concedidas às empresas, dos mercados atendidos, das linhas regulares e de outras informações relevantes para compreender a organização do setor.</p>
<p>A transparência também interessa à fiscalização realizada pela sociedade, especialmente em situações nas quais existem dúvidas sobre a autorização de determinada ligação ou a atuação de uma transportadora.</p>
<p>A tomada de subsídios representa a etapa de levantamento das necessidades dos interessados. As bases que efetivamente integrarão o futuro plano dependerão da avaliação e das definições posteriores da agência.</p>
<h3>Importância para a primeira Janela Extraordinária</h3>
<p>A discussão também pode ter relevância para a transparência das autorizações decorrentes da primeira Janela Extraordinária, aberta pela ANTT em 2024.</p>
<p>O procedimento passou a concentrar grande quantidade de pedidos de exploração de mercados interestaduais, ampliando a importância do acesso público às informações regulatórias.</p>
<p>Para compreender a estrutura do setor, é necessário distinguir os mercados solicitados, aqueles que receberam autorização, os serviços efetivamente implantados e as operações realizadas pelas empresas.</p>
<p>A divulgação organizada dessas informações pode contribuir para análises sobre concentração de mercados, cobertura territorial e atendimento aos passageiros.</p>
<p>Também permite acompanhar os pedidos de renúncia, as alterações de autorizações e outras movimentações que modificam a participação das transportadoras nas ligações interestaduais.</p>
<p>A consulta anunciada pela ANTT trata da política geral de dados abertos, e não de uma nova rodada de autorizações da Janela Extraordinária.</p>
<h3>Como participar</h3>
<p>O prazo para envio das contribuições será aberto às 9h de 26 de outubro de 2026 e encerrado às 18h de 20 de novembro.</p>
<p>A documentação e as instruções estarão disponíveis na plataforma ParticipANTT, na área correspondente à Tomada de Subsídios nº 7/2026.</p>
<p>O aviso foi assinado pelo ouvidor em exercício, Tales de Mileto Alves Cavalcante.</p>
<p>As contribuições deverão orientar a elaboração do Plano de Dados Abertos referente ao período 2027–2029.</p>
<p>O plano é um instrumento de organização da divulgação pública de informações produzidas e mantidas pela administração, com o objetivo de ampliar o acesso e permitir sua utilização por cidadãos, pesquisadores e instituições.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Prefeitura de São Paulo autoriza empenho de R$ 393,8 milhões para empresas de ônibus após reforço no orçamento; subsídios cresceram 179% desde 2016</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/19/prefeitura-de-sao-paulo-autoriza-empenho-de-r-3938-milhoes-para-empresas-de-onibus-apos-reforco-no-orcamento-subsidios-cresceram-179-desde-2016/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:30:48 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão publicada nesta segunda-feira (19) dá sequência ao crédito anunciado na sexta-feira (16) e não representa novo aporte; levantamento atualizado do Diário do Transporte compara, ano a ano, a evolução dos subsídios e da inflação desde 2016 ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo autorizou a SPTrans a empenhar R$ 393.857.057,20 para remunerar as empresas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="794" height="521" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?fit=794%2C521&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?w=794&amp;ssl=1 794w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?resize=300%2C197&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?resize=768%2C504&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?resize=400%2C262&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 794px) 100vw, 794px" /> <p><em>Decisão publicada nesta segunda-feira (19) dá sequência ao crédito anunciado na sexta-feira (16) e não representa novo aporte; levantamento atualizado do Diário do Transporte compara, ano a ano, a evolução dos subsídios e da inflação desde 2016</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo autorizou a SPTrans a empenhar R$ 393.857.057,20 para remunerar as empresas concessionárias do sistema municipal de ônibus. A decisão, publicada nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, representa uma nova etapa administrativa para a utilização dos recursos que já haviam sido acrescentados ao orçamento pelo prefeito Ricardo Nunes na sexta-feira (16). Portanto, não se trata de outros R$ 393,8 milhões, mas da autorização para utilização do mesmo reforço financeiro divulgado anteriormente pelo Diário do Transporte.</p>
<p>Com isso, os dois reforços orçamentários anunciados em outubro permanecem em R$ 665,61 milhões, considerando os R$ 271,76 milhões liberados no início do mês e os R$ 393,86 milhões da semana passada. A sequência de decisões ocorre em meio ao crescimento das despesas públicas com o transporte coletivo paulistano. Levantamento atualizado do Diário do Transporte, agora abrangendo o período de 2016 a 2025, mostra que as compensações tarifárias passaram de aproximadamente R$ 2,55 bilhões para R$ 7,12 bilhões, aumento nominal de 179,3%, superior à inflação acumulada no mesmo intervalo.</p>
<p>O despacho publicado nesta segunda-feira foi assinado pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e autoriza a SPTrans, responsável pela gestão dos recursos do sistema municipal de ônibus, a realizar as despesas com a remuneração das concessionárias.</p>
<p>A autorização também permite a emissão das respectivas notas de empenho, utilizando as dotações orçamentárias destinadas ao programa de compensações tarifárias.</p>
<p>A decisão prevê que, posteriormente, sejam realizados os procedimentos de liquidação e pagamento, conforme as regras de execução orçamentária.</p>
<p>Na prática, a publicação permite que os recursos já previstos no orçamento avancem para a etapa seguinte de utilização.</p>
<h2>O que mudou entre a decisão de sexta-feira e a desta segunda-feira</h2>
<p>Na sexta-feira, 16 de outubro, o Diário do Transporte mostrou que a Prefeitura havia aberto um crédito adicional de R$ 393,86 milhões para as compensações tarifárias do sistema de ônibus.</p>
<p>A abertura foi determinada pelo Decreto Municipal nº 65.627, assinado em 15 de outubro, com recursos provenientes de excesso de arrecadação.</p>
<p>Desse total, R$ 260.557.057,20 foram destinados à classificação de contribuições correntes e R$ 133.300.000,00 à classificação de contribuições de capital.</p>
<p>A medida reforçou o orçamento disponível para o financiamento dos serviços prestados pelas concessionárias.</p>
<p>Agora, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte autorizou formalmente a utilização dessa mesma quantia pela SPTrans.</p>
<p>São duas etapas distintas de uma mesma movimentação financeira.</p>
<p>A primeira disponibiliza o crédito no orçamento. A segunda autoriza a realização das despesas e a emissão dos empenhos.</p>
<p>O empenho representa a reserva formal de recursos orçamentários para uma determinada obrigação. Depois, a administração verifica o cumprimento das condições necessárias à liquidação da despesa e ao respectivo pagamento.</p>
<p>Assim, a publicação desta segunda-feira não significa que os R$ 393,86 milhões já tenham sido depositados nas contas das empresas operadoras.</p>
<p>Também não representa uma terceira suplementação orçamentária em outubro.</p>
<p>O mesmo procedimento já havia ocorrido no início do mês.</p>
<p>Em 5 de outubro, a Prefeitura publicou decreto que abriu crédito adicional de R$ 271.757.425,72 para o programa de compensações tarifárias.</p>
<p>No dia seguinte, 6 de outubro, o secretário Celso Jorge Caldeira autorizou a realização das despesas e a emissão dos empenhos correspondentes.</p>
<p>A decisão de 19 de outubro repete essa sequência administrativa, agora em relação ao crédito de R$ 393,86 milhões.</p>
<h3>Reforços destinados aos ônibus em outubro de 2026</h3>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Valor</th>
</tr>
<tr>
<td>Crédito adicional de 5 de outubro</td>
<td>R$ 271.757.425,72</td>
</tr>
<tr>
<td>Crédito adicional de 16 de outubro</td>
<td>R$ 393.857.057,20</td>
</tr>
<tr>
<td>Total dos dois reforços</td>
<td>R$ 665.614.482,92</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>As autorizações de empenho publicadas nos dias 6 e 19 de outubro estão relacionadas aos respectivos créditos e não devem ser somadas novamente a eles.</p>
<p>O orçamento inicialmente aprovado para as compensações tarifárias de 2026 previa R$ 6.225.023.714.</p>
<p>Somando exclusivamente os dois reforços de outubro, o valor alcança R$ 6.890.638.196,92, aproximadamente 10,7% acima da previsão inicial.</p>
<p>Esse resultado representa a soma da dotação original com os dois créditos examinados. O orçamento vigente consolidado pode apresentar diferenças decorrentes de outras suplementações ou remanejamentos ocorridos durante o exercício.</p>
<h2>Subsídios cresceram 179,3% entre 2016 e 2025; comparação anual mostra períodos de maior expansão</h2>
<p>A evolução das compensações tarifárias do transporte coletivo de São Paulo mostra um crescimento expressivo na última década, especialmente a partir de 2022.</p>
<p>Em 2016, os recursos informados eram de aproximadamente R$ 2,549 bilhões. Em 2025, chegaram a R$ 7,12 bilhões.</p>
<p>A diferença nominal é de aproximadamente R$ 4,571 bilhões, equivalente a uma expansão de 179,3%.</p>
<p>Para dimensionar o crescimento, o Diário do Transporte ampliou o levantamento histórico anteriormente publicado, incluindo 2016 como referência inicial e calculando a variação percentual das compensações e da inflação em cada exercício.</p>
<p>A comparação também utiliza o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<h3>Evolução dos subsídios e da inflação de 2016 a 2025</h3>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Ano</th>
<th>Subsídios (R$ bilhões)</th>
<th>Variação anual dos subsídios</th>
<th>IPCA no ano</th>
</tr>
<tr>
<td>2016</td>
<td>2,549</td>
<td>—</td>
<td>6,29%</td>
</tr>
<tr>
<td>2017</td>
<td>2,900</td>
<td>+13,77%</td>
<td>2,95%</td>
</tr>
<tr>
<td>2018</td>
<td>3,017</td>
<td>+4,03%</td>
<td>3,75%</td>
</tr>
<tr>
<td>2019</td>
<td>3,1105</td>
<td>+3,10%</td>
<td>4,31%</td>
</tr>
<tr>
<td>2020</td>
<td>3,3159</td>
<td>+6,60%</td>
<td>4,52%</td>
</tr>
<tr>
<td>2021</td>
<td>3,300</td>
<td>-0,48%</td>
<td>10,06%</td>
</tr>
<tr>
<td>2022</td>
<td>4,8911</td>
<td>+48,22%</td>
<td>5,79%</td>
</tr>
<tr>
<td>2023</td>
<td>5,300</td>
<td>+8,36%</td>
<td>4,62%</td>
</tr>
<tr>
<td>2024</td>
<td>6,700</td>
<td>+26,42%</td>
<td>4,83%</td>
</tr>
<tr>
<td>2025</td>
<td>7,120</td>
<td>+6,27%</td>
<td>4,26%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Fontes: relatórios e demonstrativos da SPTrans, levantamentos históricos do Diário do Transporte e série oficial do IPCA do IBGE. Valores dos subsídios nominais e, em alguns exercícios, arredondados. As variações anuais foram calculadas a partir dos valores apresentados na tabela.</p>
<p>Os dados mostram que o maior salto percentual da série ocorreu entre 2021 e 2022, quando as compensações passaram de aproximadamente R$ 3,3 bilhões para R$ 4,8911 bilhões, crescimento de 48,22%.</p>
<p>Outro avanço expressivo ocorreu em 2024, quando o montante informado chegou a R$ 6,7 bilhões, alta de 26,42% sobre 2023.</p>
<p>Em 2025, os recursos alcançaram R$ 7,12 bilhões, aumento de aproximadamente 6,27% em relação ao exercício anterior.</p>
<p>É necessário considerar, entretanto, que os relatórios anuais não utilizam necessariamente critérios contábeis idênticos. Há exercícios com valores pelo regime de competência e outros com registros de recursos recebidos ou pagamentos referentes a períodos anteriores.</p>
<p>Por isso, as taxas apresentadas são comparações matemáticas das referências históricas divulgadas, não uma série integralmente padronizada de despesas atribuídas a cada exercício.</p>
<p>Em 2022, por exemplo, o valor de R$ 4,8911 bilhões corresponde à rubrica específica de compensações tarifárias, enquanto outros demonstrativos incluem recursos de diferentes origens e destinações.</p>
<p>O relatório daquele exercício registra ainda R$ 531,4 milhões em pagamentos relacionados a 2021. Em 2023, foram pagos R$ 157,9 milhões referentes a 2022. Já em 2024 houve pagamentos de R$ 237,8 milhões relativos a 2023.</p>
<p>Essas diferenças são relevantes para avaliar corretamente quanto foi destinado ao sistema e quanto corresponde efetivamente à operação de cada período.</p>
<h2>Comparação com o IPCA mostra aumento real das compensações na década</h2>
<p>Entre dezembro de 2016 e dezembro de 2025, o IPCA acumulou aproximadamente 55%, considerando a composição das taxas anuais de 2017 a 2025.</p>
<p>No mesmo intervalo, os valores históricos informados para as compensações tarifárias cresceram 179,3%.</p>
<p>Isso significa que o crescimento nominal das compensações ficou aproximadamente 124,3 pontos percentuais acima da inflação acumulada no período.</p>
<p>Considerando o efeito da inflação sobre os valores monetários, o aumento real estimado foi de aproximadamente 80%.</p>
<p>Em outras palavras, os R$ 2,549 bilhões de 2016, atualizados apenas pela inflação até dezembro de 2025, corresponderiam a aproximadamente R$ 3,95 bilhões.</p>
<p>Os R$ 7,12 bilhões registrados em 2025 superam essa referência corrigida em aproximadamente R$ 3,17 bilhões.</p>
<p>A diferença revela o crescimento do volume de recursos públicos destinados à sustentação do sistema municipal de transporte coletivo ao longo da década.</p>
<p>O IPCA, porém, é um indicador geral do custo de vida, e não um índice específico dos custos de operação de ônibus.</p>
<p>A atividade envolve despesas com salários, encargos, diesel, energia elétrica, manutenção, pneus, peças, equipamentos, seguros e aquisição de veículos.</p>
<p>Também devem ser considerados o número de passageiros transportados, a quilometragem percorrida, as gratuidades, as integrações tarifárias e as obrigações estabelecidas nos contratos de concessão.</p>
<p>A pandemia de Covid-19 provocou uma queda expressiva na demanda do transporte coletivo, enquanto a oferta de serviços não poderia ser reduzida na mesma proporção sem comprometer o atendimento à população.</p>
<p>Além disso, o congelamento ou a contenção de tarifas pagas pelos passageiros contribui para ampliar a diferença entre a arrecadação tarifária e os custos reconhecidos na operação.</p>
<p>Por essas razões, o aumento das compensações acima da inflação não representa, isoladamente, uma medida de eficiência ou ineficiência do sistema.</p>
<p>A avaliação depende também dos serviços efetivamente prestados, da demanda atendida, dos investimentos realizados e dos indicadores de qualidade.</p>
<h2>Para 2026, reforços já somam R$ 665,6 milhões; orçamento de 2027 prevê R$ 7,35 bilhões</h2>
<p>Os dois créditos publicados em outubro ampliaram as dotações destinadas às compensações tarifárias em aproximadamente R$ 665,61 milhões.</p>
<p>A proposta orçamentária encaminhada pela Prefeitura à Câmara Municipal para 2027 prevê R$ 7.347.161.964 para os subsídios do sistema de ônibus, considerando recursos distribuídos entre a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a Secretaria Municipal de Educação.</p>
<p>Desse total, R$ 7.244.158.849 estão vinculados à Mobilidade e R$ 103.003.115 à Educação.</p>
<p>A previsão para 2027 representa um aumento de aproximadamente 18% em relação ao orçamento original de 2026.</p>
<p>Entretanto, quando a referência utilizada é a soma da dotação inicial de 2026 com os dois créditos adicionais publicados em outubro, a diferença diminui para aproximadamente 6,6%.</p>
<p>Além dos subsídios, a proposta para 2027 contempla aproximadamente R$ 2,19 bilhões para eletrificação da frota e gestão do transporte, bem como R$ 500 milhões relacionados à renovação de veículos com utilização de biometano.</p>
<p>Essas despesas possuem finalidades orçamentárias próprias e não devem ser automaticamente incorporadas ao valor das compensações tarifárias.</p>
<p>A proposta orçamentária ainda depende de análise e votação pelos vereadores.</p>
<p>O crescimento do financiamento público do transporte coletivo também amplia a importância da fiscalização sobre a utilização dos recursos, o cumprimento das viagens, a renovação da frota, a manutenção dos veículos e a qualidade do atendimento.</p>
<p>Para os passageiros, a principal questão é como o aumento dos investimentos e das compensações se reflete na regularidade, na segurança, no conforto e na confiabilidade dos ônibus.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
<div></div>
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    <slash:comments>0</slash:comments>
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  </item>
  <item>
    <title>Greve na Transwolff: Confira as linhas que estão operando com PAESE, segundo a SPTrans. Trabalhadores querem regularização de pagamentos de direitos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/19/greve-na-transwolff-confira-as-linhas-que-estao-operando-com-paese-segundo-a-sptrans-trabalhadores-querem-regularizacao-de-pagamentos-de-direitos/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:19:32 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Greve]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Paralisação atinge uma das maiores operações de ônibus de São Paulo, que está sob intervenção desde abril de 2024. Sancetur desistiu de assumir as linhas e Prefeitura ainda não definiu nova licitação, apesar de proposta enviada ao Tribunal de Contas em junho de 2026 ADAMO BAZANI Funcionários da Transwolff, terceira maior empresa de ônibus da [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="679" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?fit=1024%2C679&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?resize=1024%2C679&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?resize=768%2C509&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?resize=400%2C265&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Paralisação atinge uma das maiores operações de ônibus de São Paulo, que está sob intervenção desde abril de 2024. Sancetur desistiu de assumir as linhas e Prefeitura ainda não definiu nova licitação, apesar de proposta enviada ao Tribunal de Contas em junho de 2026</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><div style="width: 478px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-539801-2" width="478" height="858" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261019063134.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261019063134.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261019063134.mp4</a></video></div></p>
<p>Funcionários da Transwolff, terceira maior empresa de ônibus da cidade de São Paulo, com frota de referência de 1.206 coletivos e 111 linhas na zona Sul, cruzaram os braços na madrugada desta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, alegando atrasos nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros direitos trabalhistas. A paralisação ocorre em meio à indefinição sobre o futuro da operação, que está sob intervenção da Prefeitura desde 9 de abril de 2024, quando o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Fim da Linha, que investiga supostas ligações de integrantes da antiga direção da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Parte dos trabalhadores e proprietários de ônibus tem vínculos históricos com a Cooperpam, cooperativa que deu origem à Transwolff.</p>
<p>A paralisação afeta as operações do lote D10, azul claro.</p>
<p>A situação se arrasta mesmo depois de a Prefeitura ter tentado transferir os contratos para a Sancetur, empresa da família Chedid, que desistiu de assumir as operações em janeiro de 2026. Em 15 de junho deste ano, o Diário do Transporte revelou, em primeira mão, que a administração do prefeito Ricardo Nunes havia encaminhado ao Tribunal de Contas do Município (TCM) uma proposta de licitação para os lotes D10 e D11. Dias depois, em entrevista ao criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, Nunes afirmou que a rede seria reorganizada, com redução estimada de 20% das linhas vinculadas aos lotes e diminuição da frota de aproximadamente 1.200 para 800 ônibus, sem prejuízo à oferta de transporte, segundo a Prefeitura. Quatro meses depois, ainda não há definição pública de data para a concorrência. A crise contratual também esteve no centro de investigações da Polícia Civil sobre a onda de ataques a ônibus em 2025, que atingiu mais de 1,5 mil veículos no Estado.</p>
<p>A mobilização desta segunda-feira acrescenta um problema trabalhista à sequência de crises administrativas, policiais, judiciais e operacionais que envolvem a Transwolff há mais de dois anos.</p>
<p>Por meio de nota, a SPTrans diz PAESE, chama paralisação de ilegal e nega atrasos em depósitos.</p>
<p><em>A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, repudiam o ato ilegal que prejudica 267 mil passageiros na manhã desta segunda-feira (19), paralisando os serviços do lote D10 sem atender a legislação que prevê aviso prévio de 72 horas ao público em paralisações no serviço essencial de transporte coletivo público. Foi solicitado reforço policial para as duas garagens dos lotes. O Paese foi acionado para 34 linhas. O lote D11 está operando normalmente.</em></p>
<p><em>A SPTrans, que administra e opera as linhas dos lotes D10 e D11 desde a decretação da caducidade do contrato com a antiga empresa Transwolff, está cumprindo com todos os direitos trabalhistas dos empregdos e os pagamentos de salários e benefícios estão todos em dia.</em></p>
<p><em>O plano de saúde para os empregados está em processo licitatório para contratar fornecedor. Enquanto este processo está em andamento, os colaboradores estão recebendo o valor de compensação previsto em Acordo Coletivo, o que não era cumprido pela gestão da Transwolff.</em></p>
<p><em>Os depósitos referentes ao INSS e FGTS estão sendo feitos integralmente pela SPTrans, em juízo, aguardando deliberação do Judiciário. Toda a parte de responsabilidade da SPTrans está rigorosamente em dia.</em></p>
<p><em>Sobre a alteração na identificação dos veículos, a Prefeitura volta a esclarecer que a Transwolff não opera na cidade desde dezembro de 2025. O processo para alteração dos veículos será iniciada nos próximos dias. Na quinta-feira (15) foi concluído o processo licitatório para contratação de empresa para realizar os serviços de funilaria que incluem a remoção dos adesivos. Vale ressaltar que esta alteração já estava prevista e em nada altera a relação com os funcionários que trabalham nos lotes, que seguem com seus pagamentos garantidos.</em></p>
<p>As linhas com PAESE são, segundo a SPTrans:</p>
<ul>
<li>6016/10 Jd. Noronha &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6027/10 Jd. Grauna &#8211; Term. Sto. Amaro</li>
<li>6030/10 Unisa-Campus 1 &#8211; Term. Sto. Amaro</li>
<li>6031/10 Term. Grajaú &#8211; Est. Mendes/Vl. Natal</li>
<li>6034/10 Pq. Res. Cocaia &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6052/10 Jd. Sete de Setembro &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6053/10 Jd. Ellus &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6056/10 Pq. Sta. Cecília &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6057/10 Vl. Natal &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6058/10 Jd. Noronha &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6061/10 Jd. Marilda &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6062/51 Jd. Castro Alves &#8211; Term. Sto. Amaro</li>
<li>6063/10 Jd. Varginha &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6063/41 Jd. Novo Marilda &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6063/42 Chác. Sto. Amaro &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6069/10 Jd. São Bernardo &#8211; Term. Sto. Amaro</li>
<li>6071/10 Jd. Orion &#8211; Term. Sto. Amaro</li>
<li>6072/10 Jd. São Nicolau &#8211; Term. Varginha</li>
<li>6075/10 Jd. Rec. Campo Belo &#8211; Term. Varginha</li>
<li>6083/10 Jd. Eliana &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6084/10 Jd. Chác. do Sol &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6115/10 Cantinho do Céu &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6116/10 Jd. Prainha &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6120/10 Jd. Lucélia &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6726/10 Term. Grajaú &#8211; Jd. Gaivotas</li>
<li>6L01/10 Marsilac &#8211; Term. Varginha</li>
<li>6L02/10 Jd. Eucaliptos &#8211; Term. Parelheiros</li>
<li>6L03/10 Cipó do Meio &#8211; Term. Parelheiros</li>
<li>6L04/10 Jd. Oriental/Fontes &#8211; Term. Parelheiros</li>
<li>6L05/10 Barragem &#8211; Term. Parelheiros</li>
<li>6L08/10 Jd. São Nicolau &#8211; Hosp. Parelheiros</li>
<li>6L10/10 Term. Varginha &#8211; Pq. Florestal</li>
<li>6L10/41 Messiânica &#8211; Term. Varginha</li>
<li>6L11/10 Ilha do Bororé &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6020-10 Chác. Bosque do Sol &#8211; Parelheiros</li>
<li>6020-51 Estrada do Jusa &#8211; Parelheiros</li>
<li>606Y-10 Est. Mendes/Vl. Natal &#8211; Chác. do Conde</li>
</ul>
<p>Os trabalhadores reivindicam a regularização das obrigações trabalhistas e apontam insegurança sobre a continuidade dos serviços e a situação dos empregos.</p>
<p>A Transwolff atende bairros populosos da zona Sul, incluindo regiões de grande dependência do transporte coletivo para deslocamentos ao trabalho, à escola e a serviços essenciais.</p>
<p>O alcance da paralisação sobre as linhas, o número de ônibus que deixaram de circular e a previsão de normalização ainda dependem de confirmação.</p>
<p>Há relatos de falta de ônibus em diversos locais atendidos pela Transwolff. No Grajaú fila de passageiros se formam em pontos. O mesmo ocorre no Terminal Varginha.</p>
<h3>De cooperativa a terceira maior operadora da capital</h3>
<p>A origem da Transwolff está relacionada à Cooperpam, a Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo, formada por operadores que atuavam no sistema de transporte coletivo da capital.</p>
<p>A cooperativa surgiu no contexto da reorganização do transporte alternativo paulistano, em que antigos operadores de vans e micro-ônibus passaram a integrar o sistema regulamentado pela Prefeitura.</p>
<p>A partir de 2013, a estrutura foi transformada em empresa, consolidando a atuação da Transwolff como operadora de ônibus urbanos.</p>
<p>A companhia cresceu e se tornou a terceira maior do sistema municipal, com uma frota que chegou a 1.206 ônibus.</p>
<p>Entretanto, a transformação em empresa não eliminou completamente o modelo anterior de participação de proprietários individuais de veículos.</p>
<p>Apurações do Diário do Transporte mostraram que, mesmo depois da constituição empresarial, centenas de antigos cooperados continuaram proprietários de ônibus utilizados pela operadora.</p>
<p>Essa característica ajuda a compreender parte dos conflitos envolvendo a empresa.</p>
<p>A estrutura da Transwolff passou a reunir diferentes grupos, entre eles a direção empresarial, funcionários contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e proprietários de veículos oriundos da antiga cooperativa.</p>
<p>Em dezembro de 2025, o Diário do Transporte revelou um organograma dessa estrutura, elaborado com base em informações de instituições envolvidas nas investigações e na intervenção.</p>
<p>A reportagem identificou diferentes núcleos de interesse dentro da mesma operação, incluindo cerca de 700 proprietários de ônibus ligados à antiga Cooperpam. Levantamentos apontaram que esse grupo respondia por aproximadamente 800 veículos.</p>
<p>A coexistência dessas estruturas foi um dos principais entraves à tentativa de transferência dos contratos para outra empresa.</p>
<h3>Operação Fim da Linha colocou Transwolff sob investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro do PCC</h3>
<p>Em 9 de abril de 2024, o Ministério Público de São Paulo, com apoio da Receita Federal e das polícias Civil e Militar, deflagrou a Operação Fim da Linha.</p>
<p>A investigação teve como alvos a Transwolff, na zona Sul, e a UpBus, na zona Leste.</p>
<p>Segundo o Ministério Público, integrantes ligados às empresas teriam utilizado estruturas do transporte público para movimentar e lavar recursos provenientes de atividades criminosas atribuídas ao PCC.</p>
<p>Entre os investigados estavam Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, e Robson Flares Lopes Pontes, apontados como integrantes da direção da Transwolff.</p>
<p>Os dois chegaram a ser presos na operação e posteriormente obtiveram decisões judiciais que permitiram responder ao processo em liberdade.</p>
<p>Também foram investigadas movimentações financeiras relacionadas à aquisição de veículos, renovação de frota e participação das empresas no sistema municipal de ônibus.</p>
<p>Os promotores sustentaram que a expansão e a profissionalização das antigas cooperativas teriam possibilitado a entrada e a circulação de recursos de origem criminosa.</p>
<p>Outra frente das investigações abordou denúncias de ameaças e prejuízos sofridos por antigos cooperados, incluindo relatos de perda de veículos e de repasses financeiros.</p>
<p>As acusações fazem parte das investigações e dos procedimentos judiciais, não representando condenação definitiva de todos os envolvidos.</p>
<p>No mesmo dia da operação, a Prefeitura determinou a intervenção nas empresas, afastando suas antigas administrações da condução dos serviços.</p>
<p>Desde então, a estrutura da Transwolff passou a operar sob responsabilidade da administração municipal, por meio da SPTrans.</p>
<h3>Prefeitura rompeu contratos e tentou entregar linhas à Sancetur</h3>
<p>A intervenção, inicialmente apresentada como uma medida para preservar os serviços enquanto eram realizadas as investigações, prolongou-se.</p>
<p>Uma auditoria contratada pela administração municipal identificou problemas que fundamentaram medidas administrativas contra a concessionária.</p>
<p>Em 4 de dezembro de 2025, a Prefeitura decretou a caducidade dos contratos da Transwolff, encerrando administrativamente os vínculos de concessão.</p>
<p>A decisão também passou a ser discutida na Justiça.</p>
<p>A administração municipal pretendia transferir as linhas para a Sancetur, empresa do grupo empresarial da família Chedid, que já opera serviços de ônibus em diversas cidades paulistas.</p>
<p>A transferência estava em discussão desde 2025.</p>
<p>Em 26 de janeiro de 2026, a Prefeitura anunciou a assinatura de um contrato emergencial de 12 meses com a Sancetur, com previsão de assumir as linhas a partir de 1º de fevereiro.</p>
<p>Na ocasião, a administração informou que seriam preservados os empregos, os salários, os benefícios dos trabalhadores e os compromissos com fornecedores.</p>
<p>Entretanto, apenas dois dias depois, em 28 de janeiro de 2026, o Diário do Transporte revelou, em primeira mão, a desistência da Sancetur.</p>
<p>A empresa comunicou oficialmente à Prefeitura que não tinha condições de assumir integralmente o contrato emergencial dos lotes D10 e D11.</p>
<p>Com isso, a operação permaneceu sob responsabilidade municipal.</p>
<p>A desistência evidenciou a dificuldade de transferir uma estrutura operacional em que parte expressiva dos ônibus pertencia a antigos cooperados, além da existência de diferentes relações trabalhistas e comerciais.</p>
<p>A situação também motivou manifestações de proprietários ligados à antiga Cooperpam, que passaram a defender alternativas para continuar prestando serviços.</p>
<h3>Onda de ataques a ônibus em 2025 teve como principal linha de investigação a transferência dos contratos</h3>
<p>A tentativa de substituição da Transwolff também esteve relacionada a um dos episódios mais graves da história recente do transporte coletivo paulista.</p>
<p>Entre junho e agosto de 2025, uma onda de ataques atingiu mais de 1,5 mil ônibus no Estado de São Paulo, principalmente na capital e na região metropolitana.</p>
<p>Grande parte das ocorrências envolveu pedras, bolinhas de metal e outros objetos lançados contra veículos em circulação.</p>
<p>Passageiros e trabalhadores ficaram feridos.</p>
<p>A Polícia Civil passou a investigar a possibilidade de as depredações estarem relacionadas às disputas pelos contratos de empresas que seriam retiradas do sistema municipal.</p>
<p>A transferência das operações da Transwolff para a Sancetur tornou-se uma das principais linhas de investigação.</p>
<p>Um documento revelado pelo Diário do Transporte foi fundamental para estabelecer a relação cronológica entre os acontecimentos.</p>
<p>O documento foi assinado em 12 de junho de 2025 pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Caldeira, e determinava o prosseguimento dos procedimentos necessários para a transferência dos contratos das empresas investigadas.</p>
<p>Naquele mesmo dia, começou uma escalada expressiva de ataques.</p>
<p>Levantamentos obtidos pelo Diário do Transporte, com base em informações da SPTrans e do sindicato patronal SPUrbanuss, mostraram que, até então, a média de depredações não ultrapassava cinco casos diários.</p>
<p>Na noite de 12 de junho, o número subiu para aproximadamente 40 ocorrências.</p>
<p>O despacho foi publicado no Diário Oficial em 13 de junho, mas já podia ser consultado no sistema eletrônico da Prefeitura no dia anterior.</p>
<p>Em reportagem publicada em 12 de julho de 2025, o Diário do Transporte revelou a coincidência entre a data do despacho e a explosão dos ataques.</p>
<p>A Polícia Civil aprofundou a apuração sobre a possível ligação entre esses fatos.</p>
<p>A investigação passou a considerar que disputas econômicas e contratuais envolvendo empresas de ônibus constituíam uma das explicações mais relevantes para a onda de violência.</p>
<p>Isso não significa que todos os ataques tenham sido praticados por uma única organização ou que exista responsabilização judicial definitiva de dirigentes das empresas pelas depredações.</p>
<p>Em dezembro de 2025, a Secretaria de Segurança Pública informou ao Diário do Transporte que o inquérito ainda estava em andamento e que pelo menos 20 pessoas haviam sido detidas durante as apurações.</p>
<p>A sucessão dos fatos colocou a transferência dos contratos da Transwolff no centro de uma crise que ultrapassou os limites da própria empresa e afetou passageiros de diferentes operadoras.</p>
<h3>Prefeito disse ao Diário do Transporte que 20% das linhas seriam retiradas da futura licitação</h3>
<p>Depois da desistência da Sancetur, a Prefeitura passou a trabalhar com uma nova concorrência para os serviços da zona Sul.</p>
<p>Em 15 de junho de 2026, o Diário do Transporte informou com exclusividade que a gestão Ricardo Nunes havia encaminhado ao Tribunal de Contas do Município a proposta de edital para conceder novamente os lotes D10 e D11.</p>
<p>A proposta foi apresentada para análise prévia do órgão de controle.</p>
<p>Em entrevista publicada em 21 de junho de 2026, o prefeito Ricardo Nunes explicou ao editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, que a administração pretendia reorganizar a rede antes da nova licitação.</p>
<p>Segundo Nunes, o projeto não deveria simplesmente reproduzir a estrutura existente.</p>
<p>“Então, vamos passar para a empresa que já tem a concessão, nós estamos readequando, lembrando que nós estamos falando em torno de 1.200 ônibus da Transwolff, nós vamos fazer a licitação em dois lotes e cada lote deve ter em torno de 350 a 400 ônibus”, afirmou o prefeito.</p>
<p>Nunes também disse que a administração pretendia eliminar sobreposições e reorganizar os atendimentos.</p>
<p>“Não teremos mais os 1.200 ônibus todos da Transwolff, porque a gente vai ter, volto a falar, sobreposição, vamos cancelar, anular essa sobreposição”, declarou.</p>
<p>O secretário Celso Caldeira, que também participou da entrevista, explicou que os estudos preliminares apontavam a possibilidade de redução de aproximadamente 20% das linhas vinculadas aos novos lotes.</p>
<p>“Nós estamos fazendo a reorganização, isso significa a racionalização de todo o sistema, a gente tem em princípio um estudo que demonstra que pelo menos 20% das linhas serão cortadas ou canceladas, mas isso não é definitivo ainda”, afirmou Caldeira.</p>
<p>A Prefeitura sustenta que a redução da frota vinculada aos lotes não representará diminuição proporcional do atendimento.</p>
<p>Isso porque parte dos serviços poderá ser transferida para empresas já responsáveis por trajetos semelhantes na região.</p>
<p>Entre as operadoras citadas nas discussões estão Mobibrasil, Viação Grajaú e Viação Metrópole Paulista.</p>
<p>O prefeito também assegurou ao Diário do Transporte:</p>
<p>“Nós não vamos diminuir o ônibus para as pessoas.”</p>
<p>A promessa, entretanto, ainda depende da concretização da reorganização operacional e da nova concorrência.</p>
<h3>Quatro meses depois da proposta enviada ao TCM, licitação continua sem definição</h3>
<p>Apesar do envio da proposta em junho de 2026, a nova licitação ainda não tem data publicamente definida.</p>
<p>A indefinição obriga a Prefeitura a continuar administrando uma estrutura que normalmente seria de responsabilidade de uma concessionária privada.</p>
<p>Entre as necessidades estão manutenção da frota, aquisição de peças, pneus, contratação de serviços, segurança patrimonial e assistência aos trabalhadores.</p>
<p>Em 26 de agosto de 2026, o Diário do Transporte já havia mostrado que a administração municipal continuava abrindo procedimentos de contratação para manter as atividades enquanto a concorrência não era realizada.</p>
<p>Em 31 de agosto, a SPTrans publicou esclarecimentos sobre a contratação de assistência médica para 3.641 trabalhadores vinculados aos lotes D10 e D11.</p>
<p>Mais recentemente, em 6 de outubro de 2026, o Diário do Transporte noticiou um contrato de R$ 1,33 milhão para serviços de vigilância e segurança patrimonial nas unidades operacionais da antiga Transwolff, com prazo de 12 meses.</p>
<p>Essas contratações mostram que a estrutura continua necessitando de recursos e de gerenciamento operacional enquanto permanece indefinida a substituição definitiva da concessionária.</p>
<p>A paralisação desta segunda-feira, 19 de outubro, acrescenta uma nova pressão sobre a administração municipal.</p>
<p>Além da necessidade de garantir a circulação dos ônibus, a Prefeitura terá de lidar com as reivindicações trabalhistas de profissionais que permanecem vinculados a uma operação em transição há mais de dois anos.</p>
<p>O impasse envolve a preservação de direitos dos trabalhadores, a situação dos proprietários de veículos oriundos da antiga Cooperpam, os custos para o poder público e, principalmente, a continuidade do transporte de passageiros na zona Sul de São Paulo.</p>
<p>A definição dos novos operadores para os lotes D10 e D11 continua sendo uma das principais pendências da política municipal de transportes.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Acidentes envolvendo ônibus da União, Novo Horizonte e outras empresas marcam a segunda-feira (19)</title>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:00:13 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Colisões também envolveram caminhões, carretas e automóveis, deixando mortos e feridos ARTHUR FERRARI Três acidentes envolvendo ônibus em rodovias de Minas Gerais, da Bahia e do Paraná deixaram três mortos e 54 feridos entre domingo (18) e a madrugada desta segunda-feira (19). As ocorrências envolveram colisões com caminhões, veículos de carga e um carro de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="298" height="199" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/acidente_BR-365.jpg?fit=298%2C199&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/acidente_BR-365.jpg?w=298&amp;ssl=1 298w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/acidente_BR-365.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 298px) 100vw, 298px" /> <p style="text-align: left;"><em>Colisões também envolveram caminhões, carretas e automóveis, deixando mortos e feridos</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Três acidentes envolvendo ônibus em rodovias de Minas Gerais, da Bahia e do Paraná deixaram três mortos e 54 feridos entre domingo (18) e a madrugada desta segunda-feira (19). As ocorrências envolveram colisões com caminhões, veículos de carga e um carro de passeio, com interdições nas BR-365 e BR-381, em território mineiro.</p>
<p>O acidente com maior número de vítimas feridas aconteceu na BR-381, em Baguari, distrito de Governador Valadares (MG). A batida entre uma carreta e um ônibus de turismo deixou uma pessoa morta e outras 41 feridas nesta segunda-feira (19).</p>
<p>O coletivo havia saído de Nova Serrana (MG) com destino a Teófilo Otoni (MG). Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a vítima fatal era um homem que estava no ônibus. O motorista da carreta ficou preso às ferragens e precisou ser socorrido. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que os dois sentidos da rodovia foram interditados</p>
<p>Também na madrugada desta segunda-feira, uma colisão entre um ônibus rodoviário e um caminhão deixou nove pessoas com ferimentos leves na BR-365, entre Varjão de Minas (MG) e Veredas (MG). O acidente ocorreu por volta das 0h49 e provocou o bloqueio total da rodovia nos dois sentidos.</p>
<p>O ônibus fazia a viagem entre Uberlândia (MG) e Montes Claros (MG) e transportava 37 passageiros. Após a batida, equipes de Salvamento e Resgate do 12º Batalhão de Bombeiros Militar de Minas Gerais e socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atenderam as vítimas.</p>
<p>Os nove feridos foram levados por ambulâncias do SAMU e do município para uma unidade hospitalar de Varjão de Minas, onde passaram por avaliação médica.</p>
<p>No Paraná, uma colisão traseira entre um ônibus e uma combinação de veículos de carga (CVC) matou o motorista do coletivo e deixou três passageiros feridos. O acidente aconteceu por volta das 3h desta segunda-feira (19), no quilômetro 519 da BR-376, em Ponta Grossa (PR), nos Campos Gerais.</p>
<p>Os veículos seguiam no sentido Curitiba (PR) quando o ônibus, que operava a linha entre Presidente Prudente (SP) e Florianópolis (SC), atingiu a traseira da composição de carga, que transportava um contêiner e tinha placas de Ponta Grossa.</p>
<p>O condutor do ônibus, de 43 anos, recebeu atendimento médico no local, mas não resistiu aos ferimentos. Ao todo, 16 passageiros foram identificados no coletivo, dos quais três ficaram feridos.</p>
<p>Já na Bahia, um jovem morreu após uma colisão frontal entre um Chevrolet Onix e um ônibus da Viação Novo Horizonte na BA-156, entre Macaúbas (BA) e Boquira (BA). O acidente ocorreu por volta das 5h20 de domingo (18), nas proximidades do povoado de Contendas, em um trecho de subida após a comunidade de Covas dos Seixas.</p>
<p>Segundo informações da 4ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) ao site Achei Sudoeste, o motorista do carro perdeu o controle da direção e invadiu a faixa contrária, atingindo o ônibus. Com o impacto, o automóvel capotou e parou no acostamento. O condutor ficou preso às ferragens e morreu no local.</p>
<p>Equipes do 7º Batalhão de Bombeiros Militar, do SAMU 192 e da Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRV) de Brumado atuaram na ocorrência. Após a perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT), o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bom Jesus da Lapa (BA). O motorista do ônibus não sofreu ferimentos graves e prestou depoimento às autoridades.</p>
<p>As causas dos acidentes registrados nas três rodovias serão apuradas pelas autoridades competentes.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Londres usa inteligência artificial para reorganizar ônibus e reduzir tempo de viagem, diz empresa</title>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 08:30:37 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Internacional]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[CitySwift informa redução de 1,5% nas linhas otimizadas em parceria com autoridade de transportes e operadoras; trabalho inclui revisão de horários e simulação de mudanças antes da implantação ADAMO BAZANI Passageiros de linhas de ônibus de Londres, na Inglaterra, submetidas a um programa de otimização com inteligência artificial tiveram redução de 1,5% no indicador de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="679" height="452" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images28102928929.jpeg?fit=679%2C452&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images28102928929.jpeg?w=679&amp;ssl=1 679w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images28102928929.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images28102928929.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images28102928929.jpeg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>CitySwift informa redução de 1,5% nas linhas otimizadas em parceria com autoridade de transportes e operadoras; trabalho inclui revisão de horários e simulação de mudanças antes da implantação</em><br><br><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong><br><br>Passageiros de linhas de ônibus de Londres, na Inglaterra, submetidas a um programa de otimização com inteligência artificial tiveram redução de 1,5% no indicador de tempo de viagem, segundo resultados divulgados pela CitySwift em mesdos de outubro de 2026. A empresa, que trabalha em parceria com a Transport for London (TfL) e as operadoras, calcula que a melhoria equivale a aproximadamente 27 segundos por deslocamento nas linhas atendidas.<br><br>Implantado em 2024, o programa utiliza uma plataforma compartilhada para analisar o desempenho dos serviços e simular alterações antes de colocá-las nas ruas. Segundo a CitySwift, mais de 40% da rede londrina já foi revisada, com melhorias em 200 linhas sem custo operacional adicional.<br><br>A iniciativa reúne a autoridade responsável pelos transportes e as empresas de ônibus numa mesma base de informações. O universo atendido pela parceria abrange mais de 650 linhas e cerca de cinco milhões de viagens de passageiros por dia.<br><br>O resultado de 1,5% foi medido pelo Journey Time Metric, indicador da TfL que combina velocidade e confiabilidade do serviço. Assim, a avaliação considera tanto o deslocamento quanto a regularidade oferecida ao passageiro.<br><br>A CitySwift projeta que os benefícios acumulados possam superar 25 milhões de horas economizadas em três anos, com valor econômico estimado em mais de 230 milhões de libras. Trata-se de uma projeção da fornecedora para o período.<br><br><strong>Como os dados ajudam a ajustar os horários</strong><br><br>O trabalho procura aproximar a programação das condições encontradas pelos ônibus nas ruas. Para isso, as equipes analisam o desempenho das linhas, identificam problemas e comparam cenários de alteração dos tempos de percurso e dos horários.<br><br>Um exemplo é a utilização pela Metroline, operadora de Londres que passou a empregar a plataforma diariamente no planejamento. Segundo estudo de caso divulgado pela CitySwift, a empresa utiliza as análises para revisar tempos de viagem, avaliar a quantidade de veículos necessária e preparar programações que reduzam os efeitos de obras e outras interrupções.<br><br>O projeto-piloto envolveu linhas das garagens de Harrow Weald e Holloway. A comparação entre a operação existente e os cenários propostos fornece elementos para discutir mudanças com a TfL.<br><br>A padronização dos relatórios também permite que gestores públicos e operadores avaliem os mesmos dados, facilitando a análise das propostas.<br><br><strong>Linhas da Metroline registraram redução da espera excedente</strong><br><br>No estudo de caso, a CitySwift informa que a espera excedente na linha 182 caiu de 1,53 para 1,26 minuto, redução de 17,6%. Na linha 140, passou de 1,26 para 1,10 minuto, queda de 12,7%.<br><br>A espera excedente representa o tempo adicional enfrentado pelo passageiro em relação à espera esperada para a frequência programada. Esse indicador ajuda a mostrar o efeito da irregularidade dos intervalos.<br><br>A fornecedora também relata melhoria de 31% na pontualidade no ponto final da linha 182 e de 17% na linha 186. Esses resultados correspondem às linhas analisadas no estudo da Metroline.<br><br><strong>TfL combina planejamento com prioridade nas ruas</strong><br><br>A utilização da plataforma faz parte de um conjunto mais amplo de medidas da TfL para melhorar os ônibus.<br><br>No relatório de execução da estratégia de transportes referente a 2024/2025, a autoridade registra a aquisição do sistema CitySwift para adequar os horários às condições da rede. O documento também relaciona intervenções em semáforos, prioridade para ônibus nos cruzamentos e coordenação com administrações locais e concessionárias de serviços públicos para reduzir o impacto das obras.<br><br>O diagnóstico da TfL aponta congestionamentos, estacionamento, intervenções viárias, espaço limitado nas ruas, fiscalização insuficiente das faixas de ônibus, problemas mecânicos e horários incompatíveis com a circulação entre os fatores que prejudicaram o serviço naquele período.<br><br>Em 2024/2025, o indicador médio de tempo de viagem dos passageiros ficou em 34,3 minutos, aumento de 0,2 minuto sobre o exercício anterior.<br><br>A estratégia londrina reúne, portanto, revisão da programação e intervenções na circulação. Para quem utiliza os ônibus, o objetivo é tornar mais previsíveis tanto a chegada do veículo ao ponto quanto a conclusão do deslocamento.<br><br><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>ANTT mantém suspensão de sete linhas da Expresso Gardênia, autoriza Águia Branca entre Minas e São Paulo e nega pedido da Penha no Sul</title>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 08:01:13 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões envolvem segurança dos ônibus da Gardênia, operação conjunta de linhas da Águia Branca e nova negativa à Penha para compartilhar viagens entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul; passageiros da empresa mineira têm direito a reembolso ou transporte por outra operadora autorizada ADAMO BAZANI A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) manteve a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="843" height="575" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/agiuaifoitr.jpg?fit=843%2C575&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/agiuaifoitr.jpg?w=843&amp;ssl=1 843w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/agiuaifoitr.jpg?resize=300%2C205&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/agiuaifoitr.jpg?resize=150%2C102&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/agiuaifoitr.jpg?resize=768%2C524&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/agiuaifoitr.jpg?resize=400%2C273&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 843px) 100vw, 843px" /> <p><em>Decisões envolvem segurança dos ônibus da Gardênia, operação conjunta de linhas da Águia Branca e nova negativa à Penha para compartilhar viagens entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul; passageiros da empresa mineira têm direito a reembolso ou transporte por outra operadora autorizada</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) manteve a suspensão de sete autorizações da Expresso Gardênia para linhas entre Minas Gerais e São Paulo, rejeitando o recurso apresentado pela transportadora mineira contra a medida aplicada em agosto por questões relacionadas à segurança, manutenção e conservação dos ônibus. Na mesma edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, a agência autorizou a Viação Águia Branca a realizar operações simultâneas entre linhas que ligam Mata Verde e Almenara, em Minas Gerais, à capital paulista e a São Bernardo do Campo, mas negou à Expresso Nossa Senhora da Penha uma solicitação semelhante envolvendo serviços entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.</p>
<p>As decisões têm consequências distintas para as três empresas. A Gardênia continua impedida de operar os sete serviços interestaduais suspensos até que cumpra as exigências estabelecidas pela fiscalização ou haja uma decisão definitiva no processo administrativo, devendo assegurar aos passageiros afetados a devolução dos valores pagos ou passagens em outra transportadora autorizada. A Águia Branca poderá utilizar a operação simultânea no trecho entre Almenara e São Paulo, desde que mantenha os horários compatíveis. Já a Penha teve negado um novo pedido para reunir, em um mesmo veículo, viagens das linhas Florianópolis–Rio Grande e Garopaba–Porto Alegre, depois de uma negativa anterior envolvendo essas mesmas ligações, em agosto.</p>
<h3>GARDÊNIA – ANTT rejeita recurso e mantém suspensão de sete autorizações por questões de segurança</h3>
<p>A Superintendência de Fiscalização de Serviços de Transporte Rodoviário de Cargas e Passageiros (SUFIS) rejeitou o pedido de reconsideração apresentado pela Expresso Gardênia Ltda., mantendo integralmente a medida cautelar imposta à transportadora.</p>
<p>A decisão é assinada pelo superintendente Hugo Leonardo Cunha Rodrigues e está relacionada ao processo administrativo que resultou na suspensão de sete Termos de Autorização do transporte rodoviário interestadual.</p>
<p>A medida original foi determinada em 4 de agosto e publicada em 12 de agosto de 2026.</p>
<p>Na ocasião, conforme noticiou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, a agência exigiu que a Gardênia comprovasse a regularização das condições de segurança, manutenção e conservação dos ônibus utilizados nos serviços afetados.</p>
<p>A suspensão envolve as seguintes linhas:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Origem</th>
<th>Destino</th>
<th>Prefixo</th>
</tr>
<tr>
<td>Belo Horizonte (MG)</td>
<td>Campinas (SP)</td>
<td>MGSP0016022</td>
</tr>
<tr>
<td>Cássia (MG)</td>
<td>Ribeirão Preto (SP)</td>
<td>MGSP0016003</td>
</tr>
<tr>
<td>Itajubá (MG)</td>
<td>Campinas (SP)</td>
<td>MGSP0016004</td>
</tr>
<tr>
<td>Itajubá (MG)</td>
<td>Pindamonhangaba (SP), via Aparecida</td>
<td>MGSP0016007</td>
</tr>
<tr>
<td>Itajubá (MG)</td>
<td>Pindamonhangaba (SP)</td>
<td>MGSP0016020</td>
</tr>
<tr>
<td>Itajubá (MG)</td>
<td>Ribeirão Preto (SP)</td>
<td>MGSP0016021</td>
</tr>
<tr>
<td>Ouro Fino (MG)</td>
<td>São Paulo (SP)</td>
<td>MGSP0016010</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As autorizações abrangem importantes mercados de transporte rodoviário entre o Sul de Minas, a capital mineira e diferentes regiões do Estado de São Paulo.</p>
<p>Itajubá aparece como origem em quatro das sete autorizações suspensas, com ligações para Campinas, Ribeirão Preto e Pindamonhangaba, inclusive uma operação que passa por Aparecida, importante destino religioso do interior paulista.</p>
<p>Outra ligação atingida é Belo Horizonte–Campinas, que conecta duas cidades com forte atividade econômica e demanda por deslocamentos rodoviários.</p>
<p>A suspensão também alcança Cássia–Ribeirão Preto e Ouro Fino–São Paulo.</p>
<p>A manutenção da decisão significa que os serviços abrangidos continuam sujeitos às restrições estabelecidas pela ANTT.</p>
<h3>Quais problemas levaram à suspensão da Gardênia?</h3>
<p>A decisão de agosto estabeleceu quatro conjuntos de exigências relacionadas às condições dos ônibus utilizados pela transportadora.</p>
<p>A primeira obrigação é apresentar documentos que comprovem a regularização efetiva das condições de segurança, manutenção e conservação dos veículos empregados nas linhas suspensas.</p>
<p>A segunda é fornecer laudos técnicos ou relatórios de inspeção emitidos por oficinas especializadas ou entidades competentes.</p>
<p>Esses documentos precisam demonstrar que os ônibus não apresentam falhas capazes de comprometer a segurança da operação.</p>
<p>A terceira exigência é comprovar o cumprimento integral dos requisitos de segurança, adequação e conforto previstos na regulamentação federal.</p>
<p>Por último, a empresa precisa demonstrar que restabeleceu as condições mínimas para oferecer os serviços de maneira segura e regular.</p>
<p>A agência poderá realizar novas verificações técnicas para confirmar as informações e os documentos apresentados.</p>
<p>O ponto central é que a apresentação de documentos pela transportadora precisa ser acompanhada de elementos capazes de comprovar a efetiva correção dos problemas.</p>
<p>A determinação original também prevê que a ANTT possa realizar fiscalização posterior, caso considere necessário.</p>
<p>A decisão publicada em agosto não descreveu individualmente os problemas encontrados em cada ônibus, nem informou a quantidade de veículos inspecionados ou os resultados específicos de cada avaliação técnica.</p>
<p>O fundamento público da medida está relacionado à necessidade de assegurar as condições de segurança, manutenção, conservação, adequação e conforto dos serviços.</p>
<h3>Por que a ANTT não aceitou o recurso da Gardênia?</h3>
<p>A nova decisão, identificada como SUFIS nº 26, de 6 de outubro de 2026, rejeita o pedido de reconsideração da transportadora.</p>
<p>A agência determinou a manutenção integral dos efeitos da suspensão estabelecida pela decisão de agosto.</p>
<p>Entretanto, a SUFIS deixou expressamente aberta a possibilidade de realizar uma nova avaliação da situação operacional da empresa.</p>
<p>Para isso, a Gardênia deverá apresentar elementos adicionais que demonstrem, de forma consistente e verificável pela fiscalização, a eliminação efetiva dos riscos que justificaram a medida cautelar.</p>
<p>A redação é importante porque estabelece uma distinção entre contestar administrativamente a suspensão e demonstrar que as condições que motivaram a restrição foram corrigidas.</p>
<p>O indeferimento do pedido de reconsideração mantém a medida em vigor, mas não representa, por si só, a cassação definitiva das sete autorizações.</p>
<p>A suspensão poderá permanecer até uma decisão de mérito no Processo Administrativo Ordinário ou até o cumprimento das condições determinadas pela agência, conforme a decisão original.</p>
<p>A ANTT também estabeleceu que o descumprimento da medida cautelar poderá resultar na aplicação de multa, conforme a regulamentação federal.</p>
<h3>Passageiros da Gardênia têm direito a reembolso ou transporte em outra empresa</h3>
<p>A decisão original da ANTT determinou que a Expresso Gardênia preserve os direitos dos passageiros afetados pela suspensão.</p>
<p>A agência destacou expressamente duas possibilidades de atendimento.</p>
<p>A primeira é a devolução dos valores pagos pelos bilhetes adquiridos para os serviços abrangidos.</p>
<p>A segunda é a aquisição de passagens em outra transportadora regularmente autorizada, com os custos assumidos pela Gardênia.</p>
<p>As determinações estão fundamentadas na legislação federal de direitos dos passageiros e na regulamentação do transporte interestadual.</p>
<p>Isso significa que a responsabilidade da empresa pelos passageiros que compraram bilhetes permanece, mesmo diante da suspensão das autorizações.</p>
<p>A medida também protege usuários que adquiriram passagens antecipadamente e precisam realizar deslocamentos por motivos profissionais, familiares, de saúde ou outras necessidades.</p>
<p>A suspensão cautelar é uma medida de proteção relacionada às condições da operação, mas não elimina as obrigações comerciais e de atendimento assumidas pela transportadora.</p>
<p>O caso da Gardênia é distinto das situações em que a ANTT apenas nega pedidos de criação ou alteração de serviços.</p>
<p>Aqui, a agência determinou a suspensão de autorizações existentes, tendo como fundamento questões relacionadas à segurança operacional.</p>
<h3>ÁGUIA BRANCA – empresa poderá operar simultaneamente linhas de Mata Verde e Almenara para São Paulo</h3>
<p>Em outra decisão, a Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (SUPAS) autorizou a Viação Águia Branca S.A. a realizar operação simultânea de duas linhas interestaduais.</p>
<p>Os serviços envolvidos são Mata Verde (MG)–São Bernardo do Campo (SP), de prefixo MGSP0006296, e Almenara (MG)–São Paulo (SP), de prefixo MGSP0006297.</p>
<p>A autorização permite a operação simultânea no trecho entre Almenara, no Vale do Jequitinhonha, e São Paulo.</p>
<p>Na prática, a Águia Branca poderá organizar viagens das duas linhas em uma mesma operação no percurso autorizado, observando as condições estabelecidas pela ANTT.</p>
<p>A medida permite aproveitar o trecho coincidente entre serviços que possuem origens e destinos diferentes.</p>
<p>Mata Verde e Almenara estão localizadas no nordeste de Minas Gerais, em uma região que mantém importantes relações de deslocamento com a Grande São Paulo.</p>
<p>O transporte rodoviário interestadual atende passageiros que viajam por motivos familiares, profissionais e de acesso a diferentes serviços.</p>
<p>A possibilidade de reunir operações pode permitir melhor aproveitamento dos veículos e da capacidade ofertada pela empresa.</p>
<p>Para os passageiros, a organização dos serviços precisa observar os itinerários e os locais de embarque e desembarque autorizados.</p>
<p>A decisão da ANTT não cria uma nova linha entre Minas Gerais e São Paulo. Ela permite a operação simultânea de duas linhas que já possuem autorizações próprias.</p>
<h3>Como funciona a operação simultânea autorizada à Águia Branca?</h3>
<p>A operação simultânea é uma possibilidade prevista na regulamentação do transporte rodoviário interestadual de passageiros.</p>
<p>Ela permite que uma mesma transportadora execute viagens de duas ou mais linhas regulares em um único veículo, desde que exista compatibilidade entre os serviços e autorização prévia da ANTT.</p>
<p>Esse mecanismo pode ser utilizado quando os itinerários possuem trechos coincidentes.</p>
<p>O regulamento estabelece duas modalidades.</p>
<p>A operação simultânea integral ocorre quando o itinerário completo de uma linha coincide com parte do itinerário de outra linha mais extensa.</p>
<p>Já a operação simultânea parcial ocorre quando apenas parte do percurso das linhas é coincidente.</p>
<p>O objetivo é permitir a utilização conjunta da capacidade operacional sem que a empresa precise necessariamente disponibilizar veículos separados para serviços que percorrem o mesmo trecho.</p>
<p>Entretanto, a regulamentação exige cuidados para preservar as condições de atendimento.</p>
<p>As linhas precisam manter os pontos de embarque e desembarque previstos nas respectivas autorizações, respeitando também as condições de utilização dos pontos de parada e de apoio.</p>
<p>A transportadora deve informar à agência as linhas envolvidas, os horários e as características da operação pretendida.</p>
<p>Quando a operação for parcial, também precisam ser identificados os pontos inicial e final do trecho coincidente.</p>
<p>Caso exista troca de veículo durante o percurso, o local de transbordo deverá ser informado.</p>
<p>Essas exigências procuram garantir que o compartilhamento dos veículos seja compatível com os serviços autorizados e com as informações disponibilizadas aos passageiros.</p>
<h3>Horários das duas linhas precisam permanecer compatíveis</h3>
<p>No caso específico da Águia Branca, a ANTT determinou expressamente que os quadros de horários das linhas envolvidas sejam mantidos atualizados e compatíveis entre si.</p>
<p>O descumprimento dessa obrigação poderá resultar em sanções e medidas administrativas.</p>
<p>A exigência tem relação direta com o funcionamento da operação simultânea.</p>
<p>Quando duas linhas compartilham um mesmo veículo em determinado percurso, a programação precisa considerar os horários de partida, passagem pelos pontos autorizados e chegada aos destinos.</p>
<p>Diferenças ou incompatibilidades nessa programação podem comprometer a regularidade das viagens e as informações prestadas aos passageiros.</p>
<p>A autorização concedida à Águia Branca foi formalizada pela Decisão SUPAS nº 1.421, de 7 de outubro de 2026, assinada pelo superintendente Juliano de Barros Samôr.</p>
<p>O procedimento administrativo está identificado pelo número 50505.138381/2026-33.</p>
<p>A decisão produz efeitos a partir de sua publicação.</p>
<h3>PENHA – ANTT volta a negar operação simultânea entre Garopaba e Porto Alegre</h3>
<p>A Expresso Nossa Senhora da Penha Ltda., empresa integrante do Grupo Comporte, teve indeferido um novo pedido para realizar operação simultânea de linhas interestaduais entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.</p>
<p>A solicitação envolvia os serviços Florianópolis (SC)–Rio Grande (RS), de prefixo SCRS0188050, e Garopaba (SC)–Porto Alegre (RS), de prefixo SCRS0188045.</p>
<p>O compartilhamento pretendido seria realizado no trecho entre Garopaba e Porto Alegre.</p>
<p>A SUPAS justificou o indeferimento pelo descumprimento das condições previstas na Resolução ANTT nº 6.033, de 21 de dezembro de 2023, que regulamenta a prestação do transporte rodoviário interestadual de passageiros sob o regime de autorização.</p>
<p>A decisão, assinada por Juliano de Barros Samôr, corresponde ao procedimento administrativo 50505.138207/2026-91.</p>
<p>O resultado mantém a necessidade de que a Penha observe as condições individuais das autorizações das duas linhas, sem realizar a operação simultânea pretendida nos moldes do pedido indeferido.</p>
<p>O ponto importante é que a agência não determinou a suspensão geral das duas linhas.</p>
<p>A negativa é específica para a forma de operação conjunta solicitada pela transportadora.</p>
<h3>Penha já havia recebido negativa semelhante em agosto</h3>
<p>A nova decisão possui um antecedente recente.</p>
<p>Em 18 de agosto de 2026, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> noticiou que a ANTT havia negado à Penha um pedido de operação simultânea envolvendo essas mesmas linhas.</p>
<p>Na ocasião, a solicitação também dizia respeito ao trecho coincidente entre Porto Alegre e Garopaba.</p>
<p>A Decisão SUPAS nº 1.216, de 14 de agosto, foi fundamentada na inobservância da Resolução nº 6.033/2023.</p>
<p>O pedido anterior foi analisado no processo administrativo 50505.107443/2026-65.</p>
<p>Agora, a agência publicou uma nova negativa, referente a outro procedimento administrativo, mas envolvendo as mesmas duas linhas e o mesmo trecho.</p>
<p>A sequência mostra que a transportadora voltou a submeter à análise regulatória a possibilidade de compartilhar as operações.</p>
<p>Entretanto, a publicação de outubro não detalha quais informações foram modificadas em relação ao pedido anterior nem qual requisito específico continuou impedindo a autorização.</p>
<h3>As duas linhas possuem autorização para transportar passageiros entre Porto Alegre e Garopaba</h3>
<p>O histórico das autorizações ajuda a compreender a diferença entre ter direito de atender um mercado e obter permissão para compartilhar veículos entre linhas.</p>
<p>A linha Florianópolis–Rio Grande possui autorização que contempla diferentes seções intermediárias.</p>
<p>Entre elas estão ligações de Porto Alegre para Garopaba, Florianópolis, Imbituba, Laguna e Tubarão.</p>
<p>Já a linha Garopaba–Porto Alegre também possui autorização para transportar passageiros entre essas duas cidades, além de atender outros mercados intermediários.</p>
<p>Portanto, a existência do mercado Porto Alegre–Garopaba nos dois serviços não garante automaticamente a possibilidade de operação simultânea.</p>
<p>A regulamentação exige o cumprimento de outras condições, como a compatibilidade de itinerários, pontos de embarque e desembarque, instalações de apoio e horários.</p>
<p>Esses critérios são utilizados pela ANTT para avaliar se diferentes serviços podem ser executados em conjunto sem comprometer as características das autorizações.</p>
<p>A decisão publicada em outubro informa que houve inobservância da Resolução nº 6.033/2023, mas não individualiza o requisito que motivou o indeferimento.</p>
<p>A identificação precisa da incompatibilidade depende da análise técnica que integra o processo administrativo.</p>
<h3>Penha conseguiu autorização para outro trecho em agosto</h3>
<p>A negativa envolvendo Garopaba e Porto Alegre contrasta com outra decisão recebida pela Penha em agosto de 2026.</p>
<p>No dia 31 daquele mês, conforme também noticiou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, a ANTT autorizou a operação simultânea das linhas Campinas (SP)–Curitiba (PR) e Jundiaí (SP)–Curitiba (PR), no trecho entre Jundiaí e Curitiba.</p>
<p>A autorização envolveu os prefixos SPPR0188072 e SPPR0188041.</p>
<p>Naquela oportunidade, a empresa conseguiu reunir serviços que compartilham um segmento entre o interior paulista e a capital paranaense.</p>
<p>A operação também ficou sujeita à compatibilidade dos horários.</p>
<p>A comparação demonstra que a aprovação depende das características de cada pedido.</p>
<p>Uma transportadora pode receber autorização para compartilhar a operação de determinadas linhas e ter outra solicitação indeferida quando as condições regulatórias não forem atendidas.</p>
<p>Também em agosto, a ANTT autorizou a inclusão da seção Osório (RS)–Tubarão (SC) na linha Garopaba–Porto Alegre, ampliando a configuração dos mercados intermediários contemplados por aquela autorização.</p>
<p>Com a inclusão, o serviço passou a compreender cinco seções: Porto Alegre–Garopaba, Porto Alegre–Imbituba, Porto Alegre–Laguna, Porto Alegre–Tubarão e Osório–Tubarão.</p>
<p>A inclusão de seções é uma alteração diferente da operação simultânea.</p>
<p>No primeiro caso, modifica-se a relação de mercados autorizados dentro de uma linha.</p>
<p>No segundo, a empresa solicita autorização para executar conjuntamente viagens vinculadas a diferentes linhas, utilizando o mesmo veículo em percurso coincidente.</p>
<h3>Como as decisões se relacionam com o novo marco do transporte interestadual e a primeira Janela Extraordinária?</h3>
<p>As três decisões publicadas nesta segunda-feira mostram situações distintas da regulamentação do transporte rodoviário interestadual.</p>
<p>A medida aplicada à Expresso Gardênia está relacionada à fiscalização das condições de segurança dos veículos e à preservação dos direitos dos passageiros.</p>
<p>Já as solicitações da Águia Branca e da Penha envolvem a organização operacional de serviços regulares autorizados, especialmente a possibilidade de compartilhar veículos em trechos coincidentes.</p>
<p>A Resolução ANTT nº 6.033/2023, citada no indeferimento da Penha, também estabelece regras relevantes para a prestação dos serviços autorizados no contexto do novo marco regulatório.</p>
<p>Essa regulamentação tem importância para os mercados relacionados à primeira Janela Extraordinária, aberta pela ANTT em 2024, mas a aplicação da norma não significa que todas as linhas abrangidas pelas decisões atuais tenham sido necessariamente originadas naquela janela.</p>
<p>No caso das operações simultâneas, a identificação de eventual relação com a primeira Janela depende do cruzamento entre os mercados autorizados, os respectivos Termos de Autorização e os procedimentos que deram origem às linhas.</p>
<p>A distinção também é importante para compreender as diferentes etapas do mercado rodoviário interestadual.</p>
<p>Uma empresa pode receber autorização para atender determinado mercado, organizar esse mercado dentro de uma linha e posteriormente solicitar ajustes operacionais, como inclusão de seções ou compartilhamento de viagens.</p>
<p>Cada etapa está sujeita às condições estabelecidas pela ANTT.</p>
<p>As decisões da Águia Branca e da Penha tratam justamente dessa organização dos serviços já autorizados.</p>
<p>A situação da Gardênia demonstra outra dimensão do mesmo sistema: a manutenção das autorizações depende não apenas do direito regulatório de operar determinadas ligações, mas também do cumprimento permanente das exigências de segurança e qualidade.</p>
<p>Para os passageiros, essas decisões têm consequências práticas diferentes.</p>
<p>No caso da Gardênia, a suspensão das linhas exige alternativas de atendimento e preservação dos direitos de quem comprou passagem.</p>
<p>Para os usuários da Águia Branca, a operação simultânea autorizada permitirá a organização conjunta de viagens entre Minas Gerais e São Paulo, dentro das condições estabelecidas pela agência.</p>
<p>Já a Penha deverá manter a operação das linhas envolvidas dentro das autorizações existentes, enquanto a possibilidade de compartilhamento dos veículos entre Garopaba e Porto Alegre dependerá de aprovação regulatória.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>ESPECIAL &#8211; O QUE PRECISA SABER: Fim da escala 6&#215;1 nos ônibus: veja como as empresas devem se preparar para novas jornadas, folgas, plantões e contratações</title>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 06:27:04 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Após aprovação da PEC pelo Senado, viações terão de reorganizar escalas, negociar com sindicatos e planejar a redução da jornada para 42 horas nos primeiros dois meses e 40 horas após 14 meses da promulgação. Advogada Liana Variani destaca importância do diálogo, controle de jornadas e segurança jurídica; planejamento deve considerar a operação aos sábados, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="757" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1333172.jpg?fit=1024%2C757&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1333172.jpg?w=4013&amp;ssl=1 4013w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1333172.jpg?resize=300%2C222&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1333172.jpg?resize=1024%2C757&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1333172.jpg?resize=150%2C111&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1333172.jpg?resize=768%2C567&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1333172.jpg?resize=1536%2C1135&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1333172.jpg?resize=2048%2C1513&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1333172.jpg?resize=400%2C296&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1333172.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Após aprovação da PEC pelo Senado, viações terão de reorganizar escalas, negociar com sindicatos e planejar a redução da jornada para 42 horas nos primeiros dois meses e 40 horas após 14 meses da promulgação. Advogada Liana Variani destaca importância do diálogo, controle de jornadas e segurança jurídica; planejamento deve considerar a operação aos sábados, domingos e feriados</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>As empresas de ônibus urbanos, metropolitanos, rodoviários e de fretamento terão de rever a organização do trabalho, os plantões, os horários dos motoristas e a quantidade de profissionais disponíveis para manter as viagens com o fim da escala 6&#215;1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, aprovada pelo Senado na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, por 75 votos a um nos dois turnos, prevê uma transição que começa dois meses após a promulgação, quando o limite será reduzido para 42 horas semanais e os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de repouso remunerado. Após mais 12 meses, a jornada máxima cairá para 40 horas. Para as viações, o planejamento deverá começar antes da entrada em vigor das mudanças, considerando que o transporte de passageiros precisa funcionar todos os dias, inclusive aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>O desafio envolve mais do que conceder uma segunda folga semanal. Será necessário compatibilizar a redução das horas trabalhadas com o cumprimento dos horários das linhas, a disponibilidade de motoristas, as viagens rodoviárias de longa distância, os plantões de manutenção e fiscalização, as substituições em férias e afastamentos e os custos adicionais de pessoal. A advogada especializada em direito empresarial e segurança jurídica Liana Variani, ouvida anteriormente pelo Diário do Transporte, defende que trabalhadores, empresários e representantes sindicais coloquem suas necessidades e dificuldades em discussão, respeitando as particularidades de cada modalidade de transporte. Para ela, acordos claros, controle rigoroso da jornada e melhoria das relações de trabalho são fundamentais para reduzir conflitos e permitir uma adaptação que preserve tanto os direitos dos profissionais quanto a continuidade dos serviços aos passageiros.</p>
<p>A mudança ocorre em um setor que já enfrenta dificuldades para contratar motoristas.</p>
<p>Dados apresentados pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) apontam um déficit estimado de aproximadamente 26 mil condutores no transporte rodoviário interestadual. O segmento conta com pouco mais de 60 mil motoristas, diante de uma necessidade calculada em aproximadamente 86 mil.</p>
<p>No transporte urbano, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) estima que a adoção da jornada de 40 horas poderá aumentar em cerca de 15% os custos relacionados aos motoristas, dependendo das condições de cada operação.</p>
<p>A Confederação Nacional do Transporte (CNT), por sua vez, apresentou aos parlamentares uma projeção de necessidade de mais de 250 mil contratações no conjunto das atividades de transporte, considerando o cenário de redução da jornada analisado pela entidade.</p>
<p>Os representantes dos trabalhadores defendem que a mudança poderá ajudar a enfrentar a falta de profissionais, ao oferecer mais descanso, melhores condições de vida e maior atratividade para a carreira.</p>
<p>O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Paulo João Estausia, afirmou anteriormente que a redução da jornada pode gerar aproximadamente 4,5 mil empregos no transporte urbano em uma etapa inicial, além de estimular o ingresso de novos trabalhadores no setor.</p>
<p>Para as empresas, portanto, o planejamento deverá considerar dois movimentos simultâneos: a necessidade potencial de ampliar os quadros de pessoal e a oportunidade de utilizar melhores condições de trabalho como instrumento para contratar e manter profissionais.</p>
<h2>Setor de transportes poderá negociar escalas diferenciadas, mas empresas terão de cumprir redução da jornada e novas regras de descanso</h2>
<p>A aprovação da PEC que acaba com a escala 6&#215;1 traz uma previsão importante para as empresas de transporte: a possibilidade de negociar regimes diferenciados de distribuição das folgas e de compensação dos períodos de descanso, considerando as particularidades de atividades que precisam funcionar durante toda a semana.</p>
<p>O texto aprovado pelo Senado permite que acordos e convenções coletivas estabeleçam, excepcionalmente, regimes compensatórios que garantam uma média de dois dias de repouso remunerado por semana dentro do mês-calendário, com pelo menos um dia de descanso no período máximo de uma semana de trabalho. A possibilidade também alcança trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados estabelecidos em lei ou norma regulamentadora.</p>
<p>Para as empresas de ônibus, essa previsão será especialmente relevante no planejamento das viagens de sábados, domingos e feriados.</p>
<p>A organização poderá considerar escalas de revezamento, equipes de cobertura de folgas e distribuição dos dias trabalhados conforme a demanda de cada operação.</p>
<p>Uma empresa urbana, por exemplo, poderá precisar de maior quantidade de motoristas durante os horários de pico dos dias úteis, enquanto uma companhia rodoviária poderá enfrentar demanda mais elevada em sextas-feiras, domingos e feriados prolongados.</p>
<p>As negociações coletivas deverão permitir que essas diferenças sejam consideradas, preservando os limites de jornada e descanso.</p>
<p>A redução das horas semanais será aplicada gradualmente: 42 horas após dois meses da publicação da emenda e 40 horas após mais 12 meses, sem diminuição salarial.</p>
<p>A PEC também abre espaço para legislação posterior estabelecer regimes diferenciados para determinadas atividades, respeitados os limites constitucionais.</p>
<p>Outra questão importante para as empresas é a adaptação dos contratos públicos.</p>
<p>O texto prevê mecanismos para preservar o equilíbrio econômico-financeiro de contratos de concessão, permissão e outras modalidades abrangidas, com prazo de até um ano para os aditamentos previstos.</p>
<p>Na prática, a mudança exigirá planejamento conjunto entre concessionárias, sindicatos e gestores públicos, considerando a quantidade de profissionais necessários, a organização das escalas e os custos de manutenção dos serviços.</p>
<h3>O que as empresas devem observar</h3>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Situação</th>
<th>Cuidados para a adaptação</th>
</tr>
<tr>
<td>Operação aos fins de semana</td>
<td>Distribuir equipes e folgas conforme a demanda e os acordos coletivos</td>
</tr>
<tr>
<td>Repouso semanal</td>
<td>Assegurar as garantias constitucionais, inclusive nos regimes compensatórios</td>
</tr>
<tr>
<td>Jornadas especiais de motoristas</td>
<td>Conciliar a legislação profissional com as novas regras</td>
</tr>
<tr>
<td>Redução para 42 horas</td>
<td>Preparar a primeira etapa da transição</td>
</tr>
<tr>
<td>Redução para 40 horas</td>
<td>Planejar o dimensionamento definitivo das equipes</td>
</tr>
<tr>
<td>Contratos de concessão</td>
<td>Avaliar impactos financeiros e necessidades de aditamento</td>
</tr>
<tr>
<td>Convenções coletivas</td>
<td>Revisar cláusulas incompatíveis antes do término do prazo de transição</td>
</tr>
<tr>
<td>Segurança jurídica</td>
<td>Registrar corretamente jornadas, folgas, horas extras e compensações</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>A advogada especializada em direito empresarial e segurança jurídica Liana Variani, ouvida anteriormente pelo Diário do Transporte, destacou a importância de considerar as particularidades de cada modalidade e de buscar soluções por meio do diálogo entre empregadores e trabalhadores.</p>
<p>Essas orientações ganham relevância diante da necessidade de adaptar escalas, contratos e práticas de controle de jornada.</p>
<p>O setor de transportes poderá utilizar mecanismos diferenciados de organização do trabalho, mas a preparação deverá contemplar simultaneamente a ampliação do descanso semanal e a diminuição das horas trabalhadas.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado esperado será a manutenção das viagens programadas. Para os trabalhadores, a ampliação do tempo de descanso e a preservação dos salários. Para as empresas, a capacidade de organizar esses dois objetivos com segurança jurídica e continuidade operacional.</p>
<h2>Atenção aos primeiros dois meses: a escala 6&#215;1 e a jornada semanal são mudanças diferentes</h2>
<p>Um dos principais cuidados para departamentos de recursos humanos, equipes jurídicas e responsáveis pelo planejamento operacional será compreender que a PEC altera dois aspectos distintos da organização do trabalho.</p>
<p>O primeiro é a escala semanal, com a previsão de dois dias de repouso remunerado, substituindo o modelo tradicional de seis dias de trabalho para um de descanso.</p>
<p>O segundo é a duração da jornada, que será reduzida gradualmente de 44 para 40 horas semanais.</p>
<p>Essas duas mudanças deverão ser compatibilizadas.</p>
<p>De acordo com o texto aprovado, os trabalhadores terão direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.</p>
<p>A preferência pelo domingo não representa a obrigatoriedade de conceder esse dia de folga a todos os empregados. Essa distinção é particularmente importante para os transportes, que operam durante toda a semana.</p>
<p>A negociação coletiva poderá estabelecer formas de distribuição e compensação dos repousos, desde que respeitadas as condições constitucionais.</p>
<p>Durante a primeira etapa de transição, também haverá possibilidade de ajustar a duração diária do trabalho mediante acordo ou convenção coletiva, para acomodar as 42 horas semanais e os dois dias de descanso.</p>
<p>O prazo terá como referência a publicação da emenda constitucional, após a promulgação pelo Congresso Nacional.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Regra e providências para as empresas</th>
</tr>
<tr>
<td>Antes da promulgação</td>
<td>Levantamento de jornadas, escalas, contratos, custos e necessidades de contratação</td>
</tr>
<tr>
<td>Até dois meses após a publicação</td>
<td>Preparação dos acordos coletivos, revisão dos quadros de horários e organização das folgas</td>
</tr>
<tr>
<td>Após dois meses</td>
<td>Jornada máxima de 42 horas semanais e dois dias de repouso remunerado</td>
</tr>
<tr>
<td>Após 14 meses</td>
<td>Redução da jornada máxima para 40 horas semanais</td>
</tr>
<tr>
<td>Durante a transição</td>
<td>Adequação dos controles de ponto, acordos coletivos, contratos e planejamento operacional</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Outro aspecto merece atenção: as cláusulas de acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras perderão validade dois meses após a publicação da emenda.</p>
<p>Isso torna especialmente importante a revisão antecipada dos instrumentos coletivos, inclusive daqueles cuja vigência contratual ultrapasse o prazo de transição.</p>
<p>As empresas também deverão observar que a redução da jornada preserva os salários e os pisos salariais.</p>
<p>A remuneração contratual não poderá ser reduzida proporcionalmente à diminuição das horas semanais.</p>
<h2>Como reorganizar as escalas de motoristas sem reduzir as viagens</h2>
<p>A principal tarefa das equipes de planejamento será verificar quantos motoristas são necessários para cumprir a programação atual e quantos serão necessários com as novas regras.</p>
<p>Essa análise deverá começar pela operação real de cada garagem e de cada linha, considerando os horários de saída e chegada, o tempo das viagens, os intervalos, as viagens com maior demanda e as diferenças entre dias úteis, sábados, domingos e feriados.</p>
<p>Em sistemas urbanos, uma mesma linha pode exigir grande quantidade de ônibus durante os horários de pico da manhã e da tarde, mas operar com frota reduzida nos períodos intermediários.</p>
<p>Também existem linhas que apresentam movimento elevado aos fins de semana, especialmente aquelas que atendem hospitais, centros comerciais, regiões de lazer, aeroportos, terminais rodoviários e áreas turísticas.</p>
<p>A reorganização das escalas precisa levar em conta essas diferenças.</p>
<p>Uma das alternativas é ampliar o revezamento entre profissionais, distribuindo as folgas de maneira que a operação permaneça atendida ao longo da semana.</p>
<p>Outra possibilidade é organizar equipes com horários e dias de trabalho distintos, compatíveis com a negociação coletiva e com a demanda de cada região.</p>
<p>A criação de grupos de motoristas substitutos, destinados à cobertura de folgas, férias e afastamentos, também poderá ganhar importância.</p>
<p>Esse planejamento precisa considerar o limite de horas de trabalho e os períodos obrigatórios de descanso, além das regras específicas aplicáveis aos motoristas profissionais.</p>
<h3>Uma simulação mostra a necessidade de ampliar equipes</h3>
<p>Uma empresa que atualmente utiliza 100 motoristas, cada um trabalhando 44 horas semanais, dispõe de 4.400 horas de trabalho contratadas por semana.</p>
<p>Com o limite de 42 horas, seriam necessários aproximadamente 105 trabalhadores para manter o mesmo volume total de horas.</p>
<p>Na jornada de 40 horas, seriam necessários 110 trabalhadores.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Jornada</th>
<th>Motoristas necessários para cobrir 4.400 horas semanais</th>
</tr>
<tr>
<td>44 horas</td>
<td>100</td>
</tr>
<tr>
<td>42 horas</td>
<td>105</td>
</tr>
<tr>
<td>40 horas</td>
<td>110</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>A comparação é matemática e serve como referência inicial. A necessidade efetiva dependerá da distribuição dos dias trabalhados, horários, folgas, duração das viagens e características da operação.</p>
<p>Se uma atividade exige a presença de determinado número de empregados durante seis dias da semana e cada profissional passa a trabalhar cinco, a cobertura dos dias poderá exigir aumento de aproximadamente 20% no quadro de pessoal, mantidas as demais condições.</p>
<p>Em estudo apresentado em junho de 2026 durante encontro da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo (FETPESP), o engenheiro Wan Yu Chih, diretor da WPLEX, mostrou simulações nas quais a migração para a escala 5&#215;2 produzia necessidade próxima de 20% mais motoristas.</p>
<p>Em um cenário com 100 ônibus em circulação nos dias úteis, 90 aos sábados e 60 aos domingos, a necessidade adicional calculada chegou a aproximadamente 21%.</p>
<p>O estudo demonstra a importância de analisar a distribuição das folgas e não apenas a redução da jornada semanal.</p>
<h2>Sábados, domingos e feriados: como organizar os plantões e preservar o atendimento aos passageiros</h2>
<p>O transporte coletivo apresenta uma característica diferente de muitas atividades econômicas: a necessidade de funcionar quando grande parte da população está descansando.</p>
<p>Ônibus urbanos e metropolitanos transportam trabalhadores de hospitais, comércio, segurança, restaurantes, aeroportos, hotéis e outras atividades que mantêm atendimento aos fins de semana.</p>
<p>O transporte rodoviário costuma enfrentar maior procura em feriados prolongados e períodos de férias.</p>
<p>Empresas de fretamento podem concentrar serviços justamente em sábados e domingos, especialmente no transporte turístico, de eventos e de trabalhadores submetidos a escalas específicas.</p>
<p>Por isso, a organização do repouso semanal será um dos principais pontos das negociações coletivas.</p>
<p>Uma alternativa operacional consiste em criar rodízios de folgas, com equipes distribuídas entre diferentes dias da semana.</p>
<p>Os acordos coletivos poderão prever formas de compensação dos repousos dentro dos limites constitucionais, observando a média mensal de dois dias de folga por semana e a garantia de pelo menos um dia de repouso a cada período de sete dias.</p>
<p>A organização poderá considerar, por exemplo, equipes que trabalhem de segunda a sexta-feira e outras cuja programação inclua sábados e domingos, com folgas em dias diferentes.</p>
<p>Essas possibilidades terão de respeitar as regras de jornada, compensação, repouso e negociação coletiva.</p>
<p>O planejamento também deverá considerar a quantidade de veículos disponível.</p>
<p>A redução da jornada não implica necessariamente a necessidade de comprar mais ônibus. Uma frota pode continuar realizando as mesmas viagens com maior revezamento de condutores.</p>
<p>Entretanto, caso as empresas enfrentem dificuldades para contratar motoristas suficientes, veículos que estejam em condições de circular poderão permanecer nas garagens por falta de profissionais disponíveis.</p>
<p>Essa situação já preocupa entidades empresariais do setor.</p>
<p>Durante os debates legislativos, o presidente da CNT, Vander Costa, destacou a necessidade de manter o transporte urbano funcionando durante os sete dias da semana.</p>
<p>A preocupação das operadoras envolve a possibilidade de que a escassez de profissionais comprometa o cumprimento das viagens programadas.</p>
<h2>Oficinas, garagens, manutenção e fiscalização também terão de mudar</h2>
<p>A adaptação alcançará profissionais que atuam fora da direção dos ônibus.</p>
<p>Mecânicos, eletricistas, auxiliares de manutenção, equipes de lavagem e abastecimento, responsáveis por pátios, despachantes, fiscais e profissionais de apoio operacional também poderão ter suas jornadas reorganizadas.</p>
<p>Nas empresas urbanas, muitas dessas atividades são concentradas durante a noite e nos períodos em que parte da frota permanece nas garagens.</p>
<p>Nos fins de semana, também há serviços que precisam ser realizados para garantir a disponibilidade dos veículos na segunda-feira, quando a demanda volta a crescer.</p>
<p>A ampliação das folgas exigirá compatibilizar a jornada das equipes de manutenção com os horários em que os ônibus estão disponíveis para inspeções e reparos.</p>
<p>A situação ganha relevância nas empresas que estão incorporando ônibus elétricos.</p>
<p>Além dos serviços convencionais, a operação desses veículos envolve atividades específicas relacionadas à infraestrutura de recarga, sistemas elétricos, baterias e equipamentos de alta tensão.</p>
<p>As empresas precisarão avaliar a disponibilidade de profissionais habilitados para essas atividades e organizar plantões de manutenção e assistência técnica.</p>
<p>Nos serviços rodoviários, a mesma preocupação alcança equipes de manutenção que atendem veículos durante a madrugada e em terminais de diferentes cidades.</p>
<p>O dimensionamento deve incluir ainda profissionais que substituem empregados afastados, em férias ou em treinamento.</p>
<h2>Empresas devem procurar sindicatos antes do término do prazo de transição</h2>
<p>A negociação coletiva terá papel importante na organização das novas jornadas.</p>
<p>A Constituição prevê a possibilidade de compensação de horários mediante acordo ou convenção coletiva, e o texto aprovado estabelece mecanismos específicos para a distribuição dos dias de repouso.</p>
<p>Para as empresas de ônibus, o diálogo com os sindicatos poderá abranger escalas, horários de entrada e saída, revezamentos, trabalho aos domingos, plantões, intervalos e critérios de compensação.</p>
<p>Também será necessário avaliar as particularidades de cada atividade.</p>
<p>Uma linha urbana que opera durante toda a madrugada apresenta necessidades diferentes de uma empresa de fretamento turístico que realiza viagens concentradas nos fins de semana.</p>
<p>No transporte rodoviário de longa distância, a organização deverá considerar tempo de direção, períodos obrigatórios de descanso, troca de motoristas e condições de permanência dos profissionais fora da cidade de origem.</p>
<p>A advogada especializada em direito empresarial e segurança jurídica Liana Variani já havia alertado, em entrevista ao Diário do Transporte publicada em 25 de maio de 2026, para a necessidade de respeitar as diferenças entre as modalidades.</p>
<p>“Não dá para tratar a realidade de setores como transportes, saúde, manutenção de redes de telefonia, eletricidade e saneamento da mesma forma que um banco, uma loja de shopping, um cartório”, afirmou.</p>
<p>Na mesma entrevista, a especialista observou que existem diferenças importantes dentro do próprio setor de transportes, envolvendo ônibus urbanos, rodoviários, fretamento e transporte de cargas.</p>
<p>A avaliação ganha importância com a aprovação da PEC, pois a adaptação precisará conciliar a regra constitucional com a rotina de cada segmento.</p>
<h2>Segurança jurídica: Liana Variani defende diálogo, controle rigoroso de jornada e prevenção de conflitos</h2>
<p>Em reportagens anteriores do Diário do Transporte, Liana Variani destacou que a melhoria das relações de trabalho depende da participação dos diferentes envolvidos na organização das atividades.</p>
<p>Na entrevista de maio sobre a redução da jornada, a especialista defendeu que representantes de trabalhadores e empresas apresentassem suas necessidades e dificuldades.</p>
<p>Segundo ela, o momento exigia que todos colocassem as cartas na mesa, buscando soluções compatíveis com as condições reais de funcionamento dos serviços.</p>
<p>A advogada também afirmou que trabalhadores mais satisfeitos podem trazer benefícios para as empresas, enquanto a preservação da saúde financeira dos empregadores é importante para a manutenção de empregos e investimentos.</p>
<p>Em outra reportagem do Diário do Transporte, publicada em julho de 2026 sobre uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho envolvendo horários alternados de motoristas, Liana reforçou a importância do controle rigoroso de jornada, da organização das escalas dentro da legislação e da busca por entendimento entre as partes.</p>
<p>A especialista chamou atenção para o desgaste provocado por conflitos judiciais e para a necessidade de adotar medidas preventivas.</p>
<p>As orientações já apresentadas por Liana ajudam a estabelecer uma agenda de preparação para as empresas de ônibus, especialmente diante das mudanças constitucionais aprovadas pelo Congresso.</p>
<p>Entre as providências recomendáveis estão a revisão dos sistemas de controle de ponto, a avaliação dos acordos coletivos existentes, a documentação das escalas e o acompanhamento das horas efetivamente trabalhadas.</p>
<p>Os registros deverão refletir as condições reais da operação, inclusive quando congestionamentos, acidentes, alagamentos ou outras ocorrências provocarem atrasos na chegada dos ônibus.</p>
<p>Outro cuidado envolve a distinção entre jornada contratual, horas extras e períodos de descanso.</p>
<p>A redução das horas semanais poderá diminuir a disponibilidade de cada motorista, mas a realização de horas extraordinárias continuará sujeita às regras trabalhistas aplicáveis.</p>
<p>A organização dos plantões também deverá evitar que o descanso semanal seja utilizado de maneira incompatível com a finalidade de recuperação física e mental dos trabalhadores.</p>
<p>O cumprimento dos acordos coletivos, acompanhado de documentação adequada, poderá reduzir divergências sobre pagamento de horas extras, concessão de folgas e compensações.</p>
<h2>Como contratar mais motoristas se a profissão já enfrenta falta de mão de obra?</h2>
<p>A escassez de profissionais será uma das principais dificuldades para as empresas.</p>
<p>No transporte rodoviário interestadual, a Abrati aponta déficit de aproximadamente 26 mil motoristas.</p>
<p>No transporte urbano, a dificuldade de recrutamento também atinge várias regiões brasileiras.</p>
<p>Levantamentos apresentados pela CNT identificaram vagas abertas para motoristas em 50,6% das empresas urbanas pesquisadas e em 55,6% das empresas de transporte rodoviário de passageiros.</p>
<p>A mudança constitucional poderá ampliar a necessidade de profissionais, principalmente em operações com grande quantidade de viagens aos fins de semana.</p>
<p>Entretanto, também poderá contribuir para tornar a carreira mais atrativa.</p>
<p>Jornadas extensas, dificuldades para conciliar trabalho e vida familiar, exposição ao trânsito, violência e desgaste físico estão entre os fatores que influenciam a permanência dos motoristas no setor.</p>
<p>A perspectiva de dois dias de descanso semanal, sem redução salarial, pode representar um diferencial na contratação de profissionais.</p>
<p>As empresas poderão utilizar esse período de preparação para ampliar programas de capacitação e aproximação com candidatos.</p>
<p>Uma possibilidade é fortalecer parcerias com o Sest Senat e outras instituições de formação profissional.</p>
<p>Outra é criar programas para motoristas que possuem habilitação nas categorias exigidas e os cursos obrigatórios, mas encontram dificuldades para conseguir a primeira oportunidade na atividade.</p>
<p>O Diário do Transporte já mostrou iniciativas desse tipo, como programas desenvolvidos pela Suzantur para candidatos que possuem habilitação adequada, mas precisam adquirir experiência.</p>
<p>Também poderão ganhar importância ações de valorização dos profissionais mais experientes, melhoria dos ambientes de trabalho, programas de saúde ocupacional e acompanhamento das condições de descanso.</p>
<p>Para as empresas, reduzir a rotatividade pode ser tão importante quanto contratar novos motoristas.</p>
<p>A perda de profissionais experientes exige novos processos seletivos, treinamentos e adaptações operacionais.</p>
<p>Uma jornada mais organizada poderá contribuir para diminuir essas perdas.</p>
<h2>Contratos com prefeituras e governos: atenção ao reequilíbrio econômico-financeiro</h2>
<p>A mudança terá consequências também para os contratos de concessão e prestação de serviços de transporte coletivo.</p>
<p>Nos sistemas urbanos e metropolitanos, as empresas trabalham com obrigações de frota, programação de viagens, padrões de atendimento e indicadores operacionais estabelecidos pelo poder público.</p>
<p>A redução da jornada poderá exigir maior quantidade de trabalhadores para cumprir essas obrigações.</p>
<p>Consequentemente, as planilhas de custos e os mecanismos de remuneração poderão precisar de revisão.</p>
<p>A PEC estabelece uma regra de adaptação dos contratos públicos em vigor que envolvem mão de obra, inclusive concessões de serviços, mediante aditamentos destinados à preservação do equilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p>O prazo previsto para essa adaptação é de até um ano, contado da publicação da emenda.</p>
<p>Para as empresas de ônibus, o planejamento financeiro deverá considerar os custos de novas contratações, encargos, treinamento e reorganização das equipes.</p>
<p>Também será importante demonstrar tecnicamente os efeitos da mudança sobre a operação.</p>
<p>Essa documentação poderá envolver quantidade de motoristas, jornadas praticadas, horas extraordinárias, despesas trabalhistas e necessidade de cobertura das folgas.</p>
<p>As administrações municipais e estaduais deverão analisar os impactos conforme as regras contratuais e os mecanismos de remuneração de cada sistema.</p>
<p>A questão é especialmente relevante nas cidades em que a receita tarifária paga pelos passageiros já é complementada por subsídios públicos.</p>
<p>Nesses sistemas, a recomposição de custos dependerá também do planejamento orçamentário das prefeituras e governos responsáveis.</p>
<p>A negociação contratual deverá considerar a continuidade do serviço, a manutenção da oferta de transporte e a sustentabilidade financeira das operações.</p>
<h2>O que cada empresa de ônibus pode começar a fazer</h2>
<p>A preparação deverá envolver diferentes departamentos, especialmente operações, recursos humanos, manutenção, jurídico e planejamento financeiro.</p>
<p>As providências podem ser organizadas conforme as necessidades de cada empresa.</p>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Área</th>
<th>Providências de preparação</th>
</tr>
<tr>
<td>Operação</td>
<td>Levantar viagens, escalas, horários de pico e demanda aos fins de semana</td>
</tr>
<tr>
<td>Recursos humanos</td>
<td>Identificar a jornada atual dos empregados e calcular a necessidade adicional de pessoal</td>
</tr>
<tr>
<td>Sindicatos</td>
<td>Iniciar diálogo sobre folgas, compensações, plantões e acordos coletivos</td>
</tr>
<tr>
<td>Jurídico</td>
<td>Revisar convenções, contratos de trabalho e sistemas de controle de jornada</td>
</tr>
<tr>
<td>Financeiro</td>
<td>Projetar custos de contratação, encargos, treinamento e mudanças nas horas extras</td>
</tr>
<tr>
<td>Manutenção</td>
<td>Reorganizar equipes de oficinas, abastecimento, lavagem e atendimento emergencial</td>
</tr>
<tr>
<td>Recrutamento</td>
<td>Ampliar programas de formação de motoristas e retenção de profissionais</td>
</tr>
<tr>
<td>Gestão pública</td>
<td>Avaliar necessidade de adaptações contratuais e documentação para eventual reequilíbrio</td>
</tr>
<tr>
<td>Segurança operacional</td>
<td>Garantir que os períodos de descanso sejam efetivamente cumpridos</td>
</tr>
<tr>
<td>Planejamento de frota</td>
<td>Verificar se a disponibilidade de motoristas será suficiente para manter os ônibus em operação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>O levantamento inicial deverá considerar também as diferenças entre empregados que já cumprem jornadas inferiores a 44 horas e aqueles diretamente alcançados pela redução.</p>
<p>As empresas precisarão acompanhar a situação de seus contratos e convenções coletivas, uma vez que determinadas categorias já possuem regras específicas de jornada.</p>
<h2>Mais descanso para o motorista também pode representar mais segurança para o passageiro</h2>
<p>A reorganização do trabalho envolve não apenas uma questão administrativa, mas também a segurança dos serviços de transporte.</p>
<p>Motoristas de ônibus e caminhões exercem atividades que exigem concentração prolongada, atenção ao trânsito e capacidade de reação diante de situações inesperadas.</p>
<p>O descanso adequado contribui para a recuperação física e mental e pode ajudar a reduzir os efeitos da fadiga.</p>
<p>No transporte coletivo, essa condição interessa diretamente aos passageiros, que dependem da atenção dos profissionais responsáveis pela condução dos veículos.</p>
<p>A redução da jornada poderá favorecer melhores condições de saúde e ampliar o tempo disponível para convivência familiar, estudos e outras atividades pessoais.</p>
<p>Para as empresas, os possíveis benefícios incluem menor rotatividade, redução de afastamentos e maior satisfação dos trabalhadores.</p>
<p>Esses resultados dependerão das condições efetivas de trabalho e da maneira como as escalas forem organizadas.</p>
<p>Há também a preocupação com motoristas que utilizam os períodos de folga para complementar a renda em outras atividades de direção, inclusive aplicativos.</p>
<p>Como já mostrou o Diário do Transporte, representantes do setor empresarial discutiram com o Ministério do Trabalho e Emprego os riscos de profissionais que terminam suas jornadas em ônibus e continuam trabalhando ao volante de automóveis.</p>
<p>O tema reforça a importância de políticas de valorização profissional, remuneração e conscientização sobre os períodos de recuperação física.</p>
<h2>Planejamento antecipado poderá determinar a qualidade da transição</h2>
<p>A aprovação da PEC pelo Senado coloca as empresas de transporte diante de uma reorganização estrutural de suas atividades.</p>
<p>A primeira etapa ocorrerá dois meses após a publicação da emenda constitucional, com redução da jornada para 42 horas semanais e ampliação do repouso remunerado.</p>
<p>A segunda etapa, após 14 meses, estabelecerá o limite de 40 horas.</p>
<p>Durante esse período, as empresas deverão compatibilizar as novas condições de trabalho com as exigências de manutenção das viagens, a segurança operacional e os contratos de prestação dos serviços.</p>
<p>A negociação com sindicatos, o levantamento antecipado dos custos, a formação de motoristas e a organização dos plantões serão instrumentos importantes para essa adaptação.</p>
<p>Também será necessário considerar as características de cada modalidade, desde linhas urbanas de alta frequência até viagens rodoviárias de longa distância e serviços de fretamento.</p>
<p>Para os trabalhadores, a mudança representa a possibilidade de ampliar o descanso e melhorar a qualidade de vida, mantendo a remuneração.</p>
<p>Para as empresas, o desafio será transformar a redução da jornada em uma nova organização operacional, com equipes suficientes e planejamento financeiro adequado.</p>
<p>E, para os passageiros, o resultado mais importante será a preservação dos horários e da segurança dos serviços, independentemente do dia da semana.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>CPTM obtém certificações de Gestão Antissuborno e de Compliance</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/18/cptm-obtem-certificacoes-de-gestao-antissuborno-e-de-compliance/</link>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 01:00:02 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[CPTM]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Auditoria externa foi realizada pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini (FCAV) e certificou a companhia com ISO 37001:2025 e ISO 37301:2021 VINÍCIUS DE OLIVEIRA A CPTM conquistou, em setembro, duas certificações internacionais, após auditoria externa realizada pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini (FCAV): a ISO 37001:2025 – Sistemas de Gestão Antissuborno, que estabelece diretrizes para a prevenção, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="814" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?fit=1024%2C814&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?w=1123&amp;ssl=1 1123w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?resize=300%2C239&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?resize=1024%2C814&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?resize=150%2C119&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?resize=768%2C611&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/cptm.jpg?resize=400%2C318&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Auditoria externa foi realizada pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini (FCAV) e certificou a companhia com ISO 37001:2025 e ISO 37301:2021</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A CPTM conquistou, em setembro, duas certificações internacionais, após auditoria externa realizada pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini (FCAV): a ISO 37001:2025 – Sistemas de Gestão Antissuborno, que estabelece diretrizes para a prevenção, detecção e resposta ao suborno; e a ISO 37301:2021 – Sistemas de Gestão de Compliance, voltada à estruturação e ao aprimoramento de processos para assegurar o cumprimento das obrigações legais, regulamentares e estatutárias aplicáveis.</p>
<p>O presidente da CPTM, Michael Cerqueira, destacou a importância das certificações que fez a companhia integrar um grupo seleto de órgãos públicos a conquistar esse patamar. &#8220;Nosso compromisso com a ética, a integridade e a transparência é permanente e se reflete na busca contínua pelos mais elevados padrões de governança corporativa e compliance. As certificações reforçam nossa dedicação à excelência&#8221;, afirmou.</p>
<p>O processo de obtenção das certificações teve início em 2025, com a realização de uma análise de lacunas, que permitiu identificar oportunidades de aprimoramento e adequar as práticas da companhia aos requisitos das normas internacionais.</p>
<p>“Essa etapa foi fundamental para orientar as ações de adequação e aprimoramento dos processos internos, garantindo o alinhamento às exigências das normas e preparando a companhia para as etapas seguintes da certificação”, contou Carolina Vianna Jacob, gerente de Governança, Controles Internos e Gestão de Riscos (GRI).</p>
<p>A partir desse diagnóstico, a companhia desenvolveu o trabalho de implantação e aprimoramento do sistema, integrando os mecanismos de governança, conformidade, gestão de riscos e controles internos já existentes. O processo envolveu a revisão de documentos e procedimentos, além da capacitação e conscientização dos empregados.</p>
<p>Concluída a etapa de implementação, foram realizadas a auditoria interna e a análise crítica pela alta administração. Na sequência, a Fundação Vanzolini conduziu a auditoria externa em duas fases: a fase I, entre julho e agosto de 2026, e a fase II, entre agosto e setembro do mesmo ano.</p>
<p>A certificação ISO 37001 possui abrangência corporativa e contempla todas as áreas da CPTM. Já a certificação ISO 37301 contempla o Sistema de Gestão de Compliance na matriz da companhia, relacionado às atribuições da Gerência de Governança, Controles Internos e Gestão de Riscos (GRI), conforme o artigo 31 do Estatuto Social da Companhia e a Lei Federal n.º 13.303/2016.</p>
<p>A conquista das certificações representa o reconhecimento externo dos esforços da CPTM para fortalecer sua governança, promover a integridade e aprimorar continuamente a gestão de compliance. Mais do que atender a padrões internacionais, esse reconhecimento reafirma o compromisso da companhia com uma gestão responsável, transparente e alinhada à proteção do interesse público. A iniciativa também fortalece a confiança de clientes, parceiros e da sociedade, consolidando a ética e a integridade como pilares fundamentais de sua atuação.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>VÍDEO &#8211; Chile: Diário do Transporte mostra Irizar i6 elétrico e caminhão que leva energia para entregar ônibus a clientes distantes</title>
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    <pubDate>Sun, 18 Oct 2026 23:40:18 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Na sede do Grupo Cabal, em Santiago, reportagem conheceu rodoviário com tecnologia Zhongtong e sistema móvel de recarga que permite levar ônibus rodando até os compradores; visita acompanhou anúncio da representação da fabricante chinesa pela TEVX no Brasil ADAMO BAZANI Colaboraram Vinícius de Oliveira e Yuri Sena  Um ônibus rodoviário Irizar i6 movido inteiramente a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1311287E2.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1311287E2.jpg?w=4021&amp;ssl=1 4021w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1311287E2.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1311287E2.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1311287E2.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1311287E2.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1311287E2.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1311287E2.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1311287E2.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1311287E2.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Na sede do Grupo Cabal, em Santiago, reportagem conheceu rodoviário com tecnologia Zhongtong e sistema móvel de recarga que permite levar ônibus rodando até os compradores; visita acompanhou anúncio da representação da fabricante chinesa pela TEVX no Brasil</em><br /><br /><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p><em><strong>Colaboraram Vinícius de Oliveira e Yuri Sena </strong></em></p>
<div style="width: 1024px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-537042-3" width="1024" height="576" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-02-at-16.16.06.mp4?_=3" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-02-at-16.16.06.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-02-at-16.16.06.mp4</a></video></div>
<p><br /><br />Um ônibus rodoviário Irizar i6 movido inteiramente a eletricidade e um caminhão equipado com bancos de baterias e três carregadores mostram duas faces da eletrificação dos transportes no Chile: o veículo que leva passageiros e a estrutura necessária para fazê-lo chegar ao cliente. O Diário do Transporte conheceu as duas soluções nesta sexta-feira, 2 de outubro de 2026, durante visita à sede do Grupo Cabal, na região de Santiago.<br /><br />O rodoviário combina carroceria Irizar com chassi elétrico Zhongtong. Já o caminhão funciona como uma reserva móvel de energia para acompanhar comboios de ônibus novos durante a entrega a compradores distantes, permitindo recargas pelo caminho. Assim, os veículos podem seguir rodando até o destino, reduzindo a necessidade de contratar carretas para transportá-los individualmente.<br /><br />O criador e editor-chefe do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, Adamo Bazani, esteve pessoalmente no local para acompanhar o anúncio da TEVX como representante da fabricante chinesa Zhongtong no Brasil. A entrada no mercado brasileiro prevê a comercialização de ônibus elétricos e inclui a promessa de instalação de uma planta de montagem no País.<br /><br />Durante a visita, a reportagem registrou em vídeo o Irizar elétrico, seu interior e o caminhão de apoio às entregas. As soluções foram apresentadas no ambiente de uma empresa que reúne a representação de Zhongtong, Irizar e da brasileira Caio no mercado chileno.<br /><br /><strong>Irizar i6 elétrico reúne carroceria rodoviária e chassi chinês</strong><br /><br />O ônibus encontrado pela reportagem mantém a proposta de um rodoviário, com salão de poltronas individuais, mas utiliza propulsão elétrica a bateria.<br /><br />A combinação ajuda a entender como diferentes fabricantes participam de um mesmo veículo. A Irizar responde pela carroceria, enquanto a Zhongtong fornece o chassi elétrico, a base sobre a qual o ônibus é construído e que reúne os sistemas de tração.<br /><br />O Grupo Cabal participou da introdução dessa configuração no Chile. A apresentação oficial do i6 Electric ocorreu em Casablanca, na Viña Casas del Bosque, em um evento com clientes, parceiros e delegações internacionais. O modelo foi desenvolvido em conjunto por Irizar e Zhongtong, com aplicações voltadas aos segmentos interurbano e de mineração.<br /><br />Essa utilização merece atenção: um ônibus com carroceria rodoviária também pode atender ao transporte fretado de trabalhadores, além das viagens regulares entre cidades.<br /><br />Nas conversas com executivos da Cabal e da TEVX durante a visita, o transporte de funcionários de mineradoras foi apontado como uma das aplicações dos ônibus elétricos no Chile. Empresas que já utilizavam rodoviários para esses deslocamentos passaram a incorporar veículos com propulsão elétrica.<br /><br />A eletrificação, portanto, alcança também o transporte de pessoal, um segmento em que itinerários, horários e locais de parada podem ser definidos de acordo com as necessidades de cada contratante.<br /><br /><strong>Um caminhão leva as baterias e os carregadores até os ônibus</strong></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-537043" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ee0daee1-631b-4a31-a3e3-8af19d54bbfd.jpg?resize=1024%2C768&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ee0daee1-631b-4a31-a3e3-8af19d54bbfd.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ee0daee1-631b-4a31-a3e3-8af19d54bbfd.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ee0daee1-631b-4a31-a3e3-8af19d54bbfd.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ee0daee1-631b-4a31-a3e3-8af19d54bbfd.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ee0daee1-631b-4a31-a3e3-8af19d54bbfd.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ee0daee1-631b-4a31-a3e3-8af19d54bbfd.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ee0daee1-631b-4a31-a3e3-8af19d54bbfd.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><br /><br />A outra curiosidade registrada pela reportagem responde a uma pergunta prática: como entregar um ônibus elétrico a um cliente distante quando faltam pontos de recarga no caminho?<br /><br />A solução adotada pelo Grupo Cabal é um caminhão que transporta bancos de baterias e três carregadores. Ele acompanha o deslocamento dos ônibus e fornece energia nas paradas necessárias ao longo da entrega.<br /><br />O funcionamento lembra uma estação móvel de armazenamento e recarga. Em instalações fixas, sistemas de armazenamento de energia em baterias são conhecidos pela sigla BESS, do inglês Battery Energy Storage System. No caso observado pela reportagem, a reserva de energia e os equipamentos de carregamento são transportados pelo caminhão.<br /><br />Os ônibus seguem por seus próprios meios. Quando precisam de energia, param para receber a recarga e depois retomam o percurso.<br /><br />O caminhão utilizado tem motorização a diesel. A propulsão dos ônibus permanece elétrica, enquanto o veículo de apoio transporta a estrutura necessária para abastecer suas baterias durante o deslocamento de entrega.<br /><br /><strong>Apoio atende à entrega aos compradores, com recargas nas paradas</strong><br /><br />A finalidade apresentada à reportagem é logística: levar os ônibus até os clientes.<br /><br />O caminhão acompanha o comboio durante esse trajeto, e a conexão dos carregadores aos ônibus ocorre com os veículos parados. Esse procedimento permite vencer trechos em que a infraestrutura disponível ainda não atende às necessidades da viagem de entrega.<br /><br />A vantagem está na possibilidade de compartilhar o apoio entre vários ônibus. Em vez de contratar transporte em plataformas para cada unidade, a empresa organiza um comboio com motoristas e um caminhão que leva a energia necessária às recargas.<br /><br />No vídeo, Adamo Bazani utiliza um exemplo hipotético brasileiro para explicar a ideia: uma venda de vários ônibus a um comprador distante poderia exigir diversas carretas. Com apoio móvel de recarga, os veículos poderiam percorrer os trechos rodoviários da entrega rodando, desde que o trajeto e a energia disponível fossem planejados.<br /><br />A quantidade de ônibus atendidos e as paradas necessárias dependem da distância, da autonomia dos veículos e da capacidade de energia transportada pelo caminhão.<br /><br />O sistema mostra que a eletrificação exige planejamento também antes de o ônibus começar a trabalhar: entre a saída do fornecedor e a chegada à garagem do comprador.<br /><br /><strong>Grupo Cabal começou com componentes de freios e passou a representar fabricantes de ônibus</strong></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-537044" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/0c6ad273-36f5-4c30-a4ae-020425792f15.jpg?resize=1024%2C737&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="737" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/0c6ad273-36f5-4c30-a4ae-020425792f15.jpg?resize=1024%2C737&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/0c6ad273-36f5-4c30-a4ae-020425792f15.jpg?resize=300%2C216&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/0c6ad273-36f5-4c30-a4ae-020425792f15.jpg?resize=150%2C108&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/0c6ad273-36f5-4c30-a4ae-020425792f15.jpg?resize=768%2C553&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/0c6ad273-36f5-4c30-a4ae-020425792f15.jpg?resize=1536%2C1106&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/0c6ad273-36f5-4c30-a4ae-020425792f15.jpg?resize=400%2C288&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/0c6ad273-36f5-4c30-a4ae-020425792f15.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><br /><br />A história do Grupo Cabal começou em 1982, com a comercialização de lonas, pastilhas e outros produtos para sistemas de freios.<br /><br />A expansão para o mercado de ônibus ganhou dois marcos na década seguinte: a representação da brasileira Caio, em 1997, e da Irizar, em 1998.<br /><br />Em 2019, o grupo acrescentou a representação da Zhongtong, incluindo ônibus elétricos em seu portfólio.<br /><br />A sede fica em Colina, na Região Metropolitana de Santiago. A empresa também informa unidades de atendimento em Antofagasta e Talcahuano, alcançando regiões com diferentes demandas de transporte.<br /><br />Essa trajetória reúne carrocerias urbanas, rodoviárias e veículos elétricos. No caso do i6 Electric, a atuação do grupo conecta duas marcas de seu portfólio em um mesmo produto: Irizar e Zhongtong.<br /><br /><strong>Entrada da Zhongtong no Brasil aproxima o mercado das experiências chilenas</strong><br /><br />A visita ocorreu no contexto da entrada da Zhongtong no Brasil por meio da TEVX, conforme acompanhado pelo Diário do Transporte.<br /><br />Além da comercialização de ônibus elétricos, o anúncio inclui a intenção de montar veículos em uma planta brasileira.<br /><br />As experiências encontradas no Chile ajudam a ampliar essa discussão. De um lado, o Irizar i6 mostra a aplicação da propulsão elétrica em uma configuração rodoviária. De outro, o caminhão de baterias revela uma solução para fazer os ônibus chegarem a compradores distantes, mesmo quando a rede de recarga ao longo do percurso é limitada.<br /><br />São iniciativas que podem servir de referência para o mercado brasileiro, tanto no desenvolvimento dos veículos quanto na organização de sua entrega às empresas de transporte.<br /><br /><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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