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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Regras para transporte de bicicletas nas barcas do Rio de Janeiro entram em vigor</title>
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    <pubDate>Sat, 15 Aug 2026 01:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Normas da Setram definem critérios com foco na segurança dos passageiros e das viagens VINÍCIUS DE OLIVEIRA O regulamento para o transporte de bicicletas nas barcas entrou em vigor na quinta-feira (13). Publicadas no Diário Oficial pela Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram), em julho, as regras abordam critérios para o embarque, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="533" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-8.jpg?fit=800%2C533&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-8.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-8.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-8.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-8.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/unnamed-8.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><em>Normas da Setram definem critérios com foco na segurança dos passageiros e das viagens</em></p>
<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p>O regulamento para o transporte de bicicletas nas barcas entrou em vigor na quinta-feira (13). Publicadas no Diário Oficial pela Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram), em julho, as regras abordam critérios para o embarque, permanência e desembarque de bicicletas elétricas e patinetes, com o objetivo central de garantir a segurança dos passageiros, da tripulação e dos próprios ciclistas. A principal mudança é que o embarque de autopropelidos e ciclomotores não será mais permitido.</p>
<p>Em seis meses, foram registradas duas ocorrências envolvendo o mau uso de bicicletas elétricas no sistema. Também houve registro de um passageiro carregando uma bicicleta elétrica na tomada da estação, prática proibida.</p>
<p>Ao longo do último mês, equipes do consórcio distribuíram folhetos explicativos e orientaram os passageiros sobre as novas normas. Também foram instalados banners informativos nas estações Praça XV, Arariboia e Charitas. O regulamento está disponível nos sites oficiais da Setram (<a href="https://www.rj.gov.br/transporte/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.rj.gov.br/transporte/&amp;source=gmail&amp;ust=1786552250719000&amp;usg=AOvVaw0cJODNaLECj2bs5-E8BC3B">https://www.rj.gov.br/<wbr />transporte/</a>) e da Barcas Rio (<a href="https://barcasrio.com.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://barcasrio.com.br/&amp;source=gmail&amp;ust=1786552250719000&amp;usg=AOvVaw0npPnOYeT29wUdw6mAqMIE">https://barcasrio.com.br/</a>).</p>
<p><strong>Entenda a diferença entre as categorias</strong></p>
<p>O regulamento organiza os diferentes tipos de bicicletas em quatro categorias, o que permite uma gestão mais eficiente do espaço nas embarcações e reduz riscos operacionais. A Categoria 01 contempla bicicletas convencionais de propulsão exclusivamente humana, ou seja, com deslocamento por meio de pedal funcional. Já a Categoria 02 inclui bicicletas elétricas que também podem ser utilizadas de forma manual, desde que não possuam estruturas volumosas que comprometam a circulação. A Categoria 03 abrange bicicletas e patinetes dobráveis, que, por sua praticidade e menor tamanho, têm maior facilidade de acomodação. Por fim, a Categoria 04 engloba equipamentos elétricos autopropelidos, como scooters e ciclomotores, cujo transporte está proibido em qualquer linha do sistema aquaviário devido às suas características e potenciais riscos.</p>
<p>Na linha Charitas, apenas bicicletas dobráveis continuarão a ser permitidas. Em caso de lotação, o usuário deverá aguardar a próxima viagem.</p>
<p>Vale destacar que o uso de cadeiras de rodas motorizadas e demais tecnologias assistivas está assegurado para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em todas as estações do sistema.</p>
<p>A diferenciação entre as categorias é essencial para assegurar a fluidez do embarque e desembarque, além de evitar conflitos de espaço em ambientes naturalmente limitados, como as embarcações. Equipamentos maiores podem dificultar a evacuação em situações de emergência, motivo pelo qual o acesso é restrito.</p>
<p><strong>Prioridade no embarque</strong></p>
<p>O regulamento também estabelece que o embarque dos ciclistas será feito por ordem de chegada, e o transporte de bicicletas está condicionado à disponibilidade de espaço.</p>
<p>O embarque de passageiros sem bicicleta ocorre antes dos ciclistas, justamente para evitar congestionamentos e garantir maior organização. Sendo assim, passageiros com atendimento preferencial que estiverem com bicicleta ou patinete deverão realizar o acesso junto com os demais passageiros que estiverem com tais equipamentos, tendo garantida a prioridade de atendimento no âmbito desse grupo.</p>
<p>Outro ponto de destaque é a prioridade absoluta à segurança dos passageiros. Durante todo o percurso, dentro das estações e embarcações, os ciclistas devem conduzir suas bicicletas desmontados, sem utilizá-las, respeitando a circulação dos demais usuários. Bicicletas elétricas devem permanecer desligadas em todos os momentos dentro das dependências do sistema, reduzindo riscos de falhas mecânicas, acidentes e até incêndio.</p>
<p>Em situações de emergência, como evacuação, as bicicletas devem ser deixadas na embarcação temporariamente, priorizando a integridade física das pessoas a bordo.</p>
<p><strong>Penalidades</strong></p>
<p>O regulamento reforça a responsabilidade individual dos ciclistas quanto à guarda e fixação adequada de suas bicicletas, bem como o cumprimento das normas estabelecidas. O descumprimento pode resultar em impedimento de embarque, aplicação de penalidades e responsabilização por eventuais danos.</p>
<p>O consórcio que presta apoio à operação das barcas vai avaliar a compatibilidade do equipamento no momento do embarque. Caso o usuário utilize equipamentos em desacordo com as regras, as equipes poderão fornecer orientação verbal, impedir o embarque, promover sua retirada da estação, registrar ocorrência ou adotar outras providências necessárias à preservação da segurança e da regularidade do serviço para os demais passageiros.</p>
<p><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Público que vai ao jogo entre São Paulo e Coritiba pode utilizar 13 linhas municipais para chegar ao MorumBIS neste sábado (15)</title>
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    <pubDate>Sat, 15 Aug 2026 00:00:04 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Operação especial nos itinerários será válida das 18h de sábado (15) à 1h de domingo (16) VINÍCIUS DE OLIVEIRA O público que for ao jogo entre São Paulo e Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro 2026 neste sábado (15), contará com operação especial em 13 linhas da Zona Oeste. As mudanças no atendimento na região do Estádio [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="600" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/05/FOTO-PUBLICACAO-9.jpg?fit=800%2C600&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/05/FOTO-PUBLICACAO-9.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/05/FOTO-PUBLICACAO-9.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/05/FOTO-PUBLICACAO-9.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/05/FOTO-PUBLICACAO-9.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/05/FOTO-PUBLICACAO-9.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><em>Operação especial nos itinerários será válida das 18h de sábado (15) à 1h de domingo (16)</em></p>
<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p>O público que for ao jogo entre São Paulo e Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro 2026 neste sábado (15), contará com operação especial em 13 linhas da Zona Oeste.</p>
<p>As mudanças no atendimento na região do Estádio MorumBis, na Zona Oeste da capital paulista, ocorrerão das 18h de sábado (15) à 1h de domingo (16).</p>
<p dir="ltr">Vale lembrar que os passageiros poderão aproveitar o Domingão Tarifa Zero, que assegura gratuidade nas linhas municipais aos domingos, entre 0h e 23h59, utilizando o Bilhete Único. Quem estiver sem o cartão também terá a gratuidade garantida, com a passagem liberada diretamente na catraca.</p>
<p dir="ltr">Confira o funcionamento das linhas durante o evento:</p>
<p dir="ltr"><strong>5119/10 Term. Capelinha – Lgo. São Francisco</strong></p>
<p dir="ltr">Ida: normal até Av. Giovanni Gronchi, R. Dr. Francisco Tomaz de Carvalho, R. Dr. Flávio Américo Maurano, Av. Morumbi, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr">Volta: normal até Av. Morumbi, R. Dr. Flávio Américo Maurano, R. Da. Mariquita Julião, R. Senador Otávio Mangabeira, R. Engº. João Ortiz Monteiro, R. Clementine Brenne, Av. Giovanni Gronchi, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr"><strong>809J/10 Jd. Colombo – Metrô Morumbi</strong></p>
<p dir="ltr">Sentido Único: normal até R. Panônia, R. Santo Américo, Av. Giovanni Gronchi, R. Leandro Teixeira, R. Pasquale Gallupi, R. Dr. Francisco Tomaz de Carvalho, R. Dr. Flávio Américo Maurano, Av. Morumbi, R. Com. Adibo Ares, prosseguindo normal até a R. Lício Marcondes do Amaral, R. Dr. Maurílio Vergueiro Porto, Av. Prof. Francisco Morato, prosseguindo normal até a Av. Morumbi, R. Dr. Flávio Américo Maurano, R. Da. Mariquita Julião, R. Senador Otávio Mangabeira, R. Eng. João Ortiz Monteiro, R. Clementine Brenne, Av. Giovanni Gronchi, R. Santo Américo, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr"><strong>647A/10 Valo Velho – Pinheiros</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>647P/10 COHAB Adventista – Term. Pinheiros</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>N742/11 Term. João Dias – Term. Pinheiros</strong></p>
<p dir="ltr">Ida: normal até Av. Giovanni Gronchi, R. Dr. Francisco Tomaz de Carvalho, R. Dr. Flávio Américo Maurano, Av. Morumbi, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr">Volta: normal até Av. Morumbi, R. Dr. Flávio Américo Maurano, R. Da. Mariquita Julião, R. Senador Otávio Mangabeira, R. Eng. João Ortiz Monteiro, R. Clementine Brenne, Av. Giovanni Gronchi, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr"><strong>746H/10 Jd. Jaqueline – Sto. Amaro</strong></p>
<p dir="ltr">Ida: normal até Av. Dep. Jacob Salvador Zveibil, Av. Fco. Morato, R. Mário Dias, Av. Eliseu de Almeida, R. Rio Azul, R. Manuel Jacinto, R. Dr. Sílvio Dante Bertacchi, Pça. da Ressurreição, R. Panônia, R. Santo Américo, Av. Giovanni Gronchi, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr">Volta (antes da interdição da Av. Jorge João Saad): normal até Av. Giovanni Gronchi, R. Santo Américo, R. Panônia, Pça. da Ressurreição, R. Dr. Sílvio Dante Bertacchi, R. Ibiapaba, Av. Prof. Francisco Morato, R. Ângelo Colucci, R. Lício Marcondes do Amaral, Av. João Jorge Saad, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr">Volta (após a interdição da Av. Jorge João Saad): normal até Av. Giovanni Gronchi, R. Santo Américo, R. Panônia, Pça. da Ressurreição, R. Dr. Sílvio Dante Bertacchi, R. Ibiapaba, Av. Prof. Francisco Morato, R. Pe. Eugênio Lopes, Pça. Cícero José da Silva, R. Carlos Lima Morel, Av. Prof. Francisco Morato, Av. Dep. Jacob Salvador Zveibil, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr"><strong>807J/10 Term. Campo limpo – Shop. Morumbi</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>807M/10 Term. Campo Limpo – Shop. Morumbi</strong></p>
<p dir="ltr">Ida: normal até Av. Giovanni Gronchi, R. Dr. Francisco Tomaz de Carvalho, R. Dr. Flávio Américo Maurano, Av. Morumbi, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr">Volta: normal até Av. Morumbi, R. Dr. Flávio Américo Maurano, R. Da. Mariquita Julião, R. Senador Otávio Mangabeira, R. Eng. João Ortiz Monteiro, R. Clementine Brenne, Av. Giovanni Gronchi, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr"><strong>775F/10 Jd. das Palmas – Hospital das Clínicas</strong></p>
<p dir="ltr">Ida: normal até R. São Pedro Fourrier, Av. Giovanni Gronchi, R. Dr. Francisco Tomás de Carvalho, R. Dr. Flávio Américo Maurano, Av. Morumbi, prosseguindo normal</p>
<p dir="ltr">Volta: normal até Av. Morumbi, R. Dr. Flávio Américo Maurano, R. Da. Mariquita Julião, R. Sen. Otávio Mangabeira, R. Eng. João Ortiz Monteiro, R. Clementine Brenne, Av. Giovanni Gronchi, prosseguindo normal</p>
<p dir="ltr"><strong>775F/31 Jd. das Palmas – Pq. do Povo</strong></p>
<p dir="ltr">Sentido Único: normal até Av. Giovanni Gronchi, R. Dr. Francisco Tomaz de Carvalho, R. Dr. Flávio Américo Maurano, Av. Morumbi, prosseguindo normal até Av. Morumbi, R. Dr. Flávio Américo Maurano, R. Da. Mariquita Julião, R. Sen. Otávio Mangabeira, R. Eng. João Ortiz Monteiro, R. Clementine Brenne, Av. Giovanni Gronchi, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr"><strong>756A/10 Jd. Paulo VI – Term. Água Espraiada</strong></p>
<p dir="ltr">Ida: normal até Av. Eliseu de Almeida, R. Edmundo Scannapieco, R. José Jannarelli, R. Regente Leon Kaniefsky, R. dos 3 Irmãos, R. Pe. José Achoteguim, R. Aristeu Seixas, R. Prof. Luis Oliani, Av. Com. Adibo Aires, Av. Morumbi, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr">Volta: normal até Av. Morumbi, Av. Com. Adibo Aires, R. Aristeu Seixas, R. Pe. José Achoteguim, R. dos 3 Irmãos, R. Dr. Ariosto Buller Souto, R. Carlos Lima Morel, Av. Prof. Francisco Morato, R. Edmundo Scannapieco, Av. Eliseu de Almeida, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr"><strong>8028/10 Paraisópolis – Metrô Morumbi</strong></p>
<p dir="ltr">Ida (antes da interdição da Av. Jorge João Saad): normal até Av. Joaquim Cândido de Azevedo Marques, Av. Morumbi, R. Com. Adibo Ares, R. Aristeu Seixas, R. Pe. José Achoteguim, R. Três irmãos, R. Reg. Leon Kaniefsky, R. Dr. Clóvis de Oliveira, R. Lício Marcondes do Amaral, Av. Jorge João Saad, Av. Dep. Jacob Salvador Zveibil, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr">Ida (após a interdição da Av. Jorge João Saad): normal até Av. Joaquim Cândido de Azevedo Marques, Av. Morumbi, R. Com. Adibo Ares, R. Aristeu Seixas, R. Pe. José Achoteguim, R. Três irmãos, R. Dr. Ariosto Buller Souto, R. Carlos Lima Morel, Av. Prof. Francisco Morato, Av. Dep. Jacob Salvador Zveibil, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr">Volta: normal até a Av. Eliseu de Almeida, retorno, Av. Dep. Jacob Salvador Zveibil, Av. Prof. Francisco Morato, R. José Jannarelli, R. Reg. Leon Kaniefsky, R. Três Irmãos, R. Pe. José Achoteguim, R. Aristeu Seixas, R. Prof. Luis Oliani, Av. Com. Adibo Ares, Av. Morumbi, Av. Joaquim Cândido de Azevedo Marques, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr"><strong>8029/10 Shop. Portal – Term. Morumbi</strong></p>
<p dir="ltr">Ida (antes da interdição da Av. Jorge João Saad): normal até Av. Giovanni Gronchi, R. Santo Américo, R. Panônia, R. Dr. Sílvio Dante Bertacchi, R. Ibiapaba, Av. Prof. Francisco Morato, R. Ângelo Colucci, R. Lício Marcondes do Amaral, Av. João Jorge Saad, prosseguindo normal.</p>
<p dir="ltr">Ida (após a interdição da Av. Jorge João Saad): normal até Av. Giovanni Gronchi, R. Santo Américo, R. Panônia, R. Dr. Sílvio Dante Bertacchi, R. Ibiapaba, Av. Prof. Francisco Morato, R. Pe. Eugênio Lopes, Pça. Cícero José da Silva, R. Carlos Lima Morel, Av. Prof. Francisco Morato, Av. Dep. Jacob Salvador Zveibil, Terminal Morumbi.</p>
<p dir="ltr">Volta: normal até Av. Eliseu de Almeida, R. Rio Azul, R. Manuel Jacinto, R. Dr. Sílvio Dante Bertacchi, Pça. da Ressurreição, R. Panônia, R. Santo Américo, Av. Giovanni Gronchi, prosseguindo normal.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Altas tecnologias para o setor de transportes marcam Lat.Bus, mas soluções “pé no chão” despertaram mais atenção de quem faz a mobilidade urbana acontecer</title>
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    <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 23:20:45 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Reações de empresários ouvidos pelo Diário do Transporte expressam bem o que a NTU destacou em seu seminário: quem paga a conta e como? ADAMO BAZANI O Brasil pode ser considerado um celeiro de tecnologia voltada para os transportes. A indústria nacional de veículos, componentes e tecnologia não deve nada aos países considerados desenvolvidos. Não [&#8230;]]]></description>
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<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Brasil pode ser considerado um celeiro de tecnologia voltada para os transportes. A indústria nacional de veículos, componentes e tecnologia não deve nada aos países considerados desenvolvidos. Não é errado dizer que o Brasil tem um dos melhores ônibus do mundo. Mas também não é errado dizer que o Brasil está muito longe de estar entre as melhores políticas para mobilidade urbana do mundo (se é que tem).</p>
<p>A Lat.Bus 2026 e o 39º Seminário Nacional da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) foram exemplos práticos dessa realidade.</p>
<p>Considerados os principais eventos do setor, abrigaram a exposição de soluções tecnológicas que fazem evoluir, e muito, a prestação de serviços ao cidadão. Muitas delas também reduzem os custos operacionais.</p>
<p>O problema, entretanto, de acordo com os empresários de ônibus ouvidos pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> nos corredores do evento, que ocorreu entre os dias 11 e 13 de agosto de 2026, em São Paulo, é que a pergunta mais frequente foi: mas como bancar isso?</p>
<p>Mesmo diminuindo os custos de operação, muitas das soluções tecnológicas, sejam os veículos em si ou equipamentos e dispositivos, exigem investimentos.</p>
<p>Alguns valores são acessíveis, mas outros ainda estão fora da realidade de muitas empresas e sistemas de transportes.</p>
<p>A percepção foi ao encontro da principal temática do Seminário: o financiamento primeiro para o transporte continuar sendo executado e, depois, para melhorar.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a NTU apresentou o programa “Transporte Para Todos”, que propõe um modelo de financiamento dos serviços que não somente dependa das tarifas ou subsídios diretos. Entre as propostas, está uma fórmula, antecipada em março de 2026 pelo Diário do Transporte, que cria um novo modelo de vale-transporte no qual todos os funcionários das empresas pagam, eliminando a alíquota de 6% sobre os salários; a vinculação de algumas gratuidades de pessoas de baixa renda às verbas do Bolsa Família, pelo fato de o transporte ser o meio de acesso à subsistência; e o custeio federal de gratuidades por ministérios que abrangem a finalidade dos deslocamentos para grupos de beneficiados. Um dos exemplos é o Ministério da Educação auxiliar o passe-livre dos estudantes.</p>
<p>Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/08/12/reportagem-especial-conta-do-transporte-nao-fecha-e-quem-mais-perde-e-o-passageiro-paga-caro-e-melhorias-dos-novos-onibus-demoram-a-chegar/">https://diariodotransporte.com.br/2026/08/12/reportagem-especial-conta-do-transporte-nao-fecha-e-quem-mais-perde-e-o-passageiro-paga-caro-e-melhorias-dos-novos-onibus-demoram-a-chegar/</a></p>
<p>Ao lado de um ônibus elétrico, dotado da mais alta tecnologia, que não só traz benefícios ambientais, mas qualifica os transportes e traz vantagens financeiras pela redução de custos operacionais em cinco vezes em relação ao diesel, um empresário disse: “Este ‘carro’ é maravilhoso, mas, se eu colocar nas linhas onde opero, estraga em dois dias, fora que custa mais de R$ 3 milhões. E, se matam um bandido e, do nada, em protesto, queimam este ônibus”.</p>
<p>E isso reflete outro ponto do problema dos transportes discutido no evento: além de os atuais modelos de financiamento estarem falidos e defasados, não há condições de infraestrutura adequada nas cidades brasileiras para ônibus melhores rodarem e também as externalidades, como a falta de segurança pública, impactam a mobilidade.</p>
<p>Como não dá para esperar tudo mudar, a indústria brasileira, sempre muito resiliente, tenta se adaptar às condições de operação sem perder tecnologia.</p>
<p>Até mesmo a eletromobilidade está se adequando. Prova disso são chassis elétricos de piso alto mais robustos e simples, como os lançamentos eCity da Mercedes-Benz, a linha H da Volkswagen, os novos piso-alto da BYD e o Eletra de 10 metros midi com potência de articulado para enfrentar relevos severos.</p>
<p>Outros lançamentos que chamaram a atenção são os que buscam flexibilizar e simplificar as operações, reduzindo os custos operacionais. Exemplos são a entrada da Iveco Bus no segmento de motores dianteiros de quatro cilindros, com o BUS 17-210, e o consagrado Torino, que em 2027 entra em uma nova geração, mas não somente com um novo design, e sim com soluções de engenharia que deixam as carrocerias para motores dianteiros mais leves, de manutenção mais facilitada e que facilitam o trabalho do motorista.</p>
<p>Scania e Volvo focaram nos modelos urbanos de 15 metros de comprimento elétricos, ainda na eletromobilidade. Também é outra tentativa para ampliar as opções que possam reduzir custos de operação e aquisição, sendo alternativas, para algumas operações, nas quais, em alguns momentos do dia (em especial no entrepico), os articulados de 18 m a 23 m podem rodar vazios.</p>
<p>Até mesmo os rodoviários, marcados pelo requinte e sofisticação, também passaram a oferecer soluções mais em conta. Exemplo é a volta da Scania para os motores de 11 litros.</p>
<p><strong>TECNOLOGIA SE ADAPTA À REALIDADE DAS RUAS</strong></p>
<p>A diversidade apresentada na Lat.Bus ajuda a mostrar que a evolução do ônibus no Brasil não segue apenas um caminho.</p>
<p>A eletrificação foi um dos grandes destaques, mas a feira também reuniu veículos a biometano, gás natural, biodiesel, além de motores Euro 6 cada vez mais eficientes. No espaço da Marcopolo, por exemplo, foram apresentadas diferentes tecnologias de propulsão entre dezenas de veículos expostos.</p>
<p>Mais que uma disputa para saber qual combustível ou fonte de energia vai prevalecer, o que se viu foi uma tentativa dos fabricantes de oferecer soluções para realidades operacionais bastante diferentes.</p>
<p>Uma linha plana, com pavimento adequado, garagem com infraestrutura elétrica e operação previsível possui necessidades diferentes de um serviço que entra em bairros periféricos com vias estreitas, rampas acentuadas, lombadas, buracos e condições mais severas de circulação.</p>
<p>É neste segundo cenário que começam a ganhar importância soluções aparentemente menos sofisticadas, mas que podem ser mais adequadas à realidade operacional.</p>
<p>O ônibus elétrico de piso alto é um exemplo.</p>
<p>A Volkswagen, que já comercializa no Brasil o e-Volksbus 22L de piso baixo, prepara para 2027 o e-Volksbus 22H, de piso alto para operações urbanas, e o e-Volksbus 18H para fretamento. A proposta amplia a possibilidade de aplicação da tecnologia elétrica em sistemas que não necessariamente exigem piso baixo integral.</p>
<p>Essa configuração não é apenas conceito. São Paulo já começou a receber elétricos midi de piso alto, como os veículos de tecnologia Blu Eletric, Caio e Volkswagen destinados à A2 Transportes. A proposta declarada é justamente atender áreas nas quais modelos maiores e de piso baixo enfrentam dificuldades operacionais.</p>
<p>É uma demonstração de que eletrificar não significa necessariamente reproduzir uma única arquitetura de ônibus.</p>
<p><strong>UM MOTOR MENOR TAMBÉM PODE SER LANÇAMENTO IMPORTANTE</strong></p>
<p>A mesma lógica ajuda a explicar por que um veículo aparentemente mais simples, como o Iveco BUS 17-210, chamou a atenção.</p>
<p>Em uma feira repleta de baterias, sistemas eletrônicos, telas e equipamentos sofisticados, a entrada da Iveco Bus na faixa dos motores dianteiros de quatro cilindros responde a uma demanda bastante concreta dos operadores: ter um ônibus com capacidade compatível com a operação urbana convencional, mas com um conjunto mecânico dimensionado para buscar menor consumo e custos de manutenção.</p>
<p>É justamente este tipo de lançamento que ajuda a explicar as reações dos empresários ouvidos pela reportagem.</p>
<p>A tecnologia que interessa ao operador não é necessariamente apenas a mais nova ou a mais sofisticada. É aquela que consegue melhorar o serviço e, ao mesmo tempo, fechar a conta.</p>
<p><strong>TORINO MUDA SEM ABANDONAR A SIMPLICIDADE</strong></p>
<p>O novo Torino 2027 segue raciocínio semelhante.</p>
<p>O modelo urbano da Marcopolo chega a uma nova geração com alterações visuais, mas a fabricante concentrou parte importante do desenvolvimento em pontos que dificilmente chamam tanta atenção nas fotografias quanto um novo desenho de faróis.</p>
<p>Redução de peso, simplificação de componentes, facilidade de manutenção e melhorias voltadas ao trabalho cotidiano do motorista fazem parte da evolução.</p>
<p>Em um setor no qual um ônibus pode percorrer centenas de quilômetros por dia e permanecer em operação durante anos, poucos quilos eliminados de determinados componentes, menor tempo parado na oficina ou uma peça que possa ser substituída com mais facilidade acabam se transformando em dinheiro.</p>
<p>É uma tecnologia menos visível ao passageiro, mas que interfere diretamente na disponibilidade da frota.</p>
<p><strong>15 METROS: ENTRE O PADRON E O ARTICULADO</strong></p>
<p>Scania e Volvo também mostraram que a busca por eficiência pode passar pelo dimensionamento do veículo.</p>
<p>Os modelos de 15 metros e três eixos tentam ocupar uma faixa de capacidade situada entre os ônibus convencionais e os articulados.</p>
<p>Na operação real, a demanda não permanece constante durante todo o dia. Um articulado pode ser necessário nos horários de pico, mas sua capacidade pode ficar subutilizada durante longos períodos do entrepico.</p>
<p>Veículos de 15 metros surgem como uma alternativa para determinadas linhas nas quais um ônibus convencional é pequeno, mas manter um articulado durante toda a jornada pode representar capacidade ociosa.</p>
<p>No caso da Scania, essa proposta apareceu associada à eletrificação. A fabricante também levou à feira soluções a biometano e uma nova família de rodoviários, mostrando que a estratégia não está concentrada em uma única matriz energética.</p>
<p><strong>BIOMETANO TAMBÉM BUSCA ESPAÇO</strong></p>
<p>A própria Scania apresentou uma alternativa que reforça a discussão sobre soluções possíveis para diferentes cidades.</p>
<p>O ônibus desenvolvido para o padrão SPTrans pode operar com biometano ou gás natural e foi projetado para carrocerias de 12 a 14 metros, em configurações de piso alto ou baixo.</p>
<p>Segundo a fabricante, os novos cilindros em fibra de carbono são aproximadamente 70% mais leves e a autonomia pode chegar a 350 quilômetros. O modelo ainda incorpora recursos como controle eletrônico de estabilidade, frenagem autônoma de emergência e, opcionalmente, alerta de saída de faixa.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> antes mesmo da Lat.Bus, um grupo empresarial da capital paulista já demonstrou interesse em um lote do modelo, que deve começar a ser avaliado nas ruas a partir de setembro.</p>
<p>É outro exemplo de que descarbonização e eletrificação não são necessariamente sinônimos.</p>
<p>Para algumas operações, o ônibus a bateria pode apresentar a melhor equação. Para outras, biometano, biodiesel ou mesmo veículos Euro 6 mais eficientes podem representar etapas possíveis de redução das emissões dentro das condições financeiras e de infraestrutura disponíveis.</p>
<p><strong>ATÉ O RODOVIÁRIO BUSCA UMA EQUAÇÃO MAIS RACIONAL</strong></p>
<p>A busca pela racionalização também chegou ao segmento rodoviário.</p>
<p>A Scania retomou uma faixa de motores de 11 litros na nova geração Super, além das opções de 13 litros.</p>
<p>Os K 350, K 390 e K 430 usam o motor de 11 litros e foram posicionados para aplicações que vão do fretamento e linhas mais curtas às médias e longas distâncias. Já os K 460 e K 500 utilizam motores de 13 litros para operações de maior exigência.</p>
<p>Isso permite ao operador dimensionar o trem de força de acordo com a aplicação, em vez de necessariamente utilizar uma motorização maior em serviços nos quais essa capacidade não será integralmente aproveitada.</p>
<p>A nova família inclui ainda câmbio G25, novo eixo R756 e sistema de otimização de combustível.</p>
<p>Mais uma vez, a sofisticação tecnológica aparece, mas acompanhada da tentativa de adequar custo, consumo e desempenho à realidade de cada operação.</p>
<p><strong>O ÔNIBUS É APENAS UMA PARTE DA TECNOLOGIA</strong></p>
<p>A Lat.Bus também mostrou que a inovação no transporte coletivo não está restrita ao veículo.</p>
<p>Sistemas de planejamento operacional, telemetria, monitoramento em tempo real, manutenção preditiva, bilhetagem, inteligência de dados e informação ao passageiro ocupam espaço cada vez maior no setor.</p>
<p>A GOAL, por exemplo, apresentou uma plataforma que reúne em um mesmo ambiente diferentes etapas do planejamento operacional do transporte coletivo.</p>
<p>A Hitachi Mobility levou soluções de gestão e monitoramento em tempo real, com ferramentas de análise de dados e integração com bilhetagem e telemetria. A empresa utiliza como referências projetos em São Paulo e Londrina, onde sua tecnologia alcança a frota urbana de 384 ônibus.</p>
<p>São tecnologias que podem não ser percebidas visualmente por quem está no ponto esperando o ônibus, mas têm potencial para interferir justamente naquilo que mais importa ao passageiro: regularidade, informação, tempo de espera e confiabilidade.</p>
<p>E aí aparece novamente a contradição que marcou a feira.</p>
<p>O setor dispõe de ferramentas capazes de planejar melhor uma linha, prever falhas, controlar a frota, reduzir consumo, informar horários em tempo real e utilizar veículos menos poluentes.</p>
<p>Mas nenhuma plataforma consegue fazer um ônibus atravessar rapidamente uma avenida congestionada se não houver prioridade ao transporte coletivo.</p>
<p>Nenhuma bateria sofisticada elimina um buraco.</p>
<p>E nenhum veículo de R$ 3 milhões está protegido de vandalismo apenas por possuir mais tecnologia.</p>
<p><strong>A CONTA CONTINUA SENDO O PONTO CENTRAL</strong></p>
<p>É por isso que a discussão realizada simultaneamente pela NTU acabou funcionando quase como o outro lado da Lat.Bus.</p>
<p>De um lado estavam os produtos disponíveis.</p>
<p>Do outro, a pergunta sobre como financiá-los.</p>
<p>O Marco Legal do Transporte Público Coletivo já reconhece a diferença entre o custo real da operação e a tarifa pública paga pelo usuário e admite outras fontes para financiar os sistemas, como subsídios, receitas acessórias, fundos específicos e exploração comercial de ativos.</p>
<p>Mas transformar esse conceito em fontes permanentes, previsíveis e suficientes de recursos continua sendo um dos principais desafios.</p>
<p>Isso ganha ainda mais importância porque o transporte coletivo é uma atividade intensiva em capital. A renovação da frota concorre com investimentos em garagens, oficinas, sistemas de controle, acessibilidade, treinamento, infraestrutura de recarga e manutenção.</p>
<p>No caso dos elétricos, há ainda uma característica adicional: embora o custo operacional possa cair significativamente ao longo da vida útil, o desembolso inicial é muito superior ao de um ônibus convencional.</p>
<p>Ou seja, justamente a tecnologia que promete economia futura exige capacidade financeira maior no presente.</p>
<p><strong>ENTRE O ESTANDE E O PONTO DE ÔNIBUS</strong></p>
<p>Do ponto de vista tecnológico, de veículos, soluções e engenharia, o Brasil tem condições de estar entre os países com as melhores soluções de transportes do mundo.</p>
<p>A Lat.Bus 2026 mostrou ônibus elétricos de diferentes tamanhos e configurações, alternativas a biometano e outros combustíveis de menor impacto ambiental, novas gerações de veículos urbanos e rodoviários, sistemas eletrônicos de segurança, plataformas de gestão, telemetria, conectividade e soluções de engenharia voltadas à redução do consumo, do peso e do tempo de manutenção.</p>
<p>O problema é fazer tudo isso sair do pavilhão de exposições e chegar às ruas.</p>
<p>Como o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou na abertura da Lat.Bus 2026, o avanço tecnológico da indústria contrasta com as dificuldades financeiras para renovar as frotas. Juros, envelhecimento dos ônibus, demanda ainda em recuperação e necessidade de novos modelos de financiamento fazem com que a capacidade de produzir inovação avance em velocidade diferente da capacidade dos sistemas de comprá-la.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/08/11/especial-lat-bus-2026-tecnologia-dos-onibus-avanca-mas-financiamento-desafia-renovacao-das-frotas/?utm_source=chatgpt.com">https://diariodotransporte.com.br/2026/08/11/especial-lat-bus-2026-tecnologia-dos-onibus-avanca-mas-financiamento-desafia-renovacao-das-frotas/</a></p>
<p>E financiamento não é a única questão.</p>
<p>Não adianta colocar um ônibus tecnologicamente avançado em uma operação sem pavimento adequado, prioridade viária, pontos e terminais em condições satisfatórias, fornecimento de energia compatível ou segurança pública.</p>
<p>A modernização dos modelos de financiamento precisa, portanto, caminhar junto com investimentos no básico.</p>
<p>O Brasil demonstrou na Lat.Bus que sabe desenvolver e fabricar veículos, componentes e sistemas capazes de colocar o transporte coletivo em elevado nível tecnológico. O que ainda falta é criar condições econômicas, urbanas e institucionais para que essa capacidade industrial seja traduzida em qualidade efetivamente percebida nas ruas.</p>
<p>Porque, no fim, o ônibus elétrico, o biometano, o motor mais econômico, a carroceria mais leve, a inteligência artificial e o sistema de gestão não podem ser um fim em si mesmos.</p>
<p>São ferramentas.</p>
<p>O objetivo precisa ser fazer o transporte funcionar melhor para quem depende dele.</p>
<p>E o passageiro continua sendo o elo mais importante da mobilidade.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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    <title>Justiça reitera decisão anterior, revoga despacho favorável à Guerino Seiscento e restrições da ANTT sobre 23 autorizações voltam a valer</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/08/14/justica-reitera-decisao-anterior-revoga-despacho-favoravel-a-guerino-seiscento-e-restricoes-da-antt-sobre-23-autorizacoes-voltam-a-valer/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 22:14:17 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão desta quarta-feira restabelece efeitos de medida cautelar da agência; disputa envolve atendimentos intermunicipais realizados dentro de linhas interestaduais e já teve sucessivas reviravoltas administrativas e judiciais ADAMO BAZANI A Guerino Seiscento sofreu uma nova derrota na disputa judicial envolvendo 23 Termos de Autorização (TARs) de linhas interestaduais. A Justiça Federal revogou a tutela que [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="627" height="398" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-19.08.14.jpeg?fit=627%2C398&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-19.08.14.jpeg?w=627&amp;ssl=1 627w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-19.08.14.jpeg?resize=300%2C190&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-19.08.14.jpeg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-19.08.14.jpeg?resize=400%2C254&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 627px) 100vw, 627px" /> <p><em>Decisão desta quarta-feira restabelece efeitos de medida cautelar da agência; disputa envolve atendimentos intermunicipais realizados dentro de linhas interestaduais e já teve sucessivas reviravoltas administrativas e judiciais</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Guerino Seiscento sofreu uma nova derrota na disputa judicial envolvendo 23 Termos de Autorização (TARs) de linhas interestaduais.</p>
<p>A Justiça Federal revogou a tutela que havia suspendido os efeitos de medidas da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e permitido o restabelecimento provisório das autorizações da empresa.</p>
<p>Com a decisão, voltam a produzir efeitos a Decisão SUPAS nº 842, de 27 de maio de 2026, e a Deliberação ANTT nº 193, de 2 de julho de 2026, que mantiveram cautelarmente suspensas as autorizações enquanto a agência apura supostas irregularidades. A situação das linhas já mudou diversas vezes nos últimos meses em razão de decisões administrativas e judiciais.</p>
<p>Esta decisão mais recente foi proferida na quarta-feira, 12 de agosto de 2026, pelo juiz Renato Coelho Borelli, da 4ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, e retoma o entendimento anterior sobre possível prática de irregularidades da empresa de Tupã Paulista denunciada pela concorrente Empresa Andorinha de Transportes.</p>
<p>Segundo a Andorinha, a Guerino Seiscento realiza atendimentos intermunicipais no Estado de São Paulo dentro de linhas interestaduais, o que é proibido pela ANTT.</p>
<p>A nova decisão ainda admite recurso.</p>
<p><strong>DISPUTA ENVOLVE ATENDIMENTOS DENTRO DO ESTADO DE SÃO PAULO</strong></p>
<p>O caso é complexo porque envolve a divisão de competências entre os serviços interestaduais, regulados pela ANTT, e os intermunicipais realizados dentro do Estado de São Paulo, sujeitos à regulação estadual.</p>
<p>Como o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanha desde o início, uma das questões centrais é a acusação de que a Guerino Seiscento teria utilizado autorizações de linhas interestaduais para comercializar viagens entre cidades localizadas dentro do Estado de São Paulo.</p>
<p>A Empresa de Transportes Andorinha, de Presidente Prudente (SP), foi uma das companhias que questionaram as operações.</p>
<p>A Guerino, por sua vez, vem recorrendo administrativa e judicialmente das medidas e sustenta, entre outros argumentos apresentados ao longo da disputa, que a interrupção provoca prejuízos econômicos à companhia e reduz as opções disponíveis aos passageiros.</p>
<p><strong>JUSTIÇA CITA 449,5 MIL BILHETES</strong></p>
<p>Um dos dados que aparecem no processo chama a atenção pelo volume.</p>
<p>De acordo com documentos citados na ação, entre janeiro e novembro de 2023 teriam sido comercializados 449.573 bilhetes em seções apontadas como não autorizadas.</p>
<p>Outro ponto considerado foi a ausência, nos autos, de comprovação de autorização da Artesp para determinadas operações intermunicipais.</p>
<p>O entendimento judicial mencionado na decisão é de que a chamada operação conjunta exige autorização tanto da ANTT, responsável pelo transporte interestadual, quanto do órgão estadual competente para os mercados intermunicipais.</p>
<p>O número de 449.573 bilhetes, portanto, aparece como informação dos documentos do processo e não significa, por si só, uma condenação definitiva da empresa, uma vez que as discussões administrativa e judicial continuam.</p>
<p><strong>ANTT SUSPENDEU 23 TERMOS EM MAIO</strong></p>
<p>A fase mais recente da disputa começou em 27 de maio de 2026.</p>
<p>Por meio da Decisão SUPAS nº 842, a ANTT determinou cautelarmente a suspensão dos efeitos de 23 Termos de Autorização concedidos à Guerino Seiscento em outubro de 2024.</p>
<p>A suspensão deveria permanecer até a conclusão do Processo Administrativo Ordinário.</p>
<p>O procedimento administrativo foi instaurado para apurar possíveis infrações atribuídas à empresa.</p>
<p>As autorizações atingidas envolvem ligações entre São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais, além do Distrito Federal.</p>
<p><strong>QUAIS SÃO AS 23 AUTORIZAÇÕES</strong></p>
<p>Os Termos de Autorização atingidos pela medida são referentes às seguintes ligações:</p>
<p>Brasília (DF) – Três Lagoas (MS), via Uberlândia (MG)</p>
<p>Uberlândia (MG) – Andradina (SP)</p>
<p>Campo Grande (MS) – Brasília (DF)</p>
<p>Três Lagoas (MS) – Curitiba (PR)</p>
<p>Três Lagoas (MS) – São Paulo (SP) – TAR MSSP0111002</p>
<p>Campo Grande (MS) – São Paulo (SP) – TAR MSSP0111003</p>
<p>Três Lagoas (MS) – São Paulo (SP) – TAR MSSP0111009</p>
<p>Brasilândia (MS) – São Paulo (SP)</p>
<p>Três Lagoas (MS) – São Paulo (SP) – TAR MSSP0111015</p>
<p>Campo Grande (MS) – São Paulo (SP) – TAR MSSP0111021</p>
<p>Campo Grande (MS) – São Paulo (SP) – TAR MSSP0111031</p>
<p>Campo Grande (MS) – Santos (SP)</p>
<p>Maringá (PR) – Uberlândia (MG)</p>
<p>Londrina (PR) – Assis (SP)</p>
<p>Londrina (PR) – São José do Rio Preto (SP) – TAR PRSP0111004</p>
<p>Londrina (PR) – Bauru (SP)</p>
<p>Maringá (PR) – Tupã (SP)</p>
<p>Curitiba (PR) – Penápolis (SP)</p>
<p>Londrina (PR) – Campinas (SP)</p>
<p>Londrina (PR) – Franca (SP) – TAR PRSP0111017</p>
<p>Londrina (PR) – São José do Rio Preto (SP) – TAR PRSP0111018</p>
<p>Curitiba (PR) – Araçatuba (SP)</p>
<p>Londrina (PR) – Franca (SP) – TAR PRSP0111025.</p>
<p><strong>DIRETORIA COLEGIADA DA ANTT MANTEVE SUSPENSÃO</strong></p>
<p>A Guerino também tentou reverter a medida administrativamente.</p>
<p>Em 2 de julho de 2026, durante a 1.036ª Reunião Pública de Diretoria da ANTT, a diretoria colegiada analisou o recurso da transportadora.</p>
<p>Por meio da Deliberação nº 193/2026, a agência conheceu do recurso, mas negou provimento e manteve integralmente a medida cautelar adotada pela SUPAS.</p>
<p>Na ocasião, como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, o advogado e consultor especializado em Inteligência Regulatória para o Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros (TRIP), Ilo Löbel da Luz, explicou que a cautelar não representava uma condenação definitiva da empresa.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/03/antt-mantem-agora-por-diretoria-colegiada-suspensao-de-autorizacoes-da-guerino-seiscento-apos-denuncia-da-andorinha/?utm_source=chatgpt.com">https://diariodotransporte.com.br/2026/07/03/antt-mantem-agora-por-diretoria-colegiada-suspensao-de-autorizacoes-da-guerino-seiscento-apos-denuncia-da-andorinha/</a></p>
<p>O processo administrativo para apuração das acusações continuou normalmente.</p>
<p><strong>EM JULHO, GUERINO CONSEGUIU REVIRAVOLTA NA JUSTIÇA</strong></p>
<p>A disputa, entretanto, teve nova mudança em julho.</p>
<p>Em 17 de julho, a Corte Especial do TRF-1 atendeu pedido da Guerino e permitiu a retomada dos atendimentos das 23 linhas.</p>
<p>O desembargador federal Marcos Augusto de Sousa considerou, naquela ocasião, que a paralisação imediata dos serviços provocava redução das opções de viagens e poderia causar uma situação de asfixia financeira da transportadora.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/17/guerino-seiscento-consegue-na-justica-retomada-de-atendimentos-em-23-linhas-de-onibus-que-haviam-sido-suspensas-em-queda-de-braco-com-a-andorinha/">https://diariodotransporte.com.br/2026/07/17/guerino-seiscento-consegue-na-justica-retomada-de-atendimentos-em-23-linhas-de-onibus-que-haviam-sido-suspensas-em-queda-de-braco-com-a-andorinha/</a></p>
<p>Dez dias depois, em 27 de julho, houve outra decisão favorável à empresa.</p>
<p>O juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, concedeu tutela de urgência suspendendo os efeitos da Deliberação nº 193 e da Decisão SUPAS nº 842.</p>
<p>O magistrado reconheceu o poder fiscalizatório da ANTT e a existência de indícios de irregularidades levantados pela agência, mas considerou que a paralisação completa das operações poderia ser desproporcional antes da conclusão do processo administrativo.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/27/em-mais-uma-decisao-justica-determina-que-antt-restabeleca-autorizacoes-de-atendimentos-da-guerino-seiscento-ate-julgamento-do-merito/">https://diariodotransporte.com.br/2026/07/27/em-mais-uma-decisao-justica-determina-que-antt-restabeleca-autorizacoes-de-atendimentos-da-guerino-seiscento-ate-julgamento-do-merito/</a></p>
<p><strong>ANTT RESTABELECEU AUTORIZAÇÕES EM 30 DE JULHO</strong></p>
<p>Depois das decisões judiciais, a ANTT publicou, em 30 de julho, a Decisão SUPAS nº 1.174/2026.</p>
<p>O ato restabeleceu, em caráter sub judice, os 23 Termos de Autorização.</p>
<p>A agência, entretanto, determinou que a retomada se restringisse aos serviços interestaduais previstos nos TARs, sem embarques e desembarques em seções exclusivamente intermunicipais.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanhou também esta etapa:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/30/antt-finalmente-restabelece-23-linhas-da-guerino-sesicento-apos-diario-do-transporte-noticiar-que-decisoes-judiciais-nao-estavam-sendo-cumpridas/?utm_source=chatgpt.com">https://diariodotransporte.com.br/2026/07/30/antt-finalmente-restabelece-23-linhas-da-guerino-sesicento-apos-diario-do-transporte-noticiar-que-decisoes-judiciais-nao-estavam-sendo-cumpridas/</a></p>
<p>Agora, com a revogação da tutela, o cenário muda novamente e as medidas cautelares da ANTT voltam a produzir efeitos.</p>
<p><strong>DISPUTA É MAIS ANTIGA</strong></p>
<p>A controvérsia sobre atendimentos intermunicipais da Guerino dentro de linhas interestaduais não começou em 2026.</p>
<p>Em janeiro de 2025, como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, decisões da Justiça Federal determinaram a suspensão de atendimentos com embarque e desembarque dentro de São Paulo realizados em linhas interestaduais.</p>
<p>Naquele momento, estavam entre as cidades atingidas Jaú, São Carlos, Rio Claro, Jundiaí, Botucatu, Araraquara e Santos.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/01/29/justica-atende-grupo-comporte-e-antt-contra-guerino-seiscento-e-determina-suspensao-de-atendimentos-intermunicipais-em-linhas-interestaduais-no-interior-de-sao-paulo/">https://diariodotransporte.com.br/2025/01/29/justica-atende-grupo-comporte-e-antt-contra-guerino-seiscento-e-determina-suspensao-de-atendimentos-intermunicipais-em-linhas-interestaduais-no-interior-de-sao-paulo/</a></p>
<p>A discussão sobre concorrência na região é ainda mais antiga. Em 2022, a Guerino obteve decisão judicial em outra disputa relacionada ao acesso a estrutura de parada na Alta Paulista, episódio que também foi tratado regionalmente como uma discussão sobre concentração do mercado.</p>
<p>No caso da disputa com a Andorinha, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) restabeleceu em 30 de julho de 2026 os atendimentos intermunicipais dentro de 23 linhas interestaduais que haviam disso suspensas, atendendo a decisão que foi revogada.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, tudo teve início com uma disputa com a Empresa Andorinha de Transportes, de Presidente Prudente (SP), que alega que a Guerino Seiscento opera ligações intermunicipais dentro de linhas interestaduais, o que seria irregular.</p>
<p>Em 22 de junho de 2026, como também noticiou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que regula o setor, publicou a suspensão após nova decisão judicial.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/06/22/antt-guerino-seiscento-rota-transportes-e-boa-esperanca-tem-linhas-suspensas-ou-revogadas-transparanaense-com-linha-internacional-renovada/">https://diariodotransporte.com.br/2026/06/22/antt-guerino-seiscento-rota-transportes-e-boa-esperanca-tem-linhas-suspensas-ou-revogadas-transparanaense-com-linha-internacional-renovada/</a></p>
<p>O caso da Guerino Seiscento foi mostrado em primeira mão pelo <strong><em>Diário do Transporte </em></strong>que acompanha a batalha judicial entre a ANTT, a companhia e uma concorrente, a Andorinha de Transportes.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/06/17/em-primeira-mao-antt-derruba-decisao-favoravel-a-guerino-seiscento-e-restabelece-decisao-que-suspendeu-23-linhas-da-empresa/">https://diariodotransporte.com.br/2026/06/17/em-primeira-mao-antt-derruba-decisao-favoravel-a-guerino-seiscento-e-restabelece-decisao-que-suspendeu-23-linhas-da-empresa/</a></p>
<p>Primeiro, a Andorinha conseguiu em liminar judicial que as linhas operadas pela Guerino Seiscento fossem suspensas sob a alegação de que, contrariando as normas da ANTT e da Artesp (agência reguladora do Estado de São Paulo), faziam concorrência e operações intermunicipais em São Paulo dentro de autorizações federais.</p>
<p>Mas, em segunda instância, a Guerino Seiscento conseguiu reverter a decisão e retomar as linhas.</p>
<p>Entretanto, a ANTT também recorreu e obteve sucesso, suspendendo de novo as autorizações.</p>
<p>Agora, com estas duas decisões, a agência fica obrigada a restabelecer as autorizações.</p>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="0" data-end="590">A primeira decisão foi proferida em 17 de julho de 2026. Trata-se de um mandado de segurança julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), sob relatoria do desembargador Marcos Augusto de Sousa, e envolveu uma questão processual. O entendimento foi de que a demora na análise do recurso apresentado pela Guerino Seiscento estava causando prejuízos irreparáveis à empresa. (Relembre: <a class="decorated-link" href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/17/guerino-seiscento-consegue-na-justica-retomada-de-atendimentos-em-23-linhas-de-onibus-que-haviam-sido-suspensas-em-queda-de-braco-com-a-andorinha/" target="_new" rel="noopener" data-start="398" data-end="589">https://diariodotransporte.com.br/2026/07/17/guerino-seiscento-consegue-na-justica-retomada-de-atendimentos-em-23-linhas-de-onibus-que-haviam-sido-suspensas-em-queda-de-braco-com-a-andorinha/</a>)</p>
<p data-start="592" data-end="1448">Já em 27 de julho de 2026, a 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF), por decisão do juiz Itagiba Catta Preta Neto, concentrou-se na atuação da própria ANTT. A decisão não julgou o mérito da controvérsia nem afastou a competência da agência para fiscalizar e apontar a possível irregularidade atribuída à Guerino Seiscento, levantada pela Andorinha, referente à realização de atendimentos intermunicipais dentro do Estado de São Paulo em linhas interestaduais. Entretanto, o magistrado entendeu que, até o julgamento do mérito da ação, a suspensão das linhas constitui uma medida desproporcional e inadequada para o atual estágio processual. (Relembre: <a class="decorated-link" href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/27/em-mais-uma-decisao-justica-determina-que-antt-restabeleca-autorizacoes-de-atendimentos-da-guerino-seiscento-ate-julgamento-do-merito/" target="_new" rel="noopener" data-start="1268" data-end="1447">https://diariodotransporte.com.br/2026/07/27/em-mais-uma-decisao-justica-determina-que-antt-restabeleca-autorizacoes-de-atendimentos-da-guerino-seiscento-ate-julgamento-do-merito/</a>)</p>
<p>O processo jurídico não terminou e a retomada dos serviços é provisória até o julgamento final da ação, movida pela empresa Andorinha de Transportes que acusa a Guerino Seiscento de atuar de forma irregular ao realizar atendimentos intermunicipais dentro do Estado de São Paulo inseridos em linhas interestaduais, o que não pode pelas regras da ANTT. A prática causaria uma concorrência desleal já que poderia diluir custos dos atendimentos intermunicipais dentro das linhas interestaduais, o que ocasionaria um desequilíbrio de preços, dando para vender passagens mais baratas. Além disso, taxas e demais obrigações estipuladas pela Artesp, a agência do Governo do Estado de São Paulo que regula os transportes, deixam de ser cumpridas.</p>
<p data-start="592" data-end="1448"><strong>Autorizações devem ser restabelecidas.</strong></p>
<p>Com a decisão, ficam suspensos, por ora, os efeitos da Deliberação ANTT nº 193, de 2 de julho de 2026, e da Decisão SUPAS nº 842, de 27 de maio de 2026.</p>
<p>Na prática, os Termos de Autorização atingidos voltam a produzir efeitos até nova deliberação judicial.</p>
<p>A ANTT foi intimada com urgência para cumprir a decisão e terá prazo para apresentar contestação.</p>
<p>A Agência instaurou procedimento administrativo para apurar suposto uso irregular de autorizações interestaduais concedidas à empresa.</p>
<p>A fiscalização apontou indícios de que determinadas operações poderiam estar sendo realizadas em desconformidade com o modelo regulatório do transporte rodoviário interestadual de passageiros, o que levou inicialmente à edição da Decisão SUPAS nº 842/2026.</p>
<p>Posteriormente, a empresa apresentou recurso administrativo à Diretoria Colegiada da ANTT.</p>
<p>Entretanto, a Agência manteve o entendimento técnico ao aprovar a Deliberação nº 193/2026, baseada no Voto DAB nº 30/2026, confirmando a suspensão cautelar das autorizações.</p>
<p>Sem obter êxito na esfera administrativa, a Guerino Seiscento recorreu ao Judiciário, sustentando que a suspensão integral inviabilizaria suas atividades e seria desproporcional diante dos fatos apurados.</p>
<p><strong>O que a decisão significa</strong></p>
<p>Embora a liminar represente uma vitória momentânea para a empresa, a decisão está longe de encerrar a controvérsia.</p>
<p>O juiz deixou claro que não analisou o mérito das acusações formuladas pela ANTT.</p>
<p>O que foi examinado foi apenas a proporcionalidade da medida cautelar adotada pela Agência.</p>
<p>Na avaliação do magistrado, existem elementos suficientes para justificar a continuidade das investigações administrativas, mas ainda não ficou demonstrada, neste momento processual, a necessidade da paralisação completa da operação da transportadora.</p>
<p><strong>Diferenças entre as decisões de 17 de julho de 2026 e de 27 de julho de 2026, ambas favoráveis à Guerino Seiscento:</strong></p>
<p>As duas decisões são favoráveis à Guerino Seiscento, mas possuem fundamentos jurídicos, objetos e consequências processuais diferentes. A segunda decisão, de 27 de julho, é mais robusta e tende a fortalecer a posição da empresa na discussão principal.</p>
<p>Segue a comparação:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Aspecto</strong></td>
<td><strong>Decisão de 17/07/2026</strong></td>
<td><strong>Decisão de 27/07/2026</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Processo</td>
<td>Mandado de Segurança</td>
<td>Tutela Cautelar Antecedente</td>
</tr>
<tr>
<td>Juízo</td>
<td>TRF-1 (Des. Marcos Augusto de Sousa)</td>
<td>4ª Vara Federal da SJDF (Juiz Itagiba Catta Preta Neto)</td>
</tr>
<tr>
<td>Objeto</td>
<td>Dar efeito suspensivo a um agravo interno</td>
<td>Suspender diretamente a Deliberação 193/2026 e a Decisão SUPAS 842/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>O que foi analisado</td>
<td>Questão processual</td>
<td>Legalidade e proporcionalidade da atuação da ANTT</td>
</tr>
<tr>
<td>Fundamentação principal</td>
<td>Risco de dano imediato pela demora na apreciação do recurso</td>
<td>Necessidade de controle judicial da proporcionalidade da medida cautelar aplicada pela ANTT</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<ol>
<li><strong> A decisão de 17 de julho é predominantemente processual</strong></li>
</ol>
<p>Na primeira decisão, o desembargador <strong>não entrou no mérito da atuação da ANTT</strong>.</p>
<p>O problema analisado era outro.</p>
<p>A empresa alegava que havia interposto agravo interno contra uma decisão monocrática que restabeleceu a eficácia da suspensão aplicada pela ANTT, mas esse recurso ainda não havia sido apreciado.</p>
<p>O desembargador entendeu que a demora poderia provocar prejuízo irreversível.</p>
<p>Por isso concedeu efeito suspensivo ao agravo interno.</p>
<p>Ou seja:</p>
<p>a decisão não afirma que a ANTT estava errada.</p>
<p>Ela apenas diz que, enquanto o recurso não fosse apreciado, seria prudente manter os efeitos da decisão de primeiro grau.</p>
<ol start="2">
<li><strong> A decisão de 27 de julho entra na atuação da ANTT</strong></li>
</ol>
<p>Esta é a principal diferença.</p>
<p>O juiz Itagiba Catta Preta faz uma análise da própria decisão administrativa da Agência.</p>
<p>Ele afirma expressamente que:</p>
<ul>
<li>a ANTT apresentou elementos técnicos;</li>
<li>apresentou fiscalização;</li>
<li>apresentou notas técnicas;</li>
<li>apresentou autos de infração;</li>
<li>apresentou dados extraídos dos sistemas corporativos.</li>
</ul>
<p>Portanto, <strong>não houve ausência de motivação do ato administrativo</strong>.</p>
<p>Essa afirmação é extremamente relevante.</p>
<p>A Justiça reconhece que havia indícios para instaurar e conduzir a fiscalização.</p>
<ol start="3">
<li><strong> O problema passa a ser a proporcionalidade</strong></li>
</ol>
<p>Depois de reconhecer que a fiscalização possui fundamento, o juiz aponta outro problema.</p>
<p>Segundo ele, a Agência não demonstrou por que seria necessário suspender todas as autorizações da empresa.</p>
<p>Essa é a principal novidade da decisão.</p>
<p>Ele afirma que:</p>
<ul>
<li>não houve individualização;</li>
<li>não houve demonstração da necessidade;</li>
<li>não houve demonstração de que medidas menos gravosas seriam insuficientes.</li>
</ul>
<p>Esse trecho praticamente muda o eixo da discussão.</p>
<p>Antes discutia-se apenas se a empresa poderia continuar operando.</p>
<p>Agora discute-se se a ANTT poderia aplicar <strong>a medida mais severa disponível</strong>.</p>
<ol start="4">
<li><strong> A segunda decisão prestigia a fiscalização da ANTT</strong></li>
</ol>
<p>Outro ponto importante.</p>
<p>Ao contrário do que poderia parecer, o juiz não enfraquece o poder regulatório da Agência.</p>
<p>Pelo contrário.</p>
<p>Ele afirma expressamente que:</p>
<ul>
<li>a fiscalização continua;</li>
<li>o processo administrativo continua;</li>
<li>a produção de provas continua;</li>
<li>a Agência continua exercendo seu poder regulatório.</li>
</ul>
<p>O que fica suspenso é apenas a eficácia imediata da medida cautelar.</p>
<p>Esse é um fundamento muito mais sofisticado do que o utilizado na decisão anterior.</p>
<ol start="5">
<li><strong> A decisão de 17 de julho fala mais da empresa</strong></li>
</ol>
<p>Ela enfatiza:</p>
<ul>
<li>sobrevivência financeira;</li>
<li>empregos;</li>
<li>passageiros;</li>
<li>cancelamento de viagens;</li>
<li>dano irreparável.</li>
</ul>
<p>É uma decisão construída muito em torno do <strong>periculum in mora</strong>.</p>
<ol start="6">
<li><strong> A decisão de 27 de julho fala mais do interesse público</strong></li>
</ol>
<p>O juiz amplia bastante a fundamentação.</p>
<p>Ele menciona:</p>
<ul>
<li>continuidade do serviço;</li>
<li>usuários;</li>
<li>contratos em execução;</li>
<li>postos de trabalho;</li>
<li>proporcionalidade;</li>
<li>adequação;</li>
<li>necessidade da medida.</li>
</ul>
<p>Isso torna a decisão muito mais aderente aos princípios do Direito Administrativo e Regulatório.</p>
<ol start="7">
<li><strong> A consequência jurídica também muda</strong></li>
</ol>
<p>A decisão de 17 de julho produz um efeito indireto.</p>
<p>Ela:</p>
<ul>
<li>suspende uma decisão judicial;</li>
<li>restabelece outra decisão judicial.</li>
</ul>
<p>É uma discussão entre decisões do próprio Judiciário.</p>
<p>Já a decisão de 27 de julho vai direto ao ato administrativo.</p>
<p>Ela suspende expressamente:</p>
<ul>
<li>a Deliberação ANTT nº 193/2026;</li>
<li>a Decisão SUPAS nº 842/2026.</li>
</ul>
<p>Isso dá maior estabilidade provisória à empresa.</p>
<p><strong>Qual decisão é juridicamente mais forte?</strong></p>
<p>Do ponto de vista técnico, a decisão de 27 de julho é significativamente mais robusta.</p>
<p>Ela apresenta um raciocínio típico do Direito Regulatório:</p>
<ul>
<li>reconhece a legitimidade da fiscalização;</li>
<li>reconhece os indícios apresentados pela ANTT;</li>
<li>preserva o processo administrativo;</li>
<li>preserva o poder regulatório da Agência;</li>
<li>limita apenas a extensão da medida cautelar por entender que a paralisação integral das operações não foi suficientemente justificada.</li>
</ul>
<p>Essa abordagem tende a ser mais difícil de ser revertida do que uma decisão baseada apenas no risco de demora processual, pois enfrenta diretamente o núcleo da controvérsia: não a existência das investigações, mas a proporcionalidade da suspensão de todos os Termos de Autorização da Guerino Seiscento.</p>
<p><strong>Contexto regulatório</strong></p>
<p>O caso ocorre em um momento de intensa judicialização do transporte rodoviário interestadual de passageiros.</p>
<p>Nos últimos meses, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> publicou diversas reportagens mostrando disputas envolvendo autorizações da ANTT, abertura de novos mercados, medidas cautelares, decisões da SUPAS e recursos apresentados por empresas do setor.</p>
<p>Também têm sido frequentes as discussões judiciais sobre os limites do poder cautelar das agências reguladoras e sobre a necessidade de conciliar a fiscalização do serviço público com os princípios da proporcionalidade, da ampla defesa e da continuidade da prestação dos serviços essenciais.</p>
<p>Especialistas em Direito Regulatório observam que o Judiciário, em diversos casos recentes, tem adotado uma postura de deferência técnica às decisões das agências reguladoras, mas exige que medidas extremamente gravosas — como a paralisação integral de operações — sejam acompanhadas de fundamentação específica que demonstre sua necessidade, adequação e proporcionalidade.</p>
<p><strong>Próximos passos</strong></p>
<p>A decisão é provisória.</p>
<p>Agora, a Guerino Seiscento deverá apresentar o pedido principal da ação, conforme determina o Código de Processo Civil, enquanto a ANTT apresentará sua contestação.</p>
<p>Somente após a instrução do processo a Justiça decidirá, em definitivo, se a suspensão das autorizações foi ou não compatível com a legislação regulatória aplicável.</p>
<p>Até lá, permanecem restabelecidos os Termos de Autorização atingidos pela Deliberação nº 193/2026 e pela Decisão SUPAS nº 842/2026, sem prejuízo da continuidade do processo administrativo conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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    <title>VÍDEOS: Linha 8-Diamante tem operação regularizada após trem descarrilar nesta sexta-feira (14)</title>
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    <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 21:45:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Passageiros tiveram que descer aos trilhos para chegar até a estação Osasco; este é o segundo dia seguido que a concessionária registra o mesmo tipo de ocorrência VINÍCIUS DE OLIVEIRA A linha 8-Diamante teve a operação regularizada após um trem descarrilar próximo da estação Osasco nesta sexta-feira, 14 de agosto. Os passageiros tiveram de descer [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="805" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-10.jpg?fit=1024%2C805&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-10.jpg?w=1170&amp;ssl=1 1170w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-10.jpg?resize=300%2C236&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-10.jpg?resize=1024%2C805&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-10.jpg?resize=150%2C118&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-10.jpg?resize=768%2C604&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-10.jpg?resize=400%2C315&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Passageiros tiveram que descer aos trilhos para chegar até a estação Osasco; este é o segundo dia seguido que a concessionária registra o mesmo tipo de ocorrência </em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A linha 8-Diamante teve a operação regularizada após um trem descarrilar próximo da estação Osasco nesta sexta-feira, 14 de agosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os passageiros tiveram de descer aos trilhos para chegar até as plataformas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagens da ocorrência mostram diversos usuários nos trilhos no mesmo momento em que um outro trem da linha estava em circulação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As operações tanto da linha 8-Diamante quanto da linha 9-Esmeralda funcionaram temporariamente com lentidão e maiores intervalos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ViaMobilidade comunicou que a operação e os intervalos foram devidamente regularizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o segundo dia seguido que um trem da linha 8-Diamante descarrila. Na última quinta-feira (13), outro acidente envolveu uma composição na região da estação Júlio Prestes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota ao <strong>Diário do Transporte</strong>, a ViaMobilidade informou que a ocorrência desta sexta-feira não deixou feridos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;São Paulo, 14 de agosto de 2026 &#8211; A ViaMobilidade informa que, por volta das 17h15, um trem da Linha 8-Diamante descarrilou nas proximidades da Estação Osasco. Não há feridos. Os clientes desembarcaram e foram direcionados pelos agentes para a Estação Comandante Sampaio. A linha opera com maiores intervalos neste momento. Equipes atuam para a retomada completa da operação em via auxiliar e normalização dos intervalos.&#8221;</em></p>



<figure class="wp-block-video"><video height="1280" style="aspect-ratio: 714 / 1280;" width="714" controls src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/copy_c9e1914a-5bf6-42c8-8498-34f39dd67bfd.mp4"></video></figure>





<figure class="wp-block-video"><video height="960" style="aspect-ratio: 720 / 960;" width="720" controls src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/copy_8fb882a5-9faa-4087-8f5c-27c2c15d0806.mp4"></video></figure>



<figure class="wp-block-video"><video height="1280" style="aspect-ratio: 714 / 1280;" width="714" controls src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/copy_6972320e-45ac-4c9d-911e-dc89145fdbb2.mp4"></video></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="773" height="1024" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-1-6.jpg?resize=773%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-529221" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-1-6.jpg?resize=773%2C1024&amp;ssl=1 773w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-1-6.jpg?resize=227%2C300&amp;ssl=1 227w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-1-6.jpg?resize=113%2C150&amp;ssl=1 113w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-1-6.jpg?resize=768%2C1017&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-1-6.jpg?resize=1160%2C1536&amp;ssl=1 1160w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-1-6.jpg?resize=400%2C530&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-1-6.jpg?resize=150%2C199&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/untitled-design-1-6.jpg?w=1170&amp;ssl=1 1170w" sizes="auto, (max-width: 773px) 100vw, 773px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>SPTrans vence Prêmio Plínio Assmann com o Aquático-SP e projeto de Transparência de Dados</title>
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    <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 21:00:06 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Premiação foi promovida pela ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A SPTrans foi contemplada em duas categorias do Prêmio Plínio Assmann de Boas Práticas em Mobilidade Urbana, promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). O reconhecimento de alcance nacional avaliou mais de uma centena de práticas de todo o país e [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/54068046839_da1917a517_k-e1742930192627.jpg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Premiação foi promovida pela ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos)</em></p>
<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p>A SPTrans foi contemplada em duas categorias do Prêmio Plínio Assmann de Boas Práticas em Mobilidade Urbana, promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). O reconhecimento de alcance nacional avaliou mais de uma centena de práticas de todo o país e destacou o pioneirismo paulistano na implantação do modal hidroviário e no fortalecimento da transparência pública.</p>
<p>A premiação chancelada pela ANTP reforçou o compromisso da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, na modernização do sistema de transporte coletivo, no aprimoramento contínuo da experiência do passageiro e no desenvolvimento de soluções sustentáveis, eficientes e replicáveis para o setor.</p>
<p><strong>Iniciativas Vencedoras</strong></p>
<p><strong>Aquático-SP:</strong> O grande destaque da categoria <strong>Mobilidade Motorizada</strong> foi o primeiro modo de transporte público hidroviário implantado na cidade de São Paulo. Utilizando as águas da Represa Billings como alternativa viária na Zona Sul, a iniciativa encurtou o tempo de deslocamento entre os bairros de 1h20 para 17 minutos. Totalmente integrado ao sistema do Bilhete Único, o projeto abriu novas rotas de navegação e mobilidade para milhares de moradores da região.</p>
<p><strong>Transparência na SPTrans:</strong> O projeto vencedor na categoria <strong>Gestão Transformadora</strong> ampliou drasticamente o acesso do cidadão às informações do sistema de transporte coletivo. A SPTrans consolidou a publicação mensal de dados detalhados sobre receitas, custos operacionais, subsídios e indicadores de qualidade. Além disso, a disponibilização gratuita das APIs do sistema Olho Vivo permite que desenvolvedores e passageiros acompanhem o planejamento e a circulação da frota de ônibus em tempo real.</p>
<p><strong>Prêmio Plínio Assmann</strong></p>
<p>Ao homenagear um dos nomes mais emblemáticos da história do transporte público no Brasil, o Prêmio Plínio Assmann consolida experiências de sucesso que servem de modelo de gestão pública para os municípios de todo o país.</p>
<p>A cerimônia oficial de entrega dos troféus aos vencedores do Prêmio Plínio Assmann de Boas Práticas em Mobilidade Urbana foi realizada no dia 12 de agosto, às 18h, durante a Lat.Bus 2026.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Linha 606F-10 Circular – Autódromo entra em operação e atende público do Suhai Festival Interlagos 2026 neste sábado (15)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/08/14/linha-606f-10-circular-autodromo-entra-em-operacao-e-atende-publico-do-suhai-festival-interlagos-2026-neste-sabado-15/</link>
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    <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 20:02:12 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ônibus municipais irão circular entre a Estação Autódromo de trens metropolitanos e os portões do Autódromo VINÍCIUS DE OLIVEIRA A linha especial 606F-10 Circular – Autódromo entra em operação nos sábados 15 e 29 de agosto, na capital paulista, para atender o público do Suhai Festival Interlagos 2026, que será realizado no Autódromo Municipal José [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="640" height="481" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/cc46e9f00d215de70aee0aff6ac09c85-e1786737625703.webp?fit=640%2C481&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/cc46e9f00d215de70aee0aff6ac09c85-e1786737625703.webp?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/cc46e9f00d215de70aee0aff6ac09c85-e1786737625703.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/cc46e9f00d215de70aee0aff6ac09c85-e1786737625703.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/cc46e9f00d215de70aee0aff6ac09c85-e1786737625703.webp?resize=400%2C301&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /> <p><em>Ônibus municipais irão circular entre a Estação Autódromo de trens metropolitanos e os portões do Autódromo</em></p>
<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p>A linha especial 606F-10 Circular – Autódromo entra em operação nos sábados 15 e 29 de agosto, na capital paulista, para atender o público do Suhai Festival Interlagos 2026, que será realizado no Autódromo Municipal José Carlos Pace, em Interlagos, na Zona Sul da cidade.</p>
<p>O serviço funcionará nos sábados, dias 15 e 29 de agosto, das 6h30 à 0h30, e nos domingos, dias 16 e 30 de agosto, das 6h30 às 22h30. A linha fará a ligação entre a Estação Autódromo de trens e os portões do Autódromo, facilitando o acesso dos participantes ao evento.</p>
<p>A operação aos sábados terá cobrança mediante a tarifa vigente no transporte público municipal, R$ 5,30, e serão aceitas todas as modalidades do Bilhete Único. Aos domingos, os passageiros poderão aproveitar o Domingão Tarifa Zero, que garante gratuidade nas linhas municipais aos domingos, das 0h às 23h59, preferencialmente com o uso do Bilhete Único. Para quem estiver sem o cartão, haverá liberação direta na catraca.</p>
<p><b>Itinerário</b></p>
<p>A linha 606F-10 terá como ponto de partida a Rua Plínio Schmidt, nº 325, e seguirá pela Praça Automóvel Clube Paulista, Avenida Feliciano Correia, Avenida Jacinto Júlio, Avenida Jangadeiro, Praça Moscou, Avenida Interlagos, Avenida João Paulo da Silva, Rua Manoel de Teffé, Rua Pedro Santa Lucia, Rua Djalma Pessolato, Rua João Baptista Cataldo e Rua Plínio Schmidt.</p>
<p><b>Pontos de atendimento</b></p>
<p><b>Os ônibus atenderão aos pontos existentes e aos locais indicados próximos aos portões do Autódromo:</b></p>
<p>Avenida Jacinto Júlio, oposto ao nº 34 – Portões K/9;</p>
<p>Avenida do Jangadeiro, altura do nº 149 – Portões D/M;</p>
<p>Avenida Interlagos, nº 6569 (Praça Jacob Dubena) – Portões 7/8;</p>
<p>Avenida Interlagos, nº 6395 (SABESP) – Portão A;</p>
<p>Avenida Interlagos, nº 5945 (baia) – Portões T/L;</p>
<p>Avenida João Paulo da Silva, oposto ao nº 33 – Portão Z.</p>
<p><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>TST valida justa causa de motorista da Trevo que se recusou a fazer treinamento para também atuar como cobrador</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/08/14/tst-valida-justa-causa-de-motorista-da-trevo-que-se-recusou-a-fazer-treinamento-para-tambem-atuar-como-cobrador/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 19:22:42 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quinta Turma entendeu que repetição da recusa, após suspensão de três dias, caracterizou indisciplina e insubordinação ADAMO BAZANI Colaborou Vinícius de Oliveira A Quinta Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) manteve a demissão por justa causa de um motorista da Transportes Coletivos Trevo S/A, de Porto Alegre (RS), que se recusou a participar de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="640" height="449" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Foto-Joao-VitorOnibus-Brasil.jpg?fit=640%2C449&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Foto-Joao-VitorOnibus-Brasil.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Foto-Joao-VitorOnibus-Brasil.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Foto-Joao-VitorOnibus-Brasil.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Foto-Joao-VitorOnibus-Brasil.jpg?resize=400%2C281&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /> <p><em>Quinta Turma entendeu que repetição da recusa, após suspensão de três dias, caracterizou indisciplina e insubordinação</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p><em><strong>Colaborou Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<p>A Quinta Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) manteve a demissão por justa causa de um motorista da Transportes Coletivos Trevo S/A, de Porto Alegre (RS), que se recusou a participar de treinamento para também exercer atividades de cobrador nos ônibus da empresa. O profissional trabalhava na Trevo desde julho de 1997 e alegava que, depois de aproximadamente 25 anos atuando como motorista, não poderia ser obrigado a acumular uma segunda função.</p>
<p>A decisão, tomada por unanimidade, é relevante para o setor de transportes por tratar de uma situação que se tornou mais frequente nos sistemas de ônibus urbanos: a retirada gradual dos cobradores e a transferência aos motoristas de algumas tarefas relacionadas à cobrança de tarifas.</p>
<p>No caso de Porto Alegre, há ainda uma particularidade. A mudança ocorreu no contexto da Lei Municipal nº 12.910/2021, que instituiu o Programa de Extinção Gradativa da Função de Cobrador do Transporte Coletivo por Ônibus. O processo também menciona a Lei Municipal nº 6.075/1988, relacionada ao cumprimento das regras para troco.</p>
<p>Segundo nota divulgada pelo TST nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a Trevo sustentou no processo que o MPT (Ministério Público do Trabalho) considera possível o exercício conjunto das atividades e que a capacitação fazia parte da adaptação determinada pela legislação municipal.</p>
<p>O processo é o Ag-RR-0020460-67.2022.5.04.0012. O acórdão da Quinta Turma foi julgado em 8 de abril de 2026, tendo como relatora a ministra Morgana de Almeida.</p>
<p><strong>MOTORISTA ESTAVA NA TREVO DESDE 1997</strong></p>
<p>Os autos detalham que o motorista foi admitido pela Trevo em 9 de julho de 1997 para exercer a função de motorista de ônibus urbano.</p>
<p>Na ação, o trabalhador sustentou que, depois de aproximadamente 25 anos exercendo apenas a atividade de motorista, não poderia ser coagido a alterar as condições do contrato para também desempenhar tarefas de cobrador.</p>
<p>Além de não concordar com a dupla função, o motorista se recusou a participar dos cursos e treinamentos e a receber o chamado “kit troco”, formado por dinheiro de pequeno valor destinado às operações de cobrança dentro do ônibus.</p>
<p>A documentação reproduzida no acórdão mostra que a questão não se limitou a uma única recusa.</p>
<p>Em 6 de junho de 2022, a Trevo aplicou uma suspensão de três dias. Entre as razões registradas estavam a negativa de realização do treinamento para cobrança de tarifas, a recusa em receber o kit troco e questões relacionadas à operação de viagens sem cobrador.</p>
<p>A comunicação da empresa já advertia que uma repetição da conduta poderia ser considerada falta grave por indisciplina e insubordinação. O motorista deveria comparecer naquele mesmo dia ao setor de recursos humanos para realizar a capacitação.</p>
<p>Segundo o processo, ele não compareceu ao treinamento.</p>
<p>Quatro dias depois, em 10 de junho de 2022, a Trevo comunicou a demissão por justa causa, fundamentada no artigo 482, alínea “h”, da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que prevê a possibilidade de dispensa motivada em casos de ato de indisciplina ou insubordinação.</p>
<p><strong>PRIMEIRA INSTÂNCIA CONSIDEROU JUSTA CAUSA VÁLIDA</strong></p>
<p>A sentença de primeira instância considerou válida a punição aplicada pela Trevo.</p>
<p>Um dos fundamentos foi o entendimento de que as atividades de motorista e cobrador poderiam ser exercidas conjuntamente.</p>
<p>O processo reproduz manifestação segundo a qual, desde que oferecido treinamento técnico, os empregados estariam aptos à cobrança de passagens e a iniciativa empresarial para adaptação ao novo modelo de transporte público não caracterizaria, por si só, assédio.</p>
<p>A sentença também destacou que o próprio trabalhador reconheceu a recusa em receber treinamento e exercer as tarefas de cobrador.</p>
<p>O juízo concluiu que a negativa configurou indisciplina e insubordinação.</p>
<p><strong>TRT-4 DERRUBOU JUSTA CAUSA E CONSIDEROU PUNIÇÃO DESPROPORCIONAL</strong></p>
<p>O motorista, entretanto, conseguiu reverter a decisão no TRT-4 (Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região), no Rio Grande do Sul.</p>
<p>O Tribunal Regional reconheceu que a conduta contrariou o poder diretivo da empresa e poderia ser punida, mas considerou a justa causa excessiva.</p>
<p>Para o TRT, deveria ter havido uma gradação maior das penalidades antes da demissão.</p>
<p>Outro aspecto levado em consideração foi o longo período de trabalho. Segundo o acórdão regional, não havia registro de conduta anterior que desabonasse o motorista durante aproximadamente 25 anos de vínculo, além dos fatos relacionados especificamente à resistência ao treinamento.</p>
<p>O TRT-4 registrou:</p>
<p>“Embora a conduta do reclamante tenha confrontado o poder diretivo da empresa, caracterizando uma indisciplina passível de punição, considero que não há como conferir validade à sanção aplicada.”</p>
<p>O Tribunal Regional também destacou que o episódio não seria suficiente para tornar insustentável a manutenção do vínculo sem que antes fossem aplicadas punições menos severas.</p>
<p>Com isso, a justa causa foi convertida em dispensa imotivada, com determinação de pagamento de aviso-prévio proporcional, 13º salário, indenização de 40% sobre o FGTS e outras parcelas decorrentes da mudança da modalidade de desligamento.</p>
<p><strong>TST: REITERAÇÃO DA RECUSA PERMITIU JUSTA CAUSA</strong></p>
<p>A Trevo recorreu ao TST e conseguiu restabelecer a justa causa.</p>
<p>A ministra Morgana de Almeida ressaltou inicialmente que a justa causa representa a punição mais severa dentro do poder disciplinar do empregador e, por isso, depende da comprovação de requisitos como gravidade da conduta, proporcionalidade, imediatidade da punição e inexistência de dupla penalização pelo mesmo fato.</p>
<p>Para a Quinta Turma, entretanto, os fatos registrados pelo próprio TRT-4 eram suficientes para caracterizar a falta grave.</p>
<p>O acórdão destaca que a dispensa ocorreu porque o motorista demonstrou “indisciplina e insubordinação” ao se recusar a fazer o treinamento destinado ao exercício também da atividade de cobrador.</p>
<p>Um ponto central foi a repetição da conduta depois da suspensão de três dias.</p>
<p>A decisão diz:</p>
<p>“Em razão da gravidade e da reiteração do ato praticado, dispensa-se a gradação das penas.”</p>
<p>E conclui:</p>
<p>“Assim, restou caracterizado o ato de indisciplina e de insubordinação que justifica a dispensa por justa causa, nos termos do art. 482, ‘h’, da CLT.”</p>
<p>Assim, a Quinta Turma rejeitou o agravo apresentado pelo motorista e manteve a decisão que havia restabelecido a justa causa.</p>
<p><strong>TESTEMUNHA DISSE QUE PASSOU A DIRIGIR E COBRAR COM ACRÉSCIMO DE 10%</strong></p>
<p>Outro detalhe aparece nos depoimentos reproduzidos no processo.</p>
<p>Uma testemunha apresentada pela Trevo, também motorista e que trabalhava havia cerca de 20 anos na empresa, afirmou que, depois da pandemia, passou também a exercer a atividade de cobrança.</p>
<p>Segundo o depoimento, houve treinamento em grupo para utilização do validador e foi feito um aditivo ao contrato de trabalho com acréscimo de 10% no salário, além da entrega do kit troco.</p>
<p>Já uma testemunha apresentada pelo trabalhador afirmou que também havia se recusado a realizar o treinamento e relatou que os motoristas eram chamados para reuniões sobre a mudança contratual.</p>
<p><strong>TST JÁ CONSIDERA COMPATÍVEIS AS FUNÇÕES DE MOTORISTA E COBRADOR</strong></p>
<p>A discussão sobre a possibilidade de o motorista também realizar a cobrança de passagens não começou neste processo.</p>
<p>Há diferentes decisões na Justiça do Trabalho sobre consequências salariais e circunstâncias específicas da dupla função, mas o entendimento que prevalece no TST é de que as atividades são compatíveis.</p>
<p>Em decisões anteriores, o Tribunal Superior do Trabalho já considerou que a cobrança de passagens pode ser compatível com as atribuições do motorista de transporte coletivo, com fundamento no artigo 456, parágrafo único, da CLT.</p>
<p>Mais recentemente, a discussão foi submetida ao rito dos recursos repetitivos.</p>
<p>No Tema 128, o Tribunal Pleno do TST firmou entendimento sobre o acúmulo das funções de motorista de ônibus e cobrador. A jurisprudência consolidada considera as atividades compatíveis, questão que também aparece em processos envolvendo empresas como Viação Acari, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Isso não significa, entretanto, que qualquer dispensa de motorista que se oponha à dupla função seja automaticamente válida. A própria decisão envolvendo a Trevo ressalta que a justa causa precisa atender requisitos específicos, como gravidade, proporcionalidade e imediatidade.</p>
<p><strong>HÁ OUTRO CASO EM PORTO ALEGRE ENVOLVENDO RESISTÊNCIA À DUPLA FUNÇÃO</strong></p>
<p>A pesquisa realizada pelo <strong>Diário do Transporte</strong> encontrou pelo menos outro processo no Rio Grande do Sul envolvendo motorista de ônibus e resistência à mudança contratual para também atuar na cobrança de tarifas.</p>
<p>Em junho de 2025, a Sétima Turma do TRT-4 manteve a justa causa de um motorista que gravou e compartilhou por WhatsApp um vídeo no qual acusava um gerente de submetê-lo a “tortura psicológica” para aceitar a alteração contratual e passar a exercer também tarefas de cobrador.</p>
<p>Naquele processo, porém, o fundamento da justa causa foi diferente. Os desembargadores consideraram caracterizada conduta enquadrada no artigo 482, alínea “k”, da CLT, relacionada a ato lesivo à honra ou boa fama contra o empregador ou superiores hierárquicos. Portanto, embora o conflito tenha surgido no contexto da implantação da dupla função, não se tratava simplesmente da recusa ao treinamento.</p>
<p>Também há precedentes do TST mantendo justa causa de motoristas por indisciplina reiterada e, paralelamente, reconhecendo a compatibilidade entre dirigir o ônibus e realizar a cobrança. As circunstâncias dessas decisões, entretanto, são diferentes das verificadas no processo da Trevo.</p>
<p>Por isso, a decisão da Quinta Turma no caso da Transportes Coletivos Trevo ganha importância específica: além de reconhecer a compatibilidade das atribuições, considerou que a recusa reiterada a participar do treinamento determinado pela empresa, depois de uma suspensão anterior, foi suficiente para configurar indisciplina e insubordinação.</p>
<p>A decisão foi unânime.</p>
<p>Segundo o TST, contra decisões das Turmas ainda pode haver recurso à SDI-1 (Subseção I Especializada em Dissídios Individuais), desde que atendidos os requisitos processuais.</p>
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<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
<p><em><strong>Colaborou Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
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    <title>Ônibus interestadual pega fogo e acaba destruído em Montes Claros (MG) nesta sexta-feira (14)</title>
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    <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 18:00:22 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ocorrência foi registrada no quilômetro 16 do Anel Rodoviário Doutor Mário Tourinho; não houve feridos VINÍCIUS DE OLIVEIRA Na manhã desta sexta-feira, 14 de agosto, um ônibus de transporte interestadual pegou fogo e foi destruído no Anel Rodoviário Doutor Mário Tourinho, em Montes Claros (MG). O Corpo de Bombeiros foi acionado e agentes do 7º [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/vtjet.webp?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/vtjet.webp?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/vtjet.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/vtjet.webp?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/vtjet.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/vtjet.webp?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/vtjet.webp?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Ocorrência foi registrada no quilômetro 16 do Anel Rodoviário Doutor Mário Tourinho; não houve feridos</em></p>
<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p>Na manhã desta sexta-feira, 14 de agosto, um ônibus de transporte interestadual pegou fogo e foi destruído no Anel Rodoviário Doutor Mário Tourinho, em Montes Claros (MG).</p>
<p>O Corpo de Bombeiros foi acionado e agentes do 7º Batalhão apagaram as chamas; a ocorrência foi registrada na altura do quilômetro 16, próximo do bairro Jardim Olímpico.</p>
<p>Os 65 passageiros desembarcaram e nenhuma pessoa ficou ferida. O coletivo iniciou a viagem em São Paulo e seguia para a região Nordeste do país.</p>
<p>OS Bombeiros utilizaram dois caminhões de combate a incêndio e uma viatura de comando de área, com seis militares envolvidos na operação.</p>
<p>Foram necessários cerca de 13 mil litros de água para extinguir o incêndio.</p>
<p>O trecho da rodovia foi interditado temporariamente para o atendimento.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Goiânia (GO) é premiada na Lat.Bus por projeto que dá prioridade a ônibus dos corredores BRT</title>
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	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 17:00:18 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Tecnologia reduz paradas nos cruzamentos, eleva velocidade operacional e utiliza dados em tempo real para ajustar a sinalização ARTHUR FERRARI Goiânia (GO) conquistou o Prêmio Plínio Assmann de Boas Práticas, promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), com o projeto de metronização do transporte coletivo em via urbana. A iniciativa venceu na categoria Mobilidade [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="553" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-08.36.18.jpeg?fit=1024%2C553&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-08.36.18.jpeg?w=1059&amp;ssl=1 1059w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-08.36.18.jpeg?resize=300%2C162&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-08.36.18.jpeg?resize=1024%2C553&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-08.36.18.jpeg?resize=150%2C81&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-08.36.18.jpeg?resize=768%2C415&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-14-at-08.36.18.jpeg?resize=400%2C216&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Tecnologia reduz paradas nos cruzamentos, eleva velocidade operacional e utiliza dados em tempo real para ajustar a sinalização</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Goiânia (GO) conquistou o Prêmio Plínio Assmann de Boas Práticas, promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), com o projeto de metronização do transporte coletivo em via urbana. A iniciativa venceu na categoria Mobilidade Motorizada e foi reconhecida durante a Lat.Bus Transpúblico 2026, na noite desta quarta-feira (12), no São Paulo Expo Exhibition &amp; Convention Center, em São Paulo (SP).</p>
<p>Desenvolvida no âmbito do Programa Nova Mobilidade e incorporada às ações da Nova RMTC, a solução foi aplicada nos corredores BRT Norte-Sul e Leste-Oeste. O conceito busca aproximar o desempenho do transporte coletivo em superfície ao de sistemas metroviários, utilizando tecnologia para reduzir interrupções durante os trajetos.</p>
<p>A implantação foi conduzida por meio de uma atuação conjunta entre a Prefeitura de Goiânia (GO), a Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET), a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) e o RedeMob Consórcio, que representa as concessionárias responsáveis pela operação do transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia.</p>
<p>O sistema combina estudos de engenharia de tráfego, contagens classificadas de veículos, microssimulações e informações operacionais do transporte coletivo. Também são utilizados dados em tempo real sobre demanda de passageiros, oferta de viagens e localização dos ônibus por GPS.</p>
<p>Nos cruzamentos de maior movimento, câmeras de alta definição fazem a contagem automática dos veículos. Os dados são processados por algoritmos de Internet das Coisas (IoT), que permitem ajustar os tempos dos semáforos de acordo com as condições identificadas na operação.</p>
<p>Na prática, a tecnologia prioriza a passagem dos ônibus pelos cruzamentos semaforizados, diminuindo a quantidade de paradas ao longo dos corredores. Antes da implantação da metronização, os coletivos chegavam a parar em aproximadamente 52% dos cruzamentos.</p>
<p>A velocidade operacional média, que era de cerca de 16 km/h, passou para 21,5 km/h. O ganho informado é de aproximadamente 34% na velocidade operacional. Atualmente, os ônibus recebem sinal verde em mais de 90% dos cruzamentos dos corredores contemplados pelo projeto.</p>
<p>O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou que o reconhecimento está relacionado à integração entre os órgãos públicos e os operadores do sistema. “Receber o Prêmio Plínio Assmann representa o reconhecimento nacional de uma transformação que já faz parte da vida dos goianienses. A metronização demonstra que é possível oferecer um transporte coletivo mais rápido, moderno e eficiente quando há planejamento, inovação e integração entre os órgãos públicos e os operadores do sistema. Esse prêmio confirma que Goiânia está construindo uma nova referência para a mobilidade urbana brasileira”, destaca o prefeito.</p>
<h2>Tecnologia aplicada à operação</h2>
<p>A metronização utiliza a localização dos ônibus e informações sobre o comportamento do trânsito para definir a programação semafórica dos corredores. A proposta é reduzir o tempo gasto pelos coletivos nos cruzamentos e tornar a operação mais regular.</p>
<p>Com a redução das paradas, os ônibus conseguem percorrer os trechos com maior velocidade operacional. Segundo os dados apresentados, a mudança também contribui para tornar os tempos de viagem mais previsíveis.</p>
<p>Para Mabel, os resultados têm impacto direto sobre os passageiros. “A maior conquista dessa transformação não é o prêmio, mas sim o impacto na vida das pessoas. Cada minuto economizado no trajeto representa mais tempo para o trabalhador chegar em casa, para o estudante ir à escola e para milhares de famílias aproveitarem melhor o seu dia. Quando investimos em tecnologia e fazemos o transporte coletivo funcionar melhor, estamos investindo diretamente na qualidade de vida da população. Esse reconhecimento nacional mostra que estamos no caminho certo”, comenta.</p>
<h2>Projeto integra transformação da Nova RMTC</h2>
<p>A metronização faz parte de um conjunto mais amplo de ações da Nova RMTC, programa de modernização do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia. Entre as iniciativas citadas estão investimentos em terminais, estações e pontos de ônibus, além da incorporação de tecnologias e novos veículos elétricos, movidos a biometano e com padrão Euro VI.</p>
<p>O programa também inclui um novo plano operacional e medidas relacionadas à política tarifária, como o Bilhete Único Metropolitano, o Passe Livre do Trabalhador, o Cartão Família e a Meia-Tarifa.</p>
<p>O projeto de prioridade semafórica também soma um reconhecimento internacional recebido pela Nova RMTC em 2026. O programa foi vencedor do UITP Awards 2026, premiação internacional do setor de transporte público que destacou iniciativas implementadas na Rede Metropolitana de Transportes Coletivos e Mobilidade Urbana, incluindo a metronização dos corredores BRT.</p>
<p><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></p>
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