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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p>A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p>A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p>Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p>Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Mais uma vez, adiada decisão sobre se a Viação Águia Branca assume arrendamento da Itapemirim no lugar da Suzantur</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/04/07/mais-uma-vez-adiada-decisao-sobre-se-a-viacao-aguia-branca-assume-arrendamento-da-itapemirim-no-lugar-da-suzantur/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 20:06:58 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Em sessão que ocorreu nesta terça-feira, 07 de abril de 2026, Ministro Gurgel de Faria pede de novo vistas. Nova data será marcada ADAMO BAZANI Mais uma vez, foi adiada decisão sobre se a Viação Águia Branca assume arrendamento da Itapemirim no lugar da Suzantur. Em sessão que ocorreu nesta terça-feira, 07 de abril de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="709" height="504" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-2.jpg?fit=709%2C504&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-2.jpg?w=709&amp;ssl=1 709w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-2.jpg?resize=300%2C213&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-2.jpg?resize=150%2C107&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-2.jpg?resize=400%2C284&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px" /> <p><em>Em sessão que ocorreu nesta terça-feira, 07 de abril de 2026, Ministro Gurgel de Faria pede de novo vistas. Nova data será marcada</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Mais uma vez, foi adiada decisão sobre se a Viação Águia Branca assume arrendamento da Itapemirim no lugar da Suzantur.</p>
<p>Em sessão que ocorreu nesta terça-feira, 07 de abril de 2026, o ministro Gurgel de Faria pede de novo vistas. Uma nova data será marcada.</p>
<p>Já é o segundo adiamento.</p>
<p>A ministra Regina Helena Costa levantou na sessão dúvidas sobre se o processo deveria mesmo ser pela Primeira Turma, por ser de natureza falimentar.</p>
<p>O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, traz a informação de forma oficial em primeira-mão nesta terça-feira, momentos após o pedido de vistas antecipadas</p>
<p>Com isso, a Viação Águia Branca, do Espírito Santo, segue sem assumir os serviços.</p>
<p>O arrendamento deve ocorrer até um leilão definitivo das 125 linhas, duas marcas relacionadas ao nome Itapemirim, guichês e ônibus usados (a maior parte necessitando de reforma) ou em 12 meses.</p>
<p>O ministro-relator do processo, Sérgio Kukina, votou por atender um recurso da Suzantur (Transportadora Turística Suzano) contra uma decisão da Justiça de São Paulo que autorizou um novo arrendamento que teve a Águia Branca como selecionada, após um processo de concorrência judicial.</p>
<p>O Grupo Comporte (família de Constantino de Oliveira) e Viação Águia Branca, do Espírito Santo, ofereceram valores maiores que os pagos pela Suzantur para um novo arrendamento.</p>
<p>Comporte ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens. A Viação Águia Branca ofereceu R$ 3,02 milhões por mês. A Íntese Empreendimentos, do dono da Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos. Marangon tem o hábito de acionar a Justiça contra matérias jornalísticas por supostos erros, sendo que poderia poupar dinheiro e tempo do judiciário só mandando uma nota de resposta.</p>
<p>O contrato com a Suzantur, com validade prevista inicialmente para ser se dois anos contanto a partir de 27 de fevereiro de 2023, no entendimento da Justiça, prevê um valor mínimo de R$ 200 mil ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens, sem contar as comercializações por meios virtuais, como em aplicativo ou site.</p>
<p>Como mostrou a reportagem, também de forma exclusiva, o julgamento começou em 23 de fevereiro de 2026 e duraria uma semana, mas no último dia, em 02 de março de 2026, o ministro Gurgel de Faria, pediu vistas para melhor análise do processo.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/02/em-primeira-mao-no-diario-do-transporte-ministro-pede-vistas-e-decisao-sobre-se-suzantur-continua-ou-se-aguia-branca-assume-arrendamento-nao-tem-mais-data-para-ocorrer/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/02/em-primeira-mao-no-diario-do-transporte-ministro-pede-vistas-e-decisao-sobre-se-suzantur-continua-ou-se-aguia-branca-assume-arrendamento-nao-tem-mais-data-para-ocorrer/</a></p>
<p><strong>O PASSO A PASSO EM RESUMO:</strong></p>
<p><strong>07 de abril de 2026:</strong> Retomado o julgamento do recurso da Suzantur contra decisão da Justiça de São Paulo que permitiu que a Águia Branca, após um procedimento de concorrência judicial, assumisse um novo. Mas de novo foi adiada decisão sobre se a Viação Águia Branca assume arrendamento da Itapemirim no lugar da Suzantur. Em sessão que ocorreu em 07 de abril de 2026, o ministro Gurgel de Faria pede de novo vistas. Uma nova data será marcada. Já foi o segundo adiamento. A ministra Regina Helena Costa levantou na sessão dúvidas sobre se o processo deveria mesmo ser pela Primeira Turma, por ser de natureza falimentar.</p>
<p><strong>12 de março de 2026:</strong> Remarcado o julgamento</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/</a></p>
<p><strong>02 de março de 2026:</strong> Ministro Gurgel de Faria, do STJ, pediu vistas para melhor análise do processo, suspendendo a sessão virtual que teve início em 23 de fevereiro de 2026.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/</a></p>
<p><strong>24 de fevereiro de 2026:</strong> o ministro-relator do processo, Sergio Kukina, votou favoravelmente a permanência da Suzantur frente às operações arrendadas da Itapemirim até o leilão das linhas, marcas e guichês, mas ainda faltam outros ministros para votar.</p>
<p>Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/02/24/stj-kukina-vota-pela-permanencia-da-suzantur-frente-ao-arrendamento-da-itapemirim-ate-leilao-mas-outros-magistrados-ainda-nao-se-manifestaram/">https://diariodotransporte.com.br/2026/02/24/stj-kukina-vota-pela-permanencia-da-suzantur-frente-ao-arrendamento-da-itapemirim-ate-leilao-mas-outros-magistrados-ainda-nao-se-manifestaram/</a></p>
<p><strong>09 de setembro de 2025</strong>: De forma monocrática (sozinho) e em liminar (decisão provisória) o ministro relator Sérgio Kukina atendeu ao pedido da Suzantur e manteve a viação no arrendamento até o julgamento por parte da corte, justamente este concluído em 03 de março de 2026, e noticiado <strong>em primeira-mão pelo DIÁRIO DO TRANSPORTE.</strong></p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/09/10/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-atende-suzantur-e-determina-continuidade-das-operacoes-na-itapemirim-e-que-seja-marcado-leilao-definitivo/">https://diariodotransporte.com.br/2025/09/10/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-atende-suzantur-e-determina-continuidade-das-operacoes-na-itapemirim-e-que-seja-marcado-leilao-definitivo/</a></p>
<p><strong>24 de junho de 2025:</strong>  O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu recurso da Águia Branca e decidiu homologar a proposta da empresa para assumir no lugar da viação de urbanos do ABC.</p>
<p>As propostas foram:</p>
<p>&#8211; <strong>Viação Águia Branca</strong> ofereceu R$ 3,02 milhões por mês, independentemente da receita;</p>
<p>&#8211; <strong>Grupo Comporte,</strong> pela Expresso União, ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens</p>
<p>&#8211; <strong>Íntese Empreendimentos</strong>, do dono inoperante Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos. O empresário tem o hábito de acionar a Justiça contra jornalistas. Funcionários, entretanto, reclamam de falta de pagamento.</p>
<p><strong>04 de março de 2023:</strong> Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanhou a saída da garagem provisória de Santo André (SP) com exclusividade. Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2023/03/04/em-primeira-mao-videos-e-entrevista-confira-o-primeiro-onibus-e-o-primeiro-motorista-que-marcam-o-retorno-da-viacao-itapemirim-kaissara-sob-arrendamento-da-suzantur-sao-pauloxcuritiba/">https://diariodotransporte.com.br/2023/03/04/em-primeira-mao-videos-e-entrevista-confira-o-primeiro-onibus-e-o-primeiro-motorista-que-marcam-o-retorno-da-viacao-itapemirim-kaissara-sob-arrendamento-da-suzantur-sao-pauloxcuritiba/</a></p>
<p><strong>27 de fevereiro de 2023:</strong> Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)</p>
<p><strong>05 de outubro de 2022</strong>: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).</p>
<p><strong>29 de setembro de 2022</strong>: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.</p>
<p><strong>21 de setembro de 2022:</strong> As viações Itapemirim e Kaissara pertencem ao Grupo Itapemirim, que teve falência decretada pela Justiça, em 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, até então responsável pelo processo em primeira instância, aceitou proposta da empresa de ônibus urbanos, Suzantur, de Santo André, no ABC Paulista, a operar por dois anos as linhas por arrendamento como forma de angariar recursos para os credores. O Grupo Itapemirim acumulou dívidas demais de R$ 3 bilhões.</p>
<h2><strong>LEILÃO NÃO VAI NEM &#8220;ARRANHAR A SUPERFÍCIE&#8221; DE DÍVIDAS DO GRUPO ITAPEMIRIM</strong></h2>
<p>O leilão do Grupo Itapemirim é para garantir recursos aos credores da falência que foi decretada pela Justiça em 21 de setembro de 2022, mas a estimativa de arrecadação não vai nem “arranhar a superfície” do endividamento deixado pelas administrações anteriores, como a família do fundador Camilo Cola e, posteriormente, os empresários Sidnei Piva e Camila Valdívia (que se retirou da sociedade antes da falência). As dívidas deixadas, com fornecedores, trabalhadores, bancos, passivos judiciais e impostos se aproximam de R$ 3 bilhões. A mais recente avaliação da EXM Partners, publicada em outubro de 2025, cotava a UPI em R$ 101,1 milhões como lance mínimo, mas o valor deve ser revisto.</p>
<p>Também para garantir parte dos recursos, já foram realizados leilões de ônibus usados e imóveis com arrecadação estimada de R$ 77,2 milhões (Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2024/03/06/oficial-leilao-da-itapemirim-tem-arrecadacao-estimada-de-r-772-milhoes-com-os-lances-encerrados-nesta-quarta-06/">https://diariodotransporte.com.br/2024/03/06/oficial-leilao-da-itapemirim-tem-arrecadacao-estimada-de-r-772-milhoes-com-os-lances-encerrados-nesta-quarta-06/</a> ), mas há contestações judiciais sobre alguns bens. Além disso, em 27 de outubro de 2022 passou a valer o arrendamento por dois anos das linhas para a empresa de ônibus urbanos Suzantur, de Santo André (SP), cujo contrato estipula um pagamento mínimo de R$ 200 mil à massa falia ou 1,5% sobre as vendas físicas de passagens (guichês e agências) – o que for maior. Diante da não realização do leilão o contrato foi postergado. A Viação Águia Branca, de Cariacica (ES), obteve na Justiça o reconhecimento de que o contrato com a Suzantur havia acabado e, também, conseguiu que fosse homologada sua proposta de R$ 3,02 milhões por mês para um novo arrendamento. Mas a Suzantur recorreu e o SJT (Superior Tribunal de Justiça) determinou que a empresa ficasse no arrendamento até a conclusão do leilão.</p>
<p><strong>O PASSO A PASSO EM RESUMO:</strong></p>
<p><strong>07 de abril de 2026:</strong> Retomado o julgamento do recurso da Suzantur contra decisão da Justiça de São Paulo que permitiu que a Águia Branca, após um procedimento de concorrência judicial, assumisse um novo. Mas de novo foi adiada decisão sobre se a Viação Águia Branca assume arrendamento da Itapemirim no lugar da Suzantur. Em sessão que ocorreu em 07 de abril de 2026, o ministro Gurgel de Faria pede de novo vistas. Uma nova data será marcada. Já foi o segundo adiamento. A ministra Regina Helena Costa levantou na sessão dúvidas sobre se o processo deveria mesmo ser pela Primeira Turma, por ser de natureza falimentar.</p>
<p><strong>12 de março de 2026:</strong> Remarcado o julgamento</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/</a></p>
<p><strong>02 de março de 2026:</strong> Ministro Gurgel de Faria, do STJ, pediu vistas para melhor análise do processo, suspendendo a sessão virtual que teve início em 23 de fevereiro de 2026.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/">https://diariodotransporte.com.br/2026/03/12/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-marca-nova-data-para-julgar-se-e-a-suzantur-ou-a-aguia-branca-que-vao-atuar-a-frente-das-linhas-da-itapemirim/</a></p>
<p><strong>24 de fevereiro de 2026:</strong> o ministro-relator do processo, Sergio Kukina, votou favoravelmente a permanência da Suzantur frente às operações arrendadas da Itapemirim até o leilão das linhas, marcas e guichês, mas ainda faltam outros ministros para votar.</p>
<p>Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/02/24/stj-kukina-vota-pela-permanencia-da-suzantur-frente-ao-arrendamento-da-itapemirim-ate-leilao-mas-outros-magistrados-ainda-nao-se-manifestaram/">https://diariodotransporte.com.br/2026/02/24/stj-kukina-vota-pela-permanencia-da-suzantur-frente-ao-arrendamento-da-itapemirim-ate-leilao-mas-outros-magistrados-ainda-nao-se-manifestaram/</a></p>
<p><strong>09 de setembro de 2025</strong>: De forma monocrática (sozinho) e em liminar (decisão provisória) o ministro relator Sérgio Kukina atendeu ao pedido da Suzantur e manteve a viação no arrendamento até o julgamento por parte da corte, justamente este concluído em 03 de março de 2026, e noticiado <strong>em primeira-mão pelo DIÁRIO DO TRANSPORTE.</strong></p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/09/10/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-atende-suzantur-e-determina-continuidade-das-operacoes-na-itapemirim-e-que-seja-marcado-leilao-definitivo/">https://diariodotransporte.com.br/2025/09/10/exclusivo-no-diario-do-transporte-stj-atende-suzantur-e-determina-continuidade-das-operacoes-na-itapemirim-e-que-seja-marcado-leilao-definitivo/</a></p>
<p><strong>24 de junho de 2025:</strong>  O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu recurso da Águia Branca e decidiu homologar a proposta da empresa para assumir no lugar da viação de urbanos do ABC.</p>
<p>As propostas foram:</p>
<p>&#8211; <strong>Viação Águia Branca</strong> ofereceu R$ 3,02 milhões por mês, independentemente da receita;</p>
<p>&#8211; <strong>Grupo Comporte,</strong> pela Expresso União, ofereceu R$ 1,71 milhão por mês ou 5,01% sobre a receita líquida de vendas de passagens</p>
<p>&#8211; <strong>Íntese Empreendimentos</strong>, do dono inoperante Frotanobre, Luiz Ferreira Marangon Macedo, que propôs R$ 3,05 milhões, mas que não atendeu critérios técnicos. O empresário tem o hábito de acionar a Justiça contra jornalistas.</p>
<p><strong>04 de março de 2023:</strong> Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanhou a saída da garagem provisória de Santo André (SP) com exclusividade. Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2023/03/04/em-primeira-mao-videos-e-entrevista-confira-o-primeiro-onibus-e-o-primeiro-motorista-que-marcam-o-retorno-da-viacao-itapemirim-kaissara-sob-arrendamento-da-suzantur-sao-pauloxcuritiba/">https://diariodotransporte.com.br/2023/03/04/em-primeira-mao-videos-e-entrevista-confira-o-primeiro-onibus-e-o-primeiro-motorista-que-marcam-o-retorno-da-viacao-itapemirim-kaissara-sob-arrendamento-da-suzantur-sao-pauloxcuritiba/</a></p>
<p><strong>27 de fevereiro de 2023:</strong> Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)</p>
<p><strong>05 de outubro de 2022</strong>: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).</p>
<p><strong>29 de setembro de 2022</strong>: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.</p>
<p><strong>21 de setembro de 2022:</strong> As viações Itapemirim e Kaissara pertencem ao Grupo Itapemirim, que teve falência decretada pela Justiça, em 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão, o juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, até então responsável pelo processo em primeira instância, aceitou proposta da empresa de ônibus urbanos, Suzantur, de Santo André, no ABC Paulista, a operar por dois anos as linhas por arrendamento como forma de angariar recursos para os credores. O Grupo Itapemirim acumulou dívidas demais de R$ 3 bilhões.</p>
<h1>RETOMADA DO VALOR À MARCA ITAPEMIRIM</h1>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-452608" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/04/DD-60-70-e1746013767794.jpg?resize=500%2C375&#038;ssl=1" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>As marcas sofreram um baque após as polêmicas do declínio ainda na época da gestão da família do fundador Camilo Cola, mas, principalmente, depois da má fama no mercado em decorrência da administração de Sidnei Piva de Jesus e Camila Valdívia, quando as linhas foram paralisadas, ônibus sucatados, fornecedores e funcionários não foram pagos e, o ápice da crise, com a criação por Piva da ITA (Itapemirim Transportes Aéreos), sob suspeita de fraude falimentar, desvio de recursos e que parou repentinamente de operar, pegando cerca de 100 mil passageiros de surpresa, em 17 de dezembro de 2021, seis meses apenas depois de ter iniciado os voos.</p>
<p>A Suzantur, pela Nova Itapemirim, está reativando o valor à marca:</p>
<p><strong>Sala-vip:</strong> A companhia, com sede administrativa em Santo André, no ABC Paulista, também inaugurou uma sala vip inédita no mercado rodoviário para os passageiros das categorias leito e leito-cama, no Terminal Tietê, na zona Norte de São Paulo.</p>
<p>O espaço oferece aos passageiros coworking; banheiros com duchas e estilo de hotel; sala de TV; sala de reunião; bar-lounge; áreas de relaxamento; espaço para os animais estimação; entre outros</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="cWzz6NcAH0"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2024/11/22/video-exclusivo-nova-itapemirim-suzantur-tera-sala-vip-no-tiete-com-chuveiros-espaco-pet-area-de-videoconferencia-coworking-teloes-e-ate-chopp-gratis/">VÍDEOS EXCLUSIVOS: Nova Itapemirim-Suzantur terá Sala Vip no Tietê com chuveiros, espaço pet, área de videoconferência, coworking, telões e até chopp grátis</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;VÍDEOS EXCLUSIVOS: Nova Itapemirim-Suzantur terá Sala Vip no Tietê com chuveiros, espaço pet, área de videoconferência, coworking, telões e até chopp grátis&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2024/11/22/video-exclusivo-nova-itapemirim-suzantur-tera-sala-vip-no-tiete-com-chuveiros-espaco-pet-area-de-videoconferencia-coworking-teloes-e-ate-chopp-gratis/embed/#?secret=raX9nt4L3d#?secret=cWzz6NcAH0" data-secret="cWzz6NcAH0" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><strong>CCO:</strong> Na garagem da capital paulista, na região do bairro do Limão, também na zona Norte, a Suzantur instalou um CCO (Centro de Controle Operacional) que utiliza uma tecnologia proveniente da aviação e que monitora em tempo real, com um clique apenas, ônibus espalhados no Brasil com a geração de dados na hora como localização, velocidade, eventuais problemas mecânicos e até mesmo, de forma online, se o ônibus está mantendo distância segura dos veículos à frente e câmeras com detector de fadiga, com geração de imagem do motorista –</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="K4WxhjEztr"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/04/24/exclusivo-nova-itapemirim-suzantur-adota-tecnologia-usada-na-aviacao-em-cco-com-funcionalidades-que-ajudam-na-prevencao-de-acidentes-video-e-entrevista/">EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur adota tecnologia usada na aviação em CCO com funcionalidades que ajudam na prevenção de acidentes – VÍDEO E ENTREVISTA</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur adota tecnologia usada na aviação em CCO com funcionalidades que ajudam na prevenção de acidentes – VÍDEO E ENTREVISTA&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2025/04/24/exclusivo-nova-itapemirim-suzantur-adota-tecnologia-usada-na-aviacao-em-cco-com-funcionalidades-que-ajudam-na-prevencao-de-acidentes-video-e-entrevista/embed/#?secret=Th16wO8gNe#?secret=K4WxhjEztr" data-secret="K4WxhjEztr" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><strong>Ônibus históricos:</strong> Além disso, a Suzantur arrematou em leilão ônibus históricos que remetem a diferentes épocas da marca, exaltando os momentos mais importantes e restaura os veículos, além de estilar dois ônibus atuais, em operação, com pinturas marcantes (o veículo 60.000 – TRIBUS, dos anos 1990/2000 e o veículo 70.00, em homenagem aos 70 anos da Itapemirim completados em 2023, que leva uma pintura dos anos 1970/1980) – Relembre:</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="Rsi5DuNogo"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/04/27/video-especial-um-encontro-de-icones-tecnobus-relax-studio-tribus-60-000-o-charmoso-70-000-e-a-paixao-de-marcos-antonio-da-silva-responsavel-pela-manutencao-da-itapemirim/">VÍDEO ESPECIAL: Um encontro de ícones: Tecnobus Relax Stúdio, Tribus 60.000, o charmoso 70.000 e a paixão de Marcos Antônio da Silva, responsável pela manutenção da Itapemirim</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;VÍDEO ESPECIAL: Um encontro de ícones: Tecnobus Relax Stúdio, Tribus 60.000, o charmoso 70.000 e a paixão de Marcos Antônio da Silva, responsável pela manutenção da Itapemirim&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2025/04/27/video-especial-um-encontro-de-icones-tecnobus-relax-studio-tribus-60-000-o-charmoso-70-000-e-a-paixao-de-marcos-antonio-da-silva-responsavel-pela-manutencao-da-itapemirim/embed/#?secret=5LviuHzPQz#?secret=Rsi5DuNogo" data-secret="Rsi5DuNogo" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><strong>Ônibus Zero Quilômetro:</strong> De 200 ônibus em operação, mais de 150 foram comprados zero quilômetro. Relembre um dos lotes:</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="6NB94uqjWl"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2024/10/05/video-exclusivo-nova-itapemirim-suzantur-ja-recebeu-16-dos-40-onibus-0-km-marcopolo-1350-do-mais-recente-lote-que-deve-ser-concluido-em-novembro/">VÍDEO EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur já recebeu 16 dos 40 ônibus 0 km Marcopolo 1350 do mais recente lote que deve ser concluído em novembro</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;VÍDEO EXCLUSIVO: Nova Itapemirim-Suzantur já recebeu 16 dos 40 ônibus 0 km Marcopolo 1350 do mais recente lote que deve ser concluído em novembro&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2024/10/05/video-exclusivo-nova-itapemirim-suzantur-ja-recebeu-16-dos-40-onibus-0-km-marcopolo-1350-do-mais-recente-lote-que-deve-ser-concluido-em-novembro/embed/#?secret=1NnljdRzdm#?secret=6NB94uqjWl" data-secret="6NB94uqjWl" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Mas, como as operações são arrendadas, ainda não é possível mensurar ao certo a valorização às marcas.</p>
<h1>PARQUE RODOVIÁRIO INÉDITO NO BRASIL:</h1>
<p><strong>Nova Itapemirim anuncia ampliação de 132% na sede em São Paulo. De garagem para Parque Rodoviário inédito no Brasil: Sala Vip para passageiros, Polo de Novos Negócios – VÍDEOS EXCLUSIVOS</strong></p>
<p><em>Além de aumento da capacidade para estacionamento de ônibus, Complexo vai contemplar centro de TI específico e alojamentos e refeitórios com conceitos de hotelaria. </em><strong><em>Diário do Transporte</em></strong><em> obteve dados e imagens exclusivas</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI e VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p><strong><u>NO MEIO DO TEXTO, VÍDEO E FOTOS, MAS É IMPORTANTE LER ANTES PARA ENTENDER AS IMAGENS:</u></strong></p>
<p>A Nova Itapemirim-Suzantur anunciou de forma oficial em 11 de junho de 2025, os detalhes das obras e projetos de ampliação da sede operacional do País, que fica em São Paulo, no bairro do Limão, zona Noroeste da capital paulista.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> teve acesso exclusivo às imagens da execução dos trabalhos e aos dados do projeto.</p>
<p>Ao fim das obras, cuja maior parte deve ser concluída ainda neste segundo semestre de 2025, a área atual que é de 5.917 m² passará para 13.756 m², o que significa aumento de 132,48%, com a inclusão de uma área de 7.839 m².</p>
<p>Muito mais que aumento de espaço, a empresa, controlada pelo Grupo Suzantur, com sede administrativa em Santo André (SP), diz que a ampliação vai consistir na construção do que classificou como <em>“Parque Rodoviário Inédito no Brasil</em>”, porque vai incorporar, ainda de acordo com a empresa, num mesmo espaço aéreas que até são habituais em uma garagem de ônibus, mas com novos conceitos e serviços, inclusive, para os passageiros dentro da sede da companhia.</p>
<p><strong>PARA O PASSAGEIRO:</strong> O Complexo vai ter, entre outros serviços para os passageiros, uma Sala Vip com o mesmo conceito que já possui no Terminal Tietê, mas para todos que estiverem em trânsito e não somente para clientes que compararam as categorias leito ou leito-cama de poltronas.</p>
<p>O local vai oferecer aos usuários toaletes acessíveis com acabamento de alto padrão; bar e lanchonete self-service à vontade; espaço família com infraestrutura para banho de bebês; área de descanso; espaço coworking e lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.</p>
<p><strong>HOTELARIA PARA MOTORISTAS:</strong> Para os motoristas e demais funcionários, o Parque Rodoviário vai contar com alojamentos e refeitórios não apenas maiores, mas com conceitos de hotelaria para ampliação do conforto, bem estar e melhoria do sono.</p>
<p><strong>ESTACIONAMENTO TÁTICO:</strong> A área de estacionamento tático dos ônibus, que hoje é de cerca de 20 veículos de grande porte vai passar para uma capacidade de 45 coletivos.</p>
<p><strong>NOVOS NEGÓCIOS:</strong> Outro item inédito é um Polo de Novos Negócios, com uma equipe dedicada a novas áreas de atuação e interface com diferentes setores econômicos para aproveitamento de conceitos que podem depois ser adaptados ao setor rodoviário de passageiros.</p>
<p><strong>LOGÍSTICA E ENCOMENDAS:</strong> A nova configuração da sede vai contar ainda com um Centro de Armazenamento, Logística e Distribuição com área mais ampla, sistemas de monitoramento e gestão específico para o transporte de encomendas. A Nova Itapemirim promete que o departamento vai se equiparar ao nível de grandes empresas de entregas de produtos e documentos, inclusive com rastreamento integrado. O centro logístico passará a ter</p>
<p><strong>TI COM ESPAÇO PRÓPRIO:</strong> O setor de T.I. (Tecnologia da Informação) vai ter um espaço próprio com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.</p>
<p><strong>MANUTENÇÃO:</strong> Além de ser ampliada, a área de manutenção vai contar com novos equipamentos e tecnologias, inclusive com centro de diagnósticos preventivos e planejamento de cronogramas de paradas para revisões que podem ser ajustados por programas de computador de acordo com cada realidade operacional. Por exemplo: os ônibus que vêm do Nordeste têm um tipo de desgaste diferente dos que operaram apenas no Sul e Sudeste e fizerem parada tática na sede paulistana. Além disso, o nível de exigência dos ônibus rodoviários em alta temporada, como feriados prolongados e fim e início de ano é diferente que nas outras épocas, por exemplo. Essa personalização já é adotada, mas com o novo espaço, poderá ser intensificada e mais tecnologia de gestão de manutenção vai ser usada para isso.</p>
<p>A expansão está sendo possível porque a Nova Itapemirim-Suzantur assumiu no mês de abril de 2025 a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Caçador, de Santa Catarina.</p>
<p><strong>MAIS EMPREGOS:</strong> A ampliação dos serviços, áreas e departamentos, segundo a companhia, dirigida pelo empresário Claudinei Brogliato, deve resultar na contatação imediata de 40 novos funcionários diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem.</p>
<p><strong><u>INSPIRAÇÃO EM PARQUE E COMPLEXO RODOVIÁRIO:</u></strong></p>
<p>Apesar da modernidade prevista, a Nova Itapemirim-Suzantur diz que os investimentos, cujos valores não foram revelados, têm uma característica que se inspira no pioneirismo do fundador da marca Itapemirim, Camilo Cola.</p>
<p><strong><em>“Não, não será apenas uma garagem de ônibus. Está nascendo aqui, no bairro do Limão, um Parque Rodoviário Inédito no Brasil. Tem como inspiração o Parque Rodoviário que Camilo Cola concebeu nas épocas áureas da marca, em Cachoeiro de Itapemirim, mas com toda a modernidade da tecnologia atual e mais foco para os passageiros que vão poder usufruir diretamente deste espaço. Não se trata de comparar dimensões e números, são épocas diferentes, mas assimilar a força de um espírito que nos motiva e adaptar com as atuais realidades da tecnologia e não só adaptar, mas, como Camilo Cola, inovar” </em></strong></p>
<p>A frase é do diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, sobre as obras de ampliação da sede da empresa, no bairro do Limão, zona Noroeste de São Paulo, que se complementa com o mesmo entusiasmo do gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva</p>
<p><strong><em>*“Aqui teremos um dos centros de manutenção e conservação de frota rodoviária mais modernas do Brasil. Não é uma área maior para o trabalho, mas vamos incorporar tecnologia, metodologias novas com foco em segurança e conforto, mas acima de tudo, como já ocorre, tudo será movido pela paixão. Foi o que moveu Camilo Cola nesse sonho que se tornou gigante. A Itapemirim é Nova, mas tem raiz, tem história. E nosso amor por esta história passa por preservar materiais de época, como os ônibus e pinturas que estamos restaurando, mas vai além. É beber dessa fonte e inovar. Amar a história de uma marca vai muito além de preservar o que se tem, mas é continuar evoluindo. Itapemirim, com a Suzantur, sua história continuará”*</em></strong> &#8211; disse</p>
<p>Em nota, a Nova Itapemirim-Suzantur resume os principais pontos da nova estrutura.</p>
<p><div style="width: 1272px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-509864-2" width="1272" height="720" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/GARAGEM-ITA.mp4?_=2" /></p><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/GARAGEM-ITA.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/GARAGEM-ITA.mp4</a></video></div></p>
<p><strong>AMPLIAÇÃO DA GARAGEM NOVA ITAPEMIRIM – BAIRRO LIMÃO/SP</strong></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-460226" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/GARAGEM-ITA-42.jpg?resize=1600%2C1200&#038;ssl=1" alt="" width="1600" height="1200" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/GARAGEM-ITA-42.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/GARAGEM-ITA-42.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/GARAGEM-ITA-42.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/GARAGEM-ITA-42.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/GARAGEM-ITA-42.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/GARAGEM-ITA-42.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/GARAGEM-ITA-42.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>Em primeiro plano, diretor operacional da Nova Itapemirim-Suzantur, Júlio Cézar de Assis, e gerente de manutenção do Grupo Nova Itapemirim-Suzantur, Marcos Antônio da Silva</p>
<p>A Nova Itapemirim – Suzantur deu mais um passo estratégico rumo à expansão e modernização de suas operações com a ampliação da garagem localizada no Bairro do Limão, na capital paulista. Neste mês de abril, a empresa assumiu a segunda parte das instalações anteriormente utilizadas pela empresa Reunidas Catarinense, consolidando uma estrutura ainda mais robusta e alinhada aos novos desafios operacionais e logísticos.</p>
<p><strong><u>Dimensões do complexo:</u></strong></p>
<p>Área atual: 5.917 m²</p>
<p>Área da ampliação: 7.839 m²</p>
<p>Área total consolidada: 13.756 m²</p>
<p><strong><u>Principais melhorias e ampliações previstas:</u></strong></p>
<p><strong>Ampliação do Centro de Encomendas:</strong></p>
<p>A nova área abrigará um moderno espaço logístico com 3.000 m², potencializando significativamente a capacidade de triagem, armazenamento e distribuição de encomendas em São Paulo.</p>
<p><strong>Nova Sala VIP para Clientes em Trânsito:</strong></p>
<p>Será implementado um ambiente de alto padrão com:</p>
<p>Toaletes acessíveis;</p>
<p>Espaço família com infraestrutura para banho de bebês;</p>
<p>Área de descanso;</p>
<p>Espaço coworking;</p>
<p>Lounge com eletrodomésticos de uso compartilhado.</p>
<p><strong><u>Novo Refeitório Ampliado:</u></strong></p>
<p>Em função do crescimento projetado de aproximadamente 40 novos colaboradores diretos e indiretos nas áreas de Operações, Comercial, Logística, Manutenção, Limpeza e Lavagem, será construído um novo refeitório, mais amplo e confortável, para atendimento diário à equipe.</p>
<p><strong>Expansão Administrativa e Operacional:</strong></p>
<p>Serão criadas novas salas para as áreas Administrativa, Operacional e Comercial, com melhores condições de trabalho, infraestrutura e integração entre setores. Também está sendo ampliado o Polo de Gestão de Encomendas e Novos Negócios Logísticos.</p>
<p><strong>Alojamentos para Colaboradores:</strong></p>
<p>A readequação da estrutura permitirá o aumento da capacidade dos alojamentos, com a construção de mais quartos, oferecendo conforto e descanso adequado aos profissionais em regime de escala.</p>
<p><strong>Infraestrutura de Tecnologia da Informação:</strong></p>
<p>Com 103 linhas operacionais, uma frota de 200 ônibus e mais de 3,5 milhões de quilômetros rodados, a área de TI passará a contar com um espaço próprio, ampliado e paramentado com novos equipamentos, servidores, sistemas e suporte para as agências franqueadas e rodoviárias próprias.</p>
<p><strong>Expansão do Pátio Operacional:</strong></p>
<p>O número de vagas para veículos no pátio passará de 20 para 45 vagas, permitindo um fluxo interno mais seguro, eficiente e organizado. Essa reestruturação reforça o compromisso com a qualidade da manutenção preventiva e corretiva, garantindo maior precisão na operação e no cumprimento rigoroso dos horários de embarque e desembarque.</p>
<p><strong>HISTÓRICO</strong></p>
<p>A falência do Grupo Itapemirim foi decretada em 21 de setembro de 2022; o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida foi assinado em 29 de setembro de 2022; o registro das operações na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) foi em 05 de outubro de 2022; a autorização pela ANTT foi em 27 de fevereiro de 2023 e o início das operações foi em 04 de março de 2023.</p>
<p>À Justiça, grupos empresariais, que somente segundo semestre de 2024, reta final, ofereceram valores bem superiores aos R$ 200 mil por mês (ou 1,5% sobre a receita líquida mensal das vendas físicas de passagens em guichês e agências), entende que o prazo de dois do arrendamento deveria ser contado a partir da assinatura do contrato (29 de setembro de 2022) ou do registro na ANTT (05 de outubro de 2022). Portanto, na visão destas empresas, o arrendamento já acabou.</p>
<p>Entre estes grupos empresarias estão o Comporte (de Constantino de Oliveira), que apresentou proposta de R$ 1 milhão por mês e elevou para R$ 1,5 milhão, e da Viação Águia Branca, que ofereceu R$ 1,2 milhão. Todas estas propostas foram apresentadas mais de dois anos depois de o Grupo Itapemirim ter a falência decretada.</p>
<p>Desde 04 de março de 2023, a Transportadora Turística Suzano (Suzantur) opera por meio de arrendamento as linhas que eram autorizadas às viações Itapemirim e Kaissara, do Grupo Itapemirim, que teve a falência decretada pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 21 de setembro de 2022. Na mesma decisão da falência, o magistrado autorizou o arrendamento das linhas e estruturas, como guichês, com o objetivo de angariar recursos para os credores do Grupo Itapemirim, uma vez que a Suzantur se comprometeu a repassar 1,5% da receita de vendas de passagens, com garantia de R$ 200 mil fixos por mês. Em valores atualizados, as dívidas do Grupo Itapemirim são de R$ 2,69 bilhões, contando débitos tributários, trabalhistas, com bancos e financiamentos e com fornecedores.</p>
<h1>A cronologia básica é:</h1>
<p><strong>&#8211; 21 de setembro de 2022:</strong> A Justiça de São Paulo decreta a falência do Grupo Itapemirim e, na mesma decisão, aprova o pedido de arrendamento das linhas e estrutura das viações Itapemirim e Kaissara à Suzantur (Transportadora Turística Suzano Ltda), de Santo André, no ABC Paulista. A autorização judicial foi para um arrendamento de um ano prorrogável por mais um ano, totalizando dois anos.</p>
<p><strong>&#8211; 29 de setembro de 2022</strong>: É assinado o contrato de arrendamento entre a Suzantur e a massa falida do Grupo Itapemirim. O objetivo do arrendamento é gerar recursos para a massa falida.</p>
<p><strong>&#8211; 05 de outubro de 2022</strong>: A administradora judicial da falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, protocola o contrato de arrendamento das linhas de ônibus interestaduais junto à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).</p>
<p><strong>&#8211; 27 de fevereiro de 2023:</strong> Depois de longa batalha jurídica contra a ANTT e empresas de ônibus concorrentes, como as que formam o Grupo Comporte (família Constantino de Oliveira), Grupo Garcia Brasil Sul (Paraná) e Grupo Águia Branca (Espírito Santo), a Suzantur (São Paulo) consegue liberação da ANTT para gradativamente retomar as operações de todas as 125 linhas de ônibus interestaduais que haviam sido paralisadas entre as gestões da família do fundador da Itapemirim, Camilo Cola, e do empresário Sidnei Piva de Jesus (que era dono da Itapemirim na data da falência)</p>
<p><strong>&#8211; 04 de março de 2023:</strong> Da garagem provisória da Suzantur, em Santo André, parte o primeiro ônibus da fase de retomada de linhas. O veículo, de dois andares e quatro eixos, fez a linha São Paulo x Curitiba, inaugurando a era da administração do diretor da Suzantur, Claudinei Brogliato, frente às operações interestaduais com o nome Nova Itapemirim.</p>
<p><strong>&#8211; 30 de abril de 2024:</strong> É assinado o aditivo de prorrogação por um ano do contrato de arrendamento.</p>
<p><strong>&#8211; 07 de fevereiro de 2025: </strong>O juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), em primeira instância, concede pedido administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, EXM Partners, prorroga o arrendamento por até 180 dias ou até a conclusão do leilão definitivo (se for resolvido antes), a partir da data do fim dos dois anos do arrendamento em curso. O magistrado ainda negou as propostas milionárias do Grupo Águia Branca e do Grupo Comporte para um novo arrendamento até o leilão. Em 31 de janeiro de 2025, a Viação Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, ofereceu R$ 36,24 milhões por ano e o Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, propôs R$ 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.</p>
<h1><strong><u>O QUE VAI A LEILÃO</u></strong></h1>
<p>Em agosto de 2023, a chamada UPI Operação do Grupo Itapemirim foi avaliada em R$ 97,2 milhões (R$ 97.210.000, 00 &#8211; noventa e sete milhões, duzentos e dez mil reais).</p>
<p>A Setape Avaliação Patrimonial, empresa independente que fez o levantamento (relação dos bens), identificou os seguintes itens:</p>
<ul>
<li>125 linhas registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres),</li>
<li>39 guichês rodoviários;</li>
<li>32 ônibus (a maior parte sucateada e de baixo valor);</li>
<li>2 marcas “Itapemirim” registradas no INPI sob nº 006068421 e 007538197.</li>
</ul>
<h1><strong>BRIGAS JURÍDICAS:</strong></h1>
<p>Suzantur e Grupo Águia Branca vêm travando uma batalha jurídica por causa do arrendamento das linhas referentes à malha que era de responsabilidade do Grupo Itapemirim, que faliu em 21 de setembro de 2022. Ao todo, são 125 linhas espalhadas por quase todo o país que geram um faturamento milionário.</p>
<p>A Águia Branca, da família Chieppe, do Espírito Santo, chegou a apresentar em janeiro de 2025 na Justiça proposta de R$ 3,02 milhões por mês (R$ 36,24 milhões por ano) para operar as linhas e tirar a Suzantur do arrendamento atual que tem vigência original em contrato de dois anos. O valor é 15 vezes maior do que o mínimo previsto no atual contrato com a Suzantur, que é de R$ 200 mil ou 1,5% sobre a receita líquida da venda virtual (aplicativo e internet) de passagens. A empresa de Santo André (SP) opera desde 04 de março de 2023, mas restabelece as linhas de forma gradual.</p>
<p>Como deve ser marcado nos próximos dias o leilão que vai escolher quem vai ficar definitivamente com as linhas estruturas e marcas do Grupo Itapemirim, a Justiça decidiu prorrogar as operações arrendadas com a Suzantur por 180 dias e negou a proposta da Águia Branca, como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>.</p>
<p>Relembre:</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="jrsSDmGgE0"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/02/09/exclusivo-no-diario-do-transporte-justica-decide-que-suzantur-ficara-ate-mais-180-dias-frente-ao-arrendamento-das-linhas-da-itapemirim-e-nega-propostas-da-aguia-branca-comporte-e-intese-frotanobre/">EXCLUSIVO NO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Justiça decide que Suzantur ficará até mais 180 dias frente ao arrendamento das linhas da Itapemirim e nega propostas da Águia Branca, Comporte e Íntese (Frotanobre) – 1ª MÃO</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;EXCLUSIVO NO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Justiça decide que Suzantur ficará até mais 180 dias frente ao arrendamento das linhas da Itapemirim e nega propostas da Águia Branca, Comporte e Íntese (Frotanobre) – 1ª MÃO&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2025/02/09/exclusivo-no-diario-do-transporte-justica-decide-que-suzantur-ficara-ate-mais-180-dias-frente-ao-arrendamento-das-linhas-da-itapemirim-e-nega-propostas-da-aguia-branca-comporte-e-intese-frotanobre/embed/#?secret=IoIfjcodKf#?secret=jrsSDmGgE0" data-secret="jrsSDmGgE0" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Desde o início do processo a Águia Branca briga contra a Suzantur. Primeiro queria impedir o arrendamento. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1,2 milhão por mês para operar as linhas e em janeiro de 2025, a oferta foi para R$ 3,02 milhões.</p>
<p>Outro grupo que briga contra a Suzantur por causa da Itapemirim é o Comporte, da família de Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino, fundador da GOL Linhas Aéreas e que reúne mais de sete mil ônibus entre urbanos e rodoviários em todo país por empresas como Expresso União, Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, Viação Piracicabana, Expresso de Prata, Expresso Itamarati, entre outras. O Grupo Comporte também atua em concessões metroferroviárias como no Metrô da Grande Belo Horizonte, no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, e constrói para operar o TIC (Trem Intercidades) São Paulo – Jundiaí – Campinas, em uma PPP (Parceria Público Privada) do Governo do Estado de São Paulo.</p>
<p>O Grupo da família Constantino também queria impedir o arrendamento no início do processo. Em 2024, chegou a oferecer R$ 1 milhão por mês para operar as linhas, subiu a proposta para R$ 1,5 milhão e, agora, em janeiro de 2025, a oferta foi para 1,711 milhão por mês ou 5,01% da receita líquida da venda de passagens – o que for mais vantajoso para a massa falida.</p>
<p>Relembre:</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="4WIo96wIgW"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/02/05/em-novo-pedido-aguia-branca-diz-que-transicao-de-60-dias-e-suficiente-para-estar-operando-todas-as-linhas-da-itapemirim-e-reforca-oferta-de-r-3624-milhoes-por-ano-pelo-arrendamento/">Em novo pedido, Águia Branca diz que transição de 60 dias é suficiente para estar operando todas as linhas da Itapemirim e reforça oferta de R$ 36,24 milhões por ano pelo arrendamento</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Em novo pedido, Águia Branca diz que transição de 60 dias é suficiente para estar operando todas as linhas da Itapemirim e reforça oferta de R$ 36,24 milhões por ano pelo arrendamento&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2025/02/05/em-novo-pedido-aguia-branca-diz-que-transicao-de-60-dias-e-suficiente-para-estar-operando-todas-as-linhas-da-itapemirim-e-reforca-oferta-de-r-3624-milhoes-por-ano-pelo-arrendamento/embed/#?secret=ydFqMbKZKq#?secret=4WIo96wIgW" data-secret="4WIo96wIgW" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>A Viação Garcia, do Grupo Garcia-Brasil Sul – Santo Anjo, é outro conglomerado empresarial que briga contra a Nova Itapemirim/Suzantur. Por diversas vezes tentou judicialmente, sem sucesso, retirar a empresa de Santo André (SP) do arrendamento. Entretanto, aparentemente o grupo comandando pela família Boiko, na reta final do arrendamento, decidiu sair dos holofotes e não fez nenhuma proposta para uma eventual operação arrendada como procederam as famílias Constantino e Chieppe.</p>
<h1>TESES DE DATAS PARA O FIM DO ARRENDAMENTO:</h1>
<p>Existe um debate jurídico sobre o fim do prazo deste arrendamento, que é de dois anos.</p>
<p>A decisão foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.</p>
<p>As datas de início da vigência e do fim do contrato de arrendamento são o ponto que causa divergência.</p>
<p>Veja o que alegam.</p>
<p><strong>CONCORRENTES DA NOVA ITAPEMIRIM-SUZANTUR</strong></p>
<p>Os concorrentes da Nova Itapemirim-Suzantur, como as empresas do Grupo Comporte, da família Constantino, e a Viação Águia Branca, da família capixaba Chieppe, sustentam que os dois anos deveriam ser contados a partir da assinatura do contrato, em 29 de setembro de 2022. Portanto, de acordo com esta interpretação, o contrato já perdeu a validade. Mas, com a petição de 10 de janeiro de 2025, na qual o Grupo Comporte quer impedir a venda de passagens pela Nova Itapemirim depois de 27 de fevereiro de 2025, o conglomerado da família Constantino admite que esta é a data de validade.</p>
<p><strong>EXM PARTNERS</strong></p>
<p>A EXM Partners, administradora judicial do processo de falência do Grupo Itapemirim, alega o contrato deixa claro que os dois anos de arrendamento deveriam ser contatos a partir da liberação das operações pela Suzantur da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal, que regula as linhas interestaduais, que foi em 27 de fevereiro de 2023. Logo, por esta interpretação, o arrendamento vai até 27 de fevereiro de 2025. Mas, além disso, alega que o próprio contrato de arrendamento prevê que depois do encerramento formal, há um período de três meses para a chamada desmobilização, ou seja, para eventual troca de empresa (caso a Suzantur não vença o leilão definitivo das linhas, que ainda não teve a data marcada). O objetivo desta desmobilização é justamente não haver interrupção abrupta dos serviços, o que prejudicaria passageiros, empregados da Nova Itapemirim-Suzantur e fornecedores.</p>
<p><strong>SUZANTUR </strong></p>
<p>A Suzantur, por sua vez, diz que o contrato de arrendamento deve vigorar até a definição do vencedor do leilão das linhas e estruturas e que o período de três meses para eventual desmobilização, caso não vença a disputa, seja contato a partir do resultado do leilão.</p>
<p><strong>O QUE A JUSTIÇA DIZ SOBRE ESTE PRAZO?</strong></p>
<p>A Justiça ainda vai decidir de maneira definitiva sobre esta data de validade do contrato de arrendamento.</p>
<p>De maneira provisória (liminar), o juiz Marcelo Stabel de Carvalho Hannoun, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu que deve ser considerada a data de 27 de fevereiro de 2025, mas, como mostrou <strong><em>DE FORMA EXCLUSIVA o Diário do Transporte</em></strong>, em 09 de janeiro de 2025, o magistrado determinou que a Suzantur e a EXM Parterns comprovem a anuência da ANTT em 27 de fevereiro de 2023. Caso contrário, pode determinar o fim do arrendamento.</p>
<p>Por isso, já de maneira preventiva, o juiz determinou que eventuais interessados nas operações protocolem propostas.</p>
<p>Relembre:</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="cl9skkcBxY"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/01/09/exclusivo-justica-determina-que-interessados-em-arrendamento-das-linhas-da-itapemirim-kaissara-protocolem-propostas-em-cinco-dias-uteis/">EXCLUSIVO: Justiça determina que interessados em arrendamento das linhas da Itapemirim/Kaissara protocolem propostas em cinco dias úteis</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;EXCLUSIVO: Justiça determina que interessados em arrendamento das linhas da Itapemirim/Kaissara protocolem propostas em cinco dias úteis&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2025/01/09/exclusivo-justica-determina-que-interessados-em-arrendamento-das-linhas-da-itapemirim-kaissara-protocolem-propostas-em-cinco-dias-uteis/embed/#?secret=eVH2ZBdyzq#?secret=cl9skkcBxY" data-secret="cl9skkcBxY" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Grandes grupos empresariais, como Comporte, de Constantino Oliveira, e Águia Branca, da família capixaba Chieppe ofereceram valores bem superiores aos atuais R$ 200 mil pagos pela Suzantur por mês, variando entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,5 milhão.</p>
<h1>A MAIS RECENTE DEFESA DA ADMINISTRADORA JUDICIAL:</h1>
<p><strong>NÃO APRESENTAÇÃO DE LAUDOS E EXM PARTNERS CONTRA POSTURA DA SUZANTUR:</strong></p>
<p>Diferentemente de vezes anteriores, quando se alinhava com a Suzantur no processo em diversos pontos, a EXM Partners foi enfática e defendeu que a empresa do ABC perca direitos previstos no contrato de arrendamento, como preferência nos lances do leilão e desconto dos valores empregados para as operações arrendadas caso não apresente os laudos que descrevam e comprovem os investimentos feitos até agora.</p>
<p>A EXM Partners destacou que, apesar de ter sido intimada judicialmente para isso, ainda não obedeceu às determinações e não apresentou a relação.</p>
<p>Por isso, defendeu no processo, a aplicação da chamada “perempção”. O termo gera mais de uma interpretação em processos judiciais, mas pode ser entendido, de uma maneira mais ampla, numa espécie de penalidade à parte intimada, com perdas de direito, quando por, no mínimo três vezes, essa parte não atende ou responde a uma determinação.</p>
<p>No contexto do processo, se não relacionar os investimentos feitos conforme mais de determinação, a Suzantur deve perder as vantagens e direitos no leilão previstos no contrato de arrendamento.</p>
<p><strong><em>Quanto à prevalência das disposições contratuais, embora esta Administradora Judicial concorde com a consolidação das cláusulas contratuais do arrendamento, entende adequada e assertiva a r. decisão anteriormente proferida por V. Exa. no sentido de que, em não havendo a apresentação de avaliação técnica quanto aos investimentos realizados, haveria a </em></strong><u><strong><em>perempção</em></strong></u><strong><em>, pela arrendatária, dos direitos pertinentes a tal investimento e seus reflexos na venda judicial. Não é demais relembrar que o referido contrato previa prazo para apresentação de tal avaliação e que tal prazo não foi observado pela Embargante, apesar de diversas solicitações desta Administradora Judicial em tal sentido, em vias administrativas e processuais</em></strong></p>
<p>Os valores destes investimentos são fundamentais no leilão. Isso porque, o contrato de arrendamento prevê dois aspectos importantes que envolvem as quantias investidas pela Suzantur: a empresa do ABC tem direito de usar 50% dos valores investidos a serem debitados no lance e, caso perca o leilão, deve ter o que dispendeu para as operações ressarcido.</p>
<p>Logo, a informação destes valores ultrapassa o rito jurídico, mas é um dado estratégico para eventuais concorrentes que poderão se preparar quanto aos lances que já devem cobrir.</p>
<p>Mesmo com esta postura mais dura, a EXM Partners é contra petição da Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, concorrente da Suzantur, sobre eventual atraso do leilão para redefinir os valores dos bens que serão oferecidos.</p>
<p>Entretanto, a Administradora Judicial dá razão à Penha, empresa do Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, quando a companhia se queixa da postura da Suzantur em ainda não apresentar</p>
<p><strong>PERDA DE VANTAGENS E DIREITOS COM O FIM DO CONTRATO DE ARRENDAMENTO</strong></p>
<p>Outro aspecto do processo é que não está esclarecida de forma definitiva a data do fim do arrendamento, que é de dois anos. Por enquanto, é 27 de fevereiro de 2025.</p>
<p>A decisão da falência foi de 21 de setembro de 2022 e o contrato foi assinado em 29 de setembro de 2022. O pedido de anuência das operações da Suzantur foi feito pela administradora judicial do processo de falência, EXM Partners, junto a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), do Governo Federal e que regula as linhas interestaduais, foi feito em 05 de outubro de 2022. Mas a ANTT só liberou as operações em 27 de fevereiro de 2023 e o primeiro ônibus só começou a rodar em 04 de março de 2023.</p>
<p>A EXM Partners defende a data de 27 de fevereiro. A Suzantur diz que o arrendamento deve acabar quando o leilão tiver o vencedor definido e as concorrentes da Suzantur, como Grupo Comporte e Viação Água Branca, dizem que os dois anos deveriam ser considerados a partir de setembro de 2022 ou, no máximo, outubro de 2022, ou seja, já acabou.</p>
<p>O fato é que, nesta sexta-feira, 17 de janeiro de 2025, a EXM Partners concordou com a tese de que as operações da Suzantur não podem ser interrompidas mesmo com a indefinição do leilão, mas que a empresa deixe de ter os direitos previstos no contrato de arrendamento caso o leilão ocorra depois do fim de sua vigência, ou seja, depois de 27 de fevereiro de 2025. Na prática, defende a EXM Partenrs, a Suzantur perde o direito à indenização e ao desconto de 50% nos lances depois desta data.</p>
<p><strong><em>Ou seja, pelo próprio texto expresso da decisão, ultrapassada a data de vigência do contrato, a Transportadora Suzano perderá as condições que contratualmente configuram vantagens em seu favor. Desta forma, não ocorre o suposto “direito de preferência” a favor da Arrendatária no texto do edital, seja expressa ou tacitamente, e a classificação de eventual crédito a favor da Suzantur e a forma de seu pagamento poderiam ser analisados após a realização da hasta.</em></strong></p>
<p><strong>STALKING HORSE</strong></p>
<p>A EXM Partners também se mostrou contra a tese, que beneficiaria a Suzantur, de que atrasar o leilão para fixação de preço mínimo das linhas, ônibus, marcas e guichês traria efeitos positivos à massa falida.</p>
<p>Pelo contrário, para a Administradora Judicial, a prática, denominada no termo jurídico de <em>stalking horse</em> configuraria a uma preferência no leilão e uma vantajosidade que, em sua visão, a Suzantur não tem direito.</p>
<p><strong><em>Conforme já defendido pela Administradora Judicial na ocasião, atrasar a venda judicial para incluir nas regras de alienação a possibilidade de stalking horse e regras para “proteção do mercado” seria ampliar de maneira indevida o escopo do procedimento de venda, trazendo prejuízos aos credores concursais e ao procedimento falimentar como um todo, o qual, como se sabe, deve ser sempre orientado pela celeridade e eficiência. Ademais, a previsão de stalking horse ocasionaria exatamente um ‘direito de preferência indireto’ a favor da proponente, tal qual impugnado por outros interessados nestes autos.</em></strong></p>
<p>De acordo com o site especializado em direito JusBrasil e a advogada especialista, Liana Variani, ao <strong><em>Diário do Transporte,</em></strong> o termo &#8220;Stalking Horse&#8221; teve origem na justiça norte-americana sobre falências e a estratégia tem sido usada no Brasil em recuperações judiciais ou leilões.</p>
<p>Nesta estratégia se busca um &#8220;Stalking Horse&#8221;, que pode ser uma empresa, investidor ou conjunto de investimentos, <em>para “estabelecer um lance mínimo na venda de seus ativos, de maneira a garantir um preço base para a futura venda, a qual é normalmente realizada em leilão.”</em></p>
<p>Tal medida tem sido uma estratégia usada em leilões ou vendas de Unidades Produtivas Isoladas (UPI).</p>
<p>No caso específico, a Suzantur, por meio de seus investimentos e operações daria origem naturalmente ao “Stalking Horse&#8221;. As linhas, guichês, ônibus e marcas formam a UPI.</p>
<p>Mas, para a EXM, a prática não seria vantajosa aos credores, uma vez que não se deve mais postergar o leilão, já que as operações das linhas já estão se prolongando e não se deve criar vantagens à Suzantur, mesmo com os investimentos realizados, que inviabilizariam ou desestimulariam concorrentes no leilão.</p>
<p><strong>VENDA EM LOTES:</strong></p>
<p>A EXM Partners se manifestou também contra a posição da Viação Águia Branca, outra concorrente de mercado da Itapemirim e eventual participante no leilão de que as linhas deveriam ser oferecidas em blocos regionais ou operacionais e não todas juntas.</p>
<p><strong><em>Igualmente, o formato da venda – como operação, e não como blocos – foi objeto de estudos e avaliações técnicas e específicas, já apresentados nestes autos, sendo concluído que se acatada a forma que a Embargante pretende – venda dos ativos em ‘pedaços’ – a venda seria mais difícil, menos lucrativa, e ao contrário do por ela apontado, mais passível de impugnações perante os órgaos regulatórios. Prova disto é que o arrendamento foi praticado no mesmo formato, e não somente a operação se mostrou sustentável, como apresenta números de rendimento melhores a cada mês apurado. </em></strong>– diz a Administradora Judicial.</p>
<h1><strong>FROTA ATUAL:</strong></h1>
<p>Integram a totalidade da frota atual de cerca de 200 ônibus da empresa, os seguintes modelos: Marcopolo Paradiso G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1200, Marcopolo Paradiso New G7 1800 DD (dois andares), Marcopolo Paradiso G8 1200, Marcopolo Paradiso G8 1350 e Marcopolo Paradiso G8 1800 DD (dois andares).</p>
<p>Os chassis são das marcas Mercedes-Benz, Volvo e Scania tanto das tecnologias Euro 5 como Euro 6.</p>
<p><strong>ÔNIBUS COM BAGAGEIROS MAIORES:</strong></p>
<p>O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 &#8211; Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).</p>
<p>Os ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.</p>
<p>Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.</p>
<p>Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.</p>
<p>O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.</p>
<p>Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.</p>
<p>A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.</p>
<p>O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.</p>
<p>A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.</p>
<p><strong>Meio-Ambiente:</strong> A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.</p>
<p>Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).</p>
<p>Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.</p>
<p>Detalhes da tecnologia BlueTec 6:</p>
<ul>
<li><strong>DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):</strong></li>
</ul>
<p>Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.</p>
<ul>
<li><strong>DPF (Filtro de Partículas Diesel):</strong></li>
</ul>
<p>Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.</p>
<ul>
<li><strong>SCR (Redução Catalítica Seletiva):</strong></li>
</ul>
<p>Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.</p>
<p><strong>LEITO-CAMA (DOIS ANDARES):</strong></p>
<p>Cada veículo de dois andares (DD – Double Decker) é configurado com oito poltronas que possibilitam reclinação total na parte inferior e 46 assentos no piso superior, do tipo semi-leito.</p>
<p>Na parte inferior, além de reclinação total nas poltronas, os passageiros vão contar com serviço diferenciado que oferece mantas, iluminação especial entre outros itens de conforto.</p>
<p>Em ambos os andares, os ônibus oferecem nas poltronas itens como porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em casa assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.</p>
<p>Geladeiras com água à vontade para os passageiros, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual, interfone para comunicação com o motorista também fazem parte do pacote presente no modelo dos ônibus para as duas categorias de serviço.</p>
<h1>ÔNIBUS NOVOS E PINTURAS HISTÓRICAS:</h1>
<p><div id="attachment_425573" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-425573" class="size-full wp-image-425573" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.34.13-1.jpeg?resize=1600%2C1066&#038;ssl=1" alt="" width="1600" height="1066" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.34.13-1.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.34.13-1.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.34.13-1.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.34.13-1.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.34.13-1.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.34.13-1.jpeg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/12/WhatsApp-Image-2024-12-18-at-16.34.13-1.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><p id="caption-attachment-425573" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Ônibus Marcopolo G8 &#8211; 1350 prefixo 60.000 em homenagem ao TRIBUS; Ônibus Marcopolo G8 &#8211; 1350 com pintura atual da Itapemirim; Ônibus Marcopolo G7 – 1200 prefixo 70.000 com pintura em homenagem aos 70 anos da Itapemirim; Ônibus de dois andares Leito-Cama com a pintura atual da Itapemiriim</p></div></p>
<p><strong>TRIBUS:</strong></p>
<p>No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.</p>
<p>Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.</p>
<p>A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.</p>
<p><strong>O ÔNIBUS:</strong></p>
<p>O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 &#8211; Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).</p>
<p>O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.</p>
<p>Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.</p>
<p>Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.</p>
<p>O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.</p>
<p>Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.</p>
<p>A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.</p>
<p>O sanitário possui um sistema de tratamento antibacteriano. Suspensão que reduz as vibrações e impactos de buracos nas vias também faz parte da configuração.</p>
<p><strong>Meio-Ambiente:</strong> A tecnologia de motor e conjunto de chassi, que segue a norma atual com base nos padrões internacionais Euro 6 de redução de emissões, é denominada pela fabricante Mercedes-Benz de BlueTec 6.</p>
<p>Trata-se da combinação de três módulos: DOC (catalisador de oxidação), DPF (filtro de partículas) e SCR (Redução Catalítica Seletiva).</p>
<p>Segundo a Mercedes-Benz, este conjunto garante que os veículos atendam às normas de emissões mais rigorosas, com reduções de até 80% nos óxidos de nitrogênio e 50% no material particulado.</p>
<p>Detalhes da tecnologia BlueTec 6:</p>
<ul>
<li><strong>DOC (Catalisador de Oxidação Diesel):</strong></li>
</ul>
<p>Converte o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos em dióxido de carbono e água, reduzindo a poluição.</p>
<ul>
<li><strong>DPF (Filtro de Partículas Diesel):</strong></li>
</ul>
<p>Retém as partículas sólidas (fuligem) do escapamento, evitando que sejam emitidas para o ambiente.</p>
<ul>
<li><strong>SCR (Redução Catalítica Seletiva):</strong></li>
</ul>
<p>Utiliza um agente redutor (uréia) para converter o óxido de nitrogênio (NOx) em nitrogênio e água, reduzindo as emissões nocivas.</p>
<p>A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.</p>
<h1><strong>VALORIZAÇÃO DA HISTÓRIA:</strong></h1>
<p>Ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a Suzantur informou que vai participar do leilão da marca e para operação definitiva das linhas interestaduais do Grupo Itapemirim. Desde 04 de março de 2023, a empresa opera por meio de arrendamento judicial os serviços que estão sendo retomados.</p>
<p><strong><em>“Queremos fazer parte da trajetória da marca Itapemirim tão importante não apenas para a história dos transportes rodoviários, mas presente em milhões e milhões de histórias pessoais ao longo de mais de 70 anos. A Itapemirim representa um Brasil só, um Brasil que se une, que dá as mãos. A Itapemirim cruza o Brasil, foi a porta de entrada para milhões de pessoas que partiram de suas regiões de origem e foram tentar uma vida melhor em outra parte do País, que lutaram e venceram. A Suzantur está fazendo a marca Itapemirim voltar a ter valor. São investimentos em frota de alta tecnologia, ônibus zero quilômetro, até com leito-cama. Os investimentos também são em tecnologia de segurança nas estradas, em monitoramento, em vendas de passagens, facilitando o acesso ao passageiro. Mas não podemos deixar de lado os investimentos no resgate da história da marca Itapemirim. Por isso, são desenvolvidas várias ações de preservação da memória”</em></strong> – diz a Suzantur.</p>
<p><strong>Entre as ações de resgate e preservação da memória da Itapemirim pela Suzantur estão:</strong></p>
<h2><strong>Ônibus Prefixo 70000:</strong></h2>
<p>Para comemorar os 70 anos da Viação Itapemirim, que se completaram em 04 de julho de 2023, a Suzantur pintou um ônibus operacional com o prefixo 70000. O veículo recebeu um dos layouts mais tracionais da empresa, nas cores creme, amarelo e branco. Segundo a Suzantur, por onde passa, o ônibus 70000 é sucesso e faz muitas pessoas relembrarem um pouco de suas histórias e de suas famílias ao verem o veículo. As primeiras imagens do veículo foram divulgadas pelo Diário do Transporte em junho de 2023.</p>
<p><strong>Relembre:</strong></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="FFnynSeKe4"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2023/06/02/avanca-trabalho-de-pintura-feita-pela-suzantur-em-homenagem-aos-70-anos-da-viacao-itapemirim-com-um-dos-layouts-mais-tradicionais-que-marcaram-as-decadas-de-1960-e-1970/">Avança trabalho de pintura feita pela Suzantur em homenagem aos 70 anos da Viação Itapemirim com um dos layouts mais tradicionais que marcaram as décadas de 1960 e 1970</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Avança trabalho de pintura feita pela Suzantur em homenagem aos 70 anos da Viação Itapemirim com um dos layouts mais tradicionais que marcaram as décadas de 1960 e 1970&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2023/06/02/avanca-trabalho-de-pintura-feita-pela-suzantur-em-homenagem-aos-70-anos-da-viacao-itapemirim-com-um-dos-layouts-mais-tradicionais-que-marcaram-as-decadas-de-1960-e-1970/embed/#?secret=bhCRd39WQT#?secret=FFnynSeKe4" data-secret="FFnynSeKe4" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<h2><strong>Ônibus 0 km com pintura do Tribus &#8211; prefixo 60.000: </strong></h2>
<p>Um ônibus zero quilômetro da Nova Itapemirim-Suzantur recebeu uma pintura “retrô” em homenagem a um dos ícones da história da Itapemirim: o Tribus.</p>
<p>O veículo faz parte de lote total de 40 unidades do modelo Marcopolo Paradiso 1350 que, entre as características principais, está o maior espaço dos bagageiros.</p>
<p>Em 29 de outubro de 2024, o <em>Diário do Transporte</em> noticiou as primeiras imagens do veículo divulgadas pela empresa.</p>
<p><strong>Relembre:</strong></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="WWHGYzfowd"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2024/10/29/exclusivo-onibus-com-pintura-retro-da-nova-itapemirim-suzantur-em-homenagem-ao-tribus-comeca-a-ficar-pronto/">EXCLUSIVO: Ônibus com pintura “retrô” da Nova Itapemirim-Suzantur em homenagem ao “Tribus” começa a ficar pronto</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;EXCLUSIVO: Ônibus com pintura “retrô” da Nova Itapemirim-Suzantur em homenagem ao “Tribus” começa a ficar pronto&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2024/10/29/exclusivo-onibus-com-pintura-retro-da-nova-itapemirim-suzantur-em-homenagem-ao-tribus-comeca-a-ficar-pronto/embed/#?secret=dvCziAGur2#?secret=WWHGYzfowd" data-secret="WWHGYzfowd" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> noticiou a compra destes ônibus de forma exclusiva em 21 de agosto de 2024 e que entre as 40 unidades, uma seria pintada em homenagem ao Tribus:</p>
<p><strong>Relembre:</strong></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="zDd7j6d7ue"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2024/08/21/exclusivo-mercado-lote-de-10-onibus-de-dois-andares-leito-cama-da-nova-itapemirim-suzantur-ja-esta-pronto-e-empresa-encomenda-mais-40-veiculos-g8-1350-bagageiros-amplos/">EXCLUSIVO &#8211; MERCADO: Lote de 10 ônibus de dois andares leito-cama da Nova Itapemirim-Suzantur já está pronto e empresa encomenda mais 40 veículos G8 1350 (bagageiros amplos)</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;EXCLUSIVO &#8211; MERCADO: Lote de 10 ônibus de dois andares leito-cama da Nova Itapemirim-Suzantur já está pronto e empresa encomenda mais 40 veículos G8 1350 (bagageiros amplos)&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2024/08/21/exclusivo-mercado-lote-de-10-onibus-de-dois-andares-leito-cama-da-nova-itapemirim-suzantur-ja-esta-pronto-e-empresa-encomenda-mais-40-veiculos-g8-1350-bagageiros-amplos/embed/#?secret=YpdNFLTtzh#?secret=zDd7j6d7ue" data-secret="zDd7j6d7ue" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>No início dos anos 1970, Camilo Cola determinou a instalação de um terceiro eixo num Monobloco Mercedes-Benz da frota como teste para ampliar a capacidade de carga do veículo. Em 1975, a Ciferal fez três carrocerias sobre chassis Mercedes-Benz O-355 com três eixos, sendo um destes eixos, também implementado.</p>
<p>Mas foi em 1981 que o conceito ganhou de vez as estradas quando a Itapemirim começou a fazer seus próprios ônibus.</p>
<p>A pintura escolhida pela Suzantur remete a 1989, quando a Itapemirim de Camilo Cola apresentou o Tribus III, muito embora, alguns Tribus II também receberam layout semelhante.</p>
<p><strong>O ÔNIBUS:</strong></p>
<p>O chassi é da marca Mercedes-Benz, modelo O-500 RSD (três eixos) – Euro 6, feito em São Bernardo do Campo. A carroceria é da marca Marcopolo, modelo Paradiso 1350 &#8211; Geração 8 (a mais recente em produção), produzida em Caxias do Sul (RS).</p>
<p>O ônibus modelo Paradiso 1350 possuem bagageiros maiores que os veículos de um piso mais usualmente empregados no mercado rodoviário, os Paradiso 1200.</p>
<p>Cada ônibus conta com 46 poltronas tipo semileito, porta-copos, entradas do tipo USB para carregamento de baterias de celulares; notebooks e outros dispositivos móveis em cada assento; apoio para descanso de pernas; regulagens em diferentes posições de reclinação entre outros.</p>
<p>Os passageiros também têm à disposição geladeiras com água à vontade, sanitário, ar-condicionado com regulagem de saída individuais, iluminação para relaxamento visual e interfone para comunicação com o motorista.</p>
<p>O modelo de ônibus reúne novas tecnologias como o câmbio ZF Traxon automatizado, de 12 velocidades. A tecnologia foi desenvolvida para permitir os ganhos em conforto com estas tecnologias, que proporcionam trocas de marchas mais suaves e, consequentemente, viagens sem trancos e com menos ruído.</p>
<p>Com capacidade volumétrica de 22 m³, o modelo pode transportar cerca de 30% a mais de bagagem que a configuração 1200, a mais habitual.</p>
<p>A designação 1350 se dá em alusão à altura da “saia” do ônibus que é o limite do bagageiro: 1350 mm, ou 1,35 metro. O modelo de 1200 é limitado a 1,2 metro.</p>
<p>A empresa Suzantur também investiu em sua nova frota para as linhas Itapemirim-Kaissara em um modelo de dois andares leito-cama.</p>
<p>Ônibus históricos arrematados em leilão:</p>
<p>Em 06 de março de 2024, em um dos leilões de bens do Grupo Itapemirim, a Suzantur arrematou diversos ônibus simbólicos que remetem a diferentes momentos da história da Viação Itapemirim que já foi a maior empresa de transporte rodoviário da América Latina.</p>
<h2><strong>Modelos históricos arrematados pela empresa de Santo André (SP)</strong></h2>
<p>&#8211; Caio Bela Vista urbano, ano 1968, chassi Mercedes-Benz;</p>
<p>&#8211; O ônibus que era usado com um “laboratório do sono móvel” para os motoristas descansarem ou se tratarem de distúrbios que impediam o profissional de dormir bem – Tecnobus ano 1992 (Stúdio do Sono). O projeto Stúdio Relax ou Stúdio do Sono foi desenvolvido pela Itapemirim em 2005 e contou com dois ônibus adaptados que passaram por diferentes bases operacionais da empresa.</p>
<p>&#8211; Ônibus -1992 – Prefixo 50080 – ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim). O modelo tinha gabarito da antiga encarroçadora Busscar e chassi feito pela Itapemirim (2-12910-212).</p>
<p>&#8211; Ciferal “Dinossauro” Mercedes Benz O-355 ano 1981, de três eixos. Este tipo de carroceria é mais comum em chassis Scania de dois eixos. Além disso, nesta época, a Itapemirim contribuía para a consolidação do conceito de três eixos (Tribus) no mercado brasileiro de transportes rodoviários.</p>
<p>&#8211; Itapemirim Tecnobus – Tribus II &#8211; SBVM – 1983. Este é um dos modelos de ônibus que a própria Itapemirim produzia.</p>
<p>&#8211; Ônibus Scania K112 CL também Tecnobus – Tribus Ano 1986, com o encarroçamento pela Itapemirim.</p>
<p>Em outubro de 2024, os primeiros veículos começaram a chegar à empresa no ABC Paulista. Os dois primeiros foram o ColaBus (nome em homenagem a Camilo Cola, fundador da Itapemirim), ano 1992, o último feito pela Tecnobus, empresa da própria Itapemirim que fabricava ônibus, e o Tecnobus Tribus, ano 1992, que funcionou como um “Stúdio do Sono” para um programa de saúde dos motoristas.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>VLT Carioca utiliza tecnologia de eletrificação pelo solo e dispensa rede aérea</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/04/07/vlt-carioca-utiliza-tecnologia-de-eletrificacao-pelo-solo-e-dispensa-rede-aerea/</link>
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    <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 19:15:50 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Sistema alia segurança, eficiência e menor impacto visual no Centro do Rio VINÍCIUS DE OLIVEIRA Quem passa pelo Centro do Rio pode não perceber, mas o VLT Carioca circula sem cabos aéreos e com trilhos que só são energizados no exato momento da passagem do trem: um sistema que combina inovação tecnológica e altos padrões [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="575" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fad48bbf-db09-47ef-8dd4-6ad087109bc9.jpg?fit=1024%2C575&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fad48bbf-db09-47ef-8dd4-6ad087109bc9.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fad48bbf-db09-47ef-8dd4-6ad087109bc9.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fad48bbf-db09-47ef-8dd4-6ad087109bc9.jpg?resize=1024%2C575&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fad48bbf-db09-47ef-8dd4-6ad087109bc9.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fad48bbf-db09-47ef-8dd4-6ad087109bc9.jpg?resize=768%2C431&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fad48bbf-db09-47ef-8dd4-6ad087109bc9.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<p><em>Sistema alia segurança, eficiência e menor impacto visual no Centro do Rio</em></p>



<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p>Quem passa pelo Centro do Rio pode não perceber, mas o VLT Carioca circula sem cabos aéreos e com trilhos que só são energizados no exato momento da passagem do trem: um sistema que combina inovação tecnológica e altos padrões de segurança.</p>



<p>A solução, chamada APS (Alimentação Pelo Solo), garante a alimentação elétrica dos veículos de forma controlada e está presente em cerca de 95% dos 28 quilômetros de extensão do sistema.</p>



<p>&#8220;Além da inovação tecnológica em mobilidade, o VLT Carioca cumpre um papel estratégico na valorização imobiliária na região, conectando diferentes modais de transporte de forma sustentável e com a preservação da ambiência da cidade. Recebemos muitos representantes de cidades brasileiras interessados nessa solução. Temos orgulho de representar esse serviço de vanguarda e excelência no Brasil&#8221;, disse o gerente executivo de Manutenção da concessionária VLT Carioca, José Carlos Alves.</p>



<p>No modelo, a energia é fornecida por um terceiro trilho instalado entre os trilhos de rolamento, dividido em segmentos que só são ativados quando o VLT está sobre eles.</p>



<p>Assim que o veículo avança, o sistema desliga automaticamente a corrente no trecho anterior, eliminando riscos para pedestres e para o ambiente urbano.</p>



<p>O acionamento desses segmentos é realizado por equipamentos chamados Power Boxes, instalados em câmaras subterrâneas ao longo do trajeto.</p>



<p>Integradas ao sistema, elas também identificam a presença do veículo, autorizando a energização apenas naquele ponto. A captação de energia é feita por sapatas coletoras instaladas na parte inferior dos trens.</p>



<p>Nos poucos trechos onde o APS não é aplicado, como em áreas de manobra (Aparelhos de Mudança de Via), os veículos operam com energia embarcada em supercapacitores (dispositivos de alta potência semelhantes a baterias). A transição entre os sistemas ocorre automaticamente, sem impacto na operação.</p>



<p>Reconhecido internacionalmente, o APS possui certificação SIL 4 (Safety Integrity Level 4), o mais alto nível de segurança para sistemas ferroviários, assegurando que a energização dos trilhos ocorra apenas em condições controladas e seguras.</p>



<p>Com quase uma década de operação, o sistema conta com cerca de 1.200 Power Boxes, que passam por manutenção contínua e têm desempenho monitorado por indicadores técnicos.</p>



<p>Até o momento, não há necessidade de substituição em larga escala, e a expectativa é que os equipamentos permaneçam em funcionamento ao longo do período de concessão, até 2038.</p>



<p><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte </em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>VÍDEO: Capital paulista e Grande ABC são afetados pela chuva nesta terça-feira (07)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/04/07/sao-paulo-sp-entra-em-estado-de-atencao-para-alagamentos-na-tarde-desta-terca-feira-07/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 19:14:16 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metropolitano SP]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Usuários nas redes sociais registraram imagens de alagamento na Estrada do Oratório, em Mauá VINÍCIUS DE OLIVEIRA Na tarde desta terça-feira, 07 de abril de 2026, a cidade de São Paulo se encontra em estado de atenção para alagamentos, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas; a região do ABC também é afetada pelo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="570" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-07-at-16.08.35-e1775589217584.jpeg?fit=800%2C570&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> 
<p><i>Usuários nas redes sociais registraram imagens de alagamento na Estrada do Oratório, em Mauá</i></p>



<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p>Na tarde desta terça-feira, 07 de abril de 2026, a cidade de São Paulo se encontra em estado de atenção para alagamentos, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas; a região do ABC também é afetada pelo temporal, usuários nas redes sociais registraram imagens do trânsito prejudicado na Estrada do Oratório, no Jardim Santa Maria, no município de Mauá.</p>



<p>Em nota ao <strong>Diário do Transporte</strong>, a SPTrans (São Paulo Transporte) informou que a circulação dos ônibus municipais da capital é parcialmente afetada.</p>



<p><em>&#8220;A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informam que, devido às chuvas da tarde desta terça-feira (7), a operação das linhas municipais está prejudicada na Rua Ushikichi Kamiya, no cruzamento com a Alameda das Roseiras, no Tremembé, na Zona Norte.&#8221;</em></p>



<p>Confira o comunicado do órgão da Prefeitura de São Paulo sobre a situação do clima:</p>



<p><em>&#8220;Áreas de chuva forte e isolada, vindas dos municípios de Caieiras e Mairiporã, começam a atuar na capital paulista com potencial para alagamentos. Imagens do radar meteorológico do CGE da Prefeitura de São Paulo, mostram chuva moderada com pontos fortes na Zona Norte, nas subprefeituras de Perus, Pirituba/Jaraguá e Freguesia do Ó. Essas chuvas podem atingir o Centro, e as Zonas Sul, Sudeste e Leste. As próximas horas seguem com tempo instável, com chuva variando de intensidade até as primeiras horas da noite.&#8221;</em></p>



<p>O órgão da prefeitura aponta as seguintes recomendações para amenizar os efeitos dos alagamentos:</p>



<p>– Evite transitar em ruas alagadas;</p>



<p>– Se a chuva causou inundações, não se aventure a enfrentar correntezas;</p>



<p>– Fique em lugar seguro. Se precisar, peça ajuda;</p>



<p>– Mantenha-se longe da rede elétrica e não pare debaixo de árvores. Abrigue-se em casas e prédios;</p>



<p>– Planeje suas viagens, para que haja menor possibilidade de enfrentar engarrafamentos causados por ruas bloqueadas;</p>



<p><p>– Em caso de dúvida sobre vias bloqueadas, ligue para a central de atendimento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) através do número 156 ou entre no site da CET para saber como está o trânsito nas principais vias.</p>
<div style="width: 464px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-509839-3" width="464" height="624" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Video-2026-04-07-at-16.08.59.mp4?_=3" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Video-2026-04-07-at-16.08.59.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Video-2026-04-07-at-16.08.59.mp4</a></video></div></p>



<p><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Consórcio Fênix recebe mais 20 ônibus novos da Caio para renovação da frota em Florianópolis</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/04/07/consorcio-fenix-recebe-mais-20-onibus-novos-da-caio-para-renovacao-da-frota-em-florianopolis/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 18:57:19 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Veículos do modelo Apache Vip V, contam com chassi Euro VI e ar-condicionado elétrico YURI SENA O Consórcio Fênix recebeu mais 20 ônibus novos para reforçar a frota do transporte coletivo em Florianópolis. Os veículos são do modelo Apache Vip V, produzidos pela Caio, e fazem parte de um lote total de 30 unidades entregues [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/apache_vip_consorcio_fenix-6-e1775587415716.png?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Veículos do modelo Apache Vip V, contam com chassi Euro VI e ar-condicionado elétrico</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Consórcio Fênix recebeu mais 20 ônibus novos para reforçar a frota do transporte coletivo em Florianópolis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os veículos são do modelo Apache Vip V, produzidos pela Caio, e fazem parte de um lote total de 30 unidades entregues entre o fim de 2025 e o início de 2026. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As empresas Canasvieiras, Insular, Transol e Transporte Coletivo Estrela, integrantes do consórcio, serão responsáveis pela operação dos veículos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ônibus utilizam chassi Volkswagen Caminhões e Ônibus modelo 17.230, com tecnologia Euro VI, voltada à redução da emissão de poluentes. Entre os equipamentos, os veículos contam com suspensão a ar, transmissão automática de oito velocidades e recursos eletrônicos de segurança ativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As unidades também dispõem de ar-condicionado elétrico, iluminação interna e externa em LED, tomadas USB distribuídas no salão e preparação para instalação de microcâmeras internas e externas, além de sistema de telemetria para monitoramento operacional.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  <item>
    <title>Tietê (SP) tem linhas expressas para três bairros a partir desta terça-feira (07)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/04/07/tiete-sp-tem-linhas-expressas-para-tres-bairros-a-partir-desta-terca-feira-07/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 18:00:07 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Mudança no transporte coletivo busca reduzir tempo de viagem e diminuir número de paradas, afirma prefeitura ARTHUR FERRARI O transporte coletivo de Tietê (SP) passa a contar com linhas expressas a partir desta terça-feira, 7 de abril. A mudança atende moradores dos bairros Cohab, São Pedro e Povo Feliz, que terão novos serviços com menos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="572" height="357" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Sem-titulo-3.png?fit=572%2C357&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Sem-titulo-3.png?w=572&amp;ssl=1 572w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Sem-titulo-3.png?resize=300%2C187&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Sem-titulo-3.png?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Sem-titulo-3.png?resize=400%2C250&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 572px) 100vw, 572px" /> <p><em>Mudança no transporte coletivo busca reduzir tempo de viagem e diminuir número de paradas, afirma prefeitura</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>O transporte coletivo de Tietê (SP) passa a contar com linhas expressas a partir desta terça-feira, 7 de abril. A mudança atende moradores dos bairros Cohab, São Pedro e Povo Feliz, que terão novos serviços com menos paradas ao longo do trajeto.</p>
<p>De acordo com a prefeitura, a implantação das linhas expressas tem como objetivo principal reduzir o tempo de deslocamento e tornar o atendimento mais direto entre os bairros e as principais áreas de circulação do município. Com a alteração, os veículos passam a realizar menos paradas intermediárias, priorizando maior rapidez nas viagens.</p>
<p>De acordo com as informações divulgadas, a medida busca também otimizar a operação do transporte público, oferecendo maior agilidade e praticidade para os passageiros que utilizam diariamente o serviço.</p>
<p>A expectativa é que a mudança contribua para melhorar a mobilidade urbana em Tietê (SP), principalmente para moradores das regiões atendidas, que passam a contar com um deslocamento mais rápido dentro da cidade.</p>
<p>As novas linhas expressas entraram em operação nesta terça-feira (7), com atendimento voltado aos usuários dos bairros Cohab, São Pedro e Povo Feliz.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-509779" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-4.png?resize=708%2C489&#038;ssl=1" alt="" width="708" height="489" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-4.png?w=708&amp;ssl=1 708w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-4.png?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-4.png?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-4.png?resize=400%2C276&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 708px) 100vw, 708px" /> <img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-509780" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-5.png?resize=708%2C489&#038;ssl=1" alt="" width="708" height="489" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-5.png?w=708&amp;ssl=1 708w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-5.png?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-5.png?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-5.png?resize=400%2C276&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 708px) 100vw, 708px" /> <img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-509781" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-6.png?resize=708%2C489&#038;ssl=1" alt="" width="708" height="489" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-6.png?w=708&amp;ssl=1 708w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-6.png?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-6.png?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Novidade-6.png?resize=400%2C276&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 708px) 100vw, 708px" /></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  <item>
    <title>Terminais de ônibus da capital paulista passam a contar com Centro de Controle Operacional a partir desta quarta-feira (08)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/04/07/terminais-de-onibus-da-capital-paulista-passam-a-contar-com-centro-de-controle-operacional-a-partir-desta-quarta-feira-08/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 17:30:19 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Imagens do funcionamento do sistema de mobilidade por ônibus serão acompanhadas em tempo real por agentes contratados pela RZK Concessões VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 08 de abril de 2026, os terminais de ônibus Tatuapé Norte, Tatuapé Sul, Artur Alvim, Armênia, Carrão Norte, Carrão Sul, Santana e Penha passam a contar com monitoramento [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="558" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Bruno-KozeniauskasOnibus-Brasil-1.jpg?fit=800%2C558&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Bruno-KozeniauskasOnibus-Brasil-1.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Bruno-KozeniauskasOnibus-Brasil-1.jpg?resize=300%2C209&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Bruno-KozeniauskasOnibus-Brasil-1.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Bruno-KozeniauskasOnibus-Brasil-1.jpg?resize=768%2C536&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Bruno-KozeniauskasOnibus-Brasil-1.jpg?resize=400%2C279&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><em>Imagens do funcionamento do sistema de mobilidade por ônibus serão acompanhadas em tempo real por agentes contratados pela RZK Concessões</em></p>
<p><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>
<p>A partir desta quarta-feira, 08 de abril de 2026, os terminais de ônibus Tatuapé Norte, Tatuapé Sul, Artur Alvim, Armênia, Carrão Norte, Carrão Sul, Santana e Penha passam a contar com monitoramento integrado de um Centro de Controle Operacional (CCO) na capital paulista.</p>
<p>As imagens serão acompanhadas em tempo real por agentes contratados pela RZK Concessões, para reforçar a segurança dos mais de 345 mil passageiros que circulam diariamente pelas estações.</p>
<p>A iniciativa permite uma coordenação mais ágil e assertiva diante de qualquer situação.</p>
<p>Com entrega prevista para às 15h desta quarta-feira (08), o CCO ficará localizado na Rua Catigua, nº10, no Terminal Metrô Tatuapé Norte.</p>
<p><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>“Não somos contra a concorrência”, diz Setrinpe ao apoiar decisão da Justiça que suspende chamamento do transporte intermunicipal em Goiás</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/04/07/nao-somos-contra-a-concorrencia-diz-setrinpe-ao-apoiar-decisao-da-justica-que-suspende-chamamento-do-transporte-intermunicipal-em-goias/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 17:15:01 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Presidente do sindicato das empresas intermunicipais, Abadio Pereira Cardoso Neto afirma que decisão reforça necessidade de planejamento técnico e critica ausência de diretrizes claras no sistema ALEXANDRE PELEGI A decisão da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás que suspendeu os efeitos dos editais de chamamento público nº 01/2026 e nº 02/2026 da [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="737" height="464" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/abadio_2.jpg?fit=737%2C464&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="Esq. para a dir.: Ronaldo Samuel, membro do Setrinpe; Maria Silvia (conselheira da AGR); Sávio, presidente da Federação; Vilmar, membro do Setrinpe; Abadio Neto, presidente do Setrinpe; e, ao fundo, o fiscal da AGR Frederico." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/abadio_2.jpg?w=737&amp;ssl=1 737w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/abadio_2.jpg?resize=300%2C189&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/abadio_2.jpg?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/abadio_2.jpg?resize=400%2C252&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 737px) 100vw, 737px" /> <p><em>Presidente do sindicato das empresas intermunicipais, Abadio Pereira Cardoso Neto afirma que decisão reforça necessidade de planejamento técnico e critica ausência de diretrizes claras no sistema</em></p>
<p><strong><em>ALEXANDRE PELEGI</em></strong></p>
<p>A decisão da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás que suspendeu os efeitos dos editais de chamamento público nº 01/2026 e nº 02/2026 da Agência Goiana de Regulação (AGR) reacendeu o debate sobre o modelo do transporte rodoviário intermunicipal no Estado. Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Goiás (Setrinpe), Abadio Pereira Cardoso Neto, a medida judicial não representa um freio à concorrência, mas sim um alerta sobre  a necessidade de regulação estruturada. O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> noticiou o fato nesta segunda-feira, 06 de abril de 2026. (Link: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/04/06/suspenso-pela-justica-chamamento-publico-para-selecionar-empresas-de-onibus-no-transporte-intermunicipal-de-goias/">https://diariodotransporte.com.br/2026/04/06/suspenso-pela-justica-chamamento-publico-para-selecionar-empresas-de-onibus-no-transporte-intermunicipal-de-goias/</a>)</p>
<p>“<em>O desembargador foi muito assertivo ao exigir que a AGR cumpra seus deveres regulatórios, com prévia instrução técnica, análise de impacto regulatório e observância de mecanismos de participação pública</em>”, afirma o dirigente. Segundo ele, a decisão reforça que a abertura de mercado precisa estar ancorada em planejamento e critérios técnicos.</p>
<p>Abadio é direto ao rebater críticas de que o setor estaria tentando impedir novos entrantes:</p>
<blockquote><p><em><strong>“Não somos contra a concorrência. Somos contra a ausência de regulação responsável.”</strong></em></p></blockquote>
<p>Para ele, a concorrência só cumpre seu papel quando há regras claras que garantam eficiência e equilíbrio do sistema. “<em>Abertura de mercado é legítima quando precedida de estudo. Modernização é necessária quando construída sobre dados, não sobre improviso</em>”, acrescenta.</p>
<p>O presidente do Setrinpe defende que o transporte intermunicipal goiano passe por um mapeamento completo antes de qualquer reestruturação: “<em>O sistema precisa ser mapeado e diagnosticado para gerar eficiência para o</em> passageiro.”</p>
<p>Sem esse diagnóstico, segundo ele, o risco é criar um modelo desorganizado, com sobreposição de linhas rentáveis e abandono de trechos menos atrativos — justamente aqueles que garantem a integração territorial.</p>
<p><strong>Risco de colapso e dever constitucional</strong></p>
<p>Abadio alerta que a fragilização do sistema já começa a produzir efeitos concretos:</p>
<p>“<em>A partir do momento em que o sistema se torna insustentável e as empresas passam a devolver as linhas, a AGR está descumprindo seu dever constitucional de garantir o direito de ir e vir do cidadão.</em>”</p>
<p>Ele lembra que a prestação do serviço público não pode ser analisada apenas sob a lógica de mercado, mas sim como política pública essencial.</p>
<p><strong>Premissas para um sistema funcional</strong></p>
<p>O Setrinpe defende um conjunto de premissas mínimas para garantir eficiência e atendimento adequado à população:</p>
<ul>
<li>Passageiro deve chegar a Goiânia com <strong>no máximo um transbordo</strong></li>
<li>Deslocamento entre quaisquer localidades com <strong>o menor número possível de conexões</strong></li>
<li><strong>Proibição de passageiros em pé</strong> no transporte intermunicipal</li>
<li>Atendimento a <strong>todas as localidades do Estado</strong></li>
<li><strong>Oferta mínima de uma viagem diária por linha</strong></li>
<li>Respeito à <strong>estrutura tronco-alimentadora</strong> para ganho de eficiência operacional</li>
</ul>
<p>Segundo Abadio, essas diretrizes não são barreiras à concorrência, mas sim condições básicas para um sistema funcional.</p>
<p>Mesmo com a alegação da AGR de que uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) teria suspendido dispositivos legais, o presidente do sindicato ressalta que a obrigação de garantir eficiência permanece:</p>
<p>“<em>Mesmo que a ADI tenha suspendido alguns artigos, outros continuam exigindo que o sistema seja eficiente. Mesmo num regime baseado em autorização, é preciso regulação para ganho de eficiência.</em>”</p>
<p>Ele reforça que essa obrigação está diretamente ligada à Constituição:</p>
<p>“<em>A obrigação da AGR de manter o sistema organizado e funcional decorre do princípio constitucional da eficiência — e não se suspende por edital</em>.”</p>
<p><strong>Entre o mercado e o interesse público</strong></p>
<p>Para Abadio, o debate central não é ideológico, mas estrutural:</p>
<blockquote><p><strong><em>“Concorrência é remédio. Regulação responsável é a dose certa.”</em></strong></p></blockquote>
<p>Na avaliação do dirigente, sem esse equilíbrio, o resultado tende a penalizar justamente o usuário:</p>
<p><em>“Sem ela, o que deveria fortalecer o sistema compromete quem mais precisa dele: o passageiro.”</em></p>
<p>A decisão judicial, portanto, não encerra a discussão — mas reposiciona o debate sobre como conciliar abertura de mercado com a garantia de um serviço público eficiente, universal e sustentável.</p>
<p><strong><em>Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Licitação do sistema de ônibus de Curitiba terá edital publicado em 27 de abril de 2026 e leilão deve ocorrer em julho na Bolsa de Valores de São Paulo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/04/07/licitacao-do-sistema-de-onibus-de-curitiba-tera-edital-publicado-em-27-de-abril-de-2026-e-leilao-deve-ocorrer-em-julho-na-bolsa-de-valores-de-sao-paulo/</link>
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    <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 16:45:10 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Sistema deve ser dividido em cinco lotes operacionais. O criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, esteve na capital paranaense e acompanho de perto as discussões para a elaboração do documento definitivo ADAMO BAZANI A prefeitura de Curitiba marcou para o próximo dia 27 de abril de 2026, a publicação do edital de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="600" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Capa.jpg?fit=800%2C600&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Capa.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Capa.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Capa.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Capa.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Capa.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><em>Sistema deve ser dividido em cinco lotes operacionais. O criador e editor-chefe do <strong>Diário do Transporte</strong>, Adamo Bazani, esteve na capital paranaense e acompanho de perto as discussões para a elaboração do documento definitivo</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A prefeitura de Curitiba marcou para o próximo dia 27 de abril de 2026, a publicação do edital de licitação do sistema de transportes, que já foi referência latino-americana em operação, frota, inovação, gestão e organização, mas com o tempo ficou defasado, perdendo qualidade, eficiência e atratividade.</p>
<p>A data foi decidida pelo prefeito Eduardo Pimentel em reunião com secretários na última segunda-feira, 06 de abril de 2026, e informada pela prefeitura nesta terça-feira (07).</p>
<p>O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, esteve na capital paranaense e acompanho de perto as discussões para a elaboração do documento definitivo <strong>(veja mais abaixo)</strong></p>
<p>Já o leilão deve ocorrer, ainda de acordo com a prefeitura, cerca de 90 dias depois da publicação do edital, em julho de 2026, na B3 – Bolsa de Valores de São Paulo.</p>
<p>Inicialmente, após decidir que não prorrogaria os contratos atuais com as empresas de ônibus, a prefeitura havia anunciado que lançaria o edital em setembro de 2025, ou seja, a publicação de fato ocorre apenas sete meses depois da data pretendida.</p>
<p>Entre as principais mudanças previstas em relação o que se encontra hoje na capital paranaense  estão Bilhete Único com integração temporal em todo o sistema (e não somente em alguns pontos da cidade); divisão das linhas em cinco lotes operacionais (dois de corredores BRT e três regionais: Norte, Sul e Oeste); contratos de 15 anos; ampliação da frota de 1.189 para 1.234 ônibus, dos quais 250 elétricos; construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia; construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados 30 itinerários e criação de cinco novas linhas.</p>
<p>Os investimentos previstos são de R$ 3,9 bilhões no período e incluem a aquisição destes 250 ônibus elétricos em cinco anos, de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo do contrato.</p>
<p>Segundo a prefeitura, do total de R$ 3,9 bilhões em investimentos, cerca de R$ 860 milhões serão em subvenção do município para aquisição de frota elétrica e eletropostos, que serão revertidos ao município ao final da concessão.</p>
<p>A remuneração poderá ser reduzida em até 3% para operadores que não cumprirem índices de qualidade.</p>
<p>Vence quem apresentar o maior percentual de desconto a ser aplicado sobre a remuneração de referência de cada lote.</p>
<p>Poderão participar do edital sociedades empresariais, fundos de investimento, instituições financeiras e entidades abertas ou fechadas de previdência complementar, brasileiras ou estrangeiras, isoladamente ou reunidas em consórcio.</p>
<p>O licitante pode concorrer a um ou mais lotes. Mas nenhuma consorciada poderá participar de mais de um consórcio.</p>
<p>O sistema deve ser implantado num período de transição de dois anos, no qual não haverá reajuste da tarifa atual de R$ 6.</p>
<p><strong>CRONOGRAMA PREVISTO:</strong></p>
<p><strong>&#8211; 27 de outubro de 2023:</strong> O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado por R$ 10 milhões pela gerenciadora dos transportes da capital paranaense, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), para estruturar o projeto de concessão dos serviços de transporte público.</p>
<p><strong>&#8211; 11 de abril de 2025:</strong> Reunião entre a prefeitura de Curitiba, o TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), que financiou os estudos e vai auxiliar na implantação da nova rede de transportes, para definir um cronograma de licitação;</p>
<p><strong>&#8211; 27 de abril de 2026: </strong>Lançamento do edital (Era setembro de 2025, depois passou para novembro de 2025 e, abril de 2026, posteriormente);</p>
<p><strong>&#8211; Julho de 2026: </strong>Oferecimento das propostas (Era dezembro de 2025, depois foi para janeiro de 2026 e anunciado depois para julho de 2026); Em 15 de outubro de 2025, foi realizada, audiência pública para debater a licitação. O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, cobriu presencialmente em Curitiba. O período de consulta pública que terminaria em 19 de outubro de 2025, foi prorrogado para 17 de novembro de 2025.  Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/">https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/</a></p>
<p><strong>&#8211; Segundo semestre de 2026: </strong>O período de transição entre a atual concessão e a nova é de até 24 meses, período em que a tarifa, de R$ 6, ficará congelada. (Era a partir do primeiro trimestre de 2026 e a transição era de 16 meses entre os atuais contratos e as novas operações);</p>
<p><strong>INVESTIMENTOS E TEMPO DE CONTRATO:</strong></p>
<p>Como tem mostrado o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a concorrência contempla investimentos totais em 15 anos estão estimados de R$ 3,9 bilhões, sendo que R$ 2,6 bilhões serão aplicados até o quinto ano. O modelo de concessão foi desenhado em conjunto com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A maior parte dos investimentos seriam voltados aos ônibus elétricos, enquanto o restante custearia baterias, carregadores, dois eletropostos públicos, 12 novas estações-tubo e sistemas de contagem de embarques e desembarques.</p>
<p>A manutenção das estações passará a ser responsabilidade das concessionárias, e os investimentos contarão com financiamento de pouco mais de R$ 1 bilhão, obtido por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW).</p>
<p>Estes investimentos incluem a aquisição de 250 ônibus elétricos em cinco anos, de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores). Além disso, estão programadas a construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados de 30 itinerários e criação de cinco novas linhas.</p>
<p>A frota operacional será ampliada de 1.189 para 1.234 ônibus e os novos veículos virão equipados com câmeras de monitoramento e ar-condicionado.</p>
<p><strong>NÚMEROS ATUAIS:</strong></p>
<p>Dos 15 milhões de passageiros por mês que utilizam o transporte da capital, 3,2 milhões são da Região Metropolitana, que entram no sistema sem ter que pagar uma nova passagem. São 22 terminais de integração, 244 linhas urbanas, 62 linhas metropolitanas que integram com o sistema e três linhas mistas (urbanas e metropolitanas). A frota é de 1,1 mil ônibus.</p>
<p><strong>CUSTOS DO SISTEMA E SUBSÍDIOS:</strong></p>
<p>Os subsídios gerais para o sistema ser operado, dentro da estimativa de custo inicial de R$ 1,12 bilhão no primeiro ano (atualmente, este custo para 2025 é estimado em R$ 1,1 bilhão), serão divididos da seguinte forma: no primeiro ano de concessão, serão desembolsados R$ 266,4 milhões, dos quais R$ 53 milhões do Estado e R$ 184,3 milhões do município, inferior ao projetado para 2025, de R$ 301 milhões.</p>
<p>A remuneração muda de acordo com cada lote operacional. O sistema será dividido em cinco. Segundo a prefeitura, para o lote BRT 1 está prevista a remuneração de referência de R$ 4,81 bilhões no período de 15 anos; para o lote BRT 2, R$ 3,46 bilhões; para o lote Norte, R$ 2,94 bilhões; para o lote Oeste, R$ 3,6 bilhões; e para o lote Sul, R$ 3,24 bilhões.</p>
<p><strong>ÔNIBUS ELÉTRICOS, CARREGADORES DE BATERIAS E EURO 6:</strong></p>
<p>A estimativa da gestão é de até 2030, 33% da frota de ônibus será de emissão zero, dentro do prazo desta concessão, e que até 2050 toda a frota será elétrica. O novo modelo de concessão apresentado pela Urbs prevê a aquisição de 245 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos, a substituição de 149 veículos a diesel por modelos menos poluentes e a instalação de ar-condicionado nos novos coletivos, exceto nos modelos comuns e nos micro-ônibus. Serão mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores).</p>
<p><strong>Eletrificação gradual da frota acompanhando a infraestrutura: </strong>O objetivo é evitar problemas como ocorreram na capital paulista, onde a frota de ônibus elétricos não avançou de acordo com as metas da prefeitura porque a distribuidora de energia, ENEL, não aumentou a tempo a capacidade de tensão das redes dos bairros e não fez a ligação para as garagens. Houve erro de planejamento também por parte da prefeitura.  Dezenas de coletivos 0 km e carregadores instalados pelas viações ficaram meses sem funcionar por causa disso. Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus de São Paulo foram proibidas de comprar veículos a diesel, mas não conseguiram colocar os elétricos para funcionar e, com isso, não puderam trocar os veículos, envelhecendo a frota em operação. A proibição do diesel sem a definição da infraestrutura foi o principal erro da gestão municipal de São Paulo, de acordo com especialistas. É o que noticiou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> – Relembre neste link: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/">https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/</a></p>
<p><strong>BILHETE ÚNICO (FINALMENTE)</strong></p>
<p>A administração municipal promete ainda implantar integração temporal por meio de um Bilhete Único, como ocorre em São Paulo desde 2003, e, finalmente, deve sair do papel na capital paranaense, onde ainda hoje, para mudar de ônibus entre algumas linhas sem pagar a segunda passagem, o usuário precisa se deslocar a terminais, gerando inclusive viagens negativas, que ocorrem quando é necessário retroceder a rota prevista para depois continuar.</p>
<p>Curitiba, que já foi no passado considerada referência em mobilidade, não possui um sistema de fato de Bilhete Único, algo que até cidades menores e menos afamadas já têm.</p>
<p>Atualmente, 65% das viagens de Curitiba ocorrem com integração, em que o passageiro troca de linha sem pagar uma segunda passagem. A maioria das integrações são físicas, em terminais e estações-tubo, mas vem crescendo o número das conexões temporais, realizadas, por um determinado período de tempo, fora destes espaços e em outros pontos.</p>
<p><strong>FROTA MAIS CONFORTÁVEL:</strong></p>
<p>Além dos ônibus elétricos, a concessão vai prever frota mais confortável que a atual. Atrás de muitas cidades, inclusive de pequenas, a capital paranaense, que foi perdendo o posto de bom exemplo de transportes por ônibus quanto a frota, possui uma quantidade muito pequena de ônibus com ar-condicionado, wi-fi, carregadores USB para celulares entre outros itens. Os duros bancos de fibra ou de plástico nos coletivos devem dar espaço para poltronas com estofamento e melhor ergonomia.</p>
<p><strong>FUNDO GARANTIDOR:</strong></p>
<p>Uma das novidades para o sistema de ônibus curitibano é a criação de um fundo garantidor para manter segurança econômica e financeira aos serviços e contratos. O fundo garantidor será destinado para a concessão como um todo, sendo alimentado com recursos do Fundo de Participação dos Municípios, dos repasses do IPI, do ICMS e do Imposto de Renda, que poderá ser utilizado em caso de inadimplência e também como subsídio, garantindo maior segurança financeira e contratual ao sistema.</p>
<p><strong>VLT (VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS):</strong></p>
<p>Os estudos da nova concessão também contemplam simulações, a partir do quinto ano, para a entrada em operação do VLT Curitiba, projeto que está em estudo e que ligará o Centro Cívico ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.</p>
<p><strong>OUTRAS PROMESSAS:</strong></p>
<p><strong>&#8211; Implementação de indicadores de qualidade e eficiência;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Operação de novas ferramentas de gestão de embarques e desembarques;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Modernização do controle de acesso a terminais e estações-tubo;</strong></p>
<p><strong>ESTUDOS DO BNDES E CONCESSÃO DO SISTEMA DE ÔNIBUS DE CURITIBA:</strong></p>
<p>Em 27 de outubro de 2023, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado por R$ 10 milhões pela gerenciadora dos transportes da capital paranaense, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), para estruturar o projeto de concessão dos serviços de transporte público.</p>
<p>Entre as metas dos estudos do BNDES sobe o novo modelo de transportes de Curitiba, que já foi considerado referência mundial de mobilidade, mas que agora necessita de aperfeiçoamentos, estão:</p>
<p>&#8211; redesenho das linhas de ônibus;</p>
<p>&#8211; aumentando a eficiência energética do sistema;</p>
<p>&#8211; implantação de uma solução gradual para descarbonizar os veículos da frota, com 33% de ônibus elétricos até 2030 e ter toda a frota eletrificada até 2050, zerando as suas emissões de CO2.</p>
<p>&#8211; ampliar o número de passageiros no transporte coletivo, reduzindo o uso do transporte individual. Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), o transporte público atualmente é responsável por cerca de 25% das locomoções na cidade. Com a reestruturação, espera-se que, até 2050, os deslocamentos em transporte coletivo e mobilidade ativa (bicicleta ou caminhada) no município cheguem a 85%.;</p>
<p>Atualmente, o sistema de Curitiba transporta aproximadamente 755 mil passageiros por dia em 244 linhas, operando com uma frota de mais 1,1 mil veículos, incluindo ônibus articulados, biarticulados e convencionais.  São apenas sete ônibus elétricos em circulação até o momento, seis da marca BYD nas linhas 010-Interbairros I (horário) e 011-Interbairros I (anti-horário) e um Volvo na linha 863-Água Verde.</p>
<h2><strong>VEJA REPORTAGENS ANTERIORES:</strong></h2>
<h2>Licitação dos transportes por ônibus de Curitiba: edital se “prende” a modelos a diesel e elétricos a bateria e nem toda a frota terá ar-condicionado por 15 anos</h2>
<p><em>Em vez de metas de redução de poluentes, concorrência estipula tecnologia a ser adotada. Opções como biometano, E-Trol, só com ajustes de contratos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaborou Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
<p><div style="width: 1920px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-509823-4" width="1920" height="1080" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/AUDIENCIA-CURITIBA.mp4?_=4" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/AUDIENCIA-CURITIBA.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/AUDIENCIA-CURITIBA.mp4</a></video></div></p>
<p><div style="width: 1920px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-509823-5" width="1920" height="1080" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/CURITIBA-AC.mp4?_=5" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/CURITIBA-AC.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/CURITIBA-AC.mp4</a></video></div></p>
<p>Não será desta vez que a cidade de Curitiba, que já foi referência no passado em transportes, terá toda a frota de ônibus com ar-condicionado, como ocorre até mesmo em municípios menores e que não ostentam títulos sobre serem destaques em mobilidade urbana. Aliás, pelos próximos 15 anos, parte da frota não vai oferecer ao passageiro esta tecnologia relacionada a conforto. Além disso, o edital proposto pela prefeitura se “prende” a modelos a diesel e elétricos a bateria. Em vez de metas de redução de poluentes, a concorrência estipula tecnologia a ser adotada. Opções como biometano (gás obtido da decomposição do lixo), E-Trol (que usa o carregamento de baterias por rede aérea enquanto opera em parte do trajeto), só poderão ser incluídas com ajustes de contratos.</p>
<p>É o que detalharam a Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), gerenciadora do sistema da capital paranaense, a Officina Associados e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em audiência pública que ocorreu nesta quarta-feira, 15 de outubro de 2025, sobre a licitação do sistema de transportes, e que teve cobertura presencial do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>.</p>
<p>Apenas os coletivos de grande porte e elétricos, como articulados, biarticulados e padrons, vão contar com equipamentos de refrigeração. O ar-condicionado não será obrigatório e não fará parte do cálculo do custo do sistema, portanto, das tarifas e remunerações das empresas, nos modelos convencionais de motor dianteiro e midis, micrões.</p>
<p>A explicação é do diretor da Officina Arquitetos &amp; Associados, empresa que junto com o BNDES auxiliou a prefeitura e o Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba na elaboração da modelagem do edital, Arlindo Fernandes.</p>
<p><strong><em>&#8220;Os ônibus terão ar-condicionado, não todos. A frota com ar-condicionado são os veículos de maior porte, frota de articulados, biarticulados e Padrons. Os ônibus básicos ou comuns, na nomenclatura nossa, e os midi-ônibus ou micro-especiais, também na nossa nomenclatura, não serão com ar-condicionado.&#8221; </em></strong>– disse na apresentação.</p>
<p>Ainda de acordo com a explicação, o início da concessão não será também integralmente com frota nova. A estimativa é de que, para os modelos a diesel, a idade média seja de seis anos. Atualmente, a idade média dos ônibus do sistema é de 8,3 anos, mas chegou a ultrapassar dez anos.</p>
<p>Ao longo da concessão de 15 anos, serão trocados, de forma gradativa, 1233 ônibus, mas para o início dos contratos, serão apenas 150 zero quilômetro.</p>
<p>Como havia mostrado o<strong><em> Diário do Transporte</em></strong>, a estimativa é de que o sistema tenha 245 ônibus elétricos, entre 100 unidades biarticulados que, no Brasil, são feitos exclusivamente pela Volvo.</p>
<p><strong>OUTRAS ALTERNATIVAS À BATERIA E AO DIESEL, SÓ COM ALTERAÇÃO DE CONTRATO:</strong></p>
<p>Já sobre a tecnologia dos ônibus quanto aos impactos ambientais, apesar de haver outras opções além dos modelos a óleo diesel e os elétricos exclusivamente com baterias, a proposta da prefeitura só contempla estas duas opções. Para inserir outras possibilidades, somente com alterações (aditivos) aos contratos assinados.</p>
<p>Assim, as alternativas a estes dois modelos sequer são levadas em conta na concorrência.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> questionou na audiência pública esta limitação e esta alta de previsibilidade.</p>
<p>O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia, explicou que não há uma proibição de novas tecnologias além de diesel e baterias, mas admitiu que o sistema não será projetado para as demais alternativas.</p>
<p><strong><em>“A URBS nunca se furtou de testar nenhuma tecnologia, Curitiba nunca se furtou de testar nenhuma tecnologia. Então, ônibus a gás, hidrogênio, ou seja, qual for a tecnologia que surgir, nós testaremos. Claro que se nós formos implantar uma outra tecnologia de ônibus, ela tem que passar por um aditivo contratual com as empresas, como nós sempre fazemos. Então, é necessário que haja um aditivo contratual para poder estabelecer as regras daquele modelo de carro que está sendo inserido no sistema, para o qual o sistema não foi projetado. Então, é possível fazer a inclusão de novas tecnologias, desde que haja um reequilíbrio contratual a cada inserção desses novos veículos</em></strong>”  &#8211; disse, em resposta ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia.</p>
<p>Segundo a gerente de projeto do departamento de estruturação de soluções de mobilidade do BNDES, Paula Fogacci, qualquer mudança precisa passar por um ajuste de remuneração das viações.</p>
<p><strong><em>“Perfeito, só complementando, é exatamente isso. Teria que haver um aditivo contratual, justamente, para a revisão da fórmula de remuneração. Como eu comentei, as fórmulas de remuneração, são seis fórmulas diferentes, para cada parcela de custo, para cada componente tarifário, foi identificado os principais custos da operação dos ônibus elétricos e a diesel. Então, em caso de uma nova tecnologia, teria que ser identificado os custos dessa nova tecnologia, para que isso seja refletido na remuneração da concessionária. Então, por isso, nessa situação, teria que haver realmente um aditivo contratual”</em></strong> – complementou a gerente de projeto do departamento de estruturação de soluções de mobilidade do BNDES, Paula Fogacci.</p>
<p>O diretor da Officina Arquitetos &amp; Associados, Arlindo Fernandes, explicou que outras alternativas somente poderão ser consideradas nos planejamentos de renovações de frotas por parte das empresas.</p>
<p><strong><em>“Em complemento também, Ana, lá no anexo de frota, se não me engano é lá, está explicitado que quando houver os planos de renovação, caso venha a ser implementada alguma outra solução tecnológica, o momento oportuno é nesse planejamento de renovação, está lá explícito, que isso poderá ocorrer, como também já foi dito aqui, tem a equação econômica, tem o aditivo, mas ele pode ter evoluções, claro, no processo de novas tecnologias, ou como já foi aqui dito pelo Ogeny”.,</em></strong> detalhou o diretor da Officina Arquitetos &amp; Associados, empresa que junto com o BNDES auxiliou a prefeitura e o Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba na elaboração da modelagem do edital, Arlindo Fernandes.</p>
<p>Além do biometano (gás obtido da decomposição do lixo) e do E-Trol (que usa o carregamento de baterias por rede aérea enquanto opera em parte do trajeto), que são consideradas atualmente as alternativas mais plausíveis ao diesel e aos elétricos somente com baterias, estão combustíveis sintéticos que quase zeram as emissões, como o biodiesel, os híbridos com motores elétricos e a combustão no mesmo veículo), o hidrogênio (vislumbrado mais para o futuro) e o HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), uma espécie de óleo vegetal hidrotratado, considerado um combustível renovável e também chamado de diesel verde ou diesel renovável.</p>
<p>O motivo dessa “exclusão” é que em vez de metas de redução de poluentes, concorrência estipula tecnologia a ser adotada.</p>
<p><strong>MAIS PRAZO DE CONSULTA E RISCO DE NOVA MUDANÇA EM CRONOGRAMA:</strong></p>
<p>A reportagem também noticiou que o período de consulta pública para a definição do edital da licitação, que terminaria em 19 de outubro de 2025, foi prorrogado para 17 de novembro de 2025, o que deve mudar o cronograma previsto, que tinha a estimativa de as propostas dos concorrentes serem apresentadas em janeiro de 2026 em um leilão na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Se conformada a alteração, já seria a segunda mudança.</p>
<p>A concorrência, que contempla contratos que somam R$ 18 bilhões e investimentos de R$ 3,7 bilhões, levanta diversas dúvidas, como em relação aos critérios de distribuição de operação, não por região apenas, mas por tipologia de frota, que pode gerar quilometragem morta (quando o ônibus roda vazio da garagem até o ponto inicial para fazer a linha, gerando custo desnecessário); o fato de a Urbs não ter ouvido o BNDES sobre o modelo de contrato ser em PPP (Parceria Público-Privada), com a criação de uma nova modalidade de contratação “adaptada” que, segunda especialistas, pode gerar contestações legais; incertezas sobre se a infraestrutura da rede de distribuição de energia dará conta de atender aos modelos elétricos; entre outros pontos.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> conversou com especialistas e o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia, sobre estas dúvidas que podem até mesmo travar a concorrência. <strong>(VEJA ABAIXO)</strong></p>
<h1><b>Licitação dos Transportes por Ônibus em Curitiba: Presidente da Urbs responde sobre riscos apontados por especialista</b><span style="font-weight: 400;"> </span></h1>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Segundo Ogeny Pedro Maia, cláusula de capital mínimo será mudada, não há risco de entrave quanto a infraestrutura para elétricos e modelo de concessão tem amparo legal</span></i></p>
<p><b><i>ADAMO BAZANI </i></b></p>
<p><b><i>Colaboraram Vinicius de oliveira e Yuri Sena</i></b></p>
<p><div style="width: 848px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-509823-6" width="848" height="480" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1.mp4?_=6" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1.mp4</a></video></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><div style="width: 848px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-509823-7" width="848" height="480" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-11.49.43_a8052674.mp4?_=7" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-11.49.43_a8052674.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-11.49.43_a8052674.mp4</a></video></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), Ogeny Pedro Maia, responsável pelo gerenciamento dos transportes da capital paranaense, e pela licitação do sistema, conversou com o Diário do Transporte sobre dúvidas que a reportagem repercutiu com o especialista em mobilidade, Eraldo Constanski, a respeito da concorrência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conversa ocorreu na noite desta quarta-feira,  15 de outubro de 2025, pouco antes da segunda audiência pública sobre o tema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Ogeny Pedro Maia, a cláusula de capital mínimo será mudada, não há risco de entrave quanto a infraestrutura para elétricos e modelo de concessão tem amparo legal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o executivo admitiu que a divisão de lotes pode gerar quilometragem morta, mas as empresas podem criar novas garagens. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Confira a entrevista na integra: </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b><i>Diário do Transporte trouxe</i></b><span style="font-weight: 400;">, nesta quarta-feira, alguns questionamentos. A gente deu uma olhadinha no edital, viu algumas dúvidas, na minuta do edital, na verdade, uma proposta que está sendo submetida à audiência pública, e levantou algumas dúvidas. A gente conversou com o especialista em transportes, que também acabou apontando essas dúvidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para tentar esclarecer o máximo possível, o nosso contato é com o presidente da URBS (Urbanização de Curitiba S/A), que é responsável pelo gerenciamento, e vai ser responsável também por essa licitação dos transportes, Ogeny Pedro Maia Neto, a quem a gente já agradece a atenção para com o </span><b><i>Diário do Transporte</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ogeny, a gente levantou algumas dúvidas, algumas questões, que realmente ficaram em aberto, pelo menos no nosso entendimento. Divisão do sistema, vai ser por lote operacional, por exemplo, norte, sul, leste, oeste, mas teve essa dúvida em relação à tipologia dos veículos, né? Um ônibus, por exemplo, a empresa ganha no norte, mas vai ter que operar, se for ligeirinho, na leste também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como vai ser isso? Qual é a divisão correta do sistema?</span></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto:</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Bom, nós temos cinco lotes que foram divididos neste edital. Então, dos cinco lotes, dois são lotes de BRT. Então, os eixos de BRT vão ser divididos em dois lotes. E aí, nós temos essas linhas expressas em dois lotes. Os outros lotes, que são ônibus convencionais, são divididos em três regiões de Curitiba. Então, nós temos lá a região norte, a sul e a leste de Curitiba. Então, três lotes por região e dois lotes por tipologia, que são os BRTs.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Certo, mas não há um risco, por exemplo, de ter quilometragem morta no caso, por exemplo, da tipologia do ligeirinho, quem levar essa tipologia?</b></p>
<p><b><i>Ogeny Pedro Maia Neto:</i></b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Isso é possível, essa quilometragem morta é possível, mas também a possibilidade das garagens terem mais de um ponto de garagem para poder fazer o atendimento de sua frota também está previsto no edital. Então, a gente não está fixando a garagem em apenas um ponto. A garagem operadora pode ter mais do que um ponto para poder fazer a operação e diminuir essa quilometragem morta.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Certo, e em relação à garagem também, há um ponto de que a prefeitura pode obrigar a empresa a vender a garagem, é isso?</b></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto:</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Não, está previsto no edital que ao final da licitação, se houver necessidade do município querer reverter, a garagem terá que fazer, por exemplo, uma comunicação com o município, ou seja, desculpe, o município terá que fazer a comunicação à garagem com dois anos de antecedência para que ela se prepare, pois daí o imóvel seria, então, disponibilizado ao município. Então, haverá essa possibilidade do município reverter as garagens ao final deste contrato, mas aí também com um aviso prévio antecipadamente.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Em relação à eletrificação, a gente viu, por exemplo, que a gente acompanha bastante na capital paulista, teve muito problema em relação à infraestrutura, principalmente a infraestrutura da porta da garagem para fora, quem ia bancar conta, não estava batendo com o contrato da Enel, como que foi definida essa questão aqui?</b></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto:</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Foram todos os pontos estudados, onde nós temos garagens, as atuais garagens, todos os pontos foram mapeados e além do mais, mais dois pontos de garagem pública que estão previstos também no contrato. Mais alguns pontos também estão previstos e todos mapeados e já com avaliação da concessionária Copel para fornecimento de energia. Este fornecimento de energia, quando nós fizemos a consulta, ele já está travado. Então, se houver novamente um outro empreendimento nessas áreas ou próximas que necessite de uma ampliação de rede, essas obras terão que ser pagas por quem vai fazer a ampliação de rede. Então, toda a energia para as unidades de recarga pública e também das garagens já estão garantidas pela Copel.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Ainda em relação às dúvidas, houve uma recomendação do BNDES para ser PPP. Aí não foi PPP, mas se criou um termo novo, uma concessão comum adaptada. Isso não pode dar problema jurídico? Por que não foi optado por uma PPP, por exemplo?</b></p>
<p><b><i>Ogeny Pedro Maia Neto:</i></b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Primeira coisa que tenho que falar é que não tem esse risco, primeiro porque foi aprovado em legislação municipal. Passou pela Câmara Municipal, passou pelas comissões, foi debatido e aprovado como lei municipal. Então, nós estamos garantidos pela lei. Em segundo ponto, quando nós fizemos a consulta ao BNDES, esta consulta foi no sentido de provocar o BNDES para verificar qual o modelo, PPP ou concessão. Então, os dois modelos foram estudados. Como o modelo de transporte público tradicionalmente é uma concessão e nós não temos investimentos vultuosos em infraestrutura, é apenas ônibus e apenas duas unidades de recarga, a concessão se mostra melhor porque a PPP acaba travando a receita corrente líquida do município. Então, como o município criou a PARS, que é justamente para fazer investimentos em PPPs, ela precisa ter esse 5% da receita corrente líquida para poder fazer investimento em PPPs que são de relevância também para o município, no caso, saúde e educação que são as principais e também nos terminais de transporte coletivo que são possíveis de PPP também.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>O ponto do capital social mínimo, também há essa questão que pode restringir a competitividade porque daria aí 1,8 bilhão somando todos os contratos. Por que não sobre o investimento, esse capital social mínimo e não sobre o valor total dos contratos?</b></p>
<p><b><i>Ogeny Pedro Maia Neto:</i></b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Veja, o BNDES adotou um critério que é o mesmo critério das rodovias que eles fazem as concessões e este critério não se mostrou adequado, tanto que foi questionado na audiência passada e será ajustado para essa audiência.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Ah, vai ser mudado então, né?</b></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto:</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Vai ser ajustado.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Certo, para a gente finalizar mesmo, que a gente não quer pegar muito tempo do senhor, a bilhetagem eletrônica, as empresas vão poder assumir o serviço de bilhetagem eletrônica?</b></p>
<p><b><i>Ogeny Pedro Maia Neto:</i></b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O sistema de bilhetagem eletrônica é do município, ele não será assumido na concessão pelas empresas de transporte.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto, a gente agradece bastante os seus esclarecimentos, sua atenção para com o Diário de Transporte.</b></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto:</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Obrigado a todos.</span></i></p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> está em Curitiba para acompanhar a licitação do sistema de ônibus que já foi referência nacional em mobilidade, mas atualmente, com uma infraestrutura defasada, frota sem ar-condicionado e bancos duros sem nenhum estofamento para o passageiro e ainda sem um bilhete único temporal que permite integrações em qualquer ponto da cidade, mostra que parou no tempo.</p>
<p>A concorrência, cujos contratos de concessão devem somar R$ 18 bilhões ao longo de 15 anos, com investimentos entre R$ 3,7 bilhões e R$ 3,9 bilhões, promete corrigir esse “erro histórico”, mas brechas jurídicas, falta de planejamento e de dados básicos e até mesmo possíveis incoerências com a operação dos transportes podem colocar tudo a perder.</p>
<p>Nesta quarta-feira, 15 de outubro de 2025, ocorre no Centro de Eventos – Imap, do Parque Barigui, no bairro Santo Inácio, a partir das 19h, a segunda audiência pública para receber sugestões e esclarecer dúvidas.</p>
<p>A intenção da prefeitura é publicar o edital “pra valer” em novembro de 2025 com a concorrência na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) em janeiro de 2026.</p>
<p>Mas há riscos de não ocorrer, como afirma o especialista em transportes públicos e consultor, Eraldo Constanski.</p>
<p>A reportagem analisou a minuta (proposta) do edital e ficou com diversas dúvidas, consultando o especialista que, apesar de 30 anos de experiência em análises de sistemas de transportes públicos também ficou.</p>
<p>Segundo Constanski, além de inviabilizar as operações, aumentar os custos e repetir os mesmos erros de outras gestões públicas pelo País, como em São Paulo sobre a eletrificação, os riscos de a concorrência ser barrada por eventuais interessados ou mesmo pelo TCE – PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) são grandes.</p>
<p>Entre os principais pontos verificados pela reportagem são:</p>
<p><strong>&#8211; Divisão de operação por tipo de veículo ou por região:</strong> Ao mesmo tempo que o edital prevê a divisão do sistema de transportes em lotes (BRT-1, BRT-2, Norte, Oeste e Sul), vai conceder as operações por tipo de veículos e não por região. Ou seja, se ganhar o lote Norte e a tipologia do ônibus “Ligeirinho”, a empresa terá de rodar na cidade inteira, inclusive no Oeste e Sul. Mas isso tendo garagem e pontos de apoio em uma só região, o que geraria “quilometragem morta”, que é o deslocamento de ônibus vazios e fora de serviço até os pontos iniciais das linhas. Os resultados seriam maiores custos e impactos em trânsito e no fluxo do transporte coletivo da cidade.</p>
<p><strong>&#8211; Infraestrutura de eletrificação:</strong> O edital prevê 245 ônibus elétricos, dos quais 100 biarticulados, modelo que hoje somente a Volvo possui no Brasil. Não há definições ainda sobre como vai ser a adaptação da rede externa de distribuição de energia (fora das garagens) para preparar os bairros e se a criação desta infraestrutura poderá ser feita em dois anos mesmo como prevê a inclusão desta frota elétrica. Em São Paulo, justamente a falta de preparação da infraestrutura da rede fez com que a meta de eletrificação não fosse cumprida.</p>
<p>De 2,4 mil ônibus elétricos a bateria previstos para até dezembro de 2024, rodam neste mês de outubro de 2025, cerca de 700. O pior: centenas de veículos parados nas garagens e envelhecimento da frota (desde 17 de outubro de 2022, as viações não podem comprar mais ônibus a diesel) causam desperdícios de recursos e degradação dos serviços. As redes dos bairros precisam ser adaptadas de baixa para média ou alta tensão e as subestações têm de ser públicas. Se 50 ônibus de dois eixos de até 13,2 m ou 20 articulados ou biarticulados carregarem de uma vez só, chega a faltar energia em casas, comércios e hospitais.</p>
<p><strong>BNDES não foi ouvido quanto a PPP:</strong> O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que ajudou na formulação do edital, recomendou que o modelo de contrato seja por PPP (Parceria Público Privada) por prever mais possibilidades de investimentos, maior segurança para o poder público cobrar das empresas e das empresas terem o retorno dos investimentos e por ser previsto em lei federal. Porém, a prefeitura não ouviu e decidiu criar um modelo novo, uma “concessão comum adaptada”, que funcionaria como um “puxadinho jurídico” entre a concessão comum e a PPP. Ocorre que este modelo não tem base jurídica, pode ser barrado e, por causa disso, não garante segurança nem para as empresas e nem para a própria prefeitura.</p>
<p><strong>Só privilégio aos poderosos:</strong> O capital social mínimo exigido se baseou nos modelos de contratos de rodovias, cujos números são vultosos. É o dinheiro que as empresas precisam apresentar em 60 dias como garantia. Mas em vez de ser 10% sobre os investimentos previstos, o que daria cerca de R$ 380 milhões, a proposta é sobre os valores de todos os contratos, ou seja, R$ 1,8 bilhão, somando os cinco lotes. É uma cifra muito alta, o critério não é usado nas concessões e PPPS de transportes em todo o País e pode prejudicando empresas menores e beneficiando grandes grupos. Na área de transportes, quase nenhum operador no País teria condições de atender. A competitividade seria restringida.</p>
<p><strong>Impactos do VLT:</strong> Não há estudos definidos sobre eventuais impactos do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) Metropolitano que deve ser implantado pelo Governo do Estado e se sobreporia a diversas linhas municipais. As empresas operadoras teriam de assumir os riscos de investir para uma demanda de passageiros e perder com o VLT, deixando, por exemplo, frotas de ônibus parada, inclusive os elétricos.</p>
<p><strong>Empresas de ônibus podem ser obrigadas a vender as garagens:</strong> Outro ponto é que a proposta de edital prevê que a prefeitura pode requerer a qualquer momento das garagens de ônibus e as viações serão obrigadas a vender pelo valor estipulado pelo poder público. Além de gerar conflitos jurídicos, não foram detalhados os critérios e os motivos pelos quais a prefeitura poderia requerer essas garagens.</p>
<p><strong>Bilhetagem nas mãos das viações:</strong> Enquanto o Brasil todo parte para que a Bilhetagem Eletrônica seja de controle do poder público e operado por concessões independentes e auditadas, o edital abre brecha para as próprias viações controlarem a bilhetagem e toda a arrecadação.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a apresentação do BNDES,  um grupo de movimentos sociais interrompeu a exibição e fez um protesto contra a forma de condução da licitação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo estes movimentos, o certame vai privilegiar os mesmos empresários que já atuam no sistema,  que a participação da sociedade deveria ser mais ampla com audiências públicas no centro da cidade e Curitiba terá de contar com tarifa zero. </span></p>
<p><div style="width: 848px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-509823-8" width="848" height="480" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-20.02.04_3e1010e0.mp4?_=8" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-20.02.04_3e1010e0.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-20.02.04_3e1010e0.mp4</a></video></div></p>
<p>Veja o que o especialista disse:</p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: O Diário do Transporte tem acompanhado a discussão em torno da licitação de ônibus de Curitiba, um dos sistemas que já foi, sim, no passado referência nacional, ainda tem muitas qualidades, porém, foi se desatualizando, perdendo esse status de uma das principais referências ao longo do tempo. Agora, pode ser uma oportunidade de recuperar isso ou até colocar tudo a perder. O Diário do Transporte fez uma análise do edital, muitas dúvidas, muitos pontos polêmicos. Na verdade, é uma minuta de edital, ainda vai ser lançada, a estimativa da Prefeitura é de que a licitação haja concorrência no início do ano que vem, e para tentar esclarecer esses pontos, a gente está aqui com o especialista em transportes, Eraldo Constanski, que vai conversar com a gente sobre algumas dúvidas que ficaram em relação a essa proposta de edital.</strong></p>
<p><strong>Eraldo, primeiro, muito obrigado por atender o Diário do Transporte, nessa matéria especial que a gente faz em Curitiba. Eraldo, a gente ficou com dúvida em relação a distribuição, a divisão dos lotes operacionais. Uma hora se fala em lote regional, norte, oeste, sul e o BRT1 e o BRT2. Depois fala por tipologia do veículo. Afinal, vai ser por tipologia, vai ser por região, o que você analisou também?</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> Prazer em receber você em Curitiba, na nossa cidade, como você bem colocou, uma cidade que foi referência para o mundo todo no transporte público. E quanto à sua pergunta, são dúvidas que a gente tem também, analisando o edital, ele coloca os cinco lotes, o BRT1, o BRT2 e as três regionais, as dúvidas são quanto à disposição e operação. Hoje, Curitiba tem sua operação totalmente integralizada e do jeito que está sendo colocado, a gente pode ter problemas operacionais no futuro, porque os BRTs vão cruzar a cidade norte, sul, leste e oeste e as regionais estão desenhadas com suas alimentadoras e veículos convencionais, no entanto, existem dentro dos lotes regionais os ligeirinhos que circulam toda a cidade também. Então, como vai ser essa disposição de operação e como a gente vai poder controlar isso. Essa é uma dúvida que a gente tem, que na primeira audiência pública que teve fizemos uma pergunta, não ficou bem esclarecida e acho que hoje, na próxima audiência, vamos tentar tirar essa dúvida novamente.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Quer dizer, eu consegui a concessão, por exemplo, do lote norte, mas eu vou ter que operar no sul, se eu tenho ligeirinho, só que eu não vou ter garagem lá, não vou ter infraestrutura lá, aí vai ter uma quilometragem morta para eu rodar de novo até a minha garagem, como vai ser a logística?</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> O grande problema estão nas linhas ligeirinhos, né? Se eu ganho a regional norte, por exemplo, eu vou operar as alimentadoras daquela região e as convencionais. Os ligeirinhos, por exemplo, a gente tem o Inter 2, que circula toda a cidade, o Inter Bairros 2, que circula toda a cidade também e temos ainda a inclusão de que, se não for o mesmo operador que ganha o BRT daquela região, vai ter um problema de integração entre eles, né? Por mais que o edital esteja falando em integração total, em qualquer lugar da cidade, eu acho que o próprio sistema atual do sistema de bilhetagem não iria comportar essa integração temporal. Mas é uma questão também que os participantes dessa licitação vão ter que pedir explicações, tanto a URBS quanto ao IPPUC, que estão desenhando os novos sistemas.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Eraldo, outro ponto também que levanta bastante dúvida, pelo menos aqui na reportagem, não sei se levantou aqui, infraestrutura para a eletrificação. Em São Paulo, quem acompanha o Diário do Transporte vê que houve um grande problema em relação à infraestrutura, a capacidade de rede de energia envolvendo a Enel, tanto a Enel, que é a distribuidora, quanto o prefeito Ricardo Nunes, trocando farpas, trocando acusações de responsabilidades. Uma das grandes questões da infraestrutura não é da garagem para dentro, né? O empresário vai colocar lá seu carregador, vai colocar lá seu ponto de recarga e tudo mais. Da garagem para fora, a subestação de energia para o bairro, a adequação de baixa para média ou alta tensão, esses problemas podem se repetir aqui de acordo com o que está previsto.</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> Boa pergunta, e é um outro ponto do edital que a gente tem uma preocupação. Quando a gente trabalha com transporte público, essa parte da eletrificação e a parte de colocação, de onde vão ser essas garagens, não sabemos ao certo como vão ficar divididos esses custos, quem vai arcar com o custo. Tem no edital que a própria URBS entra com uma parte dos valores, mas qual é a parte do concorrente, da empresa que vai operar esse sistema. A gente não tem muita certeza e o que aconteceu em São Paulo provavelmente vai acontecer aqui, porque nos primeiros carros que vieram ano passado para serem implantados em Curitiba, os primeiros carros ficaram parados nas garagens 8, 10 dias, porque não tinha estrutura de garagem para abastecer um veículo elétrico.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Aqui ficou parado também como aconteceu em São Paulo.</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> Até a COPEL, a empresa de energia da cidade, chegar na garagem, vê o problema, colocar o seu transformador para carregar só aquele ônibus. Eu fiquei sabendo que para carregar um ônibus elétrico desse que está operando na linha Intervalos 1, acabou a luz da garagem. Uma garagem de 200 ônibus para carregar um só.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: E os elétricos vão ser todos desse tipo?</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> É, eles estão prevendo 160 biarticulados elétricos e 100 articulados elétricos no sistema. Então isso vai gerar um impacto do portão para fora da garagem. E aí um investimento pesadíssimo que a gente tem que saber de onde vem.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Que é o problema que teve na capital paulista.</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> E que eu acho que teriam que olhar mais esses outros sistemas para não ter o mesmo problema aqui em Curitiba.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Também a gente estava vendo lá no edital a questão do capital social. O que é o capital social? Para o ouvinte, para o leitor e para o telespectador entender. É o que a empresa tem que apresentar, ter lá em “cash”, praticamente em 60 dias, 45 dias, para apresentar lá e dizer, “olha, eu tenho esse dinheiro”. Somando os cinco lotes, digamos assim, dá quase 2 bilhões, 1,8 bilhão. Não é muito esse valor? Não pode restringir a competitividade no caso de um sistema de transporte em que existem empresas grandes, mas ao mesmo tempo existem empresas menores, não só aqui em Curitiba, mas outras, por exemplo, de outros lugares do país que possam se interessar na licitação.</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> Esse é outro ponto relevante, porque eu estou há 30 anos na área do transporte público. Já viajei o mundo todo, trabalho em Curitiba, em mais de 60 cidades do Brasil. Eu não vi licitações que busquem um aporte tão grande do capital integralizado. Porque, na verdade, esse 1,8 bilhão é referente aos 18 bilhões do contrato todo. A gente vê isso muito em editais de rodovias, não de transporte público. Então, é algo novo que está sendo colocado e que, como você colocou, eu acho que no Brasil não existe grupo empresarial que tenha esse capital integralizado e que possa colocar seus 10% num projeto desse. E isso vai acabar inviabilizando a licitação.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Tem umas outras questões jurídicas que são muito pormenorizadas, mas que a gente analisou, por exemplo, um novo modelo, uma concessão adaptada ao invés de uma PPP. A gente leu que a PPP, que é uma parceria público-privada, o BNDES recomendou, a prefeitura não fez essa PPP. Em compensação, também não está usando um modelo comum de concessão, ela está pegando um modelo comum e adaptando, ela própria usa o termo adaptada. É uma licitação que corre o risco de ser barrada, de não acontecer?</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> Não é minha área jurídica, mas pelo que eu entendo, tem grandes chances de ser barrada se algum operador ou algum concorrente observar que não vai ter condição de participar desse certame.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: O próprio Tribunal de Contas pode?</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> O próprio Tribunal de Contas pode, esse edital deve ser passado para o Tribunal de Contas, muito provavelmente, e ele vai ter seus achados ali e vai poder indicar algum problema dentro do edital.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: A gente vai procurar a URBS também, vai mandar uma demanda de imprensa. Vamos tentar entender mais detalhes desse edital. É um sistema que é referência para o Brasil todo, para o mundo todo. É igual São Paulo, o que acontece em São Paulo, o mundo olha. O que acontece em Curitiba, o mundo olha. A gente não está falando só de Curitiba ou só de São Paulo, a gente está falando de exemplos de casos no Brasil. O Diário do Transporte vai continuar acompanhando.</strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><strong><u>VEJA OS PRINCIPAIS PONTOS:</u></strong></h2>
<h2><strong>Por ADAMO BAZANI, jornalista especializado em transportes – MTB 31.521 (formação superior)</strong></h2>
<p><strong>DATAS:</strong></p>
<p>A consulta pública, por meio do site da Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), gestora da prefeitura de serviços como de transportes por ônibus e táxis, vai entre 19 de setembro e 17 de outubro de 2025. Também serão realizadas duas audiências públicas, em 1º e no dia 15 de outubro de 2025, das 19h às 22h, no Centro de Eventos IMAP Barigui &#8211; Salão de Atos do Parque Barigui.</p>
<p><strong>CRONOGRAMA PREVISTO:</strong></p>
<p><strong>CRONOGRAMA PREVISTO:</strong></p>
<p><strong>&#8211; 27 de outubro de 2023:</strong> O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado por R$ 10 milhões pela gerenciadora dos transportes da capital paranaense, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), para estruturar o projeto de concessão dos serviços de transporte público.</p>
<p><strong>&#8211; 11 de abril de 2025:</strong> Reunião entre a prefeitura de Curitiba, o TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), que financiou os estudos e vai auxiliar na implantação da nova rede de transportes, para definir um cronograma de licitação;</p>
<p><strong>&#8211; 27 de abril de 2026: </strong>Lançamento do edital (Era setembro de 2025, depois passou para novembro de 2025 e, abril de 2026, posteriormente);</p>
<p><strong>&#8211; Julho de 2026: </strong>Oferecimento das propostas (Era dezembro de 2025, depois foi para janeiro de 2026 e anunciado depois para julho de 2026); Em 15 de outubro de 2025, foi realizada, audiência pública para debater a licitação. O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, cobriu presencialmente em Curitiba. O período de consulta pública que terminaria em 19 de outubro de 2025, foi prorrogado para 17 de novembro de 2025.  Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/">https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/</a></p>
<p><strong>&#8211; Segundo semestre de 2026: </strong>O período de transição entre a atual concessão e a nova é de até 24 meses, período em que a tarifa, de R$ 6, ficará congelada. (Era a partir do primeiro trimestre de 2026 e a transição era de 16 meses entre os atuais contratos e as novas operações);</p>
<p><strong>CRITÉRIOS DA LICITAÇÃO:</strong></p>
<p>No leilão, será escolhido vencedor da licitação quem apresentar o maior percentual de desconto a ser aplicado sobre a remuneração de referência de cada lote, que é baseada na tarifa técnica por quilômetro rodado. Assim, trechos com maior número de frota e viagens terão valores de referência maiores <strong>(veja mais abaixo os valores previstos)</strong>.</p>
<p><strong>MAIS LINHAS E CINCO LOTES:</strong></p>
<p>O edital terá cinco lotes operacionais &#8211; dois para os eixos Norte/Sul e Leste/Oeste, um para Linhas Diretas/Ligeirinhos e dois para os convencionais. A malha de linhas será dividida nestes cinco lotes e outra promessa, com a licitação, é a criação de mais itinerários. O projeto incial prevê a criação de cinco novas linhas, mudanças em outros 30 itinerários e reforço de 41 ônibus nas linhas mais utilizadas pela população, sendo 13 deste total modelos biarticulados.</p>
<p>O lote BRT 1 abrange 24 linhas; o BRT 2, 18 linhas; o regional Norte, 99 linhas; o Sul, 86 linhas; e o Oeste, 83 linhas.</p>
<p><strong>INVESTIMENTOS E TEMPO DE CONTRATO:</strong></p>
<p>Como tem mostrado o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a concorrência contempla investimentos totais em 15 anos estão estimados de R$ 3,9 bilhões, sendo que R$ 2,6 bilhões serão aplicados até o quinto ano. O modelo de concessão foi desenhado em conjunto com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A maior parte dos investimentos seriam voltados aos ônibus elétricos, enquanto o restante custearia baterias, carregadores, dois eletropostos públicos, 12 novas estações-tubo e sistemas de contagem de embarques e desembarques.</p>
<p>A manutenção das estações passará a ser responsabilidade das concessionárias, e os investimentos contarão com financiamento de pouco mais de R$ 1 bilhão, obtido por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW).</p>
<p>Estes investimentos incluem a aquisição de 250 ônibus elétricos em cinco anos, de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores). Além disso, estão programadas a construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados de 30 itinerários e criação de cinco novas linhas.</p>
<p>A frota operacional será ampliada de 1.189 para 1.234 ônibus e os novos veículos virão equipados com câmeras de monitoramento e ar-condicionado.</p>
<p><strong>NÚMEROS ATUAIS:</strong></p>
<p>Dos 15 milhões de passageiros por mês que utilizam o transporte da capital, 3,2 milhões são da Região Metropolitana, que entram no sistema sem ter que pagar uma nova passagem. São 22 terminais de integração, 244 linhas urbanas, 62 linhas metropolitanas que integram com o sistema e três linhas mistas (urbanas e metropolitanas). A frota é de 1,1 mil ônibus.</p>
<p><strong>CUSTOS DO SISTEMA E SUBSÍDIOS:</strong></p>
<p>Os subsídios gerais para o sistema ser operado, dentro da estimativa de custo inicial de R$ 1,12 bilhão no primeiro ano (atualmente, este custo para 2025 é estimado em R$ 1,1 bilhão), serão divididos da seguinte forma: no primeiro ano de concessão, serão desembolsados R$ 266,4 milhões, dos quais R$ 53 milhões do Estado e R$ 184,3 milhões do município, inferior ao projetado para 2025, de R$ 301 milhões.</p>
<p>A remuneração muda de acordo com cada lote operacional. O sistema será dividido em cinco. Segundo a prefeitura, para o lote BRT 1 está prevista a remuneração de referência de R$ 4,81 bilhões no período de 15 anos; para o lote BRT 2, R$ 3,46 bilhões; para o lote Norte, R$ 2,94 bilhões; para o lote Oeste, R$ 3,6 bilhões; e para o lote Sul, R$ 3,24 bilhões.</p>
<p><strong>ÔNIBUS ELÉTRICOS, CARREGADORES DE BATERIAS E EURO 6:</strong></p>
<p>A estimativa da gestão é de até 2030, 33% da frota de ônibus será de emissão zero, dentro do prazo desta concessão, e que até 2050 toda a frota será elétrica. O novo modelo de concessão apresentado pela Urbs prevê a aquisição de 245 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos, a substituição de 149 veículos a diesel por modelos menos poluentes e a instalação de ar-condicionado nos novos coletivos, exceto nos modelos comuns e nos micro-ônibus. Serão mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores).</p>
<p><strong>Eletrificação gradual da frota acompanhando a infraestrutura: </strong>O objetivo é evitar problemas como ocorreram na capital paulista, onde a frota de ônibus elétricos não avançou de acordo com as metas da prefeitura porque a distribuidora de energia, ENEL, não aumentou a tempo a capacidade de tensão das redes dos bairros e não fez a ligação para as garagens. Houve erro de planejamento também por parte da prefeitura.  Dezenas de coletivos 0 km e carregadores instalados pelas viações ficaram meses sem funcionar por causa disso. Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus de São Paulo foram proibidas de comprar veículos a diesel, mas não conseguiram colocar os elétricos para funcionar e, com isso, não puderam trocar os veículos, envelhecendo a frota em operação. A proibição do diesel sem a definição da infraestrutura foi o principal erro da gestão municipal de São Paulo, de acordo com especialistas. É o que noticiou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> – Relembre neste link: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/">https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/</a></p>
<p><strong>BILHETE ÚNICO (FINALMENTE)</strong></p>
<p>A administração municipal promete ainda implantar integração temporal por meio de um Bilhete Único, como ocorre em São Paulo desde 2003, e, finalmente, deve sair do papel na capital paranaense, onde ainda hoje, para mudar de ônibus entre algumas linhas sem pagar a segunda passagem, o usuário precisa se deslocar a terminais, gerando inclusive viagens negativas, que ocorrem quando é necessário retroceder a rota prevista para depois continuar.</p>
<p>Curitiba, que já foi no passado considerada referência em mobilidade, não possui um sistema de fato de Bilhete Único, algo que até cidades menores e menos afamadas já têm.</p>
<p>Atualmente, 65% das viagens de Curitiba ocorrem com integração, em que o passageiro troca de linha sem pagar uma segunda passagem. A maioria das integrações são físicas, em terminais e estações-tubo, mas vem crescendo o número das conexões temporais, realizadas, por um determinado período de tempo, fora destes espaços e em outros pontos.</p>
<p><strong>FROTA MAIS CONFORTÁVEL:</strong></p>
<p>Além dos ônibus elétricos, a concessão vai prever frota mais confortável que a atual. Atrás de muitas cidades, inclusive de pequenas, a capital paranaense, que foi perdendo o posto de bom exemplo de transportes por ônibus quanto a frota, possui uma quantidade muito pequena de ônibus com ar-condicionado, wi-fi, carregadores USB para celulares entre outros itens. Os duros bancos de fibra ou de plástico nos coletivos devem dar espaço para poltronas com estofamento e melhor ergonomia.</p>
<p><strong>FUNDO GARANTIDOR:</strong></p>
<p>Uma das novidades para o sistema de ônibus curitibano é a criação de um fundo garantidor para manter segurança econômica e financeira aos serviços e contratos. O fundo garantidor será destinado para a concessão como um todo, sendo alimentado com recursos do Fundo de Participação dos Municípios, dos repasses do IPI, do ICMS e do Imposto de Renda, que poderá ser utilizado em caso de inadimplência e também como subsídio, garantindo maior segurança financeira e contratual ao sistema.</p>
<p><strong>VLT (VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS):</strong></p>
<p>Os estudos da nova concessão também contemplam simulações, a partir do quinto ano, para a entrada em operação do VLT Curitiba, projeto que está em estudo e que ligará o Centro Cívico ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.</p>
<p><strong>OUTRAS PROMESSAS:</strong></p>
<p><strong>&#8211; Implementação de indicadores de qualidade e eficiência;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Operação de novas ferramentas de gestão de embarques e desembarques;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Modernização do controle de acesso a terminais e estações-tubo;</strong></p>
<p><strong>ESTUDOS DO BNDES E CONCESSÃO DO SISTEMA DE ÔNIBUS DE CURITIBA:</strong></p>
<p>Em 27 de outubro de 2023, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado por R$ 10 milhões pela gerenciadora dos transportes da capital paranaense, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), para estruturar o projeto de concessão dos serviços de transporte público.</p>
<p>Entre as metas dos estudos do BNDES sobe o novo modelo de transportes de Curitiba, que já foi considerado referência mundial de mobilidade, mas que agora necessita de aperfeiçoamentos, estão:</p>
<p>&#8211; redesenho das linhas de ônibus;</p>
<p>&#8211; aumentando a eficiência energética do sistema;</p>
<p>&#8211; implantação de uma solução gradual para descarbonizar os veículos da frota, com 33% de ônibus elétricos até 2030 e ter toda a frota eletrificada até 2050, zerando as suas emissões de CO2.</p>
<p>&#8211; ampliar o número de passageiros no transporte coletivo, reduzindo o uso do transporte individual. Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), o transporte público atualmente é responsável por cerca de 25% das locomoções na cidade. Com a reestruturação, espera-se que, até 2050, os deslocamentos em transporte coletivo e mobilidade ativa (bicicleta ou caminhada) no município cheguem a 85%.;</p>
<p>Atualmente, o sistema de Curitiba transporta aproximadamente 755 mil passageiros por dia em 244 linhas, operando com uma frota de mais 1,1 mil veículos, incluindo ônibus articulados, biarticulados e convencionais.  São apenas sete ônibus elétricos em circulação até o momento, seis da marca BYD nas linhas 010-Interbairros I (horário) e 011-Interbairros I (anti-horário) e um Volvo na linha 863-Água Verde.</p>
<p><strong>ÔNIBUS ELÉTRICOS QUE COMEÇARAM NO SISTEMA:</strong></p>
<p>A Prefeitura de Curitiba anunciou no segundo semestre de 2024 que iria comprar mais 54 veículos com recursos de R$ 380 milhões do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal, com previsão para entrar em funcionamento em 2025. Também já foi aprovado, na Câmara Municipal de Curitiba, o projeto para a aquisição de 70 ônibus, com investimento de R$ 317 milhões.</p>
<p>Estes veículos seriam comprados pela prefeitura e repassados às viações.</p>
<p>No fim de janeiro de 2025, a cidade recebeu missões de avaliação do KfW Bankengruppe, o banco de desenvolvimento alemão, para assinar um contrato de empréstimo de 100 milhões de euros.</p>
<p>A prefeitura terá de, com recursos próprios, providenciar uma contrapartida equivalente a 25 milhões de euros.</p>
<p>O dinheiro foi planejado para ser usado para a compra de 84 ônibus elétricos e o financiamento prevê ainda a construção de dois eletroterminais e a instalação de painéis de energia fotovoltaica em 27 equipamentos públicos.</p>
<p>Os representantes do banco alemão foram à cidade para validar a aprovação do financiamento pela Comissão de Financiamentos Externos (Confiex), do Governo Federal, obtido em setembro de 2024.</p>
<p><strong>PRIMEIRAS LINHAS COM ÔNIBUS ELÉTRICOS:</strong></p>
<p><strong>Interbairros I</strong></p>
<p>Os seis ônibus da linha Interbairros I são do modelo D9W, da marca BYD, e têm 13,2 metros, com capacidade para 90 passageiros e autonomia de 250 quilômetros. Os veículos estão em operação desde 15 de julho.</p>
<p>As linhas 010-Interbairros I (horário) e 011-Interbairros I (anti-horário) transportam cerca de 2,5 mil passageiros por dia e percorrem 14 bairros, em trajeto de cerca de 20 quilômetros e 75 minutos. Elas passam pelos bairros Centro Cívico, Bom Retiro, Mercês, Bigorrilho, Batel, Água Verde, Rebouças, Parolin, Prado Velho, Jardim Botânico, Alto da XV, Hugo Lange, Alto da Glória e Juvevê.</p>
<p><strong>Água Verde</strong></p>
<p>Com extensão de 13.584 metros (ida e volta) ligando o bairro Água Verde à Praça Tiradentes, a linha 863-Água Verde atende a 900 passageiros em dias úteis. Desde setembro, um ônibus elétrico do modelo Volvo BZL está circulando na linha, com capacidade para 85 passageiros e extensão de 12,6 metros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>ESPECIAL: Congresso de Municípios em São Paulo tem apresentação de ônibus movido a biometano da Sambaíba</title>
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    <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 15:19:12 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Parceria entre a operadora de transportes da cidade de São Paulo e a MWM Internacional tem convertido modelos a diesel em tecnologia que promete ser mais uma alternativa de redução de emissões na cidade ADAMO BAZANI O 68º Congresso Estadual de Municípios, promovido pela Associação Paulista de Municípios (APM), que reúne especialistas, prefeitos, ex-prefeitos, secretário [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="828" height="461" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/6a7ee5e7-2c9c-4629-a2b8-e124a94a149c.jpg?fit=828%2C461&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/6a7ee5e7-2c9c-4629-a2b8-e124a94a149c.jpg?w=828&amp;ssl=1 828w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/6a7ee5e7-2c9c-4629-a2b8-e124a94a149c.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/6a7ee5e7-2c9c-4629-a2b8-e124a94a149c.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/6a7ee5e7-2c9c-4629-a2b8-e124a94a149c.jpg?resize=768%2C428&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/6a7ee5e7-2c9c-4629-a2b8-e124a94a149c.jpg?resize=400%2C223&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 828px) 100vw, 828px" /> <p><em>Parceria entre a operadora de transportes da cidade de São Paulo e a MWM Internacional tem convertido modelos a diesel em tecnologia que promete ser mais uma alternativa de redução de emissões na cidade</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O 68º Congresso Estadual de Municípios, promovido pela Associação Paulista de Municípios (APM), que reúne especialistas, prefeitos, ex-prefeitos, secretário municipais e ex-secretários, realizado no Anhembi, na zona Norte da capital, tem como um dos principais temas justamente a redução das emissões de poluentes por veículos automotores, entre os quais, no transporte coletivo de passageiros.</p>
<p>E um projeto realizado entre a operadora de linhas municipais na zona Norte, Sambaíba Transportes Urbanos, e a Indústria MWM , que consiste na conversão de ônibus a diesel para tecnologia biometano, está em apresentação no evento que começou nesta segunda-feira, 06 de abril de 2026, e vai até quarta-feira (08).</p>
<p>A iniciativa faz parte da tentativa de ampliar as possibilidades de alternativas diante da proibição, desde 17 de outubro de 2022, da compara de ônibus movidos a óleo diesel para cumprir a Lei Municipal de Mudanças Climáticas que prevê reduções gradativas das emissões pelos coletivos até que, em 2038, os índices de CO2 lançados na atmosfera pela frota seja zero.</p>
<p>O biometano, combustível obtido na decomposição de resíduos pode reduzir entre 80% e 90% estas emissões. Assim, não cumpriria o que a lei determina para a partir de 2038, o que só os elétricos poderiam atender, mas pode ser considerada uma solução de transição. E é esse ponto que causa confusão.</p>
<p>Ocorre que, tirando a ampliação para 13 anos de idade da frota (14/15 anos se forem micrões) por causa da proibição do diesel e dos avanços abaixo do esperado da infraestrutura para a recarga dos coletivos elétricos, cada ônibus na cidade pode ter até dez anos de uso.</p>
<p>Logo, numa análise inicial, os veículos a biometano comprados a partir de 2029 deverão ser aposentados antes da vida útil, uma vez que, em 2038, não atenderiam às emissões “zero”.</p>
<p>Mas a exigência quantitativa é  de 100% de redução de emissões de CO2 fóssil de escapamento (uso final do combustível) com emissões de processos de análise de ciclo de vida (ACV &#8211; do berço ao túmulo) do biometano.</p>
<p>Assim, a contabilização das reduções praticada segundo a Lei 16.802, é baseada no uso final do biocombustível ou da energia elétrica e não no ACV; portanto, ela corresponderia a 100% das emissões fósseis.</p>
<p>São Paulo tem a maior frota de ônibus elétricos do Brasil, com cerca de 1,3 mil ônibus, dos quais 189 são trólebus (conectados à fiação aérea) e a maioria a baterias.</p>
<p>Apesar do número relevante, é abaixo da meta de 2,6 mil coletivos elétricos desenhada para 2024 e que não foi cumprida e muito inferior aos cerca de 13 mil ônibus municipais da capital paulista.</p>
<p>Por causa disso, diante da proibição do diesel, a frota de ônibus da cidade envelhece e é trocada num ritmo menor que o necessário.</p>
<p>Em uma nova meta, para até 2028, a gestão do prefeito Ricardo Nunes prevê a inclusão de mais 2,2 mil ônibus de menores emissões, ou seja, não liga mais as novas estimativas da prefeitura, ao menos para este período, somente à modelos elétricos e com zero poluente.</p>
<p>O GNV (Gás Natural Veicular), apesar de ser queimado no mesmo motor dos modelos a biometano, não entraria na possibilidade porque se trata de um combustível fóssil.</p>
<p>O projeto da Sambaíba com a MWM começou a se concretizar em meados de 2024 com a apresentação do primeiro protótipo, como revelou o <strong><em>Diário do</em> <em>Transporte.</em></strong></p>
<p>Mais unidades estão sendo entregues, mas nenhuma ainda em operação comercial.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/12/28/em-primeira-mao-apos-revelar-que-fica-pronto-primeiro-onibus-marcopolo-torino-para-projeto-de-biometano-gnv-da-capital-paulista-diario-do-transporte-traz-novidades-sobre-eletricos-da-sambaiba/">https://diariodotransporte.com.br/2025/12/28/em-primeira-mao-apos-revelar-que-fica-pronto-primeiro-onibus-marcopolo-torino-para-projeto-de-biometano-gnv-da-capital-paulista-diario-do-transporte-traz-novidades-sobre-eletricos-da-sambaiba/</a></p>
<p>Uma corrente na gestão do prefeito Ricardo Nunes quer pressa para viabilizar os ônibus a biometano na cidade, mas outra parte vê entraves como incertezas quanto a produção e distribuição do combustível dentro de um prazo que depois dê tempo de todos os investimentos se pagarem, já que a solução seria transitória.</p>
<p>Um Seminário realizado em 25 de março de 2025 apontou a viabilidade do combustível, mas com os elétricos ainda sendo a alternativa duradoura para a descarbonização dos transportes coletivos.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-509710" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/05ee34b2-34c0-424a-b384-ca91904502ed.jpg?resize=392%2C688&#038;ssl=1" alt="" width="392" height="688" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/05ee34b2-34c0-424a-b384-ca91904502ed.jpg?w=392&amp;ssl=1 392w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/05ee34b2-34c0-424a-b384-ca91904502ed.jpg?resize=171%2C300&amp;ssl=1 171w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/05ee34b2-34c0-424a-b384-ca91904502ed.jpg?resize=85%2C150&amp;ssl=1 85w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/05ee34b2-34c0-424a-b384-ca91904502ed.jpg?resize=150%2C263&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 392px) 100vw, 392px" /></p>
<h1><strong>HISTÓRIA:</strong></h1>
<p><div id="attachment_368095" style="width: 798px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-368095" class="size-full wp-image-368095" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt-12.png?resize=788%2C496&#038;ssl=1" alt="" width="788" height="496" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt-12.png?w=788&amp;ssl=1 788w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt-12.png?resize=300%2C189&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt-12.png?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt-12.png?resize=768%2C483&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt-12.png?resize=400%2C252&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 788px) 100vw, 788px" /><p id="caption-attachment-368095" class="wp-caption-text">Monobloco a Gás Natural de cooperativa de transportes no Brasil</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-445543" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/1-17.png?resize=800%2C450&#038;ssl=1" alt="" width="800" height="450" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/1-17.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/1-17.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/1-17.png?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/1-17.png?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/1-17.png?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p><div style="width: 1280px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-509712-9" width="1280" height="720" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Untitled-3.mp4?_=9" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Untitled-3.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Untitled-3.mp4</a></video></div></p>
<p><div style="width: 1280px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-509712-10" width="1280" height="720" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Untitled-4.mp4?_=10" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Untitled-4.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Untitled-4.mp4</a></video></div></p>
<p>Na América Latina, o gás natural em ônibus tem sido usado em países como Chile, Colômbia e Peru. Na Europa, grandes renovações de frota contam com ônibus a GNV ou biometano.</p>
<p>No Brasil, meio à “febre pela eletrificação”, o Gás Natural tem sido deixado de lado, mesmo podendo ser alternativa de transição para a descarbonização dos transportes.</p>
<p>A Scania realizou ao longo de 2023, testes e demonstrações com um modelo em cidades do Paraná, tanto com gás natural como com biometano.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em 24 de outubro de 2023, o CEO da Compagas, distribuidora estatal paranaense destes combustíveis, Rafael Lamastra, fez um balanço das operações com o ônibus produzido pela Scania com carroceria Caio, movido a GNV (Gás Natural Veicular) ou a biometano.</p>
<p>Segundo Lamastra, o ônibus obteve reduções de custos operacionais e de emissões de poluentes durante os testes realizados em Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina e Ponta Grossa, no Paraná.</p>
<p>Com GNV, a operação ficou 10% mais barata em comparação com o diesel. Já com biometano, as emissões de poluentes caíram 95%.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2023/10/24/onibus-scania-com-gas-natural-teve-reducao-de-10-nos-custos-operacionais-e-com-biometano-a-poluicao-diminuiu-95-diz-compagas/">https://diariodotransporte.com.br/2023/10/24/onibus-scania-com-gas-natural-teve-reducao-de-10-nos-custos-operacionais-e-com-biometano-a-poluicao-diminuiu-95-diz-compagas/</a></p>
<p>Desde os anos 1980, o Gás Natural é considerado no transporte coletivo brasileiro, mas sem os avanços que poderia obter.</p>
<p>A cidade de São Paulo teve a maior frota, com ônibus monoblocos Mercedes-Benz inicialmente operados pela CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos).</p>
<p>Também operaram ônibus a GNV na cidade de São Paulo, empresas particulares como a Gatusa, com chassis Mercedes-Benz e carroceria Caio Alpha, entre outras, e até uma cooperativa de transportes, a CCTC (Cooperativa Comunitária de Transportes Coletivos), com os monoblocos O-371 Mercedes-Benz a Gás Natural herdados da CMTC que havia sido privatizada. A CCTC era formada por ex-funcionários da CMTC.</p>
<p><div id="attachment_368098" style="width: 791px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-368098" class="size-full wp-image-368098" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt.png?resize=781%2C417&#038;ssl=1" alt="" width="781" height="417" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt.png?w=781&amp;ssl=1 781w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt.png?resize=300%2C160&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt.png?resize=150%2C80&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt.png?resize=768%2C410&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cmrtmt.png?resize=400%2C214&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 781px) 100vw, 781px" /><p id="caption-attachment-368098" class="wp-caption-text">Ônibus a biometano da CMTC</p></div></p>
<p>A CMTC, com um monobloco O-362 da Mercedes-Benz e depois um O-364, também fez testes com biometano, destacando as possibilidades que o gás de lixo poderia trazer ao meio ambiente pelo transporte público.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-438370" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/FB_IMG_1739802497845.jpg?resize=735%2C474&#038;ssl=1" alt="" width="735" height="474" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/FB_IMG_1739802497845.jpg?w=735&amp;ssl=1 735w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/FB_IMG_1739802497845.jpg?resize=300%2C193&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/FB_IMG_1739802497845.jpg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/FB_IMG_1739802497845.jpg?resize=400%2C258&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 735px) 100vw, 735px" /></p>
<p><strong>São Paulo já teve lei que obrigava frota de ônibus movidos a Gás Natural</strong></p>
<p><div id="attachment_20587" style="width: 557px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa1.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20587" class="size-full wp-image-20587" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa1.jpg?resize=547%2C544&#038;ssl=1" alt="GNV Bus" width="547" height="544" /></a><p id="caption-attachment-20587" class="wp-caption-text">Um pedaço da história dos transportes na cidade de São Paulo. Ônibus a GNV rodaram pela capital e por serem menos poluentes podiam circular em túneis que eram proibidos para veículos a diesel. Na foto, placa na no acesso para o túnel sob o Rio Pinheiros. Lei obrigava frota de ônibus a gás. Foto: Jair Seidl – Texto Adamo Bazani</p></div></p>
<p><em>Formas de queima de combustível e de injeção nos cilindros fizeram com que veículos não tivessem rendimento adequado. Hoje indústria diz que problemas foram revertidos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O leitor do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Jair Seidl, contribuiu com uma foto que revela uma página interessante da história dos transportes na cidade de São Paulo: a presença de uma frota de ônibus a gás natural. Aliás, é uma história que pode ser projetada para o futuro.</p>
<p>Comuns atualmente em parte da Europa , Ásia e América do Norte, com tecnologia mais avançada dos que os veículos que rodaram em São Paulo, os ônibus a GNV são vistos como alternativas de baixo custo para redução das emissões de poluentes na operação dos transportes coletivos.</p>
<p>Na imagem, a placa localizada no acesso ao túnel sob o Rio Pinheiros, para os veículos que têm origem na Avenida Juscelino Kubitscheck, zona Sul de São Paulo, indica a proibição de os veículos pesados acessarem este túnel, com exceção dos ônibus a gás natural. A liberação para este tipo de ônibus era justamente pelo fato de serem menos poluentes.</p>
<p>Diversas linhas na cidade tiveram ônibus GNV. Como ocorreu com outras tecnologias menos poluentes e alternativas ao óleo diesel, foi a CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos, empresa pública, a responsável pela expansão da frota de ônibus a Gás Natural na cidade nos anos de 1980.</p>
<p>Mas os estudos começaram antes, nos final de década anterior. Foram testes de laboratórios, em ônibus-modelos para que São Paulo tivesse uma frota mais limpa.</p>
<p><strong>LEIS E DESENVOLVIMENTO DA FROTA:</strong></p>
<p>Tanto nos planos nacional e local, um conjunto de leis e regulamentações, muitas revogadas posteriormente, demonstrava um esforço para fazer com que o ônibus GNV pegasse.</p>
<p>É fato que as “canetadas” para assinar as normas eram mais rápidas que os estudos, incentivos e até mesmo que o bom senso para as limitações da ocasião. Mas não se pode negar o avanço que a época pós-crise do petróleo de 1974 significou em estudos para combustíveis mais limpos e mais baratos que produtos com maior refino, como a gasolina e o diesel.</p>
<p>Em 28 de agosto de 1982, o Conselho Nacional de Transportes publicou uma decisão que obrigava as grandes cidades desenvolverem em parcerias com empresas e mundo acadêmico projetos para o GNV em ônibus.</p>
<p>São Paulo já desenvolvia parcerias antes desta resolução, tanto é que no ano de 1983, após um convênio entre Instituto de Pesquisas Tecnológicas, Sabesp, CMTC e Mercedes Benz, circulava na cidade de São Paulo o primeiro lote de ônibus a gás natural.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa2.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-20588" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa2.jpg?resize=547%2C284&#038;ssl=1" alt="gas-placa2" width="547" height="284" /></a></p>
<p><div id="attachment_20589" style="width: 557px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa3.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20589" class="size-full wp-image-20589" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa3.jpg?resize=547%2C345&#038;ssl=1" alt="GNV Bus" width="547" height="345" /></a><p id="caption-attachment-20589" class="wp-caption-text">A implantação da frota de ônibus a GNV em São Paulo começou nos anos de 1980, com os ônibus ainda abastecidos por carretas na CMTC. Mas foi nos anos de 1990 que a frota teve seu auge, com linhas operadas apenas com ônibus movidos por este combustível. Fotos: acervo – Texto Adamo Bazani</p></div></p>
<p>Nos anos de 1980, a Mercedes-Benz do Brasil desenvolveu um chassi não adaptado, mas próprio para tração a GNV. Era uma versão do OH 1315, de motor traseiro.</p>
<p>Apesar de não seguir com a velocidade adequada, chamava a atenção a implantação de ônibus a gás em sistemas brasileiros, com destaque para São Paulo que na época recebeu delegações de diversas partes do mundo</p>
<p>Em 1º de janeiro de 1991, a então prefeita Luiza Erundina assinava a Lei Municipal 10.950, que determinava que em 10 anos, ou seja, em 2001, a frota paulistana de ônibus diesel fosse toda substituída por GNV. A exemplo da Lei de Mudanças Climáticas, assinada em 2009 e que determina que toda a frota de ônibus de São Paulo não dependa de diesel a partir de 2018, a determinação de Erundina não avançou.</p>
<p>Em 13 de agosto de 1991, a CMTC inaugurava o primeiro serviço <strong><u>exclusivamente </u></strong>com ônibus a gás natural. Era a linha 209 – Estações, que circulava pelo centro da cidade. Só que na época, quem pensou que o GNV seria o principal meio de abastecimento dos ônibus de São Paulo se iludiu. De acordo com levantamento feito pela Comgás, o número máximo alcançado de ônibus com este combustível foi em meados de 1990, quando circulavam, dos mais de 12 mil coletivos do sistema municipal na época, apenas 250 veículos. Além da CMTC, que foi privatizada entre 1993 e 1994, operaram ônibus a gás, empresas como Viações Gatusa, Santa Madalena e a CCTC – Cooperativa de Transportes Coletivos, famosa pelos seus monoblocos O 371 que circulavam pela avenida Paulista e centro da Capital, operando na linha avenidas.</p>
<p>De acordo com dados levantados pelo pesquisador José Euvilásio, do site Circular Avenidas, por causa da privatização da CMTC, a CCTC – Cooperativa de Transportes Coletivos ganhou uma das licitações das linhas da empresa pública correspondente ao lote 66, na época. Entre as ligações estavam trajetos que eram operados por ônibus a gás. A CCTC era formada majoritariamente por ex-funcionários da CMTC.</p>
<p>Como a cooperativa não tinha frota própria, ela assumiu os ônibus que eram da CMTC, entre eles os “barulhentos” O-371, que marcaram as linhas Avenidas.</p>
<p>Em 1998, a CCTC comprou veículos zero-quilômetro, entre os quais, movidos a GNV.</p>
<p>Na mesa época, as empresas Gatusa e Santa Madalena também tinham frotas a gás natural, modelos Mercedes-Benz OH1621L que eram a diesel e foram convertidos. Já o modelo OH1623LG vinha já de fábrica original para ser movido a GNV.</p>
<p><div id="attachment_20590" style="width: 557px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa4.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20590" class="size-full wp-image-20590" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa4.jpg?resize=547%2C280&#038;ssl=1" alt="GNV Bus" width="547" height="280" /></a><p id="caption-attachment-20590" class="wp-caption-text">Ainda nos anos de 1990, empresas particulares em São Paulo, como a Gatusa, adquiriram ônibus a gás natural. Acervo – Emil Júnior &#8211; Foto: Waldemar de Freitas Júnior – Texto: Adamo Bazani</p></div></p>
<p>No entanto, com o tempo, o abastecimento precário, ainda feito de maneira mecânica, a queima pouco eficiente e também a pouca disponibilidade do combustível para o tamanho da frota desestimularam o avanço dos ônibus a GNV, que apresentavam perda de desempenho.</p>
<p>Em 2002, quando a CCTC já tinha encerrado as atividades, os ônibus a GNV foram abandonados em pátios que eram da CMTC. Os veículos a gás da Santa Madalena e da Gatusa tinham sido convertidos para óleo diesel. Alguns foram vendidos para o sistema de Curitiba.</p>
<p>Após a licitação dos transportes em 2003, na época da prefeita Marta Suplicy, apenas dois ônibus GNV operavam em São Paulo: Caio Millennium MBB OH1623LG. Os veículos pertenciam à Sambaíba Transportes Urbanos.</p>
<p><div id="attachment_20591" style="width: 557px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa5.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20591" class="size-full wp-image-20591" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa5.jpg?resize=547%2C413&#038;ssl=1" alt="GNV Bus" width="547" height="413" /></a><p id="caption-attachment-20591" class="wp-caption-text">Após a licitação dos transportes coletivos em 2003, apenas dois ônibus a gás operavam em São Paulo, eram modelo Caio Millennium, chassi OH1623LG Merecedes-Benz. Foto José Euvilásio – Texto: Adamo Bazani</p></div></p>
<p><strong>ÔNIBUS A GNV EM SÃO PAULO DARIA CERTO ATUALMENTE?</strong></p>
<p>Diante de tentativas mal sucedidas de permanência de ônibus a GNV em São Paulo, será que a possibilidade de a cidade ter também o gás natural entre as matrizes energéticas para o transporte coletivo foi descartada completamente?</p>
<p>Entre julho e agosto de 2015, a Scania testou em São Paulo um ônibus fabricado na Suécia, movido com GNV.</p>
<p>Segundo a montadora, com base em medições feitas pela Netz Engenharia Automotiva, o custo por quilômetro percorrido foi 28% menor que o de um ônibus comum a óleo diesel nos mesmos percursos, correspondentes a duas linhas do sistema municipal. Os testes foram por 700 quilômetros. O cálculo da operação a diesel também contabilizou os gastos com o Arla 32 – Agente Redutor Líquido Automotivo, usado para que os motores a diesel atendam à norma nacional Proconve P7, com base no padrão Euro V, de redução de emissões.</p>
<p>Foi feita a “operação espelho”, com um ônibus a diesel de padrões semelhantes seguindo junto.</p>
<p>O modelo a GNV usado nos testes foi importado. Trata-se de um Scania Citiwide – Euro 6, de 15 metros de comprimento e três eixos, K 280 – 6X2 *4 – DC 09 280, com chassi e motor feitos na Suécia e a carroceria na Polônia pela própria Scania.</p>
<p>A Scania estuda fabricar o modelo no Brasil. O veículo opera tanto com gás natural como biometano, combustível obtido a partir da decomposição do lixo.</p>
<p><div id="attachment_20592" style="width: 557px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa6.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20592" class="size-full wp-image-20592" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2015/10/gas-placa6.jpg?resize=547%2C323&#038;ssl=1" alt="GNV Bus" width="547" height="323" /></a><p id="caption-attachment-20592" class="wp-caption-text">A Scania começou a vislumbrar, com tecnologia mais avançada, o retorno do GNV para os ônibus em São Paulo. A montadora testou um modelo feito na Suécia e na Polônia na capital paulista e disse que o veículo foi 28% mais econômico que um ônibus do mesmo porte movido a diesel. Foto – Scania – Texto: Adamo Bazani.</p></div></p>
<p>A montadora sueca com sede brasileira em São Bernardo do Campo, fez ao menos oito demonstrações no País do modelo, três com biometano e cinco com gás natural.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte </em></strong>acompanhou no final de janeiro de 2015, a apresentação realizada com biometano em Triunfo, no parque da Brasken, no Rio Grande do Sul. Foi uma parceria entre Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás), Braskem e Consórcio Verde Brasil (Ecocitrus e Naturovos). O gás foi obtido de restos de plantações e de dejetos de aves.</p>
<p>Na ocasião, o diretor de vendas de ônibus da Scania, Silvio Munhoz, disse que os problemas de perda de potência e rendimento dos coletivos a gás natural ficaram no passado. Hoje na Europa, uma parcela significativa de ônibus é a GNV.</p>
<p>Ele explicou que está na tecnologia de queima do combustível e no abastecimento, a grande diferença para que hoje os ônibus a gás não tenham os mesmos problemas que ainda assustam empresários e poder público.</p>
<p><em>“O que ocorreu com estes ônibus mais antigos era que eles tinham injeção mecânica. O que dá desempenho é a queima do metano. A fábrica, antigamente, fazia uma regulagem para o combustível, mas por diversos fatores, na hora da injeção, não vinha a quantidade de metano necessária para a queima. Já no sistema de injeção eletrônica, esta quantidade correta é regulada na hora por softwares. Há sondas na entrada e na saída do gás que enviam a mensagem para o motor que corrige na hora a quantidade de metano a ser queimada. Além disso, a distribuição era por carretas. Nem todo o gás dos cilindros das carretas eram aproveitados e o tempo de abastecimento era muito longo. Hoje em três minutos você enche um tanque de ônibus com gás. Um ônibus a diesel demora de um minuto e meio a dois” –</em> explicou.</p>
<h1><strong>2025:</strong></h1>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-445554" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Design-sem-nome-14.png?resize=600%2C450&#038;ssl=1" alt="" width="600" height="450" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Design-sem-nome-14.png?w=600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Design-sem-nome-14.png?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Design-sem-nome-14.png?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Design-sem-nome-14.png?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<h2><strong>ENTREVISTA: Nunes garante ônibus a biometano/GNV na capital paulista, mas não quer repetir erro da falta de infraestrutura como aconteceu com elétricos</strong></h2>
<p><em>Segundo prefeito, há várias questões ainda para serem respondidas sobre redes e distribuição para depois dimensionar tamanho da frota</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Arthur Ferrari e Alexandre Pelegi</em></strong></p>
<p>O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, em entrevista da qual participou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, na abertura de um seminário sobre biometano (gás obtido da decomposição de resíduos)/GNV para o transporte coletivo, garantiu em 25 de março de 2025 que a capital paulista terá uma frota de ônibus movidos com este combustível.</p>
<p>Mesmo não zerando completamente as emissões, os ônibus movidos a GNV e biometano conseguem proporcionar reduções entre 90% e 95% de alguns poluentes atmosféricos, em média, como gás carbônico, o que ajudaria São Paulo, na visão da administração municipal, a cumprir, ao menos, parte das metas de despoluição.</p>
<p>O ônibus a biometano, neste momento, não conseguiria zerar as emissões de gás carbônico, como determina a lei para 2038. Entretanto, os modelos são vistos como alternativa de transição.</p>
<p>Ricardo Nunes diz que, agora, a Prefeitura, diferentemente do que aconteceu com os ônibus elétricos, vai exigir, primeiro as garantias e a implantação de infraestrutura de distribuição de gás e a ligação de redes. Nunes disse que cerca de 90% das garagens da capital tem alguma rede de gás encanado a, pelo menos, um quilômetro de distância, o que facilitaria o abastecimento dos veículos. Entretanto, há outras questões. Os custos operacionais devem ser levantados, mas a aquisição do ônibus animou Nunes.</p>
<p>Enquanto um ônibus elétrico custa entre R$ 2,4 milhões e R$ 3 milhões, um biometano, segundo o prefeito, que recebeu a informação de fabricantes, pode custar entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,8 milhão, dependendo da configuração.</p>
<p>Como tem mostrado o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, a frota de ônibus elétricos não avança, porque não há infraestrutura na rede de distribuição para alimentar os veículos, carregadores e equipamentos instalados nas garagens.</p>
<p><div style="width: 1280px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-509712-11" width="1280" height="720" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Untitled-4.mp4?_=11" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Untitled-4.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Untitled-4.mp4</a></video></div></p>
<p><strong>VÍDEO EXCLUSIVO: Conheça o ônibus biometano/gás natural (GNV) que vai rodar na cidade de São Paulo</strong></p>
<p><em><strong>ÁDAMO BAZANI</strong></em></p>
<p><em><strong>Colaborou Arthur Ferrari</strong></em></p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanha um evento promovido pela Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas da Prefeitura de São Paulo, que debate os ônibus a gás natural e biometano para o transporte público da capital paulista.</p>
<p>O prefeito Ricardo Nunes também foi ao evento e conversou com fabricantes.</p>
<p>A reportagem do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> adiantou que a empresa de ônibus Sambaíba, da Zona Norte da capital paulista, investe em parceria com empresas como a MWM, do grupo Tupi, na conversão de um ônibus a diesel em biometano..</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-436225" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2025-02-07-at-13.37.17-e1738946334563.jpeg?resize=799%2C477&#038;ssl=1" alt="" width="799" height="477" /></p>
<p>Em 07 de fevereiro de 2025, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> trouxe, em primeira mão em forma de notícia, que a capital paulista passaria a testar uma nova geração de ônibus a Gás Natural.</p>
<p>A Sambaíba Transportes Urbanos, que atua na zona Norte e reúne a terceira maior frota da cidade, com mais de 1,3 mil coletivos, recebeu um modelo Caio Apache Vip V, chassis Mercedes-Benz, com a tecnologia.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/02/07/video-e-mais-fotos-cidade-de-sao-paulo-vai-testar-nova-geracao-de-onibus-a-gas-natural-lei-elaborada-por-milton-leite-fortalece-possibilidade-deste-tipo-de-veiculo/">https://diariodotransporte.com.br/2025/02/07/video-e-mais-fotos-cidade-de-sao-paulo-vai-testar-nova-geracao-de-onibus-a-gas-natural-lei-elaborada-por-milton-leite-fortalece-possibilidade-deste-tipo-de-veiculo/</a></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-445523" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-16.png?resize=800%2C450&#038;ssl=1" alt="" width="800" height="450" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-16.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-16.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-16.png?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-16.png?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-16.png?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-436106" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/20250207_063733_0000.png?resize=610%2C405&#038;ssl=1" alt="" width="610" height="405" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/20250207_063733_0000.png?w=610&amp;ssl=1 610w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/20250207_063733_0000.png?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/20250207_063733_0000.png?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/20250207_063733_0000.png?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px" /></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-445542" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-17.png?resize=800%2C450&#038;ssl=1" alt="" width="800" height="450" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-17.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-17.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-17.png?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-17.png?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/03/2-17.png?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>No contexto técnico, o veículo é fruto de uma adaptação sobre o modelo original O500U diesel, de piso baixo.</p>
<p>Já no contexto legal e político, a iniciativa também foi beneficiada após a sanção pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em janeiro de 2025, do PL 825/24, de dezembro de 2024, de autoria do então presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, muito ligado ao setor de transportes, que alterou uma lei de 2018 que, na prática, só tornava viável para o cumprimento das metas de redução de poluição pelos transportes modelos a eletricidade.</p>
<p>A parte que possibilitava a volta de compra de ônibus a diesel foi vetada por Nunes e a principal alteração que o PL trouxe, na prática, é que a partir de agora, as viações têm 90 dias para apresentarem necessidade de infraestrutura nas garagens para ENEL ou COMGÁS, para os modelos elétricos ou a gás.  A partir da entrega da relação destas necessidades, a ENEL e a COMGÁS terão mais 90 dias para elaborarem os projetos. Mas não há um prazo estipulado para finalizar as obras e intervenções.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/01/16/em-primeira-mao-nunes-sanciona-pl-de-milton-leite-sobre-poluicao-por-onibus-mas-veta-volta-de-frota-nova-a-diesel/">https://diariodotransporte.com.br/2025/01/16/em-primeira-mao-nunes-sanciona-pl-de-milton-leite-sobre-poluicao-por-onibus-mas-veta-volta-de-frota-nova-a-diesel/</a></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-436188" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/3.png?resize=800%2C450&#038;ssl=1" alt="" width="800" height="450" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/3.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/3.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/3.png?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/3.png?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/3.png?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<h1>AMPLIAÇÃO DO PROJETO:</h1>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-458452" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/samba06.jpg?resize=1051%2C720&#038;ssl=1" alt="" width="1051" height="720" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/samba06.jpg?w=1051&amp;ssl=1 1051w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/samba06.jpg?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/samba06.jpg?resize=1024%2C702&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/samba06.jpg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/samba06.jpg?resize=768%2C526&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/06/samba06.jpg?resize=400%2C274&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<h3>02 de junho de 2025:</h3>
<p>Considerado uma alternativa diante do avanço abaixo das metas de eletrificação da frota paulistana de ônibus municipais, o projeto de biometano (combustível obtido da decomposição de resíduos) e GNV (Gás Natural Veicular) entrou em mais uma etapa entre o final de maio de 2025 e início de junho de 2025.</p>
<p>Com exclusividade ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a Sambaíba Transportes Urbanos, concessionária que opera linhas na zona Norte, confirmou mais oito ônibus deste tipo em processo de finalização, além da unidade que já começou a rodar para os testes e aprovação da gerenciadora dos transportes na cidade (SPTrans – São Paulo Transporte).</p>
<p>São mais cinco veículos com mecânica e chassis Mercedes-Benz e carroceria Caio Millennum, além de três Mercedes-Benz também, mas com carrocerias do modelo Torino, produzidas pela Marcopolo. Estas três ainda estão na encarroçadora.</p>
<p>Os ônibus Caio já estão com a Sambaíba.</p>
<p>Todos os oito veículos, a exemplo do primeiro “cabeça de série” foram produzidos originalmente para rodarem com diesel e tratam-se de conversões, o que pode ser considerado um avanço já que há um aproveitamento dos projetos de carrocerias e chassis já desenvolvidos pelas fabricantes, havendo apenas a adaptação.</p>
<p>A forma como foi concebida a eletrificação da frota de ônibus de São Paulo é considerada um exemplo, tanto pelos aspectos positivos como por controversas, mas não pode ser considerada parâmetro para o restante do Brasil.</p>
<p>Saiba mais os motivos neste link:</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="FJllLKvm0D"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/06/01/para-pensar-onibus-eletrico-sao-paulo-e-lider-mas-nao-pode-ser-usado-como-parametro-para-o-brasil-bom-exemplo-e-frustracao/">PARA PENSAR: Ônibus elétrico; São Paulo é líder, mas não pode ser usado como parâmetro para o Brasil. Bom exemplo e frustração</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;PARA PENSAR: Ônibus elétrico; São Paulo é líder, mas não pode ser usado como parâmetro para o Brasil. Bom exemplo e frustração&#8221; &#8212; Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2025/06/01/para-pensar-onibus-eletrico-sao-paulo-e-lider-mas-nao-pode-ser-usado-como-parametro-para-o-brasil-bom-exemplo-e-frustracao/embed/#?secret=rdiVnkHlnV#?secret=FJllLKvm0D" data-secret="FJllLKvm0D" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<h2>Dezembro de 2025:</h2>
<p>Ficou pronto o primeiro ônibus Marcopolo modelo Torino para o projeto de biometano (combustível obtido da decomposição de resíduos) nos transportes públicos da capital paulista.</p>
<p>O veículo está na encarroçadora em São Mateus (ES) pronto para ser transportado em uma carreta especial para a garagem da empresa Sambaíba, que presta serviços na zona Norte de São Paulo.</p>
<p>O registro foi feito pelo colaborador do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Wesllen de Lima Ribeiro, neste sábado, 27 de dezembro de 2025.</p>
<p>A reportagem já tinha adiantado no início de junho de 2025 que a companhia havia encomendado mais oito ônibus com este tipo de tração alternativa ao diesel. O abastecimento com biometano pode reduzir em 90% as emissões em relação ao diesel.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/06/03/entrevista-sambaiba-confirma-torino-biometano-em-sao-paulo-alem-de-mais-millennium-ricardo-nunes-comenta-reportagem-do-diario-do-transporte-e-fala-sobre-nobreak-gigante-para-onibu/">https://diariodotransporte.com.br/2025/06/03/entrevista-sambaiba-confirma-torino-biometano-em-sao-paulo-alem-de-mais-millennium-ricardo-nunes-comenta-reportagem-do-diario-do-transporte-e-fala-sobre-nobreak-gigante-para-onibu/</a></p>
<p>Destes oito ônibus novos, são mais cinco veículos com mecânica e chassis Mercedes-Benz e carroceria Caio Milennium, além de três Mercedes-Benz, mas com carrocerias do modelo Torino, produzidas pela Marcopolo. Estas três ainda estão na encarroçadora. Os ônibus Caio já estão com a Sambaíba.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-493736" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-27-at-11.21.53.jpeg?resize=1280%2C720&#038;ssl=1" alt="" width="1280" height="720" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-27-at-11.21.53.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-27-at-11.21.53.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-27-at-11.21.53.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-27-at-11.21.53.jpeg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-27-at-11.21.53.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-27-at-11.21.53.jpeg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, no fim de maio de 2025, o primeiro ônibus a óleo diesel convertido a biometano/GNV da atual geração para o sistema de transportes da capital paulista realizou na última semana, na zona Sul, as movimentações inicias para os testes de autonomia.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> noticiou também:</p>
<p><strong>Alagoas:</strong></p>
<p>Em 15 de maio de 2025, o governo de Alagoas apresentou, em parceria com a Algás (Distribuidora de Gás Natural do Estado de Alagoas) e Volare o novo micro-ônibus Fly 10 GV movido a GNV (Gás Natural Veicular) e Biometano, que será destinado ao transporte público do estado.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/05/15/governo-de-alagoas-e-algas-apresentam-novo-volare-fly-10-gv-movido-a-gnv-e-biometano-nesta-quinta-feira-15/">https://diariodotransporte.com.br/2025/05/15/governo-de-alagoas-e-algas-apresentam-novo-volare-fly-10-gv-movido-a-gnv-e-biometano-nesta-quinta-feira-15/</a></p>
<p><strong>Marcopolo, modelos para chassis grandes a GNV (inclusive articulados), capital paulista e Guarulhos (SP): </strong></p>
<p>Em 21 de maio de 2025, o diretor de Operações Comerciais da Marcopolo, Ricardo Portolan, revelou ao jornalista Adamo Bazani, que após lançar o micro-ônibus Volare movido a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos), que inclusive já está sendo comercializado, como uma unidade para o sistema de transportes de Guarulhos, na Grande São Paulo, a Marcopolo vai apresentar ao mercado ainda neste ano de 2025, carrocerias de ônibus maiores, inclusive padrons e articulados, com chassis específicos com este tipo de tração.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/05/22/exclusivo-audio-marcopolo-confirma-attivi-integral-para-capital-paulista-carrocerias-especificas-para-onibus-grandes-a-biometano-gnv-e-vendas-de-grandes-lotes-para-grupos-empresariais-de-porte/">https://diariodotransporte.com.br/2025/05/22/exclusivo-audio-marcopolo-confirma-attivi-integral-para-capital-paulista-carrocerias-especificas-para-onibus-grandes-a-biometano-gnv-e-vendas-de-grandes-lotes-para-grupos-empresariais-de-porte/</a></p>
<p><strong>Isenção em Goiás:</strong></p>
<p>O Governo de Goiás decidiu conceder isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para o biometano e uma redução de 95% na base de cálculo do ICMS para o Gás Natural Veicular (GNV), ambos destinados a empresas de transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia e Anápolis.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/04/26/goias-promove-isencao-de-icms-no-biometano-para-transporte-coletivo-de-goiania-e-anapolis/">https://diariodotransporte.com.br/2025/04/26/goias-promove-isencao-de-icms-no-biometano-para-transporte-coletivo-de-goiania-e-anapolis/</a></p>
<p><strong>Belo Horizonte:</strong></p>
<p>Em 31 de março de 2025, Belo Horizonte (MG) recebeu o primeiro micro-ônibus 100% movido a GNV (Gás Natural Veicular) e Biometano. em 1º de abril, o coletivo Volare Fly 10 entra em operação assistida nas linhas S53 &#8211; Confisco/Ouro Minas, S66 – Tupi/Europa, S61 – Mantiqueira/Estação Vilarinho e S92 – Esplanada/ Buritis. A fase em questão se estendeu até o mês de maio, segundo a Sumob (Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte).</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/03/31/belo-horizonte-mg-recebe-primeiro-micro-onibus-100-movido-a-gnv-e-biometano-nesta-segunda-feira-31/">https://diariodotransporte.com.br/2025/03/31/belo-horizonte-mg-recebe-primeiro-micro-onibus-100-movido-a-gnv-e-biometano-nesta-segunda-feira-31/</a></p>
<p><strong>Testes em Goiás:</strong></p>
<p>Em 13 de março de 2025, foi dado o início de um período de testes cerca de quatro meses com um ônibus urbano Scania. O veículo foi escalado para circular pela manhã entre os terminais Novo Mundo e Praça da Bíblia e, à tarde, entre os terminais Novo Mundo e Senador Canedo, no BRT Leste-Oeste (Eixo Anhanguera). Com um tanque de 195 metros cúbicos de biometano, o ônibus tem autonomia de 295 quilômetros, o que equivale a até oito viagens diárias. Durante o período de testes, serão avaliados ajustes técnicos e a adaptação do veículo às condições da cidade e do entorno.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/03/13/onibus-movido-a-biometano-comeca-a-circular-em-goiania-go-e-regiao-metropolitana-nesta-quinta-feira-13/">https://diariodotransporte.com.br/2025/03/13/onibus-movido-a-biometano-comeca-a-circular-em-goiania-go-e-regiao-metropolitana-nesta-quinta-feira-13/</a></p>
<p><strong>Rio de Janeiro:</strong></p>
<p>Em 16 de dezembro de 2024, foi lançado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, o projeto-piloto RJ Mobilidade Sustentável, que contemplou o uso de ônibus movidos a gás natural e biometano no transporte intermunicipal.</p>
<p>Foram analisados ônibus da marca Scania nas versões urbana e rodoviária.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2024/12/16/governo-do-rio-de-janeiro-lanca-projeto-piloto-para-onibus-movidos-a-gas-natural-e-biometano-em-linhas-intermunicipais/">https://diariodotransporte.com.br/2024/12/16/governo-do-rio-de-janeiro-lanca-projeto-piloto-para-onibus-movidos-a-gas-natural-e-biometano-em-linhas-intermunicipais/</a></p>
<p><strong>Paraná:</strong></p>
<p>O Paraná está entre os Estados que mais tem se disposto a investir na possibilidade de ônibus à GNV e biometano, com testes em diferentes cidades de um modelo Scania.</p>
<p>No dia 24 de outubro de 2023, o CEO da Compagas, distribuidora estatal paranaense destes combustíveis, Rafael Lamastra, no Seminário Internacional Frotas e Fretes Verdes 2023, fez um balanço destes testes.</p>
<p>Segundo a apresentação da Compagas, o ônibus produzido pela Scania com carroceria Caio, movido a GNV (Gás Natural Veicular) ou a biometano, obteve reduções de custos operacionais e de emissões de poluentes durante os testes realizados em Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina e Ponta Grossa, no Paraná.</p>
<p>Com GNV, a operação ficou 10% mais barata em comparação com o diesel. Já com biometano, as emissões de poluentes caíram 95%.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2023/10/24/onibus-scania-com-gas-natural-teve-reducao-de-10-nos-custos-operacionais-e-com-biometano-a-poluicao-diminuiu-95-diz-compagas/">https://diariodotransporte.com.br/2023/10/24/onibus-scania-com-gas-natural-teve-reducao-de-10-nos-custos-operacionais-e-com-biometano-a-poluicao-diminuiu-95-diz-compagas/</a></p>
<p><strong><u>Grande Vitória:</u></strong></p>
<p>A ES Gás, distribuidora de gás natural e biometano canalizados do Espírito Santo, exibiu em seu estande um caminhão Scania movido e um ônibus Iveco movidos com estes combustíveis, no Pavilhão de Carapina, Serra, na Grande Vitória, entre 03 e 05 de junho de 2025</p>
<p>Juntamente com um micro-ônibus Volare, o ônibus faz parte dos testes com estes combustíveis no sistema de transportes metropolitanos Transcol.</p>
<p>Os coletivos receberam padrão visual assinado pelo especialista em marketing e comunicação corporativa em mobilidade urbana, Roberto Sganzerla, que conversou com o <strong><em>Diário do Transporte</em><u>.</u></strong> Foi um projeto do Governo do Estado, das empresas de ônibus e da ES Gás</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/06/04/biometano-e-gnv-podem-ser-alternativas-para-onibus-da-grande-vitoria-transcol-que-anuncia-testes-em-sao-paulo-prefeitura-aponta-para-viabilidade-e-sambaiba-tera-mais-coletivos/">https://diariodotransporte.com.br/2025/06/04/biometano-e-gnv-podem-ser-alternativas-para-onibus-da-grande-vitoria-transcol-que-anuncia-testes-em-sao-paulo-prefeitura-aponta-para-viabilidade-e-sambaiba-tera-mais-coletivos/</a></p>
<p>Foram também exibidos um caminhão Scania tipo caçamba usado ES Gás para o transporte de lixo até a central em Cariacica (ES). O veículo de carga tem motor de 460 cavalos de potência e autonomia de até 650 quilômetros, podendo tracionar composições tipo rodotrem de até 74 toneladas.</p>
<p><strong>MICRO-ÔNIBUS VOLARE:</strong></p>
<p>O modelo Fly 10 com este tipo de tração apresentado é configurado nas versões para os segmentos urbano, executivo e escolar, mas pode haver a configuração para transporte urbano em linhas alimentadoras de sistemas maiores ou que servem áreas de periferia.</p>
<p>A primeira apresentação ocorreu num evento pelo qual a Seclima, Secretaria executiva de Mudanças Climáticas, da prefeitura da capital paulista, em 25 de março de 2025, e  discutiu a possibilidade de o biometano e o GNV serem utilizados no transporte público, com cobertura do Diário do Transporte no local à convite da gestão do prefeito Ricardo Nunes.</p>
<p>Relembre neste link: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/03/26/onibus-a-biometano-e-gnv-da-sambaiba-para-sao-paulo-e-o-lancamento-da-volare-com-estes-combustiveis-scania-tambem-expos-veja-mais-fotos-videos-e-entrevistas/">https://diariodotransporte.com.br/2025/03/26/onibus-a-biometano-e-gnv-da-sambaiba-para-sao-paulo-e-o-lancamento-da-volare-com-estes-combustiveis-scania-tambem-expos-veja-mais-fotos-videos-e-entrevistas/</a></p>
<p>De acordo com a Volare, o desenvolvimento do projeto envolveu quatro anos de trabalho, chegando a um motor para aplicação GNV e biometano, em qualquer proporção, que alia potência e desempenho a economia na operação e redução de até 96% das emissões e 84% de gases do efeito estufa. O modelo possui três cilindros de combustível capazes de armazenar 360 litros, podendo alcançar uma autonomia de até 450 quilômetros dependendo da aplicação. contando também com controle de tração e estabilidade e bloqueio do veículo com porta aberta.</p>
<p><strong>ÔNIBUS IVECO:</strong></p>
<p>O ônibus é um chassi Iveco, modelo BUS 17-210 G, com carroceria Caio, modelo Apache Vip V. Segundo a fabricante dos chassis, o motor é FPT N60 CNG de 210 cv de potência com760 Nm de torque, e pode ter autonomia de 350 quilômetros.  Com isso, a fabricante promete que o veículo é indicado para rotas maiores, como em regiões metropolitanas, justamente as da Transcol.</p>
<p>Em nota, especialista de Marketing Produto da IVECO BUS, Paulo Kazuto, diz que em operação, o uso do gás natural pode proporcionar reduções de 90% do dióxido de nitrogênio (NO2) e de 10% de dióxido carbono (CO2)</p>
<p><em>“Dentre as cidades já atendidas pela rede de gás canalizado da ES Gás no Espírito Santo estão a capital Vitória, os municípios de Vila Velha, Serra e Cariacica, na região metropolitana, além de Cachoeiro do Itapemirim, Linhares, São Mateus, Aracruz e Colatina”</em> – explica.</p>
<p><strong>LAYOUT DOS ÔNIBUS:</strong></p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> conversou com o responsável pelo layout destes ônibus, Roberto Sganzerla, que diz que a arte utiliza cores, letras e desenhos remetem aos símbolos oficiais do sistema Transcol e, ao mesmo tempo, evidenciam que o Espirito Santo tem uma grande reserva de gás natural e promete se destacar na produção de biometano.</p>
<p>Sganzerla atua também em projetos de ônibus convencionais a diesel e nos modelos elétricos, além de desenvolver campanhas internas e externas para gestores públicos e empresas de transportes. Recentemente, desenvolveu o padrão visual, por exemplo, dos ônibus elétricos da Grande Vitória e as marcas e identidade da NEXT Mobilidade, do transporte metropolitano no ABC Paulista, na Grande São Paulo, e BR7 Mobilidade, na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC, entre outros projetos.</p>
<p><strong>CAMINHÃO SCANIA:</strong> O caminhão inicialmente foi abastecido com GNV, mas até o final de 2025, vai contar com biometano para tração. Será o primeiro do tipo no Estado. O veículo tipo caçamba transporta lixo até a central em Cariacica, e o biometano vai mover o caminhão assim que ficar pronta a planta da energia renovável da Marca Ambiental, prevista para o segundo semestre de 2025.</p>
<p>O veículo de carga tem motor de 460 cavalos de potência e autonomia de até 650 quilômetros, podendo tracionar composições tipo rodotrem de até 74 toneladas</p>
<p><strong>DISPENSER E ABASTECIMENTO RÁPIDO:</strong></p>
<p>No estande da ES Gás também foi exibido um “dispenser de alta vazão” da empresa Sinergás. A promessa é de que o equipamento pode abastecer veículos movidos a gás natural ou biometano em cerca de 15 minutos.</p>
<p><strong><u>Como foi aberto o caminho para o Gás Natural de novo em São Paulo</u></strong>: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse em 11 de fevereiro de 2025, que havia determinado estudos para verificar a viabilidade da implantação de ônibus a gás natural na cidade.</p>
<p>Os trabalhos ficaram sob responsabilidade do Secretário Executivo de Mudanças Climáticas, José Renato Nalini, e as discussões, no âmbito do Comfrota (Comitê Gestor do Programa de Acompanhamento da Substituição de Frotas por Alternativas Mais Limpas).</p>
<p>O Comitê é vinculado à Seclima (Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas).</p>
<p>Nunes disse que já havia conversado com o presidente da COMGÁS, Felipe Ferreira Guimarães Figueiredo, que disse que todas as 32 garagens de ônibus da cidade têm estruturas de distribuição de gás natural que passam perto.</p>
<p><strong>Ouça:</strong></p>
<p><audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-509712-1" preload="none" style="width: 100%;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gas.mp3?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gas.mp3">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gas.mp3</a></audio></p>
<p>Nunes disse também na mesma ocasião dia que recorreu de decisão do desembargador Mário Devienne Ferraz do Órgão e Câmara Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, publicada um dia antes, 10 de fevereiro de 2025, e que atendeu parcialmente Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo PSOL, suspendendo temporariamente os efeitos da Lei Municipal nº 18.225, de 15 de janeiro de 2025, que traz novas regras para a inclusão de ônibus menos poluentes no sistema gerenciado pela SPTrans (São Paulo Transporte).</p>
<p>Veja a decisão aqui:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/02/10/justica-atende-psol-e-suspende-lei-que-altera-normas-para-onibus-menos-poluentes-na-capital-paulista-veja-a-decisao-na-integra/">https://diariodotransporte.com.br/2025/02/10/justica-atende-psol-e-suspende-lei-que-altera-normas-para-onibus-menos-poluentes-na-capital-paulista-veja-a-decisao-na-integra/</a></p>
<p>É justamente a maior possibilidade do uso do gás natural na frota de ônibus uma das principais mudanças da lei oriunda do PL 825/2024, de autoria do ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite. A possibilidade da volta da compra de modelos a diesel, proibida na cidade de São Paulo desde 17 de outubro de 2022, que era prevista no PL, foi vetada por Nunes.</p>
<p>Pela lei, que altera uma outra lei de 2018, as viações têm 90 dias para apresentarem necessidade de infraestrutura nas garagens para ENEL ou COMGÁS, para os modelos elétricos ou a gás.  A partir da entrega da relação destas necessidades, a ENEL e a COMGÁS terão mais 90 dias para elaborarem os projetos. Mas não há um prazo estipulado para finalizar as obras e intervenções.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/01/16/em-primeira-mao-nunes-sanciona-pl-de-milton-leite-sobre-poluicao-por-onibus-mas-veta-volta-de-frota-nova-a-diesel/">https://diariodotransporte.com.br/2025/01/16/em-primeira-mao-nunes-sanciona-pl-de-milton-leite-sobre-poluicao-por-onibus-mas-veta-volta-de-frota-nova-a-diesel/</a></p>
<p>Para Nunes, a alteração foi necessária porque não havia infraestrutura na rede de distribuição de energia elétrica da cidade para a recarga das baterias. O prefeito também falou que a indústria não tinha capacidade para atender à demanda da cidade de São Paulo e produzir todos os modelos necessários.</p>
<p>A ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) já havia contestado afirmação semelhante de Nunes e afirmou que as fábricas instaladas no Brasil têm plena capacidade de atender à demanda paulistana.</p>
<p>A meta de 2,6 mil ônibus elétricos que deveria ter sido alcançada até dezembro de 2024 não foi cumprida principalmente por falta de infraestrutura para a recarga de baterias,</p>
<p>Nunes disse ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em janeiro de 2025, que a estimativa é de que, ao todo, 600 unidades srriam acrescentadas à frota da cidade de São Paulo ainda neste ano de 2025. Até então, o sistema gerido pela SPTrans (São Paulo Transporte) contava com cerca de 500 ônibus elétricos com bateria.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/01/23/video-nunes-estima-600-onibus-eletricos-para-2025-na-cidade-de-sao-paulo-e-defende-que-compra-de-diesel-nao-volte-nunca-mais/">https://diariodotransporte.com.br/2025/01/23/video-nunes-estima-600-onibus-eletricos-para-2025-na-cidade-de-sao-paulo-e-defende-que-compra-de-diesel-nao-volte-nunca-mais/</a></p>
<p>Enquanto a cidade não avançava a substituição por modelos menos poluentes, a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de ônibus da capital paulista,  autorizava a ampliação da idade limite para os coletivos a diesel.</p>
<p>Em 23 de janeiro de 2025, durante entrega de 100 novos ônibus elétricos para a capital, o prefeito Ricardo Nunes defendeu a ampliação da idade máxima dos ônibus atuais em vez de permitir novos modelos a diesel.</p>
<p>Nunes disse, em resposta ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, que era preferível ampliar a idade dos ônibus atuais em até três anos a admitir a volta da compra de veículos a diesel, já que caso fossem comprados, poderiam operar por mais dez anos no sistema.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/01/23/video-nunes-estima-600-onibus-eletricos-para-2025-na-cidade-de-sao-paulo-e-defende-que-compra-de-diesel-nao-volte-nunca-mais/">https://diariodotransporte.com.br/2025/01/23/video-nunes-estima-600-onibus-eletricos-para-2025-na-cidade-de-sao-paulo-e-defende-que-compra-de-diesel-nao-volte-nunca-mais/</a></p>
<p>No mesmo dia da entrega, também em 23 de janeiro de 2025, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> revelou com dados levantados junto à SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema, que na ocasião, 2.711 ônibus operavam com 10 anos ou mais.</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/01/23/cidade-de-sao-paulo-possui-2-711-onibus-com-dez-anos-ou-mais-em-circulacao/">https://diariodotransporte.com.br/2025/01/23/cidade-de-sao-paulo-possui-2-711-onibus-com-dez-anos-ou-mais-em-circulacao/</a></p>
<p>A frota total de ônibus da capital paulista eram em janeiro de 2025 composta por 13 mil coletivos, o que significa que 20,8% dos veículos tinham mais de dez anos de fabricação.</p>
<p>O aditivo contratual assinado entre as operadoras e a SPTrans permitiu ampliar a idade. Desde 17 de outubro de 2022, as viações não podiam mais comprar ônibus movidos a óleo diesel. Porém, a eletrificação era sido lenta.</p>
<p>Ônibus do tipo padrão, midi, básico e articulados foram autorizados em 2025 a rodar até 13 anos de fabricação. Já o tipo mini ou micro até 10 anos. Os elétricos, inclusive os trólebus, são permitidos até 18 anos.</p>
<p>Ainda de acordo com a SPTrans na ocaisão, as empresas que mais renovaram a frota entre 2023 e 2024 foram, respectivamente, a Sambaíba, na Zona Norte, com 315, e a Allibus Transportes, com 205, na Zona Leste.</p>
<p><strong>Veja a resposta da SPTrans na íntegra na ocasião:</strong></p>
<p><em>A SPTrans informa que de acordo com os aditivos contratuais, os ônibus modelos midiônibus, básico, padron e articulados podem circular até, no máximo, 13 anos e o tipo mini até 10 anos, contados a partir do seu ano modelo. Já os ônibus elétricos, de qualquer modelo, têm prazo de 18 anos de operação, por ter maior durabilidade, principalmente no conjunto de tração. A SPTrans determinou que os ônibus com ano modelo mais antigos devem ser utilizados preferencialmente na reserva técnica das concessionárias e as vistorias realizadas são mais frequentes nesses veículos.</em></p>
<p><em>O sistema com mais veículos acima da idade inicial prevista no contrato é o Sistema Local de Distribuição. As concessionárias que possuem mais ônibus nesta situação são a Metrópole com 421 veículos (Regiões Leste e Sul) e a Transunião com 212 (Região Leste). Entre as concessionárias com mais veículos novos cadastrados na frota entre 2023 e 2024, estão a Sambaíba com 315 (Zona Norte) e a Allibus (Zona Leste) 205.</em></p>
<p><strong>Sobre a quantidade de veículos separados por idade:</strong><br />
13 anos = 247 veículos<br />
12 anos = 327 veículos<br />
11 anos = 1.138 veículos<br />
10 anos = 989 veículos</p>
<p><strong>Renovação da frota</strong></p>
<p><em>A Prefeitura de São Paulo mantém o investimento na renovação da frota com a inclusão de novos ônibus. De 2021 até 2024, foram 3.404 veículos incorporados ao sistema de transporte municipal. A cidade conta com a maior frota de veículos elétricos do país com 328 ônibus movidos a bateria e 201 trólebus e o número de veículos com ar-condicionado representa mais de 92% da frota operacional.</em><br />
<em>Cabe ressaltar que a vistoria feita pela SPTrans inclui testes mecânicos e elétricos, verificação do estado de conservação, acessibilidade e estrutura dos veículos, além de medição de emissão de fuligem e ruídos.</em></p>
<p>Mas o GNV e o biometano (gás obtido pela decomposição de resíduos) nos transportes públicos da capital paulista tem história. Com o ajuste da lei em 2025 e o surgimento de novas tecnologias teria futuro?</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Prefeitura do Rio de Janeiro desapropria mais imóveis para construção de novas garagens de ônibus</title>
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    <pubDate>Tue, 07 Apr 2026 14:50:34 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[São 19 endereços nas zonas Norte, Oeste e Sudoeste. Intenção é ampliar o sistema de transportes por corredores de ônibus, atender a nova concessão que contempla garagens públicas e facilitar a logística reduzindo a “quilometragem morta” ADAMO BAZANI Colaborou Arthur Ferrari A prefeitura do Rio de Janeiro vai desapropriar mais imóveis para a construção de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="826" height="503" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-07-at-08.37.55.jpeg?fit=826%2C503&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-07-at-08.37.55.jpeg?w=826&amp;ssl=1 826w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-07-at-08.37.55.jpeg?resize=300%2C183&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-07-at-08.37.55.jpeg?resize=150%2C91&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-07-at-08.37.55.jpeg?resize=768%2C468&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Image-2026-04-07-at-08.37.55.jpeg?resize=400%2C244&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 826px) 100vw, 826px" /> <p><em>São 19 endereços nas zonas Norte, Oeste e Sudoeste. Intenção é ampliar o sistema de transportes por corredores de ônibus, atender a nova concessão que contempla garagens públicas e facilitar a logística reduzindo a “quilometragem morta”</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaborou Arthur Ferrari</em></strong></p>
<p>A prefeitura do Rio de Janeiro vai desapropriar mais imóveis para a construção de novas garagens destinadas ao sistema de ônibus da cidade.</p>
<p>O decreto, assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere foi publicado nesta terça-feira, 07 de abril de 2026, e já está em vigor.</p>
<p>A medida ocorre em meio aos planos de ampliação do sistema de corredores e faixas preferenciais para ônibus para o BRT Mobi.Rio, da empresa da prefeitura, e também da concessão do sistema de linhas comuns para grupos privados de viações.</p>
<p>Neste caso, cada concessionária será responsável pela aquisição e operação da frota, manutenção dos veículos, implantação e gestão de garagens públicas e instalação de sistemas inteligentes de transporte (ITS), que permitirão o monitoramento da operação em tempo real.</p>
<p>As novas garagens devem, segundo a prefeitura, facilitar a logística com a distribuição da frota e reduzindo os custos com a chamada <em>“quilometragem morta”,</em> ou seja, o trajeto feito com o ônibus vazio entre a garagem e os pontos iniciais ou finais de cada linha.</p>
<p>No decreto publicado nesta terça-feira (07), são19 endereços nas zonas Norte, Oeste e Sudoeste.</p>
<p>Os bairros são:</p>
<p><strong>Zona Norte:</strong> Engenho de Dentro, Marechal, Andaraí, Anchieta, Pavuna, Cacuia, Cordovil, Inhaúma, Grajaú e Bento Ribeiro</p>
<p><strong>Zona Oeste:</strong> Vila Valqueire, Senador Vasconcelos e Senador Camará.</p>
<p><strong>Zona Sudoeste:</strong> Gardênia Azul</p>
<p>Os endereços são:</p>
<p><strong><em>DECRETA:</em></strong></p>
<p><strong><em>Art.</em></strong></p>
<p><strong><em>1º </em></strong></p>
<p><strong><em>Ficam declarados de utilidade pública, para fins de desapropriação, os imóveis abaixo relacionados, necessários à implantação de garagens para o sistema de transporte público coletivo por ônibus da cidade do Rio de </em></strong></p>
<p><strong><em>Janeiro.</em></strong></p>
<p><strong><em>DESAPROPRIAÇÃO TOTAL:</em></strong></p>
<ol>
<li><strong><em> Rua Doutor Bulhões nº 766;</em></strong></li>
<li><strong><em> Rua Saravatá nº 210;</em></strong></li>
</ol>
<p><strong><em>III. Estrada Intendente Magalhães nº 1059;</em></strong></p>
<ol>
<li><strong><em> Rua Leopoldo nº 708;</em></strong></li>
<li><strong><em> Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira nº 699;</em></strong></li>
<li><strong><em> Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira nº 1399;</em></strong></li>
</ol>
<p><strong><em>VII. Avenida Coronel Luiz de Oliveira Sampaio nº 180;</em></strong></p>
<p><strong><em>VIII. Rua Bulhões Marcial nº 361;</em></strong></p>
<ol>
<li><strong><em> Rua Leopoldo nº 610;</em></strong></li>
<li><strong><em> Estrada Intendente Magalhães nº 1154;</em></strong></li>
<li><strong><em> Rua Doutor Bulhões nº 737;</em></strong></li>
</ol>
<p><strong><em>XII. Avenida Pastor Martin Luther King Júnior nº 3700;</em></strong></p>
<p><strong><em>XIII. Avenida de Santa Cruz nº 12375;</em></strong></p>
<p><strong><em>XIV. Rua Viana Drumond nº 45;</em></strong></p>
<ol>
<li><strong><em> Avenida de Santa Cruz nº 7825;</em></strong></li>
</ol>
<p><strong><em>XVI. Rua Picuí nº 505;</em></strong></p>
<p><strong><em>XVII. Rua Anália Franco nº 150;</em></strong></p>
<p><strong><em>XVIII. Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira nº 1471; e</em></strong></p>
<p><strong><em>XIX. Estrada do Engenho d’Água nº 755</em></strong></p>
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<p>Na justificativa, o decreto detalha que <strong><em>“o sistema de transporte público coletivo por ônibus é um serviço de caráter essencial e que as garagens são infraestruturas estratégicas para viabilizar a sua operação, sendo indispensáveis para o estacionamento, manutenção preventiva e corretiva, limpeza e abastecimento dos veículos que atendem diariamente à população”</em></strong></p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte,</em></strong> somente neste ano de 2026, já foram diferentes decretos de desapropriações.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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