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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Batida entre ônibus e caminhão na Dutra interdita descida da Serra das Araras nesta segunda-feira (05)</title>
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    <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 11:30:53 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Acidente aconteceu na altura do Km 229 sentido Rio de Janeiro ARTHUR FERRARI Uma colisão entre ônibus e caminhão interditou a descida da Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra, sentido Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira, 5 de outubro de 2026. O acidente aconteceu na altura do quilômetro 229, na região do município [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="600" height="426" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261005-WA0005.jpg?fit=600%2C426&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261005-WA0005.jpg?w=600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261005-WA0005.jpg?resize=300%2C213&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261005-WA0005.jpg?resize=150%2C107&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261005-WA0005.jpg?resize=400%2C284&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /> <p><em>Acidente aconteceu na altura do Km 229 sentido Rio de Janeiro</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Uma colisão entre ônibus e caminhão interditou a descida da Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra, sentido Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira, 5 de outubro de 2026. O acidente aconteceu na altura do quilômetro 229, na região do município de Piraí (RJ).</p>
<p>O coletivo transportava 34 passageiros e nenhum deles se feriu.</p>
<p>O tráfego foi totalmente bloqueado, gerando vários quilômetros de filas, e não há previsão de liberação da via.</p>
<p>As causas do acidente serão investigadas.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Volkswagen fornecerá 245 ônibus e 227 caminhões ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ações em todo o Brasil</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/05/volkswagen-fornecera-245-onibus-e-227-caminhoes-ao-ministerio-da-integracao-e-do-desenvolvimento-regional-para-acoes-em-todo-o-brasil/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 11:01:07 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ônibus terão carroceria Marcopolo Ideale 800, 40 poltronas reclináveis, banheiro e ar-condicionado; fornecimento abrangerá as cinco regiões brasileiras ADAMO BAZANI A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou o fornecimento de 245 ônibus e 227 caminhões ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), totalizando 472 veículos destinados a ações de transporte, infraestrutura e logística nas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ideale-Branco-1.jpg?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ideale-Branco-1.jpg?w=2700&amp;ssl=1 2700w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ideale-Branco-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ideale-Branco-1.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ideale-Branco-1.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ideale-Branco-1.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ideale-Branco-1.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ideale-Branco-1.jpg?resize=2048%2C1365&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Ideale-Branco-1.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Ônibus terão carroceria Marcopolo Ideale 800, 40 poltronas reclináveis, banheiro e ar-condicionado; fornecimento abrangerá as cinco regiões brasileiras</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou o fornecimento de 245 ônibus e 227 caminhões ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), totalizando 472 veículos destinados a ações de transporte, infraestrutura e logística nas cinco regiões do Brasil. Os ônibus serão do modelo Volksbus 17.230 OD, com carroceria Marcopolo Ideale 800 e capacidade para 40 passageiros.</p>
<p>Segundo o anúncio divulgado pela fabricante, a região Sul receberá o maior volume, com 152 veículos, seguida pelo Sudeste, com 108, Centro-Oeste, com 82, e Norte e Nordeste, com 65 unidades cada. Esses números somam ônibus e caminhões. A empresa não detalhou a divisão dos ônibus por região, os municípios beneficiados, o valor da contratação ou o cronograma de entregas.</p>
<h3>Ônibus terão banheiro, ar-condicionado e geladeira</h3>
<p>As 245 unidades do Volksbus 17.230 OD terão carroceria Marcopolo Ideale 800 na cor branca, com 40 poltronas reclináveis, banheiro, ar-condicionado e geladeira.</p>
<p>De acordo com a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), os veículos serão distribuídos entre todas as regiões brasileiras para apoiar operações de transporte e mobilidade vinculadas às atividades atendidas pelo ministério, com aplicações em prefeituras e estados.</p>
<p>O comunicado não especifica os serviços que serão realizados pelos ônibus nem apresenta itinerários ou critérios de utilização.</p>
<p>A gerente de Vendas ao Governo da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Adriana Cecconello, afirmou que os veículos atenderão diferentes demandas operacionais.</p>
<p>“Os veículos serão destinados a atividades essenciais em todas as regiões do Brasil, contribuindo para ampliar a capacidade de atendimento das ações coordenadas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional”, disse.</p>
<h3>Caminhões serão utilizados no transporte de água e de cargas</h3>
<p>O lote de 227 caminhões terá dois modelos da linha Constellation, com configurações para transporte de água e de carga seca.</p>
<p>Serão fornecidas 115 unidades do Constellation 14.210 equipadas como caminhão-pipa, com capacidade de 6 mil litros, destinadas às regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.</p>
<p>Outras 74 unidades do mesmo modelo terão carroceria de carga seca com sete metros de comprimento e serão destinadas ao Sudeste e ao Sul.</p>
<p>A operação inclui ainda 38 caminhões Constellation 26.260, configurados como caminhão-pipa de 12 mil litros, todos previstos para a região Sul.</p>
<p>Com isso, o fornecimento reúne 189 unidades do Constellation 14.210 e 38 do Constellation 26.260.</p>
<h3>Sul receberá o maior número de veículos</h3>
<p>A distribuição anunciada pela fabricante considera o conjunto de ônibus e caminhões:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Região</th>
<th>Total de veículos</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Sul</td>
<td>152</td>
</tr>
<tr>
<td>Sudeste</td>
<td>108</td>
</tr>
<tr>
<td>Centro-Oeste</td>
<td>82</td>
</tr>
<tr>
<td>Norte</td>
<td>65</td>
</tr>
<tr>
<td>Nordeste</td>
<td>65</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>472</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Segundo a montadora, a distribuição ocorrerá conforme as necessidades operacionais de cada localidade.</p>
<p>O anúncio apresenta o fornecimento como uma operação a ser realizada, sem informar quantas unidades já foram produzidas ou entregues. Também não identifica o procedimento de contratação, a origem dos recursos ou a vinculação a um programa específico do ministério.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Eleições definem 20 governos no primeiro turno: o que esperar para ônibus, trens, metrôs e mobilidade em cada estado</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/05/eleicoes-definem-20-governos-no-primeiro-turno-o-que-esperar-para-onibus-trens-metros-e-mobilidade-em-cada-estado/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 10:01:44 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Expansão dos trilhos, renovação de ônibus, integração de tarifas e novas ligações metropolitanas estão entre os compromissos dos eleitos; sete unidades da Federação ainda têm disputas abertas, com ressalva judicial no Rio de Janeiro ADAMO BAZANI As eleições deste domingo, 4 de outubro de 2026, definiram os governadores de 20 estados e deram o primeiro [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="524" height="303" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Transbrasil-BRT.png?fit=524%2C303&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Transbrasil-BRT.png?w=524&amp;ssl=1 524w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Transbrasil-BRT.png?resize=300%2C173&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Transbrasil-BRT.png?resize=150%2C87&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Transbrasil-BRT.png?resize=400%2C231&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 524px) 100vw, 524px" /> <p><em>Expansão dos trilhos, renovação de ônibus, integração de tarifas e novas ligações metropolitanas estão entre os compromissos dos eleitos; sete unidades da Federação ainda têm disputas abertas, com ressalva judicial no Rio de Janeiro</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>As eleições deste domingo, 4 de outubro de 2026, definiram os governadores de 20 estados e deram o primeiro encaminhamento para decisões que vão afetar as viagens de milhões de brasileiros nos próximos quatro anos. Entre os compromissos apresentados estão ampliar metrôs e veículos leves sobre trilhos, renovar ônibus, integrar passagens e construir corredores metropolitanos. Dos vencedores, 11 já ocupam o governo e continuarão no cargo, enquanto nove representam a chegada de novos governadores.</p>
<p>Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins terão uma nova votação em 25 de outubro. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas e Eduardo Paes aparecem como os dois candidatos da disputa seguinte, mas a definição exige uma ressalva: o tratamento judicial dos votos de Anthony Garotinho pode alterar o cálculo e permitir a vitória de Ruas ainda no primeiro turno. Para os passageiros, a expectativa em todo o país envolve tanto concluir obras quanto garantir ônibus e trens frequentes, integrações que funcionem e tarifas compatíveis com a renda das famílias.</p>
<h3>O resultado em cada estado e no Distrito Federal</h3>
<p>A tabela distingue os governadores reeleitos daqueles que chegam ao cargo. Nos casos de Goiás, Mato Grosso e Paraíba, os vencedores eram vices, assumiram o governo em 2026 e agora conquistaram a eleição como titulares.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Unidade da Federação</th>
<th>Vencedor ou candidatos que continuam na disputa</th>
<th>Situação eleitoral</th>
<th>Reeleição ou novo governador</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Acre</td>
<td>Mailza Assis, do PP, e Alan Rick, do Republicanos</td>
<td>Segundo turno</td>
<td>Mailza busca permanecer no governo; Alan busca assumir</td>
</tr>
<tr>
<td>Alagoas</td>
<td>João Henrique Caldas, o JHC, do PSDB</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Novo governador</td>
</tr>
<tr>
<td>Amapá</td>
<td>Dr. Furlan, do PSD</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Novo governador</td>
</tr>
<tr>
<td>Amazonas</td>
<td>Omar Aziz, do PSD, e Professora Maria do Carmo, do PL</td>
<td>Segundo turno</td>
<td>Ambos estão fora do governo atual; Omar já governou o estado</td>
</tr>
<tr>
<td>Bahia</td>
<td>Jerônimo Rodrigues, do PT</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Reeleito</td>
</tr>
<tr>
<td>Ceará</td>
<td>Elmano de Freitas, do PT</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Reeleito</td>
</tr>
<tr>
<td>Distrito Federal</td>
<td>Celina Leão, do PP, e Leandro Grass, do PT</td>
<td>Segundo turno</td>
<td>Celina busca permanecer no governo; Grass busca assumir</td>
</tr>
<tr>
<td>Espírito Santo</td>
<td>Lorenzo Pazolini, do Republicanos, e Ricardo Ferraço, do MDB</td>
<td>Segundo turno</td>
<td>Ferraço busca permanecer no governo; Pazolini busca assumir</td>
</tr>
<tr>
<td>Goiás</td>
<td>Daniel Vilela, do MDB</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Reeleito; assumiu como vice em 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Maranhão</td>
<td>Eduardo Braide, do PSD</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Novo governador</td>
</tr>
<tr>
<td>Mato Grosso</td>
<td>Otaviano Pivetta, do Republicanos</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Reeleito; assumiu como vice em 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Mato Grosso do Sul</td>
<td>Eduardo Riedel, do PP</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Reeleito</td>
</tr>
<tr>
<td>Minas Gerais</td>
<td>Cleitinho Azevedo, do Republicanos</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Novo governador</td>
</tr>
<tr>
<td>Pará</td>
<td>Daniel Santos, o Dr. Daniel, do Podemos</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Novo governador</td>
</tr>
<tr>
<td>Paraíba</td>
<td>Lucas Ribeiro, do PP</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Reeleito; assumiu como vice em 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Paraná</td>
<td>Sergio Moro, do PL</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Novo governador</td>
</tr>
<tr>
<td>Pernambuco</td>
<td>Raquel Lyra, do PSD</td>
<td>Eleita no primeiro turno</td>
<td>Reeleita</td>
</tr>
<tr>
<td>Piauí</td>
<td>Rafael Fonteles, do PT</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Reeleito</td>
</tr>
<tr>
<td>Rio de Janeiro</td>
<td>Douglas Ruas, do PL, e Eduardo Paes, do PSD</td>
<td>Disputa aberta, com possibilidade de alteração judicial do resultado</td>
<td>Ambos buscam assumir o governo</td>
</tr>
<tr>
<td>Rio Grande do Norte</td>
<td>Allyson Bezerra, do União Brasil, e Cadu de Lula, do PT</td>
<td>Segundo turno</td>
<td>Ambos buscam assumir o governo</td>
</tr>
<tr>
<td>Rio Grande do Sul</td>
<td>Luciano Zucco, do PL</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Novo governador</td>
</tr>
<tr>
<td>Rondônia</td>
<td>Marcos Rogério, do PL</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Novo governador</td>
</tr>
<tr>
<td>Roraima</td>
<td>Arthur Henrique, do PL</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Novo governador no exercício do cargo</td>
</tr>
<tr>
<td>Santa Catarina</td>
<td>Jorginho Mello, do PL</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Reeleito</td>
</tr>
<tr>
<td>São Paulo</td>
<td>Tarcísio de Freitas, do Republicanos</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Reeleito</td>
</tr>
<tr>
<td>Sergipe</td>
<td>Fábio Mitidieri, do PSD</td>
<td>Eleito no primeiro turno</td>
<td>Reeleito</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O grupo dos oito governadores eleitos originalmente em 2022 e agora reeleitos reúne Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas, Eduardo Riedel, Raquel Lyra, Rafael Fonteles, Jorginho Mello, Tarcísio de Freitas e Fábio Mitidieri. Daniel Vilela, Otaviano Pivetta e Lucas Ribeiro completam os 11 vencedores que já estavam à frente do Executivo.</p>
<p>Os nove novos governadores são JHC, Dr. Furlan, Eduardo Braide, Cleitinho, Dr. Daniel, Sergio Moro, Luciano Zucco, Marcos Rogério e Arthur Henrique. Em Roraima, Arthur também venceu uma eleição suplementar neste ano, mas não chegou a tomar posse; por isso, sua vitória de outubro representa a chegada ao exercício do governo.</p>
<h3>Como os governadores podem interferir na viagem diária, mesmo quando o ônibus é municipal</h3>
<p>A responsabilidade pelo transporte está distribuída entre diferentes governos. Os municípios administram seus ônibus urbanos; os estados têm papel direto nas linhas intermunicipais e metropolitanas, na infraestrutura estadual e, conforme o sistema, em metrôs, trens e barcas. Há ainda redes ferroviárias operadas por empresas federais.</p>
<p>Essa divisão aparece na vida do passageiro quando ele precisa atravessar uma divisa municipal. Uma mesma viagem pode envolver um ônibus da prefeitura, outro regulado pelo estado e um trem federal, com regras diferentes de integração e cobrança.</p>
<p>O novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, aprovado em 2026, reforça a participação dos estados no planejamento integrado das redes metropolitanas e abre espaço para apoio financeiro aos sistemas. A aplicação dependerá de orçamento, acordos entre governos e contratos capazes de transformar os recursos em serviços melhores.</p>
<p>O levantamento do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> reúne a seguir compromissos apresentados pelos candidatos, projetos existentes e os desafios de execução. As necessidades apontadas são uma análise do que cada proposta precisa resolver para produzir benefício ao passageiro.</p>
<h3>Alagoas: JHC propõe levar renovação dos ônibus e integração para além de Maceió</h3>
<p>JHC chega ao governo com uma agenda que pretende ampliar para o estado iniciativas associadas à sua passagem pela Prefeitura de Maceió. O programa apresentado inclui o Alagoas se Move, voltado à integração intermunicipal, além do Rapidão Alagoas, da renovação de veículos pela Rede Geladão e de passe livre estudantil estadual.</p>
<p>O ponto central será definir como essas medidas alcançarão viagens entre municípios. A aplicação exige identificar linhas, dimensionar frota, estabelecer regras de integração e determinar quem financiará os benefícios. Para o trabalhador que mora fora da capital, a melhoria precisa aparecer no custo total e no tempo do percurso.</p>
<p>Na infraestrutura ferroviária, o retorno do veículo leve sobre trilhos aos bairros de Mutange e Bebedouro integra a agenda existente. As obras foram anunciadas pela Prefeitura de Maceió com previsão de conclusão em 2027, após a interrupção provocada pelos problemas de instabilidade do solo.</p>
<p>A articulação com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos será necessária para aproximar os trilhos das linhas de ônibus e garantir acessibilidade nos caminhos até as estações.</p>
<h3>Amapá: Furlan coloca a ligação Macapá–Santana e o transporte fluvial entre as prioridades</h3>
<p>O programa de Dr. Furlan prevê estruturar uma concessão para o transporte coletivo metropolitano entre Macapá e Santana, com integração operacional e tarifária, renovação da frota e introdução gradual de ônibus elétricos. Também contempla prioridade à circulação dos coletivos e melhorias na infraestrutura de atendimento.</p>
<p>O desafio será organizar uma rede que trate os dois municípios como parte da mesma rotina de deslocamento. Horários compatíveis, conexões previsíveis e regras claras de cobrança serão decisivos para quem utiliza o transporte para trabalhar ou estudar.</p>
<p>A agenda inclui ainda terminais hidroviários em Macapá, Laranjal do Jari e Oiapoque, além de intervenções rodoviárias. No Amapá, os deslocamentos por água precisam entrar no planejamento de passageiros com condições de embarque, segurança e acessibilidade.</p>
<p>A eletrificação proposta terá de vir acompanhada de infraestrutura de recarga, capacidade das garagens e financiamento da operação, para que a compra de veículos resulte em serviço regular.</p>
<h3>Bahia: Jerônimo terá de concluir o veículo leve sobre trilhos e avançar na expansão do metrô</h3>
<p>A reeleição de Jerônimo Rodrigues mantém no centro da agenda o veículo leve sobre trilhos de Salvador e a expansão metroviária. Durante a campanha, o governador propôs ampliar o alcance do transporte ferroviário até Camaçari.</p>
<p>Há frentes em estágios distintos. Em abril de 2026, o governo estadual anunciou uma nova etapa do veículo leve sobre trilhos no eixo Baixa do Fiscal–Retiro e autorizou o avanço do metrô entre a Lapa e o Campo Grande. A extensão para Camaçari exige projetos, recursos e definição de etapas próprias.</p>
<p>Para o passageiro, o resultado dependerá da conexão entre os novos trechos, os ônibus alimentadores e o restante da rede. Acesso às estações, cobrança integrada e frequência serão tão relevantes quanto a extensão inaugurada.</p>
<p>O segundo mandato terá como cobrança principal transformar as intervenções em uma rede utilizável pelos moradores do Subúrbio Ferroviário e dos municípios metropolitanos, com redução efetiva das transferências e do tempo de viagem.</p>
<h3>Ceará: Elmano promete transporte gratuito nos fins de semana e mantém a Linha Leste como obra central</h3>
<p>Elmano de Freitas apresentou na reta final da campanha o Vai de Graça, em parceria com a Prefeitura de Fortaleza. A proposta é permitir viagens gratuitas aos sábados e domingos em ônibus, transporte complementar, metrô e veículos leves sobre trilhos.</p>
<p>A medida pode ampliar o acesso ao lazer, ao comércio e aos serviços, mas sua implantação exigirá definir a abrangência, o financiamento e a oferta de viagens. A gratuidade anunciada para Fortaleza não deve ser confundida com um benefício já assegurado a todas as linhas do estado.</p>
<p>Na infraestrutura, a Linha Leste do Metrô de Fortaleza permanece como uma das principais frentes de execução. O planejamento estadual também inclui o ramal ferroviário de acesso ao aeroporto.</p>
<p>A expectativa para o novo mandato combina a conclusão dos projetos com a integração da rede existente. Será necessário garantir conexões entre ônibus e trilhos, horários compatíveis e capacidade para atender a demanda que o programa de gratuidade pretende estimular.</p>
<h3>Goiás: Daniel Vilela promete dois eixos de transporte entre o Entorno e o Distrito Federal</h3>
<p>Daniel Vilela propôs um corredor de ônibus entre Luziânia e Santa Maria, no Distrito Federal, e um novo sistema de transporte de passageiros entre Águas Lindas de Goiás e Ceilândia.</p>
<p>Os dois eixos procuram atender deslocamentos que atravessam a divisa diariamente. A execução dependerá de acordos com o governo do Distrito Federal e os municípios, além da definição de operação, financiamento e integração de tarifas.</p>
<p>Na Grande Goiânia, o novo mandato também encontrará a continuidade da modernização do transporte coletivo. Em 2026, a Metrobus anunciou o recebimento de 21 ônibus elétricos Volvo, sendo 16 articulados e cinco biarticulados.</p>
<p>Para o usuário, a avaliação deverá considerar a regularidade dos serviços, o funcionamento das integrações e a redução dos tempos de viagem. No Entorno, a tarifa acumulada e as transferências entre sistemas precisam fazer parte do projeto desde o início.</p>
<h3>Maranhão: Braide promete novas estradas e intervenções no trânsito, com desafio de integrar a Grande Ilha</h3>
<p>Eduardo Braide propõe o Estrada Nova, para reconstruir e ampliar rodovias estaduais, e o Asfalto Novo, voltado à pavimentação nos municípios. Sua agenda também contempla intervenções para melhorar a circulação em parceria com as prefeituras.</p>
<p>A chegada ao governo amplia o alcance e a complexidade das decisões. Na Grande Ilha, viagens entre São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa exigem planejamento conjunto das linhas, dos pontos de transferência e das condições de circulação.</p>
<p>As obras viárias precisam ser acompanhadas de prioridade aos ônibus e de melhorias no acesso aos pontos. O benefício para o passageiro será limitado se os coletivos continuarem sujeitos aos mesmos congestionamentos, com conexões demoradas.</p>
<p>O transporte aquaviário entre a Ponta da Espera e o Cujupe também integra as responsabilidades da próxima gestão. A agenda de acompanhamento deve considerar disponibilidade das embarcações, manutenção, acessibilidade, capacidade dos terminais e atendimento nos períodos de maior procura.</p>
<h3>Mato Grosso: Pivetta terá de transformar as obras dos corredores em operação integrada</h3>
<p>Otaviano Pivetta assumirá o novo mandato com uma cobrança imediata sobre o sistema de ônibus de trânsito rápido de Cuiabá e Várzea Grande. Em setembro, prometeu concluir os terminais até dezembro de 2026.</p>
<p>O primeiro eixo liga a região da Avenida do CPA ao Aeroporto Marechal Rondon. O corredor da Avenida Fernando Corrêa da Costa constitui outra frente do projeto e terá continuidade a ser acompanhada no próximo ciclo de governo.</p>
<p>A conclusão das estruturas físicas precisa ser vinculada ao início do serviço. Em 2026, o estado ainda trabalhava na atualização de estudos de demanda, dimensionamento da frota e modelagem da operação e manutenção.</p>
<p>O sistema sucede o projeto de veículo leve sobre trilhos associado à Copa de 2014. Depois dos adiamentos e da mudança de solução, os passageiros precisarão conhecer cronogramas verificáveis, tarifas, linhas alimentadoras e condições de transferência entre Cuiabá e Várzea Grande.</p>
<h3>Mato Grosso do Sul: Riedel aposta na conexão rodoviária e terá de aproximar infraestrutura e transporte de passageiros</h3>
<p>Eduardo Riedel apresentou a meta de alcançar 6.660 quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas até 2030. O programa também prevê fortalecer a aviação regional e integrar diferentes meios de transporte.</p>
<p>A continuidade dos investimentos pode melhorar as condições das viagens intermunicipais, inclusive os deslocamentos para serviços de saúde, educação e trabalho. Os resultados precisam ser acompanhados pela manutenção das estradas, pela segurança e pela disponibilidade de transporte para a população.</p>
<p>Nos projetos de aeroportos e aeródromos, a próxima gestão terá de avaliar como a infraestrutura se converte em conectividade efetiva, com serviços de passageiros e condições operacionais.</p>
<p>Na mobilidade urbana, a atuação estadual pode apoiar os municípios no planejamento e no financiamento. Em Campo Grande e nas cidades que recebem novos empreendimentos, será necessário relacionar expansão habitacional, localização dos empregos e oferta de ônibus, evitando que o crescimento aumente as distâncias para quem depende do transporte coletivo.</p>
<h3>Minas Gerais: Cleitinho propõe integração metropolitana e fiscalização das obras do metrô</h3>
<p>Cleitinho apresentou um novo marco para a mobilidade urbana metropolitana, com integração tarifária, física e operacional e fiscalização baseada no desempenho dos serviços.</p>
<p>Para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, isso significa enfrentar a organização de viagens que combinam ônibus municipais, linhas metropolitanas e metrô. O passageiro deverá conseguir perceber a mudança no custo das conexões, na espera e na informação disponível.</p>
<p>Na infraestrutura ferroviária, o governador eleito encontrará a modernização da Linha 1 e a implantação da Linha 2, em direção ao Barreiro. Seu programa prevê fiscalizar a concessão para cobrar prazos e investimentos. O governo estadual apresentou em 2026 o cronograma das obras e a incorporação de novos trens.</p>
<p>Cleitinho também propôs destravar o Rodoanel de Belo Horizonte e redirecionar os recursos para outras intervenções caso o projeto permaneça impedido. Nas rodovias, defende investimentos orçamentários e captação federal, com reajustes de pedágio vinculados à entrega das obras previstas.</p>
<p>A necessidade de mobilidade envolve combinar essas frentes: melhorar o serviço existente enquanto as expansões são executadas, com proteção aos passageiros que dependem diariamente das linhas metropolitanas.</p>
<h3>Pará: Dr. Daniel assume com propostas para taxistas e aplicativos e uma rede metropolitana de ônibus para administrar</h3>
<p>Dr. Daniel prometeu zerar o imposto sobre veículos para motoristas e motociclistas de aplicativo e taxistas, além de criar pontos de apoio para esses profissionais. Também apresentou a intenção de acabar com pedágios e melhorar as estradas.</p>
<p>Essas medidas exigirão definição das condições de acesso, avaliação fiscal e tratamento dos contratos existentes. No caso do apoio aos profissionais, a execução precisa estabelecer localização, serviços e manutenção dos espaços.</p>
<p>Na Região Metropolitana de Belém, o governador eleito encontrará o sistema de ônibus de trânsito rápido em operação, com terminais e regras tarifárias próprias. A prioridade será assegurar que os investimentos se sustentem como serviço: viagens cumpridas, veículos disponíveis, conexões e fiscalização.</p>
<p>A articulação com os ônibus municipais de Belém, Ananindeua e dos demais municípios será fundamental. No interior, o planejamento também precisa considerar o transporte fluvial e as condições de embarque das comunidades atendidas por água.</p>
<h3>Paraíba: Lucas Ribeiro terá a Ponte do Futuro e a integração da Grande João Pessoa entre as cobranças</h3>
<p>Lucas Ribeiro defendeu a continuidade de projetos de mobilidade na capital e em outros municípios. Uma das principais obras é o complexo Ponte do Futuro, que pretende interligar Cabedelo, Santa Rita e Lucena.</p>
<p>O empreendimento reúne pontes, acessos rodoviários e intervenções complementares, com potencial para reorganizar viagens entre Cabedelo e o Litoral Norte. Durante 2026, a gestão manteve a previsão de conclusão até o fim do ano.</p>
<p>A execução também passou a exigir atenção adicional à segurança após o acidente de setembro, quando o desabamento de uma estrutura deixou uma pessoa morta e duas feridas.</p>
<p>Para o transporte público, a abertura de novas ligações deve ser acompanhada do planejamento das linhas e dos pontos de atendimento. A Grande João Pessoa também dispõe de uma rede ferroviária federal, incluída pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos na consulta de 2026 para aquisição de novos veículos leves sobre trilhos.</p>
<p>O próximo mandato terá de articular infraestrutura viária, ônibus e trens para que as novas rotas beneficiem quem viaja sem automóvel.</p>
<h3>Paraná: Moro propõe reorganizar linhas, qualificar terminais e fortalecer o planejamento metropolitano</h3>
<p>O programa de Sergio Moro prevê reestruturação das linhas de ônibus e dos eixos metropolitanos, além do Terminal Novo, voltado à reforma e à qualificação de terminais de transferência e pontos de atendimento.</p>
<p>As propostas incluem acessibilidade e melhorias nas condições de uso do transporte. Para a Região Metropolitana de Curitiba, a execução exigirá coordenação entre os serviços municipais e a rede administrada pelo estado.</p>
<p>O Paraná já dispõe de uma estrutura de planejamento metropolitano e de trabalhos para o desenvolvimento integrado da região de Curitiba. O novo governo terá de transformar essas ferramentas em decisões sobre trajetos, horários, contratos e investimentos.</p>
<p>Nos municípios de médio porte, o apoio estadual poderá contribuir para qualificar terminais e conexões regionais. As intervenções devem ser avaliadas pelo funcionamento das transferências, pela informação aos passageiros e pela redução dos tempos de espera, além das condições físicas dos equipamentos.</p>
<h3>Pernambuco: Raquel promete frota totalmente climatizada e continuidade dos investimentos metropolitanos</h3>
<p>Raquel Lyra assumiu o compromisso de garantir ônibus com ar-condicionado em toda a frota da Região Metropolitana do Recife. Sua agenda contempla veículos elétricos, melhorias nos terminais e continuidade da qualificação dos corredores.</p>
<p>Na campanha, a governadora destacou investimentos nos eixos Norte–Sul e Leste–Oeste, nas estações do sistema de ônibus de trânsito rápido e na política de integração tarifária.</p>
<p>O segundo mandato terá de apresentar um cronograma para completar a climatização e manter os veículos em condições de serviço. A renovação precisa ser acompanhada da infraestrutura necessária aos elétricos, do cumprimento das viagens e da adequação da frota à demanda.</p>
<p>Outra frente será a recuperação do Metrô do Recife e sua conexão com os ônibus. Como a rede ferroviária é federal, mudanças de gestão, investimentos e eventual reorganização dependerão de acordos com a União.</p>
<p>Para o passageiro, a cobrança será por uma viagem integrada, com menos espera e maior confiabilidade nos ônibus e nos trilhos.</p>
<h3>Piauí: Fonteles promete levar o metrô às zonas Sul e Norte de Teresina</h3>
<p>Rafael Fonteles apresentou a intenção de ampliar o sistema ferroviário de Teresina para as zonas Sul e Norte. Na campanha, afirmou que o estado trabalhava nos projetos para expandir a cobertura da rede.</p>
<p>O novo mandato dará continuidade à modernização já iniciada. Em julho de 2026, o governo entregou mais uma estação na zona Sudeste e informou avanço das intervenções no sistema.</p>
<p>A expansão precisa ser acompanhada da organização das conexões com os ônibus municipais. Frequência, localização das estações e acesso a pé serão determinantes para que os novos trechos sejam utilizados nas viagens diárias.</p>
<p>Também será necessário distinguir o cronograma das obras existentes daquele das expansões ainda em projeto. Para cada etapa, a população deverá conhecer traçado, recursos, contratação e previsão de atendimento.</p>
<p>A pavimentação de ruas e avenidas, igualmente presente na agenda do governador, pode melhorar a circulação dos ônibus, desde que venha acompanhada de planejamento de linhas, pontos acessíveis e prioridade ao transporte coletivo.</p>
<h3>Rondônia: Marcos Rogério propõe conectar regiões, fiscalizar acessibilidade e proteger profissionais do transporte</h3>
<p>Marcos Rogério apresentou o Rotas do Desenvolvimento, voltado à pavimentação e à conexão entre regiões, e o Rondônia Sem Atoleiro, para manutenção planejada de vias em parceria com os municípios.</p>
<p>No transporte de passageiros, o programa prevê fiscalização da acessibilidade dos veículos intermunicipais, incluindo equipamentos funcionando e preparação dos condutores para o atendimento.</p>
<p>Outra proposta é o Rota Protegida, destinado à segurança de taxistas, mototaxistas, motoristas de aplicativos e profissionais de diferentes modalidades de transporte. O plano contempla recursos tecnológicos para comunicação de emergências e localização.</p>
<p>A execução deverá combinar recuperação de acessos com fiscalização dos serviços e condições de viagem. Para os moradores do interior, estradas transitáveis durante o ano são necessárias para chegar às escolas, aos hospitais e aos centros regionais.</p>
<p>Nas áreas atendidas por rios, terminais e segurança das embarcações também precisam integrar o planejamento, com responsabilidades e mecanismos de acompanhamento definidos.</p>
<h3>Roraima: Arthur Henrique promete transporte para comunidades do Baixo Rio Branco</h3>
<p>Arthur Henrique apresentou a implantação de transporte público de passageiros e cargas para comunidades do Baixo Rio Branco como um compromisso de campanha.</p>
<p>A proposta procura atender moradores que dependem de serviços privados para sair das localidades e acessar estudo, trabalho e atendimento de saúde. Para avançar, precisará definir rotas, frequência, formas de contratação, financiamento e condições de embarque.</p>
<p>O programa também contempla recuperação de pontes e estradas vicinais e melhorias no transporte escolar. No Baixo Rio Branco, os acessos fluviais devem ser planejados considerando as condições de navegação e a continuidade do atendimento.</p>
<p>O próximo governo encontrará ainda iniciativas de infraestrutura, como a contratação de um aeródromo em Santa Maria do Boiaçu. A articulação entre transporte aéreo, terrestre e fluvial deve considerar as necessidades concretas dos moradores.</p>
<p>A principal cobrança será transformar os anúncios em serviços previsíveis, para que deslocamentos essenciais possam ser programados com segurança.</p>
<h3>Rio Grande do Sul: Zucco promete integrar ônibus e trem, com bilhetagem e fiscalização compartilhadas</h3>
<p>Luciano Zucco apresentou uma agenda específica para reorganizar a mobilidade metropolitana. Entre as propostas estão integração entre ônibus municipais, metropolitanos e Trensurb, bilhetagem interoperável, descontos nas conexões e uma estrutura de gestão compartilhada entre governos.</p>
<p>O plano também prevê contratos vinculados à qualidade, fiscalização em tempo real, renovação da frota e prioridade aos ônibus nos corredores, em acordo com os municípios.</p>
<p>Para o usuário, a proposta pode representar menos cobranças acumuladas, transferências mais rápidas e informação unificada. A execução exigirá definir a compensação financeira entre os operadores e as responsabilidades de cada ente.</p>
<p>A recuperação e a proteção da infraestrutura ferroviária e rodoviária diante de eventos climáticos constituem outra frente. As enchentes de 2024 demonstraram a necessidade de rotas alternativas e continuidade operacional.</p>
<p>O compromisso do novo governo inclui articular com a União e a Trensurb a integração e a recuperação resiliente do sistema. Expansões ferroviárias dependerão de demanda, projeto e financiamento próprios.</p>
<h3>Santa Catarina: Jorginho promete continuidade das rodovias e encontrará o projeto aquaviário da Grande Florianópolis</h3>
<p>Jorginho Mello apresentou a continuidade do Estrada Boa e a aceleração da Viamar, corredor rodoviário planejado paralelamente à rodovia federal que atravessa o litoral catarinense.</p>
<p>A execução deverá distinguir as etapas de projeto, licenciamento, contratação e obra. Para a mobilidade, será necessário avaliar como os novos acessos se relacionarão com os serviços de ônibus e com a circulação entre municípios.</p>
<p>Na Grande Florianópolis, o transporte aquaviário permanece como outra frente de planejamento. Em janeiro de 2026, a InvestSC apresentou uma oportunidade de concessão com estudos de viabilidade para ligações entre São José e o Centro de Florianópolis.</p>
<p>O projeto considera embarcações, terminais e integração com outros meios de transporte. Sua transformação em serviço depende da viabilidade, das condições operacionais e da tarifa.</p>
<p>A próxima gestão terá de combinar as intervenções rodoviárias com o fortalecimento do transporte coletivo, especialmente nas viagens entre a Ilha e o Continente e nas conexões metropolitanas.</p>
<h3>São Paulo: Tarcísio terá de entregar expansões, fiscalizar concessões e resolver os atrasos do corredor de ônibus do ABC</h3>
<p>Tarcísio de Freitas apresentou a continuidade da expansão de metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos e corredores de ônibus, com maior integração entre os sistemas.</p>
<p>O segundo mandato encontrará uma extensa carteira de projetos, entre eles a Linha 6–Laranja, a expansão da Linha 2–Verde e o Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas. As etapas precisam ser acompanhadas separadamente, considerando obras civis, sistemas, trens, testes e início do atendimento.</p>
<p>No Grande ABC, a execução do corredor de ônibus entre a região e a capital permanece como uma cobrança. Em setembro, Tarcísio afirmou que o contrato poderia ser encerrado por descumprimento caso o empreendimento não fosse entregue ainda em 2026.</p>
<p>A agenda de concessões exigirá fiscalização dos investimentos e da operação. Pontualidade, cumprimento de viagens, conservação, acessibilidade e resposta às falhas serão critérios para avaliar os resultados.</p>
<p>A integração tarifária e operacional também deverá avançar para que a expansão física da rede se traduza em trajetos mais simples. Uma nova estação precisa contar com acessos e conexões adequados aos bairros que pretende atender.</p>
<p>Nos ônibus metropolitanos, o estado terá de coordenar a renovação de frota e a transição energética com a infraestrutura e o financiamento. Nas cidades, inclusive na capital, os serviços municipais continuarão sob responsabilidade das prefeituras, exigindo cooperação para corredores e integrações.</p>
<h3>Sergipe: Mitidieri promete veículo leve sobre trilhos e terá de definir a operação regional</h3>
<p>Fábio Mitidieri reafirmou o compromisso de implantar um veículo leve sobre trilhos para conectar Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Laranjeiras, com aproveitamento de parte da malha ferroviária existente.</p>
<p>Em julho de 2026, foi assinado um acordo de cooperação para iniciar os procedimentos de viabilização. A etapa deve ser acompanhada pela apresentação dos projetos, pela definição do financiamento e pela contratação das intervenções necessárias.</p>
<p>O governador também apresentou o Arco Metropolitano e a nova ponte entre Aracaju e Barra dos Coqueiros em sua agenda de infraestrutura.</p>
<p>O novo mandato terá de explicar como essas iniciativas funcionarão com as linhas de ônibus da região. No caso dos trilhos, será necessário definir operador, manutenção, frequência e política tarifária.</p>
<p>A integração com terminais e linhas alimentadoras será decisiva para o alcance do serviço. O planejamento deve considerar os deslocamentos entre os quatro municípios e a continuidade das viagens até os bairros.</p>
<h3>Acre: segundo turno confronta propostas para rodovias, acessos e integração do território</h3>
<p>Mailza Assis e Alan Rick levam ao segundo turno propostas de melhoria das conexões do Acre. A agenda de Mailza contempla rodovias, ramais, pontes, aeródromos e acessos fluviais. Alan apresenta o Acre Interligado, com intervenções rodoviárias e propostas de contornos urbanos.</p>
<p>Entre as frentes citadas por Alan estão um arco metropolitano em Rio Branco e ligações para melhorar a circulação na região de Brasileia e Epitaciolândia. Os candidatos também tratam das rodovias federais que conectam o estado, cuja execução exige participação da União.</p>
<p>A necessidade principal é assegurar viagens confiáveis durante o ano, com manutenção adequada às condições locais. A dificuldade de acesso afeta transporte escolar, deslocamentos intermunicipais e atendimento de saúde.</p>
<p>No segundo turno, os programas precisarão detalhar prioridades, fontes de recursos e o atendimento por transporte público. Nas áreas mais afastadas, a avaliação deverá considerar também embarcações, terminais e serviços aéreos, conforme as necessidades de cada região.</p>
<h3>Amazonas: Omar prioriza a conclusão do Anel Leste; Maria do Carmo propõe o Expresso Oeste</h3>
<p>Omar Aziz inclui a conclusão do Anel Leste entre as intervenções para melhorar a mobilidade de Manaus e estruturar conexões entre áreas residenciais e de emprego.</p>
<p>Professora Maria do Carmo propõe o Expresso Oeste, uma ligação viária suspensa a partir da região da Ponta Negra, com primeira etapa em direção à área central. A candidata apresentou estimativa de R$ 3,8 bilhões e mencionou recursos estaduais e financiamento internacional.</p>
<p>Os dois compromissos exigem detalhamento sobre execução e benefício ao transporte público. Será necessário explicar como os corredores atenderão ônibus, reduzirão tempos de viagem e se conectarão ao sistema municipal.</p>
<p>Fora de Manaus, a mobilidade estadual envolve sobretudo os rios. A próxima gestão deverá considerar embarcações, terminais, segurança, acessibilidade e condições de atendimento durante mudanças no nível das águas.</p>
<p>O segundo turno abre espaço para esclarecer como as grandes propostas da capital se combinam com a circulação de passageiros no interior.</p>
<h3>Distrito Federal: Celina e Grass disputam o modelo de gratuidade e a expansão do metrô</h3>
<p>Celina Leão propõe ampliar a gratuidade para a população de baixa renda, expandir a Linha 1 do metrô e avançar em uma Linha 2 em direção ao Gama.</p>
<p>Leandro Grass defende implantação progressiva de tarifa zero com alcance mais amplo, bilhete único com o Entorno e investimento no sistema público de transporte.</p>
<p>A diferença envolve o público atendido e a forma de expansão do benefício. O segundo turno deverá esclarecer quem terá direito à gratuidade, em que prazo, com qual financiamento e com qual oferta de ônibus e metrô.</p>
<p>A expansão ferroviária exige separar intervenções em desenvolvimento de novos trechos que dependem de estudos e contratação. A integração com os municípios goianos será igualmente relevante.</p>
<p>Como Daniel Vilela já foi eleito em Goiás, a próxima gestão do Distrito Federal terá de negociar desde o início os projetos de Luziânia–Santa Maria e Águas Lindas–Ceilândia, com regras conjuntas para operação e tarifas.</p>
<h3>Espírito Santo: Pazolini propõe modernizar o Transcol; Ferraço aposta em novas conexões e expansão aquaviária</h3>
<p>Lorenzo Pazolini apresentou propostas de modernização do Transcol, qualificação dos terminais e integração com os sistemas municipais.</p>
<p>Ricardo Ferraço propõe uma nova ponte paralela à Florentino Avidos, expansão do transporte aquaviário, novas embarcações e melhorias nas conexões com os ônibus. Sua agenda também contempla infraestrutura cicloviária e acesso aos terminais.</p>
<p>O governo estadual colocou em operação, em maio de 2026, a estação aquaviária da Rodoviária de Vitória. Com isso, o sistema passou a contar com quatro pontos de embarque e desembarque na Grande Vitória.</p>
<p>A disputa deverá esclarecer como as propostas ampliarão frequência, cobertura e velocidade do transporte coletivo. A expansão aquaviária precisa considerar horários compatíveis com o Transcol e acesso adequado às estações.</p>
<p>Nas obras viárias, a avaliação para o passageiro deverá incluir prioridade aos ônibus e conexões com os terminais, além da circulação de veículos em geral.</p>
<h3>Rio de Janeiro: integração tarifária e recuperação dos trens estão no centro da disputa, com resultado sujeito a decisão judicial</h3>
<p>O Rio de Janeiro exige acompanhamento eleitoral adicional. Douglas Ruas e Eduardo Paes aparecem na disputa seguinte, mas o cálculo dos votos válidos poderá mudar conforme a decisão sobre os votos de Anthony Garotinho. A eventual confirmação da vitória de Ruas no primeiro turno alteraria o quadro nacional.</p>
<p>Na mobilidade, Ruas apresenta propostas de integração entre trens, metrô, barcas, ônibus e corredores de trânsito rápido. Seu programa contempla estudos e captação para a Linha 3 e um corredor metropolitano na Baixada Fluminense, além de acompanhamento dos indicadores de qualidade.</p>
<p>Paes promete recuperar a rede ferroviária, implantar bilhetagem eletrônica estadual, subsidiar o transporte intermunicipal e expandir o metrô. Durante a campanha, citou a extensão da Linha 2, a ligação em direção a São Gonçalo e atendimento a Belford Roxo e São João de Meriti.</p>
<p>A necessidade imediata é garantir confiabilidade ao serviço de trens e reduzir o peso das conexões no orçamento dos passageiros. A integração precisa abranger a Baixada, o Leste Fluminense e as viagens por barcas, com horários e regras de cobrança compreensíveis.</p>
<p>A Linha 3 permanece como uma proposta de grande porte. Sua execução exige definição de traçado, projeto, licenciamento, financiamento e contrato. Esses passos deverão ser apresentados ao público para permitir a cobrança de marcos concretos.</p>
<p>O próximo governo terá de atuar simultaneamente sobre as expansões e sobre a qualidade das viagens que já existem.</p>
<h3>Rio Grande do Norte: Allyson e Cadu propõem uma terceira ponte em Natal, mas terão de explicar o atendimento por transporte coletivo</h3>
<p>Allyson Bezerra e Cadu de Lula apresentaram a terceira ponte sobre o Rio Potengi como uma alternativa de mobilidade para Natal.</p>
<p>Allyson também propõe integrar as avenidas Itapetinga e das Fronteiras às pontes de Igapó e Newton Navarro. Em Mossoró, defendeu articulação com a União e a bancada federal para duplicar a Avenida Francisco Mota.</p>
<p>O segundo turno deverá esclarecer traçados, recursos, etapas e o papel do transporte coletivo nesses projetos. Para os moradores da Zona Norte e dos municípios metropolitanos, o resultado depende também de linhas, frequência e conexões.</p>
<p>A rede ferroviária federal de Natal constitui outra frente de articulação. Em 2026, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos incluiu o sistema em sua consulta para aquisição de novos veículos leves sobre trilhos.</p>
<p>O próximo governador precisará coordenar estado, prefeituras e União para aproximar os investimentos da rotina dos passageiros de Natal, da região metropolitana, de Mossoró e do interior.</p>
<h3>Tocantins: Dorinha e Vicentinho prometem extinguir a cobrança do fundo de transporte e terão de definir o financiamento das obras</h3>
<p>Professora Dorinha e Vicentinho Júnior assumiram o compromisso de extinguir a cobrança associada ao Fundo Estadual de Transporte.</p>
<p>Como o mecanismo foi criado para financiar infraestrutura, a disputa exige explicar quais receitas substituirão os recursos e como serão mantidos os investimentos e a manutenção das vias.</p>
<p>Vicentinho também apresentou propostas de ampliação da pavimentação e conexão entre diferentes meios de transporte. O detalhamento das prioridades e do financiamento será necessário para avaliar as etapas possíveis no próximo mandato.</p>
<p>Para os passageiros, a agenda envolve condições das estradas, segurança das viagens, transporte escolar e oferta intermunicipal. A regulação precisa acompanhar horários, acessibilidade e condições dos veículos.</p>
<p>Nos centros urbanos, a cooperação com as prefeituras deverá relacionar crescimento dos bairros, terminais e acesso ao transporte. O segundo turno será a oportunidade de esclarecer como a infraestrutura anunciada chegará ao atendimento cotidiano da população.</p>
<h3>A cobrança depois das urnas: recursos, prazos e resultados que o passageiro consiga perceber</h3>
<p>Os governos eleitos encontrarão projetos em situações distintas: obras em execução, serviços que precisam de recuperação e propostas que ainda dependem de estudos. O orçamento de 2027 e o planejamento dos quatro anos deverão mostrar quais compromissos terão recursos e prioridade.</p>
<p>Nas reeleições, a continuidade permite cobrar os cronogramas já anunciados. Nos estados com novos governadores, a transição precisará identificar contratos, obrigações e projetos existentes para definir a execução sem interromper o atendimento.</p>
<p>A renovação dos ônibus e a mudança da matriz energética exigirão planejamento de operação, manutenção e infraestrutura. A expansão da gratuidade dependerá de financiamento e oferta suficientes. Nos trilhos, o benefício das novas linhas estará ligado às conexões com os bairros e com os ônibus.</p>
<p>Para acompanhar os próximos quatro anos, os indicadores mais próximos da população serão viagens cumpridas, tempo de espera, custo das integrações, acessibilidade, segurança e tempo total de deslocamento. É nesses resultados que as promessas de mobilidade precisarão aparecer.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Investigação sobre infiltração do crime organizado nos transportes de São Paulo acende alerta até de investidores internacionais; novos modelos de negócios podem ser alternativas</title>
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    <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 09:01:14 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Internacional]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Em entrevista no Chile, a Adamo Bazani, CEO da TEVX explica avaliação de integridade e crédito para atrair capital nacional e internacional à eletrificação; Diário do Transporte mostrou que BNDES também acompanha operações no setor ADAMO BAZANI &#160; As investigações sobre a suspeita de infiltração do crime organizado em empresas de ônibus de São Paulo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="727" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1049287E2.jpg?fit=1024%2C727&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1049287E2.jpg?w=3557&amp;ssl=1 3557w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1049287E2.jpg?resize=300%2C213&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1049287E2.jpg?resize=1024%2C727&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1049287E2.jpg?resize=150%2C107&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1049287E2.jpg?resize=768%2C546&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1049287E2.jpg?resize=1536%2C1091&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1049287E2.jpg?resize=2048%2C1455&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1049287E2.jpg?resize=400%2C284&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261002_1049287E2.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Em entrevista no Chile, a Adamo Bazani, CEO da TEVX explica avaliação de integridade e crédito para atrair capital nacional e internacional à eletrificação; <strong>Diário do Transporte </strong>mostrou que BNDES também acompanha operações no setor</em><br /><br /><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<div style="width: 1024px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-537051-2" width="1024" height="576" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-02-at-20.21.36.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-02-at-20.21.36.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-02-at-20.21.36.mp4</a></video></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>As investigações sobre a suspeita de infiltração do crime organizado em empresas de ônibus de São Paulo colocam a segurança dos investimentos no centro da discussão sobre a renovação das frotas e a eletrificação. O assunto chama a atenção até mesmo de investidores internacionais e preocupa. Além dos veículos e da infraestrutura de recarga, os projetos precisam oferecer garantias sobre quem recebe os recursos, a capacidade de pagamento e a regularidade dos negócios — requisitos que entram na avaliação de investidores nacionais e internacionais.<br /><br />Em entrevista exclusiva ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, na última sexta-feira, 2 de outubro de 2026, em Santiago, no Chile, o CEO da TEVX, Carlos Eduardo Souza, explicou que a empresa pretende combinar a entrada dos ônibus elétricos Zhongtong no Brasil com soluções de energia, infraestrutura e financiamento. Entre as possibilidades estão modelos que permitem trazer investidores para financiar os veículos utilizados pelos operadores, com avaliações prévias de integridade e risco de crédito e alinhamento com as administrações responsáveis pelas concessões.<br /><br />A entrevista foi realizada pelo criador e editor-chefe do <em><strong>Diário do Transporte,</strong></em> Adamo Bazani, durante a visita que acompanhou a oficialização da TEVX como representante da fabricante chinesa no mercado brasileiro.<br /><br />Questionado sobre as investigações em São Paulo e os obstáculos à entrada de novos participantes no mercado, Souza destacou os critérios necessários para estruturar os investimentos.<br /><br />“<em>Quando a gente fala de solução financeira atendendo aquele cliente, seja o investidor internacional ou investidor local, sempre tem uma avaliação prévia, seja de compliance, seja de avaliação de rating de crédito daquele cliente”,</em> afirmou o CEO da TEVX, Carlos Eduardo Souza.<br /><br />Na prática, essas análises envolvem dois aspectos diferentes: a verificação da integridade e da conformidade do negócio, conhecida como compliance, e a avaliação da capacidade de cumprir os compromissos financeiros, expressa pela classificação de risco de crédito.<br /><br />São questões que ligam o combate à entrada de recursos ilícitos no transporte à possibilidade de atrair capital para renovar os ônibus que atendem à população.<br /><br /><strong>BNDES acompanha investigações sobre o crime organizado nos transportes</strong><br /><br />A preocupação com a segurança dos recursos já aparece entre instituições que participam do financiamento da eletrificação no Brasil.<br /><br />Como mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em 30 de setembro de 2026, a diretora de infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciana Costa, afirmou que o BNDES monitora as operações contra o crime organizado na cidade de São Paulo.<br /><br />A informação foi divulgada no contexto da renovação da frota municipal e das discussões sobre a situação da Transunião, operadora da zona Leste que foi alvo da Operação Última Parada, em junho deste ano.<br /><br />A atuação das autoridades também alcançou a Transwolff e a UPBus, investigadas na Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024, sobre suspeitas de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital por meio do transporte coletivo.<br /><br />As acusações são objeto de apuração e de processos judiciais. As defesas contestam as imputações, e a existência de investigação não equivale a uma condenação.<br /><br />Em junho de 2026, o <em><strong>Diário do</strong></em> <em><strong>Transporte</strong></em> também noticiou a declaração do promotor Lincoln Gakiya sobre a suspensão de financiamentos de ônibus elétricos destinados a empresas investigadas por supostas ligações com o PCC. Na ocasião, o promotor mencionou interlocução com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.<br /><br />Esse histórico mostra que as apurações têm efeitos sobre a análise dos projetos de renovação de frota e exigem atenção das instituições que fornecem recursos ao setor.<br /><br /><strong>Investidor pode financiar os ônibus utilizados pela empresa operadora</strong><br /><br />Uma das propostas apresentadas pela TEVX é ampliar as possibilidades de financiamento, aproximando os projetos de investidores que possam fornecer o capital necessário à aquisição dos veículos.<br /><br /><strong>Souza citou a experiência de Santiago como referência.</strong><br /><br /><em>“Uma das necessidades é você ter um investidor que possa financiar os operadores, os municípios, em modelos tal como o modelo de Santiago, que iniciou com um leasing de dez anos”,</em> disse o CEO da TEVX.<br /><br />O leasing é uma forma de arrendamento: a utilização do bem ocorre mediante pagamentos previstos em contrato. A estrutura permite organizar o acesso aos veículos ao longo de um período, em vez de concentrar todo o desembolso na compra inicial.<br /><br />Aplicado ao transporte, esse tipo de modelo pode ampliar as alternativas para a renovação de frota. A empresa responsável pelas viagens utiliza os ônibus dentro das condições contratadas, enquanto o investimento nos veículos pode contar com capital de outro participante.<br /><br />A distribuição das responsabilidades pela propriedade, manutenção, seguros e disponibilidade dos ônibus depende de cada contrato.<br /><br />Esse desenho pode ampliar o acesso a recursos, mas sua segurança depende da avaliação das partes, de garantias e de fiscalização. A mudança na forma de financiar a frota precisa vir acompanhada de controles sobre os participantes e os pagamentos.<br /><br />Segundo Souza, a TEVX trabalha para adaptar essas possibilidades à realidade brasileira.<br /><br />“<em>A gente vai ter nessa jornada até a fabricação local, já trazendo possíveis investidores, sejam internacionais ou investidores locais, e que esses preços caibam dentro do bolso do operador</em>”, afirmou.<br /><br /><strong>Concessões exigem alinhamento com prefeituras e governos estaduais</strong><br /><br />Outro ponto ressaltado pelo executivo é a participação do poder público na estruturação dos projetos.<br /><br />Como os ônibus podem atender a serviços concedidos, os compromissos financeiros e a implantação da infraestrutura precisam considerar as regras e os prazos dessas concessões.<br /><br /><em>“Sempre também, como são concessões públicas, ele vai estar a par e passo alinhado com as administrações municipais ou estaduais, dependendo do tipo de frota”,</em> disse o CEO da TEVX, Carlos Eduardo Souza.<br /><br />Isso significa que a negociação dos veículos está ligada à organização do serviço público: duração dos contratos, obrigações de renovação, remuneração e condições de operação.<br /><br />Para o passageiro, a consequência prática é a necessidade de garantir que a chegada dos ônibus se traduza em atendimento. A frota precisa ter energia disponível, manutenção e condições de cumprir as viagens previstas.<br /><br /><strong>Energia e infraestrutura precisam estar prontas quando os ônibus chegarem</strong><br /><br />Na entrevista, Souza afirmou que a atuação da TEVX incluirá consultoria, infraestrutura e soluções de energia, além da representação comercial da Zhongtong.<br /><br />O executivo destacou o planejamento conjunto da chegada dos veículos e da estrutura necessária para colocá-los em circulação.<br /><br />“<em>A gente vai trazer a segurança de que a infraestrutura, de que a energia, ela chega de maneira planejada dentro da expectativa e da chegada dos próprios veículos</em>”, afirmou.<br /><br />A questão é relevante porque a aquisição do ônibus constitui uma etapa do projeto. A operação depende também de carregadores, disponibilidade de energia e organização das recargas de acordo com as jornadas dos veículos.<br /><br />A proposta apresentada pela empresa é acompanhar esse conjunto de necessidades, tanto para operadores privados quanto para municípios e governos estaduais.<br /><br /><strong>TEVX diz que primeiras unidades já foram vendidas e prevê fabricação local a partir de 2027</strong><br /><br />Souza afirmou que a entrada da Zhongtong no Brasil já conta com primeiras unidades negociadas. O nome do cliente deverá ser divulgado após o período de feriados conhecido como Golden Week, na China, e a conclusão dos detalhes com o comprador.<br /><br />“<em>Já temos as primeiras unidades. Em breve, a gente vai estar anunciando o cliente</em>”, disse o CEO da TEVX.<br /><br />Segundo o executivo, a parceria começou a ser construída no fim de 2025 e foi consolidada com a oficialização anunciada agora.<br /><br />Ao ser questionado sobre uma fábrica a partir de 2027, Souza confirmou o compromisso e destacou a transferência de tecnologia e a adaptação do processo de fabricação às necessidades brasileiras.<br /><br />“<em>Outro dos grandes compromissos que nós temos nesse acordo é a transferência de tecnologia, também trazer todo o processo de fabricação, atendendo às necessidades do mercado brasileiro”,</em> afirmou.<br /><br />De acordo com Souza, o projeto deverá aproveitar também a experiência do Grupo Cabal, representante da Zhongtong no Chile, para acelerar a implantação.<br /><br /><strong>Oferta inicial terá urbanos de 9 a 18 metros e modelo rodoviário</strong><br /><br />A prioridade comercial anunciada pelo executivo inclui ônibus urbanos de 9, 10, 12 e 18 metros, além de um rodoviário.<br /><br />A entrevista ocorreu diante de um articulado de 18 metros. Souza também destacou a proposta de oferecer um rodoviário com banheiro e autonomia adequada à aplicação pretendida.<br /><br />Segundo ele, o portfólio mais amplo da fabricante permite estudar outras configurações, com urbanos de 7 a 27 metros e diferentes tamanhos de rodoviários.<br /><br />A seleção inicial, afirmou, deverá acompanhar as necessidades locais e os compromissos assumidos com os compradores.<br /><br />O anúncio coloca lado a lado duas condições para a expansão dos elétricos no Brasil: oferecer veículos adequados às operações e estruturar negócios capazes de atrair recursos com segurança.<br /><br />No cenário das investigações em São Paulo, a análise da origem dos recursos, da integridade dos participantes e da capacidade de pagamento passa a fazer parte dessa discussão. A alternativa apresentada pela TEVX combina financiamento, infraestrutura e fornecimento de ônibus, com a proposta de ampliar as formas de viabilizar a renovação das frotas.<br /><br /><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Artesp prorroga por mais 180 dias suspensão de ônibus entre São Miguel Paulista e Metrô Armênia, em São Paulo</title>
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    <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 08:49:09 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviço complementar 038VP1, do Consórcio Unileste, passa por Cidade Jardim Cumbica, em Guarulhos; novo período de paralisação começa em 25 de outubro de 2026 ADAMO BAZANI A ligação de ônibus entre São Miguel Paulista e o Metrô Armênia, em São Paulo, com passagem por Cidade Jardim Cumbica, em Guarulhos, terá a suspensão temporária prorrogada por [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="634" height="484" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/38vp1.jpg?fit=634%2C484&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/38vp1.jpg?w=634&amp;ssl=1 634w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/38vp1.jpg?resize=300%2C229&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/38vp1.jpg?resize=150%2C115&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/38vp1.jpg?resize=400%2C305&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 634px) 100vw, 634px" /> <p><em>Serviço complementar 038VP1, do Consórcio Unileste, passa por Cidade Jardim Cumbica, em Guarulhos; novo período de paralisação começa em 25 de outubro de 2026</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A ligação de ônibus entre São Miguel Paulista e o Metrô Armênia, em São Paulo, com passagem por Cidade Jardim Cumbica, em Guarulhos, terá a suspensão temporária prorrogada por mais 180 dias. A autorização da Artesp para o serviço complementar 038VP1, operado pelo Consórcio Unileste, foi publicada nesta segunda-feira, 5 de outubro de 2026, no Diário Oficial do Estado.</p>
<p>O novo período de paralisação começa em 25 de outubro. A decisão mantém suspenso esse atendimento específico, que conecta a zona leste da capital à região do Armênia passando pelo município de Guarulhos, e trata da continuidade de uma interrupção temporária da operação.</p>
<h2>Autorização abrange o serviço complementar 038VP1</h2>
<p>A publicação identifica o atendimento como serviço complementar metropolitano C-038VP1-000-R, com o seguinte percurso:</p>
<p>São Paulo — São Miguel Paulista / São Paulo — Metrô Armênia, via Guarulhos — Cidade Jardim Cumbica.</p>
<p>O código 038VP1 individualiza o serviço alcançado pela decisão. A autorização publicada se aplica a esse atendimento complementar e não determina a suspensão de todos os serviços associados à numeração 038.</p>
<p>A Artesp autorizou expressamente a “prorrogação da paralisação temporária, por mais um período de 180 dias”. Portanto, o ato prolonga uma suspensão já existente, com início do novo período em 25 de outubro de 2026.</p>
<h2>Prorrogação mantém o atendimento temporariamente interrompido</h2>
<p>Para quem utiliza o serviço, o efeito prático é a continuidade da interrupção da operação durante o período autorizado. A medida foi concedida ao Consórcio Unileste, identificado como responsável pelo atendimento.</p>
<p>O despacho está na seção de Atos Normativos, sob a Secretaria de Parcerias em Investimentos e a Superintendência de Transporte Coletivo da Artesp, agência estadual responsável pela regulação do serviço.</p>
<p>A decisão consta do processo administrativo 134.00007318/2026-06. O ato autoriza a paralisação temporária, sem transformar o serviço em uma linha definitivamente extinta.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>São Paulo amplia em R$ 271,76 milhões os recursos para subsídios aos ônibus; evolução desde 2017 supera inflação três vezes mais</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/05/sao-paulo-amplia-em-r-27176-milhoes-os-recursos-para-subsidios-aos-onibus-evolucao-desde-2017-supera-inflacao-tres-vezes-mais/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 08:01:03 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Reforço publicado nesta segunda-feira utiliza excesso de arrecadação; compensações passaram de cerca de R$ 2,9 bilhões em 2017 para R$ 7,12 bilhões em 2025, enquanto proposta para 2027 prevê R$ 7,35 bilhões ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo ampliou em R$ 271,76 milhões os recursos previstos no orçamento de 2026 para as compensações tarifárias [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="727" height="516" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subsidias.jpg?fit=727%2C516&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subsidias.jpg?w=727&amp;ssl=1 727w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subsidias.jpg?resize=300%2C213&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subsidias.jpg?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subsidias.jpg?resize=400%2C284&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 727px) 100vw, 727px" /> <div>
<div>
<p><em>Reforço publicado nesta segunda-feira utiliza excesso de arrecadação; compensações passaram de cerca de R$ 2,9 bilhões em 2017 para R$ 7,12 bilhões em 2025, enquanto proposta para 2027 prevê R$ 7,35 bilhões</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo ampliou em R$ 271,76 milhões os recursos previstos no orçamento de 2026 para as compensações tarifárias do sistema de ônibus, os chamados subsídios. A medida, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, 5 de outubro de 2026, reforça o financiamento público utilizado para complementar a arrecadação das passagens e sustentar a operação e as políticas tarifárias do transporte coletivo municipal.</p>
<p>O aporte ocorre após uma expansão dos subsídios acima da inflação: os valores informados passaram de aproximadamente R$ 2,9 bilhões em 2017 para R$ 7,12 bilhões em 2025, crescimento nominal de 145,5%, enquanto os preços subiram 50,6% entre o fim desses anos. Para 2027, como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em 1º de outubro, a Prefeitura propõe R$ 7,35 bilhões em compensações tarifárias, além de recursos específicos para eletrificação, gestão e renovação da frota com ônibus a biometano.</p>
<h3>Reforço de R$ 271,76 milhões amplia a autorização de despesas com os ônibus</h3>
<p>O decreto assinado pelo prefeito Ricardo Nunes em 2 de outubro acrescenta recursos a duas dotações da ação orçamentária “Compensações Tarifárias do Sistema de Ônibus”.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Destinação</th>
<th>Valor adicional</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Compensações tarifárias — primeira dotação</td>
<td>R$ 230.993.811,86</td>
</tr>
<tr>
<td>Compensações tarifárias — segunda dotação</td>
<td>R$ 40.763.613,86</td>
</tr>
<tr>
<td>Total para os ônibus</td>
<td>R$ 271.757.425,72</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A cobertura será feita com excesso de arrecadação, mecanismo que permite utilizar recursos arrecadados acima da previsão considerada para a abertura do crédito.</p>
<p>Na prática, a suplementação aumenta o limite autorizado para essas despesas. A publicação não significa que todo o dinheiro já tenha sido transferido às empresas operadoras.</p>
<p>O Decreto nº 65.616 abre um crédito total de R$ 301,76 milhões. Desse montante, R$ 30 milhões são destinados à comunicação institucional. Portanto, a parcela reservada às compensações tarifárias dos ônibus é de R$ 271,76 milhões.</p>
<p>Esse reforço também não representa, sozinho, o orçamento atualizado dos subsídios em 2026. Para estabelecer o total vigente, é necessário considerar todas as suplementações e reduções realizadas durante o exercício.</p>
<h3>Subsídios complementam a arrecadação e ajudam a financiar gratuidades e integrações</h3>
<p>O transporte coletivo municipal é financiado pela receita das tarifas e por recursos do orçamento público. As compensações tarifárias ajudam a cobrir a diferença entre a arrecadação e as despesas reconhecidas para o funcionamento do sistema.</p>
<p>O valor necessário depende dos custos contratuais, da oferta de viagens, do número de passageiros pagantes e das políticas de integração, descontos e gratuidades.</p>
<p>Assim, a evolução dos subsídios precisa ser analisada junto com as mudanças no atendimento e nas regras de acesso ao transporte.</p>
<p>Os relatórios da SPTrans mostram que a participação das gratuidades no total de passagens passou de 16% em 2022 para 21% em 2023 e 28% em 2024.</p>
<p>A empresa relaciona esse aumento à retomada da gratuidade para pessoas de 60 a 64 anos, em janeiro de 2023, e à implantação do Domingão Tarifa Zero, em dezembro daquele ano. Em 2024, a gratuidade dominical passou a ter efeito durante todo o exercício.</p>
<h3>Evolução desde 2017 mostra aumento dos aportes, com diferenças contábeis entre os anos</h3>
<p>A tabela reúne os valores identificados nos relatórios e demonstrativos utilizados no levantamento publicado pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, com conferência dos relatórios mais recentes da SPTrans.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ano</th>
<th>Compensações tarifárias informadas</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>2017</td>
<td>Cerca de R$ 2,900 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2018</td>
<td>R$ 3,017 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2019</td>
<td>R$ 3,1105 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2020</td>
<td>R$ 3,3159 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2021</td>
<td>Cerca de R$ 3,300 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2022</td>
<td>R$ 4,8911 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2023</td>
<td>Cerca de R$ 5,300 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2024</td>
<td>Cerca de R$ 6,700 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>2025</td>
<td>R$ 7,120 bilhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Fontes: relatórios e demonstrativos da SPTrans e levantamento do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>. Valores nominais, sem atualização pela inflação.</p>
<p>Os documentos apresentam diferenças de critério contábil. O valor de 2018 está registrado pelo regime de competência, que associa a despesa ao período em que ela ocorreu. Outros registros acompanham os recursos recebidos, que podem incluir dinheiro destinado a despesas de exercícios anteriores.</p>
<p>Essas diferenças precisam ser consideradas antes de calcular aumentos anuais diretamente entre as linhas da tabela.</p>
<p>Em 2022, os R$ 4,8911 bilhões correspondem à rubrica específica de compensações tarifárias. O conjunto de recursos recebido pelo sistema naquele exercício era maior, pois incluía outras destinações e aporte federal para auxiliar no custeio da gratuidade dos idosos.</p>
<p>O relatório daquele ano registra ainda R$ 531,4 milhões em pagamentos relacionados a 2021. Em 2023, foram pagos R$ 157,9 milhões relativos a 2022. Já em 2024 houve pagamento de R$ 237,8 milhões referentes a 2023.</p>
<p>Por isso, recursos recebidos durante um ano e despesas efetivamente atribuídas à operação daquele mesmo período podem apresentar valores diferentes.</p>
<h3>Subsídios chegaram a R$ 7,12 bilhões em 2025</h3>
<p>No relatório de 2025, a SPTrans informou R$ 7,12 bilhões em compensações tarifárias, com crescimento de 6,9% na comparação utilizada pela própria empresa.</p>
<p>A arrecadação tarifária foi de R$ 5,01 bilhões, enquanto a remuneração das concessionárias, incluindo o Serviço Atende+, alcançou R$ 12,28 bilhões.</p>
<p>Esses indicadores têm abrangências próprias. A diferença entre arrecadação tarifária e remuneração das concessionárias não deve ser apresentada automaticamente como o valor exato de uma única rubrica de subsídio.</p>
<p>A remuneração é o pagamento pelos serviços contratados. Já as compensações tarifárias são uma das fontes utilizadas para financiar o sistema, ao lado da receita das passagens e de outros recursos.</p>
<h3>Inflação foi de 50,6% entre o fim de 2017 e o fim de 2025</h3>
<p>Para comparar a expansão dos subsídios com a evolução geral dos preços, o levantamento utiliza o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ano</th>
<th>Inflação no ano</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>2017</td>
<td>2,95%</td>
</tr>
<tr>
<td>2018</td>
<td>3,75%</td>
</tr>
<tr>
<td>2019</td>
<td>4,31%</td>
</tr>
<tr>
<td>2020</td>
<td>4,52%</td>
</tr>
<tr>
<td>2021</td>
<td>10,06%</td>
</tr>
<tr>
<td>2022</td>
<td>5,79%</td>
</tr>
<tr>
<td>2023</td>
<td>4,62%</td>
</tr>
<tr>
<td>2024</td>
<td>4,83%</td>
</tr>
<tr>
<td>2025</td>
<td>4,26%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Fonte: IBGE.</p>
<p>Entre dezembro de 2017 e dezembro de 2025, a inflação acumulada foi de aproximadamente 50,59%.</p>
<p>O cálculo combina as taxas de 2018 a 2025, porque o ponto de partida é o encerramento de 2017. Os percentuais não são simplesmente somados: a inflação de cada ano incide sobre o nível de preços já atualizado pelo anterior.</p>
<p>Se os R$ 2,9 bilhões utilizados como referência de 2017 fossem corrigidos apenas por essa inflação, chegariam a aproximadamente R$ 4,37 bilhões no fim de 2025.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Comparação</th>
<th>Resultado</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Subsídio informado em 2017</td>
<td>Cerca de R$ 2,90 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Valor de 2017 corrigido até dezembro de 2025</td>
<td>Cerca de R$ 4,37 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Subsídio informado em 2025</td>
<td>R$ 7,12 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Crescimento nominal dos subsídios</td>
<td>145,5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Inflação acumulada no intervalo</td>
<td>50,6%</td>
</tr>
<tr>
<td>Crescimento descontada essa inflação</td>
<td>Cerca de 63,0%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Cálculos do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, com valores arredondados e atualização entre os encerramentos dos anos.</p>
<p>A comparação indica uma expansão além da recomposição geral dos preços. Considerando as diferenças contábeis da série, o resultado serve como referência da dimensão do crescimento, sem representar uma medida isolada de eficiência ou de custo por passageiro.</p>
<p>O IPCA também não reproduz integralmente os custos da operação dos ônibus. Salários, combustível, manutenção, veículos e equipamentos podem subir em ritmos diferentes da inflação média ao consumidor.</p>
<h3>Orçamento de 2027 prevê R$ 7,35 bilhões em subsídios</h3>
<p>Conforme noticiado pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em 1º de outubro, o orçamento original de 2026 previa aproximadamente R$ 6,225 bilhões em compensações tarifárias.</p>
<p>Para 2027, a proposta encaminhada à Câmara Municipal prevê R$ 7,347 bilhões, aumento de cerca de 18% sobre a previsão inicial de 2026. Essa comparação é entre dotações orçamentárias, e não entre os pagamentos finais dos dois exercícios.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Referência</th>
<th>Valor</th>
<th>Situação</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>2025</td>
<td>R$ 7,120 bilhões</td>
<td>Compensações informadas pela SPTrans</td>
</tr>
<tr>
<td>2026</td>
<td>R$ 6,225 bilhões</td>
<td>Orçamento original</td>
</tr>
<tr>
<td>Outubro de 2026</td>
<td>R$ 271,757 milhões</td>
<td>Suplementação publicada nesta segunda-feira</td>
</tr>
<tr>
<td>2027</td>
<td>R$ 7,347 bilhões</td>
<td>Proposta à Câmara</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O fechamento de 2026 será necessário para estabelecer quanto efetivamente foi destinado às compensações tarifárias neste ano.</p>
<p>O projeto para 2027 contempla a continuidade dos ônibus gratuitos aos domingos. A dotação dos subsídios financia o conjunto do sistema e de suas políticas tarifárias, sem identificar, nesse valor agregado, uma parcela exclusiva para o programa dominical.</p>
<h3>Eletrificação, gestão e biometano têm previsões separadas dos subsídios</h3>
<p>A proposta orçamentária de 2027 também destina R$ 2,189 bilhões à ação “Eletrificação da Frota e Melhoria da Gestão do Sistema de Transporte Coletivo” e R$ 500 milhões à renovação com veículos a biometano.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Ação prevista para 2027</th>
<th>Valor aproximado</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Compensações tarifárias dos ônibus</td>
<td>R$ 7,35 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Eletrificação da frota e melhoria da gestão</td>
<td>R$ 2,19 bilhões</td>
</tr>
<tr>
<td>Renovação com veículos a biometano</td>
<td>R$ 500 milhões</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>As destinações têm finalidades diferentes. As compensações ajudam a financiar a operação e as políticas tarifárias, enquanto as demais ações contemplam renovação tecnológica e gestão.</p>
<p>Como a rubrica de R$ 2,19 bilhões combina eletrificação e melhoria da gestão, o valor não pode ser apresentado integralmente como dinheiro exclusivo para compra de ônibus elétricos.</p>
<p>A proposta prevê R$ 13,96 bilhões para a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte. Os valores dependem da análise e aprovação dos vereadores e podem sofrer alterações durante a tramitação e a execução do orçamento.</p>
<h3>Qualidade das viagens precisa acompanhar o financiamento público</h3>
<p>Para quem utiliza os ônibus, o resultado dos recursos aplicados aparece na regularidade das viagens, nos intervalos, na lotação, na conservação dos veículos, na acessibilidade e no atendimento aos bairros.</p>
<p>A avaliação dos subsídios precisa reunir esses indicadores, os custos e o cumprimento dos contratos. O crescimento dos aportes públicos, sozinho, não demonstra melhora ou piora dos serviços.</p>
<p>A prioridade dos ônibus nas ruas também interfere na eficiência. Percursos mais rápidos e regulares permitem aproveitar melhor veículos e equipes, enquanto congestionamentos prolongam viagens e comprometem os intervalos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o planejamento precisa considerar a função social da rede. Linhas de menor movimento podem ser necessárias para atender bairros afastados e garantir deslocamentos em horários de baixa demanda.</p>
<p>O acompanhamento da aplicação dos recursos deve permitir verificar quanto é gasto e qual atendimento é entregue aos passageiros, por empresa e região da cidade.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
<div>
<div></div>
</div>
</div>
<div>
<div>
<div></div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>

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  <item>
    <title>VÍDEO EXCLUSIVO: Passageiros correm com malas sob chuva para embarcar em rodoviária improvisada de São Vicente; situação já passa de três anos &#8211; Cenas de descaso</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/05/video-exclusivo-passageiros-correm-com-malas-sob-chuva-para-embarcar-em-rodoviaria-improvisada-de-sao-vicente-situacao-ja-passa-de-tres-anos-cenas-de-descaso/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 07:11:16 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Nova rodoviária na Praça Doutor Bernardino de Campos acumula atrasos, mas Prefeitura informou nesta semana que obras chegaram a 99% Obras ficaram R$ 1,5 milhão mais caras ADAMO BAZANI Colaborou Arthur Ferrari Passageiros de ônibus rodoviários continuam enfrentando uma estrutura improvisada e inadequada em São Vicente, no litoral paulista, mais de três anos depois da [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261004_1437337E2.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261004_1437337E2.jpg?w=3841&amp;ssl=1 3841w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261004_1437337E2.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261004_1437337E2.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261004_1437337E2.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261004_1437337E2.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261004_1437337E2.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261004_1437337E2.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261004_1437337E2.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261004_1437337E2.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Nova rodoviária na Praça Doutor Bernardino de Campos acumula atrasos, mas Prefeitura informou nesta semana que obras chegaram a 99% Obras ficaram R$ 1,5 milhão mais caras</em><br /><br /><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p><em><strong>Colaborou Arthur Ferrari</strong></em></p>
<div style="width: 850px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-537168-3" width="850" height="480" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261004145142.mp4?_=3" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261004145142.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261004145142.mp4</a></video></div>
<p><br /><br />Passageiros de ônibus rodoviários continuam enfrentando uma estrutura improvisada e inadequada em São Vicente, no litoral paulista, mais de três anos depois da abertura do atual posto provisório. No início da tarde deste domingo, 4 de outubro de 2026, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> esteve no local, na Avenida Capitão-Mor Aguiar, 798, no Centro, e registrou em vídeos usuários obrigados a deixar a pequena área de espera e correr com malas debaixo de chuva forte para alcançar os ônibus, que fazem o embarque na rua.<br /><br />A situação encontrada pela reportagem inclui espaço reduzido para passageiros, sanitários insuficientes para a função de uma rodoviária, ausência de plataformas convencionais de embarque, ônibus parando na via pública e conflito de espaço entre os veículos rodoviários, táxis e carros de transporte por aplicativo. Sem um sistema de informação ao passageiro semelhante ao encontrado em terminais estruturados, funcionários das empresas precisam anunciar em voz alta as partidas. O problema ficou ainda mais evidente durante o temporal deste domingo: um dos ônibus parou distante da área coberta e passageiros tiveram de atravessar o trecho exposto carregando bagagens sob a chuva para embarcar.<br /><br />A situação é provisória, mas já dura desde 3 de maio de 2023.<br /><br />Enquanto isso, São Vicente está perto de concluir uma nova rodoviária na Praça Doutor Bernardino de Campos, também na região central. A Prefeitura informou em 1º de outubro de 2026, apenas três dias antes da visita do Diário do Transporte ao posto improvisado, que as obras chegaram a 99% de execução. O novo equipamento promete justamente corrigir diversos problemas que a reportagem encontrou neste domingo, com plataformas, áreas cobertas e climatizadas, sanitários, acessibilidade, segurança, ponto de táxi e espaço específico para embarque e desembarque de passageiros de carros por aplicativo.<br /><br /><strong>Chuva expõe fragilidade da estrutura provisória</strong><br /><br />A chuva forte que atingia São Vicente no início da tarde deste domingo deixou evidente uma das principais limitações do posto da Avenida Capitão-Mor Aguiar.<br /><br />Existe uma pequena área coberta para espera, mas ela não funciona como uma plataforma rodoviária na qual o passageiro permanece protegido até chegar ao ônibus.<br /><br />Os veículos de viagem fazem as operações junto à via. Na situação acompanhada pelo Diário do Transporte, o ônibus não conseguiu realizar o embarque imediatamente diante do ponto em que estavam os passageiros.<br /><br />O resultado foi uma cena incompatível com a estrutura esperada de um terminal rodoviário: ao chegar o momento da partida, passageiros com malas tiveram de sair da cobertura e correr debaixo de chuva forte até o ônibus.<br /><br />Quem transportava bagagens maiores enfrentou dificuldade adicional.<br /><br />A reportagem registrou a situação em vídeo.<br /><br />Não se trata apenas de uma questão de conforto. Passageiros carregando malas, circulando rapidamente por uma área utilizada simultaneamente por ônibus, automóveis, táxis e veículos de aplicativo ficam mais expostos a riscos justamente no momento de embarque.<br /><br /><strong>Ônibus, táxis e aplicativos disputam um espaço que não foi concebido como terminal</strong><br /><br />Outro problema observado pelo Diário do Transporte é a própria configuração física do posto.<br /><br />Diferentemente de uma estação rodoviária convencional, na qual os ônibus entram em área segregada e param em plataformas definidas, o equipamento provisório depende da Avenida Capitão-Mor Aguiar para parte da operação.<br /><br />A reportagem encontrou ônibus rodoviários parando na rua enquanto táxis e veículos de transporte por aplicativo também circulavam e procuravam espaço para deixar ou buscar passageiros.<br /><br />A combinação se torna especialmente problemática porque boa parte das pessoas que chega a uma rodoviária transporta malas e precisa permanecer alguns minutos no local para desembarcar, localizar o ônibus, retirar ou acomodar bagagens e fazer o embarque.<br /><br />O espaço disponível é pequeno para reunir simultaneamente passageiros que aguardam diferentes partidas.<br /><br /><strong>Funcionários precisam anunciar partidas &#8220;no grito&#8221;</strong><br /><br />A precariedade não se limita à área física de embarque.<br /><br />Durante a permanência do Diário do Transporte no posto, funcionários das empresas rodoviárias precisavam chamar os passageiros em voz alta para informar as partidas.<br /><br />Na prática, o trabalhador acaba assumindo pessoalmente uma função que, em um terminal de passageiros estruturado, pode contar com sistemas de sonorização, painéis de informação, identificação clara de plataformas e organização dos fluxos de embarque.<br /><br />Em um ambiente pequeno, movimentado e com ruídos provenientes da própria Avenida Capitão-Mor Aguiar, a chamada verbal também aumenta a possibilidade de um passageiro não ouvir a informação.<br /><br />Para idosos, pessoas com deficiência, usuários com dificuldades de locomoção, famílias com crianças e passageiros carregando muitas bagagens, as limitações são ainda mais relevantes.<br /><br />&#8220;<strong>Provisório&#8221; da Capitão-Mor Aguiar funciona desde maio de 2023</strong><br /><br />O endereço atual é Avenida Capitão-Mor Aguiar, 798, Centro, ao lado da Secretaria Municipal de Educação.<br /><br />O posto começou a funcionar em 3 de maio de 2023 e, desde o início, foi apresentado como uma solução temporária.<br /><br />Na ocasião, a mudança foi divulgada pela Prefeitura como uma melhoria em relação à estrutura anterior do Parque Bitaru, principalmente por causa das reclamações de insegurança.<br /><br />A Administração Municipal destacou na abertura do posto a localização mais central, a proximidade do comércio e das praias, a existência de linhas municipais nas imediações, a instalação de uma base da Guarda Civil Municipal e o monitoramento por câmeras.<br /><br />Também foram anunciados cobertura para proteger passageiros de sol e chuva, acessibilidade, vagas para táxis e áreas destinadas aos ônibus.<br /><br />Mais de três anos depois, entretanto, a experiência acompanhada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> neste domingo mostrou os limites de uma estrutura que nasceu como provisória e permaneceu responsável pelos embarques e desembarques rodoviários da cidade durante todo esse período.<br /><br /><strong>Problema da rodoviária de São Vicente é ainda mais antigo</strong><br /><br />A dificuldade de São Vicente para oferecer uma estrutura definitiva não começou em 2023.<br /><br />Em abril de 2016, a operação rodoviária havia sido transferida provisoriamente para o Mercado Municipal, na Praça João Pessoa, 58, no Centro.<br /><br />Em dezembro de 2018, a cidade inaugurou uma rodoviária no Parque Bitaru. O equipamento, entretanto, passou a enfrentar problemas e reclamações, especialmente relacionados à localização e à segurança.<br /><br />Foi desse endereço que a operação saiu em 2023 para a Avenida Capitão-Mor Aguiar.<br /><br />Na época da mudança, o prefeito Kayo Amado reconheceu que a estrutura anterior não era adequada para a atividade e anunciou o posto da Capitão-Mor Aguiar como uma solução emergencial enquanto o município preparava um terminal definitivo.<br /><br />Assim, sucessivas estruturas apresentadas como soluções para o transporte rodoviário acabaram antecedendo o projeto que agora está em fase final na Praça Doutor Bernardino de Campos.<br /><br /><strong>Nova rodoviária fica na Praça Doutor Bernardino de Campos</strong><br /><br />O endereço escolhido para a nova estação é a Praça Doutor Bernardino de Campos, no Centro de São Vicente.<br /><br />As obras começaram no fim de 2023 e o projeto original previa aproximadamente 365 dias de execução.<br /><br /><strong>O cronograma, porém, não foi cumprido.</strong><br /><br />A entrega chegou a ser projetada para 2024, mas o empreendimento atravessou sucessivos adiamentos. A Prefeitura atribuiu parte do atraso a uma paralisação decorrente de decisão judicial.<br /><br />Em maio de 2026, o atraso já era de aproximadamente dois anos e oito meses em relação às previsões divulgadas para a entrega do equipamento.<br /><br />Em julho, a Prefeitura informava que pouco mais de 70% da obra estava executada. No início de setembro, o índice divulgado já superava 80%.<br /><br />Na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, a Administração Municipal informou que a execução havia alcançado 99%.<br /><br />Ou seja, justamente no fim de semana em que o Diário do Transporte encontrou passageiros correndo com malas na chuva para embarcar no posto provisório, o terminal que deverá substituir essa estrutura estava, segundo a Prefeitura, a um ponto percentual da conclusão física.<br /><br />Apesar do avanço, conclusão da obra e início efetivo da operação não são necessariamente a mesma coisa. É necessário concluir os procedimentos administrativos e operacionais, organizar a ocupação pelas empresas e preparar a transferência das partidas e chegadas para o novo endereço.<br /><br /><strong>Investimento passou de aproximadamente R$ 6 milhões para R$ 7,5 milhões</strong><br /><br />O custo da nova rodoviária também aumentou durante a execução.<br /><br />O investimento inicialmente divulgado estava na faixa de R$ 6 milhões.<br /><br />Em 2026, um termo aditivo elevou o valor em aproximadamente R$ 1,5 milhão, fazendo o custo chegar a cerca de R$ 7,5 milhões.<br /><br />Segundo informações da Prefeitura divulgadas quando ocorreu o acréscimo, a diferença está relacionada a melhorias estruturais, entre elas ampliação da cobertura, além da aquisição de equipamentos para o terminal.<br /><br />O empreendimento terá cinco plataformas de embarque.<br /><br />A estrutura projetada inclui áreas cobertas e climatizadas, sanitários, acessibilidade, estabelecimentos comerciais e lanchonetes, além de esquema de segurança durante 24 horas.<br /><br />Também estão previstas áreas específicas para táxis e para embarque e desembarque de usuários de veículos por aplicativo.<br /><br />Esse último ponto tem relação direta com uma das situações observadas neste domingo no posto provisório: a convivência desorganizada, em espaço restrito, entre ônibus rodoviários e automóveis que chegam para buscar ou deixar passageiros.<br /><br /><strong>Entorno do novo terminal já recebeu alterações</strong><br /><br />Nas últimas semanas, os trabalhos também chegaram às ruas próximas à nova rodoviária.<br /><br />A Rua Santa Cruz recebeu pavimentação nas proximidades da Praça Doutor Bernardino de Campos e foram implantadas lombadas.<br /><br />Já na etapa final, o entorno ganhou novas faixas de pedestres e faixas elevadas, além da sinalização das áreas destinadas aos táxis e aos veículos de aplicativo.<br /><br />A organização do trânsito será um dos pontos que precisarão ser acompanhados quando a rodoviária começar efetivamente a funcionar.<br /><br />O local fica em uma região central e com ruas de capacidade limitada, e moradores e comerciantes do entorno já manifestaram preocupação com o impacto da circulação e das manobras dos ônibus rodoviários.<br /><br />Durante a execução do projeto também houve questionamentos sobre a capacidade das baias para receber veículos de diferentes dimensões. A Prefeitura informou anteriormente que foram realizadas verificações em razão dos diferentes tipos de ônibus utilizados pelas empresas e sustentou que o projeto segue as normas técnicas.<br /><br /><strong>Lei de 2026 definiu modelo de funcionamento do novo terminal</strong><br /><br />A preparação para a abertura avançou também na área administrativa.<br /><br />Em maio de 2026 foi sancionada a Lei Complementar nº 1.239, que estabeleceu regras para organização, gestão, operação, uso, funcionamento e exploração econômica do Terminal Rodoviário Municipal da Praça Doutor Bernardino de Campos.<br /><br />O modelo previsto combina atuação do poder público com participação privada em atividades acessórias.<br /><br />A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana fica responsável pela gestão, operação e fiscalização, enquanto determinadas atividades podem ser delegadas à iniciativa privada por instrumentos previstos na legislação.<br /><br />Com a obra chegando aos 99%, o município também passou a tratar da ocupação e das atividades necessárias ao funcionamento do equipamento.<br /><br />Uma espera que atravessa anos e diferentes endereços<br /><br />A situação encontrada neste domingo ajuda a dimensionar por que a entrega da nova rodoviária representa mais do que a inauguração de um novo prédio.<br /><br />O passageiro rodoviário de São Vicente convive há anos com mudanças e soluções provisórias.<br /><br />A operação passou pelo Mercado Municipal, pelo Parque Bitaru e, desde maio de 2023, pelo posto da Avenida Capitão-Mor Aguiar.<br /><br />Neste domingo, 4 de outubro de 2026, o Diário do Transporte encontrou nessa estrutura passageiros esperando em um espaço pequeno, funcionários anunciando viagens em voz alta, ônibus utilizando a rua para embarques, automóveis e táxis dividindo a mesma área e, sob chuva forte, viajantes correndo com suas malas até o ônibus.<br /><br />O posto provisório já completou três anos e cinco meses de funcionamento.<br /><br />A poucos quilômetros dali, a nova rodoviária que deveria encerrar esse ciclo de improvisações está, segundo a informação mais recente da Prefeitura, 99% concluída.<br /><br />Resta agora saber quando esse percentual se transformará efetivamente em portas abertas, ônibus nas plataformas e passageiros protegidos da chuva.<br /><br /><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Viação Dedo de Deus conquista novamente selo de Ótima Empresa para Trabalhar (GPTW)</title>
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    <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 01:00:56 +0000</pubDate>
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	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="769" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Foto-divulgacao_01.jpeg?fit=1024%2C769&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Foto-divulgacao_01.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Foto-divulgacao_01.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Foto-divulgacao_01.jpeg?resize=1024%2C769&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Foto-divulgacao_01.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Foto-divulgacao_01.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Foto-divulgacao_01.jpeg?resize=1536%2C1153&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Foto-divulgacao_01.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Reconhecimento é baseado na percepção dos colaboradores e avalia diferentes aspectos no ambiente de trabalho</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A Viação Dedo de Deus conquistou, pelo quarto ano consecutivo, a certificação Great Place to Work (GPTW), reconhecimento internacional que atesta a qualidade do ambiente de trabalho com base na percepção dos próprios colaboradores. Nesta edição, a empresa alcançou 80 pontos, resultado superior ao ano passado. Ao todo, 390 funcionários responderam à pesquisa, representando quase 80% da equipe.</p>
<p>A certificação é resultado da Pesquisa de Clima Organizacional aplicada pela GPTW, com participação voluntária e respostas anônimas dos funcionários. A metodologia considera a percepção dos colaboradores sobre diferentes aspectos da experiência profissional, como confiança na liderança, ambiente de trabalho, reconhecimento, desenvolvimento e relações entre as equipes.</p>
<p>Para a Viação Dedo de Deus, a renovação do selo pelo quarto ano consecutivo representa a continuidade das ações voltadas à valorização e ao desenvolvimento dos colaboradores. Segundo o diretor da empresa, Marcelo Augusto, a certificação é resultado de um processo contínuo de transformação da cultura organizacional. “A conquista é reflexo do nosso compromisso em ouvir, valorizar e desenvolver as pessoas. Além disso, um ambiente de trabalho positivo também se reflete diretamente na qualidade do serviço que prestamos à população”, afirma.</p>
<p>Ao longo dos últimos anos, a Viação Dedo de Deus vem ampliando iniciativas direcionadas ao desenvolvimento profissional, ao reconhecimento e à qualidade de vida dos colaboradores. Atualmente, a empresa conta com quase 500 profissionais e mantém ações voltadas à construção de um ambiente de trabalho cada vez mais participativo.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Mulheres ampliam presença em funções operacionais e técnicas do setor metroferroviário</title>
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	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 23:00:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Motiva registra aumento da participação feminina em atividades como condução de trens, manutenção e atendimento, além de ampliar programas de capacitação e contratação YURI SENA A participação de mulheres em funções operacionais e técnicas do setor metroferroviário vem crescendo nos últimos anos. Em São Paulo, a Linha 5-Lilás de metrô, operada pela Motiva, já registra [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="534" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed-1-1.jpg?fit=800%2C534&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed-1-1.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed-1-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed-1-1.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed-1-1.jpg?resize=768%2C513&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/unnamed-1-1.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Motiva registra aumento da participação feminina em atividades como condução de trens, manutenção e atendimento, além de ampliar programas de capacitação e contratação</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação de mulheres em funções operacionais e técnicas do setor metroferroviário vem crescendo nos últimos anos. Em São Paulo, a Linha 5-Lilás de metrô, operada pela Motiva, já registra presença feminina de 46% entre os operadores de trem. Considerando todo o quadro da área de tráfego, que inclui condução de composições, supervisão, escala e agentes de atendimento e segurança (AAS), a participação chega a 48%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O percentual foi ampliado após a formação de nove novas operadoras nas duas últimas turmas de capacitação. Parte das profissionais já trabalhava na concessionária e passou a ocupar a nova função por meio de processos de desenvolvimento interno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o caso de Camila Fernandes, que iniciou sua trajetória na empresa como agente de atendimento e segurança e posteriormente passou a atuar na condução de trens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Foi um período em que aprendi muito sobre segurança operacional e trabalho em equipe. Esta nova função representa a conquista de um objetivo pessoal, realizado com muita dedicação e persistência”, afirmou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Fábio Silva, gerente-executivo de atendimento das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, a promoção de profissionais que já atuavam na empresa tem contribuído para ampliar a participação feminina nas funções operacionais. De acordo com ele, a companhia também busca estimular a candidatura de mulheres a diferentes posições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amanda Souza, supervisora de tráfego, aponta ainda o aumento da representatividade feminina como um fator que pode estimular novas candidaturas. Segundo ela, a presença de mulheres em funções como condução de trens e atendimento contribui para ampliar o interesse de outras profissionais pelas oportunidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A expectativa da área é alcançar equilíbrio entre homens e mulheres no quadro até o fim de 2026, considerando promoções internas e contratações.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, também operadas pela Motiva, o número de mulheres aumentou mais de 20% nos últimos quatro anos, considerando todas as áreas da operação. Entre as condutoras de trens, as mulheres representam atualmente 27,3% do quadro, com expectativa de aproximação dos 30% até o fim do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As posições de agente de atendimento e segurança estão entre as portas de entrada para a operação. A demanda por profissionais também acompanha o crescimento do número de passageiros. No primeiro semestre de 2026, as linhas registraram alta de 4,2% na quantidade de clientes em relação ao mesmo período de 2025.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os AAS atuam no atendimento aos passageiros em estações, trens e áreas de circulação, além de apoiar a operação, monitorar ambientes operacionais e contribuir para a segurança de passageiros, funcionários e patrimônio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A concessionária prevê capacitar e posteriormente contratar novos profissionais para essas funções. Entre os requisitos estão ensino médio completo e disponibilidade para realizar o curso de vigilante no período das 18h às 22h.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás, estão abertas 28 vagas destinadas exclusivamente a mulheres. As candidatas precisam ter ensino médio completo e disponibilidade para trabalhar em regime de escala.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As oportunidades fazem parte das iniciativas de ampliação da participação feminina nas operações metroferroviárias e estão distribuídas entre as duas linhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Metrô Bahia</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença feminina também vem crescendo em outras operações administradas pela Motiva. No Metrô Bahia, são 410 mulheres entre os profissionais da unidade. Desse total, 307 trabalham diretamente na operação, em áreas como terminais e estações, tráfego, inteligência e Centro de Controle Operacional (CCO).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na gestão, 57 mulheres ocupam cargos de liderança, o equivalente a 30,3% do quadro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os operadores de trem, 41 são mulheres, representando 26,28% do total. Na manutenção, são 56 profissionais do sexo feminino, correspondentes a 16% do efetivo de 349 trabalhadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A companhia também prepara um novo curso voltado à formação de mulheres para a área de manutenção, em parceria com o Senai Dendezeiros. A turma terá 20 participantes, que poderão concorrer posteriormente a oportunidades profissionais na unidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa dá continuidade a uma formação realizada em 2025. Na ocasião, 16 mulheres concluíram o curso e oito foram contratadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">VLT Carioca</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No VLT Carioca, dos 417 colaboradores, 94 são mulheres. Deste grupo, 55 trabalham diretamente na operação e 13 ocupam posições de liderança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As áreas técnicas e de engenharia contam com nove mulheres. O quadro também inclui 19 operadoras e dez profissionais na manutenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A unidade mantém ainda um programa de aprendizagem que atualmente conta com seis jovens mulheres. As participantes passam por diferentes áreas e podem desenvolver experiência profissional no setor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra iniciativa de formação foi realizada pela Motiva em parceria com o Instituto Mulher em Construção (IMEC). Em agosto, 25 mulheres concluíram a primeira turma do curso de capacitação em manutenção elétrica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A formação gratuita combinou conteúdo técnico e atividades práticas, preparando as participantes para oportunidades na área de manutenção, inclusive no setor metroferroviário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda têm como meta contratar pelo menos 50% das mulheres que concluíram a formação para atuar nas operações.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Ônibus de turismo entram no debate sobre mobilidade das cidades; discussão europeia aponta desafios também para o Brasil</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/04/onibus-de-turismo-entram-no-debate-sobre-mobilidade-das-cidades-discussao-europeia-aponta-desafios-tambem-para-o-brasil/#comments</comments>
    <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 21:00:34 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Em encontro na Grécia, setor pediu regras claras de acesso, áreas de parada e infraestrutura de recarga; no Brasil, planejamento precisa conciliar visitantes, moradores e transporte coletivo diário ADAMO BAZANI Onde um ônibus de turismo pode desembarcar um grupo sem bloquear uma faixa de circulação, interromper uma linha urbana ou obrigar passageiros com mobilidade reduzida [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="612" height="385" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/istockphoto-1600711380-612x612-1.jpg?fit=612%2C385&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/istockphoto-1600711380-612x612-1.jpg?w=612&amp;ssl=1 612w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/istockphoto-1600711380-612x612-1.jpg?resize=300%2C189&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/istockphoto-1600711380-612x612-1.jpg?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/09/istockphoto-1600711380-612x612-1.jpg?resize=400%2C252&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px" /> <div>
<div>
<p><em>Em encontro na Grécia, setor pediu regras claras de acesso, áreas de parada e infraestrutura de recarga; no Brasil, planejamento precisa conciliar visitantes, moradores e transporte coletivo diário</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>Onde um ônibus de turismo pode desembarcar um grupo sem bloquear uma faixa de circulação, interromper uma linha urbana ou obrigar passageiros com mobilidade reduzida a percorrer longas distâncias? A pergunta esteve no centro de um debate sobre turismo e mobilidade realizado em setembro de 2026, na cidade grega de Tessalônica, com participação da Busworld, de representantes do setor público e de especialistas europeus.</p>
<p>A discussão fixa tendências que podem influenciar o planejamento brasileiro: regras de acesso mais fáceis de consultar, locais apropriados para embarque e desembarque, estacionamento separado da parada rápida e preparação da infraestrutura para ônibus menos poluentes. Nenhuma dessas medidas decorre automaticamente do encontro europeu. No Brasil, sua aplicação dependeria de decisões de prefeituras, estados e órgãos federais, de acordo com o tipo de viagem, além de diálogo com moradores, operadores turísticos e empresas do transporte regular.</p>
<p><strong>O problema não termina quando os turistas descem do ônibus</strong></p>
<p>Um ônibus de excursão ocupa pouco espaço em relação ao número de pessoas que transporta, mas precisa de um local adequado para parar. Desembarcar dezenas de passageiros diante de um hotel, museu, praia ou centro histórico exige espaço junto à calçada, tempo para a retirada de bagagens e uma travessia segura até o destino. Um grupo com idosos, crianças ou pessoas com deficiência pode precisar de mais tempo e de uma passagem acessível.</p>
<p>Depois do desembarque, o veículo continua demandando espaço. Deixá-lo parado na frente da atração por horas pode prejudicar moradores, comércio, entregas e ônibus urbanos. Mandá-lo para um estacionamento distante, por sua vez, exige prever por onde o motorista circulará, como retornará para buscar o grupo e onde aguardará sem criar uma fila de veículos.</p>
<p>É essa diferença entre parada de alguns minutos e permanência prolongada que frequentemente se perde na discussão. Uma cidade pode definir um ponto de desembarque próximo ao destino e reservar, em outra área, vagas para a espera dos ônibus. Pode também estabelecer horários distintos para locais com ruas estreitas ou grande fluxo de pedestres. Cada escolha precisa considerar a operação das linhas regulares que já atendem a região.</p>
<p><strong>O que foi discutido em Tessalônica</strong></p>
<p>A Busworld participou da conferência CIVITAS realizada de 15 a 17 de setembro. No painel sobre mobilidade turística conectada, representantes do setor defenderam que as cidades incluam o deslocamento de visitantes em seus planos de mobilidade, em vez de tratar a chegada de ônibus de excursão apenas como uma ocorrência pontual.</p>
<p>O representante da Busworld Jan Deman destacou dificuldades provocadas pela diversidade das regras de acesso: uma operadora que atende vários destinos pode encontrar exigências diferentes para registrar o veículo, entrar em determinada área, pagar uma taxa ou solicitar autorização. A entidade também defendeu cooperação entre prefeituras, transportadoras e fornecedores de tecnologia.</p>
<p>O debate abordou uma característica importante do ônibus turístico: levar um grupo diretamente ao destino pode ser decisivo para a viagem, especialmente quando há bagagens ou passageiros que teriam dificuldade para completar o trajeto por outros meios. Ao mesmo tempo, a representante da Île-de-France Mobilités Françoise Guaspare chamou atenção para a pressão que o turismo em grande escala pode exercer sobre as cidades e seus moradores.</p>
<p>O comissário europeu responsável por mobilidade e turismo, Apostolos Tzitzikostas, apontou a digitalização dos pedidos de acesso e uma maior coordenação das regras entre cidades como temas em discussão. Também foi mencionada a necessidade de pensar desde já em pontos de recarga nos locais onde ônibus turísticos estacionam. São direções de trabalho e propostas de planejamento, não uma determinação já implantada em todas as cidades europeias.</p>
<p><strong>No Brasil, uma excursão cruza regras de transporte e de uso da cidade</strong></p>
<p>O transporte turístico brasileiro não depende de uma única autorização que resolva toda a viagem. Para serviços interestaduais e internacionais de fretamento, a ANTT regula a empresa e a operação, inclusive a emissão da licença correspondente à viagem. O transporte turístico também está sujeito às regras do Ministério do Turismo, entre elas o cadastro dos prestadores e dos veículos no Cadastur, conforme a modalidade. Deslocamentos municipais, metropolitanos e intermunicipais envolvem ainda as competências dos órgãos locais e estaduais.</p>
<p>Essas exigências cuidam da regularidade do serviço. Há outra pergunta, de responsabilidade urbana: onde o ônibus autorizado poderá entrar, parar, deixar passageiros e estacionar no destino? Uma licença para transportar o grupo não elimina restrições de circulação estabelecidas para determinada rua ou área da cidade.</p>
<p>A situação também é diferente da de uma linha rodoviária regular. No fretamento turístico, o deslocamento é contratado para um grupo e segue as condições da modalidade autorizada. A linha regular atende passageiros que compram lugares individualmente e possui itinerário, pontos de atendimento e regras próprias. Planejar a chegada das excursões sem considerar terminais e linhas existentes pode criar conflitos justamente nos locais em que a cidade concentra seus deslocamentos.</p>
<p><strong>O tamanho da atividade brasileira exige cuidado com os números</strong></p>
<p>Dados da ANTT para 2025 apontam 13,4 milhões de passageiros no fretamento interestadual, acima dos 13 milhões registrados em 2024. A agência também identifica atendimento de fretamento em 5.041 municípios, uma abrangência maior do que a observada isoladamente nas linhas regulares interestaduais.</p>
<p>Isso demonstra a capilaridade do segmento, mas não mede apenas turismo. O fretamento inclui viagens com finalidades distintas. Usar os 13,4 milhões como se fossem o número de turistas levados a cidades brasileiras produziria uma conclusão incorreta.</p>
<p>Para planejar áreas de acesso, cada município precisa de informações mais específicas: quantos ônibus chegam por dia, em quais meses e horários, onde deixam passageiros, por quanto tempo permanecem e quais vias utilizam. Um destino de praias em feriados, uma cidade que recebe eventos de negócios e um centro histórico com ruas estreitas terão demandas muito diferentes, mesmo quando recebem quantidade semelhante de visitantes.</p>
<p><strong>Regras claras podem ajudar empresas e também proteger quem mora no destino</strong></p>
<p>Uma consequência possível do debate europeu para o Brasil é tornar as condições de acesso mais compreensíveis antes da viagem. A operadora precisa saber se determinada área exige cadastro, quais dimensões de veículo são admitidas, onde pode ocorrer o desembarque, quanto tempo é permitido permanecer e qual o caminho para chegar ao estacionamento.</p>
<p>Para o morador, clareza deve significar fiscalização efetiva. Definir vagas e horários perde utilidade se ônibus estacionarem em pontos de parada do transporte urbano, ocuparem calçadas ou aguardarem com o motor ligado diante de residências. As regras também devem preservar a chegada de ônibus regulares, serviços de emergência e atividades de carga e descarga.</p>
<p>Há um efeito econômico a considerar. A excursão pode levar consumidores a hotéis, restaurantes e atrações. Esse benefício, porém, não dispensa avaliar congestionamentos, ruído, ocupação das vias e custo de manutenção dos espaços usados pelos veículos. O planejamento precisa mostrar tanto os ganhos quanto os impactos, com dados do próprio destino.</p>
<p><strong>A recarga de ônibus elétricos traz uma questão diferente da frota urbana</strong></p>
<p>A eletrificação foi citada na discussão europeia porque estacionamentos turísticos podem, no futuro, precisar fornecer energia aos veículos durante a espera. No Brasil, instalar um carregador em um terminal ou estacionamento seria apenas uma parte da solução. Uma empresa que faz longas viagens precisa considerar a distância entre destinos, o consumo durante o percurso, o tempo disponível para recarga, a capacidade da rede elétrica e a existência de infraestrutura também no caminho de volta.</p>
<p>Há ainda uma distinção de financiamento. Programas brasileiros de renovação da frota do transporte público coletivo urbano contemplam ônibus elétricos e equipamentos de recarga sob requisitos próprios. Isso não significa que uma empresa de excursões tenha acesso automático às mesmas condições. O planejamento e o financiamento de veículos turísticos exigem exame específico do serviço e das regras de cada programa.</p>
<p>Por isso, a preparação de estacionamentos para novas tecnologias pode começar antes de uma eventual substituição em grande escala da frota rodoviária. Reservar espaço, estudar a conexão elétrica e conhecer a demanda dos operadores são decisões distintas de prometer que todos os ônibus de turismo passarão a ser elétricos em um prazo único.</p>
<p><strong>Acessibilidade precisa entrar na escolha do ponto de parada</strong></p>
<p>Para parte dos viajantes, a distância entre o ônibus e o destino determina se o passeio será possível. Um ponto de desembarque afastado pode exigir percurso por calçadas estreitas, travessias inadequadas ou ladeiras. Isso deve ser considerado quando uma cidade restringe a entrada de veículos maiores em áreas turísticas.</p>
<p>A solução pode variar de acordo com a configuração local: local de parada acessível próximo à atração, rota segura para pedestres, conexão com transporte público adequado ou outro arranjo definido com antecedência. O essencial é examinar a viagem completa do passageiro, desde o desembarque até a entrada no destino, em vez de olhar apenas para a circulação do ônibus na rua.</p>
<p>No Brasil, essa questão tem peso adicional porque o mesmo espaço urbano precisa servir a quem está de visita e a quem o utiliza todos os dias. O ônibus de turismo não deve retirar a acessibilidade de um ponto de ônibus urbano; tampouco o passageiro de uma excursão com mobilidade reduzida pode desaparecer do planejamento em nome de uma restrição genérica a veículos grandes.</p>
<p><strong>Planos de mobilidade podem reunir turismo e transporte cotidiano</strong></p>
<p>A Política Nacional de Mobilidade Urbana brasileira oferece às cidades um instrumento para planejar a circulação e a integração dos diferentes modos de transporte. Incluir nele a demanda turística permite discutir terminais, paradas, estacionamento, circulação de pedestres e acesso às atrações junto com as necessidades de trabalhadores e moradores.</p>
<p>Essa é a principal lição prática que o debate de Tessalônica pode trazer ao Brasil. Uma cidade que sabe quando e onde chegam seus visitantes tem melhores condições de organizar o uso das ruas. Para isso, precisa ouvir transportadoras, empresas de turismo, operadores das linhas regulares, trabalhadores, comerciantes e moradores, além de acompanhar o resultado das regras depois de implantadas.</p>
<p>O encontro europeu apontou tendências. O impacto brasileiro dependerá de transformá-las em decisões locais verificáveis: um lugar adequado para o passageiro descer, uma rota segura para caminhar, uma vaga onde o ônibus possa esperar e condições de circulação que respeitem também quem vive e trabalha na cidade.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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