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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
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	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>VÍDEO DO EXATO MOMENTO: Micro-ônibus escolar perde controle e cai em rio em Cipotânea (MG)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/06/video-do-exato-momento-micro-onibus-escolar-perde-controle-e-cai-em-rio-em-cipotanea-mg/</link>
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    <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 16:15:27 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Apenas o motorista do veículo estava a bordo no momento do acidente; coletivo integra a frota do transporte escolar do município VINÍCIUS DE OLIVEIRA Na tarde da última segunda-feira, 05 de outubro, um micro-ônibus escolar perdeu o controle e caiu em um rio na Travessa Capitão Gomes, em Cipotânea (MG). No momento do acidente, apenas o [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="617" height="412" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-13.20.09-e1791304133671.jpeg?fit=617%2C412&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-13.20.09-e1791304133671.jpeg?w=617&amp;ssl=1 617w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-13.20.09-e1791304133671.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-13.20.09-e1791304133671.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-13.20.09-e1791304133671.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 617px) 100vw, 617px" /> <p><em>Apenas o motorista do veículo estava a bordo no momento do acidente; coletivo integra a frota do transporte escolar do município</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Na tarde da última segunda-feira, 05 de outubro, um micro-ônibus escolar perdeu o controle e caiu em um rio na Travessa Capitão Gomes, em Cipotânea (MG).</p>
<p>No momento do acidente, apenas o motorista de 33 anos estava a bordo do coletivo, sofreu ferimentos leves; não havia estudantes sendo transportados.</p>
<p>A vítima foi socorrido por moradores ao Hospital Municipal São Caetano; ele relatou às autoridades que o veículo apresentou uma falha nos freios e desceu a rua em marcha à ré.</p>
<p>Segundo informações da Prefeitura de Cipotânea, o micro-ônibus pertence à frota do transporte escolar do município e foi retirado do rio ainda na segunda-feira.</p>
<p>A administração da cidade reforçou que a vistoria, manutenção e documentação do coletivo estava em dia.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-537563" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-13.20.09.jpeg?resize=617%2C572&#038;ssl=1" alt="" width="617" height="572" /></p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Marcopolo entrega 30 ônibus Ideale G8 800 à Stilo em Minas Gerais</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/06/marcopolo-entrega-30-onibus-ideale-g8-800-a-stilo-em-minas-gerais/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 16:03:20 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Veículos renovam a frota da operadora que mantém mais de 500 unidades e atua em diferentes cidades do estado ARTHUR FERRARI A Marcopolo entregou 30 novos ônibus Ideale G8 800 para a Stilo Fretamento/Transporte Coletivo Juatuba, empresa que atua no segmento de fretamento em Minas Gerais (MG). A negociação foi conduzida pela filial mineira da [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="759" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/06102026-Marcopolo_Ideale-G8-800_2.jpg?fit=1024%2C759&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/06102026-Marcopolo_Ideale-G8-800_2.jpg?w=2785&amp;ssl=1 2785w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/06102026-Marcopolo_Ideale-G8-800_2.jpg?resize=300%2C222&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/06102026-Marcopolo_Ideale-G8-800_2.jpg?resize=1024%2C759&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/06102026-Marcopolo_Ideale-G8-800_2.jpg?resize=150%2C111&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/06102026-Marcopolo_Ideale-G8-800_2.jpg?resize=768%2C569&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/06102026-Marcopolo_Ideale-G8-800_2.jpg?resize=1536%2C1139&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/06102026-Marcopolo_Ideale-G8-800_2.jpg?resize=2048%2C1519&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/06102026-Marcopolo_Ideale-G8-800_2.jpg?resize=400%2C297&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Veículos renovam a frota da operadora que mantém mais de 500 unidades e atua em diferentes cidades do estado</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>A Marcopolo entregou 30 novos ônibus Ideale G8 800 para a Stilo Fretamento/Transporte Coletivo Juatuba, empresa que atua no segmento de fretamento em Minas Gerais (MG). A negociação foi conduzida pela filial mineira da fabricante e faz parte do processo de renovação da frota da operadora.</p>
<p>Os veículos têm 12.525 milímetros de comprimento e capacidade para transportar 48 passageiros. As poltronas executivas são equipadas com tomadas USB, enquanto os ônibus também contam com sistema de ar-condicionado e recursos voltados ao conforto e à operação.</p>
<p>A configuração inclui ainda sistema de áudio com rádio, alto-falantes e entrada para microfone, elevador para acessibilidade, campainha de parada solicitada, parede de separação com porta deslizante, painel interno de informações e itinerário eletrônico dianteiro.</p>
<p>Segundo a Marcopolo, o Ideale G8 800 é utilizado por empresas de fretamento em razão de características como robustez operacional, conforto, custo de manutenção e valor de revenda. O modelo foi desenvolvido para diferentes perfis de operação.</p>
<p>A entrega ocorre em um momento de expansão dos negócios da fabricante no segmento de fretamento em Minas Gerais. Nos primeiros oito meses de 2026, a Marcopolo informou ter fornecido mais de 200 ônibus destinados a esse tipo de operação no estado.</p>
<p>“O mercado mineiro de fretamento tem apresentado crescimento consistente nos últimos anos, impulsionando a renovação das frotas e a busca por veículos cada vez mais modernos, eficientes e confortáveis. A Stilo/Transporte Coletivo Juatuba é um exemplo desse movimento e mantém uma frota com idade média de apenas dois anos, proporcionando mais segurança, conforto e confiabilidade aos passageiros”, afirma Luiz Antonio Soares, gerente da Filial Marcopolo de Minas Gerais.</p>
<p>O executivo também destacou o desempenho comercial da fabricante no estado.</p>
<p>“Somente nos primeiros oito meses deste ano, a Marcopolo forneceu mais de 200 ônibus para operações de fretamento no estado, resultado que representa um crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho reforça a confiança dos operadores nas soluções da marca e a relevância do mercado mineiro para nossos negócios”, destaca.</p>
<h3>Operadora atua em diferentes regiões</h3>
<p>Fundada em 1999, a Stilo Fretamento/Transporte Coletivo Juatuba iniciou suas atividades em Juatuba (MG) e atualmente possui frota superior a 500 veículos.</p>
<p>A empresa mantém sede instalada em uma área de mais de 30 mil metros quadrados. Também possui garagens em Betim (MG), com 15 mil metros quadrados; Belo Horizonte (MG), com 11 mil metros quadrados; e Várzea da Palma (MG).</p>
<p>A operação conta ainda com pontos de apoio em Florestal (MG), Azurita, Itaúna (MG), Pará de Minas (MG) e Arcos (MG).</p>
<p>Os 30 ônibus entregues integram a frota da operadora no processo de renovação de veículos e ampliam a presença do modelo Ideale G8 800 no mercado mineiro de fretamento.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Rio Negro (PR) e Mafra (SC) buscam empresa para ligação de ônibus após histórico de crise e operações provisórias</title>
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    <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 15:51:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Chamamento recebe documentos até 15 de outubro e prevê autorização especial até a conclusão da licitação; transporte une a rotina das duas cidades e já foi atendido por Santa Clara, Norte Sul e Expresso Presidente ADAMO BAZANI O transporte de passageiros entre Rio Negro, no Paraná, e Mafra, em Santa Catarina, terá uma nova seleção [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="655" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/predsient.jpg?fit=1024%2C655&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/predsient.jpg?w=1091&amp;ssl=1 1091w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/predsient.jpg?resize=300%2C192&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/predsient.jpg?resize=1024%2C655&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/predsient.jpg?resize=150%2C96&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/predsient.jpg?resize=768%2C491&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/predsient.jpg?resize=400%2C256&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Chamamento recebe documentos até 15 de outubro e prevê autorização especial até a conclusão da licitação; transporte une a rotina das duas cidades e já foi atendido por Santa Clara, Norte Sul e Expresso Presidente</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O transporte de passageiros entre Rio Negro, no Paraná, e Mafra, em Santa Catarina, terá uma nova seleção de empresa para operar a ligação semiurbana interestadual, utilizada nos deslocamentos cotidianos entre as duas cidades. O Consórcio Intermunicipal de Mobilidade Urbana de Mafra e Rio Negro, o CIMU, recebe a documentação das interessadas até 15 de outubro de 2026, com sessão pública marcada para o dia 19. A operação será autorizada em caráter especial até a conclusão da licitação definitiva.</p>
<p>Divulgado pela ANTT nesta segunda-feira, 5 de outubro, o chamamento dá continuidade à busca por uma solução contratual para um sistema que passou por interrupção durante a pandemia, tentativas de seleção sem interessados e contratações temporárias. Como vem mostrando o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, a ligação integra uma rede de ônibus que atende os dois municípios e tem entre suas referências o serviço Faxinal–Bom Jesus. A seleção ainda não define a vencedora nem anuncia quando uma eventual nova operadora começará a circular.</p>
<h2>Empresas devem entregar documentos até 15 de outubro; sessão será em Mafra</h2>
<p>O Chamamento Público nº 01/2026 prevê a prestação do serviço regular de transporte rodoviário semiurbano interestadual com ônibus de características urbanas, sob regime de Autorização Especial.</p>
<p>As empresas interessadas devem apresentar os documentos exigidos em envelope fechado ao CIMU, no Setor de Licitações da Prefeitura de Mafra.</p>
<p>O prazo termina às 17h de 15 de outubro de 2026. A sessão pública ocorrerá em 19 de outubro, às 14h, no mesmo local, na Avenida Prefeito Frederico Heyse, nº 1386, Alto de Mafra, conforme o comunicado da ANTT.</p>
<p>A autorização especial deverá atender o período anterior à conclusão do processo licitatório. Portanto, o procedimento divulgado agora é uma seleção para operação temporária, enquanto se prepara a contratação definitiva.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Informação</th>
<th>Chamamento de 2026</th>
</tr>
<tr>
<td>Responsável pela seleção</td>
<td>Consórcio Intermunicipal de Mobilidade Urbana de Mafra e Rio Negro — CIMU</td>
</tr>
<tr>
<td>Serviço divulgado</td>
<td>Ligação semiurbana interestadual Rio Negro (PR)–Mafra (SC)</td>
</tr>
<tr>
<td>Regime previsto</td>
<td>Autorização Especial até a conclusão da licitação</td>
</tr>
<tr>
<td>Veículos</td>
<td>Ônibus de tipo semiurbano</td>
</tr>
<tr>
<td>Entrega dos documentos</td>
<td>Até 15 de outubro, às 17h</td>
</tr>
<tr>
<td>Forma de apresentação</td>
<td>Envelope fechado</td>
</tr>
<tr>
<td>Sessão pública</td>
<td>19 de outubro, às 14h</td>
</tr>
<tr>
<td>Local</td>
<td>Setor de Licitações da Prefeitura de Mafra</td>
</tr>
<tr>
<td>Endereço informado pela ANTT</td>
<td>Avenida Prefeito Frederico Heyse, nº 1386, Alto de Mafra</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Essas são as condições divulgadas pela agência federal para participação no procedimento.</p>
<h2>Ligação cruza uma divisa estadual, mas atende uma rotina urbana compartilhada</h2>
<p>Rio Negro e Mafra ficam em margens opostas do rio Negro, com conexões por travessias que permitem a circulação entre as duas áreas urbanas. A relação entre os municípios é conhecida regionalmente como “Riomafra”.</p>
<p>Para os moradores, os ônibus permitem deslocamentos recorrentes entre bairros e destinos dos dois lados da divisa. A importância do serviço está no acesso ao trabalho, ao estudo, ao comércio e aos demais serviços utilizados diariamente.</p>
<p>A linha Faxinal–Bom Jesus é uma referência histórica dessa conexão. Em agosto de 2019, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> já registrava que a formação do consórcio buscava reunir os sistemas municipais e a linha interestadual em uma gestão comum.</p>
<p>A proposta era permitir planejamento e contratação conjuntos, evitando que a operação de uma rede utilizada de forma integrada pelos passageiros dependesse de processos separados em cada município. Naquele momento, as cidades tinham como referência a experiência de gestão consorciada de Timon, no Maranhão, e Teresina, no Piauí.</p>
<p>A classificação como semiurbano decorre justamente dessa combinação: o ônibus atravessa uma fronteira estadual, mas presta atendimento com características urbanas, voltado principalmente a viagens frequentes entre cidades próximas.</p>
<h2>Santa Clara deixou a operação em 2020, após décadas de atendimento</h2>
<p>A Viação Santa Clara foi uma das empresas que marcaram a história do transporte coletivo de Mafra e Rio Negro.</p>
<p>Em reportagem publicada em 4 de junho de 2020, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> informou que a operadora havia encerrado o atendimento em 2 de junho, depois de mais de 30 anos de funcionamento.</p>
<p>A empresa estava havia aproximadamente três meses sem circular em razão das restrições adotadas durante a pandemia de Covid-19. A cobertura da época relacionou a suspensão à crise financeira que impediu a continuidade da operação.</p>
<p>Naquele levantamento, a Santa Clara atendia oito rotas, com 313 paradas nas duas cidades, e cerca de 40 trabalhadores foram demitidos.</p>
<p>A Prefeitura de Rio Negro informou, na ocasião, que havia solicitado a retomada das linhas municipais, mas que a empresa condicionava a continuidade a aumento tarifário e subsídio. O consórcio passou a buscar outras operadoras.</p>
<p>Esses números descrevem a situação registrada em 2020 e não correspondem a um inventário da rede atual.</p>
<p>Dois dias depois, em 6 de junho, outra reportagem do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou que Mafra trabalhava com uma estimativa de retomada em 15 de junho, ainda condicionada às exigências sanitárias. Naquele momento, a contratação de uma substituta continuava em discussão.</p>
<h2>Delegação federal permitiu ao consórcio administrar o serviço entre os estados</h2>
<p>A gestão conjunta ganhou respaldo com o Convênio de Delegação nº 02/2020, celebrado entre a ANTT e o CIMU.</p>
<p>O extrato foi publicado em 10 de julho de 2020, com vigência de 15 anos e possibilidade de prorrogação. O instrumento delegou ao consórcio a gestão, a regulação e a fiscalização do transporte semiurbano entre os municípios.</p>
<p>O prazo do convênio deve ser diferenciado do prazo de operação de uma empresa. A delegação estabelece as atribuições do consórcio; a escolha e as condições de atendimento da operadora dependem dos instrumentos próprios de contratação.</p>
<p>Em análise realizada em 2023, a ANTT registrou dificuldades para cumprir o planejamento da delegação. Entre os problemas relatados pelo CIMU estavam falta de dotação orçamentária para contratar estudos em 2021, equipe reduzida a um funcionário e necessidade de estudos de mobilidade.</p>
<p>Também foram mencionadas obras de saneamento em Mafra e mudanças no sistema viário de Rio Negro, que interferiam no planejamento.</p>
<h2>Seleções sem interessados levaram à contratação da Norte Sul em 2021</h2>
<p>Em setembro de 2020, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> noticiou um chamamento para atender os serviços municipais e a ligação interestadual. O desenho tratava a rede como um sistema único.</p>
<p>A contratação, entretanto, encontrou dificuldades. Em junho de 2021, o jornal informou que duas seleções anteriores haviam resultado desertas, ou seja, sem empresas participantes.</p>
<p>O CIMU publicou então um termo de referência para contratação direta. O documento previa 12 veículos em operação e dois de reserva, totalizando 14 ônibus. Dos veículos operacionais, sete seriam destinados às linhas urbanas e cinco à ligação interestadual.</p>
<p>O termo também estabelecia idade máxima de dez anos para a frota regular e de 13 anos para os veículos de reserva. Eram exigências daquela contratação, não parâmetros confirmados para o chamamento de 2026.</p>
<p>Em 30 de julho de 2021, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> publicou a autorização para a Viação Norte Sul, então identificada pela razão social Agência de Transportes Litoral Norte/Sul Eireli, sediada em Barra Velha, em Santa Catarina.</p>
<p>A autorização tinha duração de 12 meses e tarifa única de R$ 3,95 para os serviços abrangidos. Segundo o registro posteriormente apresentado pela ANTT, a operação começou em 5 de agosto de 2021.</p>
<h2>Expresso Presidente aparece nos registros mais recentes da operação</h2>
<p>A Expresso Presidente Getúlio passou a integrar a operação regional em agosto de 2022.</p>
<p>Nos registros municipais posteriores, a empresa aparece vinculada ao atendimento do transporte coletivo, à comercialização de vales e aos cartões dos estudantes.</p>
<p>Um processo administrativo da Prefeitura de Mafra, de janeiro de 2024, identifica a Expresso Presidente Getúlio Ltda. como a empresa autorizada a prestar o serviço após procedimento realizado pelo CIMU. A documentação também relaciona a operação à aquisição de passes escolares pela administração municipal.</p>
<p>A página oficial do consórcio no portal de Mafra identifica a Expresso Presidente como operadora e informa passagem de R$ 4,50. Também apresenta procedimentos de cadastro e recadastro para estudantes residentes nos dois municípios, com acesso ao benefício de meia passagem.</p>
<p>Essas informações identificam o atendimento registrado pelo poder público. O chamamento divulgado pela ANTT não anuncia uma vencedora nem estabelece, em seu comunicado, alterações imediatas na tarifa ou nos horários.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Participação identificada no histórico</th>
</tr>
<tr>
<td>Viação Santa Clara</td>
<td>Atendeu Mafra e Rio Negro por décadas; deixou a operação em junho de 2020</td>
</tr>
<tr>
<td>Viação Norte Sul / Agência de Transportes Litoral Norte/Sul Eireli</td>
<td>Autorizada em julho de 2021 para os serviços urbanos e semiurbanos, com início registrado em agosto daquele ano</td>
</tr>
<tr>
<td>Expresso Presidente Getúlio</td>
<td>Presente na operação desde agosto de 2022 e identificada nos registros municipais posteriores</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Documentação de 2023 mostra que a ligação faz parte de uma rede integrada</h2>
<p>O edital de chamamento publicado pelo CIMU em 2023 tratava conjuntamente as linhas municipais e o serviço semiurbano Rio Negro–Mafra.</p>
<p>A rede prevista naquele documento reunia sete linhas: Primavera; Jardim América/Vila Ivete; KM 9; São Lourenço; Roseira; Fronteira; e Bom Jesus–Faxinal.</p>
<p>O planejamento estimava aproximadamente 40 mil quilômetros mensais para o sistema. A ligação Bom Jesus–Faxinal respondia por 13.465 quilômetros desse total, cerca de um terço da quilometragem prevista.</p>
<p>O documento também previa integração temporal de uma hora e meia por cartão eletrônico, permitindo troca de ônibus sem pagamento de outra passagem nas condições estabelecidas. Incluía bilhetagem eletrônica, localização dos veículos por GPS e informações aos usuários.</p>
<p>Essas características pertencem ao planejamento de 2023. Não devem ser tomadas automaticamente como regras do novo chamamento ou confirmação de que todos os recursos estejam disponíveis hoje.</p>
<h2>ANTT já havia analisado a contratação temporária em janeiro de 2026</h2>
<p>O procedimento divulgado em outubro tem um antecedente administrativo neste ano.</p>
<p>Em 13 de janeiro de 2026, a Diretoria Colegiada da ANTT analisou a viabilidade de utilizar chamamento público para contratar temporariamente o transporte semiurbano entre Mafra e Rio Negro, sob responsabilidade do CIMU.</p>
<p>Por unanimidade, a diretoria aprovou o prosseguimento das providências pela Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros, a Supas, para realização do chamamento no âmbito do consórcio.</p>
<p>A decisão ajuda a situar o anúncio atual dentro do acompanhamento federal da delegação e da contratação do serviço.</p>
<h2>Histórico reúne crise na pandemia, mudança de operadoras e busca por contratação definitiva</h2>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Data</th>
<th>Marco</th>
</tr>
<tr>
<td>2019</td>
<td>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou a operação da Santa Clara e a preparação da gestão consorciada</td>
</tr>
<tr>
<td>Junho de 2020</td>
<td>Santa Clara deixou o atendimento durante a crise da pandemia; municípios buscaram substituta</td>
</tr>
<tr>
<td>Julho de 2020</td>
<td>Entrou em vigor o convênio de delegação entre ANTT e CIMU</td>
</tr>
<tr>
<td>Setembro de 2020</td>
<td>Consórcio lançou chamamento para o sistema municipal e interestadual</td>
</tr>
<tr>
<td>Junho de 2021</td>
<td>Após seleções desertas, foi publicado termo de referência para contratação direta</td>
</tr>
<tr>
<td>Julho e agosto de 2021</td>
<td>Norte Sul recebeu autorização e iniciou atendimento</td>
</tr>
<tr>
<td>Agosto de 2022</td>
<td>Expresso Presidente passou a atuar no transporte regional</td>
</tr>
<tr>
<td>2023</td>
<td>Novo edital apresentou a rede conjunta e requisitos de integração e informação</td>
</tr>
<tr>
<td>Janeiro de 2024</td>
<td>Documentação municipal identificou a Expresso Presidente como autorizada para a operação</td>
</tr>
<tr>
<td>Janeiro de 2026</td>
<td>ANTT aprovou o prosseguimento do chamamento para contratação temporária</td>
</tr>
<tr>
<td>Outubro de 2026</td>
<td>Agência divulgou a seleção com entrega de documentos até dia 15 e sessão no dia 19</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A trajetória evidencia que a escolha da operadora envolve a continuidade de uma rede compartilhada entre dois municípios de estados diferentes. Para os passageiros, os próximos resultados concretos serão a definição da empresa autorizada, das condições de atendimento e da transição operacional, além da conclusão da licitação definitiva.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
]]></content:encoded>

    <slash:comments>0</slash:comments>
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  <item>
    <title>NEXT Mobilidade diz que dialoga com Artesp para evitar caducidade e pede que Governo considere reais motivos de atrasos do BRT-ABC </title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/06/next-mobilidade-diz-que-dialoga-com-artesp-para-evitar-caducidade-e-pede-que-governo-considere-reais-motivos-de-atrasos-do-brt-abc/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 15:18:23 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Em resposta ao Diário do Transporte, concessionária cita interferências em redes de serviços públicos, desapropriações e licenciamentos; empresa informa ter 20 ônibus elétricos disponíveis para operação experimental gratuita entre Metrópole e Vila Império ADAMO BAZANI A NEXT Mobilidade afirma que interferências em redes de serviços públicos, remanejamentos de infraestrutura, adequações viárias, desapropriações e licenciamentos afetaram [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="703" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-12.08.14.jpeg?fit=1024%2C703&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-12.08.14.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-12.08.14.jpeg?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-12.08.14.jpeg?resize=1024%2C703&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-12.08.14.jpeg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-12.08.14.jpeg?resize=768%2C528&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-12.08.14.jpeg?resize=1536%2C1055&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-06-at-12.08.14.jpeg?resize=400%2C275&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Em resposta ao <strong>Diário do Transporte</strong>, concessionária cita interferências em redes de serviços públicos, desapropriações e licenciamentos; empresa informa ter 20 ônibus elétricos disponíveis para operação experimental gratuita entre Metrópole e Vila Império</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A NEXT Mobilidade afirma que interferências em redes de serviços públicos, remanejamentos de infraestrutura, adequações viárias, desapropriações e licenciamentos afetaram a implantação do BRT-ABC e informa que está discutindo com a Artesp uma reprogramação do cronograma. Em resposta ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, a concessionária sustenta que parte das ocorrências depende de outros agentes públicos e privados e deve ser considerada na análise das responsabilidades pelos atrasos do corredor de ônibus elétricos entre o ABC Paulista e São Paulo.</p>
<p>A empresa também informa que o primeiro trecho, entre a Parada Metrópole e a Vila Império, tem aproximadamente dez quilômetros, nove estações e licença ambiental de operação, com 20 ônibus elétricos articulados disponibilizados. A NEXT propôs uma operação assistida, experimental e gratuita, condicionada à conclusão das providências e às autorizações necessárias. A manifestação, entretanto, não estabelece uma nova data para inauguração parcial ou entrega integral, nem informa que a Artesp tenha aprovado outro cronograma.</p>
<p>A resposta foi encaminhada depois de o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> revelar, na manhã desta terça-feira, a abertura do processo administrativo de caducidade da concessão. A medida poderá resultar no encerramento do contrato, que reúne a implantação do BRT, a operação do Corredor Metropolitano ABD e as linhas intermunicipais da antiga Área 5.</p>
<h2>NEXT pede análise individual dos fatores que interferiram nas obras</h2>
<p>A concessionária argumenta que a implantação ocorre em uma área urbana consolidada, com infraestrutura existente e intervenções que exigem coordenação entre diferentes instituições.</p>
<p>Na avaliação da empresa, a análise do atraso precisa identificar a origem de cada ocorrência, seu efeito sobre as obras e a responsabilidade contratual correspondente.</p>
<p>A NEXT também sustenta que a atribuição de determinado risco à concessionária não significa que ela deva absorver integralmente as consequências de qualquer evento relacionado a esse risco. A argumentação se refere, especialmente, a fatos que a empresa considera extraordinários, posteriores à contratação e fora de sua esfera de controle.</p>
<p>Esses elementos serão apresentados na defesa, acompanhados, segundo a concessionária, de documentação técnica e contratual.</p>
<p>A manifestação representa a posição da NEXT sobre as causas dos atrasos. O reconhecimento dessas justificativas e de seus possíveis efeitos sobre prazos e obrigações dependerá da análise no processo administrativo.</p>
<p>A empresa afirma manter reuniões periódicas com a Artesp para acompanhar a execução, discutir dificuldades e definir providências para a conclusão. É nessas tratativas, segundo a nota, que está sendo discutida a reprogramação.</p>
<h2>Processo de caducidade foi aberto, mas concessão continua em vigor</h2>
<p>O Conselho Diretor da Artesp aprovou por unanimidade, em 5 de outubro, a conversão do procedimento de apuração de inadimplemento, que estava em fase de pré-caducidade, em processo administrativo de caducidade.</p>
<p>A agência considera descumprido o prazo contratual de conclusão das obras, identificado na deliberação como 30 de novembro de 2024. Também avalia que não existem condições técnicas e operacionais para finalizar o empreendimento até o encerramento de outubro de 2026, meta assumida pela concessionária em seu Plano de Ação.</p>
<p>A decisão determina a intimação da ABC Sistema de Transporte SPE S.A., razão social da NEXT Mobilidade, para apresentar defesa.</p>
<p>Caducidade é a extinção de uma concessão por descumprimento de obrigações da concessionária. A abertura do processo permite apurar os fatos e examinar a defesa; ainda não equivale à decretação do encerramento contratual.</p>
<p>A deliberação também não determina a suspensão imediata das linhas existentes. O alcance da discussão, porém, ultrapassa o BRT, porque a concessão abrange outros serviços utilizados diariamente pelos passageiros do ABC.</p>
<p>Veja resposta na íntegra:</p>
<p><em><strong><u>NOTA À IMPRENSA</u></strong></em></p>
<p><em>A Next Mobilidade informa que tomou conhecimento da Deliberação ARTESP nº 749, que determinou a conversão do procedimento administrativo em Processo Administrativo de Caducidade relacionado ao Contrato de Concessão nº 020/1997.</em></p>
<p><em>A Concessionária apresentará, no momento processual oportuno, sua defesa e todos os elementos técnicos, contratuais e documentais necessários à adequada compreensão das circunstâncias que impactaram o cronograma de implantação do BRT ABC.</em></p>
<p><em>É importante esclarecer que a instauração do Processo Administrativo de Caducidade não significa a decretação da caducidade da concessão. Trata-se da abertura de procedimento no qual serão assegurados o contraditório e a ampla defesa e no qual deverão ser examinados, de forma individualizada, os fatos que interferiram na execução do empreendimento, seus respectivos impactos e a responsabilidade atribuível a cada um deles.</em></p>
<p><em>A alocação contratual de determinado risco à Concessionária não importa, por si só, a assunção irrestrita das consequências de todo e qualquer evento relacionado materialmente àquele risco, sobretudo quando sua concretização decorre de fato extraordinário, superveniente e estranho à esfera de controle da Concessionária, cuja natureza, dimensão ou consequências não poderiam razoavelmente ter sido consideradas na formação da proposta e na equação econômico-financeira original.</em></p>
<p><em>O BRT ABC é uma obra de elevada complexidade, implantada em ambiente urbano consolidado e que, ao longo de sua execução, foi impactada por graves interferências e intercorrências, envolvendo, entre outras questões, redes de serviços públicos, remanejamentos de infraestrutura, adequações viárias, desapropriações, licenciamentos e providências que dependem da atuação coordenada de diferentes órgãos e agentes públicos e privados.</em></p>
<p><em>Essas ocorrências produziram impactos relevantes no desenvolvimento das obras e no cronograma originalmente estabelecido, razão pela qual a avaliação dos prazos não pode ser dissociada das causas concretas que afetaram a execução do empreendimento, nem da correspondente alocação contratual de responsabilidades e riscos.</em></p>
<p><em>Nesse contexto, a Next Mobilidade vem mantendo reuniões periódicas com a ARTESP, nas quais são acompanhados o avanço das obras, as dificuldades encontradas e as providências necessárias à sua conclusão. Nessas tratativas, também vem sendo discutida a reprogramação do cronograma de implantação do BRT ABC, de maneira a compatibilizá-lo com os impactos decorrentes das interferências e intercorrências verificadas ao longo da execução.</em></p>
<p><em>A própria análise dessas ocorrências pressupõe a identificação de sua origem e da responsabilidade correspondente, inclusive quanto àquelas que não se encontram sob a esfera de atuação exclusiva da Concessionária. A Next Mobilidade confia que esses elementos serão devidamente considerados no curso do processo administrativo.</em></p>
<p><em>As obras, por sua vez, permanecem em andamento e encontram-se em estágio avançado. O primeiro trecho do BRT ABC, entre a Parada Metrópole e a Vila Império, compreende aproximadamente 10 quilômetros e nove estações, atravessando São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul.</em></p>
<p><em>Esse trecho já conta com Licença de Operação emitida pela CETESB, e a Next Mobilidade já disponibilizou 20 ônibus elétricos articulados para o início da operação. A concessionária também implantou, em sua garagem de São Bernardo do Campo, infraestrutura de recarga com capacidade para recarregar até 14 veículos simultaneamente.</em></p>
<p><em>A Next Mobilidade já apresentou proposta para o início de uma operação assistida, experimental e gratuita nesse primeiro trecho, com o objetivo de colocar à disposição da população, tão logo sejam concluídas as providências e obtidas as autorizações necessárias, a infraestrutura já implantada.</em></p>
<p><em>Além da conclusão da infraestrutura física do primeiro trecho, a Next Mobilidade já disponibilizou os recursos necessários à sua futura operação, incluindo frota de ônibus elétricos articulados e infraestrutura de recarga, e já apresentou proposta para o início de operação assistida, experimental e gratuita. O conjunto dessas medidas demonstra que o empreendimento se encontra em estágio avançado não apenas de implantação, mas também de preparação para sua entrada em operação.</em></p>
<p><em>O atual estágio do empreendimento demonstra que o BRT ABC não é uma obra paralisada ou abandonada. Há obras executadas e em execução, investimentos realizados, infraestrutura operacional instalada e frota elétrica disponibilizada para o sistema.</em></p>
<p><em>A Next Mobilidade reafirma seu compromisso com a conclusão e a entrada em operação integral do BRT ABC e continuará colaborando com a ARTESP e com o Poder Concedente, mantendo o diálogo técnico e institucional que vem sendo desenvolvido.</em></p>
<p><em>A Concessionária confia que, no âmbito do processo administrativo, serão consideradas não apenas as datas originalmente previstas, mas também as circunstâncias efetivamente verificadas durante a implantação do empreendimento, seus impactos sobre o cronograma e a responsabilidade contratual por cada um dos eventos que contribuíram para sua reprogramação.</em></p>
<p><em>A prioridade da Next Mobilidade permanece sendo a conclusão do BRT ABC e a entrega à população de um sistema de transporte moderno, sustentável e estruturante para toda a região do ABC Paulista.</em></p>
<h2>Primeiro trecho proposto para operação vai da Metrópole à Vila Império</h2>
<p>O trecho que a NEXT pretende colocar em funcionamento corresponde ao percurso entre a Parada Metrópole, no Centro de São Bernardo do Campo, e a Vila Império, na região de ligação com São Caetano do Sul.</p>
<p>A nota informa que esse segmento atravessa São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. O percurso contempla o eixo da Avenida Aldino Pinotti e da Avenida Lauro Gomes.</p>
<p>As nove paradas identificadas para essa etapa são:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Ordem no sentido Metrópole–Vila Império</th>
<th>Parada</th>
</tr>
<tr>
<td>1</td>
<td>Metrópole</td>
</tr>
<tr>
<td>2</td>
<td>Aldino Pinotti</td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td>Senador Vergueiro</td>
</tr>
<tr>
<td>4</td>
<td>Winston Churchill</td>
</tr>
<tr>
<td>5</td>
<td>Fundação do ABC</td>
</tr>
<tr>
<td>6</td>
<td>Afonsina</td>
</tr>
<tr>
<td>7</td>
<td>Rudge Ramos</td>
</tr>
<tr>
<td>8</td>
<td>Instituto Mauá</td>
</tr>
<tr>
<td>9</td>
<td>Vila Império</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Essa relação foi divulgada no acompanhamento da primeira etapa do empreendimento.</p>
<p>A proposta atual é de funcionamento assistido, experimental e gratuito. A nota não detalha duração, horários, intervalos, regras de acesso ou data de início.</p>
<p>A concessionária informa que o trecho já possui Licença de Operação emitida pela Cetesb, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. A autorização ambiental mencionada pela empresa integra a preparação do empreendimento, mas a própria NEXT reconhece que ainda precisa concluir providências e obter autorizações para transportar passageiros.</p>
<p>Também afirma ter instalado na garagem de São Bernardo do Campo infraestrutura para recarregar até 14 veículos simultaneamente.</p>
<p>A operação desse segmento representaria uma entrega parcial. Os terminais Tamanduateí e Sacomã e a ligação integral prevista no contrato continuariam como etapas a serem concluídas.</p>
<h2>Contrato também permitiu renovar linhas da antiga Área 5 e reorganizar responsabilidades</h2>
<p>O impasse sobre o BRT envolve um contrato que já produziu mudanças nos serviços existentes.</p>
<p>A antiga Área 5 reunia as linhas metropolitanas das sete cidades do ABC e suas ligações com São Paulo. Durante anos, o sistema conviveu com permissões precárias e tentativas de licitação sem conclusão, além de problemas de conservação e envelhecimento da frota registrados na cobertura do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<p>A incorporação desses serviços à concessão do Corredor ABD criou uma estrutura contratual comum para operação, renovação dos ônibus e investimentos em infraestrutura.</p>
<p>Em agosto de 2021, entraram em circulação 116 ônibus novos. Segundo a EMTU, os veículos incorporaram ar-condicionado, tomadas USB, conexão à internet e elevadores para pessoas com mobilidade reduzida. Para o passageiro, a substituição de ônibus antigos trouxe equipamentos de conforto e acessibilidade e reduziu a dependência de veículos desgastados.</p>
<p>A reorganização atingiu linhas de Diadema, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. O relatório da EMTU registrou a transferência para a concessionária de serviços anteriormente operados por 16 permissionárias.</p>
<p>A qualificação das linhas comuns é, portanto, uma das entregas do arranjo contratual. A construção do BRT permanece uma obrigação adicional, com prazo e condições próprios.</p>
<h2>Modelo do ABC tornou-se referência para revisão de concessões, inclusive em Goiânia</h2>
<p>A contratação do BRT-ABC foi estruturada como prorrogação antecipada de uma concessão existente, em troca de investimentos e ampliação das obrigações.</p>
<p>O contrato original do Corredor ABD, firmado em 1997, foi prorrogado até 2046. O arranjo incorporou a construção e operação do BRT e os serviços metropolitanos remanescentes da região.</p>
<p>Esse modelo passou a ser mencionado no setor dentro do debate sobre revisão de concessões e a chamada “relicitação”. A distinção jurídica é relevante: no caso do ABC, o instrumento utilizado foi a prorrogação antecipada do contrato existente, e não uma nova concorrência para escolher outro operador.</p>
<p>A cobertura do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> registrou que a revisão da concessão da Região Metropolitana de Goiânia se inspirou no arranjo do BRT-ABC, associando ampliação do prazo contratual a novos investimentos e renovação de frota.</p>
<p>Em agosto de 2023, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, por oito votos a três, a constitucionalidade do modelo paulista. A maioria entendeu que a prorrogação de um contrato anteriormente licitado, acompanhada de novos investimentos, poderia ser adotada nas condições analisadas.</p>
<p>A decisão do STF tratou da validade constitucional da contratação. A execução das obrigações, a fiscalização e a apuração de possíveis descumprimentos continuam sob responsabilidade do poder público. Assim, o reconhecimento do modelo não impede a análise administrativa dos atrasos.</p>
<h2>Quadro técnico: o que está previsto para o BRT-ABC e o que a NEXT informa ter disponível</h2>
<p>Os dados de demanda, capacidade e tempos de viagem são projeções do empreendimento. O serviço integral ainda não está em operação.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Item</th>
<th>Característica ou situação</th>
</tr>
<tr>
<td>Ligação principal</td>
<td>Centro de São Bernardo do Campo–Tamanduateí–Sacomã, em São Paulo</td>
</tr>
<tr>
<td>Municípios no traçado</td>
<td>São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensão de referência</td>
<td>Aproximadamente 17,3 km</td>
</tr>
<tr>
<td>Variações nas divulgações</td>
<td>Há publicações que mencionam 17,5 km ou 17,8 km</td>
</tr>
<tr>
<td>Paradas no projeto mais recente divulgado</td>
<td>16 estruturas fechadas</td>
</tr>
<tr>
<td>Terminais</td>
<td>São Bernardo do Campo, Tamanduateí e Sacomã</td>
</tr>
<tr>
<td>Demanda inicial estimada</td>
<td>173 mil passageiros por dia</td>
</tr>
<tr>
<td>Capacidade divulgada</td>
<td>Até 600 mil passageiros por dia; projeção de capacidade, não demanda inicial</td>
</tr>
<tr>
<td>Frota total prevista</td>
<td>92 ônibus elétricos</td>
</tr>
<tr>
<td>Composição divulgada</td>
<td>20 ônibus exclusivamente a baterias e 72 E-Trol</td>
</tr>
<tr>
<td>E-Trol</td>
<td>Veículos capazes de combinar alimentação pela rede aérea e circulação com energia armazenada em baterias</td>
</tr>
<tr>
<td>Serviço parador</td>
<td>Atendimento a todas as paradas previstas para a operação</td>
</tr>
<tr>
<td>Serviço semiexpresso</td>
<td>Atendimento a pontos selecionados; a EMTU divulgou oito pontos de atendimento</td>
</tr>
<tr>
<td>Serviço expresso</td>
<td>Atendimento aos terminais São Bernardo, Tamanduateí e Sacomã</td>
</tr>
<tr>
<td>Tempo de referência do expresso</td>
<td>Cerca de 40 minutos na divulgação da EMTU de janeiro de 2025</td>
</tr>
<tr>
<td>Outras estimativas de tempo</td>
<td>Divulgações posteriores mencionaram menos de 35 minutos para o expresso; desempenho ainda sem aferição comercial</td>
</tr>
<tr>
<td>Embarque</td>
<td>Em nível, com pagamento antes de entrar no ônibus</td>
</tr>
<tr>
<td>Equipamentos previstos nas paradas</td>
<td>Climatização, portas de plataforma, informação sobre chegada dos veículos, acessibilidade e monitoramento</td>
</tr>
<tr>
<td>Controle operacional</td>
<td>Sistema de Transporte Inteligente, com informações em tempo real para gestão do serviço</td>
</tr>
<tr>
<td>Integração em Tamanduateí</td>
<td>Linha 2-Verde do Metrô e Linha 10-Turquesa</td>
</tr>
<tr>
<td>Integração no Sacomã</td>
<td>Linha 2-Verde do Metrô e Expresso Tiradentes</td>
</tr>
<tr>
<td>Primeiro trecho proposto</td>
<td>Metrópole–Vila Império</td>
</tr>
<tr>
<td>Extensão da primeira operação proposta</td>
<td>Aproximadamente 10 km</td>
</tr>
<tr>
<td>Paradas da primeira etapa</td>
<td>Nove</td>
</tr>
<tr>
<td>Frota disponível para essa etapa</td>
<td>20 ônibus elétricos articulados, segundo a nota de 6 de outubro</td>
</tr>
<tr>
<td>Recarga na garagem</td>
<td>Até 14 veículos simultaneamente, segundo a NEXT</td>
</tr>
<tr>
<td>Modalidade inicial proposta</td>
<td>Assistida, experimental e gratuita</td>
</tr>
<tr>
<td>Data autorizada para início</td>
<td>Não informada na resposta</td>
</tr>
<tr>
<td>Novo prazo de conclusão integral</td>
<td>Em discussão, sem data apresentada pela concessionária</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A referência oficial divulgada pela EMTU em janeiro de 2025 reúne extensão, demanda, capacidade, infraestrutura e modalidades de serviço. A composição da frota e as estimativas posteriores foram registradas na cobertura do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<h2>Paradas por município: relação original precisa ser diferenciada do projeto de 16 estruturas</h2>
<p>O regulamento publicado em março de 2021 enumerava 20 paradas e três terminais. As divulgações posteriores passaram a indicar 16 paradas fechadas.</p>
<p>Por isso, a relação original abaixo permite identificar os pontos previstos no desenho inicial, mas não deve ser apresentada como lista definitiva das 16 estruturas do projeto atualizado. Falta uma relação consolidada que esclareça, ponto a ponto, quais nomes foram mantidos, substituídos ou retirados.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Município ou região de atendimento</th>
<th>Paradas e terminais da relação original</th>
</tr>
<tr>
<td>São Bernardo do Campo</td>
<td>Terminal São Bernardo; Metrópole; Aldino Pinotti; Abrahão Ribeiro; Senador Vergueiro; Winston Churchill; Vila Vivaldi; Afonsina; Rudge Ramos</td>
</tr>
<tr>
<td>Santo André</td>
<td>Fundação do ABC</td>
</tr>
<tr>
<td>São Caetano do Sul e eixo de ligação com São Paulo</td>
<td>Instituto Mauá; Vila Império; Jardim São Caetano; Estrada das Lágrimas; Cerâmica; Goiás</td>
</tr>
<tr>
<td>São Paulo</td>
<td>CEU Meninos; Almirante Delamare; Alcatis; Albino de Morais; Terminal Tamanduateí; Rua do Grito; Terminal Sacomã</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A denominação “Alcatis” e a grafia “Albino de Morais” constam do decreto original. Pontos próximos às divisas atendem bairros de mais de um município; a divisão acima identifica o eixo territorial de atendimento, sem substituir a localização cadastral de cada plataforma. O CEU Meninos fica em São Paulo.</p>
<p>A relação de 20 nomes consta do Decreto estadual nº 65.575, de 18 de março de 2021.</p>
<h2>Do monotrilho à caducidade: os principais marcos do projeto</h2>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Data ou período</th>
<th>O que ocorreu</th>
</tr>
<tr>
<td>1997</td>
<td>Assinado o contrato do Corredor Metropolitano ABD, base da posterior prorrogação para incorporar o BRT e as linhas comuns do ABC.</td>
</tr>
<tr>
<td>2014</td>
<td>A Linha 18-Bronze foi contratada como monotrilho por meio de parceria público-privada com o Consórcio VemABC.</td>
</tr>
<tr>
<td>2015–2018</td>
<td>A etapa preliminar da contratação do monotrilho recebeu sucessivas prorrogações.</td>
</tr>
<tr>
<td>Julho de 2019</td>
<td>A gestão João Doria oficializou a substituição do monotrilho pelo BRT, alegando menor custo.</td>
</tr>
<tr>
<td>Agosto de 2019</td>
<td>Os conselhos estaduais aprovaram a extinção do contrato da Linha 18.</td>
</tr>
<tr>
<td>Dezembro de 2020</td>
<td>A proposta de vincular o BRT à prorrogação do Corredor ABD foi aprovada com condicionantes nos conselhos estaduais.</td>
</tr>
<tr>
<td>Março de 2021</td>
<td>Decretos e aditivo estruturaram a concessão até 2046, incorporando o BRT e as linhas da antiga Área 5.</td>
</tr>
<tr>
<td>2021</td>
<td>O governo divulgou expectativa de concluir obras no fim de 2022 e iniciar atendimento no começo de 2023.</td>
</tr>
<tr>
<td>Agosto de 2021</td>
<td>Entraram em operação 116 ônibus novos nas linhas comuns do ABC.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os marcos da substituição do monotrilho e da estruturação contratual foram registrados na cobertura histórica do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Data ou período</th>
<th>O que ocorreu</th>
</tr>
<tr>
<td>Fevereiro de 2022</td>
<td>Começaram as obras do BRT. O governo ainda mantinha previsão de atendimento em 2023.</td>
</tr>
<tr>
<td>2022</td>
<td>Prosseguiu a transferência das linhas das antigas permissionárias para a NEXT.</td>
</tr>
<tr>
<td>Agosto de 2023</td>
<td>O STF reconheceu a constitucionalidade da contratação por oito votos a três.</td>
</tr>
<tr>
<td>Janeiro de 2024</td>
<td>Foi emitida licença de instalação da segunda fase.</td>
</tr>
<tr>
<td>Março de 2024</td>
<td>Começaram intervenções da segunda fase na Avenida Lauro Gomes.</td>
</tr>
<tr>
<td>30 de novembro de 2024</td>
<td>Data contratual de conclusão posteriormente apontada pela Artesp como descumprida.</td>
</tr>
<tr>
<td>Janeiro de 2025</td>
<td>Visita do governo às obras destacou a Parada Metrópole e apresentou previsão de operação no início de 2026.</td>
</tr>
<tr>
<td>Agosto de 2025</td>
<td>Foi autuado o procedimento de apuração de inadimplemento que posteriormente chegou à etapa de caducidade.</td>
</tr>
<tr>
<td>Outubro de 2025</td>
<td>A concessionária apresentou Plano de Ação com meta de conclusão até outubro de 2026.</td>
</tr>
<tr>
<td>Dezembro de 2025</td>
<td>A NEXT anunciou previsão de concluir nove paradas em meados de janeiro de 2026.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As informações sobre início das obras, julgamento, licenciamento e preparação das primeiras paradas constam das publicações do governo e do acompanhamento do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Data ou período</th>
<th>O que ocorreu</th>
</tr>
<tr>
<td>Março de 2026</td>
<td>O governador Tarcísio de Freitas confirmou procedimento que poderia resultar em caducidade caso as obrigações não fossem cumpridas.</td>
</tr>
<tr>
<td>Maio de 2026</td>
<td>Tarcísio reconheceu melhora no ritmo das obras, mantendo a cobrança pela entrega.</td>
</tr>
<tr>
<td>Junho de 2026</td>
<td>A NEXT divulgou balanço das intervenções e atribuiu parte dos atrasos a remanejamentos de redes e serviços de terceiros.</td>
</tr>
<tr>
<td>Junho de 2026</td>
<td>O governador voltou a manifestar dúvidas sobre a capacidade de entrega integral.</td>
</tr>
<tr>
<td>Agosto de 2026</td>
<td>A concessionária divulgou infraestrutura de recarga para os ônibus do BRT.</td>
</tr>
<tr>
<td>22 de setembro de 2026</td>
<td>Tarcísio afirmou que o ABC poderia entrar no pacote de novas licitações metropolitanas se a NEXT não entregasse o corredor.</td>
</tr>
<tr>
<td>23 de setembro de 2026</td>
<td>Foi publicada decisão da Artesp que rejeitou aumento de remuneração e não reabriu, naquele processo, pedidos sobre cronograma e alterações do projeto. A NEXT informou ter solicitado operação parcial.</td>
</tr>
<tr>
<td>5 de outubro de 2026</td>
<td>O Conselho Diretor da Artesp aprovou a abertura do processo administrativo de caducidade.</td>
</tr>
<tr>
<td>Manhã de 6 de outubro de 2026</td>
<td>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> publicou a decisão e seus efeitos sobre a concessão.</td>
</tr>
<tr>
<td>6 de outubro de 2026</td>
<td>Em resposta ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, a NEXT afirmou discutir reprogramação, reiterou os fatores externos e informou ter frota e recarga para uma operação experimental gratuita.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O acompanhamento de 2026 registrou tanto o reconhecimento de obras executadas como a manutenção das cobranças e dos procedimentos administrativos.</p>
<h2>Entrada parcial em operação e conclusão integral são etapas distintas</h2>
<p>Para os passageiros, a discussão envolve dois resultados: o aproveitamento da infraestrutura já implantada e a conclusão da ligação aos terminais da capital.</p>
<p>A operação experimental proposta pela NEXT poderia permitir o uso dos primeiros dez quilômetros, caso seja autorizada. A entrega integral deverá completar o percurso e as conexões previstas no contrato.</p>
<p>Na resposta desta terça-feira, a concessionária reafirma o compromisso com a conclusão e diz que as obras continuam em andamento. O processo aberto pela Artesp examinará se as justificativas apresentadas são suficientes diante dos descumprimentos apontados pela fiscalização.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Santiago, no Chile: quase um ano depois, Diário do Transporte volta a encontrar ônibus mal conservados, inclusive elétricos novos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/06/santiago-no-chile-quase-um-ano-depois-diario-do-transporte-volta-a-encontrar-onibus-mal-conservados-inclusive-eletricos-novos/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/06/santiago-no-chile-quase-um-ano-depois-diario-do-transporte-volta-a-encontrar-onibus-mal-conservados-inclusive-eletricos-novos/#comments</comments>
    <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 14:45:14 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Renovação amplia participação dos veículos a bateria no sistema RED, mas reportagem observa novamente danos em carrocerias, vidros e portas; especial explica as licitações, a participação do Grupo Cabal e a evolução da rede integrada da capital chilena ADAMO BAZANI Passageiros do sistema RED, de Santiago e Região Metropolitana, no Chile, convivem com sinais de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.11.28.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.11.28.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.11.28.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.11.28.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.11.28.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.11.28.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.11.28.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.11.28.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Renovação amplia participação dos veículos a bateria no sistema RED, mas reportagem observa novamente danos em carrocerias, vidros e portas; especial explica as licitações, a participação do Grupo Cabal e a evolução da rede integrada da capital chilena</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><div style="width: 1276px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-537104-2" width="1276" height="720" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261003141619.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261003141619.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261003141619.mp4</a></video></div></p>
<p>Passageiros do sistema RED, de Santiago e Região Metropolitana, no Chile, convivem com sinais de conservação precária em ônibus a diesel e também em veículos elétricos mais novos, apesar da renovação da frota. Entre os dias 1º e 2 de outubro de 2026, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> voltou a observar carrocerias riscadas e amassadas, marcas de impactos em portas e vidros e sujeira externa em coletivos em circulação, encontrando um quadro semelhante ao registrado na cobertura de novembro de 2025.</p>
<p>O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, esteve na capital chilena para acompanhar o anúncio da parceria entre a representante brasileira TEVX e a fabricante chinesa Zhongtong, sendo recepcionado pelo Grupo Cabal, participante do fornecimento de ônibus para o RED. A oportunidade permitiu conferir novamente o aspecto da frota: os coletivos brasileiros a diesel apresentavam conservação bastante precária, mas o que chamou a atenção foi encontrar sinais de deterioração também nos elétricos de gerações mais recentes.</p>
<p>A comparação ocorre quase 11 meses depois da visita anterior, realizada em novembro de 2025, a convite da Mercedes-Benz e de sua representante no Chile, Kaufmann.</p>
<p>O cenário observado chama a atenção para uma necessidade que acompanha a modernização dos transportes: preservar os veículos ao longo da operação, para que o investimento em frota se traduza em qualidade de serviço durante sua vida útil.</p>
<h2>Riscos, amassados e sujeira aparecem também nos ônibus elétricos</h2>
<p>A presença crescente de ônibus a bateria mudou a composição da frota de Santiago. Entretanto, nas ruas, a aparência de parte desses veículos revela problemas semelhantes aos encontrados em coletivos mais antigos.</p>
<p>Durante a passagem da reportagem pela cidade, foram observados danos externos envolvendo latarias, vidros e portas. Havia riscos, amassados e marcas de batidas, além de ônibus com sujeira na parte externa, dando a impressão de que a lavagem não acompanha de maneira satisfatória o uso cotidiano.</p>
<p>Essa percepção diz respeito aos veículos observados durante a visita. A sujeira encontrada não permite determinar a frequência efetiva de lavagem nas garagens, assim como danos na carroceria, isoladamente, não constituem um diagnóstico das condições de baterias, motores, freios ou demais componentes.</p>
<p>Ainda assim, são elementos visíveis da conservação e da apresentação do serviço ao passageiro. A chegada de um ônibus novo resolve a substituição do veículo anterior; a preservação da carroceria, dos vidros e das portas depende do cuidado durante a operação.</p>
<p>Também não é possível atribuir automaticamente cada dano a uma única causa. Impactos de trânsito, vandalismo e desgaste exigem respostas diferentes, mas todos demandam acompanhamento e reparação.</p>
<h2>A reportagem de novembro de 2025 já havia registrado problemas semelhantes</h2>
<p>Na cobertura publicada em 6 de novembro de 2025, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou ônibus com latarias amassadas e riscadas, além de marcas de vandalismo. Na ocasião, passageiros ouvidos em uma passagem pelo centro também reclamaram de atrasos, conservação e necessidades de atendimento.</p>
<p>A reportagem anterior reconheceu os ganhos da integração entre os transportes e da modernização dos veículos, mas registrou problemas que permaneciam perceptíveis nas ruas.</p>
<p>Na nova visita, o ponto de comparação é principalmente a conservação externa. Quase um ano depois, a presença de elétricos mais novos não impediu que a reportagem encontrasse novamente coletivos com danos aparentes.</p>
<p>Relembre a cobertura:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/11/06/video-sistema-red-da-regiao-metropolitana-de-santiago-no-chile-sofre-com-onibus-mal-conservados-e-passageiros-reclamam-dos-servicos/">https://diariodotransporte.com.br/2025/11/06/video-sistema-red-da-regiao-metropolitana-de-santiago-no-chile-sofre-com-onibus-mal-conservados-e-passageiros-reclamam-dos-servicos/</a></p>
<h2>Raio X da frota: milhares de elétricos e diferentes critérios de contagem</h2>
<p>O RED já tem os ônibus elétricos como maioria da frota em operação. O balanço oficial divulgado em fevereiro de 2026 informou 4.088 veículos a bateria, equivalentes a 62% da frota considerada naquele levantamento. Em informação publicada em 1º de outubro, com dados atribuídos ao Ministério dos Transportes e Telecomunicações, o total foi apresentado em aproximadamente 4.400 elétricos.</p>
<p>Para entender o tamanho do sistema, é necessário distinguir os ônibus cadastrados daqueles utilizados regularmente na operação. Os registros também incluem veículos de reserva, suporte e frota auxiliar.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Número e referência</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Ônibus elétricos em operação</td>
<td>4.088 no balanço oficial de fevereiro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Participação dos elétricos</td>
<td>62% naquele balanço</td>
</tr>
<tr>
<td>Referência mais recente de elétricos</td>
<td>Cerca de 4.400, em informação publicada em 1º de outubro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Ônibus a diesel</td>
<td>Aproximadamente 2.500 na base operacional do balanço de fevereiro, por estimativa</td>
</tr>
<tr>
<td>Frota total cadastrada</td>
<td>7.522 ônibus em fevereiro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Frota operacional base</td>
<td>6.773 ônibus em fevereiro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Idade média consolidada</td>
<td>4,02 anos no fechamento de 2025</td>
</tr>
<tr>
<td>Patamar previsto com a renovação</td>
<td>Cerca de três anos</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Os números de cadastro, frota operacional base e idade constam do Informe de Gestão 2025 do DTPM, que também apresenta dados de fevereiro de 2026. A estimativa de aproximadamente 2.500 ônibus a diesel foi calculada a partir dos 4.088 elétricos e da participação arredondada de 62%; portanto, não corresponde a uma contagem oficial individualizada.</p>
<p>Essas bases não devem ser somadas ou subtraídas indiscriminadamente. A frota cadastrada é mais ampla, enquanto os balanços de eletrificação utilizam referências operacionais que mudam com a entrada dos novos ônibus e a retirada dos antigos.</p>
<p>A idade média de três anos foi apresentada nos documentos de renovação como o patamar associado ao recâmbio. Já o relatório anual registra 4,02 anos ao final de 2025, permitindo separar o resultado consolidado da previsão para a etapa seguinte.</p>
<h2>O que significa RED e quais transportes fazem parte do sistema</h2>
<p>RED é a denominação da Red Metropolitana de Movilidad, ou Rede Metropolitana de Mobilidade. A palavra espanhola “red” significa “rede”, expressando a proposta de funcionamento integrado dos transportes.</p>
<p>O sistema reúne ônibus, o Metro de Santiago e o trem Nos–Estación Central. A integração tarifária permite até duas transferências em um período de 120 minutos, observadas as regras, como deslocamento no mesmo sentido e sem repetição de linhas de ônibus.</p>
<p>O cartão bip! é um dos meios de pagamento, e o sistema também dispõe de alternativas por código QR.</p>
<p>A operação dos ônibus é privada, mas o planejamento e a administração contratual ficam sob o Ministério dos Transportes e Telecomunicações, por meio do Directorio de Transporte Público Metropolitano, o DTPM.</p>
<p>Outro detalhe importante é que o padrão RED não significa exclusivamente ônibus elétrico. Também existem veículos a diesel Euro VI com esse padrão, que reúne características como ar-condicionado, conexão Wi-Fi e tomadas USB.</p>
<h2>Como as licitações articulam operação, fornecimento e financiamento dos ônibus</h2>
<p>A renovação de Santiago combina concessões para operar os serviços com mecanismos de fornecimento e financiamento dos veículos.</p>
<p>A estrutura foi modificada ao longo do tempo. Em uma das etapas, foram realizadas licitações separadas de fornecimento de ônibus e de operação das linhas. Os concorrentes à operação escolhiam veículos e fornecedores entre as alternativas habilitadas, compondo suas propostas.</p>
<p>Depois da adjudicação dos serviços, eram emitidas as ordens de fornecimento, seguidas pela fabricação, chegada, homologação e preparação dos ônibus.</p>
<p>A principal mudança institucional foi separar a operação dos ativos estratégicos. Assim, a empresa responsável por transportar passageiros não precisa concentrar, necessariamente, a propriedade dos ônibus e de toda a infraestrutura utilizada.</p>
<p>No modelo da licitação iniciada em 2023, a proposta passou a reunir operador, fornecedor de frota, financiador e fornecedor de infraestrutura de recarga. A separação entre operação e ativos foi mantida por contratos de provisão, com pagamentos próprios para veículos e infraestrutura.</p>
<p>Esses bens ficam vinculados ao sistema e podem ser transferidos entre operadores, ajudando a preservar a continuidade dos serviços.</p>
<p>Para o passageiro, essa organização busca permitir que uma mudança de empresa operadora não obrigue o sistema a começar novamente a compra dos ônibus e a implantação das instalações necessárias.</p>
<h2>A licitação de 2023 levou à contratação de 1.267 novos elétricos</h2>
<p>O concurso iniciado em dezembro de 2023 envolveu aproximadamente 30% do sistema e cinco unidades de serviço. Na avaliação concluída em setembro de 2024, foram analisadas 86 ofertas.</p>
<p>O processo contemplou 1.267 novos ônibus elétricos, com operação em 23 terminais. A distribuição das unidades foi apresentada da seguinte forma:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Unidades de serviço</th>
<th>Empresa ou consórcio</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>14 e 15</td>
<td>Voy Santiago</td>
</tr>
<tr>
<td>16</td>
<td>Inversiones Gran Américas</td>
</tr>
<tr>
<td>17 e 18</td>
<td>Consórcio Conecta</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>A concessão dessa etapa foi estruturada para dez anos, com possibilidade de redução para sete ou extensão para 14, conforme as condições e os indicadores de qualidade previstos.</p>
<p>A implantação ocorreu gradualmente em 2025, com entrada dos operadores e preparação das instalações. Os contratos dessa etapa incorporaram avaliação da oferta, regularidade, atendimento aos passageiros e qualidade dos veículos.</p>
<p><div id="attachment_537109" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-537109" class="size-large wp-image-537109" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.13.28.jpeg?resize=1024%2C799&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="799" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.13.28.jpeg?resize=1024%2C799&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.13.28.jpeg?resize=300%2C234&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.13.28.jpeg?resize=150%2C117&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.13.28.jpeg?resize=768%2C599&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.13.28.jpeg?resize=1536%2C1198&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.13.28.jpeg?resize=400%2C312&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-03-at-14.13.28.jpeg?w=1570&amp;ssl=1 1570w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><p id="caption-attachment-537109" class="wp-caption-text">Ônibus a diesel sao mais antigos e estão também mal conservados</p></div></p>
<p>Além dessa licitação, o plano mais amplo de renovação anunciado em 2025 previa incorporar mais de 1.800 elétricos em oito meses e substituir aproximadamente 1.600 ônibus a diesel. Isso explica por que os anúncios de renovação apresentam quantidades superiores aos 1.267 veículos do concurso específico.</p>
<h2>Grupo Cabal participa do fornecimento de 895 ônibus Zhongtong</h2>
<p>O Grupo Cabal, que recepcionou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> na viagem de outubro de 2026, participa dessa renovação como representante da Zhongtong no Chile.</p>
<p>Segundo os dados divulgados pelo grupo, sua participação envolve 895 dos 1.267 novos elétricos daquela licitação, aproximadamente 70,6% do total.</p>
<p>São 501 ônibus destinados às unidades do Consórcio Conecta e 394 à Gran Américas.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Operação atendida</th>
<th>Ônibus Zhongtong fornecidos pelo Grupo Cabal</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Consórcio Conecta</td>
<td>501</td>
</tr>
<tr>
<td>Gran Américas</td>
<td>394</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>895</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O grupo também tem atuação histórica no fornecimento de carrocerias brasileiras Caio ao mercado chileno. Segundo a própria empresa, foram mais de 4 mil unidades entregues ao sistema RED ao longo de sua trajetória — volume acumulado de fornecimento, e não quantidade atual em circulação.</p>
<p>A distinção entre essas funções é importante: fabricante, representante comercial, financiador e operador participam de etapas diferentes. O fornecimento de um ônibus, por si só, não permite atribuir ao fabricante ou ao representante a responsabilidade por cada dano encontrado posteriormente nas ruas.</p>
<h2>Manutenção continua sendo obrigação, mesmo quando o operador não é dono do ônibus</h2>
<p>A separação entre propriedade e operação não elimina as exigências de manutenção.</p>
<p>O desenho contratual prevê operação e manutenção dos veículos, planos técnicos e certificação. Entre as exigências introduzidas nas etapas de fornecimento estão suporte local, disponibilidade de peças, capacitação e intervenções ao longo da vida útil.</p>
<p>Na apresentação dos contratos de operação adjudicados em 2022, o DTPM informou que serviços realizados com ônibus sem certificação de manutenção não seriam remunerados. Também foram previstos descontos, multas e outras medidas diante de deficiências na prestação dos serviços.</p>
<p>Há, portanto, instrumentos para acompanhar a qualidade depois da entrega da frota. A observação de danos externos reforça a importância de verificar como os cuidados e reparos são executados no cotidiano.</p>
<p>Uma porta com marcas de impacto ou uma carroceria riscada pode continuar funcional, mas a conservação externa permanece parte da apresentação do transporte público e da preservação do investimento.</p>
<h2>Desempenho mecânico e conservação externa precisam ser avaliados separadamente</h2>
<p>Os documentos oficiais apontam ganhos de confiabilidade dos ônibus elétricos.</p>
<p>O Informe de Electromovilidad 2025 registra melhor desempenho dessa tecnologia em comparação com os veículos a diesel, especialmente os de padrão mais antigo. Isso é compatível com a renovação e com a evolução dos procedimentos de manutenção.</p>
<p>Esses indicadores avaliam uma dimensão diferente daquela observada pela reportagem nas ruas. Um veículo pode apresentar bom funcionamento mecânico e, ao mesmo tempo, acumular danos na carroceria ou problemas de limpeza externa.</p>
<p>Também existem resultados positivos nas pesquisas com passageiros. Em setembro de 2025, levantamento divulgado pelo RED, com mil entrevistados, registrou nota 5,5 para o sistema e 5,7 para os trajetos, na escala chilena de um a sete.</p>
<p>A constatação de ônibus mal conservados não invalida esses ganhos. Mostra uma necessidade adicional de acompanhamento: manter o padrão dos veículos durante a operação, além de ampliar a quantidade de elétricos.</p>
<h2>Das “micros” ao Transantiago e ao RED: uma história de reorganização do transporte</h2>
<p>Antes do Transantiago, Santiago era atendida por um sistema mais fragmentado, associado às chamadas “micros”, como os ônibus ainda são conhecidos popularmente no Chile.</p>
<p>As licitações anteriores à reforma buscaram organizar trajetos, frequências e características dos veículos. Entretanto, permaneceram problemas como sobreposição de linhas no centro, qualidade dos ônibus, insegurança viária e poluição.</p>
<p>O Transantiago entrou plenamente em funcionamento em 10 de fevereiro de 2007, combinando uma nova rede de linhas, integração com o metrô, pagamento pelo cartão bip! e reorganização empresarial do transporte.</p>
<p>A implantação enfrentou uma crise, com oferta insuficiente, dificuldades nos trajetos e longas esperas. A experiência tornou-se um dos casos mais discutidos de reforma do transporte público na América Latina.</p>
<p>Nos anos seguintes, foram feitos ajustes. Em 2012, a estrutura rígida de linhas troncais e alimentadoras foi eliminada, permitindo alterações de itinerários. Em 2017, o trem Nos passou a integrar a rede.</p>
<p>Em 12 de março de 2019, foi anunciado o nome Red Metropolitana de Movilidad, acompanhado da identidade dos ônibus em vermelho e branco e da ampliação do padrão com veículos elétricos ou diesel Euro VI, ar-condicionado, Wi-Fi e USB.</p>
<p>A eletrificação começou com experiências de pequena escala em 2017 e ganhou dimensão com as incorporações seguintes. De 779 elétricos em março de 2022, Santiago chegou a mais de 4 mil em 2026, por meio de sucessivas etapas de renovação.</p>
<p>A visita de outubro de 2026 encontra, assim, uma rede tecnologicamente diferente daquela das antigas “micros” e dos primeiros anos do Transantiago. Mas os sinais de conservação observados novamente pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, quase 11 meses depois da cobertura anterior, mostram que a modernização também precisa ser sustentada pelo cuidado diário com os ônibus que atendem a população.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Artesp dá sete dias para Rota Sorocabana se manifestar sobre inclusão de investimento em rodovias de São Paulo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/06/artesp-da-sete-dias-para-rota-sorocabana-se-manifestar-sobre-inclusao-de-investimento-em-rodovias-de-sao-paulo/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 14:31:49 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Intimação envolve concessão de 460 quilômetros em 17 municípios; contrato prevê duplicações, faixas adicionais, passarelas e infraestrutura para ônibus ADAMO BAZANI A Artesp deu prazo de sete dias para a concessionária Rota Sorocabana se manifestar sobre um pedido de inclusão de investimento no sistema de rodovias que atende Sorocaba e outros municípios do sudoeste paulista. [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="857" height="482" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rota-857x482-1.jpg?fit=857%2C482&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rota-857x482-1.jpg?w=857&amp;ssl=1 857w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rota-857x482-1.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rota-857x482-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rota-857x482-1.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/rota-857x482-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 857px) 100vw, 857px" /> <p><em>Intimação envolve concessão de 460 quilômetros em 17 municípios; contrato prevê duplicações, faixas adicionais, passarelas e infraestrutura para ônibus</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Artesp deu prazo de sete dias para a concessionária Rota Sorocabana se manifestar sobre um pedido de inclusão de investimento no sistema de rodovias que atende Sorocaba e outros municípios do sudoeste paulista. A intimação foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, como parte da análise administrativa do pedido.</p>
<p>A empresa, que opera com a marca Motiva Sorocabana, administra aproximadamente 460 quilômetros de rodovias em 17 municípios, incluindo trechos da Raposo Tavares, Castello Branco e Castelinho. A concessão tem duração de 30 anos e previsão de R$ 8,8 bilhões em investimentos, com intervenções que atendem motoristas, passageiros de ônibus, pedestres e ciclistas.</p>
<h2>Manifestação integra a análise de pedido para incluir investimento na concessão</h2>
<p>A publicação foi feita pela Superintendência de Rodovias da Artesp, vinculada à Secretaria de Parcerias em Investimentos. O despacho determina que a Concessionária Rota Sorocabana S.A. tome ciência e se manifeste sobre o pedido de inclusão de investimento no prazo de sete dias.</p>
<p>O procedimento está registrado no processo administrativo 134.00038839/2026-05. No texto publicado, a agência utiliza a expressão “pleito de inclusão de investimento”, ou seja, um pedido submetido à análise.</p>
<p>A intimação abre prazo para a empresa apresentar sua posição. O ato não constitui autorização para executar uma nova obra e não identifica qual intervenção, rodovia, trecho ou valor está em discussão.</p>
<h2>Concessão abrange ligações entre Sorocaba, região metropolitana e Vale do Ribeira</h2>
<p>A Rota Sorocabana reúne rodovias utilizadas em deslocamentos para trabalho, estudo, transporte de cargas e viagens entre municípios. Entre os principais eixos estão:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Rodovia</th>
<th>Identificação e ligação</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Raposo Tavares — SP-270</td>
<td>Trechos entre Cotia e a região de Sorocaba</td>
</tr>
<tr>
<td>Castello Branco — SP-280</td>
<td>Trecho entre os quilômetros 54,140 e 79,740</td>
</tr>
<tr>
<td>Castelinho — SP-075</td>
<td>Rodovia Senador José Ermírio de Moraes, entre os quilômetros 0 e 15,695</td>
</tr>
<tr>
<td>SP-264</td>
<td>Eixo formado pelas rodovias João Leme dos Santos e Francisco José Ayub</td>
</tr>
<tr>
<td>SP-250</td>
<td>Eixo que inclui as rodovias Bunjiro Nakao, José de Carvalho e Nestor Fogaça</td>
</tr>
<tr>
<td>SP-079</td>
<td>Ligação que passa pela região de Sorocaba, Piedade e Tapiraí em direção ao Vale do Ribeira</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O sistema também incorpora acessos e interligações, como os contornos de São Roque e Brigadeiro Tobias e a ligação Doutor Celso Charuri.</p>
<p>Os 17 municípios abrangidos são Alumínio, Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Cotia, Ibiúna, Itu, Juquiá, Mairinque, Piedade, Pilar do Sul, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo, São Roque, Sorocaba, Tapiraí, Vargem Grande Paulista e Votorantim.</p>
<h2>Programa de obras inclui pontos de ônibus, passarelas, duplicações e acostamentos</h2>
<p>O programa de investimentos divulgado pelo Governo de São Paulo prevê 68 quilômetros de duplicações, quase 40 quilômetros de marginais, 24 quilômetros de ciclovias, 171 quilômetros de acostamentos e 140 quilômetros de faixas adicionais ao longo da concessão.</p>
<p>Também estão previstos passarelas, dispositivos de acesso, rampas de escape, pontos de parada para caminhoneiros e estruturas de monitoramento.</p>
<p>Para o segundo ano de operação, o governo informou a previsão de intervenções na Bunjiro Nakao, entre os quilômetros 45 e 68, implantação de marginais na Raposo Tavares e instalação de pontos de ônibus e acessos.</p>
<p>Essas estruturas têm relação direta com o transporte coletivo: pontos de parada organizam o embarque e o desembarque, enquanto passarelas e acessos permitem chegar aos serviços de ônibus e atravessar as rodovias.</p>
<p>As intervenções integram o programa divulgado para a concessão. A publicação desta segunda-feira trata especificamente da manifestação sobre o pedido de inclusão de investimento.</p>
<h2>Motiva informou aplicação de mais de R$ 460 milhões no primeiro ano</h2>
<p>Em balanço divulgado em 14 de agosto de 2026, a Motiva Sorocabana informou ter investido mais de R$ 460 milhões no primeiro ano de operação, em obras, conservação, tecnologia e serviços operacionais.</p>
<p>Segundo a concessionária, as intervenções incluíram recuperação de pavimentos, melhorias nos acostamentos, reforço da sinalização e modernização da iluminação.</p>
<p>Na mesma divulgação, a empresa apontou entre as próximas obras faixas adicionais na Castelinho, entre os quilômetros 0 e 6,5, e na Raposo Tavares. Para a Raposo, informou a previsão de 26,83 quilômetros de faixas adicionais em pista dupla, incluindo o trecho entre os quilômetros 92,5 e 106,88, em Sorocaba.</p>
<h2>Concessão foi licitada em 2024 e começou a operar em março de 2025</h2>
<p>A abertura da licitação foi autorizada pelo Decreto estadual 68.695, de 11 de julho de 2024. O edital foi publicado no dia seguinte, e o leilão ocorreu em 30 de outubro daquele ano.</p>
<p>O então Grupo CCR venceu a disputa com oferta de R$ 1,6 bilhão pela outorga, pagamento pelo direito de explorar a concessão. Esse valor é distinto dos recursos previstos para obras e demais investimentos nas rodovias.</p>
<p>A operação da Rota Sorocabana começou em março de 2025. A concessionária passou a utilizar a marca Motiva Sorocabana, acompanhando a mudança de identidade do grupo.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Aquático-SP formaliza contrato de R$ 1,7 milhão para demolições em Pedreira; sistema supera 1,4 milhão de passageiros em São Paulo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/06/aquatico-sp-formaliza-contrato-de-r-17-milhao-para-demolicoes-em-pedreira-sistema-supera-14-milhao-de-passageiros-em-sao-paulo/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 14:01:04 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços prepararão áreas para terminal, atracadouro e estaleiro na Billings; contratação foi homologada em setembro e agora tem assinatura e prazo publicados ADAMO BAZANI A SPTrans formalizou contrato de R$ 1,7 milhão para demolir construções em áreas desapropriadas destinadas ao futuro terminal, atracadouro e estaleiro Pedreira do Aquático-SP, na zona Sul de São Paulo. O [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="578" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_6537-scaled-1.jpeg?fit=1024%2C578&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_6537-scaled-1.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_6537-scaled-1.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_6537-scaled-1.jpeg?resize=1024%2C578&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_6537-scaled-1.jpeg?resize=150%2C85&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_6537-scaled-1.jpeg?resize=768%2C433&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_6537-scaled-1.jpeg?resize=1536%2C866&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_6537-scaled-1.jpeg?resize=2048%2C1155&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_6537-scaled-1.jpeg?resize=400%2C226&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Serviços prepararão áreas para terminal, atracadouro e estaleiro na Billings; contratação foi homologada em setembro e agora tem assinatura e prazo publicados</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A SPTrans formalizou contrato de R$ 1,7 milhão para demolir construções em áreas desapropriadas destinadas ao futuro terminal, atracadouro e estaleiro Pedreira do Aquático-SP, na zona Sul de São Paulo. O extrato publicado nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, estabelece prazo contratual de dez meses a partir de 23 de setembro.</p>
<p>A preparação dos terrenos integra os projetos de infraestrutura do transporte público por embarcações, que já havia superado 1,4 milhão de passageiros, segundo informação divulgada pela SPTrans em setembro. Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, também estão em planejamento quatro novos atracadouros nas represas Billings e Guarapiranga.</p>
<h3>Publicação formaliza contratação já homologada em setembro</h3>
<p>A empresa responsável é a Valentim &amp; Rosa Comercial Ltda., CNPJ 74.386.947/0001-19.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> noticiou em 18 de setembro a homologação da licitação pelo mesmo valor. A novidade desta terça-feira é a publicação do contrato assinado, com a definição de seu período de vigência.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Informação</th>
<th>Contrato</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Valor</td>
<td>R$ 1.700.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Base dos preços</td>
<td>Agosto de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Assinatura</td>
<td>23 de setembro de 2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Prazo contratual</td>
<td>Dez meses a partir da assinatura</td>
</tr>
<tr>
<td>Registro</td>
<td>2026/0329-01-00</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O prazo corresponde aos serviços contratados. Não é uma data de inauguração do terminal ou do estaleiro.</p>
<h3>Áreas somam aproximadamente 34,7 mil metros quadrados</h3>
<p>A cobertura da homologação identificou dois perímetros na Rua do Mar Paulista, às margens da Billings, declarados de utilidade pública em 2022.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Destinação</th>
<th>Área aproximada</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Terminal e Atracadouro Pedreira</td>
<td>21.825 m²</td>
</tr>
<tr>
<td>Estaleiro Pedreira</td>
<td>12.853 m²</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>34.678 m²</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O terminal é a estrutura de atendimento e organização dos deslocamentos. O atracadouro permite a aproximação, amarração e acesso às embarcações. O estaleiro constitui infraestrutura de apoio às atividades náuticas e de manutenção.</p>
<p>A contratação publicada é de demolição e preparação das áreas. A construção desses equipamentos depende das etapas próprias de projetos, licenciamento e obras.</p>
<p>Os documentos anteriormente examinados pela reportagem preveem liberação parcial dos terrenos conforme sua disponibilidade legal, permitindo ordens de serviço para imóveis já entregues à administração.</p>
<h3>Aquático-SP começou em maio de 2024 e já ultrapassou 1,4 milhão de passageiros</h3>
<p>O sistema entrou em operação em 13 de maio de 2024, utilizando a Represa Billings para conectar Cantinho do Céu ao Parque Mar Paulista Bruno Covas.</p>
<p>A travessia cria uma alternativa aos percursos terrestres que precisam contornar braços da represa. No balanço de dois anos, a Prefeitura informou trajetos aquáticos de aproximadamente 17 minutos, em comparação com deslocamentos por terra que podiam alcançar 1h20.</p>
<p>Os indicadores divulgados em momentos diferentes permitem acompanhar a evolução:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Referência</th>
<th>Indicador</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>4 de fevereiro de 2026</td>
<td>Um milhão de passageiros acumulados</td>
</tr>
<tr>
<td>Balanço divulgado em maio de 2026</td>
<td>Mais de 1,1 milhão de passageiros</td>
</tr>
<tr>
<td>Abril de 2026</td>
<td>Mais de 61 mil embarques</td>
</tr>
<tr>
<td>Operação informada em maio</td>
<td>Seis embarcações</td>
</tr>
<tr>
<td>Informação da SPTrans em 8 de setembro</td>
<td>Mais de 1,4 milhão de passageiros acumulados</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Os dados são vinculados às respectivas divulgações. O total de setembro não representa um fechamento atualizado até 6 de outubro.</p>
<p>No recorde diário divulgado em março, 2.718 passageiros utilizaram o sistema em 22 de março, quando foram realizadas 110 viagens.</p>
<h3>Expansão contempla estudos em duas represas</h3>
<p>A SPTrans vem estruturando estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para quatro novos atracadouros.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Represa</th>
<th>Pontos em estudo</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Billings</td>
<td>Apurá</td>
</tr>
<tr>
<td>Guarapiranga</td>
<td>Guaraci, Santa Paula e Clube Náutico</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanhou a abertura dos procedimentos em abril e junho e os esclarecimentos publicados em setembro.</p>
<p>Os estudos devem avaliar as condições para implantação das estruturas, incluindo engenharia e aspectos ambientais. A batimetria, que mapeia profundidades e características do fundo das represas, integra a base técnica desse planejamento.</p>
<p>A preparação de Pedreira e os estudos dos novos pontos são etapas com objetos próprios. Não constituem um único contrato de implantação de toda a expansão.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/09/18/sptrans-contrata-demolicoes-por-r-17-milhao-para-preparar-terminal-e-estaleiro-do-aquatico-sp-na-represa-billings/?utm_source=chatgpt.com">Homologação das demolições, noticiada em 18 de setembro</a></p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/09/15/sptrans-ajusta-edital-para-estudos-de-quatro-novos-atracadouros-do-aquatico-sp-nas-represas-billings-e-guarapiranga/">Estudos dos quatro novos atracadouros</a></p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>São Paulo autoriza canteiro para obras do corredor de ônibus Radial Leste sob o Viaduto Antônio Abdo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/06/sao-paulo-autoriza-canteiro-para-obras-do-corredor-de-onibus-radial-leste-sob-o-viaduto-antonio-abdo/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 13:31:28 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Consórcio responsável pelo lote 3 poderá ocupar duas áreas que somam aproximadamente 790 metros quadrados; contrato prevê 18 meses de execução a partir de julho de 2026 ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo autorizou a instalação de um canteiro de obras e de uma área para estacionamento de veículos e equipamentos sob o Viaduto [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="570" height="380" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Viaduto-Antonio-Abdo-Carol.jpg?fit=570%2C380&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Viaduto-Antonio-Abdo-Carol.jpg?w=570&amp;ssl=1 570w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Viaduto-Antonio-Abdo-Carol.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Viaduto-Antonio-Abdo-Carol.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Viaduto-Antonio-Abdo-Carol.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px" /> <p><em>Consórcio responsável pelo lote 3 poderá ocupar duas áreas que somam aproximadamente 790 metros quadrados; contrato prevê 18 meses de execução a partir de julho de 2026</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo autorizou a instalação de um canteiro de obras e de uma área para estacionamento de veículos e equipamentos sob o Viaduto Antônio Abdo, no sentido Centro, para apoiar a construção do corredor de ônibus Radial Leste. A autorização foi publicada e atende ao consórcio responsável pelo lote 3 do empreendimento.</p>
<p>As duas áreas somam aproximadamente 790 metros quadrados e poderão ser utilizadas durante a execução dos trabalhos. O lote atendido pelo canteiro corresponde ao trecho entre as ruas Armando Gardenghi e Professor Miguel Russiano, na direção da Penha, com cerca de 3,84 quilômetros e prazo contratual de 18 meses contado de 31 de julho de 2026.</p>
<h3>Canteiro terá área na Avenida Conde de Frontin e apoio na Rua Melo Freire</h3>
<p>A Subprefeitura da Mooca autorizou o Consórcio SEA — Radial Leste I a utilizar aproximadamente 544 metros quadrados na Avenida Conde de Frontin, número 100, para o canteiro de obras.</p>
<p>Outros 246 metros quadrados, na Rua Melo Freire, número 2299, serão destinados ao estacionamento de veículos e equipamentos. Os espaços ficam na parte inferior do viaduto.</p>
<p>Segundo a portaria, o consórcio apresentou três alternativas para as estruturas de apoio. A administração escolheu as áreas sob o Viaduto Antônio Abdo, no sentido Centro.</p>
<p>A autorização organiza o apoio à execução do contrato do lote 3, firmado com a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras.</p>
<h3>Trecho até a Penha tem contrato atualizado para aproximadamente R$ 147 milhões</h3>
<p>O lote 3 é executado pelo consórcio formado por Souza Compec Engenharia e Construções, Arvek Técnica e Construções e Construtora Etama.</p>
<p>Como mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, o contrato tinha valor inicial de aproximadamente R$ 135,39 milhões. Após reajuste de 8,60%, passou a cerca de R$ 147,04 milhões.</p>
<p>A ordem de início estabeleceu 31 de julho de 2026 como referência para a execução, com duração de 18 meses. Esse prazo alcança janeiro de 2028, caso não ocorram alterações contratuais. Trata-se do cronograma desse lote, e não de uma confirmação de abertura de todo o corredor naquela data.</p>
<h3>Primeira etapa liga o Parque Dom Pedro II à região da Penha</h3>
<p>O corredor Radial Leste I foi organizado em três lotes:</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Lote</th>
<th>Trecho previsto</th>
<th>Extensão aproximada</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>1</td>
<td>Parque Dom Pedro II até a Rua Almirante Brasil</td>
<td>2,8 km</td>
</tr>
<tr>
<td>2</td>
<td>Rua Almirante Brasil até a Rua Armando Gardenghi</td>
<td>3,1 km</td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td>Rua Armando Gardenghi até a Rua Professor Miguel Russiano</td>
<td>3,84 km</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O projeto prevê uma via de ônibus com maior separação do trânsito geral, estações e condições de embarque destinadas a reduzir o tempo das paradas e melhorar a regularidade das viagens.</p>
<p>Segundo estimativas divulgadas pela Prefeitura, o empreendimento poderá beneficiar cerca de 400 mil pessoas por dia e reduzir em até 50% o tempo de viagem entre o Centro e a Zona Leste. São projeções do projeto, que dependerão da conclusão das intervenções e da operação implantada.</p>
<p>O histórico inclui um contrato suspenso em 2016 e rescindido em 2019. A Prefeitura informa que o projeto foi revisto, passou por nova licitação e teve obras iniciadas em setembro de 2024. As contratações e ordens de início dos lotes seguintes avançaram em 2026.</p>
<h3>Consórcio deverá controlar ruído, conservar o espaço e reparar danos</h3>
<p>A autorização exige respeito aos limites legais de ruído e atribui ao consórcio a responsabilidade pela segurança, conservação, limpeza e retirada de resíduos das áreas utilizadas.</p>
<p>Ao fim da ocupação, os espaços deverão ser devolvidos desocupados e em condições melhores que as existentes antes do uso, incluindo a recuperação de elementos como jardins, cercamentos, lixeiras e postes, quando afetados.</p>
<p>O consórcio também responderá por danos ao patrimônio público e a terceiros. A fiscalização caberá às unidades competentes da Subprefeitura da Mooca.</p>
<h3>Continuidade até Itaquera pertence a outra etapa</h3>
<p>A extensão do corredor da Penha até Itaquera corresponde ao Radial Leste II, com cerca de 10,2 quilômetros previstos entre a Rua Professor Miguel Russiano e a região de Corinthians-Itaquera.</p>
<p>Como noticiou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em 1º de outubro, o contrato de gerenciamento e fiscalização dos projetos dessa segunda etapa teve prazo prorrogado até 30 de junho de 2027.</p>
<p>Assim, o canteiro autorizado agora atende à construção do lote 3 da primeira etapa. A continuidade até Itaquera possui procedimentos e cronograma próprios.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Goiás reforça subsídio ao transporte coletivo em R$ 15,67 milhões e remaneja R$ 4,61 milhões do Passe Livre Estudantil</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/06/goias-reforca-subsidio-ao-transporte-coletivo-em-r-1567-milhoes-e-remaneja-r-461-milhoes-do-passe-livre-estudantil/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 13:00:34 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Diário Oficial também publica redução de R$ 457,3 mil em investimentos da Metrobus e transferência interna de R$ 441,1 mil de despesas correntes para investimentos da empresa ADAMO BAZANI O Governo de Goiás publicouum reforço de R$ 15,67 milhões na dotação destinada ao subsídio tarifário do transporte coletivo, financiado pela retirada de recursos previstos para [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="786" height="547" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1230-goianoia.jpg?fit=786%2C547&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1230-goianoia.jpg?w=786&amp;ssl=1 786w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1230-goianoia.jpg?resize=300%2C209&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1230-goianoia.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1230-goianoia.jpg?resize=768%2C534&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1230-goianoia.jpg?resize=400%2C278&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 786px) 100vw, 786px" /> <div>
<div>
<p><em>Diário Oficial também publica redução de R$ 457,3 mil em investimentos da Metrobus e transferência interna de R$ 441,1 mil de despesas correntes para investimentos da empresa</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo de Goiás publicouum reforço de R$ 15,67 milhões na dotação destinada ao subsídio tarifário do transporte coletivo, financiado pela retirada de recursos previstos para revitalização de parques urbanos. Na mesma edição do Diário Oficial, dois outros atos remanejam R$ 4,61 milhões de dotações do Passe Livre Estudantil do ensino superior para eventos de promoção da economia e obras em instalações esportivas.</p>
<p>As movimentações alteram a distribuição das autorizações de despesas do Estado, mas os documentos não anunciam mudança na tarifa dos passageiros ou nas regras do benefício estudantil. A edição também traz dois atos envolvendo a Metrobus: um reduz R$ 457,3 mil de sua dotação de investimentos para ajudar a financiar despesas de outros órgãos; o outro transfere R$ 441,1 mil de despesas correntes para investimentos dentro da própria empresa.</p>
<h2>Subsídio recebe R$ 15,67 milhões retirados da revitalização de parques urbanos</h2>
<p>O reforço para o transporte coletivo está na Portaria Orçamentária nº 439/2026, da Secretaria de Estado da Economia, datada de 28 de agosto e publicada no Diário Oficial de 5 de outubro.</p>
<p>O documento acrescenta R$ 15.674.260,73 à ação “Subsídio Tarifário do Transporte Coletivo”, vinculada à Secretaria-Geral de Governo.</p>
<p>No quadro publicado, a dotação aparece com saldo orçamentário anterior de R$ 34.610.042,70. Com a suplementação, o saldo indicado passa a R$ 50.284.303,43.</p>
<p>Para financiar esse acréscimo, o governo anula R$ 15.674.260,73 da ação “Revitalização de Parques Urbanos”, também da Secretaria-Geral de Governo. Os recursos são classificados como receitas ordinárias provenientes de impostos, sem vinculação específica.</p>
<p>A medida amplia a autorização orçamentária para despesas com subsídio. A abertura do crédito, porém, não equivale à comprovação de que o dinheiro já foi pago às empresas.</p>
<p>O ato não discrimina operadoras beneficiárias, períodos de remuneração ou valores individuais de repasse. Também não estabelece nova tarifa ou alteração na oferta de ônibus.</p>
<p>O subsídio permite que parte do financiamento do transporte seja suportada pelo orçamento público, em vez de depender exclusivamente da arrecadação com passageiros. Neste caso, a publicação reforça a dotação destinada a essa finalidade, sem detalhar a aplicação por serviço ou empresa.</p>
<h2>Valor global da portaria inclui outras áreas e não deve ser confundido com o reforço ao transporte</h2>
<p>A Portaria nº 439/2026 movimenta, ao todo, R$ 18.098.393,60. Esse valor reúne créditos para a Secretaria-Geral de Governo e para a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás, a Fapeg.</p>
<p>A parcela destinada ao subsídio tarifário é de R$ 15.674.260,73. Os demais R$ 2.424.132,87 correspondem às movimentações da Fapeg.</p>
<p>Da mesma forma, o saldo de R$ 50.284.303,43 apresentado na tabela se refere à dotação descrita naquele ato. Não deve ser interpretado como o total de subsídios pagos pelo Estado ao longo de 2026.</p>
<p>A identificação do valor efetivamente desembolsado exige os registros de execução da despesa, enquanto a portaria trata da autorização para sua realização.</p>
<h2>Passe Livre Estudantil tem R$ 4,61 milhões de dotações remanejados para outras finalidades</h2>
<p>Duas portarias publicadas na mesma edição utilizam recursos da ação “Passe Livre Estudantil — Ensino Superior”, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, para reforçar dotações de outras secretarias.</p>
<p>As anulações somam R$ 4.613.916,27. Os dois documentos estão datados de 31 de agosto de 2026.</p>
<p>A primeira movimentação destina R$ 613.916,27 à Secretaria de Estado da Retomada, na ação “Realização de Eventos de Promoção da Economia”.</p>
<p>A segunda transfere R$ 4 milhões para a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, destinados à construção, reforma, ampliação e modernização de estádios, praças esportivas e ginásios.</p>
<p>Os atos identificam expressamente o Passe Livre Estudantil do ensino superior como origem dessas parcelas. Não relacionam, entretanto, municípios, estudantes, quantidade de viagens ou períodos de utilização do benefício.</p>
<h2>R$ 613,9 mil vão para eventos de promoção da economia</h2>
<p>A transferência para a Secretaria da Retomada consta da Portaria Orçamentária nº 440/2026.</p>
<p>O documento abre crédito suplementar de R$ 613.916,27 para a realização de eventos de promoção da economia, classificado no grupo “Outras Despesas Correntes”.</p>
<p>O financiamento é feito pela anulação de igual valor na dotação do Passe Livre Estudantil — Ensino Superior. A fonte indicada é de receitas ordinárias provenientes de recursos não vinculados de impostos.</p>
<p>O quadro da despesa beneficiada apresenta saldo anterior de R$ 128.959,46 e saldo atualizado de R$ 742.875,73.</p>
<p>A portaria não identifica quais eventos serão atendidos por essa suplementação.</p>
<h2>Outros R$ 4 milhões são destinados a estádios, praças esportivas e ginásios</h2>
<p>A Portaria Orçamentária nº 442/2026 abre crédito global de R$ 4,1 milhões para a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer.</p>
<p>Desse total, R$ 4 milhões reforçam a ação “Construção, Reforma, Ampliação e Modernização de Estádios, Praças Esportivas e Ginásios”. Essa parcela é integralmente financiada pela anulação de dotação do Passe Livre Estudantil — Ensino Superior.</p>
<p>Os R$ 100 mil restantes vão para a gestão e manutenção das atividades da secretaria, mas têm outra origem: a redução de recursos da ação “Disponibilização de Atividades Desportivas, Artes Marciais e Lazer para Alunos”.</p>
<p>Portanto, a retirada do Passe Livre nesse ato é de R$ 4 milhões, e não de R$ 4,1 milhões.</p>
<p>O documento não especifica quais instalações esportivas receberão os recursos nem apresenta cronograma de intervenções.</p>
<h2>Remanejamento do Passe Livre não determina, por si só, mudança no benefício</h2>
<p>As portarias comprovam a retirada de autorizações de despesas das dotações indicadas para o Passe Livre Estudantil e sua transferência para outras finalidades.</p>
<p>Não estabelecem suspensão do programa, redução do número de viagens, exclusão de beneficiários ou mudança nos critérios de acesso.</p>
<p>Para verificar se a movimentação afeta a capacidade de atendimento, é necessário conhecer a situação atualizada do orçamento do programa, as despesas já realizadas, os compromissos pendentes e a demanda prevista.</p>
<p>Há uma particularidade nos quadros de redução: nas duas portarias, a coluna “Saldo a Programar” aparece com R$ 0,00 para o Passe Livre, enquanto os valores a serem anulados constam das colunas de recursos bloqueados e de redução.</p>
<p>Esse registro precisa ser considerado na leitura das tabelas, mas não permite concluir que o orçamento total do programa esteja zerado. Os quadros apresentam as parcelas utilizadas para financiar os créditos abertos, e não um demonstrativo completo da execução do benefício.</p>
<h2>Metrobus tem R$ 457,3 mil retirados de investimentos para financiar despesas de outros órgãos</h2>
<p>A Metrobus Transporte Coletivo S/A aparece entre as unidades cujas dotações são reduzidas pela Portaria Orçamentária nº 390/2026, datada de 4 de agosto.</p>
<p>O ato abre créditos suplementares de R$ 25.300.379,88 para a Casa Militar e a Diretoria-Geral de Polícia Penal, financiados por anulações em diferentes unidades orçamentárias.</p>
<p>A contribuição da Metrobus para esse conjunto é de R$ 457.315,39, retirados do grupo “Investimentos” da ação “Gestão e Manutenção das Atividades”.</p>
<p>A fonte é de receitas ordinárias provenientes de recursos não vinculados de impostos.</p>
<p>A publicação não identifica qual investimento da empresa deixa de contar com essa parcela. Também não vincula a redução a uma compra de ônibus, obra, equipamento ou projeto específico.</p>
<p>Como o financiamento do crédito reúne dotações de vários órgãos, o documento não permite atribuir a parcela retirada da Metrobus a uma despesa individual da Casa Militar ou da Polícia Penal.</p>
<h2>Outra portaria transfere R$ 441,1 mil dentro da própria Metrobus</h2>
<p>Uma segunda movimentação envolvendo a empresa consta da Portaria Orçamentária nº 425/2026, datada de 25 de agosto.</p>
<p>Nesse caso, o governo abre crédito de R$ 441.112,94 para investimentos da Metrobus, na ação “Gestão e Manutenção das Atividades”.</p>
<p>O quadro apresenta saldo anterior de R$ 21.316,00 e saldo atualizado de R$ 462.428,94 para a dotação suplementada.</p>
<p>A origem é a anulação de R$ 441.112,94 no grupo “Outras Despesas Correntes” da própria Metrobus, dentro da mesma ação.</p>
<p>Trata-se, portanto, de transferência interna entre grupos de despesa. O ato reforça investimentos, mas não representa entrada líquida de R$ 441,1 mil no orçamento da empresa, porque há redução de igual valor em outra dotação sua.</p>
<p>As duas portarias têm efeitos distintos: a primeira utiliza recursos de investimentos da Metrobus para financiar créditos de outros órgãos; a segunda reorganiza recursos dentro da empresa.</p>
<p>Nenhuma delas especifica destinação a ônibus elétricos, biometano, carregadores ou intervenções em corredores.</p>
<h2>Atos publicados em outubro foram datados em agosto</h2>
<p>As cinco portarias relacionadas ao subsídio, ao Passe Livre e à Metrobus foram publicadas na edição nº 24.879 do Diário Oficial do Estado de Goiás, de 5 de outubro de 2026, mas estão datadas de agosto.</p>
<p>A redução de investimentos da Metrobus consta nas páginas 27 a 29, com o registro da empresa na página 28. O remanejamento interno está na página 68.</p>
<p>O reforço ao subsídio tarifário aparece nas páginas 84 a 86, com a tabela do transporte na página 85. A transferência do Passe Livre para eventos está na página 86, e a destinação para instalações esportivas, nas páginas 88 e 89.</p>
<p>Os documentos registram decisões sobre a distribuição do orçamento estadual. Para os passageiros, as questões centrais são a execução do reforço ao subsídio e a capacidade de atendimento do Passe Livre após os remanejamentos. Essas respostas dependem dos registros atualizados de despesas e da aplicação dos recursos, além das autorizações publicadas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
<div>
<div></div>
</div>
</div>
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</div>
</div>
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  <item>
    <title>Câmara de São Paulo marca audiência sobre orçamento do transporte para 14 de outubro</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/06/camara-de-sao-paulo-marca-audiencia-sobre-orcamento-do-transporte-para-14-de-outubro/</link>
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    <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 12:01:57 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Debate terá participação da área de Mobilidade, SPTrans, companhia de trânsito e Subprefeituras; proposta para 2027 prevê R$ 7,35 bilhões em subsídios aos ônibus ADAMO BAZANI A Câmara Municipal de São Paulo realizará em 14 de outubro, às 10h, uma audiência pública para discutir o orçamento de 2027 destinado à mobilidade urbana. O encontro será [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="710" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-04.43.16.jpeg?fit=1024%2C710&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-04.43.16.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-04.43.16.jpeg?resize=300%2C208&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-04.43.16.jpeg?resize=1024%2C710&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-04.43.16.jpeg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-04.43.16.jpeg?resize=768%2C533&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-04.43.16.jpeg?resize=1536%2C1066&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-04.43.16.jpeg?resize=400%2C278&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Debate terá participação da área de Mobilidade, SPTrans, companhia de trânsito e Subprefeituras; proposta para 2027 prevê R$ 7,35 bilhões em subsídios aos ônibus</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Câmara Municipal de São Paulo realizará em 14 de outubro, às 10h, uma audiência pública para discutir o orçamento de 2027 destinado à mobilidade urbana. O encontro será no Auditório Prestes Maia, no primeiro andar do Palácio Anchieta, com participação presencial e pela internet, e reunirá as áreas responsáveis pelo transporte coletivo, trânsito e serviços das subprefeituras.</p>
<p>Entre os recursos em discussão estão R$ 7,35 bilhões para subsídios aos ônibus, R$ 2,19 bilhões para eletrificação da frota e melhoria da gestão do transporte coletivo e R$ 500 milhões para renovação com veículos a biometano. Os valores integram a proposta encaminhada pelo prefeito Ricardo Nunes e ainda dependem da análise e aprovação dos vereadores.</p>
<h3>Comissão de Finanças discutirá recursos com os órgãos responsáveis pelos serviços</h3>
<p>A convocação foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, 5 de outubro de 2026. A audiência será conduzida pela Comissão de Finanças e Orçamento e integra a discussão do projeto de lei do orçamento municipal de 2027.</p>
<p>A sessão temática de Mobilidade prevê participação da Secretaria Municipal de Subprefeituras, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, da SPTrans e da Companhia de Engenharia de Tráfego.</p>
<p>A reunião permite examinar, em conjunto, recursos destinados à operação do transporte coletivo, às políticas de trânsito e às intervenções municipais relacionadas aos deslocamentos.</p>
<p>A proposta orçamentária está em tramitação como Projeto de Lei 752/2026. As dotações poderão ser modificadas durante a análise legislativa.</p>
<h3>Subsídios propostos crescem 18% em relação ao orçamento original de 2026</h3>
<p>Como mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em 1º de outubro, a previsão de R$ 7,347 bilhões para compensações tarifárias supera em aproximadamente R$ 1,12 bilhão o orçamento original de 2026, que reservava R$ 6,225 bilhões. A diferença corresponde a cerca de 18%.</p>
<p>Essa comparação envolve a previsão inicial de 2026 e a proposta para 2027. O resultado efetivo deste ano dependerá da execução e das alterações realizadas no orçamento.</p>
<p>As compensações ajudam a financiar a diferença entre a arrecadação e os custos reconhecidos do sistema. A proposta também contempla a continuidade da gratuidade dos ônibus aos domingos.</p>
<h3>Eletrificação e biometano possuem ações próprias na proposta</h3>
<p>Os R$ 2,19 bilhões estão previstos para uma ação que combina eletrificação da frota e melhoria da gestão. Portanto, o nome da dotação abrange mais atividades que a aquisição de veículos elétricos.</p>
<p>A renovação com ônibus a biometano possui previsão separada de R$ 500 milhões. No conjunto, a Secretaria de Mobilidade tem orçamento proposto de aproximadamente R$ 13,96 bilhões.</p>
<p>Essas ações estão inseridas na programação orçamentária: somá-las novamente ao total da secretaria produziria uma duplicação.</p>
<p>Durante a tramitação, a análise das dotações permite distinguir recursos destinados à manutenção dos serviços daqueles voltados à renovação e à infraestrutura. Para quem utiliza o transporte, essa distribuição se relaciona à oferta de viagens, à qualidade dos veículos e às condições de circulação dos ônibus.</p>
<h3>Público poderá falar no auditório, participar por vídeo ou enviar manifestação escrita</h3>
<p>A audiência será realizada no Viaduto Jacareí, número 100, na Bela Vista. O acesso presencial será permitido até o limite de capacidade do Auditório Prestes Maia.</p>
<p>Os interessados em falar no local poderão se inscrever no auditório. Para participação por videoconferência, a inscrição deve ser feita na área de audiências públicas do portal da Câmara Municipal.</p>
<p>Segundo a página oficial do evento, as inscrições para participação virtual terminam às 14h de 13 de outubro, na véspera da reunião. Também será possível encaminhar manifestação por escrito pelo portal.</p>
<p>A transmissão ocorrerá pelos auditórios online e pelos canais oficiais da Câmara no YouTube e no Facebook.</p>
<h3>Discussão geral do orçamento começa antes da reunião sobre transporte</h3>
<p>Antes da audiência temática de Mobilidade, a Comissão de Finanças realizará uma audiência geral em 7 de outubro, às 10h, no Salão Nobre Presidente João Brasil Vita, no oitavo andar da Câmara.</p>
<p>Essa primeira reunião prevê participação das áreas de Fazenda e Planejamento e do Tribunal de Contas do Município. O encontro de 14 de outubro aprofundará a discussão dos órgãos ligados à mobilidade.</p>
<p>As audiências são etapas da análise pública da proposta. Elas permitem registrar manifestações e discutir prioridades antes da votação do orçamento que orientará as despesas municipais de 2027.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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