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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>EXCLUSIVO –VÍDEO: Chassis Eletra de ônibus elétricos brasileiros já têm mais de 200 unidades em produção com novo método. Veja como são fabricados</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/exclusivo-video-chassis-eletra-de-onibus-eletricos-brasileiros-ja-tem-mais-de-200-unidades-em-producao-com-novo-metodo-veja-como-sao-fabricados/</link>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 20:46:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Carrocerias]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Meio ambiente]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Diário do Transporte foi o primeiro veículo jornalístico a conhecer a fabricação dos novos chassis na planta de São Bernardo do Campo (SP) e revela que 232 unidades estão em produção para entrega até dezembro. Processo reduz em mais da metade o tempo de fabricação; empresa confirma investimentos para triplicar capacidade, desenvolver ônibus rodoviários elétricos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="725" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?fit=1024%2C725&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?w=1491&amp;ssl=1 1491w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?resize=1024%2C725&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?resize=768%2C543&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?resize=400%2C283&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Diário do Transporte foi o primeiro veículo jornalístico a conhecer a fabricação dos novos chassis na planta de São Bernardo do Campo (SP) e revela que 232 unidades estão em produção para entrega até dezembro. Processo reduz em mais da metade o tempo de fabricação; empresa confirma investimentos para triplicar capacidade, desenvolver ônibus rodoviários elétricos e disputar mercado internacional</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p><strong><em>Colaborou Yuri Sena</em></strong></p>
<p><div style="width: 640px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-543434-2" width="640" height="480" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Eletra.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Eletra.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Eletra.mp4</a></video></div></p>
<p>A fabricante brasileira Eletra já está produzindo em escala comercial seus próprios chassis para ônibus elétricos, com uma nova organização industrial que reduziu em mais da metade o tempo necessário para concluir a etapa de eletrificação dos veículos. Em reportagem exclusiva, o criador e editor-chefe do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, Adamo Bazani, foi o primeiro jornalista a conhecer o processo de fabricação na planta de São Bernardo do Campo (SP), no ABC Paulista, e obteve uma informação inédita: são 232 chassis elétricos em produção com novo método para entregas até dezembro de 2026, sendo 122 articulados e 110 modelos padron. A produção utiliza tecnologia nacional, integra componentes eletroeletrônicos desenvolvidos no Brasil e representa uma mudança em relação ao método anterior, quando a eletrificação era realizada sobre veículos que já tinham recebido a carroceria.</p>
<p>A transformação industrial confirma, na prática, os investimentos e projetos anunciados pela diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, durante a Lat.Bus 2026, realizada em agosto, em São Paulo. A fabricante pretende elevar sua capacidade produtiva para até 2.800 ônibus elétricos por ano, desenvolver modelos rodoviários e de fretamento, ampliar as exportações e fortalecer sua participação na indústria brasileira de veículos de alta tecnologia. Além dos ganhos ambientais, a expansão representa uma oportunidade de neoindustrialização, com geração de empregos industriais qualificados, investimentos em engenharia e formação profissional, fortalecimento de fornecedores nacionais e maior presença do Brasil em um mercado mundial atualmente liderado pela China. A estratégia também encontra respaldo na crescente aceitação dos ônibus elétricos pela população, apontada por pesquisas realizadas em diferentes cidades brasileiras.</p>
<h2>De nove para quatro dias: como a Eletra mudou a fabricação dos ônibus elétricos</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-543439" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="225" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>A principal transformação está na sequência de montagem dos veículos.</p>
<p>Anteriormente, parte do processo era realizada com a carroceria já instalada sobre a estrutura do ônibus. Isso exigia uma organização industrial mais complexa, com movimentações entre etapas de montagem e eletrificação.</p>
<p>Agora, a Eletra recebe as estruturas mecânicas de fornecedores e instala os sistemas necessários para transformá-las em chassis elétricos completos antes do envio às encarroçadoras.</p>
<p>A reportagem acompanhou a preparação dos componentes, a organização dos cabos e chicotes elétricos e a integração dos sistemas de propulsão e controle.</p>
<p>O diretor industrial da Eletra, Pedro Botejara, explicou a diferença de produtividade.</p>
<p>“Quando a gente eletrificava uma plataforma com a carroceria já colocada, você levava nove dias para um articulado. Nós conseguimos reduzir para quatro dias no chassi. Num básico de 12 metros ou 12 metros e meio padron, nós reduzimos de sete dias para três dias. Quer dizer, então foi um ganho de mais de 60%, em torno de 60% de ganho no tempo de produção.”</p>
<p>Os números mostram uma redução de aproximadamente 55,6% no tempo de produção dos articulados e de 57,1% nos veículos padron, considerando as etapas comparadas pelo executivo.</p>
<p>Isso significa que uma mesma etapa, antes realizada em nove dias, agora pode ser executada em quatro. No caso dos veículos convencionais, a redução é de sete para três dias.</p>
<p>O ganho não deve ser confundido com o tempo total de fabricação do ônibus completo, que também depende da montagem da carroceria, acabamentos, testes e demais procedimentos industriais.</p>
<p>Mas tem consequências importantes.</p>
<p>A redução do período de montagem permite organizar melhor as linhas produtivas, diminuir o tempo de permanência das estruturas nas instalações, ampliar o volume de veículos processados e reduzir movimentações entre diferentes etapas da fabricação.</p>
<p>Para os operadores, a maior produtividade industrial pode representar maior previsibilidade de entrega e condições para ampliar encomendas.</p>
<p>Para a indústria, significa melhorar o aproveitamento da capacidade instalada antes mesmo de considerar a construção de novas fábricas.</p>
<h2>O cérebro do ônibus começa na preparação dos cabos e chicotes</h2>
<p><div id="attachment_543440" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-543440" class="wp-image-543440 size-medium" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.39.jpeg?resize=300%2C188&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="188" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.39.jpeg?resize=300%2C188&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.39.jpeg?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.39.jpeg?resize=400%2C251&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.39.jpeg?w=675&amp;ssl=1 675w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-543440" class="wp-caption-text">Diretor industrial, Pedro Botejara, e o repórter Adamo Bazani</p></div></p>
<p>Um dos momentos acompanhados pela reportagem exclusiva foi a preparação dos chicotes elétricos.</p>
<p>Sobre mesas e dispositivos específicos, os trabalhadores organizam os conjuntos de fios e conexões que serão utilizados para transmitir energia, comandos e informações entre os diferentes equipamentos do veículo.</p>
<p>A etapa utiliza um sistema de montagem conhecido industrialmente como “cama de pregos”, no qual os cabos são distribuídos segundo trajetos previamente definidos.</p>
<p>A técnica permite padronizar comprimentos, posicionamento das conexões e organização dos circuitos.</p>
<p>É nessa preparação que começa a estrutura das ligações responsáveis pela comunicação entre os principais sistemas do ônibus elétrico.</p>
<p>Diferentemente de um ônibus convencional movido a diesel, o veículo elétrico depende de uma arquitetura que reúne motores de tração, baterias de alta tensão, inversores, controladores eletrônicos, sistemas de distribuição de energia e dispositivos responsáveis por funções auxiliares.</p>
<p>Todos esses conjuntos precisam trabalhar de forma integrada.</p>
<p>Não basta instalar um motor elétrico no lugar de um motor a combustão.</p>
<p>É necessário controlar a entrega de potência, a utilização da energia armazenada, a recuperação de energia nas desacelerações, os limites de funcionamento dos componentes e a interação com os demais sistemas do veículo.</p>
<p>Também entram nessa integração elementos relacionados à segurança operacional, ao gerenciamento de baterias e à comunicação entre equipamentos.</p>
<p>A padronização dos chicotes é importante tanto para a fabricação quanto para a manutenção futura.</p>
<p>Conexões corretamente identificadas, trajetos definidos e organização dos circuitos facilitam a verificação dos sistemas, a identificação de falhas e a substituição de componentes.</p>
<p>Depois dessa etapa, os conjuntos seguem para a montagem sobre a estrutura do chassi.</p>
<h2>Da plataforma mecânica ao chassi elétrico: entenda uma diferença importante</h2>
<p>A reportagem também esclarece uma dúvida recorrente entre profissionais do transporte, engenheiros, estudantes e interessados na tecnologia dos ônibus.</p>
<p>Por que, em determinados veículos eletrificados pela Eletra, a estrutura fornecida por Mercedes-Benz ou Scania é chamada de plataforma, enquanto o produto concluído recebe a identificação de chassi Eletra?</p>
<p>A explicação está nas etapas de fabricação e na responsabilidade pela integração dos componentes.</p>
<p>As estruturas fornecidas pelas fabricantes parceiras incluem elementos mecânicos necessários à construção do veículo, mas chegam à Eletra sem o conjunto de propulsão elétrica instalado.</p>
<p>Dessa maneira, não possuem condições de movimentar o veículo por meios próprios.</p>
<p>O diretor industrial Pedro Botejara explicou durante a visita.</p>
<p>“Ela não é motorizada, ela não é eletrificada, ou seja, ela não roda por si própria, ela não consegue se deslocar. Por isso é uma plataforma. Agora, quando a Eletra coloca os componentes dela, que ela faz a eletrificação, aí sim, aí ele virou um chassi, porque, com toda a motorização, com todas as baterias, ele já consegue se deslocar, ele já está pronto para ir para o encarroçador, para ser colocada a carroceria. Aí ele vira o ônibus que consegue rodar.”</p>
<p>O novo processo representa uma evolução da participação industrial da Eletra.</p>
<p>A companhia passa a assumir diretamente mais etapas de integração dos sistemas elétricos e eletrônicos do chassi, incluindo a arquitetura de controle e a identificação do produto como fabricante.</p>
<p>A mudança foi apresentada oficialmente na Lat.Bus 2026, quando a empresa destacou sua nova geração de chassis com tecnologia eletroeletrônica própria.</p>
<p>A utilização de estruturas mecânicas fornecidas por parceiros industriais não elimina a participação dessas empresas na fabricação do veículo.</p>
<p>Da mesma forma, a identificação Eletra não significa que todos os componentes sejam produzidos dentro da própria fábrica.</p>
<p>O diferencial está no desenvolvimento da tecnologia de eletrificação, na integração dos conjuntos e na responsabilidade industrial pelo chassi elétrico resultante.</p>
<p>Essa distinção é importante para compreender a cadeia produtiva e a evolução tecnológica da indústria brasileira.</p>
<h2>Mais de 200 unidades já comercializadas e cerca de 1.400 ônibus com tecnologia Eletra</h2>
<p><div id="attachment_543442" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-543442" class="size-medium wp-image-543442" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.55.jpeg?resize=300%2C200&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="200" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.55.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.55.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.55.jpeg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.55.jpeg?w=620&amp;ssl=1 620w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-543442" class="wp-caption-text">Diretora comercial, Ieda Oliveira</p></div></p>
<p>A nova etapa industrial não está restrita a protótipos ou projetos experimentais.</p>
<p>A diretora comercial da Eletra, Iêda Oliveira, confirmou à reportagem que a empresa está com mais de duas centenas de unidades em sua programação de produção para o encerramento de 2026.</p>
<p>“Sim, nós já temos. Hoje, no mercado, estamos chegando a 1.400 ônibus com tecnologia elétrica, com chassi elétrico. Nós estamos hoje em linha de produção com 122 articulados, mais 110 padron, só para até dezembro.”</p>
<p>A soma corresponde a 232 veículos.</p>
<p>Os números revelam dois movimentos distintos.</p>
<p>O primeiro é a ampliação da presença da tecnologia Eletra no transporte coletivo brasileiro, considerando a trajetória de eletrificação da empresa.</p>
<p>O segundo é a passagem para um modelo industrial no qual a fabricante amplia sua responsabilidade sobre o chassi completo, antes de sua chegada às encarroçadoras.</p>
<p>É necessário distinguir esses 232 veículos em produção para entrega até o final do ano do total histórico de ônibus com tecnologia Eletra mencionado pela diretora.</p>
<p>A empresa já atuava no desenvolvimento e na eletrificação de veículos antes de iniciar a produção dos novos chassis com a arquitetura industrial apresentada em agosto de 2026.</p>
<p>A expansão também ocorre em diferentes configurações de veículos, dos modelos convencionais aos articulados e superarticulados destinados a sistemas de maior capacidade.</p>
<p>Segundo Iêda Oliveira, o desenvolvimento brasileiro é uma vantagem para atender às necessidades locais.</p>
<p>“A vantagem é essa: você tem um produto nacional, produzido aqui, desenvolvido aqui e preparado para as nossas cidades.”</p>
<p>A afirmação está relacionada a características que fazem diferença na operação cotidiana, como condições de pavimentação, aclives, declives, quantidade de passageiros, temperatura, intensidade de utilização e disponibilidade de infraestrutura de recarga.</p>
<p>Também é relevante para manutenção, assistência técnica e fornecimento de componentes.</p>
<p>A proximidade entre fabricantes, fornecedores e operadores permite desenvolver soluções considerando as condições reais das cidades brasileiras.</p>
<h2>Investimentos superiores a R$ 270 milhões e capacidade para 2.800 ônibus por ano</h2>
<p><div id="attachment_543443" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-543443" class="size-medium wp-image-543443" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.31.jpeg?resize=300%2C219&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="219" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.31.jpeg?resize=300%2C219&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.31.jpeg?resize=150%2C110&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.31.jpeg?resize=400%2C293&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.31.jpeg?w=562&amp;ssl=1 562w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-543443" class="wp-caption-text">Diretora-presidente, Milena Romano</p></div></p>
<p>Durante a Lat.Bus 2026, em agosto, a Eletra apresentou um programa de investimentos superior a R$ 270 milhões, envolvendo desenvolvimento tecnológico, ampliação da produção e estudos para uma segunda unidade industrial.</p>
<p>Desse montante, mais de R$ 70 milhões foram associados ao desenvolvimento de novos chassis e soluções tecnológicas, enquanto investimentos superiores a R$ 200 milhões foram relacionados à expansão da estrutura industrial.</p>
<p>A intenção é acompanhar o crescimento da demanda brasileira e abrir oportunidades em mercados internacionais.</p>
<p>Na entrevista exclusiva realizada na planta de São Bernardo do Campo, a diretora-presidente Milena Braga Romano confirmou a meta de expansão.</p>
<p>“Vamos aumentar a nossa capacidade produtiva para 2.800 ônibus ao ano e diversificar com novos produtos e novos mercados, como o ônibus rodoviário.”</p>
<p>A meta representa uma mudança de escala em relação à estrutura atual da empresa.</p>
<p>A modernização da linha existente e a ampliação das instalações são partes complementares dessa estratégia.</p>
<p>O novo método de produção permite aproveitar melhor a estrutura industrial já disponível, enquanto a expansão física poderá oferecer espaço para volumes maiores, novas etapas de montagem, armazenamento de componentes e diversificação dos modelos fabricados.</p>
<p>Os investimentos anunciados também têm potencial para ampliar a contratação de trabalhadores e a participação de empresas fornecedoras.</p>
<p>Na apresentação realizada durante a Lat.Bus, a Eletra apontou a possibilidade de geração de aproximadamente mil novos empregos relacionados ao seu projeto de expansão industrial.</p>
<p>A concretização dessas metas dependerá do andamento dos investimentos, das encomendas, do financiamento dos veículos e das condições do mercado.</p>
<h2>Ônibus rodoviários, fretamento, chassis inteligentes e exportações</h2>
<p>A diversificação da produção é uma das prioridades para 2027.</p>
<p>A Eletra pretende ampliar sua atuação para além dos ônibus urbanos convencionais, articulados e superarticulados.</p>
<p>Entre os projetos estão chassis destinados ao transporte rodoviário de passageiros e ao fretamento.</p>
<p>Esses segmentos apresentam exigências próprias.</p>
<p>No transporte urbano, os ônibus normalmente percorrem trajetos com paradas frequentes, velocidades médias relativamente baixas e possibilidade de recarga nas garagens.</p>
<p>No rodoviário, a autonomia, a velocidade de operação, a quantidade de bagagens, a capacidade das baterias e a disponibilidade de carregadores ao longo dos trajetos assumem importância ainda maior.</p>
<p>A eletrificação pode ser especialmente viável em viagens de curta e média distância, com percursos conhecidos e possibilidade de planejamento da recarga.</p>
<p>Outra frente apresentada na Lat.Bus é a nova geração de chassis inteligentes.</p>
<p>A tecnologia utiliza informações relacionadas às condições de funcionamento do veículo para aperfeiçoar o gerenciamento da energia.</p>
<p>Entre os parâmetros considerados estão características do percurso, esforço solicitado ao sistema de propulsão, velocidade e carga transportada.</p>
<p>A finalidade é ajustar a utilização da energia às necessidades da operação, contribuindo para a eficiência e a autonomia.</p>
<p>A empresa também apresentou avanços na tecnologia de trólebus com baterias, conhecida como IMC, sigla em inglês para carregamento em movimento.</p>
<p>Nesse sistema, os veículos podem utilizar energia fornecida pela rede aérea e continuar circulando com baterias em trechos sem infraestrutura de fios.</p>
<p>Durante a feira, a fabricante apresentou novas configurações, incluindo o e-Trol, veículos de maior capacidade e soluções para modelos menores, como os midiônibus.</p>
<p>A parceria com fabricantes de carrocerias, como Caio e Mascarello, amplia as possibilidades de aplicação da tecnologia.</p>
<p>No mercado externo, a estratégia anunciada pela Eletra prevê inicialmente maior atenção aos países latino-americanos, onde diversas cidades já utilizam ônibus elétricos e outras estão estruturando programas de substituição de frotas.</p>
<p>A possibilidade de exportar chassis e tecnologia desenvolvidos no Brasil também pode ampliar a participação nacional em uma cadeia industrial que envolve equipamentos, software, componentes elétricos, engenharia e serviços especializados.</p>
<h2>Neoindustrialização: por que produzir ônibus elétricos no Brasil é tão importante quanto colocá-los nas ruas</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-543445" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="225" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>A eletrificação dos transportes costuma ser associada à redução da poluição atmosférica e do ruído nas cidades.</p>
<p>Esses benefícios são relevantes, mas representam apenas uma parte do potencial econômico e social da tecnologia.</p>
<p>Quando um ônibus elétrico é desenvolvido e produzido no Brasil, os investimentos também podem movimentar uma extensa cadeia de atividades industriais.</p>
<p>A fabricação demanda conhecimento em engenharia mecânica, elétrica e eletrônica, desenvolvimento de software, sistemas de controle, automação, gerenciamento de baterias, eletrônica de potência e integração de componentes.</p>
<p>Exige ainda trabalhadores preparados para montagem, testes, manutenção, programação, diagnóstico e procedimentos específicos de segurança elétrica.</p>
<p>São atividades que podem criar oportunidades profissionais com maior exigência de qualificação e potencial de remuneração, embora os salários efetivamente pagos dependam das funções, empresas e condições de contratação.</p>
<p>Esse processo também aumenta a necessidade de investimentos em educação técnica, formação de engenheiros e atualização dos trabalhadores.</p>
<p>Instituições de ensino técnico, universidades, centros de pesquisa e empresas passam a ter oportunidades para ampliar a capacitação profissional e desenvolver soluções nacionais.</p>
<p>É nesse contexto que a produção brasileira de ônibus elétricos se relaciona à neoindustrialização.</p>
<p>O conceito envolve a modernização da indústria por meio de tecnologias de maior valor agregado, inovação, sustentabilidade e fortalecimento da capacidade produtiva.</p>
<p>Uma indústria que domina o desenvolvimento de sistemas de tração elétrica e componentes eletrônicos não se limita à montagem final de veículos.</p>
<p>Ela adquire conhecimento que pode ser aplicado em diferentes modalidades de transporte e em outros setores da economia.</p>
<p>O fortalecimento dessa capacidade também reduz a exposição a determinados riscos de fornecimento externo e amplia as possibilidades de desenvolver produtos específicos para o mercado brasileiro.</p>
<p>No caso da Eletra, a companhia informa que mais de 93% dos componentes de seus chassis são produzidos no Brasil.</p>
<p>Esse índice de conteúdo nacional, declarado pela fabricante, demonstra a importância de fornecedores locais, embora não signifique que todos os materiais, matérias-primas e tecnologias envolvidos na cadeia produtiva tenham origem exclusivamente brasileira.</p>
<p>A presença de fornecedores como a WEG, além das fabricantes de estruturas mecânicas e carrocerias, ajuda a explicar a organização dessa cadeia industrial.</p>
<h2>Brasil tem tradição mundial na fabricação de ônibus, mas disputa novo mercado com a China</h2>
<p>Durante décadas, o Brasil construiu uma das mais importantes indústrias de ônibus do mundo.</p>
<p>O país desenvolveu uma cadeia produtiva que reúne fabricantes de chassis, motores, transmissões, carrocerias, componentes e equipamentos especializados.</p>
<p>Empresas brasileiras passaram a fornecer veículos e tecnologia para diferentes mercados internacionais.</p>
<p>A tradição industrial, entretanto, não garante automaticamente uma posição de liderança na eletrificação.</p>
<p>A China consolidou uma grande vantagem de escala na fabricação de ônibus elétricos, no desenvolvimento de baterias e na expansão de sua cadeia de fornecedores.</p>
<p>Fabricantes chineses ampliaram sua presença internacional e passaram a competir com empresas tradicionais de diversos países.</p>
<p>O Brasil, que desenvolveu expressiva capacidade produtiva no segmento de ônibus a diesel, enfrenta agora o desafio de preservar e ampliar sua participação no mercado mundial com veículos de emissão zero.</p>
<p>A produção nacional de ônibus elétricos representa, portanto, uma oportunidade industrial e uma necessidade estratégica.</p>
<p>Sem investimentos em pesquisa, engenharia, formação profissional e capacidade produtiva, existe o risco de o país aumentar sua dependência de produtos e tecnologias importados.</p>
<p>Por outro lado, o desenvolvimento de veículos brasileiros pode favorecer a exportação de produtos com maior valor agregado.</p>
<p>A Eletra é uma das empresas que buscam ocupar esse espaço.</p>
<p>Sua trajetória na eletrificação, somada à nova organização industrial, permite ampliar o desenvolvimento e a produção de chassis destinados a diferentes aplicações.</p>
<p>A concorrência internacional, contudo, também exige preços competitivos, produtividade, financiamento, rede de assistência técnica, confiabilidade operacional e capacidade de entrega.</p>
<p>Por isso, a redução dos prazos de fabricação observada na unidade de São Bernardo do Campo ganha uma dimensão que vai além do funcionamento interno da fábrica.</p>
<p>Ela representa uma etapa da tentativa brasileira de competir em escala em uma nova geração de veículos.</p>
<h2>Pesquisas mostram aprovação dos ônibus elétricos pelos passageiros</h2>
<p>A ampliação dos ônibus elétricos também encontra respaldo em levantamentos realizados com usuários do transporte coletivo.</p>
<p>Em São Paulo, pesquisa da SPTrans, divulgada em janeiro de 2026 em primeira mão pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, revelou aprovação de 100% da escolha de ônibus elétricos pelos passageiros entrevistados nas linhas Parques e Lazer do serviço Paulistar.</p>
<p>Na Linha Cultura, a aprovação da tecnologia chegou a 97,32%.</p>
<p>O levantamento ouviu 252 passageiros entre os dias 9 e 16 de novembro de 2025.</p>
<p>Os resultados são específicos dessas linhas especiais, mas mostram uma avaliação bastante favorável da tecnologia entre os entrevistados.</p>
<p>Em Curitiba (PR), pesquisa QualiÔnibus realizada pela Urbs, em parceria com o World Resources Institute (WRI), identificou apoio de 81,7% dos entrevistados à adoção de ônibus elétricos.</p>
<p>O levantamento ouviu 958 passageiros em 106 linhas, entre 15 e 26 de setembro de 2025.</p>
<p>A pesquisa também identificou problemas relacionados ao barulho e à poluição, fatores que ajudam a compreender a receptividade aos veículos elétricos.</p>
<p>Em Salvador (BA), pesquisa divulgada pela prefeitura em dezembro de 2025 apontou que 80% dos passageiros consultados aprovavam a ampliação da frota de ônibus elétricos.</p>
<p>Os percentuais não devem ser tratados como uma pesquisa nacional única, já que os levantamentos possuem diferentes públicos, metodologias e abrangências.</p>
<p>Mesmo assim, os resultados indicam uma tendência de avaliação positiva da tecnologia em diferentes realidades urbanas.</p>
<p>Para os passageiros, os benefícios mais perceptíveis incluem a redução do ruído do motor, a ausência de emissão local de gases de escapamento, a diminuição de vibrações e características de aceleração dos veículos elétricos.</p>
<p>A qualidade efetiva da viagem, entretanto, continua dependendo de fatores como frequência, lotação, pontualidade, acessibilidade, conservação e conforto.</p>
<p>Um ônibus elétrico não resolve, isoladamente, os problemas de um sistema de transporte coletivo.</p>
<p>Mas pode contribuir para tornar a experiência de deslocamento mais confortável, especialmente quando acompanhado de melhorias operacionais.</p>
<h2>Prefeituras e governos estaduais podem combinar mobilidade, desenvolvimento econômico e reconhecimento público</h2>
<p>A adoção dos ônibus elétricos também deve ser analisada do ponto de vista das políticas públicas.</p>
<p>Prefeituras e governos estaduais que estimulam a modernização das frotas podem reunir diferentes objetivos em um mesmo programa de investimentos.</p>
<p>A redução da poluição local, a melhoria das condições de viagem e a diminuição dos ruídos representam benefícios diretos para os passageiros e para a população das regiões atendidas.</p>
<p>Quando existe produção nacional, os investimentos também podem fortalecer a indústria, gerar empregos, estimular fornecedores e movimentar atividades econômicas em diferentes municípios.</p>
<p>Para os gestores públicos, há ainda a possibilidade de reconhecimento positivo da população.</p>
<p>As pesquisas de satisfação indicam que a tecnologia tem boa receptividade entre passageiros entrevistados, o que pode contribuir para a avaliação das políticas de transporte.</p>
<p>Isso, porém, não significa que a aprovação dos ônibus elétricos se traduza automaticamente em aprovação de determinada administração municipal ou estadual.</p>
<p>A percepção da população depende também dos resultados concretos do sistema.</p>
<p>A implantação precisa considerar as condições financeiras dos municípios, a preparação das garagens, a disponibilidade de energia, a infraestrutura de recarga, os custos de manutenção e o planejamento da operação.</p>
<p>A eletrificação também deve ser acompanhada de investimentos na qualidade do serviço, na acessibilidade e na frequência dos ônibus.</p>
<p>É nesse conjunto de medidas que a tecnologia pode oferecer benefícios mais amplos.</p>
<p>O financiamento é outro ponto decisivo.</p>
<p>O BNDES e organismos internacionais de fomento têm ampliado sua participação em programas de modernização e descarbonização das frotas.</p>
<p>Em seu Relatório Anual Integrado de 2025, o banco informou que operações apoiadas desde 2023 haviam viabilizado aproximadamente R$ 5,8 bilhões em investimentos na eletrificação, associados à incorporação de mais de 1.800 ônibus elétricos.</p>
<p>A combinação entre financiamento, planejamento público e capacidade industrial brasileira pode permitir que novas cidades adotem a tecnologia.</p>
<p>A ampliação da produção também tende a favorecer ganhos de escala, embora a redução do preço final dependa de fatores como custo das baterias, componentes, financiamento, volumes contratados e concorrência entre fabricantes.</p>
<h2>Mercado brasileiro cresceu mais de 4.000% entre 2021 e 2025</h2>
<p>Os números de emplacamentos mostram a velocidade de crescimento do segmento de ônibus elétricos no Brasil.</p>
<p>Em 2021, foram registrados 20 ônibus elétricos, segundo a série da Anfavea reproduzida em estudo do BNDES.</p>
<p>Em 2025, o mercado brasileiro alcançou 849 emplacamentos, de acordo com a Fenabrave.</p>
<p>A comparação representa crescimento acumulado de 4.145% em quatro anos, equivalente a uma taxa média composta de aproximadamente 155% ao ano.</p>
<p>Entre 2024 e 2025, os emplacamentos aumentaram de 314 para 849 veículos, avanço de 170,38%.</p>
<p>A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) também acompanha a expansão da frota com uma série própria de dados.</p>
<p>Embora os números absolutos ainda sejam reduzidos diante da dimensão da frota nacional de ônibus, o crescimento demonstra que a eletrificação deixou de se limitar a experiências isoladas.</p>
<p>A tecnologia passou a fazer parte dos programas de renovação de frota de diferentes cidades.</p>
<p>O desafio agora é ampliar esse mercado sem perder a capacidade brasileira de desenvolver e fabricar os veículos.</p>
<h2>Da linha de produção de São Bernardo do Campo para as cidades brasileiras e o mercado internacional</h2>
<p>A visita exclusiva do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> à fábrica da Eletra permitiu acompanhar uma transformação industrial que havia sido anunciada oficialmente durante a Lat.Bus 2026, mas que agora pode ser observada na prática.</p>
<p>Os novos chassis já estão em produção, as encomendas somam 232 unidades para o encerramento de 2026 e a fabricante prepara uma nova etapa de expansão.</p>
<p>A redução do tempo de eletrificação, a integração dos sistemas antes do encarroçamento e o desenvolvimento de uma arquitetura eletroeletrônica própria são os elementos centrais desse processo.</p>
<p>Para os operadores de ônibus, a mudança pode representar maior disponibilidade de produtos nacionais, previsibilidade na fabricação e novas alternativas para a renovação das frotas.</p>
<p>Para os gestores públicos, significa a possibilidade de associar a modernização dos transportes a uma cadeia industrial instalada no Brasil.</p>
<p>Para engenheiros, estudantes e trabalhadores, representa a ampliação de atividades relacionadas a tecnologias que tendem a ganhar importância nos próximos anos.</p>
<p>E, para o país, a expansão pode contribuir para que a transição energética do transporte coletivo também seja uma oportunidade de desenvolvimento econômico e tecnológico.</p>
<p>O desafio será transformar as metas industriais, comerciais e de exportação em resultados concretos, preservando competitividade, qualidade e capacidade de atendimento ao mercado.</p>
<p>Em São Bernardo do Campo, a nova linha de produção mostra que parte dessa transformação já começou.</p>
<p>youtube.com/watch?is=EUz6d9CnPioKQW7Z&amp;v=wcmaC-Jsrkk&amp;feature=youtu.be</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Belo Horizonte contrata FGV por R$ 31 mil para acompanhar índice de custos dos ônibus em meio a discussões sobre financiamento e concessões</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 20:30:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contrato da Sumob permite acesso ao Índice Ônibus Urbano, que acompanha a evolução de despesas do setor; medida ocorre enquanto Prefeitura também prepara estudo sobre possível desequilíbrio financeiro dos contratos desde 2008 ADAMO BAZANI A Prefeitura de Belo Horizonte contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV), por R$ 31.005,70, para ter acesso a uma base de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="675" height="467" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/moverbh.jpg?fit=675%2C467&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/moverbh.jpg?w=675&amp;ssl=1 675w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/moverbh.jpg?resize=300%2C208&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/moverbh.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/moverbh.jpg?resize=400%2C277&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px" /> <p><em>Contrato da Sumob permite acesso ao Índice Ônibus Urbano, que acompanha a evolução de despesas do setor; medida ocorre enquanto Prefeitura também prepara estudo sobre possível desequilíbrio financeiro dos contratos desde 2008</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de Belo Horizonte contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV), por R$ 31.005,70, para ter acesso a uma base de indicadores econômicos que inclui o Índice Ônibus Urbano, utilizado no acompanhamento da evolução dos custos do transporte coletivo. O contrato, formalizado pela Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte (Sumob), foi assinado em 27 de outubro de 2026 e tem vigência de um ano, de 29 de outubro de 2026 a 28 de outubro de 2027, conforme documentos publicados no Diário Oficial.</p>
<p>A contratação ganha importância em um momento no qual a administração municipal também discute o financiamento dos ônibus, os subsídios às concessionárias e a análise de um possível desequilíbrio econômico-financeiro acumulado entre 2008 e julho de 2023. Embora a aquisição do índice não represente um reajuste de tarifa nem uma decisão sobre pagamentos às empresas, ela fornece informações econômicas que podem auxiliar o poder público no acompanhamento dos custos da operação.</p>
<p>O contrato GRP nº 002788/2026 estabelece o licenciamento de uso, sem exclusividade, da base de dados on-line FGV SELECT, disponibilizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).</p>
<p>O serviço compreende o acesso ao indicador Setorial de Transporte Urbano – Índice Ônibus Urbano.</p>
<h2>O que é o Índice Ônibus Urbano e por que ele importa</h2>
<p>Os sistemas de transporte coletivo possuem despesas que variam de acordo com a evolução da economia.</p>
<p>O diesel é um dos exemplos mais conhecidos, mas existem outros componentes relevantes, como a mão de obra, as peças de reposição, os equipamentos e os custos associados à manutenção e à renovação da frota.</p>
<p>Índices econômicos setoriais permitem acompanhar como determinados grupos de custos evoluem ao longo do tempo.</p>
<p>Na prática, esses indicadores podem subsidiar estudos de planejamento, avaliações financeiras e análises técnicas relacionadas à operação de ônibus.</p>
<p>Entretanto, um índice isolado não representa necessariamente a variação integral do custo de um sistema de transporte.</p>
<p>Cada cidade possui características próprias, como quantidade de veículos, quilômetros percorridos, velocidade comercial, demanda de passageiros, condições dos corredores e estrutura contratual.</p>
<p>Por isso, a utilização desses indicadores deve considerar as características locais e as condições estabelecidas nos contratos.</p>
<h2>Quem vai acompanhar a contratação da FGV</h2>
<p>A Sumob designou o diretor de Planejamento e Economia dos Transportes, Gustavo Fonseca de Oliveira, como gestor do contrato.</p>
<p>A gerente de Estudos Econômicos do Transporte, Samira Cristina Silva de Almeida, foi indicada como fiscal titular.</p>
<p>Os profissionais integram a estrutura técnica responsável por acompanhar informações econômicas do transporte coletivo municipal.</p>
<p>O acesso à base FGV SELECT poderá apoiar o trabalho dessas áreas durante a vigência do contrato.</p>
<p>A contratação tem valor de R$ 31.005,70, correspondente ao licenciamento do serviço, e não à elaboração de um novo estudo de revisão de tarifas.</p>
<h2>Contratação ocorre durante discussão sobre 15 anos de concessões</h2>
<p>Na última quarta-feira, 28 de outubro, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> noticiou que a Prefeitura contratou a consultoria TransporteIntel por R$ 325 mil para avaliar a existência de eventual desequilíbrio econômico-financeiro nos contratos de ônibus desde 2008.</p>
<p>A contratação está ligada a uma mesa de conciliação no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.</p>
<p>O trabalho busca examinar o período até julho de 2023, quando foi regulamentada a legislação municipal que modificou a estrutura de financiamento dos serviços.</p>
<p>A aquisição dos indicadores da FGV constitui uma contratação diferente, com objeto próprio.</p>
<p>Ainda assim, as duas medidas estão inseridas no mesmo contexto de acompanhamento dos custos e da sustentabilidade financeira do transporte coletivo.</p>
<p>Para os passageiros, essa discussão tem consequências práticas: os custos de operação influenciam a necessidade de recursos para manter a frota em circulação, cumprir horários e preservar a qualidade do atendimento.</p>
<p>A definição de tarifas e subsídios, por sua vez, envolve decisões administrativas, regras contratuais, critérios técnicos e a disponibilidade de recursos públicos.</p>
<p>A contratação da FGV acrescenta uma ferramenta de acompanhamento econômico à estrutura municipal responsável por essas análises.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Licitação de quase R$ 15 milhões para corredor de ônibus em Palmas fracassa após Prefeitura desclassificar todas as empresas</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 20:00:38 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Concorrência previa pontes sobre o Córrego Machado, pavimentação, drenagem, calçadas e melhorias na Avenida Trajano Coelho Neto; propostas não alcançaram pontuação técnica mínima exigida ADAMO BAZANI A Prefeitura de Palmas (TO) declarou fracassada uma licitação estimada em aproximadamente R$ 15 milhões para implantação de parte do corredor de transporte público coletivo por ônibus na capital [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="791" height="522" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?fit=791%2C522&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?w=791&amp;ssl=1 791w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?resize=300%2C198&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?resize=768%2C507&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?resize=400%2C264&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 791px) 100vw, 791px" /> <p><em>Concorrência previa pontes sobre o Córrego Machado, pavimentação, drenagem, calçadas e melhorias na Avenida Trajano Coelho Neto; propostas não alcançaram pontuação técnica mínima exigida</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de Palmas (TO) declarou fracassada uma licitação estimada em aproximadamente R$ 15 milhões para implantação de parte do corredor de transporte público coletivo por ônibus na capital do Tocantins. Segundo publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, todas as empresas participantes foram desclassificadas porque as propostas apresentadas não alcançaram a pontuação técnica mínima exigida no edital.</p>
<p>A concorrência abrangia intervenções dos trechos 1 e 2 do projeto, incluindo estudos ambientais, pontes sobre o Córrego Machado, obras na Avenida Trajano Coelho Neto, pavimentação, drenagem, calçadas e sinalização. Com o resultado, a prefeitura não conseguiu selecionar uma empresa para executar o conjunto de serviços. O comunicado não informa uma nova data de licitação nem estabelece quando a contratação poderá ser retomada.</p>
<h2>Obras previstas incluem pontes, drenagem e infraestrutura para o transporte coletivo</h2>
<p>A contratação estava vinculada à implantação do corredor de ônibus, empreendimento destinado a melhorar as condições de deslocamento pelo sistema de transporte público de Palmas.</p>
<p>O conjunto de obras, identificado no edital como submeta 2 dos trechos 1 e 2, incluía a elaboração dos estudos ambientais e dos projetos executivos de pontes de concreto sobre o Córrego Machado, nos sentidos norte-sul e sul-norte.</p>
<p>Também estavam previstos serviços de infraestrutura na Avenida Trajano Coelho Neto, no segmento compreendido entre a Avenida L e a Avenida Antônio Sampaio.</p>
<p>As intervenções abrangiam drenagem, terraplenagem, pavimentação asfáltica e em concreto armado, calçadas, sinalização viária e obras complementares.</p>
<p>Esses componentes são importantes porque a implantação de um corredor de transporte coletivo depende não apenas do espaço reservado à circulação dos ônibus, mas também das condições de segurança, travessia, acessibilidade e funcionamento das vias que integram o empreendimento.</p>
<p>A existência de pontes e estruturas de drenagem também interfere na continuidade das ligações urbanas, especialmente em períodos de chuva.</p>
<h2>Todas as propostas foram desclassificadas na avaliação técnica</h2>
<p>A concorrência pública nº 8/2026 utilizava o critério de técnica e preço.</p>
<p>Nesse modelo, a avaliação não considera exclusivamente o menor valor oferecido. As propostas precisam atender aos requisitos técnicos previstos no edital, incluindo a pontuação mínima necessária para prosseguir na seleção.</p>
<p>Conforme o comunicado da Superintendência de Licitações de Palmas, nenhuma das participantes alcançou essa pontuação.</p>
<p>A decisão foi fundamentada em parecer técnico da estrutura municipal responsável pela infraestrutura e habitação.</p>
<p>Com isso, a concorrência foi declarada fracassada.</p>
<p>A situação é diferente de uma licitação deserta, na qual não aparecem interessados. Neste caso, houve participação de empresas, mas nenhuma proposta atingiu as condições técnicas exigidas.</p>
<h2>Contratação tinha valor estimado em R$ 14,96 milhões</h2>
<p>O procedimento havia sido divulgado no primeiro semestre de 2026, com orçamento estimado de R$ 14.961.492,58.</p>
<p>A abertura estava prevista para 30 de julho.</p>
<p>O aviso de fracasso foi assinado em 26 de outubro pelo presidente da Comissão de Contratação, Antonio Luiz Cardozo Brito.</p>
<p>O documento não informa quantas empresas participaram nem apresenta a classificação individual das propostas.</p>
<p>Também não esclarece se haverá revisão do edital, ajustes nas exigências técnicas ou abertura de uma nova concorrência com as mesmas condições.</p>
<p>Esses aspectos ainda dependem de manifestação da prefeitura ou de futuras publicações oficiais.</p>
<h2>Consequências para a implantação do corredor</h2>
<p>A ausência de uma empresa selecionada impede a formalização imediata do contrato referente ao conjunto de obras dessa concorrência.</p>
<p>Na prática, a administração municipal terá de definir os próximos procedimentos para contratar os serviços.</p>
<p>A decisão não permite afirmar que todo o projeto do corredor tenha sido cancelado, uma vez que a licitação se refere a uma etapa específica do empreendimento.</p>
<p>Entretanto, a impossibilidade de contratar esse conjunto de intervenções poderá afetar o planejamento de implantação da etapa correspondente.</p>
<p>Para os passageiros de Palmas, a principal questão será o novo calendário de contratação e de execução das melhorias previstas para o transporte coletivo.</p>
<p>A prefeitura ainda deverá esclarecer quais providências serão adotadas e se o fracasso da concorrência terá reflexos sobre o cronograma geral do corredor.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Recargas digitais do TOP crescem 42,5% em um ano e ampliam participação na bilhetagem</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/recargas-digitais-do-top-crescem-425-em-um-ano-e-ampliam-participacao-na-bilhetagem/</link>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 19:30:09 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Em setembro de 2026, mais de 140 mil passageiros fizeram todas as recargas do mês por canais digitais, que concentraram 38,2% das operações YURI SENA O uso de canais digitais para recarregar créditos do TOP cresceu 42,5% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ao todo, 140.612 usuários realizaram [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/88a15b40-6b48-4ec9-9d54-38307d6461ba-e1793733162910.jpg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Em setembro de 2026, mais de 140 mil passageiros fizeram todas as recargas do mês por canais digitais, que concentraram 38,2% das operações</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso de canais digitais para recarregar créditos do TOP cresceu 42,5% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ao todo, 140.612 usuários realizaram todas as recargas do período por meios digitais, segundo dados divulgados pela Autopass, responsável pelo sistema de bilhetagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mesmo mês, as recargas digitais corresponderam a 38,2% do total registrado pelo TOP. Em setembro de 2025, essa participação era de 32,6%. Ao todo, o sistema contabilizou mais de 1 milhão de recargas em setembro deste ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Bruno Berezin, CEO da Autopass, a ampliação dos canais digitais acompanha as mudanças nos hábitos dos passageiros e permite oferecer diferentes alternativas de acesso ao transporte. Segundo o executivo, a proposta é diversificar as opções disponíveis, sem substituir necessariamente os meios já utilizados pelos usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as soluções oferecidas pelo TOP estão o pagamento por aproximação com cartões de crédito e débito, por meio da tecnologia EMV, e a Carteira Digital TOP, que utiliza o modelo ABT (Account-Based Ticketing) para gerar QR Codes de embarque.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é possível comprar passagens com QR Code pelo aplicativo e pelo WhatsApp oficial do sistema, além de realizar recargas online. A variedade de opções permite que os passageiros escolham o meio de pagamento de acordo com suas necessidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Autopass avalia que a integração dessas tecnologias amplia as possibilidades de utilização do transporte público e torna a experiência de bilhetagem mais flexível.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Trensurb abre licitação de R$ 2,67 milhões para reformar 18 estações entre Aeroporto e Novo Hamburgo e prevê R$ 684 mil em câmeras de segurança</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/trensurb-abre-licitacao-de-r-267-milhoes-para-reformar-18-estacoes-entre-aeroporto-e-novo-hamburgo-e-preve-r-684-mil-em-cameras-de-seguranca/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 19:01:44 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Empresa federal marcou nova disputa para 19 de novembro e também registrou preços com quatro fornecedores para aquisição e instalação de equipamentos de monitoramento; intervenções abrangem estações do sistema metropolitano do Rio Grande do Sul, que passou por danos provocados pelas enchentes de 2024 ADAMO BAZANI A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="640" height="424" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?fit=640%2C424&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?resize=400%2C265&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /> <p><em>Empresa federal marcou nova disputa para 19 de novembro e também registrou preços com quatro fornecedores para aquisição e instalação de equipamentos de monitoramento; intervenções abrangem estações do sistema metropolitano do Rio Grande do Sul, que passou por danos provocados pelas enchentes de 2024</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) abriu uma nova licitação, com valor estimado de R$ 2.671.967,38, para contratar serviços de engenharia e arquitetura destinados à reforma de 18 estações do sistema metropolitano do Rio Grande do Sul, no trecho entre Aeroporto, em Porto Alegre (RS), e Novo Hamburgo (RS). A disputa está marcada para 19 de novembro de 2026, com abertura das propostas às 9h30 e início dos lances às 10h. A contratação abrange estruturas utilizadas diariamente pelos passageiros nos deslocamentos entre municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre.</p>
<p>Além da reforma das estações, a Trensurb publicou o registro de preços de R$ 684.274 para eventual aquisição e instalação de câmeras de segurança nas estações. A compra foi dividida em quatro lotes, com fornecedores diferentes, e prevê equipamentos compatíveis com a versão 7.4 do software Digifort, utilizado em sistemas de videomonitoramento. As duas iniciativas envolvem aspectos importantes da infraestrutura ferroviária: as condições físicas das estações e os equipamentos destinados ao acompanhamento das áreas utilizadas pelos passageiros. Os investimentos ocorrem no contexto da recuperação do sistema metropolitano, afetado pelas enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.</p>
<p>A licitação para reforma corresponde ao Pregão Eletrônico nº 126/2026, conduzido pela Trensurb, empresa pública federal vinculada ao Ministério das Cidades.</p>
<p>O valor estimado da contratação é de aproximadamente R$ 2,67 milhões, conforme os registros do processo de contratação disponibilizados no Portal Nacional de Contratações Públicas.</p>
<p>O aviso publicado no Diário Oficial da União estabelece uma nova data para a disputa, depois de registros anteriores do mesmo procedimento, com etapas previstas em setembro e outubro.</p>
<p>A nova sessão será realizada por meio da plataforma Licitações-e, do Banco do Brasil.</p>
<p>O procedimento será identificado pelo número 1103380 na plataforma de disputa.</p>
<h3>Reforma abrange 18 estações do trecho metropolitano entre Porto Alegre e Novo Hamburgo</h3>
<p>O serviço previsto pela Trensurb envolve 18 estações situadas no trecho compreendido entre Aeroporto e Novo Hamburgo.</p>
<p>A contratação é classificada como serviço comum de engenharia e arquitetura, modalidade utilizada para intervenções cujos padrões de desempenho e qualidade podem ser definidos objetivamente no edital.</p>
<p>A abrangência envolve parte significativa da Linha 1 da Trensurb, responsável pela ligação ferroviária entre Porto Alegre e municípios da região metropolitana.</p>
<p>O sistema atende deslocamentos relacionados ao trabalho, estudo, acesso a serviços, atividades comerciais e integração com outras modalidades de transporte.</p>
<p>As estações possuem papel essencial nesses deslocamentos porque concentram os acessos dos passageiros, as áreas de espera, os equipamentos de circulação e os espaços necessários à operação ferroviária.</p>
<p>A conservação dessas estruturas interfere nas condições de utilização do sistema, especialmente em períodos de grande movimentação.</p>
<p>O trecho entre Aeroporto e Novo Hamburgo também reúne estações localizadas em municípios que possuem forte integração econômica com Porto Alegre.</p>
<p>A contratação de reforma deverá observar as especificações técnicas estabelecidas no edital e nos documentos de engenharia.</p>
<p>A execução dos serviços dependerá da conclusão da licitação, da contratação da empresa responsável e do planejamento das intervenções.</p>
<h3>Nova disputa foi marcada para 19 de novembro após etapas anteriores do processo</h3>
<p>A contratação das reformas possui histórico anterior à publicação desta quinta-feira.</p>
<p>O pregão já havia aparecido em registros de setembro de 2026, inicialmente com sessão prevista para 21 de setembro.</p>
<p>Posteriormente, o procedimento teve nova programação de disputa em outubro.</p>
<p>A publicação mais recente estabelece a abertura das propostas para 19 de novembro, às 9h30, e o início da disputa às 10h.</p>
<p>O valor de referência registrado para os serviços é de R$ 2.671.967,38.</p>
<p>Esse montante corresponde à estimativa da Trensurb para a contratação, e não ao valor definitivo que será pago à empresa executora.</p>
<p>O custo final dependerá da proposta vencedora, da conclusão do procedimento e das condições contratuais.</p>
<p>A licitação possui um único item principal referente à contratação de serviços de engenharia e arquitetura para reforma das 18 estações.</p>
<p>A seleção será realizada eletronicamente.</p>
<h3>Trensurb também registra R$ 684 mil para câmeras de segurança em quatro lotes</h3>
<p>Paralelamente à contratação das reformas, a Trensurb publicou um aviso de registro de preços para aquisição e instalação de câmeras IP destinadas às estações.</p>
<p>O procedimento está relacionado ao Sistema de Registro de Preços nº 256/2025 e possui quatro lotes.</p>
<p>Os equipamentos deverão ser compatíveis com o software Digifort, versão 7.4.</p>
<p>O Digifort é utilizado em sistemas de gerenciamento de imagens, permitindo integrar equipamentos de videomonitoramento a estruturas de acompanhamento e segurança.</p>
<p>A utilização de câmeras IP permite a transmissão de imagens por redes digitais, de acordo com as características técnicas e a infraestrutura disponível.</p>
<p>O valor total registrado nos quatro lotes chega a R$ 684.274.</p>
<p>A divisão entre diferentes fornecedores permite identificar quanto foi registrado em cada grupo de fornecimento.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Lote</th>
<th>Empresa fornecedora</th>
<th>Valor registrado</th>
</tr>
<tr>
<td>1</td>
<td>Freenetworks Soluções Ltda.</td>
<td>R$ 42.060,00</td>
</tr>
<tr>
<td>2</td>
<td>Metrópole Security Comércio Eletro Eletrônico Ltda.</td>
<td>R$ 278.714,00</td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td>Geração Serviços e Comércio de Informática Ltda.</td>
<td>R$ 238.500,00</td>
</tr>
<tr>
<td>4</td>
<td>Tenseg Security Comércio de Equipamentos Eletrônicos Ltda.</td>
<td>R$ 125.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Total</strong></td>
<td><strong>Quatro lotes</strong></td>
<td><strong>R$ 684.274,00</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A Metrópole Security responde pelo lote de maior valor, com R$ 278.714.</p>
<p>Em seguida aparece a Geração Serviços e Comércio de Informática, com R$ 238.500.</p>
<p>A Tenseg Security possui registro de R$ 125 mil, enquanto a Freenetworks Soluções responde pelo lote de R$ 42.060.</p>
<p>A ata de registro de preços tem validade de 12 meses, contados de sua assinatura.</p>
<p>O sistema permite que a empresa pública realize as aquisições conforme suas necessidades e as condições estabelecidas, dentro do período de validade.</p>
<p>Por isso, o valor total registrado deve ser distinguido do montante efetivamente contratado e executado.</p>
<h3>Equipamentos serão integrados ao sistema de videomonitoramento das estações</h3>
<p>A aquisição e instalação das câmeras está relacionada à estrutura de segurança e acompanhamento das áreas utilizadas no sistema ferroviário.</p>
<p>O uso de equipamentos de monitoramento pode auxiliar no acompanhamento da movimentação de passageiros e na identificação de ocorrências nas dependências das estações.</p>
<p>Também pode apoiar o trabalho das equipes responsáveis pela segurança operacional e patrimonial, de acordo com os protocolos utilizados pela empresa.</p>
<p>A exigência de compatibilidade com o software Digifort 7.4 é uma característica técnica importante da contratação.</p>
<p>Ela permite que os novos equipamentos sejam integrados à plataforma de gerenciamento de imagens utilizada pela Trensurb, conforme as condições previstas.</p>
<p>A divisão da compra em quatro lotes também possibilita a contratação de fornecedores diferentes para os equipamentos e serviços contemplados.</p>
<p>Além do fornecimento, o registro de preços inclui a instalação das câmeras.</p>
<p>A implantação deverá considerar as condições técnicas das estações e a infraestrutura necessária ao funcionamento do sistema.</p>
<h3>Reformas ocorrem após enchentes que afetaram a estrutura ferroviária da Região Metropolitana de Porto Alegre</h3>
<p>A contratação das reformas também ocorre em um contexto marcado pelos danos provocados pelas enchentes de maio de 2024.</p>
<p>Naquele período, a elevação das águas atingiu diferentes pontos da Região Metropolitana de Porto Alegre e provocou impactos significativos sobre o transporte ferroviário.</p>
<p>A Trensurb precisou interromper serviços, realizar avaliações técnicas e executar trabalhos de recuperação de estruturas e equipamentos.</p>
<p>Os danos afetaram a infraestrutura necessária à circulação dos trens e ao atendimento dos passageiros.</p>
<p>A retomada das operações ocorreu de maneira gradual, acompanhando as condições de segurança e a recuperação das áreas atingidas.</p>
<p>O episódio demonstrou a importância da infraestrutura ferroviária para os deslocamentos metropolitanos e as consequências que a interrupção do sistema pode provocar na rotina da população.</p>
<p>A reforma das 18 estações integra o conjunto de necessidades de conservação e melhoria da infraestrutura da empresa.</p>
<p>A manutenção das estações é relevante tanto para a preservação dos equipamentos quanto para as condições de circulação e atendimento aos usuários.</p>
<p>As enchentes também ampliaram o debate sobre a capacidade de recuperação dos sistemas de transporte diante de eventos climáticos extremos.</p>
<p>No caso dos serviços ferroviários metropolitanos, a recuperação depende de intervenções que podem envolver diferentes estruturas, desde vias permanentes e energia até estações, equipamentos e sistemas operacionais.</p>
<h3>Sistema ferroviário liga Porto Alegre a municípios da região metropolitana</h3>
<p>A Trensurb opera a Linha 1, que conecta Porto Alegre a Novo Hamburgo, passando por Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo.</p>
<p>O sistema possui aproximadamente 43,8 quilômetros de extensão e 22 estações.</p>
<p>A linha constitui um dos principais eixos de transporte de passageiros da Região Metropolitana de Porto Alegre.</p>
<p>Sua operação permite deslocamentos entre diferentes municípios, com integração a serviços de ônibus e outros meios de transporte.</p>
<p>A presença do sistema ferroviário é particularmente importante para viagens metropolitanas de média e longa distância, nas quais os passageiros atravessam limites municipais diariamente.</p>
<p>A conservação das estações, a confiabilidade dos equipamentos e a segurança dos usuários fazem parte das condições necessárias para manter a qualidade do atendimento.</p>
<p>As duas publicações desta quinta-feira tratam de necessidades distintas, mas complementares.</p>
<p>A licitação de R$ 2,67 milhões está voltada às condições físicas de 18 estações.</p>
<p>O registro de preços de R$ 684 mil contempla equipamentos e serviços destinados ao videomonitoramento.</p>
<p>Somados, os valores de referência e de registro chegam a R$ 3.356.241,38, embora representem procedimentos diferentes e etapas distintas de contratação.</p>
<p>A conclusão das licitações, a formalização das contratações e a execução dos serviços determinarão a aplicação efetiva dos recursos.</p>
<p>Para os passageiros, a importância das medidas está na conservação dos espaços utilizados no embarque e desembarque e na manutenção de estruturas de monitoramento e segurança no sistema ferroviário metropolitano.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>TCU autoriza acordo de R$ 1,78 bilhão para devolução de 3 mil km de ferrovias no Nordeste e abre caminho para projetos de VLT</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/tcu-autoriza-acordo-de-r-178-bilhao-para-devolucao-de-3-mil-km-de-ferrovias-no-nordeste-e-abre-caminho-para-projetos-de-vlt/</link>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 18:31:33 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Entendimento com a Ferrovia Transnordestina Logística envolve trechos sem operação no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas; projetos de passageiros em Arapiraca e Campina Grande estão entre os que exigirão avaliação técnica ADAMO BAZANI O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a assinatura de um acordo para a devolução de 3.014 [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="900" height="500" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?fit=900%2C500&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?w=900&amp;ssl=1 900w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?resize=150%2C83&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?resize=768%2C427&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Governo-Federal-reserva-R-7-milhoes-para-implantac0017433700202407291055.webp?resize=400%2C222&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /> <p><em>Entendimento com a Ferrovia Transnordestina Logística envolve trechos sem operação no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas; projetos de passageiros em Arapiraca e Campina Grande estão entre os que exigirão avaliação técnica</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a assinatura de um acordo para a devolução de 3.014 quilômetros de ferrovias sem operação no Nordeste, atualmente vinculados à concessão da Ferrovia Transnordestina Logística (FTL). A decisão reconhece uma indenização de aproximadamente R$ 1,78 bilhão devida pela concessionária à União e estabelece condições para a destinação dos recursos, a recuperação de infraestrutura e a possível utilização de trechos ferroviários em projetos de mobilidade urbana, incluindo sistemas de veículos leves sobre trilhos (VLTs).</p>
<p>A deliberação, tomada em 21 de outubro e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, envolve uma malha concedida originalmente em 1997, com ramais em diferentes estados nordestinos. O acordo representa uma tentativa de resolver a situação de milhares de quilômetros de trilhos sem operação comercial, ao mesmo tempo em que preserva a continuidade dos segmentos utilizados para o transporte de cargas. A assinatura e os pagamentos ainda dependem de etapas posteriores, incluindo a futura prorrogação da concessão, prevista para 2028.</p>
<h2>Quais ferrovias estão envolvidas na devolução?</h2>
<p>A Malha Nordeste concedida à FTL possui mais de quatro mil quilômetros de extensão histórica, distribuídos pelos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.</p>
<p>A parcela atualmente em operação concentra-se principalmente no corredor de cargas que conecta São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE), além de acessos estratégicos aos portos de Itaqui, Pecém e Mucuripe.</p>
<p>A discussão sobre devolução envolve trechos sem operação comercial, especialmente nas antigas ligações ferroviárias que atravessam Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.</p>
<p>Entre os segmentos identificados nos estudos e no histórico da negociação estão o antigo corredor ferroviário entre Fortaleza e a região do Crato, no Ceará; o Ramal de Macau, no Rio Grande do Norte, com extensão em direção à Paraíba; trechos que chegam a Sousa, no sertão paraibano; e segmentos da Linha Tronco Centro, em Pernambuco, entre a região de Caruaru e Salgueiro.</p>
<p>Também estão envolvidos segmentos da Linha Tronco Sul, que incluem a ligação entre Cabo de Santo Agostinho (PE) e Porto Real do Colégio (AL), afetada historicamente por enchentes e pela deterioração da infraestrutura.</p>
<p>No Ceará, levantamentos relacionados ao acordo apontam aproximadamente 568 quilômetros de ferrovia sem operação, com passagem por 22 municípios.</p>
<p>No Ramal de Macau, há referência a cerca de 398 quilômetros de extensão. A ligação entre Cabo de Santo Agostinho e Porto Real do Colégio compreende aproximadamente 349 quilômetros, segundo informações utilizadas na negociação.</p>
<p>A Linha Tronco Centro inclui aproximadamente 264 quilômetros entre Caruaru e o marco quilométrico 390, além de outros 205 quilômetros até Salgueiro.</p>
<p>Essas referências ajudam a identificar os corredores afetados, mas não constituem a relação completa, trecho a trecho, dos 3.014 quilômetros. Essa delimitação depende dos anexos técnicos e dos inventários de devolução.</p>
<h2>Tribunal corrige extensão e mantém indenização de R$ 1,785 bilhão</h2>
<p>Um ponto importante da nova decisão é a correção da extensão total a ser devolvida.</p>
<p>Em uma deliberação anterior, o TCU havia registrado 2.951 quilômetros. A decisão publicada agora corrige esse número para 3.014 quilômetros.</p>
<p>Apesar da alteração de 63 quilômetros na extensão informada, a base de cálculo da indenização permanece em R$ 1.785.316.444,24.</p>
<p>O acordo foi estruturado para solucionar divergências relacionadas às obrigações da concessionária e às consequências financeiras da devolução de segmentos que deixaram de ser utilizados.</p>
<p>O TCU considerou atendidas as condições necessárias para autorizar a assinatura, mas determinou que a execução seja acompanhada.</p>
<p>O tribunal também exigiu mecanismos que impeçam o uso de valores indenizatórios para custear obrigações de manutenção que já eram de responsabilidade da própria concessionária.</p>
<p>A distinção é importante: investimentos que efetivamente ampliam capacidade ou funcionalidade não podem ser confundidos com despesas necessárias para manter a infraestrutura nas condições previstas no contrato original.</p>
<h2>VLTs em Arapiraca e Campina Grande entram na discussão</h2>
<p>O acordo tem consequências que podem ir além do transporte ferroviário de cargas.</p>
<p>O TCU determinou atenção específica à avaliação técnica dos projetos de mobilidade urbana que possam receber recursos vinculados à solução negociada.</p>
<p>Entre as cidades mencionadas estão Arapiraca (AL) e Campina Grande (PB), onde há discussões sobre utilização de infraestrutura ferroviária em serviços de passageiros.</p>
<p>Em Arapiraca, a ANTT já analisou a devolução de um trecho de aproximadamente 13,5 quilômetros da Linha Tronco Sul Recife, localizado dentro do perímetro urbano, com a finalidade de viabilizar um sistema de VLT.</p>
<p>A proposta envolve o segmento entre os marcos quilométricos 490,608 e 504,074.</p>
<p>A reutilização da faixa ferroviária para o transporte urbano poderia aproveitar parte de um corredor já existente, mas dependeria de projetos de engenharia, avaliação da infraestrutura, adequações de segurança e definição do modelo de operação.</p>
<p>Campina Grande também aparece entre os projetos que exigirão análise técnica específica para eventual utilização de recursos.</p>
<p>O TCU determinou que a avaliação dos projetos seja documentada por área técnica distinta daquela responsável pela articulação institucional, buscando evitar conflitos entre a defesa da implantação e a verificação de sua viabilidade.</p>
<p>A autorização do acordo, portanto, não significa que os sistemas já estejam contratados, financiados integralmente ou com obras iniciadas.</p>
<h2>FTL também terá obrigações sobre áreas desativadas e conflitos urbanos</h2>
<p>Além da indenização, o acordo prevê responsabilidades relacionadas à desativação dos trechos ferroviários devolvidos.</p>
<p>Entre elas estão o descomissionamento da infraestrutura, a regularização de questões ambientais e fundiárias e o levantamento georreferenciado das faixas de domínio.</p>
<p>Esses procedimentos são importantes porque parte das antigas ferrovias atravessa áreas urbanizadas, com ocupações, travessias e conflitos entre circulação ferroviária, veículos e pedestres.</p>
<p>A FTL também deverá realizar investimentos de aproximadamente R$ 136,28 milhões destinados à redução de conflitos entre as ferrovias e áreas urbanas.</p>
<p>O acordo estabelece prazos e penalidades progressivas para o descumprimento de obrigações.</p>
<p>Eventuais atrasos atribuíveis ao poder público poderão justificar reprogramações previstas no instrumento, mas não a eliminação automática das responsabilidades da concessionária.</p>
<h2>Acordo não significa retomada imediata dos trens</h2>
<p>A concessão da Malha Nordeste remonta a 1997, e a ausência de operação em grande parte da rede motivou uma longa discussão entre a concessionária, a ANTT e o Governo Federal.</p>
<p>A solução consensual procura evitar o prolongamento de disputas administrativas e judiciais, reorganizar as responsabilidades e permitir a definição de novos destinos para a infraestrutura.</p>
<p>O relator da matéria no TCU foi o ministro Walton Alencar Rodrigues.</p>
<p>A decisão foi formalizada pelo Acórdão nº 2.906/2026.</p>
<p>Para o transporte de passageiros, o ponto de maior interesse será a evolução dos projetos urbanos vinculados às antigas faixas ferroviárias.</p>
<p>A devolução dos trechos à União pode criar condições institucionais para novos usos, mas a implantação de VLTs ou de outros sistemas dependerá de estudos de viabilidade, licenciamento, recursos e decisões próprias dos responsáveis pelos empreendimentos.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Metrô de São Paulo prorroga contrato do monotrilho da Linha 15-Prata até 2032 e amplia valor de acordo firmado há 16 anos</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 18:01:39 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Vigência contratual passa para outubro de 2032, após prorrogação anunciada em setembro de 2026; novo aditivo inclui serviços, altera pagamentos e preserva possibilidade de reivindicações financeiras do consórcio ADAMO BAZANI O Metrô de São Paulo prorrogou até 2032 o contrato com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste, responsável por parte da implantação da Linha 15-Prata, que [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?w=4000&amp;ssl=1 4000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/20260110_100501.webp?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Vigência contratual passa para outubro de 2032, após prorrogação anunciada em setembro de 2026; novo aditivo inclui serviços, altera pagamentos e preserva possibilidade de reivindicações financeiras do consórcio</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Metrô de São Paulo prorrogou até 2032 o contrato com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste, responsável por parte da implantação da Linha 15-Prata, que atende a zona Leste da capital paulista. A nova alteração amplia o prazo de execução dos serviços para 16 de junho de 2032 e a vigência contratual para 16 de outubro do mesmo ano, além de modificar o escopo, estabelecer novos serviços, alterar condições de pagamento e acrescentar R$ 1,69 milhão ao valor contratual, considerado na data-base de agosto de 2010.</p>
<p>A mudança foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, menos de dois meses depois de outra prorrogação, noticiada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em setembro. Naquela ocasião, a execução dos serviços havia sido estendida até dezembro de 2026 e a vigência até abril de 2027. Agora, os prazos contratuais são ampliados em mais de cinco anos. A medida chama a atenção pela longa trajetória do empreendimento, contratado originalmente em 2010, mas não significa, por si só, que a inauguração das estações em construção tenha sido adiada para 2032.</p>
<h3>Vigésimo aditivo modifica escopo, pagamentos, reajustes e cronograma</h3>
<p>O documento publicado pelo Metrô corresponde ao 20º aditivo do contrato firmado com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste.</p>
<p>Além da prorrogação dos prazos, a companhia estabeleceu uma série de modificações que vão além de uma simples extensão da vigência contratual.</p>
<p>Entre elas estão a adequação do objeto contratado, a inclusão de novos serviços, alterações em itens contratuais e mudanças nos eventos utilizados para determinar pagamentos.</p>
<p>O aditivo também estabelece nova forma de reajuste e substitui índices utilizados para atualização dos valores.</p>
<p>Outra determinação é a apresentação, pelo consórcio, de cronograma revisado e do endosso da garantia de execução contratual.</p>
<p>Na prática, o documento reorganiza condições de execução, remuneração e acompanhamento de serviços relacionados à implantação do sistema.</p>
<p>O acréscimo financeiro informado é de R$ 1.696.999,96, considerando a data-base de 1º de agosto de 2010.</p>
<p>Esse detalhe é importante porque o valor publicado corresponde a uma referência contratual histórica, e não necessariamente ao desembolso nominal atualizado que será realizado.</p>
<p>O extrato não apresenta o valor atualizado total do contrato após o aditivo, tampouco detalha individualmente cada novo serviço incluído.</p>
<h3>Consórcio mantém direito de discutir custos adicionais e reequilíbrio</h3>
<p>Outro ponto importante do aditivo é a preservação expressa da possibilidade de reivindicações financeiras pela empresa contratada.</p>
<p>O documento estabelece que a assinatura não representa renúncia nem quitação de fatos que a contratada considere responsáveis por despesas indevidas ou adicionais.</p>
<p>Entre as situações mencionadas estão custos de remobilização, remuneração por ampliação de escopo, despesas relacionadas à manutenção de estruturas e armazenamento de materiais e pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p>A previsão mantém aberta a possibilidade de discussão desses custos, sem representar reconhecimento automático de que todos os valores eventualmente reivindicados sejam devidos.</p>
<p>Os pedidos dependem de análise e dos procedimentos administrativos ou jurídicos aplicáveis.</p>
<p>É um aspecto relevante porque a extensão de um contrato de longa duração pode envolver obrigações diferentes daquelas previstas em sua concepção original, especialmente em empreendimentos sujeitos a alterações de projeto, tecnologia, cronograma e condições de execução.</p>
<h3>Contrato foi assinado em 2010 e previa ligação até Cidade Tiradentes</h3>
<p>O contrato original foi firmado em 27 de setembro de 2010, quando o projeto de monotrilho da zona Leste tinha como objetivo criar uma ligação de alta capacidade entre Vila Prudente e Hospital Cidade Tiradentes.</p>
<p>A proposta vencedora tinha valor aproximado de R$ 2,46 bilhões e contemplava projetos executivos, fabricação e fornecimento de equipamentos, material rodante, sistemas operacionais e implantação da infraestrutura.</p>
<p>O planejamento inicial envolvia aproximadamente 24,5 quilômetros e 17 estações.</p>
<p>Posteriormente, os projetos passaram por alterações, incluindo a previsão de extensão da linha até Ipiranga, elevando o empreendimento completo projetado para aproximadamente 26,6 quilômetros e 18 estações.</p>
<p>O consórcio reunia originalmente construtoras e empresas fornecedoras de tecnologia ferroviária, incluindo Queiroz Galvão, OAS e Bombardier.</p>
<p>Ao longo dos anos, ocorreram mudanças societárias e de denominação empresarial. A Queiroz Galvão passou a utilizar a denominação Álya Construtora, enquanto a Bombardier Transportation foi adquirida pela Alstom.</p>
<p>Em fevereiro de 2025, conforme também noticiado pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, o Metrô oficializou uma alteração contratual envolvendo a substituição da Bombardier Transit Corporation pela Alstom Transport Holding US Inc., com transferência de direitos e obrigações.</p>
<p>A trajetória do contrato também foi marcada por sucessivas mudanças de prazos e valores.</p>
<h3>Linha já opera entre Vila Prudente e Jardim Colonial e tem novas expansões</h3>
<p>A Linha 15-Prata funciona entre Vila Prudente e Jardim Colonial, atendendo áreas populosas da zona Leste paulistana e permitindo integração com a Linha 2-Verde do Metrô.</p>
<p>O monotrilho utiliza trens que circulam sobre vigas elevadas de concreto, com alimentação elétrica e operação segregada do tráfego viário.</p>
<p>A implantação do sistema ampliou as possibilidades de deslocamento para passageiros de regiões como São Mateus e Sapopemba, reduzindo a dependência exclusiva de ônibus em trajetos de maior extensão.</p>
<p>O empreendimento, entretanto, ainda possui expansões previstas ou em execução.</p>
<p>No sentido oeste, o planejamento contempla a extensão até Ipiranga, com a perspectiva de ampliar a integração com a rede ferroviária.</p>
<p>No sentido leste, estão previstas intervenções relacionadas às estações Boa Esperança e Jacu-Pêssego e ao Pátio Ragueb Chohfi.</p>
<p>A continuidade até Hospital Cidade Tiradentes, contemplada na concepção original, ainda depende de definições sobre a expansão e de intervenções urbanas necessárias, entre elas questões relacionadas à Estrada do Iguatemi.</p>
<h3>Prazo de contrato e inauguração são situações diferentes</h3>
<p>A nova vigência até outubro de 2032 deve ser interpretada dentro do conjunto de obrigações contratuais.</p>
<p>O prazo de execução pode abranger fornecimentos, instalações, ajustes, serviços complementares e outras atividades vinculadas ao contrato, sem necessariamente corresponder à data prevista para entrada em operação comercial de todas as estações.</p>
<p>Para definir se houve alteração no calendário de inaugurações, é necessário confrontar o cronograma revisado exigido pelo aditivo com as previsões específicas do Metrô para cada trecho.</p>
<p>O novo documento não estabelece expressamente que todas as ampliações da Linha 15-Prata serão entregues apenas em 2032.</p>
<p>O que está formalmente definido é a ampliação dos prazos de execução e vigência do contrato com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste, acompanhada de mudanças financeiras e operacionais em um acordo que completou 16 anos em setembro de 2026.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Prefeitura do Rio confirma rescisão antecipada com Santander e define transição bancária que inclui repasses do Jaé às empresas de ônibus</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 17:30:13 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Novos esclarecimentos para licitação marcada para quarta-feira (4) detalham encerramento do contrato atual, previsto para janeiro de 2027, plano de contingência e mudanças no edital; banco vencedor também ficará responsável por pagamentos da bilhetagem digital aos operadores ADAMO BAZANI A Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou que pretende encerrar antecipadamente o contrato com o Santander [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="796" height="537" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?fit=796%2C537&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?w=796&amp;ssl=1 796w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?resize=768%2C518&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3023.jpg?resize=400%2C270&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 796px) 100vw, 796px" /> <p><em>Novos esclarecimentos para licitação marcada para quarta-feira (4) detalham encerramento do contrato atual, previsto para janeiro de 2027, plano de contingência e mudanças no edital; banco vencedor também ficará responsável por pagamentos da bilhetagem digital aos operadores</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou que pretende encerrar antecipadamente o contrato com o Santander para permitir a entrada da instituição financeira que vencer a licitação dos serviços bancários municipais, marcada para esta quarta-feira, 4 de novembro de 2026. A contratação inclui o processamento dos repasses da bilhetagem digital Jaé às empresas de ônibus e demais operadores de transporte sob gestão municipal. A previsão apresentada pela administração é de que a transição contratual ocorra em 28 de janeiro de 2027.</p>
<p>Os esclarecimentos foram publicados no Diário Oficial desta terça-feira, 3 de novembro, acompanhados de alterações no edital e respostas a questionamentos das instituições financeiras interessadas. A Prefeitura informou que o contrato atual, originalmente previsto para terminar em setembro de 2027, será rescindido formalmente antes do início da execução do novo acordo. Também confirmou a existência de um plano de contingência para situações excepcionais durante a mudança, uma medida importante para a continuidade dos pagamentos municipais, inclusive daqueles relacionados ao transporte coletivo.</p>
<h3>O que muda na contratação bancária que também envolve o Jaé</h3>
<p>A nova publicação representa mais uma etapa de uma licitação acompanhada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> desde setembro.</p>
<p>Em 9 de outubro, o portal já havia informado que a disputa estava marcada para 4 de novembro, às 11h, e que o pacote de serviços incluía a movimentação dos recursos da bilhetagem digital utilizados na remuneração dos operadores de transporte.</p>
<p>A novidade agora é o detalhamento da transição entre os contratos bancários e das condições para a entrada da instituição vencedora.</p>
<p>Segundo a Prefeitura, o contrato com o Santander tem encerramento originalmente previsto para 28 de setembro de 2027. Entretanto, a administração pretende antecipar seu término, com a formalização de um termo de rescisão.</p>
<p>A eficácia operacional do novo contrato ficará condicionada ao encerramento formal do vínculo anterior.</p>
<p>A Prefeitura esclareceu ainda que o Santander deverá manter a continuidade dos serviços até 28 de janeiro de 2027, conforme as condições que serão estabelecidas para a rescisão antecipada.</p>
<h3>Pagamentos aos operadores de ônibus fazem parte da estrutura financeira</h3>
<p>A licitação contempla a contratação de uma instituição financeira responsável por diversos serviços bancários da Prefeitura do Rio de Janeiro.</p>
<p>Entre eles está o processamento dos pagamentos aos concessionários e permissionários do transporte público municipal, utilizando recursos da conta da bilhetagem digital vinculada à Câmara de Compensação Tarifária.</p>
<p>O banco deverá efetuar os créditos nas contas indicadas pela unidade gestora financeira.</p>
<p>Essa função está relacionada à estrutura de remuneração dos operadores depois da implantação do Jaé, sistema de bilhetagem digital utilizado no transporte municipal.</p>
<p>A separação entre a arrecadação tarifária e a execução dos pagamentos às empresas integra a organização financeira do modelo de transporte da cidade.</p>
<p>Para os passageiros, a importância está na continuidade da operação e na regularidade do sistema que sustenta financeiramente a prestação dos serviços.</p>
<p>A contratação bancária, entretanto, não representa uma nova licitação da bilhetagem, uma substituição automática do sistema Jaé nem uma alteração das tarifas pagas pelos usuários.</p>
<h3>Prefeitura prevê plano de contingência para mudança de banco</h3>
<p>Um dos questionamentos apresentados durante a licitação trata da continuidade dos serviços caso a futura contratada encontre dificuldades para concluir a implantação no prazo previsto.</p>
<p>A documentação menciona prazo de até 90 dias para a migração dos serviços e apresenta dúvidas sobre a responsabilidade pela operação durante essa fase.</p>
<p>A Prefeitura respondeu que existe um plano de contingência para situações excepcionais, cuja responsabilidade ficará com o município.</p>
<p>Também esclareceu que não serão impostas ao Santander novas obrigações decorrentes do contrato atual a partir de 28 de janeiro de 2027.</p>
<p>A resposta é relevante porque a mudança envolve diferentes operações financeiras de caráter contínuo, entre elas pagamentos de servidores, fornecedores e operadores de serviços públicos.</p>
<p>No transporte coletivo, a regularidade dos repasses é particularmente importante para o fluxo financeiro das empresas responsáveis pela operação.</p>
<h3>Rescisão antecipada poderá envolver compensações financeiras</h3>
<p>Os esclarecimentos também abordam as possíveis consequências financeiras do encerramento antecipado do contrato com o Santander.</p>
<p>A Prefeitura informou que a devolução da garantia ocorrerá em 28 de janeiro de 2027.</p>
<p>Eventuais despesas de desmobilização e prejuízos decorrentes da rescisão precisarão ser demonstrados pelo banco, mediante documentação e planilhas detalhadas, para análise da administração municipal.</p>
<p>A Prefeitura também informou que a apuração proporcional da outorga será realizada em procedimento administrativo próprio.</p>
<p>Isso significa que os valores relacionados ao encerramento antecipado ainda dependem da análise dos documentos e das condições contratuais aplicáveis.</p>
<h3>Licitação envolve outorga de R$ 1 bilhão e outros serviços municipais</h3>
<p>O pacote bancário possui outorga mínima de R$ 1 bilhão e reúne serviços que vão além do transporte público.</p>
<p>Entre as atribuições estão a centralização e o processamento da folha de pagamento municipal, pagamentos a fornecedores, serviços de PIX, operações do Sistema Descentralizado de Pagamento e movimentações financeiras de entidades vinculadas à administração.</p>
<p>A licitação também prevê aplicações financeiras de determinados recursos classificados como depósitos de terceiros, conforme as condições estabelecidas no edital.</p>
<p>O valor de R$ 1 bilhão refere-se ao conjunto da contratação bancária, e não exclusivamente às movimentações financeiras do Jaé.</p>
<p>Na publicação desta terça-feira, a Prefeitura apresentou correções em dispositivos do edital e da minuta contratual, além de esclarecimentos sobre responsabilidades, garantias, tratamento de dados e riscos contratuais.</p>
<p>Entre as alterações, foi corrigida a referência à data de janeiro de 2027 e ajustado um critério de julgamento que aparecia incorretamente no texto original.</p>
<p>A disputa permanece prevista para 4 de novembro de 2026, às 11h, conforme o calendário publicado anteriormente.</p>
<p>O resultado será importante para definir a instituição responsável por parte das operações financeiras da Prefeitura, incluindo os pagamentos às empresas que prestam serviços de transporte coletivo municipal.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Greve na Sancetur afeta ônibus de Palmas, provoca atrasos de até 40 minutos e leva Justiça a determinar circulação de até 80% da frota</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 16:31:40 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Greve]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Motoristas protestam na garagem da empresa e cobram piso salarial, banheiros, água e respeito à jornada; Prefeitura recorre ao TRT para garantir atendimento aos 60 mil passageiros diários. É a segunda paralisação em pouco mais de dois meses ADAMO BAZANI Motoristas da Sancetur, empresa responsável pelo transporte coletivo de Palmas (TO), iniciaram uma greve às [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="716" height="428" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-1.jpg?fit=716%2C428&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-1.jpg?w=716&amp;ssl=1 716w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-1.jpg?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-1.jpg?resize=150%2C90&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-1.jpg?resize=400%2C239&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 716px) 100vw, 716px" /> <p><em>Motoristas protestam na garagem da empresa e cobram piso salarial, banheiros, água e respeito à jornada; Prefeitura recorre ao TRT para garantir atendimento aos 60 mil passageiros diários. É a segunda paralisação em pouco mais de dois meses</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>Motoristas da Sancetur, empresa responsável pelo transporte coletivo de Palmas (TO), iniciaram uma greve às 4h desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, provocando atrasos de até 40 minutos, aglomerações nas estações e dificuldades para os aproximadamente 60 mil passageiros que utilizam diariamente os ônibus da capital tocantinense. Trabalhadores realizaram uma manifestação em frente à garagem da transportadora para cobrar o cumprimento do piso salarial estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026 e melhorias nas condições de trabalho. A Prefeitura de Palmas obteve uma decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinando a manutenção de pelo menos 80% da frota e dos motoristas nos horários de maior movimento e 70% nos demais períodos.</p>
<p>A mobilização foi convocada pelo Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Operadores de Máquinas do Estado do Tocantins (Simtromet), depois de assembleia realizada em 23 de outubro. Além das reivindicações salariais, os profissionais reclamam da falta de banheiros e bebedouros nos pontos finais e estações, de descontos considerados indevidos nos contracheques e no vale-alimentação e de problemas relacionados à jornada e aos intervalos de descanso. A greve representa mais um capítulo das dificuldades trabalhistas envolvendo a operação da Sancetur em Palmas. Em 1º de setembro, motoristas já haviam interrompido os serviços por aproximadamente uma hora devido ao atraso no pagamento de um adiantamento salarial.</p>
<h2>Passageiros enfrentam estações lotadas e atrasos</h2>
<p>O início da paralisação afetou o funcionamento do transporte coletivo durante a manhã desta terça-feira.</p>
<p>Na Estação Xerente, localizada na região sul de Palmas, passageiros enfrentaram aglomerações e dificuldades para embarcar.</p>
<p>Segundo relatos divulgados pela TV Anhanguera e por veículos de comunicação locais, algumas linhas registraram atrasos de até 40 minutos.</p>
<p>A greve atingiu um serviço essencial para os deslocamentos de trabalhadores, estudantes e moradores que dependem dos ônibus para chegar aos seus destinos.</p>
<p>A manifestação na garagem da Sancetur também reuniu trabalhadores com cartazes reivindicando melhorias salariais e condições adequadas para o exercício das atividades.</p>
<p>O movimento começou conforme a programação anunciada anteriormente pelo Simtromet.</p>
<p>Inicialmente, o sindicato havia informado que manteria pelo menos 30% da operação durante a greve, por se tratar de um serviço essencial.</p>
<p>Entretanto, uma decisão judicial estabeleceu percentuais mínimos significativamente superiores.</p>
<h2>Justiça determina 80% dos ônibus nos horários de pico e multa de R$ 30 mil</h2>
<p>A Prefeitura de Palmas ingressou com uma medida judicial para garantir a continuidade do transporte coletivo durante a paralisação.</p>
<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região concedeu liminar em 31 de outubro, estabelecendo percentuais mínimos de funcionamento do sistema.</p>
<p>Nos horários de maior movimento, das 5h30 às 8h30 e das 17h às 20h, devem permanecer em atividade pelo menos 80% dos ônibus e do quadro de motoristas.</p>
<p>Nos demais períodos, o percentual mínimo é de 70%.</p>
<p>A determinação abrange todas as linhas e itinerários regulares do transporte coletivo urbano.</p>
<p>O descumprimento poderá resultar em multa diária de R$ 30 mil, conforme as condições estabelecidas na decisão.</p>
<p>A Prefeitura havia solicitado que a Justiça determinasse a manutenção de 100% da operação nos horários de pico e 80% nos demais períodos.</p>
<p>O tribunal, entretanto, estabeleceu percentuais menores.</p>
<p>Segundo a interpretação divulgada pelo Simtromet, a decisão procurou assegurar a continuidade de um serviço essencial sem impedir completamente o exercício do direito de greve.</p>
<p>O sindicato informou que cumpriria a determinação enquanto estivesse em vigor, mas anunciou a intenção de recorrer para tentar reduzir os percentuais mínimos exigidos.</p>
<p>A entidade também pretende questionar os critérios para aplicação da multa.</p>
<p>O Simtromet ressaltou que a liminar não declarou a greve ilegal ou abusiva e que o movimento continuará enquanto não houver entendimento sobre as reivindicações.</p>
<p>O sindicato orientou os trabalhadores a não bloquear garagens, portões, terminais ou estações e a respeitar a decisão dos profissionais que optarem por continuar trabalhando.</p>
<h2>Sindicato afirma que Sancetur não apresenta nova proposta desde junho</h2>
<p>O principal ponto da mobilização é o cumprimento do piso salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026.</p>
<p>Segundo o Simtromet, a Sancetur não apresentou uma nova proposta para atender às reivindicações nas negociações mediadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) desde junho.</p>
<p>A entidade sustenta que os trabalhadores não estão recebendo os valores correspondentes ao piso reivindicado.</p>
<p>A questão salarial, entretanto, não é a única reclamação.</p>
<p>Os profissionais também pedem a instalação de banheiros e bebedouros nas estações e nos pontos finais das linhas, locais onde permanecem durante parte da jornada e dos intervalos.</p>
<p>Outra reivindicação envolve o cumprimento dos períodos legais de descanso e dos horários estabelecidos para a atividade.</p>
<p>O sindicato também questiona descontos realizados nos salários e no vale-alimentação, considerados indevidos pela representação dos trabalhadores.</p>
<p>Essas reclamações são apresentadas pela entidade sindical e não equivalem, por si só, à comprovação judicial de todas as irregularidades alegadas.</p>
<p>O Simtromet informou ainda que há um procedimento no Ministério Público do Trabalho relacionado à falta de banheiros e água nos pontos finais das linhas, cuja tramitação estaria sem avanços desde 2023.</p>
<p>A informação sobre esse procedimento foi apresentada pelo sindicato e depende de confirmação documental quanto à situação atual da investigação.</p>
<p>A entidade afirma que permanece aberta ao diálogo e à apresentação de propostas capazes de resolver o conflito.</p>
<h2>Prefeitura afirma que trabalhadores são contratados pela Sancetur</h2>
<p>A Prefeitura de Palmas se manifestou por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte Público (Semobt).</p>
<p>Em nota, a administração municipal destacou que os motoristas são empregados da Santa Cecília Turismo Ltda., razão pela qual as reivindicações trabalhistas não dizem respeito a uma relação direta de emprego com o município.</p>
<p>A prefeitura informou que buscou a intervenção judicial para reduzir os impactos da paralisação sobre os aproximadamente 60 mil passageiros atendidos diariamente.</p>
<p>A administração também manifestou a expectativa de que o sindicato e a transportadora cheguem a um entendimento por meio das negociações.</p>
<p>O município destacou que o transporte coletivo dispõe de ônibus com acessibilidade, ar-condicionado e conexão à internet, além de gratuidade aos finais de semana e feriados.</p>
<p>Embora a contratação e a remuneração dos trabalhadores sejam responsabilidades da empresa, a administração municipal continua responsável pela organização e fiscalização do serviço público de transporte, dentro das condições estabelecidas contratualmente.</p>
<p>A manutenção dos percentuais mínimos determinados pela Justiça também deverá ser acompanhada para evitar interrupções que comprometam ainda mais os deslocamentos da população.</p>
<p>Até a conclusão desta apuração, não foi localizada manifestação pública específica da Sancetur esclarecendo os valores salariais contestados, as condições de trabalho questionadas pelo sindicato ou a apresentação de uma nova proposta para encerramento da greve.</p>
<h2>Motoristas já haviam paralisado ônibus em setembro por atraso salarial</h2>
<p>A greve desta terça-feira não é o primeiro movimento de trabalhadores da Sancetur em Palmas nos últimos meses.</p>
<p>Em 1º de setembro de 2026, motoristas realizaram uma paralisação de aproximadamente uma hora, entre 9h e 10h, cobrando o pagamento de um adiantamento salarial.</p>
<p>Segundo informações divulgadas na ocasião pelo Jornal O Coletivo e pelo Jornal Primeira Página, a parcela correspondente a aproximadamente 40% do salário deveria ter sido depositada em 25 de agosto.</p>
<p>No dia do protesto, o pagamento estava atrasado havia sete dias, conforme os relatos dos trabalhadores.</p>
<p>O restante da remuneração, equivalente a aproximadamente 60%, tinha pagamento previsto para o dia 5 do mês seguinte.</p>
<p>A mobilização de setembro foi organizada pelos próprios motoristas, sem convocação formal do sindicato, segundo as informações publicadas na ocasião.</p>
<p>Durante o protesto, ônibus foram recolhidos e o atendimento de diferentes regiões da capital ficou prejudicado.</p>
<p>Também houve relatos de interrupção de serviços utilizados por passageiros com destino à Universidade Federal do Tocantins (UFT).</p>
<p>Na ocasião, trabalhadores levantaram questionamentos sobre possíveis atrasos nos repasses financeiros da Prefeitura à empresa operadora.</p>
<p>Entretanto, não foi localizada confirmação oficial de que os repasses municipais estivessem efetivamente atrasados ou de que tenham provocado o descumprimento do adiantamento salarial.</p>
<p>A distinção é importante porque problemas de pagamento de salários podem ter diferentes causas, que precisam ser demonstradas por documentos contábeis, contratuais e trabalhistas.</p>
<p>A repetição de paralisações em setembro e novembro demonstra a persistência de conflitos entre trabalhadores e a empresa, embora as reivindicações imediatas dos dois episódios não sejam idênticas.</p>
<p>Em setembro, o principal motivo foi o atraso no adiantamento salarial. Agora, a pauta envolve o piso da convenção coletiva e condições mais amplas de trabalho.</p>
<h2>Condições dos motoristas também interferem na qualidade do transporte</h2>
<p>As reivindicações apresentadas em Palmas envolvem aspectos que vão além da relação salarial entre trabalhadores e empresa.</p>
<p>A disponibilidade de água potável, instalações sanitárias e intervalos adequados é parte das condições necessárias para o exercício da atividade de condução profissional.</p>
<p>Os motoristas de ônibus permanecem por longos períodos responsáveis pela condução de veículos que transportam dezenas de passageiros em ruas e avenidas.</p>
<p>O cumprimento das jornadas e dos períodos de descanso é importante tanto para a proteção dos trabalhadores quanto para a segurança operacional.</p>
<p>Problemas relacionados ao cansaço, à falta de estrutura nos pontos finais e às dificuldades para realizar necessidades básicas podem comprometer as condições de trabalho.</p>
<p>Por outro lado, a redução dos serviços durante uma greve afeta diretamente passageiros que não dispõem de outras alternativas de deslocamento.</p>
<p>É nesse contexto que a Justiça do Trabalho estabelece percentuais mínimos de atendimento, procurando conciliar o direito constitucional de greve com a continuidade de serviços essenciais.</p>
<p>A existência de uma frota moderna, por si só, não elimina a necessidade de assegurar condições adequadas aos profissionais responsáveis pela operação.</p>
<h2>Impasse ainda depende de negociação entre empresa e trabalhadores</h2>
<p>A paralisação desta terça-feira ocorre enquanto permanecem divergências sobre o cumprimento da convenção coletiva, condições de trabalho e responsabilidades pela solução das reivindicações.</p>
<p>A decisão liminar do TRT-10 estabelece limites para a redução do atendimento, mas não resolve a disputa salarial.</p>
<p>Também não representa decisão definitiva sobre a procedência das reclamações apresentadas pelo sindicato.</p>
<p>Para encerrar o conflito, ainda será necessário um entendimento entre os representantes dos trabalhadores e a Sancetur ou outro encaminhamento nas instâncias trabalhistas competentes.</p>
<p>A Prefeitura de Palmas deverá continuar acompanhando o funcionamento do transporte coletivo e o cumprimento dos percentuais mínimos determinados pela Justiça.</p>
<p>Para os passageiros, a orientação é considerar a possibilidade de intervalos maiores e alterações no atendimento enquanto a paralisação permanecer em andamento.</p>
<p>O episódio também evidencia a necessidade de que as discussões sobre remuneração, infraestrutura e condições de trabalho sejam conduzidas de forma a preservar a segurança operacional e reduzir os prejuízos aos usuários.</p>
<p>Até o início da tarde desta terça-feira, não havia confirmação de acordo para encerrar a greve.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Higer vende mais 250 ônibus elétricos no Chile e chega a 734 unidades em dois anos; avanço chinês amplia disputa com fabricantes brasileiros na América Latina</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 16:01:15 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Novos veículos serão do modelo Azure A9, de nove metros, destinados ao transporte regional; fabricante também prepara A9 Mini e A10 Midi para o Brasil, enquanto crescimento das marcas chinesas desafia participação histórica da indústria nacional nas exportações de ônibus ADAMO BAZANI A fabricante chinesa Higer Bus anunciou a venda de mais 250 ônibus elétricos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-10-30-at-21.11.11.jpeg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Novos veículos serão do modelo Azure A9, de nove metros, destinados ao transporte regional; fabricante também prepara A9 Mini e A10 Midi para o Brasil, enquanto crescimento das marcas chinesas desafia participação histórica da indústria nacional nas exportações de ônibus</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A fabricante chinesa Higer Bus anunciou a venda de mais 250 ônibus elétricos do modelo Azure A9, de aproximadamente nove metros, para o mercado chileno. Com os novos contratos, a empresa informa ter alcançado 734 unidades comercializadas no Chile nos últimos 24 meses. O anúncio foi realizado durante o XIII Congresso Nacional de Transporte Urbano Mayor de Regiones (Coresurnorte 2026), nos dias 29 e 30 de outubro, em Temuco, e envolve veículos destinados a projetos de renovação da frota regional e a licitações de transporte público.</p>
<p>O novo fornecimento também reflete o crescimento da participação chinesa no mercado latino-americano de ônibus, especialmente com o avanço da eletrificação. O Brasil, que durante décadas teve uma presença importante nas exportações de ônibus a diesel para países vizinhos, enfrenta uma concorrência diferente com a substituição tecnológica das frotas. A presença crescente das fabricantes chinesas foi constatada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em visitas realizadas ao Chile em novembro de 2025, a convite da Mercedes-Benz, e em outubro de 2026, a convite da brasileira TEVX e da chinesa Zhongtong.</p>
<p>&#8220;Agora já temos 734 unidades no Chile em apenas 24 meses. Nossa capacidade de produção ajudou&#8221;, afirmou ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> o diretor da Higer Bus para a América Latina, Marcelo Barella.</p>
<p>As 250 novas unidades anunciadas são do Azure A9, um ônibus elétrico de menor porte, destinado principalmente a operações urbanas e regionais. O modelo integra a estratégia de renovação das frotas chilenas em cidades fora da Região Metropolitana de Santiago, onde a eletrificação também começa a alcançar sistemas de menor escala.</p>
<p>O comunicado da fabricante não detalha a distribuição dos 250 veículos por cidades e operadoras, nem informa o cronograma de entregas. Também não apresenta os valores comerciais dos contratos.</p>
<p>Por isso, as 734 unidades informadas pela Higer representam o volume comercializado no período, e não necessariamente a quantidade de ônibus que já entrou em operação.</p>
<h2>Azure A9: ônibus de nove metros terá versões para diferentes operações</h2>
<p>O Azure A9 pertence à linha de ônibus elétricos integrais da Higer, nos quais estrutura, carroceria e conjunto de propulsão são desenvolvidos como parte de uma mesma plataforma.</p>
<p>O modelo é direcionado a serviços que demandam veículos menores do que os ônibus urbanos convencionais de 12 a 13 metros.</p>
<p>A versão divulgada pela Higer Chile possui baterias com opções de capacidade entre 176 e 270 kWh, autonomia anunciada de até 240 quilômetros, conforme a configuração, e capacidade máxima informada de 61 passageiros.</p>
<p>A empresa também indica tempo de recarga de até duas horas, dependendo das condições de carregamento e da capacidade instalada, além de garantia das baterias de dez anos ou 800 mil quilômetros, conforme as condições comerciais aplicáveis.</p>
<p>A tecnologia de tração utiliza motores elétricos alimentados por baterias, com recuperação de energia durante as desacelerações e frenagens, característica comum aos sistemas de propulsão elétrica dessa categoria.</p>
<p>A autonomia efetiva depende de fatores como número de passageiros transportados, relevo, temperatura ambiente, utilização do ar-condicionado, velocidade média e frequência das paradas.</p>
<p>A configuração dos ônibus destinados aos novos contratos chilenos ainda precisa ser diferenciada das demais versões da família A9, especialmente quanto à capacidade de passageiros e aos conjuntos de baterias.</p>
<h2>Brasil terá Azure A9 Mini e A10 Midi, com foco nas linhas de bairro</h2>
<p>Além das vendas no Chile, a Higer informou que prepara para o Brasil unidades dos modelos Azure A9 Mini e A10 Midi, com previsão de chegada ao mercado no início de 2027.</p>
<p>Os veículos são direcionados principalmente às necessidades do sistema municipal de São Paulo, gerenciado pela SPTrans, e de outras cidades que utilizam ônibus menores em linhas alimentadoras, bairros e vias com restrições de circulação.</p>
<p>Segundo a fabricante, os dois modelos estão em produção e possuem desenhos técnicos incluídos entre os aprovados para as configurações previstas no sistema paulistano.</p>
<p>Essa condição não significa autorização automática de todos os veículos para operação. A utilização nas linhas depende do atendimento às exigências técnicas e administrativas aplicáveis a cada configuração.</p>
<p>O Azure A9 BR, apresentado anteriormente no mercado brasileiro e já acompanhado pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, possui construção integral e aproximadamente 8,82 metros de comprimento, 2,44 metros de largura e 3,26 metros de altura.</p>
<p>A capacidade anunciada na configuração brasileira é de 43 passageiros, além do motorista.</p>
<p>O veículo utiliza baterias CATL de fosfato de ferro-lítio (LFP), com capacidade de 266,61 kWh, autonomia declarada de aproximadamente 270 quilômetros e sistema de recarga com conector CCS2.</p>
<p>A ficha técnica brasileira apresenta duas possibilidades de motorização: Dana MD100F, com potência máxima de 200 kW, equivalente a aproximadamente 272 cavalos, ou Prestolite, com potência máxima anunciada de 260 kW, aproximadamente 354 cavalos.</p>
<p>Os torques máximos divulgados são de 2.450 Nm e 2.800 Nm, respectivamente.</p>
<p>O sistema de suspensão é pneumático, com função de ajoelhamento para facilitar o acesso, e os freios utilizam componentes Wabco, com ABS e gerenciamento eletrônico EBS.</p>
<p>O piso baixo e a rampa manual permitem atendimento aos requisitos de acessibilidade, conforme a configuração do veículo.</p>
<p>A fabricante anuncia tempo de recarga de até uma hora e meia, condicionado à potência disponível no carregador e às características da instalação elétrica.</p>
<p>Em junho de 2025, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> já havia mostrado a utilização de uma unidade Azure A9 BR em demonstração pela Transunião, empresa que opera linhas da zona leste de São Paulo.</p>
<p>O A10 Midi, por sua vez, pertence a uma categoria de maior porte, voltada a operações que exigem capacidade superior à de um ônibus de aproximadamente nove metros.</p>
<p>O material divulgado pela Higer informa configuração de piso baixo para o A10 e capacidade para enfrentar trajetos com aclives acentuados, característica importante para aplicações urbanas em bairros com relevo acidentado.</p>
<p>A fabricante ainda não apresentou, no comunicado sobre o Chile, uma ficha técnica completa da versão brasileira do A10, com comprimento exato, potência, torque, capacidade das baterias, lotação e autonomia. Esses parâmetros deverão ser confirmados conforme a configuração definitiva do produto.</p>
<h2>Visitas do Diário do Transporte ao Chile mostraram transformação do mercado</h2>
<p>A expansão da Higer ocorre em um cenário que o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanhou presencialmente em duas visitas recentes ao Chile.</p>
<p>Em novembro de 2025, o criador e editor-chefe do jornal, Adamo Bazani, esteve em Santiago a convite da Mercedes-Benz e da representante chilena Kaufmann.</p>
<p>A cobertura teve como uma das principais pautas os ônibus rodoviários O 500 conhecidos comercialmente como El Más Potente, fabricados em São Bernardo do Campo (SP) e exportados para operações exigentes, incluindo transporte de trabalhadores de áreas de mineração e percursos em regiões de cordilheira.</p>
<p>Na ocasião, a Mercedes-Benz informou ter exportado 4.440 ônibus a partir de sua fábrica brasileira entre janeiro e setembro de 2025, dos quais 3.830 tinham como destino países da América Latina.</p>
<p>A experiência mostrou que os fabricantes instalados no Brasil ainda mantêm participação importante nos segmentos rodoviário, de fretamento e de transporte para operações especiais.</p>
<p>Entretanto, a circulação pelas ruas de Santiago também permitiu constatar a presença predominante de fabricantes chineses entre os ônibus elétricos do sistema urbano RED.</p>
<p>Em outubro de 2026, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> retornou à capital chilena, desta vez a convite da brasileira TEVX e da Zhongtong, para acompanhar o anúncio da representação da fabricante chinesa no Brasil.</p>
<p>A visita incluiu a sede do Grupo Cabal, representante da Zhongtong no Chile, e a apresentação de veículos e soluções de recarga.</p>
<p>Na cobertura, a TEVX anunciou planos para oferecer no Brasil seis modelos elétricos da Zhongtong, de veículos menores a ônibus articulados e rodoviários, além de uma futura unidade de montagem nacional.</p>
<p>O contato com os operadores e fornecedores chilenos mostrou que a expansão dos ônibus chineses não se restringe à venda dos veículos. Inclui também estrutura de financiamento, fornecimento de baterias, sistemas de recarga, assistência técnica e modelos de contratação dos serviços.</p>
<p>As visitas também evidenciaram que a substituição de ônibus a diesel por elétricos não elimina os desafios de conservação e manutenção das frotas, inclusive entre veículos relativamente novos.</p>
<h2>Marcas chinesas ampliam participação no mercado que historicamente comprava ônibus brasileiros</h2>
<p>A transformação tecnológica do transporte coletivo na América Latina vem modificando a posição dos fabricantes tradicionais.</p>
<p>Durante décadas, a indústria brasileira manteve forte participação no fornecimento de chassis e carrocerias a diesel para países como Chile, Peru, Argentina, Colômbia e outros mercados regionais.</p>
<p>Empresas com produção no Brasil, como Mercedes-Benz, Volkswagen, Scania, Volvo, Marcopolo, Caio e Comil, participaram da formação e renovação de frotas em diferentes países.</p>
<p>Com a eletrificação, fabricantes chineses passaram a disputar esses contratos oferecendo ônibus completos, baterias, motores elétricos e sistemas eletrônicos de gerenciamento.</p>
<p>Levantamento divulgado em maio de 2026 pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) aponta que a frota de ônibus elétricos em operação na América Latina e no Caribe chegou a 9.115 unidades em 2025, com crescimento de 40% em relação ao ano anterior.</p>
<p>Desse total, 47% estavam no Chile, 17% na Colômbia e 16% no Brasil.</p>
<p>O levantamento registra a predominância de empresas chinesas no fornecimento de ônibus elétricos à região.</p>
<p>A BYD aparecia com 2.961 veículos, seguida pela Foton, com 1.492, e pela Yutong, com 1.417. A Zhongtong contabilizava 946 unidades.</p>
<p>A fabricante brasileira Eletra aparecia com 894 veículos, ou aproximadamente 10% do mercado regional acumulado pesquisado, com vendas concentradas no próprio Brasil.</p>
<p>É importante observar que esses números se referem ao levantamento de veículos comercializados e incorporados até 2025. Não são diretamente comparáveis aos 734 ônibus que a Higer afirma ter comercializado no Chile nos últimos 24 meses, incluindo contratos anunciados em outubro de 2026.</p>
<p>A indústria instalada no Brasil continua exportando veículos convencionais, especialmente rodoviários e de fretamento, mas a expansão dos ônibus elétricos abre uma disputa em que as fabricantes chinesas já conquistaram participação significativa.</p>
<h2>Eletra e outras fabricantes instaladas no Brasil têm possibilidade de disputar exportações de elétricos</h2>
<p>A presença crescente de empresas chinesas também coloca em discussão a inserção da indústria brasileira no mercado internacional de ônibus elétricos.</p>
<p>O Brasil possui fabricantes de chassis, carrocerias, sistemas de tração, motores, componentes eletrônicos e infraestrutura de recarga, além de empresas especializadas na integração dessas tecnologias.</p>
<p>Entre elas está a Eletra, com produção em São Bernardo do Campo (SP), que desenvolve ônibus elétricos e trólebus em diferentes configurações, incluindo modelos convencionais, articulados e superarticulados.</p>
<p>A empresa trabalha com fornecedores nacionais e possui capacidade de desenvolver veículos adaptados às condições operacionais brasileiras, característica que também pode ser aproveitada em mercados latino-americanos.</p>
<p>O crescimento da eletrificação em países vizinhos representa uma possibilidade de expansão das exportações brasileiras, desde que as fabricantes consigam oferecer condições competitivas de preço, financiamento, assistência técnica e fornecimento.</p>
<p>Instrumentos de crédito à exportação, financiamento de compradores internacionais, garantias comerciais e políticas de desenvolvimento industrial poderiam ser avaliados como formas de ampliar a presença dos produtos fabricados no Brasil.</p>
<p>A discussão envolve não apenas a venda de ônibus completos, mas também a exportação de componentes, tecnologia de tração elétrica, carrocerias, baterias, sistemas de gerenciamento e serviços técnicos.</p>
<p>Há, porém, diferenças importantes entre a experiência chinesa e a estrutura industrial brasileira, especialmente em escala de produção, domínio da cadeia de baterias e disponibilidade de financiamento.</p>
<p>O avanço da Higer no Chile, portanto, representa mais um movimento de um mercado em transformação, no qual a indústria brasileira ainda participa de diferentes segmentos, mas encontra concorrência crescente nos ônibus urbanos elétricos.</p>
<h2>Higer também prepara estrutura de atendimento no Brasil</h2>
<p>A fabricante chinesa vem anunciando investimentos para ampliar sua estrutura comercial e técnica no mercado brasileiro.</p>
<p>Em abril de 2026, Marcelo Barella informou ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> planos para a instalação de uma sede comercial em São Paulo e de um centro técnico em Piracicaba (SP), destinado à nacionalização de componentes, capacitação e distribuição de peças.</p>
<p>O projeto do centro técnico foi apresentado com área total de oito mil metros quadrados, dos quais quatro mil metros quadrados de área construída.</p>
<p>A empresa também manifestou a intenção de estabelecer uma operação de montagem no Brasil, além da comercialização de ônibus importados.</p>
<p>A evolução desses projetos dependerá da efetiva implantação das instalações e das etapas industriais anunciadas.</p>
<p>A chegada prevista dos modelos A9 Mini e A10 Midi em 2027 poderá ampliar a concorrência no segmento de ônibus elétricos menores, justamente uma das categorias utilizadas em linhas de bairro, serviços alimentadores e percursos com vias estreitas ou condições de relevo mais exigentes.</p>
<p>Para as operadoras brasileiras, a ampliação do número de fornecedores poderá oferecer diferentes alternativas de configuração, manutenção e financiamento.</p>
<p>Para a indústria nacional, o crescimento da competição reforça a importância de desenvolver produtos, fornecedores e condições comerciais que permitam não apenas atender à eletrificação brasileira, mas também disputar os novos contratos de transporte coletivo na América Latina.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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