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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Viação Pedra Negra bate recorde de passageiros transportados em Itaúna (MG) no segundo turno das Eleições 2026</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/viacao-pedra-negra-bate-recorde-de-passageiros-transportados-em-itauna-mg-no-segundo-turno-das-eleicoes-2026/</link>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 01:00:10 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Sistema urbano registrou mais de oito mil usuários que utilizaram os ônibus municipais para se deslocar para a votação VINÍCIUS DE OLIVEIRA Com um salto expressivo no número de usuários e a excelência operacional demonstrada, os dados do transporte coletivo de Itaúna durante as eleições de outubro de 2026 trazem uma resposta incontestável sobre a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Sistema urbano registrou mais de oito mil usuários que utilizaram os ônibus municipais para se deslocar para a votação</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Com um salto expressivo no número de usuários e a excelência operacional demonstrada, os dados do transporte coletivo de Itaúna durante as eleições de outubro de 2026 trazem uma resposta incontestável sobre a eficácia da gratuidade. Mais do que garantir o direito fundamental ao voto, a Tarifa Zero Eleitoral aplicada no primeiro e no segundo turno se consolidou como uma ferramenta indispensável de inclusão social e desenvolvimento econômico. Ao retirar a barreira da catraca, a cidade não apenas colocou os ônibus para rodar cheios, mas devolveu o direito de circulação para milhares de itaunenses que antes ficavam isolados em suas casas por falta de condições financeiras, quebrando de forma definitiva qualquer desconfiança e resgatando a confiabilidade do cidadão no transporte público.</p>
<p>A resposta da população foi imediata e os números nas catracas impressionam quando comparados a um domingo comum, onde o sistema registra o transporte de uma média tradicional de 3.200 passageiros. No dia 4 de outubro, durante o primeiro turno, o volume de usuários saltou para 7.132, representando um impressionante aumento de 122,9% em relação à média normal, o que significou mais que o dobro da movimentação habitual. Mantendo a gratuidade total no dia 25 de outubro, para o segundo turno, o sistema bateu um novo recorde histórico e registrou 8.221 passageiros, consolidando um crescimento espetacular de 156,9% acima da média tradicional de domingos.</p>
<p>Um aumento tão expressivo no volume de usuários exige planejamento, estrutura e total capacidade de resposta, desafio este que foi vencido com maestria. Diante deste cenário histórico, a VIAÇÃO PEDRA NEGRA LTDA conseguiu atender toda a demanda em conformidade rigorosa com os protocolos de transporte e com um padrão de excelência elogiável. A empresa não mediu esforços para garantir ônibus pontuais, limpos e profissionais preparados para receber esse fluxo massivo de cidadãos de forma totalmente segura. Esse desempenho impecável demonstra o verdadeiro potencial técnico e humano da concessionária, que está pronta para dar passos ainda maiores junto ao município. A VIAÇÃO PEDRA NEGRA LTDA sonha muito com a implantação definitiva desse modelo para todos os domingos e feriados do ano, buscando crescer junto com Itaúna e desejando que toda a cidade conheça e confie na sua capacidade de entrega, estando sempre de braços abertos para construir soluções que tragam o melhor para os passageiros e para o desenvolvimento municipal.</p>
<p>Além do resgate social e do aumento de passageiros por viagem através da otimização da frota, a Tarifa Zero nos finais de semana gera uma poderosa engrenagem de economia circular onde o dinheiro fica na própria cidade. Sem o custo da passagem de ida e volta para pesar no orçamento familiar, o cidadão deixa de ficar retido em casa comprando em sites e grandes plataformas internacionais da internet. Com o transporte gratuito, as famílias saem de casa para passear, frequentar praças, parques e eventos culturais, consumindo diretamente nas lojas, feiras, lanchonetes e mercados do próprio município. Essa mudança de comportamento combate o isolamento social, fortalece o lazer e gera um retorno de impostos diretos para Itaúna, já que o comércio local vende mais e gera empregos, fazendo com que a arrecadação retorne para a população em melhorias na saúde, educação e infraestrutura urbana e rural, conectando as comunidades mais afastadas ao centro. Estimulando inclusive a segurança no trânsito, a medida incentiva motoristas a deixarem seus veículos em casa, aliviando o tráfego e reduzindo o risco de acidentes nas vias municipais.</p>
<p>A Tarifa Zero nas eleições não foi apenas um teste de mobilidade, mas a prova viva de que a união entre a vontade pública e a competência de uma empresa local gera resultados extraordinários para o município. Os dados deixam claro para gestores e legisladores que a mobilidade urbana inteligente é o caminho para uma Itaúna mais próspera, unida, justa e com um comércio fortemente aquecido, provando que a gratuidade não é um gasto, mas sim um investimento estratégico que se paga social e economicamente. Afinal, a missão de transportar vidas com dignidade se resume em um único e verdadeiro lema: PARA A VIDA TUDO É PASSAGEIRO, E PARA NÓS, PASSAGEIRO É TUDO.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>VÍDEO: Ônibus da Marechal pega fogo no centro de Brasília na noite desta terça-feira (27)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/video-onibus-da-marechal-pega-fogo-no-centro-de-brasilia-na-noite-desta-terca-feira-27/</link>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 00:30:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Fogo começou na parte dianteira do veículo; segundo a empresa, ônibus havia passado por manutenção um dia antes YURI SENA Um ônibus da Auto Viação Marechal foi atingido por um incêndio na noite desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, na região central de Brasília. Registros feitos no local mostram o veículo tomado pelas chamas. [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="659" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/8f46895d-0070-4b62-871f-ae2c4beec8bc-e1793147668602.jpg?fit=800%2C659&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Fogo começou na parte dianteira do veículo; segundo a empresa, ônibus havia passado por manutenção um dia antes</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><div style="width: 576px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-541825-2" width="576" height="928" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-27-at-21.20.28.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-27-at-21.20.28.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-27-at-21.20.28.mp4</a></video></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ônibus da Auto Viação Marechal foi atingido por um incêndio na noite desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, na região central de Brasília. Registros feitos no local mostram o veículo tomado pelas chamas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) recebeu o chamado às 18h33 e enviou duas viaturas para a ocorrência. Ao chegarem, os militares encontraram o fogo concentrado na dianteira do coletivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da chegada das equipes, o motorista conseguiu retirar os passageiros. Não houve registro de feridos, segundo a corporação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para combater o incêndio, os bombeiros utilizaram água pressurizada. A via ficou interditada enquanto os trabalhos eram realizados, como medida para permitir o atendimento da ocorrência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Procurada, a Auto Viação Marechal informou que o veículo foi fabricado em 2019 e estava com as revisões atualizadas. A companhia também afirmou que a manutenção mais recente ocorreu na segunda-feira (26).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A empresa declarou que aguarda o resultado da perícia para esclarecer o que provocou o fogo e que prestará colaboração às autoridades responsáveis pela investigação.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  <item>
    <title>Prefeitura do Rio de Janeiro encerra nesta quarta (28) consulta pública para licitação de 175 ônibus elétricos, com investimento de R$ 509 milhões e garagem na Maré</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/prefeitura-do-rio-de-janeiro-encerra-nesta-quarta-28-consulta-publica-para-licitacao-de-175-onibus-eletricos-com-investimento-de-r-509-milhoes-e-garagem-na-mare/</link>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 00:18:54 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Na Rede]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Projeto prevê concessão de 16 anos, financiamento de R$ 329 milhões pelo BNDES e contratação de operação por quilometragem; veículos fazem parte da implantação do Sistema Rio e terão infraestrutura própria de recarga ADAMO BAZANI Termina nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, o prazo para apresentação de contribuições à consulta pública da Prefeitura do [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"> Projeto prevê concessão de 16 anos, financiamento de R$ 329 milhões pelo BNDES e contratação de operação por quilometragem; veículos fazem parte da implantação do Sistema Rio e terão infraestrutura própria de recarga<br><br><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong><br><br>Termina nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, o prazo para apresentação de contribuições à consulta pública da Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) sobre a contratação de 175 ônibus elétricos a bateria para o transporte coletivo municipal. O projeto, que prevê investimentos de R$ 509 milhões, inclui a implantação de uma garagem pública na Maré, na Zona Norte da cidade, e será executado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), com concessão administrativa de 16 anos. A iniciativa integra a reorganização do sistema de ônibus da capital fluminense e deverá estabelecer um novo modelo de contratação para a operação de veículos de emissão zero.<br><br>A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) disponibilizou a minuta do edital e os anexos do chamado Lote Elétrico LE1, que contempla o fornecimento dos veículos, a construção e a administração da garagem, a instalação dos equipamentos de recarga, a manutenção da infraestrutura e a prestação dos serviços por uma quantidade determinada de quilômetros mensais. O projeto conta com financiamento de R$ 329 milhões aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos do Fundo Clima. A previsão apresentada pela administração municipal é publicar o edital definitivo da concorrência em novembro de 2026, depois da análise das contribuições recebidas.<br><br>A consulta pública foi aberta em 28 de setembro e teve uma audiência pública virtual marcada para terça-feira, 27 de outubro, às 11h, para apresentação do projeto e esclarecimento de dúvidas.<br><br>O encerramento da consulta nesta quarta-feira representa mais uma etapa da preparação da concorrência. A publicação da minuta e dos documentos técnicos não significa que a disputa entre as empresas interessadas já tenha sido aberta.<br><br>A contratação também representa uma mudança na forma como a Prefeitura do Rio de Janeiro pretende organizar a eletrificação dos ônibus. Além de disponibilizar os veículos, a futura concessionária deverá assumir responsabilidades relacionadas à infraestrutura física e energética necessária para manter a frota em circulação.<br><br><strong>Investimento de R$ 509 milhões reúne financiamento do BNDES e recursos da concessão</strong><br><br>O investimento total previsto para o primeiro lote elétrico é de R$ 509 milhões, segundo informações divulgadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo BNDES.<br><br>Desse montante, R$ 329 milhões correspondem ao financiamento aprovado pelo banco federal para apoiar a aquisição dos ônibus elétricos. A estrutura financeira também contempla investimentos da futura concessionária e contrapartida municipal.<br><br>Os recursos do BNDES serão disponibilizados por meio do Fundo Clima, instrumento federal de financiamento destinado a projetos que contribuam para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a transição para tecnologias menos poluentes.<br><br>A aprovação do financiamento representa uma etapa importante para a viabilização da frota, mas a contratação da empresa responsável pelo serviço dependerá da conclusão da licitação e da assinatura do contrato.<br><br>A PPP será estruturada na modalidade de concessão administrativa. Nesse modelo, a remuneração da concessionária envolve pagamentos realizados pelo poder público, de acordo com as condições contratuais e os indicadores estabelecidos para a prestação dos serviços.<br><br>A proposta de contratação por quilometragem mensal coloca entre os principais pontos da futura concessão a disponibilidade efetiva dos veículos, o cumprimento da programação operacional, a manutenção da frota e os mecanismos de fiscalização.<br><br>Para os passageiros, o resultado dependerá não apenas da aquisição dos ônibus, mas da quantidade de viagens efetivamente realizadas, da regularidade dos horários e da capacidade de manter os veículos disponíveis para operação.<br><br>A definição dos indicadores de desempenho e das condições de remuneração será importante para evitar que a contratação se concentre apenas na disponibilização dos equipamentos, sem assegurar os resultados esperados para o atendimento à população.<br><br><strong>Garagem pública na Maré terá estrutura de recarga e manutenção</strong><br><br>Um dos principais componentes do projeto é a implantação de uma garagem pública na região da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro.<br><br>A instalação deverá reunir a infraestrutura necessária para a operação dos 175 ônibus elétricos, incluindo equipamentos de recarga, áreas de estacionamento e espaços destinados à manutenção dos veículos.<br><br>A adoção de uma garagem pública representa uma diferença em relação ao modelo tradicional de operação de ônibus, no qual as instalações normalmente pertencem às empresas concessionárias ou são controladas por elas.<br><br>Essa mudança pode ter implicações para a continuidade dos serviços e para eventuais substituições de operadores.<br><br>Em sistemas dependentes de garagens privadas, a troca de uma empresa pode exigir negociações sobre imóveis e instalações indispensáveis à operação das linhas. Com uma estrutura pública, a administração municipal poderá ter maior capacidade de organizar o uso dos espaços e planejar a continuidade do atendimento, conforme as regras que forem estabelecidas no contrato.<br><br>A eletrificação também exige planejamento específico para o fornecimento de energia, a disponibilidade dos carregadores e a manutenção dos sistemas de baterias.<br><br>Diferentemente dos ônibus movidos a diesel, os veículos elétricos dependem de uma estrutura de recarga compatível com a programação diária das linhas.<br><br>Isso significa que problemas no fornecimento de energia, nos carregadores ou no gerenciamento da recarga podem afetar diretamente a quantidade de ônibus disponíveis para os passageiros.<br><br>Outro aspecto importante será a definição da responsabilidade pelos equipamentos e pelas instalações ao término dos 16 anos de concessão, especialmente em relação à conservação e à continuidade de utilização da infraestrutura.<br><br><strong>Ônibus terão piso baixo, ar-condicionado e equipamentos de monitoramento</strong><br><br>Segundo as características apresentadas pelo BNDES e pela administração municipal, os 175 ônibus elétricos deverão contar com piso baixo, recursos de acessibilidade, climatização e equipamentos de monitoramento.<br><br>O projeto também contempla sensores e câmeras para acompanhamento do desempenho operacional.<br><br>A tecnologia de propulsão elétrica elimina as emissões de escapamento durante a circulação e reduz o ruído produzido pelos veículos, especialmente nas partidas e acelerações.<br><br>A Prefeitura do Rio de Janeiro estima que a utilização da nova frota poderá evitar aproximadamente 13,3 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano.<br><br>Ao longo do período de operação considerado no projeto, a redução acumulada estimada é de aproximadamente 199,4 mil toneladas.<br><br>Esses números são projeções e dependerão da utilização efetiva dos veículos, da quilometragem percorrida e das condições de operação.<br><br>O BNDES também estima a geração de 535 empregos diretos, entre motoristas, fiscais e despachantes.<br><br>Outro aspecto relevante é a exigência de fabricação nacional para os ônibus financiados pelo banco. A condição pode representar oportunidades para fabricantes de carrocerias, chassis, sistemas de tração elétrica e outros fornecedores instalados no Brasil.<br><br>A escolha dos fabricantes e dos modelos dependerá das condições da contratação e das propostas apresentadas pelas empresas interessadas.<br><br><strong>Linhas que receberão os ônibus ainda dependem de definição operacional</strong><br><br>A distribuição dos 175 ônibus elétricos entre as linhas municipais é uma das questões de maior interesse para os passageiros.<br><br>Na apresentação do financiamento, em setembro, a Prefeitura do Rio de Janeiro informou que os itinerários seriam definidos após a consulta pública.<br><br>Essa definição é importante porque a introdução de ônibus elétricos precisa considerar a extensão dos trajetos, a quilometragem diária, os períodos de maior movimento, a capacidade das baterias e o tempo necessário para recarga.<br><br>A escolha também influencia a localização das garagens e a possibilidade de aproveitamento da infraestrutura elétrica.<br><br>A incorporação dos 175 veículos, portanto, não significa necessariamente um aumento equivalente da frota em circulação.<br><br>O efeito sobre a oferta dependerá da programação operacional, da quantidade de ônibus convencionais eventualmente substituídos e da distribuição dos veículos entre os serviços existentes ou planejados.<br><br>Para o passageiro, a principal questão será saber se a nova frota permitirá reduzir intervalos, melhorar a regularidade e oferecer maior conforto nas viagens.<br><br>A definição das linhas também será importante para avaliar os efeitos da eletrificação sobre regiões com maior concentração de passageiros e corredores que atualmente enfrentam problemas de velocidade comercial e regularidade.<br><br> <strong>Sistema Rio prevê mudanças mais amplas nas concessões municipais</strong><br><br>A implantação do lote elétrico ocorre durante a reorganização do transporte coletivo municipal.<br><br>O Sistema Rio foi estruturado para substituir gradualmente o modelo anterior de concessões, com novas regras de contratação, fiscalização, operação e controle.<br><br>Em julho de 2026, a Prefeitura do Rio de Janeiro publicou o edital da segunda etapa do programa, abrangendo cinco lotes e prevendo a incorporação de mais de 1.400 ônibus.<br><br>A etapa contempla regiões das zonas Oeste e Norte, incluindo Guaratiba, Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Vila Isabel e Ilha do Governador.<br><br>Na ocasião, a administração municipal anunciou investimentos privados estimados em R$ 1,4 bilhão e ampliação de 57% da frota nas regiões contempladas.<br><br>O cronograma divulgado previa o início da operação dos novos veículos no primeiro trimestre de 2027, dentro de um processo de reorganização que deverá se estender até 2028.<br><br>O novo modelo também contempla garagens públicas e sistemas inteligentes de transporte, conhecidos pela sigla ITS, para acompanhamento da operação em tempo real.<br><br>O lote elétrico constitui uma frente específica desse processo, com características financeiras e operacionais próprias.<br><br>Enquanto as concessões convencionais envolvem a reorganização de linhas e a renovação da frota em diferentes regiões, o LE1 concentra a contratação de ônibus elétricos e da infraestrutura necessária para sua operação.<br><br>A separação dos contratos também exige mecanismos de integração entre os diferentes operadores, especialmente em relação à programação de viagens, ao controle operacional e à fiscalização dos serviços.<br><br>O planejamento deverá considerar a convivência entre ônibus elétricos e convencionais, evitando sobreposição de responsabilidades ou dificuldades de coordenação que possam prejudicar o atendimento.<br><br><strong>Meta é chegar a mil ônibus de emissão zero até 2030</strong><br><br>A Prefeitura do Rio de Janeiro estabeleceu como meta alcançar, até 2030, uma participação de 20% de veículos de emissão zero na frota municipal, equivalente a aproximadamente mil ônibus.<br><br>Os 175 veículos previstos no primeiro lote elétrico representam 17,5% dessa meta quantitativa.<br><br>A concretização do objetivo dependerá de novas aquisições, da disponibilidade de financiamento, da implantação de infraestrutura energética e da capacidade de incorporar os veículos à operação regular.<br><br>A experiência do Rio de Janeiro também poderá servir de referência para outras cidades brasileiras que estudam modelos de financiamento e contratação de ônibus elétricos.<br><br>A diferença entre adquirir veículos diretamente, financiar compras pelas operadoras ou contratar a disponibilidade e a operação por meio de PPPs interfere na distribuição de riscos e responsabilidades entre empresas e governos.<br><br>No modelo carioca, uma das questões centrais será conciliar os investimentos iniciais elevados com a remuneração da operação durante o período contratual.<br><br>A redução de despesas com combustível e determinadas atividades de manutenção precisa ser considerada juntamente com os custos de aquisição, baterias, recarga, financiamento e infraestrutura.<br><br>Também será necessário avaliar a vida útil dos equipamentos, especialmente das baterias, e as responsabilidades por eventuais substituições ao longo dos 16 anos.<br><br>A experiência de outras cidades brasileiras mostra que a eletrificação depende de planejamento que envolva simultaneamente veículos, garagens, rede elétrica, financiamento e programação operacional.<br><br>A aquisição de ônibus, isoladamente, não resolve problemas relacionados à infraestrutura de recarga, à disponibilidade de energia ou à necessidade de manutenção especializada.<br><br>### Edital definitivo está previsto para novembro<br><br>Com o encerramento da consulta pública nesta quarta-feira, 28 de outubro, a Prefeitura do Rio de Janeiro poderá consolidar as contribuições recebidas e preparar a versão definitiva do edital.<br><br>Na apresentação oficial do financiamento, em setembro, a previsão era publicar o edital da PPP em novembro de 2026.<br><br>A confirmação do calendário dependerá dos procedimentos administrativos e da conclusão da estruturação contratual.<br><br>Entre os pontos que deverão ser acompanhados estão as exigências de qualificação das empresas interessadas, os critérios de julgamento das propostas, os indicadores de desempenho, a distribuição dos riscos contratuais e as condições de implantação da garagem e da infraestrutura de recarga.<br><br>Para os passageiros, as próximas definições mais importantes serão as linhas contempladas, a programação de viagens e a data prevista para a entrada dos ônibus elétricos em circulação.<br><br>O projeto representa uma etapa da eletrificação do transporte municipal, mas sua efetividade será medida pela disponibilidade dos veículos, pela regularidade do serviço e pela capacidade de manter a operação durante os 16 anos previstos para a concessão.<br><br>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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    <title>SPTrans altera itinerário da linha N234/11 e amplia acesso dos passageiros à UPA Jaçanã</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/sptrans-altera-itinerario-da-linha-n234-11-e-amplia-acesso-dos-passageiros-a-upa-jacana/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 00:00:56 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Linha ganhará 30 minutos a mais em seu horário de operação VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir do próximo sábado, 31 de outubro, a linha noturna N234/11 Metrô Tucuruvi – Largo do Pery terá seu itinerário ampliado e passará a atender a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jaçanã, na Zona Norte da capital paulista. A medida [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="638" height="446" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-18.24.33.jpeg?fit=638%2C446&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-18.24.33.jpeg?w=638&amp;ssl=1 638w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-18.24.33.jpeg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-18.24.33.jpeg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-18.24.33.jpeg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px" /> <p><em>Linha ganhará 30 minutos a mais em seu horário de operação</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A partir do próximo sábado, 31 de outubro, a linha noturna N234/11 Metrô Tucuruvi – Largo do Pery terá seu itinerário ampliado e passará a atender a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jaçanã, na Zona Norte da capital paulista.</p>
<p>A medida tem como objetivo facilitar e melhorar o acesso dos passageiros que utilizam a UPA Jaçanã no período noturno, expandindo as opções de deslocamento para a população da região.</p>
<p>Com a mudança, a linha também terá aumento em seu horário de operação. O serviço funcionará, da 0h às 4h30, 30 minutos a mais em relação ao horário atual.</p>
<p>Mais informações sobre o itinerário e horários da linha N234/11 é possível conferir através do link: <a href="https://www.sptrans.com.br/itinerarios/linha/?numero=N234-11">https://www.sptrans.com.br/itinerarios/linha/?numero=N234-11</a></p>
<p>Confira a operação:</p>
<p>N234/11 Metrô Tucuruvi – Largo do Pery</p>
<p>Sentido Único: normal até Rua Doutor Carlos Bastos Aranha, Rua Abílio Pedro Ramos, Av. Marquês de Muritiba, Rua Irmã Emerenciana, Rua Ester Elisa, Rua Adalgisa, Rua Cirene de Oliveira Laet, Rua Irmã Emerenciana, Rua Doutor Carlos Bastos Aranha, Rua Emília Machado de Figueiredo, prosseguindo normal.</p>
<p>Dias de funcionamento: úteis, sábados e domingos.</p>
<p>Horário de operação: de 0h às 4h para 0h às 4h30.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>BRT Sorocaba abre centro de controle para filhos de funcionários em ação educativa</title>
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	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 23:40:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Iniciativa do mês das crianças apresentou os bastidores da operação de transporte público, que atende mais de 80 mil passageiros por dia YURI SENA A BRT Sorocaba abriu as portas da garagem e do Centro de Controle Operacional (CCO) para os filhos de funcionários durante uma ação realizada em outubro, mês das crianças. A iniciativa [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/01a00c9f-8a0c-4870-91b3-1cac11ba16ff-e1793043632865.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><span style="font-weight: 400"><i>Iniciativa do mês das crianças apresentou os bastidores da operação de transporte público, que atende mais de 80 mil passageiros por dia</i></span></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400">A BRT Sorocaba abriu as portas da garagem e do Centro de Controle Operacional (CCO) para os filhos de funcionários durante uma ação realizada em outubro, mês das crianças. A iniciativa apresentou aos visitantes a rotina do sistema de transporte público, que atende mais de 80 mil passageiros diariamente no município.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante a visita, as crianças conheceram os processos envolvidos na operação dos ônibus e participaram de atividades supervisionadas por profissionais da empresa. Entre as experiências, estavam simulações de atendimento aos passageiros, acompanhamento das imagens de segurança e observação da cabine de direção dos veículos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A ação também buscou aproximar os familiares do ambiente de trabalho dos funcionários e mostrar a importância das diferentes funções para o funcionamento do transporte público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo Bárbara Rodrigues, gestora de Recursos Humanos da BRT Sorocaba, a iniciativa teve como objetivo apresentar a cultura da empresa e fortalecer os vínculos entre os colaboradores e suas famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No Centro de Controle Operacional, os visitantes conheceram como é feito o acompanhamento das 24 linhas do sistema. Com o auxílio da plataforma Cittamobi, puderam observar a localização dos veículos em tempo real e o planejamento dos trajetos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A frota da BRT Sorocaba conta com 120 ônibus equipados com ar-condicionado, Wi-Fi e portas USB. Ao final da visita, as crianças receberam kits de pintura e guloseimas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A rede de transporte operada pela BRT Sorocaba conta com dois corredores exclusivos, Itavuvu e Ipanema, além de sete eixos estruturais: Centro, Sul, Leste, Oeste, Américo, General Osório e Binário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O sistema também dispõe de três terminais: Vitória Régia, São Bento e Ipiranga, que integram a estrutura de atendimento aos passageiros no município.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
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    <title>MPT cria grupo nacional para intensificar fiscalização de jornadas de motoristas e prevenir acidentes; decisões da Justiça reforçam necessidade de empresas de ônibus evitarem passivos trabalhistas</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/mpt-cria-grupo-nacional-para-intensificar-fiscalizacao-de-jornadas-de-motoristas-e-prevenir-acidentes-decisoes-da-justica-reforcam-necessidade-de-empresas-de-onibus-evitarem-passivos-trabalhistas/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 23:01:42 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Iniciativa prevê uso de tecnologia para fiscalizar jornadas e descansos, com metas de redução de acidentes, feridos e mortes nas rodovias; decisões recentes sobre acúmulo de funções e direitos dos trabalhadores mostram importância da prevenção jurídica, tema abordado pelo Diário do Transporte com a advogada Liana Variani em entrevistas anteriores  ADAMO BAZANI O Ministério Público [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?w=4096&amp;ssl=1 4096w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Iniciativa prevê uso de tecnologia para fiscalizar jornadas e descansos, com metas de redução de acidentes, feridos e mortes nas rodovias; decisões recentes sobre acúmulo de funções e direitos dos trabalhadores mostram importância da prevenção jurídica, tema abordado pelo<strong> Diário do Transporte</strong> com a advogada Liana Variani em entrevistas anteriores </em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Ministério Público do Trabalho (MPT) criou um grupo nacional para intensificar a fiscalização das jornadas e dos períodos de descanso de motoristas profissionais, utilizando recursos tecnológicos e informações sobre acidentes rodoviários para identificar irregularidades e prevenir ocorrências que coloquem em risco trabalhadores e passageiros. A iniciativa, com atuação prevista de setembro de 2026 a outubro de 2027, estabelece metas de redução de acidentes, feridos e mortes e poderá resultar em ações civis públicas e termos de ajustamento de conduta contra empregadores, conforme as irregularidades identificadas. Para as empresas de ônibus urbanos, rodoviários, fretamento e turismo, o movimento reforça a necessidade de manter controles confiáveis de jornada, oferecer condições adequadas de trabalho e corrigir problemas antes que se transformem em acidentes, processos judiciais ou prejuízos financeiros.</p>
<p>A criação do grupo ocorre em um cenário de maior atenção dos órgãos de fiscalização e da Justiça do Trabalho às condições de trabalho no setor de transportes. Decisões recentes envolvendo motoristas de ônibus trataram do pagamento de adicional por acúmulo de funções e da obrigação de empresas organizarem escalas que permitam o exercício de direitos fundamentais, com previsão de multas expressivas em caso de descumprimento. Ao mesmo tempo, mudanças nas regras de duração do trabalho exigem planejamento operacional e financeiro das transportadoras. O cenário retoma uma discussão acompanhada pelo Diário do Transporte em reportagens com a advogada Liana Variani: a prevenção jurídica, associada à garantia de condições dignas aos profissionais, pode evitar conflitos desnecessários, preservar recursos financeiros, reduzir o desgaste da imagem das empresas e contribuir para a segurança de quem utiliza os serviços.</p>
<p>O novo grupo do MPT, denominado Jornada de Trabalho dos Motoristas, Proteção à Vida e Tecnologia, está vinculado à Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Codemat).</p>
<p>O planejamento estabelece que a atuação institucional poderá resultar na proposição de ações civis públicas ou celebração de termos de ajustamento de conduta (TACs), em número correspondente a pelo menos 70% dos relatórios de análise de sinistros encaminhados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<p>Também foram estabelecidas metas de redução de pelo menos 5% nos acidentes rodoviários, de 5% no número de feridos e de 5% nas mortes, associadas à implantação do controle automático de jornada dos motoristas profissionais.</p>
<p>Os percentuais representam objetivos institucionais, e não resultados já alcançados. A iniciativa também não significa que todas as empresas de transporte estejam automaticamente sujeitas a novas penalidades. Eventuais medidas dependerão da identificação de irregularidades e dos procedimentos legais correspondentes.</p>
<p>A proposta reforça uma mudança na abordagem dos riscos trabalhistas: em vez de atuar apenas depois de acidentes ou denúncias, os órgãos de fiscalização buscam identificar situações que possam comprometer a segurança antes que ocorram consequências mais graves.</p>
<p>Para as transportadoras, essa perspectiva amplia a importância de políticas permanentes de prevenção, acompanhamento das jornadas, manutenção de instalações e veículos, treinamento de profissionais e revisão das práticas de gestão.</p>
<p>A questão também ultrapassa as relações entre empregados e empregadores. Um motorista que trabalha sem descanso adequado ou enfrenta condições precárias de operação pode ter sua saúde comprometida, com possíveis reflexos na segurança dos passageiros e das demais pessoas que circulam pelas vias.</p>
<h2>MPT estabelece metas de fiscalização e prevenção de acidentes</h2>
<p>O grupo nacional tem como objetivo relacionar a fiscalização trabalhista com a prevenção de sinistros rodoviários, utilizando informações obtidas por órgãos públicos e registros tecnológicos de jornada.</p>
<p>A iniciativa busca identificar situações em que o excesso de horas trabalhadas, a falta de descanso ou registros inconsistentes possam contribuir para riscos à segurança.</p>
<p>O planejamento oficial estabelece os seguintes indicadores:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Meta institucional</th>
</tr>
<tr>
<td>Relatórios de análise de acidentes encaminhados pelo MTE</td>
<td>TACs ou ações civis públicas em quantidade correspondente a pelo menos 70% dos relatórios</td>
</tr>
<tr>
<td>Quantidade de acidentes rodoviários</td>
<td>Redução de pelo menos 5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Feridos em acidentes rodoviários</td>
<td>Redução de pelo menos 5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Mortes em acidentes rodoviários</td>
<td>Redução de pelo menos 5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Período de atuação</td>
<td>Setembro de 2026 a outubro de 2027</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>As metas de redução estão relacionadas à implantação do controle automático das jornadas, mas não representam resultados já comprovados.</p>
<p>O projeto também não estabelece, por si só, obrigação geral de adoção de uma tecnologia específica por todas as empresas de transporte.</p>
<p>Sua importância está na integração de informações e na possibilidade de ampliar a utilização dos registros para identificar descumprimentos da legislação trabalhista.</p>
<p>No transporte de passageiros, a relação entre jornada e segurança é especialmente importante.</p>
<p>Um motorista submetido a descanso insuficiente pode apresentar redução da atenção, maior tempo de reação e dificuldades de concentração, principalmente em viagens noturnas, trajetos de longa distância ou operações em vias congestionadas.</p>
<p>A fiscalização precisa considerar as diferenças entre o tempo de direção, a jornada de trabalho, os intervalos e as atividades realizadas com o veículo parado.</p>
<p>O transporte coletivo urbano, o rodoviário interestadual, o fretamento e o transporte de cargas possuem características diferentes, que precisam ser consideradas na aplicação das normas.</p>
<p>A responsabilidade por acidentes também depende das circunstâncias de cada ocorrência. A existência de um sinistro não significa, automaticamente, que houve descumprimento trabalhista ou responsabilidade da empresa.</p>
<h2>Principais passivos trabalhistas no transporte: causas, consequências e como evitar</h2>
<p>A partir das decisões judiciais, da legislação e das situações relatadas em entrevistas ao Diário do Transporte, é possível identificar riscos recorrentes nas empresas de ônibus.</p>
<p>As consequências indicadas são possibilidades que dependem da comprovação dos fatos e das circunstâncias de cada caso.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>CAUSAS</th>
<th>EFEITOS</th>
<th>COMO EVITAR</th>
</tr>
<tr>
<td>Jornadas excessivas e descansos insuficientes</td>
<td>Horas extras, autuações, processos trabalhistas, fadiga e acidentes</td>
<td>Controle real das jornadas, revisão de escalas e fiscalização dos descansos</td>
</tr>
<tr>
<td>Falhas no registro de horas trabalhadas</td>
<td>Cobranças de horas extras e dificuldades na defesa judicial</td>
<td>Integrar registros de ponto, escalas e dados operacionais</td>
</tr>
<tr>
<td>Falta de banheiros e água potável nos pontos finais</td>
<td>Problemas de saúde, denúncias e possíveis indenizações</td>
<td>Instalar pontos de apoio e firmar acordos com responsáveis pelos terminais</td>
</tr>
<tr>
<td>Alojamentos inadequados</td>
<td>Adoecimento, autuações e ações indenizatórias</td>
<td>Garantir condições de higiene, ventilação, segurança e repouso</td>
</tr>
<tr>
<td>Ônibus com problemas de manutenção</td>
<td>Acidentes, afastamentos e responsabilidades civis e trabalhistas</td>
<td>Manutenção preventiva, inspeções e retirada de veículos inseguros</td>
</tr>
<tr>
<td>Acúmulo de atividades incompatíveis com a função</td>
<td>Diferenças salariais, reflexos trabalhistas e ações judiciais</td>
<td>Definir atribuições e utilizar profissionais qualificados</td>
</tr>
<tr>
<td>Assédio moral e tratamento humilhante</td>
<td>Indenizações, afastamentos e desgaste da imagem</td>
<td>Treinar gestores, criar canais de denúncia e investigar situações</td>
</tr>
<tr>
<td>Atrasos salariais e falhas em recolhimentos</td>
<td>Reclamações trabalhistas, multas, conflitos e paralisações</td>
<td>Controle financeiro, conferência de pagamentos e regularidade dos recolhimentos</td>
</tr>
<tr>
<td>Escalas que dificultam o exercício de direitos</td>
<td>Determinações judiciais, multas e mudanças emergenciais na operação</td>
<td>Planejamento prévio de folgas, rendições e substituições</td>
</tr>
<tr>
<td>Demissões por justa causa sem provas suficientes</td>
<td>Reversão judicial da punição e pagamento de verbas</td>
<td>Apuração documentada e análise jurídica antes das decisões</td>
</tr>
<tr>
<td>Exposição a assaltos e agressões</td>
<td>Afastamentos e possíveis indenizações</td>
<td>Protocolos de segurança, comunicação e articulação com autoridades</td>
</tr>
<tr>
<td>Falta de adaptação às mudanças na jornada</td>
<td>Ações trabalhistas, horas extras e conflitos operacionais</td>
<td>Revisar escalas, contratos, convenções e dimensionamento de pessoal</td>
</tr>
<tr>
<td>Ausência de diálogo com empregados</td>
<td>Conflitos repetidos e denúncias</td>
<td>Canais internos de comunicação e participação dos trabalhadores</td>
</tr>
<tr>
<td>Falhas em normas de segurança e saúde</td>
<td>Autuações, acidentes, doenças ocupacionais e processos</td>
<td>Avaliações periódicas, treinamentos e programas de prevenção</td>
</tr>
<tr>
<td>Irregularidades em contratos terceirizados</td>
<td>Possíveis responsabilidades trabalhistas e disputas judiciais</td>
<td>Fiscalizar fornecedores, contratos e cumprimento de obrigações trabalhistas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A tabela mostra que nem todas as medidas preventivas exigem investimentos elevados.</p>
<p>Muitas situações podem ser corrigidas com melhor planejamento, comunicação entre gestores e profissionais e acompanhamento efetivo das rotinas.</p>
<p>Outras dependem de recursos mais significativos, especialmente manutenção de veículos, adequação de instalações, ampliação de pessoal e melhoria das condições de descanso.</p>
<p>Entretanto, é importante que as providências sejam reais, e não apenas formais.</p>
<p>Uma empresa pode manter documentos que preveem descansos regulares, mas continuar exposta a questionamentos se a organização das viagens não permitir que os motoristas cumpram os intervalos.</p>
<p>Da mesma forma, treinamentos e normas internas não substituem a necessidade de fiscalizar as condições efetivas de trabalho.</p>
<h2>MPT e PRF discutem fiscalização de descansos e utilização de dados eletrônicos</h2>
<p>A atuação nacional ocorre paralelamente a iniciativas regionais.</p>
<p>Em 22 de outubro de 2026, representantes do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Rodoviária Federal reuniram-se em Porto Velho (RO) para discutir a fiscalização das jornadas e dos períodos de descanso de motoristas profissionais.</p>
<p>Participaram representantes do MPT na 14ª Região e da PRF em Rondônia.</p>
<p>Durante o encontro, foram abordadas informações sobre autuações relacionadas à Lei nº 13.103/2015, conhecida como Lei do Motorista ou Lei do Descanso.</p>
<p>As fiscalizações relatadas tiveram destaque em rodovias utilizadas pelo transporte de cargas, como a BR-364.</p>
<p>Entretanto, os temas discutidos também interessam ao transporte rodoviário de passageiros, principalmente nas viagens de longa distância e operações noturnas.</p>
<p>Uma das possibilidades analisadas é a utilização de informações de fiscalização rodoviária para subsidiar investigações sobre o cumprimento das regras trabalhistas.</p>
<p>Os registros de tacógrafos, sistemas eletrônicos de jornada e outros equipamentos podem auxiliar na identificação de períodos de condução e descanso.</p>
<p>Entretanto, o tacógrafo não substitui integralmente o controle trabalhista, porque a jornada pode incluir atividades executadas fora da direção.</p>
<p>O tempo dedicado à preparação do ônibus, procedimentos operacionais, determinadas atividades nos terminais e outras tarefas pode ter tratamento trabalhista próprio, conforme as circunstâncias e a legislação aplicável.</p>
<p>A utilização de informações tecnológicas exige, portanto, análise adequada para evitar tanto a ausência de registros quanto interpretações equivocadas dos dados.</p>
<h2>Lei do Motorista e decisões do STF exigem revisão das escalas</h2>
<p>A Lei nº 13.103/2015 alterou dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e do Código de Trânsito Brasileiro relacionados às atividades dos motoristas profissionais.</p>
<p>O artigo 235-C da CLT estabelece normas sobre duração da jornada, prorrogações e descansos dos motoristas empregados abrangidos por essa disciplina.</p>
<p>Entretanto, as regras precisam ser interpretadas considerando as alterações posteriores e o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5.322 pelo Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>Nesse julgamento, o STF declarou inconstitucionais dispositivos relacionados ao fracionamento de períodos de descanso e à exclusão de determinadas situações de espera do tempo de trabalho.</p>
<p>A decisão repercute sobre a organização das escalas, a remuneração de períodos considerados à disposição do empregador e as condições de repouso dos profissionais.</p>
<p>Por isso, empresas que continuam utilizando modelos antigos de controle de jornada precisam verificar se os procedimentos permanecem compatíveis com a legislação e com as decisões judiciais.</p>
<p>Também é necessário observar que o tempo de direção, fiscalizado no âmbito das regras de trânsito, não corresponde obrigatoriamente à totalidade da jornada trabalhista.</p>
<p>Uma empresa pode cumprir uma determinada exigência sobre condução do veículo e, ainda assim, apresentar irregularidades relacionadas à remuneração de horas, intervalos ou atividades realizadas fora da direção.</p>
<p>As convenções e os acordos coletivos também precisam ser analisados, observando seus limites legais e constitucionais.</p>
<p>O transporte urbano, o rodoviário e o fretamento podem apresentar diferenças relevantes na aplicação das normas, o que exige avaliações individualizadas.</p>
<h2>Justiça prevê multa de R$ 100 mil por dia em decisão sobre direito de voto de motoristas</h2>
<p>Um caso recente demonstra como problemas na organização das escalas podem resultar em determinações judiciais.</p>
<p>Durante o segundo turno das eleições de 25 de outubro de 2026, a Justiça do Trabalho determinou que a Viação Atalaia, de Aracaju (SE), organizasse as jornadas para garantir que os empregados pudessem exercer o direito ao voto.</p>
<p>A ação foi apresentada pelo Ministério Público do Trabalho em Sergipe após denúncia sigilosa de um trabalhador.</p>
<p>Segundo o órgão, o profissional havia sido escalado para trabalhar em uma linha distante de sua seção eleitoral, em horários que poderiam inviabilizar sua participação na votação.</p>
<p>A escala teria sido divulgada apenas na véspera da eleição.</p>
<p>A Justiça determinou a adoção de providências como alterações de horários, remanejamento de linhas, ampliação de intervalos e utilização de profissionais substitutos.</p>
<p>Também proibiu descontos salariais, punições e exigência de compensação pelo tempo necessário ao exercício do voto.</p>
<p>O descumprimento poderia resultar em multa de R$ 100 mil por dia.</p>
<p>O valor corresponde à penalidade estabelecida na decisão, não havendo, nessa informação, confirmação de aplicação efetiva da multa.</p>
<p>O caso demonstra que os direitos dos trabalhadores precisam ser considerados na organização da operação, mesmo em sistemas que não podem interromper o atendimento à população.</p>
<p>Para as transportadoras, o planejamento antecipado de escalas e rendições pode evitar situações emergenciais, intervenções judiciais e conflitos com os profissionais.</p>
<h2>Motorista que também fazia manutenção mecânica recebe direito a adicional de 10%</h2>
<p>Outra decisão recente envolve a distribuição de atividades dentro das empresas.</p>
<p>Em julgamento divulgado em 7 de outubro, a 11ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais reconheceu o direito de um motorista de ônibus ao pagamento de adicional de 10% por acúmulo de funções.</p>
<p>O profissional trabalhava para uma concessionária de transporte coletivo em Itanhandu (MG) e também realizava serviços de manutenção mecânica nos veículos.</p>
<p>A empresa argumentou que as tarefas eram ocasionais, mas a prova testemunhal confirmou que eram desempenhadas habitualmente.</p>
<p>Na primeira instância, o pedido havia sido rejeitado.</p>
<p>Entretanto, o TRT-3 reformou o entendimento, considerando que serviços especializados de mecânica não integram as atribuições próprias de um motorista de ônibus.</p>
<p>O Tribunal determinou o pagamento de 10% sobre a remuneração mensal, com os reflexos trabalhistas reconhecidos na decisão.</p>
<p>O percentual se refere ao caso concreto e não representa um adicional obrigatório de 10% para todas as situações de acúmulo de funções.</p>
<p>A discussão precisa ser diferenciada de outro entendimento firmado pelo Tribunal Superior do Trabalho.</p>
<p>No Tema 128 de recursos repetitivos, julgado em abril de 2025, o TST estabeleceu a seguinte tese:</p>
<blockquote><p>O exercício concomitante da função de cobrador pelo motorista de ônibus urbano não gera direito à percepção de acréscimo salarial.</p></blockquote>
<p>A interpretação considera as atividades específicas discutidas naquele julgamento.</p>
<p>Isso não significa que uma transportadora possa atribuir qualquer função adicional aos motoristas sem avaliar compatibilidade, qualificação necessária e condições contratuais.</p>
<p>A realização habitual de tarefas especializadas de manutenção, por exemplo, envolve obrigações diferentes das atividades de condução e atendimento aos passageiros.</p>
<p>A prevenção jurídica exige descrição clara das atribuições e organização adequada das responsabilidades.</p>
<h2>Redução da jornada semanal exige planejamento operacional e financeiro</h2>
<p>A Emenda Constitucional nº 141, promulgada em 16 de outubro de 2026, também traz consequências para a organização do trabalho no transporte coletivo.</p>
<p>A norma prevê a transição para uma jornada semanal máxima de 40 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial.</p>
<p>A implantação ocorrerá progressivamente.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Jornada prevista</th>
</tr>
<tr>
<td>Regras anteriores à transição</td>
<td>Jornada conforme legislação vigente e regras aplicáveis</td>
</tr>
<tr>
<td>Dois meses após a promulgação</td>
<td>Máximo de 42 horas semanais</td>
</tr>
<tr>
<td>Após o período seguinte de transição</td>
<td>Máximo de 40 horas semanais</td>
</tr>
<tr>
<td>Repouso semanal</td>
<td>Dois dias, conforme as condições previstas na emenda</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A redução da jornada tem impacto potencial sobre empresas que operam sete dias por semana, inclusive aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>Para manter a mesma quantidade de viagens, poderá ser necessário reorganizar escalas, contratar profissionais ou alterar a distribuição de turnos.</p>
<p>As empresas também precisarão considerar a ocorrência de férias, afastamentos, folgas, treinamentos e atividades de manutenção.</p>
<p>A emenda prevê disposições sobre o tratamento dos impactos econômico-financeiros em determinados contratos públicos que utilizam mão de obra.</p>
<p>Isso pode exigir avaliações específicas nos contratos de concessão, permissão e prestação de serviços de transporte.</p>
<p>Entretanto, a mudança na legislação trabalhista não representa aumento automático das tarifas nem autoriza redução unilateral das viagens oferecidas aos passageiros.</p>
<p>Eventuais repercussões econômicas precisam ser demonstradas, analisadas pelo poder concedente e tratadas conforme as regras contratuais e legais aplicáveis.</p>
<h2>Prevenção jurídica pode melhorar condições de trabalho e evitar processos, destaca Liana Variani</h2>
<p>A relação entre condições dignas de trabalho, segurança operacional e prevenção de conflitos jurídicos já foi abordada pelo Diário do Transporte em entrevistas com a advogada Liana Variani, especializada em direito empresarial e prevenção de riscos.</p>
<p>Em reportagem publicada em 17 de fevereiro de 2026, sobre indenizações relacionadas a condições precárias de veículos, assaltos e falta de infraestrutura para motoristas, a especialista chamou atenção para a complexidade enfrentada pelas empresas de ônibus.</p>
<p>Parte dos problemas ocorre fora das garagens, em terminais, pontos finais e vias públicas, onde a responsabilidade pela infraestrutura pode envolver prefeituras, governos estaduais e outros órgãos.</p>
<p>Mesmo assim, essas condições repercutem diretamente sobre a saúde dos profissionais e podem provocar conflitos trabalhistas.</p>
<p>Nas entrevistas, Liana destacou a importância de identificar problemas antes que eles se transformem em processos judiciais.</p>
<p>A proposta envolve avaliações independentes, revisão de procedimentos internos e implementação de medidas que melhorem efetivamente o ambiente de trabalho.</p>
<p>Em outra entrevista, publicada em 29 de junho, o Diário do Transporte abordou as situações de motoristas de ônibus que também trabalham com aplicativos de transporte durante as folgas.</p>
<p>O tema envolve a preocupação com fadiga, descanso e segurança, mas também exige cuidado com os direitos dos empregados.</p>
<p>A realização de outra atividade remunerada não significa, automaticamente, falta grave ou autorização para demissão por justa causa.</p>
<p>É necessário avaliar as circunstâncias concretas, as obrigações contratuais e a existência de condutas que efetivamente justifiquem medidas disciplinares.</p>
<p>A ausência dessa análise pode resultar em punições revertidas judicialmente, com custos financeiros e danos à relação entre empresa e trabalhador.</p>
<p>O enfoque defendido por Liana é o da prevenção jurídica como instrumento de gestão, capaz de antecipar conflitos e permitir que transportadoras adotem providências antes da judicialização.</p>
<p>Essa abordagem também contribui para evitar que situações relativamente simples se transformem em disputas prolongadas, com despesas processuais, honorários, desgaste de reputação e consumo de tempo administrativo.</p>
<p>Não se trata de impedir que trabalhadores procurem a Justiça, mas de reduzir as situações que provocam reclamações legítimas e preservar o cumprimento das obrigações legais.</p>
<h2>Prevenir passivos não significa restringir o acesso dos trabalhadores à Justiça</h2>
<p>A prevenção jurídica deve estar relacionada ao cumprimento das obrigações trabalhistas e à melhoria das condições oferecidas aos profissionais.</p>
<p>Os empregados possuem direito constitucional de recorrer à Justiça quando entendem que houve violação de seus direitos.</p>
<p>Por isso, políticas de prevenção não podem envolver pressões para desistência de ações, punições por denúncias ou restrições indevidas ao exercício desse direito.</p>
<p>Também é necessário reconhecer que a existência de um processo não representa, por si só, comprovação de irregularidade.</p>
<p>Há divergências legítimas de interpretação, pedidos improcedentes e situações cujas causas envolvem fatores externos às empresas.</p>
<p>Um programa consistente de prevenção deve ajudar a identificar os fatos, corrigir falhas e assegurar documentação adequada para esclarecer eventuais questionamentos.</p>
<p>A transparência nas relações de trabalho e o cumprimento das normas também contribuem para proteger empresas contra acusações sem fundamento.</p>
<h2>Passageiro é diretamente afetado pelas condições de trabalho nos transportes</h2>
<p>A situação dos profissionais interfere na qualidade e na continuidade do transporte oferecido à população.</p>
<p>Motoristas submetidos a jornadas desorganizadas, falta de descanso ou condições inadequadas podem enfrentar desgaste físico e psicológico, com reflexos potenciais na segurança operacional.</p>
<p>Conflitos trabalhistas prolongados também podem contribuir para afastamentos, aumento da rotatividade, dificuldade de preencher escalas e interrupções de serviços.</p>
<p>Para as transportadoras, esses problemas podem gerar despesas com substituições, horas extras, afastamentos, processos judiciais e custos administrativos.</p>
<p>Nos sistemas concedidos de transporte coletivo, determinadas despesas também podem repercutir nas discussões sobre remuneração, subsídios e equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.</p>
<p>Isso não significa que custos decorrentes de descumprimento das obrigações pelas empresas devam ser automaticamente transferidos ao poder público ou aos passageiros.</p>
<p>É necessário distinguir gastos decorrentes de mudanças legais e exigências contratuais daqueles relacionados a irregularidades na gestão.</p>
<p>O cenário reforça a necessidade de políticas que considerem simultaneamente as condições de trabalho, a sustentabilidade econômica dos serviços e o atendimento à população.</p>
<p>A criação do grupo nacional do Ministério Público do Trabalho, as decisões recentes da Justiça e as mudanças legislativas mostram que a gestão trabalhista precisa ser tratada como parte do planejamento operacional das empresas de transportes.</p>
<p>Como destacou a advogada Liana Variani nas entrevistas concedidas ao Diário do Transporte, identificar riscos antecipadamente e adotar medidas preventivas pode evitar conflitos que consomem recursos e prejudicam a reputação das transportadoras.</p>
<p>A prevenção jurídica não substitui o cumprimento das leis nem elimina todos os litígios, mas pode contribuir para relações de trabalho mais equilibradas, profissionais em melhores condições e maior segurança para os passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>São Paulo teve 8,8 mil ônibus em circulação no segundo turno das eleições, diz prefeitura</title>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 22:45:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Número corresponde a 71% da frota de um dia útil; Justiça Eleitoral havia determinado a circulação de 100% dos veículos durante a votação YURI SENA A cidade de São Paulo contou com 8.814 ônibus em circulação no último domingo, 25 de outubro de 2026, durante o segundo turno das eleições. O número representa 71% da [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="583" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?fit=800%2C583&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?resize=300%2C219&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?resize=150%2C109&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?resize=768%2C560&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?resize=400%2C292&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Número corresponde a 71% da frota de um dia útil; Justiça Eleitoral havia determinado a circulação de 100% dos veículos durante a votação</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cidade de São Paulo contou com 8.814 ônibus em circulação no último domingo, 25 de outubro de 2026, durante o segundo turno das eleições. O número representa 71% da frota que opera em um dia útil, segundo informações divulgadas pela Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Ricardo Nunes (MDB).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de veículos foi superior aos 6.900 ônibus inicialmente previstos pela administração municipal para a operação do segundo turno, mas ficou abaixo dos cerca de 11 mil a 12 mil veículos que circulam em dias úteis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia da votação, o </span><b><i>Diário do Transporte</i></b><span style="font-weight: 400;"> publicou uma reportagem sobre a operação programada pela prefeitura para o transporte coletivo. Na ocasião, a administração municipal informou que havia programado 8 milhões de lugares nos ônibus em cada turno das eleições. </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Relembre: </span></em></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="tryM3uCe5s"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/prefeitura-de-sao-paulo-diz-que-programou-8-milhoes-de-lugares-nos-onibus-em-cada-turno-das-eleicoes/">Prefeitura de São Paulo diz que programou 8 milhões de lugares nos ônibus em cada turno das eleições</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Prefeitura de São Paulo diz que programou 8 milhões de lugares nos ônibus em cada turno das eleições” — Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/prefeitura-de-sao-paulo-diz-que-programou-8-milhoes-de-lugares-nos-onibus-em-cada-turno-das-eleicoes/embed/#?secret=pmgp5PcCr7#?secret=tryM3uCe5s" data-secret="tryM3uCe5s" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Justiça Eleitoral havia determinado que a prefeitura disponibilizasse 100% da frota de ônibus durante a votação. A decisão foi tomada no sábado, após determinação para que o município cumprisse a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de fevereiro, que prevê a oferta de transporte público em quantidade compatível com a operação de um dia útil nos dias de eleição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a administração municipal, a determinação foi comunicada às garagens assim que recebida. No entanto, as empresas de transporte teriam enfrentado dificuldades para convocar os funcionários e colocar todos os veículos em operação dentro do prazo disponível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O prefeito Ricardo Nunes afirmou que, na avaliação da gestão municipal, nenhum eleitor deixou de votar por falta de transporte público. Segundo ele, os ônibus, terminais e pontos de parada operaram com baixa ocupação ao longo do domingo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prefeitura também informou que o sistema municipal transportou cerca de 3,2 milhões de passageiros no primeiro turno, número que teria se repetido no segundo turno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao comentar as reclamações sobre a demora nos pontos e a falta de ônibus, Nunes questionou se a operação registrada seria compatível com a demanda de transporte da cidade e argumentou que, mesmo em dias úteis, podem ocorrer queixas relacionadas ao tempo de espera dos passageiros.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>Governo Federal estabelece novas regras para fiscalização de emendas que podem financiar compra de ônibus, inclusive elétricos e escolares, além de obras de mobilidade</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/governo-federal-estabelece-novas-regras-para-fiscalizacao-de-emendas-que-podem-financiar-compra-de-onibus-inclusive-eletricos-e-escolares-alem-de-obras-de-mobilidade/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 22:38:01 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União exige comprovação de despesas, execução dos projetos e prestação de contas de recursos enviados diretamente a estados e municípios; regras também alcançam repasses de anos anteriores, mas não se aplicam automaticamente a todos os programas federais de transporte ADAMO BAZANI O Governo Federal estabeleceu novas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="678" height="452" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-19.30.27.jpeg?fit=678%2C452&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-19.30.27.jpeg?w=678&amp;ssl=1 678w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-19.30.27.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-19.30.27.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-19.30.27.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px" /> <p><em>Portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União exige comprovação de despesas, execução dos projetos e prestação de contas de recursos enviados diretamente a estados e municípios; regras também alcançam repasses de anos anteriores, mas não se aplicam automaticamente a todos os programas federais de transporte</em></p>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo Federal estabeleceu novas regras para a prestação de contas de recursos de emendas parlamentares transferidos diretamente a estados e municípios, que podem ser utilizados em investimentos em transportes, como construção de terminais, corredores de ônibus, melhorias viárias e aquisição de veículos para serviços públicos, inclusive ônibus elétricos e escolares, desde que as despesas atendam às condições legais da modalidade de transferência. A Portaria nº 7.562, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, prevê a apresentação de documentos que comprovem a aplicação dos valores, o cumprimento das metas e os resultados dos projetos financiados.</p>
<p>A regulamentação tem importância para a mobilidade urbana porque amplia o detalhamento exigido na prestação de contas das chamadas emendas Pix, transferências especiais que permitem o envio de recursos federais diretamente aos governos estaduais e municipais. A norma determina a apresentação de contratos, notas fiscais, comprovantes de pagamento e documentos de execução das despesas, além de prever a devolução de recursos e a instauração de procedimentos de responsabilização quando forem identificadas irregularidades. As exigências não devem ser confundidas, entretanto, com as regras específicas de programas como o Caminho da Escola, o Novo PAC e as linhas de financiamento destinadas à eletrificação das frotas.</p>
<p>A portaria foi assinada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, em 14 de setembro e entrou em vigor com a publicação nesta terça-feira.</p>
<p>O documento regulamenta a prestação de contas das transferências especiais previstas no artigo 166-A da Constituição Federal, levando em consideração também decisões do Supremo Tribunal Federal sobre transparência, rastreabilidade e fiscalização das emendas parlamentares.</p>
<p>A mudança interessa tanto aos gestores responsáveis pelos investimentos quanto aos órgãos de fiscalização e à população, que depende da conclusão de obras e da efetiva entrega de veículos adquiridos com dinheiro público.</p>
<p>A aplicação das novas exigências ocorre quando os recursos têm origem nessa modalidade específica de emenda, independentemente de o investimento envolver obras, equipamentos ou veículos.</p>
<p>Para o setor de transportes, isso significa que a origem orçamentária do dinheiro é decisiva para determinar quais regras de prestação de contas deverão ser observadas.</p>
<h2>Compra de ônibus elétricos e escolares também pode ser alcançada pelas novas exigências</h2>
<p>A aquisição de veículos merece atenção especial porque representa uma parcela importante dos investimentos públicos em transporte de passageiros.</p>
<p>Ônibus elétricos, convencionais, micro-ônibus e veículos escolares podem integrar projetos financiados com recursos de diferentes origens, como transferências federais, financiamentos, orçamentos próprios e emendas parlamentares.</p>
<p>No caso das transferências especiais, a Constituição determina que pelo menos 70% dos valores sejam destinados a despesas de capital, categoria que pode compreender a aquisição de veículos e a construção de infraestrutura. A destinação precisa respeitar também o plano de trabalho, a classificação orçamentária e as demais exigências legais.</p>
<p>Isso significa que, quando uma prefeitura utiliza recursos dessa modalidade para comprar ônibus, deverá demonstrar que a despesa corresponde à finalidade prevista, que a contratação foi realizada regularmente e que os veículos foram efetivamente entregues.</p>
<p>Para os ônibus elétricos, a documentação pode envolver contratos de fornecimento, notas fiscais, pagamentos, registros de recebimento e comprovação da execução do investimento. Se o projeto também incluir carregadores ou instalações elétricas, essas despesas deverão estar devidamente previstas e documentadas.</p>
<p>O mesmo raciocínio se aplica aos veículos escolares adquiridos com transferências especiais.</p>
<p>Entretanto, há uma diferença entre essa hipótese e as compras realizadas diretamente no âmbito do programa Caminho da Escola.</p>
<p>Coordenado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Caminho da Escola possui regras próprias de aquisição, padronização e acompanhamento dos veículos destinados ao transporte de estudantes.</p>
<p>Os ônibus podem ser adquiridos por diferentes mecanismos de financiamento, incluindo assistência financeira federal, recursos próprios de estados e municípios e outras fontes admitidas pela regulamentação.</p>
<p>As emendas parlamentares também podem financiar ônibus escolares, mas é necessário identificar a modalidade orçamentária utilizada.</p>
<p>Quando o dinheiro é transferido por meio de uma emenda com finalidade definida, vinculada ao orçamento do FNDE, não se trata automaticamente de uma transferência especial submetida à Portaria MGI nº 7.562.</p>
<p>A mesma distinção vale para programas federais de renovação de frota e eletrificação.</p>
<p>O Novo PAC contempla investimentos na aquisição de ônibus elétricos e outras tecnologias de menor emissão, enquanto operações de crédito podem envolver instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>Esses mecanismos possuem regras específicas de contratação, financiamento, acompanhamento e prestação de contas.</p>
<p>Portanto, a portaria publicada nesta terça-feira não altera, por si só, as condições de financiamento ou aquisição de ônibus elétricos pelo Novo PAC, nem modifica as normas próprias do Caminho da Escola.</p>
<h2>Prefeituras terão de comprovar aplicação do dinheiro e conclusão dos projetos</h2>
<p>A principal mudança estabelecida pelo Ministério da Gestão está na documentação exigida para demonstrar como os recursos das transferências especiais foram utilizados.</p>
<p>Estados, Distrito Federal e municípios deverão apresentar informações por meio do Transferegov.br, plataforma federal utilizada para acompanhamento de transferências e parcerias.</p>
<p>O relatório de gestão deverá reunir o detalhamento do objeto financiado e da execução orçamentária e financeira, permitindo verificar se os valores foram utilizados de acordo com o planejamento apresentado.</p>
<p>No caso dos transportes, isso pode incluir a comprovação da entrega de ônibus, execução de corredores, construção de terminais, implantação de pontos de parada ou realização de outras intervenções previstas no projeto.</p>
<p>A norma exige documentos relacionados aos procedimentos de contratação, contratos administrativos, notas de empenho, notas fiscais, recibos, ordens bancárias e termos de recebimento de obras, bens ou serviços.</p>
<p>Os responsáveis também deverão justificar alterações de prazo e eventuais diferenças entre aquilo que foi inicialmente previsto e o que foi efetivamente executado.</p>
<p>Para a população, a medida cria condições para acompanhar não apenas a transferência do dinheiro, mas também sua aplicação no projeto anunciado.</p>
<p>Uma prefeitura que recebe recursos para determinada intervenção de mobilidade precisará demonstrar o cumprimento do objeto, observadas as regras aplicáveis à transferência.</p>
<p>Isso não significa que cada emenda seja automaticamente auditada em campo pelo Governo Federal. A portaria disciplina a análise documental e os procedimentos de controle, sem substituir a fiscalização de órgãos como tribunais de contas, controladorias e Ministério Público.</p>
<h2>Veja os prazos e as consequências das novas regras</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Regra estabelecida</th>
</tr>
<tr>
<td>Relatório anual</td>
<td>Até 30 de junho do exercício seguinte ao recebimento, com atualizações anuais</td>
</tr>
<tr>
<td>Relatório final</td>
<td>Até 60 dias após a conclusão do objeto ou o fim do prazo de execução, o que ocorrer primeiro</td>
</tr>
<tr>
<td>Análise pelo órgão federal responsável</td>
<td>Até 180 dias, prorrogáveis por igual período mediante justificativa</td>
</tr>
<tr>
<td>Correção de impropriedades</td>
<td>Prazo de até 30 dias</td>
</tr>
<tr>
<td>Devolução após rejeição das contas</td>
<td>Até 30 dias, em prazo improrrogável após notificação</td>
</tr>
<tr>
<td>Guarda dos documentos</td>
<td>Cinco anos após a inserção do relatório final</td>
</tr>
<tr>
<td>Transferências anteriores a 2025</td>
<td>Também sujeitas à regulamentação, com regras específicas</td>
</tr>
<tr>
<td>Custeio federal da operacionalização em 2026</td>
<td>Dedução de 0,5% de cada transferência especial</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A portaria estabelece três resultados possíveis para a análise da prestação de contas: aprovação, aprovação com ressalvas ou rejeição.</p>
<p>A aprovação com ressalvas pode ocorrer quando forem identificadas falhas formais que não tenham provocado prejuízo aos cofres públicos.</p>
<p>Já a rejeição pode decorrer, entre outras situações, da falta de comprovação da aplicação dos recursos, desvio de finalidade, execução parcial ou inexistente do objeto e realização de despesas incompatíveis com o planejamento aprovado.</p>
<p>Quando houver rejeição, os órgãos responsáveis deverão adotar os procedimentos previstos para recuperação dos valores considerados irregulares.</p>
<p>A regulamentação também prevê a possibilidade de instauração de tomada de contas especial, procedimento administrativo destinado à apuração de responsabilidades e eventual ressarcimento de prejuízos.</p>
<p>A instauração desse procedimento, contudo, não é automática em qualquer situação. A norma estabelece medidas administrativas prévias, notificações e oportunidades de regularização.</p>
<h2>Regras alcançam também dinheiro transferido em anos anteriores</h2>
<p>Outro ponto importante é que a portaria não se restringe às emendas parlamentares pagas a partir de outubro de 2026.</p>
<p>O texto estabelece que as regras se aplicam às transferências especiais recebidas pelos entes beneficiados, independentemente do ano.</p>
<p>Para valores anteriores a 2025, existem disposições específicas sobre a análise dos relatórios, inclusive critérios de priorização definidos com participação da Controladoria-Geral da União (CGU).</p>
<p>O acompanhamento também está relacionado às decisões do Supremo Tribunal Federal que determinaram medidas de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.</p>
<p>A determinação amplia a importância de identificar investimentos anunciados nos últimos anos e verificar a situação de sua execução.</p>
<p>Isso vale especialmente para projetos de transporte que tiveram recursos transferidos, mas ainda dependem de conclusão de obras, entrega de equipamentos ou início efetivo de operação.</p>
<p>O simples repasse dos valores não demonstra que os serviços ou equipamentos chegaram à população.</p>
<p>Da mesma forma, a existência de atraso não representa, isoladamente, desvio de recursos ou irregularidade. Cada situação precisa ser examinada considerando o prazo contratual, as justificativas apresentadas e as exigências legais.</p>
<h2>Fiscalização também deve observar se investimento melhora o transporte</h2>
<p>A regulamentação representa mais uma etapa no controle da utilização de emendas parlamentares, mas o debate sobre financiamento do transporte coletivo vai além da regularidade documental.</p>
<p>No caso da aquisição de ônibus, a entrega dos veículos é uma etapa fundamental, mas a melhoria do atendimento também depende de manutenção, motoristas, programação operacional e disponibilidade de recursos para custear as viagens.</p>
<p>Um ônibus elétrico, por exemplo, precisa contar com infraestrutura adequada de recarga e condições de operação compatíveis com as linhas para as quais foi destinado.</p>
<p>Da mesma forma, a aquisição de veículos escolares deve ser acompanhada de planejamento das rotas, manutenção preventiva, acessibilidade e segurança dos estudantes.</p>
<p>Em obras de mobilidade, a construção de um terminal ou corredor também precisa estar associada à organização dos serviços, à integração das linhas e à redução dos tempos de deslocamento.</p>
<p>Esses indicadores de qualidade não são todos exigidos automaticamente pela nova portaria. A obrigação normativa está relacionada à comprovação do cumprimento do objeto e dos resultados previstos no plano de trabalho.</p>
<p>Entretanto, os dados poderão ajudar a sociedade a avaliar se os investimentos realizados produziram os benefícios anunciados.</p>
<p>O desafio é assegurar que a fiscalização não se limite à comprovação dos pagamentos, mas também permita verificar se os recursos públicos foram convertidos em equipamentos e infraestrutura efetivamente disponíveis à população.</p>
<p>Para gestores, operadores e fabricantes, a clareza das regras também é importante para reduzir incertezas nas contratações e no recebimento dos pagamentos.</p>
<p>Já para os passageiros, a principal questão continua sendo a mesma: se o dinheiro destinado ao transporte resultou em mais ônibus, veículos melhores, infraestrutura adequada e serviços regulares.</p>
<p>A Portaria MGI nº 7.562 entrou em vigor nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, e deverá orientar a análise das prestações de contas das transferências especiais recebidas por estados e municípios.</p>
<p>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>
</div>
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  </item>
  <item>
    <title>Bonde digital encerra testes no Paraná com 93,1% de aprovação e 10,8 mil passageiros; São Paulo quer adotar tecnologia semelhante, mas ainda há dúvidas sobre custos e operação</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/bonde-digital-encerra-testes-no-parana-com-931-de-aprovacao-e-108-mil-passageiros-sao-paulo-quer-adotar-tecnologia-semelhante-mas-ainda-ha-duvidas-sobre-custos-e-operacao/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/bonde-digital-encerra-testes-no-parana-com-931-de-aprovacao-e-108-mil-passageiros-sao-paulo-quer-adotar-tecnologia-semelhante-mas-ainda-ha-duvidas-sobre-custos-e-operacao/#comments</comments>
    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 22:04:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Experiência entre Pinhais e Piraquara somou 633 viagens e 6.433 quilômetros em dez meses; resultados servirão para comparar a tecnologia com BRT elétrico e VLT. Prefeitura de São Paulo pretende implantar sistema semelhante no Centro, após substituir projeto sobre trilhos por veículos elétricos sobre pneus ADAMO BAZANI O Bonde Urbano Digital (BUD), veículo elétrico sobre [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="915" height="555" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?fit=915%2C555&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?w=915&amp;ssl=1 915w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?resize=300%2C182&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?resize=150%2C91&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?resize=768%2C466&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?resize=400%2C243&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 915px) 100vw, 915px" /> <div><em>Experiência entre Pinhais e Piraquara somou 633 viagens e 6.433 quilômetros em dez meses; resultados servirão para comparar a tecnologia com BRT elétrico e VLT. Prefeitura de São Paulo pretende implantar sistema semelhante no Centro, após substituir projeto sobre trilhos por veículos elétricos sobre pneus</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Bonde Urbano Digital (BUD), veículo elétrico sobre pneus guiado por um sistema de trilhos virtuais, encerrou a fase experimental de transporte de passageiros entre Pinhais (PR) e Piraquara (PR), na Região Metropolitana de Curitiba, com aprovação de 93,1% dos usuários, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, pelo Governo do Paraná. Em dez meses de testes, o equipamento transportou 10.879 passageiros, percorreu 6.433 quilômetros e realizou 633 viagens. A experiência ganha importância nacional porque São Paulo pretende implantar uma tecnologia semelhante no projeto Bonde São Paulo, previsto para a região central da capital paulista, após substituir a proposta original de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) por um sistema elétrico sobre pneus.</p>
<p>Apesar da avaliação positiva dos passageiros, o encerramento dos testes no Paraná não significa que o Bonde Urbano Digital será incorporado definitivamente à rede metropolitana. A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) utilizará os dados técnicos e operacionais para comparar a tecnologia com alternativas como o BRT elétrico e o VLT tradicional. O resultado também coloca em discussão a escolha feita pela Prefeitura de São Paulo, que anunciou em abril a substituição do sistema sobre trilhos por outro semelhante ao BUD e enfrenta questionamentos sobre o aproveitamento de estudos ambientais elaborados para um projeto com características diferentes.</p>
<p>As informações sobre o encerramento dos testes foram divulgadas pela Agência Estadual de Notícias do Paraná nesta terça-feira (27). A Amep informou que foram realizadas avaliações de dinâmica, estática, ruído, sistemas de segurança, comunicação, climatização, consumo de energia e comportamento operacional do veículo.</p>
<p>O BUD começou a transportar passageiros em dezembro de 2025. Inicialmente, o trajeto era parcial, entre o Terminal São Roque, em Piraquara, e o Parque das Águas, em Pinhais. Em 6 de janeiro de 2026, passou a percorrer o itinerário completo até o Terminal Metropolitano de Pinhais, em um trecho de aproximadamente dez quilômetros.</p>
<p>O serviço experimental foi implantado como reforço às linhas convencionais, que continuaram circulando durante os testes. A tarifa cobrada foi de R$ 5,50, a mesma do transporte metropolitano.</p>
<p>A pesquisa realizada pela Amep atribuiu ao BUD nota média de 8,78 em uma escala de zero a dez. O índice de aprovação foi de 93,1%.</p>
<p>Os resultados indicam boa aceitação entre os usuários pesquisados, mas não permitem concluir, isoladamente, que a tecnologia seja mais eficiente ou economicamente vantajosa do que os ônibus articulados, os biarticulados elétricos ou os VLTs convencionais.</p>
<p>Para essa comparação, será necessário considerar fatores como capacidade efetiva de transporte, frequência, custos de implantação, manutenção do pavimento, consumo energético, vida útil dos equipamentos e quantidade de veículos necessária para atender à demanda.</p>
<h2>Levantamento mostra média de 17 passageiros por viagem; testes tiveram oferta limitada</h2>
<p>A análise dos números divulgados pela Amep permite observar a diferença entre a capacidade nominal do Bonde Urbano Digital e a ocupação registrada durante a experiência.</p>
<p>O veículo utilizado no Paraná possui capacidade anunciada para transportar até 280 passageiros. Entretanto, a operação experimental teve quantidade limitada de horários, sem substituir integralmente os ônibus convencionais.</p>
<p>Com base nos dados oficiais, a média foi de aproximadamente 17,2 passageiros por viagem.</p>
<p>O percurso médio registrado ficou em 10,16 quilômetros por viagem, compatível com a ligação entre os dois municípios.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Resultado</th>
</tr>
<tr>
<td>Período experimental informado</td>
<td>10 meses</td>
</tr>
<tr>
<td>Viagens realizadas</td>
<td>633</td>
</tr>
<tr>
<td>Quilômetros percorridos</td>
<td>6.433 km</td>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros transportados</td>
<td>10.879</td>
</tr>
<tr>
<td>Aprovação dos usuários pesquisados</td>
<td>93,1%</td>
</tr>
<tr>
<td>Nota média dos usuários</td>
<td>8,78</td>
</tr>
<tr>
<td>Capacidade nominal do veículo</td>
<td>280 passageiros</td>
</tr>
<tr>
<td>Média de passageiros por viagem</td>
<td>17,2</td>
</tr>
<tr>
<td>Quilometragem média por viagem</td>
<td>10,16 km</td>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros por quilômetro percorrido</td>
<td>1,69</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Os cálculos foram feitos pelo Diário do Transporte a partir dos totais apresentados pelo Governo do Paraná.</p>
<p>É importante observar que a média de 17,2 passageiros representa o total de passageiros transportados dividido pela quantidade de viagens. Ela não corresponde à taxa média de ocupação ao longo de todo o percurso, porque não há detalhamento da movimentação de embarques e desembarques em cada ponto.</p>
<p>Também não seria correto afirmar que o resultado demonstra baixa procura pela tecnologia sem considerar a oferta limitada do serviço.</p>
<p>Durante a fase experimental, o BUD realizou apenas algumas partidas diárias, enquanto os ônibus convencionais continuaram atendendo à demanda regular entre Pinhais e Piraquara.</p>
<p>A operação experimental chegou a prever quatro viagens por dia, considerando os deslocamentos de ida e volta.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pela imprensa paranaense, a linha convencional São Roque–Pinhais realiza 141 viagens diárias nos dias úteis, número muito superior à oferta do bonde experimental.</p>
<p>Essa diferença é importante para compreender os resultados. O bonde digital ainda não foi submetido, nesse corredor, às mesmas condições de frequência e demanda de um serviço regular de grande capacidade.</p>
<p>Também não há, no balanço divulgado, uma demonstração completa do custo por passageiro, custo por quilômetro, disponibilidade mecânica ou comparação econômica com a operação convencional.</p>
<p>Assim, a experiência comprova a realização de testes com passageiros e oferece informações sobre o comportamento do veículo, mas ainda não encerra a discussão sobre sua viabilidade como solução permanente.</p>
<h2>Contrato de R$ 6,07 milhões foi realizado por encomenda tecnológica</h2>
<p>O projeto foi contratado pela Amep por meio de uma encomenda tecnológica, instrumento previsto na legislação brasileira de inovação para permitir que o poder público contrate atividades de pesquisa e desenvolvimento de soluções que envolvam riscos tecnológicos.</p>
<p>A modalidade é diferente de uma licitação convencional para aquisição de veículos ou contratação de uma concessão de transporte.</p>
<p>Nesse caso, o objetivo principal foi testar e avaliar uma tecnologia que ainda não havia sido utilizada em operação comercial de passageiros no Brasil.</p>
<p>O contrato nº 15/2025 foi celebrado com a fabricante chinesa CRRC Nanjing Puzhen Co. Ltd. e a Global Ace Participações e Investimentos Ltda.</p>
<p>Segundo os registros oficiais da Amep, o valor da contratação foi de R$ 6.071.600, com prazo de 15 meses.</p>
<p>O contrato contemplou atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além da disponibilização do veículo em comodato, materiais e mão de obra especializada para o projeto experimental.</p>
<p>Isso significa que o valor contratado não corresponde ao preço de compra do bonde.</p>
<p>O veículo foi disponibilizado para a realização dos testes, sem que o contrato representasse sua aquisição definitiva pelo Governo do Paraná.</p>
<p>A utilização de uma encomenda tecnológica permitiu ao Estado avaliar o comportamento da solução antes de decidir sobre uma possível implantação permanente.</p>
<p>Caso a Amep opte por adotar o sistema, será necessário desenvolver um novo projeto, estabelecer o modelo de contratação e prever investimentos em veículos, garagens, oficinas, infraestrutura de abastecimento energético, sistemas de controle e instalações para passageiros.</p>
<p>Até o momento, não foi anunciada uma decisão definitiva de implantar comercialmente o BUD na ligação testada.</p>
<h2>Como funciona o bonde sem trilhos e quais são suas diferenças em relação a um ônibus elétrico</h2>
<p>O Bonde Urbano Digital foi desenvolvido pela fabricante chinesa CRRC e combina características de diferentes sistemas de transporte.</p>
<p>Seu aspecto externo lembra o de um VLT, com vários módulos interligados, grande capacidade de passageiros e possibilidade de circulação nos dois sentidos.</p>
<p>Entretanto, o BUD não utiliza rodas ferroviárias de aço nem trilhos metálicos convencionais.</p>
<p>O veículo circula sobre pneus, em pavimento rodoviário, e utiliza sensores, sistemas eletrônicos e marcadores magnéticos instalados na via para orientar a trajetória.</p>
<p>A condução assistida permite que o veículo siga um percurso predeterminado com precisão, especialmente em locais dotados da infraestrutura necessária para a guiagem.</p>
<p>Isso não significa, porém, que todos os deslocamentos sejam realizados sem motorista. Na experiência paranaense, profissionais foram capacitados para acompanhar e conduzir a operação.</p>
<p>O modelo testado possui aproximadamente 30 metros de comprimento, capacidade para até 280 passageiros, ar-condicionado, circulação bidirecional e velocidade máxima anunciada de 70 km/h.</p>
<p>O sistema de propulsão é elétrico e utiliza supercapacitores para armazenamento de energia. A solução permite recargas rápidas por meio de equipamentos instalados em pontos determinados, reduzindo a necessidade de grandes baterias convencionais.</p>
<p>Segundo as informações apresentadas pelo Governo do Paraná, uma recarga completa leva aproximadamente 12 minutos e proporciona autonomia de até 40 quilômetros. Também foi anunciada a possibilidade de recargas rápidas de cerca de 30 segundos para acrescentar autonomia de três a cinco quilômetros, conforme as condições operacionais.</p>
<p>A infraestrutura experimental contou com uma base de manutenção e carregamento no Terminal São Roque, além de adaptações viárias, instalação de marcadores magnéticos e um Centro de Controle Operacional.</p>
<p>Uma das vantagens anunciadas pelos responsáveis pelo projeto é dispensar a construção de trilhos ferroviários, o que pode reduzir custos e simplificar intervenções urbanas.</p>
<p>Entretanto, o sistema continua dependendo de pavimento adequado, alimentação elétrica, manutenção especializada, infraestrutura de guiagem e espaços para embarque e desembarque.</p>
<p>Como as rodas seguem trajetórias relativamente concentradas, a resistência e a conservação do pavimento também precisam ser consideradas no dimensionamento do sistema.</p>
<p>A comparação com um VLT exige ainda avaliar capacidade por composição, custos ao longo da vida útil, consumo energético, disponibilidade dos veículos e impactos das obras nas vias.</p>
<p>O BUD tem vida útil estimada pelo fabricante em aproximadamente 30 anos, mas essa expectativa ainda depende de comprovação em condições de operação prolongada.</p>
<h2>São Paulo abandonou VLT tradicional e anunciou bonde digital para o Centro</h2>
<p>A experiência paranaense tem relação direta com uma mudança anunciada pela Prefeitura de São Paulo em 13 de abril de 2026.</p>
<p>Na ocasião, o prefeito Ricardo Nunes informou que o projeto Bonde São Paulo deixaria de utilizar a tecnologia convencional de Veículo Leve sobre Trilhos e passaria a adotar um sistema de Veículo Leve Elétrico (VLE), com circulação sobre pneus e guiagem por trilhos virtuais.</p>
<p>A decisão foi noticiada pelo Diário do Transporte no próprio dia do anúncio.</p>
<p>Segundo Nunes, a alteração permitiria reduzir a estimativa de investimento de R$ 4,1 bilhões para R$ 2,1 bilhões.</p>
<p>O prefeito justificou a mudança por questões de custo e pelas condições geométricas do trajeto na região central.</p>
<p>A administração municipal também informou que equipes técnicas haviam conhecido experiências internacionais e a operação experimental desenvolvida na Região Metropolitana de Curitiba.</p>
<p>O projeto paulistano prevê duas linhas, com aproximadamente 12 quilômetros de extensão, conectando áreas como Bom Retiro, Brás, Mercado Municipal, região da Luz e outros pontos importantes do Centro.</p>
<p>A configuração originalmente apresentada incluía 27 estações e integração com terminais de ônibus, metrô e trens metropolitanos. A expectativa divulgada pela administração municipal era atender mais de 130 mil passageiros por dia.</p>
<p>A proposta também está associada à recuperação urbanística da região central, com intervenções em espaços públicos, melhorias para pedestres e integração a equipamentos culturais, comerciais e de serviços.</p>
<p>A mudança para veículos sobre pneus, entretanto, não elimina a necessidade de planejamento de capacidade, definição da prioridade de circulação e compatibilização com o tráfego existente.</p>
<p>Um veículo com capacidade para centenas de passageiros pode perder parte de suas vantagens se ficar sujeito aos mesmos congestionamentos dos ônibus convencionais.</p>
<p>Por isso, a velocidade comercial dependerá não apenas da tecnologia embarcada, mas também da prioridade nos cruzamentos, da organização das paradas, das condições das vias e da existência de espaços reservados à circulação do sistema.</p>
<p>Outro aspecto é o custo de implantação. A redução estimada pela Prefeitura de São Paulo precisa ser acompanhada de uma comparação entre projetos equivalentes, considerando obras, equipamentos, veículos, energia, operação, manutenção e duração dos contratos.</p>
<h2>Projeto de São Paulo enfrenta discussão ambiental após mudança de tecnologia</h2>
<p>A Prefeitura de São Paulo iniciou uma nova etapa de preparação ambiental do Bonde São Paulo, conforme mostrou o Diário do Transporte na segunda-feira, 26 de outubro.</p>
<p>A São Paulo Urbanismo autorizou uma despesa de R$ 7.030 para a análise de documentação relacionada ao Termo de Referência dos estudos ambientais do empreendimento.</p>
<p>A questão ganhou nova dimensão nesta terça-feira (27), após reportagem publicada pela imprensa mostrar que a administração municipal apresentou documentação ambiental elaborada originalmente para o VLT tradicional, embora tenha anunciado posteriormente a adoção do VLE sobre pneus.</p>
<p>Segundo as informações divulgadas, foram utilizados estudos ambientais contratados por R$ 8,3 milhões, com aproximadamente 570 páginas.</p>
<p>A Prefeitura de São Paulo sustenta que a mudança tecnológica não invalida automaticamente as avaliações já realizadas e informou que aguarda manifestação da área ambiental sobre a necessidade de atualização.</p>
<p>A administração também afirmou que incluirá o traçado atualizado no procedimento de licenciamento.</p>
<p>A estimativa mais recente de investimento mencionada nessa apuração é de R$ 2,8 bilhões, ante R$ 3,5 bilhões para a alternativa sobre trilhos considerada na comparação atualizada.</p>
<p>Os valores são diferentes dos R$ 2,1 bilhões e R$ 4,1 bilhões apresentados pelo prefeito em abril, o que reforça a necessidade de identificar a abrangência e as premissas de cada orçamento.</p>
<p>A diferença entre um VLT e um VLE não se limita à substituição dos trilhos por pneus.</p>
<p>As tecnologias possuem características distintas de operação, infraestrutura, distribuição de cargas sobre o pavimento, alimentação energética e manutenção.</p>
<p>Essas diferenças podem alterar os impactos ambientais e urbanos, especialmente em áreas de grande movimentação de pessoas, tráfego intenso e patrimônio histórico.</p>
<p>A Prefeitura pretende estruturar o empreendimento por meio de parceria público-privada, com a expectativa de contratar a implantação e a operação do sistema.</p>
<p>O planejamento divulgado prevê entregas iniciais entre 2027 e 2028 e implantação completa em até cinco anos após a assinatura contratual. Esses prazos dependem da conclusão dos estudos, do licenciamento, da contratação e da execução das obras.</p>
<h2>Experiência do Paraná pode ajudar São Paulo, mas não substitui estudos próprios</h2>
<p>Os dados obtidos pela Amep poderão contribuir para a avaliação da tecnologia em outras cidades, inclusive São Paulo.</p>
<p>Entretanto, existem diferenças significativas entre os dois ambientes operacionais.</p>
<p>Na Região Metropolitana de Curitiba, o BUD foi testado em uma ligação de aproximadamente dez quilômetros entre dois terminais, com oferta experimental reduzida e convivência com as linhas convencionais.</p>
<p>Em São Paulo, a proposta envolve uma rede de duas linhas em uma área central consolidada, com circulação de ônibus, automóveis, motocicletas, bicicletas e pedestres, além de integração com diferentes sistemas de transporte.</p>
<p>O Centro paulistano também apresenta características próprias de geometria viária, patrimônio histórico, infraestrutura subterrânea e demanda de passageiros.</p>
<p>Por isso, os resultados positivos de satisfação registrados no Paraná não asseguram automaticamente desempenho equivalente na capital paulista.</p>
<p>A pesquisa de satisfação é uma informação importante para avaliar a percepção dos passageiros, mas sua interpretação também depende da quantidade de entrevistados, do método de seleção da amostra, dos horários considerados e da frequência de utilização do serviço.</p>
<p>No balanço divulgado nesta terça-feira, não foram detalhados esses elementos metodológicos.</p>
<p>Outro aspecto é a comparação com ônibus elétricos articulados e biarticulados, alternativas que também dispensam trilhos convencionais e podem operar em corredores segregados.</p>
<p>A escolha entre esses sistemas exige verificar a demanda por hora e por sentido, o intervalo necessário entre veículos e o custo total para transportar determinada quantidade de passageiros.</p>
<p>No caso de São Paulo, essa discussão envolve ainda a possibilidade de integração com o BRT Radial Leste e o aproveitamento da infraestrutura de transportes já existente.</p>
<p>A construção de um novo sistema precisa representar ganhos efetivos de capacidade, regularidade, acessibilidade ou desempenho ambiental em relação às alternativas disponíveis.</p>
<h2>Paraná utilizará resultados para avaliar corredores metropolitanos</h2>
<p>A Amep informou que os dados reunidos durante os dez meses serão utilizados para comparar o BUD com outros sistemas e estudar a eventual implantação permanente da tecnologia.</p>
<p>Uma futura etapa poderá incluir a identificação de corredores com demanda adequada, desenvolvimento de projetos e planejamento das instalações necessárias para o funcionamento regular.</p>
<p>Entre as estruturas previstas para uma possível implantação estão garagens, oficinas, estações de embarque e desembarque, centrais de energia e centros de controle operacional.</p>
<p>A análise está relacionada também ao Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), desenvolvido pelo Ministério das Cidades em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>O estudo identificou oportunidades de expansão dos sistemas de transporte de média e alta capacidade em 21 regiões metropolitanas brasileiras.</p>
<p>Para a Região Metropolitana de Curitiba, o levantamento do BNDES apontou potencial de expansão da rede para 206 quilômetros, com investimentos estimados entre R$ 11,73 bilhões e R$ 22,74 bilhões e possibilidade de atendimento a aproximadamente 915 mil passageiros por dia no conjunto de projetos considerados.</p>
<p>A Amep participa também dos estudos de um BRT Norte-Sul Metropolitano e da estruturação de um projeto de VLT entre São José dos Pinhais e Curitiba.</p>
<p>A coexistência dessas propostas mostra que a agência ainda considera diferentes alternativas tecnológicas para atender às necessidades de mobilidade da região.</p>
<p>O encerramento do teste do Bonde Urbano Digital, portanto, representa a conclusão de uma etapa de pesquisa, e não a aprovação definitiva de sua implantação comercial.</p>
<p>Para o Paraná, a próxima decisão será determinar se o modelo apresenta vantagens suficientes para justificar novos investimentos.</p>
<p>Para São Paulo, que já anunciou a intenção de adotar tecnologia semelhante, os resultados devem servir de referência, mas também reforçam a importância de avaliar o desempenho do sistema em condições reais de demanda e operação contínua.</p>
<p>A questão central não é apenas saber se o bonde digital funciona ou se os passageiros aprovam o equipamento, mas quanto custa transportar cada usuário, qual capacidade pode ser oferecida nos horários de maior movimento e quais ganhos concretos a tecnologia proporciona diante das alternativas existentes.</p>
<p>São respostas necessárias tanto para orientar os investimentos públicos quanto para assegurar que a escolha do sistema de transporte resulte em melhorias permanentes para a população.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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    <title>Goiânia coloca em operação estrutura para abastecer 500 ônibus a gás e biometano; sistema prevê 501 veículos até 2027</title>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 21:44:24 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Instalação da Gas Futuro permite abastecimento de veículos em menos de dez minutos e faz parte da expansão do combustível no transporte metropolitano. Em março, o Diário do Transporte foi a primeira equipe de jornalismo a conhecer os novos articulados e mostrou as instalações do bioposto antes da entrada em operação ADAMO BAZANI A Região [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="770" height="578" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?fit=770%2C578&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?w=770&amp;ssl=1 770w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /> <div><em>Instalação da Gas Futuro permite abastecimento de veículos em menos de dez minutos e faz parte da expansão do combustível no transporte metropolitano. Em março, o Diário do Transporte foi a primeira equipe de jornalismo a conhecer os novos articulados e mostrou as instalações do bioposto antes da entrada em operação</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Região Metropolitana de Goiânia (GO) colocou em operação, neste mês de outubro de 2026, uma nova estrutura permanente de abastecimento de ônibus movidos a gás natural e biometano, dimensionada para atender uma frota de aproximadamente 500 veículos. O empreendimento, fornecido pela Gas Futuro, integra o programa de renovação do transporte coletivo que prevê a incorporação de 501 ônibus com esta tecnologia até dezembro de 2027. Os equipamentos foram projetados para permitir o abastecimento de reservatórios com capacidade entre 250 e 300 metros cúbicos normais de gás em menos de dez minutos, reduzindo o tempo necessário para preparar os ônibus para novas viagens.</p>
<p>A entrada em operação representa mais uma etapa do projeto acompanhado desde o início do ano pelo Diário do Transporte, que antecipou a contratação dos 501 ônibus e, em março de 2026, foi a primeira equipe de jornalismo a conhecer presencialmente os novos articulados movidos a gás e biometano, desenvolvidos pela Scania e pela Marcopolo para o sistema goiano. Na ocasião, a reportagem também visitou e apresentou, em vídeo, as instalações do Bioposto Leste, nas proximidades do Terminal Novo Mundo, explicando como funcionaria o abastecimento inicial por carretas com cilindros de gás e a futura integração com gasodutos. Agora, com a infraestrutura permanente em funcionamento, o desafio passa a ser ampliar efetivamente a quantidade de ônibus abastecidos, assegurar o fornecimento contínuo do combustível e cumprir o cronograma de renovação da frota.</p>
<p>A nova estrutura começou a operar em outubro, segundo informações divulgadas pela fornecedora de equipamentos e repercutidas pela imprensa especializada. O projeto compreende sistemas de recebimento e medição do gás, filtragem, compressão, armazenamento em cascata, tubulações de alta pressão, equipamentos de abastecimento de alta vazão e dispositivos automatizados de operação e segurança.</p>
<p>O abastecimento rápido é uma exigência importante em sistemas de ônibus urbanos, principalmente em corredores de grande movimento, nos quais os veículos precisam cumprir escalas diárias e permanecer o menor tempo possível fora de circulação.</p>
<p>A capacidade anunciada para atender aproximadamente 500 ônibus corresponde ao dimensionamento do empreendimento para a expansão da frota. Isso não significa que essa quantidade de veículos já esteja circulando ou sendo abastecida diariamente.</p>
<p>O projeto também não se restringe aos ônibus articulados. A programação estabelecida pelo Governo de Goiás contempla veículos convencionais do tipo padron, que deverão circular tanto nos corredores estruturais quanto nas linhas alimentadoras da rede metropolitana.</p>
<h2>Abastecimento em menos de dez minutos é fundamental para operação do BRT</h2>
<p>A infraestrutura fornecida pela Gas Futuro foi desenvolvida para atender ônibus que utilizam gás natural veicular (GNV) ou biometano, combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos.</p>
<p>Embora tenham origens diferentes, os dois combustíveis apresentam características que permitem sua utilização em motores adequados à operação com gás, desde que atendidas as especificações técnicas e de qualidade.</p>
<p>O sistema emprega compressores e armazenamento em alta pressão para transferir o combustível aos reservatórios instalados nos veículos.</p>
<p>O armazenamento em cascata permite organizar a reserva de gás em diferentes níveis de pressão, auxiliando a reposição de combustível e a manutenção da vazão durante o abastecimento.</p>
<p>Os dispensers de alta vazão são os equipamentos responsáveis pela transferência do gás comprimido aos ônibus. A instalação também dispõe de dispositivos de medição, controle e segurança, necessários para uma operação que trabalha com pressões elevadas.</p>
<p>O objetivo informado é completar o abastecimento de reservatórios de 250 a 300 Nm³ em menos de dez minutos. O tempo efetivo depende das condições de pressão, da quantidade de gás remanescente no veículo e da disponibilidade dos equipamentos.</p>
<p>Para o passageiro, a importância dessa tecnologia está na possibilidade de manter a regularidade das viagens. Um abastecimento demorado pode exigir mais veículos de reserva, aumentar períodos de indisponibilidade e dificultar o cumprimento das escalas.</p>
<p>O presidente da Gas Futuro, Rodrigo Bogacz, destaca que a velocidade e a disponibilidade dos equipamentos são condições necessárias para ampliar o emprego do biometano em grandes frotas.</p>
<p>A operação em escala também depende da existência de manutenção especializada, monitoramento permanente, equipes treinadas e capacidade de fornecimento compatível com a quantidade de veículos em circulação.</p>
<p>Por isso, a inauguração da infraestrutura é uma parte do investimento. A operação efetiva de centenas de ônibus exigirá a expansão simultânea do abastecimento, da produção e da distribuição do combustível.</p>
<h2>Diário do Transporte mostrou os primeiros articulados e visitou bioposto ainda em março</h2>
<p>A inauguração da estrutura permite acompanhar a evolução de um projeto que começou a ser apresentado publicamente no início de 2026.</p>
<p>Em 16 de janeiro, o Diário do Transporte noticiou em primeira mão o aditivo contratual para a incorporação dos 501 ônibus movidos a gás e biometano na Região Metropolitana de Goiânia.</p>
<p>O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado de Goiás e estabeleceu a entrada gradativa dos veículos, com mudanças na remuneração das concessionárias para viabilizar os investimentos.</p>
<p>Em 30 de janeiro, durante a apresentação de novos ônibus elétricos, o governador Ronaldo Caiado e o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, confirmaram ao editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, que os primeiros ônibus movidos a gás seriam articulados.</p>
<p>A informação foi antecipada pelo portal antes da apresentação dos veículos.</p>
<p>Em 26 de março, a reportagem esteve em Goiânia, a convite da Scania e da Marcopolo, e foi a primeira equipe de jornalismo a conhecer os articulados e apresentar suas características técnicas em uma cobertura presencial, com imagens e entrevistas.</p>
<p>Na mesma ocasião, a equipe também visitou o Bioposto Leste, próximo ao Terminal Novo Mundo.</p>
<p>Durante a visita, o diretor executivo do Consórcio BRT, Laércio Ávila, e o gestor de manutenção e infraestrutura, Patrick Lucas, explicaram como seria feita a transição entre o abastecimento provisório por carretas e a estrutura definitiva.</p>
<p>Em entrevista ao Diário do Transporte, Patrick Lucas informou que o bioposto visitado teria capacidade para atender até 200 veículos quando estivesse plenamente concluído.</p>
<p>Essa informação se refere à capacidade apresentada para aquela unidade em março. Já o número divulgado agora pela Gas Futuro, de aproximadamente 500 ônibus, corresponde ao dimensionamento informado para a infraestrutura associada à expansão da frota. Os dados não devem ser tratados automaticamente como capacidades diárias equivalentes.</p>
<p>Na visita, os responsáveis pelo Consórcio BRT também explicaram que a infraestrutura seria compartilhada entre os operadores do sistema, em vez de ficar restrita a uma única garagem ou empresa.</p>
<p>Essa característica permite organizar o fornecimento do combustível de maneira integrada, com aquisição e distribuição vinculadas às necessidades operacionais da rede.</p>
<p>A reportagem de março mostrou ainda que a expectativa era concluir a estrutura definitiva até setembro. A confirmação de entrada em operação neste mês de outubro indica a passagem da fase provisória para uma etapa de maior capacidade de abastecimento.</p>
<p>Relembre a cobertura:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/26/video-conheca-em-primeira-mao-os-onibus-articulados-a-biometano-do-sistema-brt-de-goiania-diario-do-transporte-no-local/?utm_source=chatgpt.com">VÍDEO: Conheça em primeira mão os ônibus articulados a biometano do Sistema BRT de Goiânia. Diário do Transporte no local – 26 de março de 2026</a></p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/26/video-conheca-as-instalacoes-que-vao-abrigar-o-primeiro-bioposto-para-abastecimento-de-onibus-urbanos-a-biometano-do-brasil/?utm_source=chatgpt.com">VÍDEO: Conheça as instalações que vão abrigar o primeiro bioposto para abastecimento de ônibus urbanos a biometano do Brasil – 26 de março de 2026</a></p>
<h2>Os 501 ônibus estão previstos até dezembro de 2027; cronograma oficial inclui 79 articulados</h2>
<p>A quantidade de veículos está estabelecida pela Deliberação nº 014, de 15 de dezembro de 2025, da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), publicada em janeiro de 2026.</p>
<p>O documento prevê 501 ônibus de diferentes configurações, distribuídos entre veículos articulados e modelos padron.</p>
<p>Todos deverão ser equipados com ar-condicionado.</p>
<p>A programação oficial estabelece a aquisição de 79 articulados de aproximadamente 19,2 metros de comprimento, destinados principalmente ao BRT, e outros 422 ônibus padron, de diferentes tamanhos, para a rede metropolitana.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Configuração</th>
<th>Quantidade</th>
</tr>
<tr>
<td>Articulados de 19,2 metros</td>
<td>79</td>
</tr>
<tr>
<td>Padron, 4º lote</td>
<td>22</td>
</tr>
<tr>
<td>Padron, 5º lote</td>
<td>110</td>
</tr>
<tr>
<td>Padron, 6º lote</td>
<td>168</td>
</tr>
<tr>
<td>Padron, 7º lote</td>
<td>122</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>501</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O cronograma oficial também estabelece prazos para a entrada dos veículos.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Prazo previsto</th>
<th>Quantidade</th>
<th>Tipo</th>
</tr>
<tr>
<td>Até 31 de março de 2026</td>
<td>8</td>
<td>Articulados</td>
</tr>
<tr>
<td>Até 30 de setembro de 2026</td>
<td>71</td>
<td>Articulados</td>
</tr>
<tr>
<td>Até 30 de setembro de 2026</td>
<td>22</td>
<td>Padron</td>
</tr>
<tr>
<td>Até 30 de junho de 2027</td>
<td>110</td>
<td>Padron</td>
</tr>
<tr>
<td>Até 31 de dezembro de 2027</td>
<td>168</td>
<td>Padron</td>
</tr>
<tr>
<td>Até 31 de dezembro de 2027</td>
<td>122</td>
<td>Padron</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>501</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Há, entretanto, uma diferença que precisa ser observada entre o cronograma estabelecido no início do ano e as informações mais recentes.</p>
<p>Pela programação original, 101 ônibus a gás deveriam ter sido incorporados até 30 de setembro de 2026, considerando 79 articulados e 22 padrons.</p>
<p>Já as informações divulgadas neste mês de outubro apontam uma expectativa de encerramento de 2026 com 20 ônibus utilizando a tecnologia.</p>
<p>Isso representa um ritmo inferior ao previsto originalmente. A diferença exige esclarecimento sobre eventuais revisões das entregas, quantidade efetivamente incorporada e situação dos veículos contratados.</p>
<p>A colocação do sistema de abastecimento em operação pode contribuir para a expansão da frota, mas a disponibilidade dos equipamentos não comprova, isoladamente, a entrega de novos ônibus.</p>
<h2>Primeiros articulados são da Scania e Marcopolo e transportam até 145 passageiros</h2>
<p>Os primeiros veículos desenvolvidos para a operação são os Marcopolo Viale Express Articulado, montados sobre chassis Scania K 340C A6X2/2 NB Euro 6.</p>
<p>Cada ônibus possui aproximadamente 19,22 metros de comprimento, capacidade informada para 145 passageiros e autonomia superior a 400 quilômetros, dependendo das condições operacionais.</p>
<p>O projeto envolve ainda fornecedores de tecnologia e componentes para o armazenamento do gás, entre eles Biomove e Hexagon Agility.</p>
<p>Os veículos utilizam motores desenvolvidos para operar com gás natural e biometano, diferentemente de ônibus convencionais movidos a óleo diesel.</p>
<p>A aplicação da tecnologia em articulados exige dimensionamento específico dos cilindros de armazenamento e de sua distribuição, levando em consideração peso, autonomia, capacidade de transporte de passageiros e características do itinerário.</p>
<p>Os ônibus foram destinados inicialmente ao BRT Leste-Oeste, conhecido como Eixo Anhanguera, que constitui um dos principais eixos de deslocamento da Região Metropolitana de Goiânia.</p>
<p>Segundo os dados apresentados por fabricantes e operadores, o sistema BRT Leste-Oeste compreende uma rede com aproximadamente 108 quilômetros de extensão, 47 estações, 213 pontos de parada e 15 terminais, considerando o conjunto de serviços associado ao corredor.</p>
<p>A demanda informada supera 2,5 milhões de passageiros por mês.</p>
<h2>Usina de biometano e gasoduto fazem parte da próxima etapa</h2>
<p>Além dos postos e dos ônibus, o projeto contempla a implantação de uma cadeia regional de produção e distribuição do combustível.</p>
<p>Uma usina está prevista para o município de Guapó (GO), nas proximidades da capital. O investimento anunciado mais recentemente é de aproximadamente R$ 150 milhões, com capacidade projetada que poderá chegar a 100 mil metros cúbicos de biometano por dia.</p>
<p>O projeto também prevê a construção de um gasoduto para conectar a produção à rede de distribuição e aos pontos de abastecimento.</p>
<p>Em março, quando o Diário do Transporte acompanhou a apresentação dos ônibus, foi informado que o fornecimento inicial ocorreria por meio de carretas equipadas com cilindros de gás, enquanto a infraestrutura de produção e transporte por dutos estivesse em implantação.</p>
<p>A utilização inicial desse modelo permite antecipar a operação dos veículos sem depender da conclusão de toda a cadeia regional de produção.</p>
<p>A expectativa é que a fabricação local do combustível reduza a dependência de fornecimento de outras regiões, além de possibilitar aproveitamento de resíduos orgânicos.</p>
<p>O resultado econômico, entretanto, dependerá dos custos efetivos de produção, transporte, compressão, distribuição e manutenção dos equipamentos.</p>
<p>O biometano é obtido por meio da purificação do biogás gerado a partir da decomposição de matéria orgânica, como resíduos urbanos, agroindustriais e efluentes.</p>
<p>Diferentemente do gás natural de origem fóssil, o biometano é um combustível renovável. Quando produzido e distribuído sob condições adequadas, pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa ao longo de seu ciclo de vida.</p>
<p>O Governo de Goiás informou anteriormente um potencial de redução de até 95% das emissões, dependendo da tecnologia e das condições de operação. O percentual deve ser compreendido como uma estimativa condicionada ao cenário considerado, e não como redução automaticamente alcançada por todos os ônibus.</p>
<p>Também é necessário distinguir as emissões de gases de efeito estufa das emissões locais de poluentes. Os resultados variam conforme a origem do combustível, o desempenho dos motores e as condições reais de utilização.</p>
<h2>Renovação da frota também depende de custos, subsídios e regularidade das viagens</h2>
<p>O programa de ônibus a gás de Goiânia está inserido em um modelo de financiamento da renovação da frota que utiliza recursos públicos para viabilizar investimentos realizados pelos operadores.</p>
<p>Na deliberação publicada em janeiro, o Governo de Goiás estabeleceu que a remuneração das concessionárias seria ajustada para permitir a incorporação dos novos veículos.</p>
<p>A medida está relacionada à política de subsídios do transporte coletivo metropolitano, com participação do Estado e dos municípios atendidos.</p>
<p>O investimento em tecnologias de menor emissão pode trazer ganhos ambientais e operacionais, mas precisa ser acompanhado de indicadores de custo por quilômetro, consumo de combustível, manutenção, disponibilidade da frota e regularidade das viagens.</p>
<p>A substituição do diesel pelo biometano também altera a estrutura de custos das empresas, já que envolve novos equipamentos, treinamento de profissionais e infraestrutura específica para abastecimento.</p>
<p>Para os passageiros, os efeitos esperados estão relacionados à utilização de ônibus novos, climatizados, com menor emissão de poluentes e disponibilidade adequada para cumprir as viagens programadas.</p>
<p>O sistema metropolitano de Goiânia também investe na eletrificação e mantém veículos movidos a diesel com motores que atendem às exigências da fase Proconve P8, equivalente ao padrão Euro 6.</p>
<p>A diversificação tecnológica permite utilizar diferentes tipos de veículos conforme as características das linhas, o planejamento de garagens e a disponibilidade energética.</p>
<p>Com a entrada em operação da nova estrutura de abastecimento, Goiânia passa a contar com mais uma parte da infraestrutura necessária para ampliar a utilização de ônibus a gás e biometano.</p>
<p>O próximo indicador será o crescimento efetivo da quantidade de veículos incorporados, particularmente diante da diferença entre o cronograma original e as entregas mais recentes.</p>
<p>A experiência da Região Metropolitana de Goiânia também poderá contribuir para a avaliação dessa alternativa energética em outras cidades brasileiras, especialmente naquelas em que a substituição do diesel depende de investimentos simultâneos em ônibus, postos de abastecimento e produção de combustível.</p>
<p><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></p>
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