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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Barcas do Rio de Janeiro têm reforço na operação e mudanças de horários nesta quarta-feira (24), para jogo da seleção brasileira</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/06/24/barcas-do-rio-de-janeiro-tem-reforco-na-operacao-e-mudancas-de-horarios-nesta-quarta-feira-24-para-jogo-da-selecao-brasileira/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Medidas incluem viagens adicionais, redução de intervalos e ampliação da oferta em rotas da Baía de Guanabara ARTHUR FERRARI Os passageiros que utilizam o sistema aquaviário do Rio de Janeiro (RJ) terão uma operação especial nesta quarta-feira (24/06) em razão do ponto facultativo decretado a partir das 15h por causa da partida da Seleção Brasileira. [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barcas2.jpeg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barcas2.jpeg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barcas2.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barcas2.jpeg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barcas2.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barcas2.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barcas2.jpeg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barcas2.jpeg?resize=2048%2C1365&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/barcas2.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Medidas incluem viagens adicionais, redução de intervalos e ampliação da oferta em rotas da Baía de Guanabara</em></p>
<p><strong><em>ARTHUR FERRARI</em></strong></p>
<p>Os passageiros que utilizam o sistema aquaviário do Rio de Janeiro (RJ) terão uma operação especial nesta quarta-feira (24/06) em razão do ponto facultativo decretado a partir das 15h por causa da partida da Seleção Brasileira. Para adequar o serviço à mudança no fluxo de deslocamentos, a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram), em conjunto com o Consórcio Barcas Rio, anunciou alterações em diferentes linhas do sistema.</p>
<p>A principal mudança ocorrerá na ligação entre Praça XV e Charitas. O serviço contará com viagens extras nos dois sentidos, além da redução dos intervalos entre as partidas. No trajeto Charitas–Praça XV, a saída prevista para as 16h30 será antecipada para 16h10, enquanto as demais viagens serão realizadas a cada 20 minutos.</p>
<p>Já no sentido Praça XV–Charitas, a partida originalmente programada para as 16h ocorrerá às 15h20. Até as 19h, os embarques serão realizados com intervalos de 20 minutos. Após esse horário, a operação seguirá a programação prevista para as 19h30, 20h, 20h30 e 21h.</p>
<p>Outra alteração anunciada contempla a linha Cocotá. O trajeto entre Praça XV e Cocotá receberá uma viagem adicional às 16h para absorver o aumento esperado na demanda.</p>
<p>Na ligação entre Praça XV e Arariboia, o período de maior oferta será antecipado. A partir das 15h30, as embarcações partirão a cada 15 minutos, o que acrescenta uma viagem à grade operacional do trecho.</p>
<p>Segundo a Setram, as linhas Paquetá e Divisão Sul não terão mudanças e funcionarão conforme a programação habitual.</p>
<p>As adaptações foram planejadas para atender à antecipação do horário de saída de trabalhadores e estudantes em razão do ponto facultativo, concentrando a oferta de viagens no período em que é esperado o maior movimento de passageiros.</p>
<p><strong><em>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Goiás recebe prêmio internacional de transporte público: modelo ainda pouco utilizado pelo setor está por trás de transformação</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/06/24/goias-recebe-premio-internacional-de-transporte-publico-modelo-ainda-pouco-utilizado-pelo-setor-esta-por-tras-de-transformacao/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:49:12 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ônibus elétricos, a biometano, reformas de corredores e terminais são consequências. Especialista Liana Variani fala sobre segurança e inovação contratual ADAMO BAZANI A rede de ônibus da região metropolitana de Goiânia conquistou o UITP Awards 2026, considerada a principal premiação mundial voltada ao transporte público. Os vencedores foram anunciados na terça-feira, 23 de junho de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/TRANSPORTE_COLETIVO_ONIBUS_ELETRICO_FOTO_SGG-1024x682-1.jpg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/TRANSPORTE_COLETIVO_ONIBUS_ELETRICO_FOTO_SGG-1024x682-1.jpg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/TRANSPORTE_COLETIVO_ONIBUS_ELETRICO_FOTO_SGG-1024x682-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/TRANSPORTE_COLETIVO_ONIBUS_ELETRICO_FOTO_SGG-1024x682-1.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/TRANSPORTE_COLETIVO_ONIBUS_ELETRICO_FOTO_SGG-1024x682-1.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/TRANSPORTE_COLETIVO_ONIBUS_ELETRICO_FOTO_SGG-1024x682-1.jpg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Ônibus elétricos, a biometano, reformas de corredores e terminais são consequências. Especialista <strong>Liana Variani</strong> fala sobre segurança e inovação contratual</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A rede de ônibus da região metropolitana de Goiânia conquistou o UITP Awards 2026, considerada a principal premiação mundial voltada ao transporte público.</p>
<p>Os vencedores foram anunciados na terça-feira, 23 de junho de 2026, em cerimônia realizada em Bruxelas, na Bélgica, reunindo autoridades, especialistas e operadores de mobilidade urbana de diversos países.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> esteve recentemente na capital de Goiás acompanhando as entregas de ônibus elétricos pela Volvo e a biometano pela Scania.</p>
<p>Na ocasião, a prefeitura de Goiânia, o Governo do Estado e as empresas de ônibus apresentaram, além de frota nova, as restruturações e reformas na infraestrutura do sistema, contanto com os corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transit), estações e terminais.</p>
<p>Entretanto, o sistema ainda está passando por melhorias, uma vez que ficou por anos em estado de degradação: ônibus extremamente velhos e que quebravam a toda a hora, corredores esburacados e terminais sujos e escuros faziam parte da realidade dos passageiros e dos trabalhadores do setor.</p>
<p>Nas visitas, o criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, pode entender um dos motivos principais da transformação: ônibus elétricos, ônibus a biometano e as reformas de corredores e terminais não foram as causas, mas as consequências de uma mudança ainda em curso; muita coisa ainda precisa melhorar.</p>
<p>O que está por trás de tudo foi a adoção de um modelo contratual, entre poder público e empresas de transportes, que legalmente é possível, já amplamente usado no segmento ferroviário, mas pouco explorado ainda nas concessões de ônibus: a chamada relicitação ou renovação antecipada de concessão.</p>
<p>Em palavras simples, trata-se de prorrogar um contrato em troca de novos investimentos e ampliações de serviços, desde que sejam do mesmo objeto.</p>
<p>A legalidade do dispositivo foi confirmada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou uma ação do partido político SD (Solidariedade) contra o BRT-ABC, o primeiro sistema a adotar o modelo contratual.</p>
<p>Goiás também aderiu e, aparentemente, tem colhido bons frutos.</p>
<p>Em uma das visitas, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> conversou com o presidente de uma das concessionárias locais, Grupo HP, Edmundo Pinheiro, que explicou que antes mesmo da relicitação, empresas e poder público optaram por uma decisão que foi o início de tudo: O project finance non-recursive. O que significa isso? É um projeto que ele é autofinanciado e que a própria operação, os próprios contratos garantem os financiadores.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/02/02/entrevistas-video-financiamento-pela-operacao-um-caminho-pe-no-chao-para-onibus-nao-poluentes-project-finance-non-recursive/">https://diariodotransporte.com.br/2026/02/02/entrevistas-video-financiamento-pela-operacao-um-caminho-pe-no-chao-para-onibus-nao-poluentes-project-finance-non-recursive/</a></p>
<p>A advogada especializada em segurança jurídica e risco empresarial, Liana Variani, explicou nesta quarta-feira (24) a Adamo Bazani que, a legislação sobre contratos públicos precisa avançar muito no Brasil, destacou o novo marco legal do transporte coletivo, mas disse que muita coisa já dá pra fazer.</p>
<p><strong><em>“Casos como estes mostram o seguinte. O novo marco do transporte público, recentemente sancionado pelo presidente Lula, apesar dos vetos que limitam muitos dos benefícios previstos para a mobilidade, vai ajudar e muito para a evolução e para a qualidade não só de um serviço, mas da vida das pessoas. Porém, muita coisa já pode ser feita agora. As legislações brasileiras podem não ser perfeitas, entretanto, o fato é que existem sim muitas possibilidades que já podem sair do papel”</em></strong> -disse Liana Variani.</p>
<p>Para a especialista, o caminho como de Goiás é o mais indicado: empresas e poder público não estarem de lados opostos, mas buscarem soluções conjuntas.</p>
<p><strong><em>“Não é ter acerto entre ente público e privado do ponto de vista negativo do termo. Mas sentar juntos, inclusive com a participação da sociedade, para entender os modelos contatuais já disponíveis e aplicar de acordo com cada realidade. Por isso, cada vez mais equipes de análises de risco empresarial são necessárias, para verificar os níveis de segurança jurídica de cada modelo de contrato para cada sistema de transportes”</em></strong> – continuou Liana Variani.</p>
<p>O atual governador de Goiás, Daniel Vilela, comentou a premiação e afirmou que o diferencial foi tratar o transporte não como ação pontual, mas política pública não só para uma ou duas gestões.</p>
<p><strong><em>“Demonstra que Goiás escolheu o caminho certo ao tratar a mobilidade urbana como política pública estratégica. O que estamos fazendo não é apenas renovar frota ou reformar terminais. Investimos em tecnologia, implantamos novos corredores e estamos construindo uma infraestrutura preparada para as próximas décadas”</em></strong> – disse, por meio de nota.</p>
<p>No comunicado, o Governo do Estado relaciona algumas melhorias.</p>
<p><strong>Transporte coletivo – avanços</strong></p>
<p>Entre os principais avanços estão:</p>
<ul>
<li>renovação da frota;</li>
<li>eletrificação do sistema;</li>
<li>adoção de combustíveis limpos;</li>
<li>investimentos em tecnologia;</li>
<li>requalificação da infraestrutura;</li>
<li>implantação do modelo de metronização dos corredores de transporte.</li>
</ul>
<p><strong>Nova RMTC (Rede Metropolitana de Transportes Coletivos)</strong></p>
<p>O projeto Nova RMTC promoveu uma ampla requalificação dos espaços utilizados diariamente pelos passageiros.</p>
<p>A reconstrução e modernização dos terminais do BRT Leste-Oeste e de suas estações elevaram os padrões de conforto, acessibilidade, segurança e eficiência operacional do sistema.</p>
<p>Paralelamente, a reforma e manutenção dos pontos de ônibus transformou a paisagem urbana da Região Metropolitana, com a instalação de milhares de novos abrigos e a recuperação de estruturas existentes.</p>
<p>A transformação já apresenta resultados concretos. Um dos indicadores destacados no projeto mostra redução de até 31% no tempo das viagens em trechos contemplados pela metronização, garantindo mais agilidade, previsibilidade e conforto.</p>
<p>Daniel Vilela ressaltou que a conquista do prêmio também representa a consolidação de uma transformação que muitos consideravam impossível quando o ex-governador Ronaldo Caiado decidiu enfrentar desafios históricos do sistema.</p>
<p>“Muita gente dizia que não seria possível transformar o transporte coletivo da Região Metropolitana. Hoje, vemos um sistema totalmente transformado e sendo reconhecido internacionalmente. Estamos construindo um verdadeiro legado”, concluiu o governador.</p>
<p><strong>UITP Awards</strong></p>
<p>Promovido pela União Internacional de Transportes Públicos (UITP), o UITP Awards é considerado a mais importante premiação mundial voltada à mobilidade urbana e ao transporte público.</p>
<p>A premiação reconhece projetos que se destacam pela inovação, sustentabilidade, eficiência operacional e impacto positivo na vida das pessoas.</p>
<p>A edição de 2026 reuniu iniciativas de diversos países e premiou experiências que representam as principais tendências e avanços do setor em escala global.</p>
<p>Com a conquista, Goiás passa a integrar um grupo de projetos reconhecidos por contribuir para a construção das cidades do futuro, ao lado de algumas das mais relevantes referências internacionais em mobilidade urbana.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo opera normalmente nesta quarta-feira (24); condições climáticas prejudicaram atendimento no início da manhã</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/06/24/linha-3-vermelha-do-metro-de-sao-paulo-opera-normalmente-nesta-quarta-feira-24-condicoes-climaticas-prejudicaram-atendimento-no-inicio-da-manha/</link>
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    <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:45:37 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada ARTHUR FERRARI Passageiros que utilizam a linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo enfrentaram dificuldades das 7h32 às 9h14 desta quarta-feira, 24 de junho de 2026, devido a restrições operacionais geradas pelas condições climáticas. De acordo com o Metrô, os trens circularam com velocidade reduzida [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="640" height="434" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/08/linha-3-vermelha_redes-sociais-e1712182729133.jpg?fit=640%2C434&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/08/linha-3-vermelha_redes-sociais-e1712182729133.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/08/linha-3-vermelha_redes-sociais-e1712182729133.jpg?resize=300%2C203&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/08/linha-3-vermelha_redes-sociais-e1712182729133.jpg?resize=150%2C102&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2023/08/linha-3-vermelha_redes-sociais-e1712182729133.jpg?resize=400%2C271&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /> <p><em>Trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Passageiros que utilizam a linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo enfrentaram dificuldades das 7h32 às 9h14 desta quarta-feira, 24 de junho de 2026, devido a restrições operacionais geradas pelas condições climáticas.</p>
<p>De acordo com o Metrô, os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada. A estatal não especificou quais foram as dificuldades enfrentadas pelas composições.</p>
<p><strong>Nota do Metrô</strong></p>
<p><em>Os trens da Linha 3-Vermelha estão circulando com restrição de velocidade em razão das condições climáticas</em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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  </item>
  <item>
    <title>VÍDEO: Linha 9-Esmeralda retoma operação normal na manhã desta quarta-feira (24); problema mais cedo gerou restrições</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/06/24/video-linha-9-esmeralda-retoma-operacao-normal-na-manha-desta-quarta-feira-24-problema-mais-cedo-gerou-restricoes/</link>
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    <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:30:03 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Falha no sistema de energia afetou circulação; ônibus do PAESE foram acionados e atenderam trecho ARTHUR FERRARI Uma falha no sistema de energia elétrica afetou a circulação dos trens da linha 9-Esmeralda das 6h16 às 9h30 desta quarta-feira, 24 de junho de 2026, gerando velocidade reduzida e maior tempo de parada em toda a extensão [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="576" height="432" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/VID-20260624-WA0011.jpg?fit=576%2C432&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/VID-20260624-WA0011.jpg?w=576&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/VID-20260624-WA0011.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/VID-20260624-WA0011.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/VID-20260624-WA0011.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /> <p><em>Falha no sistema de energia afetou circulação; ônibus do PAESE foram acionados e atenderam trecho</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p><div style="width: 720px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-521345-2" width="720" height="1280" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lv_0_20260624091553.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lv_0_20260624091553.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lv_0_20260624091553.mp4</a></video></div></p>
<p>Uma falha no sistema de energia elétrica afetou a circulação dos trens da linha 9-Esmeralda das 6h16 às 9h30 desta quarta-feira, 24 de junho de 2026, gerando velocidade reduzida e maior tempo de parada em toda a extensão do serviço.</p>
<p>Em nota, a ViaMobilidade, responsável pelo gerenciamento da linha, disse que o problema ocorreu na região do Morumbi, fazendo com que os trens circulassem em via única no trecho entre as estações Granja Julieta e Morumbi. Ônibus do PAESE foram acionados e atenderam o trecho, dando vazão ao fluxo de usuários.</p>
<p>Equipes de manutenção da empresa atuaram para normalizar o atendimento.</p>
<p><strong>Nota da Motiva na íntegra</strong></p>
<p><strong>Falha &#8211; 6h16</strong></p>
<p><em>A ViaMobilidade informa que, devido a uma falha de energia na região da estação Morumbi, da Linha 9–Esmeralda, trens circulam em via única entre as estações Morumbi e Granja Julieta e com maiores intervalos em toda linha. Ônibus do sistema PAESE foram acionados para auxiliar na demanda de clientes e equipes nas estações dão orientações sobre o fluxo.</em></p>
<p><em>Equipes de manutenção atuam no local para regularizar a operação no menor tempo possível.</em></p>
<p><strong>Normalização &#8211; 9h30</strong></p>
<p><em>A ViaMobilidade informa que a circulação na Linha 9–Esmeralda está em processo de regularização, com retirada da via singela do trecho de Granja Julieta e Morumbi-Claro e intervalos voltando ao programado para o horário. O looping será retomado com a circulação de trens entre Osasco &#8211; Varginha e Pinheiros &#8211; Varginha, como de costume para o horário.</em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  <item>
    <title>Paralisação de rodoviários da Guanabara no Ceará chega ao fim e operação é retomada gradualmente nesta quarta-feira (24)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/06/24/paralisacao-de-rodoviarios-da-guanabara-no-ceara-chega-ao-fim-e-operacao-e-retomada-gradualmente-nesta-quarta-feira-24/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:15:31 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Greve]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Saída dos ônibus foi bloqueada em garagem de Fortaleza. Procurada, empresa lamentou  paralisação e disse que se mobiliza para minimizar impactos aos passageiros ADAMO BAZANI Um ato sindical afetou, na manhã desta quarta-feira, 24 de junho de 2026, as operações da empresa Expresso Guanabara em parte do Ceará. Nas primeiras horas da manhã, um grupo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="848" height="478" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/guanabara.jpg?fit=848%2C478&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/guanabara.jpg?w=848&amp;ssl=1 848w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/guanabara.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/guanabara.jpg?resize=150%2C85&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/guanabara.jpg?resize=768%2C433&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/09/guanabara.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 848px) 100vw, 848px" /> <p><em>Saída dos ônibus foi bloqueada em garagem de Fortaleza. Procurada, empresa lamentou  paralisação e disse que se mobiliza para minimizar impactos aos passageiros</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Um ato sindical afetou, na manhã desta quarta-feira, 24 de junho de 2026, as operações da empresa Expresso Guanabara em parte do Ceará.</p>
<p>Nas primeiras horas da manhã, um grupo de pessoas, que se identificam como ligadas ao sindicato dos rodoviários, bloqueou a saída dos ônibus da principal garagem da companhia de transportes intermunicipais e interestaduais em Fortaleza. Em torno de 20 partidas foram prejudicadas.</p>
<p>A entidade sindical reivindicava em torno de 9% de reajuste nos salários e em benefícios.</p>
<p>As companhias de ônibus no Estado ofereceram inicialmente a recomposição da inflação, mas com possibilidade de ganhos reais com o avanço das negociações.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> procurou a Guanabara que, em nota, disse que lamenta a paralisação e segue mobilizada para minimizar os impactos gerados aos passageiros.</p>
<p><em>&#8220;A Expresso Guanabara informa que foi encerrada a paralisação realizada por rodoviários na manhă desta quarta-feira em frente à sede da empresa, em Fortaleza.</em></p>
<p><em>As operações seguem sendo retomadas gradualmente e deverão ser normalizadas ao longo do dia. A empresa permanece mobilizada para reorganizar a operação e minimizar os impactos aos passageiros, agradecendo a compreensão de todos.&#8221;</em></p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>ANTT autoriza mais 10 empresas de ônibus a operar fretamento interestadual e internacional</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/06/24/antt-autoriza-mais-10-empresas-de-onibus-a-operar-fretamento-interestadual-e-internacional/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 11:09:37 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões valem para companhias de diversas regiões do País e foram publicadas nesta quarta-feira (24) ADAMO BAZANI A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) liberou mais 10 empresas de ônibus para atuarem em regime de fretamento, continuo e eventual, tanto interestadual como internacional. A publicação dos referidos TAFs (Termos de Autorização de Fretamento) ocorreu nesta [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="762" height="488" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1980.jpg?fit=762%2C488&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1980.jpg?w=762&amp;ssl=1 762w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1980.jpg?resize=300%2C192&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1980.jpg?resize=150%2C96&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/1980.jpg?resize=400%2C256&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 762px) 100vw, 762px" /> <p><em>Decisões valem para companhias de diversas regiões do País e foram publicadas nesta quarta-feira (24)</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) liberou mais 10 empresas de ônibus para atuarem em regime de fretamento, continuo e eventual, tanto interestadual como internacional.</p>
<p>A publicação dos referidos TAFs (Termos de Autorização de Fretamento) ocorreu nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, e atende a companhias de diversas regiões do Brasil.</p>
<p>Como ocorre em todas as autorizações, as decisões vinculam os serviços ao cumprimento das exigências e normas federais sobre este segmento, como idade de frota, disponibilização de dados de cada viagem à ANTT e pagamento de taxas.</p>
<p>Em caso de infrações, pode haver multas, retenção dos veículos, suspensão momentânea ou cassação definitiva destas TAFs, de forma individual por empresa.</p>
<p>As companhias autorizadas pela decisão SUPAS (Superintendência de Transportes de Passageiros) Nº 1.029 são:</p>
<p>&nbsp;</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Nº</strong></td>
<td><strong>Razão Social</strong></td>
<td><strong>TAF</strong></td>
<td><strong>CNPJ</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>1</td>
<td><strong>Acs Turismo Ltda</strong></td>
<td>011480</td>
<td>64.721.337/0001-70</td>
</tr>
<tr>
<td>2</td>
<td><strong>Agência de Turismo e Transporte Grupo Peixoto Ltda</strong></td>
<td>011481</td>
<td>57.414.174/0001-18</td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td><strong>Barreto Locação Ltda</strong></td>
<td>011482</td>
<td>18.604.356/0001-08</td>
</tr>
<tr>
<td>4</td>
<td><strong>Caltins Logística Tocantins Ltda</strong></td>
<td>011483</td>
<td>09.081.273/0001-82</td>
</tr>
<tr>
<td>5</td>
<td><strong>Clfa &#8211; Transporte de Passageiros Ltda</strong></td>
<td>011484</td>
<td>65.986.899/0001-09</td>
</tr>
<tr>
<td>6</td>
<td><strong>Executive Tur Ltda</strong></td>
<td>011485</td>
<td>62.072.539/0001-03</td>
</tr>
<tr>
<td>7</td>
<td><strong>Giro Brasil Viagens e Transportes Ltda</strong></td>
<td>007597</td>
<td>50.129.151/0001-12</td>
</tr>
<tr>
<td>8</td>
<td><strong>Souza Turismo Ltda</strong></td>
<td>011486</td>
<td>66.820.337/0001-53</td>
</tr>
<tr>
<td>9</td>
<td><strong>T M Transporte e Turismo Ltda</strong></td>
<td>011487</td>
<td>60.309.881/0001-59</td>
</tr>
<tr>
<td>10</td>
<td><strong>Wayma S De Carvalho Ltda</strong></td>
<td>—</td>
<td>—</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
]]></content:encoded>

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	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/06/24/antt-autoriza-mais-10-empresas-de-onibus-a-operar-fretamento-interestadual-e-internacional/feed/</wfw:commentRss>
    <guid isPermaLink="false">https://diariodotransporte.com.br?p=521327</guid>
  </item>
  <item>
    <title>Linha 7-Rubi tem mudanças na operação nesta quarta (24) durante demolição de edifício atingido por incêndio na Água Branca</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/06/24/linha-7-rubi-tem-mudancas-na-operacao-nesta-quarta-24-durante-demolicao-de-edificio-atingido-por-incendio-na-agua-branca/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 09:00:24 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Trens circulam em via única na Lapa entre 10h e 15h; Água Branca fica desatendida no sentido Palmeiras/Barra Funda ARTHUR FERRARI A concessionária TIC Trens informou que adotará uma programação operacional especial na Linha 7-Rubi nesta quarta-feira (24) em razão da demolição de um prédio atingido por um incêndio nas proximidades da ferrovia, na região [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="729" height="416" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/7e290b25-cf1a-4c3d-a451-befabbac53a5.jpg?fit=729%2C416&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/7e290b25-cf1a-4c3d-a451-befabbac53a5.jpg?w=729&amp;ssl=1 729w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/7e290b25-cf1a-4c3d-a451-befabbac53a5.jpg?resize=300%2C171&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/7e290b25-cf1a-4c3d-a451-befabbac53a5.jpg?resize=150%2C86&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/7e290b25-cf1a-4c3d-a451-befabbac53a5.jpg?resize=400%2C228&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 729px) 100vw, 729px" /> <p><em>Trens circulam em via única na Lapa entre 10h e 15h; Água Branca fica desatendida no sentido Palmeiras/Barra Funda</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>A concessionária TIC Trens informou que adotará uma programação operacional especial na Linha 7-Rubi nesta quarta-feira (24) em razão da demolição de um prédio atingido por um incêndio nas proximidades da ferrovia, na região de Água Branca, na zona oeste de São Paulo.</p>
<p>De acordo com a empresa, entre 10h e 15h os trens circularão por apenas uma via na estação Lapa. Durante esse período, a estação Água Branca não será atendida no sentido Palmeiras-Barra Funda. No sentido oposto, em direção a Jundiaí (SP), a operação seguirá normalmente.</p>
<p>A concessionária informou ainda que os passageiros receberão orientações por meio de avisos sonoros nas composições e nas estações, além do suporte prestado pelos Agentes de Atendimento e Segurança.</p>
<p>Segundo a TIC Trens, os intervalos programados entre as viagens não serão alterados durante a adoção do esquema operacional temporário.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Trens da linha 7-Rubi operaram com restrições na manhã desta quarta (24)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/06/24/trens-da-linha-7-rubi-operaram-com-restricoes-na-manha-desta-quarta-24/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 08:30:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Problemas em trem de carga na região de Pirituba geraram circulação com velocidade reduzida e maior tempo de parada ARTHUR FERRARI Passageiros que utilizam a linha 7-Rubi de trens metropolitanos em São Paulo enfrentaram dificuldades logo no início desta quarta-feira, 24 de junho de 2026, quando problemas em um trem de carga geraram restrições no [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="555" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Linha-7-possui-mao-inglesa-e1776374185722.jpeg?fit=1024%2C555&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><em>Problemas em trem de carga na região de Pirituba geraram circulação com velocidade reduzida e maior tempo de parada</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Passageiros que utilizam a linha 7-Rubi de trens metropolitanos em São Paulo enfrentaram dificuldades logo no início desta quarta-feira, 24 de junho de 2026, quando problemas em um trem de carga geraram restrições no atendimento a passageiros, entre 4h20 e 4h58.</p>
<p>De acordo com a TIC Trens, concessionária responsável pela linha, por meio dos canais oficiais de comunicação com o passageiros, o trem de carga apresentou falha na região de Pirituba.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> procurou a empresa, que disse por meio de nota que equipes atuaram para o restabelecimento da operação, mas não deu mais detalhes sobre o problema ocorrido.</p>
<p><strong>Nota da TIC Trens na íntegra</strong></p>
<p><em>A Linha 7-Rubi opera normalmente nesta quarta-feira, 24 de junho. Entre 4h20 e 4h58, os trens circularam com velocidade reduzida e maiores intervalos, devido a uma ocorrência com um trem de carga na região de Pirituba, durante a madrugada. </em></p>
<p><em>As equipes da concessionária atuaram com conjunto para restabelecer a operação o quanto antes, minimizando o impacto ao passageiro.</em></p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
]]></content:encoded>

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    <title>Sem avanço nas negociações, motoristas e cobradores convocam assembleia e mantêm estado de greve em quatro cidades do Vale do Paraíba</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/06/23/sem-avanco-nas-negociacoes-motoristas-e-cobradores-convocam-assembleia-e-mantem-estado-de-greve-em-quatro-cidades-do-vale-do-paraiba/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 01:30:59 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Categoria do transporte coletivo de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava cobra nova proposta patronal; mobilização pode afetar saída dos ônibus nas garagens YURI SENA Motoristas, cobradores e demais trabalhadores do transporte coletivo de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava mantêm o estado de greve e convocaram uma assembleia para discutir [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="600" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tau-Taubate.png?fit=800%2C600&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tau-Taubate.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tau-Taubate.png?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tau-Taubate.png?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tau-Taubate.png?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Tau-Taubate.png?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Categoria do transporte coletivo de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava cobra nova proposta patronal; mobilização pode afetar saída dos ônibus nas garagens</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Motoristas, cobradores e demais trabalhadores do transporte coletivo de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava mantêm o estado de greve e convocaram uma assembleia para discutir os próximos passos da campanha salarial diante da falta de uma nova proposta por parte das empresas do setor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com informações divulgadas pelo Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, a categoria permanece mobilizada e poderá realizar assembleias nas portas das garagens caso não haja avanço nas negociações com as empresas representadas pela Busvale (Associação das Empresas de Transporte de Passageiros do Vale do Paraíba).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em comunicado aos trabalhadores, o sindicato informou que a categoria segue em estado de greve e aguarda uma nova rodada de negociações. Segundo a entidade, a ausência de uma contraproposta patronal levou à convocação da assembleia, que definirá os próximos encaminhamentos do movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O presidente do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, Ronaldo Costa, afirmou em vídeo divulgado pelos canais oficiais da entidade que a mobilização poderá interferir na saída dos ônibus caso não haja entendimento entre as partes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As negociações envolvem os trabalhadores do transporte urbano das cidades de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até o momento, não foi anunciada uma paralisação, mas a categoria permanece em estado de greve e aguarda uma nova manifestação do setor patronal.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  <item>
    <title>Justiça nega pedido de empresas de ônibus que queriam paralisar licitação dos transportes de Curitiba. Edital deve ser lançado até julho</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/06/23/justica-nega-pedido-de-empresas-de-onibus-que-queriam-paralisar-licitacao-dos-transportes-de-curitiba-edital-deve-ser-lancado-ate-julho/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 24 Jun 2026 00:53:47 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[&#160; Viações questionam não conclusão de estudos de viabilidade e cobram mais de R$ 580 milhões de reequilíbrio econômico ADAMO BAZANI A juíza Diele Zydek, do Tribunal de Justiça do Paraná, negou pedido das empresas de ônibus de Curitiba, representado pelo Setransp, que queriam paralisar o processo de licitação dos transportes públicos da cidade. Como [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="760" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/20251014_1439341.jpg?fit=1024%2C760&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/20251014_1439341.jpg?w=3613&amp;ssl=1 3613w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/20251014_1439341.jpg?resize=300%2C223&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/20251014_1439341.jpg?resize=1024%2C760&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/20251014_1439341.jpg?resize=150%2C111&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/20251014_1439341.jpg?resize=768%2C570&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/20251014_1439341.jpg?resize=1536%2C1139&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/20251014_1439341.jpg?resize=2048%2C1519&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/20251014_1439341.jpg?resize=400%2C297&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/20251014_1439341.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p>&nbsp;</p>
<p><em>Viações questionam não conclusão de estudos de viabilidade e cobram mais de R$ 580 milhões de reequilíbrio econômico</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A juíza Diele Zydek, do Tribunal de Justiça do Paraná, negou pedido das empresas de ônibus de Curitiba, representado pelo Setransp, que queriam paralisar o processo de licitação dos transportes públicos da cidade.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, os consórcios de empresários alegam que não foram concluídos os estudos que mostrariam se seria mais viável aos cofres públicos finalizar os contratos com as atuais viações ou prorrogar a vigência.</p>
<p>Além disso, os empresários cobram mais de R$ 580 milhões do poder que seriam relativos a um suposto desequilíbrio econômico.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> também noticiou que o MP-PR (Ministério Público do Paraná) recomendou uma audiência entre viações e poder público.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/06/09/licitacao-de-onibus-de-curitiba-ministerio-publico-recomenda-que-concorrencia-so-seja-retomada-apos-audiencia-judicial-entre-empresas-e-prefeitura/">https://diariodotransporte.com.br/2026/06/09/licitacao-de-onibus-de-curitiba-ministerio-publico-recomenda-que-concorrencia-so-seja-retomada-apos-audiencia-judicial-entre-empresas-e-prefeitura/</a></p>
<p>Para a magistrada, não cabe ao judiciário interferir em decisões do poder executivo de caráter administrativo e que as viações não conseguiram comprovar que os estudos não foram finalizados ou se os resultados de fato influenciariam na decisão de que seria vantajoso continuar os atuais contratos ou lançar a concorrência.</p>
<p>Foi negada uma antecipação de tutela, ou seja, a decisão é provisória e cabe recurso.</p>
<p>A prefeitura estima lançar o edital entre o fim de junho e início de julho de 2026 e alega que o documento teve de ser refeito para atualizar à conjuntura dos transportes por causa de fatores como o impacto da Guerra no Oriente Médico sobre o preço do óleo diesel, preços de ônibus elétricos e variação na demanda de passageiros.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a entrega das propostas ocorreria em 27 de abril de 2026, mas, no dia 24 daquele mês, a gestão Eduardo Pimentel atribuiu a necessidade de o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de fazer ajustes e novos cálculos por causa dos efeitos nos custos de operação dos transportes provocados pela guerra entre Estados Unidos-Israel e Irã e da antecipação de investimentos na rede de linhas.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/04/24/prefeitura-de-curitiba-adia-edital-de-licitacao-de-onibus-e-culpa-guerra-no-ira/">https://diariodotransporte.com.br/2026/04/24/prefeitura-de-curitiba-adia-edital-de-licitacao-de-onibus-e-culpa-guerra-no-ira/</a></p>
<p>No parecer, a promotora destacou que as viações alegam que a prefeitura decidiu fazer a licitação sem a conclusão de estudos que apontassem se era mais vantajoso para o município manter os atuais contratos, assinados em 2010 e que venceram em setembro de 2025, mas poderiam ser prorrogadas por mais 10 anos, até 2035, ou se seria melhor já fazer a concorrência, conforme foi decidido pela gestão pública.</p>
<p>Um aditivo prorrogou provisoriamente os atuais contratos até 31 de dezembro de 2026.</p>
<p>Entre as principais mudanças previstas pela prefeitura em relação ao que se encontra hoje na capital paranaense estão Bilhete Único com integração temporal em todo o sistema (e não somente em alguns pontos da cidade); divisão das linhas em cinco lotes operacionais (dois de corredores BRT e três regionais: Norte, Sul e Oeste); contratos de 15 anos; ampliação da frota de 1.189 para 1.234 ônibus, dos quais 250 elétricos; construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia; construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados 30 itinerários e criação de cinco novas linhas.</p>
<p>Os investimentos previstos são de R$ 3,9 bilhões no período e incluem a aquisição destes 250 ônibus elétricos em cinco anos, de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo do contrato.</p>
<p>Se forem firmados novos contratos, com o prosseguimento da licitação, os mais de R$ 580 milhões virarão “passivos para o município”, ou seja, dívida para os cofres públicos.</p>
<p>No entanto, caso os estudos apontem ser mais vantajoso manter os contratos atuais e renegociar com as empresas, os pagamentos poderiam ser feitos de mais formas, como diluído na remuneração das viações, ampliações de tempos de contratos e serviços ou mesmo a exigência de investimentos extras, inclusive contemplando a compra de ônibus novos. Para se ter uma ideia, levando em consideração que um ônibus elétrico custa em torno de R$ 3 milhões, o passivo reconhecido seria suficiente para comprar cerca de 200 unidades, quase o mesmo previsto na licitação.</p>
<p>No pedido, as viações dizem que a Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.) admitiu, em 17 de março de 2026, que a decisão pela licitação não considerou o risco de endividamento da cidade e que não haveria mais tempo para parar e concluir os estudos.</p>
<p><strong><em>É dizer, na reunião de apresentação do relatório pela FIPECAFI, realizada em 17 de março de 2026, evidenciou-se a postura contraditória adotada pela URBS. Questionada objetivamente sobre a consideração do passivo identificado no âmbito da nova licitação em estruturação junto ao BNDES, um dos representantes da autarquia no Grupo de Trabalho afirmou que “a licitação não está considerando o passivo regulatório”, acrescentando não haver tempo hábil para seu equacionamento</em></strong></p>
<p>Na petição ainda, as viações dizem que a postura da Urbs pode ter violado os princípios da boa-fé da administração pública bem como não cumpriu a obrigação de atentar para a vantajosidade das decisões de uma gestão.</p>
<p><strong><em>Nesse contexto, a conduta adotada pelo Poder Público revela violação aos princípios da boa-fé, da segurança jurídica e da proteção da confiança legítima, na medida em que frustra procedimento instaurado e conduzido ao longo de meses, com a finalidade declarada de subsidiar a tomada de decisão do Poder Concedente com elementos técnicos, em afronta ao art. 5º, XXXVI, e ao art. 37, caput, da Constituição Federal, ao art. 30 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e ao art. 422 do Código Civil.</em></strong></p>
<p><strong><em>Além disso, a açodada decisão de prosseguir com a proposta de nova licitação, sem considerar os potenciais benefícios sociais e econômicos decorrentes do cenário de renegociação, implica desconsiderar as alternativas postas à disposição do Poder Público, além de violar a exigência legal de motivação qualificada da decisão administrativa levando em consideração suas consequências práticas, na forma como exigida pelo artigo 20, caput e parágrafo único da LINDB.</em></strong></p>
<p>As empresas de ônibus acusam a Urbs de contradição à lei sem prosseguir com os estudos, o que poderia configurar em uma licitação viciada.</p>
<p><strong><em>O posicionamento da URBS revela, portanto, contradição manifesta, na medida em que a Administração, ao mesmo tempo em que desconsidera o passivo sob o argumento de insuficiência de instrução técnica, foi a responsável por impedir o prosseguimento dos estudos destinados justamente à sua complementação e validação, evidenciando a necessidade de intervenção judicial para garantir a conclusão dos estudos e o cumprimento da obrigação instituída na Cláusula Quarta do Termo Aditivo n.º 11. 45. A manifestação administrativa de 02 de abril de 2026, quando associada às notícias mais recentes da impressa oficial, confirma a iminência da publicação do edital de licitação, o que agrava substancialmente o risco de consolidação de decisão administrativa sem a devida instrução técnica, comprometendo o resultado útil do processo administrativo instaurado e tornando irreversível a adoção de solução potencialmente viciada.</em></strong></p>
<p>No pedido, as empresas dizem que alertaram a prefeitura sobre a necessidade de concluir os estudos sobre se é mais vantajoso lançar a licitação ou renovar os contratos, mas encontraram por parte da gestora pública o que classificaram como uma “resistência injustificada e indevida”</p>
<p><strong><em>Isso é, embora tenha sido acordado que a URBS e o Município de Curitiba avaliariam a vantajosidade para o interesse público da renovação contratual e tenham, com efeito, dado início aos estudos técnicos para apuração do passivo regulatório, com a contratação de verificador independente, o que representou despesas tanto para as Concessionárias quanto para o próprio Erário, passaram a criar resistência imotivada ao prosseguimento e conclusão desses estudos, como se passa a demonstrar.</em></strong></p>
<p><strong><em>A situação revela, portanto, quadro de evidente resistência indevida da Administração ao cumprimento do compromisso administrativo, pois, de um lado, institui-se procedimento técnico com a finalidade de subsidiar a decisão, em contrapartida, impede-se a conclusão desses estudos e, simultaneamente, adota-se uma solução, de forma antecipada, antes de os estudos que deveriam subsidiar a escolha da Administração serem concluídos.</em></strong></p>
<p>O Setransp e os consórcios ressaltaram no pedido que não se trata de determinar qual a decisão que a prefeitura deve tomar, mas que esta decisão seja fundamentada com critérios técnicos sobre o que pode ou não ser melhor para a cidade.</p>
<p><strong><em>Assim, o que se busca nesta demanda não é a imposição de resultado à Administração, mas, sim, a garantia de cumprimento da obrigação estabelecida na Cláusula Quarta do Termo Aditivo, isso é, o compromisso administrativo de que, qualquer que seja escolha da Administração, seja precedida de análise técnica, baseada em evidências. C. Dever de Motivar a Opção pela Nova Licitação — Ausência de Presunção de Vantajosidade e Necessidade de Conclusão dos Estudos</em></strong></p>
<p><strong>PEDIDOS</strong></p>
<p>Na conclusão da petição, de mais de 50 páginas, as viações querem que a Justiça decida em forma de urgência pelo risco maior de paralisar a licitação depois do lançamento do edital, que a prefeitura seja obrigada a concluir a realização dos estudos sobre se é mais vantajoso continuar ou não com a licitação ou renovar os contratos.</p>
<p><strong><em>DOS PEDIDOS. 122. Ante o exposto, requer-se: (i) a concessão da tutela de urgência, nos termos do art. 300 do CPC, para determinar que o Município de Curitiba e a URBS se abstenham de adotar qualquer medida tendente à publicação de edital de concorrência pública para nova concessão do serviço de transporte coletivo ou, caso já tenha sido publicado, que seja determinada a imediata suspensão do certame, até a conclusão integral dos estudos conduzidos pelo Grupo de Trabalho, mediante apoio técnico da FIPECAFI, sob pena de multa diária a ser fixada por este MM. Juízo (ii) também em caráter de urgência, requer seja determinada a obrigação de fazer consistente na retomada imediata dos estudos técnicos, com a fixação de prazo razoável para sua conclusão, incluindo, necessariamente, a etapa de análise de vantajosidade (Produto 02 e 03), já contratado junto a FIPECAFI, sob pena de multa a ser arbitrada por este MM. Juízo, diante da caracterização de omissão administrativa ilícita; (iii) no mérito, a confirmação da tutela de urgência, para condenar o Município de Curitiba e a URBS à obrigação de concluir integralmente os estudos de vantajosidade, nos termos do compromisso administrativo firmado entre as Partes, devidamente positivado na Cláusula Quarta do Termo Aditivo ao Contrato de Concessão, assegurando a adequada instrução do processo decisório quanto à eventual readequação contratual ou realização de nova licitação, com a adoção das medidas cominatórias necessárias ao integral cumprimento da decisão, na forma do art. 497 do CPC; (iv) a citação dos Requeridos para, querendo, apresentarem contestação, no prazo legal; e (v) a condenação dos Requeridos ao cumprimento das obrigações acima delineadas, com a fixação de multa diária em caso de descumprimento, nos termos do art. 537 do CPC. (vi) a condenação dos Requeridos nos ônus de sucumbência.</em></strong></p>
<p>A Justiça ainda vai decidir.</p>
<p>O processo é público e o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> obteve a petição no andamento processual do Tribunal de Justiça do Paraná.</p>
<p>A reportagem pediu posicionamento da Urbs.</p>
<p>O sistema deve ser implantado num período de transição de dois anos, no qual não haverá reajuste da tarifa atual de R$ 6.</p>
<p><strong>CRONOGRAMA PREVISTO:</strong></p>
<p><strong>&#8211; 27 de outubro de 2023:</strong> O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado por R$ 10 milhões pela gerenciadora dos transportes da capital paranaense, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), para estruturar o projeto de concessão dos serviços de transporte público.</p>
<p><strong>&#8211; 11 de abril de 2025:</strong> Reunião entre a prefeitura de Curitiba, o TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), que financiou os estudos e vai auxiliar na implantação da nova rede de transportes, para definir um cronograma de licitação;</p>
<p><strong>&#8211; 24 de abril de 2026: </strong>Prefeitura comunica adiamento do lançamento do edital e guerra do Irã, com a necessidade de o BNDES refazer cálculos  (Era setembro de 2025, depois passou para novembro de 2025 e, 27 abril de 2026, posteriormente);</p>
<p><strong>&#8211; Julho de 2026: </strong>Oferecimento das propostas (Era dezembro de 2025, depois foi para janeiro de 2026 e anunciado depois para julho de 2026); Em 15 de outubro de 2025, foi realizada, audiência pública para debater a licitação. O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, cobriu presencialmente em Curitiba. O período de consulta pública que terminaria em 19 de outubro de 2025, foi prorrogado para 17 de novembro de 2025.  Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/">https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/</a></p>
<p><strong>&#8211; Segundo semestre de 2026: </strong>O período de transição entre a atual concessão e a nova é de até 24 meses, período em que a tarifa, de R$ 6, ficará congelada. (Era a partir do primeiro trimestre de 2026 e a transição era de 16 meses entre os atuais contratos e as novas operações);</p>
<p><strong>INVESTIMENTOS E TEMPO DE CONTRATO:</strong></p>
<p>Como tem mostrado o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a concorrência contempla investimentos totais em 15 anos estão estimados de R$ 3,9 bilhões, sendo que R$ 2,6 bilhões serão aplicados até o quinto ano. O modelo de concessão foi desenhado em conjunto com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A maior parte dos investimentos seriam voltados aos ônibus elétricos, enquanto o restante custearia baterias, carregadores, dois eletropostos públicos, 12 novas estações-tubo e sistemas de contagem de embarques e desembarques.</p>
<p>A manutenção das estações passará a ser responsabilidade das concessionárias, e os investimentos contarão com financiamento de pouco mais de R$ 1 bilhão, obtido por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW).</p>
<p>Estes investimentos incluem a aquisição de 250 ônibus elétricos em cinco anos, de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores). Além disso, estão programadas a construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados de 30 itinerários e criação de cinco novas linhas.</p>
<p>A frota operacional será ampliada de 1.189 para 1.234 ônibus e os novos veículos virão equipados com câmeras de monitoramento e ar-condicionado.</p>
<p><strong>NÚMEROS ATUAIS:</strong></p>
<p>Dos 15 milhões de passageiros por mês que utilizam o transporte da capital, 3,2 milhões são da Região Metropolitana, que entram no sistema sem ter que pagar uma nova passagem. São 22 terminais de integração, 244 linhas urbanas, 62 linhas metropolitanas que integram com o sistema e três linhas mistas (urbanas e metropolitanas). A frota é de 1,1 mil ônibus.</p>
<p><strong>CUSTOS DO SISTEMA E SUBSÍDIOS:</strong></p>
<p>Os subsídios gerais para o sistema ser operado, dentro da estimativa de custo inicial de R$ 1,12 bilhão no primeiro ano (atualmente, este custo para 2025 é estimado em R$ 1,1 bilhão), serão divididos da seguinte forma: no primeiro ano de concessão, serão desembolsados R$ 266,4 milhões, dos quais R$ 53 milhões do Estado e R$ 184,3 milhões do município, inferior ao projetado para 2025, de R$ 301 milhões.</p>
<p>A remuneração muda de acordo com cada lote operacional. O sistema será dividido em cinco. Segundo a prefeitura, para o lote BRT 1 está prevista a remuneração de referência de R$ 4,81 bilhões no período de 15 anos; para o lote BRT 2, R$ 3,46 bilhões; para o lote Norte, R$ 2,94 bilhões; para o lote Oeste, R$ 3,6 bilhões; e para o lote Sul, R$ 3,24 bilhões.</p>
<p><strong>ÔNIBUS ELÉTRICOS, CARREGADORES DE BATERIAS E EURO 6:</strong></p>
<p>A estimativa da gestão é de até 2030, 33% da frota de ônibus será de emissão zero, dentro do prazo desta concessão, e que até 2050 toda a frota será elétrica. O novo modelo de concessão apresentado pela Urbs prevê a aquisição de 245 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos, a substituição de 149 veículos a diesel por modelos menos poluentes e a instalação de ar-condicionado nos novos coletivos, exceto nos modelos comuns e nos micro-ônibus. Serão mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores).</p>
<p><strong>Eletrificação gradual da frota acompanhando a infraestrutura: </strong>O objetivo é evitar problemas como ocorreram na capital paulista, onde a frota de ônibus elétricos não avançou de acordo com as metas da prefeitura porque a distribuidora de energia, ENEL, não aumentou a tempo a capacidade de tensão das redes dos bairros e não fez a ligação para as garagens. Houve erro de planejamento também por parte da prefeitura.  Dezenas de coletivos 0 km e carregadores instalados pelas viações ficaram meses sem funcionar por causa disso. Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus de São Paulo foram proibidas de comprar veículos a diesel, mas não conseguiram colocar os elétricos para funcionar e, com isso, não puderam trocar os veículos, envelhecendo a frota em operação. A proibição do diesel sem a definição da infraestrutura foi o principal erro da gestão municipal de São Paulo, de acordo com especialistas. É o que noticiou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> – Relembre neste link: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/">https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/</a></p>
<p><strong>BILHETE ÚNICO (FINALMENTE)</strong></p>
<p>A administração municipal promete ainda implantar integração temporal por meio de um Bilhete Único, como ocorre em São Paulo desde 2003, e, finalmente, deve sair do papel na capital paranaense, onde ainda hoje, para mudar de ônibus entre algumas linhas sem pagar a segunda passagem, o usuário precisa se deslocar a terminais, gerando inclusive viagens negativas, que ocorrem quando é necessário retroceder a rota prevista para depois continuar.</p>
<p>Curitiba, que já foi no passado considerada referência em mobilidade, não possui um sistema de fato de Bilhete Único, algo que até cidades menores e menos afamadas já têm.</p>
<p>Atualmente, 65% das viagens de Curitiba ocorrem com integração, em que o passageiro troca de linha sem pagar uma segunda passagem. A maioria das integrações são físicas, em terminais e estações-tubo, mas vem crescendo o número das conexões temporais, realizadas, por um determinado período de tempo, fora destes espaços e em outros pontos.</p>
<p><strong>FROTA MAIS CONFORTÁVEL:</strong></p>
<p>Além dos ônibus elétricos, a concessão vai prever frota mais confortável que a atual. Atrás de muitas cidades, inclusive de pequenas, a capital paranaense, que foi perdendo o posto de bom exemplo de transportes por ônibus quanto a frota, possui uma quantidade muito pequena de ônibus com ar-condicionado, wi-fi, carregadores USB para celulares entre outros itens. Os duros bancos de fibra ou de plástico nos coletivos devem dar espaço para poltronas com estofamento e melhor ergonomia.</p>
<p><strong>FUNDO GARANTIDOR:</strong></p>
<p>Uma das novidades para o sistema de ônibus curitibano é a criação de um fundo garantidor para manter segurança econômica e financeira aos serviços e contratos. O fundo garantidor será destinado para a concessão como um todo, sendo alimentado com recursos do Fundo de Participação dos Municípios, dos repasses do IPI, do ICMS e do Imposto de Renda, que poderá ser utilizado em caso de inadimplência e também como subsídio, garantindo maior segurança financeira e contratual ao sistema.</p>
<p><strong>VLT (VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS):</strong></p>
<p>Os estudos da nova concessão também contemplam simulações, a partir do quinto ano, para a entrada em operação do VLT Curitiba, projeto que está em estudo e que ligará o Centro Cívico ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.</p>
<p><strong>OUTRAS PROMESSAS:</strong></p>
<p><strong>&#8211; Implementação de indicadores de qualidade e eficiência;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Operação de novas ferramentas de gestão de embarques e desembarques;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Modernização do controle de acesso a terminais e estações-tubo;</strong></p>
<p>A prefeitura de Curitiba marcou para o próximo dia 27 de abril de 2026, a publicação do edital de licitação do sistema de transportes, que já foi referência latino-americana em operação, frota, inovação, gestão e organização, mas com o tempo ficou defasado, perdendo qualidade, eficiência e atratividade.</p>
<p>A data foi decidida pelo prefeito Eduardo Pimentel em reunião com secretários na última segunda-feira, 06 de abril de 2026, e informada pela prefeitura nesta terça-feira (07).</p>
<p>O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, esteve na capital paranaense e acompanho de perto as discussões para a elaboração do documento definitivo <strong>(veja mais abaixo)</strong></p>
<p>Já o leilão deve ocorrer, ainda de acordo com a prefeitura, cerca de 90 dias depois da publicação do edital, em julho de 2026, na B3 – Bolsa de Valores de São Paulo.</p>
<p>Inicialmente, após decidir que não prorrogaria os contratos atuais com as empresas de ônibus, a prefeitura havia anunciado que lançaria o edital em setembro de 2025, ou seja, a publicação de fato ocorre apenas sete meses depois da data pretendida.</p>
<p>Entre as principais mudanças previstas em relação o que se encontra hoje na capital paranaense  estão Bilhete Único com integração temporal em todo o sistema (e não somente em alguns pontos da cidade); divisão das linhas em cinco lotes operacionais (dois de corredores BRT e três regionais: Norte, Sul e Oeste); contratos de 15 anos; ampliação da frota de 1.189 para 1.234 ônibus, dos quais 250 elétricos; construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia; construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados 30 itinerários e criação de cinco novas linhas.</p>
<p>Os investimentos previstos são de R$ 3,9 bilhões no período e incluem a aquisição destes 250 ônibus elétricos em cinco anos, de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo do contrato.</p>
<p>Segundo a prefeitura, do total de R$ 3,9 bilhões em investimentos, cerca de R$ 860 milhões serão em subvenção do município para aquisição de frota elétrica e eletropostos, que serão revertidos ao município ao final da concessão.</p>
<p>A remuneração poderá ser reduzida em até 3% para operadores que não cumprirem índices de qualidade.</p>
<p>Vence quem apresentar o maior percentual de desconto a ser aplicado sobre a remuneração de referência de cada lote.</p>
<p>Poderão participar do edital sociedades empresariais, fundos de investimento, instituições financeiras e entidades abertas ou fechadas de previdência complementar, brasileiras ou estrangeiras, isoladamente ou reunidas em consórcio.</p>
<p>O licitante pode concorrer a um ou mais lotes. Mas nenhuma consorciada poderá participar de mais de um consórcio.</p>
<p>O sistema deve ser implantado num período de transição de dois anos, no qual não haverá reajuste da tarifa atual de R$ 6.</p>
<p><strong>CRONOGRAMA PREVISTO:</strong></p>
<p><strong>&#8211; 27 de outubro de 2023:</strong> O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado por R$ 10 milhões pela gerenciadora dos transportes da capital paranaense, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), para estruturar o projeto de concessão dos serviços de transporte público.</p>
<p><strong>&#8211; 11 de abril de 2025:</strong> Reunião entre a prefeitura de Curitiba, o TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), que financiou os estudos e vai auxiliar na implantação da nova rede de transportes, para definir um cronograma de licitação;</p>
<p><strong>&#8211; 24 de abril de 2026: </strong>Prefeitura comunica adiamento do lançamento do edital e guerra do Irã, com a necessidade de o BNDES refazer cálculos  (Era setembro de 2025, depois passou para novembro de 2025 e, 27 abril de 2026, posteriormente);</p>
<p><strong>&#8211; Julho de 2026: </strong>Oferecimento das propostas (Era dezembro de 2025, depois foi para janeiro de 2026 e anunciado depois para julho de 2026); Em 15 de outubro de 2025, foi realizada, audiência pública para debater a licitação. O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, cobriu presencialmente em Curitiba. O período de consulta pública que terminaria em 19 de outubro de 2025, foi prorrogado para 17 de novembro de 2025.  Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/">https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/</a></p>
<p><strong>&#8211; Segundo semestre de 2026: </strong>O período de transição entre a atual concessão e a nova é de até 24 meses, período em que a tarifa, de R$ 6, ficará congelada. (Era a partir do primeiro trimestre de 2026 e a transição era de 16 meses entre os atuais contratos e as novas operações);</p>
<p><strong>INVESTIMENTOS E TEMPO DE CONTRATO:</strong></p>
<p>Como tem mostrado o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a concorrência contempla investimentos totais em 15 anos estão estimados de R$ 3,9 bilhões, sendo que R$ 2,6 bilhões serão aplicados até o quinto ano. O modelo de concessão foi desenhado em conjunto com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A maior parte dos investimentos seriam voltados aos ônibus elétricos, enquanto o restante custearia baterias, carregadores, dois eletropostos públicos, 12 novas estações-tubo e sistemas de contagem de embarques e desembarques.</p>
<p>A manutenção das estações passará a ser responsabilidade das concessionárias, e os investimentos contarão com financiamento de pouco mais de R$ 1 bilhão, obtido por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW).</p>
<p>Estes investimentos incluem a aquisição de 250 ônibus elétricos em cinco anos, de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores). Além disso, estão programadas a construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados de 30 itinerários e criação de cinco novas linhas.</p>
<p>A frota operacional será ampliada de 1.189 para 1.234 ônibus e os novos veículos virão equipados com câmeras de monitoramento e ar-condicionado.</p>
<p><strong>NÚMEROS ATUAIS:</strong></p>
<p>Dos 15 milhões de passageiros por mês que utilizam o transporte da capital, 3,2 milhões são da Região Metropolitana, que entram no sistema sem ter que pagar uma nova passagem. São 22 terminais de integração, 244 linhas urbanas, 62 linhas metropolitanas que integram com o sistema e três linhas mistas (urbanas e metropolitanas). A frota é de 1,1 mil ônibus.</p>
<p><strong>CUSTOS DO SISTEMA E SUBSÍDIOS:</strong></p>
<p>Os subsídios gerais para o sistema ser operado, dentro da estimativa de custo inicial de R$ 1,12 bilhão no primeiro ano (atualmente, este custo para 2025 é estimado em R$ 1,1 bilhão), serão divididos da seguinte forma: no primeiro ano de concessão, serão desembolsados R$ 266,4 milhões, dos quais R$ 53 milhões do Estado e R$ 184,3 milhões do município, inferior ao projetado para 2025, de R$ 301 milhões.</p>
<p>A remuneração muda de acordo com cada lote operacional. O sistema será dividido em cinco. Segundo a prefeitura, para o lote BRT 1 está prevista a remuneração de referência de R$ 4,81 bilhões no período de 15 anos; para o lote BRT 2, R$ 3,46 bilhões; para o lote Norte, R$ 2,94 bilhões; para o lote Oeste, R$ 3,6 bilhões; e para o lote Sul, R$ 3,24 bilhões.</p>
<p><strong>ÔNIBUS ELÉTRICOS, CARREGADORES DE BATERIAS E EURO 6:</strong></p>
<p>A estimativa da gestão é de até 2030, 33% da frota de ônibus será de emissão zero, dentro do prazo desta concessão, e que até 2050 toda a frota será elétrica. O novo modelo de concessão apresentado pela Urbs prevê a aquisição de 245 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos, a substituição de 149 veículos a diesel por modelos menos poluentes e a instalação de ar-condicionado nos novos coletivos, exceto nos modelos comuns e nos micro-ônibus. Serão mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores).</p>
<p><strong>Eletrificação gradual da frota acompanhando a infraestrutura: </strong>O objetivo é evitar problemas como ocorreram na capital paulista, onde a frota de ônibus elétricos não avançou de acordo com as metas da prefeitura porque a distribuidora de energia, ENEL, não aumentou a tempo a capacidade de tensão das redes dos bairros e não fez a ligação para as garagens. Houve erro de planejamento também por parte da prefeitura.  Dezenas de coletivos 0 km e carregadores instalados pelas viações ficaram meses sem funcionar por causa disso. Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus de São Paulo foram proibidas de comprar veículos a diesel, mas não conseguiram colocar os elétricos para funcionar e, com isso, não puderam trocar os veículos, envelhecendo a frota em operação. A proibição do diesel sem a definição da infraestrutura foi o principal erro da gestão municipal de São Paulo, de acordo com especialistas. É o que noticiou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> – Relembre neste link: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/">https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/</a></p>
<p><strong>BILHETE ÚNICO (FINALMENTE)</strong></p>
<p>A administração municipal promete ainda implantar integração temporal por meio de um Bilhete Único, como ocorre em São Paulo desde 2003, e, finalmente, deve sair do papel na capital paranaense, onde ainda hoje, para mudar de ônibus entre algumas linhas sem pagar a segunda passagem, o usuário precisa se deslocar a terminais, gerando inclusive viagens negativas, que ocorrem quando é necessário retroceder a rota prevista para depois continuar.</p>
<p>Curitiba, que já foi no passado considerada referência em mobilidade, não possui um sistema de fato de Bilhete Único, algo que até cidades menores e menos afamadas já têm.</p>
<p>Atualmente, 65% das viagens de Curitiba ocorrem com integração, em que o passageiro troca de linha sem pagar uma segunda passagem. A maioria das integrações são físicas, em terminais e estações-tubo, mas vem crescendo o número das conexões temporais, realizadas, por um determinado período de tempo, fora destes espaços e em outros pontos.</p>
<p><strong>FROTA MAIS CONFORTÁVEL:</strong></p>
<p>Além dos ônibus elétricos, a concessão vai prever frota mais confortável que a atual. Atrás de muitas cidades, inclusive de pequenas, a capital paranaense, que foi perdendo o posto de bom exemplo de transportes por ônibus quanto a frota, possui uma quantidade muito pequena de ônibus com ar-condicionado, wi-fi, carregadores USB para celulares entre outros itens. Os duros bancos de fibra ou de plástico nos coletivos devem dar espaço para poltronas com estofamento e melhor ergonomia.</p>
<p><strong>FUNDO GARANTIDOR:</strong></p>
<p>Uma das novidades para o sistema de ônibus curitibano é a criação de um fundo garantidor para manter segurança econômica e financeira aos serviços e contratos. O fundo garantidor será destinado para a concessão como um todo, sendo alimentado com recursos do Fundo de Participação dos Municípios, dos repasses do IPI, do ICMS e do Imposto de Renda, que poderá ser utilizado em caso de inadimplência e também como subsídio, garantindo maior segurança financeira e contratual ao sistema.</p>
<p><strong>VLT (VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS):</strong></p>
<p>Os estudos da nova concessão também contemplam simulações, a partir do quinto ano, para a entrada em operação do VLT Curitiba, projeto que está em estudo e que ligará o Centro Cívico ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.</p>
<p><strong>OUTRAS PROMESSAS:</strong></p>
<p><strong>&#8211; Implementação de indicadores de qualidade e eficiência;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Operação de novas ferramentas de gestão de embarques e desembarques;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Modernização do controle de acesso a terminais e estações-tubo;</strong></p>
<p><strong>ESTUDOS DO BNDES E CONCESSÃO DO SISTEMA DE ÔNIBUS DE CURITIBA:</strong></p>
<p>Em 27 de outubro de 2023, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado por R$ 10 milhões pela gerenciadora dos transportes da capital paranaense, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), para estruturar o projeto de concessão dos serviços de transporte público.</p>
<p>Entre as metas dos estudos do BNDES sobe o novo modelo de transportes de Curitiba, que já foi considerado referência mundial de mobilidade, mas que agora necessita de aperfeiçoamentos, estão:</p>
<p>&#8211; redesenho das linhas de ônibus;</p>
<p>&#8211; aumentando a eficiência energética do sistema;</p>
<p>&#8211; implantação de uma solução gradual para descarbonizar os veículos da frota, com 33% de ônibus elétricos até 2030 e ter toda a frota eletrificada até 2050, zerando as suas emissões de CO2.</p>
<p>&#8211; ampliar o número de passageiros no transporte coletivo, reduzindo o uso do transporte individual. Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), o transporte público atualmente é responsável por cerca de 25% das locomoções na cidade. Com a reestruturação, espera-se que, até 2050, os deslocamentos em transporte coletivo e mobilidade ativa (bicicleta ou caminhada) no município cheguem a 85%.;</p>
<p>Atualmente, o sistema de Curitiba transporta aproximadamente 755 mil passageiros por dia em 244 linhas, operando com uma frota de mais 1,1 mil veículos, incluindo ônibus articulados, biarticulados e convencionais.  São apenas sete ônibus elétricos em circulação até o momento, seis da marca BYD nas linhas 010-Interbairros I (horário) e 011-Interbairros I (anti-horário) e um Volvo na linha 863-Água Verde.</p>
<h2><strong>VEJA REPORTAGENS ANTERIORES:</strong></h2>
<h2>Licitação dos transportes por ônibus de Curitiba: edital se “prende” a modelos a diesel e elétricos a bateria e nem toda a frota terá ar-condicionado por 15 anos</h2>
<p><em>Em vez de metas de redução de poluentes, concorrência estipula tecnologia a ser adotada. Opções como biometano, E-Trol, só com ajustes de contratos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><strong><em>Colaborou Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
<p><div style="width: 1920px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-521308-3" width="1920" height="1080" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/AUDIENCIA-CURITIBA.mp4?_=3" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/AUDIENCIA-CURITIBA.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/AUDIENCIA-CURITIBA.mp4</a></video></div></p>
<p><div style="width: 1920px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-521308-4" width="1920" height="1080" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/CURITIBA-AC.mp4?_=4" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/CURITIBA-AC.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/CURITIBA-AC.mp4</a></video></div></p>
<p>Não será desta vez que a cidade de Curitiba, que já foi referência no passado em transportes, terá toda a frota de ônibus com ar-condicionado, como ocorre até mesmo em municípios menores e que não ostentam títulos sobre serem destaques em mobilidade urbana. Aliás, pelos próximos 15 anos, parte da frota não vai oferecer ao passageiro esta tecnologia relacionada a conforto. Além disso, o edital proposto pela prefeitura se “prende” a modelos a diesel e elétricos a bateria. Em vez de metas de redução de poluentes, a concorrência estipula tecnologia a ser adotada. Opções como biometano (gás obtido da decomposição do lixo), E-Trol (que usa o carregamento de baterias por rede aérea enquanto opera em parte do trajeto), só poderão ser incluídas com ajustes de contratos.</p>
<p>É o que detalharam a Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), gerenciadora do sistema da capital paranaense, a Officina Associados e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em audiência pública que ocorreu nesta quarta-feira, 15 de outubro de 2025, sobre a licitação do sistema de transportes, e que teve cobertura presencial do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>.</p>
<p>Apenas os coletivos de grande porte e elétricos, como articulados, biarticulados e padrons, vão contar com equipamentos de refrigeração. O ar-condicionado não será obrigatório e não fará parte do cálculo do custo do sistema, portanto, das tarifas e remunerações das empresas, nos modelos convencionais de motor dianteiro e midis, micrões.</p>
<p>A explicação é do diretor da Officina Arquitetos &amp; Associados, empresa que junto com o BNDES auxiliou a prefeitura e o Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba na elaboração da modelagem do edital, Arlindo Fernandes.</p>
<p><strong><em>&#8220;Os ônibus terão ar-condicionado, não todos. A frota com ar-condicionado são os veículos de maior porte, frota de articulados, biarticulados e Padrons. Os ônibus básicos ou comuns, na nomenclatura nossa, e os midi-ônibus ou micro-especiais, também na nossa nomenclatura, não serão com ar-condicionado.&#8221; </em></strong>– disse na apresentação.</p>
<p>Ainda de acordo com a explicação, o início da concessão não será também integralmente com frota nova. A estimativa é de que, para os modelos a diesel, a idade média seja de seis anos. Atualmente, a idade média dos ônibus do sistema é de 8,3 anos, mas chegou a ultrapassar dez anos.</p>
<p>Ao longo da concessão de 15 anos, serão trocados, de forma gradativa, 1233 ônibus, mas para o início dos contratos, serão apenas 150 zero quilômetro.</p>
<p>Como havia mostrado o<strong><em> Diário do Transporte</em></strong>, a estimativa é de que o sistema tenha 245 ônibus elétricos, entre 100 unidades biarticulados que, no Brasil, são feitos exclusivamente pela Volvo.</p>
<p><strong>OUTRAS ALTERNATIVAS À BATERIA E AO DIESEL, SÓ COM ALTERAÇÃO DE CONTRATO:</strong></p>
<p>Já sobre a tecnologia dos ônibus quanto aos impactos ambientais, apesar de haver outras opções além dos modelos a óleo diesel e os elétricos exclusivamente com baterias, a proposta da prefeitura só contempla estas duas opções. Para inserir outras possibilidades, somente com alterações (aditivos) aos contratos assinados.</p>
<p>Assim, as alternativas a estes dois modelos sequer são levadas em conta na concorrência.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> questionou na audiência pública esta limitação e esta alta de previsibilidade.</p>
<p>O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia, explicou que não há uma proibição de novas tecnologias além de diesel e baterias, mas admitiu que o sistema não será projetado para as demais alternativas.</p>
<p><strong><em>“A URBS nunca se furtou de testar nenhuma tecnologia, Curitiba nunca se furtou de testar nenhuma tecnologia. Então, ônibus a gás, hidrogênio, ou seja, qual for a tecnologia que surgir, nós testaremos. Claro que se nós formos implantar uma outra tecnologia de ônibus, ela tem que passar por um aditivo contratual com as empresas, como nós sempre fazemos. Então, é necessário que haja um aditivo contratual para poder estabelecer as regras daquele modelo de carro que está sendo inserido no sistema, para o qual o sistema não foi projetado. Então, é possível fazer a inclusão de novas tecnologias, desde que haja um reequilíbrio contratual a cada inserção desses novos veículos</em></strong>”  &#8211; disse, em resposta ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia.</p>
<p>Segundo a gerente de projeto do departamento de estruturação de soluções de mobilidade do BNDES, Paula Fogacci, qualquer mudança precisa passar por um ajuste de remuneração das viações.</p>
<p><strong><em>“Perfeito, só complementando, é exatamente isso. Teria que haver um aditivo contratual, justamente, para a revisão da fórmula de remuneração. Como eu comentei, as fórmulas de remuneração, são seis fórmulas diferentes, para cada parcela de custo, para cada componente tarifário, foi identificado os principais custos da operação dos ônibus elétricos e a diesel. Então, em caso de uma nova tecnologia, teria que ser identificado os custos dessa nova tecnologia, para que isso seja refletido na remuneração da concessionária. Então, por isso, nessa situação, teria que haver realmente um aditivo contratual”</em></strong> – complementou a gerente de projeto do departamento de estruturação de soluções de mobilidade do BNDES, Paula Fogacci.</p>
<p>O diretor da Officina Arquitetos &amp; Associados, Arlindo Fernandes, explicou que outras alternativas somente poderão ser consideradas nos planejamentos de renovações de frotas por parte das empresas.</p>
<p><strong><em>“Em complemento também, Ana, lá no anexo de frota, se não me engano é lá, está explicitado que quando houver os planos de renovação, caso venha a ser implementada alguma outra solução tecnológica, o momento oportuno é nesse planejamento de renovação, está lá explícito, que isso poderá ocorrer, como também já foi dito aqui, tem a equação econômica, tem o aditivo, mas ele pode ter evoluções, claro, no processo de novas tecnologias, ou como já foi aqui dito pelo Ogeny”.,</em></strong> detalhou o diretor da Officina Arquitetos &amp; Associados, empresa que junto com o BNDES auxiliou a prefeitura e o Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba na elaboração da modelagem do edital, Arlindo Fernandes.</p>
<p>Além do biometano (gás obtido da decomposição do lixo) e do E-Trol (que usa o carregamento de baterias por rede aérea enquanto opera em parte do trajeto), que são consideradas atualmente as alternativas mais plausíveis ao diesel e aos elétricos somente com baterias, estão combustíveis sintéticos que quase zeram as emissões, como o biodiesel, os híbridos com motores elétricos e a combustão no mesmo veículo), o hidrogênio (vislumbrado mais para o futuro) e o HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), uma espécie de óleo vegetal hidrotratado, considerado um combustível renovável e também chamado de diesel verde ou diesel renovável.</p>
<p>O motivo dessa “exclusão” é que em vez de metas de redução de poluentes, concorrência estipula tecnologia a ser adotada.</p>
<p><strong>MAIS PRAZO DE CONSULTA E RISCO DE NOVA MUDANÇA EM CRONOGRAMA:</strong></p>
<p>A reportagem também noticiou que o período de consulta pública para a definição do edital da licitação, que terminaria em 19 de outubro de 2025, foi prorrogado para 17 de novembro de 2025, o que deve mudar o cronograma previsto, que tinha a estimativa de as propostas dos concorrentes serem apresentadas em janeiro de 2026 em um leilão na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Se conformada a alteração, já seria a segunda mudança.</p>
<p>A concorrência, que contempla contratos que somam R$ 18 bilhões e investimentos de R$ 3,7 bilhões, levanta diversas dúvidas, como em relação aos critérios de distribuição de operação, não por região apenas, mas por tipologia de frota, que pode gerar quilometragem morta (quando o ônibus roda vazio da garagem até o ponto inicial para fazer a linha, gerando custo desnecessário); o fato de a Urbs não ter ouvido o BNDES sobre o modelo de contrato ser em PPP (Parceria Público-Privada), com a criação de uma nova modalidade de contratação “adaptada” que, segunda especialistas, pode gerar contestações legais; incertezas sobre se a infraestrutura da rede de distribuição de energia dará conta de atender aos modelos elétricos; entre outros pontos.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> conversou com especialistas e o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia, sobre estas dúvidas que podem até mesmo travar a concorrência. <strong>(VEJA ABAIXO)</strong></p>
<h1><b>Licitação dos Transportes por Ônibus em Curitiba: Presidente da Urbs responde sobre riscos apontados por especialista</b><span style="font-weight: 400;"> </span></h1>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Segundo Ogeny Pedro Maia, cláusula de capital mínimo será mudada, não há risco de entrave quanto a infraestrutura para elétricos e modelo de concessão tem amparo legal</span></i></p>
<p><b><i>ADAMO BAZANI </i></b></p>
<p><b><i>Colaboraram Vinicius de oliveira e Yuri Sena</i></b></p>
<p><div style="width: 848px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-521308-5" width="848" height="480" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1.mp4?_=5" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/1.mp4</a></video></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><div style="width: 848px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-521308-6" width="848" height="480" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-11.49.43_a8052674.mp4?_=6" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-11.49.43_a8052674.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-11.49.43_a8052674.mp4</a></video></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), Ogeny Pedro Maia, responsável pelo gerenciamento dos transportes da capital paranaense, e pela licitação do sistema, conversou com o Diário do Transporte sobre dúvidas que a reportagem repercutiu com o especialista em mobilidade, Eraldo Constanski, a respeito da concorrência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conversa ocorreu na noite desta quarta-feira,  15 de outubro de 2025, pouco antes da segunda audiência pública sobre o tema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Ogeny Pedro Maia, a cláusula de capital mínimo será mudada, não há risco de entrave quanto a infraestrutura para elétricos e modelo de concessão tem amparo legal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o executivo admitiu que a divisão de lotes pode gerar quilometragem morta, mas as empresas podem criar novas garagens. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Confira a entrevista na integra: </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b><i>Diário do Transporte trouxe</i></b><span style="font-weight: 400;">, nesta quarta-feira, alguns questionamentos. A gente deu uma olhadinha no edital, viu algumas dúvidas, na minuta do edital, na verdade, uma proposta que está sendo submetida à audiência pública, e levantou algumas dúvidas. A gente conversou com o especialista em transportes, que também acabou apontando essas dúvidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para tentar esclarecer o máximo possível, o nosso contato é com o presidente da URBS (Urbanização de Curitiba S/A), que é responsável pelo gerenciamento, e vai ser responsável também por essa licitação dos transportes, Ogeny Pedro Maia Neto, a quem a gente já agradece a atenção para com o </span><b><i>Diário do Transporte</i></b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ogeny, a gente levantou algumas dúvidas, algumas questões, que realmente ficaram em aberto, pelo menos no nosso entendimento. Divisão do sistema, vai ser por lote operacional, por exemplo, norte, sul, leste, oeste, mas teve essa dúvida em relação à tipologia dos veículos, né? Um ônibus, por exemplo, a empresa ganha no norte, mas vai ter que operar, se for ligeirinho, na leste também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como vai ser isso? Qual é a divisão correta do sistema?</span></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto:</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Bom, nós temos cinco lotes que foram divididos neste edital. Então, dos cinco lotes, dois são lotes de BRT. Então, os eixos de BRT vão ser divididos em dois lotes. E aí, nós temos essas linhas expressas em dois lotes. Os outros lotes, que são ônibus convencionais, são divididos em três regiões de Curitiba. Então, nós temos lá a região norte, a sul e a leste de Curitiba. Então, três lotes por região e dois lotes por tipologia, que são os BRTs.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Certo, mas não há um risco, por exemplo, de ter quilometragem morta no caso, por exemplo, da tipologia do ligeirinho, quem levar essa tipologia?</b></p>
<p><b><i>Ogeny Pedro Maia Neto:</i></b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Isso é possível, essa quilometragem morta é possível, mas também a possibilidade das garagens terem mais de um ponto de garagem para poder fazer o atendimento de sua frota também está previsto no edital. Então, a gente não está fixando a garagem em apenas um ponto. A garagem operadora pode ter mais do que um ponto para poder fazer a operação e diminuir essa quilometragem morta.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Certo, e em relação à garagem também, há um ponto de que a prefeitura pode obrigar a empresa a vender a garagem, é isso?</b></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto:</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Não, está previsto no edital que ao final da licitação, se houver necessidade do município querer reverter, a garagem terá que fazer, por exemplo, uma comunicação com o município, ou seja, desculpe, o município terá que fazer a comunicação à garagem com dois anos de antecedência para que ela se prepare, pois daí o imóvel seria, então, disponibilizado ao município. Então, haverá essa possibilidade do município reverter as garagens ao final deste contrato, mas aí também com um aviso prévio antecipadamente.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Em relação à eletrificação, a gente viu, por exemplo, que a gente acompanha bastante na capital paulista, teve muito problema em relação à infraestrutura, principalmente a infraestrutura da porta da garagem para fora, quem ia bancar conta, não estava batendo com o contrato da Enel, como que foi definida essa questão aqui?</b></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto:</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Foram todos os pontos estudados, onde nós temos garagens, as atuais garagens, todos os pontos foram mapeados e além do mais, mais dois pontos de garagem pública que estão previstos também no contrato. Mais alguns pontos também estão previstos e todos mapeados e já com avaliação da concessionária Copel para fornecimento de energia. Este fornecimento de energia, quando nós fizemos a consulta, ele já está travado. Então, se houver novamente um outro empreendimento nessas áreas ou próximas que necessite de uma ampliação de rede, essas obras terão que ser pagas por quem vai fazer a ampliação de rede. Então, toda a energia para as unidades de recarga pública e também das garagens já estão garantidas pela Copel.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Ainda em relação às dúvidas, houve uma recomendação do BNDES para ser PPP. Aí não foi PPP, mas se criou um termo novo, uma concessão comum adaptada. Isso não pode dar problema jurídico? Por que não foi optado por uma PPP, por exemplo?</b></p>
<p><b><i>Ogeny Pedro Maia Neto:</i></b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Primeira coisa que tenho que falar é que não tem esse risco, primeiro porque foi aprovado em legislação municipal. Passou pela Câmara Municipal, passou pelas comissões, foi debatido e aprovado como lei municipal. Então, nós estamos garantidos pela lei. Em segundo ponto, quando nós fizemos a consulta ao BNDES, esta consulta foi no sentido de provocar o BNDES para verificar qual o modelo, PPP ou concessão. Então, os dois modelos foram estudados. Como o modelo de transporte público tradicionalmente é uma concessão e nós não temos investimentos vultuosos em infraestrutura, é apenas ônibus e apenas duas unidades de recarga, a concessão se mostra melhor porque a PPP acaba travando a receita corrente líquida do município. Então, como o município criou a PARS, que é justamente para fazer investimentos em PPPs, ela precisa ter esse 5% da receita corrente líquida para poder fazer investimento em PPPs que são de relevância também para o município, no caso, saúde e educação que são as principais e também nos terminais de transporte coletivo que são possíveis de PPP também.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>O ponto do capital social mínimo, também há essa questão que pode restringir a competitividade porque daria aí 1,8 bilhão somando todos os contratos. Por que não sobre o investimento, esse capital social mínimo e não sobre o valor total dos contratos?</b></p>
<p><b><i>Ogeny Pedro Maia Neto:</i></b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Veja, o BNDES adotou um critério que é o mesmo critério das rodovias que eles fazem as concessões e este critério não se mostrou adequado, tanto que foi questionado na audiência passada e será ajustado para essa audiência.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Ah, vai ser mudado então, né?</b></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto:</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Vai ser ajustado.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Certo, para a gente finalizar mesmo, que a gente não quer pegar muito tempo do senhor, a bilhetagem eletrônica, as empresas vão poder assumir o serviço de bilhetagem eletrônica?</b></p>
<p><b><i>Ogeny Pedro Maia Neto:</i></b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O sistema de bilhetagem eletrônica é do município, ele não será assumido na concessão pelas empresas de transporte.</span></i></p>
<p><b>Adamo Bazani:</b></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto, a gente agradece bastante os seus esclarecimentos, sua atenção para com o Diário de Transporte.</b></p>
<p><b>Ogeny Pedro Maia Neto:</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Obrigado a todos.</span></i></p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> está em Curitiba para acompanhar a licitação do sistema de ônibus que já foi referência nacional em mobilidade, mas atualmente, com uma infraestrutura defasada, frota sem ar-condicionado e bancos duros sem nenhum estofamento para o passageiro e ainda sem um bilhete único temporal que permite integrações em qualquer ponto da cidade, mostra que parou no tempo.</p>
<p>A concorrência, cujos contratos de concessão devem somar R$ 18 bilhões ao longo de 15 anos, com investimentos entre R$ 3,7 bilhões e R$ 3,9 bilhões, promete corrigir esse “erro histórico”, mas brechas jurídicas, falta de planejamento e de dados básicos e até mesmo possíveis incoerências com a operação dos transportes podem colocar tudo a perder.</p>
<p>Nesta quarta-feira, 15 de outubro de 2025, ocorre no Centro de Eventos – Imap, do Parque Barigui, no bairro Santo Inácio, a partir das 19h, a segunda audiência pública para receber sugestões e esclarecer dúvidas.</p>
<p>A intenção da prefeitura é publicar o edital “pra valer” em novembro de 2025 com a concorrência na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) em janeiro de 2026.</p>
<p>Mas há riscos de não ocorrer, como afirma o especialista em transportes públicos e consultor, Eraldo Constanski.</p>
<p>A reportagem analisou a minuta (proposta) do edital e ficou com diversas dúvidas, consultando o especialista que, apesar de 30 anos de experiência em análises de sistemas de transportes públicos também ficou.</p>
<p>Segundo Constanski, além de inviabilizar as operações, aumentar os custos e repetir os mesmos erros de outras gestões públicas pelo País, como em São Paulo sobre a eletrificação, os riscos de a concorrência ser barrada por eventuais interessados ou mesmo pelo TCE – PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) são grandes.</p>
<p>Entre os principais pontos verificados pela reportagem são:</p>
<p><strong>&#8211; Divisão de operação por tipo de veículo ou por região:</strong> Ao mesmo tempo que o edital prevê a divisão do sistema de transportes em lotes (BRT-1, BRT-2, Norte, Oeste e Sul), vai conceder as operações por tipo de veículos e não por região. Ou seja, se ganhar o lote Norte e a tipologia do ônibus “Ligeirinho”, a empresa terá de rodar na cidade inteira, inclusive no Oeste e Sul. Mas isso tendo garagem e pontos de apoio em uma só região, o que geraria “quilometragem morta”, que é o deslocamento de ônibus vazios e fora de serviço até os pontos iniciais das linhas. Os resultados seriam maiores custos e impactos em trânsito e no fluxo do transporte coletivo da cidade.</p>
<p><strong>&#8211; Infraestrutura de eletrificação:</strong> O edital prevê 245 ônibus elétricos, dos quais 100 biarticulados, modelo que hoje somente a Volvo possui no Brasil. Não há definições ainda sobre como vai ser a adaptação da rede externa de distribuição de energia (fora das garagens) para preparar os bairros e se a criação desta infraestrutura poderá ser feita em dois anos mesmo como prevê a inclusão desta frota elétrica. Em São Paulo, justamente a falta de preparação da infraestrutura da rede fez com que a meta de eletrificação não fosse cumprida.</p>
<p>De 2,4 mil ônibus elétricos a bateria previstos para até dezembro de 2024, rodam neste mês de outubro de 2025, cerca de 700. O pior: centenas de veículos parados nas garagens e envelhecimento da frota (desde 17 de outubro de 2022, as viações não podem comprar mais ônibus a diesel) causam desperdícios de recursos e degradação dos serviços. As redes dos bairros precisam ser adaptadas de baixa para média ou alta tensão e as subestações têm de ser públicas. Se 50 ônibus de dois eixos de até 13,2 m ou 20 articulados ou biarticulados carregarem de uma vez só, chega a faltar energia em casas, comércios e hospitais.</p>
<p><strong>BNDES não foi ouvido quanto a PPP:</strong> O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que ajudou na formulação do edital, recomendou que o modelo de contrato seja por PPP (Parceria Público Privada) por prever mais possibilidades de investimentos, maior segurança para o poder público cobrar das empresas e das empresas terem o retorno dos investimentos e por ser previsto em lei federal. Porém, a prefeitura não ouviu e decidiu criar um modelo novo, uma “concessão comum adaptada”, que funcionaria como um “puxadinho jurídico” entre a concessão comum e a PPP. Ocorre que este modelo não tem base jurídica, pode ser barrado e, por causa disso, não garante segurança nem para as empresas e nem para a própria prefeitura.</p>
<p><strong>Só privilégio aos poderosos:</strong> O capital social mínimo exigido se baseou nos modelos de contratos de rodovias, cujos números são vultosos. É o dinheiro que as empresas precisam apresentar em 60 dias como garantia. Mas em vez de ser 10% sobre os investimentos previstos, o que daria cerca de R$ 380 milhões, a proposta é sobre os valores de todos os contratos, ou seja, R$ 1,8 bilhão, somando os cinco lotes. É uma cifra muito alta, o critério não é usado nas concessões e PPPS de transportes em todo o País e pode prejudicando empresas menores e beneficiando grandes grupos. Na área de transportes, quase nenhum operador no País teria condições de atender. A competitividade seria restringida.</p>
<p><strong>Impactos do VLT:</strong> Não há estudos definidos sobre eventuais impactos do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) Metropolitano que deve ser implantado pelo Governo do Estado e se sobreporia a diversas linhas municipais. As empresas operadoras teriam de assumir os riscos de investir para uma demanda de passageiros e perder com o VLT, deixando, por exemplo, frotas de ônibus parada, inclusive os elétricos.</p>
<p><strong>Empresas de ônibus podem ser obrigadas a vender as garagens:</strong> Outro ponto é que a proposta de edital prevê que a prefeitura pode requerer a qualquer momento das garagens de ônibus e as viações serão obrigadas a vender pelo valor estipulado pelo poder público. Além de gerar conflitos jurídicos, não foram detalhados os critérios e os motivos pelos quais a prefeitura poderia requerer essas garagens.</p>
<p><strong>Bilhetagem nas mãos das viações:</strong> Enquanto o Brasil todo parte para que a Bilhetagem Eletrônica seja de controle do poder público e operado por concessões independentes e auditadas, o edital abre brecha para as próprias viações controlarem a bilhetagem e toda a arrecadação.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a apresentação do BNDES,  um grupo de movimentos sociais interrompeu a exibição e fez um protesto contra a forma de condução da licitação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo estes movimentos, o certame vai privilegiar os mesmos empresários que já atuam no sistema,  que a participação da sociedade deveria ser mais ampla com audiências públicas no centro da cidade e Curitiba terá de contar com tarifa zero. </span></p>
<p><div style="width: 848px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-521308-7" width="848" height="480" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-20.02.04_3e1010e0.mp4?_=7" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-20.02.04_3e1010e0.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Video-do-WhatsApp-de-2025-10-15-as-20.02.04_3e1010e0.mp4</a></video></div></p>
<p>Veja o que o especialista disse:</p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: O Diário do Transporte tem acompanhado a discussão em torno da licitação de ônibus de Curitiba, um dos sistemas que já foi, sim, no passado referência nacional, ainda tem muitas qualidades, porém, foi se desatualizando, perdendo esse status de uma das principais referências ao longo do tempo. Agora, pode ser uma oportunidade de recuperar isso ou até colocar tudo a perder. O Diário do Transporte fez uma análise do edital, muitas dúvidas, muitos pontos polêmicos. Na verdade, é uma minuta de edital, ainda vai ser lançada, a estimativa da Prefeitura é de que a licitação haja concorrência no início do ano que vem, e para tentar esclarecer esses pontos, a gente está aqui com o especialista em transportes, Eraldo Constanski, que vai conversar com a gente sobre algumas dúvidas que ficaram em relação a essa proposta de edital.</strong></p>
<p><strong>Eraldo, primeiro, muito obrigado por atender o Diário do Transporte, nessa matéria especial que a gente faz em Curitiba. Eraldo, a gente ficou com dúvida em relação a distribuição, a divisão dos lotes operacionais. Uma hora se fala em lote regional, norte, oeste, sul e o BRT1 e o BRT2. Depois fala por tipologia do veículo. Afinal, vai ser por tipologia, vai ser por região, o que você analisou também?</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> Prazer em receber você em Curitiba, na nossa cidade, como você bem colocou, uma cidade que foi referência para o mundo todo no transporte público. E quanto à sua pergunta, são dúvidas que a gente tem também, analisando o edital, ele coloca os cinco lotes, o BRT1, o BRT2 e as três regionais, as dúvidas são quanto à disposição e operação. Hoje, Curitiba tem sua operação totalmente integralizada e do jeito que está sendo colocado, a gente pode ter problemas operacionais no futuro, porque os BRTs vão cruzar a cidade norte, sul, leste e oeste e as regionais estão desenhadas com suas alimentadoras e veículos convencionais, no entanto, existem dentro dos lotes regionais os ligeirinhos que circulam toda a cidade também. Então, como vai ser essa disposição de operação e como a gente vai poder controlar isso. Essa é uma dúvida que a gente tem, que na primeira audiência pública que teve fizemos uma pergunta, não ficou bem esclarecida e acho que hoje, na próxima audiência, vamos tentar tirar essa dúvida novamente.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Quer dizer, eu consegui a concessão, por exemplo, do lote norte, mas eu vou ter que operar no sul, se eu tenho ligeirinho, só que eu não vou ter garagem lá, não vou ter infraestrutura lá, aí vai ter uma quilometragem morta para eu rodar de novo até a minha garagem, como vai ser a logística?</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> O grande problema estão nas linhas ligeirinhos, né? Se eu ganho a regional norte, por exemplo, eu vou operar as alimentadoras daquela região e as convencionais. Os ligeirinhos, por exemplo, a gente tem o Inter 2, que circula toda a cidade, o Inter Bairros 2, que circula toda a cidade também e temos ainda a inclusão de que, se não for o mesmo operador que ganha o BRT daquela região, vai ter um problema de integração entre eles, né? Por mais que o edital esteja falando em integração total, em qualquer lugar da cidade, eu acho que o próprio sistema atual do sistema de bilhetagem não iria comportar essa integração temporal. Mas é uma questão também que os participantes dessa licitação vão ter que pedir explicações, tanto a URBS quanto ao IPPUC, que estão desenhando os novos sistemas.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Eraldo, outro ponto também que levanta bastante dúvida, pelo menos aqui na reportagem, não sei se levantou aqui, infraestrutura para a eletrificação. Em São Paulo, quem acompanha o Diário do Transporte vê que houve um grande problema em relação à infraestrutura, a capacidade de rede de energia envolvendo a Enel, tanto a Enel, que é a distribuidora, quanto o prefeito Ricardo Nunes, trocando farpas, trocando acusações de responsabilidades. Uma das grandes questões da infraestrutura não é da garagem para dentro, né? O empresário vai colocar lá seu carregador, vai colocar lá seu ponto de recarga e tudo mais. Da garagem para fora, a subestação de energia para o bairro, a adequação de baixa para média ou alta tensão, esses problemas podem se repetir aqui de acordo com o que está previsto.</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> Boa pergunta, e é um outro ponto do edital que a gente tem uma preocupação. Quando a gente trabalha com transporte público, essa parte da eletrificação e a parte de colocação, de onde vão ser essas garagens, não sabemos ao certo como vão ficar divididos esses custos, quem vai arcar com o custo. Tem no edital que a própria URBS entra com uma parte dos valores, mas qual é a parte do concorrente, da empresa que vai operar esse sistema. A gente não tem muita certeza e o que aconteceu em São Paulo provavelmente vai acontecer aqui, porque nos primeiros carros que vieram ano passado para serem implantados em Curitiba, os primeiros carros ficaram parados nas garagens 8, 10 dias, porque não tinha estrutura de garagem para abastecer um veículo elétrico.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Aqui ficou parado também como aconteceu em São Paulo.</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> Até a COPEL, a empresa de energia da cidade, chegar na garagem, vê o problema, colocar o seu transformador para carregar só aquele ônibus. Eu fiquei sabendo que para carregar um ônibus elétrico desse que está operando na linha Intervalos 1, acabou a luz da garagem. Uma garagem de 200 ônibus para carregar um só.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: E os elétricos vão ser todos desse tipo?</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> É, eles estão prevendo 160 biarticulados elétricos e 100 articulados elétricos no sistema. Então isso vai gerar um impacto do portão para fora da garagem. E aí um investimento pesadíssimo que a gente tem que saber de onde vem.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Que é o problema que teve na capital paulista.</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> E que eu acho que teriam que olhar mais esses outros sistemas para não ter o mesmo problema aqui em Curitiba.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Também a gente estava vendo lá no edital a questão do capital social. O que é o capital social? Para o ouvinte, para o leitor e para o telespectador entender. É o que a empresa tem que apresentar, ter lá em “cash”, praticamente em 60 dias, 45 dias, para apresentar lá e dizer, “olha, eu tenho esse dinheiro”. Somando os cinco lotes, digamos assim, dá quase 2 bilhões, 1,8 bilhão. Não é muito esse valor? Não pode restringir a competitividade no caso de um sistema de transporte em que existem empresas grandes, mas ao mesmo tempo existem empresas menores, não só aqui em Curitiba, mas outras, por exemplo, de outros lugares do país que possam se interessar na licitação.</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> Esse é outro ponto relevante, porque eu estou há 30 anos na área do transporte público. Já viajei o mundo todo, trabalho em Curitiba, em mais de 60 cidades do Brasil. Eu não vi licitações que busquem um aporte tão grande do capital integralizado. Porque, na verdade, esse 1,8 bilhão é referente aos 18 bilhões do contrato todo. A gente vê isso muito em editais de rodovias, não de transporte público. Então, é algo novo que está sendo colocado e que, como você colocou, eu acho que no Brasil não existe grupo empresarial que tenha esse capital integralizado e que possa colocar seus 10% num projeto desse. E isso vai acabar inviabilizando a licitação.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: Tem umas outras questões jurídicas que são muito pormenorizadas, mas que a gente analisou, por exemplo, um novo modelo, uma concessão adaptada ao invés de uma PPP. A gente leu que a PPP, que é uma parceria público-privada, o BNDES recomendou, a prefeitura não fez essa PPP. Em compensação, também não está usando um modelo comum de concessão, ela está pegando um modelo comum e adaptando, ela própria usa o termo adaptada. É uma licitação que corre o risco de ser barrada, de não acontecer?</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> Não é minha área jurídica, mas pelo que eu entendo, tem grandes chances de ser barrada se algum operador ou algum concorrente observar que não vai ter condição de participar desse certame.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: O próprio Tribunal de Contas pode?</strong></p>
<p><em><strong>ERALDO CONSTANSKI:</strong> O próprio Tribunal de Contas pode, esse edital deve ser passado para o Tribunal de Contas, muito provavelmente, e ele vai ter seus achados ali e vai poder indicar algum problema dentro do edital.</em></p>
<p><strong>ADAMO BAZANI: A gente vai procurar a URBS também, vai mandar uma demanda de imprensa. Vamos tentar entender mais detalhes desse edital. É um sistema que é referência para o Brasil todo, para o mundo todo. É igual São Paulo, o que acontece em São Paulo, o mundo olha. O que acontece em Curitiba, o mundo olha. A gente não está falando só de Curitiba ou só de São Paulo, a gente está falando de exemplos de casos no Brasil. O Diário do Transporte vai continuar acompanhando.</strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><strong><u>VEJA OS PRINCIPAIS PONTOS:</u></strong></h2>
<h2><strong>Por ADAMO BAZANI, jornalista especializado em transportes – MTB 31.521 (formação superior)</strong></h2>
<p><strong>DATAS:</strong></p>
<p>A consulta pública, por meio do site da Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), gestora da prefeitura de serviços como de transportes por ônibus e táxis, vai entre 19 de setembro e 17 de outubro de 2025. Também serão realizadas duas audiências públicas, em 1º e no dia 15 de outubro de 2025, das 19h às 22h, no Centro de Eventos IMAP Barigui &#8211; Salão de Atos do Parque Barigui.</p>
<p><strong>CRONOGRAMA PREVISTO:</strong></p>
<p><strong>CRONOGRAMA PREVISTO:</strong></p>
<p><strong>&#8211; 27 de outubro de 2023:</strong> O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado por R$ 10 milhões pela gerenciadora dos transportes da capital paranaense, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), para estruturar o projeto de concessão dos serviços de transporte público.</p>
<p><strong>&#8211; 11 de abril de 2025:</strong> Reunião entre a prefeitura de Curitiba, o TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), que financiou os estudos e vai auxiliar na implantação da nova rede de transportes, para definir um cronograma de licitação;</p>
<p><strong>&#8211; 27 de abril de 2026: </strong>Lançamento do edital (Era setembro de 2025, depois passou para novembro de 2025 e, abril de 2026, posteriormente);</p>
<p><strong>&#8211; Julho de 2026: </strong>Oferecimento das propostas (Era dezembro de 2025, depois foi para janeiro de 2026 e anunciado depois para julho de 2026); Em 15 de outubro de 2025, foi realizada, audiência pública para debater a licitação. O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, cobriu presencialmente em Curitiba. O período de consulta pública que terminaria em 19 de outubro de 2025, foi prorrogado para 17 de novembro de 2025.  Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/">https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/</a></p>
<p><strong>&#8211; Segundo semestre de 2026: </strong>O período de transição entre a atual concessão e a nova é de até 24 meses, período em que a tarifa, de R$ 6, ficará congelada. (Era a partir do primeiro trimestre de 2026 e a transição era de 16 meses entre os atuais contratos e as novas operações);</p>
<p><strong>CRITÉRIOS DA LICITAÇÃO:</strong></p>
<p>No leilão, será escolhido vencedor da licitação quem apresentar o maior percentual de desconto a ser aplicado sobre a remuneração de referência de cada lote, que é baseada na tarifa técnica por quilômetro rodado. Assim, trechos com maior número de frota e viagens terão valores de referência maiores <strong>(veja mais abaixo os valores previstos)</strong>.</p>
<p><strong>MAIS LINHAS E CINCO LOTES:</strong></p>
<p>O edital terá cinco lotes operacionais &#8211; dois para os eixos Norte/Sul e Leste/Oeste, um para Linhas Diretas/Ligeirinhos e dois para os convencionais. A malha de linhas será dividida nestes cinco lotes e outra promessa, com a licitação, é a criação de mais itinerários. O projeto incial prevê a criação de cinco novas linhas, mudanças em outros 30 itinerários e reforço de 41 ônibus nas linhas mais utilizadas pela população, sendo 13 deste total modelos biarticulados.</p>
<p>O lote BRT 1 abrange 24 linhas; o BRT 2, 18 linhas; o regional Norte, 99 linhas; o Sul, 86 linhas; e o Oeste, 83 linhas.</p>
<p><strong>INVESTIMENTOS E TEMPO DE CONTRATO:</strong></p>
<p>Como tem mostrado o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a concorrência contempla investimentos totais em 15 anos estão estimados de R$ 3,9 bilhões, sendo que R$ 2,6 bilhões serão aplicados até o quinto ano. O modelo de concessão foi desenhado em conjunto com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A maior parte dos investimentos seriam voltados aos ônibus elétricos, enquanto o restante custearia baterias, carregadores, dois eletropostos públicos, 12 novas estações-tubo e sistemas de contagem de embarques e desembarques.</p>
<p>A manutenção das estações passará a ser responsabilidade das concessionárias, e os investimentos contarão com financiamento de pouco mais de R$ 1 bilhão, obtido por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW).</p>
<p>Estes investimentos incluem a aquisição de 250 ônibus elétricos em cinco anos, de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores). Além disso, estão programadas a construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados de 30 itinerários e criação de cinco novas linhas.</p>
<p>A frota operacional será ampliada de 1.189 para 1.234 ônibus e os novos veículos virão equipados com câmeras de monitoramento e ar-condicionado.</p>
<p><strong>NÚMEROS ATUAIS:</strong></p>
<p>Dos 15 milhões de passageiros por mês que utilizam o transporte da capital, 3,2 milhões são da Região Metropolitana, que entram no sistema sem ter que pagar uma nova passagem. São 22 terminais de integração, 244 linhas urbanas, 62 linhas metropolitanas que integram com o sistema e três linhas mistas (urbanas e metropolitanas). A frota é de 1,1 mil ônibus.</p>
<p><strong>CUSTOS DO SISTEMA E SUBSÍDIOS:</strong></p>
<p>Os subsídios gerais para o sistema ser operado, dentro da estimativa de custo inicial de R$ 1,12 bilhão no primeiro ano (atualmente, este custo para 2025 é estimado em R$ 1,1 bilhão), serão divididos da seguinte forma: no primeiro ano de concessão, serão desembolsados R$ 266,4 milhões, dos quais R$ 53 milhões do Estado e R$ 184,3 milhões do município, inferior ao projetado para 2025, de R$ 301 milhões.</p>
<p>A remuneração muda de acordo com cada lote operacional. O sistema será dividido em cinco. Segundo a prefeitura, para o lote BRT 1 está prevista a remuneração de referência de R$ 4,81 bilhões no período de 15 anos; para o lote BRT 2, R$ 3,46 bilhões; para o lote Norte, R$ 2,94 bilhões; para o lote Oeste, R$ 3,6 bilhões; e para o lote Sul, R$ 3,24 bilhões.</p>
<p><strong>ÔNIBUS ELÉTRICOS, CARREGADORES DE BATERIAS E EURO 6:</strong></p>
<p>A estimativa da gestão é de até 2030, 33% da frota de ônibus será de emissão zero, dentro do prazo desta concessão, e que até 2050 toda a frota será elétrica. O novo modelo de concessão apresentado pela Urbs prevê a aquisição de 245 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos, a substituição de 149 veículos a diesel por modelos menos poluentes e a instalação de ar-condicionado nos novos coletivos, exceto nos modelos comuns e nos micro-ônibus. Serão mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores).</p>
<p><strong>Eletrificação gradual da frota acompanhando a infraestrutura: </strong>O objetivo é evitar problemas como ocorreram na capital paulista, onde a frota de ônibus elétricos não avançou de acordo com as metas da prefeitura porque a distribuidora de energia, ENEL, não aumentou a tempo a capacidade de tensão das redes dos bairros e não fez a ligação para as garagens. Houve erro de planejamento também por parte da prefeitura.  Dezenas de coletivos 0 km e carregadores instalados pelas viações ficaram meses sem funcionar por causa disso. Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus de São Paulo foram proibidas de comprar veículos a diesel, mas não conseguiram colocar os elétricos para funcionar e, com isso, não puderam trocar os veículos, envelhecendo a frota em operação. A proibição do diesel sem a definição da infraestrutura foi o principal erro da gestão municipal de São Paulo, de acordo com especialistas. É o que noticiou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> – Relembre neste link: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/">https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/</a></p>
<p><strong>BILHETE ÚNICO (FINALMENTE)</strong></p>
<p>A administração municipal promete ainda implantar integração temporal por meio de um Bilhete Único, como ocorre em São Paulo desde 2003, e, finalmente, deve sair do papel na capital paranaense, onde ainda hoje, para mudar de ônibus entre algumas linhas sem pagar a segunda passagem, o usuário precisa se deslocar a terminais, gerando inclusive viagens negativas, que ocorrem quando é necessário retroceder a rota prevista para depois continuar.</p>
<p>Curitiba, que já foi no passado considerada referência em mobilidade, não possui um sistema de fato de Bilhete Único, algo que até cidades menores e menos afamadas já têm.</p>
<p>Atualmente, 65% das viagens de Curitiba ocorrem com integração, em que o passageiro troca de linha sem pagar uma segunda passagem. A maioria das integrações são físicas, em terminais e estações-tubo, mas vem crescendo o número das conexões temporais, realizadas, por um determinado período de tempo, fora destes espaços e em outros pontos.</p>
<p><strong>FROTA MAIS CONFORTÁVEL:</strong></p>
<p>Além dos ônibus elétricos, a concessão vai prever frota mais confortável que a atual. Atrás de muitas cidades, inclusive de pequenas, a capital paranaense, que foi perdendo o posto de bom exemplo de transportes por ônibus quanto a frota, possui uma quantidade muito pequena de ônibus com ar-condicionado, wi-fi, carregadores USB para celulares entre outros itens. Os duros bancos de fibra ou de plástico nos coletivos devem dar espaço para poltronas com estofamento e melhor ergonomia.</p>
<p><strong>FUNDO GARANTIDOR:</strong></p>
<p>Uma das novidades para o sistema de ônibus curitibano é a criação de um fundo garantidor para manter segurança econômica e financeira aos serviços e contratos. O fundo garantidor será destinado para a concessão como um todo, sendo alimentado com recursos do Fundo de Participação dos Municípios, dos repasses do IPI, do ICMS e do Imposto de Renda, que poderá ser utilizado em caso de inadimplência e também como subsídio, garantindo maior segurança financeira e contratual ao sistema.</p>
<p><strong>VLT (VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS):</strong></p>
<p>Os estudos da nova concessão também contemplam simulações, a partir do quinto ano, para a entrada em operação do VLT Curitiba, projeto que está em estudo e que ligará o Centro Cívico ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.</p>
<p><strong>OUTRAS PROMESSAS:</strong></p>
<p><strong>&#8211; Implementação de indicadores de qualidade e eficiência;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Operação de novas ferramentas de gestão de embarques e desembarques;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Modernização do controle de acesso a terminais e estações-tubo;</strong></p>
<p><strong>ESTUDOS DO BNDES E CONCESSÃO DO SISTEMA DE ÔNIBUS DE CURITIBA:</strong></p>
<p>Em 27 de outubro de 2023, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado por R$ 10 milhões pela gerenciadora dos transportes da capital paranaense, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), para estruturar o projeto de concessão dos serviços de transporte público.</p>
<p>Entre as metas dos estudos do BNDES sobe o novo modelo de transportes de Curitiba, que já foi considerado referência mundial de mobilidade, mas que agora necessita de aperfeiçoamentos, estão:</p>
<p>&#8211; redesenho das linhas de ônibus;</p>
<p>&#8211; aumentando a eficiência energética do sistema;</p>
<p>&#8211; implantação de uma solução gradual para descarbonizar os veículos da frota, com 33% de ônibus elétricos até 2030 e ter toda a frota eletrificada até 2050, zerando as suas emissões de CO2.</p>
<p>&#8211; ampliar o número de passageiros no transporte coletivo, reduzindo o uso do transporte individual. Segundo dados do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), o transporte público atualmente é responsável por cerca de 25% das locomoções na cidade. Com a reestruturação, espera-se que, até 2050, os deslocamentos em transporte coletivo e mobilidade ativa (bicicleta ou caminhada) no município cheguem a 85%.;</p>
<p>Atualmente, o sistema de Curitiba transporta aproximadamente 755 mil passageiros por dia em 244 linhas, operando com uma frota de mais 1,1 mil veículos, incluindo ônibus articulados, biarticulados e convencionais.  São apenas sete ônibus elétricos em circulação até o momento, seis da marca BYD nas linhas 010-Interbairros I (horário) e 011-Interbairros I (anti-horário) e um Volvo na linha 863-Água Verde.</p>
<p><strong>ÔNIBUS ELÉTRICOS QUE COMEÇARAM NO SISTEMA:</strong></p>
<p>A Prefeitura de Curitiba anunciou no segundo semestre de 2024 que iria comprar mais 54 veículos com recursos de R$ 380 milhões do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal, com previsão para entrar em funcionamento em 2025. Também já foi aprovado, na Câmara Municipal de Curitiba, o projeto para a aquisição de 70 ônibus, com investimento de R$ 317 milhões.</p>
<p>Estes veículos seriam comprados pela prefeitura e repassados às viações.</p>
<p>No fim de janeiro de 2025, a cidade recebeu missões de avaliação do KfW Bankengruppe, o banco de desenvolvimento alemão, para assinar um contrato de empréstimo de 100 milhões de euros.</p>
<p>A prefeitura terá de, com recursos próprios, providenciar uma contrapartida equivalente a 25 milhões de euros.</p>
<p>O dinheiro foi planejado para ser usado para a compra de 84 ônibus elétricos e o financiamento prevê ainda a construção de dois eletroterminais e a instalação de painéis de energia fotovoltaica em 27 equipamentos públicos.</p>
<p>Os representantes do banco alemão foram à cidade para validar a aprovação do financiamento pela Comissão de Financiamentos Externos (Confiex), do Governo Federal, obtido em setembro de 2024.</p>
<p><strong>PRIMEIRAS LINHAS COM ÔNIBUS ELÉTRICOS:</strong></p>
<p><strong>Interbairros I</strong></p>
<p>Os seis ônibus da linha Interbairros I são do modelo D9W, da marca BYD, e têm 13,2 metros, com capacidade para 90 passageiros e autonomia de 250 quilômetros. Os veículos estão em operação desde 15 de julho.</p>
<p>As linhas 010-Interbairros I (horário) e 011-Interbairros I (anti-horário) transportam cerca de 2,5 mil passageiros por dia e percorrem 14 bairros, em trajeto de cerca de 20 quilômetros e 75 minutos. Elas passam pelos bairros Centro Cívico, Bom Retiro, Mercês, Bigorrilho, Batel, Água Verde, Rebouças, Parolin, Prado Velho, Jardim Botânico, Alto da XV, Hugo Lange, Alto da Glória e Juvevê.</p>
<p><strong>Água Verde</strong></p>
<p>Com extensão de 13.584 metros (ida e volta) ligando o bairro Água Verde à Praça Tiradentes, a linha 863-Água Verde atende a 900 passageiros em dias úteis. Desde setembro, um ônibus elétrico do modelo Volvo BZL está circulando na linha, com capacidade para 85 passageiros e extensão de 12,6 metros.</p>
<p><strong>Empresas de ônibus de Curitiba entram na Justiça para suspender licitação, cobram mais de R$ 580 milhões da prefeitura e querem conclusão de estudos</strong></p>
<p><em>Segundo sindicato das viações e consórcios, Urbs decidiu optar pela concorrência sem antes terminar levantamento sobre se era mais vantajoso para os cofres do município publicar a concorrência ou renovar os contratos atuais</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Setransp, sindicato que reúne as empresas de ônibus de Curitiba, e os consórcios operadores das linhas municipais da capital paranaense, entraram na Justiça para suspender a licitação dos transportes da cidade. A gestão do prefeito Eduardo Pimentel marcou a publicação do edital para o dia 27 de abril de 2026, na Bolsa de Valores de São Paulo, como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>. Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/04/07/licitacao-do-sistema-de-onibus-de-curitiba-tera-edital-publicado-em-27-de-abril-de-2026-e-leilao-deve-ocorrer-em-julho-na-bolsa-de-valores-de-sao-paulo/">https://diariodotransporte.com.br/2026/04/07/licitacao-do-sistema-de-onibus-de-curitiba-tera-edital-publicado-em-27-de-abril-de-2026-e-leilao-deve-ocorrer-em-julho-na-bolsa-de-valores-de-sao-paulo/</a></p>
<p>As viações alegam, na petição, que a própria prefeitura reconheceu que, por causa do desequilíbrio entre os custos operacionais e a remuneração pelos serviços, possui uma dívida de mais de R$ 580 milhões que precisam ser pagos para as empresas &#8211; R$ 584.525.156,20 (valores de março de 2025).</p>
<p>Os contratos atuais com os consórcios, assinados em 2010, venceram em 2025 e poderiam ser prorrogados, mas a prefeitura decidiu não criar aditivos conforme prevê lei municipal e lançar a licitação com uma extensão na vigência de apenas dois anos das contratações em vigor para que haja um período de transição entre o sistema em operação e a rede de transportes proposta pela gestão municipal.</p>
<p>Ocorre que, ainda de acordo com a petição das viações à Justiça, a decisão de licitar os transportes foi tomada pela prefeitura mesmo sem a conclusão dos estudos que apontariam se seria mais vantajoso aos cofres públicos renegociar esta dívida de mais de R$ 580 milhões e continuar com os contratos atuais, como possibilita a lei municipal, ou se poderia ser melhor partir mesmo para uma concorrência.</p>
<p>Entre as principais mudanças previstas pela prefeitura em relação ao que se encontra hoje na capital paranaense estão Bilhete Único com integração temporal em todo o sistema (e não somente em alguns pontos da cidade); divisão das linhas em cinco lotes operacionais (dois de corredores BRT e três regionais: Norte, Sul e Oeste); contratos de 15 anos; ampliação da frota de 1.189 para 1.234 ônibus, dos quais 250 elétricos; construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia; construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados 30 itinerários e criação de cinco novas linhas.</p>
<p>Os investimentos previstos são de R$ 3,9 bilhões no período e incluem a aquisição destes 250 ônibus elétricos em cinco anos, de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo do contrato.</p>
<p>Se forem firmados novos contratos, com o prosseguimento da licitação, os mais de R$ 580 milhões virarão “passivos para o município”, ou seja, dívida para os cofres públicos.</p>
<p>No entanto, caso os estudos apontem ser mais vantajoso manter os contratos atuais e renegociar com as empresas, os pagamentos poderiam ser feitos de mais formas, como diluído na remuneração das viações, ampliações de tempos de contratos e serviços ou mesmo a exigência de investimentos extras, inclusive contemplando a compra de ônibus novos. Para se ter uma ideia, levando em consideração que um ônibus elétrico custa em torno de R$ 3 milhões, o passivo reconhecido seria suficiente para comprar cerca de 200 unidades, quase o mesmo previsto na licitação.</p>
<p>No pedido, as viações dizem que a Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.) admitiu, em 17 de março de 2026, que a decisão pela licitação não considerou o risco de endividamento da cidade e que não haveria mais tempo para parar e concluir os estudos.</p>
<p><strong><em>É dizer, na reunião de apresentação do relatório pela FIPECAFI, realizada em 17 de março de 2026, evidenciou-se a postura contraditória adotada pela URBS. Questionada objetivamente sobre a consideração do passivo identificado no âmbito da nova licitação em estruturação junto ao BNDES, um dos representantes da autarquia no Grupo de Trabalho afirmou que “a licitação não está considerando o passivo regulatório”, acrescentando não haver tempo hábil para seu equacionamento</em></strong></p>
<p>Na petição ainda, as viações dizem que a postura da Urbs pode ter violado os princípios da boa-fé da administração pública bem como não cumpriu a obrigação de atentar para a vantajosidade das decisões de uma gestão.</p>
<p><strong><em>Nesse contexto, a conduta adotada pelo Poder Público revela violação aos princípios da boa-fé, da segurança jurídica e da proteção da confiança legítima, na medida em que frustra procedimento instaurado e conduzido ao longo de meses, com a finalidade declarada de subsidiar a tomada de decisão do Poder Concedente com elementos técnicos, em afronta ao art. 5º, XXXVI, e ao art. 37, caput, da Constituição Federal, ao art. 30 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e ao art. 422 do Código Civil.</em></strong></p>
<p><strong><em>Além disso, a açodada decisão de prosseguir com a proposta de nova licitação, sem considerar os potenciais benefícios sociais e econômicos decorrentes do cenário de renegociação, implica desconsiderar as alternativas postas à disposição do Poder Público, além de violar a exigência legal de motivação qualificada da decisão administrativa levando em consideração suas consequências práticas, na forma como exigida pelo artigo 20, caput e parágrafo único da LINDB.</em></strong></p>
<p>As empresas de ônibus acusam a Urbs de contradição à lei sem prosseguir com os estudos, o que poderia configurar em uma licitação viciada.</p>
<p><strong><em>O posicionamento da URBS revela, portanto, contradição manifesta, na medida em que a Administração, ao mesmo tempo em que desconsidera o passivo sob o argumento de insuficiência de instrução técnica, foi a responsável por impedir o prosseguimento dos estudos destinados justamente à sua complementação e validação, evidenciando a necessidade de intervenção judicial para garantir a conclusão dos estudos e o cumprimento da obrigação instituída na Cláusula Quarta do Termo Aditivo n.º 11. 45. A manifestação administrativa de 02 de abril de 2026, quando associada às notícias mais recentes da impressa oficial, confirma a iminência da publicação do edital de licitação, o que agrava substancialmente o risco de consolidação de decisão administrativa sem a devida instrução técnica, comprometendo o resultado útil do processo administrativo instaurado e tornando irreversível a adoção de solução potencialmente viciada.</em></strong></p>
<p>No pedido, as empresas dizem que alertaram a prefeitura sobre a necessidade de concluir os estudos sobre se é mais vantajoso lançar a licitação ou renovar os contratos, mas encontraram por parte da gestora pública o que classificaram como uma “resistência injustificada e indevida”</p>
<p><strong><em>Isso é, embora tenha sido acordado que a URBS e o Município de Curitiba avaliariam a vantajosidade para o interesse público da renovação contratual e tenham, com efeito, dado início aos estudos técnicos para apuração do passivo regulatório, com a contratação de verificador independente, o que representou despesas tanto para as Concessionárias quanto para o próprio Erário, passaram a criar resistência imotivada ao prosseguimento e conclusão desses estudos, como se passa a demonstrar.</em></strong></p>
<p><strong><em>A situação revela, portanto, quadro de evidente resistência indevida da Administração ao cumprimento do compromisso administrativo, pois, de um lado, institui-se procedimento técnico com a finalidade de subsidiar a decisão, em contrapartida, impede-se a conclusão desses estudos e, simultaneamente, adota-se uma solução, de forma antecipada, antes de os estudos que deveriam subsidiar a escolha da Administração serem concluídos.</em></strong></p>
<p>O Setransp e os consórcios ressaltaram no pedido que não se trata de determinar qual a decisão que a prefeitura deve tomar, mas que esta decisão seja fundamentada com critérios técnicos sobre o que pode ou não ser melhor para a cidade.</p>
<p><strong><em>Assim, o que se busca nesta demanda não é a imposição de resultado à Administração, mas, sim, a garantia de cumprimento da obrigação estabelecida na Cláusula Quarta do Termo Aditivo, isso é, o compromisso administrativo de que, qualquer que seja escolha da Administração, seja precedida de análise técnica, baseada em evidências. C. Dever de Motivar a Opção pela Nova Licitação — Ausência de Presunção de Vantajosidade e Necessidade de Conclusão dos Estudos</em></strong></p>
<p><strong>PEDIDOS</strong></p>
<p>Na conclusão da petição, de mais de 50 páginas, as viações querem que a Justiça decida em forma de urgência pelo risco maior de paralisar a licitação depois do lançamento do edital, que a prefeitura seja obrigada a concluir a realização dos estudos sobre se é mais vantajoso continuar ou não com a licitação ou renovar os contratos.</p>
<p><strong><em>DOS PEDIDOS. 122. Ante o exposto, requer-se: (i) a concessão da tutela de urgência, nos termos do art. 300 do CPC, para determinar que o Município de Curitiba e a URBS se abstenham de adotar qualquer medida tendente à publicação de edital de concorrência pública para nova concessão do serviço de transporte coletivo ou, caso já tenha sido publicado, que seja determinada a imediata suspensão do certame, até a conclusão integral dos estudos conduzidos pelo Grupo de Trabalho, mediante apoio técnico da FIPECAFI, sob pena de multa diária a ser fixada por este MM. Juízo (ii) também em caráter de urgência, requer seja determinada a obrigação de fazer consistente na retomada imediata dos estudos técnicos, com a fixação de prazo razoável para sua conclusão, incluindo, necessariamente, a etapa de análise de vantajosidade (Produto 02 e 03), já contratado junto a FIPECAFI, sob pena de multa a ser arbitrada por este MM. Juízo, diante da caracterização de omissão administrativa ilícita; (iii) no mérito, a confirmação da tutela de urgência, para condenar o Município de Curitiba e a URBS à obrigação de concluir integralmente os estudos de vantajosidade, nos termos do compromisso administrativo firmado entre as Partes, devidamente positivado na Cláusula Quarta do Termo Aditivo ao Contrato de Concessão, assegurando a adequada instrução do processo decisório quanto à eventual readequação contratual ou realização de nova licitação, com a adoção das medidas cominatórias necessárias ao integral cumprimento da decisão, na forma do art. 497 do CPC; (iv) a citação dos Requeridos para, querendo, apresentarem contestação, no prazo legal; e (v) a condenação dos Requeridos ao cumprimento das obrigações acima delineadas, com a fixação de multa diária em caso de descumprimento, nos termos do art. 537 do CPC. (vi) a condenação dos Requeridos nos ônus de sucumbência.</em></strong></p>
<p>A Justiça ainda vai decidir.</p>
<p>O processo é público e o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> obteve a petição no andamento processual do Tribunal de Justiça do Paraná.</p>
<p>A reportagem pediu posicionamento da Urbs.</p>
<p>O sistema deve ser implantado num período de transição de dois anos, no qual não haverá reajuste da tarifa atual de R$ 6.</p>
<p><strong>CRONOGRAMA PREVISTO:</strong></p>
<p><strong>&#8211; 27 de outubro de 2023:</strong> O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foi contratado por R$ 10 milhões pela gerenciadora dos transportes da capital paranaense, Urbs (Urbanização de Curitiba S.A.), para estruturar o projeto de concessão dos serviços de transporte público.</p>
<p><strong>&#8211; 11 de abril de 2025:</strong> Reunião entre a prefeitura de Curitiba, o TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), que financiou os estudos e vai auxiliar na implantação da nova rede de transportes, para definir um cronograma de licitação;</p>
<p><strong>&#8211; 27 de abril de 2026: </strong>Lançamento do edital (Era setembro de 2025, depois passou para novembro de 2025 e, abril de 2026, posteriormente);</p>
<p><strong>&#8211; Julho de 2026: </strong>Oferecimento das propostas (Era dezembro de 2025, depois foi para janeiro de 2026 e anunciado depois para julho de 2026); Em 15 de outubro de 2025, foi realizada, audiência pública para debater a licitação. O criador e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Adamo Bazani, cobriu presencialmente em Curitiba. O período de consulta pública que terminaria em 19 de outubro de 2025, foi prorrogado para 17 de novembro de 2025.  Relembre: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/">https://diariodotransporte.com.br/2025/10/17/licitacao-dos-transportes-por-onibus-de-curitiba-edital-se-prende-a-modelos-a-diesel-e-eletricos-a-bateria-e-nem-toda-a-frota-tera-ar-condicionado-por-15-anos/</a></p>
<p><strong>&#8211; Segundo semestre de 2026: </strong>O período de transição entre a atual concessão e a nova é de até 24 meses, período em que a tarifa, de R$ 6, ficará congelada. (Era a partir do primeiro trimestre de 2026 e a transição era de 16 meses entre os atuais contratos e as novas operações);</p>
<p><strong>INVESTIMENTOS E TEMPO DE CONTRATO:</strong></p>
<p>Como tem mostrado o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a concorrência contempla investimentos totais em 15 anos estão estimados de R$ 3,9 bilhões, sendo que R$ 2,6 bilhões serão aplicados até o quinto ano. O modelo de concessão foi desenhado em conjunto com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A maior parte dos investimentos seriam voltados aos ônibus elétricos, enquanto o restante custearia baterias, carregadores, dois eletropostos públicos, 12 novas estações-tubo e sistemas de contagem de embarques e desembarques.</p>
<p>A manutenção das estações passará a ser responsabilidade das concessionárias, e os investimentos contarão com financiamento de pouco mais de R$ 1 bilhão, obtido por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW).</p>
<p>Estes investimentos incluem a aquisição de 250 ônibus elétricos em cinco anos, de 149 ônibus a diesel modelo Euro 6 no início do contrato e mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, nos terminais Capão Raso e Capão da Imbuia, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores). Além disso, estão programadas a construção e requalificação de 16 estações-tubo, reformulação de traçados de 30 itinerários e criação de cinco novas linhas.</p>
<p>A frota operacional será ampliada de 1.189 para 1.234 ônibus e os novos veículos virão equipados com câmeras de monitoramento e ar-condicionado.</p>
<p><strong>NÚMEROS ATUAIS:</strong></p>
<p>Dos 15 milhões de passageiros por mês que utilizam o transporte da capital, 3,2 milhões são da Região Metropolitana, que entram no sistema sem ter que pagar uma nova passagem. São 22 terminais de integração, 244 linhas urbanas, 62 linhas metropolitanas que integram com o sistema e três linhas mistas (urbanas e metropolitanas). A frota é de 1,1 mil ônibus.</p>
<p><strong>CUSTOS DO SISTEMA E SUBSÍDIOS:</strong></p>
<p>Os subsídios gerais para o sistema ser operado, dentro da estimativa de custo inicial de R$ 1,12 bilhão no primeiro ano (atualmente, este custo para 2025 é estimado em R$ 1,1 bilhão), serão divididos da seguinte forma: no primeiro ano de concessão, serão desembolsados R$ 266,4 milhões, dos quais R$ 53 milhões do Estado e R$ 184,3 milhões do município, inferior ao projetado para 2025, de R$ 301 milhões.</p>
<p>A remuneração muda de acordo com cada lote operacional. O sistema será dividido em cinco. Segundo a prefeitura, para o lote BRT 1 está prevista a remuneração de referência de R$ 4,81 bilhões no período de 15 anos; para o lote BRT 2, R$ 3,46 bilhões; para o lote Norte, R$ 2,94 bilhões; para o lote Oeste, R$ 3,6 bilhões; e para o lote Sul, R$ 3,24 bilhões.</p>
<p><strong>ÔNIBUS ELÉTRICOS, CARREGADORES DE BATERIAS E EURO 6:</strong></p>
<p>A estimativa da gestão é de até 2030, 33% da frota de ônibus será de emissão zero, dentro do prazo desta concessão, e que até 2050 toda a frota será elétrica. O novo modelo de concessão apresentado pela Urbs prevê a aquisição de 245 ônibus elétricos nos primeiros cinco anos, a substituição de 149 veículos a diesel por modelos menos poluentes e a instalação de ar-condicionado nos novos coletivos, exceto nos modelos comuns e nos micro-ônibus. Serão mais 1.084 veículos ao longo de 15 anos. Também prevê a construção de dois eletropostos públicos, com 42 carregadores, nos próximos cinco anos, e infraestrutura de carregamento nas garagens (107 carregadores).</p>
<p><strong>Eletrificação gradual da frota acompanhando a infraestrutura: </strong>O objetivo é evitar problemas como ocorreram na capital paulista, onde a frota de ônibus elétricos não avançou de acordo com as metas da prefeitura porque a distribuidora de energia, ENEL, não aumentou a tempo a capacidade de tensão das redes dos bairros e não fez a ligação para as garagens. Houve erro de planejamento também por parte da prefeitura.  Dezenas de coletivos 0 km e carregadores instalados pelas viações ficaram meses sem funcionar por causa disso. Desde 17 de outubro de 2022, as empresas de ônibus de São Paulo foram proibidas de comprar veículos a diesel, mas não conseguiram colocar os elétricos para funcionar e, com isso, não puderam trocar os veículos, envelhecendo a frota em operação. A proibição do diesel sem a definição da infraestrutura foi o principal erro da gestão municipal de São Paulo, de acordo com especialistas. É o que noticiou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> – Relembre neste link: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/">https://diariodotransporte.com.br/2025/04/10/para-alem-da-dependencia-somente-das-baterias-e-das-distribuidoras-de-energia-eletrica-diversificacao-e-a-palavra/</a></p>
<p><strong>BILHETE ÚNICO (FINALMENTE)</strong></p>
<p>A administração municipal promete ainda implantar integração temporal por meio de um Bilhete Único, como ocorre em São Paulo desde 2003, e, finalmente, deve sair do papel na capital paranaense, onde ainda hoje, para mudar de ônibus entre algumas linhas sem pagar a segunda passagem, o usuário precisa se deslocar a terminais, gerando inclusive viagens negativas, que ocorrem quando é necessário retroceder a rota prevista para depois continuar.</p>
<p>Curitiba, que já foi no passado considerada referência em mobilidade, não possui um sistema de fato de Bilhete Único, algo que até cidades menores e menos afamadas já têm.</p>
<p>Atualmente, 65% das viagens de Curitiba ocorrem com integração, em que o passageiro troca de linha sem pagar uma segunda passagem. A maioria das integrações são físicas, em terminais e estações-tubo, mas vem crescendo o número das conexões temporais, realizadas, por um determinado período de tempo, fora destes espaços e em outros pontos.</p>
<p><strong>FROTA MAIS CONFORTÁVEL:</strong></p>
<p>Além dos ônibus elétricos, a concessão vai prever frota mais confortável que a atual. Atrás de muitas cidades, inclusive de pequenas, a capital paranaense, que foi perdendo o posto de bom exemplo de transportes por ônibus quanto a frota, possui uma quantidade muito pequena de ônibus com ar-condicionado, wi-fi, carregadores USB para celulares entre outros itens. Os duros bancos de fibra ou de plástico nos coletivos devem dar espaço para poltronas com estofamento e melhor ergonomia.</p>
<p><strong>FUNDO GARANTIDOR:</strong></p>
<p>Uma das novidades para o sistema de ônibus curitibano é a criação de um fundo garantidor para manter segurança econômica e financeira aos serviços e contratos. O fundo garantidor será destinado para a concessão como um todo, sendo alimentado com recursos do Fundo de Participação dos Municípios, dos repasses do IPI, do ICMS e do Imposto de Renda, que poderá ser utilizado em caso de inadimplência e também como subsídio, garantindo maior segurança financeira e contratual ao sistema.</p>
<p><strong>VLT (VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS):</strong></p>
<p>Os estudos da nova concessão também contemplam simulações, a partir do quinto ano, para a entrada em operação do VLT Curitiba, projeto que está em estudo e que ligará o Centro Cívico ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.</p>
<p><strong>OUTRAS PROMESSAS:</strong></p>
<p><strong>&#8211; Implementação de indicadores de qualidade e eficiência;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Operação de novas ferramentas de gestão de embarques e desembarques;</strong></p>
<p><strong>&#8211; Modernização do controle de acesso a terminais e estações-tubo;</strong></p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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