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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Ônibus podem ter até 70% da frota paralisada em Manaus (AM) a partir de segunda-feira (9)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/06/onibus-podem-ter-ate-70-da-frota-paralisada-em-manaus-am-a-partir-de-segunda-feira-9/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 06 Nov 2026 16:22:02 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Sindicato dos rodoviários ameaça interromper parte da operação caso os salários dos trabalhadores não sejam pagos até sábado (7); cerca de 7 mil profissionais dependem do setor YURI SENA O transporte público coletivo de Manaus (AM) poderá enfrentar uma paralisação de até 70% da frota de ônibus a partir da próxima segunda-feira, 9 de novembro [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="600" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/02/55090257571_a3aebe698b_c.jpg?fit=800%2C600&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/02/55090257571_a3aebe698b_c.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/02/55090257571_a3aebe698b_c.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/02/55090257571_a3aebe698b_c.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/02/55090257571_a3aebe698b_c.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/02/55090257571_a3aebe698b_c.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Sindicato dos rodoviários ameaça interromper parte da operação caso os salários dos trabalhadores não sejam pagos até sábado (7); cerca de 7 mil profissionais dependem do setor</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O transporte público coletivo de Manaus (AM) poderá enfrentar uma paralisação de até 70% da frota de ônibus a partir da próxima segunda-feira, 9 de novembro de 2026. </span><span style="font-weight: 400;">A possibilidade foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM), que condiciona a mobilização ao pagamento dos salários dos funcionários até este sábado (7).</span></p>
<p>A confirmação foi divulgada pelo sindicato em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (6), após uma coletiva de imprensa conduzida pelo presidente da entidade, Givancir Oliveira.</p>
<p>Segundo o dirigente, os trabalhadores aguardam a regularização dos pagamentos, cujo prazo termina neste sábado. Caso os valores não sejam depositados integralmente até a data estabelecida, a categoria deverá suspender completamente a circulação dos ônibus na capital amazonense.</p>
<p>Na manifestação, Oliveira também criticou os atrasos nos pagamentos e afirmou que os trabalhadores não aceitarão novos descumprimentos das obrigações trabalhistas. O presidente declarou ainda que a categoria está mobilizada para realizar a paralisação.</p>
<p>De acordo com o sindicato, aproximadamente 7 mil trabalhadores e trabalhadoras dependem diretamente das atividades do transporte coletivo na região. A eventual interrupção do serviço poderá afetar os deslocamentos dos passageiros que utilizam diariamente os ônibus em Manaus.</p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Bahia abre novo chamamento emergencial para 67 linhas de ônibus da Região Metropolitana de Salvador</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/06/bahia-abre-novo-chamamento-emergencial-para-67-linhas-de-onibus-da-regiao-metropolitana-de-salvador/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Fri, 06 Nov 2026 15:54:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Seleção prevê 270 ônibus em quatro lotes, além da frota reserva. Propostas vão até 16 de novembro, e a menor idade média dos veículos será o principal critério de escolha. ADAMO BAZANI A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) abriu nesta sexta-feira, 6 de novembro de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="636" height="476" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-12.51.25.jpeg?fit=636%2C476&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-12.51.25.jpeg?w=636&amp;ssl=1 636w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-12.51.25.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-12.51.25.jpeg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-06-at-12.51.25.jpeg?resize=400%2C299&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 636px) 100vw, 636px" /> <p><em>Seleção prevê 270 ônibus em quatro lotes, além da frota reserva. Propostas vão até 16 de novembro, e a menor idade média dos veículos será o principal critério de escolha.</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) abriu nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, um novo chamamento para contratar empresas que operem 67 linhas de ônibus da Região Metropolitana de Salvador (BA). A seleção abrange ligações entre municípios vizinhos e serviços que levam passageiros aos terminais de integração com o metrô. As empresas têm até as 23h59 de 16 de novembro para apresentar propostas.</p>
<p>Os contratos emergenciais terão duração de até 12 meses para manter os ônibus em circulação diante do fim dos contratos atuais e enquanto o Estado prepara a licitação definitiva. As linhas foram divididas em quatro lotes, com frota operacional mínima de 270 ônibus e reserva de pelo menos 10% por lote. É a segunda seleção para esse serviço em 2026. A primeira, divulgada em setembro, foi revogada pela própria Agerba em outubro, após ser contestada na Justiça pela Expresso Luxo Vitória Ltda., a Expresso Vitória.</p>
<h2>Quatro lotes reúnem linhas de integração e ligações entre municípios</h2>
<p>O anexo do chamamento soma cerca de 2,45 milhões de passageiros por mês como referência para dimensionar o serviço. O lote 2 tem a maior demanda mensal e o maior número de ônibus previstos. O lote 1 reúne o maior número de linhas.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Lote</th>
<th>Linhas</th>
<th>Ônibus em operação</th>
<th>Passageiros por mês, segundo o edital</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>1</td>
<td>21</td>
<td>63</td>
<td>547.677</td>
</tr>
<tr>
<td>2</td>
<td>16</td>
<td>74</td>
<td>718.841</td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td>16</td>
<td>67</td>
<td>611.150</td>
</tr>
<tr>
<td>4</td>
<td>14</td>
<td>66</td>
<td>575.709</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>67</td>
<td>270</td>
<td>2.453.377</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O lote 1 inclui as ligações de Dias d’Ávila e Mata de São João com o Terminal Águas Claras, de Camaçari com Dias d’Ávila pela BA-093 e do Terminal Aeroporto com Buraquinho e o Hospital Metropolitano.</p>
<p>No lote 2 estão linhas de Lauro de Freitas para Piatã e o Terminal Mussurunga, além de serviços que ligam Vilas do Atlântico e Vida Nova ao Terminal Aeroporto. A linha 846, de Lauro de Freitas a Piatã via Terraplac, tem previsão de 12 ônibus e cerca de 108 mil passageiros por mês.</p>
<p>O lote 3 reúne serviços de Vila de Abrantes, Jauá, Monte Gordo e Praia do Forte para o Terminal Aeroporto, além da ligação entre Lauro de Freitas e Simões Filho via CIA I. A linha 885, de Vila de Abrantes ao Terminal Aeroporto, tem a maior demanda de referência entre as 67 linhas, com 154.371 passageiros por mês e 14 ônibus previstos.</p>
<p>O lote 4 concentra ligações de Simões Filho, Candeias, Madre de Deus, São Francisco do Conde e São Sebastião do Passé com Salvador, além de serviços entre municípios vizinhos. Entre as linhas estão Simões Filho–Terminal Águas Claras, com 12 ônibus, Simões Filho–Terminal Mussurunga e Simões Filho–Terminal da França, estas duas com dez veículos cada.</p>
<h2>Idade da carroceria será decisiva na seleção</h2>
<p>A Agerba vai classificar as propostas pela menor idade média da frota de cada lote. A conta considera o ano de fabricação da carroceria de todos os veículos ofertados, inclusive os da reserva. A disponibilidade imediata de um sistema de monitoramento integrado à agência é o critério complementar. Em caso de empate, o primeiro critério de desempate será a menor idade do ônibus mais antigo da frota proposta.</p>
<p>Empresas e consórcios podem disputar mais de um lote, desde que comprovem capacidade para operar todos simultaneamente. A frota pode ser própria, alugada, arrendada ou vinculada a um compromisso de disponibilização. Entre as exigências estão comprovar experiência mínima de cinco anos no transporte de passageiros e dispor de garagem na região da operação.</p>
<p>As propostas devem ser enviadas pelo e-mail <a href="mailto:diretoria.executiva@agerba.ba.gov.br">diretoria.executiva@agerba.ba.gov.br</a>. A agência prevê até cinco dias úteis para a análise após o fim do prazo de envio. A primeira colocada de cada lote terá 20 dias, a partir da convocação, para apresentar frota, garagem, bilhetagem e sistema de monitoramento para vistoria. A contratação depende da aprovação nessa etapa. As operadoras que já prestam o serviço disputam a seleção pelas mesmas regras.</p>
<p>As contratadas deverão cumprir os itinerários, horários e frequências definidos pela Agerba, manter veículos acessíveis e rastreados por GPS e enviar dados de bilhetagem em até 48 horas após cada dia de operação. A agência quer usar os registros de passageiros por linha, viagem e faixa horária para dimensionar a rede da futura concessão.</p>
<h2>Frota mais nova terá remuneração maior por passageiro</h2>
<p>A seleção usa duas médias de idade para finalidades diferentes. A média de cada lote serve para classificar as propostas. Já a média do conjunto de ônibus contratados nos quatro lotes servirá para enquadrar o sistema na tabela de remuneração, mesmo que haja operadoras diferentes.</p>
<p>Na tabela, uma frota com média de 13 anos corresponde a valores de R$ 5,62, R$ 8,43 e R$ 11,24 por passageiro, conforme o anel tarifário da linha. No enquadramento de sete anos, os valores sobem para R$ 6,43, R$ 9,64 e R$ 12,85. Sete anos é o piso usado no cálculo da remuneração. Uma frota com média inferior entra nessa mesma faixa.</p>
<p>Esses valores são a referência de remuneração das empresas. O chamamento ainda não define quanto o passageiro pagará após a contratação. Os documentos preservam as regras de integração, a meia-passagem estudantil e as gratuidades previstas em lei.</p>
<h2>Do ônibus direto ao centro à integração com o metrô</h2>
<p>Antes da expansão do metrô, linhas metropolitanas levavam passageiros de municípios vizinhos diretamente a bairros de Salvador como Comércio, Barra e Pituba. O sistema metroviário começou a operar em junho de 2014, com quatro estações entre Lapa e Acesso Norte. À medida que a rede sobre trilhos e os terminais de integração se expandiram, parte das linhas de ônibus passou a encerrar o itinerário nesses terminais. Assim, viagens que antes eram feitas em um único ônibus passaram, em vários casos, a exigir uma transferência para o metrô.</p>
<p>O termo de referência descreve o modelo em que o passageiro paga uma única tarifa ao usar o cartão de integração e seguir do ônibus para o metrô em até três horas. Nesse arranjo, 60% do valor são destinados ao metrô e 40% à operadora de ônibus.</p>
<p>Segundo a Agerba, a reorganização da rede foi acompanhada de perda de passageiros nos ônibus metropolitanos, queda de receita, envelhecimento da frota e piora na qualidade do serviço. A pandemia de Covid-19 agravou a situação a partir de 2020, com restrições à operação, nova queda na demanda e expansão do transporte clandestino, de acordo com a agência.</p>
<h2>Acordo com o Ministério Público previa licitação durante a operação temporária</h2>
<p>Em dezembro de 2024, o Estado e o Ministério Público da Bahia firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta para regularizar o transporte rodoviário intermunicipal de passageiros até a realização de licitações. Em fevereiro de 2025, um acordo específico para a Região Metropolitana de Salvador previu a contratação emergencial por um ano. Na ocasião, o governo informou que pretendia realizar a licitação definitiva dentro desse período.</p>
<p>Em agosto de 2025, como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, o Estado prorrogou os contratos emergenciais da Expresso Vitória, da Expresso Metropolitano e da Atlântico Transportes. As três empresas haviam anunciado que deixariam o serviço, alegando inviabilidade financeira. Em junho de 2026, a Agerba informou que o sistema tinha 67 linhas, distribuídas entre Expresso Vitória, com 40, Avanço Transportes, com 15, Expresso Metropolitano, com sete, e Atlântico Transportes, com cinco.</p>
<p>A agência publicou a primeira seleção emergencial de 2026 em setembro. Ao revogar o procedimento em outubro, citou um mandado de segurança apresentado pela Expresso Vitória na 15ª Vara da Fazenda Pública de Salvador. A revogação foi uma decisão administrativa da Agerba, que comunicou o ato à Justiça e pediu o encerramento do processo. O novo chamamento mantém a menor idade média da frota por lote como principal critério de seleção.</p>
<p>A futura concessão segue em fase de estudos. A Fundace trabalha no desenho da rede integrada, com a revisão das ligações atuais e a avaliação de novos atendimentos. O projeto AcoplaRE, com participação da cooperação alemã GIZ, estuda a descarbonização da frota, incluindo a eletrificação de linhas. A Agerba também cita a implantação do VLT entre os fatores que exigem rever a organização dos ônibus metropolitanos. O chamamento emergencial ainda não traz data para a publicação do edital definitivo.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Governo de Minas altera benefício fiscal sobre diesel para a Viação Umuarama; Gontijo, Gardênia e outras empresas estão entre as transportadoras credenciadas</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/06/governo-de-minas-altera-beneficio-fiscal-sobre-diesel-para-a-viacao-umuarama-gontijo-gardenia-e-outras-empresas-estao-entre-as-transportadoras-credenciadas/</link>
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    <pubDate>Fri, 06 Nov 2026 15:31:44 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Medida publicada nesta quinta-feira (5) modifica prazo de autorização para compra de combustível com abatimento de ICMS; programa estadual permite redução de custos operacionais de empresas de ônibus urbanos, metropolitanos e intermunicipais, mediante regras de credenciamento e limites de consumo ADAMO BAZANI O Governo de Minas Gerais publicou nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="964" height="661" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/dtetre.jpg?fit=964%2C661&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/dtetre.jpg?w=964&amp;ssl=1 964w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/dtetre.jpg?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/dtetre.jpg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/dtetre.jpg?resize=768%2C527&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/dtetre.jpg?resize=400%2C274&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 964px) 100vw, 964px" /> <p><em>Medida publicada nesta quinta-feira (5) modifica prazo de autorização para compra de combustível com abatimento de ICMS; programa estadual permite redução de custos operacionais de empresas de ônibus urbanos, metropolitanos e intermunicipais, mediante regras de credenciamento e limites de consumo</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo de Minas Gerais publicou nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, uma alteração no credenciamento da Viação Umuarama Ltda. para a aquisição de óleo diesel com benefício fiscal de ICMS. A medida modifica o encerramento da autorização da transportadora, que passa a ter como data final 28 de outubro de 2026, com efeitos retroativos, e estabelece um volume máximo de 316.344 litros para o período iniciado em 1º de maio. A publicação ocorre poucos dias depois de o Estado renovar a relação de empresas autorizadas a comprar diesel com abatimento tributário entre novembro de 2026 e abril de 2027. O novo cadastro também contempla outras operadoras de ônibus, incluindo empresas tradicionais do transporte mineiro.</p>
<p>O benefício permite que transportadoras credenciadas adquiram diesel misturado ao biodiesel com redução no preço, correspondente a um crédito presumido de ICMS concedido à distribuidora de combustíveis, desde que cumpridas as exigências da legislação estadual. A iniciativa busca reduzir uma das principais despesas operacionais dos serviços de ônibus, o combustível, e pode contribuir para o equilíbrio econômico dos sistemas de transporte. A autorização, entretanto, não representa repasse de dinheiro diretamente às empresas, tampouco determina redução automática das tarifas pagas pelos passageiros. O abatimento ocorre na operação de fornecimento do diesel, e as quantidades estabelecidas pelo Estado são limites autorizados, não volumes necessariamente adquiridos.</p>
<h2>O que mudou para a Viação Umuarama</h2>
<p>A alteração específica foi determinada pela Superintendência de Fiscalização da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais, por meio da Portaria SUFIS nº 516, assinada em 4 de novembro de 2026 pelo superintendente Carlos Renato Machado Confar.</p>
<p>A publicação modifica o cadastro da Viação Umuarama que havia sido estabelecido em abril, referente ao período anterior de concessão do benefício.</p>
<p>A empresa, identificada pelo núcleo de CNPJ 76.354.281, permanece vinculada a um volume máximo autorizado de 316.344 litros.</p>
<p>A mudança está na data final da vigência, estabelecida em 28 de outubro de 2026, em substituição ao encerramento anteriormente previsto para 31 de outubro.</p>
<p>A medida produz efeitos retroativos a 28 de outubro.</p>
<p>Há também uma segunda movimentação envolvendo a mesma empresa.</p>
<p>O Governo de Minas publicou uma retificação da Portaria SUFIS nº 514, de 29 de outubro de 2026, que estabeleceu a relação de transportadoras credenciadas para o semestre iniciado em novembro.</p>
<p>Na versão originalmente publicada, a Viação Umuarama aparecia na parte final da relação, com os mesmos 316.344 litros de limite autorizado.</p>
<p>Na retificação, essa entrada é excluída da listagem, e as transportadoras seguintes são renumeradas.</p>
<p>Portanto, a documentação mostra duas providências relacionadas: o ajuste do encerramento da autorização anterior e a retirada da empresa da relação correspondente ao novo período.</p>
<p>É importante diferenciar essas alterações de uma eventual punição.</p>
<p>As publicações consultadas não apresentam justificativa específica para a mudança de vigência nem identificam infração administrativa, penalidade ou irregularidade cometida pela Viação Umuarama.</p>
<p>Também não comprovam que a empresa tenha perdido concessões de transporte ou interrompido serviços.</p>
<p>O efeito comprovado é tributário e cadastral, relacionado ao acesso ao abatimento nas aquisições de diesel.</p>
<h2>O que é o benefício fiscal de ICMS sobre o diesel</h2>
<p>O ICMS é um imposto estadual que incide sobre operações de circulação de mercadorias, incluindo combustíveis, conforme as regras próprias de tributação de cada produto.</p>
<p>No caso do diesel utilizado no transporte coletivo, Minas Gerais adotou um mecanismo de crédito presumido para reduzir o preço de aquisição do combustível por determinadas empresas.</p>
<p>O crédito presumido é uma técnica tributária pela qual a legislação permite que o contribuinte responsável pela operação utilize um crédito calculado segundo critérios previamente estabelecidos.</p>
<p>Nesse programa, quem recebe formalmente o crédito presumido é a distribuidora de combustíveis credenciada.</p>
<p>A distribuidora deve repassar o valor correspondente ao benefício à transportadora, por meio de abatimento no preço do diesel.</p>
<p>Assim, embora o incentivo seja concedido no âmbito tributário à distribuidora, a redução econômica deve chegar à empresa de ônibus que compra o combustível.</p>
<p>O modelo não consiste em devolver dinheiro diretamente ao passageiro nem em depositar recursos públicos na conta da transportadora.</p>
<p>Também não significa que o ICMS deixe integralmente de existir sobre o combustível.</p>
<p>O abatimento possui uma fórmula específica, definida no Regulamento do ICMS de Minas Gerais.</p>
<p>O item 36 da Parte 1 do Anexo IV do Decreto nº 48.589/2023 estabelece crédito presumido equivalente a 75,7532% do valor da alíquota específica do ICMS aplicável ao diesel, observadas as regras fiscais pertinentes.</p>
<p>É importante compreender que esse percentual não corresponde a um desconto de 75,7532% sobre o preço total do combustível.</p>
<p>O cálculo incide sobre o valor tributário de referência, e não sobre todo o preço comercial do litro.</p>
<p>Por isso, o desconto efetivo em reais depende da alíquota específica vigente e das condições estabelecidas na legislação.</p>
<p>O mecanismo está regulamentado especialmente pelo artigo 447 do Anexo VIII do Regulamento do ICMS mineiro.</p>
<p>Entre as exigências estão a regularidade do serviço de transporte, o credenciamento das empresas e distribuidoras e a utilização do combustível nas operações de transporte público abrangidas pelo programa.</p>
<p>A legislação determina ainda que o abatimento seja demonstrado na documentação fiscal da operação.</p>
<p>Isso permite ao Estado acompanhar a aplicação do incentivo e fiscalizar se as compras estão relacionadas às atividades autorizadas.</p>
<h2>Quanto o benefício pode representar de economia para as empresas de ônibus?</h2>
<p>Em 2026, a alíquota nacional específica de ICMS sobre o diesel foi fixada em R$ 1,17 por litro.</p>
<p>Considerando a fórmula de 75,7532% prevista na legislação mineira consultada, o abatimento de referência equivale a aproximadamente R$ 0,8863 por litro de combustível adquirido dentro das condições do programa.</p>
<p>Isso significa uma redução potencial de cerca de 89 centavos por litro, sem que seja necessário aplicar um desconto percentual sobre o preço comercial total do diesel.</p>
<p>Para compreender a dimensão econômica, uma empresa que adquira 100 mil litros de combustível enquadrados no programa poderá ter um abatimento de referência da ordem de R$ 88,6 mil.</p>
<p>No caso da Viação Umuarama, o volume máximo de 316.344 litros, se integralmente adquirido com o benefício e calculado com a mesma referência tributária, corresponderia a uma redução potencial de aproximadamente R$ 280,4 mil.</p>
<p>O valor é uma simulação matemática, não um pagamento realizado pelo governo ou uma economia efetivamente comprovada da empresa.</p>
<p>Para determinar o benefício real recebido, seria necessário conhecer as quantidades adquiridas, as datas das operações, as notas fiscais e as condições tributárias aplicáveis a cada fornecimento.</p>
<p>Também é necessário distinguir a referência de 2026 das regras futuras. O Confaz aprovou em outubro uma elevação da alíquota específica nacional do diesel para R$ 1,30 por litro, com efeitos previstos para fevereiro de 2027, o que poderá alterar os valores de referência do mecanismo, conforme a legislação então vigente.</p>
<div>
<div></div>
<p>Comsefaz+1</p></div>
<h2>Gontijo já apareceu com autorização para mais de 11 milhões de litros; Saritur, Sorriso de Minas e outras empresas também foram contempladas</h2>
<p>A pesquisa realizada pelo Diário do Transporte nas portarias anteriores da Secretaria de Estado de Fazenda mostra que o mecanismo possui abrangência expressiva no setor de transporte coletivo de Minas Gerais.</p>
<p>A relação válida para o semestre iniciado em maio de 2026 contemplava a Empresa Gontijo de Transportes S.A., com limite de 11.354.298 litros.</p>
<p>É uma quantidade significativa e que demonstra como o benefício pode alcançar empresas com operação de grande porte.</p>
<p>A Saritur Santa Rita Transporte Urbano e Rodoviário Ltda. também constava no credenciamento, com 9.864.000 litros.</p>
<p>A Viação Sorriso de Minas Ltda. aparecia com 6.600.000 litros, enquanto a S&amp;M Transportes S.A. tinha limite de 4.578.444 litros.</p>
<p>A Viação Sidon Ltda. contava com 2.993.670 litros autorizados.</p>
<p>Outras empresas de transporte metropolitano, urbano e intermunicipal também integravam a relação.</p>
<p>Entre elas estavam a São Cristóvão Transportes Ltda., a Rodopass Transporte Coletivo de Passageiros Ltda., a Rodap Operadora de Transportes Ltda., a Viação Belo Monte Transportes Coletivos S.A., a Via BH Coletivos Ltda. e a Via Ouro Coletivos Ltda.</p>
<p>Essas autorizações demonstram que o incentivo não está limitado a um único segmento ou a empresas de uma determinada região mineira.</p>
<p>Há transportadoras com diferentes perfis operacionais e necessidades de abastecimento.</p>
<p>A abrangência também alcança cooperativas de transporte público de baixa capacidade, desde que atendidos os requisitos específicos da legislação.</p>
<p>O histórico de credenciamentos mostra, portanto, que o mecanismo já vinha sendo utilizado pelo setor antes da publicação de novembro.</p>
<p>A nova relação, estabelecida pela Portaria SUFIS nº 514, substituiu a anterior a partir de 1º de novembro de 2026.</p>
<p>Como os limites são definidos para períodos determinados, os volumes de um semestre não devem ser tratados automaticamente como autorização permanente.</p>
<h2>Veja empresas que já receberam autorização para adquirir diesel com abatimento de ICMS</h2>
<p>O levantamento abaixo utiliza principalmente a relação de maio a outubro de 2026, incluindo alterações publicadas posteriormente. São limites de aquisição autorizados no período, e não quantidades comprovadamente consumidas.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Empresa</th>
<th>Limite autorizado</th>
</tr>
<tr>
<td>Empresa Gontijo de Transportes</td>
<td>11.354.298 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Saritur Santa Rita Transporte Urbano e Rodoviário</td>
<td>9.864.000 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Turilessa</td>
<td>7.109.502 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Viação Sorriso de Minas</td>
<td>6.600.000 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>S&amp;M Transportes</td>
<td>4.578.444 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Territorial Transportes e Empreendimentos</td>
<td>3.900.000 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Viação Sidon</td>
<td>2.993.670 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Empresa São Gonçalo</td>
<td>2.625.000 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>São Cristóvão Transportes</td>
<td>2.358.702 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Urca Auto Ônibus</td>
<td>2.255.000 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Rodopass Transporte Coletivo de Passageiros</td>
<td>2.252.028 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Viação Belo Monte Transportes Coletivos</td>
<td>1.851.123 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Expresso União</td>
<td>1.576.644 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Mobi Transporte Urbano</td>
<td>1.507.500 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Auto Ônibus Nova Suíssa</td>
<td>1.470.000 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Viação Zurick</td>
<td>1.400.000 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Via Ouro Coletivos</td>
<td>1.100.000 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Viação Umuarama</td>
<td>316.344 litros</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Os números da tabela abrangem registros anteriores e não devem ser interpretados como a listagem integral e definitiva das transportadoras atualmente habilitadas. Em alguns casos houve alterações de vigência dentro do próprio semestre.</p>
<p>A Gontijo, por exemplo, já constava também no cadastro referente a novembro de 2025 a abril de 2026, com o mesmo limite semestral de 11.354.298 litros.</p>
<p>Outra transportadora de relevância histórica, a Viação São Cristóvão Limitada, também apareceu no cadastro anterior, com volume máximo de 880 mil litros e vigência posteriormente ajustada para terminar em março de 2026.</p>
<p>A existência de mais de uma empresa com denominação semelhante exige atenção: a Viação São Cristóvão Limitada e a São Cristóvão Transportes Ltda. são identificadas por núcleos de CNPJ diferentes nas relações oficiais.</p>
<p>Da mesma maneira, a Viação São Geraldo Sacramento Ltda., com 533.808 litros no cadastro de maio a outubro de 2026, não deve ser automaticamente confundida com outras empresas que utilizaram o nome São Geraldo ao longo da história do transporte rodoviário.</p>
<p>A pesquisa também localizou a inclusão da Turin Transportes Ltda. e da UTIL – União Transporte Interestadual de Luxo Ltda. em uma atualização de maio de 2026, com limites de 730.873 litros e 905.121 litros, respectivamente, para vigência iniciada em junho e encerrada em outubro.</p>
<p>Na relação anterior, a Viação Sertaneja Ltda., identificada como empresa em recuperação judicial, teve volume de 1.237.500 litros, mas a vigência de seu credenciamento foi posteriormente modificada para terminar em junho de 2026.</p>
<p>Essas movimentações revelam a necessidade de acompanhar não somente a inclusão das empresas, mas também as alterações de seus períodos de autorização.</p>
<h2>Como as empresas conseguem autorização para comprar diesel com desconto</h2>
<p>O acesso ao benefício depende de credenciamento na Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais.</p>
<p>O procedimento está previsto no Regulamento do ICMS e envolve informações sobre a situação da transportadora, a operação dos serviços públicos e o volume de combustível necessário.</p>
<p>Entre as principais condições estão a existência de concessão ou permissão vigente para o transporte de passageiros, o cumprimento das exigências cadastrais e a utilização do diesel nas atividades efetivamente abrangidas pela legislação.</p>
<p>A transportadora precisa solicitar sua inclusão, alteração ou reativação no cadastro e apresentar a documentação exigida pelo Estado.</p>
<p>O procedimento pode ser realizado pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI).</p>
<p>Os limites de aquisição podem considerar dados históricos de consumo e faturamento, além da participação das atividades de transporte público abrangidas pelo benefício no conjunto das operações do estabelecimento.</p>
<p>Também podem ser consideradas informações fornecidas pelo poder público responsável pela concessão ou permissão do serviço.</p>
<p>O regulamento admite alterações nos volumes quando mudanças operacionais justificam aumento ou redução das necessidades de combustível.</p>
<p>Isso pode ocorrer, por exemplo, em razão de modificações de frota, itinerários, quantidade de viagens ou distâncias percorridas.</p>
<p>O cálculo e a definição do limite, entretanto, dependem de comprovação e das condições regulamentares, não sendo consequência automática de qualquer mudança na operação.</p>
<p>Depois do credenciamento, a transportadora precisa adquirir o diesel de distribuidora também autorizada pelo Estado.</p>
<p>A legislação prevê que o distribuidor conceda o abatimento correspondente ao crédito presumido e registre a operação na documentação fiscal.</p>
<p>O controle busca impedir que volumes beneficiados sejam utilizados em atividades não abrangidas pelo programa.</p>
<p>O Regulamento do ICMS prevê, inclusive, a responsabilidade da transportadora pelo recolhimento do imposto indevidamente desonerado, com acréscimos legais, em situações como destinação irregular do combustível ou compras acima dos limites autorizados.</p>
<p>Isso demonstra que o credenciamento não equivale a uma autorização irrestrita para comprar diesel com desconto.</p>
<div>
<div></div>
<p>Portal MG+2</p></div>
<h2>Por que o desconto no diesel é importante para as empresas e para os passageiros</h2>
<p>O combustível é um componente importante do custo operacional dos ônibus movidos a diesel.</p>
<p>Para empresas que percorrem grandes distâncias ou operam frotas numerosas, variações relativamente pequenas no custo por litro podem representar diferenças expressivas nas despesas mensais.</p>
<p>A redução de custos pode contribuir para a sustentabilidade dos serviços, especialmente em sistemas que dependem de tarifas reguladas e possuem obrigações de frequência, horários, frota e atendimento.</p>
<p>O benefício, entretanto, não significa necessariamente que o passageiro pagará menos pela passagem.</p>
<p>Nos serviços urbanos e metropolitanos, as tarifas podem depender de decisões do poder concedente, contratos e estruturas de subsídios.</p>
<p>Nos serviços intermunicipais, também existem regras próprias para cálculo e reajuste dos valores cobrados.</p>
<p>O efeito do incentivo deve ser analisado de acordo com a maneira como o benefício tributário é considerado nas planilhas de custos e na remuneração das empresas.</p>
<p>Se a redução no preço do diesel estiver incorporada ao cálculo econômico-financeiro de um contrato, poderá contribuir para diminuir a necessidade de recursos destinados ao combustível.</p>
<p>Isso não equivale, porém, a uma obrigação automática de redução tarifária em percentual correspondente.</p>
<p>Outro ponto é que o combustível representa apenas uma parte das despesas das transportadoras.</p>
<p>Os custos também incluem salários e encargos trabalhistas, manutenção, pneus, peças, seguros, renovação da frota, instalações e outras obrigações operacionais.</p>
<p>A redução do ICMS sobre o diesel não elimina esses gastos.</p>
<p>Por outro lado, a existência de empresas com diferentes tipos de operação na lista de credenciamento mostra que o benefício possui uma função mais ampla de política de transporte.</p>
<p>A medida alcança serviços que atendem deslocamentos urbanos, metropolitanos e intermunicipais, contribuindo para reduzir parte dos custos de operação dos veículos a diesel.</p>
<h2>O programa já passou por mudanças na legislação e nos critérios de concessão</h2>
<p>O benefício sobre o diesel utilizado no transporte público de Minas Gerais não foi criado em novembro de 2026.</p>
<p>A legislação estadual já contemplava mecanismos de redução da tributação nas aquisições de combustível por empresas de transporte de passageiros.</p>
<p>Em períodos anteriores, o Estado utilizou o instrumento da redução de base de cálculo do ICMS.</p>
<p>A Secretaria de Estado de Fazenda registra alterações importantes a partir de 2021, quando foram reorganizados os procedimentos de credenciamento das transportadoras.</p>
<p>Posteriormente, com as modificações na tributação dos combustíveis e a adoção do ICMS monofásico, calculado por valores específicos por unidade de medida, o mecanismo passou a utilizar o crédito presumido.</p>
<p>O Decreto nº 48.589, de março de 2023, estabeleceu o novo Regulamento do ICMS mineiro.</p>
<p>O Decreto nº 48.646, de junho daquele ano, disciplinou condições relacionadas ao benefício nas operações com diesel.</p>
<p>Outras alterações foram realizadas posteriormente, incluindo modificações no artigo 447 do regulamento.</p>
<p>O modelo atualmente analisado prevê o abatimento no fornecimento do combustível por distribuidoras credenciadas, dentro dos limites autorizados para cada transportadora.</p>
<p>Em maio de 2026, a Secretaria de Estado de Fazenda publicou uma relação semestral de empresas autorizadas.</p>
<p>Ao longo dos meses seguintes, novas portarias modificaram registros, acrescentaram transportadoras e ajustaram limites ou períodos de vigência.</p>
<p>Em outubro, uma nova relação foi estabelecida para o semestre iniciado em novembro.</p>
<p>A publicação de 5 de novembro representa mais uma etapa dessa atualização cadastral, com destaque para a situação específica da Viação Umuarama.</p>
<h2>A relação de novembro e a necessidade de acompanhar as empresas credenciadas</h2>
<p>A Portaria SUFIS nº 514, publicada originalmente em 30 de outubro de 2026, autorizou o fornecimento de diesel com abatimento tributário às transportadoras relacionadas em seu anexo, para o período de novembro de 2026 a abril de 2027.</p>
<p>Entre as empresas identificadas na parte final da relação corrigida aparecem Viação União, Viação Vale do Mucury, Viação Vale do Piranga, Viação Zurick e Vianel Transportes.</p>
<p>Os limites estabelecidos são de 817.500 litros para a Viação União, 385.002 litros para a Viação Vale do Mucury, 293.334 litros para a Viação Vale do Piranga, 1,4 milhão de litros para a Viação Zurick e 220.002 litros para a Vianel Transportes.</p>
<p>Essas quantidades correspondem à autorização para compras dentro das condições do programa, e não à comprovação de consumo.</p>
<p>A retirada da Viação Umuarama da relação corrigida merece acompanhamento específico porque a empresa constava nos cadastros anteriores e figurou inicialmente na nova publicação.</p>
<p>O documento oficial não informa as razões da alteração.</p>
<p>Para esclarecer completamente a situação, seria necessário identificar se houve solicitação da transportadora, mudança em requisitos de credenciamento, alteração de atividade ou outra circunstância administrativa.</p>
<p>Sem essa informação, não é possível estabelecer relação entre a medida e eventual mudança de operação da empresa.</p>
<p>O caso também chama a atenção para a necessidade de atualizar periodicamente as informações sobre as transportadoras contempladas.</p>
<p>A mera presença em uma relação antiga não garante a permanência no programa em períodos posteriores.</p>
<p>Da mesma forma, uma alteração cadastral não representa necessariamente punição ou encerramento de serviços de transporte.</p>
<p>A importância econômica do benefício, porém, é clara.</p>
<p>Ao permitir compras de diesel com abatimento de ICMS, Minas Gerais mantém um mecanismo de redução de custos para empresas que operam serviços públicos de transporte de passageiros.</p>
<p>Para as transportadoras, isso pode representar uma diferença significativa nas despesas operacionais.</p>
<p>Para os passageiros, a principal questão é como essa economia é considerada no financiamento dos serviços, na definição das tarifas e na qualidade do transporte oferecido.</p>
<p>A publicação envolvendo a Viação Umuarama demonstra que, além das decisões sobre linhas, concessões e tarifas, as alterações tributárias também precisam ser acompanhadas para compreender os custos e as condições econômicas do transporte coletivo.</p>
<h2><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></h2>
<div></div>
]]></content:encoded>

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    <title>Governo Federal publica regras para financiar ônibus escolares rurais e urbanos, lanchas, bicicletas e manutenção do transporte de estudantes</title>
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    <pubDate>Fri, 06 Nov 2026 15:01:30 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Novo PAR estabelece procedimentos para estados e municípios solicitarem recursos; assistência dependerá de seleção, análise técnica e disponibilidade financeira ADAMO BAZANI O Governo Federal publicou novas regras para o financiamento de veículos e serviços de transporte escolar, incluindo a aquisição de ônibus rurais, ônibus urbanos acessíveis, lanchas, bicicletas e o custeio de combustível, manutenção e [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="680" height="451" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-42.jpg?fit=680%2C451&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-42.jpg?w=680&amp;ssl=1 680w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-42.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-42.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/images-42.jpg?resize=400%2C265&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px" /> <p><em>Novo PAR estabelece procedimentos para estados e municípios solicitarem recursos; assistência dependerá de seleção, análise técnica e disponibilidade financeira</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>O Governo Federal publicou novas regras para o financiamento de veículos e serviços de transporte escolar, incluindo a aquisição de ônibus rurais, ônibus urbanos acessíveis, lanchas, bicicletas e o custeio de combustível, manutenção e contratação de serviços para estudantes de áreas rurais. A regulamentação consta da Resolução CEPAR nº 1, de 27 de outubro de 2026, publicada na edição extra do Diário Oficial da União de quinta-feira, 5 de novembro, e estabelece os procedimentos do quinto ciclo do Plano de Ações Articuladas (Novo PAR), por meio do qual estados, Distrito Federal e municípios poderão solicitar assistência técnica e financeira da União.</p>
<p>A norma detalha as etapas necessárias para o recebimento de recursos federais, que envolvem diagnóstico das necessidades, planejamento, apresentação de propostas, seleção, análise técnica, formalização de compromissos e prestação de contas. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) será responsável pela análise financeira e pelas transferências previstas, condicionadas à disponibilidade de recursos. A publicação ocorre na mesma edição extraordinária em que o Ministério do Planejamento e Orçamento cancela R$ 156,46 milhões de uma dotação destinada à aquisição de veículos do programa Caminho da Escola, o que torna ainda mais importante distinguir as possibilidades de financiamento previstas na regulamentação dos valores efetivamente disponíveis para novas compras.</p>
<p>O Novo PAR é um instrumento de planejamento e gestão destinado a organizar a cooperação entre a União, estados e municípios na educação básica.</p>
<p>Sua função é permitir que as redes públicas identifiquem necessidades, estabeleçam prioridades e solicitem assistência para a execução de projetos.</p>
<p>No caso do transporte escolar, isso significa que as administrações públicas poderão incluir em seus planejamentos diferentes demandas relacionadas ao deslocamento de estudantes.</p>
<p>A nova publicação substitui, ao tornar sem efeito, a Resolução CEPAR nº 29, de 13 de outubro de 2026, divulgada no Diário Oficial da União de 15 de outubro, que já disciplinava o mesmo ciclo do programa.</p>
<p>Portanto, a edição de novembro deve ser entendida como uma nova publicação normativa do Novo PAR, e não como a criação inédita de todas as modalidades de transporte escolar nela previstas.</p>
<p>Também não se trata de uma autorização automática para aquisição de veículos.</p>
<p>Os municípios precisarão cumprir os procedimentos estabelecidos e aguardar as etapas específicas de análise e seleção para receber assistência financeira.</p>
<p><strong>Ônibus escolares rurais e urbanos acessíveis estão contemplados</strong></p>
<p>Entre as iniciativas de assistência financeira previstas no Anexo II da resolução está a aquisição de veículos para o transporte escolar.</p>
<p>A iniciativa contempla expressamente ônibus escolares rurais e urbanos acessíveis, lanchas escolares e bicicletas destinadas a estudantes da educação básica matriculados em escolas públicas.</p>
<p>O atendimento pode abranger alunos de áreas rurais ou urbanas, conforme as características e necessidades das redes de ensino.</p>
<p>No caso dos ônibus, a regulamentação mantém espaço para a aquisição de veículos adaptados às diferentes condições operacionais.</p>
<p>Nas áreas rurais, as necessidades frequentemente envolvem estradas não pavimentadas, longas distâncias e dificuldades de circulação durante períodos de chuva.</p>
<p>Nas cidades, os veículos escolares acessíveis precisam atender às exigências de embarque, desembarque, segurança e mobilidade de estudantes com deficiência ou mobilidade reduzida.</p>
<p>A política federal de transporte escolar utiliza veículos desenvolvidos conforme especificações técnicas próprias, que consideram as características de utilização.</p>
<p>No Caminho da Escola, esses modelos incluem diferentes categorias de Ônibus Rural Escolar, identificados pela sigla ORE, e Ônibus Urbano Escolar Acessível, conhecidos pela sigla ONUREA.</p>
<p>A definição dos modelos efetivamente adquiridos dependerá das características de cada iniciativa, dos instrumentos de compra disponíveis e da disponibilidade de recursos.</p>
<p><strong>Lanchas e bicicletas também poderão receber financiamento</strong></p>
<p>A inclusão de lanchas escolares é especialmente relevante para municípios que atendem comunidades ribeirinhas e localidades onde os rios fazem parte dos deslocamentos cotidianos.</p>
<p>Nessas regiões, o transporte escolar pode depender de embarcações adaptadas para o transporte de estudantes.</p>
<p>As condições de navegação, segurança, capacidade, acessibilidade e manutenção precisam ser consideradas no planejamento das aquisições.</p>
<p>As bicicletas escolares também aparecem expressamente entre os veículos previstos na regulamentação.</p>
<p>Elas podem ser utilizadas em situações nas quais as distâncias e as condições dos trajetos permitam deslocamentos individuais adequados à idade dos estudantes.</p>
<p>Sua utilização depende, entretanto, de condições locais de segurança, infraestrutura e planejamento.</p>
<p>A resolução não estabelece que bicicletas sejam alternativas obrigatórias aos ônibus ou às embarcações, mas reconhece sua possibilidade de inclusão entre os recursos utilizados para facilitar o acesso à escola.</p>
<p><strong>Combustível, manutenção e contratação de serviços também entram nas regras</strong></p>
<p>O Novo PAR não contempla apenas investimentos na aquisição de veículos.</p>
<p>A iniciativa de apoio às despesas de custeio do transporte escolar prevê recursos para combustível, manutenção e contratação de serviços destinados ao deslocamento de estudantes.</p>
<p>Nesse caso, a norma especifica o atendimento aos alunos da educação básica da rede pública residentes em áreas rurais que utilizam o transporte escolar público.</p>
<p>Essa distinção é importante.</p>
<p>Enquanto a iniciativa de aquisição de veículos contempla demandas relacionadas a estudantes de áreas rurais e urbanas, a descrição da iniciativa de custeio publicada no Anexo II trata especificamente do transporte escolar dos estudantes residentes em áreas rurais.</p>
<p>A existência dessa modalidade de apoio pode beneficiar municípios que enfrentam dificuldades para manter a regularidade dos serviços.</p>
<p>Além do custo inicial de aquisição, uma frota escolar exige despesas permanentes com manutenção preventiva, reparos, pneus, peças, combustíveis e mão de obra.</p>
<p>Em algumas localidades, as administrações públicas também contratam empresas ou prestadores de serviços para executar parte do transporte.</p>
<p>O novo regulamento inclui essas despesas entre as possibilidades de assistência financeira, mas não determina o pagamento automático de contratos existentes.</p>
<p>Para que haja transferência de recursos pelo Novo PAR, será necessário observar as condições específicas estabelecidas nos respectivos procedimentos de financiamento.</p>
<p><strong>Novo PAR não deve ser confundido com o Pnate</strong></p>
<p>Embora ambos estejam relacionados ao transporte escolar, o Plano de Ações Articuladas e o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) possuem mecanismos distintos.</p>
<p>O Pnate é um programa federal de transferência automática de recursos para apoiar despesas de manutenção e operação do transporte escolar, voltado aos estudantes residentes em áreas rurais.</p>
<p>Já a assistência financeira por meio do Novo PAR depende de planejamento, apresentação de propostas, seleção e formalização de termos de compromisso, conforme as regras de cada iniciativa.</p>
<p>A inclusão do custeio do transporte escolar no Novo PAR não significa que o Pnate tenha sido substituído ou extinto.</p>
<p>Os dois instrumentos devem ser considerados separadamente pelas administrações públicas no planejamento dos serviços.</p>
<p><strong>Como estados e municípios poderão solicitar os recursos</strong></p>
<p>O regulamento estabelece uma sequência de procedimentos para o planejamento e a execução das ações.</p>
<p>Inicialmente, os estados e municípios deverão organizar as informações de suas redes de ensino e realizar um diagnóstico das necessidades.</p>
<p>Esse diagnóstico utilizará indicadores e informações oficiais, incluindo dados sobre estudantes, escolas, condições educacionais e financiamento.</p>
<p>As administrações também deverão responder ao questionário disponibilizado na plataforma do Novo PAR, etapa necessária para prosseguir ao planejamento.</p>
<p>Com base nessas informações, cada ente federativo deverá elaborar um plano executivo plurianual.</p>
<p>O documento precisará apresentar objetivos, metas anuais e ações relacionadas às necessidades identificadas.</p>
<p>No transporte escolar, esse planejamento poderá considerar, por exemplo, a necessidade de substituir veículos antigos, ampliar o atendimento a determinadas localidades ou melhorar as condições operacionais dos serviços.</p>
<p>Depois do planejamento, as propostas de assistência financeira poderão ser apresentadas nos chamamentos disponibilizados pelo FNDE, conforme a iniciativa correspondente.</p>
<p>A seleção observará critérios de elegibilidade, priorização e análise técnica.</p>
<p>As propostas aprovadas passarão por análise financeira para verificar a disponibilidade de recursos e o cumprimento das exigências estabelecidas.</p>
<p>Somente depois das etapas previstas poderá ocorrer a celebração dos termos de compromisso necessários às transferências.</p>
<p>A regulamentação também estabelece mecanismos de monitoramento da execução e de prestação de contas.</p>
<p>A adesão ao Novo PAR é voluntária e se efetiva com a conclusão da etapa de planejamento.</p>
<p><strong>Quais são as etapas para receber assistência financeira</strong></p>
<p>O regulamento estabelece sete fases para a concessão de assistência financeira por meio do Novo PAR:</p>
<ol start="1">
<li>Abertura de chamamento para assistência financeira.</li>
<li>Seleção das propostas apresentadas pelos entes federativos.</li>
<li>Análise técnica de mérito das propostas.</li>
<li>Análise técnica financeira pelo FNDE.</li>
<li>Celebração do termo de compromisso.</li>
<li>Execução e monitoramento das ações pactuadas.</li>
<li>Prestação de contas dos recursos recebidos.</li>
</ol>
<p>Essas etapas são importantes porque demonstram que a inclusão de determinada iniciativa na resolução não constitui, por si só, a aprovação de uma compra.</p>
<p>O recebimento dos recursos dependerá do cumprimento das condições estabelecidas e da disponibilidade orçamentária e financeira.</p>
<p>Também será necessário observar os prazos específicos dos chamamentos.</p>
<p><strong>FNDE continua responsável por analisar as condições financeiras</strong></p>
<p>A regulamentação estabelece que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação será responsável pelas análises financeiras das propostas e pelas transferências de recursos federais.</p>
<p>As áreas responsáveis pelas diferentes iniciativas realizarão as análises técnicas de mérito.</p>
<p>No caso dos veículos escolares e das despesas de custeio do transporte escolar, o FNDE aparece no Anexo II como órgão responsável pelas iniciativas correspondentes.</p>
<p>O regulamento prevê que a assistência financeira poderá ocorrer mediante atendimento individual aos entes federativos ou por meio de iniciativas colaborativas.</p>
<p>Na modalidade colaborativa, estados e municípios poderão desenvolver ações articuladas para atendimento de necessidades territoriais.</p>
<p>Esse mecanismo pode ser relevante para situações em que as demandas educacionais exigem coordenação entre diferentes administrações públicas.</p>
<p>A assistência financeira ocorrerá mediante termos de compromisso, observados os dispositivos legais aplicáveis.</p>
<p>A resolução também estabelece regras para recursos originários de emendas parlamentares, que seguem procedimentos próprios de indicação dos beneficiários.</p>
<p><strong>Veículos frigoríficos e carros de apoio administrativo também estão previstos</strong></p>
<p>Além dos ônibus escolares, lanchas e bicicletas, o Anexo II contempla outros dois tipos de veículos destinados às redes públicas de educação.</p>
<p>A primeira iniciativa trata da aquisição de veículos frigoríficos para distribuição de produtos alimentícios perecíveis e não perecíveis destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).</p>
<p>O texto especifica veículos com plataforma e carrocerias monobloco, equipados com baús isotérmicos mistos, destinados à refrigeração e ao congelamento.</p>
<p>Essa modalidade pode movimentar a indústria de veículos comerciais e de implementos rodoviários utilizados na logística da alimentação escolar.</p>
<p>A segunda iniciativa prevê a aquisição de veículos para acompanhamento pedagógico e suporte administrativo das secretarias de educação.</p>
<p>Nesse caso, há uma restrição expressa: os veículos devem ser utilizados exclusivamente em atividades de acompanhamento pedagógico e gestão educacional, sendo proibido seu uso para transportar estudantes.</p>
<p>Portanto, os veículos administrativos não podem ser confundidos com ônibus e demais equipamentos destinados diretamente ao transporte escolar.</p>
<p><strong>Caminho da Escola segue com pregão nacional de até 7.470 ônibus</strong></p>
<p>A publicação das regras do Novo PAR ocorre durante um novo ciclo de compras de ônibus escolares organizado pelo FNDE.</p>
<p>O Pregão Eletrônico nº 90004/2026 foi estruturado para permitir a aquisição de até 7.470 veículos, distribuídos em 13 itens.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanhou as etapas da licitação, as propostas das fabricantes, as análises de preços e as movimentações relacionadas às contratações.</p>
<p>Em setembro, o FNDE publicou contrato de R$ 170,83 milhões com a Volkswagen Caminhões e Ônibus para aquisição de veículos escolares destinados à posterior doação a entes federativos.</p>
<p>O fundo também disponibilizou atas nacionais de registro de preços, que permitem solicitações de aquisição conforme as condições aplicáveis a cada fonte de financiamento.</p>
<p>O programa Caminho da Escola possui mecanismos de compra com recursos da assistência financeira federal, recursos próprios dos entes federativos e financiamento bancário.</p>
<p>Nos procedimentos que utilizam recursos federais por termos de compromisso, o FNDE informa que a validação ocorre no sistema correspondente do PAR, com geração da solicitação no sistema nacional de gerenciamento de atas.</p>
<p>Para aquisições com recursos próprios, o município ou estado deve realizar a solicitação pelo sistema de registro de preços, indicando a origem dos recursos.</p>
<p>A existência de atas disponíveis permite organizar futuras aquisições, mas não garante que todas as unidades previstas serão contratadas.</p>
<p>As compras continuarão dependendo das demandas apresentadas e das condições de financiamento.</p>
<p><strong>Redução de R$ 156,46 milhões no orçamento reforça necessidade de esclarecer recursos disponíveis</strong></p>
<p>Na mesma edição extra em que publicou a regulamentação do Novo PAR, o Governo Federal também divulgou a Portaria nº 496 do Ministério do Planejamento e Orçamento.</p>
<p>O ato cancela R$ 156.462.082 de uma dotação destinada ao apoio à aquisição de veículos do Caminho da Escola.</p>
<p>A movimentação faz parte de um remanejamento orçamentário que envolve diferentes órgãos federais.</p>
<p>A publicação das duas medidas na mesma data chama a atenção porque o Novo PAR estabelece as regras para apresentação de demandas e financiamento, enquanto a portaria reduz recursos de uma programação específica destinada à aquisição de veículos escolares em 2026.</p>
<p>Essa redução não representa automaticamente o encerramento do Caminho da Escola ou o cancelamento de contratos já firmados.</p>
<p>Entretanto, será necessário esclarecer quais recursos permanecerão disponíveis para atender às novas solicitações.</p>
<p>A legislação do Novo PAR estabelece expressamente que a assistência financeira depende das condições orçamentárias.</p>
<p>Por isso, o planejamento dos municípios deverá considerar não apenas as iniciativas previstas na regulamentação, mas também a abertura de chamamentos e a efetiva disponibilidade de financiamento.</p>
<p><strong>Acesso à escola e renovação da frota são os principais efeitos esperados</strong></p>
<p>O transporte escolar tem papel essencial no acesso e na permanência de estudantes da educação básica na escola.</p>
<p>Nas áreas rurais, a distância entre as residências e as unidades de ensino pode exigir viagens longas e operações em estradas de condições variadas.</p>
<p>Em regiões ribeirinhas, a utilização de embarcações também pode ser indispensável.</p>
<p>Já nos centros urbanos, a existência de veículos acessíveis é importante para garantir o atendimento a estudantes com deficiência ou mobilidade reduzida.</p>
<p>A renovação dos veículos contribui para melhorar a segurança, reduzir o risco de falhas operacionais e oferecer melhores condições de transporte.</p>
<p>Os investimentos também possuem importância para as fabricantes brasileiras de chassis, carrocerias, ônibus e veículos especiais.</p>
<p>O novo regulamento organiza os instrumentos de planejamento e financiamento dessas políticas, mas os efeitos concretos sobre a renovação da frota dependerão dos próximos chamamentos, dos contratos que forem celebrados e dos recursos efetivamente disponibilizados.</p>
<p>A resolução estabelece, em seu artigo 3º, validade de cinco anos para o Novo PAR, abrangendo os exercícios de 2025 a 2029, com possibilidade de prorrogação por mais um ano. O artigo 1º, entretanto, identifica o quinto ciclo como 2025 a 2028, diferença de redação que poderá exigir esclarecimento do Ministério da Educação.</p>
<p>Para os municípios, o principal passo será organizar os diagnósticos e as necessidades de transporte escolar, observando as condições previstas pelo Ministério da Educação e pelo FNDE.</p>
<p>Para estudantes e famílias, a expectativa é que o planejamento e os instrumentos de financiamento se traduzam em ônibus, embarcações e outros meios de transporte adequados, acompanhados de recursos para a continuidade e a qualidade dos serviços.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>São Paulo prepara projeto de zonas de baixa emissão, com possibilidade de restringir circulação a veículos elétricos e transporte público</title>
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    <pubDate>Fri, 06 Nov 2026 14:31:38 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Representante da Prefeitura confirmou que proposta está em elaboração durante reunião sobre políticas climáticas; localização das áreas, prazos e regras ainda não foram definidos ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo está preparando um projeto para criar zonas de baixa emissão, com a possibilidade de estabelecer regiões da cidade nas quais a circulação de veículos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="838" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261105_0834072.jpg?fit=1024%2C838&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261105_0834072.jpg?w=3096&amp;ssl=1 3096w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261105_0834072.jpg?resize=300%2C245&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261105_0834072.jpg?resize=1024%2C838&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261105_0834072.jpg?resize=150%2C123&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261105_0834072.jpg?resize=768%2C628&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261105_0834072.jpg?resize=1536%2C1257&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261105_0834072.jpg?resize=2048%2C1676&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261105_0834072.jpg?resize=400%2C327&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261105_0834072.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Representante da Prefeitura confirmou que proposta está em elaboração durante reunião sobre políticas climáticas; localização das áreas, prazos e regras ainda não foram definidos</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo está preparando um projeto para criar zonas de baixa emissão, com a possibilidade de estabelecer regiões da cidade nas quais a circulação de veículos seja limitada, priorizando modelos elétricos e o transporte público. A informação foi apresentada durante reunião do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES), cuja ata foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira, 6 de novembro de 2026.</p>
<p>A proposta ainda está em elaboração e não há anúncio de bairros, ruas, datas de implantação ou regras para motoristas e passageiros. A discussão integra os esforços municipais para reduzir a poluição e as emissões do transporte, setor apontado durante a reunião como um dos principais desafios climáticos da capital paulista.</p>
<p>A informação foi apresentada por Alessandro Bender, representante da Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas (SECLIMA), durante a 45ª Reunião Plenária Extraordinária do CADES, realizada em 28 de outubro.</p>
<p>Segundo ele, a administração municipal está organizando um projeto que permita começar a estabelecer regiões com restrições para veículos mais poluentes.</p>
<p>O representante mencionou como possibilidades a circulação de veículos elétricos e do transporte público nessas áreas.</p>
<p>A fala ocorreu em meio ao debate sobre a revisão do Plano de Ação Climática e as prioridades para reduzir as emissões na cidade.</p>
<h3>Transporte está entre os principais desafios</h3>
<p>Alessandro Bender afirmou durante a reunião que o transporte já representa mais de 60% das emissões da cidade, conforme os dados mencionados por ele.</p>
<p>O representante também destacou o elevado número de automóveis e as dificuldades para ampliar a utilização do transporte público.</p>
<p>A questão vai além da substituição de veículos a combustão por elétricos.</p>
<p>A redução das emissões também depende da capacidade do transporte coletivo de atrair passageiros, oferecendo viagens mais rápidas, frequentes, confiáveis e confortáveis.</p>
<p>Nesse sentido, corredores de ônibus, redes de trilhos, terminais de integração e prioridade de circulação fazem parte da discussão sobre uma mobilidade de menor impacto ambiental.</p>
<h3>Como poderiam funcionar as zonas</h3>
<p>Zonas de baixa emissão são áreas urbanas em que a circulação de determinados veículos pode ser restringida de acordo com critérios ambientais.</p>
<p>As regras variam conforme cada cidade e podem considerar o tipo de combustível, a tecnologia de propulsão, a categoria do veículo e outras condições.</p>
<p>No caso de São Paulo, o projeto mencionado na reunião ainda não apresenta definição pública sobre abrangência territorial, exceções, fiscalização ou eventuais penalidades.</p>
<p>Também não foi anunciado se as restrições abrangeriam automóveis particulares, motocicletas, veículos de carga e serviços por aplicativo da mesma maneira.</p>
<h3>Relação com a eletrificação dos ônibus</h3>
<p>São Paulo vem ampliando o uso de ônibus elétricos no transporte municipal, em um processo que envolve a substituição gradual de veículos movidos a diesel, investimentos em infraestrutura de recarga e adequações nas garagens.</p>
<p>A discussão sobre zonas de baixa emissão acrescenta uma dimensão territorial a essa política, ao considerar não apenas a tecnologia dos veículos, mas também a forma como eles ocupam e circulam pelo espaço urbano.</p>
<p>Para os passageiros, o resultado dependerá das condições efetivas de acesso ao transporte coletivo nas áreas abrangidas.</p>
<p>O projeto ainda precisará ser detalhado pela Prefeitura antes que seja possível avaliar seus efeitos sobre a circulação e sobre os serviços de transporte.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Artesp renova cadastro da Urubupungá um dia após Cidade de Caieiras; licitação das quatro áreas metropolitanas está atrasada há dez anos</title>
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    <pubDate>Fri, 06 Nov 2026 14:01:10 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Empresas integram o Consórcio Anhanguera, cuja concessão original venceu em 2016; TCE considerou irregulares prorrogações contratuais e Governo de São Paulo promete nova concorrência para 2027, após sucessivas tentativas frustradas ADAMO BAZANI A Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) renovou por mais um ano o certificado de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="963" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/50607.jpg?fit=963%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/50607.jpg?w=963&amp;ssl=1 963w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/50607.jpg?resize=300%2C213&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/50607.jpg?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/50607.jpg?resize=768%2C545&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/50607.jpg?resize=400%2C284&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 963px) 100vw, 963px" /> <p><em>Empresas integram o Consórcio Anhanguera, cuja concessão original venceu em 2016; TCE considerou irregulares prorrogações contratuais e Governo de São Paulo promete nova concorrência para 2027, após sucessivas tentativas frustradas</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) renovou por mais um ano o certificado de registro cadastral da Auto Viação Urubupungá, integrante do Consórcio Anhanguera, responsável por linhas metropolitanas de ônibus na região oeste e noroeste da Grande São Paulo. A autorização foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, 06 de novembro de 2026, um dia depois de a agência também renovar o cadastro da Viação Cidade de Caieiras, que pertence ao mesmo consórcio. As duas decisões ocorrem enquanto o Governo paulista ainda tenta realizar uma nova licitação para as quatro áreas metropolitanas que estão com os contratos originais vencidos desde 2016, após dez anos de sucessivas prorrogações e questionamentos do Tribunal de Contas.</p>
<p>As renovações permitem manter a regularidade cadastral das empresas perante a agência, mas não representam uma nova concessão nem resolvem a situação contratual do sistema. O Consórcio Anhanguera, responsável pela Área 2, é um dos quatro operadores cujas prorrogações foram consideradas irregulares pelo TCE-SP, juntamente com Intervias, Internorte e Unileste. Para evitar a interrupção dos ônibus, a Artesp estabeleceu em janeiro de 2026 um regime de transição, enquanto prepara outra licitação, com edital previsto para fevereiro de 2027. A nova concorrência deverá estabelecer compromissos de modernização da frota, qualidade, acessibilidade e integração dos serviços que atendem milhões de deslocamentos na Grande São Paulo.</p>
<p>A autorização publicada nesta sexta-feira beneficia a Auto Viação Urubupungá Ltda., inscrita no CNPJ 61.487.799/0001-87, vinculada ao Consórcio Anhanguera, de CNPJ 08.419.802/0001-42.</p>
<p>O Certificado de Registro Cadastral (CRC) terá validade de um ano contado da publicação, portanto até novembro de 2027, observadas as exigências de manutenção da regularidade.</p>
<p>Na quinta-feira, 05 de novembro, a Artesp já havia autorizado a renovação do cadastro da Viação Cidade de Caieiras Ltda., também integrante do Anhanguera, pelo mesmo período de um ano.</p>
<p>As duas empresas fazem parte da estrutura de operação dos serviços intermunicipais metropolitanos que ligam municípios da região oeste e noroeste à capital paulista.</p>
<p>A Área 2 compreende Barueri, Cajamar, Caieiras, Carapicuíba, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba, além das ligações com São Paulo.</p>
<p>O consórcio reúne também empresas como Viação Osasco, BB Transporte e Turismo, Empresa de Transporte e Turismo Carapicuíba, Del Rey Transportes, Ralip Transportes Rodoviários e Auto Ônibus Moratense, conforme documentos cadastrais estaduais de 2026.</p>
<p>A questão mais abrangente, porém, é que a renovação da documentação das empresas ocorre sem que tenha sido concluída a licitação destinada a substituir os contratos de concessão originalmente firmados há duas décadas.</p>
<h2>Licitação deveria ter ocorrido em 2016, mas sucessivas tentativas fracassaram</h2>
<p>A atual divisão do transporte metropolitano por ônibus na Grande São Paulo tem origem em uma concorrência realizada em 2006, quando a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) contratou quatro consórcios para operar os serviços regulares intermunicipais.</p>
<p>Os contratos foram estabelecidos com prazo inicial de dez anos e deveriam ter sido substituídos por novas concessões em 2016.</p>
<p>Os operadores foram organizados da seguinte forma:</p>
<ul>
<li>Área 1: Consórcio Intervias, responsável pelas ligações da região sudoeste, incluindo Cotia, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.</li>
<li>Área 2: Consórcio Anhanguera, responsável pelas ligações da região oeste e noroeste, incluindo Osasco, Barueri, Carapicuíba, Caieiras, Francisco Morato, Franco da Rocha e os demais municípios de sua área.</li>
<li>Área 3: Consórcio Internorte, que atende principalmente Guarulhos, Arujá, Mairiporã e Santa Isabel.</li>
<li>Área 4: Consórcio Unileste, responsável pelos serviços de Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Biritiba Mirim, Guararema e Salesópolis.</li>
</ul>
<p>As quatro áreas abrangem 31 municípios, além das ligações com a capital paulista, que funciona como área comum de atendimento.</p>
<p>Em 2016, o Governo de São Paulo iniciou uma tentativa de renovação das concessões, incluindo também uma solução para a então Área 5, correspondente ao ABC Paulista.</p>
<p>O projeto avançou até a publicação de um edital em setembro de 2017, mas foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado após questionamentos sobre as regras da concorrência.</p>
<p>A nova concessão acabou não sendo contratada.</p>
<p>O problema se prolongou durante diferentes administrações estaduais. Em vez da substituição dos contratos, a EMTU e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos passaram a estabelecer prorrogações para manter o atendimento.</p>
<p>Em 2020, o então secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, afirmou ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> que a licitação poderia ser lançada ainda naquele ano, com conclusão prevista para 2021.</p>
<p>Em maio de 2021, Baldy também afirmou que a EMTU deveria concluir até junho os estudos de modelagem das quatro áreas, seguidos pelas etapas administrativas da concorrência.</p>
<p>Novamente, a licitação não ocorreu.</p>
<p>Em fevereiro de 2022, os contratos foram prorrogados, assim como em períodos posteriores.</p>
<p>Em dezembro de 2023, o Estado contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para auxiliar na estruturação de uma nova modelagem, em contrato de aproximadamente R$ 498,5 mil.</p>
<p>Ainda assim, a licitação não foi concluída.</p>
<p>Em fevereiro de 2025, a EMTU publicou outra extensão, dessa vez com validade até janeiro de 2026.</p>
<p>O resultado foi a manutenção de concessões que, embora inicialmente contratadas por dez anos, chegaram a 2026 sem terem sido substituídas por uma nova seleção de operadores.</p>
<h2>Tribunal de Contas considerou prorrogações irregulares e recursos continuam em discussão</h2>
<p>O prolongamento dos contratos também provocou questionamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.</p>
<p>Em março de 2024, a Segunda Câmara do TCE-SP considerou irregulares sucessivos termos aditivos utilizados para ampliar a vigência das concessões metropolitanas.</p>
<p>As decisões atingiram os quatro consórcios que operam as Áreas 1, 2, 3 e 4.</p>
<p>As empresas e antigos dirigentes da EMTU apresentaram recursos, questionando os julgamentos.</p>
<p>Em novembro de 2025, o Tribunal Pleno confirmou decisões desfavoráveis às prorrogações, que também foram objeto de novos recursos.</p>
<p>No caso específico do Consórcio Anhanguera, foram questionados aditivos firmados em setembro de 2016, julho de 2018, fevereiro de 2020, fevereiro de 2021 e duas ocasiões de 2022.</p>
<p>A discussão voltou à pauta do Tribunal em outubro de 2026, com embargos apresentados pelos consórcios e por antigos dirigentes da EMTU.</p>
<p>Na sessão de 4 de novembro, os cinco recursos envolvendo as quatro concessões foram retirados de pauta, com previsão de reinclusão na sessão seguinte.</p>
<p>Entre eles está o recurso apresentado pelo próprio Consórcio Anhanguera.</p>
<p>A retirada não representa reversão dos julgamentos anteriores nem uma nova autorização de prorrogação contratual. Indica apenas que os recursos não foram decididos naquela sessão.</p>
<p>A situação jurídica é relevante porque o transporte metropolitano constitui um serviço essencial, que não pode simplesmente ser interrompido em razão da ausência de uma nova licitação.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a necessidade de manter os ônibus circulando não elimina a obrigação de estabelecer uma solução contratual regular e definitiva.</p>
<h2>Artesp criou regime de transição para manter ônibus enquanto prepara nova concorrência</h2>
<p>Diante das decisões do Tribunal de Contas e da impossibilidade de concluir a licitação antes de janeiro de 2026, a Artesp formalizou um regime de transição para os serviços metropolitanos.</p>
<p>A medida foi estabelecida em janeiro de 2026, por meio da Deliberação nº 66/2026.</p>
<p>O objetivo é permitir que os operadores atuais mantenham os serviços até que as empresas selecionadas em uma futura licitação possam assumir integralmente as operações.</p>
<p>A administração estadual reconheceu que as sucessivas prorrogações anteriores não poderiam ser simplesmente regularizadas de forma retroativa.</p>
<p>Por isso, o regime de transição foi estruturado como uma solução provisória, diferente de uma nova concessão definitiva.</p>
<p>Foram previstos instrumentos específicos com duração estimada de até 19 meses, condicionados à conclusão do processo de contratação e à transição operacional.</p>
<p>Pelo cronograma apresentado pelo Governo do Estado, os estudos e a modelagem devem ocorrer durante 2026, incluindo consulta e audiência pública.</p>
<p>O edital está previsto para fevereiro de 2027, com sessão da licitação em março.</p>
<p>A expectativa anunciada é concluir as etapas de resultado, assinatura dos contratos e início das novas operações entre junho e agosto de 2027.</p>
<p>Essas datas, entretanto, representam planejamento. A publicação de um cronograma não significa que a concorrência já tenha sido efetivamente aberta.</p>
<p>Em setembro de 2026, o governador Tarcísio de Freitas reafirmou que o Estado estava preparando a licitação das quatro áreas metropolitanas.</p>
<p>O novo processo deverá definir obrigações de operação, investimentos, renovação de frota, estrutura de garagens, manutenção, acessibilidade e qualidade do atendimento.</p>
<h2>Regras cadastrais também foram endurecidas em setembro de 2026</h2>
<p>A renovação dos certificados da Urubupungá e da Cidade de Caieiras deve ser analisada também à luz das novas exigências estabelecidas pela Artesp em setembro.</p>
<p>Na ocasião, a agência publicou um procedimento atualizado para registro cadastral das empresas e consórcios interessados no transporte metropolitano regular.</p>
<p>As regras incluem a comprovação da situação jurídica, fiscal, trabalhista e econômico-financeira das transportadoras.</p>
<p>Também exigem informações sobre a estrutura operacional, com comprovação de disponibilidade de frota, garagem, oficina, instalações destinadas à manutenção e pessoal técnico.</p>
<p>Entre os documentos previstos estão balanços patrimoniais, certidões fiscais, comprovantes de regularidade trabalhista e informações sobre os veículos utilizados.</p>
<p>A agência também passou a exigir fotografias da frota e das instalações, incluindo oficina, valeta de manutenção e almoxarifado.</p>
<p>No caso dos consórcios, cada empresa integrante deve apresentar individualmente a documentação exigida, além dos instrumentos de constituição do grupo operacional.</p>
<p>O certificado aprovado tem validade de um ano.</p>
<p>Para obter a renovação, a empresa precisa informar as alterações ocorridas desde o registro anterior e atualizar documentos que tenham perdido a validade.</p>
<p>Essas exigências permitem à agência verificar a capacidade administrativa e operacional das transportadoras, mas não substituem a fiscalização cotidiana dos ônibus nas ruas, o controle de horários, a inspeção da frota e a avaliação da qualidade do serviço.</p>
<p>A renovação do cadastro também não garante que a empresa permanecerá responsável pelas mesmas linhas após a futura licitação.</p>
<h2>Atraso das concessões já teve reflexos na idade dos ônibus e na modernização da frota</h2>
<p>A demora de dez anos para substituir os contratos não é apenas uma questão jurídica entre o Governo do Estado e as empresas.</p>
<p>Ela tem consequências para a organização da rede, a renovação dos veículos e o estabelecimento de novas obrigações de atendimento.</p>
<p>Em julho de 2024, um levantamento do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, realizado com base nos dados então disponibilizados pela EMTU, identificou que 797 dos 2.715 ônibus das quatro áreas possuíam mais de dez anos de fabricação.</p>
<p>Isso representava aproximadamente 29% da frota.</p>
<p>A maior proporção estava no Consórcio Unileste, com 40% dos veículos acima dessa idade.</p>
<p>No Intervias, o índice era de 33,4%; no Internorte, 26,5%; e no Anhanguera, 24,2%.</p>
<p>Os números retratam a situação de julho de 2024, não a composição atual da frota.</p>
<p>Na ocasião, a EMTU afirmou que os efeitos da pandemia sobre a demanda e as receitas dificultaram investimentos, mas também informou que havia ocorrido a incorporação de mais de 1.500 ônibus novos ao sistema desde 2019.</p>
<p>A renovação continuou nos períodos seguintes, com redução da proporção de veículos antigos identificada em levantamentos posteriores.</p>
<p>Mesmo assim, o problema estrutural permanece.</p>
<p>Uma concessão atualizada pode estabelecer metas de idade da frota, conforto térmico, acessibilidade, sistemas de informação ao passageiro, integração tarifária e desempenho operacional.</p>
<p>Também permite definir de maneira mais clara as responsabilidades das empresas e os mecanismos de remuneração, investimentos e fiscalização.</p>
<p>A ausência de uma nova licitação dificulta a implantação de uma modernização contratual abrangente, ainda que veículos novos sejam incorporados e melhorias sejam realizadas pelas operadoras atuais.</p>
<h2>Área 5 do ABC tem situação diferente e pode voltar ao debate</h2>
<p>A demora nas quatro concessões também precisa ser diferenciada da situação do ABC Paulista.</p>
<p>A antiga Área 5, composta por Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, não teve uma concessão definitiva equivalente à das outras quatro regiões na concorrência de 2006.</p>
<p>Durante anos, as linhas foram operadas por diferentes empresas sob permissões precárias.</p>
<p>Em 2021, o Governo João Doria adotou outro modelo: incorporou os serviços metropolitanos do ABC ao contrato da concessionária do Corredor Metropolitano ABD, originalmente firmado em 1997.</p>
<p>A prorrogação antecipada estendeu o contrato até 2046, vinculando a continuidade da concessão a novos investimentos, como a modernização do corredor de ônibus e trólebus, a renovação da frota e a construção do BRT-ABC.</p>
<p>A operação foi concentrada na ABC Sistema, que utiliza a marca Next Mobilidade.</p>
<p>Esse modelo passou por questionamentos judiciais e foi considerado válido pelo Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>Entretanto, os atrasos nas obras do BRT-ABC levaram o Governo de São Paulo a discutir novas medidas de cobrança e a possibilidade de encerramento da concessão por descumprimento contratual.</p>
<p>Em setembro de 2026, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que uma eventual caducidade da Next Mobilidade poderia levar à inclusão de uma quinta área na futura licitação metropolitana.</p>
<p>A hipótese, porém, não representa o rompimento efetivo do contrato, que depende de procedimentos próprios e da avaliação do cumprimento das obrigações da concessionária.</p>
<p>Assim, a licitação atualmente anunciada para as quatro áreas não deve ser confundida com uma nova concorrência já definida para o ABC.</p>
<h2>Renovação de cadastros mantém regularidade administrativa, mas solução definitiva depende da licitação</h2>
<p>Com as autorizações publicadas na quinta e na sexta-feira, a Viação Cidade de Caieiras e a Auto Viação Urubupungá passam a contar com certificados cadastrais renovados perante a Artesp por mais um ano.</p>
<p>Para os passageiros, não há mudança de itinerário, tarifa ou empresa decorrente especificamente dessas duas publicações.</p>
<p>As decisões tratam da situação documental das transportadoras, enquanto o serviço continua sujeito às regras de operação e fiscalização estabelecidas pelo Estado.</p>
<p>O contexto, entretanto, é mais amplo.</p>
<p>Os contratos das quatro áreas metropolitanas, originalmente firmados em 2006, deveriam ter sido substituídos há dez anos.</p>
<p>Desde então, o Governo de São Paulo anunciou diferentes propostas, realizou estudos, contratou apoio técnico, prorrogou contratos e precisou estabelecer um regime excepcional para assegurar a continuidade das operações.</p>
<p>A licitação prometida para 2027 será mais uma tentativa de concluir um processo que atravessou diferentes governos e que envolve não apenas a escolha das empresas, mas a definição de como será organizado o transporte metropolitano por ônibus nos próximos anos.</p>
<p>Até lá, a fiscalização da frota, o cumprimento dos horários e a regularidade dos serviços continuam sendo obrigações do poder público e dos operadores.</p>
<p>O desafio é garantir a continuidade do atendimento enquanto se constrói uma solução contratual que permita investimentos de longo prazo e melhorias efetivas para os passageiros.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Prefeitura de São Paulo vai contratar empresa independente para verificar metas que condicionam financiamento da eletrificação dos ônibus</title>
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    <pubDate>Fri, 06 Nov 2026 13:30:22 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Comissão formada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte conduzirá seleção de consultoria conforme procedimentos do BID; acompanhamento será vinculado aos indicadores para liberação de recursos do programa ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo iniciou uma nova etapa do programa de eletrificação e modernização do transporte coletivo por ônibus, com a criação de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20260930_1129312.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20260930_1129312.jpg?w=3959&amp;ssl=1 3959w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20260930_1129312.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20260930_1129312.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20260930_1129312.jpg?resize=150%2C112&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20260930_1129312.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20260930_1129312.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20260930_1129312.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20260930_1129312.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20260930_1129312.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Comissão formada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte conduzirá seleção de consultoria conforme procedimentos do BID; acompanhamento será vinculado aos indicadores para liberação de recursos do programa</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo iniciou uma nova etapa do programa de eletrificação e modernização do transporte coletivo por ônibus, com a criação de uma comissão responsável por selecionar uma empresa independente para verificar o cumprimento das metas associadas aos financiamentos do setor. A medida está relacionada às operações de crédito do Programa de Eletrificação e Melhoria da Gestão do Sistema de Transporte Coletivo.</p>
<p>A consultoria será contratada mediante procedimento conduzido pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, seguindo políticas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para seleção de consultores. O objetivo é contar com uma avaliação técnica independente dos indicadores vinculados aos desembolsos dos financiamentos, mecanismo destinado a verificar se as condições previstas para a liberação dos recursos foram atendidas.</p>
<h3>Comissão terá integrantes da Prefeitura e da SPTrans</h3>
<p>A portaria municipal estabelece uma comissão especial para acompanhar o procedimento de contratação da consultoria.</p>
<p>O grupo reúne representantes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e da SPTrans.</p>
<p>A presidência ficará sob responsabilidade de Eduardo Gracio Relva Dias, com Heidy Regina Leite Souza como substituta.</p>
<p>Também integram a comissão João Bonett, Mariana D’Ugo Guimarães, Nelson Takio Kano, Jomar Santos de Lisboa, Alferes Aoares Alves, Sarah de Oliveira Alcantara, Eduardo Castellani Gomes dos Reis e José Henrique Avanzi.</p>
<p>Entre as responsabilidades estão receber e analisar propostas, avaliar a documentação apresentada pelas empresas interessadas, solicitar manifestações técnicas e preparar o encaminhamento do procedimento para decisão da autoridade competente.</p>
<p>A formação da comissão representa uma etapa preparatória da contratação, que ainda deverá passar pela seleção da consultoria.</p>
<h3>Verificação estará relacionada à liberação dos recursos</h3>
<p>O programa municipal combina investimentos na eletrificação da frota com medidas de melhoria da gestão do transporte coletivo.</p>
<p>A contratação de um agente independente tem como finalidade avaliar tecnicamente o cumprimento dos indicadores previstos nas operações de crédito.</p>
<p>Esse tipo de acompanhamento permite que os resultados informados pelo poder público sejam submetidos a uma verificação externa antes dos desembolsos associados às metas.</p>
<p>A publicação municipal não detalha individualmente os indicadores que serão examinados pela futura consultoria.</p>
<p>Essas informações deverão ser analisadas nas condições dos financiamentos e no termo de referência da contratação.</p>
<p>O alcance da verificação dependerá das obrigações estabelecidas nesses instrumentos, não sendo possível concluir, apenas com a publicação da comissão, que a empresa fará auditoria de todos os ônibus elétricos da cidade.</p>
<h3>Eletrificação envolve ônibus, infraestrutura e gestão</h3>
<p>A capital paulista vem ampliando a participação dos ônibus elétricos em seu sistema municipal de transporte.</p>
<p>O processo envolve aquisição e incorporação de veículos, implantação de sistemas de recarga e adequações nas estruturas operacionais das concessionárias.</p>
<p>A expansão também exige planejamento energético, organização das garagens e acompanhamento do desempenho dos veículos nas condições reais de operação.</p>
<p>Para os passageiros, os resultados esperados incluem redução de ruído e das emissões locais de poluentes, além da modernização tecnológica da frota.</p>
<p>A avaliação do programa, entretanto, depende de indicadores concretos de execução, disponibilidade dos veículos e desempenho operacional.</p>
<p>A contratação de um verificador independente acrescenta uma etapa de acompanhamento dos compromissos estabelecidos nas operações de financiamento.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>VÍDEO: Ônibus operam com lentidão e formam filas na região do Autódromo de Interlagos, Zona Sul da capital, durante movimentação da Fórmula 1 nesta sexta-feira (06)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/06/video-onibus-operam-com-lentidao-e-formam-filas-na-regiao-do-autodromo-de-interlagos-zona-sul-da-capital-durante-movimentacao-da-formula-1-nesta-sexta-feira-06/</link>
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    <pubDate>Fri, 06 Nov 2026 13:14:17 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Trânsito é intenso na Av. Sen. Teotônio Vilela; vários itinerários são impactados ARTHUR FERRARI Quem utiliza os ônibus municipais na cidade de São Paulo enfrenta dificuldades nas proximidades do Autódromo de Interlagos, na Zona Sul, desde o início da manhã. Há trânsito intenso e geandes filas de coletivos na Avenida Senador Teotônio Vilela, que passa [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="435" height="245" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/VID-20261106-WA0016.jpg?fit=435%2C245&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/VID-20261106-WA0016.jpg?w=435&amp;ssl=1 435w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/VID-20261106-WA0016.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/VID-20261106-WA0016.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/VID-20261106-WA0016.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px" /> <p><em>Trânsito é intenso na Av. Sen. Teotônio Vilela; vários itinerários são impactados</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p><div style="width: 478px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-544366-2" width="478" height="858" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/lv_0_20261106101042.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/lv_0_20261106101042.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/lv_0_20261106101042.mp4</a></video></div></p>
<p>Quem utiliza os ônibus municipais na cidade de São Paulo enfrenta dificuldades nas proximidades do Autódromo de Interlagos, na Zona Sul, desde o início da manhã.</p>
<p>Há trânsito intenso e geandes filas de coletivos na Avenida Senador Teotônio Vilela, que passa pelo Autódromo, devido à grande movimentação gerada pelo Grande Prêmio de Formula 1, que acontece neste final de semana, entre esta sexta e domingo (08).</p>
<p>Imagens recebidas pelo Diário<em><strong> do Transporte</strong></em> mostram coletivos enfileirados e uma grande quantidade de veículos parados mesmo com semáforos verdes.</p>
<p>Vários itinerários que passam pela região são afetados.</p>
<p>A reportagem procurou a SPTrans (São Paulo Transporte), responsável pelo gerenciamento das linhas de ônibus na capital, para mais detalhes e aguarda.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>CPTM fecha contrato de R$ 8,48 milhões para supervisão de obras nas estações Santo André e Mauá da Linha 10-Turquesa</title>
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    <pubDate>Fri, 06 Nov 2026 12:31:33 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Consórcio Serra Turquesa ficará responsável pelo acompanhamento de projetos e intervenções de acessibilidade, adequações trabalhistas e segurança contra incêndios; contrato terá duração de dois anos ADAMO BAZANI A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) formalizou um contrato de R$ 8.478.198,96 para serviços especializados de engenharia destinados à supervisão de projetos e obras nas estações Santo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="614" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/202641021030.jpg?fit=1024%2C614&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/202641021030.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/202641021030.jpg?resize=300%2C180&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/202641021030.jpg?resize=1024%2C614&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/202641021030.jpg?resize=150%2C90&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/202641021030.jpg?resize=768%2C461&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/202641021030.jpg?resize=400%2C240&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <h1></h1>
<p><em>Consórcio Serra Turquesa ficará responsável pelo acompanhamento de projetos e intervenções de acessibilidade, adequações trabalhistas e segurança contra incêndios; contrato terá duração de dois anos</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) formalizou um contrato de R$ 8.478.198,96 para serviços especializados de engenharia destinados à supervisão de projetos e obras nas estações Santo André e Mauá, da Linha 10-Turquesa, na região do ABC Paulista. A contratação envolve intervenções voltadas à acessibilidade, adequações às condições de trabalho e atendimento às exigências de segurança contra incêndios.</p>
<p>O contrato foi firmado com o Consórcio Serra Turquesa, terá vigência de 24 meses e foi assinado em 29 de outubro de 2026. Os serviços contratados abrangem o acompanhamento técnico de projetos e obras nas duas estações, que atendem diariamente passageiros da ligação ferroviária entre o ABC Paulista e a capital. O valor se refere à supervisão especializada de engenharia, e não ao custo total das intervenções previstas.</p>
<h2>Acessibilidade e segurança estão entre os serviços acompanhados</h2>
<p>O contrato prevê a prestação de serviços técnicos especializados para a supervisão das intervenções nas duas estações da Linha 10-Turquesa.</p>
<p>Entre os trabalhos abrangidos estão as obras de acessibilidade, as adequações relacionadas à Norma Regulamentadora nº 24 (NR-24) e as intervenções necessárias ao atendimento das exigências do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).</p>
<p>As medidas de acessibilidade têm importância direta para passageiros com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida, idosos e usuários que transportam carrinhos de bebê ou bagagens.</p>
<p>Já a NR-24 estabelece condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho, abrangendo aspectos relacionados às instalações destinadas aos empregados.</p>
<p>As exigências ligadas ao AVCB envolvem o atendimento aos critérios de segurança contra incêndios aplicáveis às edificações.</p>
<p>Embora atendam a diferentes finalidades, essas intervenções fazem parte das condições necessárias para que as instalações ferroviárias ofereçam infraestrutura adequada tanto aos passageiros quanto aos trabalhadores.</p>
<h2>Contrato de supervisão não corresponde ao valor total das obras</h2>
<p>A CPTM informa que os R$ 8,48 milhões serão destinados à supervisão de projetos e obras, com acompanhamento técnico especializado durante o período contratual.</p>
<p>A contratação não deve ser confundida com a execução integral das intervenções físicas, que podem envolver outros contratos, etapas de engenharia e investimentos específicos.</p>
<p>O valor informado tem como referência agosto de 2026.</p>
<p>O prazo de vigência de dois anos também não significa, necessariamente, que todas as obras terão essa duração. A execução e a fiscalização podem seguir etapas distintas, conforme os cronogramas estabelecidos pela companhia.</p>
<h2>Importância das estações para o ABC Paulista</h2>
<p>As estações Santo André e Mauá integram a Linha 10-Turquesa, uma das principais conexões ferroviárias do ABC Paulista com a cidade de São Paulo.</p>
<p>A linha desempenha papel relevante nos deslocamentos metropolitanos, especialmente para trabalhadores e estudantes que dependem do transporte sobre trilhos para viagens diárias.</p>
<p>A estação Santo André também está inserida em uma importante área de integração com os serviços rodoviários e urbanos do município.</p>
<p>Em Mauá, a estação ferroviária constitui um dos principais pontos de acesso ao sistema metropolitano de transporte.</p>
<p>Intervenções nesses locais podem ter efeitos sobre a circulação de passageiros, as condições de acessibilidade e a segurança das instalações.</p>
<p>O extrato contratual não apresenta o cronograma detalhado das obras nem informa eventuais interdições ou alterações temporárias de circulação decorrentes dos trabalhos.</p>
<p>O contrato, identificado pela CPTM como LC00526-01, foi firmado em 29 de outubro de 2026 e publicado no Diário Oficial de 4 de novembro.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
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    <title>Transwolff: SPTrans homologa contrato de R$ 1,21 milhão para exames de trabalhadores dos lotes D10 e D11</title>
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    <pubDate>Fri, 06 Nov 2026 12:01:12 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Becafe Clínica Médica será responsável pela saúde ocupacional de profissionais que atuam nas operações anteriormente concedidas à Transwolff; contratação por 12 meses integra estrutura mantida pela Prefeitura enquanto não são definidos novos operadores ADAMO BAZANI A SPTrans homologou um contrato de R$ 1,21 milhão para a realização de exames médicos e o acompanhamento da saúde [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="810" height="493" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/tw25.jpg?fit=810%2C493&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/tw25.jpg?w=810&amp;ssl=1 810w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/tw25.jpg?resize=300%2C183&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/tw25.jpg?resize=150%2C91&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/tw25.jpg?resize=768%2C467&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/tw25.jpg?resize=400%2C243&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 810px) 100vw, 810px" /> <p><em>Becafe Clínica Médica será responsável pela saúde ocupacional de profissionais que atuam nas operações anteriormente concedidas à Transwolff; contratação por 12 meses integra estrutura mantida pela Prefeitura enquanto não são definidos novos operadores</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A SPTrans homologou um contrato de R$ 1,21 milhão para a realização de exames médicos e o acompanhamento da saúde ocupacional dos trabalhadores dos lotes D10 e D11 do sistema de ônibus de São Paulo, anteriormente operados pela Transwolff, na zona sul da capital. A empresa vencedora da licitação foi a Becafe Clínica Médica Ltda., que prestará os serviços durante 12 meses.</p>
<p>A decisão foi publicada no Diário Oficial da Cidade desta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, e faz parte das contratações necessárias para manter a operação dos ônibus que passaram à responsabilidade direta da SPTrans depois da retirada da Transwolff. A Prefeitura assumiu os serviços e os trabalhadores para garantir a continuidade do atendimento aos passageiros, enquanto a definição de novas concessionárias permanece pendente.</p>
<p>O contrato foi homologado pelo diretor de Administração e de Infraestrutura da SPTrans, Mauro Antônio Gumiero Voltarelli, após a conclusão da licitação.</p>
<p>O valor global é de R$ 1.214.351,20, e o prazo autorizado é de 12 meses.</p>
<h3>O que será oferecido aos trabalhadores</h3>
<p>A contratação compreende o gerenciamento do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), incluindo a realização de exames clínicos periódicos e exames complementares relacionados às atividades profissionais.</p>
<p>O programa é previsto nas normas de saúde e segurança do trabalho e tem como objetivo acompanhar as condições de saúde dos empregados, considerando os riscos associados às funções exercidas.</p>
<p>O edital identifica como beneficiários os trabalhadores sob regime de requisição administrativa, atualmente alocados na gestão operacional direta da SPTrans.</p>
<p>A medida faz parte das responsabilidades assumidas pela companhia em relação à estrutura de pessoal necessária para manter os ônibus dos antigos lotes da Transwolff em circulação.</p>
<h3>Transwolff perdeu as concessões em dezembro de 2025</h3>
<p>Os lotes D10 e D11 eram operados pela Transwolff Transportes e Turismo Ltda., responsável por linhas da zona sul da capital paulista.</p>
<p>Em abril de 2024, a Prefeitura determinou a intervenção nos contratos da companhia, em meio a investigações e questionamentos sobre sua administração e operação.</p>
<p>Posteriormente, em 4 de dezembro de 2025, o prefeito Ricardo Nunes declarou a caducidade dos contratos de concessão dos dois lotes, encerrando a condição da Transwolff como concessionária do sistema municipal.</p>
<p>O decreto autorizou a SPTrans a utilizar garagens, ônibus, equipamentos, instalações e pessoal necessário à continuidade dos serviços.</p>
<p>A Prefeitura também ficou autorizada a celebrar contratos provisórios de fornecimento, manutenção e prestação de serviços essenciais para assegurar a operação.</p>
<p>Em janeiro de 2026, a administração municipal chegou a autorizar a contratação emergencial da Sancetur, do grupo conhecido como SOU, para assumir os dois lotes.</p>
<p>A transferência, entretanto, não se concretizou como inicialmente prevista, e a SPTrans continuou responsável pela operação.</p>
<p>Desde então, a companhia vem realizando contratações para atividades que, em condições normais, são administradas pelas próprias concessionárias.</p>
<p>Entre elas estão manutenção dos ônibus, vigilância das garagens, fornecimento de componentes, recapagem de pneus e serviços relacionados aos trabalhadores.</p>
<p>Na mesma edição do Diário Oficial que trouxe a contratação da Becafe, a SPTrans também homologou uma licitação de R$ 2,03 milhões para recapagem de pneus dos ônibus dos lotes D10 e D11.</p>
<h3>Exames ocupacionais são diferentes do plano de saúde</h3>
<p>A contratação da Becafe não deve ser confundida com outra licitação da SPTrans, destinada a oferecer assistência médica empresarial aos trabalhadores dos antigos lotes da Transwolff.</p>
<p>Como mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, a companhia havia iniciado uma concorrência para contratar um plano de saúde destinado a aproximadamente 3.641 empregados dos lotes D10 e D11.</p>
<p>Essa licitação previa assistência médica, hospitalar, cirúrgica e obstétrica aos titulares, sem inclusão de dependentes.</p>
<p>Em 27 de outubro de 2026, a SPTrans declarou fracassada a concorrência para o plano de saúde.</p>
<p>Já o contrato agora homologado com a Becafe tem outra finalidade: atender às exigências de medicina e saúde ocupacional, incluindo exames periódicos e complementares.</p>
<p>Portanto, a homologação da Becafe não significa que a contratação do plano de assistência médica empresarial tenha sido resolvida.</p>
<h3>Operação continua dependendo de nova definição</h3>
<p>As contratações realizadas pela SPTrans são parte da estrutura criada para garantir a continuidade do transporte coletivo depois da caducidade dos contratos da Transwolff.</p>
<p>Essa situação exige que a administração municipal mantenha não apenas os ônibus circulando, mas também os serviços de manutenção, os fornecedores e as condições de trabalho dos profissionais envolvidos na operação.</p>
<p>A definição de novos concessionários para os lotes D10 e D11 será uma etapa importante para reorganizar os serviços e transferir as responsabilidades operacionais atualmente assumidas pela SPTrans.</p>
<p>Enquanto isso, a companhia continua realizando contratações para assegurar o funcionamento das linhas e o atendimento aos passageiros da zona sul de São Paulo.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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