Reunião com técnicos do Metrô, liderada pelo prefeito Gilvan Ferreira, apresenta perspectivas para dois ramais que poderão atender mais de 2 milhões de passageiros por dia; Linha 21-Vinho deverá ligar Diadema à Zona Leste de São Paulo, enquanto Linha 20-Rosa terá 24 estações e ligação com a Lapa
ADAMO BAZANI
O Grande ABC poderá contar com duas linhas de metrô convencional, de alta capacidade, ligando diferentes cidades da região à capital paulista. Em reunião realizada nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, no Consórcio Intermunicipal Grande ABC, a direção da Companhia do Metropolitano de São Paulo confirmou o avanço dos estudos da Linha 21-Vinho, uma segunda ligação metroviária projetada para a região, além de apresentar um novo cronograma para a Linha 20-Rosa, cujas obras estão previstas para começar por Santo André (SP), em 2028. O encontro foi liderado pelo vice-presidente do Consórcio e prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, e representa uma ampliação do planejamento do transporte sobre trilhos no ABC, que atualmente depende principalmente da Linha 10-Turquesa de trens metropolitanos para suas ligações ferroviárias com São Paulo.
A Linha 21-Vinho, ainda em fase de contratação de estudos, tem como referência inicial aproximadamente 23 quilômetros de extensão, 21 estações e demanda estimada em 740 mil passageiros por dia. O projeto deverá ligar Diadema (SP) à região de Aricanduva e Parque do Carmo, na Zona Leste de São Paulo, com passagem prevista também por São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. Já a Linha 20-Rosa, em fase mais avançada de desenvolvimento, terá aproximadamente 33 quilômetros, 24 estações e capacidade projetada para atender cerca de 1,3 milhão de passageiros por dia útil, conectando Santo André à região de Santa Marina, na Lapa, em São Paulo. As duas linhas, se implantadas conforme as diretrizes atuais, poderão formar uma nova rede de transporte de alta capacidade no ABC, com integrações entre si e com corredores de ônibus e outras linhas metroferroviárias. Os números de demanda são projeções técnicas e não representam passageiros já transportados nem obras definitivamente contratadas.
Linha 21-Vinho: segunda ligação de metrô para o ABC está em fase de estudos
A principal novidade da reunião foi a confirmação de que o Metrô continua desenvolvendo os estudos da Linha 21-Vinho, que poderá ampliar a presença do metrô convencional na região.
A companhia informou aos representantes do Consórcio que está em fase final da licitação destinada à contratação do anteprojeto de engenharia e do Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima).
Essa etapa é necessária para estabelecer as características técnicas do empreendimento, incluindo a localização definitiva das estações, o traçado, a avaliação dos impactos ambientais e as soluções de engenharia.
A Linha 21-Vinho é concebida como uma ligação perimetral. Isso significa que permitirá deslocamentos entre municípios do ABC e a Zona Leste da capital sem obrigar os passageiros a passar pelo centro de São Paulo para fazer integrações.
Na concepção preliminar apresentada pelo Metrô, estão previstos aproximadamente 23 quilômetros de extensão e 21 estações, com demanda de 740 mil passageiros diários.
O projeto poderá beneficiar diretamente áreas onde vivem cerca de 550 mil pessoas e estão concentrados aproximadamente 226 mil empregos, conforme estimativas divulgadas na fase inicial de planejamento.
O investimento preliminar chegou a ser estimado em aproximadamente R$ 35 bilhões, valor que dependerá dos projetos, da definição do traçado e do modelo de implantação.
Em maio de 2026, o Metrô abriu o processo de licitação dos estudos iniciais. Em agosto, cinco propostas permaneceram na disputa após a análise preliminar de documentação e valores.
A contratação envolve trabalhos de arquitetura, engenharia, geologia, sondagens e avaliação ambiental.
Isso significa que a Linha 21-Vinho ainda não está na fase de contratação das obras civis e dos sistemas ferroviários.
Também não há data definitiva de inauguração.
Projeções divulgadas durante o planejamento mencionaram a possibilidade de conclusão por volta de 2037, mas o cronograma deverá ser consolidado somente com o avanço dos estudos e das futuras contratações.
Por onde deverá passar a Linha 21-Vinho e quais serão as integrações
Durante as discussões sobre o projeto, o prefeito Gilvan Ferreira apresentou uma diretriz de percurso que deverá começar na região da Avenida Alda, em Diadema, e seguir por áreas como Praça da Moça e Taboão.
A ligação também deverá contemplar a região de Cassaquera e a Avenida Utinga, em Santo André, seguindo para São Caetano do Sul, com atendimento previsto nas proximidades do Fórum da cidade.
A partir desse ponto, o ramal continuará em direção à Zona Leste de São Paulo.
Entre as regiões paulistanas consideradas nos estudos estão São Lucas, Aricanduva e Parque do Carmo.
É importante ressaltar que essas indicações representam uma diretriz de traçado. A localização exata das estações e os nomes definitivos dependerão dos estudos técnicos.
As principais integrações consideradas no planejamento da Linha 21-Vinho incluem:
- Linha 20-Rosa, na região de Taboão, permitindo acesso ao eixo de Santo André, Saúde, Moema, Itaim Bibi, Pinheiros e Lapa;
- Linha 10-Turquesa, na região de São Caetano do Sul;
- Linha 15-Prata, monotrilho que atende a Zona Leste de São Paulo, com conexão estudada em São Lucas;
- Futura Linha 16-Violeta, com possibilidade de integração na região de Cipriano Rodrigues;
- Futura Linha 14-Ônix, projeto de ligação ferroviária entre o ABC e Guarulhos;
- Corredores metropolitanos de ônibus, que poderão alimentar as estações e distribuir passageiros pelos bairros.
Essas conexões também dependem do desenvolvimento dos respectivos empreendimentos.
A Linha 21-Vinho foi concebida para reduzir deslocamentos que atualmente exigem viagens indiretas e múltiplas transferências.
Uma das projeções apresentadas pelo Metrô é reduzir de aproximadamente 40 para 17 minutos o tempo de deslocamento entre Diadema e São Caetano do Sul.
Outro exemplo utilizado nos estudos é a ligação entre Diadema e a região do Itaim Bibi, em São Paulo. Com a integração entre os novos ramais, o tempo estimado poderia cair de cerca de uma hora e 28 minutos para 31 minutos.
Esses resultados dependem da implantação integral dos sistemas previstos e correspondem a simulações, não a tempos de viagem atualmente disponíveis.
O projeto também poderá modificar a distribuição de passageiros na rede, reduzindo a necessidade de deslocamentos por linhas que passam pelas regiões centrais da capital.
Linha 20-Rosa: obras deverão começar por Santo André em 2028
A reunião desta quinta-feira também trouxe novidades sobre a Linha 20-Rosa, projeto que está em fase mais avançada que a Linha 21-Vinho.
Segundo as informações apresentadas ao Consórcio, os trabalhos técnicos deverão ser concluídos em 2027, com previsão de início das obras em 2028, a partir de Santo André.
A equipe do Metrô apresentou uma prévia das soluções arquitetônicas das futuras estações e detalhou o planejamento para as próximas etapas.
A divulgação do encontro menciona uma primeira fase com oito estações, cinco delas no Grande ABC, e previsão de conclusão até 2033, no eixo entre Santo André e Moema.
Entretanto, esse número de oito estações ainda precisa de detalhamento, uma vez que o traçado integral anteriormente divulgado pelo Metrô apresenta mais paradas entre Santo André e Moema. Não foram esclarecidos quais pontos integrariam exatamente essa primeira etapa e como se daria a operação inicial.
Também é necessário distinguir a conclusão dos projetos do início efetivo da construção. Em outubro, o contrato do projeto básico da Linha 20-Rosa foi prorrogado até junho de 2027, após ajustes técnicos.
A previsão de começar as obras em 2028 representa o cronograma anunciado pelo Metrô, mas dependerá das demais etapas de contratação, licenciamento e execução.
O projeto completo prevê uma linha totalmente subterrânea, ligando a região da Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André à Estação Santa Marina, na capital paulista.
A extensão divulgada em diferentes fases de planejamento varia de aproximadamente 31 a 33 quilômetros, em razão das revisões do traçado.
A configuração de referência prevê 24 estações, dois pátios e uma frota inicialmente dimensionada em cerca de 50 trens.
O investimento estimado no planejamento mais recente é da ordem de R$ 24,9 bilhões, sujeito a revisões.
A demanda projetada para a linha completa fica próxima de 1,3 milhão de passageiros por dia útil.
As 24 estações previstas para a Linha 20-Rosa
No traçado de referência divulgado pelo Metrô, as estações são distribuídas entre São Paulo, São Bernardo do Campo e Santo André.
Na capital paulista, estão previstas as estações Santa Marina, Lapa, Vila Romana, Cerro Corá, Girassol, Cardeal Arcoverde, Fradique Coutinho, Tabapuã, JK, Vila Nova Conceição, Moema, Rubem Berta, Indianópolis, Saúde, Abrão de Morais, Cursino, Jardim Clímax e Liviero.
No Grande ABC, o projeto contempla Taboão-Paulicéia e Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo, e Afonsina, Príncipe de Gales, Portugal e Santo André, no município de Santo André.
A configuração completa, portanto, apresenta seis estações no ABC, sendo quatro em Santo André e duas em São Bernardo do Campo.
Os nomes e as soluções construtivas poderão receber ajustes durante as próximas etapas técnicas.
Uma das principais características do projeto é oferecer conexões com diferentes linhas existentes e planejadas.
A Estação Santa Marina deverá permitir integração com a Linha 6-Laranja, enquanto a Lapa deverá oferecer acesso às linhas 7-Rubi e 8-Diamante.
Em Cerro Corá está prevista a ligação com a Linha 2-Verde. Em Fradique Coutinho haverá conexão com a Linha 4-Amarela.
Moema permitirá transferência para a Linha 5-Lilás, e Saúde, para a Linha 1-Azul.
Em Santo André, a futura estação será integrada à Linha 10-Turquesa, permitindo transferências entre os serviços de metrô e de trens metropolitanos.
Também estão previstas conexões com outros empreendimentos futuros e com sistemas de ônibus metropolitanos.
Do ponto de vista regional, a Linha 20-Rosa terá importância não apenas por oferecer viagens entre o ABC e São Paulo, mas também por permitir deslocamentos entre bairros e polos de atividade econômica que atualmente dependem de trajetos indiretos.
O projeto prevê atender regiões residenciais, comerciais, empresariais e universitárias, além de ampliar o acesso a empregos e serviços.
Em estudo anteriormente apresentado pela Prefeitura de Santo André, a expectativa era de atendimento de aproximadamente 137 mil passageiros por dia nas estações previstas para o município, número que também deverá ser revisto conforme o detalhamento do projeto.
Metrô convencional é uma reivindicação diferente da antiga Linha 18-Bronze, que seria monotrilho
A confirmação de estudos para duas linhas de metrô convencional representa uma mudança importante em relação aos projetos que dominaram as discussões sobre transporte de alta capacidade no ABC nas últimas décadas.
A região já teve uma proposta de ligação sobre trilhos com a capital por meio da Linha 18-Bronze.
Entretanto, diferentemente das linhas 20-Rosa e 21-Vinho, a Linha 18-Bronze não foi projetada como metrô convencional pesado.
O empreendimento previa a utilização de monotrilho, sistema ferroviário no qual os veículos circulam sobre vigas, com rodas de pneus e dispositivos de orientação lateral.
A tecnologia permite operações segregadas do trânsito e pode transportar volumes expressivos de passageiros, mas apresenta características construtivas, operacionais e de capacidade distintas das linhas convencionais de metrô pesado.
Em termos gerais, o monotrilho costuma ser adotado para demandas inferiores às previstas para os maiores sistemas de metrô pesado, embora a capacidade efetiva dependa da composição dos trens, dos intervalos e do projeto de cada linha.
O projeto da Linha 18-Bronze previa aproximadamente 15,7 quilômetros de extensão e 13 estações, ligando Tamanduateí, em São Paulo, à região de Djalma Dutra, em São Bernardo do Campo.
A estimativa inicial de demanda era de aproximadamente 340 mil passageiros por dia.
O traçado atenderia também São Caetano do Sul e Santo André, criando uma ligação com a Linha 2-Verde e com a Linha 10-Turquesa na Estação Tamanduateí.
O projeto foi contratado como parceria público-privada em 2014, mas não chegou à fase de construção.
Em julho de 2019, o Governo do Estado anunciou sua substituição por um sistema BRT, baseado em ônibus de maior capacidade e infraestrutura de circulação prioritária.
Assim, a Linha 18-Bronze não chegou a ser implantada como monotrilho.
A distinção técnica é importante: embora o monotrilho seja um sistema de transporte sobre trilhos e possa integrar uma rede metroviária, não corresponde ao metrô convencional de alta capacidade planejado para as linhas 20-Rosa e 21-Vinho.
A atual proposta de expansão não representa simplesmente a retomada da antiga Linha 18. São projetos diferentes, com traçados, abrangências territoriais e características operacionais próprias.
Gilvan Ferreira defende ampliação da rede e destaca papel do Consórcio ABC
O prefeito de Santo André e vice-presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Gilvan Ferreira, destacou durante o encontro a importância de os municípios participarem diretamente das discussões sobre os projetos de infraestrutura.
Para o prefeito, a confirmação do planejamento de uma segunda linha amplia a perspectiva de integração entre as cidades da região e a capital.
Gilvan também ressaltou a importância do anúncio de que as obras da Linha 20-Rosa começarão por Santo André.
A reunião foi realizada a pedido do Consórcio e reuniu representantes técnicos do Metrô para apresentar o planejamento, os prazos previstos e as soluções arquitetônicas consideradas para os empreendimentos.
A participação regional é relevante porque as novas estações deverão exigir intervenções viárias, integração com ônibus municipais e intermunicipais, adequação dos espaços urbanos e planejamento do desenvolvimento no entorno.
No caso da Linha 21-Vinho, a discussão envolve municípios que não serão diretamente contemplados pela Linha 20-Rosa, como Diadema e São Caetano do Sul, ampliando o alcance territorial da rede projetada.
Além do transporte entre cidades, a implantação das linhas poderá influenciar a distribuição de atividades comerciais e de serviços, os deslocamentos para escolas e universidades e a organização das redes municipais de ônibus.
A integração entre os diferentes sistemas será fundamental para que os investimentos ferroviários tenham efeito também nos bairros mais afastados das estações.
Circular da Saúde: iniciativa de Gilvan Ferreira chegou a 91% de aprovação e superou um milhão de passageiros
Além da articulação regional pela expansão do Metrô, a administração de Gilvan Ferreira tem desenvolvido iniciativas de reorganização do transporte coletivo municipal de Santo André.
Entre elas está o Circular da Saúde, serviço criado para facilitar os deslocamentos de pacientes, acompanhantes, profissionais e demais usuários de hospitais, clínicas e unidades de atendimento.
O projeto começou a funcionar em 25 de outubro de 2025 e integra o Promobi, programa municipal de modernização da mobilidade.
Uma das principais ligações é a linha B45, operada pela Viação Guaianazes, integrante do Consórcio União Santo André.
O itinerário conecta a região do Jardim Riviera e Jardim Represa ao entorno do Hospital Estadual Mário Covas, passando por áreas próximas de diferentes equipamentos de saúde.
Entre os locais atendidos estão o Centro Hospitalar Municipal, a UPA Perimetral, os hospitais Brasil, São José, Santa Helena, Christóvão da Gama e outros estabelecimentos de atendimento médico, além da região da Vila Luzita.
A proposta surgiu para facilitar deslocamentos que anteriormente exigiam, em determinados casos, duas ou três conduções para chegar a unidades de saúde localizadas em diferentes bairros.
Outra linha que integra o Circular da Saúde é a B31, que liga o Jardim Santo André ao Atrium Shopping, onde funciona o Poupatempo da Saúde.
Em levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgado em dezembro de 2025, o Circular da Saúde alcançou 91% de aprovação, contra 4,3% de desaprovação e 4,7% de pessoas que não souberam ou preferiram não responder.
A pesquisa foi realizada entre 14 e 17 de dezembro daquele ano, com margem de erro de 3,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Em 30 de outubro de 2026, a Prefeitura de Santo André informou que o Circular da Saúde havia superado um milhão de passageiros transportados no primeiro ano de operação, considerando conjuntamente as linhas B45 e B31.
A média informada foi de aproximadamente 88 mil passageiros por mês.
A iniciativa faz parte de um conjunto maior de intervenções no transporte municipal, que inclui renovação de frota, modernização de pontos de ônibus, ferramentas digitais e ajustes em itinerários.
A Prefeitura também divulgou a entrega de 51 ônibus zero-quilômetro dentro do Promobi e um programa de investimentos previstos de R$ 240 milhões até 2028, incluindo R$ 200 milhões destinados à aquisição de veículos.
O Circular da Saúde exemplifica uma forma de planejamento baseada nas necessidades específicas de deslocamento da população, especialmente no acesso a serviços essenciais.
Expansão sobre trilhos ainda depende de projetos, contratos e execução
Apesar dos anúncios apresentados na reunião desta quinta-feira, as linhas 20-Rosa e 21-Vinho estão em estágios diferentes.
A Linha 20-Rosa já conta com projeto básico contratado, estudos ambientais desenvolvidos, procedimentos relacionados a áreas necessárias à implantação e um cronograma apresentado para o início das obras.
A Linha 21-Vinho encontra-se em uma etapa anterior, ainda voltada à contratação de seu anteprojeto de engenharia e dos estudos ambientais.
A divulgação de extensões, quantidade de estações, custos e demanda estimada não significa que todos esses elementos estejam definitivamente estabelecidos.
Os projetos ainda dependerão de etapas administrativas, técnicas, ambientais e financeiras.
O avanço mais recente está na ampliação do planejamento regional: em vez de apenas uma futura linha de metrô convencional entre Santo André, São Bernardo do Campo e São Paulo, o Governo do Estado também trabalha com uma segunda ligação de alta capacidade, que poderá alcançar Diadema, Santo André, São Caetano do Sul e a Zona Leste da capital.
Se executadas, as duas linhas poderão formar uma rede com demanda projetada somada de aproximadamente dois milhões de passageiros por dia útil, considerando os cenários preliminares de cada empreendimento.
Esse total é uma soma de estimativas independentes e não deve ser interpretado como previsão definitiva de passageiros distintos, já que haverá transferências e possibilidade de sobreposição de demanda entre os sistemas.
Para os moradores do ABC, a principal questão será transformar os projetos e os cronogramas anunciados em obras efetivas, com integração às redes existentes e condições de atendimento compatíveis com a demanda regional.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
