Concessionária ficará responsável pelo sistema, que transporta cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano; contrato prevê R$ 2,5 bilhões em investimentos
YURI SENA
A concessionária Acquavias assume, na próxima segunda-feira, 9 de novembro de 2026, a operação das Travessias Litorâneas do Estado de São Paulo, serviço atualmente sob responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). O sistema transporta aproximadamente 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano.
A mudança marca o início de uma nova etapa de gestão do serviço, que será acompanhada por um período de três meses de operação assistida. Durante essa fase, a Semil continuará monitorando a prestação dos serviços e dará suporte à adaptação da concessionária ao novo modelo, com o objetivo de manter o atendimento aos usuários durante a transição.
O Governo de São Paulo realizará uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (6), às 10h, no Estaleiro das Travessias Litorâneas, no Guarujá, para apresentar os detalhes do início da concessão. O encontro contará com a participação da secretária da Semil, Natália Resende, do secretário executivo da Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI), Thiago Nunes, e do presidente da Acquavias SP, Rodolfo Lima.
Antes da transferência da operação, o governo estadual afirma ter investido cerca de R$ 240 milhões no sistema desde 2023. Os recursos foram destinados à reforma de 23 embarcações, à aquisição de motores e equipamentos e a obras de infraestrutura nos terminais. Segundo a administração estadual, as intervenções contribuíram para ampliar a disponibilidade média da frota e melhorar as condições de atendimento.
A concessão prevê R$ 2,5 bilhões em investimentos ao longo da vigência do contrato. Entre as medidas previstas estão a incorporação de 45 novas embarcações e a realização de melhorias na infraestrutura dos terminais.
A entrada da Acquavias dá continuidade ao processo de modernização do sistema de travessias, que atende diferentes ligações marítimas no litoral paulista.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte
