Ícone do site Diário do Transporte

São José dos Campos (SP) prepara nove estações com 156 pontos de recarga e reorganiza transporte para receber 400 ônibus elétricos Eletra até 2027

Prefeitura confirma 34 pontos de recarga já disponíveis na Estação Sul, chegada de mais 89 ônibus ainda em 2026 e divisão de contratos entre frota, operação, infraestrutura e bilhetagem. Financiamento de R$ 879,4 milhões do BNDES integra projeto com tecnologia brasileira, locação de veículos e expansão industrial da Eletra

ADAMO BAZANI

A Prefeitura de São José dos Campos (SP) anunciou nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, novos detalhes sobre a reestruturação do transporte coletivo municipal, que prevê a substituição integral da frota por 400 ônibus elétricos com tecnologia da fabricante brasileira Eletra. O município terá uma rede de nove estações de carregamento, com 156 pontos de recarga, para sustentar a operação dos veículos. Uma das principais estruturas, a Estação Sul, já está concluída desde agosto, com capacidade para carregar simultaneamente 34 ônibus. A administração também confirmou que 20 veículos do novo contrato estão em circulação e que outros 89 devem chegar até dezembro, sendo 24 articulados ainda em novembro e mais 65 ônibus no último mês de 2026. As entregas restantes estão previstas para ocorrer mensalmente até junho de 2027.

O projeto vai além da substituição dos motores a diesel por sistemas elétricos. São José dos Campos está reorganizando a gestão do transporte público ao separar a contratação dos ônibus, a operação das linhas, a infraestrutura de carregamento e a bilhetagem. O financiamento de R$ 879,4 milhões aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será utilizado pela Green Energy para a aquisição dos veículos com tecnologia Eletra, que serão disponibilizados por locação à Urbam, empresa municipal responsável pela contratação da frota. A iniciativa coincide com a ampliação da produção da Eletra em São Bernardo do Campo (SP), onde o Diário do Transporte acompanhou com exclusividade a fabricação dos novos chassis elétricos, e com a experiência da Linha Verde, sistema que a reportagem percorreu em 31 de outubro, constatando recursos como embarque sem catraca, agente de bordo e prioridade semafórica.

Estação Sul já está pronta e rede terá nove estruturas de carregamento

A principal novidade operacional apresentada pela Prefeitura nesta terça-feira é o detalhamento da infraestrutura necessária para atender à frota de 400 ônibus elétricos.

A Estação Sul foi concluída em agosto de 2026 e possui 17 carregadores, cada um com dois conectores, permitindo a recarga simultânea de até 34 veículos.

A estrutura tem potência instalada de 4,5 megawatts (MW).

A instalação se soma à estrutura já existente na Estação Linha Verde.

O projeto prevê oito estações de carregamento, que, somadas à unidade existente da Linha Verde, formarão uma rede de nove estações distribuídas pelo município, com 156 pontos de recarga.

A implantação das demais estruturas deverá acompanhar a chegada dos novos lotes de ônibus.

Os números demonstram que a eletrificação exige uma organização diferente da utilizada nas frotas convencionais.

Enquanto os veículos a diesel dependem principalmente do abastecimento de combustível e da infraestrutura de manutenção, os elétricos precisam de capacidade de fornecimento de energia, equipamentos específicos, planejamento dos períodos de recarga e controle do consumo.

A distribuição das estações pela cidade também é importante para reduzir deslocamentos sem passageiros entre os locais de operação e os pontos de carregamento.

Outro fator é a programação operacional. A quantidade de carregadores não significa que todos os 400 ônibus poderão receber energia simultaneamente. Será necessário organizar a recarga conforme os horários das linhas, a autonomia dos veículos e a disponibilidade dos equipamentos.

A Prefeitura informa que as demais estações serão implantadas conforme o cronograma de entregas, mas não detalhou, na nota desta terça-feira, o calendário individual de conclusão de cada unidade.

Mais 89 ônibus devem chegar até dezembro e entregas terminam em junho de 2027

O cronograma atualizado pela administração municipal prevê a incorporação gradual dos veículos.

Atualmente, 20 ônibus elétricos do contrato com a Green Energy já estão em circulação.

Outros 24 articulados devem ser entregues até o fim de novembro.

Em dezembro, a previsão é de chegada de mais 65 veículos.

Se todas essas etapas forem cumpridas, o município encerrará 2026 com 109 ônibus recebidos no âmbito da contratação.

Os 291 restantes deverão ser entregues em lotes mensais até junho de 2027.

A implantação ocorrerá, portanto, de maneira progressiva, permitindo que a administração adapte a operação das linhas e amplie a infraestrutura necessária.

O cronograma também representa uma revisão dos prazos inicialmente estabelecidos para a renovação.

Como o Diário do Transporte mostrou anteriormente, a conclusão das entregas chegou a estar prevista para setembro de 2026, mas passou para junho de 2027.

A mudança exige atenção ao período de transição, no qual ônibus elétricos e veículos convencionais continuam compartilhando a operação municipal.

O cumprimento dos novos prazos dependerá da fabricação dos veículos, da disponibilidade da infraestrutura e da organização dos serviços.

Nova estrutura de transportes separa ônibus, empresas operadoras, recarga e bilhetagem

Uma das transformações mais relevantes de São José dos Campos está na divisão das responsabilidades dentro do sistema de transporte coletivo.

Tradicionalmente, muitas concessões municipais concentram na mesma empresa a aquisição da frota e a prestação do serviço.

São José dos Campos está adotando outra organização.

A Urbam recebe os ônibus elétricos mediante contrato de locação com a Green Energy e disponibiliza os veículos às concessionárias responsáveis pela operação das linhas.

A administração também prevê contratações independentes para atividades como infraestrutura de carregamento e bilhetagem.

A gestão, o acompanhamento e a fiscalização permanecem sob responsabilidade da Prefeitura.

Esse arranjo permite, em princípio, que o município organize a escolha das empresas operadoras sem exigir delas o financiamento integral dos ônibus elétricos.

Também possibilita separar a vida útil dos veículos da duração dos contratos de operação, desde que as condições de utilização, manutenção e responsabilidade sejam devidamente estabelecidas.

Durante a transição, os ônibus elétricos disponibilizados pelo município convivem com veículos pertencentes às empresas atuais.

O Diário do Transporte já havia mostrado que os contratos das concessionárias Joseense, Expresso Maringá e Saens Peña foram prorrogados até 21 de outubro de 2027, com possibilidade de encerramento antecipado conforme o novo modelo seja implantado.

A divisão contratual pode facilitar a gestão de determinados investimentos, mas também exige coordenação permanente.

Em caso de problemas com um veículo, por exemplo, é necessário identificar se a responsabilidade está relacionada à fabricação, à manutenção, à operação ou ao fornecimento de energia.

Da mesma forma, o planejamento precisa assegurar que o número de ônibus disponíveis seja compatível com as necessidades das linhas e com a programação de recarga.

A reorganização não representa, por si só, garantia de melhores serviços. Os resultados dependerão da qualidade da operação, da frequência dos ônibus, da fiscalização e do cumprimento dos contratos.

Locação de R$ 2,718 bilhões por 15 anos tem responsabilidades que vão além do fornecimento dos ônibus

A contratação da frota foi objeto de outra reportagem especial do Diário do Transporte, publicada em 31 de outubro de 2026.

A análise do contrato firmado em 7 de março de 2025 entre a Urbam e a Green Energy mostrou que o modelo de locação envolve aproximadamente R$ 2,718 bilhões ao longo de 15 anos.

Esse montante não deve ser confundido com os R$ 1,139 bilhão correspondentes ao projeto de aquisição dos veículos apoiado pelo BNDES.

Os valores possuem finalidades e abrangências diferentes.

O financiamento aprovado pelo banco está relacionado à aquisição dos ônibus pela fornecedora.

O contrato municipal envolve a disponibilização dos veículos e os serviços previstos durante todo o período de locação.

Segundo as condições contratuais examinadas pelo jornal, a Green Energy é responsável pela aquisição dos ônibus, documentação, seguros exigidos e manutenção preventiva.

A Urbam assume outras despesas, entre elas a manutenção corretiva fora das garantias, a substituição de pneus pelo desgaste normal e responsabilidades relacionadas à infraestrutura de carregamento.

As baterias também exigem atenção especial.

Nos oito primeiros anos de operação de cada veículo, a recuperação da autonomia mínima prevista contratualmente é responsabilidade da fornecedora, nas condições estabelecidas.

Depois desse período, a responsabilidade passa à Urbam.

Isso significa que a avaliação financeira da locação não pode considerar apenas o pagamento mensal pelos ônibus.

É necessário contabilizar os custos de energia, infraestrutura, manutenção, baterias, operação e administração do sistema.

A experiência de São José dos Campos poderá servir como referência para outros municípios, mas a conveniência da locação depende das condições de cada cidade, das fontes de financiamento e da capacidade de administrar contratos de longo prazo.

Relembre a reportagem especial:

Locação de ônibus elétricos: como funciona o modelo de São José dos Campos e o que outras cidades precisam avaliar – Diário do Transporte, 31 de outubro de 2026

Frota é da tecnologia brasileira Eletra, que já utiliza novo processo industrial em São Bernardo do Campo

Os 400 ônibus previstos para São José dos Campos têm tecnologia de eletrificação da Eletra, fabricante brasileira instalada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

A empresa desenvolve e integra os sistemas responsáveis pela propulsão elétrica, gerenciamento de energia e controle dos veículos.

Nos primeiros ônibus entregues ao município, a configuração reúne tecnologia Eletra, carrocerias Caio, plataformas Mercedes-Benz e baterias e motores WEG.

A encomenda representa um volume expressivo para a indústria brasileira e ocorre durante uma transformação do processo produtivo da Eletra.

Nesta mesma terça-feira, 3 de novembro, o Diário do Transporte publicou uma reportagem exclusiva em vídeo mostrando como são fabricados os novos chassis elétricos da empresa.

O criador e editor-chefe do jornal, Adamo Bazani, foi o primeiro jornalista a acompanhar esse processo na planta de São Bernardo do Campo.

A reportagem mostrou as etapas de preparação dos cabos e chicotes elétricos, a instalação dos componentes de propulsão e a integração dos sistemas eletrônicos responsáveis pelo funcionamento do veículo.

A empresa informou que o novo método de produção reduziu de nove para quatro dias o tempo de eletrificação dos chassis articulados, enquanto nos modelos padron o período passou de sete para três dias.

A mudança ocorre porque a integração dos componentes elétricos passou a ser realizada antes da instalação da carroceria.

O diretor industrial Pedro Botejara explicou que a empresa recebe estruturas mecânicas que ainda não possuem motorização e as transforma em chassis elétricos capazes de se deslocar por meios próprios.

A diretora comercial Iêda Oliveira confirmou que a fabricante tem 232 chassis em produção com o novo método para entregas até dezembro de 2026, sendo 122 articulados e 110 padron.

Já a diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, confirmou a intenção de elevar a capacidade produtiva para 2.800 ônibus por ano, além de desenvolver modelos rodoviários e ampliar a atuação internacional.

A expansão da fábrica e as encomendas de cidades como São José dos Campos mostram a relação entre programas públicos de eletrificação e o desenvolvimento de uma cadeia industrial brasileira de maior valor agregado.

Além da redução da poluição nos centros urbanos, a produção nacional envolve empregos qualificados, engenharia, tecnologia, fornecedores e formação profissional.

A adoção do novo processo fabril pela Eletra está confirmada. Já a configuração industrial específica de todos os 400 veículos de São José dos Campos dependerá da programação de fabricação de cada lote.

Assista à reportagem exclusiva sobre a fabricação dos chassis:

EXCLUSIVO – VÍDEO: Chassis Eletra de ônibus elétricos brasileiros já têm mais de 200 unidades em produção com novo método. Veja como são fabricados – Diário do Transporte, 3 de novembro de 2026

Linha Verde já mostra os diferenciais da eletrificação, mas passageiros cobram intervalos menores

A transformação pretendida pela Prefeitura também pode ser observada na Linha Verde, sistema que utiliza VLPs, os Veículos Leves sobre Pneus.

No sábado, 31 de outubro de 2026, o Diário do Transporte percorreu o trecho entre a rodoviária e o Terminal Sul de São José dos Campos para conhecer, na prática, as características do serviço.

A experiência revelou que a modernização do transporte envolve mais do que a substituição do motor diesel pela propulsão elétrica.

Entre as diferenças verificadas estão a ausência de catraca, o uso de validadores eletrônicos, a aceitação de cartões bancários por aproximação, a presença de agente de bordo e a prioridade nos cruzamentos semaforizados.

Os veículos também possuem sistemas de câmeras que substituem os espelhos retrovisores convencionais.

A prioridade semafórica, associada ao conceito de metronização, permite melhorar a regularidade do deslocamento ao reduzir determinadas interferências nos cruzamentos.

A ausência de catraca facilita a circulação dentro do ônibus, enquanto o pagamento eletrônico permite utilizar diferentes modalidades de validação da passagem.

O agente de bordo acrescenta atendimento humano, auxiliando passageiros durante o embarque, o desembarque e a utilização dos equipamentos.

Esse apoio é particularmente importante para idosos, pessoas com mobilidade reduzida e usuários que ainda não conhecem o funcionamento do serviço.

Na viagem realizada pela reportagem, o conforto, o silêncio da propulsão elétrica e o atendimento prestado pelos profissionais foram pontos positivos.

Mas também foram identificadas necessidades de melhoria.

Passageiros ouvidos pelo jornal defenderam a redução dos intervalos, especialmente nos fins de semana, e a ampliação da cobertura do sistema.

Essas observações mostram que a substituição da frota pode melhorar a qualidade da viagem, mas precisa ser acompanhada de frequência adequada e atendimento às diferentes regiões da cidade.

Com a chegada dos 400 ônibus elétricos, São José dos Campos terá a oportunidade de estender parte dos benefícios observados na Linha Verde ao conjunto do transporte coletivo municipal.

Para isso, será necessário organizar trajetos, horários, pontos de integração e disponibilidade dos veículos.

Assista à reportagem especial feita no local:

VÍDEO ESPECIAL: Sem catraca, com agente de bordo e prioridade nos cruzamentos, Linha Verde mostra o que o ônibus pode oferecer em São José dos Campos – Diário do Transporte, 31 de outubro de 2026

Financiamento de R$ 879,4 milhões pelo BNDES foi anunciado em outubro

Como o Diário do Transporte noticiou em 30 de outubro de 2026, o BNDES aprovou R$ 879,4 milhões em financiamento para a Green Energy adquirir os 400 ônibus elétricos destinados ao transporte municipal.

Os recursos são provenientes do FGTS, por meio do Programa BNDES Pró-Transporte, no âmbito do Refrota, integrante do Novo PAC.

O investimento total do projeto de aquisição é de R$ 1,139 bilhão.

A aprovação do crédito permite estruturar a compra dos veículos pela empresa que os disponibilizará à Urbam.

O financiamento não significa que os 400 ônibus já tenham sido entregues ou estejam em circulação.

A implantação segue o cronograma municipal, agora detalhado pela Prefeitura, com conclusão prevista para junho de 2027.

O projeto também foi apresentado pelo BNDES como um marco no financiamento da eletrificação de frotas municipais no Brasil.

A substituição integral dos ônibus convencionais permitirá reduzir emissões locais de poluentes atmosféricos, como óxidos de nitrogênio e material particulado provenientes do escapamento dos veículos a diesel.

Segundo estimativa divulgada pelo BNDES e reproduzida pela Prefeitura, a renovação integral da frota poderá evitar aproximadamente 31 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

Esse resultado é uma projeção associada à substituição completa da frota e não representa uma redução já alcançada pelos 20 veículos atualmente em operação.

Relembre:

BNDES aprova R$ 879,4 milhões para 400 ônibus com tecnologia Eletra em São José dos Campos; entregas totais ficam para 2027 – Diário do Transporte, 30 de outubro de 2026

Mercadante prevê que elétricos representem 28% das novas vendas de ônibus urbanos até 2035

O projeto de São José dos Campos também integra um movimento mais amplo de eletrificação do transporte coletivo brasileiro.

Durante o anúncio do financiamento, em 30 de outubro, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, apresentou a projeção de que os ônibus elétricos representem aproximadamente 28% dos novos licenciamentos de ônibus urbanos no Brasil até 2035.

A estimativa se refere aos veículos novos comercializados e licenciados naquele ano, não à participação dos elétricos na frota total em circulação no país.

O mercado brasileiro vem registrando crescimento.

Segundo os dados apresentados pelo banco, foram emplacados 86 ônibus elétricos em 2023 e 849 em 2025.

A ampliação da produção nacional é importante para que o crescimento da demanda também se transforme em desenvolvimento industrial brasileiro.

Para a diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, o financiamento de longo prazo contribui para levar a tecnologia a municípios de diferentes portes, além de fortalecer a indústria, gerar empregos qualificados e melhorar a atratividade do transporte público.

A demanda de São José dos Campos, somada a encomendas de outras cidades, representa uma oportunidade para que fabricantes instalados no Brasil ampliem investimentos e capacidade produtiva.

Relembre:

Ônibus elétricos devem representar 28% das novas vendas de urbanos no Brasil até 2035, prevê Mercadante; Eletra destaca papel do BNDES – Diário do Transporte, 30 de outubro de 2026

Desafio será transformar os investimentos em melhoria efetiva para os passageiros

A reorganização do transporte coletivo de São José dos Campos reúne investimentos industriais, financiamento de longo prazo, infraestrutura energética, contratos de locação e mudanças na prestação dos serviços.

Com a conclusão das entregas prevista para junho de 2027, a cidade pretende substituir integralmente a frota municipal por ônibus elétricos.

A preparação das estações de carregamento e a definição das responsabilidades contratuais são etapas necessárias, mas a avaliação do resultado dependerá da operação cotidiana.

Será preciso acompanhar a disponibilidade dos veículos, a autonomia em diferentes condições de utilização, a eficiência dos carregadores, os custos de manutenção e a regularidade dos serviços.

Também será fundamental verificar como a nova organização atenderá às reivindicações dos passageiros por intervalos menores e maior cobertura territorial.

A experiência da Linha Verde demonstra que os ônibus elétricos podem oferecer condições diferenciadas de conforto, acessibilidade e atendimento quando associados a infraestrutura adequada e organização operacional.

A implantação em toda a cidade permitirá verificar se essas características serão reproduzidas em linhas com diferentes demandas, trajetos e condições de circulação.

Para o mercado brasileiro, São José dos Campos representa ainda uma experiência de grande porte na combinação entre financiamento público, indústria nacional e contratação separada de frota e operação.

O acompanhamento dos resultados poderá oferecer referências para outras cidades interessadas na eletrificação.

A principal medida de sucesso, porém, continuará sendo a qualidade do serviço entregue diariamente à população.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Sair da versão mobile