ADAMO BAZANI
A paralisação promovida pelos funcionários da empresa Transwolff no transporte público de São Paulo (SP) chegou ao fim na tarde desta segunda-feira, 19 de outubro.
A regularização do atendimento na Zona Sul da capital paulista teve início às 13h50. Contudo, o Sistema Paese segue ativo para ônibus de 37 linhas.
O fim da greve foi acordado após uma reunião com representantes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e da SPTrans (São Transportes).
Os trabalhadores da Transwolff, terceira maior empresa de ônibus da cidade de São Paulo, com frota de referência de 1.206 coletivos e 111 linhas na zona Sul, cruzaram os braços na madrugada desta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, alegando atrasos nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros direitos trabalhistas. A paralisação ocorreu em meio à indefinição sobre o futuro da operação, que está sob intervenção da Prefeitura desde 9 de abril de 2024, quando o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Fim da Linha, que investiga supostas ligações de integrantes da antiga direção da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Parte dos trabalhadores e proprietários de ônibus tem vínculos históricos com a Cooperpam, cooperativa que deu origem à Transwolff.
A paralisação afetou as operações do lote D10, azul claro.
A situação se arrastou mesmo depois de a Prefeitura ter tentado transferir os contratos para a Sancetur, empresa da família Chedid, que desistiu de assumir as operações em janeiro de 2026. Em 15 de junho deste ano, o Diário do Transporte revelou, em primeira mão, que a administração do prefeito Ricardo Nunes havia encaminhado ao Tribunal de Contas do Município (TCM) uma proposta de licitação para os lotes D10 e D11. Dias depois, em entrevista ao criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, Nunes afirmou que a rede seria reorganizada, com redução estimada de 20% das linhas vinculadas aos lotes e diminuição da frota de aproximadamente 1.200 para 800 ônibus, sem prejuízo à oferta de transporte, segundo a Prefeitura. Quatro meses depois, ainda não há definição pública de data para a concorrência. A crise contratual também esteve no centro de investigações da Polícia Civil sobre a onda de ataques a ônibus em 2025, que atingiu mais de 1,5 mil veículos no Estado.
A mobilização desta segunda-feira acrescenta um problema trabalhista à sequência de crises administrativas, policiais, judiciais e operacionais que envolvem a Transwolff há mais de dois anos.
Confira a nota da Prefeitura de São Paulo na íntegra:
“A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, informam que a paralisação das linhas do lote D10 foi encerrada e a operação das linhas na região começou a ser normalizada gradativamente a partir das 13h50 desta segunda-feira (19).
A gestão reforça que mantém todos os direitos trabalhistas dos empregados, assim como todos os pagamentos de salários e benefícios sendo cumpridos rigorosamente em dia. O plano de saúde está em processo licitatório para contratar fornecedor. Os depósitos referentes ao INSS e FGTS estão sendo feitos integralmente pela SPTrans, em juízo, aguardando deliberação do Judiciário. Todos os envolvidos que deixaram de trabalhar durante o ato terão o dia descontado de seus pagamentos.”
As linhas com PAESE são, segundo a SPTrans:
- 6016/10 Jd. Noronha – Term. Grajaú
- 6027/10 Jd. Grauna – Term. Sto. Amaro
- 6030/10 Unisa-Campus 1 – Term. Sto. Amaro
- 6031/10 Term. Grajaú – Est. Mendes/Vl. Natal
- 6034/10 Pq. Res. Cocaia – Term. Grajaú
- 6052/10 Jd. Sete de Setembro – Term. Est. Varginha
- 6053/10 Jd. Ellus – Term. Grajaú
- 6056/10 Pq. Sta. Cecília – Term. Grajaú
- 6057/10 Vl. Natal – Term. Grajaú
- 6058/10 Jd. Noronha – Term. Est. Varginha
- 6061/10 Jd. Marilda – Term. Grajaú
- 6062/51 Jd. Castro Alves – Term. Sto. Amaro
- 6063/10 Jd. Varginha – Term. Est. Varginha
- 6063/41 Jd. Novo Marilda – Term. Est. Varginha
- 6063/42 Chác. Sto. Amaro – Term. Est. Varginha
- 6069/10 Jd. São Bernardo – Term. Sto. Amaro
- 6071/10 Jd. Orion – Term. Sto. Amaro
- 6072/10 Jd. São Nicolau – Term. Varginha
- 6075/10 Jd. Rec. Campo Belo – Term. Varginha
- 6083/10 Jd. Eliana – Term. Grajaú
- 6084/10 Jd. Chác. do Sol – Term. Est. Varginha
- 6115/10 Cantinho do Céu – Term. Grajaú
- 6116/10 Jd. Prainha – Term. Grajaú
- 6120/10 Jd. Lucélia – Term. Grajaú
- 6726/10 Term. Grajaú – Jd. Gaivotas
- 6L01/10 Marsilac – Term. Varginha
- 6L02/10 Jd. Eucaliptos – Term. Parelheiros
- 6L03/10 Cipó do Meio – Term. Parelheiros
- 6L04/10 Jd. Oriental/Fontes – Term. Parelheiros
- 6L05/10 Barragem – Term. Parelheiros
- 6L08/10 Jd. São Nicolau – Hosp. Parelheiros
- 6L10/10 Term. Varginha – Pq. Florestal
- 6L10/41 Messiânica – Term. Varginha
- 6L11/10 Ilha do Bororé – Term. Grajaú
- 6020-10 Chác. Bosque do Sol – Parelheiros
- 6020-51 Estrada do Jusa – Parelheiros
- 606Y-10 Est. Mendes/Vl. Natal – Chác. do Conde
Os trabalhadores reivindicam a regularização das obrigações trabalhistas e apontam insegurança sobre a continuidade dos serviços e a situação dos empregos.
A Transwolff atende bairros populosos da zona Sul, incluindo regiões de grande dependência do transporte coletivo para deslocamentos ao trabalho, à escola e a serviços essenciais.
O alcance da paralisação sobre as linhas, o número de ônibus que deixaram de circular e a previsão de normalização ainda dependem de confirmação.
Há relatos de falta de ônibus em diversos locais atendidos pela Transwolff. No Grajaú fila de passageiros se formam em pontos. O mesmo ocorre no Terminal Varginha.
NOTA SINDMOTORISTAS
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SINDMOTORISTAS) esclarece aos trabalhadores, às empresas e à sociedade que não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre eventual paralisação dos trabalhadores da Viação Transwolff.
O Sindicato reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo e a defesa dos direitos e interesses da categoria. Ressaltamos que qualquer situação envolvendo reivindicações trabalhistas, condições de trabalho ou possíveis paralisações deve ser tratada com responsabilidade, priorizando sempre informações corretas e os canais legítimos de negociação.
O SINDMOTORISTAS repudia qualquer ação que contrarie ou prejudique os direitos e interesses da categoria e reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos assegurados aos trabalhadores.
A informação responsável, o respeito aos direitos da categoria e o diálogo são fundamentais para a defesa dos trabalhadores.
De cooperativa a terceira maior operadora da capital
A origem da Transwolff está relacionada à Cooperpam, a Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo, formada por operadores que atuavam no sistema de transporte coletivo da capital.
A cooperativa surgiu no contexto da reorganização do transporte alternativo paulistano, em que antigos operadores de vans e micro-ônibus passaram a integrar o sistema regulamentado pela Prefeitura.
A partir de 2013, a estrutura foi transformada em empresa, consolidando a atuação da Transwolff como operadora de ônibus urbanos.
A companhia cresceu e se tornou a terceira maior do sistema municipal, com uma frota que chegou a 1.206 ônibus.
Entretanto, a transformação em empresa não eliminou completamente o modelo anterior de participação de proprietários individuais de veículos.
Apurações do Diário do Transporte mostraram que, mesmo depois da constituição empresarial, centenas de antigos cooperados continuaram proprietários de ônibus utilizados pela operadora.
Essa característica ajuda a compreender parte dos conflitos envolvendo a empresa.
A estrutura da Transwolff passou a reunir diferentes grupos, entre eles a direção empresarial, funcionários contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e proprietários de veículos oriundos da antiga cooperativa.
Em dezembro de 2025, o Diário do Transporte revelou um organograma dessa estrutura, elaborado com base em informações de instituições envolvidas nas investigações e na intervenção.
A reportagem identificou diferentes núcleos de interesse dentro da mesma operação, incluindo cerca de 700 proprietários de ônibus ligados à antiga Cooperpam. Levantamentos apontaram que esse grupo respondia por aproximadamente 800 veículos.
A coexistência dessas estruturas foi um dos principais entraves à tentativa de transferência dos contratos para outra empresa.
Operação Fim da Linha colocou Transwolff sob investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro do PCC
Em 9 de abril de 2024, o Ministério Público de São Paulo, com apoio da Receita Federal e das polícias Civil e Militar, deflagrou a Operação Fim da Linha.
A investigação teve como alvos a Transwolff, na zona Sul, e a UpBus, na zona Leste.
Segundo o Ministério Público, integrantes ligados às empresas teriam utilizado estruturas do transporte público para movimentar e lavar recursos provenientes de atividades criminosas atribuídas ao PCC.
Entre os investigados estavam Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, e Robson Flares Lopes Pontes, apontados como integrantes da direção da Transwolff.
Os dois chegaram a ser presos na operação e posteriormente obtiveram decisões judiciais que permitiram responder ao processo em liberdade.
Também foram investigadas movimentações financeiras relacionadas à aquisição de veículos, renovação de frota e participação das empresas no sistema municipal de ônibus.
Os promotores sustentaram que a expansão e a profissionalização das antigas cooperativas teriam possibilitado a entrada e a circulação de recursos de origem criminosa.
Outra frente das investigações abordou denúncias de ameaças e prejuízos sofridos por antigos cooperados, incluindo relatos de perda de veículos e de repasses financeiros.
As acusações fazem parte das investigações e dos procedimentos judiciais, não representando condenação definitiva de todos os envolvidos.
No mesmo dia da operação, a Prefeitura determinou a intervenção nas empresas, afastando suas antigas administrações da condução dos serviços.
Desde então, a estrutura da Transwolff passou a operar sob responsabilidade da administração municipal, por meio da SPTrans.
Prefeitura rompeu contratos e tentou entregar linhas à Sancetur
A intervenção, inicialmente apresentada como uma medida para preservar os serviços enquanto eram realizadas as investigações, prolongou-se.
Uma auditoria contratada pela administração municipal identificou problemas que fundamentaram medidas administrativas contra a concessionária.
Em 4 de dezembro de 2025, a Prefeitura decretou a caducidade dos contratos da Transwolff, encerrando administrativamente os vínculos de concessão.
A decisão também passou a ser discutida na Justiça.
A administração municipal pretendia transferir as linhas para a Sancetur, empresa do grupo empresarial da família Chedid, que já opera serviços de ônibus em diversas cidades paulistas.
A transferência estava em discussão desde 2025.
Em 26 de janeiro de 2026, a Prefeitura anunciou a assinatura de um contrato emergencial de 12 meses com a Sancetur, com previsão de assumir as linhas a partir de 1º de fevereiro.
Na ocasião, a administração informou que seriam preservados os empregos, os salários, os benefícios dos trabalhadores e os compromissos com fornecedores.
Entretanto, apenas dois dias depois, em 28 de janeiro de 2026, o Diário do Transporte revelou, em primeira mão, a desistência da Sancetur.
A empresa comunicou oficialmente à Prefeitura que não tinha condições de assumir integralmente o contrato emergencial dos lotes D10 e D11.
Com isso, a operação permaneceu sob responsabilidade municipal.
A desistência evidenciou a dificuldade de transferir uma estrutura operacional em que parte expressiva dos ônibus pertencia a antigos cooperados, além da existência de diferentes relações trabalhistas e comerciais.
A situação também motivou manifestações de proprietários ligados à antiga Cooperpam, que passaram a defender alternativas para continuar prestando serviços.
Onda de ataques a ônibus em 2025 teve como principal linha de investigação a transferência dos contratos
A tentativa de substituição da Transwolff também esteve relacionada a um dos episódios mais graves da história recente do transporte coletivo paulista.
Entre junho e agosto de 2025, uma onda de ataques atingiu mais de 1,5 mil ônibus no Estado de São Paulo, principalmente na capital e na região metropolitana.
Grande parte das ocorrências envolveu pedras, bolinhas de metal e outros objetos lançados contra veículos em circulação.
Passageiros e trabalhadores ficaram feridos.
A Polícia Civil passou a investigar a possibilidade de as depredações estarem relacionadas às disputas pelos contratos de empresas que seriam retiradas do sistema municipal.
A transferência das operações da Transwolff para a Sancetur tornou-se uma das principais linhas de investigação.
Um documento revelado pelo Diário do Transporte foi fundamental para estabelecer a relação cronológica entre os acontecimentos.
O documento foi assinado em 12 de junho de 2025 pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Caldeira, e determinava o prosseguimento dos procedimentos necessários para a transferência dos contratos das empresas investigadas.
Naquele mesmo dia, começou uma escalada expressiva de ataques.
Levantamentos obtidos pelo Diário do Transporte, com base em informações da SPTrans e do sindicato patronal SPUrbanuss, mostraram que, até então, a média de depredações não ultrapassava cinco casos diários.
Na noite de 12 de junho, o número subiu para aproximadamente 40 ocorrências.
O despacho foi publicado no Diário Oficial em 13 de junho, mas já podia ser consultado no sistema eletrônico da Prefeitura no dia anterior.
Em reportagem publicada em 12 de julho de 2025, o Diário do Transporte revelou a coincidência entre a data do despacho e a explosão dos ataques.
A Polícia Civil aprofundou a apuração sobre a possível ligação entre esses fatos.
A investigação passou a considerar que disputas econômicas e contratuais envolvendo empresas de ônibus constituíam uma das explicações mais relevantes para a onda de violência.
Isso não significa que todos os ataques tenham sido praticados por uma única organização ou que exista responsabilização judicial definitiva de dirigentes das empresas pelas depredações.
Em dezembro de 2025, a Secretaria de Segurança Pública informou ao Diário do Transporte que o inquérito ainda estava em andamento e que pelo menos 20 pessoas haviam sido detidas durante as apurações.
A sucessão dos fatos colocou a transferência dos contratos da Transwolff no centro de uma crise que ultrapassou os limites da própria empresa e afetou passageiros de diferentes operadoras.
Prefeito disse ao Diário do Transporte que 20% das linhas seriam retiradas da futura licitação
Depois da desistência da Sancetur, a Prefeitura passou a trabalhar com uma nova concorrência para os serviços da zona Sul.
Em 15 de junho de 2026, o Diário do Transporte informou com exclusividade que a gestão Ricardo Nunes havia encaminhado ao Tribunal de Contas do Município a proposta de edital para conceder novamente os lotes D10 e D11.
A proposta foi apresentada para análise prévia do órgão de controle.
Em entrevista publicada em 21 de junho de 2026, o prefeito Ricardo Nunes explicou ao editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, que a administração pretendia reorganizar a rede antes da nova licitação.
Segundo Nunes, o projeto não deveria simplesmente reproduzir a estrutura existente.
“Então, vamos passar para a empresa que já tem a concessão, nós estamos readequando, lembrando que nós estamos falando em torno de 1.200 ônibus da Transwolff, nós vamos fazer a licitação em dois lotes e cada lote deve ter em torno de 350 a 400 ônibus”, afirmou o prefeito.
Nunes também disse que a administração pretendia eliminar sobreposições e reorganizar os atendimentos.
“Não teremos mais os 1.200 ônibus todos da Transwolff, porque a gente vai ter, volto a falar, sobreposição, vamos cancelar, anular essa sobreposição”, declarou.
O secretário Celso Caldeira, que também participou da entrevista, explicou que os estudos preliminares apontavam a possibilidade de redução de aproximadamente 20% das linhas vinculadas aos novos lotes.
“Nós estamos fazendo a reorganização, isso significa a racionalização de todo o sistema, a gente tem em princípio um estudo que demonstra que pelo menos 20% das linhas serão cortadas ou canceladas, mas isso não é definitivo ainda”, afirmou Caldeira.
A Prefeitura sustenta que a redução da frota vinculada aos lotes não representará diminuição proporcional do atendimento.
Isso porque parte dos serviços poderá ser transferida para empresas já responsáveis por trajetos semelhantes na região.
Entre as operadoras citadas nas discussões estão Mobibrasil, Viação Grajaú e Viação Metrópole Paulista.
O prefeito também assegurou ao Diário do Transporte:
“Nós não vamos diminuir o ônibus para as pessoas.”
A promessa, entretanto, ainda depende da concretização da reorganização operacional e da nova concorrência.
Quatro meses depois da proposta enviada ao TCM, licitação continua sem definição
Apesar do envio da proposta em junho de 2026, a nova licitação ainda não tem data publicamente definida.
A indefinição obriga a Prefeitura a continuar administrando uma estrutura que normalmente seria de responsabilidade de uma concessionária privada.
Entre as necessidades estão manutenção da frota, aquisição de peças, pneus, contratação de serviços, segurança patrimonial e assistência aos trabalhadores.
Em 26 de agosto de 2026, o Diário do Transporte já havia mostrado que a administração municipal continuava abrindo procedimentos de contratação para manter as atividades enquanto a concorrência não era realizada.
Em 31 de agosto, a SPTrans publicou esclarecimentos sobre a contratação de assistência médica para 3.641 trabalhadores vinculados aos lotes D10 e D11.
Mais recentemente, em 6 de outubro de 2026, o Diário do Transporte noticiou um contrato de R$ 1,33 milhão para serviços de vigilância e segurança patrimonial nas unidades operacionais da antiga Transwolff, com prazo de 12 meses.
Essas contratações mostram que a estrutura continua necessitando de recursos e de gerenciamento operacional enquanto permanece indefinida a substituição definitiva da concessionária.
A paralisação desta segunda-feira, 19 de outubro, acrescenta uma nova pressão sobre a administração municipal.
Além da necessidade de garantir a circulação dos ônibus, a Prefeitura terá de lidar com as reivindicações trabalhistas de profissionais que permanecem vinculados a uma operação em transição há mais de dois anos.
O impasse envolve a preservação de direitos dos trabalhadores, a situação dos proprietários de veículos oriundos da antiga Cooperpam, os custos para o poder público e, principalmente, a continuidade do transporte de passageiros na zona Sul de São Paulo.
A definição dos novos operadores para os lotes D10 e D11 continua sendo uma das principais pendências da política municipal de transportes.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
