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SPTrans homologa contratação de R$ 99,37 milhões para modernizar sistemas de tecnologia em duas unidades de São Paulo

Omega Tecnologia da Informação venceu licitação para fornecimento de soluções computacionais, migração de sistemas, suporte e manutenção; contrato terá duração de cinco anos e abrangerá as unidades Boa Vista e Santa Rita

ADAMO BAZANI

A SPTrans (São Paulo Transporte), responsável pela gestão dos ônibus municipais da capital paulista, homologou uma licitação de R$ 99.379.000,00 para modernizar sua infraestrutura tecnológica nas unidades Boa Vista, no Centro, e Santa Rita, no Pari. A empresa vencedora é a Omega Tecnologia da Informação Ltda., que deverá fornecer e implantar uma solução computacional integrada, além de executar serviços de configuração, migração de sistemas, suporte técnico e manutenção.

A contratação terá duração de 60 meses, o equivalente a cinco anos, e está entre as movimentações de maior valor da edição do Diário Oficial da Cidade de São Paulo desta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, relacionadas à gestão do transporte coletivo. O investimento abrange serviços destinados ao ambiente tecnológico utilizado pela empresa municipal, cuja atuação inclui o gerenciamento da operação de aproximadamente 13 mil ônibus, a fiscalização dos contratos das concessionárias e os sistemas de apoio ao transporte de passageiros.

O ato publicado corresponde à homologação da Licitação nº 014/2026, vinculada ao procedimento administrativo PALC 2026/0279.

A decisão foi assinada pelo diretor de Administração e de Infraestrutura da SPTrans, Mauro Antônio Gumiero Voltarelli, em 6 de agosto de 2026.

A homologação formaliza o resultado do julgamento e autoriza a contratação da Omega, que foi classificada em primeiro lugar pelo pregoeiro.

O que será contratado pela SPTrans

O objeto abrange a modernização do ambiente tecnológico das unidades Boa Vista e Santa Rita.

De acordo com a publicação, a contratação contempla:

O conjunto de serviços cobre tanto a implantação quanto o acompanhamento técnico da nova estrutura.

A migração constitui uma etapa especialmente importante em projetos dessa natureza, porque envolve a transferência de recursos e informações entre ambientes tecnológicos e a preparação das estruturas para a continuidade dos serviços.

A operação assistida, por sua vez, corresponde ao acompanhamento técnico durante a fase de utilização da solução contratada, com apoio na identificação e resolução de problemas.

A manutenção e o suporte integram a estrutura de atendimento ao longo dos cinco anos de contrato.

O valor total autorizado equivale a uma média aritmética de aproximadamente R$ 19,88 milhões por ano, ou R$ 1,66 milhão por mês, quando distribuído igualmente pelos 60 meses. Esses valores representam apenas uma divisão do montante global, pois os pagamentos efetivos obedecerão às etapas e condições contratuais.

Unidades Boa Vista e Santa Rita têm funções importantes na estrutura de gestão dos ônibus

A contratação envolve duas instalações da SPTrans que fazem parte da estrutura administrativa e operacional do transporte municipal.

A unidade Boa Vista fica na região central da capital, onde a empresa mantém parte de sua organização administrativa.

Já o complexo Santa Rita, no Pari, tem uma história diretamente ligada ao funcionamento do transporte coletivo paulistano.

Antiga instalação da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), o complexo abriga atividades técnicas, administrativas e operacionais relacionadas ao sistema de transporte.

Em reportagem realizada em agosto de 2017, o Diário do Transporte mostrou a estrutura de monitoramento da SPTrans instalada na Santa Rita.

Na época, a central contava com salas equipadas com computadores e painéis utilizados para acompanhar a circulação dos ônibus municipais e dos veículos do Atende, serviço de transporte destinado a pessoas com deficiência com alto grau de comprometimento da mobilidade.

A estrutura permitia acompanhar ocorrências operacionais, problemas de circulação, acidentes, manifestações e outras situações com repercussão no funcionamento das linhas.

O complexo também abrigava equipes de planejamento e engenharia da empresa.

A modernização tecnológica prevista na nova contratação ocorre em um momento de mudanças na operação do sistema municipal.

A eletrificação da frota amplia as necessidades de acompanhamento dos veículos, enquanto os sistemas de planejamento, programação e fiscalização continuam sendo essenciais para organizar as viagens e verificar o cumprimento dos serviços pelas concessionárias.

Na prática, ambientes computacionais de gestão precisam atender às necessidades de processamento, disponibilidade e segurança das informações utilizadas pelas equipes técnicas.

Tecnologia e qualidade do transporte

Os sistemas de informação são parte da estrutura utilizada para manter e acompanhar o funcionamento dos ônibus.

A operação depende de informações sobre localização dos veículos, programação de viagens, horários, cumprimento das partidas, atendimento às linhas e ocorrências que exigem intervenção dos gestores.

Esses dados servem para orientar medidas operacionais e apoiar a fiscalização dos contratos.

A modernização dos ambientes computacionais pode contribuir para a confiabilidade dos serviços digitais que sustentam essas atividades, conforme as funcionalidades e os níveis de serviço previstos na contratação.

O resultado para os passageiros depende da integração entre os recursos tecnológicos e as decisões operacionais adotadas pela SPTrans e pelas empresas concessionárias.

A contratação de R$ 99,37 milhões passa agora à etapa de formalização e execução, nos termos da homologação publicada.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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