Serviços prepararão áreas para terminal, atracadouro e estaleiro na Billings; contratação foi homologada em setembro e agora tem assinatura e prazo publicados
ADAMO BAZANI
A SPTrans formalizou contrato de R$ 1,7 milhão para demolir construções em áreas desapropriadas destinadas ao futuro terminal, atracadouro e estaleiro Pedreira do Aquático-SP, na zona Sul de São Paulo. O extrato publicado nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, estabelece prazo contratual de dez meses a partir de 23 de setembro.
A preparação dos terrenos integra os projetos de infraestrutura do transporte público por embarcações, que já havia superado 1,4 milhão de passageiros, segundo informação divulgada pela SPTrans em setembro. Como mostrou o Diário do Transporte, também estão em planejamento quatro novos atracadouros nas represas Billings e Guarapiranga.
Publicação formaliza contratação já homologada em setembro
A empresa responsável é a Valentim & Rosa Comercial Ltda., CNPJ 74.386.947/0001-19.
O Diário do Transporte noticiou em 18 de setembro a homologação da licitação pelo mesmo valor. A novidade desta terça-feira é a publicação do contrato assinado, com a definição de seu período de vigência.
| Informação | Contrato |
|---|---|
| Valor | R$ 1.700.000,00 |
| Base dos preços | Agosto de 2026 |
| Assinatura | 23 de setembro de 2026 |
| Prazo contratual | Dez meses a partir da assinatura |
| Registro | 2026/0329-01-00 |
O prazo corresponde aos serviços contratados. Não é uma data de inauguração do terminal ou do estaleiro.
Áreas somam aproximadamente 34,7 mil metros quadrados
A cobertura da homologação identificou dois perímetros na Rua do Mar Paulista, às margens da Billings, declarados de utilidade pública em 2022.
| Destinação | Área aproximada |
|---|---|
| Terminal e Atracadouro Pedreira | 21.825 m² |
| Estaleiro Pedreira | 12.853 m² |
| Total | 34.678 m² |
O terminal é a estrutura de atendimento e organização dos deslocamentos. O atracadouro permite a aproximação, amarração e acesso às embarcações. O estaleiro constitui infraestrutura de apoio às atividades náuticas e de manutenção.
A contratação publicada é de demolição e preparação das áreas. A construção desses equipamentos depende das etapas próprias de projetos, licenciamento e obras.
Os documentos anteriormente examinados pela reportagem preveem liberação parcial dos terrenos conforme sua disponibilidade legal, permitindo ordens de serviço para imóveis já entregues à administração.
Aquático-SP começou em maio de 2024 e já ultrapassou 1,4 milhão de passageiros
O sistema entrou em operação em 13 de maio de 2024, utilizando a Represa Billings para conectar Cantinho do Céu ao Parque Mar Paulista Bruno Covas.
A travessia cria uma alternativa aos percursos terrestres que precisam contornar braços da represa. No balanço de dois anos, a Prefeitura informou trajetos aquáticos de aproximadamente 17 minutos, em comparação com deslocamentos por terra que podiam alcançar 1h20.
Os indicadores divulgados em momentos diferentes permitem acompanhar a evolução:
| Referência | Indicador |
|---|---|
| 4 de fevereiro de 2026 | Um milhão de passageiros acumulados |
| Balanço divulgado em maio de 2026 | Mais de 1,1 milhão de passageiros |
| Abril de 2026 | Mais de 61 mil embarques |
| Operação informada em maio | Seis embarcações |
| Informação da SPTrans em 8 de setembro | Mais de 1,4 milhão de passageiros acumulados |
Os dados são vinculados às respectivas divulgações. O total de setembro não representa um fechamento atualizado até 6 de outubro.
No recorde diário divulgado em março, 2.718 passageiros utilizaram o sistema em 22 de março, quando foram realizadas 110 viagens.
Expansão contempla estudos em duas represas
A SPTrans vem estruturando estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para quatro novos atracadouros.
| Represa | Pontos em estudo |
|---|---|
| Billings | Apurá |
| Guarapiranga | Guaraci, Santa Paula e Clube Náutico |
O Diário do Transporte acompanhou a abertura dos procedimentos em abril e junho e os esclarecimentos publicados em setembro.
Os estudos devem avaliar as condições para implantação das estruturas, incluindo engenharia e aspectos ambientais. A batimetria, que mapeia profundidades e características do fundo das represas, integra a base técnica desse planejamento.
A preparação de Pedreira e os estudos dos novos pontos são etapas com objetos próprios. Não constituem um único contrato de implantação de toda a expansão.
Relembre:
Homologação das demolições, noticiada em 18 de setembro
Estudos dos quatro novos atracadouros
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
