Disputa está marcada para esta quinta-feira (24); empresa municipal esclarece exigências sobre rede assistencial na Região Metropolitana de São Paulo
ADAMO BAZANI
A SPTrans publicou nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, novas alterações e esclarecimentos na licitação para contratação de plano de saúde empresarial destinado a aproximadamente 3,6 mil trabalhadores dos lotes D10 e D11 do sistema municipal de ônibus de São Paulo, anteriormente operados pela Transwolff.
A disputa está programada para esta quinta-feira, 24 de setembro. Entre as mudanças, a SPTrans reformulou uma exigência sobre a rede de atendimento e esclareceu que serão aceitos planos registrados na modalidade “grupo de municípios”, desde que a cobertura alcance a Região Metropolitana de São Paulo.
O Diário do Transporte mostrou anteriormente que o processo envolve aproximadamente 3.641 funcionários e que a abertura das propostas havia sido adiada do início para o fim de setembro após mudanças no edital.
Rede deverá garantir atendimento na Grande São Paulo
A SPTrans modificou a redação do item que trata da rede própria, credenciada, contratada ou cooperada da operadora de saúde.
Como condição para assinatura do contrato, a vencedora deverá apresentar relação de pronto-socorros, hospitais, maternidades, clínicas, laboratórios, unidades de radiodiagnóstico e outros serviços que assegurem atendimento aos beneficiários na Região Metropolitana de São Paulo.
A relação deverá incluir informações como nome ou razão social, endereços, telefones e formas de contato.
Em resposta a uma empresa interessada, a SPTrans confirmou que aceitará produto registrado como “grupo de municípios” referente à Região Metropolitana de São Paulo.
Ao ser questionada sobre a distribuição geográfica dos beneficiários, a empresa municipal respondeu apenas: “Região Metropolitana de São Paulo”.
Lotes eram concedidos à Transwolff e estão sob responsabilidade direta da SPTrans
Os lotes D10 e D11 eram operados pela Transwolff e atendem linhas do subsistema local, principalmente na zona Sul de São Paulo.
A empresa sofreu intervenção municipal em abril de 2024 e, em dezembro de 2025, a Prefeitura declarou a caducidade dos dois contratos de concessão.
Desde então, a SPTrans ficou responsável por assegurar diretamente a continuidade das operações, inclusive podendo utilizar instalações, veículos, equipamentos e pessoal anteriormente vinculados aos contratos e assumir ou celebrar contratos necessários ao funcionamento dos lotes.
Como vem mostrando o Diário do Transporte, a empresa municipal passou a realizar diversas contratações típicas da rotina operacional de uma empresa de ônibus, envolvendo serviços como vigilância, peças, pneus e assistência aos empregados enquanto não é definida uma nova concessão para os lotes.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
