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Estado do Rio de Janeiro contrata por R$ 4,2 milhões empresa para auditar 17,5 mil validadores e conferir diretamente dados da bilhetagem

Setram diz que serviço reduzirá dependência da Riocard na apuração e validação de informações usadas nos repasses aos operadores; contratação da Drata Analytics foi feita por inexigibilidade e também prevê núcleo próprio de análise dentro da secretaria

ADAMO BAZANI

O Governo do Estado do Rio de Janeiro contratou por aproximadamente R$ 4,2 milhões uma empresa para processar e auditar diretamente os dados de 17.547 validadores do sistema estadual de bilhetagem eletrônica, equipamentos que registram as viagens e pagamentos nos transportes. A Setram (Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana) diz que a medida permitirá ao próprio Estado receber, tratar, conferir e validar informações que influenciam inclusive os repasses de dinheiro público aos operadores, reduzindo a dependência de dados processados pela Riocard e ampliando o controle sobre a bilhetagem.

A contratada é a Drata Analytics Ltda., escolhida diretamente, por inexigibilidade de licitação, para serviços de engenharia de dados e fornecimento de solução tecnológica. O valor mensal é de R$ 350.940 durante 12 meses e foi calculado a partir de R$ 20 por validador. A secretaria afirma que a contratação responde também a determinações do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), que apontou falhas graves na capacidade do poder público de conferir a integridade das informações da bilhetagem e verificar se os valores de subsídios transferidos às empresas de transporte estavam corretos.

Para o passageiro, a discussão pode parecer apenas tecnológica, mas envolve algo bastante concreto: os validadores registram os deslocamentos que ajudam a determinar receitas, integrações, gratuidades, benefícios tarifários e valores que o poder público precisa ressarcir às empresas. Quanto maior a capacidade do Estado de conferir esses registros de maneira independente, maior também a possibilidade de identificar inconsistências, combater fraudes e verificar se o dinheiro público está sendo repassado com base em viagens efetivamente realizadas.

Estado diz que desde agosto passou a fazer etapas que dependiam da Riocard

Segundo a Setram, a solução tecnológica começou a ser implementada em junho de 2026.

A secretaria afirma que o Estado passou a receber, tratar e validar os dados primários da bilhetagem, aumentando a rastreabilidade das informações.

A mudança mais significativa, entretanto, teria ocorrido a partir de agosto.

De acordo com a pasta, etapas que anteriormente dependiam da operacionalização da Riocard passaram a ser realizadas diretamente pelo Governo do Estado. Os valores são, segundo a Setram, apurados, conferidos e validados internamente antes dos repasses aos operadores de transporte.

Não significa que a Riocard tenha deixado de funcionar no sistema estadual.

A empresa continua tendo papel importante na bilhetagem e no Bilhete Único Intermunicipal, inclusive nos transportes sobre trilhos, ônibus intermunicipais, barcas e integrações. A mudança anunciada pela Setram está relacionada ao controle estatal dos dados e à capacidade de fazer uma conferência própria dessas informações.

É uma diferença importante.

O objetivo declarado não é apenas receber um relatório pronto da operadora da bilhetagem, mas conseguir trabalhar com os dados primários, conferir sua origem e rastrear os registros que formam os valores posteriormente utilizados pelo Estado.

Contrato prevê processamento diário de 17.547 validadores

O tamanho do serviço ajuda a entender o valor e a complexidade técnica da contratação.

São 17.547 validadores cujos dados deverão ser processados diariamente.

Validador é o equipamento instalado nos veículos, estações ou demais pontos de acesso ao transporte que lê o cartão ou outro meio eletrônico utilizado pelo passageiro e registra a transação correspondente ao embarque.

Essas informações formam uma enorme base de dados.

Além de indicar que determinada pessoa utilizou determinado serviço, o sistema precisa relacionar informações como horário, equipamento, operador, tarifa, eventual integração, benefício tarifário e regras de compensação financeira.

O valor definido pela contratação é de R$ 20 mensais por validador, chegando a R$ 350.940 por mês. O contrato tem duração de 12 meses.

A Setram afirma que o preço foi estabelecido com base em parâmetro de mercado documentado no procedimento e que houve redução do custo unitário em razão do ganho de escala decorrente da quantidade de equipamentos.

Trabalho não será apenas receber arquivos: empresa terá de interpretar dados brutos

A justificativa técnica apresentada pela secretaria aponta que o trabalho envolve uma camada bem mais complexa que simplesmente importar planilhas.

Segundo a Setram, a Drata possui experiência na interpretação de arquivos brutos produzidos pelos validadores, processamento de grandes quantidades de transações, auditoria, estruturação de bases de dados verificáveis, integração tarifária e mecanismos de compensação financeira.

A empresa também deverá trabalhar com tecnologias usadas tanto no ambiente Riocard como no Jaé, sistema da Prefeitura do Rio.

Essa interoperabilidade é especialmente importante porque a bilhetagem carioca passou a ter dois ambientes distintos.

O Jaé assumiu a bilhetagem dos transportes municipais da capital, enquanto a Riocard permaneceu fundamental para o sistema de competência estadual e para o Bilhete Único Intermunicipal. Estado e município tiveram de desenvolver mecanismos para preservar as integrações entre os dois sistemas.

O Diário do Transporte mostrou em julho de 2025 que o Estado e a Prefeitura do Rio assinaram acordo justamente para permitir compartilhamento de dados, transparência nos fluxos financeiros e integração tarifária entre o BUI e o Jaé.

Relembre: Prefeitura do Rio e Governo do Estado assinam acordo para integração entre os sistemas de bilhetagem

Núcleo será instalado dentro da Setram e servidores deverão receber conhecimento técnico

Outro componente importante do contrato é institucional.

A Drata deverá participar da estruturação do NAMPP (Núcleo de Análises em Mobilidade e Políticas Públicas), dentro da própria sede da Setram.

Segundo a secretaria, haverá transferência de conhecimento aos servidores estaduais.

A finalidade declarada é evitar que o Estado continue dependendo permanentemente de uma empresa externa para entender e conferir sua própria bilhetagem. O objetivo é criar capacidade técnica interna para tratamento, conferência e validação das informações.

Esse ponto está diretamente relacionado a uma das principais cobranças feitas pelo TCE-RJ.

Em auditoria aprovada pelo plenário em março de 2025, o tribunal determinou que o Governo do Estado formasse uma equipe de servidores capaz de compreender modelos de dados e fazer consultas diretamente nas bases do Sistema de Bilhetagem Eletrônica.

O TCE chegou a detalhar as competências que considerava necessárias, citando conhecimentos sobre bilhetagem eletrônica, GPS, GTFS, linguagem SQL e programação para análise de dados, como Python ou R.

TCE dizia que Estado não conseguia saber sozinho se repasses estavam corretos

A contratação ganha outra dimensão quando analisado o histórico das auditorias do Tribunal de Contas.

Em março de 2025, o TCE-RJ fez críticas severas à gestão estadual da bilhetagem.

O tribunal apontou falta de controle sobre a integridade dos dados do SBE (Sistema de Bilhetagem Eletrônica) e do BUI (Bilhete Único Intermunicipal), falta de recursos humanos e tecnológicos e ausência de transparência suficiente para permitir controle social.

Um dos problemas considerados mais graves era a impossibilidade de o próprio Estado verificar de forma independente se os valores repassados às empresas estavam corretos.

O TCE registrou que o poder concedente tinha acesso limitado às informações e não possuía mecanismos suficientes para comprovar a fidedignidade dos dados fornecidos pela estrutura da Riocard.

A preocupação não era apenas teórica.

De acordo com a auditoria, o convênio utilizado para operacionalização do Bilhete Único Intermunicipal havia alcançado, até abril de 2024, valor nominal acumulado de aproximadamente R$ 5,4 bilhões.

Para 2025, a proposta orçamentária previa cerca de R$ 953,3 milhões em subsídios tarifários do BUI. Na avaliação dos técnicos do tribunal, o Estado transferia recursos de enorme materialidade sem possuir instrumentos suficientes para atestar de forma independente se todos os valores estavam efetivamente corretos.

O TCE classificou o conjunto dos problemas encontrados na época como “gestão temerária” dos serviços públicos de transporte coletivo e da política de subsídio tarifário do BUI.

Tribunal exigiu acesso às bases brutas e possibilidade de conferir os saques das empresas

As determinações do TCE ajudam a compreender exatamente o que o Estado passou a procurar na nova estrutura de dados.

Entre as exigências estavam o acesso integral às bases brutas geradas pela bilhetagem, ao dicionário de dados, às informações da Câmara de Compensação Tarifária e aos relatórios de viagens e utilização dos cartões.

A finalidade era permitir que o Governo pudesse validar as informações que dão suporte à retirada, pelas operadoras de transporte, dos valores depositados pelo Estado a título de subsídio tarifário.

O tribunal também cobrou que os dados utilizados na validação fossem disponibilizados em formatos completos e abertos, respeitando a LGPD e a anonimização das informações pessoais dos passageiros.

Outra determinação foi que o Estado garantisse a integridade e a completude das informações registradas pelos validadores.

Isso inclui assegurar que os equipamentos estejam efetivamente vinculados aos veículos nos quais foram instalados, que os registros transmitidos não sejam modificados e que haja rastreabilidade suficiente para identificar a origem de cada transação.

TCE chegou a pedir espelhamento independente da base da bilhetagem

Uma das determinações mais detalhadas foi a criação de um espelhamento da base de dados.

O TCE entendeu que o Estado deveria possuir uma cópia confiável e atualizada dos dados brutos do sistema, inclusive registros provenientes dos validadores e cadastros necessários às atividades de fiscalização.

Essa estrutura deveria estar sob controle direto do poder público e separada do ambiente de produção da empresa que opera a bilhetagem.

O objetivo é simples de entender por uma comparação.

Se a mesma empresa que recebe, processa e guarda os dados for também a única fonte disponível para informar ao Estado quanto deve ser pago, o poder público fica dependente da informação produzida por quem integra a própria cadeia financeira.

Com um banco independente e ferramentas próprias, o governo pode confrontar os registros, realizar auditorias e identificar diferenças.

É justamente neste ponto que a Setram afirma que o novo contrato amplia a autonomia do Estado.

Contratação não ocorreu por concorrência; Setram alega inviabilidade de competição

A Drata foi contratada por inexigibilidade de licitação.

Isso é diferente de uma dispensa por emergência ou baixo valor.

Na inexigibilidade, a administração sustenta que não existe competição viável para aquele objeto específico, em razão das características técnicas do serviço e da qualificação considerada necessária para executá-lo.

A Setram afirma que utilizou a notória especialização da empresa e a natureza técnica do trabalho para justificar a escolha direta.

Segundo a pasta, a contratação foi submetida à Assessoria Jurídica, passou pelas exigências de integridade e compliance e está sendo acompanhada por servidores formalmente designados.

Drata tem três anos de existência, capital social de R$ 1 mil e endereço em apartamento

As características cadastrais da empresa passaram a ser questionadas depois da divulgação do contrato.

Dados cadastrais que reproduzem informações da Receita Federal mostram que a Drata Analytics foi aberta em junho de 2023 e está ativa.

O capital social declarado é de R$ 1 mil.

A sede cadastrada fica na Rua Dona Mariana, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, em unidade identificada como apartamento em edifício residencial.

O único sócio-administrador registrado é Alberto Toufic Saba.

O capital social reduzido e o endereço residencial, por si só, não tornam uma contratação irregular nem demonstram incapacidade técnica.

São, entretanto, informações que ganharam relevância diante do valor do contrato e da escolha sem competição.

A Setram respondeu que a capacidade da empresa não foi analisada com base no tamanho do capital social, mas em atestados e trabalhos anteriores diretamente ligados a sistemas de transporte e bilhetagem.

Empresa já prestou serviços para consórcios de ônibus do Rio

Para justificar a experiência técnica, a secretaria informou que a Drata já realizou serviço semelhante envolvendo aproximadamente quatro mil validadores.

Entre os clientes citados estão os consórcios Internorte, Intersul, Transcarioca e Santa Cruz, que operam o sistema municipal de ônibus do Rio de Janeiro.

Também é citada experiência com a Semove (Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro).

Segundo a Setram, a experiência acumulada inclui gestão das informações produzidas pelos validadores, integração tarifária, câmaras de compensação, interpretação de arquivos brutos e estruturação de bases de dados auditáveis.

O histórico anterior da empresa com operadores de ônibus também provocou questionamentos públicos sobre a independência necessária à atividade de auditoria.

Até o momento, entretanto, não há informação de que este vínculo tenha sido considerado legalmente impeditivo no procedimento. A secretaria sustenta que a execução do contrato será acompanhada por uma equipe própria e independente do Estado.

Parentesco com servidora também foi questionado; Setram nega influência

Outro ponto levantado após a divulgação da contratação é a relação familiar entre Alberto Toufic Saba, administrador da Drata, e Najla Georges Saba, servidora da Setram que atua na Coordenadoria de Gestão do Vale Social.

Reportagens publicadas nesta quinta-feira apontam que os dois são primos.

A secretaria afirma que Najla não participou da contratação e não exerce qualquer ingerência sobre o contrato.

Segundo a Setram, o procedimento foi conduzido por servidores formalmente designados e sua execução é acompanhada por equipe própria e independente.

“A servidora que atua no Vale Social não possui qualquer ingerência sobre o contrato citado”, informou a secretaria.

Até o momento, as fontes consultadas pelo Diário do Transporte não apresentam decisão de órgão de controle declarando irregularidade na contratação em razão do parentesco.

Novo sistema estadual de bilhetagem já previa maior controle do Governo

O contrato também deve ser analisado dentro de uma mudança mais ampla que já vinha sendo preparada pelo Estado.

Em 15 de julho de 2026, o Diário do Transporte mostrou que o Governo publicou um plano para implantação do novo Sistema Estadual de Bilhetagem Eletrônica, o SEBE.

O modelo prevê maior controle estatal sobre dados, arrecadação, subsídios, gratuidades, integrações tarifárias e distribuição dos recursos às empresas de transporte.

O plano decorre de uma discussão judicial antiga sobre a necessidade de o poder público controlar de maneira efetiva o sistema.

A intenção é manter a operação tecnológica privada, mas colocar sob domínio do Estado as informações necessárias para auditoria, planejamento e fiscalização.

O decreto determina, entre outros princípios, que receitas tarifárias, subsídios públicos, gratuidades e recursos destinados às integrações sejam identificados separadamente e que o Governo tenha acesso às transações e aos históricos necessários para fiscalizar o sistema.

O modelo ainda está inserido no processo de implementação da nova bilhetagem estadual e em discussões que envolvem a Justiça e os órgãos de controle.

Relembre: Estado do Rio decreta plano para nova bilhetagem eletrônica com maior controle do Governo

Problema da bilhetagem estadual é discutido desde pelo menos 2017

O debate é anterior à atual gestão.

Em novembro de 2017, Estado, Ministério Público e Defensoria Pública firmaram um compromisso segundo o qual o poder público deveria realizar licitação para um sistema de processamento das transações de transporte envolvendo recursos públicos e garantir o controle dos dados gerados pela bilhetagem dos modos sob competência estadual.

O TCE destacou em 2025 que, mais de sete anos depois da assinatura, o novo modelo ainda não havia sido efetivamente colocado em operação.

A auditoria relacionou essa demora a problemas de governança do Bilhete Único Intermunicipal e a dificuldades do Estado para controlar dados e recursos financeiros.

Por isso, a contratação agora feita pela Setram pode ser entendida como parte de uma tentativa de resolver, no curto prazo, pelo menos uma parcela do problema: criar capacidade de ler e auditar os dados sem esperar a conclusão de toda a remodelação definitiva da bilhetagem.

Ela, entretanto, não substitui automaticamente todas as obrigações mais amplas previstas no plano estadual, no compromisso judicial e nas determinações do TCE.

Centro Integrado de Mobilidade também depende de dados confiáveis

O Estado já trabalha há alguns anos para ampliar o uso de dados na gestão do transporte.

A Setram desenvolve o CIMU (Centro Integrado de Mobilidade Urbana), concebido para reunir informações sobre infraestrutura, serviços concedidos, bilhetagem e ocorrências operacionais dos diferentes modos de transporte.

O projeto foi estruturado com financiamento do Banco Mundial e prevê acompanhamento integrado dos transportes intermunicipais.

Em relatório de auditoria de 2024, a própria Setram informou que estava desenvolvendo a captura direta dos dados brutos da bilhetagem e estruturando o CIMU com ferramentas de inteligência de dados.

Naquele momento, contudo, parte das informações ainda era disponibilizada pela RioCard TI por meio de plataforma de análise.

O novo contrato, portanto, aparece como mais uma etapa desta tentativa de criar uma estrutura pública de dados de mobilidade.

BUI é um dos pontos mais sensíveis porque envolve dinheiro público

O Bilhete Único Intermunicipal permite que passageiros realizem integração entre diferentes transportes dentro das regras do benefício, com parte da diferença tarifária coberta pelo Estado.

Por isso, os dados da bilhetagem não servem apenas para contabilizar quantos passageiros foram transportados.

Eles são a base para calcular quanto dinheiro público deve ser destinado às empresas.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, a Setram informou ter encontrado 18.517 registros com indícios de inconsistências nas informações de renda de beneficiários do BUI, demonstrando como o controle de dados também afeta diretamente o acesso às políticas tarifárias.

Em operações anteriores contra uso irregular do benefício, o Estado também chegou a bloquear milhares de cadastros e adotou biometria facial para reduzir fraudes.

Assim, a confiabilidade do registro gerado no validador afeta três lados ao mesmo tempo: o passageiro que tem direito ao benefício, a empresa que deve receber pela viagem realizada e o poder público que utiliza dinheiro dos impostos para complementar a tarifa.

O que muda para o passageiro agora

A contratação não muda, neste momento, o cartão que o passageiro utiliza nem altera automaticamente tarifa, integração, gratuidade ou regra do Bilhete Único Intermunicipal.

A mudança ocorre nos bastidores do sistema.

O Estado pretende passar a conferir diretamente aquilo que acontece depois que o passageiro aproxima o cartão do validador: qual transação foi registrada, como ela entra na base de dados, qual integração se aplica, qual operador realizou a viagem e quanto deve ser transferido.

Se funcionar conforme anunciado pela Setram, a consequência prática será uma estrutura de fiscalização menos dependente das informações processadas pela própria cadeia de operadores e mais capaz de verificar fraudes, divergências e repasses indevidos.

O desafio será demonstrar, ao longo dos 12 meses do contrato, que a nova estrutura efetivamente entrega essa independência, que os servidores absorvem o conhecimento prometido e que os dados passam a ter transparência e rastreabilidade compatíveis com o que foi determinado pelo Tribunal de Contas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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