Empresa da família Chedid foi vencedora de um dos lotes da disputa. Prefeito confirma oferta e diz que vai analisar
ADAMO BAZANI
A empresa Sancetur (Santa Cecília Turismo Ltda), da família Chedid, quer de fato entrar no sistema de Campinas (SP).
Vencedora de um dos lotes na licitação que foi anulada pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), a empresa ofereceu nesta semana à prefeitura uma frota de 320 ônibus, entre zero quilômetro e seminovos, produzidos entre 2024 e este ano, para operar emergencialmente.
Vale ressaltar que a anulação da licitação por parte do TCE não se deve à vitória da Sancetur em si, mas a irregularidades técnicas no procedimento que teriam sido cometidas pela prefeitura, de acordo com a corte de contas, como mostrou o Diário do Transporte.
Relembre:
À mídia local, o prefeito Dário Saadi confirmou a proposta e disse que analisa.
Ainda de acordo com a proposta, a empresa diz que oferece toda a estrutura operacional, mão de obra e tecnologia de bilhetagem e monitoramento.
A Sancetur ainda diz que tem esses ônibus para operar imediatamente, não necessitando de compras e encomendas.
No pedido, a companhia da família Chedid ainda cita dados como 24,1 mil quebras e faltas de ônibus somente no primeiro semestre deste ano (alta de 13% em relação ao primeiro semestre de 2025); quantidade de ônibus com idade acima do permitido, as 36 mil multas aplicadas às atuais empresas da cidade e ocorrências como incêndios e acidentes pelas condições dos coletivos.
A oferta amplia a pressão sobre a prefeitura para encontrar uma solução de curto prazo para o sistema, já que a anulação da licitação pelo TCE reabre uma discussão que se arrasta há anos em Campinas: como renovar a frota, reorganizar a prestação do serviço e evitar que o passageiro continue convivendo com ônibus envelhecidos e quebras frequentes.
Pelo material apresentado, a Sancetur afirma que a operação emergencial poderia ser implantada com veículos já disponíveis em sua estrutura, sem depender de prazo industrial para compra de chassis e carrocerias. A empresa também sustenta que colocaria à disposição não só os ônibus, mas garagens, equipes de manutenção, operação, tecnologia embarcada, bilhetagem e monitoramento, tentando demonstrar que teria condições de assumir um serviço de grande porte de forma imediata.
Na prática, a proposta é politicamente relevante porque a Sancetur foi justamente uma das vencedoras da concorrência anulada e agora se apresenta também como alternativa para uma eventual contratação emergencial, caso a prefeitura entenda que o cenário do sistema exija uma medida excepcional até a republicação do edital e a conclusão de uma nova disputa.
Isso, porém, não significa contratação automática.
Qualquer eventual solução emergencial ainda dependeria de avaliação jurídica e administrativa da prefeitura e da Emdec, além da demonstração de necessidade concreta e do enquadramento legal para esse tipo de medida.
O que a proposta da Sancetur tenta mostrar
Ao oferecer 320 ônibus, a Sancetur procura se colocar como empresa capaz de atacar de imediato o principal ponto de insatisfação do transporte campineiro: a condição da frota.
O número é expressivo.
Ainda que a prefeitura não tenha anunciado qualquer formato de eventual contratação, trata-se de um volume suficiente para interferir de maneira significativa na operação local, seja para substituir parte dos ônibus mais antigos, seja para recompor oferta em linhas críticas.
Segundo a proposta, os veículos seriam zero quilômetro e seminovos fabricados entre 2024 e 2026, o que, se confirmado numa eventual contratação, significaria uma renovação importante em comparação com a realidade denunciada no sistema atual.
Outro aspecto destacado é o fato de a empresa alegar que não dependeria de novas compras.
Em outras palavras, a Sancetur tenta convencer a prefeitura de que sua oferta não é apenas teórica, mas exequível em prazo curto.
A empresa ainda diz que pode fornecer a estrutura completa de operação, com pessoal, manutenção, bilhetagem e monitoramento, o que procura afastar o risco de uma solução parcial, limitada apenas ao fornecimento dos veículos.
Onde a Sancetur já atua
A Sancetur opera sob a marca SOU Transportes e mantém uma atuação que se expandiu principalmente pelo Estado de São Paulo nos últimos anos.
O site institucional do Grupo SOU relaciona atualmente 23 cidades em sua rede. São 22 municípios paulistas e Palmas, no Tocantins. A relação abaixo acrescenta também o Rio de Janeiro, onde o ingresso da Sancetur no Consórcio Santa Cruz foi aprovado oficialmente pela Secretaria Municipal de Transportes em setembro de 2025 e a empresa passou a atuar no sistema municipal.
| Cidade | Estado | Atuação |
|---|---|---|
| Americana | SP | Sancetur/SOU |
| Amparo | SP | Sancetur/SOU |
| Atibaia | SP | Sancetur/SOU |
| Caraguatatuba | SP | Sancetur/SOU |
| Cubatão | SP | Sancetur/SOU |
| Indaiatuba | SP | Sancetur/SOU |
| Itanhaém | SP | Sancetur/SOU |
| Jarinu | SP | Sancetur/SOU |
| Limeira | SP | Sancetur/SOU |
| Mogi Guaçu | SP | Sancetur/SOU |
| Mogi Mirim | SP | Sancetur/SOU |
| Paulínia | SP | Transporte escolar, por meio do Consórcio Giz & Lápis |
| Peruíbe | SP | Sancetur/SOU |
| Presidente Prudente | SP | Sancetur/SOU |
| Rio Claro | SP | Sancetur/SOU |
| Salto | SP | Sancetur/SOU |
| São Carlos | SP | Sancetur/SOU |
| São José dos Campos | SP | Atuação ligada ao sistema/Consórcio 123 |
| São Sebastião | SP | Sancetur/SOU |
| São Vicente | SP | Sancetur/SOU |
| Ubatuba | SP | Sancetur/SOU |
| Valinhos | SP | Sancetur/SOU |
| Palmas | TO | Transporte coletivo municipal |
| Rio de Janeiro | RJ | Sistema municipal, no Consórcio Santa Cruz |
No caso de Paulínia, a Sancetur integra com a Transportes Capellini o Consórcio Giz & Lápis, responsável pelo transporte público de alunos. O próprio consórcio informa frota total de 247 veículos e atendimento diário a mais de 13 mil estudantes.
Em Palmas, a atuação deixou de ser apenas emergencial. A Sancetur assinou em abril de 2026 contrato de concessão por 20 anos para o transporte coletivo municipal.
Campinas não aparece no quadro porque a Sancetur ainda não iniciou operação no sistema municipal. A empresa venceu o Lote Sul da concorrência, mas o procedimento acabou anulado pelo TCE antes da implantação da nova concessão.
Também não foi incluída a cidade de São Paulo. Apesar de a prefeitura ter chegado a assinar em janeiro de 2026 um contrato emergencial para a Sancetur assumir as 133 linhas dos lotes D10 e D11, anteriormente concedidos à Transwolff, a companhia comunicou antes do início da operação que não teria condições de executar integralmente o serviço e desistiu do contrato. O Diário do Transporte noticiou a desistência em primeira mão.
Relembre:
A situação atual da frota de Campinas
A discussão sobre a entrada emergencial de uma nova operadora só ganha corpo porque a situação da frota de Campinas vem sendo alvo de críticas recorrentes.
Na própria proposta encaminhada à prefeitura, a Sancetur afirma que o sistema registrou 24,1 mil quebras e faltas de ônibus no primeiro semestre de 2026, número 13% superior ao do mesmo período de 2025.
A empresa também menciona 36 mil multas aplicadas às atuais operadoras, além de ônibus com idade acima do permitido e registros de incêndios e acidentes.
Esses números específicos de 24,1 mil ocorrências e 36 mil multas fazem parte dos argumentos apresentados pela Sancetur e devem ser entendidos como dados citados pela própria companhia em sua proposta.
Há, entretanto, dados oficiais da Emdec que confirmam que a operação atravessa problemas relacionados à disponibilidade e à idade da frota.
Em fevereiro de 2026, a prefeitura determinou que as operadoras colocassem 100% da frota operacional prevista nas ruas depois de episódios de falta de veículos, principalmente em linhas da VB3. Na ocasião, a própria Emdec afirmou que as ocorrências estavam relacionadas à idade média da frota e reconheceu a necessidade de renovação.
A Emdec informou ainda que somente em 2025 foram 39,3 mil autuações aplicadas aos operadores, das quais 32,8 mil estavam relacionadas ao descumprimento das viagens programadas.
Outro balanço oficial divulgado em março mostrou que, entre 2021 e 2025, foram 106.574 autuações operacionais e 53 multas por descumprimento contratual. As operadoras pagaram R$ 38,68 milhões em penalidades no período. Somente até 10 de março de 2026, já tinham sido pagos outros R$ 3,02 milhões em autuações.
Entre as irregularidades que podem gerar multas contratuais estão justamente ônibus acima da idade máxima permitida, idade média superior à contratual e problemas de acessibilidade.
Em junho, em posicionamento divulgado sobre as reclamações dos passageiros, a Emdec informou que já haviam sido contabilizadas mais de 25 mil autuações em 2026 por descumprimento de partidas, falta de veículos e atrasos. Cerca de 22 mil estavam relacionadas ao descumprimento de viagens programadas por quebra ou ausência de ônibus nas linhas.
A Emdec também informou que, entre 2021 e 2025, foram incorporados ao sistema 267 ônibus novos ou seminovos, sendo 110 somente em 2025. Mesmo com estas substituições, o órgão relacionou os problemas de operação ao envelhecimento da frota e voltou a afirmar que a modernização mais ampla está vinculada à nova concessão.
Portanto, ainda que os números usados pela Sancetur em sua oferta devam ser atribuídos à própria empresa, há diagnóstico oficial da administração municipal de que a idade dos ônibus, as quebras e a falta de veículos são problemas concretos do atual sistema.
O que decidiu o TCE
Como mostrou em primeira mão o Diário do Transporte, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo determinou a anulação da licitação do transporte coletivo de Campinas e a republicação do edital.
A decisão não teve como foco a vitória da Sancetur em si nem apontou, no julgamento, que a empresa tenha sido beneficiada irregularmente de forma específica.
O centro da análise do TCE foi a condução do procedimento pela prefeitura.
Em resumo, a corte de contas entendeu que houve vícios técnicos e administrativos na concorrência, especialmente em pontos ligados à modelagem do certame.
Entre as questões observadas pelo tribunal estiveram alterações de premissas econômicas e da estrutura da licitação sem a devida consistência procedimental, o que, na visão do TCE, comprometeu a regularidade do edital e do resultado.
Na prática, o tribunal mandou refazer o caminho.
Ou seja, em vez de simplesmente corrigir detalhes pontuais após a abertura das propostas, a prefeitura terá de anular a concorrência e republicar o edital, reabrindo a disputa em bases que atendam às exigências da corte.
Também é importante destacar que o TCE não baseou sua decisão, segundo a reportagem antecipada pelo Diário do Transporte, em denúncias de suposto conluio ou corrupção, mas em falhas do próprio procedimento licitatório.
Essa diferenciação é importante porque ajuda a compreender o alcance da decisão: o problema apontado foi a estrutura administrativa e técnica da licitação, e não uma condenação direta desta ou daquela empresa participante.
Prefeitura ganha mais uma variável para analisar
Com a anulação da concorrência, a prefeitura de Campinas agora passa a analisar dois problemas paralelos.
O primeiro é estrutural: como republicar o edital e conduzir uma nova licitação sem repetir os problemas apontados pelo TCE.
O segundo é operacional e mais imediato: como garantir a continuidade e a qualidade mínima do serviço enquanto a solução definitiva não sai.
É nesse espaço que a oferta da Sancetur se insere.
Ao confirmar publicamente que analisa a proposta, o prefeito Dário Saadi sinaliza que o município ao menos considera a hipótese de discutir uma alternativa emergencial.
Isso não significa adesão à proposta, mas revela que o tema entrou formalmente no radar da administração.
Para os passageiros, o dado mais relevante é que a crise da licitação não ficou restrita ao campo jurídico.
Ela se conecta diretamente com a qualidade dos ônibus que circulam hoje, com a confiabilidade da operação e com o tempo que o usuário espera no ponto.
Se a prefeitura entender que o sistema atual consegue atravessar o período sem medidas extraordinárias, a oferta da Sancetur pode não avançar.
Se concluir que a operação precisa de reforço ou substituição parcial para evitar agravamento do serviço, a empresa da família Chedid passa a ser uma peça concreta desse debate.
Por enquanto, o caso ainda está na fase de análise.
Mas a proposta da Sancetur acrescenta um elemento novo ao cenário de Campinas: além da disputa sobre quem venceria a licitação definitiva, passa a existir também uma discussão sobre quem poderia assumir, ainda que provisoriamente, a tarefa de colocar ônibus mais novos nas ruas antes da conclusão de um novo certame.
HISTÓRICO:
QUEM PARTICIPOU E QUEM VENCEU
A concorrência foi dividida em dois lotes. Foram apresentadas seis propostas por cinco grupos empresariais, uma vez que a Sancetur participou das disputas dos lotes Sul e Norte.
LOTE SUL
| Participante | Composição | Proposta final | Resultado |
|---|---|---|---|
| Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda. | Empresa individual, pertencente à família Chedid | R$ 9,54 | VENCEDORA |
| Consórcio Andorinha | Rhema Mobilidade Ltda. (líder), New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda. e WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda. | R$ 9,55 | 2º colocado |
| Consórcio VCP Mobilidade | Mobicamp Ltda. (líder) e Red Log Ltda. | R$ 10,67 | 3º colocado |
O valor máximo previsto para a tarifa de remuneração do Lote Sul era de R$ 11,21. A Sancetur havia apresentado inicialmente R$ 9,56 e, após lance de R$ 9,55 do Consórcio Andorinha, reduziu a proposta para R$ 9,54, equivalente a deságio de 14,90%.
LOTE NORTE
| Participante | Composição | Proposta final | Resultado |
| Consórcio Grande Campinas | Rhema Mobilidade Ltda. (líder), Transporte Coletivo Grande Marília Ltda., Nova Via Transportes e Serviços Ltda., WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda. e Auto Viação Suzano Ltda. | R$ 9,49 | VENCEDOR |
| Consórcio Mov Campinas | Bampar Participações Ltda. (líder) e Tupi-Transporte Urbano de Piracicaba Ltda. | R$ 9,60 | 2º colocado |
| Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda. | Empresa individual, pertencente à família Chedid | R$ 10,32 | 3º colocado |
O teto da tarifa de remuneração do Lote Norte era de R$ 11,76. Foi a disputa mais acirrada. O Consórcio Grande Campinas começou com proposta de R$ 10,34 e, após uma sequência de lances com o Consórcio Mov Campinas, chegou a R$ 9,49, deságio de 19,30%.
Onde a Sancetur já atua
A Sancetur opera sob a marca SOU Transportes e mantém uma atuação que se expandiu principalmente pelo Estado de São Paulo nos últimos anos.
O site institucional do Grupo SOU relaciona atualmente 23 cidades em sua rede. São 22 municípios paulistas e Palmas, no Tocantins. A relação abaixo acrescenta também o Rio de Janeiro, onde o ingresso da Sancetur no Consórcio Santa Cruz foi aprovado oficialmente pela Secretaria Municipal de Transportes em setembro de 2025 e a empresa passou a atuar no sistema municipal.
| Cidade | Estado | Atuação |
|---|---|---|
| Americana | SP | Sancetur/SOU |
| Amparo | SP | Sancetur/SOU |
| Atibaia | SP | Sancetur/SOU |
| Caraguatatuba | SP | Sancetur/SOU |
| Cubatão | SP | Sancetur/SOU |
| Indaiatuba | SP | Sancetur/SOU |
| Itanhaém | SP | Sancetur/SOU |
| Jarinu | SP | Sancetur/SOU |
| Limeira | SP | Sancetur/SOU |
| Mogi Guaçu | SP | Sancetur/SOU |
| Mogi Mirim | SP | Sancetur/SOU |
| Paulínia | SP | Transporte escolar, por meio do Consórcio Giz & Lápis |
| Peruíbe | SP | Sancetur/SOU |
| Presidente Prudente | SP | Sancetur/SOU |
| Rio Claro | SP | Sancetur/SOU |
| Salto | SP | Sancetur/SOU |
| São Carlos | SP | Sancetur/SOU |
| São José dos Campos | SP | Atuação ligada ao sistema/Consórcio 123 |
| São Sebastião | SP | Sancetur/SOU |
| São Vicente | SP | Sancetur/SOU |
| Ubatuba | SP | Sancetur/SOU |
| Valinhos | SP | Sancetur/SOU |
| Palmas | TO | Transporte coletivo municipal |
| Rio de Janeiro | RJ | Sistema municipal, no Consórcio Santa Cruz |
No caso de Paulínia, a Sancetur integra com a Transportes Capellini o Consórcio Giz & Lápis, responsável pelo transporte público de alunos. O próprio consórcio informa frota total de 247 veículos e atendimento diário a mais de 13 mil estudantes.
Em Palmas, a atuação deixou de ser apenas emergencial. A Sancetur assinou em abril de 2026 contrato de concessão por 20 anos para o transporte coletivo municipal.
Campinas não aparece no quadro porque a Sancetur ainda não iniciou operação no sistema municipal. A empresa venceu o Lote Sul da concorrência, mas o procedimento acabou anulado pelo TCE antes da implantação da nova concessão.
Também não foi incluída a cidade de São Paulo. Apesar de a prefeitura ter chegado a assinar em janeiro de 2026 um contrato emergencial para a Sancetur assumir as 133 linhas dos lotes D10 e D11, anteriormente concedidos à Transwolff, a companhia comunicou antes do início da operação que não teria condições de executar integralmente o serviço e desistiu do contrato. O Diário do Transporte noticiou a desistência em primeira mão.
Relembre:
CRONOLOGIA DA LICITAÇÃO
02 de abril a 02 de julho de 2025 – A prefeitura realiza consulta pública sobre a nova modelagem da concessão. O processo fazia parte de uma nova tentativa de licitar o sistema depois de certames anteriores que não chegaram à contratação.
04 de dezembro de 2025 – É publicado o edital da nova concessão. Os contratos previstos são de 15 anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos, e divisão da operação em dois lotes, Norte e Sul.
Janeiro e fevereiro de 2026 – O cronograma sofre alterações e são feitas correções na documentação e nas planilhas econômicas. Entre os pontos posteriormente questionados pelo TCE estão mudanças na modelagem, no teto da tarifa de remuneração e no chamado Fator de Utilização.
25 de fevereiro de 2026 – Cinco grupos empresariais entregam seis propostas na B3, em São Paulo: três para o Lote Sul e três para o Lote Norte. A Sancetur participa dos dois lotes.
04 de março de 2026 – Os grupos participantes são considerados aptos para prosseguir no certame.
05 de março de 2026 – São abertas as propostas econômicas na B3. Após os lances, a Sancetur apresenta R$ 9,54 para o Lote Sul e o Consórcio Grande Campinas, R$ 9,49 para o Lote Norte, ficando em primeiro lugar nas respectivas disputas.
24 de abril de 2026 – O TCE determina cautelarmente a suspensão da homologação da licitação. Entre os pontos que passam a ser analisados estão possíveis relações entre empresas e consórcios que disputaram o certame.
25 de maio de 2026 – Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, em ação da Mobicampi, suspende o prazo final para recursos administrativos contra o resultado da concorrência.
12 de junho de 2026 – O TCE mantém impedida a homologação e exige novos esclarecimentos da Prefeitura de Campinas e da Emdec diante de novos documentos e questionamentos apresentados ao processo.
19 de agosto de 2026 – O TCE determina a anulação da licitação. A administração municipal terá de republicar o edital com as adequações determinadas ou realizar uma nova concorrência.
A SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado de São Paulo confirmou, em nota oficial, que a operação deflagrada em Campinas ocorreu após denúncia sobre irregularidades em licitação bilionária de ônibus na cidade.
De acordo com os investigadores, a apuração se iniciou após a divulgação de vídeos que mostravam uma reunião realizada em 1º de abril deste ano na sede de uma empresa de transporte de passageiros, em Paulínia, que revelou possíveis irregularidades em uma licitação pública. – diz a nota oficial da SSP.
Um dos alvos é vereador Vini Oliveira (Cidadania), de Campinas. A investigação começou após a divulgação de um vídeo em que o parlamentar aparece recebendo uma caixa preta com envelopes supostamente com dinheiro.
Em nota, a Emdec, empresa da prefeitura responsável pelos transportes, informou que “a empresa em questão não opera o transporte público coletivo de Campinas, mas confirmou que a viação é uma das vencedoras da concorrência
“Cabe ressaltar que o foco da investigação não é o processo de licitação. Porém, como é uma das empresas que compõe um dos consórcios vencedores da licitação, a Emdec acompanha a investigação e tem interesse no esclarecimento dos fatos. Cabe ressaltar ainda que o foco da investigação não é o processo de licitação.”
Como mostrou o Diário do Transporte, a Polícia Civil e o Ministério Público cumpriram nesta quarta- feira, 3 de junho de 2026, 11 mandados de busca e apreensão em Campinas e Paulínia, no interior de São Paulo.
Entre as apurações estão possíveis crimes de corrupção envolvendo a licitação dos transportes coletivos por ônibus na cidade.
Como mostrou o Diário do Transporte, a concorrência teve como vencedores a Sancetur (Lote Sul) e o Consórcio Grande Campinas (Lote Norte).
A licitação envolve dois contratos de R$ 11,8 bilhões no total.
A reportagem do Diário do Transporte também mostrou que tanto a Justiça como o TCE impediram a homologação do resultado.
Relembre
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), em nota, a ação tem como objetivo reunir provas para uma investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo um agente público municipal e empresários do setor de transporte coletivo.
Foram apreendidos documentos, anotações, pen-drives, dinheiro em espécie, celulares e outros dispositivos, que serão analisados. Os agentes apreenderam também R$ 30 mil em espécie na empresa, R$ 4 mil na casa do assessor do vereador;
As medidas foram cumpridas por equipes do Núcleo Especial de Combate aos Crimes Econômicos e Contra a Ordem Tributária (Neccold), da Divisão de Investigações Gerais (DIG) do Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Campinas, com acompanhamento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
De acordo com os investigadores, a apuração se iniciou após a divulgação de vídeos que mostravam uma reunião realizada em 1º de abril deste ano na sede de uma empresa de transporte de passageiros, em Paulínia, que revelou possíveis irregularidades em uma licitação pública.
A Polícia Civil instaurou um inquérito e reuniu provas que deram embasamento para a Justiça expedir os mandados. Os participantes da reunião agora são alvos de uma investigação que busca verificar a suspeita de recebimento de valores supostamente desviados do setor público.
O material apreendido na ação deve ajudar no avanço das investigações, que seguem em andamento.
O TCE recebeu denúncias sobre um possível esquema de conluio na concorrência.
Veja o que diz o relatório do órgão de contas:
Resultados do cruzamento de dados: A Sancetur (concorrente individual) e as empresas Bampar e Tupi (integrantes do Consórcio Mov Campinas), então concorrentes no Lote Norte. A cadeia de vínculos examinada indica aparente centralização do controle administrativo e societário em torno de uma pessoa física em comum, além de participações cruzadas em consórcios terceiros. Conexão 1 : Conexão entre a Sancetur, a Tupi e a Bampar por meio de um Administrador comum. As três empresas estão ligadas indiretamente através do Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior (CPF:) , que possivelmente atua como figura central na administração de todas as entidades conectadas a elas. A Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda (CNPJ: 69.144.434/0001-61) atua como “Sociedade Consorciada” no Consórcio Giz&Lápis (CNPJ: 54.531.556/0001-33), o qual tem o Sr. Belarmino como Administrador. A Tupi – Transporte Urbano de Piracicaba Ltda (CNPJ: 43.207.151/0001-28) atua como “Sociedade Consorciada” no Consórcio Sorocaba (CNPJ: 14.012.270/0001-27), que também tem o Sr. Belarmino como Administrador. A Bampar Participações Ltda. (CNPJ: 07.452.821/0001-08) possui o Sr. Belarmino diretamente como seu Sócio-Administrador. A empresa Transportes Capellini Ltda (CNPJ: 46.090.221/0001-07) (que também possui o Sr. Belarmino como Administrador) estabelece uma ponte societária entre os consórcios ligados às concorrentes do certame: Ela atua como “Sociedade Consorciada” no Consórcio Giz&Lápis (mesmo consórcio integrado pela Sancetur). Simultaneamente, atua como “Sócia” na Bampar Participações . A Bampar Participações Ltda. atua diretamente como “Sócia” de duas outras empresas: Paradela Participações Ltda. (CNPJ: 07.450.404/0001-26) ; Viação Campo dos Ouros Ltda. (CNPJ: 05.600.628/0001-41). Ambas as empresas acima também possuem o Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior atuando como Administrador, reforçando possível atuação em grupo econômico sob gestão unificada.
Conexão 2: A Sancetur (concorrente individual), Consórcio Mov Campinas (Tupi e Bampar), Consórcio Grande Campinas (Rhema, Transporte Coletivo Grande Marília, entre outras), Consórcio Andorinha (Rhema, New Hope e WMW Locação) e Consórcio VCP Mobilidade (Mobicamp e Red Log), todas participantes dos Lotes Norte e Sul. A extensa teia societária, administrativa e de contatos demonstra que os amplos grupos econômicos por trás dessas empresas convergem através de cruzamentos em associações e compartilhamento de contatos comerciais. A cadeia de vínculos a seguir detalha a eventual ponte que interliga as empresas do Consórcio Grande Campinas e do Consórcio Andorinha ao núcleo de controle da Sancetur e do Consórcio Mov Campinas.
Conexão 1 : Conexão do Consórcio Grande Campinas e Andorinha (via Transporte Coletivo Grande Marília e Rhema Mobilidade Ltda) ao Grupo Constantino. A Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19), integrante do Consórcio Grande Campinas e do Consórcio Andorinha, possui vínculo indireto com a Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39), integrante do Consórcio Grande Campinas. Esta, por sua vez, compartilha, por meio de sua matriz e de uma e suas filiais, os endereços de e-mail e de telefone de contato corporativo (fiscalgiaruss@gmail.com; 11 4355-1500) com a empresa Diferencial Empreendimentos Imobiliários Ltda (CNPJ: 11.669.005/ 0001-28) e Aeropar Participações S.A. (CNPJ: 06.076.478/ 0001-81). A Diferencial Empreendimentos e a Aeropar Participações S.A. são entidades que direta e indiretamente são administradas/dirigidas por membros da família Constantino
Conexão 2 : Conexões entre o “Grupo Constantino” e o “Grupo de Walter Godoy Bueno”. Avançando na teia, o diagrama revela que o elo entre os núcleos se dá por duas vias. Primeiro pela governança compartilhada de pessoas jurídicas. Constata-se que membros do “Grupo Constantino” figuram no quadro diretivo como Administradores das empresas Ingá Turismo e Serviços Ltda. (CNPJ: 75.769.265/ 0001-58) e Mapa Comércio, Locação e Manutenção de Veículos Ltda. (CNPJ: 06.079.923/0001-67). O gráfico demonstra que essas empresas estão atreladas à Empresa de Ônibus Pássaro Marron S/A por meio da utilização conjunta de telefones e endereços eletrônicos (a exemplo do telefone 11 3775-3892 e do e-mail contabilidade@passaromarron.com.br ). Dando seguimento, constata-se que a própria Pássaro Marron S/A compartilha, por meio do Consórcio Metropolitano de Transportes (CNPJ: 07.096.200/0001-39) um segundo nível de canais de contato (destacando-se o e-mail reparticoes@cordeirolima.com.br e o telefone 11 2478-3609) com diversas outras pessoas jurídicas. Dentre as entidades que utilizam estes mesmos canais, figuram as empresas VGM Participações Ltda e VUG Participações Ltda . Conforme apurado, no Lote Sul o certame contou com a participação do Consórcio VCP Mobilidade , integrado pela Red Log Ltda (CNPJ: 40.951.719/0001-22) e pela recém criada Mobicamp Ltda (CNPJ: 64.803.889/0001-28, constituída em 30/01/2026). Embora a fundação recente da Mobicamp a tenha omitido das buscas iniciais de vínculos sistêmicos, o aprofundamento em seu Quadro de Sócios e Administradores (QSA) revela que a empresa possui como únicas sócias exatamente a VGM Participações e a VUG Participações . Além disso, o próprio Sr. Walter Godoy Bueno (CPF:) assina não apenas como representante das sócias cotistas, mas atua também como Administrador direto da Mobicamp. Além da interligação evidenciada por meio do Sr. Walter Godoy Bueno e da empresa Mobicamp, a análise do diagrama revela um segundo vetor de conexão independente que liga o “Grupo Constantino” aos representantes do Consórcio VCP Mobilidade, desta vez através da sua outra empresa consorciada, a Red Log Ltda . A cadeia de vínculos dessa segunda via se materializa passo a passo através de cruzamentos societários diretos e compartilhamento de quadros administrativos, conforme detalhado a seguir:
- O Sr. Henrique Constantino (CPF:) , vinculado indiretamente aos Consórcios Grande Campinas e Andorinha, atua como Sócio da Viação Santos Dumont Ltda. (CNPJ: 02.162.190/0001-79) .
- A Viação Santos Dumont atua diretamente como Sócia da Onipar Empreendimentos e Participações Ltda. (CNPJ: 04.000.349/ 0001-84) .
- A Onipar Empreendimentos possui como Sócia-Administradora a Sra. Camila Portela Redeghieri Daher (CPF:, que atua como elo de transição na rede.
- Expandindo a teia societária, a Sra. Camila Portela também exerce o cargo de Sócia-Administradora na empresa Itajaí Transportes Coletivos Ltda. (CNPJ: 06.346.461/ 0001-05) e da empresa Red Log Ltda. (CNPJ: 40.951.719/0001-22) .
- Na governança da Itajaí Transportes, constatasse a atuação conjunta com o Sr. Joubert Beluomini (CPF:) , que divide o controle da empresa na condição de Sócio-Administrador.
- O elo final consolida-se ao observar que o Sr. Joubert Beluomini é o Administrador direto da empresa Red Log Ltda. (CNPJ: 40.951.719/0001-22) .
Como a Red Log Ltda integra formalmente o Consórcio VCP Mobilidade (que disputou o Lote Sul ao lado da Mobicamp). Tais elementos sugerem que o Consórcio VCP Mobilidade pode estar duplamente conectado aos demais consórcios das concorrentes: por um lado, via Mobicamp (conectada a Walter Godoy Bueno e, consequentemente, aos Constantinos) e, por outro, via Red Log (conectada a Joubert Beluomini, Camila Portela e, sucessivamente, à Viação Santos Dumont e a Henrique Constantino). Desse modo, a teia delineada pode sugerir que empresas que figuraram formalmente como concorrentes diretas dentro de um mesmo lote (a exemplo do Lote Sul, onde a Mobicamp concorre contra a Sancetur e consórcio integrado pela Rhema), assim como licitantes que disputaram lotes distintos (como o Consórcio Grande Campinas no Lote Norte conectando-se indiretamente ao Consórcio VCP Mobilidade no Lote Sul), integram uma mesma malha de vínculos indiretos.
Conexão 3 : O Elo no topo – Conexão entre Walter Godoy Bueno e o núcleo de Belarmino Junior (Sancetur e Consórcio Mov Campinas). A convergência estrutural das redes ganha se consolida na cúpula diretiva da GUARUPASS – Associação das Concessionárias de Transporte Urbano de Passageiros de Guarulhos e Região (CNPJ: 74.504.937/0001-30). O diagrama revela que o elo institucional neste ponto ocorre pela atuação conjunta de representantes dos diferentes núcleos no comando desta associação. A análise detalhada do quadro confirma que o Sr. Walter Godoy Bueno atua como Diretor desta associação. Em conjunto com ele na mesma diretoria, figura o Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior (CPF: 129.742.028-45), que também exerce o cargo de Diretor . Cabe destacar, para fins de estrita precisão, que o vínculo gerencial com a GUARUPASS se dá exclusivamente por meio do Sr. Belarmino Junior, não havendo participação ou assento de seu pai (Sr. Belarmino da Ascenção Marta) na diretoria desta entidade. Soma-se a este quadro gerencial a figura do Sr. José Roberto Iasbek Felicio , que ocupa o cargo de Presidente da associação, unindo formalmente na mesma governança os gestores das diversas ramificações societárias (correlacionadas com o Consórcio VCP Mobilidade). Como já evidenciado em análises anteriores, o Sr. Belarmino Junior é a figura central possuindo vínculo indireto com as empresas Sancetur (concorrente 1) e das empresas Bampar e Tupi (integrantes do Consórcio Mov Campinas, concorrente 2). A atuação simultânea destes atores na direção da GUARUPASS materializa, portanto, um possível ponto de contato e controle unificado no topo da cadeia empresarial das licitantes
Conexão 4 : A integração do núcleo isolado (WMW, New Hope e Auto Viação Suzano) ao certame. WMW Locação de Veículos (CNPJ: 10.742.588/0001-02), New Hope Terceirização e Transportes (CNPJ: 09.474.700/0001-92) e Auto Viação Suzano Ltda (CNPJ: 12.278.903/0001-18), são aparentemente conectadas entre si por administradores próprios (como Merciana Alves e Welter Franca) e telefones em comum. Apesar de constarem isoladamente na representação visual da rede societária, a conexão orgânica e comercial dessas empresas com o restante do macro-grupo se evidencia de forma incontestável na própria licitação, uma vez que elas se consorciaram formalmente à Rhema e à Transporte Coletivo Grande Marília para formar o Consórcio Grande Campinas e o Consórcio Andorinha, integrando a teia e participando ativamente da dinâmica de vínculos dos Lotes Norte e Sul. Assim, diante dos apontamentos expostos, revela-se necessária a manifestação dessa Administração acerca dos fatos narrados, devendo apresentar esclarecimentos específicos sobre os vínculos identificados, sua eventual repercussão na condução e no resultado da licitação, especialmente com relação às diligências realizadas para resguardar a regularidade da contratação.
ASPECTOS DETECTADOS Sobre os fatos apresentados na representação:
O sistema identificou possível existência de vínculo entre as empresas citadas na representação. A cadeia de vínculos examinada indica a existência de conexão indireta entre a Nova Via Transportes (CNPJ: 39.742.141/0001-15) e Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19).
Conexão entre a Nova Via Transportes (CNPJ: 39.742.141/0001-15) e Ekos Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 03.177.014/0001-73). A Nova Via tem como sócia a empresa Ekos Transportes e Turismo Ltda, sendo que o Sr. Norival Antonio do Prado aparece como Administrador da Nova Via e Sócio-Administrador da Ekos. Conexão entre a Ekos Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 03.177.014/0001-73) e Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39). A Ekos consta localizada na Rua Aristeu Antonio de Paula, 15, Conjunto 17, Campinas/SP. O mesmo endereço consta como sede de uma filial da Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0002-10).
Conexão entre a Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39), Smile Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 05.564.404/0001-21) e S.T.P. Mobilidade Ltda (CNPJ: 18.397.297.00001-36). A Transporte Coletivo Grande Marília Ltda possui a Sra. Paula Anely Sikansi (CPF: 150.368.278-13) como Sócia-Administradora em comum com a Smile Transportes. A empresa S.T.P. Mobilidade Ltda (CNPJ: 18.397.297.00001-36) está localizada no mesmo endereço da Matriz Smile Transportes. Além disso, a S.T.P. possui como Sócio-Administrador o Sr. Emerson de Jesus (CPF: 119.294.448-85) que também é Sócio-Administrador da Transporte Coletivo Grande Marília Ltda.
Conexão entre a Smile Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 05.564.404/0001-21) e Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19).
A Smile possui uma filial de mesmo nome (CNPJ: 05.564.404.0004-74), com endereço em Rodovia Lix da Cunha, 3930, Jardim do Lago Continuação -Campinas/SP; e telefone 19-3255-3778. Por sua vez, a Rhema encontra-se localizada na Av. Dr. Heitor Nascimento, 196, Bloco B, Sala 3, Morumbi – Paulínia/SP; e, apesar da distinção dos endereços, possui atribuído o mesmo telefone da filial Smile (19-3255-3778).
Consulta a sistema de informações deste E. Tribunal – Empresas que participaram do certame, segundo ATA juntada na representação: LOTE NORTE
- Empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda CNPJ nº 69.144.434/0001-61.
- Consórcio Grande Campinas (vencedora), formado por: • Rhema Mobilidade Ltda CNPJ nº 14.026.139/ 0001-19; • Transporte Coletivo Grande Marília Ltda CNPJ nº 35.532.864/0001-39; • Nova Via Transportes e Serviços Ltda CNPJ nº 39.742.141/0001-25; • WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda CNPJ nº 10.742.588/ 0001-02; • Auto Viação Suzano Ltda 12.278.903/0001-28. 1. Consórcio Mov Campinas, formado por: • Bampar Participações Ltda CNPJ nº 07.452.821/0001-08; • Tupi-Transportes Urbano de Priracicaba Ltda CNPJ nº 43.207.151/0001-28.
LOTE SUL
- Empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda CNPJ nº 69.144.434/0001-61 (vencedora).
- Consórcio Andorinha, formado por: • Rhema Mobilidade Ltda CNPJ nº 14.026.139/ 0001-19; • New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda CNPJ nº 09.474.700/0001-92; • WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda CNPJ nº 10.742.588/ 0001-02
- Consórcio VCP Mobilidade, formado por: • Mobicamp Ltda CNPJ nº 64.803.889/0001-28; Talvez pela sua data de fundação (30/01/2026, em São Paulo), a empresa Mobicamp LTDA de CNPJ 64.803.889/0001-28, não aparece no sistema. Por esta razão, incluí os(as) sócios(as) na pesquisa. Sua atividade principal, conforme a Receita Federal, é 49.21-3-01 – Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal. Sua situação cadastral até o momento é Ativa. Quadro de Sócios e Administradores: Vgm Participacoes LTDA – CNPJ: 31046460000184 – Sócio Representado por Walter Godoy Bueno – Administrador; Vug Participacoes LTDA – CNPJ: 31045044000161 – Sócio Representado por Walter Godoy Bueno – Administrador; Walter Godoy Bueno – Administrador. • Red Log Ltda CNPJ nº 40.951.719/0001-22
O que diz a Prefeitura de Campinas:
Confira nota na íntegra
Sobre a licitação do Transporte Público, a Prefeitura de Campinas informa que:
– O Tribunal de Contas não suspendeu a licitação do Transporte de Campinas.
– O órgão sugeriu que a homologação das empresas que ofereceram os melhores lances só fosse feita pela Prefeitura após o encaminhamento de respostas aos questionamentos apresentados pelo Tribunal.
– A Prefeitura realizou 18 diligências nas empresas, entre elas oito de capacidade técnica, quatro de readequação de planilha orçamentária/modelagem e seis de checagem de endereços das empresas. Além disso, foram feitas duas diligências pela B3, realizadora do leilão, sobre a composição de capital social das empresas que tiveram os lances vencedores.
– A checagem dos endereços das sedes das empresas foi feita após ofício da Polícia Civil com questionamentos sobre a possível sobreposição de destino entre empresas integrantes do consórcio vencedor; alteração de capital social de uma das consorciadas em período próximo ao certame e questionamentos quanto à exequibilidade da proposta.
– Diante disso, a Prefeitura de Campinas solicitou que as diligências fossem feitas pelo Primeiro Cartório de Notas da cidade. Houve necessidade de autorização de um juiz corregedor devido ao fato de alguns endereços serem de outros municípios.
– Cabe esclarecer que é justamente nessa fase, de habilitação, que ocorre a checagem de documentação, avaliação da capacidade operacional e técnica, além de outras diligências, das empresas que ofereceram os melhores lotes no leilão. Essa etapa está em andamento e não há prazo para sua conclusão.
O que diz o Consórcio Grande Campinas, vencedor da licitação do Lote Norte
O Consórcio Grande Campinas, vencedor do Lote Norte na licitação de 2026 para operar o Transporte Público de Campinas (SP) e composto pelas empresas Rhema Mobilidade Ltda., Transporte Coletivo Grande Marília Ltda., Nova Via Transportes e Serviços Ltda., WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda. e Auto Viação Suzano Ltda., vem a público negar a existência de vínculo empresarial com as demais empresas citadas no despacho do TCESP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo). Reforçam ainda a lisura do Consórcio no cumprimento às regras do Edital da
Concorrência nº 15/2025, em cujo teor há a previsão de atuação nos leilões dos lotes Sul e Norte, visto que mais de uma participante deu lance nos dois lotes.
As empresas que compõem o Consórcio Grande Campinas reafirmam a plena confiança na Justiça e reiteram que estão à disposição para apresentar os esclarecimentos devidos.
Os representantes do Consórcio Grande Campinas reforçam o compromisso com os investimentos necessários à melhoria do transporte para a população da cidade, que merece um serviço público digno e adequado, com ônibus novos e limpos e com cumprimento de horários, esperando por parte da Prefeitura uma breve decisão sobre a licitação com o aval dos órgãos responsáveis.
OS LANCES, OS CONTRATOS E QUEM É QUEM:
Foi dado prosseguimento em 05 de março de 2026, na licitação do novo sistema de ônibus municipais de Campinas, maior cidade do interior de São Paulo, que envolve contratos de 15 anos avaliados em R$ 11 bilhões neste período.
Sancetur, da família Chedid, para o lote Sul; e para o lote Norte, o Consórcio Grande Campinas apresentaram as propostas com o menor valor de custo para o município.
Para o lote Sul, a proposta da Sancetur foi de tarifa de remuneração de R$ 9,54 (deságio de 14,90% sobre o valor teto do edital de R$ 11,21).
Já para o lote Norte, o que teve a maior disputa com uma sucessão de vários lances entre os concorrentes, e o consórcio composto por empresas como Rhema e Nova Via, propôs tarifa de remuneração de R$ 9,49 (deságio de 19,3% sobre o limite de R$ 11,76 no edital).
Um dos maiores operadores atuais de Campinas, o Grupo Belarmino, disputou o lote Norte pau a pau com o consórcio.
Com nova contratação, as linhas serão divididas em dois lotes, Norte e Sul, e são previstos investimentos de R$ 900 milhões em frota nova, contando com modelos elétricos.
Como mostrou o Diário do Transporte, os cinco grupos empresariais que participaram tiveram a documentação aprovada pela prefeitura e foram considerados aptos a continuar para esta fase.
Nesta quinta-feira (05), foi a vez de conhecer as propostas econômicas, abertas na B3 – Bolsa de Valores de São Paulo, na região central da capital paulista.
O Diário do Transporte acompanhou.
Pelos critérios da concorrência, vai ser considerado vencedor quem oferecer a menor tarifa técnica por lote, depois da aprovação por parte do poder público.
Tarifa técnica não é o que o passageiro paga nas catracas, mas é o que a empresa recebe como remuneração por passageiro transportado (o que inclui o valor das passagens, subsídios e outras receitas).
Agora, a comissão de licitação da prefeitura vai analisar a viabilidade das propostas para depois declarar o vencedor do lote Sul e o vencedor do lote Norte.
As propostas foram:
LOTE SUL:
Valor máximo no edital: R$ 11,21
– Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda;
R$ 9,56 – deságio de 14,72%. Depois do Consórcio Andorinha ter apresentado proposta de R$ 9,55, a Sancetur baixou para R$ 9,54 ( -14,90%)
– Consórcio Andorinha, composto pelas empresas Rhema Mobilidade Ltda, New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda e WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda;
R$ 10,99- deságio de 01,96%. Depois, no viva-voz baixou para R$ 9,55 (-14,81%)
– Consórcio VCP Mobilidade, composto pelas empresas Mobicamp Ltda e Red Log Ltda.
R$ 10,67 – deságio de 04,82%
LOTE NORTE:
Valor máximo no edital: R$ 11,76
– Sancetur – Santa Cecilia Turismo Ltda;
R$ 11,50 (deságio de 2,21%). Depois baixou para R$ 10,32
– Consórcio Grande Campinas, composto pelas empresas Rhema Mobilidade Ltda, Transporte Coletivo Grande Marília Ltda, Nova Via Transportes e Serviços Ltda, WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda e Auto Viação Suzano Ltda;
R$ 10,34 (deságio de 12,07%). Depois baixou para R$ 10,33; R$ 10,31; R$ 9,99; R$ 9,87 (- 16,07%); R$ 9,75 (- 17,09%); R$ 9,63 (-18,11%), R$ 9,61, R$ 9,49 (-19,3%).
– Consórcio Mov Campinas, composto pelas empresas Bampar Participações Ltda. e Tupi-Transporte Urbano de Piracicaba Ltda.
R$ 11,75 (deságio de 0,09%), depois foi para R$ 9,98 (deságio de 15,14%); R$ 9,86 (deságio de 16,16%); R$ 9,74 (-17,18%); R$ 9,62% (- 18,20%); R$ 9,60 (-18,37%);
O Diário do Transporte, em reportagem especial, detalhou cada um destes consórcios. – Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2026/02/26/saiba-quem-e-quem-na-bilionaria-licitacao-de-onibus-de-campinas-sp/
LOTE NORTE:
EMPRESA SANCETUR – SANTA CECILIA TURISMO LTDA.;
CONSÓRCIO GRANDE CAMPINAS, composto pelas empresas RHEMA MOBILIDADE LTDA. (EMPRESA LÍDER), TRANSPORTE COLETIVO GRANDE MARÍLIA LTDA., NOVA VIA TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA., WMW LOCAÇÃO DE VEÍCULOS E SERVIÇOS DE TRANSPORTES LTDA. e AUTO VIAÇÃO SUZANO LTDA.;
CONSÓRCIO MOV CAMPINAS, composto pelas empresas: BAMPAR PARTICIPAÇÕES LTDA. (EMPRESA LÍDER) e TUPI-TRANSPORTE URBANO DE PIRACICABA LTDA.
LOTE SUL:
EMPRESA SANCETUR – SANTA CECILIA TURISMO LTDA.;
CONSÓRCIO ANDORINHA, composto pelas empresas: RHEMA MOBILIDADE LTDA. (EMPRESA LÍDER), NEW HOPE TERCEIRIZAÇÃO E TRANSPORTES CATANDUVA LTDA. E WMW LOCAÇÃO DE VEÍCULOS E SERVIÇOS DE TRANSPORTES LTDA.
CONSÓRCIO VCP MOBILIDADE, composto pelas empresas: MOBICAMP LTDA. (EMPRESA LÍDER) E RED LOG LTDA.
QUEM É QUEM:
SANCETUR:
Pertencente ao mais relevante braço da família Chedid, que é considerada poderosa nos transportes. Atua em mais de 20 cidades, em especial no interior e no litoral de São Paulo, mas também está em sistemas de outros estados, como na cidade do Rio de Janeiro.
De tão forte e incisiva, a Sancetur com um só ofício conseguiu com que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, liberasse imediatamente valores de subsídios e repasses atrasados, algo que as empresas locais, inclusive do poderoso Jacob Barata Filho, do Grupo Guanabara, tentavam há tempos.
FONTES: Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro) e TJ RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro)
Com a marca SOU (Sistema de Ônibus Urbanos) ao lado do nome da cidade correspondente, tem ganhado cada vez mais espaço em licitações ou contratos emergenciais.
Recentemente, ia dar um dos passos mais ousados do Grupo Chedid, ao assumir a gigante operação da Transwolff, na capital paulista, com 1206 ônibus, 111 linhas e 555 mil passageiros por mês, na zona Sul. A Transwolff foi descredenciada do sistema de transportes da cidade de São Paulo após ter sido alvo de uma Operação do Ministério Público de São Paulo que investiga possível ligação da empresa, que surgiu da cooperativa Cooperpam, com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Mas após instabilidades na transição dos contratos, desistiu do negócio, que chegou a ser anunciado em fevereiro de 2026 pelo prefeito Ricardo Nunes. A onda de ataques a 1,5 mil ônibus em São Paulo que ocorreu entre junho e agosto de 2025 foi atribuída pela Polícia Civil a esta mudança contratual.
CONSÓRCIO MOV CAMPINAS
É do Grupo Belarmino, que já atua nos transportes municipais de Campinas, com a VB Transportes, cuja operação constantemente é alvo de reclamações de usuários. Tem como fundador o empresário português Belarmino de Ascenção Marta, é um dos maiores conglomerados do setor, em especial no Estado de São Paulo. Nascido em Vilar de Rei, na região de Trás-os-Montes, em Portugal; em 15 de agosto de 1937, Belarmino começou no ramo de transportes, na capital paulista, em 1961, juntamente com cunhado Antonio José Fonseca e amigos, fundando a Auto Viação Brasil Luxo.
A família de Belarmino possui controle total único, sociedade ou participação em empresas como: Sambaíba Transportes Urbanos (a segunda maior frota da cidade de São Paulo, com 1,3 mil ônibus), ConSor – Consórcio Sorocaba, Comercial Sambaíba de Viaturas, Empresa Bragantina de Varrição e Coleta de Lixo – Embralixo, Empresa São José, MoV Vinhedo – Rápido Sumaré, MoV Paulínia – Rápido Sumaré, MoV São João da Boa Vista – Rápido Sumaré, MoV Nova Odessa – Rápido Sumaré, MoV Louveira – West Side, MoV Itu – West Side, MoV Avaré – West Side, MoV Boituva – West Side, MoV Sumaré – Viação Ouro Verde, MoV Monte Mor – Rápido Campinas, MoV Franca (no lugar da São José), Nossa Senhora de Fátima Auto Ônibus, Rápido Luxo Campinas, Rápido Sumaré, Transportes Capellini, ValleSul Transportes e Turismo, VB Transportes e Turismo, VBex Encomendas, VB Cargas, Viaje Mais, Viação Atual, Viação Avante, Viação Campo dos Ouros (Guarulhos-SP), Viação Itu, Viação Lira (LiraBus), Viação Ouro Verde, Viação Transguarulhense, Vila Real Transportes e Serviços, West Side Viagens e Turismo, Monte Alegre Agência de Turismo, entre outras.
CONSÓRCIO GRANDE CAMPINAS:
RHEMA MOBILIDADE LTDA. (EMPRESA LÍDER), TRANSPORTE COLETIVO GRANDE MARÍLIA LTDA., NOVA VIA TRANSPORTES E SERVIÇOS LTDA., WMW LOCAÇÃO DE VEÍCULOS E SERVIÇOS DE TRANSPORTES LTDA. e AUTO VIAÇÃO SUZANO LTDA.;
É o consórcio com maior número de empresas, o que não significa que sejam companhias mais fortes ou maiores. Muitas delas, inclusive são marcadas por polêmicas e investigações como descredenciamentos com suspeitas de irregularidades, todas contestadas pelos operadores.
A Nova Via, ligada ao Grupo da Smile Turismo, atua no transporte urbano em Santa Bárbara d’Oeste, região metropolitana de Campinas.
A empresa, em Santa Bárbara, possui em torno de 80 funcionários e mais de 35 veículos. Os veículos rodam cerca de 160.000 quilômetros, por mês.
A Smile Transportes e Turismo tem cerca de 40 anos, sede em Paulínia e filiais em Campinas, Sumaré, Paraibuna, Fernandópolis e Marília, conta atualmente com mais de 800 funcionários e 500 veículos.
A Nova Via Transportes e Serviços Ltda tem como principal sócio, de acordo com a Junta Comercial de São Paulo, Norival Antonio do Prado, e a Ekos Transportes e Turismo. A Ekos é registrada em nome de Norival e já chegou a ser denominada de Nakasone Transportes. Já figurou como sócio da Nova Via, Antônio Felício Júnior. A família Felício também é conhecida por forte influência nos transportes, com atuação e fundação em grupos de empresas como Viação Danúbio Azul (Grupo VIDA), da Grande São Paulo e interior paulista; Rápido D’Oeste, de Ribeirão Preto; e a VoePass Linhas Aéreas (antiga Passaredo), fundada por José Luiz Felício, que morreu em 2023.
De acordo com reportagens de imprensa local, a Smile chegou a ser denunciada por suposta formação de cartel e falsificação de documentos nos transportes de Paulínia, também na região de Campinas. A denúncia, protocolada por uma advogada na prefeitura de Paulínia, apontou para uma possível “cartelização” com a empresa S.TP. Mobilidade e os rombos aos cofres públicos chegariam a R$ 19 milhões. A prefeitura decidiu pelo rompimento dos contratos.
A Rhema Transportes, por sua vez, é registrada em nome de Claudio Luis Ferreira Coutinho e Paulo Roberto Leme. Atua com fretamento e em serviços de transporte escolar em Paulínia
A New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda já teve as denominações Nova Esperança Locadora de Veiculos Ltda e Virtual Express Serviços de Entrega Rápida Ltda. De acordo com a Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), figura como sócio principal Marcos Welder França dos Santos, de Guarulhos, na Grande São Paulo.
A WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda tem sedes em Guarulhos e Arujá, na Grande São Paulo, e, segundo a Jucesp, é registrada em nome de Merciana Alves dos Santos Franca, da mesma família da New Hope. A atuação principal é em fretamento.
A Auto Viação Suzano Ltda, segundo a Junta Comercial, tem como sócio principal Welter França Souto Ferreira, ou seja, o mesmo da New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda. Atua em Santa Isabel (SP), Catanduva (SP) e Balneário Camboriú (SC).
A Transporte Coletivo Grande Marília é registrada em nome de Emerson de Jesus e Paula Anely Sikans. Atua em Marília, no interior de São Paulo, praticamente com a mesma pintura da Nova Via, de Santa Bárbara d’Oeste
CONSÓRCIO ANDORINHA
RHEMA MOBILIDADE LTDA. (EMPRESA LÍDER), NEW HOPE TERCEIRIZAÇÃO E TRANSPORTES CATANDUVA LTDA. E WMW LOCAÇÃO DE VEÍCULOS E SERVIÇOS DE TRANSPORTES LTDA.
Rhema e WMW estão também no Consórcio Grande Campinas – os detalhes acima.
De diferente, mas nem não diferente, é a New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda
A empresa já teve as denominações Nova Esperança Locadora De Veiculos Ltda e Virtual Express Serviços de Entrega Rápida Ltda. De acordo com a Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), figura como sócio principal Marcos Welder França dos Santos, de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Marcos Welder França dos Santos é sócio também, segundo a Jucesp, da Auto Viação Suzano Ltda, que está no Consórcio Grande Campinas.
A família atua na WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda, que está no Consórcio Grande Campinas.
CONSÓRCIO VCP MOBILIDADE
MOBICAMP LTDA. (EMPRESA LÍDER) E RED LOG LTDA.
Na prática, é composto também por empresas que atuam na cidade: Expresso Campibus Ltda (do Grupo NIFF, família Felício Yasbek e Viação Arujá), Onicamp Transporte Coletivo e Itajaí Transportes Coletivos (Camila Portela Redighieri Daher e Joubert Beluomini). Mas o caminho societário é complexo.
A MobiCamp tem o quadro de sócios formado pela VGM Participações Ltda, VUG Participações Ltda e Walter Godoy Bueno
A VGM, com sede em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, tem como sócia registrada Valéria Garcia Mansur e o objeto social é Holdings de Instituições Não-Financeiras Compra e Venda e Imóveis Próprios
A VUG tem como sócio-administrador Walter Godoy Bueno e o objeto social é o mesmo da VGM.
A Red Log, por sua vez, é formada pela Agromaquinas Locações Ltda, de Vila Velha (ES) e pelos sócios Camila Portela Redighieri Daher, Joubert Beluomini, Lorena Portela Redighieri e Rápido Santo Amaro Ltda.
Joubert Beluomini é sócio de Camila Portela Redighieri Daher na Itajaí e Onicamp Transporte Coletivo Ltda, que também opera já no transporte municipal de Campinas, além de aparecerem em comum na Rápido Santo Amaro Ltda.
DENÚNCIA E SUSPENSÃO NO TCE – TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO:
O TCE (Tribunal de Contas do Estado) de São Paulo suspendeu o andamento da licitação do sistema de ônibus de Campinas, no interior paulista, que envolve contratos de R$ 11,8 bilhões em 15 anos.
A publicação da decisão foi em 24 de abril de 2026.
A corte de contas recebeu denúncias de suposto conluio entre grandes grupos empresariais de ônibus espalhados pelo País para que operem, de forma mascarada, ao mesmo tempo nos dois lotes operacionais, e com possível uso de empresas menores que serviriam como espécies de “laranjas” para desconfigurar a manipulação.
O editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, teve acesso ao despacho e à denúncia. O documento aponta nomes de empresários, gestores e de empresas que supostamente formariam conexões. Até mesmo supostos elos entre rivais, como o Grupo Sancetur e o Grupo Belarmino foram apresentados. Além disso, grandes conglomerados, como o Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, fundador da GOL Linhas Aéreas, fariam parte das conexões apontadas com dados do próprio TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo).
A representação foi formulada pelo advogado André Nardini de Oliveira Roland.
Requer-se, assim, que sejam detalhados os mecanismos de controle adotados para prevenção de eventual conluio ou simulação de concorrência, bem como informadas apurações internas já realizadas sobre os fatos ora apontados, inclusive quanto à identificação prévia ou superveniente de tais vínculos – diz o texto ao qual o Diário do Transporte teve acesso.
Na decisão monocrática, o conselheiro do TCE, Dimas Ramalho, determinou que de forma imediata a prefeitura não realize a homologação da licitação e ainda estipulou um prazo de 10 dias para a gestão do prefeito Jorge Saadi se explicar.
A medida é em caráter cautelar.
Como mostrou o Diário do Transporte, em 05 de março de 2026, a prefeitura deu prosseguimento na licitação do novo sistema de ônibus municipais de Campinas, maior cidade do interior de São Paulo, que envolve contratos de 15 anos avaliados em R$ 11,8 bilhões neste período.
Sancetur, da família Chedid, para o lote Sul; e para o lote Norte, o Consórcio Grande Campinas apresentaram as propostas com o menor valor de custo para o município.
Para o lote Sul, a proposta da Sancetur foi de tarifa de remuneração de R$ 9,54 (deságio de 14,90% sobre o valor teto do edital de R$ 11,21).
A classificação das propostas, que foram apresentadas de forma bem acirrada na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, na prática, mudaria a estrutura empresarial de décadas nos transportes de Campinas, tendo, por exemplo, o Grupo Belarmino, do empresário português Belarmino de Ascenção Marta, como um dos maiores operadores na cidade até então que sairiam.
Apesar da classificação das propostas financeiras, não houve ainda a assinatura de contratos porque a prefeitura analisa a parte técnica e as documentações.
A gestão municipal conseguiu aprovação na Câmara Municipal de dois anos dos atuais contratos por causa da transição.
Relembre:
A denúncia que chegou ao TCE e ainda necessita de esclarecimentos e apurações, cita grande grupos, como “Grupo Comporte”, da família de Constantino de Oliveira, fundador da GOL Linhas Aéreas, “Grupo Belarmino”, do empresário Belarmino de Ascenção Marta, Sancetur, da família Chedid, e até mesmo o Sindicato das Empresas de Ônibus de Guarulhos, na Grande São Paulo.
De acordo com a representação apresentada ao TCE, há sinais de conexões entre estes grupos empresariais, envolvendo os dois lotes de operação, empresários vencedores, empresários teoricamente perdedores e que sairiam do sistema e empresários ativos no suposto acerto e que sequer apareceram.
O sistema identificou possível existência de vínculo entre as empresas citadas na representação. A cadeia de vínculos examinada indica a existência de conexão indireta entre a Nova Via Transportes (CNPJ: 39.742.141/0001-15) e Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19) – diz parte da representação.
Além disso, a denúncia mostra que possíveis rivais teriam conexão, como o Grupo Belarmino e a Sancentur.
Conexão entre a Sancetur, a Tupi e a Bampar por meio de um Administrador comum. As três empresas estão ligadas indiretamente através do Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior – prossegue o texto.
VALE LEMBRAR QUE A REPORTAGEM SE TRATA DO RELATO DE DOCUMENTO OFICIAL PUBLICADO E SÓ REPRODUZ AS DENÚNCIAS SEM ATRIBUIR CULPA OU ISENÇÃO. A prefeitura, responsável pela licitação, foi procurada pelo Diário do Transporte, que também tenta o contato dos outros citados. O espaço sempre está aberto.
Confira as denúncias registradas no TCE.
Resultados do cruzamento de dados: A Sancetur (concorrente individual) e as empresas Bampar e Tupi (integrantes do Consórcio Mov Campinas), então concorrentes no Lote Norte. A cadeia de vínculos examinada indica aparente centralização do controle administrativo e societário em torno de uma pessoa física em comum, além de participações cruzadas em consórcios terceiros. Conexão 1 : Conexão entre a Sancetur, a Tupi e a Bampar por meio de um Administrador comum. As três empresas estão ligadas indiretamente através do Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior (CPF:) , que possivelmente atua como figura central na administração de todas as entidades conectadas a elas. A Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda (CNPJ: 69.144.434/0001-61) atua como “Sociedade Consorciada” no Consórcio Giz&Lápis (CNPJ: 54.531.556/0001-33), o qual tem o Sr. Belarmino como Administrador. A Tupi – Transporte Urbano de Piracicaba Ltda (CNPJ: 43.207.151/0001-28) atua como “Sociedade Consorciada” no Consórcio Sorocaba (CNPJ: 14.012.270/0001-27), que também tem o Sr. Belarmino como Administrador. A Bampar Participações Ltda. (CNPJ: 07.452.821/0001-08) possui o Sr. Belarmino diretamente como seu Sócio-Administrador. A empresa Transportes Capellini Ltda (CNPJ: 46.090.221/0001-07) (que também possui o Sr. Belarmino como Administrador) estabelece uma ponte societária entre os consórcios ligados às concorrentes do certame: Ela atua como “Sociedade Consorciada” no Consórcio Giz&Lápis (mesmo consórcio integrado pela Sancetur). Simultaneamente, atua como “Sócia” na Bampar Participações . A Bampar Participações Ltda. atua diretamente como “Sócia” de duas outras empresas: Paradela Participações Ltda. (CNPJ: 07.450.404/0001-26) ; Viação Campo dos Ouros Ltda. (CNPJ: 05.600.628/0001-41). Ambas as empresas acima também possuem o Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior atuando como Administrador, reforçando possível atuação em grupo econômico sob gestão unificada.
Conexão 2: A Sancetur (concorrente individual), Consórcio Mov Campinas (Tupi e Bampar), Consórcio Grande Campinas (Rhema, Transporte Coletivo Grande Marília, entre outras), Consórcio Andorinha (Rhema, New Hope e WMW Locação) e Consórcio VCP Mobilidade (Mobicamp e Red Log), todas participantes dos Lotes Norte e Sul. A extensa teia societária, administrativa e de contatos demonstra que os amplos grupos econômicos por trás dessas empresas convergem através de cruzamentos em associações e compartilhamento de contatos comerciais. A cadeia de vínculos a seguir detalha a eventual ponte que interliga as empresas do Consórcio Grande Campinas e do Consórcio Andorinha ao núcleo de controle da Sancetur e do Consórcio Mov Campinas.
Conexão 1 : Conexão do Consórcio Grande Campinas e Andorinha (via Transporte Coletivo Grande Marília e Rhema Mobilidade Ltda) ao Grupo Constantino. A Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19), integrante do Consórcio Grande Campinas e do Consórcio Andorinha, possui vínculo indireto com a Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39), integrante do Consórcio Grande Campinas. Esta, por sua vez, compartilha, por meio de sua matriz e de uma e suas filiais, os endereços de e-mail e de telefone de contato corporativo (fiscalgiaruss@gmail.com; 11 4355-1500) com a empresa Diferencial Empreendimentos Imobiliários Ltda (CNPJ: 11.669.005/ 0001-28) e Aeropar Participações S.A. (CNPJ: 06.076.478/ 0001-81). A Diferencial Empreendimentos e a Aeropar Participações S.A. são entidades que direta e indiretamente são administradas/dirigidas por membros da família Constantino
Conexão 2 : Conexões entre o “Grupo Constantino” e o “Grupo de Walter Godoy Bueno”. Avançando na teia, o diagrama revela que o elo entre os núcleos se dá por duas vias. Primeiro pela governança compartilhada de pessoas jurídicas. Constata-se que membros do “Grupo Constantino” figuram no quadro diretivo como Administradores das empresas Ingá Turismo e Serviços Ltda. (CNPJ: 75.769.265/ 0001-58) e Mapa Comércio, Locação e Manutenção de Veículos Ltda. (CNPJ: 06.079.923/0001-67). O gráfico demonstra que essas empresas estão atreladas à Empresa de Ônibus Pássaro Marron S/A por meio da utilização conjunta de telefones e endereços eletrônicos (a exemplo do telefone 11 3775-3892 e do e-mail contabilidade@passaromarron.com.br ). Dando seguimento, constata-se que a própria Pássaro Marron S/A compartilha, por meio do Consórcio Metropolitano de Transportes (CNPJ: 07.096.200/0001-39) um segundo nível de canais de contato (destacando-se o e-mail reparticoes@cordeirolima.com.br e o telefone 11 2478-3609) com diversas outras pessoas jurídicas. Dentre as entidades que utilizam estes mesmos canais, figuram as empresas VGM Participações Ltda e VUG Participações Ltda . Conforme apurado, no Lote Sul o certame contou com a participação do Consórcio VCP Mobilidade , integrado pela Red Log Ltda (CNPJ: 40.951.719/0001-22) e pela recém criada Mobicamp Ltda (CNPJ: 64.803.889/0001-28, constituída em 30/01/2026). Embora a fundação recente da Mobicamp a tenha omitido das buscas iniciais de vínculos sistêmicos, o aprofundamento em seu Quadro de Sócios e Administradores (QSA) revela que a empresa possui como únicas sócias exatamente a VGM Participações e a VUG Participações . Além disso, o próprio Sr. Walter Godoy Bueno (CPF:) assina não apenas como representante das sócias cotistas, mas atua também como Administrador direto da Mobicamp. Além da interligação evidenciada por meio do Sr. Walter Godoy Bueno e da empresa Mobicamp, a análise do diagrama revela um segundo vetor de conexão independente que liga o “Grupo Constantino” aos representantes do Consórcio VCP Mobilidade, desta vez através da sua outra empresa consorciada, a Red Log Ltda . A cadeia de vínculos dessa segunda via se materializa passo a passo através de cruzamentos societários diretos e compartilhamento de quadros administrativos, conforme detalhado a seguir:
- O Sr. Henrique Constantino (CPF:) , vinculado indiretamente aos Consórcios Grande Campinas e Andorinha, atua como Sócio da Viação Santos Dumont Ltda. (CNPJ: 02.162.190/0001-79) .
- A Viação Santos Dumont atua diretamente como Sócia da Onipar Empreendimentos e Participações Ltda. (CNPJ: 04.000.349/ 0001-84) .
- A Onipar Empreendimentos possui como Sócia-Administradora a Sra. Camila Portela Redeghieri Daher (CPF:, que atua como elo de transição na rede.
- Expandindo a teia societária, a Sra. Camila Portela também exerce o cargo de Sócia-Administradora na empresa Itajaí Transportes Coletivos Ltda. (CNPJ: 06.346.461/ 0001-05) e da empresa Red Log Ltda. (CNPJ: 40.951.719/0001-22) .
- Na governança da Itajaí Transportes, constatasse a atuação conjunta com o Sr. Joubert Beluomini (CPF:) , que divide o controle da empresa na condição de Sócio-Administrador.
- O elo final consolida-se ao observar que o Sr. Joubert Beluomini é o Administrador direto da empresa Red Log Ltda. (CNPJ: 40.951.719/0001-22) .
Como a Red Log Ltda integra formalmente o Consórcio VCP Mobilidade (que disputou o Lote Sul ao lado da Mobicamp). Tais elementos sugerem que o Consórcio VCP Mobilidade pode estar duplamente conectado aos demais consórcios das concorrentes: por um lado, via Mobicamp (conectada a Walter Godoy Bueno e, consequentemente, aos Constantinos) e, por outro, via Red Log (conectada a Joubert Beluomini, Camila Portela e, sucessivamente, à Viação Santos Dumont e a Henrique Constantino). Desse modo, a teia delineada pode sugerir que empresas que figuraram formalmente como concorrentes diretas dentro de um mesmo lote (a exemplo do Lote Sul, onde a Mobicamp concorre contra a Sancetur e consórcio integrado pela Rhema), assim como licitantes que disputaram lotes distintos (como o Consórcio Grande Campinas no Lote Norte conectando-se indiretamente ao Consórcio VCP Mobilidade no Lote Sul), integram uma mesma malha de vínculos indiretos.
Conexão 3 : O Elo no topo – Conexão entre Walter Godoy Bueno e o núcleo de Belarmino Junior (Sancetur e Consórcio Mov Campinas). A convergência estrutural das redes ganha se consolida na cúpula diretiva da GUARUPASS – Associação das Concessionárias de Transporte Urbano de Passageiros de Guarulhos e Região (CNPJ: 74.504.937/0001-30). O diagrama revela que o elo institucional neste ponto ocorre pela atuação conjunta de representantes dos diferentes núcleos no comando desta associação. A análise detalhada do quadro confirma que o Sr. Walter Godoy Bueno atua como Diretor desta associação. Em conjunto com ele na mesma diretoria, figura o Sr. Belarmino da Ascenção Marta Junior (CPF: 129.742.028-45), que também exerce o cargo de Diretor . Cabe destacar, para fins de estrita precisão, que o vínculo gerencial com a GUARUPASS se dá exclusivamente por meio do Sr. Belarmino Junior, não havendo participação ou assento de seu pai (Sr. Belarmino da Ascenção Marta) na diretoria desta entidade. Soma-se a este quadro gerencial a figura do Sr. José Roberto Iasbek Felicio , que ocupa o cargo de Presidente da associação, unindo formalmente na mesma governança os gestores das diversas ramificações societárias (correlacionadas com o Consórcio VCP Mobilidade). Como já evidenciado em análises anteriores, o Sr. Belarmino Junior é a figura central possuindo vínculo indireto com as empresas Sancetur (concorrente 1) e das empresas Bampar e Tupi (integrantes do Consórcio Mov Campinas, concorrente 2). A atuação simultânea destes atores na direção da GUARUPASS materializa, portanto, um possível ponto de contato e controle unificado no topo da cadeia empresarial das licitantes
Conexão 4 : A integração do núcleo isolado (WMW, New Hope e Auto Viação Suzano) ao certame. WMW Locação de Veículos (CNPJ: 10.742.588/0001-02), New Hope Terceirização e Transportes (CNPJ: 09.474.700/0001-92) e Auto Viação Suzano Ltda (CNPJ: 12.278.903/0001-18), são aparentemente conectadas entre si por administradores próprios (como Merciana Alves e Welter Franca) e telefones em comum. Apesar de constarem isoladamente na representação visual da rede societária, a conexão orgânica e comercial dessas empresas com o restante do macro-grupo se evidencia de forma incontestável na própria licitação, uma vez que elas se consorciaram formalmente à Rhema e à Transporte Coletivo Grande Marília para formar o Consórcio Grande Campinas e o Consórcio Andorinha, integrando a teia e participando ativamente da dinâmica de vínculos dos Lotes Norte e Sul. Assim, diante dos apontamentos expostos, revela-se necessária a manifestação dessa Administração acerca dos fatos narrados, devendo apresentar esclarecimentos específicos sobre os vínculos identificados, sua eventual repercussão na condução e no resultado da licitação, especialmente com relação às diligências realizadas para resguardar a regularidade da contratação.
ASPECTOS DETECTADOS Sobre os fatos apresentados na representação:
O sistema identificou possível existência de vínculo entre as empresas citadas na representação. A cadeia de vínculos examinada indica a existência de conexão indireta entre a Nova Via Transportes (CNPJ: 39.742.141/0001-15) e Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19).
Conexão entre a Nova Via Transportes (CNPJ: 39.742.141/0001-15) e Ekos Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 03.177.014/0001-73). A Nova Via tem como sócia a empresa Ekos Transportes e Turismo Ltda, sendo que o Sr. Norival Antonio do Prado aparece como Administrador da Nova Via e Sócio-Administrador da Ekos. Conexão entre a Ekos Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 03.177.014/0001-73) e Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39). A Ekos consta localizada na Rua Aristeu Antonio de Paula, 15, Conjunto 17, Campinas/SP. O mesmo endereço consta como sede de uma filial da Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0002-10).
Conexão entre a Transporte Coletivo Grande Marília Ltda (CNPJ: 35.532.864/0001-39), Smile Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 05.564.404/0001-21) e S.T.P. Mobilidade Ltda (CNPJ: 18.397.297.00001-36). A Transporte Coletivo Grande Marília Ltda possui a Sra. Paula Anely Sikansi (CPF: 150.368.278-13) como Sócia-Administradora em comum com a Smile Transportes. A empresa S.T.P. Mobilidade Ltda (CNPJ: 18.397.297.00001-36) está localizada no mesmo endereço da Matriz Smile Transportes. Além disso, a S.T.P. possui como Sócio-Administrador o Sr. Emerson de Jesus (CPF: 119.294.448-85) que também é Sócio-Administrador da Transporte Coletivo Grande Marília Ltda.
Conexão entre a Smile Transportes e Turismo Ltda (CNPJ: 05.564.404/0001-21) e Rhema Mobilidade Ltda (CNPJ nº 14.026.139/0001-19).
A Smile possui uma filial de mesmo nome (CNPJ: 05.564.404.0004-74), com endereço em Rodovia Lix da Cunha, 3930, Jardim do Lago Continuação -Campinas/SP; e telefone 19-3255-3778. Por sua vez, a Rhema encontra-se localizada na Av. Dr. Heitor Nascimento, 196, Bloco B, Sala 3, Morumbi – Paulínia/SP; e, apesar da distinção dos endereços, possui atribuído o mesmo telefone da filial Smile (19-3255-3778).
Consulta a sistema de informações deste E. Tribunal – Empresas que participaram do certame, segundo ATA juntada na representação: LOTE NORTE
- Empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda CNPJ nº 69.144.434/0001-61.
- Consórcio Grande Campinas (vencedora), formado por: • Rhema Mobilidade Ltda CNPJ nº 14.026.139/ 0001-19; • Transporte Coletivo Grande Marília Ltda CNPJ nº 35.532.864/0001-39; • Nova Via Transportes e Serviços Ltda CNPJ nº 39.742.141/0001-25; • WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda CNPJ nº 10.742.588/ 0001-02; • Auto Viação Suzano Ltda 12.278.903/0001-28. 1. Consórcio Mov Campinas, formado por: • Bampar Participações Ltda CNPJ nº 07.452.821/0001-08; • Tupi-Transportes Urbano de Priracicaba Ltda CNPJ nº 43.207.151/0001-28.
LOTE SUL
- Empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda CNPJ nº 69.144.434/0001-61 (vencedora).
- Consórcio Andorinha, formado por: • Rhema Mobilidade Ltda CNPJ nº 14.026.139/ 0001-19; • New Hope Terceirização e Transportes Catanduva Ltda CNPJ nº 09.474.700/0001-92; • WMW Locação de Veículos e Serviços de Transportes Ltda CNPJ nº 10.742.588/ 0001-02
- Consórcio VCP Mobilidade, formado por: • Mobicamp Ltda CNPJ nº 64.803.889/0001-28; Talvez pela sua data de fundação (30/01/2026, em São Paulo), a empresa Mobicamp LTDA de CNPJ 64.803.889/0001-28, não aparece no sistema. Por esta razão, incluí os(as) sócios(as) na pesquisa. Sua atividade principal, conforme a Receita Federal, é 49.21-3-01 – Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal. Sua situação cadastral até o momento é Ativa. Quadro de Sócios e Administradores: Vgm Participacoes LTDA – CNPJ: 31046460000184 – Sócio Representado por Walter Godoy Bueno – Administrador; Vug Participacoes LTDA – CNPJ: 31045044000161 – Sócio Representado por Walter Godoy Bueno – Administrador; Walter Godoy Bueno – Administrador. • Red Log Ltda CNPJ nº 40.951.719/0001-22
Adamo, jornalista especializado em transportes
