Empresa informa que estoques de combustível estão esgotados, relata dificuldades financeiras e defende adoção de subsídios para garantir a continuidade da operação
YURI SENA
A Turi Transportes informou, nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026, que o transporte coletivo de Sete Lagoas (MG) corre risco de interrupção em razão do esgotamento dos estoques de óleo diesel. De acordo com a empresa, a operação está sendo mantida apenas com o combustível remanescente nos tanques dos ônibus que já se encontram em circulação.
Em nota à imprensa, publicada nas redes sociais da companhia, a concessionária afirma que, além da dificuldade para adquirir diesel, enfrenta obrigações financeiras em aberto, incluindo despesas que, segundo a empresa, permaneceram sem quitação durante o período de intervenção administrativa. A operadora sustenta que esse cenário agrava a situação operacional e compromete a continuidade da prestação do serviço.
A Turi Transportes alerta que, caso não seja encontrada uma solução emergencial, existe risco concreto de interrupção das operações do transporte coletivo no município.
Na nota, a empresa também afirma que o atual modelo de financiamento do sistema, baseado exclusivamente na arrecadação tarifária, não é suficiente para cobrir os custos da operação. Para a concessionária, essa condição torna o serviço financeiramente insustentável.
Como alternativa, a Turi Transportes defende a adoção de fontes complementares de financiamento, como subsídios públicos já utilizados em diversos municípios brasileiros. Segundo a empresa, esse modelo é necessário para assegurar a continuidade e a qualidade do transporte coletivo, independentemente da operadora responsável pela concessão.
Por fim, a concessionária afirma que permanece à disposição da Prefeitura de Sete Lagoas para buscar uma solução definitiva para o sistema. A empresa diz acreditar que a atuação conjunta entre o poder concedente, os órgãos competentes e a operadora será fundamental para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro da concessão, garantir a continuidade dos serviços e evitar prejuízos aos passageiros.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte
