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Com economia de R$ 1,2 milhão por ano por trocar ônibus a diesel por elétricos, Cascavel (PR) ganha prêmio de cidades inteligentes

Ao todo, operam 15 veículos monoblocos da Higer, sendo 13 padrons e dois articulados. Fabricante deve oferecer biarticulados no mercado brasileiro

ADAMO BAZANI

Colaborou Vinícius de Oliveira

A troca de parte da frota de ônibus a diesel por modelos elétricos rendeu uma premiação voltada a reconhecer iniciativas de cidades inteligentes para Cascavel, no Oeste do Paraná: o Prêmio InovaCidade 2026, do Instituto Smart City Business America (SCBA), entidade responsável pela Plataforma InovaCidade.

Mas, muito mais que isso, é nos cofres do município um dos principais ganhos pela substituição, de acordo com a prefeitura.

Por ano, é possível economizar R$ 1,2 milhão apenas com abastecimento. Ao fim de 15 anos, que é a vida útil mínima de um ônibus elétrico, serão R$ 18 milhões a menos, somente com este fator.

A conta ainda não incluiu os custos com manutenção, que em modelos elétricos são de cerca de três a cinco vezes menos que os coletivos a diesel.

Operam no sistema municipal de Cascavel (PR) 15 ônibus elétricos, sendo 13 padrons (de dois eixos) e dois articulados de 18 metros, todos da marca Higer, do tipo monobloco (carroceria, chassi e motores integrados), com piso baixo de ponta a ponta – não há degraus em nenhuma das portas.

Esta quantidade corresponde a 12% de toda a frota da cidade, que é de 125 coletivos.

A eletrificação teve início em 05 de agosto de 2024, com a entrega da infraestrutura de recarga, e os veículos passaram a atender as linhas do transporte coletivo a partir de 6 de agosto de 2024.

Segundo dados da Higer, com uma reserva técnica de 10% nas baterias, os ônibus elétricos articulados podem ter autonomia de 335 km com uma carga e os padrons de 12 metros ou 13 metros, em torno de 290 km.

Para todo o projeto de eletrificação, Cascavel necessitou de R$ 69,3 milhões, dos quais, para a compra dos ônibus elétricos foram R$ 43,2 milhões; para 0 eletroterminal: R$ 7,5 milhões; para uma usina fotovoltaica (energia obtida da luz solar) um investimento de R$ 16 milhões e a conexão elétrica da usina (Copel) custou R$ 2,6 milhões.

Além da economia de cerca de 57% nos custos de abastecimento, a cidade diz que tem poupado recursos com saúde pública e impactos da poluição.

A qualificação do sistema de ônibus também foi considerada pelo Instituto Smart City Business America (SCBA), que é uma organização privada sem fins lucrativos, fundada em 2013, sediada em São Paulo, que atua como uma plataforma de articulação entre governos, empresas, universidades e entidades da sociedade civil para promover projetos relacionados a cidades inteligentes (smart cities).

Os modelos são mais silenciosos que os similares a diesel, têm menores níveis de trepidação e se tornaram preferidos dos passageiros e motoristas pelo conforto.

Todos os ônibus possuem ar-condicionado, entradas USB para carregamento de celulares (inclusive para passageiros em pé), isolamento térmico, monitores de vídeo e vidros com proteção contra raios ultravioleta do sol.

A Higer diz que tem planos de investimentos e expansão no Brasil, inclusive com uma unidade industrial no País.

Os ônibus articulados e, posteriormente, biarticulados, figuram entre os principais produtos destes planos da marca chinesa no Brasil.

Em janeiro, em primeira-mão, o Diário do Transporte mostrou que a Higer lançou o EON E, família de ônibus elétricos urbanos de grande porte que pode ter as versões articuladas e biarticuladas.

O EON E26EV é o modelo da versão biarticulada, com 26,5m, podendo ter as configurações de piso alto, piso baixo na entrada ou piso baixo total (Entrada, Baixo ou Piso Alto).

O Diário do Transporte conversou, na ocasião, com o diretor da Higer para a América do Sul, Marcelo Barella, representante da empresa chinesa no Brasil, que revelou que já há previsão de o modelo ser oferecido no mercado interno.

“Este modelo será apresentado no início 2027 para testes em Curitiba, inicialmente. Mas, por comportar diferentes configurações, poderá ser utilizado em outros sistemas de transportes” – revelou.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/01/25/higer-apresenta-novo-onibus-100-eletrico-eon-e26ev-de-265m-que-tambem-sera-comercializado-no-brasil-veja-video-saiba-quando-entrevista/

MODELOS JÁ EM COMERCIALIZAÇÃO NO BRASIL:

Segundo a fabricante, os resultados de desempenho dos modelos em operação em Cascavel podem ser considerados em mais projetos de eletromobilidade que estão em processo de viabilidade no mercado Brasileiro.

“Tais resultados são muito significativos em comparação com outras tecnologias que são ofertadas dentro do mercado brasileiro, pois a diferença do peso neto de cada ônibus é extremamente grande fazendo com que a autonomia seja afetada bem como custos de manutenção. Higer usa tecnologia monobloco e outras usam Carroceria sob Chassis”. – diz nota da fabricante

MODELOS DA NOVA LINHA EON E (ainda vai ser disponibilizada):

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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